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Prof.

Flávio De Almeida
COMO SER EMPREENDEDOR DE SUCESSO

Copyright © 2001 Prof. Flávio De Almeida


Editor Nissim Yehezkel
Coordenadora Editorial Raquel Teles Yehezkel
Revisão Maria de Lourdes Costa de Queiroz (Tucha)
Projeto Gráfico e Ilustrações Aderivaldo Santos
Capa Aderivaldo Santos
DTP Aderivaldo Santos

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação

Almeida, Flávio De
Ser empreendedor de sucesso - como fazer sua estrela brilhar /
Flávio De Almeida.
- Belo Horizonte: Editora Leitura, 2001.

192 p. il.

Inclui bibliografia

1. Empreendedorismo 2. Admistração de Negócios 3. Negócio


Próprio 4. Empregabilidade 5. Trabalhabilidade 6. Auto-estima
7. Motivação 8. Sucesso

A447c CDD: 158.1


CDU: 159.955

ISBN 85-7358-364-9

Nenhuma parte deste livro poderá ser reproduzida


sem a permissão, por escrito, da editora
sob pena de constituir violação do Copyright (Lei 5.988).

Impresso no Brasil

Todos os direitos reservados à Editora Leitura Ltda.


Rua Pedra Bonita, 870 - Barroca Cep 30430-390 - Belo Horizonte - MG - Brasil
home-page:www.editoraleitura.com.br e-mail: leitura@editoraleitura.com.br
D edico este livro àqueles que, além
de uma boa idéia, tiveram ener-
gia para transformá-la em realidade.
AGRADECIMENTOS
Agradeço àqueles que contribuí-
ram direta ou indiretamente para
a execução deste livro.
Aos meus amigos:
Adriano Macedo
Beth Pimenta
Dr. Stefan Bogdan Salej
Equipe FIEMG
Equipe IBE
Equipe Hotel Fazenda Boa Esperança
Equipe Imago Vídeo
Francisca Dutra
Francisco Pereira da Silva
Hilton Antunes Campos
João Batista Melado
Luiz Carlos Barboza
Mariana Dutra
Massaharu Taniguchi (in memoriam)
Ômar Souki
Paulo Jericó
Paulo Renato
Leonardo Almeida de Magalhães
Vital Soriano.
À minha querida esposa, Aline.
Aos meus filhos, Dorinha, Flavinho, Gustavo, Paulinha,
Rafaela e Danielle
Ao meu neto, Gabriel Augusto
À minha querida mãe, Maria Antônia
Ao meu pai, Silvino De Almeida
À minha querida irmã, Maria Beatriz.
Aos meus fracassos, porque trouxeram consigo a semente de uma
realização igual ou maior.
A você meu estimado leitor.
A todos, o meu sonoro e eterno.

MUITO OBRIGADO!
PREFÁCIO

É sempre uma distinção quando um


escritor nos pede para prefaciar seu livro,
além de uma grande responsabilidade.

A
o ler COMO SER EMPREENDEDOR DE SUCESSO - Como fazer a sua
estrela brilhar, do Prof. Flávio De Almeida, entretanto, um senti-
mento maior do que a honra pela escolha se apossou de mim:
uma motivação e um grande prazer de ir descortinando em cada pá-
gina uma lição de vida e uma vontade enorme de ir lendo todo o livro.
E foi o que fiz! Ele chama nossa atenção para as coisas simples e
naturais da vida, como ter alegria, ter fé em nós mesmos, ter gratidão,
persistência e entusiasmo, virtudes que deveriam ser cultivadas cons-
tantemente por cada um de nós, pois trazem como conseqüência o
prazer da conquista e o grande prazer de viver.
Seu livro deixa bem claro que o cérebro é um foguete e você o único
tripulante. Nossas vitórias e nossas conquistas dependem do que somos
e fazemos hoje.
É como se o nosso cérebro fosse um enorme computador onde,
ao pensarmos, programamos o nosso futuro. Hoje, os estudos avan-
çados na neurolingüística comprovam esta verdade: somos aquilo que
pensamos. É a partir desta máxima que o Prof. Flávio de Almeida vai
ensinando a modificar nosso jeito de viver a vida, exemplificando e
mostrando o poder do pensamento.
Debrucem-se, portanto, caros leitores, sobre este livro e desco-
brirão como é simples e bom despertar em nós um mundo de verda-
des e de lições que, com certeza, vão nos ensinar a mudar nossa manei-
ra de pensar. E, assim, seguiremos em frente, com garra e felicidade,
em busca de nossos sonhos.

Elizabeth da Cunha Pimenta


Empresária da Água de Cheiro
SUMÁRIO
Apresentação da Coleção ............................................................. 13
Introdução ...................................................................................... 15
Capítulo 1
Empregabilidade – Sepulte este dinossaurro............................ 17
Capítulo 2
Energia e auto-estima.................................................................... 25
Capítulo 3
Adversidade – Minha melhor amiga .......................................... 31
Capítulo 4
Mente: A bússola do seu destino ................................................ 39
Capítulo 5
O cérebro e a inteligência ............................................................. 49
Capítulo 6
Manifestando a prosperidade interior ........................................ 61
Capítulo 7
Comunicação eficaz ...................................................................... 75
Capítulo 8
A magia de transformar sonhos em metas ............................... 87
Capítulo 9
Método Fada:
Facilitador do autodesenvolvimento avançado ......................101
Capítulo 10
O ciclo do sucesso.......................................................................117
Capítulo 11
Brasil – Terra de gente feliz! .......................................................129
12
APRESENTAÇÃO DA COLEÇÃO

M inha vida passou por vários momentos profissionais. Nos


últimos 25 anos, exerci várias atividades: comerciário, durante
dez anos; representante comercial, três anos; comerciante, quatro anos;
industrial, quatro anos; consultor e professor por quatro anos.
Como empresário, atuei nos segmentos de serviços, comércio
e indústria. Quebrei três vezes: uma em 1987, a segunda em 1990 e
a outra em 1995, sendo que na última perdi 2 milhões de dólares.
Coincidência ou não, em todas elas estávamos em início de governo.
Mudança de governo requer atenção redobrada, cautela, parcimônia
e, sobretudo, muita atenção e cuidado.
Fracassei a primeira vez no governo Sarney, a outra no governo
Collor e a última no governo Fernando Henrique. Cheguei a pensar
que era um azarado, que nunca ia conseguir fazer sucesso e manter-
me nele. Sentia-me um patinho feio. Mas, a partir de 1995, comecei
a me perguntar: Por que os negócios fracassam? Por que empresas
vão à falência, quebram e entram em bancarrota? Confesso que
busquei a resposta em vários credos: evangélico, budista, católico,
judeu, dentre outros. Conversei com muitos profissionais da área
de comportamento humano: psicanalistas, psicólogos e analistas.
Fui encontrar a resposta dentro de mim mesmo.
Essa busca me levou a vários momentos de meditação e
reflexão. Numa manhã de outubro de 1996, em meio a uma luz
brilhante, num lugar paradisíaco do lago do Hotel Fazenda Boa
Esperança, uma voz me disse três palavras: prosperar, compartilhar e
empreender. Disse-me ainda que todos temos uma missão, uma
finalidade, uma grande razão de existir. Comecei a observar e a
perceber como a natureza é sábia, harmônica, não se agride, vive a
mais perfeita serenidade. Existe um lugar para cada coisa e cada
coisa tem seu lugar. Ainda não encontrei uma abelha puxando carroça
e nem um cavalo fazendo mel. Que coisa fantástica poder descobrir
e encontrar nossa missão!
Minha maior descoberta foi a certeza de que nasci e vim ao
mundo com a missão de ser professor. Não um professor

13
profissional, mas um profissional professor, um facilitador, que
primeiro teve de passar por crises e mais crises no mundo business.
Eu nem imaginava a riqueza das experiências dos fracassos que
acabaram virando “vivências” e que me despertaram a consciência
de que só seria realmente feliz se cumprisse minha missão na
plenitude. Empunhei a caneta, peguei meu computador e pus-me a
escrever e a pensar em como poderia servir ao maior número de
pessoas. Fiz meu planejamento e escrevi o primeiro livro: COMO
EMPREENDER SEM CAPITAL.
A partir das críticas e sugestões, reestruturei o trabalho, mudei
a capa, retirei e introduzi capítulos, refiz toda a programação visual
e lancei a coleção: Negócios & Empresas, que conta com mais dois
livros: COMO SER EMPREENDEDOR DE SUCESSO - Como fazer sua estrela
brilhar e COMO MONTAR SEU NEGÓCIO PRÓPRIO - Os segredos do projeto de
negócios. Cada livro, com seu foco específico, tem uma fita de vídeo
correspondente. A coleção contará, ainda, com vários trabalhos que
serão lançados nos próximos anos: Finanças, Marketing e Vendas,
Contabilidade, Informática, Recursos Humanos, todos focados no
pequeno negócio.
Só me sentirei realizado quando o desemprego não mais rondar
os lares do Brasil. Quando a escola não mais formar os
desempregados das grandes empresas. Quando a educação estiver
comprometida com a formação do jovem que saiba pensar e que
tenha auto-estima e energia para andar sozinho, sem necessidade de
muletas. Quando o nosso povo não mais precisar se humilhar diante
dos gigantes internacionais. Meu trabalho só estará completo quando
perceber que temos igualdade de oportunidades para todos e que a
prosperidade não é mais um privilégio de poucos, mas um direito
de todos os brasileiros. Empunho a bandeira do empreendedorismo e
sigo Brasil afora compartilhando e contribuindo para que esta tecnologia
didático-pedagógica não seja apenas uma matéria da grade curricular
das escolas de todos os níveis, mas que se transforme numa cultura
empreendedora, capaz de formar uma nação livre e próspera, que
possa buscar e conquistar livremente seu próprio caminho.

O autor

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INTRODUÇÃO

R ealizado um estudo, chegou-se à conclusão de que a maior


finalidade de um gerente, diretor, presidente ou empresário,
enfim, de um líder, é aumentar a energia de seus liderados. E a
energia do ser humano é medida pela auto-estima. Auto-estima é o
amor próprio que cada um tem. É a capacidade de amar a si mes-
mo. Observe, pelas ruas, como as pessoas estão andando cabisbai-
xas, curvadas, olhando para o chão, tristes, sem alegria e ânimo de
buscar novas conquistas. Deveriam estar alegres, sorridentes, eretas,
de cabeça erguida na busca de seus objetivos e metas pessoais. Mas
muitas pessoas nem sabem que têm o direito de ter metas. Costu-
mam atribuir seus infortúnios e crises ao “destino”. Acreditam que
Deus quis assim e que assim será. Ouviram, em algum momento da
infância, a história do camelo e da agulha e optaram por ser pobres
e tristes. É preferível ganhar o Reino dos Céus a ser rico e alegre e
queimar no fogo do inferno. São metáforas como essas que foram
mal interpretadas e difundidas por “interesseiros”, por pessoas e
por instituições que têm o objetivo de escravizar e manipular seus
seguidores e liderados.
Aliada a esses credos que não professam a verdade, temos a
educação curricular como uma grande responsável por este estado
de coisas. O próprio sistema de avaliação escolar é estabelecido de
forma a enfatizar, negritar e ressaltar a ignorância. O que o aluno
não sabe é, às vezes, colocado em evidência de forma pública dian-
te da turma, causando-lhe vergonha, constrangimento, diminuição
da sua motivação e de sua auto-estima. São milhares de “nãos” que
a criança ouve na escola e em casa. Fica castrada a sua iniciativa e
criatividade, já que não pode fazer nada, tudo é errado, tudo não
pode e tudo é censurado. São tantos “nãos” que ficam gravados no
inconsciente da pessoa o sentimento de incompetência e de incapa-

15
cidade. Fica difícil apagar esta imagem de “nãos” registrada em
nosso inconsciente por anos e anos.
Neste livro, busco contribuir para que você perdoe a seus pro-
fessores, educadores e pais, que tinham a melhor das intenções: fazê-
lo feliz. Se os métodos não foram os melhores para você, saiba que
a intenção deles era positiva. Agora, com sua consciência formada,
poderá perdoar-lhes e buscar uma vida de “sim”, aumentar sua auto-
estima e seu amor próprio.

Desenvolvi e dei forma didática ao revolucionário método


FADA, que me tirou do buraco aos 15 anos. Até ali, eu era o pati-
nho feio da família, o discriminado, o peixe fora d’água que não
acompanhava os sete irmãos às festinhas. Tinha problema sério de
auto-estima.

Esta é a grande revolução do terceiro milênio: o poder da cons-


ciência, do autopoder. Dinheiro, sucesso, prosperidade, felicidade
e saúde não mais dependem dos outros, mas simplesmente da FADA
que habita o seu interior. Leia e descubra sua “varinha de condão”.
A revolução da energia, da auto-estima, da felicidade e do amor. A
revolução da FADA capaz de transformar sapos em príncipes e
gatas borralheiras e bruxas em princesas.

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EMPREGABILIDADE:
Sepulte este dinossauro

17
18
Capítulo 1
EMPREGABILIDADE:
Sepulte este dinossauro

Poucos deixam a escola sonhando


em ter uma grande empresa.
Infelizmente, a maioria sonha com
um grande emprego.

A
educação curricular brasileira é formadora dos “cabeças de
empregado”. Eu, você e nossos filhos fomos educados para
ter patrão, carteira assinada, FGTS, aposentadoria, enfim, ter
“segurança”. Fizeram-nos sonhar, seja na família ou na escola, com
aquele empregão no Banco do Brasil, na Petrobras ou numa grande
empresa pública ou privada. Quando é chegada a hora de realizar
este sonho de mais de 20 anos, descobrimos que não há mais
“empregão” e nem “empreguinho”. A ordem do dia é automação,
terceirização, quarteirização, privatização e gestão empresarial na
busca da competitividade, na qual o desemprego virou ordem do

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dia. Estamos protagonizando a maior revolução no mundo das re-
lações de trabalho. Analise comigo a formação desta palavra:

PREGO = utensílio utilizado para pregar,


prender ou fixar.
EM + PREGO = aquilo que está preso por prego,
está fixado.
EM + PREGA + DO = aquele que está preso a uma
relação fixa, pregada, sem
liberdade.

Você pode observar que, no fundo, a palavra empregado re-


mete-nos a uma relação sem liberdade, a uma relação de escravi-
dão. Isso tem muito a ver com nossa formação histórico-cultural.
Fomos explorados e escravizados pelos nossos colonizadores. Eles
só se interessaram pelas riquezas da nossa terra. A ordem era extra-
ir e tirar o que pudessem, mantendo o povo escravo e ignorante.
Nossa realidade não mudou muito, apenas foram aperfeiçoadas as
técnicas. A escola está centrada na educação “decoreba”, com o
grande agravante de penalizar e ressaltar o que o aluno não sabe.
Penso que seria muito mais estimulante se fosse focada no reconhe-
cimento e na exaltação do que o aluno sabe. Até hoje, estão ensinan-
do que o Brasil foi descoberto por Pedro Álvares Cabral no ano de
1500, depois que o curso de suas embarcações foi desviado pelo
mau tempo e, quase que por susto, descobriram o Brasil. Não é
travada uma discussão séria a respeito do Tratado de Tordesilhas,
que seis anos antes já estava assinado entre Portugal e Espanha, os
quais sabiam da existência de um novo continente.
Educar é libertar. Libertar é ensinar a pensar. Enquanto a escola
se prestar a formar apenas mão-de-obra, nossa gente vai estar con-
denada à escravidão hereditária, internacionalizada agora com o lin-
do nome de “globalização”. Depois de toda essa carga educacional
redutora da auto-estima, da autoconfiança, que castrou e cerceou

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nossa liberdade de escolha, somos chamados a ser empreendedo-
res, e nos será cobrado e exigido exatamente o contrário do que nos
foi ensinado. Espero que esta fala sirva como motivação para jun-
tos mudarmos o curso da História. Mudar uma cultura é trabalho
para duas ou mais gerações. Nossos filhos e netos serão os princi-
pais beneficiários desta nova mentalidade que eu chamo de
empreendedorismo. Uma educação focada na liberdade de op-
ções e escolhas, na qual o homem possa trilhar um caminho sem o
paternalismo estatal social. Haveremos de respeitar as peculiarida-
des, as diferenças, as aptidões, as vocações e a missão de cada cida-
dão. Ao Estado caberá a obrigação de preservar e manter a ordem
num país onde todos possam ter igualdade de oportunidades. A
educação é a solução para a escravidão.
Ao observar os empreendedores de sucesso, pude compilar di-
daticamente a cultura empreendedora da seguinte forma:

DECÁLOGO DA TRABALHABILIDADE

1 TRANSFORMAR CRISE EM OPORTUNIDADE

Os empreendedores são otimistas. Conseguem transformar tra-


gédia em oportunidade. Uma situação de desemprego pode ser
encarada não como o fim do mundo, mas como o início de uma
grande oportunidade de começar um negócio.
2 EMPREENDER SEM CAPITAL

A habilidade de começar com quase nada é uma das mais impor-


tantes. O telefone, o carro da família, a dependência de emprega-
da virando escritório: é o improviso gerando soluções para quem
não tem capital. A utilização do capital de terceiros, com o tem-
po, faz surgir do nada verdadeiros impérios empresariais.

3 MARKETING E NEGOCIAÇÃO

A capacidade de vender a idéia é, sem dúvida, uma grande ha-


bilidade dos empreendedores. São capazes de vender seu peixe

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com uma maestria admirável. São vendedores de sua imagem
profissional e de seus talentos.

4 KNOW-HOW E EXPERIÊNCIA ANTERIOR

Negócios são abertos, em geral, por ex-gerentes e executivos do


mesmo ramo. Desta forma, eles já detêm uma boa rede de re-
lacionamentos com fornecedores, concorrentes e clientes. Este
networking (rede de relacionamentos) e este know-how (saber fazer),
sem dúvida, têm sido a melhor vacina contra o fracasso.

5 VISÃO EMPREENDEDORA

Aqui está a habilidade de enxergar no mercado as lacunas deixa-


das pelas empresas. Criam-se novos caminhos, novos horizontes
que, no início, nada mais eram que uma mera intuição, um feeling.

6 OPINIÃO PRÓPRIA

Não é incomum encontrarmos familiares de empreendedores di-


zendo que o negócio só foi para frente porque ele era um teimo-
so, um cabeça-dura que não ouvia ninguém. Contrariou tudo e
todos, e, com a sabedoria dos mestres, soube discernir, ouvir e
escutar.

7 PERSISTÊNCIA

Esta tem sido um verdadeiro teste de paciência e resistência.


É muito comum querermos saber como certa pessoa conseguiu
esperar com paciência todo aquele tempo de vacas magras. Agra-
decer o semear e cuidar com amor e dedicação enquanto se espe-
ra a hora da colheita é uma verdadeira virtude humana. Todos
sabem que é na hora mais escura e fria da noite que o dia começa
a clarear, mas poucos têm a paciência de estar acordados e alertas
nessa hora.

