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terceirização vantagens e desvantagens para as empresas

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4·· ´'··· / ´···''/·/ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA

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TERCEIRIZAÇÃO, VANTAGENS E DESVANTAGENS PARA AS
EMPRESAS.

Márcia Moraes Imhoff
1

Aline Perico Mortari
2



RESUMO

A realização das atividades organizacionais por pessoas jurídicas distintas da
organização tem sido definida como terceirização. Na realidade, terceirização
consiste em transferir a terceiros a execução de tarefas para as quais a relação
custo/benefício da execução interna não é das mais vantajosas, seja do ponto
de vista financeiro, de qualidade, ou mesmo de especialidade. Essa prática
surgiu, inicialmente nas áreas ditas de apoio como: conservação e limpeza,
assistência médica e alimentação de funcionários. Atualmente, sob o impacto
das novas tecnologias de gestão, as atividades empresariais já adotam
terceirização em outros segmentos, além daqueles ligados à logística, tais
como operações relacionadas com processamento de dados, assistência
jurídica, contábeis, e várias outras. De maneira positiva na adoção deste tipo
de modalidade de contratação de serviços, é que se torna desnecessária a
manutenção de uma equipe própria, envolvendo todos os custos, tais como –
salários, encargos sociais, treinamento, livros técnicos, espaço ocupado dentro
da organização e gastos com equipamentos. Diante dessa importância o
objetivo do presente estudo é ressaltar os principais aspectos da terceirização,
buscando evidenciar as prováveis vantagens e desvantagens para a gestão
empresarial.

Palavras-chave: Terceirização; vantagens e desvantagens.


1
Acadêmica do Curso de Ciências Contábeis da UNIFRA, e-mail: mmimhoff@hotmail.com
2
Acadêmica do Curso de Ciências Contábeis da UNIFRA: e-mail: aline_evil@hotmail.com
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INTRODUÇÃO

A necessidade de criar e sustentar vantagens competitivas tem
proporcionado o surgimento de novos negócios com o intuito de reduzir custos
e tornar os produtos e serviços mais competitivos. Nesse contexto, surgiu a
terceirização, que ganha destaque e se solidifica como uma das atividades
mais eficientes na racionalização de recursos humanos.
Essa nova modalidade de buscar fora tudo aquilo que não é essencial e
estratégico para a atividade-fim das empresas. Esta já é uma prática antiga nas
grandes economias mundiais, entretanto, apesar de ter surgido no Brasil no
final da década de 50, com as montadoras de automóveis, a terceirização
somente agora está tomando impulso no país.
O presente estudo tem o objetivo de ressaltar as principais vantagens e
desvantagens da terceirização, abordando, ao mesmo tempo, questões
relacionadas à conceituação e legislação. As vantagens e desvantagens serão
demonstradas por meio de um estudo de caso prático em uma empresa da
construção civil, que utiliza a terceirização, em algumas de suas atividades.


