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MATEMÁTICA E SUAS DIFICULDADES EM SALA DE AULA –

UM DESAFIO A SER VENCIDO

Pesquisa desenvolvida pelos alunos do curso “Gestão do Currículo


para Professores Coordenadores” da REDEFOR – USP – SP- 2010

Adriana Perozzo

Angela Maria Xavier de Camargo

Ester Lopes Alves

Regiane Cristina Milani Martins

Regis Forner

Vera Lúcia Leitão Cavinato

RESUMO

O tema escolhido foi “Dificuldade na Aprendizagem de Matemática”


porque, sem dúvida, é essa a preocupação dos educadores e gestores no
momento. Às vésperas de uma avaliação externa a que as escolas públicas
são submetidas anualmente, o SARESP (Sistema de Avaliação dos
Resultados da Educação de São Paulo), e, levando-se em conta que essa
avaliação mede a evolução da escola em relação ao ano anterior, é natural
que a preocupação ganhe corpo e todas as tentativas no sentido de entender
os pontos fracos da escola, bem como tentar superar esses obstáculos são
bem vindas.

Muito se tem feito em termos de melhoria da relação professor/aluno,


escola/aluno, escola/família e muito se tem conseguido. Porém a
aprendizagem de Matemática continua desafiando todos os esforços.
Esse trabalho procurou pesquisar entre professores e alunos de seis escolas
públicas da Diretoria de Ensino de Limeira, SP e, através de seus
depoimentos, descobrir alguns indícios que mostrem onde e por que esses
desencontros acontecem . Posteriormente, comparando-se as dificuldades
que os alunos apresentaram e as que os professores alegaram, foi feito um
estudo sobre as teorias de aprendizagem segundo Vygotsky, a origem das
dificuldades dos alunos segundo Meirieu (1998), as dificuldades que os
professores enfrentam ao tentar “passar” os conteúdos matemáticos
segundo Cláudia Vasconcelos (2009) e um breve estudo sobre a História da
Educação Matemática no Brasil, tão importante e tão pouco conhecida dos
nossos profissionais em sala de aula e uma breve reflexão sobre a formação
dos Professores de Matemática, segundo Cury (2000) e Pietropaolo (1999).

A Metodologia utilizada foi a Pesquisa estruturada com perguntas que


orientaram os entrevistados sobre o assunto.

INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA

A Matemática e a Língua Portuguesa constituem habilidades necessárias


para a participação cidadã na sociedade. Todo indivíduo deve dominar
questões referentes à leitura, escrita, cálculo e também deve saber codificar
e decodificar situações, ser alfabetizado tecnologicamente, trabalhar com
representações, modelos e usar diferentes ferramentas na resolução de
problemas. Porém, os baixos índices de desempenho de nossos alunos
quanto à aprendizagem de conteúdos matemáticos têm nos mostrado que
essa habilidade está muito longe de ser alcançada e têm levado diversos
pesquisadores e educadores a perguntar quais são as causas/obstáculos ou
dificuldades apresentadas por esses alunos que impedem o domínio dessas
competências que, por sua vez, remetem a problemas quanto ao ensino de
Matemática. Nesse sentido nossa pesquisa tem o intuito de buscar nas falas
dos professores e alunos de seis escolas públicas da rede estadual paulista
de ensino, alguns indícios para responder a intrigante pergunta: Quais os
fatores que influenciam o fracasso do ensino da Matemática?
Segundo o Caderno do Gestor (vol. 3, 2008): “os alunos apresentam
dificuldades, os professores se queixam que eles não aprendem ou não
colaboram por indisciplina ou desinteresse. Em outra versão, as
dificuldades são dos professores, as queixas dos alunos e pais e a frustração
é das Secretarias de Educação.”
Paes Júnior (PAES JÚNIOR, G.T. “As dificuldades no ensino da
Matemática”, htpp://www.webartigos.com, 2008 - acesso em 10/12/2010)
aborda esse choque de idéias que, aparentemente, é um dos fatores desse
fracasso. A escola faz com que o aluno se distancie do seu mundo por
algum tempo, como se ele tivesse dupla personalidade instrutiva: tem que
aprender a matemática que, de certa forma não lhe servirá (ao menos
momentaneamente) para deixar de lado aquela velha Matemática que ele já
usa e abusa no seu cotidiano e da qual poderia tirar melhor proveito.
Vasconcelos (2009) também cita a importância das práticas pedagógicas
pautadas na interdisciplinaridade que ajudam muito a diminuir a abstração,
que como veremos a seguir é um dos problemas apresentados pelos alunos.
Segundo a mesma autora, garantir uma relação da Matemática com outras
disciplinas é igualmente importante.
Munidos de dados coletados nas seis diferentes escolas da rede pública do
estado de São Paulo, que representam uma visão das dificuldades
mencionadas pelos alunos e dos entraves alegados pelos professores, da
reflexão sobre a formação que esses professores tiveram em seus cursos de
formação, da reflexão sobre a história da Educação Matemática e de como
ela facilita o desenvolvimento dos processos lógicos de raciocínio,
discutiremos alguns caminhos que poderão ser seguidos com a finalidade
de diminuir esse “abismo” que separa o aluno na atual situação em que se
encontra do domínio total das competências matemáticas.
Nesse sentido, trabalharemos com o preceito definido nos PCN´s onde a
“Matemática deve estar ao alcance de todos e a democratização de seu
ensino deve ser meta prioritária no trabalho docente.” Aprender o que se
ensina na escola é necessidade ou exigência de todos (Meirieu,2005)

