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Geometria Geometria Geometria Geometria Euclidiana Euclidiana Euclidiana Euclidiana Plana Plana Plana Plana e e e

GeometriaGeometriaGeometriaGeometria EuclidianaEuclidianaEuclidianaEuclidiana PlanaPlanaPlanaPlana eeee EspacialEspacialEspacialEspacial

Plana Plana e e e e Espacial Espacial Espacial Espacial CursoCursoCursoCurso dededede

CursoCursoCursoCurso dededede GraduaçãoGraduaçãoGraduaçãoGraduação dededede LicenciaturaLicenciaturaLicenciaturaLicenciatura emememem MatemáticaMatemáticaMatemáticaMatemática UnespUnespUnespUnesp –––– GuaratinguetáGuaratinguetáGuaratinguetáGuaratinguetá ---- 2005200520052005

Prof. Dr. Aury de Sá Leite

---- 2005200520052005 Prof. Dr. Aury de Sá Leite Conteúdo: Parte I Introdução Construtiva à Geometria

Conteúdo:

Parte I

Introdução Construtiva à Geometria Plana Euclidiana

Parte II (Em fase de elaboração)

Estudo comparado de Geometria Euclidiana Plana e Espacial Axiomática

Plana Euclidiana Parte II (Em fase de elaboração) Estudo comparado de Geometria Euclidiana Plana e Espacial

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

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Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP 2

Sumário

Observação Importante Introdução Sobre este Curso de Geometria Euclidiana Capítulo 1 A Geometria Euclidiana - Introdução Capítulo 2 Construções Geométricas com Régua e Compasso Capítulo 3 Formulário de Geometria Euclidiana Plana 1 Capítulo 4 Mapas Conceituais Capítulo 5 Formulário de Geometria Euclidiana Plana 2 Capítulo 6 Formulário de Geometria Euclidiana Espacial

3

3

4

6

6

12

12

38

38

57

57

64

643

88

89

Euclidiana Espacial 3 3 4 6 6 12 12 38 38 57 57 64 643 88

3

Observação Importante

O material aqui apresentado é ainda um rascunho e pode conter

erros que serão corrigidos, pelo professor, durante as aulas. Assistir às

aulas

e

delas

participar

ativamente,

fazendo

perguntas

e

dando

sugestões é, portanto, essencial para a aprendizagem e fixação do

conteúdo aqui veiculado, que além de complexo é bastante vasto.

A

criação

de

oportunidades

de

aprendizagem

em

Geometria

Euclidiana prevê não somente a necessidade de profundo conhecimento

desta ciência, mas a capacidade de bem aplicá-la justificando raciocínio,

resolvendo

problemas,

provando

teoremas,

sem

perda

de

sua

contextualização pedagógica. Estas três dimensões do estudo e aplicação

da Geometria Euclidiana, bem como a interligação pedagógica, estão

contempladas neste trabalho.

Unesp/Guaratinguetá, março de 2005.

Aury de Sá Leite

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

Introdução

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Sobre este Curso de Geometria Euclidiana

Destinado ao 3º ano do Curso de Graduação de Licenciatura em Matemática do Campus de Guaratinguetá da UNESP, este é um curso bastante abrangente e atualizado de Geometria Euclidiana. É um curso de duração anual que está divido em duas partes bastante distintas a serem desenvolvidas com a duração de um semestre cada.

A primeira parte deste curso contém “uma” Geometria que poderia e deveria ser praticada nas escolas do Ensino Fundamental, e que poderia ser denominada Introdução Construtiva ou Intuitiva à Geometria Plana Euclidiana. Ela será veiculada inicialmente através de uma breve contextualização histórica bastante didática, porém crítica, da axiomatização proposta por Euclides (Capítulo 1). Em seguida, o estudante terá acesso a formulários bastante completos envolvendo as Construções Geométricas (Capítulo 2), a Geometria Plana (Capítulos 3 e 5) e a Geometria Espacial Posicional e Métrica (respectivamente capítulos 6 e 7) estudadas através de suas definições e propriedades notáveis. Estes formulários contêm ainda indicações (metodológicas, pedagógicas e didáticas) para sua utilização em sala de aula, bem como, justificativas dos raciocínios em Geometria – uma visão lógica do Pensamento Geométrico aplicável à Resolução de Problemas. O capítulo 4 apresentará o conceito de Mapas Conceituais devido a Novak e inspirados na teoria da Aprendizagem Significativa de Ausubel. Os mapas conceituais serão utilizados para a elaboração de Planos de Aula de Geometria sugerindo a adoção de estratégias alternativas de abordagem e seqüenciação de conceitos.

A segunda parte do curso, que poderia ser denominada Estudo Comparado de Geometria Euclidiana Plana e Espacial Axiomática, apresenta-a como o próprio nome indica, através do estudo comparativo, dos distintos e interessantes conjuntos de axiomas propostos por vários autores: Hilbert, Pogorelov, Birkhoff, Tarski e Paul Bernays, além do conveniente conjunto de axiomas formulado e proposto pelo SMSG – School Mathematic Study Group, que é no qual nos proporemos finalmente fixar, com vistas às provas de nossos Teoremas tanto da Geometria Euclidiana Plana como da Geometria Euclidiana Espacial Posicional e Métrica.

Apenas a título de curiosidade, deve-se mencionar que as fontes utilizadas para a elaboração da segunda parte deste texto, não foram fontes indiretas, meras citações ou retalhos de informações, mas textos (livros e artigos científicos) de autoria de cada um dos proponentes das teorias axiomáticas que

5

levam seus nomes. Todos estes textos estão em inglês, sendo que alguns deles foram traduzidos a partir dos originais (em alemão ou russo). Cabe citar aqui, também como curiosidade, que o livro de Hilbert (Grundlagen der Geometrie/Foundations of Geometry) foi traduzido para o inglês por Paul Bernays, ele também um dos que propuseram um interessante conjunto de axiomas para a Geometria Euclidiana Plana.

As duas partes do texto, bastante distintas, mas complementares, têm o objetivo final de levar os estudante a distinguirem o que seja “raciocinar e justificar propriedades e raciocínios da Geometria Euclidiana” e o que seja “provar Teoremas na Geometria Axiomática Euclidiana”. Na primeira metade do curso ele será levado: (i) a raciocinar e justificar propriedades e raciocínios com base no material (quatro formulários) que veicula aquilo que foi denominado Introdução Ingênua à Geometria Plana Euclidiana; (ii) será levado a provar alguns poucos Teoremas utilizando a Indução Finita Matemática e a Dissecção, sendo que (iii) a resolução de problemas, sem o auxílio dos formulários, será a forma de verificação da sua aprendizagem.

Na segunda parte do curso, será quando se passará a provar os Teoremas (Princípios, Lemas, Teoremas, Teoremas Recíprocos, Corolários) por diversos métodos: Modus Ponens, Reductio ad Absurdum, envolvendo implicações, bi-implicações e provas de existência e unicidade. Ao final do curso, a distinção entre justificar raciocínios e provar em Geometria Plana e Geometria Espacial Euclidiana deverá estar bastante clara para os estudantes.

Além destas formas de pedagógicas de abordagem, duas outras frentes de estudo e pesquisa nos permitirão mapear de forma bastante atualizada e completar o panorama da Geometria Euclidiana, a partir do investimento de algum tempo de trabalho, e de estudo, nas denominadas Geometrias Não- Euclidianas e na Geometria das Transformações. Monografias sobre estes assuntos deverão ser apresentadas pelos participantes do curso como trabalhos escolares necessários à sua conclusão. Para auxiliá-los nesta pesquisas, os apêndices, alocados no final deste texto, contém respectivamente os seguintes assuntos: Apêndice A - “A Geometria de Transformações”; Apêndice B - “As Geometria Não-Euclidianas” e Apêndice C - “Teorias Axiomáticas e Provas de Teoremas”.

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Capítulo 1

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A Geometria Euclidiana - Introdução

Este Capítulo corresponde à aula a ser apresentada em sala através de slides no MS – Power Point, por isto, cada um dos tópicos vem numerado como sendo um slide.

Slide 0 – Título

A Geometria Euclidiana

UNESP – Guaratinguetá

Curso de Licenciatura em Matemática

Prof. Dr. Aury de Sá Leite

Slide 1 - A Geometria Antes de Euclides

Há referência ao estudo e aplicação da geometria entre os babilônios já por volta de 2000 AC. Os egípcios, apesar de não serem tão inventivos como os babilônios, dominavam e aplicavam conceitos bastante importantes de geometria em seu dia-a-dia e nas suas construções.

Os gregos, antes de Pitágoras e antes de Euclides entre eles Tales de Mileto , têm a seu crédito a verificação de muitas propriedades geométricas, tais como:

“O círculo é bissecado pelo seu diâmetro”.

“Os ângulos da base de um triângulo isósceles são iguais”.

“Dois triângulos são coincidentes se eles possuem dois ângulos e um lado correspondentes iguais (leia-se: congruentes)” (casos LAL e LAA o ).

