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anápolis

Município de Anápolis

"Capital Econômica de Goiás"


"Coração do Brasil"
"Manchester Goiana"

Brasão Bandeira
Hino
Fundação 31 de julho de 1907
Gentílico anapolino(a)
Lema
Antônio Roberto Gomide (PT)
Prefeito(a)
(2009–2012)
Localização

Localização de Anápolis em Goiás


Localização de Anápolis no Brasil
16° 19' 37" S 48° 57' 10" O16° 19' 37" S 48° 57' 10" O
Unidade
Goiás
federativa
Mesorregião Centro Goiano IBGE/2008[1]
Microrregião Anápolis IBGE/2008[1]
Pirenópolis, Abadiânia (N), Silvânia (L),
Municípios
Leopoldo de Bulhões (S), Nerópolis e
limítrofes
Ouro Verde de Goiás (O).
Distância até a
48 km
capital
Características geográficas
Área 918,375 km² [2]
População 335 032 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 364,81 hab./km²
Clima tropical de altitude Cwa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,788 médio PNUD/2000[4]
R$ 6 265 480,112 mil (BR:
PIB
70º) – IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 18 910,15 IBGE/2008[5]

Anápolis é um município brasileiro do estado de Goiás. Tem, segundo o Censo do


IBGE para 2010, 335.032 habitantes, sendo o terceiro maior em população do Estado.
Possui um PIB de 6,2 bilhões de reais, o que faz de Anápolis o município mais
competitivo,rico e desenvolvido do interior do Centro-Oeste Brasileiro. Fica a 48 km de
Goiânia e 139 km de Brasília. Junto com essas cidades, faz do eixo Goiânia-Anápolis-
Brasília, a região mais desenvolvida do Centro-Oeste.

Surge de uma pequena vila que surgiu dos encontros de viajantes em uma fazenda que
ficava na região, e que cresceu após a construção da capela de Santana. A etimologia de
seu nome pode ser considerada como vinda do nome de Santa Ana, ou do nome de Ana
das Dores, significando Cidade de Ana.

A cidade é cortada pelas rodovias BR-153 e BR-060, duas importantes vias federais, o
que colabora com seu crescimente. Além disso é cortada também pela GO-222 e pela
BR-414. Conta com um campus da UEG e do IF, além de inúmeros institutos
particulares e centros profissionalizantes. Anápolis teve um alto índice de crescimento
após a instalação do DAIA, em 1976.

História

Em 1819, o viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, hospedou-se na região, a qual


mencionou de Fazenda das Antas. Um conhecido desbravador da região, o marechal
Raimundo de Cunha Matos, chegou a afirmar em suas andanças a citada propriedade,
encravada no rio das Antas, nome este por sinal, face o local na época ter grande
quantidade de antas.

A origem dessa localidade é quase certa que fica nas redondezas do Córrego Góis,
Ribeirão das Antas, Córrego dos Nunes, Córrego Capuava, Córrego Cesário, Córrego
Água Fria, Córrego João de Aí, tinha como residência os senhores Joaquim e Manuel
Rodrigues dos Santos, José Inácio de Sousa, Manuel e Pedro Rodrigues (Roiz), Camilo
Mendes de Morais, Manuel Rodrigues da Silva, todos lavradores e mais comunidade
por volta de 1865. Por ser um local aprazível, com bom pasto e muita água, tornou-se
logo um ponto de encontro entre viajantes e tropeiros surgindo em seguida casas e
palhoças.

Percorrendo a extensa faixa de terras entre Jaraguá e Silvânia, alguns viajantes fixaram
ali residência, principalmente na cabeceira do rio/riacho das Antas.
Afirma a tradição que, por volta de 1859, passando pela região da fazenda de Manuel
Rodrigues, Dona Ana das Dores, natural de Jaraguá, perdeu ali um de seus animais de
carga que conduzia uma imagem de Santana. Encontrado o animal, os tropeiros não
conseguiram erguer a tal mala que continha a imagem, o que levou Dona Ana a
interpretar o fato ocorrido como um desejo da santa de permanecer no local. Dona Ana
então prometeu doá-la à primeira capela que fosse erguida no local.

Em 1870, muda para o vilarejo Gomes de Sousa Ramos, filho de Dona Ana das Dores,
homem experiente e viajado, conseguiu dos moradores a doação de uma gleba de terra
para o patrimônio da Senhora Santana e, no ano seguinte, construía um templo em seu
louvor, a primeira igreja da cidade, no mesmo local onde hoje se encontra a Catedral de
Santana. Com o crescimento local a denominação passou a ser Capela de Santana das
Antas.[6]

Emancipação

Um professor de primeiras letras oriundo de Meia-Ponte, designado pelo governo


provincial, chegou ao povoado em 1882. Chamava-se José da Silva Batista (Zeca
Batista).

Batista lutou pelo desenvolvimento da freguesia e para emancipá-la de Pirenópolis, fato


que se deu, por força da Lei nº 811 de 15 de novembro de 1887. Com a morte de Gomes
de Sousa Ramos, considerado o primeiro líder, Zeca Batista ocupou o seu lugar.

Por múltiplos obstáculos, e, sobretudo pelas dificuldades levantadas pelas autoridades


pirenopolinas, pelo advento da Lei Áurea (1888) e pela Proclamação da República
(1889), a instalação da vila só se deu a 10 de março de 1892, com José da Silva Batista
na presidência da junta administrativa da Vila de Santana das Antas[7]

Através de eleições, em 1893 o povo antense escolheu o primeiro intendente Lopo de


Sousa Ramos, e o primeiro conselho municipal foi formado por Antônio Crispim de
Sousa, Teodoro da Silva Batista, Vicente Gonçalves de Almeida, Floro Santana Ramos,
Antônio Batista Arantes e Modesto Sardinha de Siqueira. Já contando com autonomia
administrativa e base territorial, a Vila de Santana das Antas foi elevada à categoria de
cidade pelo Decreto-Lei 320, assinado pelo então presidente do estado de Goiás, Miguel
da Rocha Lima, passando a ser denominada de Anápolis (que significa Cidade de Ana)
a partir de 31 de julho de 1907, sendo considerada esta a data de comemoração do
aniversário da cidade.

José da Silva Batista, o consolidador do município faleceu em 7 de dezembro de 1910,


com 54 anos de idade.

Em 9 de janeiro de 1924, chegou a luz elétrica na cidade, graças ao pioneirismo de


Francisco Silvério Faria e Ralf Colemann. A instalação do telégrafo deu-se em 1926 e a
ferrovia chegou em 1935. É conhecida como Manchester goiana. Em 1927 foi fundado
o Hospital Evangélico Goiano, pelo médico e missionário evangélico de origem inglesa,
Dr.James Fanstone, sendo na sua época a mais moderna instituição de saúde do centro-
oeste brasileiro. Em 1939 foi fundado o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em 1943
surgiu o primeiro bairro, o Jundiaí, lançado por Jonas Duarte.[8]
Subdivisões

Distritos

O município ainda conta com quatro distritos:[9]

• Sousânia
• Interlândia
• Joanápolis
• Goialândia

Bairros

• Anápolis City
• Arco Verde
• Bairro Alvorada
• Bairro Boa Vista
• Bairro das Bandeiras
• Bairro de Lourdes
• Bairro JK
• Bairro Jundiaí
• Bairro Maracanã
• Bairro Recanto do Sol
• Bairro Santo Antônio
• Bairro São Carlos
• Bairro São Jerônimo
• Bairro São Joaquim
• Bairro São Jorge
• Bom Clima
• Conjunto Filostro Machado
• DAIA
• Jardim Alexandrina
• Jardim Alvorada
• Jardim América
• Jardim Ana Paula
• Jardim das Américas
• Jardim dos Ipês
• Jardim Primavera
• Jardim Progresso
• Jardim Tesouro
• Nova Vila
• Paraíso
• Residencial Flamboyant
• Residencial Ayrton Senna
• Santo André
• Setor Central
• Setor Industrial Munir Calisto
• Setor Sul Jamil Miguel
• Setor Tropical
• Sunflower
• Vila Feliz
• Vila Formosa
• Vila Góis
• Vila Jaiara
• Vila João Luiz de Oliveira
• Vila Santa Isabel
• Vila Santa Maria
• Vila Santa Maria de Nazareth
• Village Jardim
• Vivian Park

Municípios Desmembrados

Da área territorial anapolina, desmembraram-se os seguintes municípios:

• Nerópolis
• Nova Veneza
• Damolândia
• Brazabrantes
• Goianápolis
• Ouro Verde de Goiás
• Campo Limpo de Goiás

Principais Bairros

Bairro Jundiaí

Bairro Jundiaí. À esquerda a Praça Dom Emanoel e em primeiro plano a Praça dep.
Abílio Volney.

Segundo fontes obtidas no acervo da mapoteca da Prefeitura Municipal de Anápolis, o


bairro Jundiaí surgiu em 1943, lançado pela Sociedade Imobiliária Anapolina, tendo a
frente o Sr. Jonas Duarte, com o intuito de abrigar a sede do Anápolis Sport Club. Era
uma época em que Anápolis passava por forte processo de mudanças de hábitos de sua
população e também pelo processo de expansão urbana bastante acentuado na época,
como já foi citado neste capítulo anteriormente. Primeiro foi denominado Bairro João
Dahy, mas conforme foi adquirindo status de área nobre a população abastada nele
residente achou necessário trocar seu nome, pois este denotava um estereótipo de bairro
pobre e proletariado. Assim, a classe abastada, com o intuito de angariar prestigio ao
bairro, alterou o nome do bairro. Foi sugerido o nome Bairro Antesina, mas prevaleceu
a denominação atual, fato que gerou bastante polêmica entre os moradores mais
populares que sentiram-se segregados. [13]

Desde a sua criação o Bairro Jundiaí recebeu grande atenção de empresários e do poder
público, estabelecido por meio de um plano urbanístico que o interligou e o integrou ao
centro da cidade, fatos estes que fizeram com que hoje o bairro seja um dos mais
movimentados de Anápolis devido ao seu planejamento e a sua infra-estrutura.
Entretanto, somente em meados da década de 1950, que o Jundiaí consolida-se, ganha
vitalidade e adquire status de bairro nobre, comportando atualmente a média e alta
classe urbana da cidade.