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8 ASSUMIR RISCOS

É a atitude de coragem de superar o medo, de trilhar caminhos


incertos, mantendo a chama da esperança acesa. Saber calcular ris-
cos e ousar enfrentar o novo. Aqui, é colocada em xeque nossa
autoconfiança e nossa autodeterminação.

9 SER LÍDER E ENTUSIASMADO

Esta habilidade de se automotivar e conseguir aumentar a ener-


gia dos colaboradores e envolvidos é, sem dúvida alguma, fun-
damental. Saber delegar, definir tarefas, organizar, combinar
métodos e processos e, sobretudo, saber reconhecer os lidera-
dos. Aqui é a prova de fogo da auto-estima.

10 HARMONIA COM A MISSÃO

Se falamos Pelé, vem à nossa cabeça o futebol. Se falamos Chico


Anísio, vem-nos o humor. Se falamos Roberto Carlos, pensamos
em música romântica. Será que o sucesso ocorreu por acaso? Não.
Ele é composto por um conjunto de habilidades e renúncias que
estão alicerçadas em nossos talentos, em nossa vocação, em nos-
sa missão. É aqui que aparece o amor, a dedicação e a entrega de
corpo, alma e espírito a uma causa maior da nossa razão de viver.

Observando essas habilidades, você pode fazer um exame de


consciência acerca da sua preparação pessoal para ser um empre-
endedor de sucesso. Se ainda não se sentir à vontade, não tenha
pressa, procure desenvolver as habilidades que ainda lhe faltam. É
mais inteligente aguardar e se preparar melhor para enfrentar os
desafios de ser um empreendedor. Criei e desenvolvi o MÉTODO
FADA – Facilitador do Autodesenvolvimento Avançado. Este
método é muito interessante porque permite que você seja autodi-
data.

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24
ENERGIA E AUTO-ESTIMA

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26
Capítulo 2
ENERGIA E AUTO-ESTIMA

T
oninho chegou da escola, no primeiro dia de aula, muito
feliz!
– Que felicidade é esta meu filho? – perguntou a mãe.
– Descobri que eu não me chamo NÃO. Meu nome é
Antônio Carlos da Silva. A professora fez uma tal de chamada e
disse que meu nome é Antônio.
É. Infelizmente, a criança ouve dentro de casa, dezenas de vezes
por dia, o “não”.
– Não mexa aí, menino!
– Não pode fazer isto!
– Não faça isto, já lhe falei!
– Não isto, não aquilo!
Sei que a intenção dos pais é positiva. Se a criança está brincan-
do com uma faca, o correto é dizer-lhe:
– Meu filho, tome este carrinho, ele é muito mais bonito que
esta faca. Com esta faca, você poderá se machucar e sentir dor. O
carrinho é muito mais legal e divertido.
Você não disse “não”, você disse “sim”. Isto é educar sem di-
minuir a energia e a criatividade da criança. Essa maneira de educar
vai contribuir positivamente para aumentar o espírito empreende-
dor da criança.

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– Paulinho, pegue seu violão e desapareça da minha frente. Só
apareça aqui na escola, de novo, com seu pai. Eu vou ter uma con-
versa muito séria com ele. Ficar tocando violão não o leva a lugar
algum. Isto é coisa de vagabundo.
Esta professora não tinha consciência de que poderia estar ma-
tando um futuro Baden Powell.

– Vagabundo, saia da rua, pare de jogar bola e venha estudar!


Ainda bem que a mãe do Pelé o deixou jogar bola na rua.

O Dr. Keven fez uma pesquisa, nos Estados Unidos, com crian-
ças de 3 anos de idade e chegou à conclusão de que mais de 90%
tinham o QI – quociente de inteligência – acima da média. Poderi-
am ser consideradas gênios. Medindo o QI de jovens de 20 anos de
idade, vários deles universitários, ele – pasmem! – chegou à conclu-
são de que apenas 2% ainda se mantinham gênios.

Desses estudos, ele concluiu que a escola “emburrece” os alu-


nos. Tenho sugerido que se mude o nome de “aluno” para “pacien-
te”. Para agüentar as “neuras”, as crenças, os fricotes e os paradigmas
dos professores e das escolas, só mesmo com muita paciência.

A escola tem se tornado uma especialista na educação


“decoreba”. Não se ensina o aluno a pensar. O processo de avalia-
ção tem se prestado para enaltecer e destacar a ignorância, reduzin-
do a energia e a auto-estima dos alunos. A cultura paternalista vem
contribuindo para formatar os alunos com “cabeças de emprega-
dos”. O sistema de ensino ainda incute no aluno o sonho de traba-
lhar no Banco do Brasil, na Petrobras ou em uma grande empresa
pública ou privada. Quem sabe um concurso público, para que se
possa ter um “bom emprego”, com “segurança” de nunca ser man-
dado embora, nem pelo Presidente da República. A escola está pre-
parando um objeto não identificado para a sociedade. O mercado
demanda profissionais com boa auto-estima, com energia, com co-

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ragem para tomar decisões e empreender. E a escola entrega ao
mercado um medroso, um “cabeça de empregado”, que desconhe-
ce os princípios da qualidade, da produtividade, do empreende-
dorismo e da competitividade, que não tem coragem nem para
mudar a própria vida. Estamos protagonizando a crueldade do
desemprego, que já atinge 800 milhões de pessoas no mundo, cerca
de 15% da população. No Brasil, segundo a Unicamp, na década de
80, para cada dez postos de trabalho, oito eram com carteira assina-
da e dois como informais e/ou autônomos. No fim da década de
90, constatamos que, para cada dez postos de trabalho abertos, ape-
nas um trabalha com carteira assinada; os outros trabalham como
autônomos e/ou informalmente.

Desenvolvi o MÉTODO FADA – Facilitador do


Autodesenvolvimento Avançado, que me tirou do buraco e da
crise. Aos 15 anos, eu tinha um grande complexo de feiúra. Sentia-
me o mais feio dentre os oito irmãos, não saía para as festinhas e
tinha o apelido de bombril e de enferrujado. Minha auto-estima era
terrível: desânimo, falta de coragem, sentimento de incompetência.
Sentia-me burro, era o verdadeiro patinho feio. Graças a esse méto-
do revolucionário, estou ajudando pessoas em todo o Brasil a se
amarem, a serem suas próprias FADAS-MADRINHAS. Com a
consciência do poder mágico da varinha de condão que está dentro
de cada um, as pessoas podem operar verdadeiras revoluções em
suas vidas, como eu fiz. Assim, estão operando verdadeiros contos
de fadas, transformando sapos em príncipes, gatas borralheiras e
bruxas em princesas.

Quando, aos 15 anos, tomei bomba no vestibular para o Centro


Federal de Ensino Tecnológico (CEFET) vivi uma verdadeira cri-
se, uma tragédia. Todos os quatro irmãos mais velhos haviam sido
aprovados nesse vestibular e lá estavam se formando como técni-
cos eletrônicos, mecânicos e eletromecânicos. O único burro da fa-
mília não tinha conseguido ser aprovado. Tranquei-me a chorar num

29
quarto por volta de quinze horas, e só consegui sair dali no outro
dia cedo. Não conseguia explicar o que havia acontecido. Mas de-
clarei ser, daquele dia em diante, uma pessoa diferente. Resolvi que
iria mudar minha vida. Não sabia ao certo o que faria, e nem pode-
ria ter essa consciência, pois era um adolescente de apenas 15 anos.
O fato é que este foi o divisor de águas. Morreu o patinho feio e
nasceu o cisne real. Comecei a sonhar com uma vida diferente. Mui-
to diferente da que eu levava sendo filho da classe média baixa e
morando na periferia de Belo Horizonte. Sonhava ter carros, mo-
tos, apartamentos, sítios, viagens, dinheiro, namoradas, negócios,
enfim, uma vida que só acontecia na televisão. Foi então que come-
cei a fumar, uma forma de me auto-afirmar como homem. É inte-
ressante, passei a fumar como todo adolescente, para provar que
era homem e deixei de fumar, aos 30 anos, pelo mesmo motivo:
para provar que era homem.
O sucesso e os bons resultados profissionais dependem do po-
der pessoal que, por sua vez, depende de três fatores básicos:

1ª) ENERGIA, que se transforma em AUTO-ESTIMA;

2ª) COMUNICAÇÃO, que se transforma em PODER;

3ª) MEDO, que se transforma em CORAGEM.

30
ADVERSIDADE:
MINHA MELHOR AMIGA

31
32
Capítulo 3
ADVERSIDADE:
MINHA MELHOR AMIGA

O Universo não precisa


de comprador de desculpas,
necessita de vendedor
de soluções.

Q
uais foram os melhores amigos do Japão? Os Estados Uni-
dos, porque o destruíram com duas bombas atômicas. O
Japão, depois de rendido, foi humilhado pelas retaliações e
sanções comerciais, políticas, sociais e militares. Um verda-
deiro domínio escravizante. Sanções tão rigorosas que o impedi-
ram de manter ou desenvolver a indústria bélica. Proibiram-no, in-
clusive, de possuir exército.
Imagine um arquipélago vinte e três vezes menor que o Brasil,
destruído pela guerra, vitimado diversas vezes por vulcões, fura-
cões, terremotos e maremotos, além de uma inflação galopante, de-
semprego, sem recursos minerais e vegetais para sua sobrevivência.

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Só restava um recurso para esta nação: os recursos humanos. E foi in-
vestindo em educação e treinamento que este povo de raça e cora-
gem não precisou de mais de trinta anos para despontar como potên-
cia mundial.
Hoje, assistimos ao desespero dos americanos, que ganharam a
Segunda Guerra mas perderam a grande guerra da corrida
desenvolvimentista da tecnologia industrial. A qualidade, a redução
de custos, o aumento de produtividade e a conquista do mercado
internacional pela competência japonesa assustaram o mundo.
Quantas pessoas devem o seu sucesso ao sofrimento a que fo-
ram submetidas? Miguel de Cervantes, autor da obra-prima da lite-
ratura mundial Dom Quixote de La Mancha, é um deles. Cervantes,
preso, vivendo numa cela, sem a mínima dignidade e respeito hu-
mano, confinado à solidão e à frieza do cárcere, começou a escrever
sua grande obra.
Quando seus rascunhos chegaram ao conhecimento do rei, este
viu o talento ali transparente. Mandou que o conduzissem até o pa-
lácio e disse-lhe:
– Li seus escritos e acredito estar diante de um raro escriba. A
partir de hoje, você será transferido para uma cela decente e con-
fortável, com todo o aparato que um escriba do seu quilate necessi-
ta para bem realizar sua obra. – Cervantes não relutou em dizer-lhe:
– Muito obrigado, Majestade. Eu gostaria que não me tirasse
do maior celeiro de idéias. O sofrimento do cárcere gelado tem
sido minha maior musa inspiradora.
Ludwig Van Beethoven, um dos maiores musicistas de todos
os tempos, não pôde ouvir todas as músicas de sua obra-prima.
Suas últimas composições foram realizadas quando já estava surdo.
Ele mordia a madeira do piano, de tal modo que os sons eram sen-
tidos pelos nervos dos dentes e decodificados pelos ouvidos da
mente e, assim, conseguiu, de forma inédita, deixar esta genialidade
para o deleite da humanidade.
Por que será que, entre os dez países mais ricos do mundo,
nove têm neve em seu território durante o inverno? Será coincidên-

34
cia? Não. É apenas uma questão de sobrevivência. Durante o verão,
seus habitantes trabalham duro por várias horas ao dia, para produ-
zir um excedente capaz de sustentá-los durante o inverno. A neve
cobre os campos durante o rigoroso inverno, e a agricultura fica
totalmente inviável. Trabalhando de sol a sol, durante muito tempo,
forma-se o hábito. Acostumados a trabalhar muito, quando vem o
inverno, eles acabam encontrando outra forma e outro local de tra-
balho onde estejam protegidos da neve. E, assim, trabalham muito,
sempre, conquistando a prosperidade.
Juscelino Kubitschek era filho de uma costureira; Abraham
Lincoln, lenhador; Sílvio Santos, camelô; Pelé foi vendedor de jabu-
ticabas; Onassis catou pontas de cigarro em Buenos Aires para co-
meçar sua indústria de tabaco. Esses são alguns dos homens que
devem seu sucesso às adversidades e turbulências que enfrentaram
na vida.
Pare de reclamar, pare de chorar. A vida é dura para quem é
mole. Pegue suas dificuldades e limitações e transforme-as em alia-
das. Se você quer, se está determinado e motivado a realizar seu
projeto de vida, ninguém poderá detê-lo. Você vai SER e TER o
que quiser, vai triunfar apesar de... Você caiu, quebrou, faliu? Le-
vante-se! Sacuda a poeira! Pegue suas trouxas, dê a volta por cima e
siga seu caminho. Ficar aí chorando, lamentando o que você tinha
ou o que você perdeu vai ajudá-lo em nada. Chega de ser expert em
justificativas e lamentações à espera de gente para ter piedade e com-
paixão de você. Pare de ficar colocando a culpa “neles”. A culpa é
sua! E só sua... A vida é uma escola. Não adianta se acovardar e
tentar queimar etapas. Você terá de trilhar este caminho, bom ou
ruim, e não poderá delegar. Esta etapa é, com certeza, pré-requisito
para outras lições que o esperam. Se você fugir da raia, nada adian-
tará, lá na frente terá de enfrentar. Não adianta dar as costas para o
problema, enfrente-o de peito aberto, com coragem, determinação
e gratidão. Ele veio para ajudá-lo, mesmo que você não esteja con-
seguindo ver. Pode ter certeza: você ainda vai agradecer muito a
este seu melhor amigo!

35
Toda adversidade, todo fracasso
e todo sofrimento trazem
consigo a semente de um
benefício maior ou equivalente.
NAPOLEON HILL

36
A DETERMINAÇÃO
É INVENCÍVEL!

Era uma vez um homem simples que...

Montou um negócio e não deu certo em 1831.


Foi derrotado na candidatura a vereador em 1832.
Fracassou em outro negócio em 1834.
A noiva faleceu em 1835.
Teve um ataque de nervos em 1836.
Foi derrotado em outra eleição em 1838.
Foi derrotado para o Congresso em 1843.
Foi derrotado para o Congresso em 1846.
Foi derrotado para o Congresso em 1848.
Foi derrotado para o senado em 1855.
Foi derrotado para a vice-presidência em 1856.
Foi derrotado para o Senado em 1858.
Foi eleito PRESIDENTE DA REPÚBLICA
DOS EUA em 1860.

Este homem foi ABRAHAM LINCOLN.

37
38
MENTE:
A BÚSSOLA DO SEU DESTINO

39
40
Capítulo 4
MENTE:
A BÚSSOLA DO SEU DESTINO

O que você acha que pode...


você pode.
O que você acha que não pode...
você não pode.
De qualquer maneira,
você está certo.
HENRY FORD

Q
uando tomei consciência da vida, comecei a sofrer muito
por tantas desigualdades sociais, tantos sofrimentos e de-
sarmonias. Por que algumas pessoas são ricas e outras são
pobres? Umas fazem sucesso e outras fracassam? Umas são
saudáveis e outras doentes? Algumas felizes e corajosas, e a maioria
triste, infeliz e medrosa?

SERÁ A “SORTE” A RESPONSÁVEL?

Eu pensava: deve ser a sorte. Existe gente que é muito azarada e


não tem sorte. Mas não pode ser a sorte, pois senão o “Dudu da
Loteca”, que ganhou, sozinho, uma “bolada” na loteria esportiva,
na década de 70, não estaria na cadeia cinco anos depois.

41
SERÁ, ENTÃO, A “HEREDITARIEDADE”?

Pai rico, o filho será mais rico ainda. Não. Não pode ser, senão
o Grupo Matarazzo seria até hoje o maior grupo empresarial do
Brasil, como no início do século.

Aí, comecei a ouvir do povo: pai rico, filho nobre, neto pobre.
O pai trabalha, o filho come e o neto passa fome.

OU SERÁ O “CURSO SUPERIOR”?

Se curso superior fosse garantia de sucesso e prosperidade, não


haveria uma série de “doutores”, por aí, trabalhando como auxilia-
res, serventuários ou motoristas. Vários profissionais trabalhando
fora da sua formação universitária. E, ainda, quantas pessoas for-
madas conhecemos que estão dependuradas no cartão de crédito e
no cheque especial? Thomas Edison, inventor da lâmpada elétrica,
possui mais de mil patentes e inventos registrados em seu nome.
Sabe quanto tempo ele teve de escolaridade? Três! Não foram três
anos, não! Foram apenas três meses! Um dia, ele chegou em casa
com um bilhete da professora para sua mãe.
– Eu lamento, minha senhora, mas o Thomas, seu filho, é pouco
inteligente e tem uma deficiência que não lhe permitirá aprender
como as outras crianças. Desculpe, mas ele não pode mais freqüen-
tar nossa escola.
A mãe, no seu amor infinito, consciente da sua missão, disse a
ele:
– Meu filho, você tem um QI muito elevado. Sua professora
não tem capacidade intelectual para lhe ensinar. A partir de hoje,
você não mais irá à escola – eu serei sua professora.

42
O homem não ganha
pelo que sabe,
mas pelo que faz
com o que sabe.

SERÁ O “DESTINO” O RESPONSÁVEL?

Deus, quando nos enviou à terra, predestinou: você vai ser rico;
você, miserável; você, doente; você, sadio; você, engenheiro e você
será lixeiro?...
Deus é infinitamente sábio, infinitamente bom, infinitamente per-
feito e, além disso, deu-nos o livre-arbítrio. Podemos até desistir da
vida se quisermos. Mas Deus é nosso Pai e nós somos sua imagem e
semelhança. Como filhos, herdamos tudo que Ele tem e estamos
ligados a Ele pela mente, que é a bússola do nosso destino. Então
não pode ser o destino.

Bem, se não é sorte, não é hereditariedade, não é o curso


superior, não é o destino, então quem decide se você vai ou
não fazer sucesso?

VOCÊ DECIDE!

Somos nós, por intermédio da mente, que decidimos acerca do


nosso sucesso ou do nosso fracasso. Nossa mente é a maior perfei-
ção criada por Deus – é o elo de ligação com Ele.
Na vida intra-uterina, o cérebro é o primeiro a ser formado e
depois comanda a formação dos demais órgãos do nosso corpo.
A mente humana ainda é objeto de estudos científicos
aprofundados. O homem ainda ignora boa parte desta maravilha,

43
desta perfeição misteriosa e enigmática, responsável por todos os
nossos sentidos, inclusive o sexto sentido, que é ultra-sensorial.
A mente é tão maravilhosa que registra tudo o que você fez
durante toda a vida. Imagine quantos giga bytes de memória tem sua
mente!

A capacidade de armazenar informações é infinita. Ela se


subdivide em duas partes:

MENTE CONSCIENTE E MENTE SUBCONSCIENTE

Foi Freud, o pai da psicanálise, quem criou este modelo.


