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Manual do Professor

Quimica vol1 Canto 1 06/15/2005, 15:53

Black
Comentario 2 6/14/05, 16:44
APRESENTAÇÃO
O livro do aluno

Esta é uma coleção em três volumes para a disciplina de Química no ensino médio. O volume 1
aborda Química Geral e Inorgânica, o volume 2 trata da Físico-química e o volume 3, da Química
Orgânica.
Em cada volume, há certa flexibilidade quanto à ordem dos capítulos. Respeitando o
encadeamento de pré-requisitos, cada professor poderá adotar a seqüência que sua experiência em
sala de aula e seu conhecimento da realidade local indicarem. Como subsídio para essa escolha,
considerando que alguns capítulos contêm pré-requisitos para outros, é fornecido, na página seguinte,
um dos possíveis mapas de conceitos tratados neste volume.
Em termos de estrutura dos capítulos, cada um se inicia com uma fotografia e com o
Comentário preliminar, texto-organizador que menciona a relação entre o que será estudado no
capítulo e conhecimentos prévios e/ou a relação do tema com outras partes da Química. Após essa
abertura, segue-se a seção Motivação, que emprega, por exemplo, texto jornalístico, fotografia,
experimento ou situação-problema para despertar a curiosidade do estudante para o que será
trabalhado, em seguida, na seção Desenvolvendo o tema.
Os quadros Em destaque contêm textos que pretendem ilustrar princípios vistos, oferecer
informações complementares ou comentar aplicações da Química na compreensão de fatos do dia-
a-dia. Os quadros que aparecem nas laterais de algumas páginas, por sua vez, sugerem atividades
para a aplicação de princípios estudados ou a reflexão sobre aspectos referentes a eles.
As Questões para fixação aparecem ao longo dos capítulos e têm por finalidade colocar em
prática os conceitos estudados. Optou-se por não colocar testes de múltipla escolha nessa seção. Ao
final de cada capítulo, a série intitulada Exercícios sobre todo o capítulo contém questões dissertativas
e testes de múltipla escolha de vestibulares de diversas regiões do país, incluindo alguns exercícios
que relacionam diferentes partes da disciplina. As respostas das Questões para fixação e dos Exercícios
sobre todo o capítulo aparecem no final do livro do aluno.
Ao final do estudo com os três volumes, espera-se que o estudante adquira uma noção do
campo de atuação da Química, de seu caráter científico e tecnológico, de algumas de suas aplicações
e implicações.

O manual do professor

Para cada capítulo do livro do aluno há um capítulo correspondente no manual do professor,


que se inicia com uma relação de conteúdos conceituais apresentados no livro e também de conteúdos
procedimentais e atitudinais que podem ser trabalhados. Ao longo do manual também há:
• comentários sobre os capítulos;
• notas sobre a etimologia de termos científicos;
• textos dirigidos ao professor;
• propostas de atividades adicionais e
• sugestões bibliográficas.
No final do manual, são apresentadas as resoluções comentadas de alguns testes e questões
selecionados.

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Um possível mapa conceitual do volume 1
Importante:
Método emprega o Este mapa é apenas uma das muitas
científico QUÍMICA possibilidades de relacionar os
conteúdos conceituais do volume.
(capítulo 1)
Substâncias Reações
estuda as estuda as
químicas químicas
cada qual representada por uma
(capítulo 2) (capítulos 3, 4, 12)

Equação
química
podem participar da
cada qual pode estar composição de (capítulos 4, 12)

formada por
Átomos Pura Mistura
(capítulos 4, 5) de (capítulo 2) (capítulo 2)
Elementos representados Símbolos
químicos por
(capítulo 4) pode ser
descritos
por (capítulos 4, 5)
Homogênea Heterogênea
Modelos unem-se empregados (capítulo 2) (capítulo 2)
por meio de reunidos para representada
atômicos na escrever as por meio de
também
(capítulo 5) Ligação chamada
Tabela Fórmulas
química
periódica (capítulos 4, 7, 13) Solução
interatômica
(capítulo 6)
(capítulo 7) (capítulos 2, 9)

apresenta
pode ser

Soluto Solvente
(capítulos 2, 9) (capítulos 2, 9)
Iônica Covalente Metálica
(capítulo 7) (capítulo 7) (capítulo 7) pode ser

forma forma forma Não-eletrólito


(capítulo 9)
Retículo Molécula Retículo
cristalino (capítulos 4, 7) cristalino
iônico metálico Eletrólito
(capítulo 7) (capítulo 7) (capítulos 9, 10)
pode ser

cada qual
apresenta une-se a outra por apresenta apresenta Inorgânica
(capítulos 10, 11)
Geometria Interação Massa Massa
molecular intermolecular molecular atômica por exemplo

(capítulo 8) (capítulo 8) (capítulo 13) (capítulo 13)

que, no estado sólido,


Ácidos Bases
agrupa as moléculas no pode
(capítulo 10) (capítulo 10) participar das
chamadas
Retículo
cristalino Sais Óxidos Reações inorgânicas
molecular (capítulo 10) (capítulo 11) (capítulos 10 a 12)

(capítulo 8)
revela a
grandezas
relacionadas
ao conceito de Proporção em mols
Propriedades importante para Cálculo entre as quantidades
físicas dos gases interpretar Mol que permite a
realização de estequiométrico que permite a
realização de dos participantes
algumas das
(capítulo 14) (capítulo 13) (capítulo 15) (capítulo 15)

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SUMÁRIO
SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo 1 – Introdução ao estudo da Química, 7
Capítulo 2 – Substâncias químicas, 9
Capítulo 3 – Introdução ao conceito de reação
química, 11
Capítulo 4 – Do macroscópico ao microscópico:
átomos e moléculas, 13
Capítulo 5 – Introdução à estrutura atômica, 15
Capítulo 6 – A tabela periódica dos elementos, 19
Capítulo 7 – Ligações químicas interatômicas, 22
Capítulo 8 – Geometria molecular e ligações químicas
intermoleculares, 25
Capítulo 9 – Condutividade elétrica de soluções
aquosas, 29
Capítulo 10 – Princípios de Química Inorgânica (I), 30
Capítulo 11 – Princípios de Química Inorgânica (II), 32
Capítulo 12 – Algumas reações inorgânicas de
importância, 35
Capítulo 13 – Mol, 38
Capítulo 14 – O comportamento físico dos gases, 40
Capítulo 15 – Aspectos quantitativos das reações
químicas, 42

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RESOLUÇÕES
Capítulo 2 – Substâncias químicas, 44
Capítulo 3 – Introdução ao conceito de reação
química, 46
Capítulo 4 – Do macroscópico ao microscópico:
átomos e moléculas, 46
Capítulo 5 – Introdução à estrutura atômica, 47
Capítulo 6 – A tabela periódica dos elementos, 49
Capítulo 7 – Ligações químicas interatômicas, 50
Capítulo 8 – Geometria molecular e ligações químicas
intermoleculares, 51
Capítulo 9 – Condutividade elétrica de soluções
aquosas, 53
Capítulo 10 – Princípios de Química Inorgânica (I), 54
Capítulo 11 – Princípios de Química Inorgânica (II), 55
Capítulo 12 – Algumas reações inorgânicas de
importância, 57
Capítulo 13 – Mol, 61
Capítulo 14 – O comportamento físico dos gases, 68
Capítulo 15 – Aspectos quantitativos das reações
químicas, 75

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SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo 1 Introdução ao estudo
da Química
Principais conteúdos* Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Linguagem científica como • Observar anúncios, reporta- • Perceber que muito do con-
meio para facilitar a comuni- gens e embalagens em que forto da vida moderna se deve
cação se manifeste a idéia incor- à utilização de progressos da
• Caráter experimental da Quí- reta de que Química é sinô- Química.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

mica nimo de substância tóxica • Valorizar os progressos da


• Pesquisa pura 3 pesquisa ou de processos que agri- Ciência e suas aplicações
aplicada dam o ambiente. como agentes do bem-estar
• Reunir esses anúncios, re- humano.
• A Química relaciona-se a ou-
tras Ciências (caráter inter- portagens e embalagens em • Compreender que a palavra
disciplinar) uma exposição na qual sejam “química” é às vezes empre-
mostrados exemplos de como gada incorretamente, num
• Breves noções da evolução da
o objetivo da pesquisa cien- contexto diário, como sinôni-
Química ao longo do tempo
tífica pode eventualmente ser mo de “substância artificial
• Distinção entre observações potencialmente perigosa à
mal compreendido pelas pes-
qualitativas e quantitativas saúde”.
soas não envolvidas nessa
• Distinção entre lei e teoria atividade. • Ter uma postura crítica dian-
• Noções sobre método cien- te da propaganda.
tífico

Comentário geral Temas para discussão em grupo


Todo o estudo da Química está baseado, entre outras coisas, na com- Se o professor dispuser de tempo e achar conveniente, poderá suge-
preensão do que são leis e princípios e do que são teorias. rir o seguinte tema para discussão:
As leis e os princípios são generalizações que expressam regulari- • “Que contribuições positivas a Química trouxe para nossa vida diária? E
dades do comportamento natural dos sistemas estudados pelos cientistas e que contribuições negativas?”
que são percebidas por meio da observação de fatos experimentais. As leis O debate permite ao professor perceber as concepções prévias dos
e os princípios permitem compreender melhor os comportamentos natu- alunos acerca da Química e, a partir delas, começar a mostrar que muitas
rais e, a partir disso, elaborar previsões. das contribuições negativas atribuídas à Química (intensificação do efeito
Já as teorias são propostas de explicação para esses comporta- estufa, destruição da camada de ozônio, poluição etc.) são, na realidade,
mentos regulares e, como tal, podem ser úteis e consistentes durante um contribuições negativas advindas da ignorância de princípios ou de técni-
certo período de tempo. Porém, diante de novos fatos (novas observa- cas químicas e/ou da má-fé e da falta de ética.
ções experimentais), uma teoria pode precisar ser aperfeiçoada ou total- Da mesma maneira que não faz sentido atribuir à Física a culpa por
mente abandonada em detrimento de uma nova teoria, consistente com alguém ter morrido eletrocutado em um acidente, também não é sensato
os novos fatos. atribuir à Química a responsabilidade por seu mau uso.
Desde o início do estudo da Química, é necessário que o aluno ganhe Outro tema sugerido para discussão é:
familiaridade com essas terminologias. Daí a sua inclusão no capítulo. • “Há pessoas que não são cientistas, mas utilizam em sua atividade um
Outro ponto relevante é o estabelecimento da relação entre aprender método semelhante ao método científico?”
Química e exercer a cidadania. O conhecimento científico, na medida em Esse tema permite aos estudantes perceber que em atividades como a
que permite uma interpretação mais clara de fenômenos cotidianos, possibi- de um mecânico tentando descobrir o defeito de um automóvel ou a de um
lita ao cidadão a correta tomada de decisões e, por conseqüência, uma me- técnico tentando consertar um microcomputador com defeito observações são
lhor qualidade de vida. Exercer a cidadania é, entre outras coisas, usar o feitas e, a partir delas, são formuladas propostas de explicação, que, a seguir,
conhecimento de modo ético em benefício próprio e da comunidade. são testadas e podem, ou não, ser compatíveis com observações posteriores.

* Para o professor que desejar compreender melhor os aspectos pedagógicos envolvidos na classificação dos conteúdos escolares em conceituais, procedimentais
e atitudinais, recomendamos a obra: COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma: ensino e aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes. Tradução de
Beatriz Affonso Neves. Revisão técnica de Maria Thereza Oliva Marcílio de Souza. Porto Alegre: Artmed, 1998.

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Atividade Os químicos também utilizam outras práticas e teorias, tomadas


de empréstimo de outras ciências, como a Matemática e a Física.
Assim, o químico usa de práticas estatísticas para tratamento de da-
Reunir anúncios, reportagens e embalagens em que se manifeste a
dos numéricos, de medidas elétricas, térmicas, ópticas etc. Teorias
idéia incorreta de que Química é sinônimo de substância tóxica ou de pro-
físicas como a Termodinâmica (a clássica e a estatística), o
cessos que agridam o ambiente.
Eletromagnetismo, a Mecânica Quântica etc. são atualmente bastan-
Sugerimos que essa atividade seja realizada após os temas para dis- te usadas pelos químicos.
cussão em grupo, caso contrário dificultará a identificação das concepções
prévias dos alunos a respeito da Química. Fonte: CHAGAS, A. P. Termodinâmica química: fundamentos, métodos e
aplicações. Campinas: Editora da Unicamp, 1999. p. 17-18.

Textos ao professor
A ATITUDE CIENTÍFICA
O QUE É A QUÍMICA?
É comum se pensar num fato como algo imutável e absoluto.
A Química pode ser conceituada como a atividade do químico. É Mas em ciência, um fato é geralmente uma concordância estreita
tudo aquilo que o químico faz e como ele faz. A atividade do químico entre observadores competentes sobre uma série de observações do
apresenta dois aspectos: um aspecto prático, de modificar, de transfor- mesmo fenômeno. Por exemplo, onde foi uma vez fato que o univer-
mar a matéria, e um aspecto teórico, de pensar sobre a matéria e suas so era imutável e permanente, hoje é um fato que está se expandindo
modificações em termos de átomos e moléculas, ou seja, da teoria e evoluindo. Uma hipótese científica, por outro lado, é uma suposi-
molecular. A atividade do químico é sempre uma interação entre estes ção culta que somente é tomada como factual depois de testada pelos
dois aspectos complementares, dialéticos: o fazer e o pensar. experimentos. Após ser testada muitas e muitas vezes e não ser nega-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Em sua prática, o químico inicialmente trata a matéria de forma da, uma hipótese pode tornar-se uma lei ou princípio.
macroscópica, ou seja, da maneira como ela é percebida pelos nossos Se as descobertas de um cientista evidenciam uma contradição a
sentidos. Suas atividades podem ser divididas em operações como: a uma hipótese, lei ou princípio, então deve ser abandonada dentro do
separação de materiais ou substâncias, a identificação de substâncias, espírito científico — não importa a reputação ou a autoridade das
o estudo das reações, medindo efeitos que elas produzem etc., a prepa- pessoas que a defendem (a menos que a evidência negativa mostre-se
ração de substâncias e outros materiais etc. Estas operações, realizadas
errônea — como acontece, às vezes). Por exemplo, o filósofo grego
em escala de laboratório ou escala industrial, permitem modificar a
[...] Aristóteles (384-322 a.C.) afirmava que um objeto cai com uma
matéria, ou seja, transformar os materiais, as substâncias.
velocidade proporcional ao seu peso. Esta idéia foi aceita como ver-
O pensar do químico se faz no nível microscópico, ou seja, no dadeira por quase 2.000 anos, por causa da grande autoridade de
nível de átomos e moléculas. Matéria é o nome genérico de todos os Aristóteles. Galileu supostamente demonstrou a falsidade da afirma-
materiais que vemos, tocamos, sentimos etc. Os corpos são porções tiva de Aristóteles com um experimento — mostrando que objetos
limitadas, definidas, de algum material. Os materiais são constituídos leves e pesados caíam [...] com valores de rapidez aproximadamente
por substâncias, uma ou mais, combinadas de alguma forma, mistura- iguais. No espírito científico, um único experimento compro-
das etc. O conceito de substância, ou espécie química, é o mais funda- vadamente contrário tem mais valor do que qualquer autoridade, não
mental da Química, e, como todos os conceitos fundamentais, é vago, importa sua reputação ou o número de seus seguidores ou defenso-
difuso, indefinível, porém todos os químicos o compreendem — cada res. Na ciência moderna, argumentos de apelo à autoridade têm pou-
um a seu modo, é claro. Definir é atribuir coordenadas a um objeto co valor.
dentro de um conjunto maior. Como definir quimicamente algo que é
praticamente o universo do químico? A compreensão do que é subs- Os cientistas devem aceitar descobertas experimentais mesmo
tância passa pelo aspecto macroscópico, através de propriedades quando gostariam que fossem diferentes. Devem esforçar-se para dis-
observáveis, e pela idéia de átomos, moléculas e cristais. Aí já entra- tinguir entre o que vêem e o que desejam ver, pois os cientistas, como
mos, então, no que se chama de teoria molecular, a base do pensamen- as pessoas, têm grande capacidade de enganar a si mesmos. As pes-
to químico. As substâncias são constituídas por partículas como molé- soas têm sempre a tendência de adotar regras, crenças, credos, idéias
culas, íons, radicais (para facilitar, diz-se simplesmente moléculas). e hipóteses, sem questionar profundamente a sua validade, e a
Estas partículas, por sua vez, constituídas por átomos, ligados de certa mantê-las por muito tempo após terem se mostrado sem significado,
maneira, e estes átomos por elétrons, prótons, nêutrons etc. falsas ou no mínimo questionáveis. As suposições mais difundidas
são freqüentemente as menos questionadas. Muitas vezes, quando
Uma reação química é uma transformação de substâncias e pode ser
uma idéia é adotada, uma atenção especial é dada aos casos que pare-
vista do ponto de vista macroscópico e do ponto de vista microscópico.
cem corroborá-la, ao passo que aqueles casos que parecem refutá-la
Do primeiro, uma caracterização da ocorrência de uma reação é a altera-
ção das propriedades mensuráveis da(s) substância(s). Do ponto de vista são distorcidos, depreciados ou ignorados.
microscópico, a reação química é uma alteração molecular. Muitos fe- Os cientistas usam a palavra teoria de maneira diferente à que é
nômenos podem ser considerados ou não como reações químicas, como, adotada no falar cotidiano. Na linguagem do cotidiano, uma teoria
por exemplo, as mudanças de fase: vaporização, fusão etc. Isto é para o não difere de uma hipótese — uma suposição que ainda não foi com-
químico, muitas vezes, uma questão de conveniência [...]. provada. Uma teoria científica, por outro lado, é a síntese de um
Observam-se, nas reações químicas, certas uniformidades, cer- grande corpo de informações que englobam hipóteses comprovadas
tas regras, como, por exemplo, as relações estequiométricas, que e testadas sobre determinados aspectos do mundo natural. Os físicos,
podem ser chamadas leis das reações químicas, e estas leis podem por exemplo, falam na teoria dos quarks dos núcleos atômicos, os
ser explicadas ou explanadas em termos moleculares. As moléculas químicos falam na teoria das ligações metálicas nos metais, e biólo-
podem ser constituídas por um ou mais átomos, podendo chegar a gos falam da teoria celular.
milhares, milhões ou até mais — as chamadas macromoléculas. As As teorias científicas não são imutáveis, ao contrário, elas sofrem
moléculas (e as macromoléculas) podem constituir agregados maio- mudanças. Elas evoluem quando passam por estágios de redefinição e
res, denominados complexos. Podem também constituir agregados refinamento. Durante os cem últimos anos, por exemplo, a teoria atômi-
maiores, macroscópicos, e altamente regulares, os cristais. ca tem sido redefinida repetidamente toda vez que se consegue uma nova
O pensamento do químico gravita em torno dessas noções básicas, evidência sobre o comportamento atômico. De maneira semelhante, os
que são os alicerces de uma esplêndida obra arquitetônica “construída químicos têm redefinido suas visões da maneira como as moléculas se
pelo esforço de uns poucos arquitetos e de muitos operários”. ligam, e os biólogos têm refinado a teoria celular. O aperfeiçoamento de

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teorias é uma força da ciência, não uma fraqueza. Muitas pessoas acham Sugestões de leitura
que é um sinal de fraqueza mudar suas opiniões. Cientistas competentes
devem ser especialistas em alterar suas opiniões. Eles trocam de opinião, complementar para o professor
entretanto, somente quando deparam-se com sólidas evidências experi-
mentais ou quando uma hipótese conceitualmente mais simples força-os Textos de Química Nova são disponibilizados em
a adotar um novo ponto de vista. Mais importante que defender crenças, http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
é melhorá-las. As melhores hipóteses são aquelas mais honestas em face Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
da evidência experimental. http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
Fora de suas profissões, os cientistas não são inerentemente mais ASIMOV, I. Cronologia das ciências e das descobertas. Tradução
honestos ou éticos que a maioria das pessoas. de Ana Zelma Campos. Rio de Janeiro: Civilização Bra-
Mas em suas profissões eles trabalham em um meio que dá alto sileira, 1993.
valor à honestidade. A regra que norteia a ciência é a de que todas as Relata a evolução das descobertas científicas e de suas
hipóteses devem ser testáveis — devem ser passíveis, pelo menos em aplicações na tecnologia em ordem cronológica.
princípio, de serem negadas. É mais importante, na ciência, que exis- CHAGAS, A. P. As ferramentas do químico. Química Nova na
ta um modo de provar que uma idéia está errada do que existir uma Escola, n. 5, 1997. p. 18-20.
maneira de provar ser correta. Este é um dos principais fatores que CHASSOT, A. I. Alquimiando a Química. Química Nova na Esco-
distingue a ciência da não-ciência. À primeira vista, isso pode soar la, n. 1, 1995. p. 20-22.
estranho, pois quando nos perguntamos sobre a maioria das coisas, PITOMBO, L. R. M.; LISBÔA, J. C. F. Sobrevivência humana —
nós nos preocupamos em encontrar maneiras de revelar se elas são Um caminho para o desenvolvimento do conteúdo quí-
verdadeiras. As hipóteses científicas são diferentes. De fato, se você mico no ensino médio. Química Nova na Escola, n. 14,
deseja descobrir se uma hipótese é científica ou não, veja se existe
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2001. p. 31-35.
um teste para comprovar que é errônea. Se não existir teste algum
SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. Função social. O que
para provar sua falsidade, então a hipótese é não-científica. Albert
significa ensino de Química para formar o cidadão?
Einstein pôs isso muito bem quando declarou que “nenhum número
Química Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 28-34.
de experimentos pode provar que estou certo; um único experimento
pode provar que estou errado”. SCHNETZLER, R. P.; ARAGÃO, R. M. R. Importância, sentido e
contribuições de pesquisas para o ensino de Química.
[...] Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 27-31.
Fonte: HEWITT, P. G. Física conceitual. SILVA, S. F.; NÚÑEZ, I. B. O ensino por problemas e trabalho
Tradução de Trieste Freire Ricci e Maria Helena Gravina. experimental dos estudantes — reflexões teórico-
9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. p. 33-34. metodológicas. Química Nova, v. 25, n. 6B, 2002.
p. 1.197-1.203.

Capítulo 2 Substâncias químicas

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Mudança de estado físico • Empregar um raciocínio de • Valorizar a observação como


• Ponto de fusão (PF) proporcionalidade direta para importante fonte para obter in-
realizar a conversão entre as formações.
• Ponto de ebulição (PE)
principais unidades de massa • Perceber que princípios cien-
• Matéria e também entre as principais tíficos estão presentes na vida
• Massa e unidades de massa unidades de volume. cotidiana.
• Volume e unidades de volume • Usar materiais caseiros para • Adotar procedimentos ade-
• Densidade (d) montar um “densímetro” bem quados de segurança quando
simples e usá-lo para compa- em um laboratório químico.
• Substância pura
rar semiquantitativamente a
• Mistura heterogênea 3 ho- densidade de algumas solu-
mogênea ções aquosas de cloreto de
• Solução sódio.
• Sistema • Experimentar técnicas de se-
• Exemplos de técnicas de se- paração de misturas homo-
paração de misturas gêneas e de misturas hete-
rogêneas.

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Comentário geral Texto ao professor


Este capítulo trabalha os conceitos de substância e de mistura, fun- POR QUE SIMBOLIZAR LITRO COM L E NÃO COM L
damentando-se exclusivamente em critérios macroscópicos. Elaborar tais
conceitos do ponto de vista microscópico, envolvendo átomos e molécu- Há alguns anos, era comum vermos em livros técnicos a unidade
las, é deixado para o capítulo 4. litro simbolizada com a letra “ele” minúscula manuscrita, L.

Para estabelecer macroscopicamente o que é substância e o que é Assim, cinco litros eram grafados como 5 L.
mistura, são necessários os conceitos de ponto de fusão, ponto de ebulição No entanto, essa simbologia pode conduzir a terríveis confusões
e densidade, razão pela qual são apresentados neste capítulo. Além disso, quando não se dispõe, no computador ou na máquina de escrever, do
é necessário certificar-se de que o aluno tem o conceito do que é “medir” e símbolo “L” manuscrito e o caractere da letra “ele” minúscula é igual
do que são “unidades de medida”, principalmente unidades de massa e de ou parecido com o do número “um”. Ao ler textos técnicos elabora-
volume, essenciais ao desenvolvimento do curso de Química no ensino dos nessas máquinas, é possível haver confusão entre ambos os si-
médio. nais gráficos: o “um” e o “ele” minúsculo.
O uso de L para simbolizar a unidade litro impede possíveis con-
Desde já, é conveniente incentivar os alunos a consultarem o fusões na leitura de textos. Os livros mais recentes nas áreas de Quí-
apêndice C do volume 1, que auxilia no trabalho com unidades e seus mica e Física utilizam tal simbologia.
múltiplos e submúltiplos, e o apêndice B, que auxilia no trabalho com Atualmente, por exemplo, cinco litros são geralmente grafados
potências de dez. como 5 L.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Tema para pesquisa Sugestão de leitura
complementar para o aluno
O tema sugerido no livro — sobre o que é densímetro e qual a sua
função nos postos de combustível — permite ilustrar a utilidade prática de ROCHA-FILHO, R. C. Grandezas e unidades de medida, o Siste-
um densímetro. Sorveterias, destilarias de álcool e vinícolas são outros ma Internacional de Unidades. São Paulo: Ática, 1988.
exemplos de locais em que densímetros são úteis. (Série Princípios)

Tema para discussão em grupo Sugestões de leitura


complementar para o professor
Se o professor dispuser de tempo e julgar conveniente, poderá su-
gerir o seguinte tema para discussão: Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
• “A Ciência é algo pronto e acabado ou envolve um processo dinâmico? http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
Que argumentos você apresenta para sustentar sua opinião?” BELTRAN, M. H. R. Destilação: a arte de “extrair virtudes”. Quí-
mica Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 24-27.
A autora aborda aspectos históricos da destilação e
de sua importância.
BELTRAN. N. O. As Ciências Exatas não são tão exatas. Revista
Experimentos do Ensino de Ciências, n. 21, 1988. p. 49-54.
O autor mostra um experimento (uma balança) que
pode ser montado com materiais corriqueiros e que
permite explorar o conceito de “medir” e também o fato
SEPARAÇÃO DE MISTURAS
de as medidas sempre se fazerem acompanhar de uma
De acordo com a situação material da escola e da conveniência, incerteza.
sugere-se que os alunos tenham a oportunidade de realizar a separa- DEGANI, A. L. G.; CASS, Q. B.; VIEIRA, P. C. Cromatografia, um
ção de misturas, empregando as técnicas mostradas no capítulo. breve ensaio. Química Nova na Escola, n. 7, 1998.
p. 21-25.
Apanhado geral sobre a técnica cromatográfica e seus
desdobramentos.
CROMATOGRAFIA
OLIVEIRA, A. R. M.; SIMONELLI, F.; MARQUES, F. A.
Outra atividade que pode ser proposta consiste na separação Cromatografando com giz e espinafre: um experimen-
cromatográfica dos componentes de uma mistura (veja exemplos nas to de fácil reprodução nas escolas do ensino médio.
Sugestões de leitura complementar para o professor). Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 37-38. (Veja
A prática pode ser acompanhada de uma pesquisa sobre as técni- também errata no n. 8, p. 41.)
cas de cromatografia empregadas nos laboratórios de pesquisa e nas PALOSCHI, R.; ZENI, M.; RIVEROS, R. Cromatografia em giz no
indústrias e sobre sua importância. ensino de Química: didática e economia. Química Nova
na Escola, n. 7, 1998. p. 35-36.

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Capítulo 3 Introdução ao conceito


de reação química
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Conceito de reação química • Utilizar materiais caseiros • Interessar-se pelas idéias cien-
• Reagentes e produtos para realizar uma reação de tíficas e pela Ciência como
efervescência e observar a li- maneira de entender melhor
• Reações de decomposição beração de gás. o mundo que nos cerca.
• Distinção entre substância • Executar a reação de decom- • Valorizar a observação como
simples e substância compos- posição da água oxigenada e importante meio para obter in-
ta com base em informações observar a liberação de gás. formações.
sobre reações de decompo-
sição • Interpretar dados experimen-
tais de massa de reagentes e
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

• Elemento químico, na con- de produtos de uma reação


cepção de Boyle química, mostrando que tais
• Lei de Lavoisier dados obedecem à Lei de
• Lei de Proust Lavoisier e à Lei de Proust.

massa de oxigênio 8 88,89


⫽ ⫽ ⫽ 88,89%
Comentário geral massa de água 9 100

Este capítulo tem por finalidade principal introduzir o conceito de Analogamente, no segundo exemplo foi mostrada a relação entre
reação química. Porém, nesse momento, trabalha-se o tema em enfoque massa de carbono e massa de oxigênio. O professor pode mostrar que se
macroscópico, não microscópico. Assim, as propriedades que caracteri- mantêm constantes as seguintes outras razões:
zam as substâncias estudadas no capítulo anterior são imprescindíveis. massa de carbono 3 27,27
Conhecendo a importância das propriedades na caracterização de uma subs- ⫽ ⫽ ⫽ 27,27%
massa de gás carbônico 11 100
tância, é possível ao estudante compreender macroscopicamente a
conceituação de reação química. massa de oxigênio 8 72,73
⫽ ⫽ ⫽ 72,73%
Neste capítulo, representam-se as reações químicas por meio de massa de gás carbônico 11 100
uma equação em que os reagentes e produtos são representados por seus
Já temos, então, um gancho formado para aquilo que, no capítulo
nomes em vez de fórmulas.
13, será denominado composição porcentual de uma substância.
Há vários motivos para isso. Primeiro, átomos e moléculas ainda
não foram estudados. Segundo, na abordagem desta obra, formar o con-
É preciso deixar claro aos alunos que a conceituação de ele-
ceito de reação química e conhecer a Lei de Lavoisier e a Lei de Proust
mento químico feita neste capítulo (segundo Boyle, p. 46 do livro)
(neste capítulo 3) são pré-requisitos para que o aluno entenda, no capítulo
corresponde a uma primeira abordagem do tema. Embora historica-
4, como Dalton formulou sua teoria atômica. Terceiro, conceituar reação
mente correta, ela não está mais em vigor.
química sem representá-la, nesse momento, pela equação química permite
ao aluno perceber que tal conceito apareceu historicamente antes de se Nos dois capítulos seguintes essa definição será retomada e
conceber a existência de átomos e moléculas. Quarto, se um professor ten- gradualmente aperfeiçoada até que os estudantes estejam aptos a com-
ta ensinar simultaneamente o que é reação química e o que é equação quí- preender a conceituação moderna de elemento químico (segundo Dalton,
mica, os alunos tendem a associar o conceito de reação química à sua p. 53, e a atualmente em vigor, p. 68).
representação, em vez de entendê-la como um processo em que novas subs-
tâncias são formadas a partir de outras preexistentes. Para esclarecer aos alunos alunos por que a Lei de Proust vale para
O capítulo também conceitua macroscopicamente substância sim- substâncias puras, mas não para misturas (p. 48), consideremos os seguin-
ples e substância composta. O mapa conceitual da página 45 é fundamen- tes dados experimentais:
tal para que se fixem esses conceitos, integrando-os aos de substância pura sódio ⫹ cloro → cloreto de sódio
e de mistura, vistos no capítulo 2. 39,32 g 60,68 g 100 g
Nas páginas 47 e 48 do livro, os dados numéricos mostrados são hidrogênio ⫹ oxigênio → água
explorados apenas no tocante à relação entre as massas dos reagentes. No 11,11 g 88,89 g 100 g
primeiro exemplo, calcula-se a relação entre massa de hidrogênio e massa
de oxigênio. O professor pode explorar melhor esses dados, mostrando De posse desses dados, pode-se calcular a massa dos elementos
que também são constantes as seguintes relações: sódio, cloro, hidrogênio e oxigênio, por exemplo, em uma mistura feita
dissolvendo-se 100 g de cloreto de sódio em 1.000 g de água e, para com-
massa de hidrogênio 1 11,11 parar, também calcular essas massas em outra mistura, feita por dissolu-
⫽ ⫽ ⫽ 11,11%
massa de água 9 100 ção de 200 g de cloreto de sódio em 1.000 g de água.

Comentario 11 6/14/05, 16:44


12
Comparando-se ambos os resultados, percebemos que não há cons-
tância na proporção entre as quantidades de cloro e de hidrogênio, ou de Depois da visita de Priestley, Lavoisier fez uma série de outras
sódio e de oxigênio. experiências decisivas. No fim da década de 1770, ele próprio ficou
convencido de que o ar era um composto de alguma natureza, con-
tendo uma parte eminentemente combustível e outra irrespirável. Os
Temas para pesquisa estudos da calcinação isolada e, depois, na presença do carvão
levaram-no a concluir que o “ar fixo” de Black era uma espécie de
composto do carvão. Então, juntou todos esses resultados e chegou à
• “Que outras contribuições técnicas e científicas foram prestadas por
primeira das conclusões que iriam derrubar antigas idéias sobre quí-
Lavoisier, além da lei que leva seu nome?”
mica e conduzir à química moderna. Em 1779, declarou que a parte
• “Em que contexto histórico viveu Lavoisier? Como ele morreu?” combustível do ar era um constituinte de todos os ácidos e chamou-a
de “princípio ácido”, ou “principe oxygine” (derivado do grego
“oxus”, “ácido”). Nessa época, contudo, não havia descartado a teo-
Texto ao professor ria flogística; apenas declarou que seu ponto de vista dava outra ex-
plicação a essa teoria.
Agora Lavoisier já podia explicar uma série de processos quími-
LAVOISIER E A ALVORADA DA QUÍMICA cos, mas ainda estava intrigado com o ar inflamável. Entretanto, era
[...] nessa época que Priestley e Cavendish estavam usando centelhas para
produzir orvalho, e Cavendish concluiu que o orvalho era pura água.
Entretanto, a mais importante descoberta de Priestley ocorreu Em Paris, Lavoisier recebeu notícias da identificação realizada por
em abril de 1774, quando ele obteve um ar sem cor ao aquecer o
Cavendish, e também da explicação deste, que ainda supunha que to-
óxido vermelho de mercúrio, usando a luz do sol concentrada por
dos os gases continham água e usava a teoria do flogisto como justifi-
meio de um grande vidro ustório — método eficiente para se obter
cativa. Mas Lavoisier realizou outras experiências, não apenas produ-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
grande quantidade de calor em laboratório. O ar que obteve o surpre-
zindo água, mas também investigando a ação precisa dos ácidos sobre
endeu; nele, uma vela queimou brilhantemente, embora o ar fosse
os metais e a produção, durante essas últimas experiências, de “ar in-
insolúvel em água. Ele o chamou de “ar deflogisticado”. No outono,
flamável”. O resultado foi reconhecer que a água se divide em certas
Priestley viajou pelo norte da Europa, e, em Paris, discutiu seus re-
circunstâncias, dando seu principe oxygine, por um lado, e um princí-
sultados com o químico francês Lavoisier; foi um encontro decisivo.
pio da água — principe hydrogen (do grego “hydor”, “água”) —, por
Ao retornar à Inglaterra, Priestley trabalhou como ministro religioso,
outro. Uma vez realizado esse reconhecimento, uma porção de reações
mas isso não o impediu de continuar suas experiências. Em 1781,
usou uma centelha para explodir uma garrafa contendo uma mistura químicas podia, agora, ser explicada de modo mais eficaz, e isso se
de ar inflamável e ar deflogisticado, e notou que o resultado foi “or- aplicava especialmente ao caso de reações que envolviam ácidos que
valho” (isto é, água): comentou apenas que “o ar comum deposita atuavam sobre metais. Lavoisier mostrou como o oxigênio e o hidro-
sua mistura quando flogisticado”. Cavendish repetiu essa experiên- gênio realizavam cada qual uma parte, e foi capaz de formular uma
cia e verificou que o orvalho era “água pura”, concluindo que “o ar máquina totalmente nova sem invocar o “elemento fogo”, o flogisto.
deflogisticado é, na realidade, nada mais que água deflogisticada”. Baseado em cuidadosa análise e apoiado em medição meticulo-
Evidentemente, estava sendo forjada uma ligação entre a água e os sa, esse era um sério desafio à antiga teoria do flogisto, e, com o
componentes do ar, mas o aspecto geral ainda não estava claro, em- correr dos anos, acabou por suplantá-la. Entretanto, suas vantagens
bora não houvesse dúvida sobre a evidência experimental. De fato, a ficaram imediatamente evidentes a numerosos químicos, e, em 1784,
descoberta, por Priestley, do ar deflogisticado, fora antecipada, em um ano depois de Lavoisier haver anunciado seus resultados, Joseph
1772, pelo farmacêutico sueco Carl Scheele, cujos resultados o leva- Black os estava transmitindo a seus alunos em Edimburgo, enquanto
ram a declarar que o ar era de duas espécies, uma que favorecia a em 1785 Claude Berthollet, químico muito conhecido, abraçou as
combustão — o “ar de fogo” — e outra que a impedia. Os resultados novas idéias. Verdadeiramente, durante os dois anos seguintes,
de Scheele não foram publicados, contudo, até 1777, com uma tradu- Berthollet, Lavoisier e os químicos Guyton de Morveau e Antoine de
ção para o inglês três anos depois. Fourcroy trataram de reorganizar toda a nomenclatura química à luz
O homem que finalmente resolveu o problema, embora tivesse da nova teoria, dando a cada substância um nome que descrevia sua
que rejeitar a teoria do flogisto antes de ser capaz de fazê-lo, foi composição química e definindo seus elementos de modo muito cui-
Antoine-Laurent de Lavoisier. Nascido em 1743, era funcionário do dadoso, seguindo os princípios estabelecidos, mais de um século an-
governo parisiense com talento para a ciência. Foi certamente uma tes, por Robert Boyle. Assim, “óleo de vitríolo” tornou-se ácido sul-
grande perda para a comunidade científica o fato de ter sido morto na fúrico, “aqua fortis”, ácido nítrico, e assim por diante; era um siste-
guilhotina, em 1794, durante o reinado do Terror da Revolução Fran- ma muito semelhante ao usado hoje, embora tenha aparecido pela
cesa. O matemático Lagrange observou: “Eles precisaram apenas de primeira vez em 1787 sob o título Método de nomenclatura química.
um instante para cortar aquela cabeça, e uma centena de anos podem Dois anos depois, Lavoisier apresentou seu famoso Tratado elemen-
não vir a produzir outra semelhante”. Infelizmente, porém, ele se tar de química, o qual, com sua clareza e abrangência, popularizou
tornara um membro da impopular Ferme Générale que recolhia im- as novas idéias. A era moderna da química tinha, afinal, amanhecido.
postos em benefício do governo.
Fonte: RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência.
Lavoisier começou sua carreira científica na década de 1760, no Tradução de Jorge Enéas Fortes.
campo da geologia, à qual trouxe o máximo de medidas de precisão Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1987. v. 3, p. 124-126.
que lhe foi possível — tendência que caracterizaria todo o seu traba-
lho. Depois passou a se envolver com o suprimento de água de Paris.
Isso o levou a realizar experiências químicas e a desaprovar a idéia
de que a água se transformava em terra se aquecida durante muito
tempo, visão errônea devida ao fato de que, quando se ferve água Sugestões de leitura
impura, esta deposita um resíduo sólido. Novamente foi uma cuida-
dosa experiência quantitativa que levou Lavoisier a seus resultados.
complementar para o aluno
Só no princípio da década de 1770 é que ele começou a estudar a
combustão, mas, tão logo o fez, pôde demonstrar que, quando um CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo:
metal era calcinado, não acolhia “partículas de fogo”, isto é, não ab- Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)
sorvia “ar fixo”. Foi nessa situação que Priestley visitou Paris e falou Apresenta um panorama da evolução da atividade ci-
a Lavoisier sobre sua idéia do ar deflogisticado. entífica, da pré-história aos dias atuais. O capítulo 8
versa sobre Lavoisier e sua época.

Comentario 12 6/14/05, 16:44


13
VANIN, J. A. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o na mudança de alguns aspectos do pensamento
futuro. São Paulo: Moderna, 1996. (Coleção Polêmica) químico.
Oferece um panorama da atuação da Química e dos MAAR, J. H. Pequena história da Química. Primeira parte: dos
químicos. O capítulo 3 é sobre Lavoisier e sua impor- primórdios a Lavoisier. Florianópolis: Papa-Livro, 1999.
tância para a Ciência.
MAHAN, B. H. Química — um curso universitário. 2. ed. São Pau-
lo: Edgard Blücher, 1972.
Apresenta, no capítulo 1, um texto sobre a evolução
Sugestões de leitura da teoria atômico-molecular, atendo-se a aspectos his-
tóricos.
complementar para o professor RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência. Trad. Jorge Enéas
Fortes. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. v. 1-4.
FILGUEIRAS, C. A. L. Lavoisier e o estabelecimento da Química No volume 3 podem ser encontradas informações so-
Moderna. São Paulo: Odysseus, 2002. (Coleção Imor- bre a vida e a obra de Lavoisier. O volume 4 inclui o
tais da Ciência) impulso da Química a partir da formulação da Teoria
Apresenta um panorama da Química na época de Atômica de Dalton e a consolidação do atomismo na
Lavoisier e mostra a importância desse cientista entrada do século XX.

Capítulo 4 Do macroscópico ao
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

microscópico: átomos
e moléculas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Teoria atômica de Dalton • Interpretar corretamente a fór- • Interessar-se pelas idéias cien-
• Conceito de elemento quími- mula que representa uma mo- tíficas e pela Ciência como
co dentro da teoria atômica de lécula, distinguindo os ele- maneira de entender melhor
Dalton mentos presentes (por meio o mundo que nos cerca.
de seus símbolos e da con- • Perceber que, na história da
• Noção do conceito de
sulta à tabela periódica) e a Ciência, conceituações são
molécula
quantidade de átomos de aprimoradas ou substituídas
• Símbolo 3 fórmulas cada um deles (por meio do por outras melhores.
• Distinção entre substância índice de atomicidade).
simples e substância compos- • Elaborar modelos que repre-
ta com base no conceito de sentem, em nível microscópi-
elemento químico de Dalton co, algumas reações químicas
• Equação química (não muito complexas), utili-
• Balanceamento de uma equa- zando moedas, fichas ou bo-
ção química linhas.
• Os níveis de trabalho da Quí- • Executar o balanceamento de
mica: o macroscópico, o mi- equações químicas (não mui-
croscópico e o das represen- to complexas).
tações

A Teoria Atômica de Dalton é uma proposta de explicação para


Comentário geral essas leis e uma proposta de importância histórica, que propiciou conside-
rável impulso à Química. Mesmo tendo sido aprimorada posteriormente, a
No capítulo anterior, os alunos tomaram contato com duas impor- Teoria Atômica de Dalton fornece, por exemplo, as bases do cálculo
tantes leis da Química: a de Lavoisier e a de Proust. Retomando a idéia estequiométrico.
apresentada no capítulo 1 de que leis são generalizações de regularidades
da natureza percebidas por meio de experimentos e observações, podemos É neste contexto que a Teoria Atômica de Dalton é apresentada:
encarar essas duas leis como generalizações que permaneceriam válidas como uma proposta de explicação (teoria) para a Lei da Conservação da
mesmo que não se conseguisse explicá-las. Massa e para a Lei das Proporções Constantes.

