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Processus Faculdade de Direito


P ROCESSUS

Professor: Bruno Augusto Prenholato


Aluno (a): Marcília da Silva Gonçalves

Exercício de revisão para a prova P2 – Quinta-feira.

II – Questionamentos Subjetivos:

1) Segundo a doutrina, existe diferença entre direito público e direito privado?


Explique e cite exemplos?
Sim. O Direito Público diz respeito às relações que se referem ao Estado,
traduzem o predomínio do interesse coletivo e se caracterizam por enlaces de
subordinação ou sujeição. O Direito Privado se distingue pela coordenação das
vontades num plano de paridade, é pertinente ao interesse de cada um, ao
indivíduo enquanto particular. (MR, p.224)

2) O que é direito subjetivo e objetivo? Disserte sobre o tema.


Direito subjetivo corresponde a “facultas agendi”, a pretensão de exercer o
direito de ação, ou seja, a faculdade de agir no instante em que surge ou ocorre
uma transgressão da ordem jurídica. O Direito objetivo corresponde à “norma
agendi”, é o conjunto das regras jurídicas que regulamentam o uso das
faculdades humanas.

3) Explique a autotutela para o direito pátrio?


A autotutela é o poder da administração de corrigir os seus atos, revogando os
irregulares ou inoportunos e anulando os ilegais, respeitados os direitos
adquiridos e indenizados os prejudicados se for o caso.

4) Qual a diferença entre direito subjetivo e a pretensão?


Direito subjetivo é a faculdade que o titular deste tem de usá-lo ou não na
proteção do bem jurídico garantido pela “norma agendi” e a pretensão é a
materialização do direito subjetivo, é o elemento conectivo entre o modelo
normativo e a experiência concreta.

5) O que são regras de ordem pública ou cogente? O que são leis dispositivas?
Regras de ordem pública ou cogentes são normas de aplicação obrigatória. Leis
dispositivas ou de ordem privada são as que vigoram enquanto a vontade dos
interessados não convencionar de forma diversa, tendo, pois, caráter supletivo.

6) Explique o direito potestativo, diferenciando-o do direito subjetivo.


O Direito Potestativo consiste em atribuir ao titular a possibilidade de interferir na
esfera de direitos de terceiros sem o concurso da vontade destes, ou seja, sem
que haja provocação ou a busca de uma prestação, diferenciando do Direito
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Subjetivo por este buscar, em sua essência, alcançar a realização de uma


prestação, seja positiva ou negativa. (vejam se concordam com a resposta)

7) Caracterize os atos nulos e anuláveis.


Os atos nulos carecem de validade formal ou vigência, por padecerem de um
vício insanável, não produzem efeitos, é como não existissem.
Os atos anuláveis se constituem com desobediência a certos requisitos legais
que não atingem a substância do ato, mas sim sua eficácia, podem ser sanados
ou ratificados, e produzem efeitos enquanto não forem anulados por decisão
judicial.

8) Consoante a melhor doutrina, o que são os fatos jurídicos?


Fatos jurídicos é todo o acontecimento, natural ou humano, capaz de criar,
conservar, modificar, ou extinguir relações ou situações jurídicas.

9) O que são os fatos naturais?


Os fatos naturais considerados fatos jurídicos em sentido estrito, são os eventos
provenientes da ação da natureza que, independentes da vontade do homem,
podem acarretar efeitos jurídicos.

10) De acordo com a concepção doutrinária vigente, como se dá a


aquisição de direitos em nosso ordenamento? Explique.
A aquisição de direitos se dá de duas formas: originária – é o fato de surgir o
direito para o seu titular independentemente de uma relação com outra pessoa,
surge nele diretamente, autonomamente; derivada – quando o direito nasce de
uma relação com outra pessoa, da qual deriva a favor do novo titular.

11) O que são os atos jurídicos lícitos e ilícitos?


Atos lícitos – são aqueles que derivam de um comportamento humano, nos
quais os efeitos jurídicos (criação, conservação, modificação ou extinção de
direitos) estão fundamentalmente previsto na lei.
Atos ilícitos - quando realizado em desconformidade com o ordenamento
jurídico.

12) Quanto aos efeitos dos fatos jurídicos, descreva, no mínimo, 5 (cinco)
efeitos identificáveis.
...