OBJETIVOS

Nossa pesquisa tem a intenção de apresentar considerações de educadores e


seus alunos sobre a questão do baixo desempenho desses nas avaliações
onde as competências matemáticas são avaliadas. Cientes das causas do
fracasso a Coordenação Pedagógica enquanto “um dos pilares estruturais
da política de melhoria da qualidade de ensino” (Caderno do Gestor, 2008)
e que os “Professores Coordenadores devem atuar como gestores
implementadores dessa política” (idem) apresentaremos algumas reflexões
que poderão diminuir os obstáculos que separam os alunos do bom
desempenho no ensino dessa disciplina.
Como objetivos específicos nos propomos também a:
● Fazer uma reflexão sobre os índices aferidos na disciplina
Matemática nas escolas através do IDESP e do IDEB;
● Pesquisar a origem das dificuldades que os alunos encontram na
aprendizagem de Matemática nas diferentes séries das escolas
pesquisadas;
● Entender por que uma parcela tão pequena dos alunos aprende
realmente a Matemática;
● O que impede o corpo docente de estabelecer inovações na melhoria
da atuação de seus alunos em relação à disciplina;
● O que pode ser feito para melhorar a ação do professor e a
aprendizagem do aluno;
● Encorajar os professores a usarem novas metodologias e novos
recursos tendo como referencial as dificuldades diárias;
● Incentivar uma avaliação dos efeitos causados por essas mudanças a
médio e longo prazo.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Utilizamos a História Oral – metodologia de pesquisa que consiste em


utilizar uma pesquisa estruturada com pessoas que podem testemunhar
sobre os acontecimentos. Neste caso, os aspectos da vida escolar, tanto na
visão do docente como do discente.
As entrevistas de nossa História Oral foram tomadas como fonte para
compreensão das expectativas dos professores, das expectativas dos alunos
e o que realmente ocorre na sala de aula. Elaboramos um roteiro mediante
entrevistas anteriores, conversas com educadores das diferentes escolas,
conversas com os Professores Coordenadores Pedagógicos, conversas com
os alunos indicados como “com dificuldades” em Matemática.
Foi elaborada uma ficha com questionamentos para o professor e uma para
o aluno. Entrevistamos alguns professores de Matemática de cada escola,
escolhidos aleatoriamente entre Ensino Fundamental e Ensino Médio e
alguns alunos, igualmente divididos entre as quatro séries do Ensino
Fundamental II e do Ensino Médio.
A pesquisa procurou focar a busca de informações sobre a formação do
professor, seu tempo de magistério, seu desenvolvimento profissional, seu
conhecimento sobre Educação Matemática comparada ao ensino da
Matemática tradicional, as metodologias utilizadas, ao material
diversificado, às práticas diversificadas e/ou individualizadas.
Houve a preocupação de confrontar os princípios metodológicos da
Proposta Pedagógica das diferentes escolas e sua concepção de
aprendizagem, e todas levaram a uma constatação “Não se trata de aprovar
ou reprovar o aluno, mas de proporcionar oportunidades diferenciadas de
que ele aprenda matemática, de que ele consiga “matematizar”.
As escolas pesquisadas foram: Escola Estadual Brasil, de ensino
fundamental II e médio, com 2500 alunos situada no centro da cidade de
Limeira, que conta com uma clientela heterogênea, vinda dos diferentes
bairros da cidade; Escola Estadual Pedro Rafael da Rocha, única escola de
Ensino Médio da cidade de Santa Gertrudes, não conta com ensino
fundamental, conta com uma clientela heterogênea vinda de diferentes
bairros da cidade; Escola Estadual Gustavo Piccinini situada na periferia da
cidade de Limeira, conta com uma clientela heterogênea, alguns alunos
oriundos de bairros extremamente pobres, inclusive de assentamento,
ensino fundamental II e médio; Escola Estadual Antonio Alves Cavalheiro,
situada na cidade de Engenheiro Coelho, conta com ensino fundamental II
e médio, conta com clientela proveniente de diferentes bairros e de classes
sociais diversificadas; Escola Estadual Dom Tarcísio Ariovaldo do Amaral,
situada num bairro extremamente pobre da periferia do município de
Limeira, com ensino fundamental II, com alunos do próprio bairro ; Escola
Estadual Joaquim Ribeiro, situada no centro de Rio Claro, oferece somente
o ensino médio com alunos oriundos de vários bairros periféricos do
município e de diferentes classes sociais.
As entrevistas foram conduzidas pelos professores coordenadores, nas suas
respectivas unidades escolares e prosseguiram da seguinte forma: além das
perguntas da entrevista, também colocaram seus pontos de vista e pareceres
sobre o currículo do Estado de São Paulo e sobre a necessidade de
adequação das faculdades no que diz respeito à formação dos professores
de Matemática para o século XXI.
As entrevistas inicialmente requisitavam a presença do aluno, explicava-
lhes os objetivos da pesquisa e caso concordassem, respondiam ao
questionário elaborado. O instrumento era aplicado individualmente e em
separado com cada adolescente.