O consciente (5%) é racional e lógico, seleciona, censura, filtra in-
formações, rege nossas emoções e trabalha enquanto nós estamos
acordados. Ele comanda nossas ações voluntárias e dá as ordens e
comandos para o subconsciente. O subconsciente, ou inconsciente,
(95%) é irracional, subjetivo, grava tudo que recebe sem censura e
sem filtragem, simplesmente dá comandos de ordem automática
para o nosso corpo. Ele não dorme, trabalha vinte e quatro horas
por dia e é o responsável pelo gerenciamento das funções vitais do
nosso corpo: batimentos cardíacos, filtragem de sangue pelos rins,
funcionamento do intestino, hormônios, etc.
Na vida intra-uterina, nossa mente gerencia e define tudo:
a formação do nosso corpo, tamanho, peso, formas, enfim, ela é
cósmica e universal. Ela é tão grande e poderosa que se confunde
com a universalidade. É a responsável pela nossa comunicação com
o cosmos. É tão poderosa que se confunde com a nossa fé. Ainda
estamos engatinhando no conhecimento e nos estudos sobre nossa
mente, tal o seu gigantismo. Cada um dá o nome que melhor lhe
convier: Eu Superior, Self, Mente Cósmica, Força Divina, Poder do
Além, Vida Plena, Mente Infinita. Qualquer um deles ainda será li-
mitado para algo tão infinito como esta força máxima que se con-
funde e se funde no infinito com a divindade. É este poder divino,
que você possui, que lhe permite atingir todas as suas metas e obje-

44
tivos. Mas ele não age autonomamente, é dirigido e guiado pelos
seus pensamentos e crenças. É incrível como todos somos iguais
quanto à liberdade de pensamento. O presidiário e o livre, o mise-
rável e o milionário, o doente e o sadio, todos podem escolher li-
vremente seus pensamentos. Esta é a prova material e incontestável
de que, perante a divindade, todos somos iguais.
Nossos pensamentos comandam o nosso inconsciente, que in-
fluencia o nosso consciente. Como você já pode concluir, quem co-
manda a vida humana consciente é a força divina inconsciente. Nós
seremos escravos dos nossos pensamentos. São eles que geram sen-
timentos, os quais, por sua vez, provocam o nosso comportamento.
Nós temos o livre arbítrio de pensar o que quisermos. Lembre-se de que
você pode controlar e programar, inteiramente, a sua mente com pen-
samentos positivos ou negativos, com imagens coloridas ou em pre-
to-e-branco, com mensagens de coragem, prosperidade e sucesso,
ou de medo, pobreza e fracasso. Você tem livre-arbítrio outorgado
pela divindade. Você pode ser co-criador da sua vida, pode influen-
ciar e mudar o seu destino. Você pode traçar o seu caminho.
Lembre-se daquelas gravações ouvidas quando era criança, co-
mentadas anteriormente: “Isto não é para você!” “Você não pode!”
“Você não é capaz!” “Você não...”? Agora, pode promover uma gran-
de mudança na sua vida. Como seu subconsciente é um gravador,
registre, por cima dessas mensagens indesejáveis, mensagens positi-
vas, sadias, felizes, que o levem ao sucesso e à prosperidade:

Eu sou capaz!
Eu sou disciplinado!
Eu sou rico!
Eu sou próspero!
Eu sou feliz!
Eu sou...

45
Ah! Mas eu não sou nada disso: sou pobre, triste, infeliz, doen-
te. Quem está falando isso é o seu consciente, porque é ele o racio-
nal, o lógico, o conhecedor da sua realidade. Você conhece pessoas
tímidas, caladas que, para se soltarem e se descontraírem, precisam
de algum tipo de estímulo: música, brincadeiras, palmas, bebida,
etc. Estimulada, a pessoa tímida começa a botar para fora tudo
aquilo que a censura e o filtro do seu consciente não deixavam. O
consciente perde o controle e o subconsciente permanece ligado,
deixa extravasar toda a alegria inocente da criança perfeita e har-
mônica que habita o seu interior.

Vou ensinar-lhe um truque genial: Estando quase dormindo ou


começando a acordar, nosso consciente está em sonolência, ope-
rando em ondas cerebrais theta; está “grogue”. Aproveite e fale
com toda a convicção, de preferência em voz alta, tudo aquilo que
achar importante e fundamental para a sua felicidade:
– Eu sou feliz!
– Eu sou rico!
– Eu sou...
– Muito obrigado! – E, neste momento, agradeça ao universo
como se já estivesse de posse do que está desejando.
Sua determinação e gratidão vão operar um verdadeiro mila-
gre na sua mente e na sua vida! Deus é esta energia viva dentro da
sua mente, capaz de realizar todos os “milagres”, capaz de resolver
todos os problemas, capaz de superar todos os obstáculos!

A fé remove montanhas. Mas o que é a fé? A fé nada mais


é do que o poder de sua própria mente. É a certeza, é a con-
vicção que faz seu pensamento materializar-se.

Quando você quer, está disposto a mudar, nada pode impedi-


lo, ninguém poderá detê-lo. Você abrirá todas as portas, todas as
trancas, todos os cadeados que estiverem em sua mente. Você vai

46
arrastar tudo como um trator, com toda a força, com toda a cora-
gem do seu poder infinito e divino.

Se você pensa que é um medroso, nunca terá coragem


Se pensa ser pobre, azarado, infeliz, nunca prosperará
Se pensa ser doente, nunca terá saúde
Se pensa ser um fracassado, é
Se pensa que não é para você, nunca será
Se pensa que veio para sofrer e pagar dívida, será sofredor
Se pensa ser feliz e próspero, será
Se pensa ser saudável e bonito, será
Se pensa ser um empreendedor, será
Se pensa que encontrará sua alma gêmea, encontra-la-á
Se pensa ser um (a) ...................................................... , será.
Cuidado com os pensamentos que habitam sua mente,
eles se tornarão realidade.

47
O REI E O SÁBIO
AUTOR DESCONHECIDO

Era uma vez... Um rei que morava num riquíssimo castelo.


Um dia, levantou-se apavorado. Havia tido um sonho terrível no
qual teria perdido de uma só vez todos os dentes. Preocupado,
ordenou:
– Chame o meu melhor sábio.
Em poucos minutos, lá estava o sábio diante do rei. Após
contar-lhe o sonho terrível, ordenou-lhe:
– Diga-me, sábio, o que significa esse meu sonho?
O sábio pensou... pensou... pensou... e, virando-se para o
rei, disse-lhe:
– Majestade, vai acontecer uma desgraça na sua família. Uma
doença terrível vai invadir o castelo e morrerá o mesmo número
de parentes tanto quanto for o número de dentes perdidos em seu
sonho.
O rei, furioso, ordenou ao seu comandante da guarda que amar-
rasse o sábio no toco e lhe desferisse cem chibatadas diante de
todos os súditos.
– Chame outro sábio, este é um idiota – ordenou aos gritos.
Logo, logo, lá estava o outro sábio diante do rei. Contando-
lhe todo o sonho terrível, ordenou-lhe:
– Diga-me, sábio, o que significa esse sonho?
O sábio pensou... pensou... pensou... e, olhando nos olhos do
rei deu um sorriso largo, disse:
– Vossa Majestade é realmente um iluminado, um protegido
por Deus. O número de dentes que sonhou perder será o mesmo
número de familiares que morrerão vítimas de uma doença terrí-
vel. Mas, apesar de toda a desgraça do castelo, Vossa Alteza irá
sobreviver são e salvo.
O rei, feliz da vida, ordenou que lhe entregassem cem moe-
das de ouro.

48
O CÉREBRO E A INTELIGÊNCIA

49
50
Capítulo 5
O CÉREBRO E A INTELIGÊNCIA

A vida é uma grande charrete.


Os que pensam vão tocando.
Os que não pensam vão puxando.
E a charrete segue andando, com
a minoria tocando e a
maioria puxando.

P
ara empreender com sucesso, você conta com a melhor e
mais fantástica ferramenta do mundo: o seu cérebro! Saber
como utilizá-lo, na conquista de resultados, fará uma enor-
me diferença.

O cérebro é programado para seguir caminhos estabelecidos,


portanto é fundamental que você o conheça, saiba como funciona o
seu processo de raciocínio criativo, seu arquivo de memorização e
seu potencial de aprendizagem e concentração para que possa apro-
veitar ao máximo sua fantástica capacidade. Ele é o mais poderoso
computador do mundo. É composto por uma grande rede de co-
nexões neurais. Possui um trilhão de células, sendo 100 bilhões de
células nervosas ativas e 900 bilhões de outras células que nutrem e

51
isolam as células ativas. Pode produzir até 20 mil ramificações para
cada uma daquelas 100 bilhões de células nervosas.
O nosso sistema nervoso funciona por meio de mensagens elé-
tricas que nos chegam do exterior. Essas mensagens se transformam,
em nosso organismo, numa gota de substância química chamada
neurotransmissor. Normalmente, estes neurotransmissores são res-
ponsáveis pelas nossas emoções, tais como alegria, raiva, depres-
são, etc. A repetição dessas mensagens produz uma emoção corres-
pondente.
Ao aproveitarmos uma experiência aparentemente negativa e
tirarmos proveito dela como oportunidade para um novo aprendi-
zado, modificaremos essas emoções e nossa vida pode se tornar
uma aventura de descobertas e de crescimento pessoal. Pesquisas
científicas apontam que possuímos três cérebros em um. Temos dois
lados que têm distintas funções e trabalham em harmonia. São o
cérebro esquerdo “acadêmico” e o cérebro direito “criativo”. Sabe-
se que este comanda uma “estação telefônica” que transporta mi-
lhões de mensagens, por segundo, entre os seus lados esquerdo e
direito.

Nos anos 50, Paul Maclean, chefe da Brain Evolution for The
National Institute of Mental Health, desenvolveu o conceito de Cé-
rebro Triúnico (Três em Um). Pesquisas comandadas por ele indica-
ram que:

O cérebro humano consiste de três sistemas fisiologicamente


independentes. Cada um corresponde a um estágio diferente de
nossa evolução e é responsável pelos diferentes tipos de pensamen-
to e comportamento. São eles:

1 CÉREBRO RÉPTIL OU PRIMITIVO

É o cérebro responsável pelas respostas instintivas, respiração,


batimentos cardíacos e equilíbrio térmico do corpo humano. Loca-

52
liza-se na base do cérebro. Denomina-se réptil ou primitivo porque
cumpre em nossa vida a função de garantir a sobrevivência, no sen-
tido de nos proteger de situações de perigo. Seu sistema dispara um
mecanismo de ação ou reação apenas por reflexo ou instinto. Na
comunicação interpessoal, esse sistema coloca o indivíduo numa
posição de alerta. No contato com o outro, emite a mensagem:
“Confio ou não confio”. Se a resposta instintiva for positiva, a co-
municação se torna possível. Se for negativa, a comunicação é, subi-
tamente, interrompida. Este sistema responde por toda a nossa ca-
pacidade de auto proteção, podendo nos colocar numa posição de
avançar ou recuar diante de situações de perigo, lutar ou fugir, sim-
plesmente para nos proteger.
Entretanto, quando o cérebro instintivo está em funcionamen-
to, os sistemas mais evoluídos são inibidos. É como se este fosse
utilizado como mecanismo de emergência. Às vezes, em situações
de pânico, as pessoas agem de forma instintiva e irracional, incapa-
zes de tomar decisões assertivas e de fazer as melhores escolhas.
Esse fenômeno ocorre em função do disparo no cérebro réptil.

2 CÉREBRO LÍMBICO

Responsável por nossa capacidade emocional, o cérebro


límbico é a “sede de toda paixão” nos seres humanos. Localiza-se
no centro do cérebro. Sua função é processar emoções. Neste siste-
ma, são criadas as emoções de paixão, medo, raiva, tristeza, alegria,
angústia, ansiedade, depressão, entre outras. Para o cérebro límbico,
não há diferença entre o real e o imaginário. A resposta emocional
ocorre por meio de estímulos criados pela realidade exterior ou
pela imaginação. É por esse motivo que, ao nos apaixonarmos,
tornamo-nos irracionais ou inconseqüentes. Somos inundados por
explosões emocionais e o cérebro límbico recruta para si todo o
restante do cérebro, a serviço de sua emergência emocional, como
num seqüestro do potencial pensante do indivíduo, impossibilitan-
do-o de tomar decisões racionalmente. É o cérebro límbico que

53
leva toda a platéia de um cinema a se emocionar. Mesmo sabendo
que a cena não é realidade, ainda assim choramos compulsiva e co-
letivamente.

3 CÉREBRO BILATERAL ou HEMISFÉRIOS CEREBRAIS

Responsável pelo potencial racional e criativo do ser humano,


este cérebro divide-se em dois hemisférios: hemisfério cerebral esquerdo
e hemisfério cerebral direito. Segundo Betty Edwards, visto de cima, “o
cérebro humano lembra duas metades de uma noz – duas metades,
aparentemente, semelhantes, enroladas, arredondadas e ligadas ao
centro. Essas duas metades são chamadas de hemisfério esquerdo e he-
misfério direito. Para sermos bem-sucedidos na vida, precisamos atu-
ar com os dois hemisférios. Enquanto o esquerdo nos possibilita
perceber a realidade de forma analítica e detalhista, o direito nos
permite perceber a realidade pelo prisma da visão global, apreen-
der detalhes. Integrar os dois hemisférios aumenta nossa inteligên-
cia e nos possibilita, assim, perceber mais oportunidades no mun-
do.
Os hemisférios esquerdo e direito de nosso cérebro têm fun-
ções totalmente diferentes. Processam informações de uma manei-
ra diversa. Embora tenham funções distintas, estas são complemen-
tares, e é preciso que os dois hemisférios cerebrais funcionem em
equilíbrio e harmonia.

HEMISFÉRIO ESQUERDO HEMISFÉRIO DIREITO


Racional Criativo
Detalhista Amplo
Lógico Imaginoso
Analítico Artístico
Repetitivo Intuitivo
Verbal Flexível

54
Contamos, hoje, com inúmeros recursos que possibilitam esti-
mular o lado direito do cérebro e integrar os dois hemisférios. Quan-
to mais estimularmos o nosso cérebro, mais conexões serão criadas
e maiores possibilidades e idéias criativas poderão surgir. A chave é
saber equilibrar o seu funcionamento para obtermos respostas mais
inteligentes e adequadas ao nosso querer.
Sabe-se que o sistema educacional dá maior ênfase ao desenvol-
vimento do hemisfério esquerdo em detrimento do direito. Por isso,
é preciso buscar outros meios disponíveis para o desenvolvimento
do hemisfério direito. Uma pessoa criativa é aquela capaz de pro-
cessar, sob novas formas, as informações de que dispõe e perceber
intuitivamente a possibilidade de transformar dados comuns em
uma nova criação. O conhecimento de ambos os lados do cérebro é
um passo importante para aqueles que desejam liberar o seu poten-
cial criativo.
A Programação Neurolingüística foi criada na década de 70,
nos Estados Unidos, pelo matemático e cientista da computação
Richard Blander e pelo lingüista transformacional John Grinder. Eles
afirmam que as informações com as quais o cérebro trabalha têm
sua origem na realidade. É pelos sentidos ou canais de recepção,
visão, audição, tato, olfato e paladar que aprendemos a realidade, e
é pelo processamento cerebral que construímos o nosso mapa de
mundo. O cérebro representa a informação por meio de um desses
sistemas para poder alojá-la. Se o registro for de imagens, formas,
cores e dimensões, a informação será representada visualmente. Se
o registro for de sons, palavras ou tonalidades, a representação será
auditiva. E, se a informação chegar como sensação tátil, olfativa ou
gustativa, a representação será cinestésica.
Estes três estilos: – visual, auditivo e cinestésico – são
determinantes nos processos pessoais de aprendizagem e desenvol-

55
vimento profissional. Ao se entremearem, garantem a ativação de
todos os três níveis do cérebro:

!" Cérebro de Raciocínio


!" Cérebro de Sentimento
!"Cérebro de ação

Os padrões de ondas cerebrais são determinantes no nosso pro-


cesso de aprendizagem, no estímulo do nosso potencial criativo.
Nosso cérebro funciona também por meio de ondas, como um ca-
nal de televisão ou estação de rádio, em quatro freqüências ou on-
das principais. São elas:

1. Beta Quando você está bem acordado – a mente


consciente operando de 13 a 25 ciclos por
segundo – CPS.

2. Alpha Estado ideal de aprendizagem - “vigília rela


xada”, de 8 a 12 CPS.

3. Theta As primeiras fases do sono – de 4 a 7 CPS;

4. Delta Sono profundo – de 0,5 a 3 CPS.

56
Para manter-se alerta e consciente, utilizar o seu potencial analí-
tico e lógico, conversar, fazer um discurso ou trabalhar, seu cérebro
estará no nível Beta. Porém, para estimular sua memória remota e
buscar aquelas informações que estão armazenadas em seu subcons-
ciente, a atividade de onda cerebral que se liga melhor ao subcons-
ciente deve estar no nível Alpha. Segundo Colin Rose, britânico e
inovador da aprendizagem acelerada, “esta onda alfa caracteriza o
relaxamento e a meditação, o estado mental durante o qual sua ima-
ginação aumenta o fluxo”. Nesse estado de vigília relaxada, a assi-
milação rápida de fatos e a memória tornam-se mais intensificadas.

OS SETE CENTROS DE INTELIGÊNCIA HUMANA

Segundo a premissa do Prof. Gardner, nossa inteligência não é


fixa, podemos expandi-la à medida que conhecemos suas prováveis
características e as diferentes capacidades que cada uma delas pos-
sui. Gardner afirma que “cada um de nós possui, pelo menos, sete
tipos diferentes de inteligência”, porém duas delas são extrema-
mente valorizadas na educação tradicional. São elas: a Inteligência
Lingüística e a Lógica ou Matemática.

A Inteligência Lingüística é desen-


volvida em autores, poetas, jornalistas,
redatores.

A Inteligência Lógica ou Matemá-


tica é mais desenvolvida em cientistas,
matemáticos, advogados, juízes, enge-
nheiros.

A Inteligência Musical é desenvol-


vida em compositores, músicos, maes-
tros, artistas.

57
A Inteligência Espacial ou Visual é
bem acentuada em arquitetos, esculto-
res, pintores, navegadores, pilotos.

A Inteligência Cinestésica é alta-


mente desenvolvida em atletas, baila-
rinos, ginastas, cirurgiões.

A Inteligência Interpessoal respon-


de pela capacidade de relacionar-se
com os demais e é desenvolvida por
vendedores, negociadores, gerentes, re-
lações públicas.

A Inteligência Intrapessoal possibi-


lita a capacidade de conhecer a si mes-
mo. É geradora da intuição e permite
acesso ao banco de informações arma-
zenadas no subconsciente. Está mais
presente em romancistas, conselheiros,
sábios, filósofos, gurus.

