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APOSTILA DE AUDITORIA

APOSTILA DE AUDITORIA

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Auditoria

Adriano Cisneiros

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ÍNDICE
CAPÍTULO 1 – AUDITORIA Definição Formas Auditoria geral Auditoria parcial Auditoria limitada Auditoria Integral Auditoria por testes Auditoria permanente Auditoria Eventual Auditoria de balanços com fim específico Auditoria de acordo com o fim a que se destina Auditoria Externa Auditoria Interna Regulamentação da auditoria Externa Regulamentação da auditoria Interna Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 2 – NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE Introdução Normas Relativas a pessoa do auditor Competência técnico-profissional Independência Responsabilidade Honorários Sigilo Responsabilidade pela utilização do trabalho do auditor interno Responsabilidade pela utilização do trabalho de especialistas Informações Anuais ao Conselho Regional de Contabilidade Educação continuada Exame de competência profissional Normas relativas a execução dos trabalhos Conceituação e Objetivos da auditoria independente Relevância Supervisão e controle de qualidade Continuidade normal das atividades da entidade Processamento eletrônico de dados Estimativas contábeis 5 5 5 6 6 6 6 6 6 7 7 7 8 8 9 12

13 13 13 14 15 15 16 17 17 17 18 18 19 20 20 22 23 24

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Auditoria
Adriano Cisneiros

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Transações com partes relacionadas Carta de responsabilidade da administração Contingências Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 3 – CONTROLES INTERNOS Conceitos Classificação quanto a função Classificação quanto a natureza Princípios Necessidade de avaliação dos controles internos Processo de avaliação dos controles internos Normas Técnicas relacionadas com os controles internos Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 4 – PLANEJAMENTO Conceito Programas de Auditoria Definição Tipos Objetivos Conteúdo do planejamento Cronograma Procedimentos Relevância e planejamento Riscos de Auditoria Pessoal designado Horas estimadas para execução dos trabalhos Supervisão e revisão Indagações Revisões do planejamento Normas técnicas relacionadas com o planejamento Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 5 - AMOSTRAGEM Normas técnicas Característica da Amostra Amostragem estatística e não estatística

25 25 25 27 33

34 34 34 35 35 36 36 39 44

45 45 46 46 47 47 47 47 47 48 48 48 49 49 51 51

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Adriano Cisneiros

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Amostragem por estratificação Amostragem por conglomerado Números aleatórios Números sistemáticos Estratificação da população Amostragem grupal Seleção direcionada Seleção aleatória Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 6 –PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA Normas técnicas relacionadas sobre os procedimentos de auditoria Evidências Técnicas Auditoria das disponibilidades Auditoria do contas a receber Auditoria dos estoques Auditoria dos Investimentos Auditoria do ativo imobilizado Auditoria do Passivo exigível Auditoria das contas de resultado Eventos subseqüentes Normas técnicas sobre eventos subseqüentes Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 7 – PAPÉIS DE TRABALHO Introdução Normas relativas aos papéis de trabalho Objetivos Arquivamento Normas gerais para preenchimento dos papéis de trabalho Sinais e símbolos usados nos papeis de trabalho Referências Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 8 - FRAUDES E ERROS Fraude Erro Normas técnicas relacionadas com a fraude e o erro
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53 53 53 54 54 54 55 55 56 58

59 60 61 64 65 66 67 68 68 69 70 71 74 89

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PARECERES E RELATÓRIOS Relatórios Tipos de relatórios Normas relativas ao parecer do auditor independente Questões de concursos públicos Respostas Anexo Anexo Anexo Anexo Anexo 12345NBCT 14 Interpretação técnica 04 Interpretação técnica 01 Código de Ética dos Contabilistas NBCT 12 CAPÍTULO 1.DEFINIÇÕES “Auditoria é o exame de demonstrações e registros administrativos” (Arthur W.AUDITORIA 1.RISCOS E RELEVÃNCIA Definição Normas técnicas relativas ao Risco de Auditoria Relevância Risco inerente Risco de controle Risco de detecção Modelo de risco de auditoria Risco de amostragem Avaliação dos Riscos de controle Risco de negócio do Auditor Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 10 .Auditoria Adriano Cisneiros . Responsabilidade Detecção Limitações inerentes à auditoria Efeitos da fraude e do erro no Parecer Comunicação da fraude e do erro a administração Comunicação da fraude e do erro a terceiros Renúncia ao trabalho Questões de concursos públicos Respostas CAPÍTULO 9 . 99 100 100 101 101 101 101 102 103 104 104 105 106 106 106 107 108 108 108 109 113 114 114 115 123 131 132 139 144 150 156 4 . Wolmens).

b) Auditoria parcial Realizada em apenas uma das demonstrações contábeis. ao fim da qual o auditor emite um parecer sobre as demonstrações contábeis em conjunto e os registros que as originaram.1 DE ACORDO COM A EXTENSÃO DOS TRABALHOS a) Auditoria geral Realizada sobre todos os componentes do patrimônio e sobre todas as operações de um exercício. 2. “ Auditoria é a técnica contábil do sistemático exame dos registros. quer formados quer em processo de formação” ( A. conferir custos etc. livros. ou atos de gestão e com objetivos especiais.Auditoria Adriano Cisneiros . aplicados no exame de registros e documentos. È um conjunto de procedimentos técnicos que mediante o exame de documentos. ou em livros. Raul e Catella). FORMAS DE AUDITORIA A auditoria pode apresentar formas diversas. e na obtenção de informações e confirmações. Podem ser assim classificadas : 2. visando apresentar conclusões. verificar o cumprimento de obrigações fiscais. tais como : determinar o valor real do patrimônio líquido. “A auditoria é a técnica que através de procedimentos específicos. apurar erros e fraudes. relacionados com o controle do patrimônio de uma entidade objetiva obter elementos de convicção que permitam julgar se os registros contábeis foram efetuados de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e normas de contabilidade e se as demonstrações contábeis refletem adequadamente a situação econômica-financeira do patrimônio e os resultados do período e as demais situações nelas demonstradas ( Hilário Franco)”. registros e processos visam a emissão de uma opinião. 5 . inspeções. críticas e opiniões sobre situações patrimoniais e aquelas dos resultados. Lopes de Sá). “ A Auditoria propriamente dita consiste na revisão sistemática dos registros contábeis de uma empresa ou organismo econômico de qualquer tipo” ( Soeane. com características próprias.

não são aplicados rigorosamente as normas e procedimentos usualmente recomendados e exigidos pelo Conselho Federal de Contabilidade.Auditoria Adriano Cisneiros . Auditoria Periódica é aquela em que o programa de trabalho prevê visitas periódicas a entidade.DE ACORDO COM A PROFUNDIDADE DOS EXAMES: a) Auditoria Integral Compreende o exame de todos os registros e documentos contábeis. considerada suficiente para que faça juízo sobre a exatidão e a legitimidade dos elementos examinados. É aquela realizada por auditoria interna. documentos e controles internos. c) Revisão limitada A revisão limitada é uma auditoria geral em que. os auditores estão constantemente realizando seus trabalhos. Pode ser continuada ou periódica. 2. b) Auditoria por testes Realizada quando o auditor examina uma percentagem dos registros contábeis. b) Auditoria eventual ou especial È aquela que se realiza com fim específico .4. c) Auditoria de balanços com fim específico È aquela que tem por objetivo apenas as demonstrações contábeis periódicas 2.3-DE ACORDO COM A SUA NATUREZA a) Auditoria Permanente Como o próprio nome indica é aquela realizada permanente. 6 . ou seja. bem como de todos os controles internos da empresa (equivale a uma perícia) com o propósito de descobrir erros e fraudes. sem caráter permanente. podendo ser geral ou parcial. A Auditoria permanente continuada é aquela em que o programa de trabalho visa ao exame contínuo e permanente das operações e dos controles internos.2. 2.DE ACORDO COM O FIM A QUE SE DESTINA a) Acautelar interesses dos acionistas e investidores.Pode ser contratada com empresas de auditoria. devido a urgência ou outra razão.

eficácia e economicidade do desempenho da gestão (Auditoria operacional) e da utilização dos recursos.Integridade e confiabilidade das informações. .Eficiência. b) Auditoria Interna È aquela exercida por empregado da própria empresa. planos. Julgar concessão de créditos. 7 . normas. sem vínculo de emprego com a entidade auditada e que poderá ser contratado para auditoria permanente ou eventual. em caráter permanente e tem por missão básica assessorar a administração.5-DE ACORDO COM AS RELAÇÕES DO AUDITOR COM A ENTIDADE AUDITADA : a) Auditoria Externa (Auditoria Independente) È realizada por profissional liberal. registros e dos sistemas estabelecidos para assegurar a observância de políticas. Apurar o valor real do patrimônio líquido da entidade. Confirmar a exatidão de demonstrações contábeis. assim como a exatidão dos ativos e passivos.Adequação e eficácia dos controles internos. Avaliação de desempenho administrativo ( Auditoria operacional) 2. através do exame da : . regulamentos e sua efetiva utilização. leis. dos procedimentos e métodos para a salvaguarda de ativos e a comprovação de sua existência. Dar cumprimento a obrigações fiscais. . metas. Atender a exigências legais. procedimentos.Auditoria Adriano Cisneiros . auditor independente. b) c) d) e) f) g) h) i) Permitir melhor controle administrativo. Apurar erros e fraudes. Os auditores podem se associar formando as sociedades profissionais (sociedade simples).

também é exclusivo de Contador ( Resolução CFC (781/95). 3.2-Auditoria Interna O exercício de funções de Auditor Interno. QUADRO COMPRARATIVO DAS CARACTERÍSTICAS DA AUDITORIA INTERNA E EXTERNA PROFISSIONAL OBJETIVO FINALIDADE AUDITORIA INTERNA Empregado da empresa Exame de processos (operacionais. o registro na Comissão de Valores Mobiliários . que não envolve exame de registros contábeis). Para a realização de Auditoria Independente em sociedades anônimas de capital aberto é necessário. 8 .CVM ( Instrução CVM 308/99). também. exceto a Auditoria Operacional.1 –Auditoria Externa A Auditoria Externa é de exercício exclusivo de contador devidamente Registrado no Conselho Regional Contabilidade ( Resolução CFC 821/97).civil e criminal Maior Menor Periódico RELATÓRIO GRAU DE INDEPENDÊNCIA INTERESSADOS RESPONSABILIDADE ÁREAS COBERTAS PELO EXAME INTENSIDADE DOS TRABALHOS CONTINUIDADE 3-REGULAMENTAÇÃO DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL 3. Contábeis e sistêmicos) Promoção de melhorias nos controles da empresa de forma a assegurar proteção ao patrimônio Recomendações de controle interno e eficiência administrativa Menos amplo A empresa Trabalhista Menor Maior Contínuo AUDITORIA EXTERNA Prestador de serviço Demonstrações contábeis Opinar sobre as demonstrações contábeis Parecer e Carta Comentário Mais amplo A empresa e o público Profissional.Auditoria Adriano Cisneiros .

elaboração e avaliação dos registros contábeis. proporcionar à empresa uma razoável garantia de promover eficácia nas suas operações é denominado: a) b) c) d) e) auditoria das demonstrações contábeis. auditoria interna é atribuição privativa de contadores. auditoria operacional e financeira. supervisão e controle de qualidade. 3. 2. sistema de orçamento e gastos. (AFTN/98) Assinale a opção correta: a) O auditor interno não deve prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou órgão equivalentes do empregador. abaixo.Auditoria Adriano Cisneiros . entre outras. QUESTÕES DE PROVAS DE CONCURSOS 1. apuração correta do lucro do exercício. (AFTN/96) A principal finalidade de uma auditoria contábil é: a) b) c) d) e) elaboração de demonstrativos contábeis. 9 . (AUDITOR-ECT/98) A auditoria interna é necessária pelos motivos. 4. d) O dever de manter sigilo encerra-se 3 anos após terminado o vínculo empregatício do auditor interno. (AFTN/98) O processo que tem por finalidade. maior ênfase às normas e/ou procedimentos internos. dificuldade de o proprietário supervisionar pessoalmente as principais operações. atuação em outras áreas não relacionadas com a contabilidade. c) De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade. b) A utilização de trabalho de especialistas provoca perda de autonomia do auditor interno. EXCETO um Indique-o: a) b) c) d) e) realização do exame das demonstrações contábeis. e) O conhecimento da execução orçamentária não é um fator relevante para os trabalhos do auditor interno. confirmação dos registros e demonstrações contábeis. conferência física dos elementos do ativo. sistema contábil e de controle interno. obtenção de uma auditoria mais periódica e preventiva.

d) II – I – II – I – II – I. Neste caso. b) I – II – I – II – I – II. emitir parecer sobre as demonstrações contábeis. vigiar os funcionários da empresa. 6-(CRC-RJ/99) Um dos principais objetivos do auditor interno é: a) b) c) d) e) examinar a integridade. Principalmente. à verificação da observância e do cumprimento dos preceitos legais vigentes. b) evitar a sonegação de impostos. ( ( ( ( ( ( ) ) ) ) ) ) Emprego da empresa auditada. c) funcionar como órgão de assessoria e controle da empresa. adequação e eficácia dos controles internos.Auditoria Adriano Cisneiros . d) e) 9-(AUDITOR – ECT/98) Você está redigindo o relatório de auditoria interna numa área operacional. examinar a demonstração do resultado do exercício e emitir seu parecer. Contrato de prestação de serviço. e não apenas se ele existe em conformidade com as normas. 7. A seqüência correta é: a) I – II – I – II – I – I. e) II – II – I – II – I – I. Recomendações para melhoria dos controles internos. orientar a direção da empresa para que seus produtos tenham melhor aceitação pelos clientes. é correto afirmar que esse tipo de auditoria visa: a) ao exame dos controles internos e à avaliação da eficiência e eficácia da gestão. o relatório: 10 . examinar as demonstrações contábeis e emitir a sua opinião. e coloque (I) para auditoria interna e (II) para auditoria externa. e a nova diretoria assumiu há poucos dias.(CRC-RJ/98) A atividade fundamental do auditor independente é: a) b) c) d) e) orientar o diretor financeiro da empresa auditada. promover a melhoria nos controles da gestão dos recursos e em outros controles internos. Os usuários do trabalho são a empresa e o público em geral.(AUDITOR-ECT/98) Analise os itens abaixo. c) II – I – I – II – I – II. Avaliação da eficácia e eficiência da gestão. 8-(UNB – AFCE-TCU/98) Considerando que a auditoria interna ou operacional busca conhecer funcionalidade do sistema. expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. 5. solucionar todas as situações de fraudes realizadas dentro da empresa. conferir a conta “caixa’’. A Empresa sofreu uma profunda reestruturação societária. localizar fraudes que estejam ocorrendo. relativos a encargos trabalhistas e tributários.

Balanço Social e Demonstração do Resultado do Exercício. Todos os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias foram possíveis. questionários de controle interno. não poderá conter qualquer recomendação. seguindo o Código de Ética do Contabilista o auditor pode aceitar o trabalho. a) b) c) d) e) deverá ter protelada a sua emissão. Demonstração do Resultado do Exercício. registros e dados contábeis. 12. A entidade auditada não impôs nenhuma restrição de acesso às informações. 10-( AFRF/2000) Assinale a opção que contenha demonstrativos divulgados pelas companhias abertas no Brasil e que devem ser. Balanço social. conclusões sobre o trabalho realizado. com o intuito de apresentarem: a) b) c) d) e) questionários à alta administração. o auditor deve recusar o trabalho. Demonstração do valor Adicionado e Demonstração do Fluxo de Caixa. desde que emita parecer com ressalva. de acordo com a legislação societária: a) b) c) d) e) Balanço Patrimonial. indicadores de controle interno. o relatório do auditor será emitido na denominada “forma longa”. 11 .(CGM-RJ/99) Os relatórios de auditoria operacional visam descrever os trabalhos planejados. não poderá ser encaminhado à diretoria. objeto da opinião de auditores independentes. Balanço Patrimonial.Auditoria Adriano Cisneiros . (CVM/2001) Um auditor foi contratado para opinar somente sobre o balanço patrimonial e não sobre as demais demonstrações contábeis. Nesta situação: a) b) c) d) e) caracteriza-se uma limitação na extensão dos trabalhos. Demonstração do valor Adicionado e Demonstração do Fluxo de Caixa. Balanço Social e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. 11. configura-se somente um trabalho de auditoria de objetivo limitado. Demonstração do Resultado do Exercício e Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos. Balanço Patrimonial. indicadores de performance. não poderá ser utilizado para iniciar a avaliação do órgão de Auditoria Interna. poderá conter exuberância de detalhes. obrigatoriamente.

1-B 2-B 8-CECCE 9-B 3-C 10-A RESPOSTAS 4-A 5-B 11-B 12-B 6-A 13-D 7-B 14-A 12 . aos acionistas da empresa. revisar integralmente os registros contábeis. 13.(ESAF/FPS/2002) É uma característica da auditoria interna: a) b) c) d) e) manter independência total da empresa. a gerência comercial da empresa.(ESAF/FPS/2002) O objetivo geral da auditoria interna é atender: a) b) c) d) e) a administração da empresa. emitir parecer sobre as demonstrações financeiras. existir em todas empresas de capital aberto. à auditoria externa da empresa. à gerência financeira da empresa.Auditoria Adriano Cisneiros . 14. ser sempre executada por profissional liberal.

CAPÍTULO 2.NBCT11.Antes de aceitar o trabalho. deve ter conhecimento da atividade da entidade auditada.NBCP2. deve manter seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. . dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação específica aplicável à entidade auditada.NBCT12-Normas de Auditoria Interna 2-NORMAS RELATIVAS A PESSOA DO AUDITOR INDEPENDENTE “NBC P 1 – NORMAS PROFISSIONAIS DE AUDITOR INDEPENDENTE”. da complexidade das operações. que possam ter efeitos relevantes sobre a posição patrimonial e financeira da entidade. As NBCs se dividem em normas profissionais e normas técnicas. para assumir a responsabilidade por uma auditoria das demonstrações contábeis. na função de auditor independente. e o parecer a ser por ele emitido sobre as demonstrações contábeis. o auditor deverá obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada. mediante avaliação junto à administração.NBCP3. 1– COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL O contador. das técnicas contábeis. de forma suficiente para que lhe seja possível identificar e compreender as transações realizadas pela mesma e as práticas contábeis aplicadas. .Conselho Federal de Contabilidade que edita as NBCs .NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE 1-INTRODUÇÃO Como a auditoria contábil é uma atribuição privativa de contabilista é regulamentada pelo CFC.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Financeiras. No momento somente nos interessam as seguintes : . da legislação inerente à profissão.Normas Profissionais de Auditor Interno As NBCTs – Normas Brasileiras de Contabilidade Técnicas estabelecem conceitos doutrinários. As NBCPs .Normas Brasileiras de Contabilidade Profissionais são aquelas que estabelecem regras de exercício profissional e são dividas da seguinte forma : . – O auditor. especialmente na área de auditoria.Normas Brasileiras de Contabilidade. da estrutura organizacional.Auditoria Adriano Cisneiros .Normas Profissionais de Perito Contábil . e do grau de exigência requerido para a realização do trabalho de 13 .Normas Profissionais de Auditor Independente . regras e procedimentos aplicados de contabilidade.NBCP1.

com administradores.Pais. não podendo deixar-se influenciar por fatores estranhos. .função ou cargo incompatível com a atividade de auditoria independente. auditoria. suas coligadas.2. Parentesco por afinidade até 2º grau. .2. bisnetos Parentesco consangüíneo colateral até 3º Grau. acionistas.2. o auditor que tenha tido.2. sem limites de grau. na forma que vier a ser definida pelos órgãos reguladores e fiscalizadores. compreendida a intermediação de negócios de qualquer tipo e a realização de empreendimentos conjuntos. efetiva ou aparente. 14 . em relação à entidade auditada. ou substancial interesse financeiro indireto. de modo a poder avaliar se está capacitado a assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado. controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico: .2. ainda que esta relação seja indireta. no período a que se refere à auditoria ou durante a execução dos serviços. . nos dois últimos anos. em linha colateral até o 3º grau e por afinidade até o 2º grau.2– INDEPENDÊNCIA 1.irmãos e sobrinhos e tios.O auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. sócios ou com empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos negócios ou sejam responsáveis por sua contabilidade.Cônjuge Parentesco consangüíneo em linha reta.interesse financeiro direto. Vínculo conjugal.participação direta ou indireta como acionista ou sócio. administrador ou colaborador assalariado. Esta avaliação deve ficar evidenciada de modo a poder ser comprovado o grau de prudência e zelo na contratação dos serviços. de sua independência.1– O auditor deve ser independente. 1. por preconceitos ou quaisquer outros elementos materiais ou afetivos que resultem perda.(pais. em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. 1. netos. irmãos e filhos do cônjuge) . . bisavós. e .fixado honorários condicionais ou incompatíveis com a natureza do trabalho contratado. Avós. 1.Auditoria Adriano Cisneiros .qualquer outra situação de conflito de interesses no exercício da auditoria independente. controladas. imediato ou mediato.3-O auditor deve recusar o trabalho ou renunciar à função na ocorrência de qualquer das hipóteses de conflitos de interesses previstos no item 1.vínculo conjugal ou de parentesco consangüíneo em linha reta. . filhos. contemplada a utilização de especialistas noutras áreas.2– Está impedido de executar trabalho de auditoria independente.relação de trabalho como empregado.

elaborada antes do início da execução do trabalho que também contenha: . 15 .a descrição dos serviços a serem realizados. inclusive. considerando os seguintes fatores: .as condições de pagamento dos honorários. caso não tenha feito ressalva específica em seu parecer.3– RESPONSABILIDADES DO AUDITOR NA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS – O auditor deve aplicar o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões.a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. e . 1. e o custo do serviço a executar.Auditoria Adriano Cisneiros .4– HONORÁRIOS 1.que o trabalho será efetuado segundo as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e as presentes normas. mediante.a relevância. afetarem as demonstrações contábeis de forma relevante. 1. se for o caso. o auditor independente deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. como serão cobrados os custos de viagens e estadas. .o número de horas estimadas para a realização dos serviços. a complexidade do serviço. – Quando eventuais distorções. . . e .os relatórios a serem emitidos. inclusive referências às leis e regulamentos aplicáveis ao caso. cabe ao auditor independente. . – Ao opinar sobre as demonstrações contábeis o auditor deve ser imparcial. que seus exames foram conduzidos de forma a atender as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis e as presentes normas.o lugar em que os serviços serão prestados.6. o vulto.o prazo estimado para realização dos serviços. fixando. Todavia. a exibição de seus papéis de trabalho às entidades referidas no item 1. . por fraude ou erro. habitual ou permanente. . 1.2– Os honorários deverão constar de carta-proposta ou documento equivalente. – O exame das demonstrações contábeis não tem por objetivo precípuo a descoberta de fraudes.1– O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários mediante avaliação dos serviços.a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual.4.5. demonstrar.4.