Com a caracterização de bairro nobre conquistada desde a sua criação o Bairro Jundiaí
comporta o fenômeno urbano que os geógrafos denominam de centro expandido,
possuindo crescente verticalização e propiciando crescimento comercial e econômico
para a cidade. Segundo a Prefeitura municipal de Anápolis, atualmente o bairro conta
com 5766 lotes e uma população estimada em torno de 20 mil habitantes, o que o faz
um dos setores com maior densidade populacional da cidade. Com o intuito de
adquirirem status de bairro nobre, mais três bairros passaram a compor o Jundiaí e
expandindo-o atualmente. Esses bairros são; Vila Santana, Jundiaí Industrial e Vila
Celina.

É um dos maiores bairros da cidade de Anápolis. Atualmente conta com uma grande
infraestrutura viária, boa estrutura urbanística, comércio importante, agências bancárias,
farmácias, hospital, rede escolar (Colégio São Francisco, Carmo, Delta, Galileu,
Crescer, Jardim do Éden e outros) e vários bares e restaurantes. É um bairro em
constante transformação onde avenidas antes residenciais, são aos poucos ocupadas por
clínicas e escritórios.

Setor Central

Caracterizado por ruas estreitas que remontam à década de 1910, o centro possui forte
presença comercial e por quatro belas praças, a Bom Jesus (com uma fonte), a Santana
(ponto de origem da cidade), a James Fanstone, pequena e com um coreto (embora não
utilizado pelo fim original), a Praça das Mães e a Americano do Brasil, adornado por
um caça Mirage F-103 aposentado da Base Aérea de Anápolis e exposto desde 2004.

Por sua característica de ruas estreitas, possui um trânsito complicado e cheio de


pedestres, principalmente nas ruas Barão do Rio Branco, General Joaquim Inácio,
Engenheiro Portela e 15 de Dezembro. Este quarteto de ruas abriga grande número de
lojas, bancos e comércio, sendo considerado o coração da cidade.

Geografia

Imagem de satélite da cidade (13 de abril de 2010)

Anápolis está a 48 quilômetros da capital, Goiânia, através de pista duplicada da BR-


153, que liga a cidade ao sul e ao norte do país. Ainda conta com as rodovias federais
BR-060 (que liga Anápolis a Brasília através de pista dupla) e BR-414 (que liga
Anápolis à Brasília, através de Corumbá de Goiás) e as estaduais GO-222 (para
Nerópolis) e GO-330 (para Leopoldo de Bulhões). É um dos maiores entroncamentos
rodoviários do país, estando a pouco mais de 130 quilômetros da capital federal.

Anápolis é o terceiro maior município em população do estado de Goiás, o segundo


maior em arrecadação de impostos e a segunda maior cidade do estado de Goiás,
compondo a região mais desenvolvida do Centro-Oeste brasileiro, o eixo Goiânia-
Anápolis-Brasília. Localiza-se também na mesorregião mais desenvolvida de Goiás,
denominada de "Centro Goiano".
Segundo o Censo do IBGE para 2010, sua população é de 335.032 habitantes. Limita-se
ao norte com os municípios de Pirenópolis e Abadiânia, a leste com o município de
Silvânia, ao sul com o município de Leopoldo de Bulhões e Goianápolis e a oeste com
os municípios de Nerópolis e Ouro Verde de Goiás. Sua bacia hidrográfica é composta
pelos ribeirões João Leite, Antas, Piancó, Padre Sousa este último faz a divisão entre os
municípios de Anápolis e Pirenópolis, entre outros.

Relevo

O município tem relevo ondulado, fazendo parte do planalto central brasileiro, podendo
ser subdividido em cinco tipos, com características peculiares, sobretudo no que diz
respeito à forma, ao espaçamento interfluvial e à potencialidade erosiva.

A maior parte do território do município possui um relevo medianamente dissecado


com potencialidade erosiva fraca. Apresenta formas convexas associadas a formas
tabulares amplas. Nessa área, a drenagem das águas é pouco entalhada e as encostas
possuem uma inclinação de 2 a 5º. A substituição da cobertura vegetal primitiva por
pastos, submetidos à prática de queimada e ao pastoreio intenso, provoca a retirada de
nutrientes do solo pelo escoamento superficial promovendo seu esgotamento.

Os relevos intensamente dissecados com potencialidades erosiva muito forte,


encontram-se em duas áreas. A primeira, menor, ao norte, junto à fronteira com os
municípios de Abadiânia e Pirenópolis. A segunda maior, desde os limites com o
município de Ouro Verde e avançando em direção ao centro, sob a forma de uma faixa
estreita. Caracteriza-se pelas formas convexas e aguçadas, pelo espaçamento interfluvial
inferior a 750 metros, eventualmente associados a relevos residuais de topo plano e a
bordas de planalto e chapadões, com escarpas de até 45º.

Clima

O Clima do município é do tipo tropical de altitude. A temperatura, ao longo do ano,


oscila entre 9º (junho-julho) a 33º (janeiro-março), mas a média fica entre 20º e 23°C. O
período mais frio vai de maio a setembro, e o mais quente, de outubro a abril. Existem
duas estações distintas, a da seca, que coincide com o período de frio, e a das chuvas,
que coincide com o período de calor.

Anápolis possui um clima ameno na maior parte do ano. No inverno as temperaturas


mínimas podem despencar para até 7°C. Porém, as máximas podem ser superiores a
25°C. (Temperaturas típicas de um dia de inverno: mín. 10°C/máx.29°C). A mínima
absoluta ocorreu na forte onda de frio de junho de 1975, onde a temperatura chegou a
-3°C, com forte geada na cidade. Na primavera, são registradas as maiores
temperaturas. Há casos em que as temperaturas máximas podem alcançar ou ultrapassar
os 35°C. (Temperaturas típicas de um dia de primavera: mín. 19°C/máx.32°C). No
verão as temperaturas ficam mais "amenas": entre 18°C e 31°C. (Temperaturas típicas
de um dia de verão: mín. 19°C/máx.29°C). No outono, as temperaturas ficam mais
amenas variando entre 12°C e 26°C, embora às vezes a mínima possa ser menor, como
em 2007. (Temperaturas típicas de um dia de outono: mín. 14°C/máx.29°C).
Os meses de Agosto e Setembro são muito secos costumam ser quentes apesar do
inverno. As primeiras chuvas após o tempo de seca chegam com a entrada da primavera,
variando de um ano pro outro.

A umidade relativa do ar tem uma variação sazonal. A média mensal fica em torno de
50 a 60% nos meses mais secos (que pode chegar a meados de 20%), mas no período
das chuvas ultrapassa a 80%.

Meio ambiente

A cobertura vegetal do município está quase que totalmente descaracterizada pela ação
do homem que há décadas, vem substituindo as matas por cultura de cereais, como
arroz, milho, café e a formação de pastagens para alimentação do rebanho bovino.

O município localiza-se em uma área de tensão ecológica, ponto de contato entre o


cerrado e a região da mata. O cerrado, predominante a leste, tem dois típicos básicos de
cobertura: o cerrado propriamente dito e o campo cerrado.

Fauna e Flora

A Flora da região do cerrado é formada principalmente por jacarandá, peroba-branca,


quina-do-campo, aroeira, pequi e lobeira. Na região de mata, destacam-se o angico, o
amarelão ou garapa, o ipê-amarelo e o ipê-roxo, algumas espécies de palmeiras e a
taboca. A mata ciliar ou de galeria, que acompanha as margens dos córregos, possui
palmitos, buritis, samambaias e imbaúbas, dentre outras plantas.

Existem inúmeras plantas de uso na medicina popular, como o pau-santo e a quina, que
são arvores, e o acaçu, velame-branco, pé-de-perdiz, carapiá e chapadinha, que são
arbustos dos quais se extrai a raiz para fins medicinais.

Hidrografia

Embora não exista nele nenhum rio caudaloso, o município de Anápolis é um privilégio
manancial de água, que servem a duas bacias hidrográficas: a Platina e a Amazônica.
Trata-se de córregos e ribeirões com pequeno volume e água, muita vezes estreitos e
encachoeirados, que não podem ser utilizados para navegação. Durante o período das
chuvas, costumam transbordar, muito embora o volume de água que possuem seja
pequeno.

Quanto ao aspecto econômico, muitos córregos e ribeirões são importantes devido à


utilização de suas águas para irrigação de hortaliças. Não são rios piscosos, ainda que
em alguns deles se pratique a pesca em pequena escala, mais como atividade de lazer.

Demografia

A população é de 335.032 habitantes, segundo o Censo do IBGE [14] de 2010. Em


população, Anápolis é a 68ª maior cidade brasileira, possuindo atualmente uma frota de
155.000 veículos registrados,[15] e por isso ocorrem problemas no trânsito nos horários
de pico. A cidade sofreu colonização de mineiros, paulistas, paranaenses, árabes e
japoneses, principalmente. É uma cidade bastante hospitaleira e tranquila, com baixos
índices de criminalidade.

Essa é a evolução populacional da cidade[14]:

Ano Habitantes
1872 3.000
1900 6.296
1910 8.476
1920 16.037
1935 33.375
1940 39.148
1950 50.338
1960 68.732
1970 105.121
1980 179.973
1991 239.047
1996 264.868
2000 287.666
2010 335.032

Economia

Anápolis é a principal cidade industrial e centro logístico do Centro-Oeste brasileiro.


