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METODOLOGIA DO ENSINO CIENCIAS SUPORTE

METODOLOGIA DO ENSINO CIENCIAS SUPORTE

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METODOLOGIA DO ENSINO IV ± CIÊNCIAS NATURAIS Professor: Sérgio Luis Assunto: Eixos temáticos de Ciências Naturais definidos pelos Parâmetros

Curriculares Nacionais (PCN). Com o propósito de organizar a eleição e a articulação entre os diversos conteúdos que compõem a área de Ciências Naturais, os PCNs propõem o desenvolvimento de quatro eixos temáticos que são: Vida e Ambiente; Ser Humano e Saúde; Terra e Universo e; Tecnologia e Sociedade. A cada um desses eixos temáticos corresponde uma eleição de conteúdos, articulados com o propósito de atender aos objetivos de Ciências Naturais para o Ensino Fundamental. Além da discussão sobre a própria articulação dos conteúdos em eixos temáticos, deve-se aprofundar uma reflexão sobre o ensino de Ciências Naturais nos eixos temáticos: Vida e Ambiente e; Ser Humano e Saúde. Assunto: Por que ensinar Ciências Naturais no ensino fundamental: Ciências Naturais e Cidadania e Ciências Naturais e Tecnologia ‡ ³Não é possível pensar na formação de um cidadão crítico a margem do saber científico´ ‡ ³Mostrar a ciência como um conhecimento que colabora para a compreensão do mundo e suas transformações, para reconhecer o homem como parte do universo e como indivíduo, é a meta que se propõe para o ensino da área na escola fundamental.´ ‡ O ensino de Ciências naturais pode contribuir para a reconstrução da relação homem-natureza ‡ O ser humano é um todo dinâmico que interage com seu meio. Os aspectos científicos (biológicos, culturais, sociais e afetivos) fazem parte desta compreensão. ‡ As exigências sociais por um volume cada vez maior de conhecimento ‡ A formação da cidadania da criança para sua vida presente e futura ‡ A compreensão dos novos paradigmas das ciências ‡ As idéias clássicas são insuficientes é necessária a continua renovação do saber ‡ A associação entre ciência e desenvolvimento, principalmente neste novo século com a chamada terceira revolução industrial. ‡ A Ciência e a Tecnologia são atividades humanas fortemente associadas às questões sociais e políticas. Assunto: Quais são as atribuições do professor de Ciências Naturais? š Dar lugar no ensino para a história das idéias científicas e a histórias das relações humanas; š Orientar o trabalho para o conhecimento de fenômenos naturais; š Relacionar as diferentes óticas destes conhecimentos; š Dar atenção a aspectos afetivos, de valores e atitudes;

. š Selecionar. š Realizar experimentos simples sobre os materiais e objetos do ambiente. š Identificar os processos de captação. š Apresentar modelos. sob orientação do professor. š Observar e identificar algumas características do corpo humano e alguns comportamentos nas diferentes fases da vida. e a nutrição como conjunto de transformações sofridas pelos alimentos no corpo humano: a digestão. e as mudanças no corpo durante a puberdade. urbano e rural. Assunto: Objetivos Gerais de Ciências Naturais para o Ensino Fundamental Primeiro ciclo: Devem ser organizados atividades e projetos de Ciências Naturais para que os alunos ganhem progressivamente as seguintes capacidades: š Observar. š Formular perguntas e suposições sobre o assunto em estudo. š Reconhecer processos e etapas de transformação de materiais em objetos.š Orientar o caminho do aluno criando situações interessantes e significativas para o aprendizado deste. listas e pequenos textos. nos ambientes. respeitando as diferenças individuais do corpo e do comportamento nas várias fases da vida. do ar e do solo.social e psíquico do indivíduo. esquemas. š Interferir adequadamente para que o aluno desenvolva consciência da existência de diferentes sistemas para explicar um mesmo conjunto de fatos e fenômenos. na sua construção como ser social. organizar e problematizar conteúdos de modo a promover um avanço no desenvolvimento intelectual do aluno. š Caracterizar o aparelho reprodutor masculino e feminino. š Compreender o alimento como fonte de matéria e energia para o crescimento e manutenção do corpo. estimular discussões e comparações para que os alunos cheguem à construção dos procedimentos necessários. registrar e comunicar algumas semelhanças e diferenças entre diversos ambientes. š Caracterizar causas e conseqüências da poluição da água. š Compreender o corpo humano como um todo o integrado e a saúde como bem-estar físico. distribuição e armazenamento de água e os modos domésticos de tratamento da água ² fervura e adição de cloro relacionando-os com as condições necessárias à preservação da saúde. š Estabelecer relações entre características e comportamentos dos seres vivos e condições do ambiente em que vivem. š Estabelecer relação entre a falta de asseio corporal. água e seres vivos nos fenômenos de escoamento de água. calor. erosão e fertilidade dos solos. Segundo ciclo š Identificar e compreender as relações entre solo. š Organizar e registrar informações por meio de desenhos. quadros. š Identificar as defesas naturais e estimuladas (vacinas) do corpo. š Identificar diferentes manifestações de energia ² luz. eletricidade e som ² e conhecer alguns processos de transformação de energia na natureza e por meio de recursos tecnológicos. a absorção e o transporte de substâncias e a eliminação de resíduos. a higiene ambiental e a ocorrência de doenças no homem.