6– SIGILO 1. 1. 1. que contenha de forma clara e objetiva os limites das informações a serem fornecidas.3– A inobservância de qualquer dos itens referidos nos itens 1.6. sob nenhuma circunstância.2– O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada.Comissão de Valores Mobiliários.O auditor. sob pena de infringir o sigilo profissional. 1.1 e 1. 1. quando o trabalho for realizado em entidades sujeitas ao controle daqueles organismos. .6.2 constitui infração ao Código de Ética do Contabilista. pela administração da entidade. papéis de trabalho. 1.6. por escrito e fundamentadamente.Seguradoras 1. deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho.5– GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO (Estudado em capítulo próprio) 1. das presentes normas e demais normas legais aplicáveis. a documentação. de modo a demonstrar que o trabalho foi realizado de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. com poderes para tanto. pela entidade auditada.SUSEP. sem autorização expressa da entidade.na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores.na relação entre o auditor e demais terceiros.:Órgãos Reguladores e Fiscalizadores e as atividades específicas .Banco Central do Brasil.BACEN.Auditoria Adriano Cisneiros . deverá fornecer as informações que forem julgadas necessárias ao trabalho do auditor independente que o suceder.6.na relação entre os auditores.Instituições Financeiras . quando previamente autorizado.4. por escrito.Mercado de Capitais . . não as divulgando.CVM.Superintendência de Seguros Privados. relatórios e pareceres.1– O sigilo profissional deve ser observado nas seguintes circunstâncias: . quando previamente autorizado pela administração da entidade auditada.O auditor.4. quando solicitado. e . incluindo a fase de pré-contratação dos serviços.6– Os contadores designados pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade para efetuarem a fiscalização do exercício profissional deverão ter competência 16 .3– O auditor somente deverá divulgar a terceiros informações sobre a entidade auditada ou sobre o trabalho por ele realizado.6. 1. pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabilidade.na relação entre o auditor e a entidade auditada.4. as quais serviram de base para emissão do último parecer de auditoria por ele emitido.4. caso seja autorizado. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. bem como pelos órgãos reguladores e fiscalizadores de atividades específicas. Obs.5.6. por escrito.

para os contadores designados pelos organismos referidos no item 1. 1. bem como os casos onde o faturamento de outros serviços prestados aos mesmos clientes de auditoria.para os Conselheiros do Conselho Federal de Contabilidade e dos Conselhos Regionais de Contabilidade.8– RESPONSABILIDADE PELA UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE ESPECIALISTAS 1. para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.7. contribuir para a realização dos trabalhos.7– RESPONSABILIDADE PELA UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DO AUDITOR INTERNO 1.6. 1. na função de auditor interno.Auditoria Adriano Cisneiros .8.2– Quando solicitado. mesmo após o término do vínculo empregatício ou funcional. quando tal fato for mencionado em seu parecer. até 30 de junho de cada ano. mesmo quando o contador. 1. ao Conselho Regional de Contabilidade. cuja sede seja a da jurisdição do respectivo Conselho.6. quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada. mesmo após terminados os compromissos contratuais.5. 1.1– O auditor pode utilizar especialistas legalmente habilitados como forma de contribuir para a realização de seu trabalho.9. 1. a relação de seus clientes e outras informações necessárias à fiscalização da atividade de auditoria 17 .para os auditores. mantendo integral a sua responsabilidade profissional.a relação dos nomes do seu pessoal técnico existente em 31 de dezembro do ano anterior. sem vínculo empregatício.8– O dever de manter o sigilo prevalece: . e que o objeto do trabalho seja a auditoria independente. ultrapassarem. 1. técnico-profissional similar à requerida ao auditor independente para o trabalho por ele realizado e assumirão compromisso de sigilo profissional semelhante.1– A responsabilidade do auditor não será modificada. 1.2– A responsabilidade do auditor fica restrita à sua competência profissional.6. .1– O auditor deverá enviar. na média dos últimos 3 anos.9– INFORMAÇÕES ANUAIS AOS CONSELHOS REGIONAIS DE CONTABILIDADE 1.9. e . na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade: .as informações sobre os seus clientes. e . o auditor deverá disponibilizar e fornecer. mesmo após o término dos respectivos mandatos.7– Os organismos profissionais assumirão a responsabilidade civil por perdas e danos que vierem a ser causados em decorrência da quebra de sigilo pelos profissionais por eles designados para o exame dos trabalhos desenvolvidos pelos auditores. no prazo de trinta dias.8. . os honorários dos serviços de auditoria.a relação de seus clientes cujos honorários representem mais de 10% do seu faturamento anual. realizado em demonstrações contábeis relativas aos exercício encerrado até o dia 31 de dezembro do ano anterior.

independente. Entidades Fechadas de Previdência Privada.9.11– EXAME DE COMPETÊNCIA PROFISSIONAL 1. deverá submeter-se a exame de competência profissional. 1.3– A relação de clientes referida no item 1. Estaduais e Municipais).10– EDUCAÇÃO CONTINUADA 1. no exercício de sua atividade. O Conselho Federal de Contabilidade exige que o auditor independente e os contadores que compõe o seu quadro funcional técnico cumpram no mínimo as seguintes horas de educação continuada : a) em 2003 12 horas. nos termos previstos nestas normas.10.4. Instituições Financeiras.As informações prestadas aos Conselhos Regionais de Contabilidade serão resguardadas pelo sigilo. e demais entidades autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.Auditoria Adriano Cisneiros . Administradoras de Consórcio. Empresas Públicas. direto ou indireto. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade. empresas Estatais (Federais.1 – O auditor independente.1– O auditor independente.2 deverá identificar as Companhias Abertas. para poder exercer sua atividade. 1.9. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade. sociedade por ações de capital fechado com mais de 100 acionistas e as sociedades limitadas que tenham o controle societário. b) em 2004 24 horas c) em 2005 36 horas 1. das entidades referidas neste item.9.” 18 . Entidades autorizadas a funcionar pela SUSEP – Superintendência de Seguros Privados. Fundos de Investimento. 1.11. deverá comprovar a participação em programa de educação continuada.

1.1.Auditoria Adriano Cisneiros .1.1.Responsabilidade na execução dos trabalhos IV.3 – O parecer do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa.Independência III.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INDEPENDENTE 11. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 11.1. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes. NORMAS RELATIVAS A PESSOA DO AUDITOR ICompetência técnico-profissional II.3 – PAPÉIS DE TRABALHO (Serão estudados em capítulo próprio) 11.Responsabilidade pelo uso de serviços do auditor Interno VIII. 11. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e.1. 11. garantia de viabilidade futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios. 11.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (Serão estudados em capítulo próprio) 11.Guarda da documentação VI. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. tanto em termos de conteúdo quanto de forma.1.4 – FRAUDE E ERRO (Serão estudados em capítulo próprio) 19 .Informações anuais aos CRC X.Sigilo VII.Responsabilidade pelo uso de serviços de especialistas IX.1 – A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. 11. nestas normas denominado auditor.Exame de competência profissional 3-NORMAS RELATIVAS A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS “NBC T 11 – NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11.1– Na ausência de disposições específicas. constante do parecer.4 – O parecer é de exclusiva responsabilidade de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade.1.1. prevalecem as práticas já consagradas pela Profissão Contábil. a legislação específica.1. 11. pois.1.1.Educação continuada XI.1.2 – Salvo declaração expressa em contrário.1.1.Honorários V. no que for pertinente. para o entendimento dos usuários.

20 .4.2. No caso do auditor atuar sem a colaboração de assistentes. o controle da qualidade é inerente à qualificação profissional do auditor. d) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e os objetivos dos procedimentos técnicos alcançados.2. 11.2.2. 11.2 – RELEVÂNCIA 11. e c) determinar a adequação da apresentação e da divulgação da informação contábil. b) avaliar se as tarefas distribuídas à equipe técnica estão sendo cumpridas no grau de competência exigido. 11.4.2. c) resolver questões significativas quanto à aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade e das Normas Brasileiras de Contabilidade. 11.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA (Será estudado em capítulo próprio) 11.4 – Os requisitos que o auditor deve adotar para o controle da qualidade dos seus serviços são os que seguem: a) o pessoal designado deve ter a competência e habilidade profissionais compatíveis com o requerido no trabalho realizado.2. periodicamente. o auditor deve: a) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho.3 – O programa de controle de qualidade deve ser estabelecido de acordo com a estrutura da equipe técnica do auditor e a complexidade dos serviços que realizar. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria.2. b) avaliar o efeito das distorções sobre os saldos.2.4. 11.2.4.1 – Os exames de auditoria devem ser planejados e executados na expectativa de que os eventos relevantes relacionados com as demonstrações contábeis sejam identificados.2 – O auditor deve instituir um programa de controle de qualidade visando avaliar.3 – RISCO DE AUDITORIA (Será estudado em capítulo específico) 11. se os serviços executados são efetuados de acordo com as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas.4 – SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE 11.1 – Na supervisão dos trabalhos da equipe técnica durante a execução da auditoria. 11. denominações e classificação das contas.2.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 11.2 – A relevância deve ser considerada pelo auditor quando: a) determinar a natureza.Auditoria Adriano Cisneiros . e e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos executados e permitem ao auditor fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis.2.2.

segundo horário contratado com a equipe técnica. quanto ao seguintes aspectos: a) capacidade de atendimento ao cliente.5 – O controle de qualidade do auditor inclui a avaliação permanente da carteira dos clientes. supervisionar e revisar o trabalho em todas as suas etapas. de modo a garantir aos usuários de seus serviços a certeza razoável de que o trabalho foi realizado de acordo com as normas de controle de qualidade requeridas nas circunstâncias.4. e d) o auditor deverá planejar. e c) integridade dos administradores do cliente.4.2. b) o pessoal designado deve ter o nível de independência e demais atributos definidos nas Normas Profissionais de Auditor Independente para ter uma conduta profissional inquestionável.2. 11. b) grau de independência existente.Auditoria Adriano Cisneiros . de modo a resguardar a independência do auditor responsável pela execução dos serviços. b) a independência em relação aos clientes deve abranger toda a equipe técnica que trabalhar para o cliente. em face da estrutura existente. 11. em relação às horas contratadas com os clientes. 21 . c) o trabalho de auditoria deverá ser realizado por pessoal que tenha um nível de treinamento e de experiência profissional compatível com o grau de complexidade das atividades da entidade auditada.6 – A avaliação permanente da carteira de clientes deverá ser feita por escrito considerando os seguintes pressupostos: a) a capacidade de atendimento será determinada pela soma das horas disponíveis. e d) o auditor independente deverá avaliar a necessidade de rodízio de auditores responsáveis pela realização dos serviços. c) que não há evidências de que a administração do cliente adotou medidas administrativas que possam comprometer o trabalho do auditor.

2.5 – Quando constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade.8. o auditor independente deverá.3 – Caso.CRE. no decorrer dos trabalhos. REVISÃO EXTERNA DE QUALDIDADE PELOS PARES Visando aprimorar o controle de qualidade dos serviços de auditoria.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS (Será estudado em capítulo próprio) 11. especialmente quanto à realização dos ativos. ao analisar os riscos de auditoria.8. deve o auditor aplicar os procedimentos adicionais que julgar necessários para a formação de juízo embasado e definitivo sobre a matéria.2.8.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (Será estudada em capítulo próprio) 11. que visa alcançar desempenho profissional da mais alta qualidade dos auditores que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários CVM.1 – A continuidade normal das atividades da entidade deve merecer especial atenção do auditor.2. mencionar. em parágrafo de ênfase. em seu parecer.Auditoria Adriano Cisneiros .2. e deve ser complementada quando da execução de seus exames.2. o Conselho Federal de Contabilidade emitiu a NBCT-14 ( anexo 1) que estabeleceu o Programa de Revisão Externa de Qualidade pelos Pares.2.4 – Na hipótese de o auditor concluir que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. quando do planejamento dos seus trabalhos.2.2.8. os 22 .2. cujo prazo de nomeação é de três anos) a quem cabe a administração do programa).8. 11.2 – A evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das demonstrações contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. 11. se apresentem indícios que ponham em dúvida essa continuidade. c) A firma ou o auditor. deve avaliar os possíveis efeitos nas demonstrações contábeis. que é integrado por dois representantes do Conselho Federal de Contabilidade e dois representantes do IBRACON (Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (contadores em exercício da auditoria independente. b) O (s) Auditor (es) responsável (eis) pela realização das revisões (auditores revisores). os quais serão selecionados e contratados pelos auditores a serem revisados. objeto da revisão (auditores revisados). que se constitui em processo educacional. 11. Integram o referido programa : a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade . de acompanhamento e fiscalização.8 –CONTINUIDADE NORMAL DAS ATIVIDADES DA ENTIDADE 11. 11.7 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA (Será estudado em capítulo próprio) 11. 11.

10. 2 . e inversões para aumento da capacidade produtiva.10 – PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – PED 11.excessiva participação de empréstimos de curto prazo.não cumprimento de normas legais. 7 . e 3 . c) outras indicações 1 .contingências capazes de não serem cumpridas pela entidade. fornecedor essencial ou financiador estratégico. 11. b) indicadores de operação 1 .índices financeiros adversos de forma contínua.10.2.passivo a descoberto.2.3 – O grau mínimo de conhecimento que o auditor deve ter para planejar. sem a possibilidade de alongamento das dívidas ou capacidade de amortização. 11. O auditor deve dispor de compreensão suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento existentes. 5 .2. pelo menos os seguintes pressupostos deverão ser adotados pelo auditor na análise da continuidade da entidade auditada: a) indicadores financeiros 1 . 11. afetando a organização e os procedimentos adotados pela entidade na consecução de adequados controles internos. 23 .2. licença. 11. dirigir.Auditoria Adriano Cisneiros . a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho.incapacidade de obter financiamentos para desenvolvimento de novos negócios ou produtos.perda de mercado.8. 2 .9 – AMOSTRAGEM (será estudada em capítulo próprio) 11. regulamentares e estatutárias.2.alterações ou renegociações com credores. 10 . 4 . supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas.perda de elementos-chaves na administração sem modificações ou substituições imediatas. franquia.2.retração ou descontinuidade na distribuição de resultados.1 – O uso de PED modifica a forma de processamento e armazenamento de informações.10. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre a mesma. efeitos que tal situação poderá determinar na continuidade operacional da entidade.dificuldades de acertos com credores.mudanças das políticas governamentais que afetam a entidade. 3 . 9 . e 11 .2 – O uso de técnicas de auditoria que demandem o emprego de recursos de PED requer que o auditor as domine completamente. de forma a implementar os próprios procedimentos ou.empréstimos com prazo fixo e vencimentos imediatos. 8 .prejuízos substanciais de operação e de forma contínua. sem possibilidade de renovação pelos credores. se for o caso.dificuldades de manter mão-de-obra essencial para a manutenção da atividade.incapacidade de devedores na data do vencimento. e 3 .posição negativa do capital circulante líquido.6 – Embora não exaustivos. 6 . 2 .

como forma de propiciar a confiabilidade das demonstrações contábeis da mesma. as práticas correntes em entidades semelhantes.11.2 – O auditor deve ter conhecimentos suficientes sobre os controles. 11. 24 . além da análise da fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. b) o exame da estrutura e confiabilidade dos sistemas adotados para o controle e gerenciamento das atividades da entidade. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame.10.Auditoria Adriano Cisneiros .11. b) as entradas de dados nos sistemas que determinam múltiplas transações. deve o auditor verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. as quais não podem ser validadas independentemente. individualmente consideradas. 11. o auditor independente deverá incluir: a) o exame da segurança dos sistemas adotados pela entidade. a coerência destas com o comportamento da entidade em períodos anteriores. especialmente nos registros contábeis. 11.5 – No programa de trabalho para os exames dos sistemas de PED. supervisionar e revisar o trabalho de auditoria desenvolvido em ambiente de PED compreende: a) conhecer suficientemente o sistema de contabilidade e de controle interno afetado pelo ambiente de PED. procedimentos e métodos utilizados pela entidade no estabelecimento de estimativas que resultem em provisões.4 – Quando a comparação entre as estimativas feitas em períodos anteriores e os valores reais destas evidenciar variações significativas.2.2.3 – O auditor deve se assegurar da razoabilidade das estimativas. requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. quando estas forem relevantes. 11.11 – ESTIMATIVAS CONTÁBEIS 11.10.11. Tal procedimento inclui. os planos futuros da entidade. e c) o grau de integração dos sistemas computadorizados com os registros contábeis da entidade. 11.2.2. a conjuntura econômica e suas projeções.2.1 – As estimativas contábeis são de responsabilidade da administração da entidade e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos.2.4 – O planejamento do trabalho em ambiente de PED deve considerar: a) o volume de transações da entidade. e c) estabelecer e supervisionar o nível de provas de controle e de procedimentos substantivos capaz de assegurar a confiabilidade necessária para conclusão sobre os controles internos e as demonstrações contábeis. 11. registradas de forma simultânea. e c) as transações da entidade que são intercambiadas eletronicamente com outras entidades.2. b) determinar o efeito que o ambiente de PED possa ter sobre a avaliação de risco global da entidade e em nível de saldos de contas e de transações.11.

Auditoria Adriano Cisneiros .2. quaisquer transações relevantes que as envolvam. 11. poderá resultar em ganho ou perda para a empresa. com especial atenção àquelas que pareçam anormais ou envolvam partes relacionadas não identificadas quando do planejamento.12. Exemplos: Multas previsíveis por quebra de contratos.2.2 – A carta de responsabilidade deve ser emitida com a mesma data do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis a que ela se refere.2. aplicando os procedimentos necessários à obtenção de informações sobre a finalidade. certas e equivalentes.14.15 – CONTINGÊNCIAS Contingências são situações de risco já existentes e que envolve um grau de incerteza quanto a efetiva ocorrência e que. ações judiciais e reclamações trabalhistas. 11. no decorrer dos trabalhos. das políticas e procedimentos adotados para 25 .15.2 – O auditor deve examinar as transações relevantes com partes relacionadas.2.(vide modelo no anexo 3) 11.14.2.2.14 – CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO 11.1 – O auditor deve obter evidências suficientes para identificar partes relacionadas na fase de planejamento. bem como de lançamentos de tributos em disputa. possibilitando detectar.1 – O auditor deve adotar procedimentos para assegurar-se que todas as contingências passivas relevantes. autuações fiscais. 11. natureza e extensão das transações.13 – TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES (Serão estudados em capítulo específico) 11.2.1 – O auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração quanto às informações e dados e à preparação e apresentação das demonstrações contábeis submetidas aos exames de auditoria. . com a administração da entidade.12 – TRANSAÇÕES COM PARTES RELACIONADAS Partes relacionadas são pessoas físicas ou jurídicas coma as quais a empresa auditada tenha possibilidade de contratar (sentido amplo) em condições que não sejam de comutatividade independência (características das transações com terceiros). 11. decorrentes de processos judiciais.Comutatividade = Característica do contrato que possue prestações recíprocas.2 – Os seguintes procedimentos devem ser executados pelo auditor: a) discussão.2.2.2. em função de um evento futuro. 11. . 11. foram identificadas e consideradas pela administração da entidade na elaboração das demonstrações contábeis. 11.12. reivindicações e reclamações.15.

Papéis de trabalho III. com os advogados e/ou a administração da entidade.3 – NORMAS DO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES “(Serão estudados em capítulo próprio)” NORMAS TÉCNICAS I.3 – O auditor deve adotar os mesmos procedimentos com relação às contingências ativas. d) decidir se os dividendos devem ou não ser distribuídos.Auditoria Adriano Cisneiros . 11. 11. devem ser notas explicativas quando houver a possibilidade de ganhos para a empresa . contudo. c) calcular o imposto de renda devido pela empresa.2. b) avaliar o cumprimento do planejamento e do programa de trabalho. n) Carta de responsabilidade da administração o) Contingências p) Normas do parecer dos Auditores Independentes QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. As contingências ativas (resultam em efeitos positivos no patrimônio) somente são contabilizadas quando efetivamente ganhas(Princípio da Prudência). as funções do auditor incluem: a) avaliar se os trabalhos foram adequadamente documentados e se os objetivos dos procedimentos técnicos foram alcançados. durante a execução dos trabalhos de auditoria. avaliar e contabilizar as contingências passivas. Nessa fase.15.Fraudes e erro IV. (UNB-FISCAL-INSS/97) A supervisão dos trabalhos da equipe técnica é um dos requisitos a serem observados por um auditor. bem como das divulgações a serem feitas nas demonstrações contábeis. das perspectivas no desfecho das contingências e da adequação das perdas contingentes provisionadas.Normas de execução dos Trabalhos a) Planejamento b) Relevância c) Risco de auditoria d) Supervisão e controle de qualidade e) Estudo e avaliação dos controles internos f) Aplicação dos procedimentos de auditoria g) Documentação da auditoria h) Continuidade normal das atividades da entidade i) Amostragem j) Processamento eletrônico de dados k) Estimativas contábeis l) Transações com partes relacionadas m) Transações e eventos subseqüentes. e c) discussão. identificar. b) obtenção de carta dos advogados da entidade quanto à existência de contingências na época da execução dos trabalhos finais de auditoria. e) avaliar se as conclusões obtidas são resultantes dos trabalhos e se permitem-lhe fundamentar 26 .Procedimentos de auditoria II.

c) a auditoria independente deverá ser exercida por técnicos em contabilidade e por contadores registrados no Conselho Regional de Contabilidade. nos últimos dois anos. 3.1 Normas Profissionais de Auditor Independente. por tanto. e) a auditoria independente poderá ser exercida por profissional graduado em economia. sua opinião acerca das demonstrações contábeis. (AFTN/96) Segundo o NBC-P.Auditoria Adriano Cisneiros . através de educação formal. perda efetiva ou aparente da independência do auditor: a) b) c) d) e) vínculos conjugais com administrador da empresa auditada. administração e empresas ou ciências contábeis. 2. relação de trabalho como empregado. d) a auditoria independente poderá ser exercida por quaisquer profissionais treinados e qualificados. registrado no Conselho Regional de Contabilidade. b) a auditoria independente deverá ser exercida somente por Contador. fixação de honorários condicionais à natureza dos trabalhos. participação indireta como acionista da empresa auditada. desde que devidamente treinado. para o exercício da profissão de auditor independente. utilização dos trabalhos dos auditores internos. 27 . (AFTN/96) Indique a assertiva que não configura conflitos de interesses e. é necessário: a) a auditoria independente poderá ser exercida por qualquer profissional.

supervisão. estabelece as seguintes normas: a) b) c) d) e) competência técnico-profissional. cuidado e zelo. entre outras. deve ser objeto de divulgação nas notas explicativas do balanço. à pessoa do contador. cuidado e zelo. c) A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é do auditor. para o entendimento dos usuários.(UNB/AFPS/2001) No que se refere a princípios e normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade julgue os itens seguintes: a) Salvo declaração expressa em contrário. supervisão e imparcialidade. planejamento. resulta em perda efetiva ou aparente da independência do auditor. (AFCE/TCMRJ/2000) “O auditor deve ser independente em todos os assuntos relativos ao seu trabalho “. Entretanto. cuidado e zelo. 5. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. ao parecer do auditor. cuidado e zelo. 7. constante no parecer. competência técnico-profissional. independência. planejamento. compõe um dos aspectos do sigilo profissional por ser mantido. documentação de auditoria.1 Normas Profissionais de Auditor Independente do Conselho Federal de Contabilidade. presume-se que o auditor considera adequadas e suficientes. b) O parecer do auditor independente representa uma significativa garantia de viabilidade futura da entidade e atesta a eficácia de sua administração na gestão dos negócios. relativa: a) b) c) d) e) à supervisão do trabalho do contador. 4. elementos comprobatórios. estabelecimento de honorários condicionados à natureza dos trabalhos contratados: a) b) c) d) e) deve constar na carta de responsabilidade da administração. a administração da entidade também deve atuar de maneira a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos patrimoniais relevantes. à execução do trabalho do auditor. independência. 6. por meio de um planejamento adequado do seu trabalho que garanta um eficiente sistema de controle interno. (AFTN/98) Segundo a NBC-P-1 – Normas Profissionais do Auditor Independente. deve constar na carta-proposta ou documento equivalente do auditor. Instituto Brasileiro de Contadores. (AFTN/96) A NBCP. independência. à pessoa do auditor.Auditoria Adriano Cisneiros . Esta é uma norma de auditoria. o 28 . tanto em termos de conteúdo quanto de forma. avaliação do controle interno. reconhecida e subscrita pelos membros do”.

d) relação de amizade. as suas coligadas. mesmo sem relação de parentesco. não modifica a responsabilidade do auditor. com o contador ou com administradores. controladas. confirmando as informações e dados fornecidos ao 29 . e) função ou cargo incompatível com a atividade de auditor independente. (CVM/2001) O documento emitido pelos administradores da entidade auditada e endereçado ao auditor independente. b) relação de trabalho como empregado. exercício que também será auditado. 11. deverá comprovar a participação em programas de educação continuada. e) o auditor. prevista nas normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade: a) o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. deverá se submeter a exame de competência profissional. sócios ou empregados que tenham ingerência na sua administração ou nos negócios em que sejam responsáveis por sua contabilidade. c) o auditor. Seu irmão deixou a diretoria no início do ano anterior. indique aquela que não se configura como responsabilidade ou dever do auditor independente. 10. controladoras ou integrantes do mesmo grupo econômico: a) vínculo conjugal ou de parentesco consangüíneo em linha reta. com administradores. e) declarar-se impedido.Auditoria Adriano Cisneiros . para poder exercer sua atividade. no período a que se refira a auditoria ou durante a execução dos serviços. (AUDITOR-ECT/98) Um auditor designado para realizar auditoria em uma determinada empresa é irmão de um dos ex-diretores dessa empresa. na função de auditor interno. b) realizar normalmente a auditoria. c) participação direta ou indireta como acionista ou sócio. pois as circunstâncias ferem a norma da competência profissional. está impedido de executar trabalho de auditoria independente o auditor que tenha tido. acionistas. em relação à entidade. 8. até o segundo grau. 9. pois sua competência profissional e experiência garantirão a imparcialidade. O auditor deve: a) realizar normalmente a auditoria. d) a utilização do trabalho de contador. d) declarar-se impedido. c) ressalvar as circunstâncias de parentesco no parecer. b) o uso de trabalho de especialista. nos dois últimos anos. (AFTN/98) Entre as assertivas abaixo. sem limites de grau. em linha colateral. no exercício de sua atividade. administrador ou colaborador assalariado. pois o seu irmão não é mais diretor. restringe a responsabilidade do auditor à sua competência. ainda que essa relação seja indireta. até o terceiro grau e por afinidade. pois as circunstâncias ferem a norma da independência. (UNB – ANALISTA – BACEN/2000) De acordo com a NBC P 1 – Normas Profissionais de Auditor Independente. empregado da entidade auditada.

Zelo Profissional. (AFTN/96) Assinale as normas que se relacionam com a NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis: a) b) c) d) e) Planejamento da Auditoria. opinar sobre o conteúdo do relatório da administração.Auditoria Adriano Cisneiros . Zelo Profissional e Relevância. (AFTN/98) Entre as diversas obrigações do auditor independente contábeis. Risco de Auditoria. de demonstrações 13. denomina-se: a) b) c) d) e) Confirmação de Partes Relacionadas Circularização de Partes Relacionadas Carta de Responsabilidade de Administração Carta de Proposta de Auditoria Carta de Resposta da Administração. elaborar fluxogramas dos sistemas de controle interno. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. 12. auditor. após avaliar o sistema contábil e de controles internos da entidade. consta: a) b) c) d) e) obter carta de responsabilidade da administração. em função do risco de auditoria. as bases de preparação. em montante que não ultrapasse 5% do resultado líquido do exercício. Risco de Auditoria e Relevância. (AFTN/98) As normas de auditoria independente preconizam que a relevância deve ser considerada pelo auditor: a) b) c) d) e) em montante que não ultrapasse 5% do ativo total da entidade auditada. 30 . determinado por amostragem estatística. 14. Controle de qualidade e Zelo Profissional. Relevância e Avaliação dos Controles internos. apresentação e divulgação das demonstrações contábeis submetidas à auditoria. Supervisão. na determinação da natureza. Planejamento da Auditoria. elaborar as notas explicativas às demonstrações contábeis. Independência e Avaliação dos Controles Internos. emitir relatório formal de recomendações. Supervisão e Controle de qualidade.