ASPECTOS CONCEITUAIS DA TERCEIRIZAÇÃO

Na iniciativa privada, o método de contratar terceiros, segundo Leiria &
Saratt (1995, p.22), surgiu nos Estados Unidos antes da Segunda Guerra
Mundial e consolidou-se como técnica de administração empresarial a partir da
década de 50 com o desenvolvimento acelerado da indústria.
No Brasil, conforme Queiroz (1998, p.63) a terceirização foi
gradativamente implantada com a vinda das primeiras empresas
multinacionais, principalmente as automobilísticas no início da década de 80.
Essas fábricas adquiriam as peças de outras empresas, guardando para si a
atividade fundamental de montagens de veículos.
Desde aquela época até aproximadamente 1989, a terceirização era
conhecida como contratação de serviços de terceiros e vinha sendo aplicada
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apenas para reduzir custo de mão-de-obra. As empresas utilizavam-se desse
recurso simplesmente para obter algumas economias em gerar ganho de
qualidade, eficiência, especialização, eficácia e produtividade.
As pequenas e médias empresas mais ágeis, e percebendo o momento
de mudança, aproveitaram-se da situação e começaram a conquistar parcelas
significativas do mercado. Mas logo, as grandes organizações tiveram que,
neste momento, buscar novas saídas que as colocassem novamente no
mercado de forma competitiva.
A partir daí, passou-se a transferir para terceiros a incumbência pela
execução das atividades secundárias. Surge então o outsourcing, expressão
em inglês, que significa terceirização, referenciado sempre pela concepção
estratégica de implementação. (GIOSA 1997, p.13).
Para o estudo do tema terceirização é preciso se reportar aos conceitos
de emprego e empregador para que se elabore exclusão, os limites jurídico-
trabalhistas da chamada relação.
Conforme o art. 2° da CLT: “considera-se empregador a empresa
individual ou coletiva que, assumido os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.”
Segundo o artigo 3° da CLT : “considera-se empregado toda pessoa
física que prestar serviço de natureza não eventual a empregador, sob a
dependência deste mediante salário. Dessa definição legal, obtêm-se quatro
requisitos para a caracterização do empregado: É necessário ser pessoa física
(pessoalidade), não-eventual (não eventualidade da prestação), ser
subordinado (dependência hierárquica), receber salário (remuneração) e
prestar os serviços pessoalmente (contrato intuitu personae).
No entanto a terceirização tem sido definida como sendo um processo
planejado de transferência de atividades delegadas para terceiros (empresas
terceirizante ou contratada), ficando a empresa concentrada apenas em tarefas
essencialmente ligadas ao negócio em que atua.
Segundo Martins, (2001, p.23), a terceirização “consiste a terceirização
na possibilidade de contratar terceiro para a realização de atividades que não
constituem o objeto principal da empresa”. Essa contratação pode envolver
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tanto a produção de bens como serviços, como ocorre na necessidade de
contratação de serviços de limpeza de vigilância ou até de serviços
temporários.
Em um estudo realizado pelo Ministério do trabalho e Emprego,
(Terceirização: trabalho temporário: orientação ao tomador de serviços: Vera
Olímpia Gonçalves. – Brasília: TEM, SIT, 2001, p. 31) terceirização é a
contratação se serviços por meio de empresa, intermediária entre o tomador de
serviços e a mão-de-obra, mediante contrato de prestação de serviços, e não
diretamente com o contratante destes.
Segundo Robortella, (1999, p.34) é possível vislumbrar-se, em tese, a
diferenciação entre as atividades-fim e as atividades-meio da empresa
tomadora dos serviços terceirizados. Não há, entretanto, critério absolutamente
seguro para diferenciação dessas atividades, e tal ponto de o critério tornar-se
determinante no que tange à responsabilidade das empresas na intermediação
de mão-de-obra. Na realidade, tais conceitos não são conceitos jurídico-
trabalhistas. São conceitos inerentes à atividade empresarial, que hoje conta
com uma especialização tecnológica em suas necessidades, praticamente
alheia ao Direito. Na dinâmica empresarial, em questão de pouco tempo a
atividade-meio pode converter-se em atividade-fim e vice-versa.
Por outro lado, a doutrina formulada em compasso com a orientação
consagrada no Enunciado nº 331 do TST (Tribunal Superior do Trabalho)
procura explicar o assunto diferenciando atividades-fim e atividades-meio
segundo a essencialidade ou não dos serviços da empresa tomadora dos
serviços terceirizados. Em simples palavras, as atividades que integram o
objeto social de uma empresa indicam sua atividade-fim, enquanto que as
atividades que não integram o objeto social são consideradas atividades-meio.
No Brasil existem várias normas e leis tratando do assunto terceirização
de forma genérica, e na grande maioria há uma grande proteção do trabalhador
no que se refere aos direitos trabalhistas.
As experiências iniciais de aplicação da terceirização trouxeram dúvidas
em relação à sua conceituação jurídica, trabalhista e legal para as empresas.
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O processo de terceirização é amplamente regulado pela lei 6.019/74 e
pelo Decreto-Lei n° 73.841//74, legalmente permitidos nas áreas de limpeza e
segurança.
Para Giosa (1997, p.28), fato de o governo, através de seu órgão de
representação – Ministério do Trabalho – ainda não ter se posicionado
oficialmente a respeito da terceirização e suas relações trabalhistas envolvidas,
inspira dúvidas, e às vezes inibe as decisões dos empresários mais
conservadores. Neste sentido Queiroz (1998) aponta vários riscos legais que
comprometem o tomador de serviços quando a terceirização é erroneamente
implantada. O principal deles é o vínculo empregatício caracterizado nos art. 2°
e 3° da CLT, que em linhas gerais dizem, respectivamente, “é empregador
aquele que dirige a prestação de serviço” e que “é empregado aquele que tem
com o contratante um relação de pessoalidade, habitualidade, onerosidade que
se traduzem em subordinação e dependência”.
O Tribunal Superior do Trabalho editou o Enunciado de Súmula n° 256
4

que representa o entendimento da Justiça do trabalho sobre a legalidade dos
contratos de prestação de serviço, que pouco contribuiu para a flexibilização
referente dos mesmos.
Por sua vez, o Enunciado de Súmula n° 331 ampliou substancialmente a
liberdade em se terceirizar. Editado em 1993, veio na esteira da modernidade
em nível de relações do trabalho. Na década de noventa, ganhava espaço a
tão criticada ou aclamada globalização. Junto a ela, inúmeras formas de
aglomerações trabalhistas passaram a surgir no mundo todo.
O Brasil forçado a buscar o seu lugar do mundo globalizado aderiu
quase que sistematicamente a alguns novos institutos como a terceirização.
Assim o Enunciado n° 331 consagrou-se como uma tendência flexibilizadora,
viabilizando a terceirização nos serviços de vigilância (Lei n° 7102/83), nos

4
N° 256 - Contrato de prestação de serviços. Legalidade – Revisto pelo Enunciado n° 331
Salvo os casos de trabalho temporário e de serviço de vigilância, previsto nas Leis 6019, de 3.1.74 e 7102,
de 20.6.83, é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta, formando-se vínculo
empregatício diretamente com o tomador dos serviços.



