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Análise de Custos

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Ciências Contábeis

Análise de Custos

Professor: Dalmy Freitas de Carvalho

2 o Semestre / 2005

S UMÁRIO

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Terminologia contábil utilizada em custos Classificações e Nomenclaturas de Custos Sistemas de Acumulação e puração de Custos Equivalente de Produção Produção Conjunta Custo Fixo, Lucro e Margem de Contribuição Contribuição Marginal e Limitações na capacidade de produção Custeio Variável A relação Custo / Volume / Lucro Custos para Controle – Custo Padrão Método Custeio Baseado em Atividades Método de Custeio-Meta Referências Bibliográficas

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Terminologia contábil utilizada em custos

A contabilidade de custos possui terminologia específica, entretanto, existe divergência entre diferentes autores. Com o objetivo de uniformizar o entendimento, neste item definiremos alguns termos que utilizaremos durante o desenvolvimento do trabalho, de maneira a evi ar qualquer equívoco de t interpretação. A definição de gastos, custos e despesas são descritas por Leone (1991, p.50) como: “... gasto como o compromisso financeiro assumido por uma empresa na aquisição de bens ou serviços, o que sempre resultará em uma va riação patrimonial, podendo o gasto ser definido como gasto de investimento, quando o bem ou serviço for utilizado em vários processos produtivos, e como gastos de consumo, quando o bem ou serviço forem consumidos no momento mesmo da produção ou serviço que a empresa realizar.” “Dependendo da destinação do gasto de consumo, ele poderá converter-se em custo ou despesa. O mesmo acontece com o gasto de investimento: à medida que o investimento for sendo consumido ele poderá transformarse em custo ou despesa, dependendo do objeto onde estará sendo aplicado. Custo é definido como “o consumo de um fator de produção, medido em termos monetários para a obtenção de um produto, de um serviço ou de uma atividade que poderá ou não gerar renda”. Despesa “o gasto aplicado na realização de uma atividade que vai gerar renda efetivamente ou que poderá gerar uma renda teórica”. Segundo Perez Júnior, Oliveria & Costa (1999, p. 14-18): • “Gastos - correspondem ao consumo genérico de bens e serviços. Ocorrem a todo o momento e em qualquer setor de uma empresa. É importante não confundir gastos com desembolsos. O que é gasto, ou seja, consumido, são os bens e serviços obtidos por meio do desembolso imediato ou futuro. Dependendo da aplicação, o gasto poderá ser classificado em custo s, despesas, perdas ou desperdícios”. • Custos - são os gastos relativos aos bens e serviços (recursos) consumidos na produção de outros bens e serviços. Observe que não existem despesas de produção, pois todos os gastos incorridos no processo produtivo são classificados como custos. • Despesas - são os gastos relativos aos bens e serviços consumidos no processo de geração de receitas e manutenção dos negócios da empresa. Todas as despesas estão diretamente ou indiretamente associadas à realização de receitas. As empresas têm despesas para gerar receitas e não para produzir
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• Perdas (despesas) - correspondem aos gastos anormais ou involuntários que não geram um novo bem ou serviço e tampouco receitas e são apropriados diretamente no resultado do período em que oc orrem. Esses gastos não mantêm nenhuma relação com a operação da empresa e geralmente ocorrem de fatos não previstos. Representam bens ou serviços consumidos de forma anormal, involuntária ou acidental e os valores devem ser lançados diretamente para o resultado. • Perdas (Custos) - são os gastos incorridos nos processos produtivos ou de geração de receitas e que possam ser eliminados sem prejuízo da qualidade ou quantidade dos bens, serviços ou receitas geradas. São gastos previstos no processo produtivo e devem ser considerados como custo dos produtos. • Investimento - Segundo Martins (2003, p.25): “Gasto ativado em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuro(s) período(s). Segundo o autor a matéria -prima é um gasto ativado temporariamente como investimento circulante; a máquina é um gasto que se transforma em investimento permanente...”. • Desembolsos - são as saídas de dinheiro do caixa ou do banco. Ocorrem devido ao pagamento de uma compra efetuada à vista ou de uma obrigação assumida anterio rmente. Nessa perspectiva, como os custos têm de ser adaptados às decisões em questão, muitos termos foram criados para descrever diferentes tipos de custos e a utilização diversa desses termos exige certa familiaridade com eles. Para Horngren (1989, p. 540) as terminologias de custos mais freqüentemente empregadas são: • “Custos estimados - são custos predeterminados com base em valores históricos e se destinam ao planejamento e controle”; • Custos -padrão - são custos predeterminados com base em parâmetros ope racionais, sendo aplicados, sobretudo em operações repetitivas, e servem ao planejamento e controle; • Custos controláveis - são os custos que podem ser controlados pelo responsável por uma unidade administrativa componente da organização; • Custos não-control veis - são os custos que não estão sujeitos ao controle em á nenhuma unidade administrativa; • Custos históricos - são os custos incorridos e registrados contabilmente. Representam valores objetivos, porque não sofrem nenhuma influência de julgamentos subjetivos; • Custos conjuntos - são os termos mais freqüentemente aplicados aos custos de bens industriais que são produzidos por um único processo e não são
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identificáveis como tipos individuais de produtos até certo estágio de produção.- conhecido como ponto de separação de custos”. Questionário 1 A) Quando comprarmos matéria-prima temos um (a) ............... e quando utilizamos no processo produtivo temos um (a).................... 1 B) Os componentes do processo de produção de uma empresa industrial é um (a)......................... que deverá ser ativado no estoque de produtos acabados e quando de sua venda transforma -se em .......................... 1 C) Caracterize Perda. Dê exemplos. Quando as Perdas podem ser consideradas Despesas ou Custos? 1 D) “Só existem custos na empresa industrial; em qualquer outro tipo de empresa existem Despesas.”Opine a respeito”. 1 E) Diferencie Custo de Investimento.

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Classificações e Nomenclaturas de Custos

Classificação dos Custos Uma classificação apropriada de custos é essencial para que a administração possa coletar e utilizar esta informação do modo mais eficiente possível. Segundo Leone (1995, p. 20), “os custos podem ser divididos em três grandes grupos”: • custos para determinação da rentabilidade e avaliação do patrimônio; • custos para controle de operações; • custos para tomada de decisões e planejamento.” Leone (1991, p. 52-54) mostra a classificação de custos de acordo com diversos autores, como: Bierman e Dickman que se baseiam em métodos quantitativos e classificam os custos de acordo com: “... o comportamento diante do volume da atividade (fixos ou variáveis), quanto à responsabilidade, quanto à habilidade de identificação do custo (direto ou indireto), quanto à sua natureza, quanto à sua função (fabris, comerciai , administrativos) e quanto a s uma decisão particular (custos de oportunidade, custos conjuntos,...); Matz e Ursy que classificam os custos quanto à natureza, quanto ao período contábil em que é aplicado, quanto à tendência em variar de acordo com o volume de atividade (fixo, variável e semivariável), quanto ao produto ou serviço (materiais, mão-de-obra), quanto aos departamentos fabris, quanto ao planejamento e controle (estimados e padrões) e quanto a processos analíticos (custos diferenciais, de oportuni ade,..). Dopuch e Brinberg que classificam os custos pela d relação custo-volume-lucro (fixos, variáveis e semivariáveis), pela análise dos custos por unidade de custeio, pela análise dos custos por produto (custos primários, custos indiretos, custos diretos), pelo seu controle (custos controláveis e não controláveis), pela aplicação a decisões (custos incrementais, custos de oportunidade); Horngren que classifica os custos de acordo com as mudanças na atividade, custos unitários e totais, custos do produto e custos periódicos, custos fabris e não-fabris custos por natureza, diretos e indiretos, inventariáveis e periódicos: Buckley e Lightner que fazem a classificação da seguinte forma: custos em relação ao período,em relação à identificação, em relação ao controle e em relação ao comportamento.” No desenvolvimento desta disciplina optamos por apresentar a classificação dos custos da seguinte maneira: • classificação dos custos quanto ao comportamento diante de variações nos
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volumes de produção; • classificação dos custos quanto à forma de distribuição e apropriação aos produtos, centros de custos e resultados. Quanto ao Comportamento Diante de Variações nos Volumes de Produção Associado ao problema de conhecer a composição do custo de fabricação está o de conhecer o comportamento desses elementos de custo em relação às mudanças no número de unidades produzidas (ou qualquer outra medida de volume). De acordo com o comportamento dos custos, respostas às mudanças no volume de produção são o foco dos tomadores de decis ão em quase todos os setores. Quanto ao comportamento em relação às variações nos volumes de produção e de vendas, os custos podem ser classificados em fixos, variáveis e semifixos ou semivariáveis. De acordo com Backer & Jacobsen (1976, p. 13): “Os custos podem variar de diversas maneiras com as alterações no volume da produção ou venda. Certos custos tendem a crescer ou diminuir, no total em proporção às mudanças nos níveis de atividade. Estes são chamados custos variáveis. A mão-de-obra direta e as matérias-primas são exemplos de custos variáveis. Outros custos tendem a variar segundo o tempo e não com os níveis de atividade. Estes são chamados custos fixos [...] uma terceira categoria de custos é parcialmente variável e é designada como custos semivariáveis ou custos semifixos”. Decisões de marketing, produção e investimentos afetam o volume de atividades de uma empresa e os administradores estão sempre interessados em saberem como os custos mudam diante destas alterações no volume de produção. Para suprir essa informação, tradicionalmente, as empresas classificam os custos entre custos fixos e custos variáveis, baseados em seu comportamento em resposta às mudanças no volume de produção. Os custos fixos são teoricamente definidos como os que se mantêm inalterados, dentro de certos limites, independentemente das variações das atividades ou das vendas [...] muitas vezes, embora fixos quanto à intensidade do esforço ou do serviço envolvido, sofrem variações devidas apenas à inflação ou acréscimo de preços.(Iudícibus, 1995, p.143). Os custos variáveis são os que variam na mesma proporção das variações ocorridas no volume de produção ou outra medida de atividade [...] Mesmo os custos variáveis, que presumivelmente não só acompanhariam proporcionalmente a variação de volume como também, pelo mesmo fato, deveriam ser fixos
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unitariamente, sofrem, no médio prazo pelo menos, o impacto de economias e deseconomias de escala, de ineficiências e eficiências. (Iudícibus op.cit). Existem categorias intermediárias entre variá veis e fixas, são os custos semivariáveis e semifixos. Estes possuem um componente fixo a partir do qual passa seu comportamento a ser variável. Os custos semivariáveis ou mistos são aqueles que têm dentro de si uma parcela fixa e uma parcela variável, tornando-se semivariáveis ou semifixos. (Padoveze, 1997, p.232). O custo total dos produtos fabricados não varia proporcionalmente com o número de unidades produzidas nem permanece inalterado. Ao invés disso, ele mostra uma tendência crescente quando aumenta o número de unidades produzidas. Um custo cujo total tende a variar (mas não varia proporcionalmente) com o número de unidades produzidas, e não pode ser eliminado quando não há produção, é conhecido como um custo semivariável. Assim, conclui-se como sendo custos variáveis aqueles que, em seu valor total, variam proporcionalmente à quantidade produzida, enquanto, o custo por unidade permanece inalterado. Por outro lado, os custos fixos totais, dentro dos limites da capacidade instalada, permanecem constantes diante de oscilações no volume de produção, mas, o custo por unidade, varia de forma inversamente proporcional à quantidade produzida. Quanto à forma de apropriação aos produtos, centros de custos e resultados Quanto à forma de distribuição e apropriação aos produtos, os custos podem ser classificados como diretos e indiretos. Atkinson et al. (2000, p.127) define: “Os custos diretos de produção são aqueles que podem ser identificados diretamente ao produto, como por exemplo, material direto e mão-deobra direta. Eles são transferidos diretamente aos produtos baseados na quantidade mensurada de recursos consumidos para sua produção. Todos os outros custos de produção são classificados como custos indiretos de produção. Esses custos são incorridos para fornecer os recursos necessários para realizar diversas atividades que dão apoio à produção de diversos produtos (custos de apoio à produção)”. Conforme citado por Martins (2000, p. 55), todos os custos podem ser classificados em “Fixos e Variáveis ou em Diretos e Indiretos” ao mesmo tempo. Assim, a matéria-prima é um custo Direto e Variável, os materiais de consumo são normalmente custos indiretos e variáveis, os seguros de fábrica são custos indiretos e fixos, dentre outros. Os custos diretos são variáveis, quase sem exceção, mas os Indiretos são tanto fixos como variáveis, apesar da geral predominância dos primeiros.
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pro. dos custos. basta somar os valores gastos com materiais diretos e indiretos. só podem ser distribuídos de forma subjetiva. Embalagem Materiais Secundários Salários e encargos dos operários da fábrica Salários e encargos do pessoal de supervisão de fábrica Outros custos indiretos de fabricação.pro. sem considerar o valor do Estoque Inicial e Final dos Produtos em Elaboração. através de critérios estimados de absorção. que em sua maioria se relacionam mais com a capacidade instalada. Alguns destes elementos podem ser visualizados na figura abaixo”: Componentes principais: Material Direto (MD) Mão-de-obra Direta (MOD) Custos Indiretos de Fabricação (CIF) Custos Produto A Diretos (-) CPV Produto B Indiretos Rateio Produto C (-) Despesas (=) Resultados Estoque (+) Receitas Custos da Produção Acabada no Período (CPAP): Compreende o custo de produção do período mais o estoque inicial de produtos em elaboração (EIPE) menos o estoque final de produtos em elaboração (EF PE). os custos fixos. Entretanto.br 7 Dalmy Carvalho .Puc-Minas .Portanto. e despesas incorridas.2005 www.dalmycarvalho. com mão-de -obra direta e indireta e com os gastos gerais de Fabricação aplicados na produção do período.000 Estoque Final $ 300 $ 140 $ 300 Valores aplicados na produção durante o período: Materiais de. $ 30 $ 80 $ 400 $ 100 $ 350 Fluxograma de alocação de custos. Matéria-Prima Produtos Elaboração Produtos Acabados Estoque Inicial $ 100 $ 80 $ 500 Compras $ 1. CPP = Materiais + mão-de-obra + custos indiretos de fabricação Dalmy Carvalho .Puc-Minas . Nomenclaturas em custos Conforme Bruni e Famá (2004). É obtido pela operação: Estoque inicial de produtos acabados (EIPA) mais custo da produção acabada no período (CPAP) menos estoque final de produtos acabados (EFPA). Devemos excluir os materiais de embalagem. Fonte: Bruni e Famá (2004 p. Para se obter este custo.dalmycarvalho. “Os principais elementos que influenciam no resultado de qualquer entidade são representados por meio das receitas auferidas. CPV = EIPA + CPAP – EFPA Custos Primários: Compreende os custos de matérias-primas e mão-de-obra direta.2005 www. CPAP = CPP + EIPE . diretos ou indiretos. 36) Custo da Produção do Período (CPP): Compreende a soma dos custos incorridos na produção do período.EFPE Custos dos Produtos Vendidos (CPV): Compreende os custos incorridos na fabricação dos produtos que estão sendo vendidos. Custo de Transformação : Representa todos os custos necessários para a transformação dos materiais diretos em produtos acabados e são igualmente denominados custos de conversão ou de agregação. Exemplo: Eventos incorridos na indústria “Beta”.br 8 . Pode conter custos de produção de outros períodos. os custos diretos são aqueles que podem ser apropriados aos produtos ou serviços de forma objetiva através de uma medida de consumo e são valorizados com relativa facilidade.

2 D) Custo Fixo é aquele que é fixo por produto? Explique.pro.2005 www. Despesa.000 Calcule os valores: a) Custo de Produção do Período. Ativo.dalmycarvalho.200 $ 80 $ 30 $ 110 $1.1 Mão-de-obra indireta 10.dalmycarvalho. Compra de matéria-prima Consumo de energia da fábrica Mão-de-obra direta Consumo de combustível dos veículos de entrega Telefone –conta mensal departamento de vendas Salário e encargos do pessoal do faturamento Aquisição de máquinas industriais Depreciação das máquinas de produção Consumo de materiais diversos na administração Honorário s do diretor industrial Depreciação do prédio da fábrica.1 Materiais Secundários 8. Dalmy Carvalho . Perda. Consumo de matéria -prima na produção Aquisição de embalagens Deterioração do estoque de matéria -prima por enchente Tempo do pessoal em greve (Remunerado) Desperdício normal de tecido na industria de confecção 2.2.700 $ 500 $2.000 no mês. b) Custo da Produção Acabada no Período.1) 2) 3) 4) 5) 6) 7) 8) (+) Estoque Inicial de Matérias -primas (+) Compras de Matérias-primas (=) CUSTO DAS MATÉRIAS-PRIMAS DISPONÍVEIS ( -) Estoque Final de Matérias-primas (=) CUSTO DAS MATÉRIAS -PRIMAS APLICADAS (+) Mão-de-Obra Direta (=) CUSTO PRIMÁRIO (+) Outros Custos Diretos 8. Gasto. c) Custo da Produção Vendida no Período.310 $100 $350 $ 450 $1. O estoque inicial de matéria -prima era de $ 120.pro.br 9 Dalmy Carvalho .760 $ 80 $ 140 $1.900 2.Puc-Minas . Classifique os itens adiante em Custo.000 e o final. Dos livros da Cia.2005 www. Desembolso e.000 $1.100 $ 300 $ 800 $ 400 $1. não havendo outros estoques ou finais. assinale todas ou a(s) que considerar mais predominante(s).Puc-Minas .br 10 .000 Custos Indiretos de Fabricação: $200. 2 C) Comente as principais diferenças entre os custos diretos e indiretos.1. QUESTIONÁRIO 2 A) A separação dos Custos em Diretos e Indiretos é feita em relação a quê? 2 B) Descreva de maneira esclarecedora as principais características relacionadas aos custos variáveis e fixos.2 Custos Indiretos de Fabricação 11) (=) Custo da Produção do Período 12) (+) Estoque Inicial de Produtos em Elaboração 13) ( -) Estoque Final de Produtos em Elaboração 14) (=) CUSTO PRODUÇÃO ACABADA NO PERÍODO 15) (+) Estoque Inicial de Produtos Acabados 16) (=) CUSTO PRODUTOS DISPONÍVEIS PARA VENDA 17) ( -) Estoque Final de Produtos Acabados 18) (=) CUSTO DOS PRODUTOS VENDIDOS $ 100 $1. de $ 150. “A” extraímos as seguintes informações referentes a determinado mês: Matérias-primas compradas : $800. 2 E) Existe relação entre custos diretos e variáveis? 2 F ) Custos Diretos são a mesma coisa que Custos Primários? Por quê? III) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 120. Considerar cada uma das seguintes alternativas: I) II) Não havia estoques iniciais ou finais de produtos acabados ou em elaboração e nem de matérias-primas. Se mais de uma alternativa for válida.000. não havendo outros. quando cabível classifique ainda em Direto ou Indireto e em Fixo ou Variável.000 Mão-de-obra Direta: $300.2 Materiais de Embalagem 9) (=) CUSTOS DIRETOS DE FABRICAÇÃO 10) (+) Custos Indiretos de Fabricação 10.200 $ 300 $1.

000 Depreciação acumulada $ 50. o final de matéria-prima de $ 70. $750. o estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 160. VI) O estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 200. de $ 220. Exercícios de revisão 1) Os dados a seguir são referentes a uma empresa industrial em um dado período: Matéria -prima consumida=$ 200.000. Qual o período restante de depreciação. o inicial de produtos em elaboração era de $ 170. o estoque final de produtos acabados era de $ 200.050.050.pro. e o estoque inicial de produtos em elaboração era de $ 180.000.000.000. de $ 230.000. b) $200. $700. de $ 220. c) Custo.000.2005 www. $700. o final de produtos em andamento. c) $500.000. 5 anos e 3 meses e.000.000 e não havia outros estoques iniciais ou finais.Puc-Minas . o inicial de produtos acabados de $ 80. o final. d) $300.000. $450. $1.br 12 .000 Custos Indiretos (CIF) =$ 400.000.000. $1.000 Embalagens utilizadas =$ 50.000 O custo primário.000.000.pro.000. e não havia outros estoques iniciais ou finais.br 11 Dalmy Carvalho . V) O estoque inicial de produtos acabados era de $ 300. 575 dias 3) O pagamento resultante da aquisição de um bem.000. 4 anos e 1 mês d.000 Despesas Gerais =$ 100.000 Mão-de-Obra Direta =$ 300.000 e o final. VII) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 150.000.000.000.025 Sendo que a referida laminadora sempre foi utilizada em apenas um período diário de trabalho de 8 h. $1.2005 www. o custo de transformação e o custo total são. serviço ou despesa é denominado: a) Gasto. $ 950.dalmycarvalho.000 e não havia outros estoques iniciais ou finais. se mantida a mesma taxa ? a. 4 anos e 3 meses c.000 2) No balancete final de 31-12-2004 a Indústria Alfa apresentou: Valor de aquisição de uma laminadora $ 87. $ 950.000 e o final. que o encargo da depreciação foi registrado em todo o período num percentual de 10% ao ano.000.Puc-Minas .000. Quadro para resolução I (+) EIMP (+) Compras (-) EFMP (=) Consumo MP (+) MOD + CIF (=) CPP (+) EIPE (-) EFPE (=) CPAP (b) (+) EIPA (-) EFPA (=) CPV (c) (a) II III IV V VI VII Dalmy Carvalho . d) Perda. respectivamente: a) $500.dalmycarvalho.000 e) $500.000. $700.050.000. de $ 190.000.000.IV) O estoque inicial de matéria-prima era de $ 120. o inicial de produtos acabados era de $ 130.000. o final de produtos em andamento de $ 200. b) Desembolso. 4 anos e 9 meses b.

c) Custos variáveis. São componentes do resultado. a mão -de-obra direta e custos com materiais diretos e indiretos consumidos.. 9) Constitui custos variáveis: a) O encargo de depreciação dos equipamentos de produção (10% ao ano)... As despesas financeiras de uma empresa industrial. c) CF -D-D-CV-CV-D-D-CV . d) Embalagens idênticas utilizadas para embalar produtos acabados industrializados. c) Os pagamentos do ICMS e do IPI são considerados custos indiretos de fabricação. com o objetivo de obter receitas. b) Perda / Despesa.. por isso correspondem aos custos indiretos de fabricação... independentemente da natureza do trabalho.. aqueles gastos que se operam sempre dentro das mesmas medidas. Dalmy Carvalho . d) CF-D-D-CV-D-CV-D-CV. b) Os resíduos. d) Custos fixos.. os custos.Puc-Minas . O custo de aquisição de uma máquina industrial para o ativo imobilizado da empresa compreende o valor da aquisição. ( ) Depreciação do automóvel do diretor comercial da empresa. a) CF-D-D-CV-CF-CV-D-CF.. 6) Em uma empresa que mantenha inalterável sua estrutura orgânica. b) Custos marginais. nas áreas não produtivas. b) Variáveis.. b) O aluguel da fábrica. 10) Coloque nos parênteses CV (custos variáveis).4) Preencha as lacunas e assinale a opção que complete as afirmativas: I ... Dalmy Carvalho . decorrentes da venda de bens da empresa industrial devem ser considerados como resultados não operacionais. principalmente: a) Os custos indiretos de fabricação. existem independentemente da fabricação ou não desta ou daquela unidade de produção: a) Fixos. não são incluídas nos custos de fabricação dos produtos. e) Os custos de oportunidade.. com cláusulas de reajuste semestral. ( ) Consumo de aço numa indústria metalúrgica. seguro do transporte. instalação e montagem da mesma. d) Indiretos. ( ) Encargos financeiros sobre descontos de títulos.. ( ) Gastos com propaganda e publicidade. d) Custo / Perda. ( ) Energia elétrica consumida por equipamento utilizado para corte de lâminas. 11)Dada a sua natureza.____________ é o gasto relativo a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços.2005 www. c) O custo primário. mais frete. ( ) Energia elétrica (consumo de energia pelas luminárias instaladas em diversos pontos do teto do prédio da indústria).. b) CF-D-D-CV-D-CV-D-CF ..br c) d) Produtos acabados em estoque representa m bens de venda. CF (custos fixos) e D (despesas) ao lado de cada conta e assinale a alternativa que corresponde a questão: ( ) Salário do eletricista de manutenção da fábrica. d) Os ganhos de capital. 7) Os custos fixos da produção industrial integram. ( ) Energia elétrica do painel luminoso no centro da cidade.br 13 14 .____________ é o gasto decorrente do consumo de bens ou serviços utilizados.. c) Diretos.dalmycarvalho. e) Custos padrão. 5) Assinale a alternativa que contém uma afirmação falsa: a) b) 8) Assinale a alternativa que contém uma afirmativa verdadeira: a) As despesas de uma empresa industrial são incorporadas aos custos básicos de fabricação dos produtos... d) Os custos marginais. tais como seguro e aluguel são denominados: a) Custos diretos. inclusive a correção monetária e as variações monetárias passivas. c) A conta telefônica das instalações industriais. c) Custo / Despesa.2005 www.pro. qualquer que seja o volume de produção. e) Mão -de-obra indireta de supervisão e manutenção. o encargo da depreciação de máquinas e equipamentos industriais.pro. de forma direta ou indireta. aparas e qualquer perda normal de matérias-primas ocorridos no decorrer do processo produtivo são classificados como despesas operacionais. exclusivamente industrial. b) Os custos diretos de produção. II . a) Despesa / Custo..dalmycarvalho.Puc-Minas .