A cerca desse assunto. d) O auditor interno pode obter provas suficientes para fundamentar suas opiniões através da aplicação de testes substantivo. 16. não prevalecem as práticas já consagradas pela profissão contábil. na elaboração das suas demonstrações contábeis. para não afetar a independência deste último. devidamente registrado em Conselho Regional de Contabilidade. c) o parecer do auditor independente sem ressalva de continuidade representa garantia de viabilidade futura da entidade. b) salvo declaração expressa em contrário. (UNB – FISCAL –INSS/97) O auditor independente.adequação e eficácia dos controles internos da entidade. acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente. o risco de continuidade dos negócios teria de ser nele destacado. e) O auditor interno tem como obrigação assessorar a administração no trabalho de prevenção de fraudes e erros. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes para entendimento dos usuários as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. e nova norma será requerida. formalizadas ou não pelos seus organismo próprios.Auditoria Adriano Cisneiros . de forma clara e objetiva. d) o parecer do auditor independente é o documento mediante o qual ele expressa a sua opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas. julgue os seguintes itens: a) a elaboração das demonstrações contábeis é de exclusiva responsabilidade da empresa auditada. é contratado por uma empresa para emitir parecer acerca de suas demonstrações contábeis. 15. caso contrário. 31 . tanto em termos de conteúdo. por força de exigências legais. dos princípios fundamentais de contabilidade. (AFRF/2000) Assinale a afirmativa falsa: a) A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que examina a integridade. c) o auditor independente é responsável pela elaboração das notas explicativas. pela empresa. constante no parecer. (UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue os itens que se seguem. c) Os trabalhos do auditor interno não podem ser utilizados pelo auditor de demonstrações contábeis. de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis: a) na ausência de disposição específica. b) auditor independente emite sua opinião tendo por base a observância. 17. regulamentares ou estatutárias. quanto de forma. b) A auditoria interna é de competência exclusiva de Contador.

e) omitir seu parecer. 32 . 19. d) seguir as teorias defendidas pela empresa de auditoria e não aceitas pelos organismos próprios. independente de quaisquer práticas realizadas. c) analise dos procedimentos adotados pelos auditores no cumprimento de um razoável critério de seleção de amostras. d) três representantes das empresas de auditoria e três representantes do Conselho Federal de Contabilidade. (ESAF/FPS/2002) O objetivo da revisão pelos pares consiste na: a) explicação de motivos que levaram os auditores a emitir pareceres com ressalva contratados por seus clientes. c) seguir as práticas já consagradas pela Profissão Contábil. c) dois representantes do IBRACON e dois representantes da Comissão de Valores Mobiliários.(ESAF/FPS/2002) A auditoria deve ser realizada consoante os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Contabilidade Na ausência de disposições específicas o auditor deve: a) recusar o trabalho de auditoria e encaminhar relatório consubstanciado para a direção da empresa. ainda que não aceitas pelos órgãos regulamentadores. 18. e) dois representantes da Comissão de Valores Mobiliários e três representantes de AUDIBRA. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. b) avaliação dos procedimentos adotados pelos auditores com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. b) três representantes da Comissão de Valores mobiliário e dois representantes do IBRACON.Auditoria Adriano Cisneiros . 20. ainda que já estejam consagradas pela Profissão Contábil. e) análise da variação de taxas horária média dos três últimos anos praticada pelo auditor. b) seguir as práticas utilizadas pela empresa de auditoria.(ESAF/FPS/2002) O Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade é integrado por: a) dois representantes do Conselho Federal de Contabilidade e dois representantes do IBRACON. d) determinação dos procedimentos indicados pelo auditor revisor quanto a qualidade dos trabalhos executados.

a respeito de procedimentos de auditoria: a)o auditor deve adotar procedimentos para assegurar que todas as contingências relevantes tenham sido identificadas e consideradas pela administração da entidade. b)o auditor deve obter carta que evidencie a responsabilidade da administração. Esse profissional é um: a) engenheiro b) advogado c) atuário d) médico e) administrador 23. obrigatoriamente o auditor necessita do auxílio de um especialista de outra área.(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os itens a seguir. quanto a informações e dados e a preparação e apresentação das demonstrações contábeis. submetidas aos exames de auditoria. principalmente. para aquelas geradoras de novos ativos. 22. relatório da administração. RESPOSTAS 4-D 5-A 12-E 13-A 20-B 21-A 1-CCEEC 2-C 3-B 9-B 10-CCCEC 11-C 17-CCEC 18-C 19-A 6-CEE 14-D 22-C 7-E 15-ECE 23-ECE 8-D 16-C 33 . c)as estimativas contábeis são de responsabilidade dos auditores e se baseiam em fatores objetivos e subjetivos. requerendo a determinação do valor adequado à circunstância. 21. balanço patrimonial.Auditoria Adriano Cisneiros . na elaboração das demonstrações contábeis. relatório de controle interno. (ESAF/FPS/2002) A carta de responsabilidade da administração deve ser emitida com a mesma data do(a): a) b) c) d) e) parecer dos auditores. publicação das demonstrações contábeis.(ESAF/FPS/2002) Num exame de uma entidade de previdência privada. como as hipóteses de recuperações tributárias.

Exemplo : sistema de autorização. Exemplos : Portas detectoras de metais. CAPÍTULO 3 . alarmes de incêndio.Detectivos. . mapas. Exemplo : Manuais de procedimentos e instruções internas.Corretivos. regulamentos e instrumentos de organização administrativa. que formam o sistema de vigilância. formulários. fiscalização e verificação utilizado pelos administradores para exercer o controle sobre os fatos ocorridos na empresa e sobre todos os atos praticados por aqueles que exercem funções direta ou indiretamente relacionadas com a organização. o patrimônio e o funcionamento da empresa” Hilário Franco.2 QUANTO À NATUREZA . Exemplos : Controle de qualidade e programas de treinamentos 34 . Exemplo : Relatórios de Discrepâncias . faturas.1 QUANTO À FUNÇÃO .Administrativos – São aqueles relacionados com o plano de organização.CONTROLES INTERNOS 1-INTRODUÇÃO “Todos os instrumentos da organização destinados a vigilância. papéis. boletins. que permitam prever. fiscalização e verificação administrativa. 2. notas. impressos.Contábeis – São aqueles relacionado com a salvaguarda de ativos e com a validade dos registros contábeis. “São os registros. 2-CLASSIFICAÇÃO Os controles internos podem ser classificados sob vários aspectos. guias.Auditoria Adriano Cisneiros . . livros.Preventivos.São aqueles que funcionam como guias comandando os procedimentos para que os fatos ocorram dentro da previsão . pedidos. Anormalidades e Exceções 3.São aqueles que auxiliam na investigação e correção de fatos não desejados. fichas. observar. documentos.São aqueles que detectam a ocorrência de fatos ou situações não desejadas. . dirigir ou governar os acontecimentos que se verificam dentro da empresa e que produza reflexos em seu patrimônio” Hilário Franco. com os métodos e procedimentos relacionados com a eficiência operacional garantindo o cumprimento das políticas administrativas. ordens internas. sistema de aprovação e segregação de funções.

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4-PRINCÍPIOS DE CONTROLE INTERNO Cada empresa possui suas características de funcionamento, sua estrutura, dimensão, política interna, daí, não pode haver um modelo padrão de controle interno, contudo, cada sistema deve levar em consideração certas diretrizes, as quais podem ser denominadas de princípios : 4.1- Relação custo X benefícios - Antes da implantação do controle a administração deve avaliar se o custo de controle é inferior ao benefício que o controle possa gerar. 4.2- Controles de acesso a ativos -Medidas de proteção física os ativos devem ser protegidos por dispositivos de custódia, tais como : cofres, sistema de alarme, caixas registradoras, dispositivos contra incêndios e etc. 4.3- Atribuição de responsabilidades e delegação de poderes- Devem ser estabelecidos através de normas internas (regimento, estatuto, manuais de procedimento, organogramas e etc.) os limites de responsabilidade e a delegação de competências. 4.4-Limites de alçadas- Devem ser estabelecidos de forma clara e precisa os limites de alçada entre os diversos graus hierárquicos da entidade. 4.5-Segregação de funções- Devem ser atribuídas a pessoas diferentes as tarefas de autorização, execução, controle e contabilização, de forma que nenhuma pessoa, possa cometer uma fraude ou erro e esteja em possibilidade de esconde-los. Exemplo : quem executa a transação ou mantém a guarda de ativos, não deve ter acesso aos registros (contábeis ou não). 4.6-Treinamento e rodízio de funções- Os empregados devem ser adequadamente treinados e levados a efetuarem rodízio de funções, inclusive nas férias dos colegas. 4.7-Formalização de instruções – Os procedimentos, ações e instruções devem estar formalizados em manuais de procedimento ou manuais de rotina. 4.8-Aderência às normas internas- Deve haver o acompanhamento de fatos contábeis e dos procedimentos praticados para que as diretrizes, planos, normas, regulamentos e procedimentos determinados sejam efetivamente cumpridos. 5-NECESSIDADE DE AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS A contabilidade é o principal meio de controle do Patrimônio, contudo ela registra apenas as ocorrências que já alteraram o patrimônio (controle conseqüente), daí, devem existir outros meios de controle para constatar a ocorrência no momento em que ela se verifica (controle concomitante) e para a previsão de fatos antecipadamente (controle antecedente). O auditor ao realizar os seus exames de auditoria, deve revisar e avaliar os controles internos da entidade auditada, pois, quanto mais eficientes e eficazes forem os controles internos mais segurança adquire o auditor externo em relação aos exames que está procedendo com o

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propósito de emitir a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. 6- PROCESSO DE AVALIAÇÃO DOS CONTROLES INTERNOS O processo de avaliação do controle interno se desenvolve em três etapas : 6.1-Etapa do levantamento do controle interno. Através dos manuais de procedimentos, entrevistas com os responsáveis por cada setor da empresa auditada e observação dos procedimentos que estão ocorrendo no momento, o auditor prepara uma narrativa do funcionamento do sistema ou um fluxograma (representação gráfica dos procedimentos de controle internos). Nesta fase também é comum o preenchimento de um questionário padronizado de controle interno (QCIs) onde constam perguntas chaves que devem ser respondidas pelo auditor. 6.2- Avaliação do sistema Nesta etapa do trabalho o auditor avalia o grau de confiança nos controles internos da entidade para determinar a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. Quanto maior for o grau de confiança depositado pelo internos menor será o nível dos testes substantivos. 6.3- Testes de observância Os testes de observância (testes de aderência) são os testes que são realizados com o intuito de se constatar que o sistema funciona tal como descrito. 7-NORMAS TÉCNICAS RELACIONADAS COM O CONTROLE INTERNO “NBCT 11”. 11.2.5 – ESTUDO E AVALIAÇÃO DO SISTEMA CONTÁBIL E DE CONTROLES INTERNOS 11.2.5.1 – O sistema contábil e de controles internos compreende o plano de organização e o conjunto integrado de método e procedimentos adotados pela entidade na proteção do seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros e demonstrações contábeis, e da sua eficácia operacional. 11.2.5.2 – O auditor deve efetuar o estudo e avaliação do sistema contábil e de controles internos da entidade, como base para determinar a natureza, oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria, considerando: a) o tamanho e complexidade das atividades da entidade; b) os sistemas de informação contábil, para efeitos tanto internos quanto externos; auditor no sistema de controles

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c) as áreas de risco de auditoria; d) a natureza da documentação, em face dos sistemas de informatização adotados pela entidade; e) o grau de descentralização de decisão adotado pela administração da entidade; e f) o grau de envolvimento da auditoria interna, se existente. 11.2.5.3 – O sistema contábil e de controles internos é de responsabilidade da administração da entidade; porém o auditor deve efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento, decorrentes de constatações feitas no decorrer do seu trabalho. Ao Final dos trabalhos de auditoria o auditor independente emite um relatório denominado de Carta Comentário onde constam as deficiências do sistema de controle interno e as sugestões para o seu aprimoramento. 11.2.5.4 – A avaliação do sistema contábil e de controles internos pelo auditor deve considerar os seguintes aspectos: a) o ambiente de controle existente na entidade; e b) os procedimentos de controle adotados pela administração da entidade. 11.2.5.5 – A avaliação do ambiente de controle existente deve considerar: O Ambiente de controle “ dá o tom ” de uma organização, influenciando a consciência de controle das pessoas que nela trabalham. È a fundação para os demais componentes de controles internos, fornecendo disciplina e estrutura. Além dos fatores abaixo relacionados, a integridade da administração, os valores éticos e o comprometimento com a competência compõem o ambiente de controle. a) a definição de funções de toda a administração; b) o processo decisório adotado na entidade; c) a estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade; d) as políticas de pessoal e segregação de funções; e e) o sistema de controle da administração, incluindo as atribuições da auditoria interna, se existente. 11.2.5.6 – A avaliação dos procedimentos de controle deve considerar: a) as normas para elaboração de demonstrações contábeis e quaisquer outros informes contábeis e administrativos, para fins quer internos quer externos; b) a elaboração, revisão e aprovação de conciliações de contas; c) a sistemática revisão da exatidão aritmética dos registros; d) a adoção de sistemas de informação computadorizados e os controles adotados na sua implantação, alteração, acesso a arquivos e geração de relatórios; e) os controles adotados sobre as contas que registram as principais transações da entidade; f) o sistema de aprovação e guarda de documentos; g) a comparação de dados internos com fontes externas de informação; h) os procedimentos de inspeções físicas periódicas em ativos da entidade;
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i) a limitação do acesso físico a ativos e registros.Auditoria Adriano Cisneiros . e j) a comparação dos dados realizados com os dados projetados.” 38 .

QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. sistema formal de autorizações de emissões de ordens de pagamento. (AFTN/96) Indique a opção que não representa um ponto forte dos controles internos das disponibilidades financeiras da empresa. carta à administração. utilização de requisições de materiais para produção e consumo. assinatura dos cheques. sistema de Fundo Fixo de Caixa para pagamentos de pequena monta. determinação do ponto mínimo do estoque. controle periódico dos estoques. se assim for o desejo dos administradores da entidade auditada. comfort letter. 3. contagens rotativas ou periódicas. julgue os item a seguir: (certo ou errado) A responsabilidade pela manutenção do sistema de controles internos é da administração da entidade. considerando a execução dos trabalhos de auditoria das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) segregação de funções entre controles bancários e registros contábeis. 39 . de estoque 4. o auditor pode emitir. Identifique a opção que não representa um ponto forte deste sistema de controle interno: a) b) c) d) e) utilização de coletas de preços para aquisições. (AFTN/96) Existem diversos pontos fortes em um sistema de controle internos de estoques eficaz. sempre. 2. mas é dever do auditor recomendar modificações que o seu trabalho evidenciar serem necessárias. contagem física dos cheques emitidos no exercício social auditada. de 1997. (CGM-RJ/99) Após avaliar o sistema de controle interno e identificar aspectos administrativos/operacionais passíveis de melhorias. (AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. carta de gerência. 820. um documento denominado: a) b) c) d) e) parecer interno de auditoria. por duas pessoas independentes. Com base nestas normas. carta-comentário.Auditoria Adriano Cisneiros .

sistema de conferência. controles contábeis. b) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelas compras e pelas contas a receber da empresa. a Segregação de Funções consiste em: a) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelos estoques e pelas finanças da empresa. aprovação e autorização – controle físico sobre ativos. aprovação e autorização – análise das variações entre os valores orçados e os incorridos controles físicos sobre ativos.Auditoria Adriano Cisneiros . limitar o acesso de funcionários aos ativos da empresa.análise das variações entre os valores orçados e os incorridos. aprovação e autorização. 6. controles gerenciais. 5. estabelecer os fluxos internos de documentos. (CRC-RJ/99) O conceito de responsabilidade para fins de controle interno representa: a) b) c) d) e) conferência de todos os cálculos. definir as atribuições de cada funcionário na organização. c) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ser responsável pelas finanças e pelas contas a pagar da empresa. 8. d) estabelecer que um mesmo funcionário não pode ter acesso aos ativos e aos registros contábeis da empresa. (CRC-RS/98) Para fins de controle interno. 7. c) sistemas de conferência. b) segregação de funções – sistemas de conferência. fixar remuneração. e) no ato de segregar empregados com um grau de qualificação e habilidade para o cargo que ocupam na empresa. (CGM-RJ/99) São exemplos de controles de natureza contábil: a) análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos – segregação de funções. controles de ativo fixo. (AFTN/96) O plano de organização e todos os métodos e procedimento diretamente relacionados com a salvaguarda dos ativos e a fidedignidade dos registros financeiros são definição de: a) b) c) d) e) controles administrativos. controles de auditoria.PETROBRAS/98) Entende-se que um bom sistema de controle interno é que se mostra capaz de: aquele 40 . e) análises estatísticas de lucratividade por linha de produtos – segregação de funções . 9. d) segregação de funções – sistemas de conferência. aprovação e autorização – análise das variações entre os valores orçados e os incorridos.(AUDITOR.

verificar a adequação e confiabilidade de seus dados contábeis. controle de qualidade. à eficiência operacional e à obediência às diretrizes administrativas. 13. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. financeiros. com a finalidade principal de: a) determinar a natureza. adotados dentro da empresa para salvaguardar seus ativos. 10. sistema de conferência. somente. o auditor deve efetuar o estudo e a avaliação do sistema contábil e controles internos da entidade. b) verificar se os sistemas funcionam da forma como estão previstos. contábeis. Os exemplos de controle administrativos incluem: a) b) c) d) e) treinamento de pessoal. operacionais e financeiros. o controle interno é “o plano da organização e todos os métodos e medidas coordenados. dificultar a ocorrência de erros e fraude. estudos de tempo e movimentos. 11. organizacionais. operacionais. a oportunidade e a extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. a) b) c) d) e) evitar a ocorrência de erros e fraudes. financeiros e contábeis. minimizar a ocorrência dos erros. prevenir e detectar erros e fraudes. controles físicos sobre ativos.Auditoria Adriano Cisneiros . apurar a ocorrência de erros e fraudes. 41 . principalmente. aprovação e autorização de gastos. (AFTN/96) Na auditoria das demonstrações contábeis.” Esses controles são reunidos em dois tipos: a) b) c) d) e) administrativos e contábeis. contábeis e operacionais. que normalmente se relacionam apenas indiretamente com os registros contábeis e financeiros são: a) b) c) d) e) administrativos.(UNB-FISCAL-INSS/97) O estudo e a avaliação dos controles internos – classificados em controles contábeis e administrativos servem de base para um auditor determinar a natureza.(AFCE/TCMRJ/2000) Os controles que compreendem o plano de organização e procedimentos referentes. financeiros e administrativos. 12. (Contador/TCMRJ/2000) Segundo o AICPA – American Institute of Certifield Public Accountants. promover a eficiência operacional e fomentar o respeito a obediência às políticas administrativas fixadas pela gestão.

(AFTN/98) Assinale a opção que não representa um fator a ser considerado pelo auditor independente. o tamanho e a complexidade das atividades da entidade. no estudo e na avaliação do sistema contábil e de controle interno: a) b) c) d) e) as áreas de risco de auditoria. 42 . a existência de entidades associadas e partes relacionadas. c) pela inspeção física.). d) constata pontos fracos e ineficiência que possam gerar fraudes e erros. o grau de descentralização de decisão adotado pela administração. 14. pela conversa com funcionários da empresa e também: a) pela leitura de periódicos. até o registro do razão . venda. inclusive. por pesquisa em periódicos e por informações fornecidas pelos empregados. verificação das contingências trabalhistas. desde início da operação em exame (compra. avaliação da continuidade operacional. b) por informações de terceiros. o grau de envolvimento da auditoria interna. se existente. e) proporcionar conhecimentos básicos sobre a empresa e sua organização. 16.Auditoria Adriano Cisneiros . verificação das transações com partes relacionadas. e) por informações privilegiadas fornecidas pelos administradores da empresa. 15. avaliação do ambiente de controle. c) proporcionar a emissão de relatório de recomendação de melhorias requeridas. pagamentos. balanços publicados.(CGM-RJ/99) O levantamento do sistema de controle interno pode ser realizado pela leitura de manuais internos de organização e procedimentos. d) por informações de terceiros e leitura de relatórios gerenciais. etc. (AFRF/2000) A estrutura organizacional da entidade e os métodos de delegação de autoridade e responsabilidade devem ser considerados pelo auditor independente na: a) b) c) d) e) avaliação dos procedimentos de controle.

(CVM/2001) As verificações da existência de limites de autoridades e responsabilidades definidos. 18. 43 . financeiros e econômicos. julgue o seguinte item (certo ou errado): auditor independente é responsável pela implantação do sistema de controle interno da empresa.(ATM/CE-1998) O estudo e a avaliação do sistema contábil e de controles internos. conforme normas brasileiras de contabilidade e legislação específica. detectar fraudes e erros. Identificar falhas e oportunidades de melhorias dos controles. A cerca desse assunto. empresariais e externos. realizados por auditor independente de demonstrações contábeis. para oferecer sugestões à entidade. Documentar. têm como principal finalidade: a) determinar a natureza. de modo a permitir que as demonstrações contábeis reflitam adequadamente a posição patrimonial e financeira. por força de exigências legais. as mutações do patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos da entidade auditada. o funcionamento dos Sistemas. oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria.Auditoria Adriano Cisneiros . o resultado de suas operações. através de fluxogramas ou memorandos descritivos. 20.(ESAF/FPS/2002) Os controles internos podem ser classificados em: a) b) c) d) e) contábeis e jurídicos. que possam ocasionar efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. é contratado por uma empresa para emitir parecer acerca de suas demonstrações contábeis. determinar o risco de detecção elaborar relatório de recomendações. (UNB – FISCAL –INSS/97) O auditor independente. de limites de acesso físico a ativos e registros contábeis. identificar partes relacionadas. obter evidências que assegurem a continuidade normal dos negócios da entidade auditada. administrativos e contábeis. b) c) d) e) 19. emitir relatório de revisão das ITRs. patrimoniais e econômicos. regulamentares ou estatutárias. de segregação de funções. 17. são alguns procedimentos aplicados pelo auditor independente de demonstrações contábeis com a finalidade principal de: a) b) c) d) e) avaliar o ambiente de controle.

Auditoria Adriano Cisneiros .(ESAF/FPS/2002) Ao constatar a ineficácia de determinados procedimentos de controle o auditor deve: a) b) c) d) e) aumentar a extensão dos testes de controle. diminuir a extensão dos testes substantivos. 1-C 7-D 13-A 19-E 2-D 8-D 14-B 20-E RESPOSTAS 3-C 4-D 9-B 10-A 15-C 16-C 21-E 5-C 11-A 17-A 6-D 12-CECCE 18-A 44 . 21. diminuir o nível de risco inerente da área em questão. aumentar o nível planejado de testes substantivos. aumentar o nível planejado de risco de detecção.

a legislação aplicável. O programa de auditoria deve ser preparado por escrito ou por outro meio de registro o que facilita o entendimento dos procedimentos de auditoria a serem adotados e propicia uma orientação mais adequada para a divisão do trabalho. de modo que possa desempenhar uma auditoria eficaz. com base no seu sistema contábil e de controles internos. o que implica a necessidade do auditor independente revisá-lo e ajustá-lo à medida que for executando os trabalhos. ou Programa de Auditoria. devem servir de base. parecer e outros informes a serem emitidos. devem compor a documentação comprobatória de que o auditor executou estas etapas de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. para assim determinar a natureza do trabalho a ser executado.PLANEJAMENTO 1-CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS O Planejamento da Auditoria é a etapa do trabalho na qual o auditor independente estabelece a estratégia geral dos trabalhos a executar na entidade a ser auditada. conforme previsto nas Normas Profissionais de Auditor Independente aprovadas pelo CFC. também. 2-PROGRAMAS DE AUDITORIA 2. estabelecendo a natureza. 45 . O Planejamento da Auditoria é muitas vezes denominado Plano de Auditoria.DEFINIÇÃO Programa de Trabalho é uma listagem dos procedimentos de auditoria a serem adotados. a oportunidade e a extensão dos exames. As informações obtidas quando da avaliação dos serviços. sua complexidade.Auditoria Adriano Cisneiros . para a elaboração do Planejamento da Auditoria. que neste trabalho. CAPÍTULO 4. O detalhamento dos procedimentos de auditoria a serem adotados deve esclarecer o que o auditor necessita examinar na entidade. juntamente com as levantadas para fins do Planejamento da Auditoria. para fins de elaboração da proposta de serviços. sendo esta uma etapa subseqüente àquela. As informações obtidas. Muitas informações que compõem o planejamento definitivo para determinado período são confirmadas durante os trabalhos de campo. Nesta etapa devem ser levantadas as informações necessárias para conhecer o tipo de atividade da entidade. relatórios.1. preliminarmente. elaborando-o a partir da contratação dos serviços. a época e extensão dos testes. conceitos. O Planejamento da Auditoria é um processo que se inicia na fase de avaliação para a contratação dos serviços. serão considerados partes do Planejamento da Auditoria.