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serviços de conservação e limpeza e em outros tipos de serviços
especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a
pessoalidade e a subordinação direta (requisitos da relação de emprego
constantes do artigo 3° da CLT).
Segundo Martins (2001, p.46), poderíamos classificar as áreas
terceirizadas como: a) atividades acessórias da empresa, como limpeza,
segurança, manutenção, alimentação, etc.; b) atividades-meio: departamento
de pessoal, manutenção de máquinas,contabilidade; c) atividades-
fim:produção, vendas, transporte dos produtos etc. O mais comum, todavia, é a
terceirização de serviços contábeis, jurídicos e informática.
Uma outra alternativa é o controle sobre terceiros, isso é necessário
quando uma empresa possui muitos parceiros e torna-se difícil administrar
essas relações. É o que alguns denominam de quarteirização, isto é, a
terceirização da terceirização. Essa modalidade vem sendo muito criticada,
pois na verdade, é um desvirtuamento da primeira, já que na segunda fica clara
a intenção de ganhar dinheiro às custas do esforço alheio.
A terceirização como qualquer modelo de gestão apresenta vantagens e
desvantagens para a empresa e devem ser levadas em consideração e muito
bem analisadas.
Segundo Martins (2001, p.42), a principal vantagem sob o aspecto
administrativo, seria a de se ter alternativa para melhorar a qualidade o produto
ou serviço vendido e também a produtividade. Seria uma forma também de se
obter um controle de qualidade total dentro da empresa, sendo que um dos
objetivos básicos dos administradores é a diminuição de encargos trabalhistas
e previdenciários, além da redução do preço final do produto ou serviço.
Adotando a terceirização, a empresa poderá concentrar seus recursos e
esforços na sua própria área produtiva, na área em que é especializada,
melhorando a qualidade do produto e sua competitividade no mercado.
Com isso, pretende-se uma redução de custos, principalmente dos
custos fixos, transformando-os em variáveis, e aumentando os lucros da
empresa, gerando eficiência e eficácia em suas ações, além de economia de
escala, com a eliminação de desperdícios. Haverá diminuição do espaço
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ocupado na empresa, atividades que antes lhe pertenciam foram terceirizadas,
não só de pessoal como de material, ocorrerá a criação de empregos na
terceirizada, um aperfeiçoamento de mão-de-obra, distribuição de rendas entre
os participantes do processo, concentração de esforços na atividade-fim da
empresa, especialização no serviço, concorrência e produtividade para todo o
mercado.
A terceirização ao gerar novas empresas, gera também novos
empregos, e, em contrapartida, aumento de arrecadação de impostos na área
de serviços.
Como desvantagens para o trabalhador, pode-se indicar a perda do
emprego, no qual tinha remuneração certa por mês, passando a incerta, além
da perda dos benefícios sociais decorrentes do contrato de trabalho e das
normas coletivas da categoria e também o custo das demissões que ocorrem
na fase inicial.
Um dos principais riscos da terceirização é contratar empresas
inadequadas para realizar os serviços, sem competência e idoneidade
financeira, pois poderão advir problemas principalmente de natureza
trabalhista. Outro risco é o de pensar a terceirização apenas como forma de
reduzir custos, se esse objetivo não for alcançado, ou no final a terceirização
não der certo, implicará no desprestígio de todo o processo. Martins (2001,
p.46).
Aquele que pretende terceirizar uma atividade de sua empresa deve
acima de tudo buscar qualidade, para que a relação dê certa, deve-se ter
confiança no parceiro, tendo em vista a necessidade de se fazer a escolha
correta na hora de terceirizar.
As empresas estão buscando cada vez mais a modernização com a
finalidade de tornar-se mais apta para enfrentar seus concorrentes, pois a
terceirização é uma tendência atual e irreversível das organizações, que
buscam alcançar maior produtividade, elevar o nível de qualidade e reduzir
custos, para assim sobreviver em ambientes de alta competitividade.
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O processo de terceirização, deve começar através de um planejamento
do que se pretende terceirizar, Portanto é fundamental ter uma visão
estratégica daquilo que pretende fazer dentro de sua empresa.
A terceirização vem a ser um novo estágio entre empresa prestadora de
serviço
5
e a empresa que a contrata, sendo que esta união só irá se concretizar
se as parcerias forem completamente autônomas umas das outras.
Entretanto, ao buscar terceirizar com êxito, deve-se procurar um parceiro
e não apenas um prestador de serviço, adequando suporte às atividades a ele
confiadas. Para tanto, faz-se necessário ter meios de avaliar a capacidade que
esse parceiro tem de oferecer bens e serviços com qualidade desejada.
Observa-se que, dependendo da natureza dos serviços contratados, a
prestação dos mesmos poderá se desenvolver nas instalações físicas da
empresa contratante ou em outro local por ela determinado, sendo que a
responsabilidade pelo pagamento dos débitos trabalhistas e administrar o
trabalho realizado por seus empregados é da empresa de prestação de
serviços. (Enunciado n° 331, TST).
Percebe-se que, em se tratando de contratações legalmente efetuadas,
ocorre o vínculo empregatício unicamente entre a empresa contratada e os
seus próprios empregados, inexistindo, se observadas as condições legais
qualquer responsabilidade entre a empresa contratante e os empregados da
empresa terceirizante.
Definindo o prestador de serviço e para que haja aspecto formal a
relação entre as partes, elaborando assim um contrato de prestação de serviço,
estabelecendo regras de relacionamento, e dando base juridicamente
adequada à relação, com isto, alguns pontos básicos deverão ser observados
na caracterização deste documento como: definir bem, as obrigações e direitos
de ambos (contratante e contratado) bem como atividades fins, porque devem
diferir para que não haja vínculo empregatício; entre as partes deve haver
posicionamento equilibrado para que não haja subordinação de uma parte ou
outra; é bom incluir no contrato uma cláusula prevendo o risco o tomador de vir

5
Considera-se empresa prestadora de serviços a terceiros, a pessoa jurídica legalmente constituída de
direito privado, de natureza comercial, que se destina a realizar determinado e específico serviço.
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a ser interpelado judicialmente por uma obrigação trabalhista não cumprida
pelo prestador, nesta mesma cláusula o contratante poderá interpelar
judicialmente o prestador que haja ressarcimento dos prejuízos.


