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LENDAS

A Lenda é uma narrativa fantasiosa transmitida pela tradição oral


através dos tempos. De carácter fantástico e/ou fictício, as lendas
combinam factos reais e históricos com factos irreais que são meramente
produto da imaginação humana.

Com exemplos bem definidos em Portugal e em todos os países do


mundo, as lendas geralmente fornecem explicações plausíveis, e até certo
ponto aceitáveis, para coisas que não têm explicações científicas
comprovadas, como acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais. Podemos
entender que lenda é uma degeneração do Mito.

Como diz o dito popular "Quem conta um conto aumenta um ponto",


as lendas, pelo fato de serem repassadas oralmente de geração em
geração, sofrem alterações à medida que vão sendo recontadas. Estas são
algumas das lendas por nós recolhidas, no âmbito da Língua Portuguesa.

A LENDA DAS AMENDOEIRAS

Há muito tempo, antes da independência de Portugal, quando o


Algarve pertencia aos mouros, havia ali um rei mouro que desposara
uma rapariga do norte da Europa, à qual davam o nome de Gilda.

Era encantadora essa criatura, a quem todos chamavam a “Bela


do Norte”, e por isso não
admira que o rei, de tez
cobreada, tão bravo e audaz
na guerra, a quisesse para
rainha.

Apesar das festas que


houve nessa ocasião, uma
tristeza se apoderou de
Gilda. Nem os mais ricos
presentes do esposo faziam
nascer um sorriso naqueles
lábios agora descorados: a “Bela do Norte” tinha saudades da sua
terra.
O rei conseguiu, enfim, um dia, que Gilda em pranto e soluços,
lhe confessasse que toda a sua tristeza era devida a não ver os
campos cobertos de neve, como na sua terra.

O grande temor de perder a esposa amada sugeriu, então ao rei


uma boa ideia. Deu ordem para que em todo o Algarve se fizessem
plantações de amendoeiras, e no princípio da Primavera, já elas
estavam cobertas de flores.

O bom rei, antevendo a alegria que Gilda havia de sentir, disse-


lhe:

- Gilda vinde comigo à varanda da torre mais alta do castelo e


contemplareis um espectáculo encantador!

Logo que chegou ao alto da torre, a rainha bateu palmas e


soltou gritos de alegria ao ver todas as terras cobertas por um manto
branco, que julgou ser neve.

- Vede – disse-lhe o rei sorrindo – como Alá é amável convosco.


Os vossos desejos estão cumpridos!

A rainha ficou tão contente que dentro em pouco estava


completamente curada. A tristeza que a matava lentamente
desapareceu, e Gilda sentia-se alegre e satisfeita junto do rei que a
adorava. E, todos os anos, no início da Primavera, ela via do alto da
torre, as amendoeiras cobertas de lindas flores brancas, que lhe
lembravam os campos cobertos de neve, como na sua terra.

Ricardo Dias, nº 23

“ A LENDA DO MENINO DOS OLHOS GRANDES”

Uma noite, quando os pescadores iam para a faina,


encontraram um bebé, com os olhos muito grandes, que começou a
chorar e os pescadores foram pegá-lo ao colo e quanto mais andavam
com ele, mais pesado ficava, até que o deixaram cair e ele
desapareceu.

Todos os dias, desde a queda, à meia-noite o menino estava a


chorar, num canto das ruas de Olhão.
Raquel Laginha, nº 22

“A LENDA DA SERRA”

Era uma vez um jovem pastor que vivia numa longínqua aldeia.

Por único amigo tinha um cachorrinho, que nas longas noites de


solidão se deitava a seus pés sem esperar nenhum gesto, nenhuma palavra.

Sofria este pastor de uma estranha inquietação, um grande desejo:


cismava alcançar uma serra enorme que via muito ao longe.

E muitas noites passavam meditando nesse seu desejo infindável.

