UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS DEPARTAMENTO DE GEODÉSIA TOPOGRAFIA I

NIVELAMENTO GEOMÉTRICO

PROFESSOR JORGE LUIZ BARBOSA DA SILVA JUNHO/2003 MONITORES: VIVIAN, RODRIGO E DOUCLAS

5. Geométrico 1.SUMÁRIO Altimetria Nivelamento Tipos de Nivelamento Geométrico Trigonométrico Barométrico 1.6 Nivelamento Geométrico Simples 1.0 Resolução da Planilha 2.4 Desenho de um perfil .1 Níveis 1.2 Miras 1.3 Sapatas 1.4 Níveis de cantoneira 1.7 Nivelamento Geométrico Composto 1.5.2 1.2 Erro Cometido 2.1 Erro Tolerável 2.5. Altitude e Cota Instrumental utilizado: 1.3 1.4 1.5.9 Técnica do Cálculo do Nivelamento Geométrico 2.3 Correções 2.1 1.5 Definições Introdução Aplicações Nível Verdadeiro e Nível Aparente.8 Técnica de Nivelamento Geométrico 1.

Em barragens. Tem pouca precisão. BAROMÉTRICO: Baseia-se na relação existente entre a pressão atmosférica e a altitude. Utiliza-se aneróides para a determinação da pressão atmosférica no campo. Mais rápido que o Geométrico. Dispensa visibilidade entre os pontos a nivelar. as operações que se executam em uma determinada região. nas quais colhem-se dados com o objetivo de se determinar à diferença de nível de pontos da superfície em relação a outros. NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Definição: Neste tipo de nivelamento os dados são colhidos através de viradas horizontais. em criar um plano horizontal e determinar as interseções deste plano com uma série de verticais levantadas nos pontos a nivelar e em seguida obter a distância vertical destes pontos ao plano de referência. mas menos preciso. Em lavouras de arroz e terraceamento.ALTIMETRIA: É a parte da Topometria que se ocupa com as determinações das Distâncias Verticais ou Diferenças de Nível. Tipos de Nivelamento: 1. NIVELAMENTO: Chama-se genericamente de NIVELAMENTO. 2. Há necessidade de se efetuar correções devido à Maré Barométrica. Consiste. Em terraplanagem. portanto. . GEOMÉTRICO: é o mais exato dos nivelamentos realizado através de visadas horizontais com um instrumento chamado Nível. Vertical intersecção Plano Horizontal Nível Leitura Ponto "A " Ponto "B" Aplicação: Em estradas ao longo do eixo longitudinal. TRIGONOMÉTRICO: realizado através de Teodolitos com visadas com qualquer inclinação. 3.

(NÍVEL APARENTE) O Nível Médio dos Mares coincide com a superfície GEOIDAL. NÍVEL APARENTE. são chamadas de COTAS. ALTITUDE E COTA.Luneta . INFLUÊNCIA DA FORMA DA TERRA E REFRAÇÃO ATMOSFÉRICA NOS NIVELAMENTOS – será visto no nivelamento Trigonométrico. tubular e bolha bipartida).Ocular com fios do retículo e estadimédicos . A B Altitude N. acima ou abaixo do N. .Barra Horizontal .Nível de bolha (circular.M.M.M.NÍVEL VERDADEIRO. INSTRUMENTAL UTILIZADO: a) NÍVEL – é um instrumento utilizado para a determinação de superfícies horizontais.M. Se forem referidas à superfície de nível arbitrária. Cota Plano Qualquer Quando as distâncias verticais são referidas à superfície média dos mares (NÍVEL VERDADEIRO) são chamadas de ALTITUDES. Principais Componentes .

seis centímetros e sete milímetros Obs : coloca-se a mira sobre o piquete . seis decímetros. centímetro e milímetro m. b) MIRA – são réguas graduadas que são colocadas verticalmente nos pontos a nivelar e nas quais se mede a intersecção do plano horizontal traçado pelo nível. sendo que os metros são indicados por pontos ou números romanos. Um nível de cantoneira ou um nível de bolha junto à mesma facilita sua verticalidade.- Parafuso micrométrico e de focalização Suporte com 3 ou 4 parafusos calantes 3 eixos: rotação. Sempre se lê 4 dígitos : metro. seis. Podem ser extensíveis ou dobráveis. seis. são numeradas de dm em dm. ótica (da luneta) e do nível da bolha ou tangente ao mesmo. Ou: três ponto seis. ou três metros. Sua menor célula gráfica é o cm. dm cm mm Decímetro (s) → pelo número impresso Lê-se: três mil. sete ou três vírgula seis. decímetro. seiscentos e sessenta e sete. sete .