ESTUDO DE CASO

A empresa
6
onde foi realizado este estudo de caso atua como
incorporadora e construtora de edifícios localizada na região central do estado
do Rio Grande do Sul, na cidade de Santa Maria, estando neste mercado a
mais de dez anos, com 40 funcionários entre cargos de chefia e operacional. A
referida empresa apresenta vários serviços como:construção, projetos,
fundação, instalação de incêndio, instalação de gás, impermeabilização,
pintura, montagem de esquadria e elevadores.
A análise do processo de terceirização foi feita através da aplicação de
questionários junto à gerência e áreas de operação, por meio de reuniões, a
fim de tornar ainda mais clara a percepção e a formulação de análises do
processo de terceirização adotado pela mesma.
Houve quatro momentos básicos que marcaram a análise do estudo da
terceirização: primeiro, aplicaram-se questões exploratórias (abertas) a
gerência da empresa, complementados com reuniões com os membros da
empresa (entrevistas não dirigidas). Foram entrevistados 4 funcionários da
empresa , a saber: um gerente; um chefe de setor de produção; dois
profissionais da engenharia civil.
A aplicação das questões exploratórias, se deu a partir da opinião de
membros das áreas de apoio, especificamente, ligados à terceirização adotada
pela companhia.
As observações do público pesquisado da empresa envolveram quatro
questões, fundamentalmente:
a) quais as razões que levaram a instituição a implementar a
terceirização;

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A empresa em estudo não permitiu a divulgação de seu nome.
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b) quais os principais benefícios observados com a aplicação da
terceirização;
c) quais os principais problemas e falhas observadas com a adoção da
terceirização; e incidência de problemas e dificuldades com a adoção da
terceirização.
Análise das respostas que envolveram basicamente os seguintes
objetivos para a adoção da terceirização foram reduzir custos, melhorar
qualidade e buscar parceiros especialistas, quanto aos benefícios trazidos pela
terceirização foi a saída de vários setores ligados a construção ( fundações,
montagem e esquadrias, etc.). Os problemas e falhas observados com a
terceirização resumiu-se em alguns dos fornecedores com pouca qualificação
e ausência de parceria entre empresa e fornecedor.
A seguir, aplicou-se um questionário com questões fechadas, depois foi
realizado um diagnóstico dos custos e obrigações. Por fim, efetuou-se uma
análise final do problema com a intenção de criar subsídios para a elaboração
de um parecer.
Para as questões fechadas foram entrevistados 15 funcionários entre
administração e operacional com as seguintes perguntas e respostas:
a) A empresa realizou um planejamento prévio do seu processo de
terceirização? sim – 10 entrevistados e não – 5 entrevistados
b) A empresa realizou pesquisa de outros casos de terceirização em
empresas em condições similares aquelas que a empresa possui, tendo como
respostas 12 favoráveis e 3 desfavoráveis.
c) Os principais objetivos buscados com a implementação da terceirização
foram os seguintes:
• Qualidade, preço, confiabilidade (entrega nos prazos) e rapidez.
d) Os principais benefícios (melhoria) evidenciados com a implementação
da terceirização foram:
• Redução de custos, maior concentração nos negócios da empresa,
melhoria no prazo de entrega e qualidade dos produtos.
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Para efetiva opção importante levar em consideração os custos
previdenciários e trabalhistas para um funcionário contratado na empresa.
Custos em %
Quadro de Custos
Custos Empregado
INSS – Seguridade Social 26,8
FGTS – Fundo de Garantia Tempo
Serviço
8,5
Décimo Terceiro Salário 8,33
Férias Anuais (Acréscimo do Abono de
1/3)
11,11
Fonte: Própria
Os encargos fiscais que a empresa terá com a contratação de serviços
de terceiros além da taxa de administração a critérios de cada fornecedora, a
mesma deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal e recolher ao INSS
(Instituto Nacional de Seguridade Social) em nome do prestador do serviço, até
o 2º dia do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal e
também deverá reter e recolher, a titulo de Imposto de Renda na Fonte, 1%
sobre as importâncias pagas ou creditadas pela prestação do serviço. O
recolhimento do valor retido deverá ser efetuado até o 3º dia útil da semana
seguinte à ocorrência.


CONCLUSÃO

Diante da necessidade de transformações nos meios produtivos, a fim
de economizar e aproveitar melhor os recursos, visando o aumento da
competitividade nas organizações, é que surgem estratégias de gestão, como a
terceirização, implementadas nas mais diversas partes do mundo e setores da
economia.
A terceirização está, hoje, inserida nos conceitos da administração,
dados que as empresas passaram a buscar alternativas de sobrevivência, um
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processo de busca na redução de despesas, especialmente de mão–de-obra,
onde é possível a substituição pela de terceiros.
Para algumas empresas, erroneamente, mão-de-obra é sinônimo de
custos, o que quer dizer despesas, dá-se a lógica: reduzir o efetivo e tudo mais
que a ele estiver agregado que é uma das principais razões que levam a
empresa a reduzir custos.
Para aperfeiçoarem-se, as empresas devem planejar suas atividades
constantes. A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas
brasileiras, e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial.
Para a empresa analisada o processo de terceirização foi vantajoso por
reduziu significativamente os custos com mão-de-obra devido a diminuição dos
encargos sociais, necessidade de equipamento individual e ou coletiva para
realizar a operação e a elevada especificidade das atividades.
Como sugestão para melhoria da terceirização escolher fornecedores
melhor qualificados, avaliar a capacidade técnica da empresa contratada, o
custo dos serviços realizados por terceiros e coletar referências com outras
construtoras sobre as empresas de terceirização.
A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas brasileiras,
e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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setembro de 1986. Contrato de prestação de serviços: Legalidade – Revisto
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Brasil, Brasília, DF, 30 set. 1986. Seção 1.

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pelo Enunciado Nº 256. Diário da Justiça [da] República Federativa do
Brasil, Brasília, DF, 19 set. 2000. Seção 1.