Possui diversificada indústria farmacêutica, forte presença de empresas de logística e
atacadistas de secos e molhados, economia forte e bem representada através de 31
agências bancárias.

O município é o terceiro do Estado em população e o primeiro no ranking de


competitividade e desenvolvimento recém divulgado pela Secretaria Estadual de
Planejamento (www.seplan.go.gov.br), além de estar no centro da região mais
desenvolvida do Centro-Oeste brasileiro, conhecida como o eixo "Goiânia-Anápolis-
Brasília". Possui um PIB estimado para 2008 em R$ 6,2 bilhões de reais e um Pib Per
Capita de R$ 18.450,00.

Sua economia está voltada para a indústria de transformação, medicamentos, comércio


atacadista, indústria automobilística e também a educação.

DAIA - Distrito Agroindustrial de Anápolis

O Distrito AgroIndustrial de Anápolis (DAIA) foi criado em 8 de setembro de 1976


com o objetivo de agregar valor à produção agropecuária e mineral da região. A posição
estratégica da cidade, contudo, contribuiu para que a intenção inicial fosse suplantada.
Contando com uma área de 593 hectares, é limítrofe com a BR-060/153 e com a GO-
330, além de ser interligada ao Porto de Santos por um ramal da Ferrovia Centro
Atlântica e ser o marco zero da ferrovia Norte-Sul, em construção.[16]
Inaugurado na década de 1970 o DAIA é uma das molas propulsoras do
desenvolvimento do interior goiano. Considerado na época um "elefante branco" (como
se designavam as obras faraônicas que não terminavam ou não tinham efeito prático) o
Distrito sobreviveu às dificuldades iniciais do período de implantação, com o baixo
índice de povoamento por empresas. Quase uma década depois de ser criado, ali
estavam instaladas pouco mais de uma dezena de indústrias.[16]

O grande impulso veio em meados da década de 1980 quando o governo estadual


instituiu o programa de incentivos fiscais Fomentar, concedendo crédito de ICMS às
industrias que se instalassem em Goiás. O programa passou por várias reformulações, se
adequando às constantes mudanças ocorridas na economia brasileira, num período
marcado pela escalada inflacionária e pela recessão. Ainda assim num campo minado de
adversidades, o DAIA se consolidou como o principal polo de indústria goiana devido
não só aos incentivos fiscais oferecidos, como também, e fundamentalmente, pelas suas
condições de infra-estrutura e localização, os pontos chaves para facilitar o escoamento
da produção.[16]

Atualmente, o Distrito é a sede do Polo Farmacêutico Goiano, com mais de 20


empresas, entre elas, pode-se citar os Laboratórios Teuto Brasileiro (com participação
de 40% da Pfizer), Neoquímica (da Hypermarcas), Greenpharma, Geolab, Champion,
Kinder, Vitapan, Novafarma, Genoma, AB Farmoquimica, FBM, Melcon (com
participação de 40% do Laboratório Aché), Pharma Nostra e muitos outros, que juntos,
empregam mais de dez mil pessoas.

Além da grande quantidade de laboratórios farmacêuticos e de indústrias químicas, o


DAIA ainda possui uma Estação Aduaneira do Interior (EADI) e diversas outras
empresas, entre as quais Adubos Araguaia, Fertilizantes Mitsui, Granol Óleos Vegetais,
Gravia Esquality, Guabi, Midway International, Cereais Araguaia, Elkatex, Babymania
Fraldas, Roan Alimentos, Beraca-Sabará Indústria Química, Companhia Metalgraphica
Paulista, Transportadora Gabardo, RGLog Logística, DHL Logística, Laticínios Vigor,
Colatex, Plastubos, Docce Vida, Hyundai e outras.

Dentre as vantagens que possibilitam o desenvolvimento contínuo do Daia, podemos


destacar a Estação Aduaneira do Interior (EADI ou Porto Seco), a localização do
quilômetro Zero da Ferrovia Norte-Sul, a ponta norte da Ferrovia Centro Atlântica (que
se ligará com o km Zero da Ferrovia Norte Sul), Plataforma Multimodal, em
construção, e o Entreposto da Zona Franca de Manaus, também em construção. Além
disso, conta com sistema de captação e tratamento de água próprios, com capacidade
para 590.000 metros cúbicos, sistema exclusivo de energia elétrica, central telefônica -
DDD/DDI, agências bancárias e correios e a localização privilegiada, no coração do
Brasil, o que permite às empresas instaladas ou que pretendem se instalar terem mais
suporte e estrutura física para realizarem ótimos negócios.[16]

Os projetos para 2011 incluem a construção da nova fábrica de caminhões da Hyundai,


fábrica de motores também da Hyundai, fábrica de tratores da MTZ Internacional,
fábrica da Indústria Ypê, ampliação do Centro de Distribuição do Laboratório
Neoquímica (investimentos de R$ 100 milhões) e muitos outros projetos que acelerarão
o processo de industrialização da cidade.
Fora da área do Distrito Industrial, ainda podemos contar com diversas empresas de
porte, tais como AMBEV, Fri-Ribe Rações, Arroz Brejeiro, Friboi, Plumatex, Babioli,
Belma Alimentos, Laboratório Uniphar, Suplemente, etc.

Porto Seco

Pátio do Porto Seco Centro-Oeste.

Um dos principais motivos de Anápolis ter se consolidado como o 22º maior município
importador do Brasil, com US$ 1,5 bilhão em volume, o Porto Seco Centro-Oeste ou
EADI - Estação Aduaneira Interior, é um terminal alfandegado de uso público, de zona
secundária, destinado à prestação de serviços de movimentação e armazenagem de
mercadorias sob controle aduaneiro.

O Porto Seco foi criado através de concorrência pública na qual um grupo de


empresários goianos se uniu formando o consórcio vencedor da licitação, obtendo assim
a permissão para prestação do serviço aduaneiro. Da permissão à implantação foram
dois anos para as adequações exigidas pela Receita Federal, até o cumprimento das
exigências do edital de licitação. Alfandegado em Setembro de 1999, este recinto vem
desempenhando papel fundamental no desenvolvimento do Estado. Uma nova visão de
Comércio Exterior foi estabelecida em Goiás, aproximando a região do mercado global.
Tendo como missão principal atender às necessidades de importadores e exportadores, o
Porto Seco, presta assessoria aos seus clientes, no intuito de os mesmos otimizarem as
suas transações nacionais e internacionais ganhando, assim, mais competitividade de
mercado através de agilidade e redução de custos de armazenagem dos seus produtos. A
localização do Porto Seco Centro-Oeste não poderia ser melhor. Situado dentro do
Distrito Industrial da cidade, possui uma ampla e moderna infraestrutura, com área total
de 109.707,97 m². A empresa está em uma região estrategicamente privilegiada, a
54 km de Goiânia, capital do estado de Goiás, e 150 km de Brasília, a capital do Brasil.
Três rodovias federais se interligam a Anápolis: as BR´s 060, 153 e 414, formando
juntamente com a ferrovia Centro Atlântica e a Ferrovia Norte Sul (em construção) o
que pode ser chamado de "Trevo do Brasil". Além do fácil acesso rodoviário, o Porto
Seco Centro-Oeste é servido por um ramal da ferrovia Centro Atlântica, oferecendo
uma facilidade adicional para combinar os recursos de seus clientes e oferecer a melhor
opção de transporte. Podem ser transportados inúmeros tipos de cargas interligando
todo o mercado do Centro-Oeste a outros pontos do País, transformando grandes
distâncias em distâncias economicamente competitivas. O Porto Seco ainda oferece
vantagens adicionais e facilidades que desburocratizam o sistema, agilizando suas
operações, possibilitando a redução de custos e maior competitividade nos negócios
externos, como por exemplo: O mais importante dos regimes suspensivos pela EADI
Porto Seco Centro-Oeste é o Entreposto Aduaneiro, o qual prevê a suspensão de
impostos por até 03 (três anos), possibilitando nacionalizações parciais do estoque
inicial, o que redunda em menor comprometimento de caixa da empresa no
recolhimento de impostos e total adequação do desembaraço as suas necessidades de
utilização de matéria prima ou produto acabado. Portanto, o Entreposto Aduaneiro é o
regime de destaque para as empresas que operam no comércio exterior, sendo um forte
aliado nos investimentos no que tange à competitividade conquistada com as facilidades
de operações, agilidade e segurança oferecidas pelo Porto Seco Centro-Oeste.
· Agilidade nos desembaraços com presença constante da Receita Federal, Ministério da
Saúde e Ministério da Agricultura. · Consolidação e desconsolidação de cargas na
EADI, viabilizando volumes menores de comercialização. · Emissão dos documentos
necessários e exigíveis em todos os processos pertinentes. · Central de Informações para
que os clientes acompanhem de perto os procedimentos com riqueza de detalhes,
permitindo transparência em todo processo. · Negociação direta por parte do cliente
com uma empresa que tem como objetivo priorizar a qualidade na prestação de serviços.
· Em função de parâmetros pré-estabelecidos com a Secretaria da Receita Federal, o
Porto Seco Centro-Oeste trabalha com redução significativa nas tarifas em relação ao
desembaraço dos portos, aeroportos e fronteiras. · Terminal ferroviário,
disponibilizando o uso da ferrovia e contribuindo para a redução no custo do frete.
Localização geográfica estratégica para empresas da região Centro-Oeste do País.[16]
QuickiWiki Look Up