Certa noite em que se julgava acordado, sonhou que uma estrela


descia até si e lhe segredava que o guiaria até ao objecto dos seus desejos.
Acordou o pastor mais inquieto e angustiado que nunca, e procurou no céu
a verdade com que sonhara. Lá estavam todas as estrelas iguais a si
mesmas, imutáveis e eternas aparentemente. Mas também uma que lhe
pareceu diferente.

Passavam-se os dias e o desejo do pastor aumentava, fazia doer-lhe o


corpo, ardia-lhe febre na cabeça. De noite, todas as noites, procurava no
céu a sua estrela diferente. E em sonhos ela aparecia-lhe muitas vezes
desafiando-o, desafiando-lhe sempre a vontade. Mas a vontade por vezes é
tão difícil!

Uma noite, num ímpeto, decidiu-se…

Arrumou tudo o que tinha e era nada, chamou o cão e partiu. Ao


passar pela aldeia o cão ladrou e os velhos souberam que ele ia partir.
Abanaram a cabeça ante a loucura do que assim partia à procura da fome,
do frio, da morte. Mas o pastor levava consigo toda a riqueza que tinha: a
fé, a vida, um cachorrinho e uma estrela.

E o pastor caminhou tantos anos que o cão envelheceu e não


aguentou a caminhada. Morreu uma noite, nos caminhos, e foi enterrado à
beira de uma oliveira. Só com a sua estrela, agora, o pastor continuou a
caminhar, sempre com a serra adiante. E à medida que caminhava a serra
ia estando sempre ali, no mesmo sítio e à mesma distância.
Passou todas as fomes e frios que os velhos lhe tinham dito.
Atravessou rios, caminhou campos verdes e campos ressequidos, saltou
sobre rochedos escarpados, passou dentro de cidades cheias de muros e
gentes, mas a montanha dos seus desejos nunca a baniu do coração.

Por fim, já velho, alcançou a muralha escarpada que desde a infância


o chamava. Subiu até ao mais alto da serra e ali pôde então largar o desejo
do seu coração, agora em paz e sem desejo.
O horizonte era tão vasto e maravilhoso, a impressão de liberdade tão
avassaladora que o pastor, sem falar, gritava dentro de si um hino de louvor
que mais parecia o vento uivando por entre os penhascos rochosos de
silêncio.

Instalou-se o velho pastor, e a sua estrela ficou com ele, no céu.


O rei do mundo, porém, ouviu falar naquele velho pastor e na sua estrela
fantástica. Mandou emissários à serra: todas as riquezas do mundo ao
pastor em troca da sua pequena estrela.

O pastor ouviu com atenção o que lhe diziam os emissários. Depois,


olhou em volta, tudo eram pedras e rochedos. Uma pequena cabana
coberta de colmo era a sua morada. Uma côdea de pão negro e uma
gamela de leite as suas refeições. A sua distracção a paisagem
infinitamente igual e diferente do mundo de lá em cima. A sua única amiga,
a estrela.

Suavemente, como quem sabe o segredo das palavras e o valor de


todos os bens possíveis, virou-se para os emissários do rei do mundo e
rejeitou todos os tesouros da terra, escolhendo a pequena da sua estrela.

Passaram os anos e o velho morreu. Enterraram-no debaixo de uma


fraga e nessa noite, estranhamente, a estrela brilhou com uma luz mais
intensa. Os pastores da serra notaram essa diferença porque a reconheciam
também entre as outras, pelo que o velho lhes contava em certas noites.

E em memória desta lenda, a serra passou a chamar-lhe, para


sempre, Serra da Estrela.

Retirado do livro “Lendas Portuguesas” Investigação, Recolha e textos de Fernanda


Frazão
Amigos do Livro, Editores, LDA.