Estamos protagonizando o fim do modelo descrito, que era


medido pelo Coeficiente de Inteligência (QI). Surge, neste momento,
o psicólogo americano Daniel Goleman defendendo o Coeficiente
Emocional (QE). Seu livro Inteligência Emocional sustenta com muita
propriedade que o sucesso depende do nosso emocional:

Se não formos capazes de nos acalmar quando estiver-


mos nervosos, ouvir quando estivermos irritados, agir diante
de um abalo emocional, se não desenvolvermos nossa inteli-
gência emocional, estaremos condenados ao fracasso, a des-
peito de toda a nossa inteligência e genialidade.

58
A SABEDORIA E
A RECOMPENSA
AUTOR DESCONHECIDO

Era uma vez... Um jornal líder de mercado de uma grande cida-


de. Por volta das dezessete horas, o jornal do dia seguinte estava
sendo impresso a todo vapor, quando a máquina principal parou.
Imediatamente, foi chamada a equipe de manutenção. Mexeram,
mexeram, e nada de conseguirem fazer a máquina funcionar. Já eram
quase vinte horas, e o diretor, irritado, mandou chamar um enge-
nheiro para resolver o problema, já que aqueles técnicos estavam
trabalhando há três horas sem sucesso. O engenheiro chegou, me-
xeu, mexeu e remexeu, e nada da máquina funcionar. Desesperado,
o diretor mandou chamar o engenheiro construtor da máquina, pois
já era quase meia-noite e ela continuava parada. O mestre chegou,
observou, observou, andou em volta da máquina, fez várias per-
guntas para os técnicos e para o engenheiro acerca do que haviam
feito para solucionar o problema e, após alguns minutos, perguntou:
– Por favor, vocês têm aí uma chave de fenda?
– Aqui está, falou um dos técnicos, já entregando a ferramenta
ao mestre.
O mestre, de forma profissional e sábia, foi até um dos parafu-
sos da caixa central de comandos, deu nada mais que duas voltas
apertando-o. Foi tiro e queda, a máquina entrou em funcionamento
como num passe de mágica. Foi uma alegria geral. O diretor, então,
chamou o mestre para a sua sala a fim de efetuar o pagamento pelo
serviço prestado:
– Quanto é o seu serviço?
– Dez mil reais, disse o mestre prontamente.
– O quê? Deeeeeez miiiilllll reais, para apertar um parafusiiiiinho?
Isto é um absurdo!... Você ficou looouco?
– Não, doutor, para apertar o parafuso eu cobrei um real. Os
outros nove mil novecentos e noventa e nove reais são pelos trinta
anos de estudos e experiências que eu gastei para saber qual parafu-
so apertar.

59
60
MANIFESTANDO A
PROSPERIDADE INTERIOR

61
62
Capítulo 6
MANIFESTANDO A
PROSPERIDADE INTERIOR

É mais fácil um camelo passar


pelo fundo de uma agulha
do que um rico entrar
no reino dos Céus.
JESUS CRISTO

A
pesar de ter cerca de dois mil anos, esta metáfora vem sendo
usada para explorar os ignorantes, que optam pela pobreza
e sofrimento como forma de redenção para ganhar a salva-
ção celestial.
É preciso lembrar que a agulha à qual se refere a Bíblia não é a
agulha de costura que nós conhecemos. É uma passagem que havia
ao lado dos portões das grandes muralhas que circundavam as vári-
as cidades do Império Romano. Essas agulhas eram portinholas aper-
tadas e estreitas por onde o camelo era empurrado, obrigando-o a
passar sozinho, sem cameleiro e sem carga, que era toda revistada
para localizar contrabandos, além de haver cobrança de impostos
dos mercadores que vinham em busca do comércio das feiras livres
destas cidades.

63
O Céu: Paraíso, cheio de santos e anjos, che-
fiado por Deus. Para lá irão aqueles
pobres sofredores da terra. Pobres,
mas honrados, levaram uma vida de
tristeza e de miséria e por isso ganha-
rão, como presente de Deus, um lu-
garzinho perto dEle.

O Inferno: Lugar cheio de capetas de chi-


fres e rabos, com roupas verme-
lhas e tridentes nas mãos. Espe-
tam no fogo e na chapa aqueles
ricos que curtiram a vida na ter-
ra usufruindo o dinheiro e suas
conquistas. Agora serão conde-
nados a passar o resto dos tem-
pos sofrendo nas profundezas
do inferno.
Se andássemos pela História e perguntássemos onde está
Deus, veja o que muitos responderiam:

Adão: Ele está lá no Paraíso, de onde fui expulso.


Abraão: Ele está na Montanha, onde eu ia sacrificar meu filho
Isaac.
Moisés: Ele está no Monte Sinai, onde me confiou os dez
mandamentos.
Salomão: Não sei. Eles destruíram o templo onde Ele estava e agora
não sei para onde deve ter ido.
João Batista: Ele está na Galiléia. Ele é meu primo.
Jesus Cristo: Deus está no Céu, e o reino dos Céus, está dentro de
você.

64
Deus não só está dentro de você. Você e Ele são indivisíveis:

Deus/Homem = Homem/Deus.

D + EU + S = DEUS

Então, o que Cristo quer nos dizer com esta parábola? As pes-
soas que forem materialistas e apegadas ao dinheiro não terão Paz e
nem Harmonia para entrarem no Céu. Ficarão preocupadas e ape-
gadas aos seus empreendimentos e bens materiais, não conseguin-
do descansar ao dormir. Não terão paz e nem sossego, levando,
assim, uma vida de doenças, desprazeres e infelicidade. Terão o in-
fortúnio, o desespero e a antecipação da própria morte!
Como se não bastasse esta confusão de que rico não entra no
Céu, existe outra, terrível, que afirma serem os sofrimentos, as tris-
tezas, as infelicidades, a pobreza, as doenças e a miséria humana
agentes purificadores de salvação do espírito. Desta forma, toda a
miséria é culpa da conduta errada em outras vidas, vidas passadas.
Teríamos vindo, nesta encarnação, para resgatar e pagar pelos nos-
sos erros e faltas.
Ora, se Deus é infinitamente perfeito, infinitamente bom, infini-
tamente sábio, nós herdamos tudo isso como seus filhos. Sendo Ele
o Rei dos Reis, a vida humana é a sua maior manifestação de amor
na face da terra, e nós, sua imagem e semelhança.
Se a vida passada fosse mais importante que esta, estaríamos
vivendo a outra e não esta. Se pensarmos diferente, estaremos me-
nosprezando a “inteligência” do Criador da vida, dos planetas, do
sistema solar, da natureza e de toda esta perfeição que é o Universo.
A Vida nos é dada em abundância para ser vivida e curtida de for-
ma próspera e feliz. Trazemos a prosperidade imanente, basta deixá-
la manifestar-se. Somos um diamante; para nos tornarmos um bri-
lhante, basta a lapidação.

65
É inacreditável como, em pleno século XXI, o homem continua
escravizando o homem pela falta de comunicação, credos equivo-
cados, ignorância e falta de conhecimento da verdade.

Se você retirar o dinheiro de um homem rico e materialis-


ta, ele ficará pobre e sofrerá amargamente. Se retirá-lo de um
homem próspero, não haverá problema algum. Em pouco
tempo, ele conseguirá se reerguer e construir um império mais
forte ainda. O homem próspero tem as virtudes da prosperi-
dade infinita incrustada na mente.

Virtude é tudo aquilo que podemos fazer para ajudar o ser hu-
mano a ser mais feliz. A verdadeira riqueza e a prosperidade são
diretamente proporcionais às virtudes acumuladas na mente. As prin-
cipais virtudes são a alegria, o desapego, a gratidão e o amor.

Existe uma lei universal que rege a realização dos ideais. Esta lei
foi concebida da prática para a teoria. Por isso é lei, foi testada,
experimentada e comprovada cientificamente. É uma lei universal,
verdadeira lição de relíquia e sabedoria humana. É como se fosse a
lei da gravidade, vale em todos os cinco continentes. Ela vale para
qualquer projeto, seja ele social, cultural, político e/ou empresarial.
Quem respeitar esta lei se tornará próspero e realizado.

LEI UNIVERSAL DA PROSPERIDADE

1 MANTER-SE ALEGRE E SORRIDENTE

Quem gosta de cara feia e carrancuda é hospital e cemitério.


Observe as pessoas de sucesso: elas estão sorrindo constantemente.
O sorriso funciona como um prenúncio de sucesso e de prosperi-
dade. Todos evitam e fogem de quem está de cara feia e carrancuda,
inclusive o dinheiro. O dinheiro gosta de alegria e felicidade. Veja-
mos o ato de fazer compras. Observe as pessoas comprando algo
que desejam ardentemente. Fique na saída de uma loja de roupas ou
numa concessionária observando como as pessoas que acabaram

66
de comprar saem alegres e sorridentes. Experimente sorrir para uma
criancinha e observe como você será correspondido, na hora, com
um sorriso ainda mais largo. Agora, faça careta para esta mesma
criança e observe como ela vai chorar.
A vida é igual a uma imagem no espelho: tudo o que você emite você recebe.
Se você está alegre, começa a rir. Se começa a rir, fica alegre. Isto é uma lei de
causa e efeito. Sorria para a vida que ela vai sorrir para você. Divulgue a
campanha Quem Planta Sorriso Colhe Felicidade. Torne-se um voluntá-
rio da campanha e ajude a educar e formar crianças com visão em-
preendedora. Brasil, Terra de Gente Feliz. Vamos inundar o Brasil de
otimismo. O Brasil é de todos nós!

2 MENTALIZE COM FÉ O SEU IDEAL E ELE SE MATERIALIZARÁ

Tire fotos ou imagens, buscando sonhar ao vivo e em cores com


seus desejos. Existe uma qualidade comum entre os homens de su-
cesso: nenhum deles admitiu o fracasso, nem em pensamento. Man-
tenha sua agenda na cabeceira da cama. A qualquer momento, vem
uma idéia e você precisa estar preparado para anotá-la. Não confie
na memória, ela pode traí-lo. Anote imediatamente, depois, poderá
ser fatal.
Não importa se seu ideal é pequeno ou grande ou se alguém
pode achá-lo possível ou impossível. A única coisa que importa
verdadeiramente é o seu pensamento. Se você tiver ainda só um
pouquinho de dúvida, com certeza ele não se realizará. Mentalize a
saúde e ela reinará; mentalize a prosperidade e ela virá; mentalize a
tristeza e ela aparecerá. Você tem livre-arbítrio para mentalizar o
que quiser.

3 SENTIR-SE LÁ, MESMO ESTANDO AQUI

Seu comportamento, seus sentimentos e suas atitudes têm de


ser de vitorioso convicto. É preciso sentir o sabor bem antes de
saborear. Relaxar e concentrar-se, viajando mentalmente, na galáxia

67
do sonho, ao vivo e em cores, vendo-se no uso e gozo da meta
atingida, festejando e comemorando a vitória no podium da imagi-
nação e da criatividade.

4 SERVIR AO MAIOR NÚMERO DE PESSOAS

Você não veio a esta dimensão a lazer, veio para servir, para
trabalhar.

HATARAKÚ = Em japonês,
significa trabalho.
HATA = País, sociedade ou semelhante.
RAKÚ = Útil ou servir.

Concluindo, trabalho significa servir à sociedade, à comunida-


de. Isso mesmo: ser útil. Não viemos para ser servidos e sim para
servir. O grande segredo da prosperidade é trabalhar onde pode-
mos servir ao maior número de pessoas.

5 CORAGEM DE AGIR

É preciso ver, julgar e agir. Agir é sobretudo esforçar-se, que


etmologicamente significa botar para fora à força. É trabalhar duro
mesmo, com toda sua energia e vitalidade. Arregaçar as mangas e
mergulhar de cabeça na labuta.

6 QUEM ROUBA SERÁ ROUBADO; QUEM PLANTA COLHE

A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória. É a lei do


aumento da quantidade colhida na proporção geométrica. Quem

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planta vento colhe tempestade. Preste atenção para não fazer suces-
so em cima do escombro alheio. O alheio chora seu dono. Quem
rouba paz terá sua paz roubada. Quem rouba o amor terá seu amor
roubado. Quem trai será traído. Quanto mais você dá, mais você
recebe. Escolha bem a semente e colherá frutos maravilhosos.

7 GRATIDÃO É A MÃE DAS VIRTUDES

O sentimento de gratidão vai sintonizá-lo numa freqüência men-


tal de prosperidade e sucesso. Se estiver diante de um fracasso, com
problemas e dificuldades, e não estiver encontrando o que agrade-
cer, pare agora! Prenda sua respiração.
Marque no relógio. Quanto tempo você consegue viver sem oxi-
gênio? Agradeça ao Universo pelo oxigênio, pela água, pelo sol,
pela vida. Nunca se esqueça de que o futuro feliz depende de uma atitude de
aceitação do presente. Se você se revoltar com sua condição atual de
vida, jamais conseguirá reverter o quadro e dar uma guinada na di-
reção da prosperidade. É condição sine qua non você aceitar e agra-
decer o momento atual. As pessoas querem que as coisas boas se-
jam de sua responsabilidade. As coisas ruins serão culpa dos ou-
tros: governo, cônjuge, pais, patrão, enfim, deles. Eles são os únicos
culpados pelas coisas ruins que ocorrem conosco. Crie o hábito de
dizer: Muito obrigado! Tenho certeza de que, apesar de todos os seus
problemas, existem milhares de pessoas pelo mundo que estariam
dispostas a trocar de vida com você. Você trocaria?

8 AGRADEÇA AOS SEUS ANTEPASSADOS, PRINCIPALMENTE PAPAI


E MAMÃE.

Biologicamente, você dependeu de várias pessoas, de gerações


e gerações. Se não fossem seus antepassados, você não estaria aqui.
Dentre eles, os mais importantes são seus pais. Agradecer ao papai
e à mamãe é a maior chave da felicidade. Se não fosse o amor desse

69
casal, você poderia estar na lata de lixo, como milhões de abortados
que não tiveram a nossa felicidade de poder usufruir desta maravi-
lha chamada vida.

9 HARMONIA DO CASAL

Apesar da independência da mulher, todos sabem das diferen-


ças e limitações físicas e biológicas dos sexos. O homem representa
o céu, o pólo positivo, a semente, a energia, o calor, a masculinida-
de. A mulher representa a terra, o solo, o pólo negativo, a água, a
sombra, a feminilidade, a doçura, a acolhida. Na verdade, o homem
é o sexo frágil, depende da mulher em tudo. Atrás desta robustez
física esconde-se um eterno prisioneiro emocional da mulher. A
mulher é a principal responsável pela harmonia do lar. Ela tem o
sexto sentido, ela ajuda ou prejudica o homem. Na verdade, é ela
quem fica com a batuta da família na mão. Compete-lhe dar o ritmo
a esta orquestra. A mulher inteligente deixa o marido pensar que é
ele quem manda em casa, quando, na verdade, ela tem consciência
de que isso é apenas uma forma de satisfazer o ego de masculino.
Por que será que a maternidade foi confiada à mulher?
Por que será que quando uma mãe falece, geralmente os filhos
se desestruturam? Quando é o pai que parte, a mãe, às vezes, cum-
pre os dois papéis com muita propriedade.

O homem é a cabeça,
a mulher é o pescoço:
leva-o para onde quiser.
BERENICE DE ALMEIDA

70
10 ELIMINAR O PARADIGMA DA AUTOLIMITAÇÃO E AUTOPUNIÇÃO

Muitas pessoas acreditam que são filhas do pecado, que isto e


aquilo também são pecados. Acontece que sendo o pecado algo de
foro íntimo, um sentimento de culpa interior, o indivíduo que se
sente pecador começa a desenvolver um processo de autopunição,
de auto-aniquilação, muitas vezes inconscientemente. Essa
autopunição vem torturando e levando a humanidade a um sofri-
mento incalculável. São fracassos, desventuras e doenças que, tendo
origens psicossomáticas, acabam por materializar-se, provocando
muita dor, sofrimento, infelicidade, desgraças e inúmeras mortes. É
importantíssimo estar em vigília constante para policiarmos os pen-
samentos errôneos e limitantes que acabam por destruir nossos so-
nhos. É preciso afirmar verbalmente, escrever e reler nossas metas e
crenças.

11 ABANDONAR O CULTO À POBREZA

Você já ouviu alguém dizer:

– Sou pobre, mas sou honrado!


– Sou pobre, mas sou honesto!
– O dinheiro não traz felicidade!
– Dinheiro não se acha na areia!
– Dinheiro é sujo, só corrompe o homem!

Afirmações como estas prendem e impedem o indivíduo de se


libertar da pobreza. Cultuar a pobreza torna-se, para muitos, forma
de buscar a felicidade. Chega a ser uma verdadeira opção de vida. É
ponto de honra ser pobre. Se dinheiro é sujo, quem vai querer acu-
mular sujeira? Quem é mais saudável, alegre, bonito, longevo, prós-
pero e feliz: o pobre ou o rico?
É claro que o conforto material proporciona uma vida mais
tranqüila e promissora. O dinheiro enaltece as virtudes do ser humano.

71
12 ALEGRAR-SE COM A FELICIDADE ALHEIA

Torça pelo sucesso e felicidade dos outros. Mire seus olhos nas
virtudes e qualidades alheias e feche a boca quando pensar em criti-
car os defeitos e dificuldades. Eduque-se a enxergar o belo e nunca
tenha inveja dos outros. A cobiça é um sentimento terrível de nega-
ção da conquista de algo por alguma pessoa. Desta forma, ainda
que inconscientemente, o invejoso estará negando aquele ato de pros-
peridade.

Existem alguns saudosistas dizendo que o passado era muito


melhor que o presente. No seu tempo, a vida era melhor por isso ou
por aquilo, que a paz reinava e que agora a vida é uma loucura. An-
tigamente, era melhor que hoje.

Ora! Deixe de bobagem, o mundo evolui à velocidade da luz,


de forma magnífica. O homem vem encontrando seu caminho e o
mundo prospera. Só neste século, o homem conquistou carros au-
tomáticos, aviões, helicópteros, jatos particulares, supersônicos, ia-
tes, submarinos, metrôs, trem-bala, energia solar, telefone celular,
antena parabólica, fax, microondas, satélites, computadores, disco
laser, ultra-som, robôs, banco dia-e-noite, cartão magnético, avanço
da medicina, vacinas, fibra ótica, aumento da longevidade humana,
enfim, prosperidade antes nunca vista.

É isso aí, a prosperidade alheia não atrapalha a sua. Quanto mais


gente próspera, mais prosperidade vai sendo manifestada no universo. É mais
energia mental positiva direcionada em edificar e construir a felicidade.

Esta metáfora, com certeza, vai ajudá-lo a compreender melhor


a prosperidade.

