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Revestimentos

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2.

4 - REVESTIMENTOS DE PAREDES

2.4 - REVESTIMENTOS DE PAREDES
2.4.1 – EXIGÊNCIAS PAREDES
Exigências de segurança Exigências de compatibilidade com o suporte ou apoio Exigências de estanquidade Exigências de termo-higrométricas Exigências de pureza do ar Exigências de conforto acústico Exigências de conforto visual

FUNCIONAIS

DE

REVESTIMENTOS

DE

o o o o o o o

Exigências de estabilidade Exigências contra riscos de incêndio Exigências de segurança no uso Exigências de compatibilidade geométrica Exigências de compatibilidade mecânica Exigências de compatibilidade química Exigências de estanquidade à água

o Exigências de isolamento térmico o Exigências de secura dos paramentos interiores

Exigências de conforto táctil Exigências de higiene Exigências de adaptação à utilização normal

o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o o

Exigências de durabilidade

Exigências de planeza Exigências de verticalidade Exigências de rectidão das arestas Exigências de regularidade e perfeição da superfície Exigências de homogeneidade de enodoamento pela poeira Exigências de homogeneidade de cor e brilho Exigências contra a aspereza dos paramentos Exigências contra a pegajosidade dos paramentos Exigências de secura dos paramentos Exigências contra a fixação de poeiras ou de microrganismos Exigências de resistência à limpeza Exigências de resistência a acções de choque e atrito Exigências de resistência à acção da água Exigências de aderência ao suporte Exigências de resistência à formação de nódoas de produtos químicos ou domésticos Exigências de resistência ao enodoamento pela poeira Exigências de resistência à suspensão de cargas Exigências de resistência aos agentes climáticos Exigências de resistência aos produtos químicos do ar Exigências de resistência à erosão provocada pelas partículas sólidas em suspensão no ar Exigências de resistência à fixação e ao desenvolvimento de bolores

Exigências de facilidade de limpeza Exigências de aptidão para o armazenamento Exigências de economia

2.4.2 – CLASSIFICAÇÃO DE REVESTIMENTOS DE PAREDES
Pretende-se estabelecer uma classificação dos revestimentos utilizáveis em paramentos exteriores e interiores de paredes de alvenaria ou de betão. Esta classificação pode ser elaborada de acordo com diferentes critérios, como por exemplo, segundo o material constituinte ou segundo a natureza do ligante do revestimento ou outros. A descrição geral dos diferentes tipos de revestimentos irá ser feita de acordo com a classificação apresentada anteriormente, ou seja segundo as funções que estão aptos a desempenhar no quadro das exigências funcionais relativas ao conjunto tosco da parederevestimento. Serão primeiro abordados os revestimentos dos paramentos exteriores e seguidamente os revestimentos dos paramentos interiores. Classificação de revestimentos para paramentos exteriores Rev. de estanquidade
Rev. por elementos descontínuos • • • • Rev. em “escama” Rev. de pedra natural Rev. Em forma de laminas Rev. Em forma de placas

Rev. de ligantes hidráulicos amados e independentes Rev. Com base em ligantes sintéticos armados com rede de fibra de vidro

Revestimentos de impermeabilização Rev. de isolamento térmico

Rev. de ligantes hidráulicos Rev. de ligantes sintéticos Rev. de ligantes mistos Rev. por elementos contínuos independentes com isolante na caixa de ar Rev. de ligantes hidráulicos armados e independentes com isolamento na caixa-de-ar Rev. delgados sobre isolante Rev. espessos sobre isolante Rev. de argamassas de ligantes hidráulicos com inertes de material isolante Rev, por elementos descontínuos pré-fabricados Rev. obtidos por projecção “in-situ” de isolante

• Rev. tradicionais • Rev. não-tradicionais

Rev. de acabamento ou decorativos

Camadas de acabamento dos rev. de impermeabilização com base em ligantes hidráulicos

• Camadas de acabamento tradicionais • Camadas de acabamento não tradicionais

Rev. delgados de massas plásticas Rev. delgados de ligantes mistos Rev. por elementos descontínuos • Rev. colados • Rev. fixados mecanicamente • Não texturadas • Texturadas

Tintas

de ligantes hidráulicos Rev. de pedra artificial Rev. decorativos Papel pintado Papel com endução vinilica Rev. de ligantes sintéticos Rev. plásticos Rev. de vidro opaco Rev. de cal apagada e gesso Rev. de ligantes hidráulicos Rev.Classificação de revestimentos para paramentos interiores Rev. de ligantes sintéticos envernizados ou esmaltados • • Ladrilhos de mármore • Placas de granito polido Rev. vinilicos sobre papel Rev. de cal apagada Rev. de rede de fibra de vidro pintados Tintas • Com veludo • Sem veludo • Placas de aglomerado • Laminado • • Não-texturadas • Texturadas . tradicionais • Rev. de gesso e inertes leves • Rev. de ligantes sintéticos Rev. resistentes à agua Rev. têxteis Rev. epoxídicos Rev. não-tradicionais • • • Pasta de gesso • Pasta de gesso e cal apagada • Rev. por elementos descontínuos • • Pigmentados • Não-pigmentados Rev.de regularização Rev. de acabamento Rev. por elementos descontínuos independentes Rev. de produtos pré-doseados em fábrica Rev. de gesso e areia • Esboços de gesso. de gesso. cerâmicos • Azulejos • Ladrilhos de grés • Ladrilhos de semi-grés Rev. cal apagada e areia • Pastas de gesso • Rev. tradicionais • Rev. de cortiça Rev. de pedra natural Rev. não-tradicionais • • Rev. de gesso (estuques) • Rev. de produtos de cal apafada e gesso pré-doseados em fábrica Rev. de cal apagada Rev. com base em gesso • Rev. cal apagada e areia Rev.