ANÁLISE DOS RESULTADOS

Durante as entrevistas, os professores alegaram que os alunos chegam sem


os pré-requisitos necessários tanto o ensino fundamental II, quanto para o
ensino médio, consequentemente encontram:
● Dificuldade de abstração – para os alunos, Matemática é uma
disciplina abstrata com a qual eles não conseguem estabelecer uma
relação concreta - “os alunos não conseguem entender as operações
de forma abstrata”, Profª. Regiane Cibele M. Mateus;
● Dificuldade em entender e realizar as quatro operações por falta de
conhecimento da tabuada - “os aluno chegam à quinta série
desconhecendo a tabuada, o que faz muita falta”, Profª Rosália
Bertoline; Profª Sibeli Frolini.
● Discalculia - não relacionada à ausência de habilidades matemáticas
básicas, como contagem, mas na forma com que a criança associa
essas habilidades com o mundo que a cerca; Profº Drº Carlos Alberto
Francisco.
● Dificuldade de fazer associações, inferências e deduções - “os
alunos têm dificuldade em trabalhar com sinais e letras”Profª
Cristiane Oliveira;
● Dificuldade na leitura e interpretação de gráficos e tabelas; Alunos
que vêm de classes sociais mais favorecidas têm mais facilidade em
superar as dificuldades pelo estímulo da família,”percebemos que os
alunos que têm uma classe social um pouco melhor supera as
dificuldades mais rapidamente”,Profª Regiane Cibele.
Para os alunos entrevistados as dificuldades residem:
● Na falta de atenção durante as aulas, ou por “TDAH” (Transtorno de
Déficit de Atenção e Hiperatividade ou por indisciplina por parte dos
demais alunos – “ a gente não escuta o que o professor fala porque
tem muita bagunça na sala” Luís Felipe Scataro, 11, aluno da 5ª
série; “ eu preciso prestar mais atenção”, Aline Fernanda P. Garcia,
16, aluna do 2º ano do ensino médio.
● Na dificuldade de compreensão das falas do professor; “conseguir
gostar da matéria, ter mais interesse”, Natália Alves, 16, aluna do 3º
ano do ensino médio. Para Sabrina Sthefanie Romualdo, da 7-ª série,
“eu acho que se eu parar de conversar um pouco, entenderia melhor
o professor”.
● No medo de errar e ser ridicularizado pelos colegas e/ou professor
“tenho muito medo de errar porque o professor fica falando quando
a gente erra!” Aline Fernanda,16;
● Na falta de motivação das aulas que são excessivamente teóricas “o
professor deveria ensinar com mais dinâmica e fazer com que a aula
seja um divertimento e não uma obrigação” Fabiana Gonçalves, 16,
aluna do 2º ano ensino médio.

Segundo Vygotsky (1987) a influência do meio em que a criança vive


possibilita sua aprendizagem, os fatores histórico-sociais são aspectos
relevantes no desenvolvimento intelectual do indivíduo. O que a criança
ouve e vê, modifica a maneira de pensar. A cultura em que vive e o
ambiente social podem alterar fatores biológicos de aprendizagem, ou seja,
um aprendizado de “fora para dentro”. Ele define ainda que a cultura molda
o psicológico e, quando informações são transmitidas sem levar em conta a
cultura, o ambiente em que a acriança se encontra, ocorre apenas um
“depósito de informações” sem sentido, não ampliando o conhecimento.
Segundo o mesmo autor, a ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal) é a
distância entre o que a criança já pode realizar sozinha e aquilo que ela é
capaz de desenvolver com auxílio de alguém. É a zona cooperativa do
conhecimento. O mediador, então, ajuda a criança nesse processo.
O professor de Matemática, portanto, é o responsável pelo processo de
aquisição de conhecimento e construção dos saberes matemáticos.
Quando os alunos não conseguem entender o professor ou porque existe
um “ruído” entre ambos, atrapalhando a comunicação ou porque as
linguagens utilizadas não são do domínio de ambos, percebe-se que o aluno
não consegue estruturar seu pensamento nem realizar funções da vida
corrente, dificultando o exercício cidadão, comprometendo a auto-estima
do estudante porque não consegue codificar/decodificar situações, não
consegue se alfabetizar tecnologicamente, trabalhar com representações,
modelos nem usar diferentes ferramentas na resolução de problemas
simples do cotidiano.
Perguntados sobre “o que você acredita que precisa ser feito para que você
consiga “dominar” a Matemática, os alunos tiveram respostas bem
surpreendentes:
● Luís Felipe Scataro, 11, “trocar de professor.”
● Aline Praxedes Garcia, 16, “me empenhar cada dia mais e pensar que eu
vou conseguir”;
● Fabiana Zamparatto, 13, “freqüentar as aulas de recuperação e me dedicar
aos estudos”;
● Adriele Brito Santana, 17, “tenho certeza que se eu tivesse mais atenção,
resolveria o problema”;
● Rosiane Silva Souza, 18, “se os professores dessem umas aulas mais
interessantes, com materiais diversificados seria mais fácil entender.”
● Israel Vasconcelos, 18, “o único jeito de se tornar bom aluno é estudar
com seriedade. Na minha escola não tem obstáculos para se tornar bom
aluno”.
● Taís Conde, 18, “estudar mais, prestar atenção nas aulas”.
Como se percebe todos esses alunos possuem inteligência normal, não têm
problemas graves de natureza emocional, não possuem deficiências
sensoriais, no entanto têm desempenho insatisfatório em Matemática,
definido por notas baixas nas provas. Nota-se nas respostas dos alunos,
nítida atitude negativa, algumas resvalando até para a baixa autoestima.
Percebemos que as dificuldades acontecem tanto nas técnicas de cálculos
matemáticos, como em álgebra, geometria, medidas e probabilidades, tanto
no ensino fundamental como médio.

CONCLUSÃO

sabemos que existem coisas que podemos repetir mecânica e


infinitamente sem que isso seja suficiente para garantir a
aprendizagem, sem que isso seja suficiente também para
assegurar o estabelecimento de reflexos condicionados.
(Meirieu,1998,p.51)