Comentario 13 6/14/05, 16:44


14
Decorrem dessa teoria a representação de substâncias por meio de
suas fórmulas (o capítulo se apega apenas às substâncias moleculares e, condições do tempo podem não ter sido relacionadas com sua teoria
portanto, a palavra “fórmula” pode ser entendida, no contexto deste capí- atômica posterior; ele podia imaginar, por exemplo, como o vapor
tulo, como “fórmula molecular”) e a representação de reações químicas d’água não se misturava com o ar, mas se dispersava na atmosfera
por meio de equações químicas. sob a forma de partículas para se condensar, formando nuvens, e
retornar à superfície da terra, como precipitação.
O capítulo também pretende mostrar ao estudante que todo o estu-
do da Química envolve três níveis: o macroscópico (pressão, volume, tem- Em 1793, Dalton aceitou um cargo no New College, em
peratura, cor, densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição etc.), o micros- Manchester, uma cidade que se expandia rapidamente e estava se
cópico (átomos, moléculas, íons, partículas subatômicas etc.) e o das re- tornando o centro da Revolução Industrial. Associou-se à Sociedade
presentações (símbolos, fórmulas, equações químicas etc.). Filosófica e Literária de Manchester, um círculo científico de grande
importância, que lhe ofereceu o meio apropriado para a continuação
É preciso deixar claro que a conceituação de elemento quími- de seus estudos. Em 1794, publicou o primeiro estudo sério da ce-
co elaborada por Boyle (capítulo 3, p. 46) corresponde a uma primeira gueira das cores — chamada, muito tempo depois, de daltonismo —,
uma condição da qual sofriam tanto ele quanto seu irmão. Por volta
abordagem do tema. Neste capítulo apresenta-se uma melhoria dessa
de 1799, Dalton desistiu de seus deveres formais de professor no
idéia (segundo Dalton, p. 53). No próximo capítulo será apresentada a
New College e começou a se sustentar de aulas particulares para fi-
definição atualmente em vigor (p. 68).
lhos e filhas de famílias de classe média, em expansão em Manchester.
Parecia ser um professor interessado; publicou o livro Elementos da
Gramática Inglesa, em 1801, pouco antes de sua carreira científica
Origem dos termos científicos realmente se iniciar.
Dalton apresentou a Teoria dos Átomos, pela primeira vez, com
• A palavra “molécula” é o diminutivo da palavra latina mole, massa. As- algum detalhe, numa conferência em 1803. A teoria dependia de seu
sim, na sua origem, “molécula” significa pequena massa. estudo sobre as propriedades dos gases que muito havia ocupado os

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
cientistas durante o século anterior. Os elementos, que se combinam
para formar os vários gases, sugeria Dalton, são feitos de partículas
Temas para pesquisa atômicas pequenas, indestrutíveis e com pesos definidos, envoltas
por uma quantidade variável de calor. Cada tipo de átomo tinha um
• “Hoje sabemos que as moléculas de água são formadas por dois átomos peso diferente e representava um elemento diferente; sob certas con-
de hidrogênio e um de oxigênio. A fórmula da água é H2O. Porém essa dições, os elementos se combinam para criar o que ele chamava de
fórmula nem sempre foi conhecida. Dalton, por exemplo, não achava “átomos compostos”. Assim, a água — como Lavoisier ajudou a des-
que a fórmula da água era H2O. Qual era, na concepção de Dalton, a cobrir — era um átomo composto de cerca de 12 partes de hidrogê-
fórmula da água?” nio e 87 de oxigênio, numa relação de mais ou menos sete para um.
Dalton sugeriu que essa proporção constante era devida a seus pesos
• “Qual a relação entre John Dalton e o distúrbio visual denominado dal-
relativos. O hidrogênio, sendo o mais leve dos gases conhecidos, foi
tonismo?”
eleito por Dalton como o átomo unitário de seu sistema, dando a ele
o peso de 1; assim, o oxigênio teria o peso de 7.

Tema para discussão em grupo Dalton continuou até fornecer os pesos atômicos relativos para
todos os elementos conhecidos. Ao fazer isso, ajudou a esclarecer
muito da literatura experimental da química. Apesar de a Teoria Atô-
• “O que leva alguém a desejar ser um pesquisador, um cientista?”
mica ser somente um breve capítulo no livro Um Novo Sistema de
Filosofia Química, publicado em 1808, este foi logo reconhecido como
um trabalho seminal.
Texto ao professor [...]
Nos anos finais, Dalton não se manteve a par dos avanços da
JOHN DALTON & química; por volta de 1830, suas forças mentais estavam em declínio.
A TEORIA DO ÁTOMO Havia criado seu próprio sistema pictográfico de símbolos químicos
(1766-1844) e nunca se reconciliou com os sistemas mais simples e mais informa-
tivos introduzidos por Jacob Berzelius. Na verdade, no decorrer de
uma discussão irritada sobre o sistema proposto em 1837 por
[...] Berzelius, Dalton teve o primeiro dos dois derrames que sofreria. Em
John Dalton nasceu no dia 5 ou 6 de setembro de 1766, em 27 de julho de 1844, um empregado o encontrou caído, atravessado
na cama, com a cabeça no chão. Dalton era um herói da Inglaterra e
Eaglesfield, uma pequena aldeia, perto de Cockermouth, no condado
da ciência britânica; cerca de 40 mil pessoas compareceram para
de Cumberland, na Inglaterra. Seu pai, Joseph Dalton, tinha o ofício
homenageá-lo, enquanto era velado na prefeitura de Manchester.
de tecelão e era quaker; sua mãe vinha de uma família abastada. Cur-
Nunca se casou, talvez não por falta de desejo, mas porque não teve
sou a escola local e, com 12 anos, quando o mestre-escola se aposen-
segurança financeira até chegar à meia-idade.
tou, o jovem Dalton começou a ensinar em seu lugar. Elihu Robinson,
um abastado quaker local, com boa educação e seu parente distante, A importância da Teoria Atômica não necessita ser vangloriada
o encorajou e o encaminhou para as ciências. nos dias de hoje, como escreveu o biógrafo de Dalton, Frank
Greenaway, pois com ela “fizemos novos materiais, utilizamos novas
Em 1781, com 15 anos, Dalton mudou-se para Kendall, onde
fontes de energia, derrotamos uma doença após a outra e chegamos a
ensinou no internato por cerca de 12 anos. Durante esse período, es-
avistar o mecanismo da vida”. Ele acrescenta que John Dalton “não
tudou matemática e ciências naturais com John Gough, que, apesar
foi inteiramente quem deu esse presente à humanidade, mas foi quem
de cego, era um eloqüente filósofo, e foi descrito por William
entregou o presente, que levou muito tempo até chegar a ele”, desde
Wadsworth no poema Excursão (“Penso que o vejo agora, suas pupi-
a filosofia antiga dos gregos, e que se transformou no átomo da ciên-
las se movendo sob sua ampla fronte”). Encorajado por Gough e pelo
cia do século XIX.
clima caprichoso do campo inglês, Dalton manteve um diário das
condições do tempo desde 1793 até quase sua morte; seu primeiro Fonte: SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história.
trabalho, publicado em 1793, foi o livro Observações e Ensaios Tradução de Antonio Canavarro Pereira.
Meteorológicos. As observações de Dalton sobre as mudanças das 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p. 417-421.

Comentario 14 6/14/05, 16:44


15
MALDANER, O. A.; PIEDADE, M. C. T. Repensando a Química.
Sugestões de leitura Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 15-19.
Os autores fazem um relato de sala de aula sobre o
complementar para o professor enfoque da combustão como uma transformação quí-
mica, destacando obstáculos ao início do desenvolvi-
mento do pensamento químico.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc MORTIMER, E. F.; MIRANDA, L. C. Transformações. Concepções
de estudantes sobre reações químicas. Química Nova
LOPES, A. R. C. Reações químicas: fenômeno, transformação e na Escola, n. 2, 1995. p. 23-26.
representação. Química Nova na Escola, n. 2, 1995. Esse artigo enfoca a passagem do nível fenomeno-
p. 7-9. lógico para o nível atômico-molecular no aprendizado
A autora tece comentários sobre abordagens do tema do tema reações químicas, destacando a conserva-
reações químicas que podem induzir à formação ção da massa como via de que o professor dispõe para
distorcida desse conceito. conduzir os alunos de um nível a outro.

Capítulo 5 Introdução à estrutura


atômica
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Noções sobre a época em • Montar um modelo de átomo • Interessar-se pelas idéias cien-
que foram descobertos elé- que respeite as proporções tíficas e pela Ciência como
tron, próton e nêutron entre raio do núcleo e raio da maneira de entender melhor
• Modelo atômico de Thomson eletrosfera, escolhendo o ob- o mundo que nos cerca.
jeto mais adequado para re- • Perceber que, na história da
• Experiência da dispersão de
presentar o núcleo, a fim de Ciência, teorias e modelos
partículas alfa
que o átomo representado cai- são aprimorados ou substituí-
• Modelo atômico de ba na sala de aula ou, pelo dos por outros melhores.
Rutherford menos, no terreno da escola.
• Compreender que a Ciência
• Número atômico • Consultar a tabela periódica é um constructo humano.
• Número de massa dos elementos de modo a ob-
• Conceituação moderna de ter informações sobre nome,
elemento químico símbolo e número atômico
dos elementos.
• Isótopos
• De posse da tabela periódica
• Íons
e da carga de um íon, esta-
• Modelo atômico de Bohr belecer comparação entre ele
• Modelo atômico de subníveis e o respectivo átomo neutro,
de energia no tocante ao número de
prótons e ao de elétrons.

O capítulo prossegue com a apresentação do modelo de subníveis.


Comentário geral À exceção de pequenos trechos do capítulo 6 do volume 1, não há
na obra nenhum conceito da Química cuja compreensão, no nível espera-
Este capítulo se inicia com o desenvolvimento dos modelos atômi- do para o ensino médio, dependa essencialmente da distribuição eletrôni-
cos de Thomson e de Rutherford. Pontos relevantes introduzidos com es- ca nos subníveis. Para trabalhar os capítulos basta, quando muito, a dis-
ses modelos são a presença da carga elétrica (Thomson) e da tribuição eletrônica nas camadas.
descontinuidade do átomo, no qual predomina espaço vazio (Rutherford). Em função disso, e também do fato de o estudo do modelo de
Modelos são concepções humanas. Portanto modelos tendem a ser subníveis envolver pré-requisitos que os alunos adquirem ao longo do en-
aprimorados ao longo da história da Ciência, à medida que esta progride. sino médio, em Física e em Química, há muitos professores que optam por
Modelos, e as teorias em que se inserem, fazem parte da tentativa humana trabalhar o modelo de subníveis no final do terceiro ano. Há, ainda, ou-
de melhor compreender a natureza. tros professores que optam por simplesmente não trabalhar tal modelo no

Comentario 15 6/14/05, 16:44


16
ensino médio. Optando por pular o modelo de subníveis no primeiro ano,
A ponta desse filamento deve ser mergulhada em HCl(aq) concen-
deve-se, apenas, tomar o cuidado de desconsiderar alguns poucos even-
trado e depois impregnada com sal de lítio, cálcio, cobre, bário, sódio
tuais exercícios de vestibular, dentre os muitos apresentados no final dos
etc. Ao ser levada à chamada clara de um bico de Bunsen, ocorre a
capítulos, que possam envolver tal conceito.
volatização do cloreto do metal, que, por causa da excitação dos elé-
A distribuição eletrônica em camadas é revisitada no capítulo 6, trons pela energia proveniente da chama, produz uma chama lumino-
num momento em que se estuda a variação da valência dos elementos sa de coloração característica, que depende do metal presente.
representativos ao longo de um período (p. 100).
Por questão de segurança (a prática envolve ácido concentrado
e chama), recomendamos que seja uma demonstração feita pelo pro-
Parte importante desse capítulo é a conclusão da conceituação
fessor.
de elemento químico, iniciada no capítulo 3 e retrabalhada no 4. Domi-
nar esse conceito é fundamental ao estudante para compreender concei- O resultado da experiência permite estabelecer interessante rela-
tos como ligação química, massa atômica e massa molar, por exemplo. ção com a cor dos fogos de artifício, dos letreiros luminosos, das
lâmpadas de vapor de sódio etc.

Origem dos termos científicos


Textos ao professor
• O nome dos diversos elementos químicos é sempre uma fonte de curio-
sidade. A seção Textos ao professor, logo mais à frente, fornece interes-
santes informações etimológicas, que o professor poderá empregar para O NOME DOS ELEMENTOS
ilustrar suas aulas.
Como escolher o nome para um novo elemento químico desco-
• A palavra “próton” vem do grego prôtos, primeiro. O termo foi cunhado berto?
por Rutherford e é uma alusão ao fato de ele pensar tratar-se de uma

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Ao longo da história, os químicos têm respondido a essa pergun-
partícula fundamental da matéria.
ta de diferentes maneiras. Muitos escolhem homenagear uma pessoa
• A palavra “elétron” vem do grego élektron, que designa o âmbar-amare- ou um lugar. Outros descrevem uma propriedade do novo elemento.
lo, a resina de uma árvore que, quando seca, eletriza-se por atrito. Da Mesmo elementos conhecidos desde a Antigüidade podem possuir
mesma palavra do grego surgiu o termo “eletricidade”. nomes com interessante significado.
Até a Idade Média, apenas nove elementos eram conhecidos:
Temas para pesquisa ouro, prata, estanho, mercúrio, cobre, chumbo, ferro, enxofre e car-
bono. Os símbolos desses elementos são derivados dos seus nomes
em latim: aurum (“amarelo”), argentum (“brilhante”), stannum (“go-
O tema para pesquisa apresentado na página 69 do livro é de gran-
tejante” ou “fácil de fundir”), hydrargyrum (“água prateada”), cuprum
de valia para preparar terreno para trabalhar com os alunos o conceito de
(Chipre, nome da ilha onde há muitos minérios de cobre), plumbum
massa atômica, no capítulo 13. A resposta à pergunta proposta nesse tema
(significado exato desconhecido, possivelmente “pesado”), ferrum
para pesquisa está no próprio livro do aluno, na tabela 1 da página 246.
(significado exato também desconhecido) e carbon (“carvão”). O sím-
O professor também pode propor um tema relacionado à história bolo do enxofre vem do latim sulfur, palavra que pode ter vindo do
da Química. A cada aluno é dado o nome de um elemento químico a fim sânscrito sulveri (“o inimigo do cobre”) ou do escandinavo swel (“o
de que sejam pesquisadas características desse elemento, tais como ori- que queima lentamente”).
gem e significado do nome, época da descoberta e contexto histórico em
O elemento mercúrio e o planeta homônimo receberam o nome de
que se deu essa descoberta, ocorrência natural, importância no sistema
um deus mitológico. Os antigos associavam os elementos aos planetas
produtivo, grau de necessidade ao organismo humano ou grau de toxicidade.
e aos deuses. Mercúrio era o deus grego associado à rapidez, à astúcia
Contudo não há por que transformar esse tipo de pesquisa em algo demo-
e aos exercícios ginásticos (o planeta se move rapidamente no céu e o
rado e enfadonho. É mais produtivo pedir informações objetivas e fazer
elemento, sendo o único metal líquido, pode rapidamente escorrer).
com que cada aluno as apresente aos colegas. Isso ajuda a desenvolver
habilidades e atitudes necessárias para expressar-se em público, e pode Em 1787 o químico francês Lavoisier sugeriu que os novos ele-
despertar o interesse dos estudantes sobre outros assuntos, que poderão ser mentos a serem descobertos deveriam receber nomes associados às
desenvolvidos posteriormente. suas propriedades. Nos 125 anos que se seguiram, muitos nomes de
elementos foram criados segundo essa recomendação. Alguns no-
mes vêm do grego: hidrogênio (hydros-gen, “gerador de água”), oxi-
Atividade gênio (oksys-gen, “gerador de ácidos”), nitrogênio (nitron-gen, “ge-
rador de salitre”), bromo (bromos, “mau cheiro”) e argônio (a-ergon,
Montar um modelo de átomo, respeitando a proporção entre o raio “não reage”). Outros nomes vêm do latim, como, por exemplo, rádio
do núcleo e o da eletrosfera. e radônio (radius, “raio”), ambos elementos radioativos.
O que seria mais sensato empregar para representar o núcleo, de Certos nomes foram dados referindo-se à cor das substâncias
modo a ter um átomo com dimensões que caibam na sala ou, pelo menos, (simples ou compostas) formadas pelo elemento. Exemplos: cloro
no terreno da escola: uma bola de pingue-pongue, uma bola de gude, um (do grego khloros, “amarelo-esverdeado”), iodo (do grego iodes, “vio-
grão de feijão, um grão de areia ou o quê? leta”), irídio (de Íris, a deusa grega mensageira que vinha à Terra
pelo arco-íris; soluções de compostos de irídio apresentam cores va-
A que distância desse “núcleo” estariam os elétrons mais afasta-
riadas), ródio (do grego rhodon, “rosa”, a cor de vários compostos do
dos, respeitando-se a proporção entre o raio do núcleo e o raio da eletrosfera?
ródio) e crômio (do grego khroma, “cor”, numa alusão às muitas co-
res dos compostos do metal).

Experimento Alguns elementos, contrariamente à sugestão de Lavoisier, tive-


ram seus nomes associados a planetas, figuras mitológicas, supersti-
ções ou lugares.
O TESTE DA CHAMA Entre os nomes de origem celeste temos: hélio (Sol), telúrio (Ter-
ra), selênio (Lua), urânio (o planeta Urano fora descoberto poucos
O teste da chama é feito com um filamento de níquel-cromo se- anos antes do elemento). Os dois elementos cujos números atômicos
guro por uma pinça de madeira. se seguem ao urânio foram chamados de netúnio e plutônio, numa

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alusão aos planetas Netuno e Plutão. O elemento cério tem esse nome ganados ao pensar que uma determinada rocha continha cobre. O
por causa de Ceres, o primeiro asteróide a ser descoberto, o que acon- elemento níquel foi descoberto em uma rocha desse tipo.
tecera dois anos antes do descobrimento do elemento (Ceres era a Como exemplos de elementos que homenageiam lugares, pode-
deusa romana do milho e da colheita). mos citar: amerício (América), califórnio (Califórnia), germânio (Ale-
Como nomes provenientes de entidades mitológicas, além do manha), frâncio (França), gálio (Gália ⫽ França), lutécio (Lutetia
mercúrio (e do cério, indiretamente), podemos citar: promécio (de Parisiorum ⫽ Paris), polônio (Polônia), rutênio (Rússia), escândio
Prometeu, personagem da mitologia grega), vanádio (de Vanadis, (Escandinávia) e európio (Europa). E como exemplos de elementos
deusa escandinava da beleza), titânio (de Titãs, os primeiros filhos da cujos nomes são homenagem a pessoas, podemos citar: cúrio (Marie
Terra), nióbio e tântalo (Níobe era filha de Tântalo, na mitologia gre- Curie), einstênio (Albert Einstein), férmio (Enrico Fermi), mendelévio
ga; o nióbio foi encontrado na mesma rocha que o tântalo e se parece (Dmitri Mendeleev) e nobélio (Alfred Nobel).
muito com ele) e tório (de Thor, o deus escandinavo da guerra). A diversidade dos nomes dos elementos nos mostra alguns inte-
O nome cobalto vem de Kobold, espírito demoníaco germânico ressantes aspectos da maravilhosa história da Química. Vistos por
que se dizia estar presente quando a mineração do cobre dava baixos essa perspectiva histórica, eles nos dizem muito sobre os valores e
rendimentos. A palavra níquel deriva de Nickel, palavra alemã para práticas dos químicos. Examiná-los nos permite entender como os
“diabo”. A expressão Kupfernickel (“diabo de cobre”) era pronunci- interesses dos cientistas e sua maneira de ver o mundo mudaram com
ada pelos mineradores alemães quando descobriam que estavam en- o passar do tempo.

1 2
H He
1766 1895
3 4 5 6 7 8 9 10
Li Be B C N O F Ne
1817 1798 1808 1772 1772 1887 1898
11 12 13 14 15 16 17 18
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Na Mg Al Si P S Cl Ar
1807 1756 1827 1823 1669 1774 1894
19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36
K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr
1807 1808 1879 1791 1830 1797 1774 1735 1751 1746 1875 1886 1817 1826 1898
37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52 53 54
Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe
1861 1790 1794 1789 1801 1778 1937 1844 1803 1803 1817 1863 ? 1782 1811 1898
55 56 71 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 82 83 84 85 86
Cs Ba Lu Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn
1860 1808 1907 1923 1802 1781 1925 1803 1803 1735 1861 1757 1898 1940 1900
87 88 103 104 105 106 107 108 109 110 111
Fr Ra Lr Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg
1939 1898 1961 1965 1970 1976 1976 1984 1982 1995 1995

57 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb
1839 1803 1885 1843 1947 1879 1896 1880 1843 1886 1879 1843 1879 1907

89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102


Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No
1899 1828 1917 1789 1940 1940 1945 1944 1950 1950 1952 1953 1955 1958

Nessa tabela periódica aparecem os símbolos dos elementos, seus números atômicos e o ano de sua descoberta (a ausência da data
indica elemento conhecido desde a Antigüidade).
Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

O ÁTOMO DE BOHR rimentais mostravam que o hidrogênio, por exemplo, de fato irradiava
energia quando aquecido — energia que muitos físicos acreditavam
Uma vez estabelecido em Copenhague, Bohr continuou a pensar
ser proveniente dos elétrons. De onde essa energia realmente vinha?
sobre as implicações radicais do modelo nuclear do átomo proposto
Essa foi a questão que Bohr decidiu que devia resolver.
por Rutherford. Tratava-se da idéia do átomo nuclear, uma espécie
de sistema solar em miniatura, com os elétrons girando em torno de Segundo os colegas de Bohr, seu maior trunfo era a capacidade
um núcleo semelhante ao Sol. Era um modelo engenhoso, que res- de identificar, e explorar, falhas na teoria. Desenvolvendo essa apti-
pondia a muitas questões, e encontrava aceitação geral entre os físi- dão, ele a transformou numa metodologia científica rigorosa. Costu-
cos. Ele envolvia, contudo, um grande problema, o que os cientistas mava colecionar casos de falha, examinar cada um minuciosamente
chamam de uma anomalia. O ponto anômalo era: o que mantinha os e identificar aqueles que pareciam incorporar o mesmo defeito. Em
elétrons em seu lugar no átomo nuclear? Se os elétrons são negativa- seguida, concebia uma hipótese para corrigir o defeito, conservando
mente carregados e o núcleo é positivamente carregado, e se cargas tanto quanto podia da teoria original defeituosa. Empurrando e pu-
xando continuamente teoria e resultados experimentais até que uma
opostas se atraem, os elétrons deveriam cair no interior do núcleo.
nova teoria emergisse, Bohr geralmente tinha êxito. Era um método
A teoria eletromagnética mostra que um objeto eletricamente intricado que exigia não só gênio criativo como a capacidade de su-
carregado, quando gira à maneira do elétron em torno do núcleo, portar a ambigüidade, a incerteza e a aparente contradição.
emite radiação eletromagnética, perdendo energia nesse processo.
Em 1913, usando esse método, Bohr concebeu um modelo do
Segundo a teoria, à medida que perde energia o elétron iria espiralar
átomo que era uma variação do de Rutherford, mas explicava a mis-
para o interior até finalmente cair dentro do núcleo. Mas tal não acon-
teriosa anomalia dos elétrons. Perguntou a si mesmo como um átomo
tece. Ao contrário do que reza a teoria, os elétrons não caem dentro
de hidrogênio podia irradiar energia quando aquecido e absorvê-la
do núcleo. Os átomos permanecem estáveis por períodos indefini-
quando esfriado, sem contudo colapsar. Concluiu que, enquanto per-
dos, e nisso reside a anomalia.
manecia na mesma órbita dentro do átomo de hidrogênio, o elétron
Um dos muitos físicos de quem esse problema tirava o sono, Niels não irradiava energia. Como alternativa, sugeriu que o elétron podia
Bohr adotou uma abordagem original para buscar uma explicação. Con- assumir uma posição estável em qualquer das diferentes órbitas das
cluiu que, com ou sem teoria, o elétron não irradiava energia enquanto diferentes distâncias do núcleo. Sempre que estivesse numa órbita
estava em órbita. Por outro lado, tanto a teoria quanto os indícios expe- particular, o elétron não ganhava nem perdia energia. Quando mu-

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dasse de órbita, contudo, iria ou absorver ou emitir energia. Elétrons A teoria de Bohr representou a primeira aplicação da teoria
que estão mais afastados do núcleo têm maior energia e um elétron quântica a um campo que a física clássica sempre considerara exclu-
pode saltar para um nível mais alto absorvendo energia. Isso ocorre- sividade sua — a física da matéria. Desse ponto em diante, os físicos
ria em altas temperaturas ou quando fótons com energia suficiente ficaram conhecendo os limites da física clássica na escala do muito
atingissem o átomo. Inversamente, um elétron emitiria energia na pequeno — Einstein já lhes ensinara os limites da física clássica no
forma de radiação quando caísse num nível mais próximo do núcleo. domínio das velocidades ultra-altas. O esquema de Bohr foi também
Isso ocorreria quando houvesse uma lacuna num nível mais baixo. a primeira tentativa bem-sucedida de explicar a espectroscopia a par-
Por que Bohr pensou em “degraus” de órbitas? Por que um elé- tir da estrutura interna do átomo e de usar dados espectroscópicos
tron nunca está numa órbita a meio caminho entre um nível e outro? para explicar a estrutura interna do átomo.
Bohr estava se valendo da teoria quântica de Planck. Propôs que um Fonte: BRENNAN, R. P. Gigantes da Física:
átomo só pode absorver ou emitir quanta — energia de quantidade uma história da Física moderna através de oito biografias.
fixa — e que essas quantidades de energia são exatamente suficien- Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Revisão técnica de Hélio da Motta
tes para enviar elétrons para a órbita seguinte. Filho e Henrique Lins de Barros.
Bohr propôs-se então a explicar por que um elétron se comporta Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 151-155.
dessa maneira, estabelecendo uma nova conexão entre matéria e luz.
Sugeriu que, quando se movem de um nível de energia para outro, os
elétrons desprendem ou absorvem “pacotes” de radiação na forma de
luz. Esses pacotes são chamados fótons, ou quanta. Quanto mais cur- EXCEÇÕES AO DIAGRAMA DAS DIAGONAIS
to é o comprimento de onda da radiação, mais alta é a energia do A tabela a seguir relaciona as exceções conhecidas ao diagrama
fóton. Ele calculou então as energias precisas envolvidas no salto de mnemônico das diagonais, considerando-se até o elemento 103.
um elétron de uma órbita permissível para outra.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
É mais fácil compreender a teoria de Bohr considerando os fas- No atômico Símbolo Configuração fundamental
cinantes indícios que ele usava em sua defesa. Esses indícios vêm de
um campo de estudos conhecido como espectroscopia, o estudo dos 24 Cr [Ar] (3d)5(4s)1
espectros de luz emitidos por átomos de diferentes elementos. O in- 29 Cu [Ar] (3d)10(4s)1
terior do átomo é invisível ao olho humano, mas a espectroscopia
fornece uma janela (alguns autores a compararam a uma janela de 41 Nb [Kr] (4d)4(5s)1
vitral), que é composta do espectro luminoso. Todo objeto de tempe- 42 Mo [Kr] (4d)5(5s)1
ratura superior ao zero absoluto emite radiação; quanto mais quente 44 Ru [Kr] (4d)7(5s)1
ele estiver, mais elevada será a freqüência dessa radiação. O atributo
45 Rh [Kr] (4d)8(5s)1
importante dessa radiação, que permite a análise química, é que a
radiação emitida por diferentes átomos e moléculas é uma marca dis- 46 Pd [Kr] (4d)9(5s)1
tintiva, como uma impressão digital. Cada impressão, ou espectro, se 47 Ag [Kr] (4d)10(5s)1
distingue por picos e vales em posições que são características das
64 Gd [Xe] (4f)7(5d)1(6s)2
substâncias químicas que emitem a radiação.
65 Tb [Xe] (4f)8(5d)1(6s)2
Em 1859, o físico alemão Gustav Kirchhoff encontrou uma cone-
xão entre linhas espectrais e elementos químicos. Descobriu que, quando 66 Dy [Xe] (4f)9(5d)1(6s)2
vários elementos eram aquecidos, cada um deles emitia um espectro 67 Ho [Xe] (4f)10(5d)1(6s)2
de luz diferente. Kirchhoff e seu colega Robert Bunsen (o inventor do 68 Er [Xe] (4f)11(5d)1(6s)2
bico de Bunsen) conseguiram assim identificar elementos por suas li-
nhas espectrais. Agora a ciência tinha uma ferramenta para examinar a 78 Pt [Xe] (4f)14(5d)9(6s)1
composição química de qualquer objeto que emitisse luz. De fato, é 79 Au [Xe] (4f)14(5d)10(6s)1
por esse meio que os astrônomos analisam atualmente, no tocante aos 90 Th [Rn] (6d)2(7s)1
elementos que as constituem, a composição de estrelas distantes.
91 Pa [Rn] (5f)2(6d)1(7s)2
Mas que tem tudo isto a ver com a determinação da estrutura do
92 U [Rn] (5f)3(6d)1(7s)2
átomo? Em sua análise do problema do elétron, Bohr havia selecio-
nado o átomo de hidrogênio para um estudo detalhado em razão de 93 Np [Rn] (5f)4(6d)1(7s)2
sua simplicidade (um elétron em órbita em torno de um próton). Con- 94 Cm [Rn] (5f)7(6d)1(7s)2
siderando as linhas espectrais do hidrogênio, Bohr postulou que ocorre 103 Lr [Rn] (5f)14(6d)1(7s)2
radiação quando um elétron salta de um nível de energia para outro
mais baixo e que a energia do fóton emitido é a diferença entre os Fonte da tabela: MORTIMER, R. G. Physical Chemistry. 2. ed. San Diego:
dois níveis de energia. Um elétron saltaria de uma órbita para outra Harcourt Brace, 2000. p. 636.
quando absorvesse ou emitisse energia. Supondo que essa energia
era convertida em luz, ele calculou os comprimentos de onda corres-
pondentes. Comparou estes últimos ao conhecido, mas não compre-
endido, espectro do hidrogênio, e a correspondência foi exata.
O hidrogênio tem três linhas bastante vívidas em seu espectro
visível: uma vermelha, uma azul-verde e uma azul. Bohr explicou
que as emissões dos átomos são aquilo que aparece na forma das Sugestão de leitura
linhas espectrais características do hidrogênio. A linha vermelha apa-
rece quando o elétron salta da terceira órbita para a segunda; a linha complementar para o aluno
azul-verde quando ele salta da quarta órbita para a segunda.
O século XIX vira o acúmulo de espectros belamente observa- CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo:
dos de muitos elementos, mas, até Bohr, pouco se compreendera de- Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)
les. Quando soube em que grau a teoria correspondia aos dados das Apresenta um panorama da evolução da atividade
linhas espectrais, Albert Einstein qualificou o achado de Bohr como científica, da pré-história aos dias atuais. Os capítulos
uma das grandes descobertas da física. 10 e 11 incluem a evolução de modelos recentes para
a composição da matéria.

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19
O autor relata um dos trechos da história da Ciência
Sugestões de leitura que é pouco conhecido dos químicos e dos professo-
res de Química em geral.
complementar para o professor MORTIMER, E. F. O significado das fórmulas químicas. Química
Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 19-21.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em Tomando como exemplo a água, o autor discute o que
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc significa atribuir fórmula às substâncias, apontando li-
ALMEIDA, W. B.; SANTOS, H. F. Modelos teóricos para a com- mites dos modelos de estrutura molecular.
preensão da estrutura da matéria. Cadernos Temáticos ROMANELLI, L. I. O papel mediador do professor no processo
de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 6-13. de ensino-aprendizagem do conceito de átomo. Quí-
Os autores apresentam os principais aspectos relacio- mica Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 27-31.
nados ao conceito e ao formalismo da Química
SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química: um
Quântica.
livro-texto para a primeira disciplina de Química do
BRENNAN, R. P. Gigantes da Física: uma história da Física moder- curso de Química. Campinas, publicado pelo autor (Ins-
na através de oito biografias. Tradução de Maria Luiza tituto de Química da Unicamp), 1999.
X. de A. Borges. Revisão técnica de Hélio da Motta
SEGRÈ, E. Dos raios X aos quarks: físicos modernos e suas
Filho e Henrique Lins de Barros. Rio de Janeiro: Jorge
descobertas. Brasília: Editora Universidade de Brasília,
Zahar, 1998. (Coleção Ciência e Cultura)
1980.
Há pelo menos quatro capítulos que podem interessar
Escrito pelo ganhador do Prêmio Nobel de Física em
ao professor de Química. Eles abordam as biografias 1959, o italiano Emilio Gino Segrè, é recomendado para
de Max Planck, Ernest Rutherford, Niels Bohr e Werner
quem deseja saber mais sobre a composição da ma-
Heisenberg. téria e a história das descobertas referentes a ela.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

CHASSSOT, A. Sobre prováveis modelos de átomos. Química SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução de
Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 3. Antonio Canavarro Pereira. 1. ed. Rio de Janeiro: Difel,
O autor faz considerações sobre a elaboração de mo- 2002.
delos científicos. O capítulo 19 apresenta a biografia de Rutherford.
DUARTE, H. A. Ligações químicas: ligação iônica, covalente e
TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O átomo e a tecnologia.
metálica. Cadernos Temáticos de Química Nova na Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 4-7.
Escola, n. 4, 2001. p. 14-23. Esse artigo apresenta o estudo da estrutura do átomo
O autor enfoca esses três tipos de ligação a partir de
como rica fonte de fatos que explicaram fenômenos do
conceitos da Química Quântica. dia-a-dia ou resultaram em importantes aplicações prá-
FILGUEIRAS, C. A. L. A espectroscopia e a Química: da desco- ticas.
berta de novos elementos ao limiar da teoria quântica.
VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa. São Paulo: Mestre
Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 22-25. Jou, 1981. p. 156-162.
MEDEIROS, A. Aston e a descoberta dos isótopos. Química Nova Nessa referência, o professor encontra mais informa-
na Escola, n. 10, 1999. p. 32-37. ções teóricas sobre o teste (ou ensaio) da chama.

Capítulo 6 A tabela periódica


dos elementos
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Breve histórico de como se • Empregar materiais caseiros • Perceber que os conceitos


chegou à tabela periódica para construir um aparelho científicos se relacionam ao
• Estrutura da tabela periódica para testar a condutividade vivenciado cotidianamente.
atual elétrica (que use uma pilha • Perceber que, na história da
de 1,5 V). Ciência, idéias são aprimora-
• Importância dos elementos
no cotidiano • Consultar corretamente a ta- das ou substituídas por outras
bela periódica, visando à ob- melhores.
• Valência e tabela periódica
tenção do número atômico de
• Configuração eletrônica e ta- um elemento.
bela periódica
• Associar a posição de um ele-
• Propriedades periódicas rele- mento representativo na tabe-
vantes la periódica (período e grupo)
à sua distribuição eletrônica
em camadas e à sua valência.

Comentario 19 6/14/05, 16:44


20

Comentário geral Origem dos termos científicos


A atividade proposta em Elabore uma classificação, no início do • A designação metais “alcalinos” vem do árabe al-qali, pelo latim me-
capítulo, realiza uma problematização que permite aos estudantes perce- dieval alkali, cinza de plantas. Nas cinzas vegetais são encontrados sódio
berem como Mendeleev e outros que o antecederam agruparam os ele- e potássio na forma de óxidos e carbonatos.
mentos químicos de acordo com suas propriedades. • O termo metais “alcalino-terrosos” é uma alusão à semelhança com os
Tem-se, com essa atividade inicial, a oportunidade de apresentar a metais alcalinos em algumas de suas propriedades e ao fato de alguns
tabela periódica como algo elaborado muito antes que a distribuição ele- deles serem encontrados na terra.
trônica fosse compreendida e que, originalmente, foi feita colocando os • A palavra “chalcogênios”, ou “calcogênios”, vem do grego chalkós, co-
elementos em ordem crescente da massa dos átomos e não do número bre, e génesis, origem, geração, criação. Assim, o significado é “forma-
atômico, grandeza ainda não conceituada naquela época (o conceito de dores de cobre”, porque os minérios dos quais o cobre é extraído são
número atômico surgiu com Moseley, na década de 1910). geralmente compostos de cobre e enxofre (por exemplo, Cu2S) ou cobre
Após apresentar a tabela periódica atual, terminologias como perío- e oxigênio (por exemplo, Cu 2O). Outros membros do grupo dos
dos e grupos, e também a classificação dos elementos segundo critérios calcogênios aparecem nas rochas que contêm esses minérios, em quanti-
diferentes, o capítulo trata da relação entre a configuração eletrônica e a dades menores.
posição de um elemento na tabela periódica. • “Halogênios” vem do grego halós, sal, e génesis, origem, geração, cria-
Como a distribuição eletrônica em subníveis não é absolutamente ção. Assim, o termo significa “formadores de sais”.
necessária para o desenvolvimento de nenhum dos temas existentes nos ca- • A palavra “valência” vem do latim valentia, ter força.
pítulos seguintes da coleção, e como há professores que optam por deixar
esse tema para o terceiro ano, é possível, nessa altura do curso, apenas esta-
belecer uma relação entre a distribuição eletrônica nas camadas para

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
elementos representativos e a sua posição na tabela periódica, o que é
suficiente para o prosseguimento dos estudos da Química no ensino médio.
Finalmente, o capítulo trata de algumas propriedades periódicas.
Tema para pesquisa
Nesta obra, optou-se por usar a numeração sugerida pela Iupac para os
grupos, de 1 a 18. Porém, dada a grande utilização que ainda se faz da nume- • “A palavra prumo deriva do latim plumbum, que significa chumbo. O
ração anterior (1A, 2A etc.), muitas vezes ela é colocada entre parênteses. que é o prumo (ou fio de prumo) e para que serve?”

Textos ao professor
ELEMENTOS QUÍMICOS PRESENTES NO CORPO HUMANO

Elemento Símbolo Z Função(ões) principal(is)


Presentes em grande quantidade

Hidrogênio H 1 São formadores de substâncias presentes em grande quantidade no organismo


Carbono C 6 (açúcares, proteínas, gorduras etc.)
Nitrogênio N 7 Dentre eles, hidrogênio e oxigênio formam a água (H2O), que é responsável por
Oxigênio O 8 mais da metade da massa de um ser humano.
Presentes em quantidade pequena

Sódio Na 11 Forma íon (Na⫹) presente no sangue e demais líquidos do organismo.


Magnésio Mg 12 Tem papel importante no funcionamento de músculos.
Fósforo P 15 Presente no fosfato, que toma parte no sistema de armazenamento de energia.
Enxofre S 16 Participa da composição de algumas proteínas.
Cloro Cl 17 Forma íon (Cl⫺) presente no sangue e demais líquidos do organismo.
Potássio K 19 Forma íon (K⫹) presente no sangue e demais líquidos do organismo.
Cálcio Ca 20 Toma parte em ossos e dentes, na forma de íon (Ca2⫹).
Presentes em quantidade muito pequena (apenas traços)

Flúor F 19 Participa do esmalte dental, que reduz a formação de cáries.


Crômio Cr 24 Participa do metabolismo dos açúcares.
Manganês Mn 25 Ajuda na metabolização de açúcares e gorduras e na formação óssea.
Ferro Fe 26 Componente da hemoglobina, pigmento que transporta oxigênio no sangue.
Cobalto Co 27 Faz parte da composição da vitamina B12.
Cobre Cu 29 Ajuda na ocorrência de algumas reações químicas.
Zinco Zn 30 Necessário ao crescimento normal.
Selênio Se 34 Auxilia a digestão de óleos e gorduras.
Molibdênio Mo 42 Ajuda na ocorrência de algumas reações químicas.
Iodo I 53 Importante para o bom funcionamento da tireóide.

Fonte: G. I. Sackheim e D. D. Lehman. Chemistry for Health Sciences. 8. ed. New Jersey, Prentice-Hall, 1998. p. 37; M. M. Bloomfield e L. J. Stephens.
Chemistry and the living organism. 6. ed. New York, Wiley, 1996. p. 95; F. Bettelheim e J. March. Introduction to General, Organic & Biochemistry. 4. ed.
Orlando, Saunders, 1995. p. 36.

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21
Dos mais de cem elementos químicos conhecidos, apenas alguns são necessários ao organismo humano. Tais
elementos são provenientes dos alimentos e fazem parte da composição de substâncias existentes no corpo humano.
Alguns deles aparecem em quantidade maior do que outros.

H He

Li Be B C N O F Ne

Na Mg Al Si P S Cl Ar

K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Ga Ge As Se Br Kr

Rb Sr Y Zr Nb Mo Tc Ru Rh Pd Ag Cd In Sn Sb Te I Xe

Cs Ba Hf Ta W Re Os Ir Pt Au Hg Tl Pb Bi Po At Rn

Fr Ra Rf Db Sg Bh Hs Mt Ds Rg

La Ce Pr Nd Pm Sm Eu Gd Tb Dy Ho Er Tm Yb Lu

Ac Th Pa U Np Pu Am Cm Bk Cf Es Fm Md No Lr

Os elementos que aparecem nos quadrinhos destacados existem no organismo humano em:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

grande quantidade (correspondem a cerca de 99,3% do total de átomos do corpo humano);


quantidade pequena (cerca de 0,7% do total de átomos do corpo humano);
quantidade muito pequena (menos de 0,01% do total de átomos do corpo humano).
Fonte: Tabela elaborada pelos autores a partir de dados de M. M. Bloomfield e L. J. Stephens. Chemistry
and the living organism. 6. ed. New York, Wiley, 1996. p. 95.

