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Química - Suplemento de Apoio do Professor - Manual 1

Química - Suplemento de Apoio do Professor - Manual 1

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Manual do Professor

APRESENTAÇÃO
O livro do aluno Esta é uma coleção em três volumes para a disciplina de Química no ensino médio. O volume 1 aborda Química Geral e Inorgânica, o volume 2 trata da Físico-química e o volume 3, da Química Orgânica. Em cada volume, há certa flexibilidade quanto à ordem dos capítulos. Respeitando o encadeamento de pré-requisitos, cada professor poderá adotar a seqüência que sua experiência em sala de aula e seu conhecimento da realidade local indicarem. Como subsídio para essa escolha, considerando que alguns capítulos contêm pré-requisitos para outros, é fornecido, na página seguinte, um dos possíveis mapas de conceitos tratados neste volume. Em termos de estrutura dos capítulos, cada um se inicia com uma fotografia e com o Comentário preliminar, texto-organizador que menciona a relação entre o que será estudado no capítulo e conhecimentos prévios e/ou a relação do tema com outras partes da Química. Após essa abertura, segue-se a seção Motivação, que emprega, por exemplo, texto jornalístico, fotografia, experimento ou situação-problema para despertar a curiosidade do estudante para o que será trabalhado, em seguida, na seção Desenvolvendo o tema. Os quadros Em destaque contêm textos que pretendem ilustrar princípios vistos, oferecer informações complementares ou comentar aplicações da Química na compreensão de fatos do diaa-dia. Os quadros que aparecem nas laterais de algumas páginas, por sua vez, sugerem atividades para a aplicação de princípios estudados ou a reflexão sobre aspectos referentes a eles. As Questões para fixação aparecem ao longo dos capítulos e têm por finalidade colocar em prática os conceitos estudados. Optou-se por não colocar testes de múltipla escolha nessa seção. Ao final de cada capítulo, a série intitulada Exercícios sobre todo o capítulo contém questões dissertativas e testes de múltipla escolha de vestibulares de diversas regiões do país, incluindo alguns exercícios que relacionam diferentes partes da disciplina. As respostas das Questões para fixação e dos Exercícios sobre todo o capítulo aparecem no final do livro do aluno. Ao final do estudo com os três volumes, espera-se que o estudante adquira uma noção do campo de atuação da Química, de seu caráter científico e tecnológico, de algumas de suas aplicações e implicações. O manual do professor Para cada capítulo do livro do aluno há um capítulo correspondente no manual do professor, que se inicia com uma relação de conteúdos conceituais apresentados no livro e também de conteúdos procedimentais e atitudinais que podem ser trabalhados. Ao longo do manual também há: • comentários sobre os capítulos; • notas sobre a etimologia de termos científicos; • textos dirigidos ao professor; • propostas de atividades adicionais e • sugestões bibliográficas. No final do manual, são apresentadas as resoluções comentadas de alguns testes e questões selecionados.

Um possível mapa conceitual do volume 1
Método científico
(capítulo 1) emprega o

QUÍMICA
estuda as estuda as

Importante: Este mapa é apenas uma das muitas possibilidades de relacionar os conteúdos conceituais do volume.

Substâncias químicas
(capítulo 2)

Reações químicas
cada qual representada por uma (capítulos 3, 4, 12)

Equação química
cada qual pode estar podem participar da composição de (capítulos 4, 12)

Átomos
(capítulos 4, 5)

formada por de

Pura
(capítulo 2) representados por

Mistura
(capítulo 2) pode ser

descritos por

Elementos químicos
(capítulos 4, 5) unem-se por meio de

Símbolos
(capítulo 4)

Homogênea
reunidos na empregados para escrever as representada por meio de (capítulo 2) também chamada

Heterogênea
(capítulo 2)

Modelos atômicos
(capítulo 5)

Ligação química interatômica
(capítulo 7)

Tabela periódica
(capítulo 6)

Fórmulas
(capítulos 4, 7, 13)

Solução
(capítulos 2, 9)

pode ser

apresenta

Soluto Iônica
(capítulo 7) forma

Solvente
(capítulos 2, 9)

Covalente
(capítulo 7) forma

Metálica
(capítulo 7) forma

(capítulos 2, 9) pode ser

Não-eletrólito
(capítulo 9)

Retículo cristalino iônico
(capítulo 7)

Molécula
(capítulos 4, 7)

Retículo cristalino metálico
(capítulo 7) pode ser cada qual apresenta

Eletrólito
(capítulos 9, 10)

apresenta

une-se a outra por

apresenta

Inorgânica
(capítulos 10, 11) por exemplo

Geometria molecular
(capítulo 8)

Interação intermolecular
(capítulo 8)

Massa molecular
(capítulo 13)

Massa atômica
(capítulo 13)

que, no estado sólido, agrupa as moléculas no

Ácidos
(capítulo 10)

Bases
(capítulo 10) pode participar das chamadas

Retículo cristalino molecular
(capítulo 8) grandezas relacionadas ao conceito de

Sais
(capítulo 10)

Óxidos
(capítulo 11)

Reações inorgânicas
(capítulos 10 a 12)

revela a

Propriedades físicas dos gases
(capítulo 14)

importante para interpretar algumas das

Mol
(capítulo 13)

que permite a realização de

Cálculo estequiométrico
(capítulo 15)

que permite a realização de

Proporção em mols entre as quantidades dos participantes
(capítulo 15)

SUMÁRIO
SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo 1 – Introdução ao estudo da Química, 7 2 – Substâncias químicas, 9 3 – Introdução ao conceito de reação química, 11 4 – Do macroscópico ao microscópico: átomos e moléculas, 13 5 – Introdução à estrutura atômica, 15 6 – A tabela periódica dos elementos, 19 7 – Ligações químicas interatômicas, 22 8 – Geometria molecular e ligações químicas intermoleculares, 25 9 – Condutividade elétrica de soluções aquosas, 29

Capítulo 10 – Princípios de Química Inorgânica (I), 30 Capítulo 11 – Princípios de Química Inorgânica (II), 32 Capítulo 12 – Algumas reações inorgânicas de importância, 35 Capítulo 13 – Mol, 38 Capítulo 14 – O comportamento físico dos gases, 40 Capítulo 15 – Aspectos quantitativos das reações químicas, 42

RESOLUÇÕES
Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo Capítulo 2 – Substâncias químicas, 44 3 – Introdução ao conceito de reação química, 46 4 – Do macroscópico ao microscópico: átomos e moléculas, 46 5 – Introdução à estrutura atômica, 47 6 – A tabela periódica dos elementos, 49 7 – Ligações químicas interatômicas, 50 8 – Geometria molecular e ligações químicas intermoleculares, 51 9 – Condutividade elétrica de soluções aquosas, 53

Capítulo 10 – Princípios de Química Inorgânica (I), 54 Capítulo 11 – Princípios de Química Inorgânica (II), 55 Capítulo 12 – Algumas reações inorgânicas de importância, 57 Capítulo 13 – Mol, 61 Capítulo 14 – O comportamento físico dos gases, 68 Capítulo 15 – Aspectos quantitativos das reações químicas, 75

SUBSÍDIOS DIDÁTICOS
Capítulo 1
Principais conteúdos* conceituais do capítulo • Linguagem científica como meio para facilitar a comunicação • Caráter experimental da Química • Pesquisa pura 3 pesquisa aplicada • A Química relaciona-se a outras Ciências (caráter interdisciplinar) • Breves noções da evolução da Química ao longo do tempo • Distinção entre observações qualitativas e quantitativas • Distinção entre lei e teoria • Noções sobre método científico

Introdução ao estudo da Química
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Observar anúncios, reportagens e embalagens em que se manifeste a idéia incorreta de que Química é sinônimo de substância tóxica ou de processos que agridam o ambiente. • Reunir esses anúncios, reportagens e embalagens em uma exposição na qual sejam mostrados exemplos de como o objetivo da pesquisa científica pode eventualmente ser mal compreendido pelas pessoas não envolvidas nessa atividade. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Perceber que muito do conforto da vida moderna se deve à utilização de progressos da Química. • Valorizar os progressos da Ciência e suas aplicações como agentes do bem-estar humano. • Compreender que a palavra “química” é às vezes empregada incorretamente, num contexto diário, como sinônimo de “substância artificial potencialmente perigosa à saúde”. • Ter uma postura crítica diante da propaganda.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Comentário geral
Todo o estudo da Química está baseado, entre outras coisas, na compreensão do que são leis e princípios e do que são teorias. As leis e os princípios são generalizações que expressam regularidades do comportamento natural dos sistemas estudados pelos cientistas e que são percebidas por meio da observação de fatos experimentais. As leis e os princípios permitem compreender melhor os comportamentos naturais e, a partir disso, elaborar previsões. Já as teorias são propostas de explicação para esses comportamentos regulares e, como tal, podem ser úteis e consistentes durante um certo período de tempo. Porém, diante de novos fatos (novas observações experimentais), uma teoria pode precisar ser aperfeiçoada ou totalmente abandonada em detrimento de uma nova teoria, consistente com os novos fatos. Desde o início do estudo da Química, é necessário que o aluno ganhe familiaridade com essas terminologias. Daí a sua inclusão no capítulo. Outro ponto relevante é o estabelecimento da relação entre aprender Química e exercer a cidadania. O conhecimento científico, na medida em que permite uma interpretação mais clara de fenômenos cotidianos, possibilita ao cidadão a correta tomada de decisões e, por conseqüência, uma melhor qualidade de vida. Exercer a cidadania é, entre outras coisas, usar o conhecimento de modo ético em benefício próprio e da comunidade.

Temas para discussão em grupo
Se o professor dispuser de tempo e achar conveniente, poderá sugerir o seguinte tema para discussão: • “Que contribuições positivas a Química trouxe para nossa vida diária? E que contribuições negativas?” O debate permite ao professor perceber as concepções prévias dos alunos acerca da Química e, a partir delas, começar a mostrar que muitas das contribuições negativas atribuídas à Química (intensificação do efeito estufa, destruição da camada de ozônio, poluição etc.) são, na realidade, contribuições negativas advindas da ignorância de princípios ou de técnicas químicas e/ou da má-fé e da falta de ética. Da mesma maneira que não faz sentido atribuir à Física a culpa por alguém ter morrido eletrocutado em um acidente, também não é sensato atribuir à Química a responsabilidade por seu mau uso. Outro tema sugerido para discussão é: • “Há pessoas que não são cientistas, mas utilizam em sua atividade um método semelhante ao método científico?” Esse tema permite aos estudantes perceber que em atividades como a de um mecânico tentando descobrir o defeito de um automóvel ou a de um técnico tentando consertar um microcomputador com defeito observações são feitas e, a partir delas, são formuladas propostas de explicação, que, a seguir, são testadas e podem, ou não, ser compatíveis com observações posteriores.

* Para o professor que desejar compreender melhor os aspectos pedagógicos envolvidos na classificação dos conteúdos escolares em conceituais, procedimentais e atitudinais, recomendamos a obra: COLL, C. et al. Os conteúdos na reforma: ensino e aprendizagem de conceitos, procedimentos e atitudes. Tradução de Beatriz Affonso Neves. Revisão técnica de Maria Thereza Oliva Marcílio de Souza. Porto Alegre: Artmed, 1998.

Atividade
Reunir anúncios, reportagens e embalagens em que se manifeste a idéia incorreta de que Química é sinônimo de substância tóxica ou de processos que agridam o ambiente. Sugerimos que essa atividade seja realizada após os temas para discussão em grupo, caso contrário dificultará a identificação das concepções prévias dos alunos a respeito da Química.

Os químicos também utilizam outras práticas e teorias, tomadas de empréstimo de outras ciências, como a Matemática e a Física. Assim, o químico usa de práticas estatísticas para tratamento de dados numéricos, de medidas elétricas, térmicas, ópticas etc. Teorias físicas como a Termodinâmica (a clássica e a estatística), o Eletromagnetismo, a Mecânica Quântica etc. são atualmente bastante usadas pelos químicos.
Fonte: CHAGAS, A. P. Termodinâmica química: fundamentos, métodos e aplicações. Campinas: Editora da Unicamp, 1999. p. 17-18.

Textos ao professor
A ATITUDE CIENTÍFICA O QUE É A QUÍMICA? A Química pode ser conceituada como a atividade do químico. É tudo aquilo que o químico faz e como ele faz. A atividade do químico apresenta dois aspectos: um aspecto prático, de modificar, de transformar a matéria, e um aspecto teórico, de pensar sobre a matéria e suas modificações em termos de átomos e moléculas, ou seja, da teoria molecular. A atividade do químico é sempre uma interação entre estes dois aspectos complementares, dialéticos: o fazer e o pensar. Em sua prática, o químico inicialmente trata a matéria de forma macroscópica, ou seja, da maneira como ela é percebida pelos nossos sentidos. Suas atividades podem ser divididas em operações como: a separação de materiais ou substâncias, a identificação de substâncias, o estudo das reações, medindo efeitos que elas produzem etc., a preparação de substâncias e outros materiais etc. Estas operações, realizadas em escala de laboratório ou escala industrial, permitem modificar a matéria, ou seja, transformar os materiais, as substâncias. O pensar do químico se faz no nível microscópico, ou seja, no nível de átomos e moléculas. Matéria é o nome genérico de todos os materiais que vemos, tocamos, sentimos etc. Os corpos são porções limitadas, definidas, de algum material. Os materiais são constituídos por substâncias, uma ou mais, combinadas de alguma forma, misturadas etc. O conceito de substância, ou espécie química, é o mais fundamental da Química, e, como todos os conceitos fundamentais, é vago, difuso, indefinível, porém todos os químicos o compreendem — cada um a seu modo, é claro. Definir é atribuir coordenadas a um objeto dentro de um conjunto maior. Como definir quimicamente algo que é praticamente o universo do químico? A compreensão do que é substância passa pelo aspecto macroscópico, através de propriedades observáveis, e pela idéia de átomos, moléculas e cristais. Aí já entramos, então, no que se chama de teoria molecular, a base do pensamento químico. As substâncias são constituídas por partículas como moléculas, íons, radicais (para facilitar, diz-se simplesmente moléculas). Estas partículas, por sua vez, constituídas por átomos, ligados de certa maneira, e estes átomos por elétrons, prótons, nêutrons etc. Uma reação química é uma transformação de substâncias e pode ser vista do ponto de vista macroscópico e do ponto de vista microscópico. Do primeiro, uma caracterização da ocorrência de uma reação é a alteração das propriedades mensuráveis da(s) substância(s). Do ponto de vista microscópico, a reação química é uma alteração molecular. Muitos fenômenos podem ser considerados ou não como reações químicas, como, por exemplo, as mudanças de fase: vaporização, fusão etc. Isto é para o químico, muitas vezes, uma questão de conveniência [...]. Observam-se, nas reações químicas, certas uniformidades, certas regras, como, por exemplo, as relações estequiométricas, que podem ser chamadas leis das reações químicas, e estas leis podem ser explicadas ou explanadas em termos moleculares. As moléculas podem ser constituídas por um ou mais átomos, podendo chegar a milhares, milhões ou até mais — as chamadas macromoléculas. As moléculas (e as macromoléculas) podem constituir agregados maiores, denominados complexos. Podem também constituir agregados maiores, macroscópicos, e altamente regulares, os cristais. O pensamento do químico gravita em torno dessas noções básicas, que são os alicerces de uma esplêndida obra arquitetônica “construída pelo esforço de uns poucos arquitetos e de muitos operários”. É comum se pensar num fato como algo imutável e absoluto. Mas em ciência, um fato é geralmente uma concordância estreita entre observadores competentes sobre uma série de observações do mesmo fenômeno. Por exemplo, onde foi uma vez fato que o universo era imutável e permanente, hoje é um fato que está se expandindo e evoluindo. Uma hipótese científica, por outro lado, é uma suposição culta que somente é tomada como factual depois de testada pelos experimentos. Após ser testada muitas e muitas vezes e não ser negada, uma hipótese pode tornar-se uma lei ou princípio. Se as descobertas de um cientista evidenciam uma contradição a uma hipótese, lei ou princípio, então deve ser abandonada dentro do espírito científico — não importa a reputação ou a autoridade das pessoas que a defendem (a menos que a evidência negativa mostre-se errônea — como acontece, às vezes). Por exemplo, o filósofo grego [...] Aristóteles (384-322 a.C.) afirmava que um objeto cai com uma velocidade proporcional ao seu peso. Esta idéia foi aceita como verdadeira por quase 2.000 anos, por causa da grande autoridade de Aristóteles. Galileu supostamente demonstrou a falsidade da afirmativa de Aristóteles com um experimento — mostrando que objetos leves e pesados caíam [...] com valores de rapidez aproximadamente iguais. No espírito científico, um único experimento comprovadamente contrário tem mais valor do que qualquer autoridade, não importa sua reputação ou o número de seus seguidores ou defensores. Na ciência moderna, argumentos de apelo à autoridade têm pouco valor. Os cientistas devem aceitar descobertas experimentais mesmo quando gostariam que fossem diferentes. Devem esforçar-se para distinguir entre o que vêem e o que desejam ver, pois os cientistas, como as pessoas, têm grande capacidade de enganar a si mesmos. As pessoas têm sempre a tendência de adotar regras, crenças, credos, idéias e hipóteses, sem questionar profundamente a sua validade, e a mantê-las por muito tempo após terem se mostrado sem significado, falsas ou no mínimo questionáveis. As suposições mais difundidas são freqüentemente as menos questionadas. Muitas vezes, quando uma idéia é adotada, uma atenção especial é dada aos casos que parecem corroborá-la, ao passo que aqueles casos que parecem refutá-la são distorcidos, depreciados ou ignorados. Os cientistas usam a palavra teoria de maneira diferente à que é adotada no falar cotidiano. Na linguagem do cotidiano, uma teoria não difere de uma hipótese — uma suposição que ainda não foi comprovada. Uma teoria científica, por outro lado, é a síntese de um grande corpo de informações que englobam hipóteses comprovadas e testadas sobre determinados aspectos do mundo natural. Os físicos, por exemplo, falam na teoria dos quarks dos núcleos atômicos, os químicos falam na teoria das ligações metálicas nos metais, e biólogos falam da teoria celular. As teorias científicas não são imutáveis, ao contrário, elas sofrem mudanças. Elas evoluem quando passam por estágios de redefinição e refinamento. Durante os cem últimos anos, por exemplo, a teoria atômica tem sido redefinida repetidamente toda vez que se consegue uma nova evidência sobre o comportamento atômico. De maneira semelhante, os químicos têm redefinido suas visões da maneira como as moléculas se ligam, e os biólogos têm refinado a teoria celular. O aperfeiçoamento de

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teorias é uma força da ciência, não uma fraqueza. Muitas pessoas acham que é um sinal de fraqueza mudar suas opiniões. Cientistas competentes devem ser especialistas em alterar suas opiniões. Eles trocam de opinião, entretanto, somente quando deparam-se com sólidas evidências experimentais ou quando uma hipótese conceitualmente mais simples força-os a adotar um novo ponto de vista. Mais importante que defender crenças, é melhorá-las. As melhores hipóteses são aquelas mais honestas em face da evidência experimental. Fora de suas profissões, os cientistas não são inerentemente mais honestos ou éticos que a maioria das pessoas. Mas em suas profissões eles trabalham em um meio que dá alto valor à honestidade. A regra que norteia a ciência é a de que todas as hipóteses devem ser testáveis — devem ser passíveis, pelo menos em princípio, de serem negadas. É mais importante, na ciência, que exista um modo de provar que uma idéia está errada do que existir uma maneira de provar ser correta. Este é um dos principais fatores que distingue a ciência da não-ciência. À primeira vista, isso pode soar estranho, pois quando nos perguntamos sobre a maioria das coisas, nós nos preocupamos em encontrar maneiras de revelar se elas são verdadeiras. As hipóteses científicas são diferentes. De fato, se você deseja descobrir se uma hipótese é científica ou não, veja se existe um teste para comprovar que é errônea. Se não existir teste algum para provar sua falsidade, então a hipótese é não-científica. Albert Einstein pôs isso muito bem quando declarou que “nenhum número de experimentos pode provar que estou certo; um único experimento pode provar que estou errado”. [...]
Fonte: HEWITT, P. G. Física conceitual. Tradução de Trieste Freire Ricci e Maria Helena Gravina. 9. ed. Porto Alegre: Bookman, 2002. p. 33-34.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova são disponibilizados em http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc ASIMOV, I. Cronologia das ciências e das descobertas. Tradução de Ana Zelma Campos. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1993. Relata a evolução das descobertas científicas e de suas aplicações na tecnologia em ordem cronológica. CHAGAS, A. P. As ferramentas do químico. Química Nova na Escola, n. 5, 1997. p. 18-20. CHASSOT, A. I. Alquimiando a Química. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 20-22. PITOMBO, L. R. M.; LISBÔA, J. C. F. Sobrevivência humana — Um caminho para o desenvolvimento do conteúdo químico no ensino médio. Química Nova na Escola, n. 14, 2001. p. 31-35. SANTOS, W. L. P.; SCHNETZLER, R. P. Função social. O que significa ensino de Química para formar o cidadão? Química Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 28-34. SCHNETZLER, R. P.; ARAGÃO, R. M. R. Importância, sentido e contribuições de pesquisas para o ensino de Química. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 27-31. SILVA, S. F.; NÚÑEZ, I. B. O ensino por problemas e trabalho experimental dos estudantes — reflexões teóricometodológicas. Química Nova, v. 25, n. 6B, 2002. p. 1.197-1.203.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 2
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Mudança de estado físico • Ponto de fusão (PF) • Ponto de ebulição (PE) • Matéria • Massa e unidades de massa • Volume e unidades de volume • Densidade (d) • Substância pura • Mistura heterogênea 3 homogênea • Solução • Sistema • Exemplos de técnicas de separação de misturas

Substâncias químicas
Conteúdos procedimentais Conteúdos atitudinais que que podem ser desenvolvidos podem ser desenvolvidos • Empregar um raciocínio de proporcionalidade direta para realizar a conversão entre as principais unidades de massa e também entre as principais unidades de volume. • Usar materiais caseiros para montar um “densímetro” bem simples e usá-lo para comparar semiquantitativamente a densidade de algumas soluções aquosas de cloreto de sódio. • Experimentar técnicas de separação de misturas homogêneas e de misturas heterogêneas. • Valorizar a observação como importante fonte para obter informações. • Perceber que princípios científicos estão presentes na vida cotidiana. • Adotar procedimentos adequados de segurança quando em um laboratório químico.

Comentário geral
Este capítulo trabalha os conceitos de substância e de mistura, fundamentando-se exclusivamente em critérios macroscópicos. Elaborar tais conceitos do ponto de vista microscópico, envolvendo átomos e moléculas, é deixado para o capítulo 4. Para estabelecer macroscopicamente o que é substância e o que é mistura, são necessários os conceitos de ponto de fusão, ponto de ebulição e densidade, razão pela qual são apresentados neste capítulo. Além disso, é necessário certificar-se de que o aluno tem o conceito do que é “medir” e do que são “unidades de medida”, principalmente unidades de massa e de volume, essenciais ao desenvolvimento do curso de Química no ensino médio. Desde já, é conveniente incentivar os alunos a consultarem o apêndice C do volume 1, que auxilia no trabalho com unidades e seus múltiplos e submúltiplos, e o apêndice B, que auxilia no trabalho com potências de dez.

Texto ao professor
POR QUE SIMBOLIZAR LITRO COM L E NÃO COM L Há alguns anos, era comum vermos em livros técnicos a unidade litro simbolizada com a letra “ele” minúscula manuscrita, L. Assim, cinco litros eram grafados como 5 L. No entanto, essa simbologia pode conduzir a terríveis confusões quando não se dispõe, no computador ou na máquina de escrever, do símbolo “L” manuscrito e o caractere da letra “ele” minúscula é igual ou parecido com o do número “um”. Ao ler textos técnicos elaborados nessas máquinas, é possível haver confusão entre ambos os sinais gráficos: o “um” e o “ele” minúsculo. O uso de L para simbolizar a unidade litro impede possíveis confusões na leitura de textos. Os livros mais recentes nas áreas de Química e Física utilizam tal simbologia. Atualmente, por exemplo, cinco litros são geralmente grafados como 5 L.

Tema para pesquisa
O tema sugerido no livro — sobre o que é densímetro e qual a sua função nos postos de combustível — permite ilustrar a utilidade prática de um densímetro. Sorveterias, destilarias de álcool e vinícolas são outros exemplos de locais em que densímetros são úteis.

Sugestão de leitura complementar para o aluno
ROCHA-FILHO, R. C. Grandezas e unidades de medida, o Sistema Internacional de Unidades. São Paulo: Ática, 1988. (Série Princípios)

Tema para discussão em grupo
Se o professor dispuser de tempo e julgar conveniente, poderá sugerir o seguinte tema para discussão: • “A Ciência é algo pronto e acabado ou envolve um processo dinâmico? Que argumentos você apresenta para sustentar sua opinião?”

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc BELTRAN, M. H. R. Destilação: a arte de “extrair virtudes”. Química Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 24-27. A autora aborda aspectos históricos da destilação e de sua importância. BELTRAN. N. O. As Ciências Exatas não são tão exatas. Revista do Ensino de Ciências, n. 21, 1988. p. 49-54. O autor mostra um experimento (uma balança) que pode ser montado com materiais corriqueiros e que permite explorar o conceito de “medir” e também o fato de as medidas sempre se fazerem acompanhar de uma incerteza. DEGANI, A. L. G.; CASS, Q. B.; VIEIRA, P. C. Cromatografia, um breve ensaio. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 21-25. Apanhado geral sobre a técnica cromatográfica e seus desdobramentos. OLIVEIRA, A. R. M.; SIMONELLI, F.; MARQUES, F. A. Cromatografando com giz e espinafre: um experimento de fácil reprodução nas escolas do ensino médio. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 37-38. (Veja também errata no n. 8, p. 41.) PALOSCHI, R.; ZENI, M.; RIVEROS, R. Cromatografia em giz no ensino de Química: didática e economia. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 35-36.

Experimentos
SEPARAÇÃO DE MISTURAS De acordo com a situação material da escola e da conveniência, sugere-se que os alunos tenham a oportunidade de realizar a separação de misturas, empregando as técnicas mostradas no capítulo.

CROMATOGRAFIA Outra atividade que pode ser proposta consiste na separação cromatográfica dos componentes de uma mistura (veja exemplos nas Sugestões de leitura complementar para o professor). A prática pode ser acompanhada de uma pesquisa sobre as técnicas de cromatografia empregadas nos laboratórios de pesquisa e nas indústrias e sobre sua importância.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 3
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Conceito de reação química • Reagentes e produtos • Reações de decomposição • Distinção entre substância simples e substância composta com base em informações sobre reações de decomposição
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Introdução ao conceito de reação química
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Utilizar materiais caseiros para realizar uma reação de efervescência e observar a liberação de gás. • Executar a reação de decomposição da água oxigenada e observar a liberação de gás. • Interpretar dados experimentais de massa de reagentes e de produtos de uma reação química, mostrando que tais dados obedecem à Lei de Lavoisier e à Lei de Proust. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Valorizar a observação como importante meio para obter informações.

• Elemento químico, na concepção de Boyle • Lei de Lavoisier • Lei de Proust

Comentário geral
Este capítulo tem por finalidade principal introduzir o conceito de reação química. Porém, nesse momento, trabalha-se o tema em enfoque macroscópico, não microscópico. Assim, as propriedades que caracterizam as substâncias estudadas no capítulo anterior são imprescindíveis. Conhecendo a importância das propriedades na caracterização de uma substância, é possível ao estudante compreender macroscopicamente a conceituação de reação química. Neste capítulo, representam-se as reações químicas por meio de uma equação em que os reagentes e produtos são representados por seus nomes em vez de fórmulas. Há vários motivos para isso. Primeiro, átomos e moléculas ainda não foram estudados. Segundo, na abordagem desta obra, formar o conceito de reação química e conhecer a Lei de Lavoisier e a Lei de Proust (neste capítulo 3) são pré-requisitos para que o aluno entenda, no capítulo 4, como Dalton formulou sua teoria atômica. Terceiro, conceituar reação química sem representá-la, nesse momento, pela equação química permite ao aluno perceber que tal conceito apareceu historicamente antes de se conceber a existência de átomos e moléculas. Quarto, se um professor tenta ensinar simultaneamente o que é reação química e o que é equação química, os alunos tendem a associar o conceito de reação química à sua representação, em vez de entendê-la como um processo em que novas substâncias são formadas a partir de outras preexistentes. O capítulo também conceitua macroscopicamente substância simples e substância composta. O mapa conceitual da página 45 é fundamental para que se fixem esses conceitos, integrando-os aos de substância pura e de mistura, vistos no capítulo 2. Nas páginas 47 e 48 do livro, os dados numéricos mostrados são explorados apenas no tocante à relação entre as massas dos reagentes. No primeiro exemplo, calcula-se a relação entre massa de hidrogênio e massa de oxigênio. O professor pode explorar melhor esses dados, mostrando que também são constantes as seguintes relações: massa de hidrogênio massa de água 1 9 11,11 100 11,11%

massa de oxigênio massa de água

8 9

88,89 100

88,89%

Analogamente, no segundo exemplo foi mostrada a relação entre massa de carbono e massa de oxigênio. O professor pode mostrar que se mantêm constantes as seguintes outras razões:
massa de carbono massa de gás carbônico 3 11 27,27 100 27,27%

massa de oxigênio massa de gás carbônico

8 11

72,73 100

72,73%

Já temos, então, um gancho formado para aquilo que, no capítulo 13, será denominado composição porcentual de uma substância. É preciso deixar claro aos alunos que a conceituação de elemento químico feita neste capítulo (segundo Boyle, p. 46 do livro) corresponde a uma primeira abordagem do tema. Embora historicamente correta, ela não está mais em vigor. Nos dois capítulos seguintes essa definição será retomada e gradualmente aperfeiçoada até que os estudantes estejam aptos a compreender a conceituação moderna de elemento químico (segundo Dalton, p. 53, e a atualmente em vigor, p. 68). Para esclarecer aos alunos alunos por que a Lei de Proust vale para substâncias puras, mas não para misturas (p. 48), consideremos os seguintes dados experimentais: sódio 39,32 g hidrogênio 11,11 g cloro 60,68 g oxigênio 88,89 g → → cloreto de sódio 100 g água 100 g

De posse desses dados, pode-se calcular a massa dos elementos sódio, cloro, hidrogênio e oxigênio, por exemplo, em uma mistura feita dissolvendo-se 100 g de cloreto de sódio em 1.000 g de água e, para comparar, também calcular essas massas em outra mistura, feita por dissolução de 200 g de cloreto de sódio em 1.000 g de água.

Comparando-se ambos os resultados, percebemos que não há constância na proporção entre as quantidades de cloro e de hidrogênio, ou de sódio e de oxigênio.

Temas para pesquisa
• “Que outras contribuições técnicas e científicas foram prestadas por Lavoisier, além da lei que leva seu nome?” • “Em que contexto histórico viveu Lavoisier? Como ele morreu?”

Texto ao professor
LAVOISIER E A ALVORADA DA QUÍMICA [...] Entretanto, a mais importante descoberta de Priestley ocorreu em abril de 1774, quando ele obteve um ar sem cor ao aquecer o óxido vermelho de mercúrio, usando a luz do sol concentrada por meio de um grande vidro ustório — método eficiente para se obter grande quantidade de calor em laboratório. O ar que obteve o surpreendeu; nele, uma vela queimou brilhantemente, embora o ar fosse insolúvel em água. Ele o chamou de “ar deflogisticado”. No outono, Priestley viajou pelo norte da Europa, e, em Paris, discutiu seus resultados com o químico francês Lavoisier; foi um encontro decisivo. Ao retornar à Inglaterra, Priestley trabalhou como ministro religioso, mas isso não o impediu de continuar suas experiências. Em 1781, usou uma centelha para explodir uma garrafa contendo uma mistura de ar inflamável e ar deflogisticado, e notou que o resultado foi “orvalho” (isto é, água): comentou apenas que “o ar comum deposita sua mistura quando flogisticado”. Cavendish repetiu essa experiência e verificou que o orvalho era “água pura”, concluindo que “o ar deflogisticado é, na realidade, nada mais que água deflogisticada”. Evidentemente, estava sendo forjada uma ligação entre a água e os componentes do ar, mas o aspecto geral ainda não estava claro, embora não houvesse dúvida sobre a evidência experimental. De fato, a descoberta, por Priestley, do ar deflogisticado, fora antecipada, em 1772, pelo farmacêutico sueco Carl Scheele, cujos resultados o levaram a declarar que o ar era de duas espécies, uma que favorecia a combustão — o “ar de fogo” — e outra que a impedia. Os resultados de Scheele não foram publicados, contudo, até 1777, com uma tradução para o inglês três anos depois. O homem que finalmente resolveu o problema, embora tivesse que rejeitar a teoria do flogisto antes de ser capaz de fazê-lo, foi Antoine-Laurent de Lavoisier. Nascido em 1743, era funcionário do governo parisiense com talento para a ciência. Foi certamente uma grande perda para a comunidade científica o fato de ter sido morto na guilhotina, em 1794, durante o reinado do Terror da Revolução Francesa. O matemático Lagrange observou: “Eles precisaram apenas de um instante para cortar aquela cabeça, e uma centena de anos podem não vir a produzir outra semelhante”. Infelizmente, porém, ele se tornara um membro da impopular Ferme Générale que recolhia impostos em benefício do governo. Lavoisier começou sua carreira científica na década de 1760, no campo da geologia, à qual trouxe o máximo de medidas de precisão que lhe foi possível — tendência que caracterizaria todo o seu trabalho. Depois passou a se envolver com o suprimento de água de Paris. Isso o levou a realizar experiências químicas e a desaprovar a idéia de que a água se transformava em terra se aquecida durante muito tempo, visão errônea devida ao fato de que, quando se ferve água impura, esta deposita um resíduo sólido. Novamente foi uma cuidadosa experiência quantitativa que levou Lavoisier a seus resultados. Só no princípio da década de 1770 é que ele começou a estudar a combustão, mas, tão logo o fez, pôde demonstrar que, quando um metal era calcinado, não acolhia “partículas de fogo”, isto é, não absorvia “ar fixo”. Foi nessa situação que Priestley visitou Paris e falou a Lavoisier sobre sua idéia do ar deflogisticado.

Depois da visita de Priestley, Lavoisier fez uma série de outras experiências decisivas. No fim da década de 1770, ele próprio ficou convencido de que o ar era um composto de alguma natureza, contendo uma parte eminentemente combustível e outra irrespirável. Os estudos da calcinação isolada e, depois, na presença do carvão levaram-no a concluir que o “ar fixo” de Black era uma espécie de composto do carvão. Então, juntou todos esses resultados e chegou à primeira das conclusões que iriam derrubar antigas idéias sobre química e conduzir à química moderna. Em 1779, declarou que a parte combustível do ar era um constituinte de todos os ácidos e chamou-a de “princípio ácido”, ou “principe oxygine” (derivado do grego “oxus”, “ácido”). Nessa época, contudo, não havia descartado a teoria flogística; apenas declarou que seu ponto de vista dava outra explicação a essa teoria. Agora Lavoisier já podia explicar uma série de processos químicos, mas ainda estava intrigado com o ar inflamável. Entretanto, era nessa época que Priestley e Cavendish estavam usando centelhas para produzir orvalho, e Cavendish concluiu que o orvalho era pura água. Em Paris, Lavoisier recebeu notícias da identificação realizada por Cavendish, e também da explicação deste, que ainda supunha que todos os gases continham água e usava a teoria do flogisto como justificativa. Mas Lavoisier realizou outras experiências, não apenas produzindo água, mas também investigando a ação precisa dos ácidos sobre os metais e a produção, durante essas últimas experiências, de “ar inflamável”. O resultado foi reconhecer que a água se divide em certas circunstâncias, dando seu principe oxygine, por um lado, e um princípio da água — principe hydrogen (do grego “hydor”, “água”) —, por outro. Uma vez realizado esse reconhecimento, uma porção de reações químicas podia, agora, ser explicada de modo mais eficaz, e isso se aplicava especialmente ao caso de reações que envolviam ácidos que atuavam sobre metais. Lavoisier mostrou como o oxigênio e o hidrogênio realizavam cada qual uma parte, e foi capaz de formular uma máquina totalmente nova sem invocar o “elemento fogo”, o flogisto. Baseado em cuidadosa análise e apoiado em medição meticulosa, esse era um sério desafio à antiga teoria do flogisto, e, com o correr dos anos, acabou por suplantá-la. Entretanto, suas vantagens ficaram imediatamente evidentes a numerosos químicos, e, em 1784, um ano depois de Lavoisier haver anunciado seus resultados, Joseph Black os estava transmitindo a seus alunos em Edimburgo, enquanto em 1785 Claude Berthollet, químico muito conhecido, abraçou as novas idéias. Verdadeiramente, durante os dois anos seguintes, Berthollet, Lavoisier e os químicos Guyton de Morveau e Antoine de Fourcroy trataram de reorganizar toda a nomenclatura química à luz da nova teoria, dando a cada substância um nome que descrevia sua composição química e definindo seus elementos de modo muito cuidadoso, seguindo os princípios estabelecidos, mais de um século antes, por Robert Boyle. Assim, “óleo de vitríolo” tornou-se ácido sulfúrico, “aqua fortis”, ácido nítrico, e assim por diante; era um sistema muito semelhante ao usado hoje, embora tenha aparecido pela primeira vez em 1787 sob o título Método de nomenclatura química. Dois anos depois, Lavoisier apresentou seu famoso Tratado elementar de química, o qual, com sua clareza e abrangência, popularizou as novas idéias. A era moderna da química tinha, afinal, amanhecido.
Fonte: RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência. Tradução de Jorge Enéas Fortes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1987. v. 3, p. 124-126.

Sugestões de leitura complementar para o aluno
CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica) Apresenta um panorama da evolução da atividade científica, da pré-história aos dias atuais. O capítulo 8 versa sobre Lavoisier e sua época.

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VANIN, J. A. Alquimistas e químicos: o passado, o presente e o futuro. São Paulo: Moderna, 1996. (Coleção Polêmica) Oferece um panorama da atuação da Química e dos químicos. O capítulo 3 é sobre Lavoisier e sua importância para a Ciência.

na mudança de alguns aspectos do pensamento químico. MAAR, J. H. Pequena história da Química. Primeira parte: dos primórdios a Lavoisier. Florianópolis: Papa-Livro, 1999. MAHAN, B. H. Química — um curso universitário. 2. ed. São Paulo: Edgard Blücher, 1972. Apresenta, no capítulo 1, um texto sobre a evolução da teoria atômico-molecular, atendo-se a aspectos históricos. RONAN, C. A. História ilustrada da Ciência. Trad. Jorge Enéas Fortes. 2.ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002. v. 1-4. No volume 3 podem ser encontradas informações sobre a vida e a obra de Lavoisier. O volume 4 inclui o impulso da Química a partir da formulação da Teoria Atômica de Dalton e a consolidação do atomismo na entrada do século XX.

Sugestões de leitura complementar para o professor
FILGUEIRAS, C. A. L. Lavoisier e o estabelecimento da Química Moderna. São Paulo: Odysseus, 2002. (Coleção Imortais da Ciência) Apresenta um panorama da Química na época de Lavoisier e mostra a importância desse cientista

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Capítulo 4

Do macroscópico ao microscópico: átomos e moléculas
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Interpretar corretamente a fórmula que representa uma molécula, distinguindo os elementos presentes (por meio de seus símbolos e da consulta à tabela periódica) e a quantidade de átomos de cada um deles (por meio do índice de atomicidade). • Elaborar modelos que representem, em nível microscópico, algumas reações químicas (não muito complexas), utilizando moedas, fichas ou bolinhas. • Executar o balanceamento de equações químicas (não muito complexas). Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que, na história da Ciência, conceituações são aprimoradas ou substituídas por outras melhores.

Principais conteúdos conceituais do capítulo • Teoria atômica de Dalton • Conceito de elemento químico dentro da teoria atômica de Dalton • Noção do conceito de molécula • Símbolo 3 fórmulas • Distinção entre substância simples e substância composta com base no conceito de elemento químico de Dalton • Equação química • Balanceamento de uma equação química • Os níveis de trabalho da Química: o macroscópico, o microscópico e o das representações

Comentário geral
No capítulo anterior, os alunos tomaram contato com duas importantes leis da Química: a de Lavoisier e a de Proust. Retomando a idéia apresentada no capítulo 1 de que leis são generalizações de regularidades da natureza percebidas por meio de experimentos e observações, podemos encarar essas duas leis como generalizações que permaneceriam válidas mesmo que não se conseguisse explicá-las.

A Teoria Atômica de Dalton é uma proposta de explicação para essas leis e uma proposta de importância histórica, que propiciou considerável impulso à Química. Mesmo tendo sido aprimorada posteriormente, a Teoria Atômica de Dalton fornece, por exemplo, as bases do cálculo estequiométrico. É neste contexto que a Teoria Atômica de Dalton é apresentada: como uma proposta de explicação (teoria) para a Lei da Conservação da Massa e para a Lei das Proporções Constantes.

Decorrem dessa teoria a representação de substâncias por meio de suas fórmulas (o capítulo se apega apenas às substâncias moleculares e, portanto, a palavra “fórmula” pode ser entendida, no contexto deste capítulo, como “fórmula molecular”) e a representação de reações químicas por meio de equações químicas. O capítulo também pretende mostrar ao estudante que todo o estudo da Química envolve três níveis: o macroscópico (pressão, volume, temperatura, cor, densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição etc.), o microscópico (átomos, moléculas, íons, partículas subatômicas etc.) e o das representações (símbolos, fórmulas, equações químicas etc.). É preciso deixar claro que a conceituação de elemento químico elaborada por Boyle (capítulo 3, p. 46) corresponde a uma primeira abordagem do tema. Neste capítulo apresenta-se uma melhoria dessa idéia (segundo Dalton, p. 53). No próximo capítulo será apresentada a definição atualmente em vigor (p. 68).

condições do tempo podem não ter sido relacionadas com sua teoria atômica posterior; ele podia imaginar, por exemplo, como o vapor d’água não se misturava com o ar, mas se dispersava na atmosfera sob a forma de partículas para se condensar, formando nuvens, e retornar à superfície da terra, como precipitação. Em 1793, Dalton aceitou um cargo no New College, em Manchester, uma cidade que se expandia rapidamente e estava se tornando o centro da Revolução Industrial. Associou-se à Sociedade Filosófica e Literária de Manchester, um círculo científico de grande importância, que lhe ofereceu o meio apropriado para a continuação de seus estudos. Em 1794, publicou o primeiro estudo sério da cegueira das cores — chamada, muito tempo depois, de daltonismo —, uma condição da qual sofriam tanto ele quanto seu irmão. Por volta de 1799, Dalton desistiu de seus deveres formais de professor no New College e começou a se sustentar de aulas particulares para filhos e filhas de famílias de classe média, em expansão em Manchester. Parecia ser um professor interessado; publicou o livro Elementos da Gramática Inglesa, em 1801, pouco antes de sua carreira científica realmente se iniciar. Dalton apresentou a Teoria dos Átomos, pela primeira vez, com algum detalhe, numa conferência em 1803. A teoria dependia de seu estudo sobre as propriedades dos gases que muito havia ocupado os cientistas durante o século anterior. Os elementos, que se combinam para formar os vários gases, sugeria Dalton, são feitos de partículas atômicas pequenas, indestrutíveis e com pesos definidos, envoltas por uma quantidade variável de calor. Cada tipo de átomo tinha um peso diferente e representava um elemento diferente; sob certas condições, os elementos se combinam para criar o que ele chamava de “átomos compostos”. Assim, a água — como Lavoisier ajudou a descobrir — era um átomo composto de cerca de 12 partes de hidrogênio e 87 de oxigênio, numa relação de mais ou menos sete para um. Dalton sugeriu que essa proporção constante era devida a seus pesos relativos. O hidrogênio, sendo o mais leve dos gases conhecidos, foi eleito por Dalton como o átomo unitário de seu sistema, dando a ele o peso de 1; assim, o oxigênio teria o peso de 7. Dalton continuou até fornecer os pesos atômicos relativos para todos os elementos conhecidos. Ao fazer isso, ajudou a esclarecer muito da literatura experimental da química. Apesar de a Teoria Atômica ser somente um breve capítulo no livro Um Novo Sistema de Filosofia Química, publicado em 1808, este foi logo reconhecido como um trabalho seminal. [...] Nos anos finais, Dalton não se manteve a par dos avanços da química; por volta de 1830, suas forças mentais estavam em declínio. Havia criado seu próprio sistema pictográfico de símbolos químicos e nunca se reconciliou com os sistemas mais simples e mais informativos introduzidos por Jacob Berzelius. Na verdade, no decorrer de uma discussão irritada sobre o sistema proposto em 1837 por Berzelius, Dalton teve o primeiro dos dois derrames que sofreria. Em 27 de julho de 1844, um empregado o encontrou caído, atravessado na cama, com a cabeça no chão. Dalton era um herói da Inglaterra e da ciência britânica; cerca de 40 mil pessoas compareceram para homenageá-lo, enquanto era velado na prefeitura de Manchester. Nunca se casou, talvez não por falta de desejo, mas porque não teve segurança financeira até chegar à meia-idade. A importância da Teoria Atômica não necessita ser vangloriada nos dias de hoje, como escreveu o biógrafo de Dalton, Frank Greenaway, pois com ela “fizemos novos materiais, utilizamos novas fontes de energia, derrotamos uma doença após a outra e chegamos a avistar o mecanismo da vida”. Ele acrescenta que John Dalton “não foi inteiramente quem deu esse presente à humanidade, mas foi quem entregou o presente, que levou muito tempo até chegar a ele”, desde a filosofia antiga dos gregos, e que se transformou no átomo da ciência do século XIX.
Fonte: SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução de Antonio Canavarro Pereira. 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p. 417-421.

Origem dos termos científicos
• A palavra “molécula” é o diminutivo da palavra latina mole, massa. Assim, na sua origem, “molécula” significa pequena massa.

Temas para pesquisa
• “Hoje sabemos que as moléculas de água são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. A fórmula da água é H2O. Porém essa fórmula nem sempre foi conhecida. Dalton, por exemplo, não achava que a fórmula da água era H2O. Qual era, na concepção de Dalton, a fórmula da água?” • “Qual a relação entre John Dalton e o distúrbio visual denominado daltonismo?”

Tema para discussão em grupo
• “O que leva alguém a desejar ser um pesquisador, um cientista?”