72
O MAR
AUTOR DESCONHECIDO

Era uma vez... um menino, filho de pescador, que che-


gou para o pai e perguntou-lhe:
– Pai, qual é o maior exemplo de prosperidade do plane-
ta?
– O mar, filho. O mar é o maior exemplo de prosperida-
de. O mar está sempre inquieto, procurando crescer e ocupar
mais espaço. O mar compartilha com o homem todo o seu
encanto e abundância. O mar é líder, ele sustenta as embar-
cações e leva o homem aos cinco continentes. O mar é uma
fonte de amor inesgotável, dando de comer ao homem. O
mar é desapegado, permitindo ao sol que o adentre e evapo-
re suas águas. E sabe, filho, qualquer pessoa pode chegar e se
servir, à vontade, de sua abundância. Pode pescar o quanto
quiser. Quanto mais você pesca, mais peixes tem; é uma fon-
te inesgotável. Mas é preciso respeitar todas as leis univer-
sais. Nunca se esqueça de um pequeno grande detalhe: quanto
maior for sua embarcação, mais peixes poderá pescar. Ape-
sar de toda supremacia, ele teve a humildade de manter seu
nível um pouquinho, apenas um pouquinho, abaixo do nível
da terra. Sendo assim, ele recebe toda a água que rola sobre o
solo e consegue, de maneira fantástica, ser duas vezes maior
do que a porção de terra do planeta.

73
74
COMUNICAÇÃO EFICAZ

75
76
Capítulo 7
COMUNICAÇÃO EFICAZ

Você não terá uma


segunda chance
de causar uma primeira
boa impressão.

O
aluno chega à sala, no primeiro dia de aula, para dar início a
um curso sobre o qual ele não faz a menor idéia. Não imagi-
na nem sonha o que será apresentado pelo professor. O pro-
fessor chega, cumprimenta e começa a aula. Dez minutos depois,
esse aluno vira para o colega e comenta:
– Puxa! O professor é fera! Eu estou encantado com o domínio
que ele tem da matéria! Ele sabe muito! A aula dele é um espetáculo!
Estou impressionado!
Como pode o aluno afirmar que o professor é competente se
até então ignora o assunto a ser abordado? Como pode fazer esse
tipo de manifestação com tamanha segurança?

77
Esse fato é algo corriqueiro. Somos avaliados durante nossa co-
municação em três aspectos básicos:

!" nossa aparência;


!"o que falamos;
!"como falamos.

Nossa aparência é muito importante. Que imagem você quer


gerar no seu interlocutor? É por meio dela que, de forma não ver-
bal, comunicamos quem somos. Se o interlocutor olha para nós e
seu cérebro réptil não nos aprova, imediatamente ele pára de nos
ouvir e procura deixar o ambiente ou nos elimina mentalmente. Sua
vestimenta, seu cabelo e sua maquiagem são fundamentais. Artista
de TV: roupas coloridas e espalhafatosas, maquiagem exuberante,
cabelos extravagantes, imagem de sucesso, irreverente e
descontraída. Médico ou dentista: roupas brancas, cabelo aparado
e bem penteado, unhas limpas, sem perfume ou perfume suave, ima-
gem de paz, higiene e assepsia. Executivo: terno de cor clássica,
camisa branca, cabelo bem cortado, barba feita, imagem de segu-
rança e profissionalismo.

O que falamos depende do conhecimento técnico e específico


sobre o assunto a ser abordado. Por isso, é importante estarmos
atualizados e bem preparados, dominar o conteúdo, porque sere-
mos sabatinados por pessoas bem informadas. Informação deixou
de ser privilégio. Está popularizando-se à velocidade da luz. Não
menospreze a capacidade alheia. Sempre vai surpreender-se com o
nível de informação das pessoas.

78
Como falamos não mais depende do conhecimento específico
da matéria. Partimos da premissa de que isso já esteja on-line em seu
cérebro. É sobre como falamos que vou dedicar este capítulo. Ele
tem a ver com a tal da excelência que tanto cobramos das pessoas
que estão nos comunicando alguma coisa. É questão de sobrevivên-
cia do comunicador. Ninguém estará disposto a ouvir um palestrante
que não consegue prender sua atenção. É obrigação do comunicador
manter os ouvintes interessados e atentos a maior parte do tempo,
sob pena de falar para as paredes. Nossa comunicação é composta
de:

7% PALAVRAS
38% TOM DE VOZ
55% EXPRESSÃO CORPORAL

O que você fala representa apenas 7%. Os demais 93% dizem


respeito ao como você fala. Dentre os tópicos mais importantes,
vamos destacar:

#Memória
#Habilidade
#Entusiasmo
#Criatividade
#Inspiração
#Persistência
#Voz
#Expressão corporal
#Síntese
#Vocabulário
#Naturalidade

79
Memória é muito importante para podermos recordar e orde-
nar as idéias, utilizando palavras apropriadas de tal sorte que dêem
forma adequada ao nosso pensamento. Aqui poderemos utilizar
recursos escritos e de apoio audiovisual: lembretes, filmes, trans-
parências, cartazes, fotos, etc.

Habilidade é, no sentido amplo, a capacidade, a sensibilidade


do comunicador em perceber e falar o que o público quer ouvir. É
um exercício de observação no qual o público emite sinais de satis-
fação e insatisfação com o que está ouvindo. Daí a habilidade de
promover mudanças e adaptações no programa já previamente de-
terminado.

Entusiasmo é a maior demonstração de interesse pelo que você


fala. Se falamos de forma fria e sem emoção, passamos pela comu-
nicação não-verbal uma imagem de desinteresse para o público, que
se torna hostil, e dificilmente conseguiremos a atenção para a nossa
fala.

Criatividade é como uma inspiração. É aquela presença de es-


pírito que invade a mente do comunicador e faz com que ele apre-
sente o mesmo fato de forma diferente para prender a atenção do
público. Você já ouviu a mesma piada contada por duas pessoas
diferentes? Com certeza você preferiu a mais criativa.

Inspiração é um “clique” que surge na hora, quando o


comunicador percebe que o público quer ouvir algo diferente do
que preparou. É nessa hora que ele abandona seu script e, com pre-
sença de espírito, reveste as velhas idéias, tornando-as atraentes.

Persistência vem, exatamente, na hora em que parece estar tudo


perdido. Você olha para o público e não sente o reflexo de sua fala.
Dá aquela sensação de estar perdido. É nessa hora que surge a persis-

80
tência, a determinação de continuar o trabalho e promover a mu-
dança de curso na direção da sua fala, de modo a torná-la prazerosa
e atraente.

Voz é o veículo-chefe da nossa comunicação verbal. É ela quem


transmite o estado de espírito, as emoções do comunicador: triste-
za, alegria, apreensão, medo, felicidade, segurança, etc. A voz é feita
de vários componentes e artifícios capazes de enriquecer e ilustrar o
que estamos falando: respiração, dicção, velocidade, expressão, in-
tensidade e ritmo.

Expressão corporal é a chave para comunicarmos de forma


não-verbal: posição das pernas, movimento da cabeça, aceno dos
braços, movimento das mãos, semblante e expressão do olhar. A
expressão corporal deve estar cadenciada e harmonizada com a
comunicação falada.

Síntese é a capacidade de falar somente o que for necessário.


Aqui, torna-se difícil policiar-se, principalmente quando o
comunicador dominou a situação e tem um público receptivo. Nessa
hora, comete-se o pecado de falar mais do que se deve e estourar o
horário de término. É comum vermos comunicadores terminando a
fala várias vezes. Ele termina, mas não termina e sempre vem com
mais uma ou duas observações. Essa insegurança em encerrar, mistu-
rada à falta de síntese, acaba por comprometer todo o trabalho bri-
lhantemente realizado.

Vocabulário vem de vocábulo, que significa palavra. É a maté-


ria-prima usada na nossa comunicação. Torna-se fundamental um
vocabulário rico e amplo em caso de necessidade de sofisticação.
Não podemos nos esquecer de que comunicação não é o que o

81
comunicador fala, mas o que o público entende. O vocabulário deve
ser adequado ao público, não tão rico que dificulte a compreensão,
nem tão vulgar e pobre que desmereça a imagem do comunicador.
Naturalidade é um pequeno grande segredo do comunicador.
As pessoas percebem na hora quando estão diante de um robô que
está programado artificialmente para impressionar. Quando isso fica
evidente, elas desconfiam e não acreditam no que está sendo falado.
Podemos nos valer de técnicas, de recursos, mas sempre fazendo
uma combinação harmoniosa ao nosso jeito natural de ser. A me-
lhor maneira de comunicar com sucesso é ser você mesmo.

Há técnicas de comunicação que atingem alguns e não atingem


outros. Por quê? Por que a mesma comunicação gera informações
diferentes no mapa cerebral das pessoas? A questão das crenças,
dos valores individuais e do estado de espírito passa a ser
determinante na decodificação da comunicação. Um mendigo, um
maltrapilho, no mapa cerebral de uma pessoa caridosa, gera uma
informação de pena, de compaixão, de vontade de ajudar e fazer
um ato de caridade. Esse mesmo mendigo, no mapa cerebral de
uma pessoa que foi assaltada na última semana, gera pavor, pânico,
e ela sai em disparada para fugir de um novo assalto.

Além disso, possuímos três canais de comunicação não-verbais:


auditivo, visual e cinestésico. Todos nós, adultos, temos um canal
preferencial e um canal “bruxo”, expressão utilizada por Maria de
Lourdes F. Machado em seu livro “Líder 24 horas por dia”. A
Programação Neurolingüística (PNL) provocou uma revolução no
estudo da comunicação, no aumento de produtividade, no sucesso
e excelência profissional, na harmonia dos relacionamentos, no
aliciamento de estados desejados utilizando técnicas terapêuticas,
etc. O estudo dos canais de comunicação não-verbais tem contribu-
ído, de forma decisiva, para o sucesso dos comunicadores, que pas-
sam a compreender melhor a reação do seu público.

82
Canal Visual: Esta pessoa dá muito valor às imagens. Conversa
rápido, em tom alto; é agitada, entusiasmada e falante. Ao contar
um caso, entra em pormenores e gesticula muito. Dá importância
ao modo de sentar-se, mantendo uma postura correta para o corpo.
Encara o interlocutor e está sempre acompanhando-o com os olhos.

Canal Auditivo: Não gosta de falar, prefere ouvir. Quando fala,


usa tom moderado, interrompendo para saber se o interlocutor está
entendendo. Tem capacidade de fazer outra coisa ao mesmo tempo.
Às vezes, fica parada com o queixo apoiado na mão. É comum que
se irrite quando na presença de alguém muito falante.

Canal Cinestésico: A pessoa necessita falar tocando no ouvin-


te. Fala devagar, baixo, é tímida e vergonhosa. Prende-se a sensa-
ções como frio, calor, dimensões do ambiente, gosta de sentar-se
esparramando o corpo na cadeira, buscando o conforto de uma
melhor posição.
Canal Bruxo: É aquele com o qual se tem mais dificuldade de
convivência. As pessoas que têm, por exemplo, o canal visual como
preferencial, têm dificuldade de ouvir, ficam inquietas e impacientes
quando são submetidas a tal exigência. Demonstram claramente que
seu canal bruxo é o canal auditivo.

Por isso, temos de usar diferentes técnicas e recursos audiovisuais,


de modo que possamos atingir todas as pessoas. É importante res-
saltar que as pessoas não têm 100% das características visuais, audi-
tivas ou cinestésicas. São características mescladas e variam de acor-
do com uma escala analógica em função do ambiente e das pessoas
com quem elas estão em contato, segundo o grau de intimidade e
liberdade.
Abaixo vão alguns exemplos de palavras processuais, isto é, pala-
vras que expressam ações e relações: verbos, adjetivos e advérbios.
Observar estas palavras pode nos ser útil para decodificar a experi-

83
ência subjetiva do nosso interlocutor. O emprego delas indica como
a pessoa está representando a informação internamente:

VISUAIS AUDITIVAS CINESTÉSICAS INESPECÍFICAS

Apagar Anunciar Aconchegante Aprender


Bonito Cantar Aquecer Captar
Brilhante Ecoar Bloqueio Detalhe
Cor Estalo Doce Distrair
Cristalino Harmonia Gosto Entender
Flash Murmúrio Leve Estimular
Foto Ouvir Olfato Estudar
Horizonte Perguntar Pegar Intuição
Iluminar Ritmo Perfume Orientar
Imagem Sintonia Pesar Pensar
Obstáculo Soar Resistir Perceber
Perspectiva Sonoro Sentir Relacionar
Ponto de vista Sussurrar Suave Resolução
Revelar Tom Tocar Saída
Ver Volume Umidade “Sacar”

Amplie esta lista. Ela será de muita utilidade


para o seu dia-a-dia.

84
Os olhos são as janelas da alma. Essa frase foi dita exatamente para
explicar que todo pensamento tem imagem, som e sentimento. Pode
ser aferido pelo movimento dos olhos. Estes movimentos são, basi-
camente, para cima, na horizontal e para baixo.

Para Cima – relação com Imagens: Esquerda – Lembrando imagens


Direita – Criando imagens
Na Horizontal – relação com Sons: Esquerda – Lembrando sons
Direita – Criando sons
Para Baixo – relação com Sentimentos: Esquerda – Diálogo interno
Direita – Emoções do corpo

Uma grande estratégia para falar em público é o uso de metáfo-


ras: uma historinha que você utiliza como recurso para ultrapassar a
mente crítica do ouvinte e levar sua mensagem sem obstáculos, como
essas que eu tenho usado ao final dos capítulos.
A Bíblia, um dos livros mais vendidos do mundo, foi escrita em
linguagem metafórica. A comunicação metafórica é tão poderosa
que, dois mil anos depois, há gente espalhada pelos quatro cantos
do planeta preferindo ser pobre e honrado para poder entrar no
reino dos Céus, diante da impossibilidade de o camelo passar pelo
fundo de uma agulha.

Metáfora, a linguagem
dos deuses.

85
Os olhos são
as janelas da alma.

86
A MAGIA DE TRANSFORMAR
SONHOS EM METAS

87
88
Capítulo 8
A MAGIA DE TRANSFORMAR
SONHOS EM METAS

...Quem não sabe o que


procura não entende o
que encontra.

A
os 17 anos, um amigo recomendou-me a leitura do livro O
Maior Vendedor do Mundo de Og Mandino. Que maravilha! Foi
minha primeira e maior fonte de inspiração. Aumentou mi-
nha auto-estima, entusiasmou-me a buscar com determina-
ção e coragem minhas metas e objetivos.

Graças à leitura de livros de auto-ajuda, comecei a formar uma


carcaça protetora contra pensamentos e pessoas de mente negativa.
Assim, comecei a alimentar minha mente com pensamentos otimis-
tas, audazes e corajosos. Mas eu não tinha uma organização mental.
As idéias estavam todas amontoadas e não havia uma ordenação
capaz de levar-me a algum lugar.

Eu era daqueles que, olhando certas imagens nas ruas, na televi-


são e nas revistas, dizia:

89
– Este é o carro dos meus sonhos, esta é a casa dos meus so-
nhos, aquela é a viagem que eu sonho fazer com minha família. Um
dia, se Deus quiser, hei de conquistá-los. Mas estes sonhos nunca se
realizavam, e eu não sabia por que os outros conseguiam e eu não.

Eu queria uma vida boa, estabilidade financeira, uma casa, um


carro, fazer um curso superior, enfim, eu não sabia como e nem por
onde começar. Eu queria uma vida diferente da que levava, mas não
tinha um projeto de vida que viabilizasse tal conquista.

Foi lendo, ouvindo, conversando com pessoas de sucesso e in-


vestindo em treinamentos que pude montar este quebra-cabeça e,
assim, ordenar, coordenar e sistematizar minhas ações na direção
correta da prosperidade.
Quando participei de um treinamento de metas e planos, desco-
bri por que eu não conseguia fazer meus sonhos se transformarem
em realidade. Minha mente subconsciente estava esperando chegar
“um dia”. Como este tal “um dia” não chegava, ela nunca conseguia
transformar meus sonhos em realidade.

Utilizo uma técnica simples, prática e funcional para trans-


formar sonhos e desejos em metas. Convido qualquer pessoa
que queira transformar um sonho em realidade a seguir
criteriosamente esta receita. A sua meta será atingida
inexoravelmente.

1 Defina e fixe claramente o que quer atingir. Se for dinhei-


ro, qual a importância exata que você vai ganhar. Eu vou ganhar
“X” mil ou milhões de reais.

2 Determine uma data certa em que você vai ter o dinheiro.

3 Trace um plano exeqüível, bem definido, prevendo estraté-


gia, onde, o que, como, com que, com quem. Determine o compro-
misso (sacrifício) que você dará em troca do dinheiro que quer.
Comece a colocá-lo em prática imediatamente, mesmo que não se
sinta 100% pronto.

90
4 Escreva uma declaração completa. Esta deve conter: meta
bem definida, data certa em que vai atingi-la, o plano exeqüível, sem
se esquecer do seu compromisso, enfim, fazer constar os três itens
acima de forma motivadora, entusiasmada e rica em detalhes. Uma
foto, ou uma ilustração vai ajudá-lo muito. Eu, por exemplo, uso
uma maneira muito forte e funcional de dramatizar: talismã. Colo-
co uma chave da meta que vou atingir e curto meu talismã todo dia,
mentalizando e viajando mentalmente como se já estivesse no uso e
gozo da minha meta.

5 Leia esta declaração em voz alta, todos os dias, pelo me-


nos duas vezes. Escolha um local tranqüilo e calmo. O ideal é ao
deitar-se. Quando estiver lendo, viaje, mergulhe fundo no seu
subconsciente, feche os olhos e sinta-se já com o dinheiro na sua
mão, sinta toda a alegria e felicidade da prosperidade conquistada
por você.

Tudo que existe no mundo não passava de um sonho na mente


de alguém. Já pensou se o ser humano não ousasse transformar es-
ses sonhos e desejos em realidade? Nós estaríamos na idade das
cavernas até hoje.
O sonho da máquina voadora na mente de Santos Dumont; da
luz elétrica na mente de Thomas Edison; do automóvel industriali-
zado em série, na mente de Henry Ford; Brasília, na mente do ines-
quecível Juscelino Kubitschek; e tantos outros sonhos e sonhadores.

A maior dificuldade é acreditar que nós não somos diferentes


desses homens. É simples; basta seguir, como eles, os cinco itens
acima, e pronto! Você poderá ser, fazer e ter o que quiser.

Tudo que é imaginável é realizável.

91
As metas se subdividem quanto ao prazo em:

Longo prazo até 20 anos


Médio prazo até 10 anos
Curto prazo até 1 ano
Curtíssimo prazo até 1 mês

Quanto ao tipo, elas podem ser classificadas em:


METAS MATERIAIS
São aquelas que o dinheiro pode comprar. Exemplo: roupa, ele-
trodomésticos, relógio, carro, apartamento, viagens, etc.