“Um ângulo inscrito em um semi-círculo é um ângulo reto”. (Veja na figura ao lado: o ângulo central mede o dobro do ângulo inscrito no círculo)

central mede o dobro do ângulo inscrito no círculo) Slide 2 – Pré-Requisito 1 – Postulados

Slide 2 – Pré-Requisito 1 – Postulados e Axiomas

Para Aristóteles (384 ou 383 – 322 a.C.):

postulados seriam menos óbvios e não deveriam pressupor o consentimento implícito daqueles que estudam o assunto, pois se referem somente ao assunto em discussão.

7

axiomas (ou noções comuns) devem ser convincentes por elas mesmas - verdades comuns e básicas a qualquer estudos que se pretenda fazer.

Modernamente:

os matemáticos não vêem vantagem em estabelecer qualquer diferença entre o que sejam os postulados e os axiomas, preferindo utilizar o nome axioma na elaboração de suas teorias, denominadas teorias axiomáticas, por este fato .

Slide 3 – Pré-Requisito 2 – Os Elementos de Euclides

Os “Elementos” de Euclides (Euclides de Alexandria - ?? a.C. - 365 a.C.) estão divididos em 13 livros ou 13 capítulos, dos quais os seis primeiros (de I a VI) são sobre Geometria Plana elementar, os três seguintes (VII a IX) sobre teoria dos números, o Livro X sobre os Incomensuráveis e os três últimos versam principalmente sobre Geometria do Espacial.

Não há uma introdução ou preâmbulo, e o primeiro livro começa abruptamente com uma lista de vinte e três definições. A deficiência, aqui, é que algumas definições não definem, pois não há um conjunto prévio de elementos não- definidos em termos dos quais os outros sejam definidos.

Slide 4 – Geometria Euclidiana – Noções Comuns

Noções Comuns:

1ª - Coisas que são iguais a uma mesma coisa, são também iguais entre si.

2ª - Se iguais são somados a iguais, os totais são iguais.

3ª - Se iguais são subtraídos de iguais, os restos são iguais.

4ª - Coisas que coincidem uma com as outras, são iguais umas ás outras.

5ª - O todo é maior que a parte.

Slide 5 – Geometria Euclidiana – Definições

Hoje em dia, o ponto, a reta e o plano são tomados como conceitos primitivos, conceitos não definidos, mas Euclides os “definiu” ou, pelo menos, tentou:

Um ponto é aquilo que não tem parte.

Uma reta é um comprimento sem largura.

Uma superfície é aquilo que tem apenas comprimento e largura.

Outras definições pecam pela circularidade lógica:

As extremidades de uma reta são pontos (segmento de reta).

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Uma linha reta é uma linha em que os pontos são distribuídos regularmente sobre ela.

As extremidades de uma superfície são linhas (finitude do plano?).

Euclides utiliza conceitos não definidos nas suas definições. Por exemplo, o conceito de “inclinação" é utilizado sem o seu prévio estabelecimento na definição de ângulo plano que é dada por :

Um ângulo plano é a inclinação de duas retas de um plano, uma com relação à outra, que se encontram e não jazem sobre uma mesma reta.

Slide 6 – Geometria Euclidiana – Postulados ou Axiomas

Para

o

postulava que:

desenvolvimento

do

que

se

encontra

nos

“Elementos”,

Euclides

1º - Pode-se traçar uma reta de qualquer ponto a qualquer ponto.

2º - Pode-se prolongar uma reta finita continuamente em uma linha reta.

3º - Pode-se descrever um círculo com qualquer centro e qualquer raio.

4º - Todos os ângulos retos são iguais.

5º - Se uma reta que corta duas retas faz com elas ângulos interiores, de um mesmo lado, menores que dois ângulos retos, estas duas retas, se prolongadas indefinidamente, se encontram do lado em que os ângulos são menores que dois ângulos retos.

em que os ângulos são menores que dois ângulos retos. Slide 7 – Geometria Euclidiana –

Slide 7 – Geometria Euclidiana – O 5º Postulado de Euclides

Alguns filósofos gregos e, posteriormente, muitos matemáticos tentaram provar que o 5 o postulado de Euclides era derivados dos anteriores.

Século 1 a.C. 410-485 DC

Posidônio Proclo

1201-1274

Nasiraddin

1616-1703

John Wallis

1667-1733

Girolamo Saccheri

1728-1777

Johann Henrich Lambert

1752-1833

Legendre

9

Postulado de Playfair ( * ) : “Dados uma reta e um ponto não pertencente a ela, existe

uma, e somente uma reta, que passando por este ponto, é paralela à reta dada”

( * ) Playfair, J. “Elements of Geometry: Containing the First Six Books of Euclid, with a Supplement on the Circle and the Geometry of Solids to which are added Elements of Plane and Spherical Trigonometry”. New York: W. E. Dean, 1853

Slide 8 – Geometria Euclidiana – A Régua e o compasso

Na Geometria Grega, antes de Euclides, admitia-se somente o uso das réguas sem escala e dos compassos cuja abertura das hastes não podia ser fixada – era um compasso de hastes pendentes.

Este tipo de compasso não podia ser utilizado para transportar medidas, como atualmente se admite, com relação aos compassos de hastes fixáveis.

Euclides passa a adotar nas suas construções o compasso com hastes que poderiam ser eventualmente fixadas e que poderiam, desta forma, manter a medida do raio de uma circunferência, permitindo traçá-la sem problemas tantas vezes quanto necessário. Isto foi introduzido por Euclides no seu Postulado 3:

“Para qualquer ponto O e qualquer ponto A distinto de O, existe uma circunferência de centro O e raio OA”.

Slide 9 – Geometria antes de Euclides – Construções

Exemplo: Dado um ponto A B, e uma Circunferência C de centro B e raio r, C(B,r), pode-se traçar uma nova circunferência esta circunferência C’(A,r) congruente à anterior utilizando-se somente uma régua não graduada e um compasso de hastes não-fixável (hastes pendentes). Construções Auxiliares:

– Traçar o círculo C(B,BA) e C(A,AB).

– C(B,AB) C(A,AB) = {C, D}, isto é: as circunferências C(B, AB) e C(A,AB) se interceptam em dois pontos: C e D

2

1

3

4

5

6

7

7.1- ∆∆∆∆PCB ≅≅≅≅ ∆∆∆∆ECA pelo caso LLL 7.2- ∠∠∠∠PCB - ∠∠∠∠ACB = ∠∠∠∠ECA - ∠∠∠∠ACB, logo: ∠∠∠∠PCB = ∠∠∠∠ ECA. 7.3.- CP CE e AC BC, então:

pelo caso LAL, ∆∆∆∆APC ≅≅≅≅ ∆∆∆∆BEC, o que implica em: |AP| = |BE| = r.

– Construir o ABC, eqüilátero.

– C(B, r) C(A,AB) = {E}.

– Traçar C(C,CE).

– C(C,CE) C(B,BA) = {P}.

– |AP| = r pois:

∩ ∩ C(A,AB) = {E}. – Traçar C(C,CE). – C(C,CE) ∩ ∩ ∩ ∩ C(B,BA) =

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Slides 10/11/12 – Geometria Euclidiana – Construções [1], [2] e [3]

O Postulado 3 da Geometria Euclidiana permite o uso do compasso com hastes imobilizáveis e, com isto, pode-se utilizar um dado raio pré-fixado nas construções geométricas euclidianas. Note que este não é o caso das construções vistas nesta página que poderiam muito bem ter sido conseguidas com o compasso de hastes pendentes.

Possíveis Enunciados do Problema Construção devida a Euclides Construção Moderna C C Enunciado: Construir um
Possíveis Enunciados do
Problema
Construção devida a Euclides
Construção Moderna
C
C
Enunciado:
Construir um triângulo
equilátero dado o lado AB.
A
B
A
B
A
A
Enunciado 1:
D
D
Bissecar um ângulo ABC
dado.
Enunciado 2:
B
B
Dividir um ângulo em duas
partes congruentes(de igual
medida) dado o ângulo ABC.
C
C
Enunciado 1:
Bissecar um segmento de reta
C
C
AB dado.
A
B
M
Enunciado 2:
A
B
M
Dividir um segmento de reta
D
em duas partes congruentes.
D
Enunciado 3:
• CD bisseca o segmento AB.
Traçar a reta bissetriz de um
• M é o ponto médio de AB.
A reta que passa por C e D
é a mediatriz de AB.
segmento AB dado.
Enunciado 4:
Obter o ponto médio de um
segmento AB dado.

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Slide 13 – Outras Axiomatizações da Geometria

Uma boa proposta de axiomatização da Geometria Plana que pode ser adotada no Ensino Médio, com resultados bastante surpreendentes, é a formulada por David Hilbert (1862-1943), no ano de 1902, que alguns autores denominam Geometria Sintética. Ela contém apenas axiomas da Geometria Plana.

O SMSG – School Mathematics Study Group conhecido como o “Grupo da Matemática Moderna” (de 1958 até 1977) apresentou uma interessante axiomatização para a Geometria Plana, tratada ali, como uma Geometria de Coordenadas ou uma Geometria Axial. É a mais completa delas por envolver axiomas sobre a geometria plana e a espacial, tanto uma como outra recebendo o tratamento métrico.