Texto ao professor
JOHN DALTON & A TEORIA DO ÁTOMO (1766-1844)

[...] John Dalton nasceu no dia 5 ou 6 de setembro de 1766, em Eaglesfield, uma pequena aldeia, perto de Cockermouth, no condado de Cumberland, na Inglaterra. Seu pai, Joseph Dalton, tinha o ofício de tecelão e era quaker; sua mãe vinha de uma família abastada. Cursou a escola local e, com 12 anos, quando o mestre-escola se aposentou, o jovem Dalton começou a ensinar em seu lugar. Elihu Robinson, um abastado quaker local, com boa educação e seu parente distante, o encorajou e o encaminhou para as ciências. Em 1781, com 15 anos, Dalton mudou-se para Kendall, onde ensinou no internato por cerca de 12 anos. Durante esse período, estudou matemática e ciências naturais com John Gough, que, apesar de cego, era um eloqüente filósofo, e foi descrito por William Wadsworth no poema Excursão (“Penso que o vejo agora, suas pupilas se movendo sob sua ampla fronte”). Encorajado por Gough e pelo clima caprichoso do campo inglês, Dalton manteve um diário das condições do tempo desde 1793 até quase sua morte; seu primeiro trabalho, publicado em 1793, foi o livro Observações e Ensaios Meteorológicos. As observações de Dalton sobre as mudanças das

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Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc LOPES, A. R. C. Reações químicas: fenômeno, transformação e representação. Química Nova na Escola, n. 2, 1995. p. 7-9. A autora tece comentários sobre abordagens do tema reações químicas que podem induzir à formação distorcida desse conceito.

MALDANER, O. A.; PIEDADE, M. C. T. Repensando a Química. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 15-19. Os autores fazem um relato de sala de aula sobre o enfoque da combustão como uma transformação química, destacando obstáculos ao início do desenvolvimento do pensamento químico. MORTIMER, E. F.; MIRANDA, L. C. Transformações. Concepções de estudantes sobre reações químicas. Química Nova na Escola, n. 2, 1995. p. 23-26. Esse artigo enfoca a passagem do nível fenomenológico para o nível atômico-molecular no aprendizado do tema reações químicas, destacando a conservação da massa como via de que o professor dispõe para conduzir os alunos de um nível a outro.

Capítulo 5
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Introdução à estrutura atômica
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Montar um modelo de átomo que respeite as proporções entre raio do núcleo e raio da eletrosfera, escolhendo o objeto mais adequado para representar o núcleo, a fim de que o átomo representado caiba na sala de aula ou, pelo menos, no terreno da escola. • Consultar a tabela periódica dos elementos de modo a obter informações sobre nome, símbolo e número atômico dos elementos. • De posse da tabela periódica e da carga de um íon, estabelecer comparação entre ele e o respectivo átomo neutro, no tocante ao número de prótons e ao de elétrons. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que, na história da Ciência, teorias e modelos são aprimorados ou substituídos por outros melhores. • Compreender que a Ciência é um constructo humano.

Principais conteúdos conceituais do capítulo • Noções sobre a época em que foram descobertos elétron, próton e nêutron • Modelo atômico de Thomson • Experiência da dispersão de partículas alfa • Modelo atômico de Rutherford • Número atômico • Número de massa • Conceituação moderna de elemento químico • Isótopos • Íons • Modelo atômico de Bohr • Modelo atômico de subníveis de energia

Comentário geral
Este capítulo se inicia com o desenvolvimento dos modelos atômicos de Thomson e de Rutherford. Pontos relevantes introduzidos com esses modelos são a presença da carga elétrica (Thomson) e da descontinuidade do átomo, no qual predomina espaço vazio (Rutherford). Modelos são concepções humanas. Portanto modelos tendem a ser aprimorados ao longo da história da Ciência, à medida que esta progride. Modelos, e as teorias em que se inserem, fazem parte da tentativa humana de melhor compreender a natureza.

O capítulo prossegue com a apresentação do modelo de subníveis. À exceção de pequenos trechos do capítulo 6 do volume 1, não há na obra nenhum conceito da Química cuja compreensão, no nível esperado para o ensino médio, dependa essencialmente da distribuição eletrônica nos subníveis. Para trabalhar os capítulos basta, quando muito, a distribuição eletrônica nas camadas. Em função disso, e também do fato de o estudo do modelo de subníveis envolver pré-requisitos que os alunos adquirem ao longo do ensino médio, em Física e em Química, há muitos professores que optam por trabalhar o modelo de subníveis no final do terceiro ano. Há, ainda, outros professores que optam por simplesmente não trabalhar tal modelo no

ensino médio. Optando por pular o modelo de subníveis no primeiro ano, deve-se, apenas, tomar o cuidado de desconsiderar alguns poucos eventuais exercícios de vestibular, dentre os muitos apresentados no final dos capítulos, que possam envolver tal conceito. A distribuição eletrônica em camadas é revisitada no capítulo 6, num momento em que se estuda a variação da valência dos elementos representativos ao longo de um período (p. 100). Parte importante desse capítulo é a conclusão da conceituação de elemento químico, iniciada no capítulo 3 e retrabalhada no 4. Dominar esse conceito é fundamental ao estudante para compreender conceitos como ligação química, massa atômica e massa molar, por exemplo.

A ponta desse filamento deve ser mergulhada em HCl(aq) concentrado e depois impregnada com sal de lítio, cálcio, cobre, bário, sódio etc. Ao ser levada à chamada clara de um bico de Bunsen, ocorre a volatização do cloreto do metal, que, por causa da excitação dos elétrons pela energia proveniente da chama, produz uma chama luminosa de coloração característica, que depende do metal presente. Por questão de segurança (a prática envolve ácido concentrado e chama), recomendamos que seja uma demonstração feita pelo professor. O resultado da experiência permite estabelecer interessante relação com a cor dos fogos de artifício, dos letreiros luminosos, das lâmpadas de vapor de sódio etc.

Origem dos termos científicos
• O nome dos diversos elementos químicos é sempre uma fonte de curiosidade. A seção Textos ao professor, logo mais à frente, fornece interessantes informações etimológicas, que o professor poderá empregar para ilustrar suas aulas. • A palavra “próton” vem do grego prôtos, primeiro. O termo foi cunhado por Rutherford e é uma alusão ao fato de ele pensar tratar-se de uma partícula fundamental da matéria. • A palavra “elétron” vem do grego élektron, que designa o âmbar-amarelo, a resina de uma árvore que, quando seca, eletriza-se por atrito. Da mesma palavra do grego surgiu o termo “eletricidade”.

Textos ao professor
O NOME DOS ELEMENTOS Como escolher o nome para um novo elemento químico descoberto? Ao longo da história, os químicos têm respondido a essa pergunta de diferentes maneiras. Muitos escolhem homenagear uma pessoa ou um lugar. Outros descrevem uma propriedade do novo elemento. Mesmo elementos conhecidos desde a Antigüidade podem possuir nomes com interessante significado. Até a Idade Média, apenas nove elementos eram conhecidos: ouro, prata, estanho, mercúrio, cobre, chumbo, ferro, enxofre e carbono. Os símbolos desses elementos são derivados dos seus nomes em latim: aurum (“amarelo”), argentum (“brilhante”), stannum (“gotejante” ou “fácil de fundir”), hydrargyrum (“água prateada”), cuprum (Chipre, nome da ilha onde há muitos minérios de cobre), plumbum (significado exato desconhecido, possivelmente “pesado”), ferrum (significado exato também desconhecido) e carbon (“carvão”). O símbolo do enxofre vem do latim sulfur, palavra que pode ter vindo do sânscrito sulveri (“o inimigo do cobre”) ou do escandinavo swel (“o que queima lentamente”). O elemento mercúrio e o planeta homônimo receberam o nome de um deus mitológico. Os antigos associavam os elementos aos planetas e aos deuses. Mercúrio era o deus grego associado à rapidez, à astúcia e aos exercícios ginásticos (o planeta se move rapidamente no céu e o elemento, sendo o único metal líquido, pode rapidamente escorrer). Em 1787 o químico francês Lavoisier sugeriu que os novos elementos a serem descobertos deveriam receber nomes associados às suas propriedades. Nos 125 anos que se seguiram, muitos nomes de elementos foram criados segundo essa recomendação. Alguns nomes vêm do grego: hidrogênio (hydros-gen, “gerador de água”), oxigênio (oksys-gen, “gerador de ácidos”), nitrogênio (nitron-gen, “gerador de salitre”), bromo (bromos, “mau cheiro”) e argônio (a-ergon, “não reage”). Outros nomes vêm do latim, como, por exemplo, rádio e radônio (radius, “raio”), ambos elementos radioativos. Certos nomes foram dados referindo-se à cor das substâncias (simples ou compostas) formadas pelo elemento. Exemplos: cloro (do grego khloros, “amarelo-esverdeado”), iodo (do grego iodes, “violeta”), irídio (de Íris, a deusa grega mensageira que vinha à Terra pelo arco-íris; soluções de compostos de irídio apresentam cores variadas), ródio (do grego rhodon, “rosa”, a cor de vários compostos do ródio) e crômio (do grego khroma, “cor”, numa alusão às muitas cores dos compostos do metal). Alguns elementos, contrariamente à sugestão de Lavoisier, tiveram seus nomes associados a planetas, figuras mitológicas, superstições ou lugares. Entre os nomes de origem celeste temos: hélio (Sol), telúrio (Terra), selênio (Lua), urânio (o planeta Urano fora descoberto poucos anos antes do elemento). Os dois elementos cujos números atômicos se seguem ao urânio foram chamados de netúnio e plutônio, numa

Temas para pesquisa
O tema para pesquisa apresentado na página 69 do livro é de grande valia para preparar terreno para trabalhar com os alunos o conceito de massa atômica, no capítulo 13. A resposta à pergunta proposta nesse tema para pesquisa está no próprio livro do aluno, na tabela 1 da página 246. O professor também pode propor um tema relacionado à história da Química. A cada aluno é dado o nome de um elemento químico a fim de que sejam pesquisadas características desse elemento, tais como origem e significado do nome, época da descoberta e contexto histórico em que se deu essa descoberta, ocorrência natural, importância no sistema produtivo, grau de necessidade ao organismo humano ou grau de toxicidade. Contudo não há por que transformar esse tipo de pesquisa em algo demorado e enfadonho. É mais produtivo pedir informações objetivas e fazer com que cada aluno as apresente aos colegas. Isso ajuda a desenvolver habilidades e atitudes necessárias para expressar-se em público, e pode despertar o interesse dos estudantes sobre outros assuntos, que poderão ser desenvolvidos posteriormente.

Atividade
Montar um modelo de átomo, respeitando a proporção entre o raio do núcleo e o da eletrosfera. O que seria mais sensato empregar para representar o núcleo, de modo a ter um átomo com dimensões que caibam na sala ou, pelo menos, no terreno da escola: uma bola de pingue-pongue, uma bola de gude, um grão de feijão, um grão de areia ou o quê? A que distância desse “núcleo” estariam os elétrons mais afastados, respeitando-se a proporção entre o raio do núcleo e o raio da eletrosfera?

Experimento
O TESTE DA CHAMA O teste da chama é feito com um filamento de níquel-cromo seguro por uma pinça de madeira.

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alusão aos planetas Netuno e Plutão. O elemento cério tem esse nome por causa de Ceres, o primeiro asteróide a ser descoberto, o que acontecera dois anos antes do descobrimento do elemento (Ceres era a deusa romana do milho e da colheita). Como nomes provenientes de entidades mitológicas, além do mercúrio (e do cério, indiretamente), podemos citar: promécio (de Prometeu, personagem da mitologia grega), vanádio (de Vanadis, deusa escandinava da beleza), titânio (de Titãs, os primeiros filhos da Terra), nióbio e tântalo (Níobe era filha de Tântalo, na mitologia grega; o nióbio foi encontrado na mesma rocha que o tântalo e se parece muito com ele) e tório (de Thor, o deus escandinavo da guerra). O nome cobalto vem de Kobold, espírito demoníaco germânico que se dizia estar presente quando a mineração do cobre dava baixos rendimentos. A palavra níquel deriva de Nickel, palavra alemã para “diabo”. A expressão Kupfernickel (“diabo de cobre”) era pronunciada pelos mineradores alemães quando descobriam que estavam en1

ganados ao pensar que uma determinada rocha continha cobre. O elemento níquel foi descoberto em uma rocha desse tipo. Como exemplos de elementos que homenageiam lugares, podemos citar: amerício (América), califórnio (Califórnia), germânio (Alemanha), frâncio (França), gálio (Gália França), lutécio (Lutetia Parisiorum Paris), polônio (Polônia), rutênio (Rússia), escândio (Escandinávia) e európio (Europa). E como exemplos de elementos cujos nomes são homenagem a pessoas, podemos citar: cúrio (Marie Curie), einstênio (Albert Einstein), férmio (Enrico Fermi), mendelévio (Dmitri Mendeleev) e nobélio (Alfred Nobel). A diversidade dos nomes dos elementos nos mostra alguns interessantes aspectos da maravilhosa história da Química. Vistos por essa perspectiva histórica, eles nos dizem muito sobre os valores e práticas dos químicos. Examiná-los nos permite entender como os interesses dos cientistas e sua maneira de ver o mundo mudaram com o passar do tempo.
2

H
1766 3 4 5 6 7 8 9

He
1895 10

Li
1817 11

Be
1798 12

B
1808 13

C
14

N
1772 15

O
1772 16

F
1887 17

Ne
1898 18

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Na
1807 19

Mg
1756 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30

Al
1827 31

Si
1823 32

P
1669 33

S
34

Cl
1774 35

Ar
1894 36

K
1807 37

Ca
1808 38

Sc
1879 39

Ti
1791 40

V
1830 41

Cr
1797 42

Mn
1774 43

Fe
44

Co
1735 45

Ni
1751 46

Cu
47

Zn
1746 48

Ga
1875 49

Ge
1886 50

As
51

Se
1817 52

Br
1826 53

Kr
1898 54

Rb
1861 55

Sr
1790 56

Y
1794 71

Zr
1789 72

Nb
1801 73

Mo
1778 74

Tc
1937 75

Ru
1844 76

Rh
1803 77

Pd
1803 78

Ag
79

Cd
1817 80

In
1863 81

Sn
82

Sb
? 83

Te
1782 84

I
1811 85

Xe
1898 86

Cs
1860 87

Ba
1808 88

Lu
1907 103

Hf
1923 104

Ta
1802 105

W
1781 106

Re
1925 107

Os
1803 108

Ir
1803 109

Pt
1735 110

Au
111

Hg

Tl
1861

Pb

Bi
1757

Po
1898

At
1940

Rn
1900

Fr
1939

Ra
1898

Lr
1961

Rf
1965

Db
1970 57

Sg
1976 58

Bh
1976 59

Hs
1984 60

Mt
1982 61

Ds
1995 62

Rg
1995 63 64 65 66 67 68 69 70

La
1839 89

Ce
1803 90

Pr
1885 91

Nd
1843 92

Pm
1947 93

Sm
1879 94

Eu
1896 95

Gd
1880 96

Tb
1843 97

Dy
1886 98

Ho
1879 99

Er
1843 100

Tm
1879 101

Yb
1907 102

Ac
1899

Th
1828

Pa
1917

U
1789

Np
1940

Pu
1940

Am
1945

Cm
1944

Bk
1950

Cf
1950

Es
1952

Fm
1953

Md
1955

No
1958

Nessa tabela periódica aparecem os símbolos dos elementos, seus números atômicos e o ano de sua descoberta (a ausência da data indica elemento conhecido desde a Antigüidade). Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

O ÁTOMO DE BOHR Uma vez estabelecido em Copenhague, Bohr continuou a pensar sobre as implicações radicais do modelo nuclear do átomo proposto por Rutherford. Tratava-se da idéia do átomo nuclear, uma espécie de sistema solar em miniatura, com os elétrons girando em torno de um núcleo semelhante ao Sol. Era um modelo engenhoso, que respondia a muitas questões, e encontrava aceitação geral entre os físicos. Ele envolvia, contudo, um grande problema, o que os cientistas chamam de uma anomalia. O ponto anômalo era: o que mantinha os elétrons em seu lugar no átomo nuclear? Se os elétrons são negativamente carregados e o núcleo é positivamente carregado, e se cargas opostas se atraem, os elétrons deveriam cair no interior do núcleo. A teoria eletromagnética mostra que um objeto eletricamente carregado, quando gira à maneira do elétron em torno do núcleo, emite radiação eletromagnética, perdendo energia nesse processo. Segundo a teoria, à medida que perde energia o elétron iria espiralar para o interior até finalmente cair dentro do núcleo. Mas tal não acontece. Ao contrário do que reza a teoria, os elétrons não caem dentro do núcleo. Os átomos permanecem estáveis por períodos indefinidos, e nisso reside a anomalia. Um dos muitos físicos de quem esse problema tirava o sono, Niels Bohr adotou uma abordagem original para buscar uma explicação. Concluiu que, com ou sem teoria, o elétron não irradiava energia enquanto estava em órbita. Por outro lado, tanto a teoria quanto os indícios expe-

rimentais mostravam que o hidrogênio, por exemplo, de fato irradiava energia quando aquecido — energia que muitos físicos acreditavam ser proveniente dos elétrons. De onde essa energia realmente vinha? Essa foi a questão que Bohr decidiu que devia resolver. Segundo os colegas de Bohr, seu maior trunfo era a capacidade de identificar, e explorar, falhas na teoria. Desenvolvendo essa aptidão, ele a transformou numa metodologia científica rigorosa. Costumava colecionar casos de falha, examinar cada um minuciosamente e identificar aqueles que pareciam incorporar o mesmo defeito. Em seguida, concebia uma hipótese para corrigir o defeito, conservando tanto quanto podia da teoria original defeituosa. Empurrando e puxando continuamente teoria e resultados experimentais até que uma nova teoria emergisse, Bohr geralmente tinha êxito. Era um método intricado que exigia não só gênio criativo como a capacidade de suportar a ambigüidade, a incerteza e a aparente contradição. Em 1913, usando esse método, Bohr concebeu um modelo do átomo que era uma variação do de Rutherford, mas explicava a misteriosa anomalia dos elétrons. Perguntou a si mesmo como um átomo de hidrogênio podia irradiar energia quando aquecido e absorvê-la quando esfriado, sem contudo colapsar. Concluiu que, enquanto permanecia na mesma órbita dentro do átomo de hidrogênio, o elétron não irradiava energia. Como alternativa, sugeriu que o elétron podia assumir uma posição estável em qualquer das diferentes órbitas das diferentes distâncias do núcleo. Sempre que estivesse numa órbita particular, o elétron não ganhava nem perdia energia. Quando mu-

dasse de órbita, contudo, iria ou absorver ou emitir energia. Elétrons que estão mais afastados do núcleo têm maior energia e um elétron pode saltar para um nível mais alto absorvendo energia. Isso ocorreria em altas temperaturas ou quando fótons com energia suficiente atingissem o átomo. Inversamente, um elétron emitiria energia na forma de radiação quando caísse num nível mais próximo do núcleo. Isso ocorreria quando houvesse uma lacuna num nível mais baixo. Por que Bohr pensou em “degraus” de órbitas? Por que um elétron nunca está numa órbita a meio caminho entre um nível e outro? Bohr estava se valendo da teoria quântica de Planck. Propôs que um átomo só pode absorver ou emitir quanta — energia de quantidade fixa — e que essas quantidades de energia são exatamente suficientes para enviar elétrons para a órbita seguinte. Bohr propôs-se então a explicar por que um elétron se comporta dessa maneira, estabelecendo uma nova conexão entre matéria e luz. Sugeriu que, quando se movem de um nível de energia para outro, os elétrons desprendem ou absorvem “pacotes” de radiação na forma de luz. Esses pacotes são chamados fótons, ou quanta. Quanto mais curto é o comprimento de onda da radiação, mais alta é a energia do fóton. Ele calculou então as energias precisas envolvidas no salto de um elétron de uma órbita permissível para outra. É mais fácil compreender a teoria de Bohr considerando os fascinantes indícios que ele usava em sua defesa. Esses indícios vêm de um campo de estudos conhecido como espectroscopia, o estudo dos espectros de luz emitidos por átomos de diferentes elementos. O interior do átomo é invisível ao olho humano, mas a espectroscopia fornece uma janela (alguns autores a compararam a uma janela de vitral), que é composta do espectro luminoso. Todo objeto de temperatura superior ao zero absoluto emite radiação; quanto mais quente ele estiver, mais elevada será a freqüência dessa radiação. O atributo importante dessa radiação, que permite a análise química, é que a radiação emitida por diferentes átomos e moléculas é uma marca distintiva, como uma impressão digital. Cada impressão, ou espectro, se distingue por picos e vales em posições que são características das substâncias químicas que emitem a radiação. Em 1859, o físico alemão Gustav Kirchhoff encontrou uma conexão entre linhas espectrais e elementos químicos. Descobriu que, quando vários elementos eram aquecidos, cada um deles emitia um espectro de luz diferente. Kirchhoff e seu colega Robert Bunsen (o inventor do bico de Bunsen) conseguiram assim identificar elementos por suas linhas espectrais. Agora a ciência tinha uma ferramenta para examinar a composição química de qualquer objeto que emitisse luz. De fato, é por esse meio que os astrônomos analisam atualmente, no tocante aos elementos que as constituem, a composição de estrelas distantes. Mas que tem tudo isto a ver com a determinação da estrutura do átomo? Em sua análise do problema do elétron, Bohr havia selecionado o átomo de hidrogênio para um estudo detalhado em razão de sua simplicidade (um elétron em órbita em torno de um próton). Considerando as linhas espectrais do hidrogênio, Bohr postulou que ocorre radiação quando um elétron salta de um nível de energia para outro mais baixo e que a energia do fóton emitido é a diferença entre os dois níveis de energia. Um elétron saltaria de uma órbita para outra quando absorvesse ou emitisse energia. Supondo que essa energia era convertida em luz, ele calculou os comprimentos de onda correspondentes. Comparou estes últimos ao conhecido, mas não compreendido, espectro do hidrogênio, e a correspondência foi exata. O hidrogênio tem três linhas bastante vívidas em seu espectro visível: uma vermelha, uma azul-verde e uma azul. Bohr explicou que as emissões dos átomos são aquilo que aparece na forma das linhas espectrais características do hidrogênio. A linha vermelha aparece quando o elétron salta da terceira órbita para a segunda; a linha azul-verde quando ele salta da quarta órbita para a segunda. O século XIX vira o acúmulo de espectros belamente observados de muitos elementos, mas, até Bohr, pouco se compreendera deles. Quando soube em que grau a teoria correspondia aos dados das linhas espectrais, Albert Einstein qualificou o achado de Bohr como uma das grandes descobertas da física.

A teoria de Bohr representou a primeira aplicação da teoria quântica a um campo que a física clássica sempre considerara exclusividade sua — a física da matéria. Desse ponto em diante, os físicos ficaram conhecendo os limites da física clássica na escala do muito pequeno — Einstein já lhes ensinara os limites da física clássica no domínio das velocidades ultra-altas. O esquema de Bohr foi também a primeira tentativa bem-sucedida de explicar a espectroscopia a partir da estrutura interna do átomo e de usar dados espectroscópicos para explicar a estrutura interna do átomo.
Fonte: BRENNAN, R. P. Gigantes da Física: uma história da Física moderna através de oito biografias. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Revisão técnica de Hélio da Motta Filho e Henrique Lins de Barros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. p. 151-155.

EXCEÇÕES AO DIAGRAMA DAS DIAGONAIS A tabela a seguir relaciona as exceções conhecidas ao diagrama mnemônico das diagonais, considerando-se até o elemento 103. No atômico 24 29 41 42 44 45 46 47 64 65 66 67 68 78 79 90 91 92 93 94 103 Símbolo Cr Cu Nb Mo Ru Rh Pd Ag Gd Tb Dy Ho Er Pt Au Th Pa U Np Cm Lr Configuração fundamental [Ar] (3d)5(4s)1 [Ar] (3d)10(4s)1 [Kr] (4d)4(5s)1 [Kr] (4d)5(5s)1 [Kr] (4d)7(5s)1 [Kr] (4d)8(5s)1 [Kr] (4d)9(5s)1 [Kr] (4d)10(5s)1 [Xe] (4f)7(5d)1(6s)2 [Xe] (4f)8(5d)1(6s)2 [Xe] (4f)9(5d)1(6s)2 [Xe] (4f)10(5d)1(6s)2 [Xe] (4f)11(5d)1(6s)2 [Xe] (4f)14(5d)9(6s)1 [Xe] (4f)14(5d)10(6s)1 [Rn] (6d)2(7s)1 [Rn] (5f)2(6d)1(7s)2 [Rn] (5f)3(6d)1(7s)2 [Rn] (5f)4(6d)1(7s)2 [Rn] (5f)7(6d)1(7s)2 [Rn] (5f)14(6d)1(7s)2
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Fonte da tabela: MORTIMER, R. G. Physical Chemistry. 2. ed. San Diego: Harcourt Brace, 2000. p. 636.

Sugestão de leitura complementar para o aluno
CHASSOT, A. A Ciência através dos tempos. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica) Apresenta um panorama da evolução da atividade científica, da pré-história aos dias atuais. Os capítulos 10 e 11 incluem a evolução de modelos recentes para a composição da matéria.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc ALMEIDA, W. B.; SANTOS, H. F. Modelos teóricos para a compreensão da estrutura da matéria. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 6-13. Os autores apresentam os principais aspectos relacionados ao conceito e ao formalismo da Química Quântica. BRENNAN, R. P. Gigantes da Física: uma história da Física moderna através de oito biografias. Tradução de Maria Luiza X. de A. Borges. Revisão técnica de Hélio da Motta Filho e Henrique Lins de Barros. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1998. (Coleção Ciência e Cultura) Há pelo menos quatro capítulos que podem interessar ao professor de Química. Eles abordam as biografias de Max Planck, Ernest Rutherford, Niels Bohr e Werner Heisenberg. CHASSSOT, A. Sobre prováveis modelos de átomos. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 3. O autor faz considerações sobre a elaboração de modelos científicos. DUARTE, H. A. Ligações químicas: ligação iônica, covalente e metálica. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 14-23. O autor enfoca esses três tipos de ligação a partir de conceitos da Química Quântica. FILGUEIRAS, C. A. L. A espectroscopia e a Química: da descoberta de novos elementos ao limiar da teoria quântica. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 22-25. MEDEIROS, A. Aston e a descoberta dos isótopos. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 32-37.

O autor relata um dos trechos da história da Ciência que é pouco conhecido dos químicos e dos professores de Química em geral. MORTIMER, E. F. O significado das fórmulas químicas. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 19-21. Tomando como exemplo a água, o autor discute o que significa atribuir fórmula às substâncias, apontando limites dos modelos de estrutura molecular. ROMANELLI, L. I. O papel mediador do professor no processo de ensino-aprendizagem do conceito de átomo. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 27-31. SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química: um livro-texto para a primeira disciplina de Química do curso de Química. Campinas, publicado pelo autor (Instituto de Química da Unicamp), 1999. SEGRÈ, E. Dos raios X aos quarks: físicos modernos e suas descobertas. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1980. Escrito pelo ganhador do Prêmio Nobel de Física em 1959, o italiano Emilio Gino Segrè, é recomendado para quem deseja saber mais sobre a composição da matéria e a história das descobertas referentes a ela. SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução de Antonio Canavarro Pereira. 1. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. O capítulo 19 apresenta a biografia de Rutherford. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C. O átomo e a tecnologia. Química Nova na Escola, n. 3, 1996. p. 4-7. Esse artigo apresenta o estudo da estrutura do átomo como rica fonte de fatos que explicaram fenômenos do dia-a-dia ou resultaram em importantes aplicações práticas. VOGEL, A. I. Química Analítica Qualitativa. São Paulo: Mestre Jou, 1981. p. 156-162. Nessa referência, o professor encontra mais informações teóricas sobre o teste (ou ensaio) da chama.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Capítulo 6
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Breve histórico de como se chegou à tabela periódica • Estrutura da tabela periódica atual • Importância dos elementos no cotidiano • Valência e tabela periódica • Configuração eletrônica e tabela periódica • Propriedades periódicas relevantes

A tabela periódica dos elementos
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Empregar materiais caseiros para construir um aparelho para testar a condutividade elétrica (que use uma pilha de 1,5 V). • Consultar corretamente a tabela periódica, visando à obtenção do número atômico de um elemento. • Associar a posição de um elemento representativo na tabela periódica (período e grupo) à sua distribuição eletrônica em camadas e à sua valência. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Perceber que os conceitos científicos se relacionam ao vivenciado cotidianamente. • Perceber que, na história da Ciência, idéias são aprimoradas ou substituídas por outras melhores.

Comentário geral
A atividade proposta em Elabore uma classificação, no início do capítulo, realiza uma problematização que permite aos estudantes perceberem como Mendeleev e outros que o antecederam agruparam os elementos químicos de acordo com suas propriedades. Tem-se, com essa atividade inicial, a oportunidade de apresentar a tabela periódica como algo elaborado muito antes que a distribuição eletrônica fosse compreendida e que, originalmente, foi feita colocando os elementos em ordem crescente da massa dos átomos e não do número atômico, grandeza ainda não conceituada naquela época (o conceito de número atômico surgiu com Moseley, na década de 1910). Após apresentar a tabela periódica atual, terminologias como períodos e grupos, e também a classificação dos elementos segundo critérios diferentes, o capítulo trata da relação entre a configuração eletrônica e a posição de um elemento na tabela periódica. Como a distribuição eletrônica em subníveis não é absolutamente necessária para o desenvolvimento de nenhum dos temas existentes nos capítulos seguintes da coleção, e como há professores que optam por deixar esse tema para o terceiro ano, é possível, nessa altura do curso, apenas estabelecer uma relação entre a distribuição eletrônica nas camadas para elementos representativos e a sua posição na tabela periódica, o que é suficiente para o prosseguimento dos estudos da Química no ensino médio. Finalmente, o capítulo trata de algumas propriedades periódicas. Nesta obra, optou-se por usar a numeração sugerida pela Iupac para os grupos, de 1 a 18. Porém, dada a grande utilização que ainda se faz da numeração anterior (1A, 2A etc.), muitas vezes ela é colocada entre parênteses.

Origem dos termos científicos
• A designação metais “alcalinos” vem do árabe al-qali, pelo latim medieval alkali, cinza de plantas. Nas cinzas vegetais são encontrados sódio e potássio na forma de óxidos e carbonatos. • O termo metais “alcalino-terrosos” é uma alusão à semelhança com os metais alcalinos em algumas de suas propriedades e ao fato de alguns deles serem encontrados na terra. • A palavra “chalcogênios”, ou “calcogênios”, vem do grego chalkós, cobre, e génesis, origem, geração, criação. Assim, o significado é “formadores de cobre”, porque os minérios dos quais o cobre é extraído são geralmente compostos de cobre e enxofre (por exemplo, Cu2S) ou cobre e oxigênio (por exemplo, Cu 2O). Outros membros do grupo dos calcogênios aparecem nas rochas que contêm esses minérios, em quantidades menores. • “Halogênios” vem do grego halós, sal, e génesis, origem, geração, criação. Assim, o termo significa “formadores de sais”. • A palavra “valência” vem do latim valentia, ter força.

Tema para pesquisa
• “A palavra prumo deriva do latim plumbum, que significa chumbo. O que é o prumo (ou fio de prumo) e para que serve?”

Textos ao professor
ELEMENTOS QUÍMICOS PRESENTES NO CORPO HUMANO Elemento Símbolo Z Função(ões) principal(is)

Presentes em grande quantidade Hidrogênio Carbono Nitrogênio Oxigênio H C N O 1 6 7 8 São formadores de substâncias presentes em grande quantidade no organismo (açúcares, proteínas, gorduras etc.) Dentre eles, hidrogênio e oxigênio formam a água (H2O), que é responsável por mais da metade da massa de um ser humano.

Presentes em quantidade pequena Sódio Magnésio Fósforo Enxofre Cloro Potássio Cálcio Na Mg P S Cl K Ca 11 12 15 16 17 19 20 Forma íon (Na ) presente no sangue e demais líquidos do organismo. Tem papel importante no funcionamento de músculos. Presente no fosfato, que toma parte no sistema de armazenamento de energia. Participa da composição de algumas proteínas. Forma íon (Cl ) presente no sangue e demais líquidos do organismo. Forma íon (K ) presente no sangue e demais líquidos do organismo. Toma parte em ossos e dentes, na forma de íon (Ca2 ).

Presentes em quantidade muito pequena (apenas traços) Flúor Crômio Manganês Ferro Cobalto Cobre Zinco Selênio Molibdênio Iodo F Cr Mn Fe Co Cu Zn Se Mo I 19 24 25 26 27 29 30 34 42 53 Participa do esmalte dental, que reduz a formação de cáries. Participa do metabolismo dos açúcares. Ajuda na metabolização de açúcares e gorduras e na formação óssea. Componente da hemoglobina, pigmento que transporta oxigênio no sangue. Faz parte da composição da vitamina B12. Ajuda na ocorrência de algumas reações químicas. Necessário ao crescimento normal. Auxilia a digestão de óleos e gorduras. Ajuda na ocorrência de algumas reações químicas. Importante para o bom funcionamento da tireóide.

Fonte: G. I. Sackheim e D. D. Lehman. Chemistry for Health Sciences. 8. ed. New Jersey, Prentice-Hall, 1998. p. 37; M. M. Bloomfield e L. J. Stephens. Chemistry and the living organism. 6. ed. New York, Wiley, 1996. p. 95; F. Bettelheim e J. March. Introduction to General, Organic & Biochemistry. 4. ed. Orlando, Saunders, 1995. p. 36.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Dos mais de cem elementos químicos conhecidos, apenas alguns são necessários ao organismo humano. Tais elementos são provenientes dos alimentos e fazem parte da composição de substâncias existentes no corpo humano. Alguns deles aparecem em quantidade maior do que outros.
H Li Na K Rb Cs Fr Be Mg Ca Sr Ba Ra Sc Y Ti Zr Hf Rf V Nb Ta Db Cr Mo W Sg Mn Tc Re Bh Fe Ru Os Hs Co Rh Ir Mt Ni Pd Pt Ds Cu Ag Au Rg Zn Cd Hg B Al Ga In Tl C Si Ge Sn Pb N P As Sb Bi O S Se Te Po F Cl Br I At He Ne Ar Kr Xe Rn

La

Ce

Pr

Nd

Pm

Sm

Eu

Gd

Tb

Dy

Ho

Er

Tm

Yb

Lu

Ac

Th

Pa

U

Np

Pu

Am

Cm

Bk

Cf

Es

Fm

Md

No

Lr

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Os elementos que aparecem nos quadrinhos destacados existem no organismo humano em: grande quantidade (correspondem a cerca de 99,3% do total de átomos do corpo humano); quantidade pequena (cerca de 0,7% do total de átomos do corpo humano); quantidade muito pequena (menos de 0,01% do total de átomos do corpo humano). Fonte: Tabela elaborada pelos autores a partir de dados de M. M. Bloomfield e L. J. Stephens. Chemistry and the living organism. 6. ed. New York, Wiley, 1996. p. 95.

O JARDIM DE MENDELEIEV* Em 1945 foi reaberto o Science Museum, em South Kensington (estivera fechado durante grande parte da guerra), e vi pela primeira vez a gigantesca tabela periódica ali exposta. A estrutura da tabela ocupava toda uma parede no patamar superior; era um gabinete feito de madeira escura com noventa e tantos cubículos, cada qual com a inscrição do nome, peso atômico e símbolo químico de seu elemento. E em cada cubículo havia uma amostra do próprio elemento (pelo menos daqueles que haviam sido obtidos em sua forma pura e que podiam ser expostos com segurança). Intitulava-se “Classificação periódica dos elementos — segundo Mendeleiev”. Minha primeira visão foram os metais, dúzias deles em todas as formas possíveis: bastões, nacos, cubos, filamentos, folhas, discos, cristais. A maioria era cinzenta ou prateada, alguns tinham um leve toque de azul ou rosa. Uns poucos tinham superfícies com um pálido brilho amarelado, e por fim havia as cores vivas do cobre e do ouro. No canto superior direito ficavam [...] os elementos não metálicos — o enxofre em espetaculares cristais amarelos e o selênio em cristais vermelhos translúcidos, o fósforo, como cera de abelha descorada, mantido em água, e o carbono, em minúsculos diamantes e brilhante grafite preta. Havia o boro, um pó pardacento, e o silício encrespado e cristalino, com um intenso brilho negro como grafite ou galena. À esquerda estavam os álcalis e os metais alcalino-terrosos — os metais de Humphry Davy —, todos (exceto o magnésio) em banhos protetores de nafta. Espantei-me com o lítio, no canto superior, que de tão leve flutuava na nafta, e também com o césio, mais abaixo, que formava uma poça cintilante sob a nafta. O césio, eu sabia, tinha um ponto de fusão baixíssimo, e aquele era um dia quente de verão. Mas eu não havia percebido plenamente, nos pedacinhos parcialmente oxidados que vira, que o césio puro era dourado — de início emitia apenas um lampejo, um clarão dourado, parecendo iridescente nos tons áureos; e então, olhado de um ângulo inferior, ele era de um dourado puro, fazia pensar em um mar de ouro ou mercúrio dourado.

Havia outros elementos que até então haviam sido para mim apenas nomes (ou, o que é quase tão abstrato, nomes associados a algumas propriedades físicas e pesos atômicos), e agora, pela primeira vez, eu os via concretos, em toda a sua diversidade. Naquele primeiro vislumbre sensorial, vi a tabela como um suntuoso banquete, uma gigantesca mesa servida com oitenta e tantos pratos diferentes. Na época eu já estava familiarizado com as propriedades de muitos elementos, e sabia que formavam famílias naturais, como os metais alcalinos, os metais alcalino-terrosos e os halogênios. Essas famílias (que Mendeleiev chamou de “grupos”) compunham as verticais da tabela, com os álcalis e os metais alcalino-terrosos à esquerda, os halogênios e gases inertes à direita e todo o resto em quatro grupos intermediários. Não estava tão clara a condição de “grupo” desses conjuntos intermediários — por exemplo, no Grupo VI eu via o enxofre, o selênio e o telúrio. Sabia que esses três (meus “malcheirogênios”) eram muito semelhantes, mas o que o oxigênio estava fazendo ali, encabeçando o grupo? Devia haver algum princípio mais profundo em ação — e de fato havia. Estava impresso no topo da tabela, mas na impaciência de ver os elementos propriamente ditos, eu não prestara atenção. O princípio mais profundo, enxerguei então, era a valência. O termo valência não aparecia em meus livros vitorianos mais antigos, pois só fora desenvolvido adequadamente no final da década de 1850; Mendeleiev foi um dos primeiros a aproveitálo e usá-lo como base para classificação, a apresentar o que nunca antes estivera claro: um fundamento racional, uma base para o fato de os elementos parecerem formar famílias naturais, terem profundas analogias químicas e físicas uns com os outros. Mendeleiev então reconheceu oito desses grupos de elementos segundo suas valências. Assim, os elementos do Grupo I, os metais alcalinos, tinham valência 1: um átomo desses elementos combinava-se a um átomo de hidrogênio, formando compostos como LiH, NaH, KH etc. (Ou com um átomo de cloro, formando compostos como LiCl, NaCl, KCl.) Os elementos do Grupo II, metais alcalino-terrosos, tinham valência 2, formando compostos como CaCl2, SrCl2, BaCl2 etc. [...] Embora Mendeleiev estivesse organizando os elementos segundo a valência, também ficava fascinado com os pesos atômicos e com o fato de cada elemento ter seu peso único e específico e por ser esse peso, em certo sentido, a assinatura atômica de cada elemento. E se, mentalmente, ele começou a indexar os elementos segundo suas valências, fez o mes-

* O nome desse cientista aparece grafado de modos diferentes na literatura. No livro do aluno optou-se por Mendeleev. Já no texto aqui transcrito, como vemos, optou-se por Mendeleiev.

mo tomando por base os pesos atômicos. Então, como por mágica, as duas classificações coincidiram. Pois se Mendeleiev organizasse os elementos simplesmente na ordem de seus pesos atômicos, em “períodos” horizontais, como os denominava, evidenciavam-se recorrências das mesmas propriedades e valências em intervalos regulares. Cada elemento imitava as propriedades do elemento acima dele e era um membro ligeiramente mais pesado da mesma família. A mesma melodia, por assim dizer, era tocada em cada período — primeiro um metal alcalino, depois um metal alcalino-terroso, em seguida mais seis elementos, cada qual com sua valência ou tom —, mas tocada em um registro diferente (não pude deixar de pensar em oitavas e escalas, pois vivia em uma casa musical, e as escalas eram a periodicidade que eu ouvia diariamente). Era o agrupamento em oito que dominava a tabela periódica à minha frente, embora também se pudesse ver, na parte inferior da tabela, que elementos extras se interpunham nos octetos básicos: dez elementos extras para cada um nos Períodos 4 e 5, e dez mais catorze no Período 6. E nessa progressão cada período completava-se e conduzia ao seguinte em uma série de voltas vertiginosas — pelo menos, essa foi a forma assumida em minha imaginação, fazendo com que a discreta tabela retangular diante de mim se transformasse, mentalmente, em espirais ou voltas. A tabela era uma espécie de escadaria cósmica, ou uma escada de Jacó que nos comunicava com um céu pitagórico. Percebi subitamente, assombrado, quanto a tabela periódica deve ter surpreendido os primeiros que a viram — químicos que conheciam a fundo as sete ou oito famílias químicas, mas nunca se tinham dado conta da base daquelas famílias (a valência), nem de que todas elas podiam ser reunidas em um único sistema abrangente. Eu me perguntei se eles teriam reagido como eu àquela primeira revelação, exclamando: “Mas é claro! É tão óbvio! Como foi que não pensei nisso?”. [...]
Fonte: SACKS, O. W. Tio Tungstênio: memórias de uma infância química. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 190-193.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova são disponibilizados em http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc CHAGAS, A. P.; ROCHA-FILHO, R. C. Sobre os nomes dos elementos químicos, inclusive dos transférmios. Química Nova, v. 22, n. 5, 1999. p. 769-773. Os autores apresentam proposta aprovada pelo Comitê Brasileiro para Assuntos de Química junto à Iupac. O artigo inclui considerações etimológicas sobre os nomes de alguns elementos e também a grafia sugerida para aqueles que aparecem grafados de modos diferentes na literatura. ——. Nomes recomendados para os elementos químicos. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13. Trata-se de uma versão condensada da referência anterior. SACKS, O. W. Tio Tungstênio: memórias de uma infância química. Tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. O autor desse “romance” relata lembranças de sua infância impregnada pelo contato com os metais e suas propriedades. O título é uma alusão ao tio, que fabricava lâmpadas de tungstênio. SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução de Antonio Canavarro Pereira. 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. O capítulo 47 apresenta a biografia de Mendeleev.

Capítulo 7
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Regra do octeto • Ligação iônica • Ligação covalente • Ligação metálica • Principais propriedades das substâncias iônicas, das moleculares e das metálicas

Ligações químicas interatômicas
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Elaborar a fórmula prevista para o composto iônico formado por um metal e um nãometal, fundamentando-se na posição dos elementos na tabela periódica. • Elaborar a fórmula eletrônica e a fórmula estrutural para casos simples de substâncias moleculares, a partir da fórmula molecular e da posição dos elementos na tabela periódica. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que princípios científicos estão presentes na vida cotidiana.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Comentário geral
O título deste capítulo espelha uma importante divisão. As ligações químicas podem ser classificadas fundamentalmente em interatômicas e intermoleculares. As primeiras, estudadas neste capítulo, se subdividem em iônica, covalente e metálica, que dão origem a grupos de substâncias que, tipicamente, apresentam algumas propriedades semelhantes. No caso de a ligação interatômica ser covalente ou no caso dos gases nobres (monoatômicos), a substância é constituída por moléculas que, por sua vez, interagem entre si (principalmente nos estados sólido e líquido) por meio de ligações intermoleculares. Estas são estudadas no capítulo 8. Estudar ligações químicas interatômicas inclui perceber que há substâncias que conduzem eletricidade quando sólidas e que exibem brilho característico. Há substâncias que não conduzem corrente elétrica quando sólidas, mas, submetidas a temperaturas suficientemente altas para provocar sua fusão, passam a conduzi-la. E há substâncias que não apresentam condutividade elétrica apreciável em nenhum dos três estados físicos, à pressão ambiente. Da percepção da existência desses padrões, aliada à tentativa de incluir cargas elétricas no modelo atômico, surgiram propostas de explicação para a ocorrência de ligações químicas entre os elementos e, também, para algumas das propriedades das substâncias resultantes de tais ligações. É assim que este capítulo tenta conduzir as idéias referentes ao tema ligações químicas interatômicas. A atividade classificatória proposta em Elabore uma classificação, no início do capítulo, pretende colocar como elemento problematizador a possibilidade de elaborar uma classificação envolvendo substâncias químicas com fórmulas não muito complexas. Há inúmeras possibilidades de o professor ampliar os horizontes deste capítulo, pois a correlação entre as propriedades das substâncias e sua estrutura é um dos pilares da atividade dos químicos. O quadro Aplique o que aprendeu da página 122 ajuda os estudantes a compreender a diferença entre um átomo apresentar o octeto completo e apresentar-se eletricamente neutro. E o quadro Aplique o que aprendeu da página 125 permite ao estudante perceber que os exemplos de substâncias moleculares estudados na página 54, capítulo 4, envolvem apenas não-metais em sua composição, ilustrando assim o que é estudado no presente capítulo. O estudo da polaridade de ligações, da polaridade de moléculas e da geometria molecular é deixado para o capítulo 8, junto com as ligações intermoleculares. Como a nota de rodapé da página 126 do livro dá a entender, optamos por não incluir o modelo da “ligação dativa”.* “Podemos assim afirmar que, em qualquer tipo de interação na qual dois átomos se mantêm unidos através da atração simultânea dos seus respectivos núcleos pelos mesmos elétrons, tanto faz se os dois elétrons são oriundos de um ou de outro átomo, ou mesmo se cada elétron é proveniente de um dos dois átomos, este tipo de interação recebe o nome de ligação covalente, sem qualquer outro adjetivo tal como coordenada, coordenativa e, menos ainda, dativa.” (SANTOS FILHO, 1999. p. 257) Assim, na elaboração de uma fórmula eletrônica, não estabelecemos distinção entre os elétrons dos diferentes átomos, seja por “xis” e “bolinhas”, ou por qualquer outro modo. “A regra do octeto fornece um modo simples de elaborar uma estrutura de Lewis, um diagrama que mostra o padrão de ligações e de pares não-compartilhados em uma molécula. Em muitos casos, podemos construir uma estrutura de Lewis em três passos:

1. Decidir o número de elétrons que será incluído na estrutura, somando os números de todos os elétrons de valência fornecidos pelos átomos. Cada átomo provê todos os seus elétrons de valência (portanto, H provê um elétron e O [...] provê seis). Cada carga negativa em um íon corresponde a um elétron adicional; cada carga positiva corresponde a um elétron a menos. 2. Escrever os símbolos químicos dos átomos em um arranjo que mostre aqueles que estão ligados entre si. Em muitos casos, conhecemos o arranjo, ou podemos conjecturar baseados em informações. O átomo menos eletronegativo é usualmente o átomo 2 central de uma molécula, como em CO2 e SO4 , mas há várias exceções conhecidas (H2O e NH3 entre elas). 3. Distribuir os elétrons em pares, de modo que haja um par de elétrons entre cada par de átomos unidos entre si, e então adicionar pares de elétrons (para formar pares não-compartilhados ou ligações múltiplas) até que cada átomo adquira o octeto. Cada par ligante é então representado por uma linha simples. A carga global de um íon poliatômico é possuída pelo íon como um todo, não por um átomo individual em particular.” (SHRIVER, D. F.; ATKINS, P. W. Inorganic Chemistry. 3. ed. Oxford: Oxford University Press, 1999. p. 66. Tradução nossa.) O professor deve notar que na página 173 do livro, ao tratar a fórmula estrutural dos ácidos oxigenados, as fórmulas estruturais de H2SO4 e H3PO4 foram elaboradas sem considerar o modelo da “dativa”. Além disso, na lateral daquela página é feito um comentário sobre as fórmulas estruturais mais empregadas para essas substâncias, que envolvem ligação dupla S l O e P l O.**

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Origem dos termos científicos
• A palavra “valência” vem do latim valentia, ter força. • A palavra “covalência” vem do latim cum, contigüidade, companhia, e valente, que tem força.

