O DESAPARECIMENTO DO UNIVERSO

(The Disappearance of the Universe) R E S U M O
Uma conversa direta a respeito de ilusões, vidas passadas, religião, sexo, política e os milagres do perdão.

Autor: Gary R. Renard www.garyrenard.com
ISBN 1-4019.0566-8 LCNN 2004109021 Copyright 2001,2003,2004 de Gary R.Renard 1ª publicação maio/2003, Fearless Books, EUA, Editor atual Hay House, Inc. EUA, www.hayhouse.com.

Autoria do resumo: Maria Thereza de Barros Camargo mtcamargo@imagelink.com.br / mtbcamargo@terra.com.br “Deus ama Seu Filho. Pede-Lhe agora que Ele te dê os meios pelos quais esse mundo desaparecerá; primeiro virá a visão e apenas um instante mais tarde o conhecimento [parecendo ser mais tarde, mas é instantâneo]”. (EpI.168.4:1-2)

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O DESAPARECIMENTO DO UNIVERSO
(The Disappearance of the Universe) R E S U M O
Uma conversa direta a respeito de ilusões, vidas passadas, religião, sexo, política e os milagres do perdão.

Autor: Gary R. Renard www.garyrenard.com
ISBN 1-4019.0566-8 LCNN 2004109021 Copyright 2001,2003,2004 de Gary R.Renard 1ª publicação maio/2003, Fearless Books, EUA, Editor atual Hay House, Inc. EUA, www.hayhouse.com.

Autoria do resumo: Maria Thereza de Barros Camargo mtcamargo@imagelink.com.br / mtbcamargo@terra.com.br “Deus ama Seu Filho. Pede-Lhe agora que Ele te dê os meios pelos quais esse mundo desaparecerá; primeiro virá a visão e apenas um instante mais tarde o conhecimento [parecendo ser mais tarde, mas é instantâneo]”. (EpI.168.4:1-2) Nota prévia ao Resumo: Este é um resumo traduzido, não uma tradução, propriamente dita, um lembrete dos itens relevantes abordados no livro, por sua importância e significação. Palavras e frases entre ganchos são acréscimos explicativos e complementares ao texto, pela autoria do resumo. PREFÁCIO, NOTA E REFERÊNCIA DO LIVRO Conteúdo do livro: O livro resulta, principalmente, de diálogos do autor com dois interlocutores em visita ao autor, ao longo de nove anos, em dezessete encontros, além de relatos de estudo do autor dos temas ensinados pelos visitantes. Interlocutores visitantes do autor: Quem são: Pursah [mulher] e Arten [homem] – mestres ascencionados que, sem terem sido invocados diretamente, apareceram para o autor, em corpos, com roupas contemporâneas e informais, em casa dele, na área rural do Estado do Maine, EUA, onde reside, ao longo de 17 encontros, durante 9 anos – de dez/1992 a dez/2001. Em suas conversas, cada um revela uma de suas prévias encarnações, Tomé e Judas Tadeu, discípulos de Jesus, que, a despeito do mito popular, não foram essas suas encarnações finais, antes da iluminação. O aparecimento da dupla foi o atendimento de Jesus a um pedido de ajuda do autor feito diretamente a ele que, em seu nome, envia, então, como representantes seus, os dois mestres ascencionados. Como são vistos pelos olhos do corpo: “Qualquer um consegue nos ver, assim como você nos vê. Os corpos que projetamos [pelo pensamento] são tão densos quanto o seu [ou de qualquer outro]. Porém queremos que você seja o único envolvido conosco, do primeiro ao

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último encontro, para evitar alterações nas vidas dos demais, em conseqüência de idéias novas que recebessem, por exemplo, sua mulher Karen, inclusive”. Sistema de registro dos encontros com os visitantes: Registro em Áudio: Com a autorização dos interlocutores, as entrevistas foram gravadas eletronicamente, para facilitar e apoiar a posterior redação de um livro [O Desaparecimento do Universo], relatando todas as conversas, propósito central da visita dos interlocutores. Registro de Imagem: “Não tire fotografias de nós porque, 1. primeiro: você ficaria tentado a mostrar essas fotos a outras pessoas para provar que aparecemos para você. Mesmo assim, quaisquer atores poderiam nos “interpretar” ou “imitar” nossas vozes e, em realidade, isso nada provaria; 2. segundo: os nossos encontros nada tem a ver com convencer pessoas de que você tenha razão no que escreve, mas se refere ao compartilhar de idéias [e verdades] para ajudá-las em sua jornada; 3. terceiro: usar a nossa aparência física para induzir pessoas a crerem em nós não estaria de acordo com nossa linha de ensinamento. Queremos ensinar de uma forma que induza o tipo de aplicação prática que leve a experiências reveladoras. Isso é o que fortalece a crença de forma genuína”. Temas das conversas dos interlocutores visitantes: Os interlocutores, já no primeiro encontro, declaram ter vindo para 17 encontros e que, nas conversas, abordarão os seguintes temas: • • • • O verdadeiro propósito da vida; Os segredos do universo; Explanações sobre o Evangelho de Tomé; A clarificação dos princípios de um documento espiritual [Um Curso em Milagres], que está se espalhando pelo mundo com a finalidade de expeditar a entrada, no mundo, de um novo sistema de pensamento que se tornará mais prevalente no novo milênio [a partir do séc. 21]. Ensina que o emprego correto do verdadeiro perdão, com Jesus ou o Divino Espírito Santo, nos leva para a genuína felicidade, paz – e, no final, para o Céu. Ensina que palavras e teologia desaparecem em Deus. Demonstra que a Jesus não importava a teologia, mas a verdade – e a verdade é o amor a Deus – que é o que Jesus é. Ensina que Um Curso em Milagres foi dado [no séc. XX] por Jesus para mostrar a você como retornar para o Reino do Céu. O mundo só conseguia entender o que entendeu há dois mil anos atrás. Hoje, mesmo que o mundo ainda esteja tão insano quanto nessa época, mesmo assim, está mais em posição de aprender muito mais. Mostra que você aprende que não é mais um robô uma vez haja entrado em contato com seu poder de escolha. É o seu dia de independência! Você nunca mais será o mesmo uma vez você saiba [e consiga] como deixar de julgar e como perdoar. Faz ver que esse novo caminho espiritual, Um Curso em Milagres, precisa ter a oportunidade de encontrar aqueles a quem foi destinado.

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Recomendam os interlocutores ao autor: “Qualquer pessoa consegue escrever o que as pessoas sempre acreditaram, mas para você passar além de nossas palavras, então, o que será necessário é uma disponibilidade da sua parte de dizer algumas coisas nas quais as pessoas não acreditam ainda. Não omita coisa alguma”. Observações dos interlocutores: • • Nós viemos ajudar você e, por seu intermédio, ajudar a outros também. Não estamos trazendo ‘ordens’ de Deus para você. Talvez você não queira crer nisso ainda, mas Deus não demanda [nem ordena] coisa alguma de [a] pessoas. A única coisa que queremos fazer é ajudá-lo a retornar para sua realidade com Ele [porque é inseparável Dele]. Notas do autor: • • • • • A crença no aparecimento dessas figuras na realidade terrena não é essencial para que benefícios das informações contidas nesse livro, que resultou dos encontros, venham a decorrer; Deixo o leitor completamente livre para pensar o que queira em relação à origem desse livro; A estrutura do texto é um diálogo entre três pessoas, Gary, o autor, Pursah e Arten, os dois mestres ascencionados; O livro foi lentamente escrito ao longo de 9 anos, duração dos encontros, conforme foi instruído pelos próprios interlocutores; Estou convencido de que: 1. “O Desaparecimento do Universo” consegue ser uma leitura útil e poupadora de tempo para qualquer pessoa de mente aberta que esteja em algum caminho espiritual; 2. Depois de conhecer a mensagem trazida pelo livro, poderá vir a ser difícil para o leitor – como foi comigo – alguma vez mais conseguir voltar a olhar para sua vida ou pensar no universo da mesma maneira como anteriormente fez; Referências e citações a “Um Curso em Milagres”: • • Foram anotadas junto com as citações e listadas num Índice, no final da obra; Ao longo das entrevistas, ilimitada gratidão é dada à Voz do Curso, cuja verdadeira identidade é abordada no texto do livro.

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O DESAPARECIMENTO DO UNIVERSO Autor: Gary R. Renard
(The Disappearance of the Universe)
Uma conversa direta a respeito de ilusões, vidas passadas, religião, sexo, política e os milagres do perdão.

www.garyrenard.com
ISBN 1-4019.0566-8 / LCNN 2004109021 / Copyright 2001,2003,2004 de Gary R.Renard 1ª publicação maio/2003, Fearless Books, EUA, / Editor atual Hay House, Inc. EUA, www.hayhouse.com.

PREFÁCIO, NOTA E REFERÊNCIA Interlocutores visitantes do autor: Quem e quantos são: Pursah [mulher] e Arten [homem] – mestres ascencionados que, sem terem sido invocados diretamente, apareceram para o autor, em corpos, com roupas contemporâneas e informais, em casa dele, na área rural do Estado do Maine, EUA, onde reside, ao longo de 17 encontros, durante 9 anos – de dez/1992 a dez/2001 – ao iniciar suas conversas, revelam suas prévias encarnações, que incluíram as de Tomé e Judas Tadeu, discípulos de Jesus, que, a despeito do mito popular, não foram essas suas encarnações finais. O aparecimento foi o atendimento de Jesus a um pedido de ajuda do autor a ele que, em seu nome, envia, então, como representantes seus, os dois mestres ascencionados. Como conseguem ser vistos pelos olhos do corpo: Qualquer um consegue nos ver, assim como você nos vê. Os corpos que projetamos são tão densos quanto o seu. Porém queremos que você seja o único envolvido conosco, até nosso último encontro, para evitar alterações nas vidas dos demais, em conseqüência de idéias novas que recebessem, por exemplo, sua mulher Karen, inclusive. Sistema de registro dos encontros com os visitantes: Registro de áudio: Com a autorização dos interlocutores, as entrevistas realizadas entre eles foram gravadas eletronicamente para posterior redação de um livro [O Desaparecimento do Universo], relatando todas as conversas, propósito central da visita dos interlocutores. Registro de imagem: Não tire fotografias de nós porque, primeiro: você ficaria tentado a mostrar as fotos para outras pessoas para provar que aparecemos para você. Mesmo assim, quaisquer atores poderiam nos interpretar ou as nossas vozes e, em realidade, isso nada provaria; segundo: os nossos encontros nada tem a ver com convencer pessoas de que você tem razão no que escreve, mas se refere com o compartilhar de idéias para ajudá-las em sua jornada;

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terceiro: usar a nossa aparência física para induzir pessoas a crerem em nós não estaria de acordo com nossa linha de ensinamento. Queremos ensinar de uma forma que induza o tipo de aplicação prática que leve a experiências reveladoras. Isso é o que fortalece a crença de forma genuína. Temas das conversas dos interlocutores visitantes: Os interlocutores, já no primeiro encontro, declaram vir para 17 encontros e que, nas conversas, abordariam os seguintes temas: • O verdadeiro propósito da vida; • • Os segredos do universo; Explanações sobre o Evangelho de Tomé;

A clarificação dos princípios de um documento espiritual [Um Curso em Milagres], que está se espalhando pelo mundo com a finalidade de expeditar a entrada, no mundo, de um novo sistema de pensamento que se tornará mais prevalente no novo milênio [a partir do séc. 21]. Observações dos visitantes: • Nós viemos ajudar você e, por seu intermédio, ajudar a outros também. Não estamos trazendo ordens de Deus para você. Talvez você não queira crer nisso ainda, mas Deus não demanda coisa alguma de pessoas. A única coisa que queremos fazer é ajudá-lo a retornar para sua realidade com Ele. Notas do autor: • A crença no aparecimento dessas figuras na realidade terrena não é essencial para que benefícios das informações contidas nesse livro, que resultou dos encontros, venham a decorrer; Deixo o leitor completamente livre para pensar o que queira em relação à origem desse livro; A moldura do texto é um diálogo entre três pessoas, Gary, o autor, com Pursah e Arten, os dois mestres ascencionados; O livro foi lentamente escrito ao longo dos 9 anos, duração dos encontros, conforme foi instruído pelos próprios interlocutores. Estou convencido de que: “O Desaparecimento do Universo” consegue ser uma leitura útil e poupadora de tempo para qualquer pessoa de mente aberta que esteja em algum caminho espiritual; Depois de conhecer a mensagem trazida pelo livro, poderá vir a ser difícil para o leitor – como foi comigo – alguma vez mais conseguir voltar a olhar para sua vida ou pensar no universo da mesma maneira como anteriormente fez. Referências e citações a “Um Curso em Milagres”: • Foram anotadas e listadas num Índice, no final da obra;

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Ao longo das entrevistas, ilimitada gratidão é dada à Voz do Curso, cuja verdadeira identidade é abordada no texto do livro. RESUMO DAS CONVERSAS NOS 17 ENCONTROS,

por capítulo
Capítulo I – Arten e Pursah aparecem
A comunicação não é limitada à pequena gama de canais que o mundo reconhece. M 26 M 25.2:2

Estamos aparecendo para você como símbolos, cujas palavras ajudarão a facilitar o desaparecimento do universo. Dizemos símbolos porque qualquer coisa que pareça assumir uma forma é simbólica. Qualquer forma, incluindo seu próprio corpo, experienciado no falso universo da percepção tem de, por definição, ser símbolo de outra coisa. Isso é o sentido verdadeiro do segundo mandamento da lei de Deus “Não farás para ti nenhuma imagem esculpida”, porque Deus não tem imagem [forma].

Essa idéia é central em relação ao que estaremos dizendo a você mais tarde. Você pediu ajuda a Jesus e ele nos mandou, como seus representantes. Não representamos qualquer grupo religioso, ou religião ou denominação organizada na terra. Podemos até discordar de ensinamentos de outros, mas não os julgamos e respeitamos seu direito de crer no que queiram. A única realidade verdadeira é Deus ou o espírito puro, que no Céu são sinônimos. Deus, ou o espírito puro, não tem forma. Em função disso não há o conceito de macho e fêmea no Céu. O ato sexual, na terra, com o orgasmo e tudo mais, é uma pobre imitação feita como cópia do enlevo da união com Deus, incessante e perene união. O ato sexual é um ídolo falso feito para prender a atenção no corpo com, exatamente, uma interrupção para manter você sempre vindo buscar mais. É muito semelhante aos narcóticos [fazendo das pessoas viciados] O céu, por outro lado, é um êxtase perfeito, indescritível que nunca se interrompe. Os que relatam a saída do corpo, em visões de proximidade da morte e volta ao corpo, nada mais fazem que descrever como se saíssem de um filme para outro em cinemas diferentes. É tudo um truque [ilusório] da mente.

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Toda nossa existência terrena, com os eventos e fatos que aparenta, está apenas em nossa mente. É tudo projeção de nossa mente, um sonho em nossa mente. O verdadeiro Universo é o Universo de Deus, ou Céu e o Céu nada tem a ver com o universo falso [da terra e do cosmos]. A diferença entre o falso universo e o Universo de Deus é a qualidade da visão. A visão dos olhos é falsa e só a visão da mente é verdadeira. Deus não criou a dualidade e ele não criou o mundo. Jesus não é um guerreiro espiritual. Jesus não viu o mundo como algo real, erro comum entre os gnósticos, mas viu o mundo como o Divino Espírito Santo o vê, uma ótima oportunidade para o perdão e a salvação. Em lugar de resistir ao mundo, deve-se olhar para ele para encontrar meios de voltar para casa, em Deus. Não oponha resistência a aquele que você crê ser o mal. A história do filho pródigo é a resposta de Jesus ao mito do Jardim do Éden, pois o filho não é expulso de casa, mas saiu tolamente inocente por pensar que conseguiria ir-se e ser bem sucedido por sua própria conta. Deus não baniu você do Paraíso e ele não é responsável, em nenhuma maneira, forma ou feição por sua experiência separado Dele. Você salva o mundo concentrando-se em suas próprias lições de perdão. Se todos se concentrarem em suas próprias lições em lugar das lições de outro, o filho pródigo coletivo retornaria à casa num instante. Nada neste universo é como aparenta ser pelo que se vê com os olhos do corpo. Você não tem de esperar até que todos despertem para realizar o seu despertar individual. Seu tempo está à sua disposição em suas mãos, mas só se você estiver disponível para seguir o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, em vez de tentar guiar o planeta numa busca de cabra cega. O mundo não precisa de um novo Moisés e Jesus nunca teve a intenção de iniciar uma religião. Jesus consegue ajudá-lo a conscientizar sua mente inconsciente num grau que nem Freud teria imaginado. Há um meio de sair do “sonho” e isso é que é encorajador para cada um. Bebês não nascem com uma lousa limpa em suas mente ou com uma natural tendência para o amor, sendo depois corrompidos pelo mundo e descobre depois que, se quer retornar ao Pai, então vai ter algum trabalho a fazer – não trabalho no mundo mas com seus pensamentos. O único meio de aprendizado eficiente é pelo contraste do sistema de pensamento do Divino Espírito Santo com o sistema de pensamento do mundo. O ensinamento do mundo vem de uma mente dividida, separada do Pai, inconsciente.

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Capítulo 2 – O Jesus oculto
Esteja em vigília unicamente por Deus e Seu Reino. T p.116 T-6.V.C.h

Sua vida [existência terrena] é muito parecida com uma sala de aula, onde você aprende suas lições para ser capaz de experienciar a verdade que existe dentro de você. Somos mestres ascencionados e não anjos. Estes nunca nascem em corpos. Já nascemos [no corpo] milhares de vezes, assim como você, pelo menos assim nos pareceu ser. Agora já não temos mais necessidade de nascer no corpo. Nossos corpos – que você vê aqui – simbolizam a última identidade terrena que tivemos. Não diremos a você quando isso aconteceu, porque isso está em seu futuro e não queremos criar um padrão de dar informações a você do que aparentemente ainda está por vir para você. A maioria dos mestres ascencionados utiliza sua última existência terrena para fins didáticos, mantendo em mente que o termo última é um conceito linear ilusório. Algumas aparições reivindicam para si serem mestres ascencionados, quando isso é unicamente fé naquilo que a gente quer que seja verdade, por parte da mente que está projetando a aparição. Esse tipo de aparição é mais como estar vendo um fantasma ou uma alma perdida. Mas um mestre ascencionado verdadeiro sabe que ele ou ela nunca consegue se separar de Deus ou de quem quer que seja [e ninguém o/a separa de nada nem de ninguém, nem muito menos de Deus]. Jesus ensina hoje, assim como faz o Divino Espírito Santo, através de sua mente. Nós nos materializamos num corpo graças à capacidade da mente de projetar imagens corpóreas. Nada consegue pensar senão a mente. É a mente que projeta cada corpo, inclusive o seu. Refiro-me à mente integral que está fora do tempo, espaço e forma. Essa é a mente com a qual Buda entrou em contato. Quando Jesus apareceu para nós no corpo, após a crucificação, ele simplesmente havia feito [com sua mente] outro corpo [aparecer] para conseguir se comunicar conosco [que estávamos encarnados]. Sua mente conseguia fazer seu corpo aparecer ou desaparecer, exatamente como aconteceu no túmulo. Não conseguindo entender isso muito bem nessa época, então cometemos o erro de dar muita importância ao corpo de Jesus, que é nada, em lugar de dar importância ao que é importante, a mente de Jesus. Respondendo à pergunta do autor, Pursah declara que foi [em uma das suas encarnações] Tomé, hoje São Tomé pela Igreja Católica, e autor de parte do agora conhecido como Evangelho de Tomé. 9

Respondendo à perguntas do autor, Arten declara que foi [em uma das suas encarnações] Judas Tadeu, hoje São Judas Tadeu pela Igreja Católica. Confirma também que Deus não criou o universo material e que o relato da criação do mundo material, do pecado original, descritos no Gênesis é lenda, mas destaca que um dos aspectos importantes do Velho Testamento é a lei e as punições para quem não seguir o que ela diz. O que observamos, Pursah e eu, mesmo há dois mil anos, é que, mesmo havendo necessidade de leis para uma convivência correta entre as pessoas, a lei termina por ser tudo a respeito da lei e nada a respeito de justiça. Foi João Batista que disse “ame seu inimigo” e não Jesus, pois Jesus não tinha em si nenhum conceito de inimigo. João Batista foi muito mais famoso que Jesus à época, o que fica difícil hoje de imaginar isso. O sucesso de João Batista é porque João Batista tinha o que o povo realmente queria, donde seu sucesso. Hoje ocorre o mesmo. Você consegue ter sucesso se você tem algo que o povo quer. Quanto mais sucesso ou dinheiro você consegue aqui nada tem a ver de forma alguma com quanto espiritualizado você seja ou esteja ficando. Essa espiritualização da abundância tem sido uma mensagem desespiritualizada de muitos líderes espirituais no mundo atual. Pare de espiritualizar o dinheiro. Nada há de errado com o dinheiro ou sucesso mas também nada há de espiritual a respeito deles. Na frase no evangelho “dai a César o que é de César...” atribuída a Jesus, não tem relação com moeda, dinheiro, o riqueza material. O sentido verdadeiro que Jesus quis dar à frase é: ”Deixe César ter as coisas deste mundo, que são nada. Deixe Deus ter seu espírito, que é tudo”. Ele foi um sábio professor de amor e verdade puros Guerra não é arte, é psicose [referindo-se ao livro de Sun Tzu A Arte da Guerra que o autor declarou ter intenção de ler para aprender como negociar]. Não há como espiritualizar o que não seja espírito, ou seja, não há como realmente espiritualizar coisa alguma do universo da forma [do tempo e do espaço]. O verdadeiramente espiritual está total e unicamente fora dele. Esse é o lugar aonde realmente pertences e ao qual, no final, retornarás [porque nunca o deixaste, em verdade]. As verdades que Jesus trouxe ao mundo, ele as diz a você, diretamente a você, a ninguém mais, pois não há mais ninguém senão você [não há estranhos no Reino]. No que falava, Jesus desafiava a todos para ascenderem ao nível dele e todos ficavam puxando-o para baixo, para seu próprio nível [terreno, da ilusão, do sonho de pesadelo]. Tudo que Jesus queria é que aprendêssemos a fazer a nossa parte para nos salvarmos a nós mesmos [cada um se salvando contribui para a salvação de todos, pois somos só um, não há estranhos no mundo]. 10

Quando Jesus diz que ela era a o caminho, a verdade e a vida, diz que devemos seguir seu exemplo, e não crer nele pessoalmente. Você não tem de glorificar seu corpo [nem o de ninguém]. Ele não cria em seu próprio corpo, porque deveria você fazer isso? Há quatro principais atitudes de aprendizado a atravessar no retorno a Deus. O dualismo, a condição de quase todo o universo. A mente crê em sujeito e objeto. Crê em dois mundos, o do homem e o de Deus. Esse é o modelo da física newtoniana. Existe você e o mundo e tudo no mundo que é visto, pelos olhos do corpo, existe apartado de você e consegue ser manipulado por você. Nesse modelo Deus está afastado de você, distante e ilusório. As mensagens que parecem vir de Deus ficam, assim, conflitantes. Sendo inconsciente esse processo mental, Deus aparenta ser tanto de perdão como de cólera. Esse modelo pode conduzir pessoas a matar outras para conquista de áreas de terreno e bens, bem como obrigar a aceitação de uma versão de justiça ou a religião correta para todos. Foi e é o modelo ainda usual em sociedades modernas marcadas pela insanidade. O semi-dualismo no qual algumas idéias verdadeiras começam a ser aceitas pela mente. A primeira idéia aceita é de que Deus é Amor. Essa idéia traz questionamentos como, citando apenas uma dela, se Deus é só Amor Perfeito como pode ser Ele vingativo contra o que Ele Próprio criou? A perda do medo de Deus é vigente no semi-dualismo e você acolhe, em sua mente, um entendimento inicial de que Deus não é o responsável – direto – por sua situação no mundo [seja ela qual for, boa ou ruim]. O não dualismo. Mesmo considerando uma atitude de aprendizado ou visão espiritual, estamos nos referindo a um estágio mental – uma atitude interna e não algo visível no mundo pelos olhos do corpo. É aí – na não dualidade – que atingimos o entendimento, que a física quântica já alcançou, de que tem de haver dois para que algo se apresente diante de nossos olhos. Sem que haja você para perceber, o que quer que seja, nada está ali diante de você: o universo não está ali se você não o perceber! A lógica imediatamente dirá, completando: se o universo não está ali, você não está ali também! a mente escolhe completamente contra si mesma em favor de Deus. Entram nesse estágio a iluminação de Buda, numa época em que o mundo nem sabe muito a respeito, e a mensagem de Jesus de [perfazendo agora, ao longo de nossos encontros] dois mil anos. Estas conversas entre nós visam colocar algumas declarações de Jesus no contexto para você. Uma das coisas que ele teve de se dar conta foi de que não apenas o universo era não existente, mas que também ele próprio não existia em nível algum senão no de puro espírito. Teve de se dar conta de que só há Deus, e nada mais. Como nada existe, estamos aqui [conversando 11

com você – nos fazendo visíveis diante de sua percepção –] unicamente para atender os propósitos do Divino Espírito Santo. Mas tomará algum tempo e mais experiência para você conseguir ter fé nisso. Cada uma dessas quatro atitudes de aprendizado são estradas longas em si mesmas, nas quais você algumas vezes irá pular de uma para outra pista como uma bola de ping-pong. O Divino Espírito Santo irá corrigir você ao longo de todo o trajeto e colocar você de volta na direção certa sempre. Não se sinta mal quando temporariamente você venha a perder o caminho. Não há [nem houve] ninguém que haja caminhado nessa terra, incluindo Jesus, que não tenha sido, seja ou venha a ser ainda atraído por tentações, de alguma forma. Tudo que é necessário é ter vontade [firme e forte] de receber correções. O Divino Espírito Santo está sempre corrigindo você, não importando o que você aparente fazer ou em que nível de compreensão espiritual você possa aparentemente estar, exatamente como um navegador ou computador constantemente corrige o curso de um avião a jato, ao longo de sua rota. É possível ignorá-Lo, mas ninguém jamais O perde. Os 4 estágios levarão o tempo que você determine ao responder à seguinte questão: “Por quanto tempo quero prolongar meu sofrimento?” Jesus ensinou não-dualismo puro, interpretado pelo mundo como dualismo. O Vedanta era não-dualismo puro, foi interpretado pelo mundo como dualismo. O que o mundo crê hoje pode ser muito bom para o planeta, mas não tem de ser necessariamente bom para você. Há uma maneira de atravessar a vida fazendo muitas das mesmas coisas que você faria, de qualquer forma, mas agora não as fará mais sozinho. E assim você aprenderá que você jamais está só. Não estamos sugerindo que você não seja prático e que não tome conta de si mesmo por sua própria conta. Isso é apenas para dizer que seu patrão verdadeiro não será deste mundo. Não importa sua aparência ao mundo [ou como o interpretam no mundo], apenas sua atitude mental [o que você crê] tem significado [e produz resultados]. Você começa a se dar conta de que não há tal coisa de sujeito e objeto, mas que, de fato, só há unicidade. Mas o que temos ainda é só uma imitação de unicidade, pois só há unicidade verdadeira ao devolvermos [por nosso livre arbítrio] nossa mente a Deus. A crítica, mais uma forma de julgamento, nos prende em mais uma armadilha do ego, fazendo com que deixemos de perdoar àquele ou àqueles que criticamos, tornando real o que não tem realidade, pois nada, absolutamente coisa alguma neste mundo, tem realidade. A vida real de cada um depende do perdão. Sem perdão não há Vida.

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A matéria aparece de lugar algum, do nada. O que é menos óbvio para entender é que depois de aparecer ela ainda não está em lugar algum, pois continua no nada. Todo espaço é vazio e não existente, mesmo as insignificantes frações dele que parecem conter algo. Um único pensamento fez todas as imagens aparecerem. Temas como esse estão incluídos nos novos ensinamentos de Jesus, que foram deliberadamente expressos numa linguagem que consegue ser compreendida, mas não facilmente digerível pelas pessoas de sua época. Se nada há fora de sua mente, julgá-las é então dar-lhes poder sobre você [pela realidade que você lhes dá]. Não julgá-las é retirar delas o poder que teriam sobre você. Esse é o fim do seu sofrimento. Não-dualismo puro reconhece a autoridade de Deus tão completamente que ele abandona todo apego psicológico a tudo que não seja Deus. Se Deus é perfeito e eterno então, por definição, tudo que Ele cria tem de ser perfeito e eterno, como Ele. Sendo que nada há neste mundo que seja perfeito e eterno, Jesus foi capaz de ver o mundo pelo que ele era – nada! Mas ele também sabia que o mundo aparecia [diante de nossos olhos do corpo] por uma razão e esse é o truque que mantém as pessoas afastadas da verdade de Deus e de Seu Reino. A vital distinção entre espírito perfeito e mundo de mudança permitiu a Jesus ouvir a Voz do Divino Espírito Santo cada vez mais que, por sua vez, assegurou a abertura de um processo de desdobramento que lhe permitiu perdoar cada vez mais. A Voz pela Verdade foi aumentando e ficando mais forte até que Jesus alcançou um ponto em que só ouvia essa Voz e conseguia ver direto através de tudo mais. Finalmente, Jesus tornou-se outra vez o que essa Voz representa – a verdadeira realidade dele e sua como espírito e unicidade com o Reino ou Céu. Se você acredita que Deus tem algo a ver com o universo de percepção e mudança, ou se acredita que a mente que fez o mundo tem algo a ver com Deus, você sabotará o processo de capitanear a capacidade de ouvir unicamente a Voz do Divino Espírito Santo. Você tem de querer submeter-se à idéia da Autoridade de Deus se você quer ser capaz de compartilhar seu real poder. Humildade é a maneira – não uma falsa humildade que diz que você é inadequado – mas a real humildade que simplesmente diz que Deus é sua única Fonte. Você compreenderá que além do Amor Dele você não precisa de nada mais e, a quem não precisa de nada, a ele pode ser confiado tudo. “De mim nada posso”, e “Eu e meu Pai somos um”, era a maneira de Jesus em palavras abdicar de qualquer autoridade própria, individualismo ou sua própria força e entregar-se ao poder de Deus.

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Jesus sabia que sua identidade estava em Deus e em nada mais. O amor de Jesus, como o de Deus, era total, impessoal, não seletivo, e todo abrangente. Ele tratava todas as pessoas igualmente, do rabino à prostituta. Isso é puro não-dualismo: uma atitude que, junto com o Divino Espírito Santo, reconduzirá ao que você é. Todos nós somos. Nada mais há, além disso, mas você precisa de mais treino e prática para experienciar isso. Há aqui no mundo uma maneira para praticar o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, como Jesus praticou, que reflete as leis do Céu, e esse é seu caminho para casa [“Um Curso em Milagres”]. Lembre-se, no momento, só disso: se Deus é Amor perfeito, então Ele não é nada mais, e nem você é. Você é, de fato, o Amor de Deus, e sua vida real é com Ele. Assim como Jesus conseguiu, você conseguirá saber que Deus não está e nem fica fora de você. Aprenderá também que sua verdadeira realidade como espírito puro que é invulnerável para sempre. Sua atitude diante da incredulidade, do deboche ou de má recepção às idéias de pensamentos espiritualizados tem de ser só uma: perdão a todos. Para os que só respeitam e só acatam o conhecimento e a informação científica recomende-lhes lembrar-se de Einstein, que disse: “a experiência do homem é uma delusão ótica de sua consciência”. A ora e a vez desses incrédulos se tornarem cientes da verdade chegará, para cada um deles, quando tiver de chegar. O universo realmente não quer despertar! O universo quer docinho para fazer com que se sinta melhor, mas o docinho é destinado a atar você cada vez mais ao universo. Jesus ensinava que o que experienciamos aqui não é vida, enquanto lhes mostrava o caminho para a vida. O que experienciamos aqui é destruição, mas Jesus sabia qual é a saída, dizendo-lhes: “alegrai-vos, pois eu venci o mundo”. Jesus sabia que o corpo é uma ilusão. E aí você tem a razão número um de porque o sistema de pensamento de Jesus e o do mundo são mutuamente excludentes – porque a realidade de Jesus não era o corpo, e o sistema de pensamento do mundo é completa e inteiramente baseado na identificação com o corpo, como sua realidade. Considerar uma existência como individual não difere de crer ter um corpo. É com essa idéia fundamentada em separação, e de tudo que advém dela, que você se sentencia [em sua mente] a continuar no universo de corpos. O tratamento igualitário de Jesus para homens e mulheres demonstra que ele não os considerava corpos. Ele sabia da realidade de cada pessoa como espírito, que não tem limites de nenhuma maneira. Então não conseguiriam ser, de fato, homens e mulheres. Referir-se a Deus como Ele é só metáfora. 14

Ele sabia que Deus não conseguiria ser limitado pelo gênero e nem as pessoas – porque elas não são realmente pessoas. Não há “pessoa” sem um corpo. Isso é muito mais importante para você compreender do que jamais você consiga suspeitar. Sabendo a verdade, Jesus tratou cada corpo de forma igual – como se não existisse [como de fato não existe, não tem realidade por não ter correspondência em Deus, que é só espírito, pensamento, idéia]. Fazendo isso, Jesus conseguia olhar através da pessoa em direção do espírito imutável e imortal que [a pessoa era e que] é a única realidade, para nós todos. A dificuldade de entender a mensagem de Jesus [ao tempo em que esteve na terra e mesmo ainda hoje] é que a maioria de nós ouvia e enxergava o que queríamos ouvir e ver, para conseguir usá-lo para validar nossa própria experiência – ser individual num corpo. [Isso fazemos até hoje, ainda, e não só com a mensagem de Jesus mas com tudo que vemos e ouvimos.] Por isso tivemos de fazer de Jesus um corpo individual separado [apartado dos demais] e muito especial, que é como nos vemos realmente no mundo, e como você se vê, ainda [quando pensa em você]. Em meu evangelho [de Tomé] Jesus afirma que o Reino de Deus é algo que está [completamente] presente, mas sem ver visível para as pessoas. Não há santos, nem São Paulo, nem nenhum outro, nem Jesus, exceto no sonho em que vivemos. Não há ninguém lá fora. Há apenas um Filho de Deus e esse é você. Você atingirá, com toda certeza, essa compreensão, porque essa é a Vontade de Deus, mas serão anos de prática [ininterrupta] para realmente você experienciar isso. Você tem de querer isso [com todo seu coração], e isso eu sei que você quer. As experiências comuns aqui – assistir a um mesmo concerto ou espetáculo, ver um mesmo cenário ou panorama da natureza – é porque estamos todos num mesmo sonho. A aparente separação [quebra] da mente faz com que cada unidade [quebrada] observe o sonho por um diferente ponto de vista [individual], o que explica suas próprias experiências individuais [e a forma individualista em que cada interpretação se dá]. Nunca você será realmente feliz até que devolva sua mente a Deus. Não importa o que você possa imaginar ter realizado, em qualquer existência terrena, sempre haverá uma parte de você que vai se sentir como se algo lhe faltasse – porque, em suas ilusões, algo fica [sempre] faltando.

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Eu suspeitei (Pursah diz) – e outros no meu tempo também suspeitaram – que a ressurreição é algo que se passa em sua mente e nada tem a ver com o corpo. Essa idéia, mais tarde rejeitada por Paulo e depois pela Igreja, foi levada adiante pelos gnósticos. Mais tarde aprendi que a idéia estava correta. Se algo realmente vem de Deus, fará mais sentido que venha afinal ser demonstrado ser verdade em vez de falsidade. O evangelho relata que eu [Pursah diz], enquanto Tomé, me tornei conhecido como o “Tomé que duvidava”. Assim como Jesus, você não deverá confundir o bíblico Tomé com o verdadeiro Tomé histórico. A experiência que consegue ser trazida pelo genuíno ensinamento do Divino Espírito Santo fala por si mesma. [Para ser exato, devo dizer que] Jesus nunca amaldiçoou e matou uma árvore, nunca se enfureceu e destruiu a mesas no templo, mas ele, de fato, curou algumas pessoas que já estavam mortas. Também seu corpo morreu na cruz, mas ele não sofreu, como muitos imaginam. Quanto à maneira de ser de Jesus, as palavras não lhe fazem justiça. Estar em sua presença era uma experiência tão única que dava a você uma sensação de maravilha. Sua paz e seu amor inalteráveis eram tão absolutos que algumas vezes as pessoas não conseguiam suportar isso e tinham de desviar o olhar para outro lado. A atitude de Jesus era tão calma e tão segura que fazia você querer saber como ele a conseguia. Aqueles que passavam muito tempo com ele e, como no meu caso, chegaram a falar com ele em particular, ficavam inspiradas por sua completa [e absoluta] fé em Deus. Jesus costumava me dizer quando estávamos sós, que o mundo era apenas um sonho insignificante. Mas muitas pessoas não estavam preparadas para aceitar essa idéia porque sua experiência [na terra] era mito forte. Jesus então enfatizava que saber que o mundo é uma ilusão não é suficiente. Os gnósticos e alguns cristãos iniciantes chamavam o mundo de sonho; os hindus o chamam de maya e os budistas o chamam anicca, tudo significando quase a mesma coisa. Mas se você não sabe do propósito do sonho e como reinterpretar as imagens que você esteja vendo então o ensinamento geral de que o mundo seja um sonho fica sendo de valor limitado. Mas ele também disse que viria o tempo em que o Divino Espírito Santo ensinaria às pessoas todas as coisas e que todos saberiam que somente Deus é real. Algumas vezes, no final de uma conversação comigo, [como fecho da prosa] ele dizia, “Deus é”, e se afastava. Outra coisa que raramente é mencionada a respeito de Jesus é de que ele tinha um excelente senso de humor. Ele chegava quase a ser irreverente. Ele gostava de rir e de provocar alegria nos outros. 16

Jesus estava completamente fora do sonho, não apenas mais esperto ou mais alerta que os outros de nós. Ele não estava buscando ensinar a você que fizesse sua delusão melhor, ou mostrando a você como melhorar sua própria forma de expressão para não morrer com um potencial não localizado. Esses exercícios conseguem temporariamente fazer você se sentir melhor, mas você continua construindo sua casa sobre a areia. A verdadeira meta [de cada um de nós] não é “decorar [enfeitar]” sua vida mas é despertar [definitivamente] daquilo que você acreditai que seja sua vida. Aí você estará construindo sua casa sobre a rocha. A mensagem de Jesus não trata de consertar o mundo. No que se refere ao mundo, você consegue “decorá-lo [enfeitá-lo]” mas você não tem como leválo a parte alguma. Jesus riu-se diante da idéia de espiritualizar a violência, da mesma forma que ele se riu do mundo. Tudo que ainda vai acontecer já aconteceu. Não estamos incumbindo você de algo, [como, por exemplo, escrever seu livro] estamos apenas contando a você o que já aconteceu. Informações e ensinamentos que você recebe, você retém todas, não importando o que se passe com você. Toda ignorância é, em verdade, repressão que existe com a finalidade de produzir um efeito particular por uma razão específica. O que hoje pareça a você verdadeiro, mesmo que não haja aprendido nada disso antes, é porque em outras vidas você esteve familiarizado ou foi estudante do mesmo assunto e a memória não o abandonou.

Uma parte essencial de cada ilusão é a mudança, que você em sua vida de budista chamava de impermanência, oposta à meta da luz clara, também estudada por você no tempo de Platão, que escreveu e falou a respeito da idéia por trás de todas as coisas imperfeitas deste mundo. Chamou-as de “o Bom” e descreveu-o como uma “eterna realidade, o reino incapaz de ser atingido pelas vicissitudes da mudança e da decadência...”
Seis séculos depois, outro professor seu, o neo-platonista conhecido como Plotinus, tomaria emprestado e expandiria a postulação de Platão de que “o Bom é Um” e tentaria definí-la como a definitiva Fonte de tudo no mundo. No entanto, como a maioria dos grandes filósofos da história, nem Platão nem nenhum de seus sucessores entenderam a origem do mundo, exceto Jesus, ou o que é mais importante, porque ele se apresentou à vista de todos!

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Todas essas suas encarnações, aparentemente de milhares de anos, ocorreram todas de uma só vez, como diz Einstein: “passado, presente e futuro todos ocorrem simultaneamente”. Mesmo Einstein, o gênio que foi, ainda teria de aprender que passado, presente e futuro nunca efetivamente existiram. Explicando yin e yang, começamos por dizer que vindos do Tao, absoluta quietude, incapaz de se perceber, partiu-se em dois e para se manifestar externamente, dando início a uma aparentemente infinita e sempre cambiante interação de equilíbrio de forças. Essa é uma descrição muito superficial, de fato. Se você escolher trabalhar com Jesus, então você pode ficar certo de que ele ajudará você. A despeito de você ter tido muitas existências anteriores a essa que está vivendo agora, é esta sua existência agora que estamos nos ocupando. Não busque ser uma pessoa famosa e importante. Apenas diga às pessoas a verdade e deixe o Divino Espírito Santo cuidar do resto. A maior parte de seu tempo deve ser usada aprendendo Dele e não tentando ser uma estrela. Os maiores avanços não são conseguidos sendo um grande professor mas sim sendo um grande aluno. Nunca tome a publicidade seriamente. Na mente é que estão as respostas a seus problemas [os que você crê ter], não fora, lá no mundo, ou no corpo, em qualquer corpo, inclusive o de Jesus. Essa é uma parte importante de sua mensagem. Sem entender isso, o restante é impossível entender. Você vai entender isso, e daí começará a se dar conta quão insignificante outros corpos são. Só então começará a experienciar quão insignificante seu próprio corpo é. De que outra forma você consegue ser livre? Você não se libertará por completo até que se dê conta de que é você mesmo que forja as cadeias que o prendem. A diferença entre Jesus e seus seguidores, de qualquer tempo, é que Jesus falava toda a verdade e seus seguidores falam ou falavam a verdade aos pedaços, conforme os ouvintes. O que Jesus ensina leva você mais depressa para Deus. Jesus é único. As pessoas do mundo nunca viverão em paz até que tenham paz interior. Judas Tadeu e eu [Tomé] tivemos o privilégio de compartilhar os ensinamentos de Jesus dito diretamente a nós. Eu me tornei um dos primeiros ministros de Jesus. Fui pré-ordenado. Não fui crucificado. Tive minha cabeça cortada na Índia. 18

A crucificação é u ato exclusivamente romano. Era páscoa e os judeus não contrariariam nada de sua lei nesses dias. Todas as malvadezas feitas a Jesus foram feitas pelos romanos. Os judeus foram os objetos da crucificação não seus perpetradores. • Judas Iscariotes não imaginava que Jesus seria crucificado.Cometeu um erro e ficou sentindo-se culpado. Por isso se enforcou. Perdoe-o. Jesus o perdoou. Você também consegue perdoá-lo. Perdoe os romanos também, que mais tarde o chamaria de Senhor. Jesus os perdoou também, enquanto ainda o castigavam, pois ele sabia que o que ela era realmente jamais conseguiria ser morto. • O Evangelho de Tomé presta três serviços importantes à humanidade. Meu evangelho não é um documento gnóstico. Os primeiros evangelhos, inclusive o meu, foram escritos em aramaico. Os autores dos livros de Marcos, Lucas e Mateus não eram do nosso grupo e não escreveram os evangelhos em aramaico, senão quarenta ou oitenta anos depois, copiandoos de antigos evangelhos, mantendo o que gostavam, jogando fora o que não gostavam e daí acrescentando estórias atraentes, rumores e especulações que combinavam com os dogmas de sua nova religião. O segundo importante serviço é relatar com mais exatidão o pensamento de Jesus do que o encontrado nos evangelhos conhecidos. Dos 114 ditos de Jesus no Evangelho de Tomé, Jesus em verdade disse setenta deles, ou até mais que isso. • Jesus era o radical dos radicais, não em temperamento, mas em seus ensinamentos. • Para preservar os ditos de Jesus, um grupo de seus seguidores escreveu um Evangelho de Ditos, intitulado simplesmente Palavras do Mestre. Passados quarenta anos da crucificação, depois que os que originalmente registraram as Palavras, foram introduzidas no registro original outras palavras, passagens distorcidas que outros incluíram, que assumiram João Batista tivesse falado e que seguidores admitiram que Jesus acreditasse, ou falsamente pensaram que ele houvesse dito. Os escritores de duas correntes principais da igreja, encarregadas de escrever o evangelho, mais tarde usaram esse documento – Palavras do Mestre – já adulterado, agora referido como Evangelho Q – assim denominado por uma palavra alemã que significa fonte – usaram esse documento do qual copiaram ditos, para conseguir combiná-los com suas histórias. Eles também copiaram de Marcos, o escritor que empregou um 19

consenso de ditos. O evangelho de João foi escrito mais tarde, quando a divisão entre os grupos mais novos e o judaísmo se tornara mais óbvio. • De forma interessante, várias cópias do texto Palavras do Mestre assim como o texto de Tomé sobreviveram em vários lugares por mais tempo do que se imaginaria. • Mesmo assim, Palavras do Mestre e o Evangelho de Tomé que não eram gnósticos, foram destruídos junto com virtualmente toda a literatura gnóstica. Afinal, algo do que ali estava dito não soava exatamente como a igreja, então tinham de ser heréticos! • Se não fosse pela coleção Nag Hammadi, descoberta enterrada perto do rio, junto com meu evangelho, o mundo não teria muito para se apoiar senão os lampejos trazidos por Jesus. EVANGELHO DE TOMÉ Agora tratamos do Evangelho de Tomé:
“Estas são os ditos ocultos que o Jesus vivente falou e Dídimo Judas Tomé registrou. E ele disse: “Quem quer que desvende o significado destes ditos não provará a morte.”

Os ditos eram denominados ocultos simplesmente porque significam que foram palavras ditas por Jesus ou em particular ou para um grupo muito pequeno de pessoas. Ocultos não significa que Jesus tivesse intenção de ocultar coisas. Está dito “não provará a morte” porque, como já indicado anteriormente, Jesus nos mostrava o caminho para a vida, significando que o experienciado aqui no mundo não é vida. • Ele era o Jesus vivo porque ele havia atingido a verdadeira iluminação – sua unicidade com Deus. Vivo nesse caso não se refere a ele estar em um corpo, mesmo que aparentasse para nós estar num corpo. Essa é uma referência à ressurreição da mente. A palavra vivo aqui nada tem a ver com um corpo ressuscitado, mesmo que Jesus haja aparecido num corpo à nossa vista depois da crucificação. • O nome hebreu de Jesus era Y’shua, mesmo que raramente o chamássemos assim. Para nós ela era o mestre, não que ele quisesse ser chamado de mestre ou qualquer outra coisa em particular, mas por causa do nosso respeito profundo por ele esse tempo. A tradução de seu nome para o grego, latim e depois para o inglês, francês e outras línguas deveria ter

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resultado em Jeshua e não Jesus. Mas isso pouco importa. O que há num nome? Não seria um Cristo por qualquer outro nome ser apenas um? • Minha semelhança física com Jesus era tão grande que chegavam a confundi-lo comigo. O nome que adotei, Dídimo, quer dizer gêmeo, por causa da semelhança com Jesus. • Minha [Tomé] semelhança física com Jesus era tão grande que cheguei a pensar em trocar de lugar com ele no caminho para a cruz, para que ele saísse livre. Essa troca não ocorreu porque não houve oportunidade de efetivamente fazermos a substituição, mesmo tendo tentado, Tadeu e eu, de várias maneiras, fazê-la. • Custou-nos muito entender que sua morte foi uma lição que ele havia escolhido ensinar. • O mundo não conseguiu entender a lição da crucificação no início, mas o procedimento de Jesus ser professor para o mundo não terminou aí – coisa que você, meu querido irmão [Gary, o autor], logo irá se dar conta. • Ao tempo da estada de Jesus entre nós, minha mente ainda estava dividida. Isso me levava à dúvida se a ressurreição era do corpo ou só da mente. Hoje falamos a você, com os benefícios de aprendizados subseqüentes após nossa existência como discípulos de Jesus. Eu entendia intelectualmente muito do que Jesus dizia a respeito da importância da mente, mas minha experiência – e isso era ainda mais verdadeiro com os outros discípulos – era de que nossos corpos e, especialmente o corpo de Jesus, eram muito importantes. • A situação comigo então não era muito diferente da situação com você agora. Hoje você e seus amigos e conhecidos crêem na existência de uma trilogia – corpo, mente e espírito. O equilíbrio dos três é importante em sua filosofia [terrena]. Mas logo você aprenderá, em lugar disso, que a aparente mente dividida, que faz e usa corpos, tem de escolher entre a realidade imutável e eterna do espírito – que é Deus e Seu Reino – ou o irreal e mutante universo de corpos – que inclui tudo que consegue ser percebido, quer você aparente estar num corpo ou não. Essa é a pedra angular do ensinamento de Jesus. • Ele [Jesus] efetivamente disse, como foi registrado por mim no que agora está rotulado como dito número 47: “Uma pessoa não consegue montar em dois cavalos [ao mesmo tempo] ou curvar dois arcos [na mesma hora]. E um servo não consegue servir a dois senhores [concomitantemente], ou esse servo honrará a um e ofenderá o outro.”

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• [Indaga Gary, o autor:] você está dizendo que dando igual valor ao corpo, mente e espírito de fato eu contribuo para eu ficar voltando aqui outra e outra e outra vez, em lugar de ser libertado? • [Resposta de Pursah:] Sim, mas isso não significa que você vá negligenciar seu corpo. Estamos falando de uma outra maneira de olhá-lo. • Voltando ao meu evangelho, ele meramente recapitulava coisas que Jesus dissera. Eu não ficava constantemente inserindo minhas opiniões, diferentemente de outros autores de evangelhos posteriores. Assim, o Evangelho de Tomé não é muito um reflexo do meu nível de entendimento a esse tempo mas um registro de algumas das idéias de Jesus. • Por exemplo estas são do dito número 61: “Eu sou aquele que vem do que é íntegro. Eu fui dado das coisas de meu Pai. Portanto, eu digo que se alguém for íntegro, esse será inundado pela luz, mas se alguém for dividido, esse será inundado pela escuridão.” • Isso significa: você não consegue ser um pouco íntegro, assim como uma mulher não consegue estar um pouco grávida. Seu compromisso tem de ser indiviso. Você tem de ser vigilante só por Deus. • Esse estado mental não vem de estalo, na maioria, na quase unanimidade dos casos, levando algum tempo, maior ou menor, de prática. Você não consegue aprender nada que valha a pena da noite para o dia. Quanto tempo leva alguém para tornar-se perito em sua profissão, seja ela qual for? • Você não entenderia o quanto Jesus, que agora está totalmente Identificado com o Divino Espírito Santo, que completamente unir-se a você. É o que ele diz em meu dito número 108: “Quem quer que beba de minha boca se tornará como eu. Eu mesmo me tornarei essa pessoa, e as coisas ocultas serão reveladas a essa pessoa.” • A união mística a que Jesus se refere aqui é algo que acontece bem literalmente, como ele diz. As lições de perdão verdadeiro que permite isso ocorrer não são para todos ao mesmo tempo – elas são para aqueles que estejam prontos para receber suas instruções individuais. • Numa outra frase dita por Jesus, registrada em meu evangelho, está escrito que: “Eu escolherei você, um de um milhão e dois de dez milhões, e eles se postarão como um só.” • É claro que Jesus escolhe a todos, o tempo todo. Mas quantos estão prontos para ouvir o chamado? As lições do Divino Espírito Santo não serão ouvidas pelas massas. Mas aqueles que ouvem, que são os escolhidos, certamente se postarão como um só – pois é isso o que são.

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• O Filho de Deus retornará ao Reino íntegro e completo e, no final, não haverá quem não fique a nosso lado. O Jesus subterrâneo não perde nunca. • Para vencer, no entanto, você tem de – como é dito no número 5: “Entenda o que está diante de sua face, e o que fica oculto a você será desvendado a você. Pois nada há oculto que não venha a ser revelado.” • O que está diante de sua face é ilusão, e o Reino de Deus – que parece estar oculto – será revelado aos que aprendem com o Divino Espírito Santo o único caminho [que existe que é o] de perdão a tudo [e a todos] que esteja[m] diante de você, assim como fez Jesus [o tempo todo a todas as pessoas e em todas as circunstâncias]. Ao final, você será um com ele e nada mais restará senão sua alegria verdadeira no Reino do Céu. • Mesmo que aparente ser difícil atuar dessa forma no mundo do tempo e do espaço, prometo que não vou lhe dar meras teorias. Conosco você aprenderá caminhos muito práticos de lidar mentalmente com as situações que se apresentam aparentemente diante de sua face. O resultado deixará você com o potencial de alcançar a mesma paz de Deus que Jesus atingiu. Neste momento você crê que certas coisas têm de acontecer no mundo para que você se sinta feliz. À medida que você atinge a paz de Deus, você caminha para a capacidade de reaver seu natural estado de alegria, sem levar em conta o que esteja ocorrendo no mundo [ao seu redor ou em qualquer parte dele]. • O dito 113, Jesus estava ensinando que o Reino do Céu é algo que está presente e disso você já está cônscio: “Os discípulos disseram a ele: ‘Quando virá o Reino?’ Ele respondeu: ‘ele não virá por procurarem por ele. Não lhes será dito ‘Veja-o ali,’ ou ‘Veja-o lá’. Em vez disso, o Reino do Pai está espalhado sobre a face da terra, e as pessoas não o vêem”. Jesus não dizia aqui que o Reino do Pai esteja na terra. De fato, ele sabia que a terra estava [apenas] em nossas mentes. Ele falava de algo que as pessoas não viam porque o Reino do Céu não consegue ser visto com os olhos do corpo, que são só capazes de ver símbolos limitados. O Céu não existe dentro do reino da percepção, mas na forma genuína da vida que ao final você se tornará completamente cônscio dela. • Assim como a taturana se torna a borboleta, você se torna o Cristo – e uno com toda a criação. NOTA DA TRADUÇÃO: o Céu está espalhado sobre a face da terra, conforme diz Jesus na transcrição, porque ele – Céu – habita perenemente nossa mente certa, pela presença eterna nela, parte da mente não separada de Deus, do pensamento do Divino Espírito Santo, 23

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conforme diz Jesus no Evangelho de Tomé, acima. Acreditando estarmos na terra, nossa mente certa – que nos acompanha e nunca nos abandona – traz esse pensamento Dele, da Divina Trindade Santa que, por isso, fica o Céu presente, espalhado sobre a face da terra, assim como nós, seus habitantes, nos cremos estar espalhados sobre ela. Tudo isso se passa no sonho de separação em que vivemos, mas é tudo ilusão, por crermos que esse sonho seja real. Assim como a taturana se torna a borboleta, você se torna o Cristo – e uno com toda a criação. Estar cônscio de sua unicidade com a Presença de Deus pertence a você, porque Deus a deu a você. Você apenas se esqueceu dela. Mas ela segue sendo sua, enterrada em sua mente. Há um meio de se lembrar dela. Ao lembrar-se dela, você reivindica o que você, em verdade, é e aonde, em verdade, você pertence. Nós viemos ajudar você e, por seu intermédio, ajudar a outros também. Há alguns ditos no Novo Testamento que Jesus de fato nos ensinou. Rapidamente falarei de alguns deles para você: 26. “Você vê a partícula que está no olho do seu irmão, mas você não vê a tora que está em seu próprio olho. Quando você retirar a tora que está em seu próprio olho, então você verá bem claramente para retirar a partícula para fora do olho de seu irmão.” 31. “Um profeta não é aceito em sua própria cidade. Um médico não cura aqueles que o conhecem.” 36. Não se preocupe, de manhã à noite e da noite até a manhã, a respeito do que você vai usa para se vestir.” 54. “Felizes são os que a nada se apegam, pois vosso é o reino do Pai.” Note por favor que os dois últimos ditos não se referem a nada material ou físico. Eles se referem a não ser apegado mentalmente a coisas materiais e físicas. Esses ditos nada têm a ver com deixar, abandonar, ou desistir de algo material ou físico [ou de uma crença arraigada]. Se você crê que tem de abandonar ou deixar de ter ou usar [ou crer em] algo, então você está tornando isso tão real quanto se ansiasse por isso [precisasse, dependesse disso, não conseguisse passar sem isso]. Isso também é verdade em referência a um dos ditos mais curtos de Jesus: 42: “Seja um transeunte.” Dou-lhe também mais dois ditos aproveitados de Tomé, no Novo Testamento: 94. “Aquele que busca encontrará. E para o que bate, será aberto”. 95. “Se você tem dinheiro, não o empreste para lucrar. Em vez disso, dê-o a quem não o pague de volta a você”. Ocasionalmente você nos ouvirá fazer referência para dito no Novo Testamento que realmente tenha sido pronunciado por Jesus, mas o significado não seria exatamente o mesmo para nós àquela época como em geral agora vocês pensam deles. Darei, a seguir, partes do Evangelho de Tomé para lhe passar um pouco do sabor do sistema de pensamento expresso por Jesus, que é o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo: 11. “Os mortos não vivem, e os vivos não morrerão”. 22. “Quando você fizer de dois um, quando você fizer o exterior como o interior, e o de cima como o de baixo, e quando você fizer o macho e a fêmea como um único, para que o macho não seja macho nem a fêmea seja fêmea... então você entrará no Reino”. 49. “Felizes são aqueles que estão sós e escolhidos, pois encontrarão o Reino. Pois dele vieram e para ele retornarão”. 24

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Como na história do filho pródigo, você retornará à casa outra vez mas, para conseguir isso, você tem de retraçar seus passos de volta à sua decisão original de ser separado de Deus. Pois como Jesus diz na transcrição a seguir, o começo e o fim – o alfa e o ômega – são realmente a mesma coisa. 18. “Os seguidores disseram a Jesus: ‘Diga-nos como nosso fim há de ser’. Ele disse: ‘Vocês já descobriram o início, então, de maneira que possam estar procurando o fim?’ Pois onde está o início, fica o fim. Feliz é aquele que se posta no início. Esse conhecerá o fim e não provará da morte.” Há mais um dito que tem sido sujeito à muita especulação ao longo dos anos, não só pelos últimos cinqüenta mas também pelos primeiros quatrocentos anos da existência do evangelho e tenho de explicá-lo. No dito 13, depois de falar a um grupo de nós, Jesus pediu a mim para acompanhá-lo...”E ele o levou, e se afastou, e falou três ditos a ele. Quando Tomé retornou junto a seus amigos, eles lhe perguntaram: ‘O que disse Jesus a você?’ Tomé lhes disse: ‘se eu lhes disser um dos ditos que me falou, vocês tomarão pedras e me apedrejarão, e fogo saltará das pedras e consumirão vocês”. O fogo, citado na última linha, é uma alusão à ira de Deus e você tem de entender que o apedrejamento era o castigo tradicional judaico pela blasfêmia, mesmo que ele não tenha sido usado tanto quanto você poderia imaginar. Jesus nunca esteve preocupado com sua própria segurança quando se tratava de pronunciar blasfêmias. A razão pela qual me pediu para não repetir esses ditos era para proteger a mim. Estas são as três coisas que me disse esse dia: “Você sonha com um deserto, onde miragens são seus guias e atormentadores, no entanto essas imagens vêm de você mesmo”. “Meu Pai não fez o deserto,e a sua casa continua sendo com Ele”. “Para retornar [ao Reino] perdoa a seu irmão, pois só então você perdoa a si mesmo”. Dizer em público, nessa época, que Deus não criara o mundo poderia ser fatal para mim. Isso segue sendo inacreditável, ainda, para a maioria, agora. Com a liberdade de expressão vigente, resultará um sistema de pensamento que não seja linear, mas holográfico, onde o todo é encontrado em cada uma de suas partes. Agora mesmo, nessa terra, há um documento espiritual que chega muito perto do que precisa ser para expressar o que Jesus quis e continua querendo dizer. Isso é porque ele o falou, palavra por palavra, para a pessoa que levou sete anos da vida dela tomando nota do que ele dizia. Nesse livro não há opinião de ninguém senão as dele, Jesus, que o ditou. Não foi preparado para impressão para agradar nenhuma religião, nem alterado para ser palatável a alguma audiência genérica. A editoração foi dirigida por Jesus por intermédio dessa mulher. Ao contrário do Evangelho de Tomé é uma apresentação completa bem como contém um treinamento, no mesmo livro. Não tenciona ser um manual de alguma religião ou um código de comportamento moral. É um sistema de pensamento propondo que se você cuida da mente, tudo mais se segue, naturalmente. Felizmente, esse ensinamento conhecido como Um Curso em Milagres, não é projetado para fazer aparecer outra organização obcecada em mudar o mundo de sonhos em vez de mudar a mente do sonhador. Esse documento é um livro de auto-estudo, uma metamorfose passo-a-passo em direção a Cristo, feita no nível da mente entre você e Jesus, ou você e o Divino Espírito Santo, se você prefere pensar assim. As duas são igualmente válidas [e 25

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úteis]. Isso colocará você numa posição em que conseguirá aprender muito mais com o mestre que poderia ter tido há dois mil anos arás – se você estivesse preparado para aproveitar-se disso então. E ele realmente deveria ser chamado mestre. Muitos se chamam assim, mas você não os vê por aí curando doentes e ressuscitando mortos. Há coisas que as pessoas no mundo são capazes de entender agora, no nascimento de um novo milênio, que simplesmente não teriam sido capazes de entender no passado. A mensagem de Jesus, de lá para cá, em nada mudou, mas mudou a sua capacidade de entendê-la, devido à aquisição de uma visão mais ampla do mundo e da mente, por parte das pessoas. Jesus só consegue trazer as pessoas para perto dele usando conceitos que elas consigam compreender. No final, tudo que diz – exceto Deus – é metáfora. Mas há ensinamento e aprendizado a fazer enquanto isso. Já disse antes a você que as pessoas do mundo nunca conseguirão viver em paz até que, cada um, atinja sua própria e individual paz interior. Paz interior e verdadeira força são as metas maiores de Um Curso em Milagres, mas ele tem sua maneira única de conseguir isso dentro de você. O mundo mudará para você em relação a isso, mas não é para isso que o Curso serve. O Curso é para você. O Curso é um presente. Mas ao mesmo tempo é um desafio. Você ouvirá muitas vezes dizerem que o Curso é simples, mas ouvirá poucas vezes dizerem que seja fácil. A mudança que você observará no mundo em relação a você é proveniente do tratamento dado às causas de todas as coisas, em vez de tratar dos efeitos. O que é o mundo senão um efeito? Isso certamente não é o que o mundo acredita – mas esse mundo não é nada que sirva para escrever a respeito. Para as próximas três semanas em que estaremos ausentes, você será guiado em relação ao que você terá de fazer, e você terá de lembrar-se de pedir ajuda ao Divino Espírito Santo, quando encontrar tempo para isso. Seja prático. Você não terá de perguntar a Ele questões simples como se deve ou não tomar uma xícara de café. A não ser que isso represente uma questão que leve você à dúvida. Mas, não tome decisões importantes por sua própria deliberação, a não ser que seja uma emergência e não haja tenha tempo para você pedir ajuda. Nesses casos você será guiado automaticamente se houver necessidade. Na história da caverna, contada por Platão, mesmo sendo grande como ele era, Platão não conseguiu saber de onde vinham as sombras. Isso você ficará sabendo. Platão pensava que a luz vinha do Bem, o que, simbolicamente, era verdade. Mas o que ele também pensava é que essas sombras vistas pelas pessoas pelo olhos do corpo durante todas as suas vidas estavam sendo formadas por idéias perfeitas de cada coisa. Isso não era verdade. Jesus sabia o que realmente estava causando as sombras – e sabia exatamente o que fazer com elas. Isso estaremos compartilhando com você em nossos próximos encontros. Seria útil para você entender que a realidade de Jesus e a do mundo não são a mesma. Ele não está aqui na ilusão. Assim como quando você, pela manhã, acorda de seu sonho, você não está mais no sonho. Você muitas vezes pretende e quer trazer Jesus para seu sonho no mundo. Mas ele tem uma idéia melhor. Ele quer que 26

você desperte para conseguir estar [e ficar para sempre] ao lado dele, completamente fora do sonho. Fora da caverna de Platão. Fora de todos os limites e além de todas as fronteiras. • Exemplificar aqui no mundo o amor de Jesus em você é aprender como remover, com a ajuda do Divino Espírito Santo, as barreiras que você mesmo colocou entre você e Deus. Assim então você se tornará capaz, natural e inevitavelmente, de ser cônscio do que – dentro da verdade verdadeira – você realmente é. • Sua determinação em sempre remover conflitos de sua vida colocou você numa condição, em termos de estado mental, na qual você se tornou pronto para passar para a pista final. • A espiritualidade – considerada como prática de refinamento em arte – é toda sua, basta pedi-la, desde que se mantenha disponível para continuar a aprendê-la. • Os ensinamentos de Jesus, que estaremos compartilhando com você, não são para todas as pessoas – pelo menos não para todos ao mesmo tempo, numa ilusão linear. Mas eles são para você. Você saberá disso por seu próprio reconhecimento. Se você não o reconhecer, então sinta-se livre para nos dizer isso, em algum de nossos próximos encontros, e nós deixaremos de visitá-lo. • Não estamos trazendo ordens de Deus para você. Talvez você não queira crer nisso ainda, mas Deus não demanda coisa alguma de pessoas. A única coisa que queremos fazer é ajudá-lo a retornar para sua realidade com Ele. • A aparente interação entre você e Deus é realmente apenas [e nada mais que] uma interação dentro de sua inconsciente mente separada – entre a parte de sua mente que se esqueceu de sua realidade [mente errada, ilusória] e a outra parte de sua mente [mente certa, verdadeira] onde habita o Divino Espírito Santo. • Ele, o Divino Espírito Santo, nunca abandonou você. Sua Voz, que você aprenderá a ser vigilante por ela, é a sua memória de Deus – a memória de sua casa verdadeira. • Essa Voz representa sua realidade, esquecida há muito tempo. • Agora você vai aprender a escolher algo que você terá tremenda resistência em escolher, como os prisioneiros na caverna de Platão. Você vai aprender a escolher entre o Divino Espírito Santo, Que representa o seu ser real, e a parte de sua mente que representa seu ser falso. Você vai aprender a fazer isso de tal maneira que sua mente inconsciente, há muito tempo aprisionada, consiga finalmente ser libertada. • Isso é literalmente impossível ser feito por sua própria conta. Você é bem-vindo para tentar fazê-lo por conta própria. Mas se você se permitir ser ajudado, então muito tempo conseguirá ser economizado para você nessa tarefa. • Feito isso, então, assim como nós, você estará com o subterrâneo de Jesus. Você poucas vezes pensará nisso dessa forma, mas isso será seu encargo real [seu emprego]. • Por isso, seu encargo, daqui para frente, é aprender, praticar e no final aplicar muito experientemente [como um especialista] a mesma arte de perdão avançado, como Jesus fez. É dessa forma que você será trazido, pelo Divino Espírito Santo, de volta para o Reino de Deus. Daqui até nossa próxima visita, a cada dia, por pelo menos alguns minutos, pense a respeito de Deus e o quanto você O ama. Depois, deixe sua mente se aquietar. Aí você perceberá, caro irmão, que “águas aquietadas correm nas profundezas.

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Capítulo 3 – O Milagre
Milagres caem do Céu como grotas de cura num mundo seco e poeirento, onde criaturas famintas e sedentas vêm para morrer. E-pII.13.5:1

Neste capítulo, o autor descreve como é conduzido a ler mais sobre Um Curso em Milagres, em decorrência dos temas abordados e das citações feitas pelos dois mestres ascencionados que o visitavam e ainda iriam retornar para mais encontros. Afirma o autor: • Eu estava apenas começando a me dar conta de que todo problema e questão conseguia ser decidido dentro do contexto mais amplo da mensagem de perdão do Curso – que claramente não era a mesma idéia de perdão do mundo – então o problema ou questão cessaria de ser importante na mente do estudante. • Isso não significa, necessariamente, que ação não poderia – algumas vezes – se tornar apropriada. • Dando espaço para o Divino Espírito Santo, o estudante consegue atingir um estado mental no qual ele ou ela estaria muito mais disposto(a) a escutar uma orientação confiável referente a que tipo de ação tomar em qualquer situação considerada. O autor inicia a “ouvir” em sua mente a Voz – profundamente dentro de si e toda através dele – dizendo-lhe, com clara autoridade, algo que fazia soar a Fonte além de qualquer questionamento: • “Renuncia ao mundo e aos modos do mundo. Torna isso sem sentido para ti”. Dando sua concordância mental, de novo ouviu a Voz:

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“Mostrarei a ti como fazê-lo”.

O autor registra que tomou-lhe muito tempo entender que a Voz não estava pedindo a ele para sacrificar coisa alguma. Lembrou-se do que Pursah lhe dissera que Jesus não nos pede nunca qualquer sacrifício, nem para abandonar o que quer que seja ao nível físico. As solicitações de Jesus são todas no nível da mente, ou causa, e não no nível do mundo, ou efeito. Retornam os interlocutores, resumo de seus ditos: • ser um professor de Deus, como menciona o Curso, significa que você pratica o perdão [que você já aceitou para si mesmo a Expiação], conforme diz o Curso: “Ensinar é demonstrar.” M-in.2:1 os estudantes serão professores aprendendo o Curso, em vez de quererem ensiná-lo. O Curso não é para ser interpretado, mas ensinado pela demonstração prática de quem já aprendeu a lição; Pursah e Arten, pedem a Gary que leia um trecho do que estudou do Curso: “Aqui estão as leis que regem o mundo que fizeste. E, no entanto, nada governam e não é preciso quebrá-las, mas simplesmente olhar para elas e ir adiante. A primeira lei caótica é que a verdade é diferente para cada um. Como todos esses princípios, esse mantém que cada um é separado e tem um conjunto diferente de pensamentos que o põe à margem dos outros. Esse princípio se desenvolve a partir da crença de que existe uma hierarquia de ilusões, alguma sendo mais valiosas e, portanto, verdadeiras”. (T-23.II.1:6-2:3) Pursah: • Todas as pessoas estão tentando encontrar e expressar sua verdade. Sua tão alegada verdade é focada na contingência de mantê-las atadas aonde se encontram. • O que Jesus ensina no Curso é que a verdade não é diferente para cada um. Ela não é relativa. Ele está dizendo que a verdade é a verdade, quer você a compreenda ou concorde com ela ou não. • A verdade não está sujeita à sua interpretação e nem tão pouco seu Curso. Ele é o Professor e você o aluno. • Se esse não for o caso, por que então estudar o Curso? Faça qualquer outra coisa que queira, então. Deixe sua mente ensandecer. Embebede-se. Gary: • Então, quando você diz, em seu evangelho: ”Aquele que encontra a interpretação destes ditos não provará da morte”, significa que eles só têm uma [única] interpretação? Pursah: • Está correto. Lembre-se que o Curso é avançado como se apresenta porque Jesus levou sete anos do tempo de uma mulher, com ela acompanhando ao longo do que fosse, para que ele conseguisse dizer a você exatamente o que ele quer dizer a você. • •

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O Curso não é a Bíblia. As partes do Curso que expressam não-dualidade [unicidade] devem ser tomadas literalmente, mas as suas partes que expressam dualidade são metáforas. Não são contradições, como aparentemente possam parecer. Mas, afinal, é preciso entender, tudo é metáfora, exceto Deus. O Curso versa sobre a cura de sua culpa inconsciente pelo Divino Espírito Santo e o seu retorno ao Céu pela dinâmica do perdão, cuja falta submete o tremendo poder de habilidade de sua mente de escolher. Como Jesus diz no Curso: “Este é um curso de treinamento da mente”. (T-1.VII.4:1) e acrescenta: “Uma mente sem treino nada consegue”. (E-pI.in.1:3)

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Muitos mestres dizem usar o poder do universo. Nós estamos só interessados no poder de Deus. Perguntam sempre quanto tempo se leva para se tornar um mestre, mas ninguém gosta da resposta, à primeira vista. A resposta é: acontece quando acontecer. Mesmo assim mas, antes disso, o instante acontece, quando você estiver tão feliz que a indagação não importe mais. De qualquer forma, como o Divino Espírito Santo é seu Professor Interior, você deveria sempre esperar que é sempre um estudante, enquanto parecer estar num corpo. Esse é um caminho espiritual que ocupa toda a existência [existência é o transcurso da permanência na ilusão do corpo e no mundo; vida é a eterna] para pessoas que estejam seriamente empenhadas no desejo de se libertar do mundo material e irem de volta ao seu lar verdadeiro [junto a Deus, de onde nunca saiu, em verdade].

Gary: • Se eu não quiser ter apenas um caminho de existência espiritual agora? E se eu quiser ainda me entreter com outras coisas aqui, por enquanto? Arten: • Você consegue permanecer na “fila do bufê” tanto tempo quanto queira. Obviamente, sua mente não vai conseguir ser treinada sem alguma disponibilidade de sua parte. Isso depende de você. Mas lembre-se que você sempre quis saber como seria aprender com Jesus. Aqui está a sua oportunidade. Segue-se uma explanação sobre Um Curso em Milagres e sua importância no mundo como ensino e treinamento da mente de cada um quanto à verdade que o Curso traz. São feitas referências às pessoas que tomaram a seu cargo o registro do ditado, a preparação do texto ditado para impressão gráfica, a edição propriamente dita em forma de livro em inglês – como foi ditado – as traduções em outros idiomas, o ensino e a divulgação do Curso. Destaca que os que hoje estão à testa da publicação e das traduções do Curso mantêm um compromisso a si mesmos e entre eles de autenticidade e correspondência estrita com o texto original ditado, em seu espírito, conteúdo e significado que, mesmo em palavras humanas, expresse a integridade da mensagem autêntica de Jesus, conforme a intenção de seu ditado. E afirmam, de forma categórica: • Dentro de cem anos, uma percentagem significativa da população do mundo, aceitará que o Curso é realmente Jesus falando a Palavra de Deus. Com as

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traduções que foram e estão sendo feitas, o Curso de Jesus está de fato se espalhando mais depressa do que conseguiu ser disseminado o cristianismo. Não obstante, o mundo [do ego] tenta fazer com o Curso o mesmo que fez com a mensagem de Jesus, há dois mil anos, em seu usual encargo de obliterar a verdade incorporando partes dele às suas ilusões e na busca de ocultar a real mensagem do Divino Espírito Santo. Para isso não acontecer, não deixe fora do aprendizado do Curso as partes que você não goste no Curso. Se você resistir a elas ou não quiser aceitá-las, depôs de ouvilas, fica isso sendo decisão sua, mas ao menos não há como você afirmar que não lhe disseram. Você teve uma surpresa, outro dia, da parte de Jesus.

Gary: • Isso foi extraordinário! Minha experiência foi de que era realmente ele. Pursah: • Sim; foi a Voz de Jesus, a Voz por Deus, a Voz do Divino Espírito Santo. E, como você vai experienciar finalmente, foi também o símbolo do que você realmente é. Enfim, no entanto, como o Curso explica a respeito do Divino Espírito Santo: “Ele é a Voz por Deus, e por isso tomou forma. Essa forma não é a Sua realidade, que só Deus conhece junto com o Cristo, Seu verdadeiro Filho, Que é parte Dele”. (ET-6.1:4-5) • • Assim a Voz é um símbolo do Divino Espírito Santo, que está sempre com e em você. O Divino Espírito Santo não é masculino nem feminino. Nem o Cristo. Jesus está usando linguagem bíblica metafórica no Curso para corrigir o cristianismo. O Filho de Deus, ou Cristo, não é um homem ou uma mulher. Ele é a sua realidade. E você não é uma pessoa – você apenas experiencia que seja uma. É ao nível de sua experiência que seu treinamento tem de ocorrer mas você será conduzido além de sua presente experiência. Quando o Curso fala de você e seu irmão está mencionando a aparente parte fragmentada ou separada do Filho pródigo coletivo, que é simbolizada pelas falsas imagens que você presentemente vê. A Voz consegue falar com você de muitas maneiras, e você poderá não ouvi-la da mesma forma que ouviu a outra manhã. De fato, não será necessário às pessoas ouvir a Voz da maneira que Helen a ouviu, e a maioria nunca a ouvirá. Helen tinha um dom que havia sido desenvolvido durante vidas passadas, que Jesus foi capaz de usar, com a permissão dela. Mas o Divino Espírito Santo trabalha com as pessoas de muitas maneiras diferentes. Ele consegue falar com você, dando a você os pensamentos Dele. Esses pensamentos conseguem vir meramente à sua mente. Muitas vezes você até pode nem se dar conta de que foram dados a você mas, algumas vezes, você consegue notar que eles parecem ter vindo a você de algum outro lugar, mesmo que não haja, realmente, nenhum outro lugar.

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A Voz é também a voz de Buda e de todos os mestres ascencionados que finalmente completaram sua parte junto com Jesus. Jesus e Buda não competem entre si. Essas fantasias são para as religiões, não para eles. Sua Voz também consegue se comunicar com você nos sonhos que você tem na cama à noite, não que esses sonhos sejam de alguma forma diferentes das projeções que você tem no sonho do dia-a-dia. Relacionar-se com você no seu sonho adormecido é uma das formas preferidas do Divino Espírito Santo se comunicar com as pessoas. Outras vezes a Voz do Divino Espírito Santo consegue chegar a você pela idéia de outra pessoa que soe bem a você. Na mensagem de Jesus para você na outra manhã, ficou destacado para você a palavra insignificante. É sobre a insignificância [falta de valor] que o Manual para Professores fala: “Parece que coisas estejam sendo tiradas de você, e raramente é entendido inicialmente isso que sua falta de valor está meramente sendo reconhecida”. (M-4.I.A.3:3)

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Todas as pessoas querem encontrar um significado, um valor, naquilo que fazem porém estão procurando isso no lugar errado: no mundo. As pessoas sentem um profundo vazio em alguma parte de sua vida e então procuram preencher esse “buraco” com alguma realização ou relacionamento no nível da forma [do corpo, da matéria, dos acontecimentos, do mundo]. Tudo isso é transitório. É preciso entender, como explica Jesus, que: “Um sentido de separação de Deus é a única carência [falta] que você precisa corrigir”. (T-1.VI.2:1)

O Jesus do Curso não é o mesmo da versão de Jesus do cristianismo e os dois sistemas de pensamento não são compatíveis. Para o cristianismo, a imagem sofredora de Jesus o corpo é extra especial. Ele é diferente de você, no sentido de que ele sozinho [e apenas ele] é o Filho unigênito de Deus. Mas o Jesus do Curso informa a você que por causa dele e você serem um, você também é o Filho unigênito de Deus – em nada diferente dele – e mais ainda, você consegue no final, sem dúvida, experienciar isso. “Nada há a meu respeito que você não consiga alcançar. Eu nada tenho que não tenha vindo de Deus. A diferença entre nós agora é que eu nada mais tenho comigo além disso”. (T-1.II.3:10-12)

Gary: • Arten: • A salvação real está na mente. As religiões hoje no mundo são mais fenômenos de reunião social, influentes como todo grupo social é. Porém as mudanças que o Curso ensina e tem como significativas são na mente e só na mente. Se os dois sistemas de pensamento não são compatíveis, então como conseguem os cristãos fazerem o Curso?

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Nada há inerentemente santo a respeito de um lugar físico ou de algum objeto. Eles são meramente símbolos. Portanto é possível freqüentar uma agremiação religiosa, como normalmente se faz na vida, no nível externo, e estudar e praticar o Curso no nível da mente. • O Curso nada tem de nenhuma forma com o mundo físico. O Curso trata de como você escolhe olhar, interpretar, o mundo [como ego ou com Jesus ou o Divino Espírito Santo]. Pursah: • A ênfase no sofrimento não é exclusividade nem privilégio dos cristãos. Há pessoas felizes assim como sofredoras em todas as religiões. Isso está edificado no sistema d pensamento inconsciente. É por isso que cristãos querem – e precisam – crer que Jesus sofreu e morreu por seus pecados. • O Curso é um processo mental, não físico. No final você mais entender que tudo é só um processo mental, nunca físico. • Há dois mil anos foi impossível preservar a verdade das palavras de Jesus e manter sua mensagem intacta mas, agora com seu Curso, isso se torna possível, desde que seja atirado fora o que aprendemos errado com o mundo e, com a verdadeira percepção, se tome sua mensagem na interpretação correta, o que é possível pois é só uma. Gary: • Então há dois mil anos atrás as pessoas começaram acrescentando suas próprias coisas às palavras de Jesus, mudando sua mensagem para que ela se conformasse com suas próprias crenças e, então, antes que fosse entendido não havia mais como dizer com segurança que palavras eram realmente dele e quais não eram? Arten: • Exatamente. Você quer que isso aconteça outra vez? O que evitará que isso ocorra é a própria natureza do Curso. Um Curso em Milagres não é uma religião. Enquanto o Curso se mantenha uno numa única peça e a integridade da mensagem seja preservada ao máximo possível, então sua característica de auto-estudo sempre será vencedora a longo prazo. • O Curso está, efetivamente, adiante de seu tempo. O que importa agora é que você o faça. Gary: • É verdade que, quando a igreja foi estabelecida, então unicamente ao clero foi permitido ler as escrituras, e ao povo foi autorizado só ouvir o que a igreja lhe dizia? Arten: • Isso é verdade. Muitos não sabiam ler, é fato. É preciso também lembrar que a imprensa só surgiu cerca de 1450. A igreja controlava estritamente a informação, o que incluía as escrituras. Se o público só sabe o que lhe é contado, isso lhes torna difícil alcançar outra conclusão senão o que os poderes sobre eles querem que saibam. • A partir de 1700 começa a haver uma quantidade de pessoas suficientemente capaz de ler e aparecer literatura disponível para causar diferença na sociedade. • Hoje as pessoas conseguem ler e pensar por conta própria e a informação é muito mais disponível 33

Você pode indagar porque Jesus levou tanto tempo para dar seu Curso. Mas é que só agora há uma quantidade suficiente de pessoas prontas para recebê-lo.