. c) Venda de 15. b) Em relação a cada unidade produzida.. d) Custo variável por unidade.. e) Custo fixo unitário.. Indique qual a programação de venda que proporciona o maior lucro: a) Venda de 10.000 . As duas afirmativas estão corretas. c) Os custos fixos unitários decrescem na razão direta da quantidade produzida....Puc-Minas . em razão inv ersa. programação e controle da produção..br 15 16 . mas é fixo em relação à unidade produzida . c) Relativa à manutenção. II.000 .dalmycarvalho.. em relação ao custo total e unitário: Produção unidades Custo total Custo/unidade de produto 1 200 200 2 400 200 4 800 200 Dalmy Carvalho .. e) Venda de 20...000 3 12.. 18) O demonstrativo de custos a seguir corresponde ao: Produção Custo total Custo/unidade de Unidades produto 1 12... e) Nenhuma das alternativas 13) Marque a alternativa Correta: a) O montante dos custos fixos.000 2 12.dalmycarvalho. b) Venda de 12.. d) Venda de 18.. se apresenta de acordo com o demonstrativo sintético a seguir.000 unidades por $680. b) Responsável pelas vendas dos produtos fabricados.2005 www. c) Em relação a cada unidade produzida.000 unidades por $810.000 3. os custos variáveis tornam-se fixos.pro. é correto afirmar que: a) Os custos fixos totais mantêm-se estáveis. mesmo que ocorram alterações no volume da produção. na Contabilidade de 16) Marque a alternativa correta: I. d) Relativa à administração dos escritórios.O custo fixo é fixo em relação ao volume total da produção. permanece inalterado.. A 1ª afirmativa é falsa e a 2ª verdadeira..000 unidades por $600. b) custo variável total. d) Os custos variáveis unitários crescem ou decrescem de maneira proporcional às unidades produzidas. dentro de certos limites.000 6..000 .br Dalmy Carvalho . 14) Em relação a custos. A 1ª alternativa está correta e 2ª falsa. b) Custo variável total..pro. 19) O gráfico a seguir representa: a) custo de fixo total.2005 www. prevenção de acidentes. e) Todas as afirmações acima estão corretas. mas é variável a) Que diz respeito ao pessoal que trabalha estritamente no produto que esta sendo fabricado. independentemente do volume da atividade fabril.000 12.000 4.. a) b) c) d) Nenhuma alternativa está correta. dentro dos limites da capacidade instalada.. os custos fixos/u são variáveis.. c) Custo fixo total.000 . 20) O custo. 17) O gráfico a seguir corresponde ao: a) Custo fixo por unidade.000 unidades por $740.12) Entende -se como mão-de-obra Industrial/Custos...000 em relação a unidade produzida... f) Nenhuma das alternativas 15) O produto Alfa é produzido com um custo variável unitário de $30 e tem um custo fixo de $ 100. b) Os custos variáveis de produção crescem proporcionalmente a quantidade produzida...000 4 12.000 a) custo variável b) custo fixo c) custo marginal d) custo de oportunidade e) custo controlável. contabilidade geral e apoio a diretoria. aquela: indireta.000 unidades por $780. supervisão.000 por mês. c) custo variável unitário.O custo variável é variável em relação ao volume total da produção.Puc-Minas ..

d) despesa de pessoal e) Nenhuma das alternativas. em seu valor unitário.38 $ 1. pois podem ser perfeitamente apropriados aos produtos elaborados. 22) É característica dos custos fixos: a) Importância fixa dentro de uma quantia relativa de produção.000 Mão-de-obra indireta $ 205. d) Energia. d) São apropriados aos produtos por meio de rateio somente quando que a empresa produz apenas um produto. d) Custo de oportunidade mais custo marginal. dentro de determinados níveis de produção. b) mão-de-obra indireta. e) Nenhuma das alternativas.54 17 Dalmy Carvalho . mecânicos. d) A depreciação e a manutenção de maquinas da indústria são custos diretos.000 Mão-de-obra direta $ 500. e) Nenhuma das alternativas. e) Nenhuma das afirmativas anteriores. não variam com o volume de atividade desenvolvida pela empresa industrial. 28) Para fabricar 1. combustíveis e comissões de vendas são custos fixos. chefes de seções.br c) Aluguel de prédio industrial normalmente não é apropriado aos produtos fabricados pelas dificuldades dessa apropriação. 26) Os custos indiretos (exemplo: aluguel de fábrica): a) São apropriados aos produtos na proporção exata de sua alocação a cada unidade de produto fabricado.pro. b) Embora fixos por unidade. com o acréscimo das unidades produzidas. 23) Marque a afir mação correta a) Custos variáveis são aqueles que variam mais do que proporcionalmente com as unidades produzidas. 25) Marque a alternativa que contém uma afirmação correta: a) Matéria-prima.2005 www. e) Nenhuma das alternativas.32 $ 1. os custos fixos são aqueles que. b) Custo comparativamente constante por unidade. varia proporcionalmente com as unidades produzidas.216.pro. c) mão-de-obra variável. b) Decréscimo do custo fixo por unidade.2005 www. c) Mão-de-obra direta mais materiais diretos consumidos mais custos indiretos de fabricação.000.152. b) São apropriados aos produtos por meio de rateio (adotam-se critérios proporcionais para atribuir-se estes custos às diversas unidades produzidas). 24) O custo de transformação resulta dos seguintes elementos de custos: a) Mão-de-obra direta mais custos indiretos de fabricação. eletricistas e almoxarifes de uma indústria de transformação são exemplos de: a) mão-de-obra direta. b) Mão-de-obra direta mais materiais diretos consumidos.br 18 . inspetores de qualidade. d) Fácil e razoavelmente precisa sua atribuição aos produtos.a) Fixo b) Variável c) Total d) Unitário e) Direto 21) Não é característica do custo variável: a) Variabilidade do custo total em proporção com o volume da produção. c) Atribuição aos produtos por decisão administrativa ou adotando -se formas de apropriação por rateio. 27) Encarregados de produção.000 Outros custos fixos $ 400.311. qual será o custo por unidade? a) b) c) d) e) $ 1. d) Todas as alternativas estão corretas.00 $ 2.Puc-Minas .dalmycarvalho.45 $ 1.000 Se a empresa produzir 1. b) Material de consumo e de limpeza são custos diretos de fabricação.565.300 unidades desse mesmo produto por mês. c) São apropriados aos produtos sempre que a empresa industrial optar pela incorporação destes custos aos diferentes produtos fabricados pela mesma.Puc-Minas . c) Custos variáveis são aqueles que.dalmycarvalho.000 unidades determinado produto a empresa Alfa incorreu nos seguintes custos: Consumo de matéria-prima $ 600. a mão-de-obra direta e material de embalagem são custos diretos. Dalmy Carvalho . e) Nenhuma das alternativas. c) Aumento do custo unitário com o acréscimo da produção.

br 20 . respectivamente: a) b) c) d) $ 387.000 b) $ 14. 407. 390.400 31) O valor dos custos diretos da empresa é de: a) $ 36.400 36) Uma empresa apresentou os seguintes dados relativos a um período de produção: Custo do período Consumo de materiais diretos $ 218.000 Vendas $ 31.000 Estoque inicial de produtos em elaboração· $ 64.000 Despesas administrativas $ 3.Período de 2004.000 Estoque final de produtos acabados $ 56.br 19 Dalmy Carvalho .000 d) zero 30) O total de custos indiretos da empresa Machado Ind. Matérias-primas compradas $ 24.2005 www.dalmycarvalho.400 b) $ 32.000 Materiais indiretos consumidos na fábrica $ 8.000 d) $ 26.000 c) $ 40.2005 www. 372.400 b) $ 26.000 Estoque final de produtos acabados $ 16. Produção total 20.000 $ $ $ $ 407.000 $ 390.000 b) $ 24.000 d) $ 48.000 b) $ 6.400 d) $ 26.000 c) $ 36.600 Despesas de material de escritório $ 480 Mão-de-obra indireta $ 6.800 d) $ 14.000 35) O valor do custo dos produtos vendidos é de: a) $ 26.A é de : a) $ 14.000 Mão-de-obra direta $ 12.400 b) $ 32.000 Mão-de-obra direta $ 92.000 $ 370.000 Custos indiretos de fabricação $ 60.000 $ 345.400 34) O valor do custo dos produtos acabados: a) zero b) $ 14.Puc-Minas .000.000 c) $ 36.200 unidades 29) O custo das matérias-primas consumidas é de: a) $ 14.000.000 32) O valor do custo primário: a) $ 36.000.400 c) $ 14. E Com.400 d) $ 8.400 c) $ 24.000 d) $ 26.000.000 Depreciação dos equipamentos de produção $ 400 Despesas de entrega $ 400 Depreciação dos equipamentos de entrega $ 200 Despesas financeiras $ 520 Estoque final de matérias-primas $ 10.000 Estoque final de produtos em elaboração $ 44. os valores do custo dos produtos acabados e do custo dos produtos vendidos são.000 33) Total do custo de transformação: a) $ 26.Puc-Minas .000 Outros dados: Estoque inicial de produtos acabados $ 73.000 Diante desses dados.dalmycarvalho.pro. Dalmy Carvalho .240 c) $ 32. S.160 Obs: Não há outros estoques iniciais ou finais.000 c) $ 28. Dados de uma empresa fictícia .Dados para responder as questões 29 a 35.pro.

custos comuns a diversas unidades (ocupação. desde o planejamento da coleta. a coleta propriamente dita dos dados até a prestação da informação gerencial de custos. dentre outros) são distribuídos utilizando critérios dos mais diversos como espaço ocupado. seus custos são repassados para os departamentos consumidores. material de consumo. serviços utilizados ou algum o utro método lógico de identificação”. Custos que são apropriados diretamente a um objeto de custo são denominados custos diretos. p.br 22 .2005 www. A apuração ou alocação de custos representa todo o trabalho da contabilidade de custos. nas fases subseqüentes. O processamento se dá pela manipulação dos materiais utilizando mão-de-obra.) acumulação de custos é a seleção de dados através de um conjunto organizado de procedimentos administrativos de registros. A acumulação ocorre em contas existentes nos sistemas contábeis tradicionais.dalmycarvalho. hora máquina e outros.dalmycarvalho. estoques.. serviços. Departamentos que são exclusivamente mantidos para dar suporte aos demais departamentos que repassam todos os seus custos a esses consumidores.2005 www. Para custear um objeto de custeio são executados dois processos: o primeiro é a acumulação de custos que classifica e reúne os custos em grupos de gastos dependendo de suas características.Puc-Minas . de acordo com critérios previamente definidos (Horngren. Segundo o autor existem três tipos básicos de alocação de custos. São eles: • Alocação de custos para a as unidades organizacionais . dentre outras). de modo geral.A acumulação de custos é a compilação de dados de custo de maneira organizada através de um sistema contábil. p. os produtos são enviados aos clientes ou mantidos em estoques até que sejam comercializados.que são os custos incorridos (custos históricos) que são diferentes de custos orçados ou estimados”.quando departamentos provêem produtos ou prestam serviços para outros departamentos.cit. As empresas são organizadas. que acabam se tornando. • Realocação de custos de uma unidade para outra . O segundo proces so é a apuração ou alocação de custos.cit. Foster & Datar. Para Kaplan e Atikson (1998.pro.passo final na distribuição dos custos resultantes das alocações anteriores. Os custos agrupados nos departamentos são então distribuídos aos produtos em cada departamento. consumindo outros recursos necessários à produção e ao seu controle. componentes organizacionais e planos operacionais. Quando os produtos de uma empresa iniciam-se num processo contínuo e posteriormente. mão-de-obra. a empresa tem condições de escolher o sistema de acumulação de custos que se coordena com seu processo produtivo.pro. Uma indústria que fabrica seus produtos num fluxo contínuo de operações deverá utilizar o sistema de custeamento por processo. de modo a ser compatível com a natureza e o tipo de operações efetuadas. e custo que são alocados por rateio a um objeto de custo são denominados custos indiretos. É o segmento estrutural de banco de dados da contabilidade de custos. Para Horngren. A apropriação de custo é um termo geral que engloba (1) apropriação direta dos custos acumulados a um objeto de custo. esta deverá utilizar um sistema híbrido. a base de qualquer sistema de custeio. O sistema de acumulação de custos indica os caminhos para a coleta. Quase todos os sistemas contábeis acumulam custos reais. Estes critérios geralmente não representam com clareza a forma como são consumidos os recursos. Horngren. que. processamento e saída das informações para o custeamento dos produtos.Puc-Minas . Uma indústria cujos produtos são manufaturados por encomenda deverá utilizar o sis tema de acumulação por ordem. Os itens a serem custeados representam os objetos ou objetivos do custeio. • Alocação dos custos departamentais aos produtos e serviços . 62) existem três motivos para a alocação dos custos dos departamentos internos prestadores de serviços: Dalmy Carvalho . instalações e equipamentos.3 Sistemas de Acumulação e puração de Custos A fabricação dos produtos é um processo de transformação de matéria-prima e materiais em produtos acabados. tenham características de produção em lotes diferentes. que podem ser produtos. acumulando os dados de custos pelo sistema por processo para as fases iniciais e por ordem ou encomenda para as fases finais. 19) declaram que: “Um sistema de custo tipicamente considera custos em dois estágios: Estágio 1: acumula-se custos de acordo com alguma classificação natural como materiais. 383) define alocação como “a atribuição de um ou mais itens de custos ou receitas a uma ou mais partes de uma organização. que atribui custos para um ou mais objetos de custeio.br 21 custos acumulados a um objeto de custo. depreciação de equipamentos/móveis. Estágio 2: apropria-se estes custos aos objetos de custo.os diversos tipos de custo são atribuídos às unidades da empresa por critérios que se baseiam inicialmente no consumo de recursos por cada unidade (pessoal. p. Horngren (1989. e (2) alocação dos Dalmy Carvalho . Partindo do processo produtivo da empresa e seu ciclo operacional. estruturadas e dimensionadas de forma a atender o fluxo de fabricação de seus produtos. Foster & Datar (op. é o custeio da produção e do produto. no entanto. no caso. Concluída a produção. Os materiais são requisitados diretamente dos fornecedores ou de estoques de materiais já existentes na empresa e encaminhados para o processo produtivo. Foster & Datar (op. 2000). de acordo com os benefícios recebidos. de fluxos e de critérios que agem e interagem de modo coordenado para atingir determinado objetivo.

• permite a possib ilidade de comparação entre os custos da utilização de serviços internos e serviços que poderiam ser prestados por empresas de fora. Para custear os produtos fabricados ou serviços realizados pelo sistema de produção por encomenda. Dalmy Carvalho . na produção em série. quando são visadas diferentes características do produto para mercados diferentes. os custos são acumulados em conta específica para cada ordem ou encomenda.2005 www. (Martins.dalmycarvalho. Um sistema de acumulação contínua de custos é um modo de acumular dados relativos aos custos através de uma conta de produtos em processo. Dalmy Carvalho . também. Não há encerramento das contas à medida que os produtos são elaborados e estocados. 248 ) descrevem que: “O sistema de custeio por ordem é um método comum para estimar os custos de produção em firmas que têm vários produtos distintos. todos os custos unitários de produção. os gerentes querem entender os custos de produtos individuais de forma que eles possam estimar a lucratividade do produto e do cliente”. p. (Cashin & Polimeni. materiais diretos.pro. os produtos são padronizados para estoque e os clientes não os especificam quando os compram no mercado. sabe -se perfeitamente o que está sendo consumido. a contabilidade de custos estabeleceu o sistema de custeamento por ordem de produção. que podem conduzir a uma produção sob encomenda. Os fatores de pro dução são adquiridos especialmente para essa produção.Puc-Minas . Com tal variedade de produtos e de clientes. 2000) Atkinson et al. 175). p. Um sistema adequado de acumulação de custos fornece à administração uma base para a previsão das conseqüências econômicas de suas decisões. diferir na demanda por recursos de atividades de apoio ou em resposta às necessidades dos clientes especiais. Um sistema de ordem de serviço estima os custos de produtos industriais para diferentes serviços específicos solicitados por clientes. na apuração por Proce sso não se avaliam custos unidade por unidade. E para custear a produção de produtos ou serviços. produtos acabados e custo dos bens produzidos (Cashin & Polimeni. A ordem de produção deverá conter todos os dados da produção.br 23 Na produção por ordem. Apuração de Custos: por ordem de produção versus por processo As empresas podem produzir produtos por encomenda ou produzir produtos padronizados. procedimentos para a fabricação. É o sistema de custos que acumula e regis tra dados de operações das fábricas que trabalham sob regime de encomenda.2005 www. que fornece informações contínuas a respeito dos produtos em processamento. os custos dos produtos em elaboração e dos produtos acabados só podem ser determinados depois que são apurados inventários físicos. Podem. As empresas que fabricam produtos por encomenda estabelecem uma ordem de serviços. Os sistemas de acumulação periódica de custos dão informações limitadas de custos durante um período e requerem ajustamentos trimestrais ou anuais para se chegar ao custo dos produtos vendidos. São feitas contagens físicas periódicas para ajustar as contas de estoque e chegar ao custo dos produtos fabricados. O consumo desses fatores produtivos é controlado individualmente.br 24 . criou o sistema de custeamento por processo. Os fatores determinantes no tipo de apuração de custos a ser utilizado na empresa são a forma de processar sua produção e a conveniência contábiladministrativa. e sim à base do custo médio do período (com a divisão do custo total pela quantidade produzida).dalmycarvalho. por quem e com que finalidade. O processo de produção flui por vários departamentos produtivos até a ob tenção do produto acabado.Puc-Minas . 1982. de produção ou de fabricação que servirá de comando e autorização para a fabricação do produto ou a realização do serviço desejado. • e permite o controle do nível de qualidade dos serviços prestados internamente.• exercita maior controle sobre o consumo de recursos por parte dos departamentos prestadores de serviço e a quantidade de serviços prestados. À unidade industrial caberá a realização do planejamento da produção e do controle dessa produção. nas horas de mão-deobra e de máquina exigidas para fabricá-los. Esta conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada. 174). relacionando equipamentos e ferramentas necessárias e preparando o layout da fábrica. Produtos podem. Acumulação de Custos: Periódica versus Contínua O sistema de acumulação de custos deve ser ajustado ao modo da empresa processar seus produtos. isto é. Na produção por encomenda os produtos são diferenciados e fabricados de acordo com as especificações dos clientes. Num sistema de inventário periódico. mas apenas quando do fim do período. definindo lista de materiais. De outra forma. ainda. O planejamento da produção cuidará de preparar a programação da produção.pro. indicando a natureza da mão-de-obra necessária. p. 1982. fases do processo produtivo. que são fabricados ou realizados sob o regime de operação contínua (em massa ou em série). mão-de-obra direta e custos indiretos aplicados são combinados para determinar o custo unitário total de cada item de produto acabado. O custeio por processo ou contínuo é caracterizado pela produção em massa organizada em linhas de produção. (2000. Os dados de custos são agrupados sob sistemas de acumulação de custos periódicos ou custos contínuos. O foco para a acumulação de custos são os departamentos individuais que interagem com os itens em produção e ao término das atividades de manufatura. diferir na proporção de materiais.

QUANTO AO SISTEMA No encerramento da ordem. Para os produtos em série a preocupação principal é “o cálculo do custo unitário por fase do processo fabril e do produto acabado”. Esses custos de conversão são aplicados aos produtos. Dalmy Carvalho . O projeto de sistemas de custeio do produto em fábricas orientadas por processos permite que a mensuração dos custos de conversão das matérias-primas. entretanto . Quadro 4 – Diferenças Básicas ente Custeio por Ordem e por Processo Fonte: Padoveze. semicontínuo ou PRODUÇÃO muitos serviços diferentes. centro de custo). Ambos os sistemas objetivam a determinação do custo de produção. separadamente.dalmycarvalho.. (2000:270) definem que: “Para muitas fábricas engajadas no processamento contínuo [. Nesse caso. Execução de Contínuo. Segundo os autores. Ambos os sistemas atribuem os custos de material. conhecido como sistema de custeio por processo de estágios múltiplos. Através do processo (depto. Para um estabelecimento industrial operando em processamento contínuo é necessário determinar os custos para cada fase do processo e então atribuir seus custos aos produtos individuais. em que os produtos são diferenciados ou fabricados em lotes específicos. seja feita. Se a empresa trabalha sob o regime de encomendas especificadas pelos clientes.. 225. ou Estoque. A forma como a empresa trabalha é o principal fator que determina o Sistema de Custeio a utilizar. a preocupação primeira é a obtenção do custo total da produção. POR ORDEM P OR P ROCESSO P RODUTO Produtos heterogêneos. à medida que eles passam pelas fases sucessivas de processamento. Custo total da ordem Custo do processo dividido dividido pelas unidades pelas unidades produzidas e produzidas nas mesmas.2005 www.br 25 26 . Através das ordens. é comum em indústrias orientadas para processos contínuos de produção”. em grandes lotes. em função do processo produtivo. Algumas diferenças importantes. p. No final do período definido como de apuração de custo. Produtos homogêneos. os sistemas de custeio por processo têm o mesmo objetivo dos sistemas de custeio por ordem. FABRICADO P ROCESSODE Intermitente. Grandes volumes. durante um período de tempo. 235) Muitas empresas têm produtos que possuem algumas características comuns e algumas características específicas. existe um progresso adicional a fim de converter a matéria-prima em produto acabado. o sistema conhecido como custeamento por operações ou processos é freqüentemente utilizado para determinar os custos dos produtos. A cada estágio sucessivo do processo.Puc-Minas .2005 www. p. Clóvis Luís 1997.br Dalmy Carvalho . congregando aspectos do custeamento por ordem com aspectos do custeamento por processo. Para os produtos por encomenda. custeamento por ordem ou processo contínuo.pro. Pequenos volumes. 1991. Clientes específicos estoque. conforme mostrado na quadro nº 4.] a produção flui continuamente. equivalentes em processo no final do período. para cada fase do processo.dalmycarvalho. mão -de-obra e das atividades de apoio de produção aos produtos. TEMPO DE PRODUÇÃO VOLUME DE PRODUÇÃO DESTINO DE PRODUÇÃO FORMA DE CONTROLAR A PRODUÇÃO MOMENTO DA APURAÇÃO DO CUSTODA PRODUÇÃO CÁLCULODO CUSTO UNITÁRIO Produção mais demorada por Produção mais rápida por unidade de produto.Puc-Minas . porém com algumas interrupções) ou em grandes lotes de uma fase de processo para a próxima. Esse sistema que determina os custos do produto. unidade de produto.pro.. continuamente. semicontinuamente (isto é. (Leone. existem entre os dois sistemas.Atkinson et al.

