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Trabalho de Economia- Recrutamento

Trabalho de Economia- Recrutamento

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Published by: Lubanzadio Neves on Feb 14, 2011
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A abordagem sobre o processo de reforma administrativa em Angola caracteriza-se

inicialmente pelo sistema de organização administrativa durante o período monolítico,

ou seja, uma fase singular da administração pública marcada pelo facto de não haver

distinção clara entre sector público administrativo, sector público empresarial e sector

privado.

Neste período, aos funcionários daquilo que devia ser o sector público administrativo

era aplicado o mesmo regime jurídico dos trabalhadores do sector privado este,

entretanto, insignificante na altura. Ademais, havia acontecido, também, uma ruptura

com o sistema de carreiras implementado pela Administração Colonial. A reforma

administrativa iniciou em 1990 do século passado, mas o primeiro programa de reforma

foi aprovado apenas em 2000 ou seja dez anos depois. Pretende-se com esse papel

mostrar que o problema principal que enfrenta o actual processo da reforma

administrativa está na sua própria génese: começou a ser feito algo que apenas dez anos

mais tarde foi programado.

[59]

Etapas

Colónia portuguesa durante séculos, Angola, nos momentos que antecederam a

independência, recebeu o estatuto de Província Ultramarina de Portugal o que,

conforme reza a história foi uma maneira velada de os portugueses prosseguirem com

a colonização, esquivando-se das pressões internacionais para por fim ao colonialismo.

A nossa administração pública foi, portanto, herdada do período colonial.

Para contextualizar a Administração Pública angolana nas diferentes etapas, fazemos

um recuo para fazer um pouco de história.

Período monolítico

Com a Independência, foi instaurado um regime político de partido único, daí a

designação de fase monolítica (ou também designado de período revolucionário). Esta

fase iniciou em 1975 e terminou formalmente em 1991, com a aprovação da Lei de

Revisão Constitucional n.º 16/91.

Com o fim da colonização, a administração pública ficou enfraquecida devido ao êxodo

de funcionários qualificados. Paralelamente, outros factores contribuíram para agravar a

situação: instabilidade político-militar, procedimentos burocráticos centralizadores e

aumento desordenado do número de funcionários

Naquele período (1975 1991), o modelo de organização administrativa angolano tinha

um pendor fortemente centralizador, seguindo os princípios do centralismo

democrático. A maioria das decisões importantes eram tomadas a nível central, quer

em questões políticas, quer económicas quer financeiras

[60]

Seleção e contratação de profissional

A Selecção e a contratação de pessoal são feitas por Concurso Público, após autorização

Governamental, sob regime da CLT. Do total de vagas liberadas para contratação, 5%

destina-se às pessoas portadoras de deficiência, nos termos da Lei Complementar 683,

de 18/09/1992. A abertura de concurso público é feita mediante edital publicado pelo

Diário Oficial do Estado. Após aprovação nas provas, o profissional é encaminhado ao

Serviço de Assistência Médica e Social aos Servidores para realização de exame médico

adicional.

Benefícios

O Hospital das Clínicas oferece como benefícios a todos os profissionais: vale
transporte, vale-refeição, cesta básica, creche, parque infantil EMEI, serviço médico

(SAMSS) e jazigos em cemitério da prefeitura.

Angola: o papel e contributo do sector dos petróleos no desenvolvimento sócio-
económico

Política de emprego

O emprego também joga um papel fundamental na diminuição dos índices de pobreza,

uma vez que contribuem directamente para o exercício de actividades geradoras de

rendimento, que contribuem para o sustento do indivíduo e da sua família,

e promovem a valorização do capital humano nacional que é a base de um crescimento

económico sustentável.

O objectivo principal em matéria de emprego e formação profissional é o de valorizar a

mão-de-obra nacional e assim promover o acesso ao emprego e fomentar a criação do

auto-emprego, criando assim as condições para o desenvolvimento económico e social

sustentado e a redução da pobreza.

[61]

A Lei do emprego em Angola, concebe o direito ao emprego, garantido pela Lei

Constitucional e tem por princípios básicos a capacidade e aptidões profissionais do

cidadão e a igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e

por limites, os decorrentes da Lei Constitucional e das obrigações internacionais

assumidas pelo Estado Angolano. A mesma lei incumbe ao Estado, através da aplicação

de Planos e Programas de Política Económica e Social, assegurar a execução de acções

dirigidas a realizar uma política de pleno emprego e a satisfação de condições de

assistência material aos que involuntariamente se encontrem na situação de

desemprego63 Como frisei anteriormente e de acordo com o estatuto orgânico do

MINPET64, o Departamento de Planeamento e Compensação é parte integrante do

Gabinete de Recursos Humanos. Cabe fundamentalmente velar pela política de

recrutamento, integração de quadros angolanos na indústria petrolífera nos seus

variados segmentos, tanto nas actividades de exploração, de produção, como nas

actividades de prestação de serviço. Por outro lado, cabe também à este Departamento

velar pelas questões técnicas e toda força de trabalho existente na indústria petrolífera,

criando caminhos que permitam eficaz funcionamento do processo de Angolanização,

entendida como o processo que visa a substituição gradual do pessoal expatriado pelo

pessoal nacional desde que prove competência para tal. É uma substituição feita à base

de competências.