Mesma quando se dá o aparecimento de fissuração estes revestimentos devem manter as suas características de estanquidade. Os revestimentos por elementos descontínuos de fixação directa ao suporte só poderão ser considerados de estanquidade se eles próprios e as suas juntas (entre elementos ou por sobreposição parcial dos elementos) forem estanques. Quanto à fixação deste tipo de revestimentos poderemos ter revestimentos por elementos descontínuos de fixação directa ao suporte ou revestimentos por elementos descontínuos “independentes” do suporte.3. pedra natural ou artificial.3 .1. madeira. etc.REVESTIMENTOS POR ELEMENTOS DESCONTÍNUOS São revestimentos executados a partir de elementos (placas. betão. materiais cerâmicos. 2. Nos revestimentos por elementos descontínuos “independentes” do suporte passaremos a ter uma caixa-de-ar entre o suporte e o próprio revestimento onde poderá ser introduzido um material de isolamento térmico que nunca deverá preencher totalmente .2.4. revestimentos de ligantes hidráulicos armados e independentes e revestimentos de ligantes sintéticos armados com rede de fibra de vidro.1.4. No primeiro caso serão fixados directamente ou mecanicamente ao suporte enquanto que no segundo caso serão fixados ao suporte por intermédio de uma estrutura de madeiras ou metálica que se estenderá a toda a parede ou por peças metálicas de reduzidas dimensões para uma fixação pontual. apresentam pequena espessura e têm forma e dimensões faciais diversas.3. A caixa-de-ar existente deve dispor na sua base de dispositivos que garantam a evacuação da água infiltrada a ser ventilada para evitar condensações.REVESTIMENTOS PARA PARAMENTOS EXTERIORES DE PAREDES 2.. – REVESTIMENTOS DE ESTANQUIDADE Um revestimento é considerado de estanquidade quando é capaz de garantir só por si a estanquidade à água exigível ao conjunto tosco da parede-revestimento. réguas ou ladrilhos) pré-fabricados de fibrocimento. plástico.1 . Iremos ver seguidamente e com mais detalhe os revestimentos de estanquidade mais correntes e que são: revestimentos por elementos descontínuos. metal.4.

pedra natural ou artificial (produzidos em fabrica a partir de partículas de pedra natural aglomeradas por resinas sintéticas). A) Elementos de reduzidas dimensões faciais São normalmente pregados ou agrafados a estruturas. mas actualmente são concebidos também em metal ou plástico. em conjunto com as suas fixações uma durabilidade não inferior à da própria parede. normalmente de topo. fibrocimento. madeira. tendo a primeira solução a vantagem de resolver mais facilmente o problema da estanquidade das juntas.este espaço de ar. C) Elementos de grandes dimensões faciais . Possibilitam grande variedade de soluções arquitectónicas. betão. Normalmente os elementos de revestimento são em barro vermelho. Este sistema torna possível a execução de revestimentos sobre suportes irregulares pois a própria estrutura de fixação irá colmatar essas irregularidades. B) Elementos em forma de réguas ou lâminas Podem ser concebidas para aplicação com junta horizontal ou vertical. Quanto às dimensões faciais podemos ter: elementos de reduzidas dimensões faciais também designados de soletos ou escamas (maior dimensão facial não ultrapassa 1m e relação entre as dimensões é menor que 3). Quanto à durabilidade. este tipo de revestimento devem ter. Esta caixa-de-ar deve dispor na sua base de dispositivos que garantam a evacuação da água infiltrada. tradicionalmente de madeira. constituída por varas verticais e ripas horizontais. tendo evoluído. de forma a mantermos sempre uma lâmina de ar ventilada entre o revestimento e o isolamento para evitar condensações. actualmente assistimos muitas vezes à substituição da madeira por perfis metálicos. elementos em forma de réguas ou lâminas (menor dimensão facial menor que 0. mas tem a desvantagem de exigirem um grande número de fixações. excepto nos revestimentos de pedra natural em que as juntas são. Tradicionalmente são pregados ou agrafados sobre ripado de madeira. As juntas horizontais são quase sempre de recobrimento e as verticais devem ser desencontradas. mais recentemente para perfis metálicos. Os revestimentos mais antigos eram de madeira.30) e elementos de grandes dimensões faciais (menor dimensão superior a 1m).

REVESTIMENTOS POR ELEMENTOS DESCONTÍNUOS DE PEDRA NATURAL Este tipo de revestimento será alvo de uma descrição mais pormenorizada pois possuem uma tecnologia de execução muito própria e já muito consagrada. sedimentar (calcário) ou metamórfica (mármore. Este sistema constitui uma solução antiga mas sempre actual e podem bastante vantajosos quando falamos da beneficiação de edifícios antigos. A espessura das placas é condicionada pela sua dimensão. podendo também aparecer o plástico ou a chapa zincada.1. Com a excepção da fixação por agrafos ou pontos de argamassa.4. metálica ou de fibrocimento. 20mm para placas talhadas. As placas a aplicar podem ser resistentes (possuem capacidade para se apoiarem umas nas outras através das juntas horizontais) ou não resistentes (são mantidas suspensas ou apoiadas por gatos ou agrafos).3. sendo os mais correntes os granitos e os calcários. O material mais utilizado é o fibrocimento. nãoestanques o que faz com que este tipo de revestimento só possa ser considerado de estanquidade se ficarem independentes da parede. A matéria-prima para este tipo de revestimento é normalmente de origem eruptiva (granito e basalto). As juntas são de topo. No caso de placas resistentes a espessura não deve ser inferior a 27mm para pedras obtidas por clivagem. . origem da pedra e modo de fixação. quartzitos). conferindo assim ao sistema características de sistema de isolamento térmico (entre o isolamento e o revestimento deve ser sempre deixada uma caixa-de-ar com espessura entre 20 e 50mm ventilada para o exterior). ardósia.2 . os processos de fixação das placas de pedra ao suporte permitem a inserção de um isolamento térmico entre o revestimento e a parede. 2. ondulados ou com relevos diversos e são fixadas ao suporte por uma estrutura intermédia de madeira. Para as placas resistentes a espessura mínima é sempre de 75mm. xisto. com uma caixa-de-ar ventilada e com dispositivos de evacuação para o exterior da água infiltrada.As placas podem ser planas.