Isso nos leva a refletir sobre a necessidade do professor encarar a sala de


aula como espaço de aprendizagem onde se valoriza o conhecimento prévio
do aluno porque ele traz uma bagagem cultural construída ao longo de sua
vida, de suas experiências sociais e familiares. Nesse contexto de
valorização do conhecimento do aluno, é imprescindível que o professor
traga Situações de Aprendizagens baseadas no real, que sejam
significativas e desafiadoras, fazendo com que avance em seus saberes e se
mobilize com o propósito de construir novos conhecimentos, avançando
cada vez mais. Isso vai, com certeza, contribuir para que o estudo da
Matemática se torne mais atraente e prazeroso. Ao mesmo tempo se faz
necessária uma reforma no ensino superior visando formar profissionais
capazes de fazer essa transposição didática do conteúdo da Matemática
para situações reais, nas salas de aula reais, com alunos reais, com o quadro
social que existe no Brasil – que tanto dificulta o trabalho do professor das
escolas de ensino fundamental e médio. Imbernón (2004, p.14) chama de
“motivação, luta contra a exclusão social, participação, animação de
grupos, relações com estruturas sociais, com a comunidade.....”.
No que diz respeito à formação dos professores de Matemática, D
´Ambrozio, B (1993) levanta um questionamento: “Como acreditar que a
Matemática possa ser aprendida de forma dinâmica (jogos, modelagem,
situações lúdicas, investigações, refutações) se o professor nunca teve
semelhante experiência em sala de aula como aluno?” O professor formado
no modo tradicional não está preparado para assumir os desafios das
propostas curriculares modernas. É importante que os professores
vivenciem na sua formação, atividades que oportunizem a construção de
conceitos matemáticos e não fiquem apenas nas suas definições.
Pietropaolo (1999) afirma que, para as ações de implementação dos PCNs,
é preciso formar um profissional com visão mais ampla sobre a Matemática
e seu ensino, o que exige uma prática mais complexa e com maiores
responsabilidades. Novos desafios se impõem na formação do professor de
Matemática com um novo perfil, e os currículos dos cursos de Licenciatura
devem ser totalmente reorganizados se quisermos melhorar a qualidade do
ensino de Matemática no ensino fundamental e médio. E os profissionais
devem ser incentivados a investir na sua formação continuada, na sua
especialização, no seu aperfeiçoamento.
É preciso também responder a um questionamento:
● Como motivar o aluno?
● Como provocá-lo para a investigação?
● Como fazê-lo descobrir por si mesmo o que está aprendendo?
Conforme Sebastião e Silva (1964) ensinar Matemática sem mostrar a
origem e a finalidade dos conceitos é como falar de cores a um daltônico: é
construir no vazio. Cabe ao professor, então, mostrar ao aluno o lado
interessante e prático da disciplina, sua utilidade no cotidiano, sua relação
com as demais disciplinas do currículo. Aí entram os jogos, as
investigações, situações lúdicas a que se refere D´Ambrozio, B. (1993)
Contudo é necessário deixar claro para os professores que deixar a
Educação Matemática acessível não apenas na sala de aula, mas no
cotidiano no aluno ajuda muito e que essas atividades demandam um
preparo anterior, nada funciona no improviso. E, também, que não será na
primeira atividade que os alunos vão identificar o que fazer e como fazer.
O processo é longo e não permite desânimo. Os jogos, os desafios, as
modelagens devem fazer parte das práticas pedagógicas do professor
durante todo o período letivo e não deve ser usada apenas para preencher
uma aula. As situações-problema devem ser planejadas, estudadas, partindo
do cotidiano e do saber que o aluno traz, aliando a prática à aprendizagem,
o lúdico ao educativo, trabalhando o desenvolvimento afetivo ao lado do
cognitivo, o físico, o social e o moral manifestados nas competências
necessárias para a resolução de problemas.
Feitas essas considerações, os Professores Coordenadores Pedagógicos
devem ficar atentos aos fatores que produzem essas dificuldades que
acontecem tanto dentro da sala de aula como nos corredores da escola.
Cuidar para que todos os alunos tenham aulas efetivamente, acompanhar o
trabalho dos professores no sentido de garantir que todos ensinem todos os
alunos, mediar os problemas de violência/indisciplina na sala de aula para
que eles não interfiram no bom andamento das aulas, orientar os
professores quanto aos recursos metodológicos disponíveis na escola,
manter uma observação contínua das queixas dos alunos e dos pais, buscar
parceiras pertinentes aos projetos contidos na Proposta Pedagógica e, acima
de tudo, não se “acostumar” com as atitudes negativas em relação à
Matemática e seu aprendizado, incentivar o professor a atitudes positivas
em relação aos erros dos alunos – a intervenção do professor ajuda na
compreensão do erro. E, acima de tudo, mostrar que não há aprendizagem
sem ação do aluno, por isso situações concretas, conhecimentos prévios e
experiências pessoais não devem ser desprezados. Aulas significativas e
motivadoras, situações de aprendizagem que apresentem desafios à altura
da capacidade do aluno são pontos necessários para que a autoconfiança do
aluno cresça e ele acabe por gostar muito de Matemática.
Chego aos campos e vastos palácios da memória onde estão os
tesouros de inumeráveis imagens trazidas por percepções de
toda espécie. Aí está também escondido tudo o que pensamos,
quer aumentando quer diminuindo ou até variando de qualquer
modo os objetos que os sentidos atingiram. Enfim, jaz aí tudo o
que se lhes entregou e depôs, se é que o esquecimento ainda o
não absorveu e sepultou... ...Quem poderá explicar o modo
como elas se formaram, apesar de se conhecer por que sentidos
foram recolhidas e escondidas no interior?..
(Santo Agostinho - O palácio da memória, Confissões, Livro
X).
Esta pergunta de Santo Agostinho, feita há dezessete séculos, parece hoje
ainda tão atual e relevante do que quando foi formulada. Isto se deve
particularmente à natureza da memória. Como muito apropriadamente
coloca o Iván Izquierdo, professor de Neuroquímica da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (da área de neurobiologia da memória),
..somos aquilo que recordamos, literalmente. Não podemos
fazer aquilo que não sabemos como fazer, nem comunicar nada
que desconheçamos, isto é, nada que não esteja na nossa
memória... ...Eu sou quem sou, cada um é quem é, porque
todos lembramo-nos de coisas que nos são próprias e
exclusivas, e não pertencem a mais ninguém. As nossas
memórias fazem com que cada ser humano ou animal seja um
ser único, um indivíduo.
(Izquierdo,I-Memória,2002)
Segundo Izquierdo (2002), nenhum texto é compreendido se não se
lembra o significado das palavras e a estrutura do idioma utilizado. Tudo
isso precisa estar registrado no cérebro para ser resgatado no momento
oportuno. Dessa forma, se o estudante não constrói a estrutura da
linguagem matemática através dos seus conhecimentos prévios, estará
destinado a levar o fracasso para a sua vida toda. A memória, enfatiza Lima
(1997), é a reprodução mental das experiências captadas pelo corpo por
meio de movimentos e dos sentidos. Essas representações são evocadas na
hora de executar atividades, tomar decisões e resolver problemas, na escola
e na vida.
Quando assiste aula o estudante recebe informações de todos os
tipos: visuais, auditivas e emocionais. Essas informações se transformam
em estímulos para o cérebro e circulam pelo córtex cerebral antes de serem
arquivadas e descartadas, desse modo quando encontram um arquivo já
formado (conhecimento prévio) arrumam um “gancho” e se armazenam,
provocando um resgate no futuro mais facilmente. Lima (1997) ilustra da
seguinte forma: “É como o recém-chegado fosse morar em uma nova casa,
mas em rua conhecida”. A informação resgatada da memória trilha vários
caminhos, se já tiver percorrido anteriormente, será resgatada com mais
facilidade, o que não significa “decorar”.
Assim sendo, cabe ao professor favorecer abordagens diferentes,
estimular outros sentidos para que o conteúdo encontre referências nos
arquivos já formados e seja aprendido. Em vista disso, é importante que o
professor faça uma investigação dos conhecimentos prévios do estudante,
recordar conteúdos de aulas anteriores, para formar os “ganchos”, dispondo
de diferentes estratégias de ensino.

