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Economia[1][1]

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Daniel: pensei no título “A evolução do pensamento econômico: do pensamento clássico à qualidade do gasto público”. Veja o que vc acha.

A Teoria clássica: autores e pensamentos Adam Smith Prevalece um consenso de que a Teoria Econômica, de forma sistematizada, inicia-se com o clássico de Adam Smith “A riqueza das Nações”, de 1776. Smith acreditava na preponderância da “mão invisível do mercado”, guiando a sociedade à perfeição, regulada pela lei da oferta e da demanda. A interferência do Estado no mercado, seja em qualquer intensidade, traria malefícios que impediriam alcançar o estado de equilíbrio desejado. Assim, a razão de ser do Estado era, basicamente, garantir o direito de propriedade e defender-se de ataques externos. John Stuart Mill Foi o sintetizador do pensamento clássico, consolidando o exposto por seus antecessores e avançando ao incorporar mais elementos institucionais e ao definir melhor as vantagens, restrições e funcionamento de uma economia de Mercado. Jean Baptista Say O autor retomou a obra de Smith, e subordinou as trocas de mercadoria à sua produção, a chamada Lei de Say: “A oferta cria sua própria procura”. Teoria keynesiana A principal característica da teoria macroeconômica keynesiana é o papel do governo e de sua política fiscal na determinação do nível do produto e da renda agregados, considerando-se a arrecadação de tributos e a natureza dos gastos governamentais. Muitos ecomonistas aderiram a escola de pensamento econômico keynesiana, o que foi chamado de revolução keynesiana. José Matias Pereira1 assinala que as contribuições de John Maynard Keynes propunham a utilização da política fiscal compensatória, qual seja, o aumento do déficit público em épocas de recessão e a geração de superávits diante de ameaças de inflação. A visão keynesiana deu base de sustentação à economia moderna, deflagrando, assim, uma revolução na teoria econômica, ao discordar dos pressupostos da ortodoxia clássica, a qual pregava que o Governo deveria ser neutro em relação à economia através da manutenção de um orçamento plenamento equilibrado.

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PEREIRA, José Matias. Finanças públicas: a política orçamentária no Brasil. 2. ed. - São Paulo: Atlas, 2003.

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que acompanham os períodos de recessão. caso a economia concorrencial fosse relegada a seus mecanismos naturais. esse mesmo pressuposto.-B. particularmente de sua idéia errônea de que a demanda é criada pela oferta. além dos problemas econômicos em função das alternativas do pleno emprego e da crise econômica. 1996. do Juro e da Moeda. Say estava supondo implicitamente que o sistema econômico está sempre operando com sua capacidade máxima. pela Segunda Guerra Mundial e pela reconstrução da Europa no pós-guerra. Segundo os economistas da escola keynesiana. contrair empréstimos e gastar dinheiro." Keynes propôs um novo entendimento dos mecanismos da determinação dos níveis da produção e do emprego. no sentido de que ela tem exigido. Say. tenha sido dominada. existindo portanto um trade-off entre inflação e desemprego. pelas doutrinas associadas ao nome de J. Quase toda a teoria econômica subseqüente tem defendido. a redução da taxa de desemprego apenas poderá ser obtida com o aumento da taxa de inflação. uma teoria com essa base é claramente incompetente para enfrentar os problemas do desemprego e do ciclo econômico. É verdade que a “lei dos mercados” dele já foi abandonada há tempo pela maioria dos economistas. assinalando a importância da atividade governamental na compreensão dos eventuais declínios do consumo e investimentos privados. em determinadas circunstâncias. No entanto. São Paulo: Nova Cultural.As propostas da chamada “revolução keynesiana” foram feitas no momento em que a economia mundial sofria o impacto da Grande Depressão de 1929. Em economia. reduzir juros. John Maynard. 2 KEYNES. Surgiu a convicção de que o capitalismo poderia ser salvo. Segundo Keynes2: "Acredito que a economia em toda parte. 2 . de forma que uma atividade nova apareceria sempre em substituição e não em suplementação a alguma outra atividade. A Teoria Geral do Emprego. por meio do incremento de investimentos públicos. mas eles não se livraram de seus postulados básicos. as análises keynesianas passaram a inspirar a atuação de diversos governos num período especialmente difícil. muito mais do que compreendida. Ao examinar os problemas econômicos em função das alternativas do pleno emprego e da crise econômica. desde que o governo soubesse fazer uso de seu poder de cobrar impostos. a estagnação poderia ser uma das características do capitalismo. De acordo com as concepções keynesianas modernas. marcado pela crise mundial de 1929-1933. até recentemente.