“Lenda de Mareares”
Uma tradição local inscreve no terreno da lenda o episódio da conquista do castelo
pelos cristãos:
Consciente da posição privilegiada do castelo e da cerrada vigilância mantida pelos
mouros, D. Paio Pires Correia despachou alguns batedores portugueses a sondar o
terreno e os hábitos das gentes da povoação, a fim de delinear o seu plano de assalto.
Em campo, estes conseguiram aliciar uma moura de rara beleza, Maria Aires, que lhes
informou a prática de um antigo costume dos habitantes da região, de se banharem na
praia da Amoreira (Aljezur) na madrugada do dia 24 de Junho.

De posse desse dado, o D. Paio dispôs os seus homens de modo a que, na noite
de 23 para 24 daquele mês, se ocultassem no vale vizinho ao castelo, hoje
conhecido como vale de D. Sancho certamente em homenagem ao soberano à época, D.
Sancho II de Portugal. Camuflados com a vegetação, aguardaram o movimento dos
mouros rumo à praia, na madrugada. Tão logo este se iniciou, os cristãos, ainda a
coberto pela escuridão, encetaram a aproximação final para o assalto à povoação e
castelo desguarnecidos. Neste momento, uma menina, neta de uma velha que havia
ficado para trás na povoação, percebendo a movimentação incomum fora de portas,
correu a avisar a avó que as moitas estavam a andar. A velha senhora explicava à neta
os efeitos da brisa sobre a vegetação quando de surpresa os cristãos irromperam pelas
portas, dominando a senhora que ainda intentou dar o alarme, fazendo soar um sino na
torre da cisterna. Senhores do terreno, os portugueses deram então o alarme, atraindo os
defensores para uma armadilha mortal, no interior do recinto.

Com a povoação conquistada para as armas de Portugal, D. Paio, afirma-se que


sensibilizado pelos encantos da bela Maria Aires, poupou-lhe a vida e a honra, fazendo-
lhe erguer uma casa em local próximo da povoação que ainda hoje, em sua memória, se
chama Mareares.
Alexandre. Gonçalves (6*D N*4) 29/1/2011

Lenda dos Corvos de S. Vicente.

Em tempos muito antigos, quando o rei Rodrigo perdeu a batalha de


Guadalete e os Mouros ocuparam a Península Ibérica e ordenaram que
todas as igrejas fossem convertidas em mesquitas muçulmanas, os cristãos
de Valência, entre eles um deão, quiseram pôr a salvo o corpo do mártir S.
Vicente que estava guardado numa igreja. Com intenção de chegarem às
Astúrias por barco, fizeram-se ao mar levando consigo o corpo do santo.
Cruzaram o Mediterrâneo sem perigo, mas quando chegaram ao Atlântico o
mar estava mais turbulento e foram forçados a aproximar-se da costa.
Perguntaram então ao mestre da embarcação qual era aquela terra tão bela
e aquele cabo que
avistavam. O
mestre respondeu-
lhes que a terra se
chamava Algarve e
que o cabo se
chamava
promontório Sacro.
Foi então que os
cristãos de Valência
consideraram a
hipótese de
desembarcar,
construir um
templo em
memória de S.
Vicente e dar o nome do santo ao cabo mais ocidental, junto ao promontório
de Sagres. Mas enquanto estavam nestas considerações, o barco encalhou,
o que os forçou a passar ali a noite. Na manhã seguinte, quando se
preparavam para retomar viagem, avistaram um navio pirata. O mestre da
embarcação propôs-lhes afastar-se com o navio para evitar a abordagem
dos corsários, enquanto os cristãos se escondiam na praia com a sua
relíquia. Depois viria buscá-los. Mas o barco nunca mais voltou e os cristãos
ficaram naquele lugar, construíram o templo em memória de S. Vicente e
formaram uma pequena aldeia à sua volta, isolados naquele lugar ermo.