Gary: • Vocês sabem, pois sabem tudo o que se passa comigo, tenho tido uns lampejos de luz. Essas experiências luminosas estão associadas com o Curso? Arten: • Sim. Mesmo que tenham se iniciado há um ano atrás, são resultantes de uma decisão tomada por você no nível da mente, que levou você a decidir-se a estudar o Curso. Na Lição 15 do Livro de Exercícios Jesus menciona esse tipo de manifestação: “À medida que avançamos, podes ter muitos “episódios de luz”. Eles conseguem tomar muitas formas diferentes, algumas das quais bastante inesperadas. Não tenhas medo. São sinais de que estás, enfim, abrindo teus olhos. Eles não persistirão pois, meramente, simbolizam a percepção verdadeira e não estão relacionados com o conhecimento”. (E-pI.15.3:1-5) Gary: • O budismo é uma modificação do pensamento tentando modificar o físico em vez do mental? Arten: • O budismo é um passo na direção certa porque não se afasta da mente tanto quanto faz o cristianismo. Ao budismo falta Deus quase completamente, dependendo do professor individual ou intérprete de cada um. O sistema de pensamento que Jesus ensina que, quando o feito com ele ou o Divino Espírito Santo, treina você a ter a percepção verdadeira. Isso ajudará o Divino Espírito Santo a curar você e a levá-lo ao que você realmente é. • Isso nos leva ao entendimento do milagre de Um Curso em Milagres – uma mudança de percepção segundo a forma de pensar do Divino Espírito Santo e não apenas uma modificação de seus próprios pensamentos, formas ou circunstâncias. • O Curso afirma que o milagre consegue fazer você progredir mito mais depressa e mais depressa ao longo de seu caminho espiritual do que teria sido possível de outra forma. O Curso afirma: “O milagre é o único instrumento instantaneamente à tua disposição para controlar o tempo”. (T-1.I.48:1) e, acrescenta: “O milagre substitui o aprendizado que poderia tomar milhares de anos”. (T-1.III.6:7 • O que Jesus ensina aqui é a verdade baseada nas leis da mente e nas leis de Deus. • Para que você aprenda a economizar tempo é útil que você veja o Curso como um sistema de pensamento original em vez de considerá-lo uma continuação do cristianismo, o que ele não é. • Por favor, não o chame de Terceiro Testamento. Ele não é. Ele é o Curso. Nele você tem Jesus sem a religião. Ele lhe contará muitas coisas que não conseguem ser conciliadas com a Bíblia. Não desperdice seu tempo tentando reconciliá-los.

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A Bíblia inicia por lhe dizer “No começo Deus criou os céus e a terra”. Ele não fez isso. Se você está disposto a entender o que Jesus lhe está dizendo, então não há como fazer acordo com estas palavras do Curso: “O mundo que vês é uma ilusão de mundo. Deus não o criou, pois o que Ele cria tem de ser eterno como Ele Próprio. No entanto não há nada no mundo que vejas que vá resistir para sempre”. (ET-4;1:1-3)

Gary: • E que dizer da energia? Não é verdade que a energia não consegue ser destruída, só mudada? Arten: • A energia, aparentemente, não consegue ser destruída, no nível da forma, porque ela não é realmente energia. Ela é pensamento. Ou mais corretamente, ela é um pensamento equivocado, que será, no final, mudada para eterna. Enquanto isso, há um critério muito simples que o Curso dá a você para distinguir entre o real e o irreal: “O que quer que seja verdadeiro é eterno e não muda nem consegue ser mudado. O espírito é, portanto, inalterável porque já é perfeito, mas a mente consegue eleger o que ela escolhe servir. O único limite imposto à sua escolha é que ela não consegue servir a dois senhores”. (T-1.V.5:1-3) • Então o fato da energia conseguir ser mudada é que, por sua própria natureza, ela é inverídica. Energia é coisa nenhuma. É um desperdício de tempo, é um truque , mais um instrumento para construir sua casa sobre a areia em vez de sobre a rocha • O que é importante a respeito de energia não é que ela consegue ser mudada mas, p importante é que a mente que a fez consegue ser mudada Gary: • As pessoas têm de crer que o Curso é realmente Jesus e ter um relacionamento pessoal com ele para que o Curso funcione? Pursah: • Não. É possível alcançar benefícios do Curso e não crer que seja Jesus que esteja falando. Como já dissemos, você consegue fazer o Curso só com o Divino Espírito Santo. O você conseguiria fazê-lo como uma pessoa secular, leiga, buscando aprender a respeito de espiritualidade. Você poderia usar as palavras mente de Buda em lugar de mente de Cristo ou empregar ou o que fosse de sua preferência. As feministas, de fato, substituem Ele por Ela. • Essas substituições só evidenciam estarem essas pessoas atribuindo grande importância aos símbolos e o fato de os tornarem reais para elas. • A princípio as pessoas crêem que Jesus as está ajudando no nível do mundo, mas o Curso ensinará a elas como ultrapassar isso. • Finalmente, cada um aprenderá o que você vai aprender: A Voz por Deus é a sua própria voz real, porque você é o Cristo. • Não há, na realidade, nenhuma diferença entre o Pai, o Filho e o Divino Espírito Santo – no entanto, você não vive na realidade! • Você vive aqui. Ou, pelo menos, essa é a sua experiência. Até que sua mente seja curada pelo Divino Espírito Santo, você vai ainda precisar da ajuda que os símbolos do Curso conseguem dar a você.

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No Curso, as idéias são introduzidas, deixadas de lado, e depois ensinadas outra vez, mais adiante, com mais detalhe. O sistema de pensamento do Curso é edificado sobre si mesmo, com a finalidade de que o aprendas. O aprendizado do Curso tem de ser visto como um processo e não como um evento. As três partes do Curso – Texto, Caderno de Exercícios e Manual de Professores – terão seu aprendizado mais facilitado se forem estudadas em conjunto, concomitantemente [como quem levanta a estrutura de uma edificação, apoiada em suas fundações, elevando-se por seus pilares, vigas e lajes, andar por andar].

Gary: • Terei de buscar um grupo para estudar o Curso? Pursah: • Não [obrigatoriamente]. Você poderá ir, se assim escolher. Os grupos de estudo não são mencionados, de forma alguma, no Curso. Primariamente, como ir à igreja, deveriam ser vistos como um fenômeno social. • Os grupos nem sempre se constituem na forma mais eficiente de veicular as explicações e informações para estudantes no estudo do Curso. • Se as reuniões e estudos do grupo forem entregues ao Divino Espírito Santo e usadas para o perdão, então podemos ficar certos que Ele ficará feliz de participar dela com vocês. • Reduzindo a importância e a relevância do entendimento da significação do Curso, pessoas, que afirmam estudá-lo, passam a pinçar citações do Curso – do Texto ou dos Exercícios – fora do contexto, com base num entendimento simplista de que se o ensinamento é metafísico, que afirma que tudo é sem significado, por isso o próprio Curso se torna sem significado. • Enfatizamos que o Curso, certamente, tem significado no nível em que você se encontra, sendo importante para você entendê-lo nesse nível, ou então ele será inútil para você. • Essa redução da importância do Curso é mais intensa por parte daqueles que sentem dificuldade ou se recusam a atender o que o Curso pretende: a reinterpretação do mundo e daquilo que você chama vida, o abandono do significado que você dá ao mundo e a mudança para o significado que o Divino Espírito Santo dá ao mundo. • Isso fica sendo absolutamente necessário para que o Divino Espírito Santo consiga ajudá-lo gentilmente despertar de seu sonho. Na Introdução ao Caderno de Exercícios está explícita essa necessidade: “Um fundamento teórico como o Texto provê é necessário como uma estrutura para tornar as lições deste caderno de exercícios significativas”. (E-pI.in.1:1) e, ainda, “A você é meramente pedido para aplicar as idéias como lhe é ditado. Não lhe é pedido para julgá-las, de forma alguma. É pedido a você apenas para usá-las. É o seu uso que lhes dará significado a você e lhe mostrará que elas são verdadeiras”. (E-pI.in.8:3-6) • Quando Jesus disse a você que tornasse o mundo sem significado para você, ele estava falando a respeito de desistir do valor que você mesmo deu a ele e de, em vez disso, aceitar o significado que o Divino Espírito Santo deu a ele. Veja-se o que está dito no início do Capítulo 24: 36

“Aprender este curso requer disponibilidade para questionar todo valor que você mantém”. (T-24.in.2:1) Gary fazendo graça: • Seguramente ele não quer dizer torta de maçã, família e maternidade? Arten: • Vamos ver. Pursah mencionou anteriormente que o sistema de pensamento de Jesus é holográfico. Tendo entendido do que se trata, daí você o enxergará por toda parte no Curso. Leia a Introdução, não o Prefácio, que explico depois: “Este é um curso em milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa, apenas, que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objetiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é a tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não tem opostos. Este curso, portanto, pode ser resumido simplesmente dessa forma: Nada real consegue ser ameaçado. Nada irreal existe. Nisso repousa a paz de Deus”. • O Curso é requerido [obrigatório] porque ele expressa a verdade. • Isso não significa que seja o único meio pelo qual a pessoa consiga encontrar a verdade. • A verdade é uma conscientização – não um livro. • Mas você não consegue encontrar essa conscientização por conta própria, sozinho. Consegue uma mente enferma curar-se a si mesma? No nível do mundo a resposta é não. Você precisa de ajuda. Você precisa do milagre. • O tempo que você vai precisar para aprender e aplicar o que o Curso ensina depende de você. Você pode atrasar isso o quanto quiser. O currículo já foi estabelecido.Tudo já está dito na própria Introdução ao Curso, citado atrás: 1. Você pode eleger o que vai querer aprender num tempo definido, mas, finalmente, se dará conta de que só há duas coisas a escolher, em lugar das miríades de escolhas que você acredita que estejam agora abertas para você. 2. O Curso não reivindica ser superior a nenhum outro caminho espiritual e, mesmo assim, não faz qualquer segredo a respeito do fato de que, afinal, acima de tudo, é absolutamente necessário a você aprendê-lo. 3. O significado do amor não consegue ser ensinado ou aprendido. 4. O seu encargo é aprender como remover, junto com o Divino Espírito Santo, os obstáculos à consciência da herança que você aparentemente atirou fora. 5. O oposto a Deus e Seu Reino é algo que não é Deus nem o Seu Reino, mas o que tudo abrange – Deus – não consegue ter um opositor. 6. No Curso, Amor e medo representam dois sistemas de pensamento completos e mutuamente excludentes. Eles requerem ser entendidos, para saber o que realmente são, para você estar seguro entre o que você escolhe. O amor no mundo nada

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tem a ver com o Amor de que fala o Curso, que é o Amor inspirado pelo Divino Espírito Santo. • Seu inconsciente sistema de crenças consegue ser mantido onde está [funcionando e interferindo em sua vida] por você não olhar para ele. Vai ser preciso que você entenda que o sistema de pensamento [da crença] de medo, que você negou e projetou para fora, tem de ser examinado atentamente a forma pela qual ele interfere em sua vida, se for para você se ver livre dele [ou, pelo contrário, conservá-lo, estimulá-lo para capitalizar, em seu benefício, os efeitos positivos, construtivos dele]. • Você não pode falhar em trazer para o grupo a informação de que a solução aos problemas do mundo e seus relacionamentos nunca serão encontrados no mundo, no nível das interações entre corpos individuais. • Real é o espírito eterno e inalterável que habita em você, ao qual o sistema de pensamento de amor [de Deus] do Curso conduz você. • Irreal é tudo mais [que nada tem a ver com Deus] e isso é produzido pelo sistema de pensamento de medo [ausência de amor, ausência, distanciamento, separação de Deus em sua consciência mental]. • A paz de Deus é a meta do Curso, porque ela precisa [irrevogavelmente] ser atingida para ser conseguida a consciência da sua realidade no Reino. Gary: • Então tudo isso é feito num nível além do corpo e do mundo, e o tema recorrente de vocês é que a atitude de Jesus em relação ao corpo, há dois mil anos atrás, era de que o corpo era totalmente insignificante em relação à realidade dele. • Além disso, parece que vocês estão dizendo que a ressurreição é algo que se passa em nossa mente, mesmo que você aparentemente ainda pareça estar em seu corpo e que em verdade nada tem a ver com o corpo de forma alguma. • As idéias de ressurreição e de imortalidade físicas não são apenas fantasias, mas totalmente desnecessárias. Arten: • Muito bem! Eu sabia que havia esperança para você. Realidade e amor são naturais e abstratas, corpos e medo são não naturais e específicos. Como ensina o Curso: “Abstração completa é a condição natural da mente”. (E-pI.161;2:1) • Isso discutiremos em nosso próximo encontro, quando falaremos como você passou a pensar que fosse um corpo – e de onde o universo veio. Gary: • O Curso está dizendo que o corpo é ilusório e está baseado num sistema de pensamento que em verdade é a antítese de Deus, como se fosse possível conseguir que haja uma antítese de Deus. O cristianismo serviu para perpetuar um sistema de pensamento que resulta em um estado de aparente existência de corpos separados, pela elevação do corpo de Jesus a uma condição de extremo especialismo – dessa forma atendendo à necessidade de pessoas validarem suas próprias experiências de imparidade e individualidade. Começo a entender, então, porque você diz que o Curso e o cristianismo não se coadunam. Arten: • Perfeito. O Jesus da Bíblia é um objeto no sonho de corpos do mundo, mas o Jesus real é absolutamente livre. 38

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Essa idéia é a que ele quer para você. De muitas formas, você tem de continuar aprendendo como ultrapassar o pensamento da religião. Por exemplo, ao longo da Bíblia, a tradição judaico-cristã retrata Deus reagindo diretamente ao pecado como se isso fosse um fato. No caso do cristianismo, Ele supostamente oferece Jesus para sofrer e morrer por alegados pecados das pessoas num ato de expiação sacrificatória. Algumas igrejas colocam tal importância nisso que simbolicamente canibalizam o corpo de Jesus no sacramento da Eucaristia e variações desse ritual. Elas crêem que Deus sacrificou seu Filho na carne para expiar os chamados pecados da carne. Mas Deus não reagiria a eventos num sonho assim como você não reagiria a eventos de um mau sonho que sua mulher estivesse tendo na cama a seu lado. Primeiro, você nem é capaz de enxergar os eventos porque eles não estão nem acontecendo em realidade. Segundo, mesmo que você fosse capaz de enxergá-los ainda não haveria necessidade de você reagir a eles porque, sendo irreais, inverídicos, eles não conseguiriam afetá-lo, de forma alguma. Assim como você despertaria sua mulher devagar e com gentileza, o Divino Espírito Santo irá despertar você da mesma maneira. Ele não é um Deus separado reagindo a seu sonho, mas a Voz por Deus que continua com você, inseparável, em sua viagem ilusória nesse país longínquo. Uma maneira pela qual o Divino Espírito Santo vai despertar você é a de ensiná-lo que o que você pensa que esteja acontecendo não está acontecendo. A Realidade é invisível e qualquer coisa que consiga ser percebida ou observada de alguma forma, até mesmo mensurada cientificamente, é uma ilusão – exatamente o oposto que o mundo pensa [e acredita]. O Curso, perfeitamente prático de muitas maneiras, ensina a você como usar seu sistema de pensamento de perdão, para lidar com o que seus olhos do corpo estejam mostrando a você. Isso você consegue fazer de tal forma que torna possível a você atuar em sociedade [com sutileza]. Uma tarefa em relação a uma ilusão não se torna inerentemente mais santa que em qualquer outra tarefa. Assim, enquanto você estiver aprendendo que o que uma vez você pensou que fosse um pecado, ataque, culpa e separação são realmente algo mais, você consegue ainda viver uma existência terrena normal e ser despertada devagar e com gentileza de seu sonho.

Gary: • Do que você disse e do que li no Curso, Jesus nele afirma que, mesmo aparentando ser um terrível ataque a ele, a crucificação nada foi em realidade para ele, porque ele já estava tão totalmente identificado com a invulnerabilidade que lhe conferia o Amor de Deus, que ele sabia o que realmente ele era, em lugar de ilusões como o corpo. • O fato da crucificação e do suposto sofrimento causado por outros a Jesus na cruz são idéias centrais [fundamentais] para o cristianismo é justamente uma indicação do quanto essa mensagem foi equivocadamente entendida e [terrivelmente] distorcida. Arten:

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Sim. Não espere atingir o mesmo resultado no nível de ausência de sofrimento como Jesus, em seu primeiro ano de aprendizado do Curso. Só se chega a esse estágio ideal após muita experiência. Esse tempo final e certamente chegará, no qual você nunca sofrerá mais. • Esse é um dos lucros definitivos deste caminho espiritual. Mesmo enquando você continue aparentemente a usar seu corpo, será possível a você atingir invulnerabilidade psicológica. Como diz o Curso: “A mente sem culpa não consegue sofrer”. (T-5.V.5:1) Mas é preciso excluir a ilusão do tempo para você aprender suas lições de perdão e atingir seu objetivo. Gary: • Isso pode ser, mas eu quero chegar lá mais cedo em vez de mais tarde. Pursah: • Todas as pessoas querem isso, e vamos ajudar você agora mesmo passando a você uma idéia importante. Dissemos a você na última entrevista que quando voltássemos diríamos a você o que sabedoria realmente é. • O mundo crê que sabedoria seja fazer um bom julgamento e ter razão. Isso não é verdade. Tudo que ter razão faz é manter você atado aqui [no mundo] para sempre. Vou recitar para você o que Jesus diz no Curso a respeito de sabedoria e sua relação com a inocência. Aliás, isso é também o que realmente significa ser puro de coração. “Inocência não é um atributo parcial. Não é real enquanto não se torne total. Os parcialmente inocentes estão aptos a ser bastante tolos às vezes. Enquanto a sua inocência não vem a ser um ponto de vista com aplicação universal não vem a ser sabedoria. Percepção inocente ou verdadeira significa que nunca interpretas errado e sempre vês com verdade”. (T-3.II.2:1-5) Gary: • Você está dizendo que eu vou ter de ver todas as pessoas como sendo totalmente inocentes, não importa o que? Pursah: • Correto. Mais uma vez, não espere que isso aconteça a você de imediato. Gary: • Eu não sei, não. Como consegue alguém como Hitler ser inocente? Pursah: • A razão pela qual eles são inocentes nada tem a ver com o nível da forma. Hitler e todos os demais no mundo, incluindo você, são igualmente inocentes porque o que você está vendo não se trata da verdade. Esse é o seu sonho. Como diz o Curso, o sonho não está sendo sonhado por outra pessoa, senão você. • Você não tem de aceitar a idéia de que todas as pessoas sejam completamente inocentes, ou qualquer outra idéia do Curso, imediatamente. Mas você verá, à medida que você siga adiante no Curso, que o perdão vem a ser incomensuravelmente bom para você, não apenas as imagens que você esteja perdoando. • O termo ego empregado por Jesus no Curso designa o sistema de pensamento [de crenças] de medo e separação de Deus, que não deve ser confundido com o idêntico 40

termo ego usado na psicologia tradicional. Você deve se lembrar sempre que o ego é apenas um pensamento [uma crença] – e pensamentos [crenças] conseguem ser trocadas [mudadas]. Gary: • O perdão do qual vocês falam me soa como uma forma de negação. Pursah: • No fim de nossas conversas com você, quando você for capaz de avaliar o verdadeiro perdão, você se dará conta de que o sistema de pensamento de amor e o sistema de pensamento de medo ambos são formas de negação. O ensinamento do Divino Espírito Santo, um deles, conduz ao Céu por descobrir e reverter a negação da verdade pelo ego.[o outro sistema nega a verdade de Deus] como o Curso fala a respeito da paz que resulta do ensinamento do Divino Espírito Santo: “Nega que qualquer coisa que não venha de Deus tenha a capacidade de afetar-te. Esse é o uso apropriado da negação”. (T-2.II.1:11-12) • Para o perdão que conduz à paz, o Curso diz: “O perdão é, então, uma ilusão, mas, devido ao seu propósito, que é o do Divino Espírito Santo, há uma diferença. Ao contrário de todas as outras ilusões, conduz para longe do erro e não em direção a ele”. (ET3.1:3-4) Gary: • Enquanto estou negando a capacidade do que for que não seja de Deus de afetarme, isso significa que tenho de deixar as pessoas me atacarem fisicamente e não me defender, ou não ir a um médico se estou me sentindo doente?

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Pursah: • Absolutamente não! Levar uma vida normal [no mundo], como dissemos antes, é nunca permitir a si mesmo ser machucado fisicamente ou buscar o perigo ou o sofrimento para, apenas, provar sua posição. A crucificação foi uma lição extrema. Não é necessário você, obrigatoriamente, passar por ela para aprender a lição que ela veio ensinar. • Na maioria das situações faça o que faria usual e normalmente, mas nunca faça qualquer coisa sozinho. Peça ajuda sempre. Assim, você usará todo o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, que Jesus consegue enunciar – porque ele foi o primeiro que, no sonho, completou sua parte nele perfeitamente – para conseguir movê-lo. • Jesus ensina o verdadeiro perdão em seu Curso e nós lhe mostraremos como usá-lo em situações específicas para que você consiga aplicá-lo você mesmo em qualquer situação. • Lembre-se que não há substituto para estudar e praticar o Curso. Nós somos auxílios no aprendizado. Nós não estamos fazendo coisas por nossa conta e você não deveria fazê-las por sua conta, sozinho. É como um dito antigo: se você sempre faz o que você sempre fez então sempre receberá o que sempre recebeu. Já é tempo de você sair da ciranda infeliz. Gary: • O milagre ao que o Curso se refere nada tem a ver com o nível físico. Ele é uma mudança de percepção que ocorre na mente [e unicamente na mente]. Pursah: • Sim. Muito bom. Então você está lidando com a causa. Como diz o Curso: “Este é um curso em causa e não em efeito”. (T-21.VII.7:8) e, ainda, “Portanto, não busca mudar o mundo, mas escolhe mudar tua mente a respeito do mundo”. (T-21.in.1:7) Gary: • A maioria dos julgamentos das pessoas do mundo não as deixam realmente felizes. Pursah: • Isso é um fato verdadeiro. É como nos pergunta o Curso: “Preferes ter razão ou ser feliz?” (T-29.VII.1:9) Gary: • A maioria de nós diria que prefere ser feliz, mas agimos como se quiséssemos ter razão. Pursah: • Sim. Parte da decepção do ego é quando as pessoas julgam as outras e crêem estarem com a razão, algumas vezes se sentem bem temporariamente por terem conseguido projetar parte de sua culpa inconsciente sobre o outro. Alguns dias depois, sua culpa inconsciente retorna e eles têm um acidente de carro, ou se machucam em qualquer um dos milhares de meios mais sutis. • Essa é uma forma linear ilusória como exemplo. A coisa toda é realmente estabelecida antes do tempo, do que falaremos mais tarde, mas não deixa de ser um exemplo de uma das maneiras que as coisas jogam por aí.

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Gary: • As pessoas pensam que ganharam, mas daí seu carma passa por cima de seu dogma. Pursah: • Lembre-se, carma é apenas um efeito. Nós iremos estar mudando a causa de tudo mudando a mente. • O efeito ao nível do físico não é algo com que se ocupar, porque não é real. • As coisas reais com que você deveria se ocupar são paz interior e retorno ao Céu. • Quanto aos benefícios temporais, falaremos sobre isso quando o assunto for a abundância que vem pela oração verdadeira. Arten: • O julgamento que o Curso nos pede para não fazer a respeito de seu irmão é o julgamento condenatório. O julgamento que fazemos a toda hora, que não condena, até mesmo para cruzar uma rua, não é o que o Curso pede que você abandone. Sem ele não nem como descer da cama pela manhã. Uma coisa que o Curso nada tem contra é o senso comum. Gary: • Para muitos o senso comum é um desafio. Arten: • Julgue idéias, não pessoas. Daí, aceite idéia verdadeiras, que contenham verdade. Quanto aos desafios, já lhe dissemos antes que desafiaremos você. O tempo virá quando os desafios acabarão. Sobre desafio, o Manual assim se refere: “Não há desafio para um professor de Deus. Desafio implica dúvida, e a confiança em que repousam seguros os professores de Deus torna a dúvida impossível”. (M-4.II.2:5-6) • Mas você, irmão, ainda não chegou lá. Já é tempo de tratar do restauro de sua mente de volta à sua condição natural. • As diferenças que você pode achar que destacamos é para enfatizar que na análise final só há, realmente, dois sistemas de pensamento, e o Divino Espírito Santo ensina você contrastando-os. “O milagre compara o que fizeste com a criação, aceitando o que esteja de acordo com ela como verdadeiro, e rejeitando o que esteja em desacordo com ela como falso”. (T-1.I.50:1) Pursah: • Sempre haverá algum desacordo entre seguidores de espiritualidades e isso inclui estudantes do Curso. • Isso é o que o mundo faz, sempre: divide-se, como uma célula sob o microscópio, produzindo, aparentemente, mentes separadas – ou o que o mundo se refere como almas. • Não se preocupe com isso ou resista a isso. O seu encargo é ir à fonte da questão – a mente e não o mundo – e mudar sua mente através do perdão. • Jesus não espera que seu Curso viva sem controvérsias, quer seja na comunidade do Curso ou fora dela. O que ele considera a esse respeito está dito :

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“Todos os termos são potencialmente controvertidos, e aqueles que buscam controvérsia a encontrarão. Mas aqueles que buscam explicação a encontrarão também. Eles devem, no entanto, estar dispostos a sobrepujar a controvérsia, reconhecendo que é uma defesa contra a verdade na forma de uma manobra de retardamento”. (ET-in.2:1-3) No mundo surge uma área de controvérsia em relação à culpa inconsciente associada com o pecado – e de que pecado seja uma idéia falsa. Você não deveria torna isso psicologicamente real por intermédio da condenação.

Arten: • Até nosso retorno, peço a você para considerar que os caminhos espirituais não são os mesmos, e se você busca unidade, essa só consegue ser encontrada no objetivo. O objetivo – meta, gol, propósito – é o mesmo. • Todos os caminhos espirituais, no final, levam a Deus. Apenas os caminhos não são os mesmos. Eles vão em direções diferentes, temporariamente, até que no final chegam todos ao mesmo lugar. • O Curso não é um movimento. Já há muitos desses. Você não vai precisar submeter o mundo. Não importa se o Curso se tornará popular ou não. Jesus sabe o que está fazendo. Os que estejam prontos para ele o encontrarão. Seu Curso é único. • Ele dá à pessoa a oportunidade de aprender que ele ou ela não é individual e que nunca está sozinho. • O Curso dá a você a oportunidade de comungar com o Divino Espírito Santo e, finalmente, com Deus, ajudando o Divino Espírito Santo a curar você. • Para que isso ocorra é absolutamente imperativo que você aprenda a compreender as declarações, como os seguintes, que Jesus faz no Curso: “Pode-se, de fato, dizer que o ego construiu o seu mundo sobre o pecado. Só em tal mundo conseguiriam todas as coisas estar de cabeça para baixo. Essa é a estranha ilusão que faz com que as nuvens da culpa pareçam pesadas e impenetráveis. Nisso se acha a solidez que os fundamentos desse mundo parecem ter. Pois o pecado fez com que a criação mudasse de uma idéia de Deus para um ideal que o ego quer, um mundo que ele governa, feito de corpos sem mentes e capazes de completa corrupção e decadência. Se isso é um equívoco, consegue ser facilmente desfeito através da verdade. Qualquer equívoco consegue ser corrigido, se for permitido que a verdade o julgue. Mas se ao equívoco é dado o “status” de verdade, a que se consegue levá-lo?” (T-19.II.6:1-8) Pursah: • Então, caro mensageiro, é tempo de renunciar aos valores equivocados que você atribuiu ao mundo e de tomar os valores que o Divino Espírito Santo deu a ele em lugar disso. Seu uso dado ao mundo tem sentido. Arten: • Continue seus estudos, Gary, e em nossa próxima visita traremos seus erros para a verdade, onde eles conseguem ser desfeitos pelo Único cuja função é de libertá-lo.

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Capítulo 4 – Os Segredos da Existência
Não há vida fora do Céu. Onde Deus criou vida, aí tem de haver vida. (T-23.II.19:1-2) Este

capítulo é iniciado com o relato de Gary do período entre a última visita de Arten e Pursah, e a seguinte, no qual se dedica ao estudo do Livro de Exercícios de Um Curso em Milagres, entra para um grupo de estudos dos milagres e segue estudando as Lições do Curso. Essa primeira parte das Lições do Curso são dedicadas ao “desfazer” do modo como vemos presentemente o mundo. Gary se declara inseguro quanto ao retorno dos amigos visitantes, agora já os considerava amigos, e quanto ao seguimento das conversas que já tanto valorizava. Estudando Um Curso em Milagres com interesse e dedicação, Gary reconhecia que não conseguia ouvir claramente a Voz por Deus em sua mente, mas que estava empenhado em fazer o melhor para entender e aplicar os princípios do Curso a tudo que ele percebesse e que queria ajudar o Divino Espírito Santo a remover os bloqueios em sua mente que usualmente o impedem de ouvir a Voz de Deus com clareza. Um dia via um filme pornográfico que alugara quando mal teve tempo de desligá-lo pois Arten e Pursah já estavam ali junto a ele, tendo visto alguma coisa do vídeo. Indagado por Pursah do que se tratava, responde: • Isso era uma experiência em dualidade. Pursah: • Pesquisa? Entendo. Arten: • Serão vários anos antes que as nossas 17 aparições a você se completem. • Estamos também felizes por você ter encontrado aquele grupo de estudo. Veja que grupos de estudo devem ser mais que o encontro de pessoas no nível do mundo mas em nome do perdão que se torna possível pelo relacionamento e para o exame de seus próprios egos. Em grupos como esse, bem como em igrejas o em qualquer outra parte no mundo, parece haver múltiplos professores e alunos. Mas, em verdade, há apenas um Professor do Curso – e unicamente um estudante. • Muitos americanos – e de outros países também – atribuem à revista TIME ter dito, na década de 1960, que “Deus está morto”. Mas, na década de 1880, Friedrich Nietzsche fez, antes de todos, essa famosa declaração. Esse é um desejo secreto do ego – de matar Deus e ascender ao Seu trono – mas Nietzsche não sabia disso. Quando ainda com cerca de 40 anos de idade, ele sucumbiu a um estado de demência, do qual nunca se recuperou. • As pessoas sempre têm ponderado sobre a natureza e a origem de sua existência. Muitos assumiram terem encontrado as respostas, e formaram inumeráveis filosofias. Mesmo assim, só um homem, que não e mais um homem, foi capaz de verdadeiramente explicar sua origem. Não digo isso para derrotar Nietzsche, que já se encontra em Deus tão certamente como todos estarão. Digo isso para enfatizar as seguintes palavras de Um Curso em Milagres: “Não há nenhuma declaração que o mundo mais tema ouvir do que esta: Eu não sei aquilo que sou, e portanto não sei o que faço, onde estou, ou como olhar para o mundo ou para mim mesmo. 46

Mesmo assim, é aprendendo isso que nasce a salvação. E O Que tu és te falará de Si Mesmo”. (T-31.V.17:6-9) Pursah: • Falemos de quem é você e de onde você vem. E daí você decidirá quão depressa você quer chegar aonde você realmente tem de ir. • Com a ajuda de Jesus, com o que ele já registrou no Curso, podemos contar a você alguns lances do que está por trás da história da “queda do homem”, o que muitos chamaram de “pecado original” e o que hoje é o evento que você se refere como o Big Bang. • Nenhum cientista é ou será capaz de buscar nada mais antes disso, exceto em teoria. Mas é possível lembrarmo-nos [efetivamente] do início verdadeiro – e mudarmos nossa idéia em nossa mente a respeito disso. • Não é absolutamente necessária agora essa lembrança exata do que ocorreu no início, porque você irá mudar de idéia em sua mente quando você perdoar os símbolos desse início. Assim, saiba que a sua salvação dependerá sempre de decisões que você esteja tomando agora mesmo. Arten: • Antes do [que chamamos] começo, não houve começo nem fim, havia apenas o eterno Sempre, que continua lá – e perenemente estará. Havia apenas uma consciência [clima, entendimento] de ininterrupta unicidade, e essa unicidade era tão completa, tão plena de respeito e reverência e ilimitada em sua extensa alegria que seria impossível para qualquer coisa ser ciente de qualquer outra coisa que não fosse a si mesmo. Lá só havia e só há Deus em sua realidade – a que vamos nos referir como Céu. • O que Deus cria em Sua extensão de Si Mesmo é chamado Cristo. Mas Cristo não é de maneira alguma separado ou diferente de Deus. É exatamente o mesmo. Cristo não é uma parte de Deus, Ele é uma extensão do todo. • O Amor Real tem de ser compartilhado e o Amor Perfeito que é compartilhado no Universo de Deus se situa além de toda compreensão humana. • Os humanos aparentam ser parte do todo, mas o Cristo é todo ele. • A única possível distinção entre Cristo e Deus – se uma distinção fosse possível dizer-se que exista – seria de que Deus criou o Cristo; Ele é o Autor. Cristo não criou Deus o a Si Mesmo. Em decorrência da perfeita Unicidade entre eles, isso não se constitui em algo relevante no Céu. • Deus criou Cristo para ser exatamente como Deus, e para compartilhar Seu Amor e Sua Alegria eternos num estado de êxtase desimpedido, ilimitado e inimaginável. • Diferente do mundo concreto e específico em que aparenta que você esteja agora, este estado de consciência constante e encantador é completamente abstrato, eterno, imutável e uno. Cristo dessa maneira Se estende a Si Mesmo pela criação de novas Criações, ou simultaneamente por extensões do todo, que são também as mesmas em sua perfeita unicidade com Deus e Cristo. Assim Cristo, como Deus, também cria – porque Ele é exatamente como Deus. • Essas extensões [de Cristo] não vão nem para dentro nem para fora, porque no Céu não há a concepção de espaço; lá só existe todos os lugares. O resultado disso é um infinito compartilhar do perfeito Amor, que se situa além do entendimento [de humanos]. 47

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Então algo tem a aparência de ter acontecido que, como num sonho, não aconteceu realmente – isso apenas parece ter ocorrido. Por apenas um instante, apenas um único, por um nanosegundo, um aspecto muito pequeno do Cristo, uma ínfima fração inconseqüente, parece ter tido uma idéia, não compartilhada por Deus. Foi uma idéia como “E se...?” É como uma ingênua divagação na forma de uma pergunta – que infelizmente é seguida de uma aparente resposta. A pergunta, se a conseguíssemos colocar em palavras, era: “Como ficaria isso se fosse para eu sair e brincar por minha conta?” Como uma criança sem maldade brincando com fósforos que põe ao chão uma casa pelo fogo, você preferiria muito mais ser feliz não encontrando uma resposta a essa pergunta – pois seu estado de inocência está para ser aparentemente substituído por um estado de medo e pelas defesas equivocadas e malvadas que essa condição parece requerer. Porque sua idéia não corresponde à idéia do Pai, Ele não responde a elas. Responder a essa idéia que não pertence a Ele é o mesmo que dar realidade a ela. E idéias que não têm correspondência em Deus são ilusões. Se o próprio Deus fosse reconhecer qualquer coisa exceto a idéia de perfeita unicidade, então terminaria por não haver mais a perfeita unicidade. Deixaria de existir um perfeito estado de Céu para o qual você retorne. Como veremos, você nunca realmente saiu de onde você está, ou seja, do Céu. Você continua lá, mas você entrou, por sua conta, num estado de crença de uma ilusão de pesadelo ao qual Jesus se refere, no Curso, como “uma ínfima idéia insana...” de separação. A essa condição de crença em separação em sua mente chamamos de dualidade, oposto da unicidade do Céu. Agora, em vez de unicidade, você tem duplicidade. Algo diferente parece estar acontecendo com você, diferente do Céu. Dualidade é o mundo da multiplicidade, da ausência de certeza e do risco permanente, a que as pessoas se referem como “nunca se sabe o que pode acontecer!” E, o que é pior, conformam-se, condicionam-se a isso, aceitando isso como natural. O natural é a felicidade, a paz, o bem estar, a abundância, o progresso, a prosperidade, pois “procurando primeiro o Reino de deus e a Sua justiça, todas as coisas nos são acrescentadas...” diz o evangelho há dois mil anos. Enquanto você ainda consiga criar, em potencial, pelo pensamento – seu poder que Deus lhe deu – você não conseguirá realmente criar sem o poder de Deus, ou seja, sem fazer, aqui, a sua vontade igual à Vontade Dele. Ainda vamos ter muito a dizer sobre nosso desenvolvimento de uma aparente mente separada para um universo de corpos, e por que isso faz você sentir que seja tão real a você e assim pareça ser.

Gary: • Não há dúvida de que nós cremos estar experimentando a realidade aqui. Arten: • É isso mesmo. A você tem de ser mostrado o caminho de saída dessa experiência. Sua mente adormecida-no-volante [do carro em que transita no mundo] não sabe disso, mas ela vai despertar no tempo equivalente a um instante cósmico.

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Isso vai acontecer porque a Voz por Deus e o Céu, a que nos referiremos como o Divino Espírito Santo, continua [em sua mente] com você para relembrá-lo da verdade e chamá-lo de volta. Essa memória de quem você em verdade é, com seguro garantido de não falhar, não consegue ser perdida por você, tornando o despertar para a realidade do Céu completamente inevitável. Essa lembrança consegue ser retida e com isso se atrasa nas escolhas sem sabedoria do sonho. Escolhas sem sabedoria fazemos a toda hora. O importante é saber que quem escolhe tudo que fazemos somos nós mesmos! Escolhemos por querê-las! Temos o poder de escolha da memória e do poder de Deus, ou qualquer outra coisa. Se examinarmos nossos pensamentos veremos que freqüentemente [freqüentemente demais, é verdade] escolhemos sem sabedoria. Por choque, medo e confusão fazemos uma série de escolhas sem sabedoria que resultaram em fazer parecer que você estava aqui. Você continua sem se dar conta de que pela conscientização do poder de sua mente, algumas escolhas feitas por você conseguiriam desfazer a aparente separação – e conseguiria ter feito a qualquer instante. Isso não indica que poderá ser fácil agora, mas significa de fato que você é capaz de conseguir isso – com alguma ajuda. Não se equivoque: para realmente aceitar o ajudante de Deus, o Divino Espírito Santo, você tem de começar a confiar em Deus. Você não consegue confiar Nele até que você reconheça que não é Ele, mas você, que é o responsável por suas experiências. Você se sentirá culpado até que entenda que este mundo não é real, e que nada em verdade aconteceu. Isso não significa que você não tenha de agir responsavelmente na ilusão. Isso significa que você tem de entender certas coisas para conseguir aplicar o verdadeiro perdão que permite ao Divino Espírito Santo ajudar você ao máximo. Deus não conseguiria ter criado este mundo. Isso não pertenceria á Sua natureza. Ele não é cruel, e como Jesus destaca para você: “Se este fosse o mundo real, Deus teria de ser cruel. Pois nenhum Pai conseguiria submeter Suas crianças a isto ao preço da salvação e ser amoroso”. (T-13.in.3:1-2) Felizmente, este não é o mundo real, e Deus não é cruel. Mesmo que pareça a você ser muito real e muitas vezes terrível, o seu universo nada mais é que alguma coisa que um pensamento equivocado que fica à toa – e energia nada mais é que pensamento projetado. Matéria é apenas uma forma diferente de energia [pensamento projetado]. Sendo sem o poder de Deus, tudo que sua mente consegue fazer [pensando sem Deus] é aparentemente se dividir e de novo se subdividir e, no final, tentar glorificar o resultado disso. Revendo isso, você realmente continua seguro no Céu e, porque o que você está vendo não é real, você não consegue em verdade se ferir – mesmo que você sonhe estar sendo ferido ou mesmo morto. De fato, você é capaz de acordar e continuar com a perfeita unicidade do Céu exatamente como você fez anteriormente.

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Mas sua mente precisa ser treinada para ser dominada pelo pensamento do Divino Espírito Santo em lugar dos pensamentos do ego. • Isso requer a capacidade em você de tomar decisões que reflitam o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo em lugar dos seus próprios. • É por causa disso que nós [Pursah e eu] devemos fazer uma distinção enorme e firme entre Um Curso em Milagres e virtualmente todos os outros sistemas de pensamento espiritual existentes – desde os pré-históricos, aos egípcios antigos, a Lao-Tsé, a aspectos do hinduismo, ao zoroastrianismo, ao Velho Testamento, ao Corão, ao Novo Testamento, e a outros sistemas neodualistas. Todos os mencionados são sistemas de dualidade que tem algum tipo de Fonte – usualmente Deus ou Deuses – sendo a criadora, de alguma forma, daquilo que não é ela mesma e depois respondendo por ela e interagindo com ela. • Deus nada cria ou criou que não seja com a perfeita unicidade do Céu. E Jesus diz isso bem no início de seu Curso, quando descreve qualquer coisa que não reflita o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo: “Tudo mais é o teu pesadelo, e não existe”. (T-1.I.24:3) e, mais adiante: “Tu estás em casa em Deus, sonhando com o exílio, mas perfeitamente capaz de despertar para a realidade”. (T-10.I.2:1) • Essas são declarações de não dualidade. São destinadas a economizar tempo para você, e há mais vários milhares como elas no Curso, só para o caso de você não ouvir Jesus na primeira vez – mesmo que vários milhares aparentemente podem não ser suficientes para muitos de seus colegas estudantes. Gary: • Isso será porque sejamos inconscientemente temerosos de sua mensagem? Pursah: • Sim. Isso não é porque sejamos carentes de inteligência, mas por sermos abundantes em resistência inconsciente. Precisamos de sua ajuda para disseminar as coisas das quais as pessoas não querem ouvir falar – coisas vitais que estão sendo ignoradas por tantos. Isso é um trabalho sujo, Gary, mas alguém tem de fazer isso. • Não estamos convocando você para julgar ou atacar outras pessoas ou discutir com pessoas, porque o perdão e a discussão são mutuamente excludentes e o perdão é sempre o caminho. • Mas o mundo não é só doçura e luz, e ao que se refere aos seus escritos, ficar ao lado de todas as outras pessoas não é o que queremos de você. Com você enfatizando que o Curso é uma disciplina de auto-estudo, parece que as pessoas tenderão aa verificar isso por eles mesmos e darão às idéias uma oportunidade. • Não omita coisa alguma. Qualquer pessoa consegue escrever o que as pessoas sempre acreditaram, mas para você passar adiante nossas palavras então o que será necessário é uma disponibilidade da sua parte de dizer algumas coisas nas quais as pessoas não acreditam ainda. • No entanto, se você fielmente der a nossa mensagem então eu prometo que quando no final deixarmos você será das notas mais positivas. Você terá aprendido sobre a verdadeira união, não com pessoas no nível de corpos, mas no nível da mente – que está além de todas as formas.

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Gary: • Entendo que haja importantes razões para vocês manterem apontando para a distinção entre dualidade e não-dualidade, e porque você advogar o real significado do Curso? Pursah: • Sim. Isso tem a ver com as leis da mente e como o verdadeiro perdão funciona. A razão para entender o Curso não é só pela compreensão intelectual. • O que importa [ao estudar o Curso] é conseguir aplicá-lo aos problemas e situações que nos confrontam na alegada existência diária, como o emprego correto do verdadeiro perdão, junto com Jesus ou o Divino Espírito Santo, que vai levar você para a genuína felicidade, paz – e, no final, para o Céu. Gary: • Não quero parecer bobo, mas só para estar seguro do que entendi, indago: vocês estão dizendo que o Curso é puramente não dualista, significando que dos dois aparentes mundos, o mundo de Deus e o mundo do homem, unicamente o mundo de Deus é verdadeiro e Ele não interage com o mundo falso – mas o Divino Espírito Santo está aqui para nos guiar de volta à nossa casa. Quando o Curso faz declarações a respeito de Deus chorando por Suas crianças e outras coisas do mesmo gênero, isso é simbólico como o Divino Espírito Santo querendo que escolhamos Sua Voz em vez da do ego? Pursah: • Exatamente. O ego quereria que você fosse atoleimado, Gary, mas você não é. O mundo inteiro do ego é uma idéia idiota, porque é baseado numa decisão idiota. Arten: • Agora há pouco lhe dissemos que no começo, um ínfimo aspecto da mente de Cristo... Gary: • Devo grafar mente de Cristo com M maiúsculo no livro? Arten responde: • O Curso usa um M maiúsculo quando se refere à mente de Cristo, mas aqui falamos da separação, e você pode usar minúsculo ou um M maiúsculo, como queira. Você já começou a escrever seu livro? Gary: • Não realmente. Ainda estou tentando pensar num título para ele. Arten: • Teve algumas idéias? Gary: • Até agora estão entre Love is Letting Go of Beer e A Return to Beer. Arten: • Continue pensando a esse respeito. É como Pursah disse anteriormente: isso virá a você.

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Então esse ínfimo aspecto de Cristo foi por instantes colocado para dormir não intencionalmente e está sonhando um sonho de separação e individualidade. Explicaremos a idéia de por instantes ser colocado para dormir, quando falarmos do tempo, um truque do ego. • Quanto à individualidade, isso é algo que você erradamente valoriza muito. Pessoas nesta região de matas se orgulham de seu individualismo agreste. Nesse ponto em nossa história temos o verdadeiro início da consciência – ainda outra coisa que você valoriza muito. • Para que haja consciência é preciso que haja separação. Você tem de ter algo mais para tornar-se consciente de. Esse é o começo da mente separada. • Isso o Curso ensina em termos indubitáveis: “Consciência, o nível de percepção, foi a primeira quebra introduzida na mente depois da separação, tornando a mente perceptiva mais do que criativa. Consciência é corretamente identificada como o domínio do ego”. (T-3.IV.2:1-2) O Curso também diz: “A percepção não existia até que a separação introduziu graus, aspectos e intervalos. O Espírito não tem níveis, e todo conflito surge do conceito de níveis”. (T-3.IV.1:5-6) • Você deve buscar se lembrar de que energia não é espírito – por ser o espírito inalterável, verdadeira realidade. Energia, que muda e consegue ser medida, existe dentro do domínio da percepção. Como Jesus também ensina: “A percepção sempre envolve algum uso inadequado da mente, porque traz a mente para áreas de incerteza”. (T-3.IV.3:1) • Não há incerteza no Céu, porque lá não há senão tudo. • Mas aqui você tem identidades. As pessoas nascem aqui com relacionamentos especiais imediatamente – primeiro com suas mães e logo mais com seus pais. Gary : • Você está fazendo eu me sentir inconfortável. Arten: • Conforto é a meta, não necessariamente o meio. Que aconteceu, amigão? Gary: • Bem, eu sinto falta de meus pais e eu venero sua memória. Isso fica estranho ao pensar que eles nem ao menos existem, exceto numa ilusão. Pursah: • Isso é compreensível. Seus pais, junto com esposas e filhos, os mais fundamentais relacionamentos. O Curso se refere aos relacionamentos colocados neste mundo como relacionamentos especiais. • Jesus amava seus pais – José, o canteiro [assentava pedras na construção] e Maria de Sepphoris – mas ele também amava da mesma forma todos os demais. Amor especial é específico; o Divino Espírito Santo ama a todos igualmente. Gary: • Pensei que José fosse carpinteiro. Pursah:

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Não era, mas isso não tem a menor importância. Você acredita que Jesus o amaria menos se José fosse desempregado? A comunidade poderia amá-lo menos, mas não Jesus. Ele nos amava a todos – incondicionalmente.

Gary: • Então ele deveria amar a São Paulo também – mesmo que sua teologia não tivesse sido a mesma. Pursah: • Por certo. Paulo, ou se você quiser, Saulo de Tarso, é amado da mesma forma por Jesus, como todo o resto de nós é amado por Jesus até hoje. • Uma vez eu estava fazendo uma palestra em Parthia, onde agora é o Iran, e a assistência tentou se engajar numa discussão a respeito de várias teologias. Disselhes que para Jesus não importava a teologia, mas a verdade – e a verdade era o amor a Deus – que é o que Jesus é. • Então, se você for realmente amor, e não uma pessoa, então como consegue amar uma pessoa e não amar a uma outra? • Jesus amava seus pais, e você também deve amar os seus – mas ele não estava disposto a limitá-los, nem a ninguém, a falsas imagens deles mesmos. Ele conhecia onde ficava sua verdadeira casa, e a deles, que era em Yahweh. • Yahweh, E’lo-i, Deus, Adonai, Elohim, Kyrios – é tudo Divino. Palavras e teologia desaparecem em Deus. Ninguém levará com eles seus livros de Bíblias ou do Curso para o Céu. • O Curso é uma ferramenta; você o usa como uma escada para subir para onde você esteja querendo ir. Uma vez chegado lá, você joga fora a escada, por desnecessária. Arten: • Seguindo com nossa história, tendo sido feita a consciência pela separação, por isso, pela primeira vez, surgiu a consciência da escolha a ser feita. Foi, assim, feita a possibilidade de respostas para essa idéia de separação. • Consciência não pertence a Deus, então agora alguma coisa completamente diferente parece estar acontecendo a você – uma experiência de individualidade. • Quando quer que seja que a mente se divida, sua nova condição fica sendo a realidade para isso – e sua condição anterior é negada e esquecida. Psicólogos chamariam a isso repressão, exceto que a magnitude do que estamos discutindo fica muito além do que qualquer humano conseguiria se cientificar. • No entanto, a dinâmica é a mesma no sentido de que aquilo que foi reprimido fica sendo, se torna inconsciente. Explico: o inconsciente não é um lugar – é uma engenhosidade da mente. • Continua sendo possível lembrar-se do que foi negado, mas, sem ajuda, fica muito improvável de você conseguir se lembrar daquilo que você dissociou. • O você que nós e o Curso estão se referindo nada tem a ver com você como ser humano – mas é a parte de sua mente que toma decisões. • É importante lembrar: mesmo quando parece que você toma uma decisão aqui no mundo, você não a está tomando verdadeiramente aqui, porque você não está aqui. Em nossa história, essa aparentemente nova mente individual está por fazer sua verdadeiramente primeira decisão. • Nesse ponto, só há duas escolhas, e sempre haverá, unicamente, duas escolhas.

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Aqui você tem a segunda divisão da mente. Agora parece a você ter uma mente certa e uma mente errada, cada uma representando uma escolha diferente ou uma resposta diferente para a ínfima idéia louca. • Uma escolha é a memória de sua casa verdadeira com Deus, simbolizada no Curso pelo Divino Espírito Santo, e a outra é o pensamento de separação de Deus, ou individualidade, simbolizado no Curso pelo ego. • Jesus antropomorfiza o Divino Espírito Santo e o ego no Curso, e fala a respeito deles como se fossem entidades individuais, mas ele também torna claro que: “O ego nada mais é que uma parte de tua crença a respeito de ti mesmo”. (T-4.VI.1:6) • Para Jesus, o Curso é uma obra de arte, não um plano científico. Há de se reconhecer a ele valor artístico. Muito do Curso é apresentado em verso branco shakespeareano, ou pentâmetro iâmbico. Sabe porque isso? • Não apenas por ser lindo, mas isso força você a ler o Curso mais devagar e com mais cuidado. Isso também atrai estudantes de longo prazo que o estudam seriamente. O Curso não é para todo mundo, pelo menos não para todo mundo de uma só vez. • Voltando, sua mente tem duas escolhas a eleger. A memória do que você é serve tanto à idéia de separação como ao princípio da Expiação, embrulhadas como se fossem uma só. É como o Curso ensina a respeito do Divino Espírito Santo: “Ele veio a ser com a separação como uma proteção, ao mesmo tempo inspirando o princípio da Expiação”. (T-5.I.5:2) Referindo-se à Expiação: “Ele diz a ti para retornar toda tua mente para Deus, porque ela nunca O deixou. Se ela nunca O deixou, só tens de perceber isso como tem de ser retornado. A completa consciência da Expiação, então, é o reconhecimento de que a separação nunca ocorreu”. (T-6.II.10:5-8) • O ego tinha uma resposta tentadora de sua autoria. Se você continuar acreditando em separação, ele oferece a você sua própria identidade individual – separada de Deus, muito especial e exclusivamente importante. É como Jesus coloca no Texto: “O ego tem de oferecer a ti alguma espécie de recompensa pela manutenção dessa crença. Tudo que ele consegue te oferecer é um sentido de existência temporária, que começa com seu próprio começo e termina com seu próprio fim. Ele te diz que esta vida é a tua existência porque é a dele próprio”. (T-4.III.3:3-5) • Você escolhe com o ego para que consiga verificar do que se trata ser especial e separado. Isso, por sua vez, causa a terceira divisão da mente. Quando digo você, como se diminuísse você, Gary, me refiro a todos e não só a você. • Tento apenas ajudar você – e os leitores – a assumirem a responsabilidade pelo poder de sua própria mente. Até Jesus está nessa. Ele apenas não cria realmente nisso tanto quanto o resto de nós, que é a razão principal dele haver despertado antes de todos nós. Gary:

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Recapitulando, então: a 1ª divisão na mente é a consciência, que me faz pensar que estou separado de Deus, mesmo que, em realidade, não o consiga ser. Nesse sonho o Céu é esquecido e eu estou completamente não cônscio do que se passa comigo. A 2ª divisão na mente é a presença de duas maneiras de interpretar o que se passa – uma é pelo Divino Espírito Santo e a outra é pelo ego. A 3ª divisão da mente é causada quando escolho o ego?

Arten: • As escolhas [2ª divisão] determinam posturas fatais: se você escolhe uma maneira de interpretar, a anterior é completamente esquecida e varrida da mente, emparedada fora da mente. Mesmo escolhendo a interpretação do ego, e colocandose na 3ª divisão, a mente mantém sua propriedade holográfica pela graça de Deus o que faz com que mesmo na mente separada cada parte continua mantendo as características da integridade – então você nunca poderá, efetivamente, ficar perdido irremediavelmente. • Tanto o ego como o Divino Espírito Santo, ambos são encontrados em toda mente. Conforme sua escolha, por querer um em vez do outro, afogará o não escolhido – e pela escolha não santa do ego, o que você realmente é – o Ser Divino – é empurrado para fora de sua atenção e ciência. • Você consegue esquecer a verdade, se quiser, mas ela continua lá – enterrada em sua mente. Pursah: • Você não faz a mínima idéia quão poderosa a mente é. No nível metafísico, no qual falamos, toda tempestade numa taça de chá, que você chama universo, está por ser desfeita por apenas algumas decisões de sua parte. • O resultado certo será um suposto você, que agora está totalmente sem conhecimento do real poder que tem à sua disposição e, em vez disso, está virtualmente sem mente e aparentemente atolado num corpo. • Leia o que o Curso diz a respeito do tempo em que você pela primeira vez substituiu a verdade por ilusões: “Tu não te dás conta da magnitude daquele único erro. Ele foi tão vasto e tão completamente inacreditável que a partir dele um mundo de total irrealidade teve de emergir. O que mais conseguiria vir dele? Seus aspectos fragmentados são suficientemente apavorantes, quando se começa a vê-los. Mas nada que tenhas visto começa a te mostrar a enormidade do erro original, que aparentava ter te expulso do Céu, ter abalado o conhecimento em fragmentos sem sentido de percepções desunidas, e te forçado a realizar substituições adicionais”. (T-18.I.5:26) Gary: • Por que teria uma parte de Cristo alguma vez querido separar-se de Deus se tudo era completamente perfeito? [a pergunta recordista, pois é a mais freqüentemente feita por estudantes de UCEM] Arten:

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No Curso [está explicitamente explicado que] você é responsável pelo mundo que vê e não uma vítima dele. Deus e Cristo continuam perfeitos, assim como o Céu, e o “você” que você crê esteja nesse mundo precisa aprender como despertar de seu sonho ouvindo [em sua mente] o Divino Espírito Santo. Quanto à sua indagação, você não tem como perguntar como a separação pôde acontecer, a não ser que acredite que ela tenha acontecido. Pelo princípio da Expiação ela jamais aconteceu. Daí você perguntaria como Cristo poderia ter escolhido com o ego quando nós já dissemos que não foi Cristo, mas uma consciência ilusória que pareceu ter feito isso. Em cima de tudo isso, você ainda pergunta como essa estúpida escolha poderia ter sido feita quando aqui você está, fazendo a mesma pergunta agora mesmo. Você nunca receberá uma resposta [coerente] dentro da estrutura do ego para esse tipo de pergunta que consiga satisfazê-lo intelectualmente.Como o Curso diz: “A voz do ego é uma alucinação. Tu não consegues esperar que ele te diga:“Eu não sou real”. Mas não é esperado de ti que desfaças tua alucinação por conta própria, sozinho”. (T-8.I.1:2-4) Chegará o tempo quando a resposta à sua pergunta será encontrada fora do intelecto, completamente fora do sistema do ego e, em vez disso, dentro da experiência de que você continua em casa em Deus – que corrige a experiência equivocada de que não estejas aí. Como Jesus se expressa sobre isso: “Contra essa sensação de existência temporária, o espírito oferece a ti o conhecimento do ser permanente e inabalável. Ninguém que tenha experienciado a revelação disso consegue alguma outra vez crer no ego ainda. Como consegue sua oferta escassa a ti prevalecer contra a gloriosa dádiva de Deus?” (T-4.III.3:6-8) Diremos a você, mais tarde, o que exatamente é revelação, em oposição ao que muitos crêem que seja.

Gary: • Isso é como o despertar do sonho quando durmo em minha cama. Ao acordar vejo que jamais, realmente, abandonei minha cama. Quando eu me despertar do sonho de separação de Deus, verei que, realmente, jamais deixei o Céu. Arten: • Sim, mas, nesse despertar [o definitivo] você não vê pelos olhos do corpo. As palavras também são distintas ao expressar isso. Em vez de consciência, que implica separação, usamos ciência [ciente, conhecimento já tido], ao descrever a iluminação [união, à qual retornamos, na mente, pois nunca deixamos de ser – em verdade – unidos ao Pai]. Gary: • Mesmo na Introdução ao Curso fala-se na remoção dos blocos de obstáculos à ciência da presença do amor, que é a nossa herança natural. Pursah: • Tudo que o ego diz a respeito do que você crê ter havido entre você e Deus não é verdade, pois o ego é tão são quanto Calígula César. Deus jamais faria qualquer coisa exceto amar você. É exatamente nesse ponto que você precisa saber um pouco mais como funciona a mente.

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Por causa do poder de que é dotada sua mente, você precisa [conhecer e] valorizar o poder de sua crença. Foi a crença na idéia de que você conseguiria se separar de Deus – você tê-la aceito com seriedade [ter crido nela] que lhe deu tão aparente poder e realismo [em sua mente]. Como diz o Curso: “A libertação das ilusões repousa unicamente em não crer nelas”. (T8.VII.16:5) Você tem também de dar-se conta de que você fez a dualidade por ter decidido ser um perceptivo, sendo que tudo que percebe inclui características aparentemente opostas àquilo do que aparentemente se separou. Daquilo que você se separou – o Céu – tem um conjunto de características, e o que você percebe como sua realidade tem um conjunto oposto de características. O Céu é: perfeito, sem formas, imutável, abstrato, eterno, inocente, íntegro, abundante, Amor completo. É realidade; é Vida. Deus e Cristo e as Criações de Cristo são perfeita unicidade. Lá nada mais há. Esse é o Domínio da Vontade de Deus – a Sabedoria do Pai. Descrever a experiência de sua ciência dessa perfeita unicidade não é realmente possível, mas asseguro a você que você a saberá quando você tiver uma temporária experiência dela. Ela não é exatamente como qualquer outra coisa com que você esteja familiarizado. A percepção é: individualidade, forma, contornos, especificidades, mudanças, tempo, separação, divisão, ilusão, desejos, carência e morte. É por isso que no Livro de Gênesis 2:16-17, que vem direto da mente inconsciente do autor, diz: “tu podes livremente comer de toda árvores do jardim; mas da árvore do saber do bem e do mal não podes comer, pois no dia em que dela comerdes morrereis”. O bem e o mal são opostos e uma vez tenhas um aparente oposto ao Céu, você tem a morte. Mas o Curso em sua Introdução afirma: “o que tudo abrange não consegue ter opostos”. Você está começando a entender o que isso quer dizer? Ainda falta lhe dizer como aparentemente você chegou aqui. Quando você começou a ouvir [seguidamente] as tentações do ego para que fosse um indivíduo separado, sua crença na realidade da separação começa a causar alguns problemas sérios para você. Deus parece agora estar fora de você e tudo que você experiencia diz a você que você se separou Dele. Esse é um problema que você tem mesmo até agora neste mesmo segundo, ainda que se mantenha inconsciente a você. Praticamente, toda sua mente é inconsciente a você, assim como é um iceberg sob a superfície da água. Enquanto você crer na realidade do universo físico, Gary, então tudo que você percebe será para você um lembrete constante, inconsciente, de que você cometeu o ato de sua separação de Deus, um ponto importante.

Arten: • Em nossa extravagância em termos de criação equivocada, a voz do ego em sua mente lhe disse algumas coisas de sua condição e também a respeito de Deus que simplesmente não são verdadeiras. • Você as “comprou” parcialmente porque você gosta da idéia de ser um indivíduo cm aparente vontade separada – mesmo que isso não seja, realmente, possível. • Tomar seriamente a separação e a voz do ego isso representa em sua aparente mente separada um pecado contra Deus. Isso lhe traz culpa, sentida no nível metafísico, mas nem sempre sentida no nível do mundo. 57

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Sentindo-se o ‘bastardo’ culpado faz você pensar que, por isso, será castigado. A antecipação desse destino de punição de Deus, pior que a morte, cria medo – um medo tão terrível que você nem consegue compreendê-lo. Mesmo assim, você já está fugindo desse castigo, numa corrida, há bilhões de anos. Então agora estamos num ponto onde nós conseguimos lhe dizer por que seu universo, seu mundo e seu corpo foram feitos, em primeiro lugar, pela mente. Eles foram todos feitos simultaneamente, mesmo que num sonho linear, as coisas aparentem acontecer separadamente [umas após as outras] Não há [nenhuma] outra disciplina espiritual que entenda e explique a motivação que esteve por trás da feitura do mundo, a mesma motivação que o move hoje. Essa motivação é o medo, afinal sempre rastreado como o medo de Deus. A mente trans-temporal, não espacial, aparentando ser uma mente separada, está num estado de medo que a paralisa, por causa de um castigo que você crê vai estar vindo de Deus. É nesse instante [e nessas circunstâncias] que o ego convence você de que você precisa de uma defesa, sem se incomodar de mencionar a você que a defesa que ele lhe oferece foi [estudada e] planejada [exclusivamente] para garantir a própria sobrevivência dele, ego, por intermédio de sua própria individualidade. De fato, se você olhar para as quatro últimas sílabas da palavra individualidade você virá que soletram dualidade. Isso não é apenas um acidente semântico. A voz do ego fala com você como se ele fosse seu amigo, e estivesse cuidando dos seus melhores interesses. Por outro lado, ele convenceu você de que Deus vem pegar você e que é melhor que você corra se esconder Dele num lugar onde consiga estar em segurança. Esse lugar é o universo. A opinião do ego é de que a melhor defesa é uma boa ofensa [ou ataque]. Defesa e ofensa [ataque] são os dois lados da mesma moeda. Discutindo como alguns desses conceitos se relacionam uns com os outros, o Curso ensina: “O ego é a parte da mente que acredita em divisão. Como conseguiria uma parte de Deus se desligar sem acreditar que O esteja atacando? Falamos anteriormente do problema de autoridade, que está baseado no conceito de usurpação do poder de Deus. O ego acredita que é isso o que fizeste, porque acredita que ele é o que tu és. Se te identificas com o ego, tens de te perceber como se fosses culpado. Sempre que respondes ao teu ego, vais experimentar culpa e temer punição. O ego é bem literalmente um pensamento [uma crença] amedrontador. Por mais ridícula que consiga ser, para a mente sã, a idéia de atacar a Deus, nunca te esqueças que o ego não é são. Representa um sistema delusório e fala por ele. Escutar a voz do ego significa que acreditas ser possível atacar a Deus e que uma parte de Deus foi arrancada de ti. O medo da retaliação vinda de fora é decorrência disso, porque a severidade da culpa é tão aguda que tem de ser projetada [porque não a suportas]”. (T-5.V.3) Acreditar nas idéias brilhantes, mas completamente torcidas do ego, para tornar você seguro daquilo que você já nem se lembra mais, fica sendo sua própria realidade – mas por causa disso você agora vive num medo mortal.

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Em nossa revisão espetacular, nesse ponto se situa o instante no qual o ego está por dar a você a grande resposta à condição de pesadelo, seu imaginado estado. A magnitude aterradora da vergonha dolorosa e da culpa aguda em sua mente, resultantes do que você crê ter feito, parece requerer uma fuga imediata e completa. Então você se une ao ego e então o incompreensível poder de sua mente de fazer ilusões por ser capaz de perceber – em vez de criar o real como um criador – dá causa manifesta ao método de sua fuga. Nesse ponto o ego, com quem você agora está completamente identificado, usa o método engenhoso, mas ilusório, de projeção para arremessar o pensamento [crença] de separação para fora de sua mente e você – ou pelo menos parte de você que aparenta ter uma consciência – aparenta ter sido projetado exatamente junto com ele. Isso instantaneamente causa o que [a ciência denominou e] popularmente é referido como o BIG BANG, ou o que chamamos [bíblica e historicamente] de ‘a criação do universo’. Agora aparenta a você que você esteja no universo, enquanto você não se dá conta de que o que verdadeiramente se passou com você é que você está fora de sua mente [insano]. Agora, o inimigo do qual você vive aterrorizado – Deus – não mais parece estar na mente com você – onde você pensou [acreditou] não conseguir ter qualquer chance contra Ele. Tudo agora parece estar fora de você, porque Deus aparenta não mais estar com você. A fonte de seus problemas, incluindo sua culpa, está agora aparentemente em algum outro lugar – mesmo que já tenhamos tornado claro que não há nenhum outro lugar [fora de Deus]. A feitura do cosmos fica sendo a sua proteção contra Deus, seu engenhoso esconderijo. Ao mesmo tempo o próprio universo se torna [em sua mente] a escapatória definitiva. Agora, para você, tanto a causa como a culpa por seu problema de separação, deixando de mencionar a culpa por todos seus problemas novos de substituições ilusórias, conseguem ser encontrados – se você olhar bem intensamente junto com o ego – em algum lugar fora de você. De fato, todo um novo nível foi feito no qual o sistema de pensamento do pecado, culpa, medo, ataque e defesa pode ser acionado de tal maneira para proteger sua aparente mente separada, que você atualmente acredita seja sua alma, a partir de sua terrível, mesmo que completamente inconsciente culpa e medo. Para ilustrar o quanto o ego resiste olhar para essa culpa na mente, tudo o que você tem de levar em conta é que, a despeito do fato de Um Curso em Milagres ser mito a respeito da cura dessa culpa inconsciente, a maior parte dos professores do Curso nunca nem a mencionam. Agora, como a conquista de coroação de seu grande esquema, o ego faz – toquem os tambores, por favor – o corpo. Isso autoriza ao ego permitir a entrada no conhecimento, quase exclusivamente, unicamente das coisas que testemunhem a realidade de suas queridas ilusões.

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Mesmo assim, o corpo em si mesmo, é apenas parte da ilusão, e pedir a ele que explique a ilusão a você não difere de pedir à ilusão que se explique a si mesma – e, com toda certeza, o ego fica mais do que feliz em fornecer a você as respostas. O universo, o mundo e seu corpo dão a você forma a uma estrutura de defesa, na qual você se esconde de seu imaginado pecado, culpa e vingança resultante de seu medo de Deus. O ego tem um método assentado e firme para lidar com esse novo pecado, culpa e medo – projetá-lo sobre os outros. Em nossa próxima visita, você aprenderá como ser capaz de ver esse processo atuando em toda parte, no nível deste mundo, ao explicarmos a você como esse sistema de pensamento [e crença] funciona em seus relacionamentos pessoais, nos relacionamentos dos outros, nos relacionamentos internacionais, na política e em outras profissões, e em toda parte que você se importe em olhar com atenção. Aí então você se dará conta – por si mesmo – de que a mensagem do Curso é verdadeira. Ao discutir isso estaremos contando a você algo que não é para o melindroso. O ego não é bonito [bom ou agradável]. Depois disso podemos começar a nos divertir um pouco. A explicação de como você consegue (1) ajudar o Divino Espírito Santo a ‘virar a mesa do ego’, (2) acelerar sua própria salvação e no final (3) interromper o ciclo de nascimento e morte virá quando você aprender a observar o sistema de pensamento do ego em ação.

Gary: • Então eu fico reencarnando por causa dessa culpa e medo inconscientes que está em minha mente. Se a culpa é curada e eu deixo de ter esse medo, então eu não tenho nenhuma necessidade de corpo, do mundo e nem mesmo do universo. Arten: • Excelente. Para realmente trabalhar com Jesus ou o Divino Espírito Santo, você tem de ser capaz de observar o sistema de pensamento do ego em ação – o mesmo sistema de pensamento que você tem concordado e aceito por eras e eras, sem se aperceber disso. Você tem de estar disposto a olhar para isso com o Divino Espírito Santo ou Jesus como seu professor. Como Jesus diz no Curso: “Ninguém consegue escapar de ilusões a não ser que olhe para elas, pois não encará-las é a forma de protegê-las. Não há necessidade de se acuar diante de ilusões, pois elas não conseguem ser perigosas. Nós estamos prontos para olhar mais detalhadamente o sistema de pensamento do ego, porque juntos temos a lâmpada que o dissipará e, já que reconheces que não o queres, tens de estar pronto”. (T-11.V.1:1-3) Pursah: • Todas as idéias do ego têm de ser trazidas à verdade – que é Jesus ou o Divino Espírito Santo – [único lugar] onde você consegue entregá-las para trocá-las pela Expiação. Por causa de seu medo oculto, você oporá tremenda resistência para se aproximar de seu inconsciente. O Curso aponta isso no Texto:

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“O conhecimento tem de preceder a dissociação, pois a dissociação nada mais é que uma decisão para esquecer. O que foi esquecido, então, parece ser amedrontador, mas unicamente porque a dissociação é um ataque contra a verdade”. (T-10.II.1:2-3) E também no Texto: “Consegues ficar separado de tua identificação e estares em paz? Dissociação não é uma solução; é uma delusão. Aqueles que ficam presos em delusões [os deludidos] acreditam que a verdade vai assaltálos e eles não a reconhecerão, porque preferem a delusão. Julgando a verdade como algo que não querem, o que percebem [e aceitam] são as ilusões, as quais bloqueiam o conhecimento”. (T-8.V.1:1-4) Gary: • Se é verdade a inexistência dos corpos, de animais inclusive, então a evolução [darwiniana] também é uma ilusão, como uma cortina de fumaça? Pursah: • Congratulações a quem se dá conta disso. A idéia de evolução, desde que foi enunciada, tem sido considerada, pela grande maioria da humanidade, como um percurso rumo a uma nova e quente consciência. Todos os corpos são o mesmo em sua irrealidade, mesmo com o destaque que as ciências insistem em dar a eles. • Tudo em seu universo é montado [como um truque] para convencer você da raridade e realidade de seu corpo e, assim, da validade de todo o sistema do ego. • Daí a insistência do ego em dizer [provar e garantir] que Deus criou o mundo, manter você no temor Dele e, ao mesmo tempo, mantê-LO como a alegada causa de seus infortúnios. • A espiritualização do corpo é outro truque ilusório do ego para dizê-lo criado por Deus, assim como fez com o corpo de Jesus – apesar de ter sido sem significado para Jesus – e a ânsia que coloca na espiritualização de pontos, lugares e objetos, alguns mais especiais que outros, para torná-los todos reais. • A tese do ego é: se Deus fez o mundo, os corpos e tudo mais, então você – corpo – é real. Isso legitima sua existência individual e mantém você correndo para longe de seu único problema real. Isso também afasta sua atenção de conhecer a Resposta a seu problema – o Divino Espírito Santo, que não está no mundo, mas em sua mente. Gary: • Então, enquanto eu persistir em crer na realidade desse universo, eu sigo inconscientemente crendo na separação, continuo como um f.da.p. culpado. Arten: • Tudo que sucede no mundo é símbolo da separação de Deus. A história do universo, escrita pelo ego, passado e futuro, representa, de todas as forma concebíveis, o ato de separação de Deus. Nem o casamento, no mundo, é união, pois a morte separa os casados inevitavelmente. • Corpos não se unem, jamais, apenas mentes se unem e conseguem se unir para sempre. • O ego não quer você fixado na mente. Ele quer você fixado no corpo como sua realidade.

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Felizmente o Divino Espírito Santo tem o roteiro Dele e você consegue mudar para o roteiro Dele sempre que assim escolha. O roteiro do Divino Espírito Santo é consistente. Como diz o Curso: “A verdade não vacila; ela é sempre verdadeira”. (T-9.VIII.7:2)

Purash: • Sem o método prático de perdão, o Curso nada seria senão um livro lindo e inútil – combustível para debate e os jogos do ego. É o que Jesus diz na Introdução da Explicação de Termos: “Este não é um curso de especulação filosófica, nem está interessado em terminologia precisa. Ele está interessado unicamente com a Expiação, ou seja, a correção da percepção. O meio de atuação da Expiação é o perdão”. (ET-in. 1:1-3) • Você encontrará que a idéia de perdão do Curso é sem igual e destinada a desfazer o ego – não por ataque, mas pelo poder da escolha. Sua paz interior e a força de Cristo estarão lá, pelo perdão a tudo que você vir bem em frente de você. São suas oportunidades perfeitas que, quando aproveitadas, ajudarão o Divino Espírito Santo e as leis da mente a conduzirem você de volta ao Céu. • Mesmo não sendo sempre fácil, haverá momentos gratificantes ao longo do caminho e você ficará sabendo que o Curso está trabalhando por você. Até agora você esteve atado a um roteiro de vida que cumpria o sistema de pensamento do ego. Já é hora de você se libertar e seguir um novo roteiro – aquele que levará você para casa. • Jesus comenta a respeito da inexistência do universo e seus falsos ídolos no Curso: “Um ídolo é estabelecido pela crença e quando ela é retirada, o ídolo “morre”. Isso é o anticristo: a estranha idéia de que haja um poder além da onipotência, um lugar além do infinito, um tempo que transcenda o eterno. Aqui o mundo dos ídolos foi estabelecido pela idéia de que foi dada uma forma a esse poder, a esse lugar e a esse tempo e eles moldam o mundo onde o impossível aconteceu. Aqui, o que não morre vem para morrer, o que tudo abrange vem a sofrer perda, o que é sem tempo vem para se fazer escravo do tempo. Aqui o imutável muda; a paz de Deus, para sempre dada a todas as coisas vivas, dá lugar ao caos. E o Filho de Deus, tão perfeito, sem pecado e amoroso como seu Pai, vem para odiar por um breve momento, para sofrer dor e finalmente, morrer”. (T29.VIII.6) Pursah: • O livro que você vai escrever, se me permite comentar, deve ficar entre você e o Divino Espírito Santo. Quero que você se habitue a trabalhar junto com Ele. indague Dele o que você deveria fazer quando chegar no trecho referente à nossa missão. • Há dois pontos que quero ressaltar para você em relação ao livro que você vai escrever sobre nossos encontros: 1º - não se ocupe em descrever nossas figuras. O ponto está em ensinar as pessoas que não são corpos, então nosso corpo ilusório não deveria ser enfatizado. O livro não deverá ser sobre nós e sim sobre o que temos a dizer. 2º - você deverá escrevê-lo livre de culpa. O livro não é sua responsabilidade; é de responsabilidade do Divino Espírito Santo. 62

A natureza do mundo é mais importante conhecer que o próprio mundo, porque esse sonho de um mundo não é real. Em meu Evangelho, Jesus se refere ao mundo assim: “Uma videira foi plantada fora do Pai, mas como não é firme, será arrancada pelas raízes e perecerá”. (E.Tomé-40) E na passagem constante na versão Nag Hammadi nº 56, ele disse: “Quem quer que haja vindo para compreender esse mundo encontra apenas um cadáver, e o mundo já não é mais digno daquele que haja descoberto o cadáver”. E em relação ao Céu, lembra-se do nº 49? “Congratulações aos solitários e escolhidos, pois encontrarão o Reino de Deus. Pois visto que viestes dele, retornareis a ele”. • O solitário é o que sabe que somos apenas um. Não estão realmente sós, pois têm o Divino Espírito Santo. São escolhidos porque escolheram ouvir. • Um Curso em Milagres foi dado por Jesus [no século XX] para mostrar a você como retornar para o Reino do Céu. O mundo só conseguia entender o que entendeu há dois mil anos atrás. Hoje, mesmo que o mundo ainda esteja tão insano quanto nessa época, mesmo assim ele está em posição de aprender muito mais. • Sem ridicularizar, o cristianismo foi uma continuação da velha escritura numa nova forma, a mesma coisa velha numa nova embalagem, exceto pelo único Filho de Deus sendo sacrificado e depois a rotina da adoração. • Por outro lado, Jesus não foi e não é a mesma coisa numa nova embalagem – e nem é Um Curso em Milagres. • Religião organizada é política e Um Curso em Milagres, um curso de auto estudo, não requer uma religião e, como já dissemos antes, Jesus nunca esteve interessado em iniciar uma religião. Arten: • Até nosso próximo encontro – ilusório – comece a olhar para o mundo com mais cuidado, com o Divino Espírito Santo, e você terá uma ajuda de alto nível – como a que Jesus teve – para ajudá-lo a escolher entre o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo e o do ego. Como o Curso diz: “A verdade a teu respeito é tão elevada que nada indigno de Deus é digno de ti. Escolhe, pois, o que queres nesses termos, e nada aceites que não oferecerias a Deus como inteiramente digno Dele”. (T-9.VII.8:4-5) • Quando quer que seja que você se sinta preparado para escolher o Divino Espírito Santo como seu Professor, Jesus estará ali com você. Se você ainda não se sentir preparado, ele estará mesmo assim ali com você. É como ele diz no Curso: “Se queres ser como eu, eu te ajudarei, sabendo que somos iguais. Se quiseres ser diferente, eu esperarei até que mudes tua mente”. (T8.IV.6:3-4) Arten e Pursah desapareceram e, por tudo que conversamos, eu nunca mais poderei olhar o mundo da mesma maneira.

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Capítulo 5 – O Plano do Ego
Toda resposta ao ego é um chamado à guerra, e a guerra, de fato, despoja sua paz. Mas nessa guerra não há oponente. (T-8.I.3:1-2)

Gary atravessa o tempo até a seguinte visita de Arten e Pursah avaliando seus progressos com o estudo do Curso, fazendo das conversas havidas entre os três lembretes para reconhecer que ele próprio começava a se dar conta de que ele era quem fazia seu sonho – sua existência no mundo – e não uma vítima dele. Arten e Pursah chegam: Gary: • Que bom vê-los! Obrigado por terem vindo. Imagino que sabem a respeito de minhas experiências dos últimos quatro meses [e dos meus progressos], e como estou agradecido por vocês estarem me ajudando. Pursah: • É bom também saber que você aproveita o que lhe dizemos, o que, nem sempre, é fácil. • À medida que você aprende mais, você se dá conta de que estamos lhe ensinando uma interpretação da verdade purista e não dualista – a forma pela qual o Curso foi criado para ser entendido. Haverá mais puristas ensinando o Curso no futuro, enquanto que hoje, além de professores, há pessoas tomando emprestado o ensino do Curso e formando seus cursos, sem mencioná-lo, como se não fossem fundamentados no Curso. • No futuro virão outros, como nós, para ensinar o Curso, podendo ser não tão duros como somos. Já é tempo que venham colocar o universo em seu lugar. • Um benefício que o perdão traz é de nos darmos conta, à medida que usamos mais e mais o perdão, que não precisamos mais do humor da sátira, um recurso que buscamos no ego para conseguir fazer chegar alguma mensagem para o outro. • Você crê que somos duros com você, mas você precisa se dar conta de que é você que é duro demais com você mesmo. Você não quer olhar para seu ódio, mas vamos fazer isso desta vez em nossa visita. • Você também crê que somos duros demais com outras pessoas. Mas repetidamente temos ensinado a você que não há ninguém mais. Não há outras pessoas. Você se dará conta que nossas palavras são usadas para causar, no final, um determinado resultado e, certamente, jamais para passar um julgamento a respeito de um mundo que, afinal, nem existe. Arten: • Há meios simples – não necessariamente fáceis, a não ser que você seja um professor avançado – de desfazer o ego. Quero que você imagine que em vez de julgar automaticamente tudo e todos, como seria bom você perdoar automaticamente a tudo e a todos. É o que o Curso quer fazer com você, treinando sua mente para ensinar você a perdoar em lugar de julgar, por meio da Lição 68, do Livro de Exercícios. Os benefícios para sua mente de tal hábito são incomensuráveis. Gary: • É como diz num dos princípios dos milagres, que diz: “Milagres são hábitos”?