de entrevistas e visitas. preparando-as para etapas posteriores da aprendizagem de conceitos científicos? Como é que . listas. de acordo com as exigências do assunto em estudo. š Organizar e registrar as informações por intermédio de desenhos. papel. etc. de causa e efeito. e reelaborando suas idéias diante das evidências apresentadas.. š Formular perguntas e suposições sobre o assunto em estudo. Conteúdo e Metodologia de Ciências Naturais para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental Rosane Costa dos Reis Em que consiste ensinar ciências para crianças? Que conhecimentos as professoras mobilizam ao ensinar ciências para as crianças? O que é mesmo que elas não sabem e que falta isso lhes faz? Que outros conhecimentos são essenciais para que tenham sucesso no ensino? Por que. textos e maquetes. plástico. š Interpretar as informações por meio do estabelecimento de relações de dependência.š Compreender a importância dos modos adequados de destinação das águas servidas para a promoção e manutenção da saúde. quadros. tabelas. sob orientação do professor. conforme requer o assunto em estudo e sob orientação do professor. de seqüência e de forma e função. š Confrontar as suposições individuais e coletivas com as informações obtidas. š Buscar e coletar informações por meio da observação direta e indireta. respeitando as diferentes opiniões. as professoras conseguem ensinar ciências e possibilitam com isso o desenvolvimento das crianças. esquemas. da experimentação. gráficos. š Caracterizar materiais recicláveis e processos de tratamento de alguns materiais do lixo ² matéria orgânica. mesmo com um suposto déficit de conteúdos conceituais.

GONÇALVES. 1996. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento . Rio de Janeiro: Contraponto. também. Nosso esforço foi no sentido de prover as alunas de situações ricas de compreensão dos fundamentos e das metodologias ao mesmo tempo em que procurávamos ensinar os conteúdos conceituais comumente abordados nas séries iniciais. Maria Elisa et al. estaremos oportunizando a continuidade do debate. CARVALHO. Gaston. 1999. Referências Bibliográficas BACHELARD. Com que objetivo se ensina ciências para as crianças? Acreditamos que assim formulando a questão poderemos enriquecer nossa própria compreensão sobre ensinar ciências para crianças. Ana Maria P. 3 ed. São Paulo: Scipione. que a explicitação de nossa compreensão sobre essas questões poderá suscitar em nossos colegas o desejo de polemizar conosco. O projeto desenvolvido resulta de inquietações que têm nos perseguido há tempos.. 316 p. Acreditamos. A pergunta que procuramos responder com esse projeto é em que consiste ensinar ciências para crianças? Retomamos essas questões objetivando tencionar a discussão em um rumo um pouco diferente do que vem sendo apresentado no meio dos especialistas em ensino de ciências. Assim. .nós humanos nos constituímos como sujeitos da cultura? Que relações existem entre os conceitos cotidianos e científicos? Para responder a essas indagações nos aproximamos do ensino de ciências a partir da nossa experiência com professoras das séries iniciais. Ciências no Ensino Fundamental: o conhecimento físico .