000 100% Constatamos que no 1º período incorreu 40% do Custo Previsto.2005 www. sobretudo o consumo dos fatores de produção ou realização do serviço. ocorre: Custos reais incorridos $ 4.deve ser utilizado o sistema de Custeio por Ordem de Produção.600 $ 3. Quando o processo produtivo demande mais de um exercício. Se a empresa trabalha de forma contínua.000 No primeiro período. segundo ordens específicas de fabricação ou serviços. Exemplo: Custo total previsto originalmente $ 10.000 Em 30/06 $ 5.Puc-Minas .000 – 100% Constatamos que a produção já foi encerrada e devemos apropriar o valor total da Receita e confrontarmos com as despesas (custos) que incorreram e tornaram possível a sua realização.050 3 º ano Acumulado Período $ 15.000 Custos Reais incorridos $ 11.000 Receita contratada (sem reajuste) $ 15.000) $ 6.600 $ 10.650 $ 7.350 $ 11. Devemos apropriar até o 2º período 71% da receita.600 $ 1.000 Resumo: 2º Acumulado $ 10. para a apuração do resultado. Caso não seja possível e o preço seja global. Apuração do Resultado Final: Apropriação da Receita (100%) $ 15. Somente quando do término do produto ou serviço a ordem será encerrada e transferida para estoque de produtos acabados.dalmycarvalho.br 28 . Apuração do Resultado até o 1º período: Apropriação da Receita (40% de $15. ocorre: Custos Reais incorridos até o 2º período Novo Custo Total Previsto $ 7.Puc-Minas . Devemos apropriar 40% da receita.000 40% Novo custo total previsto (não alterou) $ 10. os contratos devem constar os preços negociados para cada fase do processo de fabricação. deve ser utilizado o Sistema de Custeio por Processo.pro. devemos fazer a apropriação da Receita proporcionalmente aos Custos Incorridos no Período.050 No terceiro período a encomenda é concluída Custos Reais incorridos até o 3º período Novo Custo total previsto $ 11.000 No segundo período.000 – 100% $ 11.000 $ 4.dalmycarvalho.pro.000 Resultado $ 2. a transferência dos custos acumulados para resultado só acontece quando da entrega dos produtos ou serviços para terceiros. devem ser identificados ao Código.400 $ 4.700 71 % 100 % Verificamos que até o 2º período incorreu 71% do Custo Total Previsto. emitidas pela área industrial ou de serviços. com produção seriada e especificação própria.000 Recebimentos contratados: Assinatura $ 4. Quando possível. Apuração do Resultado até o 2º período: Apropriação da Receita (71% de $15.050 ano Período $ 4.650 $ 7. de forma a servir como base quando da apropriação da receita nos respectivos períodos de apuração do resultado. É um sistema em que cada elemento de Custo é acumulado separadamente. Critério da proporcionalidade do Custo total A empresa efetua o cálculo de quanto foi incorrido em cada período em relação ao custo total orçado (previsto) para o contrato e apropria a receita na mesma proporção.br 27 Dalmy Carvalho .000) Custos Reais incorridos Resultado $ 10. de maneira a facilitar a apropriação dos Custos e o Reconhecimento da Receita. fabricando produtos semelhantes.000 Custo $ 4. o orçamento de custos elaborado para projetar o preço de venda deve conter o cálculo de cada etapa do processo de fabricação. O Custo unitário é calculado pela divisão do valor acumulado em cada conta pela quantidade equivalente produzida.000 $ 950 Dalmy Carvalho .650 $ 3. A cada ordem de Produção (OP) ou de Serviço (OS) é atribuído um código que identifica a tarefa a ser executada e todos os documentos e transações que envolvem a OP ou OS.000 Resultado $ 4. Os elementos ou fatores de Custos são acumulados em conta específica das diversas contas do processo de produção e encerradas ao final de cada período.000 Custos Reais incorridos $ 4.000 Resultado $ 2.000 $ 3.600 $ 3.2005 www.000 Na entrega $ 6.000 1º ano Período Receita $ 6. Encomendas de Longo Prazo de Execução: Segundo o princípio contábil da realização da receita.

05=$ 550 (adicional).440 3 º ano Acumulado Período $ 16. Custos Reais incorridos Custo total previsto Apuração do Resultado: Apropriação da Receita (40%) Custos Reais incorridos Resultado $ 4.000 $ 10.040 $ 7.000 $ 14.000 $ 12.030 $ 11.000 $ 2.Puc-Minas .000) x 0. “sem lucro”.700 $ 11.000 $ 6.2005 www.000 $ 60. proporcionalmente ao Custo incorrido.000 $ 3.000 $ 11.030 $ 4.000 $ 4. mais o valor da remuneração do Custo de Conversão.590 Critério da proporcionalidade do custo de conversão Em várias atividades o custo dos materiais e componentes adquiridos prontos representam parte significativa dos custos totais da encomenda.000 $ 20.000 Resultado $ 2. parte proporcional aos materiais adquiridos e parte proporcional aos custos de conversão incorridos.000 Resumo: 2º Acumulado $ 11.dalmycarvalho.000 100% 100% Em cada período serão apropriados como receita o valor correspondente aos materiais e componentes comprados prontos. não representando esforço para a empresa. Para atender a essa realidade.000 $ 2.600 $ 3.000 Custo $ 4.000 $ 30.000-$ 4.000 $ 4.2005 .pro.000 $ 5. Novo valor contratado ($15. os contratos possuem cláusulas contratuais que reajustam os preços dos produtos e serviços de acordo com índices de inflação.000 $ 30.Em sua maioria. Custo total previsto Materiais e componentes Custo de conversão Custo total Receita total prevista Parcela referente aos materiais Remuneração custo conversão Receita total $ 30.000 www.08 = $ 480 (adicional).440 71% 100% 150 No terceiro período: há um reajuste de 8% sobre o saldo do Contrato: ($15.000 $ 12.000 + $550). acrescido de 50%.040 $ 3. Exemplo: Contrato sem cláusula de correção no preço.dalmycarvalho.br 29 Dalmy Carvalho .000 -$5. 1º período ocorre: Custo dos materiais e componentes Custo de conversão Custo total Apropriação da Receita: Materiais e componentes Remuneração do Custo de Conversão ($4.990 $ 11.000 + 50%) Total Resultado Até o 2º período ocorre: Custo dos materiais e componentes Custo de conversão Total $ 20.000+$550+$480). Custos Reais incorridos até o 3º período Novo Custo Total previsto até o 3º período Apuração do Resultado final Apropriação da Receita (100%) ($15.000 Dalmy Carvalho .440 ano Período $ 5. Novo valor contratado ($15.000 $ 32. aplicados sobre o saldo a receber na data de cada apuração.000 + $ 550 + $ 480) Custos Reais inc orridos Resultado $ 16.550) Custos Reais incorridos Resultado $ 7.040 $ 7.br 30 $ 8.400 $ 5.600 $ 3. Suponhamos que no exemplo anterior.000 $ 6.000 -$4.pro.Puc-Minas .600 $ 1.000 40% 100% 1º ano Período Receita $ 6. existe a possibilidade de apropriar a receita de forma parcelada.000 No segundo período: há um reajuste de 5% sobre o Saldo do Contrato: ($ 15.000 $ 8.000) x 0. No primeiro período não há reajuste no preço.000 $ 50.030 $ 1. estivesse previsto no contrato um reajuste de 5% para o 2º ano e 8% para o 3º. 100 Custos Reais Incorridos até o 2º período Novo Custo Total previsto até o 2º período Apuração do Resultado: Apropriação da Receita (71% de $15.030 $ 11.600 $ 10.

000 $ 18.000 $ 12.000 $ 50.2005 www. e prevê três anos para o término.000 $ 18.dalmycarvalho.000 Resultado Resumo: $ 10.000 Referente ao custo de conversão $ 27.400 $ 14.200 $ 32. 30% um ano após e o saldo na entrega do equipamento.000 $ 20.000 $ 32.000 + 10%) $ 33.000 100 3B 3C 3D 3.000 $ 38. atribuir uma margem de lucro comercial de 10% aos itens adquiridos de terceiros.000 $ 4.000 $ 800 $ 8.000 $ 1.pro. como variação do critério anterior.200 $ 12.000 $ 50.000 $ 30.000 Poderíamos.000 $ 30.000 toneladas de pressão.800 $ 4.000 $ 6.000 $ 20.Puc-Minas .000 $ 10.000.000 Apropriação da Receita: Materiais e componentes $ 30. ficando o restante do “lucro” apropriado proporcionalmente ao custo de conversão.000 $ 24.000 $ 27.200 $ 38.000 $ 60.000 $ 20. Custo total previsto: Materiais e componentes comprados Custo de conversão Total Receita total prevista Referente aos materiais e componentes($30.000 $ 3.000 135 Total $ 60.000 $ 2.000 $ 38.200 $ 30.000+50%) Total Resultado Até o 3º período ocorre: Custo dos materiais e componentes Custo de Conversão Total $ 20.000 $ 6.Apropriação da Receita: Materiais e componentes Remuneração do Custo de Conversão ($12.400 $ 5.200 $ 16. Ela costuma acrescer 10% sobre o preço de compra.500. Deve á contabilmente apropriar as receitas pelas j vendas efetuadas? Qual é o procedimento contábil mais correto para essa atividade? Qual a distinção entre Produção Contínua e por Ordem? Quais os possíveis critérios para a apuração de resultado nas encomendas de longo prazo? Qual o tratamento a dar às unidades danificadas além do limite normal na Produção em Série? A Empresa Alfa.000 $ 6. como “margem de lucro” na Dalmy Carvalho . aceitou uma encomenda para uma prensa de 2.000 Total $ 60.000 $ 50.br 31 Dalmy Carvalho . temos: Custos incorridos: 1º ano Até 2º ano Até 3º ano Materiais e componentes $ 8. já totalmente vendido.Puc-Minas .000 $ 22.000 Custo de conversão $ 4.000 $ 33.000 $ 7.000 $ 30.000 $ 10.000 1º ano 2º ano 3 º ano Período Acumulado Período Acumulado Período Receita $ 14.dalmycarvalho.000 $ 4. $ 8. pelo total de $ 2.000 Remuneração do Custo de Conversão($20. com as seguintes condições: Preço total: Prazo de entrega Pagamentos $ 5.000 Resultado $ 2.000 Apropriação da Receita Custo dos materiais comprados Margem de lucro (10%) Soma Custo de conversão Margem de lucro (35%) Soma Receita Total Custos incorridos Resultado QUESTIONÁRIO 3A Uma construtora está iniciando um edifício.1 A empresa comprou todos os componentes e matérias-primas para a construção da prensa.br 32 .000 $ 20.000 $ 12.000 $ 50.000 Total $ 12.000 $ 60.2005 www.000 + 50%) $ 30.000 $ 22.000 $ 20.000 2 anos 40% na assinatura do contrato.000 $ 20.pro.400.000 $ 4.000 Conforme cálculos anteriores. logo no início.200 $ 20.000 $ 50.000 $ 32.000 Custo $ 12.000 $ 2.

A.5 hora-máquina e 1.000 para as grandes $ 23.aplicação de componentes e materiais.050 para as pequenas Outros Custos Supervisão da Fábrica Depreciação Materiais Indiretos Mão-de-obra Direta Outros Parte Fixa $ 22. para calcular o custo médio por unidade não podemos considerar 23.500 horas de mão-de -obra direta para a ordem toda.000 e a empresa estima continue para o próximo ano a relação entre esses custos indiretos e a mão-de-obra direta.000u 2.Puc-Minas .2005 www. Dos materiais e componente s comprados. Constata.000u. Essa mão-de-obra teve um custo de $ 40/hora (incluindo todos os encargos).2005 www. aplicou 3/5 no 1 o. agora. que teve outros custos apropriáveis à ordem no valor de $ 100. fabrica móveis de escritório sob encomenda.000u nem 21. prevê os custos que são incorridos e a partir daí calcula o preço de venda. algumas unidades serão iniciadas .pro.500 $ 16. Ao receber uma. e 2o.2 A Indústria de Móveis Gama S.anos? b) Qual seria o lucro a cada ano se a empresa utilizasse o critério da proporcionalidade do custo total? 3.ano.pro. O relatório do departamento de produção demonstra que as unidades que se encontram em elaboração (2.br Dalmy Carvalho . Ao final do primeiro exercício social. No dia 2 de setembro de 2004 recebeu três encomendas de escrivaninhas (160 grandes. quando será terminada a encomenda.920 para as médias $ 18.Puc-Minas .000 u 2. período Custo da produção do período Unidades novas iniciadas Unidades acabadas Unidades em elaboração $ 55. com 50% do processamento já realizado. se a empresa ratear os custos indiretos fixos à base de horas-máquinas e desejar um lucro de 50% sobre o preço de venda.8 hora-máquina e 1.Portanto. a ICMEP verifica que.4 h de Mão -de-obra Direta Médias 0. já trabalhou 5.dalmycarvalho.000 u-100% acabadas $ 25/u $ 150. do total previsto de 11.br 33 34 . mas não estarão terminadas no final do mesmo período. e se prevê receba um reajuste de 40% para o próximo exercício.000 h. Durante um período.000 $ 220/hora-máquina $ 370/hora de MOD $ 180/hora-máquina Tempo estimado de fabricação Grandes 1 hora-máquina e 1. cada departamento deve determinar quanto dos custos incorridos no departamento é atribuível às unidades ainda em processo e quanto às unidades já terminadas.000u-50% acabadas $ 50. período (Início) Custo da produção do período Unidades novas iniciadas Unidades acabadas Custo unitário 2o . Equivalente de produção: método utilizado para calcular o custo médio por unidade quando existem estoques em processo no fim do período. Exemplo simples de produção de um produto em único departamento: 1 o.000 2. 92 médias e 95 pequenas). a) Conforme o critério proposto.000u 21.000 Parte Variável 4 Equivalente de Produção O custeio por processo é um sistema de acumulação dos custos de produção por departamentos ou centro de custos. Portanto.dalmycarvalho.0 h de Mão -de-obra Direta Pequenas 0.440 23. torna -se necessário utilizarmos o conceito de Equivalente de Produção. O sistema de custos por processo determina como os custos incorridos serão alocados. apropriando o restante do lucro bruto proporcionalmente ao Custo de Transformação (Mão-de -obra e Custos Indiretos).000u) estão em termos de custos incorridos. Para desenvolvermos a apuração dos custos da produção que continuam em processo e das que foram acabadas no final do período. qual será o lucro para o 1o .0 h de Mão -de-obra Direta a) Calcule o custo de cada encomenda e seu preço de venda. Os departamentos ou centros de custos são responsáveis pelos custos incorridos na sua área. tornando-se necessário o seguinte cálculo: Dalmy Carvalho . com o objetivo final de calcular o custo unitário dos produtos para avaliação dos estoques e apuração do resultado. Sua previsão foi a seguinte para essas quantidades: Matérias-primas: $ 48.

no 3 o período foram acabadas (20.000u acabadas.700u 1.700 u Assim.520 3 o.520 0 CPP $ 50.780 3o.700u $ 48.52 Produção Total 3o .500u Equivalente de produção (+) Os primeiros custos do 3o período foram utilizados para encerrar a produção de 50% das 2.período 3 o.740 (+) Unidades novas iniciadas 20.500u • Matéria prima totalmente aplicada no início do processo • M.000u (=) Unidades acabadas no período 20.o que equivalente a 600u acabadas.52 (+) Essas 2.período trouxeram custos do processo anterior no valor equivalente a 2.dalmycarvalho. período.000u 20.O.2005 www.52/u $ 52.700u $ 53.D.220 Produção em andamento: 600 u x $ 2.52 Produção em Andamento: 2.660 EFPE 0 $ 2.000u (+) 2.920 $ 2. (+) Iniciadas no 3 o.560 Produtos Acabados (a)$50.780 20. (=) Total de unidades trabalhadas.520 $ 1.50 1.(+) Unidades iniciadas e acabadas 21.000u (50% acabadas) são 1.50 x $ 2.500u Unidades acabadas 8.700u Unidades trabalhadas no 3 o período: (+) Iniciadas no 2 período e não acabadas. 18.800u não foram acabadas.440/22. $52.920 (c)$53.500u 20.800u 1/3 acabadas $ 2.780/20. 1. $55.620 20.560 Diversas Contas $50.780 $53.dalmycarvalho.560 Custo da produção do período $ 52.500u novas iniciadas.300u Prod. o que significa que se tivéssemos iniciado 1.000 1o.700 u (+) O custo incorrido para fazer 1/3 de 1.700u x 2.000u x 0.440 2o.600 18.ficando 1.000 u (+) Das 20.pro. o 2.000u x 0. $52. o equivalente de produção das 2.220 CPAP $ 50.000 (a) 2 o.000u 1. Outro exemplo de Equivalente de Produção: Unidades Iniciadas 10. Portanto.60/u $ 51.000 unidades estão 50% acabadas.500u 22.800 u que foram iniciadas 600 u no 3 o período e não foram acabadas equivale 1/3 x 1.60/u (+) No período foram iniciadas 20.700u (+) Iniciadas no 2 o período e concluídas no 3 o período 2.000 $ 55.440 $52.800u (=) Unidades iniciadas e acabadas no 3 o período 18.780 $ 158. $55.000u (=) Equivalente de produção total 22. em Andamento 1 o. $50.período Nos Três EIPE 0 0 $ 2.500u e concluídas 18. 1.br Dalmy Carvalho .000u Custo médio de cada unidade totalmente acabada : $ 55. Dalmy Carvalho . 2.br 35 36 .000u Produção Acabada: 21.60/u Produção acabada 19.000u Unidades não acabadas 1.2005 www.920(b) $ 2.“1/3 acabadas” 1.740 1.500u – 1.000 (b)$52.pro.800u) (=) Equivalente Acabada no Período 19.Puc-Minas .000 $ 52.800u em processamento 1/3 acabadas.740 (c) $ 1.520 $2.000u $ 2.Puc-Minas .000u que estavam em processo no final do 2 o. e CIF aplicados uniformemente durante o processo • CIF sã o apropriados proporcionalmente à Horas máquina utilizadas.440 Custo unitário do 3 o período: $ 52.período 2 o.000u x $ 2.60/u (=) Total Produção Acabada no Período Apuração dos três períodos: Períodos 1 o.50 x $ 2.520 $ 55.000u x 0.800u (=) Equivalente total de produção 20.440 $ 52.000u iniciadas no 2 o período e que serão concluídas no 3 o período.920 $ 53.500u (-) Unidades em elaboração no final do 3 o período.000u teríamos concluído-as.300u = $ 2.000u que estavam 50% acabadas no final 2 o período foram concluídas no 3 o período e gastos $ 2.780 Custo Produção Acabada no Período: (+) As 2.60/u $ 1. a $2.740 $ 156.000 $50. período Custo da produção do período Unidades novas iniciadas Unidades acabadas Unidades em elaboração $ 52.560 $ 1.700u.

200. portanto.000 $ 720.500u $ 5.275 a+b) Custo da produção do período Dalmy Carvalho .2005 www.500.173.000 embalagens e con seguiu terminar um total de 860.Puc-Minas . 4. Nesse 2o.60/u $ 4.pro.br 38 .50/u M.50/u $ 1.500u x $ 4.000u receberam 100% de Matéria Prima.200. ficando.pro.dalmycarvalho. das quais 8.000 novas o unidades.500.000 unidades ficaram acabadas e as não acabadas ficaram a 2/3 processadas.direta CIF Total a) b) $ 25.000 Total $ 21. Mês: Matéria-Prima M.625u Determine qual foi o custo de fabricação do primeiro e do segundo semestres e o valor dos estoques finais de produtos em elaboração com base no PEPS (FIFO).obra. em 31-12-2004.D CIF Total $ 25. 40.500 / 9. Restaram ainda.O.000 unidades. 2/3 de M.10/u $ 34. 2/3 de $ 1. Prima M.D.2) Em certo Departamento de uma indústria de papel. 10. e 3/4 das horas-máquinas necessárias para a elaboração de cada unidade.000 / 10.000 unidades processadas até sua metade.1 o Mês: Custos de Produção do Período M.000u 9.600 $ 552. Mão de obra direta: unidades 100 % acabadas.Obra Direta. o material é adicionado no início do processamento e a mão -de-obra direta e os custos indiretos são incorridos uniformemente durante o processamento. N o 2o semestre iniciou-se a produção de outras 900.500u 1.000 unidades em fase de processamento.00 $ 0.000 Custos Indiretos $ 4.500u em processo recebe 3/4de CIF Soma Calculo de custo médio unitário no 1o.000 Não havia estoques iniciais.275 QUESTIONÁRIO 4. Semestre houve os seguintes custos: Matéria-prima Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Total $ 901.000u $. Durante o mês de abril.000 Mão-de-obra Direta $ 7.B É sempre correto fazer uso de uma porcentagem única de acabamento de todas as unidades para cálculo do Equivalente de Produção? 4. não é possível trabalhar com um único equivalente de produção para calcular o custo médio unitário.028.000 Custos Indiret s o $ 700.000 $ 2.Puc-Minas .500u 8.775 / 9.9. sendo que cada unidade recebeu: Matéria-prima 100% $ 2.6667/u CIF 3/4 de 0.000. Matéria -prima: todas as unidades.6167 $ 5.10/u Produção final em processo.500u 1. acabadas ou não.000 $ 9. e nesse semestre conseguiu produzir 760.125u 9.000 (aplicada em vários pontos da produção) Mão-de-obra Direta $ 500. os custos incorridos nesse Departamento foram: Material Direto $ 9.500u em processo recebeu 2/3 da mão-de-obra Soma CIF – unidades acabadas – 100% de CIF 1.00/u $ 0.500 $ 5. o que ocorre logo na introdução do material direto nesse Departamento.dalmycarvalho.2005 www.A O que significa e quando deve ser utilizado o Equivalente de Produção? 4. em 30-06-2004.O. 80.775 _ $ 40.850 8.500ux$3.60 $ 0. num estágio também de 50%.000 Total $ 2.625u $ 2.004 incorreu nos seguintes custos: Matéria-prima 828. Percebemos que os fatores de custo são utilizados de forma distinta.Semestre de 2. Produção acabada no período 8.1 Uma empresa fabricante de embalagens no 1o.45 Total $ 3.425 $ 40.6167 Produção em andamento no final do 1 o mês:1. É normal haver perda de até 5% das unidades iniciadas. 1.600 Cada uma das 1500 unidades (não acabadas) no final do período recebe toda a matéria prim a.br 37 Dalmy Carvalho .000 Não havia estoque final em março e em abril houve iníci de 10.

dependendo.O. o processo de produção resultará em vários produtos diferentes. proporcionalmente. sendo este problema tão difícil quanto a alocação dos CIF aos diversos produtos elaborados.600 Total $ 219.Direta. Dalmy Carvalho . Quando mais que um produto resulta de um proc esso de produção. Portanto. pelo PEPS. num determinado processo de produção. conhecido como ponto de separação. O processamento de um dos produtos conjuntos resulta necessariamente no processamento dos outros produtos conjuntos.000 unidades com 30% de MOD 1) Apurar o custo unitário de produção em cada mês. Este ponto.000 $ 51. por não ser possível uma alocação específica.pro. a partir da refinação do óleo cru.2005 www. a) No mês de janeiro uma companhia teve os seguintes custos de produção: Matéria-prima $ 100. pois podem ser identificados aos produtos específicos.000 unidades 5 Produção Conjunta Em algumas atividades industria is.2005 www. No mês de fevereiro os custos incorridos foram: Matéria-prima Mão-de-obra Direta Custos Indiretos Total $ 110. querosene. principalmente. etc.600 A matéria-prima é aplicada no início da produção e os custos indiretos são apropriados proporcionalmente à mão-de-obra direta.Sabendo-se que a empresa usa o custo médio para avaliação de todos os seus estoques. o valor da produção acabada em cada mês.pro.000 Mão-de-obra Direta $ 46. os produtos são denominados conjuntos (co-produtos) ou subprodutos. o valor das unidades em processamento e unidades acabadas. Características básicas: 1) Os produtos conjuntos têm uma relação física que requer um processamento simultâneo. óleos combustíveis. Contabilização de produtos conjuntos Os custos dos produtos conjuntos devem ser alocados aos produtos individualmente.br 39 Dalmy Carvalho . tendo um valor significativo de venda e podendo ser identificado. Exemplo: O óleo e os alimentos de soja são produtos conjuntos que resultam do processamento da soja. óleos lubrificantes. ocorre quando cada produto é isolado. A movimentação física em janeiro foi: Estoque inicial Estoque final Produção acabada e vendida b) Zero 1. Exemplo: Refinarias de petróleo produzem gasolina.420 A movimentação física foi: Produção acabada e vendida Estoque final Pede -se: 9.dalmycarvalho. 2) A fabricação de produtos conjuntos tem sempre um ponto de divisão. Custos conjuntos e o ponto de separação Custos conjuntos são aqueles incorridos até o ponto em que os produtos individuais podem ser identificados.br 40 . 20% da Mão.Puc-Minas .Puc-Minas . 3) Apurar o valor dos estoques finais de cada mês. em que cada um tem valor signif icativo de vendas e que são produzidos simultaneamente como resultado de um processo comum ou de uma série de processos. Quando são produzidas quantidades adicionais de um produto. Produtos Conjuntos a) Produtos conjuntos ou co-produtos são produtos individuais. no qual os produtos separados emergem.720 $ 244.000 Custos Indiretos $ 73.dalmycarvalho.total 9. Os custos incorridos depois da divisão geralmente não causam dificuldades para alocação. deve ser usado um método apropriado para alocar a proporção dos custos conjuntos aos produtos individuais.000 unidaes que recebeu. a quantidade de outros produtos aumentará. 2) Apurar. do seu valor relativo de venda.700 $ 82.000 unidades 2. pede-se a apuração do custo unitário de fabricação de abril.