METAS SOCIAIS OU PROFISSIONAIS

São os diversos degraus sociais que nos dão destaque, saber,


conhecimento, status, etc. Exemplo: estudante, supervisor, gerente,
diretor, advogado, empresário, doutor, etc.

METAS MENTAIS OU DE CRESCIMENTO PESSOAL

São aquelas que o dinheiro não pode comprar; são nossas virtu-
des. Exemplo: saúde, coragem, persistência, disciplina, otimismo,
serenidade, habilidades de liderança, harmonia, saber ouvir, des-
prendimento, caridade, altruísmo, amor, bons hábitos, capacidade
de concentração e auto-sugestão da mente, etc.
As metas mentais são as mais importantes, pois são alicerce para
as outras. São também as mais difíceis de ser atingidas. Em
contrapartida, são as mais gratificantes, porque você melhora e evolui
como ser humano. Quando você acumula essas virtudes, as outras
metas são atingidas como mera conseqüência deste seu estado de
atitude mental.

92
Antes de traçar suas metas, é preciso que você defina claramen-
te seu projeto de vida. Ele será a grande bússola do seu destino, que
norteará suas metas. Na hierarquia das metas, o projeto de vida vem
em primeiríssimo lugar. Se este não estiver escrito, pare urgente e
escreva, mesmo que seja difícil imaginar o que pode ocorrer daqui a
tanto tempo.
Certa ocasião, uma de minhas alunas perguntou-me como po-
deria ela ousar traçar um projeto de vida, já que não sabia se estaria
viva no outro dia.
– É simples, minha jovem. Se você não tiver o que fazer aqui na
Terra, pode ter certeza de que seus dias estão no fim. Se você estiver
ocupada em desenvolver um projeto de utilidade para o universo, a
longevidade será uma simples conseqüência. “Não se preocupe, se
ocupe”. A morte é a amiga predileta do ócio. Se você não tem o que
fazer, muito cuidado. Não é incomum aposentados terem uma vida
muito curta.
A título de exemplo, vamos imaginar, para fins didáticos, o pro-
jeto de vida de um estudante de 20 anos e que será um empresário
empreendendo sem capital financeiro, mas com o capital humano:
know-how.

PROJETO DE VIDA

DISCRIMINAÇÃO DATA

– Definir minha missão a partir de hoje


– Responder todo dia que é que eu não consigo fazer
hoje, mas que se eu fizesse mudaria a minha vida. a partir de hoje
– Ler pelo menos um livro por mês a partir de hoje

$
93
$
DISCRIMINAÇÃO DATA

– Ler jornal e revista todos os dias a partir de hoje


– Praticar o esporte “x” 2 x semana a partir de hoje
– Ensinar alguma coisa a alguém a partir de hoje
– Participar de alguma agremiação filosófica/religiosa a partir de hoje
– Ajudar alguma instituição – caridade/generosidade a partir de hoje
– Eleger uma virtude a ser praticada a partir de hoje
– Contribuir para a felicidade da família a partir de hoje
– Ver somente o lado positivo das pessoas a partir de hoje
– Habituar-me a sorrir para a vida a partir de hoje
– Ajudar a preservar a natureza a partir de hoje
– Habituar-me a perdoar e a agradecer por tudo e a todos a partir de hoje
– Não fumar e nem me drogar e ajudar a combater este mal a partir de hoje
– Ser moderado ao beber e ao comer a partir de hoje
– Contribuir para acabar com o desperdício a partir de hoje
– Administrar bem o tempo a partir de hoje
– Preservar o maior patrimônio: a vida a partir de hoje
– Ser excelente em minha área profissional a partir de hoje
– Poupar 10% do meu ganho líquido a partir de hoje
– Escravizar-me aos bons hábitos a partir de hoje
– Fugir de tudo que possa não trazer felicidade para o outro a partir de hoje
– Fazer algo que possa ajudar a engrandecer minha pátria a partir de hoje
– Concluir curso superior em 4 anos*
– Falar e escrever em dois idiomas em 6 anos*
– Trocar de carro a cada quatro anos pelo menos em 4 anos*
– Fazer um curso de pós-graduação em 6 anos*
– Comprar uma casa / apartamento de, no mínimo, 100 m2 em 6 anos*

94
$
DISCRIMINAÇÃO DATA

– Empreender um negócio em sinergia com minha missão em 7 anos*


– Casar e fazer meu cônjuge feliz em 8 anos*
– Viajar para o exterior em 10 anos*
– Construir uma família feliz com “x” filhos em 14 anos*
– Adotar uma criança em 15 anos*
– Viajar e conhecer todos os estados do meu país em 20 anos*
– Comprar um sítio na cidade “xpto” em 20 anos*
............................................................................................................................

Quem fracassa
em planejar
planejou fracassar.

*Prazos sugeridos pelo autor. Em seu projeto, coloque as datas reais.

95
FAÇA, AGORA, SEU PROJETO DE VIDA!
PROJETO DE VIDA
DISCRIMINAÇÃO DATA
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96
Cuidado para não deixar esse momento passageiro de dificul-
dade financeira destruir sonhos e desejos da linda criança que habi-
ta seu interior. Ela merece a vida próspera e feliz que você herdou
do criador. Vamos lá, abra seu coração e deixe que o hemisfério
direito do seu cérebro viaje, sonhando com todas as maravilhas que
você merece!
Quando fui para Brasília, em 1984, estava sem carro e sem di-
nheiro para comprá-lo, mas lá estava, na minha agenda, aquela foto
de um Opala, além de um chaveiro com uma chave da GM, sendo
curtida e namorada todos os dias. Sempre dizia:
– Já tenho a chave. Só falta o Opala.
Vesti minha melhor roupa e fui até uma revenda da GM fazer
um test drive no meu tão desejado Opala. O vendedor, que apostava
no cliente, foi profissional!
Convidou-me para sentar, ofereceu-me cafezinho, mostrou-me
com detalhes o carro, criou desejo. Ligou o ar-condicionado, o som,
os vidros elétricos. Eu saí dirigindo um Opala Comodoro, rindo
como uma criança no circo. Os meus olhos brilhavam. Curti cada
detalhe. Senti aquele cheirinho delicioso de carro “zero-quilôme-
tro”. O vendedor lustrava meu ego, chamou-me de doutor, disse-
me que o carro combinava com meu estilo de vida, etc.
Eu estava no clímax, quando ouvi a pergunta?
– E então, doutor, o senhor vai levar o carro de qual cor?
– Bem, meu amigo, vou trazer minha esposa para ver o carro e
juntos decidiremos quanto à cor e ao modelo.
Mal sabia ele que eu estava dependurado no cartão de crédito,
no cheque especial, fora as dívidas com alguns amigos. Eu estava
mais duro que testa de bode, como dizem os nordestinos.
Passaram-se oito meses. Voltei à mesma revenda e comprei um
Opala Comodoro branco. Meta atingida! Que sensação gostosa pa-
rar no semáforo, diante daquelas fachadas de vidro, e curtir minha
imagem dentro do Opala refletida:
“Parabéns, você já está mudando o seu destino, continue as-
sim.”

97
Quanto maior for o trabalho e sacrifício, maior é a satisfação
pela recompensa da conquista.
Toda conquista requer muita renúncia, sacrifício, privações, dis-
ciplina, força de vontade, compromissos pessoais e familiares. A
família está aí ao seu lado, passando por limitações e dificuldades
junto a você, torcendo pelo seu sucesso e felicidade. A cada meta
atingida, compartilhe e recompense os seus familiares. Dê tempo
para o relax, para o lazer, curta intensamente a meta atingida com
eles e com seus amigos que torceram por você em mais uma em-
preitada.

De nada valem
suas conquistas,
se você não tem com
quem compartilhá-las.

98
DICAS DE OURO

! Preencha, todo mês, as suas metas de curtíssimo prazo.

! Preencha, todo mês de dezembro, suas metas do ano se


guinte.

! Mantenha um chaveiro como talismã, com a chave da pró-


xima meta.

! Faça um painel de fotos coloridas para suas metas.

! Veja este painel e o chaveiro com a chave no mínimo uma


vez por dia.

! Não fique mostrando suas metas para todos; existe muita


inveja.

!A cada meta atingida, substitua-a por uma nova.

!A qualquer sinal de desânimo, namore o painel e o chaveiro.


Vou deixar para você uma metáfora fantástica, que o levará a
bons momentos de reflexão sobre nossa autolimitação de ser hu-
mano.

99
O DOMADOR DE PULGAS
AUTOR DESCONHECIDO

Era uma vez... um jovem que ficou perturbado ao ver um show


circense. Um homem se auto-intitulava: “O domador de pulgas”.
Ele batia com um lápis num jarro de vidro destampado com várias
pulgas. Elas pulavam, mas não saíam fora do jarro. Ele batia mais
forte ainda, e as pulgas não pulavam para fora do jarro.
– Não pode ser truque, retrucava sua mente crítica; eu posso
ver tudo através da lente de aumento gigante que fora instalada
para o show. Desnorteado e incrédulo, ao final do show, lá estava
ele diante do domador de pulgas:
– Parabéns! Eu nunca tinha visto nada igual. Mas, por favor,
diga-me qual é o truque.
– Não existe truque algum, meu jovem. Pulga é igual ao ser
humano. Coloquei-as dentro do jarro, tampei-o, usando um ante-
paro transparente, e bati fortemente na lateral do jarro, com o lá-
pis. As pulgas, desesperadas para fugir, pulavam com toda a força
e projetavam seu corpo no anteparo. Com o tempo, observei que
elas não tocavam mais o anteparo. Assim sendo, elas foram se
acomodando e não mais pularam com toda a impulsão. Aí, foi só
retirar o anteparo. A partir de então, elas não mais ousaram pular
para fora.
– Até aí, eu entendi tudo. Mas o que pulga tem a ver com o ser
humano?
– O ser humano tenta uma, duas, três vezes. Depois, ele não
ousa tentar mais, acomoda-se, acostuma-se com aquele espaço e,
mesmo provocado, não consegue sair fora da sua vidinha limitada
pela prisão mental imaginária. Fica estagnado e confinado, lamen-
tando a sorte e o destino!

100
MÉTODO FADA

101
102
Capítulo 9
MÉTODO FADA
Facilitador do Autodesenvolvimento Avançado

Se você pode sonhar,


então você pode realizar.
WALT DISNEY

O
método FADA é o que utilizo para aumentar minha energia.
É algo que nasceu da prática para a teoria. Eu o praticava sem
me dar conta dos resultados que estava alcançando. Até que
percebi que o que eu fazia serviria também para ajudar muitas pessoas
a aumentar sua energia e seu autoconhecimento. Portanto, ele é algo que
funciona na prática e depois na teoria. Toda FADA tem uma varinha de
condão que, ao tocar em pessoas e coisas, faz maravilhas. E você tem
esta varinha de condão dentro de você. É a sua missão. A grande razão
da sua existência. Se não descobriu a sua verdadeira razão de existir, sua
finalidade, sua missão, leia meu livro Como Empreender sem Capi-
tal. Nele você encontrará sua resposta. O método é FACILITADOR
porque descobrimos que ninguém ensina ninguém. Os professores que
admiramos são apenas facilitadores, catalisadores que nos motivam a
buscar e aprender o que nos interessa. AUTODESENVOLVIMENTO
é porque não depende de ninguém, só de nós mesmos, da nossa vontade
própria em querer mudar nossa vida e o nosso destino. AVANÇADO

103
porque você passa a ter o acelerador em suas mãos, dando o ritmo e
determinando a velocidade confortável para você. E, por fim, porque
descobri que minha missão coincide até no nome com a missão de uma
FADA: Flávio Antero De Almeida.

O MÉTODO FADA é composto de cinco etapas:

1. MEDIR A AUTO-ESTIMA ou a ENERGIA


2. CONSTRUIR A RODA DA PROSPERIDADE
3. IDENTIFICAR OS REDUTORES DE PROSPERIDADE
4. 5 “S” MENTAL
5. VISÃO DO FUTURO

A primeira coisa que vamos fazer é desenhar nossa estrela-guia.


Esta estrela será o sustentáculo da roda da prosperidade. Após o
desenho, você perceberá visualmente onde sua roda está girando
com mais dificuldade. Então, é só trabalhar esta área da sua vida
para impulsionar novamente a roda da prosperidade e voltar a ter
abundância em sua vida.

A primeira etapa é perceber e medir nossa energia. A partir desse


momento, tornar-se-ão claras quais são as causas e quanto mede, em
porcentagem, nossa auto-estima. Você, desde então, vai se dar uma
nota usando números inteiros, de 1 a 10 . Isso é uma auto-avaliação,
não tem certo nem errado. A primeira nota que vier à sua cabeça deve
ser considerada correta. Esta é a nota da sua intuição, é a que está em
contato com seu inconsciente, portanto sabe de coisas que você ainda
não sabe. Não fique se debatendo. Considere a primeira nota que lhe
ocorrer.

104
PRIMEIRA ETAPA
MEDIR NOSSA AUTO-ESTIMA
ou ENERGIA

Aqui estão as cinco áreas da vida


que compõem nossa estrela-guia e
nossa roda da prosperidade. Agora,
você vai colocar uma nota de 1 a 10
para cada área, observando os deta-
lhes abaixo. Para cada item respondi-
do negativamente, pode ser ou não
retirado um ponto. Isso vai depender
de cada pessoa. Aqui está apenas um
guia, não é obrigatório que seja segui-
do na íntegra. O mais importante é a
sua auto-avaliação holística.

TABELA DA ESTRELA-GUIA

Nossa vida dividida Notas de


em áreas importantes x2 %
1 a 10
1) ESPIRITUAL x2 %
2) SAÚDE x2 %
3) SOCIAL x2 %
4) PROFISSIONAL x2 %
5) FINANCEIRA x2 %
T O T A L ... = %

105
1 ESPIRITUAL

Esta área tem uma profunda relação com nossa consciência,


nosso relacionamento intrapessoal. É o sentimento de certo e erra-
do. É o nosso foro íntimo. Não tem nada a ver com religiosidade.
Pode até fazer conexão em alguns casos. Tem a ver com o maior
patrimônio do ser humano: a paz de espírito.

01. Sua consciência está tranqüila?


02. Tem o hábito de sorrir e estar bem-humorado(a)?
03. É um(a) otimista incondicional?
04. Tem medo da velhice?
05. A inteligência emocional está sob controle?
06. Você se ama 100% sem ressalvas?
07. Perdoa a tudo e a todos?
08. Agradece por tudo que lhe acontece de bom e de ruim?
09. Você crê em você, tem fé e é autoconfiante sempre?
10. Você crê em Deus ou em algum poder cósmico supre-
mo, sempre?

Agora, de 1 a 10, qual nota você dá para sua vida espiritual?


Anote na tabela da Estrela-Guia, na linha número 1, debaixo da
coluna “Notas de 1 a 10”, multiplique por dois e ponha o resultado
logo à frente, no local indicado.

2 SAÚDE

É diferente de não estar doente. Ter saúde é poder fazer e co-


mer o que quiser sem ressalvas e/ou restrições.

01. Está satisfeito(a) com o seu peso?


02. Está com alguma doença confirmada?
03. Sente dores de cabeça constantes?

106
04. Sente algum mal-estar, – tensão pré-menstrual (TPM)
ou incômodo constante?
05. Tem boa digestão?
06. Está com dependência química de alguma droga?
07. Está com estresse ou sentindo algum sintoma estranho
ou anormal?
08. É fumante?
09. Bebe freqüentemente sem controle?
10. Está com insônia ou não tem boa qualidade de sono?

Agora, de 1 a 10, qual nota você dá para sua vida na área da


saúde? Anote na tabela da Estrela-Guia, na linha número 2, debaixo
da coluna “Notas de 1 a 10”, multiplique por dois e ponha o resul-
tado logo à frente, no local indicado.

3 SOCIAL

Tem a ver com nosso relacionamento interpessoal. Nossa rela-


ção com o meio externo, com as pessoas que nos cercam na socie-
dade, na comunidade, na família e na nossa vida.
01. Como está seu relacionamento com seu pai?
02. Como está seu relacionamento com sua mãe?
03. Como está seu relacionamento com sua(eu)
companheira(o)?
04. Como está seu relacionamento com seus filhos?
05. Como está seu relacionamento com seus irmãos?
06. Como está seu relacionamento com sua grande família?
07. Como está seu relacionamento com seus amigos?
08. Como está seu relacionamento com seus colegas de traba
lho e/ou escola?
09. Como está seu relacionamento com seu(ua) chefe ou
sócio(a)?
10. Como está seu relacionamento com sua comunidade?

107
Agora, de 1 a 10, qual nota você dá para sua vida social? Anote
na tabela da Estrela-Guia, na linha número 3, debaixo da coluna
“Notas de 1 a 10”, multiplique por dois e ponha o resultado logo à
frente, no local indicado.

4 PROFISSIONAL

Tem a ver com suas relações na vida profissional.

01. Sua profissão é fonte de auto-realização?


02. Está trabalhando atualmente só pelo dinheiro ou com pra-
zer?
03. Está servindo ao maior número de pessoas?
04. Sente irritação constante no trabalho?
05. Sente mau humor por alguma coisa relacionada ao seu
trabalho?
06. Está com LER - lesão por esforços repetitivos – ou al-
gum incômodo similar?
07. Seu trabalho é fonte de prazer?
08. Você está na direção da conquista da sua trabalhabilidade?
09. Está feliz com sua carreira e com sua profissão?
10. Está na direção dos seus “dons, talentos, vocação e missão”?

Agora, de 1 a 10, qual nota você dá para sua vida profissional?


Anote na tabela da Estrela-Guia, na linha número 4, debaixo da
coluna “Notas de 1 a 10”, multiplique por dois e ponha o resultado
logo à frente, no local indicado.

5 FINANCEIRA

Esta área da sua vida é uma conseqüência das quatro anterio-


res. Leve em consideração sua idade, tempo de trabalho, conquistas

108
e tudo mais que se referir à sua vida econômico-financeira e
patrimonial.

01. Tem dívidas fora de controle?


02. Tem crédito na praça ou tem alguma restrição?
03. Tem patrimônio compatível com seus objetivos, metas e ne-
cessidades?
04. Tem o bom hábito de guardar dinheiro?
05. Gosta de dinheiro ou tem alguma ressalva?
06. Cultua a pobreza? ( sou pobre, mas sou feliz)
07. Deixa de fazer algo por dinheiro?
08. Faz algo só por dinheiro?
09. Quais são as suas perspectivas financeiras de curto e mé
dio prazos?
10. Quais são as suas perspectivas financeiras de longo prazo?

Agora, de 1 a 10, qual nota você dá para sua vida financeira?


Anote na tabela da Estrela-Guia, na linha número 5, debaixo da
coluna “Notas de 1 a 10”, multiplique por dois e ponha o resultado
logo à frente, no local indicado.