Essa crise econômica vivida no mundo capitalista. seria eliminado pela atuação livre das forças de mercado. 8. um desdobramento claro da máxima liberal da chamada “mão invisível do mercado”. rapidamente. a partir da quebra da bolsa de Nova York em 1929. Silvério das Neves. o ciclo sempre tenderia ao equilíbrio. os pressupostos da teoria clássica começaram a ser questionados. 2007. . ocasionou uma queda brutal no nível de atividade e na elevação do desemprego e da capacidade ociosa.trade-off é uma expressão que define situação de escolha conflitante. quando uma ação econômica que visa à resolução de determinado problema acarreta. a questão do desemprego não causava maiores preocupações. sendo que. outros. eventualmente. acreditava que. Ficou demonstrado que as forças de mercado de uma economia poderiam não ser fortes o 33 VICECONTI. Introdução à economia / Paulo E. que estimularia novos investimentos. formados na tradição clássica. explicável pelas flutuações naturais do ciclo de negócios que caracteriza a economia capitalista. para os economistas clássicos. V. e tendia quase que automaticamente para o pleno emprego. A idéia de um desemprego de caráter permanente ou uma crise permanente de superprodução não tinha lugar na Teoria Clássica. ed.”3 Portanto. a renda auferida por esses novos trabalhadores alçados ao mercado de trabalho ou seria inteiramente utilizada para adquirir bens ou se constituiria em poupança. Teoria clássica x Teoria keynesiana Até a grande depressão de 1929-33. O equilíbrio se reestabeleceria então com a diminuição dos salários. e não havendo qualquer sinal de que as economias americana e européia poderiam se recuperar através da atuação das forças de mercado. “Em suma. O desemprego refletiria níveis salariais ofertados pelos trabalhadores acima dos valores que os demandantes da força de trabalho se disporiam a pagar.São Paulo: Frase Editora. inevitavelmente. esta visão clássica dos problemas econômicos foi aceita sem maiores contestações. Com o aprofundamento da crise econômica de 1929-33. Viceconti. apesar de taxas de juros em níveis extremamente baixas. caraterizando-se por um hermetismo posteriormente questionado por Keynes. O desemprego era sempre de caráter transitório. a economia de mercado era autoregulável. Paulo Eduardo Vilchez. Até então. poderia surgir algum desemprego. isto é. 3 . A maioria dos economistas. Assim. mas era um fenômeno temporário que. acreditavam os economistas clássicos no equilíbrio entre oferta e procura inclusive no âmbito do emprego.