BIBLIOGRAFIA

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grande desafio”. In: Pró-Posições. Campinas, SP Cortez Editora/ Unicamp,
v.4, nº 1,1993.
D´AMBROZIO, U. “Educação para uma sociedade em transição”. 2ª
edição Campinas, SP: Papirus, 2001.

IMBERNÓN, F. “Formação docente e profissional: formar-se para a


mudança e a incerteza” (Coleção questões da nossa época) - 6 ed. São
Paulo: Cortez: 2006.

IZQUIERDO, Iván. “Memória.”- Porto Alegre - Artemed, 2002.

LIMA, E.S. “Desenvolvimento e Aprendizagem na Escola – Aspectos


Culturais, Neurológicos e Psicológicos” - Sobradinho 107; 1997.

MEIRIEU, P. “Aprender.....sim, mas como?” Tradução de V. Dresch- 7ª


edição- Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.

MEIRIEU,P. “O cotidiano da escola e da sala de aula.” Porto


Alegre:Artmed,2005

SILVA, J.S.e., “Guia para a utilização do Compêndio de Matemática”


(1º vol). 1964, Lisboa: Min.Educação/OCDE in: O pensamento Pedagógico
de J.S. e Silva, uma primeira abordagem.Jaime C. e Siva – Artigo –
Universidade de Coimbra, s/d.

VASCONCELOS, C.C. Ensino-aprendizagem da Matemática: velhos


problemas, novos desafios. Revista Millenium nº 20 São Paulo, SP, 2009.

VYGOTSKY, L.S. “Pensamento e Linguagem”, tradução de J.L.


Camargo São Paulo: Martins Fontes, 1987.

PAES JÚNIOR, G.T. As dificuldades no ensino da Matemática, htpp://


www.webartigos.com, 2008.

CURY, E. “Formação de professores de Matemática: realidade presente


e perspectivas futuras”. Tese (mestrado em Ensino de Matemática)- PUC,
2000.SIL.

BRASIL. “Caderno do Gestor 2008”. Secretaria de Estado da Educação de


São Paulo.
BRASIL. “Referências para formação de professores”. Brasília.
Secretaria da Educação Fundamental, 1999.

BRASIL. “Relatório do SARESP 2009”. Secretaria de Estado da Educação


de São Paulo

BRASIL. ”Parâmetros Curriculares Nacionais”.Ministério da Educação e


Cultura, 1997

APÊNDICE

MODELOS DOS ROTEIROS DE ENTREVISTAS:


ALUNO/PROFESSOR

DADOS PESSOAIS

Nome: ______________________ Idade: __________ Sexo: ________

Há quantos anos estuda nesta U.E.?___________________

Em que série estuda atualmente? _______________

ROTEIRO:

Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

Você se considera um bom aluno?

Você tem dificuldade em Matemática?

Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em


Matemática?

Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes?

O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de


aula como: jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?
Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não
freqüenta, por quê?

O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar”
a Matemática?

DADOS PESSOAIS:

Nome: _________________________________ Idade:_________ Sexo:


_______

Graduação: ______________________________

Especialização: Sim ( ) Não: ( )

Anos na profissão: ______________ Anos nesta U.E.: ____________

ROTEIRO:

Para qual(is) série(s) você leciona?

Qual a idade desses alunos?

Como você faz para se manter atualizado em sua disciplina?

Você costuma fazer um diagnóstico das turmas no início do ano?

Você estabelece alguma expectativa de aprendizagem para esses alunos?

Você considera que seus alunos chegam à série em que estão com os pré-
requisitos necessários para essa série?

Costuma utilizar alguma tecnologia ou material de apoio como suporte de


aula? Qual(is)?

Já desistiu de utilizar algum recurso por dificuldade técnica? Como isso se


deu?

O que você acha de utilização de “Jogos” como suporte para o aprendizado


da Matemática?
Como você costuma conduzir a Recuperação Contínua nas salas em que
você leciona?

Você tem conhecimento dos índices que sua escola alcançou no IDESP,
IDEB e Prova Brasil?