O JARDIM DE MENDELEIEV* Havia outros elementos que até então haviam sido para mim ape-
nas nomes (ou, o que é quase tão abstrato, nomes associados a algu-
Em 1945 foi reaberto o Science Museum, em South Kensington
mas propriedades físicas e pesos atômicos), e agora, pela primeira
(estivera fechado durante grande parte da guerra), e vi pela primeira
vez, eu os via concretos, em toda a sua diversidade. Naquele primei-
vez a gigantesca tabela periódica ali exposta. A estrutura da tabela
ro vislumbre sensorial, vi a tabela como um suntuoso banquete, uma
ocupava toda uma parede no patamar superior; era um gabinete feito
gigantesca mesa servida com oitenta e tantos pratos diferentes.
de madeira escura com noventa e tantos cubículos, cada qual com a
inscrição do nome, peso atômico e símbolo químico de seu elemen- Na época eu já estava familiarizado com as propriedades de muitos
to. E em cada cubículo havia uma amostra do próprio elemento (pelo elementos, e sabia que formavam famílias naturais, como os metais alca-
menos daqueles que haviam sido obtidos em sua forma pura e que linos, os metais alcalino-terrosos e os halogênios. Essas famílias (que
podiam ser expostos com segurança). Intitulava-se “Classificação Mendeleiev chamou de “grupos”) compunham as verticais da tabela,
periódica dos elementos — segundo Mendeleiev”. com os álcalis e os metais alcalino-terrosos à esquerda, os halogênios e
gases inertes à direita e todo o resto em quatro grupos intermediários.
Minha primeira visão foram os metais, dúzias deles em todas as
Não estava tão clara a condição de “grupo” desses conjuntos intermedi-
formas possíveis: bastões, nacos, cubos, filamentos, folhas, discos,
ários — por exemplo, no Grupo VI eu via o enxofre, o selênio e o telúrio.
cristais. A maioria era cinzenta ou prateada, alguns tinham um leve
Sabia que esses três (meus “malcheirogênios”) eram muito semelhantes,
toque de azul ou rosa. Uns poucos tinham superfícies com um pálido
mas o que o oxigênio estava fazendo ali, encabeçando o grupo? Devia
brilho amarelado, e por fim havia as cores vivas do cobre e do ouro.
haver algum princípio mais profundo em ação — e de fato havia. Estava
No canto superior direito ficavam [...] os elementos não metálicos impresso no topo da tabela, mas na impaciência de ver os elementos
— o enxofre em espetaculares cristais amarelos e o selênio em cristais propriamente ditos, eu não prestara atenção. O princípio mais profundo,
vermelhos translúcidos, o fósforo, como cera de abelha descorada, man- enxerguei então, era a valência. O termo valência não aparecia em meus
tido em água, e o carbono, em minúsculos diamantes e brilhante grafi- livros vitorianos mais antigos, pois só fora desenvolvido adequadamente
te preta. Havia o boro, um pó pardacento, e o silício encrespado e cris- no final da década de 1850; Mendeleiev foi um dos primeiros a aproveitá-
talino, com um intenso brilho negro como grafite ou galena. lo e usá-lo como base para classificação, a apresentar o que nunca antes
À esquerda estavam os álcalis e os metais alcalino-terrosos — os estivera claro: um fundamento racional, uma base para o fato de os ele-
metais de Humphry Davy —, todos (exceto o magnésio) em banhos mentos parecerem formar famílias naturais, terem profundas analogias
protetores de nafta. Espantei-me com o lítio, no canto superior, que químicas e físicas uns com os outros. Mendeleiev então reconheceu oito
de tão leve flutuava na nafta, e também com o césio, mais abaixo, que desses grupos de elementos segundo suas valências.
formava uma poça cintilante sob a nafta. O césio, eu sabia, tinha um Assim, os elementos do Grupo I, os metais alcalinos, tinham
ponto de fusão baixíssimo, e aquele era um dia quente de verão. Mas valência 1: um átomo desses elementos combinava-se a um átomo de
eu não havia percebido plenamente, nos pedacinhos parcialmente
hidrogênio, formando compostos como LiH, NaH, KH etc. (Ou com
oxidados que vira, que o césio puro era dourado — de início emitia
um átomo de cloro, formando compostos como LiCl, NaCl, KCl.) Os
apenas um lampejo, um clarão dourado, parecendo iridescente nos
elementos do Grupo II, metais alcalino-terrosos, tinham valência 2,
tons áureos; e então, olhado de um ângulo inferior, ele era de um
formando compostos como CaCl2, SrCl2, BaCl2 etc. [...]
dourado puro, fazia pensar em um mar de ouro ou mercúrio dourado.
Embora Mendeleiev estivesse organizando os elementos segundo a
valência, também ficava fascinado com os pesos atômicos e com o fato
* O nome desse cientista aparece grafado de modos diferentes na literatura. de cada elemento ter seu peso único e específico e por ser esse peso, em
No livro do aluno optou-se por Mendeleev. Já no texto aqui transcrito, como certo sentido, a assinatura atômica de cada elemento. E se, mentalmente,
vemos, optou-se por Mendeleiev. ele começou a indexar os elementos segundo suas valências, fez o mes-

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22
mo tomando por base os pesos atômicos. Então, como por mágica, as
duas classificações coincidiram. Pois se Mendeleiev organizasse os ele-
Sugestões de leitura
mentos simplesmente na ordem de seus pesos atômicos, em “períodos”
horizontais, como os denominava, evidenciavam-se recorrências das mes-
complementar para o professor
mas propriedades e valências em intervalos regulares.
Textos de Química Nova são disponibilizados em
Cada elemento imitava as propriedades do elemento acima dele
e era um membro ligeiramente mais pesado da mesma família. A http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm
mesma melodia, por assim dizer, era tocada em cada período — pri- Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados
meiro um metal alcalino, depois um metal alcalino-terroso, em se- em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
guida mais seis elementos, cada qual com sua valência ou tom —,
CHAGAS, A. P.; ROCHA-FILHO, R. C. Sobre os nomes dos
mas tocada em um registro diferente (não pude deixar de pensar em
elementos químicos, inclusive dos transférmios. Quí-
oitavas e escalas, pois vivia em uma casa musical, e as escalas eram a
periodicidade que eu ouvia diariamente). Era o agrupamento em oito
mica Nova, v. 22, n. 5, 1999. p. 769-773.
que dominava a tabela periódica à minha frente, embora também se Os autores apresentam proposta aprovada pelo Comi-
pudesse ver, na parte inferior da tabela, que elementos extras se inter- tê Brasileiro para Assuntos de Química junto à Iupac.
punham nos octetos básicos: dez elementos extras para cada um nos O artigo inclui considerações etimológicas sobre os
Períodos 4 e 5, e dez mais catorze no Período 6. nomes de alguns elementos e também a grafia sugerida
E nessa progressão cada período completava-se e conduzia ao para aqueles que aparecem grafados de modos dife-
seguinte em uma série de voltas vertiginosas — pelo menos, essa foi rentes na literatura.
a forma assumida em minha imaginação, fazendo com que a discreta ——. Nomes recomendados para os elementos químicos. Quí-
tabela retangular diante de mim se transformasse, mentalmente, em mica Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13.
espirais ou voltas. A tabela era uma espécie de escadaria cósmica, ou Trata-se de uma versão condensada da referência an-
uma escada de Jacó que nos comunicava com um céu pitagórico.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
terior.
Percebi subitamente, assombrado, quanto a tabela periódica deve SACKS, O. W. Tio Tungstênio: memórias de uma infância quí-
ter surpreendido os primeiros que a viram — químicos que conheciam
mica. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo:
a fundo as sete ou oito famílias químicas, mas nunca se tinham dado
Companhia das Letras, 2002.
conta da base daquelas famílias (a valência), nem de que todas elas
podiam ser reunidas em um único sistema abrangente. Eu me pergun- O autor desse “romance” relata lembranças de sua in-
tei se eles teriam reagido como eu àquela primeira revelação, excla- fância impregnada pelo contato com os metais e suas
mando: “Mas é claro! É tão óbvio! Como foi que não pensei nisso?”. propriedades. O título é uma alusão ao tio, que fabrica-
va lâmpadas de tungstênio.
[...]
SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução
Fonte: SACKS, O. W. Tio Tungstênio: memórias de uma infância química.
de Antonio Canavarro Pereira. 2. ed. Rio de Janeiro:
Tradução de Laura Teixeira Motta.
Difel, 2002.
São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 190-193.
O capítulo 47 apresenta a biografia de Mendeleev.

Capítulo 7 Ligações químicas


interatômicas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Regra do octeto • Elaborar a fórmula prevista • Interessar-se pelas idéias cien-


• Ligação iônica para o composto iônico forma- tíficas e pela Ciência como
do por um metal e um não- maneira de entender melhor
• Ligação covalente
metal, fundamentando-se na o mundo que nos cerca.
• Ligação metálica posição dos elementos na ta- • Perceber que princípios cien-
• Principais propriedades das bela periódica. tíficos estão presentes na
substâncias iônicas, das mo- • Elaborar a fórmula eletrônica vida cotidiana.
leculares e das metálicas e a fórmula estrutural para
casos simples de substâncias
moleculares, a partir da fór-
mula molecular e da posição
dos elementos na tabela pe-
riódica.

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23
1. Decidir o número de elétrons que será incluído na estrutura, somando
Comentário geral os números de todos os elétrons de valência fornecidos pelos átomos.

O título deste capítulo espelha uma importante divisão. As ligações Cada átomo provê todos os seus elétrons de valência (portanto, H provê
químicas podem ser classificadas fundamentalmente em interatômicas e um elétron e O [...] provê seis). Cada carga negativa em um íon corresponde
intermoleculares. As primeiras, estudadas neste capítulo, se subdividem a um elétron adicional; cada carga positiva corresponde a um elétron a
em iônica, covalente e metálica, que dão origem a grupos de substâncias menos.
que, tipicamente, apresentam algumas propriedades semelhantes. No caso
de a ligação interatômica ser covalente ou no caso dos gases nobres 2. Escrever os símbolos químicos dos átomos em um arranjo que mostre
(monoatômicos), a substância é constituída por moléculas que, por sua aqueles que estão ligados entre si.
vez, interagem entre si (principalmente nos estados sólido e líquido) por
meio de ligações intermoleculares. Estas são estudadas no capítulo 8. Em muitos casos, conhecemos o arranjo, ou podemos conjecturar basea-
dos em informações. O átomo menos eletronegativo é usualmente o átomo
Estudar ligações químicas interatômicas inclui perceber que há
central de uma molécula, como em CO2 e SO42⫺, mas há várias exceções
substâncias que conduzem eletricidade quando sólidas e que exibem bri-
conhecidas (H2O e NH3 entre elas).
lho característico. Há substâncias que não conduzem corrente elétrica quan-
do sólidas, mas, submetidas a temperaturas suficientemente altas para pro-
3. Distribuir os elétrons em pares, de modo que haja um par de elétrons
vocar sua fusão, passam a conduzi-la. E há substâncias que não apresen-
entre cada par de átomos unidos entre si, e então adicionar pares de
tam condutividade elétrica apreciável em nenhum dos três estados físicos,
elétrons (para formar pares não-compartilhados ou ligações múltiplas)
à pressão ambiente. Da percepção da existência desses padrões, aliada à
até que cada átomo adquira o octeto.
tentativa de incluir cargas elétricas no modelo atômico, surgiram propos-
tas de explicação para a ocorrência de ligações químicas entre os elemen-
Cada par ligante é então representado por uma linha simples. A carga glo-
tos e, também, para algumas das propriedades das substâncias resultantes
bal de um íon poliatômico é possuída pelo íon como um todo, não por um
de tais ligações. É assim que este capítulo tenta conduzir as idéias referen-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

átomo individual em particular.” (SHRIVER, D. F.; ATKINS, P. W.


tes ao tema ligações químicas interatômicas.
Inorganic Chemistry. 3. ed. Oxford: Oxford University Press, 1999. p. 66.
A atividade classificatória proposta em Elabore uma classificação, Tradução nossa.)
no início do capítulo, pretende colocar como elemento problematizador a
O professor deve notar que na página 173 do livro, ao tratar a fór-
possibilidade de elaborar uma classificação envolvendo substâncias quí-
mula estrutural dos ácidos oxigenados, as fórmulas estruturais de H2SO4 e
micas com fórmulas não muito complexas.
H3PO4 foram elaboradas sem considerar o modelo da “dativa”. Além dis-
Há inúmeras possibilidades de o professor ampliar os horizontes so, na lateral daquela página é feito um comentário sobre as fórmulas es-
deste capítulo, pois a correlação entre as propriedades das substâncias e truturais mais empregadas para essas substâncias, que envolvem ligação
sua estrutura é um dos pilares da atividade dos químicos.
dupla S l O e P l O.**
O quadro Aplique o que aprendeu da página 122 ajuda os estudan-
tes a compreender a diferença entre um átomo apresentar o octeto comple-
to e apresentar-se eletricamente neutro. E o quadro Aplique o que apren-
deu da página 125 permite ao estudante perceber que os exemplos de subs- Origem dos termos científicos
tâncias moleculares estudados na página 54, capítulo 4, envolvem apenas
não-metais em sua composição, ilustrando assim o que é estudado no pre- • A palavra “valência” vem do latim valentia, ter força.
sente capítulo. • A palavra “covalência” vem do latim cum, contigüidade, companhia, e
O estudo da polaridade de ligações, da polaridade de moléculas e valente, que tem força.
da geometria molecular é deixado para o capítulo 8, junto com as ligações
intermoleculares.
Como a nota de rodapé da página 126 do livro dá a entender, opta-
mos por não incluir o modelo da “ligação dativa”.*
Temas para pesquisa
“Podemos assim afirmar que, em qualquer tipo de interação na qual Além do tema proposto no livro — A descoberta dos gases nobres,
dois átomos se mantêm unidos através da atração simultânea dos seus res- que envolve interessantes episódios de como progressos científicos propi-
pectivos núcleos pelos mesmos elétrons, tanto faz se os dois elétrons são ciam avanços tecnológicos e estes, por sua vez, potencializam novos avan-
oriundos de um ou de outro átomo, ou mesmo se cada elétron é provenien- ços tecnológicos —, existe um outro que pode ser proposto aos estudantes
te de um dos dois átomos, este tipo de interação recebe o nome de ligação no final do capítulo.
covalente, sem qualquer outro adjetivo tal como coordenada, coordenativa Trata-se do tema Ligas metálicas, sua composição e suas proprie-
e, menos ainda, dativa.” (SANTOS FILHO, 1999. p. 257) dades. As propriedades das ligas metálicas constituem importante exem-
Assim, na elaboração de uma fórmula eletrônica, não estabelece- plo de como os benefícios da pesquisa científica se estendem à sociedade.
mos distinção entre os elétrons dos diferentes átomos, seja por “xis” e A critério do professor, os alunos podem pesquisar a composição e as pro-
“bolinhas”, ou por qualquer outro modo. priedades de diferentes ligas presentes no cotidiano. (Deve-se, contudo,
levar em conta que os dados encontrados na literatura sobre a composição
“A regra do octeto fornece um modo simples de elaborar uma es- percentual de ligas podem variar consideravelmente de uma referência para
trutura de Lewis, um diagrama que mostra o padrão de ligações e de pares outra.)
não-compartilhados em uma molécula. Em muitos casos, podemos cons-
truir uma estrutura de Lewis em três passos:

Tema para discussão em grupo


* Podemos citar (além dos livros de Santos Filho e de Shriver e Atkins, mencionados • “Para que cumpram sua finalidade, os isolantes elétricos (por exemplo,
a seguir), por exemplo, LEVINE, I. Quantum Chemistry. 5. ed. New Jersey: Prentice os revestimentos de tomadas e de fios elétricos) devem ser feitos de subs-
Hall, 2000; COTTON, F. A. et al. Advanced Inorganic Chemistry. 6. ed. New York: tâncias iônicas, moleculares ou metálicas? Por quê?”
John Wiley, 1999; GREENWOOD, N. N. e EARNSHAW, A. Chemistry of the
elements. 2. ed. Oxford: Butterworth-Heinemann, 1997; RAYNER-CANHAM, G.
Descriptive Inorganic Chemistry. New York: Freeman, 1996; HUHEEY, J. E. et
al. Inorganic Chemistry; principles of structure and reactivity. 4. ed. New York: ** Cf. COTTON (p. 411 e 525), GREENWOOD (p. 512 e 705), RAYNER-CANHAM
Harper, 1993. (p. 300 e 332) e HUHEEY (p. 145).

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24

Experimento são comumente preparadas fundindo-se os elementos juntos, agitan-


do-se a mistura fundida até ficar homogênea e deixando-a resfriar.
As propriedades das ligas são freqüentemente bem diferentes das
APARELHO PARA TESTAR A dos seus componentes metálicos. Ligando-se um metal com outro
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA elemento, pode-se, por exemplo:
• abaixar o ponto de fusão. A liga solda, uma liga de chumbo (Pb) e
No capítulo 6 do livro é feita uma sugestão de experimento no
estanho (Sn), tem um ponto de fusão de 70°C; compare-o com 232°C
qual se constrói um aparelho para testar se materiais conduzem ou
para o estanho (Sn) e 338°C para o chumbo (Pb). Essa liga é usada
não a corrente elétrica.
em conexões fusíveis, que se fundem para disparar sistemas auto-
Neste capítulo sugerimos que o professor demonstre a utilização máticos de sprinklers;
de um aparelho similar, porém construído com materiais adequados
• aumentar a dureza. Uma pequena quantidade de cobre (Cu) está
à utilização da voltagem local de 110 V ou 220 V. É importante que o
presente na prata de lei, que é muito menos maleável que a prata
PROFESSOR OPERE O EQUIPAMENTO e demonstre seu uso a
pura. Ouro é ligado à prata e ao cobre para formar um material
fim de prevenir acidentes envolvendo a corrente elétrica. OS ALU-
suficientemente pouco maleável para ser usado em joalheria. As
NOS NÃO DEVEM REALIZAR ESTE EXPERIMENTO. O apa-
placas de chumbo usadas em baterias contêm pequenas quantida-
relho está esquematizado na figura e o material necessário é o se-
des de antimônio (Sb) para impedir a flexão sob tensão;
guinte:
• reduzir a condutividade elétrica e térmica. O cobre (Cu) usado em
• 3 pedaços de fio de cobre revestidos de plástico e com as pontas fiação elétrica deve ser extremamente puro; 0,03% de arsênio (As)
desencapadas; pode baixar sua condutividade em 15%. Às vezes, tira-se vantagem
• 1 lâmpada (110 V ou 220 V, dependendo da voltagem da localida- desse efeito. Fio nicrome (Ni, Cr) de alta resistência é usado nos
de) com soquete apropriado e parafuso(s) para a fixação do soquete aquecedores de secadores de cabelos e tostadores elétricos.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
em madeira;
Algumas ligas metálicas comerciais, sua composição e exemplos de
• um pino de tomada; utilização.
• um pedaço de tábua. Nome
Percentual em massa Utilidade
comum
Tome cuidado com choque elétrico. UMA VEZ LIGADO À
TOMADA, NÃO TOQUE NAS PARTES DESENCAPADAS DO Alnico Fe, 50; Al, 20; Ni, 20; Co, 10 ímãs
CIRCUITO. Bronze- Cu, 90; Al, 10 cárter, biela
O teste consiste em colocar a substância em contato com as duas alumínio
extremidades desencapadas dos fios de cobre e verificar se a lâmpa- Latão Cu, 67-90; Zn, 10-33 encanamento,
da acende. ferramentas
Utilize o aparelho para testar, nas condições ambientes, a Bronze Cu, 70-95; Zn, 1-25; Sn, 1-18 mancais, sinos,
condutividade de materiais de natureza metálica (talheres de inox, medalhas
papel-alumínio e fio de cobre), molecular (açúcar comum e glicose
Ferro Fe, 96-97; C, 3-4 fundição
— esta última vendida em farmácias como açúcar para mamadei-
fundido
ra —, plásticos comuns, água destilada, algodão, papel) e iônica (sal
de cozinha, giz e cal). Liga para Cu, 75; Ni, 25 moedas
moeda
Lâmpada
(de voltagem Amálgama Hg, 50; Ag, 35; Sn, 15 obturações
adequada) dental
Soquete
fixado na
Prata Cu, 60; Zn, 25; Ni, 15 chaleiras, jarras,
madeira germânica torneiras
110 V ou 220 V Ouro, Au, 75; Ag, 10-20; Cu, 5-15 jóias
18 quilates
Bronze para Cu, 88; Sn, 10; Zn, 2 canos de armas,
Madeira
armas máquinas
Placa de Pb Pb, 94; Sb, 6 baterias
(bateria)
Fios de cobre Pb para Pb, 99,8; As, 0,2 cartuchos
munição de munição
Extremidades desencapadas Duralumínio Al, 70-90; Mg, 10-30 fuselagem de aviões
Aço- Fe, 86; Mn, 13; C, 1 cofres, vigas,
manganês armaduras
Nicromo Ni, 60; Fe, 25; Cr, 15 fio de resistência
elétrica
Solda de Ag, 63; Cu, 30; Zn, 7 solda de alta fusão
Texto ao professor prata
Aço inox Fe, 73-79; Cr, 14-18; Ni, 7-9 instrumentos, pias
LIGAS METÁLICAS Aço Fe, 98-99,5; C, 0,5-2 metal estrutural
Prata de lei Ag, 92,5; Cu, 7,5 jóias, utensílios
Uma característica dos metais é sua capacidade de formar ligas.
de mesa
Uma liga é um material com propriedades metálicas contendo dois
ou mais elementos, sendo pelo menos um deles metal. Ligas sólidas Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

Comentario 24 6/14/05, 16:44


25
ROCHA-FILHO, R. C. Os fulerenos e sua espantosa geometria
Sugestões de leitura molecular. Química Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 7-11.
O artigo conta um pouco da história da descoberta dos
complementar para o professor fulerenos e faz algumas considerações geométricas
acerca de suas estruturas.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química: um
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc livro-texto para a primeira disciplina de Química do
BROWN, T. L. et al. Química ; a ciência central. 9. ed. Tradução curso de Química. Campinas, publicado pelo autor (Ins-
de Robson Mendes Matos. São Paulo, Pearson, 2005. tituto de Química da Unicamp), 1999.
Os capítulos 8 e 9 desse livro universitário de Química
Geral são sobre ligações químicas.
COMPANION, A. L. Ligação química. Tradução de Luiz Carlos
Guimarães. São Paulo, Edgard Blücher, 1970.
Enfoca as ligações químicas utilizando conceitos da
mecânica quântica.

Capítulo 8 Geometria molecular


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

e ligações químicas
intermoleculares

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Principais geometrias mole- • Determinar a geometria mole- • Interessar-se pelas idéias cien-
culares cular de compostos não mui- tíficas e pela Ciência como
• Modelo da repulsão dos pa- to complexos. maneira de entender melhor
res eletrônicos da camada de • Empregar a escala de eletro- o mundo que nos cerca.
valência (modelo VSEPR) negatividade para prever se • Perceber que o estudo das
• Polaridade de ligações uma ligação covalente é polar propriedades das substâncias
ou apolar. químicas se traduz em apli-
• Polaridade de moléculas
• Empregar a escala de eletro- cações práticas de interesse
• Polaridade e solubilidade para a sociedade, que aca-
negatividade e conhecimen-
• Ligações intermoleculares tos sobre geometria molecular bam redundando na melhoria
• Principais fatores que influen- para prever se uma molécula da qualidade de vida.
ciam o ponto de ebulição de é polar ou apolar.
uma substância molecular • Observar a fórmula estrutural
de uma molécula e prever o
tipo de interação intermolecu-
lar presente na substância.
• Racionalizar comparativa-
mente valores de pontos de
ebulição.

precedem e embasam o estudo das interações entre as moléculas, tais como


Comentário geral geometria molecular, polaridade de ligações e polaridade de moléculas.
Após ter estudado os capítulos 7 a 11, espera-se que o estudante tenha
O capítulo 7 é sobre ligações químicas interatômicas. E este capítulo uma visão relativamente ampla da relação entre as ligações químicas e as pro-
8 é sobre ligações químicas intermoleculares e sobre outros conceitos que priedades das substâncias, resumidamente apresentadas na tabela a seguir.

Comentario 25 6/14/05, 16:44


26
Aspectos bastante gerais da relação entre propriedades das substâncias e ligações químicas
Iônica Covalente Metálica
Molecular Macromolecular
Exemplos NaCl, KBr, CaCl2, H2, O2, O3, HCl, HF, Diamante, grafite, Ag, Fe, Cu, Au, Al,
Al2O3, CaO, LiCl NH3, CH4, CO2, Br2, fósforo vermelho, Zn, Mg, Sn, Pb
H2O, P4, S8 quartzo
Elementos presentes Metal e não-metal Não-metal Não-metal Metal
No estado sólido, o Retículo cristalino Retículo cristalino Retículo cristalino Retículo cristalino
retículo cristalino é iônico (no qual molecular (no qual covalente (no qual metálico (no qual
do tipo existem íons) existem moléculas) existem átomos existem íons
unidos por ligação metálicos
covalente) circundados por
um "mar de elétrons")
Ligações químicas Iônica a) Covalente entre Covalente Metálica
presentes os átomos de uma
molécula
b) Ligação de
hidrogênio, dipolo-
dipolo ou dipolo
instantâneo-dipolo
induzido entre as

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moléculas
Pontos de fusão e de Altos Baixos Altos Altos
ebulição em geral
Estado físico nas Sólido Sólido, líquido ou Sólido Sólido
condições ambientes gasoso (exceto Hg)
Conduz corrente Não Não Não Sim
elétrica no estado (exceto grafite)
sólido?
Conduz corrente Sim Não — Sim
elétrica no estado
líquido?
Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

Experimento Pauling administrou uma pensão na pequena cidade “de um só cava-


lo” de nome Condon, no Estado de Oregon. Linus, que não se havia
interessado pela química enquanto seu pai era vivo, com 12 anos
SEPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA começou a fazer experiências com produtos químicos roubados de
DE TINTAS DE CANETA uma fábrica abandonada de refinaria de metal.
Apesar de Pauling ter deixado o ginásio sem diploma, em 1917
O artigo de Lisbôa, indicado em Sugestões de leitura comple-
— conferido em 1962, depois de ganhar seu segundo Prêmio Nobel
mentar para o professor, contém o roteiro para a realização de um
—, conseguiu se matricular no Oregon Agricultural College, onde
experimento cromatográfico, ao final do qual algumas perguntas são
estudou engenharia química. Sua educação universitária foi decidi-
colocadas aos estudantes.
damente levada adiante por ele próprio, pois sua mãe teria preferi-
Algumas dessas perguntas estimulam a aplicação de conceitos es- do que ele trabalhasse para dar uma ajuda financeira à família. De-
tudados neste capítulo 8 para explicação dos resultados experimentais. pois de receber o diploma de bacharel em 1922, Pauling começou
estudos de pós-graduação no California Institute of Technology, que
possuía um extraordinário departamento de química e do qual era
Textos ao professor presidente Robert Millikan, o eminente físico, cuja simples ex-
periência da “gota de óleo” permitiu calcular, pela primeira vez, a
carga de um elétron. Na Caltech, a principal área de interesse de
LINUS PAULING & A QUÍMICA Pauling era a físico-química, e logo ficou sob a influência de Roscoe
DO SÉCULO XX (1901-1994) Dickinson, que desenvolvia uma técnica para o uso da difração dos
[...] raios X, descoberta uma década antes por Max Von Laue no estudo
da composição dos cristais complexos. Em colaboração com
Linus Pauling nasceu em 28 de fevereiro de 1901, em Oswego,
Dickinson, Pauling descreveu a estrutura de um mineral chamado
no Estado de Oregon, filho de Lucy Isabelle Darling Pauling e de
molibdenita e publicou alguns artigos, antes de receber o doutora-
Herman William Pauling. Os Pauling pertenciam a uma família dife-
do summa cum laude em 1925.
rente; a tia de Linus chamava-se Stella “Dedos” Darling e era uma
conhecida arrombadora de cofres; outro de seus parentes fizera-se O advento de uma nova teoria quântica, no meio da década de
espiritualista. Herman Pauling, que era farmacêutico (uma vez colo- 1920, trouxe um melhor entendimento do átomo e preparou o terre-
cou anúncios de “Pílulas Rosa ‘Pauling’ para pessoas pálidas”), mor- no para uma nova perspectiva da ligação química. Pauling foi à
reu cedo, de úlcera gástrica, em 1910, logo depois de ter escrito uma Europa em 1926, passando algum tempo em Munique, com Arnold
carta para o jornal local perguntando como encorajar os excepcionais Sommerfeld, a quem havia conhecido dois anos antes,
talentos intelectuais de seu filho. Depois da morte do marido, Belle encontrando-se também com Erwin Schrödinger, em Zurique, com

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27
Niels Bohr, em Copenhague, e com Werner Heisenberg e Max Born, Em seus últimos anos de vida, Pauling era admirado pelo povo;
em Göttingen. O relacionamento de Pauling com os maiores perso- como viúvo, quando aparecia nos espetáculos nacionais de entrevis-
nagens da mecânica quântica era a mostra da nova ligação a ser tas, recebia muitas cartas femininas com intenções amorosas.
feita entre a química e a física. Quando voltou para o Caltech no Em 1990, teve o diagnóstico de câncer de próstata, que mais
ano seguinte, tornou-se um dos poucos químicos vivos que pos- tarde se disseminou para os intestinos. Linus Pauling nunca disse que
suíam uma boa concepção da teoria quântica. Foi professor cate- os 10 gramas diários de vitamina C lhe dariam a imortalidade. Mor-
drático do Caltech em 1931 e também ensinou na Universidade da reu em 19 de agosto de 1994.
Califórnia, em Berkley, de 1929 até 1934.
Fonte: SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história.
Partindo do trabalho inicial sobre cristais, Pauling usou, em 1928, Tradução de Antonio Canavarro Pereira.
a teoria quântica no fenômeno da ligação química. Mostrou como as 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p.114-120.
propriedades específicas de vários átomos se relacionam com seus
elétrons na aplicação da mecânica de ondas. [...]
Em 1931, o artigo mais influente e mais significativo feito RAIO IÔNICO
por Pauling, A Natureza da Ligação Química, foi publicado no
Journal of the American Chemical Society. Veio a ser o primeiro Quando comparados com os respectivos átomos neutros, os
de uma série de sete artigos clássicos publicados no começo da cátions são sempre menores e os ânions, maiores. Por quê?
década de 1930. A realização de Pauling não passou despercebi-
da, e ele obteve não só alta reputação por seus trabalhos no meio

pm
pm

1
pm
pm
científico, como também passou a ser celebrado pela mídia como

18
18

99
95
um jovem americano em ascensão e um potencial ganhador do
Prêmio Nobel. Pauling fez jus a essa atenção, pois falava muito
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bem e se empenhava para explicar suas teorias e descobertas, for- Na0 Na⫹ Cl0 Cl⫺
necendo contexto e imagens excepcionais sempre carregadas de
1pm ⫽ 1 picometro ⫽ 10⫺12 m
humor. [...] Em 1939, Pauling publicou a primeira edição de A
Natureza da Ligação Química, um dos mais significativos traba- Num cátion, a saída de elétrons reduz as repulsões entre os que
lhos sobre química do século XX. ficam. Assim, o núcleo (positivo) consegue atrair efetivamente com
“Por volta de 1935”, escreveu Pauling, “... senti ter atingido um maior intensidade esses elétrons remanescentes e, assim, a eletrosfera
completo entendimento sobre a natureza da ligação atômica.” Poste- “encolhe”. Nos ânions, acontece o inverso; a entrada de elétrons au-
riormente, expandiu seus horizontes para incluir o estudo de molécu- menta a repulsão entre eles e a eletrosfera “incha”.
las orgânicas mais complexas. Já se vinha interessando por biologia O raio iônico de um cátion é menor que o raio do respectivo
desde 1929, quando o geneticista Thomas Hunt Morgan chegou a átomo neutro. E o raio iônico de um ânion é maior que o raio do
Caltech; agora, Pauling já previa a importância da química para o respectivo átomo neutro.
entendimento dos processos vitais.
Agora considere os elementos N, O, F, Ne, Na, Mg e Al. Entre
[...] eles, o neônio é o único em que os átomos podem existir estáveis
Mas a realização mais significativa de Pauling, na bioquímica, não-combinados. Apesar de esses elementos possuírem diferentes nú-
foi o estudo dos aminoácidos e das proteínas, o que preparou a base meros de elétrons quando eletricamente neutros, ao se transforma-
para maiores avanços na biologia molecular. Onipresente no rem em íons estáveis, eles passarão a possuir o mesmo número de
micromundo biológico e considerada desde o começo do século elétrons, sendo chamados de isoeletrônicos.
como a chave da compreensão dos sistemas vivos, a complexidade
das proteínas resistiu à análise por muito tempo. O trabalho de N
7 8
O 9
F 10
Ne 11
Na 12
Mg 13
Al
Pauling começou em 1937 e prosseguiu por vários anos. Adotou o Número de prótons 7 8 9 10 11 12 13
que se tornou um método famoso para construir modelos de molé- Número de elétrons 7 8 9 10 11 12 13
culas em escala, enquanto obtinha pistas pela difração pelos raios
X. No final da década de 1940, Pauling iria propor a noção de que Recebendo ou perdendo elétrons
as grandes moléculas obedeceriam a algum tipo de simetria na re- para completar o octeto
petição de suas conexões. Pauling percebeu que, em lugar disso —
através de um pulo de imaginação científica —, a forma helicoidal
N3⫺ O2⫺ F⫺ Ne0 Na⫹ 12Mg2⫹ 13Al3⫹
representava “a relação geral no espaço entre dois objetos 7 8 9 10 11

assimétricos, mas equivalentes”. Moléculas longas tendem a tomar Número de prótons 7 8 9 10 11 12 13


essa forma e, como foi mais tarde percebido, seu caráter assimétrico Número de elétrons 10 10 10 10 10 10 10
permite que codifiquem as informações. Pauling publicou, em 1950,
um artigo-chave sobre as estruturas helicoidais, elaborado junto com Então, apesar de as eletrosferas serem iguais (mesmo número
Robert Corey. de elétrons), as cargas nucleares não são (diferentes números de
[...] prótons). Quanto maior for a carga positiva do núcleo, maior será a
No último quarto de século de sua vida, Pauling envolveu-se atração que ele exercerá sobre os elétrons, tornando a nuvem ele-
com o esforço para demonstrar a importância da vitamina C no trônica menor.
processo de impedimento do resfriado comum e de muitas outras
doenças, desde o herpes até o câncer. Não conseguiu dar provas N3⫺ O2⫺ F⫺ Ne Na⫹ Mg2⫹ Al3⫹
convincentes da eficácia das megadoses que ele e sua mulher, Ava
Helen, tomavam todas as manhãs, a não ser por sua própria
longevidade. Juntamente com o fundamentalista cristão, Arthur 171 140 136 112 95 65 50
Robinson, Pauling fundou o Instituto de Medicina Ortomolecular
(os números se referem aos raios, em pm)
em 1974, que é hoje o Instituto Linus Pauling de Ciência e Medi-
cina, em Palo Alto, na Califórnia.
O raio de íons isoeletrônicos diminui à medida que a carga nu-
[...] clear aumenta.

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28

Algumas séries de espécies químicas isoeletrônicas (os números se referem aos raios, em pm)

Hⴚ He Liⴙ Be2ⴙ

154 93 60 31

N3ⴚ O2ⴚ Fⴚ Ne Naⴙ Mg2ⴙ Al3ⴙ

171 140 136 112 95 65 50

S2ⴚ Clⴚ Ar Kⴙ Ca2ⴙ Ga3ⴙ

184 181 154 133 99 62

Se2ⴚ Brⴚ Kr Rbⴙ Sr2ⴙ In3ⴙ

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
198 195 169 148 113 81

Te2ⴚ Iⴚ Xe Csⴙ Ba2ⴙ Tl3ⴙ

221 216 190 169 135 95









































Ânions Átomos Cátions


neutros

Fonte: J. W. Moore et al. Chemistry. New York, McGraw-Hill, 1978. p. 194.

RAIO COVALENTE E RAIO DE VAN DER WAALS Os valores do raio covalente estão relacionados ao quanto os áto-
mos se aproximam ao fazer uma ligação covalente. Já o raio de van der
Quando a substância iodo, que é constituída por moléculas I2, se Waals tem a ver com a proximidade de moléculas (unidas por interações
encontra no estado sólido, as moléculas estão unidas por interações intermoleculares), que formam um retículo cristalino molecular.
intermoleculares do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido forman-
do um retículo cristalino molecular. He

A figura abaixo representa duas moléculas I2 vizinhas nesse cris- 93


tal de iodo sólido. Experimentalmente, verifica-se que a distância
entre dois núcleos de iodo que pertençam à mesma molécula (isto é, N O F Ne

que estejam unidos por ligação covalente) é de 266 pm.


150 70 140 66 135 64 112

266 pm P S Cl Ar

190 110 185 104 180 99 154

As Se Br Kr
430 pm

200 121 200 117 195 114 169

Metade dessa distância é denominada raio covalente do iodo.


Sb Te I Xe
266
Raio covalente do iodo ⫽ ⫽ 133 pm
2
220 141 210 137 215 133 190
Ainda considerando a figura, a distância entre dois núcleos de
átomos de iodo vizinhos, que não façam parte da mesma molécula, é
Acima temos valores de raios covalentes e de van der Waals (em
de 430 pm. A metade de tal distância é chamada raio de van der
negrito) para alguns elementos químicos. Os valores estão em picometros.
Waals.
Fonte: J. W. Moore et al. Chemistry. New York, McGraw-Hill, 1978. p. 193. O raio
430
Raio de van der Waals do iodo ⫽ ⫽ 215 pm de van der Waals do telúrio é proveniente de J. E. Huheey et al. Inorganic Chemistry;
2 principles of structure and reactivity. 4. ed. New York, Harper, 1993. p. 292.

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29
OLIVEIRA, L. F. C. Espectroscopia molecular. Cadernos Temáticos
Sugestões de leitura de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 24-30. (Veja
também errata no n. 14, p. 46.)
complementar para o professor Artigo que ilustra como a espectroscopia permite ob-
ter informações sobre a estrutura molecular.
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em ROCHA, W. R. Interações intermoleculares. Cadernos Temáticos
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 31-36.
CELEGHINI, R. M. S.; FERREIRA, L. H. Preparação de uma co- Artigo que descreve os tipos e a origem das interações
luna cromatográfica com areia e mármore e seu uso intermoleculares que atuam nos sistemas químicos.
na separação de pigmentos. Química Nova na Escola, Também mostra como a compreensão dessas
n. 7, 1998. p. 39-41. interações permite racionalizar algumas propriedades
FREITAS, L. C. G. Prêmio Nobel de Química 1998: Walter Kohn & macroscópicas das substâncias químicas.
John A. Pople. Química Nova na Escola, n. 8, 1998. SANTOS, H. F. O conceito da modelagem molecular. Cadernos
p. 3-6. Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001.
O artigo comenta as contribuições de Kohn e Pople p. 4-5.
para os métodos computacionais de cálculo de estru- TOSTES, J. G. Estrutura molecular, o conceito fundamental da
tura e de propriedades moleculares, que lhes valeram Química. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 17-20.
o Prêmio Nobel. O autor faz um apanhado dos métodos de modelagem
LISBÔA, J. C. F. Investigando tintas de canetas utilizando da estrutura molecular desde 1880, passando pela me-
cromatografia em papel. Química Nova na Escola, cânica quântica e chegando ao panorama no final do
n. 7, 1998. p. 38-39. (Veja também errata no n. 8, p. 41.) século XX.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 9 Condutividade elétrica


de soluções aquosas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Generalizações empíricas • Utilizar bolinhas para construir • Valorização da observação


provenientes de testes de modelos que representem a como importante fonte para
condutividade elétrica de so- dissolução em água do obter informações.
luções aquosas de substân- cloreto de sódio, da sacarose • Preocupar-se com a correta
cias iônicas e moleculares e do cloreto de hidrogênio. hidratação do organismo,
• Dissociação iônica principalmente nas épocas
• Ionização mais quentes do ano.
• Solução eletrolítica
• Solução não-eletrolítica
• Solução iônica
• Solução molecular
• Eletrólito

Neste capítulo 9, não se espera que o estudante aprenda a prever se


Comentário geral uma substância molecular sofrerá ou não ionização em água, mas sim que
ele seja capaz de, fundamentado no resultado experimental de a solução
No capítulo 7, resultados de testes de condutividade elétrica foram aquosa conduzir ou não, visualizar um modelo em nível microscópico que
empregados como um dos quesitos para caracterizar as substâncias iônicas, seja coerente com esse resultado.
as moleculares e as metálicas. Em suma, este capítulo pretende ajudar o aluno a compreender
Neste capítulo 9, esses testes são estendidos para soluções aquosas. modelos químicos para a formação de soluções aquosas. Tais modelos
A idéia é mostrar que quando dissolvemos um soluto em água o comporta- são úteis não apenas para o estudo de ácidos, bases e sais (capítulo 10),
mento esperado é muito previsível se o soluto for composto iônico, mas mas também para todos os aspectos da Química que envolvam soluções.
pode variar quando se trata de uma substância molecular e, em princípio, Um comentário ao professor sobre a condutividade elétrica da água
esse comportamento oscila entre dois extremos: o da sacarose e o do cloreto pura. Esse líquido contém pequenas concentrações de íons H3O⫹ e OH⫺,
de hidrogênio. No capítulo 10, ao estudar a força dos eletrólitos ácidos, provenientes da auto-ionização da água, responsáveis por uma
essa noção poderá ser completada, na medida em que se poderá discutir condutividade elétrica muito reduzida, mas de mensuração possível des-
que os eletrólitos se ionizam em diferentes extensões. de que se disponha de equipamento adequado. Tal condutividade elétri-

Comentario 29 6/14/05, 16:44


30
ca é, inclusive, empregada na determinação do produto iônico da água Quais desses eletrólitos são excretados na urina? Qual a relação desses
(Kw). E em uma solução aquosa de sacarose também existem os íons H3O⫹ eletrólitos com o quadro clínico denominado desidratação?”
e OH⫺ provenientes da auto-ionização da água; portanto ela também terá
uma condutividade elétrica muito reduzida, mas mensurável.
A condutividade elétrica da água pura ou de uma solução aquosa
de um não-eletrólito é muitíssimo baixa se comparada à de uma solução
Atividade
iônica. Apenas para efeito de comparação, considere os seguintes dados: a Utilizar bolinhas para construir modelos que representem a dis-
condutividade elétrica da água pura (a 25°C) é 5,50 䡠 10⫺8 Ω⫺1 䡠 cm⫺1 e solução em água do cloreto de sódio, da sacarose e do cloreto de hi-
a condutividade elétrica de solução aquosa 0,1 mol/L de NaCl (a 25°C) é drogênio.
10,67 Ω⫺1 䡠 cm⫺1 [LIDE, D. R. (Ed.). Handbook of Chemistry and Physics.
Devem-se representar o antes e o depois, ou seja, a estrutura mi-
82. ed. Boca Raton: CRC Press, 2001. p. 2-4, 5-90 e 5-94]. Nesse exem-
croscópica dessas substâncias antes de serem dissolvidas em água e tam-
plo, a solução do eletrólito salino tem condutividade elétrica 194 milhões
bém a solução aquosa resultante de sua dissolução em água. Esses mode-
de vezes maior que a da água destilada!
los são muito úteis para ajudar os alunos a passar do concreto (bolinhas)
Mas se a água pura conduz corrente elétrica, então por que a lâm- para o abstrato (átomos, moléculas, íons) e serão de grande valia durante o
pada não se acende ao realizarmos com ela o teste usando a aparelhagem estudo do capítulo 10.
que aparece na página 158 do livro?
O filamento de uma lâmpada incandescente emite luz quando a dis-
sipação de energia, na forma de calor, provocada pela passagem de corrente Experimento
elétrica (Efeito Joule) faz com que ele atinja temperaturas suficientemente
altas para ficar incandescente. Se a corrente elétrica que passa pelo filamento
for muito baixa, a energia dissipada por Efeito Joule é muito pequena, insu- CONDUTIVIDADE ELÉTRICA DE SOLUÇÕES
ficiente para aquecer o filamento a ponto de torná-lo incandescente.
Esse experimento emprega o aparelho cuja construção foi

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
sugerida no capítulo anterior, neste manual. Cuidado com choque
elétrico. UMA VEZ LIGADO À TOMADA, NÃO TOQUE NAS
Origem dos termos científicos PARTES DESENCAPADAS DO CIRCUITO. Por segurança, su-
gere-se que esta seja uma EXPERIÊNCIA DEMONSTRATIVA.
• A palavra “solução”, usada em Química, vem do latim solutione, de onde
Para discutir a condutividade elétrica de soluções, sugerimos três
também deriva a palavra “solução” usada no linguajar não-científico.
exemplos: sal de cozinha (NaCl), açúcar (C12H22O11) e ácido muriático
Quando alguém encontra a solução de um problema, por exemplo, isso
(HCl aquoso).
significa que o problema se “dissipou”, “desapareceu”, de modo análo-
go a um soluto que se dissolve num solvente. Quando dissolvidos em água, esses compostos permitem ilustrar
três situações diferentes:
• NaCl produz solução iônica, graças à dissociação dos seus íons;
Tema para pesquisa • C12H22O11 produz solução molecular;
• HCl produz solução iônica, graças à ionização sofrida por suas
• “Que eletrólitos principais fazem parte do plasma sangüíneo? Qual a
moléculas.
importância da presença desses eletrólitos, em concentração adequada?