Outra abordagem axiomática, mas claramente divergente da proposta da geometria euclidiana, por introduzir o conceito de medida, foi aquela proposta em 1932 por George David Birkhoff. Os axiomas da geometria de Hilbert e as da geometria de Birkhoff quando associados adequadamente, podem servir de base para um estudo interessante da geometria plana que inclui a trigonometria no círculo.

Uma proposta de axiomatização apropriada ao Ensino Médio é a de Helen R. Pearson e James R. Smart, in: “Geometry”, livro de 1971, editado por Ginn and Company.

Há ainda as Geometrias Finitas Axiomáticas (com uma quantidade finita de pontos, como a Geometria dos Três Pontos) que permitem a criação de modelos muito interessantes (e surpreendentes) que permitem uma profunda reflexão sobre o que seja a tarefa de se tentar a axiomatização da Geometria Euclidiana.

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Capítulo 2

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Construções Geométricas com Régua e Compasso

Objetivos Gerais:

[1G] Expor as possibilidades e impossibilidades de construções geométricas com régua e compasso.

[2G] Levar os estudantes a compreenderem a Geometria Euclidiana a partir das construções

geométricas sugeridas pelo próprio Euclides.

Objetivos Específicos:

[1E] Estudar, passo a passo, as construções geométricas com régua e compasso.

[2E] Tomar contacto com métodos distintos de representação de cada um dos passos das

construções geométricas com régua e compasso.

LeituraLeituraLeituraLeitura

1.- A Geometria Antes de Euclides

Há referência ao estudo e aplicação da geometria entre os babilônios já por volta de 2000 AC.

Os egípcios, apesar de não serem tão inventivos como os babilônios, dominavam e aplicavam

conceitos bastante importantes de geometria em seu dia-a-dia e nas suas construções.

Os gregos, antes de Pitágoras e antes de Euclides entre eles Tales de Mileto , têm a seu crédito a verificação de muitas propriedades geométricas, tais como:

“O círculo é bissecado pelo seu diâmetro”.

“Os ângulos da base de um triângulo isósceles são iguais”.

“Dois triângulos são iguais (congruentes) se eles possuem dois ângulos e um lado

correspondentes iguais (congruentes)” (casos LAL e LAA o ).

“Um ângulo inscrito em um semi-círculo é um ângulo reto” (veja na figura ao lado: o ângulo

inscrito mede a metade do ângulo central).

2.- A Geometria Euclidiana

Euclides (Euclides de Alexandria - ?? a.C. - 365 a.C.) escreveu Os Elementos por volta de 300 A.C., uma obra genial dividida em 13 seções, denominadas “Livros”, que incluem conceitos, teoremas e construções geométricas, teorias sobre proporcionalidade, teoria dos números, e um tipo de geometria algébrica. Os 13 “Livros” componentes dos Elementos de Euclides são os seguintes:

13

Livro

Assunto

I

Definições, Postulados e Noções Comuns, Congruência de Triângulos, Teoria das Paralelas, Áreas, Teorema de Pitágoras.

II

Álgebra Geométrica.

III

O Círculo.

IV

Construção dos Polígonos Regulares.

V

Teoria da Proporcionalidade.

VI

Semelhança de Figuras.

VII

Teoria dos Números.

VIII

Teoria dos Números.

IX

Teoria dos Números.

X

Teoria dos Irracionais.

XI

Geometria Espacial (dos Sólidos)

XII

Áreas e Volumes – Método da Exaustão.

XIII

Construção dos Cinco Sólidos Regulares de Platão.

3.- Mais de 2000 anos de Geometria Euclidiana

Em resumo, podemos dizer que os “Elementos” de Euclides estão divididos em 13 livros ou 13 capítulos, dos quais os seis primeiros (de I a VI) são sobre Geometria Plana elementar, os três seguintes (VII a IX) são sobre teoria dos números, o Livro X sobre os Incomensuráveis e os três últimos versam principalmente sobre Geometria do Espacial. Os Elementos não possuem uma introdução ou preâmbulo, e o primeiro livro começa abruptamente com uma lista de vinte e três definições. A deficiência, desta obra, é que algumas definições não definem, pois não há um conjunto prévio de elementos não-definidos em termos dos quais os outros sejam definidos.

Através desta obra, que influenciou o pensamento científico por mais de 2000 anos e cujos reflexos permanece até nossos dias, Euclides expõe, de uma forma que modernamente não se pode denominar definitiva 1 , aquela que é denominada Geometria “Euclidiana”. Nesta obra ele sugere que a construção de figuras geométricas deva ser feita unicamente com o uso de uma régua não graduada e um compasso com hastes fixáveis – um compasso que pode ser utilizado para transportar medidas de um para outro local do plano. Na página 10 o leitor poderá ver alguns exemplos das construções como elas figuram nos “Elementos” e como elas são realizadas de forma mais simplificada.

1 Vide: “Foundations of Geometry”, by David Hilbert, La Salle: Open Court Publishing Company, 2 nd English ed translatedfrom the 10 th German ed, 1987.

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Comentário: Se você não entendeu a forma de resolver os problemas apresentados na página 10, não se preocupe. A seguir será mostrado como resolver uma série de problemas clássicos de construção geométricas, passo a passo. E, nesta mesma linha serão propostos alguns problemas, para você tentar resolver.

4.- As Construções Geométricas antes de Euclides

Na Geometria Grega, antes de Euclides, admitia-se somente o uso das réguas sem escala e dos compassos cuja abertura das hastes não podia ser fixada – estes eram os compassos de hastes pendentes. Este tipo de compasso não podia ser utilizado para transportar medidas, como atualmente se admite, com relação aos compassos de hastes fixáveis. Euclides passa a adotar nas suas construções o compasso com hastes que poderiam ser eventualmente fixadas e que poderiam, desta forma, manter a medida do raio de uma circunferência, permitindo traçá-la sem problemas tantas vezes quanto necessário. Isto foi introduzido por Euclides no seu Postulado 3:

“Para qualquer ponto O e qualquer ponto A distinto de O existe uma circunferência de centro O e raio OA”.

de O existe uma circunferência de centro O e raio OA”. Veja um exemplo de construção

Veja um exemplo de construção geométrica pré-euclidiana na página 9.

de construção geométrica pré-euclidiana na página 9. 5.- Construções Geométricas Impossíveis com Régua e

5.- Construções Geométricas Impossíveis com Régua e Compasso

É bom que se acrescente que algo muito interessante ocorre com as construções geométricas

com régua e compasso como proposta por Euclides, muitas delas até muito complexas são possíveis,

no entanto, algumas construções até bastante simples são impossíveis, como por exemplo:

1) A trissecção de um ângulo dado, ou seja, dividir um ângulo dado em três outros ângulos exatamente da mesma medida (três ângulos congruentes entre si);

2) A quadratura do círculo, isto é, a construção de um quadrado que tenha exatamente a mesma área de um círculo dado;

3) A duplicação do cubo, isto é, a construção de um cubo que possua o dobro do volume de um cubo dado como básico.

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ConstruçõesConstruçõesConstruçõesConstruções geométricasgeométricasgeométricasgeométricas –––– 1º1º1º1º MétodoMétodoMétodoMétodo

Problemas Resolvidos Passo a Passo e Problemas Propostos

Problema Resolvido N o 1

(Enunciados Prováveis):

[Enunciado 1.1] Obter o ponto médio do segmento XY, dado.

[Enunciado 1.2]

[Enunciado 1.3.] Construir a mediatriz de XY, um segmento de reta dado.

Construir um segmento bissetor, perpendicular a um segmento dado XY.

1. Comece com o segmento de reta XY.

1. Coloque a ponta seca do compasso no ponto X.

2. Ajuste compasso para uma abertura (um raio) que seja não muito maior que a metade de XY.

3. Desenhe dois arcos como mostrado ao lado.

4. Não mude a abertura (o raio) do compasso.

5. Coloque a ponta seca do compasso no ponto Y. Desenhe dois arcos que interceptem os arcos anteriormente traçados.

6. Rotule (ou nomeie) estes dois pontos de interseção como sendo A e B.

7.

Usando a régua, desenhe a linha AB.

8.

Nomeie como M o ponto criado pela interseção do segmento de reta XY com a linha auxiliar AB.

9.

M é o ponto médio de XY e AB é perpendicular ao segmento XY, logo a reta que passa por A e por B é a mediatriz do segmento XY.

X Y

X Y

X

X Y

Y

AX B Y

X

B
B

Y

 
  A
A

A

  A X M Y   B
  A X M Y   B
  A X M Y   B

X

M

Y

 
  B
B

B

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

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Problema Resolvido N o 2: Dado um ponto P pertencente a uma reta r, construir uma reta que, passando por P, seja perpendicular a r.