Laura. Hilda (Ed. Bauru.FREIRE. LÚRIA. 2005. 1. VAZ. Ensino de Ciências e Conhecimento Pedagógico de Conteúdo: narrativas e práticas de professoras das séries iniciais . Dissertação de Mestrado.C. RJ: Vozes. FUMAGALLI. 4. p. A mediação pedagógica na sala de aula . Maurice. Ely. 2006 seniao MAUÉS. 2003. Belo Horizonte: Faculdade de Educação da UFMG. 1979. In: Encontro Nacional de Pesquisa em Educação em Ciências 5. TARDIF. São Paulo. Petrópolis. 2003. Campinas: Autores Associados. Ely. HORTON. Didática das Ciências Naturais. v. P . 1998. Porto Alegre: ArtMed.). 2003. Myles. 2000. 176 p. A . O caminho se faz caminhando: conversas sobre educação e mudança social. R. Ensino Fundamental. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. R. Arnaldo. Curso de Psicologia Geral . Saberes docentes e formação profissional . In: WEISMANN. A. Anais e Cd. MAUÉS. 1ª a 4ª Série ± MEC. vol 8 ‡ nº 2 ‡ dez. FONTANA. PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. 232. Paulo. Conhecimento pedagógico de conteúdo geral e o conhecimento de conteúdo de ciências das professoras das séries iniciais. 5ªed. 3 ed. O ensino de ciências naturais no nível fundamental de educação formal: argumentos a seu favor . 2000. ed.

Apresentação desses estudos em Seminários universitários. visando a unidade teoria e prática. buscando conhecer melhor a realidade do ensino de Ciências e o processo ensino aprendizagem de 5ª a 8ª séries. exposições participadas de toda a classe e da professora. Apresentar uma monografia. ou trabalho de conclusão de curso. através da pesquisa. em seus aspectos epistemológicos. na observação e prática de campo. alicerçada na revisão da literatura. debates. 6. Apresentar Projetos de ensino e de pesquisa a serem desenvolvidos durante a prática educativa. 1998. as conclusões. METODOLOGIA Estudo dos temas. entre outros que possam promover o prazer de aprender Ciências.ESTÁGIO E MONOGRAFIA DE CIÊNCIAS NATURAIS . 2. 5. Essa revisão literária deverá ser norteadora da prática acadêmica junto a escolares de 5ª a 8ª séries. Conceber a prática educativa em Ciências Naturais numa perspectiva crítica. capaz de transformar a realidade. Transferir estudos teóricos e teórico-práticos para situações concretas de sala de aula. Debater e empregar concepções de ensino e de avaliação que se aproximem das concepções holísticas de educação e do método Paulo Freire. 7. precedida de planejamento. buscando melhor compreensão de suas realidades. Conceber o processo educativo considerando suas relações num dado contexto. 3. sua realização. do desenvolvimento e avaliação de processos de ensinoaprendizagem junto a escolares do ensino fundamental. colocando em prática uma metodologia científica. transformadora e participativa. 4. seus agentes e seu diagnóstico. além da interpretação dos dados obtidos. Conceber a prática educativa como prática social. OBJETIVOS 1. 8.EDC 269 Disciplina: Obrigatória Carga Horária Semestral: 390 h Carga Horária Semanal: 20 h Creditação: EMENTA Analisar o ensino fundamental e o ensino médio. além da referência bibliográfica. . Produção de estudos monográficos acerca do Ensino de Ciências Naturais. avaliação. através de leituras. com a metodologia. políticos e metodológicos. Analisar criticamente o ensino fundamental e médio. Elaborar programas de ensino de Ciências Naturais considerando a indissociabilidade entre a teoria e a prática. Estudar o processo educativo dentro de um determinado contexto. análise dos dados obtidos e relatório. enfocando o espaço-tempo histórico das Ciências Naturais e suas conseqüências. Reconhecer o atual estágio da pesquisa educativa em Ciências e avaliá à luz dos -lo Parâmetros Curriculares Nacionais/MEC. a partir de um projeto.