3. 3. 3.10-Buscar a coordenação do trabalho a ser efetuado por auditores internos. destinando-se a atividades que não se alterem ao longo o tempo ou a situações que contenham dados ou situações similares.5-Identificar a legislação aplicável à entidade. em consonância com os termos constantes na sua proposta de serviços para a realização do trabalho. deve abranger todas as áreas a serem examinadas pelo auditor independente. 3. O programa de auditoria. No programa de auditoria devem ficar claras as diversas épocas para a aplicação dos procedimentos e a extensão com que os exames serão efetuados.3. quando houver.3-Assegurar que as áreas importantes da entidade e os valores relevantes contidos em suas demonstrações contábeis recebam a atenção requerida. para identificar eventos e transações relevantes que afetem as demonstrações contábeis. 3.8-Facilitar a supervisão dos serviços executados. 46 .4-Identificar os problemas potenciais da entidade.1. quando as atividades apresentarem freqüentes alterações de objetivos.7-Definir a forma de divisão das tarefas entre os membros da equipe de trabalho. especialmente quando forem realizados por uma equipe de profissionais. 3. 3-OBJETIVOS Os principais objetivos do Planejamento da Auditoria são: 3. O programa padronizado é aquele aplicado a trabalhos. 3. 2.9-Propiciar a coordenação do trabalho a ser efetuado por outros auditores independentes e especialistas.TIPOS DE PROGRAMA O programa específico é aquela preparado para tipo de trabalho de auditoria.2-Propiciar o cumprimento dos serviços contratados com a entidade dentro dos prazos e compromissos previamente estabelecidos. 3. procedimentos ou controles internos. além de servir como guia e instrumento de controle para a execução do trabalho.Auditoria Adriano Cisneiros . 3.6-Estabelecer a natureza. com pequenas alterações. a oportunidade e a extensão dos exames a serem efetuados.Obter conhecimento das atividades da entidade.

6-ÉPOCAS OPORTUNAS DOS TRABALHOS Para definir as épocas oportunas de realização dos trabalhos de auditoria.3-RELEVÂNCIA E PLANEJAMENTO O auditor independente deve. especialistas designados por ele. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos a serem executados. bem como sua extensão e oportunidade de aplicação. efetuar a avaliação dos riscos de auditoria.Auditoria Adriano Cisneiros . da equipe técnica. 4. de acordo com o teor da proposta de prestação de serviços e sua aceitação pela entidade auditada. No cronograma de trabalho devem ficar evidenciadas as áreas.2-PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA O planejamento deve documentar todos os procedimentos de auditoria programados. no planejamento da auditoria.4-RISCOS DE AUDITORIA O auditor independente deve. 4-CONTEÚDO DO PLANEJAMENTO 4.o conteúdo da proposta de trabalho aprovada pela entidade. 4. 4. para comprovar que todos os compromissos assumidos com a entidade auditada foram cumpridos. 47 . pareceres e outros informes decorrentes do trabalho contratado com a entidade. o planejamento deve prever a orientação e supervisão do auditor. 3. inclusive quando participarem.11-Identificar os prazos para entrega de relatórios.1-CRONOGRAMA O planejamento deve evidenciar as etapas e as épocas em que serão executados os trabalhos.a existência de épocas cíclicas nos negócios da entidade. .5-PESSOAL DESIGNADO Quando incluir a designação de equipe técnica. na fase de planejamento. objetivando comprovar que todos os pontos da entidade considerados relevantes foram cobertos pelo auditor independente. considerar a ocorrência de fatos relevantes que possam afetar a entidade e a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. A responsabilidade pelo planejamento e execução dos trabalhos realizados é do auditor independente. 4. 4. para que os trabalhos sejam programados adequadamente. evitando a apresentação de informações errôneas nas demonstrações contábeis. o auditor independente deve considerar em seu planejamento: . unidades e partes relacionadas que serão atingidas pela auditoria.

a existência de fato relevante que possa afetar a continuidade normal dos negócios da entidade. 4.as épocas em que a presença física do auditor é recomendável para efetuar avaliações sobre as transações da entidade.as épocas adequadas para a inspeção física dos estoques e de outros ativos. . .8-SUPERVISÃO E REVISÃO A supervisão e revisão devem ser planejadas para cobrirem desde a etapa inicial dos trabalhos.os prazos para a emissão de pareceres e relatórios dos trabalhos realizados. . por exemplo. na qual prevê o cumprimento de todas as etapas do trabalho a ser realizado. para confirmar as informações obtidas e possibilitar sua utilização na condução dos trabalhos a serem realizados. 5-REVISÕES E ATUALIZAÇÕES NO PLANEJAMENTO E NOS PROGRAMAS DE AUDITORIA O planejamento e os programas de auditoria devem ser revisados permanentemente.conforme determinam as Normas Profissionais de Auditoria Independente -. .a necessidade de cumprimento de prazos fixados pela própria administração da entidade ou por órgãos reguladores. como forma de o auditor independente avaliar as modificações nas circunstâncias e os seus reflexos na extensão. . No planejamento devem constar as horas distribuídas entre as várias etapas do trabalho e entre os integrantes da equipe técnica. para avaliação dos efeitos sobre a entidade.7-HORAS ESTIMADAS PARA A EXECUÇÃO DOS TRABALHOS Ao elaborar sua proposta de trabalho.9-INDAGAÇÕES À ADMINISTRAÇÃO PARA CONCLUIR O PLANEJAMENTO Embora a proposta de trabalho de auditoria elaborada pelo auditor independente e aceita pela administração da entidade a ser auditada forneça base para o processo de preparação do planejamento da auditoria. As atualizações no planejamento e nos programas de auditoria têm de ser 48 .fatores econômicos que afetem a entidade. 4. abrangendo o próprio planejamento.a possibilidade de utilizar trabalhos de auditores internos e de especialistas. .o momento adequado para solicitar confirmações de saldos e informações de terceiros.Auditoria Adriano Cisneiros . de modo que estejam terminados e revisados de forma coordenada com o cronograma de trabalho definido no planejamento. como advogados. que sirvam de subsídio ao trabalho do auditor independente. . 4. até o término do trabalho contratado com a entidade. tais como avaliação de efeitos de mudanças de política econômica pelo governo ou aprovação de legislação ou normas regulamentadoras que influenciem de forma significativa os negócios da entidade. deve ser discutida com a administração da entidade. oportunidade e natureza dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. . o auditor independente deve apresentar uma estimativa de honorários e horas ao cliente . caso em que pode ser requerida uma modificação no planejamento.

também.2. f) o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. especialistas e auditores internos. e h) a necessidade de atender prazos estabelecidos por entidades reguladoras ou fiscalizadoras e para a entidade prestar informações aos demais usuários externos.1. e de acordo com os prazos e demais compromissos contratualmente assumidos com a entidade.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA 11. oportunidade e extensão. devendo ficar evidenciados. quer pela complexidade de suas atividades. d) a natureza.2. deve prever a orientação e supervisão do auditor. em termos de natureza.3 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos. quer pelo volume de transações.2.1. quando incluir a designação de equipe técnica.2. g) a natureza. legislação aplicável e as práticas operacionais da entidade.1. detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.Auditoria Adriano Cisneiros . e) a existência de entidades associadas. os fatores econômicos.2.6 – O planejamento da auditoria.1.4 – O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programas de trabalho por escrito. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados.2.1. e o nível geral de competência de sua administração. 11.5 – Os programas de trabalho devem ser detalhados de forma a servir como guia e meio de controle de sua execução.1. relatórios e outros informes a serem entregues à entidade. especialmente os seguintes: a) o conhecimento detalhado das práticas contábeis adotadas pela entidade e as alterações procedidas em relação ao exercício anterior. 11.2. b) o conhecimento detalhado do sistema contábil e de controles internos da entidade e seu grau de confiabilidade. c) os riscos de auditoria e identificação das áreas importantes da entidade. 11. os motivos das modificações a que se procedeu.1 – O auditor deve planejar seu trabalho consoante as Normas Profissionais de Auditor Independente e estas normas.2.1.2 – O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre as atividades. documentadas nos papéis de trabalho correspondentes.7 – A utilização de equipe técnica deve ser prevista de maneira a fornecer razoável 49 . filiais e partes relacionadas. 4-NORMAS TECNICAS RELACIONADAS COM O PLANEJAMENTO “NBCT11 11. 11. 11. conteúdo e oportunidade dos pareceres. 11.

11.2.8 – O planejamento e os programas de trabalho devem ser revisados e atualizados sempre que novos fatos o recomendarem. distorçam as demonstrações contábeis do exercício atual.1. 11. independência e treinamento requeridos nas circunstâncias. o planejamento deve contemplar os seguintes procedimentos: a) obtenção de evidências suficientes de que os saldos de abertura do exercício não contenham representações errôneas ou inconsistentes que. revelados ou não revelados. d) identificação de fatos relevantes que possam afetar as atividades da entidade e sua situação patrimonial e financeira.2. de alguma maneira. c) verificação se as práticas contábeis adotadas no atual exercício são uniformes com as adotadas no exercício anterior.” 50 .9 – Quando for realizada uma auditoria pela primeira vez na entidade. b) exame da adequação dos saldos de encerramento do exercício anterior com os saldos de abertura do exercício atual. segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoa com capacitação profissional. e e) identificação de relevantes eventos subseqüentes ao exercício anterior. ou quando as demonstrações contábeis do exercício anterior tenham sido examinadas por outro auditor.Auditoria Adriano Cisneiros .1.

existência de entidades associadas. e) O planejamento dos trabalhos de auditoria não inclui designação de equipe técnica. 3. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. na o 2. b) a natureza. independentemente de surgirem fatos novos não – previstos ou não – previsíveis anteriormente. o que pressupõe adequado nível de conhecimento acerca do ramo de atividade. O auditor que assume a supervisão dos trabalhos define a equipe técnica e a orientação suplementar. só será alcançado durante a execução dos trabalhos de auditoria.AMOSTRAGEM 51 . filiais e partes relacionadas. c) O conhecimento detalhado do sistema contábil da entidade e de seu controles internos. a profundidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. d)os investimentos que a entidade está planejando fazer e as fontes de recursos para financiá-los.Auditoria Adriano Cisneiros . Os fatores relevantes que o planejamento deve considerar na execução dos trabalhos de auditoria incluem: a) o conhecimento detalhado do sistema contábil. (UNB-ANALISTA-BACEN/97) O auditor contábil deve planejar seu trabalho. de especialistas e de auditores internos. inclusive seu grau de confiabilidade. b) O planejamento de auditoria deve considerar a natureza. especialistas e auditores internos. negócios e práticas operacionais da entidade auditada. a oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. filiais e partes relacionadas. não devendo ser considerado relevante para o planejamento inicial desta. d) No planejamento da auditoria. c)o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. uso dos trabalhos de especialista. para um efetivo controle e análise de desvios. (AFTN/96) O planejamento de auditoria deve considerar todos os fatores relevantes execução dos trabalhos. prevenção de fraude e erro. e)o nível de qualidade da matéria – prima. do pessoal e dos produtos finais da entidade. acerca do planejamento dos a) O planejamento da auditoria e os programas de trabalho devem ser mantidos inalterados durante todo o período de execução das tarefas. grau de confiança nos sistemas de controle internos. dos controles internos da entidade e de seu grau de confiabilidade. deve ser considerado o uso dos trabalhos de outros auditores independentes. bem como a existência de empresas ou entidades associadas. RESPOSTAS 1-D 2-CCCEE 3-ECECE CAPÍTULO 5. mas não assume responsabilidade pelos trabalhos executados pelos membros dessa equipe. Assinale a opção que não se constitui em fator relevante para planejamento de auditoria: a) b) c) d) e) riscos de auditoria. (AUDITOR/INSS/2001) trabalhos de auditoria: Julgue os itens que se seguem.

2. ou seja de camadas que representem a população. Tal risco pode ser classificado como : e) erro tolerável.9. Caso o erro da população supere o erro tolerável. d) risco da amostragem. 11.9.Erro esperado: Ocorrência de erros que se presume existir normalmente.Auditoria Adriano Cisneiros . b) estratificação da amostra. o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria. . o auditor pode empregar técnicas de amostragem.2. c) tamanho da amostra. o risco da amostra deve ser reestimado.2 – Ao usar métodos de amostragem estatística ou não estatística.9.2.9 – AMOSTRAGEM “11. È a possibilidade de uma amostra não representar a população levando o auditor a uma conclusão diferente da que ele chegaria caso analisasse toda a população. e o resultado por ela obtido no período. 1-NORMAS TÉCNICAS RELACIONADAS A AMOSTRAGEM NBCT 11 11.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados.2. como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade.2. 11.9.2.5 – Na seleção de amostra devem ser considerados: 52 . Estratificação da amostra : significa dispor dos elementos da amostra por camadas (estratos). 11. e Erro tolerável (Índice de precisão): Ocorrência de erro não considerada relevante que o auditor pode aceitar sem modificar o grau de confiança nos controles internos.4 – Na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: a) população objeto da amostra.9. de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada.3 – A amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame. 11. f) erro esperado.Erro da população: Erro da amostra projetado para a população. aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra. .

” 2-AMOSTRAGEM A amostragem é o processo pelo qual obtem-se informação sobre um todo (população) examinando-se apenas uma parcela do mesmo (amostra). A amostragem não estatística (subjetiva) não se baseia em fundamentos estatísticos. 4.000. de forma que em cada subgrupo conterá valores pequenos.2 Amostragem por conglomerado Utilizada quando a população pode ser dividida em subgrupos heterogêneos que representam a população. em grupos mais ou menos homogêneos(estratos). em dispor os Exemplificando : Para selecionar os itens componentes do estoques poderíamos dividi-los em Itens de valor em torno de R$ 50. observando um intervalo constante entre as transações realizadas. 2. Exemplificando : Para selecionar duplicatas para o procedimento de circularização constitui os subgrupos de acordo com as filiais emitentes. ou seja.1.MÉTODOS DE SELEÇÃO DE ITENS DA AMOSTRA (MAIS UTILIZADOS) se 53 . 2. itens de valor de R$ 300. a critério do auditor. 3. .00 e itens com valores de R$ 1.1-CARACTERÍSTICAS DA AMOSTRA . a) seleção aleatória.Auditoria Adriano Cisneiros .Imparcial. 3. e c) seleção casual.Isenta de preconceitos e tendências. . baseada em sua experiência profissional.2 AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA E NÃO ESTATÍSTICA A amostragem estatística (probabilística) tem base nos fundamentos da matemática e exige que a amostra selecionada apresente um comportamento mensurável para que se possa formar opinião sobre o todo (população).Desta forma a população estaria disposta em três estratos. médios e altos.Representar a população.00. sendo a amostra selecionada segundo critérios pessoais do auditor e decorrentes de sua experiência profissional e do conhecimento do setor sob exame. b) seleção sistemática.00.Amostragem por estratificação Utilizada quando uma população apresenta grande variedade e consiste elementos camadas.ALGUNS TIPOS DE AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA 3.

tipo de atividade e período de atividade. 5.4 Amostragem grupal Seleção de grupos de transações a serem examinados na sua totalidade. Usa-se tabelas de números aleatórios ou tabela de números randômicos.Auditoria Adriano Cisneiros . 5. Geralmente utilizados quando a seqüência entre os itens da população não se encontra ordenada cronologicamente. 54 . para que sejam aplicadas as seleções em cada classe. Exemplo : Seleção de fornecedores que se encontram ordenados pelo número de inscrição no cadastro de fornecedores. a) A seleção direcionada pelo valor geralmente é utilizada para se reduzir o risco de detecção (possibilidade de não se detectar erro. classificação indevida) selecionando-se todos os valores relevantes. médios e pequenos clientes 4. Exemplo : Compras efetuadas a empresas do mesmo grupo empresarial ou as vendas realizadas no final de cada mês. saldos ou períodos ficam restritos a certos parâmetros definidos pelo auditor que podem ser : valor.3 Estratificação da população Separação da população em classes de acordo com as suas características. b) A Seleção com base na atividade ou transação deve ser utilizada para se examinar itens específicos.1 Números aleatórios Geralmente utilizadas para populações ordenadas numericamente.2 Números sistemáticos ou intervalos São selecionados itens da população de forma que exista um intervalo uniforme entre os itens selecionados.1 Seleção Direcionada (ou racional) Os exames de transações.TIPOS DE TESTES OU DE SELEÇÃO DE ITENS PARA AMOSTRAGEM De acordo com a finalidade a seleção de itens a serem testados podem ser efetuados de forma direcionada ou aleatória. 4. 4. Exemplo : separação de clientes por três classes : grandes. Exemplo : Seleção de notas fiscais para o exame das receitas 4.

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Exemplo : Exame de todas guias de pagamento de contribuição previdenciária c) A Seleção por período é utilizada para se verificar os eventos ou transações ocorridas em determinados períodos. Exemplo : Exame das vendas realizadas nos últimos dias do exercício. 5.2. Seleção Aleatória Exame de transações ou eventos escolhidos a esmo.

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QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1.(AFTN/98) Assinale a opção que não encontra amparo na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (Resolução CFC n. 820/97): a) o auditor deve empregar métodos de amostragem estatística para seleção de itens por serem testados; b) a amostra de auditoria pode ser por seleção sistemática, observando intervalo constante entre transações; c) a estratificação e o tamanho são alguns fatores que devem ser considerados para determinar a amostra; d) a amostra de auditoria pode ser feita por seleção casual, a critério do auditor, baseado em sua experiência; e) a amostra de auditoria selecionada deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas. 2. (AFTN/98) Os planos de amostragem probabilística, que pressupõem a disposição dos itens de uma população em subgrupos heterogêneos representativos da população global, são do tipo: a) amostragem por conglomerado; b) amostragem sistemática; c) amostragem estratificada; d) amostragem aleatória; e) amostragem por julgamento. 3.(AUDITOR– ECT/98) No método de seleção de itens a serem testados, o auditor pode empregar técnicas de amostragem. Na determinação da amostra, NÃO se deve considerar seu ( sua ) : a) tamanho; b) estratificação; c) população objeto; d) regressão linear; e) margem de erro. 4. (CGM-RJ/99) O volume de testes a serem realizados com base no DIRECIONADA pode basear-se em: a) taxa de desvio padrão tolerável; b) variância do universo das transações; c) desvio padrão do universo das transações; d) nível de risco de amostragem; e) valor 5. (AUDITOR-PETROBRAS/2000) As considerações a respeito do conjunto de fatores: população-alvo, estratificação, tamanho, risco, erro tolerável e erro esperado estão diretamente relacionados com: critério de SELEÇÃO

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a) um projeto de auditoria, quando dirigido a cliente para trabalho especial; b) a técnica contábil; c) a determinação de uma amostra; d) os procedimentos de contabilização a serem observados, visando à preparação dos relatórios para auditoria; e) o mapeamento de processo, para fazer uma reengenharia nos procedimentos de controle interno de uma área. 6.(AFCE/TCU/99) Entre os fatores a serem considerados pelo auditor na amostra, além da população objeto da amostra, estão: a) erro eventual, risco de amostragem e estratificação da amostra; b) consistência, erro esperado, risco de amostragem e tamanho da amostra; c) risco de amostragem, homogeneidade e estratificação da amostra; d) risco de amostragem, erro tolerável e estratificação da amostra; e) risco de amostragem, inconsistência e estratificação da amostra. 7.(AFRF/2000) A técnica de amostragem estatística em subgrupos homogêneos, visando, por exemplo, diminuir denominada: a)amostragem por conglomerado; b)amostragem sistemática; c)amostragem estratificada; d)amostragem por julgamento; e)amostragem não – probabilística. 8.(AFRF/2000) O termo estatístico que define o maior valor que um auditor considerar irrelevante na auditoria de uma determinada rubrica contábil denomina-se: a)Desvio – padrão; b)Precisão; c)Variância; d)Intervalo de confiança; e)Erro – padrão. poderia que se divide a população em o tamanho da amostra é determinação da

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para determinação da amostra a ser utilizada.(ESAF/FPS/2002) Na determinação da amostra. casual. Na determinação da amostra. tamanho da amostra. dirigida e padronizada dos itens que comporão a base da amostra a ser utilizada. risco de amostragem. estratificação da amostra. 1-A 9-B 2-A 10-C 3-D 11-C RESPOSTAS 4-E 5-C 6-D 7-C 8-B 58 . a critério da empresa auditada. erro tolerável e erro esperado. o auditor não deve levar em consideração o(a): a) b) c) d) e) erro esperado valor dos itens da amostra tamanho da amostra população objeto da amostra estratificação da amostra 10. o auditor deve levar em consideração os seguintes fatores: população objeto da amostra. o auditor pode empregar técnicas de amostragem.(ESAF/FPS/2002) Nas alternativas de escolha da amostra um dos tipos a ser considerado pelo auditor é a seleção: a) b) c) d) e) direcionada e padronizada dos itens que compõem a amostra.(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os item a seguir.Auditoria Adriano Cisneiros . 11. a critério do auditor baseada em sua experiência profissional. dirigida em comum acordo entre a empresa auditada e o auditor. 09. casual. a respeito de procedimentos de auditoria: d)ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados.

testes e amostragens.1 – Os procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos. d) cálculo – conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios.2. c) investigação e confirmação – obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. dentro ou fora da entidade. mediante índices. 11.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência.3 – Na aplicação dos testes de observância. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade.2.6. o auditor deve verificar a existência.1.1. 11.6. TESTES DE OBSERVÂNCIA = TESTES DE ADERÊNCIA 11.2. cabendo ao auditor. CAPÍTULO 6. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. em razão da complexidade e volume das operações.2. 11. quantidades absolutas ou outros meios.2 – Os testes de observância visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. quocientes. e b) procedimentos de revisão analítica. 11. registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias.2 – Na aplicação dos testes de observância e substantivos.1. por meio de provas seletivas. dividindo-se em: a) testes de transações e saldos. b) observação – acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. e e) revisão analítica – verificação do comportamento de valores significativos.PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 1-NORMAS TÉCNICAS SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA “NBCT-11 11. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas.Auditoria Adriano Cisneiros .2.1. efetividade e 59 .2.6 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11. com base na análise de riscos de auditoria e outros elementos de que dispuser.2 – PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 11.1 – A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada. o auditor deve considerar os seguintes procedimentos técnicos básicos: a) inspeção – exame de registros.2.6. documentos e de ativos tangíveis.

2. 60 . e b) acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. Os objetivos dos procedimentos de auditoria são obter evidências. até alcançar conclusões satisfatórias. através de comunicação direta com os terceiros envolvidos.5 – Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. apresentação e divulgação – se os itens estão avaliados. a) Evidência física Obtida através inspeção física de ativos tangíveis. b) a natureza da entidade e o conhecimento adquirido nas auditorias anteriores.6.EVIDÊNCIA DE AUDITORIA O auditor deve obter evidências suficientes para fundamentar suas opiniões.2. sua relevância. deve efetuar verificações adicionais. o auditor deve considerar: a) o objetivo dos procedimentos e o grau de confiabilidade dos resultados alcançáveis. 11.6. b) direitos e obrigações – se efetivamente existentes em certa data. recomendações e conclusões. d) abrangência – se todas as transações estão registradas. b) Evidência documental Obtida através da inspeção dos documentos e registros. deve o auditor: a) confirmar os valores das contas a receber e a pagar. 11.2. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis. não obtiver informações objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. 11.Auditoria Adriano Cisneiros . continuidade dos controles internos. aplicando novos procedimentos de auditoria. c) ocorrência – se a transação de fato ocorreu. e c) a disponibilidade de informações. e e) mensuração.6.2. o auditor deve objetivar as seguintes conclusões: a) existência – se o componente patrimonial existe em certa data. classificados e descritos de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade. comentários.7 – Quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações.4 – Na aplicação dos testes substantivos. divulgados. 2. confiabilidade e comparabilidade.6.6 – Se o auditor. durante a revisão analítica. 11.

