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Psicologia/Hipnopsicoterapia Clínica

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Autor:
Octávio Escolástico
www.omneclinic.net

A origem das perturbações psíquicas


Não raras vezes, faço referência ao passado, à infância e adolescência, para explicar a
razão do comportamento ansioso e depressivo, embora nem todas as pessoas alcancem a
explicação por julgarem que as doenças psíquicas se devem aos acontecimentos
presentes, quando, na verdade, elas emergem como uma consequência reactiva ao
passado traumático.

Quando abrimos a nossa consciência; despertamos para uma outra realidade e


apercebemo-nos que a personalidade é o reflexo do passado, de tudo quanto de bom ou
de mau aconteceu na infância. Cada ser humano é o produto das crenças, dos medos,
das raivas e das iras, de certas formas de educação irreflectidas que mais tarde (na idade
adulta) condicionam a personalidade e o comportamento.

O condicionamento vai gradualmente evoluindo negativamente, de ano para ano,


consoante o crescimento e a compreensão da criança. Mesmo antes de saber falar e
andar, a criança vê-se já compelida em seguir instruções que lhe são ditadas a todas as
horas do dia. E recebe o impacto dessa lavagem ao cérebro ao longo de todo o seu
período de crescimento e, em termos gerais, aprende a seguir com uma insensível
mansidão, as instruções de medo: «Se não comes o papão vem-te buscar!», «Se te
portas mal o velho mete-te dentro do saco e leva-te com ele!», «Não vás para aí porque
está escuro e a cuca está atrás da porta!», entre tantas outras crueldades psicológicas
incutidas à criança.

Todas estas formas de educação ficam aninhadas nos recessos da memória


subconsciente, e, mais tarde, sem que disso se dê conta, já na fase adulta, os medos
manifestam-se, não sob a forma de «papão», de «cuca» ou de «velho do saco grande»,
mas de uma outra forma muito mais aterradora – por via das depressões nervosas, como
consequência aos medos que foram induzidos no passado. Quem foi programado sob o
espectro do medo irá, mais tarde, viver esse terror. Pois o subconsciente grava todos os
medos por sugestão indutiva e nem o mais potente dos tranquilizantes consegue pôr
termo a essa «dor invisível».

Os traumas da infância são quase sempre projectados nos sonhos, de forma abstracta,
daí a sua grande importância para uma análise psicológica. No entanto, só a hipnose
profunda consegue localizar as verdadeiras causas, pois não existe outra forma de o
fazer, porque a hipnose faz emergir as memórias reprimidas que originam os estados
depressivos. Quando alguém me descreve que vive assolado pelo medo do fracasso, é
porque em criança lhe incutiram esse medo e pode ter ocorrido sob diversas formas,
como por exemplo: «Tu não prestas, és um burro!»

Estejamos conscientes que a fragilidade de cada um de nós depende sempre do passado,


das emoções e acontecimentos vividos, dos fracassos e desilusões que experimentámos.
E pouco importa classificar o tipo de sofrimento, pois até um simples castigo nos pode
ter marcado irremediavelmente, tudo depende da forma em como o vivemos.