Capítulo 10 Princípios de Química


Inorgânica (I)
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Definição operacional de áci- • Obter um indicador ácido- • Interessar-se pelas idéias cien-
do e de base base e utilizá-lo para testar tíficas e pela Ciência como
• Indicador ácido-base algumas soluções visando maneira de entender melhor
classificá-las como ácidas ou o mundo que nos cerca.
• Conceituação de Arrhenius
básicas. • Perceber que muito do con-
para ácido e para base
• Formular corretamente os forto da vida moderna se deve
• Fórmula, nomenclatura e
principais ácidos, bases e sais. à utilização de progressos da
propriedades principais dos
• Equacionar reações de neutra- Química.
ácidos, das bases e dos sais
lização entre ácidos e bases. • Valorizar os progressos da
• Força de eletrólitos
Ciência e suas aplicações
como agentes do bem-estar
humano.

Comentario 30 6/14/05, 16:44


31

Comentário geral Tema para pesquisa


O experimento do início do capítulo envolve o uso da fenolftaleína Além do tema proposto na página 184, sugerimos:
e do extrato de repolho roxo como indicadores ácido-base. • “Por que as populações litorâneas não precisam necessariamente consu-
A primeira parte do experimento consiste na extração de um con- mir sal iodado?”
junto de substâncias presente no repolho roxo, que atua como indicador
ácido-base. Considerando-se os riscos envolvidos no aquecimento em
chama, sugere-se que essa parte seja realizada pelo professor, de modo Experimentos
demonstrativo.
A segunda parte consiste em usar os indicadores para o teste de INDICADORES ÁCIDO-BASE NATURAIS
vários materiais. Também por questão de segurança alguns dos materiais
empregados nessa etapa devem ser manuseados pelo professor, confor- O suco de uva contém substâncias provenientes da casca da uva
me explicitado no livro. As soluções aquosas de ácidos e de bases que o (antocianinas) que atuam como indicadores ácido-base. Em meio
professor irá manipular não precisam e não devem ser concentradas. Con- ácido, elas adquirem coloração avermelhada e, em meio básico,
azulada.
centrações da ordem de 0,1 mol/L são suficientes para que o experimento
atinja seu objetivo. Mesmo nessa concentração, essas soluções podem Embeba pequenas tiras de pano branco em suco de uva e teste
oferecer risco em contato com a pele ou com os olhos, por exemplo. O cada uma com gotas de materiais ácidos ou básicos.
professor deve enfatizar atitudes de segurança com respeito a elas e às
atividades de laboratório de modo geral.
Em contato com materiais ácidos, a fenolftaleína permanece inco-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

lor e o extrato de repolho roxo adquire coloração vermelha/rósea. Já em O SANGUE-DO-DIABO


contato com materiais básicos (alcalinos), a fenolftaleína torna-se rósea e
Trata-se de um líquido avermelhado que perde a cor após ser bor-
o extrato de repolho roxo pode adquirir coloração que varia entre o verde e
rifado em uma roupa ou tecido. Para prepará-lo, o procedimento é:
o amarelo.
Este é um capítulo longo e que, por conveniência didática, deve ser 1. Em um copo com 200 mL de água, adicione uma ou duas gotas
trabalhado em partes. Sugerimos trabalhá-lo de acordo com os seguintes de solução de amoníaco (pode ser adquirida em farmácias). Por
blocos: ser tóxica, irritante e alcalina, a amônia não deve ser inalada
nem tomar contato com a pele, os olhos e as mucosas.
• Primeiramente o experimento da abertura, comentado acima, seguido da
2. Adicione algumas gotas de solução alcoólica de fenolftaleína à
discussão dos resultados e da tentativa de racionalizá-los. A seguir, o
solução alcalina de amônia (item 1). Uma coloração vermelha
item 1, sobre as definições operacionais de ácidos e bases, a importância
deve ser obtida. Não conseguindo essa coloração, coloque mais
dos indicadores ácido-base e a definição de Arrhenius de ácidos e de base e/ou mais indicador.
bases.
3. Borrife a solução avermelhada (sangue-do-diabo) num pano bran-
• Item 2, que versa sobre ácidos. Ao trabalhar as fórmulas estruturais de co. Após algum tempo, a cor desaparece.
ácidos oxigenados como H2SO4, H2SO3, H3PO4, H3PO3, H3PO2, o pro-
fessor deve ter em mente o que está exposto no capítulo 7 deste manual A explicação está no fato de a saída da amônia gasosa deixar no
sobre ligação “dativa” e por que optou-se por não utilizar esse modelo pano apenas a água e a fenolftaleína. Como o meio deixa de ser bási-
nesta obra. Ao aluno, na página 173 do livro, é exposto que são conside- co, a fenolftaleína passa a ficar incolor.
radas possíveis nesse nível de escolaridade as fórmulas estruturais com
Alguns comentários oportunos sobre essa experiência:
ou sem dupla ligação S l O e P l O.
• Item 3, que trata dos hidróxidos metálicos e também da amônia. a) Quanto mais gotas da solução de amônia forem usadas, mais tempo
leva para a cor desaparecer. Por isso a recomendação é usar
• Item 4, em que são discutidos os sais. Dependendo da realidade local e
pouquíssimas gotas.
da carga horária, talvez seja mais conveniente não apresentar os sais pro-
venientes da neutralização parcial. Ou, optando por apresentá-los, pode b) Saliente aos alunos que o álcool serve apenas como solvente para
a fenolftaleína. Ele não tem nenhum outro papel relevante nessa
ser conveniente limitar-se a exemplos envolvendo bicarbonato e bissulfato.
experiência.
• Item 5, que apresenta a força de ácidos como eletrólitos e também no-
c) O professor pode jogar vinagre ou suco de limão no restante do
ções sobre a solubilidade de hidróxidos e de sais.
sangue-do-diabo, a fim de já dar uma idéia de neutralização áci-
do-base.
d) Quando o pano for lavado, ele ficará vermelho em contato com o
sabão. Lembre-se de que a fenolftaleína ainda estará lá. É neces-
sária uma boa lavagem para eliminá-la.
Origem dos termos científicos
• A palavra “ácido” vem do prefixo ac-, presente no grego e no latim, que
indica ser picante, agudo, pontudo. É uma clara alusão ao efeito picante
dos ácidos sobre a língua. CARBONATOS E BICARBONATOS
• A palavra “álcali” vem do árabe al-qali, pelo latim medieval alkali, cin- REAGEM COM ÁCIDO
za de plantas. Nas cinzas vegetais são encontrados sódio e potássio na Havendo tempo, é interessante mostrar que carbonatos e bicar-
forma de óxidos e carbonatos. Graças à presença desses óxidos básicos bonatos reagem com ácidos liberando CO2.
(que reagem com água formando hidróxidos) e carbonatos (que em água Isso pode ser feito jogando uma colherada de Na2CO3 sólido em
sofrem hidrólise do ânion), a adição de cinzas à água deixa o meio bási- água pura, água acidulada com vinagre e água alcalinizada com NaOH.
co. Daí usar “álcali” como sinônimo de base, e “alcalino” como sinôni- Só no caso da água acidulada, será observada a efervescência. O
mo de básico.

Comentario 31 6/14/05, 16:44


32
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
mesmo procedimento pode ser adotado com NaHCO3, que conduzirá http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
aos mesmos resultados.
GOUVEIA-MATOS, J. A. M. Mudança nas cores dos extratos de
O experimento pode ser ampliado para a reação de ácido clorí- flores e do repolho roxo. Química Nova na Escola ,
drico com casca de ovo ou com mármore, materiais que contêm car- n. 10, 1999. p. 6-10.
bonato de cálcio. Deve-se, contudo, atentar para medidas e atitudes O autor fornece subsídios para a compreensão das
de segurança referentes à utilização de ácido clorídrico e de soda mudanças de cor de indicadores ácido-base, que en-
cáustica. globam aspectos de deslocamento de equilíbrio e da
O fato de que carbonatos e bicarbonatos reagem com ácidos li- interação das ondas eletromagnéticas com a matéria.
berando CO2 é uma importante informação relacionada aos sais e TERCI, D. B. L.; ROSSI, A. V. Indicadores naturais de pH: usar
que será trabalhada no capítulo 12. papel ou solução? Química Nova, v. 25, n. 4, 2002.
p. 684-688.
As autoras sugerem o uso de extratos de amora, jabu-
ticaba, jambolão e uva como indicadores de pH, tanto
na forma líquida como em papel. Além de apresentar
Sugestões de leitura interessantes fotos da cor dos extratos em diferentes
pHs, o artigo compara o desempenho desses indica-
complementar para o professor dores, na forma de papel, com o de alguns papéis indi-
cadores universais comercialmente disponíveis. O ar-
Textos de Química Nova são disponibilizados em tigo também inclui fórmulas estruturais de antocianinas
http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm e apresenta os equilíbrios químicos envolvidos.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Capítulo 11 Princípios de Química
Inorgânica (II)
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Fórmula e nomenclatura dos • Formular corretamente os • Interessar-se pelas idéias cien-


óxidos principais óxidos. tíficas e pela Ciência como
• Reações dos óxidos ácidos • Equacionar as reações mais maneira de entender melhor
com água e com bases relevantes relacionadas aos o mundo que nos cerca.
• Reações dos óxidos básicos óxidos ácidos e aos óxidos • Perceber que muito do con-
com água e com ácidos básicos. forto da vida moderna se
• Buscar informações sobre a deve à utilização de progres-
• Fórmula do peróxido de hidro-
produção de substâncias quí- sos da Química.
gênio e dos peróxidos de
metais alcalinos e de metais micas inorgânicas. • Valorizar as medidas de pro-
alcalino-terrosos • Levantar informações sobre as teção ambiental como promo-
riquezas minerais brasileiras. toras da qualidade de vida.
• Noções sobre poluição at-
mosférica • Valorizar os progressos da
Ciência e suas aplicações
• Noções sobre a atmosfera, a
como agentes do bem-estar
hidrosfera, a litosfera e o apro-
humano.
veitamento pelo sistema pro-
dutivo de substâncias nelas • Ser consciente da importân-
existentes em quantidade cia das pesquisas geológicas
apreciável para desvendar a estrutura
do planeta.

(óxidos básicos) formam um outro bloco, em que reações relevantes são


Comentário geral apresentadas. Quanto ao conteúdo do item 1.6 (peróxidos), há professo-
res que preferem deixá-lo para tratar ao discutir o conceito de número de
O capítulo consiste essencialmente de duas partes: oxidação, pois naquele momento será relevante que o aluno conheça os
• Item 1, sobre óxidos. Cabe aqui ressaltar que os itens 1.1 e 1.2 formam peróxidos e sua estrutura, a fim de compreender que neles o oxigênio
um bloco referente a nomenclatura. Os itens 1.3 (óxidos ácidos) e 1.4 apresenta número de oxidação ⫺1.

Comentario 32 6/14/05, 16:44


33
Os principais óxidos ácidos e a tabela periódica Esse tema, de certa forma, está englobado pelo anterior, mas o
NO2
N2O3 explicitamos para salientar a importância da produção de metais pelo sis-
N2O4 tema produtivo.
CO2 N2O5
• “O que é Geologia e qual sua importância?”
SiO2 Cl2O7
Mn2O7 Cl2O6 • “As rochas, sob um enfoque químico; magmáticas intrusivas, magmáticas
CrO3 MnO3 C N
ClO2 extrusivas, sedimentares e metamórficas.”
Si P S Cl Cl2O
• “Por que certos solos ficam lisos e pegajosos após a chuva e outros não?”
Cr Mn P2O3 Br
P2O4 I • “De que é feita a porcelana?”
Br2O
P2O5
BrO2 • “Quais as formas mais comuns de poluição da atmosfera? E da hidrosfera?
SO2 I2O4
E do solo?” No próximo capítulo, neste manual, será sugerido um tema
SO3 I2O5 para pesquisa referente ao tratamento da água, que complementará este
no que diz respeito à importância dos mananciais de água.

Os principais óxidos básicos e a tabela periódica

Li2O
Temas para discussão em grupo
Na2O Li MgO
• “Que atitudes nossas (compras, hábitos etc.) podem estar incentivando
K2O Na Mg CaO indiretamente agentes causadores de poluição?”
Rb2O K Ca SrO
• “Nossa qualidade de vida depende dos minerais?”
Cs2O Rb Sr
BaO
Cs Ba
Fr2O RaO
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fr Ra
Atividades
• Item 2, apresenta noções sobre os constituintes inorgânicos do planeta e Suponhamos que perto de nossa residência haja uma indústria cuja
atividade seja suspeita de causar poluição do ar, da água e/ou do solo. A
sobre a importância de alguns deles para o sistema produtivo. Trata-se
atividade é redigir uma simulação de carta à autoridade competente
de um conjunto de informações que propicia que as noções adquiridas
(pesquisar qual é, no caso específico da comunidade), alegando os moti-
pelo estudante estabeleçam conexões com aquilo que existe ao nosso
vos que provocaram a redação da carta e pedindo, em linguagem clara e
redor. É aqui que cabem alguns dos temas sugeridos mais adiante para
adequada, os esclarecimentos necessários.
pesquisa.
Trata-se de uma atividade que exercita o uso correto de termos
Ao trabalhar este capítulo, sugere-se especial cuidado para não re- científicos, a adequação do vocabulário a quem nos dirigimos e as impli-
forçar um conceito incorreto que a mídia vem divulgando. Dá a impressão cações sociais do conhecimento em favor do exercício da cidadania.
que as emissões de CO2 pelo ser humano deram início à ocorrência do
Outra atividade é reunir notícias sobre o aquecimento global, lê-las
efeito estufa e que esse efeito é, em sua essência, prejudicial ao planeta.
e debater: qual é a principal polêmica sobre o aquecimento global? Esse
Na verdade, o efeito estufa existiria mesmo sem a presença humana na
debate permite perceber que as polêmicas giram em torno das previsões
Terra, já que vapor d’água, metano e dióxido de carbono não estão presen- sobre o aquecimento futuro, sobre o impacto ambiental e sobre questões
tes na atmosfera exclusivamente por conta da atividade humana. O proble- econômicas (por exemplo, há países que não querem produzir menos e
ma que deve ser destacado é que a atividade humana de derrubar florestas perder dinheiro ao proteger o planeta). Assim, pode-se estabelecer uma
e empregar grandes quantidades de combustível, sobretudo de origem fós- separação entre a existência do fenômeno de retenção de energia térmica
sil (carvão mineral e derivados de petróleo), vem aumentando a intensida- por alguns gases presentes na atmosfera (sendo o CO2 o mais conhecido)
de do efeito estufa. Não há dúvida quanto a essa intensificação, a que e a polêmica referente às previsões dos efeitos e das implicações sociais e
podemos nos referir como aquecimento global. As freqüentes polêmicas econômicas.
na mídia dizem respeito às previsões do que irá acontecer e com que rapi-
dez irá acontecer.
Experimento
Origem dos termos científicos
O TESTE DA ÁGUA DE CAL PARA CO2
• Os termos “mineral” e “minério” vêm do latim medieval mineralis, rela-
O ar que expiramos (soltamos após a respiração) contém um pou-
tivo a mina.
co de gás carbônico. Se assoprarmos, com auxílio de um canudinho,
dentro de uma solução aquosa de Ca(OH)2, chamada de “água de cal”,
ocorrerá uma reação entre essa base e o óxido ácido CO2, produzindo
Temas para pesquisa um sólido branco insolúvel, o carbonato de cálcio, CaCO3. O efeito
visual será o aparecimento de uma turvação branca dentro da solução.
CO2 (g) ⫹ Ca(OH)2 (aq) → CaCO3 (s) ⫹ H2O (l)
• A critério do professor, cada aluno ou equipe deve pesquisar sobre uma
A solução de hidróxido de cálcio pode ser preparada dissolvendo-
substância inorgânica de importância, sua ocorrência natural, métodos
se cal viva ou cal hidratada em água e filtrando com filtro de papel
de produção, matérias-primas, relevância para a sociedade e situação do
comum, a fim de eliminar o material sólido não dissolvido. Sendo a
Brasil no cenário mundial da produção e da utilização. água de cal um reagente cáustico e muito corrosivo, o experimento
Esse tema é de valia para a formação de qualidades desejáveis a deve ser realizado de modo demonstrativo pelo professor.
qualquer cidadão. Entender a relevância da Química no sistema produtivo Durante a execução, evite assoprar por muito tempo, pois isso
permite compreender melhor aspectos que têm interferência direta na qua- conduz ao desaparecimento do precipitado, graças à sua conversão
lidade de vida da população. Se o professor dispuser de tempo, e achar em bicarbonato de cálcio solúvel:
conveniente, poderá sugerir os seguintes temas para pesquisa:
CaCO3 (s) ⫹ H2O (l) ⫹ CO2 (g) → Ca(HCO3)2 (aq)
• “Que riquezas minerais tornam o Brasil um país de destaque?”

Comentario 33 6/14/05, 16:45


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Texto ao professor Previsões e controvérsias


Certamente você já percebeu, por meio da leitura de jornais ou
assistindo a noticiários na tevê, que o tema efeito estufa é bastante
polêmico. As controvérsias não se relacionam, contudo, com a exis-
EFEITO ESTUFA
tência do efeito em si, que está muito bem comprovada, mas sim às
Como funciona a estufa para cultivo de vegetais? previsões sobre o que poderá acontecer nas próximas décadas.
Considere a seguinte situação familiar: um automóvel estaciona- Entre os prováveis efeitos de um aquecimento do nosso planeta,
do, com os vidros fechados, sob o calor do meio-dia no verão. Depois dois merecem destaque: as mudanças climáticas regionais e o au-
de algum tempo, a temperatura interna fica bem maior que a externa. mento do nível dos oceanos.
A energia proveniente do Sol, na forma de luz visível e radiação Os padrões climáticos atuais das várias regiões da Terra depen-
ultravioleta, atravessa os vidros, aquecendo o interior. Dizemos que dem da circulação das massas de ar — quentes ou frias, secas ou
o vidro é transparente à luz visível e à radiação ultravioleta. O inte- úmidas —, que, por sua vez, depende das diferenças de temperatura
rior aquecido também começa a emitir calor, que é irradiado princi- entre as diversas regiões. Mudanças de temperatura provocadas pela
palmente na forma de radiação infravermelha, à qual o vidro é pouco intensificação do efeito estufa alterariam os padrões atuais de circu-
transparente. Dessa forma, entra no automóvel maior quantidade de lação das massas de ar e, como conseqüência, mudariam o clima de
energia do que sai e, em conseqüência, seu interior fica aquecido. muitas regiões. A redução das chuvas ou seu excesso colocaria em
risco a agricultura. Tempestades e furacões se tornariam mais fre-
As estufas para o cultivo de vegetais se baseiam no mesmo pro-
qüentes, principalmente nas regiões costeiras.
cesso. O telhado — feito de vidro ou plástico transparente — deixa
entrar mais energia do que sai e, conseqüentemente, a temperatura Parece haver consenso em que, se a concentração atmosférica de
interna fica maior que a externa. CO2 duplicar, a temperatura média do planeta poderá aumentar entre
1,5°C e 4,5°C, com boa parte das estimativas girando em torno de 2,5°C.
O que é efeito estufa Pode parecer pouco; porém, na última era glacial, há 18 mil anos, a

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
A presença de alguns gases na atmosfera terrestre — dióxido de temperatura média era apenas 5°C menor que a atual. Um aumento
carbono (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), monóxido de pequeno como 1,5°C poderia produzir as temperaturas mais altas dos
dinitrogênio (N2O) e clorofluorocarbonos — faz com que ela atue, últimos 6.000 anos. E um aumento de 4,5°C produziria as maiores
em escala global, como se fosse o telhado de uma estufa. Parte da temperaturas desde a Era Mesozóica (na qual viveram os dinossauros),
energia proveniente do Sol fica “aprisionada” na Terra, fazendo com que remonta há 200 milhões de anos, aproximadamente.
que a temperatura do planeta seja superior àquela esperada se tais O aquecimento provocaria o derretimento de uma parte (por pe-
gases não estivessem presentes na atmosfera. quena que seja) do gelo que está sobre o continente, nas regiões mais
Esse processo, que contribui para o aquecimento da Terra, é de- frias da Terra. As águas provenientes desse degelo terminariam nos
nominado efeito estufa. oceanos, aumentando seu nível. Além disso, o aumento da temperatu-
ra provoca a dilatação da água, outro fator que contribuiria para a ele-
Se não fosse pelo efeito estufa, na escala em que atualmente ocor-
vação dos oceanos. Atualmente essa elevação é da ordem de 1 a 1,5
re, não haveria vida na Terra. Sem ele, as temperaturas médias nos
diversos locais do nosso planeta seriam significativamente mais bai- milímetro anual. Há inúmeras controvérsias sobre qual poderá ser esse
xas. Praticamente toda a água estaria congelada e não haveria possi- aumento ao longo do século. Algumas projeções indicam algo entre 15
bilidade de existir vida, tal como a conhecemos. e 95 centímetros. Pode parecer pouco, mas isso provocaria inundação
de grandes áreas à beira-mar. Levando-se em conta que cerca de meta-
O clima nas diversas regiões da Terra é diretamente influencia- de da população do planeta habita regiões costeiras, isso determinaria
do, portanto, pelo efeito estufa. Um aumento na concentração dos o deslocamento de grande parte da população mundial.
gases relacionados a ele, notadamente o CO2, implicaria elevação da
Há, por outro lado, fatores que contribuem em sentido oposto ao
temperatura média do planeta e mudanças climáticas mundiais.
do efeito estufa. Um deles é o das cinzas lançadas pelos vulcões em
Atividade humana e efeito estufa erupção. Elas permanecem muito tempo na atmosfera, até que trans-
Em 1896, o químico sueco Svante August Arrhenius percebeu formações químicas as eliminem ou que o peso as traga, muito lenta-
que a temperatura atmosférica da Terra está relacionada com seu con- mente, para o solo. Durante sua permanência na atmosfera, essas cin-
teúdo de CO2 e previu que um aumento na concentração desse gás zas reduzem a passagem dos raios solares, diminuindo o aquecimen-
provocaria aumento da temperatura atmosférica. to da superfície. Outro fator é o de que os gases de enxofre, poluentes
das regiões metropolitanas, atuariam como as cinzas vulcânicas, ate-
Em 1958, a equipe do laboratório de Mauna Loa, no Havaí, pas-
nuando a passagem da energia solar.
sou a realizar uma série de medições periódicas dos níveis atmosféri-
cos de CO2. Tais medições, obtidas desde então, revelam que a concen- Os cientistas têm feito várias previsões e, freqüentemente, eles
tração de CO2 na atmosfera aumentou de 315 ppm (partes por milhão) discordam entre si. Não se sabe ao certo como os vários fatores en-
em volume, no ano de 1958, para cerca de 370 ppm, em 1999. volvidos irão comportar-se com o passar do tempo. Todos os fatos
aqui expostos (de maneira relativamente sucinta) têm merecido cada
Esse aumento é atribuído fundamentalmente a dois fatores:
vez mais a atenção dos cientistas e ainda são uma questão em aberto.
• à queima de seis bilhões de toneladas anuais de combustíveis fós- Existem estimativas, não certezas.
seis, lançando na atmosfera dezoito bilhões de toneladas de CO2
anualmente.
• às queimadas em florestas, à taxa de 2% ao ano, para dar lugar à
agricultura, contribuindo, de acordo com estimativas, com algo em Sugestão de leitura
torno de três a seis bilhões de toneladas anuais de CO2.
Embora os oceanos desempenhem um importante papel ambiental
complementar para o aluno
ao absorver parte desse CO2, mantendo-o dissolvido na forma de car-
bonato (CO32⫺) e bicarbonato (HCO⫺3 ), a maior parte do CO2 se acu- BRANCO, S. M. O meio ambiente em debate. 3. ed. São Paulo:
mula na atmosfera. Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)
Nos últimos cem anos, a temperatura média do planeta sofreu Esse paradidático pode ser usado para acompanhar
um incremento de 0,5°C ou 0,7°C (há controvérsias sobre o valor de perto quase todo o curso de Química do ensino
exato, mas o que importa saber é que houve um aumento). Muitos médio. Ele contém inúmeros pontos referentes à inter-
cientistas atribuem esse aumento à elevação dos níveis atmosféricos venção humana no meio ambiente e seus reflexos para
de CO2. Em outras palavras, a atividade humana estaria provocando os ecossistemas e para o próprio ser humano. No to-
um aquecimento global do planeta. cante a este capítulo 11, há informações sobre polui-
ção e chuva ácida.

Comentario 34 6/14/05, 16:45


35
JARDIM, W. F. A evolução da atmosfera terrestre. Cadernos
Sugestões de leitura Temáticos de Química Nova na Escola, n. 1, 2001.
p. 5-8.
complementar para o professor Artigo que discute a variação da composição da at-
mosfera terrestre ao longo do tempo e a relação disso
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em com o aparecimento e o desenvolvimento da vida. O
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc autor comenta o fato de o efeito estufa, bem dosado,
ser fundamental para a vida na Terra, pois, sem ele, a
ALVES, O. L.; GIMENEZ, I. F.; MAZALI, I. O. Vidros. Cadernos
temperatura média do planeta seria inferior a ⫺15°C.
Temáticos de Química Nova na Escola, n. 2, 2001.
O problema ambiental do efeito estufa está na sua in-
p. 13-24.
tensificação causada pelas emissões de gás carbônico
Artigo que apresenta aspectos da história da fabrica-
resultantes de atividades humanas.
ção e da utilização dos vidros, bem como de suas pro-
priedades.

Capítulo 12 Algumas reações


inorgânicas de
importância
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Reconhecimento de reação • Equacionar corretamente, in- • Valorizar a observação como


de adição, de decomposição, clusive na forma iônica, exem- importante meio para obter
de deslocamento e de dupla plos simples de reações de informações.
troca por meio da análise de metais com soluções aquosas • Apreciar o entendimento das
sua equação química de ácidos,* de metais com so- regularidades da natureza.
• Equacionamento de reações luções salinas e de halogê- • Perceber que princípios cien-
químicas a partir de informações nios com soluções salinas em tíficos estão presentes na
sobre reagentes e produtos que o ânion é de halogênio. vida cotidiana.
• Conceito de reatividade e sua • Equacionar corretamente, in- • Perceber a importância da
utilidade em previsões sobre a clusive na forma iônica, exem- preservação dos mananciais
ocorrência de reações de des- plos simples de reações de e do respeito a eles.
locamento dupla troca em que se forma
• Conceito de nobreza e sua re- precipitado ou em que há li-
lação com o conceito de reati- beração de gás.
vidade • Obter informações sobre o tra-
• Reação de dupla troca com tamento da água consumida
precipitação na localidade em que se vive.
• Reação de dupla troca com • Elaborar um slogan que trans-
produção de gás mita a importância da conser-
• Equação química na forma vação dos mananciais de
iônica água.
• Reação de metais dos grupos
1 e 2 com a água

* Neste capítulo espera-se que o estudante aprenda a equacionar esse tipo de reação para ácidos, que, ao reagirem com metal, o façam graças à redução dos íons
H⫹ (e não do ânion do ácido). Para esse tipo de processo, a semi-reação de redução (que não envolve o ânion do ácido) é:
2 H⫹ ⫹ 2 e⫺ # H2
Há, por outro lado, casos como o do ácido nítrico, em que é o ânion do ácido que figura na semi-reação de redução. Em conseqüência, não há liberação de
hidrogênio molecular. Um exemplo desse tipo de processo é o ataque do ácido nítrico concentrado à prata metálica:
3 Ag ⫹ 4 HNO3 # 3 AgNO3 ⫹ NO ⫹ 2 H2O
no qual a semi-reação de redução é:
NO3⫺ ⫹ 4 H⫹ ⫹ 3 e⫺ # NO ⫹ 2 H2O
Esse tipo de processo é mais bem compreendido à luz do conceito de potencial-padrão de semicela.

Comentario 35 6/14/05, 16:45


36

Comentário geral Experimentos


No item 1 são apresentados os principais tipos de reações da Quí-
mica Inorgânica. A ênfase dos exercícios está no equacionamento de um EXTINÇÃO DE CHAMA COM GÁS CARBÔNICO
processo, sendo dados os seus reagentes e produtos.
(SIMULAÇÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO À BASE DE BICARBONATO)
No item 2 são trabalhadas as reações de deslocamento, que se-
guem a fila de reatividade dos metais ou a fila dos não-metais. Trata-se de O desenho a seguir mostra uma experiência demonstrativa: o apa-
uma abordagem introdutória, visto que, na eletroquímica, são enfocadas gamento de uma vela devido ao CO2, produzido na reação entre o
novamente, do ponto de vista da óxido-redução e dos potenciais-padrão de bicarbonato de sódio e um ácido, ocupar o lugar do oxigênio ao redor
da chama.
semicela.
Despeje vinagre pela lateral do copo. As quantidades de reagentes
No item 3 são tratadas as reações tradicionalmente denominadas
devem ser tais que o nível do líquido durante a efervescência não
de dupla troca. Nessa parte a sugestão é enfatizar aspectos macros-
chegue à chama da vela. A idéia é que o CO2 produzido ocupe o lugar
copicamente observáveis, tais como precipitação e liberação de gás. Quanto
do O2 nas imediações da chama, extinguindo-a.
à precipitação, sugere-se que a tabela de solubilidade (tabela 4, página
187, capítulo 10) deve ser instrumento de consulta, inclusive nas
A chama se apaga como
avaliações. Despejar
decorrência da falta
vinagre
Para que as reações de deslocamento e de dupla troca possam ser de O2. A atmosfera
Copo ao redor da chama
compreendidas na sua essência, o que ocorrerá na eletroquímica e no equi- de vidro passa a conter
líbrio químico, respectivamente, é importante que o estudante seja capaz praticamente só CO2.
de trabalhar com as equações desses processos na forma iônica, quer in-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
terpretando-as, quer elaborando-as. Aí entra em cena o item 4 deste capí-
tulo, que é a representação de reações na forma iônica.
NaHCO3 sólido
No item 5 aparecem alguns temas correlatos, em que merecem
destaque a reação de metais alcalinos com a água e a escolha de mate-
riais adequados para as embalagens de soluções ácidas e de soluções
básicas.
REAÇÃO DE ZINCO COM ÁCIDO CLORÍDRICO
É essencial que medidas e atitudes de segurança sejam toma-
das a fim de evitar acidentes. Considere a possibilidade de a prática
Origem dos termos científicos ser realizada pelo professor, de modo demonstrativo. Essa prática
envolve ácido clorídrico (efeito corrosivo, do líquido e dos vapores,
• “Síntese” vem do grego sún, que significa juntamente, com, ao mesmo sobre a pele e as mucosas) e a produção de gás hidrogênio (inflamá-
tempo, por meio de, e thésis, ação de colocar, de arranjar, de pôr em vel; certifique-se da ausência de chamas e faíscas de qualquer espé-
algum lugar. Assim, a palavra “síntese”, em sua origem, significa cole- cie antes de iniciar o procedimento). Óculos de segurança, luvas e
ção, reunião, justaposição, composição. avental protetor são recomendados.
• “Análise” vem do grego aná, que significa no alto, de baixo para cima, O deslocamento do hidrogênio de uma solução aquosa de HCl
para fora, e lúsis, ação de separar, de resolver, de quebrar. Assim, a pala- pelo zinco é uma reação bastante tradicional e ilustrativa. Utilize zin-
vra “análise”, em sua origem, significa resolução, separação com intuito co em pedaços e HCl (aq) 0,1 mol/L colocados em um tubo de ensaio
de compreender. É, portanto, o oposto de “síntese”. (evite o pó e as concentrações mais altas de ácido para que a reação
não seja muito violenta e empregue pequenas quantidades dos
reagentes).

Temas para pesquisa


REAÇÕES DE PRECIPITAÇÃO
• “Qual a importância da etapa de floculação nas estações de tratamento
de água?” É muito importante que os alunos presenciem reações de preci-
• “Como é realizado o tratamento da água que chega às torneiras na nossa pitação. Algumas sugestões que podem ser realizadas misturando
localidade? Qual o órgão responsável por esse tratamento? Com que re- soluções de concentração da ordem de 0,1 mol/L são:
cursos materiais e financeiros esse tratamento é realizado? De que ma- AgNO3 (aq) ⫹ NaCl (aq) → NaNO3 (aq) ⫹ AgCl (s)
nanciais provém essa água?” Pb(NO3)2 (aq) ⫹ 2 NaCl (aq) → 2 NaNO3 (aq) ⫹ PbCl2 (s)
CaCl2 (aq) ⫹ Na2SO4 (aq) → 2 NaCl (aq) ⫹ CaSO4 (s)
BaCl2 (aq) ⫹ Na2SO4 (aq) → 2 NaCl (aq) ⫹ BaSO4 (s)
Atividade CaCl2 (aq) ⫹ Na2CO3 (aq) → 2 NaCl (aq) ⫹ CaCO3 (s)
BaCl2 (aq) ⫹ Na2CO3 (aq) → 2 NaCl (aq) ⫹ BaCO3 (s)
Um slogan é uma frase criativa e de impacto que tem por objetivo
É necessário insistir em atitudes de segurança, sobretudo se os
transmitir uma idéia.
alunos forem manusear os reagentes (óculos de segurança, luvas e
Com a turma dividida em grupos, cada grupo deve elaborar um avental), destacando o efeito nocivo dos metais pesados quando ab-
slogan que transmita a idéia da importância da preservação da água. sorvidos pelo corpo (o que é mais fácil quando estão na forma de
Por que um slogan? Porque é uma maneira de desenvolver a íons em solução) e enfatizando a necessidade do correto descarte
criatividade e, simultaneamente, empregar o que se aprendeu no tema para das soluções e dos precipitados, a fim de não contaminar as águas.
pesquisa sugerido anteriormente, dando ênfase ao essencial. Um slogan Sugerimos que o professor entre em contato com universidades, co-
légios técnicos ou indústrias da localidade, a fim de verificar como
deve ser breve, objetivo e causar impacto. Nesse tipo de atividade costu-
pode proceder para enviar os precipitados de metais pesados para
mam surgir idéias muito interessantes e que podem ser elaboradas
descarte adequado.
interdisciplinarmente com o professor de Língua Portuguesa.

Comentario 36 6/14/05, 16:45


37
LIBERAÇÃO DE GÁS A água sanitária (ou água de lavadeira), o cloro distribuído nos
postos de saúde e os produtos vendidos em farmácias e supermerca-
Valem, para esta prática, as observações sobre medidas de se-
dos para tratar água são soluções aquosas de hipoclorito de sódio (e
gurança feitas anteriormente ao comentar o experimento Reação de
cloreto de sódio), obtidas industrialmente pela reação entre cloro e
zinco com ácido clorídrico.
soda cáustica, NaOH:
Sugestões de reação com liberação de gás carbônico.
Cl2 (g) ⫹ 2 NaOH (aq) → NaCl (aq) ⫹ NaClO (aq) ⫹ H2O (l)
H2SO4 (aq) ⫹ Na2CO3 (aq) → Na2SO4 (aq) ⫹ H2O (l) ⫹ CO2 (g)
2 HCl (aq) ⫹ CaCO3 (sólido) → CaCl2 (aq) ⫹ H2O (l) ⫹ CO2 (g)
HCl (aq) ⫹ NaHCO3 (aq) → NaCl (aq) ⫹ H2O (l) ⫹ CO2 (g) TRATAMENTO DA ÁGUA DE PISCINAS
O carbonato de cálcio sólido empregado pode ser da casca de
A idéia central do tratamento de piscinas consiste na ação do íon
ovo, de conchas marinhas, de mármore, de calcário etc.
hipoclorito, comprado como “cloro líquido” ou “cloro sólido”. Além
de desinfetar, o hipoclorito tem o papel de destruir (por oxidação) os
resíduos orgânicos deixados pelos banhistas, como gordura do corpo,
VERIFICAÇÃO DA PRESENÇA DE protetores solares, bronzeadores etc. A presença de hipoclorito ou áci-
ÍONS CÁLCIO E FERRO EM LEITE ENRIQUECIDO do hipocloroso ao redor de 1 ppm (1 ppm ⫽ 1 parte por milhão ⫽ 1 g
para cada 106 g de água) mantém baixos os níveis de algas e bactérias.
O artigo de Gonçalves, Antunes e Antunes, indicado em Suges- Mesmo assim, há quem utilize também produtos algistáticos (impe-
tão de leitura complementar para o professor, propõe um experi- dem o crescimento de algas) ou algicidas (matam algas).
mento em que se pode determinar a presença de íons cálcio e ferro no
A eliminação de partículas sólidas em suspensão é garantida pela
leite enriquecido.
circulação da água por filtros contendo areia.
Esse experimento propicia aos alunos compreenderem, entre ou-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O pH de uma piscina deve ser mantido num valor entre 7,2 e 7,8
tras coisas, como o conhecimento das reações químicas permite aos
(preferencialmente 7,5), correspondendo a um meio ligeiramente al-
técnicos a análise de produtos, por exemplo, para fins de controle de
calino, quase neutro. A manutenção desse pH evita a formação de
qualidade ou de verificação do cumprimento de normas legais.
incrustações coloridas (por precipitação de hidróxidos) e a corrosão
dos metais (pela acidez).

Textos ao professor
TRATAMENTO DE ESGOTOS
TRATAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA Tratamento primário
As principais etapas do tratamento municipal de água podem ser Envolve a peneiração e a filtração para remover material suspenso
divididas em dois grupos: as que envolvem processos físicos e as que na água. Geralmente retira entre 30% e 40% dos poluentes existentes.
envolvem processos químicos (reações químicas). Tratamento secundário
Etapas que envolvem processos físicos Nessa etapa, a matéria orgânica presente é degradada por
Peneiração: os objetos maiores são removidos. microorganismos. Os despejos são colocados em contato com bacté-
rias apropriadas. Ar é bombeado para facilitar o processo. Depois de
Aeração: a água pode ser aerada por vários meios; por exemplo,
várias horas de agitação e entrada de ar, os despejos são deixados em
correndo por cascatas. Isso remove o gás sulfídrico, H2S, e óleos vo-
repouso. Um lodo sedimenta-se e é separado. Ele contém bactérias e
láteis, que podem dar odor desagradável à água.
material orgânico ainda em decomposição. Se confinado em
Sedimentação: a água é deixada em repouso para que partículas biodigestores, permite que se obtenha metano, fazendo o volume de
de poeira sedimentem e possam ser separadas. resíduos cair à metade. O tratamento secundário reduz a quantidade
Filtração: feita com um filtro de várias camadas de areia, com de poluentes na água para a ordem de 10%.
grãos de diversas espessuras. Tratamento terciário
Etapas que envolvem processos químicos Nem sempre é realizado. É um complexo conjunto de etapas bio-
Coagulação ou floculação: floculantes são substâncias que pro- lógicas, físicas e químicas, capaz de retirar as substâncias fosforadas
duzem precipitado, ao qual as partículas muito finas de sujeira em e nitrogenadas, que funcionam como nutrientes de algas e podem
suspensão aderem, formando flocos, que podem ser separados da água. causar eutrofização de ecossistemas aquáticos. Poluentes industriais,
Um método bastante difundido utiliza cal hidratada, Ca(OH)2, e sul- tais como íons de metais pesados dissolvidos, são retirados nessa
fato de alumínio, Al2(SO4)3. Da reação química entre ambas as subs- etapa. O mesmo acontece com substâncias não-biodegradáveis, como,
tâncias, forma-se hidróxido de alumínio, Al(OH)3, precipitado gela- por exemplo, haletos orgânicos, usados como pesticidas.
tinoso que retém, em sua superfície, as partículas de sujeira. Tratamento Tratamento Tratamento Cloração
primário secundário terciário
3 Ca(OH)2 (aq) ⫹ Al2(SO4)3 (aq) → 3 CaSO4 (s) ⫹ 2 Al(OH)3 (s)
Fósforo
Desinfecção: o gás cloro, Cl2, é uma substância química capaz
de matar microorganismos. Na verdade, o responsável pela desinfec- Nitrogênio
ção é o ácido hipocloroso, HClO, que se forma quando o cloro é
dissolvido em água e reage com ela: Vírus
Cl2 (g) ⫹ H2O (l) → HCl (aq) ⫹ HClO (aq)
Substâncias Comparação entre a eficácia
orgânicas
Como o gás cloro é difícil de manusear e armazenar, já há um dissolvidas dos tratamentos primário,
bom tempo se utilizam o hipoclorito de sódio, NaClO, ou de cálcio, secundário e terciário de es-
Bactérias
Ca(ClO)2, que podem ser adquiridos em solução, com o nome de patogênicas gotos. Quanto mais claro o
“cloro líquido”, ou sólidos, como “cloro sólido”. Neles, o íon tom de cinza, menor a con-
hipoclorito, ClO⫺, atua como agente de desinfecção. Resíduo sólido centração dos contaminantes
mencionados.
Assim, o atual tratamento com “cloro” utiliza não o gás cloro,
Fonte do esquema: P. H. Raven e L. R. Berg. Environment. 4. ed.
mas substâncias contendo o elemento químico cloro. New Jersey, John Wiley, 2004. p. 504.