Missão QuickiWiki Look Up

Plataforma Logística Multimodal

O mais próximo de uma plataforma logística em operação no Brasil são os centros de


distribuição, cuja configuração física de armazenagem é destinada à gestão da
movimentação e estoque de produtos acabados. Falta-lhes, entretanto, a integração
multimodal, os incentivos para agregação de valor, a oferta de serviços ligados à
atividade e o gerenciamento da carga de modo eficiente e integrado. A Plataforma
Logística Multimodal de Goiás promoverá pela primeira vez no Brasil o conceito de
central de inteligência logística, combinando multimodalidade, telemática e otimização
de fretes. Por meio do acesso eficiente aos eixos de transporte rodoviário, ferroviário e
aeroportuário, permitirá a integração com as principais rotas logísticas do País. A
plataforma será implantada numa área de 6.967.790 m², entre o Distrito Agroindustrial
de Anápolis (DAIA), o maior do Estado, com 84 empresas instaladas e localizado na
cidade de Anápolis, e importantes eixos para integração logística, tanto aérea quanto
terrestre (rodoviário e ferroviário). Além do tratamento das mercadorias, da
armazenagem e do acolhimento do pessoal em trânsito, a plataforma abrangerá todos os
subconjuntos logísticos necessários para reduzir os custos com operações de
movimentação. No mesmo espaço, em que serão integrados os modais aeroviário,
ferroviário e rodoviário, estarão em operação o Centro de Transportes Terrestres, o
Terminal Aéreo de Carga, o Terminal Ferroviário de Carga e o Polo de Serviços e
Administração. Todas essas áreas terão infra-estrutura de apoio (energia,
telecomunicações e saneamento) e será possível realizar:

• Armazenagem e distribuição multi-temperatura


• Despachos aduaneiros e contratação de cargas
• Beneficiamento, processamento e embalagem de bens
• Concentração e desconcentração de cargas
• Serviços financeiros e de telecomunicações
• Montagem industrial de produtos

ACIA

A história da ACIA teve início no ano de 1935, época em que a estrada de ferro foi
inaugurada em Anápolis, impulsionando o crescimento econômico, contribuindo para a
instalação de novas empresas e despertando nos homens de negócio da cidade a
necessidade de se instituir uma entidade capaz de congrega-los e que servisse de
instrumento para defesa dos interesses em comum da categoria.

Foi com base nesses ideais que no dia 8 de fevereiro de 1936 um grupo de empresários
se reuniu no então Clube Lítero Recreativo Anapolino e, em sessão solene, discutiu a
fundação da Associação Comercial e Anápolis. Da primeira ata, lavrada naquele dia e
mantida até hoje nos arquivos da ACIA, consta que Nicanor de Faria e Silva, escolhido
como orador do grupo, foi o responsável pela exposição dos motivos em defesa da
criação da entidade.

Encaminhadas as primeiras providências e conscientizados os presentes da viabilidade


do projeto, foi formada uma diretoria provisória eleita por aclamação.

Ela era assim constituída: Albérico Borges de Carvalho (presidente), Carlos de Pina
(primeiro vice-presidente), Cel. Cristovam Campos (segundo vice-presidente), Manoel
S. Maia (terceiro vice-presidente), José E. Roriz (tesoureiro), Calixto José Fares
(primeiro secretário), Declieux J. Crispim (segundo secretário) e Nicanor de Faria e
Silva (orador oficial).

Após a posse dos membros da primeira diretoria, o presidente Albérico Borges de


Carvalho, vislumbrando a necessidade de dar uma personalidade legal à entidade,
constituiu uma comissão formada por Nicanor de Faria e Silva, Tarcis de Almeida
Monteiro, Graciano Antônio da Silva, João José Peclat, Benedito Matias e Juvenal
Campos Amaral para estudar e elaborar os estatutos da então Associação Comercial de
Anápolis.

Setor Terciário

Com a estrutura do setor terciário Anápolis possui total independência comercial dos
grandes centros urbanos que a cercam.

Serviços

Em relação aos serviços Anápolis conta com bons restaurantes e empresas conceituadas
em serviços. A cidade é bem servida em serviços bancários, contando atualmente com
31 agências dos seguintes bancos: Itaú (7 agências), Caixa (5 agências), Bradesco (5
agências), Banco do Brasil (5 agências), Santander (3 agências), HSBC (2 agências),
Banco de Brasília, Bancoob, Unicred e Mercantil do Brasil com uma agência cada.

Comércio

Depois de alguns anos de forte estagnação econômica, dependente basicamente do ramo


atacadista bastante forte no município (contando com empresas grandes como Armazém
Goiás, Pérola Distribuição, Grupo Cristal Vidros, Rio Vermelho Distribuidor, Eldorado
Atacadista, Super Vida Distribuidor entre outras), no ano de 2005, Anápolis passou a
contar com um forte impulso econômico que melhorou bastante o seu comércio. Desde
então, empresas conhecidas nacionalmente passaram a abrir filiais na cidade, tais como
Carrefour, Lojas Marisa, Lojas Americanas, Colombo, Mc Donalds, Subway,
Tecelagem Avenida, Casas Bahia, Flávio's Calçados, Drogasil, Riachuelo, Agittu's,
Savan, Eletrosom, Ponto Frio, Novo Mundo, Ricardo Eletro, Rede Pague Menos, Lojas
Renner, Omega Dornier Class, Mmartan, Centauro, Pernambucanas, Ponto Frio,
Damyller, Hering Store, Cinemais, Hi Happy, etc.

Entre as grandes redes de supermercados e hipermercados da cidade, temos: Floresta,


Hiper Vip, Super Vi, Atende Mais e Carrefour.

Há também concessionárias de automóveis (Hyundai, Ford, Fiat, Volkswagen,


Chevrolet, Citroën, Renault, Toyota, Kia, Peugeot, Mitsubishi e Nissan), de caminhões
(Ford, Volks, Mercedes) e de motos (Honda, Yamaha, Suzuki, Dafra, Traxx e
Sundown).

Turismo

O turismo é pouco desenvolvido na cidade, principalmente pela falta de atrativos


naturais, entretanto a cidade se destaca pelo turismo religioso e de negócios. A cidade
não tem uma grande rede hoteleira. Mas possui bons hotéis-fazenda, muito procurados
nos fins de semana por quem mora em Brasília e Goiânia. Entre os mais importantes
hotéis da cidade, destaca-se o Hotel Anápolis, Naoum Express, Príncipe, Itamaraty,
Marcellu´s e outros.

O turismo em Anápolis conta com atrativos como a Base Aérea de Anápolis com seus
caças Mirage F-2000 e aviões de rastreamento R-99A e R-99B, o turismo de negócios -
em razão da grande concentração de empresas no Município - e o turismo religioso,
com renomados eventos promovidos pelas igrejas católicas, denominações evangélicas
e pela comunidade espírita. Dentre os pontos turísticos dentro da cidade, podemos citar
ainda o Parque Ambiental Ipiranga, o Parque JK, o Central Parque da Juventude, o
Parque da Matinha e o Museu Histórico de Anápolis.

CDL

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL) nasceu da necessidade de garantir


mais segurança às transações comerciais. Tudo teve início a partir da fundação do
Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da cidade, ocorrida no dia 20 de setembro de
1962. Nesta data, um grupo de lojistas participou de um encontro, realizado nas
instalações da firma Big Lar, que definiu a base de formação do SPC. Na ocasião, foram
discutidos e aprovados os estatutos e o regimento interno, seguindo-se os trabalhos de
locação da sede e conquista de associados.

Após o SPC, foi criado o antigo Club de Diretores Lojistas. A fusão das duas instâncias
se deu em 11 de maio de 1981, com o objetivo de unir uma entidade operacional (SPC)
com outra de caráter classista (Club). A denominação Câmara de Dirigentes Lojistas foi
instituída somente 32 anos depois da fundação, em 21 de setembro de 1994.

A CDL de Anápolis possui cerca de 1,3 mil associados e um centro de informações e


crédito que, em 2003, passou a ser ligado ao SPC Brasil. A CDL é membro da
Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL) e também da
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A entidade desenvolve várias
ações como o Prêmio Mérito Lojista e, além do SPC Brasil, possui diversos serviços
como Convênios médicos e odontológicos; Central de Cobranças; CDL Celular;
Assessoria Jurídica; Revista O Lojista; Escola do Varejo; SPCCOM; Portal CDL
Anápolis.

Polo Farmacêutico

A Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), conquistou um grande


benefício para Anápolis. A instalação do Polo Farmacêutico no município. Com a
expansão do consumo de remédios genéricos no Brasil, a tendência é que o DAIA se
consolide como o maior Polo Farmacêutico de Genéricos da América Latina.

O Polo Farmacêutico de Anápolis conta hoje com 20 empresas de médio e grande


portes. Próximo a Goiânia e Brasília, situa-se em local com fácil acesso para todas as
regiões do País. Além disso, a área tem infra-estrutura de telecomunicações e de
transporte rodoviário, aéreo e ferroviário por meio dos terminais de Anápolis e Goiânia,
que ligam o polo com os demais grandes mercados nacionais e portos exportadores de
Vitória, Rio de Janeiro, Sepetiba e Santos.[16]

Base Aérea de Anápolis

BAAN.

A Base Aérea de Anápolis é um importante foco do turismo em Anápolis. Uma das


principais unidades da Força Aérea Brasileira, é base operacional dos supersônicos
Mirage e das modernas aeronaves que pertencem ao grupamento do Sistema de
Vigilância da Amazônia. Em datas importantes para a aviação nacional e no aniversário
da cidade, a Base Aérea promove um dia de portões abertos, proporcionando aos
visitantes a oportunidade de conhecerem a sua estrutura e de presenciar espetáculos
aéreos.

Em 9 de fevereiro de 1972 iniciaram-se as primeiras edificações da Base Aérea de


Anápolis, guardiã dos vetores de interceptação da Força Aérea Brasileira, com os aviões
F-103 Mirage.

Hoje é a primeira Ala de Defesa Aérea - 1ª Alada, com missão específica de defesa no
território nacional. Atenta à rápida evolução da tecnologia das aeronaves de combate e
dos sistemas de detecção e controle de tráfego aéreo, a Força Aérea Brasileira sentiu a
necessidade de adquirir aeronaves supersônicas de interceptação. Para tal, foi necessária
a criação de uma unidade militar, próxima à Capital Federal.

