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atividades ludicas de ingles

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1 A LUDICIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA EM SÉRIES INICIAIS

Eli Schiming Lima¹

RESUMO
O presente trabalho demonstra a importância da utilização de atividades lúdicas durante as aulas ao iniciar o processo de ensino/aprendizagem da língua inglesa. A fundamentação teórica baseou-se em estudo sobre ludicidade, motivação no ensino de Língua Inglesa e a afetividade na interação professor/ aluno como influência na auto-estima deste tornando a aprendizagem duradoura para as séries subseqüentes. A turma escolhida foi uma quinta série do ensino fundamental do período da tarde do Colégio Estadual Duque de Caxias- EFM, na cidade de Maringá, PR. A metodologia utilizada nesta pesquisa foi de base etnográfica com aplicação de uma unidade didática previamente elaborada, durante o segundo bimestre do ano de 2008. Foram feitas anotações de cada aula a fim de coletar dados para análise das observações das aulas. O gênero textual usado nesta pesquisa foi história infantil para leitura, compreensão de texto e atividades lúdicas como jogos, músicas, dramatizações para fixar o vocabulário. Os resultados obtidos indicaram que as atividades lúdicas desempenham um papel importante na motivação dos alunos, e auxiliam de modo positivo no sucesso da aprendizagem da língua. Palavras-chave: Ludicidade. Motivação. Ensino/Aprendizagem de Língua Inglesa.

ABSTRACT
This work demonstrates the importance of using of recreational activities in classes to start the process of teaching / learning of English Language. The theoretical foundation was based on the study of ludicity, motivation in the teaching of English Language and the affection in the interaction among students and teacher as to influence on their selfesteem for subsequent series. The chosen group was an afternoon fifth grade of elementary school in Duque de Caxias-EFM State College, in the city of Maringá, PR. The methodology used in this study was based on an ethnographic method, with the implementation of a didactic unit previously established, during the second term of 2008. Notes were made on each class to collect data for analysis of the observations of the lessons. The textual gender used in the research was the children stories for reading, text comprehension and playful activities as games, music, drama, to fix the vocabulary The results indicated that the recreational activities play an important role in students' motivation and assist in a positive way in the success of the language learning. Key-words: Ludicity. Motivation. Teaching/Learning the English Language
¹ Professora PDE/2007- UEM (Colégio Estadual Duque de Caxias- EFM) Trabalho desenvolvido sob a orientação da Prof.ª Maria de Lourdes Grillo Tílio- UEM

2 Introdução As atividades lúdicas fazem parte do dia a dia da criança, elas facilitam tanto o desenvolvimento de sua personalidade integral, como suas funções psicológicas intelectuais e morais. O ser humano apresenta uma tendência lúdica inata, principalmente na primeira fase da sua vida, elas estão contidas no impulso natural da criança na satisfação das necessidades interiores. Não se deve perder de vista seu poder motivador e usufruí-lo no processo ensino-aprendizagem para tornar as aulas mais interessantes e significativas, desta maneira elas contribuirão para que o que for ensinado possa ser assimilado na vida do aluno. O assunto Ludicidade tem causado por vezes estranheza, pela má compreensão de alguns profissionais da educação que interpretam de maneira errônea a idéia de que atividades lúdicas referem-se somente a “jogos de competição” ou “brincadeiras para matar o tempo”. Estes lançam mão delas em dias atípicos como em final de bimestre ou em dias chuvosos, quando geralmente nestes dias a freqüência de alunos cai um pouco, e ainda a utilizam sem um objetivo especifico. Outros temem que a disciplina dos alunos fuja de seu controle, tornando assim sua aula monótona e cansativa. Contudo não é tão recente a preocupação com a área em questão, vários autores têm esclarecido, opinado e definido o que é Ludicidade, suas principais características e funções, seu principal papel na vida da criança e sua importância no seu aprendizado. Sendo assim, a proposta deste estudo justifica-se por se observar que apesar das várias tentativas e ações que acontecem no ensinoaprendizagem de uma segunda língua, tais como projetos educacionais, programas de governo, cursos de proficiência, seminários, currículos básicos seus resultados continuam insatisfatórios. Além disso, a demanda do mundo moderno com o avanço da tecnologia requer da escola um repensar de suas práticas pedagógicas. O ensino/aprendizagem de LI (língua inglesa) atualmente está aquém destas inovações, um conflito de expectativas entre os alunos gerando muita desmotivação e indisciplina chama a atenção para a necessidade de inovações neste processo. Embora ocorram muitas mudanças, ele ainda está

Ancorada nos pressupostos da pedagogia crítica. O material didático desenvolvido foi um “folhas”..3 pautado num ensino tradicional. Solicitar aos alunos a realização de uma lista de atividades que a família possa estar fazendo em diversas situações e lugares. Propor discussões. Clips de música para desenvolver a compreensão oral. seguido de atividades lúdicas para fixar o conteúdo proposto. entendemos que a interação professor/ aluno se dá por meio de um ensino motivador.. com jogos diversificados. para estabelecer comparações entre famílias tradicionais. Esperam-se desenvolver atividades como estratégias de leitura em LI. famílias de outros países. costumes. Neste contexto. para que o aluno sinta-se motivado por mais tempo na busca de seu conhecimento. Diante deste panorama haveria uma possibilidade de reverter este quadro com uma proposta de ensino de LI pautado em atividades lúdicas. entre os alunos. diferenças de gerações (pais/avós). quando o professor envolve o aluno com um material significativo... As habilidades lingüísticas integradas permearão atividades. Dramatizar os textos escritos pelos alunos no assunto para motivar e desenvolver a oralidade. compreensão de texto com o uso de gravuras para auxiliar no entendimento. este trabalho propõe verificar em que medida esta proposta lúdica é eficiente. com textos motivadores ao mesmo tempo críticos. desprovido de tecnologia. frases fora de contextos. As Diretrizes Curriculares propõe que: . encorajando-o a confrontar com esta nova realidade que é a de aprender uma língua estrangeira. Elencar com atividades diversas os meios de transportes utilizados pelas famílias em diferentes lugares.] a escolarização tem o compromisso de prover aos . sem privilegiar alguma em detrimento de outra. sem considerar o real interesse do aluno. utilizando um livro didático “capa a capa”. Levantar com os alunos a importância da família no contexto social e os diferentes tipos atuais de formação familiar. porém definindo alguns critérios de como poderão ser utilizadas no processo ensino/aprendizagem de língua inglesa. cópia e tradução. (grifo nosso) [. o ponto de partida é o gênero textual história infantil. culturas. Embora as DCEs não apontem para um ensino pautado especificamente no lúdico. Apresentar e fixar o vocabulário referente ao assunto proposto em LI. Propõe ainda desenvolver atividades diversas utilizando o lúdico.