3 FIDEDIGNIDADE A fidedignidade é a qualidade do que merece fé (merece crédito). a evidência testemunhal. saldos de empréstimos e financiamentos. saldos de clientes e fornecedores. a) b) por escrito de terceiros (ligados à operação) solicitadas por 3. A evidência de confirmação supera. 2.Auditoria Adriano Cisneiros . Exemplos : Saldos de contas correntes bancárias. devido a natureza de seu trabalho. considera algumas evidências mais fidedignas que outras : A evidência física é a que reúne maior grau de fidedignidade. 61 . 3. O auditor. 2. As circularizações podem ser do tipo positivo ou negativo. c) A evidência documental supera em fidedignidade. em fidedignidade.2 SUFICIÊNCIA A característica da suficiência da evidência depende do juízo do auditor e este. tem relação direta com o risco. d) Evidência testemunhal Obtida através de pessoas (de dentro ou de fora da entidade auditada) através de perguntas formuladas por escrito ou por meio de entrevista direta. as evidências documental e testemunhal.1 Circularização Técnica utilizada para obter a evidência formal da confirmação com terceiros que consiste na remessa de correspondência (emitida pela empresa auditada) solicitando a confirmação ou informação sobre saldos relativos as operações entre a empresa auditada e a destinatária da correspondência. d) A evidência analítica deve corroborar a evidência testemunhal.TÉCNICAS DE AUDITORIA As técnicas de auditoria são AÇÕES realizadas pelos auditores com o propósito de colher as evidências de auditoria. e) Evidência por confirmação de terceiros Confirmações correspondência. c) Evidência analítica Obtida através de análises e revisões de cálculos.

que é efetuada através da conferência dos registros efetuados.5 Entrevistas 62 . entendendo o auditor que se faz necessária a confirmação negativa. se o circularizado não responder é porque concorda com os saldos informados. d)Registro-Se o mesmo foi devidamente registrado. b)Normalidade – Se naquela transação o documento normalmente emitido é examinado. Exemplo : Por ocasião do exame documental das compras se verifica o registro da nota fiscal nos livros fiscais e nos livros contábeis. são inspecionados os documentos (exigidos pelas normas fiscais.2 Exame da documentação comprobatória Tal técnica permite colher a evidência documental.Em Preto – Pede-se para o circularizado confirmar o saldo informado.3 Conferência de somas e cálculos Técnica que permite colher a evidência analítica através da reconferência de somas dos documentos auditados e conferência de cálculos. nota fiscal do fornecedor. cotação de preços. Exemplo: conferência de soma da nota fiscal. A circularização negativa é utilizado quando já foi efetuada circularização positiva em preto e o circularizado não respondeu.Auditoria Adriano Cisneiros .Se o documento recebeu a aprovação de quem de direito. No exame documental o auditor deve observar os seguintes aspectos : a)Autenticidade – Se o documento possui características de documento autêntico. pedido de compra devidamente autorizado. ou seja. do cálculo dos impostos ali destacados. Por não ser necessária a resposta. documento comprovando o recebimento do material e recibo de pagamento. Exemplo : Inspeção da requisição de material. faz-se necessário que seja efetuada por meio de correspondência registrada para garantir o recebimento por parte do circularizado. 3. comerciais ou de controle) com o propósito de comprovação de existência da transação. autorização de compra.Em branco – Pede-se para o circularizado informar a posição em determinada data. fiscais e etc. . pois. 3. 3. c)Aprovação. 3.4 Exames dos Registros Técnica que permite ao auditor colher a evidência da veracidade das informações contábeis. A circularização positiva é aquela que se requer a resposta do circularizado (pessoa que se deseja a resposta) e pode ser em branco ou em preto : .

logo.DIREÇÃO DOS TESTES As contas contábeis podem conter. duas possibilidades de apresentarem saldos inadequados : Estarem com seus saldos superiores ao valor correto (SUPERAVALIADAS) ou estarem com seus saldos inferiores ao valor correto (SUBAVALIADAS). Técnica que permite ao auditor colher a evidência testemunhal através de entrevistas com empregados ou terceiros. Exemplo : Na fase de levantamento dos controles internos se efetua as entrevistas com os empregados do setor auditado. as contas de natureza credoras (passivos e receitas) são testadas para superavaliação.6 Observação das atividades Técnica que permite ao auditor corroborar as suas conclusões através da visualização dos procedimentos adotados pelos empregados.2 SUBAVALIAÇÃO Geralmente. quanto ao seu aspecto quantitativo. as contas de natureza devedoras (ativos e despesas) são testadas para superavaliação. APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA A aplicação dos procedimentos de auditoria é realizado com base em programas de trabalho. 4. os itens a serem testados são selecionados no razão contábil e sem seguida são inspecionados os documentos comprobatórios.5 Correlação entre as informações obtidas Técnica que permite colher evidência por entrevistas. pois. RAZÃO 4.1 SUPERAVALIAÇÃO Geralmente. 63 . 3.Auditoria Adriano Cisneiros . Exemplo: Um maior volume de vendas em um determinado mês justifica um aumento nas despesas com comissões no mesmo período. 4. DOCUMENTO ⇒ RAZÃO ⇒ DOCUMENTO 5. logo. as informações obtidas em um determinado setor podem corroborar informações obtidas em outro. os itens a serem testados são selecionados no razão contábil e sem seguida são inspecionados os documentos comprobatórios. 3.

1.Auditoria Adriano Cisneiros . Em seguida de forma resumida serão relacionados os principais procedimentos a serem realizados pelos auditores independentes em cada área de trabalho. 64 .1 AUDITORIA DAS DISPONIBILIDADES 5.1 Procedimentos a serem aplicados a) Contagem de caixa É a contagem simultânea dos valores que compõem os caixas. : Caso não se obtenha resposta das confirmações (primeiro e segundo pedido) e o saldo a ser confirmado seja vultoso deve-se efetuar a confirmação pessoal (visita do auditor a instituição financeira munido de carta da empresa para obter pessoalmente a resposta).Ajustes : Lançamentos contábeis que alteram o resultado do exercício. sempre de surpresa e na presença do responsável. efetuando-se a anotação detalhada de sua composição e ao final. do porte e das características de cada empresa. dependendo dos controles internos.1. no entanto.1 Objetivo Determinar se os saldos são reais. disponíveis e razoáveis em função das operações da empresa. as empresas de auditoria independente possuem programas padronizados que são utilizados para a maioria das empresas auditadas. 5. deve ser obtido do responsável um recibo atestando o recebimento de toda a quantia entregue ao auditor para contagem. Obs. 5. . as pendências anormais e significativas investigadas. o auditor pode preparar um programa de trabalho específico. d) Efetuar o corte (cut-off) dos cheques. podem ser objeto de ajuste ou reclassificações. b) Circularização dos saldos bancários e das aplicações financeiras A empresa deve solicitar aos bancos que confirmem diretamente aos auditores os saldos existentes na data o balanço. pois. . que são uma relação de passos a serem seguidos pelo auditor em cada área sob exame.Reclassificações : Lançamentos contábeis entre contas que não afetam o resultado do exercício. Geralmente. c) Exame das conciliações bancárias As conciliações bancárias devem ter os saldos conferidos com o razão e o extrato bancário e as somas conferidas.

: Caso não se obtenha a resposta para todas as solicitações.1 Procedimentos a) Circularização Após obter a listagem do contas a receber (analítica).2. deve ser incluso um item para resposta dos bancos sobre o saldo das duplicatas descontadas. 5. e qual a natureza do ônus.3 AUDITORIA DOS ESTOQUES 5.2. c)Revisão dos cálculos Através da composição do contas a receber por idade de vencimento o auditor deve estimar montante da Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa. conferência com tabela de preços. b) Determinar se existem ônus pesando sobre os estoques ou parte deles. deve-se efetuar um segundo ou até terceiro pedido de confirmação. conferir a soma e o seu total com o razão contábil. 5.1 Objetivo a) Determinar se as contas a receber são autênticas e se são originadas de transações relacionadas com as vendas. selecionar amostra de saldos de clientes para a confirmação.3. 5. d) Confirmação do saldo de duplicatas descontadas Por ocasião da circularização dos saldos bancários. c) Foi efetuada a avaliação prudente do montante a receber para fins de balanço. b)Procedimento alternativo Caso não se obtenha a resposta da circularização deve-se efetuar o procedimento alternativo que consiste em examinar toda a documentação relativa a operação (pedido de compra. cópia da nota fiscal. aprovação do cadastro. b) Os valores apresentados são efetivamente realizáveis. 65 .1 Objetivos a) Assegurar que os estoques existem fisicamente e são de propriedade da empresa auditada.Auditoria Adriano Cisneiros . O auditor deve certificar-se de que os cheques emitidos até a data de encerramento do exercício sob exame foram devidamente contabilizados e que não foi contabilizado no período nenhum cheque emitido no exercício seguinte ao do exame.2 AUDITORIA DO CONTAS A RECEBER (Duplicatas a Receber e Títulos a Receber) 5. canhoto devidamente assinado e recebimento posterior). Obs.

Pontos do inventário que devem merecer atenção do auditor I) Se existe instruções claras sobre os procedimentos de contagem e se os participantes foram efetivamente treinados para o inventário. e em caso de divergências. c) Avaliação – Corresponde a atribuição de valor aos elementos arrolados. V) Verificar se houve a paralisação da produção. d) Selecionar através dos débitos nas contas de estoques as compras de mercadorias ( nacionais ou importadas) para exame das transações (testes de transações de compras): 66 . (VIII) Assegurar-se que os bens já vendidos e não entregues não estejam sendo inventariados. agrupados e mensurados (contados) b) Arrolamento – Corresponde a fase de relacionamento dos itens levantados. d) Comparação e Ajuste. c) Determinar se os estoques são apropriados para a sua finalidade e se tem condições de realização (obsolescência. conferindo de imediato com a contagem efetuada pelos inventariantes. II) Se os estoques foram devidamente arrumados. deve ser realizada uma terceira). Obs. VI) Verificar se há controle das etiquetas de contagem.Auditoria Adriano Cisneiros . 5. Se a diferença for material deve ser investigada e devidamente explicada. Durante a realização do inventário físico o auditor deve selecionar os itens mais relevantes do estoque efetuar a contagem . e posteriormente efetuar a conferência com a relação final de estoque. b) Circularizar os estoques da empresa em poder de terceiros e de terceiros em poder da empresa.3. d) Examinar se os estoques estão avaliados segundo os princípios fundamentais de contabilidade. dos dois o menor).Corresponde a fase de comparação da relação do inventário com o razão contábil e apuração da diferença que deve ser ajustada. ou se foram adotados mecanismos suficientes para evitar a dupla contagem. III) Se foi definida mais de uma contagem (o ideal é que sejam efetuadas duas contagens. VII) Efetuar o cut-off (corte) das requisições e das notas fiscais de compras e de vendas. má conservação etc). c) Selecionar os itens mais relevantes para testar a avaliação dos estoques (custo ou mercado. O inventário compreende as seguintes fases : a) Levantamento – Corresponde a fase em que os itens são identificado. IV) Identificar os itens de pouca movimentação ou obsoletos. defeitos.2 Procedimentos a) Acompanhamento do inventário físico O auditor deve acompanhar o inventário físico (observação das atividades e inspeção física) que deve ser procedido pela empresa auditada para se assegurar que o mesmo está sendo realizado adequadamente.

b) Atestar que estão adequadamente avaliados e classificados. c) Verificação do valor de mercado para a comparação com o valor contábil. f) Exame da cobertura de seguros. sua contabilização e a consistência. c) Exame das baixa. 5.Auditoria Adriano Cisneiros . f)Atentar para a existência de seguros e se a quantia segurada cobre o valor contábil dos estoques. .1 Objetivos a) Constatar existência física e a propriedade dos bens e direitos relacionados. autorização. atentando para a aprovação e registro contábil . b) Verificar se os critérios de avaliação estão adequados.4 AUDITORIA DOS INVESTIMENTOS 5. e) Efetuar teste dos custos de produção Conferir os cálculos dos custos de produção em um determinado mês selecionado. conferir lançamentos nos registros testando os cálculos do custo médio. 4.5 Procedimentos de Auditoria a) Exame dos documentos relativos a compra dos investimentos. inclusive dos impostos. nota fiscal. . b) Inspeção física das adições do exercício e da documentação de compra.5.Inspecionar livros fiscais e controles permanentes dos estoques.6 AUDITORIA DO PASSIVO EXIGÍVEL 67 .5 AUDITORIA DO ATIVO IMOBILIZADO 5. 5. amortização e exaustão.Inspecionar toda documentação da mesma (cópia do pedido de compra. b) Revisão dos cálculos da equivalência patrimonial.5. exaustão e amortização e conferência da contabilização. 5. atestado de recebimento da mercadoria e documento de pagamento ao fornecedor). 5.1 Objetivos a) Comprovar que os valores apresentados são reais e de propriedade da empresa. e) Circularização dos saldos relativos a adiantamentos a fornecedores. d) Revisão dos cálculos da depreciação.4. c) Atestar a adequação do cálculo da depreciação.2 Procedimentos de auditoria a) Verificação da documentação de propriedade do bem. conferir somas e cálculos.

o estágio.2 Procedimentos a) Circularização Após obter a listagem de fornecedores (analítica). d) Confirmação do saldo Empréstimos e adiantamentos de clientes Por ocasião da circularização dos saldos bancários.Auditoria Adriano Cisneiros . deve-se efetuar um segundo ou até terceiro pedido de confirmação. b)Procedimento alternativo Caso não se obtenha a resposta da circularização deve-se efetuar o procedimento alternativo que consiste em examinar toda a documentação relativa a operação (requisição do setor de materiais devidamente aprovada.). pedido de compra. deve ser incluso um item para resposta dos bancos sobre o saldo dos empréstimos. 5.6. c)Revisão dos cálculos Deve-se efetuar a revisão dos cálculos das provisões contabilizadas (Provisão de férias. cotação de preços. Provisão para contingências etc. b) Assegurar que as obrigações estejam corretamente avaliadas. f) Inspeção dos pagamentos subseqüentes a data do balanço Deve-se examinar a documentação contábil da data do balanço até o último dia dos trabalhos de campo com propósito de se constatar o pagamento de passivos não registrados ou outro evento que tenha reflexo nas demonstrações contábeis auditadas. atesto do recebimento do material ou serviço e pagamento posterior).7 AUDITORIA DAS CONTAS DE RESULTADO 68 . 5. selecionar amostra de saldos de fornecedores para a confirmação.6. a possibilidade de ganho ou perda de causa e a estimativa dos valores envolvidos. 5.: Caso não se obtenha a resposta para todas as solicitações. c) Estudar e Avaliar o controle interno. conferir a soma e o seu total com o razão contábil.1 Objetivos a) Assegurar-se que todas as obrigações estão registradas e classificadas adequadamente. e) Circularização dos advogados Deve-se obter junto aos advogados da empresa carta sobre as ações judiciais ainda pendentes de resolução. Obs. nota fiscal.

7.72 Procedimentos a) Receitas de vendas de mercadorias ( TESTES DE TRANSAÇÕES DAS RECEITAS) . .Verificar se a mesma está devidamente autorizada por empregado competente.Selecionar amostras das notas fiscais de vendas do exercício. 5. principalmente o da competência. . . relação entre contas.Inspecionar controle de estoque e conferir a baixa do estoque e o lançamento contábil do Custo das Mercadorias Vendidas.Examinar o razão das receitas em busca de lançamentos contábeis a débito e investigar a origem. 5.Verificar a adoção dos Princípios Fundamentais de Contabilidade. .Conferir somas da nota fiscal e os preços com a tabela de preços. . . principalmente as anormais. de uso de índices. Através de comparações. . .Determinar se as receitas e despesas estão corretamente classificadas. quocientes. possam afetar substancialmente a situação patrimonial e ou financeira da 69 . . b) Auditoria das Despesas . . os quais.Através do razão contábil selecionar lançamentos a débito nas contas de despesa.Inspecionar documentação comprobatória da despesa. d) Revisão analítica Obter ou preparar um papel de trabalho demonstrando a movimentação contábil de cada conta de resultado (ou dos grupos de contas) mês a mês no período auditado e do exercício anterior.Inspecionar pedido do cliente. autorização e o canhoto da nota fiscal devidamente assinado pelo destinatário da mercadoria . . cálculo globais e etc. .Conferir contabilização das vendas e das despesas a ela inerentes (deduções da receita bruta). pela sua relevância. Objetivos Identificar eventos subseqüentes à data base das demonstrações contábeis auditadas. investigar as flutuações e tendências.Conferir somas e cálculos. 5.Verificar se as receitas e despesas são relativas ao exercício sob exame.8 EVENTOS SUBSEQÜENTES 5.1 Objetivos .Auditoria Adriano Cisneiros ..81. . quantidades absolutas.Verificar se os controles internos já avaliados possuem a mesma segurança para as contas de resultado.Examinar o razão contábil das contas que registram as devoluções em datas posteriores ao encerramento do exercício sob exame em busca de transações relevantes que possam ter efeito no exercício examinado.Examinar o razão das despesas em busca de lançamentos contábeis a crédito e investigar a origem.

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empresa auditada. São exemplos de eventos subseqüentes que interessam ao auditor: .Falência de principais clientes ou concordata de difícil cumprimento; .Sinistros (incêndio, inundação, desastres, roubos) sem cobertura de seguro ou os efeitos de uma liquidação de seguro demorada; .Desativação de unidades de produção; .Transformação da natureza jurídica da sociedade; .Decisão desfavorável em processo judicial; .Perda substancial de mercado; .Planos econômicos; 5.8.2 Normas Técnicas sobre os Eventos Subseqüentes “NBCT-11 NORMAS RELATIVAS AO AUDITOR INDEPENDENTE 11.2.13.1 – O auditor deve aplicar procedimentos específicos em relação aos eventos ocorridos entre as datas do balanço e a do seu parecer, que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou a divulgação de informações nas notas explicativas. 11.2.13.2 – O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos decorrentes de transações e eventos subseqüentes relevantes ao exame das demonstrações contábeis, mencionando-os como ressalva ou em parágrafo de ênfase, quando não ajustadas ou reveladas adequadamente. 11.2.13.3 – O auditor deverá considerar três situações de eventos subseqüentes: a) os ocorridos entre a data do término do exercício social e a data da emissão do parecer; b) os ocorridos depois do término do trabalho de campo, com a conseqüente emissão do parecer e a data da divulgação das demonstrações contábeis; c)os ocorridos após a divulgação das demonstrações contábeis.
a)
Data do balanço data do parecer data da publicação

b)
Data do balanço data do parecer data da publicação

c)
Data do balanço data do parecer data da publicação

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11.2.13.4 – Para ter condições de formar opinião sobre as demonstrações contábeis considerando os efeitos relevantes das transações e eventos subseqüentes ao encerramento do exercício social, o auditor deve considerar: a) os procedimentos da administração para que os eventos sejam divulgados; b) os atos e fatos administrativos registrados em atas de reuniões de acionistas, administradores e outros órgãos estatutários; c) os informes, de qualquer espécie, divulgados pela entidade; d) a situação de contingências conhecidas e reveladas pela administração e pelos advogados da entidade; e e) a existência de eventos, não revelados pela administração nas demonstrações contábeis, que tenham efeitos relevantes sobre as mesmas.” 5.8.3 PROCEDIMENTOS .Quando do exame das contas patrimoniais ou de resultado o auditor deve estar atento para situações dúbias ou inseguras que possam repentinamente transformar-se em prejuízos relevantes. .Inspecionar toda documentação contábil da data do encerramento do exercício social até o último dia do trabalho de campo ( nas dependências da entidade auditada); .Inspecionar as Atas de Assembléia de Acionistas , Atas de Reunião do Conselho de Administração e da Diretoria, Ata de Reunião do Conselho Fiscal; .Obter a carta de representação da Diretoria; .Indagar aos administradores sobre a existência de eventos subseqüentes relevantes. 5.8.4- ATITUDES A SEREM TOMADAS PELO AUDITOR QUANDO DETECTADOS EVENTOS SUBSEQÜENTES APÓS A EMISSÃO DO PARECER. A IT 04 (ANEXO 2) emitida pelo Conselho Regional de Contabilidade determinou os procedimentos que devem ser tomados pelos auditores quando tomem conhecimento de eventos subseqüentes a data de seu parecer, cujos aspectos mais importantes estão resumidos a seguir. Após a data de seu parecer os auditores não são responsáveis pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis, sendo de responsabilidade da administração efetuar a comunicação ao auditor para a tomada das medidas cabíveis. Em tais casos poderemos ter situações diversas : a) Ocorrência de evento entre a data do parecer e a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa acata as alterações nas demonstrações contábeis propostas pelo auditor.

Data do balanço

Data do parecer

Data da publicação

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O Auditor deve executar novos procedimentos entre a data de seu parecer anterior e a data de seu novo Parecer, ou alternativamente emitir novo parecer com data dupla (veremos detalhes no capítulo específico). b) Ocorrência de evento entre a data do parecer e a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa não acata as alterações nas demonstrações contábeis e o parecer ainda não tenha sido divulgado pela administração da empresa auditada . O auditor deve revisar o seu parecer considerando a impropriedade em sua opinião (ressalva ou adversa). c) Ocorrência de evento ocorrido antes da emissão de seu Parecer e conhecido pelo auditor após a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa acata as alterações nas demonstrações contábeis.

Data do balanço

Data do parecer

Data da publicação

O auditor deve executar os procedimentos de auditoria, revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis seja informada da situação e emitir um novo parecer, indicando após o parágrafo da opinião a nota explicativa sobre o fato, sendo aplicável o procedimento quanto a data explicitado no item “a”. d) Ocorrência de evento ocorrido antes da emissão de seu Parecer e conhecido pelo auditor após a divulgação das demonstrações contábeis e a administração da empresa não acata as alterações nas demonstrações contábeis ou, ainda, quando não adotar as medidas para informar as pessoas quanto a situação (item anterior). O auditor deve informar a empresa que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. Dentre estas medidas comunicar a administração da empresa que não mais faça uso de seu Parecer emitido anteriormente associado às demonstrações contábeis não retificadas, e a comunicação a órgãos reguladores específicos e a comunicação a pessoas que tenha tido recebido as demonstrações contábeis não retificadas. O Auditor deverá avaliar a alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer, quando tiver iminente a emissão de demonstrações contábeis do exercício subseqüente, desde que contenham os ajustes ou informações necessárias.

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Quando auditor realizar o exame dos documentos originais. o auditor deverá tomar os cuidados necessários para que o resultado seja válido. deve estar atento para: a) b) c) d) e) Autenticidade. confirmações obtidas pessoalmente. 2.(AFTN/96) A confirmação implica a obtenção de declaração formal e isenta de pessoas independentes à Companhia. as respostas do pedido de confirmação devem ser endereçadas à empresa auditada. certificar-se do número de caixas existentes na empresa. 73 . constatar e divulgar a existência de itens penhorados ou de uso restrito. constata a adequação dos cálculos e registros contábeis das depreciações. aprovação e clareza. dispensa da presença do responsável pelo caixa. controle dos pedidos de confirmação. QUESTÕES DECONCURSOS PÚBLICOS 1. normalidade. Autenticidade. Autenticidade.(AFTN/96) assinale a opção que representa um objeto exclusivo de auditoria das contas contábeis representativas do Ativo Imobilizado de uma empresa: a) b) c) d) e) determinar a existência física e estado geral de conservação. procedimento alternativo de verificação para as respostas de confirmação não recebidas. no ato da contagem. (AFTN/96) As transações comerciais compreendem o repasse da propriedade de bens ou serviços prestados por intermédio de documentação hábil. que acompanha e atesta a idoneidade de sua realização.(AFTN/96) Para a realização da contagem de caixa. nos casos julgados apropriados pelo auditor. Quais dos procedimento abaixo não estão relacionados com os exames de confirmação? a) b) c) d) e) seleção criteriosa dos itens. 3. O fato de que somente o registro contábil é objeto de atenção.Auditoria Adriano Cisneiros . por serem despachados aos destinatários. obter declaração formal de devolução dos numerários contados. aprovação e registro. aprovação e registro contábil. Aprovação. verificar se foram aplicados os princípios fundamentais de contabilidade. por serem examinados através de procedimento de confirmação. anotações da contagem em papel de trabalho. Indique a opção que não representa uma atitude de zelo do auditor: a) b) c) d) e) realização de contagem sem prévio aviso. determinar se pertence à empresa ou a terceiros. 4. clareza e natureza dos valores.

documentos e de ativos tangíveis. existência física. 5. seguro. 7. investigação minuciosa e observação. exames dos documentos originais e confirmação. reavaliação de imobilizado. propriedade. no momento da execução. 9. 74 . inspeção. cálculo e conciliação bancária. qualidade. (AFTN/96) As características básicas do procedimento de auditoria de exame físico são: a) b) c) d) e) quantidade. composição e conciliação de saldos de fornecedores. acompanhamento de processos. investigação e confirmação. propriedade e identificação. (AFTN/98) O procedimento técnico de confirmação não se aplica nos exames de auditoria de: a) b) c) d) e) passivos contingentes. seguro. saldos de fornecedores. quantidade. inventário de estoque. documento idôneo e identificação. cobertura de seguros. qualidade. conferência de cálculo e exame da escrituração. identificação e autenticidade. qualidade. seguro e quantidade. inspeção. saldos de clientes. quantidade. análise do balanço e análise do fluxo de caixa. existência física. identificação. conferência da exatidão aritmética de documentos e registros. autenticidade. inspeção e conferência de cálculo. 8-(AFTN/96) das opções abaixo. investigação e confirmação. seguro. (AFTN/96) Assinale a opção que represente alguns procedimentos técnicos básicos de auditoria. obtenção de informações junto a terceiros. revisão analítica. (AFTN/98) O auditor realiza o procedimento técnico de inspeção para: a) b) c) d) e) verificação do comportamento de valores relevantes. observação. existência física. exame de registros. existência física. assinale a que não corresponde a um procedimento usual de auditoria: a) b) c) d) e) exame físico. observação e composição de saldos contábeis. autenticidade e qualidade. 6. conforme as normas de auditoria independente das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) inspeção.Auditoria Adriano Cisneiros .

inspeção e cálculo. tem a finalidade de determinar: a) b) c) d) e) que representam gastos efetivos que irão beneficiar o período encerrado. revisão analítica e cálculo. revisão preliminar das instruções de inventário físico. (AFTN/96) A investigação constitui-se em um dos procedimentos da auditoria. e abrangem: a) b) c) d) e) testes de observância e procedimentos de revisão analítica. exame dos saldos bancários de livre movimentação e dos contratos. exame detalhado das aprovações de baixas de duplicatas incobráveis.(AFTN/96) A auditoria das despesas antecipadas. 12. testes de transações e procedimentos de revisão analítica.(AFTN/98) Nos exames de auditoria das contas da demonstração de resultados.(AFTN/98) Assinale a opção que apresenta um procedimento não aplicável à auditoria dos estoques de materiais de uma entidade: a) b) c) d) e) confirmação de materiais em poder de terceiros. exame de contratos e do saldo de contas a pagar. Este deve ser utilizado em qual caso abaixo: a) b) c) d) e) exame do saldo contábil de duplicatas a receber e dos contratos. exame do “corte” dos documentos de movimentação dos estoques. testes substantivos e procedimentos de revisão analítica. se elas representam gastos que não influenciarão resultados futuros. se foram utilizados os Princípios Fundamentais de Contabilidade. confirmação e observação. 14. testes de transações e saldos e testes substantivos. coordenação e responsabilidade pela realização de contagens físicas. 11.Auditoria Adriano Cisneiros . testes de observância e testes substantivos. 15. os seguintes procedimentos técnicos não são usualmente aplicados pelos auditores: a) b) c) d) e) conferência de cálculo e registro. se elas representam despesas que foram pagas para reduzir o cálculo dos impostos. mas não foram pagas. verificação da existência de penhores e/ou hipotecas de itens. que as despesas incorreram. exame da variação de saldo de contas a pagar e dos contratos. revisão analítica e inspeção.(AFTN/96) Procedimentos de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidência ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. 13.(AFTN/98) assinale a opção abaixo que não corresponde a um procedimento geralmente 75 . classificadas conto Ativo Circulante. 10.