000 2.000 $ 2.584 Y 32.50/u $ 80.000u 3 90.8095% Custos Conjuntos $ 132.000 X 30.293 $ 51. Produto X Unidades: 30.50/u $ 135.000 82.2519% 23. baseados nestas dificuldades. apropriados TOTAL 82.00/u 80.9386% 36.50 Apropriação dos custos conjuntos: a) Valor de mercado conhecido no ponto de separação.500 TOTAL 82.000 c) Método dos volumes produzidos simples Neste método. tais como complexidade da produção.000 Dalmy Carvalho . Exemplo.br 42 .000 $ 17.000 $ 240.000 $ 10. Fatores ponderados. a quantidade de produção é usada como base para a alocação dos custos conjuntos.Puc-Minas . d) Método dos volumes produzidos ponderado Pode haver dificuldades específicas que afetam a produção de produtos conjuntos. Entretanto as quantidades de produção de todos os produtos devem estar declaradas na mesma unidade de medida.000 $ 3.000 6)(+) Custos conjuntos a apropriar $ 52.500 100% 39.500 $ 325.50/u $ 70.00% Custos conjuntos apropriados $ 49.000 $ 118.000 Y 32.000 TOTAL $ 132. Portanto. Produto X = 3 pontos Produto Y = 2.50 Produtos conjuntos Unidades Produzidas Custos conjuntos total Custos conjuntos unitários Custos conj.000u $ 132.500 $ 44.Custo Total $ 57.000 Valor Unitário de mercado: $3.512 $ 32.000 $ 4.000 % 37.000u $ 42.333% 29.609756 $ 1.500 Produto Z 20.dalmycarvalho.853 $ 31.112 TOTAL 82.000 $ 80.5 pontos Produto Z = 4 pontos Produto Produção Ponderação Produção Custo Custo/u Ponderada conjunto X 30.000 $ 2.Produto conjunto Custos conjunto Unidades produzidas Valor de mercado no ponto de divisão Receita prevista X 30.000 $ 130.609756 $ 1.500 77.000 $ 132.000u $ 47.000 $ 1.000 Y 32. Este valor é calculado subtraindo-se os custos de processamentos adicionais do valor de mercado do produto acabado.2005 www.000 $ 3.000 $ 5.000 Este método considera que todos os produtos são igualmente lucrativos.00/u $ 90.000 Produtos conjuntos 1) Unidades produzidas 2) Preço de mercado 3) (+) Receita hip otética 4) (-) Custos adicionais 5) (=) Valor de mercado hipotético no ponto de separação % X 30.719 $ 47. especialmente por ser necessário processamentos adicionais para que o produto esteja em condições de venda.000 $ $ $ $ Z 20.50% 33.000 $ 240.928 $ 149.853 33.240 $ 2.609756 $ 48.000 Y 32. baseado no grau de dificuldade específica de cada produto.Puc-Minas .00/u $ 128.000u 2. calculando um valor hipotético de mercado no ponto de separação. podem portanto ser usados para determinar uma distribuição mais apropriada.195 $ 132.000 4.320 Z 20.240 $ 1 .000 $ 343.000 $ 70.000 $ 4.609756 $ 1. X Y Z TOTAL Valor de mercado dos produtos $ 90. O custo conjunto é rateado aos produtos conjuntos proporcional à receita de cada produto individual em relação à receita total.pro.000 $ 3.000u 250.520 $ 1.000 4 80.000u $ 42.pro. deve ser feita uma pequena modificação na fórmula anterior.000 Z 20.5 80.000 7) 4 + 6 . b) Valor de mercado desconhecido no ponto de separação.167% 100.000 $ 38.719 $ 57. tempo envolvido e especialização da mão-de -obra.br 41 Dalmy Carvalho .dalmycarvalho. O valor de mercado de um produto conjunto pode não ser facilmente identificado no ponto de separação.00 Produto Y 32.428 $ 132.500 $132.2005 www.000 Z 20.

devem ser considerados como sucatas. de $ 0. O ponto de separação ocorre no final do Dalmy Carvalho . consumiu 4. sabendo -se que só existem preços para os produtos na forma de acabados.Puc-Minas . não devem possuir valor contábil e quando de possíveis vendas. Exemplo: Custo da produção do período – $ 20.2005 www. sua receita prevista deve ser considerada como redução de custo do s mesmos. 5.Tratamento contábil dos subprodutos e sucatas Subprodutos são itens de reduzido valor de vendas que surgem simultaneamente do processo de produtos principais. além desses.000 de litros de leite em 19x8 na produção de queijo e manteiga. Sucatas: São itens que surgem do processo de produção e não possuem mercado certo e os valores de venda são de difícil previsão.000 kg.dalmycarvalho. Por se originarem no processo de produção dos itens destinados a venda. e que são: Manteiga Queijo $ 6.500 Desse trabalho resultaram os seguintes co-produtos: Alfa 30. impostos.00/kg Quando da realização da venda: Receita bruta Impostos Comissões Receita líquida Custo subprodutos Custo de preparação Resultado $ 500 $ 15 $ 25 $ 460 $ 400 $ 60 0 Não ocorrendo facilidade de comercialização para os subprodutos. mas.40 por litro.dalmycarvalho.000 kg de queijo e 50.000.Puc-Minas . etc. não possuindo valor relevante em ralação ao valor total das vendas. 5. Entretanto.000 kg.000 Embalagem $ 2.500 Indiretos $ 25.000 além da matéria -prima. Por esse beneficiamento incorreu ainda nos seguintes custos: Mão-de-obra Outros Custos $ 25.pro.2 A Indústria de Produtos Alimentícios Ltda.br 43 5.3 A companhia Petrolífera das Arábias produz três produtos (A. O preço pago aos produtores foi.00/kg $ 5. 5B 5C Como são contabilizados os custos e as receitas com os subprodutos? Quais são os principais métodos existentes para avaliação de estoques de coprodutos? Faça um comentário sintético de cada um desses métodos. possuem mercado com preços relativamente estáveis. outros custos ainda existiram especificamente para um e outro produto. frete embalagem. e creditamos a conta de estoque de produtos em processo.pro. vendido a $ 6.B e C) e um subproduto Y em sua refinaria. vendida a $ 300/saco de 60 kg Beta 15. Contabilmente debitamos a conta de estoque de subprodutos.000 Indiretos $ 80.2005 www.60/kg Determinar o Lucro Bruto/kg de cada produto adotando o critério de apropriação dos custos conjuntos com base nos valores de mercado.br 44 .000 kg de manteiga. processamento.000 $ 400 Subprodutos $ 400 $ 500 $ 15 $ 25 $ 60 $ 400 QUESTIONÁRIO 5A Há diferença entre co-produto e sucata? Justifique.000 (+) Valor de mercado do subproduto (-) Impostos (-) Comissões (-) Custos de preparação para venda = Valor líquido realizável Produtos em Elaboração $ 20. Portanto.000 kg.000 Embalagem $ 8.80/kg Gama 5.000 $ 12.1 Em determinado mês.000 Calcular o custo total atribuído ao queijo e à manteiga com base no valor de mercado. uma empresa beneficiou 50 toneladas de milho comprado a $ 3 por quilo. Valor líquido de realização: Valor de mercado dos subprodutos menos as despesas que a empresa terá quando realizar sua venda (comissões. pelo valor líquido de realização. O total de produção do ano foi de 400. vendido a $ 9. Custos específicos da manteiga: Mão-de-obra Direta $ 10. criando conta específica no ativo. Os custos conjuntos do ano foram de $ 359. devem ser consideradas como Outras Receitas operacionais. Dalmy Carvalho . em média.000 Custos específicos do queijo: Mão-de-obra Direta $ 200.).

b) Aloque os custos conjuntos totais aos três produtos conjuntos.000u 15.000u 20.Obra Direta Horas/u fabricada 4 h/u 7 h/u Preço de Venda/u $120 / u $165 / u $12.br 45 Dalmy Carvalho . fabricando os produtos A e B. os c ustos fixos e variáveis se mantiveram constantes. a empresa não possui estoques de produtos em elaboração e acabados. Responda: Caso a empresa desejasse racionalizar suas operações e tivesse que optar por um único produto.dalmycarvalho.000 Mão-de-obra $20. Dalmy Carvalho . Os produtos conjuntos A e B não possuem valor de mercado no ponto de separação e devem receber processamento posterior para serem colocados no mercado. calcule o custo unitário e o lucro bruto unitário de cada produto utilizando o custeio por absorção.processamento no departamento 1.Puc-Minas . c) Durante o mês de abril. Abaixo temos as informações de custos para o último mês de apuração: Custos incorridos no departamento 1: Materiais $50.000 $10. ao final do mês de março a e mpresa apresentou as seguintes contas em seu balancete: Depreciação equipamentos fábrica Mão de obra indireta da fábrica Compra de matéria-prima no mês Despesas administração/vendas Dados do mês: Produtos A B • • Produção e Venda 600u 400u Matéria-prima Kg/u fabricada 3 kg/u 2 kg/u M.000 $2. por ser o mais rentável.000 $11. Trabalhando por encomendas.700 $30. O estoque inicial de matéria prima era zero e o estoque final é de 400 kg.000u 11.000 A empresa paga comissão de aproximadamente 10% do preço de venda para realizar a venda do subproduto Y.12 6 Custo Fixo.75 $2. A matéria -prima é a mesma para os dois produtos. mas foram produzidas e vendidas 800 unidades de cada produto.000 Vendas Mão de obra direta Despesas Variáveis Outros CIF fixos $117. qual o produto deveria continuar na linha de produção.00 $0.000 Total $80. Pede -se: a) Considerando que a empresa apropria os custo s indiretos de fabricação proporcional às horas de mão de obra direta utilizada na fabricação de cada produto.000 Custos indiretos de fabricação $10.000 $60. Lucro e Margem de Contribuição O problema da alocação dos Custos Indiretos Fixos A empresa “Alfa” trabalha sob encomendas.2005 www. Pede -se: a) Calcule o valor do subproduto que deve ser creditado ao custo de produção dos produtos conjuntos.br 46 . Os custos dos produtos conjuntos são alocados segundo o método do valor de mercado ou de vendas.250u Custos após separação $3.000 $ 500 Preço de mercado $1. ao passo que o subproduto é custeado pelo método pelo valor líquido de realização. b) Considerando agora. Refaça os cálculos conforme critério de apropriação dos CIF sugerido na questão a e calcule o novo custo unitário de cada produto. que a empresa apropria os custos indiretos de fabricação proporcional à matéria-prima utilizada na fabricação de cada produto.pro. o preço de venda.000 $15. c) Calcule o provável resultado a ser obtido com venda de cada produto.000 Produtos Produto A Produto B Produto C Sub -produtoY Produção 20.dalmycarvalho. calcule o custo unitário e o lucro bruto unitário de cada produto utilizando o custeio por absorção.Puc-Minas .2005 www.pro.000 $26. sendo o seu valor um redutor do custo dos produtos conjuntos.50 $3.

uma vez que as margens de contribuição.dalmycarvalho. Utilizando o exemplo anterior.840 $ 92.400. processos. embora tenha ainda espaços específicos. linha de produtos. o conceito de custeio variável e de margem de contribuição passaram a ser utilizados ao invés dos rateios imprecisos. o conceito de margem de contribuição (MC).br 47 se lucros fossem. torna-se possível detectar o quanto a empresa terá que produzir e vender no período para que não haja nem lucro nem prejuízo.2005 48 . a empresa recebe uma proposta com as seguintes características: Custos diretos previstos $ 96. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade de produto. Em função disso. O conceito de MC demonstra quanto cada produto contribui para amortizar os custos e despesas fixas e posteriormente formar o lucro. Conforme mencionado por Cogan (1999).500 2.500 Custo/HM $ 560 $ 400 $ 480 $ 400 $1.200. p. está longe de poder ser considerada a solução final para o problema. não a presentam valores distorcidos. pode facilitar a análise da rentabilidade dos produtos. justamente os custos fixos (COGAN.000 Para chegarmos ao preço de venda. talvez não haja nada mais importante em matéria de custos para o administrador do que o perfeito conhecimento da margem de contribuição de cada produto ou serviço produzidos. determinada pela diferença entre a Receita e os custos e despesas variáveis.000 $ 1. Significa que em cada unidade vendida a empresa lucrará determinado valor. Possui a seguinte estrutura: Valor mensal $ 1. pois demonstra a potencialidade de cada produto. "É o valor que cada unidade efetivamente traz à empresa de sobra entre sua receita e o custo que de fato provocou e lhe pode ser imputado sem erro" (MART INS.000 $ 1.000) www. Despesas variáveis de vendas – 20% sobre Preço de venda Estando ociosa numa determinada semana.000 / 0. De acordo com Leone (1991. a tomar decisões sob o prisma das margens de contribuição como Dalmy Carvalho .2005 www. enfim. segmentos. 2000. por não considerarem os custos fixos (esse o grande vilão e a razão de ser da problemática com que até hoje se deparam estudiosos de todo o mundo). Por meio do cálculo da margem de contribuição. a contribuição marginal (ou margem de contribuição) "é a diferença entre as receitas e os custos diretos e variáveis identificados a um produto. p.br Dalmy Carvalho .500 2. 257) define que margem de contribuição representa o lucro variável.80 = $ 235. Multiplicado pelo total vendido. Melhores resultados foram então obtidos na distribuição de custos pelos produtos. principalmente no longo prazo. 376).Puc-Minas . As empresas passaram. ou seja a correta distribuição dos custos indiretos por produtos/serviços.000 (preço de venda) Preço de venda Custos + despesas fixas + lucro Desp. uma vez que não considera a totalidade dos custos incidentes.Puc-Minas . teremos a contribuição marginal total do produto para a empresa.000 Horas máquinas necessárias – 50 hm x $ 1.000 Horas máquina 2.000.000 $ 188. $ 188.500 horas-máquina/mês e deseja um lucro de $ 1. Para fins de tomada de decisões. altera significativamente o custo unitário dos produtos e conseqüentemente a análise da rentabilidade. no caso. então. Padoveze (1997. representa o mais importante passo para se poder prever efeitos de toda e qualquer decisão.000 $ 47.000 (20% de $ 235.840 Custos fixos Custo variável/exceto diretos Despesas fixas Lucro desejado Total (exceto custos diretos e despesas variáveis de venda). os rateios simplistas ditados pela contabilidade de custos tradicional de há muito tempo deixaram de traze r os resultados desejados.pro. p.000. além de se saber como é que estes últimos se comportam diante de mudanças no volume de produção e venda. a cada um dos objetos em que se pode dividir a atividade de uma empresa". devemos incluir 20% (despesas variáveis). serviços. A utilização dos vários critérios de rateio possíveis. Margem de Contribuição Do ponto de vista gerencial. Variáveis de vendas $ 235. Essa forma de custeio. A perfeita separação dos seus custos e despesas em fixos e variáveis.dalmycarvalho. 1999). 195).pro. Os custos e despesas variáveis são deduzidos da receita gerando um valor denominado margem de contribuição que corresponde à diferença entre a receita e o custo variável e despesa variável de cada produto.Podemos concluir que o rateio dos custos indiretos fixos traz dificuldades para a administração. temos: A Custo variável total $/u Preço de venda $/u Margem contribuição $/u 80 120 40 B 75 165 90 Exemplos da aplicação da Margem de Contribuição para fins decisoriais: a)Uma empresa trabalha por encomenda com um volume previsto de 2.000/mês.000 TOTAL –(custos diretos+variáveis+fixos+despesas fixas+lucro) $ 188.

Esse valor independe da decisão.000 Conforme comentado a nteriormente. 2ª análise: Considerando o aumento no volume de produção.000/ano $ 25/t $ 260/t A empresa está atenden ao mercado interno com o seguinte resultado: do (+) Vendas 500t x $ 260/t $ 130.000 Variáveis (500t x $ 25/t) $ 12. A empresa deve aceitar o pedido? (+) Preço ofertado (-) Despesas variáveis de vendas(20%) (-) Custos fixos $ 560 x 50 hm (-) Custos variáveis $ 400 x 50 hm (-) despesas fixas $ 480 x 50 hm (-) custos diretos (=) Resultado (prejuízo) $ 200.500 A empresa recebe uma oferta do mercado externo para fornecer 200t ao preço de $ 180/t.000 de MC um acréscimo no resultado global do mês. não teríamos acréscimo de custos e despesas fixas para atender ao pedido. os custos e despesas fixas não se alteram.000/ano.000 (-) Despesas variáveis de vendas (20%) $ 40. teremos os custos e despesas fixas que totalizam $ 56. sendo os $ 44. trata-se de um pedido adicional. Vamos analisar o pedido do cliente utilizando o conceito de M. Dalmy Carvalho .000 $ 28.000 / 500t = $ 232/t O valor encontrado de $ 232/t nos levaria a não aceitar a oferta de $ 180/t.Puc-Minas . nos levaria a não aceitar a oferta de 180/t $ 80/t $ 110/t $ 10/t $ 200/t 3ª análise: Se não aceitarmos a oferta.2005 www.br 49 Dalmy Carvalho .000 (-) Custos diretos $ 96.000 (-) Despesas Fixas $ 21.000 $ 24.000 Despesas fixas $ 21.500 (=) Resultado $ 6.000 $ 20. Por esse motivo não deve ser considerado para a tomada de decisão.pro. vamos calcular o custo e despesas por unidade. b) A empresa “Gama” está operando com as seguintes características: Capacidade de produção Demanda do mercado interno Custos fixos de produção Custos variáveis de produção Despesas fixas Despesas variáveis –comissões .000 Variáveis (500t x $ 110/t) $ 55.Puc-Minas . os custos e despesas fixos já estão absorvidos nas 2.000 ($ 8. que provocaria uma redução.$ 15/t Preço de venda 800t/ano 500t/ano $ 35.dalmycarvalho.pro. Custos fixos Despesas fixas $ 35. nos custos e despesas fixas.br 50 .dalmycarvalho. Os motivos expostos nos levam a utilização do conceito de Margem de Contribuição (MC). (+) Preço ofertado $ 200.000 $ 40.Conforme demonstramos no início. Custo total $ 90. O que acontecerá com os custos e despesas fixas na semana em que a empresa está ociosa? Se aceitar ou não a encomenda. calcula -se o custo e as despesas por unidade. A empresa deve aceitar a oferta.000 Despesas variáveis ( $10/t x 500.000 (=) Margem de contribuição $ 44.O cliente está disposto a pagar $ 200.000) Analisado dessa forma.000 $ 90.000 Total $ 116.2005 www.000ano / 700t Custo variável Despesas variáveis (comissões) Total Também. Logo é uma análise equivocada.000t) $ 5. de Contribuição.000 pela encomenda.000 (-) Custos variáveis $ 400 x 50 hm $ 20.000/ano $ 56.000/ano $ 21. Esse cálculo não levou em consideração o aumento no volume de 500t/ano para 700t/ano.000 $ 96.000 (-) Custo dos produtos vendidos Fixos $ 35.000 $ 160. por unidade.000 $ 160. sabendo que nessa hipótese não pagaria os impostos? 1ª análise: Baseado no resultado das vendas no mercado interno.$ 10/t Impostos .500 hm previstas.000/ano $ 110/t $ 21. a empresa não aceitaria a encomenda.