mas apreendam o processo de sua produção. p. A escola tem o papel de informar.] Que a aula de língua estrangeira constitua um espaço para que o aluno reconheça e compreenda a diversidade lingüística e cultural. é necessário mapear a língua. Nos pontos que as acepções de tais teóricos convergem.. objeto de estudo da disciplina de Língua Estrangeira.. a saber: língua e cultura. (DCE. Espera-se que o aluno compreenda que os significados são sociais e historicamente construídos e. mostrar. Desta forma subtende-se que há outros fatores serão discutidas neste trabalho. bem como as tendências de sua transformação. bem como nos estudos de Orlandi (2005) e Foucault (1996). que interferem na aprendizagem desta língua. produzindo sentido próprio dentro de seu contexto e que as aulas de língua estrangeira configuram espaços nos quais as identidades sejam construídas conforme as interações entre professores e alunos e pelas representações e visões de mundo que se revelam no cotidiano. ideologia e sujeito. A proposta adotada nestas Diretrizes se baseia na corrente sociológica e nas teorias do Círculo de Bakhtin. portanto. a partir do quadro teórico de referência e aspectos imbricados no processo discursivo. Como a proposta das DCEs compreende a concepção da língua como um processo discursivo.. discurso e identidade. passíveis de transformação na prática. como espaço de produção de sentidos. estabelecer epistemologicamente os objetivos de ensino de uma Língua Estrangeira e resgatar a função social e educacional dessa disciplina na Educação Básica. Busca-se. 29-31). como a . As aulas de língua estrangeira configuram espaços nos quais identidades são construídas conforme as interações entre professores e alunos e pelas representações e visões de mundo que se revelam no dia-a-dia (DCE.4 alunos meios necessários para que não apenas assimilem o saber como resultado. Este estudo pautado no ensino/aprendizagem de Língua Inglesa com atividades lúdicas tem como objetivo principal resgatar a função social e educacional dessa disciplina na Educação Básica. ensinar regras. de modo que se engaje discursivamente e perceba possibilidades de construção de significados em relação ao mundo em que vive. [. desnudar. não apenas para que sejam seguidas. Para tanto. p. marcado por relações contextuais de poder e não como estrutura que intermedia o contato de um sujeito com o mundo para transmitir sentidos. mas principalmente para que possam ser modificadas. 28-29) Ainda. concebe-se a língua como discurso. assim..

Uma razão para aprender uma língua estrangeira seria estar inserido em um ambiente caracterizado pela presença desta língua. fotografias. Ele é considerado prazeroso. dele participar e nele atuar. Se o aluno quer melhorar. produzindo. portanto um forte fator estimulador da motivação. filmes e música podem contribuir. Além de poder ser ativada por fatores internos e externos. criar ou ter alguma coisa na vida e a afetividade que garante um melhor aproveitamento na educação global do aluno. devido a sua capacidade de absorver o indivíduo de forma intensa e total. As características dos ambientes que freqüentamos representam fatores externos. É este aspecto de envolvimento emocional que o torna uma atividade com forte teor motivacional. Teixeira (1995. conforme vemos a seguir: O lúdico apresenta dois elementos que o caracterizam: o prazer e o esforço espontâneo. busca-se vários fatores que podem auxiliar-nos a manter em alta esta motivação. Essa tendência integrativa é o fator interno ativador da motivação para muitos de seus atos. a isto chamamos de motivação. Para que esta motivação seja marcante na vida do educando. como conseqüência. o desejo de imitar. Por este motivo. É evidente que a motivação seria imediata para assimilarmos essa ferramenta que nos permite interagir neste ambiente. mas não substituir o falante nativo que é a personificação da língua e da cultura estrangeira. 23) em seus estudos sobre ludicidade na escola deixa uma contribuição importante que pode ser aplicado em qualquer disciplina escolar. capaz de gerar um estado de . crescer e se desenvolver tem de ter motivos para chegar lá. p. Segundo Schütz (2003) a motivação sempre parte do desejo de se satisfazer necessidades. Como o homem é um ser social por natureza ele tem necessidade absoluta de se relacionar com semelhantes. a criação de ambientes especificamente preparados para o ensino e o aprendizado de uma língua estrangeira como mapas. um deles trata-se de atividades lúdicas. O contato intercultural mostra ao aprendiz a funcionalidade da língua e leva-o a se identificar com a cultura estrangeira e a desejar integrar-se a ela.5 motivação. criando um clima de entusiasmo. de pensar e falar igual. a motivação pode ser classificada em direta e indireta. pois sem ela ninguém consegue ser.

atrativas.. No que diz respeito ao aspecto pedagógico. quando nos entregamos totalmente a uma atividade que possibilita a abertura de cada um de nós para a vida.] As situações lúdicas mobilizam esquemas mentais. p. (TEIXEIRA. Em virtude desta atmosfera de prazer dentro da qual se desenrola. que fere magoa. Santos (2001. Desse modo. em nossa experiência. pode ser lúdica quando nos permite alcançar a “plenitude da experiência” esta experiência pessoal de cada um de nós pode ser um bom exemplo de como ela pode ser plena quando a vivenciamos com ludicidade. capaz de cativar o aluno e prender sua atenção. ele precisa reconhecer que já não detém o poder da transmissão do saber. Trata-se daí uma metodologia pautada em atividades dinâmicas. por exemplo. Como atividade física e mental que mobiliza as funções e operações. Segundo ele. O ser que brinca e joga é. mas também requerem um esforço voluntário. a ludicidade aciona e ativa as funções psico-neurológicas e as operações mentais.] As atividades lúdicas integram as várias dimensões da personalidade: afetiva. o deboche. estimulando o pensamento. onde as regras não são impostas.). as atividades lúdicas são excitantes. canalizando as energias no sentido de um esforço total para consecução de seu objetivo. o professor precisa compreender as transformações educacionais por que passa a sociedade atual. Assim. pensa. o ser que age. 53) afirma que. cit. que já não são lineares.6 vibração e euforia. o professor deve utilizar-se da variedade em todas as . apela para a esfera afetiva. vê-se que a atividade lúdica se assemelha à atividade artística. nem sempre o que é divertido pode-se qualificar como lúdico. É mais fácil compreender isso. Assim sendo. Portanto. [... op. sente. motora e cognitiva. mas muitas pessoas acham que faz parte do humor. Sendo uma atividade física e mental. a ludicidade é portadora de um interesse intrínseco. também. pois são muito influenciadas pela tecnologia. mas seguidas de forma voluntária. aprende e se desenvolve. e à medida que gera envolvimento emocional. Para Luckesi (1998) mesmo que a atividade não seja divertida. como um elemento integrador dos vários aspectos da personalidade. cujo paradigma é um novo sistema de aprender brincando inspirado numa concepção de educação para além da instrução". [. a ludicidade aciona as esferas motora e cognitiva. tendo que aceitar as novas formas de aprendizagem.. "A educação pela via da ludicidade propõe-se a uma nova postura existencial.