3. a regência de classe. Avaliação final do curso deverá ser realizada por todos os integrantes do processo dura o nte semestre. 6. 5.LDB 9394/96. Estudos e práticas de observação da escola. participação e desempenho durante o curso.O Planejamento educativo em Ciências Naturais.Construir a prática desse ensino em situações de salas de aula. contribuições para o planejamento de estágio dos colegas e trabalho monográfico escrito e apresentação para a classe.A inter e a transdisciplinaridade aplicáveis no ensino de Ciências Naturais. 4. a serem desenvolvidas com os escolares de escolas públicas de Salvador.A Pesquisa educativa em Ciências Naturais: estágio atual e necessidades. emprego de técnicas de ensino. seguidas de apresentação de propostas inovadoras conseqüentes e prazerosas. 4. de 20 horas. Um encontro na FACED : 3 horas O exercício de sala de aula: 10 h. 2. 8. 7. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO 1. PCNs e outros instrumentos legais. 3. análise e desenvolvimento de aulas em duas unidades de ensino de Ciências Naturais.Os PCNs de Ciências Naturais e Temas Transversais.Revisão dos temas estudados em matérias de pré-requisito. incluindo os trabalhos individuais. o ensino e a avaliação. MEC/1998. a programação de estágio. tais como Didática e Metodologia do Ensino de Ciências Naturais. bem como os exercícios de avaliação. Observação. Regência de Classe. de acordo com o regulamento de estágio da FACED e da problematização concebida.Estímulo à criticidade da realidade encontrada na escola. Definição e delimitação do objeto de estudo com vistas à monografia. Preparo e avaliação das aulas: 5 horas A pesquisa de campo e bibliográfica: 2 h. AVALIAÇÃO A avaliação se pautará no processo e no produto apresentados pelos estudante. especialmente no ensino de Ciências Naturais. e a carga horária semanal. junto aos escolares. desenvolvendo e estimulando o prazer de aprender Ciências Naturais. 2. de pesquisa e de avaliação no ensino de Ciências Naturais.O cotidiano do trabalho docente: a pesquisa. . deverá ser assim distribuída por cada estudante: 1. Seleção e construção de materiais e recursos didáticos a serem utilizados na prática educativa. Projetos de Ensino.

São Paulo. S.. Ideário prático de uma alternativa brasileira para o ensino das Ciências. 1996 BORDENAVE. Bahia. S. Arlette. Paz e Terra. Formas fundamentais de ensino elementar. 1982 DEMO. Globo. 1976 DINIZ.A divulgação da produção científica educativa. Rodolpho. Planejamento: sim e não. 3ª ed. EPU. Escola! Desigualdade. 1992 CAPRA. Para compreender a Ciência.9. Avaliação Qualitativa. Paulo..Concepções de avaliação na educação: perspectiva emancipatória. Paz e Terra.W.. F. Universitária Americana. 4ª ed.. 1985 CARMO-NETO. Maria Amália e cols. S. Porto Alegre. 1997 GUERRA. Secretaria Educação do Estado Bahia. Cultrix. Pedagogia da Autonomia. São Paulo. 1989 _____. Cortez. Denise e cols. Campinas. Cortez. 1999 IDAC (equipe) Cuidado. Salvador. Terezinha. Papirus. Sistema de Avaliação e Aprendizagem. Com Ciência na Educação. Sociedade e a Cultura emergente. L. Planejamento e Organização do Ensino. . A Terra em que vivemos. 8ª ed. Paulo. 9ª ed. São Paulo. 10. Paulo. 1978 . Pesquisa: Princípio Científico e Educativo. Prática de Ensino. 1982 ANDERY. Espaço Tempo. Hans. Pedro. Saberes necessários à prática educativa. A Observação na Avaliação Escolar. Metodologia Científica para Principiantes. São Paulo. A Ciência. 1979 FREIRE. Fritjof. Brasiliense. 1999 ____. 5ª ed. 6ª ed. 1992 D¶ANTOLA. Estratégias de Ensino aprendizagem. Papirus. 1986 CANIATO.T. BLIOGRAFIA AEBLI. 6ª ed. Vozes. São Paulo. Salvador. Paulo. domesticação e . Rio de Janeiro. a partir de uma metodologia para a autonomia. Rio de Janeiro. Juan Dias. 1989 FERREIRA. Petrópolis. Loyola. O Ponto de Mutação. Campinas. Dionísio. 1988 Laboratório de Ensino Superior da FACED da UFRGS. Experimentando Ciências.C.

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