Criado em 11 de abril de 1979, o 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) ou Grupo Jaguar,


como também é conhecido, tem como missão executar operações de defesa aérea, com
o propósito de impedir a utilização não autorizada do espaço aéreo brasileiro.

Assim como a Base Aérea de Anápolis, o 1º GDA tornou-se referência para a aviação
de caça nacional e internacional. As equipagens operacionais do 1º GDA permanecem,
ininterruptamente em estado de alerta, prontas para atender a qualquer missão,
perfeitamente integradas ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra),
sendo o Mirage uma das pontas desse sistema defensivo.
A parceria de longos anos entre a BAAN e o 1º GDA veio permitir que o Comando da
Aeronáutica encontrasse estas paragens goianas para instalação do 2º/6º Grupo de
Aviação, esquadrão que opera o equipamento mais moderno e sofisticado de toda a
FAB.

A aeronave R-99 desempenha importante papel como elo do Sistema de Vigilância da


Amazônia (Sivam), integrado ao Sistema Nacional de Coordenação, hoje denominado
Sistema de Proteção da Amazônia (Sipan). Esse Esquadrão opera com aeronaves BEM-
145 na versão R99A, designadas para Controle e Alarme em Vôo e Guerra Eletrônica,
enquanto que a versão R99B realiza Reconhecimento Aéreo e Guerra Eletrônica. As
aeronaves R-99 representam um expressivo salto tecnológico e fator de reformulação
doutrinária para a Força Aérea Brasileira como um todo e, especialmente, nos campos
de Guerra Eletrônica e de Sensoriamento Remoto.

O projeto SIVAN, que traduziu as preocupações governamentais quanto ao destino da


Amazônia, propôs mecanismos que permitam desvendar a realidade da região e facilitar
a atuação integrada e coordenada do governo e da sociedade na busca dos melhores e
mais justos caminhos para o povo amazônico e para o futuro do Brasil. (O Guardião)

Cultura e lazer

Atualmente o setor cultural em Anápolis tem se diversificado bastante. Todos os anos


ocorrem eventos como o ENCOA - Encontro Nacional de Corais de Anápolis,[17]
Portões Abertos na Base Aérea, onde pessoas de várias cidades visitam Anápolis para
conhecer os novos Mirage 2000 e apreciam várias atrações e shows aéreos. Esses
eventos ja fazem parte do calendário cultural da cidade. Além disso, todos os meses
ocorrem espetáculos teatrais e musicais no Teatro Municipal, nas praças, e em diversos
outros locais.

A Secretaria Municipal de Cultura mantém durante todo ano exposições na Galeria de


Artes "Antônio Sybasolli" e no Museu de Artes Plásticas "Loures", outra opção é museu
histórico da cidade. A agenda cultural da cidade garante eventos principais, tais como:

• Semana da asa: data móvel (dia único), o qual ocorre um evento na base aérea
de Anápolis com presença de toda população;
• Catirana - Festival de Catira em junho;
• Artesana - Uma feira de Artesanato que ocorre aos domingos na cidade.

São feriados municipais:[9]

• Data magna da cidade: 31 de julho;


• Padroeira Santa Ana: 26 de julho.

Lazer

A cidade contempla diversos bares, restaurantes e parques. As atividades culturais


promovidas pela Secretaria Municipal de Cultura são divulgadas todos os meses, por
meio de uma agenda de eventos. Entre as festividades anuais destacam-se a Feira
Agroindustrial de Anápolis (Faiana), o aniversário da cidade, os Jogos da Primavera, a
Exposição Agropecuária, o Festival de Inverno, a Feivest, entre outros como encontro
de corais e de grupos de teatro.

Praça Americano do Brasil.

Praças e parques

A cidade possui belíssimas praças, dentre as quais destaca-se a única praça do Brasil
com um avião supersônico em exposição, a praça Americano do Brasil, próximo ao
terminal de transporte coletivo urbano e também a Praça Bom Jesus e a James Fanstone.
Destacam-se também as praças Dom Emanuel no Bairro Jundiaí com grandes
Gameleiras e ampla área para a realização de eventos, Praça Badia Daher também no
Bairro Jundiaí, com lagos, bosques, parque infantil e pista de caminhada e a Praça do
Ancião as margens das Avenidas Goiás e Brasil Sul com ampla área verde na região
central da cidade.

Em relação aos parques da cidade, o principal deles é o Parque Ambiental do Ipiranga


que está sendo construído no Bairro Jundiaí, o parque conta com 3 lagos; pista de
caminhada e bicicleta, jardim árabe, pontes, mirantes e decks, bosque, teatro de arena,
banheiros, quiosques, estacionamento e centro para estudos ambientais. Outro
importante Parque, O Jk, localizado no bairro de mesmo nome é dotado de um enorme
lago que permite, inclusive, a prática de esportes náuticos, e áreas de alimentação,
recreação e esporte; também há o Parque da Juventude Senador Onofre Quinan, no setor
Parque das Nações Unidas, que possui boa estrutura de lazer, com um lago, cascata
artificial, cavernas artificiais, pistas de caminhadas e uma mata com trilhas e diversas
espécies de árvores nativas - todas catalogadas - e animais silvestres. O Parque
Ambiental Cidade Jardim localiza-se entre os bairros Cidade Jardim e Santa Maria de
Nazareth e conta com pista de caminhada, grande área de preservação ambiental com
mata nativa e equipamentos para a prática de esportes e, finalmente, o Parque Antônio
Marmo Canedo (Matinha), no Bairro Maracanã, que possui grande área verde, parque
de diversão para as crianças e inúmeros atrativos.

Eventos

Na região central está o Teatro Municipal, o salão nobre do Senai, do Senac e do


Fórum, onde se apresentam inúmeros grupos teatrais e corais, academias de dança, e
escolas de formação musical.

Há também opções de salões das Universidades, como o da Unievangélica, além de


várias instituições classistas de serviços e hotéis da cidade que dispõem de auditório e
salas para realização de eventos.

Desporto

São os principais locais esportivos:

• Estádio Municipal Jonas Duarte


• Estádio Municipal Zeca Pluguisi
• Ginásio Internacional Newton de Faria
• Ginásio Carlos de Pina
• Parque Áquatico da Uni-Envangelica
• Parque de Moutain Bike do Viviam Park
• Centro de Atletismo Ipiranga
• Centro Esportivo Barro Preto

Ainda há 3 times profissionais de futebol:

• Associação Atlética Anapolina


• Anápolis Futebol Clube
• Grêmio Esportivo Anápolis

Ginásios de esportes

A cidade também conta com um grande e moderno Ginásio esportivo, o Ginásio


Internacional Newton de Faria, que tem capacidade para 8 mil pessoas. Foi inaugurado
no ano de 1990 na Avenida Senador José Lourenço Dias.

Ginásio Internacional Newton de Faria, um dos locais mais conhecidos da cidade.

Outros Ginásios também se destacam para a prática esportiva como é o caso do Ginásio
Carlos de Pina e o Centro Esportivo da Unievangélica.

Estádios de Futebol

Anápolis conta com dois estádios de futebol,o estádio Zeca Pluguisi (estádio dos
amadores), e o principal estádio, o Jonas Duarte.

Além desses estádios, ainda existem alguns campos de futebol conhecidos, como o da
Anapolina, no Bairro São Carlos, o do Bairro de Lourdes e o do Barro Preto na Vila
Santa Maria de Nazareth.

Shoppings

Brasil Park Shopping.

Anápolis conta com dois Shoppings centers, o Brasil Park Shopping com 120 lojas,
incluindo sete âncoras (Carrefour, Lojas Renner, Lojas Americanas, Centauro, Ri
Happy, Cinemais e Flavios Calçados) espalhadas em 42 mil metros quadrados de área
na região central da cidade, cinco salas de cinema de última geração, sendo uma sala
com projeção 3D, praça de alimentação com 400 lugares, grandes redes de restaurantes
nacionais e 1,2 mil vagas de estacionamento e um público estimado em 500.000
visitantes por mês [18] e o Anashopping com uma área de 50.000m2, 110 lojas, incluindo
seis âncoras (Hiper Vip, Renauto, Planeta Chevrolet, Novo Mundo, Lojas Americanas e
Lojas Avenida), quatro salas de cinema, estacionamento para 1200 vagas e um público
de aproximadamente 21.000 pessoas por dia [19] além de outros centros de compras
como o Central Shopping, Shopping Santana Box, Shopping Center, Shopping Popular,
todos na Região Central da Cidade e também o Centro Comercial da Jaiara e mais três
galerias comerciais no Bairro Jundiaí, e mais um terceiro shopping em construção, o
Pop Shopping, no complexo do Vicunha Trade Center localizado na Vila Jaiara.
Comunicações

O anapolino dispõe de um diversificado complexo de veículos de comunicação social.


Há jornais locais com circulação ampla: Jornal Estado de Goiás, Contexto, O Anápolis,
Tribuna de Anápolis, Consenso, Nossa Terra, AnaFolha, O Bairrista, Planeta Água,
entre outros, todos semanários. Os veículos de circulação regional mantêm sucursais,
como O Popular e Diário da Manhã. Circulam também jornais de diversas entidades.
A cidade tem oito emissoras de rádio: Imprensa (AM), São Francisco (AM e FM),
Manchester (AM e FM), 100 FM, Rádio Voz do Imaculado Coração de Maria (AM),
Provisão (FM), 96 FM e rádios comunitárias. Há uma afiliada à Rede Globo de
televisão, com transmissão regional para mais de 100 municípios das regiões norte e
nordeste do Estado, moderno sistema de TV a cabo, retransmissoras de canais como
SBT, TV Cultura, Band, Record, Rede TV e outros. Em 2010 inciou-se a transmissão de
HDTV pela TV Tocantins.