natureza do revestimento e pontos singulares eventualmente existentes para serem revestidos. placas com área inferior a 1m2 a distância entre o suporte e tardoz das placas entre 20 e 50mm (20 porque será o mínimo para uma caixa de ar ventilada e 50mm pois acima deste valor torna-se difícil executar pontos de argamassa). Quanto ao processo de fixação com pontos de argamassa está limitado a edifícios com altura inferior a 28m. SIM (2) não não não não SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM (4) (4) SIM SIM Placas resistentes Estrutura intermédia (1) Chumbados SIM SIM (3) (3) (5) SIM (1)-A estabilidade da ligação da estrutura intermédia ao suporte deve ser assegurada (2)-Admissível se a resistência característica do betão aos 28 dias for >15MPa (3)-Admissível apenas em paredes não resistentes. presença ou não de isolamento térmico. Para as placas não resistentes. resistir a esforços horizontais. com juntas de assentamento de argamassa. De onde em onde devem colocar-se gatos de ligação à parede de forma a assegurar a estabilidade. De 6m de altura e desde que os agrafos ou gatos sejam chumbados com argamassa de cimento e limalha numa profundidade mínimo de 2 fiadas de furos (4)-Admissível desde que os gatos de posicionamento se insiram em juntas horizontais de alvenaria (5)-Apenas no caso de as juntas entre as placas de revestimento serem deixadas abertas ou preenchidas com material resiliente. os gatos e os agrafos utilizados devem suportar o peso das placas de revestimento e do isolamento térmico.Quanto ao processo de fixação das placas resistente podemos dizer que elas serão todas montadas umas sobre as outras de acordo com o procedimento de execução de uma alvenaria. . até ao Max. absorver deformação diferenciais entre o revestimento e o suporte. SIM (2) não não não não Gatos Fixados mec. Quadro I – Compatibilidades entre suportes e processos de fixação de revestimentos de pedra Processo de fixação Placas não resistentes Suporte Agrafos com pontos de argamassa Chumbados Betão corrente Betão de inertes leves Tijolos Blocos de betão de inertes correntes ou leves Blocos de betão celular autoclavado Pedra natural SIM SIM (3) (3) não SIM Fixados mec. A escolha do método de fixação deve ter em conta alguns factores como: natureza e estado do suporte.

Figura 2 – Agrafagem pelo tradoz das placas de pedra [1] .A) Revestimentos de pedra fixados com agrafos e pontos de argamassa A fixação dos elementos de revestimento ao suporte é feita por meio de agrafos de secção circular envolvidos em argamassa (pontos). Os agrafos podem ser de cobre. Figura 1 – Agrafos aplicados nos topos verticais das placas de pedra [1] Os agrafos de uma mesma placa devem ficar todos ligados a um mesmo tipo de suporte. A fixação dos agrafos ao suporte pode fazer-se por chumbagem de argamassa ou mecanicamente. um plano de fixação de agrafos. Nos topos horizontais superiores apenas se podem colocar agrafos de posicionamento. se não for possível usar os topos os agrafos podem ser inseridos no tardoz da pedra (figura 2). à posteriori. latão ou aço inoxidável. dai ser indispensável fazer. Em cada pedra serão colocados 4 agrafos (2 de suspensão e 2 de posicionamento) inseridos normalmente nos topos verticais (figura 1) e horizontais de cada pedra.

Figura 3 – Algumas configurações de agrafos [1] O furo para proceder à chumbagem do agrafo deverá ter pelo menos 60mm de profundidade de forma a garantir uma penetração do agrafo de pelo menos 50mm. Os furos das placas para fixação dos agrafos devem ser feitos em fábrica. ser cilíndricos e terem um diâmetro superior em 1mm ao diâmetro do fio e um cumprimento superior em 5mm ao comprimento de penetração do fio. são as zonas de encosto das placas e devem preencher completamente os furos dos chumbadores transbordando mesmo para fora dos próprios furos. Os pontos de argamassa são necessários a um correcto funcionamento dos agrafos. Figura 4 – Fixação de agrafos em chumbadouro de argamassa [1] . o diâmetro do furo deverá ser de cerca de 40mm. A inserção dos agrafos nos furos deve ser feita após estes terem sido preenchidos com calda de argamassa.

bronze ou cobre. Os gatos são constituídos por placas ou perfis metálicos das mais diversas configurações e podem ser de aço inoxidável. mas a fixação da própria estrutura ao suporte tem que ser feita apenas nas zonas resistentes. Por outro lado a fixação das placas à estrutura intermédia é em geral mecânica. Na caixa de ar entre o revestimento e o suporte podem ser introduzidas placas de isolamento térmico ocupando apenas parte da caixa de ar (deverá sempre existir uma caixa de ar entre o revestimento e o isolamento térmico). . A fixação da estrutura ao suporte é feita com gatos chumbados com argamassa ou fixada mecanicamente. com chumbadores de argamassa ou mecanicamente.B) Revestimentos de pedra fixados com gatos resistentes Neste caso a fixação do revestimento ao suporte é feito com gatos resistentes. A estrutura intermédia é normalmente executada em metal (aço inoxidável. C) Revestimentos de pedra fixados em estrutura intermédia A fixação através de uma estrutura intermédia tem a vantagem de se poder aplicar sobre suportes irregulares e de qualquer tipo. Maior parte dos gatos ficam invisíveis depois de colocadas as placas (figura 5). ligas de alumínio ou de outros metais desde que protegidos contra a corrosão por tratamentos adequados). latão.