) Fixos Variáveis – 700t x $ 110/t $ 130.500 $ 166. fabrica móveis por encomenda.250/u $ 1.2005 www.000.int.450/u $ 1.500 $ 18.000 $ 112.Cálculo da Margem de Contribuição (+) Preço de venda ofertado (exportação.br 52 .000 Depreciação: $ 600.900/u $ 2.000u Tempo Total de Fabricação utilizado no último mês: Enceradeiras: Aspiradores: Preços de venda: Enceradeiras: Aspiradores: 16. que multiplicado pelas 200t dará um incremento total de $ 12. Beta trabalha no mercado de enceradeiras e aspiradores de pó. Mod.) 200t x $ 180/t (merc.P. Variáveis 200.000t x $25/t (MI) (=) Resultado operacional QUESTIONÁRIO Quantidades produzidas no último mês: Enceradeiras: 2. Mod. os quais têm as características de custos abaixo. 1).Puc-Minas .000 h $ 1. Em 12 de setembro.600/u 6 A Quais são os riscos para fins decisoriais. $ 2.000 h 24.000 $ 54.000 $ 35.2005 www.3 – A Tudo em Madeira Ltda. apresente uma ordem de prioridade para a empresa.000 u Aspiradores: 2. 3).000 $ 21. A Beta fez uma ampliação da sua capacidade produtiva.000 $ 77. levando -o de $ 6. e justifique o porque de sua escolha.000t p/mercado externo: (+) Vendas 500t x $ 260/t (merc. que sempre são seguidos pelas demais.550 (mod.500.2 A Cia.650/u $ 1.00/u Aspirador $ 400. onde a empresa líder é a Alfa.Puc-Minas . Resultado das venda incluindo 200. 2).dalmycarvalho. 6 B Podemos dizer que a Margem de Contribuição é a diferença entre Preço de venda e o Custo Direto de um produto? 6.00/u $ 350.000 $ 12. fixa os preços.000 $ 36. pois cada tonelada vendida nos dará um incremento de $ 60. quando são produzidas 100 unidades de cada produto por mês: Produto Mod.pro. 1 2 3 4 Matériaprima $ 300/u $ 400/u $ 500/u $ 600/u M. 6.V (=) Lucro bruto (-) Despesas Fixas (-) Desp. $ 1. 4). Um era de 200 carrinhos de chá e Os preços de venda unitários são: $ 1.Obra Custo Indireto Custo Indireto Direta Variável Fixo $ 500/u $ 250/u $ 200/u $ 500/u $ 300/u $ 250/u $ 600/u $ 300/u $ 250/u $ 600/u $ 300/u $ 250/u Custo total $ 1.500 (-)C. recebeu dois pedidos de produção. Mod.00/u $ 120.000 Custos Variáveis: Matéria-prima Outros Materia is Mão-de-obra Direta Enceradeira $ 300. Dalmy Carvalho .000t x $ 10/t (ME) 500.500 para $ 18.br 51 Dalmy Carvalho . esse relatório acabou por evidenciar os seguintes dados: Custos Fixos por Mês: Mão-de-obra Indireta: $ 2.000 $ 2.00/u $ 180.00/u Devemos aceitar a encomenda. em termos de rentabilidade.ext.000 $ 35.pro. mas sem alterar seus preços de venda. sendo que esta.500 (mod. O departamento de planejamento pediu ao de custos um relatório o sobre os dois produtos.000 Outros: $ 360.800 (mod. decorrentes da alocação de custos fixos aos produtos?Justifique sua resposta.000 no resultado. 6.00/u $ 600. $ 1.1 A empresa “Alfa” fabrica arquivos de aço de diversos modelos.) (-) Custos variáveis (-) Despesas variáveis (comissões) (=) Margem de Contribuição $ 180/t $ 110/t $ 10/t $ 60/t De acordo com esses dados.000 (mod.dalmycarvalho.750/u Sabendo-se que a empresa apropria os Custos Fixos à base do tempo de fabricação: a) Calcule o lucro bruto unitário dos dois produtos b) Dê sua opinião sobre qual o produto que deve ter sua venda incentivada e justifique-a. e pretende utilizá-la mediante uma intensiva campanha publicitária.

para análise e tomada de decisões. B (2. a) Qual o resultado a empresa está obtendo com as vendas no mercado interno? b) Qual a proposta a empresa deve aceitar de maneira a maximizar o resultado da empresa?Consider e que as vendas no mercado interno podem ser reduzidas.2005 www. Os preços de venda seriam de $ 4.800/u e $ 13.C e D) e possui os seguintes dados de custos: Modelo A Modelo B Modelo C Modelo D $ Custo variável/u $ Desp. desde que o mercado absorva e a empresa não tenha limitações na Capacidade de Produção.000.000 por carro.000/unidade.pro. Margem de Contribuição quando não há limitações Empresa produz quatro produtos (A. Seus Custos e Despesas são os seguintes: Custos Fixos: Custos Variáveis: Despesas Fixas: Despesas Comerciais: $ 135.000u).800 $ 3.600/u $ 380/u $ 50/u $ 90/u 110 estantes $ 6.000 ao preço unitário de $ 28.400 $ 100 $ 1.700 $ 200 $ 900 $ 100 $ Preço venda/u $ 2.600u) e D (2.000 carros a $ 25. mas irá sempre incentivar a venda do produto C. Comissão Transporte 200 carrinhos $ 1. Existência de limitações na Capacidade produtiva.000 carros por ano e está conseguindo colocar no mercado brasileiro somente 30. já que a partir de 10 de outubro terá de se dedicar às outras já contratadas de fim de ano.dalmycarvalho.000/ano. O mercado absorve quantidades superiores ao que a empresa pode produzir. para a do segundo. e. sendo que se fechar o contrato terá que arcar com o transporte no valor de $ 1.dalmycarvalho.000.000/ano $ 2.500 $ 1.000 por semana e as Despesas Fixas (Administração e Vendas). Variável/u $ 1. para efeito de análise de rentabilidade dos produtos para a tomada de decisões.Puc-Minas .000/unidade. A empresa necessita vender todos os modelos.200 $ MC/u $ 500 $ 550 $ 600 $ 200 Os Custos fixos totalizam $ 2.000 horas máquinas. O chefe da produção informa que só pode trabalhar em uma das duas encomendas.br 54 . respectivamente.300u).800u).000 $ 1. A empresa pesquisa o mercado e verifica que pode vender: modelo A (3.500.000/unidade 7 Contribuição Marginal e Limitações na capacidade de produção Conhecemos a importância.000/u $ 150/u $ 550/u Os Custos Fixos de produção somam $ 96. Qual dos dois pedidos você aceitaria? Por quê? 6.180 $ 70 $ 2. C (3.000/u $ 2. Considerando a avaliação de estoques devería mos alocar os custos fixos a cada modelo fabricado.000/ano $ 20. O departamento de produção efetua o cálculo da necessidade de horasmáquinas para atender a solicitação. 2ª proposta aquisição de 16.4 – A capacidade de produção da Cia. o conceito de Margem de Contribuição nos traz maiores vantagens.B. c) Qual o resultado a empresa terá com as vendas da questão anterior (letra b)? 2) Qual seria o preço mínimo pelo qual passaria a valer a pena aceitar cada uma das propostas.000/u. mas sem nos preocupar com fatores que podem dificultar a análise.outro de 110 estantes.2005 www. quatro semanas. Foi elaborado o seguinte relatório de Custos e estimadas as Despesas para esses dois pedidos: Matéria-prima CIF Variáveis Despesas Variáveis e M. Mas.Puc-Minas . O departamento comercial envia ao departamento de produção sua meta de vendas. Para a produção do primeiro seriam necessárias três semanas. 1ª proposta: aquisição de 12. sabemos que.000.500/unidade.000 carros a $ 25.000/unidade $ 30. A empresa recebe do exterior duas propostas de fornecimento de seus veículos.br 53 Dalmy Carvalho . de Veículos é de 40. A capacidade de produção da empresa está limitada a 97.pro. A limi ação na capacidade de produção é um fato que deve ser t considerado na decisão. O Direta. Verificamos que o modelo C traz a maior MC/u ($ 600). do conceito de Margem de Contribuição.$ 42. de forma a manter o resulta do atual (letra a)? Dalmy Carvalho .

000 horas-máquina e tem que reduzir a produção no equivalente a 6.000 $ 2.150 horas-máquina para realizar a produção demandada.000 horasmáquinas.0 3. Vamos efetuar os seguintes cálculos: MC/u Modelo A Modelo B Modelo C Modelo D $ 500 $ 550 $ 600 $ 200 Fator limitador (horas-máquina) 9.000 $ 2.041 2.dalmycarvalho.150 = 647 unidades 9. apesar de por unidade o modelo C produzir maior MC. os fatores limitadores são as horas-máquinas disponíveis.600 $ 2. Estará. que possui a maior MC/u.55 $ 57.300 $ 500 Modelo B 2. Vamos.600u 2. 103.600 $ 400. Contribuição Total (-) Custos fixos Lucro Bruto Quantidade 3.5 Vendas previstas 3. dentro das 6.pro.63 $ 61.898.000 . invalidado o conceito de MC? Claro que não.398.000 $ 5.824. agora.600 Verificamos que há necessidade de 103.800 3. Contribuição Total (-) Custos fixos Lucro Bruto MC–Total $ 1.000 $ 1.000).350 25.Puc-Minas .650.5 MC/hora-máquina $ 52.757 unidades a reduzir 3.600 $ 600 Modelo D 243 $ 200 M.000 horas -máquina que é o limite de nossa capacidade produtiva.200 39. projetar o resultado que teremos: Resultado projetado Quantidade MC/u Modelo A 3.914.650.300 2.br 55 Dalmy Carvalho .600 $ 2.dalmycarvalho.000u Horas máquinastotal 31.Resultado projetado Produtos Modelo A Modelo B Modelo C Modelo D Horasmáquina/u 9.000 $ 2.150 horas-máquinas (103.800 $ 550 Modelo C 3. Dessa forma teremos o melhor resultado possível para a empresa.150 HM / 11 HM/u =559 unidades a reduzir Constatamos que o modelo A é o que traz a menor MC/hora-máquina. estaremos com a produção total prevista dentro das 97.pro.5 Dalmy Carvalho .800u 3.540.Puc-Minas .150 = 1.500. mas está limitada a 97.000 $ 1.500.2005 www.600 Como ficaria se tivéssemos reduzido a produção do modelo C que possui a maior MC/u? Horas-Máquinas a reduzir / Horas Máquinas do Modelo C 6.11 $ 54. teremos: Horas-máquina a reduzir Horas-máquina Modelo D = 6.540.160.5 9.5 9. Horas-máquina a reduzir Horas-máquina Modelo A = 6.414.600 $ 5. logo devemos escolhê-lo para reduzir a produção para ficarmos dentro das 97. Acontece que. Conclusão: Quando temos limitações na capacidade de produção.000 $ 48. que é a nossa capacidade máxima de produção.0 11.300u 2.0 3.5 Verificamos que a MC total seria maior se reduzíssemos a produção e venda do modelo C. No caso em análise.000 MC/u ($) $ 500 $ 550 $ 600 $ 200 MC – total ($) $ 1.150-97.150 horas-máquina ele produz menos.0 11. Qual o modelo iremos reduzir? Seria o modelo D que possui a menor MC? Se fizermos a redução no modelo D. por esse motivo.150 Modelo A Modelo B Modelo C Modelo D M. devemos efetuar o cálculo da MC levando em consideração o fator limitador.757u do modelo D.br 56 .2005 www.14 Reduzindo 1.000 $ 1.600 7.

dalmycarvalho. no máximo. e em que quantidade. só estando à disposição da empresa 200.000 2/u $ 2.br 57 Dalmy Carvalho . haja normalização do mercado de matéria -prima. sendo possível adquirir apenas 12. $2.326.000 $ 16.000 kg. e que.500 4/u $ 1. que custa $ 8.00/kg Mão-de-obra direta Custos indiretos Variáveis 3 h/u a $ 20.000 Dalmy Carvalho .00/u Os Custos indiretos fixos são de aproximadamente $ 5.000/u $ 700/u Rolamento 5/u 6/u 5/u Outro exemplo.000 $ 2. Indústria automobilística produz um mesmo modelo de carro com 2 e 4 portas: Preço de venda/u Custos/despesas MC/u Variáveis/u Modelo 4 p $ 22. Qual o modelo devemos produzir para proporcionar o melhor resultado para a empresa? Existe o fator limitador.00/u (para o A) e $ 120.000 Concluímos que o modelo 2p é o que possui melhor MC por fator limitador. Margem de contribuição projetada Veículo 2 portas Produção/vendas 6.00/Kg.000 unidades. Qual deve ser a quantidade fabricada de cada produto.000.000 $ 400. Maçanetas) Modelo 4 p $ 5.000u $5.160.Resultado projetado Modelo A Modelo B Modelo C Modelo D MC total (-) Custos fixos Lucro Bruto Quantidade 2.dalmycarvalho. e sabendo ainda que o mercado consome 20 unidades de cada produto por semana.000 O mercado absorve 10.500 $ 5.5 00.500 Modelo 2 p $ 20.000 Margem contribuição total $ 24.00/kg 1 kg/u a $ 8.500 $ 2. a) Qual a quantidade de cada produto que a empresa deve fabricar nesse mês para que maximize seu lucro? Qual o lucro máximo? b) Suponha agora que.000 MC/u Em determinada semana a empresa está com falta de rolamentos. nos quais são utilizados rolamentos.br 58 . Fator limitador MC/maçaneta (Qte. no caso as maçanetas. decida quais produtos deverão ser feitos nessa semana.00/h $ 8.pro.000 MC/u $ 500 $ 550 $ 600 $ 200 MC – Total $ 1. de forma a maximizar o resultado previsto.pro.000 $ 16.653 2.000 por mês e os preços de venda são: $ 200.2005 www. Logo. com os seguintes custos: Produtos A B C Custo Custo variável fixo $ 390/u $ 120/u $ 495/u $ 150/u $ 300/u $ 100/u Custo total $ 510/u $ 645/u $ 400/u Preço venda $ 800/u $ 1. no mês de novembro.000 $ 4.00/h $ 14.000 $ 2.00/u 2 h/u a $ 20.500 QUESTIONÁRIO 7 A É sempre útil. 100. O mercado consome.500.000u Margem contribuição/u $4.000 por veículo. as despesas variáveis representam 5% do preço de venda.000. existindo apenas 220 unidades em seu estoque.Puc-Minas .426. esteja a empresa reduzida a uma capacidade de mão-de-obra direta máxima possível de 400.000 unidades de cada modelo e para o próximo mês está previsto falta de maçanetas. 926.000/semana e Despesas Variáveis de 5% do Preço de Venda.375 Modelo 2 p $ 4. devemos fabric ar 6. Sabendo que a empresa tem Despesas Fixas de $ 10.Puc-Minas . para tomada de decisão.000 $ 5.1 Uma indústria fabrica 3 produtos.540.800 3.2 – Determinada indústria fabrica os produtos A e B com uma mesma matériaprima.000 unidades de cada produto por mês. utilizar apenas o conceito de Margem de Contribuição por unidade? 7.000 h nesse período.000 veículos de 2 portas. mas que haja um aumento de 50% sobre os salários e também seja autorizado pelo governo um aumento de 50% sobre os preços de venda. 7. Seus custos variáveis são os seguintes: Produto A B Matéria-prima 2 kg/u a $ 8.2005 www.00/u (para o B).500 $ 16. devido às férias de vários empregados. mas em outubro é prevista falta de matéria -prima.600 2. sabendo -se que o mercado continua consumindo os mesmos volumes? Qual o lucro máximo? Veículo 4 portas 3.500 $ 1.

700/u.0 h/u 7. 5.810/u. e são rateados à base de horas de MOD (9.360. um com impressora e outro sem. Em ambos os meses conseguiram vender toda sua produção.5 kg/u 8.000 u 2. b) Em fevereiro a empresa recebeu 12. baseado na decisão tomada na letra b.600/mês A Indústria rateou os Custos Fixos à base do tempo de fabricação (HM) de cada um dos 4 produtos feitos no mês: os dados mais relevantes do período foram: Produto Cobertores – casal Mantas – casal Cobertores – solteiro Mantas – solteiro Tempo Fabricação-HM 9.Puc-Minas .4 A Cia PH de Calculadoras Eletrônicas fabrica dois modelos.7. Os Custos Fixos totalizam $3.dalmycarvalho. e a PH não pretende altera-los.br 59 Dalmy Carvalho .000 u 2. a) Faça os cálculos que você acha que deveriam ter sido feitos para uma correta apropriação de custos para fins de avaliação de estoques (custeio por absorção). respectivamente.400/mês Despesas Fixas: $ 130.2005 www. Os demais custos variáveis são de $2.pro.900/u e $ 8. Quais produtos devem ser f abricados em fevereiro e em que quantidades.dalmycarvalho.500/u 1.000 máquinas do primeiro e 4.6 h/u 9.8 kg/u 6. 7. dê sua opinião sobre qual modelo deve a empresa dedicar seus esforços de propaganda.993/u e $3.000 do segundo tipo. o lucro unitário e a margem de contribuição unitária.2005 www.500 por mês.5 kg/u 4.5 kg/u 12.000 kg de matéria-prima a menos do que havia consumido em janeiro. Para atender ao mercado a empresa produz.br 60 . tanto para um como para outro modelo.50 h/u para o sem impressora).000/u a) Calcule o custo de cada um dos modelos.5 h/u 7.pro. e por isso teve que restringir sua produção e assim fabricou menos daqueles produtos que davam menor rentabilidade por unidade.4 h/u Lã Volume consumida Produzido 3. de maneira a maximizar o resultado da empresa? c) Faça o demonstrativo do resultado obtido com as vendas realizadas no mês de fevereiro.260/u 1.000 u 1.150 por unidade.000 u Preço Venda $ 1. Dalmy Carvalho . respectivamente). b) Sabendo-se que há uma grande dificuldade de obter pessoal especializado na produção desses itens.Puc-Minas .3 – A Indústria de Mantas e Cobertores Mato Grosso do Sul S/A teve os seguintes custos e despesas em janeiro: Mão-de-obra Direta: $ 170/unidade produzida Matéria-prima: $ 200/kg de lã utilizada Comissão de Vendas: $ 150/unidade vendida Custos Fixos: $ 522.10h/u para o modelo com e 6. Os materiais consumidos diretamente são de $ 3.300/u 1. normalmente. além de $275/h de mão-de-obra direta. Os preços de venda são aproximadamente os das empresas concorrentes ($ 9.

não há custos fixos diretos de unidades de produto. como a melhor técnica disponível para fins de avaliação e controle. Dessa maneira. na melhor das hipóteses. o método de custeio variável é o "método que apura os custos de fabricação dos bens mediante apropriação somente de custos variáveis". mais as despesas indiretas de produção variáveis para avaliar os inventários e determinar o custo de vendas [.. De outra forma. comporão o valor dos estoques apenas os custos variáveis. 1987. pode-se definir o método de custeio direto como sendo aquele que leva aos objetos todos os custos e despesas variáveis ou fixas que se permitem ser apropriados objetivamente à unidade de produto. pode haver custos fixos diretos de linha de produtos. no custeio direto. podem ser citadas: a fixação de preço de venda. apenas a matéria-prima. sim. CURRY e FRANK. o custo indireto de fabricação variável.] Toda despesa indireta de produção fixa é custo que deve ser excluído (MATZ. centros de custos. O método de custeio variável não atende aos princípios contábeis geralmente aceitos e não é reconhecido pelas autoridades fiscais para fins de relatórios externos. Assim. e tal divisão (em função do volume) configura um rateio. Muitas são as possibilidades de a contabilidade de custos auxiliar na tomada de decisões gerenciais por meio da utilização do método de custeio variável. em gastos que oscilam proporcionalmente ao volume de produção e vendas e gastos que se mantêm estáveis perante volumes de produção e vendas oscilantes dentro de certos limites. preferencialmente. portanto à produção) certos tipos de custos fixos perfeitamente identificados com e no departamento (por exemplo. departamentos ou outros objetos de custeio mais amplos do que as unidades de produtos ou serviços.Puc-Minas . departamentos dentre outros. como já sugeríamos há pouco.2005 www. depreciação das máquinas utilizadas no departamento). de uma divisão do montante total do custo do período pelas unidades produzidas nesse mesmo período.dalmycarvalho. o qual depende de variedade de produtos e/ou volume. por intermédio de critérios subjetivos de rateio constitui a única fonte de complicação quando da identificação do verdadeiro custo dos produtos.br 61 62 . poderemos atribuir aos departamentos (e. Por esse método. Esse sistema fundamenta -se na separação dos gastos em variáveis e fixos. Dentre as mais comuns..pro. O Custeio Variável é um método de custo que carrega os produtos somente com os custos que variam diretamente com o volume. centros de custos.8 Custeio Variável Método de custeio variável O método de custeio variável é aquele em que somente os custos diretos ou indiretos variáveis são atribuídos aos objetos de custeio. 609). 141). o método de custeio específico. São classificados diretamente como despesas operacionais. e deixar os demais como custo de Dalmy Carvalho . Portanto. as despesas operacionais variáveis e as despesas operacionais fixas específicas são considerados elementos do custo de fabricação.Puc-Minas . isto é. e de que o custo indireto é identificável somente via rateio. Em outras palavras. Método de custeio direto Partindo-se da premissa de que um custo é direto ou indireto em relação à sua objetiva identificação e mensuração por unidade de produto ou serviço. e as despesas variáveis são apropriadas após a valoração dos inventários para se apurar a chamada margem de contribuição. a seleção do mix de produtos. a mão-de-obra direta. este fato não deve ter muita importância para os tomadores de decisões. De acordo com Perez Junior.2005 www. contrariamente aos gastos comuns que dizem respeito a várias linhas de produto. que será abordada no tópico seguinte. A apropriação da parcela fixa dos custos indiretos de fabricação às unidades produzidas.br Dalmy Carvalho .pro. o custo indireto de fabricação fixo específico. pois as empresas podem acomodar tanto esse método como outro. Iudícibus (1995) se refere a um método de custeio situado entre o custeio por absorção e o custeio variável (que ele denomina custeamento direto puro). Veja suas palavras: em certas circunstâncias.dalmycarvalho. como veremos mais adiante. p. que é exatamente o método de custeio direto ou. mas. O método de custeio direto não considera os custos indiretos de fabricação fixos comuns como custo dos produtos e o trata como custo do período. Nesse caso. o método de custeio direto deveria ser chamado de método de custeio específico. p. Quanto à classificação de um custo em direto ou indireto. entendemos que o custeio direto sai do nível unitário e vai para o total. gastos específicos ou próprios do objeto de custeio em questão. Usam-se somente os custos primários. A questão importante é que os relatórios internos devem usar a abordagem do custeio variável que é considerada por muitos. Os custos e despesas fixos são levados integral e diretamente ao resultado do período. é preferível denominá-los não custos diretos. considerando apenas os custos indiretos de fabricação fixos específicos. enquanto o custo indireto sai do total e vai par ao nível unitário. Oliveira e Costa (1999. os custos fixos não se incorporam ao custo dos bens ou serviços produzidos. lançando-o diretamente para resultado. dentre outros Cada vez mais está sendo difundido o método de custeio variável/direto como aquele que pode gerar informações mais adequadas e ágeis para a tomada de decisões. o cálculo da lucratividade de produtos. visto que a identificação desse tipo de custo às unidades de produto vai depender. A legislação fiscal brasileira não admite a determinação dos custos por esse método.Entretanto.

br 63 Dalmy Carvalho . fere os princípios contábeis e altera o resultado do período. Como desvantagens da aplicação deste sistema. pois os dados são próximos da fábrica e de sua responsabilidade. pois existem custos semivariáveis e semifixos. estes apresentam as seguintes vantagens: • os custos dos produtos são mensuráveis objetivamente. no final do período. • o método de custeio direto e o método de custeio variável constituem um conceito de custeamento de inventário que corresponde diretamente aos dispêndios necessários para manufaturar os produtos. quando existem estoques finais. podendo o custeamento direto/variá vel incorrer em problemas semelhantes de identificação dos elementos de custeio. apresentam vantagens e desvantagens.pro. Padoveze (1997) apresenta as seguintes: • a exclusão dos custos fixos indiretos para valoração dos estoques causa sua subavaliação.Puc-Minas .2005 www. 1995.Puc-Minas . isto somente será possível se tivermos uma departamentalização de custos. 191).dalmycarvalho. assim como praticamente todos os sistemas de custeio. as vantagens do custeamento direto para certas tomadas de decisões são evidenciáveis (IUDICIBUS. De qualquer forma. • baseia-se no conceito de custeamento e análise de custos para decisão de curto prazo. Segundo Padoveze (1997). todavia. isso faz com que seus resultados sejam mais efetivos para a compreensão dos executivos no processo de tomada de decisões. a separação de custos fixos e variáveis não é tão clara como parece. os dados no método de custeio direto e no método de custeio variável não são considerados aceitáveis para fins de elaboração das demonstrações financeiras. • o método de custeio direto e o método de custeio variável são totalmente integrados com o custo-padrão e orçamento flexível. via ajustes. O custeio direto e variável tem estreita relação com os conceitos de custos desembolsáveis. isto é.pro. fazem um simples lançamento no diário para ajustar os dados para relatórios externos. Trata-se de um meio termo entre o Custeamento direto puro e o Custeio por Absorção. o fisco não aceita a utilização desse sistema para fins fiscais. • o método de custeio direto e o método de custeio variável possibilitam mais clareza no planejamento do lucro e na tomada de decisões. custos financeiros. possibilitando a correta avaliação de desempenho setorial. Vantagens e desvantagens O método de custeio variável e o método de custeio direto. o método de custeio direto (ou específico) é um método intermediário ou híbrido.br 64 . possibilitando o correto controle de custos.2005 www. • na prática. no montante de custos indiretos de fabricação. Parece-nos uma abordagem bastante racional. o que resultará no pagamento de menos imposto de renda. Dessa forma. que passam por caixa. • o lucro líquido não é afetado por mudanças de incremento ou diminuição de inventários. Portanto. Haverá necessidade de conciliação do custeio direto e variável para o custeio por absorção enquanto aqueles não forem aceitos pelas instituições da classe contábil e oficial. mas subestima os custos fixos. que são ligados à capacidade de produção e de planejamento de longo prazo.período. Devido à exclusão do custo indireto de fabricação fixo dos estoques. o custo do estoque baseado é geralmente convertido. • é mais fácil para os gerentes industriais entenderem o custeamento dos produtos sob o custeio direto/variável. esse sistema altera o resultado do período em decorrência de não considerar os custos fixos na composição dos custos do produto tendo como conseqüência a redução do lucro. Como foi mencionado no primeiro item das desvantagens. Todavia. • os dados necessários para a análise das relações custo -volume-lucro são rapidamente obtidos do sistema de informação contábil. Os únicos itens ajustados são estoques e o custo dos produtos vendidos. ao custeio por absorção para fins de demonstrações financeiras. Devido a esse detalhe. que foi excluído dos custos do produto no método de custeio variável e lançado diretamente para o resultado do período. podendo trazer problemas de continuidade para a empresa. p. As empresas que utilizam o método de custeio direto e o método de custeio variável obtêm todos os benefícios desses métodos quanto a controle gerencial e relatórios internos e. na medida em que incorpora conceitos do custeio por absorção e do custeio variável. Dalmy Carvalho .dalmycarvalho. pois não sofrerão processos arbitrários ou subjetivos de distribuição dos custos comuns.