procedimentos de inspeção. positiva e negativa.(AFTN/98) Os procedimentos de auditoria de conferência de cálculo da equivalência patrimonial se aplicam às contas contábeis que registram: a) b) c) d) e) capital social subscrito e a subscrever. pode ser de dois tipos. para confirmação de transações. 76 . conhecida na atividade de auditoria como “circularização”. testes de procedimentos. é um dos objetivos dos: a) b) c) d) e) testes de observância. empregado na auditoria das disponibilidades financeiras das entidades: a) b) c) d) e) contagem de fundo fixo de caixa.Auditoria Adriano Cisneiros . confirmação de contas bancárias paralisadas. importação de bens do imobilizado em andamento. 18. interna e externa. procedimentos de confirmação. ativa e passiva. exame documental dos avisos bancários. confirmação de assinaturas autorizadas. investimentos permanentes relevantes em controladas. quanto à forma de resposta: a) b) c) d) e) branca e preta.(AFTN/98) A obtenção de informações junto a pessoas ou entidades. investimentos temporários em ações de empresa. capital social subscrito e integralizado.(AFTN/98) A conclusão sobre a adequada mensuração. aberta e fachada. 16. apresentação e divulgação das transações econômico-financeiras. testes substantivos. 17. em consonância com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. análise do fluxo de caixa projetado.

para opinar sobre a conta estoques. substantivos. passivo de maior liquidez. uma conta de resultado. Percebeu que um dos procedimentos solicitados NÃO foi compatível. conferência de cálculos e circularização de saldo. circularização de saldo. d) subavaliação e inspeção documental. normalmente. (AUDITOR – ECT/98) O auditor está realizando uma auditoria em “Caixa e Bancos”. b) testes de compras.(CGM-RJ/99) Os testes principais de auditoria dirigidos para os saldos da conta Caixa são. resultado de maior liquidez. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade são denominados testes: a) b) c) d) e) de observância. 20. 21. com os procedimentos a aplicar. de existência. inspeção física e documental. e) superavaliação e inspeção física.(CGM-RJ/99) Além da existência e da avaliação. devem ser aplicados no exame do Almoxarifado são: a) b) c) d) e) inspeção física e documental. 22. 24. conferência de cálculos e circularização de saldo. Logo. inspeção física. podemos afirmar que está auditando: a) b) c) d) e) ativo de maior liquidez. O procedimento INCOMPATÍVEL com a conta estoques é: a) inventário físico. b) subavaliação e inspeção física. de controle. circularização de saldos e observância. uma conta do passivo. o ponto que o auditor independente deve cobrir nas auditorias dos valores a receber e a pagar é a: 77 . 19. respectivamente: a) superavaliação e confirmação de saldos. inspeção física.(AUDITOR – ECT/98) Você recebeu um programa de auditoria. 23.(AFTN/98) Os procedimentos de auditoria que têm por finalidade obter evidências quanto à suficiência.Auditoria Adriano Cisneiros . conferência de cálculos. de aderência.(CGM-RJ/99) Os procedimentos de auditoria que. inspeção documental. c) testes de importações. d) teste do custo de produção. e) análise de ônus sobre imóveis. c) superavaliação e inspeção documental.

garantir que existem procedimentos de controle interno. acompanhamento dos procedimentos de escrituração. a) classificação.Auditoria Adriano Cisneiros . exame dos livros auxiliares. o auditor obtém declaração escrita firmada pelo depositário. b) c) d) e) 26. b) confirmação. e) revalidação. o auditor utilizou a técnica de: a) b) c) d) e) exame e contagem física.(CGM-RJ/99) Os procedimentos de auditoria permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. observância e testes substantivos. d) validação. 27. mediante testes denominados: a) b) c) d) e) controle e de riscos. 78 .(AFTE-RS/1999) Objetivando verificar a existência de estoques pertencentes à empresa auditada. proporcionar razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estão sendo executados na forma prevista. conferência de cálculos. observância e de aderência. armazenados em armazéns públicos. aderência e de riscos. testar que há controles internos de boa qualidade. confirmação. Ao obter a informação acima. controle e aderência. 25. c) circularização. onde consta detalhadamente o estoque assim armazenado. propor aos administradores sugestões para otimização dos procedimentos de controle interno que estão sendo executados na entidade. (CGM-RJ/99) O objetivo principal do teste de ADERÊNCIA é: a) definir o universo de teste que deverão ser realizados na etapa de avaliação dos controles internos.

Esse procedimento é executado pela contagem física dos bens e confronto do resultado com os registros do estoque. 30. Um dos procedimentos de auditoria que não é pertinente ao processo de inventário é: a) b) c) d) e) confirmação de estoques em poder de terceiros. da revisão dos papéis de trabalho. em termos da correta aplicação da técnica de auditoria da circularização? a) b) c) d) e) circularizar outros clientes..(Contador/TCMRJ/2000) A realização do inventário do patrimônio público envolve. teste de reavaliação de bens do ativo. circularizar os clientes sem respostas e outro grupo de clientes. encerrar a circularização pelo nível de confirmação de saldos corretos. 96% de acertos. novamente. a comprovação. verificação da existência física. 31. 29. do programa de auditoria. considerar satisfatória a quantidade de respostas recebidas. o nível de confirmação dos saldos contábeis foi de. do relatório de auditoria. o agrupamento. a avaliação.(AUDITOR-PETROBRAS/98) Na auditoria do Contas a Receber da Cia. do memorando descritivo. 79 . aproximadamente. No decorrer dos 20 dias seguintes. confirmação de estoques de propriedade da empresa auditada. qual das providências abaixo você adotará. através: a) b) c) d) e) da planilha de controle de horas ( Time Sheet ). teste de avaliação de estoques.Auditoria Adriano Cisneiros . os clientes sem respostas. a classificação. circularizar. você selecionou a amostra considerada representativa da carteira e realizou a circularização da clientela selecionada. 28.(AFCE/TCMRJ/2000) Estabelecer a forma adequada de realização dos trabalhos e controlar o tempo despendido em sua realização são vantagens fornecidas ao auditor. você recebeu cerca de 70% das respostas às cartas enviadas: Feita a correlação com a contabilidade. além das fases de levantamento e arrolamento: a) b) c) d) e) a identificação.(AFCE/TCMRJ/2000) O inventário físico representa um procedimento de controle que visa a apurar as responsabilidades das pessoas que custodiam bens da empresa. Após tal constatação.

existência real. teste de duplicatas descontadas e cut-off de cheques. Nessa área. procedimentos de controle e avaliação. existência real. b) as conciliações devem ser realizadas pela área responsável. teste de duplicatas descontadas e circularização de saldos.Auditoria Adriano Cisneiros . propriedade e aferição. por serem um ativo de pronta liquidez. mesmo que haja bom sistema de controle interno. Julgue os itens a seguir. circularização e cut-off de cheques. até que um esclarecimento satisfatório seja obtido. devendo ser feita sem a presença do responsável pelo caixa. e não devem ser revisadas pelos.(AFCE/TCMRJ/2000) Caixa e Bancos. e pesquisará sua origem. procedimentos de controle e avaliação. são mais sujeitos a uma utilização indevida por parte de terceiros. em função de um corte obrigatório a ser estabelecido. se existem todas as que deveriam existir. teste de conciliação bancária. com a finalidade de obter provas suficientes e convincentes sobre transações e saldos. já que se destina a apurar se realmente existem todas as disponibilidades mencionadas no balanço e. o auditor faz maior volume de testes do que o normal. e)as operações subseqüentes devem ser integralmente desprezadas. teste de duplicatas descontadas e cut-off de cheques. propriedade e avaliação. 80 . teste de duplicatas descontadas e circularização de saldos. teste de conciliações bancárias. coincidindo com a data do encerramento do período contábil. que deverão apenas se certificar dos seus resultados. contagem de caixa. propriedade e avaliação. d)o auditor deverá atentar para as operações incomuns que surjam durante o exame. existência real. credibilidade dos procedimentos de controle. contagem de caixa. também.(AFCE/TCMRJ/2000) Os testes de saldos é aquele empregado pelo auditor. relativamente aos procedimentos recomendados nessa área: a)a contagem de valores deve ser sempre programada. em conformidade com o padrão relativo à execução do trabalho. já que a existência de risco é maior. mediante correspondência dirigida ao próprio auditor. O objetivo deste teste é o auditor se certificar da: a) b) c) d) e) credibilidade dos procedimentos de controle. nunca de surpresa. auditores. 32. 33. 34. Alguns dos principais procedimentos de auditoria nesta área são: a) b) c) d) e) contagem de caixa.(UNB-ANALISTA-BACEN/97) O programa de auditoria para as disponibilidades assume grande importância. c) o auditor deverá exigir a confirmação direta dos bancos.

testes e amostragens. 39. cabendo ao auditor. efetividade e continuidade dos controles internos da entidade. para levantamento da rede de interações. determinar a amplitude dos exames necessários à obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo. testes de procedimentos.acompanhamento da execução de um processo. testes substantivos. Em branco. dentro ou fora da organização. observação. cálculo e revisão analítica são procedimentos técnicos básicos de auditoria relacionados com o planejamento de auditoria.(AFRF/2000) A conclusão quanto à ocorrência efetiva de uma transação contábil é um dos objetivos do auditor para a aplicação dos: a) b) c) d) e) testes de cálculos.Auditoria Adriano Cisneiros . a respeito de procedimentos de auditoria: e)segundo a NBC T 11. 36. Os procedimentos técnicos básicos que o auditor deve considerar na aplicação dos testes incluem: a) instauração .(UNB–ANALISTA–BACEN/2000) Julgue os item a seguir. Negativo. com base na análise de riscos da auditoria e outros elementos de que dispuser. investigação e confirmação.(AFRF/2000) O pedido de confirmação (circularização) no qual o auditor solicita que o destinatário responda apenas se a informação está errada é usualmente denominada na atividade de auditoria independente: a) b) c) d) e) Positivo. em razão da complexidade e do volume das operações. 35.verificação dos relacionamentos de atividades e tarefas. Em preto. 38. d)observação . necessária à consolidação dos planos estratégicos da organização.(AFRF/2000) Para verificar a existência. 37. b) rastreamento . aprovada pelo CFC. o auditor independente de demonstrações contábeis aplica: a) Testes substantivos. testes de observância. e)inspeção .estabelecimento de caminho crítico que determine os pontos falhos e vícios utilizados pelos interessados nos desvios patrimoniais. 81 .exame de registros. Com divergência. inspeção.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) A aplicação dos procedimentos de auditoria deve ser realizada por meio de provas seletivas. c)investigação e confirmação – obtenção de informações junto à pessoa s ou entidades conhecedoras da transação. documentos e ativos tangíveis. testes de abrangência.

principalmente. segundo a NBCT11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis.(AFRF/2000) Assinale a opção que não representa uma obrigação do auditor. denomina-se: a) b) c) d) e) Revisão analítica. o procedimento de: a) b) c) d) e) conferência de cálculo dos créditos observação de processo de controle. Investigação e confirmação. confirmação junto aos devedores. e) no Disponível. b) c) d) e) Testes de observância. revisão analítica dos recebereis.(AFRF/2000) A confirmação de assinaturas autorizadas é um procedimento usual de auditoria aplicado: a) nos Investimentos. 40. (AFRF/2000) A auditoria das doações e subvenções para investimentos é realizada na seguinte área de balanço: a) b) c) d) e) Despesas Antecipadas Ativo Deferido Contas a Pagar Patrimônio Líquido Receitas e Despesas 44. 43.Auditoria Adriano Cisneiros . c) nas Contas a Pagar. 42. visando identificar tendências ou situações anormais. inspeção de ativos tangíveis. e) empregar técnicas de amostragem estatística b) confirmar valores expressivos de contas a pagar c) confirmar valores expressivos de contas a receber d) avaliar o sistema contábil e de controles internos 82 .(AFRF/2000) O procedimento de auditoria de verificação do comportamento de valores relevantes. quociente e outros meios. Inspeção. Testes de conferência de cálculos. Conferência de cálculos. b) nas Contas a Receber. 41. o auditor independente utiliza. mediante índices.(AFRF/2000) Para certificar-se que direitos de crédito efetivamente existem em determinada data. Testes de abrangência. Observação. d) no Ativo Imobilizado. Testes de revisão analítica.

46.(AFRF/2000) A empresa auditada possui investimento permanente relevante em subsidiária integral. 50. 48. de um fornecedor que mantém estoques da empresa auditada em seu poder na data-base do balanço: a) b) c) d) e) É um procedimento que não deve ser aplicado na auditoria contábil de estoques. carta de conforto. destinado a orientar adequadamente o trabalho 83 . (AFC/SFC/MF-2001) O plano de ação detalhado. e) acompanhar inventário físico de itens de valor expressivo. por escrito. 45. (AFC/SFC/MF-2001) Os procedimentos de revisão analítica pertencem ao conjunto de: a) b) c) d) e) testes de observância testes substantivos testes de transações e saldos testes de controle interno testes de inventários físicos 49. 47. Não pode ser aceito pelo auditor como prova de propriedade e existência do ativo. Deve obrigatoriamente ser valido com a realização de inspeção física no local. carta de responsabilidade da administração. carta gerencial.(AFRF/2000) Assinale o melhor procedimento técnico de auditoria para adequação do saldo contábil da depreciação acumulada: a) b) c) d) e) Inspeção Observação Investigação e Confirmação Revisão Analítica Cálculo. (AFRF/2000) A confirmação. Deve gerar uma ressalva no parecer dos auditores e constar das notas explicativas. É um procedimento usual de auditoria independente das demonstrações contábeis. circularização.(AFC/SFC/MF-2001) A técnica de auditoria utilizada na obtenção de declaração formal e independente de pessoas não ligadas à entidade auditada denomina-se: a) b) c) d) e) circulação.Auditoria Adriano Cisneiros . O principal procedimento de auditoria aplicável é: a) b) c) d) e) conferência do cálculo da correção monetária integral conferência do cálculo de equivalência patrimonial confirmação dos investimentos através de circularizações acompanhamento de inventário físico das cautelas de ações exame dos subsídios recebidos para investimentos.

Propor a constituição de provisão de créditos de liquidação duvidosa. 53.(AFC/SFC/MF-2001) No acompanhamento dos inventários físicos de estoques de materiais.Auditoria Adriano Cisneiros . relativos a princípios e normas de auditoria do Conselho Federal de Contabilidade. Verificar se as transações estão registradas pelos montantes corretos.(AFC/SFC/MF-2001) Os procedimentos de auditoria mais eficazes para detectar a omissão de passivos nas demonstrações contábeis são: a) b) c) d) e) exame das conciliações bancárias e análise das pendências relevantes confirmação de contas a pagar e inventário físico de mercadorias exame de pagamentos subseqüentes e inventário físico de mercadorias análise da composição dos saldos de fornecedores e outras contas a pagar confirmação de contas a pagar e exame de pagamentos subseqüentes. conhecedoras de determinadas transações ou eventos da entidade auditada. conforme a Resolução CFC n. a) b) c) d) e) Constatar a existência de um componente patrimonial em certa data. ( ATM/CE-1998) De acordo com a Resolução CFC n. é um procedimento técnico de auditoria denominado: a) teste de observância b) revisão analítica c) transações com partes relacionadas d) investigação e confirmação e) carta de responsabilidade da administração. 820/97. 84 . Certificar que os itens estão apresentados e divulgados adequadamente. efetividade e continuidade dos controles internos. externas ou internas. mediante índices. 55-( AUDITOR/INSS/2000) Julgue os itens abaixo. Verificar a existência. 54. denomina-se: a) b) c) d) e) Programa de Auditoria Programa de Controle Relatório de auditoria Plano de Amostragem Plano de Exame Documental. a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades. 52. Qual procedimento deve adotar? a) b) c) d) e) Propor a imediata baixa dos estoques para despesas não – operacionais Propor reclassificação dos itens para outros valores a receber Propor a imediata baixa dos estoques para o custo dos produtos vendidos Propor a constituição de provisão para perdas em estoques. a) A revisão analítica é a verificação do comportamento de valores significativos.(ATM/CE-1998) Assinale a opção que não representa um objetivo dos testes substantivos.820/97. Comprovar que todas as transações do período estão registradas. do Analista de Finanças e Controle – AFC. o auditor observou a existência de diversos itens obsoletos. 51.

irregularidade e descontinuidade. quantidades absolutas ou outros meios. desenvolver um plano estratégico da empresa. julgue o item a seguir: a)Os testes de observância visam à comprovação de que a entidade auditada está obedecendo à legislação que rege o rumo de atividade a que pertence. c) Mensuração. 56. classificados. divulgados. consistindo de exame de registros. com vistas à identificação de situação ou tendência atípica. coletar evidências suficientes de auditoria. d) As estimativas contábeis são de responsabilidade do auditor e baseiam-se em fatores objetivos e subjetivos. apresentação e divulgação são conceitos aplicados pelo auditor nos testes substantivos.(ESAF/FPS/2002) Os procedimentos relacionados para compor um programa de auditoria são desenhados para: a) b) c) d) e) detectar erros e irregularidades significativas. quocientes. 820. e) O passivo a descoberto é um dos indicadores financeiros a serem adotados pelo auditor como pressuposto na análise da continuidade da entidade auditada. 58-(ESAF/FPS/2002) Na aplicação dos testes de observância.(AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. determinar a adequação de afirmações significativas nas demonstrações contábeis. avaliar os critérios contábeis aplicados pela administração na elaboração de demonstrações 85 . lógica. ____________ e _____________ de controles internos. continuidade. 57. avaliar a estrutura dos controles internos. d) aplicabilidade. eficiência. b) A observação é um dos procedimentos básicos de auditoria. efetividade. 59-(ESAF/FPS/2002) Os testes substantivos tem por finalidade: a) b) c) d) avaliar a eficácia dos controles internos mantidos pela administração da empresa. para concluir se os itens estão avaliados. requerendo o seu julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. materialidade. inexistência. c) validade. Com base nestas normas. de 1997. documentos e ativos intangíveis. o auditor deve verificar a ___________. continuidade. determinar a adequação das metas significativas previstas nas demonstrações contábeis. relevância. e descritos de acordo com os princípios fundamentais e as normas brasileiras de contabilidade. b) deficiência. a) existência. proteger o auditor em caso de litígio legal.Auditoria Adriano Cisneiros . e) extensão.

o saldo apresentado pela empresa no cliente. e) avaliar a fidedignidade dos controles mantidos pela administração através de testes documentais. a existência de duplicatas descontadas. a existência física do bem da empresa. 86 . a existência física do documento gerador do fato.(ESAF/FPS/2002) A circularização é um procedimento de auditoria que aplicado à área de contas a receber confirma: a) b) c) d) e) os cálculos efetuados pelo auditor. 60-(ESAF/FPS/2002) Os procedimentos de auditoria são um conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas.Auditoria Adriano Cisneiros . Tais procedimentos abrangem os seguintes testes: a) b) c) d) e) substantivos e de observância. 61. de revisão analítica e substantivos. substantivos e de cálculo de confirmação e de observância de inspeção e revisão analítica. contábeis.

(ESAF/FPS/2002) Na aplicação dos procedimentos de revisão analítica. revisão analítica. clareza. confiabilidade. materialidade. total das despesas de seguros. Nesse caso. 62. existência.(ESAF/FPS/2002) Normalmente. observação. o auditor deve considerar a ___________ das informações. individualidade. sua ________________ e comparabilidade. das despesas antecipadas. indisponibilidade. solicitando informações dos saldos em aberto existentes nessas empresas em uma determinada data. a) b) c) d) e) facilidade. 64. ocorre um procedimento de: a) b) c) d) e) investigação. inspeção. do saldo contábil do ativo imobilizado. cuja resposta deva ser enviada diretamente aos seus auditores independentes. o auditor efetua a conferência da exatidão de rendimentos de aplicações financeiras de longo prazo considerando as receitas auferidas destas aplicações de acordo com o regime de competência. apresentação. 63. disponibilidade. relevância. Esse procedimento de auditoria é denominado: a) b) c) d) e) inspeção cálculo observação revisão analítica investigação 87 .Auditoria Adriano Cisneiros . existência. 65. irrelevância.(ESAF/FPS/2002) Para determinação da suficiência de cobertura de seguros para ativo imobilizado deve-se proceder ao confronto de cobertura da apólice com o valor: a) b) c) d) e) da existência física do ativo imobilizado. confirmação. do Patrimônio Líquido. materialidade. facilidade.(ESAF/FPS/2002) A administração de uma entidade envia uma carta às diversas instituições financeiras com as quais se relaciona comercialmente. irrelevância.

(ESAF/FPS/2002) Assinale a opção em que o procedimento de revisão analítica não está associado a clientes. incluir uma nota explicativa em seu parecer. 66.PAPÉIS DE TRABALHO 1-INTRODUÇÃO 88 . 1-E 9-A 17-E 25-E 33-B 41-D 49-D 57-D 65-B 2-D 10-E 18-D 26-B 34-EECCE 42-E 50-A 58-A 66-D 3-A 11-B 19-D 27-D 35-E 43-D 51-E 59-B 67-D RESPOSTAS 4-E 5-E 12-C 13-C 20-A 21-E 28-B 29-C 36-EECCC 37-D 44-A 45-B 52-D 53-D 60-A 61-E 68-D 69-D 6-B 14-B 22-A 30-A 38-C 46-E 54-C 62-C 7-A 15-C 23-E 31-D 39-B 47-D 55-CECEC 63-B 8-D 16-C 24-A 32-A 40-A 48-B 56-E 64-D a) b) c) d) e) CAPÍTULO 7 . b) discordar parcialmente dos advogados. Exame dos pagamentos realizados no período auditado.(ESAF/FPS/2002) Ao utilizar os trabalhos já efetuados pela auditoria interna em seus testes substantivos. requisitar novos testes à auditoria interna. efetuar testes adicionais necessários. 69. análise de variação de preços de produtos entregues pelos fornecedores. 67. margem bruta por produto ou por localidade de seus postos de vendas.Auditoria Adriano Cisneiros . (ESAF/FPS/2002) Em decorrência das respostas de circularização.(ESAF/FPS/2002) Identifique um procedimento de auditoria para evidenciação de um evento subseqüente. d) discordar integralmente dos advogados. já em fase de execução Neste caso. análise do nível de devoluções e abatimentos por clientes individualmente. abster-se de emitir uma opinião de auditoria. Inventário físico dos saldos de abertura e final do período auditado. c) concordar parcialmente com os advogados. alterações nos preços unitários e taxas de desconto para clientes especiais. e) não concordar nem discordar dos advogados 68. de advogados internos e externos da empresa auditada. ele deve: ressalvar o parecer de auditoria. Exame de devoluções de vendas realizadas no período seguinte auditado. o auditor independente recebeu diversas respostas com opinião sobre a possibilidade remota de insucesso de ações de diversas naturezas contra a empresa. a) b) c) d) e) análise de flutuações de volume ou na quantidade de vendas por produto. o auditor deve: a) concordar integralmente com os advogados. se o auditor independente julgar que o volume de testes não é suficiente. a) b) c) d) e) Circularização do saldo de contas a receber do período findo auditado. Teste de adições de imobilizado realizado durante o período auditado.