Temas para pesquisa
Além do tema proposto no livro — A descoberta dos gases nobres, que envolve interessantes episódios de como progressos científicos propiciam avanços tecnológicos e estes, por sua vez, potencializam novos avanços tecnológicos —, existe um outro que pode ser proposto aos estudantes no final do capítulo. Trata-se do tema Ligas metálicas, sua composição e suas propriedades. As propriedades das ligas metálicas constituem importante exemplo de como os benefícios da pesquisa científica se estendem à sociedade. A critério do professor, os alunos podem pesquisar a composição e as propriedades de diferentes ligas presentes no cotidiano. (Deve-se, contudo, levar em conta que os dados encontrados na literatura sobre a composição percentual de ligas podem variar consideravelmente de uma referência para outra.)

Tema para discussão em grupo
* Podemos citar (além dos livros de Santos Filho e de Shriver e Atkins, mencionados a seguir), por exemplo, LEVINE, I. Quantum Chemistry. 5. ed. New Jersey: Prentice Hall, 2000; COTTON, F. A. et al. Advanced Inorganic Chemistry. 6. ed. New York: John Wiley, 1999; GREENWOOD, N. N. e EARNSHAW, A. Chemistry of the elements. 2. ed. Oxford: Butterworth-Heinemann, 1997; RAYNER-CANHAM, G. Descriptive Inorganic Chemistry. New York: Freeman, 1996; HUHEEY, J. E. et al. Inorganic Chemistry; principles of structure and reactivity. 4. ed. New York: Harper, 1993.

• “Para que cumpram sua finalidade, os isolantes elétricos (por exemplo, os revestimentos de tomadas e de fios elétricos) devem ser feitos de substâncias iônicas, moleculares ou metálicas? Por quê?”

** Cf. COTTON (p. 411 e 525), GREENWOOD (p. 512 e 705), RAYNER-CANHAM (p. 300 e 332) e HUHEEY (p. 145).

Experimento
APARELHO PARA TESTAR A CONDUTIVIDADE ELÉTRICA No capítulo 6 do livro é feita uma sugestão de experimento no qual se constrói um aparelho para testar se materiais conduzem ou não a corrente elétrica. Neste capítulo sugerimos que o professor demonstre a utilização de um aparelho similar, porém construído com materiais adequados à utilização da voltagem local de 110 V ou 220 V. É importante que o PROFESSOR OPERE O EQUIPAMENTO e demonstre seu uso a fim de prevenir acidentes envolvendo a corrente elétrica. OS ALUNOS NÃO DEVEM REALIZAR ESTE EXPERIMENTO. O aparelho está esquematizado na figura e o material necessário é o seguinte: • 3 pedaços de fio de cobre revestidos de plástico e com as pontas desencapadas; • 1 lâmpada (110 V ou 220 V, dependendo da voltagem da localidade) com soquete apropriado e parafuso(s) para a fixação do soquete em madeira; • um pino de tomada; • um pedaço de tábua. Tome cuidado com choque elétrico. UMA VEZ LIGADO À TOMADA, NÃO TOQUE NAS PARTES DESENCAPADAS DO CIRCUITO. O teste consiste em colocar a substância em contato com as duas extremidades desencapadas dos fios de cobre e verificar se a lâmpada acende. Utilize o aparelho para testar, nas condições ambientes, a condutividade de materiais de natureza metálica (talheres de inox, papel-alumínio e fio de cobre), molecular (açúcar comum e glicose — esta última vendida em farmácias como açúcar para mamadeira —, plásticos comuns, água destilada, algodão, papel) e iônica (sal de cozinha, giz e cal).
Lâmpada (de voltagem adequada) Soquete fixado na madeira 110 V ou 220 V

são comumente preparadas fundindo-se os elementos juntos, agitando-se a mistura fundida até ficar homogênea e deixando-a resfriar. As propriedades das ligas são freqüentemente bem diferentes das dos seus componentes metálicos. Ligando-se um metal com outro elemento, pode-se, por exemplo: • abaixar o ponto de fusão. A liga solda, uma liga de chumbo (Pb) e estanho (Sn), tem um ponto de fusão de 70°C; compare-o com 232°C para o estanho (Sn) e 338°C para o chumbo (Pb). Essa liga é usada em conexões fusíveis, que se fundem para disparar sistemas automáticos de sprinklers; • aumentar a dureza. Uma pequena quantidade de cobre (Cu) está presente na prata de lei, que é muito menos maleável que a prata pura. Ouro é ligado à prata e ao cobre para formar um material suficientemente pouco maleável para ser usado em joalheria. As placas de chumbo usadas em baterias contêm pequenas quantidades de antimônio (Sb) para impedir a flexão sob tensão; • reduzir a condutividade elétrica e térmica. O cobre (Cu) usado em fiação elétrica deve ser extremamente puro; 0,03% de arsênio (As) pode baixar sua condutividade em 15%. Às vezes, tira-se vantagem desse efeito. Fio nicrome (Ni, Cr) de alta resistência é usado nos aquecedores de secadores de cabelos e tostadores elétricos. Algumas ligas metálicas comerciais, sua composição e exemplos de utilização. Nome comum Alnico Bronzealumínio Latão Bronze Ferro fundido Liga para moeda Amálgama dental Prata germânica Ouro, 18 quilates
Madeira

Percentual em massa Fe, 50; Al, 20; Ni, 20; Co, 10 Cu, 90; Al, 10 Cu, 67-90; Zn, 10-33 Cu, 70-95; Zn, 1-25; Sn, 1-18 Fe, 96-97; C, 3-4 Cu, 75; Ni, 25 Hg, 50; Ag, 35; Sn, 15 Cu, 60; Zn, 25; Ni, 15 Au, 75; Ag, 10-20; Cu, 5-15 Cu, 88; Sn, 10; Zn, 2 Pb, 94; Sb, 6 Pb, 99,8; As, 0,2 Al, 70-90; Mg, 10-30 Fe, 86; Mn, 13; C, 1 Ni, 60; Fe, 25; Cr, 15 Ag, 63; Cu, 30; Zn, 7 Fe, 73-79; Cr, 14-18; Ni, 7-9 Fe, 98-99,5; C, 0,5-2 Ag, 92,5; Cu, 7,5

Utilidade ímãs cárter, biela encanamento, ferramentas mancais, sinos, medalhas fundição moedas obturações chaleiras, jarras, torneiras jóias canos de armas, máquinas baterias cartuchos de munição fuselagem de aviões cofres, vigas, armaduras fio de resistência elétrica solda de alta fusão instrumentos, pias metal estrutural jóias, utensílios de mesa

Bronze para armas Placa de Pb (bateria)

Fios de cobre

Pb para munição
Extremidades desencapadas

Duralumínio Açomanganês Nicromo

Texto ao professor
LIGAS METÁLICAS Uma característica dos metais é sua capacidade de formar ligas. Uma liga é um material com propriedades metálicas contendo dois ou mais elementos, sendo pelo menos um deles metal. Ligas sólidas

Solda de prata Aço inox Aço Prata de lei

Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

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Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc BROWN, T. L. et al. Química ; a ciência central. 9. ed. Tradução de Robson Mendes Matos. São Paulo, Pearson, 2005. Os capítulos 8 e 9 desse livro universitário de Química Geral são sobre ligações químicas. COMPANION, A. L. Ligação química. Tradução de Luiz Carlos Guimarães. São Paulo, Edgard Blücher, 1970. Enfoca as ligações químicas utilizando conceitos da mecânica quântica.

ROCHA-FILHO, R. C. Os fulerenos e sua espantosa geometria molecular. Química Nova na Escola, n. 4, 1996. p. 7-11. O artigo conta um pouco da história da descoberta dos fulerenos e faz algumas considerações geométricas acerca de suas estruturas. SANTOS FILHO, P. F. Estrutura atômica & ligação química: um livro-texto para a primeira disciplina de Química do curso de Química. Campinas, publicado pelo autor (Instituto de Química da Unicamp), 1999.

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Capítulo 8

Geometria molecular e ligações químicas intermoleculares
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Determinar a geometria molecular de compostos não muito complexos. • Empregar a escala de eletronegatividade para prever se uma ligação covalente é polar ou apolar. • Empregar a escala de eletronegatividade e conhecimentos sobre geometria molecular para prever se uma molécula é polar ou apolar. • Observar a fórmula estrutural de uma molécula e prever o tipo de interação intermolecular presente na substância. • Racionalizar comparativamente valores de pontos de ebulição. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que o estudo das propriedades das substâncias químicas se traduz em aplicações práticas de interesse para a sociedade, que acabam redundando na melhoria da qualidade de vida.

Principais conteúdos conceituais do capítulo • Principais geometrias moleculares • Modelo da repulsão dos pares eletrônicos da camada de valência (modelo VSEPR) • Polaridade de ligações • Polaridade de moléculas • Polaridade e solubilidade • Ligações intermoleculares • Principais fatores que influenciam o ponto de ebulição de uma substância molecular

Comentário geral
O capítulo 7 é sobre ligações químicas interatômicas. E este capítulo 8 é sobre ligações químicas intermoleculares e sobre outros conceitos que

precedem e embasam o estudo das interações entre as moléculas, tais como geometria molecular, polaridade de ligações e polaridade de moléculas. Após ter estudado os capítulos 7 a 11, espera-se que o estudante tenha uma visão relativamente ampla da relação entre as ligações químicas e as propriedades das substâncias, resumidamente apresentadas na tabela a seguir.

Aspectos bastante gerais da relação entre propriedades das substâncias e ligações químicas Iônica Molecular Exemplos NaCl, KBr, CaCl2, Al2O3, CaO, LiCl Metal e não-metal Retículo cristalino iônico (no qual existem íons) Covalente Macromolecular Diamante, grafite, fósforo vermelho, quartzo Não-metal Retículo cristalino covalente (no qual existem átomos unidos por ligação covalente) Covalente Metálica Ag, Fe, Cu, Au, Al, Zn, Mg, Sn, Pb Metal Retículo cristalino metálico (no qual existem íons metálicos circundados por um "mar de elétrons") Metálica

H2, O2, O3, HCl, HF, NH3, CH4, CO2, Br2, H2O, P4, S8 Não-metal Retículo cristalino molecular (no qual existem moléculas)

Elementos presentes No estado sólido, o retículo cristalino é do tipo

Ligações químicas presentes

Iônica

Pontos de fusão e de ebulição em geral Estado físico nas condições ambientes Conduz corrente elétrica no estado sólido? Conduz corrente elétrica no estado líquido?

Altos Sólido Não

Baixos Sólido, líquido ou gasoso Não

Altos Sólido Não (exceto grafite) —

Altos Sólido (exceto Hg) Sim

Sim

Não

Sim

Fonte: Tabela elaborada pelos autores.

Experimento
SEPARAÇÃO CROMATOGRÁFICA DE TINTAS DE CANETA O artigo de Lisbôa, indicado em Sugestões de leitura complementar para o professor, contém o roteiro para a realização de um experimento cromatográfico, ao final do qual algumas perguntas são colocadas aos estudantes. Algumas dessas perguntas estimulam a aplicação de conceitos estudados neste capítulo 8 para explicação dos resultados experimentais.

Pauling administrou uma pensão na pequena cidade “de um só cavalo” de nome Condon, no Estado de Oregon. Linus, que não se havia interessado pela química enquanto seu pai era vivo, com 12 anos começou a fazer experiências com produtos químicos roubados de uma fábrica abandonada de refinaria de metal. Apesar de Pauling ter deixado o ginásio sem diploma, em 1917 — conferido em 1962, depois de ganhar seu segundo Prêmio Nobel —, conseguiu se matricular no Oregon Agricultural College, onde estudou engenharia química. Sua educação universitária foi decididamente levada adiante por ele próprio, pois sua mãe teria preferido que ele trabalhasse para dar uma ajuda financeira à família. Depois de receber o diploma de bacharel em 1922, Pauling começou estudos de pós-graduação no California Institute of Technology, que possuía um extraordinário departamento de química e do qual era presidente Robert Millikan, o eminente físico, cuja simples experiência da “gota de óleo” permitiu calcular, pela primeira vez, a carga de um elétron. Na Caltech, a principal área de interesse de Pauling era a físico-química, e logo ficou sob a influência de Roscoe Dickinson, que desenvolvia uma técnica para o uso da difração dos raios X, descoberta uma década antes por Max Von Laue no estudo da composição dos cristais complexos. Em colaboração com Dickinson, Pauling descreveu a estrutura de um mineral chamado molibdenita e publicou alguns artigos, antes de receber o doutorado summa cum laude em 1925. O advento de uma nova teoria quântica, no meio da década de 1920, trouxe um melhor entendimento do átomo e preparou o terreno para uma nova perspectiva da ligação química. Pauling foi à Europa em 1926, passando algum tempo em Munique, com Arnold Sommerfeld, a quem havia conhecido dois anos antes, encontrando-se também com Erwin Schrödinger, em Zurique, com

Textos ao professor
LINUS PAULING & A QUÍMICA DO SÉCULO XX (1901-1994) [...] Linus Pauling nasceu em 28 de fevereiro de 1901, em Oswego, no Estado de Oregon, filho de Lucy Isabelle Darling Pauling e de Herman William Pauling. Os Pauling pertenciam a uma família diferente; a tia de Linus chamava-se Stella “Dedos” Darling e era uma conhecida arrombadora de cofres; outro de seus parentes fizera-se espiritualista. Herman Pauling, que era farmacêutico (uma vez colocou anúncios de “Pílulas Rosa ‘Pauling’ para pessoas pálidas”), morreu cedo, de úlcera gástrica, em 1910, logo depois de ter escrito uma carta para o jornal local perguntando como encorajar os excepcionais talentos intelectuais de seu filho. Depois da morte do marido, Belle

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a) Covalente entre os átomos de uma molécula b) Ligação de hidrogênio, dipolodipolo ou dipolo instantâneo-dipolo induzido entre as moléculas

Niels Bohr, em Copenhague, e com Werner Heisenberg e Max Born, em Göttingen. O relacionamento de Pauling com os maiores personagens da mecânica quântica era a mostra da nova ligação a ser feita entre a química e a física. Quando voltou para o Caltech no ano seguinte, tornou-se um dos poucos químicos vivos que possuíam uma boa concepção da teoria quântica. Foi professor catedrático do Caltech em 1931 e também ensinou na Universidade da Califórnia, em Berkley, de 1929 até 1934. Partindo do trabalho inicial sobre cristais, Pauling usou, em 1928, a teoria quântica no fenômeno da ligação química. Mostrou como as propriedades específicas de vários átomos se relacionam com seus elétrons na aplicação da mecânica de ondas. [...] Em 1931, o artigo mais influente e mais significativo feito por Pauling, A Natureza da Ligação Química, foi publicado no Journal of the American Chemical Society. Veio a ser o primeiro de uma série de sete artigos clássicos publicados no começo da década de 1930. A realização de Pauling não passou despercebida, e ele obteve não só alta reputação por seus trabalhos no meio científico, como também passou a ser celebrado pela mídia como um jovem americano em ascensão e um potencial ganhador do Prêmio Nobel. Pauling fez jus a essa atenção, pois falava muito bem e se empenhava para explicar suas teorias e descobertas, fornecendo contexto e imagens excepcionais sempre carregadas de humor. [...] Em 1939, Pauling publicou a primeira edição de A Natureza da Ligação Química, um dos mais significativos trabalhos sobre química do século XX. “Por volta de 1935”, escreveu Pauling, “... senti ter atingido um completo entendimento sobre a natureza da ligação atômica.” Posteriormente, expandiu seus horizontes para incluir o estudo de moléculas orgânicas mais complexas. Já se vinha interessando por biologia desde 1929, quando o geneticista Thomas Hunt Morgan chegou a Caltech; agora, Pauling já previa a importância da química para o entendimento dos processos vitais. [...] Mas a realização mais significativa de Pauling, na bioquímica, foi o estudo dos aminoácidos e das proteínas, o que preparou a base para maiores avanços na biologia molecular. Onipresente no micromundo biológico e considerada desde o começo do século como a chave da compreensão dos sistemas vivos, a complexidade das proteínas resistiu à análise por muito tempo. O trabalho de Pauling começou em 1937 e prosseguiu por vários anos. Adotou o que se tornou um método famoso para construir modelos de moléculas em escala, enquanto obtinha pistas pela difração pelos raios X. No final da década de 1940, Pauling iria propor a noção de que as grandes moléculas obedeceriam a algum tipo de simetria na repetição de suas conexões. Pauling percebeu que, em lugar disso — através de um pulo de imaginação científica —, a forma helicoidal representava “a relação geral no espaço entre dois objetos assimétricos, mas equivalentes”. Moléculas longas tendem a tomar essa forma e, como foi mais tarde percebido, seu caráter assimétrico permite que codifiquem as informações. Pauling publicou, em 1950, um artigo-chave sobre as estruturas helicoidais, elaborado junto com Robert Corey. [...] No último quarto de século de sua vida, Pauling envolveu-se com o esforço para demonstrar a importância da vitamina C no processo de impedimento do resfriado comum e de muitas outras doenças, desde o herpes até o câncer. Não conseguiu dar provas convincentes da eficácia das megadoses que ele e sua mulher, Ava Helen, tomavam todas as manhãs, a não ser por sua própria longevidade. Juntamente com o fundamentalista cristão, Arthur Robinson, Pauling fundou o Instituto de Medicina Ortomolecular em 1974, que é hoje o Instituto Linus Pauling de Ciência e Medicina, em Palo Alto, na Califórnia. [...]

Em seus últimos anos de vida, Pauling era admirado pelo povo; como viúvo, quando aparecia nos espetáculos nacionais de entrevistas, recebia muitas cartas femininas com intenções amorosas. Em 1990, teve o diagnóstico de câncer de próstata, que mais tarde se disseminou para os intestinos. Linus Pauling nunca disse que os 10 gramas diários de vitamina C lhe dariam a imortalidade. Morreu em 19 de agosto de 1994.
Fonte: SIMMONS, J. Os 100 maiores cientistas da história. Tradução de Antonio Canavarro Pereira. 2. ed. Rio de Janeiro: Difel, 2002. p.114-120.

RAIO IÔNICO Quando comparados com os respectivos átomos neutros, os cátions são sempre menores e os ânions, maiores. Por quê?
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Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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12

m

Num cátion, a saída de elétrons reduz as repulsões entre os que ficam. Assim, o núcleo (positivo) consegue atrair efetivamente com maior intensidade esses elétrons remanescentes e, assim, a eletrosfera “encolhe”. Nos ânions, acontece o inverso; a entrada de elétrons aumenta a repulsão entre eles e a eletrosfera “incha”. O raio iônico de um cátion é menor que o raio do respectivo átomo neutro. E o raio iônico de um ânion é maior que o raio do respectivo átomo neutro. Agora considere os elementos N, O, F, Ne, Na, Mg e Al. Entre eles, o neônio é o único em que os átomos podem existir estáveis não-combinados. Apesar de esses elementos possuírem diferentes números de elétrons quando eletricamente neutros, ao se transformarem em íons estáveis, eles passarão a possuir o mesmo número de elétrons, sendo chamados de isoeletrônicos.
7

N

8

O

9

F

10

Ne

11

Na

12

Mg

18

1

Cl

13

Al

Número de prótons Número de elétrons

7 7

8 8

9 9

10 10

11 11

12 12

13 13

Recebendo ou perdendo elétrons para completar o octeto

7

N3 7

8

O2 8 10

9

F 9

10

Ne0

11

Na 11 10

12

Mg2 12 10

13

Al3 13 10

Número de prótons

10 10

Número de elétrons 10

10

Então, apesar de as eletrosferas serem iguais (mesmo número de elétrons), as cargas nucleares não são (diferentes números de prótons). Quanto maior for a carga positiva do núcleo, maior será a atração que ele exercerá sobre os elétrons, tornando a nuvem eletrônica menor.
N3 O2 F Ne Na Mg2 Al3

171

140

136

112

95

65

50

(os números se referem aos raios, em pm)

O raio de íons isoeletrônicos diminui à medida que a carga nuclear aumenta.

Algumas séries de espécies químicas isoeletrônicas (os números se referem aos raios, em pm)

H

He

Li

Be2

154

93

60

31

N3

O2

F

Ne

Na

Mg2

Al3

171

140

136

112

95

65

50

S2

Cl

Ar

K

Ca2

Ga3

184

181

154

133

99

62

Se2

Br

Kr

Rb

Sr2

In3
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

198

195

169

148

113

81

Te2

I

Xe

Cs

Ba2

Tl3

221

216

190

169

135

95

Fonte: J. W. Moore et al. Chemistry. New York, McGraw-Hill, 1978. p. 194.

Quando a substância iodo, que é constituída por moléculas I2, se encontra no estado sólido, as moléculas estão unidas por interações intermoleculares do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido formando um retículo cristalino molecular. A figura abaixo representa duas moléculas I2 vizinhas nesse cristal de iodo sólido. Experimentalmente, verifica-se que a distância entre dois núcleos de iodo que pertençam à mesma molécula (isto é, que estejam unidos por ligação covalente) é de 266 pm.

Ainda considerando a figura, a distância entre dois núcleos de átomos de iodo vizinhos, que não façam parte da mesma molécula, é de 430 pm. A metade de tal distância é chamada raio de van der Waals.
Raio de van der Waals do iodo 430 2 215 pm

                                        
Ânions Átomos neutros Cátions RAIO COVALENTE E RAIO DE VAN DER WAALS Os valores do raio covalente estão relacionados ao quanto os átomos se aproximam ao fazer uma ligação covalente. Já o raio de van der Waals tem a ver com a proximidade de moléculas (unidas por interações intermoleculares), que formam um retículo cristalino molecular.
He

93
N O F Ne

150

70

140

66

135

64

112

266 pm

P

S

Cl

Ar

190

110

185

104

180

99

154

As

Se

Br

Kr

430 pm

200

121

200

117

195

114

169

Metade dessa distância é denominada raio covalente do iodo.

Raio covalente do iodo

266 2

Sb

Te

I

Xe

133 pm
220 141 210 137 215 133 190

Acima temos valores de raios covalentes e de van der Waals (em negrito) para alguns elementos químicos. Os valores estão em picometros.
Fonte: J. W. Moore et al. Chemistry. New York, McGraw-Hill, 1978. p. 193. O raio de van der Waals do telúrio é proveniente de J. E. Huheey et al. Inorganic Chemistry; principles of structure and reactivity. 4. ed. New York, Harper, 1993. p. 292.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc CELEGHINI, R. M. S.; FERREIRA, L. H. Preparação de uma coluna cromatográfica com areia e mármore e seu uso na separação de pigmentos. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 39-41. FREITAS, L. C. G. Prêmio Nobel de Química 1998: Walter Kohn & John A. Pople. Química Nova na Escola, n. 8, 1998. p. 3-6. O artigo comenta as contribuições de Kohn e Pople para os métodos computacionais de cálculo de estrutura e de propriedades moleculares, que lhes valeram o Prêmio Nobel. LISBÔA, J. C. F. Investigando tintas de canetas utilizando cromatografia em papel. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 38-39. (Veja também errata no n. 8, p. 41.)
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

OLIVEIRA, L. F. C. Espectroscopia molecular. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 24-30. (Veja também errata no n. 14, p. 46.) Artigo que ilustra como a espectroscopia permite obter informações sobre a estrutura molecular. ROCHA, W. R. Interações intermoleculares. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 31-36. Artigo que descreve os tipos e a origem das interações intermoleculares que atuam nos sistemas químicos. Também mostra como a compreensão dessas interações permite racionalizar algumas propriedades macroscópicas das substâncias químicas. SANTOS, H. F. O conceito da modelagem molecular. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 4, 2001. p. 4-5. TOSTES, J. G. Estrutura molecular, o conceito fundamental da Química. Química Nova na Escola, n. 7, 1998. p. 17-20. O autor faz um apanhado dos métodos de modelagem da estrutura molecular desde 1880, passando pela mecânica quântica e chegando ao panorama no final do século XX.

Capítulo 9
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Generalizações empíricas provenientes de testes de condutividade elétrica de soluções aquosas de substâncias iônicas e moleculares • Dissociação iônica • Ionização • Solução eletrolítica • Solução não-eletrolítica • Solução iônica • Solução molecular • Eletrólito

Condutividade elétrica de soluções aquosas
Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Utilizar bolinhas para construir modelos que representem a dissolução em água do cloreto de sódio, da sacarose e do cloreto de hidrogênio. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Valorização da observação como importante fonte para obter informações. • Preocupar-se com a correta hidratação do organismo, principalmente nas épocas mais quentes do ano.

Comentário geral
No capítulo 7, resultados de testes de condutividade elétrica foram empregados como um dos quesitos para caracterizar as substâncias iônicas, as moleculares e as metálicas. Neste capítulo 9, esses testes são estendidos para soluções aquosas. A idéia é mostrar que quando dissolvemos um soluto em água o comportamento esperado é muito previsível se o soluto for composto iônico, mas pode variar quando se trata de uma substância molecular e, em princípio, esse comportamento oscila entre dois extremos: o da sacarose e o do cloreto de hidrogênio. No capítulo 10, ao estudar a força dos eletrólitos ácidos, essa noção poderá ser completada, na medida em que se poderá discutir que os eletrólitos se ionizam em diferentes extensões.

Neste capítulo 9, não se espera que o estudante aprenda a prever se uma substância molecular sofrerá ou não ionização em água, mas sim que ele seja capaz de, fundamentado no resultado experimental de a solução aquosa conduzir ou não, visualizar um modelo em nível microscópico que seja coerente com esse resultado. Em suma, este capítulo pretende ajudar o aluno a compreender modelos químicos para a formação de soluções aquosas. Tais modelos são úteis não apenas para o estudo de ácidos, bases e sais (capítulo 10), mas também para todos os aspectos da Química que envolvam soluções. Um comentário ao professor sobre a condutividade elétrica da água pura. Esse líquido contém pequenas concentrações de íons H3O e OH , provenientes da auto-ionização da água, responsáveis por uma condutividade elétrica muito reduzida, mas de mensuração possível desde que se disponha de equipamento adequado. Tal condutividade elétri-

ca é, inclusive, empregada na determinação do produto iônico da água (Kw). E em uma solução aquosa de sacarose também existem os íons H3O e OH provenientes da auto-ionização da água; portanto ela também terá uma condutividade elétrica muito reduzida, mas mensurável. A condutividade elétrica da água pura ou de uma solução aquosa de um não-eletrólito é muitíssimo baixa se comparada à de uma solução iônica. Apenas para efeito de comparação, considere os seguintes dados: a condutividade elétrica da água pura (a 25°C) é 5,50 10 8 Ω 1 cm 1 e a condutividade elétrica de solução aquosa 0,1 mol/L de NaCl (a 25°C) é 10,67 Ω 1 cm 1 [LIDE, D. R. (Ed.). Handbook of Chemistry and Physics. 82. ed. Boca Raton: CRC Press, 2001. p. 2-4, 5-90 e 5-94]. Nesse exemplo, a solução do eletrólito salino tem condutividade elétrica 194 milhões de vezes maior que a da água destilada! Mas se a água pura conduz corrente elétrica, então por que a lâmpada não se acende ao realizarmos com ela o teste usando a aparelhagem que aparece na página 158 do livro? O filamento de uma lâmpada incandescente emite luz quando a dissipação de energia, na forma de calor, provocada pela passagem de corrente elétrica (Efeito Joule) faz com que ele atinja temperaturas suficientemente altas para ficar incandescente. Se a corrente elétrica que passa pelo filamento for muito baixa, a energia dissipada por Efeito Joule é muito pequena, insuficiente para aquecer o filamento a ponto de torná-lo incandescente.

Quais desses eletrólitos são excretados na urina? Qual a relação desses eletrólitos com o quadro clínico denominado desidratação?”

Atividade
Utilizar bolinhas para construir modelos que representem a dissolução em água do cloreto de sódio, da sacarose e do cloreto de hidrogênio. Devem-se representar o antes e o depois, ou seja, a estrutura microscópica dessas substâncias antes de serem dissolvidas em água e também a solução aquosa resultante de sua dissolução em água. Esses modelos são muito úteis para ajudar os alunos a passar do concreto (bolinhas) para o abstrato (átomos, moléculas, íons) e serão de grande valia durante o estudo do capítulo 10.

Experimento
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA DE SOLUÇÕES
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Origem dos termos científicos
• A palavra “solução”, usada em Química, vem do latim solutione, de onde também deriva a palavra “solução” usada no linguajar não-científico. Quando alguém encontra a solução de um problema, por exemplo, isso significa que o problema se “dissipou”, “desapareceu”, de modo análogo a um soluto que se dissolve num solvente.

Esse experimento emprega o aparelho cuja construção foi sugerida no capítulo anterior, neste manual. Cuidado com choque elétrico. UMA VEZ LIGADO À TOMADA, NÃO TOQUE NAS PARTES DESENCAPADAS DO CIRCUITO. Por segurança, sugere-se que esta seja uma EXPERIÊNCIA DEMONSTRATIVA. Para discutir a condutividade elétrica de soluções, sugerimos três exemplos: sal de cozinha (NaCl), açúcar (C12H22O11) e ácido muriático (HCl aquoso). Quando dissolvidos em água, esses compostos permitem ilustrar três situações diferentes: • NaCl produz solução iônica, graças à dissociação dos seus íons; • C12H22O11 produz solução molecular; • HCl produz solução iônica, graças à ionização sofrida por suas moléculas.

Tema para pesquisa
• “Que eletrólitos principais fazem parte do plasma sangüíneo? Qual a importância da presença desses eletrólitos, em concentração adequada?

Capítulo 10 Princípios de Química Inorgânica (I)
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Definição operacional de ácido e de base • Indicador ácido-base • Conceituação de Arrhenius para ácido e para base • Fórmula, nomenclatura e propriedades principais dos ácidos, das bases e dos sais • Força de eletrólitos Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Obter um indicador ácidobase e utilizá-lo para testar algumas soluções visando classificá-las como ácidas ou básicas. • Formular corretamente os principais ácidos, bases e sais. • Equacionar reações de neutralização entre ácidos e bases. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que muito do conforto da vida moderna se deve à utilização de progressos da Química. • Valorizar os progressos da Ciência e suas aplicações como agentes do bem-estar humano.

Comentário geral
O experimento do início do capítulo envolve o uso da fenolftaleína e do extrato de repolho roxo como indicadores ácido-base. A primeira parte do experimento consiste na extração de um conjunto de substâncias presente no repolho roxo, que atua como indicador ácido-base. Considerando-se os riscos envolvidos no aquecimento em chama, sugere-se que essa parte seja realizada pelo professor, de modo demonstrativo. A segunda parte consiste em usar os indicadores para o teste de vários materiais. Também por questão de segurança alguns dos materiais empregados nessa etapa devem ser manuseados pelo professor, conforme explicitado no livro. As soluções aquosas de ácidos e de bases que o professor irá manipular não precisam e não devem ser concentradas. Concentrações da ordem de 0,1 mol/L são suficientes para que o experimento atinja seu objetivo. Mesmo nessa concentração, essas soluções podem oferecer risco em contato com a pele ou com os olhos, por exemplo. O professor deve enfatizar atitudes de segurança com respeito a elas e às atividades de laboratório de modo geral.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Tema para pesquisa
Além do tema proposto na página 184, sugerimos: • “Por que as populações litorâneas não precisam necessariamente consumir sal iodado?”

Experimentos
INDICADORES ÁCIDO-BASE NATURAIS O suco de uva contém substâncias provenientes da casca da uva (antocianinas) que atuam como indicadores ácido-base. Em meio ácido, elas adquirem coloração avermelhada e, em meio básico, azulada. Embeba pequenas tiras de pano branco em suco de uva e teste cada uma com gotas de materiais ácidos ou básicos.

Em contato com materiais ácidos, a fenolftaleína permanece incolor e o extrato de repolho roxo adquire coloração vermelha/rósea. Já em contato com materiais básicos (alcalinos), a fenolftaleína torna-se rósea e o extrato de repolho roxo pode adquirir coloração que varia entre o verde e o amarelo. Este é um capítulo longo e que, por conveniência didática, deve ser trabalhado em partes. Sugerimos trabalhá-lo de acordo com os seguintes blocos: • Primeiramente o experimento da abertura, comentado acima, seguido da discussão dos resultados e da tentativa de racionalizá-los. A seguir, o item 1, sobre as definições operacionais de ácidos e bases, a importância dos indicadores ácido-base e a definição de Arrhenius de ácidos e de bases. • Item 2, que versa sobre ácidos. Ao trabalhar as fórmulas estruturais de ácidos oxigenados como H2SO4, H2SO3, H3PO4, H3PO3, H3PO2, o professor deve ter em mente o que está exposto no capítulo 7 deste manual sobre ligação “dativa” e por que optou-se por não utilizar esse modelo nesta obra. Ao aluno, na página 173 do livro, é exposto que são consideradas possíveis nesse nível de escolaridade as fórmulas estruturais com ou sem dupla ligação S l O e P l O. • Item 3, que trata dos hidróxidos metálicos e também da amônia. • Item 4, em que são discutidos os sais. Dependendo da realidade local e da carga horária, talvez seja mais conveniente não apresentar os sais provenientes da neutralização parcial. Ou, optando por apresentá-los, pode ser conveniente limitar-se a exemplos envolvendo bicarbonato e bissulfato. • Item 5, que apresenta a força de ácidos como eletrólitos e também noções sobre a solubilidade de hidróxidos e de sais.

O SANGUE-DO-DIABO Trata-se de um líquido avermelhado que perde a cor após ser borrifado em uma roupa ou tecido. Para prepará-lo, o procedimento é: 1. Em um copo com 200 mL de água, adicione uma ou duas gotas de solução de amoníaco (pode ser adquirida em farmácias). Por ser tóxica, irritante e alcalina, a amônia não deve ser inalada nem tomar contato com a pele, os olhos e as mucosas. 2. Adicione algumas gotas de solução alcoólica de fenolftaleína à solução alcalina de amônia (item 1). Uma coloração vermelha deve ser obtida. Não conseguindo essa coloração, coloque mais base e/ou mais indicador. 3. Borrife a solução avermelhada (sangue-do-diabo) num pano branco. Após algum tempo, a cor desaparece. A explicação está no fato de a saída da amônia gasosa deixar no pano apenas a água e a fenolftaleína. Como o meio deixa de ser básico, a fenolftaleína passa a ficar incolor. Alguns comentários oportunos sobre essa experiência: a) Quanto mais gotas da solução de amônia forem usadas, mais tempo leva para a cor desaparecer. Por isso a recomendação é usar pouquíssimas gotas. b) Saliente aos alunos que o álcool serve apenas como solvente para a fenolftaleína. Ele não tem nenhum outro papel relevante nessa experiência. c) O professor pode jogar vinagre ou suco de limão no restante do sangue-do-diabo, a fim de já dar uma idéia de neutralização ácido-base. d) Quando o pano for lavado, ele ficará vermelho em contato com o sabão. Lembre-se de que a fenolftaleína ainda estará lá. É necessária uma boa lavagem para eliminá-la.

Origem dos termos científicos
• A palavra “ácido” vem do prefixo ac-, presente no grego e no latim, que indica ser picante, agudo, pontudo. É uma clara alusão ao efeito picante dos ácidos sobre a língua. • A palavra “álcali” vem do árabe al-qali, pelo latim medieval alkali, cinza de plantas. Nas cinzas vegetais são encontrados sódio e potássio na forma de óxidos e carbonatos. Graças à presença desses óxidos básicos (que reagem com água formando hidróxidos) e carbonatos (que em água sofrem hidrólise do ânion), a adição de cinzas à água deixa o meio básico. Daí usar “álcali” como sinônimo de base, e “alcalino” como sinônimo de básico.

CARBONATOS E BICARBONATOS REAGEM COM ÁCIDO Havendo tempo, é interessante mostrar que carbonatos e bicarbonatos reagem com ácidos liberando CO2. Isso pode ser feito jogando uma colherada de Na2CO3 sólido em água pura, água acidulada com vinagre e água alcalinizada com NaOH. Só no caso da água acidulada, será observada a efervescência. O

mesmo procedimento pode ser adotado com NaHCO3, que conduzirá aos mesmos resultados. O experimento pode ser ampliado para a reação de ácido clorídrico com casca de ovo ou com mármore, materiais que contêm carbonato de cálcio. Deve-se, contudo, atentar para medidas e atitudes de segurança referentes à utilização de ácido clorídrico e de soda cáustica. O fato de que carbonatos e bicarbonatos reagem com ácidos liberando CO2 é uma importante informação relacionada aos sais e que será trabalhada no capítulo 12.

Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc GOUVEIA-MATOS, J. A. M. Mudança nas cores dos extratos de flores e do repolho roxo. Química Nova na Escola , n. 10, 1999. p. 6-10. O autor fornece subsídios para a compreensão das mudanças de cor de indicadores ácido-base, que englobam aspectos de deslocamento de equilíbrio e da interação das ondas eletromagnéticas com a matéria. TERCI, D. B. L.; ROSSI, A. V. Indicadores naturais de pH: usar papel ou solução? Química Nova, v. 25, n. 4, 2002. p. 684-688. As autoras sugerem o uso de extratos de amora, jabuticaba, jambolão e uva como indicadores de pH, tanto na forma líquida como em papel. Além de apresentar interessantes fotos da cor dos extratos em diferentes pHs, o artigo compara o desempenho desses indicadores, na forma de papel, com o de alguns papéis indicadores universais comercialmente disponíveis. O artigo também inclui fórmulas estruturais de antocianinas e apresenta os equilíbrios químicos envolvidos.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova são disponibilizados em http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm

Capítulo 11 Princípios de Química Inorgânica (II)
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Fórmula e nomenclatura dos óxidos • Reações dos óxidos ácidos com água e com bases • Reações dos óxidos básicos com água e com ácidos • Fórmula do peróxido de hidrogênio e dos peróxidos de metais alcalinos e de metais alcalino-terrosos • Noções sobre poluição atmosférica • Noções sobre a atmosfera, a hidrosfera, a litosfera e o aproveitamento pelo sistema produtivo de substâncias nelas existentes em quantidade apreciável Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Formular corretamente os principais óxidos. • Equacionar as reações mais relevantes relacionadas aos óxidos ácidos e aos óxidos básicos. • Buscar informações sobre a produção de substâncias químicas inorgânicas. • Levantar informações sobre as riquezas minerais brasileiras. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que muito do conforto da vida moderna se deve à utilização de progressos da Química. • Valorizar as medidas de proteção ambiental como promotoras da qualidade de vida. • Valorizar os progressos da Ciência e suas aplicações como agentes do bem-estar humano. • Ser consciente da importância das pesquisas geológicas para desvendar a estrutura do planeta.

Comentário geral
O capítulo consiste essencialmente de duas partes: • Item 1, sobre óxidos. Cabe aqui ressaltar que os itens 1.1 e 1.2 formam um bloco referente a nomenclatura. Os itens 1.3 (óxidos ácidos) e 1.4

(óxidos básicos) formam um outro bloco, em que reações relevantes são apresentadas. Quanto ao conteúdo do item 1.6 (peróxidos), há professores que preferem deixá-lo para tratar ao discutir o conceito de número de oxidação, pois naquele momento será relevante que o aluno conheça os peróxidos e sua estrutura, a fim de compreender que neles o oxigênio apresenta número de oxidação 1.

Os principais óxidos ácidos e a tabela periódica

CO2 Mn2O7 MnO3 SiO2 C N S Cl Br I Si P Cr Mn P2O3 P2O4 P2O5 SO2 SO3

NO2 N2O3 N2O4 N2O5 Cl2O7 Cl2O6 ClO2 Cl2O

Esse tema, de certa forma, está englobado pelo anterior, mas o explicitamos para salientar a importância da produção de metais pelo sistema produtivo. • “O que é Geologia e qual sua importância?” • “As rochas, sob um enfoque químico; magmáticas intrusivas, magmáticas extrusivas, sedimentares e metamórficas.” • “Por que certos solos ficam lisos e pegajosos após a chuva e outros não?” • “De que é feita a porcelana?” • “Quais as formas mais comuns de poluição da atmosfera? E da hidrosfera? E do solo?” No próximo capítulo, neste manual, será sugerido um tema para pesquisa referente ao tratamento da água, que complementará este no que diz respeito à importância dos mananciais de água.

CrO3

Br2O BrO2 I2O4 I2O5

Os principais óxidos básicos e a tabela periódica
Li2O Na2O K2O Rb2O Cs2O
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Temas para discussão em grupo
• “Que atitudes nossas (compras, hábitos etc.) podem estar incentivando indiretamente agentes causadores de poluição?” • “Nossa qualidade de vida depende dos minerais?”

Li Na Mg K Ca Rb Sr Cs Ba Fr Ra

MgO CaO SrO BaO RaO

Fr2O

Atividades
Suponhamos que perto de nossa residência haja uma indústria cuja atividade seja suspeita de causar poluição do ar, da água e/ou do solo. A atividade é redigir uma simulação de carta à autoridade competente (pesquisar qual é, no caso específico da comunidade), alegando os motivos que provocaram a redação da carta e pedindo, em linguagem clara e adequada, os esclarecimentos necessários. Trata-se de uma atividade que exercita o uso correto de termos científicos, a adequação do vocabulário a quem nos dirigimos e as implicações sociais do conhecimento em favor do exercício da cidadania. Outra atividade é reunir notícias sobre o aquecimento global, lê-las e debater: qual é a principal polêmica sobre o aquecimento global? Esse debate permite perceber que as polêmicas giram em torno das previsões sobre o aquecimento futuro, sobre o impacto ambiental e sobre questões econômicas (por exemplo, há países que não querem produzir menos e perder dinheiro ao proteger o planeta). Assim, pode-se estabelecer uma separação entre a existência do fenômeno de retenção de energia térmica por alguns gases presentes na atmosfera (sendo o CO2 o mais conhecido) e a polêmica referente às previsões dos efeitos e das implicações sociais e econômicas.

• Item 2, apresenta noções sobre os constituintes inorgânicos do planeta e sobre a importância de alguns deles para o sistema produtivo. Trata-se de um conjunto de informações que propicia que as noções adquiridas pelo estudante estabeleçam conexões com aquilo que existe ao nosso redor. É aqui que cabem alguns dos temas sugeridos mais adiante para pesquisa. Ao trabalhar este capítulo, sugere-se especial cuidado para não reforçar um conceito incorreto que a mídia vem divulgando. Dá a impressão que as emissões de CO2 pelo ser humano deram início à ocorrência do efeito estufa e que esse efeito é, em sua essência, prejudicial ao planeta. Na verdade, o efeito estufa existiria mesmo sem a presença humana na Terra, já que vapor d’água, metano e dióxido de carbono não estão presentes na atmosfera exclusivamente por conta da atividade humana. O problema que deve ser destacado é que a atividade humana de derrubar florestas e empregar grandes quantidades de combustível, sobretudo de origem fóssil (carvão mineral e derivados de petróleo), vem aumentando a intensidade do efeito estufa. Não há dúvida quanto a essa intensificação, a que podemos nos referir como aquecimento global. As freqüentes polêmicas na mídia dizem respeito às previsões do que irá acontecer e com que rapidez irá acontecer.

Experimento
O TESTE DA ÁGUA DE CAL PARA CO2 O ar que expiramos (soltamos após a respiração) contém um pouco de gás carbônico. Se assoprarmos, com auxílio de um canudinho, dentro de uma solução aquosa de Ca(OH)2, chamada de “água de cal”, ocorrerá uma reação entre essa base e o óxido ácido CO2, produzindo um sólido branco insolúvel, o carbonato de cálcio, CaCO3. O efeito visual será o aparecimento de uma turvação branca dentro da solução. CO2 (g) Ca(OH)2 (aq) → CaCO3 (s) H2O (l) A solução de hidróxido de cálcio pode ser preparada dissolvendose cal viva ou cal hidratada em água e filtrando com filtro de papel comum, a fim de eliminar o material sólido não dissolvido. Sendo a água de cal um reagente cáustico e muito corrosivo, o experimento deve ser realizado de modo demonstrativo pelo professor. Durante a execução, evite assoprar por muito tempo, pois isso conduz ao desaparecimento do precipitado, graças à sua conversão em bicarbonato de cálcio solúvel: CaCO3 (s) H2O (l) CO2 (g) → Ca(HCO3)2 (aq)

Origem dos termos científicos
• Os termos “mineral” e “minério” vêm do latim medieval mineralis, relativo a mina.

Temas para pesquisa
• A critério do professor, cada aluno ou equipe deve pesquisar sobre uma substância inorgânica de importância, sua ocorrência natural, métodos de produção, matérias-primas, relevância para a sociedade e situação do Brasil no cenário mundial da produção e da utilização. Esse tema é de valia para a formação de qualidades desejáveis a qualquer cidadão. Entender a relevância da Química no sistema produtivo permite compreender melhor aspectos que têm interferência direta na qualidade de vida da população. Se o professor dispuser de tempo, e achar conveniente, poderá sugerir os seguintes temas para pesquisa: • “Que riquezas minerais tornam o Brasil um país de destaque?”