13) Nem todos os fatos e atos jurídicos são conhecidos de todos. Assim, para
que estes possam ser oponíveis a terceiros, que instrumento pode se utilizar
para que tais fatos sejam conhecidos para um maior número de pessoas.
Explique.
Deve-se dar publicidade dos fatos e dos atos jurídicos conforme a forma exigida
na lei. A publicidade se faz por três modos principais: a) pelos registros públicos;
b) por editais publicados na imprensa, ou afixados em lugares públicos; c) por
notificações pessoais. (não sei se a reposta está coerente)
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14) Qual a relação mantida entre a equidade e a justiça social?


...

15). Que elementos compõem a relação jurídica, de acordo com o


professor Miguel Reale?
“Em toda relação jurídica destacam-se quatro elementos fundamentais:
a) um sujeito ativo, que é o titular ou o beneficiário principal da relação;
b) um sujeito passivo, assim considerado por ser o devedor da prestação
principal;
c) o vínculo de atributividade capaz de ligar uma pessoa a outra, muitas
vezes de maneira recíproca ou complementar, mas sempre de forma
objetiva;
d) um objeto, que é a razão de ser do vínculo constituído”.(MR, p. 217 e
218)

16) O que se entende por negócio jurídico?


Negócio jurídico é ato jurídico resultante da declaração de vontade de duas ou
mais pessoas para a realização de determinado fim social.

17) O que são atos meramente lícitos?


São atos praticados pelo homem sem a intenção direta de ocasionar efeitos
jurídicos, são realizados em conformidade com o ordenamento jurídico.

18) O que é capacidade?


É a extensão do exercício da personalidade, a medida da personalidade. A que
todos possuem é a capacidade de direito (independente de ser incapaz é titular
de direitos e obrigações), mas nem todos possuem a capacidade de fato (de
exercício do direito).

19) A relação jurídica tem como causa o fato jurídico, que é sempre um
fenômeno, acontecimento, ou modificação do mundo exterior. Esse fato
tanto pode resultar da ação humana como da ação das forças naturais.
Explique os fatos naturais e os fatos jurígenos.
Fatos naturais são fatos jurídicos em sentido estrito e decorrem da natureza
que, independentes da vontade do homem, podem acarretar efeitos jurídicos
(nascimento, morte, maioridade, terremoto, tempestade).
Fatos jurígenos são atos jurídicos em sentido amplo e decorrem da atividade
humana, quer tenham intenção precípua de ocasionar efeitos jurídicos quer não.

20) Como se dá a prova dos fatos jurídicos? Exemplifique, de acordo com o


texto de Flósculo da Nóbrega ( o que foi enviado por e-mail).
A prova deve ser apresentada, produzida por quem alega o fato, ou direito.
Porém, há casos que a lei a dispensa disso, pois existe uma presunção de
prova em favor da parte, como por exemplo: o filho nascido durante o
casamento, não precisa apresentar prova de sua paternidade. Os meios de
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prova variam de acordo com a natureza dos fatos a comprovar, os mais comuns
são: prova testemunhal, prova literal, prova indiciária, prova pericial, vistoria e
confissão.

21) Diferencie a justiça comutativa da distributiva.


Justiça comutativa, também chamada de igualitária, expressa a justiça
desenvolvida pelos contendores, quando um reconhece o direito do outro e
procura cumprir com sua obrigação, guarda proporcionalidade ou igualdade
entre as prestações em disputa. Enquanto que a Justiça distributiva ou
institucional desponta a importância da ordenação, pois os órgãos assumem a
função de obrigar o ordenador a reparar o prejuízo causado. (não consegui
estabelecer bem a diferença, pois o Prof. só passou os conceitos e não
consegui entender muito bem a distributiva)

22) Explique a diferença entre pessoa natural e jurídica.


Pessoa natural ou física é o ser humano considerado como sujeito de direitos e
deveres. Distingue-se da pessoa jurídica, que é um ente que a lei empresta
personalidade, capacitando-a como sujeito de direitos e obrigações distinto das
pessoas naturais que o componham.

Boa semana para todos!!!

“Nullas ex omnibus rebus, quae in potestate mea non sunt, pluris facio, quam
cum viris veritatem sincere amantibus foedus inire amicitiae”1.

1
“Nada estimo mais, entre todas as coisas que não estão em meu poder, do que contrair uma aliança de
amizade com homens que amam sinceramente a verdade”. Baruch de Spinoza.