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Saraiva

LEIRA, Jerônimo Souto, SARATT, Newton Dornelles, Terceirização: uma
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QUEIROZ, Carlos Alberto Ramos Soares de. Manual e terceirização. 9. ed.
São Paulo: STS, 1998.

GIOSA, Lívio Antônio. Terceirização: uma abordagem estratégica. 5. ed São
Paulo: Pioneira, 1997.

MARTINS, Sérgio Pinto. A Terceirização e o direito do trabalho. São Paulo:
Atlas, 2001.

ROBERTELLA, Luiz Carlos Amorim. Terceirização. Tendências em doutrina e
jurisprudência. Revista Trabalho & Doutrina, São Paulo: 1999.

que ganha destaque e se solidifica como uma das atividades mais eficientes na racionalização de recursos humanos. vinda p. Nesse contexto.63) das a terceirização foi gradativamente implantada primeiras empresas multinacionais. As vantagens e desvantagens serão demonstradas por meio de um estudo de caso prático em uma empresa da construção civil. O presente estudo tem o objetivo de ressaltar as principais vantagens e desvantagens da terceirização. apesar de ter surgido no Brasil no final da década de 50. Esta já é uma prática antiga nas grandes economias mundiais. p. conforme Queiroz com a (1998. abordando. a terceirização somente agora está tomando impulso no país. ao mesmo tempo. ASPECTOS CONCEITUAIS DA TERCEIRIZAÇÃO Na iniciativa privada.22). surgiu nos Estados Unidos antes da Segunda Guerra Mundial e consolidou-se como técnica de administração empresarial a partir da década de 50 com o desenvolvimento acelerado da indústria. Desde aquela época até aproximadamente 1989.KRGH INTRODUÇÃO __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA A necessidade de criar e sustentar vantagens competitivas tem proporcionado o surgimento de novos negócios com o intuito de reduzir custos e tornar os produtos e serviços mais competitivos. a terceirização era conhecida como contratação de serviços de terceiros e vinha sendo aplicada 83 . segundo Leiria & Saratt (1995. questões relacionadas à conceituação e legislação. o método de contratar terceiros. surgiu a terceirização. Essas fábricas adquiriam as peças de outras empresas. Essa nova modalidade de buscar fora tudo aquilo que não é essencial e estratégico para a atividade-fim das empresas. principalmente as automobilísticas no início da década de 80. com as montadoras de automóveis. entretanto. No Brasil. guardando para si a atividade fundamental de montagens de veículos. que utiliza a terceirização. em algumas de suas atividades.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O.

” Segundo o artigo 3° da CLT : “considera -se empregado toda pessoa física que prestar serviço de natureza não eventual a empregador. os limites jurídicotrabalhistas da chamada relação. sob a dependência deste mediante salário. Dessa definição legal. Essa contratação pode envolver 84 . referenciado sempre pela concepção estratégica de implementação. ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. Surge então o outsourcing. neste momento. especialização.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. No entanto a terceirização tem sido definida como sendo um processo planejado de transferência de atividades delegadas para terceiros (empresas terceirizante ou contratada). não-eventual (não eventualidade da prestação). (GIOSA 1997. As empresas utilizavam-se desse recurso simplesmente para obter algumas economias em gerar ganho de qualidade. e percebendo o momento de mudança. As pequenas e médias empresas mais ágeis. (2001. a terceirização “consiste a terceirização na possibilidade de contratar terceiro para a realização de atividades que não constituem o objeto principal da empresa”. buscar novas saídas que as colocassem novamente no mercado de forma competitiva. eficiência. eficácia e produtividade. assumido os riscos da atividade econômica. p. Mas logo. 2° da CLT: “considera -se empregador a empresa individual ou coletiva que. que significa terceirização. p. obtêm-se quatro requisitos para a caracterização do empregado: É necessário ser pessoa física (pessoalidade). as grandes organizações tiveram que. aproveitaram-se da situação e começaram a conquistar parcelas significativas do mercado. receber salário (remuneração) e prestar os serviços pessoalmente (contrato intuitu personae). admite. Para o estudo do tema terceirização é preciso se reportar aos conceitos de emprego e empregador para que se elabore exclusão.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA apenas para reduzir custo de mão-de-obra. Conforme o art. passou-se a transferir para terceiros a incumbência pela execução das atividades secundárias. assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços.13). ser subordinado (dependência hierárquica). Segundo Martins. expressão em inglês. A partir daí.23).

mediante contrato de prestação de serviços.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. trabalhista e legal para as empresas. praticamente alheia ao Direito. 31) terceirização é a contratação se serviços por meio de empresa. as atividades que integram o objeto social de uma empresa indicam sua atividade-fim. como ocorre na necessidade de contratação de serviços de limpeza de vigilância ou até de serviços temporários. Na dinâmica empresarial. e tal ponto de o critério tornar-se determinante no que tange à responsabilidade das empresas na intermediação de mão-de-obra. em tese. As experiências iniciais de aplicação da terceirização trouxeram dúvidas em relação à sua conceituação jurídica. e na grande maioria há uma grande proteção do trabalhador no que se refere aos direitos trabalhistas. enquanto que as atividades que não integram o objeto social são consideradas atividades-meio. Na realidade.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA tanto a produção de bens como serviços. p. (1999. critério absolutamente seguro para diferenciação dessas atividades. a doutrina formulada em compasso com a orientação consagrada no Enunciado nº 331 do TST (Tribunal Superior do Trabalho) procura explicar o assunto diferenciando atividades-fim e atividades-meio segundo a essencialidade ou não dos serviços da empresa tomadora dos serviços terceirizados. tais conceitos não são conceitos jurídicotrabalhistas. SIT. – Brasília: TEM. p. Em simples palavras. Não há. intermediária entre o tomador de serviços e a mão-de-obra. 85 . a diferenciação entre as atividades-fim e as atividades-meio da empresa tomadora dos serviços terceirizados.34) é possível vislumbrar-se. e não diretamente com o contratante destes. em questão de pouco tempo a atividade-meio pode converter-se em atividade-fim e vice-versa. Em um estudo realizado pelo Ministério do trabalho e Emprego. (Terceirização: trabalho temporário: orientação ao tomador de serviços: Vera Olímpia Gonçalves. No Brasil existem várias normas e leis tratando do assunto terceirização de forma genérica. entretanto. 2001. Segundo Robortella. que hoje conta com uma especialização tecnológica em suas necessidades. Por outro lado. São conceitos inerentes à atividade empresarial.