1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor.7. Os papéis de trabalho são os documentos utilizados pelo auditor para comprovar a realização dos trabalhos de auditoria e registrar as evidencias colhidas para a fundamentação de sua opinião.2.7. meios eletrônicos ou outros que possam armazenar.2. 11. Os papéis de trabalho são compostos de papéis. 2-NORMAS RELATIVAS AOS PAPEIS DE TRABALHO “NBCT 11 11. filmes.1 – O auditor deve documentar.7.1.Auditoria Adriano Cisneiros . todos os elementos significativos dos exames realizados e que evidenciam ter sido a auditoria executada de acordo com as normas aplicáveis. preparados de forma manual. a natureza. organizados e arquivados de forma sistemática e racional.2 – Os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. 89 . através de papéis de trabalho. compreendendo a documentação do planejamento.2.4 – Quando o auditor se utilizar de análises. oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria. por meios eletrônicos ou por outros meios. 11. bem como o julgamento exercido pelo auditor e as conclusões alcançadas.7 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA 11.3 – PAPÉIS DE TRABALHO 11.2. responsável por sua guarda e sigilo.7.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendimento e o suporte da auditoria executada. 11. que constituem a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião.2.1. demonstrações ou quaisquer outros documentos fornecidos pela entidade deve certificar-se da sua exatidão. fotografias. 11.3. 11.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados.3.1.

do conselho e da diretoria. endereço de todas as unidades da empresa (escritórios.5– GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO – O auditor. 90 . Exemplos: Planejamento de auditoria.OBJETIVOS .Servir de base para consultas em serviços futuros. Exemplos: Estatutos sociais ou contratos sociais. -Pasta Permanente . cópia de pareceres e relatórios etc.NORMAS DE AUDITORIA INDEPENDENTE 1. deve conservar a boa guarda. pelo prazo de 5 (cinco) anos. descrição dos negócios da empresa auditada.Destinada ao arquivamento das correspondências. que serão utilizados por mais de um período. plano de contas. cópias ou extratos dos contratos à longo prazo. toda a documentação. ajustes e reclassificações. NBCP .Servir de base para avaliação de desempenho do auditor. relatórios anteriores emitidos e outras informações de caráter geral sobre a entidade auditada. -Pasta de análise de contas-Destinada a armazenar os papéis de trabalho relacionados com a análise das contas. depósitos etc). -Pasta de correspondência . a partir da data da emissão de seu parecer. -Pasta de assuntos de auditoria (Pasta Geral). relatórios de auditoria etc. ou seja. 3. fábricas. eventos subseqüentes. relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados “. para fins de fiscalização do exercício profissional.Evidenciar os trabalhos realizados e as conclusões que serviram de base para a emissão da opinião do auditor.Destinada a armazenar os papéis que contenham informações de caráter permanente.Meio para a supervisão dos trabalhos. . 4-ARQUIVAMENTO DOS PAPÉIS DE TRABALHO São arquivados em pastas de acordo com a sua finalidade.Pasta destinada a outras informações relativas ao trabalho que não relacionas com o exame das contas contábeis. papéis de trabalho. atas ou extratos das atas da assembléia de acionistas. Balancetes e outras demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros . controles internos. . . carta proposta. armazéns.

analíticas ou de detalhes Destinam-se a análise das contas individuais do grupo que compõe.Auditoria Adriano Cisneiros . possuem a descrição do trabalho efetuado. Em cada papel de trabalho deverá haver a explicação de cada tick. O uso dos ticks evita a repetição da descrição dos procedimentos efetuados e proporciona rapidez na sua elaboração e na revisão. os mesmos devem ser referenciados ou cruzados. -Devem possuir data de sua preparação. a referência ao programa de auditoria e possuem as evidências obtidas pelo auditor. limpos e corretos e sem erros aritméticos. 5-NORMAS GERAIS PARA PREENCHIMENTO DOS PAPÉIS DE TRABALHO Os papéis de trabalho devem ter um padrão de preenchimento definido e claro e devem: -Mencionar todos os procedimentos efetuados. b)Folhas ou cédulas sustentatórias. -Incluir todas as informações pertinentes.Soma conferida ∧ Conferido com o razão W . -Ser claros.Conferido com a nota fiscal 7. sua extensão e profundidade. indicar com a sigla PPC) e quem o revisou. 91 . exceto as irrelevantes. 8-TIPOS DE PAPEIS DE TRABALHO a) Folhas ou cédulas mestras (balancetes de trabalho) Possuem referência imediata ao balanço final ou balancete. Devem possuir sempre os saldos do balanço anterior por área a serem examinadas(grupo de contas). 6-SINAIS E SÍMBOLOS USADOS NOS PAPÉIS DE TRABALHO Os sinais e símbolos (ticks) utilizados nos papéis de trabalho evidenciam os procedimentos utilizados pelos auditores.REFERÊNCIAS (cruzamento) Com o propósito de facilitar o encontro de informações nos papéis de trabalho. -Conter as conclusões de cada conta ou área examinada. evidenciando a obediência ás normas de auditoria. √. identificação do auditor que o elaborou (se foi o cliente .

contendo comentários sobre a extensão dos trabalhos. 92 . d) Memorandos de Auditoria Possuem dados escritos pelo auditor em forma narrativa. c)Folhas ou cédulas de ajustes e reclassificações Possuem os lançamentos contábeis recomendados pela auditoria para correção das demonstrações contábeis. descobertas e conclusões.Auditoria Adriano Cisneiros .

preparados de forma manual. a partir da data de emissão do seu parecer. 4. 4 anos. por meio eletrônico ou outros meios. que constituem a evidência do trabalho executado e fundamento da opinião. no mínimo. 3. por serem confidenciais. pelo prazo de: a) b) c) d) e) 3 anos. a partir da data – base da auditoria. 20 anos. dos papéis de trabalho. 2. a partir da data – base da auditoria. 4 anos. o conjunto de documentos que compõe os papéis de trabalho desse profissional deve ser guardado pelo prazo de: a) b) c) d) e) 5 anos. para fins de fiscalização do exercício profissional. 5 anos. os papéis de trabalho. a partir da data da assembléia de acionistas. no transcorrer dos seus trabalhos: a) b) c) d) e) os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos do auditor. os papéis de trabalho devem ser mantidos em arquivo.(AFTN/96) Assinale a opção que não se relacione com os papéis de trabalho utilizados pelo auditor.Auditoria Adriano Cisneiros .(UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue o item (certo ou errado) que se seguem. acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente. 93 . por 5 anos. de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis : Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligadas pelo auditor. a partir da data da emissão do parecer. deve conservar a boa guarda da documentação. são propriedade da empresa auditada. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1-(AFTN/98) Segundo a NBC-P-1 – Normas Profissionais do Auditor Independente. 5 anos. a partir da data da emissão do parecer. dos relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados. os papéis de trabalho constituem a evidência do trabalho executado pelo auditor. os papéis de trabalho contêm informações e provas coligadas pelo auditor. 3 anos.(CGM-RJ/99) O auditor. 10 anos. 4 anos.

que também é responsável pela autorização de sua divulgação. que detém a responsabilidade pela guarda e divulgação dos mesmos. auditor. portanto. c) os papéis de trabalho devem ser limpos. d) os papéis de trabalho devem ser concisos. que também é responsável pela sua guarda e sigilo. de revisão analítica. auditor. 820/97 – CFC. claros e evidenciar a obediência às normas de auditoria. e) os papéis de trabalho devem ser limpos.(AFCE/TCU/99) Conforme determinação da NBC T 11. assinale a opção que não se constitui numa regra básica que deve ser observada na elaboração dos papéis de trabalho: a) os papéis de trabalho devem ser limpos. inclui-se pasta de : a) b) c) d) e) análise das contas. Está. b) os papéis de trabalho devem incluir todos os dados pertinentes. que poderá autorizar o uso das informações por terceiros quando relevantes. assuntos de auditoria. inclusive. 94 . permanente. que também é responsável pela sua guarda e sigilo. A forma mais eficiente é a de mantê-los em pastas apropriadas. claros. claros. os papéis de trabalho de auditoria são de propriedade exclusiva do ( da) : a) b) c) d) e) entidade auditada. consultando um papel de trabalho: a) b) c) d) e) corrente. das demonstrações financeiras. consultando o estatuto social da Empresa. 5. corretos e elaborados de forma sistemática e racional. que constituem evidência do trabalho executado e o fundamento da sua opinião. auditor. Entre essas. limpos. do patrimônio líquido. 6.(AFTN/96) Os papéis de trabalho devem seguir um padrão definido e claro. claros e corretos. risco de auditoria. os irrelevantes. entidade auditada. Com base nesta afirmação. evidências e provas.(AUDITOR – ECT/98) Você está.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) Os papéis de trabalho são o conjunto dos documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor. 7. correspondências. sem erros matemáticos e objetivos.Auditoria Adriano Cisneiros . Res. Eles devem ser organizados e juntados segundo sua finalidade. durante uma auditoria. e ainda sem erros matemáticos. 8.

95 .Auditoria Adriano Cisneiros . fluxogramas e memorando de comunicação do início da auditoria. 12. 5 anos. importante documento de organização dos papéis de trabalho da auditoria. 10 anos. fluxo de controle interno da auditoria. são de sua propriedade exclusiva. papéis de trabalho com exame das transações e definição do escopo da auditoria. dos papéis de trabalho. contêm: a) b) c) d) e) contas do razão por área de balanço ou contas sintética examinada. relatório de auditoria. e têm como principal objetivo: a) b) c) d) e) servir de elemento de prova para registro no departamento contábil. acumular as provas necessárias para dar suporte ao parecer do auditor.(Contador/TCMRJ/2000) Fornecer um registro permanente da auditoria efetuada. programa de auditoria. 4 anos. papel de trabalho de auditoria.(CRC – RJJ/99) Os papéis de trabalho consistem no conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coletadas pelo auditor independente. 9. dos relatórios e pareceres relacionados com os serviços realizados. questionário de avaliação dos controles internos e estrutura organizacional. considerados no planejamento de execução da auditoria. 20 anos. é uma das finalidades do: a) b) c) d) e) escopo de auditoria. a partir da data de emissão do seu parecer. cobrar os honorários. 11.(Contador/TCMRJ/2000) As “cédulas mestras”. descrevendo os fatores referentes à extensão do trabalho. deve conservar a boa guarda da documentação.(CGM – RJ/99) O auditor. para fins de fiscalização do exercício profissional. controle dos compromissos assumidos pelo auditor. informações permanentes e plano de contas. 10. evitar desperdícios e erros. pelo prazo de: a) b) c) d) e) 3 anos.

que constituem o testemunho do trabalho executado e o fundamento da opinião expressa pelo auditor independente. pois registram dados confidenciais relativos a suas atividades. da diretoria da empresa auditada. Os “PAPÉIS DE TRABALHO” são de propriedade: a) b) c) d) e) exclusiva e confidencial do auditor. as provas por ele realizadas e. no decurso do exame.(AFTE – RS/1980) Por “PAPÉIS DE TRABALHO” .Auditoria Adriano Cisneiros . do auditor e da empresa auditada. muitos casos. 1-A 7-B 13-A 2-C 8-B RESPOSTAS 3-C 4-B 9-A 10-D 5-B 11-C 6-CECEC 12-B 96 . a descrição dessas provas. da empresa auditada. pública. entende-se o conjunto de formulários e documentos que contém as informações e apontamentos coligidos pelo auditor. 13.

d)Registro de transações sem comprovação. de modo a modificar os registros de ativos.Auditoria Adriano Cisneiros . em um confronto dos ativos os controles e com a contabilidade o desfalque não é descoberto. CAPÍTULO 8 . passivos e resultados. registros e demonstrações contábeis. A Fraude relativa à apropriação indébita de ativos é também chamada de desfalque. c) Supressão ou omissão de transações nos registros contábeis.2-Erro O termo erro refere-se a ato não intencional na elaboração de registros e demonstrações contábeis. b) Aplicação incorreta das normas contábeis. A fraude pode ser caracterizada por: a) Manipulação. falsificação ou alteração de registros ou documentos. consistente em: a) Erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis. 2-NORMAS TECNICAS RELATIVAS A FRAUDE E ERRO A NBC T 11 define o que são considerados fraudes e erros para o auditor independente e a Interpretação Técnica 03 explicitou tecnicamente o assunto. 97 . 1. b) Apropriação indébita de ativos. Desta forma.FRAUDES E ERROS 1-CONCEITOS 1.1-Fraude O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações. que resulte em incorreções deles. e e)Aplicação de práticas contábeis indevidas. O desfalque é temporário quando o ativo é suprimido pelo empregado e a contabilidade não é alterada. quando do confronto dos ativos com os controles e a contabilidade o desvio é descoberto. c) Interpretação errada das variações patrimoniais. Desta forma. adulteração de documentos. O desfalque permanente ocorre quando ativo é suprimido e baixado nos registros e na contabilidade (geralmente é contabilizado em despesa).

entretanto.1-A RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO A responsabilidade primaria na prevenção e identificação de fraudes e/ou erros é da administração da entidade. Entretanto. o ato não intencional resultante de omissão.4. e b) erro.3 – A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade.1. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros .1. mediante a manutenção de adequado sistema de controle interno. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer. caso elas não sejam adotadas. 11. Ao planejar a auditoria.4. de forma a ter grande probabilidade de detectar aqueles que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. que. 98 . considera-se: a) fraude. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas. Ao detectá-los. não elimina o risco de sua ocorrência. 4-A DETECÇÃO DE FRAUDES E ERROS O auditor deverá avaliar criticamente o sistema contábil.1. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas.4. “NBCT-11 11.1.2 – Ao detectar erros relevantes ou fraudes no decorrer dos seus trabalhos. através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. 3. Entretanto. deve planejar seu trabalho avaliando o risco de sua ocorrência. adulteração de documentos.1 – Para os fins destas normas. registros e demonstrações contábeis. incluindo o controle interno. caso elas não sejam adotadas.2-A RESPONSABILIDADE DO AUDITOR O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros. o auditor deve indagar da administração da entidade auditada sobre qualquer fraude e/ou erro que tenham sido detectados. 11.” 3-RESPONSABILIDADES 3. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer.4 – FRAUDE E ERRO 11.

de erro possam deixar de ser detectadas. O risco de não detectar distorção relevante resultante de fraude é maior do que o risco de não detectar distorção relevante resultante de erro. O que vai determinar se o auditor cumpriu estas normas é a adequação dos procedimentos de auditoria adotados nas circunstâncias e do seu parecer com base nos resultados desses procedimentos. isto não indica que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. Salvo se a auditoria revelar evidência em contrário. resultante de fraude e/ou erro. e) Fatores específicos no ambiente de sistemas de informação computadorizados. 8-AS COMUNICAÇÕES DE FRAUDE E/OU ERRO 8. c) Transações que pareçam anormais. instruindo subordinados para registrar transações incorretamente ou ocultá-las. Além disso. Certos níveis da administração podem estar em condição de burlar controles que previnam fraudes similares por parte de outros empregados. como. d) Problemas internos no cumprimento dos trabalhos de auditoria.Auditoria Adriano Cisneiros . quaisquer sistema contábil e de controle interno pode ser ineficaz contra fraude que envolva conluio entre empregados ou cometida pela administração.OS EFEITOS DA FRAUDE E DO ERRO NO PARECER DO AUDITOR Se o auditor concluir que a fraude e/ou erro têm efeito relevante sobre as demonstrações contábeis e que isso não foi apropriadamente refletido ou corrigido. concedendo especial atenção às condições ou eventos que representem aumento de risco de fraude ou erro. falha deliberada no registro de transações ou apresentação de informações intencionalmente erradas ao auditor. o auditor normalmente aceita informações como verdadeiras e registros e documentos como genuínos. 5. conluio. em menor grau. porque a fraude normalmente envolve atos planejados para ocultá-la.AS LIMITAÇÕES INERENTES À AUDITORIA Devido às limitações inerentes à auditoria. tanto em termos de concepção quanto de funcionamento efetivo. existe risco inevitável de que distorções relevantes resultantes de fraude e. por exemplo. durante o período coberto pelo parecer do auditor. 7. Embora a existência de sistema contábil e de controle interno eficaz reduza a probabilidade de distorção das demonstrações contábeis resultante de fraude e/ou erro. sempre irá existir algum risco de que os controles internos não funcionem como planejado. ele deve considerar tal fato em seu parecer . que incluem: a) Estrutura ou atuação inadequada da administração da entidade auditada ou de algum dos seus membros. ou sonegando informações relativas a transações. exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis. falsificação. b) Pressões internas e externas. por exemplo.1-À ADMINISTRAÇÃO 99 . Caso se descubra posteriormente que.

quando a entidade não tomar as medidas corretivas relacionadas com a fraude que ele considera necessárias às circunstâncias. Quando houver dúvida quanto ao envolvimento da alta administração da entidade. da continuidade de seu vínculo profissional com a entidade. o auditor deve avaliar a probabilidade de envolvimento da alta administração. Com respeito à fraude. 8. o auditor deve considerar todas as circunstâncias. antes de qualquer comunicação por escrito o auditor deve avaliar as circunstâncias do fato.Auditoria Adriano Cisneiros . Todavia. Aplica-se neste caso o Código de Ética Profissional dos Contabilistas e as Normas Profissionais de Auditor Independente. mesmo quando a fraude for relevante para as demonstrações contábeis. mesmo que o efeito potencial sobre as demonstrações contábeis seja irrelevante. quando houver obrigação legal de fazê-lo. Entre os fatores passíveis de afetar a conclusão do auditor estão as implicações de envolvimento da alta administração da entidade. ao auditor poderá ser requerida à quebra do sigilo profissional. Na maior parte dos casos que envolvem fraude. tão cedo quando possível. seria apropriado comunicar a questão a um nível da estrutura organizacional da entidade acima do nível responsável pelas pessoas que se acredita estejam implicadas. Ao determinar o representante apropriado da entidade auditada a quem comunicar ocorrências de erros relevantes ou fraude. 100 .2-A TERCEIROS O sigilo profissional normalmente impede o auditor de comunicar fraude e/ou erros a terceiros. para o auditor. 9-A RENÚNCIA AO TRABALHO O auditor pode concluir que é necessário retirar-se do trabalho. de forma verbal ou escrita –. o que pode acarretar o abalo na confiabilidade das informações da administração da entidade auditada e o impacto. O auditor sempre deve comunicar à administração da entidade auditada descobertas factuais envolvendo fraude – dependendo das circunstâncias. em certas circunstâncias.

de efeitos relevantes nas demonstrações contábeis da entidade auditada. por aplicar-se a atos deliberados. b)O auditor não é responsável nem pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros relevantes nas demonstrações contábeis. (AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução n. d)desatenção. definem e distinguem os termos “fraude” e “erro”. independentemente dos valores monetários envolvidos. 3. Com base nestas normas. d) Ao detectar a fraude o auditor tem a obrigação de comunicar a administração da entidade auditada e ressalvar o seu parecer. Assinale a opção que contenha as características exclusivamente de um ou de outro termo: a)atos involuntários de omissão. desconhecimento ou má interpretação de fatos. e)desconhecimento. c)adulteração de documentos. desconhecimento e manipulação de transações. desconhecimento. c) O auditor é responsável pela detecção de fraudes ou erros incorridos.Auditoria Adriano Cisneiros .(AFTN/96) As normas de auditoria independente das demonstrações contábeis. quando praticada sob a responsabilidade dos dirigentes da entidade. 820. desatenção e manipulação de transações. o Conselho Federal de Contabilidade entende que: a)O auditor é responsável pela prevenção de fraudes ou erros. não é objeto do planejamento do trabalho do auditor. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1.(AFRF/2000) Ao definir a responsabilidade do auditor independente de demonstrações contábeis quanto a fraudes e erros. e) A sugestão de medidas corretivas de fraudes ou erros não é responsabilidade do auditor. 101 . 2. manipulação de transações e adulteração de registros. a contrário do erro. bastando ressalvar seu parecer. julgue o item a seguir (certo ou errado): A fraude. desatenção. atos voluntários de omissão ou má interpretação de fatos. de 1997. b)atos voluntários de omissão.

bem como elaborar demonstrações financeiras de forma correta. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Ato intencional resultante de omissão. adulteração de documentos.(ESAF/FPS/2002) Segundo as normas de auditoria. adulteração de documentos. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Ato intencional resultante de omissão. Ato nãointencional resultante de omissão. desatenção ou interpretação correta de fatos na elaboração de registros e demonstrações financeiras. Ato intencional resultante de omissão. 1-B RESPOSTAS 2-B 3-E 4--E 102 . registros e demonstrações contábeis. respectivamente: a) Ato não-intencional de registrar documentos oficiais corretamente. adulteração de documentos. 4.Auditoria Adriano Cisneiros . registros e demonstrações contábeis. c) Ato não-intencional de evidenciar a manipulação de transações. b) Ato não-intencional de evidenciar a manipulação de transações. registros e demonstrações contábeis. as definições de fraude e erro são. d) Ato intencional de registrar as transações de forma adequada os fatos contábeis. desatenção ou interpretação de fatos de forma correta na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Ato não-intencional resultante de omissão. e) Ato intencional de omissão ou manipulação de transações. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.

preparação de demonstrações contábeis e demais informes adicionais. qualidade da administração. quando mais certo o auditor deseje estar na manifestação de sua opinião menor será o risco de auditoria. NORMAS RELATIVAS AO RISCO DE AUDITORIA NBCT11 “11. pela administração.3. relativos ao saldo das contas ou natureza e volume das transações. e) as implantações.3 – RISCO DE AUDITORIA 11. compreendendo: a) a função e envolvimento dos administradores nas atividades da entidade. pois. e h) as comparações e análises dos resultados financeiros com dados históricos e/ou projetados”.2. para conciliação de contas. considerando as demonstrações contábeis tomadas no seu conjunto. O conceito de risco de auditoria e de segurança razoável são o inverso um do outro. c) as políticas de pessoal e segregação de funções. avaliação do sistema contábil e de controles internos e situação econômica e financeira da entidade. ou seja. 103 .3. incerto.3. b) a estrutura organizacional e os métodos de administração adotados. as quais possuem denominação própria. acontecimento eventual.2. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade. e b) em níveis específicos.2.1 – Risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. modificações e acesso aos sistemas de informação computadorizada. d) a fixação. f) o sistema de aprovação e registro de transações. 2.2 – A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos considerando a relevância em dois níveis: a) em nível geral.3 – Para determinar o risco da auditoria. 11. Na auditoria das demonstrações financeiras teríamos várias situações de risco. bem como as atividades.2. cuja ocorrência não depende da vontade do interessado. bem como acesso a arquivos de dados e possibilidade de inclusão ou exclusão de dados. especialmente quanto a limites de autoridade e responsabilidade. 11.Auditoria Adriano Cisneiros . g) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. O risco de auditoria e de segurança razoável é varia de acordo com a política da empresa de auditoria. CAPÍTULO 9 – RISCOS E RELEVÂNCIA 1-DEFINIÇÃO DE RISCO Risco pode ser definido como possibilidade de perigo. de normas para inventário.

c) 1% do patrimônio líquido. torna provável que o julgamento de uma pessoa razoável que tenha utilizado a informação teria mudado ou influenciado pela omissão. o que for maior.5 a 1% do ativo total.700 % 14% 32% 31% RATEIO 8. Segundo o Financial Accoutting Standards Board relevância é a “magnitude de uma omissão. 3.00 CONTAS Caixa Contas a Receber Estoques SALDO 59.750 104 . erro ou classificação indevida mudasse ou influísse no julgamento de uma pessoa razoável que utilizasse a informação. RELEVÂNCIA Em auditoria a relevância é a importância de um fato em relação às Demonstrações Contábeis e depende do julgamento profissional do auditor.5% a 1% da receita bruta. O auditor deve avaliar a relevância em nível de demonstrações contábeis e em nível de saldo da conta. Se o nível de certeza for de 96% o risco de auditoria será de 4%. erro ou classificação” Exemplificando : O valor seria considerado relevante se a sua omissão.300 133.000. erro ou classificação indevida de informações que. A relevância no nível de saldo de conta é o nível mínimo de erro ou classificação indevida que pode existir em um saldo de uma conta para que ele seja considerado materialmente errado. para se estabelecer o valor que é considerado relevante em cada empresa e em cada exercício são observados os seguintes indicadores : a) 5 a 10% do lucro antes do imposto de renda (5% dos lucros maiores e 10% dos lucros menores). A relevância de demonstração contábil é o nível mínimo agregado de erro ou classificação incorreta em uma demonstração contábil importante o suficiente para impedir o auditor de opinar pela adequação das demonstrações contábeis.500 132. b) 0. Exemplificando: Relevância de demonstração contábil no valor de R$ 60. dadas as circunstâncias. Na prática. Os erros e classificações indevidas até o limite da relevância são denominados erros ou classificações indevidas toleráveis.Auditoria Adriano Cisneiros . e) um percentual variável sobre o ativo total ou a receita. Exemplificando : Se o auditor desejar ter nível de certeza de 99 % o risco de auditoria será de1%.250 18.500 19. d) 0. O estabelecimento da relevância no nível de saldo da conta pode ser calculado pelo rateio (divisão proporcional) da relevância de demonstração contábil às contas do balanço.

Risco de Controle Risco de Controle é a possibilidade de uma conta ou transação estarem errados e não ser detectado pelo controle interno.Auditoria Adriano Cisneiros .500 100% 60. Para a identificação do risco inerente levamos em consideração que : a) Os valores numerários são mais propensos a furto que outros ativos como móveis e utensílios. conclui-se que os risco de detecção varia de acordo os testes substantivos e estes podem falhar em função de : a) Sistema de testes (Não são examinados todos os elementos que compõe a conta).2.Risco de detecção Risco de detecção é a possibilidade do saldo da conta ou transação estar errado e os procedimentos de auditoria não o detectarem. b) Os cálculos simples envolvem menor margem de erro que os cálculos complexos. COMPONENTES DO RISCO DE AUDITORIA 4.000 3. c) Equipe inapta.000. quanto maiores forem os riscos inerente e de controle o 105 . Como o auditor planeja seus trabalhos levando em consideração a relevância da transação ou do saldo. b) Procedimentos de auditoria inadequados. c) Os cálculos estimativos envolvem maior margem de risco.400 25.3. desta forma. d) Interpretação errônea do resultado do teste. Note que o risco de controle está relacionado com a eficácia dos controles internos e o risco inerente está relacionado com a inexistência dos controles internos.00 4.200 422. 4. Como o risco de detecção é função dos testes realizados.1-Risco Inerente Risco inerente é a possibilidade do saldo de uma conta (ou classe de transações) estar errado devido a inexistência de controles internos.100 17% 6% 10. Na avaliação do risco inerente levamos sempre em consideração a RELEVÂNCIA (Materialidade) e o CUSTO /BENEFÌCIO. Imobilizados outros ativos circulantes TOTAIS 71. O risco de detecção depende da auditoria e o risco inerente e de controle dependem dos controles internos. há maior risco para os valores imateriais ou irrelevantes. 4.

contudo.Superavaliação de confiabilidade nos controles internos-(risco de superdependência dos controles internos) Consiste na possibilidade de que a amostragem induza ao auditor a concluir que o grau de observância dos controles internos é maior que o real.Risco dos testes transações e saldos. 5.Auditoria Adriano Cisneiros . pode ser subdividido em : .( Risco de subdependência dos controles internos) Consiste na possibilidade de que a amostragem induza ao auditor a concluir que o grau de observância dos controles internos é menor que o real. tornando impossível a resolução matemática do modelo.MODELO DE RISCO DE AUDITORIA O risco de auditoria deve ser o menor que o auditor possa aceitar e é calculado pelo produto dos riscos inerentes. de controle e de procedimento de revisão analítica mais baixo será o nível avaliado do risco de testes de transações e saldos. resta claro a seguinte relação : para manter baixo o risco de auditoria. Formula : RA = RI x RC x RD Onde : RA= Risco de Auditoria ( Risco total) RI = Risco inerente RC = Risco de controle RD= Risco de detecção Na prática. 106 . de controle e de detecção. De forma inversa. 6.1 RISCO DE AMOSTRAGEM NOS TESTES DE OBSERVÂNCIA( ADERERÊNCIA) . muitos auditores não quantificam cada componente. Como o risco de detecção depende dos testes substantivos.RISCO DE AMOSTRAGEM È a possibilidade de uma amostra não representar a população levando o auditor a uma conclusão diferente da que ele chegaria caso analisasse toda a população. . Tal risco pode ser classificado como : 6. por ausência de um bom e eficaz controle interno deve aumentar a extensão dos testes o que diminuirá o risco de detecção. Exemplificando : Se o auditor constatar que há um alto grau de risco de controle e inerente. quanto mais altos forem os riscos inerentes.Subavaliação de confiabilidade nos controles internos. auditor deve aprofundar e aumentar a extensão dos testes para diminuir o risco de detecção. o risco de detecção será maior quando o auditor constatar que os riscos de inerentes e de controle são baixos devido aos bons controles internos e a sua eficácia.Risco de procedimento de revisão analítica. .