1. Comece com a reta r que contém o ponto P.

2. Coloque o compasso no ponto P.

3. Usando uma abertura qualquer (uma abertura arbitrária) desenhe arcos que interceptem a linha r em dois pontos.

4. Nomeie estes dois pontos como X e Y.

5. Coloque a ponta seca do compasso no ponto X.

6. Ajuste a abertura do compasso para um valor não maior que a metade de XY.

7. Desenhe um arco como mostrado ao lado.

8. Sem modificar aquela abertura adotada em (6.) coloque o compasso no ponto Y.

9. Desenhe um arco interceptando o arco anteriormente traçado.

10. Nomeie o ponto de intercessão dos arcos como A.

11. Com a régua trace a linha AP.

12. A reta AP é perpendicular à linha r.

r

r P
r P
r P

P

r X P Y
r
X
P
Y
r   X P Y
r
r
r
r

r

r
 

X

P

Y

A r Y X P
A
r
Y
X
P
 
  A
  A

A

r
r
r
r

r

r

X

X P Y

P

Y

Problema Proposto 1: Traçar uma semi-reta s perpendicular à extremidade de um dado segmento de reta de origem A que passa por B.

Solução:

Prolongar o segmento de reta de origem A, que passa por B, obtendo a reta r. A reta r é uma reta auxiliar que faz com que o Problema Proposto recaia no Problema Resolvido N o 2. Obter o ponto X, sendo AX AB (AX congruente a AB) . Centrando o compasso em X e depois em B, obter o ponto C. Traçar a semi-reta s com origem em A, passando por C.

s C r X B A
s
C
r
X
B
A

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Problema Resolvido N o 3: Dado R, um ponto externo à reta r, construir uma reta, que passando por R seja perpendicular a r.

1. Comece com a reta r e o ponto R, não pertencente à reta

r.

2. Coloque a ponta seca do compasso no ponto R.

3. Usando um raio arbitrário (abertura qualquer do compasso) desenhe arcos que interceptem a reta r em dois pontos.

4. Rotule estes dois pontos encontrados como X e Y.

5. Coloque o compasso no ponto X.

6. Ajuste o compasso com um raio não maior que a metade da distancia XY.

7. Desenhe um arco como mostrado na figura ao lado.

8. Sem mudar o raio do compasso, coloque a ponta seca no ponto Y.

9. Desenhe um arco interceptando o arco anteriormente desenhado.

10. Rotule esta interseção (um ponto) como B.

11. Com a régua, desenhe a reta RB.

12. A reta RB será perpendicular à reta r.

R r

R

r

R r
R r
R r X Y

R

r

R r X Y
R r X Y
R r X Y

X

Y
Y
R Y r   X

R

Y r
Y r
Y
Y

r

Y r
 

X

R Y r   X
R Y r   X B

R

Y r
Y r
Y
Y

r

Y r
 

X

B
B
 
   
 
R

R

    Y r  
    Y r  
   
Y
Y

r

 
 
 

X

 
 
  B
B
B

Problema Proposto N o 2:

   
Problema Proposto N o 2:     P

P

Traçar uma reta s perpendicular a uma segmento de reta dado AB que passa por um ponto P tal que a distância de P ao segmento é bem maior que a medida do próprio segmento.

 

Sugestão:

adotar

a

reta

r,

uma

reta

 

r

suporte

do

segmento

AB,

recaindo mo

A B

A

B

problema

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

18

Problema Resolvido N o 4 (Enunciados Prováveis):

[Enunciado 4.1] Construir o segmento de reta bissetor de um ângulo RPQ dado. [Enunciado 4.2] Construir a reta bissetriz de um ângulo dado.

1. Seja P o vértice do ângulo de lados PQ e PR. Q 2. Centrando
1.
Seja P o vértice do ângulo de lados PQ e PR.
Q
2.
Centrando o compasso no ponto P , desenhar um arco
que intercepte os dois lados do ângulo dado.
3.
Rotule os pontos de interseção como Q e R.
P
R
Q
4.
Centrando o compasso no ponto Q desenhar um arco
no interior do ângulo dado.
P
R
5.
Sem modificar a abertura do compasso, centrar o
compasso no ponto R e desenhar outro arco no interior
do ângulo dado cruzando o arco anteriormente traçado.
Q
W
6.
Rotule a interseção como W.
P
R
7.
Utilizando um régua não graduada desenhar a semi-
reta PW.
Q
W
8.
PW é a semi-reta que bisseca o ângulo dado.
9.
A reta bissetriz do ∠QPR é a reta
r
P
R

Problema Proposto N o 3:

Sugestão: Este é um problema bastante fácil, pois trata-se primeiramente de dividir o ângulo dado em duas partes congruentes (de mesma medida) para em seguida dividir estes dois ângulos em outros dois, totalizando assim quatro ângulos congruentes obtidos a partir do ângulo dado.

Dividir um ângulo dado em 4 parte com a mesma medida, ou seja, dividir o ângulo em quatro partes congruentes entre si.

Problema Proposto N o 4:

Sugestão: Traçar uma perpendicular a uma reta dada e em seguida bissecar o ângulo reto assim obtido.

Construir um ângulo de 45 o , a partir de um ângulo reto

19

Problema Resolvido N o 5: Construa um ângulo congruente a um ângulo dado.

1. Para desenhar um ângulo congruente a um dado ângulo ∠A, comece desenhando uma semi-reta
1. Para desenhar um ângulo
congruente a um dado ângulo
∠A, comece desenhando uma
semi-reta de origem D.
A
D
2. Coloque a ponta seca do
compasso (o centro) no ponto
A
e desenhe um arco que passe
C
pelos dois lados do ângulo
dado.
3. Sem modificar a abertura do
compasso, coloque a ponta
seca do compasso no ponto D
e desenhe um arco exatamente
igual ao anterior.
B
A
D
E
4. Rotule os pontos de interseção
como B, C e D como mostrado
na figura
5. Adote, no compasso, uma
abertura equivalente ao
segmento que une os pontos B
C
e
C.
F
6. Coloque o compasso no ponto
E
e desenhe um arco
B
desenhado anteriormente.
A
7. Rotule a interseção como F.
D
E
4.
Use a régua não graduada para
traçar a semi reta DF.
C
8.
Conclui-se que: ∠EDF
≅ ∠BAC
F
B
A
D
E

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

20

Problema Resolvido N o 6: Dado um ponto P não pertencente à reta r, traçar por P uma reta paralela a r.

1. Seja um ponto P não pertencente à reta r. P r 2. Desenhe uma
1. Seja um ponto P não pertencente à reta r.
P
r
2. Desenhe uma reta arbitrária s, com qualquer
inclinação, que passando pelo ponto P, intercepte
a reta r.
s
P
3. Chame a interseção de Q.
4. A tarefa agora é construir um ângulo cujo vértice
seja P, congruente ao ângulo formado pela
interseção de r com s.
Q
r
5. Centre o compasso em Q e desenhe um arco
interceptando as duas retas.
s
P
6. Sem modificar o raio do compasso, centre-o no
ponto P e desenhe outro arco igual ao
anteriormente traçado
Q
r
7. Adote a abertura do compasso como sendo a
distância entre as interseções determinadas pelo
primeiro arco traçado.
s
P
8. Agora, centre o compasso no ponto onde o
segundo arco intercepta r e marque o ponto R.
R
Q
r
9. Trace a reta PR paralela à reta r.
s
P
R
Q
r

21

Problema Resolvido N o 7 (Enunciados Prováveis):

[Enunciado 7.1] Construir um triângulo equilátero dado um segmento de reta representando um de seus lados.

[Enunciado 7.2] Construir um ângulo de 60º.

1. 1. Comece com o segmento AB. A B 2. Centrando o compasso no ponto
1. 1.
Comece com o segmento AB.
A
B
2. Centrando o compasso no ponto A, com abertura
AB, traçar um arco como mostrado na figura.
A
B
3. Mantendo a mesma abertura, centrar o compasso
em B e traçar um segundo arco.
C
4. Nomeie o ponto de interseção destes dois arcos
como sendo C.
B
A
5. Desenhar os segmentos de reta AC e BC.
C
6. O Triângulo ABC (∆ABC) é equilátero.
7. A partir do Teorema da Soma dos Ângulos
Internos de um Triângulo Qualquer (S i∆ = 180 o ) e
utilizando o teorema que afirma: “Num triângulo
qualquer, ao maior ângulo se opõe o Ângulo de
maior medida”, pode-se concluir que cada um
dos ângulos do triângulo equilátero mede 60°.
A
B

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22

Problema Resolvido N o 8: Dividir um segmento de reta em n partes iguais, ou seja, em n segmentos de igual medida.

