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CORPO DA MONOGRAFIA. 27 Jul 09

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De acordo com o sítio da Ampéres Automation (2008) a pilha como conhecemos

hoje, partiu de princípios elétricos que, na idade antiga, no ano 06 a.C., já eram referenciados

pelo matemático, físico e filósofo, Tales de Mileto. No entanto, foi somente no século XVIII,

que o físico italiano Alessandro Volta (1745-1827), notável professor da Universidade de

Pávia, inventou algo que iria revolucionar a História de seu tempo: a pilha.

Esse notável professor da Universidade de Pávia, na qual ensinou física

experimental e foi seu reitor em 1785, nasceu na cidade de Camnago, que atualmente é

chamada de Camnago Volta, uma homenagem a seu filho mais ilustre.

Na ampla matéria que tem como título “Uma Importante Invenção”, divulgada no

sítio da Hottopos (2008), temos uma noção dos primeiros passos que antecederam a descoberta da

pilha. Em determinado trecho, assim assevera seus autores:

Na segunda metade do século XVIII, difundiu-se a idéia da existência de uma

„eletricidade animal” ", a partir de uma série de observações simples feitas por

muitos naturalistas...Em uma série de experimentos iniciados no ano de 1780, Luigi
Galvani (1737-1798) descobriu que os músculos e nervos na perna de um sapo
sofriam uma contração ou espasmo causados pela corrente elétrica liberada por um
gerador eletrostático. A contração muscular também aparecia quando o músculo era
colocado em contato com dois metais diferentes, sem que houvesse aplicação de
eletricidade externa. Galvani chegou à conclusão que certos tecidos orgânicos
geravam eletricidade por si próprios. Para ele estava claro que os músculos do sapo

eram capazes de gerar „eletricidade animal‟, que ele julgou ser similar à eletricidade

gerada por máquinas ou por raios.

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Segundo ainda o sítio da Hottopos (2008), Volta mesmo repetindo as experiências

do fisiologista italiano Luigi Galvani (1737-1798) e obtendo os mesmos resultados, todavia,

discordou da teoria dada por Galvani, por entender que havia uma explicação mais simples e

que o tecido animal era apenas um instrumento de conectividade que envolvia os metais.

Para demonstrar sua teoria, Volta realizou o seguinte experimento:

[...] teve a idéia de amplificar o efeito elétrico colocando vários pares de metais
diferentes em contato sucessivo (associação em série, no jargão dos especialistas),
através de um terceiro condutor um papel ou tecido embebido em salmoura. Para
isso, construiu um aparelho que repetia, sistemática e alternadamente, discos de
prata, zinco e papel ou tecido umedecido com água e sal. Cerca de 30 desses
conjuntos de três discos foram mantidos empilhados, apoiados em suporte de hastes
verticais de madeira. Quando aproximava as extremidades de dois fios de cobre, um
previamente ligado à base e outro ao topo da pilha, saltava uma faísca elétrica. A
descarga do artefato também causava a contração muscular da perna da rã. Por isso,
Volta chamou seu aparelho de órgão elétrico artificial. Ele acabava de inventar a
pilha.
Volta, através de seu conhecimento e movido por grande obstinação, construiu a
primeira bateria, em 1799, que consistia de dois pedaços de metal distintos,
formados por zinco e prata, os quais eram separados por discos de papelão
umedecidos por uma salmoura e ligados em série, através dos quais conseguiu obter
choques e faíscas elétricas. (AMPÉRES AUTOMATION, 2008).

Para que possamos ter a dimensão do que representou a invenção da pilha de

Volta, basta que nos reportemos ao Primeiro Congresso Nacional de Eletrecistas, realizado

em Como, no ano de 1899, quando em seu discurso inaugural, o cientista Augusto Righi,

assim se manifestou:

Não houve participação do acaso; ela foi o resultado de uma longa série de pesquisas
e experiências engenhosas inspiradas em sucessivas deduções lógicas. A descoberta
não será exclusivamente objeto de estudo, oferece um meio de pesquisa
potentíssimo, fecundo, universal; devido a ela a ciência poderá oferecer ao homem
uma energia multiforme, destinada a produzir uma mutação na civilização humana
tão profunda, que poderá ser comparada somente ao uso do fogo em tempos
remotos. (HOTTOPOS, 2008).

A solução definitiva da invenção de Volta e sua repercussão é assim referenciada

na obra de Balchin (2009, p. 141):

Sua solução decisiva surgiu em 1800, com a “pilha voltaica”, uma pilha de discos
alternados de prata e zinco, intercalados com camadas de papelão encharcadas de
água com sal. Ao ligar um fio de cobre nos lados desse aparelho e fechar o circuito,
Volta descobriu que ele produzia uma corrente elétrica regular. Ele havia criado a
primeira bateria.
[...]