Figura 5 – Algumas configurações de gatos [1] Figura 6 – Esquema de funcionamento dos gatos [1] .

em que o processo de fixação à parede terá que garantir a formação de uma caixa-de-ar entre a parede e revestimento armado com os requisitos e dispositivos habituais em paredes duplas para evacuação da água que eventualmente penetre através do revestimento.3. À semelhança do que já foi referido pode-se proceder à introdução de placas de isolamento térmico na caixa-de-ar desde que não preencha totalmente a caixa-de-ar. executados em obra. e que poderá provocar a corrosão da armadura ou a rotura do revestimento por congelamento. Estes revestimentos não devem ser aplicados em superfícies horizontais ou pouco inclinadas expostas à acção da chuva. . A fixação à parede é feita por intermédio de uma estrutura de madeira ou metálica.1. A sua durabilidade pode estar condicionada pela eventual entrada de água através de alguma fissura que inevitavelmente aparecerá. A armadura metálica. é fixada à estrutura com agrafos.4. que deve comportar uma folha de papel na sua face interior para reter o revestimento no momento em que é aplicado.3 - REVESTIMENTOS DE LIGANTES HIDRÁULICOS ARMADOS E INDEPENDENTES São revestimentos de ligantes hidráulicos armados.Figura 7 – Revestimento com placas de pedra fixadas sobre estrutura intermédia [1] 2.

em geral.2.4. esta capacidade de impermeabilização poderá desaparecer. com por exemplo. doseadas e preparadas em obra. Por outro lado se reduzirmos o teor em ligante para diminuir a retracção obtemos uma argamassa muito porosa e consequentemente insuficientemente impermeável. Após a aplicação de demãos cruzadas com escova ou com trincha 2. o conjunto parede-revestimento. pouco aderente ao suporte e com trabalhabilidade reduzida. 2.1 .2. – REVESTIMENTOS DE IMPERMEABILIZAÇÃO Este tipo de revestimento não garantem só por si a estanquidade à água. Para podermos colmatar esta dificuldade recorremos a . para que. para obtermos uma boa trabalhabilidade. garanta a estanquidade requerida. mas que em contrapartida conduz a uma argamassa com elevada tendência para fissuração de retracção. areia da região onde se situa a obra.REVESTIMENTOS TRADICIONAIS DE LIGANTES HIDRÁULICOS Revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos são revestimentos executados a partir de argamassas (de cimento. ou bastardas). Se existir uma degradação acentuada do suporte.2.3. Limitam a quantidade de água que atinge o suporte. este sim.REVESTIMENTOS DE LIGANTES SINTÉTICOS ARMADOS COM REDE DE FIBRA DE VIDRO São revestimentos delgados obtidos a partir de produtos de ligantes sintéticos com alto teor de ligante.4.4 . cal hidráulica.4. boa aderência ao suporte e boa compacidade precisamos de uma argamassa fortemente doseada em ligante. mas conferem um complemento de impermeabilidade à água. São essencialmente utilizados em reabilitações de paredes muito fissuradas e devem possuir elasticidade suficiente para garantirem a estanquidade face à possível evolução da largura das fissuras.3. camada de base (uma ou duas camadas) e camada de acabamento. cal apagada. Estes revestimentos são constituídos por mais do que uma camada pois com uma camada única não conseguimos garantir simultaneamente todas as características que pretendemos. São produtos misturados em fábrica e que conferem o acabamento final da parede. fissuração.3.1. São constituídos por duas ou três camadas: crespido (se necessário). utilizando-se. De facto. como os anteriores. A manutenção da sua capacidade de desempenharem o papel de impermeabilizantes depende do comportamento do suporte.

quase sempre. à superfície uma grande amplitude e atingiriam. e que poderão provocar o aparecimento de fissuração e de corte entre o revestimento e o suporte e que poderão provocar o seu descolamento. no próprio revestimento. o suporte (figura 8). e essa espessura não pode ser conseguida com uma única camada pois qualquer fissura que se formasse nessa camada iria atingir. As fissuras serão de elevada largura.revestimentos executados com varais camada em que cada uma delas irá ter as suas funções específicas. Ir-se-ão desenvolver dois tipos de tensões: de tracção. Pelo contrário se a mesma espessura for conseguida com a sobreposição de várias camadas a amplitude das fissuras à superfície será bastante inferior e a probabilidade de elas se desenvolverem umas exactamente encontradas com as outras é muito pequena. Para além desta questão das propriedades que necessitamos de conferir ao revestimento existe ainda outra razão para estes revestimentos possuam várias camadas: de facto temos necessidade de ter revestimentos com alguma espessura de forma a que constituem uma barreira que se oponha eficazmente à entrada de água. possibilitando que. além de uma menor abertura das fissuras conseguimos também que elas não atinjam o suporte. que no conjunto irão conferir ao revestimento todas as propriedades que necessitamos. Se o revestimento for fortemente doseado em cimento a sua resistência mecânica será elevada e portanto as fissuras apenas aparecerão quando as tensões de tracção forem muito elevadas. Por outro lado se o revestimento menos rico em ligante terá uma fraca resistência mecânica e as tensões instaladas nunca atingem . Figura 8 – Desenvolvimento das fissuras em revestimentos com camada única e com três camadas [1] Imediatamente após a aplicação dos revestimentos começa a dar-se a retracção de secagem inicial que será restringida pela aderência ao suporte. afastadas entre si e atingirão o suporte. provavelmente superiores à aderência.