1. Comece com o segmento a ser dividido. 2. Seja, neste exemplo, dividi-lo em cinco
1.
Comece com o segmento a ser dividido.
2.
Seja, neste exemplo, dividi-lo em cinco segmentos
congruentes entre si.
A
B
3.
Desenhe um segmento de reta a partir de A, formando,
com a reta dada, um ângulo agudo.
C
4.
Use o compasso com uma abertura arbitrária, mas
conveniente, para dividir o segmento auxiliar para criar
uma escala com cinco espaços de mesmo tamanho.
A
5. Rotule o último ponto como C.
B
C
6. Você deverá, agora, desenhar dois arcos com raios
distintos a saber: um arco centrado no ponto A, com raio BC
e um segundo arco com centro B e raio AC.
7. Rotule esta interseção como D.
A
B
8. Note que ACBD é um paralelogramo.
D
C
9. Use o compasso para construir, ao longo do segmento
DB, uma escala usando o mesmo raio que foi usado para
dividir o segmento AC.
A
B
D
10.
Use a régua não graduada para ligar os pontos do
C
segmento AC aos pontos correspondentes do segmento DB.
11. Os segmentos assim traços serão paralelos.
12. Estes segmentos paralelos irão dividir o segmento dado,
A
B
AB, em segmentos congruentes.
D

23

Problema Resolvido N o 9: Dados: uma circunferência, seu centro C e um ponto P externo a ela, construir as retas, que passando pelo ponto P, sejam tangentes à circunferência.

1.

Comece com a circunferência centrada no ponto C

C
C
C
 

e o ponto P, exterior à circunferência.

P

2.

Desenhar o segmento de reta CP. Obter o ponto M,

C M
C
M
 

médio do segmento CP. (Vide Problema Resolvido N o

1)

P

3.

Centrando o compasso no ponto M, desenhe a

R C M S
R
C
M
S
 

circunferência que passa por C e P.

4.

A circunferência irá interceptar a outra nos pontos

P

R e S.

5.

Os pontos R and S são os pontos de tangência.

R P S
R
P
S

Trace as retas PR e PS tangentes à circunferência

centrada no ponto C.

Problema Proposto N o 5:

Sugestão:

Dados: uma circunferência, seu centro C e um ponto P externo a ela, traçar a circunferência centrada em P, que tangencie circunferência dada, marcando antes o ponto de tangência destas circunferências.

Unir C a P. Nomear o ponto de interseção do

segmento CP com a circunferência dada, como T. T é

o ponto de tangência das duas circunferências. PT é o

raio da outra circunferência.

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24

Problema Resolvido N o 10: Obter o centro de uma circunferência quando ele não é dado.

1. Comece com a circunferência (sem a marcação do centro)

1. Comece com a circunferência (sem a marcação do centro) 2. Desenhe a corda AB .

2. Desenhe a corda AB.

A B
A
B

3. Construa a mediatriz (bissetriz e perpendicular) da corda AB.

4. Sejam C e D os pontos de interseção da mediatriz anteriormente traçada e a circunferência dada. (Veja o Problema Proposto N o 1)

A C D B
A
C
D
B

5. A corda CD é o diâmetro da circunferência. Obtenha o ponto P, médio do segmento CD. (Veja o Problema Proposto N o 1)

6. O ponto P é o centro da circunferência dada.

C

P
P

D

25

Problema Resolvido N o 11: Dados três pontos não colineares construa a circunferência que passe por estes três pontos.

1.

Comece com os pontos A, B e C.

A

C
C

C

 
 

B

2.

Desenhe os segmentos de reta AB e BC.

A

2. Desenhe os segmentos de reta AB e BC . A C

C

 

B

 

A

C

3.

4.

Construa as mediatrizes ( retas bissetoras e perpendiculares) aos segmentos AB e BC.

Seja P a interseção destas bissetrizes.

P B
P B
P
P

B

4.

Centrar o compasso no ponto P, e desenhe a circunferência passando por A, B e C.

 

A

P
P

C

P C
 

B

Problema Resolvido N o 12

(Enunciados Prováveis):

[Enunciado 12.1] Inscrever um triângulo dados numa circunferência. [Enunciado 12.2] Circunscrever uma circunferência a um triângulo dado.

1. Comece com um triângulo qualquer ABC.

A

B

Cdado. 1. Comece com um triângulo qualquer ABC . A B 2. Traçar as mediatrizes de

2. Traçar as mediatrizes de quaisquer dois lados do triângulo ABC.

3. O encontro destas mediatrizes produz o centro da circunferência que passará pelos três vértices do triângulo dado.

B A
B
A

C

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26

Problema Resolvido N o 13: Inscrever uma circunferência num triângulo dado.

1.

Comece com um triângulo ABC.

 

B

 

A

  A

C

2.

Construa as bissetrizes de dois quaisquer dos ângulos internos deste triângulo. (Vide Problema Proposto N o 4.)

 
I
I

C

B

3.

Seja I a interseção das duas bissetrizes dos ângulos escolhidos.

 

A

3.

Construa a reta que, passando por I, é perpendicular a um dos lados do triângulo dado. Seja T o ponto de interseção desta reta com o lado escolhido (no nosso caso AB).

 

B

A

T I
T
I

C

4.

Centre o compasso no ponto I, e desenhe utilizando como raio o segmento de reta IT, a circunferência. Ela irá tangenciar os três lados do triângulo dado.

 

B

A

T I
T
I

C

27

ConstruçõesConstruçõesConstruçõesConstruções GeométricasGeométricasGeométricasGeométricas –––– 2º2º2º2º MétodoMétodoMétodoMétodo

Problemas Resolvidos usando Símbolos Gráficos que

mostram os Passos das Construções Geométricas:

A seguir serão apresentadas algumas construções geométricas passo a passo, segundo uma outra de forma de construção, em que se fará uso dos seguintes símbolos:

Centro para a ponta seca do compasso de um arco ou circunferência;construção, em que se fará uso dos seguintes símbolos: Direção para o traçado de linhas, círculos

Direção para o traçado de linhas, círculos ou arcos;para a ponta seca do compasso de um arco ou circunferência; Ponto demarcado; Ponto especial e/ou

Ponto demarcado;Direção para o traçado de linhas, círculos ou arcos; Ponto especial e/ou escolhido arbitrariamente (veja problema

Ponto especial e/ou escolhido arbitrariamente (veja problema 15).o traçado de linhas, círculos ou arcos; Ponto demarcado; Problema Resolvido N o 14 : Como

Problema Resolvido N o 14: Como bissecar um dado ângulo? Como dividir um ângulo em duas partes exatamente da mesma medida?

1.-

2.-

3.-

1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-
1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-
1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-

4.-

5.-

6.-

1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-
1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-
1.- 2.- 3.- 4.- 5.- 6.-

Para maiores detalhes sobre esta técnica, vide:

http://www.zef-damen.myweb.nl/Constructions/Constructions_en.htm

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

28

Problema Resolvido N o 15: Como construir uma linha perpendicular a um segmento bissecando- o?

1.-

2.-

3.-

 
     
 
     
 
     

4.-

5.-

 
 
   
 
   

Problema Resolvido N o 16: Como construir uma linha perpendicular a um segmento dado passando por um ponto fora dele?

1.-

2.-

3.-

 
 
 
 

4.-

5.-

6.-

 
 
 
 

29

Problema Resolvido N o 17: Como construir uma linha perpendicular a um segmento dado passando por um ponto qualquer pertencente a este segmento?

1.-

2.-

3.-

 
   
   
 
   

4.-

5.-

6.-

 
   
   
 
   

Problema Resolvido N o 18: Como construir os diâmetros horizontal e vertical de uma circunferência dada?

1.-

2.-

3.-

 
   
 
   
   

4.-

5.-

Vide antes, o Problema 14

6.-

 
 
 
 

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

30

Problema Resolvido N o 19: Como construir um hexágono equilátero inscrito num círculo dado?

1.-

2.- Vide antes, o Problema 16

3.-

 
 
 
 

4.-

5.-

6.-

 
 
 
 

7.-

8.-

9.-

 
 
 
 

10.-

11.-

 
2.- Vide antes, o Problema 16 3.-   4.- 5.- 6.-   7.- 8.- 9.-  
2.- Vide antes, o Problema 16 3.-   4.- 5.- 6.-   7.- 8.- 9.-  

31

Problema Resolvido N o 20: Como construir um triângulo equilátero dado o lado?

1.-

2.-

3.-

 
     
 
     
 
     

4.-

5.-

6.-

 
     
 
     
 
     

Problema

Resolvido

N o

21:

Como

construir

um

circunferência dada?

triângulo

equilátero

inscrito

numa

1.- Vide antes, problema 17

2.-

3.-

   
 
   
 
   

4.-

5.-

 
 
 
 

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

32

Problema Resolvido N o 22: Como construir um hexágono regular dado um de seus lados?

1.- Vide antes, problema 18

2.-

3.-

1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-

4.-

5.-

6.-

1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-

7.-

8.-

9.-

1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-

10.-

11.-

12.-

12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 18 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-

33

Problema Resolvido N o 23: Como construir um pentágono regular?

1.- Vide antes, problema 16

2.-

3.-

1.- Vide antes, problema 16 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 16 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-
1.- Vide antes, problema 16 2.- 3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.-

4.-

4.-

5.-

5.-

6.-

6.-

7.-

7.-

8.-

8.-

9.-

9.-

10.-

11.-

12.-

3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.- 13.- 14.- Nota: Esta maneira de
3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.- 13.- 14.- Nota: Esta maneira de
3.- 4.- 5.- 6.- 7.- 8.- 9.- 10.- 11.- 12.- 13.- 14.- Nota: Esta maneira de

13.-

14.-

Nota:

Esta maneira de construir um pentágono (há outros modos de fazê-lo) pode ser usada também
Esta maneira de construir um pentágono (há outros modos de fazê-lo) pode ser usada também

Esta maneira de construir um pentágono (há outros modos de fazê-lo) pode ser usada também para construir um decágono regular (um polígono regular com dez lados).