Comentario 37 6/14/05, 16:45


38
CAMPOS, M. L. A. M.; JARDIM, W. F. Aspectos relevantes da
Sugestão de leitura biogeoquímica da hidrosfera. Cadernos temáticos de
Química Nova na Escola, n. 5, 2003. p. 18-27.
complementar para o aluno GONÇALVES, J. M.; ANTUNES, K. C. L.; ANTUNES, A. Determi-
nação qualitativa dos íons cálcio e ferro em leite enri-
BRANCO, S. M. Água: origem, uso e preservação. 2. ed. São quecido. Química Nova na Escola, n. 14, 2001. p. 43-45.
Paulo: Moderna, 2003. (Coleção Polêmica) O artigo propõe um experimento em que, empregando
Paradidático que apresenta aspectos relacionados à reagentes de obtenção relativamente simples, pode-
importância da água para o ser humano e para o am- se constatar a presença de íons cálcio e ferro em amos-
biente, bem como sobre formas de poluição e de trata- tras de leite.
mento da água. GRASSI, M. T. As águas do planeta Terra. Cadernos Temáticos
de Química Nova na Escola, n. 1, 2001. p. 31-40.
Entre outros assuntos ligados à importância da água,
o artigo apresenta informações sobre o tratamento da
Sugestões de leitura água destinada ao consumo humano e sua importân-
cia na melhoria da qualidade de vida.
complementar para o professor MAIA, A. S.; OLIVEIRA, W.; OSÓRIO, V. K. L. Da água turva à
água clara: o papel do coagulante. Química Nova na
Escola, n. 18, 2003. p. 49-51.
Textos de Química Nova são disponibilizados em
http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm MARTINS, C. R.; PEREIRA, P. A. P.; LOPES, W. A.; ANDRADE, J. B.
Ciclos globais de carbono, nitrogênio e enxofre: a impor-
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
tância da Química da atmosfera. Cadernos temáticos de
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc Química Nova na Escola, n. 5, 2003. p. 28-41.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
AFONSO, J. C.; AGUIAR, R. M. A evolução dos reagentes quími- SILVA, L. A.; MARTINS, C. R.; ANDRADE, J. B. Por que todos os
cos através dos rótulos e frascos. Química Nova, v. 27, nitratos são solúveis? Química Nova, v. 27, n. 6, 2004.
n. 5, 2004. p. 837-844. p. 1.016-1.020.
AZEVEDO, E. B. Poluição vs. tratamento de água: duas faces da VOGEL, A. Química Analítica Qualitativa. 5. ed. São Paulo, Mes-
mesma moeda. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. tre Jou, 1981.
p. 21-25. (Veja também errata no n. 14, p. 46.) Apresenta visão geral das reações inorgânicas envol-
O autor discute o que é poluição, quais suas fontes e vidas na análise qualitativa da presença de cátions e
que métodos há para seu controle. ânions inorgânicos.

Capítulo 13 Mol
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Unidade de massa atômica • Consultar a tabela periódica • Interessar-se pelas idéias cien-
• Massa atômica de elemento para obter, sempre que ne- tíficas e pela Ciência como
químico cessário, massas atômicas e maneira de entender melhor
empregá-las para realizar o o mundo que nos cerca.
• Relação entre grama e uni-
cálculo da massa molar de • Perceber que muitos princí-
dade de massa atômica
espécies químicas. pios científicos estão presen-
• Massa molecular
• Utilizar dados provenientes de tes em nossa vida cotidiana.
• Massa de íon pesagem para estimar a
• Constante de Avogadro quantidade de entidades mi-
• Mol croscópicas (átomos, molécu-
las, íons) presentes em uma
• Massa molar
amostra de matéria.
• Aplicações da massa molar e
• Empregar dados de massa mo-
da constante de Avogadro
lar para calcular a quantidade
• Interpretação de fórmulas quí- de matéria, expressa em mols.
micas (molecular, mínima e
• Operar com a composição por-
porcentual) usando os concei-
centual em massa de uma
tos de mol e de massa molar
substância e ser capaz de re-
lacionar tal composição com a
fórmula mínima e com a fór-
mula molecular da substância.

Comentario 38 6/14/05, 16:45


39
Nos exemplos mencionados, o nome da unidade (metro, litro, gra-
Comentário geral ma) tem uma grafia diferente de seu símbolo (m, L, g). Porém, no caso da
unidade que expressa a grandeza quantidade de matéria, o nome da unida-
É pré-requisito importante para estudar este capítulo o entendimento de (mol) e seu símbolo (mol) têm grafias idênticas, o que introduz um
de que medir é comparar com um padrão. E o padrão escolhido para complicador.
realizar a medida (a comparação) é a unidade de medida (ou, eventual- A quantidade de “dois mols” pode ser grafada como “2 mol” ou,
mente, um múltiplo ou submúltiplo dela). As principais unidades de mas- por extenso, como “dois mols”. Rigorosamente falando, é incorreta a grafia
sa e de volume foram apresentadas no capítulo 2. “2 mols” assim como são incorretas as grafias “5 ms”, “8 Ls” e “16 gs”.

O apêndice C, no final do volume 1, apresenta as principais Pela mesma razão que lemos “5 m” como “cinco metros”, devemos
unidades usadas na Química do ensino médio. ler “5 mol” como “cinco mols”. E, se desejarmos grafar por extenso, deve-
mos fazê-lo como “cinco mols”.
E o apêndice B apresenta as principais idéias referentes às po-
tências de dez, outro pré-requisito importante para este capítulo. Assim, no livro, toda vez que a grandeza quantidade de matéria é
representada por um número seguido da unidade, essa unidade está grafada
Estimule os alunos a utilizarem esses apêndices sempre que como “mol”, independentemente do valor numérico que a antecede. Porém,
necessário. ao escrever por extenso o valor da grandeza quantidade de matéria, o nome
da unidade é flexionado para o plural se o valor numérico assim o exigir.
O item 1 deste capítulo 13 pretende mostrar que, empregando uma
balança para medir a massa de um conjunto de objetos idênticos (sejam Cabe ressaltar que os exercícios de vestibular são apresentados no
bolinhas ou átomos, por exemplo), podemos calcular a quantidade de ob- livro com a sua redação original, razão pela qual, neles, pode ser que isso
jetos nesse conjunto, desde que seja conhecida a massa de cada objeto. nem sempre aconteça.
Assim, é introduzida uma importante idéia da Química: a balança permite Finalmente, quanto às expressões “quantidade em mol” e “quanti-
“contar” unidades tais como átomos, moléculas ou íons. dade em mols”, ambas são cabíveis. A possibilidade de ambas as grafias é
equiparável, por exemplo, ao que ocorre com a grandeza massa — “massa
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Nesse item 1, cabe ressaltar que se está trabalhando com átomos


que existem na natureza na forma de um único isótopo (tabela 1 da página em g” e “massa em gramas” — ou com a grandeza volume — “volume em
246); daí a validade da comparação com uma amostra de bolinhas de gude L” e “volume em litros”.
em que todas são idênticas. Também merece destaque o fato de a massa
atômica (uma medida que expressa quantas vezes a massa do átomo é
maior que a unidade de medida, a unidade de massa atômica) e o número
de massa (um número inteiro que indica a soma do número de prótons e
Origem dos termos científicos
de nêutrons) serem conceitualmente diferentes, mas, quando a massa • A palavra “mol” vem do latim mole, massa.
atômica de um elemento formado por um ÚNICO isótopo é arredon-
• A palavra “molécula” é o diminutivo da palavra latina mole, massa. As-
dada para um número inteiro, esse número inteiro coincide com o
sim, na sua origem, “molécula” significa pequena massa.
número de massa dos átomos desse elemento.
O item 2 estende a comparação a um conjunto de bolinhas de gude
de dois tipos e a um conjunto de átomos de dois tipos, surgindo daí o
conceito de massa atômica de elemento. Nesse item também são apre-
sentados os conceitos de massa molecular e massa de íon.
Tema para pesquisa
O item 3 introduz os conceitos de mol e massa molar. O que é • “O que é volume atômico de um elemento químico? Como essa grande-
discutido no item 3.1 permite, por analogia, entender o surgimento do con- za varia na tabela periódica? Podemos considerar o volume atômico como
ceito de mol. uma propriedade periódica?”
O item 4 introduz a noção de que a quantidade de matéria pode ser O tema é oportuno neste capítulo 13 (e não no capítulo 6), porque
expressa em mols de átomos, mols de moléculas, mols de íons etc. Atual- entender a conceituação de volume atômico pressupõe a compreensão do
mente, as expressões quantidade de matéria ou quantidade em mols que vem a ser mol.
são preferidas em relação à expressão “número de mols”, embora muitos
químicos continuem empregando, por tradição, o símbolo “n” para ex-
pressar tal grandeza.
No item 5, o conceito de quantidade em mols é empregado para
Sugestões de leitura
interpretar várias maneiras de expressar a composição de uma substância. complementar para o professor
O aprendizado do conceito de mol esbarra em várias dificuldades,
entre as quais a necessidade de compreensão de textos (enunciados), de
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
operar com números muito grandes ou muito pequenos por intermédio das
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
potências de dez, de dominar o raciocínio de proporcionalidade (regra de
três) e de compreender e de trabalhar com diferentes unidades para ex- SILVA, R. R.; ROCHA-FILHO, R. C. Mol. Uma nova terminologia.
pressar massa. Todos esses aspectos merecem muita atenção, porque se Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 12-14.
constituem em obstáculos, que, por vezes, os alunos não conseguem trans- O artigo apresenta expressões correlatas ao conceito
por sem a intervenção do educador. de mol cujo uso é recomendado e outras cujo uso não
é recomendado por serem ambíguas ou induzirem a
Agora um comentário sobre o emprego, no livro, das grafias “mol” erros conceituais. O artigo reforça que termos como
e “mols”. “átomo-grama”, “peso atômico”, “u.m.a.”, “equivalente-
Antes de falar sobre elas, consideremos como exemplo a unidade grama” e “normalidade” devem ter seu uso abando-
metro. A inscrição “5 m” é lida como “cinco metros”, pois “5 m” pressu- nado.
põe a multiplicação do número cinco pela unidade (padrão de medida) SIMONI, J. A.; TUBINO, M. Determinação do raio atômico de
metro. Então “5 m” significa cinco vezes o metro, ou seja, “cinco metros”. alguns metais. Química Nova na Escola, n. 9,1999.
Por isso, é incorreta a representação “5 ms”. O símbolo da unidade não p. 41-43.
requer (e, por isso, não tem) plural. Os autores apresentam um método para avaliar o raio
De modo similar, o volume de “oito litros” é representado por de um átomo de metal no retículo cristalino metálico. O
“8 L” e não por “8 Ls”. E a massa de dezesseis gramas é representada por processo permite trabalhar o método científico, com
“16 g” e não por “16 gs”. hipóteses, medidas e inferências feitas a partir delas.

Comentario 39 6/14/05, 16:45


40

Capítulo 14 O comportamento
físico dos gases

Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que


conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Variáveis de estado • Converter valores de tempe- • Valorizar a observação como


• Lei de Boyle ratura entre as escalas importante meio para obter in-
Celsius e kelvin. formações.
• Leis de Charles e Gay-Lussac
• Empregar um raciocínio de • Apreciar o entendimento das
• Escala kelvin de temperatura
proporcionalidade direta para regularidades da natureza.
• Gás real e gás ideal realizar a conversão entre uni- • Perceber que muitos princí-
• Hipótese de Avogadro dades de pressão. pios científicos estão presen-
• Lei do Gás Ideal • Utilizar as leis de Boyle e de tes em nossa vida cotidiana.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
• Misturas gasosas: pressão Charles e Gay-Lussac para
parcial e volume parcial realizar previsões sobre uma
amostra de gás sofrendo
• Densidade de gases
uma transformação.
• Empregar a Lei do Gás Ideal
para estimar pressão, volume,
temperatura ou quantidade
em mols para uma amostra
gasosa, ou para tecer compa-
rações entre duas amostras
gasosas.

Justificar/explicar/racionalizar para os alunos a lei das transforma-


Comentário geral ções isotérmicas, com base na concepção microscópica do estado gasoso,
é relativamente simples. O mesmo podemos afirmar para a lei das trans-
Da observação sistemática, criteriosa e repetida de sistemas de in- formações isocóricas. Mas explicar, em nível microscópico, o que aconte-
teresse, os cientistas podem perceber regularidades da natureza. Tais regu- ce na transformação isobárica é mais complexo. Um aumento de volume
laridades são enunciadas por meio de palavras ou de equações matemáti-
reduz a freqüência de colisões moleculares com a parede do recipiente,
cas, constituindo as leis ou princípios. Sua validade está vinculada às con-
mas o aumento da temperatura faz com que esses choques sejam mais
dições em que foram observados.
violentos. Na transformação isobárica, um fator compensa o outro e, as-
Considere, por exemplo, a Lei de Boyle. Seu enunciado, que pode sim, a pressão não se altera.
ser feito com palavras ou com uma equação matemática, remete a uma
regularidade válida em determinado contexto. A regularidade é que a pres- Outra situação que merece atenção diz respeito ao que chamamos
são e o volume de uma amostra de substância gasosa são grandezas inver- de condições normais de temperatura e pressão. Primeiramente vamos
samente proporcionais. E o contexto de validade é que, além de ser uma falar de uma outra definição, a definição de estado-padrão, importante para
substância gasosa (mais rigorosamente, gás de comportamento ideal), a todo o desenvolvimento da Termodinâmica Química, com implicações para
massa dessa amostra e sua temperatura devem ser as mesmas antes e de- alguns estudos da Química do ensino médio, como, por exemplo, a
pois de uma transformação na qual volume e pressão se alterem. O próprio Eletroquímica e a Termoquímica. Há alguns anos, a pressão adotada para
Boyle propôs uma explicação para essa lei, que é atualmente considerada o estado-padrão era de 1 atm (ou seja, 101,3 kPa). Por determinação da
incorreta. Mas o fato de a explicação dada por Boyle ser incorreta não Iupac, a pressão para o estado-padrão passou a ser de 1 bar (ou seja, exata-
invalida a sua lei. mente 100 kPa). No entanto, a terminologia condições normais de tempe-
O mapa conceitual apresentado na página 9 (capítulo 1) ilustra ratura e pressão é rotineiramente empregada não como uma alusão vincu-
simplificadamente a relação que existe entre leis e teorias. lada ao estado-padrão termodinâmico, mas sim como um conjunto de con-
dições para as quais se costuma memorizar, por conveniência de cálculos,
Vejamos algumas alterações de terminologia a que deve-se estar
atento. A expressão “temperatura absoluta” não é mais recomendada. Em o volume molar ocupado por um gás ideal (22,4 L). Assim, nesta obra, a
seu lugar recomenda-se temperatura termodinâmica. Deve-se usar grau expressão condições normais de temperatura e pressão é usada para indi-
Celsius em vez de “grau centígrado”, kelvin em lugar de “grau Kelvin”, e car a temperatura de 0ºC e a pressão de 1 atm. Apenas com a finalidade de
fração em mol ou fração em quantidade de matéria em vez de “fração mostrar que não haveria mudança apreciável no valor do volume molar de
molar” (cf. SILVA, R. R.; ROCHA-FILHO, R. C. Mol. Uma nova termi- gás ideal nas CNTP, caso a pressão fosse alterada de 1 atm para 1 bar
nologia. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 12-14.). (100 kPa), foi incluída a questão 44.

Comentario 40 6/14/05, 16:45


41

Tema para pesquisa A pressão medida em uma localidade ao nível do mar depende
das condições meteorológicas, mas não se desvia muito desse valor.
O valor médio é, de fato, 101,325 kPa.
• “O que vem a ser a Teoria Cinética dos Gases? Que tem ela a ver com os
assuntos discutidos neste capítulo?” Coluna de ar com 1m2
de seção transversal
(massa = 104 kg)

Experimento
Força
gravitacional
CONTRAÇÃO DO AR SUBMETIDO A RESFRIAMENTO
Sugira aos alunos que façam este experimento em casa:
Objetivo: Estudar o comportamento do ar quando ele é resfriado A pressão que essa
num recipiente razoavelmente flexível. coluna exerce sobre
a superfície, ao nível
Material: do mar, é de 100 kPa
• uma garrafa plástica descartável de 2 litros com tampa de rosca (se
não tiver, serve uma menor, desde que seja plástica e de paredes
bem finas, como as da garrafa descartável de 2 litros)
• congelador ou freezer
Procedimento:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

1. Feche a garrafa, que deve estar “vazia”, ou melhor, cheia de ar. Figura 1. Uma coluna de ar de 1 m2 de seção transversal exerce sobre a super-
Certifique-se de que apertou bem a tampa. A garrafa e a tampa fície da Terra, ao nível do mar, a pressão de aproximadamente 100 kPa (lê-se
“cem quilopascals”).
não devem estar furadas.
2. Coloque a garrafa dentro do congelador ou freezer. O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli, que che-
3. Após 4 horas tire a garrafa e observe-a. gou a ser secretário de Galileu Galilei um pouco antes da morte desse
4. Deixe a garrafa em cima de uma mesa. Espere que ela volte à físico, foi o primeiro cientista a sugerir que a atmosfera tinha massa e
temperatura do ambiente e observe novamente. exercia pressão sobre todas as coisas nela imersas. Em 1643, ano
seguinte ao da morte de Galileu, Torricelli confirmou suas idéias com
5. Descreva o que observou e proponha uma explicação.
a construção de seu famoso barômetro. (A palavra “barômetro” vem
do grego báros, gravidade, peso, e metro, medida.) Tratava-se de um
tubo de vidro com cerca de 1 m de comprimento preenchido com
mercúrio e mergulhado num recipiente também com mercúrio.
Texto ao professor Ao montar tal instrumento, Torricelli verificou que o mercúrio
descia no tubo até estacionar, conforme mostrado na figura 2. Sobre
o mercúrio há vácuo (na verdade há uma quantidade desprezivel-
A PRESSÃO ATMOSFÉRICA E O BARÔMETRO mente pequena de vapor de mercúrio, já que a pressão de vapor do
mercúrio não é nula).
Popularmente, a palavra “pressão” transmite a idéia de empur-
rão, força. Em termos científicos, no entanto, pressão (P) é uma gran- O que faz o mercúrio descer? É a força peso atuando sobre ele.
deza escalar igual à razão entre o módulo de uma força (F) que atua E o que faz o mercúrio parar de descer? É a pressão atmosférica,
perpendicularmente a uma área e o valor dessa área (A). que “empurra” o mercúrio de volta para dentro do tubo.
F
P⫽
A Vácuo
Um gás aprisionado em um balão, por exemplo, exerce uma for-
ça sobre sua parede interna. Essa força dá origem a uma pressão, a
pressão que o gás exerce contra as paredes do recipiente, a que nos
referimos simplesmente como “pressão do gás”.
A atmosfera exerce pressão sobre a superfície da Terra. Para es-
Altura da coluna de
timar o valor dessa pressão, consideremos uma coluna de ar de 1 m2 mercúrio
de seção transversal (figura 1). Tal coluna tem a massa aproximada
de 10.000 kg. Considerando a aceleração da gravidade como sendo Pressão devida à
10 m/s2, o módulo da força peso, F, de tal coluna pode ser calculado massa da coluna de
por: mercúrio

F ⫽ m 䡠 g ⫽ 10.000 kg 䡠 10 m/s2 ⫽ 1 䡠 105 kg 䡠 m/s2 Mercúrio


Pressão devida à massa
F ⫽ 1 䡠 105 N (em que 1 N ⫽ 1 newton ⫽ 1 kg 䡠 m/s2) da atmosfera (pressão
atmosférica)
Assim, a pressão exercida pela coluna de ar sobre a superfície da
Terra é dada por:
F 1 䡠 10 5 N
P⫽ ⫽ ⫽ 1 䡠 105 N/m2 ⫽ 1 䡠 105 Pa ⫽ 1 䡠 102 kPa
A 1 m2
(em que 1 Pa ⫽ 1 pascal ⫽ 1 N/m2 e 1 kPa ⫽ 1 quilopascal ⫽ 103 Pa) Figura 2. O peso da coluna de mercúrio faz com que ela exerça uma pressão
que é contrabalançada pela pressão atmosférica. Quanto maior a pressão at-
Então, podemos afirmar que a pressão ao nível do mar é de apro- mosférica no local da experiência, maior a altura da coluna de mercúrio dentro
ximadamente 100 kPa. do tubo. Ao nível do mar a coluna mede 76 cm, ou seja, 760 mm.

Comentario 41 6/14/05, 16:45


42
Paradidático que apresenta as formas de poluição do
No barômetro de Torricelli estabelece-se um equilíbrio entre a
ar, os prejuízos dela decorrentes e os meios que po-
pressão devida a uma coluna de mercúrio e a pressão atmosférica.
dem ser empregados para minimizá-la.
Com esse instrumento, é possível avaliar a pressão do ar no local por
meio da altura da coluna de mercúrio que ela sustenta. Daí surgiu a TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; SILVA, R. R. A atmosfe-
unidade de pressão milímetro de mercúrio, simbolizada por mmHg e ra terrestre. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Cole-
também representada por torr, em homenagem a Torricelli. ção Polêmica)
Os autores apresentam vários aspectos físicos e quí-
O valor médio da pressão ao nível do mar é 760 mmHg.
micos da atmosfera, relacionados ao deslocamento das
Posteriormente foi criada a unidade atmosfera, simbolizada por massas de ar, às precipitações atmosféricas, ao efeito
atm, definida de tal forma que 1,00 atm é a pressão média medida ao estufa, à destruição da camada de ozônio e à poluição
nível do mar. Assim, 1,00 atm ⫽ 760 mmHg. atmosférica.
Nos medidores de pressão usados em calibradores para pneu é
comum o uso da libra força por polegada quadrada, do sistema in-
glês de unidades, que costuma ser representada por lb/in2 ou psi, do
inglês pounds per square inch.
Sugestão de leitura
A relação entre as unidades de pressão apresentadas neste texto é: complementar para o professor
1,00 atm ⫽ 760 mmHg ⫽ 760 torr ⫽ 1,013 䡠 105 Pa ⫽
⫽ 101,3 kPa ⫽ 14,7 lb/in2 ⫽ 14,7 psi Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
MOZETO, A. A. Química atmosférica: a Química sobre nossas
cabeças. Cadernos Temáticos de Química Nova na
Sugestões de leitura Escola, n. 1, 2001. p. 41-49.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
complementar para o aluno
BRANCO, S. M.; MURGEL, E. Poluição do ar. 2. ed. São Paulo:
Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)

Capítulo 15 Aspectos quantitativos


das reações químicas
Principais conteúdos Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que
conceituais do capítulo que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos

• Relação entre os coeficientes • Consultar a tabela periódica • Compreender que o conheci-


estequiométricos e as quan- para determinar a massa mo- mento de generalizações so-
tidades em mols dos partici- lar de espécies químicas e em- bre as regularidades da na-
pantes de uma reação pregar tais valores na realiza- tureza permite elaborar pre-
• Lei Volumétrica de Gay-Lussac ção de cálculos estequiométri- visões, como é o caso do cál-
cos que permitam a previsão culo estequiométrico.
• Estabelecimento de relações
da quantidade de reagentes • Apreciar o entendimento das
estequiométricas envolvendo
ou de produtos envolvidos em regularidades da natureza.
quantidade em mols, massa,
um processo químico.
volume (no caso de substân- • Perceber que muitos princí-
cia gasosa), número de mo- • Empregar uma balança e pios científicos estão presen-
léculas e outras grandezas materiais simples para deter- tes em nossa vida cotidiana.
correlatas minar o teor de bicarbonato de
sódio em um comprimido efer-
• Excesso de reagente
vescente.
• Reagentes que contenham
impurezas
• Rendimento de uma reação

Comentario 42 6/14/05, 16:45


43

Comentário geral Experimento


Todo cálculo estequiométrico está baseado no estabelecimento da
proporção em mols entre reagentes e produtos. Assim, o domínio do que é DETERMINAÇÃO DO TEOR DE BICARBONATO
equação química e de como balanceá-la corretamente (capítulo 4) é funda- DE SÓDIO EM COMPRIMIDO EFERVESCENTE
mental para este capítulo. Isso é revisado nos itens 1.1 e 1.2. Uma revisão
O artigo de Cazzaro, indicado na Sugestão de leitura comple-
sobre a Lei de Lavoisier e a Lei de Proust (capítulos 3 e 4) é também
mentar para o professor, sugere um experimento no qual se pretende
oportuna antes de iniciar este capítulo.
determinar a massa de bicarbonato de sódio presente em um compri-
Escolheu-se como exemplo que vai permear todo o capítulo a rea- mido efervescente. Para isso, efetua-se a efervescência acrescentan-
ção de síntese da amônia. Principia-se com a discussão da proporção em do-se esse comprimido à água, em frasco aberto cuja massa é medida
mols (itens 1.3 e 1.4) e, a seguir, passa-se para massa (1.5) e volume de antes e depois da liberação do gás.
substância gasosa (item 2).
A seguir, ainda considerando o mesmo processo, apresentam-se si-
tuações com excesso de reagente (item 3), reagentes com “impurezas”
(item 4) e reações que não têm rendimento total (item 5).
Sugestão de leitura
O mapa conceitual da página 312 é importante porque ele mostra
que o estabelecimento da proporção em mols é o ponto de partida para complementar para o professor
todo o cálculo estequiométrico. É com base na proporção em mols que
podemos obter a proporção envolvendo massa, volume gasoso, número de Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em
partículas (átomos, moléculas, íons) ou mesmo a combinação de duas ou http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc
mais dessas grandezas.
CAZZARO, F. Um experimento envolvendo estequiometria. Quí-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O apêndice C, no final do volume 1, apresenta as principais mica Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 53-54.
unidades usadas na Química do ensino médio. O autor propõe um experimento relativamente simples
envolvendo medidas de massa de um sistema antes e
E o apêndice B apresenta as principais idéias referentes às po- depois de uma reação de efervescência.
tências de dez, outro pré-requisito importante para este capítulo.
Estimule os alunos a utilizarem esses apêndices sempre que
necessário.

Origem dos termos científicos


• O termo “estequiometria” vem do grego stoikheîon, elemento, princípio,
e metro, medida, e foi introduzido pelo químico alemão Jeremias Benja-
min Richter no final do século XVIII.

Comentario 43 6/14/05, 16:45


44

RESOLUÇÕES
Assim, concluímos que o frasco 훽 (maior volume de líquido) con-
Capítulo 2 tém benzeno (líquido de menor densidade), o frasco 훾 contém
água e o frasco 훿 (menor volume de líquido) contém clorofórmio
(líquido de maior densidade).
Substâncias químicas
26 a) Duas. A água e o açúcar nela dissolvido formam uma fase e os
pedaços de chumbo formam outra fase.
1 a) Sim, pois ela passou de líquido para vapor. b) Três. Os componentes do sistema são a água, o açúcar e o
b) Sim, pois a vaporização ocorreu de forma relativamente lenta chumbo.
e sem a formação de bolhas. c) Na fase líquida há dois componentes: água e açúcar. Na fase
c) Não, pois a vaporização não envolveu a formação de bolhas. sólida há um componente, o chumbo.
d) Não, pois a água não entrou em ebulição; e o verbo “ferver” é
popularmente usado como sinônimo de ebulir. 27 Não. O sistema da questão anterior é um possível exemplo: três
componentes e duas fases. Outro exemplo é água sólida ⫹ água
5 O ponto de fusão do mercúrio é ⫺39°C. Assim, a temperatura líquida: um componente e duas fases.
mais baixa em que o mercúrio é líquido é ⫺39°C. Essa é, portan-

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
to, a menor temperatura em que, teoricamente, podemos utilizar 29 a) Uma fase é formada pelo gelo, outra pela água líquida com sal
um termômetro de mercúrio. e açúcar nela dissolvidos. Além dessas duas fases, há mais
três no granito (de acordo com a questão anterior). Ao todo
6 Mesmo com a lâmpada acesa, o filamento permanece sólido. A tem- são, portanto, cinco fases.
peratura que ele atinge não pode, portanto, ser superior ao ponto de b) Seis. Água (sólida ou líquida, é a mesma substância), sal, açú-
fusão do tungstênio. Como o ponto de fusão do tungstênio é inferior car, quartzo, feldspato e mica (três componentes do granito,
a 4.000°C, deduz-se que a afirmação feita pela pessoa é incorreta. de acordo com a questão anterior).
c) Na fase líquida há três componentes: água, sal e açúcar. Em
10 O ponto de ebulição do cloro é ⫺34°C. Assim, nas condições cada uma das quatro fases sólidas há apenas um componente:
ambientes essa substância é um gás. Os produtos não podem, por- gelo, quartzo, feldspato e mica.
tanto, ser cloro. d) A fase líquida é uma solução na qual a água é o solvente e sal
Professor: O “cloro sólido” é hipoclorito de cálcio e o “cloro e açúcar são os solutos.
líquido” é geralmente uma solução aquosa de hipoclorito de
sódio. 36 Durante a ebulição da água pura a temperatura permanece cons-
tante. Durante a ebulição da solução aquosa de sal (ou, mais pro-
m priamente, durante a ebulição do solvente da solução aquosa de
22 a) d ⫽ ⇒ m ⫽ d 䡠 V ⫽ 1,5 g/cm3 䡠 200 cm3 ⇒
V sal) a temperatura não permanece constante.

⇒ m ⫽ 300 g 38 a) A curva  corresponde a uma substância com ponto de ebuli-


ção mais baixo. De acordo com a informação do enunciado,
m essa deve ser a curva do éter. E a curva 훿 corresponde, por-
b) d ⫽ ⇒ m ⫽ d 䡠 V ⫽ 0,8 g/cm3 䡠 500 cm3 ⇒
V tanto, à acetona.
⇒ m ⫽ 400 g b) Éter (curva ): PF ⫽ ⫺116°C e PE ⫽ 35°C.
Acetona (curva 훿): PF ⫽ ⫺95°C e PE ⫽ 56°C.
m O gráfico não apresenta precisão tão grande a ponto de o alu-
c) d ⫽ ⇒ m ⫽ d 䡠 V ⫽ 1,6 g/cm3 䡠 1,5 䡠 103 cm3 ⇒
V no poder avaliar o algarismo das unidades sem incerteza algu-
ma. Respostas próximas a essas são perfeitamente cabíveis.
⇒ m ⫽ 2,4 䡠 103 g ⫽ 2,4 kg
48 a) Em A, vapor é resfriado. Em B, vapor sofre condensação. Em
m
d) d ⫽ ⇒ m ⫽ d 䡠 V ⫽ 0,8 g/cm3 䡠 5 䡠 103 cm3 ⇒ C, líquido é resfriado. Em D, líquido solidifica. Em E, sólido é
V resfriado.
⇒ m ⫽ 4 䡠 103 g ⫽ 4 kg b) O ponto de fusão é 17°C e o ponto de ebulição é 97°C. (Note
que cada divisão no eixo das ordenadas corresponde a 20°C.)

23 a) O volume do parafuso é dado pelo aumento de nível do líqui- 49 Alternativa A.


do, que foi da marca de 80 mL para a de 100 mL. Assim, o I. Envolve sublimação do naftaleno.
volume do parafuso é 20 mL. II. Envolve solidificação da água.
III. Envolve vaporização da água (evaporação ou ebulição, o que
m 157,4 g
b) d ⫽ ⇒ d⫽ ⇒ d ⫽ 7,87 g /cm 3 depende da temperatura atingida pelo líquido).
V 20 cm 3 IV. Envolve fusão do chumbo.

24 Pela expressão que define a densidade, concluímos que, para uma 50 Alternativa C.
mesma massa, o material que apresentar maior densidade terá me- A 25°C I é líquido.
nor volume e o que apresentar menor densidade terá maior volume. A 80°C II é gasoso.
A 1.000°C III é líquido.
m m
앖d ⫽ 앗d ⫽ A 3.500°C IV é sólido.
V앗 V앖
A 100°C V é líquido.

RESOLUCOES_044_053 44 6/14/05, 16:49


45
51 Alternativa D. 59 Alternativa D.
Flutuam na água aqueles materiais cuja densidade é inferior à den- A grande quantidade de água permitirá que o açúcar e o sal de
sidade dela (1 g/cm3). Dos materiais apresentados, esse é o caso cozinha se dissolvam, formando uma fase, que será uma solução
apenas de bambu e carvão. aquosa em que ambos são solutos.
A areia, insolúvel em água, constituirá uma segunda fase.
52 Alternativa A
O traço do densímetro coincidiria com o nível da solução (sal-
60 Alternativa E.
moura) se ela tivesse densidade 1,7 g/cm3. Como o traço do
Se o tetracloreto de carbono e o hexano forem colocados primei-
densímetro está abaixo do nível da solução, concluímos que ela
ramente no frasco, ambos formarão uma só fase. A adição poste-
tem densidade menor do que 1,7 g/cm3.
rior da água originará uma segunda fase líquida no sistema.
Assim, para que o traço do densímetro passe a coincidir com o nível
da salmoura, a densidade dela deve ser aumentada até 1,7 g/cm3, o Se o tetracloreto de carbono for adicionado em primeiro lugar e a
que pode ser feito acrescentando-se soluto, o sal. água em segundo, haverá duas fases no sistema: uma superior,
constituída pela água (menos densa), e uma inferior, constituída
53 Alternativa D. pelo tetracloreto de carbono (mais denso). A seguir, a adição mui-
to vagarosa de hexano (menos denso que a água) originará uma
m
d⫽ ⇒ m ⫽ d 䡠 V ⫽ 13 g /cm 3 䡠 500 cm 3 ⇒ terceira fase, acima da água.
V

⇒ m ⫽ 6.500 g 63 Alternativa C.
A separação magnética (IV) permite separar o ferro do restante.
Se a mistura de areia e sal de cozinha resultante for misturada
54 Alternativa E. com água, apenas o sal se dissolverá (III). Uma filtração (I) ou
O enunciado informa que um “aumento da temperatura do ambiente
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

decantação (V) pode ser usada para separar a areia da solução.


leva a um aumento no volume da gasolina”. Isso significa que
uma mesma massa de gasolina ocupa maior volume quando a tem- 65 Alternativa E.
peratura está mais alta.
Como há duas fases e três componentes, a primeira providência,
I. É incorreta porque na hora mais quente do dia se compra me-
antes de propor um método de separação, é compreender a com-
nos massa por litro de gasolina.
posição dessas duas fases.
II. É correta porque, com a temperatura mais baixa, uma mesma
Como “A e B são miscíveis entre si” e “C é imiscível com A e
massa de gasolina ocupa volume menor.
com B”, concluímos que uma das fases é uma mistura homogênea
III. É correta porque, no caso de a venda ser por quilograma, desa-
pareceria o problema criado pela variação de volume em fun- (solução) formada por A e B e a outra fase é constituída apenas
ção da temperatura. por C.
Ambas as fases, sendo líquidas, podem ser separadas por decan-
55 Alternativa D. tação (ou por um aprimoramento disso, que é o funil de separa-
O granito é formado por três fases distintas: quartzo, feldspato e ção). Isso separa o componente C. Restará a mistura homogênea
mica. Xarope de groselha e água fluoretada são soluções. E quan- de A e B.
do o sangue é visto ao microscópio, pode-se perceber a presença, A informação de que “A é mais volátil que B”, ou seja, de que A
em meio ao plasma sangüíneo, dos glóbulos vermelhos, dos se vaporiza com maior facilidade que B, indica que há uma certa
glóbulos brancos e das plaquetas. diferença de ponto de ebulição entre esses dois líquidos e, assim,
a técnica da destilação fracionada permitirá sua separação.
56 54, pois são verdadeiras as afirmações 02, 04, 16 e 32.
01 – Falsa. O sistema II é formado por uma substância pura e, 66 Alternativa E.
abaixo de T1, ela está exclusivamente na fase sólida. Se um sistema heterogêneo (S) é fracionado em um sólido (X) e
02 – Verdadeira. À medida que o sistema evolui do ponto A (em um líquido (Y) é porque X e Y eram as fases desse sistema. A
que a substância está exclusivamente sólida) para o ponto B técnica empregada (operação I) pode ter sido uma filtração, mas
(em que está exclusivamente líquida), ocorre a fusão da subs- não uma destilação. Assim, A é incorreta.
tância à temperatura constante (o ponto de fusão, T1). Se um líquido (Y) pode ser fracionado em um sólido (Z) e um líquido
04 – Verdadeira. No sistema II, na temperatura T1, podem ocorrer (W) é porque esse líquido (Y) é uma solução. Assim, C é incorreta.
duas fases, sólida e líquida, e, na temperatura T2, também Uma solução de um sólido em um líquido (Y) pode ser separada
podem ocorrer duas fases, líquida e vapor.
por destilação simples (operação II), mas não por decantação.
08 – Falsa. O gráfico II representa a curva de aquecimento de uma
Deduz-se que B é incorreta.
substância pura e, assim, tal gráfico não pode representar
O líquido incolor (W) que se obtém dessa destilação simples de Y
um sistema em que há duas ou mais substâncias.
não é uma substância pura porque, como informa o enunciado, a
16 – Verdadeira. No ponto B terminou a fusão e a substância está
temperatura em que sofre ebulição não é constante, mas varia en-
exclusivamente na fase líquida. De B até C essa substância
tre 80°C e 100°C. Então, D é incorreta.
líquida é aquecida e, em C, ainda está líquida, prestes a ini-
ciar ebulição. Agora vamos avaliar o número mínimo de substâncias presentes
32 – Verdadeira. Acima de D já ocorreu a vaporização e haverá, no sistema S, lembrando que esse sistema pode ser recomposto se
portanto, apenas a fase vapor em cada um dos sistemas. misturarmos as três frações X, Z e W.
O sólido X é formado por, no mínimo, uma substância. O sólido Z
57 Alternativa D. também. E o líquido W, que sabemos ser uma mistura, é formado
Uma primeira fase é uma solução aquosa, formada por água por, no mínimo, duas substâncias. Assim, há em S pelo menos
(solvente), álcool (soluto) e outras substâncias dissolvidas (solutos). quatro substâncias, ou seja, quatro componentes.
Uma segunda fase é formada pela água sólida.
Uma terceira fase é a fase vapor. 70 Alternativa B.
O conjunto mostrado permite a realização de uma filtração a vá-
58 Alternativa D. cuo, por meio da qual pode ser fracionada uma mistura heterogê-
Gases, quando misturados, formam misturas homogêneas. nea sólido-líquido.

RESOLUCOES_044_053 45 6/14/05, 16:49


46
que falta para 100% é a porcentagem em massa de hidrogênio:
Capítulo 3 17,6%. A porcentagem de hidrogênio também poderia ter sido
determinada por meio de uma regra de três como a anterior:

Introdução ao conceito Grandezas: Massa de


amônia
Massa de
hidrogênio
de reação química 17 g — 3g
⇒ y ⫽ 17,6 g
100 g — y

Portanto, há 17,6%, em massa, de hidrogênio na amônia.


5 a) Seis: cloreto de amônio, (gás) amônia, (gás) cloreto de hidro-
gênio, (gás) nitrogênio, (gás) hidrogênio e (gás) cloro.
b) São substâncias simples (gás) nitrogênio, (gás) hidrogênio e
(gás) cloro, porque são substâncias que não podem ser decom-
postas em outras. São substâncias compostas cloreto de amônio,
Capítulo 4
(gás) amônia e (gás) cloreto de hidrogênio, porque podem ser
decompostas em outras substâncias. Do macroscópico ao
7 Cada uma das linhas está de acordo com a Lei de Lavoisier: microscópico:
15 g ⫽ 7 g ⫹ 8 g
1a linha:
2a linha: 30 g ⫽ 14 g ⫹ 16 g
átomos e moléculas
3a linha: 60 g ⫽ 28 g ⫹ 32 g

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
4a linha: 90 g ⫽ 42 g ⫹ 48 g
Há várias relações que podemos estabelecer para comprovar a Lei 2 A fórmula C12H22O11 indica que cada molécula de sacarose é for-
de Proust. mada por 45 átomos, sendo 12 do elemento carbono, 22 do ele-
Uma delas é: mento hidrogênio e 11 do elemento oxigênio.

massa de nitrogênio 7g 14 g 28 g 42 g
⫽ ⫽ ⫽ ⫽ 3 a) É uma mistura de duas substâncias, a água e o ácido acético.
massa de oxigênio 8g 16 g 32 g 48 g b) Sim, porque uma solução é uma mistura homogênea (mistura
Uma segunda maneira é: com uma só fase). E o vinagre é uma mistura homogênea.
c) A água é formada pelos elementos hidrogênio e oxigênio. E o
massa de nitrogênio 7g 14 g 28 g 42 g
⫽ ⫽ ⫽ ⫽ ácido acético é formado pelos elementos carbono, hidrogênio
massa de óxido 15 g 30 g 60 g 90 g
e oxigênio. Assim, no vinagre (a mistura de ácido acético e
E uma terceira maneira é: água), há três elementos químicos presentes: carbono, hidro-
massa de oxigênio 8g 16 g 32 g 48 g gênio e oxigênio.
⫽ ⫽ ⫽ ⫽
massa de óxido 15 g 30 g 60 g 90 g
4 a) É uma fórmula, pois representa uma substância.
b) Três: carbono, hidrogênio e oxigênio.
8 a) Representando os valores que faltam por x, y e z, temos:
1a linha: 17 g ⫽ x ⫹ 3 g ⇒ x ⫽ 14 g 6 H2SO4 (Nesta altura, são perfeitamente aceitáveis as seguintes ou-
2a linha: 34 g ⫽ 28 g ⫹ y ⇒ y⫽6g tras respostas: H2O4S, SH2O4, SO4H2, O4SH2 e O4H2S.)
3a linha: 51 g ⫽ z ⫹ 9 g ⇒ z ⫽ 42 g
7 a) Substância pura é aquela que não está misturada com outras e
b) Uma primeira maneira é:
substância simples é aquela formada por átomos de apenas
massa de nitrogênio 14 g 28 g 42 g um elemento químico. Há substância pura e simples nos mo-
⫽ ⫽ ⫽
massa de hidrogênio 3g 6g 9g delos 햳 e 햴.
Uma segunda maneira é: b) Substância pura é aquela que não está misturada com outras e
substância composta é aquela formada por átomos de dois ou
massa de nitrogênio 14 g 28 g 42 g
= = = mais elementos químicos. Há substância pura e composta nos
massa de amônia 17 g 34 g 51 g modelos 햲 e 햵.
E uma terceira maneira é: c) Mistura é uma porção de matéria formada por duas ou mais
substâncias diferentes. Misturas estão representadas nos mo-
massa de hidrogênio 3g 6g 9g
= = = delos 햶, 햷, 햸 e 햹.
massa de amônia 17 g 34 g 51 g
15 Exemplo de resposta possível:
11 amônia → nitrogênio ⫹ hidrogênio a)
17 g 14 g 3g
100 g x y
b) ou
Assim, temos:
Grandezas: Massa de Massa de
amônia nitrogênio c)

17 g — 14 g
⇒ x ⫽ 82,4 g
100 g — x d) ou ou
Essa é a massa de nitrogênio em 100 g de amônia. Assim, a por-
centagem em massa de nitrogênio na amônia é 82,4%. E como ou ou
essa substância é formada apenas por nitrogênio e hidrogênio, o

RESOLUCOES_044_053 46 6/14/05, 16:49


47
16 No sistema inicial há seis átomos do elemento representado em 29 a) NO2
roxo (vamos adotar para ele o símbolo R) e seis átomos do ele- b) Na situação inicial há oito moléculas de N2 e quatro moléculas
mento representado em amarelo (vamos adotar para ele o símbolo de O2. Na situação final há oito moléculas de N2O. Assim, o
A). Assim: processo químico que ocorre pode ser equacionado como:
O modelo 훽 não pode representar a situação final porque desapa- 2 N2 ⫹ O2 → 2 N2O
recem átomos de R e aparecem átomos de A.
O modelo 훾 não pode representar a situação final porque desapa-
recem átomos de R e aparecem átomos de A.
O modelo 훿 não pode representar a situação final porque desapa-
recem átomos de R e de A e, além disso, aparecem átomos de um
outro elemento (representado em outra cor).
Capítulo 5
O modelo  não pode representar a situação final porque desapa-
recem átomos de A e aparecem átomos de R.
O modelo  pode representar a situação final porque a quantida-
Introdução à estrutura atômica
de de átomos de A e de R se mantém inalterada; os átomos apenas
se recombinam, de moléculas de R2 e A2 em moléculas de RA.
O modelo  não pode representar a situação final porque desapa-
239
14 Pu (Embora a representação 94Pu239 ainda seja encontrada, seu
94
recem átomos de R e de A e, além disso, aparecem átomos de um uso deve ser desencorajado, cf. CHAGAS, A. P.; ROCHA-FILHO,
outro elemento (representado em outra cor). R. C. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13.