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Arten: • Habituando-se bem ao sistema de pensamento do Divino Espírito Santo Seu perdão se torna sua segunda natureza. Leia a primeira parte dela, Gary: O Amor não guarda mágoas. “Tu, que foste criado pelo Amor como Ele Mesmo, não consegues guardar mágoas e [ao mesmo tempo] conhecer o teu Ser. Guardar uma mágoa é esquecer quem és. Guardar uma mágoa é ver a ti mesmo como um corpo. Guardar uma mágoa é permitir que o ego domine a tua mente e condenar o corpo à morte. Talvez ainda não reconheças, inteiramente, o que guardar mágoas faz com a tua mente. Parece dividir-te, afastando-te de tua Fonte e fazendo com que não sejas como Ela. Isso faz com que creias que a tua Fonte seja como o que pensas que passaste a ser, pois ninguém consegue conceber que o seu Criador não seja como Ele Mesmo. Excluído do teu Ser, Que permanece ciente da Sua semelhança com o Seu Criador, o teu Ser parece dormir, enquanto a parte da tua mente, que tece ilusões em seu sono, parece estar desperta. Guardar mágoas consegue causar tudo isso? Consegue sim! Pois aquele que guarda mágoas nega que foi criado pelo Amor e, no seu sonho de ódio, o seu Criador passa a ser amedrontador para ele. Que consegue sonhar com ódio e não ter medo de Deus? É tão garantido que aqueles que guardam mágoas redefinirão Deus à sua própria imagem, quanto é garantido que Deus os criou como Ele Mesmo e os definiu como parte de Si. É tão garantido que aqueles que guardam mágoas sofrerão culpa, quanto é garantido qu aqueles que perdoam acharão a paz. É tão garantido que aqueles que guardam mágoas esquecerão quem são, quanto é certo que aqueles que perdoam se lembrarão.” (E-pI.68.1-3) Pursah: • Você se lembra das motivações que encontrou e usou para deixar de fumar? É isso. Suas motivações que usará para abandonar as mágoas são tão [ou mais] importantes para sua vida real [sua mente] como deixar de fumar foi para você em relação a seu corpo. Todos os corpos, no final, morrem, mas a sua vida real é no Céu – e você consegue também ter paz e alegria durante sua vida temporária aqui [abandonando as mágoas]. Essas são as suas motivações. Arten: • Algumas vezes essas motivações parecerão a você insuficientes. O que vai acontecer a você é o seguinte: quando você tentar perdoar, certas vezes vai conseguir. Mesmo assim, seguindo o Curso realmente, haverá oportunidades em que surgirão coisas que você não vai querer perdoar e não vai querer abrir mão. Será quando sua resistência e o seu ódio oculto se apresentam. Serão coisas que você terá de olhar mas não quererá ver. Elas conseguem ser entendidas do que são feitas, compreendendo-se o sistema de pensamento e plano de ataque do ego.

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Gary: • Imagino que as coisas materiais e os desejos mundanos que não fico disposto a abandonar são os falsos ídolos, substitutos da verdade – que persigo ou adoro – e também para me convencerem de que sejam todos reais. São pecados secretos e ódios ocultos, símbolos de como odeio a mim mesmo, que projetei e, por isso, parecem estar fora de mim. • A maneira de me perdoar e ajudar o Divino Espírito Santo a assumir minha mente inconsciente é retirar a coberta [descobrir] e observar todas essas coisas com Ele, e continuar perdoando a tudo e a todos. • Quando digo que o Divino Espírito Santo assumirá minha mente inconsciente, lembro-me que Ele, realmente, sou eu mesmo. Dizendo melhor, Ele é o meu Ser Superior, ou o Cristo, ou ainda, a própria Verdade. Arten: • Ótimo, Gary. É por isso que o Curso que ajudar as pessoas se darem conta do que está em seu inconsciente – para que consigam se ver livres dele. • A maioria das pessoas, especialmente ótimas pessoas espiritualizadas, nada sabem do sistema de pensamento assassino que rege este universo, ou do ódio que está abaixo da superfície de suas mentes. Nem a maioria quer saber disso. • A maioria das pessoas quer que tudo esteja sempre bem. Não há como culpá-las por quererem paz, mas paz verdadeira só é encontrada desfazendo o ego e não o encobrindo. Pursah: • Você precisa manter a motivação de paz e alegria nesta vida, em vez de sofrimento. Há quem afirme “não estou sofrendo” ou “não me sinto culpado(a)”, mas guarda sofrimento e culpa na mente. Só depende de cada um. • Quando Jesus no Curso nos indaga se queremos ter razão ou ser feliz, ele realmente sabe que você não quer abandonar muitas das mágoas, ídolos e tentações. • O que vem a ser tentação, realmente? O Curso é explícito quando afirma: “A tentação tem uma lição que ensinaria, em todas as suas formas, onde quer que aconteça. Ela persuadiria o santo Filho de Deus de que ele é um corpo, nascido no que tem de morrer, incapaz de escapar de sua fragilidade, e algemado ao que ela ordena a ele sentir”. (T- 31.VIII.1:12) • Falando em tentação e ego, você tem sido usado pelo ego, como um robô, e você nem se dá conta disso. O pensamento de separação de Deus foi projetado aparentemente para fora e você foi projetado junto com ele. E um universo inteiro, que inclui seu corpo, junto com todos os outros corpos, foi feito. [O Big-Bang falado] • Seu corpo aparenta estar pregado a você, mas, realmente, está fora de você, como tudo mais que você percebe ao seu redor. • As pessoas são como fantasmas, em nível diferente. Elas pensam que seus corpos estão vivos, mas elas não. Elas vêem apenas o que querem ver.

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Daí a frase de Jesus, “deixe os mortos enterrarem seus mortos”. As pessoas precisam de ajuda para encontrar a verdade e para guiá-las para casa. Essa ajuda vem do Divino Espírito Santo, que também precisa de sua ajuda no perdão ás imagens que vê. Isso não significa que o corpo deva ser desprezado. Não se ocupe do corpo mais do que Jesus se ocupou dele. No Curso ele diz: “O corpo é o ídolo do ego, a crença em pecado feita carne e então projetada para fora. Isso produz como se fosse uma parede de carne em torno da mente, mantendo-a encarcerada num pequeno ponto de espaço e tempo, olhando a morte, e com apenas um instante no qual suspira e lamenta e morre em honra a seu mestre. E esse instante não santo aparenta ser a vida; um instante de desespero, uma minúscula ilha de areia seca, desprovida de água e colocada de forma incerta no esquecimento”. (T-20.VII.11:1-3)

Gary: • O Texto diz que o segundo dos quatro obstáculos à paz é a crença de que o corpo seja valioso pelo que oferece. Arten: • Muito bom. Isso é diretamente relacionado à sua atração à culpa e à dor. Leia “Os Obstáculos à Paz” [T-19.IV] muito cuidadosamente. Você precisa entender que você se deixa atrair por todo o sistema de pecado do ego, e confunde dor com prazer. Você se permite ser atraído inconscientemente para o pecado, a culpa, o medo e o sofrimento. Isso não faz você diferente de ninguém, exceto que você – com o conhecimento que está recebendo – será uma das pessoas conscientes disso, e, então, vai conseguir observá-lo, perdoá-lo e, no final, ficar livre dele. • A maioria das pessoas não sabe que secretamente [obedecendo a seu inconsciente] vai atrás daquilo que irá puni-las, de uma forma ou de outra – não em todas as áreas de sua vida, mas sempre de alguma maneira. • Lembre-se: as pessoas crêem – inconscientemente – que merecem ser punidas por terem atacado a Deus e jogado fora o Céu e representam isso [na existência] de muitas maneira óbvias e [até] dramáticas. • Elas também dão mostras disso de muitas maneiras, nem sempre tão óbvias e sutis – como a escolha [excludente] de um time esportivo [uma crença, um ponto de vista, uma opinião, uma convicção, uma postura, uma filosofia, uma ideologia, uma teologia, um grupo social, uma mentalidade, um partido político, uma profissão, um espetáculo, uma filiação religiosa sectária, um movimento de ação de luta armada e demais participações que as separe dos outros, do amor ao próximo, por qualquer idéia que as afaste da unicidade e de tudo que ela aporta]. Gary: • Como consigo evitar, ao escrever o livro, que muitas das declarações de vocês, que ouvidas de vocês soam bem, e escritas, mesmo diretas, verdadeiras e duras, pareçam arrogantes? Arten:

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Dissemos que seríamos diretos, bruscos até, mas há algo que não dissemos. Nunca afirmamos [taxativamente] que Um Curso em Milagres era o único caminho para Deus. E nunca dissemos que nossas palavras eram o único caminho para Um Curso em Milagres. O que dizemos constitui uma abordagem a ele, e entendemos que ele é para algumas pessoas – não para todas. Dito isso, reafirmamos: estamos aqui para ajudar você a economizar tempo. Se você realmente quer conhecer a Deus, então queremos que você encontre o caminho para a experiência da verdade absoluta tão cedo quanto possível. Como citado anteriormente, o Curso ensina que “o milagre minimiza a necessidade de tempo”. Nossa meta é ajudar você a entender o milagre. Vamos da a você a resposta àquilo que você chama vida. O Curso não se faz misterioso quanto à resposta a isso. Primeiro: olhemos mais atentamente para a chama do ego no nível do mundo, para ver por que a mariposa fica tão atraída por ela.

Pursah: • Já estabelecemos para você que: a) o universo que você vê é símbolo do pensamento único de que você se separou a si mesmo de Deus; b) você se sente secretamente aterrorizado e enormemente culpado em relação à separação; c) no mundo de corpos o pensamento de separação foi projetado aparentemente para fora de você; d) tudo é agora visto aparentemente fora de você, e de todos os demais: as causas substitutas de pecado, a projetada responsabilidade pela culpa e as muitas formas de medo de qualquer forma. • Uma vez entendido isso, facilita distinguir a representação da separação e da projeção da culpa inconsciente atuando no mundo todos os dias. • O ego arregimenta pessoas em grupos, uns contra os outros, pondo em consecução por inteiro o roteiro da história do universo – garantindo a atitude de separação nos relacionamentos individuais, de alguma forma. Unicamente será desfeito o pensamento [a crença] de separação quando todos hajam despertado do sonho. • Mesmo na união continua havendo separação neste mundo. Para conseguir isso o ego fez relacionamentos especiais pois na dualidade você tem amor especial e ódio especial. • O amor é agora [no mundo] mais seletivo que abrangente e por isso não é amor verdadeiro, mas passa como se fosse. • Ao parecer que encarna você passa imediatamente a fazer parte de uma família – você não faz parte de outras famílias, classes econômicas, culturas, grupos étnicos e países. Você já fica diferente de outros de muitas maneiras. Há mesmo até competição entre famílias, partes de famílias e indivíduos dentro de famílias. • Isso tudo tem como resultado ou amor especial ou algum tipo de vitimização. • Todos que sonham seu caminho para este mundo se vêem como um corpo desde o início e, como tal, um corpo muito especial de fato. • Pensamentos de vítima ou vitimização em nada ajudam senão serem vistos nesse enfoque, resultando na projeção inadvertida de seu pecado e culpa – que são ocultos por paredes de esquecimento – em alguém ou alguma coisa [situação, contingência, fato ou circunstância, todos ilusórios].

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Agora todos pecados secretos e ódios ocultos que tenha a seu próprio respeito são vistos em outro lugar – resultantes de você estar experienciando a projeção de um sonho feito por sua própria mente esquecida – ficando tudo encarcerado e trancado fora de sua ciência. Outras pessoas e eventos externos, ou seu próprio corpo e equivocadas ações do cérebro e aparentes atitudes culposas, são as causas percebidas da infindável série de medos e situações – grandes e pequenas – que você chama de sua vida. Jesus no Curso compara os sonhos que você tem dormindo na cama à noite com os sonhos que você tem durante o dia, se dizendo acordado: “São as figuras no sonho e o que fazem que parecem fazer o sonho. Tu não reconheces o que estás fazendo com o que representem para ti, pois se reconhecesses isso, a culpa não seria delas e a ilusão de satisfação desapareceria. Nos sonhos, essas características não são obscuras. Pareces despertar e o sonho se foi. Entretanto, o que falhas em reconhecer é que aquilo que causou o sonho não se foi com ele. O teu desejo de fazer um outro mundo que não seja real permanece contigo. E aquilo para o qual pareces despertar, não é senão uma outra forma desse mesmo mundo que vês nos sonhos. Todo o teu tempo é gasto em sonhar. Os teus sonhos, quando estás dormindo, e os teus sonhos quando estás acordado, têm formas diferentes e isso é tudo. Seu conteúdo é o mesmo”. (T-18.II.5:5-14)

Gary: • Na ilusão, ao projetar minha culpa negada sobre o outro, estou apenas reciclando a culpa em minha própria mente, conservando a ela e ao ego intactos, pois não há outro sobre quem jogar coisa alguma, não há estranhos no Reino. • Creio que deve ter sido isso a que Jesus se referia quando insistia conosco, dizendo: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados, e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também”. [Mat. 7:1-2] • Nós ficamos julgando a condenando nossa própria imagem, pois – repetindo – não há estranhos no Reino. Isso perpetua [em nossa mente] a aparente culpa vidas afora, pois o que causou o sonho é a culpa e a necessidade [imperiosa] de escapar dela. Pursah: • Soberbo, meu irmão! A dinâmica do ego de culpa reciclada garante a ele a capacidade fazer tantas projeções de relacionamento de amor especial como de ódio especial [tantas vezes quanto você permitir, enquanto não o vê como ele é]. • No mundo o amor é sempre qualificado de alguma forma. Se essas qualificações não forem atendidas, tome cuidado [no mundo o amor aparece sempre sob a égide do ego, salvo para quem já o reconheceu e aprendeu a desconsiderá-lo]. Arten: • Gary, que faz um ilusionista para enganar o auditório num espetáculo de mágica? Gary: • Esconde a ilusão chamando a atenção do auditório para um outro lugar enquanto o truque é feito. Arten:

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Exatamente! O ego é um mestre ilusionista. Uma das maneiras de chamar sua atenção para onde não está o truque da ilusão, que ele quer fazer você se deixar engambelar – além de fazer soar um rufar de tambores – são os problemas. Esses problemas ficam usualmente diante de você e suas resposta [você acredita] estão lá fora, no mundo, para você procurar e usar. Não importa que problemas sejam, dos mais relevantes aos menos importantes, as respostas ficam sempre em algum lugar lá fora no mundo ou no universo. “A verdade está lá fora”... diz sua geração, atendendo à arte do ego de chamar a atenção para outra coisa que não seja seu truque. Sejam extraterrestres, ou qualquer outro substituto misterioso ou problemas que o ego faça, tudo é ilusão, pois a real verdade não está lá fora – porque o problema real não está lá fora. Mas você continua procurando lá fora, não se dando conta que o Curso conta quem é o ego: “Seu dito, então, consegue ser resumido simplesmente como:”Procura e não ache”. (T-12.IV.1:4) A busca do lado de fora pode seguir, mas tudo segue igual, e suas globs de culpa enterrada em relação à separação permanecem intocáveis. Entendo que o Divino Espírito Santo veio em seu auxílio ajustando seus olhos enquanto você permanecia na cama, permitindo que você, efetivamente, visse, simbolizada, sua própria culpa inconsciente.

Gary: • Agora sei que estou sendo curado. Isso é encorajador. • O primeiro nível do Curso, ou metafísico, envolve percepção. O segundo nível, ou do corpo, do mundo e do universo, também envolve percepção e o estou experienciando agora.é o resultado da negação coletiva e da maciça projeção que ocorreu no primeiro nível ou nível metafísico – que resulto no universo do tempo e do espaço que agora vejo como se estivesse fora de mim, para que eu conseguisse ter uma defesa contra minha culpa, meu medo ocultos e do fato de esconder-me de Deus – de Quem erroneamente fico aterrado e de Quem fujo. Excetuando que não tenho contato com isso pois é tudo inconsciente. • As aparentes causas de meus medos, como dor e morte, são agora vista como fora de mim – mesmo que o medo seja sentido dentro de mim. • Poderia ser dito que o conteúdo de minha mente esteja sendo sentido todo ao meu redor, em vez de dentro de mim. • É por isso que fico sem mente – porque eu torno para mim – em minha mente – como se a minha memória houvesse sido perdida. • O plano do ego segue por intermédio da responsabilidade culposa – tanto sutil como óbvia – do ataque, da condenação e da continuada projeção e reciclagem de minha culpa. • Isso, por sua vez, me engana – como um truque – de que estou conseguindo me livrar da culpa, sendo que é o inverso que é feito e, com isso, fico cada vez mais apegado à culpa – mantendo-a em meu inconsciente, fazendo todo o círculo vicioso permanecer em ação. Pursah: • Você foi acurado e disse tudo. Deveríamos colocar uma medalha de ouro em sua testa!

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A boa notícia é que a dinâmica de perdão do Divino Espírito Santo desfaz o ego em ambos os níveis. O princípio da Expiação desfaz a negação e a projeção no nível de sua mente pelo perdão do que você percebe, e o Divino Espírito Santo desfaz a negação e a projeção no nível metafísico de sua mente, ao mesmo tempo – bem como que desfaz a idéia de separação junto a você. Você precisa praticar o perdão no nível em que se encontra sua experiência. Você precisa entender a metafísica do Curso para compreender o que está fazendo. Mas o seu perdão é necessário ser dado aqui, o que indica que você tem de ser prático – e respeitoso com as outras pessoas e com suas experiências. Ou seja, quando estiver vivendo seu dia-a-dia, tem de ser bondoso. Seu encargo não é de corrigir os outros. Apenas ajude o Divino Espírito Santo a limpar sua mente errada mudando sua escolha para sua mente certa e, daí, deixe o resto com Ele.

Gary: • Então, nesse nível, quando penso com o ego isso é mentalidade errada, e quando penso com o Divino Espírito Santo isso é mentalidade certa. Pursah: • Sim. O Você que está realizando o pensar é o você-como-mente – não como um cérebro humano ou corpo. • O Curso é dirigido à parte de sua mente que precisa escolher [tem essa incumbência] entre o ego e o Divino Espírito Santo [o Tomador de Decisões, nome dado por Kenneth Wapnick]. • Em nossas próximas duas visitas trataremos dele, para você treinar-se como usá-lo corretamente – e assim economizar para você alguns milhares de anos de tentativas e erros, e todas as correspondentes encarnações. Você ficará estupefato de como simples isso é, uma vez haja conseguido tornar isso parte integrante de sua atitude. • Vamos subdividi-la, temporariamente, em passos, mas, finalmente, esses passos se fundem numa atitude integrada. O resultado final é a paz de Deus. Arten: • O que você deveria procurar sempre se lembrar é que, por manter você olhando sempre para fora de você, o ego impede você de efetivamente olhar para o sistema de pensamento dele. O Curso confirma isso: “ilusões são protegidas por não se olhar para elas”. (T-11.V.1:1) • Falaremos sobre o sistema de pensamento do ego, não para assustá-lo, mas para que você saiba que, mesmo horroroso, ele não é você. • Olhe para o ego sem julgamento nem medo. Não sendo verdadeiro, não é algo a temer. Mas ele é – com certeza – algo a ser perdoado. • Para conseguir perdoar a si mesmo, assim como aos outros, você vai ter de estar disposto a olhar para as maneiras pelas quais você usa as pessoas e as mata em sua mente. Isso não é feito diretamente por você, mas é parte do sistema que você inconscientemente pensa que seja você. • Quanto à ilusão do tempo, o pecado equipara-se ao passado, a culpa equipara-se ao presente e medo equipara-se ao futuro. Você sente medo porque acredita que pecou, porque crê no sistema de pensamento do ego.

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Reconheça que medo, pecado, ira, culpa, ciúme, raiva, dor, preocupação, ressentimento, vingança, desprezo, inveja e todas as demais emoções negativas são versões da mesma ilusão. O Curso nos diz: “Medo e amor são as únicas emoções de que és capaz”. (T-12.I.9:5) Tomar emprestado do Curso seus ditos e frases, sem Deus, ignora a separação – e não a resolve – porque está ignorando Deus. Citar o Curso sem sair do dualismo, não desfaz a separação, pois considera que Deus criou o mundo e os corpos e reconhece a separação. Ambas as formas não reconhecem nem restabelecem a verdade.

Pursah: • Então qual é a natureza do ego que você carrega em seu inconsciente, e que ele não quer que você enxergue? Gary: • Pensei que você nunca fosse perguntar. Pursah: • Sua natureza é o ódio. Mesmo vendo o ódio, sobre o que muitos racionalizam ou até glosam, mesmo assim não se dão conta de que seja, realmente, ódio de si mesmo. • Então você e muitos no mundo vêem pessoas que odeiam, atacam ou mesmo matam uns aos outros, ou que mesmo feririam ou até matariam você, se conseguissem. • As formas variadas e infinitas com que se apresenta são muitas e aparentemente sem identidade entre si, mas todas são a mesma coisa: ódio. • Pode ser 1 – o desconforto em relação a pessoas com quem discorda, pessoal, profissional ou politicamente; 2 – pessoas com quem trabalhe a quem você atribui as dificuldades no emprego; 3 – ou parentes que discordam de você. 4 – Ou podem ainda ser situações mais fisicamente ameaçadoras. As características e as nuances são intermináveis. [Acrescente alguma só sua.] • A causa é só uma: você tomou o ódio que tem por si mesmo – por ter jogado fora o Céu – e [ao projetá-lo para fora] fez um mundo onde as razões desse ódio, sua culpa e falta de paz agora conseguem ser vistas fora de você, sempre em conexão agora com outros seres [até animais – grandes, pequenos, insetos, répteis, etc. – objetos, situações, lugares, grupos, idéias, filosofias, teologias, teses, opiniões, odores, músicas, etc.sem limite, sempre ilusões]. • Agora a culpa não está mais em você. Não foi você quem tirou a paz de Deus de você, foram eles! [ou qualquer das ilusões listadas entre grampos]. Que fique claro: ninguém consegue tirar a paz de Deus de você, exceto por sua própria decisão. Isso é verdade hoje, como foi no primeiro instante da aparente separação. Todos os responsáveis por sua falta de paz estão ali, alinhados à sua frente, onde você quer que eles estejam. Gary: • As pessoas que me causam problemas – eu quero que apareçam? Pursah:

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• •

Não se engane, você quer que estejam ali, sem exceção. Elas são seus bodes expiatórios. Se apenas você conseguisse se lembrar, na próxima vez que algum incendiário apertasse seus botões, então você conseguiria segurar sua língua, pensar com o Divino Espírito Santo e mudar sua mente [‘escolher outra vez’, como diz UCEM]. Enquanto você continuar atolado nessa perplexidade, você não consegue ver que isso é desnecessário, porque – antes de mais nada – você nunca realmente foi culpado. Toda a perplexidade é uma ilusão para defender você da ilusão. Porém nunca se esqueça: realmente você crê, num nível muito mais profundo que você consiga se dar conta, que seja [efetivamente] culpado. Você precisa de sua defesa porque a alternativa é impensável para seu ego – de que você poderá de fato olhar para sua própria culpa – cujo horror é, presentemente, completamente ocultado pelo mundo. O ego mantém você convencido de que olhar a feiúra dessa culpa equivale a morrer. Para evitar a malignidade que vai junto com toda a lata de vermes, você a projeta para fora, esquecendo-se de que ‘o que é mandado embora é mandado de volta’ – porque, em primeiro lugar, nunca saiu do lugar onde estava: “Aquele que vê um irmão como um corpo, o vê como um símbolo do medo. E ele atacará, porque o que contempla é o seu próprio medo fora de si mesmo, pronto para atacar, mas pedindo aos gritos para se unir a ele novamente. Não te equivoques quanto à intensidade da raiva que o medo projetado tem de gerar. Irado, ele urra e arranha o ar na frenética esperança de conseguir alcançar aquele que o fez devorá-lo. É isso que os olhos do corpo contemplam naquele que o Céu estima, que os anjos amam e que Deus criou perfeito “. (E-pI.181.8-9:1)

Arten • O ego está sempre tentando impedir você de examinar de perto seu sistema de pensamento. “Em alto e bom som o ego te diz que não olhes para dentro, pois se o fizeres teus olhos tocarão o pecado e Deus te trespassará, cegando-te”. (T-21.IV.2:3) Como Jesus explica, isso não é o que o ego está realmente preocupado: “Atrás do teu medo de olhar para dentro, por causa do pecado, existe ainda um outro medo, medo esse que faz o ego tremer. O que aconteceria se olhasses para dentro e não visses pecado algum? Essa questão “amedrontadora” é algo que o ego nunca pergunta. E tu, que a perguntas agora, estás ameaçando todo o sistema defensivo do ego de modo por demais grave para que ele se incomode de fingir que seja teu amigo”. (T-21.IV.2:8-3:3) Pursah: • Não permita que essa última declaração amedronte você, aliás – pois essa nunca é a intenção de Jesus. O ego já odeia você [nunca teve outro sentimento por quem quer que seja]. Se ele se tornar maligno, que importa? Ele [sempre] chega a isso, no final, de todo jeito.

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• •

O estranho é que agora, quando você pensa a respeito disso, você se dá conta de que o que realmente odeia você, não está do lado de fora, está do lado de dentro – bem junto a você. O sistema de pensamento assassino do ego não consegue mais ser negado e projetado. Sua única saída é desfazê-lo.

Gary: • Se o conteúdo da minha mente, meus próprios ódio e culpa, estão simbolicamente todos colocados ao meu redor, então como consigo, realmente, olhar para dentro, estando com meu corpo e meu cérebro envoltos como se fosse por fios de uma instalação elétrica, que só me permite [olhar e] perceber para o lado de fora? Arten: • A resposta para sua pergunta é a resposta para a vida. Exatamente! É assim [todo preso por uma fiação imobilizante] que o ego ‘preparou’ você. Tudo que você experiencia testemunha a realidade da ilusão. A partir daí você a julga e a torna real para você – mantendo todo o sistema intacto. • A saída é a alternativa do Divino Espírito Santo – a lei do perdão. Você tem de aprender como virar a mesa em cima do ego. [Aprenda então:]

A ÚNICA MANEIRA DE PERDOAR O QUE ESTÁ DO LADO DE DENTRO É PERDOANDO O QUE PARECE ESTAR DO LADO DE FORA.
• • • • Você vai se dar conta de que você nunca será capaz de encontrar seu caminho de saída e experienciar sua própria inocência e Divindade até que aprenda como perdoar tudo que vê ao seu redor, neste mundo. Até que consiga isso, a saída verdadeira é impossível. Você pensa que as pessoas que querem escapar do mundo são fracas; em verdade, elas têm a idéia correta. Elas apenas não sabem como executá-la corretamente. Que é tudo isso que você vê ao seu redor, de todas as maneiras, exceto uma série de retratos e imagens; um filme de seu próprio ódio e culpa? Você tem bom e ruim, vida e morte, quente e frio, norte e sul, leste e oeste, dentro e fora, em cima e em baixo, escuridão e claridade, esquerda e direita, doença e saúde, rico e pobre, yin e yang, amor e ódio, molhado e seco, macho e fêmea, duro e macio, perto e longe, e milhares de outras polaridades e forças de dois sentidos – todas elas com nenhuma relação com Deus, Que é perfeitamente íntegro e completo e que nunca criaria qualquer coisa que assim não fosse. As divisões e quebras no mundo só servem para manter você correndo atrás das supostas coisas boas, para descobrir que o bom e o ruim são igualmente irreais. Dessa forma sua atenção fica permanentemente fixa nos truques do ego em lugar de ater-se na resposta do Divino Espírito Santo. Seu encargo agora é parar de lutar a luta que você não consegue vencer e voltar-se para o poder da tomada de decisão de sua mente onde está o Divino Espírito Santo. Lembre-se: o Divino Espírito Santo não está no mundo. Como poderia Ele estar num lugar que não está lá? Ele está em sua mente. É lá que estão tanto o problema como a resposta ao problema. 75

• • • •

• • • • •

Mude para o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo e você não conseguirá perder. Atenção: não estamos falando de ganhar ou perder no mundo. Isso não é do que trata o Curso, apesar de falar sobre como receber verdadeira direção pela inspiração, que nós prometemos nos referir. O que resta a você fazer é deixar o Divino Espírito Santo ensinar a você sua perfeita ausência de culpa. Uma mente sem culpa não consegue sofrer. Sem o Divino Espírito Santo você estaria sem esperança. Seu ódio e sua culpa ficariam para sempre presos nas profundezas de seu inconsciente. Felizmente para você o Divino Espírito Santo não é tolo – e o ego não é páreo para Ele. Quando você se une ao Divino Espírito Santo o ego também não fica mais páreo para você. Jesus finalmente se Identificou com o Divino Espírito Santo e agora ele é exatamente o mesmo que Ele.

Gary: • E vocês também são? Estou perguntando isso em benefício de meus futuros leitores. Pursah: • Sim. Mas não é necessário a seus leitores crerem em nós. Nossas palavras conseguem beneficiar pessoas, quer elas confiem em nós ou não. É a mensagem do Divino Espírito Santo que importa – e não os que são vistos por trazê-la. • Se nós mesmos não cremos em nossos próprios corpos projetados, então porque ficaríamos aborrecidos se alguém mais também não cresse neles? Gary: • Minha linguagem mudou. Num passado bem recente, eu usava muito a palavra que começa com f. Pursah: • Agora você tem a nova palavra com f: perdoe-os. • Até nossa volta você terá cinco meses para trabalhar com a idéia: “O Amor não guarda mágoas”, com as lições do Caderno de Exercícios, continuar lendo o Texto. Há frases do Curso que nos ajudam a aplicá-las nas situações correspondentes, que nos ajudam a lembrar da verdade, como essa que você estuda. • O Curso ensina que você não tem de mudar a mente de ninguém e não tem de mudar o seu mundo. Tudo o que você tem de fazer é:

MUDAR SUA MENTE A RESPEITO DO MUNDO.
• Por exemplo:

Não se ocupe com a paz mundial. A melhor maneira de você contribuir com a paz mundial é praticar o perdão você mesmo e compartilhar a experiência com os outros.
[essa tem de ser a mesma atitude em relação qualquer circunstância

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– de qualquer nível ou ordem – que ataque, afaste ou retire a paz do indivíduo, do grupo, da família, da nação, do mundo]

Quando as pessoas no mundo finalmente buscarem verdadeira paz interior por entender e corretamente aplicar a lei do perdão, daí a aparente paz exterior obrigatoriamente se seguirá.
• Porém esse não é o foco maior do Curso de Jesus. A meta do Curso é mudar a sua mente em relação a seu sonho.

Gary: • Depois que iniciei o Curso tenho tido terríveis pesadelos, com terríveis imagens de assassinato e vergonha e figuras infernais, nunca tidos antes, como se estivessem me mostrando algo. Arten: • Nas figuras que pintores realizaram, horríficas e amedrontadoras, cada um vai ver o que sua mente quer ver. É como seu sonho. Você está vendo o que tem de ver, que está em sua mente, mas sem ter ‘sido mostrada’ para você, ainda. É sua culpa inconsciente vindo para a superfície, sendo mostrada a você e, no seu caso, sendo liberadas. • Seus sonhos, seu já não inconsciente medo, culpa e auto-ódio estão sendo colocados em imagens. Por você estar praticando o perdão conforme as Lições do Curso, esse sistema de pensamento velho está sendo perdoado e [graças a Deus ] liberado para o Divino Espírito Santo. • É por isso que seus pesadelos não têm lhe causado medo, mesmo sendo horrendos. Jesus está lá, olhando isso tudo com você. Sua mente certa sabe que ele está lá. Há uma parte de você que sabe que isso é apenas um sonho e que nada há a temer. • Sua vida ‘andando sobre os pés’ será assim, um dia desses – quando todos seus pecados e ódios ocultos estiverem perdoados: não importa o que você veja ou o que pareça acontecer a você ou a quem quer que seja a seu redor, você saberá que não há razão para ter medo. Todas as imagens são apenas imagens, não importa onde ou quando elas pareçam ocorrer. Pursah: • Essas imagens que você viu em alguns de seus pesadelos expõem o sistema de pensamento do ego no nível do seu inconsciente. Você vê que o inconsciente é muito [e muito] mais horrível do que o que exibe acima da superfície. É assim que o ego se esconde e oculta seu plano. • Todas as projeções conscientes que você vê ao seu redor é um nível inteiro retirado de sua mente inconsciente [um corte nivelado, uma fatia horizontal, uma tampa].

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• • •

Então, enquanto que, por vezes, o universo que você vê consegue ser horrível e assustador, ele não é nada se comparado com o terrível sistema de pensamento do qual ele surge subitamente. De fato, como a projeção que você vê é uma defesa, você conseguiria afirmar que o universo, como ele, é existe porque ele se apresenta tolerável para você, comparado ao profundo e maligno excremento que existe abaixo da superfície. Você viu algumas de suas culpas simbolizadas de diferentes formas, agora. Que você diria como elas se apresentam?

Gary: • As palavras horrível, monstruosa, demoníaca, espectral, atormentada me vêm à mente. Arten: • Você apenas deu uma descrição decente do que o inconsciente é para todas as pessoas, mesmo que elas não o saibam – e como ele permanecerá até que seja liberado pelo Divino Espírito Santo. • O mundo que você vê consegue ser, algumas vezes, certamente, odioso, mas que, em verdade, é uma fuga de um aparente pior destino – a culpa em sua própria mente a respeito da qual você nem ao menos tinha conhecimento. Gary: • Não fica sendo exatamente uma fuga para essas pessoas que matam outras ou a si mesmas. Isso não as torna mais culpadas? Arten: • Não. Culpa é apenas um pensamento na mente e nenhuma ação no mundo realmente cria conseqüências. Assassinato e suicídio reciclam a culpa inconsciente das pessoas que dão realidade a ela, mantendo-a em vigor. • Pessoas que se matam, ou matam a outros, vêem a morte como uma saída. Os que matam, em verdade, se odeiam, apesar de projetarem esse ódio no outro, e matar é sempre uma tentativa reversa de destruir a si mesmo. Seu ódio é realmente [sem escapatória] ódio a si mesmo. • Todo criminoso secretamente espera ser apanhado e punido. • Lembre-se: mesmo que muita culpa seja projetada sobre os outros, é também projetada sobre seu próprio corpo ilusório que, ele próprio, é conseqüente de projeção para fora de sua mente. • Há outras variantes de suicídio, como a estratégia do suicídio-por-policial, quando pessoas atiram em policiais, porque sabem que segura e provavelmente isso resultará em sua própria morte. • Os que cometem suicídio, da maneira que seja, buscam terminar a intolerável dor psicológica de sua culpa e sofrimento. Como sua culpa inconsciente permanece intacta, eles meramente terminam reencarnando e mantendo o problema irresolvido. A morte não é uma saída. A saída [única que existe] é o verdadeiro perdão. O Curso ensina: “Não se deixa o mundo pela morte, mas sim pela verdade, e a verdade consegue ser conhecida por todos aqueles para quem o Reino foi criado, e pelos quais ele espera”. (T- 3.VII.6:11) Pursah:

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Vai exigir alguma força de vontade de sua parte admitir que haja esse sistema de pensamento dentro de você enquanto você o observa atuar e então permitir ao Divino Espírito Santo desfazê-lo, à medida que você perdoa as imagens simbólicas dele que você vê à sua volta.

Gary: • E você vai me dizer como? O Livro de Exercícios obviamente faz isso, mas você vai ,e dar alguma ajuda? Arten: • Tudo que dermos a você está no Curso. O que fazemos é tomar alguma coisa de cada um dos livros e pô-las juntas para facilitar sua aplicação mais efetiva para você mesmo. Damos não só teorias, mas uma forma de como lidar com o que esteja bem em frente de você. Gary: • Bem, espero que assim seja, porque algumas vezes penso que vou ter de ser um santo excepcional para fazer tudo isso, ou seja, nunca guardar uma mágoa contra ninguém? Nunca julgar, condenar, ou atacar? Nunca ter maus pensamentos sem prestar atenção neles e perdoar? E nunca crer que minha raiva seja justificada? Isso é impossível, cara. Arten: • Você é um santo, Gary; você apenas não sabe disso, ainda. Quanto a ser impossível fazer o Curso, você está errado. O Curso diz que milagres são hábitos. Você experienciará mais e mais que o Curso está correto quando ele diz: “Raiva nunca é justificada. Ataque não tem fundamento. É aqui que a saída do medo começa, e será feita completa”. (T-30.VI.1:1-3) • Porque essas coisas são importantes? Pois como diz o Curso, quer você esteja atacando outros pelo pensamento ou você esteja aparentemente sendo atacado, verbal ou fisicamente: “O segredo da salvação é apenas esse: tu estás fazendo isso a ti mesmo. Seja qual for a forma de ataque, isso continua sendo verdadeiro. Seja quem for que se coloque no papel do inimigo e do agressor, isso continua sendo verdadeiro. Seja o que for que pareça ser a causa de qualquer dor ou sofrimento que sintas, isso continua verdadeiro. Pois não reagirias de forma alguma a figuras de um sonho se soubesses que estavas sonhando. Que elas sejam tão odientas e más quanto possam, não poderiam ter nenhum efeito sobre ti, a não ser que hajas fracassado em reconhecer que esse é o teu sonho”. (T-27.VIII.10) • Se você julga as figuras do sonho, fazendo seu sonho real, você cai na armadilha do ego – com sua expiação de seu pecado ou do outro pelo pecado dele: “Não consegues dissipar a culpa fazendo com que ela seja real e depois a expiando. Esse é o plano do ego, que ele oferece ao invés de dissipá-la. O ego crê na expiação através do ataque, estando totalmente comprometido com a noção insana de que o ataque seja a salvação”. (T13.II.10:1-3) • E o Curso prossegue dizendo:

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“No ensinamento do ego, portanto, não há como escapar da culpa. Pois o ataque faz com que a culpa seja real e se ela for real, não há nenhum caminho para superá-la”. (T-13.I.11:2-3) Gary: • Então Deus não tem de me perdoar. Eu tenho de perdoar a mim mesmo por intermédio de perdoar os outros em vez de atacá-los. Mesmo que seja um julgamento mental e que eu não pronuncie ou faça coisa alguma, um pensamento de ataque continua sendo um ataque em pensamento. É por isso que tenho de monitorar meus pensamentos. Quer eu ataque ou perdoe, eu faço isso a mim mesmo, porque essas pessoas não são reais, de forma alguma – elas são apenas símbolos do que está contido em minha mente, assim como eu sou o símbolo da mente coletiva. • O mundo não precisa do perdão de Deus; as pessoas precisam se perdoar a si mesmas, perdoando essas imagens que vêem. Arten: • Sim. Absolutamente. O curso não conseguiria ser mais claro do que isso mesmo: “Deus não perdoa porque Ele nunca condenou. E tem de haver condenação antes que o perdão seja necessário. O perdão é a grande necessidade desse mundo, mas isso é assim porque esse é um mundo de ilusões. Aqueles que perdoam estão, portanto, liberando a si mesmos das ilusões, enquanto aqueles que negam o perdão estão se ligando a elas. Assim como só condenas a ti mesmo, também só perdoas a ti mesmo. Contudo, embora Deus não perdoe, o Seu Amor é, não obstante, a base do perdão”. (E-pI. 46.1-2:1) • Mesmo que você não precise do perdão de Deus porque Ele jamais condenou, você, de fato, tem acesso à Sua Voz, o Divino Espírito Santo, que lida com a culpa deste jeito: “O Espírito Santo o dissipa simplesmente por meio do calmo reconhecimento de que nunca foi”. (T-13.I.11:4) • Falaremos mais disso em nossa próxima visita. Pursah: • Talvez você ainda não haja compreendido plenamente que os benefícios do perdão verdadeiro sejam [exclusivamente] para você. • Você não terá de – nem assim o fará – sempre perdoar imediatamente. Ocasionalmente terá de perdoar algo ocorrido há meia hora atrás, ou há dois dias atrás. É assim que funciona. Ninguém é perfeito, e agora há uma epidemia de raiva rolando no mundo, tornando ainda mais difícil para você não se tocar. • Há 2.000 anos atrás, Jesus era tentado a se identificar com o corpo, por vezes, mas por ele ser um mestre, ele perdoava e conseguia varar cada oportunidade muito depressa. • Em seu caso, no entanto, como o tempo não é real – e porque a memória é apenas tanto uma percepção como qualquer outra imagem – você consegue perdoar um evento passado, mesmo que a pessoa, associada ao seu perdão, não esteja mais aparentemente vivendo num corpo. Gary:

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Qualquer coisa irresolvida que eu possa ter com meus pais continua sendo perdoável – assim como perdoar a mim mesmo por alguma coisa que haja dito ou feito a eles no passado?

Pursah: • Absolutamente. Você precisa perdoar a você mesmo tão seguramente quanto precisa perdoar os outros, o então não estará compreendendo a insignificância do corpo. Seu corpo não é nem mais nem menos importante do que o dos outros. • Sobre reencarnação, que temos mencionado como se de fato ocorresse, esclarecemos que, como tudo mais, é apenas um sonho. • Sim, parece que você encarna num corpo, e sua experiência é de que você esteja [seja ou tenha] num corpo – mas o Curso diz que o que você vê – sente, toca e usa – não é verdadeiro. Gary: • Não parece ser um sonho, muitas vezes, mas a idéia não parece tão estranha a mim. Arten: • As experiências que você teve podem se tornar mais a norma do que ocasionais por meio do perdão. Gary: • Quer me esclarecer mais sobre o plano do ego, que você disse ser todo ‘montado‘, como ele surge no mundo, para eu aprender o que tenho de observar? Arten: • Observe bem: muitas vezes, algo que você está fazendo está seguindo muito bem, mas, de repente, algo acontece que o aborrece [conturba ou atrapalha]. Não importa a dimensão do aborrecimento [a ordem de grandeza é irrelevante]. Pode conturbar sua paz na mente mesmo de forma insignificante. Isso é o símbolo da separação. • De qualquer forma que ocorra, em todas as suas diferentes formas, é sempre o mesmo ocorrido quando você estava feliz no Céu e de repente você ficou muito aborrecido – aquela primeira vez em que você pensou que estivesse separado de Deus – que é a base de todos e quaisquer aborrecimentos neste mundo. • No ordinário do sonho da vida, as causas de aborrecimentos parecem ocorrer à específica identidade que você tem como corpo, que, em si mesma, já é uma falsa idéia de separação. • A multitude de problemas que o ego coloca em sua vida são tentativas para você reagir – sentir-se mal, culpado, furioso, derrotado, desmotivado, amedrontado, inferior, auto-consciente, ofendido, solitário, ou superior e condescendente. É sempre algum julgamento, independente da forma. Ao fazer o julgamento, você valida o mundo do ego e reforça a aparente realidade da separação e tudo que faz parte dela. • O ego, o tempo todo, tem todas as possíveis variações de separação para garantir perpétuo conflito. Isso se mistura aos ‘bons tempos’ que você teve, para que pareçam mais reais, exceto que essa mistura é, realmente, apenas outro exemplo da dualidade. • Há outros exemplos de como o ego intruje você na crença de divisão. Pursah:

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É por meio de suas respostas e reações ao que você vê que você faz a experiência de separação de Deus pareça real [ou não]. Os detalhes do que você esteja tornando real surgem nos seus relacionamentos.e na categoria do conteúdo do roteiro que lhe cabe. As respostas e reações não se referem só a eventos que aparentem ocorrer a você. Podem se referir a eventos que esteja observando como espectador – no relacionamentos de outros, ou mesmo no noticiário que você ouve ou lê na Internet [ou em qualquer meio de comunicação]. Por exemplo: se pessoas morrem num acidente de avião, o que seria mais simbólico para a queda do homem? Ou quando um bebê deixa o paraíso da barriga da mãe e se vê empurrado para fora no mundo o que mais isso poderia simbolizar exceto a separação de Deus? Quando uma bala, faca, raio laser, flecha, lança, ou coroa de espinhos corta a pele de alguém, o que acontece com essa pele?

Gary: • Ela se separa; Pursah: • Durante um terremoto, que acontece com o terreno sobre o qual você construiu a fundação de sua vida ilusória? Gary: • Ele se separa. Pursah: • Se alguém é abandonado em criança ou bebê isso, obviamente, é separação – sem mencionarmos uma excelente oportunidade para a criança ou bebê de culpar sua mãe ou seus pais que o abandonaram, e dessa forma projetar sua culpa inconsciente sobre eles e preservar suas ‘crises’ de ego. Os exemplos são infinitos, mas, mais uma vez... Gary: • Eles são todos a mesma coisa. Pursah: • Na enfermidade, os pensamentos de ataque na mente – freqüentemente inconscientes – podem aparecer simbolizados por células se atacando umas às outras, como o câncer, ou se mostrarem sob a forma de inúmeras afecções. • Em cada uma das fases de sua vida – infância, anos escolares, carreiras diferentes e em toda atividade de participação em que se engaje ao longo de décadas, cada uma com suas próprias variações de padrão maquiavélico – você vai ter todos os conflitos que simbolizam divisão. • Se você tiver sorte, seu país não se engajará naquele mais especial de todos os conflitos, guerra – mas você não pode contar com isso. • Não importa o sem número de oportunidades para violência, que vão do berço ao túmulo, quer você esteja ou não num período referido como pacífico. • À parte desses relacionamentos especiais de ódio, que podem se mostrar na forma primária da simples não aprovação de alguém, você também tem os relacionamentos especiais de amor. Você já imaginou se isso seria possível sem o corpo?

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Já citamos o ensinamento do Curso de que o corpo é o pensamento de pecado tornado carne e daí projetado para fora produzindo o que aparenta ser uma parede de carne ao redor da mente, mantendo-a sua prisioneira. É esse o tipo de amor que você teria? O amor do Divino Espírito Santo diz que corpos não conseguem manter vocês apartados. Religue-se a você mesmo pelo perdão, para que você, seus irmãos e suas irmãs sejam todos um e ilimitados. Daí, se você, depois disso, escolher se unir a corpos no nível da forma, você estará fazendo simplesmente o que supostamente você deveria fazer – as mesmas coisas que você faria de qualquer forma. Agora você as fará com perdão, e o Divino Espírito Santo está com você. Em seus relacionamentos pessoais, Gary, o que acontece simbolicamente quando você tem uma desavença com alguém?

Gary: • Você se separa. Está bem; eu entendo você. Não é contraditório dizer que não há ninguém lá fora e depois virar e dizer que o único caminho para casa é perdoar o que está lá fora, porque você só está perdoando o que aparenta estar lá fora – que simboliza o que está em sua própria mente. Pursah: • Sim, e vamos aprofundar mais em como fazer isso. Temos levado tempo explicando os múltiplos problemas do ego. A Resposta do Divino Espírito Santo é menos demorada. É o mesmo com o Curso, que se alonga, pois mesmo que a verdade seja simples e consistente, seu ego não é – e ele precisa ser desfeito gradualmente. Gary: • Eu consigo entender isso, mas estive também imaginando como esse aparentemente enorme escrito nosso vai ficar para traduzir uma idéia invisível numa manifestação visível. Quero dizer, se tudo é mapeado antes de acontecer, então como é que tudo que deve acontecer no universo vai como máquina de relógio – exatamente como é suposto que ande? Pursah: • Você fez uma pergunta complexa, mas usou a palavra máquina de relógio. O universo bem parece um grande relógio com a corda dada, ou melhor, um brinquedo de corda com a corda dada. • Usemos seu sistema solar como um microcosmo e usemos apenas uma das assim chamadas forças da natureza como exemplo. Isso não explica toda a imagem, mas dará a você um sabor das engenhosas maneira de ilusão do ego. • Apesar da energia, que eu chamarei chi, ser uma ilusão, isso é bem uma parte de como o ego toma o roteiro que está na mente e o transmuda de pensamento invisível em formas invisíveis, mas mensuráveis, e daí em visíveis manifestações que você vê e experiencia. Isso realmente acontece todo de uma vez só, mas isso é necessário que seja linear, para que você consiga melhor entendê-lo. • Por exemplo, digamos que você conseguisse olhar para o seu planeta a partir do espaço, de um ponto que ficasse na metade da distância entre a terra e a lua, e que você conseguisse ver chi. 83

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Você então seria capaz de ver que a terra fica completamente encamisada pelo chi eletromagnético que é levado para ela, e a ultrapassa, na forma de um enorme fluxo de radiação, que vem do seu sol. O fluxo de chi está constantemente mudando, com yin e yang saindo do equilíbrio e oscilando por pontos fora do equilíbrio. As mudanças em chi, por sua vez, são causadas pelas constantes mudanças nas radiações no sol. Agora, se você conseguisse olhar para o sol, do espaço, a pequena distância, você veria o que poderia ser descrito como enormes oceanos moventes de gás. O que poucos supõem é que esses oceanos de gás se comportam muito como os oceanos de água na terra. Assim como as marés dos oceanos de água na terra são regidas pelos movimentos de sua lua, as marés dos oceanos de gás do sol estão sujeitas aos empuxos e empurros da interação de todos os planetas do seu sistema solar, e mesmo do universo além dele – porque todos são interconectados. Isso causa variadas marés gasosas, manchas solares e outros eventos no sol – que, por sua vez, interferem mudando o fluxo das radiações, enquanto que elas são carregadas para a terra, como partículas, pelo vento solar, ou diretamente pelos raios solares. Esse fluxo de radiação mutante, regido pelo movimento dentro de todo sistema solar, incluindo a terra e sua lua, causa mudanças correspondentes no chi em torno do seu planeta e manda campos eletrônicos para cada centímetro dele. Você não consegue ver esses campos de chi a olho nu, mas eles estão em toda parte – e você tem andado por eles toda sua vida. Eles regem tudo a seu respeito, suas decisões e movimentos resultantes, inclusive. Eles são, em verdade, pensamento de um nível completamente diferente, transmitido em forma de chi, dizendo a você o que pensar neste nível. Tudo que você faz segue o que você pensa, e algumas vezes segue instantaneamente, como um reflexo. Isso é verdadeiro para tudo que seja objeto animado e aparentemente inanimado que você olha. Como um simples exemplo, como você pensa que um mínimo pássaro como uma andorinha consegue estar voando na América do Sul, daí de um momento pra outro sabe que tem de virar e começar um vôo de milhares de quilômetros que resultará em chegar à Califórnia dentro do mesmo tempo combinado de um certo período todos os anos?

Gary: • Algumas pessoas dirão que é por causa de Deus, outras dirão que é instinto, ou natureza – mas você está dizendo que o pássaro é guiado por controle remoto? Pursah: • Num sentido, sim. E também você – considerando em mente que a palavra remoto é um termo relativo, e estamos de fato falando a respeito de decisões que estão vindo de um nível totalmente diferente da mente, que é uma coisa não espacial. • Sua experiência é de que suas decisões são feitas aqui, mas isso não é a verdade. As decisões não são feitas pelo cérebro humano mais do que sejam feitas pelo cérebro de um pássaro.

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Quando dissemos que você tem sido muito como um robô, não estávamos brincando. Mas o programador não é outra pessoa. Não há ninguém mais. Estamos falando de auto pré determinação. Seu destino, neste nível [terra], foi selado por seu pacto com seu ego, não com Deus – que não faz pactos. Toda sua mente do ego é o programador que manda sinais para seu cérebro. Seu cérebro é apenas parte do hardware. Ela [mente do ego] envia os sinais dizendo ao corpo, ou unidade do computador, o que fazer, ver e sentir. Sua experiência é que você está aqui, na tela do computador – separado de Deus, separado de seus irmãos e suas irmãs, e representando o pensamento de separação e o conflito que acompanha a dualidade de sua mente dividida. Seus irmãos e irmãs estão fazendo exatamente o que você quer que façam. Nós já citamos o ensinamento do Curso de que você não se dá conta de que você os está fazendo atuar por você. “Nos sonhos tu arranjas tudo. As pessoas vêm a ser o que queres que seja e o que fazem é o que ordenas. Nenhum limite em termos de substituições que consegues fazer te é imposto. Durante um certo tempo, é como se o mundo te fosse dado para que faças dele o que tu desejas”. (T-18.II.3: 4-7) Mudanças nos campos eletromagnéticos até mesmo regulam como você vê as coisas. Dizer que alguma coisa é visível a você simplesmente significa que está situada na região do espectro eletromagnético que é perceptível à visão humana.

Gary: • O que? Pursah: • O importante a notar é que suas decisões não são realmente feitas aqui. Elas foram feitas no nível totalmente diferente quando você concordou como plano do ego, e o único meio de sair dessa ‘lata de minhocas’ é retornar para sua mente certa e escolher a alternativa de interpretações do Divino Espírito Santo daquilo que você vê em lugar da interpretação do seu ego, que mantém você preso na armadilha do roteiro. • Consegue ajudar se você se lembrar de que tudo é apenas uma gravação tocando por conta própria. • Você crê que tem livre arbítrio aqui e que você consegue determinar o que vai acontecer a você, mas a verdade é que tudo já está acontecido. Você está apenas tocando a fita, olhando e ouvindo... pensando que tudo seja real e resultado de sua própria volição ou sorte neste nível, mais do que uma montagem de outro nível. Gary: • Por que deveria eu, então, me ocupar em fazer alguma coisa por causa disso? Pursah: • Por duas razões. Primeiro, mesmo sendo um sistema fechado, há diferentes cenários abertos para você em cada existência. Fazendo uma escolha diferente sem o Divino Espírito Santo dentro do sonho não desfará sua culpa inconsciente e não retirará você do sistema, mas consegue resultar numa experiência temporariamente diferente.

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É como um roteiro de múltipla escolha em que se você faz uma decisão diferente, então um cenário diferente se apresentará. Se você toma uma decisão, então você consegue a garota e tudo corre bem – mas se você tomar outra decisão, você estraga tudo e tudo termina em depressão. É até possível viver a mesma existência outra vez, com um conjunto diferente de resultados terrenos. Repetindo, nada disso levará você aonde você realmente quer estar. Isso apenas manterá você preso aqui, tentando conseguir felicidade temporária. A outra [a segunda], razão muito mais importante porque você deveria ficar engajado em sua decisão, é retornar para sua mente certa e escolher o Divino Espírito Santo, então, em lugar do ego, que conduzirá você aonde você quer ir. O perdão oferece benefícios a mais no sonho, alguns dos quais não são tão óbvios para você. Por exemplo, digamos que um homem assassine sua mulher, ou ma mulher assassine seu marido. Um deles está morto e o outro passa o resto de sua vida na prisão ou é executado. Mas o que aconteceria se um deles tivesse aprendido a perdoar, e não houvesse o assassinato? Isso mudaria as coisas neste nível?

Gary: • Isso mudaria tudo e as pessoas provavelmente nem se teriam dado conta disso.

Pursah: • Sim. Esse é um exemplo extremo. Há milhares de cenários nos quais, mesmo no nível da forma, o perdão traz resultados – e você, muitas vezes, não se dá conta quão melhor você estaria, em comparação a como está, não tendo perdoado. • É por isso que você quer desenvolver uma confiança pelo Divino Espírito Santo. Ele realmente sabe o que é melhor para você. Então não creia [em absoluto] que não seja importante para você assumir sua própria mente a partir deste nível. De fato é o que o Curso está lhe treinando para que você consiga fazer. • O controle de sua mente até lhe dá o poder de parar a dor em seu corpo – direi mais a esse respeito a você mais tarde. Gary: • Um motorista estava bem atrás de meu carro, no outro dia, e isso me irritou ao ponto de chegar a pensar em fazer-lhe aquele gesto deselegante com a mão, quando pensei no Curso. Então nada fiz e ele, afinal, acabou desviando, me ultrapassou pela esquerda e se foi. Daí fiquei imaginando que se eu o tivesse ofendido com meu gesto, ele poderia ter uma arma, atiraria em mim e eu teria me tornado mais uma morte na estrada. Arten: • Sim. Lembre-se de que o seu irmão naquele carro simboliza o que você carrega em sua mente, inclusive a impaciência que você exibe em outras áreas de sua vida, representada pela impaciência dele. • Você sabe bem, assim como nós, que você seria mais rico agora se você conseguisse exibir mais paciência nas suas negociações.

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Você e seu irmão são impacientes por terem tornado a separação real e por isso vocês crêem que têm de se esforçar para chegar a algum lugar e então têm de vencer Deus e provarem a si mesmos estarem certos. Então você viu suas faltas e sua culpa em seu irmão [ao dirigir o carro] em vez de vê-las em você mesmo. Felizmente para você nesse caso, você tomou a decisão certa – ambos no nível da mente e no nível da forma. Você não erra quando começa a mostrar sinais de paz, a não ser quando tenha de defender a si mesmo de um ataque corporal e possibilidade de morte – e, nesse caso, você tem permissão de reagir, ou ainda melhor, de pensar numa retirada.

Gary: • Eu acho que eu não deveria pensar que ele fosse um idiota, entretanto. Arten: • Isso é correto. Como Jesus aconselha você no Curso: “Como o vires, assim te verás a ti mesmo”. (T-8.III.4:3) Gary: • Eu escuto você. Ó, antes que me esqueça, o que você disse a respeito do sistema solar e do chi explicaria porque a astrologia funciona algumas vezes. Pursah: • Sim, mas a astrologia não é precisa e o que estamos descrevendo é sempre preciso, porque corresponde exatamente a causa e efeito, no nível do universo, de acordo com o roteiro do ego. • É verdade que astrologia, numerologia, e muitas outras coisas ocasionalmente se correlacionam ao roteiro, mas ele estão certos ou em outras vezes errados – porque uma parte do roteiro é que o roteiro nunca será completamente previsível, ou então você não teria oportunidade para a chance. • A chance ajuda a manter o inevitável choque, o caos e o medo que sempre irão se mostrar no roteiro. Gary: • Ele está assentado dentro do sistema. Pursah: • Sim. A natureza caótica do ego também assegura que nunca haverá uma teoria unificada do universo que se garanta contra o tempo, porque, na realidade, o universo não é baseado no pensamento de unidade – ele é baseado no pensamento de separação e divisão. No entanto, ele apresenta fascinantes e engenhosos padrões que o ajudam a oferecer uma ilusão de unidade. • É por isso que você não deve ficar impressionado por toda nova descoberta ou teoria a respeito do universo. Não digo que você não faça pesquisas ou análises, se for isso que você faz. Faça. Mas lembre-se de que você a está realizando sobre um roteiro de sonho pré-programado. Gary: • Sem mencionar que você é um completo robô. Pursah:

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Só temporariamente. Você não é mais um robô uma vez haja entrado em contato com seu poder de escolher. É o dia da independência! Você nunca mais será o mesmo uma vez você saiba como perdoar.

Arten: • O processo que Pursah tem estado descrevendo lhe dá um exemplo de como o universo segue um roteiro que foi feito de uma maneira holográfica mas parece executá-lo de maneira linear, como a projeção de um filme de cinema que já tivesse sido filmado. • Tudo já foi escrito, bem como a sua história de vida. Mesmo o dia em que seu corpo irá morrer já foi determinado. A única real liberdade que lhe é atribuída é escolher retornar ao Pai atendendo a Voz do Divino Espírito Santo, em vez de continuar aqui indefinidamente dentro de um sistema fixo que nada tem a ver com Ele. • Seu cérebro não é geneticamente determinado para não conhecer a Deus; sua mente diz ao cérebro o que fazer. Fique feliz que o universo e seu cérebro nada têm a ver com Deus e [é seguro:] existe um caminho para retornar para o Seu Universo • Você acredita que seu universo é impressionante porque é tudo quanto você consegue se lembrar. Você crê que seja grande, mas não é. O que você fez foi fazer parecer-se e sentir-se pequeno, como uma pequena peça do quebra cabeças. • Você é como uma criança com pequenos brinquedos e você não quer largá-los. No entanto, o que, em realidade, você é não consegue ser contido por seu universo. Gary: • Este universo, como um brinquedo de dar corda – consegue isso ser demonstrado cientificamente? Pursah: • Uma parte dele consegue, outra parte não. Você não consegue medir o pensamento. • Você consegue medir mudanças no campo magnético, mas você não consegue provar o que está causando mudanças elétricas no cérebro. • Você consegue documentar as reações químicas e hormonais resultantes no corpo, mas uma vez o cérebro haja recebido o sinal do que fazer, isso é só efeito. • Tudo está arranjado para que você pense que o corpo seja independente. Mas como o Curso ensina bem no Prefácio: “O corpo parece ser amplamente auto-motivado e independente, no entanto, ele responde só Pás intenções da mente”. (Pf-xx/xxi) Arten: • Naturalmente seu corpo, seu mundo e seu universo estão todos respondendo simultaneamente às intenções de sua mente. Isso é porque há atualmente apenas uma coisa, ou uma mente do ego, que seja o único pensamento de separação. Dar expressão a isso conduz a todo tipo de descobertas fascinantes que servem, como uma cenoura numa vara, para mantê-lo interessado. Sincronicidade, por exemplo. • Isso é apenas um símbolo da pseudo-unicidade que sempre existe, mesmo na ilusão. • Lembre-se de que o ego quer que você pense que a ilusão seja espiritual e o que ela fez seja santo.

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Aliás, mesmo que haja apenas uma mente do ego [mente separada] – como só existe um Filho de Deus, e esse é você – lembramos a você que essa mente do ego [separada] é dividida em uma mente certa e em uma mente errada, entre as quais você precisa escolher. Enquanto você tudo observa, como seu professor você escolhe, o ego ou o Divino Espírito Santo. Quando nós ou o Curso falamos a respeito do ego, estamos sempre falando a respeito da parte errada da mente, e não da mente certa, onde o Divino Espírito Santo habita.

Gary: • Se eu conseguir apenas juntar alguns de meus pensamentos aqui, e eu não quero ser repetitivo, mas... Arten: • Repetição não é apenas perfeitamente certo, ela é mandatária. É a única maneira de aprender um sistema de pensamento, de fazer com que se torne parte do seu sistema e de conseguir aplicá-lo automaticamente. – finalmente sem ter de pensar a respeito dele. • Chamamos a isso praticar o perdão. Você o pratica repetido e repetido, até que se torne uma segunda natureza. Você verá. Gary: • Muito bem. Tenho pensado muita coisa sobre o sistema de pensamento do ego. Começam a espocar idéias, conclusões e intuições que digo a vocês: por que algumas crianças nascem doentes ou deformadas; por que crianças estão em conflito umas com as outras, desde o nascimento, muitas vezes; por que crianças na escola provocam e atormentam umas às outras, formam panelinhas exclusivas e projetam suas culpas inconscientes umas sobre as outras – para fazer com que outras sejam consideradas em erro e assim torná-las as culpadas. • Continuo pensando: as pessoas tomam partidos, pelo qual se fazem vítimas ou vitimadores; fazem-se melhores ou piores que outros, sentem-se superiores ou inferiores, outras pessoas se sentem sem valor algum ou valendo mais que todos. • Sigo pensando: vemos opostos em toda parte, aceitos por todos sem questionar, como saúde e doença, beleza e feiúra. Assim, a única coisa que diz a você que algo é lindo ou horroroso é o seu corpo – subjetivo, feito de pedaços indefinidos – que você aceita porque é tudo o que você conhece. • Sigo no pensamento: há o amor especial assim como o perpétuo conflito do ódio especial. As pessoas que você ama, tudo que fazem é sempre certo e você sempre as perdoa. As que você odeia nunca fazem nada certo, e você por nada as perdoa. Então você tem todo tipo de rivalidades por toda a existência terrena e todo tipo de competição nos negócios e nas corporações, todas pelos mesmos padrões do ego. • Ainda pensando vejo: as carreiras servem para ganhos de poder sobre outros corpos, que são realmente apenas uma patética imitação de poder. Essas carreiras são cheias de inconscientes projeções de culpa, que ignoramos. • Pensando mais adiante vejo: o advogado que vence é o esperto que faz o outro lado parecer errado, incitando os jurados a projetar sua culpa inconsciente sobre o outro lado.

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E não pára o pensamento aí: políticos que vencem eleições são os que melhor lançam culpa aos oponentes, fazendo as pessoas pensarem que sejam eles os responsáveis por seus infortúnios, o equivalente cósmico de culpar o oponente pela separação de Deus e de toda dor e infelicidade disso advindas. Eles são os culpados, e não nós. Ambos os lados se crêem certos, sendo que nenhum deles é, porque o que vêem não é verdade. – e assim que você reage e toma partido, você se torna parte do problema em vez de parte da solução. Quanto mais penso vejo: pessoas que não perdoam não se dão conta de que tudo que fazem é reagir contra uma montagem auto-dirigida e mergulhar cada vez mais fundo no plano do ego. Sigo vendo no pensamento: diante de um problema, o atacamos. Temos guerras contra a pobreza, o câncer, as drogas, contra todas as coisas – e nenhuma delas funciona. Mesmo nossos esportes, do infante ao adulto, são enfrentados como guerras. Tem ainda mais pensamento: pessoas que professam religiões usualmente acreditam que há sacrifício, ou sofrimento, para chegar a Deus. O cristianismo tem Jesus sofrendo e morrendo pelo pecado de todo mundo. Mas sacrifício é um atributo do ego, e nada tem a ver com Deus. É por isso que aceito que Jesus de fato deve ter dito, como o evangelhos relatam: “E se vós conhecêsseis o que isso significa,’eu desejo misericórdia e não sacrifício’, vós não haveríeis condenado a inocentes”. (Mat 12:7) E vou pensando adiante: já sabem como fazer, ou seja, condenar seus objetos de ódio especial de uma forma ou de outra. Mesmo que não o façam muitas vezes, eles sempre encontram outro meio de sofrer e atuar o sistema do ego, por meio de acidentes e doença e centenas de outras maneiras – porque você consegue projetar a culpa sobre seu próprio corpo, assim como no de outros, pois ódio é, efetivamente, auto-ódio. Ainda continuo pensando: vemos tudo isso em nossas vidas todos os dias e em nossos espetáculos de conversa (talk shows), nos noticiários, e no resto da mídia. Infelizmente, o resultado lógico dessa projeção é violência contra os que estão sendo colocados com a mente errada – independente da forma que a violência assuma. Então você vai ter crimes hediondos, ou a nível internacional, guerras. Tem mais pensamento: no nível doméstico, você tem lutas políticas chegando ao ataque verbal de uns sobre os outros, ou, dependendo do argumento, um discussão política que resulte numa guerra civil – como já houve, mesmo na América. Arrematando meu pensar: isso é tudo dualidade, simbólica do conflito da quebra, mente do ego – em tudo, das forças da natureza de expansão e contração econômica – ambas no nível individual e macro. Eu conseguiria continuar citando, sem nunca ter fim...

Arten: • O que você diz é verdade, meu irmão. O mundo é meramente o símbolo [o reflexo] da mente coletiva ou mente do ego só mudado pelo verdadeiro perdão. • Repetindo, o perdão é a única coisa capaz de realmente mudar o mundo. E esse nem é o propósito [propriamente dito] do perdão! O real beneficiário do perdão verdadeiro é o que perdoa. Gary: 90

Os benefícios vão também para o recebedor, assim entendo.

Arten: • Sim, mas isso é encargo do Divino Espírito Santo, que assegura que ambos sejam beneficiados. Ele trata de que ambos sejam cuidados. Seu encargo é de fielmente cumprir sua parte. Quando você aparenta escolher o perdão aqui – digo aparenta porque na realidade você não está aqui – o Divino Espírito Santo estende a mensagem para sua mente inteira. Você está sendo curado num nível muito mais amplo a cada vez eu escolhe o Divino Espírito Santo em lugar do ego. • Você foi programado para representar [atuar] seguindo [“ipsis literis”] o roteiro do ego, mas você consegue e irá se libertar desse programa. Gary: • Segundo o Curso, o Divino Espírito Santo ou Jesus vai ajustar o roteiro para mim? Arten: • Sim, e você aprenderá mais sobre o assunto tempo. Há dois roteiros – o do ego e o do Divino Espírito Santo – e o milagre economiza tempo para você. Há a promessa de Jesus a você, caso você escolha o perdão: “Quando apresentares um milagre, eu arranjarei tanto o tempo quanto o espaço para que se ajustem a ele”. (T.1.V.A.11:3) • Ele não fala sobre mudança de tempo aqui, mas de tempo que será dispensado a você no futuro, por aprender as lições de perdão. Ele diz: “O milagre encurta o tempo colapsando-o, assim eliminando certos intervalos dentro dele. Faz isso, porém, dentro de uma seqüência temporal mais ampla”. (T-1.II.6:9-10) • Há mais sobre o tempo adiante. Pursah: • A única lembrança importante a conservar é: nunca queira mudar o outro, mas mude apenas sua mente. • Lembre-se também de que: seu medo de perder sua identidade individual causará resistência, por vezes séria resistência à prática do perdão. Poder impedir você de olhar para o ego, tanto no mundo como em você, pelo medo do que irá encontrar em seu inconsciente. • É por isso que tem de ser vigilante. Há um ódio sob a superfície de sua mente, notado quando aflora à superfície, que consegue ser liberado tomando-se a mão do Divino Espírito Santo e não a do ego. Vamos detalhar isso em nossa próximas visitas. Gary: • Falando de como funciona o universo, há extraterrestres lá fora, e em havendo, eles também têm de aprender lições de perdão? Arten: • Na ilusão, sim, há seres que habitam em outros planetas, e alguns, de fato, visitam a terra. Sim, eles têm suas próprias lições de perdão a aprender. Eles não estão realmente lá fora, porque o universo está em sua mente.

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Crer que seres sejam necessariamente mais avançados espiritualmente que você, por serem mais tecnicamente avançados não seria sempre verdade. O que importa é saber se são mais misericordiosos ou não, e, quer sejam humanóides ou não, são seus irmãos e irmãs em Cristo – e assim você os deveria ver.

Gary: • Ótimo. Tenho interesse em saber o que causa esses círculos em colheitas nas plantações, bem intrincados. Arten: • Por certo. Alguns são embustes, feitos por tolos que secretamente se odeiam. Estão perdoados, mas só saberão disso quando começarem a prática do perdão. A maioria dos círculos em colheitas são autênticos – especialmente os muito complexos. Um deles é, em verdade, o símbolo matemático da dualidade da ordem e do caos! Há uma fotografia dele disponível. • Como os demais, foi feito com chi eletromagnético direcionado no nível do inconsciente. Isso é uma outra maneira de atirar um mistério interessante na pilha de mistérios, para manter as pessoas buscando respostas lá fora no mundo. Els têm sido feitos, em verdade, pela mente inconsciente. Gary: • Muito bem, tenho uma para você: quem matou o presidente Kennedy? Arten • Se você soubesse, você os perdoaria? Essa é a verdadeira pergunta. Não viemos aqui para fazer você ficar procurando sombras no mundo. Gary: • (Faz outras perguntas, que os visitantes vão respondendo.) Pursah: • (Sobre Marianne Williamson) – O Curso não precisa de professores mulheres ensinando outras mulheres como ser melhores mulheres. O que o Curso precisa é de professores mulheres dispostos a ensinar outras mulheres que elas não são mulheres – porque elas não são corpos. Essa seria uma contribuição ímpar, se o foco for feito em termos seguros. Arten: • (Sobre a atuação pública de Gary) – Você em breve estará entrando numa faze de sua vida terrena na qual você vai estar um pouco menos ocupado com as aventuras do corpo e um pouco mais interessado em realizações – em seu caso, realizações espirituais. Os homens no início da vida se ocupam com prazeres físicos. À medida que avançam nos anos, suas buscas de sexo são substituídas por algo mais. • O que buscam é maturidade, acima de tudo. À medida que a idade avança, você tende a ser menos regulado por seus hormônios. É por isso que são os mais velhos que mais buscam, melhor aceitam e se interessam consistentemente por Um Curso em Milagres. • Em geral já não são tão obcecados pelo corpo, mesmo que a saúde começa a se tornar uma preocupação – mesmo que não seja uma preocupação intensa. 92

Sem observar demais dá para notar que sua sociedade é louca por sexo. O prazer físico é apenas uma das maneiras do ego de fazer as pessoas pensarem que corpos são valiosos, mas falaremos de sexo em outra visita.

Gary: • Eu deveria trazer alguma coisa? Pursah: • Sim. Perdão. Pessoas não tão bem sucedidas no mundo têm a tendência de conseguir mais do Curso do que pessoas altamente bem sucedidas. As bem sucedidas caíram na armadilha do ego que os sugou para a conclusão de que o mundo é um lugar bom, aparentando terem toda sorte. • Num retorno à vida do corpo, podem viver um roteiro inverso, levando-os à completa falta de tudo Gary: • Desejo a esses tudo de bom em suas próximas vidas. Arten: • Vê? Você já está aprendendo. Você acaba de desejar a você mesmo nada mais que o melhor! Num assunto correlato, num futuro próximo, estaremos instruindo você na arte do perdão. À medida que você perdoa, as palavras vão deixando de ser usadas como você estava acostumado. Mas não se preocupe com isso. Você não está ficando mais esperto, apenas mais curado pelo Divino Espírito Santo. • Esse processo já está em aceleração dentro de você. Como o Curso ensina, “já não és mais totalmente insano” (T-17.VII.10:2). Gary: • Gosto da idéia de não ser um corpo, ser livre, não ser controlado por tempestades magnéticas que mudam o campo magnético da terra e outras coisas mais. Arten: • Sim. Essas interferências não se limitam ao campo magnético da terra , mas atingem todos os campos magnéticos em qualquer parte do universo – e alcançam todos os tipos de seres. • Isso é assim porque é realmente a mente inconsciente dirigindo a performance de um roteiro e o que parece acontecer é apenas um efeito. Gary: • Então há corpos robô sendo manipulados em todo universo, o que eles não sabem porque pensam ser corpos. Arten: • Por certo. Você poderia dizer que em cada sol, não importa onde fique, há manchas solares na superfície do sol, resultante da concentração de campos magnéticos temporariamente distorcidos, que causam essas enormes erupções, ou labaredas, que atiram para cima na atmosfera do sol – com o que remetem nuvens de gás eletrificado sobre um planeta ou para qualquer parte [ou direção] em seu sistema solar. • Esse tipo de ação é universal, e com isso controla os pensamentos e movimentos de tudo ali [onde atua]. 93

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Seus cientistas atribuem causas separadas a tudo e reforçam a ilusão das pessoas de estarem separadas das forças da natureza, bem como separadas da mente. As pessoas em verdade são controladas pela mente coletiva, que então traduz seus pensamentos do invisível para manifestações visíveis.

Gary: • Sobre o roteiro vivido, o carma e tudo mais – quando as pessoas estão tendo uma dessas vidas boas, quando pensam ter o mundo a seus pés, isso não os leva a pensar que sejam melhores que os outros e, por isso, isentos de culpa? Arten: • Sim, mas não os leve a mal por isso. Podem pensar que sejam mais esclarecidos por terem um bom carma, ou que Deus sorriu para eles, ou que simplesmente sejam melhores que os outros, mas todos participam de forma igual no roteiro e terminam tanto com boas vidas como com más vidas como todos os demais. • É por isso que já enfatizamos que a quantidade de dinheiro ou sucesso que você consiga nada tem a ver em absoluto com a elevação espiritual que você tenha alcançado. Há um perigo em pensar que você seja melhor.que outras pessoas se você estiver se dando bem, mesmo que seu sentido de superioridade seja apenas sutil – mas essa é apenas uma forma de projetar sua culpa inconsciente. • Por outro lado, pessoas que não estejam tão bem sucedidas na vida se sentem culpadas por não estarem fazendo melhor! Lembre-se: a culpa consegue ser projetada em você mesmo assim como nos outros. Em qualquer caso, os papeis que as pessoas representam na existência no corpo podem se inverter de uma existência para outra. Gary: • Tudo isso é apenas outra maneira de escapar de nossa culpa inconsciente?

Arten: • Sim. Lembre-se: a culpa inconsciente é mais terrível e mais aguda do que o que você vê e sente na superfície. Gary: • Por que isso é assim? Arten: • É pela proximidade a ela – se você está no seu inconsciente. Essa foi a razão da criação equivocada do universo. A necessidade de escapar de sua culpa e de seu terrível medo de Deus levou você à feitura do mundo de corpos. Nele o conteúdo de sua mente – inclusive sua crença em separação e sua culpa inconsciente – são vistas simbolicamente fora de você, no mundo e em outras pessoas. • Assim você se fez a vítima inocente do mundo e não quem o fez. Dessa forma o mundo e os outros corpos ficaram sendo a causa de seus problemas, e mesmo que se sinta culpado, continua não sendo falta sua. Nunca realmente. Há sempre uma razão externa ou fator de contribuição para explicar sua condição. • Como já dissemos, a verdade é mais simples que o ego. Sua resistência em aceitar a verdade, Gary, não é a única. É necessária essa repetição e destaque que damos aos itens para que penetre e se fixe em sua memória. 94

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E o Curso está aqui para lembrá-lo que em, lugar de ser um robô, você tem uma mente – e o que o mais importante – você consegue mudá-la. Além disso, há sobre você: 1. diferentes forças da natureza puxando você, 2. chi eletromagnético dizendo a você o que fazer, 3. gravidade puxando você para um lado, 4. energia escura puxando para outro lado, que permite ao universo se expandir ao mesmo tempo, e 5. mil outras forças que trabalham todas juntas para encobrir a mente durante a dança da dualidade. Não importa o que aparente estar ocorrendo a você, você consegue manobrar melhor que o ego, simplesmente se lembrando de que só há [realmente] duas escolhas, e perdoando o conteúdo de sua própria mente-ego. Você vem sendo treinado na arte do verdadeiro perdão a partir do instante em que começou a escutar [e a dar atenção a] estas idéias – porque a partir desse instante em diante você já começou a olhar o mundo de modo diferente. Enfatizando: você continua crendo que tem milhares de diferentes problemas, mas o Curso sabe que você só tem um [único] problema – a sua aparente separação de Deus (E-pI.79). Em nossa próxima visita estudaremos a Resposta do Divino Espírito Santo a isso. Bem específicos, veremos como usá-la para desfazer seu ego.

Pursah: • Tem sido dito e repetido, há cerca de 2.600 anos, por pessoas brilhantes, na maioria budistas, que há três grandes mistérios na vida [terrena]: para um peixe, a água; para um pássaro, o ar; para o ser humano, ele mesmo. Temos dito que não há ninguém lá fora. Em breve você será capaz de começar a atuar e se sentir dessa maneira. Gary: • Isso já ouvi antes. Só ainda não me disseram o que fazer com o que eu sou, de uma forma satisfatória. Entendo que o Curso fala de imagens, aplicando isso à percepção, lembranças, vistas, sons, idéias – qualquer coisa. • Mesmo um cego teria imagens na mente, e seriam reais ou irreais, como de qualquer outra pessoa. Isso é tudo gravação na mente que já havia sido feita. Quando estou nelas, tentarei aplicar a elas a idéia “O amor não guarda magoas” [E-pI.68] todas as vezes que me lembre. Não é fácil ser consistente, mas estou nisso. Pursah: • Excelente. Nunca se esqueça que o ego é um matador, então quer você pensando que Deus seja um matador e O tema. A melhor maneira que o ego tem de se manter é meter você reagindo contra o roteiro, para que assim agindo você o torne real em sua mente. • O ego quer conflito, e se você reage com qualquer emoção negativa, isso é conflito. É o seu julgamento que mantém vivo o sistema do ego, mas o seu perdão vai libertá-lo. Isso indica que você tem de andar [na vida terrena] na ponta dos pés. • Perdoar significa doar antecipadamente. Sua atitude tem de ser de estar pronto a perdoar, não importa o que quer que seja que venha à sua atenção. 95

À primeira vista, isso parece uma ordem difícil de obedecer ou cumprir. Mas eu prometo a você que chegará o dia quando você será capaz de rir de qualquer coisa que o ego atire sobre você – assim como Jesus foi capaz, e como nós conseguimos fazer no final. Chegará o dia quando você estará proto a ser como nós e deixar o roteiro, e servir como uma luz para os outros o seguirem para fora do sonho.