a partir das coisas que dão errado. Neste caso. sem ameaça. serve também para motivar de modo que ao brincar a criança aprende. que faz uma viagem através de várias línguas para estudar a origem. Para ele o lúdico permeia todas as áreas da vida humana e suas realizações é ele o responsável na lei. o que se pode utilizar que na verdade se caracterize como lúdico. Qualquer jogo. para que os alunos prestem atenção. transformação da experiência mais comovente em hábito. na ciência.. ensino tradicional valorizam-se os acertos em detrimento do erro. Isto pode mudar quando se prioriza o lúdico. cabe ao professor variar sua metodologia e tornar a aula mais dinâmica..7 áreas de ensino. por exemplo. na religião e nas artes como a poesia. 2002 p. 2002. mesmo em suas formas mais enrijecidas. p. conseqüentemente. Baseado em HUIZINGA. como ele . na filosofia. A escolha das atividades é sempre uma preocupação. a aplicação das atividades lúdicas é fundamental para ao mesmo tempo em que serve de entretenimento. principalmente numa língua estrangeira uma vez que a motivação é mais externa do que interna. “A essência do brincar não é um “fazer como se”. tornando a criança tímida. estejam mais envolvidos e entusiasmados com a aula e. a dramaturgia e a dança. um termo mais genérico. na guerra. a música. pois os alunos não conseguem concentrar-se numa atividade por muito tempo. ele descreve como ela faz parte de todas as atividades humanas quer sejam elas sérias ou alegres.102). reais ou imagináveis. [. quando se erra tenta-se de novo.] O hábito entra na vida como brincadeira. A aprendizagem através dos erros. mas um “fazer sempre de novo”. o erro é muito enfocado e criticado. e nele. Ainda.40). sobrevive até o final um restinho de brincadeira (MOYLES. aprendam o conteúdo ministrado. a profundidade e contribuição do “instinto do jogo”. com baixa auto-estima. como esta afirmação: Uma das características mais importantes da aprendizagem através do brincar deve ser a oportunidade de aprender. Tomando a palavra “jogo” para chegar ao lúdico. isto requer treino até que se aprenda e busca-se uma fase mais complexa (BENJAMIN. Assim. um professor e historiador do século passado que num amplo estudo.

ao passo que o jogo pode muito bem incluir a seriedade (HUIZINGA. irresponsável e sem compromisso. o adolescente aprenderá a ser adulto também. tradução de MONTEIRO. No nosso lugar de educadores. Primeiro temos que destacar que cada faixa etária tem sua própria maneira de brincar. Não serão atividades “sérias”. então. mas sim atividades que possibilitem o contato com a profundidade da sua alma.). por vezes. Aprenderá a servir-se de sua vitalidade a favor da vida e não contra ela (LUCKESI. pois é nesta idade que está inserido o nosso projeto. Através desse contato com um adulto amoroso. Nestas definições conclui-se que ao utilizar vários artifícios para incrementar nossas aulas. O conceito de jogo enquanto tal é de ordem mais elevada do que o de seriedade.8 afirma. cit. Então. 2007. A seguir apresenta-se a sua importância na motivação do aluno no processo ensinoaprendizagem e como ela deverá ser usada para que obtenha maiores resultados. os adolescentes são generosos. o mundo está aberto a sua busca de compreensão. o que importa é dar-lhes suporte para que façam contato e dêem forma a sua capacidade generosa de ser. Porque a seriedade procura excluir o jogo. incluindo aí atividades de entretenimento assim como atividades de auto-compreensão e auto-construção. autoconstrução que o adolescente produz a partir de si mesmo (zLUCKESI. cit. Os adolescentes necessitam disso. Só dessa forma ela poderá ser lúdica. e Luckesi nos mostra como deve ser esta interação professor/ aluno. a educação será lúdica. aprenderá a brincar sem ser perverso com os outros e sem ser destrutivo. mais do que eles. mas nunca sendo um adolescente com adolescentes ou. p. entretanto Luckesi esclarece que o educador poderá e deverá agir ludicamente com os adolescentes.) O professor em sua prática pedagógica é receoso de que o “brincar” pareça ser algo indisciplinado. mas cada profissional deve ter em mente o que mais gosta e saber fazer. sem querer ter um livro de receitas prontas. . 51). Usualmente. todavia sempre cumprindo seu lugar e o seu papel de adulto. necessitaremos de possibilitar aos nossos adolescentes uma educação que seja significativa e compatível com sua idade e suas características. op. deverá brincar com eles. assim como o é a poiética adolescente. “O jogo é uma entidade autônoma. op. Ressalta-se o adolescente.

Sua finalidade real encontraa motivação está na própria ação do sujeto e não em seus efeitos ou resultados .1984. tem seu início a partir desta série. concentrada. em que ela examina uma rica literatura sobre o brincar e o uso da linguagem em crianças de cinco anos de idade. fará com que ela permaneça. através do brincar. a atividade é aquela na qual externos. sem ameaça. Outra característica da aprendizagem. Mesmo que numa sala de quinta série não se trata de crianças. A ludicidade aumenta a descontração em sala de aula. 60). é nele que o aluno é estimulado. O autor Prado (apud SCHAEFFER. Ela encontrou uma “associação inegável” e concluiu que o brincar é um meio efetivo para estimular o desenvolvimento da linguagem e a inovação no uso da linguagem. se as aulas forem estáticas e monótonas. até a partir das coisas que dão errado durante um jogo. o brincar é bem marcante. não se valoriza o erro em si. o uso e a prática motivadores da linguagem. Também o trabalho em equipe. fazer uso da língua de modo espontâneo.9 Quanto ao desenvolvimento da linguagem da criança tanto na primeira língua como na segunda. mais tempo. e envolver o aluno em atividades que permitem certo movimento. pois na troca de conhecimentos o individualismo pode ser banido e isto contribui para melhorar o desempenho tanto individual como coletivo. deve ser a oportunidade de aprender. mas de pré-adolescentes a semelhança está em que a língua inglesa como língua estrangeira na comunidade que estamos. Isto nos garante Levy nas palavras de Moyles. Sabemos que o mundo está cada vez mais dinâmico e permite às pessoas aprenderem durante o movimento. por exemplo. p. de maneira descontraída aprender novos vocábulos. contudo o desejo de recomeçar e refazer até acertar completamente. Para o autor. O forte relacionamento entre o brincar e a linguagem é defendido em um estudo de Levy (1984). especialmente em relação ao esclarecimento de novas palavras e conceitos. o desenvolvimento de uma consciência metalingüística e o encorajamento do pensamento verbal (LEVY APUD MOYLES. a afetividade: a situação imaginária e a interação criativa (reciprocidade não passiva e criadora). perde-se o interesse e a aprendizagem fica comprometida. 2006) define ainda alguns elementos do lúdico: o desejo (enquanto motivação intrínseca do sujeito).

