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COLÉGIO DE 3ª Ficha de Avaliação Sumativa – 7º Ano Língua Portuguesa ( O

ERMESINDE Conto de Autor)

GRUPO I

Lê atentamente o texto, assim como todo o enunciado. Depois responde, de uma


forma cuidada e completa, ao questionário que te é proposto.

I- LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO


Lê este excerto do conto de Vergílio Ferreira, “A Estrela”:
TEXTO A
Um dia, à meia-noite, ele viu-a. Era a estrela mais gira do céu, muito
viva, e a essa hora passava mesmo por cima da torre. Como é que a
não tinham roubado? Ele próprio, Pedro, que era um miúdo, se a
quisesse empalmar, era só deitar-lhe a mão. Na realidade, não
sabia bem para quê. Era bonita, no céu preto, gostava de a ter.
Talvez depois a pusesse no quarto, talvez a trouxesse ao peito. E
daí, se calhar, talvez a viesse dar à mãe para enfeitar o cabelo.
De modo que, nessa noite, não aguentou. Meteu-se na cama como
todos os dias, a mãe levou a luz, mas ele não dormiu. (...) E quando
calculou que o pai e mãe já dormiam, abriu a janela devagar e
saltou para a rua. A janela era baixa. Mas mesmo que não fosse. Com sete anos, ele estava
treinado a subir às oliveiras quando era o tempo dos ninhos, para ver os ovos ou aqueles
bichos pelados, bem feios, com o bico enorme, muito aberto. (...) Assim que se viu na rua,
desatou a correr pela aldeia fora até à torre, porque o medo vinha a correr também atrás
dele. Mas como ia descalço, ele corria mais. A igreja ficava no cimo da aldeia e a aldeia
ficava no cimo de um monte. De modo que era tudo a subir. Mas conseguiu – e agora
estava ali. Olhou a estrela para ganhar coragem, ela brilhava, muito quieta, como se
estivesse à sua espera. E de repente lembrou-se: se a porta estivesse fechada? (...) Meteu-
se de lado e entrou. Havia um grande escuro lá dentro. (...) .Aconteceu então que no dia
seguinte se levantou na aldeia um burburinho que nem quando dois homens discutem à
facada. Foi o caso que um velho bastante velho, e que mal se podia já mexer, começou a
berrar da varanda coisas que não se percebiam. As pessoas queriam entender, mas a voz
do velho esganiçava-se ou saía muito enrodilhada do cuspo ou às vezes, com a estafa,
nem mesmo saía. Foi até preciso que o Cigarra, que era um tipo que tocava viola, subisse à
varanda, encostasse o ouvido à boca do velho para perceber. E quando percebeu, largou
ele também um berro que nem uma trovoada:
-Roubaram a estrela! (...)
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ERMESINDE Conto de Autor)

E o Sr. António Governo, que era muito importante lá na aldeia por ser muito rico e gostava
de ser popular até onde, evidentemente, a coisa não metesse chatices, pôs-se logo ao
lado da opinião de toda a gente e chegou mesmo a dizer:
-Olha eu agora a ralar-me por causa de uma estrela. O que mais falta são estrelas. Por
mim podiam levá-las todas que não perdia o sono. (...)
Toda a gente chorou a sua morte. E o Cigarra, que andou de luto um ano inteiro, fez
mesmo uns versos sobre ele para os cantar depois à viola. Já passaram muitos anos e ainda
hoje cantam. A estrela ainda lá está. Toda a gente a conhece.
Vergílio Ferreira, Apenas Homens, Ed. Inova, 1972
1- Este texto pertence ao modo narrativo.
1.1- Identifica o (s) espaço (s) onde decorre a acção.
2- Classifica o narrador do texto, quanto à presença e quanto à ciência, justificando a
resposta com as tuas próprias palavras.
3. Pedro, a personagem central do conto, tinha um desejo ardente – roubar a estrela ao
céu.
3.1- Refere como surgiu esse desejo.
3.2- Explica por que razão queria ele a estrela desejada.
4- Localiza a acção no tempo, juntando à tua resposta citações.
5. Transcreve um momento de descrição e um de diálogo.
3. Explica qual a importância que a noite adquire neste conto.
4. Dá uma razão para o facto de apenas Pedro não se queimar?
5. Explica a diferença de pontos de vista do Cigarra e do António Governo, a propósito do
desaparecimento da estrela.

II – Vocabulário
1- Preenche o quadro de acordo com as instruções:

Sinónimo Antónimo
empalmar (linha 3)
pelados (linha 11)
burburinho (linha
17)
estafa (19)
chatices (linha 24)
ralar (linha 26)

2- Explica o sentido das seguintes expressões retiradas do texto:


a) « (…) o medo vinha a correr também atrás dele.»
b) «a voz do velho esganiçava-se ou saía muito enrodilhada do cuspo (…).»
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c) «(…) gostava de ser popular até onde, (…), a coisa não metesse chatices (…).»
d)«(…)não perdia o sono (…).»