Gary: • Isso soa bom para mim. Consigo até tentar começar nosso livro, também. Eu prometo trabalhar longamente entre numerosos intervalos. Pursah: • Bom. Eu não gostaria que você mudasse seu estilo de vida; fica-lhe muito bem. Ficar o que, isso não tenho certeza. Gary: • Sendo que vocês têm a tendência de repetir as coisas, vão querer que eu elimine as redundâncias, para que não pensem que vocês não se dão conta que repetem as idéias? Arten: • A repetição de idéias é uma parte essencial de nosso estilo de ensino. Ler ou ouvir idéias espirituais apenas uma vez não basta. Desde o início dissemos que estaríamos repetindo as idéias para você conseguir aprendê-las. Faça o formato de nossas conversas apresentável. Gary: • Está certo. Farei o melhor que consiga. Pusah: • Saiba que você está num estágio único na história e você tem uma chance de fazer sua contribuição. A partir de 1960 mudou a imposição estrita de proibição da igreja católica de contestação de sua teologia, após terem sido encontrados o meu evangelho e alguns outros em 1945 e os manuscritos do Mar Morto, logo depois. • Em seguida houve o Concílio Vaticano 2º que reverteu a política de muitos séculos de repressão intelectual – quando era considerada heresia até mesmo o questionamento das suposições da igreja católica a respeito de Jesus. • 1965 tornou-se histórico pela publicação da encíclica do Concílio, A Igreja no Mundo Moderno. A partir daí houve liberdade de inquirir quanto à teologia, à Bíblia, à natureza de Jesus e ao lugar da igreja católica no mundo. Tudo passava a estar aberto à pesquisa, estudo e investigação honestos e análise intelectual,sem contestação ou condenação. • Não é à-toa que de 1965 a 1971 foi que Jesus ditou seu Um Curso em Milagres a Helen Schucman. Arten: • Você pensa que o Curso é parte do movimento chamado Nova Era [New Age] mas ele não o integra. Não o limite. O Curso é único porque é Jesus explicando o que ele quer realmente dizer. Lembre-se que esse é o seu único Curso. • Há outras coisas – depois do Curso – ditas que também vêm de Jesus. Mesmo assim elas não ensinam exatamente a mesma coisa que o Curso. Afirmamos isso apenas para seu esclarecimento, sem querer diminuir ninguém. 96

Pursah: • Nos próximos meses, não se esconda e só fique estudando. Interaja com as pessoas. Conviva com eles e perdoe-os quando for o caso. Considere isso como uma oportunidade. As ilusões devem ser perdoadas no nível em que sejam experienciadas. Para você isso significa viver uma vida normal e interagir com a sociedade. • Lembre-se que o Curso não foi dado a uma pessoa solitária, morando no topo de uma montanha de algum lugar ignorado. Ele foi dado na cidade de Nova York – o epítome da complexidade. Arten: • Em nossa próxima visita falaremos sobre seu Ajudante, Aquele que tem estado com você por uma eternidade, mas cuja Voz você começa agora a realmente ouvir. Sua Voz guiará você para casa • A princípio é como um sussurro em seu sonho. Mas, à medida que você continue a prática do perdão, Sua Voz se torna mais alta e mais clara. • Ele se mostra a você [se comunica] de várias e diferentes maneiras: num livro [num cartaz, numa inscrição, numa frase de pára-choque, numa palavra ou frase de alguém, numa idéia em sua própria mente, em sua mente numa resposta a um pedido ou indagação sua etc.] • Em nosso caso, ele pode vir num cochicho irreverente – apenas porque dessa forma Ele será útil à Sua própria maneira. Nós só somos reverentes a Deus e ao espírito, e talvez isso ajude a você encurtar a busca. • Lembre-se, quando você perdoar, para não cair na forma padrão do ego perdoar – a maneira ineficiente e tradicional do mundo perdoar os outros. O Curso diz a você: “O ego também tem um plano de perdão porque estás pedindo um plano, embora não o estejas pedindo ao professor certo. O plano do ego, é claro, não faz sentido e não funcionará. Segundo o seu plano, simplesmente irás colocar-te em uma situação impossível, para a qual o ego sempre te conduz. O plano do ego é fazer com que vejas, em primeiro lugar, o erro com clareza e depois não o vejas”. (T-9.IV.4:1-4) • Seus irmãos e irmãs – que incluem sua mãe e seu pai – realmente não fizeram o que você pensa que eles fizeram e marque isso bem pois esse fato é vital. Pursah: • Queremos deixar você com um pensamento do Curso que você pode querer se lembrar quando você for tentado a julgar alguém. Quer você esteja dirigindo seu carro pela rua, trabalhando com pessoas, convivendo socialmente, vendo televisão ou lendo algo em seu computador, se você sentir o vício de julgar assumir você, lembre-se das palavras de Jesus da seção “Aqueles que acusam a si mesmos”, no Curso: “Aprende isso e aprende bem, pois é aqui que o atraso da felicidade é diminuído por uma quantidade de tempo que nem sequer consegues compreender. Nunca odeias o teu irmão pelos seus pecados, mas só pelos teus. Qualquer que seja a forma que os seus pecados pareçam tomar, ela só obscurece o fato de que acreditas que são teus e, portanto, merecem um ataque “justo””. (T-31.III.1:4-6)

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Você julga somente a si mesmo, e você perdoa unicamente a si mesmo. Desejamos a você sucesso e, de um momento para outro, aparecemos de novo.

E então pareceu que eles se foram, mas eu tive a sensação que não estava só.

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Parte II – Despertando Capítulo 6 – A Alternativa do Divino Espírito Santo
O ego fez o mundo como o percebe, mas o Divino Espírito Santo, que re-interpreta os feitos do ego, vê o mundo como um instrumento de ensino para trazer-te para casa. (T-5.III.1:1)

Enquanto aguardou a sexta chegada de Arten e Pursah em visita a ele, Gary.prosseguiu na redação do livro-relato dos encontros. Para isso examinou o seu aprendizado, as experiências da aplicação do aprendizado em sua vida e concluiu estar conseguindo avançar em sua compreensão do Curso, mesmo sentindo – por vezes – como se estivessem puxando o tapete que tinha debaixo de seus pés. Conclusões tiradas do que foi proporcionado à sua vida com o que aprendeu com seus visitantes: 01 – um despertar daquilo que pensava ser sua vida; 02 – uma elevação de sua qualidade de vida; 03 – perceber o automatismo de sua decisão de julgar os outros; 04 – sentir-se capaz de se desligar de sua tendência ao reflexo rotuliano; 05 – assumir o encargo de suas mágoas; 06 – tornar-se mais consciente dos seus padrões de pensamento do ego; 07 – perceber o quanto o seu ego comandava seu espetáculo; 08 – treinar-se escolher a pensar com o Divino Espírito Santo, pelas Lições do Curso usando a mente certa em vez de pensar com o ego, usando a mente errada. 09 – perceber o aumento de alegres episódios luminosos; 10 – dar-se conta do aumento de pesadelos noturnos sangrentos e horripilantes; 11 – conhecer as imagens terríveis vindas de seu inconsciente afloradas nos pesadelos; 12 – conhecer que imagens refletem sua auto-imagem terrível e insana inconsciente; 13 – reconhecer que as imagens exibidas destinam-se ao seu perdão e à pacífica liberação delas ao Divino Espírito Santo; 14 – perceber que seu pensar não é realmente realizado neste nível [mundo]; 15 – entender que a mente sinaliza para o cérebro o que ver, ouvir, fazer e experienciar; 16 – entender que seu cérebro é apenas o hardware programado que faz funcionar e regula seu corpo, revezando com ele um filme que poderia ter o título de “A Vida de Gary”; 17 – entender que a mente é como um programador ditando-lhe, pelo cérebro e corpo, o que experienciar e como responder; 18 – entender que é controlado como um robô pela mente programada para: a – lhe dizer o que fazer, mas, por outro lado, ele é programado para pensar que são suas as decisões neste nível; b –dirigi-lo e fazê-lo mover-se e experienciar um mundo não realmente existente para que seja convencido de que é um corpo; c – lhe mostrar as razões específicas dos problemas como externas a ele, num universo nunca realmente lá, para ser como um bode expiatório para a oculta culpa inconsciente pela separação; d – aparentarem estar fora dele, sem que realmente aí estejam; 19 – compreender que a mente que cumpre as diretrizes do sistema de pensamento do ego está dentro dele;

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20 – entender que isso significa que o universo também está em sua mente; 21 – idem que o Céu também está dentro dele e que, de fato, é tudo que realmente existe; 22 – idem que nenhum outro lugar existe; 23 – que ele fez para si mesmo uma ilusão que parecia haver substituído o Céu; 24 – que colocou essa ilusão entre Deus e si próprio, para escapar de uma punição imaginária que acreditou merecer; 25 – que, como todos os demais, encontraria como se punir, por essa culpa imaginária; 26 – entender que, não obstante, Deus estava meramente esperando para lhe dar as boasvindas no lar, assim que sua mente ficasse completada a curada pelo Divino Espírito Santo e pronta para retornar à realidade; 27 – por isso então haveria celebração por toda eternidade. 28 – até a gora não havia tido nenhuma pista a respeito disso tudo; 29 – estar consciente dessas coisas o fazia começar a apreciar a magnitude de sua mente; 30 – conhecer que as decisões por ilusões foram todas inconscientes e que daí os símbolos correspondentes dessas decisões foram representados do lado de fora, no universo falso; 31 – entender que primeiro veio a sua decisão de ser separado e culpado, e a partir daí o universo estendeu instantaneamente sua cortina de fumaça; 32 – entender que tudo isso pareceu a cada indivíduo observando isso a partir de seu ponto de vista particular no sonho e que levaria um treino para perdoar o que cada um pensava fosse autêntica felicidade e pensar, em vez disso, com o Divino Espírito Santo; 33 – entender que o que estava aprendendo mudava a maneira com que olhava seus relacionamentos; 34 – por exemplo, seus sogros – a quem via como pessoas duras, julgadoras – não pareciam mudar, mas que agora ele conseguia recuar um pouco e entender que suas formas reacionárias simbolizavam como ele próprio reagia a algumas pessoas e problemas diante de si; 35 – entender que a forma de condenar seus sogros por seus próprios “pecados” se apresentava então decepcionante, facilitando a ele perdoá-los e perdoar a si mesmo; 36 – conseguir ver a hostilidade, a grosseria, a personalidade destrutiva, a indelicadeza e o antagonismo de muitos corretores com quem lida em aplicações financeiras, como um símbolo da atuação do sistema de pensamento do ego no mundo, que aguardava seu perdão em vez de sua retaliação; 37 – confiar que a oculta e obscura pedra angular de sua mente inconsciente estava sendo, com segurança, sendo perdoada e curada pelo Divino Espírito Santo ao mesmo tempo; 38 – conseguindo tornar-se mais pacífico, começa a levar em conta o comportamento inadequado dos outros com calma e sem esforço especial; 38 – deu-se conta de que para continuar nesse caminho tinha de ter muita ajuda em perdoar as imagens muito realísticas em exibição a ele, desenhadas pelo ego para conseguir o melhor de si em qualquer dia que fosse; 39 – deveria entender que tinha de pedir ajuda unicamente a ele próprio alternativamente poderia: a – pedir ajuda a Arten e Pursah, a quem era muito agradecido; b – rezar para Tomé e Tadeu; c – enfatizar seu relacionamento com o Divino Espírito Santo, a Voz por Deus, como fazem muitos estudantes do Curso; 40 – sentir já ter desenvolvido um relacionamento com Jesus e estava mais do que feliz em continuar a desenvolvê-lo; 100

41 – reconhecer que no instante em que tomasse a mão de Jesus a separação teria terminado; 42 – saber que o mesmo ocorre se tomar a “mão” do Divino Espírito Santo, assim como todos os símbolos de Deus, em decisão pessoal. 43 – o que importa é saber que com qualquer símbolo consegue unir-se a Deus sem qualquer sentido de distância ou separação; 44 – reconhecer que, com o Curso de Jesus, Deus deixara de ser um conceito distante, mas estava aqui mesmo e agora mesmo; 45 – encontrar que o espírito dessa sensação, junto com importante parte da mensagem do Divino Espírito Santo, que Jesus viveu, foi articulada com perfeição na Lição 156, do Livro de Exercícios: Caminho com Deus em perfeita santidade. A idéia de hoje apenas declara a simples verdade e faz com que seja impossível o pensamento do pecado. Promete que não há causa para a culpa e, sendo sem causa, ela não existe. Ela decorre, com segurança, do pensamento básico, tão freqüentemente mencionado no livro texto: idéias não deixam a sua fonte. Se isso é verdadeiro, como consegues estar à parte de Deus? Como conseguirias caminhar pelo mundo sozinho e separado de tua Fonte? (E-pI.156.1; itálicos do resumo) 46 – reconhecer a consistência do Divino Espírito Santo ensinando o princípio da Expiação, que meus dois professores transcreveram do Curso, de que a separação do Pai nunca ocorreu; 47 – reconhecer o que Arten e Pursah afirmaram a respeito do verdadeiro perdão ser o caminho para casa é a verdade; que outra forma de entendimento haveria para Jesus conseguir perdoar as pessoas quando elas estavam destruindo seu corpo? 48 – estudar as Lições com capricho, mas também ouvir e aprender o que Arten e Pursah explicam sobre o Divino Espírito Santo e o verdadeiro perdão; 49 – guardar ciosamente a idéia “O Amor não guarda mágoas” de todas as formas e maneiras; com isso ele consegue parar de julgar no próprio fundamento da visão; 50 – reconhecer que sendo Amor e que o Amor não guarda mágoas, não havia como conseguir julgar o outro; 51 – convencer-se de que sua atitude e seu processo mental estavam, sem dúvida, mudando; 52 – admitir que, pelo Curso, não havia como continuar atritando com sua mulher, pois ele não era uma vítima, nem um vitimador; nas recusas de sua mulher em atender seus pedidos, havia uma forma de adormecimento ou negação, simbolizando suas próprias negações de inúmeras coisas, inclusive o próprio sistema de pensamento do ego; 53 – numa das tempestades domésticas aplicou a idéia “O Amor não guarda mágoas” em relação à ocorrência e, de repente, sentiu-se diferente. Como ele conseguiria aplicar amor, se ele mesmo era o próprio Amor? Ele viu a questão como uma oportunidade para escolher o que ele queria ser, olhando sua mulher pelos olhos do Amor Incondicional do Divino Espírito Santo; 54 – conseguir dar tempo para ouvir sua mulher e dar-se tempo para concentrar-se no trabalho depois que ela se recolhesse para o quarto, tudo em paz; Em 21 de dezembro, um ano após sua primeira visita, Arten e Pursah apareceram pela sexta vez.

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Gary: • Sabia que viriam hoje! É o nosso aniversário. Pursah: • Datas não são importantes [o tempo não existe] mas sabíamos que você estava esperando por isso. Gary: • Mesmo assim, tenho de aprender a não ser um sabidão idiota. Arten: • Não busque mudar-se todo de uma vez só, irmão, senão você explode. Pursah: • Agora você tem de crescer. Se você andar junto com Jesus ou o Divino Espírito Santo, isso significa que você pensa como eles. Vamos falar em como eles pensam. Vamos comparar, então, as atitudes do Divino Espírito Santo com as idéias frágeis do seu ego. Arten: • O ego crê em opostos – coisas como prazer e dor. O Divino Espírito Santo afirma que não há opostos e que sua alegria verdadeira não tem contraparte. O curso afirma: “De que outra maneira consegues achar alegria em um local sem alegria, exceto reconhecendo que não é lá que estás?” (T-6.II.6:1) • O ego quer e crê em complexidade. A verdade do divino Espírito Santo é simples – não necessariamente fácil a você de aceitá-la, mas simples. • O ego afirma que você é diferente das outras pessoas. O Divino Espírito Santo afirma que, em realidade, todos são o mesmo – e você tem de sentir-se assim para enxergar como Ele. O Curso lhe diz: “A diferença entre a projeção do ego e a extensão do [Divino] Espírito Santo é muito simples. O ego projeta para excluir e, portanto, para enganar. O [Divino] Espírito Santo estende por reconhecer a Si mesmo em cada mente e, assim, percebe-as como uma só. Nada está em conflito nesta percepção porque, na percepção do [Divino] Espírito Santo, todos são o mesmo. Aonde quer que Ele olhe, vê a Si mesmo e, porque está unido, oferece sempre todo o Reino. Essa é a única mensagem que Deus deu a Ele e, em nome da qual, Ele tem de falar, porque é isso que Ele é. A paz de Deus está nessa mensagem, assim a paz de Deus está em ti. A grande paz do Reino brilha na tua mente para sempre, mas ela tem de brilhar em direção ao que está fora, para fazer com que fiques ciente dela”. (T-8.II.12; grampos do resumo) • É certo que Deus deu essa mensagem a você, no Céu, e o Divino Espírito Santo é a memória dessa mensagem em você [em sua mente]. Agora, para recuperar essa memória e se lembrar Quem você realmente é, você tem de compartilhar a mensagem do Divino Espírito Santo com os que você vê em sua mente. • O ego afirma que você sofreu uma perda terrível, e perda é agora uma parte de sua vida. • O Divino Espírito Santo afirma que em realidade não há perda alguma, e que a criança de Deus não consegue perder. O livro de Exercícios afirma:

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“Perdoa todos os pensamentos que queiram se opor à verdade da tua completeza, unidade e paz. Tu não consegues perder as dádivas que o teu Pai te deu”. (E-pI.99.10:1-2) ou, um pouco mais adiante no Livro de Exercícios: “Tu apenas recebes segundo o plano de Deus, e nunca perdes ou te sacrificas ou morres”. (E-pI. 100.7:7) • O ego afirma que os outros são culpados, porque ele secretamente crê que você é culpado. • Ele (ego) usa a raiva e a indignação reta, ou mesmo ri dos outros, para colocar distância entre você e sua culpa. • Você pensa que apenas as crianças e os animais sejam inocentes, porque é aí que você escolheu ver sua própria inocência aparente. O ego tem de colocar a idéia de inocência em algum lugar. • Mas o Divino Espírito Santo afirma que todos são completamente inocentes. • Pense em si próprio como sendo auto acusado. O Curso afirma isso: “Só aqueles que se acusam condenam”. (T-31.III.1:1) • Você se acusou e se condenou a si mesmo. Pense agora no Divino Espírito Santo como sendo uma Corto Suprema, como o Curso descreve em grandes palavras: “Tu não precisas ter medo de que a Corte Suprema vá condenarte. Ela simplesmente dispensará o caso contra ti. Não consegue haver nenhum processo contra uma criança de Deus e toda testemunha em favor da culpa nas criações de Deus está cometendo falso testemunho contra o próprio Deus. Com contentamento, apela à Corte Suprema do próprio Deus a favor de tudo aquilo em que acreditas, porque ela fala por Ele e, portanto, fala, verdadeiramente. Ela arquivará o processo contra ti, por mais que o tenham construído com cuidado. Podes ter planejado o teu caso à prova de tudo, mas não à prova de Deus. O [Divino] Espírito Santo não o ouvirá, porque só consegue testemunhar verdadeiramente. O Seu veredito será sempre “teu é o Reino”, porque Ele te foi dado para lembrar-te do que tu és”. (T-5.VI.10; grampos do resumo) • O ego tenta convencer você que você tem uma história pessoal que é obviamente real. • A atitude do Divino Espírito Santo, mesmo assim, consegue ser bem resumida em apenas três palavras: isso nunca aconteceu. • O ego ficaria enlevado se você continuasse crendo que existe um mundo lá fora, que existia antes de sua vida começar e que, continuará existindo, depois que seu corpo morra. • A resposta do Divino Espírito Santo, por mais desaforada que possa parecer ao seu ego, é esta – transcrita do Livro de Exercícios: “Não há nenhum mundo! Esse é o pensamento central que o curso tenta ensinar. Nem todos estão prontos para aceitá-lo e cada um tem de ir tão longe quanto consiga se permitir ser conduzido ao longo da estrada para a verdade. Ele voltará e irá ainda mais adiante, ou talvez recue por um momento para retornar outra vez.

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Mas a cura é a dádiva daqueles que estão preparados para aprender que não existe nenhum mundo e que conseguem aceitar a lição agora. A sua prontidão para isso lhes trará a lição sob alguma forma que consigam compreender e reconhecer”. (E-pI.132.6:2-7:2) Gary: • O que o Curso diz é realmente ultrajante para o ego e, para as pessoas, duro de crer muitas vezes. Se alguém está bravo comigo, parece que o Curso diz que o que vejo não é uma pessoa real, mas um símbolo de minha própria raiva, apresentada como estando fora de mim. Então é efetivamente meu próprio ódio e insanidade que vejo lá fora no mundo, mesmo no noticiário. Isso é bem fora do comum. Mesmo assim, dentro do modelo que você explicou, isso faz sentido. Arten: • Sim, e o ego diria que a pessoa brava que você viu fora de você é uma ameaça que tem de ser cuidada de alguma forma. O Divino Espírito Santo vê a pessoa brava como uma sofredora que está pedindo ajuda. • O Curso já disse que só há duas emoções, amor e medo, e depois Ele vê tudo no mundo ou como uma expressão de amor ou um apelo por amor. Então se alguém está expressando amor, qual seria a sua resposta apropriada? Gary: • Amor, por certo. Arten: • E se alguém está apelando por amor [ou seja atacando você], qual seria a sua resposta apropriada? Gary: • Amor, espertinho. Sob o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, a resposta apropriada, para qualquer situação, é sempre amor. Pensando com o Divino Espírito Santo, você se torna consistente em sua atitude, que é amor. Arten: • Ser consistente no amor nos conduz até mesmo a corrigir nosso modo de expressão. No amor, deixo de ser um ofensor convencido se você deixar de sê-lo também. Gary: • Entendo o que você quer dizer. De qualquer forma, estou desistindo disso. Eu acatei a idéia a respeito da consistência no amor. Pursah: • Muito bom. Se o Curso diz que não há mundo, então não há realmente ninguém lá fora que seja mais esperto ou mais bem dotado que você, nem mais rico, ou mais famoso, ou fazendo mais sexo, ou fazendo o que seja preciso para tornar você bravo, inferior ou culpado. • Não há realmente ninguém vindo atrás de você por qualquer razão que seja. Não há nenhum mundo para você conquistar. Não há problemas ou ameaças que consigam ferir, da forma que seja, aquilo que você realmente é. • Isso é só um sonho [o que você ouve, vê, presencia e sente], e de fato é possível a você ter o tipo de paz interior e ausência de medo que acompanha a convicção dessa verdade. É o que Jesus diz tão destacadamente no Texto:

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“O que aconteceria se reconhecesses eu esse mundo é uma alucinação? O que aconteceria se compreendesses realmente que o inventaste? O que aconteceria se te desses conta de que aqueles que parecem perambular sobre ele, para pecar e morrer, atacar e assassinar e destruir a si mesmos, são, totalmente, irreais?” (T-20.VIII.7:3-5) O Divino Espírito Santo sabe que as imagens que você vê são exatamente isso – imagens e nada mais [como cenários de um set de filmagens ou do palco de um teatro, mero arranjo visual, para ver visto pelo expectador.na platéia Na platéia do cinema ou do teatro cada um entra porque quer. Assim é na existência terrena: estamos aqui por assim querê-lo.]. Fazendo Dele seu Professor, você consegue aprender a experienciar isso pelo poder de Seu perdão, que é o seu poder, quando você se une a Ele e pensa como Ele.

Arten: • O ego afirma que você é um corpo. O Divino Espírito Santo afirma que você não é um corpo; você não é uma pessoa; você não é um ser humano – você é como Ele! • O ego afirma que seus pensamentos são bem importantes. O Divino Espírito Santo sabe que unicamente os pensamentos que você pensa com Deus são reais, e nada mais importa. • No Céu você não precisa pensar. De fato, você é pensamento por Deus. • Neste nível [mundo], o Curso considera os pensamentos que você pensa com o Divino Espírito Santo como sendo seus pensamentos reais. Além do mais, poderia ser dito que o Divino Espírito Santo é a única verdade no nível do mundo. Reveja as lições 35 e 45 do Livro de Exercícios. E-35 – Minha mente é parte da Mente de Deus. Eu sou em verdade santo. E-45 – Deus é a Mente com a qual eu penso. • O ego exige sacrifício. O Divino Espírito Santo, em contraste, afirma que não há necessidade de sacrifício de nenhuma espécie, em coisa alguma. • O ego afirma “O Senhor dá e o Senhor leva embora”. O Divino Espírito Santo sabe que Deus só dá, jamais tira [o que quer que seja, de quem quer que seja].. • O ego reverentemente proclama a morte é real. O Divino Espírito Santo diz que ninguém está morto, e ninguém consegue, realmente, morrer. • O ego julga qualquer coisa como boa ou ruim. O Divino Espírito Santo afirma que não é nem uma coisa nem outra, porque não é verdade. Assim todas as coisas, no nível da forma, são igualmente inverídicas, por causa de sua natureza ilusória. • O ego estabelece identidades específicas, diferentes. O Divino Espírito Santo considera todas as pessoas como sendo as mesmas e totalmente abstratas. Assim, como Jesus, Seu Amor é não específico e todo abrangente. • O ego delineia razões espertas de porque você deveria continuar a ouvir seus conselhos egoístas. Mas o Divino Espírito Santo tem certeza de que você, em algum ponto você se voltará para Ele, e afinal irá para casa com Ele – como ditam as leis do perdão e as da mente. • Se você realmente aprender como perdoar e de fato o conceder, seu retorno a Deus tem de, finalmente, se seguir:

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“A salvação nada mais é senão “a mentalidade certa”, que não é a mentalidade Una, própria do Espírito Santo, mas ela tem de ser atingida antes que a mentalidade Uma seja restaurada. A mentalidade certa conduz de modo automático ao próximo passo. Porque a percepção certa é uniformemente isenta de ataque e, com isso, a mentalidade errada é obliterada. O ego não consegue sobreviver sem julgamento e, em conseqüência disso, é deixado de lado. A mente, nesse caso, tem apenas uma direção em cujo rumo consegue se mover. A sua direção é sempre automática, porque não consegue fazer coisa alguma que não seja ditada pelo sistema de pensamento ao qual adere”. (T-4.II.10) Pursah: • O ego ama quando você lamenta o passado: “Poderia ter sido...”, “Poderia ter tido”... ,”Deveria ter sido”..., “Se ao menos eu tivesse feito isso em vez daquilo”...e “Se ao menos eu soubesse então o que sei agora”... são alguns dos espetáculos favoritos para o enlevo do ego. • Dessa maneira não só você torna o passado real para você, como também isso faz você se sentir muito mal, ao mesmo tempo – tudo para o deleite do ego. • O Divino Espírito Santo sabe que, com exceção do perdão, não importa o que você faça a respeito disso. Para o ego, isso é heresia. • Mas o Divino Espírito Santo quer você curado e sabe que a culpa inconsciente em sua mente teria sido eliminada de alguma forma no final – mesmo que você tivesse tomado um rumo diferente ao longo do caminho. Arten: • O ego quer o que você faz seja importante. Como uma maneira de se intrometer em sua espiritualidade e retardar a verdade, o ego tenta fazer com que aquilo que você faz naquela área seja importante e especial. • No entanto, para o Divino Espírito Santo, o que você faça para Ele, ou para Jesus, ou para Deus, não são importantes. Como consegue qualquer coisa, que ocorra numa ilusão, ser importante se você, na realidade, entende [e sabe] que não é real? • Unicamente o perdão e a sua cura importam. Em verdade, esse tipo de ensinamento pode não compor a base para uma religião popular que assuma o mundo e diga a todas as pessoas como elas deveriam estar vivendo suas vidas – mas isso é definitivamente a verdade. Gary: • Então não importa se eu escreva nosso livro ou não – ou quanto tempo isso me tome? Arten: • Isso está correto. Estamos felizes de estar aqui com você e ensinar você, Gary, mas isso não é importante. Não é importante que você faça coisa alguma. • Você não tem de estabelecer seu valor para nós ou para Deus. Isso já foi feito na Mente de Deus quando Ele criou você. Nada mais que pareça acontecer no universo da percepção consegue modificar isso – exceto em seus sonhos equivocados. Como o Curso ajuda você a se lembrar: “Tu não moras aqui, mas na eternidade”. (T-13.VII.17:6) e

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“Sempre que fores tentado a empreender uma jornada inútil que te conduzirá para longe da luz, lembra-te do que realmente queres e dize: O Espírito Santo me conduz a Cristo, a que outro lugar me iria? Que necessidade tenho eu senão a de despertar Nele?”. (T-13.VII.14:1-3) Gary: • Sou em realidade Cristo, assim como todos mais, e somos todos um. Meu encargo é reencontrar-me comigo mesmo por meio do perdão e me tornar íntegro outra vez. Pursah: • Tudo que você precisa se lembrar é de que não há ninguém lá fora para julgar você e aquilo que você em realidade é não consegue ser afetado pelo que o mundo pesa. Como o Curso lhe diz: “Não consegues ser ferido e não queres mostrar ao teu irmão coisa alguma exceto a tua integridade. Mostra-lhe que ele não consegue ferirte e não mantenhas nada contra ele ou a manterás contra ti mesmo. Esse é o significado de ‘voltar a outra face’”. (T-5.IV.4:4-6) Arten: Enquanto o Divino Espírito Santo ensina você a respeito de sua verdadeira força, o ego conta a você e a todos os homens ‘machos’ e a todas as mulheres liberadas, que têm de ser duros e aprender como chutar outros na corrida do rato ou alguém vailhes roubar o queijo. • Isso só prova como estão medrosos, pois se não estivessem com medo então não teriam de ser duros. Na realidade estão pedindo amor sem o saber. Pursah: • O ego tenta convencer você de que seus problemas são o problema, mas o Divino Espírito Santo sabe que o problema é a bem oculta, inconsciente culpa que faz com que você precise sonhar com um mundo de separação. É claro que o mundo não pensa isso. O mundo nem sabe nada a respeito disso! O curso recorda a você que: “De uma coisa estavas certo: entre as muitas causas que percebias como portadoras de dor e de sofrimento para ti, tua culpa não constava”. (T-27.VII.7:4) Arten: • Quando o Curso diz que você não consegue ser machucado, significa que a prática do perdão que sabe que você não consegue ser machucado vai no fim resultar na mesma capacidade que Jesus tinha, de não sofrer ou sentir dor. • Que significado terão seus problemas então? O ego quer que Jesus, o corpo maravilha, seja muito diferente de você e muito especial, que é uma maneira muito esperta de manter todas as pessoas diferentes e especiais. O Divino Espírito Santo sabe que você é o mesmo que ele. • A Explicação de Termos diz a respeito de Jesus: “O nome de Jesus é o nome de alguém que foi um homem, mas viu a face de Cristo em todos os seus irmãos e se lembrou de Deus. Assim ele veio a se identificar com Cristo, já não mais um homem, mas um com Deus”. (ET-5.2:1-2) •

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• •

Isso é o que Ele quer para você. Você saberá como você consegue ter a atitude que lhe ajudará a ver a face de Cristo – na realidade a sua face – em todas as pessoas. Lembre-se que o perdão ajuda você. Não há porque sempre se ocupar com as pessoas a quem você perdoa. Seu encargo é apenas corrigir sua percepção equivocada e não é contra as regras saber que você nada consegue fazer senão beneficiá-la por causa disso.

Gary: • Então, só porque estou perdoando uma pessoa, isso não significa que tenho de andar com eles. Arten: • Está correto. O Curso trata de como ser um que pensa certo, e não de quem faz o bem, nada havendo contra quem faça o bem. • Muitos cristãos se indagam “que faria Jesus” numa circunstância considerada. Só há uma resposta correta: Ele perdoaria, fosse quando ou como fosse. • Perdão tem a ver com o que você pensa. O que você faz, mesmo que seja resultado do que você pensa, pouco importa. É o que você pensa é que faz você continuar sonhando ou ajuda a levar você para casa, não o que você faz. Gary: • Você quer dizer que Jesus nunca disse a vocês: “Vão e façam discípulos em todas as nações”. Arten: • Ainda bem que você está brincando. Pursah: • Falando de nações, elas também não são importantes. O que você realmente é é eterno. Os Estados Unidos não são. Gary: • Blasfêmia! Arten: • Thomas Jefferson, considerado o maior pensador entre seus pais fundadores e autor de sua Declaração de Independência, era também um perito das escrituras. Fez sua própria bíblia excluindo todo o velho Testamento e do Novo Testamento só deixou tudo que Jesus fez a respeito de perdão e cura e como pensar. • Não conseguiu fazê-la disponível para o público, para livrar-se de terríveis acusações, mas isso será feito para quem a queira ver. • Se os conservadores de seu país quiserem se desfazer de Um Curso em Milagres como radical demais, talvez devessem ouvir o gênio visionário das raízes de sua nação, em vez de perder seu tempo cegamente defendendo a democracia debochada da propriedade corporativa em que se tornou. Gary: • Jefferson cortou a baboseira religiosa e dualística para chegar ao que era importante. Mas há de nos lembrar que muitas pessoas precisam da baboseira até que estejam prontas a deixar de lado o desnecessário e desbastar o inútil. Arten: • Muito bom, Gary. Mas cuidado com a linguagem, para que nosso livro não seja qualificado como impróprio.

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Gary: • Tenho procurado cuidar da minha maneira de agir. Arten: • Sabemos disso. Você não usou a palavra f nem uma vez, não tem bebido muito ultimamente. Esse comportamento indica um futuro mestre – desde que você continue com seu treino. Gary: • Ocorreu-me que bebo por sentir-me culpado, mesmo que não o seja realmente, e tenho medo de Deus, mesmo que meu medo apareça como preocupação a respeito de outras coisas. Arten: • Sim, mas isso não significa que as pessoas que não bebam, não fumem e não usem drogas não tenham medo. Elas apenas encontram outros meios de lidar com isso ou de negar isso. O perdão é a única saída [dos tormentos] para todas as pessoas [sem exceção]. Pursah: • Isso nos traz para perto do fim de nossa rápida discussão a respeito do Divino Espírito Santo. O Curso diz que Ele reconhece nossas ilusões sem crer nelas. Então ouça-O, para conseguir ver como Ele. O Curso diz mais adiante, no Livro de Exercícios: “O [Divino] Espírito Santo compreende os meios que fizeste, pelos quais queres alcançar o que é, para sempre, inalcançável. E, se os ofereces a Ele, Ele empregará os meios, que fizeste para te exilares, para restituir a tua mente ao lugar em que ela está verdadeiramente em casa”. (EpII.7.3:2-3) Gary: • Pois então, Ele toma as mesmas ilusões ou imagens que eu fiz e as usa para me levar para casa. Isso é perfeito, é como virar a mesa sobre o ego, usar a mesma coisa que o ego fez para desfazê-la. Para isso, conforme vocês me disseram, basta trazer minhas ilusões para a verdade, em vez de dar realidade às minhas ilusões. • O Curso afirma que Jesus é um Salvador porque ele viu o falso por não aceitar que ele fosse verdade. Se eu fizer isso, então não apenas eu serei um Salvador, como ele, mas também minha mente será curada pelo Divino Espírito Santo, ao mesmo tempo. Pursah: • Sim. Jesus foi capaz de contar a história do Filho pródigo tão bem porque ele era o Filho pródigo, assim como você. Ele ouviu o Divino Espírito Santo, foi assim que ele foi capaz de ver o falso sem aceitar que isso fosse verdade. • Ouvindo o Divino Espírito Santo, você consegue se tornar como Jesus e ser totalmente identificado com o Cristo. Como o Curso diz a respeito do seu Ajudante: “O [Divino] Espírito Santo habita na parte da tua mente que é a parte da Mente de Cristo”. (ET-6.4:1) • Numa das referências do Curso à história do Filho pródigo ligando o Divino Espírito Santo a ele:

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“Ele parece ser um Guia que te conduz através de uma terra distante, pois necessitas dessa forma de ajuda”. (ET-6.4:6) Arten: • Se você vai realmente virar a mesa sobre o ego e adquirir a reversão de pensamento de que fala o Curso, então você tem de se lembrar do que falamos a última vez. O ego enganou você fazendo você pensar que conseguiria se ver livre de sua culpa inconsciente quando você a projeta sobre os outros por acusando-os de faltas, ou condenando-os ou culpando certas circunstâncias por seus problemas ou os problemas do mundo, ou o que quer que seja. • Em lugar de conseguir se livrar da culpa, o que isso realmente faz é fazer você ficar atado à sua culpa inconsciente para sempre. Você está começando a entender como o perdão é importante para você? Gary: • Por mais inacreditável que isso possa parecer, eu penso que realmente estou começando a entender sim! Arten: • Em nossa próxima visita você terá completado seu entendimento. Você estará em excelente posição para praticar o verdadeiro perdão. Gary: • Então eu posso ser um P.D.D. Arten: • Que é isso? Gary: • Professor de Deus. Arten: • Gosto disso. Você pode não ter um PH.D>, mas mesmo assim você consegue ser um P.D.D. Esse é o seu novo emprego agora, amigão. Tudo mais torna-se supérfluo. O Curso é muito pungente a respeito de como importante seu novo emprego realmente é: “A libertação do amado Filho de Deus dos sonhos maus que ele imagina, mas que acredita serem verdadeiros, não é um propósito de valor? Quem conseguiria esperar mais, quando parece haver uma escolha a ser feita entre o sucesso e o fracasso, o amor e o medo?” (E-pI.200.6:5-6) Gary: • Acho que se vou fazer isso, então que eu seja bom nisso – o perdão, quero dizer. Pursah: • Sim. O perdão é o real propósito da vida. Mas você tem de escolhê-lo para que se faça seu. A prática real do perdão não leva você senão de volta à casa. O Jesus subterrâneo não consegue perder, pois Jesus não transige – porque o Divino Espírito Santo não transige. • Isso não é uma revolução do físico, é uma exigência de devolução da mente – conduzindo para uma nova maneira de pensar. Quando chegar à forma avançada de perdoar do Curso, você será bom nisso. • Isso será o foco de nossa próxima visita, mesmo sendo uma recapitulação do que falamos em visitas anteriores. O instante santo será seu, bastando pedir por ele, meu irmão. 110

Gary: • Você poderia esclarecer resumidamente o que é exatamente o instante santo? Pursah: • Sim. Como estudante do Curso você vai ouvir falar bastante dele. Mesmo assim, o instante santo, de fato, acontece fora do tempo e do espaço, mesmo que pareça que você o escolha aqui. • O instante santo é simplesmente aquele instante quando você escolhe o Divino Espírito Santo como seu Professor em vez do ego. É como diz o Curso: “A fé faz o poder da crença e a recompensa que ela te dá é determinada por onde a investes. Pois a fé sempre é dada àquilo que se considera um tesouro e o que é um tesouro para ti te é devolvido”. (T-13.IX.2:5-6) Gary: • Alguns estudantes do Curso com quem falei parecem pensar que Deus criou as partes boas do mundo e não as más, e que o Curso está tentando conseguir que abramos mão das nossa percepções ruins, mas que conservemos as boas. Arten: • Sim. Sejamos bem claros mais uma vez: Deus nem ao menos criou parte do mundo. O Curso onde diz que Deus não criou o mundo! Como Deus poderia ter criado parte dele se não há nada? Não é intenção do Divino Espírito Santo de fazer coisa alguma exceto despertar você de seu sonho de que haja um mundo! Isso é a verdade, quer isso pareça ser, temporariamente, bom ou ruim. • Finalmente, a verdade não é temporal, ela é plenária [plena, completa], absoluta, total. Mas, neste nível, a cura de sua percepção, pelo Divino Espírito Santo, é um processo ao longo do tempo [por se realizar aqui], conduzindo você [inexorável e ininterruptamente] para uma solução absoluta. Gary: • Por que a ênfase é diferente sobre a mente e o espírito? Arten: • Isso é simples. O ego, ou mente errada, faz tudo que parece acontecer no nível da forma. O espírito nada faz acontecer, no nível da forma, razão pela qual você não tem de espiritualizar eventos ou objetos no universo. • A mente certa dá interpretações do Divino Espírito Santo a respeito do [que vê no] nível da forma, levando você – e por você queremos dizer aquela parte observadora da mente que se identificou e por isso se inclina para o ego – de volta para casa. Casa é o espírito imutável. Gary: • Pode ser simples para você, mas eu penso que entendo. Arten: • Bom. Mesmo que o Divino Espírito Santo nada faça no [nível do] mundo, Sua interpretação do nível da forma, consegue ajudar você a ver mais claramente o que deve fazer aqui. Esse é apenas um benefício acessório de escolhê-LO como seu Professor, não a razão principal, que é a salvação. Gary:

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Considerando que não consigo observar [na atenção do pensamento ou com a atenção ocular + pensamento] coisa alguma sem afetá-la no nível sub atômico – como dizem os físicos [quânticos] – então ao observar uma estrela no firmamento – que não está lá fora e sim apenas em minha mente – isso correlaciona que a maior parte do universo está oculta a mim assim como a maior parte de minha mente inconsciente fica oculta de mim?

Arten: • Como estamos profundos hoje! 95% do universo é negro, ou oculto a você. Não só isso se correlaciona com o [oculto do] inconsciente, como assim é montado para que você consiga continuar a fazer descobertas a respeito dele e buscar respostas no universo, em vez de buscá-las na mente, onde as resposta realmente estão. • Você também tem de se lembrar que o ego usa fumaça e espelhos, como um grande ilusionista, para ocultar a tradução de suas diretrizes inconscientes em manifestações sensoriais ilusórias. Por exemplo, você está começando a entender isso que você não vê realmente com os olhos do corpo? Gary: • Penso que sim, mas isso é bem amedrontador. Ou seja, é como se a mente estivesse vendo e o corpo não faz coisa alguma realmente. Purash: • Bom. Vamos deixar isso assim. Não precisamos andar tão depressa. Pode ser amedrontador, como você disse. Você se lembra, em meu Evangelho, quando Jesus disse: “Tendes descoberto o começo, então, porque buscais o fim? Pois onde está o começo, o fim estará”. [Tomé-18] • Bem, é como Jesus diz no Curso: “À medida que te aproximas do Começo, sentes o medo da destruição do teu sistema de pensamento sobre ti, como se fosse o medo da morte. Não existe morte, mas existe uma crença na morte”. (T-3.VII.5:10-11) • É como já disse: não há pressa! O Divino Espírito Santo sabe que você tem medo do seu inconsciente. O propósito do Curso é paz, e não apavorar você com o inferno. • Quanto mais preparado você fique, melhor você se desempenhará no perdão, menos amedrontada sua jornada com o Curso finalmente será. • Vamos ter nossa saída ilusória, mas estaremos de volta em oito meses. O Divino Espírito Santo estará sempre com você, oferecendo a você a Sua Alternativa todo o tempo. De agora até o tempo quando nos veremos outra vez, termine o Livro de Exercícios, e divirta-se. Nós amamos você, Gary; Gary: • Eu também amo vocês, caras. Arten: • Daqui a quatro dias será Natal. Este ano, em vez de fazer dos dias feriados a orgia usual do capitalismo, faça deles o que deveriam ser. • Pense a respeito de Deus, e a respeito do que seus irmãos e irmãs realmente são. Lembre-se de que a palavra luz é sinônimo de verdade, pense a respeito destas belas palavras que Jesus deu como presente a todos os que amam esse Curso:

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“O sinal do Natal é uma estrela, uma luz na escuridão. Não a vejas fora de ti, mas brilhando no Céu interior e aceita-a como o sinal de que o tempo de Cristo veio”. (T-15.XI.2:1-2) -x-x-x-x-

Capítulo 7 – A Lei do Perdão Só o perdão faz com que tudo funcione. Sem o perdão, até a metafísica se torna inútil.
O medo limita o mundo. O perdão o liberta. (E-pII.332.h)

Enquanto aguardava a sétima visita dos interlocutores, Gary recapitulou o que aprendeu e fez considerações sobre o que estudava, recordando-se e capacitando-se de que: 01 – o caminho que escolhera não era uma espiritualidade “prato feito”, 02 – o Livro de Exercícios de UCEM não era uma fatia de bolo; 03 – aprender o Curso era estudar o Texto e o Livro de Exercícios [e o Manual para Professores], concomitantemente, pois um completava e explicava cada um dos outros; 04 – os três, conjugados, eram necessários para entender e, depois, conseguir aplicar o Curso, no dia a dia. 05 – o Livro de Exercícios, mais prático, consegue ser imediatamente aplicado nos relacionamentos pessoais e às muitas situações diárias, e assim experienciamos ao vivo se o que o Curso ensina é verdade; 06 – Arten e Pursah conseguiram mostrar-lhe que uma experiência de Deus tornava a experiência de separação sem sentido; 07 – conseguiu experienciar ocasionais e bem-vindos instantes de paz presentes, em vez de seus usuais e habituais aborrecimentos [passados], o que, por si só, o tornavam agradecido pelo redirecionamento que sua vida tinha tido [e estava e continuaria tendo]; 08 – o reduzido interesse espiritual de Karen, sua mulher, e a pouca importância dela pelo caminho sagrado que ele palmilhava tinha de ser, como Arten aconselhara, deixado de lado para que ela aprendesse o que lhe interessasse, no tempo dela; 09 – perdoando-a se tornou mais tranqüilo quanto ao fato de que talvez não houvesse preenchido todas as expectativas dela e permitiu a ambos simplesmente serem como eram; 10 – muito para sua surpresa, Karen logo se tornou uma estudante parcial do Curso, ocasionalmente acompanhando-o às reuniões do grupo e mesmo completando o estudo do Livro de Exercícios, o que não era uma conquista desprezível; 11 – mesmo não aparentando estar tão compromissada com o Curso como ele se sentia, Karen cria no que o Curso diz, fez muito progresso e mudou de um estado de conflito para um de paz; 12 – a aceitação da idéia de que a mente projeta tudo, observa sua própria projeção de um ponto de vista diferente e separado, e daí interpreta essa projeção como um fato externo, foi uma das mudanças que conseguiu; 113

13 – o corpo, em si mesmo uma idéia de separação, existia apenas na mente, como uma forma de experienciar a separação; 14 – em toda sua vida admitira que seus olhos viam o mundo, seu corpo o sentia, e seu cérebro o interpretava; 15 – o Livro de Exercícios o ajudava a entender que era tolo crer que seus olhos realmente enxergavam e que o cérebro conseguia, realmente, pensar ou interpretar qualquer coisa; 16 – sua mente diz aos seus olhos o que ver e sentir, e ao seu cérebro como interpretar o que vê e sente; 17 – o corpo é apenas um truque, um dispositivo dentro da mente do ego, destinado a convencê-lo de que sua vida no mundo é [total] verdade; 18 – o Livro de Exercícios não só ensina o oposto da ciência newtoniana, bem como dá a ele experiência para aceitar a interpretação do Divino Espírito Santo sobre tudo, facilitando assim o início do fim do seu ego; 19 – reconheceu ser seu Amigo, o Divino Espírito Santo, em verdade, seu próprio Ser Superior; 20 – era muito útil usar as metáforas artísticas e consoladoras do Curso e pensar e se sentir ajudado por outro. Isso era muito necessário; 21 – sente que o mundo ainda está diante de sua cara e o Curso é muito prático: “O curso permanece dentro da estrutura do ego, onde ele é necessário”. (ET – in.3:1) 22 – o Curso explica tudo no mundo, sem exceção. Consegue, com o Curso, olhar para toda sua vida, passada e presente, e entender a causa do comportamento humano. 23 – por exemplo, rixas entre escolares, de todos os níveis, infernizando a vida de colegas uns aos outros, observadas por outros não afetados por elas, representam egos se digladiando, se infernizando, vítimas e vitimadores, julgadores e ausentes de perdão, na separação, na culpa e no medo em ação, vendo erro uns nos outros em vez de vê-lo em si próprios; 24 – membros de religiões, na maioria, uns se dizendo corretos e acusando outros de não terem Deus, não cumprem com preceitos de Deus, culpam-se mutuamente por questões e prejuízos, perseguem-se uns aos outros, desencadeiam terrorismo como castigo por ações consideradas religiosamente incorretas, que estão causando? 25 – seres humanos tendem a culpar uns aos outros por seu destino na vida, mas não percebem a causa como fonte a aparente separação de Deus, resultando na perda da própria paz, que mais parece uma fixação na existência de cada um; 26 – com variações infinitas, nos relacionamentos próximos ou longínquos, alguém ou alguma coisa consegue ser sempre indicada como causa do problema – exceto essas almas torturadas que projetam todas as culpas para dentro de si próprias, conscientemente culpando a si mesmas pelas próprias circunstâncias desfavoráveis. Isso difere algo de culpar outro corpo? 27 – houve tempo no qual o Curso o fez sentir que as coisas estavam piores. Sendo-lhe trazido à consciência o sistema de pensamento do ego, negado-o por longo tempo, a culpa que o mantinha negado também foi trazida à superfície – algumas vezes resultando numa maior expressão pessoal do medo, do que normalmente ocorria;

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28 – notou incoerências em certos programas políticos na TV, o que antes não se dera conta, à época, tendo até tomado partido nas opiniões externadas. Enervava-se com o que era dito na TV e chegava a elevar sua voz, falando alto: ‘Será que realmente as pessoas estão tão por fora que vão acreditar nesse crápula?’ Infelizmente, a resposta era freqüentemente sim. Agora não interpretava mais esses programas como equânimes, desinteressando-se deles; 29 – mesmo com lapsos, considerava-se ainda capaz de praticar os princípios do Curso, na maior parte do tempo. Sua teimosia comum enfraquecia, não num fluxo constante de experiências felizes, mas numa nova forma de olhar para as infelizes, com isso encurtando a duração dos seus efeitos á sua mente; Um tanto ansioso pela proximidade da data da chegada de seus interlocutores, mas certo de que manteriam o compromisso assumido, uma tarde, Pursah chegou, mas sem Arten. Pursah: • Oi, Professor de Deus. O que há? Gary: • Se lhe contasse, você me daria uma bolachada! Pursah: • Esquecemos de tomar nossa pílula “anti molecadas” essa manhã? Gary: • Isso é piada. Estou feliz em vê-lo, mas, cadê aquele cara, o Arten? Pursah: • Está tratando de negócios. Gary: • Onde, ou eu deveria dizer quando? Pursah: • Em outra dimensão. Não é exatamente um lugar diferente, porque não há lugares diferentes, em verdade, [em parte alguma,] e acredito que você já esteja começando a entender o panorama metafísico. • Arten está trabalhando junto a você, agora mesmo, em uma das outras suas existências, que você nada sabe a respeito. Algumas vezes a pessoa nem sabe que um mestre ascencionado está por perto • Já lhe disse que gostamos de ‘caber’ em qualquer lugar que tenhamos de ir. Arten, realmente, está também aqui. Um mestre ascencionado está em toda parte. O que acontece é que nem sempre você consegue vê-lo. • Raramente projetamos mais do que uma imagem corporal de nós mesmos, ao mesmo tempo [em aparentes lugares diferentes], sempre por propósitos de ensino. • O ensino nem sempre é tradicional. Algumas vezes interagimos com alguém ou fazemos algo, em algum lugar [aparente], que vai ajudar a facilitar o perdão, naquela dimensão particular. • Na maioria das vezes, nem aparecemos em imagem, apenas damos às pessoas nossos pensamentos. Gary: • Não suponho que vá me dizer em que existência de vida ele me ajuda no momento. Pursah:

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Vamos deslindar um pouco isso, bacanão. Quando você perdoa numa existência, você ajuda o Divino Espírito Santo curar todas elas [aparentemente anteriores e posteriores]. O perdão que você tem praticado durante os últimos meses [depois que estamos conversando] está ocasionando um efeito [benéfico] em você em outras dimensões do tempo. Arten aparecerá comigo outra vez, na próxima visita. Desta vez, focalize em falar comigo. Vamos discutir o perdão – o perdão verdadeiro. Quero que você seja, ainda melhor, nisso, OK? O Curso basta, mas você tem sorte em ter boa ajuda em entendê-lo. Para a maioria das pessoas, esse tipo de ajuda é absolutamente necessário.

Gary: • Como disse Benjamin Franklin, “Necessidade é uma mãe”. Pursah: • Desejemos que você cite o Curso mais corretamente. O Livro de Exercícios tem ajudado você tremendamente. Você pode ler partes dele, outras vezes, a qualquer tempo que queira, mas não precisa fazer os exercícios mais que uma vez. Algumas pessoas fazem os exercícios duas vezes. Outras uma vez ao ano. É algo pessoal. • Para você, apenas ler e aplicar as idéias do Livro de Exercícios, da mesma maneira que você faz com as idéias do Texto e do Manual, será suficiente, daqui por diante. Vamos prosseguir na discussão. • O Curso ensina que sua única responsabilidade é de aceitar a Expiação para você mesmo. Você já acelerou um processo no qual você perdoa as pessoas, em vez de julgá-las. • Tendo completado o Livro de Exercícios, você finalmente entende que condenando o outro, sua salvação entra em desvantagem. Você também teve experiências que fazem você entender que o mundo é um sonho, nada mais que ilusão. Gary: • Em nossa reunião do grupo de estudo, a menção de que o mundo era ilusão, teve uma indagação: “Que isso quer dizer?” A resposta era que temos de entender o sonho do mundo para compreender o perdão e a salvação, mas não expliquei direito. Purash: • Sim. Não é suficiente dizer que o mundo é uma ilusão. O ponto [importante] é que você tem de aprender como perdoar, para conseguir voltar para casa. • É requerido entender a metafísica do Curso, para entender o perdão. Mas, pode ser útil, para algumas pessoas, forçar primeiro o perdão, para depois, gradualmente, ir trazendo à compreensão a natureza de sonho do mundo e demais elementos da verdade. • Fizemos o oposto com você. A diferença está em que este é um livro, resultado de nossas conversas, e outra coisa é a interação verbal entre pessoas. Você não vai ensinar todo o Curso à pessoa com quem fala . • As pessoas só aceitam alguma coisa, se ouvem algo que soe verdadeiro para elas ou toque seu interesse. Não busque controlar isso. Apenas seja você mesmo e deixe o Divino Espírito Santo atuar nas pessoas. 116

Sim, peça orientação e compartilhe sua experiência, se quiser, mas não queira mudar o mundo ou as pessoas nele. Apenas perdoe – silenciosamente. Não vá às pessoas para dizer: “estou perdoando você agora, você sabe”. Isso nos traz para o tema tratado. Diga-me algum trecho do Curso, qualquer coisa que venha à sua mente – rapidamente.

Gary: • Esta é uma das minhas favoritas: “Eu não sou um corpo. Eu sou livre. E continuo sendo como Deus me criou”. (E-rVI.3:3-5) Pursah: • Essa é boa. É do Livro de Exercícios, que também diz: “O ego dá valor ao corpo porque vive dentro dele, unido à casa que construiu. O corpo faz parte da ilusão que protegeu o ego, não deixando que ele se achasse, ele próprio, ilusório. (E-pI.199.3:3-4) • Esteja certo de que as pessoas, definitivamente, pensam que eles são corpos, assim como você pensava, antes de estudar o Curso. O componente importante de seu perdão é que você quer, silenciosamente, ensinar-lhes que não são corpos. Essa é a maneira pela qual, com certeza, sua mente aprende que você não é um corpo. E o Curso diz: “Como ensinas, assim aprenderás”. (T-5.IV.6:4) • Na continuidade, tente se lembrar disso: Quando você perdoa o outro, é realmente você que está sendo perdoado. • Componentes do perdão é do que falaremos agora. O perdão é uma atitude. Tudo que você aprende se incorpora nessa atitude, até que o perdão ocorra automaticamente. Pois, para a maioria das pessoas, especialmente durante alguns dos primeiros anos, o perdão requer que você pense a respeito dele. • Você se torna um mestre ao adquirir o processo de pensamento de perdão. Esses pensamentos provenientes da mente certa, no final, dominam sua mente em lugar dos do ego. • Uma situação ocorre ou surge alguém que você precisa perdoar e, seguindo o comando do Livro de Exercícios, você aprendeu a ter os pensamentos da mente certa a respeito da situação ou da pessoa. • Todo o sistema de pensamento do Curso, incluindo o Texto e o Manual, contribui para e fortalece sua atitude de perdão. • Esses seus pensamentos de perdão não serão usualmente lineares. Todas as pessoas têm idéias que funcionam melhor para elas. Ajuda muito o fato do Curso ser, por sua natureza, holográfico, cada pensamento ser relacionado aos outros. Isso faz com que a totalidade do sistema de pensamento do Curso seja encontrada em todas suas seções ou que qualquer parte do Curso contém o todo. • Há no Curso idéias úteis para edificar uma forte atitude de perdão, consolidando a sua capacidade de se libertar da prisão em que parece, por vezes, estar. Conseguimos constatar isso analisando algumas situações que enfrentamos e assim descobrimos porque o Curso não é apenas algo abstrato, mas muito prático, neste nível do mundo. 117

Gary: • Uma pergunta importante, por favor. Há pessoa que diz não ter medo algum quando comete atos horrendos. Explode bombas em lugares públicos, levando-as amarradas à cintura, crendo que o martírio lhe garantirá um lugar no Céu. Matadores de massa tendem a preferir armas automáticas para fazer explodir dezenas de pessoas, sem piscar um olho. Esses assassinos são tão frios e metódicos – como se não tivessem qualquer medo. Por vezes até estão sorrindo. Qual é a diferença entre essa falta de medo e a que você ensina?

Pursah: • Essa é uma pergunta adequada e a resposta consegue ser encontrada em muitas das coisas de que já falamos aqui, porque todas fazem parte do mesmo sistema de pensamento de amor. • O Curso ensina que a direção da mente não consegue senão seguir o sistema de pensamento ao qual adere. O sistema de pensamento do Divino Espírito Santo é guiado pelo amor; o sistema de pensamento do ego é guiado pelo medo e ódio e sempre, no fim, resulta na mesma espécie de destruição. • Os bombardeadores suicidas e outros assassinos podem parecer estar sem medo, mas seu medo psicótico foi apenas negado e projetado para fora. • A aparência de paz não corresponde sempre à paz interior.e não se consegue repetir tanto quanto é preciso que as pessoas no mundo só viverão em paz até que consigam sua paz interior, o inevitável resultado do perdão verdadeiro. • O que você faz é o resultado do que você pensa. Isso não indica que você vá sempre agir com perfeição. De fato, quando o Curso menciona um professor de Deus se tornando perfeito aqui, está se referindo à perfeição do perdão e não á perfeição do comportamento. • A verdadeira paz virá a partir do verdadeiro perdão. E a violência – que é a expressão externa do seu próprio ódio visto como estando fora dele mesmo – nunca vem como resultado do uso do sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, que só ensina amor e perdão. • A metafísica do Curso, edificada em torno da realidade de Deus e da irrealidade da separação, é essencial ser conhecida. Mas... Só o perdão faz com que tudo funcione. Sem o perdão, até a metafísica se torna inútil. • Por isso dizemos que o Curso é prático. No final, há, realmente, só duas coisas que você consegue fazer. Como ensina o Curso: “Aquele que não quer perdoar tem de julgar, pois tem de justificar o seu fracasso em perdoar”. (E –pII.1.4:4) Seu encargo é de ensinar o perdão. Dissemos que o Curso diz a você que ensinar é demonstrar. Ele também diz: “Não estou chamando mártires, mas professores”. (T-6.I.16:3)

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O perdão nunca resultará em violência, mas julgamento sempre resultará em algum tipo de efeito negativo no nível da forma, mesmo se o efeito seja unicamente sobre sua própria saúde. • Violência é a extensão final e ilógica do medo, do julgamento e da raiva. O sistema de pensamento delusório do ego sempre levará a alguma forma de violência e assassinato no final, porque ele requer que as pessoas vejam seu inimigo – ou a aparente causa de seu problema – como estando fora delas. • Você também, mas você encontrou o caminho da saída. Por reverter o pensamento do ego, seu medo será liberado, não projetado. • Com a salvação, não há ninguém lá fora para culpar pelo seu único problema real, do qual todos os outros são símbolos. A causa, que é a decisão de crer na separação de Deus, e a solução, que é o princípio da Expiação, ambas estão em sua mente – onde agora você tem o poder de escolher a Resposta do Divino Espírito Santo. • Examinemos os componentes do perdão. Aprenda e lembre-se deles bem, querido estudante. Se você conseguir lembrar-se deles quando confrontado pelas constantes tentações do ego para se considerar um corpo, você será alçado ao hall da fama do perdão. • Essas idéias são o caminho para a salvação, e seu bilhete de volta para casa – se você atingir o ponto de você aplicá-las regulamente. E você não tem de esperar pela experiência de iluminação antes de você apreciar os benefícios do perdão. Como diz o Curso: “Uma mente tranqüila não é uma dádiva pequena”. (M-20.4:8) • Com isso em mente, um componente da prática do perdão quando você seja confrontado por uma oportunidade seria de se lembrar de que está sonhando. • Você é o autor do sonho e compôs os personagens em seu ato para você, para que você consiga ver sua culpa inconsciente fora de você mesmo [diante de você]. Se você se lembrar de que está sonhando, então não há nada nem ninguém lá fora senão sua própria projeção. • Se você crer nisso – e crença somente vem da prática e da experiência – então não há utilidade para o que você está vendo e agora perdoando, ter qualquer impacto em você. Como o Curso afirma isso, na seção “Revertendo Efeito e Causa: “O milagre estabelece que tu estás sonhando um sonho, e que o seu conteúdo não é verdadeiro. Esse é um passo crucial para se lidar com ilusões. Ninguém tem medo delas quando percebe que as inventou. O medo mantinha-se em seu lugar, porque ele não havia visto que era o autor do sonho e não uma de suas figuras”. (T-28.II.7:1-4) que também diz, na mesma seção: “O milagre é o primeiro passo na devolução à causa da função da causalidade, não do efeito”. (T-28.II.9:3) Gary: • Então agora é meu sonho, não de qualquer outro, porque só há um de nós [não há estranhos no Reino]. Não há realmente ninguém ou coisa alguma além da minha projeção, que estou agora “re-lembrando”, por assumir responsabilidade por ela. Pursah:

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• •

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Sim. Lembre-se, que isso não significa que não haja mentes aparentemente separadas, que pensem estar realmente lá, mas que, como você, têm de aprender a verdade, para que toda a mente retorne à sua inteireza, outra vez. Como dizemos, isso tudo integra sua atitude, mas é útil [e didático] que primeiro pense a respeito disso, como se fosse composto por diversas partes. Sendo você a causa, e não o efeito, outro integrante do perdão é perdoar tanto suas imagens projetadas como a você mesmo, por tê-las sonhado. O Curso lhe diz para perdoar seu irmão pelo que ele não fez, o perdão verdadeiro, porque você não está tornando o erro real [antes de perdoá-lo]. Você não está tornando verdade suas ilusões; você está trazendo ilusões à verdade. Agora já está na hora de perdoar a si mesmo, por ter sonhado toda essa trapalhada, em primeiro lugar. Se nada ocorreu – e se o Curso ensina qualquer coisa, é que nada aconteceu – então você está inocente. Assim, se você perdoa seus irmãos e irmãs, sua mente reconhece simultaneamente que você está perdoado. Isso é o mesmo que transcrever o Curso que diz: como você o vê, assim você se vê.

Gary: • Se ninguém está lá, e se eu creio no Curso, então o que está realmente lá fora é o Cristo. Se for isso que escolhi ver, em vez das imagens que os olhos de meu corpo me mostram, então isso deve ser o que eu sou. Pursah: • Muito bom. Vê como os integrantes do perdão todos se encaixam juntos? Se as pessoas que você vê são o Cristo, então você também é [você é o que crê que o outro seja]. • Se você responde com o julgamento do ego e dá realidade aos sonhos dos outros de que eles são egos também, então é isso que você pensará ser também [você é o que crê que o outro seja]. • É verdade que não há ninguém lá fora. Repetindo um ponto muito importante, as pessoas que você vê consideram que não estão lá fora – exatamente como fantasmas se consideram. Como diz o Curso, na seção “A União Maior”: “Não te unas ao sonho do teu irmão, mas une-te a ele, e aonde te unes ao Seu Filho, lá está o Pai”. (T-28.IV.10:1) e na próxima seção, “A alternativa para os sonhos de medo”: “Tu não compartilhas nenhum sonho mau se perdoas o sonhador e percebes que ele não é o sonho que fez. E assim ele não consegue ser uma parte do teu, do qual ambos estão livres”. (T-28.V.3:1-2) Gary: • Conceder esse perdão vai me resultar despertar gradualmente do sonho? Pursah: • Sim. Se você despertasse de um só golpe, de um momento para outro, não seria agradável, lhe garanto. Você tem de ser preparado para uma forma diferente de vida. Mesmo nesta vida, onde as pessoas pensam ser corpos, mudança não é realmente bem recebida – mesmo que as pessoas pretendam que seja.

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Jesus admirava a história da caverna, de autoria de Platão. Jesus faz referências a ela no Curso, citando que você e o seu irmão terão resistência consciente e inconsciente à verdade. O trecho também avisa que você não deve esperar que todas as pessoas concordem com você nesta existência. “Prisioneiros amarrados a pesadas correntes por anos, famintos e abatidos, fracos e exaustos, e com os olhos baixos há tanto tempo na escuridão que não se lembram da luz, não pulam de alegria no instante em que são libertados. Leva tempo para que compreendam o que seja liberdade”. (T-20.III.9:1-2) Seu encargo é perdoar, e não o de suplicar pela concordância daquelas mentes aparentemente separadas, que você está perdoando. Como uma outra maneira de olhar a esse mesmo integrante do perdão, lembre-se deste parágrafo do Livro de Exercícios: “Há uma maneira muito simples de achar a porta do perdão verdadeiro e percebê-la aberta de par em par para dar boas vindas. Quando te sintas tentado a acusar alguém de haver pecado em qualquer forma que seja, não deixe a tua mente se deter sobre o que pensas que ele fez, pois isso é auto-engano. Ao invés disso, pergunta: “Eu me acusaria por fazer isso?” (E-pI.134.9) Em vez de se acusar, lembre-se que o pedido de amor deles é o seu pedido de amor. Seja grato a eles, pois você precisa deles tanto quanto eles precisam de você. Sem as imagens que você vê e o milagre, você jamais seria capaz de encontrar a saída. Essas imagens simbolizam o que está em sua mente inconsciente. Sem elas sua culpa inconsciente ficaria para sempre oculta de você – não haveria escapatória. O Divino Espírito Santo toma o mesmo instrumento que o ego fez para se proteger e o usa para desfazê-lo. Os instrumentos Dele só conseguem ser usados para o bem. Não se preocupe com resultados que podem ou não ser vistos no nível da forma. Fique agradecido pelo que o perdão e o Divino Espírito Santo fazem por você. Perdoando seus irmãos e irmãs da maneira descrita agora, você está se re-unindo com tudo que você realmente é. Você está dizendo ao mundo e às imagens corporais que você vê que o comportamento deles não consegue ter qualquer efeito sobe você, e se eles não afetam você então eles não existem de forma separada de você. Na realidade nada é separado de forma alguma. Com isso chegamos ao final e maior integrante da atitude de perdão: Confie no Divino Espírito Santo e escolha usar a Sua força. A paz do Divino Espírito Santo retorna a você [é sua desde a criação, mas você se esqueceu de que a tem] se você cumprir com seu encargo: perdoar. Ele cura a mente maior, inconsciente, oculta de você, e dá a você a Sua paz ao mesmo tempo. Essa paz pode nem sempre vir depressa, mas algumas vezes vem. Algumas vezes consegue surpreendê-lo da forma de algo acontecendo que o transtornaria e num dia, e a partir desse dia em diante, não o transtorna mais. Tudo isso encaminha você para o Reino do Céu, pois junto com o Divino Espírito Santo, você está fazendo as tarefas que levam às condições de paz – que é a condição do Reino. 121

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O perdão está, efetivamente, preparando você para re-entrar no Reino dos Céus. Como o Curso diz: “A capacidade de aceitar a verdade nesse mundo é a contraparte perceptível do que seja criar no Reino. Deus fará a Sua parte, se fizeres a tua e em troca da tua a Sua retribuição é a troca da percepção pelo conhecimento”. (T-10.II.3:3-4) Esse conhecimento – não tradicional, técnico – mas a experiência do Céu – similar à idéia original da Gnose – é direito de todos. Os gnósticos entenderam algumas coisas corretamente, particularmente a Escola Valentiniana de Roma, do segundo século. O Evangelho da Verdade, mencionado por nós antes, foi escrito por um estudante de Valentinus. Pessoas perdoadas por você podem aparentar – aqui – não aceitar seu perdão. Isso não importa. O Divino Espírito Santo mantém seu perdão nas mentes daqueles a quem você perdoou, até que estejam prontos para aceitá-lo [seu perdão jamais é perdido ou ineficiente]. Nem importa se a pessoa perdoada esteja “ainda” viva no corpo, ou não. O Divino Espírito Santo faz uma ponte sobre a falha, que parece estar entre diferentes aspectos de sua mente, para tornar você íntegro outra vez. É como o Curso diz em relação a você e o perdão: “O Divino Espírito Santo está nas mentes de ambos e Ele é Um porque não há nenhuma brecha que separe a Sua Unicidade de Si própria. A brecha entre vossos corpos não importa, porque o que é unido Nele é sempre uno”. (T-28.IV.7:1-2)

Gary: • Bom. Tenho isso tudo em minhas notas, os principais componentes do perdão: 1. Eu me recordo que estou sonhando. 2. Eu perdôo tanto minhas imagens projetadas e 3. Eu perdôo a mim mesmo por tê-las sonhado, e 4. Eu as entrego ao Divino Espírito Santo e 5. Eu escolho a Sua força. 6. Meu sonho de que a separação de Deus seja real é a causa do problema, e 7. O perdão do Divino Espírito Santo é a solução. Pursah: • Muito bom. Isso é um panorama; um acompanhamento da fórmula de perdão do Curso, que diz: a) primeiro, identifique a causa, b) depois, deixe-a ir, c) daí, substitua-a. • Essa é a maneira de se lembrar de Deus. Os dois primeiros passos nesse processo requerem sua cooperação, diz o Curso. O último não precisa. Ou seja, a parte do Divino Espírito Santo não é de sua responsabilidade. Por isso é que você tem de confiar Nele, digo. • É útil pensar que quem escolhe Sua força é você mesmo, pois, afinal, você é exatamente o mesmo que Ele e Cristo. 122

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NOTE BEM: a descrição da Santíssima Trindade como três pessoas distintas é apenas um instrumento teológico – didático – para ajudar as pessoas a entenderem algumas idéias cristãs. Pelo perdão verdadeiro, você está se tornando ciente de que você é – por assim ter sido criado – o mesmo que Jesus e o Divino Espírito Santo – Uno com Deus e Cristo! No Céu reconhecemos a ausência de diferenças, pois não há nenhuma. Há no Céu uma perpétua elevação que sopra e desfaz tudo experienciado aqui, por estar além de todos os níveis. Sua Unicidade e Sua alegria compartilhada transcende qualquer descrição, cujos lampejos você consegue receber até mesmo aqui nesta existência. Arten e eu falaremos mais disso a você, quando encontrarmos você na próxima vez. Depois disso, nossas visitas serão bem curtas, e programadas para ajudar você a olhar tópicos e situações diferentes, pelo sistema de pensamento do Curso. Ao longo dos próximos vários anos, vamos ajudar você a crescer na aplicação do perdão a todos aspectos da vida. Mas é você que vai cumprir a maior parte do programa. Chegará o dia em que você desperta do sonho.

Gary: • Quando? Quando? Pursah: • Vamos só dizer que será muito mais rápido do que teria sido se você não estivesse preparado para aceitar o Curso. No final, o sistema de pensamento do Curso será como uma segunda natureza para você e você será capaz de aplicá-lo cada vez com cada vez menos e menos esforço. • Algumas vezes nem precisará pensar, tornando-se uma forma de ser. Outras vezes terá de pensar a respeito das idéias do Curso, o que reforça sua atitude de perdão. • Isso toma a ilusão de tempo e muita prática para atingir o ponto em que o sistema de pensamento do Divino Espírito Santo é justamente como você é, e, finalmente, o que você é. • Mas isso vem [com certeza] e você saberá o Curso visceralmente bem como intelectualmente. Essa é uma experiência maravilhosa. Gary: • Isso seria como o conceito de verdade inarticulada da sabedoria Zen. Pursah: • Bem bom, sabidão! Mas isso diz respeito à experiência do que você realmente é, não o que você pensou ser. Vou lhe dar um exemplo do sistema de pensamento de perdão daqui a pouco, que você considerará útil. Faça dele uma parte integral do sistema de pensamento do Curso que temos estado explicando a você, tudo para estudar com todas as citações que fiz. • Isso ocupará você pelos próximos vários meses. Quanto mais você souber mais você conseguirá se lembrar do sistema de pensamento do Curso, quando mais você precisar dele, que é no momento em que sua vida parecer dura. Gary: • Você quer dizer, quando a vida me atinge ferozmente? Pursah:

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Ferozmente, suavemente, não importa. É igualmente importante perdoar as coisas pequenas tanto quanto as aparentemente grandes. Qualquer coisa que transtorne sua paz interior [na mente] está perturbando a paz em sua mente, e isso não é a paz de Deus. Você tem de estar com vontade de perdoar tudo [e todos] igualmente. É o que o Curso se refere que todos os milagres são o mesmo. No final, você verá a total igualdade entre as coisas que não são importantes para você com as coisas que são importantes para você.

Gary: • Como o Hawaii? NOTA: o Autor explica sua antiga fascinação pelo Hawaii, desde adolescente, e o que mais ansiava fazer é mudar-se para lá, o que sabia ser algo muito dispendioso, financeiramente, mas, mesmo assim, era o que desejava ansiosamente, até aquele momento. Pursah: • Sim. Como destacamos, o perdão não significa que você tenha de desistir de qualquer coisa no nível da forma. Seu apego psicológico ao Hawaii é uma das maneiras que seu ego se prende [e prende você] ao corpo e ao mundo. Essa vontade tem de ser perdoada. Ela marca sua inconsciente resistência à verdade de que não existe nenhum mundo. • Como você, a maioria das pessoas não quer ouvir falar que seus sonhos e paixões são realmente falsos ídolos – um substituto de Deus e do Céu. Você até mesmo escolheu um lugar a que chamam de paraíso! • Ouça isto: nada há de errado com seu sonho, se você o entende e o perdoa. Perdoe – e então faça o que você e o Divino Espírito Santo escolherem. E divirta-se! Gary: • Você sabe, eu realmente amo ter você aqui, mas, de alguma forma, sinto falta do Arten.. Purash: • Ele, neste momento, está ajudando você; apenas você não consegue ver isso. Quando Arten disse a você, na última vez, que nós falaríamos a respeito de certas coisas com você, na próxima visita, isso foi bem literal. A voz dele e a minha são a mesma voz, Gary. • Nós aparecemos a você como um homem e uma mulher, porque sabíamos que isso ajudaria você, mas chegará o tempo em que você nos ouvirá como uma única Voz. Há apenas um de nós – a Voz do Divino Espírito Santo. Você entenderá isso mais e mais, à medida que prossigamos. Gary: • Diga-me, estive imaginando, Jesus deixou você tocá-lo para que você conseguisse saber se ele era real, quando ele veio a vocês depois da crucificação, certo? Então fiquei imaginando, posso tocar você, apenas para ver se você é real? Purash: • Sim, por certo. Onde você gostaria de tocar-me, Gary? Gary: 124

• Você está flertando, ou sou eu? Pursah: • É você. Eu estava me referindo àquele seu fetiche secreto. A maioria das mulheres que você encontrou, não se deram conta de que você se entusiasma mais tocando-as em certo lugar, que a maioria das pessoas nem pensariam fosse sexual. Gary: • Você realmente sabe tudo a meu respeito, não é mesmo? Purash: • Não se preocupe. Não digo a ninguém. Quem sabe, nós falaremos a esse respeito quando falarmos sobre sexo com você, mas fiquemos com o tema de nossa visita, desta vez. • Vá em frente. Toque minha mão, meu braço, da forma que toquei Jesus quando eu fui Tomé e ele nos surpreendeu de forma insólita aparecendo a nós, depois de sabermos que seu corpo estava morto. NOTA: Gary se aproximou de Purash no sofá, tocou-a, segurou sua mão e seu braço, que ele sentiu tão real como sua própria carne. Depois ele agradeceu e retornou à sua cadeira. Gary: • Você é bem real, menina. Purash: • Tão real como qualquer outra coisa, mas tudo isso se passa na mente. Agradeço que você não tenha sido indulgente com seu fetiche. Isso me lembra uma coisa. Você tem experienciado sonhos molhados em sua existência, correto? Gary: • Estamos ficando meio íntimos, não acha? Pursah: • Apenas um minuto – para falar de um ponto. Nesses sonhos, que pareciam bem reais, onde você sentia a mulher? Gary: • Você indaga que parte de seu corpo eu estava sentindo? Pursah: • Não, homem! Indago, onde você a estava realmente sentindo? Gary: • Em minha mente? Pursah: • Excelente! Esse sonho, que você toma como se fosse sua vida real, nada tem de diferente. Sim, parece muito real para você, mas você consegue ter a mesma experiência num sonho, em seu sono à noite. Seu corpo até responde a ele, como se ele fosse real. Seu coração bate mais forte, você respira mais forte, e eu não vou mencionar o que mais, além disso, fica mais forte. Gary: • Entendo o que você quer dizer. Como afirma o Curso, todo meu tempo é passado sonhando. Pursah:

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• Gary: • Se eu assumo tudo isso, então minha atitude é: olho as figuras do sonho e penso, “A culpa que eu pensei estar em você, não está em você, mas está, em realidade, em mim, porque há apenas um de nós aqui, e você é nada mais que uma figura que eu fiz para meu sonho. Eu consigo me perdoar perdoando você, e unicamente perdoando você, porque você é o símbolo do que está em minha mente inconsciente. Se você for culpado(a), então eu também sou, mas se você for inocente, então eu também sou”. • Então, por intermédio do perdão verdadeiro – o perdão a “ambos” de nós, por algo que nós, de fato, não fizemos – minha mente começa a conhecer que ela é, realmente, inocente. O conflito diminui à medida que mantenho o perdão. Nem importa se me mantenho perdoando as mesmas imagens repetidas vezes, porque elas conseguem parecer as mesmas, mas representam, realmente, apenas mais culpa que está sendo perdoada e liberada. Quando a paz retorna, as leis da mente dizem que a direção da mente é determinada pelo sistema de pensamento que ela segue e, naturalmente, há apenas dois sistemas de pensamento, mesmo que aparente haver muitos. • Se estiver fazendo meu dever de casa de perdão, o que significa que vou perdoar o que quer que surja diante de mim me tirando do sério naquele dia – ou o que me aborreça mesmo que seja por pouco então – devo estar indo com o Divino Espírito Santo para o Céu. Eu ajudo a soltar minhas imagens para que consigam ir também, mas o Divino Espírito Santo cuida desse tipo de coisa.

Sim. Continuemos nossa discussão para ajudar você a despertar, mesmo que você nem sempre queira isso e talvez falemos de alguns de seus outros sonhos – dormindo ou acordado – mais tarde. Lembre-se: corpos são como figuras num sonho, nada mais!

Pursah: • Você está aprendendo bem, querido estudante. É certo que você já está no Céu, mas você não sabe isso. Sua mente não tem ciência disso. Você nunca se afastou, realmente, de Deus, nem nunca saiu do Céu. Se a separação de Deus nunca ocorreu, então isso – você continuar no Céu – é verdade, não é mesmo? É por isso que Jesus diz a respeito do Reino do Céu, conforme está registrado em meu Evangelho: Os discípulos perguntaram-lhe: Em que dia vem o Reino? Jesus respondeu: ”Não vem pelo fato de alguém espera por ele; nem se pode dizer, “ei-lo aqui!”, ou ”ei-lo acolá”. O Reino do Pai está presente no mundo inteiro, e as pessoas não o enxergam”. (Tomé – 113). E como ele lhe pergunta no Curso: “Porque esperar pelo Céu? Aqueles que buscam a luz estão apenas cobrindo seus olhos. A luz está neles agora”. (EpI.188.1:1-3) • Você tem trabalho a fazer junto com o Divino Espírito Santo para descerrar seus olhos e colocar sua mente em condição onde você desperte do sonho e se torne ciente do quem você, realmente, é, e aonde você, em verdade, está.