Resultado de algumas entrevistas da E.E “Pedro Raphael da


Rocha”

ENTREVISTA do PROFESSOR

Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”

Dados Pessoais: Iracema C. das Neves Idade: 56 Sexo: feminino

Graduação: Licenciatura Plena em Matemática

Especialização: Sim ( ) Não: ( X)

Anos na profissão: 25 Anos nesta U.E: 24

ROTEIRO:
1) Para qual (is) série (s) você leciona?
R: 1ª, 2ª. 3ª anos do Ensino Médio
2) Qual a idade desses alunos?
R: Entre 14 e 18 anos
3) Como você faz para se manter atualizado em sua disciplina?
R: Fazendo cursos, assistindo palestras, trocando experiências com colegas e até pela
SEE
4) Você costuma fazer um diagnóstico das turmas no início do ano?
R: Sim
5) Você estabelece alguma expectativa de aprendizagem para esses alunos?
R: Sim
6) Você considera que seus alunos chegam à série em que estão com os pré-
requisitos necessários para essa série?
R: Não
7) Costuma utilizar alguma tecnologia ou material de apoio como suporte de aula?
Qual (is)?
R: Não
8) Já desistiu de utilizar algum recurso por dificuldade técnica? Como isso se deu?
R: Sala de informática, mais porque não cabem todos os alunos ao mesmo tempo e
não tínhamos estagiários na sala do acessa escola.
9) O que você acha de utilização de “Jogos” como suporte para o aprendizado da
Matemática?
R: É muito bom, mas é difícil com as salas numerosas
10) Como você costuma conduzir a Recuperação Contínua nas salas em que
você leciona?
R: Refazendo e comentando provas, revendo a matéria e às vezes aplicando provas
novamente
11) Você tem conhecimento dos índices que sua escola alcançou no IDESP,
IDEB E PROVA BRASIL?
R: Sim
12. Você já estudou ou leu sobre as concepções psicológicas que influenciaram, e
ainda influenciam o ensino e a aprendizagem da matemática? E sobre a História
da Educação Matemática no Brasil? Se já leu faça um breve relato.
R: Com relação a 1ª pergunta, devo dizer que só foi o que se vê na faculdade, e
não é muita coisa. Já sobre a 2ª pergunta digo que sei muito pouco a respeito da
História da Matemática no Brasil. Não é um assunto muito atraente aos meus
olhos. Além disso, pouco se fala sobre o assunto. O que se fala muito é em
formação continuada de professores e na importância de estimular o aluno a ter
confiança em si e levá-lo a conseguir construir o conhecimento matemático, mas
pouco se faz ou se muda com relação a esse assunto.

ENTREVISTA do PROFESSOR

Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”


DADOS PESSOAIS: Adriana AP. de Souza Camillo Idade: 39 Sexo: feminino

Graduação: Licenciatura Plena em Matemática na UNESP e Claretianas Pedagogia

Especialização: Sim ( ) Não: ( X)

Anos na profissão: 17 Anos nesta U.E: 12

ROTEIRO:
1) Para qual(is) série(s) você leciona?
R: No E F 6ª e 7ª anos , no EM 1ª, 3ª anos do Ensino Médio
2) Qual a idade desses alunos?
R: Entre 11 e 12 e 15 e 17 anos

3) Como você faz para se manter atualizado em sua disciplina?


R: Fazendo cursos de capacitação

4) Você costuma fazer um diagnóstico das turmas no início do ano?


R: Sim, principalmente com as classes de 1º anos. Numa conversa informal eu verifico
os conteúdos do ano anterior e a partir daí programo os exercícios para ser trabalhado ao
longo de 2 a 3 semanas, para que toda a classe esteja apta para o início do ano letivo.
5) Você estabelece alguma expectativa de aprendizagem para esses alunos
R: Sim no início do ano letivo, no planejamento estabelecemos o mínimo que deverá
ser ensinado ( caderno do aluno)

6) Você considera que seus alunos chegam à série em que estão com os pré-
requisitos necessários para esta série?
R: Não, em média de 30% estão sem o pré-requisito

7) Costuma utilizar alguma tecnologia ou material de apoio como suporte de Aula?


Qual (is)?
R: Sim calculadoras

8) Já desistiu de utilizar algum recurso por dificuldade técnica? Como isso se


deu?
R:Não

9) O que você acha de utilização de “Jogos” como suporte para o aprendizado


da matemática?
R: Eu acho ótimo desde que sejam bem trabalhados

10) Como você costuma conduzir a Recuperação Contínua nas salas em que
Você leciona?
R: trazendo lista de exercícios e estabelecendo um prazo para sua realização e as
dúvidas que irão surgir podem ser sanadas durante as aula no final, o aluno realiza
avaliação novamente.
11) Você tem conhecimento dos índices que sua escola alcançou no IDESP,
IDEB E PROVA BRASIL?
R: Sim, nossa escola pelo segundo ano consecutivo atingiu 120% no IDESP, sendo que
em 2009 houve uma melhoria significativa de 30% em matemática.
12) Você já estudou ou leu sobre as concepções psicológicas que influenciaram e ainda
influenciaram o ensino e a aprendizagem da matemática? E ainda sobre a
História da Educação Matemática no Brasil? Se já leu faça um breve Relato.
R: Sim, já li algumas matérias sobre muitas transformações que a matemática
sofreu ao longo do século XX, nas mais diversas concepções. No campo da Psicologia
da Educação o Ensino da matemática passou a considerar outras formas de ensino e
aprendizagem, e não mais aquela que até então que era adotada, em que se ministrava
conhecimentos completos e acabados, onde a desempenho do aluno era apenas
"decorar", adotando assim o papel de simples recebedor ou expectador. Hoje podemos
colocar o aluno diante de um material de manipulação, colocando os alunos diante de
interrogações e ajudando-os a enfrentá-lo
Acho que todos os professores deveriam se preocupar em melhorar sempre,
independente da disciplina, é sempre muito bom aprender e refletir para mudar nossa
postura tanto como profissionais como seres humanos.

ENTREVISTA DO ALUNO

Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”


DADOS PESSOAIS

Nome: Crislayne Dayana Santos Matos Idade: 16 Sexo: feminino

Há quantos anos estuda nesta U.E.? A 2 anos

Em que série estuda atualmente? 2º C

ROTEIRO:

1) Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: Da 1ª à 8ª série estudei na EMEF ”Cecy Aparecida Rocha de Aguiar” em Santa

Gertrudes.

2) Você se considera um bom aluno?

R: Sim, pois tiro notas boas e não tenho tanto dificuldade para entender o que os
professores explicam.

3) Você tem dificuldade em Matemática?

R: Às vezes, depende dos exercícios que o professor dá.

4) Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Preciso ter mais atenção.

5) Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes?