Custo Unitário .600 1.200 10.700 550 70 7.8 00 35 2.000 72 720.200 52.2005 www.P.850 Dalmy Carvalho .000 60 30 1.550 65 2.2005 www.P.700 Custeio Absorção Unidades Vendidas Unitário + Receita Total Unidades Produzidas CustoVariável/u Total Custo Fixo/u Total CustoProdução/u (+) Total E.000 65 1.700 1.100 10 30 300 30 30 900 1.120 630 12.100 350 4.A – Unidades Custo Unitário (-) Total .200 30 30 900 0 30 0 2.600 20.500 250 3.700 (100) 60 6.P.500 20 30 600 10 30 300 1.030 4 º mês 70 100 7.V.100 150 2.Puc-Minas .3 300 600 920 3 º mês 50 100 5.(=) Total = Lucro Bruto Total % Despesas variáveis Despesas fixas Resultado Custeio Variável Unidades Vendidas + Receita Total Unidades Produzidas CustoVariável/u (+) Total E.dalmycarvalho.000 60 30 1.100 65 3.200 50 5.500 42 2.dalmycarvalho.P.br 65 Dalmy Carvalho .600 65 2.pro.800 0 30 0 20 30 600 1.F.000 60 1.000 50 30 1.br 66 .100 82.000 30 60 1.300 40 65 2.100 30 2.Exemplo: Uma empresa que fabrica apenas um produto e que tenha os seguintes dados Período (mês) 1 2 3 4 Produção 60u 50u 70u 40u Vendas 40u 60u 50u 70u Estoque final 20u 10u 30u Estrutura dos custos e despesas Custos variáveis Matéria-prima Materiais auxiliares Energia elétrica Mão -de-obra direta Comissões sobre vendas Custos e despesas fixos Mão -de-obra indireta Depreciação fábrica Manutenção fábrica Almoxarifado Outros custos Despesas administração/vendas Total Valor($)/unidade 16 2 4 8 5 Valor do período($) 600 400 300 100 700 600 2.V-Unidades.000 10 72 720 60 69.800 300 3.000 0 0 70 72.F. PA-Unidades.000 70 30 2.1 350 600 950 $ $ $ $ $ Preço de venda: $100/u A empresa utiliza o método PEPS para avaliar seus estoques.Custos e despesas fixos =Resultado $ $ U $ $ $ $ $ $ U $ $ $ $ U $ $ 1 º mês 40 100 4.200 200 2.250 65 2.000 40 30 1. $ $ $ $ $ 40 4.700 1.Puc-Minas .300.6 250 600 1.000 70 30 2. Custo Unitário (+) Total E.900 65 2.000 50 30 1.400 35.I.0 200 600 600 2 º mês 60 100 6.40 3.I.86 5.Total Despesas variáveis =Margem Contribuição % .000 40 30 1.67 4.50 2.100 60 4.50 3.(=) C.A-Unidades Custo Unitário (-) Total C.300 30.900 0 0 20 65 1.100 72 3.P.180 320 5.800.pro.A .Unidades Custo Unitário (+) Total E.800 50 62.

pelos Custeios por Absorção e Variável. iniciou o ano de 2004 sem estoques de produtos.650 700 420 900 1 º mês 1. Os custos de produçã o e as despesas de venda do período foram: Materiais Diretos $ 168.500 3. Dalmy Carvalho .br 67 . das quais 230. utilizando -se do PEPS (FIFO). Seus custos e despesas fixos têm sido.520 2.000 Custos Fixos Indiretos $ 112.pro.600 e $ 4.000 $ 1. os seguintes: Mão-de -obra Indireta Depreciação de Equipamentos Fabrica Aluguel de Prédio da Fábrica Custos Diversos da Fábrica Salários Administrativos Propaganda $ 35. fabricante de determinado produto.800 900 900 4º mês 3.300 600 700 Estoque Final 2º mês 720 300 420 3 º mês 1.250/mês 1.160 300/mês 3. de $ 25.100 1. 8 B Quando não há estoques finais.2 A Empresa “Sigma”.dalmycarvalho.br 68 Durante o mês foram vendidas 25 unidades a $450/u e não havia estoque inicial.000 Despesas Fixas de Venda $ 69.pro.dalmycarvalho.400 em outubro.2005 www.000 foram vendidas por $2.000/mês Apure o lucro e o estoque final em cada mês.000/mês 1.120 $ 500 $ 9.700 $ 7.450/mês 6. e explique a diferença. Dalmy Carvalho . B) O valor de estoque final pelos dois sistemas (PEPS). por mês.080.000 unidades.Puc-Minas . As despesas variáveis de venda totalizam $ 74/u. Os custos e despesas para o período foram: Variáveis Matéria Prima Mão-de -Obra direta Despesas de Vendas Total Fixos Depreciação equip.50/u. e cada violão é vendido a $ 1. respectivamente.Absorção Variável Diferença Resultado Acumulado 1 º mês 2 º mês 3º mês 600 1.000 Custos Indiretos Variáveis $ 42.2005 www.11/u Apure resultado e o valor dos estoques de produtos acabados e em elaboração em 2004 pelo Método de Custeio Variável e por Absorção.500 0 4º mês 0 0 0 Questionário 8 A Descreva as principais características do método de custeio variável confrontado com o custeio por absorção.000 Despesas Variáveis de Venda $ 0. fábrica Mão-de -Obra Indireta Outros Custos Fixos Despesas Gerais Total Valor ($) 75/u 50/u 25/u 150/u Matéria-prima e Mão de Obra direta são os únicos custos variáveis da empresa e foram.160 $ 8.Puc-Minas . supondo que no mês de fevereiro os custos se mantenham constantes e sejam produzidas 26 unidades e vendidas 30 unidades. Durante o período produziu 280. C) O resultado previsto nos dois sistemas. 8.550 (100) 1. existe diferença entre os lucros apresentados pelo Custeio por Absorção e pelo Custeio Vari vel? á 8.000 Mão-de -obra Direta $ 196. Sua tarefa será calcular: A) O resultado do mês pelo custeio variável e pelo custeio por absorção.1 A Indústria de Violões Afinados S/A iniciou sua produção em outubro de 19x7 e teve o seguinte movimento: Mês Outubro Novembro Dezembro Produção 80u 160u 40u Vendas 70u 70u 140u Absorção Variável Diferença Exercício A empresa Omega durante o mês de janeiro de 2005 produziu 35 unidades do único produto que fabrica.

500 $ 1. a prática torna este conceito um tanto difícil de ser utilizado (KANITZ.500u – 4. 47). o lucro será ig ual à margem de contribuição unitária multiplicada pelas unidades excedentes às unidades no ponto de equilíbrio.000 (150 / 500) Calcular as unidades de venda no Ponto de Equilíbrio Contábil UPEC = (CF + DF) Mcu UPEC = ($350.pro.100 $ 600 Custo total $ 950 $ 1. Embora teoricamente o uso deste custo seja mais elegante.br 69 Dalmy Carvalho . 1972. Outra.pro. como por produto individual.700 Lucro ($450) ($300) ($150) Zero $150 $300 O planejamento do lucro exige uma compreensão das características dos custos e de seu comportamento em diferentes níveis operacionais. A relação entre os custos e as receitas em diferentes níveis de atividades pode ser representada gráfica ou algebricamente. por meio da margem ganha em cada uma delas.Puc-Minas . mais matéria prima. A partir da venda da unidade 4. não se prestando à previsão de lucros em diferentes níveis de atividade.000 $ 2. 45). tanto do total global.090u – 4.000 $ 1.000 $ 3. são poucas as firmas que podem realmente estimar o custo marginal de seus produtos.000 $ 1. Custos e Variáveis Despesas. para que consiga pagar todos os custos e despesas fixas.000 + $ 250.2005 www. isto é. O ponto de equilíbrio é alcançado num determinado nível de unidades e teremos de vender tantas unidades de produtos quantas forem necessárias para. é importante porque identifica o nível mínimo de atividade em que a empresa ou cada divisão deve operar (PADOVEZE. chegar a cobrir os custos e despesas fixos. além dos custos e despesas variáveis em que ela tem necessariamente que incorrer para fabricar/vender o produto. a aplicação prática do conceito de custo marginal é bastante complicada. porém.500 Venda de 4. 1997). o custo que deverá ser incorrido na produção de uma unidade adicional. 1972. No ponto de equilíbrio não há lucro ou prejuízo. A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) reflete o lucro somente em determinado nível de vendas. Portanto. que independem do volume de atividade.650 $ 2. ambos excluem os custos fixos de fabricação.000 $ 2.750 $ 600 6.000 + 250.2005 www.090u Lucro = (4. é que este constitui na realidade custos futuros. A informação do ponto de equilíbrio da empresa.000u) x Mcu Lucro = 90u x ($ 500-$ 350) = $ 13.000) / $150 = 4.000 $ 2. O ponto de equilíbrio evidencia em termos quantitativos qual é o volume que a empresa precisa produzir ou vender.000) = $ 2.000/mês Calcular a Receita no Ponto de Equilíbrio Contábil (RPEC): RPEC = Custos fixos + Despesas fixas . já foram absorvidos pelas 4. Fixas 1. conforme se constata em outra reflexão do referido autor. Cumpre esclarecer que custos variáveis e custos marginais não são exatamente iguais.br 70 .050 $ 600 4.300 $ 1.000 $ 1.000 unidades Valores em $’000 Unidades Receita Custos e Despesas. "Custo variável geralmente é o custo médio de transformação.000u) x $ 150 = $ 75.500 $ 1. Lucro = (Unidades Vendidas – Unidades no Ponto Equilíbrio ) x MC Venda de:4. p.dalmycarvalho.000.9 A relação Custo / Volume / Lucro Empresa com os seguintes dados: Preço de venda $ 500/u Custo variável $ 320/u Despesas variável de vendas $ 30/u Custos Fixos $ 350.Puc-Minas .dalmycarvalho. Uma das razões é que o custo marginal varia com a escala de produção.000/mês Despesas Fixas $ 250.500u Lucro = (4.000 $ 2.350 $ 2.400 $ 600 5. índice de Margem de Contribuição RPEC = ($ 350.000 $ 500 $ 350 $ 600 2.0 00 $ 700 $ 600 3.000 Dalmy Carvalho . p.000 unidades. enquanto que o custo marginal é definido como sendo o custo de produção de uma unidade adicional" (KANITZ. visto que os custos fixos e despesas fixas.001.

500.000) 0 RPEE = ($5.000) esteja considerado $ 800.000 UPEE = CF + DF + CO UPEE = $ 2.800.500.500.000 = 1.($ 5. percentual e valor.500.000/u RPEC = CF + DF índice Mcu Ponto de Equilíbrio Financeiro ( PEF): Ponto em que as Receitas totais menos os Custos e Despesas Totais não produzem alteração no saldo de Caixa.000 / $ 8. independentemente de haver resultado contábil ou econômico.000 de depreciação.500.000 = 2.000/mês = $ 240.br 71 = $ 1.000/u RPEE = (CF + DF + CO) / Índice de MC RPEE = ($2.000 RPEF = CF + DF – (C + D não desembolsáveis ) índice Mcu RPEF = $ 2.500.Puc-Minas .000 $ 675.600/u $ 400/u $ 2.pro.000 = 10 casas MC $ 100. RPEE / PVu= UPEE UPEE = $ 20.$ 800.500.000/ano $ 1.000.(C + D não desembolsáveis) Mcu UPEF = $ 2.000 0.000.$ 800. 00.000 ou. Empresa com as seguintes características: Preço de Venda Custos Variáveis Despesas Variáveis Custos Fixos Despesas Fixas Patrimônio Líquido Taxa de juros de mercado Custo de oportunidade (CO) $ 8. Mantendo os dados do exemplo anterior e considerando que nos Custos e despesas fixas ($ 4.000) / ($2.000 .000 .25 = $20. calcular a MS em quantidades.000.000) UPEF = CF + DF .000/ano ($ 2.) = 14 casas – 10 casas = 4 casas Dalmy Carvalho .000 = $ 12.000 não conseguindo repor a parcela da depreciação do ativo imobilizado.000) / 0.000 $ 1.000 / $ 8.000.000 + $1. Em quantidades = Quantidades Vendidas – Quantidades no PE Em valor= Valor das Vendas Realizadas – Valor das Vendas no PE Percentual = Receitas realizadas – Receitas no PE Receitas realizadas Exemplificando: Empresa construtora produzindo um tipo de casa pré-fabricada com as seguintes características: CV + DV CF + DF PV = $ 140. valor e percentual.000 Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE): É o ponto em que as Receitas Totais menos os Custos e Despesas Totais têm como Resultado o Custo de oportunidade do Capital próprio empregado.500u x $ 30/u Margem de Contribuição Custos Fixos Despesas Fixas Resultado $ 2.416666 $ 2.000 $ 75.000 + $ 1.2005 www.000 $ 250.250.dalmycarvalho.000 – ($ 5.000.500u Receita 4.000 $ 135.000.000. Margem de Segurança (MS) É o volume que a empresa produz e vende acima do seu ponto de equilíbrio (PE).br 72 .000.000 + $ 1.000.a $ 1.400.600u/ano $ 8.000 MCu $ 8.Puc-Minas .000 10% a .000 = 2.000 + $1.000 / $8.000 Supondo que a empresa esteja produzindo e vendendo 14 casas por mês.500. que não representa desembolso de caixa.dalmycarvalho.000/u $ 5.000/u = $ 1.2005 www.000 + $ 1. podendo ter uma redução no volume sem entrar na faixa de prejuízo.500u/ano UPEC = CF + DF = $ 1.500u x $ 500/u Custos variáveis 4.440. Quando o resultado é suficiente para cobrir os gastos desembolsados.500u x $ 320/u Despesas Variáveis 4. MS(Qte.000 $ 350.000 .000.500.000. Dalmy Carvalho . Pode ser calculado em quantidade.Comprovação através do DRE para 4.600 + $ 400) UPEE = $ 5.pro.600 + $ 400) Nesse ponto a empresa equilibra-se financeiramente.500. mas com prejuízo contábil de $ 800.000 + $ 1.500u $ 2.000/ano $ 10.

3 – O analista de custos da Cia.000/u $ 4.MS($) = (14ux$240. QUESTIONÁRIO 9A) O que significa Ponto de Equilíbrio? 9B) O que é Margem de Segurança? 9C) Qual o significado de Alavancagem Operacional? 9D) Diferencie os Pontos de Equilíbrio Contábil.Vendas PEC = MS x MC = Lucro 14u 10u 4u $ 100.000 MS (%) = 14u–10u = 28.2005 www.000.57% 14u Alavancagem Operacional ou Grau de Alavancagem Operacional.000/mês $ 3.br 73 Dalmy Carvalho .555/u GAO = V % Lucro = ($ 700.dalmycarvalho.000. GAO = Porcentagem de acréscimo no lucro Porcentagem de acréscimo no volume = V % Lucro V % volume 9. Sabendo que a empresa deseja um retorno mínimo de 10% ao ano sobre seu Patrimônio Líquido de $ 240.000/mês $ 555/u $ 5..000) – (10ux$240. b) Idem para seu Ponto de Equilíbrio Econômico.000/u a) Quantos trompetes devem ser produzidos e vendidos por ano para atingir o Ponto de Equilíbrio? b) Qual o valor da receita nesse ponto? c) Se a empresa quiser ter um resultado de 30% sobre as receitas totais. + Vendas atuais .000 75% = 3.1)–A Empresa Paulista de Trompetes S/A. seu resultado passará de $ 400.000-$ 400. através de um levantamento na sua Contabilidade de Custos.Puc-Minas .000. Dalmy Carvalho .5% de aumento no lucro. quanto terá de aumento no lucro se aumentarmos o volume.000/ano Mão-de-obra Indireta $ 400. a) Calcule seu Ponto de Equilíbrio Contábil. quantas unidades devem produzir e vender durante o ano? d) Qual será esse resultado? 9.000 17u 10u 7u $ 100.000)/$ 400.000/ano Custos e despesas variáveis: Materiais Diretos Mão-de-obra Direta Embalagem Comissões de Vendedores Outras despesas Se a empresa passar de uma atividade de produção e venda de 14 unidades por mês para 17 unidades.000 para $ 700.000.000) ou 4u x $ 240.br 74 . resolveu aplicar as técnicas de análise do ponto de equilíbrio para verificar o crescimento da empresa. 9.000 $ 400.000 ë que 20% dos seus Custos Fixos são depreciações. Felluc i Ltda.2 Uma indústria de televisores tem a seguinte estrutura de custos e despesas: Custos fixos Custos variáveis Despesas fixas Despesas variáveis Preço de venda $ 16.Puc-Minas .5 vezes 21% $ 200/u $ 100/u $ 70/u $ 20/u $ 10/u Sabendo-se que o preço de venda é de $ 2.pro.000/ano Despesas de Vendas $ 150.dalmycarvalho.000/ano Impostos e seguros de planta fabril $ 38. c) Idem para o Financeiro. É a relação entre o acréscimo no lucro e o acréscimo no volume de produção e vendas comparado a um determinado ponto. chegou à seguinte conclusão com respeito aos seus Custos e despesas: Custos e despesas fixos: Depreciação de Equipamentos $ 100.pro.000 V % Volume (17u–14u)/14u Significa que para cada 1% de aumento no volume teremos 3.000 $ 700.2005 www.000 = $ 960. ou seja. Econômico e Financeiro.

000. em unidades. em unidades e valor. ferramentas e equipamentos.000. S eus Custos e Despesas Fixos têm sido aproximadamente de $ 472. quando a entidade atingir o PEC. em unidades e valor. para fins farmacêuticos. •Os custos e despesas desembolsáveis foram pagos. compará-la com o que se esperava ser. à base de $ 35 por pacote. quando ela atingir o PEE (questão c)? g) Qual é a margem de segurança em unidades e a alavancagem operacional. em unidades e valor: b) Sabendo-se que: •O saldo inicial de disponibilidade é igual a zero. c) Determinar o tempo padrão. quanto custou determinado produto depois de fabricado. ficam incorporadas aos produtos.2005 www.000 $ 5.000 pacotes de algodão. a Produtividade dá a medida do uso que fazemos dos nossos recursos e em particular. percentual e receita. sejam comparados com alguma Medida. mesmo que se compare diversos períodos passados. é necessário saber quanto custará o produto antes de produzir ou mesmo antes de investir para produzir.dalmycarvalho. É o compromisso de não se contentar com a situação atual.4 – Dos registros da entidade GB foram extraídos os seguintes dados: Custos variáveis por unidade Custos fixos mensais Despesas fixas mensais Preço de venda por unidade Despesas variáveis por unidade $ 3. quando a entidade passar de um volume de vendas de 87. Produtividade e Custo-Padrão A Produtividade é antes de tudo uma mentalidade.Puc-Minas . maior competitividade. Um dos processos para medição e incremento da Produtividade é o Estudo de tempos e métodos de trabalhos. É necessário que os Custos Históricos. após análise servirá de base para tomada de ações corretivas. É o esforço constante para a aplicação de novas tecnologias. sabendo -se que a entidade tem amortizações mensais de $ 8. nos últimos tempos.500 para 100.000. Qual é o resultado obtido pela entidade nessa hipótese? Qual é o saldo de disponibilidade no final do mês. •As vendas foram recebidas. por mês. por melhor que ela seja. Um meio eficiente de promover continuamente o aumento do nível de vida geral é aumentar a nossa capacidade de produzir. e os Variáveis são de $ 15 por pacote. É a mentalidade do progresso.br 75 . Para que seja possível exercer o Controle. b) Normalizar os métodos. sabendo-se que os acionistas desejam um lucro de 20% sobre a receita total. Qual é o saldo de disponibilidade no final do mês. pois a peculiaridade de um determinado período não se repete em outro. isto é. o que acontecerá com a margem de segurança em termos percentuais? 9. Em geral. fazendo com que os Custos Históricos nem sempre possam servir de orientação para o futuro. Suas dúvidas são as seguintes: a) Qual a margem de segurança da empresa? b) Um aumento de 2. As finalidades básicas do estudo de tempos e métodos são: a) Desenvolver o sistema e o método de maior qualidade. considerando também os dados da questão b. O CustoPadrão é essa medida e deve ser comparado com o Custo Histórico e dessa comparação entre ambos é que se estabelecem as variações que. revela o valor real produzido em uma hora de trabalho. de forma econômica e agradável de se executar o trabalho. sabendo-se que a depreciação é igual a 20% dos custos fixos? c) Determinar o Ponto de Equilíbrio Econômico mensal. A maioria das empresas pensa em termos de Custos Históricos. considerando-se que a depreciação é 20% dos custos fixos.100 $ 30.500/mês. materiais.Puc-Minas . do melhoramento contínuo do que existe.000 10% do preço de venda 10 Custos para Controle – Custo Padrão Controle significa conhecer a realidade. Dalmy Carvalho .000.2005 www.000 $ 5. localizar divergências e tomas medidas visando à sua correção.br 76 a) Determine o Ponto de Equilíbrio Contábil. Qual é o resultado obtido pela entidade nesse caso? d) Determinar o Ponto de Equilíbrio Financeiro mensal. considerando-se os dados desta questão e da questão b? e) Determinar o Ponto de Equilíbrio Financeiro (com amortização) mensal.Sabia que a mesma vinha vendendo. 30.pro.dalmycarvalho. em unidades e valor.000 u por mês? Dalmy Carvalho . de novos métodos. Qual é o resultado obtido pela entidade neste caso? f) Qual é a margem de segurança.pro.000u na margem de segurança trará que efeito sobre o lucro? c) Qual a Alavancagem Operacional a partir daí calculada? d) Se conseguir uma redução de 20% sobre os Custos e Despesas Fixos. melhorando métodos de trabalho e possibilitando menor custo. E com isso pretendem obter respostas para perguntas do tipo: Qual a lucratividade que o produto oferece? Como a concorrência consegue vender mais barato? As Ineficiências e os Desperdícios que por ventura existirem.