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• Não importa quão difícil possa ser para você crer em sua presente condição, todas suas existências têm sido uma enorme, gigantesca viagem mental indo a parte nenhuma. Atingir o ponto onde essa verdade se torne sua experiência, isso requer trabalho. • Então trabalhe. Pense no perdão; não fale a respeito dele; o perdão é feito no silêncio. Faça o Curso, Gary. Não o reescreva nem o reduza de nível. Não caia na armadilha de pensar que basta rezar a Deus e tudo será perfeitamente ótimo. Isso é um mito. • O Curso diz das palavras “Eu quero a paz de Deus”: “Dizer essas palavras é nada. Mas dizê-las com real intenção, é tudo”. (E-pI.185.1:1) Mais adiante, no mesmo Livro de Exercícios: “Dizer que tu queres a paz de Deus com real intenção é renunciar a todos os sonhos”. (E-pI.165.5:1) • Assim você demonstra que quer a paz de Deus, não com suas palavras, mas com seu perdão, se você realmente quer “desligar a tomada” do planeta psicótico então você precisa fazer seu dever de casa de perdão que, como você disse, significa você praticar o verdadeiro perdão do Curso no que quer que surja diante de você [ou que você pense] todos os dias. • Essas são as lições que o Divino Espírito Santo quer que você aprenda. Você nunca as fará perfeitas, nem mesmo bem. Algumas vezes terá de fazê-las mais tarde. Não há problema; uma lembrança é tão real como uma imagem, como qualquer outra imagem. São todas iguais. Perdoe todas elas e liberte-se – e salve o mundo ao mesmo tempo. • Dissemos a você durante nossa primeira visita que você salva o mundo concentrando-se em suas próprias lições de perdão, não nas lições dos outros. A lei do perdão é esta: “O medo limita o mundo. O perdão o liberta”. (E-pI.332.h) • Você sente o mundo como se fosse sólido porque o medo o amarra. Ele não me parece sólido porque eu perdoei o mundo, por isso seu toque não é mais sólido do que seus sonhos o são para você à noite. • Sim, eu sinto alguma coisa – mas é apenas o suficiente para ser capaz de funcionar quando eu pareço estar aqui. É algo muito suave. É por causa disso que os cravos não feriram tanto Jesus como se eles estivessem sendo pregados em sua carne. • Sendo sem culpa, Sua mente não conseguia sofrer – e algum dia você atingirá a condição de conseguir não sofrer mais. Esse é o destino que o Divino Espírito Santo mantém para você quando você concluir o perdão às fantasias episódicas de seu ego viciado em corpo.

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A mensagem da crucificação foi entendida pelo mundo como uma mensagem de sacrifício. Essa não é a lição que Jesus pretendeu que ela ensinasse. Eu mesmo não a entendi até que ele veio e nos explicou, de viva voz, que a sua lição era a ressurreição e não a crucificação. Ele disse que não havia morte e que o corpo não era coisa alguma. Alguns de nós e depois a igreja confundiram a maneira de sua morte, que não tinha importância, como um clamor pelo sacrifício e sofrimento por Deus. Isso foi incorreto. Afirmamos [e o Curso o afirma também] que não é necessário a você repetir o exemplo da crucificação. Lembrando-se disso, só é preciso que entenda a real lição dela e a aplique, por intermédio de sua atitude de perdão, a seu corpo e às suas próprias circunstâncias pessoais de sua existência. Jesus recusa-se a fazer concessão com a verdade, na seção “A Mensagem da Crucificação” do Curso, na transcrição abaixo de parte do Jesus diz: “A agressão, em última instância, só consegue ser feita ao corpo. Não há muita dúvida de que um corpo consiga agredir um outro e consegue, até mesmo, destruí-lo. Mas, se a própria destruição é impossível, qualquer coisa que seja destrutível não consegue ser real. Sua destruição, portanto, não justifica a raiva. Na medida em que acreditas que justifique estás aceitando falsas premissas e ensinando-as aos outros. A mensagem que a crucificação pretendia ensinar é a de que não é necessário que se perceba nenhuma forma de agressão na perseguição, porque não consegues ser perseguido. Se respondes com raiva,nac consegues deixar de estar te igualando ao que é destrutível e, portanto, considerando a ti mesmo de forma insana. “ “A mensagem da crucificação é perfeitamente clara: Ensina só amor, pois é isso o que tu és. Se interpretares a crucificação de qualquer outro modo, tu a estás usando como uma arma para agredir em vez do chamado para a paz para o qual ela foi destinada”. (T-6.I.4;13;14:1)

Gary: • Jesus, Pursah. Pursah: • Não, eu era Tomé. Gary: • Eu sei. Li essa seção sobre a crucificação antes, mas creio que não me tocou realmente. Vou ter de pensar a respeito desse negócio, e ter de ou largar ou fazer disso uma imersão. Eu não tento igualar Jesus, realmente. Pursah: • Determinação admirável, meu irmão. Lembre-se: Jesus está chamando professores não mártires. Eu não busquei minha morte, conscientemente, enquanto Tomé, nem tive muito tempo para pensar nela, quando fui morto na Índia. Gary: • Sua antiga alma mártir. Pursah: 128

Simpático. O ponto é que você não deve se sentir mal quando não conseguir atingir o nível de Jesus depressa. Isso é um ideal. Isso requer prática, e não pouca.

Gary: • Então eu vou praticar. Purash: • Eu sei. Nós não escolhemos você tolamente. Você é mais forte do que sabe, e mais sábio do que pensa. Requer sabedoria escolher o Professor certo e você está entrando cada vez mais no hábito de fazer isso. Não se venda por pouco, usando uma de seus termos de investimento; faça apenas seu dever de casa. • Perdoe e você experienciará amor sendo o que você é. Uma coisa se segue à outra, como a noite se segue ao dia. Talvez não seja naquele mesmo minuto, mas estará cada vez mais cônscio disso. Aqui está um indicador que ajudará você a lembrar-se de perdoar – e lembrar-se de perdoar é a parte mais difícil do seu treino. • Assim como você ama Jesus, faça por tratar todas as pessoas com quem cruze, em qualquer dia [ou pense neles] como se estivesse encontrando, cruzando, falando ou andando com ele [ou pensando nele]. Isso o ajudará a se lembrar de perdoar. Gary: • Isso mesmo! Isso ajudaria. Vou experimentar isso. Purash: • O Curso ensina: somos todos o mesmo e todos somos Cristo. Essa idéia ajuda você a saber a forma que deve pensar sobre as pessoas, e lembrar-se de que se não estão expressando amor então têm de – obrigatoriamente – estar suplicando amor.[Quanto maior for a ausência de expressão de amor, mais candente é a súplica.] • Mesmo assim, isso por si só não fará você parar de reagir à pessoas e situações de maneira julgadora, porque o ego é muito esperto. • Exceto no caso de uma “brasa dormida” sem ação que o conturbe, a maioria das coisas que incomodam você, ocorrem de um momento para outro. O ego ama surpresas desagradáveis, porque foi assim a separação. Há outra dica que ajuda você. • Qualquer tipo de aborrecimento, desde um imperceptível desconforto até um ataque violento de raiva, é um sinal de alarme. Ele conta a você que sua culpa oculta está se levantando dos recessos do inconsciente de sua mente e vindo para a superfície. • Considere esse leve desconforto – ou essa violenta raiva – como a culpa que precisa ser liberada pelo perdão do símbolo que você associou a isso. • O ego está tentando fazer você ver essa culpa fora de você por projetar a razão disso sobre uma imagem ilusória. O sistema de pensamento do ego tenta colocar distância entre você e a culpa, e qualquer objeto ou pessoa aparentemente adequado que surja é o suficiente. • A projeção sempre segue a negação. As pessoas precisam projetar essa culpa reprimida sobre os outros, ou então, corretamente, perdoá-la. Essas são as únicas duas escolhas disponíveis, não importando a complexidade aparente do mundo. • Se você quer vencer o ego e com sucesso virar a mesa sobre ele, você tem de ficar alerta quanto ao sinal de desconforto ou raiva e nesse ponto parar de reagir e começar a perdoar. É assim que você vence. Gary:

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• E lembrar-se: isso é apenas um sonho! Pursah: • Essa é a cortina de fundo, a atitude prevalente. As pessoas não concordarão com você se não estiverem preparadas para perdoar. As pessoas sempre resistem à verdade. O ego quer o que ele fez para ser real. Perdoa aos que pensam que você seja um retardado mental por não entrar no sistema, e mantenha-se em seus princípios. • Não se esqueça que o Curso não diz que você não é capaz de ser bem sucedido no mundo, mas está dizendo que não deve crer que seja verdadeiro. • Seu verdadeiro sucesso é com Deus porque com Ele você nunca consegue jamais perder. No entanto, se você permanecer muito tempo no planeta psicótico, então no fim você tem de perder. • Você tem sorte, o Curso reconhece que tudo é um sonho. O próprio universo e tudo que ele contém, incluindo os ídolos que você idolatra, foram projetados por você a partir de um outro nível – de forma segura quando você se engajou em projeções neste nível. Como Jesus informa você: “Tu escolhes os teus sonhos, pois são o que desejas, percebidos como se tivessem sido dados a ti. Os teus ídolos fazem o que queres que façam e têm o poder que tu lhes atribuis. E tu os persegues em vão no sonho, porque queres o seu poder para ti. Entretanto, onde estão os sonhos senão em uma mente adormecida? E é possível que um sonho tenha sucesso em fazer com que o retrato que ele projeta fora de si mesmo seja real? Economiza tempo, meu irmão, aprende para que o tempo serve”. (T-29.VII.8:4-9:3) • O [único] propósito do tempo é perdoar. Esta é a única resposta viável à vida [terrena]. Aja de acordo com isso, criança de Deus. Gary: • Então enquanto eu tiver em mente – me lembrar de – perdoar, posso continuar a tratar de meu negócio. Enquanto eu estiver ocupado em reverter o pensamento do mundo, não preciso descuidar de minha vida pessoal e das coisas que quero realizar. Sabendo que essas coisas são ídolos, ou substitutos de Deus projetados num roteiro de sonho, posso perdoá-los ao mesmo tempo [que toco minha vida adiante]. Pursah: • Você entendeu isso. Você dará atenção ao seu corpo enquanto parecer estar aqui. O dinheiro não lhe compra felicidade [há quem retruque: ‘não só compra como manda buscar’, pois o ego não consegue ficar sem a última palavra, mesmo mentirosa, prejudicial, de ataque, ou até de morte], mas comprará para você comida, abrigo, roupa, métodos de comunicação, e uma porção de outras coisas que não são más. • Nada há de errado de até fazê-las grandes também, mas por que fazê-las reais – especialmente agora que você sabe o que se passa? É bom conhecer a verdade! • Você não precisa levar tudo tão desesperadamente a sério. Por que teria você de ter inveja dos que não conhecem a verdade? O Presidente dos Estados Unidos da América pensa que ele seja realmente o Presidente dos Estados Unidos da América. Enquanto ele ‘comprar’ esse sonho, isso terá o poder de feri-lo, ou algum dia – ferila. 130

Gary: • Você disse que me daria exemplos de aplicação do perdão. Purash: • Sim. Vamos lhe dar exemplos, tanto eu como Arten. O que mais queremos de você são exemplos desta existência. O tempo acabou; você não conseguiu vê-lo. A forma de experienciar a verdade é perdoar o que esteja em frente de você agora. • Você tem de entender que se o Curso está ensinando que não existe hierarquia em ilusões, e se um milagre é uma mudança de percepção, na qual você muda para o roteiro do Divino Espírito Santo, então um milagre não é mais ou menos importante que outro. • Em minha última existência, na qual consegui minha iluminação, aprendi que era tão importante perdoar um resfriado quanto um assalto, e tão importante quanto perdoar um insulto súbito era perdoar a morte de uma pessoa amada. • Se você considera que isso soa como não ter coração, você está errado. Doeu-me quando meus pais morreram e me doeu quando meu marido morreu. Mesmo assim, o que é percebido como uma tragédia consegue ser perdoado tão rapidamente quanto você esteja disposto a reconhecer que a separação do Pai nunca ocorreu, ou seja, é um sonho e ninguém é culpado – inclusive você. • Nessa existência eu fui uma cidadã americana. Milagres não conhecem fronteira, e não importa de onde você seja. Meus pais vieram para a América do sul da Ásia, o que explica o meu nome. Eu estava como professora numa boa universidade e eu gostava muito de ser uma. Não tinha muitos amigos, porque eu era quieta, mas eu era muito boa naquilo que fazia. • Eu também amava UCEM e era grata a Jesus por ter dado alguma coisa a pessoas altamente inteligentes para ajudá-las a conseguir iluminação num mundo onde as idéias de qualquer natureza, inclusive espirituais, são dirigidas para as massas populares. • Isso não é diminuir o Curso. Nos séculos 21 e 22 UCEM, em verdade, não satisfará as necessidades espirituais das massas – apenas a uma pequena minoria. O Curso será muito melhor entendido dentro de quinhentos anos, a partir de agora,do que nos próximos duzentos anos. • Bem antes disso, o Curso será reconhecido pelo público como Jesus falando a palavra de Deus, mas fazê-lo corresponder à necessidade ritualística espiritual das pessoas, isso é completamente diferente. • A cristandade nada tem a temer do Curso. Todas as maiores religiões do mundo continuarão aqui [no mundo] até ainda daqui a mil anos, a contar de agora. • Na minha última encarnação eu pratiquei o Curso por quarenta e um anos, dos quarenta e três anos até minha transição aos oitenta e quatro anos. Entretanto, minha iluminação, ou ressurreição, veio onze anos antes de eu pôr de lado meu corpo. • Não há como descrever em palavras como esses onze anos foram de permanente enlevo, pelo tempo ter deixado de ser relevante, e por é maravilhoso ter a sua realidade permanecer com você, dessa maneira, para todo o sempre. Isso foi o resultado da pratica do perdão quase como um hábito permanente, por muitos anos consecutivos.

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• •

Tem sido dito que a existência terrena é apenas a sucessão de uma coisa depois da outra. A existência terrena com o Curso deveria ser também uma coisa depois da outra, exceto que quando alguma coisa pede por perdão, você o dá. Repetindo, você não precisa tentar ser amoroso. Se você perdoa, então o amor é revelado naturalmente, porque isso é o que você é.

Gary: • Quarenta e um anos parece um tempo muito longo para estudar o Curso. Pursah: • Você vê isso errado. Eu teria vivido esses quarenta e um anos de qualquer forma. Como você preferiria viver a segunda parte de sua vida, estando em paz ou não tão em paz? Gary: • Isso faz sentido. Pursah: • Aos cinqüenta anos, eu tinha sido professor por oito anos nessa universidade de prestígio, quando um estudante foi reprovado em minha classe. Veio me ver e exigiu que lhe desse nota para sua aprovação, pois caso contrário me acusaria publicamente nos jornais de ter tentado seduzi-lo e por ele ter se recusado, foi reprovado por mim. • Perdi o emprego, levei tempo para conseguir outro equivalente ao que perdera, mas enfrentei isso segundo o sistema de pensamento do Curso, que eu já estudava há sete anos. Levei tempo para vencer essa “brasa dormida” para perdoar a todos os envolvidos na situação e isso constituiu a mais importante lição de perdão da minha existência final. • Conclui-se desse incidente: mesmo uma “brasa dormida” ou uma série de imagens relacionadas e progressivas, você lida com elas, como com tudo, uma de cada vez. O Curso me ajudou a não permanecer devastada por muito tempo, uma das melhores coisas a respeito de UCEM. Quando você quer perdoar, então a dor não dura demais. Só por isso valeria a pena fazer o Curso. • Quando você reconhece que é seu sonho, então ^há uma parte de você que sabe que não há realmente essa coisa de injustiça. Você fez tudo isso e recebeu o que queria por alguma razão. No Curso lemos: “Eu sou responsável pelo que vejo. Eu escolho os sentimentos que experimento e eu decido quanto a meta que quero alcançar. E todas as coisas que parecem me acontecer, eu as peço e as recebo conforme pedi”. (T-21.II.2:3-5)

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• • • •

É tudo muito conveniente: você tem de conservar sua individualidade e projetar sua culpa por isso sobre alguém mais, ao mesmo tempo. Houve algumas contrariedades para conseguir perdoar, porque uma porção de coisas diferentes aconteceram umas após as outras – mas fui capaz de perdoá-las, uma coisa depois da outra. Eu já estava no hábito de me lembrar que era o meu sonho e que as figuras no sonho estavam representando para mim. E já praticava há sete anos, e eu tinha a convicção de que essas pessoas não existiam, nem a razão para o meu embaraço, nem a aparente injustiça de todo o acontecido. Segue-se que essas pessoas não eram realmente culpadas. Se elas não existiam, onde poderia a culpa ser colocada em mim? Mas se a separação de Deus nunca ocorreu, então eu também não era culpado. Foi duro, mas fui capaz de perdoar quaisquer situações ou pessoas que estivessem em meu pensamento ou em frente de mim e perdoar a mim mesmo, ao mesmo tempo. Agora, em vez de ver a outra pessoa como culpada, eu conseguia ver a nós ambos como inocentes. Como seriam elas culpadas se tudo é um sonho que eu fiz, e elas são um símbolo do que está em meu inconsciente? Quando você consegue entender que não há ninguém lá fora senão o Cristo, então você consegue dar à outra pessoa o presente do perdão e da inocência. Então, como ensina o Curso, assim é que você pensará de você mesmo: “Dar essa dádiva é como fazê-la tua”. (T-31.VIII.8:6) Então, depois de perdoar, eu confiei em Jesus, que eu sabia que era também o Divino Espírito Santo. Tentei me lembrar que não me importava se eu visse resultados ou não. Se você trabalha com Jesus ou o Divino Espírito Santo e pratica o perdão, então você sempre tem um impacto. Como o Curso diz, nos cinqüenta princípios: “Um milagre nunca é perdido. Ele consegue tocar muitas pessoas que nem tenhas encontrado, e produz mudanças de situação nunca sonhadas, das quais nem tens conhecimento”. (T-1.I.50)

Gary: • Você quer dizer como o lugar onde Arten está agora? Pursah: • Sim, não apenas os milagres têm efeitos em sua própria dimensão do tempo, mas ele também afeta – concomitantemente – outros lugares e tempos, inclusive suas vidas passadas e futuras. Gary: • Isso é excessivamente bom! Você me deu a faca e o queijo, mas tenho a impressão que não é tão simples como você quer fazer parecer. Purash: • Oh, Gary, isso é simples, mas nunca eu disse que isso seria fácil. De fato, eu disse que isso era duro, e lembrar-se de fazê-lo quando surpreendido, é a parte mais difícil. Algumas vezes parecerá impossível, mas não é. É factível, e vale bem a pena. • O exemplo que agora lhe dei teve de ser perdoado por um período de meses. Por algum tempo continuei pensando nele anos depois e partes dele tiveram de ser perdoados de novo. 133

• Gary: • Por ser positivo, quero primeiro as boas. Purash: • Neste nível, quando o Curso pergunta“Por que esperar pelo Céu?” isso significa que você consegue experienciar a paz de Deus agora. O Curso afirma que escolher se unir com o Divino Espírito Santo em sua mentalidade certa é a contraparte perceptual de criação no Reino. Você não tem de esperar para estar se sentindo bem. • Haverá muitas experiências de paz a cada vez que você escolha o instante santo. Vão ter de ser muitas experiências dessas para produzir o instante santo da iluminação final [e definitiva]. • Das más notícias, digo que você levará algum tempo para sua iluminação completa. Não lhe digo exatamente quanto tempo isso levará nisso, pelo menos não desta vez. Esse tempo é proporcional à quantidade de práticas do perdão. Gary: • Entendo. É uma escolha entre ser iluminado mais cedo ou não ser iluminado mais cedo... a escolha é óbvia! Pursah: • O Curso é um processo. É desse jeito para todos, a não ser que você seja um gênio espiritual, já praticamente iluminado, e desses só há cerca de vinte no mundo. A má notícia é que para todos mais, inclusive você, é um processo que toma tempo e trabalho. É um caminho espiritual de toda a existência. • Há muitas recompensas ao longo do trajeto, algumas delas belas e bem inesperadas. Mas elas ocorrem num processo difícil. No Manual para Professores, o Curso menciona um período de instabilidade: “E agora ele tem de atingir um estado que pode permanecer impossível de alcançar por um longo, longo tempo. Ele poder aprender a deixar todo julgamento de lado, e pedir apenas o que realmente quer em toda circunstância” (M-4.A.7:7-8) • Unicamente depois disso consegue você atingir o que o Curso chama de “período de conquista”, que é o “estágio de real paz”. Gary: • Uma das coisas que realmente me incomoda não é apenas quando julgo as pessoas, é quando elas me julgam. Pursah:

Essa é a maneira que tem de ser com as lições mais duras de perdão em sua existência. Mesmo assim, ao mesmo tempo, você aprende que é tão importante perdoar as aparentes insignificâncias à medida que você avança. No final você começa a entender que todas elas – insignificâncias ou relevâncias – são todas a mesma coisa [não há ordem de grandeza em milagres ou em ilusões]. Quanto mais você pratica, melhor você se torna nisso, e parecerá mais fácil por vezes. A chave é fazê-lo [perdoar sempre a tudo e a todos, viventes e já não mais viventes, em todos os momentos e circunstâncias, a todo tempo e lugar, insistir] e não desistir [jamais]. Há boas e más notícias, agora. Que prefere primeiro?

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• •

Veja, Gary, o julgamento delas em relação a você é realmente o seu próprio julgamento sendo visto – por você – como se estivesse fora de você. Eles nem estão lá! Você fica se esquecendo disso. Sim, parece que estão lá e parece que o julgamento esteja fora de você, mas não é o que parece. Quando você perdoa o outro, você está realmente perdoando o que está dentro de sua própria mente. O pedido de amor deles é, na verdade, seu próprio pedido de amor.

Gary: • Tenho eu de fazer esses pensamentos de perdão exatamente corretos? Purash: • Não. Gary: • Não tenho eu de ter as palavras corretas em minha mente? Purash: • Não. Você não tem de ter todos os detalhes corretos. Uma vez entendido realmente tudo – por isso nós esperamos que você continue e dependa de seus estudos – isso se torna uma parte permanente de você. Se pensamento desse tipo se torna dominante em sua mente, fique seguro e certo: o Divino Espírito Santo assumiu o comando • Saiba que esses indicadores significam ajuda para você ganhar tempo e tornar você com máxima eficiência. Na verdade, quando quer que você pense qualquer dos pensamentos a que me referi a você hoje, significa que você escolheu Jesus ou o Divino Espírito Santo como seu Professor, que é o instante santo. • Quando você se lembra de fazer isso e perdoar – no sentido quântico mais do que no newtoniano – e você vir seus irmãos e irmãs tão inocentes quanto você, então esse é o milagre. • E em vez do relacionamento especial do ego, quando você se une com seus irmãos e irmãs como um em Cristo, então esse é o relacionamento Santo. • Se você emprega o sistema de pensamento do Curso, você não tem como errar. • O Divino Espírito Santo conhece sua intenção sem que você articule [verbal ou em pensamento] corretamente. Mas você tem de ter a idéia [correta] em sua mente para que ela se torne dominante nela. Use as idéias que tenho falado a respeito hoje e elas funcionam. • Com isso em mente – e para sumariar – aqui está um exemplo de um processo de pensamento de perdão. Lembre-se que ele ajuda a estar em vigília nas surpresas do ego. É preciso uma mente afiada, se você vai fazer o que o Curso diz e ser vigilante unicamente por Deus e Seu Reino. Como o Curso informa você: “Milagres surgem de um estado milagroso da mente, ou um estado de prontidão para o milagre”. (T-1.I.43)

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Nesse processo de pensamento, as palavras você e você é, conseguem ser aplicadas para qualquer pessoa, situação ou evento. É correto improvisar enquanto mantém as idéias básicas. Também, por favor note, que o Divino Espírito Santo se lembrará de remover a culpa inconsciente de sua mente e realizará a Sua cura do universo quando você perdoar, não importando o que você se lembre de pedir a Ele. Esse é encargo Dele e Ele é muito bom nisso. Você tem de se lembrar de cumprir com o seu encargo – se não imediatamente, então mais adiante. Se você se esquecer completamente, então pode confiar que o roteiro do ego providenciará outra oportunidade similar, que servirá, igualmente. PERDÃO VERDADEIRO: Um exemplo do processo de pensamento Você não está realmente aqui. Se eu penso que você é culpado ou a causa do problema, e se eu fabriquei você, então a imaginada culpa e o imaginado medo devem estar em mim. Sendo que a separação de Deus nunca ocorreu, eu perdôo a ambos de nós pelo que nós não fizemos realmente. Agora há apenas inocência, e eu me uno ao Divino Espírito Santo em paz.

Por favor, sinta-se livre para usar esse exemplo de um processo de pensamento de perdão tanto quanto queira para ajudar a alcançar o hábito do perdão.

Gary: • Gosto disso. Agora, tudo que tenho de fazer é me lembrar de pensar dessa forma quando a batalha esteja rugindo. Pursah: • Relaxe, Gary, a guerra já acabou – quando quer que seja que você se lembre da verdade. Eu vou partir agora, mas sei que você vai me perdoar. De fato, Jesus diz, em seu Curso, que ele sabe que no fim você o ouve e pratica o verdadeiro perdão. “E, assim, todos os vestígios do inferno, os pecados secretos e os ódios escondidos, desaparecerão. E toda a beleza que eles ocultavam aparecerá como os gramados do Céu aos nossos olhos, para erguer-nos bem acima das estradas espinhosas, pelas quais viajamos, antes que Cristo aparecesse”. (T-31.VIII.9:2-3) Nas semanas seguintes a esse extraordinário encontro de aprendizado com Pursah, Gary nota aumentada sua reação negativa a um integrante do grupo de estudo. Seu conhecimento do Curso era impressionante.

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Gary não sabia de ninguém que, sem ser publicamente conhecido, fosse tão versado no Curso. O problema era que ele usava seu conhecimento do Curso para assegura-se estar com a razão e os outros errados – em vez de usá-lo para perdoar. Essa é uma armadilha onde o ego atira qualquer estudante inteligente do Curso para enleá-lo, resultando numa atitude que diz: Olhem para mim. Eu tenho tanto mais que você. Tenho de ser verdadeiramente iluminado! Apenas saber como perdoar não o levaria para casa, se ele realmente não o praticar. E quem melhor lhe proveria a perfeita oportunidade para aplicar seu novo conhecimento do que o seu amigo, cujo estilo de ensinamento abrasivo ocupou tanto tempo das suas reuniões? O que seriam seus tonitruantes pronunciamentos senão pedidos de amor? Só o perdão consegue remover obstáculos no caminho do amor. Entendeu que Pursah e Arten tinham razão. Ele nem estava lá! Ele estava apenas sonhando e o estudante era uma figura que ele mesmo fez para que conseguisse identificá-lo como o problema causando sua falta de paz. (i.e., seu aborrecimento com ele). No roteiro de seu ego, o outro era o culpado, não ele – mas agora ele conseguia mudar sua mente. Não importava realmente se ele se pôs em contato com a forma de sua própria culpa que o outro estava simbolizando para ele. Tudo que importava a ele é perdoar. O Divino Espírito Santo tomaria conta de todos os detalhes. Sem separação, esse cara não tinha como existir à parte de Gary – e se a separação de Deus é uma ilusão, então nenhum de nós dois conseguiria existir como indivíduos. O que Gary estava vendo não estava realmente lá! Agora ele conseguia perceber inocência, ou percepção verdadeira, por assumir a atitude de que ele era inteiramente sem culpa. O perdão conseguia ser dado porque nada estava ocorrendo. Nesta visão, seu próprio pecado do qual secretamente se acusava estava também perdoado. Liberou seu irmão para o Divino Espírito Santo em paz, e com isso ele próprio foi liberado. Gary sabia que esse episódio era apenas um passo, ao longo do caminho à frente onde certamente haveria resistência para perdoar outras pessoas “difíceis” e circunstâncias desagradáveis. Milagres são todos o mesmo para o Divino Espírito Santo mas não para o ego. O seu ego projetado nos outros, não era o que Gary queria ver. Notar essa verdadeira resistência era uma essencial parte ao praticar o Curso. Gary notou ter resistência, mas constatou ter também persistência. Algumas vezes levava um segundo, um minuto, meia hora ou um dia, mas quando quer que sentisse o forcado do julgamento se levantando dentro de si, pronto para condenar alguma coisa ou alguém que parecia estar fora dele, iria sempre mudar sua mente, perdoar e se lembrar Quem seus irmãos e irmãs realmente eram. Depois, como certamente sempre se segue, ele se lembraria Quem ele era [pois só há em verdade apenas ele, assim como não há estranhos no Reino]. Talvez seja assim que uma vida comum consegue se tornar uma grande vida, sem que o mundo tome conhecimento disso. Pois quando Gary praticou o verdadeiro perdão, para ele pouco importou o que o mudo pensou saber. -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 8 – Iluminação
Iluminação é apenas um reconhecimento, não uma mudança em absoluto. (E-pI.188.1:4)

Gary seguiu praticando o que estudava no Curso e o que aprendera com seus visitantes, ‘doublés’ de Professores, até o retorno de Arten e Pursah. Listando o que considera ter praticado e aprendido, temos: 01 – praticou o perdão em todas as oportunidades que teve; 02 – nunca deixou de ter oportunidade diária para perdoar; 03 – houve ocasiões em que deveria ter perdoado, mas não o fez; 04 – perdoava atrasado, mas perdoava assim mesmo, quando havia deixado de fazê-lo; 05 – quando lembranças antigas sem perdão afloravam, perdoava sempre também; 06 – teve preocupações em relação ao futuro; mas lembrou-se que o Curso ensina: todas essas preocupações com o futuro são apenas coelhos ilusórios do chapéu mágico do ego; 07 – o ego fornecia sempre uma lista infindável de más lembranças, para impedir seu desfrute da felicidade presente no eterno AGORA; 08 – se houvesse lamentação por suas próprias ações ou ressentimento por ação de outros, lembranças amargas conseguiam sempre aparecer, quando menos esperava por elas; 09 – o ego realmente não o queria feliz e por isso agora praticava levar ilusões à verdade; 10 – o Divino Espírito Santo era a verdade, e Ele estava mais do que preparado para atirar fora os casos que construiu contra mim mesmo ou qualquer de seus irmãos ou irmãs; 11 – aprendeu que a disciplina faz o que não vem naturalmente; 12 – suas recentes experiências garantiam que reações e padrões de pensamento conseguiam ser mudados, mesmo que não fossem fáceis de mudar; 13 – estava contente de haver sido ensinado “à força” o conceito da natureza de sonho do seu mundo, tão bem articulado em grande detalhe no Texto do Curso, pois tudo que lia no Livro de Exercícios apoiava a idéia, até mesmo sem mencioná-la; 14 – a simplicidade de ver o universo como um sonho, e perdoar as imagens que seus olhos aparentemente lhe mostravam, estavam bem sumariadas no Curso: “O perdão reconhece que o que pensaste que teu irmão fez a ti não ocorreu. Ele não perdoa pecados tornados reais. Ele vê que não há pecado. E, nesse modo de ver, todos os teus pecados são perdoados”. (EpII.1.1:1-4) 15 – aprendeu, com o Curso, que a idéia de sono era um equivalente próximo de negação ou repressão. 16 – em escala maior, projeções seguem a negação, ou seja, todos os objetos em seus sonhos, animados ou inanimados, eram, igualmente, não verdadeiros; 17 – sentiu dificuldade de admitir isso algumas vezes, mesmo para ele que se considerava inclinado à metafísica; 18 – admitir [racionalmente] que sua vida era um sonho só foi conseguido numa prática intensa de perdão aqui, desfazendo sua inconsciente projeção de culpa aqui, enquanto o Divino Espírito Santo desfazia o que ele não conseguia enxergar [em outro nível]; 19 – estudou iluminação no Curso, para conversar com Arten e Pursah, quando chegassem; Conforme o combinado, numa tarde durante a semana, seus visitantes chegaram: Pursah:

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• Alô garoto do perdão, como é que o mundo anda se segurando? Gary: • Está levando, mas não graças a mim. Tenho estado ocupado tentando libertá-lo. Pursah: • Você me lembra o Arten que, como você, era o sabidão da iluminação. Gary: • Você ajudou o Divino Espírito Santo curar a minha mente em outra dimensão? Arten: • Tentamos, mas o dano era demais... Estou brincando. Tempo e espaço foram ajustados para você, graças ao seu perdão. Há situações e eventos que nunca mais ocorrerão a você porque já nada mais precisa aprender deles. • Também haverá oportunidades em que tomará decisões que salvarão você de se punir por causa delas. Você nem mesmo tomará conhecimento delas. Gary: • Pode me dar um exemplo? Arten: • Com certeza. Você foi a um cinema há três semanas atrás e teve dificuldade em escolher o filme, e não gostou do que escolheu para ver. Gary: • Lembro-me bem ter perdido duas horas vendo uma droga – que eu, por certo, perdoei imediatamente. Bem, quase imediatamente. Arten: • Eles não conseguem ser todos jóias. Depois vice se perguntou: “por que não fui ver outro filme? Ele teria provavelmente sido muito melhor!” Gary: • Isso. Eu não tinha razão? Eu o vi uma semana depois e era bom. Arten: • Talvez você tivesse razão quanto à qualidade do filme, mas seus julgamentos, como o de muitas pessoas, consegue ser muito míopes. Se você tivesse ido ao filme melhor na semana anterior, teria saído numa hora diferente. Na volta para casa, você teria estado envolvido num péssimo acidente de carro, e se ferido seriamente. Gary: • Você está brincando. Arten: • Eu não brinco com coisas como essa. Sei que o que parece acontecer no mundo não é verdade, mas mesmo assim não brinco com algumas dessas coisas. • Seu perdão fez com que sua mente comece a suspeitar de que você não é culpado, e haverá vezes em que você não se pune quando você vê que poderia ter feito diferente. E você nem ficará sabendo disso! • Você pode não ser capaz de ver que um revés poderia, efetivamente, ter salvo sua vida, ou pelo menos ajudado você – mesmo que usualmente os efeitos envolvam estender perdão para outras mentes, incluindo suas outras existências. Com Deus todos os sucessos são possíveis – no nível da mente, é claro. Gary:

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Isso é incrível! Faço agora uma pergunta que há tempo quero fazer: se a mente é tão poderosa, então por que então não realizar milagres no nível físico?

Arten: • É uma pergunta de resposta complicada, Gary. É certo que milagres físicos são possíveis, porque a mente faz de tudo. Todos os fenômenos psíquicos são possíveis, porque “as mentes são unidas”. • Mas por que perder todo esse tempo e energia trabalhando em efeitos ilusórios, quando você consegue ir direto à causa e, exatamente, cuidar da mente? É uma questão de quão depressa você quer ir para onde você está indo? Porque demorarse? • É como fazem pessoas que gastam toda sua vida tentando acabar com a batalha do “bem contra o mal”, se tudo o que realmente vêem lá fora no mundo são apenas símbolos do conflito entre mentalidade certa ou o bem e mentalidade errada ou o mal, que está ocorrendo dentro de suas próprias mentes divididas. • Poupe o preço da passagem aérea e apenas PERDÔE [é custo zero e instantâneo]. Você chega ao Céu um milhão de vezes mais depressa nesse processo. • Depois de você perdoar, se você se sentir guiado pelo Divino Espírito Santo a ter um emprego ou encargo ajudando pessoas no mundo, vá em frente. Enquanto estiver atuando nesse encargo, você consegue continuar a prática do perdão ao mesmo tempo. • Isso nos traz para o tema que você espera tratarmos nesta visita: sua iluminação. Trataremos aqui do que o Curso não detalha, pois depois que não nos visitarmos mais, você seguirá estudando o Curso, com certeza. Gary: • Sem problema. Vocês têm de deixar de me visitar? Faz alguma diferença se falam comigo como o Divino Espírito Santo ou aparecem para mim desse jeito? Purash: • Não. O sonho é seu, Gary. Podemos vir ver você, mesmo com o programa de visitas concluído, mas lembre-se: isso não é importante. De livro na mão, leitura já feita, exercícios concluídos, você deve saber que enquanto você dorme Jesus ensina você que: “A tua outra vida tem continuado sem interrupção, tem sido e sempre será totalmente imune às tuas tentativas de dissociá-la”. (T-4.VI.1:7) • Quando você despertar realmente, o que pareceu ser real antes é agora reconhecido como o sonho inútil que ele é. Depois é esquecido ou, pelo menos, reconhecido como sem sentido. Há sonhos de ontem à noite que você não consegue se lembrar. • Sua existência atual e todas as demais desaparecerão, e quando todos alcançarem o mesmo estágio de iluminação, o universo desaparecerá – deixando só o Universo do Céu de Deus. • Há uma coisa que queremos enfatizar desde já que a iluminação nada tem a ver, de forma alguma, com as experiências de aparentes proximidades de morte. • Lembramos a você que o Curso ensina que a consciência foi a primeira quebra introduzida na mente depois da separação. Consciência é outra maneira de dizer mente dividida.

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Quando o corpo pára de funcionar, sua consciência segue adiante. Essa é outra razão pela qual não há porque temer a morte. As pessoas ou ouvem dizer ou descobrem por si mesmas como podem ser lindas as experiências de proximidade com a morte, mas não entendem que são temporariamente lindas unicamente em comparação à vida no corpo. Quando você fica livre de todas as dores e restrições do corpo e se torna temporariamente ciente da mente separada maior, isso consegue atingir uma reverência inspirada. As pessoas não conseguem relatar toda a experiência, porque, se conseguissem, teriam tido a experiência completa, e... estariam mortas! Claro que seriam seus corpos que estariam com a aparência de mortos, e elas estariam se dirigindo para a próxima existência ilusória. O que se passa é que a “reverência inspirada” se esvai, porque a culpa inconsciente, que permanece dentro da sua mente, recomeça a ganhar terreno dentro de você. Isso causa a reencarnação, como um meio de escapar da culpa e do medo de Deus. Isso sempre acontece a você no final, a não ser que sua mente haja sido completamente curada pelo Divino Espírito Santo. Alguns budistas tentam evitar a reencarnação praticando o que chamam de ‘sonhar lúcido’ – um estado onde você fica consciente do fato de que esteja dormindo – para treinar sua mente para que quando a morte de seu corpo chegue, ele consiga, simplesmente, se decidir a não reencarnar. Isso é bem inteligente, mas só funciona quando há ausência total de culpa inconsciente. Completamente curados da culpa inconsciente, são iluminados enquanto ainda parecem estar no corpo, não exatamente depois. O destaque importante é saber que não há porque confundir iluminação com a transitória alegria de experiências de proximidade com a morte do corpo. Iluminação ocorre durante uma de suas existências ilusórias. O corpo só consegue ser deixado de lado, de uma vez e para sempre, unicamente depois de que sua mente desperta do sonho. Há um dito em meu Evangelho, transcrito na Versão Nag Hammadi, que se relaciona a isso: “Olhem para Aquele que Vive, enquanto vocês viverem, para que não morram e procurem vê-Lo sem o conseguir”. (Tomé- 59) Nessa versão Aquele que Vive é o Divino Espírito Santo, que fala por Cristo e por Deus, neste nível. Você busca por Ele para atingir sua salvação, enquanto está aparentemente no corpo. Não o fazendo aqui, você não irá encontrar iluminação e, algum lugar do outro lado. Você tem de perdoar e realizar seu progresso agora. O Céu não é galardão que você receba por uma força externa por bom comportamento ou por meditação metafísica inteligente. Os símbolos que oferecem a você suas oportunidades de iluminação estão todos ao seu redor – se aceitar o Divino Espírito Santo como seu Professor em perdão.

Gary: • Está certo. Você está dizendo que S.Paulo estava errado quando cortou a idéia de ressurreição da mente e manteve a do corpo?

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Pursah: • Sim. Infelizmente, as cartas de Paulo foram no final tomadas bem literalmente como Evangelho, porque creu na velha escritura. Já enfatizamos que o cristianismo era uma continuação do pacto antigo numa nova apresentação. • Lendo Isaias, cap.3, especialmente versículos de 5 a 10, você verá a atitude do cristianismo numa casca de noz! Como conseguiria Paulo ver a ressurreição da mente, se ele pensava dessa maneira? • Ressurreição nada tem a ver com o corpo, e acreditando que tem a ver torna o corpo muito importante – o oposto exato da mensagem de Jesus. É como o curso claramente ensina você: “A salvação é para a mente, e é obtida por intermédio da paz. Essa é a única coisa que consegue ser salva e esse o único meio para salvá-la”. (T-12.III.5:1-2) • O Curso também ensina que você obtém essa paz perdoando as suas ilusões: “Assim, o que escondiam, é agora revelado: um altar para o santo Nome de Deus, no Qual está escrito o Seu Verbo, com as dádivas do teu perdão depositadas diante dele e logo atrás, a memória de Deus”. (E-pII.2.3:4) • É útil lembrar que as palavras “coração” e “mente” tinham o mesmo significado há dois mil anos atrás. Quando Jesus disse “Olhe para seu coração” ele se referia a todo seu ser. • A referência não era para seu comportamento ou a teologia corrente. Ele dizia para examinar sua mente, perdoar seus irmãos e irmãs e lembrar-se de Deus. “A tua ressurreição é o teu re-despertar”. (T-6.I.7:1) • Então, iluminação ou ressurreição é re-despertar do sonho e reconhecer a verdade que sempre tem sido e que sempre será. Gary: • E o verdadeiro perdão não consegue senão levar a isso? Arten: • Está correto, irmão. Mantenha-se fazendo o que tem feito ultimamente e a longo prazo você não conseguirá deixar de chegar lá [de onde você nunca saiu]. Desista de saber quanto tempo vai levar. Como o curso diz: “Agora tens de aprender que apenas a paciência infinita produz efeitos imediatos”. (T-5.VI.12:1) Gary: • Estou trabalhando nisso. Eu considero que com a iluminação você experiencia a absoluta verdade. Vocês me prometeram que ao estudarmos a iluminação vocês me ensinariam duas palavras que dizem a absoluta verdade. Arten: • De fato, pela experiência da revelação você tem uma idéia da verdade absoluta, quando o próprio Deus comunica a você como um reflexo da comunicação no Céu. Deus não pronuncia em palavras – nunca – e aqueles que pensam que estão ouvindo Sua Voz estão, geralmente, ouvindo a Voz do Divino Espírito Santo, misturada com seus próprios pensamentos. Isso é normal para buscadores espirituais.

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A experiência da revelação – onde o próprio Deus silenciosamente comunica Seu Amor a você – fica além deste mundo e não consegue ser capturada em palavras. Ela algumas vezes ocorre a pessoas, antes de se tornarem iluminadas, mas isso nem sempre ocorre, e elas não deveriam se sentir desprezadas se não ocorrerem. O caminho de cada um é único [só dele], mas o caminho para Deus se resume na prática do perdão.

Gary: • E as duas palavras de que lhe falei? Arten: • Sua persistência agora será recompensada, caro irmão. O Livro de Exercícios fala disso assim: “Dizemos: “Deus é” e então deixamos de falar, pois nesse conhecimento as palavras são sem significado. Não há lábios para pronunciá-las e nenhuma parte da mente é distinta o suficiente para sentir que agora está ciente de algo que não seja ela mesma. Ela se uniu à sua Fonte. E, como a própria Fonte, meramente é”. (E-pI.169.5:4-7) Gary: • Deus é. Então essa é a verdade absoluta. Jesus costumava dizer isso a você algumas vezes nos velhos tempos? Arten: • Sim. “Deus é” tem de ser tomado como puro não dualismo. Deus é, e nada mais é. A primeira parte dessa afirmação todos entendem, com facilidade. O difícil está em aceitar a segunda parte, que nada mais é. É por isso que cessamos e falar, porque não há nada mais. • Lembra-se da história do koan Zen, que indagava: “O que é o som de um aplauso?” Gary: • Sim. Eles nunca deram a resposta. O koan Zen nem sempre tem a resposta. O que eles fazem é ajudar você a quebrar sua velha maneira de pensar. Arten: • É verdade, mas essa tem uma resposta em termos de Deus. O que você pensa dessa? Gary: • Realmente não sei. Arten: • Pense em termos de Deus, e que nada mais é. O que é o som de uma palma? Gary: • Nada! A resposta é nada. Arten: • Ótimo, Gary. Essa é a resposta correta. O som de uma palma de mão é nada, porque não há som na verdadeira unicidade, que fica fora do universo. Na duplicidade você tem interação e conflito, mas na genuína unicidade só consegue haver Deus, que não tem partes. • Deus é e nada mais há para ser ciente de. Como se sente por saber a verdade absoluta? Gary:

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• Muito bom. Isso significa que estou iluminado? Arten: • Não. Quando você for iluminado, você despertará por completo do sonho. Mesmo que você ainda pareça estar num corpo, você verá a que o Curso se refere como o mundo real, só visto quando você haja perdoado completamente o mundo, porque o mundo real não tem nenhuma projeção de culpa inconsciente sobre ele. Só há inocência em toda parte, porque é a sua própria inocência – a inocência do Cristo. Isso foi o que Jesus viu e é o que agora ele ensina a você ver. Gary: • Gosto disso – mas falando de inocência e perdão, será que algumas das experiências de enlevo na proximidade com a morte, sem mencionar algumas das boas experiências místicas que tenho enquanto ainda pareço estar num corpo, sejam simbólicas do perdão? Arten: • Uma excelente conclusão; a resposta é sim. Sua mente dividida está sendo perdoada e curada pela parte superior de sua mente, onde habita o Divino Espírito Santo. Até poderia ser dito que muitas experiências que você tem, ver a nós inclusive, poderiam ser simbólicas do perdão, mesmo antes de que a iluminação haja ocorrido. • Mas, iluminação fica além da mente dividida. Você chegará lá, e não é nosso propósito diminuir a importância das experiências que as pessoas têm no caminho da iluminação. Só queremos que você fique centrado na meta ao máximo – para ser capaz de chegar lá o mais depressa que consiga. O Curso diz: “Uma teologia universal é impossível, mas uma experiência universal não é só possível, mas necessária. É para essa experiência que o Curso é dirigido”. (ET-in.2:5-6) • Essa experiência universal é o Amor de Deus. Enquanto o Curso é dirigido para essa experiência, ele usa as sábias escolhas intelectuais da mente treinada para aportar essa experiência. • É por isso que ficamos sempre encorajando você a continuar a estudar o curso e cumprir seu dever de casa de perdão. Como musicista você sabe da importância de ter boa qualidade. A maioria não se dá conta de que na espiritualidade é o mesmo. Você tem de ter o conhecimento técnico para conseguir o máximo de suas habilidades naturais e interpretar da melhor maneira que consegue. Gary: • Para entender melhor, na imagem grande como na pequena, é útil tornar os temas lineares [pois humanos entendem melhor o linear]. Tudo começa sempre com perdão e escolher sempre o melhor Professor. Tomei nota rápido as páginas de alguma citações que quero ler aqui: “Quando te unes a mim, estás te unindo sem o ego, porque eu renunciei ao ego em mim mesmo e, portanto, não consigo me unir ao teu”. (T8.V.4:1-2)

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Então, em vez de usar ilusões para defender minhas ilusões contra outras ilusões, eu apenas perdôo. Isso leva ao Céu; é um factóide [fato inventado acreditado porque apareceu publicado]. É como se você estivesse substituindo um sonho que afasta da verdade pelo sonho que leva à verdade, porque como Curso diz a respeito da salvação: “O que conseguiria ser exceto um sonho feliz? Ela apenas te pede que perdoes todas as coisas que ninguém jamais fez, que não vejas o que não existe e que não olhes para o irreal como se fosse realidade”. (T30.IV.7:2-3) O sonho feliz é necessário porque, se o tapete do tempo e do espaço for puxado debaixo de mim de repente, seria coisa demais para eu tomar conta. O sonho da separação parece real demais para eu acordar depressa sem me atrapalhar. Como o curso diz: “Tão amedrontador é o sonho, tão aparentemente real, que ele não conseguiria despertar para a realidade sem o suor do terror e um grito de medo mortal, a não ser que um sonho mais gentil precedesse o seu despertar e permitisse que a sua mente mais calma desse boas-vindas à Voz Que chama com amor para que ele desperte ao invés de temê-la, um sonho mais gentil, no qual o seu sentimento fosse curado e o seu irmão viesse a ser seu amigo” (T-27.VII.13:4) Ele é meu amigo porque, para começar, não consigo chegar em casa sem ele! Perdoando as imagens que vejo como meus irmãos e irmãs separados que são realmente símbolos de mim mesmo, é a única saída desse buraco de inferno. Como o curso diz; “É possível que tu, a quem Deus diz: “Libera o meu Filho!”, sejas tentado a não escutar, quando aprendes que és aquele para quem Ele pede liberação?” (T-31.VII.15:5) Se você colocar suficientes instantes santos juntos no sonho feliz de perdão, então não há como senão salvar seu traseiro, ou pelo menos a mente que o fez.

Arten: • Isso foi realmente bom, Gary. Você deveria escrever um livro – se alguma vez chegar a isso. Sendo que estamos no seu assunto da ressurreição, eu quero recitar algumas coisas do Curso a esse respeito. De fato, vou lhe dar algumas referências do Curso sobre o desaparecimento do universo; apesar de que, como você disse, essas coisas ocorrerão todas de uma só vez. • Vamos ver os trechos sobre ressurreição, do Manual para Professores: “Muito simplesmente, a ressurreição é a superação do domínio da morte. É um novo despertar, ou um renascimento, uma mudança da mente a respeito do significado do mundo”. (M-28.1:1-2) • Ele prossegue para dizer: “A ressurreição é a negação da morte, sendo a afirmação da vida. Assim, todo o pensamento do mundo é inteiramente revertido”. (M28.2:1-2) • Quando você despertar por completo do sonho de morte e atingir sua ressurreição: “A face de Cristo é vista em cada coisa viva e nada é mantido no escuro, à parte da luz do perdão”. (M-28.2:6) 146

Uma vez você tenha visto a face de Cristo: “Aqui termina o currículo. Daqui para diante não há necessidade de orientações. A visão foi totalmente corrigida e todos os equívocos foram desfeitos. O ataque não tem significado e veio a paz. A meta do currículo foi conseguida. Os pensamentos voltam-se para o Céu e afastam-se do inferno. Todos os desejos ficam satisfeitos, pois o que permanece sem resposta ou incompleto [depois da correção]?” (M-28.3:1-7; grampos do Resumo) O tempo virá quando cada mente aparentemente separada já atingiu sua iluminação ou ressurreição. Quando todas as pessoas – não todos os corpos, veja bem – mas todas as mentes que estiveram no sonho por milhares de existências, atingirem esse estado de despertar do sonho, isso é a Segunda Vinda de Cristo. Como ensina o Curso: “A Segunda Vinda é o único evento no tempo que o próprio tempo não consegue afetar. Pois cada um daqueles que um dia vieram para morrer, ou que ainda estejam por vir, ou que estejam presentes agora, são igualmente liberados do que fizeram. Nesta igualdade, Cristo é restabelecido como uma só Identidade, na Qual os Filhos de Deus reconhecem que são um só. E Deus Pai sorri a Seu Filho, Sua única criação e Sua única alegria”. (E-pII.9.4)

Gary: • Isso é lindo. Nós deixamos o Céu como um, e nós retornaremos a ele como um. Arten: • Sim. É certo, você realmente nunca o deixou, porque não há como senão estar seguro em Deus, não importa o que esteja sonhando. Quando toda a Filiação estiver pronta, então Deus dará seu último Julgamento. É como Jesus informa a você: “Esse é o Julgamento Final de Deus:“Tu ainda és o Meu Filho santo, para sempre inocente, para sempre amoroso e para sempre amado, tão ilimitado quanto o seu Criador, completamente imutável e para sempre puro. Portanto, desperta e volta para Mim. Sou o teu Pai e tu és o Meu Filho”. (E-pII.10.5) Gary: • Ótimo. Você sabe, se alguma vez me for dada a capacidade de escolha entre ser julgado por Deus ou julgado por pessoas, eu escolho Deus, em qualquer tempo. Arten: • Você por certo tem uma escolha, e a decisão que você indicou é sábia. O mesmo perdão que Deus estende a você estenda-o a seus irmãos e irmãs. É assim que você o faz seu. • Quando todos houverem aprendido suas lições de perdão, então o Próprio Deus dará o último passo, com boas-vindas ao lar ao Filho Pródigo coletivo, na unicidade de onde você, em verdade, nunca saiu. “Quando te perceberes sem auto-engano aceitarás o mundo real no lugar do falso que fizeste. E então o teu Pai inclinar-Se-á para ti e dará o último passo por ti, elevando-te até Ele”. (T-11.VIII.15:4-5) Gary:

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Isso será amedrontador. O que acontece com os que atingem a iluminação mais cedo? Terão de ficar por aí, por milhões de anos, esperando pelos outros?

Arten: • Não. Uma vez você haja atingido sua iluminação e deposto seu corpo de lado, então você está desperto e fora do sonho – o que significa que você está de fato fora do tempo e do espaço. • Mesmo que pareça aos outros que muitos e muitos anos estejam se passando, para você, que já se iluminou, o fim do tempo já ocorreu, e a “espera” da iluminação de todos os demais a serem iluminados é, para você, apenas um instante. • É claro, você pode escolher – nessa “espera” – ajudar Jesus, ajudar os outros como temos feito, e eu asseguro a você que isso não é um fardo. [“carrega o fardo como quem voa”, disse a poeta]. Gary: • A experiência de estar iluminado, e permanecer fora do tempo e do espaço, tem de ser praticamente a mesma de Céu, sob todas as formas. Arten: • Você gostaria de comentar isso com Gary, Pursah? Pursah: • Certamente, mas por que não deixar o próprio Curso dizer a Gary o que é o Céu? • O Céu é real unicidade, diferente de se sentir uno com o universo, ou mesmo uno com a idéia de mente que esteja fora do tempo e do espaço, que fez o universo. Es sas idéias continuam a estar, aparentemente, fora de Deus. • Na unicidade há apenas Deus, e aí não consegue jamais haver nada mais. É por isso que o próprio Deus, Ele Mesmo, dá o último passo, e também é por isso que nessa idéia nenhuma barganha é possível. • A idéia de Deus do Curso é tão elevada quanto seja possível, porque é a verdade. Unicidade não consegue ser perfeita se houver algo mais para estar ciente de. “O Céu não é um lugar nem uma condição. É meramente uma consciência da perfeita Unicidade e o conhecimento de que nada, além disso, existe, nada fora dessa unicidade e nada mais dentro dela”. (T18.VI.1:5-6) Gary: • Se nada mais há, então não há obstáculos, e nenhuma fricção para impedir sua extensão? Pursah: • Bem correto. No Céu não há obstáculos e é plena alegria, enquanto que na terra, o que é dito ser vida, é um pouco mais que uma constante corrida de obstáculos. • Observe essas idéias da seção do Curso chamada “As Dádivas da Paternidade”. “Não existem princípios nem fins em Deus, Cujo universo é Ele Próprio”. (T-11.I.2:3) “O universo do amor não pára porque tu não o vês, nem tampouco os teus olhos fechados perderam a capacidade de ver”. (T-11.I.5:10)

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“Deus te deu um lugar em Sua Mente que é teu para sempre. Entretanto, só consegues mantê-lo dando-o, como ele te foi dado”. (T11.I.6:1-2) Gary: • Eu creio que estou entendendo a distinção. Pursah: • Sim, você está, e isso vai ajudar você a acelerar sua experiência da ciência da presença do amor. Arten: • Dissemos a você que algumas de nossas visitas remanescentes seriam bem curtas. Hoje, como estivemos discutindo algo que não se consegue realmente colocar plenamente em palavras, então fizemos o melhor que conseguimos. • O Curso é direcionado no sentido da experiência da verdadeira unicidade que descrevemos, que consegue ser sumariada em apenas duas palavras – duas palavras que, de fato, expressam a verdade absoluta. • Mantenha sua mente no sentido da meta ao perdoar o mundo, e sempre se lembre que o Curso está conduzindo você. “Deus é, e Nele todas as coisas criadas têm de ser eternas. Não vês que de outro modo há um oposto para Ele e o medo seria tão real quanto o amor?” (M-27.6:10-11) Pursah: • Você sabe que o Curso está lhe dizendo a verdade, Gary. Você esteve dando voltas algumas vezes. Tudo o que lhe resta fazer é seguir o que está fazendo, e a meta, afinal, se tornará a sua realidade. • Estaremos de volta em dezembro. Daqui até lá perdoe e lembre-se O Que você realmente é. “A Unicidade é simplesmente a idéia Deus é. E no Que Ele É, Ele abrange todas as coisas. Não há mente que contenha algo que não seja Ele”. (E-pI.169.5:1-3) Então Arten e Pursah desapareceram e eu os perdoei. -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 9 – Experiências de Pré-Vida O universo aguarda tua liberação porque é a sua própria. (CO-3.IV.10:3) Da última partida de Arten e Pursah até a próxima visita, Gary se ocupa em rever e reforçar o aprendizado e treinar, ao máximo, a prática do perdão, condição sine qua non para sua almejada iluminação, não só esperada por ele, é verdade. Anotamos os progressos e mudanças relatados por ele: 01 – seus pesadelos noturnos ocasionais diminuíram; 02 – o sistema de pensamento assassino do ego seguia presente, mas uma camada dele havia desaparecido, por certo; 03 – os sonhos de assustar, símbolos da presença do ego na mente, tinham-se ido, também; 04 – o sol que é o Divino Espírito Santo, tão longamente obscurecido pelas nuvens da culpa do ego, agora se mostrava mais brilhante para ele; 05 – essas nuvens que permanecem, ainda jogam sombras na forma simbólica de um mundo de corpos, no nível consciente, e de um mundo de medo e culpa no nível inconsciente; 06 – descobriu agora, com certeza, que as sombras não eram reais, e que a luz que pareciam ocultar conseguiam ser cobertas, mas jamais extintas; 07 – o processo de despertar é de tal forma intrigante e inspirador que começou a escrever, fato já previsto por Arten e Pursah. Tomou emprestado, até mesmo de Shakespeare, para expressar sua idéia: Que verdade, que luz pela janela da minha mente rompe? É do leste, e o Espírito Santo é o sol Levanta meu Amigo, dissolve a lua do ego Já doente e pálida de tristeza Que em vós a arte da verdade de longe é maior que ele Oh é o Cristo Menino, sim Ele é o meu Amor E se eu soubesse O Que sou, o brilho da minha mente Envergonharia estrelas como o dia faz à lâmpada Minha Mente no Céu flui tão forte por regiões não vistas O mundo cantaria e não conheceria a noite.

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08 – estava certo de levar adiante esse processo até o fim, não importa o medo causado ao pálido e doentio ego com que algumas vezes se identificava. 09 – cria por vezes que no nível ilusório da forma seria apenas um robô, manipulado pela mente do ego e, ao mesmo tempo que sua mente estava sendo libertada pelo Divino Espírito Santo, à medida em que perdoava cada aparente acontecimento. 10 – estava seguro: não havia mais como retroceder; 11 – os símbolos usados por seus dois professores eram mundanos, mas o Curso em si mesmo dizia que assim tinham de ser se ele, Gary, pretendia compartilhar sua mensagem com outros. “Seria, de fato, estranho se te fosse pedido para ir além de todos os símbolos do mundo, esquecendo-os para sempre; e que ainda assim te fosse pedido que aceitasses a função de ensinar. Tu precisas usar os símbolos do mundo por algum tempo. Mas não te deixes também ser enganado por eles. Não representam nada, em absoluto e, na tua prática, é esse pensamento que te libertará”. (E-pI.184.9:1-4) 12 – aprendeu que agora era seu encargo ensinar pelo perdão, bem como compartilhar a mensagem do Curso, por caminhos, meios e modos nos quais seus irmãos e irmãs conseguissem se relacionar. “Assim, precisas de intervalos a cada dia em que o aprendizado do mundo se torne uma fase transitória, uma prisão da qual sais para a luz do sol e esqueces a escuridão. Aqui tu compreendes o Verbo, o Nome Que Deus te deu; a única Identidade Que todas as coisas compartilham o único reconhecimento do que seja verdadeiro. E, então, dá um passo para trás, para a escuridão, não porque penses que ela seja real, mas apenas para proclamares a sua irrealidade em termos que continuam tendo significado para o mundo que a escuridão governa”. (E-pI.184.10) 13 – começou então a escrever o livro que Arten e Pursah haviam dito que escreveria, grafando errado palavras, usando pontuação errada, e perseverando numa tarefa que lhe tomaria mais de seis anos. 14 – enquanto isso, estava fazendo sua escolha por Deus 15 – agora entendia porque seus amigos enfatizaram a distinção entre Um Curso em Milagres e outros caminhos. 16 – entendeu que não conseguiria ser vigilante unicamente por Deus e Seu Reino continuando a brincar inconseqüente com idéias relacionadas à evolução, o poder do falso universo, e outras coisas como essas, das quais são feitos os sonhos. 17 – entendeu que a Resposta nunca está no sonho, mas só e unicamente fora dele, onde estava a verdade e onde ele realmente estava [junto ao Pai]. 18 – entendeu que nada mais havia, além disso. 19 – entendeu que a verdade estava assumindo sua mente e que, dali em diante, olharia constantemente na direção da luz do Divino Espírito Santo, que representava a Expiação – sua única resposta ao seu único problema. O Curso dizia: “Tu não consegues sozinho remover o efeito de teus erros passados. Eles não desaparecerão de tua mente sem a Expiação, um remédio que não foi feito por ti”. (T-5.IV.2:9-10) 20 – entendeu, assim, porque outras formas de solucionar questões não funcionaram – porque lhes faltara Deus ou o Divino Espírito Santo. 151

21 – sabia, agora, que tinha de cumprir sua parte e escolher usar sempre e constantemente o perdão 22 – entendia que uma salvação conseguida para ele, mas trazida por outro em seu lugar, magicamente trazida a ele por uma força ou figura externa a ele, não conseguia adiantar. Ninguém mais conseguiria despertá-lo do sonho por ele, em seu lugar, senão ele mesmo. 23 – é por isso que o Curso diz: “Minha salvação vem de mim”. (E-pI.70.h). Só dele dependem as mudanças em sua mente a respeito do mundo e a decisão da escolha do milagre. 24 – num nível metafísico começava a pensar em si mesmo não mais como um corpo – nem mesmo como espírito, no sentido tradicional que o mundo o considera – mas como mente. 25 – entendeu que sua Fonte era espírito, e essa era a realidade à qual queria retornar. Mas reconhecia que tinha de usar sua mente para redescobrir sua impecabilidade. “O que te foi dado? O conhecimento de que és uma mente, na Mente e apenas uma mente, isento de pecado para sempre, totalmente sem medo, porque foste criado a partir do Amor. Tampouco deixaste a tua Fonte, permanecendo tal como foste criado”. (E-pI.158.1:1-3) 26 – entendeu que aí estava uma maneira de viver capaz de fazê-lo retornar ao conhecimento de sua realidade. “Há uma maneira de viver no mundo que não está aqui, embora pareça estar. Tu não mudas de aparência, embora sorrias mais freqüentemente. A tua fronte é serena; os teus olhos tranqüilos”. (E-pI.155.1:1-3) 27 – entendeu, conforme Arten e Pursah lhe haviam dito, que se não escolhesse contar às pessoas a respeito do Curso, conseguiria continuar praticando-o sem nunca dizer uma palavra a respeito dele a outros. Assim se refere o Curso às pessoas que sua mente lhe mostrava por meio de seus olhos: “Andas por esse caminho como os outros e também não pareces ser distinto deles, embora, de fato, o sejas. Assim consegues servi-los enquanto serves a ti mesmo e consegues guiar os teus passos no caminho que Deus abriu para ti e para eles, através de ti”. (E-pI.155.5:3-4) 28 – concluiu que conseguiu fazer isso por meio do perdão, para que ele não precisasse parecer diferente ou especial. Seus irmãos e irmãs estavam conseguindo retornar a Deus, assim como ele estava. Alguns reconheciam isso, outros não, mas o resultado final era tão certo para cada um como era para todos. 29 – entendeu que a avaliação do progresso no aprendizado pode ser resumido em saber se: a) estava ficando mais amoroso? b) idem mais pacífico? c) idem mais perdoador? d) tem assumido responsabilidade por minha vida? e) entende a loucura do julgamento? 30 – reconhece que suas experiências místicas particulares lhe trazem alegria, especialmente saber que elas simbolizam que sua mente estava sendo perdoada – como resultado de perdoar o mundo. 31 – reconhece que efeitos de luz se ampliam, pois viu a cabeça de uma pessoa completamente substituída por uma luz branca. 32 – outras vezes sentiu que parecia que Jesus brincava gentilmente com ele 33 – uma vez, no café da manhã, sentiu um toque gentil e caloroso no ombro, que parecia de um anjo, do Ser Divino ou do próprio Jesus. Depois do café da manhã leu a Lição daquele dia, que incluía a sentença: 152

“A mão de Cristo tocou teu ombro, e tu sentes que não estás só”. (EpI.166.9>2) Simplesmente ficou repetindo: “Muito obrigado” muitas vezes, quase a seu lado, por saber que, realmente, ele não estava só. 34 – seu deslumbramento por ter, passeando pelo jardim de sua casa, num momento olhado para Karen – sua mulher – e visto apenas uma coluna larga de luz se estendendo do chão até o Céu, subindo até onde sua vista alcançava. Estarrecido por vários segundos antes de desviar os olhos e depois voltando a olhar outra vez. Dessa vez vi apenas o corpo de Karen. A experiência foi beatífica e, no Curso, há uma descrição do que deve ter visto: “Assim como o ego quer limitar a tua percepção dos teus irmãos ao corpo, do mesmo modo o Espírito Santo quer liberar a tua visão e te deixar ver os Grandes Raios brilhantes que deles emanam de forma tão ilimitada que alcançam a Deus”. (T-15.IX.1:1) 35 – por isso se tornou menos interessado – se não totalmente desinteressado – em corpos, e olhava cada vez com maior consistência para a luz além da sombra temporária. 36 – descobriu uma fonte de divertimento e experimentação nas imagens que via antes de adormecer ou exatamente antes de despertar que, como um filme em cores e algumas vezes até mesmo com som, eram exibidos em sua mente. 37 – eram por vezes premonitórias para o dia, outras vezes arquetípicas – do inconsciente coletivo – criando uma relação entre objetos, circunstâncias, situações, pessoas, gestos, atuações etc. definindo o útil ou inútil, bom ou ruim, benéfico ou prejudicial, etc., oposições dentro da duplicidade, como o mundo do ego os vê, dando indicações quanto ao que deve ser usado, aproveitado e o que deveria der abandonado ou descartado, no mundo. 38 – esses “cinemas” lhe convenceram da verdade da existência da mente coletiva inconsciente e que esses sonhos eram realmente símbolos deles próprio [era ele em tudo e tudo nele]. 39 – Arten e Prsah tinham razão, admitia Gary, pois tudo que iria ocorrer em sua vida já havia sido determinado e o que era mais impressionante – sob o ponto de vista do tempo linear – já tudo estava acontecido. 40 – resolveu não se deixar imobilizar [na mente humana] por tudo isso, para encontrar meios inteligentes de usar – e mesmo tirar proveito – de tais informações, especialmente no negócio de investimentos. 41 – lembrou-se do que seus professores lhe disseram de que em cada roteiro há sempre algum grau de imprevisibilidade. 42 – também sabia que o Oráculo de Delfos, o mais famoso instrumento de previsão do futuro da história, havia por vezes deliberadamente enganado pessoas! 43 – reconhece que o ego ainda está no controle de parte de sua mente e sabia que não havia nada que o ego não fizesse para curvar suas costas, para confundi-lo e fazê-lo sofrer, sempre tentando fazê-lo crer que ele continuava sendo um corpo. 44 – estava cada vez mais na certeza de que só o seu perdão o levaria para casa. 45 – entendia que, como estudante e amigo de Jesus, suas novas habilidades psíquicas permaneceriam uma fonte de interesse, mas não o falso ídolo que quase certamente uma vez poderia ter feito delas. 46 – sabia que havia pessoas que odiavam a idéia de que os eventos de sua vida já haviam sido determinados antecipadamente [e que tudo já estava vivido e terminado].

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47 – para outras, o existencialismo oferecia mais esperanças do que a predestinação, pela oferta de razão para tentar mudar as coisas, tanto em sua vida pessoal como no mundo em geral. 48 – mas sabia que o Curso oferecia formas de esperança mais elevadas: 1 – a esperança [certeza] de voltar para casa, a longo prazo; 2 – alcançar paz em qualquer instante dado; 3 – ter a capacidade de evitar más experiências pelo aprendizado das lições do perdão; 4 – conseguir torná-los desnecessários no futuro; 5 – qualquer indivíduo conseguia ainda buscar soluções a problemas que seriam aceitáveis no mundo ilusório, pela mudança da mente a respeito do mundo e pela prática do perdão, desde que não se algemassem ao nível da percepção, por meio da carga da crença. 49 – lembra-se do estupor de encantamento que o invadiu uma noite, fazendo-o sentir-se unido a tudo, o universo momentaneamente desaparecido, sentido-se totalmente seguro e completamente amparado, dentro de uma Presença inimaginável. “A Revelação une-te diretamente a Deus”. (T-1.II.1:5) 50 – mesmo indescritível em palavras humanas, a revelação jamais abandona a memória de quem a teve. Experimentar o fora do tempo e do espaço, e mesmo além disso, une você a algo tão imenso que fica além do tamanho, de forma constante, sem mudança ou interrupção em seu poder ilimitado, sem balançar nem inclinar, totalmente confiável, real – de alegria além do crível. Gary soube, então, que tinha sido comunicado por Deus. “A Revelação não é recíproca. Ela procede de Deus para ti, mas não de ti para Deus”. (T-1.II.5:4-5) 51 – Gary nada mais fez aquela noite que continuar sentado lá, impassível, mudo, reverente e grato. “A reverência deve ser reservada para a revelação, à qual consegue ser aplicada correta e perfeitamente”. (T-1.II.3:1) Nada havia a dizer, nem precisava. “A revelação é literalmente indizível porque é uma experiência e amor indizível”. (T-1.II.2:7) 52 – Gary sabia que, depois da revelação, nunca mais seria o mesmo. A prática do perdão tornou-o pronto para ela e a revelação fortaleceu sua determinação de prosseguir no caminho escolhido. 53 – os dias do ego em Gary estavam contados, pois não há quem consiga permanecer imune à transformação interior que a revelação aporta. Gary sabia estar se preparando para retornar a Deus. “No fim, a cura é de Deus. Os meios te estão sendo cuidadosamente explicados. A revelação consegue ocasionalmente te revelar o fim, mas para alcançá-lo, os meios são necessários”. (T-1.VII.5:9-11) 54 – gostaria de permanentemente não ter mais dúvidas nem medo, como se sentiu nessa temporária sensação de total segurança e tranqüilidade, mas sua timidez e desconforto com estranhos ou recém apresentados ficava presente, quase todo o tempo. 55 – perguntaria a Arten e Pursah se algum dia conseguiria desfazer sua timidez e desconforto freqüente, quando comentasse com eles os acontecimentos recentes. Quando eles se apresentaram, Pursah estava sorrindo muito. 154

Pursah: • Como foi, Gary, ter um gostinho do sabor do Céu? Gary: • Absolutamente estupendo, indescritível, mas me sinto estúpido demais ao tentar colocá-lo em palavras. Purash: • Não tente. Eu estava apenas me congratulando com você. Arten: • Também eu. Gary. Agora que você teve uma “amostra” da permanência, ficará menos impressionado pelo impermanente, o que tornará você ainda mais capaz de perdoar. Gary: • Você se refere ao ocorrido ontem na loja da esquina? NOTA: foi uma ocorrência na fila do caixa de loja quando o caixa falava ao telefone fazendo a fila esperar. Tornando-me ansioso pela demora, lembreime do meu treino e o fato de que eu estava construindo tudo aquilo em minha mente, como um diretor do meu próprio filme. Então perdoei o caixa pelo que ele não estava realmente fazendo, e assim a mim mesmo ao mesmo tempo. O caixa então parou o que fazia, e pareceu que eu também tinha completado a minha parte. Arten: • Sim. Milagres são todos o mesmo. Quando você perdoa assim, você não consegue conhecer a extensão dos imagináveis benefícios dele à sua mente. • Há alguns anos atrás provavelmente você teria ficado bravo e expressado isso de alguma forma, mesmo que fosse apenas um olhar reprovador. Você agiu bem. Nem sempre faz isso, mas continue treinando isso para fazer sempre e o tempo todo. • Quanto à revelação, agora você já sabe o que é isso. Acontecerá de novo algum dia. Continue usando os meios, e deixe o final – assim como alguns lampejos dele – cuidar dele mesmo. Gary: • Já me senti em paz e em alegria outras vezes, também. Nem sempre têm de ser experiências de pico, acredito. Sentir-me bem já é ótimo. Arten: • Oh! Você quer dizer, como no último verão, quando cortava a grama rodando em círculos com o cortador de grama, berrando em altos brados: “O Filho de Deus é livre! O Filho de Deus é livre! O Filho de Deus é livre!” Gary: • Sim, esse era eu. Arten: • Você tem alguma pergunta antes de começarmos? Gary: • Sim. O que realmente veio primeiro, o ovo ou a galinha? Arten:

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Obviamente foram ambos feitos simultaneamente, junto com o resto do universo [tudo de uma só vez]. Na ilusão parecem ser separados, mesmo que não o sejam Purash: • Você teve muitas experiências que podem ser chamadas de psíquicas, mesmo que a revelação não seja uma delas, porque ela vem de Deus. • Muitas experiências, mesmo as espirituais, não vêm do Próprio Deus, mas em vez disso brotam de sua própria mente inconsciente. Elas podem simbolizar o que haja em sua mente certa. Como o Curso diz no Manual: “Certamente há muitos poderes “psíquicos“ que ficam claramente alinhados com o curso”. (M-25.2:1) Daí podemos dizer: “Os limites que o mundo impõe à comunicação são as principais barreiras à experiência direta com o Espírito Santo”. (M-25.2:5) e ainda “Quem, de alguma forma, transcende esses limites está meramente se tornando mais natural”. (M-25.2:7) • Lembre-se: há apenas duas coisas que você consegue [efetivamente] fazer – tornar as coisas [deste mundo] reais ou perdoá-las – daí todas as novas capacidades que venham ao seu caminho [neste sonho] devem ser entregues ao Divino Espírito Santo e usadas sob Sua direção. • O Manual diz que ninguém detém poderes que não sejam [ou não fiquem] disponíveis para todos. O Divino Espírito Santo relembraria a você de que você não é especial, e você não deveria nem tentar convencer a si próprio ou aos outros de que seja. “Nada que seja genuíno é usado para enganar”. (M-25.4:1) • Fique atento à sua meta. O Céu é permanente e nada do que você parece fazer, fora do Céu, tem permanência. Como conseguem essas coisas ser importantes? Você tem de manter as coisas em perspectiva. À medida que pratica o perdão sua consciência [atenção] aumenta, assim como o Manual diz de tal estudante: “Na medida em que cresce a sua consciência, ele consegue muito bem desenvolver habilidades que lhe parecerão bastante surpreendentes. No entanto, nada do que ele consiga fazer pode se comparar, mesmo de leve, à gloriosa surpresa de lembrar Quem ele é. Que todo o seu aprendizado e todos os seus esforços sejam dirigidos para essa única e grande surpresa final e, assim, ele não ficará contente em ser atrasado pelas pequenas [surpresas] que possam advir ao longo do caminho”. (M25.1:4-6) Gary: • Fico grato, e por certo grato a Jesus, também, especialmente agora que provei dessa grande surpresa final. Arten: • Muito bem. Agora queremos preparar você para receber nossas visitas mais curtas com muitos meses entre elas. Viremos para encorajar você a continuar praticando, e falaremos de vários assuntos e responderemos a perguntas suas.

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Enfatizaremos, nos encontros, que se concentre em continuar a trabalhar com o Divino Espírito Santo e na prática do perdão. Não se desaponte por ficarmos pouco tempo. Você já é um menino grande. Além disso, estou certo que, agora, você está sempre ciente do que acontece com você, e sempre estaremos.

Gary: • Creio em vocês. Aliás, já comecei a escrever [o livro] um pouco, como sei que já sabem, e indago se têm algum conselho sobre como devo prosseguir. Pursah: • Por certo. Não se importe com o fato de estar começando do zero. Lembre-se que o propósito de escrever é comunicar. Se você for bom em comunicar, então você é de fato escritor. Sempre se lembre de sua incumbência número um, não importa o que esteja fazendo. Arten: • Faça sua própria narração baseada em nossas visitas, consistente com nossas conversas. Gary: • O que faço com o livro quando terminado? Pursah: • Simplesmente faça-o. Há mais alguma pergunta para o momento? Gary: • Vocês disseram que explicariam mais alguma coisa sobre seus corpos e suas vozes e o que realmente são – e explicariam as aparições de anjos e da Virgem Maria. Há as aparições da Virgem Maria em Medjugorje, na década de 80, a aparição do que hoje chamam de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, há cerca de 460 anos atrás. O incrível disso tudo é que todas têm a mesma aparência. Que há a esse respeito? Arten: • Já dissemos que todas as imagens corporais são feitas pela mente. Essas imagens podem ser simbólicas da mente certa e do Divino Espírito Santo, ou da mente errada e do ego. • Aquela imagem de Maria está na mente inconsciente e consegue ser projetada ou por indivíduos ou pelo coletivo. A imagem da qual você fala tem um ar ocidental. Não é realmente a face de uma mulher judia de 2.000 anos atrás. É um compósito do que está na mente. • O mesmo se passa com a imagem que as pessoas têm de Jesus em suas mentes, que não é exatamente como ele se parecia [quando pisou sobre o mundo], mas é representativo da mente coletiva [de hoje ou de quando foi pintda]. • O amor do Divino Espírito Santo é o conteúdo por trás da aparição. A mente, individual ou coletiva, dá a esse amor sua forma. Gary: • Você está dizendo que o amor do Divino Espírito Santo é real, mas a forma vem de nós? Arten: • Precisamente. Pursah disse a você que tudo que toma uma forma tem de ser simbolizar alguma outra coisa. O Divino Espírito Santo não faz formas; Ele só faz amor.

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É impossível para o amor do Divino Espírito Santo brilhar em seu universo e daí ser dada uma forma específica por sua mente certa. A forma em si mesma é uma projeção da mente, mas o amor que está por trás dela é real. Isso explica aparições como de Maria, de anjos e de todos os mestres ascencionados. Também explica como Jesus apareceu [em um corpo] a nós [– seus apóstolos –] depois da crucificação, há 2.000 anos atrás. Nossas mentes estavam prontas para experienciar seu amor, então seu amor apareceu para nós numa forma que conseguíamos aceitar e com a qual nos relacionamos àquela época, assim como nosso amor está aparente a você agora, na forma de corpos e vozes, as quais você consegue aceitar e com as quais se relaciona. Repito, não estamos falando a respeito de cérebro fazendo formas; é toda a mente que faz especificidades. Também já lhe dissemos que há apenas uma única mente, então neste nível seria literalmente impossível, para cada coisa que é feita, não ser produto de uma mente dividida. Enquanto nosso amor é real, nossos corpos são tão ilusórios como o seu – como figuras num sonho. Quando dissemos a você, no início dessas conversações, que fizemos esses corpos, estávamos nos referindo ao nosso amor [amor aparente na forma de corpos e vozes]. Isso é o que Pursah se referiu quando disse que Jesus fez um outro corpo para se comunicar conosco [após a crucificação]. Seu amor faz o genuíno conteúdo por trás da forma ilusória, mas são as mentes separadas e projetando, que fazem todas as formas e lhes atribuem todos os detalhes.

Pursah: • Como as pessoas são iluminadas antes de deixar o corpo, obviamente tem de ser possível para Seres iluminados parecer estar funcionando aqui neste mundo. Mesmo assim eles sabem que não estão, realmente, no mundo, e que não há razão para eles retornarem aqui, exceto como um meio de deixar seu amor ajudar os outros. • Repetindo: é ao amor deles que, na ilusão, a aparente mente separada dá forma. Não há, realmente, necessidade de mestres para fazer qualquer forma, depois que iluminaram. Gary: • Isso é muito interessante, mas você sabe que pessoas dirão que vocês vieram do meu ego. Arten: • Deixe que pensem o que queiram; farão isso de qualquer forma. Enquanto fazem isso, faça-os responder estas perguntas: Iria o ego ensinar as pessoas como desfazer o ego? Iria o demônio ensinar as pessoas como escapar do inferno? Gary: • Ótimo ponto! O que você está realmente fazendo é educar o ego a escolher contra si mesmo? Arten: • Excelente! Que estudante inspirado! Gary:

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Eu suponho que o que você disse a respeito da aparição de símbolos divinos também explica como aquela fazendeira na Geórgia consegue ter a Virgem Maria aparecer a ela e deixar mensagens, exceto que as mensagens soam como vindo de uma fazendeira da Geórgia .Maria pode realmente estar aparecendo para ela, mas as mensagens são na forma com que ela – fazendeira – melhor consegue se relacionar.