A esse Departamento cabe também velar pelos procedimentos administrativos que

levam a autorização das entradas e saídas do pessoal expatriado. Genericamente é essa a

função do Departamento que, tem como questão central a Angolanização, e gerir os

conflitos que eventualmente possam surgir na indústria, decorrente da própria.

Actividade em si. O Departamento muitas vezes é chamado para servir de interface nas

relações com os sindicatos.

[62]

O Departamento também tem uma tarefa específica ligada à saúde, segurança e higiene

no trabalho, no sentido de se fazer a gestão dos mesmos na indústria para que todos os

instrumentos legais que existem sobre essa matéria sejam devidamente cumpridos.

O processo de recrutamento no quadro de técnicos angolanos para a indústria petrolífera

é feita em conformidade com o que a legislação sobre emprego estabelece.

Em que as pessoas apresentam as suas candidaturas livremente às empresas, e, as

mesmas, tendo em conta os seus critérios de recrutamento, desencadeiem processos

selectivos de recrutamento. São absolvidos aqueles cujas competências se mostram mais

adequadas às funções com as quais se propõem.

Os quadros formados ao abrigo do decreto já abordado anteriormente o pensam que, ao

regressarem ao país, têm de imediato a colocação garantida no sector. Mas não é o que

acontece na realidade. A política de emprego no país é tutelada pelo Ministério da

Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS) que, tem mecanismos

próprios. Existem centros de emprego próprios para promover a integração dos

trabalhadores nacionais nos mais variados ramos de actividade.

O MINPET não é uma entidade empregadora. O MINPET, dado ao facto de ser um dos

organismos do Estado que patrocina bolsas de estudo, e tendo em conta a Sensibilidade

em relação à importância da indústria petrolífera, serve de veículo apenas para

integração dos quadros que se formam no sector.

O papel desempenhado pelo MINPET é, no sentido de ajudar, tendo em conta a

especificidade e actividade que tem em comum com as empresas petrolíferas, e o bom

relacionamento que tem com as mesmas.

[63]

Estes factores levaram o Estado a adoptar uma estratégia para viabilizar e orientar ou

dirigir a formação, integração e desenvolvimento dos nacionais pelas companhias

estrangeiras, na substituição gradual dos expatriados, em função da complexidade das

tarefas por estes desempenhados. Trata-se de uma transição feita de forma eficaz e com

espírito pragmático, dando as premissas da obrigatoriedade das empresas formarem

pessoal angolano de modo que progressivamente os trabalhadores nacionais afectem

quase todos os níveis de hierarquia.

[64]

O desemprego

Um desemprego é um problema muito mais grave do que a inflação. O que esta em

causa é, em primeiro lugar, a vida dos trabalhadores e das suas famílias, isto reveste-se

de muitas dimensões pessoais, comunitários e sociais de grande gravidade. É difícil

encontrar um fenómeno social mais complexo e multifacetado do que o desemprego. As

suas consequências psicológicas, familiares e culturais são profundas intensas e

dramáticas.

Se o combate e suas consequências se revestem de múltiplas dificuldades, a luta contra

o fenómeno em si tem de ser feita do lado económica.

Do ponto de vista restrito técnico económico, o desemprego não passa de num

desequilíbrio no mercado de trabalho. Se o mercado de trabalho estivesse em equilíbrio

isto significava que a procura de emprego pelos trabalhadores ou a oferta da sua força

de trabalhos seria a procura de trabalhador pelas empresas. Não havia desemprego.

A procura de força de trabalho é feita pelas empresas, que estão disposto a contratar

tanto mais quanto mais for o salário pago. A oferta da força do trabalho é pelos

trabalhadores que, naturalmente, oferecem tanto mais trabalho quanto mais elevado for

o trabalho

Existem três tipos de desemprego:

1º Desemprego voluntário

E composto pelas pessoas que, a nível de salário de equilíbrio de mercado, não querem

trabalhar.Trata-se de pessoas que não encontram o tipo de trabalho ou de remunerações

que pensam suficiente para justificar o esforço.

Exemplo:

Uma pessoa que decide trabalhar part-time, para poder descansar ou estudar.

[65]

Desemprego fricional

O segundo tipo de desemprego é causado por dificuldades de equilíbrio de mercado.

Qualquer pessoas um emprego, mesmo que queira trabalhar que e haja lugar, é normal

que leve algum tempo ao encontra-lo.

Assim, em cada momento existe sempre um certo número de pessoa nesta situação: que

querem trabalhar (por isto não estão desempregada voluntariamente) e, há emprego para

eles, mais ainda o encontraram.

Desemprego involuntário

O último tipo de desemprego corresponde mais a visão popular do desemprego: Trata-

se de situação em que há falta absoluta de postos de trabalho para asa pessoas que

queiram trabalhar ao salário de mercado. A esses salários as pessoas estão dispostas a

trabalhar e não trabalham porque não encontram emprego.

Porque não há!

Só há desemprego involuntário se o mercado de trabalho (ou outro qualquer) não

ajustar.

A única forma de criar situações destas, que vimos já a traz depende de leis ou outros

empreendimentos institucionais que impeçam esse mercado de ajustar.

[66]

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