Texto ao professor
EFEITO ESTUFA Como funciona a estufa para cultivo de vegetais? Considere a seguinte situação familiar: um automóvel estacionado, com os vidros fechados, sob o calor do meio-dia no verão. Depois de algum tempo, a temperatura interna fica bem maior que a externa. A energia proveniente do Sol, na forma de luz visível e radiação ultravioleta, atravessa os vidros, aquecendo o interior. Dizemos que o vidro é transparente à luz visível e à radiação ultravioleta. O interior aquecido também começa a emitir calor, que é irradiado principalmente na forma de radiação infravermelha, à qual o vidro é pouco transparente. Dessa forma, entra no automóvel maior quantidade de energia do que sai e, em conseqüência, seu interior fica aquecido. As estufas para o cultivo de vegetais se baseiam no mesmo processo. O telhado — feito de vidro ou plástico transparente — deixa entrar mais energia do que sai e, conseqüentemente, a temperatura interna fica maior que a externa. O que é efeito estufa A presença de alguns gases na atmosfera terrestre — dióxido de carbono (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), monóxido de dinitrogênio (N2O) e clorofluorocarbonos — faz com que ela atue, em escala global, como se fosse o telhado de uma estufa. Parte da energia proveniente do Sol fica “aprisionada” na Terra, fazendo com que a temperatura do planeta seja superior àquela esperada se tais gases não estivessem presentes na atmosfera. Esse processo, que contribui para o aquecimento da Terra, é denominado efeito estufa. Se não fosse pelo efeito estufa, na escala em que atualmente ocorre, não haveria vida na Terra. Sem ele, as temperaturas médias nos diversos locais do nosso planeta seriam significativamente mais baixas. Praticamente toda a água estaria congelada e não haveria possibilidade de existir vida, tal como a conhecemos. O clima nas diversas regiões da Terra é diretamente influenciado, portanto, pelo efeito estufa. Um aumento na concentração dos gases relacionados a ele, notadamente o CO2, implicaria elevação da temperatura média do planeta e mudanças climáticas mundiais. Atividade humana e efeito estufa Em 1896, o químico sueco Svante August Arrhenius percebeu que a temperatura atmosférica da Terra está relacionada com seu conteúdo de CO2 e previu que um aumento na concentração desse gás provocaria aumento da temperatura atmosférica. Em 1958, a equipe do laboratório de Mauna Loa, no Havaí, passou a realizar uma série de medições periódicas dos níveis atmosféricos de CO2. Tais medições, obtidas desde então, revelam que a concentração de CO2 na atmosfera aumentou de 315 ppm (partes por milhão) em volume, no ano de 1958, para cerca de 370 ppm, em 1999. Esse aumento é atribuído fundamentalmente a dois fatores: • à queima de seis bilhões de toneladas anuais de combustíveis fósseis, lançando na atmosfera dezoito bilhões de toneladas de CO2 anualmente. • às queimadas em florestas, à taxa de 2% ao ano, para dar lugar à agricultura, contribuindo, de acordo com estimativas, com algo em torno de três a seis bilhões de toneladas anuais de CO2. Embora os oceanos desempenhem um importante papel ambiental ao absorver parte desse CO2, mantendo-o dissolvido na forma de car2 bonato (CO3 ) e bicarbonato (HCO3 ), a maior parte do CO2 se acumula na atmosfera. Nos últimos cem anos, a temperatura média do planeta sofreu um incremento de 0,5°C ou 0,7°C (há controvérsias sobre o valor exato, mas o que importa saber é que houve um aumento). Muitos cientistas atribuem esse aumento à elevação dos níveis atmosféricos de CO2. Em outras palavras, a atividade humana estaria provocando um aquecimento global do planeta.

Previsões e controvérsias Certamente você já percebeu, por meio da leitura de jornais ou assistindo a noticiários na tevê, que o tema efeito estufa é bastante polêmico. As controvérsias não se relacionam, contudo, com a existência do efeito em si, que está muito bem comprovada, mas sim às previsões sobre o que poderá acontecer nas próximas décadas. Entre os prováveis efeitos de um aquecimento do nosso planeta, dois merecem destaque: as mudanças climáticas regionais e o aumento do nível dos oceanos. Os padrões climáticos atuais das várias regiões da Terra dependem da circulação das massas de ar — quentes ou frias, secas ou úmidas —, que, por sua vez, depende das diferenças de temperatura entre as diversas regiões. Mudanças de temperatura provocadas pela intensificação do efeito estufa alterariam os padrões atuais de circulação das massas de ar e, como conseqüência, mudariam o clima de muitas regiões. A redução das chuvas ou seu excesso colocaria em risco a agricultura. Tempestades e furacões se tornariam mais freqüentes, principalmente nas regiões costeiras. Parece haver consenso em que, se a concentração atmosférica de CO2 duplicar, a temperatura média do planeta poderá aumentar entre 1,5°C e 4,5°C, com boa parte das estimativas girando em torno de 2,5°C. Pode parecer pouco; porém, na última era glacial, há 18 mil anos, a temperatura média era apenas 5°C menor que a atual. Um aumento pequeno como 1,5°C poderia produzir as temperaturas mais altas dos últimos 6.000 anos. E um aumento de 4,5°C produziria as maiores temperaturas desde a Era Mesozóica (na qual viveram os dinossauros), que remonta há 200 milhões de anos, aproximadamente. O aquecimento provocaria o derretimento de uma parte (por pequena que seja) do gelo que está sobre o continente, nas regiões mais frias da Terra. As águas provenientes desse degelo terminariam nos oceanos, aumentando seu nível. Além disso, o aumento da temperatura provoca a dilatação da água, outro fator que contribuiria para a elevação dos oceanos. Atualmente essa elevação é da ordem de 1 a 1,5 milímetro anual. Há inúmeras controvérsias sobre qual poderá ser esse aumento ao longo do século. Algumas projeções indicam algo entre 15 e 95 centímetros. Pode parecer pouco, mas isso provocaria inundação de grandes áreas à beira-mar. Levando-se em conta que cerca de metade da população do planeta habita regiões costeiras, isso determinaria o deslocamento de grande parte da população mundial. Há, por outro lado, fatores que contribuem em sentido oposto ao do efeito estufa. Um deles é o das cinzas lançadas pelos vulcões em erupção. Elas permanecem muito tempo na atmosfera, até que transformações químicas as eliminem ou que o peso as traga, muito lentamente, para o solo. Durante sua permanência na atmosfera, essas cinzas reduzem a passagem dos raios solares, diminuindo o aquecimento da superfície. Outro fator é o de que os gases de enxofre, poluentes das regiões metropolitanas, atuariam como as cinzas vulcânicas, atenuando a passagem da energia solar. Os cientistas têm feito várias previsões e, freqüentemente, eles discordam entre si. Não se sabe ao certo como os vários fatores envolvidos irão comportar-se com o passar do tempo. Todos os fatos aqui expostos (de maneira relativamente sucinta) têm merecido cada vez mais a atenção dos cientistas e ainda são uma questão em aberto. Existem estimativas, não certezas.

Sugestão de leitura complementar para o aluno
BRANCO, S. M. O meio ambiente em debate. 3. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica) Esse paradidático pode ser usado para acompanhar de perto quase todo o curso de Química do ensino médio. Ele contém inúmeros pontos referentes à intervenção humana no meio ambiente e seus reflexos para os ecossistemas e para o próprio ser humano. No tocante a este capítulo 11, há informações sobre poluição e chuva ácida.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc ALVES, O. L.; GIMENEZ, I. F.; MAZALI, I. O. Vidros. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 2, 2001. p. 13-24. Artigo que apresenta aspectos da história da fabricação e da utilização dos vidros, bem como de suas propriedades.

JARDIM, W. F. A evolução da atmosfera terrestre. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 1, 2001. p. 5-8. Artigo que discute a variação da composição da atmosfera terrestre ao longo do tempo e a relação disso com o aparecimento e o desenvolvimento da vida. O autor comenta o fato de o efeito estufa, bem dosado, ser fundamental para a vida na Terra, pois, sem ele, a temperatura média do planeta seria inferior a 15°C. O problema ambiental do efeito estufa está na sua intensificação causada pelas emissões de gás carbônico resultantes de atividades humanas.

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Capítulo 12 Algumas reações inorgânicas de importância
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Reconhecimento de reação de adição, de decomposição, de deslocamento e de dupla troca por meio da análise de sua equação química • Equacionamento de reações químicas a partir de informações sobre reagentes e produtos • Conceito de reatividade e sua utilidade em previsões sobre a ocorrência de reações de deslocamento • Conceito de nobreza e sua relação com o conceito de reatividade • Reação de dupla troca com precipitação • Reação de dupla troca com produção de gás • Equação química na forma iônica • Reação de metais dos grupos 1 e 2 com a água Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Equacionar corretamente, inclusive na forma iônica, exemplos simples de reações de metais com soluções aquosas de ácidos,* de metais com soluções salinas e de halogênios com soluções salinas em que o ânion é de halogênio. • Equacionar corretamente, inclusive na forma iônica, exemplos simples de reações de dupla troca em que se forma precipitado ou em que há liberação de gás. • Obter informações sobre o tratamento da água consumida na localidade em que se vive. • Elaborar um slogan que transmita a importância da conservação dos mananciais de água. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Valorizar a observação como importante meio para obter informações. • Apreciar o entendimento das regularidades da natureza. • Perceber que princípios científicos estão presentes na vida cotidiana. • Perceber a importância da preservação dos mananciais e do respeito a eles.

* Neste capítulo espera-se que o estudante aprenda a equacionar esse tipo de reação para ácidos, que, ao reagirem com metal, o façam graças à redução dos íons H (e não do ânion do ácido). Para esse tipo de processo, a semi-reação de redução (que não envolve o ânion do ácido) é: 2H 2 e # H2 Há, por outro lado, casos como o do ácido nítrico, em que é o ânion do ácido que figura na semi-reação de redução. Em conseqüência, não há liberação de hidrogênio molecular. Um exemplo desse tipo de processo é o ataque do ácido nítrico concentrado à prata metálica: 3 Ag 4 HNO3 # 3 AgNO3 NO 2 H2O no qual a semi-reação de redução é: NO3 4H 3 e # NO 2 H2O Esse tipo de processo é mais bem compreendido à luz do conceito de potencial-padrão de semicela.

Comentário geral
No item 1 são apresentados os principais tipos de reações da Química Inorgânica. A ênfase dos exercícios está no equacionamento de um processo, sendo dados os seus reagentes e produtos. No item 2 são trabalhadas as reações de deslocamento, que seguem a fila de reatividade dos metais ou a fila dos não-metais. Trata-se de uma abordagem introdutória, visto que, na eletroquímica, são enfocadas novamente, do ponto de vista da óxido-redução e dos potenciais-padrão de semicela. No item 3 são tratadas as reações tradicionalmente denominadas de dupla troca. Nessa parte a sugestão é enfatizar aspectos macroscopicamente observáveis, tais como precipitação e liberação de gás. Quanto à precipitação, sugere-se que a tabela de solubilidade (tabela 4, página 187, capítulo 10) deve ser instrumento de consulta, inclusive nas avaliações. Para que as reações de deslocamento e de dupla troca possam ser compreendidas na sua essência, o que ocorrerá na eletroquímica e no equilíbrio químico, respectivamente, é importante que o estudante seja capaz de trabalhar com as equações desses processos na forma iônica, quer interpretando-as, quer elaborando-as. Aí entra em cena o item 4 deste capítulo, que é a representação de reações na forma iônica. No item 5 aparecem alguns temas correlatos, em que merecem destaque a reação de metais alcalinos com a água e a escolha de materiais adequados para as embalagens de soluções ácidas e de soluções básicas.

Experimentos
EXTINÇÃO DE CHAMA COM GÁS CARBÔNICO (SIMULAÇÃO DO EXTINTOR DE INCÊNDIO À BASE DE BICARBONATO) O desenho a seguir mostra uma experiência demonstrativa: o apagamento de uma vela devido ao CO2, produzido na reação entre o bicarbonato de sódio e um ácido, ocupar o lugar do oxigênio ao redor da chama. Despeje vinagre pela lateral do copo. As quantidades de reagentes devem ser tais que o nível do líquido durante a efervescência não chegue à chama da vela. A idéia é que o CO2 produzido ocupe o lugar do O2 nas imediações da chama, extinguindo-a.
Despejar vinagre Copo de vidro A chama se apaga como decorrência da falta de O2. A atmosfera ao redor da chama passa a conter praticamente só CO2.
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NaHCO3 sólido

REAÇÃO DE ZINCO COM ÁCIDO CLORÍDRICO É essencial que medidas e atitudes de segurança sejam tomadas a fim de evitar acidentes. Considere a possibilidade de a prática ser realizada pelo professor, de modo demonstrativo. Essa prática envolve ácido clorídrico (efeito corrosivo, do líquido e dos vapores, sobre a pele e as mucosas) e a produção de gás hidrogênio (inflamável; certifique-se da ausência de chamas e faíscas de qualquer espécie antes de iniciar o procedimento). Óculos de segurança, luvas e avental protetor são recomendados. O deslocamento do hidrogênio de uma solução aquosa de HCl pelo zinco é uma reação bastante tradicional e ilustrativa. Utilize zinco em pedaços e HCl (aq) 0,1 mol/L colocados em um tubo de ensaio (evite o pó e as concentrações mais altas de ácido para que a reação não seja muito violenta e empregue pequenas quantidades dos reagentes).

Origem dos termos científicos
• “Síntese” vem do grego sún, que significa juntamente, com, ao mesmo tempo, por meio de, e thésis, ação de colocar, de arranjar, de pôr em algum lugar. Assim, a palavra “síntese”, em sua origem, significa coleção, reunião, justaposição, composição. • “Análise” vem do grego aná, que significa no alto, de baixo para cima, para fora, e lúsis, ação de separar, de resolver, de quebrar. Assim, a palavra “análise”, em sua origem, significa resolução, separação com intuito de compreender. É, portanto, o oposto de “síntese”.

Temas para pesquisa
• “Qual a importância da etapa de floculação nas estações de tratamento de água?” • “Como é realizado o tratamento da água que chega às torneiras na nossa localidade? Qual o órgão responsável por esse tratamento? Com que recursos materiais e financeiros esse tratamento é realizado? De que mananciais provém essa água?” REAÇÕES DE PRECIPITAÇÃO É muito importante que os alunos presenciem reações de precipitação. Algumas sugestões que podem ser realizadas misturando soluções de concentração da ordem de 0,1 mol/L são: AgNO3 (aq) Pb(NO3)2 (aq) CaCl2 (aq) BaCl2 (aq) CaCl2 (aq) BaCl2 (aq) NaCl (aq) 2 NaCl (aq) Na2SO4 (aq) Na2SO4 (aq) Na2CO3 (aq) Na2CO3 (aq) → → → → → → NaNO3 (aq) 2 NaNO3 (aq) 2 NaCl (aq) 2 NaCl (aq) 2 NaCl (aq) 2 NaCl (aq) AgCl (s) PbCl2 (s) CaSO4 (s) BaSO4 (s) CaCO3 (s) BaCO3 (s)

Atividade
Um slogan é uma frase criativa e de impacto que tem por objetivo transmitir uma idéia. Com a turma dividida em grupos, cada grupo deve elaborar um slogan que transmita a idéia da importância da preservação da água. Por que um slogan? Porque é uma maneira de desenvolver a criatividade e, simultaneamente, empregar o que se aprendeu no tema para pesquisa sugerido anteriormente, dando ênfase ao essencial. Um slogan deve ser breve, objetivo e causar impacto. Nesse tipo de atividade costumam surgir idéias muito interessantes e que podem ser elaboradas interdisciplinarmente com o professor de Língua Portuguesa.

É necessário insistir em atitudes de segurança, sobretudo se os alunos forem manusear os reagentes (óculos de segurança, luvas e avental), destacando o efeito nocivo dos metais pesados quando absorvidos pelo corpo (o que é mais fácil quando estão na forma de íons em solução) e enfatizando a necessidade do correto descarte das soluções e dos precipitados, a fim de não contaminar as águas. Sugerimos que o professor entre em contato com universidades, colégios técnicos ou indústrias da localidade, a fim de verificar como pode proceder para enviar os precipitados de metais pesados para descarte adequado.

LIBERAÇÃO DE GÁS Valem, para esta prática, as observações sobre medidas de segurança feitas anteriormente ao comentar o experimento Reação de zinco com ácido clorídrico. Sugestões de reação com liberação de gás carbônico. H2SO4 (aq) 2 HCl (aq) HCl (aq) Na2CO3 (aq) NaHCO3 (aq) → → Na2SO4 (aq) CaCl2 (aq) NaCl (aq) H2O (l) H2O (l) H2O (l) CO2 (g) CO2 (g) CO2 (g) CaCO3 (sólido) →

A água sanitária (ou água de lavadeira), o cloro distribuído nos postos de saúde e os produtos vendidos em farmácias e supermercados para tratar água são soluções aquosas de hipoclorito de sódio (e cloreto de sódio), obtidas industrialmente pela reação entre cloro e soda cáustica, NaOH: Cl2 (g) 2 NaOH (aq) → NaCl (aq) NaClO (aq) H2O (l)

TRATAMENTO DA ÁGUA DE PISCINAS A idéia central do tratamento de piscinas consiste na ação do íon hipoclorito, comprado como “cloro líquido” ou “cloro sólido”. Além de desinfetar, o hipoclorito tem o papel de destruir (por oxidação) os resíduos orgânicos deixados pelos banhistas, como gordura do corpo, protetores solares, bronzeadores etc. A presença de hipoclorito ou ácido hipocloroso ao redor de 1 ppm (1 ppm 1 parte por milhão 1 g para cada 106 g de água) mantém baixos os níveis de algas e bactérias. Mesmo assim, há quem utilize também produtos algistáticos (impedem o crescimento de algas) ou algicidas (matam algas). A eliminação de partículas sólidas em suspensão é garantida pela circulação da água por filtros contendo areia. O pH de uma piscina deve ser mantido num valor entre 7,2 e 7,8 (preferencialmente 7,5), correspondendo a um meio ligeiramente alcalino, quase neutro. A manutenção desse pH evita a formação de incrustações coloridas (por precipitação de hidróxidos) e a corrosão dos metais (pela acidez).

O carbonato de cálcio sólido empregado pode ser da casca de ovo, de conchas marinhas, de mármore, de calcário etc.

VERIFICAÇÃO DA PRESENÇA DE ÍONS CÁLCIO E FERRO EM LEITE ENRIQUECIDO O artigo de Gonçalves, Antunes e Antunes, indicado em Sugestão de leitura complementar para o professor, propõe um experimento em que se pode determinar a presença de íons cálcio e ferro no leite enriquecido.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Esse experimento propicia aos alunos compreenderem, entre outras coisas, como o conhecimento das reações químicas permite aos técnicos a análise de produtos, por exemplo, para fins de controle de qualidade ou de verificação do cumprimento de normas legais.

Textos ao professor
TRATAMENTO DE ESGOTOS TRATAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA As principais etapas do tratamento municipal de água podem ser divididas em dois grupos: as que envolvem processos físicos e as que envolvem processos químicos (reações químicas). Etapas que envolvem processos físicos Peneiração: os objetos maiores são removidos. Aeração: a água pode ser aerada por vários meios; por exemplo, correndo por cascatas. Isso remove o gás sulfídrico, H2S, e óleos voláteis, que podem dar odor desagradável à água. Sedimentação: a água é deixada em repouso para que partículas de poeira sedimentem e possam ser separadas. Filtração: feita com um filtro de várias camadas de areia, com grãos de diversas espessuras. Etapas que envolvem processos químicos Coagulação ou floculação: floculantes são substâncias que produzem precipitado, ao qual as partículas muito finas de sujeira em suspensão aderem, formando flocos, que podem ser separados da água. Um método bastante difundido utiliza cal hidratada, Ca(OH)2, e sulfato de alumínio, Al2(SO4)3. Da reação química entre ambas as substâncias, forma-se hidróxido de alumínio, Al(OH)3, precipitado gelatinoso que retém, em sua superfície, as partículas de sujeira. 3 Ca(OH)2 (aq) Al2(SO4)3 (aq) → 3 CaSO4 (s) 2 Al(OH)3 (s) Desinfecção: o gás cloro, Cl2, é uma substância química capaz de matar microorganismos. Na verdade, o responsável pela desinfecção é o ácido hipocloroso, HClO, que se forma quando o cloro é dissolvido em água e reage com ela: Cl2 (g) H2O (l) → HCl (aq) HClO (aq) Como o gás cloro é difícil de manusear e armazenar, já há um bom tempo se utilizam o hipoclorito de sódio, NaClO, ou de cálcio, Ca(ClO)2, que podem ser adquiridos em solução, com o nome de “cloro líquido”, ou sólidos, como “cloro sólido”. Neles, o íon hipoclorito, ClO , atua como agente de desinfecção. Assim, o atual tratamento com “cloro” utiliza não o gás cloro, mas substâncias contendo o elemento químico cloro. Tratamento primário Envolve a peneiração e a filtração para remover material suspenso na água. Geralmente retira entre 30% e 40% dos poluentes existentes. Tratamento secundário Nessa etapa, a matéria orgânica presente é degradada por microorganismos. Os despejos são colocados em contato com bactérias apropriadas. Ar é bombeado para facilitar o processo. Depois de várias horas de agitação e entrada de ar, os despejos são deixados em repouso. Um lodo sedimenta-se e é separado. Ele contém bactérias e material orgânico ainda em decomposição. Se confinado em biodigestores, permite que se obtenha metano, fazendo o volume de resíduos cair à metade. O tratamento secundário reduz a quantidade de poluentes na água para a ordem de 10%. Tratamento terciário Nem sempre é realizado. É um complexo conjunto de etapas biológicas, físicas e químicas, capaz de retirar as substâncias fosforadas e nitrogenadas, que funcionam como nutrientes de algas e podem causar eutrofização de ecossistemas aquáticos. Poluentes industriais, tais como íons de metais pesados dissolvidos, são retirados nessa etapa. O mesmo acontece com substâncias não-biodegradáveis, como, por exemplo, haletos orgânicos, usados como pesticidas.
Tratamento Tratamento Tratamento Cloração primário secundário terciário

Fósforo

Nitrogênio

Vírus Substâncias orgânicas dissolvidas Bactérias patogênicas Resíduo sólido

Comparação entre a eficácia dos tratamentos primário, secundário e terciário de esgotos. Quanto mais claro o tom de cinza, menor a concentração dos contaminantes mencionados.

Fonte do esquema: P. H. Raven e L. R. Berg. Environment. 4. ed. New Jersey, John Wiley, 2004. p. 504.

Sugestão de leitura complementar para o aluno
BRANCO, S. M. Água: origem, uso e preservação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003. (Coleção Polêmica) Paradidático que apresenta aspectos relacionados à importância da água para o ser humano e para o ambiente, bem como sobre formas de poluição e de tratamento da água.

CAMPOS, M. L. A. M.; JARDIM, W. F. Aspectos relevantes da biogeoquímica da hidrosfera. Cadernos temáticos de Química Nova na Escola, n. 5, 2003. p. 18-27. GONÇALVES, J. M.; ANTUNES, K. C. L.; ANTUNES, A. Determinação qualitativa dos íons cálcio e ferro em leite enriquecido. Química Nova na Escola, n. 14, 2001. p. 43-45. O artigo propõe um experimento em que, empregando reagentes de obtenção relativamente simples, podese constatar a presença de íons cálcio e ferro em amostras de leite. GRASSI, M. T. As águas do planeta Terra. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 1, 2001. p. 31-40. Entre outros assuntos ligados à importância da água, o artigo apresenta informações sobre o tratamento da água destinada ao consumo humano e sua importância na melhoria da qualidade de vida. MAIA, A. S.; OLIVEIRA, W.; OSÓRIO, V. K. L. Da água turva à água clara: o papel do coagulante. Química Nova na Escola, n. 18, 2003. p. 49-51. MARTINS, C. R.; PEREIRA, P A. P.; LOPES, W. A.; ANDRADE, J. B. . Ciclos globais de carbono, nitrogênio e enxofre: a importância da Química da atmosfera. Cadernos temáticos de Química Nova na Escola, n. 5, 2003. p. 28-41. SILVA, L. A.; MARTINS, C. R.; ANDRADE, J. B. Por que todos os nitratos são solúveis? Química Nova, v. 27, n. 6, 2004. p. 1.016-1.020. VOGEL, A. Química Analítica Qualitativa. 5. ed. São Paulo, Mestre Jou, 1981. Apresenta visão geral das reações inorgânicas envolvidas na análise qualitativa da presença de cátions e ânions inorgânicos.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova são disponibilizados em http://quimicanova.sbq.org.br/QN_OnLine_Geral.htm Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc AFONSO, J. C.; AGUIAR, R. M. A evolução dos reagentes químicos através dos rótulos e frascos. Química Nova, v. 27, n. 5, 2004. p. 837-844. AZEVEDO, E. B. Poluição vs. tratamento de água: duas faces da mesma moeda. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 21-25. (Veja também errata no n. 14, p. 46.) O autor discute o que é poluição, quais suas fontes e que métodos há para seu controle.

Capítulo 13 Mol
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Unidade de massa atômica • Massa atômica de elemento químico • Relação entre grama e unidade de massa atômica • Massa molecular • Massa de íon • Constante de Avogadro • Mol • Massa molar • Aplicações da massa molar e da constante de Avogadro • Interpretação de fórmulas químicas (molecular, mínima e porcentual) usando os conceitos de mol e de massa molar Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Consultar a tabela periódica para obter, sempre que necessário, massas atômicas e empregá-las para realizar o cálculo da massa molar de espécies químicas. • Utilizar dados provenientes de pesagem para estimar a quantidade de entidades microscópicas (átomos, moléculas, íons) presentes em uma amostra de matéria. • Empregar dados de massa molar para calcular a quantidade de matéria, expressa em mols. • Operar com a composição porcentual em massa de uma substância e ser capaz de relacionar tal composição com a fórmula mínima e com a fórmula molecular da substância. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Interessar-se pelas idéias científicas e pela Ciência como maneira de entender melhor o mundo que nos cerca. • Perceber que muitos princípios científicos estão presentes em nossa vida cotidiana.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Comentário geral
É pré-requisito importante para estudar este capítulo o entendimento de que medir é comparar com um padrão. E o padrão escolhido para realizar a medida (a comparação) é a unidade de medida (ou, eventualmente, um múltiplo ou submúltiplo dela). As principais unidades de massa e de volume foram apresentadas no capítulo 2. O apêndice C, no final do volume 1, apresenta as principais unidades usadas na Química do ensino médio. E o apêndice B apresenta as principais idéias referentes às potências de dez, outro pré-requisito importante para este capítulo. Estimule os alunos a utilizarem esses apêndices sempre que necessário. O item 1 deste capítulo 13 pretende mostrar que, empregando uma balança para medir a massa de um conjunto de objetos idênticos (sejam bolinhas ou átomos, por exemplo), podemos calcular a quantidade de objetos nesse conjunto, desde que seja conhecida a massa de cada objeto. Assim, é introduzida uma importante idéia da Química: a balança permite “contar” unidades tais como átomos, moléculas ou íons.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Nos exemplos mencionados, o nome da unidade (metro, litro, grama) tem uma grafia diferente de seu símbolo (m, L, g). Porém, no caso da unidade que expressa a grandeza quantidade de matéria, o nome da unidade (mol) e seu símbolo (mol) têm grafias idênticas, o que introduz um complicador. A quantidade de “dois mols” pode ser grafada como “2 mol” ou, por extenso, como “dois mols”. Rigorosamente falando, é incorreta a grafia “2 mols” assim como são incorretas as grafias “5 ms”, “8 Ls” e “16 gs”. Pela mesma razão que lemos “5 m” como “cinco metros”, devemos ler “5 mol” como “cinco mols”. E, se desejarmos grafar por extenso, devemos fazê-lo como “cinco mols”. Assim, no livro, toda vez que a grandeza quantidade de matéria é representada por um número seguido da unidade, essa unidade está grafada como “mol”, independentemente do valor numérico que a antecede. Porém, ao escrever por extenso o valor da grandeza quantidade de matéria, o nome da unidade é flexionado para o plural se o valor numérico assim o exigir. Cabe ressaltar que os exercícios de vestibular são apresentados no livro com a sua redação original, razão pela qual, neles, pode ser que isso nem sempre aconteça. Finalmente, quanto às expressões “quantidade em mol” e “quantidade em mols”, ambas são cabíveis. A possibilidade de ambas as grafias é equiparável, por exemplo, ao que ocorre com a grandeza massa — “massa em g” e “massa em gramas” — ou com a grandeza volume — “volume em L” e “volume em litros”.

Nesse item 1, cabe ressaltar que se está trabalhando com átomos que existem na natureza na forma de um único isótopo (tabela 1 da página 246); daí a validade da comparação com uma amostra de bolinhas de gude em que todas são idênticas. Também merece destaque o fato de a massa atômica (uma medida que expressa quantas vezes a massa do átomo é maior que a unidade de medida, a unidade de massa atômica) e o número de massa (um número inteiro que indica a soma do número de prótons e de nêutrons) serem conceitualmente diferentes, mas, quando a massa atômica de um elemento formado por um ÚNICO isótopo é arredondada para um número inteiro, esse número inteiro coincide com o número de massa dos átomos desse elemento. O item 2 estende a comparação a um conjunto de bolinhas de gude de dois tipos e a um conjunto de átomos de dois tipos, surgindo daí o conceito de massa atômica de elemento. Nesse item também são apresentados os conceitos de massa molecular e massa de íon. O item 3 introduz os conceitos de mol e massa molar. O que é discutido no item 3.1 permite, por analogia, entender o surgimento do conceito de mol. O item 4 introduz a noção de que a quantidade de matéria pode ser expressa em mols de átomos, mols de moléculas, mols de íons etc. Atualmente, as expressões quantidade de matéria ou quantidade em mols são preferidas em relação à expressão “número de mols”, embora muitos químicos continuem empregando, por tradição, o símbolo “n” para expressar tal grandeza. No item 5, o conceito de quantidade em mols é empregado para interpretar várias maneiras de expressar a composição de uma substância. O aprendizado do conceito de mol esbarra em várias dificuldades, entre as quais a necessidade de compreensão de textos (enunciados), de operar com números muito grandes ou muito pequenos por intermédio das potências de dez, de dominar o raciocínio de proporcionalidade (regra de três) e de compreender e de trabalhar com diferentes unidades para expressar massa. Todos esses aspectos merecem muita atenção, porque se constituem em obstáculos, que, por vezes, os alunos não conseguem transpor sem a intervenção do educador. Agora um comentário sobre o emprego, no livro, das grafias “mol” e “mols”. Antes de falar sobre elas, consideremos como exemplo a unidade metro. A inscrição “5 m” é lida como “cinco metros”, pois “5 m” pressupõe a multiplicação do número cinco pela unidade (padrão de medida) metro. Então “5 m” significa cinco vezes o metro, ou seja, “cinco metros”. Por isso, é incorreta a representação “5 ms”. O símbolo da unidade não requer (e, por isso, não tem) plural. De modo similar, o volume de “oito litros” é representado por “8 L” e não por “8 Ls”. E a massa de dezesseis gramas é representada por “16 g” e não por “16 gs”.

Origem dos termos científicos
• A palavra “mol” vem do latim mole, massa. • A palavra “molécula” é o diminutivo da palavra latina mole, massa. Assim, na sua origem, “molécula” significa pequena massa.

Tema para pesquisa
• “O que é volume atômico de um elemento químico? Como essa grandeza varia na tabela periódica? Podemos considerar o volume atômico como uma propriedade periódica?” O tema é oportuno neste capítulo 13 (e não no capítulo 6), porque entender a conceituação de volume atômico pressupõe a compreensão do que vem a ser mol.

Sugestões de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc SILVA, R. R.; ROCHA-FILHO, R. C. Mol. Uma nova terminologia. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 12-14. O artigo apresenta expressões correlatas ao conceito de mol cujo uso é recomendado e outras cujo uso não é recomendado por serem ambíguas ou induzirem a erros conceituais. O artigo reforça que termos como “átomo-grama”, “peso atômico”, “u.m.a.”, “equivalentegrama” e “normalidade” devem ter seu uso abandonado. SIMONI, J. A.; TUBINO, M. Determinação do raio atômico de alguns metais. Química Nova na Escola, n. 9,1999. p. 41-43. Os autores apresentam um método para avaliar o raio de um átomo de metal no retículo cristalino metálico. O processo permite trabalhar o método científico, com hipóteses, medidas e inferências feitas a partir delas.

Capítulo 14 O comportamento físico dos gases
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Variáveis de estado • Lei de Boyle • Leis de Charles e Gay-Lussac • Escala kelvin de temperatura • Gás real e gás ideal • Hipótese de Avogadro • Lei do Gás Ideal • Misturas gasosas: pressão parcial e volume parcial • Densidade de gases Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Converter valores de temperatura entre as escalas Celsius e kelvin. • Empregar um raciocínio de proporcionalidade direta para realizar a conversão entre unidades de pressão. • Utilizar as leis de Boyle e de Charles e Gay-Lussac para realizar previsões sobre uma amostra de gás sofrendo uma transformação. • Empregar a Lei do Gás Ideal para estimar pressão, volume, temperatura ou quantidade em mols para uma amostra gasosa, ou para tecer comparações entre duas amostras gasosas. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Valorizar a observação como importante meio para obter informações. • Apreciar o entendimento das regularidades da natureza. • Perceber que muitos princípios científicos estão presentes em nossa vida cotidiana.

Comentário geral
Da observação sistemática, criteriosa e repetida de sistemas de interesse, os cientistas podem perceber regularidades da natureza. Tais regularidades são enunciadas por meio de palavras ou de equações matemáticas, constituindo as leis ou princípios. Sua validade está vinculada às condições em que foram observados. Considere, por exemplo, a Lei de Boyle. Seu enunciado, que pode ser feito com palavras ou com uma equação matemática, remete a uma regularidade válida em determinado contexto. A regularidade é que a pressão e o volume de uma amostra de substância gasosa são grandezas inversamente proporcionais. E o contexto de validade é que, além de ser uma substância gasosa (mais rigorosamente, gás de comportamento ideal), a massa dessa amostra e sua temperatura devem ser as mesmas antes e depois de uma transformação na qual volume e pressão se alterem. O próprio Boyle propôs uma explicação para essa lei, que é atualmente considerada incorreta. Mas o fato de a explicação dada por Boyle ser incorreta não invalida a sua lei. O mapa conceitual apresentado na página 9 (capítulo 1) ilustra simplificadamente a relação que existe entre leis e teorias. Vejamos algumas alterações de terminologia a que deve-se estar atento. A expressão “temperatura absoluta” não é mais recomendada. Em seu lugar recomenda-se temperatura termodinâmica. Deve-se usar grau Celsius em vez de “grau centígrado”, kelvin em lugar de “grau Kelvin”, e fração em mol ou fração em quantidade de matéria em vez de “fração molar” (cf. SILVA, R. R.; ROCHA-FILHO, R. C. Mol. Uma nova terminologia. Química Nova na Escola, n. 1, 1995. p. 12-14.).

Justificar/explicar/racionalizar para os alunos a lei das transformações isotérmicas, com base na concepção microscópica do estado gasoso, é relativamente simples. O mesmo podemos afirmar para a lei das transformações isocóricas. Mas explicar, em nível microscópico, o que acontece na transformação isobárica é mais complexo. Um aumento de volume reduz a freqüência de colisões moleculares com a parede do recipiente, mas o aumento da temperatura faz com que esses choques sejam mais violentos. Na transformação isobárica, um fator compensa o outro e, assim, a pressão não se altera. Outra situação que merece atenção diz respeito ao que chamamos de condições normais de temperatura e pressão. Primeiramente vamos falar de uma outra definição, a definição de estado-padrão, importante para todo o desenvolvimento da Termodinâmica Química, com implicações para alguns estudos da Química do ensino médio, como, por exemplo, a Eletroquímica e a Termoquímica. Há alguns anos, a pressão adotada para o estado-padrão era de 1 atm (ou seja, 101,3 kPa). Por determinação da Iupac, a pressão para o estado-padrão passou a ser de 1 bar (ou seja, exatamente 100 kPa). No entanto, a terminologia condições normais de temperatura e pressão é rotineiramente empregada não como uma alusão vinculada ao estado-padrão termodinâmico, mas sim como um conjunto de condições para as quais se costuma memorizar, por conveniência de cálculos, o volume molar ocupado por um gás ideal (22,4 L). Assim, nesta obra, a expressão condições normais de temperatura e pressão é usada para indicar a temperatura de 0ºC e a pressão de 1 atm. Apenas com a finalidade de mostrar que não haveria mudança apreciável no valor do volume molar de gás ideal nas CNTP, caso a pressão fosse alterada de 1 atm para 1 bar (100 kPa), foi incluída a questão 44.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Tema para pesquisa
• “O que vem a ser a Teoria Cinética dos Gases? Que tem ela a ver com os assuntos discutidos neste capítulo?”

A pressão medida em uma localidade ao nível do mar depende das condições meteorológicas, mas não se desvia muito desse valor. O valor médio é, de fato, 101,325 kPa.
Coluna de ar com 1m2 de seção transversal (massa = 104 kg)

Experimento
CONTRAÇÃO DO AR SUBMETIDO A RESFRIAMENTO Sugira aos alunos que façam este experimento em casa: Objetivo: Estudar o comportamento do ar quando ele é resfriado num recipiente razoavelmente flexível. Material: • uma garrafa plástica descartável de 2 litros com tampa de rosca (se não tiver, serve uma menor, desde que seja plástica e de paredes bem finas, como as da garrafa descartável de 2 litros) • congelador ou freezer
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Força gravitacional

A pressão que essa coluna exerce sobre a superfície, ao nível do mar, é de 100 kPa

Procedimento: 1. Feche a garrafa, que deve estar “vazia”, ou melhor, cheia de ar. Certifique-se de que apertou bem a tampa. A garrafa e a tampa não devem estar furadas. 2. Coloque a garrafa dentro do congelador ou freezer. 3. Após 4 horas tire a garrafa e observe-a. 4. Deixe a garrafa em cima de uma mesa. Espere que ela volte à temperatura do ambiente e observe novamente. 5. Descreva o que observou e proponha uma explicação.
Figura 1. Uma coluna de ar de 1 m2 de seção transversal exerce sobre a superfície da Terra, ao nível do mar, a pressão de aproximadamente 100 kPa (lê-se “cem quilopascals”).

O físico e matemático italiano Evangelista Torricelli, que chegou a ser secretário de Galileu Galilei um pouco antes da morte desse físico, foi o primeiro cientista a sugerir que a atmosfera tinha massa e exercia pressão sobre todas as coisas nela imersas. Em 1643, ano seguinte ao da morte de Galileu, Torricelli confirmou suas idéias com a construção de seu famoso barômetro. (A palavra “barômetro” vem do grego báros, gravidade, peso, e metro, medida.) Tratava-se de um tubo de vidro com cerca de 1 m de comprimento preenchido com mercúrio e mergulhado num recipiente também com mercúrio. Ao montar tal instrumento, Torricelli verificou que o mercúrio descia no tubo até estacionar, conforme mostrado na figura 2. Sobre o mercúrio há vácuo (na verdade há uma quantidade desprezivelmente pequena de vapor de mercúrio, já que a pressão de vapor do mercúrio não é nula). O que faz o mercúrio descer? É a força peso atuando sobre ele. E o que faz o mercúrio parar de descer? É a pressão atmosférica, que “empurra” o mercúrio de volta para dentro do tubo.
Vácuo

Texto ao professor
A PRESSÃO ATMOSFÉRICA E O BARÔMETRO Popularmente, a palavra “pressão” transmite a idéia de empurrão, força. Em termos científicos, no entanto, pressão (P) é uma grandeza escalar igual à razão entre o módulo de uma força (F) que atua perpendicularmente a uma área e o valor dessa área (A).
P F A

Um gás aprisionado em um balão, por exemplo, exerce uma força sobre sua parede interna. Essa força dá origem a uma pressão, a pressão que o gás exerce contra as paredes do recipiente, a que nos referimos simplesmente como “pressão do gás”. A atmosfera exerce pressão sobre a superfície da Terra. Para estimar o valor dessa pressão, consideremos uma coluna de ar de 1 m2 de seção transversal (figura 1). Tal coluna tem a massa aproximada de 10.000 kg. Considerando a aceleração da gravidade como sendo 10 m/s2, o módulo da força peso, F, de tal coluna pode ser calculado por: F F m g 1 10 N
5

Altura da coluna de mercúrio Pressão devida à massa da coluna de mercúrio Mercúrio Pressão devida à massa da atmosfera (pressão atmosférica)

10.000 kg 10 m/s2 (em que 1 N

1 105 kg m/s2 1 newton 1 kg m/s )
2

Assim, a pressão exercida pela coluna de ar sobre a superfície da Terra é dada por:
F 1 10 5 N A 1 m2 (em que 1 Pa 1 pascal P

1 105 N/m2 1 N/m2 e 1 kPa

1 105 Pa

1 102 kPa 103 Pa)
Figura 2. O peso da coluna de mercúrio faz com que ela exerça uma pressão que é contrabalançada pela pressão atmosférica. Quanto maior a pressão atmosférica no local da experiência, maior a altura da coluna de mercúrio dentro do tubo. Ao nível do mar a coluna mede 76 cm, ou seja, 760 mm.

1 quilopascal

Então, podemos afirmar que a pressão ao nível do mar é de aproximadamente 100 kPa.

No barômetro de Torricelli estabelece-se um equilíbrio entre a pressão devida a uma coluna de mercúrio e a pressão atmosférica. Com esse instrumento, é possível avaliar a pressão do ar no local por meio da altura da coluna de mercúrio que ela sustenta. Daí surgiu a unidade de pressão milímetro de mercúrio, simbolizada por mmHg e também representada por torr, em homenagem a Torricelli. O valor médio da pressão ao nível do mar é 760 mmHg. Posteriormente foi criada a unidade atmosfera, simbolizada por atm, definida de tal forma que 1,00 atm é a pressão média medida ao nível do mar. Assim, 1,00 atm 760 mmHg. Nos medidores de pressão usados em calibradores para pneu é comum o uso da libra força por polegada quadrada, do sistema inglês de unidades, que costuma ser representada por lb/in2 ou psi, do inglês pounds per square inch. A relação entre as unidades de pressão apresentadas neste texto é: 1,00 atm 760 mmHg 14,7 lb/in
2

Paradidático que apresenta as formas de poluição do ar, os prejuízos dela decorrentes e os meios que podem ser empregados para minimizá-la. TOLENTINO, M.; ROCHA-FILHO, R. C.; SILVA, R. R. A atmosfera terrestre. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica) Os autores apresentam vários aspectos físicos e químicos da atmosfera, relacionados ao deslocamento das massas de ar, às precipitações atmosféricas, ao efeito estufa, à destruição da camada de ozônio e à poluição atmosférica.

Sugestão de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc MOZETO, A. A. Química atmosférica: a Química sobre nossas cabeças. Cadernos Temáticos de Química Nova na Escola, n. 1, 2001. p. 41-49.

760 torr 14,7 psi

1,013 105 Pa

101,3 kPa

BRANCO, S. M.; MURGEL, E. Poluição do ar. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2004. (Coleção Polêmica)

Capítulo 15 Aspectos quantitativos das reações químicas
Principais conteúdos conceituais do capítulo • Relação entre os coeficientes estequiométricos e as quantidades em mols dos participantes de uma reação • Lei Volumétrica de Gay-Lussac • Estabelecimento de relações estequiométricas envolvendo quantidade em mols, massa, volume (no caso de substância gasosa), número de moléculas e outras grandezas correlatas • Excesso de reagente • Reagentes que contenham impurezas • Rendimento de uma reação Conteúdos procedimentais que podem ser desenvolvidos • Consultar a tabela periódica para determinar a massa molar de espécies químicas e empregar tais valores na realização de cálculos estequiométricos que permitam a previsão da quantidade de reagentes ou de produtos envolvidos em um processo químico. • Empregar uma balança e materiais simples para determinar o teor de bicarbonato de sódio em um comprimido efervescente. Conteúdos atitudinais que podem ser desenvolvidos • Compreender que o conhecimento de generalizações sobre as regularidades da natureza permite elaborar previsões, como é o caso do cálculo estequiométrico. • Apreciar o entendimento das regularidades da natureza. • Perceber que muitos princípios científicos estão presentes em nossa vida cotidiana.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Sugestões de leitura complementar para o aluno

Comentário geral
Todo cálculo estequiométrico está baseado no estabelecimento da proporção em mols entre reagentes e produtos. Assim, o domínio do que é equação química e de como balanceá-la corretamente (capítulo 4) é fundamental para este capítulo. Isso é revisado nos itens 1.1 e 1.2. Uma revisão sobre a Lei de Lavoisier e a Lei de Proust (capítulos 3 e 4) é também oportuna antes de iniciar este capítulo. Escolheu-se como exemplo que vai permear todo o capítulo a reação de síntese da amônia. Principia-se com a discussão da proporção em mols (itens 1.3 e 1.4) e, a seguir, passa-se para massa (1.5) e volume de substância gasosa (item 2). A seguir, ainda considerando o mesmo processo, apresentam-se situações com excesso de reagente (item 3), reagentes com “impurezas” (item 4) e reações que não têm rendimento total (item 5). O mapa conceitual da página 312 é importante porque ele mostra que o estabelecimento da proporção em mols é o ponto de partida para todo o cálculo estequiométrico. É com base na proporção em mols que podemos obter a proporção envolvendo massa, volume gasoso, número de partículas (átomos, moléculas, íons) ou mesmo a combinação de duas ou mais dessas grandezas. O apêndice C, no final do volume 1, apresenta as principais unidades usadas na Química do ensino médio. E o apêndice B apresenta as principais idéias referentes às potências de dez, outro pré-requisito importante para este capítulo. Estimule os alunos a utilizarem esses apêndices sempre que necessário.

Experimento
DETERMINAÇÃO DO TEOR DE BICARBONATO DE SÓDIO EM COMPRIMIDO EFERVESCENTE O artigo de Cazzaro, indicado na Sugestão de leitura complementar para o professor, sugere um experimento no qual se pretende determinar a massa de bicarbonato de sódio presente em um comprimido efervescente. Para isso, efetua-se a efervescência acrescentando-se esse comprimido à água, em frasco aberto cuja massa é medida antes e depois da liberação do gás.

Sugestão de leitura complementar para o professor
Textos de Química Nova na Escola são disponibilizados em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc CAZZARO, F. Um experimento envolvendo estequiometria. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 53-54. O autor propõe um experimento relativamente simples envolvendo medidas de massa de um sistema antes e depois de uma reação de efervescência.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Origem dos termos científicos
• O termo “estequiometria” vem do grego stoikheîon, elemento, princípio, e metro, medida, e foi introduzido pelo químico alemão Jeremias Benjamin Richter no final do século XVIII.