Arten: • Muito bem. Essa mulher é sincera. As mensagens, simples como podem ser, são dirigidas aos que melhor conseguem se beneficiar delas. Gary: • As ocorrências desagradáveis, realmente, são apenas minha própria insanidade que vejo no mundo. Não importa quão horrível seja o crime, o criminoso é apenas um bode expiatório conveniente que nós usamos para ver nossa culpa inconsciente como se estivesse fora de nós. • Isso indica que temos de perdoá-lo pelo que ele, realmente, não fez, se for para nos livrar disso. Arten: • Sim, o ego é muito bom em fazer com que você se prenda nessas coisas, mas deixeme levantar alguns pontos. Quando se trata de uma terrível tragédia, é muito fácil ser atraído para ela. • Sim, você tem de perdoar, mas também você tem de ficar ciente de duas coisas já: 1º - mesmo reconhecendo a irrealidade do sonho, seja sensível aos sentimentos das pessoas envolvidas no pesadelo da tragédia. Atenda-os, cuide deles, dê-lhes carinho e meiguice, nunca desrespeite sua sensação de infortúnio, desgraça e tristeza. • Providencie tudo que necessitem. Nem uma palavra quanto à irrealidade do que lhes ocorre. Pessoas maltratadas pela sorte só conseguem ficar triste. Permita sempre que os sentimentos e crenças se manifestem, respeitando-os. • É a isso que nos referimos quando dissemos que o Curso não atenderia as necessidades sociais [ilusórias] da maioria das pessoas, por muito tempo. • Deixe que tenham seus funerais e seus casamentos e cerimônias ritualísticas e nas igrejas e julgamentos em tribunais. São coisas necessárias para a sociedade [que se alimenta de ilusão]. O Curso não é um rito de passagem, é uma maneira de pensar. • 2º - é insípido dizer às pessoas, num instante desses [em que se sentem infelizes e sofredoras], que tudo que está ocorrendo faz parte de um roteiro que elas próprias escolheram experienciar. Deixe as pessoas aprenderem a verdade quando estiverem perseguindo a verdade, não quando estejam lamentando seus amigos ou parentes [ou a si próprias]. • Obviamente, se aquele terrorista com a bomba houvesse aprendido como perdoar em vez de como odiar, então toda a coisa nem teria ocorrido, em primeiro lugar. • Nunca, jamais, em tempo algum permita que alguém lhe afirme [categoricamente] que o perdão não é prático no nível da forma. • Escolher o perdão verdadeiro [como solução] e o Divino Espírito Santo como seu Professor não faz parte do roteiro do ego – é uma decisão que você tem de e consegue tomar, para se tornar livre do roteiro do ego [se realmente é isso o que quer para você mesmo]. Gary: 159

Se alguém quisesse ter a leitura do Curso em seu casamento ou funeral, você deveria permitir isso, também, correto?

Arten: • Se for isso que eles querem, sem dúvida. Gary: • Estaria certo considerar que qualquer explosão envolvendo morte, como a de Oklahoma, poderia simbolizar a separação, o Big Bang e o Céu sendo aparentemente destruído? Arten: • Muito verdadeiro, mesmo que a maioria das pessoas não tenha nenhum fundamento para pensar sobre isso dessa forma. Alguma pergunta a mais? Gary: • Participei do treinamento sft, em 1978, um processo a que chamam “Seja-FaçaTenha”, aplicado ao que qualquer um queira se tornar, por exemplo – no meu caso – músico. Então você tem de se sentir que SEJA o que um músico famoso é, FAÇA o que o músico famoso faz, e TENHA o que o músico famoso tem. Isso seria praticado em vez de tentar e ficar lutando para ser basta você sentir que SEJAFAÇA-TENHA o que o músico (meu caso) É, FAZ e TEM. Werner Erhard, o fundador de sft, é um grande professor, a despeito dos ataques que sofreu, e foi de muita ajuda para mim a essa época – mesmo que meu sucesso tenha uma tendência de vir e ir. Gostaria de saber sua opinião sobre coisas como esse tipo de treinamento. Arten: • Não queremos dizer que você não deva utilizar tais técnicas, mas quando falamos de abundância nos referimos a uma maneira de se unir a Deus na qual você consegue ser naturalmente inspirado[dotado, qualificado, capacitado] naquilo que deve ser, fazer e ter. • Por que não aguardamos por essa conversa para ver se responde alguma pergunta que você tenha a respeito de sucesso e abundância? Incidentalmente, uma das coisas que músicos fazem é praticar muito – e por mito tempo não sei se você tem feito isso. Gary: • Você acertou nesse ponto, mas ajudaria sentir-se bem a respeito disso se a atitude subjacente fosse de sentir-se já como um grande músico. Arten: • Isso é verdade. Algo mais? Gary: • Pursah deu-me um exemplo de perdão que a ajudou muitíssimo em sua existência. Qual o seu? Arten:

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Uma das coisas que quero que você saiba é que quando você alcança a maestria, você realmente entende o mundo como se fosse seu filme. Preste atenção: 1º – ao dormir em sua cama ou desperto, mas de olhos fechados, você vê cenas e imagens como se estivessem diante de você, como se você estivesse enxergando pelos olhos. Mas “vendo-as” com os olhos fechados – dormindo ou desperto – você fica sabendo que o que está vendo é a mente, e não seus olhos. Então saiba: É sempre a sua mente que vê [e só sua mente, nada mais em você consegue ver]. Saiba também: é só sua mente que ouve e sente e faz [todas as] outras coisas que você credita ao corpo. Nisso não há exceção. O corpo em si mesmo é apenas uma parte da sua projeção. Quando você atinge a maestria, você sabe que o filme que você vê é tudo projeção sua, não está vindo da mente de nenhum outro, porque há unicamente Uma Mente. É por isso que todo e qualquer julgamento é loucura. Sim. 2º – o universo – apenas uma projeção que você chama de universo – está vindo de um nível partido diferente do que você está correntemente experienciando. É por isso que você o acha real se você o crê real. Nesse nível o corpo parece experienciar algo fora de si mesmo, mas o que parece estar fora de você é meramente uma visão macro do que está sendo projetada por sua própria mente, e a sua experiência dele aqui é nada mais que uma micro-vista que está sendo projetada por sua própria mente! É absolutamente verdadeiro dizer que unicamente a sua interpretação dele – seu julgamento ou perdão – o faz real ou irreal. Agora – note bem – à medida que você se torna capaz [e perito] na aplicação do perdão, sua dor e seu desconforto abrandarão e, algumas vezes, desaparecerão. Preste atenção! Eu não disse que a aparente causa da dor e do desconforto desapareceriam. Teoricamente seria possível a um mestre morrer de câncer, ou ser assassinado como Jesus, e não sentir a dor associada a tais eventos. Se sua dor desaparece, e seu sofrimento junto com ela, então realmente o que importa se a causa ilusória continua parecendo ainda estar lá? [como ocorreu na crucificação]

Gary: • Nunca pensei nisso. O mundo julgaria a situação pela aparência, mas seria possível ao mestre não sofrer deixando de lado o que pudesse estar parecendo acontecer, e mesmo ficar sem preocupação a esse respeito. O mundo diria: “Fulano morreu de câncer; um Ser iluminado!” Mas poderia ter sido uma lição de perdão aceita por essa pessoa e realizada com todo sucesso. Arten: • Mais uma razão para nunca se deixar levar pelas aparências. Se não há efeito, ou dor, não há causa. Não realmente. O que quer que pareça estar causando sua dor – uma circunstância, um relacionamento ou ambos – pode desaparecer ou não quando você pratica o perdão. • O roteiro do ego nem sempre parece mudar quando você assim o quer. Mas é possível acabar com todo o sofrimento requisitado pelo roteiro do ego e ter paz em lugar do medo. Isso pertence ao roteiro do Divino Espírito Santo.

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Lembre-se: assim como você escolhe a que filme você vai assistir no cinema local, você também escolhe o filme a que você chama sua vida, da mesma forma que escolhe qualquer outro filme de vida que você assista. É sempre uma circunstância de auto-predestinação. Seu filme de vida já foi rodado, Gary – assim como suas matinês de barganha. Você sabe disso, então porque lutar com isso? Lembra-se que não lhe dissemos que você não deveria ter interesses particulares. Você não os teria se não fizessem parte do seu roteiro. Então sim, desenvolva suas capacidades. Negocie seus mercados, se assim você quiser, por exemplo. Use análise técnica. Fique animado quando vir uma divergência em chances e probabilidades – mesmo que fosse mais esperto seguir um método de tendências. Enquanto estiver fazendo isso, não se esqueça de que os olhos do corpo são nada e de que você realmente apenas está experienciando seu próprio filme. Aliás, não importa se você gosta do final ou não, porque nunca é realmente o fim – mas apenas um novo começo até que não haja mais necessidade de mais nenhum começo ou fim. Quando esse tempo chega, não haverá senão verdadeira alegria – e o aparente opositor do Céu desaparece. Outro lembrete: não se deixe distrair por ensinamentos que podem servir a outros e pode ajudá-los a se sentirem temporariamente melhor, mas não são parte do caminho que você escolheu. Haverá os que digam a você que se você tiver um problema, pessoa ou objeto com que lidar, você pode dizer “Eu sou isso” e isso desaparecerá. Tornar-se um com alguma coisa em sua projeção, unicamente torna a coisa real para você e não desfaz a culpa em sua mente que você não consegue ver. O perdão verdadeiro é a única coisa que consegue fazer isso. Haverá os que digam a você que observando e estando atento às suas emoções ficará livre de suas compulsões. No entanto, mesmo tendo visto por você mesmo que observar seus sentimentos pode até diminuir seus impactos, mesmo assim não é o mesmo que perdoá-los. Unicamente o perdão verdadeiro de seus relacionamentos e, dessa forma, a cura da culpa inconsciente em sua mente, consegue realmente libertá-lo de suas compulsões ou de qualquer outra coisa. Finalmente, você pode vir ouvir falar de outros buscando equilibrar o equilíbrio do corpo, mente e espírito, ou equilibrar forças duais como yin e yang, ou equilibrar a própria “força” [ou ainda equilibrar os chakras]. Equilibrar ilusões não é o mesmo que perdoá-las. Concentre-se no caminho destinado a você. Outros seguirão esse mesmo caminho ao longo de diferentes existências. Não se esqueça que o Curso é algo muito novo. Rock’n’roll é vinte anos mais velho que o Curso! Fique feliz por ter tocado os dois, e dê a esse novo caminho espiritual a oportunidade de encontrar aqueles a quem foi destinado. Ninguém sabe como perdoar no início. Leva tempo aprender. Muito cuidado: As pessoas não sabem o [dano] que estão fazendo às suas próprias mentes quando julgam e condenam outros. [não perdoar é manter-se na ilusão, negar a Deus e a falta de perdão resulta sempre, inexoravelmente, em demência, da forma que se apresente, mas sempre demência = ausência de Deus na mente] 162

Mesmo nós, os próprios discípulos de Jesus, realmente não o entendemos por completo, no início. Por certo, pensávamos que sabíamos muito naquele tempo. Todo mundo acha isso. É como diz Jesus, no Curso, em referência aos ensinamentos derivados do Novo Testamento, alguns dos quais originados com e entregues por certos discípulos: “Quando leres os ensinamentos dos apóstolos, lembra-te de que eu próprio lhes disse que havia muita coisa que iriam compreender mais tarde, porque não estavam totalmente prontos para me seguir naquela ocasião”. (T-6.I.16:1) Espero que isso ajude a pôr um ponto final no mito de que os discípulos foram mestres ascencionados. Isso inclui Pursah e eu mesmo. Algumas pessoas não irão querer saber disso hoje, mas todos os discípulos – sem exceção – tiveram pelo menos mais vinte existências para atravessar, e mais lições a aprender, antes de cada um atingir sua iluminação. Certamente que aprendemos muito com Jesus, naquela existência, mesmo assim, porque não havia como deixar de sermos atingidos por sua crença no único Grande Mandamento de Deus de Israel: “O Senhor nosso Deus, o Senhor é um, e tu amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, e com toda tua alma, e com todo o teu poder”. Jesus, em sua humildade típica, dizia, “Deus, eu apenas quero a Ti”. Quantas pessoas estão prontas para dizer só isso, mas com real intenção? Você está pronto para aceitar a jogada final? Durante minha última existência, eu estava nos meus sessenta anos quando encontrei Pursah. Essa seria a existência terrena final para nós ambos. O marido dela havia feito a passagem há cerca de dois anos atrás e minha mulher também havia feito sua transição. Pursah e eu reconhecemos rapidamente que pertencíamos um ao outro. Não apenas tínhamos o Curso e nosso entendimento pessoal dele em comum como sentíamos que nos conhecíamos previamente de vidas anteriores. De fato, éramos capazes de nos ajudar a nos lembrar mutuamente de muitos eventos de encarnações passadas. Vivemos juntos nessa última encarnação, mas não nos casamos. Foi a maneira que encontramos de honrar nossos esposos e ao mesmo tempo termos um ao outro.

Gary: • Que malandro! Arten: • Não lhe daremos detalhes pessoais, nem esperamos que nos revele os detalhes íntimos sobre sua vida. Algumas coisas ficam melhor se perdoadas em particular. • Pursah e eu éramos aproximadamente da mesma idade, e lhe conto o que era único em nosso relacionamento. Nós nos amávamos muito, mas nos deixávamos livres para o Divino Espírito Santo. Não fazíamos nenhuma exigência ou reclamos por sacrifício. Assim como o mundo confunde dor com prazer, ele também confunde sacrifício com amor. Que é sacrifício, em última análise, senão clamor pela dor? É isso o que realmente você quer das pessoas que ama?

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Seus amores especiais são simplesmente ídolos nos quais busca o que sente [ilusoriamente] faltar em você. Romance é uma vã [ilusória] tentativa de preencher uma carência imaginada – um buraco que, na realidade, não existe, mas que você experiencia, resultante da separação. Esse sentido de falta só consegue ser, realmente, curado pela Expiação com a salvação, levando você à integração por meio de sua unicidade com Deus. Pursah e eu fomos muito afortunados em ter aprendido isso no tempo em que nos encontramos. Nós não exigimos o preenchimento de barganhas de amor especial. Deixamos cada um ser como éramos, e éramos livres para amar um ao outro sem exigências, mas como uma experiência de nossa unicidade como Cristo e com Deus. Pursah se iluminou primeiro que eu. Estávamos juntos já há oito anos quando soubemos que isso ocorreu. Não há explicação de como isso era que faria justiça à sua experiência; nós apenas sabíamos isso. Eu não me preocupei pelo fato dela estar um pouco à minha frente, porque eu sabia que estávamos no mesmo caminho e bem próximos em termos de nível. A década que se seguiu a isso foi maravilhosa.

Gary: • Isso é muito bom, mas qual é a sua lição de perdão que você disse que me contaria? Espere um instante, eu lhe mostrarei uma paciência infinita e você me dará alguns resultados imediatos. Arten: • Bom. Isso é, realmente, muito simples. Isso não é sempre ciência de foguete, Gary. O que aconteceu é que Pursah pos de lado seu corpo. Ela fez sua transição sem mim, e eu fui deixado, aparentemente, sozinho para viver os últimos anos de minha vida sem ela. Essa foi uma grande lição de perdão para mim – e acabou sendo a última que eu precisava, antes de minha própria iluminação. Depois de alguns anos eu me recordei de Quem eu era e recuperei [por completo] minha memória de Deus. • Essa lição final me ajudou a aprender, de uma vez por todas, a insignificância do corpo. • Pursah não estava se sentindo bem por alguns dias, antes de seu corpo parar, mas ela me explicou que não importava se seu corpo estivesse bem ou não. Ele – o corpo – não é você. Como pode isso importar, a não ser que o corpo fosse realmente você? Saúde e doença são também dois lados da mesma moeda ilusória. Nenhuma das duas é verdade, e Purssah sabia disso. • Ela sabia que seu corpo estava morrendo, mas em lugar de permitir que seu ego tivesse acesso de fúria, só havia paz. Parte do meu encargo era entender que a entrega do corpo por parte dela não significava que ela não estava comigo. Eu sentia que ela estava comigo e eu estava ciente de sua presença muitas vezes nesses últimos anos. • Penso em algo que ela costumava me dizer, “Não seja um mini-juiz” e era como se ela continuasse ali. Perdoei o mundo, apesar de ter pensado já o ter perdoado, e logo depois fui capaz de deixar meu corpo de lado e me tornar uno com Pursah, Cristo e Deus.

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Eu não teria conseguido alcançar esse ponto sem muitos, muitos, muitos anos de prática do verdadeiro perdão. Por isso lhe dou esse pedacinho desse humilde conselho, quando se tratar de todos os seus relacionamentos neste mundo, quer sejam fundamentados em amor especial ou ódio especial: Pare de se ocupar em saber se as pessoas amam ou não amam você e simplesmente se ocupe em amá-las. Com isso, pouca importância terá o que pensam de você. Você só consegue ser amor! Isso é muito simples! E, imagine o que vai acontecer com você?...Isso fará você, no final, saber como se sente a respeito de você mesmo!

Gary: • Não sei se vou conseguir cumprir isso. Eu creio ter medo da alegria. Você tem como me dar uma síntese de sua atitude praticando o verdadeiro perdão, como Pursah fez? Arten: • Com certeza. Veja bem: Tudo é tirado do Curso. Você até consegue encontrá-lo sumariado na Introdução. É o seu constante estudo e aplicação em cumpri-lo, que dá a você um entendimento avançado e o torna real para você. Ele está na mesma linha com o processo de pensamento que Pursah deu a você há dezesseis meses atrás • Se eu mesmo fiz esse mundo, isso significa que não á ninguém lá fora. Fui eu que reuni todas essas pessoas que eu estava vendo como a causa de todo o problema. Nada irreal existe, lembra-se [da Introdução]? Eu conseguiria realmente entender que nada há a temer e daí negar a capacidade do que não seja de Deus de me afetar. • Eu conseguiria perdoar meus irmãos e irmãs e a mim mesmo, simultaneamente. Daí conseguiria experienciar mais e mais que minha casa era construída sobre a rocha. Como eu acredito que você se lembra [da Introdução], nada real consegue ser ameaçado. As idéias todas se encaixam – e conduzem à paz de Deus. Gary: • Repetindo, isso é simples, mas não é fácil. Especialmente quando atiram a “porcaria” no ventilador. Arten: • Quando mais você fizer isso, mais “porcaria” você verá surgindo pelo ventilador. Você está chegando lá; sua persistência é muito interessante. Fique nisso. Gary: • Captei a idéia! Penso que é ótimo que você e Pursah hajam se conhecido como Tomé e Tadeu, e depois também passaram a parte final de suas últimas existências terrenas juntos. Isso é realmente muito interessante. Arten: • Oh, há algumas coisas muito interessantes para ficar sabendo, Gary – como você verificará por você mesmo. Pursah:

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Agora, já é hora de pegarmos a estrada – falando metaforicamente, é claro. Não é acidente visitarmos você nesta data por alguns anos. Não apenas é essa data relacionada a mim como São Tomé, que deixarei você imaginar alguma vez se conseguir, mas que nos permite comemorar um feriado junto com você e encorajar você a aproveitar suas lições de perdão no próximo ano que chega. NOTA: eu no final descobri que 21 de dezembro é a data da festa religiosa de São Tomé, mesmo que a data seja 3 de julho, no calendário da igreja Síria, onde Tomé é também ainda reverenciado. Gostaríamos que você se unisse em sua mente com todas as pessoas do mundo nessa data do ano. Não importa que data celebrem, ou que celebrem Jesus ou Judas Macabeu.

Gary: • Quem? Purash: • Procure isso, mas você terá de procurar sob Hanukkah. Você aprenderá algo sobre essa festa, também. Gary: • Só encontrei sobre Kwanzaa, então, é melhor eu fazer disso um tema internacional. Pursah: • Todos celebram essa época do ano. Se eles conseguissem trazer sua paz para o novo ano isso seria realmente alguma coisa. Natal, Hanukkah, Kwanzaa, Ramadan, Gita Jayanthi – são todos símbolos do reconhecimento de algo maior do que o reino individual. Gary: • Gita Jayanthi é a celebração do Bhagavad Gita? Pursah: • Sim. Gary: • Que dizer do festival Wicca do Yule? Arten: • Pagãos não contam. É só brincadeira. Este é um grande período do ano para todos. Como você sabe, a igreja furtou o período das festas de Natal de um festival pagão. É interessante o que as pessoas fazem quando pensam que estejam em competição. Gary: • Você quer dizer que Jesus não nasceu numa manjedoura e 25 de dezembro? Purash: • Indo em frente, este é um tempo de paz e renovação. Como o Curso ensina você: “Está em teu poder tornar santa esta estação, pois está em teu poder fazer com que o tempo de Cristo seja agora. É possível fazer isso tudo imediatamente, pois não existe senão um deslocamento de percepção que é necessário, já que cometeste apenas um equívoco”. (T-15.X.4:1-2) • Lar é onde está o coração, Gary. Se seu coração está com Deus, então você já está em casa. Renuncie ao mundo, não fisicamente, mas mentalmente. “Esse mundo em que pareces viver, não é a tua casa. E, em algum lugar da tua mente, tens o conhecimento de que isso é verdadeiro”. (EpI.182.1:1-2) 166

Essa atitude tornará dez vezes mais fácil para você perdoar. Outra vez que “aquilo” bata no ventilador, meu amigo, lembre-se de Deus e perdoe – pois se você perdoa, então você se lembrará de Deus. “Deus ama Seu Filho. Pede-Lhe agora que Ele te dê os meios pelos quais esse mundo desaparecerá; primeiro virá a visão e apenas um instante mais tarde o conhecimento”. (E-pI.168.4:1-2) Perdoe seu mundo. Deixe ir cada ilusão igualmente, pois elas são igualmente sem verdade. Como Jesus avisa você no Curso: “Faze com que esse ano seja diferente, fazendo com que tudo seja o mesmo”. (T-15.XI.10:11)

Arten: • Amor e perdão, isso é o que Jesus era por toda parte – sempre. Felizes feriados, Gary. Perdoe a seus irmãos e irmãs, pois vocês são um – e assim [fazendo isso] vocês se tornam um de novo. “Agora ele é redimido. E, ao ver as portas do Céu abrirem-se diante dele, entrará e desaparecerá no coração de Deus”. (E-pII.14.5:4-5) -x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capitulo 10 – Curando os Doentes
A aceitação da doença como uma decisão da mente, com um propósito para o qual ela quer usar o corpo, é a base da cura. E isso é assim para a cura em todas as formas”. (M-5.II.2:1-2)

Gary tornou-se interessado em cura espiritual e a estudou por um tempo no que o Curso tinha a dizer sobre isso. Um Curso em Milagres não usa o termo cura espiritual, porque ele afirma [categoricamente] que toda doença e toda cura são feitas pela mente. O próprio termo é válido porque consegue se referir ao que a mente escolhe [pelo seu tomador de decisões] com o que quer se identificar. Gary sentia que cura espiritual não era um de seus dons particulares e não tinha intenções específicas de tentar curar enfermidades. Mesmo assim, o tema o fascinava e sabia que iria querer falar sobre isso com seus professores, quando retornassem. Daí, num dia quente e ventoso de agosto, no Maine, Arten e Pursah estavam em sua sala de estar, mais uma vez. Ele riu-se com alegria, ao vê-los aparecer. Arten: • Vamos sair para uma excursão rápida. Fizemos um pequeno truque de tempo com você durante nossa segunda visita. Hoje vamos ter um pouco de diversão no espaço. Você está pronto? Gary: • Pronto para o que? NOTA: Naquele mesmo instante, tive um choque em ver que eu estava em algum lugar completamente diferente da minha sala de estar. Em vez de estar em minha cadeira, eu estava agora em alguma escada de cimento em frente a um edifício. Imediatamente reconheci que eu estava em Portland, na costa de mar, a algumas trinta milhas de minha casa. Eu havia andado pela cidade várias vezes com Karen nos últimos anos. Arten e Pursah estavam sentados cada um a meu lado. Eles se levantaram e me indicaram para seguí-los. Arten: • Foi bem uma forte sensação mental por primeira vez para você, não foi? Gary: • Vocês têm de estar brincando comigo. Estamos realmente aqui? Quero dizer, isto bem que me parece real. Arten: • Há uma frase do Curso, que já citamos atrás: “Viajas apenas em sonhos, enquanto estás a salvo em casa”. (T13.VII.17:7) • Bem, isso é verdade a respeito de todas as suas viagens. Elas são apenas projeções da mente, como tudo mais. É tudo um sonho, e esse corpo – com o qual você usualmente aparece – não é mais real do que esta pequena cidade histórica. NOTA: Caminhamos por algum tempo, o que me ajudou a me adaptar à surpresa da experiência inesperada, incrível do transporte-mental. Daí Pursah recomeçou a conversa.

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Pursah: • Em verdade, não viemos aqui para falar a respeito de tempo ou espaço. Pelo assunto que você quer discutir conosco – cura – esta cidade mantém uma conexão interessante entre nossa presente localização e o tema cura. • Nesta mesma cidade, em 1863, uma mulher em sofrimento, cujo nome era Mary Backer Eddy, veio à procura de Phineas Quimby, um pioneiro brilhante, mas obscuro, que usava um método catártico de cura, usado mais tarde por Sigmund Freud e seu associado, Josef Breuer, antes de Freud ir adiante por conta própria e desenvolver o método de associação, o começo da psicanálise. • Quimby examinou Mary, abrindo-lhe os olhos para o fato de que: “toda e qualquer doença, seja ela qual for, vem exclusiva e só da mente” • Phineas estava no término da sua presente encarnação e logo depois faleceu, sem tratar efetivamente a enferma. Mary teve uma recaída, mas a semente havia sido planada. • Mais tarde Mary torna-se a fundadora da Ciência Cristã por ter-se dado conta de que doença nada tem a ver com Deus. Uma das suas citações favoritas da bíblia era: “A mesma fonte não consegue fazer brotar tanto água doce como água amarga”. (Tg 3:11) • Ou seja, somente o bem consegue vir de Deus, e tudo mais é feito por você – mesmo contrariando o mito popular de que “o fazer não pertence realmente a este nível”. • Acrescentemos algo mais: A doença não é pessoal, mesmo considerando que sua vida seja autodeterminada. Você achará isso duro de crer, mas doença não é feita por você aqui neste nível! • Essa é outra razão pela qual ninguém deveria se sentir mal a respeito dela, se ficarem doentes. Você não escolhe câncer neste nível mais do que um bebê escolhe ser aleijado neste nível. A doença foi feita por sua mente em um nível mais amplo, e está sendo representada aqui de uma maneira predeterminada. • Você consegue entrar em contato com o seu poder de escolha e assim conseguir enorme influência quanto a sentir ou não sentir dor e, algumas vezes, diminuir ou eliminar seus sintomas físicos. • A mudança de sua mente e o seu resultado em como se sente é a coisa mais importante. Precisa-se ser um mestre para ter sucesso nisso e muitas vezes há sucesso sem que sejamos mestres. • Só como diversão, vamos falar depois a respeito do efeito que você consegue com a cura nos outros, mas primeiro vamos de volta para sua casa. NOTA: voltamos para lá num instante, e minha cabeça zunia. Pursah: • Você está se sentindo bem? 169

Gary: • Opa se estou! Isso foi incrível! Essa foi a galopada mais selvagem que jamais tive, e foi instantânea. Pursah: • Você vai ter muito tempo para pensar nela. Qualquer localização no tempo ou no espaço que você veja é projetada por sua mente que está fora do tempo e do espaço. • É possível entrar em contato com essa mente. A melhor maneira de fazer isso é eliminando as barreiras que bloqueiam sua consciência. Todos os aspectos da cura contribuem na remoção dessas barreiras. Então hoje falaremos de doença e cura. Arten: • Lembre-se: estamos aqui falando a respeito de níveis. Não estamos afirmando que você não seja responsável por sua experiência ou de que você não escolheu o roteiro em outro nível. • O que afirmamos é: você tem de entrar em contato com o seu poder de escolha, de onde presentemente você pensa estar. Isso também é verdade quando você estiver curando “outros”. • Você nunca se une a seus corpos, e você nunca pede ao Divino Espírito Santo para curar o corpo. O corpo, doente ou são, é apenas um sonho. Como o Curso ensina a você em relação a todos os aspectos de unir-se com o sonhador do sonho: “Escolhe outra vez o que queres que ele seja, lembrando-te de que cada escolha que fazes estabelece a tua própria identidade assim como tua a verás e acreditarás que seja”. (T-31.VIII.6:5) • 1ª Regra:Agora vou dar a você a regra número um de todos os tempos, quando se trata de cura espiritual: A cura espiritual não diz respeito ao paciente. • Toda cura é um resultado de alguma espécie de perdão, e todo perdão conduz à auto-cura. Gary: • Então, mesmo quando se trata de cura de doente é realmente a respeito de perdão ao meu próprio sonho, e perdão a mim mesmo por tê-lo sonhado. Arten: • Sim. Como o panfleto de Psicoterapia traz quando fala a respeito de como o Curso vê a cura em psicoterapia: “O processo que se passa nesse relacionamento é, de fato, aquele em que o terapeuta, em seu coração, diz ao paciente que todos os seus pecados lhe foram perdoados, junto com os seus próprios. Qual conseguiria ser a diferença entre cura e perdão?” (P-2.VII.3:1-2) Gary: • OK. Então, quando Jesus disse ao homem paralítico, no Livro de Marcos, “Seus pecados são-lhe perdoados” e o cara se levantou e andou, Jesus estava demonstrando que cura e perdão são a mesma coisa. Por certo as pessoas tremeram e tomaram como se Jesus houvesse feito algo que apenas Deus supostamente fosse capaz de fazer, exatamente perdoar a alguém seus pecados. Eles não entenderam o que acontecia. Arten:

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Muito bom.

Gary: • Então, eu deveria ver a doença em alguém como o meu próprio pedido de ajuda? Arten: • Sim. Você tem a chance de ser curado em sua mente ao perdoar essa pessoa. Gary: • Dá a impressão que estou sendo um tanto egoísta em usar a dificuldade de outra pessoa como um meu meio de ir para casa. Arten: • Pode parecer egoísta, mas na realidade é, realmente, ausência de egoísmo. Gary: • Que você quer dizer com isso? Arten: • Afinal de contas, o perdão está dizendo que nem você nem a pessoa que parece estar doente, realmente, existem separados de Deus. Assim, ambos estão livres. Além do mais, é a única maneira de você ficar livre. É correto querer ser livre, e a maneira de sair é ver a ambos como sem culpa. Gary: • Você poderia dizer então que um grande líder espiritual, como Joel Goldsmith por exemplo, deve ter tido contato com a idéia de que as pessoas pensam que são culpadas ou indignas de alguma maneira, e que o meio de cura é pelo perdão. Arten: • Sim. Todos os curadores espirituais podem não enunciar isso exatamente da mesma maneira, mas a santidade que vem do amor incondicional e do perdão é essencial [e é o que cura]. • Em certos casos isso dispara algo na mente do paciente – um reconhecimento de que eles sejam realmente inocentes e perdoados por Deus. Pro certo a mente do curador está sendo perdoada também simultaneamente porque ali há realmente unicamente uma mente. • Não há paciente. Não realmente. O sonho não está sendo sonhado por alguém mais, lembra-se? Gary: • Oh, com certeza. Arten: • Aliás, Jesus realmente curou aquele homem, como descrito em Marcos. Depois dele ter dito “Seus pecados estão perdoados”, ele também disse: “para que saibam que o Filho do homem tem, na terra, autoridade de perdoar pecados”. • Ele não disse que apenas ele tinha essa autoridade, ele disse que você [e todos os demais] também tem essa autoridade.Você não tem a aparência do Filho do homem nesse nível? Mas você é, realmente, Cristo.

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Por certo não há, realmente, essa coisa de pecado, e Jesus não perdoava pecados para torná-los reais. Sua atitude era de que todos no sonho são igualmente inocentes porque é tudo apenas um sonho [só ilusão].

Gary: • Por que ele apenas não disse que não havia a tal coisa chamada pecado, porque isso não é real? Pursah: • Você tinha de estar lá. As pessoas só agüentavam uma certa quantidade de blasfêmias em cada dia. Ele tinha de levá-los gradualmente, falando com eles de uma maneira que entendessem, ou para que, ao menos, aceitassem de certa forma o que ele dizia. • Ele me disse, em particular, que todo o jogo era apenas um sonho, o que me chocou. Dizer certas coisas em público, naquela época, poderia rapidamente levar meu corpo à morte. Jesus já estava sendo acusado de blasfêmia assim mesmo. Arten: • Eu não brinquei quando em nossa primeira visita lhe disse que ser estudante de Jesus hoje é mais vantajoso do que naquela época. Você nem avalia a sorte que você tem. Você já sabe muito mais a respeito do sistema de pensamento dele, que é o do Divino Espírito Santo, do que nós sabíamos naquela época. Você deveria ser muito grato por isso. Gary: • E eu sou. É que, por vezes, me esqueço de ser mais grato [o quanto deveria, o tempo todo]. Arten: • Não iremos cobrir tudo a respeito de cura espiritual, o quanto poderíamos fazer. Seria muito fácil fazer um livro inteiro só sobre esse tema. Vamos abordar algumas coisas básicas e a partir daí você leva adiante. Afinal, isso sempre se resume em alguma forma de perdão e o quão disposto você esteja em fazê-lo. • Quão disposto você está em assumir que tudo é um sonho seu? Quão disposto você está em deixar ir seu sonho e escolher Deus. Jesus prega uma peça em você dizendo que apenas um pouco de disponibilidade é preciso. Mas para estudantes avançados, no Manual para Professores ele diz que é preciso disponibilidade abundante. “De encontro a essa situação sem esperança, Deus envia os Seus professores. Eles trazem a luz da esperança do próprio Deus. Há um caminho através do qual é possível escapar. Ele consegue ser aprendido e ensinado, mas isso requer paciência e disponibilidade abundante”. (M17.8:1-4) Gary: • A velha isca e a puxada, não? Pursah: • Há algumas coisas que você tem de entender, quando se trata de cura espiritual, seja para um paciente ou mesmo só para você. Já dissemos a primeira grande regra : A cura espiritual não diz respeito ao paciente. • 2ª Regra:Agora vem a segunda grande regra de todos os tempos para cura espiritual:

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A dor não é um processo físico. Ela é um processo mental Já falamos rapidamente a respeito de Dr.Georg – escrito sem o “e” final – Groddeck. Ele entendia o que acabo de falar a você. De fato, ele indagava do paciente: o que pensavam que fosse o propósito de sua doença! A intenção da pergunta era conseguir mudar a idéia do paciente do efeito para a causa. Ele sabia que “isso”, como ele chamava – no Curso seria equivalente ao ego – tinha feito o corpo e o estava usando para seus próprios propósitos. Pretendia, inclusive, induzir o paciente – ao mudar de idéia – a sair de sua posição de vítima e olhar para sua própria decisão – feita num nível mais alto, sem dizer isso a elas – de ser doente. Algumas vezes os pacientes conseguiam melhorar, ao se darem conta de que sua dor era uma decisão de sua própria mente, em vez de um funcionamento do corpo. Por certo, nada trabalha no nível da forma todo o tempo. Se fosse assim, o universo seria previsível. O ego é muito complexo e altamente individualizado. Eu lhe asseguro que o universo não é diferente. Mesmo assim, os princípios da cura como conhecidos em forma limitada por Dr.Groddeck, e exposto muito mais completamente no Curso, são os mesmos. A cura requer uma mudança de percepção, e como o Curso pergunta e responde para você: “Qual é o requisito único para essa mudança de percepção? Simplesmente isso: o reconhecimento de que a doença é da mente e nada tem a ver com o corpo. O que “custa” esse reconhecimento? Custa todo o mundo que vês, pois nunca mais o mundo vai parecer reinar sobre a mente”. (M-5.II.3:1-4)

Gary: • Nós falamos a respeito da idéia de que a mente sem culpa não consegue sofrer, mas parece que você diz agora que mesmo pessoas que continuam com alguma culpa em suas mentes conseguem controlar sua dor e algumas vezes melhorar. Purash: • Sim. Uma mente completamente isenta de culpa não consegue sofrer dor nunca, mesmo que escolha qualquer número de lições a ensinar. • Para pessoas que não sejam ainda mestres é possível aliviar sua dor e também realizar inúmeras tarefas extraordinárias com suas mentes já no caminho para se tornarem mestres. Como Jesus diz naquela mesma seção do Manual, a respeito de um paciente de um curador espiritual, ou nesse assunto para qualquer tipo de paciente: “Quem é o médico? Apenas a mente do próprio doente. O resultado é aquele que ele decida. Aparentemente, agentes especiais trabalham nele, mas nada fazem senão dar forma à sua própria escolha. Ele os escolhe de modo a dar forma tangível aos seus desejos”. (M-5.II.2:5-9) • Uma vez o paciente ou o curador haja aceito o perdão do Divino Espírito Santo, então essa é sua atitude:

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“O mundo não faz nada com ele. Ele apenas imaginava que fazia. Nem ele faz nada com o mundo, pois estava equivocado em relação ao que ele é. Aí fica a liberação de ambas, culpa e doença, posto que são uma só”. (M-5.II.3:8-11) Gary: • Isso é uma variação avançada no perdão, continuando a mesma coisa. Purash: • Exatamente, bom estudante. Dentro daquela mudança de percepção pelo perdão fica sua própria liberdade, assim como a liberdade de seus irmãos e irmãs. Pois é como o Curso elabora: “O que contemplas como doença e dor, como fraqueza, sofrimento e perda, não é senão a tentação de perceber a ti mesmo como sendo indefeso e estando no inferno. Não cedas a isso e verás toda a dor, sob qualquer forma e onde quer que ocorra, simplesmente desaparecer como a névoa diante do sol”. (T-31.VIII.6:2-3) • É Jesus quem diz: há uma imensurável recompensa para os que se recusam a “comprar” essas imagens que vêem – e, em vez disso, escolhem o perdão e a cura do Divino Espírito Santo. “Um milagre veio para curar o Filho santo de Deus e fechar a porta aos seus sonhos de fraqueza, abrindo o caminho para a sua salvação e libertação. Escolhe outra vez o que queres que ele seja, lembrando-te de que cada escolha que fazes estabelece a tua própria identidade assim como tua verás e acreditarás que seja”. (T-31.VIII.6:4-5) • Quem está sendo curado? O paciente ou o curador? O perdoador ou o perdoado? [você ou eu?] A resposta é: ambos! pois eles são apenas UM [entre perdoador e perdoado só há Um, pois são só Um, Não há estranhos no Reino]. • Você consegue [e qualquer um consegue, se quiser] entrar no hábito de sempre ser, ter, estar e usar uma atitude [permanente] de perdão.[o que move o mundo é o meu querer] “E assim [com a prevalência da força de Cristo] os milagres ficam tão naturais quanto o medo e a agonia pareciam ser, antes que a escolha pela santidade fosse feita. Pois, nesta escolha, as falsas distinções desaparecem, as alternativas ilusórias são postas de lado e não se deixa nada para interferir com a verdade”. (T-31.VIII.5:6-7) Gary: • Então, se você é um mestre como Jesus, você não precisa [mais] ser curado, mas consegue continuar atuando como aquele que traz, para a mente daquele a quem cura, a lembrança de que ele, em realidade, é Cristo e que ele é inocente – e qualquer professor de Deus consegue cumprir esse encargo e, ao mesmo tempo, ser curado pelo Divino Espírito Santo, também. • Não há – não consegue haver – como não chegar o dia em que atinjo ser como Jesus, e ser como uma luz da verdade. De uma forma ou de outra, eu represento – [por ter despertado] – a verdade para a mente inconsciente dos outros. Purash: • Verdadeiro, de fato. O Curso menciona os pacientes que são vistos por curadores de mente certa: 174

“O professor de Deus vem a eles para representar uma outra escolha, aquela que haviam esquecido. A simples presença de um professor de deus é um lembrete”. (M-5.III.2:1-2) Arten: • Lembre-se: as palavras não são o que importa; [o importante] é [só] a atitude. Eu costumava pensar, enquanto curava um paciente, “Você é Cristo, puro e inocente. Nós nos tornamos perdoados agora”. Você pensará o que sinta ser correto, depois de você pedir orientação ao Divino Espírito Santo. Lembre-se: qualquer forma de doença é apenas um ensaio da prova de roupa da morte, e o Curso assim se refere aos curadores de Deus: “Com muita gentileza apelam para os seus irmãos para que se afastem da morte: “Contempla tu, filho de Deus, o que a Vida pode te oferecer”. (M-5.III.2:11) Gary: • Essa citação de como agentes externos parecem ministrá-lo me recorda o que o Curso chama de mágica, ou usar ilusões como solução de problemas, de doença inclusive, em lugar de usar a mente certa. Não há nada de errado em fazer isso. De fato, isso pode ajudar as pessoas, exceto ter uma cura sem medo. Arten: • Muito importante, Gary. Usar a mente certa não necessariamente significa jogar fora seu remédio ou recusar-se a consultar um médico ou um terapeuta. Esse tem sido o erro de muitos cristãos cientistas. • Eles edificaram um sistema de comportamento do que deve ser um exercício do poder da mente. • Se um tipo de medicação permite que você se sinta melhor isso é porque sua mente inconsciente o encontra aceitável. Ou seja, você consegue aceitar esse remédio específico sem medo. • Isso é verdadeiro de tudo que pareça funcionar, mesmo que esse tudo – exceto a salvação – só funcione temporariamente. • Na maioria dos casos, é melhor permitir o paciente, e você no caso, usar uma combinação de cura pela mente certa e alguma forma de mágica – quer seja da indústria tradicional de saúde ou outra forma de cuidado de saúde. • Dessa forma a mente consegue conduzir a melhora sem o medo que pode – por vezes – acompanhar uma cura súbita e espontânea. • Com esse tipo de cura, todo o sistema inconsciente de crença do paciente pode vir a ser interpelado. Algumas pessoas conseguem suportar isso, outras não. Ocasionalmente, isso pode disparar um gatilho de grande medo, proveniente do ego. • Não tenha má vontade com os vários métodos de cura das pessoas e não combata ninguém por usá-los. Em muitos casos, eles continuam sendo uma parte necessária da cura, em termos da mente ser capaz atuar satisfatoriamente. • Apenas use – ao mesmo tempo – a cura pela mente certa, porque a prática faz a perfeição [conforme diz o ditado]. • Enquanto pratica, lembre-se que a mágica do mundo não é má. Crer nisso a tornaria real. É como o Curso lhe diz:

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“Quando toda mágica é reconhecida como meramente nada, o professor de Deus atingiu o estado mais avançado”. (M-16.9:5) Gary: • Ao mesmo tempo, enquanto um professor de Deus avançado não condenaria os remédios ilusórios, ele também saberia que é verdadeiro o que o Curso diz: “Pode-se dizer que só a salvação cura”. (E-pI.140.h) Arten: • Precisamente. Essa é uma importante Lição do Livro de Exercícios. O Curso também diz, nessa mesma lição: “A Expiação não cura os doentes, pois isso não é uma cura. Ela retira a culpa que faz com que a doença seja possível. E isso e, de fato, a cura”. (E-pI.140.4:4-6) • Essas duas declarações, mais as duas seguintes, são como pedras angulares em toda atitude de Jesus, a respeito de cura: “Sendo sã, a mente cura o corpo porque ela foi curada. A mente sã não consegue conceber a enfermidade porque não consegue conceber ataque a qualquer pessoa ou qualquer coisa”. (T-5.V.5:2-3) • E ele prossegue para dizer: “O ego acredita que punindo-se vai atenuar a punição de Deus. Entretanto, mesmo nisso ele é arrogante”. (T-5.V.5:6-8) Gary: • Muito claro, cara. Uma coisa que tenho de me lembrar é de que não devo me unir aos seus corpos, porque eu não sou um com o corpo. Em vez disso, devo me unir a eles por intermédio do Divino Espírito Santo e ser uno a eles na Mente Una. Arten: • Excelente. Aqui está mais uma citação do Curso, a que contém esse princípio: “As vossas mentes não são separadas e Deus tem apenas um canal para a cura, porque ele tem apenas um Filho. O elo remanescente de comunicação entre Deus e todas as suas crianças as une e une-as a Ele”. (T-10.III.2:5-6) • E esse elo de comunicação, qual é? Gary: • O Divino Espírito Santo. Ainda bem que eu sabia, não é? Senão eu seria reprovado. Arten: • Felizmente, você não consegue levar pau no Curso. O pior que pode lhe acontecer é você ter de ficar por aqui, ou é isso que parece ser. Gary: • Muita gente não pensaria que isso seria tão ruim. Arten: • Já estamos sabendo disso. Chegará o dia no qual em que quererão se mandar – no sentido positivo da palavra. Pursah: • Isso tudo é a base, amigão – diretamente da boca do Curso. A verdade é a verdade, mas seu “estilo” de cura será só seu. Nunca se esqueça: toda cura é espiritual, não física.

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• • • •

Um Curso em Milagres é sempre feito no nível da mente, com alguma forma de perdão, sempre como ferramenta do Divino Espírito Santo. O que você tem de fazer é: pensar pensamentos com a mente certa em relação ao paciente ou mesmo a você – se for você que esteja em dor – e algumas vezes os sintomas irão desaparecer. Você consegue ficar melhor e melhor ao fazer a dor desaparecer. 3ª Regra:Agora aqui vem a terceira regra de cura, a maior de todos os tempos, dura de crer nela, mas absolutamente verídica, quando se trata de cura espiritual: Afinal de contas, o próprio universo é um sintoma que desaparecerá.

Gary: • Caras, vocês estão tão adiante! Estive na Igreja Unitária, mas mesmo eles são conservadores perto de vocês. Pursah: • Sim. Charles e Myrtle Filmore foram pessoas maravilhosas, de alguma forma influenciados por Mary Backer Eddy, e o amor deles por Jesus e sua lealdade aos aspectos mais amorosos e de perdão da cristandade eram óbvios. Mesmo assim, eles tornaram cada célula de seu corpo real. • Mesmo que o Curso com freqüência tenha encontrado um amigo nas Igrejas Unitárias, e as pessoas conseguem, obviamente, fazer os dois ao mesmo tempo, mas os dois continuam não podendo ser confundidos, como se fossem o mesmo. Gary: • Parece que as pessoas têm ficado sempre atentas [dando importância] à luta do bem contra o mal e então a tornaram real. Pursah: • Certo. Algumas vezes a idéia de certo e errado tem sido citada com muita profundidade. O que o Curso chama de mente errada, neste nível, Carl Gustav Jung chamou “sua sombra”; e o que o Curso chama de mente certa Abraão Lincoln dizia serem “os melhores anjos de sua natureza”. Unicamente o Curso coloca tudo s eles em perspectiva correta. Gary: • Isso explica porque as pessoas acabam se machucando umas às outras. Pursah: • As pessoas sempre fazem coisas, pequenas ou grandes, que sabem que irão machucá-las. Freqüentemente estão até conscientes delas. Você, por exemplo. Por que você come aquelas barras de chocolate quando vai ao cinema se você sabe irão provocar uma erupção em seu rosto? Arten: • Você deveria experimentar comer as barras de chocolate sem culpa. Daí não haveria erupção. Já está na hora de irmos embora. Há alguma pergunta ainda? Gary: • Certo. Eu consigo curar pessoas no Hawaii da mesma forma que as curo por aqui, certo? Pursah:

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Sim. Creio que da última vez que consultei os oráculos, havia gente no Hawaii. Mais budistas que cristãos, aliás – e por certo, Huna.

Gary: • Falando em cura, me ocorre que tudo é causado pela mente – não apenas doença,mas curas milagrosas, também. Arten: • Sim. Todas as coisas, aparentemente boas e más, de curas milagrosas da AIDS à anorexia, da combustão humana espontânea aos estigmas, tudo é feito pela mente. Toda e cada uma das doenças que você conhece e cada uma que venha, é feita pela mente. • O que é a bactéria senão uma projeção? • O que é desordem bipolar senão uma forma de dualidade, proclamando que a separação seja real? Gary: • A AINDA então é apenas uma nova forma da velha coisa? Arten: • Se não fosse a AIDS seria outra coisa mais. No século 14 a Peste Negra matou mais de 40 milhões de pessoas. A taxa de mortandade da AIDS é nada em comparação a isso, se tomada como percentual da população, se bem que as mortes por AIDS irão no fim passar a marca dos 40 milhões. • Sendo que a mente faz todas as doenças, quando uma doença é erradicada, a mente simplesmente faz outra. Isso dá a ilusão de progresso e esperança enquanto mascara o fato de que as pessoas morrem de mortes horríveis de moléstias como sempre aconteceu. Gary: • Que dizer dos estudos mostrando que quando pessoas rezam por alguém que esteja doente ou por fazer uma operação, parece que, como resultado, a pessoa melhora Arten: • Sendo as mentes unidas, as orações temporariamente ajudam – mas elas não são a cura em si mesmas. Unicamente o perdão verdadeiro consegue remover, da mente, a culpa inconsciente. • Se você pensar no que o Curso diz a respeito de cura, você vê que elas são realmente o perdão verdadeiro sendo aplicado à doença. Gary: • Tive esse sonho o outro dia que era claro realmente, e me lembro que não tive medo algum no sonho, nenhum de forma alguma. Despertei e desejei que conseguisse ficar daquela maneira o tempo todo. Antigamente em filmes de horror recomendavam “isso é só um filme”, e que nos repetíssemos “isso é só um filme, isso é só um filme, é só um filme”. Algumas vezes eu digo a mim mesmo durante o dia “isso é só um sonho, é só um sonho, é só um sonho”. Arten:

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Sim, e isso realmente é só um sonho. Estar sem medo como você ficou ao despertar de seu sonho na cama é atingido cumprindo o dever de casa de prática amiúde de perdão verdadeiro. A tendência que as pessoas têm – e você também, Gary – de tomar os períodos pacíficos como garantidos e dar mais atenção aos períodos sem paz, tira-lhes a tranqüilidade, seu estado natural. Felizmente para você, você continuará sua prática do perdão verdadeiro e quando sua mente estiver completamente curada pelo Divino Espírito Santo, deixará de existir medo para você.

Gary: • Já tentei curar pessoas antes e elas não melhoraram. Isso significa que não sei fazer? Arten: • Sim. Estou brincando. A verdade é que não se consegue verificar por resultados porque não se consegue ver a mente. Tudo que você tem para examinar é o corpo, que não é real. A cura do Curso é toda feita no nível da mente. Algumas vezes o físico será afetado e outras vezes a cura [mesmo sendo alcançada] terá [na aparência] outro resultado que você não tem como ver [ou notar]. • Se alguém só tem uma perna, você diria que a cura falhou porque a cura não recuperou a perna que faltava? Lembre-se sempre: é a mente que está sendo acionada. Repetindo: não se guie por resultados ao nível da forma que você consegue ou deixa de conseguir ver ou notar. Gary: • Então ainda há esperança para mim como curador? Arten: • Você é um curador, Gary. Assim são todas as pessoas que praticam perdão verdadeiro. Assim como o Curso ensina você: “Não é função dos professores de Deus avaliar o resultado da suas dádivas. Sua função é apenas de dá-las’. (M-6.3:1-2) • Repetindo, quem realmente está sendo curado? A resposta é ambos como um, pois há apenas um. Pursah: • Chegou a hora de irmo-nos. Estamos orgulhosos de você, amigão. Mantenha esses pensamentos de perdão vindo. Gary: • Diga, aquela coisa na qual você me transportou para Portland. Enquanto você estiver aqui, você não consideraria fazer uma pequena viagem paralela para Maui, você faria? Pursah: • Não se preocupe, Gary. Você verá o Hawaii outra vez. Está no roteiro. De fato, já aconteceu; apenas você não sabe isso agora. Alguns anos mais tarde, por meio de uma série de eventos que [aparentemente] não tinham relação entre si, Karen e eu nos encontraríamos em férias no Hawaii, seguindo o vento por seus caminhos ao longo de lindas estradas locais e gentilmente debatendo a possibilidade de nos mudar para as Ilhas de Aloha. -x-x-x-x-x-x-x-x-x179

Capítulo 11 – Uma muito breve História do Tempo O tempo não durou senão um instante em tua mente, sem nenhum efeito sobre a eternidade. E assim todo o tempo é o passado, todas as coisas são exatamente como eram, antes que fosse feito o caminho para o nada. O diminuto tic-tac do tempo, no qual foi feito o primeiro equívoco e todos eles dentro desse único, também continha a Correção daquele equívoco e de todos os que vieram dentro do primeiro. E naquele instante diminuto o tempo desapareceu; Isso foi tudo o que ele alguma vez foi”. (T-26.V.3:3-6) Gary declara ter sido sempre fascinado pelo tema tempo. Em abril de 1997, oito meses depois de tê-los visto pela primeira vez, Arten e Pursah vieram para a décima primeira visita, e ele já estava com suas perguntas engatilhadas: Arten: • Olá, cara fora do tempo. Como vai? Gary: • Eu não sei; deixe-me conferir... Eu estou bem. É muito bom ver vocês, meninos. Pursah: • E nós a você. Você tem perguntas na mente, então vamos logo ao negócio. Gary: • Muito bem. Estou realmente muito grato a vocês por virem a mim dessa maneira. Tenho estado buscando respostas espirituais desde meus vinte anos e li aquele livro de Herman Hesse, baseado na vida do Buda. Arten: • Siddhartha. Gary: • Isso mesmo, e foi realmente bom. Mas eu nunca havia encontrado nada com a magnitude do Curso. Uma conversa que se entende! E eu realmente amo vocês, por isso estou muito grato, cara. Arten: 180

• Então você está satisfeito? Gary: • Está brincando? Eu estou estratisfeito! Arten: • E nós agradecemos a você, amigão. Gratidão é uma coisa boa, mesmo que, daqui por diante, sua gratidão deva ser dirigida no sentido de Deus. • Foi Ele que fez com que a sua salvação fosse inevitável, garantindo – com segurança – que a memória do Céu nunca conseguisse ser obliterada [por nada nem por ninguém] de sua mente. Gary: • Muito bem. Foi assim: eu teria me metido numa briga, outro dia, se não fosse pelo Curso. Num posto de gasolina, com pressa, saindo, outro carro fechou minha saída. Pedi educadamente para que o seu motorista o retirasse. Respondeu-me apenas “Está difícil”. Não podia crer no que ouvira. Bem que eu quis “ajeitar” a cara dele. Pursah: • O que se passa com homens e carros? De qualquer forma, você o viu como sendo realmente ignorante? Gary: • Oh, ele era pior que isso. Mesmo Madre Tereza teria tido vontade de estapeá-lo. Arten: • Vimos o que você fez. Você ficou com raiva por alguns segundos, depois deu a volta e entrou em seu carro e repetiu estas linhas do Curso: “Sou como Deus me criou. Seu Filho nada consegue sofrer. E eu sou o Seu Filho”. (T-31.VIII.5:2-4) Gary: • É isso. Daí eu pensei que, se sou como Deus me criou, não consigo ser um corpo, e nem esse fulano. Que eu conseguiria deixar minha verdadeira força assumir e não se deixar afetar por esse pobre homem [esse corpo] que pensa que precisa ser durão porque, em verdade, está com medo. • Comecei então a pensar nos exemplos de perdão que vocês me deram. Então compreendi que o perdão é melhor para mim mesmo, no nível da forma, porque quando me zangasse me esqueceria de que, se eu agredisse esse cara, ele provavelmente iria me matar. Arten: • Muito bom. De onde quer que você olhe para o que ocorria, você ganha. Aliás, a violência é uma técnica de resolução de problemas altamente fora de proporção. Observe isso em nível internacional. Se retaliação fosse frutífera, os países que se engajaram nela deveriam estar muito seguros, certo? Estão? Gary: • Jamais! Ela só cria um círculo vicioso. Arten: • Bem, em lugar de criar um círculo vicioso, você preveniu um [criou um círculo amoroso]. O perdão é o que tem de ser, para o resto de sua vida, se você for esperto – e você é esperto. 181

Gary: • Muito obrigado. Então está na hora de jogar com as vinte perguntas que tenho a respeito de um dos meus assuntos favoritos, o tempo. • Penso que sei a resposta da primeira – mas, de um ponto de vista linear do tempo, devo admitir que vocês, como Seres iluminados, deveriam ter tido de atingir a salvação no passado, para conseguir aparecer a mim como seres iluminados agora. Arten: • Você realmente respondeu sua própria pergunta quando disse ‘de um ponto de vista linear’. Nós fomos iluminados no seu futuro, como você será. Só há um tempo, ou em termos de ilusão, houve apenas um tempo. Você tomou esse único tempo e, assim como fez com as ilusões do espaço, você o dividiu e o sub-dividiu em partes infinitas para que parecessem diferentes em vez da mesma – assim como você também fez uma quantidade incontável de pessoas que pareceriam diferentes em vez da mesma. Tempo e espaço eram necessários porque tinha de haver um lugar para que essas pessoas parecessem operar nele. Isso ajuda a completar o fato de que estejam operando num sonho. É como o Curso diz: “Afinal, o espaço é tão insignificante quanto o tempo. Ambos são meramente crenças”. (T-1.VI.3:5) Gary: • Você disse antes que eu sou um ser não-espacial tendo uma experiência espacial; você poderia também dizer que eu sou um ser atemporal tendo uma experiência no tempo. Arten: • Sim. É por isso que nós enfatizamos antes que a mente se situa fora do tempo e do espaço • Quando você despertar, vai dar-se conta de que tudo do tempo e do espaço, e tudo das coisas que aparentavam acontecer ali – no tempo e no espaço – era apenas um sonho. • Sua mente meramente pareceu cair no sono por um momento. Como o Curso se refere, falando da mente: “Sonha com o tempo, um intervalo em que o que parece acontecer nunca ocorreu, em que as mudanças forjadas são sem substância e em que todos os eventos não estão em parte alguma. Quando a mente desperta, apenas continua tal como sempre foi”. (E-pI.167.9:3-4) Gary: • Aquela experiência de revelação que eu tive; isso foi apenas uma antevisão? Vai ser desse jeito todas as vezes? Arten: • Sim. Gary: • Não sei se eu agüentaria esse tipo de êxtase. Arten: • Tente fazê-lo; você vai gostar. Ninguém fica fora disso, Gary. Todas as. pessoas que você alguma vez conheceu estão incluídas: seus pais, seus amigos, seus parentes, seus amores – todos, porque são todos unos com você. O sentimento de integração fica além do além. 182

Gary: • Eu quero isso. Então vamos continuar aqui antes que me esqueça metade do que quero perguntar a você. Por exemplo, parece que o Curso diz que tudo é apenas um símbolo de separação, e como você indicou, isso incluiria o próprio tempo. Entendo que cada sonho de vida nosso é apenas uma maneira de continuar isso, mas a verdade é que isso aconteceu tudo de uma só vez? Arten: • Sim. Considere o que o Curso diz a esse respeito: “A cada dia e em cada minuto de cada dia e em cada instante que cada minuto contém, tu apenas revives o único instante em que o tempo do terror tomou o lugar do amor. E assim morres a cada dia para viver outra vez, até que atravesses a brecha entre o passado e o presente, que não é absolutamente uma brecha. Assim é cada vida: um aparente intervalo entre o nascimento e a morte e mais uma vez à vida, a repetição de um instante que se foi há muito e que não consegue ser revivido. E tudo o que existe do tempo não passa de uma crença louca segundo a qual o que passou ainda está aqui e agora. Perdoa o passado e deixa-o ir, pois ele já se foi. (T-26.V.13-14:1) Gary: • Então, cada dia é como uma existência diferente, na qual você parece adormecer à noite, ou morrer, e daí começar outra. Dentro de cada uma das identidades existenciais,você tem fases de sua vida que são tão diferentes que bem poderiam constituir existências distintas. E mais, seu corpo muda tanto que é como se você ocupasse vários corpos diferentes durante uma única existência. Isso se passa tudo na mente, ou mais exatamente, numa projeção da mente. • Como essa citação diz, é tudo apenas um reviver desse primeiro instante quando nós pensamos que tínhamos nos separado a nós mesmos de Deus. Em cada instante nós temos a capacidade de mudar nossas mentes a respeito de nossa realidade. Arten: • Sim. Os índios americanos costumavam dizer: “Contempla o grande mistério!” O Texto do Curso diz: “Contempla a grande projeção, mas olha-a com a decisão de que ela tem de ser curada e não com medo. Nada do que fizeste tem qualquer poder sobre ti, a não ser que ainda queiras estar à parte do teu Criador e com uma vontade oposta à Sua”. (T-22.II.10:1-2) • O Curso também diz, um pouco antes disso: “Pois o tempo tu fizeste e o tempo consegues comandar. Não és mais escravo do tempo do que do mundo que fizeste”. (T-22.II.8:7-8) • É como Jesus repetidamente aconselha você, você não consegue ter ambos, tempo e eternidade. Você tem de escolher. “Não há nenhuma parte do Céu que consigas levar e tecer em ilusões. E nem há nenhuma ilusão com a qual consigas entrar no Céu”. (T22.II.8:1-2) Gary: • A grande projeção do tempo e do espaço é exatamente como um filme, então – um filme muito intenso. 183

Arten: • Sim. Uma vez você haja realmente entendido isso, então a pergunta se torna: ‘com quem você vai assistir o filme?’ Você consegue ir vê-lo com o ego e ouvir suas interpretações, ou você consegue vê-lo com o Divino Espírito Santo e ouvir Suas interpretações. Gary: • É verdade que na Bíblia cortaram muita coisa a respeito de reencarnação? Arten: • Sim, durante o quarto século do erro comum. Nós conservamos a maior parte, mas não tudo que comentamos a respeito da Bíblia, para o século de Tomé, e eu estive envolvido nisso. Pursah: • Agora, falemos a respeito de “ver o filme com Jesus ou o Divino Espírito Santo” e ouvir às interpretações da mente certa [resultantes de ver o filme com um deles]. Isso nos traz um ponto importante. • Note bem: você não está realmente vendo o filme aqui, mesmo que sua experiência seja de que o esteja vendo aqui! [Você então se indaga: de onde estou vendo o filme?] • Você está vendo o filme de um nível mais elevado e sua experiência – aquilo que você crê – é de que esteja, dentro de um corpo, vendo-o aqui [numa sala de cinema, em sua sala de estar, onde quer que seja, mas aqui na terra, onde você crê estar]! • Continue atento: não apenas isso, mas você está vendo algo que já aconteceu – como se você estivesse vendo uma repetição [replay] na televisão de algo que você reprimiu ou se esqueceu. • Observe [como apoio e esclarecimento] essas surpreendentes passagens do Livro de Exercícios; tomadas em conjunto elas dão uma visão geral dos ensinamentos do Curso a respeito da ilusão do tempo: “... A revelação de que o Pai e o Filho são um só virá a cada mente a seu tempo [enquanto o tempo existe]. No entanto, esse momento é determinado pela própria mente, não é ensinado. Esse momento já está estabelecido. Parece ser bastante arbitrário. Mas não há nenhum passo que alguém consiga dar nessa estrada que seja apenas por acaso. Esse passo já foi dado por ele, embora ele ainda não tenha se engajado nisso. Pois o tempo apenas parece ir em uma direção. Estamos apenas empreendendo uma jornada que já chegou ao fim. Todavia, parece reservar um futuro que ainda nos é desconhecido. O tempo é um truque, um passe de mágica, uma vasta ilusão em que figuras vêm e vão como por magia. Mas há um plano que não muda, por trás das aparências. O roteiro está escrito. O momento em que a experiência vem para dar fim à tua dúvida já foi estabelecido. Pois nós vemos a jornada apenas do ponto em que ela terminou, olhando em retrospectiva, imaginando que a empreendemos novamente, revisando mentalmente o que já se foi. (E-pI.158.2:8-9;3-4) Gary:

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Quando ele diz ‘nós empreendemos uma jornada’, ele quer dizer que ele está observando isso junto conosco, e ele nos ajudará, se lhe pedirmos [temos de pedir, temos de revelar sempre o nosso querer explicitamente].

Pursah: • Exatamente. Mais adiante no Livro de Exercícios, Jesus conecta o conceito de unicidade às duas palavras que dissemos expressar a verdade absoluta, “Deus é”, e depois a conecta ao tema de tempo, dizendo: “Isso devolve a mente ao presente infinito, em que nem o passado nem o futuro conseguem ser concebidos”. (E-pI.169.6:3) • E continuando: “O mundo, absolutamente, nunca foi. A eternidade permanece um estado constante [ininterrupto e permanente]”. (E-pI.169.6:6-7) • Ele também diz: “Isso está além da experiência que tentamos apressar. Entretanto o perdão, ensinado e aprendido, traz consigo as experiências que dão testemunho de que está próximo o momento em que a própria mente determinou abandonar tudo, menos isso”. (E-pI.169.7:1-2) • Continuando ao longo da mesma linha, referindo-se ao Divino Espírito Santo: “Todo aprendizado já estava em Sua Mente, realizado e completo. Ele reconheceu tudo o que o tempo contém e o deu a todas as mentes para que cada uma conseguisse determinar, de um ponto em que o tempo estava acabado, quando estaria liberada para a revelação e a eternidade”. (E-pI.169.8:1-2) Gary: • Se tudo isso já está feito e eu só estou olhando um cinema de sonho que está sendo projetado pelo meu inconsciente oculto – e meus aparentes movimentos estão sendo manipulados com um robô assim mesmo – então não tenho de me preocupar, não é isso? Pursah: • Bem, não. Você tem de cumprir seu encargo [fazer a sua parte]. Como Jesus diz depois das citações que transcrevemos agora: “Basta, então, que tenhas trabalho a fazer para [conseguires] desempenhar a tua parte. O fim terá de permanecer obscuro para ti, até que a tua parte seja feita. Isso não importa. Pois a tua parte ainda é aquilo de que depende todo o resto. Ao aceitares o papel que te foi designado, a salvação vem a estar um pouco mais perto de cada coração incerto que ainda não bate sintonizado com Deus”. (E-pI.169.11) Gary: • Não sei se eu gosto disso. Todo o resto depende da minha parte? Pursah: • O sonho não foi feito por outra pessoa, lembra-se disso? Repetindo: consegue o mundo ser salvo sem você? A resposta é NÃO! Você sabe qual é o seu encargo, assim como você soube o que fazer no posto de gasolina. Gary: • Perdão. Na realidade eu estou perdoando a mim mesmo; mas apenas não é essa a aparência. 185

Pursah: • Perfeito. Como o Curso diz a você, de muitas maneiras diferentes, repete e repete e repete ainda, nunca em termos incertos: “O perdão é o tema central que se faz presente por toda a salvação, sustenta todas as suas partes em relacionamentos significativos, direciona o curso que ela segue e mantém seguro o seu resultado”. (EpI.169.12:1) Gary: • Estou ouvindo você, Jesus. Ora bolas, eu estava só brincando. Eu já disse que vou fazê-lo. Pursah: • Nós sabemos que você cumprirá. Você tanto consegue ficar atrasado indefinidamente como você consegue se libertar. A escolha que você faz não é nada menos do que é descrito no que se segue – onde o próprio Jesus pede a você para tomar, em qualquer situação, a mesma decisão que ele tomou: “Escolhe outra vez, se queres tomar o teu lugar entre os salvadores do mundo, ou se queres permanecer no inferno e lá manter os teus irmãos”. (T-31.VIII.1:8) Gary: • Você não conseguiria ser mais claro, mesmo que algumas dessas citações a respeito de tempo sejam bem esotéricas. O que preciso é conseguir para mim um vento auxiliar para lidar com tudo isso. Pursah: • Apenas busque lembrar-se, por enquanto, que o tempo parece ter ainda um futuro desconhecido para você, mas ele realmente já está acontecido. Você não consegue mudar o roteiro do ego; tudo que você consegue fazer é mudar para a interpretação dos acontecimentos segundo o sistema de pensamento de amor do Divino Espírito Santo – que, como enfatizamos, é o Seu roteiro • É por isso que Jesus, há 2 mil anos atrás, disse: “Quem dentre vós, por meio da preocupação, consegue acrescentar um minuto à vossa vida?” • A verdade é: a história de sua vida – e continua sendo uma história – já foi escrita. Falamos de uma história! Você nem ao menos a está vendo aqui! • Você pensa que a está vendo aqui e agora, DIANTE de você! Mas você apenas e unicamente a está vendo mentalmente... no nível da mente! • Repito: você é a parte da mente que observa e escolhe [o que quer ver], enquanto o sonho-filme foi causado pelas primeiras escolhas que você fez com o ego! • Quanto a você conseguir um ‘vento auxiliar’, nada há de errado em reafirmar seu compromisso. • Lembre-se: não importa o tamanho que o encargo pareça ter, e não importa quantas dimensões de tempo pareça haver, ou universos com suas diversas dimensões alternativas aparentes haja, há apenas aquela mesma simplicidade, já descrita por nós, da qual você nunca consegue escapar. • Não há como escapar disso! Não importa o que pareça estar ocorrendo para você, a escolha é verdadeiramente muito simples e absolutamente imediata. Quando quer que seja que você se lembre disso, você saberá qual a interpretação do sonho a que 186

você deverá ouvir – mesmo depois que seu corpo aparentemente tenha feito a passagem. Gary: • Isso me lembra um sonho que tive dormindo na cama, há um mês, e algo amedrontador ocorreu no sonho. Eu me lembrei de pedir ajuda a Jesus mesmo no sonho, e eu senti sua força assumir. Pursah: • Sim. Em algum ponto – e você já alcançou esse ponto – o sistema de pensamento do Curso se torna tão como seu próprio pensar que você escolhe a força de Cristo, mesmo quando esteja dormindo na cama, o que significa que você freqüentemente escolhe essa mesma força automaticamente mesmo depois que você coloque seu corpo de lado. • Isso deverá ser uma forma de pensar confortadora para você, não apenas porque tornará você menos amedrontado em relação à morte, mas porque isso confirma que mesmo se você morresse hoje você continuaria a levar seu aprendizado com você – mesmo que você não fosse [ainda] um mestre. Gary: • Não seja tão linear. Arten: • Agora que já chegamos a esse ponto em nossa discussão do tempo fora do tempo, não se esqueça de nos perguntar alguma questão que você tinha em mente antes de nós chegarmos aqui. Gary: • Certo. Já mencionei isso aqui antes, mas me ajuda a aprender ser paciente se me lembro que o Curso diz que a separação foi [total e] completamente respondida e curada imediatamente. A razão de parecermos despertar lentamente é para que não fiquemos aterrorizados. Arten: • Isso está correto. A Realidade é muito diferente de sua presente experiência, como você já viu por você mesmo. Ir ficando acostumado com ela lentamente é altamente recomendado. • A mente superior parece estar acordando do sonho de vagar, e quando um indivíduo aparente desperta do sonho, isso simboliza o despertar gradual da mente superior – mesmo que, pelas citações que estamos usando, fica-se sabendo que o despertar foi instantâneo [e já ocorrido]. • Resta a pergunta: quanto tempo você quer aguardar para estar completamente pronto para o Céu? É como o Curso relembra você “Os teus irmãos estão em todos os lugares. Tu não tens de ir buscar a salvação longe. Cada minuto e cada segundo te dão uma chance de salvar a ti mesmo. Não percas essas chances, não porque elas não retornarão, mas porque é desnecessário protelar a alegria. (T-9.VII.1:47) • Citamos o Curso antes a respeito de Deus desejar que Seu Filho seja despertado gentilmente, mas atente para o seguinte: sua mente tem de contemplar – pensar e ponderar – uma idéia pelo menos uma dúzia de vezes ou próximo disso, antes dela realmente começar a mergulhar na idéia. 187

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É também sua mente, sob o domínio do ego, que se recusa a realmente pensar e ver e ouvir as idéias da mente certa – não importando que forma tomem. É por isso que o sistema de pensamento do Curso se torna essencial para fazer a retirada gradual das camadas do seu ego [a mais eficiente e funcional maneira de desfazê-lo por prevenir recaídas] pelo uso de princípios interconectados que continuamente se apóiam uns aos outros e se tornam dominantes sobre a maneira de olhar para as grande projeções da mente errada.

Gary: • Entendo a importância do sistema de pensamento estruturado e como ele funciona. Algumas pessoas resistem à idéia de ter sua mente treinada [como enfatiza UCEM] por temerem que isso signifique estarem sendo submetidas a uma lavagem cerebral ou enganadas para abandonarem seu pensamento individual. Arten: • Se querem ser submetidos a uma lavagem cerebral basta se juntarem a um culto [religioso, ideológico ou político] qualquer. O importante é saber que: desde que se mantenham no Curso, como um método de auto-estudo, se darão conta de que é seu próprio poder de decisão que está sendo utilizado, não atirado a ele [como um prato-feito]. • Além disso, em sua situação atual, já foram todos submetidos, realmente, à lavagem cerebral do ego, e assim permanecerão até que reclamem de volta, que retomem ao comando de suas mentes [pelo perdão verdadeiro e vendo pelos olhos de Cristo, ou seja, pelo sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, que tudo interpreta pela mente certa]. Como o Curso explica a respeito da necessidade de treinamento da mente: “Tu és por demais tolerante em relação às divagações da mente e condescendes com passividade às criações equivocadas da tua mente”. (T-2.VI.4:6) Gary: • Também, [e isso é importante:] a maioria das pessoas acha que seja o que acreditam em sua mente consciente que importa [que realiza o que querem], quando em verdade é o que crêem em sua mente inconsciente é que faz toda a diferença – e isso não conseguem mudar por conta própria, por si mesmos [sem a ajuda de Jesus o do Divino Espírito Santo]. Arten: • Você entendeu isso! É por isso que o Divino Espírito Santo é a saída! Gary: • Então, se eu mantiver [constante e persistente] esse jogo do perdão, eu consigo ser pinçado para fora do holograma da ilusão? Arten: • Por que não? É apenas por suas crenças equivocadas e pensamentos pela mente errada que você ficou metido nisso. Gary: • Isso me faz lembrar, o que chamamos de Big-Bang, símbolo da separação e da projeção do universo – isso significa que o universo no final vai começar a ir para o outro lado e entrar em colapso dentro de si mesmo no final? 188

Arten: • Não. O Big-Bang, em verdade, simbolizou a separação. No nível da forma, isso foi tão tremendo que produziu uma incomensurável força energética. Isso por sua vez predeterminou todas as leis físicas e o destino de todas as células e moléculas, como cada uma se evolveria e em que direção iria. • Quando dizemos que o filme já foi rodado, afirmamos que tudo que aparentemente teria de ocorrer já foi colocado em movimento naquele mesmo instante e, de fato, não conseguiria ocorrer de nenhuma outra maneira. • Todas as diferentes dimensões e cenários são símbolo dos diferentes big-bangs dentro do grande Big-Bang que ocorreu naquele mesmo instante. Mesmo tendo tudo terminado, no mesmo instante, imediatamente [como um lampejo instantâneo], você ainda tem de despertar para reorganizar a realidade. Gary: • Então, isso quer dizer que neste nível sofremos sob a ilusão de que forjamos nosso próprio destino, quando na verdade todas as leis físicas foram colocadas em movimento naquele mesmo instante. Tudo que aconteceu teria de haver acontecido exatamente da maneira em que aconteceu, não importa o que houvéssemos tentado a respeito disso. Arten: • Isso está correto. O mecanismo de como os robôs corporais são manipulados por forças invisíveis é simplesmente uma parte da representação do roteiro prédeterminado. • Lembre-se disto: sendo que foi sua a decisão de ladear-se ao ego e tornar a separação real, isso significa, repetindo, que esse roteiro é um exemplo de auto predeterminação, com a qual você concordou num nível diferente, não um caso em que você fosse a vítima. Agora você tem o Curso para ensiná-lo como mudar sua mente a respeito de toda a coisa. • O que você está presenciando aqui [no mundo] é como uma gravação do ego e fica para você escolher quando quer ouvir uma melodia diferente. O universo não tem de entrar em colapso sobre si mesmo para chegar ao fim. • O que tem de acontecer é todo mundo despertar, e daí o universo de sonho simplesmente irá desaparecer [por falta de quem nele creia] – porque ele nada mais é do que um sonho insignificante. • Para manter você atraído no engano, o roteiro [do ego] parece se mover cada vez mais rápido, á medida que o tempo anda, e a amplitude de sua atenção parece encurtar cada vez mais. Até que você destrua sua civilização e comece tudo de novo com pouca memória – como se estivesse começando uma nova existência de vida Gary: • Entendo o que você diz de ir cada vez mais rápido; isso é o que acontece em tudo. Veja os filmes. A produção dos filmes e da televisão nos últimos trinta anos aumentou tanto a velocidade que se torna risível. Devem seriamente crer que todos têm desordem de déficit de atenção. Conversações verdadeiras estão se tornando mais e mais raras. Tudo foi emudecido. Quanto às imagens, a filosofia fica sendo, algumas vezes, se você consegue vê-las, indica que está muito lento. 189

Arten: • Sim; mais e mais estilo e menos e menos substância – como em sua política. Você se dá conta que Abraão Lincoln, o primeiro grande Presidente Republicano... Gary: • E o último grande Presidente Republicano. Arten: • You give yourself away, mas você se dá conta de que hoje Lincoln poderia não ser eleito? Ele não tinha uma boa voz para falar, e ele levava tempo para dar resposta a perguntas. Se ele fizesse isso num debate hoje, seria chamado de estúpido. • Imagine ter uma resposta pensada em lugar de uma esperta, um som de byte previamente escrito? Política, filmes – vão ambos para o mesmo caminho. É tudo estilo e velocidade, e que isso faz às pessoas exceto afiná-las cada vez mais com a loucura? Gary: • É isso. O tempo voa quando se está ficando maluco. Gosto dos filmes. Só fico com vontade de destacar como a montagem está sendo feita. Olhe, o que você disse antes a respeito de roteiros de múltipla escolha – isso parece contradizer a idéia do filme todo já ter sido escrito. Arten: • Na verdade, não – porque isso tem a ver com o fato de que há várias dimensões abertas a você e é possível mudar de uma para outra. Mesmo assim, continua sendo um sistema fechado e o próprio fato de que seja limitado e fixo apóia o que estivemos dizendo. • O roteiro do ego é como uma cenoura pendurada numa vara. Ele tenta tapear você para que creia que você tem liberdade dentro do roteiro, quando a única real liberdade que você alguma vez encontrará fica completamente fora de toda trapalhada. Gary: • Quanto ao roteiro de múltipla escolha, você quer dizer que por tomar diferentes decisões eu conseguiria acordar uma manhã e sem saber eu conseguiria estar numa dimensão diferente que se pareça exatamente a essa, exceto que ela tem seu próprio estrondo big-bang dentro de todo o estabelecimento do grande Big-Bang e assim tem sua própria variante do roteiro? Arten: • Sim, você conseguiria. Gary: • Isso é malvadamente excelente. Arten: • Você acha? Repetindo: você tem de se lembrar que isso continua sendo uma ilusão dentro de um sistema fixo. Uma ilusão segue sendo sempre uma ilusão – e isso continua sendo uma ilusão, e só há unicamente uma saída. • O roteiro do ego é simplesmente todo o tempo, que já se acabou. O roteiro do Divino Espírito Santo é o perdão a todas as pessoas em sua vida – não importa onde você aparente se mostrar. É assim que o tempo é desfeito. Pursah: 190

Uma das melhores maneiras de atingir a distinção entre o tempo do ego e a intemporalidade do Divino Espírito Santo é lembrar-se de que as lições de perdão verdadeiro do Divino Espírito Santo conduzem ao desfazer do tempo, por torná-lo desnecessário. Esse desfazer é atingido no nível da mente – fora do tempo – e em lugar de mudar o tempo, ele o põe em colapso.