Deve ser fortemente doseada em cimento (para garantir uma boa aderência) e bastante fluida (para satisfazer a sucção do suporte sem prejudicar as reacções de hidratação do cimento). para melhor garantir a aderência da camada seguinte. . A argamassa deve ser lançada vigorosamente sobre o suporte. Devido à sua forte dosagem em cimento e a sua irregularidade esta camada não tem qualquer contribuição para a impermeabilização da parede. Estas serão finas. Figura 9 – Fissuração de revestimentos com baixo teor em ligantes e com alto teor em ligantes [1] O que se passa entre o revestimento e suporte passa-se também entre as diversas camadas de revestimento o que faz com que cada camada de revestimento deve ser mais “fraca” do que a anterior.valores elevados pois dá-se a ocorrência de fissuração. Servirá também para reduzir a tendência do suporte para absorver a água de amassadura da argamassa. A) Crespido É a primeira camada de um revestimento tradicional e tem como principal função garantir a aderência do revestimento ao suporte. Deve apresentar um acabamento irregular (com uma espessura entre 3 e 5mm). manual ou mecanicamente. para que não a deteriore por retracção e para que seja cada vez menor a tendência para a fissuração – regra de degressividade do teor em ligante. pouco afastadas entre si e como as tensões instaladas serão inferiores à aderência não atingirão o suporte.

pois implicariam camadas de base fortemente doseadas em ligante que levariam à rotura dos suportes pouco resistentes. Para ser impermeável deverá ser homogénea. preferencialmente executada com argamassas bastardas de cimento. Na realidade a escolha da camada de acabamento está condicionada pelas características das outras camadas. devendo assim também contribuir para a impermeabilização da parede. por exemplo. como não poderá fissurar terá que ter um teor de ligante relativamente baixo e deverá ter um alto teor de cal apagada. podendo a sua escolha não ser puramente de carácter estético. compacta e não fissurável (com pouca retracção). Devido à “regra do teor de ligante decrescente” não será possível aplicar como camada de acabamento uma camada muito rica em teor de ligante (como por exemplo a acabamento escocês). Poderá ser necessário. Visto que é a camada mais exterior constitui a primeira barreira à penetração de água.B) Camada de base Esta camada tem como principais funções garantir a verticalidade. planeza e regularidade superficial). fornecer o maior contributo para a impermeabilização da parede e garantir uma boa aderência à camada seguinte (esta aderência poderá ser garantida posteriormente à sua aplicação. Esta camada. C) Camada de acabamento Esta é a camada mais exterior e tem fundamentalmente funções decorativas. As condições de exposição são também importantes na escolha do acabamento pois. nesse caso as diversas camadas deverão também seguir a “regra do teor de ligante decrescente”. em certos casos aplicar mais do que uma camada (pois cada camada não deverá ser superior a 15mm). pelo próprio suporte e até pela exposição atmosférica que irá ter. A sua espessura variará entre os 5 e 10mm. a sujidade da poluição torna-se muito mais visível em acabamentos com alguma . por raspagem ou riscagem do suporte). Esta camada de acabamento vai determinar o acabamento final da parede. cal apagada e areia e sua espessura deverão ser entre os 10 e os 15mm e nunca inferior a 8mm. Deverá ser. planeza e regularidade superficial da parede (será após a execução desta camada que se deverão verificar os requisitos de verticalidade.

A coloração da camada de acabamento pode ser conseguida por um dos seguintes processos: • • • Introdução de inertes de cores seleccionadas. Depende da natureza e estado de conservação do suporte e das condições atmosféricas na altura da aplicação. Ela é devida. D) Características dos revestimentos É importante tecer algumas considerações sobre a aderência ao suporte ou a aderência entre as várias camadas do revestimento. Pintura da camada de acabamento ou execução da camada de acabamento com produtos não tradicionais coloridos. essencialmente. Figura 10 – Mecanismo de aderência por penetração da argamassa dos revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos [1] . mas por outro lado estes últimos não oferecem resistência ao estabelecimento de caminhos de escorrimento de água preferenciais. Introdução de pigmentos adequados.rugosidade do que em acabamentos muitos lisos. à penetração da água com ligante ou da própria argamassa nos poros ou na rugosidade do suporte.

uma tira de armadura metálica protegida contra a corrosão.Para garantirmos que não temos fuga prematura da água necessária para a hidratação do ligante devemos garantir que este. ao longo da junção dos diferentes materiais. que a camada de revestimento não seja muito delgada. se existir. o suporte deve ser humedecido antes da aplicação do suporte. mecânico e químico. em tempo quente. devemos ter em conta que não devemos proceder à sua aplicação quando este a chover. e para que isso não aconteça. Esta tira deverá cobrir a junta em causa e prolongar-se cerca de 15cm para cada um dos lados da junção. ou seja estabelecemos uma “ponte” na zona da junção dos diferentes materiais (figura 11). para que não ocorra degradação do suporte causada por tensões introduzidas pelo revestimento. O primeiro aspecto a ter em conta é que o suporte deve estar completamente preparado para o receber. Devemos também proceder à colocação de papel de construção entre o suporte e a tira metálica. Quanto às condições climáticas ambientes na altura da aplicação. Com este procedimento estaremos a prevenir o . As características mecânicas do suporte devem ser compatíveis com as do revestimento. Quando o suporte é constituído por materiais de natureza diferentes devemos aplicar. Como já foi referido anteriormente é muito importante que não haja uma absorção prematura da água da argamassa. O revestimento deve ser compatível com o suporte dos pontos de vista geométrico. É conveniente manter os paramentos húmidos durante os primeiros dias. Quanto à aplicação em obra dos revestimentos existem também alguns pontos importantes a ter em conta. nessa zona o revestimento adira ao suporte. quando há vento forte e seco. os paramentos estão expostos directamente aos raios solares. Quanto à incompatibilidade química entre o revestimento e o suporte. enquanto fresco. É importante manter a constância da composição das argamassas (particularmente quando temos argamassas de acabamento pigmentadas) para que resulta um aspecto uniforme em todo o paramento. O suporte deve apresentar planeza e regularidade superficial compatíveis com a espessura e técnica de aplicação do revestimento. para não corrermos o risco de termos uma secagem demasiado rápida do revestimento. resolve-se com a aplicação de um primário antes do revestimento. tenha um bom poder de retenção da água. previamente. que o suporte não seja demasiado absorvente e que as condições atmosféricas durante a aplicação do revestimento não sejam muito adversas (não favorecem a rápida evaporação). impedindo-se assim que. ou ainda quando. quando a temperatura do suporte é muito elevada. quando a temperatura ambiente é muito elevada.