. 69) definem que a palavra afeto vem do latim affectur (afetar. p. “é um conjunto de fenômenos psíquicos que se manifestam sob a forma de emoções.). refere-se a emoções "e a uma variedade até mesmo mais ampla de fenômenos relacionados a emoções. de alegria ou tristeza". A ludicidade facilita a interação do professor com o aluno sendo responsável em manter este filtro afetivo baixo. tendo como efeito o aumento ou a diminuição da penetração de qualquer insumo compreensível que é recebido.132). Na obra. tendências.. desejos. nos níveis de ansiedade e na autoconfiança dos alunos. Segundo Arnold (1999). Para Oliveira (1998. coordenada por Wanderlei Codo... e determinar sobre quais conteúdos a atividade intelectual se concentrará. que são significativos vos para o sujeito que age ludicamente. Variáveis afetivas como motivação. p. raiva. os autores Codo e Gazzotti (1999. estados de espírito.. incluindo os sentimentos subjetivos (amor. disposição e preferências". Ele pode acelerar ou diminuir o ritmo de desenvolvimento. sentimentos e paixões.10 se nas vivências de diversos aspectos da realidade. Afeto inclui sentimentos. interesses. Resultados de pesquisas sobre a afetividade na aquisição de uma língua mostraram relações substanciais entre variáveis afetivas e proficiência. tristeza..) e aspectos expressivos (sorrisos. gritos. há um texto que trata da afetividade e trabalho. . O afeto apresenta várias dimensões. como é definido pelos psicólogos. de satisfação ou insatisfação.. acompanhados sempre da impressão de dor ou prazer. autoconfiança e ansiedade afetam a aquisição de uma segunda língua. o aspecto afetivo tem uma profunda influência sobre o desenvolvimento intelectual. valores e emoções em geral. “O afeto. de agrado ou desagrado. tocar) e constitui o elemento básico da afetividade. desenvolvendo um ensino que mantém o filtro afetivo baixo. Nele. E como se está falando em aprendizagem de uma língua estrangeira o lado afetivo deve ser ressaltado. Segundo eles. "Educação: carinho e trabalho". lágrimas. Para Krashen (1982) os professores podem fazer a diferença na motivação.

p. isto pode contribuir para a construção do seu conhecimento. torna-se o referencial para a construção da personalidade da criança e da sua auto-imagem. pautada em partilha de sentimentos e respeito mútuo das diferentes idéias. fazendo com que o amor-próprio seja solidificado. O afeto é o princípio norteador da auto-estima. desenvolver o gosto para aprender. Desenvolvido o vínculo afetivo. p. contudo o processo ensino-aprendizagem será cheio de lacunas. a auto-estima mantém uma estreita relação com a motivação ou interesse da criança para aprender. 67). Por este motivo. oferecendo a devida atenção ao seu desempenho escolar. poderá ter dificuldades com a aprendizagem significativa. que promovam o resgate da auto-estima do aluno. a aprendizagem.157) a auto-estima: “É o sentimento que faz com que a pessoa goste de si mesma. o professor é que tem mais contato com a criança. entre diferentes profissionais que nela atuam. com respeito. Na escola. selecionando atividades e posturas necessárias. despertar atitudes e pensamentos positivos uma vez que se pretende formar cidadãos honestos responsáveis. Por isso. estimula a . o afeto se desenvolve no mesmo sentido que a cognição ou inteligência e é responsável pela ativação intelectual. enquanto segmento de grupo social que constrói diferentes relações. E para amenizar este conflito cabe ao professor conhecer o seu aluno e resgatar a sua auto-estima. Para Tiba (1999. Segundo Bean (1995. aprecie o que faz e aprove suas atitudes. pois. deve propiciar melhores condições de aprendizagem. pois faz parte do processo de aprendizagem de vida e é o sentimento obrigatório para uma existência satisfatória. Neste aspecto. poderá até fixar algum conteúdo.58). a relação entre professor e aluno deve ser mais próxima possível. compreensão e autonomia de idéias a formação da auto-estima é fundamental para qualquer indivíduo. a auto-estima afeta o aprendizado. As pesquisas sobre a auto-imagem e o desempenho escolar mostram a forte relação entre a auto-estima e a capacidade de aprender.11 Sabemos que se o aluno não interage de uma forma afetiva com o professor. a escola. dentro da teoria de Piaget. a motivação e a disciplina tornam-se conquistas significativas para o autocontrole do aluno e seu bem estar escolar. Para Seber (1997. Trata-se de um dos mais importantes ingredientes do nosso comportamento”. p. Por isso.