Gary: • Como o dia em que eu estava no cinema e voltei para casa a uma hora diferente porque eu não mais precisava de umas certas lições de perdão – tendo já estado praticando o perdão? Pursah: • É isso mesmo, seu sortudo! Oh espere, eu ia fazer essa alusão a você na discussão sobre sexo. Gary: • Hilariante. Você deveria estar na TV! Pursah: • Oprah? Gary: • Ela é grande, mas mesmo ela pode não ser mente aberta o suficiente para tudo isso. Pursah: • Vamos ver. Alguma pergunta ainda, antes que nosso tempo se esgote? Gary: • Sim. Algumas pessoas crêem que a reencarnação contribui para a evolução da alma. Verdadeiro? Pursah: • Pense, Gary. Sua alma já é perfeita, ou então não seria uma alma, ela seria apenas algo que você estivesse tomando equivocadamente por uma alma – como sua mente que muitos tomam equivocadamente por alma, ou uma projeção de sua mente, que inclui imagens fantasmagóricas com forma de corpo que as pessoa pensam ser a alma. • Evolução é algo que parece ocorrer no nível da forma, mas é apenas um sonho. Uma vez sua mente haja aprendido todas as suas lições de perdão, daí ela desperta para o espírito ou alma, e tudo mais se vai exceto o Céu. • A maioria das pessoas pensa a respeito da alma como algo pessoal porque não consegue deixar de pensar em si mesma como algo individual. Quando essa falsa crença se vai, daí você sabe que há realmente só uma alma – que é a nossa unicidade ilimitada como espírito. Gary: • A reencarnação é também apenas um sonho? Pursah: • Sim, mas como nós temos tentado explicar, sendo isso algo que parece ocorrer, falamos disso como se acontecesse. Quando seu sonho de existência de vida termina, você se vê a si mesmo como que deixando o corpo e tendo outras aventuras, mas você não está realmente indo a parte alguma. Você está apenas vendo as projeções da mente, ou como freqüentemente denominamos isso, para seu benefício – um filme. 191

Gary: • Eu estive apenas imaginando... vocês disseram que permaneceram no corpo por onze anos depois de terem ficado iluminados, mas o Curso parece indicar que o corpo não suporta Seres iluminados; ele diz que se você fica em constante comunicação com Deus então o corpo não seria mantido por muito tempo e que nossa tarefa é sermos perfeitos aqui e daí não mais seremos vistos. • Onze anos me parece um período longo demais para permanecer rodando por aí depois da sua iluminação. O que você tem a dizer por você mesmo? Pursah: • Não fuce o Curso, estou avisando. Todos os detalhes dos ensinamentos do Curso devem ser vistos e entendidos no seu contexto mais amplo dos ensinamentos do perdão. • Quanto a permanecer andando por aí por onze anos, permaneci visível no sonho para ajudar Arten. Deliberadamente mantive um pé na porta, por assim dizer, para conseguir estar com ele e ajudá-lo a conseguir permanecer comigo para sempre. • Quanto ao corpo não conseguir ser mantido por muito tempo [depois da ikuminação], não se esqueça que Jesus teve um ministério por muitos anos ao longo dos quais já estava claramente iluminado. • Enquanto não for possível estar completamente em comunhão com Deus e manter o corpo, há um lugar intermediário ao que o Curso se refere como “zona de fronteira” (T-26.III), um lugar de perdão onde se consegue fazer algum serviço útil, enquanto parece estar ainda neste mundo e, ao mesmo tempo, experienciar sua iluminação, também. Gary: • Isso é o que o Curso também chama de mundo real? Pursah: • Está correto. Grata a você por não perder a fé, apesar de já termos indicado que fé em nós pessoalmente não é o essencial. Quer você creia em nós ou não, você pode sempre crer no Divino Espírito Santo [e isso sim, é essencial]. • Você se lembra quais são as dez características do professor de Deus no Curso? Gary: • Um professor de Deus é confiável, leal, útil, amigável, cortês, bom – oh, espere um minuto. Eu costumava ser escoteiro. Pursah: • Você não é mais um agora. A característica que eu estava me referindo principalmente é confiança. Como o Curso fala a respeito do Professor [ou trabalhador em milagres]: “O Divino Espírito Santo tem de perceber o tempo e reinterpretá-lo, no que seja intemporal. Ele tem de trabalhar por meio dos opostos, pois tem de trabalhar com a mente que está em oposição e por ela. Corrige e aprende e sê aberto ao aprendizado. Tu não fizeste a verdade, mas a verdade ainda consegue libertar-te”. (T-5.III.11:2-5) • Por você não conseguir – ainda – experienciar a eternidade por completo, você precisa de milagres, ou atos de perdão verdadeiro, nos quais você dá ao seu irmão ou sua irmã para conseguir dar a si mesmo e ser curado por Aquele Um em Quem você confia, o Divino Espírito Santo. Como diz o Curso: 192

“No tempo, o dar vem em primeiro lugar, embora sejam simultâneos na eternidade onde não conseguem ser separado. Quando tiveres aprendido que são o mesmo, a necessidade do tempo terá terminado. A eternidade é um tempo único, e a sua única dimensão é “sempre”.” (T-9.VI.6:4-5; 7:1) Arten: • Para começar a sumariar nossa discussão, o Curso ensina a você: “O tempo e a eternidade estão ambos em tua mente e irão conflitar até que percebas o tempo apenas como um meio de reaver a eternidade”. (T-10.in.1:2) • Você não será capaz de fazer isso em parte alguma próxima tão rápido utilizando os métodos correntes que o mundo tem enfatizado até agora. Por exemplo, o Curso faz um comentário a respeito de tais formas de acesso, perguntando a você estas perguntas retóricas: “É possível achares a luz analisando a escuridão, como faz o psicoterapeuta, ou como o teólogo, reconhecendo a escuridão em ti mesmo e procurando uma luz distante para removê-la, enfatizando a distância durante todo o tempo?” (T-9.V.6:3) Gary: • Que malandro esperto! Vou escrever uma carta enérgica para a Fundação da Pizza Interior, por isso. Arten: • Enquanto isso observe e lembre-se dessas transcrições que temos estado citando a respeito do tempo. Quanto mais você as leve em conta, mais significativas e profundas elas se tornarão para você. • Em seu futuro, Pursah e eu diremos a Jesus depois de ler seu Curso que a face dele “sacode uma lança” [uma alusão ao nome Shakespeare, shakes=brande, a spear=uma lança] Gary: • Espero que você me diga o que isso significa. Arten: • Por certo. O cavalheiro que escreveu o material de Shakespeare era um conde, cujo brasão de família tinha a figura de um leão brandindo [shaking] uma lança [a spear]. Para homenagear a família ele era algumas vezes brindado na Corte com a frase “Vossa expressão fisionomica é de brandir [shake] uma lança [a spear]” • Mas esse conde foi proibido pela Rainha Elizabeth – um gênio político e muito controladora – de assinar seu nome em seu trabalho. Havia um estigma em relação ao palco, à época. Peças teatrais, especialmente comédias, não eram consideradas literatura séria e não atendiam a dignidade da realeza. Gary: • Isso é engraçado – Shakespeare não ser considerado literatura séria. Arten: • Tempos ilusórios de fato se alteram, e Shakespeare, ou Edward de Vere, o décimo sétimo conde de Oxford, ajudou em sua alteração. Há apenas um Shakespeare,mesmo que ele seja um homem branco morto. Mesmo que a Rainha

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Elizabeth não o tenha completamente proibido de escrever, ele não tinha licença dela para assinar seus trabalhos. Acontece que havia um ator de nome William Shakespeare. Quando de Vere descobriu-lhe a existência, considerou que era bom demais para ser verdade. Ali estava de Vere sendo brindado na Corte com a frase relativa ao seu brasão de família, um leão brandindo uma lança [shake a spear], e havia um homem no negócio chamado Shakespeare! Edward fez um acordo com William de colocar o nome dele no trabalho e ter as peças representadas no palco pelo ator atuando como autor. Foi uma maneira esperta de Edward alcançar algum crédito por seu trabalho sem efetivamente assiná-lo. O plano deu certo muito bem apesar de Shakespeare não ser pago à altura do trabalho, e muitas peças terem sido publicadas de uma vez, como se fosse de um catálogo, depois do ator chamado Shakespeare falecer. Muitos notaram o estilo de escrita do Curso e sua similitude em beleza à escrita de William Shakespeare, então brincamos com Jesus e dizemos que “Vossa expressão fisionômica é de brandir [shake] uma lança [a spear]”.

Gary: • Isso é ótimo. Vocês, caras, são mito divertidos. Arten: • Então, divirta-se, meu amigo. Jesus se divertiu; Shakespeare se divertiu. Não tome os truques do tempo seriamente. O que você considera como o passado é um acontecimento ilusório que está acontecendo agora mesmo. O futuro está acontecendo agora mesmo,mas sua mente dividiu esses imagens para fazê-las parecer como se fosse tempo. • Mas todas as coisas aconteceram de uma só vez e já estão acabadas. Não importa que truques o ego atira em seu caminho, apenas perdoe e deixe viver. O Curso pede que você libere, deixe ir, solte seu julgamento. “E onde está o tempo, quando os sonhos de julgamento foram postos de lado?” (T-29.IX.8:7) Gary: • Numa casca de noz, o Curso diz que todo o tempo foi realmente contido dentro de um instante. A vasta ilusão aconteceu toda de uma vez, mesmo que ela não aconteceu realmente, e está de fato terminada. • O pensamento de separação e todos os simbólicos pensamentos de separação dentro dele foram todos corrigidos imediatamente pelo Divino Espírito Santo, mas nós ficamos repetindo e repetindo a fita de gravação do roteiro de separação em nossa mente – como se fossem fantasmas – até que aceitemos completamente as correções do Divino Espírito Santo, que dissolve o tempo e nos retorna a Deus. Arten: • Você apanhou tudo. O perdão verdadeiro é a saída. Gary: • Então o tempo não cura todos os ferimentos, mas o perdão curará todo o temo. Arten:

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Não está mal, colega mensageiro. Eu penso que “Vossa expressão fisionômica é de brandir [shake] uma lança [a spear]”. -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

Capítulo 12 – Acompanhamento do Noticiário como fonte de informação “Tu não consegues ver os seus pecados e deixar de ver os teus próprios”. (CO-2.I.5:7) Gary descreve seu relacionamento com as fontes de informação do final do século XX, época da elaboração do livro. As fontes de informação principais que o suprem são os noticiários da TV e a Internet que ele denomina noticiário de “conveniência”. Observar os grupos que tratavam do Curso na Internet desencadeou nele um antagonismo baseado em julgamento, culpa e raiva que, em determinado momento, ele percebeu estar deixando de cumprir o sistema de pensamento do Curso de perdão verdadeiro em todos os níveis, situações e circunstâncias. A partir dessa constatação de si mesmo e após olhar para dentro buscando seus propósitos de julgamento e culpa, perdoou seu irmão [todos que veiculavam essa mídia] e a si mesmo. Por ter pensado que o culpado era seu irmão e por tê-lo feito culpado, em primeiro lugar, então sentiu que a culpa estaria nele mesmo [não á estranhos no Reino]. Se a separação jamais ocorreu, então só poderia concluir que ele, Gary, teria de ser inocente, e as razões de sua projeção e defesa para montar como culpados os que julgava, seriam errôneos. O que fez foi juntar-se ao Divino Espírito Santo e daí em diante decidiu não olhar mais coisa alguma na TV ou na Internet do mesmo modo [ou seja, sem perdão]. Em dezembro de 1997, período no qual seu ego encontrava-se esgotado por tanto perdão que praticava, Arten e Pursah apareceram em sua casa. Percebeu que seus visitantes vinham dispostos a ajudá-lo. Arten: • Oi irmão; como vai seu mundo? Gary: • Ele continua aqui, o que o torna um pouco entediante, algumas vezes. Pursak: • Tenha coragem, meu irmão. O Curso é preparado para que você viva aquilo que pensou fosse sua vida e gradualmente alcance sua salvação, tudo ao mesmo tempo. Caminhe na velocidade e no ritmo de seu próprio passo. Assim não sentirá como se lhe tirassem algo de você, e você poderá compreender, por sua conta, que no mundo não há nenhum valor. Por exemplo, você deveria se lembrar que o Manual para Professores fala a respeito de quase todos estudantes do Curso, incluindo você: “Para a grande maioria [de professores] é dado um programa de treinamento de evolução lenta, durante o qual é corrigido o maior número possível de equívocos anteriores. Relacionamentos em 195

particular têm de ser percebidos de modo correto e todas as pedras angulares da incapacidade de perdoar têm de ser removidas. De outro modo, o antigo sistema de pensamento ainda tem base para retornar”. (M-9.1:7-9) Gary: • Estou entendendo. O mundo é apenas uma total amolação, algumas vezes. Pursah: • Isso é bem certo, então vamos ajudar você um pouco para sair disso. Por vezes seu estômago ronca em protesto quando vê o noticiário. Você faz tudo válido e real para você mesmo ou não sentiria isso. Gary: • Tenho pensado nisso. Ao ver filmes, suspendendo nossa descrença de que seja apenas um filme, aceitamos o filme na medida em que ele consegue nos convencer que estejamos vendo algo real. • Penso que seja isso o que fazemos com o que pensamos ser a vida real, nós suspendemos nossa descrença e queremos que o que temos diante dos olhos seja real. • Tornamos tudo importante. Sentado aqui na sala, olhando o noticiário, eu me esqueço de me lembrar que o que estou vendo ou ouvindo é um monte de coisa nenhuma e faço o que todos nós fazemos quando vamos ao cinema: entro naquilo como se tudo fosse verdade mesmo, como se realmente tudo aquilo estivesse de fato acontecendo. • Se apenas eu conseguisse tornar um hábito me lembrar um pouco mais como o Curso o interpretaria, então isso não teria o impacto que tem sobre mim como tem. parece-me que tudo está concentrado na lembrança. Vocês já me disseram isso antes – lembrar-me é a parte mais danada de conseguir – mas como faço isso? Pursah: • Para começar, em vez de apenas se levantar pela manhã e pôr-se a fazer o que quer que seja que queira ou tenha, faça o que o Curso sugere no Manual (M-16): 1. Antes de iniciar a rotina do dia, depois de se levantar, tão cedo

quanto seja possível, passe algum tempo quieto com Deus. 2. Nessa convivência quieta e íntegra com Deus, a) lembre-se de Quem você é. b) traga sua paz para junto de você [e mantenha-a inseparável de você por todo o dia]. c) torne-se determinado a manter-se sempre alerta [e vigília por Deus]. Você sabe que o ego vai tentar transtornar você [a todo custo] e fazer você crer que seja um corpo [o seu ou outro ligado a você, empregando todos os truques que sabe e usa, principalmente o medo, o ponto mais fraco dos humanos].

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d) em vigília, não tolere que a mente fique errática, vagando,

como o Curso [explicitamente] aconselha você a respeito. e) mantenha-se em foco [centrado em Deus] e f) use mais disciplina mental. É tudo que você tem de fazer.

• •

A coisa engraçada é: você consegue fazer isso. Creio que você sabe, por experiência própria, que você consegue fazer isso.De fato, você faz muito isso. É por isso que seu ego se sente ameaçado. O ego é engenhoso, e como você tem visto por você mesmo, ele surge inesperadamente sempre com meios e modos extraordinários e notáveis para enganar você. Tudo que você tem de fazer é estar um pouco mais atento [que ele] para responder antecipadamente. Estando, em princípio, nesse estado mental você consegue isso. Tenha certeza: você consegue lidar com o noticiário, e consegue lidar com toda e qualquer coisa mais que surja.

Gary: • Se eu estiver vendo o noticiário e estiver nesse estado de prontidão milagrosa, então é o mesmo processo como em outras formas de perdão – como em meus relacionamentos pessoais – ou há aí pensamentos diferentes com os quais para mim seria melhor responder? Arten: • São todos a mesma coisa. Mas, de fato, aí podem ser utilizados certos pensamentos que ajudam melhor pessoas diferentes em situações distintas. • O Manual tem uma passagem muito útil que recorda você de que a entrega do julgamento ao Divino Espírito Santo coloca você numa situação muito mais poderosa. E não é sacrifício algum para um professor de Deus abrir mão do incômodo de julgar. “Ao contrário, ele se coloca em uma posição na qual o julgamento consegue ocorrer através dele, ao invés de por ele. E esse julgamento nem é “bom” nem é “mau”. É o único julgamento que existe e é apenas um: “O Filho de Deus não tem culpa e o pecado não existe”. (M-10.2:7-) Gary: • Quando eu vejo que eles são sem culpa, quer seja na TV ou em pessoa, então minha mente inconsciente entende que eu sou sem culpa. Arten: • Eu soube que você esteve ouvindo alguma vez enquanto estivemos aqui. Você pode fazer isso, e fazê-lo consistentemente. Uma vez estando lá, você está lá. Apenas seja mais decidido. Já é hora de você passar do estágio da pequena disponibilidade para o estágio de abundante disponibilidade. Esse é um jogo que você não consegue perder, então relaxe. Gary: • Eu sei, mas quando a porcaria acontece, como esses terroristas explodindo nossas embaixadas, é duro ver esses terroristas como sem culpa. Arten: 197

Sim, mas essa é apenas outra oportunidade de se libertar a si mesmo. Isso pode parecer mais difícil, mas suas oportunidades de perdão são realmente todas as mesmas.

Gary: • Tudo bem. Mas não é verdade que você consiga ser guiado a uma ação adequada como resultado de seu perdão? Arten: • Iremos abordar isso, mesmo que quase nunca damos conselhos no nível da forma. Mas – no nível da forma – os Estados Unidos, desfrutando de uma posição de poder nunca jamais atingida por nenhuma outra nação no mundo, em todas as épocas, tem muito mais que uma responsabilidade quando se trata de difundir situações que ninguém mais promove. • As interpretações que seus dirigentes fazem nunca vão às causas verdadeiras dos movimentos antiamericanos no mundo. Não há ‘errado’ e ‘certo’. Ambos os lados estão equivocados. • Os Estados Unidos fazem o bem e o mal. Isso é dualidade. Mesmo que não haja nada em sua constituição a respeito de capitalismo, os Estados Unidos não são uma democracia – eles são agora uma ‘argentocracia’, institucionalizando que seu governo dos ricos, pelos ricos e para os ricos, não perecerá da face da terra. • Isso levará a mais tragédia e eu gostaria de destacar aqui que há métodos alternativos que seriam mais promissores do que o cansado e desgastado processo de retaliação, mentiras e lucros. Gary: • Alimento para o pensamento, de qualquer forma. Perdão é o que o indivíduo consegue fazer por seu mundo e ninguém consegue levar isso embora, se você sabe como fazê-lo. Arten: • Uma vez você saiba como fazê-lo, daí você se dá conta de que você não é uma vítima, e o que você vê são apenas símbolos de sua própria insanidade, visos como pintados fora de você – exceto agora quando você adquire uma maneira de ser livre disso, por libertar o outro [pelo perdão]. • Outras pessoas, por sua vez, viverão em paz unicamente depois de estarem dispostas a olhar para seu próprio lado negro, como se fosse visto no outro, e perdoá-lo. • Quando você consegue se livrar de interpretar tudo no nível da forma, você consegue ver, no muno, que o Oriente Médio não é vítima dos EUA, de Israel, ou de quem quer que seja. • O Líbano, ou a Palestina, que ainda não têm seu próprio país, não são vítimas do mundo que vêem. Atirar pedras nas mesmas pessoas que seus antepassados atiraram não mudará nada nesta geração, não mais do que mudou nas anteriores gerações. • O roteiro que Israel cumpre é o mesmo que decidiu ter com todos os demais, quer pareça ser assim ou não. Todas as pessoas, em todos os lados, têm de estar dispostas a perdoar o que chamam de mal que eles percebem como sendo seus inimigos, que não existe realmente, não mais que eles próprios.

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Os habitantes do mundo precisam curar seus relacionamentos e desfazer sua culpas inconscientes para que a violência [o desentendimento, o ataque, a traição, a mentira, a retaliação, a guerra, a morte, o assassinato etc., etc.] consiga alguma vez terminar permanentemente da face da terra.

Gary: • O noticiário nos incita a ver pessoas como o grupo culpado – terrorista, políticos, caçadores de bruxas, culpados de crimes, ou qualquer indiciado como culpado – porque, nos incitando a projetar nossa culpa de crimes sobre os outros, é bom para certas carreiras e classes. • Em alguns espetáculos falados, o jogo se faz em quem ou que grupo põe o outro ou o outro grupo para baixo, o melhor que consigam. • No noticiário, quanto mais problemas conseguirem noticiar para nos levar ás preocupações, melhor. Tudo isso faz com que nossa mente se mantenha em chamas se der realidade ao que vê e ouve. Arten: • Precisamente, isso é o que o ego quer. É como o Curso ensina você: “As preocupações com problemas colocados para serem insolúveis são os instrumentos favoritos do ego, para impedir o progresso do aprendizado. Em todas essas táticas de diversificação há, porém, uma única questão que nunca é colocada por aqueles que as perseguem: “Para que?” Essa é a questão que tu tens de aprender a colocar em relação a tudo. Qual é o propósito disso? Seja ele qual for, vai dirigir os teus esforços automaticamente”. (T-4.V.6:6-10) Gary: • Todo propósito deveria ser, unicamente, perdão e a Expiação. Na TV toda a diversificação é apenas função da multiplicidade, ou um aparecendo como muitos. O um sou eu – não realmente eu, mas símbolos do que esteja em meu inconsciente – e a resposta é sempre a mesma, não importa que forma de multiplicidade assuma. Acho que o perdão consegue bem simplesmente ser dado, quando você se lembra dele. Pursah: • Sim. Dissemos a você que era factível. Não necessariamente sempre fácil, mas – repetindo – factível. • ATENÇÃO: não se esqueça de que as imagens que você vê, no que você pensa que seja sua [denominada] vida real, não são mais reais do que as imagens que você vê na TV ou nos cinemas. Gary: • Estou tentando me lembrar. Sabe o que eu realmente não gosto? É saber que tudo que aprendi sobre mercado de capitais não seja real. Isso me faz ficar um pouco desapontado de que nada disso – absolutamente nada mesmo – seja real. Pursah: • Isso é verdadeiro para todo e qualquer ídolo e ferramenta que quem quer que seja use para tentar alcançar seus sonhos. • NÃO SE ESQUEÇA: isso não significa que a você não seja permitido usar ilusões dentro da ilusão, onde quer que você ache adequado. Já lhe dissemos que nada há 199

de errado com a mágica usada ao mesmo tempo em que o perdão, e isso se aplicaria às ferramentas de qualquer carreira de sua escolha. Gary: • Então consigo ser perdoado de todas minhas ilusões, não importam quais sejam, e consigo ir para casa mesmo assim depressa. NOTA: Nesse momento alguns tiros de arma de fogo se ouviram no mato bem perto da casa de Gary – uma situação não incomum próximo ao Natal, mesmo que a estação de caça houvesse se encerrado algumas semanas antes. Sabia-se que no Maine animais eram mortos nesse espaço – ou mesmo em suas casas – por caçadores. Gary: • Não se preocupem. Nenhum deles me atingiu. São apenas alguns raivosos explodindo alguns animais indefesos por prazer. Arten: • Você nunca deu um tiro, deu? Lembre-se que todas as coisas são igualmente ilusórias. Não importa sua medida, peso ou tamanho, categoria ou espécie, civilização ou cultura, proximidade ou distanciamento, civilização destruindo a si mesma, é tudo ilusão. Gary: • A civilização sempre destrói a si mesma? Arten: • Usualmente. Por exemplo, vida humanóide inteligente migrou de Marte para a Terra. Ela não se evolveu em Marte, mas tinha emigrado para lá também. Civilizações em Marte tinham sido na maioria destruídas até então, o que fazia da migração para a Terra também uma fuga. Também, há vezes quando a maioria da vida no planeta é destruída por um asteróide que bate na superfície. Gary: • Há sempre alguma coisa, não é isso? Arten: • Há sempre alguma coisa até que seja coisa nenhuma. Quando Jesus falou com você e disse: “Renuncia ao mundo e aos modos do mundo; torna-os insignificantes para ti”. Ele quis dizer que o que você estava vendo não era real, não existia. Isso não é coisa alguma porque nada está realmente ali diante de seus olhos. Como consegue alguma coisa [de matéria] significar qualquer coisa? • Se você a fizer significar alguma coisa, boa ou má, então você estará tentando mudar coisa nenhuma em alguma coisa. A única coisa que você deveria fazer dela é reconhecer que é sem significado. • Ao mesmo tempo [E NISSO VOCÊ TEM DE TOMAR MUITO CUIDADO]

não tente tirar os ídolos e os sonhos das pessoas, arrancando-os delas.

Lembre-se como certas coisas foram importantes para você.

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• Gary: • Arten: • Gary: •

Lembra-se como você quis ir assistir os Beatles tocarem em Boston? Claro que me lembro. Havia alguma maneira de alguém lhe dizer que isso não era importante? Entendo o que você quer dizer. Não havia maneira de alguém conseguir me convencer de que isso não seria a coisa mais importante no mundo para mim, nesse exato momento.

Arten: • Lembre-se o quanto você ficou tentado em criticar outros por seus sonhos. SAIBA: eles deixarão de ficar apegados às suas ilusões no tempo certo [no tempo deles]. Gary: • Nem vou lhe pedir mais informações sobre Marte. Já tenho o suficiente, por agora. Pursah: • Isso não é importante, Gary. Mas você não pensou realmente que você fosse descendente de um macaco, pensou? Há muitos tipos humanóides diferentes. O ego faz corpos, que realmente foram todos feitos todos de uma só vez, mas no tempo aparentam serem separados. • NOTE BEM: Imagens corporais [corpos] são projeções, que a culpa e o medo as tornam sólidas, então daí o roteiro é estabelecido, para que aparentem parecer como se corpos fossem a função do processo natural. A morte se torna tão natural quanto a vida, mas – realmente – não há nenhuma morte. Gary: • Entendo tudo. Entendo também a idéia do noticiário ser montado de tal maneira para nos fazer reagir e ver os outros como culpados, que é o mesmo propósito do resto das ilusões. Vejo isso até no noticiário regional daqui. Pursah: • Sim. Por exemplo, a polícia local pode querer fazer parecer que estão fazendo alguma coisa, então convoca os jornalistas locais e daí prendem as garotas de programa locais. Gary: • Acabou-se a minha vida social. Pursah: • Falando sério, o ponto importante que queremos deixar com você é este: o livro que você está escrevendo não é a seu respeito e não é a nosso respeito. Nós viemos aqui para dar às pessoas uma mensagem espiritual, uma mensagem para qual nem todos estão preparados agora, e é isso. Quando você estiver pronto para aceitar que a única coisa que realmente importa em sua existência terrena ilusória é 201

a bem sucedida conclusão de suas lições de verdadeiro perdão, então daí você ficará verdadeiramente sábio. • A despeito de seus palpites de sabidão, você, meu irmão, está indo super bem. Você sempre perdoa – mesmo que em alguma vez você leve alguns minutos ou algumas horas. Você está vencendo. Aceite isso e deixe isso tornar você ainda mais determinado a perseverar no aprendizado do perdão. Arten: • Nos meses futuros, nunca se esqueça que o objetivo é a única coisa que vale ter, e este mundo não vale coisa alguma. Você acredita que este universo seja valioso porque você se acostumou a ele, exceto por algumas experiências recentes, é tudo que você se lembra, pelo menos nesta existência terrena. O Curso lhe pergunta: “É sacrifício abrir mão da dor? Algum adulto se ressente quando desiste dos brinquedos de criança? Uma pessoa, cuja visão já vislumbrou a face de Cristo, por acaso olha para trás com saudade de um matadouro? Ninguém, que tenha escapado do mundo e de todos os seus males, olha de volta para ele com condenação. Mas não consegue deixar de se regozijar por estar livre de todo sacrifício que os valores do mundo exigiriam dele”. (M-13.4:2-6) Pursah: • Isso é tudo por hoje, amado irmão. Felizes Festas e sucesso continuado – mesmo quando isso for duro. Deixamos você com estas palavras do Curso para encorajá-lo: “Tem fé apenas nesta única coisa e será o suficiente: a Vontade de Deus é que estejas no Céu e nada consegue manter-te longe do Céu ou Céu longe de ti. As tuas mais estranhas percepções equivocadas, as tuas imaginações esquisitas, os teus mais negros pesadelos, nada significam. Eles não prevalecerão contra a paz que é a Vontade de Deus para ti”. (T-13.XI.7:1-3) -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 13 – Oração Verdadeira e Abundância (de como pôr os bois antes da carroça e fazê-la andar) “Uma vez eu te pedi que vendesses tudo o que tinhas, que o desses aos pobres e me seguisses. O que eu quis dizer foi isso: se não tens nenhum investimento em coisa alguma desse mundo, consegues ensinar aos pobres onde está o tesouro que lhes pertence. Os pobres são simplesmente aqueles que investiram de forma errada, e eles, de fato, são pobres!”. (T-12.III.1:1-3) No intervalo entre o 12º e o 13º encontros com seus visitantes, Arten e Pursah, Gary lembra-se de que ambos lhe haviam feito uma promessa de conversarem os três sobre a verdadeira oração, quando eles lhe dariam as diretrizes de como proceder na vida do todo dia. Pensou que esse poderia ser o tema da próxima conversa, pois ele mesmo já havia dedicado algum tempo estudando e aplicando os ensinamentos de um dos panfletos suplementares ao Curso, A Canção da Oração, que especificamente trata desse tema. Seus amigos acensionados deveriam vir em agosto, 1998, mas, antes disso, o fim de semana do feriado de 4 de julho [independência dos EUA], Gary destinara a data a uma visita ao homem a quem Pursah havia dito ser o homem que viria a ser visto no futuro como um dos grandes professores do Curso. Preferindo ouvir a ler, por cinco anos já ouvira várias fitas gravadas por Ken Wapnick, que o ajudaram muito a entender o Curso, iria vê-lo e ouvi-lo pessoalmente. Sabendo ser possível estudar o Curso por conta própria, mesmo assim apreciava receber ajuda e reconhecia querer muito fazer um seminário com Ken em pessoa. Karen e Gary empreenderam uma viagem de carro de dez horas, do Maine rural para Roscoe, cidade rural do estado de Nova York, nas montanhas Catskills. Gary estava feliz que seus cinco anos de procrastinação já estavessem no passado. Ficou ainda mais feliz quando viu a implantação das instalações da Fundação para Um Curso em Milagres com vista para o belo Lago Tannanah. O seminário de duas noites abordou o tema “O Tempo e a Eternidade”, com 150 participantes, a maioria do estado de Nova York, alguns de outros estados e um grupo menor de fora dos EUA. Notou que a maioria esmagadora era de colegas estudantes de nível de conhecimento elevado – como o que Gary esperava de estudantes dedicados ao Curso. 203

Nos dias que esteve em Roscoe, mudou sua impressão a respeito de Ken, que encontrou mais jovial, alegre e disposto do que o tom de voz sério e neutro que as fitas lhe traziam. O que aprendeu em Roscoe foi que mesmo não conseguindo comandar os acontecimentos e ocorrências, havia como comandar a tradução deles em sua emoção e seus sentimentos, determinantes de suas reações. Dois anos mais tarde retornou a Roscoe, um pouco antes da mudança da FACIM para a Califórnia, a Meca da espiritualidade mente aberta dos EUA, na cidade de Temecula, ao sul do estado. Em casa pensou muito na questão de escassez e abundância, fazendo um retrospecto nacional nos EUA em relação ao comportamento das pessoas quanto a isso, nos últimos 70 anos, desde a grande depressão, assim chamada, na década de 1929 a 1939. em agosto, 1998, Arten e Pursah se fizeram presentes para a 13ª visita. Sorridente, Pursah abriu a conversa: Pursah: • Oi, Gary. Que bom ver você, como sempre. Estamos felizes que tenha ido ver o Ken. Por certo você aprenderia dele sem necessariamente ter de ir até ele, mas foi bom você ter ido. Gary: • Você sabe, foi ótimo encontrá-lo, também. Para um estudioso, fiquei surpreso de ver como ele é engraçado. Pursah: • Uma das melhores ferramentas do Divino Espírito Santo é o riso, meu irmão. Se você toma o mundo muito a sério, ele toma você. Gary: • Sim. Gostaria de me lembrar de rir mais amiúde. Eu ainda demoro demais, algumas vezes, em usar o meu perdão. • Acho que vocês sabem do que quero falar hoje. Eu queria ser melhor em receber orientação, e peço sua indulgência no que no momento tenho tanto interesse. Pursah: • Tudo isso faz parte do plano. Discutamos uma Fonte de Orientação que não é deste mundo. Como hoje não iremos nos demorar muito, vamos direto ao assunto. Você leu o panfleto A Canção da Oração, estou certa? Gary: • Com certeza que li. É uma das minhas favoritas! Pursah: • Falemos então do que seja oração verdadeira e de como você tira dela um benefício secundário mesmo não querendo tirar dela um benefício secundário [nem sabendo que isso existe]. Gary: • Antes de tudo, uma pergunta rápida. Arten: • Nós só aparecemos aqui para servir. Gary: • Bem, estive pensando a respeito de devoção de verdadeiros mensageiros, de São Francisco de Assis a Madre Teresa de Calcutá, e isso me leva a imaginar se eu

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realmente sou digno de ser um dos mensageiros de Deus. Eu não sou assim tão devotado, sabia? Arten: • Lembre-se de uma coisa sempre: seu perdão comprova sua devoção. Você está se acostumando a perdoar bastante agora, e você se esquece de que isso nunca tinha sido natural para você até os últimos anos. • Saiba que: A cada vez que você perdoa, isso é um presente a você e também a Deus. • Você fará tudo muito bem. [É importante apenas Não Duvidar Nunca!] Gary: • Muito obrigado. Vou tentar. Mas eu também sinto que eu não tenho o ímpeto que eu deveria ter para escrever nosso livro, ou a disposição para sair por aí tentando ser um porta-voz para o Curso. Eu nem ao menos tenho uma voz boa para falar. Arten: • Você não é obrigado a fazer coisa alguma que não esteja disposto a fazer, mas se você assim escolher, lembre-se de que: Moisés não tinha uma boa voz para falar; Hitler tinha. • É a mensagem que importa, não sua forma. Além do mais, você ficará surpreso se você der um impulso nisso. Lembre-se só disso: você quando fala – o tempo todo – está falando consigo próprio. Não há ninguém lá fora e você consegue se lembrar disso a hora que queira. Só depende de você. • Quanto ao ímpeto, quer seja um ímpeto sexual ou ímpeto de trabalho, as pessoas o têm porque temem a morte. Eles têm uma linha de chegada, por assim dizer, mas um folgado relapso como você simplesmente tem seu medo da morte aparecendo de outras maneiras. Quando isso acontecer, lembre-se apenas disto: quão errôneo é o seu medo da morte e o seu medo de Deus. Gary: • De fato, eu tenho esse medo a respeito de não ser capaz de morar no Hawaii. Acho que queria isso muito mais do que eu me dava conta. Arten: • Primeiro de tudo, você não tem de se sentir culpado a respeito de querer ir morar lá. Porque não ir morar lá? Todas as pessoas têm de morar em algum lugar. Isso é apenas uma preferência. Por que fazer disso uma questão tão relevante? As baleias são bem espertas em ir para lá no inverno. Por que um pisciano simpático como você não poderia ir também? Gary: • Não vejo ainda os meios de permanecer lá por um período longo de tempo. Arten: • Isso é porque você anda pondo a carroça adiante dos bois. Felizmente para você hoje nós iremos falar a respeito de como pôr os bois antes da carroça. Purash: • Há uma coisa [importante] que você tem de entender [e nunca mais se esquecer]:

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você é inocente, não importa o que pareça acontecer a você em sua vida. Há certas pessoas que se sentem culpadas por serem pobres e outras pessoas se sentem culpadas por serem ricas. Você não pensa que você tanto foi rico como pobre em suas inúmeras vidas de sonho? Mesmo assim, nenhuma delas é verdadeira. Isso é tudo um sonho! Como sugerimos, se você se sente à vontade com o que é básico do sistema de pensamento do Curso, então você tem condição de tornar-se capaz de aplicar o que aprendeu a qualquer coisa [circunstância, situação, evento, objeto ou pessoa]. Por exemplo, quando você tem um profundo desejo pelo que seja, então você deve pensar que você seja um corpo, ou separado de Deus, de alguma forma. O que mais ´senão um corpo – conseguiria desejar alguma coisa? Você sendo um espírito, ou unido a Deus, então de nada precisa. Se você se lembra que não é um corpo, então você consegue dar um passo atrás e ver que aquilo que você deseja é sem valor. Repetindo, não estamos falando de abrir mão de tudo que seja físico; estamos falando a respeito da maneira que você olha para o que seja físico [como o interpreta e que crenças tem a respeito disso]. Se você precisa de alguma coisa – e você tem de sentir falta dessa coisa para crer que precisa dela – então você consegue entender que isso é apenas um substituto para Deus, e que um sentido de separação Dele se constitui no único problema real [e não todos os problemas aparentes que ocorram]. Ao sentir desejo de algo, você está sonhando um sonho de escassez [de que lhe faltem coisas, pessoas, circunstâncias ou situações], mas isso não é verdade [porque para você, o Filho santo do Pai, não lha falta coisa, pessoa, circunstância ou situação alguma porque TUDO já recebeu na criação]. Em lugar de fazer uma coisa – no nível da forma – mais importante que outra, você consegue – é capaz – de se lembrar de que todas as coisas são realmente a mesma coisa em sua “coisísse” nenhuma. Em Cristo não há falta de coisa alguma. Se você pensa que precisa de algo então você está vindo da fraqueza, mas se você não precisa de coisa alguma então você consegue estar vindo da fortaleza do Cristo. Gary: • E se eu apenas amar o Hawaii e o estiver escolhendo só por achá-lo lindo? Pursah: • Uma maneira de fazer isso [sem culpa] é considerar a beleza que você vê, ou apenas pensa a respeito, seja um símbolo de sua abundância como Cristo. Dessa maneira, se chover no dia de seu aniversário e você não conseguir sair e ir ver a beleza, saber que ela continua lá onde realmente sempre esteve em primeiro lugar – em sua mente. Arten:

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No seu caso, Gary, a carência se apresenta na forma de problemas financeiros. Isso é um resultado de sua culpa inconsciente. Não se sinta mal a respeito disso. Há maneiras piores para a manifestação de sua culpa inconsciente. Os problemas que você apresenta são preferíveis a sérios problemas de saúde e uma quantidade de outras coisas com que as pessoas são contempladas, com até menos idade que você tem.

Conte suas bênçãos e seja grato por suas lições serem gentis e por seu perdão estar despertando você para sua consciência do que realmente você é. Gary: • Eu tenho tido uma boa idéia de como rezar e me unir a Deus, mas ainda não estou seguro quanto a ter entendido essa idéia do benefício secundário. Arten: • Tudo bem. Vamos tratar disso rapidamente para você e daí nós nos vamos, para que você consiga praticá-lo. A prática faz a perfeição. • Veja isso deste modo: se o universo ilusório é mudança perpétua e Deus é imutável e eterno, qual deles você preferiria que fosse sua fonte? Seu problema de escassez, símbolo de seu pensamento de separação, é amplificado pelo fato de você estar colocando sua fé em algo com o que você não consegue contar. • Se você vê sua fonte de suprimento como algo neste mundo – por exemplo sua carreira, um emprego específico, ou suas próprias capacidades – então quando algo mudasse – como sempre acontece neste mundo de sonho – você seria excluído. Uma fonte ilusória consegue ser perdida. • Que tal se sua fonte não conseguisse mudar ou falhar, fosse imutável e infalível? Então você estaria colocando sua fé onde a fé é justificada [confiável e segura]. Agora você consegue ver suas transitórias carreiras e empreendimentos simplesmente como meãs ferramentas para serem usadas como símbolos que exprimem seu suprimento constante [firme e perene]. • Agora sua Fonte vem a ser um poço inesgotável onde você consegue encontrar a diretriz que sempre vem como alguma forma de inspiração. • Se sua ferramenta se quebra, que importa? Você não precisa ficar apegada a ela porque ela não é a sua Fonte. Se sua Fonte é constante, sua ferramenta pode então ser substituída por outra, fácil e rapidamente – por meio da ocorrência muito natural da inspiração. Você consegue relaxar porque sabendo que você não consegue, não há como perder a sua Fonte. Gary: • Já experimentei algo do que você está falando, mas você conseguiria ser um pouco mais específico e explícito a respeito de como isso é? Pursah:

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Sim. A instrução de Jesus em A Canção da Oração é bem específica, mas é preciso se lembrar que a união com Deus é abstração. Mais tarde, usualmente quando você não espera, uma resposta a seus problemas vem a você aparentemente do nada, se você quiser, como um efeito retardado de você ter se unido a Deus. Vou repetir para você, mas você já o leu, parte do que essa jóia de panfleto diz: “O segredo da oração verdadeira é esquecer as coisas que tu acreditas que precisas. Pedir o específico é o mesmo que ver o pecado e então perdoá-lo. Também, da mesma maneira, na oração tu desprezas tuas necessidades específicas à medida que as vês, e as deixas ir para as Mãos de Deus. Lá elas se transformam em dádivas para Ele, pois elas confirmam a Ele que tu não hás de ter deuses diante Dele; nenhum Amor senão o Dele”. (CO-1.I.4:1-4) Como exemplo, quando você medita [concentra-se no Pai, focaliza seu pensamento em Deus], visualize-se a si mesmo tomando a mão de Jesus ou do Divino Espírito Santo e indo para junto de Deus. Então imagine-se colocar seus problemas e metas e ídolos sobre o altar diante Dele como presentes. Pode ser que você diga a Deus o quanto O ama e o quanto você é grato por ser cuidado perfeita e completamente por Ele – para sempre seguro e totalmente provido por Ele. Feito isso, ponha-se silente. Você assume a atitude com a qual Deus criou você para ser exatamente como Ele e para estar eternamente com Ele. Nesse ponto você atinge o estágio de conseguir deixar ir tudo, unir-se ao Amor de Deus e deixar-se ir a si mesmo em Comunhão, plena de alegria, com Ele. Alguns dias depois, você pode estar comendo um sanduíche ou mesmo trabalhando no computador e, de repente, chega a você uma idéia inspirada, sem sobreaviso. A palavra inspirada, como você sabe, significa “no espírito”.

Por ter se unido ao espírito, é lhe dada a resposta. As pessoas estão sempre buscando de Deus resposta às suas orações. Se soubessem mais a respeito de como rezar, então saberiam como a resposta é dada. • A resposta não chega em forma física, mas alcança sua mente na forma de orientação – uma idéia inspirada, como um pensamento – que o panfleto descreve como um eco do Amor de Deus: “A forma da resposta, se dada por Deus, atenderá sua necessidade como tu a vês. Isso é meramente um eco da resposta de Sua Voz. O som real é sempre uma canção de graças e de Amor”. (CO-1.I.2:7-9) • Essa é a chave [que abre todas as portas, aplaina todos os caminhos, adoça todos os corações, equaciona todas as decisões, traz todas as respostas]: manter-se unido a Deus na mente em amor e em gratidão [reverência e fé]. Você se esquece de tudo mais e se põe imerso [embebido] em Seu Amor. Isso é que é estar pleno de espírito, inspirado. Essa é a Canção da Oração. O eco é um “benefício secundário”, mas esse não é o propósito da oração. Isso apenas acontece naturalmente, por você se manter unido a Deus e amá-Lo. 208

“Tu não consegues, então, pedir pelo eco. É a canção que é a dádiva. Junto com ela vêm os tons mais altos, as harmônicas, os ecos, mas esses são [benefícios] secundários”. (CO-1.I.3:1-3) Gary: • Seria possível que algo acontecesse no mundo que atendesse minha necessidade como a vejo? Pursah: • As respostas de Deus são internas, não externas. Se algo aparece no mundo é um símbolo. Não creia que Deus opera no mundo. Ele não opera no mundo! O resultado de seguir Sua orientação consegue ficar explícito no mundo simbolizado por meio de segurança ou abundância [paz, tranqüilidade, felicidade ou bem estar]. Arten: • Assim você consegue estar numa posição de força em vez de fraqueza. Você pode se encontrar sendo mais paciente e relaxado em seu trabalho e, dessa forma, mais dono de si mesmo. • Tendo esvaziado sua mente de seus aparentes desejos, quando for a Deus você consegue experienciar Seu Amor. Retornado depois ao mundo, onde você pensa estar, você consegue lembrar-se mais regularmente onde realmente está – com Deus. • Haverá um tempo em que você verá, muito natural e claramente, o que você tem de fazer para solucionar seus problemas – ou se você estiver diante de uma importante decisão, exatamente qual deva ser essa decisão. • A mais estrondosa evidência da validade desse caminho é de que funciona. À medida que você aceita as dádivas de Seu Pai, lembre-se de que você está eternamente com Ele. “Deus responde apenas por eternidade. Mas mesmo assim todas as respostas menores estão contidas nisso”. (CO-1.I.4:7) Pursah: • Vamos partir agora, mas unicamente na forma. Quando desaparecermos, queremos que você se una a Deus – e nós estaremos lá. Quando você vai a Deus, você não está tentando tomar coisa alguma – você simplesmente O ama. Ao fazer isso, você descobre que é amado por Ele, por agora e pela eternidade. “Na oração verdadeira tu ouves unicamente a canção. Todo o restante é meramente acrescentado. Tu procuras primeiro o Reino do Céu, e tudo mais e´, de fato, dado a ti”. (CO-1.I.3:4-6) -x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 14 – Melhor que Sexo “A revelação induz à suspensão completa, porém temporária, da dúvida e do medo. Reflete a forma original de comunicação entre Deus e as Suas criações, envolvendo o sentido extremamente pessoal da criação, às vezes buscado em relacionamentos físicos. A intimidade física não é capaz de conseguí-la”. (T-1.II.1:1-3) Nesse período entre a 13ª e 14ª visitas de Arten e Pursah, Gary estava a par de que o tema da próxima conversa seria sexo e assuntos correlatos. Preparou para suas visitas uma relação de conclusões sobe o assunto, a saber: 1 – mesmo que sexo seja tão “natural” quanto qualquer outra coisa da natureza, as pessoas estão sempre tentando fazer com que as outras pessoas se sintam culpadas em praticá-lo; 2 – as pessoas se mantêm em sua prática, mesmo se sentindo culpadas por praticá-lo 3 – apesar de não ser tema que permitisse ser mencionado, mesmo numa sociedade obsedada por sexo, o sexo realmente não fazia ninguém feliz. Outras informações foram colecionadas por Gary sobre a vida sexual das pessoas: A – as pessoas fazem sexo intensamente, mas isso não as torna menos desafortunadas; B – sexo é uma experiência bastante transitória; C – as pessoas crêem que os que fazem muito sexo sejam mais felizes, o que não é verdadeiro; D – se alguém aparenta contentamento é porque teve alguma felicidade interna que não teria sido resultante exclusivamente de alguma gratificação temporária. E – no Curso, o item sexo não é nem um tema tratado isoladamente e não faz juízo sobre comportamento. A única indagação feita é: o estudante quer ter o corpo ou o espírito como identidade? F – insistir em celibato para si próprio ou para outros é mais julgamento que perdão, mas é uma decisão para quem escolhe querê-lo como atitude em sua vida. G – não ter o corpo como identidade simplesmente significa que, em algum ponto, os estudantes devem se recordar quem eles e seus parceiros são, em realidade. H – para os que se amam, o sexo conseguiria ser utilizado como símbolo de união e uma forma de expressar seu amor. I – a chave, no sexo, é a consciência – mesmo que essa consciência possa vir a se tornar relegada ou esquecida no calor do instante de relacionamento – de que seu parceiro ou parceira não é realmente um corpo, mas – em verdade – o Cristo. 210

J – em troca, como pensar do outro, ou da outra, é o que estabelece sua própria identidade. K – a poderosa riqueza de Um Curso em Milagres é que em lugar de apenas dizer a você que creia que você não é um corpo, ele de fato lhe dá meios para experienciar algo além do corpo – e [muito] melhor, que a maioria das pessoas nem imagina como poderão se sentir bem [com o que lhes é ofertado]. L – o Curso oferece ao estudante uma Identidade e experiências associadas a ela que não são deste mundo. M – a maioria das pessoas hesita em abrir mão do mundo, mas a hesitação passa provando com clareza o sabor das alternativas ofertadas na troca. N – numa experiência espiritual autêntica, as pessoas descobrem que o mundo é uma cruel piada material, comparado com o que há disponível [no espírito]. O – todas a experiências – inclusive o sexo – são estados mentais – mesmo que a ilusão seja tão ardilosa e aparente que tudo se passa no corpo. P – o Verbo eterno de Deus não parecia ter como se tornar carne temporária, exceto em sonhos da irrealidade, mas a carne temporária tinha condição de ser trazida para a verdade. O desejo de Gary de conversar sobre hábitos de vida sexual era tão grande que estava desejando que Arten e Pursah chegassem logo, que a cada vez que entrava em sua sala de estar desejava que estivessem lá até que no feriado do Dia do Patriota, comemorado na Nova Inglaterra, eles chegaram. Arten: • Oi, Gary. Pursah: • Oi, Gary. Gary: • Oi, caras. Estou maluco mesmo! Obrigado por virem. Parece que faz tanto tempo desde que nos vimos pela última vez. Pursah: • Nós estamos sempre aqui; você é que nem sempre nos vê. Falando de muito tempo, depois desta visita, nossas três últimas aparições todas serão em dezembro – as três próximas Festas – 1999, 2000, 2001. • Você já aprendeu o suficiente para perdoar e nós sabemos que você continuará em seu caminho escolhido. A esta altura, viremos apenas para apoiar você e acrescentar algumas observações em seu benefício. • Sendo que sexo é uma parte do que você chama vida e desde que já sabemos que você quer falar disso, por onde você quer começar? Gary: • Pursah, velho de guerra, sempre direto ao ponto. Você já contou que o Curso ensina que a tentação quer sempre me convencer de que eu sou um corpo, então acho que a grande pergunta é: como consigo viver a vida normal que você disse que eu conseguiria viver, praticar o Curso e mesmo assim não me sentir mal a respeito da parte de identificação com o corpo, na minha vida de sonho? Arten: 211

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Lembrando o que isso seja e perdoando-o num tempo apropriado. Um sonho é coisa nenhuma, e sexo é nada [como sonho de ilusão que é]. Mas não aconselho você que se vire para sua parceira depois de fazer amor e diga “Isso não foi nada”.

Gary: • Eu sabia que estava fazendo algo errado.

Arten: • Mesmo assim, você consegue se dar conta do que seja a verdade a esse respeito, onde quer que esteja e em que tempo seja, bastando querer se dar conta disso. Por exemplo, o Curso, bem no início, diz: “Fantasias são um meio de fazer associações falsas e tentar obter prazer por meio delas. Mas, embora consigas perceber associações falsas, jamais consegues fazer com que sejam reais, exceto para ti mesmo. Tu acreditas no que fazes. Se ofereces milagres serás igualmente forte na tua crença neles”. (T-1.VII.3:6-9) Gary: • Então isso tudo é fantasia, e a parte sexual disso é uma tentativa de extrair prazer de uma associação falsa? Eu acho que parte disso seria o fato de que estamos fazendo um falso ídolo, a partir da sensação sexual – como um substituto para Deus. Purash: • Sim, perfeito. Ouça esta citação da seção “O Anti-Cristo”, no Texto. Jesus fala aqui a respeito de diferentes espécies de ídolos, e sexo seria certamente considerado um deles: “Não deixes que a forma dos ídolos te engane. Eles são apenas substitutos para a tua realidade. De algum modo, tu acreditas que completarão o teu pequeno ser, dando-te segurança em um mundo percebido como perigoso, com forças concentradas contra a tua confiança e a paz da tua mente. Eles têm o poder de suprir o que te falta e de acrescentar o valor que tu não tens. Ninguém acredita em ídolos sem se ter escravizado à pequenez e à perda. E assim, precisa ir buscar a força além de seu pequeno ser para levantar a cabeça e se colocar à parte de todo o infortúnio que o mundo reflete. Essa é a penalidade por não olhares para dentro em busca da certeza e da calma serena que te liberta do mundo, e permite que tu te coloques à parte, em quietude e em paz”. (T-29.VIII.2) Gary: • Agora vocês estão, realmente, me pondo animado. Pursah: • Não tenha medo, querido irmão. Como Jesus diz a você: “Esse curso não tenta tirar de ti o pouco que tens”. (E-pI.133.2:3)

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Ele meramente põe você numa posição onde você consegue reivindicar sua herança natural, que é muito maior do que todas as sensações corporais que você consiga conjurar. Gary: • Você sabe, antes do Curso eu jamais pensaria assim – mas o Divino Espírito Santo está, de verdade, oferecendo a mim algo melhor que sexo. De fato, nem ao menos chega perto. Pursah: • Isso está correto. Ao mesmo tempo, Ele não busca privar você daquilo que temporariamente você percebe serem seus desejos. Falando de seus desejos, Karen não está aqui hoje de noite? Gary: • Negativo. Ela foi a New Hampshire fazer algumas compras com a mãe dela. Ela vai passar a noite lá com ela. Pursah: • Uma história plausível. Gary: • Engraçado. Eu contava a ela há algumas semanas atrás a respeito de quando eu era adolescente e estava num baile num salão de uma Igreja Católica. Eu dançava uma música lenta, realmente próximo da menina. De repente, uma freira veio correndo sobre nós e espetou uma régua entre nós e disse “Agora, meninos, vamos deixar aí espaço suficiente para o Divino Espírito Santo”. Eu sempre me transtornei quando me lembrava disso. Arten: • Sim, a maioria das religiões sempre buscou reprimir a expressão sexual – até que chega a hora de casar e fazer mais corpos para a igreja, por certo. Dizer às pessoas para reprimir seus inconscientes desejos pré-programados é como dizer a um pássaro para não voar. • Você se lembra daquele ministro, todo auto perfeito e correto, na igreja batista de quando você estava no secundário, que costumava discursar contra os males do sexo – enquanto isso ele corria atrás de metade das mulheres na congregação? Gary: • O´ sim,.nós o chamávamos de “Abençoe-as e dispa-as”. Arten: • Então, quando você está no secundário e você está desesperadamente quente, quão disposto está a ouvir um hipócrita desses? Gary: • Não muito! Arten: • Não, isso nos leva a um assunto que não e engraçado, mas que nós devemos mencionar rapidamente. • Pelos primeiros 750 anos e alguns anos bissextos da existência oficial da Igreja, do ano 325 até cerca de 1088, não havia tal coisa de exigência do celibato de padres. Então o Papa Gregório, que não tinha nenhum senso de humor, insistiu que todos os padres fossem celibatários – mesmo os que nessa época fossem casados! Por certo

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isso faz com que perguntemos, que relação, possivelmente, teria a decisão de Gregório com Jesus? Gary: • Ah...nada? Arten: • Precisamente. Então pelos últimos 900 e tantos anos, os padres têm de ser celibatários. Em alguns casos tudo corre bem, mas em outros houve abuso sexual que não teria acontecido, se houvesse sido encontrada uma solução legítima para seus desejos sexuais. • O universo ilusório é um lugar de tensão e alívio [cíclica ou concomitante]. Isso é dualidade [uma gangorra, com um único ponto fixo no centro]. Você encontra isso em tudo aquilo que você chama de natureza. Mesmo na música. • Não é natural que as pessoas desistam de um certo comportamento até que elas próprias se encontrem am posição de conseguir isso, é o que se passa no caso de padres. E há os que abusam de crianças, que jamais deveriam ser padres, sejam quais sejam as regras. • Agora com o Curso, a tensão fica liberada pelo perdão, mas até que se tornem proficientes nisso, não deveria ser esperado que desistam de desejos terrenos antes que sejam capazes disso. Isso é algo que vem naturalmente com a maturidade da mente avançada nos caminhos do perdão verdadeiro. • Mesmo Jesus não foi todo o tempo celibatário, e mesmo que não tenha precisado do sexo nos últimos anos de sua vida terrena, ele foi casado por quinze anos. Gary: • Desculpe-me? O que foi que disse? Arten: • Hoje, você acha essa idéia incomum. Mas se você estivesse lá há dois mil anos atrás, o que era incomum seria admitir um judeu da idade de Jesus não ser casado. No entanto, não foi senão depois de mais de mil anos do início da igreja que o Papa decidiu que você tinha de ser celibatário para ser padre. • É só por causa do seu ponto de vista atolado na história, junto com séculos de projeção de pecado e culpa inconscientes em relação ao sexo, que hoje você vê a figura de Jesus sendo obrigatoriamente celibatária, como uma necessidade. Gary: • Ei, nem ligo a mínima. Alguém pode se importar com isso, não eu! Arten: • Então deixe que saibam como realmente era. Toda a idéia sobre sexo ser considerada uma coisa má nunca veio de Deus e jamais partiu de Jesus. Se você pensa que haja alguma coisa errada com sexo, então você também pensa haver algo errado com comer comida. Ambas são atividades normais para um corpo e qualquer idéia em contrário é criada por pessoas, não sendo espiritualmente inspirada. • Mas também é perfeitamente adequado para alguém deixar de usar o sexo [ou a comida] se eles se sentem inspirados a fazer isso, como expressão do que realmente são. Gary: • Sim, eu estive pensando a respeito disso recentemente. Digam, com quem Jesus era casado, era aquela garota Maria Madalena? 214

Arten: • Exatamente, era. Muitos hoje pensam a respeito dela como sendo uma prostituta, não que a Bíblia afirme que ela o tenha sido. Não afirma. A Bíblia tem tantas prostitutas no seu texto que as pessoas admitem que Maria Madalena fosse uma delas, também. • Ela não era. Ela era a esposa amada de Jesus. Pela lei judaica desse tempo, um corpo morto só poderia ser ungido [friccionado com óleo] por membros da família e, segundo o Novo Testamento, Maria Madalena teve permissão de ir ao túmulo para ungi-lo. O que isso diz a você? Gary: • Bem interessante. Arten: • Toda história, simplesmente, é que as pessoas fazem muitas suposições, mas Jesus não veio ao mundo para começar algum tipo de religião para que as pessoas pudessem acusar outras pessoas por terem corpos e terem vontade de usá-los. • Ele ensinou o perdão, e continua ensinando, para ensinar as pessoas a total insignificância do corpo – e conduzi-las à sua verdadeira Identidade como Cristo. Gary: • Então consigo viver [no corpo] e perdoar, ao mesmo tempo – e é possível ter ambos, uma ereção e a ressurreição? Arten: • Isso é verdade – não apenas ao mesmo tempo! A um determinado ponto você vai ter de escolher o corpo ou o espírito, de uma vez por todas. Pursah: • Falando de corpos, não importa realmente qual é a preferência sexual da pessoa ou o que pratica. Agora algumas partes do corpo têm sido mais importantes que outras, mas nenhuma parte de corpo algum é realmente mais importante que outra, assim como nenhum corpo é mais importante que outro, de nenhuma forma. Eles são realmente todos iguais em sua irrealidade. Incidentalmente, isso se aplica ao fetiche que você tem. Gary: • Você se refere à minha atração por um estômago de mulher e por seu umbigo? Pursah: • Sim. Essa fixação é mais comum no oriente médio, aliás. Você deveria entender que as pessoas fazem associações na mente, representadas no nível da forma para fazer com que as pessoas as sintam de determinada maneira. Algumas vezes se destinam a fazer com que você se sinta diferente e, por isso, culpado [magoado, infeliz, desprezado, desqualificado ou pelo contrário, merecedor, distinguido ou preferido] . • Não é generalizado o conhecimento, mas há dois estágios no desenvolvimento sexual da pessoa: o segundo estágio, conhecido por todos, acontece na puberdade, e há o primeiro estágio, quase desconhecido, que acontece ainda bem criança. • Os pais são um substituto para Deus fabricado na mente do bebê. • Nesse primeiro estágio, formam-se associações e acontecem substituições na mente da criança, mais tarde desfeitas ou conservadas, conforme cada caso, para um 215

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desempenho sexual satisfatório. Essas associações e substituições na mente do bebê vão compor – na mente do adulto – o objeto de desejo no corpo da mulher, a partir da mãe, substituto de Deus para o bebê, junto com o pai. Adulto, esse bebê que se fixou em determinadas partes do corpo da mãe, vem a ser sexualmente atiçado pela parte do corpo da mulher que se fixou em sua mente na tenra infância. Sua mãe simbolizava Deus e a parte do corpo da mulher que o incita é a parte do corpo da mãe para a qual foi despertado sexualmente. São apenas falsas associações e substituições, umas após as outras, e em geral é muito simples – mas depois isto vem a ser negado e projetado. Tudo isso foi decidido muito antes do tempo, mas é assim que aparecem para cumprir sua parte no mundo. No seu caro, Gary, você só tem uma fixação: umbiguinho de mulher O que quer que seja que dê a partida à incitação sexual em quem seja, a motivação disso remonta a uma época recuada de sua vida no corpo e a algo que esteja em associação a isso e que daí se tornou uma memória inconsciente. Essa associação então volta à superfície, mais tarde, na forma de um desejo sexual, uma fixação pela parte do corpo da mulher que o excita. .

Gary: • Isso faz sentido. Tenho me sentido diferente, às vezes, por causa dele, e creio que isso seja o equivalente à culpa. Obviamente o perdão é a resposta correta, como sempre. Pursah: • Sim. Lembre-se: não importa qual sejam as suas preferências, o Curso não é a respeito de mudar seu comportamento. Se seu comportamento muda, que assim seja! Se não muda, nem se preocupe com ele. Você até pode chegar a não querê-lo mudado. O importante é: entender [e aceitar] sua total inocência. Gary: • Muito grato. Arten: • Falando de associações, um homem tem uma comunicação entre o Céu e o ventre de sua mãe. Essa comunicação também está lá para uma mulher, mas ela se evidencia mais na forma de um homem desejando estar dentro de uma mulher, e algumas vezes uma mulher desejando também. Gary: • Isso explicaria porque um homem nasce através da vagina, e daí passa o resto de sua vida desejando retornar aí dentro. Arten: • Estou contente que você o tenha dito. Gary: • Falando de preferências, como pode um maometano no oriente próximo consegue ter quatro esposas e nós na América só conseguimos ter uma? Arten: • De fato é permitido a você ter quatro esposas neste país – só que não todas ao mesmo tempo. Gary:

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É melhor mudarmos o assunto, pois posso não me dar bem. Pursah, você tem algum conselho para mulheres a respeito de sexo?

Pursah: • Sim. Cuidado com a serpente de um olho só. Gary: • Engraçadinha. Algo mais? Pursah: • Você não precisa se preocupar com as mulheres em relação ao sexo. Elas falam umas com as outras a esse respeito, é praticamente um culto. Não tendo o vírus do macho, freqüentemente ajudam umas às outras. Repetindo, em algum ponto isso sempre desembarca no perdão. Gary: • Você sabe, quando mais moço, sempre pensei em ter três filhos, uma família, afinal. Agora não tenho tanta certeza. Não que haja nada errado com crianças, apenas que não estou mais tão seguro a respeito da necessidade de pô-los no mundo, não mais. Arten: • Continue a se unir a Deus e você será guiado nesse assunto. Afinal de contas, um salvador do mundo se une a Deus da mesma maneira que uma freira se casa com Jesus, mas não é necessário a você fazer isso completamente agora mesmo, se você não estiver pronto ainda. Se ajuda alguma coisa você saber, Gary, você já é um pai. Gary: • Quem disse isso? Eu nego tudo! Arten: • Não me refiro a esse tio de pai, amigão. Relembro você a respeito da interessante declaração do Livro de Exercícios: “Libera o mundo! As tuas criações reais esperam por essa liberação para te dar a paternidade, não de ilusões, mas como Deus na verdade. Deus compartilha a Sua Paternidade contigo, que és o Seu Filho, pois Ele não faz distinções entre ele Mesmo e o que continua sendo Ele. O que Ele cria não está à parte Dele, e em lugar algum o Pai chega ao fim para dar início ao Filho, como algo separado de Si Mesmo”. (EpI.132.12) Gary: • Perfeito. Você diz que eu realmente fico exatamente como Deus, quando estou no Céu? Arten: • Sim – exatamente como Ele. Gary: • Isso vai ser estupendo, não é mesmo? Arten: • Você captou a idéia. Mantenha se preparando com seu perdão e quando você estiver pronto a retornar ao seu estado natural você estará lá com Deus. Essa é a promessa Dele, não apenas nossa. É como Jesus instrui você, na mesma lição do Livro de Exercícios: 217

“Nega as ilusões, mas aceita a verdade. Nega que sejas uma sombra deixada por um momento sobre um mundo agonizante. Libera tua mente, e contemplarás um mundo liberto”. (E-pI.132.13:4-6) Pursah: • Então, irmão, você tem alguma pergunta antes de nós retornarmos de onde viemos? Gary: • É engraçado como as coisas podem ser vistas se colocadas em perspectiva. Quando eu era garoto pensava que a minha geração era muito mais avançada que a de meus pais. E ambos meus pais eram musicistas! Agora consigo ver que cada geração pensa que inventou a música e o sexo e que seus pais não são nada e não sabem nada. Logo mais seus filhos vão pensar que eles inventaram a música e o sexo e que seus pais não sabem nada e os filhos desses vão pensar o mesmo deles. É um ciclo interminável... Pursah: • Observação correta. Tudo é estilo e hormônios. A idéia real por trás disso – a idéia de separação do ego – permanece a mesma. Seu encargo é substituir essa idéia com o amor do Divino Espírito Santo. Gary: • Sim, e eu acho que agora gosto de saber como a mente é poderosa, mesmo no nível da forma. A mente é responsável por tudo que crê, proporcionando à pessoa trazer para perto de si aquilo que crê, mesmo [e principalmente] para o corpo. A intensa “varredura” que a propaganda faz usando imagens de sexo para vender modifica o entendimento de meninas que passam a despertar mais cedo para o sexo, refletido em seus corpos. • Não julgo, apenas vejo o que se passa: a mente comanda o corpo [e nisso temos de atentar e vigiar] – não a genética ou o meio ambiente ou a evolução [ou a cultura]. Arten: • Correto o que você diz. As identificações com o corpo se reforçam [– fortalecem a separação, o corpo, e todas as idéia relativas à materialidade –], as identificações com o espírito libertam o corpo [– fortalecem o Ser, identificando-nos com a Verdade a Realidade]. Cada um – de per si – tem de alcançar fazer essa escolha. Perdoa as figuras do sonho, meu irmão, e sua recompensa será seu Ser. Pursah: • Quem sabe seja melhor deixar com você uma declaração do Texto que lembrará você do caminho para casa. Veremos você perto do Natal. Daqui até lá, lembre-se do seu propósito, que é o do Divino Espírito Santo, e lembre-se destas palavras: “Do mundo perdoado, o Filho de Deus é facilmente erguido ao seu lar. E lá ele tem o conhecimento de que sempre descansou ali, em paz. Pois a salvação é o fim dos sonhos e, com o término dos sonhos, ela não terá mais significado. Quem, desperto no Céu, conseguiria sonhar que jamais houvesse qualquer necessidade de salvação?” (T-17.II.7) -x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 15 – Olhando para o Futuro
“A presença do medo é um sinal seguro de que estás confiando em tua própria força”. (E-pI.48.3:1) “Para ti, [seguir a orientação do Espírito Santo] é o caminho para saíres do inferno”. (M-29.3:11)

Sabendo que seus visitantes estariam por perto [somos todos um e não há estranhos no Reino], mesmo que não os enxergasse ainda, estando certo que podiam observar como ele seguia firme e constante com seu dever de casa de prática do perdão, Gary fez conjecturas sobre a chegada do novo milênio, prognosticada por várias correntes de pensamento com cataclismos, tormentos meteorológicos e geográficos, explorados [nem sempre positivamente] pelos meios de comunicação escrita, auditiva e televisiva. Gary sabia que na história do mundo sempre houve mudanças na terra e sempre haverá, mas nenhuma com o tempo de ocorrência artificialmente determinado, como no caso, o término de um milênio e o início de outro, considerações relativas à uma das ilusões do mundo, a cronologia temporal. Gary considerava que Arten e Pursah estavam corretos em comentar que o ego gostava de despertares assustadores e violentos, e terríveis tragédias usualmente ocorriam quando as pessoas não os aguardavam e jamais quando estavam sendo esperadas e noticiadas em jornais. Arten e Pursah disseram a Gary que não revelariam muita coisa sobre o futuro. Mesmo assim Gary, por sua natureza especulativa, imaginava conseguir – mesmo assim – algum dado sobre ocorrências prováveis por ocasião do novo milênio. Ainda em suas conversações com Arten e Pursah citou um trecho do Curso, que transcreveu aqui: “É possível que tu, a quem Deus diz: “Libera o meu Filho!” sejas tentado a não escutar, quando aprendes que és aquele para quem Ele pede liberação? (T-31.VII.15:5) Gary terminava de desfazer as caixas em seu novo apartamento para onde se mudara, quando Arten e Pursah, de repente, apareceram no mesmo sofá em que projetaram suas imagens muitas vezes antes. Arten: Oi, “bro”, como dizem em suas ilhas favoritas. Como foram suas férias no Hawaii? Gary: Foi muito bom, cara. Muito obrigado, eu amo aquele lugar. O pessoal é 219

tão descansado, dizendo coisas como “Nada de novo, irmão” – e eles estão dizendo a verdade. Quem consegue fazer melhor? Que viagem! Pursah: Desde que não tenha sido viagem de culpa. Realmente, estamos contentes que você tenha aproveitado bem. Este é um bom lugar que você tem aqui. Você pode vir a achar boa a vida num condomínio. Gary: É isso aí. Não vou cortar grama nunca mais. Pursah: Vocês foram a dois grupos de estudo enquanto esteve no Hawaii? Gary: Sim, fomos. É engraçado observar como pessoas diferentes olham o conjunto do assunto. O primeiro grupo, em Oahu, entende a natureza não dualista do Curso perfeitamente bem, e o segundo grupo, em Maui, não. Eu conseguia notar a diferença entre eles quando conversavam sobre o Curso. Mesmo assim eu nada comentei. Pursah: Bom para você. Lembre-se sempre:

deixe as pessoas com as suas crenças.
Não é necessário a você fazer com que os outros concordem com o que você pensa, e não é necessário às pessoas, quer estudem ou não o Curso, concordarem com o que você escreve em seu livro.

Apenas exponha a verdade aí e deixe o resto para o Divino Espírito Santo.
Todas as pessoas aprendem e aceitam exatamente o que é para elas aprenderem, exatamente quando devem. Você não conseguiria alterar isso, nem que o quisesse – e você não deveria querê-lo. Saiba sempre:

isso que você vive é apenas um sonho!
Sim, diga o que pensa, mas não faça os outros se sentirem em erro.

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1 – não discorde deles, 2 – diga o que sabe ser a verdade, apenas, de maneira agradável. Daí, 3 – bata em retirada, ou se cale, se for o caso; 4 – ATENÇÃO: nunca entre em confronto!

‘Tá me ouvindo, “bro” ? Gary: Alto e em bom som! Então me conte, a paz vai desabrochar no novo milênio? Arten: Bem... não. Apenas por uma coisa: você não consegue ter paz até que as pessoas parem de se identificar com suas nações particularizadas e comecem a enxergar todos seus irmãos e irmãs – e a si mesmos – como espírito. Quando você é ilimitado não há fronteira a defender, e assim nenhum motivo para matar por isso. Isso não significa que não se possa cantar The Star Spangled Banner [hino nacional dos EUA] no Parque Fenway; significa que, enquanto você for tocando p’ra frente sua vida normal, você sabe em seu coração [com certeza] aonde você realmente pertence, e não significa que o retorno à casa esteja na defesa de ilusões com ilusões, mas [com efeito] perdoando-as. Gary: Excelente. Então, me conte sem rodeios. O Apocalipse está próximo com a virada do milênio? Eu não acho que esteja, mas me diga, mesmo assim. Arten: A idéia do Apocalipse é mais velha que as montanhas. Em verdade é pré-judaica. Está lá na Pérsia, com Zoroastro. Por certo nós temos a nossa própria versão com Daniel, e os cristãos têm o Livro do Apocalipse [também chamado Revelação]. Os pressurosos integrantes urbanos consumistas da Nova Era admitem que haverá “mudanças no planeta”. Tudo tem origem no mesmo medo. Você sabe o que é a melhor coisa a respeito do Livro do Apocalipse (ou

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Revelação)? Finalmente, o mal é vencido não pela força, mas pelo amor. Isso é do que trata o cordeiro. O amor é mais poderoso que o medo, e é isso o que a Bíblia significa, sendo tudo o que ela diz: o bem sempre vencerá o mal. Posso lhe dar já um exemplo do amor vencendo o medo e o Divino Espírito Santo trabalhando numa situação que você nem soube nada a respeito, mas que esteve extremamente próximo de matar você e todas as pessoas que você conhece. Em 1983 os soviéticos acreditavam com segurança que Ronald Reagan estivesse preparando um ataque a eles. Os Estados Unidos estavam na preparação do maior empreendimento de paz militar jamais realizado, e então algo aconteceu que ninguém esperava. Em 26 de setembro, um defeito num programa virtual na Rússia causou a interpretação em seus computadores de que uma luminosidade oscilava no topo das nuvens indicando a aproximação de mísseis norte americanos. Os soviéticos estavam a cinco minutos de ordenar um ataque geral. Se eles ordenassem o ataque, 100 milhões de pessoas teriam sido mortas imediatamente em cada lado. Cada uma das maiores cidades, tanto nos Estados Unidos como na União Soviética, teriam sido completamente destruídas e o mundo não seria mais que um inferno vivo para os sobreviventes, que até invejariam os que haviam morrido. Gary: Que porcaria, cara. O que impediu isso? Arten: Apenas um único homem. Esse é um exemplo de alguém ouvindo o Divino Espírito Santo, sem nem estar pensando a respeito disso dessa maneira. Seu nome é Coronel Petrov, e ele, corajosamente, foi contra o

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procedimento de ataque, insistiu que os computadores estavam errados, e abortou o ataque. Por seus nobres esforços ele foi, no final, expelido das forças armadas por seus superiores que, com suas viseiras mentais, teriam deixado o ataque ocorrer, em vez de correr o risco de estar equivocado. O Coronel Petrov ouviu o amor em vez do medo. Você e seus queridos foram capazes de viver as últimas duas décadas, graças a ele. Gary: Veja só! Militarismo e nacionalismo estão realmente fazendo do mundo um lugar seguro, não é mesmo? Arten: Obviamente. Aquele coronel fez a coisa mais amorosa na história. Ele salvou a maioria da raça humana, e ninguém sabe quem foi ele [nem o que ele fez]. Gary: Eu conto para vocês quando a vida for justa. Arten: A vida justa é unicamente no Céu, porque é perfeita. Disso é que o Filho santo de Deus é digno. Aqui na terra, contaremos a você o que pode ser esperado em geral nesse século que começa. Você pode contar com que tudo será maior, mais rápido e mais amedrontador. O século XX foi ridículo em sua violência, em sua aparente aceleração no progresso industrial e tecnológico e em suas manchetes assustadoras. Neste século XXI teremos mais do mesmo – apenas maior, muito mais veloz e ainda muito mais amedrontador. Você não terá mudanças terráqueas, mas você terá intempéries mais violentas e temperaturas mais extremas, de calor e de frio. As pessoas pensam que estão tendo aquecimento global por causa da poluição que vocês põem na atmosfera e isso é verdade, mas vocês também têm

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extremas temperaturas de frio. Causar danos à atmosfera causa ambos, frio e calor. Isso conduz a estudos científicos conflitantes que confundirão as pessoas e darão às corporações desculpas suficientes para manterem o que fazem. Afinal, se a ciência não é conclusiva, então porque devam eles fazer algo sem que sejam obrigados a isso? No século XX em seu país o dinheiro se tornou mais relevante do que a pessoa. No século XXI o dinheiro se tornará ainda mais importante do que as leis votadas por seu poder legislativo, que deve dinheiro por suas campanhas e assim devem suas eleições para essas corporações, de qualquer forma. Assim o dinheiro grande vai se colocar numa posição de total autoridade. O processo de democracia legislativa, que já é uma impostura, se tornará cada vez mais como uma exibição pública de uma luta física profissional, mas só como espetáculo, pois o resultado já foi determinado. Gary: Mas não há mudanças na terra? Pursah: Por certo, haverá terremotos, tsunamis, e furacões que matarão milhares de pessoas e assustarão a todos, infernando todo mundo. Mas sempre houve terremotos, tsunamis e furacões que mataram milhares de pessoas e assustaram outros milhares, não houve? Muitas cidades nos Estados Unidos, tanto na costa do Pacífico, como do Atlântico e no Golfo do México se situam em pontos de terremoto e mesmo assim precisam estar nessas localizações porque há necessidade de cidades à beira mar, para que haja portos marítimos. Isso é muito conveniente como montagem para o roteiro horrendo do ego. Arten: Em relação ao seu clima, um dos grandes problemas neste século que se inicia será a alternância entre enchentes e secas. No período de trinta anos, a partir de agora, carros movidos a hidrogênio e vários híbridos começarão a dominar, primeiro na Europa e depois nos Estados Unidos – mas isso só depois que

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suas corporações hajam sugado todos os dólares que consigam dos veículos movidos a gasolina. Muitas companhias relacionadas com óleo continuarão existindo por causa de outros produtos, mas células movidas a hidrogênio são a energia do futuro. Quanto a outras formas de viajar, agora você leva cinco horas para voar de Nova York para Los Angeles; mais adiante neste século você terá aviões comerciais fazendo esse percurso em 30 minutos. Haverá sempre o bom e o ruim, como sempre, pela presença da dualidade. O mundo sempre será de ter e não-ter [ser e não ser, haver e não haver, e assim por diante]. Como boa notícia, eu poderia dizer que com a queda do comunismo o mundo atingirá gradualmente a maior expansão econômica da história da humanidade – e o seu Índice Dow Jones Industrial fará negócios no patamar de 100.000 dentro de cinqüenta anos. NOTA: na semana em que Arten pronunciou essas palavras o Índice Dow Jones Industrial atingiu um pico de 11.750, recorde alto para essa época – a partir daí houve um marcado lento. Um aumento surpreendente tem de acontecer nos próximos cinqüenta anos para que a previsão de Arten se cumpra; Gary: É coisa demais para o fim do mundo. Arten: Em sua visita a Nova York, por que você subiu ao topo do prédio do Empire State? Gary: Porque esse prédio significa muito para mim, por ter sido o prédio mais alto do mundo por muito tempo. Arten: Sim. E porque o World Trade Center foi construído um pouco mais alto? Gary: Para que ficasse um pouco maior.

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Arten: Precisamente, mas você foi ao topo do prédio Empire State porque ele significava mais para você. Gary: Sim; e daí? Arten: Um prédio significava mais para você, mas o outro significa mais para outra pessoa. O ídolo de muita gente não é o mesmo para todos, mas eles todos têm algo em comum. O que os ídolos parecem dar às pessoas, não importando a forma que os considere? Como o Curso explica: “Tem de ser mais. Não importa, realmente, mais de que, se é mais beleza, mais inteligência, mais riqueza, ou até mesmo mais aflição e mais dor. Mas um ídolo é para se ter mais de alguma coisa. E quando um falha, outro toma o seu lugar, com a esperança de achar mais de alguma outra coisa. Não te enganes com as formas que essa “alguma coisa” toma. Um ídolo é um meio de conseguir mais. E é isso que vai contra a Vontade de Deus. Deus não tem muitos filhos, apenas um. Quem consegue ter mais ou a quem consegue ser dado menos?” (T-29.VIII.8:7- 9:2) Gary: Eu sei que isso é verdade, mas saber isso, por si só, usualmente não consegue me assegurar que eu pare de querer mais. Até que eu perdoe, quero dizer. Você sabe que eu fiz isso, quando fui para o topo da montanha Diamond Head. Foi a maior vista que eu jamais vi, e eu a dediquei a Deus. Eu me dei conta de que apenas estava tentando tomar o Seu lugar me postando no ponto mais alto, então me uni a Ele, em vez disso. Acredito que haja variações no perdão, dependendo da situação. A coisa importante é perdoar [perdoar sempre], não importando qual seja a forma apropriada. Não estou afirmando que as pessoas não se coloquem no topo dos lugares onde se divertiriam; estou apenas afirmando que, mais cedo ou mais tarde, chega a hora de perdoar.