2 . sem o respeito pelas diferentes funções de cada camada. por diversas razões: • • • Desaparecido da mão-de-obra especializada. As arestas do revestimento podem também ser protegidas com cantoneiras metálicas protegidas contra a corrosão. sem respeito pelos tempos de secagem das argamassas e execução de uma única camada de argamassa. .3. em cada obra.4. Figura 11 – Revestimento contínuo sobre suportes diferentes [1] 2.2. • Falta de humidificação prévia do suporte e das outras camadas. Utilização. devida a movimentos diferenciais do suporte.aparecimento de uma fissura ao longo da junção. • Demasiada rapidez de execução. sem uma análise prévia dos mesmos. dos inertes da região. Utilização de cimento como único ligante.REVESTIMENTOS NÃO TRADICIONAIS DE LIGANTES HIDRÁULICOS Actualmente não é fácil obter revestimentos tradicionais de ligantes hidráulicos com qualidade.

2. mas que ao contrário das anteriores são concebidas para a execução de revestimentos numa única camada. em França deu-se o aparecimento de outro tipo de produtos pré-doseados. surgiu a imperiosa necessidade de isolar termicamente os edifícios.Para tentar colmatar as deficiências que resultam das razões anteriormente referidas começaram a surgir no mercado misturas pré-doseadas em fábrica. ou reforçar o isolamento existente. permitindo assim manter os revestimentos multicamadas. Na Suécia e na Inglaterra começaram a produzir misturas pré-doseadas em fábrica em.4. São portanto misturas que permitem a manutenção das características dos revestimentos tradicionais de múltiplas camadas e que permitam colmatar as dificuldades surgidas relacionadas com a falta de mão de obra especializada. a execução demorada. .3. com o fim último de minimizar as perdas térmicas através da envolvente. com duas perspectivas diferentes de resolução do problema. Existem misturas pré-doseadas para cada uma das camadas de revestimento. Como foi anteriormente referido a obrigatoriedade de diversas camadas deve-se ao facto de necessitarmos de composições contraditórias para podermos obter todos as características que necessitamos para o revestimento.3. que em obra apenas necessitam da adição de água. quando muito. com as vantagens já descritas anteriormente. também. em obra se teria que a adicionar água de amassadura devidamente especificada nas embalagens de comercialização. o abandono das argamassas bastardas em favor das cimentícias e ainda com a inadequada utilização dos inertes. tentandose assim também colmatar outra dificuldade surgida com os revestimentos multi-camadas. – REVESTIMENTOS DE ISOLAMENTO TÉRMICO Com o agudizar da crise energética a partir da década de 70. Paralelamente. destinados a colmatar as dificuldades já apontadas: misturas pré-dosedas em fábrica. Este tipo de revestimentos não-tradicioniais surgidos em França afirmam ter conseguido ultrapassar esta questão com a introdução de adjuvantes adequados e pela técnica da aplicação que preconizam: preferencialmente por projecção. Existem composições específicas para cada uma das camadas de revestimento e tendo em conta as características dos suportes onde se irão aplicar.

Utilização de elementos construtivos executados com materiais com melhores desempenhos térmicos. que se pode concretizar com a execução de elementos de construção semelhantes aos tradicionais mas melhorados do ponto de vista térmico (por exemplo blocos de betão autoclavado). e logo maior durabilidade. de isolamento pelo exterior é a que tem tido maior desenvolvimento e maior aplicabilidade. a primeira hipótese perde o interesse pois não conseguimos resolver o problema das pontes térmicas. Quando estamos a falar de regulamentação de térmica muito exigente em que a transmissão térmica pela a envolvente opaca tem que ser muito reduzida. Quanto à segunda hipótese. • • Aumenta o conforto de Verão pois confere maior inércia térmica às construções. Por estes motivos indicados a terceira hipótese. Não reduz a área habitável. Melhora a impermeabilização e isolamento térmico dos edifícios antigos com uma melhoria do aspecto. Além de possibilitar a manutenção dos esquemas estruturais consagrados tem as seguintes vantagens: • • Elimina as pontes térmicas. São quatro os principais sistemas de isolamento térmico pelo exterior: . é mais vantajosa do que a primeira mas pode levantar problemas de resistência mecânica e a necessidade por parte dos projectistas de estruturas de terem que adoptar modelos estruturais diferentes do habitual. • • Pode ser executado sem interferir com a ocupação interior dos espaços.Para melhorar o comportamento térmico dos elementos opacos da envolvente surgiram as seguintes soluções possíveis: • • Reforço do isolamento pelo interior. • Reforço do isolamento pelo exterior. Confere maior protecção às fachadas contra os agentes atmosféricos.