RESOLUÇÕES
Capítulo 2
Substâncias químicas
26 1 a) Sim, pois ela passou de líquido para vapor. b) Sim, pois a vaporização ocorreu de forma relativamente lenta e sem a formação de bolhas. c) Não, pois a vaporização não envolveu a formação de bolhas. d) Não, pois a água não entrou em ebulição; e o verbo “ferver” é popularmente usado como sinônimo de ebulir. O ponto de fusão do mercúrio é 39°C. Assim, a temperatura mais baixa em que o mercúrio é líquido é 39°C. Essa é, portanto, a menor temperatura em que, teoricamente, podemos utilizar um termômetro de mercúrio. Mesmo com a lâmpada acesa, o filamento permanece sólido. A temperatura que ele atinge não pode, portanto, ser superior ao ponto de fusão do tungstênio. Como o ponto de fusão do tungstênio é inferior a 4.000°C, deduz-se que a afirmação feita pela pessoa é incorreta. O ponto de ebulição do cloro é 34°C. Assim, nas condições ambientes essa substância é um gás. Os produtos não podem, portanto, ser cloro. Professor: O “cloro sólido” é hipoclorito de cálcio e o “cloro líquido” é geralmente uma solução aquosa de hipoclorito de sódio. a) d ⇒ b) d ⇒ c) d ⇒ d) d ⇒
m ⇒m V

Assim, concluímos que o frasco (maior volume de líquido) contém benzeno (líquido de menor densidade), o frasco contém água e o frasco (menor volume de líquido) contém clorofórmio (líquido de maior densidade). a) Duas. A água e o açúcar nela dissolvido formam uma fase e os pedaços de chumbo formam outra fase. b) Três. Os componentes do sistema são a água, o açúcar e o chumbo. c) Na fase líquida há dois componentes: água e açúcar. Na fase sólida há um componente, o chumbo. Não. O sistema da questão anterior é um possível exemplo: três componentes e duas fases. Outro exemplo é água sólida água líquida: um componente e duas fases. a) Uma fase é formada pelo gelo, outra pela água líquida com sal e açúcar nela dissolvidos. Além dessas duas fases, há mais três no granito (de acordo com a questão anterior). Ao todo são, portanto, cinco fases. b) Seis. Água (sólida ou líquida, é a mesma substância), sal, açúcar, quartzo, feldspato e mica (três componentes do granito, de acordo com a questão anterior). c) Na fase líquida há três componentes: água, sal e açúcar. Em cada uma das quatro fases sólidas há apenas um componente: gelo, quartzo, feldspato e mica. d) A fase líquida é uma solução na qual a água é o solvente e sal e açúcar são os solutos. Durante a ebulição da água pura a temperatura permanece constante. Durante a ebulição da solução aquosa de sal (ou, mais propriamente, durante a ebulição do solvente da solução aquosa de sal) a temperatura não permanece constante. a) A curva corresponde a uma substância com ponto de ebulição mais baixo. De acordo com a informação do enunciado, essa deve ser a curva do éter. E a curva corresponde, portanto, à acetona. b) Éter (curva ): PF 116°C e PE 35°C. Acetona (curva ): PF 95°C e PE 56°C. O gráfico não apresenta precisão tão grande a ponto de o aluno poder avaliar o algarismo das unidades sem incerteza alguma. Respostas próximas a essas são perfeitamente cabíveis. a) Em A, vapor é resfriado. Em B, vapor sofre condensação. Em C, líquido é resfriado. Em D, líquido solidifica. Em E, sólido é resfriado. b) O ponto de fusão é 17°C e o ponto de ebulição é 97°C. (Note que cada divisão no eixo das ordenadas corresponde a 20°C.) Alternativa A. I. Envolve sublimação do naftaleno. II. Envolve solidificação da água. III. Envolve vaporização da água (evaporação ou ebulição, o que depende da temperatura atingida pelo líquido). IV. Envolve fusão do chumbo. Alternativa C. A 25°C I é líquido. A 80°C II é gasoso. A 1.000°C III é líquido. A 3.500°C IV é sólido. A 100°C V é líquido.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

27

5

29

6

10

36

22

d V

1,5 g/cm3 200 cm3 ⇒ 38

m

300 g d V 0,8 g/cm3 500 cm3 ⇒

m ⇒m V
m 400 g

m ⇒m V

d V

1,6 g/cm3 1,5 103 cm3 ⇒ 2,4 kg 48 0,8 g/cm3 5 103 cm3 ⇒

m

2,4 103 g d V

m ⇒m V

m

4 103 g

4 kg

23

a) O volume do parafuso é dado pelo aumento de nível do líquido, que foi da marca de 80 mL para a de 100 mL. Assim, o volume do parafuso é 20 mL. b) d

49

m V

⇒ d

157,4 g 20 cm 3

d

7,87 g /cm 3

24

Pela expressão que define a densidade, concluímos que, para uma mesma massa, o material que apresentar maior densidade terá menor volume e o que apresentar menor densidade terá maior volume.

50

d

m V

d

m V

51

Alternativa D. Flutuam na água aqueles materiais cuja densidade é inferior à densidade dela (1 g/cm3). Dos materiais apresentados, esse é o caso apenas de bambu e carvão. Alternativa A O traço do densímetro coincidiria com o nível da solução (salmoura) se ela tivesse densidade 1,7 g/cm3. Como o traço do densímetro está abaixo do nível da solução, concluímos que ela tem densidade menor do que 1,7 g/cm3. Assim, para que o traço do densímetro passe a coincidir com o nível da salmoura, a densidade dela deve ser aumentada até 1,7 g/cm3, o que pode ser feito acrescentando-se soluto, o sal. Alternativa D. d ⇒ m V m ⇒ m 6.500 g d V 13 g /cm 3 500 cm 3 ⇒

59

52

Alternativa D. A grande quantidade de água permitirá que o açúcar e o sal de cozinha se dissolvam, formando uma fase, que será uma solução aquosa em que ambos são solutos. A areia, insolúvel em água, constituirá uma segunda fase. Alternativa E. Se o tetracloreto de carbono e o hexano forem colocados primeiramente no frasco, ambos formarão uma só fase. A adição posterior da água originará uma segunda fase líquida no sistema. Se o tetracloreto de carbono for adicionado em primeiro lugar e a água em segundo, haverá duas fases no sistema: uma superior, constituída pela água (menos densa), e uma inferior, constituída pelo tetracloreto de carbono (mais denso). A seguir, a adição muito vagarosa de hexano (menos denso que a água) originará uma terceira fase, acima da água. Alternativa C. A separação magnética (IV) permite separar o ferro do restante. Se a mistura de areia e sal de cozinha resultante for misturada com água, apenas o sal se dissolverá (III). Uma filtração (I) ou decantação (V) pode ser usada para separar a areia da solução. Alternativa E. Como há duas fases e três componentes, a primeira providência, antes de propor um método de separação, é compreender a composição dessas duas fases. Como “A e B são miscíveis entre si” e “C é imiscível com A e com B”, concluímos que uma das fases é uma mistura homogênea (solução) formada por A e B e a outra fase é constituída apenas por C. Ambas as fases, sendo líquidas, podem ser separadas por decantação (ou por um aprimoramento disso, que é o funil de separação). Isso separa o componente C. Restará a mistura homogênea de A e B. A informação de que “A é mais volátil que B”, ou seja, de que A se vaporiza com maior facilidade que B, indica que há uma certa diferença de ponto de ebulição entre esses dois líquidos e, assim, a técnica da destilação fracionada permitirá sua separação. Alternativa E. Se um sistema heterogêneo (S) é fracionado em um sólido (X) e um líquido (Y) é porque X e Y eram as fases desse sistema. A técnica empregada (operação I) pode ter sido uma filtração, mas não uma destilação. Assim, A é incorreta. Se um líquido (Y) pode ser fracionado em um sólido (Z) e um líquido (W) é porque esse líquido (Y) é uma solução. Assim, C é incorreta. Uma solução de um sólido em um líquido (Y) pode ser separada por destilação simples (operação II), mas não por decantação. Deduz-se que B é incorreta. O líquido incolor (W) que se obtém dessa destilação simples de Y não é uma substância pura porque, como informa o enunciado, a temperatura em que sofre ebulição não é constante, mas varia entre 80°C e 100°C. Então, D é incorreta. Agora vamos avaliar o número mínimo de substâncias presentes no sistema S, lembrando que esse sistema pode ser recomposto se misturarmos as três frações X, Z e W. O sólido X é formado por, no mínimo, uma substância. O sólido Z também. E o líquido W, que sabemos ser uma mistura, é formado por, no mínimo, duas substâncias. Assim, há em S pelo menos quatro substâncias, ou seja, quatro componentes. Alternativa B. O conjunto mostrado permite a realização de uma filtração a vácuo, por meio da qual pode ser fracionada uma mistura heterogênea sólido-líquido.

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Alternativa E. O enunciado informa que um “aumento da temperatura do ambiente leva a um aumento no volume da gasolina”. Isso significa que uma mesma massa de gasolina ocupa maior volume quando a temperatura está mais alta. I. É incorreta porque na hora mais quente do dia se compra menos massa por litro de gasolina. II. É correta porque, com a temperatura mais baixa, uma mesma massa de gasolina ocupa volume menor. III. É correta porque, no caso de a venda ser por quilograma, desapareceria o problema criado pela variação de volume em função da temperatura. Alternativa D. O granito é formado por três fases distintas: quartzo, feldspato e mica. Xarope de groselha e água fluoretada são soluções. E quando o sangue é visto ao microscópio, pode-se perceber a presença, em meio ao plasma sangüíneo, dos glóbulos vermelhos, dos glóbulos brancos e das plaquetas. 54, pois são verdadeiras as afirmações 02, 04, 16 e 32. 01 – Falsa. O sistema II é formado por uma substância pura e, abaixo de T1, ela está exclusivamente na fase sólida. 02 – Verdadeira. À medida que o sistema evolui do ponto A (em que a substância está exclusivamente sólida) para o ponto B (em que está exclusivamente líquida), ocorre a fusão da substância à temperatura constante (o ponto de fusão, T1). 04 – Verdadeira. No sistema II, na temperatura T1, podem ocorrer duas fases, sólida e líquida, e, na temperatura T2, também podem ocorrer duas fases, líquida e vapor. 08 – Falsa. O gráfico II representa a curva de aquecimento de uma substância pura e, assim, tal gráfico não pode representar um sistema em que há duas ou mais substâncias. 16 – Verdadeira. No ponto B terminou a fusão e a substância está exclusivamente na fase líquida. De B até C essa substância líquida é aquecida e, em C, ainda está líquida, prestes a iniciar ebulição. 32 – Verdadeira. Acima de D já ocorreu a vaporização e haverá, portanto, apenas a fase vapor em cada um dos sistemas. Alternativa D. Uma primeira fase é uma solução aquosa, formada por água (solvente), álcool (soluto) e outras substâncias dissolvidas (solutos). Uma segunda fase é formada pela água sólida. Uma terceira fase é a fase vapor. Alternativa D. Gases, quando misturados, formam misturas homogêneas.

65

55

56

66

57

70

58

Capítulo 3
Introdução ao conceito de reação química
5 a) Seis: cloreto de amônio, (gás) amônia, (gás) cloreto de hidrogênio, (gás) nitrogênio, (gás) hidrogênio e (gás) cloro. b) São substâncias simples (gás) nitrogênio, (gás) hidrogênio e (gás) cloro, porque são substâncias que não podem ser decompostas em outras. São substâncias compostas cloreto de amônio, (gás) amônia e (gás) cloreto de hidrogênio, porque podem ser decompostas em outras substâncias. Cada uma das linhas está de acordo com a Lei de Lavoisier: 15 g 7g 8g 1a linha: 2a linha: 30 g 14 g 16 g 3a linha: 60 g 28 g 32 g 90 g 42 g 48 g 4a linha: Há várias relações que podemos estabelecer para comprovar a Lei de Proust. Uma delas é: massa de nitrogênio massa de oxigênio Uma segunda maneira é: massa de nitrogênio massa de óxido E uma terceira maneira é: massa de oxigênio massa de óxido 8 8g 15 g 16 g 30 g 32 g 60 g 48 g 90 g 7g 15 g 14 g 30 g 28 g 60 g 42 g 90 g 7g 8g 14 g 16 g 28 g 32 g 42 g 48 g

que falta para 100% é a porcentagem em massa de hidrogênio: 17,6%. A porcentagem de hidrogênio também poderia ter sido determinada por meio de uma regra de três como a anterior: Grandezas: Massa de amônia 17 g 100 g — — Massa de hidrogênio 3g y ⇒ y 17,6 g

Portanto, há 17,6%, em massa, de hidrogênio na amônia.

Capítulo 4
Do macroscópico ao microscópico: átomos e moléculas
2 A fórmula C12H22O11 indica que cada molécula de sacarose é formada por 45 átomos, sendo 12 do elemento carbono, 22 do elemento hidrogênio e 11 do elemento oxigênio. a) É uma mistura de duas substâncias, a água e o ácido acético. b) Sim, porque uma solução é uma mistura homogênea (mistura com uma só fase). E o vinagre é uma mistura homogênea. c) A água é formada pelos elementos hidrogênio e oxigênio. E o ácido acético é formado pelos elementos carbono, hidrogênio e oxigênio. Assim, no vinagre (a mistura de ácido acético e água), há três elementos químicos presentes: carbono, hidrogênio e oxigênio. a) É uma fórmula, pois representa uma substância. b) Três: carbono, hidrogênio e oxigênio. H2SO4 (Nesta altura, são perfeitamente aceitáveis as seguintes outras respostas: H2O4S, SH2O4, SO4H2, O4SH2 e O4H2S.) a) Substância pura é aquela que não está misturada com outras e substância simples é aquela formada por átomos de apenas um elemento químico. Há substância pura e simples nos modelos e . b) Substância pura é aquela que não está misturada com outras e substância composta é aquela formada por átomos de dois ou mais elementos químicos. Há substância pura e composta nos modelos e . c) Mistura é uma porção de matéria formada por duas ou mais substâncias diferentes. Misturas estão representadas nos modelos , , e . Exemplo de resposta possível: a)
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3

4

a) Representando os valores que faltam por x, y e z, temos: 1a linha: 17 g x 3 g ⇒ x 14 g 2a linha: 34 g 28 g y ⇒ y 6g 3a linha: 51 g z 9 g ⇒ z 42 g b) Uma primeira maneira é: massa de nitrogênio massa de hidrogênio Uma segunda maneira é: massa de nitrogênio 14 g 28 g 42 g = = = massa de amônia 17 g 34 g 51 g E uma terceira maneira é: massa de hidrogênio 3g 6g 9g = = = massa de amônia 17 g 34 g 51 g 14 g 3g 28 g 6g 42 g 9g

6

7

11

amônia 17 g 100 g Assim, temos: Grandezas:

nitrogênio 14 g x

hidrogênio 3g y

15

b) Massa de amônia 17 g 100 g — — Massa de nitrogênio 14 g x ⇒ x 82,4 g d)

ou

c)

ou

ou

Essa é a massa de nitrogênio em 100 g de amônia. Assim, a porcentagem em massa de nitrogênio na amônia é 82,4%. E como essa substância é formada apenas por nitrogênio e hidrogênio, o

ou

ou

16

No sistema inicial há seis átomos do elemento representado em roxo (vamos adotar para ele o símbolo R) e seis átomos do elemento representado em amarelo (vamos adotar para ele o símbolo A). Assim: O modelo não pode representar a situação final porque desaparecem átomos de R e aparecem átomos de A. O modelo não pode representar a situação final porque desaparecem átomos de R e aparecem átomos de A. O modelo não pode representar a situação final porque desaparecem átomos de R e de A e, além disso, aparecem átomos de um outro elemento (representado em outra cor). O modelo não pode representar a situação final porque desaparecem átomos de A e aparecem átomos de R. O modelo pode representar a situação final porque a quantidade de átomos de A e de R se mantém inalterada; os átomos apenas se recombinam, de moléculas de R2 e A2 em moléculas de RA. O modelo não pode representar a situação final porque desaparecem átomos de R e de A e, além disso, aparecem átomos de um outro elemento (representado em outra cor). Exemplo de resposta possível: a) H2O CO →

29

a) NO2 b) Na situação inicial há oito moléculas de N2 e quatro moléculas de O2. Na situação final há oito moléculas de N2O. Assim, o processo químico que ocorre pode ser equacionado como: 2 N2 O2 → 2 N2O

Capítulo 5
Introdução à estrutura atômica
14
239 94

Pu (Embora a representação 94Pu239 ainda seja encontrada, seu uso deve ser desencorajado, cf. CHAGAS, A. P.; ROCHA-FILHO, R. C. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13.

20
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23 H2 CO2

b) 2 SO2 O2

2 SO3

c) 2 H2O2

2 H2O

O2 24

a) Os oito íons em questão são 204Pb2 , 206Pb2 , 207Pb2 , 208Pb2 , 82 82 82 82 204 4 206 4 207 4 e 208Pb4 . Todos são do elemento chum82Pb , 82Pb , 82Pb 82 bo. Apresentam mesmo número atômico e, portanto, mesmo número de prótons, que é 82. b) O fato de um átomo se transformar em um cátion não afeta o núcleo, apenas a eletrosfera. Assim, 204Pb2 e 204Pb4 têm 122 82 82 nêutrons, 206Pb2 e 206Pb4 têm 124 nêutrons, 207Pb2 e 207Pb4 82 82 82 82 têm 125 nêutrons, e 208Pb2 e 208Pb4 têm 126 nêutrons. 82 82 c) Quando um átomo neutro se transforma em um cátion, fica com uma carga positiva para cada elétron perdido. Como um átomo neutro do elemento chumbo tem 82 elétrons, todos os cátions bivalentes originados dele terão 80 elétrons e todos os cátions tetravalentes terão 78 elétrons. Assim, 204Pb2 , 206Pb2 , 82 82 207 2 e 208Pb2 apresentam 80 elétrons e 204 Pb4 , 206 Pb4 , 82Pb 82 82 82 207 4 e 208Pb4 apresentam 78 elétrons. 82Pb 82 a) Os três íons em questão são 24Mg2 , 25Mg2 e 26Mg2 . Todos 12 12 12 são do elemento magnésio. Apresentam mesmo número atômico e, portanto, mesmo número de prótons. b) Quando um átomo neutro se transforma em um cátion, fica com uma carga positiva para cada elétron perdido. Como um átomo neutro do elemento magnésio tem 12 elétrons, todos os cátions bivalentes originados dele terão 10 elétrons. c) O cátion 26Mg2 é o que tem maior número de nêutrons, pois 12 24 2 tem 12 nêutrons, 2 5 Mg2 tem 13 nêutrons e 2 6Mg2 tem 1 2Mg 12 12 14 nêutrons. a) Como a massa de um nêutron é (praticamente) igual à de um próton, se supusermos que a massa de um próton é 1 kg, então a de um nêutron será também 1 kg. b) Como a massa de um elétron é 1.836 vezes menor que a do próton, a massa do elétron será de 1 kg dividido por 1.836, o que é igual a 0,00054466 kg, ou seja, 0,54466 g. a) No 7Li há 3 prótons e 4 nêutrons, totalizando 7 kg. Os 3 elé3 trons contribuem com 1,5 g (3 0,5 g). Assim, a massa total é 7 kg 1,5 g, que pode ser expressa como 7 kg, já que 1,5 g representa massa muito pequena se comparada a 7 kg. b) No 7Li há 3 prótons e 4 nêutrons, totalizando 7 kg. Os 2 elé3 trons contribuem com 1,0 g (2 0,5 g). A massa total é 7 kg 1,0 g, que pode ser expressa como 7 kg.

d)

2 CO

O2

2 CO2

e)

2 N2H4

N2O4

3 N2

4 H2O 25

Legenda: Hidrogênio Oxigênio Carbono Nitrogênio Enxofre 26

26

Alternativa E. As informações I, II e III indicam que o sistema é uma mistura de substâncias. Alternativa D. Substâncias simples são formadas por átomos de um único elemento químico.

27

27

A luz visível é um exemplo de onda eletromagnética. Já o som, as ondas na superfície do mar e as ondas em uma corda são exemplos de ondas mecânicas. O som, que é uma onda mecânica.

28

29

a) Consultando o esquema das ondas eletromagnéticas apresentado no livro, verifica-se que a freqüência da luz violeta é maior que a da luz vermelha. b) A luz violeta, em decorrência da maior freqüência. A freqüência das ondas de infravermelho é inferior à das ondas de luz vermelha. Na representação 5s1, o número 5 indica o quinto nível energético da eletrosfera, a letra s indica o tipo de subnível e o número 1 sobrescrito indica a quantidade de elétrons nesse subnível. A melhor interpretação é, portanto, a apresentada na frase B. Como a distribuição eletrônica termina em 3d10, concluímos que ela é a seguinte: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 o que indica 30 elétrons. Como (subentende-se) o átomo é eletricamente neutro, ele tem 30 prótons. Então, Z 30. E, como há 35 nêutrons, concluímos que A 30 35 65. A distribuição eletrônica nos subníveis termina em 4p3. Assim, temos: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p3 o que nos permite elaborar a distribuição eletrônica nas camadas: K-2 L-8 M-18 N-5

60

Alternativa C. A última camada mencionada no enunciado corresponde a 3s2 3p3, onde estão representados 5 elétrons. Alternativa E. De acordo com a descrição feita, temos: K-2 L-8 M-4, o que conduz ao número atômico 14, elemento químico silício. Alternativa A. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1 19K: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 19K : a) 8O:
8

61 30

32

62

63 38

1s2 2s2 2p4 1s2 2s2 2p6 K-2 L-8 1s2 2s2 2p5 1s2 2s2 2p6 K-2 L-8 1s2 2s2 2p6 3s2 3p4 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 K-2 L-8 M-8
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

O2 : O2 :

8

b) 9F:
9

39

F : F : S: S2 : S2 :

9

c)

16

42

a) Cr3 , Co2 , Fe2 , Ti4 , Fe3 e Mn3 b) crômio (Z 24) cobalto (Z 27) ferro (Z 26) titânio (Z 22) manganês (Z 25) c) Cr3 – 24 prótons e 21 elétrons Co2 – 27 prótons e 25 elétrons Fe2 – 26 prótons e 24 elétrons Ti4 – 22 prótons e 18 elétrons Fe3 – 26 prótons e 23 elétrons Mn3 – 25 prótons e 22 elétrons d) Cr3 – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d3 (foram retirados 2e– de 4s e 1e– de 3d) 2 2 2 6 2 6 7 Co – 1s 2s 2p 3s 3p 3d (foram retirados 2e– de 4s) Fe2 – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 (foram retirados 2e– de 4s) Ti4 – 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 (foram retirados 2e– de 4s e 2e– de 3d) 3 2 2 6 2 6 5 Fe – 1s 2s 2p 3s 3p 3d (foram retirados 2e– de 4s e 1e– de 3d) 3 2 2 6 2 6 4 Mn – 1s 2s 2p 3s 3p 3d (foram retirados 2e– de 4s e 1e– de 3d) 3 – K-2 L-8 M-11 e) Cr Co2 – K-2 L-8 M-15 Fe2 – K-2 L-8 M-14 Ti4 – K-2 L-8 M-8 Fe3 – K-2 L-8 M-13 Mn3 – K-2 L-8 M-12 Alternativa A. 2 Cada átomo de 1H contribui com 1 nêutron para a molécula de que toma parte. O átomo de 16O (isto é, isótopo 16 do oxigênio) contri8 bui com 8 nêutrons (isto é, 16 8). Assim, a molécula de água 2 pesada terá ao todo 10 nêutrons (1 de cada um dos 2 átomos de 1H 16 e 8 do átomo de 8O). Alternativa A. Localizando os subníveis mencionados no diagrama das diagonais, concluímos que a ordem crescente de energia é: 4d 5p 6s 4f

16

16

64

a)

32

Ge: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p2 [Ar]

32

Ge: [Ar] 4s2 3d10 4p2

32

Ge: K-2 L-8 M-18 N-4

b)

25

Mn: Mn3 :

1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 [Ar] 3d4

25

25

Mn3 : [Ar] 3d4 3 25Mn : K-2 L-8 M-12

68

Alternativa B. A configuração eletrônica do 12Mg0 é: 1s2 2s2 2p6 3s2 Retirando 2 elétrons da camada de valência (a mais externa), temos a configuração eletrônica do 12Mg2 : 1s2 2s2 2p6 Alternativa A. A configuração eletrônica do 38Sr é: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 Retirando 2 elétrons da camada de valência, temos a configuração eletrônica do 38Sr2 : 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 Alternativa E. A configuração eletrônica do 27Co é: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d7

52

69

59

70

Retirando 3 elétrons (os 2 da camada de valência e 1 do subnível 3d), temos a configuração eletrônica do 27Co3 : 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d6 que corresponde à seguinte distribuição eletrônica nas camadas: K-2 L-8 M-14 71 Alternativa B. A configuração eletrônica do 26Fe é: 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 Retirando 3 elétrons (os 2 da camada de valência e 1 do subnível 3d), temos a configuração eletrônica do 26Fe3 : 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 3d5 Assim, o último subnível ocupado é o 3d e nele há 5 elétrons.

36

Capítulo 6
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

As distribuições eletrônicas nos subníveis, na ordem fornecida pelo diagrama das diagonais, são: I. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d5 II. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s2 4d10 5p6 6s2 4f2 III. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 IV. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p4 V. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p2 a) III tem número atômico 18 e IV tem número atômico 34. Consultando a tabela periódica, concluímos que III é o argônio e IV é o selênio. b) I (3d5) e II (4f2) são metais; III é gás nobre (3s2 3p6) c) I – 4o período, grupo 7 (7B), elemento de transição II – 6o período, grupo 3 (3B), transição interna III – 3o período, grupo 18 (zero), gás nobre IV – 4o período, grupo 16 (6A), calcogênio V – 3o período, grupo 14 (4A), grupo do carbono d) transição: I (3d5) transição interna: II (4f2) representativos: III (3p6), IV (4p4) e V (3p2) a) Na tabela periódica, a energia de ionização cresce para cima e para a direita. Consultando a posição dos elementos mencionados na tabela, concluímos que o bário é o que possui menor energia de ionização, pois está mais para baixo à esquerda. b) Dentre os citados, são metais de transição o ferro, o mercúrio e o crômio. Alternativa B. Na seqüência de oito elementos que vai de A até B, a energia de ionização, de modo geral, aumenta com o aumento do número atômico. Isso indica que esses oito elementos pertencem a um mesmo período da tabela periódica. E a súbita redução da energia de ionização ao passar de B para C indica uma mudança de período. Os oito elementos de A até B devem pertencer, portanto, ao segundo ou ao terceiro período da tabela (períodos que têm apenas oito elementos), com A sendo alcalino e B sendo gás nobre. E o elemento C deve ser o alcalino do período seguinte. Assim, podemos ter as seguintes possibilidades: 1a possibilidade: A é o lítio (Z 3), B é o neônio (Z 10) e C é o sódio (Z 11). 2a possibilidade: A é o sódio (Z 11), B é o argônio (Z 18) e C é o potássio (Z 19). Dentre as alternativas apresentadas, a única possível é a B, que corresponde à segunda possibilidade. Alternativa E. A alternativa A é falsa, pois os alcalinos têm baixa energia de ionização. A alternativa B é falsa porque os halogênios têm alta energia de ionização. A alternativa C é falsa, já que a energia de ionização do magnésio é maior que a do sódio e não o contrário. A alternativa D é falsa, pois, se A antecede B (de Z 3), então A é o hélio (Z 2). A alternativa E é verdadeira, pois os gases nobres apresentam elevada energia de ionização. Alternativa B. “A 1a energia de ionização é medida pela energia absorvida quando 1 elétron é retirado de um átomo neutro isolado. Para um mesmo elemento, a 2a energia de ionização é maior do que a 1a.” Alternativa B. No caso do elemento A, há um salto significativo no valor da energia de ionização quando comparamos E1 com E2. Isso indica que se trata de um elemento químico com um elétron na camada de valência, pois, uma vez removido esse elétron, o próximo será retirado da camada anterior, o que faz com que E2 seja muito maior do que E1.

A tabela periódica dos elementos
19 a) Como o conceito de número atômico já era conhecido, cientistas da época perceberam que os elementos com os números atômicos 85 e 87 (85At, 87Fr) não tinham ainda sido descobertos. Os locais correspondentes a esses números atômicos na tabela periódica tinham sido deixados vagos, admitindo a existência teórica dos elementos 85 e 87. b) Quanto à distribuição eletrônica, ela segue um padrão regular ao longo da tabela periódica. Conhecida essa regularidade foi possível prever teoricamente a distribuição eletrônica dos átomos desses elementos. a) A valência deles é um. Eles pertencem ao grupo 1 da tabela periódica (grupo dos metais alcalinos). b) Oxigênio e enxofre. A valência deles é dois. c) Flúor e cloro. A valência deles é um. d) Carbono e silício, ambos com valência quatro. Eles pertencem ao grupo 14 da tabela periódica. e) Hélio, neônio e argônio. Eles pertencem ao grupo 18 (gases nobres). a) K-2 L-6 b) Grupo 16, pois apresenta seis elétrons na camada de valência. a) K-2 L-4 b) Grupo 14, pois apresenta quatro elétrons na camada de valência. As distribuições eletrônicas completas, com os subníveis na ordem fornecida pelo diagrama das diagonais, são: I. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5 II. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d6 III. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d8 IV. 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s2 3d10 4p6 5s1 a) I e IV I Z 17 II Z 26 III Z 28 IV Z 37 b) II e III I 3o período II 4o período III 4o período IV 5o período c) I grupo 17 (7A), 3o período IV grupo 1 (1A), 5o período d) II e III, pois a distribuição eletrônica termina em 3d.

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No caso de B, há um salto significativo de E3 para E4, evidenciando a presença de três elétrons de valência. E, no caso de C, há um salto significativo de E2 para E3, o que permite deduzir que há dois elétrons de valência. 44 1 – Verdadeira. Cada elemento químico tem valores característicos de energia de ionização. 2 – Falsa. A eletroafinidade é uma propriedade dos átomos dos elementos químicos e não das substâncias químicas. 3 – Falsa. Em um grupo, o raio atômico cresce de cima para baixo. 4 – Verdadeira. Elementos de um mesmo grupo possuem propriedades químicas semelhantes (embora não necessariamente idênticas). Alternativa A. O ponto de fusão e a primeira energia de ionização são propriedades periódicas. Como cálcio, estrôncio e bário são metais alcalino-terrosos do quarto, quinto e sexto períodos, respectivamente, espera-se que o valor de X se situe entre 700 e 850. Isso aponta para as alternativas A e D, apenas. Quanto ao valor de Y, espera-se que seja maior do que 131, mas maior por uma quantidade equiparável à diferença entre 131 e 120. Assim, a alternativa A pode representar valores que completam corretamente a tabela, mas a alternativa D não, pois o valor de Y nela apresentado é extremamente grande.

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Com base na fórmula de Lewis apresentada, podemos elaborar a seguinte fórmula estrutural: NlNlO Há uma ligação covalente dupla entre N e N e uma ligação covalente dupla entre N e O. Assim, a opção que melhor descreve as ligações na molécula é D. O mercúrio é líquido, pois seu ponto de fusão é inferior a 25ºC e seu ponto de ebulição é superior a 25ºC. As demais substâncias da tabela são sólidas, pois têm ponto de fusão superior a 25°C. (Subentende-se que os dados e a questão se referem à mesma pressão, 1 atm.) Espera-se que o aluno encontre, por exemplo, que bronze é empregado para elaborar estátuas, sinos, medalhas e utensílios, e que o latão é usado em torneiras, parafusos, porcas, tonéis (“latões”) e instrumentos musicais de sopro e de percussão. a) Falsa, pois se trata de uma substância metálica, na qual não há moléculas, e sim retículo cristalino metálico. b) Falsa, pois átomos de metal perdem elétrons e ficam com octeto completo quando se transformam em cátions, o que ocorre quando se combinam com não-metais. c) Falsa. Num retículo cristalino metálico os átomos se unem por ligação metálica. d) Verdadeira. Atribui-se aos elétrons livres a condução de corrente elétrica por um objeto de metal. e) Verdadeira. Atribui-se aos elétrons livres a condução de calor por um objeto de metal. f) Verdadeira. A resistência do aço à tração faz com que cabos de aço sejam usados no sustento de cargas (por exemplo, nos elevadores) e vergalhões de aço sejam entrelaçados e colocados em meio ao concreto, formando o material chamado de concreto armado, no qual o concreto resiste à compressão e o aço resiste à tração. O ouro é substância metálica e o iodo é substância molecular. Espera-se, portanto, que o ouro apresente maior ponto de fusão. Professor: Apenas para confirmar a previsão feita, pode-se dizer aos alunos que o ponto de fusão do ouro é 1.064°C e o do iodo é 114ºC. O HBr é substância molecular e o KBr é substância iônica. Espera-se, portanto, que o ponto de fusão do KBr seja maior que o do HBr. Professor: Apenas para confirmar a previsão feita, pode-se dizer aos alunos que o ponto de fusão do HBr é 87°C e o do KBr é 734ºC. É substância iônica. As substâncias iônicas são, em geral, sólidas nas condições ambientes e não conduzem corrente elétrica quando sólidas (pois os íons no retículo cristalino iônico não têm mobilidade para conduzir a corrente elétrica), mas conduzem-na quando fundidas (pois, nessa situação, os íons adquirem mobilidade). É uma substância molecular. As substâncias moleculares podem apresentar-se como sólidas, líquidas ou gasosas nas condições ambientes e não tendem a conduzir corrente elétrica (porque são formadas por moléculas). É uma substância metálica. As substâncias metálicas são, em geral, sólidas nas condições ambientes e conduzem corrente elétrica no estado sólido (graças a elétrons presentes na substância que possuem suficiente mobilidade para conduzir a corrente elétrica). a) b) c) d) e) KCl e Al2O3 H2O e HF Fe e Ni As iônicas e as metálicas: KCl, Al2O3, Fe e Ni A substância gasosa deve ser uma das duas substâncias moleculares. Como a água é líquida nas condições ambientes, deduz-se que o HF deve ser a substância gasosa.

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Capítulo 7
Ligações químicas interatômicas
1 Todas apresentam ponto de fusão maior que 25ºC e, portanto, são sólidas nessa temperatura. (Subentende-se que os dados e a questão se referem à mesma pressão, 1 atm.) a) b) c) d) e) f) (Na )1(Br )1 (K )2(O2 )1 (Mg2 )1(S2 )1 (Al3 )1(Cl )3 (Li )2(O2 )1 (Ba2 )1(H )2 ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ NaBr K2 O MgS AlCl3 Li2O BaH2 24

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Espera-se que A forme cátion monovalente e que B forme ânion trivalente. (A )3(B3 )1 ⇒ A3B 28 São gasosas aquelas cujo ponto de ebulição é inferior a 25°C: hidrogênio, flúor, oxigênio, nitrogênio, metano, cloreto de hidrogênio, cloro, brometo de hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, fluoreto de hidrogênio, amônia, iodeto de hidrogênio. São líquidas aquelas cujo ponto de fusão é inferior a 25°C e cujo ponto de ebulição é superior a 25°C: etanol, metanol, bromo, água, benzeno. São sólidas aquelas cujo ponto de fusão é superior a 25°C: naftaleno, iodo, glicose, sacarose, vitamina C. (Subentende-se que os dados e a questão se referem à mesma pressão, 1 atm.) Em todas, pois carbono e oxigênio estão com oito elétrons na última camada e o hidrogênio está com dois. Em outras palavras, o carbono está fazendo quatro ligações, o oxigênio, duas, e o hidrogênio, uma.

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Alternativa D. Da fórmula do óxido deduz-se que o cátion do metal M é tetravalente, M4 . MO2 ⇒ (M4 )1(O2 )2 Assim, na ligação com cloro, temos: (M4 )1(Cl )4 ⇒ MCl4

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Alternativa A. A distribuição eletrônica nas camadas para o hidrogênio é K-1, para o carbono é K-2 L-4 e para o nitrogênio é K-2 L-5. Assim, na molécula de HCN temos, ao todo, dez elétrons de valência (um do H, quatro do C e cinco do N). Esse é o número de elétrons que deve, portanto, aparecer na fórmula de Lewis. Apenas a alternativa A mostra uma fórmula de Lewis com dez elétrons. Além disso, ela está de acordo com a regra do octeto: hidrogênio está com dois elétrons na camada de valência; carbono e nitrogênio com oito. Alternativa A. A fórmula estrutural que se pode montar a partir da fórmula molecular COCl2 é: O
l

alternativas, corresponde ao cloreto de sódio (NaCl). O modelo representa o retículo cristalino iônico dessa substância, no qual as unidades constituintes são cátions Na e ânions Cl . A figura III mostra o modelo de uma substância molecular composta de dois elementos químicos. As moléculas são constituídas por um átomo de um elemento químico e dois átomos de outro. E a substância não está no estado sólido, pois as moléculas não estão organizadas em um retículo cristalino. Dentre as substâncias que aparecem nas alternativas, representa o dióxido de carbono (CO2), que é gasoso nas condições ambientes.

Capítulo 8
Geometria molecular e ligações químicas intermoleculares
6 À medida que aumenta a diferença de eletronegatividade, aumenta o caráter iônico da ligação. NaCl MgCl2 PCl3 SCl2 Cl2 ← Aumenta a diferença de eletronegatividade — ← Aumenta o caráter iônico — — Aumenta o caráter covalente → Sódio e magnésio possuem uma diferença de eletronegatividade suficientemente grande em relação ao cloro para que NaCl e MgCl2 apresentem ligação iônica. Os elementos fósforo e enxofre apresentam uma menor diferença de eletronegatividade em relação ao cloro e, assim, as ligações em PCl3 e SCl2 são covalentes polares. Finalmente, no Cl2 a diferença de eletronegatividade entre os átomos é nula e, conseqüentemente, a ligação é covalente apolar. Porque a molécula de CF4 é tetraédrica. Em decorrência disso, os momentos de dipolo das ligações se cancelam e, portanto, o momento de dipolo resultante é nulo, ou seja, a molécula é apolar. Como a água é polar e como o óleo de soja é insolúvel nela, deduz-se que as moléculas do óleo são apolares. Assim, a dedução mais cabível é a expressa em C. Das moléculas das substâncias apresentadas, apenas as de HCl são polares. Espera-se, portanto, que essa substância seja a que melhor se dissolva em água, cujas moléculas também são polares. Das substâncias apresentadas, apenas o CCl4 tem moléculas apolares. Assim, é de se esperar que essa substância seja a que melhor se dissolva em gasolina, cujas moléculas também são apolares. A gordura é apolar. Para removê-la é mais eficiente um solvente apolar, que, no caso, é a benzina (mistura de hidrocarbonetos). O esquema a seguir permite, em linhas muitíssimo gerais, encontrar o tipo predominante de interação intermolecular em uma certa substância:
A molécula da substância é polar ou apolar? Polar Possui H diretamente ligado a F, O ou N? Sim Ligação de hidrogênio Não Dipolo-dipolo Dipolo instantâneodipolo induzido Apolar

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Cl k C k Cl Há quatro ligações covalentes na molécula. Duas delas são ligações covalentes simples. As outras duas compõem uma “ligação covalente dupla”.
41 Alternativa A. Consultando os números atômicos na tabela periódica, temos: Hidrogênio (Z 1) ⇒ 1 elétron Oxigênio (Z 8) ⇒ 8 elétrons Assim, na molécula de H2O, temos ao todo 10 elétrons, ou seja, 1 de cada hidrogênio e 8 do oxigênio. Professor: Os estudantes muitas vezes respondem “8 elétrons” nesse exercício. É importante salientar que 8 elétrons são apenas os que estão nas camadas de valência dos átomos, portanto são os que aparecem na fórmula de Lewis (fórmula eletrônica). Além deles, há mais 2, que estão na primeira camada do oxigênio e não aparecem na fórmula de Lewis. Alternativa A. Consultando o número atômico na tabela periódica, temos: Arsênio, grupo 15 (Z 33) ⇒ 33 elétrons O número total de elétrons em torno do átomo de arsênio engloba todos os elétrons desse átomo (33) mais os 3 compartilhados, um com cada cloro, de acordo com a fórmula eletrônica:

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9

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10

Cl As Cl Cl
Assim, o número total de elétrons em torno do átomo de arsênio na substância AsCl3 é 36. (Note que isso corresponde à eletrosfera do gás nobre criptônio 36Kr.) 46 Alternativa D. O aço (I) é uma liga de ferro com pequeno teor de carbono (c). O ouro 18 quilates (II) é uma liga de ouro e cobre contendo, eventualmente, prata (d). O bronze (III) é um liga de cobre e estanho (b). O latão (IV) é uma liga de cobre e zinco (a). Alternativa D. A figura I mostra o modelo de uma substância simples (átomos de um mesmo elemento) no estado sólido. Dentre as substâncias das alternativas, corresponde ao ferro (Fe). O modelo representa o retículo cristalino metálico dessa substância, em que as unidades são átomos de ferro. A figura II mostra o modelo de uma substância composta de dois elementos químicos, no estado sólido. Dentre as substâncias das

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Empregando o esquema, temos: a) dipolo-dipolo b) dipolo instantâneo-dipolo induzido c) dipolo instantâneo-dipolo induzido d) ligação de hidrogênio e) ligação de hidrogênio f) dipolo instantâneo-dipolo induzido g) dipolo-dipolo h) dipolo-dipolo i) dipolo instantâneo-dipolo induzido j) dipolo-dipolo k) dipolo-dipolo l) dipolo-dipolo 21 Desenho , pois na ebulição da água as moléculas dessa substância se separam umas das outras (interações intermoleculares do tipo ligação de hidrogênio são rompidas), mas continuam sendo moléculas de H2O. a) Embora na seqüência HF, HCl, HBr e HI haja aumento da massa da molécula, o HF destoa, apresentando maior ponto de ebulição devido ao tipo de interação intermolecular. Entre moléculas de HF ocorrem ligações de hidrogênio, interações mais fortes do que as do tipo dipolo-dipolo, que ocorrem entre as moléculas de HCl, de HBr e de HI. A mesma razão (presença de ligações de hidrogênio) faz H2O e NH3 possuírem pontos de ebulição que destoam dentro das seqüências H2O, H2S, H2Se, H2Te e NH3, PH3, AsH3, SbH3. b) Em toda a seqüência CH4, SiH4, GeH4, SnH4, o tipo de interação intermolecular é o mesmo: dipolo instantâneo-dipolo induzido. O CH4 não destoa porque não apresenta um tipo de interação intermolecular diferente dos outros membros da série. Todas são moleculares. Todas elas são substâncias simples formadas por átomos de não-metal. Em todas há, portanto, ligação covalente. (Para ser mais rigoroso, fósforo branco, oxigênio, ozônio, enxofre rômbico e enxofre monoclínico têm natureza molecular, enquanto fósforo vermelho, grafite e diamante têm natureza macromolecular.) O quadro-negro, pois, na verdade, é ele que risca o giz e não o contrário. Quando o giz é esfregado sobre o quadro-negro, fragmentos do giz são arrancados pelo material do quadro-negro.

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Alternativa E. Utilizando os números atômicos fornecidos, podemos situar os elementos em questão na tabela periódica (veja esquema a seguir).
Eletronegatividade

H F Na K I

Uma vez que a eletronegatividade cresce para cima em um grupo e para a direita em um período, podemos afirmar que, entre as alternativas, a substância KF apresenta os elementos com maior diferença de eletronegatividade. 37 Alternativa A. Consultando a tabela periódica, podemos avaliar em qual das alternativas há maior diferença de eletronegatividade entre os elementos. Isso ocorre na substância de fórmula CsF. Alternativa C. • HCl: ligação polar, molécula linear, portanto polar. • H2O: ligações polares, molécula angular, portanto polar. • CO2: ligações polares, molécula linear na qual os dipolos das ligações se cancelam sendo, portanto, apolar. • NH3: ligações polares, molécula piramidal, portanto polar. • H2: ligação apolar, portanto molécula apolar. Alternativa C. Via de regra, líquido polar e líquido apolar não tendem a formar sistema homogêneo. Na mistura heterogênea formada por ambos, o de maior densidade constituirá a fase inferior e o de menor densidade, a fase superior. Alternativa B. Para a remoção da graxa, que é apolar (derivado direto do petróleo), é mais recomendado o uso de um solvente também apolar. Dentre as alternativas, o único líquido apolar é a gasolina. Alternativa D. A molécula de metano é tetraédrica e apolar. As forças intermoleculares existentes nessa substância são do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido, que são chamadas por alguns autores de forças de van der Waals. Alternativa E. No N2 (substância apolar) liquefeito, as interações entre as moléculas são do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido, também denominadas forças de dispersão de London ou, simplesmente, forças de London. Alternativa D. Numa reação química (como a que aparece na alternativa A) há um rearranjo de átomos, ou seja, eles passam a se unir de maneiras diferentes. Nas reações químicas são rompidas e formadas ligações químicas entre átomos (interatômicas). Na vaporização do H2 (apolar) líquido são rompidas interações dipolo instantâneo-dipolo induzido. Na condensação do vapor de água (quando as moléculas se unem e passam da fase de vapor para a fase líquida) são formadas ligações de hidrogênio. Na evaporação da água (quando as moléculas se separam e passam da fase líquida para a fase de vapor) são rompidas ligações de hidrogênio.