e é o primeiro grupo social com o qual as crianças têm contato. Oliveira (1998. discriminação ou exposição demais perante o grupo devido a um mau comportamento e tantas outras situações. enfrenta os novos desafios e cumpre suas tarefas com confiança e entusiasmo. desde a infância. a auto-estima passa por mudanças. Baseado nestas teorias pode-se afirmar que o material didático elaborado e os métodos aplicados podem abrir caminhos para a introdução de novas ferramentas na sala de aula. e a escola tem que fazer seu papel além de formador ser educador. Se durante as aulas o professor critica este aluno. com a construção de sua auto-estima. fracassado. que a família também desempenha um papel fundamental na formação da auto-estima. Mas o que presenciamos hoje são famílias desestruturadas. Vale ressaltar ainda.12 aprendizagem e o aluno aprende com mais alegria e facilidade. Independentemente da fase que esteja vivendo. e pode apresentar alguns desvios em sua conduta. pois a reflexão e o sentimento precedem a ação. o ser humano está convivendo com grupos diversificados de pessoas que contribuem a todo o momento. rejeição. a auto-estima pode ser alterada numa situação de provação. tendo seu lugar de destaque na área afetiva do aluno. sendo necessário que todos da família trabalhem para ajudar no orçamento. cabendo ao professor aproveitar as oportunidades não deixando de focalizar o desenvolvimento das habilidades propostas pela metodologia em questão. Durante todas as fases da vida. diferente de um que se sente incompetente. Toda a criança ter prazer em aprender.96) recorre às idéias de Vygotsky que sempre se preocupou com o aprendizado inserido no desenvolvimento sócio-histórico da pessoa como um processo que apresenta diferentes fases que estão interligadas entre si. se ela não aprende cabe ao professor pesquisar as razões. Para Sisto (2000). p. . onde cada um vive por si. ele se sente ridicularizado. ocasionada pelas situações e pelo próprio contexto social vivido. através do lúdico o professor pode promover atividades que desinibe a criança tornando mais familiar com o professor e os colegas de classe. medo. demonstrando “firmeza” e expectativas positivas. Seu desempenho tende a ser um sucesso. a adolescência e a fase adulta.

propicia-se um aprendizado da língua de maneira não formal e sistemática. não se prendendo a todas as palavras desconhecidas. uma vez que nesta faixa etária eles ainda estão na fase de imaginação e fantasia. No que diz respeito ao processo de aprendizagem da língua o gêneros histórias infantis oferecem aos leitores e/ou ouvintes uma gradual ampliação de vocabulário. propiciam-se assim momentos de total envolvimento dos alunos com o novo idioma. do Colégio Estadual Duque de . para isso acontecer é necessário que o professor esteja atento às atividades de compreensão e fixação do vocabulário extraindo da história todas as possibilidades de aprendizado que estejam relacionados a ela que possam acontecer durante e após a leitura. De modo que mostre como a nova língua possa ser apresentada sem o auxílio de dicionários. Todos esses momentos serão explicitados ao longo deste artigo. Optou-se pelo gênero história infantil por se acreditar que as histórias são importantes meios lúdicos de chamar atenção dos alunos de quinta série. Metodologia A presente pesquisa de base etnográfica serviu para compreender como as atividades lúdicas aplicadas em uma classe de quinta série do ensino fundamental podem surtir um efeito desejável na motivação do aluno no processo ensino-aprendizagem da língua inglesa. Para a realização desta pesquisa foi escolhida a “5ª série D” do ensino fundamental do período da tarde. 29). marcado por relações contextuais de poder e não como estrutura que intermedia o contato de um sujeito com o mundo para transmitir sentidos. Considerando que esta disciplina tem seu início na maioria dos casos na quinta série do ensino fundamental é necessário que o grau de interesse nesta série seja algo marcante e duradouro. concebe a língua como discurso. Escolheu-se uma história que englobasse vários assuntos do cotidiano da criança fazendo com que ela adquire um número lexical significativo e estes vocábulos possam ser apresentados em forma de gravuras.13 Como a proposta adotada pelas Diretrizes Curriculares Estaduais (DCE. a capacidade de compreender o enredo como um todo. ou traduzindo tudo para o idioma materno. como espaço de produção de sentidos. Entretanto.

Em destaque um menino de 13 anos com um sério problema afetivo. No dia 28/05 uma transferência recebida de uma menina de 11 anos com sérios problemas de disciplina. muito angustiado e chorão. porque a classe é muito agitada.. No dia 04/03 recebemos uma aluna de 12 anos remanejada de outra classe. esta aluna apresentou pouco rendimento durante o ano. A turma era bem heterogênea. No dia 31/03 recebemos a transferência de um aluno de 10 anos. filho de pais separados. Os alunos de 10 e 11 anos não aparentavam nenhum problema sério de comportamento. No dia 19/03 recebemos um aluno de 11 anos remanejado de outra classe. chegando nesta sala ele se adaptou muito bem. outros com aprendizagem lenta e com déficit de atenção. No dia 21/05 a transferência expedida de uma menina de 13 anos. foi expedida a transferência de uma aluna de 11 anos. não sabia perder nos jogos. Na sala. pois se recusava a . salvo um pouco de indisciplina. EFM. morava com a tia e dizia odiar a madrasta. O segundo bimestre teve mais algumas alterações. 10 meninos e 13 meninas. sendo 10 alunos de 10 anos. alguns alunos com facilidade de aprender. o que tínhamos que chamar a atenção deles por várias vezes. Sentiu-se muita dificuldade em dar atendimento individual. com aprendizagem lenta. em 14/04. tem causado alguns transtornos. no dia 07/05 o remanejamento expedido de uma menina de 11 anos para o período da manhã. com sérios problemas de relacionamentos. situado no centro do Jardim Alvorada. Já as idades superiores apresentavam sérios problemas. Iniciamos o ano com 23 alunos freqüentes. No dia 10/03.PR. todavia pode-se se afirmar que foi uma excelente classe.14 Caxias. e de uma menina de 13 anos. No dia 14/05 um remanejamento recebido de um menino de 10 anos e neste mesmo dia outro remanejamento recebido de uma menina de 11 anos. com dificuldade de relacionamento e carências afetivas e econômicas. Assim completamos nosso 1º bimestre com 25 alunos. maior bairro da cidade de Maringá. 11 de 11 anos e 03 de 13 anos. mesmo explicando a ele que não se tratava de competições. este menino tinha um sério problema de relacionamento. sendo preciso muita conversa para acalmá-lo e retorná-lo as atividades. que saiu em seguida. apresentava uns surtos de cólera atrapalhando o andamento das aulas. sentia-se rejeitado pela família. tinha medo de todos os colegas. inclusive alguns colegas menosprezavam-na. de várias classes sociais.