52

Napoleão, que na época controlava o território onde Volta vivia, convidou o
cientista para demonstrar sua invenção em Paris, em 1801. Ele ficou impressionado
que nomeou Volta um conde e, mais tarde, senador, de Lombardia, e deu-lhe como
prêmio a medalha da Legião de Honra.

A figura nº 13 nos mostra a imagem original da pilha construída por Volta e que

encantou Napoleão. A figura nº 14 nos mostra a imagem de uma pilha atual, comumente

encontrada no comércio.

Comparando as duas figuras, temos uma idéia do quanto evoluiu a forma de

armazenarmos energia, contando com baterias cada vez menores e mais potentes.

Fig. nº 13 – Pilha de Volta Fig. nº 14 – Pilha atual comum
Fonte: sítio da Wikipédia

Fonte: sítio Mundo das Marcas

Na obra de Philbin (2006, p. 153-154), encontramos outros dados importantes

sobre a invenção da pilha:

[...] a pilha voltaica continuou sendo a única forma prática de eletricidade do início
do século XIX. [...]

O passo seguinte foi o desenvolvimento, em 1859, de uma “bateria de chumbo e
ácido” por Gaston Plante.
[...] No final do século XIX, o “dínamo” e a “lâmpada elétrica” haviam sido

inventados. [...] houve a necessidade de sistemas de armazenamento de energia
elétrica.
[...] Existem dois grandes grupos de baterias: as primárias e as secundárias. As
baterias primárias (chamadas vulgarmente de pilhas), como as que utilizamos em
uma lanterna, são utilizadas até que percam a carga, sendo descartadas em seguida,
já que as reações químicas que fornecem energia são irreversíveis, e depois do
término da reação não há possibilidade de serem reutilizadas.
[...] Apesar de a simples definição do que são e para que servem as baterias [...] a
variedade e o benefício delas não podem ser subestimados.

53

A maneira como as pilhas são produzidas atualmente, Philbin (2006, p. 325)

assim descreve:

A pilha sofreu um aprimoramento em 1888, quando Carl Gassner, um cientista
alemão, conseguiu encapsular as substâncias num recipiente de zinco selado. Isso a

tornou uma “pilha seca”, porque o conteúdo estava lacrado e o exterior da pilha

permanecia seco. Até hoje as pilhas são produzidas dessa maneira.

Par que possamos compreender a evolução das baterias ao estágio atual, a

Surefire (2009), apresenta os dados a seguir, que analisam alguns aspectos das vantagens das

baterias de Lithium em relação às alcalinas:

Item

Vantagem

Prazo de validade

À temperatura ambiente, lithium podem ser armazenados 10 anos e continua a

fornecer cerca de 70% do seu poder. Pilhas alcalinas têm uma expectativa de vida

significativamente.

Temperatura de

tolerância

Pilhas de lithium funcionam em uma ampla gama de temperaturas (-60 ° a 80 ° C ou -

76 ° F a 176 ° F), embora o poder seja reduzido nos extremos. Em contraste, as

pilhas alcalinas funcionam mal abaixo de zero e em altas temperaturas. A

temperatura tolerância baterias de lítio também beneficia seu prazo de validade.

Guardar as pilhas alcalinas em altas temperaturas pode matá-las dentro de alguns

meses, mas lithium armazenados durante anos, a temperaturas semelhantes ainda

pode funcionar eficazmente.

Densidade de

potência

Para um determinado tamanho (volume), lithium produzem mais energia do que as

pilhas alcalinas. Por exemplo, dado mesma dimensão e pilhas o mesmo poder de

carga, seriam necessários cerca de 2,5 pilhas alcalinas para corresponder à potência

de uma bateria lithium.

Peso

Para um determinado tamanho (volume) lithium pesa cerca de metade tanto como as

pilhas alcalinas. Por exemplo, uma pilha alcalina do tamanho de uma bateria

SureFire SF123 iria pesar cerca de o dobro.

Tensão

Terminal tensão de lítio de 3 volts em comparação a 1,5 para as pilhas alcalinas.

Tensão manutenção

Uma pilha de lithium mantém bastante constante tensão para até 95% da sua vida,

dependendo da taxa de quitação. No moderado a elevado quitação de taxas, bateria

alcalina tensão cai rapidamente devido à resistência bateria interna, que Resíduos

poder. A grande reação área lithium fornecida por uma bateria da ferida placa de

construção prevê muito baixa resistência interna, ideal para alta corrente cargas.

Tabela nº 01 – Vantagens das baterias de Lithium
Fonte: sítio da Surefire

54

Fig. nº 15 – Modelos de pilhas

Fig. nº 16 – Pilha Recarregável Mod. B65

Fonte: sítio da Surefire

Fonte: Sítio da Surefire

Como podemos perceber, essa importante invenção revolucionou a maneira de

armazenar energia, atingindo níveis de desenvolvimento até nossos dias atuais.

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