20 Exemplo de resposta possível: 23 a) Os oito íons em questão são 204 2⫹ 206 2⫹ 207 2⫹ 208
82Pb , 82Pb , 82Pb , 82Pb ,
2⫹

a) 204 4⫹ 206 4⫹ 207


82Pb , 82Pb , 82Pb
4⫹ 208 4⫹
e 82Pb . Todos são do elemento chum-
H2O ⫹ CO → H2 ⫹ CO2
bo. Apresentam mesmo número atômico e, portanto, mesmo
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

número de prótons, que é 82.


b) O fato de um átomo se transformar em um cátion não afeta o
b) núcleo, apenas a eletrosfera. Assim, 204 82Pb
2⫹
e 204
82Pb
4⫹
têm 122
⫹ → nêutrons, 206 2⫹ 206 4⫹ 207 2⫹
2 SO2 O2 2 SO3 82 Pb e 82 Pb têm 124 nêutrons, 82 Pb e 207
82Pb
4⫹

208 2⫹ 208 4⫹
têm 125 nêutrons, e 82Pb e 82Pb têm 126 nêutrons.
c) Quando um átomo neutro se transforma em um cátion, fica
com uma carga positiva para cada elétron perdido. Como um
átomo neutro do elemento chumbo tem 82 elétrons, todos os
cátions bivalentes originados dele terão 80 elétrons e todos os
cátions tetravalentes terão 78 elétrons. Assim, 204 2⫹ 206
82Pb , 82Pb ,
2⫹

207 2⫹ 208 2⫹ 204 4⫹ 206 4⫹


c) 82Pb e 82Pb apresentam 80 elétrons e 82Pb , 82Pb ,
2 H2O2 → 2 H2O ⫹ O2 207 4⫹ 208
e 82Pb4⫹ apresentam 78 elétrons.
82Pb

24 a) Os três íons em questão são 24 2⫹ 25


12Mg , 12Mg
2⫹
e 26 2⫹
12Mg . Todos
são do elemento magnésio. Apresentam mesmo número atô-
mico e, portanto, mesmo número de prótons.
b) Quando um átomo neutro se transforma em um cátion, fica
d)
2 CO ⫹ O2 → 2 CO2 com uma carga positiva para cada elétron perdido. Como um
átomo neutro do elemento magnésio tem 12 elétrons, todos os
cátions bivalentes originados dele terão 10 elétrons.
c) O cátion 2162Mg2⫹ é o que tem maior número de nêutrons, pois
24 2⫹
1 2Mg tem 12 nêutrons, 2152Mg2⫹ tem 13 nêutrons e 2162Mg2⫹ tem
e) 14 nêutrons.
2 N2H4 ⫹ N2O4 → 3 N2 ⫹ 4 H2O
25 a) Como a massa de um nêutron é (praticamente) igual à de um
próton, se supusermos que a massa de um próton é 1 kg, então
a de um nêutron será também 1 kg.
b) Como a massa de um elétron é 1.836 vezes menor que a do
próton, a massa do elétron será de 1 kg dividido por 1.836, o
Legenda: que é igual a 0,00054466 kg, ou seja, 0,54466 g.
Hidrogênio Nitrogênio
26 a) No 73Li há 3 prótons e 4 nêutrons, totalizando 7 kg. Os 3 elé-
Oxigênio Enxofre trons contribuem com 1,5 g (3 䡠 0,5 g). Assim, a massa total é
7 kg ⫹ 1,5 g, que pode ser expressa como 7 kg, já que 1,5 g
Carbono representa massa muito pequena se comparada a 7 kg.
b) No 73Li⫹ há 3 prótons e 4 nêutrons, totalizando 7 kg. Os 2 elé-
trons contribuem com 1,0 g (2 䡠 0,5 g). A massa total é
26 Alternativa E. 7 kg ⫹ 1,0 g, que pode ser expressa como 7 kg.
As informações I, II e III indicam que o sistema é uma mistura de
substâncias. 27 A luz visível é um exemplo de onda eletromagnética. Já o som, as
ondas na superfície do mar e as ondas em uma corda são exem-
27 Alternativa D. plos de ondas mecânicas.
Substâncias simples são formadas por átomos de um único ele-
mento químico. 28 O som, que é uma onda mecânica.

RESOLUCOES_044_053 47 6/14/05, 16:49


48
29 a) Consultando o esquema das ondas eletromagnéticas apresen- 60 Alternativa C.
tado no livro, verifica-se que a freqüência da luz violeta é maior A última camada mencionada no enunciado corresponde a 3s2 3p3,
que a da luz vermelha. onde estão representados 5 elétrons.
b) A luz violeta, em decorrência da maior freqüência.
61 Alternativa E.
30 A freqüência das ondas de infravermelho é inferior à das ondas de De acordo com a descrição feita, temos: K-2 L-8 M-4, o que con-
luz vermelha. duz ao número atômico 14, elemento químico silício.

32 Na representação 5s1, o número 5 indica o quinto nível energético 62 Alternativa A.


da eletrosfera, a letra s indica o tipo de subnível e o número 1 19K: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1
⫹ 2
sobrescrito indica a quantidade de elétrons nesse subnível. A me- 19 K : 1s 2s2 2p6 3s2 3p6
lhor interpretação é, portanto, a apresentada na frase B.
63 a) 8O: 1s2 2s2 2p4
10
38 Como a distribuição eletrônica termina em 3d , concluímos que
ela é a seguinte: O2⫺:
8 1s2 2s2 2p6
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10
o que indica 30 elétrons. Como (subentende-se) o átomo é eletri- O2⫺: K-2 L-8
8
camente neutro, ele tem 30 prótons. Então, Z ⫽ 30.
E, como há 35 nêutrons, concluímos que A ⫽ 30 ⫹ 35 ⫽ 65.
b) 9F: 1s2 2s2 2p5
3
39 A distribuição eletrônica nos subníveis termina em 4p . Assim,
F⫺:
9 1s2 2s2 2p6
temos:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
F⫺:
9 K-2 L-8
o que nos permite elaborar a distribuição eletrônica nas camadas:

K-2 L-8 M-18 N-5 c) 16 S: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4

16 S2⫺: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6


42 a) Cr3⫹, Co2⫹, Fe2⫹, Ti4⫹, Fe3⫹ e Mn3⫹
b) crômio (Z ⫽ 24)
cobalto (Z ⫽ 27) 16 S2⫺: K-2 L-8 M-8
ferro (Z ⫽ 26)
titânio (Z ⫽ 22)
manganês (Z ⫽ 25) 64 a) 32 Ge: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p2
c) Cr3⫹ – 24 prótons e 21 elétrons
Co2⫹ – 27 prótons e 25 elétrons [Ar]
Fe2⫹ – 26 prótons e 24 elétrons
Ti4⫹ – 22 prótons e 18 elétrons 32 Ge: [Ar] 4s2 3d10 4p2
Fe3⫹ – 26 prótons e 23 elétrons
Mn3⫹ – 25 prótons e 22 elétrons
32 Ge: K-2 L-8 M-18 N-4
d) Cr3⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d3 (foram retirados 2e– de 4s
e 1e– de 3d)
Co2⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d7 (foram retirados 2e– de 4s) b) Mn: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5
25
Fe2⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 (foram retirados 2e– de 4s)
Ti4⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 (foram retirados 2e– de 4s
Mn3⫹: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d4
e 2e– de 3d) 25

Fe3⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 (foram retirados 2e– de 4s
[Ar]
e 1e– de 3d) 3⫹ 4
Mn3⫹ – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d4 (foram retirados 2e– de 4s 25 Mn : [Ar] 3d
e 1e– de 3d) 25 Mn3⫹: K-2 L-8 M-12
e) Cr3⫹ – K-2 L-8 M-11
Co2⫹ – K-2 L-8 M-15 68 Alternativa B.
Fe2⫹ – K-2 L-8 M-14 A configuração eletrônica do 12Mg0 é:
1s2 2s2 2p6 3s2
Ti4⫹ – K-2 L-8 M-8
Retirando 2 elétrons da camada de valência (a mais externa), te-
Fe3⫹ – K-2 L-8 M-13
mos a configuração eletrônica do 12Mg2⫹:
Mn3⫹ – K-2 L-8 M-12
1s2 2s2 2p6
52 Alternativa A.
69 Alternativa A.
Cada átomo de 12H contribui com 1 nêutron para a molécula de que
A configuração eletrônica do 38Sr é:
toma parte. O átomo de 168O (isto é, isótopo 16 do oxigênio) contri-
bui com 8 nêutrons (isto é, 16 ⫺ 8). Assim, a molécula de água 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2
pesada terá ao todo 10 nêutrons (1 de cada um dos 2 átomos de 12H Retirando 2 elétrons da camada de valência, temos a configuração
e 8 do átomo de 168O). eletrônica do 38Sr2⫹:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6
59 Alternativa A.
Localizando os subníveis mencionados no diagrama das diagonais, 70 Alternativa E.
concluímos que a ordem crescente de energia é: A configuração eletrônica do 27Co é:
4d ⬍ 5p ⬍ 6s ⬍ 4f 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7

RESOLUCOES_044_053 48 6/14/05, 16:49


49
Retirando 3 elétrons (os 2 da camada de valência e 1 do subnível 36 As distribuições eletrônicas nos subníveis, na ordem fornecida pelo
3d), temos a configuração eletrônica do 27Co3⫹: diagrama das diagonais, são:
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 I. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5
que corresponde à seguinte distribuição eletrônica nas camadas: II. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f2
K-2 L-8 M-14 III. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6
IV. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4
71 Alternativa B. V. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p2
A configuração eletrônica do 26Fe é: a) III tem número atômico 18 e IV tem número atômico 34. Con-
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 sultando a tabela periódica, concluímos que III é o argônio e
Retirando 3 elétrons (os 2 da camada de valência e 1 do subnível IV é o selênio.
3d), temos a configuração eletrônica do 26Fe3⫹: b) I (3d5) e II (4f2) são metais; III é gás nobre (3s2 3p6)
1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 c) I – 4o período, grupo 7 (7B), elemento de transição
Assim, o último subnível ocupado é o 3d e nele há 5 elétrons. II – 6o período, grupo 3 (3B), transição interna
III – 3o período, grupo 18 (zero), gás nobre
IV – 4o período, grupo 16 (6A), calcogênio
V – 3o período, grupo 14 (4A), grupo do carbono
d) transição: I (3d5)
transição interna: II (4f2)
Capítulo 6 representativos: III (3p6), IV (4p4) e V (3p2)

38 a) Na tabela periódica, a energia de ionização cresce para cima e


A tabela periódica para a direita. Consultando a posição dos elementos mencio-
dos elementos nados na tabela, concluímos que o bário é o que possui menor
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

energia de ionização, pois está mais para baixo à esquerda.


b) Dentre os citados, são metais de transição o ferro, o mercúrio
e o crômio.
19 a) Como o conceito de número atômico já era conhecido, cien-
tistas da época perceberam que os elementos com os números
39 Alternativa B.
atômicos 85 e 87 (85At, 87Fr) não tinham ainda sido descober-
Na seqüência de oito elementos que vai de A até B, a energia de
tos. Os locais correspondentes a esses números atômicos na
ionização, de modo geral, aumenta com o aumento do número atô-
tabela periódica tinham sido deixados vagos, admitindo a exis-
tência teórica dos elementos 85 e 87. mico. Isso indica que esses oito elementos pertencem a um mesmo
b) Quanto à distribuição eletrônica, ela segue um padrão regular período da tabela periódica. E a súbita redução da energia de
ao longo da tabela periódica. Conhecida essa regularidade foi ionização ao passar de B para C indica uma mudança de período.
possível prever teoricamente a distribuição eletrônica dos áto- Os oito elementos de A até B devem pertencer, portanto, ao se-
mos desses elementos. gundo ou ao terceiro período da tabela (períodos que têm apenas
oito elementos), com A sendo alcalino e B sendo gás nobre. E o
20 a) A valência deles é um. Eles pertencem ao grupo 1 da tabela elemento C deve ser o alcalino do período seguinte.
periódica (grupo dos metais alcalinos). Assim, podemos ter as seguintes possibilidades:
b) Oxigênio e enxofre. A valência deles é dois. 1a possibilidade: A é o lítio (Z ⫽ 3), B é o neônio (Z ⫽ 10) e C é
c) Flúor e cloro. A valência deles é um. o sódio (Z ⫽ 11).
d) Carbono e silício, ambos com valência quatro. Eles pertencem 2a possibilidade: A é o sódio (Z ⫽ 11), B é o argônio (Z ⫽ 18) e
ao grupo 14 da tabela periódica. C é o potássio (Z ⫽ 19).
e) Hélio, neônio e argônio. Eles pertencem ao grupo 18 (gases Dentre as alternativas apresentadas, a única possível é a B, que
nobres). corresponde à segunda possibilidade.

25 a) K-2 L-6 40 Alternativa E.


b) Grupo 16, pois apresenta seis elétrons na camada de valência.
A alternativa A é falsa, pois os alcalinos têm baixa energia de
ionização.
26 a) K-2 L-4
A alternativa B é falsa porque os halogênios têm alta energia de
b) Grupo 14, pois apresenta quatro elétrons na camada de valência.
ionização.
35 As distribuições eletrônicas completas, com os subníveis na or- A alternativa C é falsa, já que a energia de ionização do magnésio
dem fornecida pelo diagrama das diagonais, são: é maior que a do sódio e não o contrário.
I. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 A alternativa D é falsa, pois, se A antecede B (de Z ⫽ 3), então A
II. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 é o hélio (Z ⫽ 2).
III. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d8 A alternativa E é verdadeira, pois os gases nobres apresentam ele-
IV. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s1 vada energia de ionização.
a) I e IV
I Z ⫽ 17 41 Alternativa B.
II Z ⫽ 26 “A 1a energia de ionização é medida pela energia absorvida quan-
III Z ⫽ 28 do 1 elétron é retirado de um átomo neutro isolado. Para um
IV Z ⫽ 37 mesmo elemento, a 2a energia de ionização é maior do que a 1a.”
b) II e III
I 3o período 43 Alternativa B.
II 4o período No caso do elemento A, há um salto significativo no valor da ener-
III 4o período gia de ionização quando comparamos E1 com E2. Isso indica que
IV 5o período se trata de um elemento químico com um elétron na camada de
c) I grupo 17 (7A), 3o período valência, pois, uma vez removido esse elétron, o próximo será
IV grupo 1 (1A), 5o período retirado da camada anterior, o que faz com que E2 seja muito maior
d) II e III, pois a distribuição eletrônica termina em 3d. do que E1.

RESOLUCOES_044_053 49 6/14/05, 16:49


50
No caso de B, há um salto significativo de E3 para E4, evidencian- 16 Com base na fórmula de Lewis apresentada, podemos elaborar a
do a presença de três elétrons de valência. E, no caso de C, há um seguinte fórmula estrutural:
salto significativo de E2 para E3, o que permite deduzir que há NlNlO
dois elétrons de valência. Há uma ligação covalente dupla entre N e N e uma ligação
covalente dupla entre N e O. Assim, a opção que melhor descreve
44 1 – Verdadeira. Cada elemento químico tem valores característi- as ligações na molécula é D.
cos de energia de ionização.
2 – Falsa. A eletroafinidade é uma propriedade dos átomos dos 17 O mercúrio é líquido, pois seu ponto de fusão é inferior a 25ºC e
elementos químicos e não das substâncias químicas. seu ponto de ebulição é superior a 25ºC. As demais substâncias da
3 – Falsa. Em um grupo, o raio atômico cresce de cima para baixo. tabela são sólidas, pois têm ponto de fusão superior a 25°C. (Su-
4 – Verdadeira. Elementos de um mesmo grupo possuem proprie- bentende-se que os dados e a questão se referem à mesma pres-
dades químicas semelhantes (embora não necessariamente são, 1 atm.)
idênticas).
20 Espera-se que o aluno encontre, por exemplo, que bronze é em-
48 Alternativa A. pregado para elaborar estátuas, sinos, medalhas e utensílios, e que
O ponto de fusão e a primeira energia de ionização são proprieda- o latão é usado em torneiras, parafusos, porcas, tonéis (“latões”) e
des periódicas. instrumentos musicais de sopro e de percussão.
Como cálcio, estrôncio e bário são metais alcalino-terrosos do
quarto, quinto e sexto períodos, respectivamente, espera-se que o 23 a) Falsa, pois se trata de uma substância metálica, na qual não há
valor de X se situe entre 700 e 850. Isso aponta para as alternati- moléculas, e sim retículo cristalino metálico.
vas A e D, apenas. b) Falsa, pois átomos de metal perdem elétrons e ficam com octeto
Quanto ao valor de Y, espera-se que seja maior do que 131, mas completo quando se transformam em cátions, o que ocorre
maior por uma quantidade equiparável à diferença entre 131 e 120. quando se combinam com não-metais.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Assim, a alternativa A pode representar valores que completam c) Falsa. Num retículo cristalino metálico os átomos se unem por
corretamente a tabela, mas a alternativa D não, pois o valor de Y ligação metálica.
nela apresentado é extremamente grande. d) Verdadeira. Atribui-se aos elétrons livres a condução de cor-
rente elétrica por um objeto de metal.
e) Verdadeira. Atribui-se aos elétrons livres a condução de calor
por um objeto de metal.
f) Verdadeira. A resistência do aço à tração faz com que cabos
de aço sejam usados no sustento de cargas (por exemplo, nos
Capítulo 7 elevadores) e vergalhões de aço sejam entrelaçados e coloca-
dos em meio ao concreto, formando o material chamado de
concreto armado, no qual o concreto resiste à compressão e o
Ligações químicas aço resiste à tração.

interatômicas 24 O ouro é substância metálica e o iodo é substância molecular. Es-


pera-se, portanto, que o ouro apresente maior ponto de fusão.
Professor: Apenas para confirmar a previsão feita, pode-se dizer aos
1 Todas apresentam ponto de fusão maior que 25ºC e, portanto, são alunos que o ponto de fusão do ouro é 1.064°C e o do iodo é 114ºC.
sólidas nessa temperatura. (Subentende-se que os dados e a ques-
tão se referem à mesma pressão, 1 atm.) 25 O HBr é substância molecular e o KBr é substância iônica. Espera-se,
portanto, que o ponto de fusão do KBr seja maior que o do HBr.
3 a) (Na⫹)1(Br⫺)1 ⇒ NaBr Professor: Apenas para confirmar a previsão feita, pode-se dizer
b) (K⫹)2(O2⫺)1 ⇒ K2 O aos alunos que o ponto de fusão do HBr é ⫺87°C e o do KBr é
c) (Mg2⫹)1(S2⫺)1 ⇒ MgS 734ºC.
d) (Al3⫹)1(Cl⫺)3 ⇒ AlCl3
e) (Li⫹)2(O2⫺)1 ⇒ Li2O 27 É substância iônica. As substâncias iônicas são, em geral, sólidas
f) (Ba2⫹)1(H⫺)2 ⇒ BaH2 nas condições ambientes e não conduzem corrente elétrica quan-
do sólidas (pois os íons no retículo cristalino iônico não têm mo-
4 Espera-se que A forme cátion monovalente e que B forme ânion bilidade para conduzir a corrente elétrica), mas conduzem-na quan-
trivalente. do fundidas (pois, nessa situação, os íons adquirem mobilidade).
(A⫹)3(B3⫺)1 ⇒ A3B
28 É uma substância molecular. As substâncias moleculares podem
6 São gasosas aquelas cujo ponto de ebulição é inferior a 25°C: hi- apresentar-se como sólidas, líquidas ou gasosas nas condições am-
drogênio, flúor, oxigênio, nitrogênio, metano, cloreto de hidrogê- bientes e não tendem a conduzir corrente elétrica (porque são for-
nio, cloro, brometo de hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, fluoreto madas por moléculas).
de hidrogênio, amônia, iodeto de hidrogênio.
São líquidas aquelas cujo ponto de fusão é inferior a 25°C e cujo 29 É uma substância metálica. As substâncias metálicas são, em ge-
ponto de ebulição é superior a 25°C: etanol, metanol, bromo, água, ral, sólidas nas condições ambientes e conduzem corrente elétrica
benzeno. no estado sólido (graças a elétrons presentes na substância que
São sólidas aquelas cujo ponto de fusão é superior a 25°C: possuem suficiente mobilidade para conduzir a corrente elétrica).
naftaleno, iodo, glicose, sacarose, vitamina C.
(Subentende-se que os dados e a questão se referem à mesma pres- 30 a) KCl e Al2O3
são, 1 atm.) b) H2O e HF
c) Fe e Ni
14 Em todas, pois carbono e oxigênio estão com oito elétrons na últi- d) As iônicas e as metálicas: KCl, Al2O3, Fe e Ni
ma camada e o hidrogênio está com dois. Em outras palavras, o e) A substância gasosa deve ser uma das duas substâncias
carbono está fazendo quatro ligações, o oxigênio, duas, e o hidro- moleculares. Como a água é líquida nas condições ambientes,
gênio, uma. deduz-se que o HF deve ser a substância gasosa.

RESOLUCOES_044_053 50 6/14/05, 16:50


51
34 Alternativa D. alternativas, corresponde ao cloreto de sódio (NaCl). O modelo
Da fórmula do óxido deduz-se que o cátion do metal M é representa o retículo cristalino iônico dessa substância, no qual as
tetravalente, M4⫹. unidades constituintes são cátions Na⫹ e ânions Cl⫺.
MO2 ⇒ (M4⫹)1(O2⫺)2 A figura III mostra o modelo de uma substância molecular com-
Assim, na ligação com cloro, temos: posta de dois elementos químicos. As moléculas são constituídas
(M4⫹)1(Cl⫺)4 ⇒ MCl4 por um átomo de um elemento químico e dois átomos de outro. E
a substância não está no estado sólido, pois as moléculas não es-
36 Alternativa A. tão organizadas em um retículo cristalino. Dentre as substâncias
A distribuição eletrônica nas camadas para o hidrogênio é K-1, que aparecem nas alternativas, representa o dióxido de carbono
para o carbono é K-2 L-4 e para o nitrogênio é K-2 L-5. Assim, na (CO2), que é gasoso nas condições ambientes.
molécula de HCN temos, ao todo, dez elétrons de valência (um
do H, quatro do C e cinco do N). Esse é o número de elétrons que
deve, portanto, aparecer na fórmula de Lewis.
Apenas a alternativa A mostra uma fórmula de Lewis com dez
elétrons. Além disso, ela está de acordo com a regra do octeto: Capítulo 8
hidrogênio está com dois elétrons na camada de valência; carbo-
no e nitrogênio com oito.
Geometria molecular e ligações
40 Alternativa A.
A fórmula estrutural que se pode montar a partir da fórmula
químicas intermoleculares
molecular COCl2 é:
O
l

6 À medida que aumenta a diferença de eletronegatividade, aumen-


Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Cl k C k Cl ta o caráter iônico da ligação.


Há quatro ligações covalentes na molécula. Duas delas são liga- NaCl MgCl2 PCl3 SCl2 Cl2
ções covalentes simples. ← Aumenta a diferença de eletronegatividade —
As outras duas compõem uma “ligação covalente dupla”. ← Aumenta o caráter iônico —
— Aumenta o caráter covalente →
41 Alternativa A. Sódio e magnésio possuem uma diferença de eletronegatividade
Consultando os números atômicos na tabela periódica, temos: suficientemente grande em relação ao cloro para que NaCl e MgCl2
Hidrogênio (Z ⫽ 1) ⇒ 1 elétron apresentem ligação iônica. Os elementos fósforo e enxofre apre-
Oxigênio (Z ⫽ 8) ⇒ 8 elétrons sentam uma menor diferença de eletronegatividade em relação ao
Assim, na molécula de H2O, temos ao todo 10 elétrons, ou seja, cloro e, assim, as ligações em PCl3 e SCl2 são covalentes polares.
1 de cada hidrogênio e 8 do oxigênio. Finalmente, no Cl2 a diferença de eletronegatividade entre os áto-
Professor: Os estudantes muitas vezes respondem “8 elétrons” mos é nula e, conseqüentemente, a ligação é covalente apolar.
nesse exercício. É importante salientar que 8 elétrons são apenas
os que estão nas camadas de valência dos átomos, portanto são os 8 Porque a molécula de CF4 é tetraédrica. Em decorrência disso, os
que aparecem na fórmula de Lewis (fórmula eletrônica). Além momentos de dipolo das ligações se cancelam e, portanto, o mo-
deles, há mais 2, que estão na primeira camada do oxigênio e não mento de dipolo resultante é nulo, ou seja, a molécula é apolar.
aparecem na fórmula de Lewis.
9 Como a água é polar e como o óleo de soja é insolúvel nela, de-
43 Alternativa A. duz-se que as moléculas do óleo são apolares. Assim, a dedução
Consultando o número atômico na tabela periódica, temos: mais cabível é a expressa em C.
Arsênio, grupo 15 (Z ⫽ 33) ⇒ 33 elétrons
10 Das moléculas das substâncias apresentadas, apenas as de HCl
O número total de elétrons em torno do átomo de arsênio engloba
são polares. Espera-se, portanto, que essa substância seja a que
todos os elétrons desse átomo (33) mais os 3 compartilhados, um
melhor se dissolva em água, cujas moléculas também são polares.
com cada cloro, de acordo com a fórmula eletrônica:

Cl As Cl 11 Das substâncias apresentadas, apenas o CCl4 tem moléculas apolares.


Assim, é de se esperar que essa substância seja a que melhor se
Cl
dissolva em gasolina, cujas moléculas também são apolares.
Assim, o número total de elétrons em torno do átomo de arsênio
na substância AsCl3 é 36. (Note que isso corresponde à eletrosfera 14 A gordura é apolar. Para removê-la é mais eficiente um solvente
do gás nobre criptônio 36Kr.) apolar, que, no caso, é a benzina (mistura de hidrocarbonetos).

46 Alternativa D. 15 O esquema a seguir permite, em linhas muitíssimo gerais, en-


O aço (I) é uma liga de ferro com pequeno teor de carbono (c). contrar o tipo predominante de interação intermolecular em uma
O ouro 18 quilates (II) é uma liga de ouro e cobre contendo, even- certa substância:
tualmente, prata (d). A molécula da substância é polar ou apolar?
O bronze (III) é um liga de cobre e estanho (b).
O latão (IV) é uma liga de cobre e zinco (a).
Polar Apolar

48 Alternativa D.
A figura I mostra o modelo de uma substância simples (átomos de Possui H diretamente ligado a F, O ou N?
um mesmo elemento) no estado sólido. Dentre as substâncias das
alternativas, corresponde ao ferro (Fe). O modelo representa o Sim Não
retículo cristalino metálico dessa substância, em que as unidades
são átomos de ferro. Dipolo-dipolo
Ligação de Dipolo instantâneo-
A figura II mostra o modelo de uma substância composta de dois
hidrogênio dipolo induzido
elementos químicos, no estado sólido. Dentre as substâncias das

RESOLUCOES_044_053 51 6/14/05, 16:50


52
Empregando o esquema, temos: 36 Alternativa E.
a) dipolo-dipolo Utilizando os números atômicos fornecidos, podemos situar os
b) dipolo instantâneo-dipolo induzido elementos em questão na tabela periódica (veja esquema a seguir).
c) dipolo instantâneo-dipolo induzido
Eletronegatividade
d) ligação de hidrogênio
e) ligação de hidrogênio
f) dipolo instantâneo-dipolo induzido H
g) dipolo-dipolo F
h) dipolo-dipolo Na
i) dipolo instantâneo-dipolo induzido K
j) dipolo-dipolo I
k) dipolo-dipolo
l) dipolo-dipolo

21 Desenho 훽, pois na ebulição da água as moléculas dessa substân-


Uma vez que a eletronegatividade cresce para cima em um grupo
cia se separam umas das outras (interações intermoleculares do
e para a direita em um período, podemos afirmar que, entre as
tipo ligação de hidrogênio são rompidas), mas continuam sendo
alternativas, a substância KF apresenta os elementos com maior
moléculas de H2O.
diferença de eletronegatividade.
22 a) Embora na seqüência HF, HCl, HBr e HI haja aumento da mas-
37 Alternativa A.
sa da molécula, o HF destoa, apresentando maior ponto de
Consultando a tabela periódica, podemos avaliar em qual das al-
ebulição devido ao tipo de interação intermolecular. Entre

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
ternativas há maior diferença de eletronegatividade entre os ele-
moléculas de HF ocorrem ligações de hidrogênio, interações mentos. Isso ocorre na substância de fórmula CsF.
mais fortes do que as do tipo dipolo-dipolo, que ocorrem entre
as moléculas de HCl, de HBr e de HI. A mesma razão (presen- 38 Alternativa C.
ça de ligações de hidrogênio) faz H2O e NH3 possuírem pon- • HCl: ligação polar, molécula linear, portanto polar.
tos de ebulição que destoam dentro das seqüências H2O, H2S, • H2O: ligações polares, molécula angular, portanto polar.
H2Se, H2Te e NH3, PH3, AsH3, SbH3. • CO2: ligações polares, molécula linear na qual os dipolos das
b) Em toda a seqüência CH4, SiH4, GeH4, SnH4, o tipo de interação ligações se cancelam sendo, portanto, apolar.
intermolecular é o mesmo: dipolo instantâneo-dipolo induzi- • NH3: ligações polares, molécula piramidal, portanto polar.
do. O CH4 não destoa porque não apresenta um tipo de interação • H2: ligação apolar, portanto molécula apolar.
intermolecular diferente dos outros membros da série.
44 Alternativa C.
23 Todas são moleculares. Todas elas são substâncias simples for- Via de regra, líquido polar e líquido apolar não tendem a formar
madas por átomos de não-metal. Em todas há, portanto, ligação sistema homogêneo. Na mistura heterogênea formada por ambos,
covalente. (Para ser mais rigoroso, fósforo branco, oxigênio, ozô- o de maior densidade constituirá a fase inferior e o de menor den-
nio, enxofre rômbico e enxofre monoclínico têm natureza sidade, a fase superior.
molecular, enquanto fósforo vermelho, grafite e diamante têm
natureza macromolecular.) 45 Alternativa B.
Para a remoção da graxa, que é apolar (derivado direto do petró-
25 O quadro-negro, pois, na verdade, é ele que risca o giz e não o leo), é mais recomendado o uso de um solvente também apolar.
contrário. Quando o giz é esfregado sobre o quadro-negro, frag- Dentre as alternativas, o único líquido apolar é a gasolina.
mentos do giz são arrancados pelo material do quadro-negro.
46 Alternativa D.
A molécula de metano é tetraédrica e apolar. As forças
H H
intermoleculares existentes nessa substância são do tipo dipolo
k

31 a) I. CH4 H C H HkCkH instantâneo-dipolo induzido, que são chamadas por alguns auto-
k

H res de forças de van der Waals.


H
50 Alternativa E.
II. PH3 H P H HkPkH No N2 (substância apolar) liquefeito, as interações entre as molé-
k

H culas são do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido, também de-


H nominadas forças de dispersão de London ou, simplesmente,
forças de London.
b) A molécula de CH4 é tetraédrica e a de PH3 é piramidal.
52 Alternativa D.
32 Alternativa A.
Numa reação química (como a que aparece na alternativa A) há
Da primeira linha da tabela deduzimos que I e II são não-metais. um rearranjo de átomos, ou seja, eles passam a se unir de manei-
Das outras duas linhas, deduzimos que III é metal. ras diferentes. Nas reações químicas são rompidas e formadas li-
gações químicas entre átomos (interatômicas).
35 Alternativa B. Na vaporização do H2 (apolar) líquido são rompidas interações
Das moléculas representadas nas alternativas, a que apresenta maior dipolo instantâneo-dipolo induzido.
diferença de eletronegatividade entre os átomos é H k F. Essa é a Na condensação do vapor de água (quando as moléculas se unem
ligação mais polar e, como só há uma ligação na molécula, é a e passam da fase de vapor para a fase líquida) são formadas liga-
molécula mais polar. ções de hidrogênio.
Professor: É oportuno estabelecer uma comparação entre esse exer- Na evaporação da água (quando as moléculas se separam e pas-
cício (que é sobre polaridade da molécula) e o exercício 4 (que é sam da fase líquida para a fase de vapor) são rompidas ligações de
sobre polaridade da ligação). hidrogênio.

RESOLUCOES_044_053 52 6/14/05, 16:50


53
A combustão é um exemplo de reação química. Nas reações quí-
micas são rompidas e formadas ligações químicas entre átomos Capítulo 9
(interatômicas).

54 Alternativa A. Condutividade elétrica


Nas séries de moléculas apolares I e V, o tipo de interação
intermolecular é o mesmo para todos os membros (dipolo instan-
de soluções aquosas
tâneo-dipolo induzido). O aumento do ponto de ebulição ocorre
na mesma ordem em que aumenta a massa molecular.
Nas séries II, III e IV, o ponto de ebulição de HF, NH3 e H2O
1 Uma solução eletrolítica é aquela que conduz corrente elétrica (por-
destoa dos demais por apresentarem ligações de hidrogênio. Os que contém íons dissolvidos, isto é, íons livres para transportar a
demais membros dessas séries apresentam interações intermo- corrente elétrica). Uma solução não-eletrolítica é aquela que não
leculares do tipo dipolo-dipolo. conduz corrente elétrica (porque não contém íons dissolvidos).

57 Alternativa A. 2 Uma solução iônica é aquela que contém íons dissolvidos (e, em
O NaCl é iônico e, certamente, possui ponto de fusão superior ao conseqüência da presença de íons livres, conduz corrente elétri-
das outras substâncias em questão, que são moleculares. Entre as ca). Uma solução molecular é aquela que não contém íons dissol-
restantes, a ordem crescente de pontos de fusão deve acompanhar vidos (e, por isso, não conduz corrente elétrica).
a intensidade das interações intermoleculares: (Uma solução iônica pode ser obtida dissolvendo-se em água um
Cl2 (dipolo instantâneo-dipolo induzido) ⬍ HI (dipolo-dipolo) ⬍ H2O composto iônico — por exemplo, NaCl — ou, então, um compos-
(ligação de hidrogênio) to molecular que sofra ionização — por exemplo, HCl. Já uma
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

solução molecular pode ser obtida dissolvendo-se em água um


Assim, temos Cl2 ⬍ HI ⬍ H2O ⬍ NaCl.
composto molecular que não sofra ionização — por exemplo,
sacarose.)
58 0 – Falsa. Os átomos neutros do elemento de número atômico 19
têm distribuição eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1, indicando se 4 a) Molecular, pois é formado pelo hidrogênio (que alguns auto-
tratar de metal do grupo 1 (1A), e os átomos neutros do elemen- res consideram como não-metal e outros consideram como um
to de número atômico 9 têm distribuição eletrônica 1s2 2s2 2p5, “caso único”) ligado a um não-metal.
indicando se tratar de não-metal do grupo 17 (7A). Ambos for- b) Ionização, ou seja, uma quebra da molécula que origina íons.
mam composto iônico, que é sólido nas condições ambientes. c) Sim, pois apresenta íons livres.
1 – Falsa. Um elemento X do grupo 17 (7A, grupo dos halogênios)
só pode estabelecer, com outro átomo X, uma ligação covalente. 5 a) Molecular, pois é formada pelo hidrogênio (que alguns auto-
Assim, a molécula X2 terá fórmula estrutural X k X. res consideram como não-metal e outros consideram como um
2 – Falsa. A molécula é angular como é o caso de, por exemplo, “caso único”) e pelos não-metais carbono e oxigênio.
H2O e H2S. b) Nenhuma delas. O fato de o açúcar ser molecular indica que
3 – Falsa. Um íon de metal alcalino-terroso tem carga +2. não pode sofrer dissociação iônica. E o fato de a solução ser
molecular indica que o açúcar não sofre ionização, ou seja,
não há quebra da molécula com formação de íons.
62 Alternativa A.
c) Não, pois a solução, sendo molecular, não apresenta íons livres.
Alótropos são diferentes substâncias simples formadas pelo mes-
mo elemento químico. Isso corresponde à alternativa A. As alter-
6 a) Molecular, pois é constituído de hidrogênio ligado a não-me-
nativas B, D e E, que falam em substâncias compostas, são incor-
tal (o que ocorre por ligação covalente).
retas. A alternativa C também é incorreta, pois a atomicidade pode b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas.
ser diferente em dois alótropos. Um exemplo é o caso de O2 e O3. c) Não, pois no estado líquido continua sendo um composto for-
mado por moléculas.
63 Alternativa B. d) O HBr é molecular. E o enunciado informa que sua solução
Quanto menor for a distância média entre os átomos de carbono, aquosa é eletrolítica, ou seja, conduz corrente elétrica. Deduz-
mais próximos esses átomos estarão e, portanto, maior será a den- se que, quando o HBr se dissolve em água, sofre ionização.
sidade da substância.
Como o diamante apresenta a menor distância média entre os áto- 7 a) Molecular, pois é formado por hidrogênio e não-metais.
mos, deduz-se que ele é a variedade alotrópica mais densa das b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas.
três. E a maior das densidades apresentadas é 3,5 g/cm3. Agora c) Não, pois no estado sólido continua sendo um composto for-
que temos a densidade do diamante, vamos expressar a massa de mado por moléculas.
0,175 quilate em gramas e, a seguir, calcular o volume ocupado d) Não, pois, como informa o enunciado, a solução de etanol em
por essa massa. água é molecular.
e) Nenhuma delas. Não sofre dissociação iônica porque não é
Grandezas: Massa Massa composto iônico. E deduz-se que não sofre ionização porque
em quilates em gramas sua solução aquosa é molecular, e não iônica.
1 quilate — 0,20 g
⇒ x ⫽ 3,5 䡠 10–2 g 9 a) Molecular, pois é constituída de hidrogênio ligado a não-me-
0,175 quilate — x tal (o que ocorre por ligação covalente).
b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas.
Essa é a massa (em gramas) do diamante em questão. Empregan-
c) Não, pois no estado líquido continua sendo um composto for-
do a densidade, podemos descobrir seu volume:
mado por moléculas.
Grandezas: Massa Volume d) O enunciado informa que a solução aquosa de amônia é iônica.
Portanto, tal solução é eletrolítica (conduz a corrente elétrica).
3,5 g — 1 cm3
⇒ y ⫽ 1,0 䡠 10–2 cm3 e) Ionização, pois se trata de um composto molecular cuja solu-
3,5 䡠 10–2 g — y ção aquosa é iônica.

RESOLUCOES_044_053 53 6/14/05, 16:50


54
Ca 2⫹. Assim, a substância simples citada é O 2, os ânions
Capítulo 10 monovalentes (uma carga negativa) são NO3⫺ (nitrato) e Cl⫺
(cloreto) e os cátions bivalentes (duas cargas positivas) são Fe2⫹
(ferro (II)), Mg2⫹ (magnésio) e Ca2⫹ (cálcio).
Princípios de Química As conchas de moluscos contêm grande quantidade de carbonato
de cálcio e, por isso, caracóis não sobrevivem em águas pobres
Inorgânica (I) em cálcio.

65 Alternativa B.
⫹ ⫺
H2SO4 ⫹ Ba(OH)2 → BaSO4 ⫹ 2 H2O
6 a) No H há 1 próton e no OH há 17 prótons (16 do oxigênio e
1 do hidrogênio).
66 Alternativa A.
b) No H⫹ não há elétrons e no OH⫺ há 18 elétrons (16 do oxigê-
O cátion potássio é representado por K⫹. O ânion bromato, BrO⫺3,
nio, 1 do hidrogênio e 1 que confere ao conjunto a carga glo-
deriva do ácido brômico, HBrO3 (semelhante ao clórico). Assim,
bal negativa). o bromato de potássio, (K⫹)1(BrO⫺3 )1, apresenta, na ordem indicada
Professor: Essa questão pretende mostrar que os átomos presentes pela fórmula, elemento do grupo dos metais alcalinos (K), dos
na hidroxila satisfazem à regra do octeto e que o H⫹, considerado halogênios (Br) e dos calcogênios (O).
isoladamente, não a satisfaz. Isso prepara o terreno para a com-
preensão de que, em solução aquosa, o H⫹ se acha unido à água
69 Alternativa D.
formando H3O⫹. O professor pode já falar sobre isso se julgar O carbonato de cálcio é um carbonato de metal do grupo 2. De
oportuno. acordo com o enunciado, esse sal deve ser pouco solúvel.
O cloreto de magnésio é um cloreto de metal do grupo 2. De acor-
31 (Cr3⫹)1(C18H12N3O63⫺)1 ou Cr(C18H12N3O6) ou CrC18H12N3O6 ou do com o enunciado, esse sal deve ser solúvel.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
(C18H12N3O6)Cr ou C18H12N3O6Cr O sulfato de sódio é um sulfato de metal do grupo 1. De acordo
com o enunciado, esse sal deve ser solúvel.
42 a) bissulfeto (vem do ácido sulfídrico, H2S) Assim, no que diz respeito à solubilidade, há maior probabilidade
b) bissulfito (vem do ácido sulfuroso, H2SO3) de encontrar os dois últimos dissolvidos na água do mar.
c) bissulfato (vem do ácido sulfúrico, H2SO4)
d) bicarbonato (vem do ácido carbônico, H2CO3) 70 Alternativa E.
Trata-se de um problema que o aluno deve responder por analo-
52 Alternativa C. gia. Como Cr e Mo pertencem ao mesmo grupo, possuem proprie-
O suco gástrico contém ácido clorídrico, HCl. dades semelhantes:

53 Alternativa A. CrO42⫺ substituindo Cr por Mo MoO42⫺


A equação que representa a ionização do ácido acético é:
CH3COOH B H⫹ ⫹ CH3COO⫺ Cromato Molibdato
Assim, no membro da direita, aparece H⫹ ⫹ CH3COO⫺, o que
pode ser escrito como H⫹ ⫹ H3C2O⫺2 . O íon amônio, conhecido do estudante, tem fórmula NH⫹4. Assim:
[NH ⫹4 ]2 [MoO42⫺]1 ⇒ (NH 4)2MoO4
55 Alternativa A.
Se a fórmula de um hidróxido é M(OH)2, então M deve ser um 73 Alternativa A.
metal que forma cátion bivalente M2⫹. Nas alternativas aparecem Da fórmula M(NO3)2 decorre que o cátion é bivalente: M2⫹.
dois metais, magnésio e alumínio, dos quais apenas o magnésio Assim, o sulfeto em questão terá fórmula:
forma cátion estável bivalente. [M2⫹]2 [S2⫺]2 ⇒ M2S2 ⇒ MS

58 Alternativa E. 74 Alternativa E.

Suco de limão — caráter ácido. A fórmula dada é: [Ca2⫹]x[PO3⫺4 ]3[OH ]1
Soda cáustica, amoníaco e leite de magnésia — caráter alcalino Podemos afirmar que:
(básico). • x íons Ca2⫹ contribuem com 2x cargas positivas;
Álcool e detergente — meios próximos do neutro. • 3 íons PO43⫺ contribuem com 9 cargas negativas;
• 1 íon OH⫺ contribui com 1 carga negativa.
60 Alternativa D. No composto dado, a carga total positiva deve ser igual à carga
Como enxofre (S) e selênio (Se) pertencem ao grupo 16 (6A), total negativa para que haja neutralidade elétrica. Assim:
podem fazer duas ligações covalentes e ligar-se a dois átomos de
hidrogênio, formando H2S e H2Se. 2x ⫽ 9 ⫹ 1 ⇒ 2x ⫽ 10 ⇒ x⫽5

Professor: Nesse exercício é oportuno comentar que ácido Professor: Esse é um exercício no qual os alunos quase sempre
sulfídrico é o nome que designa o H2S quando dissolvido em água, encontram dificuldade. Cabe salientar que, em se tratando de um
situação em que ele mostra seu caráter ácido, ao se ionizar e libe- sal com mais de um cátion e/ou ânion, não valem “regrinhas prá-
rar H⫹. A expressão sulfeto de hidrogênio, por outro lado, é mais ticas” como a que se costuma usar em casos como:
ampla e pode ser usada para denominar o H2S também quando
fora da água. Da mesma maneira, HCl é chamado ácido clorídri- [Ca2⫹]3 [PO43⫺]2 ⇒ Ca3(PO4)2
co quando em água. Fora dela, no entanto, é mais corretamente Percebe-se que no Ca3(PO4)2 temos 6 cargas positivas (dos 3 íons
denominado cloreto de hidrogênio. Ca2⫹), que são compensadas por 6 cargas negativas (dos 2
íons PO43⫺).
61 Alternativa E. Esse exercício propicia, portanto, uma oportuna discussão sobre o
As espécies químicas mencionadas no texto podem ser represen- que está em jogo quando fazemos uma fórmula de um composto
tadas pelas fórmulas O2, CO2, NO3⫺, SO42⫺, Cl⫺, PO3⫺ ⫹ ⫹
4 , Na , K ,
iônico: obter uma fórmula na qual esteja implícito o fato de a
Fe2⫹/Fe3⫹ (a designação “ferro”, nesse caso, é ambígua), Mg2⫹ e carga positiva ser cancelada pela negativa e vice-versa.