R: Às vezes sim, porque o professor algumas aulas faz competição.

6) O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?
R: Não, é muito difícil trazer alguma coisa diferente.

7) Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Não, porque em todas as provas de matemática, consigo atingir a média.

8) O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Acho que preciso prestar mais atenção quando o professor explicar.

ENTREVISTA DO ALUNO
Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”

DADOS PESSOAIS

Nome: Aline Fernanda Praxedes Garcia Idade: 16 Sexo: feminino

Há quantos anos estuda nesta U.E.? A 2 anos

Em que série estuda atualmente? 2º A

ROTEIRO:

1) Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R:Da 1ª à 5ª série estudei na EMEF “Joaquim Rafael da Rocha” em Santa

Gertrudes, de 5ª à 8ª série na EMEF “ Edna Tereza Fiório

2) Você se considera um bom aluno?

R: Acho que sim, tenho notas boas e recebo bastante elogios.

3) Você tem dificuldade em Matemática?

R: Sim, e tenho muito medo de errar, pois o professor fica falando quando a gente erra,
porque fala que ele explica direitinho, mas a gente é que não presta atenção.

4) Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Eu mesma, preciso ter mais desempenho..

5) Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes?

R: Sim e muito

6) O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?
R: Não nunca usa nada diferente, só exercícios

7) Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Não, pois falta oportunidade de mim mesma, para ir às aulas.

8) O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?
R: Desempenhar-me cada dia mais e sempre pensar positivo que eu vou conseguir.
ENTREVISTA DO ALUNO

Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”

DADOS PESSOAIS

Nome: Fabiana S. Gonçalves Idade: 16 Sexo: feminino

Há quantos anos estuda nesta U.E.? A 2 anos

Em que série estuda atualmente? 2º B

ROTEIRO:

1) Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: Da 1ª à 6ª série estudei na EMEF ” Cecy Aparecida Rocha deAguiar” e de 7ª à 8ª


EMEF “João Ruffino” em Santa Gertrudes,

2) Você se considera um bom aluno?


R: Sim, me considero ótima.

3) Você tem dificuldade em Matemática?


R: Não muito

4) Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Aprender as contas com letras

5) Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes?


R: Sim, mas poderia melhorar

6) O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula
como: jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?
R: Não

7) Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta,


por quê?
R: Não, porque não fiquei para recuperação

8) O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Ensinar-nos com Dinâmica e fazer com que a aula seja um divertimento e não
uma obrigação

ENTREVISTA DO ALUNO
Nome da Escola: E.E.”Pedro Raphael da Rocha”

DADOS PESSOAIS

Nome: Adriele Brito Santana Idade: 17 Sexo: feminino

Há quantos anos estuda nesta U.E.? A 2 anos

Em que série estuda atualmente? 2º D

ROTEIRO:

1) Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?


R: Da 1ª à 5ª série estudei na EMEF “Joaquim Rafael
da Rocha” em Santa Gertrudes, de 5ª à 8ª série na EMEF “ Edna Tereza Fiório

2) Você se considera um bom aluno?


R: Sim

3) Você tem dificuldade em Matemática?


R: Depende da aula e do assunto.

4) Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?
R: Preciso me dedicar mais.

5) Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes?


R: Quando presto atenção sim.

6) O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula
como: jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?
R: Não

7) Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta,


por quê?
R: Não, porque falta esforço da minha parte

8) O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?
R: Tenho certeza que se eu tivesse mais atenção nas aulas, resolveria o problema.

ROTEIRO DE ENTREVISTA DO ALUNO: EE BRASIL, LIMEIRA

ROTEIRO : E.E. Brasil

DADOS PESSOAIS
Nome: Rosilene. Idade: 18 anos Sexo: Fem.

Há quantos anos estuda nesta U.E.? 1 ano

Em que série estuda atualmente?

R: 1ª E.M.

Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: Leovegildo

Você se considera um bom aluno?

R: Em algumas matérias sou boa

Você tem dificuldade em Matemática?

R:Sim

Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Não consigo entender.

Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes? Justifique

R: Sim

O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?

R: Geografia: mapas.

Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Não, por que não tem.

O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Um professor que saiba ensinar e que tenha paciência ( sem assento) com os
alunos e tenha vontade de ensinar.

ROTEIRO : E.E. Brasil

DADOS PESSOAIS

Nome: Maria Aparecida de Luca Idade: não respondeu Sexo: Fem.

Há quantos anos estuda nesta U.E.?

R: 1 ano
Em que série estuda atualmente?

R: 6ª EF

Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: EE Brasil

Você se considera um bom aluno? Em algumas matérias sou boa

R: Sim, apesar de minhas dificuldades

Você tem dificuldade em Matemática?

R: Sim

Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Meu maior obstáculo e dificuldade é na leitura e na interpretação.

Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes? Justifique

R: Sim, por que a professora de matemática tem paciência para ensinar e faz ligação
com o cotidiano.

O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?

R: Sempre que possível utiliza

Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Sim

O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Além da aula de recuperação paralela que freqüento, acredito que o trabalho em


grupo realizado na sala de aula ajuda bastante os alunos.

ROTEIRO DE ENTREVISTA DO ALUNO: EE JOAQUIM RIBEIRO

ROTEIRO : EE Joaquim Ribeiro

DADOS PESSOAIS

Nome: Raquel da S. C. Idade: 17 anos Sexo: Fem.

Há quantos anos estuda nesta U.E.?

R: 1 ano meio
Em que série estuda atualmente?

R: 1 ano

Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: Joaquim Salles

Você se considera um bom aluno?

R: Sim

Você tem dificuldade em Matemática?

R: Sim e muita

R: Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: “Conversa amigos”.

Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes? Justifique

R: Sim, por que nós sempre vai precisar no dia a dia, pois se eu não entendo o
professor pode explicar mais vezes (é professora).

O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?

R: Não

Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Não porque eu trabalho e vou na igreja

O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Me empenhar mais em matemática e dedicar mais estudo.