É hora de somar os percentuais obtidos. Escreva a soma no


local à frente do sinal de ( = ). Este é o valor em percentual da sua
auto-estima, medida neste momento, segundo sua própria auto-ava-
liação. Todo teste deve ter seu resultado questionado e este não deve
ser exceção. Talvez você possa ter sido muito rigoroso(a) consigo
mesmo(a). Talvez possa ter sido muito benevolente. É bom que o
faça em outras ocasiões para poder comparar os resultados e, quem
sabe, contribuir de alguma forma para o aumento da sua energia e
auto-estima.

109
SEGUNDA ETAPA
CONSTRUIR SUA RODA DA PROSPERIDADE

Transfira para a Roda da Prosperidade os resultados dos pon-


tos marcados na coluna “Notas de 1 a 10”. Após, ligue os pontos
correspondentes. Agora, observe se os traços formaram uma cir-
cunferência perfeita, ou se a roda ficou um pouco quadrada. Quan-
to mais esférica tiver ficado a sua roda, melhor. Exemplo: Uma pes-
soa que tenha marcado cinco notas no valor 8 está com uma energia
em torno de 80% e uma roda bem esférica, isto é, que girará perfei-
ta e harmoniosamente.
Uma pessoa que tenha os mesmos 80% divididos em duas no-
tas 10, duas notas 8 e uma nota 4 não terá uma esfera, terá um lado
muito prejudicado, que vai emperrar sua roda. É preciso trabalhar
para aumentar e nivelar todas as áreas da vida de forma a fazer a

110
Roda da Prosperidade rodar perfeita e harmoniosamente. Quanto
maior a roda, mais velocidade ela terá, de tal sorte que uma pessoa
que tem cinco notas 10 tem uma roda perfeita.

TERCEIRA ETAPA
IDENTIFICAR NOSSOS
REDUTORES DE PROSPERIDADE
Agora vamos identificar e escrever os nossos redutores de pros-
peridade. Dentre as dez opções das várias áreas da sua vida utilizadas
em sua auto-avaliação, selecione as três que mais o prejudicam ou
incomodam. Esses redutores são aqueles fatos e pessoas que, na sua
auto-avaliação e consideração, são prejudiciais à sua energia. São re-
dutores da auto-estima e, por isso, redutores da sua prosperidade. Se
não tiver três, melhor ainda, escreva apenas um ou dois redutores. Se
não tiver redutores nas cinco áreas, isto é, se você tem nota 10 em
alguma área. (parabéns. Você deverá escrever: sou nota 10. Parabéns,
................................................ ..................................! (escreva seu nome)
Os três maiores redutores da minha energia na área espiritual são:

1)

2)

3)

Os três maiores redutores da minha energia na área da saúde são:


1)

2)

3)

111
Os três maiores redutores da minha energia na área social são:
1)

2)

3)

Os três maiores redutores da minha energia na área profissional são:


1)

2)

3)

Os três maiores redutores da minha energia na área financeira são:


1)

2)

3)

QUARTA ETAPA
5 “S” MENTAL

Agora você vai se dar um presente maravilhoso: retirará todo


o entulho mental. Vamos usar o que conhecemos como 5 “S”, que
deriva do japonês e tem uma serventia fantástica para todo proces-
so de mudança. Não é possível mudar nada sem que se processe
um 5 “S” no ambiente. Não existe possibilidade de haver prosperi-
dade em ambiente sujo, sem higiene e sem assepsia. Nós temos, em

112
geral, um péssimo hábito de guardar lixo. Lixo dá mau cheiro, atrai
moscas e outras coisas indesejáveis.
É preciso compreender que mesmo as coisas e fatos têm uma
finalidade, uma missão. Após o cumprimento dessa missão devem,
obrigatoriamente, ser jogadas no lixo. A redução da mortalidade
infantil só foi possível com a utilização dos 5 “S”: rigor na limpeza
e assepsia dos hospitais e das maternidades, saneamento básico com
o tratamento de água e esgoto das cidades e mais uma série de me-
didas já sabidas por todos, inclusive o pré-natal das parturientes.
E, no mundo pessoal e empresarial, será que não podemos fa-
zer o mesmo? Claro que sim. Nós temos o grande defeito de guar-
dar mágoas, aborrecimentos, chateações e mazelas em relação a outras
pessoas por este ou aquele motivo. É chegada a grande hora de
você se desapegar de todo o lixo que está retido, na sua mente,
consciente ou inconscientemente, sem nenhuma serventia. Agora
você vai colocar no papel tudo aquilo que está diminuindo sua ener-
gia nas áreas espiritual, de saúde, social, profissional e financeira.
Vale colocar no papel tudo o que você quiser. Vale palavrão, vale
xingar, vale falar e escrever o que você quiser. Só não vale guardar
lixo. O que estiver molestando-o, chateando-o e aborrecendo-o será
jogado fora, neste momento, no ato de escrever nesta folha de pa-
pel, que será, imediatamente, rasgada em pedacinhos. Neste ato, vão
todos os meus redutores de energia e auto-estima para o lixo. E, a
cada frase redutora escrita, eu devo falar em voz alta: “Muito
obrigado(a)!” Este muito obrigado é o melhor remédio que o uni-
verso já descobriu contra a falta de energia. Você se lembra de quando
aprendeu a falar muito obrigado, ainda criancinha? Toda vez que
ganhava alguma coisa, seus pais ou educadores orientavam você a
dizer muito obrigado em sinal de gratidão àquele gesto. Desta for-
ma, todas as vezes que o seu subconsciente escuta a palavra mágica

113
“Muito obrigado (a)” ele a associa a algum ganho. Muito obrigado é, des-
ta forma, uma âncora de ganho, de vitória, de algum benefício.

JAPONÊS PORTUGUÊS
1º SEIRI SENSO DE UTILIDADE
2º SEITON SENSO DE ORDENAÇÃO
3º SEISON SENSO DE LIMPEZA
4º SEIKETSU SENSO DE SAÚDE
5º SHITSUKE SENSO DE AUTO-DISCIPLINA

Vamos lá! Mãos à obra. Escreva tudo que não lhe serve mais,
para ser jogado no lixo ao som do sonoro “Muito obrigado (a)”.
Pode encher a folha, use quantas forem necessárias. Não perca esta
oportunidade de limpar, desinfetar e higienizar sua mente. Para-
béns pela sua coragem de promover esta mudança. Agora rasgue
em pedacinhos e jogue no lixo ao som do maravilhoso “Muito obri-
gado (a)!” Você deve estar pesando bem menos depois deste 5 “S”
mental. Agora é hora de partir para o mais importante, que é pen-
sar o seu futuro.

QUINTA ETAPA
A VISÃO DO FUTURO

Agora você vai escrever uma carta datada para daqui a um ano.
Esta carta pode ser endereçada a uma pessoa amiga, para você
mesmo ou para alguém que tenha desafiado você. Coloque, de for-
ma positiva, e no presente, todas as mudanças que vão se operar
em sua vida nestes próximos doze meses. A forma positiva signifi-
ca não usar a palavra “não”. Por exemplo, para dizer que não estará

114
mais em crise financeira: “Hoje estou feliz com minha vida financei-
ra.” Tenho R$ 5.000,00 na poupança. É muito importante que tudo
seja escrito na forma positiva e nunca na forma negativa. Também
nunca na forma condicional. Por exemplo: “Se Deus quiser, eu vou
comprar um carro X.” A forma correta é no presente do indicativo:
“Hoje estou muito feliz com o meu carro modelo tal, ano e cor tal.”
Esta carta, você poderá enviar ou não. Poderá guardar e só abrir
daqui a um ano, ou poderá reler periodicamente. Aproveite a opor-
tunidade deste momento maravilhoso em que você tem energia para
dar e vender. Ouse acreditar em você. Diga e se comprometa de
uma vez por todas com sua prosperidade, com sua felicidade. Não
tenha parcimônia e nem faça economia de suas conquistas para o
futuro.

O mais importante é saber que o


futuro nada mais é que uma opção
que você faz no presente. Isso
mesmo, o segredo é sentir-se lá,
mesmo estando aqui.

115
116
O CICLO DO SUCESSO

117
118
Capítulo 10
O CICLO DO SUCESSO

O sucesso não
ocorre por acaso,
nasce de muita fadiga
e trabalho.
NAPOLEON HILL

S
ucesso é a capacidade de atingir metas, sejam elas materiais,
sociais ou mentais. Indiferentemente de serem pequenas, gran-
des, fáceis, difíceis, simples ou complexas.

Felicidade é estar satisfeito com as próprias conquistas, é estar


alegre com a vida do jeito que ela é. Para sermos felizes não preci-
samos de mais nada, é só estarmos satisfeitos com o que já temos e
pronto.

Encontramos gente feliz e sorridente morando debaixo das


pontes e gente triste e carrancuda dentro de mansões. É bem verda-
de que a palavra sucesso lembra-nos riqueza e acabamos por acre-
ditar que quanto mais dinheiro, mais sucesso, e vice-versa.

119
Quando eu era diretor de uma empresa de marketing de rede,
em Brasília, em 1986, o Sr. Pedro, então distribuidor/vendedor,
convidou-me para uma festa de reconhecimento e disse:
– Trabalho há trinta e cinco anos e não consegui comprar meu
sítio. Em um ano e meio, trabalhando com marketing de rede
(network), em horas livres, acabei de comprar meu sítio num lugar
pitoresco. Estou aqui muito feliz e realizado, pois acabo de atingir
minha grande meta. Quem quiser me ver daqui para a frente, terá de
ir lá na beira do rio, que corta o fundo do meu sítio, onde estarei
pescando e tomando minha pinguinha na maior paz e tranqüilidade,
porque acabei de me aposentar.
Olhe que exemplo de sucesso! Atingiu sua meta e não mais está
disposto a esforço algum. É uma opção de vida e temos de respeitá-la.

Por que será que os imigrantes europeus, fugitivos da Segunda


Guerra, atracaram no Brasil, sem capital, e hoje a maioria deles são
pessoas ricas, empreendedoras em vários negócios lucrativos e prós-
peros?
Primeiramente, eles botaram fogo em seus navios, destruíram a
ponte de volta, não existindo nenhuma possibilidade de retornarem
para casa. Ou venço no Brasil ou volto para a Europa para morrer
na mão do exército de Hitler. Desta forma, a mente é sugestionada
a conseguir. Não existe outra opção. Há apenas um caminho: é ven-
cer ou vencer.

Agora que você já tem suas metas escritas com plano e data,
vamos passar à prática. Aqui está o segredo da desistência da maio-
ria: para conquistar as metas precisamos entrar em ação. O Ciclo do
Sucesso é um caminho obrigatório por onde todos teremos de pas-
sar para atingir nossas metas. Se as pessoas desistem, é porque as
metas não eram fortes, eram meras expressões de desejo. Se forem real-
mente metas convictas, você conseguirá força suficiente para supor-
tar e superar todos os desafios que cruzarem seu caminho. É uma
determinação tão forte que o universo disponibiliza toda a energia

120
para romper qualquer barreira. O ciclo do sucesso é uma forma
didática que uso para explicar o que ocorre com todas as pessoas
que buscam atingir uma meta. Primeiro, a meta é definida, depois
começamos a trabalhar, ocasião em que ocorrem os problemas. Daí,
surge o medo e é preciso coragem e persistência para enfrentá-los e,
finalmente, poder usufruir a meta atingida.

TRABALHO

O sucesso compõe-se de 99%


de transpiração e 1% de
inspiração.
THOMAS EDISON

O trabalho é o meio, o comprometimento físico e mental que


você planejou dar em troca de atingir sua meta. Nele se fazem fun-
damentais dois aspectos já discutidos: a organização e a discipli-
na. Levantar cedo, trabalhar utilizando a inteligência para maximizar
resultados e minimizar esforços físicos, não ficar reclamando, ser
grato às dificuldades e aos desafios que surgem. Nunca se esqueça
de que o estresse é doença de quem está fazendo o que não gosta e,
por isso, reclamando demais. É só começar a agradecer que o estresse
vai da mesma forma que veio. Mude sua crença, ou mude de traba-
lho, e vá fazer o que gosta. Algo que esteja em sinergia com sua
grande missão.

121
PROBLEMAS

O pessimista é aquele que


consegue fazer da oportunidade
uma tragédia. O otimista é aquele
que consegue fazer da tragédia
uma oportunidade.

Os problemas são inevitáveis quando trabalhamos e executa-


mos tarefas. Eles sempre ocorrem, são na verdade forças contrárias
e que, infelizmente, muitos acreditam serem barreiras intransponíveis.
O grande segredo do homem de sucesso é que ele olha para esses
problemas como desafios que vêm para fortalecê-lo e criar
anticorpos. São verdadeiras vacinas antifracasso. Muitas pessoas
devem o sucesso de suas vidas aos desafios e problemas que tive-
ram de superar. Se você tem problemas, é um bom sinal: você tem
metas. Imagine que uma pessoa esteja às voltas com um pneu do seu
carro furado. Isso só é problema porque ela tem a meta de chegar
ao destino, num horário previamente marcado. Caso contrário, não
será problema algum. Ela pode esperar o tempo que for necessário
para consertar o pneu.

122
MEDO

O medo é o maior ladrão


de oportunidades.

Quando começam os problemas, o medo ronda a mente huma-


na, gerando pavor e desgoverno, principalmente naqueles que não
têm metas firmes e fortes. Os que não estão determinados e com-
prometidos com a realização de suas metas são os primeiros a bus-
car “desculpas” e “justificativas” para desistir.
Imagine-se, quando criança, em um parque de diversões.
De repente, você se perde dos seus familiares. Sua mente é tomada
pelo pavor, desespero e pânico. Sem saber o que fazer, você chora,
grita na ânsia louca de encontrar algum conhecido para ajudá-lo.
Nesse momento, você é encontrado por sua mãe, que, desesperada,
procurava-o. Vocês se abraçam fortemente e choram de alegria e
felicidade. Onde está o medo? Sumiu. Acabou.
Nós só temos medo do desconhecido porque nos sentimos inca-
pazes de solucionar determinado problema. Se vamos em frente e
enfrentamos esse medo, logo percebemos que era uma bobagem, uma
ilusão e que só dura o tempo do enfrentamento. O medo nada mais é
do que uma lente de aumento do risco. Quanto mais você passa por essa
experiência de enfrentar o medo, mais você fica corajoso, destemido e
audaz.

123
CORAGEM

É na hora mais escura e fria da


noite que o sol nasce.

Essa é a única arma eficaz contra o medo, que é ilusão e vai ser
combatido com a desgravação mental, a negação, o oposto desse
sentimento de pavor do desconhecido.
Exemplo: medo. Você está com medo de passar por uma rua
escura! Desgravação: “Eu vou passar, eu sou capaz, eu sou corajoso,
eu vou conseguir, eu já consegui, eu já estou do outro lado e vou em
frente, negando e avançando.” Quando você perceber, já estará do
outro lado, são e salvo. É nessa hora que você pensa no quão bobo
foi. Não havia nada de anormal naquela rua escura, foi só enfrentá-
la para certificar-se de que era, realmente, uma ilusão sua, coisas da
nossa mente.
Não lhe basta, apenas, a coragem de vencer os primeiros me-
dos e obstáculos que forem surgindo. É preciso, sobretudo, seguir
em frente, persistindo e conquistando.

124
PERSISTÊNCIA

Não existe tempo


que resista a um
homem determinado.

Persistência é um exercício de paciência. Quantas pessoas, aos


primeiros sinais de insucesso, desanimam e sentam-se à beira do
caminho, desistindo de suas metas?
Seja mais que um persistente, seja um perseguidor de suas me-
tas!
Acredite, você é capaz de grandes realizações. Não entre nas
justificativas:
Isto, realmente, não é para mim.
É muito difícil.
Eu não levo jeito pra coisa, tenho de admitir.
É quase impossível, eu não agüento mais.
Não tem problema, se eu não conseguir desta vez, na outra con-
sigo.
Chega! Pare de ser comprador de desculpas. Seja um vendedor
de soluções! Você não é igual à maioria. Você é especial! Acredite!
Falta só mais um pouquinho. A vitória está a um passo. Força, dê o

125
quilômetro extra. Esta conquista será uma grande fonte de energia
na caminhada rumo ao sucesso. Lembre-se: os minerais mais caros e
raros, como o petróleo, o diamante e o ouro, estão bem nas
profundezas do subsolo. É preciso cavar, enfrentar problemas, ad-
versidades, riscos de prejuízo, anseios e medos. É preciso coragem
e persistência para buscar até conseguir. Os pessimistas estão, de
cadeira, torcendo pelo seu fracasso. Se você desistir, eles vão come-
morar sua derrota. Não dê a eles essa alegria, tape-lhes a boca com
um sonoro:

CONSEGUI!

Thomas Edison buscava inventar a lâmpada quando encontrou


um amigo que lhe disse:
– Oh! Edison, você já fracassou dez mil vezes para inventar esta
lâmpada e não conseguiu sucesso até agora, é melhor desistir desse
invento, não acha?
– Meu amigo, eu não fracassei dez mil vezes, eu eliminei dez mil
substâncias que não dão certo. Agora, estou muito mais perto da
solução do que você imagina. Eu só desistirei depois de conseguir.

126
METAS

O impossível só
dura até alguém atingi-lo.

Parabéns! Parabéns mesmo, meta atingida. Que bom! Você nos


ajudou a tapar a boca dos pessimistas que já estavam com um sono-
ro: Não lhe falei?. Ainda bem que os problemas e os medos foram
desafiados pela sua coragem e persistência. Viu? É só determinar,
traçar o plano, definir data, fazer a declaração e mentalizá-la todo
dia e entrar em ação. Não tem erro. Nós vencemos qualquer dificul-
dade. Às vezes, poderemos ter errado na data, por falta de habili-
dade, mas não se preocupe, ocupe-se. Vá colecionando pequenas
metas. É vencendo pequenas batalhas que acabamos por ganhar a
guerra.
O ciclo do sucesso, como você pode observar, é algo que sur-
giu da prática para a teoria. Você, com certeza, já passou e passará
várias vezes por ele. Toda pessoa que buscar atingir uma meta será
obrigada a trilhá-lo, ainda que inconscientemente. Agora que você
já o conhece, experimente exercitá-lo e praticá-lo no dia-a-dia, e
verá como suas metas serão atingidas com muito mais tranqüilida-
de e rapidez.

127
128
BRASIL -
TERRA DE GENTE FELIZ!

129
130
Capítulo 11
BRASIL:
TERRA DE GENTE FELIZ!

Quem planta sorriso,


colhe felicidade.

C
ontaram-me que quando Deus estava criando o mundo seu
assistente lhe perguntou:
– Senhor, temos praias lindíssimas, onde devo colocá-
las?
– Coloque-as no Brasil!
– Senhor, temos um clima tropical delicioso, um lugar pitores-
co, sem maremotos e terremotos, onde devo colocá-los?
– Coloque-os no Brasil!
– Senhor, temos um solo fértil, inverno tranqüilo, sem neve,
uma selva cinematográfica, onde devo colocá-los?
– Coloque-os no Brasil!
– Mas, Deus, o Senhor não está equivocado? Tudo que é mara-
vilhoso o Senhor manda colocar no Brasil?!
– Calma! Você vai ver a “gentinha” que eu mandarei para essa
terra...