RESOLUCOES_054_068 54 6/14/05, 16:53


55
78 Alternativa C. Assim, no carbonato de cálcio, temos ligações iônicas (entre Ca2⫹
Ao se dissolverem em água, tanto LiOH quanto KNO3 (substâncias e CO32⫺) e covalentes (entre C e O no ânion carbonato):
iônicas) sofrem dissociação iônica, fornecendo solução eletrolítica.
2⫺
Ao se dissolver em água, o H2SO4 (substância molecular) sofre O

l
ionização, formando solução eletrolítica. 2⫹
A glicose, C6H12O6, é uma substância molecular que, diferente- [Ca] C

k
k
mente do H2SO4, não sofre ionização ao se dissolver em água. Sua O O
solução é não-eletrolítica.
Carbonato de cálcio
82 Alternativa C.
As características apresentadas referem-se a uma substância iônica. 87 Alternativa D.
Uma substância iônica é sólida nas condições ambientes graças à Nas substâncias I2, NH3 e NCl3 as ligações são covalentes.
intensa atração eletrostática entre os íons do retículo cristalino
iônico, atração que também explica o fato de compostos iônicos IkI HkNkH Cl k N k Cl

k
apresentarem, em geral, alto ponto de fusão.
H Cl
Essa intensa atração não permite que uma camada de íons deslize em
relação a outra camada, quando submetemos um cristal iônico a um Na substância KI a ligação é iônica.
esforço mecânico. Assim, se o esforço aplicado for muito intenso, o [K]⫹ [I]⫺
cristal sofrerá uma quebra em vez de se deformar. Por isso, cristais Na substância KOH há ligação covalente (entre O e H) e ligação
iônicos não se deformam com facilidade, mas são quebradiços. iônica (entre K⫹ e OH⫺).
Quando uma substância iônica está fundida ou em solução aquo- ⫺

sa, os íons apresentam mobilidade e o material conduz a corrente [Na] O H
elétrica.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

88 Alternativa D.
2 2 6 1
83 Alternativa B. 11A: 1s 2s 2p 3s (é metal do grupo 1, ou 1A)
2 2 4
Ao se dissolver em água: 8B: 1s 2s 2p (é não-metal do grupo 16, ou 6A)
1
I. (sal) sofre dissociação iônica; 1C: 1s (é o hidrogênio)
II. não sofre dissociação iônica nem ionização; Entre A (metal) e B (não-metal) há ligação iônica. Entre B (não-
III. não sofre dissociação iônica nem ionização; metal) e C (hidrogênio) há ligação covalente, que, graças à dife-
IV. (sal) sofre dissociação iônica; rença de eletronegatividade entre B e C, será polar.
V. (ácido) sofre ionização; e Professor: A é o sódio, B é o oxigênio, C é o hidrogênio, e o com-
VI. (sal) sofre dissociação iônica. posto ABC é NaOH. Esse exercício propicia uma oportunidade
Assim, apenas I, IV, V e VI originam solução aquosa que conduz para elaborar e discutir em sala a fórmula eletrônica do hidróxido
corrente elétrica. de sódio, mostrando que todos os átomos estão estáveis, de acor-
do com a teoria do octeto:
85 Alternativa C. ⫺

Ao dissolver um sal (que é um composto iônico) em água, ele [Na] O H
sofre dissociação iônica, ou seja, seus íons se separam e ficam
Hidróxido de sódio
rodeados pelas moléculas de água (hidratados). No caso do nitra-
to de potássio, sólido, formado pelos íons K⫹ e NO⫺3 , o processo
pode ser representado assim:
H2O
Em equação: K⫹NO⫺3 (s) → K⫹(aq) ⫹ NO⫺3 (aq)
Em palavras: O composto sólido KNO3, que é formado pelos
íons K⫹ e NO⫺3 , ao se dissolver em água, sofre dissociação iônica,
Capítulo 11
fornecendo uma solução na qual estão presentes os íons K⫹ e NO⫺3
aquosos.
A alternativa C mostra uma maneira também correta de represen-
Princípios de Química
tar o processo acima. As outras não. Inorgânica (II)
Professor: Esse exercício permite salientar que dissolver não é o
mesmo que dissociar. Dissolver é o ato de fazer uma solução (isto
é, mistura homogênea). É um termo que pode ser empregado para 4 a) Grandezas: Massa Porcentagem
as mais variadas substâncias (HCl, NH3, açúcar, NaCl, NaOH e
200 g — 100%
outras) quando estão sendo misturadas com água. Por outro lado, x ⫽ 20 g
x — 10% ⇒
dissociar significa separar. Assim, dissociação iônica é a separa- y ⫽ 40 g
y — 20%
ção de íons (que já existem previamente), que acontece quando
uma substância iônica se dissolve em água. Esta última também A embalagem contém 20 g de pó de giz e 40 g de óxido de
não deve ser confundida com ionização, que é a formação de íons, zinco.
que ocorre quando ácidos e amônia (compostos moleculares) se b) A fórmula do óxido é ZnO e a do sal é CaSO4.
dissolvem em água.
10 Pelas informações dadas no enunciado, os reagentes são NO2 e
86 Alternativa E. H2O e os produtos são HNO3 e HNO2. Assim, colocamos essas
O íon carbonato está relacionado ao ácido carbônico: fórmulas na equação química e, finalizando, fazemos o
balanceamento da equação:
O O
2 NO2 ⫹ H2O → HNO3 ⫹ HNO2
l

C C Professor: Exercícios como esse começam a preparar o aluno para


k

k
k


HkO OkH O O⫺ equacionar uma reação qualquer, tendo recebido como informa-
Ácido carbônico Ânion carbonato ção quais são os reagentes e produtos. Esse assunto será trabalha-
(ligações covalentes entre C e O) do em mais profundidade no capítulo seguinte.

RESOLUCOES_054_068 55 6/14/05, 16:53


56
20 Pelas informações dadas no enunciado, os reagentes são Na2O2 e medidas corretivas de acidez, tais como a calagem, adição de cal
H2O e os produtos são NaOH e O2. Colocamos essas fórmulas na virgem ou cal hidratada.
equação química e fazemos o balanceamento: III é incorreta. A transpiração dos vegetais é a perda de água dire-
2 Na2O2 ⫹ 2 H2O → 4 NaOH ⫹ O2 tamente na forma de vapor, fato que não atenua a presença de
ácidos na chuva nem os prejuízos que isso traz ao ambiente.
32 a) Nome comercial do ácido clorídrico (razoavelmente impuro).
b) O HCl é um gás nas condições ambientes e encontra-se dissol- 69 Alternativa A.
vido em água formando a solução mencionada. A névoa prova- I é plausível porque, à medida que a concentração de NO diminui,
velmente se deve ao HCl gasoso que se desprendeu da solução. a de NO2 sofre aumento. Além disso, sabe-se que o NO reage com
c) 2 HCl ⫹ Ca(OH)2 → CaCl2 ⫹ 2 H2O O2 formando NO2:
2 NO ⫹ O2 → 2 NO2
39 As propriedades mostradas para o “ácido oximuriático” corres-
II é plausível porque veículos emitem CO e o gráfico mostra picos
pondem ao que atualmente chamamos de gás cloro. É um gás nas
de concentração de CO nos horários em que costuma haver tráfe-
condições ambientes, possui odor forte, é tóxico e tem cor amare-
go mais intenso.
lo-esverdeada.
III não parece plausível porque veículos emitem óxidos de nitro-
A última das propriedades citadas merece comentário mais deta-
gênio qualquer que seja o horário de circulação.
lhado. Quando o cloro se dissolve em água, reage com ela:
IV não parece plausível porque a estratosfera está bem longe da
Cl2 ⫹ H2O → HCl ⫹ HClO baixa atmosfera. Além disso, sabe-se que o NO2 reage com o oxi-
A solução é, portanto, ácida. Contudo, ao tentar utilizar o indica- gênio do ar produzindo ozônio:
dor ácido-base tornassol, a ação alvejante do hipoclorito (ClO⫺) NO2 ⫹ O2 → NO ⫹ O3
descora o indicador e não permite a determinação, por esse méto- o que é coerente com o fato de, em linhas gerais, a curva de con-
do, do caráter ácido da solução. centração do O3 subir à medida que a do NO2 desce.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
44 Grandezas: Massa Porcentagem 70 Alternativa D.
60 kg — 100% Todas as amostras de água citadas apresentam íons dissolvidos e,
x ⫽ 39 kg portanto, conduzem a corrente elétrica. A diferença entre elas re-
x — 65%
y ⫽ 11 kg side na concentração de íons, que está diretamente relacionada à
y — 18% ⇒
z ⫽ 6 kg condutividade elétrica. Das opções apresentadas, a água do mar
z — 10%
w ⫽ 2 kg é, certamente, a que possui maior concentração de íons e é a que
w — 3%
melhor conduz a corrente elétrica.
a) 39 kg do elemento químico oxigênio.
b) 11 kg do elemento químico carbono. 71 a) O ar bombeado para dentro da aparelhagem contém N2, O2,
c) 6 kg do elemento químico hidrogênio. Ar, CO2, vapor de água etc. No frasco 1 há um reagente capaz
d) 2 kg do elemento químico nitrogênio. de reter o CO2 por meio de uma reação química. Assim, o ar
que chega ao frasco II não contém CO2. No entanto a queima
56 Alternativa B. da vela produz CO2 e, conseqüentemente, a mistura de gases
CaO ⫹ H2O → Ca(OH)2 que borbulha em III inclui esse gás. Portanto haverá em III a
reação entre CO2 e Ca(OH)2, com precipitação de CaCO3 e
57 Alternativa D. turvação da solução.
SO3 ⫹ H2O → H2SO4 b) CO2 ⫹ Ca(OH)2 → CaCO3 ⫹ H2O

58 Alternativa D. 72 Alternativa E.
I é correta. De acordo com os dados apresentados, na época a O aquecimento do refrigerante provoca a expulsão do CO2 nele
água seria considerada como tendo a fórmula HO, a amônia, HN, presente. Esse é, portanto, o gás coletado no tubo de ensaio. Tra-
o ácido carbônico, CO2, e o ácido sulfúrico, SO3. ta-se de um óxido ácido.
II é correta. Atualmente, o nome ácido carbônico é dado ao H2CO3 Nenhuma das alternativas permite uma demonstração inequívoca
e o nome ácido sulfúrico, ao H2SO4. de que se trata de CO2. Porém a que indica mais certeza na identi-
Nada se pode afirmar sobre III, se está correta ou incorreta, já que ficação do CO2 é o teste com água de cal, que fica turva na presen-
não há meio de inferir qual a fórmula do ácido nítrico à época ça desse gás:
com base apenas nos dados apresentados. Porém, os dados dão a
CO2 ⫹ Ca(OH)2 → CaCO3↓ ⫹ H2O
entender que o nome “ácido ...” correspondia à fórmula que hoje
atribuímos ao óxido ácido. Seguindo essa lógica, dá a entender O uso de papel de tornassol vermelho possibilita a identificação
que o ácido nítrico deve ter sido representado por um conjunto de de materiais básicos; contudo o CO2 é óxido ácido. A fenolftaleína
átomos apenas de nitrogênio e oxigênio e, dentro dessa lógica, III é incolor na presença de ácidos e também na presença de mate-
estaria incorreta. riais neutros. O palito em brasa é um bom meio para detectar oxi-
gênio, pois, na presença desses gás, a chama fica mais viva. E a
62 Alternativa E. solução de amido permite a idenficação de iodo (fato que ainda
Se um elemento se liga ao oxigênio formando um óxido E2O de não é de conhecimento do aluno, mas que não atrapalha a resolu-
caráter básico, é de se esperar que se trate de um metal alcalino. ção desse teste, que visa a frisar a propriedade do CO2 de turvar a
Metais alcalinos formam cátions monovalentes (E⫹) e seus óxi- água de cal).
dos têm caráter básico. Das opções apresentadas, apenas o potás-
sio é metal alcalino. 73 Alternativa A.
Na combustão completa do etanol forma-se, além da água, dióxido
68 Alternativa C. de carbono, CO2.
I é correta. Se a chuva contendo ácidos escorrer até mananciais de Nesse óxido, as ligações são do tipo covalente polar, pois carbo-
água, poderá provocar aumento de sua acidez e, conseqüentemen- no e oxigênio são não-metais com diferentes eletronegatividades.
te, a morte de peixes. E o composto é um óxido ácido, visto que reage com água produ-
II é correta. A chuva ácida pode provocar aumento da acidez do zindo ácido:
solo e, para que este seja usado no plantio, podem ser necessárias CO2 ⫹ H2O → H2CO3

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75 Alternativa A. lante no estado sólido (25ºC), concluímos que não é substância
O vidro é obtido do dióxido de silício (SiO2), componente princi- metálica. Portanto, é molecular.
pal da areia, e o alumínio é obtido da alumina (Al2O3), componen- A substância C é condutora de eletricidade no estado sólido (25ºC
te principal da bauxita. e 1.000ºC), o que evidencia ser metálica.
Assim, conforme a alternativa A, a reciclagem de vidro e de alu- Finalmente, vamos analisar o caso do composto D. Devido aos
mínio acarreta redução da retirada de areia e de bauxita da nature- valores muito elevados dos pontos de fusão e de ebulição, deve
za, bem como economia de energia, pois a obtenção desses mate- ser uma substância iônica ou metálica. Contudo, como é isolante
riais a partir das matérias-primas naturais requer consumo no estado sólido (25ºC e 1.000ºC), não pode ser metálica. Assim,
energético maior do que a reciclagem. concluímos que deve tratar-se de um composto iônico.
As alternativas mencionam também outros recursos minerais re-
levantes. 83 Alternativa D.
• A argila (composta de aluminossilicatos) é usada para produzir O teste com o palito aceso revela que Y é o gás hidrogênio (H2),
materiais cerâmicos. pois ele reage violentamente com o oxigênio (no caso, oxigênio
• A hematita (Fe2O3) é minério usado na produção de ferro. da atmosfera) formando água. Essa água, produzida no estado
• A apatita (fosfato de cálcio) é usada na obtenção de fósforo, vapor, condensa-se ao encontrar as paredes do tubo de vidro, à
ácido fosfórico e fosfatos. temperatura ambiente. Isso aponta para as alternativas B e D.
• A galena (PbS) é minério de chumbo. O teste feito com o papel de tornassol azul (cor característica des-
• A pirolusita (MnO2) é minério de manganês. se indicador em meio básico), no qual ele passa a vermelho (cor
• A gipsita (CaSO4 hidratado) é matéria-prima para produzir giz e característica desse indicador em meio ácido), revela que o gás Z
gesso. produziu meio ácido ao se dissolver em água (lembre-se de que a
tira de papel está umedecida). Entre as opções, temos o CO2 e o
79 Alternativa E. SO2, óxidos ácidos. Assim, a alternativa D é a única que concilia
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

I é correta porque uma solução aquosa alcalina (básica) reage com corretamente Y e Z. Nessa alternativa, X é o gás nitrogênio, que
o CO2 (óxido ácido), mas não com o H2. Assim, os gases podem não é ácido (por isso não provocou alteração na cor do papel de
ser separados por esse método. tornassol) e não é combustível (por isso provocou a extinção da
II é correta. As substâncias O2 e N2 apresentam pontos de ebuli- chama no teste com o palito).
ção distintos, como mostram os dados do teste. Assim, se a mistu-
ra liquefeita de ambos for submetida a destilação fracionada, am- 84 Alternativa B.
bos os gases podem ser separados. Esse é, inclusive, o método A afirmativa I é correta, pois apesar de um único veículo a álcool
industrial para a separação desses dois componentes do ar. emitir mais monóxido de carbono que um a gasolina nos anos de
III é correta. A “mistura gasosa” a que a afirmativa se refere é 1998 a 2000, a frota a álcool é significativamente menor (não só
constituída de nitrogênio, hidrogênio e amônia (reagentes e pro- durante esse período de 1998 a 2000, mas também de 1992 a 1997),
duto). Como o ponto de ebulição da amônia (240 K, ou ⫺33ºC) é fazendo com que a emissão total de CO da frota a gasolina seja
significativamente superior ao dos gases nitrogênio (77 K, ou maior que a da frota a álcool.
⫺196ºC) e hidrogênio (20 K, ou ⫺253ºC), ela condensará pri- A afirmação II é correta, de acordo com o gráfico apresentado.
meiro, durante o resfriamento, podendo ser removida da mistura. A afirmação III é incorreta, pois a emissão de CO por veículo não
declinou, como seria de se esperar se tivesse havido um aprimora-
81 Alternativa A. mento tecnológico.
O fato de W ser líquido nas condições ambientes e de não condu-
zir corrente elétrica nos estados sólido e líquido indica que se tra- 85 Alternativa D.
ta de uma substância molecular. E como a solução aquosa conduz A tabela mostra que países em desenvolvimento (por exemplo,
corrente elétrica, trata-se de substância que sofre ionização ao ser Índia, África do Sul, México e Brasil) apresentam emissões glo-
dissolvida em água. Entre as alternativas, apenas o ácido acético bais e emissões per capita bem menores que a dos Estados Uni-
tem essas características. (Estamos entre as alternativas A e E.) dos. Como tais países já contribuem bem menos que os Estados
O fato de X ser sólido nas condições ambientes e conduzir corren- Unidos para as emissões de CO2, eles não devem ser alvo de tan-
te elétrica nos estados sólido e líquido indica se tratar de substân- tas restrições. Logicamente, as maiores restrições visando à dimi-
cia metálica. Entre as alternativas, temos apenas ferro e prata. nuição da presença de CO2 na atmosfera devem ser aplicadas aos
(Continuamos entre as alternativas A e E.) países que mais emitem esse gás.
O fato de Y ser líquido nas condições ambientes e de não conduzir
corrente elétrica nos estados sólido e líquido indica que se trata de
uma substância molecular. E como a solução aquosa não conduz
corrente elétrica, trata-se de substância que não sofre ionização ao
ser dissolvida em água. Entre as alternativas, temos o álcool e o
(gás) oxigênio. (Continuamos entre as alternativas A e E.)
Finalmente, como Z é sólido nas condições ambientes, não con-
Capítulo 12
duz corrente elétrica no estado sólido mas conduz no estado líqui-
do ou em solução aquosa, concluímos que se trata de uma subs- Algumas reações inorgânicas
tância iônica. Entre as opções, temos apenas o cloreto de sódio, o
que nos conduz à alternativa A. de importância
82 Alternativa E.
As substâncias A, C e D apresentam pontos de fusão e de ebulição 13 a) Não, pois cobre não é mais reativo que níquel.
relativamente elevados, o que indica que não são moleculares. b) Sim, pois magnésio é mais reativo que estanho.
O composto A é isolante no estado sólido (25ºC) e condutor no c) Sim, pois níquel é mais reativo que mercúrio.
estado líquido (1.000ºC), o que indica que é iônico. d) Sim, pois magnésio é mais reativo que hidrogênio.
A substância B, por apresentar ponto de fusão e de ebulição rela- e) Não, pois prata não é mais reativa que cálcio.
tivamente baixos, provavelmente é molecular. Se não for, é um f) Não, pois ouro não é mais reativo que hidrogênio.
dos poucos metais com baixo ponto de fusão. Porém, como é iso- g) Sim, pois estanho é mais reativo que hidrogênio.

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58
17 a) Cu ⬍ Pb ⬍ Mg, pois magnésio desloca cobre e chumbo; chum- Usando III se observará precipitação em apenas um dos casos,
bo desloca cobre, mas não desloca magnésio; e cobre não des- permitindo a diferenciação:
loca magnésio nem chumbo. As reações que ocorreram po- NaCl ⫹ Na2SO4 → não forma precipitado
dem ser assim equacionadas: CaCl2 ⫹ Na2SO4 → 2 NaCl ⫹ CaSO4↓
Mg ⫹ Cu(NO3)2 → Cu ⫹ Mg(NO3)2 Professor: Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos es-
Pb ⫹ Cu(NO3)2 → Cu ⫹ Pb(NO3)2 tudantes nesse tipo de exercício (o clássico tipo de “identificar
Mg ⫹ Pb(NO3)2 → Pb ⫹ Mg(NO3)2 soluções em frascos sem rótulo”) está na visualização da situação
b) Mg ⬍ Pb ⬍ Cu, pois nobreza é oposto da reatividade. descrita no enunciado. Em outras palavras, a dificuldade está em
perceber que as soluções envolvidas se parecem com água pura e
18 Se apenas A e B reagem com o HCl, deduz-se que A e B são mais só reações que produzam evidências visuais diferentes em cada
reativos que o hidrogênio e C e D não. Então A e B são mais caso permitem realizar a diferenciação pretendida.
reativos que C e D.
Como C é capaz de deslocar D, então C é mais reativo que D. 30 HCl ⫹ NaHCO3 → NaCl ⫹ H2CO3
E como B é capaz de deslocar A, então B é mais reativo que A. Substituindo H2CO3 por H2O ⫹ CO2, temos:
Portanto, a ordem decrescente de reatividade é B ⬎ A ⬎ C ⬎ D.
a) B é o mais reativo. HCl ⫹ NaHCO3 → NaCl ⫹ H2O ⫹ CO2
b) D é o mais nobre (menos reativo).
Professor: Esse exercício permite mostrar aos alunos uma impor-
19 a) Não, pois iodo não é mais reativo que bromo. tante conclusão: “bicarbonatos reagem com ácidos liberando
b) Não, pois bromo não é mais reativo que cloro. gás carbônico”.
c) Sim, pois cloro é mais reativo que enxofre.
d) Sim, pois flúor é mais reativo que cloro. 31 2 HCl ⫹ CaCO3 → CaCl2 ⫹ H2CO3
Substituindo H2CO3 por H2O ⫹ CO2, temos:
22 A equação da reação de precipitação é:

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
CaBr2 ⫹ K2CO3 → 2 KBr ⫹ CaCO3 2 HCl ⫹ CaCO3 → CaCl2 ⫹ H2O ⫹ CO2
Essa reação ocorre.
O gás liberado é o gás carbônico (CO2).
Se a reação entre NaBr e K2CO3 ocorresse, teríamos:
2 NaBr ⫹ K2CO3 → 2 KBr ⫹ Na2CO3
Professor: Esse exercício permite mostrar aos alunos uma impor-
Essa reação não ocorre.
tante conclusão: “carbonatos reagem com ácidos liberando gás
Se ela acontecesse, produziria um precipitado: KBr ou Na2CO3.
carbônico”.
Como ela não acontece, concluímos que KBr e Na2CO3 são solú-
veis em água, ou seja, não precipitam.
32 NH4NO3 ⫹ NaOH → NaNO3 ⫹ NH4OH
Voltando à reação entre CaBr2 e K2CO3, cujos produtos são KBr e
Substituindo NH4OH por NH3 ⫹ H2O, temos:
CaCO3, podemos dizer que, como o KBr não é o precipitado, en-
tão só pode ser o CaCO3. Portanto:
NH4NO3 ⫹ NaOH → NaNO3 ⫹ NH3 ⫹ H2O
CaBr2 ⫹ K2CO3 → 2 KBr ⫹ CaCO3 ↓
O gás liberado é a amônia (NH3) que, ao se dissolver em água,
produz solução alcalina (básica). Em solução alcalina, o tornassol
23 A equação da reação de precipitação é:
fica azul e a fenolftaleína, rósea.
BaCl2 ⫹ Na2SO4 → 2 NaCl ⫹ BaSO4
Essa reação ocorre.
33 Ao misturar um pouco de solução de ácido clorídrico com amos-
Se a reação entre KCl e Na2SO4 ocorresse, teríamos:
2 KCl ⫹ Na2SO4 → 2 NaCl ⫹ K2SO4 tras dos três líquidos, teríamos evidências visuais diferentes nos
Essa reação não ocorre.
três casos, que nos permitiriam identificar os líquidos.
Se ela acontecesse, produziria um precipitado: NaCl ou K2SO4. As evidências são: liberação de gás (CO2) no caso do Na2CO3 e
Como ela não acontece, concluímos que NaCl e K2SO4 são solú- formação de precipitado (AgCl) no caso do AgNO3. Não se ob-
veis em água, ou seja, não precipitam. servaria precipitação nem liberação de gás no caso da água.
Voltando à reação entre BaCl2 e Na2SO4, cujos produtos são NaCl As equações das duas reações envolvidas são:
e BaSO4, podemos dizer que, como o NaCl não é o precipitado, 2 HCl ⫹ Na2CO3 → 2 NaCl ⫹ H2O ⫹ CO2↑
então só pode ser o BaSO4. Portanto: HCl ⫹ AgNO3 → AgCl↓ ⫹ HNO3

BaCl2 ⫹ Na2SO4 → 2 NaCl ⫹ BaSO4↓ 34 Ao misturar um pouco de solução de ácido sulfúrico com amos-
tras dos três líquidos, teríamos evidências visuais diferentes nos
27 Usando I nada se observará: três casos, que nos permitiriam identificar os líquidos.
As evidências são: liberação de gás (CO2) no caso do Na2CO3 e
NaCl ⫹ KBr → não forma precipitado
formação de precipitado (CaSO4) no caso do CaCl2. Não se obser-
CaCl2 ⫹ KBr → não forma precipitado varia precipitação nem liberação de gás no caso da água.
Usando II se observará precipitação em ambos os casos: As equações das duas reações envolvidas são:
NaCl ⫹ AgNO3 → AgCl↓ ⫹ NaNO3 H2SO4 ⫹ Na2CO3 → Na2SO4 ⫹ H2O ⫹ CO2↑
CaCl2 ⫹ 2 AgNO3 → 2 AgCl↓ ⫹ Ca(NO3)2 H2SO4 ⫹ CaCl2 → CaSO4↓ ⫹ 2 HCl

40 a) Mg(s) ⫹ 2 HBr(aq) → H2(g) ⫹ MgBr2 (aq)



Mg(s) ⫹ 2 H(aq) ⫹ 2 Br⫺(aq) → H2(g) ⫹ Mg2(⫹aq) ⫹ 2 Br⫺(aq)

⫹ ⫹
Mg(s) ⫹ 2 H(aq) → H2(g) ⫹ Mg2(aq)

b) Zn (s) ⫹ 2 AgNO3 (aq) → 2 Ag (s) ⫹ Zn(NO3)2 (aq)


Zn (s) ⫹ 2 Ag(aq) ⫹ 2 NO⫺3 (aq) → 2 Ag (s) ⫹ ⫹
Zn2(aq) ⫹ 2 NO⫺3 (aq)

⫹ ⫹
Zn (s) ⫹ 2 Ag(aq) → 2 Ag (s) ⫹ Zn2(aq)

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59
42 Alternativa 02. reações de deslocamento (alternativas B e D). Uma delas (B) en-
As equações balanceadas são: volve deslocamento do ânion (Br⫺) e a outra (D), deslocamento
I. 2 LiI ⫹ Cl2 → 2 LiCl ⫹ I2 do cátion (Ag⫹).
II. 3 CuSO4 ⫹ 2 Al → Al2(SO4)3 ⫹ 3 Cu
III. FeCl2 ⫹ H2SO4 → FeSO4 ⫹ 2 HCl 52 Alternativa A.
O HCl reage com o Na2CO3, numa reação que libera gás carbônico
43 Alternativa 01. e que pode ser assim equacionada:
01 é verdadeira, pois LiI e LiCl são formados por metal (Li) e 2 HCl(aq) ⫹ Na2CO3(aq) → 2 NaCl(aq) ⫹ H2O(l) ⫹ CO2(g)
não-metal (I ou Cl).
02 é falsa, pois entre o cátion metálico (Cu2⫹ ou Al3⫹) e o ânion 53 Alternativa C.
(SO2⫺4 ) há ligação iônica.
Trata-se de uma reação de dupla troca em que, nas condições am-
03 é falsa porque FeCl2 é sal e HCl é ácido. bientes, um dos produtos é sólido (o sulfato de cálcio, CaSO4),
04 é falsa. Alumínio e cobre são metais com elevado ponto de outro é líquido (a água, H2O) e outro é gasoso (o dióxido de car-
fusão. bono, CO2).
05 é falsa, pois apesar de o cloro, Cl2, ser gasoso nas condições
ambientes, o iodo, I2, é sólido. 54 Alternativa B.
O constituinte principal do mármore é o carbonato de cálcio
44 Alternativa 05. (CaCO3) e o constituinte do gesso é o sulfato de cálcio (CaSO4).
Na reação I, o cloro desloca o iodo e, na reação II, o alumínio O ácido presente na chuva ácida que promove a transformação de
desloca o cobre. um carbonato em sulfato é o sulfúrico (H2SO4). O processo é de
dupla troca:
45 Alternativa E. H2SO4 ⫹ CaCO3 → CaSO4 ⫹ H2CO3
Dos quatro metais envolvidos, apenas zinco e magnésio são mais Substituindo o H2CO3 por H2O ⫹ CO2, chegamos a:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

reativos que o hidrogênio. Assim, o HCl reage com (corrói) ape-


nas esses dois metais. As equações são: H2SO4 ⫹ CaCO3 → CaSO4 ⫹ H2O ⫹ CO2
Zn(s) ⫹ 2 HCl(aq) → H2(g) ⫹ ZnCl2(aq)
55 Alternativa A.
Mg(s) ⫹ 2 HCl(aq) → H2(g) ⫹ MgCl2(aq)
HCl ⫹ NaHCO3 → NaCl ⫹ H2CO3
46 Alternativa B. Substituindo H2CO3 por H2O ⫹ CO2, temos:
De modo geral, as substâncias que têm brilho metálico e que con- HCl(aq) ⫹ NaHCO3(aq) → NaCl(aq) ⫹ H2O(l) ⫹ CO2(g)
duzem bem corrente elétrica no estado sólido são as substâncias Cloreto de Dióxido de
sódio carbono
metálicas. As quatro alternativas mostram substâncias metálicas.
(sal) (óxido)
Dentre elas, apenas o magnésio é mais reativo que o hidrogênio e
reage, portanto, com HCl liberando gás hidrogênio.
57 Alternativa E.
Mg(s) ⫹ 2 HCl(aq) → H2(g) ⫹ MgCl2(aq)
Carbonatos reagem com ácidos produzindo gás carbônico. Entre
Cobre, platina e prata são menos reativos que o hidrogênio e não
as alternativas, há apenas um ácido, o H2SO4. A reação pode ser
reagem com HCl. O cobre, além disso, é avermelhado.
assim equacionada:
H2SO4 ⫹ Na2CO3 → Na2SO4 ⫹ H2CO3
48 Alternativa B.
Substituindo H2CO3 por H2O ⫹ CO2, temos:
A frase “podemos testar a presença de cloro na água utilizando o
iodeto de potássio” se refere à reação entre Cl2 e KI (reação de H2SO4(aq) ⫹ Na2CO3(s) → Na2SO4(aq) ⫹ H2O(l) ⫹ CO2(g)
deslocamento), que ocorre porque o cloro é mais reativo que o
iodo:
Cl2(aq) ⫹ 2 KI(aq) → I2(s) ⫹ 2 KCl(aq) 58 Alternativa C.
ou Na reação I, duas substâncias em solução (HCl e AgNO3) reagem,
Cl2(aq) ⫹ 2 I⫺(aq) → I2(s) ⫹ 2 Cl⫺(aq) produzindo o precipitado branco cloreto de prata:
HCl(aq) ⫹ AgNO3(aq) → AgCl(s) ⫹ HNO3(aq)
O iodo produzido é um sólido escuro, cuja formação é evidência
ou
visual de que ocorreu a reação. Ag⫹(aq) ⫹ Cl⫺(aq) → AgCl(s)
Trata-se de uma reação de deslocamento e, portanto, A, D e E são Na reação II, o alumínio desloca o hidrogênio da solução aquosa
falsas. Nessa reação, o cloro desloca o iodo porque é mais reativo de HCl ocorrendo, portanto, liberação de gás hidrogênio.
que ele. Portanto, B é correta. 2 Al(s) ⫹ 6 HCl(aq) → 3 H2(g) ⫹ 2 AlCl3(aq)
A alternativa C é falsa porque o KCl é solúvel em água. ou
2 Al(s) ⫹ 6 H⫹(aq) → 3 H2(g) ⫹ 2 Al3(⫹aq)
49 Alternativa E. Na reação III, uma substância sólida branca em suspensão na água
Trata-se de um processo em que o cloro desloca o iodo. (Mg(OH)2) reage com HCl aquoso (neutralização ácido-base) pro-
duzindo água e um sal solúvel (MgCl2). No processo, ocorre de-
Cl2(g) ⫹ 2 NaI(aq) → I2(s) ⫹ 2 NaCl(aq) saparecimento de todo o sólido ou de parte dele, dependendo da
quantidade de ácido empregado:
ou
2 HCl(aq) ⫹ Mg(OH)2(s) → MgCl2(aq) ⫹ 2 H2O(l)
Cl2(aq) ⫹ 2 I⫺(aq) → I2(s) ⫹ 2 Cl⫺(aq) ou
2 H⫹(aq) ⫹ Mg(OH)2(s) → Mg2⫹(aq) ⫹ 2 H2O(l)

50 Alternativa E. 59 Alternativa C.
2 Na(s) ⫹ 2 H2O(l) → 2 NaOH(aq) ⫹ H2(g) I e III são bases, II e V são sais e IV é ácido.

51 Alternativa D. 60 Alternativa A.
Deve-se entender por reação de deslocamento de cátion aquela O hidróxido de magnésio, Mg(OH)2, é componente do leite de
em que há simples troca envolvendo o cátion da substância com- magnésia. O bicarbonato de sódio, NaHCO3, é componente de pro-
posta. Entre as opções apresentadas, apenas duas correspondem a dutos digestivos efervescentes.

RESOLUCOES_054_068 59 6/14/05, 16:53


60
61 Alternativa C. 69 Alternativa E.
HCl ⫹ NaHCO3 → NaCl ⫹ H2O ⫹ CO2↑ Como a solução A deixa a fenolftaleína rósea, conclui-se que ela
é básica. (O fato de as outras soluções deixarem a fenolftaleína
62 Alternativa A. incolor não garante que sejam ácidas; podem ser neutras.) Como
Dos sais apresentados, o carbonato de cálcio é aquele que reage a solução C provoca liberação de gás ao reagir com carbonato de
com ácido clorídrico com liberação de gás carbônico: sódio, conclui-se que ela é ácida. (Carbonatos e bicarbonatos rea-
2 HCl(aq) ⫹ CaCO3(s) → CaCl2(aq) ⫹ H2O(l) ⫹ CO2(g) gem com ácidos liberando gás carbônico.)

63 Alternativa D. 70 Alternativa B.
O dióxido de carbono é incolor, é inodoro, não é combustível nem NH4I ⫹ KOH → KI ⫹ NH4OH
é comburente. Substituindo NH4OH por NH3 ⫹ H2O, temos:
NH4I ⫹ KOH → KI ⫹ NH3 ↑ ⫹ H2O
64 Alternativa D. O gás liberado é a amônia (NH3).
Tanto Na2CO3 quanto Mg(OH)2 reagem com HCl, neutralizando-o.
71 Alternativa C.
HCl(aq) ⫹ NaHCO3(aq) → NaCl(aq) ⫹ H2O(l) ⫹ CO2(g)
Água sanitária é uma solução aquosa de hipoclorito de sódio
2 HCl(aq) ⫹ Mg(OH)2(s) → MgCl2(aq) ⫹ 2 H2O(l)
(NaClO). O íon hipoclorito (ClO⫺) é bactericida e alvejante.
Já o ácido acético, CH3COOH, além de não neutralizar o HCl,
O fermento em pó contém bicarbonato de sódio (NaHCO3) que,
corresponderia a mais ácido dentro do estômago.
ao reagir com um ácido também nele presente, origina gás
carbônico que provoca o aumento de volume da massa.
65 Deduzimos, pelos dados finais do problema, que B é o NaCl e C é
A solução fisiológica, ou soro fisiológico, é uma solução de cloreto
o HCl.
de sódio (NaCl), na qual há 0,9% (em massa) de NaCl.
Como B é o NaCl, a reação número I permite concluir que A deve
ser o nitrato de prata. 72 Alternativa B.
Reação no I: AgNO3(aq) ⫹ NaCl(aq) → AgCl(s) ⫹ NaNO3(aq) O óxido de cálcio, ao reagir com a água, origina hidróxido de

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
A reação número IV permite deduzir que E é a água. cálcio.
Reação no IV: 2 H2O2(aq) → 2 H2O(l) ⫹ O2(g) CaO(s) ⫹ H2O(l) → Ca(OH)2(aq)
Sendo conhecidas as substâncias B, C e E, baseamo-nos na rea- O hidróxido de cálcio, dissociado em solução aquosa, origina os
ção número II para concluir que D é NaOH. íons hidroxila que, ao reagirem com íons Mg2⫹ da água do mar,
Reação no II: HCl(aq) ⫹ NaOH(aq) → NaCl(aq) ⫹ H2O(l) causam a precipitação de hidróxido de magnésio.
Finalmente, sendo conhecidas B e D, deduzimos que, na reação Mg2(a⫹q) ⫹ 2 OH⫺(aq) → Mg(OH)2(s)
III, J é FeCl3.
Reação no III: 3 NaOH(aq) ⫹ FeCl3(aq) → Fe(OH)3(s) ⫹ 3 NaCl(aq) 75 Alternativa E.
As substâncias em questão são (Hg2⫹)1(OH⫺)2 e (Pb2⫹)1(CrO2⫺
4 )1.
66 a) Sedimentação ou decantação.
b) Porque, ao se dissolver em água, a cal virgem reage com ela 76 Alternativa C.
produzindo hidróxido de cálcio: A reação de dupla troca envolvida na formação do precipitado
CaO(s) ⫹ H2O(l) → Ca(OH)2(aq) preto de que fala o enunciado é:
O hidróxido de cálcio, dissociado em solução aquosa, origina Na2S ⫹ 2 AgNO3 → Ag2S↓ ⫹ 2 NaNO3
os íons hidroxila necessários para a precipitação do hidróxido Essa equação aparece nas alternativas A e E, que, diga-se de pas-
de alumínio: sagem, são aceitáveis para representar o acontecimento. No en-
3 Ca(OH)2(aq) ⫹ Al2(SO4)3(aq) → 2 Al(OH)3(s) ⫹ 3 CaSO4(s) tanto, como o enunciado pede a equação química “mais indicada
ou, equacionando na forma iônica apenas a precipitação do para descrever a transformação química que ocorre”, somos leva-
hidróxido de alumínio, temos: dos a elaborar a equação iônica dessa reação:
Al(a3⫹q) ⫹ 3 OH⫺(aq) → Al(OH)3(s) Na2S(aq) ⫹ 2 AgNO3(aq) → Ag2S(s) ⫹ 2 NaNO3(aq)
c) Fe(OH)3, hidróxido de ferro (III) ou hidróxido férrico.
A formação pode ser assim equacionada: 2 Na⫹(aq) ⫹ S (2a⫺q) ⫹ 2 Ag⫹(aq) ⫹ 2 NO⫺3(aq) → Ag2S(s) ⫹ 2 Na⫹(aq) ⫹ 2 NO⫺3(aq)
3 Ca(OH)2(aq) ⫹ 2 FeCl3(aq) → 2 Fe(OH)3(s) ⫹ 3 CaCl2(aq)
ou S (2a⫺q) ⫹ 2 Ag⫹(aq) → Ag2S(s)
Fe3(⫹aq) ⫹ 3 OH⫺(aq) → Fe(OH)3(s)
77 Alternativa B.
67 Alternativa B. Após várias leituras atentas do enunciado (que, embora claro, pode
A alternativa A é falsa. O hidróxido de sódio reage com ambos os facilmente ser mal interpretado!), podemos elaborar o seguinte
ácidos (neutralização) e não oferece nenhum tipo de evidência esquema:
visual que seja diferente em cada caso. X(s) ⫹ Al 3( a⫹q) → Em três desses
A alternativa B é verdadeira. A solução de nitrato de bário produz X(s) ⫹ Cu (a2⫹q) → casos há
precipitado ao ser adicionada à de ácido sulfúrico, o que não ocor-
X(s) ⫹ Mg (a2⫹q) → evidência de
re com a de ácido clorídrico.
Ba(NO3)2 ⫹ H2SO4 → 2 HNO3 ⫹ BaSO4 ↓ X(s) ⫹ Zn (a2⫹q) → reação química.
Ba(NO3)2 ⫹ HCl → não há reação X representa um metal, que pode ser Al, Cu, Mg ou Zn. Estamos,
A alternativa C é falsa. O magnésio reage com ambos os ácidos, portanto, diante de um exercício que envolve reações de desloca-
produzindo gás hidrogênio, numa reação de deslocamento. mento. Entre os metais citados, o mais reativo é o magnésio. É
A alternativa D é falsa. O carbonato de sódio reage com ambos os ele, portanto, que consegue reagir com os demais:
ácidos, liberando gás carbônico. 3 Mg ⫹ 2 Al3⫹ → 2 Al ⫹ 3 Mg2⫹
A alternativa E é falsa. A fenolftaleína ficará incolor em ambos os Mg ⫹ Cu2⫹ → Cu ⫹ Mg2⫹
casos, pois são meios ácidos. Mg ⫹ Mg2⫹ → não há reação
Mg ⫹ Zn2⫹ → Zn ⫹ Mg2⫹
68 Alternativa C. A “precipitação de metal” mencionada no enunciado corresponde
a) KCl ⫹ LiOH → não há reação à formação de Al, Cu e Zn metálicos.
b) 2 HNO3 ⫹ Na2CO3 → 2 NaNO3 ⫹ H2O ⫹ CO2↑
(liberação de gás) 78 Alternativa B.
c) BaCl2 ⫹ K2SO4 → 2 KCl ⫹ BaSO4 ↓ (precipitação) Das quatro substâncias que foram dissolvidas na água, a única
d) HCl ⫹ NaOH → NaCl ⫹ H2O que reage com o cloro (Cl2) é o iodeto de sódio (NaI). Trata-se de
(reação sem evidências visuais) uma reação de deslocamento, equacionada como:
e) Zn ⫹ H2SO4 → H2 ↑ ⫹ ZnSO4 (liberação de gás) Cl2(aq) ⫹ 2 NaI(aq) → I2(aq) ⫹ 2 NaCl(aq)

RESOLUCOES_054_068 60 6/14/05, 16:53


61
Nesse processo, o cloro está deslocando o iodo. Escrevendo essa 14 Grandezas: Massa Número de grãos
equação na forma iônica, temos: 2  10–3 g — 1
Cl2(aq) ⫹ 2 I⫺(aq) → I2(aq) ⫹ 2 Cl⫺(aq) ⇒
2  106 g — x
Fica evidente, portanto, que a espécie química que reage com o
cloro é o íon iodeto (I⫺). Um dos produtos formados, o íon cloreto
⇒ x ⫽ 1  109
(Cl⫺), é incolor. O outro produto, o iodo (I2), é formado por molé-
culas apolares e, por causa disso, é pouco solúvel em líquidos A estimativa é de que a quantidade de grãos seja da ordem de um
polares (como a água) e muito solúvel em líquidos apolares (como bilhão.
o benzeno). Assim, o I2 passa preferencialmente para a fase supe-
rior (benzeno), conferindo-lhe a cor roxa observada. 15 Grandezas: Massa Número de embalagens
12 g — 1

12  106 g — x

Capítulo 13 ⇒ x ⫽ 1  106

A indústria produziu um milhão de embalagens.