Redes de Televisão de Anápolis

• TV Tocantins (TV Globo) - canal 7


• HDTV Tocantins (TV Globo) - canal 33
• TV Brasil Central (TV Cultura) - canal 19
• TV Serra Dourada (SBT) - canal 23
• Canção Nova - canal 36
• Record Goiás - canal 45
• Rit - canal 55
• Canal Anápolis - canal 5, NET

Saúde

A Medicina em Anápolis é um dos mais avançados centros de saúde do interior do


Brasil. São dezenas de hospitais, clínicas, laboratórios. Esse complexo é aparelhado
para microcirurgias, implantes, transplantes, reimplantes e medicina nuclear. Com
atendimento específico, existe a Unidade Oncológica Dr. Mauá Cavalcante Sávio
(Hospital do Câncer). Inaugurado no dia 2 de agosto de 2005, o Huana-Hospital de
Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo tem capacidade para atender a 300
pacientes/dia. O Laboratório da Apae realiza, entre outros exames o Teste do Pezinho.
Anápolis ainda é referência em saúde, contando também com o Hospital de
Queimaduras, Hospital Espírita de Psiquiatria e a Maternidade Dr: Adalberto Pereira da
Silva. A saúde municipal conta com 40 (quarenta) postos de atendimento ambulatorial e
Cais. Vinculados à Secretaria Municipal de Saúde estão o Hospital Jamel Cecílio, o
Lacen-Laboratório Central, o Centro de Atendimento à Mulher e Adolescente e o Banco
de Leite Humano. Anápolis tem a rede Samu-Serviço de Atendimento Móvel de
Urgência (programa do governo federal), acionada pelo telefone 192. A Santa Casa de
Misericórdia de Anápolis e o Hospital Evangélico Goiano prestam atendimento 24
horas por dia.

Educação

A cidade é bem servida de serviços educacionais, dispondo de ampla rede de ensino


fundamental, médio e superior, além de diversas faculdades e duas universidades. No
ensino superior, a cidade é sede da Universidade Estadual de Goiás UEG,[20] a qual
possui dois campi universitários na cidade, sendo a sede no Bairro Jundiaí e outro às
margens da BR-060/153. Já a UniEvangélica - Centro Universitário [21] tem sua sede na
Cidade Universitária. A cidade conta com diversas faculdades, entre elas a Faculdades
Anhanguera [22] Faculdade Fibra,[23] Faculdade Raízes, Faculdade Católica de Anápolis
[24]
, e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e outras
faculdades que oferecem ensino a distância. No ensino médio, há bons colégios na
cidade, tais como o Auxilium, Galileu, Delta, e o São Francisco, que são particulares, e
diversos outros estaduais. O ensino fundamental e infantil é representado por centenas
de escolas públicas e privadas. Há unidades de escolas profissionalizantes, como a Fatec
SENAI Roberto Mange e a unidade do SENAC Elias Bufáiçal, unidades do Sebrae e a
Escola de Enfermagem Florence Nightingale. Graças à sua estrutura educacional,
Anápolis tem elevado nível cultural e baixo índice de analfabetismo.

No Ensino Superior, as instituições em Anápolis mantêm cursos regulares de


Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Agrícola, Economia, Administração, Engenharia
Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Relações Internacionais, Nutrição,
Processamento de Dados, Geografia, História, Biologia, Farmácia, Medicina,
Biomedicina, Matemática, Educação Física, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Letras,
Química, Pedagogia, Ciências Contábeis, Psicologia, Odontologia, Direito,
Enfermagem, Comércio Exterior, Design Gráfico, Gastronomia, Gestão Financeira,
Recursos Humanos, Logística, Marketing, Negócios Imobiliários, Produção
Sucroalcooleira, Radiologia, Redes de Computadores. Além disso, há pós-graduações e
cursos sequenciais.

Para a área do ensino pré-escolar, fundamental e médio a estrutura é composta por 69


escolas municipais, 81 estaduais e 113 particulares. Há também a Microlins e a AF
Sistemas, na área informática e diversas redes de escolas de idiomas como CCAA,
CNA, Fisk, Wizard, Skill, Michigan, Planet, Up Time, Minds, American English
Center.

Transporte

Anápolis possui um ramal da Ferrovia Centro-Atlântica (que liga Anápolis à região


Sudeste) acoplado à Eadi–Estação Aduaneira do Interior (Porto Seco/DAIA) com bitola
de 1m, o qual está sendo interligado à Ferrovia Norte Sul (Anápolis à São Luiz/MA)
cuja bitola de 1,40m tornou necessária a construção de um grande centro de integração
das duas ferrovias, ainda em construção. Possui ainda um aeroporto civil que está em
processo de transformação e ampliação para ser transformado em Aeroporto
Internacional de Cargas, o qual será parte integrande da Plataforma Logística
Multimodal, tornando a cidade um grande entreposto comercial e de movimentação de
cargas para todo o Brasil.

TCA

Anápolis possui um sistema de transporte coletivo, monopolizada pela TCA -


Transporte Coletivo de Anápolis. Uma empresa do Grupo Transbrasiliana que detém
todo o tranporte coletivo de ônibus da cidade. É 100% integrado, o que permite ao
usuário pagar apenas uma passagem para ir de um ponto a qualquer outro da cidade.
Empresa do Grupo Transbrasiliana, a TCA foi fundada em 1963 pelo pioneiro João
Rodrigues de Queiroz. 10 anos depois, 30 por cento das ações foram adquiridas pela
Transbrasiliana, graças a visão dos empresários Odilon Santos e Josias Moreira Braga.

Em 1983, a Transbrasiliana assumiu o controle acionário da TCA, sob comando de


Odilon Walter Santos e Lázaro Moreira Braga. No mesmo ano, o jovem Miguel Moreira
Braga, com apenas 26 anos de idade, assumiu a direção da TCA, cargo que ocupou até
novembro de 2005. Hoje, a TCA é dirigida pelo sr. Lacy Martins da Silva.

Em Toronto, Canadá, cidade com índice de qualidade de vida excelente, as viagens são
controladas por computador, mas com intervenção humana, enquanto em Anápolis a
operação é inteiramente eletrônica. O sistema foi desenvolvido há quase 15 anos, que
detém um dos maiores índices de automação do país.[25]

CMTT - Companhia Municipal de Trânsito e Transportes

Criada em 27 de junho de 2003 com atribuições legais do Poder Público Municipal, a


CMTT - Companhia Municipal de Trânsito e Transporte - é uma autarquia municipal
autônoma, com patrimônio e receita próprios, criada por lei com função de planejar,
gerenciar, organizar, direcionar, coordenar, delegar, executar e controlar a prestação de
serviços públicos relacionados ao trânsito de veículos, ao sistema viário, transporte
urbano e rural e a todas as pessoas envolvidas direta ou indiretamente (condutores,
pedestres, e ciclistas) com o trânsito, fazendo valer o Código de Trânsito Brasileiro
instituído pela Lei 9.503, de 23 de setembro de 1997 e as diretrizes técnicas do
CONTRAN - Conselho Nacional de Trânsito. Tem por missão promover a segurança do
trânsito veicular no sistema viário de Anápolis. Fazendo da responsabilidade social,
exercício da cidadania e participação democrática em prol da preservação da vida, os
principais valores da Organização.

A CMTT tem por função: Implantar e revitalizar as marcas viárias sejam elas
horizontais (Faixas), verticais (placas), rotatórias ou semafóricas; Criar projetos
baseados em estudos realizados pelo departamento de engenharia, com a intenção de
facilitar e amenizar os impactos do grande fluxo de pessoas e veículos da cidade de
Anápolis; Vistorias e autorizações, licenciando e credenciando transporte escolar e
Táxis são também de responsabilidade do departamento de fiscalização da CMTT.

Com um grupo de agentes especializados e devidamente treinados, equipados e aptos ao


cumprimento do código de Transito Brasileiro, fiscaliza, organiza e orienta o tráfego
veicular, apoiar eventos que de alguma forma interfiram no aumento de veículos ou nas
condições de mobilidade do sistema vário.

Desde janeiro de 2007, cabe também à CMTT, o gerenciamento de toda a frotas oficial
do município, incluindo a disponibilização, manutenção e abastecimento de viaturas de
transporte e serviços e maquinário rodante.

Como organização, a CMTT possui uma estrutura física administrativa, onde todos os
seus departamentos, cada um com funções definidas, agem de forma integrada e
participativa, de forma a suprir o suporte logístico ao desempenho de suas ações de
atendimento às demandas dos cidadãos anapolinos. Com transparência, espírito público
e correção.
As metas da Companhia Municipal de Trânsito de Anápolis são modernizar e
aperfeiçoar ferramentas de trânsito que reduzam acidentes, combater a impunidade de
motoristas infratores, harmonizar o tráfego e principalmente educar os atores da
mobilidade urbana - motoristas, pedestres e ciclistas.