Entretanto D. Afonso Henriques entrou em guerra com os mouros do


Algarve e estes vingaram-se dos cristãos de S. Vicente, arrasando-lhes a
aldeia e levando-os cativos. Passados cinquenta anos um cavaleiro veio
avisar D. Afonso Henriques que existiam cativos cristãos entre os
prisioneiros feitos numa batalha contra os Mouros. Chamados à presença do
rei, o deão, já muito velho, contou-lhe a sua história e confidenciou-lhe que
tinham enterrado o corpo de S. Vicente num local secreto. Pedia ao rei que
resgatasse o corpo do mártir para um local seguro. D. Afonso Henriques
aproveitou um período de tréguas na sua luta contra os Mouros e zarpou
num barco com o deão a caminho de S. Vicente. Mas o deão morreu durante
a viagem e sem saber o local exacto onde estava enterrado o santo, D.
Afonso Henriques aproximou-se do cabo e das ruínas do antigo templo. Foi
então que avistou um bando de corvos que sobrevoavam um certo lugar
onde os seus homens escavaram e encontraram o sepulcro de S. Vicente,
escondido na rocha. Trouxeram o corpo de S. Vicente de barco para Lisboa
e durante toda a viagem foram acompanhados por dois corvos, cuja
imagem ainda hoje figura nas armas de Lisboa em testemunho desta
história extraordinária.

Joana Gonçalves, Nº15

A lenda da Moura Cássima

Esta lenda passa-se em 1149, na véspera da reconquista de


Loulé aos Mouros pelo Mestre D. Paio Peres Correia.
Loulé estava sob domínio dos mouros e seu governador tinha três
belas filhas Zara, Lídia e Cássima que era a mais nova.
Quando D. Peres se encontrava no exterior das muralhas da cidade
pronto para conquistar a cidade, o governador levou as suas filhas até
uma fonte onde as encantou, com o objectivo de as preservar de um
possível do cativeiro. Contudo o governador nessa noite conseguiu
fugir para Tânger deixando as suas filhas para trás.

Mas este não conseguia viver feliz ao pensar na pouca sorte das suas
pobres filhas. Até que num certo dia apareceu em Tânger um
"carregamento" de escravos vindos de Portugal onde se encontrava
um homem de Loulé, que o governador não hesitou em comprar.

Já no palacete o mouro perguntou ao Carpinteiro se ele não gostaria


de voltar para perto da sua família, este sem perder um segundo
disse que sim. Logo o mouro pegou num alguidar cheio de água
dizendo ao louletano para ele se colocar de costas para o alguidar e
saltar para o outro lado, prevenindo-o que se caísse dentro da água
iria-se afogar no oceano, dando-lhe 3 pães (pães esses que
continham a chave para o desencantamento das mouras) diz-lhe o
que fazer com eles a fim de libertar as suas lindas filhas do
encantamento a que foram sujeitas. O carpinteiro salta e como num
passe de mágica chega a sua casa abraçando a sua mulher, logo de
seguida ele vai até um canto da casa e esconde os 3 pães dentro de
um baú.

Passado algum tempo mulher descobre os pães e fica desconfiada


por ele estarem escondidos, então ela pega numa faca a fim de ver
se há alguma coisa dentro deles, espetando a faca num de imediato
ela ouve um grito e as suas mãos enchem-se de sangue vindo do
interior do pão.

Na véspera de S. João (dia para o encantamento ser quebrado) o


carpinteiro estava indiferente à animação pois só pensava em
cumprir a promessa por ele feita ao ex-governador, logo que pode
pegou nos pães e foi até fonte. Chegando a altura certa este atira o
1º pão para a fonte e grita por Zara, a mais velha das irmãs e uma
figura feminina sobe no espaço e desaparece diante dos seus olhos.
Logo de seguida atira o 2º e grita por Lídia volta a aparece-lhe outra
bela rapariga que desaparece no ar diante dele. Por fim atira o 3º e
grita pela filha mais nova do ex-governador, nada acontece, ele volta
a grita por Cássima e uma jovem moura aparece-lhe agarrada ao
gargalo da fonte, que lhe diz que não pode sair dali devido a
curiosidade da sua esposa. Ele pede-lhe desculpa em nome da sua
pobre mulher, esta diz que a perdoa e que tem uma coisa para a
mulher deste pois jamais poderá sair daquela fonte e atira um cinto
bordado a ouro para as mãos do carpinteiro, enquanto desaparece no
interior da fonte...