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Arten: É tudo o que você tem de fazer, meu irmão: PERDOAR. Eu asseguro que o século XXI não privará ninguém de oportunidades de fazer isso. Por exemplo, esses terroristas de que falamos atrás. O que fariam para conseguirem mais? Gary: Bem, imagino que tenham de fazer algo maior mais uma vez, alguma coisa para assanhar as pessoas, que nunca tenha sido feito antes. Suponho que tenham de fazer melhor do que eles próprios fizeram antes e mais do que os outros. Arten: Exatamente. Depois disso terá de ser algo maior mais uma vez, não importa o quanto isso demore. No século XXI, no ocidente, a maior ameaça à segurança será a ameaça de terrorismo nuclear ou biológico. Bombardeio convencional continuará, mas a necessidade de torná-los maiores se fará tragicamente aparente. Gary: Conseguirão os terrorista fazer explodir um aparato nuclear numa cidade de porte no próximo século? Arten: Não é para você se assustar, mas a resposta para essa pergunta infelizmente é sim. Depois disso a vida em seu mundo nunca mais será a mesma, mas seguirá em frente. A pergunta é: para o que as pessoas usarão essa situação? Essa resposta será diferente para varias pessoas, mas para um estudante do Curso há apenas uma única resposta: tem de ser usada para o perdão. Tudo aqui tem sempre de ser usado para o perdão. Gary: Você tem como me contar qual será a cidade? Arten: Eu penso que você sabe que não posso fazer isso. Se eu lhe dissesse onde vai ser isso, esse conhecimento poderia alterar o que algumas pessoas fariam. É preciso nos darmos conta de que

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todas as pessoas que vêem para este mundo escolhem isso com o conhecimento inconsciente do que está por acontecer. Eles escolhem seu destino e cada um deles tem a oportunidade de aprender suas lições do que quer que seja que venha ocorrer. Você até pode pensar que estaríamos fazendo um favor às pessoas em ajudá-las a evitar problemas, mas a verdade é que [se não passarem por eles e não aprenderem as lições programadas para aprenderem] de qualquer forma teriam de passar por elas outra e outra vez, porque a culpa inconsciente continuaria a atuar ocasionando a repetição, até que venha a ser perdoada. Mesmo que isso não pareça a você que assim seja, a melhor coisa a fazer é aprender a perdoar, não importa o que esteja ocorrendo. Essa é a única saída real para todo esse pesadelo – e mesmo que não pareça um pesadelo a muitas pessoas, no final acaba sempre – inevitavelmente – virando um. Quanto à atitude das massas, com a comunicação sendo o que é e todas as pessoas querendo ter o que vêem na televisão, as pessoas se tornarão neste novo século ainda mais materialistas, em todo o mundo. Isso não significa que o capitalismo não seja melhor do que o fascismo, por certo ele é. As pessoas têm a liberdade de buscar a verdade sob o capitalismo, e os que a buscam sinceramente não deixarão de encontrá-la. No geral, neste novo século, mais pessoas farão do dinheiro seu novo deus, inclusive os que buscam abundância por meio do que eles crêem seja um meio espiritual. Como já dissemos, nada há de errado com o dinheiro, mas nada há de espiritual nele também – e aqueles que buscam Deus primeiro, em lugar do dinheiro, O encontrarão primeiro. Levará tempo para que os princípios de Um Curso em Milagres sejam

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entendidos pela sociedade, e a grande maioria das pessoas continuará a crer como e no que sempre acreditou. Neste novo século elas continuarão vivendo na negação. Tentarão trazer Deus para o mundo e espiritualizar o universo, crendo haver uma inteligência de compaixão por traz do que seja realmente apenas uma crença assassina. Elas verão a morte como parte de um “ciclo de vida”, quando realmente a morte é apenas o símbolo do grande equívoco. Então glosarão tudo sobre isso. Ninguém mencionará que metade dos sem teto e dos condenados por tribunais deveriam estar recebendo tratamento em instituições mentais, ou que morrem mais policiais por suicídio do que no cumprimento do dever. O número de mortes por arma de fogo no seu país nesse próximo ano chegará a ser 80 vezes maior do que os mortos da mesma forma no Canadá, no mesmo período. Seu país tem uma tradição de violência, e problemas extremos requerem soluções radicais. Mas os fanáticos em seu país, que prezam mais as armas que as pessoas, continuarão a agir como querem, contra a vontade da maioria, e não há como negar que suas insanas políticas custam a vida de milhares de pessoas a cada ano – enquanto isso o ego vê tudo isso e sorri de contentamento. Nesse próximo século humanos andarão no planeta Marte e no final descobrirão evidências antropológicas espantosas de que vida inteligente habitou por lá. Haverá também o primeiro contato entre seres humanos e vida em planeta diferente da terra, mas essa forma de vida humanóide não será de Marte. Ao longo disso tudo, mais as coisas mudam mais elas continuam as

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mesmas. Importante é saber que há algo que você não nota a respeito de todas essas coisas, é que todas são lições para perdoar. Todas elas se referem a corpos, porque, no final, de alguma forma, os relacionamentos inter-pessoais estão em todas as situações. Não apenas é sua tarefa perdoar o que você vê na televisão ou lê na Internet [e nos jornais], mas é especialmente vital para você perdoar os corpos que seus olhos vêem nos relacionamentos inter-pessoais da sua vida de todo o dia. Essas pessoas têm uma razão para estar ali. Como diz Jesus: “A salvação não pede que vejas o espírito e não percebas o corpo. Ela meramente pede que essa seja a tua escolha. Pois consegues ver o corpo sem ajuda, mas não compreendes como contemplar um mundo à parte dele. É o teu mundo que a salvação vai desfazer e te deixará ver um outro mundo, que os teus olhos jamais conseguiriam achar”. (T-31.VI.3:1-4) Ou você pode continuar a adorar seus ídolos. Mas que sabedoria haveria nisso? Como o Curso também aconselha você: “Entretanto, se o Espírito Santo é capaz de comutar cada sentença que impuseste a ti mesmo em uma bênção, nesse caso, isso não consegue ser pecado. O pecado é a única coisa em todo o mundo que não consegue mudar. Ele é imutável”. (T25.VII.1:1-3) Gary: Mesmo assim eu posso continuar a viver minha vida, perseguir minhas metas e perdoar, ao mesmo tempo. Tudo se resume em abandonar apegos psicológicos. Isso é muito bom. Arten: Sim, e você pode se dar conta de que suas metas mudarão como resultado da inspiração e orientação que você recebe da prática da verdadeira oração e do perdão. Obviamente, você tem passado por um processo de se tornar um com os mensageiros de Deus. Essa não é a sua primeira existência terrena onde você é mensageiro de Deus, por isso não deveria ser estranho a você.

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Você deveria sempre se lembrar do que o Curso diz a esse respeito: “Há uma diferença principal no papel dos mensageiros do Céu, que os distingue daqueles designados pelo mundo. As mensagens que entregam são dirigidas em primeiro lugar a eles mesmos. E é só na medida em que consigam aceitá-las para si mesmos é que vêm a ser capazes de levá-las adiante e dá-las em todos os lugares a que eram destinadas. Como os mensageiros terrestres, eles não escreveram as mensagens que trazem consigo, mas vêm a ser seus primeiros destinatários, no sentido mais verdadeiro, recebendo a fim de se prepararem para dar”. (E-pI.154.6) Gary: Entendo isso. E estou fazendo isso – algumas vezes. Arten: De fato, tem feito muitas vezes. Em algumas circunstâncias você leva pouco tempo, mas, no final, sua consistência em perdoar tudo é impressionante. Qualquer tempo ocioso que você consiga eliminar simplesmente contribuiria muito para sua própria paz – e essa não é a meta imediata? Cada um terá suas próprias lições de perdão, e à medida que avançam e perdoam com o Divino Espírito Santo, e colocam tudo que fazem mais e mais sob o Divino Espírito Santo, eles – assim como você – alcançarão a imediata e no final a longo prazo a meta do Curso. Como Jesus diz a todos no Manual: “Seguir a orientação do Espírito Santo é se deixar absolver da culpa”. (M-9.3:3) Ele também diz nessa mesma seção: “Assim sendo, não penses que seja necessário seguir a orientação do Espírito Santo meramente devido às tuas próprias inadequações. Para ti, é o caminho para saíres do inferno”. (M29.3:10-11) Gary: Eu creio nisso. Você agora está pregando para pessoas que já pensam 231

como você, cara. Sei o que você está fazendo. Eu sempre tenho de ser relembrado – e você realmente não está falando apenas comigo, não é mesmo? Arten: Você me entendeu, amigão. Pursah: Um Curso em Milagres é uma apresentação da verdade absoluta, que já dissemos que consegue ser sumariada em apenas duas palavras, mas unicamente aceita por uma mente que esteja preparada para isso. Daqui a dois mil anos, “Deus é” continuará sendo a verdade absoluta, e Deus continuará sendo o Amor perfeito. A verdade real não muda. Aceitar isso, no entanto, requer um treinamento de mente conforme o Curso lhe dá. Algumas pessoas preferem não serem treinadas na vida que estão levando. Elas querem o significado de Deus e que o mundo seja aberto às próprias idéias delas. Isso é bom se é isso o que querem agora. Mas como Jesus pergunta a você em seu Curso: “Teria Deus deixado o significado do mundo para tua interpretação?” (T-0.VII.1:1) Gary: Ele e suas perguntas de malandro-sabido. Pursah: Sim. Não é fácil ser humilde quando você conhece tudo. No geral, creio que Jesus fez um trabalho bem bom. Arten: Para os que se unem a ele, como nós fizemos, estamos honrados de nos unir a você. É como o Curso declara perto do final do Manual: “Através de ti, se anuncia um mundo que não é visto nem ouvido, embora esteja verdadeiramente presente”. (M-29.8:5) Pursah: Nós amamos você, Gary. E agora perdoaremos você se você em parte gosta que seja 1999. -x-x-x-x-x-x-x-x-x-

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Capítulo 16 – Notas sobre Ressuscitar os Mortos
“Encarnação do medo, anfitrião do pecado, deus dos culpados e senhor de todas as ilusões e enganos, de fato, o pensamento de morte parece poderoso”. (E-pI.163.2:1)

No espaço de tempo entre a última e a próxima visita de seus interlocutores, Gary teve diante de seus olhos o espetáculo público de um corpo jovem vir correndo, segurando com a mão o pescoço esfaqueado, perder o equilíbrio, cair estatelado no chão e, de bruços, esvair-se em sangue em poucos instantes, até morrer, na área coberta de um shopping, onde Gary havia feito compras, a quinze milhas de onde morava. Como tudo que ocorre ou tomamos conhecimento é para nosso aprendizado, Gary buscou interpretá-lo à luz de UCEM para aprender o que quer que lhe estivesse sendo ensinado por meio dessa ocorrência. A rapidez do ocorrido logo mostrou a Gary que pouco ou nada onseguiria ele ter feito em benefício do jovem, ferido além da possibilidade de atendimento, mesmo imediato. Só lhe restou ajudar conter a massa humana que rapidamente se arregimentou ao redor e muito próximo do esfaqueado, o que indicou a Gary a necessidade de fazê-los se afastarem e se movimentarem, para permitir que a emergência médica, que rapidamente chegou, pudesse acercar-se do rapaz e tratá-lo. Espantado com a velocidade e o volume de sangue capaz de se esvair de um corpo ferido, viu que o sangue que jorrava da garganta esfaqueada imediatamente envolveu todo o corpo, como uma piscina. Enquanto o jovem era atendido por paramédicos, a multidão atenta de pessoas passava lenta e silente, como se olhasse um caixão aberto num velório de funeral, tornada muda e entristecida pelo pensamento de morte que circundava a todos nós. Ao participar da cena desagradável e chocante, Gary não se sentiu como se realmente estivesse ali. Olhando para o corpo disse em sua mente para o jovem no chão: “Esse não é você.

Não consegue ser você. Isso não somos nós. Nós somos Cristo”.
O corpo, o sangue, o pensamento de morte, a tristeza, nenhum deles parecia mais real que imagens num filme de cinema. Constatou que se sentia assim não porque houvesse se tornado incapaz de ficar chocado. Num dia ruim [em que perdesse a paz] até achou que conseguiria ter reações. Mas esse conjunto de imagens diante dele lhe trouxe, com toda firmeza, a irrealidade do corpo e de como era falsa a idéia de que qualquer um conseguisse ser contido em tal veículo temporário e frágil a que 233

chamam corpo. A vida desse jovem deveria estar a menos de um terço do caminho da jornada média; e todas suas esperanças, sonhos, medos e alegrias tinham sido levados de volta à ilusória mente, da qual partiram. Poderia isso ser chamado de vida? Mais tarde, Gary perguntou ao Divino Espírito Santo: essa sua maneira de pensar era uma forma de negação? A resposta que lhe veio foi sim, totalmente – era uma negação ao ego. Suas conjecturas sobre a cena não o bloquearam de fazer tudo que tinha de ser feito para ajudar, ou como seus professores Arten e Pursah teriam dito, as coisas que ele teria feito de qualquer maneira – exceto que, ao fazê-las, sua mente estava sendo levada para longe do erro em vez de para ele. Em dezembro de 2000, enquanto ele ponderava sobre o tema morte e também se estarrecia com o espetáculo da eleição de um presidente norte americano ser decidida por uma sentença da Suprema Corte em vez da vontade dos eleitores, Arten e Pursah apareceram para ele, pela décima sexta vez; Arten: Não há muito a comentar sobre o incidente no shopping center. Isso serve para colocar as coisas em perspectiva. Gary: É isso mesmo; isso realmente não se trata de nós. Sei disso. Tive muitas experiências que me ensinaram isso, mas essa foi a primeira vez que um truque do ego, supostamente preparado para me convencer da realidade do corpo de alguém, foi usado pelo Divino Espírito Santo para me ensinar exatamente o oposto disso. Arten: Muito bem. Vamos comentar isso daqui a pouco. Mas, em resumo, você não ficou feliz com a maneira como as eleições se resolveram, ficou? Gary: Que eleição? [Gary comenta revoltado o procedimento judicial da Suprema Corte dos EUA dando eleições ganhas a Bush e conclui:] A democracia está morta! Arten: Ferida, mas não morta. É verdade que em seu país a vontade do povo consegue freqüentemente ser manipulada por quaisquer poderes ocultos, inclusive os modernos poderes corporativos da mídia de notícias. Em

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casos em que não consiga ser manipulada, pode conseguir ser envolvida. No final, uma investigação do New York Times, que será ignorada pela televisão, concluirá que todos os votos na Flórida tinham simplesmente sido recontados, então Gore teria ganho a eleição e não Bush. Mas a maioria dos americanos está muito ocupada com suas próprias ambições e perde interesse pelo bem comum. Isso engendra um público politicamente analfabeto que consegue deixar-se ser enganado para que aceite conseqüências negativas, a longo prazo – muitas das quais eles nem mesmo têm conhecimento [nem capacidade para intuir]. Esses eventos nem sempre envolvem o Presidente. Nós poderíamos lhe contar histórias como quando seus bancos e o Federal Reserve Board deliberadamente criaram a inflação na década de 70 e no início da 80 para que americanos da classe média se tornassem escravos dos bancos por toda vida, só para se tornarem donos de suas próprias casas. Agora em vez de tomarem emprestado US$30.000, as pessoas tinham de tomar emprestado US$130.000 ou US$230.000 – e pagar de volta ao banco até quatro vezes mais. Note que quando a inflação baixou os preços não caíram. O pagamento nunca subiu nem perto de quanto os preços subiram. O Presidente Carter, que era um bom homem espiritualizado, foi o perfeito “pato” e levou politicamente a culpa pela baixa. Gary: Sabe, eu me lembro algo a respeito disso. O Presidente Ford sabia que a inflação era um problema, todo mundo sabia. Ele até usava um desses “buttons” WIN Win Inflation Now (Derrube a Inflação Agora). Mas quando Carter foi eleito Presidente, o Federal Reserve Board provocou a queda dos preços. Disseram publicamente que estavam buscando evitar a recessão, mas

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realmente foi como atirar gasolina no fogo. Ó, quanta ilegalidade para ganhar dinheiro! Muitos de nós não prestamos atenção em coisas assim. As pessoa deveriam prestar atenção nesses resultados de eleição, mas duvido que mude alguma coisa. Arten: Olhe para o lado de luz. Você não estará muito tempo mais interessado em política depois disso. Gary: Isso é bom? Não é exatamente isso que os donos das corporações do país querem? Arten: É bom num sentido, porque uma coisa consigo lhe garantir a respeito de política é que ela sempre será ativa e consistente. Não importa em que lado você se ponha, o outro lado sempre estará lá, diante de sua cara. Isso não significa que você não continue a votar como um meio de registrar sua opinião. Você sempre votou. Muitos americanos, mesmo se vangloriando de serem patriotas, não se dão ao trabalho de fazer isso. Mas faça assim: vote, perdoe e considere isso como sua verdadeira contribuição para a política. Gary: Mesmo que os resultados sejam uma fraude? Arten: Isso é tudo percepção [e interpretação], irmão. Os republicanos [percebendo e interpretando] diriam que Kennedy roubou a votação em Illinois, em 1960. Gary: Sim, mas mesmo tendo o Prefeito Daley de Chicago milagrosamente produzido alguns votos por Kennedy entre os já falecidos, Kennedy continuava tendo suficientes votos eleitorais para ganhar essa eleição sem Illinois. Isso não se consegue dizer de Bush e Florida. [e Gary segue

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comentando eleições e política nos EUA, arrematando:] e uma das últimas maiores demonstrações dessa garra do poder [militar] na política foi o assassinato de Kennedy. Arten: Nosso assunto é eleições e política. O ponto é que, mesmo sendo fraudulentas, em algumas você ganha e em outras você perde. Isso é dualidade. Você só não perde – e nunca perde – é com Deus. Por isso é que seu encargo verdadeiro sempre se resume ao perdão. Então, como você consegue perdoar essa eleição? Gary: Tudo certo, meu irmão. Eu odiaria ver meu corpo morrer e ainda tenho algo estúpido como esse para ser perdoado. Arten: Excelente. Por você algumas vezes acreditar ser um especulador e um capitalista, nós temos ocasionalmente dedicado algum tempo para falar com você sobre dinheiro e política. Mas você não é realmente essas coisas e não importa se você está sendo preciso a respeito dos detalhes de suas mágoas, no nível da forma, porque O QUE VOCÊ ESTÁ VENDO NÃO ESTÁ EM VERDADE ALI. VOCÊ O FEZ. Considerando o que você já aprendeu, você não tem nenhuma razão lógica para estar projetando sua culpa inconsciente sobre os ricos, especialmente considerando que você nem se importaria se fosse um deles. Isso significa que você tem uma perfeita oportunidade de perdoar a si mesmo, perdoando ao outro. A verdade é que todas essas coisas são oportunidades para aprender lições de perdão e todas as lições de perdão são iguais – até e inclusive a morte. Até a noite de hoje, você tem sido algumas vezes lento na aplicação do

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perdão que você aprendeu, se as circunstâncias forem especialmente difíceis para você. Quando você perdoou, como você sempre faz no final, e como você fez mesmo em tempo da debate da eleição, você se sentiu bem. Depois de fazer isso, você tende a mudar e se permite afrouxar o modo como você observa as coisas. Isso leva você a uma temporária falta de paz. O infortúnio ama companhia, mas isso não significa que você seja obrigado a aceitar o convite. Já está na hora de você seguir firme e inabalável com a verdade. Não permita mais fazer transigências. Isso nos leva de volta ao assunto de nosso debate desta noite. Você já sabe agora, além da dúvida, que você não é um

corpo e que você não consegue, realmente, morrer, não é isso?
RECOMENDAÇÃO DO RESUMO: ler M-27, “O Que é a Morte?” pg. 68 do Manual.

Gary: Certo. Eu também acredito que ambos, a Bíblia e o Curso, dizem: “E a última a ser vencida será a morte”. (M-27.6:1) Arten: Sim. Agora, se você não consegue morrer, nem tampouco ninguém mais consegue. Se eles não conseguem morrer, nem tampouco você. As duas idéias são uma só. Purash: A morte é o símbolo de sua ilusória separação de Deus. O que se passa quando alguém que você ama parece morrer? De um momento para outro, vocês ficam separados. Parece a você tê-los perdido assim como pareceu a você ter perdido Deus. Mas isso não é verdadeiro. Você não consegue realmente perdê-los mais do que você consegue perder Deus. Vocês são inseparáveis! Você chora quando um corpo que você ama parece morrer, mas como o Curso ensina você, isso é realmente a experiência de Deus e do Céu que você sente a falta.

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“E quem conseguiria chorar senão por sua inocência?” (P2.IV.1:7) Gary: Eu chorei por meus pais, mas não importa por quem lamentamos a morte porque é realmente de nosso lar natural que sentimos a falta, e de nosso verdadeiro estado do Ser com Deus. Nós apenas não conseguimos fazer essa conexão, por ser inconsciente. Pursah: Isto está correto. Você teve muitos pais em suas diversas existências, e muitas esposas e filhos. Muitos deles pareceram morrer enquanto você ainda estava num corpo. Assim é no mundo do sonho. Mas isso é apenas um mundo de sonho e você está realmente com Deus e não aqui. O sistema de pensamento do Divino Espírito Santo está despertando você; agora só depende de você cumprir a sua parte e se lembrar Dele e de Seu sistema de pensamento neste nível, uma vez que aprendeu a fazer isso. Gary: É por isso que quando me lembro que não devo guardar qualquer mágoa, então não as guardo. Não há nenhuma injustiça se fui eu que a fiz, e a fiz totalmente por uma razão. Sinto-me em paz quando me lembro disso, mas daí eu me esqueço outra vez e me enleio de novo na sujeira do ego. Pursah: Sim. E, referindo-se a isso, você identificou um dos maiores problemas para todos os dedicados estudantes do Curso. Gary: Mesmo que você conheça, entenda, aceite a verdade e queira praticá-la, continua sendo muito duro [a todos] conseguir se lembrar dela [e atuar segundo ela] quando a sujeira surge diante de nós [ou fica-se sabendo dela], especialmente quando se refere, de alguma forma, a coisas importantes para você [no que invisto]. Pursah: Precisamente. A vigilância [manter e praticar a verdade] consegue ser difícil, mesmo assim é obrigatória. Você tem de renovar, amiúde, seu

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compromisso de ser ainda [e cada vez] mais vigilante. É a sua própria felicidade que se atrasa quando você falha em se lembrar da verdade que o Divino Espírito Santo guarda para você. “O que é um milagre senão essa lembrança? E existe alguém em quem essa memória não esteja?” (T-21.I.10:4-5) Gary: Sei, por experiência própria, que consigo seguir esse Curso quando faço por me lembrar dele [fazer por lembrar é querer, decidir-se, escolher, dispor-se a lembrar]. Pursah: Sim, você consegue. Você consegue se lembrar, não importa que problema você enfrente, inclusive a morte dos que ama e mesmo a morte de seu próprio corpo, a qual, como já lhe dissemos, ocorrerá num ponto do seu roteiro, que já foi determinado – por você. Por que se preocupar com ele? É apenas mais outra oportunidade para exercer o seu perdão. O que quer que seja que venha ocorrer, a coisa mais inteligente que você deve providenciar fazer é aproveitar para perdoar isso que ocorre [ou ocorreu] – de preferência mais cedo do que mais tarde. Arten: Você teme a morte conscientemente e é atraído a ela inconscientemente. Você uma vez disse que isso se passava como a mariposa em relação à chama. A atração à morte é o terceiro dos quatro principais obstáculos à paz, descritos pelo Curso [cap. 19], e seu medo da morte está subordinado unicamente ao seu medo equivocado [mas felizmente aparente] de Deus. Você consegue dizer que o medo da morte é o símbolo do medo de Deus e, por outro lado, sem a culpa em sua mente é impossível para você temer a ambos. Jesus não temia a morte, e ele, certamente, não tinha medo de Deus.

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Não há necessidade para você temer seu Pai, mais do que Jesus temia Você deveria considerar a ilusória morte de seu corpo físico como um dia de formatura. Ela significa que você alcançou tudo que logrou conseguir dessa específica sala de aula temporária. As lições foram aprendidas! Isso deveria merecer uma comemoração. Asseguro a você que isso será muito divertido. Na maioria dos casos, se as pessoas soubessem antecipadamente o que representa a libertação do corpo, eles não deveriam chorar pelos mortos – deveriam é ficar com inveja. A questão é que a diversão não dura muito. Como já acentuamos antes, a culpa alcança sua mente outra vez e isso faz você se esconder – mais uma vez – dentro de um cobertorsegurança corporal, outra vez [e tantas vezes mais até seu despertar, ou seja, sua iluminação]. Isso é apenas uma continuação do sonho de nascimento e morte. Gary: É por isso que quero garantir que eu adiante minhas chances de perdão agora. Dessa forma a morte será mais divertida, e eu consigo acelerar meu progresso, quer eu pareça estar num corpo ou não. Se acontecer minha iluminação nesta vez, tanto melhor. Se não acontecer, mesmo assim, estou melhor posicionado. Vocês falaram em reencarnação, mas entendo agora que é unicamente algo que parece acontecer; ou seja, eu estou apenas sonhando que estou indo deste corpo para o próximo [repetindo isso ‘ad nauseam’]. Arten: Está correto. Tocando em reencarnação, na realidade não importa muito qual seja a crença pessoal a esse respeito, desde que você perdoe. O Curso diz: “Tudo o que tem de ser reconhecido, entretanto, é que o nascimento não foi o início e a morte não é o fim”. (M-24.5:7) Gary: Então, a consciência, mesmo sendo um estado irreal, de fato continua depois da morte aparente do corpo? Quando você desperta completamente do sonho, a consciência desaparece e você experiencia

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sua unicidade com Deus e Toda Criação? Pursah: Certo o quanto pode, irmão. Todas as pessoas reentrarão juntas no Reino porque, como já falamos a respeito, o tempo é apenas uma ilusão. Não há nenhum longo período de espera entre ficar iluminado e esperar alguém mais ser iluminado, porque a iluminação é um estado de Ser que fica além do fim do tempo e do espaço. A mente fez o tempo e o espaço e, portanto, por definição, em verdade e de fato, tem de estar fora deles. Mais uma coisa: está certo prantear a morte de uma pessoa amada, a princípio. É mais tarde que as pessoas perdoarão algo como isso. Procure a forma adequada de tratar as pessoas. Gary: Você mencionou, há muito tempo, a respeito de Jesus curar algumas pessoas que já estavam mortas. Creio que Lázaro era um deles, mas como Jesus fez isso? Arten: O ato de ressuscitar mortos não é nada diferente do ato de curar doentes. O verdadeiro curador continua sendo a mente do paciente. Cura é isto: Você se une à mente em cura para relembrá-la de sua verdadeira identidade, de sua perfeita inocência. Ao relembrá-lo de Quem ele / ela é, Você se relembra também de Quem você é. É Cristo curando Cristo. É Cristo sendo curado por Cristo. E a cura é realizada.] [NOTA: cura, no Curso, é para qualquer desarmonia, dúvida, medo: situação, evento, ocorrência, falta de dinheiro, de emprego, de promoção, encontro marcado, entrevista, diálogo, divergência, erro, infração, discussão, disputa, briga, luta, violência, ataque, guerra, mal estar, enfermidade, doença ligeira, incurável, terminal... em fim, tudo.] Jesus estava tão avançado em seu treino espiritual que não transigia numa idéia dessa importância. Ele diz no Curso, sobre o nosso relacionamento com ele: “A tua mente elegerá unir-se à minha e juntos nós somos

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invencíveis. Tu e teu irmão ainda reunir-se-ão em meu nome e a vossa sanidade será restaurada. Eu ressuscitei os mortos por saber que a vida é um atributo eterno de todas as coisas que o Deus vivo criou. Por que tu acreditas que seja mais difícil para mim inspirar o dês-espiritualizado ou estabilizar o instável? Eu não acredito que haja uma ordem de dificuldades em milagres, tu sim”. (T-4.IV.11:5-9). Gary: Então, para ele, ressuscitar mortos, curar doentes ou perdoar alguém por dizer algo sem bondade a ele não era nada mais excepcional que qualquer outro milagre. São todos iguais [não há ordem de dificuldade em milagres]. A vida sendo um atributo eterno para tudo que Deus criou, Jesus sabia que morte não existia realmente. Só o que Deus cria é real, e o que Ele criou nunca morrerá. Arten: Sim. Não se esqueça: o corpo é apenas um símbolo. Jesus não trouxe o corpo de Lázaro para fora para fazer dele algo especial, assim como ele não faria algo especial do corpo dele próprio.Ter a mente reanimada temporariamente, o corpo projetado foi simbólico. O corpo, em si mesmo, é insignificante. Toda a questão se resume em simplesmente ensinar que não há morte. A despeito do que registra a Bíblia, Lazaro não permaneceu no corpo muito tempo mais, depois que Jesus o ressuscitou. Ele colocou seu corpo de lado e prosseguiu para sua transição, contente e em paz, porque foi mostrado a ele que absolutamente nada havia a temer. Gary: OK. Então, quando Jesus se uniu à mente de Lázaro enquanto todos acreditavam que ele fosse carne morta no túmulo, na realidade Jesus estava se unindo com sua própria realidade como Cristo ou o Divino Espírito Santo e se unindo a Lázaro como um ao mesmo tempo.

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As mentes se unem [por estarem todas na Mente Una], e Jesus fez refulgir seu amor na mente de Lázaro e ambos se fizeram um [entre si e] com o Divino Espírito Santo, que Jesus sabia ser suas reais Identidades, de toda forma. Isso, por sua vez, relembrou a Lázaro quem ele era, em verdade, causando uma reanimação da sua projeção corporal, símbolo da negação da morte. Arten: Nós escolhemos você com sabedoria, irmão. Não se esqueça, Jesus era o mais avançado que alguém consegue ser em sua habilidade de se unir aos outros, no nível da mente, e lembrá-los de sua inocência, razão pela qual foi um grande curador. Não fique desapontado se você não conseguir, em sua primeira tentativa, ressuscitar mortos. Gary: Eu entendo. Se chegar o dia quando eu estiver abençoando alguém cujo corpo esteja muito morto e acontecer que se levanta e começa a andar por aí, então eu aceito que seja uma muito boa indicação de que eu esteja fazendo algo. Arten: Muito bem. Dissemos a você, há anos, que você não seria capaz de entender como nós projetamos nossos corpos, mas você entende tanto mais agora que você já está no caminho em direção à meta. Sumariando a projeção do corpo: você projeta sua imagem corporal da mesma maneira que você projeta imagens quando está dormindo à noite. Sua mente está projetando um filme de cinema, então, em sua experiência parece que os olhos de seu corpo estejam vendo seu próprio corpo, bem como esses outros corpos – mas é efetivamente sua aparente mente separada que está vendo seus próprios pensamentos, projetados de um nível diferente, oculto, não visível. Quando a mente retorna à total integridade, não há separação de níveis,

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e assim não há projeção de filme de cinema e nem corpos para ver. Seu corpo, então, desaparece do filme de cinema. Como tudo mais, o corpo é uma experiência mental e não uma experiência física. Ele nunca existiu! Mas é possível ao amor de um Ser iluminado ser dada forma no sonho, assim como a forma foi dada a Jesus depois da crucificação. Esse amor é agora o amor do Divino Espírito Santo. Afinal, você tem de ser um com Ele para conseguir ser iluminado, em primeiro lugar. Pursah: Você, querido irmão, continuará a aprender e crescer no passar dos anos, e à medida que o conhecimento sobre você mesmo cresça você entenderá mais e mais a respeito dessas coisas. Repetindo, seria útil se você ficasse ainda cada vez mais disponível para perdoar a partir deste ponto. Você tem perdoado muito nesses últimos anos, por que não ficar ainda cada vez mais determinado a perdoar? Gary: Estou ouvindo você. O Curso diz muito a respeito de não transigir e eu sinto que estou pronto [maduro] para ser mais sério a esse respeito. Pursah: Excelente. Deixe que outros transijam com o Curso. Não é seu encargo pará-los, apenas perdoá-los. Você não tem necessidade de transigir – e não há, em realidade, ninguém lá fora [não nem com quem transigir]. Há apenas um ego querendo parecer ser muitos. Entre os aparentemente separados não há crença onde a transigência seja mais aceita do que a crença no sonho de morte. Como o Curso relata: “Se a morte for real para o que quer que seja, não há vida. a morte nega a vida. mas se há realidade na vida, a morte fica negada. Aqui não é possível nenhuma transigência. Ou existe um deus do medo, ou um Deus do Amor. O mundo tenta fazer mil

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transigências e tentará fazer outras mil. Nenhuma consegue ser aceitável para os professores de Deus, pois nenhuma seria aceitável para Deus. Ele não fez a morte , porque Ele não fez o medo. Ambos são igualmente sem significado para Ele. A “realidade” da morte está firmemente enraizada na crença segundo a qual o filho de Deus é um corpo. E se Deus houvesse criado corpos, a morte certamente seria real”. (M27.4:2-5:4) Gary: Repetindo outra vez, o mundo real é o que eu verei – não com os olhos do meu corpo mas com minha atitude – quando eu houver perdoado completamente o mundo com o que não fico mais projetando nenhuma culpa inconsciente nele. Isso tem de significar que eu estou completamente perdoado também, e que percepção e tempo estão chegando ao fim para mim. Pursah: Isso está correto, meu irmão. É bom ver você fazendo as leituras dos Exercícios do Curso, bem como suas lições de casa de perdão. Gary: Muito grato. Falando da crença em que o Filho de Deus seja um corpo, notei que este ano os cientistas denominaram o mapa do genoma humano, o esquema completo do código genético, de “livro da vida”. Disseram que ele determina quem você é! Pursah: Sim. Eles veneram a complexidade e a decantada beleza do corpo e ignoram a mente que o faz funcionar. Isso é como pensar que um computador, que nada consegue fazer, seja importante e o programador que diz a ele o que fazer, é ignorado. O ego se torna bem sucedido, temporariamente. Lembre-se: se algo vai ajudar os pesquisadores descobrirem tratamentos para doenças que possam ajudar as pessoas, não devemos nos opor a eles. Já indicamos que a maioria das mentes consegue curar o corpo mais facilmente se há um tratamento envolvido que a pessoa consiga aceitar sem medo.

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Mas lembre-se de algo mais. Há pessoas que têm todas as razões físicas para apresentarem doenças de coração e de Alzheimer, cujas artérias estão todas entupidas e têm uma história familiar infeliz, mesmo assim não apresentam nenhum sintoma dessas doenças de forma alguma.

Lembre-se: é sempre a mente que decide se quer ficar doente, ou não – e se quer se curar, ou não.

Gary: Bom. Olhe, tenho uma pergunta que quero lhe fazer há anos e sempre me esqueço: o Sudário de Turim foi realmente o tecido de sepultamento de Jesus, e ele deixou intencionalmente sua imagem nele como um sinal da ressurreição? Arten: Não queremos jogar um molhado trapo de prato em algo a respeito do qual as pessoas são entusiasmadas, mas o Sudário é uma fraude brilhante, tão grande [e tão bem feita] que só pode ter sido o trabalho de um gênio. Houve testes científicos conflitantes, alguns parecendo indicar que o Sudário fosse autêntico. Há outras explanações para os resultados. Você tem de se dar conta de que o Sudário foi feito numa época em que era muito importante para as igrejas terem relíquias de figuras católicas famosas. Elas eram consideradas possuir poder nelas impregnado. Você crê que Jesus deixaria algo usado por ele para glorificar a realidade de sua imagem corporal? Não. Com a ressurreição o corpo simplesmente desaparece. Aliás, a imagem fixada no Sudário não é o que de fato Jesus apresentou, não são melhores que os retratos pintados dele. Comprovação física não é necessária, Gary. Fé é tudo que você precisa. O corpo de Jesus não significava nada para ele. Não busque fazer disso uma imagem importante agora. O corpo, o universo e tudo nele são apenas retratos em sua mente, partes de um jogo de uma realidade virtual. Talvez, em certas épocas,

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possa parecer uma falsificação de vida, mas como o Sudário, é falso. Não busque lá a salvação. Sempre procure onde realmente está a Resposta – na mente onde habita o Divino Espírito Santo – e você a encontrará. Lembre-se, nós dizemos Deus é, e daí cessamos de falar porque nada mais há. Pursah: Quando encerramos nosso debate sobre o tópico morte, lembre-se do que o Curso diz a respeito de nossa aparente vida e morte neste mundo: “Em qualquer estado à parte do Céu, a vida é ilusão. Na melhor das hipóteses, parece vida; na pior, parece morte. No entanto, os dois são julgamentos sobre o que não é vida, são iguais em sua falta de acuidade e de significado. A vida fora do Céu é impossível e o que não esteja no Céu não fica em lugar algum”. (T-23.II.19:3-6) Jesus chama você para estar com ele, e unir-se a ele onde a vida realmente está: “A Primeira Vinda de Cristo é apenas outro nome para a criação, pois Cristo é o Filho de Deus. A Segunda Vinda de Cristo não significa nada mais do que o fim do domínio do ego e a cura da mente. Fui criado como tu na Primeira e tenho te chamado para te unires a mim na segunda”. (T-4.IV.10:1-3) Se você está pronto para responder ao chamado, sabendo então como a culpa inconsciente consegue ser profunda, você se tornará mais e mais determinado a perdoar seu irmão em cada oportunidade que se apresente. “E estarás com ele quando o tempo tiver chegado ao fim e não permanecer nenhum vestígio dos sonhos de rancor nos quais danças ao som de esparsa melodia da morte”. (ET-6.5:6) -x-x-x-x-x-x-x-x-xCapítulo 17 – O Desaparecimento do Universo
“As imagens que fazes não conseguem prevalecer contra o que o Próprio Deus quer que tu sejas”. (T-31.VIII.4:1)

11 de setembro, 2001: nesse dia, há nove anos, quando Arten e Pursah primeiro apareceram, Gary estava em guerra. Agora ele se encontrava em paz, a maior parte do tempo, e os Estados Unidos estavam em guerra, ponderava Gary. Nesse capítulo, Gary comenta o ataque terrorista a Nova York nessa data, e procura vê-lo sob o enfoque de UCEM, e comenta: o roteiro do ego não é mais escrito em relação a guerras 248

definidas e inimigos visíveis. E se indaga: “como uma guerra como essa conseguiria algum dia realmente ter fim?” Imagina Gary o horror desencadeado sobre a cidade. Daí, por um milagre nascido do hábito, Gary lembra-se de pedir ajuda a Jesus. No mesmo instante alguns pensamentos vêm à sua mente – pensamentos que leu no início do começo do Curso e que nunca lhe pareceram tão apropriados quanto nesse momento terrível: “Não há ordem de dificuldades em milagres. Um milagre não é mais “difícil” nem “maior” que o outro.” (T-1.I.1:1-2) Unindo-se com Jesus em sua mente, Gary sentiu-se encabulado por um minuto por “sentir-se inabalável” diante de todo terror que parecia estar acontecendo. Espantava-se de como isso estava sendo tão simples assim e se indagou: 1 - conseguiria ele, em verdade, negar a capacidade de qualquer coisa que não fosse de Deus de não afetá-lo? Indagou ainda: 2 - “se, efetivamente, não havia qualquer hierarquia em ilusões”, inclusive em qualquer forma de morte [do corpo]? Seguiu se indagando: 3 - “conseguiria ele ser autenticamente vigilante unicamente por Deus e Seu Reino?” Mais indagações surgem em sua mente: 4 - “todas as imagens do mundo seriam apenas tentações destinadas a persuadi-lo de que era um corpo para que julgasse os outros e conservasse sua culpa inconsciente, sua reencarnação, um círculo vicioso de sonho e seu ego intacto?” Mais indagações afloravam: 5 - “seria o perdão do Divino Espírito Santo realmente a saída, conduzindo à paz de Deus, seu retorno ao Céu e ao desaparecimento do universo?” Finalmente, Gary se deu conta de que a resposta para todas essas indagações era... SIM! Também estava certo de que, mesmo que ainda se sentisse mal, por vezes, ao longo dos próximos dias, ele sabia que quaisquer que fossem os sentimentos que tivesse, eles seriam nada comparados ao que sentiria se não contasse com Jesus e seu Curso. Entendia também que isso não significava que ação não seria apropriada numa crise como essa. Diante disso, tanto quanto conseguia determinar, reconhecia [mesmo a contragosto] que o ego havia montado uma situação onde não havia como ganhar. Em sua análise dos acontecimentos conclui que: se os Estados Unidos não tomassem uma ação militar, isso, necessariamente, não deteria os psicopatas e, pelo contrário, muito provavelmente os encorajaria, como foi o caso com Hitler. 249

Se os Estados Unidos tomassem uma ação militar, o que parecia inevitável, isso provavelmente resultaria em novos ataques terroristas, inclusive assassinatos, mesmo que as ações militares dos Estados Unidos viessem a ser bem sucedidas. Gary se pergunta: quem saberia quando esses ataques poderiam vir? E assim Gary segue com suas conjecturas. Em qualquer caso, em qualquer tempo, oportunidade ou circunstância, Gary sabia que seu encargo único era [sempre] o perdão e decidiu deixar que os dirigentes do país assumissem os rumos a tomar, segundo seus políticos. Isso era o encargo deles, porque isso é o que eles queriam – não que eles não conseguissem praticar o verdadeiro perdão em qualquer situação, se aprendessem como fazer isso. Gary sabia que a sua participação nessa ação exterior seria contribuir com dinheiro, com sangue e com seu perdão. Tinha de conseguir fazer todas essas coisas, sem vingança em seu coração, sem raiva, julgamento ou culpa [sem regozijo por eventuais derrotas dos opositores]. Não importando o que parecia acontecer, sempre se lembraria que os ataques aos Estados Unidos unicamente provavam, mais uma vez, que este não era o mundo de Deus, e que ninguém, em seu juízo perfeito, viria a este país – exceto para ensinar os outros como sair. Mas ele sabia que conseguiria ter aqui um sonho feliz de perdão; um sonho que o levasse para o mundo real. Estava também agradecido a Arten e Pursah que haviam prometido a ele mais uma visita no fim do ano, na qual queria discutir com eles essa situação inusitada ocorrida. Mesmo assim já sabia o que diriam, até certo ponto, quase podendo ouvir Pursah dizer: “Milagres são todos o mesmo, Gary, quer você acredite neles ou não. E se os estudantes do Curso não perdoarem, quem perdoará?” Em outubro Gary compareceu à “X Conferência Anual de Um Curso em Milagres”, em Bethel, Maine. Lá encontrou e ficou conhecendo muitos estudantes e professores do Curso, inclusive um dos seus primeiros professores, Jon Mundy, que chegou ao Curso pelas mãos de Helen Schucman, Billl Thetford e Ken Wapnick, no apartamento de Nova York de Ken, em 1975. Gary conta que, ao longo do encontro, percebeu que sua timidez havia desaparecido. Isso o levou a pensar que talvez, com a orientação do Divino Espírito Santo, ele conseguisse fazer isso no futuro, para ele começar a viajar mais para encontrar com outros que estudam o Curso. 250

Em 21 de dezembro, Arten e Pursah apareceram para o último dos nossos encontros programados. Pursah: Alô, meu querido irmão. Assim chamei você na primeira vez que o vi, lembra-se? Estamos felizes em ver você, mas sabemos que tem sido um tempo duro para vocês nos Estados Unidos. Como tem passado? Gary: Apesar de tudo, não obstante, estou muito bem. Sendo um comerciante de ações e opções, eu me identifiquei com algumas pessoas das firmas de corretagem instaladas no World Trade Center. Muitas delas não tiveram sorte. Sei que todos nós escolhemos o roteiro, mas não o escolhemos neste nível e foi uma experiência terrível para muita gente e suas famílias e fez com que os Estados Unidos se sentissem menos seguros – pelo menos temporariamente. [NOTA do Resumo: o nível da escolha também foi querido, pois a pág. 477 assim o assegura] Pursah: Tenho de dizer que você fez um bom trabalho com seu perdão no dia dos ataques. Gary: Eu estava trabalhando no livro e a TV estava desligada no início dos ataques. Quando liguei a TV, levou algum tempo para eles conseguirem relatar o que estava ocorrendo. Tudo que vi me pareceu impossível de estar acontecendo. Arten: Mas você se lembrou de Jesus. Gary: Sim, isso não falha nunca. Assim que me lembro dele, a separação desaparece – ela nunca aconteceu. Mas numa situação como aquela do ataque, tende a parecer impróprio [,para nós humanos,] não se condoer pelas vítimas. Arten: Com toda certeza. Como você sabe, nada temos contra fazer o que seja

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adequado. Você consegue, mesmo assim, se identificar com eles como Cristo e acaba não havendo diferença entre sentir-se mal e sentir-se culpado. Um pequeno aborrecimento não é diferente de uma tremenda raiva ou tristeza. A idéia de níveis foi feita por você. Lembrando que a verdade consegue trazer paz a você, não importa o que o aparente evento ou pessoa seja quem esteja sendo perdoado. Desde que você se lembre da verdade, você está cumprindo com seu trabalho. Algumas vezes seu sonho parece ser bom, mas, sem aviso prévio, ele se torna um pesadelo. Isso é o mesmo que repetir a cena de se separar de Deus. Mas nem o bem nem o mal que parecia preceder isso é verdade. Como o Curso relembra a você: “Os contos de fada conseguem ser agradáveis ou amedrontadores, mas ninguém os considera verdadeiros. As crianças conseguem acreditar neles e assim, por algum tempo, esses contos ficam verdadeiros para eles. Entretanto, quando a realidade desponta, as fantasias se vão. Nesse ínterim, a realidade não desapareceu”. (T-9.IV.11:6-9) Pursah: Você quer se assegurar de continuar a perdoar, não importando o que pareça acontecer. A tentação que leva a isso é considerar a si mesmo sendo, estando ou tendo um corpo; primeiro, reagindo como pessoa diante das tragédias que ocorreram em 11 de setembro [ou quaisquer outras, menores ou maiores] e, depois, se identificar como pessoa com uma nacionalidade – a americana, no caso – e reagir como tal. Nenhum americano – que se preze – vai tomar algo como isso com indiferença, não é certo? Então, crendo e atuando assim você se põe, diretamente, no mesmo círculo vicioso – a não ser que cumpra o seu encargo: perdoe. Se alguém crê ser errado perdoar tal coisa e também errado ensinar 252

somente amor em vez de medo, então deveria se lembrar que as pessoas insanas que cometeram esses atos nunca os teriam praticado se apenas alguém tivesse tomado o tempo de ensiná-los como perdoar. [NOTA DO RESUMO: A interpretação dos terroristas da ação dos EUA no mundo – sem perdoá-los – levou-os ao comportamento de ataque do 11 de setembro. Terrorista – por definição – nada perdoa]. Numa circunstância como essa, cristãos, em geral, nem se incomodariam de, mentalmente, se perguntar o que Jesus faria num caso assim. É por isso que a resposta – revide – não combina com seus sentimentos. Como já indicamos antes, a resposta sempre seria a mesma: perdão. Aqui nem cabe debate sobre isso. Se ele – Jesus – perdoou pessoas por maltratarem e mesmo matarem seu corpo, você acreditaria que ele iria retaliar agora, por isso? É claro que falo do Jesus histórico, descomprometido e não do ícone religioso, Mariavai-com-as-outras, objeto de veneração inconseqüente de igrejas. Digo para cristãos que têm ouvidos: que ouçam! Falaremos logo adiante, de forma rápida, dos ataques à América, tratando de qual é a maneira de tratar assuntos como esse. É fundamental se lembrar que: seu estado mental e a meta que você dele alcança estão em suas mãos para decidir, por você mesmo, como e o que fazer disso, porque há apenas duas coisas que você consegue fazer disso: julgar como uma expressão de medo ou perdoar como uma expressão de amor. A segunda percepção leva à paz de Deus e a primeira conduz à guerra. Como o Curso ensina: “Vês a carne ou reconheces o espírito. Não é possível nenhuma transigência entre os dois. Se um é real, o outro tem de ser falso, porque o que é real nega o seu oposto. Não existe nenhuma escolha na visão, exceto essa”. (T-31.VI.1:1-4) e também “As lições a serem aprendidas são apenas duas. Cada uma tem o seu resultado em um mundo diferente. E cada mundo decorre, com toda segurança, de sua fonte. O resultado certo da lição segundo a qual o Filho de Deus é culpado é o mundo que vês. É um mundo de terror e desespero”. (T-31.I.7:1-5) Arten:

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Depende única e exclusivamente de você aonde você escolhe e, por isso, quer construir o seu tesouro. Também depende de você a escolha do caminho espiritual a usar para ajudar você, se vier a escolher construí-lo no Céu. Se você escolher esse caminho, que escolhemos também em nossas últimas encarnações, então pedimos a você que simplesmente preste atenção ao que este Curso de auto-estudo está realmente dizendo – depois o use e não busque alterá-lo. Pois assim Jesus explica: “O Espírito Santo é o tradutor das leis de Deus para aqueles que não as compreendem. Não conseguirias fazê-lo por conta própria, porque uma mente conflitada não consegue ser fiel a um único significado e irá, portanto, mudar o significado para preservar a forma”. (T-7.II.4:5-6) Gary: Tudo certo. Eu não quero esperar, então, por favor, diga-me qual é a melhor forma de proceder em assuntos como o da tragédia de 11 de setembro. Pursah: Lembre-se, lá atrás, na discussão a respeito da verdadeira oração e de como acolher orientação [aceitando-as, aprendendo-as e treinando-se com disponibilidade em sua prática]. É dessa maneira que você consegue ser inspirado e receber [em sua mente] soluções criativas para os problemas [que pensa que tem] – e isso se aplica a qualquer tipo de problema [em qualquer circunstância, situação, nível, forma e intensidade]. Junte-se a Deus e experiencie Seu Amor e as respostas no nível da forma [onde você acreditar estar] virão a você como uma extensão natural. Não há exemplo melhor de solução inspirada de problemas que a maneira com que Gandhi conduziu o Império Britânico para fora da Índia, sem disparar um único tiro. Sua bem organizada e totalmente pública política de não violência conduziu à mudança de opinião do povo britânico contra seu próprio exército, a favor da independência indiana. Gary: Isso é verdade, mas isso funcionou também porque os britânicos, eles

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mesmos, são muito civilizados. Não violência não surte efeito algum contra quem não se importe se pessoas sejam mortas, ou entusiasticamente quer que elas sejam mortas. Pursah: Você está certo, mas isso põe em destaque um ponto muito importante que é preciso considerar: as respostas inspiradas são diferentes para situações e povos diferentes. Não há uma única resposta para todo e qualquer problema. A verdadeira inspiração se aplicará ao que quer que seja que esteja acontecendo a você, agora. Para Gandhi o que ele fez deu certo naquele lugar e tempo. Em seu caso, você pode vir a ter um tipo de problema diferente que requeira uma solução ainda mais criativa. Como as pessoas conseguem se tornar inspiradas se elas não aprendem o que produz a verdadeira inspiração e, em função disso, praticá-la? Já fizemos menção de que, como a força mais poderosa na história do mundo, os Estados Unidos têm muito mais responsabilidade, mais do que qualquer outro país, no que se refere a encontrar soluções criativas para os problemas. [NOTA DO RESUMO: o mesmo se passa com figuras públicas, de qualquer âmbito, nível ou escala. A responsabilidade delas é muito maior do que de pessoas comuns, pois o que falam, fazem e escrevem é divulgado nos quatro cantos do país, do mundo, por todos os meios de comunicação e dão às pessoas o direito de resposta, revide ou ataque, tão livre quanto ao dito, feito ou escrito pela figura pública, que será difundido com a mesma intensidade e amplidão.] O governo não é sua profissão de escolha, mas você deveria aplicar o que você aprendeu em sua própria vida e compartilhar sua experiência com os outros. Chegará o dia em que surgirá um Presidente [deste país] que vai saber como se unir a Deus em oração verdadeira e encontrará inspiração genuína. O Divino Espírito Santo trabalha com cada indivíduo, com base em caso

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por caso, e o foco da mente de cada um deve sempre permanecer firme, assestado em posição adequada para se colocar sempre [e ininterruptamente] trabalhando com Ele. [NOTA DO RESUMO: Não há questões mais ou menos importantes, pois não há hierarquia em ilusões. Toda crença contida em nosso pensamento deve ser exercida com foco Nele, sem interrupção, pausa ou descanso, para todos os atos do dia-a-dia, relevantes ou irrelevantes. Ele é a nossa energia. Sem Ele não há coisa alguma; é o nada, o vazio. “Tudo posso Naquele Que me fortalece”.] Gary: Já falamos entre nós, em outra oportunidade, a respeito da idéia de tornar os Estados Unidos totalmente curado de seu vício de óleo e para não ter de se envolver com o Oriente Próximo, exceto para praticar o bem. Isso parece ser um bom ponto de partida. Pursah: Sim, isso seria um bom início, mas isso não irá acontecer num a curto prazo e você, como indivíduo, não consegue fazer isso acontecer. Você consegue, no entanto, ser inspirado quanto ao que fazer em sua própria vida. À medida que cada indivíduo aprenda a fazer o mesmo, o mundo ilusório não vai conseguir deixar de ser beneficiado, ao mesmo tempo. Arten: Escolha entre a força de Cristo e a fraqueza do ego. O mundo está adormecido. Economize tempo ao longo de seu despertar e você não terá senão de assistir os outros, no nível da mente. Você não consegue ver, usualmente, a capacidade de extensão do seu perdão, mas asseguro a você que ela é vital [essencial e indispensável] e o plano do Divino Espírito Santo não consegue jamais ser completo sem você, de forma alguma. O Curso diz: “As leis da percepção têm de ser revertidas, pois são reversões das leis da verdade”. (T-26.VII.5:2) Faça parte dessa reversão de pensamento concentrando-se em suas

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próprias lições de perdão em lugar das de outra pessoa qualquer. Somos honrados de participar com você nesse projeto para fazer com que mais pessoas se tornem cientes da verdade. Isso não significa [de forma alguma] que você busque liderar outras pessoas. Isso está a cargo do Divino Espírito Santo. Seu encargo é seguí-Lo e dessa forma permitir que sua aparente percepção pessoal atinja o processo de sua reversão. Se você se mantiver com seu foco fixo em suas próprias oportunidades de aprendizado, você economizará um tempo incomensurável [para alcançar sua iluminação]. Você ficou tão acostumado ás noções do mundo efêmero de corpos que precisará de determinação e disciplina adicionais para você continuar até a libertação total. Temos total confiança de que você vai sar bem sucedido. Pursah: Em lugar de aprisionar as figuras do sonho de corpos de robô, libere-as à medida que vêm representar diante de você. Algumas vezes você pode querer usar pensamentos como este do Livro de Exercícios, para começar o dia com o pé direito: “Hoje deixo que a visão de Cristo contemple todas as coisas por mim, sem julgá-las, mas dando a cada uma um milagre de amor”. (E-pII.349.h) Arten: Nunca se esqueça do processo de pensamento de perdão que Pursah lhe deu. É dessa forma que o Divino Espírito Santo quer que você pense, neste nível, para conseguir ajudá-Lo a trazer você para onde não há níveis. Aliás, você nem nunca mais vai se lembrar do conceito de níveis quando o universo desaparecer e você voltar para casa. Como o Curso diz: “Não vais te lembrar de mudança e deslocamentos no Céu. Só aqui tens necessidades de contrastes. Contrastes e diferenças são recursos de ensino necessários, pois através deles aprendes o que evitar e o que buscar. Quando tiveres aprendido isso, acharás a resposta que faz com que a necessidade de diferenças desapareça”. (T-13.XI.6:1-4) Pursah:

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À medida que você for lendo o Curso você verá, por você mesmo, que as coisas que dissemos a você a respeito disso são verdadeiras. A próxima citação é bastante significativa do depoimento que Jesus faz a respeito do sistema de pensamento do ego, que é o sistema de pensamento do mundo: “A culpa pede punição e o seu pedido é concedido. Não na verdade, mas no mundo de sombras e ilusões construído sobre o pecado”. (T-26.VII. 3:1-2) O Curso também ensina, mas só que ensina um sistema de pensamento distinto, que não consegue ser mesclado com o ego, mas que se destaca para substituí-lo. Você o está aprendendo muito bem. Você perdoará o mundo da maneira que Jesus ensina a você, assim como ele o fez: “E estamos salvos de toda a ira que críamos pertencer a Deus e descobrimos ser um sonho”. (E-pII.L.F.in.5:3). Gary: Creio no que você diz. Eu sabia que havia mais a respeito de Jesus do que as igrejas me disseram quando eu era criança. Muito disso, de alguma forma, tem uma moldura familiar. O sistema de pensamento de amor era exatamente o que a atitude de Jesus refletia quando vocês estavam lá com ele, há dois mil anos atrás, estou certo? Pursah: Absolutamente correto! Nada restava nele senão amor. Seu perdão era perfeito. Gary: E o de vocês, algumas vezes, poderemos chamá-lo, estilo direto de ensinar foi estritamente para meu benefício? Pursah: Em seu benefício e de outros. Há vezes em que você tem de exagerar um pouco para conseguir que a pessoa preste atenção. Nestes tempos, isso se aplicaria a muitos outros membros dessa sociedade rouquejante na qual você aparenta viver. Você, querido irmão, se pôs agora bem firme na direção correta. Você está aprendendo o perdão perfeito aqui, como todos os mestres ascencionados fizeram e Amor perfeito é tudo que você saberá no Céu.

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Lembre-se: quando você desperta de um sonho, o sonho desaparece. Ele desaparecerá por completo. Você não vai sentir saudade de ninguém, porque todos que você alguma vez conheceu estarão lá e eles serão um com você. Isso é esplendoroso. Gary: Tudo certo! Então, vocês têm algumas instruções de última hora para nosso livro? Arten: Por você ter de fazer as citações que nós usamos do Curso, nós decidimos arranjá-las de tal forma que, quando você termine de escrever seu livro, você tenha usado exatamente 365 delas – uma para cada dia do ano. Essas citações lidas em conjunto, por si mesmas se constituem como um lembrete do que Um Curso em Milagres diz. Mesmo que algumas delas sejam paráfrases, elas conseguem ser lidas na exata ordem em que serão colocadas no livro, de nota em nota – e elas compõem, como num retrato, uma apresentação corpo inteiro de Jesus em suas próprias palavras. Apenas algumas foram usadas mais de uma vez, e conseguem ser empregadas no leque dos 365 dias do ano em que vão ser lidas, para ajudar os leitores a permanecerem prontos e atentos. De qualquer forma, as pessoas têm a opção de escolher como querem usar nosso livro no futuro. Também, como você sugeriu há muito tempo atrás, você pode querer se livrar de suas notas e de suas fitas cassete de áudio assim que termine de usá-las. Você não quererá vê-las leiloadas pela Internet, um belo dia. Além disso, apenas termine o livro e faça com ele as coisas que falamos a respeito, em particular. Não se sinta pressionado. Nossa mensagem é intemporal. Gary: Ótimo. Vocês sabem que algumas dessas fitas não ficaram tão bem, de

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qualquer forma. Tive de preencher muitas falhas. Foi bom eu ter tomado notas. De qualquer forma, você disse que o livro não precisa ser uma transcrição literal, certo? Pursah: Está certo. Você sabe que Jesus também disse, a Tadeu e a mim, lá atrás, há dois séculos, que nós não deveríamos nos sentir pressionados [nunca]. Ele disse que a salvação viria a cada mente quando se supõe que deva chegar. Ao se apresentar ali diante de nós, num corpo que já deveria estar morto, ele me aconselhou a apenas dar às pessoas nosso amor, nosso perdão e a nossa experiência e deixar o Divino Espírito Santo cuidar de todo resto. Gary: Olha só! Isso deve ter sido incrível. Você sabe, eu desejaria ter conhecido você lá quando você foi São Tomé. Aposto que você deve ter sido um cara interessante. Pursah: Eu não era um santo, ainda; isso foi uma ação da igreja, mais tarde, lembra-se? Em verdade, você me conheceu quando eu fui Tomé. De fato, você me conhecia melhor que qualquer outro. Gary: O que você quer dizer com isso? Pursah: Você e eu somos ainda mais unidos do que você consiga pensar. Gary: Aonde você está tentando chegar? Pursah: Veja, Gary, você era Tomé. Gary: O que você quer dizer, quando afirma que eu era Tomé? Pursah: Você era Tomé, há dois mil anos atrás e você será eu, em sua próxima existência terrena. Gary: O que?! Pursah:

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Tudo isso é parte do roteiro, querido irmão, e você tem de jogar segundo suas regras. Você teve muitas existências terrenas que foram muito interessantes e algumas que não foram tanto assim. Isso é verdadeiro para cada um. Gary: Você está me dizendo que você está aparecendo para você mesmo em existência anterior, e que eu sou você? Eu estava lá com Tadeu e Jesus há dois mil anos atrás, como Tomé? Eu escrevi o Evangelho de Tomé? Eu vou ser você, uma mulher, na próxima rodada? E essa será minha existência terrena final – aquela na qual eu de fato alcanço a iluminação? Pursah: Você entendeu. Muito bem, Gary. Você sabe que é preciso alguém com antecedentes espirituais para entender [e aceitar] isso. Tente entender que eu vim [exclusivamente] para ajudar você, e ajudar a outros por seu intermédio – assim como fez Arten. Tudo isso faz parte do plano holográfico de perdão do Divino Espírito Santo. Você e Arten se conheceram um ao outro em muitas existências, inclusive na que foram Tomé e Tadeu. Você o conhece nesta existência, também, mas vamos deixar com você descobrir quem ele é, agora. Tendo a mim – sua futura imagem corporal como Pursah – diante de você e assistindo você nesta existência é uma parte do plano, e isso reflete a lei do Céu na qual terminei ajudando a mim mesmo. Preste atenção: é sempre [e exclusivamente] você mesmo que você realmente ajuda [o tempo todo]. Note bem, você está vendo [com seus próprios olhos do seu corpo] uma versão do corpo de Pursah, de 32 anos, ajudá-lo a prestar atenção. Acho que funcionou muito bem. Uma parte de sua mente conhece o passado, o presente e o futuro completamente. O Divino Espírito Santo, olhando para trás, a partir do fim dos tempos, decidiu que, em certos casos, Ele usaria o presente para curar o futuro. O mundo realmente tem de se acostumar a pensar mais de maneira holográfica, em vez da maneira obsoleta de olhar linearmente.

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Gary: Então, eu sou sua pré-encarnação? Purash: Sim, mas não se esqueça: nós – você e eu – realmente acontecemos de uma só vez, [naquele ínfimo instante em que durou a idéia de separação na mente do Filho] num mesmo instante. Nós visitamos você agora, vindos de fora do tempo. Gary: Não sei nem o que dizer! Arten: Excelente! Uma ótima qualificação para um estudante, lembra-se? Sei que isso é algo surpreendente, extraordinário [para o conceito do mundo]. Acostume-se a isso. Você já tem coisas fascinantes armazenadas. Basta seguir com seu dever de casa de perdão. Lembre-se, você precisa perdoar tudo a respeito de tudo, não importando o que aparente acontecer em seu futuro. Só Deus é real. Não se esqueça nunca, jamais em tempo algum: só Deus é real. Pedimos desculpas por não ter revelado isso antes, mas antes você não estaria tão preparado para se aceitar como a reencarnação de um santo famoso, sem pensar que isso o tornasse especial. Agora você está pronto a ver isso como apenas uma lição na aula em classe. A maioria das pessoas admite que só pelo fato de termos sido denominados santos pela igreja, então isso significa que essas existências de dois discípulos que originalmente foram de Jesus, haviam sido nossas últimas existências – as existências em que teríamos atingido a maestria. Isso não funciona assim. Ninguém consegue realmente mensurar [e qualificar] o nível de elevação espiritual de outra pessoa. Unicamente o Divino Espírito Santo tem todas as informações necessárias para fazer isso. Não era para você começar a se lembrar de que foi Tomé senão a partir deste ponto no tempo. A razão pela qual você tinha aquela ânsia para

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saber como seria estar lá com Jesus como um seu estudante há dois mil anos atrás era porque você estava lá e você era um estudante dele há dois mil anos atrás. Você apenas estava tentando se lembrar. Gary: Eu consigo ver isso. É parecido como tentar lembrar-se de um sonho que você teve na cama a outra noite, mas não consegue agarrá-lo bem. Imagino que seja como tentar se lembrar do Céu de uma forma mais consistente também. Tudo isso vou ter de levar um tempo para me acostumar. Eu ainda não acredito que escrevi o Evangelho de Tomé. Pursah: Sim, mas sua vida como Tomé não foi a sua última, e mais tarde você escreveu outro livro espiritual. Com o passar do tempo, foi lido mais amplamente e apontou o caminho a muita gente na direção certa. O título era O Desaparecimento do Universo, e você vai terminá-lo em poucos meses após nossa partida hoje à noite. De certa forma você poderia chamá-lo de o segundo Evangelho de Tomé. Trate de trabalhar, seu folgado. Gary: Isso é muita coisa para eu assumir de uma só vez. Não tenho certeza que gosto da idéia de ter de estudar o Curso em mais de uma existência para me tornar iluminado. Pursah: Algumas pessoas estudarão o Curso em mais de uma existência, e algumas pessoas se iluminarão na primeira vez em que o estudarem. Em ambos os casos é um processo. Você fez um progresso tremendo e continuará fazendo. Como quase todas as pessoas, você tem algumas culpas enterradas muito profundamente, que você desconhece, razão pela qual você ainda retém algum medo. Isso demandará ainda mais perdão, quebrando a culpa inconsciente, para você despertar completamente. É por isso que continuamos a enfatizar o perdão, que é o que despertará você por completo. Você já está no processo de despertar!

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Seus olhos estão se abrindo e concluir o encargo depois de apenas mais duas existências de trabalho é melhor do que levar mais cem existências para fazê-lo. Eu lhe asseguro que sem o Curso isso levaria outras cem. Também, eu sei por minha própria experiência, que o seu estudo do Curso como Pursah se fará ainda mais fácil para você, porque você já terá uma familiaridade com ele a partir desta vez. Gary: Eu me lembrarei disto tudo durante essa próxima existência? Pursah: Você fará boas perguntas, querido irmão. De forma interessante, você se lembrará exatamente o suficiente e se esquecerá exatamente o suficiente disso para conseguir tornar o aprendizado remanescente possível. Você procrastinará na leitura do livro que você mesmo escreveu nesta existência até muito tempo depois das lições de perdão na universidade que eu descrevi para você. Você estudará outras coisas antes disso, inclusive os materiais clássicos de Wapnick. Uma vez você alcance o ponto exato em sua existência onde você leia O Desaparecimento do Universo, você juntará as peças do quebracabeças e se lembrará de tudo. Sua consciência terá se expandido ao nível do entendimento de um mestre ascencionado, além de que o Arten terá estado em sua existência por um tempo ajudando você. Vocês se lembrarão de muitas coisas juntos. Estou por certo falando com verbos no tempo passado porque tudo já está acontecido para nós, e num sentido mais exato, tudo já aconteceu. Vocês dois foram capazes de perdoar tudo e você não guardou nenhuma mágoa. Você não teve medo porque você não valorizava de forma

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equivocada, e você escolheu a força de Cristo em cada oportunidade. Incidentalmente, nós não estamos usando nossos nomes reais daquela existência senão alguma pessoa no futuro estaria observando para ver se ela conseguiria descobrir quem somos nós, e isso poderia complicar as coisas. Eu realmente tive um nome do sul da Ásia, mas ele foi alterado aqui em benefício destas discussões. Gary: Menino, é engraçado como tudo se encaixa direitinho junto. Pursah: Essa é a natureza de um holograma, mas ainda precisa ser perdoado junto com o Divino Espírito Santo, se você deseja encontrar sua saída. Desejar encontrar seu caminho de saída disso só vem quando você reconhece a verdadeira natureza do universo ilusório. Não se deixe ser sugado por seu sucesso, nunca também espere concordância geral. Você não tem de esperar que todo mundo no universo desperte e respire realidade. Você é muito afortunado por ter durante o milhar de existências você numa delas fez amizade tanto com Jesus como com o Grande Sol. Se for alguma vez tentado a crer que isso o torna especial, então se lembre disto: todas as pessoas pelo menos em uma de suas muitas encarnações ou encarcerações – qualquer uma delas seria correta – irá felizmente conseguir ser amigo e ou seguidor de um iluminado que ainda aparentará estar num corpo. Algumas vezes esse Ser iluminado é famoso ou, ao menos, bem conhecido, mas usualmente ele ou ela não é. Já lhe dissemos que a maioria dos iluminados não busca necessariamente uma posição de liderança, mas eles tendem de fato a atrair alguns amigos e seguidores, e isso é freqüentemente uma experiência de aprendizado muito importante

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para essas pessoas. Nós também destacamos para você que Jesus não chegou a ser tão famoso quanto João Batista foi ao longo de suas existências. Jesus se tornou muito mais famoso [que João Batista] após a crucificação ea ressurreição, mas mesmo antes disso ele tinha seus amigos e seguidores fiéis, nos quais estávamos incluídos. Hoje, há mais pessoas com sorte do que nunca que ou são ou serão iluminados proximamente por terem suas culpas inconscientes em suas mentes completamente curadas pelo Divino Espírito Santo. O número delas aumentou nas duas décadas passadas, principalmente porque há muitas pessoas estudando e praticando o Curso. Você pensou que eu fosse dizer que era porque o mundo está mais esclarecido. Sinto muito, mas salvação não é uma questão de massa crítica. As pessoas não conseguem serem iluminadas pelo pensamento dos outros, ou simplesmente por estarem em sua presença. Mas consegue-se indicar a eles o caminho certo a seguir [Ir ou não dependerá de cada um]. Da maioria das pessoas que são iluminadas hoje em dia, ou que logo irão ser, nada será escrito a respeito disso nos anais da história espiritual. Isso não tem importância. Num sonho como poderia isso importar? Se eles verdadeiramente sabem que é um sonho, então porque eles acreditariam ser relevante que os outros soubessem a respeito deles? Os detalhes de suas vidas realmente significariam alguma coisa? Não. Mas há ainda amigos que serão grandemente beneficiados por intermédio do compartilhamento de suas experiências. NOTA DO RESUMO: Fama, popularidade e notoriedade pela mídia pertencem ao ego. Arten: Você sabe o que e onde você está destinado a continuar a aprender. Não há substituto para a leitura do material do Curso – Texto, Caderno de Exercícios e o Manual – mesmo depois de você ter terminado de fazer as lições. Use sua mente para escolher entre o corpo e o espírito verdadeiro, 266

e por fazer isso perdoe o mundo. Lembre-se: É por intermédio de seu perdão que o ego é desfeito. Como o Curso, de forma tão comovente, destaca: “A salvação é desfazer. Se escolhes ver o corpo, contemplas um mundo de separação, de coisas que não são relacionadas entre si e acontecimentos que não fazem absolutamente nenhum sentido. Esse aparece e desaparece na morte; aquele está condenado ao sofrimento e à perda. E ninguém é exatamente como era um instante antes e nem será como é agora daqui a um instante. Quem conseguiria ter confiança quando tanta mudança é vista, pois quem conseguiria ser digno se não passa de pó? A salvação é o desfazer de tudo isso. A constância surge na vista daqueles cujos olhos a salvação liberou da contemplação do custo da manutenção da culpa porque escolheram soltá-la em vez de mantê-la”. (T.31.VI.2) Pursah: Jesus tornou muito claro o quanto a sua salvação é importante para ele. À medida que seu ego for sendo gradualmente desfeito, você chega cada vez mais e mais perto do começo, daquele momento onde você cometeu aquele único erro, do qual resultaram todos os outros. Daí você alcança o ponto de escolher outra vez pelo tempo final, resultando em seu retorno ao Céu e à eterna Unicidade com Deus. Jesus estará com você em cada um dos passos do caminho. Pois é o que ele lhe diz no Livro de Exercícios: “Eu não esqueci ninguém. Ajuda-me agora a conduzir-te de volta para onde a jornada começou, para que faças outra escolha comigo”. (E-pI.rV.7:4-5) Não haveria melhor maneira de encerrar nossas citações de nosso líder. Nós amamos você, Jesus, e nós agradecemos a você por sua eterna luz e direção certa. Somos seus discípulos até o fim dos tempos para todos. E nós amamos você Gary. Temos mais uma mensagem para você entregar, mas você ouvirá nossas vozes combinadas em uma única, pois elas são realmente a Voz do Divino Espírito Santo, Que estará aqui com você quando nós aparentarmos desaparecer. Gary: Irei ver vocês outra vez? 267

Arten: Isso depende de você e do Divino Espírito Santo, querido irmão. Você deveria falar com Ele a esse respeito, como você deveria falar sobre tudo mais [sempre, freqüentemente]. Gary: Não se vão ainda. Arten: Está bem. Você verá. Tudo vai estar muito bem. NOTA: com isso os corpos de Arten e Pursah começaram a se fundir num lindo espetáculo de luz branca gloriosa e pristina [primitiva] inundando lentamente a sala até o ponto de que tudo que eu conseguia enxergar e sentir era o caloroso e extraordinário resplendor da luz que estava me envolvendo. Daí eu ouvi o depoimento da Voz transcrito a seguir. ARTEN E PURSAH COMO UM SÓ: Eu amo vocês, meus irmãos e irmãs, que são realmente Eu, mas que ainda não sabem disso plenamente. Sejam gratos pela oportunidade de perdoarem uns aos outros e assim se perdoarem. Substituam suas mágoas por amor. Deixem suas mentes serem conduzidas para a paz de Deus, e a verdade que está dentro de vocês virá às suas consciências. Vocês conseguem se lembrar que, no início destas conversas, Arten estava descrevendo Jesus como uma luz que conduzia as crianças de volta à sua casa verdadeira no Céu. Isso fez com que todas as crianças finalmente encontrassem seu caminho para casa. Daí, exatamente quando todas reconheceram que eram um e se encontraram inocentes, a parte não mais aparentemente perdida, desgarrada da Mente de Cristo, foi feita bem-vinda por Deus no Reino da Vida, para nunca mais ser vista outra vez. O falso universo, que nunca esteve lá, desapareceu, retornando ao vazio. A mente ilusória foi libertada no espírito, no amor como foi pretendido. Agora Cristo está tão supremamente feliz que ele não consegue conter-se em Si mesmo, então ele se estende além do infinito. E todas as idéias

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tolas do sonho de criança deixam de existir, não conseguindo serem mais lembradas. Não há passado nem futuro, unicamente segurança e alegria. Pois Cristo está em toda parte, porque Deus está em todos os lugares. Ilimitado para sempre, não há distinção que se consiga fazer entre Eles. Tudo que permanece é Um, e Deus É. NOTA: Após o que acima foi dito, a luz se expandiu num lampejo brilhante e depois se foi – deixando-me no cômodo para pensar a respeito de todo ocorrido, e de toda ajuda que eu necessitaria no caminho que se espraiava à minha frente. -x-x-x-x-x-x-x-x-xRESUMO E EXPLICAÇÃO COM TRANSCRIÇÃO “O Desaparecimento do Universo” de Gary R. Renard, teve um trecho resumido que, numa fala de Pursah no cap. 12, um dos mestres ascencionados, resumidamente diz: Pursah: Para começar, em vez de apenas se levantar pela manhã e pôr-se a fazer o que quer que seja que queira ou tenha, faça o que o Curso sugere no Manual (M-16): 1. Antes de iniciar a rotina do dia, depois de se levantar, tão cedo quanto seja possível, passe algum tempo quieto com Deus. 2. Nessa convivência quieta e íntegra com Deus, a) lembre-se de Quem você é. b) traga sua paz para junto de você [e mantenha-a inseparável de você por todo o dia]. c) torne-se determinado a manter-se sempre alerta [por Deus]. Você sabe que o ego vai tentar transtornar você [a todo custo] e fazer você crer que seja um corpo [o seu ou outro ligado a você, usando todos os truques que sabe e usa, principalmente o medo, o ponto mais fraco dos humanos]. d) em vigília, não tolere que a mente fique errática, vagando, como o Curso [explicitamente] aconselha você a respeito. e) mantenha-se em foco [centrado em Deus] e f) use mais disciplina mental. É tudo que você tem de fazer. Resolvi explicar cada um dos itens, e o que me ocorreu foi o seguinte: a) lembre-se de Quem você é. a) Lembrar-me de Quem sou eu significa: 269

1 – nominar-me e descrever-me, sem cometer Falso Testemunho. Então eu digo, no silencio de minha mente ou em voz alta: “Eu sou o Filho santo de Deus, eu sou o Cristo, junto com Jesus e toda a Filiação de Deus dos três reinos da natureza no universo das formas, do tempo e do espaço”. 2 – descrever-me, sem cometer Falso Testemunho. eu digo Como eu sou, no silêncio de minha mente ou em voz alta:: “sou como Deus me criou na criação, todos somos iguais, todos somos Um com Deus, não há estranhos no Reino de Deus”. eu digo meu valor, no silêncio de minha mente ou em voz alta:: “sou tudo que Deus é, meu valor foi Deus que me deu na criação, não sou mais que ninguém, ninguém é mais que eu”. b) traga sua paz para junto de você [e mantenha-a inseparável de você por todo o dia]. b) Trazer minha paz para junto de mim [e mantê-la inseparável de mim por todo o dia]. significa: 1 – Reconhecer-me na Paz de Deus, então: Eu digo, no silencio de minha mente ou em voz alta: “Deus é Paz. Como Sou tudo que Deus é, eu sou paz, Deus me criou Paz, Sou como Deus me criou. Mantenho a Paz comigo porque foi Deus que me criou em Paz”. c) torne-se determinado a manter-se sempre alerta [por Deus]. Você sabe que o ego vai tentar transtornar você [a todo custo] e fazer você crer que seja um corpo [o seu ou outro ligado a você, usando todos os truques que sabe e usa, principalmente o medo, o ponto mais fraco dos humanos]. c) Tornar-me determinado a manter-me sempre alerta [por Deus]. Sei que o ego vai tentar transtornar-me [a todo custo] e fazer-me crer que eu seja um corpo [o meu ou outro ligado a mim, usando todos os truques que sabe e usa, principalmente o medo, o ponto mais fraco dos humanos]. Tornar-me determinado e alerta significa: 1 – Estar decidido e seguir a luz de Deus e desperto, sem crer em ilusões, só acatando e aceitando o real, ou seja, o que tenha correspondência em Deus. Então: Eu digo, diante de ilusões enganadoras, no silencio de minha mente ou em voz alta: “Só Deus é. Nada mais é. Esse(a)_________não é. Aquieta-te, ego. Não me enganas mais. Só Deus é. Nada mais é”. d) em vigília, não tolere que a mente fique errática, vagando, como o Curso [explicitamente] aconselha você a respeito. 270

d) Mantenho-me em vigília por Deus, não tolero que a mente fique errática, vagando, como o Curso [explicitamente] me aconselha a respeito. Manter-me em vigília significa: 1 – ser disponível a tudo que diga respeito ao sistema de pensamento do Divino Espírito Santo, o seja, alegria, boa disposição, contentamento, carinho em palavras em atos, ausência de cansaço e desinteresse, pois o interesse do irmão é o meu, pois somos um em Deus. Então: Eu digo, diante de idéias, solicitações e circunstâncias, no silêncio de minha mente ou em voz alta: “Confio em meus irmãos pois são um comigo, meu irmão sou eu, eu sou meu irmão”. e) mantenha-se em foco [centrado em Deus] e) Mantenho-me em foco [centrado em Deus] Manter-me com meu foco – minha atenção, minhas crenças e minha disponibilidade – em Deus significa: 1 - Ocupar-me da única coisa que existe, que é real, pois fora de Deus não há coisa alguma. Fora de Deus é o nada. A abstração de Deus torna duro entender isso, mas abstrato é também o nosso Ser Real, Seu Filho, o Cristo, que sou eu. Minha imagem e semelhança com Deus é só espírito (abstração), o perfeito estado de ser, e Amor (abstração), o perfeito estado de emoção, o meu conteúdo. Então Eu digo, a pretexto de tudo e a pretexto de coisa algum, no silêncio de minha mente ou em voz alta: “Deus, meus irmãos e eu somos um. Eu e meu irmão somos como Deus nos criou. Eu me meu irmão somos tudo que Deus é. Eu e meu irmão somos o Filho santo de Deus, uma idéia em Sua Mente, onde habitamos e de onde nunca saímos” f) use mais disciplina mental. f) Disciplina mental significa a obediência no cumprimento da Vontade de Deus. Cumprir a Vontade de Deus é simples porque não há outra vontade a ser cumprida, porque fora de Deus fica o nada, onde não encontramos coisa alguma. É fácil descartar o nada, pois nada se descarta. A disciplina mental, portanto, é atender a única coisa que existe: a Vontade do Pai, que é a nossa, pois não há outra. Então

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Eu digo, diante de acontecimentos, circunstâncias, situações, eventos e pessoas, notícias e comunicações, no silêncio de minha mente ou em voz alta: “assumo o comando de minha mente, pois não duvido nunca de que: creio em Deus como minha única fonte de suprimento; sei que integro a Mente de Deus; sei que fora da Mente de Deus é o nada; Cumpro a Vontade do Pai porque: Seus e eu somos um – fora de Deus é o nada; Sou como Deus me criou – todos os seres viventes são eu mesmo; Sou tudo que Deus é = todo poder de Deus ele compartilha comigo; Sou o Filho santo de Deus – junto com todos os seres viventes dos três reinos da natureza do universo das formas somos um com Deus. Como reforço, proponho a leitura da Lição 181, (E-pI.181), pg.354 e 355 do Livro de Exercícios de Um Curso em Milagres, da qual destaco e transcrevo: “Confiar nos teus irmãos é essencial para estabelecer e manter a tua fé na tua capacidade de transcender a dúvida e a falta de convicção em ti mesmo. Quando atacas um irmão, proclamas que ele é limitado pelo que percebeste nele. Tu não olhas além dos erros que ele faz. Pelo contrário, esses erros são ampliados, tornam-se bloqueios que obstruem para ti a tua conscientização do Ser Que está além dos teus próprios equívocos e além dos seus pecados aparentes, assim como os teus”. “Retira o teu enfoque dos pecados do teu irmão e experimentarás da paz que vem da fé na impecabilidade”. “Entramos em nossa prática com uma única intenção: contemplar a impecabilidade interior”. “Reconhecemos que perdemos essa meta se, de alguma forma, a raiva bloquear o nosso caminho.... Assim, por um momento, sem considerarmos passado ou futuro, se esses bloqueios surgirem, nós os transcenderemos instruindo as nossas mentes a mudarem o enfoque, dizendo: Não é isso que quero olhar. Confio em meus irmãos que são um comigo. Também usaremos esse pensamento para nos manter a salvo durante o dia.” (E-pI.181. 1, 3:5, 5:7, 6:1,3-5, 7:1) 272

Resumo, explicação e transcrição Maria Thereza Camargo. Rio, 30 de abril, 2006.

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