Principais vias

• Avenida Brasil: É a maior, a mais movimentada e importante via arterial da


cidade. Possui cerca de 14 km de extensão e percorre a cidade de norte a sul.
Possui uma grande variedade comercial, abrigando um shopping (Brasil
ParkShopping), o Terminal Rodoviário, Estádio Jonas Duarte, acesso ao Ginásio
Internacional, ao Centro Administrativo, a Câmara Municipal, grande parte das
concessionárias de veículos, forte comércio de veículos usados e também
grandes lojas de materiais de construção e centros de distribuição atacadistas.
• Avenida Goiás: Principal eixo de ligação entre as regiões leste e oeste, por ela
passam cerca de 90 mil veículos por dia, sendo ainda a principal avenida de
acesso ao centro da cidade e ao bairro Jundiaí.
• Avenida Mato Grosso: Também faz parte do corredor leste/oeste, possuindo um
comércio bastante diversificado.
• Avenida Engenheiro Geraldo de Pina: Serve como uma extensão da Avenida
Mato Grosso, ligando, junto com esta, os bairros da zona leste da cidade ao
centro.
• Avenida Universitária: Faz ligação do centro à universidade e faculdades
(Unievangélica, Faculdades Anhanguera e Inesul), possuindo comércio bastante
diversificado, além de abrigar um shopping center (Anashopping), também liga
o centro à região noroeste e zona norte.
• Avenida Presidente Kennedy: Faz a ligação do centro com a região norte, onde
estão numerosos bairros dentre os quais, a Vila Jaiara e a Alexandrina.
• Avenida Fernando Costa: Principal via do maior e mais populoso bairro de
Anápolis, a Vila Jaiara, com cerca de 80 mil habitantes. Por ter em sua volta um
grande número de bairros menores, é conhecido como a grande Jaiara,
possuindo comércio bem diversificado, inclusive com a construção de uma
galeria com mais de 100 lojas.
• Avenida JK: Faz a ligação do centro e Avenida Brasil com a região leste e saída
para Brasília.
• Avenida Fayad Hanna/Ana Jacinta: Liga o centro e o norte a Rodoviária e a
Avenida Mato Grosso.
• Avenida Pedro Ludovico: Principal acesso da região sudoeste à região central e
aos demais bairros da cidade. Forte comércio de peças para motos, funerárias,
materiais de construção, além de abrigar o Parque de Exposições Agropecuárias.
• Ruas Engenheiro Portela, Barão do Rio Branco, 15 de Dezembro, General
Joaquim Inácio, 7 de Setembro, Manoel D´Abadia, 14 de Julho, Barão de
Cotegipe, Dr. Genserico, dentre outras fazem parte do quadrilátero Central,
onde concentram-se a maior parte dos bancos e da rede comercial da cidade.

História de Anápolis
• Surgimento e povoação

• Os princípios da povoação de Anápolis, nos idos do século


XVIII, tiveram como responsável a movimentação de
tropeiros que demandavam de diferentes províncias em
direção às lavras de ouro de Meia Ponte (Pirenópolis),
Corumbá de Goiás, Santa Cruz, Bonfim (Silvânia) e Vila Boa
(Cidade de Goiás). Os principais cursos de água que cortam a região de
Anápolis - João Cezário, Góis e Antas - tinham dupla importância no translado
desses garimpeiros: eram sítios de descanso e serviam como referência e
orientação na viagem. Abandonando os sonhos de aventura e de riqueza em face
da exaustão do precioso metal nas lavras antes promissoras, muitos daqueles
viajores optaram pelas margens do Antas para estabelecer moradia, constituir
família, explorar a terra.Já no século XIX o naturalista francês Auguste de Saint-
Hilaire fez anotações em seu diário de viagem em que descrevia uma fazenda
"que era um engenho de açúcar do qual dependia um rancho muito limpo, no
qual nos alojamos". Era o ano de 1819 e o lugar descrito pelo estudioso francês,
a Fazenda das Antas. O certo é que pelos idos de 1833, os fazendeiros de há
muito fixados às margens do Riacho das Antas, tinham por costume se reunir em
casa de Manoel Rodrigues dos Santos, um dos primeiros moradores do lugar, e
aí realizavam novenas e orações. Registros históricos da época confirmam que
no ano de 1859, a área de terras que constituía propriedade de Manoel Rodrigues
dos Santos era um aglomerado de quinze casas.A 25 de abril de 1870 surge o
primeiro documento oficial sobre Anápolis. Um grupo de moradores constituído
por Pedro Roiz dos Santos, Inácio José de Souza, Camilo Mendes de Morais,
Manoel Roiz dos Santos e Joaquim Rodrigues dos Santos fez a doação de parte
de suas terras para a formação do que se denominou de Patrimônio de Nossa
Senhora de Santana.No ano seguinte, nas terras doadas, Gomes de Souza Ramos
construiu a Capela de Santana o que fez o lugar florescer rapidamente, pelo que
foi elevado à Freguesia de Santana, sobrevindo depois os estágios de vila e de
cidade.

• Imagem secular
• A imagem da santa padroeira de Anápolis - que segundo relatos pertenceu a
Dona Ana das Dores, mãe de Gomes de Souza Ramos - esteve por muitos anos
preservada fora da cidade. Localizada em Pirenópolis foi trazida para Anápolis
onde é guardada como relíquia histórico-religiosa, na Matriz de Santana.A
imagem tem uma saga que remonta a 142 anos, portanto quase sesquicentenária.
A comunidade católica de Anápolis dedica devoção especial à sua padroeira,
cujo onomástico se celebra a 26 de julho, quando a imagem centenária pode ser
admirada durante a novena precedente àquela data que se celebra na Matriz de
Santana, todos os anos.

• Desígnio
• A devoção a Nossa Senhora Santana influiu de forma inequívoca na fundação de
Anápolis. A partir da construção de uma pequena capela, em 1871, por Gomes
de Souza Ramos, formou-se a aglomeração urbana que se constituiria dois anos
depois em Freguesia de Santana das Antas.A outra versão que preserva um
cunho mítico sobre o surgimento de Anápolis, conta que a fazendeira Ana das
Dores de Almeida viajava de Jaraguá para Bonfim (atual Silvânia), quando em
determinada etapa da viagem um dos muares de sua tropa (a mula que conduzia
a imagem de Santa Ana) desgarrou-se dos demais. Localizado o animal,
resultaram inúteis os esforços para fazê-lo retomar a marcha, o que levou a
devota a interpretar o fato como se manifestação de que "a santa ali desejava
ficar". A viajante fez propósito de que mandaria construir uma capela no local
onde seria introduzida a estátua sagrada. Essa determinação de Dona Ana das
Dores foi concretizada por seu filho, Gomes de Souza Ramos, 11 anos mais
tarde.

Citações literárias

• As pesquisas sobre os fundamentos históricos de Anápolis, remontam ao século


XIX. A mais antiga de que se tem registro é do naturalista francês Auguste de
Saint-Hilaire quando fez o trajeto de Meia Ponte (Pirenópolis) para Bonfim
(Silvânia).Era o ano de 1819 e em seu diário de viagem, ele escreveu: "A três
léguas de Forquilha, apeei-me na Fazenda das Antas, situada acima do rio do
mesmo nome, ainda um dos afluentes do Rio Corumbá. Essa fazenda era um
engenho de açúcar que me pareceu em péssimo estado, mas da qual dependia um
rancho muito limpo e bastante grande, no qual nos alojamos".

Em 1824, o marechal português, Raimundo José da Cunha Matos, deixou


registrado: "Rio das Antas nasce na serra ao sul do arraial de Meia Ponte e banha
a fazenda de seu nome; tem ponte e mete-se no Rio Corumbá com o curso de
mais de oito léguas: consta de muitos braços".De outro viajante francês, Francis
Castelnau, quando excursionava de Bonfim para Meia Ponte, em março de 1844:
"Saindo da fazenda, atravessa-se o bonito ribeirão chamado das Antas, nome
também da localidade".Do pernambucano Oscar Leal, em 1887: "Antas!...
Sepultada no meio do deserto, longe das grandes estradas que ligam a capital
goiana às principais praças do sul do Estado a vila ou povoação das Antas, surge
à vista do forasteiro, depois que se desce a chapada, em extenso vale, cercado de
um mutismo tão belo e sedutor que seria o bastante para ali fundarem um estado
os poetas da antiga Babilônia. Na vila das Antas há meia dúzia de pessoas com
as quais se pode travar conversação e uma destas é o Sr. José Batista... Consta de
duas ruas paralelas que atravessam o largo da matriz, a qual fica situada bem no
centro da povoação... Sua população, segundo os meus cálculos na falta de
estatística, orça por uns 800 habitantes... Tem umas seis lojas de fazendas mal
sortidas e algumas tabernas que vendem fumo, cachaça e mantimentos. O clima
é saudável e as águas magníficas".

• 1892 - Relatório da Comissão Cruls, no deslocamento de Bonfim para


Pirenópolis: "A 30 de julho, no Engenho de Antas, descobrimos no horizonte, o
cume de uma cadeia de montanhas, ao depois, soubemos ser o Pireneus.
Ficamos então distantes 60 quilômetros (de Pirenópolis)".
• 1893 - Carta de Leopoldo de Bulhões a Capistrano de Abreu: "As Antas serão o
Ribeirão Preto de Goiás em breves dias..."

Dois expoentes

• Foi mediante os esforços liderados pelos dois chefes políticos Gomes de Sousa
Ramos e José da Silva Batista (Zeca Batista), ambos homens de espírito
empreendedor, que a antiga povoação de Santana das Antas é hoje a mais
imponente cidade do interior do Estado de Goiás. Gomes de Sousa Ramos deu
origem à primeira construção que foi o marco de todo o desenvolvimento: a
Capela de Nossa Senhora Santana. O professor Zeca Batista soube ser exímio no
trato e na ação política, chegando a ocupar a Presidência da Província de Goiás e
desfrutando de grande prestígio.