etc. que o tempo gasto na fabricação dos produtos é razoável e que a qualidade dos produtos é satisfatória. Para se determinar os Custos-Padrão é preciso ter um conhecimento perfeito do produto.Puc-Minas . tais como materiais comprados de terceiros. sobre pontos como os abaixo enumerados: a) Que está sendo feito o melhor uso das matérias-primas e que a proporção de refugo é razoável. f) Determinar a eficiência e utilização do homem e da máquina. Outros Utilização Instalações Custos Indiretos Dalmy Carvalho . projeta -se para o futuro os custos estimados. mas não podem ser sanadas a curto e médio prazo.2005 www. d) Que a fábrica e os equipamentos estão sendo utilizados eficientemente. Deve ser considerado como uma meta de longo prazo da emp resa.Puc-Minas . com base em Projetos. h) Planejamento e controle da produção. por exemplo. que afetará significativamente o custo fixo unitário.2005 www. São considerados como um objetivo de curto e médio prazo da empresa e é o mais adequado para fins de controle. São valores dentro dos quais deveriam manter-se os Custos Reais. Mão de obra Custos Padrão Equipamen to Utilizado b) Que a mão-de-obra está sendo utilizada de forma adequada. • Custo -Padrão Corrente é considerado como intermediário entre o Ideal e o Estimado. e que possíveis ineficiências não estão sendo ocultadas. É a Medida pela qual as pessoas serão responsabilizadas. i) Planejamento de mão-de-obra direta e indireta.pro. para melhor Controle dos Custos de Produção.br 77 Dalmy Carvalho . e) Preparação da carga de máquinas com equilíbrio do processo (linhas posteriores). g) Melhoria do lay out. o mais conveniente método de Informar à Administração de uma empresa industrial. do processo de produção. na maioria das vezes.dalmycarvalho. e) Que os custos não estão sendo distorcidos pela mudança no volume de produção. Finalidade básica do Custo -Padrão: Servir ao Controle pela redução do custo através da eliminação das ineficiências e pelo estabelecimento de responsabilidades quanto a essas ineficiências. É o quanto a administração acha que um determinado produto deverá custar. do equipamento utilizado. levando-se em conta as condições de fabricação oferecidas pela empresa. Processo Produção Produto Para que se obtenha um Custo-Padrão eficiente. dentro de condições ideais de qualidade de materiais. torna -se necessário coordená -lo com o Orçamento. da mão-de-obra. inexistência de mão -deobra especializada. com otimização de áreas.d) Cálculo do Custo-Padrão e seu controle. A Natureza do Custo -padrão O Custo -Padrão é um custo pré-determinado.dalmycarvalho. de eficiência da mão -de-obra direta e com o mínimo de desperdício dos insumos envolvidos. Produções experimentais e outros critérios . utilizando uma média dos custos incorridos no passado. Tipos de Custo -Padrão • Custo -Padrão Ideal é determinado de forma científica pela Engenharia de Produção da empresa. principalmente no que diz respeito a estimativa do volume de produção. considerando as dificuldades que reconhecidamente existem. sem avaliar modificações tecnológicas e possíveis ineficiências acontecidas.pro.br 78 . • Custo -Padrão Estimado é determinado de forma simplista. da utilização das instalações e demais custos indiretos. Torna-se necessário desenvolver estudos para uma avaliação adequada da eficiência da produção. c) Que o fluxo da produção através dos vários processos é satisfatório e que não ocorrem interrupções desnecessárias. Objetivos do Custo -Padrão O Custeio-Padrão é.

que serve como medida de comparação. em que todos os elementos da empresa participam.pro. em razão de possíveis ineficiências estarem incorporadas nos custos passados. para a própria alteração dos padrões preestabelecidos. métodos. d) Constitui instrumento valioso para apoio às decisões. etc. tal como foi definido pela administração.Puc-Minas . devere mos comparar os Custos Efetivamente Incorridos com os Custos-Padrão Estabelecidos para análise das variações e identificar as causas dos desvios. é preciso estabelecer previamente um conjunto de Padrões ou Medidas. Se todos os custos de todos os departamentos são controlados.dalmycarvalho. a falta de equilíbrio entre a capacidade instalada e o volume de produção realizada. c) O Custo -Padrão constitui uma poderosa ferramenta de auxílio ao trabalho de elaboração e acompanhamento dos orçamentos. b) Os Padrões determinados devem servir de estímulos a todos os envolvidos no processo produtivo.08/u b) Poderemos julgar o desempenho.. Determinadas ou identificadas as variações. Devemos assinalar que a simples comparação entre Custos Atuais com Custos Passados não é satisfatória. “Industrial” fabrique o produto “X” e que os custos deste produto sejam os seguintes: 1 . como forma de melhorar o desempenho da entidade. nos custos. possibilitando assim. no tocante à matéria-prima. além de possíveis modificações nas tecnologias de fabricação.dalmycarvalho. ao invés de deixar o administrador gastar tempo e esforço examinando volumes de detalhes. À medida que o trabalho for executado. devemos proceder a uma minuciosa investigação das mesmas. que servirão de Base (referência) e onde estarão descritas todas as etapas de execução de uma tarefa e quanto deverá custar. Exemplo: a) Suponhamos que a Cia.2005 www. fazendo com que haja maior consciência de custos por parte dos colaboradores. c) A comparação entre o custo efetivamente incorrido e o Custo-Padrão estabelecido. Vantagens do Custo-Padrão 1) Integração: A implantação do Custo -Padrão exige trabalho de equipe. que uma ação corretiva seja tomada. comparando o custo efetivamente incorrido com o Custo-Padrão estabelecido. que indica a extensão pela qual um nível desejado de desempenho. quanto a preços de venda e política de produção (direcionar a produção aos produtos mais rentáveis) e) A análise das variaç ões entre o custo padrão e o custo incorrido fornece à administração relatórios prontos e constantes sobre todos os pontos que não estão caminhando de acordo com os planos ou expectativas.O Custo-Padrão serve ao Controle. Pode determinar o efeito no custo dos produtos. e para tal. imediatamente.pro. 2) Controle pela Administração: O Custeio-Padrão facilita o controle pela Administração de todos os fatores que afetam o custo de Produção: a) Separar o efeito. para suprimir as perdas e ineficiências.2005 www. de aumentos ou diminuições temporárias no volume de produção e vendas. f) Facilita a delegação de responsabilidades. materiais. • E eventualmente. nos permitirá analisar a variação existente e descobrir que suas causas poderão ser resultantes de: • • • • • Alteração de preço Má política de compra Material defeituoso/desperdício Mão-de -obra ineficiente Outra qualquer causa que chamará sobre si a atenção para ser investigada e tomada as medidas corretivas. para des cobrir: • Quais as causas de não aderência aos padrões preestabelecidos. A avaliação do desempenho e o controle estão associados ao resultado da comparação entre o custo efetivamente incorrido e aquele que foi preestabelecido e Dalmy Carvalho . os custos dos produtos terminados estão também controlados. Resulta em variação favorável ou desfavorável. foi ou não obtido. • Apuração de responsabilidades.90/u 2 .Custo-Padrão unitário da matéria-prima 3 kg a R$ 4.2 kg a R$ 4. à procura de possibilidades. que devem ser contemplados nos custos atuais. pois oferece meios de controle através da distribuição apropriada de todos os custos do negócio aos departamentos envolvidos no processo.br 79 Dalmy Carvalho .40/kg = R$ 14.Puc-Minas .30/kg = R$ 12.br 80 . Existe ambiente e oportunidade para maior integração de todas as funções em torno de objetivos comuns.Custo Incorrido (Real) da matéria-prima 3.

00 500 80 fl.50/h .pro.00 560 _ 1. teve seu Custo Real apurado e comparado ao Custo-Padrão.50 542 75 fl.dalmycarvalho.E ) = ( tempo padrão – tempo real ) x taxa padrão Variação de Taxa ( V.$ 135.050 2.650 46 hs 19 hs 12.C = ( 16 kg – 19 kg ) x $ 40/kg = ( $ 120 ) D V. b) Embora o Custeio-Padrão pressuponha uma integração completa.00 575 475 _ 1. Padrão – Qte.C) = ( Qte.80 510 _ 1.50/hs V.Puc-Minas .50 25. Vamos identificar os possíveis fatores que provocaram as variações.50) D ($ 5 ) D Dept.E = ( 20 hs – 19 hs ) x $ 23.C = ( 5m – 4m ) x $ 100 kg = $ 100 F V. Unit.$ 25/h ) x 19 hs Variação total 40 hs.-$ Total -$ 19 kg 42. pode ser controlada. com a finalidade de identific ar e analisar as possíveis variações ocorridas. No caso da matéria -prima.700 Custo Real/u Qte. pode ser facilmente obtido através de índices individuais de variações que ajustam o Custo-Padrão a Custo Real. pois na maioria das vezes. está ligada a variação de preços.50/m ) x 4m = ( $ 142 ) D Variação total ( $ 42 ) D Embalagem: V.00 798 4 m 135.P = ( $ 100/m . entre a contabilidade de custos e a contabilidade geral. se este cálculo for necessário. B V. Prima y: V. Prima: X Y Embalagem Sub -Total M. A V.900 ( 95) D ( 5) D (100) D (250) D ( $ 100) D O custo real dos materiais diretos foi $ 150/u superior ao custo-padrão e a mão-de-obra direta $ 100/u. o controle dos custos em cada etapa do processo de fabricação.50/h ) x 46 hs Dept.850 Variação/u Total -$ (158) D ( 42) D 50 F (150) D Variações do material direto: Variação de consumo (V.br 81 .-$ Total -$ 16 kg 40. relatórios para a gerência sem necessidade de le vantar inventários físicos e aguardar fechamentos contábeis.E = ( 40 hs – 46 hs ) x $ 12/hs V.O.80/fl ) x 75fl Variação total = $ 35 F = $ 15 F $ 50 F ( $ 150 ) D Variações da mão-de-obra Direta Variação de Eficiência ( V. as causas das variações podem ser: • A matéria -prima utilizada ser de qualidade inferior e provocou um consumo maior. 20 hs.dalmycarvalho. com objetivo de tentar eliminá-las em fabricações futuras.2005 www.$ 6. Prima x: V.P = ( $ 7/fl .Direta Depto.50 470 _ 950 2. ao final de sua fabricação.P) = ( Preço Padrão – Preço Real ) x Qte. 6. • Falta de capacitação e treinamento dos operários provocou desperdícios de materiais em excesso. É possível preparar mensalmente ou em intervalos mais curtos.00 480 23. 7. As respostas às variações identificadas cabem à diretoria industrial.$ 12. com grande volume de paradas.Eficiência Contábil: O Custeio-Padrão pode ser mais econômico em volume de trabalhos burocráticos necessários do que qualquer outro método de fornecimento de informações.T = ( $ 12/h . sem a necessidade de conciliação entre ambas.50 F = ($ 28. Entretanto.Puc-Minas . Dalmy Carvalho .$ 42/kg ) x $ 19 kg = ( $ 38 ) D Variação total =( $ 158 ) D Mat. Unit.P = ( $ 40/kg .00 640 5 m 100. Análise das Variações de Materiais e Mão de Obra Direta Um determinado produto. Diretos Mat. Real Não vamos falar de variação mista.T ) = ( taxa padrão – taxa real ) x tempo real = ( $ 72 ) D = ( $ 23 ) D =( $ 95 ) D = $ 23. para fins decisoriais. • Máquinas mal-preparadas ou desreguladas. Real ) x Preço Padrão Variação do Preço (V. Custo-Padrão/u Mat. a) Torna-se desnecessário o contínuo cálculo individual do custo de cada lote processado ou fabricado.pro. Mat.T = ( $ 23. 12.br 82 Dalmy Carvalho .C = ( 80 fl – 75 fl ) x $ 7/fl V.: Sub -total Total A B Qte.2005 www.

Na mão-de-obra direta. p. e intitulado The hidden factory. os altos e crescentes custos indiretos deixavam atordoados os executivos que tinham que dar um tratamento adequado a esse tipo de custo. as causas podem ser: • • • • Ineficiência por falta de treinamento dos operários iniciantes. tais como: falta de um bom controle e programação de produção. etc. Não existe ubm consenso sobre onde e quando teriam surgido as bases teóricas do ABC. no desenvolvimento dessa nova metodologia que para alguns não é tão nova assim. válido para máquinas novas e as da empresa já estão com o rendimento comprometido. Introduzido o conceito de que as transações são as verdadeiras causadoras de custos indiretos. Em alguns casos. Identificados como uma das maiores preocupações das indústrias.pro. 1985.Puc-Minas . os finais da década de 80 e início dos anos 90 ficaram marcados por uma série de estudos e artigos sobre o assunto. Problemas técnicos exigiram horas -extras em excesso. No entanto.br 84 .2005 www. 3). o Custo-Padrão atinge seu grande papel de instrumento de controle.dalmycarvalho. publicado pela Harvard Business Review. Destaque se deve dar aos pesquisadores tidos como precursores da técnica. Apesar da controvérsia existente sobre os primórdios do que viria a ser a proclamada restauração da relevância da contabilidade de custos.dalmycarvalho. no intuito de entenderem sua evolução que. 1995). etc. coube então aos pesquisadores entenderem melhor qual estaria sendo o impacto disso nas informações geradas pela contabilidade de custos. agora algumas de nossas fábricas estão trabalhando com taxas de custos indiretos superiores a 1000%. por problemas técnicos. tais como H. Kaplan e Robin Cooper. Os resultados das primeiras aplicações práticas desse novo conceito trouxeram à tona problemas sérios. Nós não sabemos o que isso significa! (MILLER e VOLLMANN. 11 Método Custeio Baseado em Atividades Após as análises possíveis e as correções necessárias. • Alteração de preços devido a fatores de mercado. Aumento de salários não previstos anteriormente. em 1985. que divulgaram maciçamente seus trabalhos de pesquisas envolvendo a aplicação dos conceitos do ABC. Mas. • Determinação da alta direção para comprar de outro fornecedor. foi gradual. para não ficar dependente de um único fornecedor. até o surgimento do que se tornou hoje a técnica ABC (LEONE. Padrão de horas muito “apertado”. m esmo sendo mais caro.2005 www.• Outros problemas técnicos. Alguns pesquisadores encontram os mais diversos relacionamentos com técnicas contábeis utilizadas no passado.pro. produtos eram vendidos por Dalmy Carvalho .br 83 Dalmy Carvalho . O artigo de Miller e Vollmann (1985) abriu caminho para uma discussão que se arrasta até hoje: a busca de um melhor entendimento dos fatores que geram os custos indiretos e como eles devem ser tratados. o artigo de Jeffrey Miller e Thomas Vollmann. digno de nota. para alguns. • Compra em fornecedor não habitual. Os pesquisadores descreveram os sinais do que denominaram a batalha para subjugar os custos indiretos. por isso. Thomas Johnson. Robert S. No artigo.Puc-Minas . os autores transcrevem o que comentou um dos executivos seniores entrevistados: nós temos tomado decisões em um mundo onde as taxas de custos indiretos (razão entre os custos indiretos e mão-de-obra direta) são de 100 a 200%. acredita-se que seja um marco importante e.

movimentos de materiais. O método ABC tem se mostrado como elemento -chave nessa gestão e tem despertado a atenção de profissionais nos Estados Unidos e na Europa e. permitindo rápida e extraordinária mudança no perfil da demanda e oferta de bens e serviços em nível global. A metodologia básica do custeio ABC parte do seguinte pressuposto: O que se faz e quanto se gasta p ara fazer.pro. A contabilidade tradicional utiliza os métodos de custeio baseados em volume. têm suas áreas próprias e específicas.br 85 adiciona valor no sistema produtivo. Nesse sentido. identificando as atividades geradoras desses custos. em cima das atividades geradoras desses custos. há o reconhecimento de que a competitividade industrial e as novas exigências de consumo obrigaram muitas empresas a mudarem sua estratégia de produção de produtos homogêneos estocáveis para produtos diversificados especificados para cada cliente. hábitos e lazer. Dessa forma. É notório que. Além disso. Dalmy Carvalho . ocupação de espaços para inventários etc. pedidos. o custeio por atividades tev e sua aplicação estendida para os setores de comércio e de serviços (NAKAGAWA. espera-se que as empresas que implementem JIT para administração da produção apliquem também o sistema de custo ABC. quanto mais se conhecer sobre as atividades de um setor produtivo. que nesse cenário vem se tornando cada vez mais popular. Esse elemento também vem reforçar a possibilidade do custo ABC. • para sobreviver nesse cenário de diversidade de produtos associados à complexidade de processos que constituem as empresas de sucesso em nível global. muitas vezes. o que acaba por tornar as operações mais eficientes e a empresa mais competitiva a longo prazo. procura mensurar corretamente os custos indiretos de fabricação que passaram a ter grande representatividade na estrutura das empresas. abrindo novas perspectivas para os contadores interessados em medir a eficiência do uso e consumo dos recursos. para acumulação diferenciada ao custo dos diversos produtos da empresa" (PADOVEZE. por sua vez. tem-se constatado a necessidade de uma nova forma de análise de custos. "que procura aprimorar o custeamento dos produtos. Dessas pesquisas surgiu um novo método de custeamento denominado Activity Based Cost − ABC −. A gestão de atividades (combinação de vários recursos que gera um produto ou serviço) tem sido uma das contribuições mais significativas para o campo da gerência da produção. os mesmos não refletem a realidade da empresa e distorcem o real resultado levando à tomada de decisões errôneas. num mercado competitivo.2005 www. através de mensurações corretas dos custos fixos indiretos. que fornece aos gestores relatórios gerenciais que atendem à legislação fiscal com exatidão e precisão dos números. Com isso. em outros.br 86 . de forma mais intensa. As conclusões dos primeiros estudos provocaram uma curiosidade generalizada sobre os resultados que poderiam ser obtidos com a utilização dessa metodologia e isso auxiliou na rápida disseminação de seus conceitos. como absorção e variável. tais como inspeções. 1997). produtos de baixo volume eram financiados por produtos de alto volume. já que o enfoque nas atividades desse método de custeamento vem reforçar as possibilidades de redução ou eliminação de custos e desperdícios e de atividades. em substituição aos já existentes. agora também no Brasil. até.pro. Os métodos tradicionais de custeio. Com a chegada e a implantação de tecnologias avançadas.dalmycarvalho.preços que não cobriam seus custos . tanto mais facilitará a gestão do negócio na tomada de decisões. têm trazido como conseqüência inovações tecnológicas nas áreas de informática e comunicações.Puc-Minas . O ABC. apresentaram custos bem mais baixos do que eram informados. Conhecer o conceito de atividades consumindo recursos e de produto consumindo atividades é fundamental para uma visualização de como o sistema de operações se desenvolve e o que e como Dalmy Carvalho . são descritas algumas mudanças fundamentais que o ABC introduz em relação ao Volume Based Costing − VBC. entretanto. 1997. a necessidade que as empresas encontram de enfrentar seus concorrentes para não perderem a sua fatia de mercado e. tem possibilitado combinar custos com medidas de desempenho. as empresas adotaram procedimentos mais acurados de custeamento dos produtos para gestão estratégica de custos e produção. esses. Ressalte -se que as novas tecnologias de produção que incluem Flexible Manufacturing Systems − FMS − criam o que se denomina células de produção. que são requisitados pelos diversos produtos da empresa (PADOVEZE. De acordo com Nakagawa (1994). requisições.2005 www. p. 1994). não é. para acumulação diferenciada aos diversos produtos da empresa. O conceito de Just in Time − JIT − para administração de produção e redução de estoques traz efeitos na redução de custos quando identifica atividades que podem ser eliminadas ou reduzidas. Na seqüência. Portanto. seja separado ou em grandes e pequenos lotes. Porém. • com a globalização. 249). mais um sistema de acumulação de custos para fins contábeis. porque o custo de cada célula também pode ser encarado como uma atividade que gera custos comuns. por sua capacidade de medir o consumo de atividades mais detalhadamente dentro de uma fábrica. três fatores têm sido de grande importância pela popularidade que tem alcançado esse método de custeio: • novos conceitos e estilos de vida.Puc-Minas .dalmycarvalho. para ampliarem a que já possuem.

2005 www.Puc-Minas . "Em um sistema puro de custeio por atividade.Puc-Minas . Atividades de apoio tendem à acumulação exc essiva. são dignas de nota as palavras de Brinson (1996. as grandes diferenças entre o método de custeio baseado em atividades e os demais. do que um instrumento de engenharia (SAKURAI. a relação de causa e efeito e a eficiência e eficácia com que os recursos são consumidos nas atividades mais relevantes de uma empresa constituem o objetivo da análise estratégica de custos do ABC. p.2005 www.NAKAGAWA. Primeiro existe ênfase excessiva nos custos diretos de produção. ou que só ocorreram graças à existência dos mesmos e. Para Brinson (1996. quando não existe pressão para desempenho forçado e prática do bom senso. p. p. baixos) é outro fator que leva ao ABC. Dalmy Carvalho . A quantidade. Existem diversos inibidores à melhoria contínua. o ABC é uma metodologia desenvolvida para facilitar a análise estratégica de custos relacionados com as atividades que mais impactam o consumo de recursos de uma empresa.88). Uma forte concorrência também é importante indicativo de que possa ser necessário o uso do custeio baseado em atividades. em um regime de forte concorrência. horas-máquina etc. Em seu conceito original. Dalmy Carvalho . Ainda nesse contexto. favorecendo os concorrentes que adotassem o sistema de custeio baseado em atividades.dalmycarvalho. assim como o custeio por absorção. absorção ou variável) estaria sujeita a erros com conseqüências signif icativas em seu desempenho econômico. De uma forma mais simples. horas-máquina e consumo de material direto). No custeio por absorção a acumulação ocorre da seguinte forma: 1. o custo de mão-de-obra direta. pela qual os custos de determinado processo variam de forma mais direta (por exemplo.QUADRO 5 ABC versus VBC ABC Escopo Objetivos Gestão Análise Eficácia dos custos Competitividade das empresas Visão ex-ante Visão tridimensional VBC Custos para controle Elaboração de relatórios financeiros Visão ex-post Visão bidimensional Exatidão Porém. cores. também apresenta dois estágios de alocação. aliás. depois são alocados aos produtos por meio de uma simples medida de atividade. médios. nas épocas boas. os custos são acumulados pelos departamentos ou por funções e 2. no caso. como por exemplo as horas de mão-de-obra direta. Isso o torna algo mais do que um sistema geral de razão contábil. A metodologia ABC. O custo da mão-de-obra é um dos componentes do custo da atividade. Conforme definido por Nakagawa (1994). É muito mais importante concentrar-se no custo total da empresa. No custeio baseado em atividades. O sistema de custeio ABC parte da premissa de que as diversas atividades que são desenvolvidas dentro das organizações resultaram em custos e de que os diversos produtos ou serviços consumiram essas atividades. 12. 1994. O ABC proporciona informação que pode ser usada na apuração do custo da produção. no primeiro estágio. modelos) e em diferentes volumes (elevados. os recursos são distribuídos entre as atividades que usufruíram desses recursos.br 87 88 . quantidade de ordens de compra ou quantidade de fo rnecedores)". com muita freqüência.pro. baseados no volume de produção. 42). 208). Produção diversificada (tamanhos. no controle de custos e em outras finalidades gerenciais. Segundo ele. as atividades são as que consomem recursos. está na mudança das bases de alocação (tradicionalmente horas de mão-de-obra direta. 26) define o ABC como "o custo da atividade que é expresso em termos de uma medida de volume. enquanto os produtos utilizam as atividades. p.br Mensuração Acurácia FONTE . contudo. As despesas indiretas de fabricação e outros custos de atividades de apoio podem desalinhar a estrutura de custos de uma empresa. essa mudança de paradigma nas indústrias não é a única premissa para a adoção do custeio baseado em atividades.pro. nem todos os tradicionais custos diretos devem ser levados diretamente às entidades finais objetos de custeio. na identificação dos custos por atividades e na alocação final dos custos aos produtos por meio de um maior número de bases. Brinson (1996. p.dalmycarvalho. Esse problema será ainda mais agravado se a empresa produzir uma grande variedade de produtos e as causas das distorções se tornarem múltiplas. Obviamente. ou financeiro. o que ocorre. no sistema ABC. A abordagem é baseada no fato de que os operários realizam atividades consumidas pelos produtos. a empresa que orienta a sua política de preços tendo como suporte custos calculados pelo sistema de custeio baseado em volume (pleno. conforme descreve Nakagawa (1994. o ABC é mais um instrumento contábil. 1997). os custos de mão-de-obra são debitados ao processo de fabricação e não aos produtos individualmente".