Grupo II

Recorda o conto O Arroz do Céu, de José Rodrigues Miguéis, que estudaste


durante as aulas e responde ao que te é pedido nos exercícios que se seguem.

A. Indica se as seguintes afirmações são verdadeiras ou falsas CORRIGINDO AS


FALSAS:
1. A história passa-se em Nova Iorque.
2. O Limpa-vias é um homem que varre as ruas da cidade.
3. O Limpa-vias nasceu nos EUA.
4. A família do Limpa-vias é composta por ele, mulher, 3 filhos e uma avó.
5. A primeira vez que o Limpa-vias viu o arroz, apanhou-o e levou-o para casa.
6. O arroz que o Limpa-vias apanha vem de um armazém de arroz.
7. O céu do Limpa-vias é o chão que os outros pisam.
8. Para o Limpa-vias o arroz é uma dádiva do Céu.

B. Selecciona a melhor opção das apresentadas:


1. O Limpa-vias é originário de: 2. Nos respiradouros caem:
a) Alabama ou Alasca. a) peúgas, latrinas, neve.
b) Polónia ou Letónia. b) luvas, botões, pastilha elástica,
c) Ucrânia ou Geórgia. dinheiro.
d) Estónia ou Lituânia c) botões, papeladas, óculos.
d) luvas, sapatos, latas.
3. Devido ao seu trabalho, a sua face era: 4. O Limpa-vias costumava levar o arroz
a) incolor e a raça indistinta. para casa:
b) de cor amarela e a raça oriental. a) no boné.
c) de cor negra e a raça africana. b) num balde.
d) de raça cigana. c) num cartucho de papel.
d) no bolso.
5. A família do Limpa-vias ficou: b) pouco satisfeita, pois já comia muito
a) pouco satisfeita, pois não gostava de arroz.
arroz. c) satisfeita, pois assim não passava fome.
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d) insatisfeita, porque só comia arroz. b) trabalhadora e ambiciosa.


6. A família do Limpa-vias é: c) numerosa e trabalhadora.
a) rica e feliz. d) numerosa e pobre.

Grupo III
FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA (Gramática)
1. Atenta nas frases seguintes e classifica as palavras sublinhadas quanto à relação
semântica que mantêm entre si.
a) A mulher do Limpa-vias comprou uma
saia linda. b) O Limpa-vias está sem dinheiro.
O Limpa-vias saía muito tarde do Os seus pais deram-lhe cem euros.
trabalho.

c) A sua mulher foi ao banco pedir um d) O Limpa-vias arrumou o arroz na


empréstimo. despensa.
O Limpa-vias sentou-se num banco a Ele vai pedir dispensa do serviço
descansar. nocturno.

11. Estabelece, agora, as correspondências correctas.


11.1. Hiperónimo:
a) Palavra cujo significado inclui o sentido de outras palavras.
b) Palavra portuguesa de origem hispânica.
c) Conjunto de palavras com o mesmo significado.
11.2. Hipónimo:
a) Palavra de significado oposto.
b) Palavra cujo sentido está incluído num termo mais abrangente.
c) Conjunto de palavras com grafia igual e significado diferente.

2. Atenta agora na seguinte frase e indica o grau do adjectivo nela presente:


O conto «A Estrela» é muito bom.

2.1- Fazendo as alterações necessárias flexiona-o agora no:


a) Grau Superlativo Absoluto Sintético. c) Grau Superlativo Relativo de
b) Grau Superlativo Relativo de Superioridade.
Inferioridade.
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3- Diz em que tempo e modo se encontram as formas verbais destacadas nas seguintes
frases:
a) O limpa-vias tinha visitado o seu país no ano anterior porque a sua mãe estava
bastante doente.
b) O rapazinho tentara correr rápido, mas não tivera forças.
c) É bom que estes contos sejam sempre estudados.
d) Talvez o rapazinho quisesse a estrela para que ele pudesse oferecer à sua mãe.
3.1- Diz em que tempo e modo se encontram as formas verbais destacadas nas frases.
3.2- Divide e classifica as orações nas frases a); b); d).
3.3- Retira de cada uma delas um advérbio, indicando a sua subclasse
3.4- Indica a função sintáctica desempenhada pelas seguintes expressões retiradas das
frases:
« O Limpa-vias» (frases a); «o seu país» (frase a); «rápido (frase b); «estudados»
(frase c); «à sua mãe» (frase d).
4- Passa para o discurso indirecto a última fala do texto do grupo I.