diante da inoperância da chamada “mão invisível do mercado”. máxima do liberalismo clássico. onde os pesquisadores buscavam compreender as variáveis que influenciavam o nível do produto e do emprego numa economia moderna. consequentemente.São Paulo: Atlas.. Por meio de suas teorias. e ampl. Keynes causou uma grande revolução no pensamento econômico. seu crescimento e sua repartição transformaram-se em elementos essenciais das análises agregativas. mas no aspecto global da atividade. que agindo sozinho não é capaz de resolver todos os problemas. considerando o sistema econômico em sua totalidade e conduzindo sua análise em termos agregativos. que procuravam explicações alternativas para estes fenômenos até então imprevistos.” 4 4 ROSSETI. houve um desenvolvimento muito grande da Teoria Macroeconômica. Seu montante. bem como o desemprego. A persistência da recessão e do desemprego nos países desenvolvidos provocou uma inquietação entre os economistas da época. o fenômeno da crise e sua conseqüência mais evidente e direta: o desemprego em massa. José Paschoal. O Produto Nacional converteu-se numa das principais variáveis dos modelos keynesianos. Keynes deteve-se não no comportamento dos sujeitos econômicos individuais. o nível de produção. rev. O governo atuaria como elemento fundamental para a inversão do quadro de recessão e desemprego pois. aumentaria a despesa agregada e. Para acabar com o desemprego. a única saída seria aumentar a demanda agregada. reduzindo a capacidade ociosa das empresas àquela época. Não se trata de promover uma competição entre o Estado e o mercado. ed. de forma mais convincente. atual. ou seja. Introdução à economia. O economista inglês John Maynard Keynes acreditava que o desemprego era devido essencialmente a uma demanda agregada insuficiente. . 4 . ao afirmar que o estado deveria intervir na fase recessiva dos ciclos econômicos com sua capacidade de imprimir moeda para aumentar a demanda efetiva através de déficits do orçamento do Estado e assim manter o pleno emprego. Esta nova interpretação dos fenômenos macroeconômicos modernos ficou conhecida como “Teoria Keynesiana”. aumentando os gastos governamentais. “Keynes não se interessou apenas pelo montante do Produto Nacional – um dos elementos básicos de seus modelos – mas ainda pela sua constituição e pelos seus fatores determinantes. Essa divisão perdura até os dias atuais. mas sim de obter uma adequada complementação ao mercado. gastos muito baixos em bens e serviços. 1994. as correntes dividem-se em duas: economistas liberais ou conservadores em contraposição aos keynesianos. Desde então.suficiente para levar a economia ao pleno emprego. Ou seja.. A partir do trabalho de Keynes. Isto propiciou o surgimento de uma nova teoria para explicar. 16. introduz-se a ação da chamada “mão visível do Estado”.

em geral a longo prazo. – São Paulo: Best Seller. passaria a reunir melhores condições para a recuperação econômica nas fases de depressão.Finalmente. 1ª ed. Quantidade de bens ou serviços que a totalidade dos consumidores deseja e está disposta a adquirir em determinado período de tempo e por determinado preço. A poupança e o investimento: sistema clássico x sistema keynesiano Segundo Paulo Sandroni5: "DEMANDA AGREGADA (ou Demanda de Mercado ou Demanda Global). Uma vez levantadas as indicações macroeconômicas do Produto Nacional. equipamentos e imóveis para a instalação de unidades produtivas como à compra de títulos financeiros (letras de câmbio. do governo e os investimentos das empresas. 1999. Num sentido amplo. o termo aplica-se tanto à compra de máquinas. os estudos para sua avaliação seriam incentivados. portanto. Tanto a política monetária (determinação das taxas de juros) e a política fiscal (determinação dos impostos e gastos governamentais) tentam influenciar a demanda agregada para alcançar metas desejadas de crescimento e emprego. A demanda agregada depende de todos os fatores que determinam a demanda individual mais o número de compradores do bem ou serviço em questão existentes no mercado. 5 ." E. inspirado na política keynesiana. É a soma das despesas das famílias. Nesses termos. para a correção dos setores deficientes e para o desenvolvimento de políticas tendentes à melhor repartição da renda social obtida. Novíssimo Dicionário de Economia. a demanda agregada de um produto somando-se todas as demandas individuais desse produto. o Estado. segundo o mesmo autor: "INVESTIMENTO: Aplicação de recursos (dinheiro ou títulos) em empreendimentos que renderão juros ou lucros. ações etc. Paulo. Como somente os agregados macroeconômicos poderiam fornecer as indicações básicas.). consistindo na medida da demanda total de bens e serviços numa economia. para que a proposta keynesiana fosse satisfatória. necessárias à aplicação dos instrumentos keynesianos. os órgãos governamentais deveriam deter conhecimento preciso do montante e da evolução do consumo e da poupança globais. investimento é toda aplicação de dinheiro com expectativa de 5 SANDRONI. bem como da capacidade de acumulação e de investimento das economias nacionais. Obtém-se.