O objetivo é facilitar a mudança de atitudes dos gestores de uma empresa.br 90 . Conforme citado por Nakagawa (1994. 2000. o custo das atividades é distribuído entre os diversos produtos.br Um ou poucos centros de custos indiretos para cada departamento ou unidade industrial. Ele não é mais um sistema de acumulação de custos para fins contábeis. ou seja. comumente com pouca homogeneidade desses centros de custos Os critérios de alocação dos custos indiretos podem ser ou não direcionadores de custos Os critérios de alocação dos custos indiretos são quase sempre financeiros. p. Foster e Datar (2000) ressaltam as diferenças entre as abordagens de custeio tradicio nal e o ABC. com base em diversos critérios de rateio. Para que essa alocação seja possível.Volume-Based Costing. "o ABC é baseado na premissa de que aquilo que os sistemas tradicionais chamam custos de overhead ocorre porque alguns recursos são utilizados em atividades que não têm relação com o volume". são utilizados os direcionadores de custo de primeiro estágio (dir ecionadores de recursos) e de segundo estágio (direcionadores de atividades) (NAKAGAWA. adaptada pelo autor da apostila O método de custeio ABC nasceu sob o pressuposto de que são as atividades que consomem os recursos disponíveis e que. para os produtos e serviços. busquem também a otimização do valor dos produtos para os clientes (internos e externos).2005 www. O que o ABC faz essencialmente é o rastreamento do consumo de recursos. saber quanto custa um produto é saber quanto custa a estrutura de atividades que esse produto consome. nos métodos tradicionais de custeio ou VBC . dão origem aos produtos. tais como custo da mão-de-obra direta ou custo dos materiais diretos Vários centros de custos indiretos homogêneos. p. assume-se como pressuposto que são os produtos que consomem os recursos necessários para fabricá-los e/ou comercializa-los. 109. como o número de peças de um produto ou horas -teste FONTE: HORNGREM. p. 104). os direcionadores de custos Os critérios de alocação dos custos indiretos freqüentemente são variáveis não-financeiras. Esse sistema busca rastrear os gastos de uma em presa para analisar e monitorar as diversas rotas de consumo dos recursos diretamente identificáveis com suas atividades mais relevantes e. QUADRO 6 Abordagem tradicional X Abordagem ABC ABORDAGEM TRADICIONAL ABORDAGEMABC Direcionadores de 2º Estágio Objet os FIGURA 2 . a fim de que estes. ao serem executadas.Estágios do ABC FONTE . O que o ABC traz de novo é o entendimento de que as empresas são formadas por um emaranhado de atividades conectadas umas às outras em uma estrutura que é responsável por tudo o que acontece dentro da empresa e é na execução dessas atividades que se encontram as explicações de como foram consumidos os recursos que vão dar origem a um produto. calcula -se uma taxa de aplicação para apropriar os mesmos aos produtos. dessas. não apura o custo de produtos e serviços para elaboração de balanços e demonstração de resultados. Isto pode ser feito tanto pelo Dalmy Carvalho . 42.2005 www. FOSTER e DATAR. na proporção do que os produtos necessitaram de cada uma das atividades. Assim. 1994). De acordo com Sakurai (1997. 89 Dalmy Carvalho .36).Puc-Minas . Horngren.logo depois. O pessoal da produção desempenha papel-chave na determinação das áreas de atividades que deverão ser empregadas Os critérios de alocação dos custos indiretos são. Direcionadores de 1º Estágio Recursos Atividades sistema de custo -padrão como pelo sistema de custos reais. p.dalmycarvalho. porque diversas áreas de atividades são usadas. Para os custos indiretos de fabricação (CIF). conforme apresentado no QUADRO 6. com maior freqüência. no segundo estágio. paralelamente à otimização de lucros para os investidores.pro.Puc-Minas .pro. A preocupação dos contadores de custos é a de quantificar a quantidade de materiais gastos na fabricação dos produtos e multiplicá-la por seu preço de compra para calcular os gastos com materiais.dalmycarvalho. O mesmo é feito em relação ao consumo de horas de mão-de-obra direta necessárias à fabricação dos produtos. 1994.NAKAGAWA.

com base na demanda por tais atividades pelo produto. é mais preciso. Esse tipo de informação é mais dispendioso de se coletar. 1999. Holmen. o tempo requerido para a realização de cada atividade na alocação dos custos indiretos aos produtos. A quarta suposição. O segundo método utiliza a duração dos direcionadores de custos. considerou seis pressupostos que ancoram o sistema de custeio ABC. Essas ligações ativam a utilização de múltiplos centros de custos ao invés de um único centro de custos – refletindo uma relação de causa e efeito [. e o mais preciso dos métodos.pro.2005 www. como..dalmycarvalho. são destinados aos objetos de custo pelo seu uso nas atividades de fabricação de produtos ou na prestação de serviços (COGAN. porém.br 92 91 . mensuração e acumulação dos custos indiretos de fabricação e das despesas da maneira que se aproximem o máximo possível da realidade operacional de uma organização. enquanto os produtos e/ou serviços. O método de custeio baseado em atividades é aquele em que os custos indiretos de fabricação e as despesas são atribuídos primeiramente às atividades.br somente os custos considerados fixos. baseados no uso de recursos. tais como setup (preparação de máquinas) ou emissão de ordens de compras. O método mais simples agrega os gastos em todos os recursos destinados àquela atividade particular. É mais preciso que o anterior.dalmycarvalho. são designados às atividades. 1997). Essa aproximação é a mais simples e de implementação menos dispendiosa. como serviços e clientes.pro. O primeiro é de que atividades consomem recursos. O segundo. as empresas que instalam o ABC usam três métodos para estimar os custos que ocorrem na execução das atividades. e recursos adquiridos criam custos. O sexto e último pressuposto do ABC é de que todos os custos em cada centro de atividades funcionam como se variáveis fossem (mantendo proporcionalidade com a respectiva atividade). No método ABC. para só então serem alocados aos produtos ou a outras entidades objeto de custeio. uma mudança na atividade irá ter pequeno ou nenhum impacto no consumo dos recursos. durante o processo de produção ou serviço em Dalmy Carvalho . entretanto. apud SAKURAI. não mede o gasto e sim o consumo. apud Cogan (1999). de tais atividades. ou consumo. por sua vez.. mensurados e acumulados diretamente nos respectivos objetos de custeio (geralmente. e divide esse dispêndio total pelo número de vezes que a atividade foi realizada (número de setups. entretanto.] O quinto pressuposto do ABC é que os centros de acumulação dos custos em atividades são homogêneos. Quando esta consideração é acoplada com a anterior da homogeneidade dos centros de atividades torna -se aparente que Dalmy Carvalho . o tempo em horas ou minutos na execução do setup . Segundo Cooper e Kaplan.. apud SakuraiI (1997). que. por meio da mensuração dos custos e dos desempenhos dos processos relacionados com as atividades e os objetos de custo. 43). Essas atividades servem de ligação entre o custo dos recursos e o custo dos objetos. isto é.Puc-Minas .Esse cálculo produz uma unidade de custo para a atividade (custo por setup .2005 www. relacionando -se as atividades aos produtos. demandam a utilização. especialmente em situações em que grande quantidade de recursos são necessários para a atividade. número de ordens de compras). ou por ordem de compras) que é então alocado aos produtos baseado no número de vezes que a atividade foi realizada para esses produtos específicos. o que significa que em cada centro de atividades só existem atividades de cada um dos quatro níveis que serão apresentados no item referente à hierarquia de atividades. O ABC. ajustes poderão ser feitos para trazerem os gastos em alinhamento com o consumo [. Essa consideração é deveras importante e possivelmente mais que todas. A preocupação e a contribuição do método de custeio baseado em atividades es tá centrada na identificação. clientes dentre outros. p. Os custos são investigados. Uma outra consideração implícit a na quarta suposição é de que uma grande quantidade de atividades pode ser identificada e medida. Para que os custos reduzam é necessário uma mudança nos gastos.O The Consortium for Advanced Manufacturing -International − CAM-I − definiu o ABC como um método que reconhece a relação causal entre os cost drivers (direcionadores de custos) e os custos de uma atividade. e produtos diferem consideravelmente nas demandas que colocam naquela atividade (COOPER e KAPLAN. no sentido tradicional do termo.Puc-Minas . de que produtos ou clientes consomem atividades. os produtos e/ ou serviços). O raciocínio princip al que permeia esse método é o de que são as atividades que consomem os recursos da organização. sob o ponto de vista científico e técnico. seriam os correspondentes às atividades a nível de sustentação de facilidades. O terceiro. consiste em medir diretamente os recursos consumidos em cada ocorrência da atividade. relacionada muito de perto com as outras duas. porém mais dispendioso. Os custos. por exemplo. no caso dos clientes). No longo prazo. as atividades são o foco do processo de custeio. Uma terceira suposição com relação ao ABC é de que modelos de ABC consomem ao invés de gastarem. Os custos diretos continuam aqui sendo identificados.. por eles produzidos (ou servidos.]. é de que existem numerosas causas para o consumo dos recursos. No curto prazo.

2005 www. calcula-se uma margem desejada de lucro. espalhou -se pela Alemanha. Cogan (1999) informa que a necessidade de garantir o lucro final previsto para os produtos/serviços. Algumas modificações foram introduzidas e vários sistemas foram desenvolvidos especificamente para serem adotados em indústrias de transformação e para empresas de software de computadores. para aumentar sua interação. o custo-meta faz da integração das funções de produção e de marketing com engenharia a razão principal de sua existência.br 93 . Neste. O destaque dessa simples e lógica técnica foi a colocação da seguinte questão: o que têm os custos a ver com a fixação do preço de venda? O mercado é de fato aquele que determina o preço e. e o que sobrar é o custo máximo que a empresa deverá perseguir. o custo é fixado a partir do valor que o mercado está disposto a pagar. Quanto ao custo-meta. • custos mais acurados para apreçamento dos produtos ou serviços (30%). ou demais maneiras de distribuição em função da atividade que está sendo analisada. Sakurai (1997. O sistema ABC não se constitui em mais um complexo sistema de contabilidade de custos. em que todas as despesas são absorvidas. era de Factory Automation − FA − e Computer Integrated Manufacturing − CIM.br 94 Dalmy Carvalho . Segundo Drucker. naquele momento. e não do gasto dele decorrente. é. havia uma redução da quantidade de mão-de-obra aplicada à produção e. • análise mais apurada do lucro para tomada de decisões sobre que produto produzir ou sobre que serviços fornecer (56%).questão. Nesse sentido.dalmycarvalho. como sendo uma vantagem competitiva. utilizado originalmente na indústria japonesa. o preço conduz aos custos em oposição ao conceito anterior de o custo levar ao preço. Sobre esse preço de venda possível. O que se pode observar por meio dessa pesquisa é que a grande preocupação das empresas concentra-se no aumento dos custos. que podem incluir horas do tempo de ajuste de máquina ou número de vezes em que isso foi feito. quer seja industrial ou de serviço. O custeio meta caracteriza-se como uma metodologia por meio da qual o preço é determinado pelo mercado. A partir dos anos 80. • melhoria nos processos e práticas de produção e marketing (30%). o custo-padrão tornouse menos importante como instrumento de gerenciamento de custos. • existência de um sistema semelhante ao Sistema ABC (12 % das empresas). pelos Estados Unidos e por outros países ocidentais como prática padrão em indústrias montadoras. motivado pela redução do ciclo de vida dos produtos e pela intensificação da concorrência globalizada com a diversificação das necessidades dos consumidores. • a utilização do sistema ABC não é prioridade (12% das empresas). essa pesquisa apresentou as seguintes vantagens que motivaram as empresas a implementarem tal sistema: • discernimento das causas do aumento ou da redução dos custos.dalmycarvalho. Assim. apud Cogan (1999). Em seguida. portanto. 49) define como "um método abrangente de gerenciamento estratégico de custos.Puc-Minas . levou o desenvolvimento. como ocorre nos chamados custeios tradicionais por absorção. de um novo paradigma no gerenciamento de custos. Independentemente dessa integração. o ambiente CIM integra as funções de produção. um modelo de como a organização consome seus recursos.pro. de tecnologia e de marketing com uma rede de comunicação.Puc-Minas . • inexistência de sentimento de necessidade da implantação do Sistema ABC (12% das empresas). que envolve a redução de custos durante todo o ciclo de sua ocorrência". portanto.pro. O ambiente de manufatura. o custeio ABC também apresenta algumas desvantagens: • complexidade da implantação e operação do Sistema ABC (16% das empresas). eliminando desperdícios e atividades que não adicionam valor (IUDÍCIBUS. Como acontece com qualquer sistema de custeio na mesma pesquisa . 12 Método de Custeio-Meta O custo-meta surgiu no Japão.2005 www. a partir do método de custeio meta. a ênfase na redução de custos de planejamento e de desenho de novos produtos passou a ser o ponto mais importante para as empresas japonesas. na década de 70. Talvez seja por isso que as organizações estejam procurando a redução dos custos. p. incluindo a habilidade de identificar os direcionadores de custos (64%). a partir dos anos 90. Para atingir esse objetivo. 1995). Portanto. Vantagens e desvantagens O custeio por atividade destaca-se em relação aos outros tipos de sistema por representar um modelo de controle do consumo de recursos. A questão dos custos é salientada por Porter (1995). Dalmy Carvalho . o custo-meta ligou-se à estratégia empresarial e passou a ser considerado um instrumento de gerenciamento estratégico de custos para alcançar a meta de lucro objetivada no planejamento empresarial. o custeio meta. Khoury e Ancelevicz (1999) realizaram uma pesquisa objetivando fornecer um panorama geral da utilização do sistema de custeio ABC no Brasil. as bases de alocação usadas no custeio baseado na atividade são medições das atividades executadas. sendo que tal aumento pode ser reflexo da globalização da economia brasileira. na verdade. • alto custo e benefícios duvidosos (12% das empresas).

planejar novos produtos concentrando-se na satisfação do cliente. (2000.Atkinson et al. exige mudanças nas empresas. O custo permitido é conhecido como o máximo custo de produção permitido Tanaka. novos nichos de colocação de produtos e outras. O preço-meta é a estimativa de preço do produto (ou serviço) que o consumidor potencial está disposto a pagar. atingiram a exaustão devido à pressão que sofrem para atingir suas metas de custo. Quando há um pedido de um cliente. elementos das metas globais da conflitos entre várias partes 95 www. Não se pode falar em gestão de custos isoladamente. 1997): • passo 1 . baseada no retorno sobre as vendas..dalmycarvalho. porque esse processo deve envolver todas as áreas de responsabilidade da organização. as empresas pressionam excessivamente os fornecedores conforme a programação e a redução de custos. O custo-meta é determinado no passo 2 .3) Enquanto o custo-meta pode ser encontrado. O lucro operacional-meta por unidade é o lucro operacional que a companhia deseja obter na venda de cada unidade de produto (ou serviço). a empresa deve determinar os custos -meta para cada componente. O passo seguinte é determinar se o produto pode ser fabricado com esse custo. Isso torna imperativo determinar um custo-meta razoável e fazer acompanhamentos de cada passo. Não é baseado na contabilidade de custos. políticas. Quando utilizado para a redução de custos. s Atkinson et al. • passo 3 .] Uma vez que o custo -meta esteja definido. num ambiente de alta competitividade de mercado.Freqüentemente. 679) definem o custeio -meta como um método de planejamento de custo que enfoca os produtos com processos discretos de fabricação e ciclos de vida dos produtos razoavelmente curtos. em alcançar o custeio -meta. p. O custo-meta unitário é a estimativa do custo unitário de longo prazo de um produto (ou serviço) que. fornecedores. O custo-meta deve ser um programa para toda a empresa.O custeio-meta é a diferença entre o preço-meta de venda e a margem-meta de lucro[. é analisado nos estágios de planejamento e desenho do protótipo do produto e é aplicado nos estágios iniciai de produção. como no planejamento tático-operacional da organização. clientes. O enfoque atual de gestão estratégica de custos. desde os estágios de desenho e de desenvolvimento do produto.por causa da repetição dos ciclos de engenharia de valor para reduzir custos. o custo permitido é calculado subtraindo-se o lucro programado do preço de vendas planejado. leis. • passo 2 . O custo-meta surge como instrumento de gerenciamento estratégico de custos necessário para as empresas que têm alta tecnologia de produção e colocam no mercado produtos de qualidade. o que pode atrasar a chegada do produto ao mercado. envolvendo o talento de todos. de modo que sejam considerados tanto na formulação do planejamento estratégico.2005 envolvidas no processo de custeio-meta. Conceitualmente. de mensuração e de informação. até a produção em massa.2005 www. 683) informam que existem problemas potenciais especialmente se centrarmos desviando a atenção de outros empresa: 1) Podem surgir Dalmy Carvalho . de decisão. o tempo de desenvolvimento pode aumentar. permite que a empresa alcance o lucro operacional-meta unitário. existem três passos iniciais para o custo-meta. Essa estimativa baseia -se na percepção do valor do produto aceito pelo cliente e das respostas dos concorrentes. (2000.dalmycarvalho. O preço-meta conduz o custometa. Os primeiros dois passos do custeio -meta são a pesquisa de mercado para determinar as exigências do cliente e especificação do produto. Mudanças essas nos processos de gestão.pro. 2000). O processo da engenharia de valor inclui o exame de cada componente de um produto para determinar se é possível reduzir os custos enquanto se mantêm a funcionalidade e o desempenho. O próximo passo é determinar o preço-meta de venda e o volume-meta do produto que dependem do valor do produto percebido pela empresa ao consumidor. A margem-meta de lucro resulta de uma análise de lucro a longo prazo.. É o custo estimado baseado nas condições de mercado.determinar o custo-meta de conformidade com a política estratégica da empresa. freqüentemente. FOSTER e DATAR. Essas empresas usam o custo-meta tanto para a redução de custos como para o planejamento de lucro.br .pro. quando vendido pelo preço-meta. 2) Os funcionários trabalhando de acordo com os objetivos do custeio-meta. Dalmy Carvalho .Puc-Minas .Puc-Minas . Também é necessário obter informações internas e utilizar as informações externas sobre custos. mas com ciclos de vida curtos. O custo-meta unitário é obtido da dedução do lucro operacional-meta unitário do preço-meta (HORNGREN. embora as empresas desenvolvam e individualizem seus procedimentos específicos (SAKURAI. e viabilizá-lo em custos factíveis. nesse estágio. p. preços de mercado. para a tomada de decisões mais adequadas.br 96 na implementação do sistema. apud Sakurai (1997).atingir o custo -meta usando engenharia de valor ou outras técnicas de redução de custos. passando pela fabricação.

No trabalho de desenho do produto.br 98 . separadamente. para obter o custo e a qualidade desejada. identificam-se. O trabalho da engenharia de valor será o de esforçar -se para reduzir o custo flutuante até que esse se iguale ao custo objetivado/ permitido. que uma única peça sequer seja fabricada. A Engenharia de Valor −EV − é a avaliação sistemática de todos os aspectos das atividades de cadeia de valor.Horngren et al. A base mais comumente usada para a determinação do custo-meta é o custeio por absorção. quais são: os custos diretos compostos por materiais. antes. desde a pesquisa até a situação de ser descartado. A engenharia de valor pode proporcionar melhoras no projeto dos produtos. Dalmy Carvalho . peças fabricadas internamente.pro.escolha do preço-meta. denominado custo flutuante. são analisadas outras atividades. portanto. • etapa 4 . Se o denominado custo flutuante não atingir a meta. pois é um custo estimado que considera as condições do mercado. custos de moldes e matrizes. bem como será calculada uma estimativa de custo básico. o custo permitido para o produto.desenvolvimento de um produto que atenda às necessidades dos potenciais compradores. na realidade. é necessário um rigoroso programa de análise de engenharia de valor. feito pelo departamento de engenharia de produção. baseada no valor aceito pelo consumidor e nos preços dos concorrentes e no lucro operacional-meta por unidade.2005 www. Os custos que impactam os produtos ou serviços consideram todas as despesas que incidem no ciclo -de-vida do produto. O custo-meta corresponde ao preço que os clientes desejam pagar para o produto/serviço deduzido do lucro que o empreendedor deve receber para executar o respectivo produto/serviço. subtraindo a meta do lucro operacional-meta unitário do preço-meta.pro. O custo-meta não é baseado na contabilidade de custos. tendendo a ser rígido. efetuado por meio de novas estimativas de custos. com o objetivo de simultaneamente reduzir custos e atender às necessidades do consumidor. o custo com que se poderá produzir o citado produto no final. 1997).realização de uma engenharia de valor.dalmycarvalho. equipamento e serviços sub-contratados e custos indiretos de transformação.2005 www. os custos diretos de transformação que incluem mão-de-obra.Puc-Minas .cálculo do custo-meta unitário.Para estabelecer o custo -meta. Inicialmente. peças adquiridas de terceiros. alt erações nas especificações dos materiais ou modificação nos métodos de processamento.dalmycarvalho. • etapa 3 . buscando a redução de custos. A melhor manei a de reduzir custos é implementar o custeio -meta no estágio r de projeto. será verificado quais são os itens componentes para a sua fabricação.O custo permitido geralmente é o custo desejado. indicado pela cúpula da empresa. A maioria dos custos de um produto novo já está comprometida após o estágio do projeto.br 97 O custeio -meta que se utiliza do custeio do ciclo-de-vida tem sua grande aplicação nos novos projetos em que é de crucial im portância principalmente quando se observa que a estratégia de lançamento de novos produtos está cada vez mais presente nas empresas (SAKURAI. (2000) informam que o desenvolvimento de metas de preço e de custo obedece às quatro etapas seguintes: • etapa 1 . • etapa 2 . ou seja. É. para alcançar o custometa. Dalmy Carvalho . esse trabalho será de responsabilidade da engenharia de valor.Puc-Minas . ainda sem a preocupação de ser um custo-meta.

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