já nos sistemas sem lâmina de ar devemos ter em atenção à quantidade de água que pode eventualmente condensar (proveniente da migração para o exterior do vapor de água produzido interiormente e proveniente da água em excesso eventualmente existente no suporte quando da . nos sistemas sem lâmina de ar essa fixação tem que ser contínua. As diversas técnicas de isolamento térmico podem classificar-se genericamente em dois grandes grupos: com e sem caixa-de-ar ventilada entre o revestimento e o isolante. nomeadamente no que diz respeito a variações dimensionais. ao isolamento térmico apenas é exigida a função de isolamento térmico. pois o isolamento também tem funções de resistência (suporte do revestimento). Isolamento térmico sobre revestimento espesso sobre isolante. Esta divisão induz ainda algumas mas significativas diferenças nos dois sistemas: • A lâmina de ar entre o revestimento e o isolamento vai permitir a utilização de produtos de revestimento não totalmente compatíveis com o isolamento térmico. • Enquanto nos sistemas com lâmina de ar a fixação ao suporte é pontual. já no sistema sem lâmina de ar teremos que ter uma compatibilidade total. pois irá desempenhar diferentes papéis. mas quando estamos a falar de sistemas sem caixa-de-ar já temos que a preocupação de escolher um tipo de material que além de ter características de isolamento térmico terá também que ter características mecânicas adequadas para servir de suporte ao revestimentos e ainda características adequadas para participar na estanquidade do conjunto. Isolamento térmico por revestimento de elementos descontínuos de fixação mecânica com isolante na caixa-de-ar. • Isolamento térmico por revestimento de ligantes hidráulicos armado e independente com isolante na caixa-de-ar. Quando estamos a falar de sistemas com caixa-de-ar. • Nos sistemas com lâmina de ar a evaporação do vapor de água do interior efectuase através da caixa de ar ventilada. Esta sub-divisão é importante pois vai determinar o tipo de isolamento que devemos colocar.• • • Isolamento térmico sobre revestimento delgado sobre isolante.

Apenas serão abordar com mais detalhe os sistemas sem lâmina de ar. . mas tendo o cuidado de deixar sempre uma lâmina de ar com uma espessura entre 20 e 50mm (figura 12). Quadro II – Comparação de características dos sistemas de isolamento térmico pelo exterior com ou sem lâmina de ar Tipo de sistema de isolamento térmico Com lâmina de ar ventilada Sem lâmina de ar -Isolamento térmico Funções do isolante -Isolamento térmico -Suporte do revestimento -Impermeabilização à água Processo de fixação ao -Fixação mecânica por -Colagem suporte pontos Elementos responsáveis pela -Revestimento -Revestimento impermeabilização -Lâmina de ar -Isolante Resolução do problema das -Absorvidas pela geometria -Necessidade de escolha de variações dimensionais da ligação revestimentorevestimento e isolantes diferenciais estrutura de fixação compatíveis -Deficiências de planeza ou -Fachadas com vãos de regularidade superficial numerosos do suporte Dificuldades de aplicação -Existência de revestimento -Paredes inadequadas à antigo não aderente ao fixação mecânica suporte -Compatibilidade das Possibilidade de eliminação permeabilidades ao vapor de de riscos de condensação no -Ventilação da lâmina de ar água do revestimento e do isolante isolante Os sistemas de isolamento térmico com lâmina de ar são os sistemas que se obtêm dos Características a comparar revestimentos de estanquidade.execução do revestimento) no interior do isolamento térmico e que poderá danificálo. pois são os que mais tipologicamente e funcionalmente se podem considerar como revestimentos de paredes. já referidos anteriormente. No quadro seguinte sintetizam-se as maiores diferenças entre os sistemas de isolamento térmico com e sem lâmina de ar. inserindo o isolamento entre os revestimentos e o suporte.

Revestimento de ligantes hidráulicos.Figura 12 – Sistema de isolamento térmico por inserção de isolamento na caixa-de-ar dum revestimento por elementos descontínuos de fixação mecânica [1] 2. normalmente não-tradicionais. Figura 13 – Sistemas de isolamento térmico por revestimento espesso sobre isolante [1] . armado com rede metálica.1 – SISTEMAS DE ISOLAMENTO TÉRMICO POR REVESTIMENTO ESPESSO SOBRE ISOLANTE Estes sistemas são constituídos pelos seguintes elementos: (figura 13) • • Isolamento em placas.4. se for necessário.3.3. Sobre o revestimento de ligantes hidráulicos pode ser aplicado um revestimento delgado de massas plásticas ou uma tinta.

As juntas das placas podem ser topo a topo. comercializada em rolos de 1m de largura. inertes e adjuvantes diversos. . de recobrimento ou de encaixe. Figura 14 – Tipologias de juntas entre placas de poliestireno expandido [1] A armadura é. de aço galvanizado. O revestimento é quase sempre não-tradicional e constituído por mistura pré-doseda de ligantes hidráulicos. Nos documentos de homologação constarão as suas características e condições de utilização.Por se tratar de revestimentos não-tradicionais estes sistemas devem ser alvo de homologação prévia. Estes elementos de fixação atravessam o isolante e inserem-se no suporte. (figura 15). (figura 14) Figura 14 – Fixação de armaduras com cavilhas [1] O isolamento térmico mais adequado é o poliestireno expandido embora a aderência dos revestimentos hidráulicos a este material seja um pouco deficientes. Para melhorar esta aderência as placas de isolamento devem possuir ranhuras. A armadura do revestimento tem que ter ligações pontuais de natureza mecânica ao suporte. em geral.