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

34

Problema extra: Como construir um heptágono regular dado um de seus lados? Consultar os sites:

http://www.zef-damen.myweb.nl/Constructions/Constructions_en.htm

http://www.zef-damen.myweb.nl/Constructions/Constructions_en.htm

Para que você possa obter diferente posições dos vértices a tabela ao lado deve ter

Para que você possa obter diferente posições dos vértices a tabela ao lado deve ter seus valores alterados, da seguinte forma:

1. Para que o heptágono aponte para a esquerda, multiplique todos os valores da tabela por -1;

2. Para que o heptágono aponte para a cima, troque os valores de x por y e vice- versa;

3. Para que o heptágono aponte para baixo, multiplique todos os valores da tabela obtida em (2) por -1.

Nota:

Os valores da tabela assumem que o raio da circunferência circunscrita ao heptágono vale 1.0000. Para se obter heptágono de diferentes tamanhos basta multiplicar os valores tabelados pelo valor do raio desejado para a circunferência.e.

Um heptágono não pode ser estritamente construído com régua e compasso. Uma forma prática de construí-lo é fazê-lo em uma folha quadriculada através das coordenadas de seus vértices.

Aqui estão as coordenadas dos 7 vétices

X

Y

1.0000

0.0000

0.6235

0.7818

–0.2225

0.9749

–0.9010

0.4339

–0.9010

–0.4339

–0.2225

–0.9749

0.6235

–0.7818

35

Apêndice

Veja a seguir como construir um quadrado e um retângulo, dados os lados.

Construindo quadrados

Quer-se desenhar um quadrado de lado AB, dado.

1º Passo: Trace uma reta e sobre ela marque o segmento de reta AB.

Trace uma reta e sobre ela marque o segmento de reta AB. 2º Passo: Trace uma

2º Passo: Trace uma perpendicular em A.

de reta AB. 2º Passo: Trace uma perpendicular em A. 3º Passo: Centro em A, com

3º Passo: Centro em A, com a abertura do compasso igual à medida AB, marque o ponto D sobre a reta perpendicular anteriormente traçada.

o ponto D sobre a reta perpendicular anteriormente traçada. 4º Passo: Centro em B, mantida a

4º Passo: Centro em B, mantida a mesma abertura no compasso, trace um arco AX.

B, mantida a mesma abertura no compasso, trace um arco AX. 5º Passo: Em seguida, com

5º Passo: Em seguida, com abertura do compasso igual ao lado AB, centro em D, corte o arco AX em C.

Geometria Euclidiana Plana e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP

36

e Espacial – Prof. Dr. Aury de Sá Leite - UNESP 3 6 6º Passo: Una

6º Passo: Una os pontos A, B, C e D.

Leite - UNESP 3 6 6º Passo: Una os pontos A, B, C e D. Construindo

Construindo retângulos

Vamos desenhar um retângulo de lados AB cm e AD.

1º Passo: Desenhe uma reta e sobre ela marque o segmento de reta de AB, dado.

uma reta e sobre ela marque o segmento de reta de AB, dado. 2º Passo: Trace

2º Passo: Trace uma perpendicular em A.

reta de AB, dado. 2º Passo: Trace uma perpendicular em A. 3º Passo: Centro em A,

3º Passo: Centro em A, com a abertura do compasso igual à medida de AD, marque o ponto D, na perpendicular.

37

37 4º Passo: Centro em D, abertura do compasso igual ao lado AB, trace um arco.

4º Passo: Centro em D, abertura do compasso igual ao lado AB, trace um arco.

em D, abertura do compasso igual ao lado AB, trace um arco. 5º Passo: Em seguida,

5º Passo: Em seguida, com abertura do compasso igual ao lado AD, centro em B, corte o arco em C.

seguida, com abertura do compasso igual ao lado AD, centro em B, corte o arco em

6º Passo: Una os pontos A, B, C e D.

seguida, com abertura do compasso igual ao lado AD, centro em B, corte o arco em

38

Capítulo 3

Formulário de Geometria Euclidiana Plana 1

Introdução

A Construção do Pensamento Geométrico Euclidiano tem sido um grande desafio para os

educadores, não somente pela quantidade de conceitos envolvidos, mas pela dificuldade de torná-los

claros e conexos para os estudantes, bem como, aplicáveis à resolução de problemas.

O estudo da Geometria Euclidiana seja através do método hipotético-dedutivo, seja através de

um formulário tomado como “dicionário” da “linguagem geométrica” objetivando a resolução de problemas, exige do professor grande habilidade pedagógica que envolve o conhecimento sobre:

(1) o que expor – que conteúdos apresentar aos estudantes, (2) em que seqüência expor os conteúdos selecionado,

(3) como expor e tornar significativos cada um destes conteúdos, (4) como avaliar a aprendizagem daquilo que foi exposto.

A Geometria Plana Euclidiana

Há fortes recomendações de cunho pedagógico no sentido de que se deveria apresentar as idéias geométricas euclidianas ao longo de todas as séries do Ensino Básico. No entanto, apesar da obrigatoriedade de que o conteúdo da Geometria Euclidiana deva ser abordado nas seguintes séries: 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental (Geometria Plana) e retomada na 2ª série do Ensino Médio (Geometria Espacial) incorporada à disciplina de Matemática.

A prática tem mostrado, no entanto, que muito pouco se ensina de Geometria e que os alunos

muito pouco aprendem desta ciência. Um dos sinais que melhor caracterizam o problema, e o faz de forma contundente, é o que geralmente ocorre com os professores do Ensino Médio, que, para poderem apresentar a Geometria de Posição e a Geometria Métrica Espacial, necessitam apresentar antes toda a Geometria Plana, pois a maioria dos alunos, agora na 2ª série do Ensino Médio, nunca a estudaram antes e, mesmo os que o fizeram, não fixaram os seus conceitos mais básicos, apresentando um conhecimento extremamente lacunar e desconexo. Os professores de Física, que necessitando de conceitos elementares da Geometria não o encontram com facilidade no repertório de maioria dos estudantes do Ensino Médio, o que dificulta enormemente a tarefa de fazê-los compreender os fenômenos e a interpretação das leis inerentes à sua disciplina.

As construções geométricas utilizando régua e compasso (vide capítulo anterior) ou a geometria experimental, normalmente apresentada em Laboratórios ou Oficinas de Geometria que

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA E ESPACIAL

39

envolve a utilização de materiais concretos (dobraduras, pantógrafo, construções com canudos de

refresco e palitos de sorvete, planificações de sólidos geométricos etc) , são formas bastante

interessantes de se apresentar e estudar a Geometria Euclidiana, frisando e empregando os seus

conceitos imediatos, definidos ou construtivos. No entanto, o que maioria dos professores alega para

não colocar em prática estas idéias, é a “falta de tempo” ou a necessidade de preparar um material

muito amplo para um efeito lento demais quando se leva em conta o tempo disponível para “ensinar”

Geometria na 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental, ou até mais, esta é uma tarefa do professor de

Desenho.

Estes problemas a falta de tempo, talvez a falta de conhecimento sólido e pedagogicamente

bem embasado por parte dos professores e a aprendizagem lacunar ou insuficiente por parte dos

estudantes que chegam ao Ensino Médio−−−− nos fizeram repensar o ensino da Geometria.

Num primeiro momento, a Geometria vai (e deve sempre) ser repensada como sendo uma

linguagem, que é o que ela realmente é. A partir disto, teremos que eleger um vocabulário mínimo a

ser exigido do estudante, a partir do qual se possam criar oportunidades de aprendizagem

genuinamente instigantes ou pelo menos motivadoras, primeiramente através da justificação de

raciocínios e a seguir através da resolução de problemas.