e às vezes inibe as decisões dos empresários mais conservadores. Para Giosa (1997. “é empregador aquele que dirige a prestação de serviço” e que “é empregado aquele que tem com o contratante um relação de pessoalidade. respectivamente.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA O processo de terceirização é amplamente regulado pela lei 6. que pouco contribuiu para a flexibilização referente dos mesmos. Legalidade – Revisto pelo Enunciado n° 331 Salvo os casos de trabalho temporário e de serviço de vigilância.1. legalmente permitidos nas áreas de limpeza e segurança. ganhava espaço a tão criticada ou aclamada globalização. inúmeras formas de aglomerações trabalhistas passaram a surgir no mundo todo. Neste sentido Queiroz (1998) aponta vários riscos legais que comprometem o tomador de serviços quando a terceirização é erroneamente implantada. veio na esteira da modernidade em nível de relações do trabalho.019/74 e pelo Decreto-Lei n° 73.6.74 e 7102. de 20. p.28). O principal deles é o vínculo empregatício caracterizado nos art. onerosidade que se traduzem em subordinação e dependência”. que em linhas gerais dizem. formando-se vínculo empregatício diretamente com o tomador dos serviços.83. o Enunciado de Súmula n° 331 ampliou substancialmente a liberdade em se terceirizar. 4 O Tribunal Superior do Trabalho editou o Enunciado de Súmula n° 256 que representa o entendimento da Justiça do trabalho sobre a legalidade dos contratos de prestação de serviço. habitualidade. Por sua vez.Contrato de prestação de serviços. é ilegal a contratação de trabalhadores por empresa interposta. O Brasil forçado a buscar o seu lugar do mundo globalizado aderiu quase que sistematicamente a alguns novos institutos como a terceirização. Assim o Enunciado n° 331 consagrou -se como uma tendência flexibilizadora. Na década de noventa. inspira dúvidas. Editado em 1993. 86 . através de seu órgão de representação – Ministério do Trabalho – ainda não ter se posicionado oficialmente a respeito da terceirização e suas relações trabalhistas envolvidas. nos 4 N° 256 . 2° e 3° da CLT. viabilizando a terceirização nos serviços de vigilância (Lei n° 7102/83).5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. previsto nas Leis 6019. de 3.841//74. fato de o governo. Junto a ela.

com a eliminação de desperdícios. segurança..46). etc. vendas. isso é necessário quando uma empresa possui muitos parceiros e torna-se difícil administrar essas relações. Segundo Martins (2001.42). O mais comum.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA serviços de conservação e limpeza e em outros tipos de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador. Essa modalidade vem sendo muito criticada. é a terceirização de serviços contábeis. b) atividades-meio: departamento de pessoal. transformando-os em variáveis. alimentação. melhorando a qualidade do produto e sua competitividade no mercado. além da redução do preço final do produto ou serviço. Seria uma forma também de se obter um controle de qualidade total dentro da empresa. manutenção de máquinas.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. já que na segunda fica clara a intenção de ganhar dinheiro às custas do esforço alheio. pois na verdade. c) atividadesfim:produção. É o que alguns denominam de quarteirização. manutenção. Com isso. a principal vantagem sob o aspecto administrativo. todavia. na área em que é especializada. desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta (requisitos da relação de emprego constantes do artigo 3° da CLT). a terceirização da terceirização. Segundo Martins (2001. p. Uma outra alternativa é o controle sobre terceiros. transporte dos produtos etc. Adotando a terceirização. seria a de se ter alternativa para melhorar a qualidade o produto ou serviço vendido e também a produtividade. A terceirização como qualquer modelo de gestão apresenta vantagens e desvantagens para a empresa e devem ser levadas em consideração e muito bem analisadas. poderíamos classificar as áreas terceirizadas como: a) atividades acessórias da empresa. sendo que um dos objetivos básicos dos administradores é a diminuição de encargos trabalhistas e previdenciários. Haverá diminuição do espaço 87 . pretende-se uma redução de custos. jurídicos e informática.contabilidade. a empresa poderá concentrar seus recursos e esforços na sua própria área produtiva. além de economia de escala. p. principalmente dos custos fixos. é um desvirtuamento da primeira. como limpeza. e aumentando os lucros da empresa. gerando eficiência e eficácia em suas ações. isto é.