NIVELAMENTO GEOMÉTRICO SIMPLES: Através de uma única estação do instrumento se determina as DN dos pontos a nivelar. Se o instrumento ficar eqüidistante dos extremos então evitará os erros de curvatura terrestre e refração atmosférica pelo fato da anulação. Então decompõe-se o trecho a nivelar em trechos menores e realiza-se uma sucessão de nivelamento geométrico simples. A distância ideal na prática é de no máximo 50m para cada lado. para se nivelar o local em estudo. se torna necessário estacionar o aparelho em mais de uma posição. NIVELAMENTO GEOMÉTRICO COMPOSTO: Devido aos desníveis acentuados e extensão dos pontos a nivelar. TÉCNICA DE NIVELAMENTO GEOMÉTRICO: .

O nivelamento geométrico pode ser realizado ao longo de uma poligonal fechada ou ao longo de uma poligonal aberta como. Em poligonais abertas começa-se o nivelamento pelo ponto inicial. ou seja. TÉCNICA DO CÁLCULO DO NIVELAMENTO GEOMÉTRICO Para se calcular as cotas ou altitudes dos pontos a nivelar é necessário conhecer-se a cota ou altitude do ponto inicial (por exemplo. . Referência de Nível. A leitura de ré serve somente para o cálculo do APV. Geralmente nivela-se pontos a cada 20m e também pontos entre os 20 metros desde que tenham importância na configuração do terreno. altura do plano de visada. seja nivelando apenas alguns pontos (CONTRA – NIVELAMENTO). A=RN Precisa-se agora determinar o APV. APV = CRN + Leitura de Ré RN → APV = CA + Leitura de Ré A Leitura de Ré – é uma leitura feita a um ponto cuja cota ou altitude é conhecida. que seria a cota ou altitude do plano criado pelo instrumento. Então a cota de A será conhecida ou arbitrada e o ponto A passa a chamar-se de RN. ponto A). nivela-se até o ponto final e retorna-se ao ponto inicial. Nas poligonais fechadas começamos o nivelamento pelo ponto inicial e terminamos pelo mesmo ponto inicial. na seqüência do eixo de uma estrada. seja nivelando todos os pontos (RENIVELAMENTO). por exemplo. No caso. já conhecemos a cota de A.

É necessário mudar a estação para a posição II.833 2.686 Cota de B APV I APV II Cota de A Cota de C Plano de Referência . A leitura de vante serve para o cálculo da cota do ponto. Cota C = APVI – VC. Uma vez instalado o aparelho na estação II. fazendo-se uma visada de ré no ponto D.é uma leitura feita a um ponto que de uma estação é leitura de Vante e da estação seguinte será feita uma leitura de Ré neste mesmo ponto. então a primeira atitude que se toma é determinar a nova altura do plano de visada. APVII.725 3.990 3. Cota D = APVI – VD Da estação I somente foi possível ler-se até o ponto D.501 2.820 3. APVII = CD + Ré D Leitura Vante de Mudança .VB Leitura de Vante – é uma leitura a um ponto de cota ou altitude desconhecida. exemplo: ponto “D”.034 3.749 0.Para calcular a cota dos demais pontos usamos a seguinte fórmula: Cota B = APVI – Leitura de VanteB → CB = APVI . CE = APVII – VE CF = APVII – VF CG = APVII – VG CÁLCULO DA PLANILHA DE UM NIVELAMENTO GEOMÉTRICO: Dados de Campo (nivelamento de ida) 1.