maior ou menor quanto maior ou menor for a taxa de juros. haverá menos investimentos. Diferencia-se ainda a formação interna de capital dentro de um país e os investimentos realizados no exterior. Conseqüentemente. em economia. portanto. no entanto se estiver alta. Por isso. em bens de capital. meios de transporte). máquinas. dado pela taxa de juros. ou seja. a quantidade de investimentos que será efetivada variará inversamente à taxa de juros. A explicação clássica para a poupança é a de que os indivíduos somente estarão dispostos a poupar. mas essenciais por integrarem a infra-estrutura da economia (saneamento básico. Os investimentos com capital circulante (formados pelos estoques de produtos finais) compõem o item “variação de estoques”. a quantidade poupada será. haverá mais investimentos. Esta é uma conclusão diferente da que foi proposta na teoria keynesiana. a qual deu origem à renda. equipamentos e instalações desgastadas pelo uso. as empresas só realizarão novos investimentos produtivos se os retornos esperados desses investimentos excederem o custo dos empréstimos. o valor da taxa de juros é determinado pela oferta de fundos (poupança) e pela demanda por estes fundos (investimentos). Os investimentos realizados na compra de equipamentos e instalações são registrados nas contas nacionais no item “formação de capital fixo” (ou investimento fixo). o investimento líquido mede com maior precisão o crescimento da economia. a oferta de produtos. Em outras palavras. será maior que a demanda. pela oferta e demanda 6 . a adiar o consumo. comunicações). considera-se também investimento a aplicação de recursos do Estado em obras muitas vezes não lucrativas. a qual afirma que a taxa de juros é determinada no mercado monetário. Em decorrência disso. ou seja. investimento significa a aplicação de capital em meios que levam ao crescimento da capacidade produtiva (instalações. rodovias.lucro." Se as pessoas poupam é porque optaram por não gastar toda a renda que obtiveram no processo produtivo. Como está mais diretamente ligado à compra de bens de capital e. seja o chamado custo de oportunidade. caso lhes sejam pagos juros como prêmio ou recompensa por este sacrifício. existe uma relação direta e positiva entre poupança e taxa de juros. Se esta estiver baixa. O investimento bruto corresponde a todos os gastos realizados com bens de capital (máquinas e equipamentos) e formação de estoques. então. No modelo clássico. Conclui-se que. Geralmente cada país define o que considera investimento de uma forma específica e que corresponda melhor às suas necessidades econômicas. Em sentido estrito. ou seja. Há dois pontos importantes no sistema clássico: primeiro. à ampliação da capacidade produtiva. O investimento líquido exclui as despesas com manutenção e reposição de peças.