ocorrerá a criação de empregos na terceirizada. deve-se ter confiança no parceiro. um aperfeiçoamento de mão-de-obra. não só de pessoal como de material. e. em contrapartida. passando a incerta. 88 . pois a terceirização é uma tendência atual e irreversível das organizações. para assim sobreviver em ambientes de alta competitividade. especialização no serviço. além da perda dos benefícios sociais decorrentes do contrato de trabalho e das normas coletivas da categoria e também o custo das demissões que ocorrem na fase inicial. p.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA ocupado na empresa. A terceirização ao gerar novas empresas. ou no final a terceirização não der certo. sem competência e idoneidade financeira. para que a relação dê certa. Aquele que pretende terceirizar uma atividade de sua empresa deve acima de tudo buscar qualidade. tendo em vista a necessidade de se fazer a escolha correta na hora de terceirizar. Um dos principais riscos da terceirização é contratar empresas inadequadas para realizar os serviços. aumento de arrecadação de impostos na área de serviços. elevar o nível de qualidade e reduzir custos. concentração de esforços na atividade-fim da empresa. se esse objetivo não for alcançado. que buscam alcançar maior produtividade. Outro risco é o de pensar a terceirização apenas como forma de reduzir custos. Martins (2001. Como desvantagens para o trabalhador.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. As empresas estão buscando cada vez mais a modernização com a finalidade de tornar-se mais apta para enfrentar seus concorrentes. atividades que antes lhe pertenciam foram terceirizadas.46). gera também novos empregos. pois poderão advir problemas principalmente de natureza trabalhista. implicará no desprestígio de todo o processo. no qual tinha remuneração certa por mês. pode-se indicar a perda do emprego. concorrência e produtividade para todo o mercado. distribuição de rendas entre os participantes do processo.

TST). Para tanto. as obrigações e direitos de ambos (contratante e contratado) bem como atividades fins. Definindo o prestador de serviço e para que haja aspecto formal a relação entre as partes. e dando base juridicamente adequada à relação. dependendo da natureza dos serviços contratados. elaborando assim um contrato de prestação de serviço.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. sendo que a responsabilidade pelo pagamento dos débitos trabalhistas e administrar o trabalho realizado por seus empregados é da empresa de prestação de serviços. entre as partes deve haver posicionamento equilibrado para que não haja subordinação de uma parte ou outra. estabelecendo regras de relacionamento. porque devem diferir para que não haja vínculo empregatício. 89 . se observadas as condições legais qualquer responsabilidade entre a empresa contratante e os empregados da empresa terceirizante. a prestação dos mesmos poderá se desenvolver nas instalações físicas da empresa contratante ou em outro local por ela determinado. é bom incluir no contrato uma cláusula prevendo o risco o tomador de vir 5 Considera-se empresa prestadora de serviços a terceiros. com isto. Entretanto. Observa-se que. faz-se necessário ter meios de avaliar a capacidade que esse parceiro tem de oferecer bens e serviços com qualidade desejada. em se tratando de contratações legalmente efetuadas. ocorre o vínculo empregatício unicamente entre a empresa contratada e os seus próprios empregados. Portanto é fundamental ter uma visão estratégica daquilo que pretende fazer dentro de sua empresa. (Enunciado n° 331. a pessoa jurídica legalmente constituída de direito privado. que se destina a realizar determinado e específico serviço. sendo que esta união só irá se concretizar se as parcerias forem completamente autônomas umas das outras.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA O processo de terceirização. deve-se procurar um parceiro e não apenas um prestador de serviço. inexistindo. Percebe-se que. A terceirização vem a ser um novo estágio entre empresa prestadora de serviço5 e a empresa que a contrata. alguns pontos básicos deverão ser observados na caracterização deste documento como: definir bem. deve começar através de um planejamento do que se pretende terceirizar. adequando suporte às atividades a ele confiadas. ao buscar terceirizar com êxito. de natureza comercial.

A análise do processo de terceirização foi feita através da aplicação de questionários junto à gerência e áreas de operação. Houve quatro momentos básicos que marcaram a análise do estudo da terceirização: primeiro. com 40 funcionários entre cargos de chefia e operacional. impermeabilização. A referida empresa apresenta vários serviços como:construção. pintura. ESTUDO DE CASO A empresa6 onde foi realizado este estudo de caso atua como incorporadora e construtora de edifícios localizada na região central do estado do Rio Grande do Sul. estando neste mercado a mais de dez anos. se deu a partir da opinião de membros das áreas de apoio. especificamente. instalação de gás. Foram entrevistados 4 funcionários da empresa . um chefe de setor de produção. complementados com reuniões com os membros da empresa (entrevistas não dirigidas). 6 A empresa em estudo não permitiu a divulgação de seu nome. fundamentalmente: a) quais as razões que levaram a instituição a implementar a terceirização. fundação. a saber: um gerente. dois profissionais da engenharia civil. na cidade de Santa Maria. nesta mesma cláusula o contratante poderá interpelar judicialmente o prestador que haja ressarcimento dos prejuízos. instalação de incêndio.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA a ser interpelado judicialmente por uma obrigação trabalhista não cumprida pelo prestador.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. a fim de tornar ainda mais clara a percepção e a formulação de análises do processo de terceirização adotado pela mesma. montagem de esquadria e elevadores. ligados à terceirização adotada pela companhia. projetos. As observações do público pesquisado da empresa envolveram quatro questões. A aplicação das questões exploratórias. aplicaram-se questões exploratórias (abertas) a gerência da empresa. por meio de reuniões. 90 .