458 0.867 0.867 CONTRA-NIVELAMENTO (volta) 0.Contra – Nivelamento: 0.912 48.000 .401 46.868 45.301 APV III 3.403 46.934 8.095 48.068 50.301 50.978 Soma = 0.372 3.725 3.820 Vante Int.216 44.974 2.004 50.N.833 2.002 0.686 3.914 0.002 0.870 45.938 3.002 0.749 48.071 0. Ré A I B C C D II E F G G III C C IV A Soma = 8.071 0.820 APV Cotas (altitudes) Correção Cotas (A) Corrigidas 50.458 APV IV Plano de Referência Tabela: Leituras Estação P.003 48.000 48.001 48.001 0.218 44.094 48.004 0.934 2. Vante Mud 51.904 1.002 46.034 3.501 2.990 48.070 46.

VB = 51.458 = 48.870 CF = APV II .820 CB = APVI .501 = 46. mud.904 – 3. ou seja. usa-se a seguinte fórmula: Erés . SITUAÇÃO I .833 = 48.820 – 3.867 = 50.938 CA = APVIV – VA = 50.725 = 48. o nivelamento começa no ponto A e termina no mesmo ponto A. Poligonal Fechada .000 + 1. ERRO VERTICAL DO NIVELAMENTO GEOMÉTRICO ( Ε V ) Para o cálculo do erro vertical do NG existem duas situações de campo.071 APVIV = CC + RéC = 48.004 Conclui-se que não houve erro de cálculo.301 = 48.914 + 3.904 CD = APVII .034 = 46.VE = 48.372 – 0.VG = 48.904 – 3.372 CC = APVIII – VC = 48.000 m Efetuando os cálculos: APVI = CA + Ré A = 50.004 – 50.004 VERIFICAÇÃO DOS CÁLCULOS: É utilizada para se verificar se não houve erros na efetuação dos cálculos.EVmud = Cota final – Cota inicial 8. Nivelamento de ida e na volta Contranivelamento ou Renivelamento. Ib.071 + 0.095 CC = APVI .820 = 51.071 + 2.Obs: Distância entre os piquetes é de 20m.000 0.403 CE = APVII .004 = 0.904 – 2.071 APVII = CC + RéC = 48.938 – 0.934 = 50.978 – 8. EXEMPLOS: Ia.904 – 2. . Nivelamento de um Perfil com ida e volta.Σv.VC = 51.990 = 44.a Cota ou a Altitude do ponto inicial é conhecida.749 = 48.218 CG = APVII .686 = 45.820 – 3. ERRO VERTICAL = Ε V Ε V = Σ rés .974 = 50.VD = 48. Fórmulas: APV = CRN + Ré RN Cota ponto = APV – Vante ponto Cota A= 50.VF = 48.914 APVIII = CG + RéG = 44.

EXEMPLOS : IIa .T.24 = 4.002 Para a 3°estação: ¾ erro = ¾ x 0. RN1 ou ponto A e RN2 ou ponto E tem suas altitudes ou cotas conhecidas previamente.: 10mm√0.Cota final OBS. OBS.004 = 0. A cota ou a altitude do ponto A é conhecida e a cota ou a altitude do ponto G é também conhecida. No exemplo são 4. IIb .T.004 COTA CORRIGIDA Cota corrigida: Cota – ( ± correção) DESENHO DO PERFIL (próxima folha) . mud.003 Para a 4°estação: 4/4erro = 4/4 x 0.004m E.Poligonal Aberta. = 10mm√Perímetro (Km) No exemplo: Erro cometido: 0.004 = 0.SITUAÇÃO II . .Nivelamento de um perfil só de ida.001 Para a 2°estação: 2/4 erro = 2/4 x 0. = 3 a 10mm/km E. CORREÇÕES: Verifica-se o número de estações ou o número de Rés.004 = 0.T.004 = 0.Σ v. Ε V = Σ rés + Cota Inicial . ERRO TOLERÁVEL E.Então: Para a 1°estação: ¼ erro = ¼ x 0.8 mm Conclui-se que o erro foi admissível.as Altitudes ou as Cotas dos pontos inicial e final são conhecidas.

912 E=1/1000 .401 E 20 46.868 F 20 45.Cotas (m) E=1/100 50 49 48 47 46 45 44 43 DH (m) ESTACAS DISTÂNCIAS COTAS A 20 50.094 C 20 48.216 G 44.070 D 20 46.000 B 20 48.

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