Mol 16 Grandezas: Massa Número de barras


31,103 g — 1

1,000  103 g — x
1 Grandezas: Massa Número de latinhas
⇒ x ⫽ 32,15
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

370 g — 1

7,4  106 g — x Assim, o investidor teria de comprar 32,15 barras para adquirir
exatamente um quilograma de ouro. Portanto, a resposta à per-
⇒ x ⫽ 2  104 gunta é não.

A estimativa é de que haja vinte mil latinhas na carga. 17 Pelo cálculo mostrado acima, ele mais se aproximaria de um qui-
lograma ao comprar 32 barras (e não 33, pois 32,15 está mais
3 Grandezas: Massa Número de átomos próximo de 32 do que de 33).

3,8  10–23 g — 1 25 Não. A amostra de prata apresenta mais átomos. Como a massa

19 g — x molar da prata (108 g/mol) é menor que a do ouro (197 g/mol), há
maior quantidade de matéria (em mols de átomos) numa certa
⇒ x ⫽ 5  1023 massa de prata do que em uma mesma massa de ouro.
A quantidade em mols é m ... quanto menor for
A estimativa é de que existam 5  1023 átomos na amostra de 19 g n⫽
tanto maior... M a massa molar.
de sódio.
29 Grandezas: Massa Número de átomos
5 Massa das 20 moedas de 3,6 g ⫽ 20  3,6 g ⫽ 72 g
56 g — 6  1023 átomos
Massa das 10 moedas de 3,9 g ⫽ 10  3,9 g ⫽ 39 g ⇒
Massa total ⫽ 72 g ⫹ 39 g ⫽ 111 g 14 g — x
111 g ⇒ x ⫽ 1,5  1023 átomos
Massa média ⫽ ⫽ 3,7 g
30
30 Grandezas: Massa Número de átomos
6 O valor 64 u está bem “no meio” entre 63 u e 65 u, ou seja, 27 g — 6  1023 átomos
corresponde exatamente à média aritmética simples entre 63 u e ⇒
65 u. Como a porcentagem do isótopo de massa 63 u é maior, a 810 g — x
média ponderada resultará num valor mais próximo de 63 u do
⇒ x ⫽ 1,8  1025 átomos
que de 65 u. Essa média será, portanto, menor do que 64 u.
(Professor: de fato, se calcularmos a média ponderada, chegare-
31 a) Massa de prata ⫽ 2,627 g – 1,970 g – 0,635 g ⫽ 0,022 g
mos a 63,62 u.)
b) Grandezas: Massa Número de átomos
9 27 u e 27 u. A massa dos três elétrons perdidos para formar o cátion 197,0 g — 6  1023 átomos

é desprezível perante a massa do núcleo. 1,970 g — x

10 197 u para todos os três. A massa dos elétrons perdidos para for- ⇒ x ⫽ 6  1021 átomos
mar os cátions é desprezível perante a massa do núcleo.
c) Grandezas: Massa Número de átomos
11 32 u e 32 u. A massa dos dois elétrons recebidos para formar o 63,5 g — 6  1023 átomos

ânion é desprezível perante a massa do núcleo. 0,635 g — y

13 Grandezas: Massa Número de parafusos ⇒ y ⫽ 6  1021 átomos


0,5 g — 1
⇒ 32 Grandezas: Massa Número de átomos
500 g — x
201 g — 6  1023 átomos

⇒ x ⫽ 1  10 3
0,010 g — x

A estimativa é de que haja cerca de mil parafusos na embalagem. ⇒ x ⫽ 3,0  1019 átomos

RESOLUCOES_054_068 61 6/14/05, 16:54


62
33 a) Grandezas: Massa Número de átomos 41 No corpo da pessoa de 60 kg há 36 kg de água (60% de 60 kg).
7g — 6  1023 átomos Assim:
⇒ Grandezas: Massa Número
1  10–6 g — x
de moléculas
⇒ x ⫽ 8,6  1016 átomos 18 g — 6  1023 moléculas

36  10 g 3
— x
Note a grande quantidade de átomos presente na menor massa
que essa balança é capaz de medir.
⇒ x ⫽ 1,2  1027 moléculas
b) Grandezas: Massa Número de átomos
24 g — 6  1023 átomos 42 A massa molar do DDT é 354 g/mol. Assim:

1  10 g –6
— y Grandezas: Massa Número
de moléculas
⇒ y ⫽ 2,5  1016 átomos
354 g — 6  1023 moléculas

c) Grandezas: Massa Número de átomos 1,0  10 g–6
— x
201 g — 6  1023 átomos ⇒ x ⫽ 1,7  1015 moléculas

1  10 g –6
— z
43 A partir da densidade, podemos determinar a massa de 1 L (1  103 cm3)
⇒ z ⫽ 3,0  1015 átomos de tetracloreto de carbono:
Grandezas: Volume Massa
Note que a quantidade de átomos diminui à medida que a mas-
sa molar do elemento aumenta, mas a quantidade ainda é ex- 1 cm3 — 1,54 g

tremamente grande. 1,0  103 cm3 — x

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
34 a) 86 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos ⇒ x ⫽ 1,54  103 g

quatrilhão bilhão mil Calculando a massa molar do CCl4, chegamos a 154 g/mol.
Grandezas: Massa Número
trilhão milhão de moléculas
86 quatrilhões de átomos
154 g — 6  1023 moléculas
b) 25 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos ⇒
25 quatrilhões de átomos 1,54  103 g — y
c) 3 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos
⇒ y ⫽ 6  1024 moléculas
3 quatrilhões de átomos
45 Dez vezes.
35 Duas vezes.
massa de uma molécula de C6 H12 O 6 180 u
massa de um átomo de S

32 u
⫽2 ⫽ ⫽ 10
massa de um átomo de O 16 u massa de uma molécula de H2 O 18 u

36 Cinqüenta vezes. 47 Grandezas: Massa Número de moléculas


massa de um átomo de Hg 201 u 46 g — 6  1023 moléculas
⫽ ⫽ 50,25 ⇒
massa de um átomo de He 4u x — 1  109 moléculas

38 a) Dividindo 252 g por 7, chegamos a 36 g como a massa média ⇒ x ⫽ 7,7  10–14 g


por gole. Essa é a massa de um bilhão de moléculas de etanol. Ela é muitís-
b) Grandezas: Massa Número simo menor que a sensibilidade da balança, que é de 0,1 mg
de moléculas
(1  10⫺4 g). Assim, a resposta à pergunta é não.
18 g — 6  1023 moléculas

36 g — x 48 Grandezas: Massa Número de átomos
73 g — 6  1023 átomos
⇒ x ⫽ 1,2  1024 moléculas ⇒
0,073 g — x
39 a) C8H18
b) 8  12 g/mol ⫹ 18  1 g/mol ⫽ 114 g/mol ⇒ x ⫽ 6  1020 átomos
c) Grandezas: Massa Número
Esse é o número de átomos de germânio no cristal de 73 mg. Ago-
de moléculas
ra vamos estabelecer uma relação desse número com o número de
114 g — 6  10 moléculas
23
átomos de impureza.

22,8 g — x Grandezas: Número Número de átomos
de átomos de impureza
⇒ x ⫽ 1,2  1023 moléculas de germânio

40 a) 9  12 u ⫹ 8  1 u ⫹ 4  16 u ⫽ 180 u 1  109 átomos — 1 átomo



b) 180 g/mol 6  1020 átomos — y
c) Grandezas: Massa Número
de moléculas ⇒ y ⫽ 6  1011 átomos
180 g — 6  1023 moléculas Assim, estimamos a presença de 6  1011 átomos (600 bilhões de

0,540 g — x átomos) de impureza em um cristal de apenas 73 mg e com eleva-
do grau de pureza (um átomo de impureza para cada bilhão de
⇒ x ⫽ 1,8  1021 moléculas átomos de germânio)!

RESOLUCOES_054_068 62 6/14/05, 16:54


63
49 a) Grandezas: Massa Número de bolinhas 55 a) Grandezas: Massa Quantidade
5g — 1 bolinha de matéria
⇒ 27 g — 1 mol
x — 12 bolinhas ⇒
2,7  10–3 g — x
⇒ x ⫽ 60 g
⇒ x ⫽ 1  10–4 mol
b) Grandezas: Massa Quantidade em dúzias
b) Grandezas: Massa Número de íons
60 g — 1 dúzia
⇒ 27 g — 6  1023 íons
1,2  103 g — x ⇒
2,7  10–3 g — y
⇒ x ⫽ 20 dúzias
⇒ y ⫽ 6  1019 íons

50 a) Grandezas: Massa Quantidade de matéria 59 Os dados se referem a 0,5 mol da substância. Multiplicando-os
4g — 1 mol por 2, para encontrarmos o que está presente em 1 mol, teremos:
⇒ 20 mol C : 30 mol H : 1 mol O
0,8 g — x o que indica que a fórmula molecular é C20H30O.

⇒ x ⫽ 0,2 mol 60 a) Grandezas: Massa Porcentagem


b) Grandezas: Massa Número de átomos 95 g — 100%

4g — 6  10 átomos
23 24 g — x

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

0,8 g — y ⇒ x ⫽ 25%

⇒ y ⫽ 1,2  10 átomos
23
b) Grandezas: Massa do sal Massa de Mg
95 g — 24 g
51 Grandezas: Quantidade de matéria Massa ⇒
100 kg — y
1 mol — 56 g
⇒ ⇒ y ⫽ 25 kg
0,15 mol — x
ou
Grandezas: Massa Porcentagem
⇒ x ⫽ 8,4 g
100 kg — 100%

52 Grandezas: Massa de Au Quantidade de matéria y — 25%
197 g — 1 mol
⇒ ⇒ y ⫽ 25 kg
19,7 g — x
61 Para o minério Fe2O3:
⇒ x ⫽ 0,1 mol Grandezas: Massa Porcentagem
Sabendo que há 0,1 mol de átomos de ouro em 19,7 g, vamos 160 g — 100%

determinar qual a massa de 0,1 mol de átomos de prata. 112 g — x
Grandezas: Massa de Ag Quantidade de matéria
⇒ x ⫽ 70,0%
108 g — 1 mol

y — 0,1 mol Para o minério Fe3O4:
Grandezas: Massa Porcentagem
⇒ y ⫽ 10,8 g 232 g — 100%
⇒ y ⫽ 72,4%
168 g — y
53 Há mais átomos em 5 g de crômio do que em 15 g de chumbo,
como mostram os cálculos a seguir: Há, portanto, um teor de ferro ligeiramente maior no Fe3O4.
Grandezas: Massa de Cr Quantidade de matéria
52 g — 1 mol 62 Para a uréia:
⇒ Grandezas: Massa Porcentagem
5g — x
60 g — 100%
⇒ x ⫽ 47%
⇒ x ⫽ 0,1 mol 28 g — x
Para o nitrato de amônio:
Grandezas: Massa de Pb Quantidade de matéria Grandezas: Massa Porcentagem
207 g — 1 mol 80 g — 100%
⇒ ⇒ y ⫽ 35%
15 g — y 28 g — y
Há maior quantidade de nitrogênio por grama de uréia.
⇒ y ⫽ 0,07 mol
64 a) Em um mol de CaCO3 (100 g) há um mol de cálcio (40 g).
54 Grandezas: Massa Quantidade de matéria Grandezas: Massa de CaCO3 Massa de Ca
44 g — 1 mol 100 g — 40 g
⇒ ⇒
5.060 g — x x — 36 g

⇒ x ⫽ 115 mol ⇒ x ⫽ 90 g

RESOLUCOES_054_068 63 6/14/05, 16:54


64
Essa é a massa de CaCO3 na amostra de 100 g de calcário. b) A massa da fórmula mínima C5H7N é 81 u. Considerando que
Com base nela, determinamos a porcentagem de CaCO3 nessa a fórmula molecular é (C5H7N)x ou C5xH7xNx, a massa molecular
amostra. é 81  x u.
Grandezas: Massa Porcentagem 81  x u ⫽ 162 u ⇒ x ⫽ 2
100 g — 100% Assim, a fórmula molecular da nicotina é C10H14N2.

90 g — y
75 Grandezas: Massa Porcentagem
⇒ y ⫽ 90% 100 g — 100%
Ca: 40 g — x x ⫽ 40%
b) Grandezas: Massa Porcentagem ⇒ y ⫽ 12%
C: 12 g — y
z ⫽ 48%
1t — 100% O: 3  16 g — z

z — 90%
76 Grandezas: Massa Porcentagem
⇒ z ⫽ 0,9 t 60 g — 100%
C: 2  12 g — x x ⫽ 40,0%
65 Consideremos uma amostra de 100 g dessa rocha. Dessa massa ⇒ y ⫽ 6,7%
H: 4 1g — y
total, 30 g são de cálcio (30%). z ⫽ 53,3%
Como em um mol de Ca3(PO4)2 (310 g) há três mols de cálcio O: 2  16 g — z
(3  40 g), podemos empregar essa relação para determinar a mas-
sa de Ca3(PO4)2 que contém 30 g de cálcio. 77 a) CH2O para todos.
Grandezas: Massa de Ca3(PO4)2 Massa de Ca b) São iguais, pois apresentam a mesma fórmula mínima, isto é,
a mesma proporção entre as quantidades de átomos dos ele-
310 g — 3  40 g

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
⇒ mentos formadores.
x — 30 g c) 40,0% de carbono, 6,7% de hidrogênio e 53,3% de oxigênio.

⇒ x ⫽ 77,5 g
79 Considerando uma amostra de 100 g do composto, podemos afir-
Essa é a massa de Ca3(PO4)2 que contém 30 g de cálcio e, portan- mar que nela há 75 g de carbono e 25 g de hidrogênio. Vamos
to, é a massa de Ca3(PO4)2 cálcio presente na amostra de 100 g da calcular as quantidades em mol de cada um desses elementos nes-
rocha. Assim, podemos determinar a porcentagem de Ca3(PO4)2 sa amostra.
na rocha. 75 g
Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 6,25 mol
Grandezas: Massa Porcentagem 12 g / mol
100 g — 100% 25 g
⇒ y ⫽ 77,5% Quantidade de hidrogênio ⫽ ⫽ 25 mol
77,5 g — y 1 g / mol
Assim, temos a proporção em mols C6,25H25. Dividindo por 6,25
66 Como a massa molar do H2SO4 é 98 g/mol, o problema versa so- ambos os números da proporção 6,25 : 25, passamos a expressá-
bre um mol dessa substância. Em um mol de H2SO4 há: la por meio de números inteiros, 1 : 4. A fórmula mínima é CH4 e,
a) dois mols de átomos de hidrogênio. de acordo com o enunciado, a fórmula molecular também.
b) um mol de átomos de enxofre.
c) quatro mols de átomos de oxigênio. 80 Numa amostra de 100 g do composto há 80 g de carbono e 20 g
d) 2  6  1023 átomos de hidrogênio. de hidrogênio.
e) 6  1023 átomos de enxofre. 80 g
f) 4  6  1023 átomos de oxigênio. Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 6,67 mol
12 g / mol
67 Em 58,5 g de NaCl há um mol de íons Na⫹ e um mol de íons Cl–. Quantidade de hidrogênio ⫽
20 g
⫽ 20 mol
Vamos calcular a quantidade de cátions Na⫹ em 117 g. 1 g / mol
Grandezas: Massa Número de íons Assim, temos a proporção em mols C6,67H20. Dividindo por 6,67
58,5 g — 6  1023 cátions ambos os números da proporção 6,67 : 20, passamos a expressá-
⇒ la por meio de números inteiros, 1 : 3. A fórmula mínima é CH3 e,
117 g — x
pelo dado do enunciado, deduz-se que a fórmula molecular é C2H6.
⇒ x ⫽ 1,2  1024 cátions
81 Consideremos uma amostra de 100 g do óxido A.
O número de ânions Cl– é igual ao de cátions Na⫹.
Em 117 g de NaCl há, portanto, 1,2  1024 cátions e 1,2  1024 ânions. 40 g
Quantidade de enxofre ⫽ ⫽ 1,25 mol
32 g / mol
72 A massa de uma fórmula mínima CH3O é 31 u. A fórmula
60 g
molecular é (CH3O)x, ou CxH3xOx, em que x é um número inteiro Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 3,75 mol
16 g / mol
maior que zero. Assim, a massa da molécula é 31  x u. Como a
massa da molécula é 62 u, vem que: A proporção 1,25 : 3,75 equivale a (basta dividir por 1,25) 1 : 3.
31  x u ⫽ 62 u ⇒ x ⫽ 2 A fórmula mínima é SO3. Portanto, a fórmula molecular do óxido
A também é SO3.
Assim, a fórmula molecular do etilenoglicol é C2H6O2.
Agora vamos considerar uma amostra de 100 g do óxido B.
73 A massa da fórmula C2H6N é 44 u. Na faixa mencionada está um 50 g
Quantidade de enxofre ⫽ ⫽ 1,56 mol
múltiplo de 44 u, que é 88 u. Portanto, a fórmula molecular da 32 g / mol
substância é C4H12N2 e a massa molecular pedida é 88 u.
50 g
Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 3,13 mol
74 a) 0,25 : 0,35 : 0,05 16 g / mol
Dividindo tudo por 0,05, vem: A proporção 1,56 : 3,13 equivale a (basta dividir por 1,56) 1 : 2.
5 : 7 : 1 A fórmula mínima é SO2. Portanto, a fórmula molecular do óxido
Assim, a fórmula mínima é C5H7N. B também é SO2.

RESOLUCOES_054_068 64 6/14/05, 16:54


65
82 Se considerarmos uma amostra em que haja 6 g de carbono, pode- 96 g
mos afirmar que nela haverá 1 g de hidrogênio. Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 8 mol
12 g /mol
6g
Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 0,5 mol 10 g
12 g / mol Quantidade de hidrogênio ⫽ ⫽ 10 mol
1g 1 g /mol
Quantidade de hidrogênio ⫽ ⫽ 1 mol
1 g / mol 56 g
Quantidade de nitrogênio ⫽ ⫽ 4 mol
A proporção 0,5 : 1 equivale a 1 : 2. Assim, a fórmula mínima é CH2. 14 g /mol
Como a fórmula molecular é igual à fórmula mínima multiplicada 32 g
por seis, deduzimos que a fórmula molecular é C6H12. Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 2 mol
16 g /mol
Portanto, a fórmula molecular é C8H10N4O2.
1,2 g
83 Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 0,1 mol
12 g / mol 89 a) CF2
6,4 g
Quantidade de enxofre ⫽ ⫽ 0,2 mol b) Grandezas: Massa Porcentagem
32 g / mol x ⫽ 24%
50 g — 100%
Decorre que a fórmula mínima do composto é CS2. C: 12 g — x ⇒
F: 2  19 g — y y ⫽ 76%
85 Vamos determinar a massa de nitrogênio e a de oxigênio em um
mol de clorofila. c) Grandezas: Massa de C Massa de F
Grandezas: Massa Porcentagem 12 g — 2  19 g
892 g — 100% ⇒ z ⫽ 152 g
x ⫽ 56 g 48 g — z
N: x — 6,3% ⇒
O: y — 9,0% y ⫽ 80 g d) Em 100 g de teflon:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Grandezas: Massa Número de átomos


56 g
Quantidade de nitrogênio ⫽ ⫽ 4,0 mol 50 g — 3  6  1023 átomos
14 g / mol ⇒
100 g — a
80 g
Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 5,0 mol ⇒ a ⫽ 36  1023 átomos
16 g / mol
Assim, se em um mol de clorofila há quatro mols de nitrogênio e Em 50 g de água:
cinco mols de oxigênio, concluímos que na molécula dessa subs- Grandezas: Massa Número de átomos
tância há 4 átomos de nitrogênio e 5 átomos de oxigênio. 18 g — 3  6  1023 átomos

50 g — b
86 Grandezas: Massa Porcentagem
65.000 g — 100% ⇒ b ⫽ 50  1023 átomos
⇒ x ⫽ 256 g
x — 0,394%
Portanto, há maior quantidade de átomos em 50 g de água.
256 g
Quantidade de enxofre ⫽ ⫽ 8 mol
32 g / mol 90 a) Grandezas: Massa Número de bolinhas
Assim, se em um mol de hemoglobina (65.000 g) há oito mols de 5g — 1 bolinha
enxofre, concluímos que na molécula dessa substância há 8 áto- ⇒
x — 6  1023 bolinhas
mos desse elemento.
⇒ x ⫽ 3  1024 g
87 Vamos calcular a massa de cada elemento em um mol da substân-
cia e, a seguir, determinar a quantidade em mols correspondente a 3 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 g
cada uma dessas massas.
Grandezas: Massa Porcentagem sextilhão quatrilhão bilhão mil
162 g — 100%
x ⫽ 72 g
C: x — 044,4% setilhão quintilhão trilhão milhão
y ⫽ 10 g
H: y — 006,2% ⇒ 3 setilhões de gramas!
z ⫽ 64 g
S: z — 039,5% ou
w ⫽ 16 g
O: w — 009,9%
x ⫽ 3  1018 t
72 g
Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 6 mol
12 g /mol 3 quintilhões de toneladas!
10 g b) Grandezas: Massa Número de viagens
Quantidade de hidrogênio ⫽ ⫽ 10 mol
1 g /mol 20 t — 1 viagem

64 g 3  1018 t — y
Quantidade de enxofre ⫽ ⫽ 2 mol
32 g /mol
⇒ y ⫽ 1,5  1017 viagens
16 g
Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 1 mol
16 g /mol 150 quatrilhões de viagens!
Portanto, a fórmula molecular é C6H10S2O. c) Grandezas: Tempo Número de viagens
1 ano — 3.000 viagem
88 Grandezas: Massa Porcentagem ⇒
194 g — 100% z — 1,5  1017 viagens
x ⫽ 96 g
C: x — 049,5% ⇒ z ⫽ 5  1013 anos
y ⫽ 10 g
H: y — 005,2% ⇒
z ⫽ 56 g
N: z — 028,8% 50 trilhões de anos!
w ⫽ 32 g
O: w — 016,5% (Compare com a idade estimada da Terra: 4,6 bilhões de anos!)

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66
91 Grandezas: Númerode pessoas Número de células 102 Alternativa B.
1 pessoa — 1  1014 células A molécula de HClO3 de menor massa será formada pelos isótopos
⇒ de menor massa, que são 1H, 35Cl e 16O. Assim, a molécula terá
6  109 pessoas — x massa 84 u. A molécula de HClO3 de maior massa será formada
⇒ x ⫽ 6  1023 células pelos isótopos de maior massa, que são 3H, 37Cl e 18O, e terá massa
94 u. Isso indica que a alternativa B é correta e as alternativas A e
C são incorretas.
92 A quantidade de células era da ordem de um mol.
A molécula de HClO3 com o menor número de nêutrons será forma-
da pelos isótopos de menor número de massa, que são 1H (nenhum
93 Grandezas: Massa Número de grãos
nêutron), 35Cl (18 nêutrons) e 16O (8 nêutrons), e terá 42 nêutrons ao
2  10–3 g — 1 grão todo. E a molécula de HClO3 com maior número de nêutrons será

x — 6  1023 grãos formada pelos isótopos de maior número de massa, que são 3H
(2 nêutrons), 37Cl (20 nêutrons) e 18O (10 nêutrons), e terá 52 nêu-
⇒ x ⫽ 1,2  1021 g trons ao todo. Isso evidencia que as alternativas D e E são incorretas.

94 Grandezas: Massa Quantidade em mols de grãos 103 Seja x a porcentagem de 79M e (100 – x) a porcentagem de 81M.
1,2  10 g —21
1 mol (resp. exerc. anterior) Temos que:

6  1027 g — x 79 x ⫹ 81(100 ⫺ x )
79, 90 ⫽
100
⇒ x ⫽ 5  106 mol 7.990 ⫽ 79x ⫹ 8.100 – 81x
2x ⫽ 110
95 Grandezas: Quantidade em mols Número de estrelas x ⫽ 55%
1 mol — 6  1023 estrelas Assim, há 55% de 79M e 45% de 81M.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
x — 4  1011 estrelas
104 A primeira afirmação é falsa, pois Z representa o número atômico e
A representa o número de massa. (Nota: Atualmente é mais reco-
⇒ x ⫽ 7  10 –13
mol
mendável a notação AZX em vez de ZXA. Cf. CHAGAS, A. P.; RO-
CHA-FILHO, R. C. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13.)
0,000 000 000 000 7 mol
A segunda afirmação é verdadeira, pois o cloro é halogênio.
A terceira afirmação é falsa, pois o cloro compartilha um elétron
7 na décima terceira para completar o octeto.
casa depois da vírgula A quarta afirmação é verdadeira, de acordo com a definição de
massa atômica de um elemento.
96 a) Grandezas: Altura Número de folhas A quinta afirmação é verdadeira, pois, distribuindo-se 17 elétrons
10 cm — 1  103 folhas de acordo com o diagrama das diagonais, chega-se a 1s2 2s2 2p6
⇒ 3s2 3p5.
x — 6  1023 folhas
A sexta afirmação é falsa, pois a neutralidade elétrica de um átomo
⇒ x ⫽ 6  1021 cm ocorre quando o número de elétrons é igual ao de prótons. A repre-
sentação 3175Cl se refere ao núcleo e indica 17 prótons e 18 nêutrons.
ou
107 Alternativa C.
x ⫽ 6  1016 km (pois 1 km ⫽ 103 m ⫽ 105 cm) Como a maior massa molar é a do H2S2O3, é no recipiente V que
há menos moléculas.
b) Grandezas: Tempo Distância
1 ano — 9,5  1012 km 108 Alternativa A.
⇒ Grandezas: Massa de NaNO2 Massa de salame
x — 6  1016 km
0,015 g — 100 g

⇒ x ⫽ 6,3  103 anos x — 1.000 g
A luz levaria mais de seis mil anos para percorrer a pilha de ⇒ x ⫽ 0,15 g
um mol de folhas de papel sulfite!
Grandezas: Quantidade de matéria Massa
97 Grandezas: Massa (em g) Número de átomos 1 mol — 69 g ⇒
24 g — 6  1023 átomos y — 0,15 g

x — 1 átomo ⇒ y ⫽ 2  10–3 mol
⇒ x ⫽ 4  10 –23
g
109 Alternativa B.
Os tracejados indicam interações intermoleculares do tipo ligação
98 Grandezas: Massa (em g) Número de moléculas
de hidrogênio.
18 g — 6  1023 moléculas
⇒ 110 Alternativa D.
x — 1 molécula
Para resolver, vamos determinar quantas vezes a quantidade de
⇒ x ⫽ 3  10–23 g matéria, em mols de moléculas, presente em 6,8 g de açúcar é
maior do que a presente em 42 mg de aspartame. Isso pode ser
99 Alternativa E. feito estabelecendo a razão entre ambas as quantidades:
O isótopo de maior abundância é aquele com massa 25,98259 u. 6,8 g
Isso influencia a massa atômica do elemento (média ponderada) Quantidade em mols de açúcar
⫽ 340 / mol ⫽ 143
de tal modo que ela deve estar mais próxima de 25,98259 u Quantidade em mols de aspartame 0,042 g
do que de 23,98504 u. Assim sendo, esperamos que ela seja 300 g / mol
maior que a do isótopo de massa intermediária (24,98584 u) Portanto, há 143 vezes mais moléculas de açúcar do que de
e menor que a do isótopo de maior massa (25,98259 u). aspartame nas amostras. A alternativa mais próxima disso é D.

RESOLUCOES_054_068 66 6/14/05, 16:54


67
111 Alternativa C. b) Grandezas: Quantidade em Quantidade em
NH4C7H5O2 mols de C2H3Cl mols de C
Em um mol do composto há 1 mol — 2 mol

nove mols de hidrogênio. 1,5 mol — y

⇒ y ⫽ 3 mol
112 a) Como a bolinha flutua na água e afunda no álcool, concluímos
que a densidade da bolinha é maior que a do álcool e menor c) Grandezas: Quantidade Número de
que a da água. Logo, a densidade da água é maior que a densi- em mols de C átomos de C
dade do álcool.
1 mol — 6  1023 átomos
Assim, a água está no frasco B, pois, sendo mais densa, uma
3 mol — z ⇒
mesma massa ocupa menor volume. E no frasco A está o álcool,
pois, sendo menos denso, uma mesma massa ocupa maior vo-
lume. ⇒ z ⫽ 1,8  1024 átomos
b) Frasco A
m 120 a) A mancha é um cilindro de altura muito pequena. O volume
Quantidade em mols de moléculas ⫽
46 desse cilindro (Vmancha) é igual ao produto da altura (h) pela
(pois a massa molar do etanol é 46 g/mol) área da base (A).
m Vmancha ⫽ h  A ⇒ 1,6  10–5 cm3 ⫽ h  200 cm2 ⇒
Quantidade em mols de átomos ⫽ 9  ⫽ 0,20 m
46 ⇒ h ⫽ 8  10–8 cm
(pois cada molécula de C2H6O tem 9 átomos) Como a mancha é considerada como tendo altura igual à de
Frasco B uma molécula, e como cada molécula é considerada como ocu-
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

m pando o volume de um cubo, podemos dizer que a aresta desse


Quantidade em mols de moléculas ⫽
18 cubo mede 8  10–8 cm. E o volume de um cubo é dado pela
(pois a massa molar da água é 18 g/mol) aresta elevada ao cubo. Assim:
m Vmolécula ⫽ h3 ⇒ Vmolécula ⫽ (8  10–8 cm)3 ⇒
Quantidade em mols de átomos ⫽ 3  ⫽ 0,17 m
18
(pois cada molécula de H2O tem 3 átomos) ⇒ Vmolécula ⫽ 5,12  10–22 cm3
Portanto, há mais átomos no frasco A.
b) Primeiramente, vamos determinar quantas moléculas há na
114 Grandezas: Massa Número mancha.
de átomos Grandezas: Volume Número de moléculas
197,0 g — 6  1023 átomos 5,12  10–22 cm3 — 1 molécula
⇒ x ⫽ 6,6  10 g –2

x — 2  1020 átomos ⇒
1,6  10 cm
–5 3
— x
Grandezas: Massa Preço (R$) ⇒ x ⫽ 3,125  1016 moléculas
1,0 g — 17,00 Agora, usando a densidade, vamos calcular qual a massa de
⇒ y ⫽ 1,12
6,6  10–2 g — y ácido presente na mancha.
Assim, o custo do ouro usado é R$ 1,12. Grandezas: Volume Massa
1 cm3 — 0,9 g
115 Alternativa D. ⇒ y ⫽ 1,44  10–5 g
Grandezas: Número de átomos Porcentagem 1,6  10–5 cm3 — y
6,0  1022 átomos — 100% Finalmente, como sabemos a quantidade de moléculas
⇒ (3,125  1016 moléculas) que corresponde a uma certa massa
x — 0,01%
(1,44  10–5 g), podemos montar uma regra de três para encon-
⇒ x ⫽ 6,0  1018 átomos trar quantas moléculas há em 282 g.
Grandezas: Massa Número de moléculas
Grandezas: Número de átomos Massa
1,44  10–5 g — 3,125  1016 moléculas
6,0  1023 átomos — 70 g ⇒
⇒ 282 g — z
6,0  1018 átomos — y
⇒ z ⫽ 6,1  1023 moléculas
⇒ y ⫽ 7,0  10–4 g

117 Alternativa D. 122 Alternativa C.


Grandezas: Massa Número de moléculas Grandezas: Massa Porcentagem
17 g — 6  1023 moléculas CO(NH2)2: 60 g — 100%

8,5  10–3 g — x ⇒ x ⫽ 47%
28 g — x
⇒ x ⫽ 3  1020 moléculas NH4NO3: 80 g — 100%
⇒ y ⫽ 35%
28 g — y
119 a) Grandezas: Massa Quantidade em mols
de C2H3Cl de C2H3Cl HNC(NH2)2: 59 g — 100%
⇒ z ⫽ 71%
62,5 g — 1 mol 42 g — z

93,75 g — x
(NH4)2SO4: 132 g — 100%
⇒ w ⫽ 21%
⇒ x ⫽ 1,5 mol 28 g — w

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68
124 Alternativa D. A alternativa C é falsa. A água, qualquer que seja sua fonte, é uma
Grandezas: Massa Massa substância composta dos elementos hidrogênio e oxigênio, ou
8,8 g — 176 g seja, é um composto de hidrogênio e oxigênio.
x ⫽ 72 g
C: 3,6 g — x A alternativa D é falsa, pois, a 25ºC, a água sofre evaporação. É o
⇒ y ⫽ 96 g
O: 4,8 g — y que faz, por exemplo, as roupas secarem no varal.
z⫽8g
H: 0,4 g — z A alternativa E é verdadeira, conforme indicam os cálculos a seguir.
Grandezas: Massa Porcentagem
72 g
Quantidade de carbono ⫽ ⫽ 6 mol 18 g — 100% x ⫽ 11,11%
12 g /mol
H: 2g — x ⇒
96 g O: 16 g — y y ⫽ 88,89%
Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 6 mol
16 g /mol
8g 130 Alternativa E.
Quantidade de hidrogênio ⫽ ⫽ 8 mol Grandezas: Massa NaCl Massa Na
1 g /mol
Portanto, a fórmula molecular da vitamina C é C6H8O6. 58 g —
23 g
⇒ x ⫽ 504 g
x — 200 g
126 Alternativa B. Note que utilizamos, para o cloro, a massa molar fornecida
Primeiramente, vamos determinar a massa molar da dioxina, le- (35 g  mol–1).
vando em conta que cada molécula tem 4 átomos de cloro e que
44% da massa da dioxina se deve a esse elemento químico. 131 Alternativa B.
Grandezas: Massa de dioxina Massa de cloro Em 23,2 g de magnetita há 16,8 g do elemento ferro e, portanto,
6,4 g do elemento oxigênio.
M — 4  35,5 g
⇒ 16,8 g
Quantidade de ferro ⫽ ⫽ 0,3 mol

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
100 g — 44 g
56 g / mol
⇒ M ⫽ 323 g
6,4 g
Agora vamos determinar a massa máxima de frango que uma pes- Quantidade de oxigênio ⫽ ⫽ 0,4 mol
16 g / mol
soa pode ingerir, relacionando a massa de frango com a massa de
dioxina. A proporção 0,3 : 0,4 equivale a (basta multiplicar por 10) 3 : 4.
A primeira linha da seguinte regra de três leva em conta que em um A fórmula mínima é, portanto, Fe3O4.
quilograma da ave há 2  10–13 mol de dioxina e que esse 2  10–13 mol
tem massa 2  10–13  323 g. A segunda linha relaciona a massa pe-
dida com a massa máxima de dioxina que pode ser ingerida por dia.
Grandezas: Massa de frango Massa de dioxina Capítulo 14
1 kg — 2  10–13  323 g

x — 3,23  10–11 g O comportamento físico
⇒ x ⫽ 0,5 kg dos gases
127 Alternativa C. 7 V2 ⫽ 3 V1
P1  V1 ⫽ P2  V2
980 kg 980 kg 0,98 kg
d⫽ ⫽ ⫽ ⫽ P1  V1 ⫽ P2  (3 V1)
1 m3 10 3 L L
0,98  10 g
3
0,98 g P1
⫽ ⫽ P2 ⫽
10 3 mL mL 3
Grandezas: Massa Volume
A pressão fica reduzida a um terço do valor inicial.
0,98 g — 1 mL
⇒ x ⫽ 196 g
x — 200 mL 8 P1  V1 ⫽ P2  V2
130 kPa  5,0 L ⫽ P2  0,5 L
Essa é a massa de bebida em 200 mL. Agora vamos calcular a
massa de álcool presente nessa massa de bebida. P2 ⫽ 1.300 kPa
Grandezas: Massa Porcentagem
196 g — 100% Note que o volume foi dividido por dez e a pressão ficou multipli-
⇒ y ⫽ 19 g cada por esse mesmo número.
y — 9,7%
Finalmente, vamos estimar quantas moléculas há nessa massa de
16 O trecho do enunciado que diz “recipiente fechado e indeformável”
álcool. indica que o volume interno é constante. E o fato de a temperatura
Grandezas: Massa Número de moléculas na escala kelvin triplicar pode ser expresso matematicamente como
46 g — 6,022  1023 moléculas T2 ⫽ 3 T1. Assim:

19 g — z P1 P2 P1 P2
⫽ ⇒ ⫽ ⇒ P2 ⫽ 3 P1
T1 T2 T1 3 T1
⇒ z ⫽ 2,49  1023 moléculas
A pressão final será igual ao triplo da inicial.
129 Alternativa E.
A alternativa A é falsa, pois a reciclagem natural da água (ciclo da P1 P2 1 atm P2
17 ⫽ ⇒ ⫽ ⇒ P2 ⫽ 1,5 atm
água) envolve mudanças de fase, que não são reações químicas T1 T2 300 K 450 K
(fenômenos químicos). Note que a temperatura kelvin foi multiplicada por 1,5 e, em con-
A alternativa B é falsa porque, a 1 atm de pressão, a água sofre seqüência, a pressão também foi, já que são grandezas diretamen-
fusão a 0°C e não ebulição. te proporcionais.

RESOLUCOES_054_068 68 6/14/05, 16:54


69
V1 V2 12,5 L V2 b) Grandezas: Quantidade em mols Massa
18  ⇒  ⇒ V2  25 L
T1 T2 250 K 500 K 1 mol — 2g
O volume e a temperatura kelvin são grandezas diretamente pro- ⇒
5  102 mol — y
porcionais. A temperatura duplicou e, conseqüentemente, o volu-
me também. ⇒ y  1  103 g ou
m
n ⇒ m  n  M  5  10 2 mol  2 g / mol ⇒
19 Já que a pressão não vai se alterar, estamos trabalhando com uma M
transformação isobárica.
⇒ m  1  103 g
V1 V2 15 m 3 20 m 3
 ⇒  ⇒ T2  440 K
T1 T2 330 K T2
30 Grandezas: Massa Volume
A equação fornece a temperatura na escala kelvin. Para converter
esse valor para graus Celsius, subtraímos 273 unidades, obtendo 48 g — 24,5 L
⇒ x  32,7 L
167°C. 64 g — x

P1  V1 P2  V2 31 a) Grandezas: Massa Volume


20  ⇒ 4g — 20 L
T1 T2
⇒ x1g
x — 5L
1 atm  22,4 L 0,5 atm  V2
⇒  ⇒ V2  89,6 L
273 K 546 K b) Grandezas: Massa Número de átomos
Professor, note que já temos nesse exercício um “ensaio” para a 4g — 6  1023 átomos
explicação da Lei do Gás Ideal. ⇒
1g — y
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

21 Pelo enunciado: V2  2 V1 ⇒ y  1,5  1023 átomos


T2  2 T1
P1  V1 P2  V2 P1  V1 P2  2 V1 32 Grandezas: Massa Volume
 ⇒  ⇒
T1 T2 T1 2 T1 70 g — 56 L
⇒ x  28 g
⇒ P2  P1 x — 22,4 L
Podemos afirmar, então, que a massa molar da substância é 28 g/mol
Portanto, espera-se que a pressão não se altere.
e, conseqüentemente, que sua massa molecular é 28 u.
Como a fórmula mínima CH2 tem massa 14 u, decorre que a fór-
P1  V1 P2  V2 mula molecular é C2H4.
22  ⇒
T1 T2
33 Podemos resolver essa questão empregando a equação a seguir,
150 kPa  30 L 300 kPa  V2
⇒  ⇒ V2  20 L considerando que a situação 1 seja 1 mol de gás ideal a 1 atm e
300 K 400 K 0°C e que a situação 2 seja 1 mol de gás nas condições menciona-
das em cada item.
P1  V1 P V P1  V1 P V
23 a)  2 2  2 2
T1 T2 T1 T2
Nessa equação, podemos afirmar que V1 e V2, os volumes ini-
cial e final da amostra de ar confinada na garrafa, permanecem 1 mol de gás 1 mol de gás ideal
iguais até o instante em que a pressão interna atinge o valor ideal nas CNTP em outra situação
necessário para arremessar a tampa. Assim, enquanto V1 for
1 atm  22,4 L 2 atm  V2
igual a V2, a amostra de ar sofrerá uma transformação isocórica. a)  ⇒ V2  11,2 L
273 K 273 K
P1 P2 1 atm P2
 ⇒  ⇒ P2  1,1 atm O volume molar é a metade de 22,4 L como conseqüência de a
T1 T2 300 K 330 K pressão ter duplicado.
b) Após o arremesso da tampa, sairá um pouco de ar da garrafa 2 atm  V2
1 atm  22,4 L
até que se estabeleça igualdade entre a pressão em seu interior b)  ⇒ V2  22,4 L
273 K 546 K
e a pressão ambiente. Estabelecida essa igualdade, a pressão
O volume molar se manteve 22,4 L porque a pressão duplicou,
no interior da garrafa será, portanto, 1 atm.
mas a temperatura kelvin também duplicou.