No caminho o Carpinteiro para ver melhor a beleza do cinto coloca-o


em redor de um troco de um grande carvalho, mas de imediato a
arvore cai por terra, cortada cerce pelo cinto fantástico.

Benzendo-se e rezando o carpinteiro compreende tudo: Cássima


dera-lhe o cinto apenas para se vingar! Sua mulher ficaria cortada ao
meio, como o carvalho gigantesco!..

Este correu para casa abraçou a mulher e nessa noite não consegui
pregar olho com medo que a moura ali aparece-se, mas isso nunca
aconteceu. Tal como a moura Cássima lhe dissera não mais poderia
sair da fonte. Apenas por vezes, segundo se diz - principalmente nas
vésperas de S. João - ela consegue agarrar-se ao gargalo da fonte, e
mostrar sua beleza, e chorar a sua dor aos que se aventuram até lá.

Pedro Costa Nº20

A Moura do Castelo de Tavira

A noite de S. João é, desde tempos imemoriais, a noite das mouras encantadas.


A tradição conta que no castelo de Tavira existe uma moura encantada que todos os
anos aparece nessa noite para chorar o seu triste destino. Os mais antigos dizem que
essa moura é a filha de Aben-Fabila, o governador mouro da cidade que desapareceu
quando Tavira foi conquistada pelos cristãos, depois de encantar a sua filha. A intenção
do mouro era voltar a reconquistar a cidade e assim resgatar a infeliz filha, mas nunca o
conseguiu.Existe uma lenda que conta a história de uma grande paixão de um cavaleiro
cristão, D. Ramiro, pela moura encantada. Foi precisamente numa noite de S. João que
tudo aconteceu. Quando D. Ramiro avistou a moura nas ameias do castelo,
impressionou-o tanto a sua extrema beleza como a infelicidade da sua condição.
Perdidamente enamorado, resolveu subir ao castelo para a desencantar. A subida através
dos muros da fortaleza não se revelou tarefa fácil e demorou tanto a subir que,
entretanto, amanheceu e assim passou a hora de se poder realizar o desencanto.Diz o
povo que a moura, mal rompeu a aurora, entrou em lágrimas para a nuvem que pairava
por cima do castelo, enquanto D. Ramiro assistia sem nada poder fazer.A frustração do
jovem cavaleiro foi tão grande que este se empenhou com grande fúria nas batalhas
contra os Mouros. Conquistou, ao que dizem, um castelo, mas ficou sem moura para
amar.

Lucas Silva
Nº.17 6ºD

LENDA DA CASTELÃ MOURA DE SALIR

A vila de Salir, no Algarve, deve o seu nome à filha do alcaide de Castelar,


Aben-Fabilla, que fugiu quando viu o seu castelo ameaçado pelo exército
de D. Afonso III.

Antes de fugir, o alcaide enterrou todo o seu ouro, pensando vir mais
tarde resgatá-lo. Quando os cristãos tomaram o castelo encontraram-no
vazio, à excepção da linda filha do alcaide que rezava com fervor que
tinha preferido ficar no castelo e morrer a “Salir”.

De um monte vizinho, Aben-Fabilla avistou a filha cativa dos cristãos e


com a mão direita traçou no
espaço o signo de Saimão,
enquanto proferia umas
palavras misteriosas. Nesse
momento, o cavaleiro D.
Gonçalo Peres que falava com
a moura viu-a transformar-se
numa estátua de pedra. A
notícia da moura encantada
espalhou-se pelo castelo e um
dia a estátua desapareceu. Em
memória deste estranho
fenómeno ficou aquela terra conhecida por Salir, em homenagem pela
coragem de uma jovem moura. Ainda hoje no Algarve se diz que em
certas noites a moura encantada aparece no castelo de Salir.

Catarina Gonçalves Costa, nº 8