Assim, a criação de um formulário dos principais conceitos e propriedades da Geometria

Euclidiana Plana e Espacial, baseados no vocabulário desta ciência passou a ser a meta mais urgente de

nossa proposta pedagógica. O resultado da primeira fase do nosso projeto (vocabulário destinado ao

alunado da 7ª série) será apresentado a seguir, nele, a Geometria Euclidiana destinada a este nível de

escolaridade pode ser acessada de diversas maneiras:

i. Através de um vocabulário – os títulos e subtítulos de cada um dos tópicos;

ii. Através

das

explicativos;

ilustrações

bastante

detalhadas,

geralmente

acompanhadas

de

textos

iii. Através da sugestão de alguns exercícios bastante concretos envolvendo alguns tópicos

teóricos que apresentem dificuldade;

iv. Uma série de Sugestões Metodológicas.

dificuldade; iv. Uma série de Sugestões Metodológicas. Os formulários destinados aos alunos da 8ª série do

Os formulários destinados aos alunos da 8ª série do Ensino Fundamental e aos alunos do 2º ano do Ensino Médio, serão apresentadas nos capítulos 5 e 6 a seguir. O desenvolvimento axiomático da Geometria Euclidiana e a prova de uma série de Teoremas relevantes, focando-se em particular, os diversos métodos e formas de se provar teoremas numa Teoria Axiomática serão vistos na segunda parte deste trabalho.

os diversos métodos e formas de se provar teoremas numa Teoria Axiomática serão vistos na segunda

40

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA 1

0.- Estrutura de uma Teoria Axiomática

Axiomas Conceitos Primitivos Definições Teoremas (Postulados) Modernamente dá-se preferência ao nome Axioma no
Axiomas
Conceitos Primitivos
Definições
Teoremas
(Postulados)
Modernamente dá-se preferência ao nome Axioma no lugar de Postulado.
Axiomas são afirmações iniciais aceitas sem demonstração
(ou princípios não demonstráveis), aceitos incondicionalmente como verdadeiros, e sobre os quais irá se
fundamentar uma Teoria. Uma Teoria assim construída será denominada Teoria Axiomática.
demonstração
TEOREMA:
Hipótese: P
Tese: Q

Métodos Usuais de Demonstração de Teoremas:

(1) Métodos diretos:

(1.1)Hipotético-dedutivo (Regra de Inferência Modus Ponens: P⇒⇒⇒⇒Q; Se P é verdadeira, então Q é verdadeira.) (1.2.)Método Indutivo (Princípio da Indução Finita ou Indução Matemática)

(2) Método indireto: por Redução ao Absurdo (Regra de inferência Reductio ad Absurdum: P⇒⇒⇒⇒Q; Se ¬¬¬¬Q acarreta P∧∧¬∧∧¬¬¬P, então Q é verdadeira. Negar Q, a Tese, e obter a negação da Hipótese P, ¬¬¬¬P, obtendo-se “P∧∧¬∧∧¬¬¬P” que é uma contradição).

1.- Noções Básicas da Geometria Euclidiana

(Euclides de Alexandria ? a.C.−−−− 325 a.C.)

 

O plano se expande em todos os sentidos

Os elementos fundamentais (ou conceitos primitivos) de uma teoria não possuem definição.

O ponto, a reta, o plano e o espaço (E) são os entes fundamentais ou conceitos primitivos da Geometria.

Representações do ponto, da reta e do plano:

Notar que:

O ponto é adimensional.

A r r αααα ΣΣΣΣ 1 ΣΣΣΣ 2
A
r
r
αααα
ΣΣΣΣ 1
ΣΣΣΣ 2

O ponto pode ser caracterizado como sendo a intersecção de duas

retas. A intersecção de duas retas determina um ponto.

A reta é infinita nos dois sentidos.

A reta, o plano e o espaço são conjuntos com infinitos pontos.

O plano tem infinitas retas e o espaço infnitos planos.

Nem a reta, nem o plano têm espessura.

O plano se expande em todas os sentidos.

O espaço se expande em todas as direções.

 

Notação usual para os entes geométricos:

(1) o ponto – notado com letras latinas maiúsculas: A,B,C,

,

P,Q,

(2) a reta – notado com letras latinas minúsculas: a,b,c,

,

r,s,t,

(3) o plano – notado com letras gregas minúsculas: α,β,γ,δ,

(4) os semi-planos opostos de um mesmo plano: Σ 1 ∪Σ 2 = α e Σ 1 ∩Σ 2 = α

 

(5) o espaço – notado pela letra E ( Espaço Euclidiano = RRRR 3 )

 

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA E ESPACIAL

41

2.- Examinando Alguns Axiomas da Geometria Euclidiana

2.1.- Axioma da Existência

Existe a reta e nela ou fora dela existem infinitos pontos.

Existe o plano e nele (ou fora dele) existem infinitos pontos.

2.2.- Axioma da Determinação

A palavra “determina” deve ser entendida como uma substituta para o seguinte conceito: “estabelece a existência de uma e somente uma entidade geométrica”.

Dois pontos distintos determinam uma reta.

Três pontos não colineares determinam um plano.

αααα A B
αααα
A
B
B αααα A C
B αααα
A
C

barbante

2.3.- Axioma da Inclusão

Uma reta estará contida num plano (ou pertence a um plano) quando possur dois de seus pontos, distintos, pertencentes a este plano.

αααα B A
αααα
B
A

( A B, A∈α, B∈α, r =

AB ) r ∈α

Usando este postulado e o postulado da determinação de planos poderemos demonstrar que:

Uma reta e um ponto fora dela determinam um plano.

Duas retas concorrentes detrminam um plano.

Duas retas paralelas distintas determinam um plano.

2.4.- Axioma da Separação

Um ponto pertencente a uma reta a separa em duas semi-retas distintas.

Uma reta pertencente a um plano o separa em dois semiplanos distintos.

2.5.- Axioma das Paralelas (Conhecido como V Postulado de Euclides)

Por um ponto fora de uma reta passa uma e somente uma reta paralela à reta dada.

42

3.- Retas, Semi-retas e Segmentos de Reta – Pontos e Segmentos Colineares

Notação:

A e B são pontos da reta r (A∈∈∈∈r e B∈∈∈∈r), então:

da reta r (A ∈∈∈∈ r e B ∈∈∈∈ r), então: [1] r = AB [2]
[1] r = AB [2] AB [3] AB
[1] r = AB [2] AB [3] AB

[1] r = AB

[2] AB

[3] AB

e B ∈∈∈∈ r), então: [1] r = AB [2] AB [3] AB [4] BA [5]

[4] BA

[5] OA

e

OB

αααα r B O A
αααα
r
B
O
A

[1] r é a reta que passa por A e B

[2] o segmento de reta AB

[3] a semi-reta com origem A, passando por B

[4] a semi-reta com origem B, passando por A

a reta r está contida no plano α: r ⊂ α

[5] semi-retas opostas (veja figura ao lado) – o ponto O é a origem destas duas semi-retas.

3.1.- Pontos Colineares e Segmentos Colineares

Os pontos A, B e C pertencem a uma mesma reta r

Os pontos A, B e C são colineares

A reta suporte dos pontos A, B e C é a reta r

O ponto B está entre os pontos A e C: [ABC] = [CBA]

C r B A
C
r
B
A

os segmentos

AB , BC

e

AC estão contidos numa mesma reta r:

AB r

, BC r

e

AC

r

Os segmentos

AB , BC

e

AC são colineares, porque estão contidos numa mesma reta r

 

A reta r é a reta suporte de AB , BC e AC

• A reta r é a reta suporte de AB , BC e AC 3.2.- Segmentos

3.2.- Segmentos Consecutivos e Segmentos Adjacentes

B C A
B
C
A

M

N

P

B C A M N P • Os segmentos AB e BC são consecutivos, mas não
B C A M N P • Os segmentos AB e BC são consecutivos, mas não
B C A M N P • Os segmentos AB e BC são consecutivos, mas não
B C A M N P • Os segmentos AB e BC são consecutivos, mas não

Os segmentos AB e BC são consecutivos, mas não são colineares

Os segmentos MN e NP são consecutivos e são colineares

Os segmentos MP e PN são consecutivos e são colineares

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA E ESPACIAL

43

3.3.- Segmentos Colineares Consecutivos adjacentes

Para que dois segmentos colineares e consecutivos sejam adjacentes é necesário que eles possuam um único ponto em comum:

Os segmentos MN e NP são colineares e consecutivos e ainda MN NP = { N }, logo

MN e NP são segmentos adjacentes

Por outro lado,

NP , mesmo ocorrendo que MP e PN sejam

colineares e consecutivos, eles não são adjacentes.

MP PN =

PN

=

4.- Ponto Médio de um Segmento

M é ponto médio de AB

( [AMB] e AM

= MB )

A M B
A
M
B

Ou usando a Notação: A distância de A até B sendo dada simbolicamente por: d(A,M)

M é ponto médio de AB

( d(AM) = d(AB) e d(AM) + d(MB)=d(AB) )

PROPRIEDADES DA DISTÂNCIA ENTRE PONTOS DO PLANO:

[1] d(A,B) 0

[3] d(A,B) = d(B,A)

[2] d(A,B) = 0 A B ( - “coincide”)

[4] d(A,B) + d(B,C) d(A,C) (desigualdade triangular)

5.- Semi-planos

Semi-planos e semi-espaços

[1] r ⊂⊂⊂⊂ αααα

[2.a] αααα 1 ∪∪∪∪ αααα 2 = αααα [2.b] αααα 1 ∩∩∩∩ αααα 2 =
[2.a]
αααα 1
∪∪∪∪
αααα 2
= αααα
[2.b] αααα 1 ∩∩∩∩ αααα 2
= r
r
αααα
Q
P
αααα 2
αααα 1
• O plano αααα foi dividido pela reta r em dois semi-planos opostos (e distintos)
• O plano αααα foi dividido pela reta r
em dois semi-planos opostos (e
distintos) αααα 1 e αααα 2 .
• Se P
∈∈∈∈
αααα 1
e Q ∈∈∈∈ αααα 2 , pode-se
escrever:
αααα 1 = (r, P)
e
αααα 2 =(r, Q)
• Notar que: Um plano separa o
espaço (E) em dois semi-espaços.