131
Piadas à parte, está passando da hora de começarmos a mudar
a cara do nosso Brasil. É preciso começar a divulgar para o mundo
as coisas boas que este povo criativo e hospitaleiro sabe fazer bem.

Estávamos no elevador de um hotel em Osaka, no Japão, um


senhor, que pelo sotaque parecia francês, meu irmão Tarcísio e eu.
Ao saírmos, fomos reverenciados por um jovem recepcionista. Não
me esqueço do uniforme azul-marinho e quepe com uma tarja ver-
melha escrita em letras ouro: “Kaneco”. Logo fomos em direção à
saída principal e ficamos surpresos ao vê-lo correndo e chamando
por nós três, com um pacote de dinheiro na mão, possivelmente
cerca de 5 mil dólares, dizendo:
– Senhores, encontrei este dinheiro no elevador, é de alguém?
O francês, levando a mão ao bolso, bruscamente, disse:
– Sim, este dinheiro é meu! Deve ter caído quando peguei o
lenço no bolso. Muito Obrigado!
Ao pegar o dinheiro, retirou, imediatamente, uma nota de cem
e ofereceu ao jovem, dizendo:
– Muito Obrigado! Esta é a forma que eu encontro, agora, para
expressar toda a minha gratidão por este ato de honestidade tão
raro.
O jovem Kaneco, dando um passo atrás, acenou com a mão
num gesto de negação e disse em bom tom:
– Muito obrigado, Senhor! Eu só cumpri o meu dever. Ser ho-
nesto é apenas a minha obrigação!

Numa cafeteria de Nova York, ouvi um americano dizer para o


outro que o tumulto do outro lado da rua, onde quebraram uma
vitrine para roubar relógios, deveria ser mais uma trapalhada de
algum brasileiro.

Em Toronto, no Canadá, ouvi de um mineiro de Itaúna que ali


trabalhava que os últimos brasileiros que lá se hospedaram o deixa-
ram com vergonha de ser brasileiro. Lá, nesse hotel, o ar-condicio-

132
nado funcionava com um sistema antigo de fichas, como se fosse
um telefone público. Era só comprá-las na recepção e fazer uso do
ar condicionado no seu apartamento. Acontece que o gerente do
hotel percebeu que o ar-condicionado era utilizado pelos tais hós-
pedes, mas eles nunca haviam comprado nem uma ficha. No dia do
acerto de contas, o gerente disse-lhes:
– Os senhores não precisam pagar pelo uso do ar-condiciona-
do, mas gostaria que, pelo menos, me dissessem qual é a mágica
para fazê-lo funcionar sem fichas.
Na maior tranqüilidade, um dos rapazes disse-lhe:
– Meu chapa, é só pegar um cubinho de gelo e friccioná-lo até
ficar da espessura e diâmetro da ficha, pronto!
O Rio de Janeiro é o cartão postal do Brasil e, infelizmente, está
sendo mostrado, pelos quatro cantos do planeta, como lugar de pros-
tituição, tráfico de drogas, de mulheres, de crianças e violência de
toda ordem. É a tragédia de Vigário Geral, a execução das crianças
da Candelária, o bangue-bangue entre a polícia e o crime organiza-
do, gente sendo vítima das balas perdidas a toda hora. Mostram ao
mundo um verdadeiro inferno terrestre, onde parece não haver au-
toridade. Parece mais terra sem lei.
É de mazelas e desmandos como esses que precisamos cuidar,
para não deixar que o marketing negativo tome conta da opinião
pública internacional e afugente, ainda mais, do Brasil os turistas que
estão querendo passear e descansar e não guerrear. Marketing nega-
tivo que vem trazendo um prejuízo incalculável para a nossa nação,
que perde divisas ano após ano. Só para se ter uma idéia, em 1996, o
Brasil faturou, na indústria do turismo, apenas o mesmo que a Ar-
gentina, que é cinco vezes menos populosa.
Nosso país tem uma vocação natural para a indústria do turismo:
selva amazônica, pantanal mato-grossense, praias nordestinas, cidade
maravilhosa, inverno gaúcho, barroco mineiro, arquitetura brasiliense,
carnaval, futebol, samba, tudo sucumbido diante de uma imprensa
que fatura em cima da desgraça humana. A imprensa só vende se tiver
na sua primeira página “notícia de sangue”. E pequenos infortúnios

133
são transformados em manchetes internacionais que levam a impren-
sa a ficar cada vez mais milionária e que tiram e destroem empregos
e sonhos de milhares de brasileiros da indústria do turismo.

O Prof. Stephen Kanitz escreve em seu livro O Brasil Que Dá


Certo que a maior tragédia nacional da década perdida foi o fato de
o Brasil ser considerado caloteiro e mau pagador pela comunidade
financeira internacional. Tudo por falta de investimento em marketing
e capacidade de gestão da imagem financeira internacional. Essa
falta de habilidade impediu que fossem aportados no Brasil, em 1981,
cerca de 15 bilhões de dólares, dinheiro necessário para o equilíbrio
do nosso fluxo de caixa. E, dessa forma, o governo se viu obrigado
a fazer ajustes e cortes bruscos no orçamento da União. Daí, sabe-
mos o prejuízo que assolou o povo brasileiro. Durante uma década,
o Brasil ficou marginalizado pelo mercado financeiro mundial.
Um país intercontinental de clima tropical maravilhoso, com
praias cinematográficas, que ostenta o pulmão do mundo, a maior
concentração da biodiversidade do planeta (a Amazônia), é, sem
dúvida, motivo de orgulho para nossa gente.
Um quinto dos mananciais de água doce do mundo está no Brasil.

Este povo sofrido, calmo, sereno, criativo, versátil, de persona-


lidade alegre e marcante, internacionalmente reconhecida, é dono
de uma literatura e música das mais bonitas da terra. No futebol,
somos os únicos tetracampeões mundiais; no automobilismo,
respeitadíssimos. O carnaval coroa com chave de ouro nossas pai-
xões nacionais.

Vamos engrossar as fileiras de brasileiros como Alberto Santos


Dumont, Rui Barbosa, Tom Jobim, Edson Arantes do Nascimento
(Pelé), Ayrton Senna, Hilton Rocha, Ivo Pitangui, Emerson
Fittipaldi, Nelson Piquet, Xuxa, Gustavo Kuerten (Guga) e tantos
outros cientistas, artistas, atletas, políticos, empresários, homens que,
com honradez e competência, souberam empunhar nossa bandeira

134
de “ordem e progresso” e levaram-na pelo mundo, trazendo orgu-
lho e brilho para nossa pátria amada.

Estamos aqui, sentados, reclamando e criticando a sogra, o pa-


trão, o sistema, a elite, o governo, o presidente?
O QUE ESTAMOS FAZENDO PARA AJUDAR O BRASIL?

Estamos agindo com honestidade,


ética, caráter e patriotismo?
Somos bons estudantes, profissio-
nais, empresários e cidadãos?
E, junto à família, somos exemplo
dentro de casa?
Não se esqueça: o futuro da nossa
pátria depende de mim e de você!

Vira e mexe, encontramos pessoas criticando este ou aquele pla-


no, mas, quando perguntados sobre um plano alternativo, geralmente
encontramos respostas evasivas, frouxas e sem consistência.
Não existe nada mais fácil do que criticar. O difícil é propor
soluções eficazes e inteligentes para resolver os problemas.

Será que o Brasil está tão mal como tantos têm falado? Confira
alguns dados do IBGE:
Em 1940, o número de filhos por mulher em idade fértil era de
6,1. Em 1994, caiu para 2,6. Diminuiu o número de filhos por mu-
lher em cerca de 135%.

135
Em 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de 42,7 anos.
Hoje, esta expectativa é de 67 anos; a longevidade aumentou 57%.

Em 1940, a taxa de analfabetismo entre as crianças de 7 a 14


anos era de 61%. Hoje, é de 11%; a taxa de analfabetismo diminuiu
em cerca de 450%.

Em 1940, apenas 13% dos lares tinham água encanada. Em 93,


havia água tratada em 75% dos lares brasileiros; cresceu de 477%.

Em 1940, apenas 4% das casas possuíam luz elétrica. Em 93, a


energia estava em 90% dos lares; cresceu cerca de 2.150% o núme-
ro de casas que possuíam luz.

A mortalidade infantil, em 40, era de 144 para cada 1.000 nasci-


mentos. Hoje é de 43; uma redução de 234% nos óbitos infantis.

O Brasil vem trilhando seu próprio caminho rumo ao futuro:


conseguimos conter a explosão demográfica; o índice de mortalida-
de infantil vem despencando; os programas de vacinação são um su-
cesso; o analfabetismo é erradicado de forma sistematizada; a
tecnologia e o conforto da água encanada, da luz elétrica, do
asfaltamento das rodovias já não é privilégio de uma elite; a mulher
brasileira vem conquistando seu merecido lugar ao sol, no seio da
sociedade; a consciência política do povo é refletida numa série de
cassações de mandatos de prefeitos, deputados, senadores e até do
Presidente da República.

Depois de mais de dez anos de marginalidade no mercado fi-


nanceiro internacional, o Brasil reconquista a credibilidade, conse-
guindo, em fevereiro de 96, um empréstimo de 4 bilhões de dóla-
res.
As reservas cambiais que nos apavoraram com o “efeito tequila”,
no México, já não assustam. Estão em níveis satisfatórios. O Brasil

136
entra, novamente, na rota internacional do capital, atraindo diver-
sos investimentos de monta que, antes, estavam focados para os
países dos tigres asiáticos.
Nosso PIB vem crescendo mais do que o de países como EUA,
Japão, Itália, França, Espanha e Portugal.
A inflação chegou a quase 5.000% ao ano. Hoje, está a menos
de 6% e com tendência de queda.
Meu companheiro rotariano, Adauto Mansur, voltou de Roma
em abril de 95, muito feliz porque um comerciante italiano, vendo o
“Real” em sua carteira, de pronto lhe disse:
– Pode pagar-me com o seu dinheiro brasileiro!
É isso aí! Nossa moeda ganha respeito e vem resgatando cada
vez mais a referência do padrão monetário que havíamos perdido.
O Brasil precisa de sua coragem, de sua determinação, de seu
otimismo e, sobretudo, de sua iniciativa. Ponha a bandeira brasilei-
ra na sua empresa, no seu escritório, na sua casa, no seu carro, na sua
vida. Vamos educar nossas crianças, ensinando-lhes a amar nossa
pátria. Vamos ajudar os velhinhos, proteger a natureza e, sobretu-
do, fazer respeitar e transformar esta terra BRASIL no lugar mais
aconchegante e gostoso de se viver.

O mundo pertence aos


otimistas;
os pessimistas são meros
espectadores.
EISENHOWER

137
Precisamos nos espelhar nos países que investiram na educação
do seu povo. Está na hora de darmos um basta a todo tipo de de-
magogia política. Está passando da hora de buscarmos, com toda
nossa energia, a melhoria real e definitiva da qualidade de vida da
nossa gente. Estou convencido de que a solução de todos os pro-
blemas econômicos e sociais do nosso Brasil passa por um único
caminho chamado “educação”. E vou repetir quantas vezes forem
necessárias que educar é ensinar a pensar. Um homem que pensa
não mata, não rouba, não transgride as normas de conduta social.
Um homem que pensa não abandona seus filhos na rua. Um ho-
mem que pensa põe seus filhos na escola. Um homem que pensa
não vai puxando a “charrete”, ele vai tocando. Aliás, muito mais do
que tocando, ele constrói e vai dirigindo um veículo. Dispensa os
puxadores e transforma-os em amigos, em companheiros de uma
grande viagem chamada vida.
Este livro é meu grito de alerta para conclamar todas as entida-
des civis organizadas e todos os homens de bem, de forma indivi-
dual ou coletiva, a se unirem em torno do maior legado que pode-
remos deixar para as próximas gerações: a formação, que constitui
em educar e treinar de tal modo que possamos ter uma geração de
cérebros-de-obra.

Estamos lançando uma campanha beneficente com o intuito


de ver todas as divergências ideológicas e políticas juntas num gran-
de ideal, transformar o nosso Brasil, ainda neste início de século,
em uma respeitada “nação de primeiro mundo”. Não só pelo seu
PIB, cada vez maior, mas, sobretudo, respeitada como uma terra
que tenha igualdade de oportunidades para todos, onde de fato
exista desenvolvimento com justiça social. Uma terra especial, uma
terra de gente feliz.

138
Encerro este livro deixando uma metáfora que considero capaz
de sintetizar todas as minhas idéias e ideais:

O BEIJA-FLOR IDEALISTA
AUTOR DESCONHECIDO

– Era uma vez... uma grande floresta que pegou fogo. O


incêndio destruía, de forma cruel e voraz, aquele recanto de
paz. Os animais fugiam, desesperadamente, para não morre-
rem carbonizados. Um beija-flor idealista e solitário enchia o
bico d’água no regato. Voando rápido, jogava, sem sucesso, a
água nas labaredas que ardiam. O leão, apesar de toda a sua
imponência e autoridade, acovardava-se, fugindo também
como os demais. Foi exatamente ele quem se virou para o bei-
ja-flor e, aos berros, falou:
– Seu idiota! Não percebe que não vai conseguir apagar
este fogo com este tiquinho d’água? É melhor fugir também
antes que a morte o alcance. Seu imbecil! E o beija-flor, já
cansado, mas consciente da sua verdadeira missão, com toda
sua humildade, disse para o leão:
– Sabe, seu Rei Leão, se, ao invés de vocês estarem aí
me criticando e fugindo da responsabilidade, estivessem aqui,
comprometidos em apagar o fogo, com certeza, poderíamos
salvar nossa floresta querida.

Gostaria que aceitasse meu convite!

– Vamos ser um beija-flor?

139
A realidade de hoje foi o
sonho de ontem,
o sonho de hoje será
a realidade de amanhã e
em todas as épocas zombou-se
dos sonhadores.

ZALKIND PIATIGORSKY

140
V OCABULÁRIO

Best-seller: Muito vendido; melhor em vendas.

Business: Negócios.

Checklist: Lista de checagem; lista de controle.

Dumping: Estratégia de preço excessivamente baixo usada para


massacrar a concorrência.

Expert: Pessoa que tenha conhecimento ilibado em determinado


assunto.

Estresse: Doença relacionada com cansaço mental.

Feeling: Sentimento; visão do futuro.

Follow-up: Seqüência.

Franquia: Sistema empresarial que permite a utilização de


marca cedida por um franquiador.

Holística: Ampla, geral, do todo, universal.

Insight: Idéia.

Know-how: Saber fazer.

Mix: Definir produtos.

Network: Marketing de rede; círculo de relacionamentos.

On-line: Automático; instantâneo.

141
Pay back: Retorno de investimento.

QE: Quociente emocional.

QI: Quociente de inteligencia.

Rapport: Sintonia, sinergia, mesma freqüência.

Script: Roteiro.

Self: Eu mesmo.

Sine qua non: Sem a qual não; indispensável.

Software: Programa para computador.

Spread: Risco; taxa variável em função do risco do não


recebimento.

Staff: Pessoal operacional de uma empresa.

Stand: Guichê; local de atendimento em feiras e eventos.

Sui generis: Único no gênero; inédito; singular.

Target: Alvo; nicho de mercado; público alvo de um negócio.

Turnover: Rotatividade; % de rotatividade de mão-de-obra em


determinada empresa.

Winchester: Disco rígido de um computador.

142
BIBLIOGRAFIA

HILL, Napoleon. Pense e enriqueça. Record, 1996.


GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. 12 ed. São Paulo: Objetiva.
KUBITSCHEK, Juscelino. Por que construí Brasília.
PEREIRA, Heitor José e SANTOS Aparecido. Como desenvolver o potencial
empreendedor. Belo Horizonte: SEBRAE
POLITO, Reinaldo. Como falar corretamente e sem inibições. 44 ed. São Paulo:
Saraiva, 1996.
CHALLITA, Mansour. Os mais belos pensamentos de todos os tempos. ACIGI,
v. 4.
MANDINO, Og. O maior vendedor do mundo. 18 ed. Record.
MACHADO, Maria de Lourdes F. Líder 24 horas por dia. Best Seller.
CERVANTES, Miguel de. Dom Quixote. 1 ed. Scipione.
BLANDER, Richard e GRINDER, John. Usando sua mente. Summus, v. 2.
ROBBINS Anthony, Poder sem limites. 30 ed. Best Seller.
SPRITZER, Nelson. O novo cérebro. Ed. L & PM, v. 3.
REVISTA SUPERINTERESSANTE. São Paulo: Abril, n. 1, jan. 1996.
REVISTA GLOBO CIÊNCIA. Rio de Janeiro: Globo, n. 39, out. 1994.
REVISTA VEJA. São Paulo: Abril, mar. 1996.
REVISTA DIÁLOGO MÉDICO, mar. / abr. 1996.
REVISTA EXAME. São Paulo: Abril, n. 604, p. 30, marc. 1995.

PUBLICAÇÕES DIVERSAS

PEQUENAS EMPRESAS GRANDES NEGÓCIOS - Ed. Globo SEBRAE


CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA

143
ABRE
Associação Brasileira de Empreendedorismo
Organização Não Governamental (ONG)

Poucos deixam a escola sonhando


em ter uma grande empresa.
Infelizmente, a maioria sonha
com um grande emprego.

Na primeira edição do livro COMO EMPREENDER SEM CAPITAL, eu convidava


todos a abraçar a campanha beneficente Gente Feliz.
Acontece que a idéia foi muito forte e acabamos transformando-a em um
projeto muito ousado: uma entidade civil educacional sem finalidades lucrativas,
dirigida por um conselho eleito democraticamente. Somos um grupo de empresári-
os, profissionais liberais, professores, educadores, empreendedores e cidadãos cons-
cientes do papel da educação nos destinos da nação.
A missão da ABRE é desenvolver e disseminar uma tecnologia didático-peda-
gógica capaz de orientar nossos estudantes do ensino fundamental, médio e superi-
or a conviver e prosperar num mundo globalizado sem empregos, mas com muitas
oportunidades.
O projeto Gente Feliz é constituído de gincanas, músicas, teatros, vídeos, CDs,
livros, jornais e revistas em quadrinhos. Utilizando o construtivismo e o
empreendedorismo, pretendemos sensibilizar a sociedade para a importância da
educação, que é capaz de formar um cidadão completo para enfrentar os desafios
deste tempo de mudanças.

Prof. Flávio De Almeida


Eventos in company
PALETRAS, SEMINÁRIOS E CURSOS
FEIRAS E EVENTOS ESPECIAIS
Empresas, Instituições, Universidades e Escolas

Temas:
• Motivação • Vendas • Gestão empresarial
• Empreendedorismo • Outros
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