num total de dezesseis aulas. Assim terminamos o segundo bimestre com 26 alunos. 12 de 10 anos 14 de 11 anos. Os alunos foram disponibilizados na sala de aula em colunas. objetos escolares e pessoais. À noite a avó liga para dizer-lhes que a viagem era para sua casa. Na aula seguinte. Beach. frente e verso. como primeira e segunda língua. por meio da história infantil “My Dad”. uma menina chamada Lottie narrava sobre sua família que tinha um formato diferente. era composta do pai. pais e alunos para aprendizagem de língua inglesa. todos ficam muito ansiosos e cada um escolhe um lugar para ir. 01 de 12 anos e 01 de 13 anos. em duplas. Onde cada um pode ir para o local desejado e praticar as ações que sonharam. em grupo ou em semicírculo conforme exigisse a ocasião. onde eles recebem um envelope pelo correio e ficam curiosos para ver seu conteúdo. profissões. cada ação feita. sendo 13 meninos e 13 meninas. A família fica um tanto frustrada. Foi interessante notar que eles queriam sempre saber um pouco mais da personagem chamada Lottie. cada . em Alexandria. Esta unidade foi preparada e apresentada em folhas impressas. Escolheu-se esta história pela riqueza de seu conteúdo. Camping.15 fazer as atividades. A carta dizia que a família foi contemplada com uma viagem de férias. A história foi apresentada em partes. para introduzir algum vocabulário sobre família. numerais. mas se alegram em poder viajar para este lugar tão maravilhoso. foi preciso muita paciência para lidar com ela. seguindo um cronograma previamente estabelecido. a cada aula fazia-se a fixação do vocabulário. A história infantil intitulada “The Lucky Envelope. A escolha desta história se deu. cada lugar visitado. As ilustrações interessantes e chamativas. uma irmã e ela. Este conteúdo abriu asas à imaginação. um feedback com observação da aprendizagem dos alunos. hábitos alimentares. impressora a laser de boa qualidade. perto do mar. Materiais e Métodos No primeiro bimestre aconteceu a introdução do assunto. Trata-se de uma história vivida em família. No segundo bimestre iniciou-se o material didático produzido pela professora. Cruise e Shopping.” foi retirada de um site da Internet destinado a professores. um lugar ensolarado.

com o objetivo de chamar à atenção a mudança de prática social na vida do educando tornando-o mais crítico com conselhos de cuidados que se deve ter no dia a dia. a transposição do texto para o cotidiano do aluno também foi enfocado. consumismo. alcoolismo. Cada um queria falar mais do que o outro. educação para o trânsito. ativar sonhos. Optou-se por ilustrar cada parte do texto a fim de que o aluno não estranhasse o grande número de novos vocábulos e fosse compreendendo a medida que fosse lendo. meio ambiente. Nas atividades de compreensão do texto foram apresentadas as palavras mais importantes da história. Os alunos participaram ativamente. expandir seu conhecimento de mundo favorecendo ligações entre a comunidade local e planetária. O uso de gravuras facilitou a compreensão. instigando o aluno e apresentando novos vocábulos. hábitos de higiene. os quais gostariam de conhecer. pontos geográficos. focalizando os nomes dos personagens e ações praticadas por eles. neste momento foi preciso discipliná-los para que cada um . O vocabulário escolhido destacou a proposta interdisciplinar onde foi estudado sobre saúde. 29). Conforme exigência das DCEs que sustentam que as aulas de língua estrangeira configurem em espaços nos quais identidades sejam construídas conforme as interações entre professores e alunos e pelas representações e visões de mundo que se revelam no dia-a-dia. imaginação. A interdisciplinaridade fez o aluno exercer seu exercício de cidadania a fim de resgatar a função social e educacional dessa disciplina na Educação Básica. alimentação. conforme propõem as diretrizes curriculares (DCE p. O uso da língua foi contextualizado em frases no modo imperativo.16 cuidado a ser tomado foi cuidadosamente explorado. aquelas que transmitiam a idéia central do texto. Descrição das aulas A primeira aula trabalhou-se a pré-leitura do texto com perguntas do cotidiano. Com a finalidade de despertar no aluno o interesse pelo assunto facilitando a leitura do texto. Este material pode proporcionou ao aluno o interesse de buscar mais sobre outros lugares. para que ele se sentisse parte integrante do processo.

Notou-se a falta de vocabulário assim com perguntas individuais. Isto pode provar que o uso do dicionário. mas nada que não pudessem ser controlado. Pode-se notar que alguns alunos entenderam as idéias principais do texto logo com a primeira leitura e fizeram as atividades de compreensão do texto relacionando os nomes da família com os lugares devidamente ilustrados. nesta atividade pessoal. Durante a discussão. foi-se anotando na lousa lugares e alguns pontos turísticos que marcavam estes lugares. Eles tinham que escolher um lugar e dizer o que poderiam fazer lá.17 esperasse sua vez de falar. e os alunos copiando no caderno. ninguém reclamou que não estava entendendo como muitas vezes acontece em aulas de inglês. O resultado foi satisfatório. foi-se anotando as palavras mais importantes na lousa. a tradução palavra por palavra. Esta atividade de pré-leitura durou aproximadamente dez minutos. um aluno disse: “I’d like to go to Rio de Janeiro”. O tempo da aula teve duração de 45 minutos. Por exemplo. “I can watch a football match there. foi para aprimorar o vocabulário com a resolução dos exercícios pelos alunos.” I can visit the Eiffel Tower. pois demonstraram bastante interesse pela história. sendo orientados para que aquele que quisesse participar levantasse a mão e esperasse a vez. Os alunos leram e tentaram interpretar com o auxílio das gravuras. Então foi feita a distribuição do material aos alunos e pediu-se a leitura silenciosa do texto. A falta de atenção nas explicações foi observado por diversas vezes.” E assim por diante. A discussão que seguiu-se foi feita na língua materna. recordando os já vistos. “I’d like to go to Paris. apresentando os vocábulos novos. não é necessário para introduzir uma língua estrangeira. Estas atividades foram feitas sem muita dificuldade e após a correção dos . Na terceira aula. Houve ainda. pois perguntaram exatamente aquilo que ela acabou de falar. fixando as frases compostas pelos alunos. e as ações que cada um podia fazer no lugar escolhido. A professora circulou pela sala e pode perceber que alguns haviam errado. a interrupção por duas vezes de duas professoras que colaram alguns papéis no mural o que dispersou um pouco. observou-se que queriam fazer na língua materna. Na segunda aula foram feitos mais alguns exercícios de compreensão que os alunos resolveram sem muitas dúvidas.” Outro. A professora da classe sentia-se com bastante entusiasmo. houve auxílio.