44

6.- Regiões Planas Convexas e Côncavas

αααα R B A R é uma Região Plana Convexa se, e somente se:
αααα
R
B
A
R é uma Região Plana Convexa se, e somente se:

R ⊂ α, A R

Notação:

e B R AB R

αααα R A B R é uma Região Plana Côncava se, e somente se:
αααα
R
A
B
R é uma Região Plana Côncava se, e somente se:

R ⊂ α, A R

e B R AB R

- para todo pertence a

-

- existe pelo menos um está contido em

-

então

- se

- não está contido em

7.- Ângulos

r Ângulos Consecutivos: A A Notação: ) • ângulo α =α = AÔB = rÔs
r
Ângulos Consecutivos:
A
A
Notação:
)
• ângulo α =α
= AÔB = rÔs
∠AOB e ∠BOC
∠AOC e ∠BOC
∠AOB e ∠AOC
• ângulo α = ∠α = ∠ AOB
Ângulos Adjacentes:
B
O
• O é o vétice do ângulo α
αααα
O
∠AOB e ∠BOC
• As semi-retas OA e OB , de
mesma origerm O, são os
C
Não são Ângulos Adjacentes:
∠AOC e ∠BOC
lados do ângulo α
B
∠AOB e ∠AOC
s

Nota: O ângulo é uma superfície limitada por duas semi-retas de mesma origem.

8.- Medida de ângulos – Graus

B αααα β A C
B
αααα
β
A
C

O

) AOC é denominado

ângulo raso

αααα ++++ ββββ ==== 180 o

denominado ângulo raso αααα ++++ ββββ ==== 180 o Ângulo reto Medida = 90 o Ângulo

Ângulo reto Medida = 90 o

++++ ββββ ==== 180 o Ângulo reto Medida = 90 o Ângulo agudo Medida < 90

Ângulo agudo Medida < 90 o

Ângulo reto Medida = 90 o Ângulo agudo Medida < 90 o Ângulo obtuso Medida >

Ângulo obtuso Medida > 90 o

O ângulo de 360 o é denominado ângulo de uma volta.

Nota: Um ângulo α, tal que 0 o ≤ α ≤ 180º, é um ângulo convexo. Os ângulos α, tal que 180º < α < 360º é um ângulo côncavo. Justifique estas afirmações.

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA E ESPACIAL

45

Medidas de ângulos em Radianos: π o π o π o π 2 3 4
Medidas de ângulos em Radianos:
π
o π
o π
o π
2
3
4
6
Medidas de ângulos em Grados:
Sendo: 360 o = 400gr se torna bastante simples calcular os valores de180 0 , 90 o , 60 o , 45 o e
30 0 através de regra de três simples. Tente fazê-lo e confira as suas respostas, abaixo.
Respostas: 200gr, 100 gr; (400/6) gr = 200/3 gr ≅ 66,666
gr; 50 gr e 33,333
gr

Sendo:180

o ≅ π

rad

logo:

rad

90

rad

60

rad

45

rad

30

o

≅ 60 rad ≅ 45 rad ≅ 30 o 9.- Adição de Ângulos Se Se Se

9.- Adição de Ângulos

Se

Se

Se

Se

ˆ

med(αˆ ) + med(β )

ˆ

med(αˆ ) + med(β )

ˆ

med(αˆ ) + med(β )

ˆ

med(αˆ ) + med(β )

= 90 o então α e β são ângulos complementares

= 180 o então α e β são ângulos suplementares

= 270 o então α e β são ângulos explementares

= 360 o então α e β são ângulos replementares

10.- Bissetriz de um Ângulo e Ângulos Opostos Pelo Vértice ( Ângulos OPV )

O

) AOC ≅ ) BOD e AOD ) ) ≅ BOC A C B )
)
AOC
)
BOD e AOD
)
)
BOC
A
C
B
)
OC é a ) semi-reta ) bissetriz do ângulo AOB
AOC
≅ BOC
(≅ - “congruente a”)
D A O C B ) ) ) ) AOC e BOD são ângulos OPV
D
A
O
C
B
) )
)
)
AOC
e BOD
são
ângulos OPV
AOC
BOD
) )
)
)
AOD
e
BOC
são
ângulos OPV
AOD
BOC

Nota: dois ângulos são congruentes quando têm a mesma medida.

46

10.1.- Teorema dos ângulos O.P.V. – Comentários de cunho Pedagógico

Teorema a ser Explanado/Explorado/Provado:

Dois ângulos O.P.V. são Congruentes.

Forma de Realizar a Explanação:

r

C A O ββββ αααα D γγγγ B
C
A
O ββββ
αααα
D
γγγγ
B

s

Apresentar a figura ou desenho, passo a passo, explicando cada um de seusr C A O ββββ αααα D γγγγ B s componentes (retas r e s, a

componentes (retas r e s, a intersecção no ponto O, os ângulos O.P.V. α e β, o

ângulo γ um ângulo auxiliar).

Mostar que: α + γ = 180º (formam um ângulo raso) α + γ = 180º (formam um ângulo raso)

Mostrar que: β + γ = 180º (também formam um ângulo raso) β + γ = 180º (também formam um ângulo raso)

Montar o sistema de equações algébricas lineares:que: β + γ = 180º (também formam um ângulo raso)  α + γ =

α + γ = 180

β + γ = 180

o

o

e resolvê-lo ou por decodificação ou através de manipulações algébricas, constatando

que α = β, ou seja: α ≅ β.

Um comentário importante: pode-se ser mais rigoroso no tocante ao que seja o ângulo e ao que seja pode-se ser mais rigoroso no tocante ao que seja o ângulo e ao que seja a sua medida, adotando-se a seguinte notação: med(AOB) = α, med(COD) = β e med(BOD) = γ, assim, a conclusão de que α = β nos levará à conclusão de que se med(AOB) = med(COD) então AOB ≅ ∠COD.

GEOMETRIA EUCLIDIANA PLANA E ESPACIAL

47

10.2.- Prova (Direta) do Teorema dos ângulos O.P.V.

Teorema:

Dois ângulos O.P.V. são Congruentes.

Hipótese

Tese

∠∠∠∠AOB e ∠∠∠∠COD são ângulos OPV”

⇒⇒⇒⇒

∠∠∠∠AOB) ≅≅∠≅≅∠∠∠COD

Prova no formato de duas colunas:

 

Proposição ou afirmação

   

Justificativa

 

1.- Sejam r e s duas retas que se interceptam num ponto O

Definição-

2.- Seja A, B, C e D pontos tais que: Ar, Br Cs e Ds

Axioma: Sobre uma reta jazem pelos menos dois pontos distintos.

3.- AOB e COD são O.P.V e AOC e BOD são O.P.V

Definição de ângulos O.P.V.

 

4.- Seja assumir que:

 

Correspondência

entre

um

ângulo

e

sua

med(AOB) = α e med(COD) = β e que med(BOD) = γ e med(COA) = ϕ

 

medida

5.- AOB e BOD são suplementares

 

Formam par de ângulos lineares

 

6.- Logo α + γ = 180º

 

Soma das medidas de ângulos suplementares

7.- COB e BOD são suplementares

 

Formam par de ângulos lineares

 

8.- Logo β + γ = 180º

 

Soma dos ângulos suplementares em graus

 

9.- de (6) e (8) pode-se tirar que α med(AOB) = med(COD)

= β de onde

Regra da Substituição em Sistemas de Equações algébricas Lineares

10.-

Se

med(AOB)

=

med(COD)

então

Definição de congruência

 

AOB ≅ ∠COD

   

11.- Usando-se o mesmo raciocínio pode-se provar que med(AOC) = med(BOD) então AOC ≅ ∠BOD

Repetir os passos de (4) até(10) para AOC e ∠∠∠∠BOD).

 

C.Q.D.

 

Como Queríamos Demonstrar

 

48

11.- Triângulos

t s A αααα’ c r b αααα B ββββ ββββ’ γγγγ’ γγγγ a C
t
s
A αααα’
c
r
b αααα
B
ββββ
ββββ’
γγγγ’
γγγγ
a
C
αααα + αααα’= ββββ + ββββ’= γγγγ + γγγγ’= 180 o

Triângulo de vértices A, B e C: ABC

Os lados a, b e c do ABC são opostos aos vértices A, B e C, respectivamente.

Ângulos internos: α, β e γ

Ângulos externos: α, β e γ

Perímetro do ABC: 2p = a + b + c

Semi perímetro do ABC:

p =

2

Pode-se traçar uma reta suporte para cada um dos lados de um dado triângulo – na figura ao lado as retas r, s e t são suportes, respectivamente, dos lados a, b e c do ABC

a

+

b

+

c

12.- Classificação dos Triângulos

Triângulos: Classificação quanto à medida dos lados