decorria da escassez de novos investimentos. seria recomendável para retirar a economia da recessão. exige cortes nos gastos e investimentos públicos. Assim. representada pelo pensamento liberal e Estado presente. ou minimamente presente. o que sobra da renda. a chamada eficiência marginal do capital. Poupança é. Mas. Havendo uma insuficiência de demanda. que. agravam a recessão. quando a poupança desejada superasse os investimentos planejados. ao nível de investimento. considerando que um déficit resultante de aumento nos gastos públicos. os keynesianos acreditavam haver uma diferença entre poupança e investimento. Ele observava que a queda na receita de impostos. não bastava que o governo ampliasse a oferta de recursos para investimentos. embora a poupança e o investimento desejado sejam iguais em equilíbrio. um governo responsável e consciente deveria preocupar-se com o desemprego. por sua vez. a igualdade entre poupança e investimentos ocorre sempre ao nível da renda de pleno emprego. Gastos Públicos e Crescimento Econômico Partindo do princípio de que a discussão atual ultrapassou a dicotomia entre Estado ausente. como um fator exarcebador das flutuações cíclicas. que leva às crises de desemprego. e não com o equilíbrio fiscal. O rigor orçamentário perseguido pelos governos considerados responsáveis deveria ser encarada. e. pela teoria clássica. O equilíbrio ocorre quando a poupança é igual ao investimento desejado. reduzindo impostos ou realizando investimentos. simplesmente. Já o investimento desejado depende da lucratividade esperada da nova fábrica e dos novos equipamentos e estoques.de moeda. Enquanto os clássicos entendiam que não era possível investir mais do que as poupanças geradas. por entender que seria outro elemento a agravar as recessões. Dessa forma. representado pelos keynesianos. resta a discussão do “peso e qualidade” da ação 7 . a insuficiência de demanda. o investimento seria a variável importante e a poupança simplesmente se ajustaria. o governo deveria assumir o papel de complementar os gastos privados. é importante que. motivada pela retração da renda. Acreditava-se que. por isso. através da renda. haveria uma insuficiência de demanda agregada e surgiria a recessão. na verdade. Segundo. Para Keynes. Era preciso que houvesse um aumento simultâneo nos gastos em obras públicas. Keynes acreditava que haveria riscos na adoção do equilíbrio no orçamento fiscal (equilíbrio recomendado pelos economistas clássicos). após realizado o consumo. os valores da poupança e do investimento desejado são determinados de forma independente um do outro.

Dessa forma. de forma a propiciar crescimento econômico. (Daniel: pensei que aqui vc poderia inserir gráficos com a série história do gasto corrente x inflação ou taxa selic. impedindo o adequado crescimento da capacidade produtiva do País. Superada. Nesses termos. pois o Banco Central. os gastos públicos constituem na principal peça de atuação do governo. diante de pressões de demanda agregada sobre a capacidade de produção da economia brasileira é levado a subir a taxa básica de juros. Política Fiscal e Crescimento Econômico. com a ajuda de outros fatores (especialmente o maior crescimento do PIB – Produto Interno Bruto). esta dicotomia. se houver coerência com a relação inversa proposta no início do parágrafo). O impacto que a política fiscal tem no crescimento econômico está condicionado pelo tipo de 6 CASTRO. os debates macroeconômicos se fixaram na questão da qualidade do gasto público. 087-118 8 . Revista de Estudos Politécnicos. Os gastos públicos podem ser conceituados como uma escolha política dos governos no que se refere aos diversos serviços que eles prestam à sociedade. e principalmente. Nesse sentido. incluindo-se aí as empresas estatais. em grande parte. ou seja. a SELIC. não apenas cai o consumo privado em relação ao PIB. consideram-se gastos governamentais apenas as despesas realizadas pelas unidades que compõem a administração governamental direta e indireta. repetidas vezes. diante de cenários recessivos ou inflacionários. para a melhoria da situação de solvência do setor público brasileiro. que por meio deles. estabelece uma série de prioridades no que se refere à prestação de serviços públicos básicos e aos investimentos a serem realizados. Conceição.deste novo agente no mercado. o ajuste das contas públicas levado a efeito nos últimos anos contribuiu decisivamente. Sem dúvida. Por outro lado. n 5-6. considera-se gasto público a totalidade dos gastos governamentais mais as despesas do governo com suas atividades econômicas produtivas. níveis aceitáveis de desemprego e inflação sob controle. 2006. De maneira geral. seriam englobados neste conceito apenas os gastos realizados pelas esferas de governo mais suas autarquias e fundações. quais seriam as escolhas que maximizassem os gastos dos governos. a taxa de investimento privado. Vol III.] Os recentes desenvolvimentos da teoria do crescimento econômico sugerem que a política fiscal pode ter efeitos importantes no crescimento econômico de longo prazo 6. volta à tona a discussão sobre a evolução dos gastos públicos. como. Partindo desse princípio. (Daniel: pensei que aqui vc poderia inserir gráfico com a série história da NFSP) O forte crescimento dos gastos correntes tem dificultado a tarefa de manter a inflação sob controle.