Foi explicado que deveriam marcar somente uma resposta. mas percebeu-se que eles gostaram muito. pois quando alguém acertava. eles foram corrigindo. com uma competição em dois grupos. A competição ficou mais voltada para o tick-tack-toe. mas a maioria não. Em folhas impressas o teste continha 20 questões com 04 alternativas de múltipla escolha sem consulta e com um tempo cronometrado em 2 minutos para cada questão. ao recolher. A sexta aula foi uma aula que denominamos “Mon´s Advices”. solicitou-se que uns corrigissem a prova dos outros. notaram que não precisavam traduzir palavra por palavra para que entendessem o contexto. (conselhos de mãe).18 exercícios. Ao ver a correção na lousa. e pediram para repetir. Em seguida foi devolvido o teste a eles. dizendo que o teste seria para verificar o desempenho da turma e constatar o que necessitava ser mais exercitado. Notou-se a participação geral da turma com muita euforia e vibração. O jogo foi bem interessante. Cuidou-se para que não colassem. mas o grupo adversário foi bem exigente e não permitiu. Na quarta aula realizou-se o “Tick-tack-toe Game”. respondendo corretamente. e nisso repetiu-se várias vezes o vocábulo. Logo entenderam que as frases estavam no modo imperativo. Foi distribuído o material com ilustrações bem interessantes e chamativas. ao que uns disseram que “chutaram” as respostas. alguns dispersos. aconteceu um jogo de palavras no quadro. notou-se aí que conceito lingüístico já estava . O resultado deste teste será discutido nas análises dos resultados. pois na verdade eles queriam mesmo saber se tinham acertado. enfatizava o acerto. Quando terminou o tempo. Procurou-se tranqüilizá-los. Frases foram lidas e os alunos arriscaram a tradução observando as gravuras. entretanto bem participativos. algumas questões eles respondiam. outros apreensivos. e com isso a memorização aconteceu. outros demonstraram claramente que estavam acertando dizendo “esta é fácil”. O tempo foi pouco e não deu para concluir o jogo. pois o objetivo era avaliar a aprendizagem individual dos alunos. sem muita euforia. Na quinta aula aplicou-se o primeiro teste do segundo bimestre a fim de verificar o se os alunos tinham assimilado algum léxico novo. alguns alunos tentaram “colar”. Os alunos estavam bem eufóricos.

que expressavam conselhos. A nona aula foi a apresentação de uma pesquisa que fizeram de um lugar que gostariam de conhecer. os alunos demonstraram que entenderam o texto e o estudo de novos vocábulos. What can you take with? I can take... etc. com um jogo pedagógico que muito evidenciou a importância das atividades lúdicas na . pois seus desenhos eram bem pequenos e a escrita menor ainda. Contudo observouse que houve o envolvimento da turma e as frases confeccionadas auxiliaram na aprendizagem do assunto proposto. Alguns apresentaram lugares bem exóticos. os meios de comunicação. distantes e bonitos. desnudar.28) A sétima aula complementava a aula anterior. A finalidade desta atividade foi cumprir o que as diretrizes propõem: ‘A escola tem o papel de informar..p.. Neste dia a turma estava mais concentrada. não apenas para que sejam seguidas. Contudo.. What can you do there? I can do. pintando as gravuras com lápis colorido. Outros nem sequer se lembraram de trazer. Os exercícios foram resolvidos sem muitas dúvidas e ao mesmo tempo notei que eles se esforçaram para memorizá-los. chamativo e com letras bem visíveis. Terminados os cartazes.. mostrar.. Na décima aula realizou-se um “Time to relax”. ensinar regras.. se estas ordens eram importantes. Algumas meninas procuram preencher o tempo. apresentaram gravuras do lugar e um breve histórico na língua materna... Notou-se que sabiam dizer exatamente as coisas que podiam fazer e o que deveriam levar consigo nesta viagem. Na oitava aula os alunos confeccionaram cartazes com frases distribuídas em tiras de papel. que além da família a escola. Eles gostaram de desenhar e colorir.19 incorporado em seu conhecimento.. quem se beneficia quando obedece a regras. se temos que atentar as regras para nosso bem estar. Foi explicado o propósito de um cartaz ser bem ilustrado. observou-se que ainda não tinham noção de tamanho. menos agitada. mas principalmente para que possam ser modificadas’ (DCE. dão ordens e conselhos. eles foram expostos na sala de aula. Usamos suas gravuras para formular algumas frases como: Where would you like to go? I’d like to go. Foi feita uma discussão para ver quem na família dava ordens. Isto ocorreu devido ao pouco tempo para realização desta atividade e pela falta de prática na execução desta tarefa.

nada mais gratificante do que ver os alunos expressarem no novo idioma algumas frases. sua expressão oral e corporal. Consiste de um tabuleiro (vide apêndices) jogado com dados onde o aluno rodava o dado e andava com os botões pelas casas. Na aula seguinte. Muitos alunos nesta fase têm dificuldades de concentração. muitos deles são cuidados pelas avós que põem este “mau costume” neles. porque a autoridade delas nem sempre é suficiente para desenvolver hábitos de organização na criança. assim esta atitude poderia ser melhorada com aulas voltadas a este assunto. notou-se que este jogo expandia bem o vocabulário. sabiam seu significado e relacionavam com outra palavra do mesmo tema. seu material é desarrumado. O professor pode avaliar o grau de conhecimento. que o aluno tinha que encontrar três que tivessem relação entre si para formar um trio. pois o aluno tinha que jogar com vários outros que fiscalizam os colegas. Cabe a escola cumprir o papel educador também nessa área. Na décima segunda aula aplicou-se o segundo teste semelhante ao primeiro a fim de verificar o progresso lexical dos alunos. e organização. A falta da mãe no contexto familiar pode ser responsável por este problema. por falta de cuidados. um jogo de cartas (vide apêndices). neste jogo o alunos memorizavam a palavra. a décima terceira. solicitou-se aos alunos que trouxessem uma peça de roupa qualquer usada por eles mesmos. Na décima primeira aula outro jogo educativo. Sabe-se que a organização de seus pertences também é uma das dificuldades dessa faixa de idade. pretendeu-se envolver os alunos na expansão do vocabulário com uma atividade denominada “Packing your suitcases”. e até na . Os alunos um pouco mais relaxados fizeram a prova sem muita reclamação.20 aprendizagem dos alunos. O resultado deste teste será exposto logo mais nas análises dos resultados. volta e meia perdem objetos. para organizar uma mala. O teatro é uma atividade lúdica que faz parte da avaliação de uma língua estrangeira. características psicológicas do aluno. pois o objetivo era chegar primeiro. Em folhas impressas o teste também continha 20 questões com 04 alternativas de múltipla escolha sem consulta e com o tempo também cronometrado em 2 minutos para cada questão. O jogo foi elaborado a partir dos vocábulos aprendidos e para verificar se tinham sido fixados.