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44 23

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25

46 k H 31 a) I. CH4 H C H H H HkCkH H 50 II. PH3 H P H H HkPkH H k k

b) A molécula de CH4 é tetraédrica e a de PH3 é piramidal. 32 Alternativa A. Da primeira linha da tabela deduzimos que I e II são não-metais. Das outras duas linhas, deduzimos que III é metal. Alternativa B. Das moléculas representadas nas alternativas, a que apresenta maior diferença de eletronegatividade entre os átomos é H k F. Essa é a ligação mais polar e, como só há uma ligação na molécula, é a molécula mais polar. Professor: É oportuno estabelecer uma comparação entre esse exercício (que é sobre polaridade da molécula) e o exercício 4 (que é sobre polaridade da ligação). 52

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A combustão é um exemplo de reação química. Nas reações químicas são rompidas e formadas ligações químicas entre átomos (interatômicas). 54 Alternativa A. Nas séries de moléculas apolares I e V, o tipo de interação intermolecular é o mesmo para todos os membros (dipolo instantâneo-dipolo induzido). O aumento do ponto de ebulição ocorre na mesma ordem em que aumenta a massa molecular. Nas séries II, III e IV, o ponto de ebulição de HF, NH3 e H2O destoa dos demais por apresentarem ligações de hidrogênio. Os demais membros dessas séries apresentam interações intermoleculares do tipo dipolo-dipolo. Alternativa A. O NaCl é iônico e, certamente, possui ponto de fusão superior ao das outras substâncias em questão, que são moleculares. Entre as restantes, a ordem crescente de pontos de fusão deve acompanhar a intensidade das interações intermoleculares: Cl2 (dipolo instantâneo-dipolo induzido) HI (dipolo-dipolo) H2O (ligação de hidrogênio) Assim, temos Cl2 HI H2O NaCl. 0 – Falsa. Os átomos neutros do elemento de número atômico 19 têm distribuição eletrônica 1s2 2s2 2p6 3s2 3p6 4s1, indicando se tratar de metal do grupo 1 (1A), e os átomos neutros do elemento de número atômico 9 têm distribuição eletrônica 1s2 2s2 2p5, indicando se tratar de não-metal do grupo 17 (7A). Ambos formam composto iônico, que é sólido nas condições ambientes. 1 – Falsa. Um elemento X do grupo 17 (7A, grupo dos halogênios) só pode estabelecer, com outro átomo X, uma ligação covalente. Assim, a molécula X2 terá fórmula estrutural X k X. 2 – Falsa. A molécula é angular como é o caso de, por exemplo, H2O e H2S. 3 – Falsa. Um íon de metal alcalino-terroso tem carga +2. Alternativa A. Alótropos são diferentes substâncias simples formadas pelo mesmo elemento químico. Isso corresponde à alternativa A. As alternativas B, D e E, que falam em substâncias compostas, são incorretas. A alternativa C também é incorreta, pois a atomicidade pode ser diferente em dois alótropos. Um exemplo é o caso de O2 e O3. Alternativa B. Quanto menor for a distância média entre os átomos de carbono, mais próximos esses átomos estarão e, portanto, maior será a densidade da substância. Como o diamante apresenta a menor distância média entre os átomos, deduz-se que ele é a variedade alotrópica mais densa das três. E a maior das densidades apresentadas é 3,5 g/cm3. Agora que temos a densidade do diamante, vamos expressar a massa de 0,175 quilate em gramas e, a seguir, calcular o volume ocupado por essa massa. Grandezas: Massa em quilates 1 quilate — Massa em gramas 0,20 g x ⇒x 3,5 10–2 g

Capítulo 9
Condutividade elétrica de soluções aquosas
1 Uma solução eletrolítica é aquela que conduz corrente elétrica (porque contém íons dissolvidos, isto é, íons livres para transportar a corrente elétrica). Uma solução não-eletrolítica é aquela que não conduz corrente elétrica (porque não contém íons dissolvidos). Uma solução iônica é aquela que contém íons dissolvidos (e, em conseqüência da presença de íons livres, conduz corrente elétrica). Uma solução molecular é aquela que não contém íons dissolvidos (e, por isso, não conduz corrente elétrica). (Uma solução iônica pode ser obtida dissolvendo-se em água um composto iônico — por exemplo, NaCl — ou, então, um composto molecular que sofra ionização — por exemplo, HCl. Já uma solução molecular pode ser obtida dissolvendo-se em água um composto molecular que não sofra ionização — por exemplo, sacarose.) a) Molecular, pois é formado pelo hidrogênio (que alguns autores consideram como não-metal e outros consideram como um “caso único”) ligado a um não-metal. b) Ionização, ou seja, uma quebra da molécula que origina íons. c) Sim, pois apresenta íons livres. a) Molecular, pois é formada pelo hidrogênio (que alguns autores consideram como não-metal e outros consideram como um “caso único”) e pelos não-metais carbono e oxigênio. b) Nenhuma delas. O fato de o açúcar ser molecular indica que não pode sofrer dissociação iônica. E o fato de a solução ser molecular indica que o açúcar não sofre ionização, ou seja, não há quebra da molécula com formação de íons. c) Não, pois a solução, sendo molecular, não apresenta íons livres. a) Molecular, pois é constituído de hidrogênio ligado a não-metal (o que ocorre por ligação covalente). b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas. c) Não, pois no estado líquido continua sendo um composto formado por moléculas. d) O HBr é molecular. E o enunciado informa que sua solução aquosa é eletrolítica, ou seja, conduz corrente elétrica. Deduzse que, quando o HBr se dissolve em água, sofre ionização. a) Molecular, pois é formado por hidrogênio e não-metais. b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas. c) Não, pois no estado sólido continua sendo um composto formado por moléculas. d) Não, pois, como informa o enunciado, a solução de etanol em água é molecular. e) Nenhuma delas. Não sofre dissociação iônica porque não é composto iônico. E deduz-se que não sofre ionização porque sua solução aquosa é molecular, e não iônica. a) Molecular, pois é constituída de hidrogênio ligado a não-metal (o que ocorre por ligação covalente). b) Não, pois se trata de um composto formado por moléculas. c) Não, pois no estado líquido continua sendo um composto formado por moléculas. d) O enunciado informa que a solução aquosa de amônia é iônica. Portanto, tal solução é eletrolítica (conduz a corrente elétrica). e) Ionização, pois se trata de um composto molecular cuja solução aquosa é iônica.

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0,175 quilate —

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Essa é a massa (em gramas) do diamante em questão. Empregando a densidade, podemos descobrir seu volume: Grandezas: Massa 3,5 g 3,5 10 g
–2

Volume — — 1 cm3 y ⇒y 1,0 10–2 cm3

Capítulo 10
Princípios de Química Inorgânica (I)
65 6 a) No H há 1 próton e no OH há 17 prótons (16 do oxigênio e 1 do hidrogênio). b) No H não há elétrons e no OH há 18 elétrons (16 do oxigênio, 1 do hidrogênio e 1 que confere ao conjunto a carga global negativa). Professor: Essa questão pretende mostrar que os átomos presentes na hidroxila satisfazem à regra do octeto e que o H , considerado isoladamente, não a satisfaz. Isso prepara o terreno para a compreensão de que, em solução aquosa, o H se acha unido à água formando H3O . O professor pode já falar sobre isso se julgar oportuno.
3 (Cr3 )1(C18H12N3O6 )1 ou Cr(C18H12N3O6) ou CrC18H12N3O6 ou (C18H12N3O6)Cr ou C18H12N3O6Cr

Ca 2 . Assim, a substância simples citada é O 2, os ânions monovalentes (uma carga negativa) são NO3 (nitrato) e Cl (cloreto) e os cátions bivalentes (duas cargas positivas) são Fe2 (ferro (II)), Mg2 (magnésio) e Ca2 (cálcio). As conchas de moluscos contêm grande quantidade de carbonato de cálcio e, por isso, caracóis não sobrevivem em águas pobres em cálcio. Alternativa B. H2SO4 Ba(OH)2

BaSO4

2 H2O

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Alternativa A. O cátion potássio é representado por K . O ânion bromato, BrO 3, deriva do ácido brômico, HBrO3 (semelhante ao clórico). Assim, o bromato de potássio, (K )1(BrO3 )1, apresenta, na ordem indicada pela fórmula, elemento do grupo dos metais alcalinos (K), dos halogênios (Br) e dos calcogênios (O). Alternativa D. O carbonato de cálcio é um carbonato de metal do grupo 2. De acordo com o enunciado, esse sal deve ser pouco solúvel. O cloreto de magnésio é um cloreto de metal do grupo 2. De acordo com o enunciado, esse sal deve ser solúvel. O sulfato de sódio é um sulfato de metal do grupo 1. De acordo com o enunciado, esse sal deve ser solúvel. Assim, no que diz respeito à solubilidade, há maior probabilidade de encontrar os dois últimos dissolvidos na água do mar. Alternativa E. Trata-se de um problema que o aluno deve responder por analogia. Como Cr e Mo pertencem ao mesmo grupo, possuem propriedades semelhantes:
2 CrO4

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a) b) c) d)

bissulfeto (vem do ácido sulfídrico, H2S) bissulfito (vem do ácido sulfuroso, H2SO3) bissulfato (vem do ácido sulfúrico, H2SO4) bicarbonato (vem do ácido carbônico, H2CO3)

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Alternativa C. O suco gástrico contém ácido clorídrico, HCl. Alternativa A. A equação que representa a ionização do ácido acético é: CH3COO CH3COOH B H Assim, no membro da direita, aparece H CH3COO , o que H3C2O2 . pode ser escrito como H Alternativa A. Se a fórmula de um hidróxido é M(OH)2, então M deve ser um metal que forma cátion bivalente M2 . Nas alternativas aparecem dois metais, magnésio e alumínio, dos quais apenas o magnésio forma cátion estável bivalente. Alternativa E. Suco de limão — caráter ácido. Soda cáustica, amoníaco e leite de magnésia — caráter alcalino (básico). Álcool e detergente — meios próximos do neutro. Alternativa D. Como enxofre (S) e selênio (Se) pertencem ao grupo 16 (6A), podem fazer duas ligações covalentes e ligar-se a dois átomos de hidrogênio, formando H2S e H2Se. Professor: Nesse exercício é oportuno comentar que ácido sulfídrico é o nome que designa o H2S quando dissolvido em água, situação em que ele mostra seu caráter ácido, ao se ionizar e liberar H . A expressão sulfeto de hidrogênio, por outro lado, é mais ampla e pode ser usada para denominar o H2S também quando fora da água. Da mesma maneira, HCl é chamado ácido clorídrico quando em água. Fora dela, no entanto, é mais corretamente denominado cloreto de hidrogênio. 73

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substituindo Cr por Mo

2 MoO4

Cromato

Molibdato

O íon amônio, conhecido do estudante, tem fórmula NH 4. Assim: 2 [NH 4 ]2 [MoO4 ]1 ⇒ (NH 4)2MoO4 Alternativa A. Da fórmula M(NO3)2 decorre que o cátion é bivalente: M2 . Assim, o sulfeto em questão terá fórmula: [M2 ]2 [S2 ]2 74 ⇒ M2S2 ⇒ MS

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Alternativa E. A fórmula dada é: [Ca2 ]x[PO3 ]3[OH ]1 4 Podemos afirmar que: 2 • x íons Ca contribuem com 2x cargas positivas; 3 • 3 íons PO4 contribuem com 9 cargas negativas; • 1 íon OH contribui com 1 carga negativa. No composto dado, a carga total positiva deve ser igual à carga total negativa para que haja neutralidade elétrica. Assim: 2x 9 1 ⇒ 2x 10 ⇒ x 5

Professor: Esse é um exercício no qual os alunos quase sempre encontram dificuldade. Cabe salientar que, em se tratando de um sal com mais de um cátion e/ou ânion, não valem “regrinhas práticas” como a que se costuma usar em casos como:
3 [Ca2 ]3 [PO4 ]2 ⇒ Ca3(PO4)2 Percebe-se que no Ca3(PO4)2 temos 6 cargas positivas (dos 3 íons Ca2 ), que são compensadas por 6 cargas negativas (dos 2 3 íons PO4 ). Esse exercício propicia, portanto, uma oportuna discussão sobre o que está em jogo quando fazemos uma fórmula de um composto iônico: obter uma fórmula na qual esteja implícito o fato de a carga positiva ser cancelada pela negativa e vice-versa.

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Alternativa E. As espécies químicas mencionadas no texto podem ser represen2 tadas pelas fórmulas O2, CO2, NO3 , SO4 , Cl , PO3 , Na , K , 4 Fe2 /Fe3 (a designação “ferro”, nesse caso, é ambígua), Mg2 e

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Alternativa C. Ao se dissolverem em água, tanto LiOH quanto KNO3 (substâncias iônicas) sofrem dissociação iônica, fornecendo solução eletrolítica. Ao se dissolver em água, o H2SO4 (substância molecular) sofre ionização, formando solução eletrolítica. A glicose, C6H12O6, é uma substância molecular que, diferentemente do H2SO4, não sofre ionização ao se dissolver em água. Sua solução é não-eletrolítica. Alternativa C. As características apresentadas referem-se a uma substância iônica. Uma substância iônica é sólida nas condições ambientes graças à intensa atração eletrostática entre os íons do retículo cristalino iônico, atração que também explica o fato de compostos iônicos apresentarem, em geral, alto ponto de fusão. Essa intensa atração não permite que uma camada de íons deslize em relação a outra camada, quando submetemos um cristal iônico a um esforço mecânico. Assim, se o esforço aplicado for muito intenso, o cristal sofrerá uma quebra em vez de se deformar. Por isso, cristais iônicos não se deformam com facilidade, mas são quebradiços. Quando uma substância iônica está fundida ou em solução aquosa, os íons apresentam mobilidade e o material conduz a corrente elétrica. Alternativa B. Ao se dissolver em água: I. (sal) sofre dissociação iônica; II. não sofre dissociação iônica nem ionização; III. não sofre dissociação iônica nem ionização; IV. (sal) sofre dissociação iônica; V. (ácido) sofre ionização; e VI. (sal) sofre dissociação iônica. Assim, apenas I, IV, V e VI originam solução aquosa que conduz corrente elétrica. Alternativa C. Ao dissolver um sal (que é um composto iônico) em água, ele sofre dissociação iônica, ou seja, seus íons se separam e ficam rodeados pelas moléculas de água (hidratados). No caso do nitrato de potássio, sólido, formado pelos íons K e NO3 , o processo pode ser representado assim: NO 3 (aq) Em equação: K NO 3 (s) → K (aq) Em palavras: O composto sólido KNO3, que é formado pelos íons K e NO3 , ao se dissolver em água, sofre dissociação iônica, fornecendo uma solução na qual estão presentes os íons K e NO3 aquosos. A alternativa C mostra uma maneira também correta de representar o processo acima. As outras não. Professor: Esse exercício permite salientar que dissolver não é o mesmo que dissociar. Dissolver é o ato de fazer uma solução (isto é, mistura homogênea). É um termo que pode ser empregado para as mais variadas substâncias (HCl, NH3, açúcar, NaCl, NaOH e outras) quando estão sendo misturadas com água. Por outro lado, dissociar significa separar. Assim, dissociação iônica é a separação de íons (que já existem previamente), que acontece quando uma substância iônica se dissolve em água. Esta última também não deve ser confundida com ionização, que é a formação de íons, que ocorre quando ácidos e amônia (compostos moleculares) se dissolvem em água.
H2O

Assim, no carbonato de cálcio, temos ligações iônicas (entre Ca2 2 e CO3 ) e covalentes (entre C e O no ânion carbonato): O
2

k
O 87

Carbonato de cálcio

82

Alternativa D. Nas substâncias I2, NH3 e NCl3 as ligações são covalentes.

IkI

HkNkH
k

k
O

[Ca]

2

l
C

Cl k N k Cl Cl
k

H

Na substância KI a ligação é iônica. [K] [I] Na substância KOH há ligação covalente (entre O e H) e ligação iônica (entre K e OH ). [Na] 88 O H

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Alternativa D. 2 2 6 1 11A: 1s 2s 2p 3s (é metal do grupo 1, ou 1A) 2 2 4 8B: 1s 2s 2p (é não-metal do grupo 16, ou 6A) 1 1C: 1s (é o hidrogênio) Entre A (metal) e B (não-metal) há ligação iônica. Entre B (nãometal) e C (hidrogênio) há ligação covalente, que, graças à diferença de eletronegatividade entre B e C, será polar. Professor: A é o sódio, B é o oxigênio, C é o hidrogênio, e o composto ABC é NaOH. Esse exercício propicia uma oportunidade para elaborar e discutir em sala a fórmula eletrônica do hidróxido de sódio, mostrando que todos os átomos estão estáveis, de acordo com a teoria do octeto: [Na] O H

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Hidróxido de sódio

Capítulo 11
Princípios de Química Inorgânica (II)
4 a) Grandezas: Massa 200 g x y — — — Porcentagem 100% 10% 20% ⇒ x y 20 g 40 g

A embalagem contém 20 g de pó de giz e 40 g de óxido de zinco. b) A fórmula do óxido é ZnO e a do sal é CaSO4. 10 Pelas informações dadas no enunciado, os reagentes são NO2 e H2O e os produtos são HNO3 e HNO2. Assim, colocamos essas fórmulas na equação química e, finalizando, fazemos o balanceamento da equação: 2 NO2 H2O → HNO3 HNO2 Professor: Exercícios como esse começam a preparar o aluno para equacionar uma reação qualquer, tendo recebido como informação quais são os reagentes e produtos. Esse assunto será trabalhado em mais profundidade no capítulo seguinte.

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Alternativa E. O íon carbonato está relacionado ao ácido carbônico: O l C
k k k

O C
k

HkO

OkH

O

l O
Ânion carbonato (ligações covalentes entre C e O)

Ácido carbônico

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Pelas informações dadas no enunciado, os reagentes são Na2O2 e H2O e os produtos são NaOH e O2. Colocamos essas fórmulas na equação química e fazemos o balanceamento: 2 Na2O2 2 H2O → 4 NaOH O2 69

medidas corretivas de acidez, tais como a calagem, adição de cal virgem ou cal hidratada. III é incorreta. A transpiração dos vegetais é a perda de água diretamente na forma de vapor, fato que não atenua a presença de ácidos na chuva nem os prejuízos que isso traz ao ambiente. Alternativa A. I é plausível porque, à medida que a concentração de NO diminui, a de NO2 sofre aumento. Além disso, sabe-se que o NO reage com O2 formando NO2: 2 NO O2 → 2 NO2 II é plausível porque veículos emitem CO e o gráfico mostra picos de concentração de CO nos horários em que costuma haver tráfego mais intenso. III não parece plausível porque veículos emitem óxidos de nitrogênio qualquer que seja o horário de circulação. IV não parece plausível porque a estratosfera está bem longe da baixa atmosfera. Além disso, sabe-se que o NO2 reage com o oxigênio do ar produzindo ozônio: NO2 O2 → NO O3
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a) Nome comercial do ácido clorídrico (razoavelmente impuro). b) O HCl é um gás nas condições ambientes e encontra-se dissolvido em água formando a solução mencionada. A névoa provavelmente se deve ao HCl gasoso que se desprendeu da solução. c) 2 HCl Ca(OH)2 → CaCl2 2 H2O As propriedades mostradas para o “ácido oximuriático” correspondem ao que atualmente chamamos de gás cloro. É um gás nas condições ambientes, possui odor forte, é tóxico e tem cor amarelo-esverdeada. A última das propriedades citadas merece comentário mais detalhado. Quando o cloro se dissolve em água, reage com ela: Cl2 H2O → HCl HClO

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A solução é, portanto, ácida. Contudo, ao tentar utilizar o indicador ácido-base tornassol, a ação alvejante do hipoclorito (ClO ) descora o indicador e não permite a determinação, por esse método, do caráter ácido da solução. 44 Grandezas: Massa 60 kg x y z w a) b) c) d) 56 — — — — — Porcentagem 100% 65% 18% 10% 3% x y z w 39 kg 11 kg 6 kg 2 kg 70

o que é coerente com o fato de, em linhas gerais, a curva de concentração do O3 subir à medida que a do NO2 desce. Alternativa D. Todas as amostras de água citadas apresentam íons dissolvidos e, portanto, conduzem a corrente elétrica. A diferença entre elas reside na concentração de íons, que está diretamente relacionada à condutividade elétrica. Das opções apresentadas, a água do mar é, certamente, a que possui maior concentração de íons e é a que melhor conduz a corrente elétrica. a) O ar bombeado para dentro da aparelhagem contém N2, O2, Ar, CO2, vapor de água etc. No frasco 1 há um reagente capaz de reter o CO2 por meio de uma reação química. Assim, o ar que chega ao frasco II não contém CO2. No entanto a queima da vela produz CO2 e, conseqüentemente, a mistura de gases que borbulha em III inclui esse gás. Portanto haverá em III a reação entre CO2 e Ca(OH)2, com precipitação de CaCO3 e turvação da solução. b) CO2 Ca(OH)2 → CaCO3 H2O Alternativa E. O aquecimento do refrigerante provoca a expulsão do CO2 nele presente. Esse é, portanto, o gás coletado no tubo de ensaio. Trata-se de um óxido ácido. Nenhuma das alternativas permite uma demonstração inequívoca de que se trata de CO2. Porém a que indica mais certeza na identificação do CO2 é o teste com água de cal, que fica turva na presença desse gás: CO2 Ca(OH)2 → CaCO3↓ H2O O uso de papel de tornassol vermelho possibilita a identificação de materiais básicos; contudo o CO2 é óxido ácido. A fenolftaleína é incolor na presença de ácidos e também na presença de materiais neutros. O palito em brasa é um bom meio para detectar oxigênio, pois, na presença desses gás, a chama fica mais viva. E a solução de amido permite a idenficação de iodo (fato que ainda não é de conhecimento do aluno, mas que não atrapalha a resolução desse teste, que visa a frisar a propriedade do CO2 de turvar a água de cal). 73 Alternativa A. Na combustão completa do etanol forma-se, além da água, dióxido de carbono, CO2. Nesse óxido, as ligações são do tipo covalente polar, pois carbono e oxigênio são não-metais com diferentes eletronegatividades. E o composto é um óxido ácido, visto que reage com água produzindo ácido: CO2 H2O → H2CO3

39 kg do elemento químico oxigênio. 11 kg do elemento químico carbono. 6 kg do elemento químico hidrogênio. 2 kg do elemento químico nitrogênio.

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Alternativa B. CaO H2O → Alternativa D. SO3 H2O →

Ca(OH)2

57

H2SO4 72

58

Alternativa D. I é correta. De acordo com os dados apresentados, na época a água seria considerada como tendo a fórmula HO, a amônia, HN, o ácido carbônico, CO2, e o ácido sulfúrico, SO3. II é correta. Atualmente, o nome ácido carbônico é dado ao H2CO3 e o nome ácido sulfúrico, ao H2SO4. Nada se pode afirmar sobre III, se está correta ou incorreta, já que não há meio de inferir qual a fórmula do ácido nítrico à época com base apenas nos dados apresentados. Porém, os dados dão a entender que o nome “ácido ...” correspondia à fórmula que hoje atribuímos ao óxido ácido. Seguindo essa lógica, dá a entender que o ácido nítrico deve ter sido representado por um conjunto de átomos apenas de nitrogênio e oxigênio e, dentro dessa lógica, III estaria incorreta. Alternativa E. Se um elemento se liga ao oxigênio formando um óxido E2O de caráter básico, é de se esperar que se trate de um metal alcalino. Metais alcalinos formam cátions monovalentes (E ) e seus óxidos têm caráter básico. Das opções apresentadas, apenas o potássio é metal alcalino. Alternativa C. I é correta. Se a chuva contendo ácidos escorrer até mananciais de água, poderá provocar aumento de sua acidez e, conseqüentemente, a morte de peixes. II é correta. A chuva ácida pode provocar aumento da acidez do solo e, para que este seja usado no plantio, podem ser necessárias

62

68

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Alternativa A. O vidro é obtido do dióxido de silício (SiO2), componente principal da areia, e o alumínio é obtido da alumina (Al2O3), componente principal da bauxita. Assim, conforme a alternativa A, a reciclagem de vidro e de alumínio acarreta redução da retirada de areia e de bauxita da natureza, bem como economia de energia, pois a obtenção desses materiais a partir das matérias-primas naturais requer consumo energético maior do que a reciclagem. As alternativas mencionam também outros recursos minerais relevantes. • A argila (composta de aluminossilicatos) é usada para produzir materiais cerâmicos. • A hematita (Fe2O3) é minério usado na produção de ferro. • A apatita (fosfato de cálcio) é usada na obtenção de fósforo, ácido fosfórico e fosfatos. • A galena (PbS) é minério de chumbo. • A pirolusita (MnO2) é minério de manganês. • A gipsita (CaSO4 hidratado) é matéria-prima para produzir giz e gesso. Alternativa E. I é correta porque uma solução aquosa alcalina (básica) reage com o CO2 (óxido ácido), mas não com o H2. Assim, os gases podem ser separados por esse método. II é correta. As substâncias O2 e N2 apresentam pontos de ebulição distintos, como mostram os dados do teste. Assim, se a mistura liquefeita de ambos for submetida a destilação fracionada, ambos os gases podem ser separados. Esse é, inclusive, o método industrial para a separação desses dois componentes do ar. III é correta. A “mistura gasosa” a que a afirmativa se refere é constituída de nitrogênio, hidrogênio e amônia (reagentes e produto). Como o ponto de ebulição da amônia (240 K, ou 33ºC) é significativamente superior ao dos gases nitrogênio (77 K, ou 196ºC) e hidrogênio (20 K, ou 253ºC), ela condensará primeiro, durante o resfriamento, podendo ser removida da mistura. Alternativa A. O fato de W ser líquido nas condições ambientes e de não conduzir corrente elétrica nos estados sólido e líquido indica que se trata de uma substância molecular. E como a solução aquosa conduz corrente elétrica, trata-se de substância que sofre ionização ao ser dissolvida em água. Entre as alternativas, apenas o ácido acético tem essas características. (Estamos entre as alternativas A e E.) O fato de X ser sólido nas condições ambientes e conduzir corrente elétrica nos estados sólido e líquido indica se tratar de substância metálica. Entre as alternativas, temos apenas ferro e prata. (Continuamos entre as alternativas A e E.) O fato de Y ser líquido nas condições ambientes e de não conduzir corrente elétrica nos estados sólido e líquido indica que se trata de uma substância molecular. E como a solução aquosa não conduz corrente elétrica, trata-se de substância que não sofre ionização ao ser dissolvida em água. Entre as alternativas, temos o álcool e o (gás) oxigênio. (Continuamos entre as alternativas A e E.) Finalmente, como Z é sólido nas condições ambientes, não conduz corrente elétrica no estado sólido mas conduz no estado líquido ou em solução aquosa, concluímos que se trata de uma substância iônica. Entre as opções, temos apenas o cloreto de sódio, o que nos conduz à alternativa A. Alternativa E. As substâncias A, C e D apresentam pontos de fusão e de ebulição relativamente elevados, o que indica que não são moleculares. O composto A é isolante no estado sólido (25ºC) e condutor no estado líquido (1.000ºC), o que indica que é iônico. A substância B, por apresentar ponto de fusão e de ebulição relativamente baixos, provavelmente é molecular. Se não for, é um dos poucos metais com baixo ponto de fusão. Porém, como é iso-

lante no estado sólido (25ºC), concluímos que não é substância metálica. Portanto, é molecular. A substância C é condutora de eletricidade no estado sólido (25ºC e 1.000ºC), o que evidencia ser metálica. Finalmente, vamos analisar o caso do composto D. Devido aos valores muito elevados dos pontos de fusão e de ebulição, deve ser uma substância iônica ou metálica. Contudo, como é isolante no estado sólido (25ºC e 1.000ºC), não pode ser metálica. Assim, concluímos que deve tratar-se de um composto iônico. 83 Alternativa D. O teste com o palito aceso revela que Y é o gás hidrogênio (H2), pois ele reage violentamente com o oxigênio (no caso, oxigênio da atmosfera) formando água. Essa água, produzida no estado vapor, condensa-se ao encontrar as paredes do tubo de vidro, à temperatura ambiente. Isso aponta para as alternativas B e D. O teste feito com o papel de tornassol azul (cor característica desse indicador em meio básico), no qual ele passa a vermelho (cor característica desse indicador em meio ácido), revela que o gás Z produziu meio ácido ao se dissolver em água (lembre-se de que a tira de papel está umedecida). Entre as opções, temos o CO2 e o SO2, óxidos ácidos. Assim, a alternativa D é a única que concilia corretamente Y e Z. Nessa alternativa, X é o gás nitrogênio, que não é ácido (por isso não provocou alteração na cor do papel de tornassol) e não é combustível (por isso provocou a extinção da chama no teste com o palito). Alternativa B. A afirmativa I é correta, pois apesar de um único veículo a álcool emitir mais monóxido de carbono que um a gasolina nos anos de 1998 a 2000, a frota a álcool é significativamente menor (não só durante esse período de 1998 a 2000, mas também de 1992 a 1997), fazendo com que a emissão total de CO da frota a gasolina seja maior que a da frota a álcool. A afirmação II é correta, de acordo com o gráfico apresentado. A afirmação III é incorreta, pois a emissão de CO por veículo não declinou, como seria de se esperar se tivesse havido um aprimoramento tecnológico. Alternativa D. A tabela mostra que países em desenvolvimento (por exemplo, Índia, África do Sul, México e Brasil) apresentam emissões globais e emissões per capita bem menores que a dos Estados Unidos. Como tais países já contribuem bem menos que os Estados Unidos para as emissões de CO2, eles não devem ser alvo de tantas restrições. Logicamente, as maiores restrições visando à diminuição da presença de CO2 na atmosfera devem ser aplicadas aos países que mais emitem esse gás.

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Capítulo 12
Algumas reações inorgânicas de importância
13 a) b) c) d) e) f) g) Não, pois cobre não é mais reativo que níquel. Sim, pois magnésio é mais reativo que estanho. Sim, pois níquel é mais reativo que mercúrio. Sim, pois magnésio é mais reativo que hidrogênio. Não, pois prata não é mais reativa que cálcio. Não, pois ouro não é mais reativo que hidrogênio. Sim, pois estanho é mais reativo que hidrogênio.

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a) Cu Pb Mg, pois magnésio desloca cobre e chumbo; chumbo desloca cobre, mas não desloca magnésio; e cobre não desloca magnésio nem chumbo. As reações que ocorreram podem ser assim equacionadas: → Cu Mg(NO3)2 Mg Cu(NO3)2 Pb Cu(NO3)2 → Cu Pb(NO3)2 Mg Pb(NO3)2 → Pb Mg(NO3)2 b) Mg Pb Cu, pois nobreza é oposto da reatividade. Se apenas A e B reagem com o HCl, deduz-se que A e B são mais reativos que o hidrogênio e C e D não. Então A e B são mais reativos que C e D. Como C é capaz de deslocar D, então C é mais reativo que D. E como B é capaz de deslocar A, então B é mais reativo que A. Portanto, a ordem decrescente de reatividade é B A C D. a) B é o mais reativo. b) D é o mais nobre (menos reativo). a) b) c) d) Não, pois iodo não é mais reativo que bromo. Não, pois bromo não é mais reativo que cloro. Sim, pois cloro é mais reativo que enxofre. Sim, pois flúor é mais reativo que cloro.

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Usando III se observará precipitação em apenas um dos casos, permitindo a diferenciação: → não forma precipitado NaCl Na2SO4 Na2SO4 → 2 NaCl CaSO4↓ CaCl2 Professor: Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos estudantes nesse tipo de exercício (o clássico tipo de “identificar soluções em frascos sem rótulo”) está na visualização da situação descrita no enunciado. Em outras palavras, a dificuldade está em perceber que as soluções envolvidas se parecem com água pura e só reações que produzam evidências visuais diferentes em cada caso permitem realizar a diferenciação pretendida. 30 HCl NaHCO3 → NaCl Substituindo H2CO3 por H2O HCl NaHCO3 → H2CO3 CO2, temos: NaCl H2O CO2

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Professor: Esse exercício permite mostrar aos alunos uma importante conclusão: “bicarbonatos reagem com ácidos liberando gás carbônico”. 31 CaCO3 → CaCl2 2 HCl Substituindo H2CO3 por H2O 2 HCl CaCO3 → H2CO3 CO2, temos: CaCl2 H2O CO2
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

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A equação da reação de precipitação é: K2CO3 → 2 KBr CaCO3 CaBr2
Essa reação ocorre.

Se a reação entre NaBr e K2CO3 ocorresse, teríamos: 2 NaBr K2CO3 → 2 KBr Na2CO3
Essa reação não ocorre.

O gás liberado é o gás carbônico (CO2). Professor: Esse exercício permite mostrar aos alunos uma importante conclusão: “carbonatos reagem com ácidos liberando gás carbônico”. 32 NH4NO3 NaOH → NaNO3 NH4OH H2O, temos: Substituindo NH4OH por NH3 NH4NO3 NaOH → NaNO3 NH3 H2O

Se ela acontecesse, produziria um precipitado: KBr ou Na2CO3. Como ela não acontece, concluímos que KBr e Na2CO3 são solúveis em água, ou seja, não precipitam. Voltando à reação entre CaBr2 e K2CO3, cujos produtos são KBr e CaCO3, podemos dizer que, como o KBr não é o precipitado, então só pode ser o CaCO3. Portanto: CaBr2 23 K2CO3 → 2 KBr CaCO3 ↓

A equação da reação de precipitação é: Na2SO4 → 2 NaCl BaSO4 BaCl2
Essa reação ocorre.

O gás liberado é a amônia (NH3) que, ao se dissolver em água, produz solução alcalina (básica). Em solução alcalina, o tornassol fica azul e a fenolftaleína, rósea. 33 Ao misturar um pouco de solução de ácido clorídrico com amostras dos três líquidos, teríamos evidências visuais diferentes nos três casos, que nos permitiriam identificar os líquidos. As evidências são: liberação de gás (CO2) no caso do Na2CO3 e formação de precipitado (AgCl) no caso do AgNO3. Não se observaria precipitação nem liberação de gás no caso da água. As equações das duas reações envolvidas são: H2O CO2↑ 2 HCl Na2CO3 → 2 NaCl HNO3 HCl AgNO3 → AgCl↓ Ao misturar um pouco de solução de ácido sulfúrico com amostras dos três líquidos, teríamos evidências visuais diferentes nos três casos, que nos permitiriam identificar os líquidos. As evidências são: liberação de gás (CO2) no caso do Na2CO3 e formação de precipitado (CaSO4) no caso do CaCl2. Não se observaria precipitação nem liberação de gás no caso da água. As equações das duas reações envolvidas são: Na2CO3 → Na2SO4 H2O CO2↑ H2SO4 H2SO4 CaCl2 → CaSO4↓ 2 HCl MgBr2 (aq) Mg
2 (aq)

Se a reação entre KCl e Na2SO4 ocorresse, teríamos: Na2SO4 → 2 NaCl K2SO4 2 KCl
Essa reação não ocorre.

Se ela acontecesse, produziria um precipitado: NaCl ou K2SO4. Como ela não acontece, concluímos que NaCl e K2SO4 são solúveis em água, ou seja, não precipitam. Voltando à reação entre BaCl2 e Na2SO4, cujos produtos são NaCl e BaSO4, podemos dizer que, como o NaCl não é o precipitado, então só pode ser o BaSO4. Portanto: BaCl2 27 Na2SO4 → 2 NaCl BaSO4↓ 34

Usando I nada se observará: NaCl CaCl2 KBr KBr → → não forma precipitado não forma precipitado

Usando II se observará precipitação em ambos os casos: NaCl AgNO3 → AgCl↓ NaNO3 CaCl2 2 AgNO3 → 2 AgCl↓ Ca(NO3)2 40 a) Mg(s) Mg(s) 2 H(aq) Mg(s) b) Zn (s) Zn (s) 2 HBr(aq) 2 Br (aq) 2 H(aq) → → → → → → H2(g) H2(g) H2(g) 2 Ag (s) 2 Ag (s) 2 Ag (s)

2 Br (aq)

Mg2aq) ( Zn(NO3)2 (aq) Zn2aq) ( Zn2aq) ( 2 NO3 (aq)

2 AgNO3 (aq) 2 Ag(aq) Zn (s) 2 NO3 (aq) 2 Ag(aq)

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Alternativa 02. As equações balanceadas são: I. 2 LiI Cl2 → 2 LiCl I2 II. 3 CuSO4 2 Al → Al2(SO4)3 3 Cu III. FeCl2 H2SO4 → FeSO4 2 HCl Alternativa 01. 01 é verdadeira, pois LiI e LiCl são formados por metal (Li) e não-metal (I ou Cl). 02 é falsa, pois entre o cátion metálico (Cu2 ou Al3 ) e o ânion (SO2 ) há ligação iônica. 4 03 é falsa porque FeCl2 é sal e HCl é ácido. 04 é falsa. Alumínio e cobre são metais com elevado ponto de fusão. 05 é falsa, pois apesar de o cloro, Cl2, ser gasoso nas condições ambientes, o iodo, I2, é sólido. Alternativa 05. Na reação I, o cloro desloca o iodo e, na reação II, o alumínio desloca o cobre. Alternativa E. Dos quatro metais envolvidos, apenas zinco e magnésio são mais reativos que o hidrogênio. Assim, o HCl reage com (corrói) apenas esses dois metais. As equações são: Zn(s) 2 HCl(aq) → H2(g) ZnCl2(aq) Mg(s) 2 HCl(aq) → H2(g) MgCl2(aq) Alternativa B. De modo geral, as substâncias que têm brilho metálico e que conduzem bem corrente elétrica no estado sólido são as substâncias metálicas. As quatro alternativas mostram substâncias metálicas. Dentre elas, apenas o magnésio é mais reativo que o hidrogênio e reage, portanto, com HCl liberando gás hidrogênio. 2 HCl(aq) → H2(g) MgCl2(aq) Mg(s) Cobre, platina e prata são menos reativos que o hidrogênio e não reagem com HCl. O cobre, além disso, é avermelhado. Alternativa B. A frase “podemos testar a presença de cloro na água utilizando o iodeto de potássio” se refere à reação entre Cl2 e KI (reação de deslocamento), que ocorre porque o cloro é mais reativo que o iodo: 2 KI(aq) → I2(s) 2 KCl(aq) Cl2(aq) ou Cl2(aq) 2 I (aq) → I2(s) 2 Cl (aq) O iodo produzido é um sólido escuro, cuja formação é evidência visual de que ocorreu a reação. Trata-se de uma reação de deslocamento e, portanto, A, D e E são falsas. Nessa reação, o cloro desloca o iodo porque é mais reativo que ele. Portanto, B é correta. A alternativa C é falsa porque o KCl é solúvel em água.

reações de deslocamento (alternativas B e D). Uma delas (B) envolve deslocamento do ânion (Br ) e a outra (D), deslocamento do cátion (Ag ). 52 Alternativa A. O HCl reage com o Na2CO3, numa reação que libera gás carbônico e que pode ser assim equacionada: 2 HCl(aq) Na2CO3(aq) → 2 NaCl(aq) H2O(l) CO2(g) Alternativa C. Trata-se de uma reação de dupla troca em que, nas condições ambientes, um dos produtos é sólido (o sulfato de cálcio, CaSO4), outro é líquido (a água, H2O) e outro é gasoso (o dióxido de carbono, CO2). Alternativa B. O constituinte principal do mármore é o carbonato de cálcio (CaCO3) e o constituinte do gesso é o sulfato de cálcio (CaSO4). O ácido presente na chuva ácida que promove a transformação de um carbonato em sulfato é o sulfúrico (H2SO4). O processo é de dupla troca: H2SO4 H2SO4 55 CaCO3 → CaSO4 CaCO3 → CaSO4 H2CO3 CO2, chegamos a: H2O CO2 Substituindo o H2CO3 por H2O

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Alternativa A. HCl NaHCO3 → NaCl H2CO3 Substituindo H2CO3 por H2O CO2, temos: HCl(aq) NaHCO3(aq) → NaCl(aq) H2O(l)
Cloreto de sódio (sal)

CO2(g)
Dióxido de carbono (óxido)

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Alternativa E. Carbonatos reagem com ácidos produzindo gás carbônico. Entre as alternativas, há apenas um ácido, o H2SO4. A reação pode ser assim equacionada: H2SO4 Na2CO3 → Na2SO4 H2CO3 Substituindo H2CO3 por H2O CO2, temos: H2SO4(aq) Na2CO3(s) → Na2SO4(aq) H2O(l) CO2(g)

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49

Alternativa E. Trata-se de um processo em que o cloro desloca o iodo. Cl2(g) ou Cl2(aq) 2 I (aq) → I2(s) 2 Cl (aq) 2 NaI(aq) → I2(s) 2 NaCl(aq)

Alternativa C. Na reação I, duas substâncias em solução (HCl e AgNO3) reagem, produzindo o precipitado branco cloreto de prata: HCl(aq) AgNO3(aq) → AgCl(s) HNO3(aq) ou Ag(aq) Cl (aq) → AgCl(s) Na reação II, o alumínio desloca o hidrogênio da solução aquosa de HCl ocorrendo, portanto, liberação de gás hidrogênio. 2 Al(s) 6 HCl(aq) → 3 H2(g) 2 AlCl3(aq) ou 2 Al(s) 6 H (aq) → 3 H2(g) 2 Al3aq) ( Na reação III, uma substância sólida branca em suspensão na água (Mg(OH)2) reage com HCl aquoso (neutralização ácido-base) produzindo água e um sal solúvel (MgCl2). No processo, ocorre desaparecimento de todo o sólido ou de parte dele, dependendo da quantidade de ácido empregado: 2 HCl(aq) Mg(OH)2(s) → MgCl2(aq) 2 H2O(l) ou 2 H (aq) Mg(OH)2(s) → Mg2 (aq) 2 H2O(l) Alternativa C. I e III são bases, II e V são sais e IV é ácido. Alternativa A. O hidróxido de magnésio, Mg(OH)2, é componente do leite de magnésia. O bicarbonato de sódio, NaHCO3, é componente de produtos digestivos efervescentes.

50

Alternativa E. 2 Na(s) 2 H2O(l)

59 → 2 NaOH(aq) H2(g) 60

51

Alternativa D. Deve-se entender por reação de deslocamento de cátion aquela em que há simples troca envolvendo o cátion da substância composta. Entre as opções apresentadas, apenas duas correspondem a

61

Alternativa C. HCl NaHCO3 → NaCl

69 H2O CO2↑

62

Alternativa A. Dos sais apresentados, o carbonato de cálcio é aquele que reage com ácido clorídrico com liberação de gás carbônico: 2 HCl(aq) CaCO3(s) → CaCl2(aq) H2O(l) CO2(g) Alternativa D. O dióxido de carbono é incolor, é inodoro, não é combustível nem é comburente. Alternativa D. Tanto Na2CO3 quanto Mg(OH)2 reagem com HCl, neutralizando-o. NaHCO3(aq) → NaCl(aq) H2O(l) CO2(g) HCl(aq) 2 HCl(aq) Mg(OH)2(s) → MgCl2(aq) 2 H2O(l) Já o ácido acético, CH3COOH, além de não neutralizar o HCl, corresponderia a mais ácido dentro do estômago. Deduzimos, pelos dados finais do problema, que B é o NaCl e C é o HCl. Como B é o NaCl, a reação número I permite concluir que A deve ser o nitrato de prata. NaCl(aq) → AgCl(s) NaNO3(aq) Reação no I: AgNO3(aq) A reação número IV permite deduzir que E é a água. o O2(g) Reação n IV: 2 H2O2(aq) → 2 H2O(l) Sendo conhecidas as substâncias B, C e E, baseamo-nos na reação número II para concluir que D é NaOH. Reação no II: HCl(aq) NaOH(aq) → NaCl(aq) H2O(l) Finalmente, sendo conhecidas B e D, deduzimos que, na reação III, J é FeCl3. Reação no III: 3 NaOH(aq) FeCl3(aq) → Fe(OH)3(s) 3 NaCl(aq) a) Sedimentação ou decantação. b) Porque, ao se dissolver em água, a cal virgem reage com ela produzindo hidróxido de cálcio: CaO(s) H2O(l) → Ca(OH)2(aq) O hidróxido de cálcio, dissociado em solução aquosa, origina os íons hidroxila necessários para a precipitação do hidróxido de alumínio: 3 Ca(OH)2(aq) Al2(SO4)3(aq) → 2 Al(OH)3(s) 3 CaSO4(s) ou, equacionando na forma iônica apenas a precipitação do hidróxido de alumínio, temos: 3 3 OH (aq) → Al(OH)3(s) Al(a q) c) Fe(OH)3, hidróxido de ferro (III) ou hidróxido férrico. A formação pode ser assim equacionada: 2 FeCl3(aq) → 2 Fe(OH)3(s) 3 CaCl2(aq) 3 Ca(OH)2(aq) ou 3 OH (aq) → Fe(OH)3(s) Fe3aq) ( Alternativa B. A alternativa A é falsa. O hidróxido de sódio reage com ambos os ácidos (neutralização) e não oferece nenhum tipo de evidência visual que seja diferente em cada caso. A alternativa B é verdadeira. A solução de nitrato de bário produz precipitado ao ser adicionada à de ácido sulfúrico, o que não ocorre com a de ácido clorídrico. Ba(NO3)2 H2SO4 → 2 HNO3 BaSO4 ↓ Ba(NO3)2 HCl → não há reação A alternativa C é falsa. O magnésio reage com ambos os ácidos, produzindo gás hidrogênio, numa reação de deslocamento. A alternativa D é falsa. O carbonato de sódio reage com ambos os ácidos, liberando gás carbônico. A alternativa E é falsa. A fenolftaleína ficará incolor em ambos os casos, pois são meios ácidos. Alternativa C. a) KCl LiOH → não há reação b) 2 HNO3 Na2CO3 → 2 NaNO3 H2 O CO2↑ (liberação de gás) K2SO4 → 2 KCl BaSO4 ↓ (precipitação) c) BaCl2 d) HCl NaOH → NaCl H2O (reação sem evidências visuais) ZnSO4 (liberação de gás) e) Zn H2SO4 → H2 ↑ 70

Alternativa E. Como a solução A deixa a fenolftaleína rósea, conclui-se que ela é básica. (O fato de as outras soluções deixarem a fenolftaleína incolor não garante que sejam ácidas; podem ser neutras.) Como a solução C provoca liberação de gás ao reagir com carbonato de sódio, conclui-se que ela é ácida. (Carbonatos e bicarbonatos reagem com ácidos liberando gás carbônico.) Alternativa B. KOH → KI NH4OH NH4I Substituindo NH4OH por NH3 H2O, temos: KOH → KI NH3 ↑ NH4I O gás liberado é a amônia (NH3).

63

H2O

64

71

65

Alternativa C. Água sanitária é uma solução aquosa de hipoclorito de sódio (NaClO). O íon hipoclorito (ClO ) é bactericida e alvejante. O fermento em pó contém bicarbonato de sódio (NaHCO3) que, ao reagir com um ácido também nele presente, origina gás carbônico que provoca o aumento de volume da massa. A solução fisiológica, ou soro fisiológico, é uma solução de cloreto de sódio (NaCl), na qual há 0,9% (em massa) de NaCl. Alternativa B. O óxido de cálcio, ao reagir com a água, origina hidróxido de cálcio. H2O(l) → Ca(OH)2(aq) CaO(s) O hidróxido de cálcio, dissociado em solução aquosa, origina os íons hidroxila que, ao reagirem com íons Mg2 da água do mar, causam a precipitação de hidróxido de magnésio. 2 OH(aq) → Mg(OH)2(s) Mg2 q) (a Alternativa E. As substâncias em questão são (Hg2 )1(OH )2 e (Pb2 )1(CrO2 )1. 4 Alternativa C. A reação de dupla troca envolvida na formação do precipitado preto de que fala o enunciado é: Na2S 2 AgNO3 → Ag2S↓ 2 NaNO3 Essa equação aparece nas alternativas A e E, que, diga-se de passagem, são aceitáveis para representar o acontecimento. No entanto, como o enunciado pede a equação química “mais indicada para descrever a transformação química que ocorre”, somos levados a elaborar a equação iônica dessa reação: Na2S(aq) 2 AgNO3(aq) → Ag2S(s) 2 NaNO3(aq) S (2a q) 2 Ag (aq) S (2a q) 2 NO 3(aq) → Ag2S(s) 2 Ag (aq) → Ag2S(s) 2 Na (aq) 2 NO 3(aq)

72

75 76

66

2 Na (aq)

77 67

68

Alternativa B. Após várias leituras atentas do enunciado (que, embora claro, pode facilmente ser mal interpretado!), podemos elaborar o seguinte esquema: X(s) Al 3a q) → Em três desses ( 2 X(s) Cu (a q) → casos há 2 X(s) Mg (a q) → evidência de 2 X(s) Zn (a q) → reação química. X representa um metal, que pode ser Al, Cu, Mg ou Zn. Estamos, portanto, diante de um exercício que envolve reações de deslocamento. Entre os metais citados, o mais reativo é o magnésio. É ele, portanto, que consegue reagir com os demais: 3 Mg 2 Al3 → 2 Al 3 Mg2 Mg Cu2 → Cu Mg2 Mg Mg2 → não há reação → Zn Mg2 Mg Zn2 A “precipitação de metal” mencionada no enunciado corresponde à formação de Al, Cu e Zn metálicos. Alternativa B. Das quatro substâncias que foram dissolvidas na água, a única que reage com o cloro (Cl2) é o iodeto de sódio (NaI). Trata-se de uma reação de deslocamento, equacionada como: 2 NaI(aq) → I2(aq) 2 NaCl(aq) Cl2(aq)

78

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Nesse processo, o cloro está deslocando o iodo. Escrevendo essa equação na forma iônica, temos: Cl2(aq) 2 I (aq) → I2(aq) 2 Cl (aq) Fica evidente, portanto, que a espécie química que reage com o cloro é o íon iodeto (I ). Um dos produtos formados, o íon cloreto (Cl ), é incolor. O outro produto, o iodo (I2), é formado por moléculas apolares e, por causa disso, é pouco solúvel em líquidos polares (como a água) e muito solúvel em líquidos apolares (como o benzeno). Assim, o I2 passa preferencialmente para a fase superior (benzeno), conferindo-lhe a cor roxa observada.