dos estados da federação. alcança as seguintes conclusões: a) A relação entre os gastos correntes do Governo e o crescimento econômico é negativa. uma análise assim feita distancia-se da real relação entre as variáveis postas. utilizando-se de ferramentas econométricas. A análise do impacto das despesas públicas no crescimento não é. carecendo.org.anpec. bem como as correlações entre Variação do PIB e Variação de gasto corrente e Investimento sinalizam quão complexas são as escolhas sobre o tipo de gasto público que melhor retorna em crescimento econômico. favorecendo a acumulação de capital humano. Apesar de ambos os gastos. c) A relação entre gastos com defesa. desaceleram o crescimento. transporte e comunicação com o crescimento econômico é positiva. por um lado. colocando em um mesmo gráfico Variação do PIB e Variação do investimento (montei uma linha na planilha) e em segundo Variação do PIB e Variação do gasto corrente).br. b) A relação entre os gastos com capital e a taxa de crescimento é positiva. em suma. sabe-se que. correntes e investimentos apresentarem altas correlações com o crescimento do PIB no mesmo período. 9 .impostos e de despesas públicas (ou da combinação das duas). O estudo. de instrumentos da econometria mais refinados. mas também do crescimento econômico nas despesas.) A análise dos gráficos. inserir as correlações. podem ser acompanhados por aumentos das despesas públicas produtivas que favorecem o crescimento econômico. as autoras analisam séries históricas de gastos públicos. portanto. Ana Carolina. educação. impostos mais elevados reduzem os incentivos para investir e. In www. Fabiana e GIUBERTI. entitulado “Composição do gasto público e crescimento econômico: um estudo em painel para os estados brasileiros”. Se. como as despesas em educação e I&D. segregados por função e pelos agregados “investimento” e “gasto corrente”. e compara-os com o retorno nas taxas de crescimento econômico no longo prazo. 7 ROCHA. pois. no entanto. e pelo tipo de financiamento. Depois. por outro. mas também porque algumas despesas públicas têm um impacto lento no crescimento econômico. simples: não só porque a relação de causalidade não é apenas do impacto das despesas no crescimento. só que. pelo nível total das despesas públicas. As controvérsias que se originam de tal tema podem ser ilustradas pelos gráficos abaixo: (Daniel: acho que aqui poderíamos inserir os gráficos que vc montou. No estudo de Rocha e Giuberti7. Composição do gasto público e crescimento econômico: um estudo em painel para os estados brasileiros brasileiros.

a partir de 2007.6 vezes maior que aquele apresentado pelos investimentos públicos. Investimento como Propulsor do Crescimento A determinação da dimensão ótima do setor público é de difícil resolução: a preocupação. as condições da própria economia são fundamentais para que o investidor consiga formular hipóteses minimamente confiáveis sobre suas receitas futuras. portanto. Essas decisões geralmente respondem a impulsos de mercados em crescimento. da sua viabilidade. É a expansão da indústria. em maximizar o crescimento de longo prazo. A decisão de investir envolve uma série de condicionantes para sua realização. sendo retroalimentados pela própria expansão. citado no mesmo estudo de Rocha e Giuberti. que exerce papel crucial para conformação de uma trajetória de crescimento de maior fôlego. tem que ponderar entre os efeitos da política de intervenção pública que favorece o crescimento e os efeitos que retardam o crescimento resultantes de impostos mais elevados e regulamentações. através da eliminação de gargalos que impedem ou dificultam o desenvolvimento econômico do país. Ainda nesse sentido. mas guarda enorme relação com o âmbito das finanças. é essencial para aumentar a competitividade e sustentar um novo ciclo de crescimento. estudo da ABDIB (2006) estimou que. como energia. o Brasil precisaria investir mais de R$ 87 bilhões por ano para 10 . Logicamente. por parte do Estado. pesam muito na definição da rentabilidade dos investimentos e. essa decisão pertence ao mundo das mercadorias em geral. Em primeiro lugar. e dos segmentos a ela ligados. Para Afonso e Biasoto o investimento. Itens fundamentais na estrutura de custos. A relação entre o investimento público e o produto e o investimento privado e o produto é positiva durante o período 1970-2003. São as decisões de investir em novos produtos. água e transportes. O impacto do investimento privado no PIB é. Evidentemente. Do lado dos custos de produção. novos processos e nova capacidade produtiva que dão a dinâmica do processo de crescimento. indica que existe uma relação de longo prazo negativa entre os gastos em consumo do Governo e o produto.No mesmo sentido o estudo de Mazoni (2005). especialmente em infra-estrutura. ocorre o mesmo. cerca de 2. contudo. o empreendedor avalia as receitas derivadas do investimento num horizonte de pelo menos cinco anos.