ROTEIRO : EE Joaquim Ribeiro

DADOS PESSOAIS

Nome: Thaís P. Conde Idade: 18 anos Sexo: Fem.

Há quantos anos estuda nesta U.E.?

R: 3 anos

Em que série estuda atualmente?

R: 3ª
Em qual escola você cursou de 1ª a 5ª série? / de 5ª a 8ª série?

R: EE Joaquim Salles

Você se considera um bom aluno?

R: Não

Você tem dificuldade em Matemática?

R: Tenho

R: Qual é o maior obstáculo para que você se torne um “bom aluno” em Matemática?

R: Prestar atenção nas aulas

Você acha que suas aulas de Matemática são interessantes? Justifique

R: Sim, o professor é o melhor que eu já tive desde quando comecei a estudar.

O (a) professor (a) utiliza algum tipo de atividade diferenciada em sala de aula como:
jogos, material dourado, cartaz de pregas ou qualquer outro?

R: Sim as aulas dele são demais!

Você freqüenta aulas de Recuperação Paralela em Matemática? Se não freqüenta, por


quê?

R: Não freqüento.

O que você acredita que precisa ser feito para que você consiga “dominar” a
Matemática?

R: Estudar mais, prestar mais atenção nas aulas.

ROTEIRO DE ENTREVISTA DO PROFESSOR: E.E. BRASIL

DADOS PESSOAIS

Nome: Rosália Bertoline Idade: 52 anos Sexo: Fem.

Graduação: Superior

Especialização: Sim ( ) Não (X)

Anos de Profissão: 19 Anos nesta EU: 03

Para quais séries você leciona?

R: 6ª e 7ª séries do E.F.

2ª e 3ª séries do E.M.

Qual a idade desses alunos?


R: 12 a 20 anos

Como você faz para se manter atualizado em sua disciplina?

R Livros didáticos e paradidáticos, internet e cursos.

Você costuma fazer um diagnóstico das turmas no final do ano?

R: Sim

Você estabelece alguma expectativa de aprendizagem para esses alunos?

R: Expectativa que aprendam matemática de várias formas (jogos, leitura,


interpretação e outros) e da disciplina.

Você considera que seus alunos chegam à série em que estão com os pré-requisitos
necessários para essa série?

R: Alguns, sim

Costuma utilizar alguma tecnologia ou material de apoio como suporte para o


aprendizado da Matemática?

R: Tecnologia - não; material de apoio- sim,; jogos (dominó, dama, xadrez e outros),
material dourado

Já desistiu de utilizar algum recurso por dificuldade técnica? Como isso se deu?

R: Não

O que você acha de utilização de “jogos” como suporte para o aprendizado da


Matemática?

R: Ótimo, desenvolve o raciocínio, lógica, não só na matemática como nas demais


disciplinas.

Como você costuma conduzir a Recuperação Contínua nas salas em que você
leciona?

R: Verificando os erros e trabalhando novamente de maneiras diferentes para o aluno


entender.

Você tem conhecimento dos índices que sua escola alcançou no IDESP, IDEB e Prova
Brasil?

R:Sim

Você já estudou ou leu sobre as concepções psicológicas que influenciaram o ensino


aprendizagem de Matemática?

R:Alguns: Paulo Freire, Jussara Hoffman, Piaget, Mario Cortella e outros.

E sobre a história da Educação Matemática no Brasil?

R; Talvez tenha lido, mas no momento não me lembro.


Em caso positivo, faça um breve relato.

R:______

ROTEIRO DE ENTREVISTA DO PROFESSOR: E.E. JOAQUIM RIBEIRO

DADOS PESSOAIS

Nome: Carlos Alberto Francisco Idade: 40 anos Sexo: Masc

Graduação: Superior

Pós Graduação: Mestrado e Doutorado em Matemática

Especialização: Sim ( X ) Não ( )

Anos de Profissão: 12 Anos nesta EU: 10 anos

Para quais séries você leciona?

R: 3ª série E.M.

Qual a idade desses alunos?

R: Aproximadamente 18 anos

Como você faz para se manter atualizado em sua disciplina?

R: Mantenho contato e participo de grupos de pesquisa

Você costuma fazer um diagnóstico das turmas no final do ano?

R: Sim, neste ano eu já conhecia meus alunos de anos anteriores. Normalmente com
avaliação diagnóstica

Você estabelece alguma expectativa de aprendizagem para esses alunos?

R: Sim, apresento a proposta do curso sempre no início do ano e elaboro um acordo


de trabalho

Você considera que seus alunos chegam à série em que estão com os pré-requisitos
necessários para essa série?

R: Não, por motivos diversos

Costuma utilizar alguma tecnologia ou material de apoio como suporte para o


aprendizado da Matemática?

R Sim materiais manipulativos, bibliografias, computadores, jornais, revistas e outros.:

Já desistiu de utilizar algum recurso por dificuldade técnica? Como isso se deu?
R: Sim, computador usei pouco, pela falta de disponibilidade do laboratório e baixa
quantidade de máquinas por aluno.

O que você acha de utilização de “jogos” como suporte para o aprendizado da


Matemática?

R:Considero os jogos um recurso importantíssimo, tanto no ponto de vista da


aprendizagem, quanto da motivação.

Como você costuma conduzir a Recuperação Contínua nas salas em que você
leciona?

R: Com dificuldade. Tenho dois empregos devido à minha condição salarial e isso
prejudica a criação de atividades diferenciadas. Tempo e condições são os desafios.

Você tem conhecimento dos índices que sua escola alcançou no IDESP, IDEB e Prova
Brasil?

R:Sim trabalhei com atividades que visaram alcançar as metas de nossa escola.

Você já estudou ou leu sobre as concepções psicológicas que influenciaram o ensino


aprendizagem de Matemática? E sobre a história da Educação Matemática no Brasil?
Em caso positivo, faça um breve relato.

R:No curso de mestrado e doutorado foram realizados vários estudos sobre esse
conteúdos, incluindo seminários, congressos e etc.