14

Grandezas:

Massa 2 10–3 g 2 10 g ⇒ x
6

Número de grãos — — 1 109 1 x ⇒

A estimativa é de que a quantidade de grãos seja da ordem de um bilhão. 15 Grandezas: Massa 12 g 12 10 g
6

Número de embalagens — — 1 106 1 x ⇒

Capítulo 13
Mol
1
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x

A indústria produziu um milhão de embalagens. 16 Grandezas: Massa 31,103 g 1,000 103 g Grandezas: Massa 370 g 7,4 106 g ⇒ x — — 2 104 17 Número de latinhas 1 x ⇒ ⇒ x — — Número de barras 1 x ⇒

32,15

Assim, o investidor teria de comprar 32,15 barras para adquirir exatamente um quilograma de ouro. Portanto, a resposta à pergunta é não. Pelo cálculo mostrado acima, ele mais se aproximaria de um quilograma ao comprar 32 barras (e não 33, pois 32,15 está mais próximo de 32 do que de 33). Não. A amostra de prata apresenta mais átomos. Como a massa molar da prata (108 g/mol) é menor que a do ouro (197 g/mol), há maior quantidade de matéria (em mols de átomos) numa certa massa de prata do que em uma mesma massa de ouro.
A quantidade em mols é tanto maior...

A estimativa é de que haja vinte mil latinhas na carga. 3 Grandezas: Massa 3,8 10
–23

Número de átomos g — — 5 1023 1 x ⇒ 25

19 g ⇒ x

A estimativa é de que existam 5 1023 átomos na amostra de 19 g de sódio. 29 5 Massa das 20 moedas de 3,6 g 20 3,6 g Massa das 10 moedas de 3,9 g 10 3,9 g Massa total 72 g 39 g 111 g 72 g 39 g

n

m M

... quanto menor for a massa molar.

Grandezas:

Massa 56 g 14 g ⇒ x — —

Número de átomos 6 1023 átomos x ⇒

Massa média
6

111 g 30

3,7 g
30 Grandezas:

1,5 1023 átomos Número de átomos — — x 6 1023 átomos x ⇒

Massa 27 g 810 g ⇒

O valor 64 u está bem “no meio” entre 63 u e 65 u, ou seja, corresponde exatamente à média aritmética simples entre 63 u e 65 u. Como a porcentagem do isótopo de massa 63 u é maior, a média ponderada resultará num valor mais próximo de 63 u do que de 65 u. Essa média será, portanto, menor do que 64 u. (Professor: de fato, se calcularmos a média ponderada, chegaremos a 63,62 u.) 27 u e 27 u. A massa dos três elétrons perdidos para formar o cátion é desprezível perante a massa do núcleo. 197 u para todos os três. A massa dos elétrons perdidos para formar os cátions é desprezível perante a massa do núcleo. 32 u e 32 u. A massa dos dois elétrons recebidos para formar o ânion é desprezível perante a massa do núcleo. Grandezas: Massa 0,5 g 500 g ⇒ x — — 1 10
3

1,8 1025 átomos

31

a) Massa de prata 2,627 g – 1,970 g – 0,635 g 0,022 g b) Grandezas: Massa Número de átomos 197,0 g 1,970 g ⇒ c) Grandezas: x — — 6 1023 átomos x ⇒

9

10

6 1021 átomos Número de átomos — — 6 1023 átomos y ⇒

Massa 63,5 g 0,635 g ⇒ y

11

13

Número de parafusos 1 x ⇒ 32 Grandezas:

6 1021 átomos Número de átomos — — 6 1023 átomos x ⇒

Massa 201 g 0,010 g ⇒ x

A estimativa é de que haja cerca de mil parafusos na embalagem.

3,0 1019 átomos

33

a) Grandezas:

Massa 7g 1 10–6 g ⇒ x — —

Número de átomos 6 1023 átomos x ⇒

41

No corpo da pessoa de 60 kg há 36 kg de água (60% de 60 kg). Assim: Grandezas: Massa Número de moléculas 18 g 36 10 g ⇒ x
3

8,6 1016 átomos

— —

6 1023 moléculas x

Note a grande quantidade de átomos presente na menor massa que essa balança é capaz de medir. b) Grandezas: Massa Número de átomos 24 g 1 10–6 g ⇒ c) Grandezas: y — — 6 1023 átomos y ⇒ 42

1,2 1027 moléculas

2,5 1016 átomos Número de átomos — — 6 1023 átomos z ⇒ 43

A massa molar do DDT é 354 g/mol. Assim: Grandezas: Massa Número de moléculas 354 g 1,0 10 g ⇒ x
–6

— —

6 1023 moléculas x

Massa 201 g 1 10 g ⇒ z
–6

1,7 1015 moléculas

3,0 1015 átomos

34

a) 86 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos
quatrilhão trilhão bilhão milhão mil

x

1,54 103 g

Calculando a massa molar do CCl4, chegamos a 154 g/mol. Grandezas: Massa Número de moléculas 154 g 1,54 10 g ⇒ 45 Dez vezes. y
3

86 quatrilhões de átomos b) 25 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos 25 quatrilhões de átomos c) 3 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 átomos 3 quatrilhões de átomos 35 Duas vezes. massa de um átomo de S massa de um átomo de O Cinqüenta vezes.

— —

6 1023 moléculas y

6 1024 moléculas

32 u 16 u

2

massa de uma molécula de C6 H12 O 6 massa de uma molécula de H2 O
47 Grandezas: Massa 46 g x ⇒ x — —

180 u 18 u

10

36

Número de moléculas 6 1023 moléculas 1 109 moléculas ⇒

massa de um átomo de Hg massa de um átomo de He
38

201 u 4u

50,25

a) Dividindo 252 g por 7, chegamos a 36 g como a massa média por gole. b) Grandezas: Massa Número de moléculas 18 g 36 g ⇒ x — —
24

7,7 10–14 g

6 1023 moléculas x

Essa é a massa de um bilhão de moléculas de etanol. Ela é muitíssimo menor que a sensibilidade da balança, que é de 0,1 mg (1 10 4 g). Assim, a resposta à pergunta é não. 48 Grandezas: Massa 73 g 0,073 g — — 6 1020 átomos Número de átomos 6 1023 átomos x ⇒

1,2 10 moléculas

39

a) C8H18 b) 8 12 g/mol c) Grandezas:

18 1 g/mol Massa 114 g 22,8 g ⇒ x — —

114 g/mol Número de moléculas 6 1023 moléculas x ⇒

x

1,2 1023 moléculas 180 u Número de moléculas — — 6 10 moléculas x
23

Esse é o número de átomos de germânio no cristal de 73 mg. Agora vamos estabelecer uma relação desse número com o número de átomos de impureza. Grandezas: Número Número de átomos de átomos de impureza de germânio 1 109 átomos 6 1020 átomos ⇒ y — — 1 átomo y ⇒

40

a) 9 12 u 8 1 u 4 16 u b) 180 g/mol c) Grandezas: Massa 180 g 0,540 g ⇒ x

6 1011 átomos

1,8 1021 moléculas

Assim, estimamos a presença de 6 1011 átomos (600 bilhões de átomos) de impureza em um cristal de apenas 73 mg e com elevado grau de pureza (um átomo de impureza para cada bilhão de átomos de germânio)!

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Note que a quantidade de átomos diminui à medida que a massa molar do elemento aumenta, mas a quantidade ainda é extremamente grande.

A partir da densidade, podemos determinar a massa de 1 L (1 103 cm3) de tetracloreto de carbono: Grandezas: Volume Massa 1 cm3 1,0 103 cm3 — — 1,54 g x ⇒

49

a) Grandezas:

Massa 5g x ⇒ x — — 60 g

Número de bolinhas 1 bolinha 12 bolinhas ⇒

55

a) Grandezas:

Massa 27 g 2,7 10–3 g ⇒ x — —

Quantidade de matéria 1 mol x ⇒

1 10–4 mol Número de íons — — 6 1019 íons 6 1023 íons y ⇒

b) Grandezas:

Massa 60 g 1,2 103 g ⇒ x — —

Quantidade em dúzias 1 dúzia x b) Grandezas: ⇒ Massa 27 g 2,7 10 g ⇒ 59 ⇒ y
–3

20 dúzias Quantidade de matéria — — 0,2 mol Número de átomos — —
23

50

a) Grandezas:

Massa 4g 0,8 g ⇒ x

1 mol x

Os dados se referem a 0,5 mol da substância. Multiplicando-os por 2, para encontrarmos o que está presente em 1 mol, teremos: 20 mol C : 30 mol H : 1 mol O o que indica que a fórmula molecular é C20H30O. a) Grandezas: Massa 95 g — — 25% Massa de Mg — — 24 g y ⇒ 24 g ⇒ x Porcentagem 100% x ⇒

60

b) Grandezas:
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Massa 4g 0,8 g ⇒ y

6 10 átomos y

23

1,2 10 átomos Massa — — 56 g x ⇒

b) Grandezas: Massa do sal 95 g 100 kg ⇒ ou Grandezas: y 25 kg

51

Grandezas:

Quantidade de matéria 1 mol 0,15 mol ⇒ x 8,4 g

Massa 100 kg — — 25 kg y

Porcentagem 100% 25% ⇒

52

Grandezas: Massa de Au 197 g 19,7 g ⇒ x — —

Quantidade de matéria 1 mol x ⇒ 61 ⇒ Para o minério Fe2O3: Grandezas: Massa 160 g 112 g ⇒ x

y

0,1 mol

Porcentagem — — 70,0% 100% x ⇒

Sabendo que há 0,1 mol de átomos de ouro em 19,7 g, vamos determinar qual a massa de 0,1 mol de átomos de prata. Grandezas: Massa de Ag Quantidade de matéria 108 g y ⇒ 53 y — — 10,8 g 1 mol 0,1 mol ⇒

Para o minério Fe3O4: Grandezas: Massa 232 g 168 g — —

Porcentagem 100% y ⇒ y 72,4%

Há mais átomos em 5 g de crômio do que em 15 g de chumbo, como mostram os cálculos a seguir: Grandezas: Massa de Cr Quantidade de matéria 52 g 5g ⇒ x — — 0,1 mol Quantidade de matéria — — 0,07 mol 64 Quantidade de matéria — — 1 mol x ⇒ 1 mol y ⇒ 1 mol x 62 ⇒

Há, portanto, um teor de ferro ligeiramente maior no Fe3O4. Para a uréia: Grandezas:

Massa 60 g —

Porcentagem 100% ⇒ x 47%

Grandezas: Massa de Pb 207 g 15 g ⇒ 54 Grandezas: y

28 g — x Para o nitrato de amônio: Grandezas: Massa Porcentagem 80 g 28 g — — 100% y

y

35%

Há maior quantidade de nitrogênio por grama de uréia. a) Em um mol de CaCO3 (100 g) há um mol de cálcio (40 g). Grandezas: Massa de CaCO3 Massa de Ca 100 g x ⇒ x 90 g — — 40 g 36 g ⇒

Massa 44 g 5.060 g ⇒ x

115 mol

Essa é a massa de CaCO3 na amostra de 100 g de calcário. Com base nela, determinamos a porcentagem de CaCO3 nessa amostra. Grandezas: Massa Porcentagem 100 g 90 g ⇒ b) Grandezas: y — — 90% Porcentagem — — z 0,9 t 100% 90% ⇒ 76 ⇒ 65 100% y ⇒ 75

b) A massa da fórmula mínima C5H7N é 81 u. Considerando que a fórmula molecular é (C5H7N)x ou C5xH7xNx, a massa molecular é 81 x u. 81 x u 162 u ⇒ x 2 Assim, a fórmula molecular da nicotina é C10H14N2. Grandezas: Ca: C: O: Grandezas: C: H: O: 77 Massa 100 g 40 g 12 g 3 16 g Massa 60 g 2 12 g 4 1g 2 16 g — — — — — — — — Porcentagem 100% x y z Porcentagem 100% x y z x ⇒ y z 40,0% 6,7% 53,3% x y z 40% 12% 48%

Massa 1t z

Consideremos uma amostra de 100 g dessa rocha. Dessa massa total, 30 g são de cálcio (30%). Como em um mol de Ca3(PO4)2 (310 g) há três mols de cálcio (3 40 g), podemos empregar essa relação para determinar a massa de Ca3(PO4)2 que contém 30 g de cálcio. Grandezas: Massa de Ca3(PO4)2 Massa de Ca 310 g x ⇒ x 77,5 g — — 3 40 g 30 g ⇒

79

Essa é a massa de Ca3(PO4)2 que contém 30 g de cálcio e, portanto, é a massa de Ca3(PO4)2 cálcio presente na amostra de 100 g da rocha. Assim, podemos determinar a porcentagem de Ca3(PO4)2 na rocha. Grandezas: Massa Porcentagem 100 g 77,5 g 66 — — 100% y ⇒ y 77,5%

Considerando uma amostra de 100 g do composto, podemos afirmar que nela há 75 g de carbono e 25 g de hidrogênio. Vamos calcular as quantidades em mol de cada um desses elementos nessa amostra. Quantidade de carbono 75 g 12 g / mol 6,25 mol

Como a massa molar do H2SO4 é 98 g/mol, o problema versa sobre um mol dessa substância. Em um mol de H2SO4 há: a) dois mols de átomos de hidrogênio. b) um mol de átomos de enxofre. c) quatro mols de átomos de oxigênio. d) 2 6 1023 átomos de hidrogênio. e) 6 1023 átomos de enxofre. f) 4 6 1023 átomos de oxigênio. Em 58,5 g de NaCl há um mol de íons Na e um mol de íons Cl–. Vamos calcular a quantidade de cátions Na em 117 g. Grandezas: Massa Número de íons 58,5 g 117 g ⇒ x — — 6 1023 cátions x ⇒

25 g 25 mol 1 g / mol Assim, temos a proporção em mols C6,25H25. Dividindo por 6,25 ambos os números da proporção 6,25 : 25, passamos a expressála por meio de números inteiros, 1 : 4. A fórmula mínima é CH4 e, de acordo com o enunciado, a fórmula molecular também. Quantidade de hidrogênio 80 Numa amostra de 100 g do composto há 80 g de carbono e 20 g de hidrogênio. Quantidade de carbono Quantidade de hidrogênio 80 g 12 g / mol 6,67 mol

67

1,2 1024 cátions 81

20 g 20 mol 1 g / mol Assim, temos a proporção em mols C6,67H20. Dividindo por 6,67 ambos os números da proporção 6,67 : 20, passamos a expressála por meio de números inteiros, 1 : 3. A fórmula mínima é CH3 e, pelo dado do enunciado, deduz-se que a fórmula molecular é C2H6. Consideremos uma amostra de 100 g do óxido A. Quantidade de enxofre Quantidade de oxigênio 40 g 32 g / mol 1,25 mol

O número de ânions Cl– é igual ao de cátions Na . Em 117 g de NaCl há, portanto, 1,2 1024 cátions e 1,2 1024 ânions. 72 A massa de uma fórmula mínima CH3O é 31 u. A fórmula molecular é (CH3O)x, ou CxH3xOx, em que x é um número inteiro maior que zero. Assim, a massa da molécula é 31 x u. Como a massa da molécula é 62 u, vem que: 31 x u 62 u ⇒ x 2 Assim, a fórmula molecular do etilenoglicol é C2H6O2. A massa da fórmula C2H6N é 44 u. Na faixa mencionada está um múltiplo de 44 u, que é 88 u. Portanto, a fórmula molecular da substância é C4H12N2 e a massa molecular pedida é 88 u. a) 0,25 : 0,35 : 0,05 Dividindo tudo por 0,05, vem: 5 : 7 : 1 Assim, a fórmula mínima é C5H7N.

60 g 3,75 mol 16 g / mol A proporção 1,25 : 3,75 equivale a (basta dividir por 1,25) 1 : 3. A fórmula mínima é SO3. Portanto, a fórmula molecular do óxido A também é SO3. Agora vamos considerar uma amostra de 100 g do óxido B. Quantidade de enxofre Quantidade de oxigênio 50 g 32 g / mol 1,56 mol

73

74

50 g 3,13 mol 16 g / mol A proporção 1,56 : 3,13 equivale a (basta dividir por 1,56) 1 : 2. A fórmula mínima é SO2. Portanto, a fórmula molecular do óxido B também é SO2.

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a) CH2O para todos. b) São iguais, pois apresentam a mesma fórmula mínima, isto é, a mesma proporção entre as quantidades de átomos dos elementos formadores. c) 40,0% de carbono, 6,7% de hidrogênio e 53,3% de oxigênio.

82

Se considerarmos uma amostra em que haja 6 g de carbono, podemos afirmar que nela haverá 1 g de hidrogênio. 6g Quantidade de carbono 0,5 mol 12 g / mol 1g Quantidade de hidrogênio 1 mol 1 g / mol A proporção 0,5 : 1 equivale a 1 : 2. Assim, a fórmula mínima é CH2. Como a fórmula molecular é igual à fórmula mínima multiplicada por seis, deduzimos que a fórmula molecular é C6H12. 1,2 g 0,1 mol 12 g / mol 6,4 g Quantidade de enxofre 0,2 mol 32 g / mol Decorre que a fórmula mínima do composto é CS2. Quantidade de carbono Vamos determinar a massa de nitrogênio e a de oxigênio em um mol de clorofila. Grandezas: Massa Porcentagem N: O: 892 g x y — — — 100% 6,3% 9,0% ⇒ x y 56 g 80 g

Quantidade de carbono Quantidade de hidrogênio Quantidade de nitrogênio Quantidade de oxigênio

96 g 12 g /mol 10 g 1 g /mol 56 g 14 g /mol

8 mol 10 mol 4 mol

32 g 2 mol 16 g /mol Portanto, a fórmula molecular é C8H10N4O2. 89 a) CF2 b) Grandezas:

83

Massa — — —

Porcentagem 100% x y Massa de F — — 2 19 g z ⇒ z 152 g x ⇒ y 76% 24%

85

50 g C: 12 g F: 2 19 g

c) Grandezas: Massa de C 12 g 48 g d) Em 100 g de teflon: Grandezas: Massa 50 g 100 g ⇒ a Em 50 g de água: Grandezas: Massa 18 g 50 g — — — —

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Número de átomos 3 6 1023 átomos a ⇒

56 g 4,0 mol 14 g / mol 80 g Quantidade de oxigênio 5,0 mol 16 g / mol Assim, se em um mol de clorofila há quatro mols de nitrogênio e cinco mols de oxigênio, concluímos que na molécula dessa substância há 4 átomos de nitrogênio e 5 átomos de oxigênio. Quantidade de nitrogênio 86 Grandezas: Massa 65.000 g x Quantidade de enxofre — — Porcentagem 100% 0,394% 8 mol ⇒x 256 g

36 1023 átomos Número de átomos 3 6 1023 átomos b ⇒

⇒ b

50 1023 átomos

Portanto, há maior quantidade de átomos em 50 g de água. 90 a) Grandezas: Massa 5g x ⇒ x — — Número de bolinhas 1 bolinha 6 1023 bolinhas ⇒

256 g 32 g / mol

Assim, se em um mol de hemoglobina (65.000 g) há oito mols de enxofre, concluímos que na molécula dessa substância há 8 átomos desse elemento. 87 Vamos calcular a massa de cada elemento em um mol da substância e, a seguir, determinar a quantidade em mols correspondente a cada uma dessas massas. Grandezas: Massa Porcentagem C: H: S: O: 162 g x y z w — — — — — 100% 044,4% 006,2% 039,5% 009,9% 6 mol 10 mol 2 mol x y ⇒ z w 72 g 10 g 64 g 16 g

3 1024 g

3 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 . 000 g sextilhão setilhão quatrilhão bilhão milhão mil

quintilhão

trilhão

3 setilhões de gramas! ou x 3 1018 t

Quantidade de carbono Quantidade de hidrogênio Quantidade de enxofre

72 g 12 g /mol 10 g 1 g /mol 64 g 32 g /mol

3 quintilhões de toneladas! b) Grandezas: Massa 20 t 3 1018 t ⇒ y — — Número de viagens 1 viagem y ⇒

1,5 1017 viagens

16 g Quantidade de oxigênio 1 mol 16 g /mol Portanto, a fórmula molecular é C6H10S2O. 88 Grandezas: C: H: N: O: Massa 194 g x y z w Porcentagem 100% 049,5% 005,2% 028,8% 016,5%

150 quatrilhões de viagens! c) Grandezas: Tempo 1 ano z ⇒ x y z w 96 g 10 g 56 g 32 g ⇒ z — — Número de viagens 3.000 viagem 1,5 1017 viagens ⇒

— — — — —

5 1013 anos

50 trilhões de anos! (Compare com a idade estimada da Terra: 4,6 bilhões de anos!)

91

Grandezas: Númerode pessoas 1 pessoa 6 109 pessoas ⇒ x — —

Número de células 1 1014 células x ⇒

102

6 1023 células

92 93

A quantidade de células era da ordem de um mol. Grandezas: Massa 2 10–3 g x ⇒ x — — 1,2 1021 g Quantidade em mols de grãos 1 mol (resp. exerc. anterior) x — 5 106 mol Número de estrelas — —
–13

Número de grãos 1 grão 6 1023 grãos ⇒

Alternativa B. A molécula de HClO3 de menor massa será formada pelos isótopos de menor massa, que são 1H, 35Cl e 16O. Assim, a molécula terá massa 84 u. A molécula de HClO3 de maior massa será formada pelos isótopos de maior massa, que são 3H, 37Cl e 18O, e terá massa 94 u. Isso indica que a alternativa B é correta e as alternativas A e C são incorretas. A molécula de HClO3 com o menor número de nêutrons será formada pelos isótopos de menor número de massa, que são 1H (nenhum nêutron), 35Cl (18 nêutrons) e 16O (8 nêutrons), e terá 42 nêutrons ao todo. E a molécula de HClO3 com maior número de nêutrons será formada pelos isótopos de maior número de massa, que são 3H (2 nêutrons), 37Cl (20 nêutrons) e 18O (10 nêutrons), e terá 52 nêutrons ao todo. Isso evidencia que as alternativas D e E são incorretas. Seja x a porcentagem de 79M e (100 – x) a porcentagem de 81M. Temos que:

94

Grandezas: Massa 1,2 1021 g — 6 1027 g ⇒ x

103 ⇒

79, 90

79 x

95

Grandezas: Quantidade em mols 1 mol x ⇒ x 7 10 mol

4 1011 estrelas

104

0,000 000 000 000 7 mol
7 na décima terceira casa depois da vírgula

96

a) Grandezas:

Altura 10 cm x ⇒ ou x — —

Número de folhas 1 103 folhas 6 1023 folhas ⇒

6 1021 cm

A primeira afirmação é falsa, pois Z representa o número atômico e A representa o número de massa. (Nota: Atualmente é mais recomendável a notação AX em vez de ZXA. Cf. CHAGAS, A. P.; ROZ CHA-FILHO, R. C. Química Nova na Escola, n. 10, 1999. p. 11-13.) A segunda afirmação é verdadeira, pois o cloro é halogênio. A terceira afirmação é falsa, pois o cloro compartilha um elétron para completar o octeto. A quarta afirmação é verdadeira, de acordo com a definição de massa atômica de um elemento. A quinta afirmação é verdadeira, pois, distribuindo-se 17 elétrons de acordo com o diagrama das diagonais, chega-se a 1s2 2s2 2p6 3s2 3p5. A sexta afirmação é falsa, pois a neutralidade elétrica de um átomo ocorre quando o número de elétrons é igual ao de prótons. A repre5 sentação 3 7Cl se refere ao núcleo e indica 17 prótons e 18 nêutrons. 1 Alternativa C. Como a maior massa molar é a do H2S2O3, é no recipiente V que há menos moléculas. Alternativa A. Grandezas: Massa de NaNO2 0,015 g — — x ⇒ x 0,15 g Massa — — 69 g 0,15 g ⇒

x

6 1016 km

(pois 1 km Tempo 1 ano x ⇒ x — —

103 m

105 cm)

107

b) Grandezas:

Distância 9,5 1012 km 6 1016 km ⇒ 108

Massa de salame 100 g 1.000 g ⇒

6,3 103 anos

A luz levaria mais de seis mil anos para percorrer a pilha de um mol de folhas de papel sulfite! 97 Grandezas: Massa (em g) 24 g x ⇒ 98 x 4 10
–23

Grandezas: Quantidade de matéria Número de átomos — — g Número de moléculas — — 3 10–23 g 6 1023 moléculas 1 molécula ⇒ 110 6 1023 átomos 1 átomo ⇒ 109 1 mol y ⇒ y 2 10–3 mol

Grandezas: Massa (em g) 18 g x ⇒ x

Alternativa B. Os tracejados indicam interações intermoleculares do tipo ligação de hidrogênio. Alternativa D. Para resolver, vamos determinar quantas vezes a quantidade de matéria, em mols de moléculas, presente em 6,8 g de açúcar é maior do que a presente em 42 mg de aspartame. Isso pode ser feito estabelecendo a razão entre ambas as quantidades: 6,8 g Quantidade em mols de açúcar 340 / mol 143 0,042 g Quantidade em mols de aspartame 300 g / mol Portanto, há 143 vezes mais moléculas de açúcar do que de aspartame nas amostras. A alternativa mais próxima disso é D.

99

Alternativa E. O isótopo de maior abundância é aquele com massa 25,98259 u. Isso influencia a massa atômica do elemento (média ponderada) de tal modo que ela deve estar mais próxima de 25,98259 u do que de 23,98504 u. Assim sendo, esperamos que ela seja maior que a do isótopo de massa intermediária (24,98584 u) e menor que a do isótopo de maior massa (25,98259 u).

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6 1023 estrelas

7.990 79x 2x 110 x 55% Assim, há 55% de 79M e 45% de 81M.

81(100 x ) 100 8.100 – 81x

111

Alternativa C. NH4C7H5O2 Em um mol do composto há nove mols de hidrogênio.

b) Grandezas:

Quantidade em mols de C2H3Cl 1 mol 1,5 mol ⇒ y 3 mol — —

Quantidade em mols de C 2 mol y ⇒

112

a) Como a bolinha flutua na água e afunda no álcool, concluímos que a densidade da bolinha é maior que a do álcool e menor que a da água. Logo, a densidade da água é maior que a densidade do álcool. Assim, a água está no frasco B, pois, sendo mais densa, uma mesma massa ocupa menor volume. E no frasco A está o álcool, pois, sendo menos denso, uma mesma massa ocupa maior volume. b) Frasco A Quantidade em mols de moléculas
m 46 (pois a massa molar do etanol é 46 g/mol) m 0,20 m Quantidade em mols de átomos 9 46 (pois cada molécula de C2H6O tem 9 átomos)

c) Grandezas:

Quantidade em mols de C 1 mol 3 mol ⇒ z — —

Número de átomos de C 6 1023 átomos z ⇒

1,8 1024 átomos

120

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Frasco B Quantidade em mols de moléculas

m 18 (pois a massa molar da água é 18 g/mol) m Quantidade em mols de átomos 3 0,17 m 18 (pois cada molécula de H2O tem 3 átomos) Portanto, há mais átomos no frasco A.
Número de átomos — 2 1020 átomos Preço (R$) — — 17,00 y ⇒ y 1,12 ⇒ x 6,6 10 g
–2

a) A mancha é um cilindro de altura muito pequena. O volume desse cilindro (Vmancha) é igual ao produto da altura (h) pela área da base (A). Vmancha h A ⇒ 1,6 10–5 cm3 h 200 cm2 ⇒ ⇒ h 8 10–8 cm Como a mancha é considerada como tendo altura igual à de uma molécula, e como cada molécula é considerada como ocupando o volume de um cubo, podemos dizer que a aresta desse cubo mede 8 10–8 cm. E o volume de um cubo é dado pela aresta elevada ao cubo. Assim: Vmolécula h3 ⇒ Vmolécula (8 10–8 cm)3 ⇒ ⇒ Vmolécula 5,12 10–22 cm3

114

Grandezas: Massa

b) Primeiramente, vamos determinar quantas moléculas há na mancha. Grandezas: 1,6 ⇒ x Volume 5,12 10
–22

Número de moléculas
3

197,0 g — 6 1023 átomos x Grandezas:

cm

— —

1 molécula x

10–5 cm3

Massa 1,0 g 6,6 10–2 g

3,125 1016 moléculas

Agora, usando a densidade, vamos calcular qual a massa de ácido presente na mancha. Grandezas: Volume
3

Assim, o custo do ouro usado é R$ 1,12. 115 Alternativa D. Grandezas: Número de átomos 6,0 1022 átomos x ⇒ x — —

Massa

Porcentagem 100% 0,01% ⇒

6,0 1018 átomos Massa — — 70 g y ⇒

— 0,9 g 1 cm ⇒ y 1,44 10–5 g 1,6 10–5 cm3 — y Finalmente, como sabemos a quantidade de moléculas (3,125 1016 moléculas) que corresponde a uma certa massa (1,44 10–5 g), podemos montar uma regra de três para encontrar quantas moléculas há em 282 g. Grandezas: Massa 1,44 10 g — 282 g ⇒ 122 Alternativa C. Grandezas: ⇒ CO(NH2)2: Massa 60 g 28 g NH4NO3: 80 g 28 g HNC(NH2)2: ⇒ (NH4)2SO4: 59 g 42 g 132 g 28 g — — — — — — — — Porcentagem 100% x 100% y 100% z 100% w ⇒ x ⇒ y ⇒ 47% z —
–5

Grandezas: Número de átomos 6,0 1023 átomos 6,0 1018 átomos ⇒ 117 Alternativa D. Grandezas: y 7,0 10–4 g

Número de moléculas 3,125 1016 moléculas z ⇒

6,1 1023 moléculas

Massa 17 g 8,5 10–3 g ⇒ x — —

Número de moléculas 6 1023 moléculas x

3 1020 moléculas Quantidade em mols de C2H3Cl — — 1 mol x

35%

119

a) Grandezas:

Massa de C2H3Cl 62,5 g 93,75 g ⇒ x

z

71%

1,5 mol

⇒ w

21%

124

Alternativa D. Grandezas: Massa 8,8 g C: 3,6 g O: 4,8 g H: 0,4 g Quantidade de carbono Quantidade de oxigênio Quantidade de hidrogênio

— — — —

Massa 176 g x y z

x ⇒ y z 6 mol 6 mol

72 g 96 g 8g

72 g 12 g /mol 96 g 16 g /mol

A alternativa C é falsa. A água, qualquer que seja sua fonte, é uma substância composta dos elementos hidrogênio e oxigênio, ou seja, é um composto de hidrogênio e oxigênio. A alternativa D é falsa, pois, a 25ºC, a água sofre evaporação. É o que faz, por exemplo, as roupas secarem no varal. A alternativa E é verdadeira, conforme indicam os cálculos a seguir. Grandezas: Massa Porcentagem H: O: 130 18 g 2g 16 g — — — 100% x y x ⇒ y 88,89% 11,11%

8g 8 mol 1 g /mol Portanto, a fórmula molecular da vitamina C é C6H8O6. 126 Alternativa B. Primeiramente, vamos determinar a massa molar da dioxina, levando em conta que cada molécula tem 4 átomos de cloro e que 44% da massa da dioxina se deve a esse elemento químico. Grandezas: Massa de dioxina M 100 g ⇒ M 323 g — — Massa de cloro 4 35,5 g 44 g ⇒

Alternativa E. Grandezas: Massa NaCl 58 g —

Massa Na

23 g ⇒ x 504 g x — 200 g Note que utilizamos, para o cloro, a massa molar fornecida (35 g mol–1). 131 Alternativa B. Em 23,2 g de magnetita há 16,8 g do elemento ferro e, portanto, 6,4 g do elemento oxigênio. Quantidade de ferro
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Agora vamos determinar a massa máxima de frango que uma pessoa pode ingerir, relacionando a massa de frango com a massa de dioxina. A primeira linha da seguinte regra de três leva em conta que em um quilograma da ave há 2 10–13 mol de dioxina e que esse 2 10–13 mol tem massa 2 10–13 323 g. A segunda linha relaciona a massa pedida com a massa máxima de dioxina que pode ser ingerida por dia. Grandezas: Massa de frango 1 kg x ⇒ 127 Alternativa C. d 980 kg 980 kg 0,98 kg 1 m3 10 3 L L 0,98 10 3 g 0,98 g 10 3 mL mL Massa 0,98 g x — — Volume 1 mL 200 mL ⇒ x 196 g x 0,5 kg — — Massa de dioxina 2 10
–13

16,8 g 0,3 mol 56 g / mol 6,4 g 0,4 mol Quantidade de oxigênio 16 g / mol A proporção 0,3 : 0,4 equivale a (basta multiplicar por 10) 3 : 4. A fórmula mínima é, portanto, Fe3O4.

Capítulo 14
O comportamento físico dos gases
7 V2 3 V1 P1 V1 P2 V2 P1 V1 P2 (3 V1) P2 P1 3

323 g

3,23 10–11 g

Grandezas:

A pressão fica reduzida a um terço do valor inicial. 8 P1 V1 P2 V2 130 kPa 5,0 L P2 0,5 L P2 1.300 kPa

Essa é a massa de bebida em 200 mL. Agora vamos calcular a massa de álcool presente nessa massa de bebida. Grandezas: Massa Porcentagem 196 g — 100% y — 9,7% Finalmente, vamos estimar quantas moléculas há nessa massa de álcool. Grandezas: Massa Número de moléculas 46 g 19 g ⇒ 129 z — — 6,022 1023 moléculas z ⇒ ⇒ y 19 g

Note que o volume foi dividido por dez e a pressão ficou multiplicada por esse mesmo número. 16 O trecho do enunciado que diz “recipiente fechado e indeformável” indica que o volume interno é constante. E o fato de a temperatura na escala kelvin triplicar pode ser expresso matematicamente como T2 3 T1. Assim:

P1 T1

P2 T2

P1 T1

P2 3 T1

P2

3 P1

2,49 1023 moléculas

A pressão final será igual ao triplo da inicial.
P1 T1 P2 T2 ⇒ 1 atm 300 K P2 450 K ⇒

Alternativa E. A alternativa A é falsa, pois a reciclagem natural da água (ciclo da água) envolve mudanças de fase, que não são reações químicas (fenômenos químicos). A alternativa B é falsa porque, a 1 atm de pressão, a água sofre fusão a 0°C e não ebulição.

17

P2

1,5 atm

Note que a temperatura kelvin foi multiplicada por 1,5 e, em conseqüência, a pressão também foi, já que são grandezas diretamente proporcionais.

18

V1 T1

V2 T2

12,5 L 250 K

V2 500 K

V2

25 L

b) Grandezas:

Quantidade em mols 1 mol 5 10 mol ⇒ y 1 103 g ou
2

Massa — — 2g y ⇒

O volume e a temperatura kelvin são grandezas diretamente proporcionais. A temperatura duplicou e, conseqüentemente, o volume também. 19 Já que a pressão não vai se alterar, estamos trabalhando com uma transformação isobárica.
n m M

⇒ m

n M

5 10 2 mol 2 g / mol ⇒

V1 T1

V2 T2

15 m 3 330 K

20 m 3 T2

⇒ 30

m

1 103 g Massa 48 g 64 g — — Volume 24,5 L x Volume — — 20 L 5L ⇒ x 1g ⇒ x 32,7 L

T2

440 K
Grandezas:

A equação fornece a temperatura na escala kelvin. Para converter esse valor para graus Celsius, subtraímos 273 unidades, obtendo 167°C.

20

P1 V1 T1

P2 V2 T2

31

a) Grandezas:

Massa 4g x

0,5 atm V2 1 atm 22,4 L ⇒ V2 89,6 L ⇒ 273 K 546 K Professor, note que já temos nesse exercício um “ensaio” para a explicação da Lei do Gás Ideal.
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

b) Grandezas: Massa 4g 1g ⇒ y — —

Número de átomos 6 1023 átomos y ⇒

21

Pelo enunciado:

V2 T2

2 V1 2 T1

1,5 1023 átomos Volume — — 56 L 22,4 L ⇒ x 28 g

P1 V1 T1
⇒ P2

P2 V2 T2
P1

P1 V1 T1

P2 2 V1 2 T1

32

Grandezas: Massa 70 g x

Portanto, espera-se que a pressão não se altere.

22

P1 V1 T1

P2 V2 T2


300 kPa V2 400 K 33 ⇒ V2 20 L

Podemos afirmar, então, que a massa molar da substância é 28 g/mol e, conseqüentemente, que sua massa molecular é 28 u. Como a fórmula mínima CH2 tem massa 14 u, decorre que a fórmula molecular é C2H4. Podemos resolver essa questão empregando a equação a seguir, considerando que a situação 1 seja 1 mol de gás ideal a 1 atm e 0°C e que a situação 2 seja 1 mol de gás nas condições mencionadas em cada item. P1 V1 P2 V2
T1
1 mol de gás ideal nas CNTP

150 kPa 30 L 300 K

23

a)

P1 V1

P2 V2

T1 T2 Nessa equação, podemos afirmar que V1 e V2, os volumes inicial e final da amostra de ar confinada na garrafa, permanecem iguais até o instante em que a pressão interna atinge o valor necessário para arremessar a tampa. Assim, enquanto V1 for igual a V2, a amostra de ar sofrerá uma transformação isocórica.
P1 T1 P2 T2 ⇒ 1 atm 300 K P2 330 K ⇒ P2 1,1 atm

T2
1 mol de gás ideal em outra situação

a)

2 atm V2 1 atm 22,4 L ⇒ V2 11,2 L 273 K 273 K O volume molar é a metade de 22,4 L como conseqüência de a pressão ter duplicado. 2 atm V2 1 atm 22,4 L ⇒ V2 22,4 L 273 K 546 K O volume molar se manteve 22,4 L porque a pressão duplicou, mas a temperatura kelvin também duplicou. 0,5 atm V2 1 atm 22,4 L ⇒ V2 89,6 L 273 K 546 K O volume molar quadruplicou (duplicou e duplicou de novo). Duplicou porque a pressão se reduziu à metade e duplicou de novo porque a temperatura kelvin duplicou.
P2 V2 T2 ⇒ 1 atm 24, 6 L 300 K 100 atm V2 600 K ⇒

b) Após o arremesso da tampa, sairá um pouco de ar da garrafa até que se estabeleça igualdade entre a pressão em seu interior e a pressão ambiente. Estabelecida essa igualdade, a pressão no interior da garrafa será, portanto, 1 atm. 26 Grandezas: Quantidade em mols 1 mol 3,5 mol ⇒ 27 x 78,4 L Volume — — 22,4 L x ⇒ x 4,48 L 34 — — Volume 22,4 L x ⇒

b)

c)

Grandezas: Massa 32 g 6,4 g

P1 V1 T1

⇒ Volume 35 ⇒

V2

0,492 L

492 mL

29

a) Grandezas: Quantidade em mols 1 mol x ⇒ x 5 102 mol —

16 L
3

— 8 10 L

a) Há igual número de moléculas, pois são volumes iguais. b) Se o número de moléculas em cada frasco for x, então haverá x átomos no frasco de He, 2x átomos no frasco de N2 e 3x átomos no frasco de CO2. Há, portanto, mais átomos no frasco com CO2.

36

a) Se o número de moléculas no frasco com C2H4 for x, então haverá x moléculas no frasco de C2H6, 2x moléculas no frasco de O3 e 3x moléculas no frasco de O2. O frasco com maior número de moléculas é o de O2. b) Se o número de moléculas no frasco com C2H4 for x, então haverá 6x átomos no frasco de C2H4, 8x átomos no frasco de C2H6, 6x átomos no frasco de O3 e 6x átomos no frasco de O2. O frasco com maior número de átomos é o de C2H6. As amostras gasosas estão em condições tais que vigora a Hipótese de Avogadro. mH S m fosfina 2 n H S n fosfina ⇒ ⇒ 2 MH S M fosfina 2 m m ⇒ M fosfina 34 g / mol 34 g / mol M fosfina Já que a massa molar da fosfina é 34 g/mol, então sua massa molecular é 34 u.