• Fundador
• Gomes de Sousa Ramos foi um dos fundadores de
Anápolis. Ele nasceu a 17 de setembro de 1837, em
Arraias, filho de Gomes Pereira Ramos e de Dona Ana
das Dores de Almeida. Aos 33 anos de idade, mudou-se
de Bonfim para o lugarejo que mais tarde seria a
Freguesia de Santana das Antas. Veio atraído pela
fertilidade da terra e pelo clima.Chegando aqui no ano de
1870, homem empreendedor que era, criado por sua mãe
cultivando os preceitos católicos na devoção a Nossa
Senhora de Santana, erigiu uma capela, porque encontrou
vários devotos da padroeira do lugar.
• Foi pois sob o entusiasmo de Gomes de Souza Ramos que alguns moradores
fizeram doação das terras onde se localiza parte da cidade, à Santa.Gomes de
Sousa Ramos iniciou a construção da capela nos primeiros meses do ano de
1871. A 3 de novembro do mesmo ano, foi designado capelão, o padre Francisco
Inácio da Luz. Era um passo importante para o desenvolvimento demográfico e
político do lugar, pois em 1872, esse padre redigiu um documento pedindo a
elevação da povoação à categoria de Freguesia.
• O documento foi assinado por ele, por Gomes de Souza Ramos e por outras 265
pessoas. Esse documento datado de 2 de maio de 1872, foi encaminhado ao
presidente da Província de Goiás, Antero Cícero de Assis, e levado à então
capital, Goiás Velho (hoje Cidade de Goiás), por Gomes de Sousa Ramos. Uma
penosa viagem, já pela distância a ser percorrida, já pela falta de meios de
transporte e de conforto da época, e sobretudo pelos perigos nos locais ermos em
que se devia circular. A viagem de Gomes de Sousa Ramos foi, toda ela, feita a
cavalo.
• O requerimento dos moradores foi então encaminhado à Assembléia Legislativa,
acompanhado de um ofício de Gomes de Sousa Ramos. Nesse requerimento ele
descrevia a situação, a localização e os limites da capela.Mediante os esforços de
Gomes de Sousa Ramos e de Zeca Batista, chefes políticos de então, foi que a
Freguesia, alguns anos depois, se elevava à categoria de Vila - mais
precisamente, no ano de 1887. No entanto, devido a alguns fatos de abrangência
nacional à época, a vila só viria a ser instalada cinco anos mais tarde.Gomes de
Sousa Ramos não chegou a alcançar essa nova etapa da história da cidade que
ajudou a fundar. Ele adoeceu em junho de 1889, vindo a falecer em 22 de
setembro daquele mesmo ano, deixando viúva a Sra. Messias Gomes Pereira
(que sua era sobrinha) com quem tinha seis filhos: Maria, Sebastião, Gomes,
Benedito, Francisco e Manuel, tendo nascido, posteriormente a seu falecimento,
em 5 de janeiro de 1890, outra filha do casal, de nome Ana. Gomes era casado
em primeiras núpcias com Vitoriana Maria de Jesus, da qual se enviuvou e com
quem não teve filhos.

• José da Silva Batista

O nome do coronel Zeca Batista está intimamente relacionado à história de


Anápolis, para onde se mudou a 28 de fevereiro de 1882, vindo de Meia Ponte
(Pirenópolis), cidade em que nasceu a 1º de setembro de 1856. Zeca Batista era
filho do comendador Teodoro da Silva Batista e de Efigênia Pereira de Siqueira
Batista. Estudou no Colégio Senhor do Bonfim, de sua terra natal.Em 9 de
outubro de 1875 casou-se com Francisca de Siqueira, filha de Manuel Barbo de
Siqueira e de Maria Luíza Abrantes. O casal teve dez filhos, dos quais, os três
primeiros nascidos em Pirenópolis: Isaura, Vespasiano e Alcebíades - este
ultimo falecido ainda criança. Os outros sete nasceram todos em Anápolis (então
Santana das Antas): Segismundo, Diana, Semíramis, Naiá, Genaro, Ninfa e
Nicanor, todos já falecidos.Veio para a então Freguesia de Santana das Antas
como professor. Mas à falta de médicos e de farmacêuticos, exercia também
essas atividades, além de ser comerciante. Residiu inicialmente no chamado
Largo da Igreja, numa casa que ficava fronteira à atual Escola Normal e onde
hoje existe um posto de gasolina, na confluência da Avenida Goiás com a rua
que atualmente leva o seu nome. Somente no ano de 1907, Zeca Batista
construiu a casa que hoje abriga o Museu Histórico de Anápolis.Foi graças aos
esforços conjuntos de Zeca Batista e de Gomes de Sousa Ramos que a Freguesia
de Santana das Antas foi elevada a vila, mediante a Lei 811, de 15 de dezembro
de 1887 - cinco anos após a chegada de Zeca Batista ao lugar. Entretanto a
instalação oficial da vila só aconteceria cinco anos mais tarde. Vários
acontecimentos se deram nesse ínterim: em nível nacional a Abolição da
Escravatura e a Proclamação da República, e em nível local o falecimento de
Gomes de Sousa Ramos, em setembro de 1889.Nos preparativos para a
instalação da vila, os antenses formaram a sua primeira Junta Administrativa, em
fevereiro de 1892, escolhendo para presidi-la, o coronel José da Silva Batista. É
que o valor e o prestígio de Zeca Batista cresceram de tal modo nos dez anos em
que residira no lugar, que ele se tornou chefe supremo da política local. Em
1905, José da Silva Batista elegeu-se à terceira vice-presidência do Estado e
depois, por vacância de cargo, chegou à presidência. Em 27 de abril de 1909,
deposto o primeiro vice-presidente do Estado, coronel Francisco Bertoldo de
Sousa, que se encontrava então na chefia do Poder Executivo, por um
movimento revolucionário, foi entregue a direção do governo, em 12 de abril
daquele ano, ao comendador Joaquim Rufino Ramos Jubé, presidente do senado
estadual, o qual o transmitiu, a 1º de maio, ao segundo vice-presidente, coronel
Zeca Batista, que esteve à frente da chefia da administração de Goiás, até o dia
24 de junho seguinte, quando assumiu, por eleição, Urbano Coelho de Gouveia.
Zeca Batista foi escolhido 1° vice-presidente do novo Executivo estadual.

• Em Anápolis e como em todo o Estado de Goiás, o coronel Zeca Batista


desfrutava de grande prestígio e popularidade. Faleceu a 7 de dezembro de
1910, às duas horas da tarde, por conseqüência de grave doença que há tempos o
havia acometido.Anos mais tarde, em 1929, no jornal "Lavoura e Comércio", de
Uberaba, o jornalista Hermógenes Monteiro traçou a maneira de ser de José da
Silva Batista: "Esse homem era um cavalheiro tão perfeito, um diplomata tão
completo, naqueles tempos bárbaros, que desarmava o adversário, cercando-o de
considerações e ativava o inimigo, dando-lhe superior importância - enquanto
aos amigos, por mais pobres que fossem, tratava com intimidade e confiança de
irmão. Popular ao extremo, provocava palestra com todos: pretos, brancos, ricos
ou pobres, que encontrava em seus passeios habituais. Nunca deixou de visitar o
seu único e sistemático adversário político, major Francisco de Barros, a quem
não perdia a oportunidade de provar a mesma e única consideração de sempre".
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Odorico da Silva Leão (1919-1923)
Durante a sua gestão, a cidade recebeu grande impulso. A falta de estradas, que
dificultava o escoamento da produção agrícola era um forte inibidor ao
desenvolvimento do setor produtivo. Em 1924, a estrada de ferro chegou até
Roncador, distante 200 quilômetros de Anápolis, e a cidade foi ligada
indiretamente à ferrovia. Nesta época o município era desprovido de iluminação
pública, até o momento em que a administração municipal assinou um contrato
com a empresa Faria & Colemam, para que o problema fosse solucionado.

Graciano Antônio da Silva (1923-1927)


Esta gestão introduziu mudanças no aspecto urbano de Anápolis. As ruas eram
irregulares e esburacadas. A expansão urbana levou a saturação do cemitério,
além de deixá-lo próximo das residências construídas. Outra mudança foi a
criação de um novo distrito, o de Santo Antônio de Capoeirão. Um fato
histórico que aconteceu neste período foi a passagem da Coluna Prestes,
exatamente em 1925.

Adalberto Pereira da Silva (1927-1930)


Foi a gestão mais conturbada de todas as que antecederam à Revolução de 30.
Sua candidatura foi fruto de uma ampla negociação entre duas correntes que
disputavam a hegemonia política no município. Uma vez empossado sofreu
forte oposição, o que praticamente inviabilizou sua gestão. Mesmo diante das
dificuldades construiu a praça Mário Caiado (atual praça do Expedicionário) e
rua Miguel João.

João Luiz de Oliveira (1930-1934)


Nomeado intendente logo após a Revolução de 30 fez uma administração
voltada para o saneamento administrativo da Prefeitura. As principais medidas
adotadas ao longo de seu mandato priorizaram a moralização do uso das coisas
públicas. De imediato foi criada uma comissão para elaborar a Lei
Orçamentária.

José Fernandes Valente (1934-1940)


Foi o prefeito com maior mandato ininterrupto que a cidade já teve.
Inicialmente foi nomeado. Quando ocorreram eleições foi candidato único,
elegendo-se. Em 1937, já sob o Estado Novo, extintos os mandatos efetivos, foi
novamente nomeado. O crescimento da cidade, principalmente com a chegada
da Estrada de Ferro, exigiu obras significativas e a reestruturação do trânsito.

Manuel Demóstenes B. de Siqueira (1940-1943)


Suas preocupações administrativas contemplavam a melhoria do aspecto urbano
e das condições de higiene. Deu continuidade as obras iniciadas na
administração anterior, como por exemplo a construção do Fórum e do
Aeroporto. Ele construiu a avenida Pedro Ludovico, iniciou o calçamento nas
ruas centrais e ampliou o cemitério.

Joaquim Câmara Filho (1943-1945)


Uma vez nomeado implementou um novo ritmo administrativo. De imediato
visitou os Distritos, cuidou de obras na Zona Rural, iniciou um plano de
reestruturação urbana, inaugurou o prédio do Fórum, na praça Bom Jesus, para
aonde foi transferida a Prefeitura.

Plínio A. Gonzaga Jaime (1946)


Em sua breve gestão foi solucionado o impasse com a Empresa Melhoramentos
de Goiás, para a construção do sistema de esgoto sanitário e de abastecimento
de água potável. Desapropriou áreas urbanas para o alargamento e abertura de
ruas no centro da cidade.

Adahyl Lourenço Dias (1947)


Deu continuidade aos serviços de conservação urbana. Desapropriou áreas
urbanas para alargamento ou abertura de vias públicas; ampliou o cemitério;