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Psicologia/Hipnopsicoterapia Clínica

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Web Site: www.omneclinic.net

Autor:
Octávio Escolástico
saude@omneclinic.net

Trauma Psicológico

Cogitar a respeito do Trauma Psicológico não é tarefa fácil, porque a noção que
geralmente se extrai é de que se refere aos abusos sexuais, violência ou ameaças,
desafecto e desilusão. Porém, a génese do Trauma Psicológico é muito mais abrangente.

Quando falo do Trauma Psicológico refiro-me, concretamente, ao dano emocional


ocorrido na infância e adolescência, em resultado de uma experiência ou série de
experiências traumáticas vividas e que afectam a personalidade e o comportamento do
indivíduo para toda a vida. Mas, também é verdade que o dano emocional pode resultar
das emoções experimentadas no útero materno, se tivermos em consideração que uma
mãe depressiva e ansiosa tende a passar ao feto a sua desordem psicológica. Os
sintomas de pânico, inquietação, angústia, raiva, medo e desespero, são transmitidos ao
frágil ser que a mãe transporta no ventre, porque o feto faz parte do seu universo
corporal. Por conseguinte, o dano emocional pode advir do período da gestação e, nessa
sequência, existe a forte probabilidade da criança vir a nascer hiperactiva (ansiosa e
depressiva). Não se trata, portanto, de uma hereditariedade genética, mas, sim, de uma
desordem psicológica da mãe que, em função das circunstâncias vividas, a transferiu ao
feto.

Devemos entender que a criança funciona como uma esponja e todo e qualquer
acontecimento que produza medo intenso permanecerá perpetuado na memória
subconsciente para o resto da vida. A criança de tenra idade absorve os medos porque
não tem uma estrutura intelectual que lhe permita descodificar os temores incutidos.
Essa falta de compreensão analítica é responsável (por ex.) pelo medo que ela tem do
escuro ou do papão, desde que alguém lhe tenha suscitado esses receios, mas se nunca a
amedrontaram com essas situações, então a criança lidará bem com o escuro e com o
papão. A verdade é que em resultado destes “simples” medos, mais tarde, em idade
adulta, surgem alguns distúrbios no padrão do sono, sem que a pessoa compreenda a
razão pela qual tem receio de adormecer no escuro, nalguns casos, por temor a algo que
possa estar escondido no seu quarto. Esta fobia tem as suas raízes no passado e,
conforme expliquei, resulta dos medos incutidos.

É até admissível que as pessoas não dêem grande importância aos danos emocionais
oriundos da infância, apesar de sentirem os seus efeitos, julgam que o passado ficou
para trás e se desvaneceu com o passar do tempo. Essa forma de pensamento é
incorrecta, mas perfeitamente justificada pela falta de compreensão que têm a respeito
dos mecanismos da mente humana.