São Paulo: Atlas. o desafio que surge é o de dar conta do reordenamento de espaços entre ações públicas e privadas. José Paschoal. 1994. E acredita-se que o estímulo e a elevação do investimento privado seriam suficientes para suprir a lacuna aberta pela baixa inversão pública. 2003. REFERÊNCIAS UTILIZADAS (ALINE) http://www. prevendo investimentos totais de R$ 503. 8. .. 11 . 2. José Matias.. essa realidade deriva da especificidade histórica de desenvolvimento do capitalismo brasileiro e das formas de estruturação do setor público e das relações entre este e o aparelho econômico. atual.São Paulo: Frase Editora. construção e operação de ativos.br/pac. ed. V. ela é depende do ritmo de crescimento brasileiro nos próximos anos. VICECONTI.org/ BIBLIOGRAFIA (MARCOS) 8 http://www. rev. mas logrando atingir um patamar mais elevado de investimentos públicos. financiamento. e ampl. BIBLIOGRAFIA UTILIZADA: (ALINE) PEREIRA. Finanças públicas: a política orçamentária no Brasil. . Silvério das Neves. Viceconti. preservando o equilíbrio fiscal.São Paulo: Atlas. Introdução à economia / Paulo E. Podemos citar como exemplo de viabilização dos investimentos em infraestrutura as Parecerias Público-Privadas (PPPs): forma de provisão de infra-estrutura e serviços públicos em que o parceiro privado é responsável pela elaboração do projeto. A solução para o problema da infra-estrutura não é trivial.gov. 2007.9 bilhões até 2010. Logicamente.economiabr.net/dicionario/ http://pt. Na atual configuração da economia brasileira. . sendo uma de suas prioridades o investimento em infra-estrutura8.wikipedia. ed. enquanto as condições institucionais não ganham os contornos necessários à plena atuação dos capitais privados. Paulo Eduardo Vilchez.solucionar os problemas mais imediatos de infra-estrutura e permitir a retomada do crescimento econômico. que posteriormente são transferidos ao estado.brasil. 16. criado em 2007: engloba um conjunto de políticas econômicas e que tem como objetivo acelerar o crescimento econômico. Introdução à economia. ed. bem como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). ROSSETI.

Revista de Estudos Politécnicos. N. KEYNES. P. 2006. Ana Carolina. 1996. ABDIB. Política Fiscal e Crescimento Econômico.brasil. do Juro e da Moeda. e BIASOTO. Composição do gasto público e crescimento econômico: um estudo em painel para os estados brasileiros brasileiros. Rio de Janeiro. 2007. 71-122. Paulo. 087-118 AFONSO. SANDRONI. – São Paulo: Best Seller. 1ª ed. n 5]6. São Paulo: Nova Cultural. V. 12 . 14. 27.gov. John Maynard. JUN.br/pac Brasil: Diagnósticos e ABDIB.org. In www. Revista do BNDS. Conceição. Novíssimo Dicionário de Economia. Investimento Público no Proposições. BIBLIOGRAFIA (PATRICIA) CASTRO. http://www.anpec. Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base: “Agenda da infra-estrutura 2007-2010. Fabiana e GIUBERTI.br. A Teoria Geral do Emprego. 2006. José Roberto R. 1999. Vol III.ROCHA. Geraldo Jr.

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