Por serem sistemas não-tradicionais tem que ser sempre objecto de homologação e sói serão considerados de isolamento térmico se a resistência térmica global não for inferior a 0. 2.A fixação do isolamento ao suporte é feita por colagem sendo desaconselhável proceder a qualquer fixação mecânica pois pode ser fonte de deterioração.5 m2ºC/W. o que é indispensável neste sistema devido ao facto de ser colado directamente ao suporte. grande regularidade dimensional e com dimensões faciais não superiores a 1. entre as quais se coloca a armadura. • Camada de acabamento do revestimento: revestimento de acabamento de ligante orgânico.2 – SISTEMAS DE ISOLAMENTO TÉRMICO POR REVESTIMENTO DELGADO SOBRE ISOLANTE Estes sistemas são constituídos pelos seguintes elementos: (figura 15) • • Isolamento em placas colado ao suporte. O isolante a aplicar deverá ter boa coesão.3. A espessura total do revestimento não deve ser superior a 7mm. módulo de elasticidade baixo. armado com uma rede flexível (normalmente fibra de vidro). Se for necessário conferir maior resistência mecânica ao revestimento (que por natureza é baixa) podemos colocar uma segunda armadura nesta camada de base. Camada de base do revestimento: revestimento de delgado de ligante misto. O isolante mais utilizado e mais adequado é o poliestireno expandido pois é um bom isolante térmico com um baixo módulo de elasticidade o que faz com que tenha baixas variações dimensionais. mas dão uma boa contribuição para a estanquidade geral das paredes. em que predomina o ligante orgânico. boa estabilidade dimensional. Apenas devem ser aplicadas em obra placas com mais de um mês e meio a dois meses .Estes sistemas não podem ser considerados como revestimentos de estanquidade pois possuem elevada tendência para a fissuração. A camada de base é executada em duas demãos. Se as placas de isolamento apresentarem um acabamento demasiado liso deverá proceder-se à criação de alguma rugosidade por raspagem.4.20m.3.

de fabrico. permitindo assim que seja colmatada alguma pequena irregularidade superficial do suporte. Figura 15 – Solução corrente de sistema de isolamento térmico exterior de fachadas por revestimento delgado sobre isolante [1] Os produtos de colagem são argamassas-cola que resultam de mistura de resinas sintéticas em dispersão aquosa com cargas minerais e com cimento. para que já se tenha dado toda a retracção inicial que se verifica. .

A cor superficial não deve ser escura (a não ser em zonas sempre sombreadas) para permitirem uma boa reflectividade e evitar a elevação excessiva da temperatura superficial. e que irá implicar um bom recobrimento das mesmas e a não existência de fissuração. o que faz com que estas tenham que chegar à obra já protegidas com endução de resina em dispersão aquosa ou de policloreto de vinilo em solução. melhorar a resistência ao choque e assegurar a resistência à fissuração do revestimento na zona das juntas do isolamento. No momento da aplicação o suporte deve estar limpo e sem irregularidades superficiais. A execução deste tipo de revestimento não deve ser iniciada sem que se dê a secagem prévia do suporte para evitar a passagem da água de construção do suporte para o isolante. ou seja suportes antigos devemos começar por colmatar as fissuras eventualmente existentes e executar previamente os seguintes trabalhos preparatórios: • Paredes não-revestidas: limpar e regularizar . A aplicação não deve ser feita sob a incidência directa dos raios solares. Pode também ser utilizado para revestir superfícies horizontais. Este tipo de revestimentos pode ser aplicado sobre paredes de betão ou de alvenaria. Mesmo com este tratamento superficial as armaduras quando expostas à humidade e ataque alcalino perdem resistência à tracção e alongamento na rotura. Se se tratar de suporte em betão este prazo deve ser dilatado para 45 dias. por exemplo. A temperatura ambiente deve estar entre os 5 e os 30ºC. portanto devem ser bem protegidas da água.A camada de base é executada com o mesmo produto da colagem ou com produto muito semelhante. novas ou já em uso. A fibra de vidro tem pouca resistência à humidade e é atacada por alcalis. deve ter uma espessura final de 2 a 5mm e deve assegurar maior parte das funções esperadas para este revestimento. ou seja deve decorrer pelo menos um mês entre a execução do suporte e a aplicação do revestimento. Quando se trata de remodelações. em sub-faces. de varandas. A armadura é constituída por uma rede flexível de fibra de vidro de malha quadrado com abertura entre 3 e 5mm e destina-se a restringir as variações dimensionais da camada de base.

a de proporcionar às paredes um bom acabamento e um aspecto agradável. • Paredes revestidas com revestimento de ligantes hidráulicos e acabadas com pintura ou com revestimento de ligantes sintéticos: decapar o acabamento e lavar as superfícies.3. Como não possuem a função de impermeabilização nem de regularização apenas devem ser aplicados quando estas exigências já tiverem sido garantidas pelas outras camadas de revestimento e/ou pelo próprio suporte. no entanto. Os revestimentos de acabamento ou decorativos contribuem também.• Paredes revestidas com revestimento de ligantes hidráulicos e sem acabamento com base em ligantes sintéticos: lavar e reparar as zonas degradadas (eventualmente descoladas do suporte). 2. .4. Lavar as superfícies e colmatar com argamassa onde necessário. – REVESTIMENTOS DE ACABAMENTO OU DECORATIVOS A função principal deste tipo de revestimentos é. como o próprio nome indica. Alguns deles.3. embora não seja a sua função. • Paredes revestidas com revestimento de tipo cerâmico ou de vidro: retirar os ladrilhos descolados. pelas suas características específicas podem também contribuir de modo significativo para a impermeabilização das paredes. para a protecção global que o revestimento deve conferir à parede. quer mecanicamente quer quimicamente.

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