91 . c) quais os principais problemas e falhas observadas com a adoção da terceirização. efetuou-se uma análise final do problema com a intenção de criar subsídios para a elaboração de um parecer. c) Os principais objetivos buscados com a implementação da terceirização foram os seguintes: • Qualidade. tendo como respostas 12 favoráveis e 3 desfavoráveis. Os problemas e falhas observados com a terceirização resumiu-se em alguns dos fornecedores com pouca qualificação e ausência de parceria entre empresa e fornecedor. preço. Por fim.).KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA b) quais os principais benefícios observados com a aplicação da terceirização. A seguir. melhoria no prazo de entrega e qualidade dos produtos. montagem e esquadrias. confiabilidade (entrega nos prazos) e rapidez. e incidência de problemas e dificuldades com a adoção da terceirização. etc. Análise das respostas que envolveram basicamente os seguintes objetivos para a adoção da terceirização foram reduzir custos. maior concentração nos negócios da empresa. quanto aos benefícios trazidos pela terceirização foi a saída de vários setores ligados a construção ( fundações. aplicou-se um questionário com questões fechadas. d) Os principais benefícios (melhoria) evidenciados com a implementação da terceirização foram: • Redução de custos. Para as questões fechadas foram entrevistados 15 funcionários entre administração e operacional com as seguintes perguntas e respostas: a) A empresa realizou um planejamento prévio do seu processo de terceirização? sim – 10 entrevistados e não – 5 entrevistados b) A empresa realizou pesquisa de outros casos de terceirização em empresas em condições similares aquelas que a empresa possui. melhorar qualidade e buscar parceiros especialistas. depois foi realizado um diagnóstico dos custos e obrigações.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O.

KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA Para efetiva opção importante levar em consideração os custos previdenciários e trabalhistas para um funcionário contratado na empresa. dados que as empresas passaram a buscar alternativas de sobrevivência. hoje. visando o aumento da competitividade nas organizações. inserida nos conceitos da administração. como a terceirização. a fim de economizar e aproveitar melhor os recursos. um 92 . implementadas nas mais diversas partes do mundo e setores da economia. O recolhimento do valor retido deverá ser efetuado até o 3º dia útil da semana seguinte à ocorrência. A terceirização está. a mesma deverá reter 11% do valor bruto da nota fiscal e recolher ao INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em nome do prestador do serviço.11 Empregado 26. Custos em % Quadro de Custos Custos INSS – Seguridade Social FGTS – Fundo de Garantia Tempo Serviço Décimo Terceiro Salário Férias Anuais (Acréscimo do Abono de 1/3) Fonte: Própria Os encargos fiscais que a empresa terá com a contratação de serviços de terceiros além da taxa de administração a critérios de cada fornecedora.5 CONCLUSÃO Diante da necessidade de transformações nos meios produtivos. até o 2º dia do mês subseqüente ao da emissão da respectiva nota fiscal e também deverá reter e recolher. 8.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O.33 11. a titulo de Imposto de Renda na Fonte. 1% sobre as importâncias pagas ou creditadas pela prestação do serviço.8 8. é que surgem estratégias de gestão.

dá-se a lógica: reduzir o efetivo e tudo mais que a ele estiver agregado que é uma das principais razões que levam a empresa a reduzir custos. onde é possível a substituição pela de terceiros. avaliar a capacidade técnica da empresa contratada. as empresas devem planejar suas atividades constantes. Diário da Justiça [da] República Federativa do Brasil. e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial. Diário da Justiça [da] República Federativa do Brasil. erroneamente. Para aperfeiçoarem-se. necessidade de equipamento individual e ou coletiva para realizar a operação e a elevada especificidade das atividades. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Brasília. o custo dos serviços realizados por terceiros e coletar referências com outras construtoras sobre as empresas de terceirização. Enunciado Nº 256. Para algumas empresas. 93 . Como sugestão para melhoria da terceirização escolher fornecedores melhor qualificados. 1986. DF. Brasília.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. BRASIL. e também deve ser vista como uma ferramenta gerencial. A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas brasileiras. o que quer dizer despesas. Seção 1. Enunciado Nº 331. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. de 22 de setembro de 1986. A terceirização é cada vez mais uma realidade nas empresas brasileiras. Contrato de prestação de serviços: Legalidade – Revisão do pelo Enunciado Nº 256. Seção 1. mão-de-obra é sinônimo de custos. especialmente de mão–de-obra. 2000. Contrato de prestação de serviços: Legalidade – Revisto pelo Enunciado Nº 331. 19 set.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA processo de busca na redução de despesas. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO. 30 set. Para a empresa analisada o processo de terceirização foi vantajoso por reduziu significativamente os custos com mão-de-obra devido a diminuição dos encargos sociais. DF. de 11 de setembro de 2000.

MARTINS. ed São Paulo: Pioneira. Terceirização. 1998. São Paulo: Gente. Revista Trabalho & Doutrina. Consolidação das leis do trabalho.KRGH __________________________________________________________________________________________________________ 1º SIMPÓSIO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DOS CURSOS DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE SANTA MARIA CARRION. A Terceirização e o direito do trabalho. 5. Newton Dornelles. QUEIROZ. Valentin. 2001. Terceirização: uma alternativa de flexibilidade empresarial. 1995. Manual e terceirização. Terceirização: uma abordagem estratégica. ed. ed. Sérgio Pinto. São Paulo: 1999. Carlos Alberto Ramos Soares de. São Paulo: Saraiva LEIRA. 29 ed. São Paulo: Atlas. Lívio Antônio. São Paulo: STS. 1997. 9. Luiz Carlos Amorim. 94 . GIOSA. ROBERTELLA. SARATT. 8. Jerônimo Souto.5HYLVWD(OHWU{QLFDGH&RQWDELOLGDGH D( {QL DGH&RQW GDGH &XUVRGH&LrQFLDV&RQWiEHLV8)60 RGH& V&RQW V8 ( ( (G(VSHFLDO-XOKRGH O. Tendências em doutrina e jurisprudência.

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