na aula décima quarta. Análise dos resultados: Os dados a seguir foram coletados de dois testes objetivos de múltipla escolha para medir o nível vocabular dos alunos. sempre em equipe um tentando ajudar o outro e só recorriam à professora quando a dúvida era de todos. E a motivação dos alunos obteve um efeito desejável se comparada aos alunos das outras turmas da mesma série. A décima sexta aula. O resultado foi revisto na décima quinta aula com a apresentação oral dos seus trabalhos. estes foram tomados para justificar que houve um avanço. eles foram bem criativos em suas frases. notou-se certa desatenção no grupo. Então foi feito um feedback das aulas e os alunos escreveram depoimentos do que aprenderam durante as aulas de inglês e observou-se que apesar de algum desinteresse os resultados foram satisfatórios. a última do bimestre. Resultados Obtidos pelos Alunos . a receptividade dos alunos satisfatória. Pode-se notar que houve aprendizagem através da observação direta da professora e dos testes aplicados. que possuem a mesma professora. trabalharam com iniciativa. pediu-se a eles que fizessem algumas frases com perguntas e respostas sobre situações vividas por eles em diferentes lugares e os objetos que pretendiam usar. Observou-se que esta atividade foi interessante. Para inicializar a dramatização os alunos produziram Role-Plays. mas com dificuldades de a pronúncia. Notou-se que são bem desembaraçados para expressão oral. e solicitando muito o auxílio da professora. Apesar de o período trabalhado ser muito curto conclui-se que o cronograma das aulas foi desenvolvido a contento. pesquisaram em seus materiais. Na análise observouse resultados satisfatórios embora sabendo que apenas dois testes de múltipla escolha não servem para medir a aprendizagem.21 escrita.

No nível regular de 40%. foi feito por 26 alunos.11 acertos e o nível insatisfatório caiu para 06 alunos. destes 15 alunos atingiram a média. podemos observar que 06 alunos obtiveram de 8 a 11 acertos. Considerando que até 40% é um nível desejável para este contexto. O primeiro teste continha 20 questões. . entre eles 07 atingiram a média. e 11 alunos apareceram com um desempenho insatisfatório. este foi feito por 24 alunos. 08 alunos ficaram entre 8. Já no segundo teste que também continha 20 questões.22 N° 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Teste 1 20 questões 6 10 13 7 6 9 6 18 11 9 5 16 11 NC 13 16 8 ----------------8 13 9 --------6 9 11 --------5 17 ---------Teste 2 20 questões 11 15 17 8 12 16 13 14 NC 8 12 8 17 8 15 17 7 --------------15 11 12 11 6 16 12 ------8 16 5 Tomando como base que a média bimestral exigida do aluno é de 60%. 60% corresponde a 12 acertos. avaliaram-se quantos alunos atingiriam esta média.

Esta rotatividade ficava a cargo da secretaria do colégio que não adotava nenhum critério. Os resultados não foram melhores devido a “rotatividade da turma” que não obedecia critérios como. Cabe aos professores desta faixa etária reverem suas práticas pedagógicas a fim de obter bons resultados. Estes realizados com a presença de 23 alunos obtevese respectivamente 07 e 15 alunos acima da média e 16 e 10 abaixo da média. tem-se outro resultado. sentiu-se que houve aprendizagem e esta foi significativa e duradoura. algo que a criança vá usar para alguma coisa. entre outras razões. algo gostoso de aprender”. discussão entre os professores e a equipe pedagógica para analisar quais os alunos que poderiam ser incluídos na turma. . Se retirarem-se os 03 que participaram de uma avaliação apenas. ou um ‘picolé. Os resultados foram bem compensatórios. As palavras de Rubens Alves (2004) ilustram bem o que se pretendeu atingir através deste estudo: “Nenhuma criança evade de um parque de diversões.23 Mas se comparar o desempenho individual de cada aluno pode-se observar um avanço quase que geral 16 alunos avançaram. Considerações Finais A implementação da proposta contribuiu para o aumento de conhecimento do aluno ao mesmo tempo em que as atividades propostas foram atrativas e prazerosas. O que se aprende tem que fazer algum sentido. pode ser uma ferramenta. aumenta a motivação. e as implicações desse estudo podem contribuir para otimizar o ensino/aprendizagem na rede pública. E com base nos dados da pesquisa pôdese afirmar que existe progresso. testificando que a turma tinha menos alunos. Entretanto. e os alunos correspondem aos estímulos. Os alunos que entraram depois se mostravam não habituados à dinâmica das aulas e aos conteúdos o que causou certa dificuldade tanto individual quanto coletiva. de um circo ou de uma sorveteria. eram mais disciplinados. pode-se afirmar que aulas em que o professor lança mão de atividades lúdicas favorecem a aprendizagem. os alunos permaneceram estimulados durante o ano todo. 01 permaneceu com a mesma pontuação e 03 realizaram somente uma avaliação. 06 regrediram.

. CAMPING TENT SHOPPING CLOTHES Uma gravura de pessoas em um shopping. A cada rodada descarta-se uma carta e pega outra. Vencerá o jogador que obtiver o maior número de triplas.24 APÊNDICES Playing cards: 1) 2) 3) 4) 5) 6) Confeccionar cartas. Uma gravura de uma tenda. conforme o modelo todas do mesmo tamanho. RESTAURANT DINNER Uma gravura de pessoas em um restaurante. Cada jogador pega três cartas e tenta formar a tripla. Embaralhe as cartas. Jogar em duplas ou quartetos.

. BEACH UMBRELLA CRUISE YACHT Uma gravura de um iate.25 Uma gravura de pessoas em uma praia. SCHOOL SCHOOL OBJECTS Uma gravura de materiais escolares. utilizando um guarda-sol.

Go ahead 3 You have a barbecue set. Roll again You don’t have a hammock. You don’t have boots. Go ahead. Roll again. Go ahead 1 Go ahead 1 You have a book. Go ahead 1 You drink clean water. You eat lots of fruit. Go ahead 1 Your camping mattress is clean. Go back 1 You have a flashlight.26 GAME: 1. Back to start You have a matchbo x. Go ahead 1 GREAT!!! YOU WON You packed your suitcases. Go ahead 1 It’s raining. Go ahead 1 You climb on the tree and felt down. Rest a while Go back 1 Your sneakers are dirty. You have a plastic bag to keep trash.A WEEKEND CAMPING Start Here You have a sharp knife. You don’t have a raincoat. Go ahead 1 You have insects repellent. You waste water. Go ahead 1 You threw trash in the nature. Go ahead 1 You have toothpast e. 1 You are barefoot. Roll again You preserve animals. Go back 1 Go ahead 1 Your bag is in order. Rest for a while. Go back 1 You cleaned the dishes. Go back 1 . Go ahead 3 You have a tent. You are in a proper area.

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