44

a) Menor, pois 1 atm equivale a 101,3 kPa. b) Para uma amostra de gás ideal, as grandezas volume e pressão são inversamente proporcionais. Assim, a uma pressão menor espera-se um volume maior. kPa L 1 mol 8, 315 273 K mol K n R T ⇒ c) V P 100 kPa ⇒ V 22,7 L

37

d) Diferença 22,7 L 22,4 L 0,3 L 300 mL Essa diferença é porcentualmente muito pequena, pois representa apenas 1,3% de 22,4 L. 46 Antes: P1 V1 Depois: P2 V2 ⇒
R P2 V2 n 2 T2

n 1 R T1 n 2 R T2

⇒ ⇒

R

P1 V1 n1 T1

P2 V1 3 n1 2 T1

39

P V ⇒ ⇒ n n

n R T P V R T

⇒ 100 kPa 83,15 L kPa L 8, 315 300 K mol K ⇒

Igualando ambas as expressões por R, vem:

P1 V1 n1 T1

P2 V1 3 n1 2 T1

P2

6 P1
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3,3 mol P V R T n
m M

40

a) n

1 atm 1,25 L atm L 0,082 303 K mol K 0,05 mol

A pressão final será seis vezes maior que a inicial. A pressão é diretamente proporcional à quantidade em mols de gás e à temperatura em kelvin. Graças ao aumento de ambas as grandezas, a pressão foi multiplicada por três e também por dois, resultando numa multiplicação total por seis. 47 a) Há mais moléculas no recipiente em que houver maior quantidade em mols de gás. P V 5 1 5 N2 : n N 2 R T R T RT
P V 2 3 6 R T R T RT Há mais moléculas no recipiente com O2. 5 nN nN 2 2 RT 5 b) ⇒ nO nO 6 6 2 2 RT

⇒ b) n ⇒

⇒ m = n M = 0,05 mol 44 g / mol ⇒

m

2,2 g Número de moléculas — — 6 1023 moléculas x ⇒

O2 :

nO

2

c) Grandezas: Quantidade em mols 1 mol 0,05 mol ⇒ 41 x

3 1022 moléculas 48 Antes: n1 Depois: n 2

É possível optar entre os três se determinarmos a massa molar do gás a partir dos dados fornecidos. m P V R T M atm L 0, 70 g 0, 082 300 K mol K m R T M ⇒ P V 0, 82 atm 0, 750 L ⇒ M 28 g/mol

P V R T P V R T

2,00 V R 290 1,65 V R 319

Dividindo membro a membro n2 por n1, vem: n2 n1 1, 65 V R 319 2, 00 V R 290 n2 n1

0, 75

n2

0,75 n1

Dos gases citados, apenas o N2 apresenta essa massa molar. 42
P V m M R T
3, 0 g 0, 082 P m R T M V atm L 300 K mol K 30 g / mol 1, 5 L

Já que restaram 0,75 da quantidade inicial em mol, escaparam 0,25 da quantidade inicial, ou seja, escaparam 25% da quantidade em mols inicialmente presente. 50 a) x He x CO n He n n CO n 4 mol 5 mol 1 mol 5 mol ⇒ ⇒ x He x CO 0, 80 0,20

P

1,64 atm

O recipiente pode ser usado, pois suporta até 6 atm. 43 P V n R T
1 mol 0, 082 V n R T P atm L mol K 1, 5 atm 450 K ⇒

Assim, 80% das moléculas da mistura são de hélio e 20% são de monóxido de carbono. b) PHe PCO xHe P xCO P 0,80 100 kPa ⇒ 0,20 100 kPa ⇒ PHe PCO 80 kPa 20 kPa

V

24,6 L

Já que 80% das moléculas são de hélio, então 80% da pressão total se deve a ele. E 20% se deve ao monóxido de carbono.

c) VHe VCO

xHe V xCO V

0,80 125 L ⇒ 0,20 125 L ⇒

VHe VCO

100 L 25 L

66

d) A porcentagem em volume do He é 80% e a do CO é 20%. 51 Da porcentagem em volume deduz-se que a fração em mols do nitrogênio no ar é 0,78. Assim: PN2 52 xN2 P 0,78 180 kPa ⇒ PN2 140 kPa

Alternativa C. O volume do hélio que resta no cilindro é o próprio volume do cilindro, 60 L. Quando o hélio não sai mais do cilindro é porque a pressão do que restou é igual à pressão atmosférica no local. E, no caso, a pressão atmosférica é 1 atm, porque se está ao nível do mar. Alternativa A. A alternativa A é correta, pois o produto da pressão pelo volume é igual a 1,8 104 mmHg L em todos os pontos do gráfico. As alternativas B, C e D são incorretas, pois, na situação apresentada, pressão e volume são grandezas inversamente proporcionais. O comportamento descrito nessas alternativas seria correto se pressão e volume fossem diretamente proporcionais. A alternativa E é incorreta, pois, quando a pressão é alterada, o produto P V permanece constante e não a razão P/V. Além disso, o produto P V é igual a n R T. Alternativa A. Em uma transformação isotérmica, a temperatura permanece constante apesar de variações de pressão e volume. Isso está descrito nos gráficos III e IV. E, para esse tipo de transformação, a pressão e o volume seguem a Lei de Boyle, graficamente expressa em I. Em uma transformação isobárica, a pressão permanece constante apesar de variações de volume e temperatura. Isso está mostrado em II. Além disso, nesse tipo de transformação, o volume é diretamente proporcional à temperatura na escala kelvin, o que está expresso graficamente em V. Alternativa B. Q e S estão na mesma temperatura, pois o resultado da multiplicação P V fornece um mesmo resultado para ambos os pontos. A transformação Q → S é isotérmica. Como o enunciado afirma que a temperatura do ponto Q é 600 K, concluímos que a do ponto S também é 600 K. S e U estão no mesmo volume e, assim sendo, a transformação S → U é isocórica. A temperatura em U é 360 K, conforme mostra o cálculo a seguir:
P1 T1 P2 T2

67

A proporção: 1 molécula H2 : 2 moléculas de He é equivalente a: 1 mol H2 : 2 mol He Assim, considerando-se uma amostra com 3 mol de mistura, podemos afirmar que nela existe 1 mol de H2 e 2 mol de He. 1 mol ⇒ xH 0,33 a) x H 2 2 3 mol

68

x He
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

2 mol 3 mol

x He

0,67

b) 33% de H2 e 67% de He 53

PH

2

1 3 2 3

600 kPa ⇒ 600 kPa ⇒

PH

2

200 kPa 400 kPa
69

PHe
54

PHe

Vamos calcular a massa de cada componente a partir de sua quantidade em mols. He: mHe nHe MHe 4 mol 4 g/mol ⇒ mHe 16 g CO: mCO nCO MCO 1 mol 28 g/mol ⇒ mCO 28 g Massa total da mistura 16 g 28 g 44 g

O componente que mais contribui para a massa da mistura (CO) não é o que possui a maior fração em mols (xCO 0,20). 58 O metano é mais denso, pois tem maior massa molar. É quatro vezes mais denso. d CH
4

12 600 K

7,2 TU

TU

360 K

M CH

4

16 g / mol 4 g/ mol

d He

M He
P M R T

d CH

4

d He

4

U e W estão na mesma temperatura, pois o resultado da multiplicação P V fornece um mesmo resultado para ambos os pontos. A transformação U → W é isotérmica. Como a temperatura do ponto U é 360 K, concluímos que a do ponto W também é 360 K. W e Q estão no mesmo volume e, assim sendo, a transformação W → Q é isocórica.
0,12 g / L

60

d

0,082

1,5 atm 2 g / mol atm L 293 K mol K

d

70

61

Se a atmosfera fosse exclusivamente de O2 (32 g/mol), tenderiam a subir os gases com massa molar inferior a 32 g/mol. Da lista fornecida, são eles o N2 (28 g/mol) e o CO (28 g/mol). Duas vezes.
d butano d ar M butano M ar 58 g / mol 28, 9 g / mol ⇒ d butano d ar 2

Como o gás presente no balão sofre expansão (veja cálculo a seguir), concluímos que, quando ele é lançado, não está expandido ao máximo de sua capacidade. Esse balão deve ter uma capacidade que seja, no mínimo, igual ao volume atingido na situação final descrita no enunciado, calculado a seguir:

P1 V1 T1
1atm 50 L 293 K 71

P2 V2 T2
0,4 atm V2 223 K ⇒ V2 95,1 L

62

64

Alternativa D.
P1 V1 T1 ⇒ P2 V2 T2 ⇒ 0,25 atm V2 223 K ⇒ V2 29,7 L

1,00 atm 10,0 L 300 K

Alternativa B. A quantidade em mols de moléculas é a mesma em ambos os recipientes. Assim, podemos determinar que a massa de hélio é o dobro da de hidrogênio, o que indica que as alternativas A e D são incorretas. mH m He m He 2 2 nH2 nHe ⇒ ⇒ mH 2 g / mol 4 g / mol
2

65

Alternativa A. P1 V1 P2 V2 ⇒ 3 atm 5 L ⇒ P2 1,25 atm

P2 12 L ⇒

A alternativa B é correta, como decorrência da Hipótese de Avogadro. Também decorre dessa hipótese que a alternativa E é incorreta. A alternativa C é incorreta porque, uma vez que o número de moléculas é igual em ambos os recipientes, há o dobro de átomos no

frasco com hidrogênio, pois esse gás é formado por moléculas biatômicas (H2), enquanto o hélio é formado por moléculas monoatômicas (He). 73 Alternativa B. I é correta, como mostra o seguinte cálculo que se baseia na Hipótese de Avogadro:

81

Alternativa E. Grandezas: Massa 0,239 g

nN

2

n CH ⇒ 4
mN
2

mN

2 2

m CH

4 4

MN

M CH
4g

⇒ 7g

28 g / mol

16 g / mol

⇒ mN2

II é incorreta, pois a quantidade de moléculas de N2 e de CH4 é a mesma. E em x moléculas de N2 há 2x átomos de nitrogênio, enquanto em x moléculas de CH4 há 5x átomos (x de carbono e 4x de hidrogênio). III é correta, pois a massa molar do N2 é 28 g/mol. 74 Alternativa E. Pela Hipótese de Avogadro, podemos concluir que o número de moléculas em ambas as amostras é igual. Portanto, a alternativa E é correta. A alternativa A é incorreta porque a massa molar de ambos os gases é diferente e, por isso, uma mesma quantidade em mols não apresenta a mesma massa. A alternativa B é incorreta porque cada molécula de O2 tem dois átomos e cada molécula de He tem um átomo. As alternativas C e D são incorretas pois, ao misturar 25 L de O2 e 25 L de He, o volume final da mistura estará vinculado às condições de pressão e de temperatura em que são medidos os volumes iniciais e o volume final. Alternativa A. Pela Hipótese de Avogadro, ambas as massas citadas correspondem a uma mesma quantidade em mols de moléculas. m m gás 22 g N2 14 ngás nN2 ⇒ ⇒ ⇒ M gás 28 g / mol M gás MN
2

⇒ x 119,5 g x — 32,8 L Assim, a massa molar da substância é 119,5 g/mol. Como a massa molar do cloro é 35,5 g/mol, concluímos que na molécula da substância deve haver um número ímpar de átomos de cloro. Isso já descarta as alternativas B, C e D; mas elas também poderiam ser eliminadas determinando a massa molar da substância que aparece em cada uma e confrontando-a com o valor 119,5 g/mol. Restam as alternativas A (CH3Cl 50,5 g/mol) e E (CHCl3 119,5 g/mol), das quais concluímos que E é correta. A quantidade total de gás em mols é 8,0 mol. Aplicando a Lei do Gás Ideal à mistura, temos:

Volume — 0,0656 L

82

V
⇒ V

n R T P
24 L

8, 0 mol 0, 082

atm L mol K 8, 2 atm

300 K ⇒

83

Primeiramente vamos calcular a quantidade total em mols de gás. 6 atm 82 L ⇒ n 20 mol atm L 0,082 300 K mol K Desse total, 50% são de um componente e 50% do outro. Assim, a mistura se compõe de 10 mol de CH4 e 10 mol de C2H6. Agora vamos calcular as massas desses componentes. CH4: mCH4 nCH4 MCH4 10 mol 16 g/mol ⇒ mCH4 160 g C2H6: mC2H6 nC2H6 MC2H6 10 mol 30 g/mol ⇒ mC2H6 300 g Finalmente, calculamos a massa total. n m mCH4 mC2H6 160 g 300 g ⇒ m 460 g P V R T

75

Mgás

44 g/mol 84

Esse é o valor da massa molar dos gases CO2 e C3H8. 76 Alternativa B. Poderíamos resolver utilizando diretamente a Lei do Gás Ideal, na qual empregaríamos o valor adequado de R. Porém, como as informações dadas incluem o volume molar de gás a 1 atm e 25°C, vamos apresentar uma resolução que emprega tais dados. Antes: P1 V Depois: P2 V n1 R T ⇒ R n2 R T ⇒ R
P1 V n1 T P2 V n2 T

Alternativa A. Considerando que as porcentagens apresentadas se refiram a quantidade em mols (ou a volume, o que é equivalente), podemos afirmar que, se a porcentagem do O2 é 21%, então sua fração em mols é 0,21. Assim: VO2 xO 2 V 0,21 10 L ⇒ VN 2 2,1 L

85

Alternativa C. mN 2 nN 2 MN
2

14 g 28 g / mol 9g 2 g / mol

⇒ nN2 ⇒ nH2

0,5 mol

Igualando ambas as expressões por R, vem:
P1 V n1 T ⇒
n2

mH nH
2

2 2

P2 V n2 T

P1 n1 ⇒

P2 n2 n2
m2

MH

4,5 mol

Total: n
10 mol
⇒ m2 320 g

5 mol

1 atm 1 mol
m2 M2

10 atm n2
⇒ 10 mol

Conhecida a composição em mols da mistura, podemos determinar as pressões parciais.
PN PH
2

32 g / mol

xN xH

2

P P

0,5 mol 5 mol 4,5 mol 5 mol

1,0 bar ⇒ 1,0 bar ⇒

PN2 PH2

0,1 bar 0,9 bar

80

Alternativa B. n gás ⇒ n CH
4

m gás M gás 0, 32 g 16 g / mol

m CH

4 4

M CH ⇒

⇒ M gás 44 g / mol

2

2

0,88 g M gás

Uma vez determinada a pressão parcial do nitrogênio, a do hidrogênio poderia ter sido calculada por meio da Lei de Dalton: PH2 P PN2 1,0 bar 0,1 bar ⇒ PH2 0,9 bar

Das alternativas, apenas N2O tem massa molar 44 g/mol.

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Conhecido o volume total da mistura, podemos determinar o volume parcial do nitrogênio: 6,0 mol VN xN V 24 L ⇒ VN 18 L 2 2 2 8,0 mol

86

Alternativa A. A pressão de 9,2 104 Pa equivale a 92 kPa. Resolver o problema consiste em determinar quantos mols de ar (mistura gasosa que, no caso, inclui poluentes) ocupam o volume do frasco nas condições de pressão e temperatura do enunciado. n P V R T 8,315 92 kPa 30 L ⇒ n kPa L 300 K mol K 1,1 mol

Já a recomendação 2 vale para gases que tendem a subir, ou seja, gases menos densos que o ar. 92 a) d

P M R T
d R T P 5, 38 g / L 0, 082 atm L mol K 0, 97 atm 288 K ⇒

M

87

a) Sim, poderá sobreviver. Se a cabine for alimentada com O2 puro, a pressão desse gás será igual à pressão atmosférica naquela altitude, 2,2 104 Pa, e estará dentro da faixa que permite a sobrevivência humana. b) Na superfície: PO2 superf. xO2 superf. P superf. Em profundidade de 40 m: PO2 profund. xO2 profund. P profund. O enunciado pede que a pressão parcial do O2 seja a mesma em ambas as situações: PO2 profund. PO2 superf. 2,1 104 Pa. Igualando o segundo membro de ambas as expressões, temos: xO2 superf. P superf. xO2 profund. P profund. Nessa nova igualdade vamos efetuar as seguintes substituições: xO2 superf. 0,21 e Pprofund. 5 Psuperf. o que conduz a: 0,21 Psuperf. xO2 profund. 5 Psuperf. xO2 profund. 0,042

⇒ M

131 g/mol

b) O gás monoatômico em questão deve ser um gás nobre, pois os átomos de gases nobres usualmente não estabelecem ligações químicas. Consultando o grupo dos gases nobres na tabela periódica, verificamos que o xenônio (Xe) é o que apresenta massa molar 131 g/mol. 93 Alternativa E. A alternativa A é incorreta, pois, se considerarmos o produto CO2 nas mesmas condições de pressão e de temperatura que o ar ao redor, ele será mais denso, pois tem maior massa molar. As alternativas B, C e D são incorretas porque a combustão consome C4H10 e O2 e produz CO2 e H2O. A alternativa E é correta, pois o aquecimento da mistura gasosa contida no interior do balão provoca sua expansão, com conseqüente saída de uma parte da mistura. Em decorrência disso, resta menor quantidade em mols de gás dentro do balão, o que o torna menos denso que o ar circundante. a) Situação inicial Situação final 3 Vf Vi V 4 f Ti 27ºC 300 K Tf n n Patm Patm Fazendo uso da Lei do Gás Ideal para os estados inicial e final, temos: Patm V n R Ti Patm V n R Tf Dividindo as duas equações:
Aquecimento

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Concluímos, dessa maneira, que a porcentagem (em mols ou em volume) de O2 na mistura usada para o mergulho deve ser 4,2%. 88 Alternativa D. I é correta, pois a pressão do ar é maior à altitude de 2.400 m do que à altitude de 10.000 m e, em decorrência disso, a pressão parcial do O2 é maior dentro da cabine. II é correta, desde que se empreguem no segundo membro da equação os dados referentes à atmosfera interna à cabine. III é incorreta. A pressão parcial do O2 no interior da cabine seria igual à pressão parcial do O2 no ar à altitude de 2.400 m de altitude se a composição da atmosfera fosse igual em ambas as situações. Porém o enunciado afirma que o ar no interior da cabine é mais seco. Isso interfere no valor das frações em mol dos componentes e, em decorrência disso, interfere no valor das pressões parciais dos componentes. Alternativa C. Vênus: PV V nV R TV Terra: PT V nT R TT Dividindo as duas equações, temos: 94

Patm Vf
89

n R Tf n R Ti 4 3

Patm Vi Como
Tf

Vf Vi

PV V PT V nV nT
nN

=

n V R TV n T R TT
40 (relação entre as quantidades em mols de todos os gases componentes das atmosferas) 4% 2,0 80%

100 300 1 750
2 (Vênus) 2 (Terra)

4 300 400 K (127° C) 3 Portanto a variação da temperatura é de 100ºC.

b)

df di

nN

40

m Vf m Vi

Porcentagens de N2

1 Vf 1 3 V 4 f

3 4

90

Alternativa C. Sabemos que: n t nA nB

df di 95

3 4

ou

di df

4 3

P V P V P V = A A + B B T TA TB
Como a temperatura é constante, temos: P V P 5L 91 PA VA PB VB 5 atm 2 L ⇒ P 2,6 atm

1 atm 3 L

Alternativa A. A recomendação 1 vale para gases que tendem a descer, ou seja, gases mais densos que o ar.

Alternativa B. A figura III ilustra um bom método para recolher gás, desde que ele não reaja com a água nem se dissolva nela de forma apreciável. Dos três gases envolvidos na questão, apenas o CH4 não reage com a água nem se dissolve apreciavelmente nessa substância. A amônia e o cloro reagem com ela, de acordo com as equações abaixo, e por isso apresentam considerável solubilidade em água. NH3(g) H2O(l) B NH4 (aq) OH (aq) Cl2(g) H2O(l) B H(aq) Cl (aq) HClO (aq) A figura I ilustra um método para recolher um gás menos denso que o ar, o que se pode verificar pela massa molar, que deve ser menor que 29 g/mol. E a figura II ilustra um método para recolher

um gás mais denso que o ar, o que também se pode verificar pela massa molar, que deve ser maior que 29 g/mol. Nesses dois últimos casos, subentende-se que “recolher” é reter, por questão de poucos segundos, o gás que é produzido em algum processo químico, até que se possa colocar uma tampa no tubo ou que seja dado o destino desejado ao gás “recolhido”. 100 96 a) Quando todo o líquido passou para a fase vapor, uma parte foi expulsa do frasco. Quando o vapor foi resfriado e condensou, a massa medida para o conjunto copo líquido foi 101,85 g. Como a massa do frasco é 100,00 g, deduz-se que sobrou no frasco 1,85 g da substância. Quando essa massa de 1,85 g estava na fase vapor, ocupava o volume do frasco e estava submetida a 107°C (380 K) e, subentende-se, a 1 atm. Vamos determinar a quantidade, em mol, de vapor que restou no frasco (que é igual à quantidade, em mol, de líquido que condensou). n P V R T n 1 atm 0,380 L atm L 0, 082 380 K mol K 0,0122 mol 101 ⇒

IV é incorreta. Pela Lei do Gás Ideal, o produto pressão volume depende da quantidade em mols de gás e da temperatura kelvin: P V n R T Como n é constante, mas T sofre aumento, concluímos que o produto pressão volume sofre aumento. A primeira afirmação é verdadeira, pois o produto P V está próximo de 22,4 L. A segunda afirmação é verdadeira, de acordo com a Lei de Boyle. A terceira afirmação é verdadeira, de acordo com o seguinte cálculo: P V 22,4 atm dm3 0,5 atm V 22,4 atm dm3 V 44,8 dm3 44,8 L A quarta afirmação é falsa, de acordo com o cálculo a seguir: Grandezas: Quantidade de matéria Volume 1 mol 4 mol ⇒ x 89,48 dm3 —

n

m M

⇒ M

m n

1,85 g 0,0122 mol

M

152 g/mol

c) Seja x a massa molar do elemento do qual há quatro átomos na molécula. 12 g/mol 4x 152 g/mol ⇒ x 35 g/mol

dH dO

2 2

MH MO

2 2

2 g / mol 32 g / mol

1 16

Consultando a tabela periódica, verificamos que o elemento químico cuja massa molar é mais próxima de 35 g/mol é o cloro. Assim, a substância é o tetracloreto de carbono (após estudar Química Orgânica, os alunos poderiam responder também tetracloro-metano) e sua fórmula estrutural é: Cl

A alternativa D é incorreta. A massa de O2 é 16 vezes maior que a de H2, como indica o cálculo a seguir, que parte da Hipótese de Avogadro. nH nO
2 2

mH

2 2

mO

2 2

MH

MO
2

mH
mO mH

mO

Cl k C k Cl Cl 98 A primeira afirmação é verdadeira. É oportuno que os alunos utilizem o Apêndice C. A segunda afirmação é verdadeira, de acordo com a Lei de Boyle. A terceira afirmação é verdadeira. De acordo com a Hipótese de Avogadro, a quantidade em mols de NH3 é a metade da quantidade em mols de Cl2. A quarta afirmação é falsa, conforme mostra o cálculo a seguir:
n R T P 4 mol 8,31 dm 3 kPa K mol 3,10 kPa 298 K

2

k

2 g / mol
2 2

32 g / mol
16

102

V

V 99

3.195 dm3 104

Alternativa B. A afirmação III não se aplica ao vapor de água, pois cada molécula de H2O pode interagir com outras moléculas de H2O por meio de interações intermoleculares do tipo ligação de hidrogênio. Embora tais interações sejam reduzidas devido à grande distância que separa as moléculas na fase gasosa, elas podem ocorrer quando uma molécula passa perto de outra. Tais interações são, inclusive, as responsáveis pela transição para a fase líquida (condensação), que pode ocorrer devido à compressão e/ou ao resfriamento. Alternativa E. Traçando uma reta perpendicular ao eixo do tempo, haverá segmentos dessa reta que estarão dentro de algumas das áreas designadas pelos algarismos romanos. O comprimento de cada segmento, lido na escala do eixo vertical (%), informa a porcentagem daquele componente na atmosfera, naquele instante de tempo. Assim, traçando uma perpendicular ao eixo horizontal no instante de tempo 2,5 bilhões de anos, verificamos que a porcentagem de oxigênio (área VI) tem um valor mais próximo do apresentado na alternativa E. Alternativa E. O fato de a temperatura média em Marte ser 55ºC faz com que haja condições mais favoráveis para a existência de água na fase sólida do que de água na fase líquida.

Alternativa C. I é incorreta. Com o aquecimento, o êmbolo se move e o volume aumenta proporcionalmente ao aumento da temperatura kelvin, mantendo-se constante a pressão (transformação isobárica). Isso provoca diminuição da massa específica (d) do gás. P M m d ou d R T V II é correta. A energia cinética média para as moléculas de um gás depende da velocidade média das moléculas desse gás. O aumento de temperatura provoca aumento da velocidade média das moléculas e, portanto, da energia cinética média das moléculas. III é correta. Sendo o recipiente fechado, não há entrada ou saída de gás e, portanto, a massa da amostra se mantém constante.

105

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b) De posse da massa da substância e da quantidade de matéria a que isso corresponde, podemos determinar a massa molar.

Alternativa D. A alternativa A é correta, pois em ambos os gases (formados por moléculas apolares) as interações intermoleculares são do tipo dipolo instantâneo-dipolo induzido. A alternativa B é correta, de acordo com a Hipótese de Avogadro. A alternativa C é correta. A densidade do gás hidrogênio é 16 vezes menor que a do gás oxigênio, conforme revela o cálculo a seguir:

k

123

22,37 dm3 (dado da tabela) ⇒ — x

Capítulo 15
Aspectos quantitativos das reações químicas
3 a) 2 H2 O2 2 H2 O ou H2

8

2 H2 Proporção: 2 mol Grandezas: Quantidade de matéria 2 mol —

O2 1 mol Quantidade de matéria 1 mol —

2 H2O 2 mol Número de moléculas 2 6 1023 moléculas

Assim, são produzidas 1,2 1024 moléculas. H2O 9 MnO2 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 87 g 29 g ⇒ x 4 HCl Cl2 4 mol 1 mol Quantidade Número de de matéria moléculas — 4 mol — 6 1023 moléculas — x — y 1,3 mol y 2 1023 moléculas

1 O2 2

b) A proporção é 2 : 1 : 2. Essa proporção pode ser equivalentemente expressa por 1 : 1: 1 (embora, nesse caso, não estejamos empregando 2 números inteiros para expressar a proporção). c) 2 H2 O2 2 H2O Proporção: 2 mol 1 mol 2 mol Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade de matéria de matéria de matéria 2 mol — 1 mol — 2 mol ⇒ 100 mol — 50 mol — x
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a) É necessário 1,3 mol de HCl. b) São produzidas 2 1023 moléculas de Cl2. 11 Por meio dos coeficientes, determinamos a proporção estequiométrica entre as quantidades em mols: C O2 CO2 Proporção: 1 mol 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Volume Volume 12 g — 24,5 L — 24,5 L x — y 2,4 103 g — x y 4,9 103 L 4,9 m3 (pois 103 L 1 m3)

⇒ x 4

100 mol 2 H3PO4 2 mol 10 mol 3 CaSO4 3 mol z z 15 mol

a) Ca3(PO4)2 3 H2SO4 1 mol — 3 mol x — y x 5 mol y

— —

— —

15 mol

São necessários 5 mol de fosfato de cálcio (apatita) e 15 mol de ácido sulfúrico. b) São produzidos 15 mol de sulfato de cálcio. 5 a) No sistema inicial temos três moléculas de CO e três de NO2. No sistema final temos três moléculas de CO2 e três de NO. Assim, a proporção entre as moléculas de CO (consumidas), de NO2 (consumidas), de CO2 (formadas) e de NO (formadas) é 3 : 3 : 3 : 3 ou, expressa por meio dos menores números inteiros, 1 : 1 : 1 : 1. Portanto, a equação química é: CO(g) NO2(g) CO2(g) NO(g) b) Consultando a tabela periódica podemos determinar a massa molar do CO (28 g/mol), do NO2 (46 g/mol), do CO2 (44 g/mol) e do NO (30 g/mol). Assim, a massa de 1 mol de CO mais a de 1 mol de NO2 é 74 g. E a massa de 1 mol de CO2 mais a de 1 mol de NO é 74 g. c) As massas de reagentes e de produtos para essa reação, realizada em recipiente fechado, são iguais e, portanto, estão de acordo com a Lei de Lavoisier. 6 Proporção: CaO 1 mol Grandezas: Massa 56 g — x — ⇒ x 7 H2SO4 1 mol Massa 98 g 4,9 106 g
6

a) O volume de oxigênio gasto é 4,9 m3. b) O volume de gás carbônico formado também é 4,9 m3. 12 a) 2 H2O(l)
1 O2(g) 2 b) Porque os coeficientes estequiométricos não são iguais, ou seja, porque as quantidades em mols dos produtos formados não são iguais. c) A proporção entre os coeficientes estequiométricos de H2(g) e O2(g) é de 2 : 1. Assim, a proporção entre os volumes de H2(g) e O2(g) produzidos também é 2 : 1, o que significa que a relação volume de H2 / volume de O2 vale 2.

2 H2(g)

O2(g) ou H2O(l)

H2(g)

13

CaSO4

H2O

Pelos dados, pode-se equacionar a reação: 2 KClO3(s) 2 KCl(s) 3 O2(g) ou 3 KClO3(s) KCl(s) O2(g) 2 E, pelos coeficientes, podemos executar o cálculo estequiométrico: 2 KClO3 3 O2 Proporção: 2 mol 3 mol Grandezas: Massa Volume 2 122,5 g — 3 25 L ⇒ x 1,63 g x — 0,500 L 4 moléculas de O2 4 moléculas de NO Inicial 2 moléculas de O2 4 moléculas de NO2 Final Excesso que não reagiu

⇒ 2,8 t

14

2,8 10 g

ou x

Obtemos a proporção estequiométrica a partir dos coeficientes da equação dada: Cl2 2 NaOH NaClO Proporção: 1 mol 2 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa Massa 71,0 g — 2 40,0 g — 74,5 g x x 1.420 g — 1,42 kg y y — 1.600 g 1.490 g 15 1,60 kg

a) As 4 moléculas de NO reagiram com apenas 2 moléculas de O2 para formar 4 moléculas de NO2. Assim, a equação é: 2 NO(g) O2(g) 2 NO2(g) cujos coeficientes expressam uma proporção estequiométrica que está de acordo com o que mostra o esquema da questão. b) O reagente O2 está em excesso. a) Por meio da equação química: 2 H2 O2 2 H2O

podemos estabelecer a proporção estequiométrica: 2 H2 O2 2 H2O Proporção: 2 mol 1 mol 2 mol Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade de matéria de matéria de matéria 2 mol — 1 mol — 2 mol 10 mol — 5 mol
Apenas 5 mol de O2 reagem; o resto é excesso

c)

NH3 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 17 g 42,5 g ⇒ w

CO2 NH4HCO3 1 mol 1 mol Massa Massa — 44 g — 79 g — 110 g — w 198 g

10 mol 19 Zn H2 1 mol 1 mol Massa Volume 65,4 g — 22,4 L ⇒ x 1,64 g x — 0,560 L Essa é a massa de zinco na liga. Com base nela, calculamos a porcentagem em massa de zinco. Grandezas: Massa Porcentagem 4g — 100% ⇒ y 41% 1,64 g — y Proporção: Grandezas: a) CO2 CaCO3 Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Volume 100 g — 25 L ⇒ x 20 g x — 5,0 L b) Temos a massa de CaCO3, calculada no item anterior, e a massa total da amostra (25 g) de calcário. Assim, podemos determinar a porcentagem de CaCO3: Grandezas: Massa Porcentagem 25 g — 100% ⇒ y 80% 20 g — y

Assim, podem ser obtidos 10 mol de água. b) O reagente em excesso é o gás oxigênio (O2). Há excesso de 5 mol desse reagente. 16 Vamos primeiramente averiguar se há excesso. 4 NH3 5 O2 Proporção: 4 mol 5 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 4 mol — 5 mol ⇒ x 10 mol — x

20 12,5 mol

21

do qual se conclui que para reagir com 15 mol de O2 haveria a necessidade de 12 mol de NH3, mas há apenas 10 mol. A amônia é o reagente limitante e o oxigênio está em excesso. a) 4 NH3 5 O2 4 NO Proporção: 4 mol 5 mol 4 mol Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade de matéria de matéria de matéria 4 mol — 5 mol — 4 mol 10 mol — 12,5 mol — z z 10 mol 22

Note que as quantidades mencionadas de ambos os reagentes estão na proporção estequiométrica. Cr2O3 2 Al 2 Cr Proporção: 1 mol 2 mol 2 mol 75% Proporção: 1 mol 2 mol 1,5 mol Grandezas: Quantidade Quantidade Quantidade de matéria de matéria de matéria 1 mol — 2 mol — 1,5 mol 50 mol — 100 mol — x x Ag2S 1 mol 75 mol

b) Haverá excesso de O2. Da quantidade de 15 mol reagem 12,5 mol, sobrando 2,5 mol sem reagir. 17 a) NH3 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 17 g 55 g CO2 1 mol Massa 44 g x

Proporção:

— —

⇒ x

142,4 g 23 a)

2 Ag 2 mol 80% Proporção: 1 mol 1,6 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 1 mol — 1,6 mol x — 16 mol

⇒ x

10 mol

Para reagir com 55 g de NH3 são necessários 142,4 g de CO2, mais do que os 110 g mencionados no enunciado. Há excesso de NH3. Outro modo de descobrir isso é o seguinte: NH3 CO2 Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa 17 g — 44 g ⇒ y 42,5 g y — 110 g que indica que para reagir com 110 g de CO2 são necessários 42,5 g de NH3, quantia menor que os 55 g mencionados. O CO2 é o reagente limitante. b) NH3 CO2 H2O Proporção: 1 mol 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa Massa 17 g — 44 g — 18 g ⇒ 42,5 g — 110 g — z ⇒ z 45 g

C12H22O11 4 CO2 Proporção: 1 mol 4 mol Grandezas: Massa Volume 342 g — 4 25 L ⇒ x 2.000 L 6.840 g — x Esse é o volume de gás que seria liberado se o rendimento fosse total. Com base nele, vamos calcular o rendimento: Grandezas: Volume Rendimento 2.000 L — 100% ⇒ y 45% 900 L — y b) A estimativa pode ser feita por cálculo estequiométrico a partir da massa de sacarose e do rendimento determinado. C12H22O11 4 C2H6O Proporção: 1 mol 4 mol 45% Proporção: 1 mol 1,8 mol Grandezas: Massa Massa 342 g — 1,8 46 g ⇒ 6.840 g — z ⇒ z 1,7 103 g ou z 1,7 kg

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Para reagir com 10 mol de NH3 haveria a necessidade de 12,5 mol de O2. Isso indica que há O2 em excesso. Também chegaríamos a essa conclusão pelo seguinte cálculo: 4 NH3 5 O2 Proporção: 4 mol 5 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 4 mol — 5 mol ⇒ y 12 mol y — 15 mol

25

Vamos somar as equações, multiplicando a segunda por dois: 2 ZnS 2 ZnO 3 O2 2 CO 2 CO 2 ZnO 2 Zn 2 Zn 2 SO2 2 CO2 2 SO2 ( ) 2 CO2 31

3 é falsa. A partir da descoberta das partículas subatômicas (elétrons, prótons etc.) passou-se a considerar o átomo como divisível. 4 é verdadeira. Uma reação química consiste num rearranjo de átomos. a) Na combustão do ferro forma-se óxido desse metal. Ocorre a incorporação de átomos de oxigênio e a massa do conteúdo do recipiente aumenta. Na combustão do carvão, forma-se gás carbônico. Com a saída de átomos de carbono sob a forma desse gás, a massa do conteúdo do recipiente diminui. O segundo desenho do enunciado mostra que o lado do recipiente B ficou com maior massa ao final do experimento. Portanto o sólido era palha de ferro. b) 4 Fe(s) 2 Fe(s) 2 Fe(s) 3 O2(g) ou 2 Fe2O3(s) Fe2O3(s) 2 FeO(s) FeO(s) Fe3O4(s)

2 ZnS

3 O2

Assim, temos a proporção estequiométrica entre as quantidades de sulfeto de zinco e de zinco. 2 ZnS 2 Zn Proporção: 2 mol 2 mol Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 1 mol — 1 mol ⇒ x 8,5 mol 8,5 mol — x 26 ZnS Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 97 g 291 kg Zn 1 mol Massa — 65 g — x

⇒ x

195 kg Fe(s)

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

27

Somando ambas as equações, temos: N2 3 H2 CO2 CO(NH2)2 H2O Assim, temos a proporção estequiométrica entre gás nitrogênio e uréia: N2 CO(NH2)2 Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 1 mol — 1 mol ⇒ x 100 mol 100 mol — x Grandezas: Quantidade de matéria 1 mol 100 mol ⇒ x 6,0 103 g Massa 60 g x 6,0 kg

3 Fe(s) 32

3 O 2(g) 2 ou O2(g) ou 1 O2(g) 2 ou 2 O2(g)

Alternativa D. A Lei de Lavoisier é enunciada para reações que ocorram em sistema fechado. No caso do experimento ilustrado no teste, ocorre a reação do ácido com o ferro da esponja de aço: 2 H(aq) Fe(s) Fe2 aq) H2(g) ( A saída de H2 gasoso faz com que haja diminuição da massa do sistema que está sobre o prato da balança. Alternativa A. Os dados referentes à massa inicial e à massa final, expressos no gráfico, estão de acordo com proporções estequiométricas (em massa) apenas para a reação equacionada na alternativa A. 1 1 1 NaHCO3(s) Na2CO3(s) CO2(g) H2O(g) 2 2 2 84 g 53 g 22 g 9g Massa inicial Massa final Massa que sai do sistema

28

33 ⇒

— —

ou x

29

Na 1a etapa, temos: N2 Proporção: 1 mol

2 NH3 2 mol 60% Proporção: 1 mol 1,2 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 1 mol — 1,2 mol 100 mol — x E, para a 2a etapa, temos: NH3 CO(NH2)2 Proporção: 2 mol 1 mol 80% Proporção: 2 mol 0,80 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 2 mol — 0,80 mol 120 mol — y

34 ⇒ x 120 mol

Alternativa D. A equação da reação é: 2 Al(OH)3 3 H2SO4 Al2(SO4)3 6 H2O 2 Al(OH)3 6 H2O Proporção: 2 mol 6 mol Proporção: 1 mol 3 mol Grandezas: Quantidade Quantidade de matéria de matéria 1 mol — 3 mol ⇒ x 9 mol 3 mol — x a) CO2(g) 2 LiOH(s) Li2CO3(s) H2O(l) b) CO2 2 LiOH Proporção: 1 mol 2 mol Grandezas: Quantidade Massa de matéria 1 mol — 2 24 g ⇒ 25 mol — x ⇒ x 1,2 103 g ou x 1,2 kg

⇒ y

48 mol

35

Essa é a quantidade em mols de uréia. A partir dela podemos calcular a massa desse produto. Grandezas: Quantidade Massa de matéria 1 mol — 60 g ⇒ 48 mol — z ⇒ z 30 2,9 10 g ou
3

z

2,9 kg

36

Alternativa D. 6 CO2 Proporção: 6 mol Grandezas: Massa 6 44 g x C6H12O6 1 mol Massa 180 g 45,00 g

1 é falsa. A Teoria Atômica de Dalton considera que os átomos de cada elemento têm massa característica, o que é suficiente para explicar as relações estequiométricas. 2 é verdadeira. Essa afirmação faz parte da teoria.

— —

⇒ x

66,0 g

37

Alternativa A. A equação corretamente balanceada é: Al2(SO4)3 3 Ca(OH)2 # 2 Al(OH)3 Assim, y 2, z 3 e w 5. Portanto: 1 Al2(SO4)3 3 Ca(OH)2 Proporção: 1 mol 3 mol Grandezas: Massa Massa 342 g — 3 74 g 5 kg — x

44 3 CaSO4

⇒ x

3,25 kg

38

Alternativa B. A equação corretamente balanceada é: 4 NH3 5 O2 # 4 NO 6 H2O Então: 5 O2 4 NO Proporção: 5 mol 4 mol Grandezas: Número de Número de moléculas moléculas 5 moléculas — 4 moléculas 3,60 1021 moléculas — x ⇒ x 2,88 1021 moléculas

a) 2 Al(s) 6 HCl(aq) 2 AlCl3(aq) 3 H2(g) ou 3 2 Al(s) 6 H(aq) 2 Al(aq) 3 H2(g) b) Sim, pois as quantidades em mols de gás hidrogênio produzidas em ambos os lados serão diferentes. A quantidade produzida no recipiente A será maior e, portanto, a pressão desse lado será maior e, conseqüentemente, o nível do líquido será mais baixo desse lado. 3 1 Al 3 HCl AlCl3 H2 2 1 Mg 2 HCl MgCl2 1 H2 Alternativa C. Proporção: Grandezas: 2 NaN3 2 mol Massa 2 65 g x 3 N2 3 mol Volume 3 22,4 L 11,2 L

45

— —

⇒ x

21,67 g

⇒ 46 Alternativa C. Proporção: Grandezas: 6 CO2 6 mol Volume 6 22,71 L 90,84 L C6H12O6 1 mol Massa — 180 g — x

39

Alternativa C. Usando a densidade do heptano, vamos determinar inicialmente a massa de heptano presente em 10 L. Grandezas: Massa Volume 0,70 g — 1 mL ⇒ x — 1,0 104 mL ⇒ x C7H16 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 100 g 7,0 kg 7,0 103 g ou x 7,0 kg

⇒ x

120 g

47

a) O enunciado afirma que a massa de hemoglobina contida em 100 mL de sangue, que é 15 g, reage com 22,5 mL de O2. E o dado da questão afirma que cada mol de O2 ocupa 25 L nas condições ambientes de pressão e temperatura. Assim: Grandezas: Quantidade de matéria Volume 1 mol — 25 L x — 22,5 10 3 L

— —

7 CO2 7 mol Massa 7 44 g y

⇒ y

22 kg b) Proporção: Grandezas:

x 1 Hb 1 mol Massa y 15 g y

9,0 10

4

mol

40

Alternativa B. Nas representações de todas as alternativas, cada quadrinho representa “um volume”. A única alternativa em que há um mesmo número de moléculas de H2, O2 e H2O representadas em cada quadrinho é a B. Alternativa C. A equação balanceada é: 5 O 2 CO2(g) H2O(g) C2H2(g) 2(g) 2 da qual deduzimos que, se 1 mol de acetileno (C2H2) reagir, serão formados 3 mol de substâncias gasosas. C2 H 2 produtos gasosos Proporção: 1 mol 3 mol Grandezas: Volume Quantidade de matéria 22,4 L — 3 mol ⇒ x 15 mol 112 L — x 2 H2 Proporção: 2 mol Grandezas: Volume 2 22,4 L x CH3OH 1 mol Quantidade de matéria — 1 mol — 3 mol

— —

4 O2 4 mol Quantidade de matéria 4 mol 9,0 10 4 mol

6,7 104 g

41

Assim, concluímos que a massa molar da hemoglobina é: M 48 Alternativa C. 2 NaN3 Proporção: 2 mol Grandezas: Massa 2 65 g x 49 Alternativa E. Na2S Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 78 g 1,56 g 50 Alternativa B. C4H10 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 58 g 232,0 g 6,5 O2 6,5 mol Volume 6,5 22,4 L x H2S 1 mol Volume 22,4 L x 3 N2 3 mol Volume 3 22,7 L 10 L 6,7 104 g/mol

— —

⇒ x

19 g

42

⇒ x

134 L

— —

⇒ x

0,448 L

43

Alternativa D. H2SO4 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 98 g 196 g 2 CO2 2 mol Volume 2 22,4 L x

— —

⇒ x

89,6 L

— —

⇒ x

582,4 L

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

Grandezas: Volume (O2) Volume (ar) 20 L — 100 L 582,4 g — y ⇒ y 51 Alternativa B. Proporção: Proporção: Grandezas: 2 C6H5Cl 2 mol 2 mol Massa 2 112,5 g 1t ⇒ x 52 Alternativa C. 2 NH3 Proporção: 2 mol Grandezas: Massa 2 17 g 340 t ⇒ x CO(NH2)2 1 mol Massa 60 g x C14H9Cl5 1 mol 80% 0,80 mol Massa 0,80 354,5 g x 2.912 L

Grandezas: ⇒

Massa 1,3 103 g z ⇒ z — —
3

Porcentagem 100% 86% ⇒

1,1 10 g

Finalmente, podemos calcular quantos comprimidos de 0,5 g podem ser feitos com essa massa: Grandezas: Massa 0,5 g 1,1 103 g ⇒ 55 1,26 t ⇒ w — — Quantidade de comprimidos 1 comprimido w

— —

2,2 103 comprimidos

O esquema a seguir mostra que o reagente em excesso é o NaCl. 2 KMnO4 10 NaCl 8 H2SO4 Proporção: 2 mol 10 mol 8 mol Grandezas: Massa Massa Massa 2 158 g — 10 58,5 g — 8 98 g 316 g — — 585 g — 784 g dez vezes menor 58,5 g — 78,4 g

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

— — 600 t

31,6 g

Essa é a massa que seria produzida com um rendimento de 100%. Com base nela, podemos determinar o rendimento do processo. Grandezas: Massa Rendimento 600 t — 100% ⇒ 540 t — y ⇒ y 53 90%

CH4(g) # HCN(g) 3 H2(g) a) NH3(g) b) NH3 CH4 Proporção: 1 mol 1 mol Proporção: Grandezas: 1 mol Massa 17 g x 2,125 kg 1 mol Massa — 16 g — y y

— —

HCN 1 mol 80% 0,80 mol Massa 0,80 27 g 2,70 kg

Em 32,6 g Reagente Em 80,4 g há excesso limitante há excesso de 1,0 g é NaCl de 2,0 g Agora, vamos determinar a massa de Cl2 que deveria ser produzida a partir de 58,5 g de NaCl caso o rendimento do processo fosse 100%. 10 NaCl 5 Cl2 Proporção: 10 mol 5 mol Grandezas: Massa Massa 10 58,5 g — 5 71 g ⇒ x 35,5 g 58,5 — x Finalmente, a partir dessa massa, podemos determinar o rendimento do processo. Grandezas: Massa Porcentagem 35,5 g — 100% ⇒ y 96,9% 34,4 g — y 56 Alternativa C. SiO2 3C 1 mol 3 mol Massa Massa 60 g — 3 12 g ou 60 g — 36 g ou 5g — 3g Com base nessa proporção entre massas, podemos analisar os dados e afirmar que nos experimentos I e II o reagente limitante é SiO2 e no experimento III os reagentes estão na proporção estequiométrica. Como no caso III reage a maior massa de SiO2, deduzimos que a maior massa de SiC será formada nesse experimento. Portanto, A e B são falsas. Como em I e em II reagem massas iguais de SiO2 (que é o reagente limitante), serão formadas massas iguais de SiC. Portanto, C é verdadeira e D e E são falsas. Proporção: Grandezas: 57 Alternativa B. 2 NO2 2 moléculas 4 8 moléculas

x 54

2,000 kg

a) A equação corretamente balanceada é: C4H6O3 b) Proporção: Grandezas: 2 C7H6O3 # 2 C9H8O4 1 C4H6O3 1 mol Massa 102 g x ⇒ x H2O e, portanto, os coeficientes são 1, 2, 2 e 1. 2 C7H6O3 2 mol Massa 2 138 g 1,0 kg

— — 0,37 kg

Esse resultado indica que a massa de anidrido acético necessária para reagir com 1,0 kg de ácido salicílico é 0,37 kg. Como a massa disponível de anidrido acético é 2,0 kg, concluímos que ele é o reagente em excesso e, portanto, o reagente limitante é o ácido salicílico. c) Proporção: Grandezas: 2 C7H6O3 2 mol Massa 2 138 g 1,0 103 g ⇒ y 2 C9H8O4 2 mol Massa 2 180 g y

O3 1 molécula 4 4 moléculas

#

N2 O5 1 molécula 4 4 moléculas

O2 1 molécula 4 4 moléculas

— —

    

        

1,3 103 g

Essa é a massa de aspirina, em gramas, obtida caso o rendimento seja 100%. Considerando rendimento de 86%, temos:

No esquema do sistema inicial, há excesso de 2 moléculas de O3.

No esquema do sistema final, além de 4 moléculas de N2O5 e 4 moléculas de O2, haverá 2 moléculas de O3 (excesso).

58

1 K2PtCl4 2 NH3 1 Pt(NH3)2Cl2 Proporção: 1 mol 2 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa Massa 415 g — 2 17 g — 300 g 10 g — x — y x 0,8 g (massa de NH3 que reagirá se o rendimento for 100%) y 7,2 g (massa de Pt(NH3)2Cl2 formada, com rendimento 100%) Assim, temos: a) 7,2 g b) NH3 estará em excesso e K2PtCl4 será o reagente limitante. c) 0,8 g Alternativa C. 2 CH3CHO 1 O2 2 CH3COOH Proporção: 2 mol 1 mol 2 mol Grandezas: Massa Massa Massa 2 44 g — 32 g — 2 60 g 22 g — x — y x 8,0 g (massa consumida de O2, reagente que está em excesso; o reagente limitante é o CH3CHO, totalmente consumido) y 30 g (massa produzida de ácido acético) Alternativa C. O minério da região 3 tem teor de enxofre significativamente menor que o das outras, teor de ferro maior que o da região 1 e praticamente equivalente ao da região 2. Alternativa B. Grandezas: Massa 200 t x

Grandezas: Massa de bauxita 100 g y ⇒ y 65 Alternativa C. Proporção: Grandezas: 7,56 105 g

— —

Massa de Al2O3 50 g 3,78 105 g

756 kg

59

2 KClO3 3 O2 2 mol 3 mol Massa Massa 2 122,5 g — 3 32 g ⇒ x 1,84 g x — 0,72 g Grandezas: Massa Porcentagem 2,45 g — 100% ⇒ y 75% 1,84 g — y

66

— —

⇒ y

480 kg

67

62

— —

Porcentagem 100% 0,97%

⇒ x

1,9 t

Essa é a massa de sílica contida em 200 t de minério da região 1. Com base nela e na proporção fornecida, calculamos a massa de calcário necessária. Grandezas: Massa de Massa de calcário sílica 100 g — 60 g ⇒ y 3,2 t y — 1,94 t 63 A primeira assertiva é falsa, pois a massa de ácido sulfúrico é 19,6 t. Grandezas: Massa Porcentagem 20 t — 100% ⇒ x 19,6 t x — 98% A segunda assertiva é verdadeira. Trata-se de uma reação de dupla troca com formação de gás. A terceira assertiva é verdadeira, como mostram os cálculos: H2SO4 CaCO3 Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa 98 g — 100 g ⇒ y 20 t 19,6 t — y A quarta assertiva é verdadeira, conforme indicado a seguir: Grandezas: Massa Porcentagem 20 t — 85% ⇒ z — 100% ⇒ z 64 23,5 t ou z 23,5 103 g

Alternativa E. 4 FeS2 # 8 SO2 # 8 SO3 # 8 H2SO4 Pelo esquema acima, estabelecemos a proporção em mols entre FeS2 e H2SO4. 2 H2SO4 1 FeS2 Proporção: 1 mol 2 mol Grandezas: Massa Massa 120 g — 2 98 g ⇒ x 98,0 kg 60,0 kg — x Por meio das equações fornecidas, podemos estabelecer a proporção entre as quantidades de SO2 e CaSO4 2 H2O. 1 SO2 1 CaSO4 2 H2O Proporção: 1 mol 1 mol Grandezas: Massa Massa 64 g — 172 g ⇒ x 516 g 192 g — x a) Proporção: Grandezas: CaO 1 mol Massa 56 g 280,5 g CaO 1 mol Massa 56 g 280,5 g c) V CaC2 1 mol Massa 64 g x C2H2 1 mol Massa 26 g y ⇒ y 130 g

68

69

— —

⇒ x

321 g

b) Proporção: Grandezas:

— —

Alternativa B. Onde o enunciado menciona “quilos” deve-se salientar ao aluno que se subentende “quilogramas”, já que, do ponto de vista científico, “quilo” é apenas um prefixo multiplicativo que indica 103. Em um mol de Al2O3 há dois mols de Al. Assim: Al2O3 2 Al Proporção: 1 mol 2 mol Grandezas: Massa Massa 102 g — 54 g ⇒ x 3,78 105 g x — 2 105 g De posse dessa massa, calculamos a massa do minério:

n R T P 130 g atm L 0,082 g mol K 26 mol 1 atm

300 K ⇒ V 123 L

70

Alternativa A. Em 1 t de (103 kg) de carvão há 10 kg de enxofre (1%). Pelas equações dadas, vem a proporção em massa: Grandezas: Massa de Massa de enxofre hidróxido de cálcio 32 g — 74 g ⇒ 10 kg — x ⇒ x 23 kg

Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.

61

Alternativa C. Grandezas: Tempo 1h 24 h CaCO3 Proporção: 1 mol Grandezas: Massa 100 g y

— —

Massa 12,8 kg x SO2 1 mol Massa 64 g 307,2 kg

⇒ x

307,2 kg

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