2 RISCOS DE AMOSTRAGEM NOS PROCEDIMENTOS SUBSTANTIVOS . . Exemplificando : Se a empresa auditada passa por dificuldades financeiras ou legais. 107 . 8. interpretação errônea dos resultados de uma amostra e utilização de informações errôneas obtidas com terceiros. AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE CONTROLE A avaliação dos riscos de controle tem como objetivo ajudar o auditor a fazer o julgamento sobre o risco de que as afirmações em demonstrações contábeis contenham erros ou classificações materiais indevidas e destinam-se afirmações específicas. aplicação de procedimentos inadequados. Risco de aceitação incorreta È o risco da amostra induzir o auditor a concluir que saldo de uma conta não contém erro ou irregularidade relevante. Há também os riscos não relacionados com a amostragem cujas fontes são : Erros humanos.RISCO DE NEGÓCIO DO AUDITOR È o risco de o nome do auditor ser associado ao nome de companhias em dificuldades financeiras ou com problemas de continuidade. os queixosos podem alegar que confiaram nas demonstrações contábeis e impetrar ações judiciais envolvendo os auditores. 7. quando na verdade contém. para componentes específicos de controles internos ou para políticas ou para procedimentos específicos.Auditoria Adriano Cisneiros .. mas podem ser reduzidos a níveis desprezíveis com planejamento e supervisão adequados. quando na realidade não o contém. Tais riscos não podem ser medidos matematicamente. Risco de rejeição incorreta È a possibilidade da amostra induzir o auditor a concluir de que o saldo da conta contém erro ou irregularidade relevante. 6.

relativamente à preparação das demonstrações contábeis. na quantidade de horas negociadas com o cliente para execução do trabalho. é denominado risco de auditoria. não pode colocá-lo em situação de desconforto.(ESAF/FPS/2002) O risco de sistemas contábeis e de controles internos deixarem de prevenir e/ou detectar uma distorção no saldo de uma conta que pode ser relevante. pois ele estará sempre garantido por uma carta de responsabilidade da administração. em negócios envolvendo aquela sociedade. 108 .(ESAF/FPS/2002) Assinale a opção que não corresponde ao fator de risco inerente em estoques. O planejamento de auditoria é feito com o propósito de especificar as tarefas a serem desenvolvidas e em que profundidade. para permitir concluir acertadamente. acerca da qualidade das demonstrações objeto do seu trabalho. classifica-se como risco: a) b) c) d) e) inerente do trabalho de controle detecção do negócio 04.(AUDITOR – PETROBRAS/2000) A auditoria independente é voltada para assegurar que os valores patrimoniais expressos nas demonstrações contábeis e nas notas explicativas de uma empresa são representativos da realidade. na observância dos documentos utilizados no processo de contabilização. análise de composição de estoques.Auditoria Adriano Cisneiros . 03. processo de produção envolve várias etapas complexas. A possibilidade de o auditor vir emitir uma opinião tecnicamente inadequada acerca das demonstrações contábeis significativamente incorretas: a) b) c) d) e) estará sempre inserida no contexto da fraude profissional. na análise de riscos de auditoria e outros elementos que dispuser. 02. alterações significativas nos níveis de produção.(ESAF/FPS/2002) A determinação da amplitude dos exames necessários a obtenção dos elementos de convicção que sejam válidos para o todo no processo de auditoria é feita com base: a) b) c) d) e) na experiência do auditor em trabalhos executados. variação no custo-padrão é relevante. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 01. a) b) c) d) e) flutuações significativas nos preços de materiais. para que os usuários dessas demonstrações tenham a garantia de que os números são adequados para orientar as suas decisões. não implica qualquer alteração no rumo dos negócios da sociedade. exime a administração da empresa dos seus atos. na quantidade de lançamentos contábeis feitos pela empresa.

a empresa apresenta indícios de descontinuidade. saldos das contas e volume das transações.(AFTN/98) Assinale a opção que não representa um aspecto relevante. a qualidade da administração. do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).(AFTN/96) A análise dos riscos de auditoria deve ser feita na fase de planejamento dos trabalhos. 05. considerando a relevância em nível geral e níveis específicos. 820/97.Auditoria Adriano Cisneiros . os negócios. o auditor deve avaliar o ambiente de controle da entidade. b) o nível de atuação territorial. 08. previsto na NBC-T-11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (Resolução CFC n.( UNB. os negócios. os negócios e a qualidade da administração. para determinar as relações de troca do ponto de vista social. 06.ANALISTA. d) auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre as demonstrações contábeis significativamente incorretas. as transações com partes relacionadas. integridade e experiência da administração. para determinação do risco de auditoria das demonstrações contábeis: a) b) c) d) e) políticas de pessoal e segregação de funções. A análise de risco de auditoria em nível geral deve considerar. Risco inerente. auditor não ter condições de emitir sua opinião. c) a ênfase em projetos de benefício e assistência aos empregados e de desenvolvimento sóciocultural. 09. 820/97). aprovada pela Resolução n. qualidade da administração e saldos das contas. avaliação dos controles internos. d) as limitações de acesso físico a ativos e registros contábeis e/ou administrativos. Risco de auditoria. sistema de aprovação e registro das transações. parecer de auditoria apresenta opinião contestando as demonstrações contábeis. entre outras: transações com partes relacionadas. compreendendo: a) as relações de parentesco dos principais administradores. para determinar o risco da auditoria. normas para inventário e conciliação de contas. os saldos das contas e o volume das transações. estrutura organizacional e métodos de administração. por ser considerado na avaliação do ambiente de Controle de uma entidade.(CGM-RJ/99) – Risco de auditoria é a possibilidade de: a) b) c) e) parecer de auditoria apresenta opinião negativa. a avaliação dos controles internos e a situação econômica da entidade. para identificar se é uma empresa familiar. e) o sistema de aprovação e de registro de transações. risco 07. a) b) c) d) e) a) b) c) 109 .BACEN/2000) De acordo com a NBCT11.(AFRF/2000) A possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas é denominada: Risco de detecção.

risco inerente. risco de erro e risco de omissão. risco de supervisão e risco de execução. a) b) c) d) e) Controle de Atividades Informação e comunicação Risco de Auditoria Monitorização Avaliação de risco 13. d) e) Risco de controle.(AFRF/2002-1) A possibilidade de o auditor vir a emitir um parecer que contenha opinião tecnicamente inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas denominase : a) Risco de auditoria b)Risco de controle c)Risco inerente d)Risco esperado e)Risco de detecção 12. risco de sistemas e risco do parecer. Risco sistêmico.Auditoria Adriano Cisneiros . ele deve : a) b) c) d) e) aumentar o nível de risco inerente estender os testes de controle aumentar o nível de risco de detecção efetuar testes alternativos de controle aumentar o nível de testes substantivos 110 . risco do ambiente. risco de planejamento. (ATM/CE-1998) Os três componentes básicos do Risco de Auditoria são: b) c) d) e) a) risco da amostragem. porque determinados procedimentos de controle do cliente mostram-se ineficientes. (AFRF/2002-1) Quando os produtos que estão sendo vendidos pela empresa auditada estão sujeitos a alterações significativas de preços. risco de controle e risco de detecção. (AFRF/2002-1) Indique o componente abaixo que não está relacionado com a estrutura de controle interno de uma entidade. risco dos procedimentos e risco da materialidade. 10. risco de fraude. 11. o auditor deve considerar : a) aumento do risco inerente b) redução do risco de controle c) aumento do risco de detecção d) redução do risco inerente e) aumento de risco de controle 14. (AFRF/2002-1)Quando um auditor eleva o nível de risco de controle.

(AFRF/2002-1)O risco de amostragem em auditoria nos testes de procedimentos de comprovação pode ser assim classificado : a) b) c) d) e) subavaliação e superavaliação de confiabilidade. é denominado de : a) b) c) d) e) risco de aceitação incorreta risco de superavaliação de confiabilidade risco de rejeição incorreta risco de subavaliação de confiabilidade risco de estimativa contábil 111 . Assim. aceitação incorreta e superavaliação de confiabilidade superavaliação de da confiabilidade e rejeição incorreta rejeição incorreta e subavaliação da confiabilidade rejeição incorreta e aceitação incorreta 17.Auditoria Adriano Cisneiros . (AFRF/2002-1) Durante a fase de testes de observância. o auditor constatou algumas imperfeições no ciclo de compras e foi necessário aumentar o nível do risco de detecção. que o saldo de uma conta ou classe de transações registradas estão relevantemente corretos. pode-se afirmar que o auditor deve : a) b) c) d) e) aumentar os testes de controle diminuir os testes substantivos aumentar os testes substantivos diminuir os testes de controle manter os testes substantivos 16. quando de fato não estão. como resultado de uma amostra que suporte sua conclusão. 15. (AFRF/2002-1) O risco que o auditor corre por considerar.

d) Ausência de contratos de seguros dos veículos e caminhões. e) Diferença de 5%. RESPOSTAS 4-E 5-B 12-C 13-A 1-E 9-B 17-A 2-C 10-E 18-E 3-C 11-A 6-D 14-E 7-EEECC 15-C 8-C 16-E 112 . c) Diferença de 5% no valor da provisão para devedores duvidosos. 18. b) Ausência de apropriação pro-rata temporis de receita financeira. Assinale. de conciliação bancária. o de maior relevância. o auditor identificou algumas diferenças numéricas em determinadas áreas testadas. a) Diferença de 2% no valor da depreciação anual do imobilizado. (AFRF/2002-1)Durante o trabalho final de auditoria. entre os pontos relacionados abaixo. considerado imaterial.Auditoria Adriano Cisneiros .

o alcance do trabalho.1 Relatório de forma curta. concisa. a forma como os realizou.2 Relatório em forma longa. os fatos relevantes que devem ser divulgados e as conclusões a que chegou. São bastante analíticos quanto à descrição dos trabalhos executados e podem não conter uma opinião final ou formal. conciliações de contas.TIPOS DE RELATÓRIO Os relatórios podem variar de amplitude. 113 . dos fins a que se destinam e de acordo com as conclusões a que chegou. CAPÍTULO 10 – PARECERES E RELATÓRIOS DE AUDITORIA 1-RELATÓRIOS O relatório é o produto do trabalho de auditoria. imparcial e isento de erros de redação. indicará se foi ou não detectado algum desvio na aplicação das práticas contábeis adotadas no Brasil. O Relatório deve ser redigido de forma clara.5 Relatórios especiais São emitidos quando da realização trabalhos diversos executados pelo auditor. exames específico de apuração de irregularidades ou outros. denominados de “Parecer do Auditor”. também chamado de “carta comentário” São comentários sobre as deficiências dos controles internos da entidade contendo as recomendações e sugestões para o aprimoramento do mesmo. forma e conteúdo de acordo com a natureza do exame realizado. objetiva.4 Relatórios sobre revisão limitada È uma descrição analítica dos trabalhos elaborados pelo auditor. o alcance dos procedimentos. 2. sem a aplicação de todas as normas de auditoria. 2. Exemplo : Carta de Conforto (comfort leter) é um relatório especial emitido em processo de emissão de títulos no exterior por empresas brasileiras para a captação de recursos. contudo. São emitidos com a finalidade de expressar a opinião sobre as demonstrações contábeis. que não propriamente trabalho de auditoria.3 Relatório sobre os controles Internos. Os principais relatórios emitidos por auditores independentes são : 2. tais como levantamento de valores do ativo ou do passivo. 2. sem expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas.Auditoria Adriano Cisneiros . 2. é por meio dele que o auditor informa às pessoas a quem se dirige sobre o trabalho realizado. 2.

se as demonstrações contábeis auditadas. é o documento mediante o qual o auditor expressa sua opinião. ou opcionalmente. Obs. e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. cotistas. de forma clara e objetiva. Em circunstâncias próprias. 2. 11. exceto quanto à nota explicativa 13 para a qual a data é de 15 de abril de 2003”. em todos os aspectos relevantes. 11.3.1. as datas e períodos a que correspondem.NORMAS RELATIVAS AO PARECER DO AUDITOR INDEPENDENTE “NBCT-11 11. No Parecer constará assim: “31 de março de 2003. inclusive de ordem pública. o parecer é dirigido ao contratante dos serviços.1. segundo a natureza desta.: 1. Exemplo : Data de encerramento dos trabalhos 31 de março de 2003 evento ocorrido em 15 de abril.: A ocorrência de transações e eventos subseqüentes relevantes após a conclusão dos trabalhos e anteriores a emissão do parecer ou a publicação das demonstrações contábeis exigem que o auditor estenda seus exames até a data do parecer.3.3. 11.3. 11. emissão de Parecer com data dupla .1. na opinião do auditor.O parecer deve também definir a responsabilidade dos administradores e dos auditores.2 – Como o auditor assume. o parecer é dirigido aos acionistas.1. estão adequadamente 114 . ou outro órgão equivalente. é indispensável que tal documento obedeça às características intrínsecas e extrínsecas estabelecidas nas presentes normas.1. o nome da entidade.Auditoria Adriano Cisneiros .O parecer deve declarar se o exame foi efetuado de acordo com as normas de auditoria e conter a descrição concisa dos trabalhos executados pelo auditor.7 – A data do parecer deve corresponder ao dia do encerramento dos trabalhos de auditoria na entidade.1. ao conselho de administração ou à diretoria da entidade.3.1 – O “Parecer dos Auditores Independentes”. clara e objetivamente.3 – Em condições normais.3.3. 11. ou sócios. responsabilidade técnico-profissional definida.3. 3.4 – O parecer deve identificar as demonstrações contábeis sobre as quais o auditor está expressando sua opinião. indicando. o nome e o número de registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade também devem constar do parecer. 11. através do parecer.8 – O parecer deve expressar. sobre as demonstrações contábeis nele indicadas.1.6 – Caso o trabalho tenha sido realizado por empresa de auditoria.1.5 – O parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos. Obs. ou “Parecer do Auditor Independente”.1 – GENERALIDADES 11.3. outrossim. 11.

elas tiveram seus efeitos avaliados e aceitos e estão devidamente revelados nas demonstrações contábeis.1.1.2.3. representadas ou não.PARECER SEM RESSALVA 11.9 – O parecer classifica-se. e d) parecer com abstenção de opinião.1.3.3.1.Auditoria Adriano Cisneiros . b) parecer com ressalva.1.1. segundo a natureza da opinião que contém.3.1. em: a) parecer sem ressalva.2 . 11.1 – O parecer sem ressalva indica que o auditor está convencido de que as demonstrações contábeis foram elaboradas consoante as disposições contidas no item 11.1. em tendo havido alterações na observância das disposições contidas no item 11. consoante as disposições contidas no item 11. c) parecer adverso.1. em todos os aspectos relevantes. 11.1.3.3 – O parecer sem ressalva deve obedecer ao seguinte modelo: 115 . 11.2. 11.2 – O parecer sem ressalva implica afirmação de que.2.

das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgados.3.(*) Local e data Assinatura Nome do auditor-responsável técnico Contador Nº de registro no CRC Nome da empresa de auditoria Nº de registro cadastral no CRC (*) Expressão modificada pela Resolução CFC 953 de 24/01/2003 11. em todos os aspectos relevantes.3. bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.3. levantados em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0.1 – O auditor não deve emitir parecer sem ressalva quando existir qualquer das circunstâncias seguintes. e as respectivas demonstrações do resultado.3 – CIRCUNSTÂNCIAS QUE IMPEDEM A EMISSÃO DO PARECER SEM RESSALVA 11.3. na sua opinião. (3) Em nossa opinião. das mutações do patrimônio líquido e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas. com base em testes. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas. o resultado de suas operações. (b) a constatação.Auditoria Adriano Cisneiros . a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0. e (c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente. (2) Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria e compreenderam: (a) o planejamento dos trabalhos. que. elaborados sob a responsabilidade de sua administração. considerando a relevância dos saldos. o volume de transações e o sistema contábil e de controles internos da entidade. MODELO PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES DESTINATÁRIO (1) Examinamos os balanços patrimoniais da Empresa ABC. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.2 – A discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e forma de 116 . 11. ou b) limitação na extensão do seu trabalho.3. tenham efeitos relevantes para as demonstrações contábeis: a) discordância com a administração da entidade a respeito do conteúdo e/ou forma de apresentação das demonstrações contábeis.

públicas ou privadas.1 – O parecer com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.2 – O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva. fazer referência a uma divulgação mais ampla pela entidade em nota explicativa às demonstrações contábeis. 11.3. adverso ou com abstenção de opinião. mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal ou regulamentação específica. “exceto quanto” ou “com exceção de” referindo-se aos efeitos do assunto objeto da ressalva. 11. 11. se praticável.: 117 .4.4 – Na auditoria independente das demonstrações contábeis das entidades. quando elas forem significativamente conflitantes com as disposições contidas no item 11.3.3. deve ser incluída descrição clara de todas as razões que fundamentaram o seu parecer e. sujeitas a regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico.3.4.3.3.3.1. a quantificação dos efeitos sobre as demonstrações contábeis.4 – PARECER COM RESSALVA 11.1.5 – Quando o auditor emitir parecer com ressalva. 11. precedendo ao da opinião e. com os esclarecimentos que permitam a correta interpretação dessas demonstrações. se for caso. o auditor deve emitir parecer com ressalva. Essas informações devem ser apresentadas em parágrafo específico do parecer.3 – A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva ou à abstenção de opinião.Auditoria Adriano Cisneiros . 11.3. EXEMPLO DE PARECER COM RESSALVA Provisão insuficiente para créditos de liquidação duvidosa Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas contas a receber. apresentação das demonstrações contábeis deve conduzir à opinião com ressalva ou à opinião adversa.1. deve emitir parecer com ressalva.3. com a utilização das expressões “exceto por”.

(2) Redação norma..... 118 .. em 31 de dezembro de 19X1.3. 11.1. (1) Redação normal.. Todavia... “(4) Em nossa opinião. os motivos. a natureza que amparam a opinião adversa e seus principais efeitos sobre as demonstrações contábeis... nossos exames indicaram que tal provisão não é suficiente para cobrir as perdas prováveis na realização de tais créditos. EXEMPLO DE PARECER ADVERSO POR PRÁTICAS CONTÁBEIS INADEQUADAS Provisão insuficiente para créditos de liquidação duvidosa Se o auditor constatar que a provisão constituída pela entidade não é suficiente para cobrir as perdas esperadas na cobrança de suas contas a receber... líquidos dos efeitos tributários”. anteriores ao parágrafo de opinião. nas datas e períodos indicados. naquela data.. “(3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída pela entidade em 31 de dezembro de 19X1 é de R$... o auditor emite opinião de que as demonstrações contábeis não estão adequadamente representadas.. de acordo com as disposições contidas no item 11. Obs..5.Auditoria Adriano Cisneiros ... as demonstrações contábeis... o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em aproximadamente R$...2 – O auditor deve emitir parecer adverso quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas... sendo a insuficiência não provisionada. em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva.3..1. mesmo que elaborada de acordo com a legislação fiscal ou regulamentação específica.. 11...5.......”. de aproximadamente R$. Conseqüentemente.: O parecer adverso deve descrever em um ou mais parágrafos intermediários.1.. exceto quanto aos efeitos da insuficiência de provisão para créditos de liquidação duvidosa comentada no parágrafo 3º.5 – PARECER ADVERSO 11.1 – No parecer adverso.3.

.. 11. por não ter obtido comprovação suficiente para fundamentá-la.” por “Fomos contratados para auditar .....”. no parecer. Todavia..... qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações..: No parecer com abstenção de opinião por limitação na extensão dos trabalhos : -Deve ser substituída a expressão : “Examinamos. em 31 de dezembro de 19X1..1 – O parecer com a abstenção de opinião é aquele em que o auditor deixa de emitir opinião sobre as demonstrações contábeis.. devido à relevância dos efeitos da insuficiência da provisão para créditos de liquidação duvidosa.”... 119 .3. 11...Auditoria Adriano Cisneiros . “(3) A provisão para créditos de liquidação duvidosa constituída pela entidade em 31 de dezembro de 19X1 é de R$.3. -Retirada da expressão “Nossa responsabilidade é a de expressar... (1) Redação normal. de aproximadamente R$.........3...6 – PARECER COM ABSTENÇÃO DE OPINIÃO 11.. nossos exames indicaram que tal provisão não é suficiente para cobrir as perdas prováveis na realização de tais créditos. “(4) Em nossa opinião.2 – A abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar.. líquidos dos efeitos tributários”. como mencionado no parágrafo 3º.”. sendo a insuficiência não provisionada.. o resultado do exercício e o patrimônio líquido estão superavaliados em aproximadamente R$.. correspondentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 19X1. não representam adequadamente a posição patrimonial e financeira da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1. de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Obs. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de seus recursos referentes ao exercício findo naquela data. -Inclusão no parágrafo da opinião que os exames não foram suficientes para permitir a emissão de opinião.. o resultado de suas operações.. (2) Redação norma......6.6. -Eliminação do parágrafo da extensão (segundo parágrafo). naquela data. as demonstrações contábeis referidas no parágrafo 1º. Conseqüentemente.

11. não acompanhamos as contagens físicas dos estoques em 31 de dezembro de 19X1 e de 19X0.1 – O auditor deve incluir no seu parecer informações consideradas relevantes para adequada interpretação das demonstrações contábeis. o seu parecer deve conter ressalva ou opinião adversa. bem como o resultado das suas operações. a natureza e.7.7. quando possível. nem foi possível firmarmos opinião sobre a existência dos estoques por meio de procedimentos alternativos de auditoria.1. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade.3.3. conforme mencionado no parágrafo 2º. pela omissão ou inadequação da divulgação.” Importante : A Abstenção de opinião decorrente de incertezas relevantes deve ficar evidenciada no parágrafo de opinião que devido às incertezas constantes em parágrafos intermediários o auditor não está em condições de manifestar sua opinião. opinião sobre as demonstrações contábeis da Empresa ABC em 31 de dezembro de 19X1.7 – INCERTEZA 11. a extensão do nosso exame não foi suficiente para nos possibilitar expressar. utilizadas para fins de consolidação ou contabilização dos investimentos pelo valor do patrimônio líquido na controladora e/ou investidora. 11.3.3.3. relevantes. 11. estão de acordo com as 120 .1 – Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.1 – O auditor deve assegurar-se de que as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas.8 – INFORMAÇÕES RELEVANTES NAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 11.1.1. 11. “(2) Pelo fato de termos sido contratados pela Empresa ABC após 31 de dezembro de 19X1. que deve descrever de forma mais extensa. de acordo com as disposições contidas no item 11.3 – Se o auditor concluir que a matéria envolvendo incerteza relevante não está adequadamente divulgada nas demonstrações contábeis.3. o efeito da incerteza. Exemplo : “(1) Fomos contratados para auditar as demonstrações contábeis da Empresa ABC relativas ao exercício social findo em 31 de dezembro de 19X1.” “(3) Devido à relevância dos procedimentos omitidos. o parecer permanece na condição de parecer sem ressalva.7. referidas no parágrafo 1º.Auditoria Adriano Cisneiros .2 – Na hipótese do emprego de parágrafo de ênfase. fazendo referência à nota explicativa da administração. elaboradas sob a responsabilidade de sua administração”.8. deve o auditor adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. ainda que divulgadas pela entidade. 11. e por isso não expressamos.3.9 –PARECER QUANDO DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS DE CONTROLADAS E/OU COLIGADAS SÃO AUDITADAS POR OUTROS AUDITORES 11. após o parágrafo de opinião.9.3.

” 121 .9. o auditor da controladora e/ou investidora deve destacar esse fato no seu parecer. estas devem ser claramente identificadas como “não-auditadas”.3.3. constante do parecer do auditor sobre as demonstrações contábeis originais. desde que tenha emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais. 11. baseando-se exclusivamente no parecer de outro auditor com respeito às demonstrações contábeis de controladas e/ou coligadas.1 – Sempre que o nome do auditor estiver. relevantes.3. em cada folha do conjunto.3 – Nessas circunstâncias.10 – PARECER SOBRE DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS CONDENSADAS 11. associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou. parecer adverso.10.3. disposições contidas no item 11. o auditor da controladora e/ou investidora deve expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo.10. deve estar incluída no parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas.3.10.2 – Quando houver participação de outros auditores independentes no exame das demonstrações contábeis das controladas e/ ou coligadas. indicando os valores envolvidos. 11. 11.3.3 – Toda informação importante. 11. Esse fato deve ser destacado no parecer.11 – DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS NÃO-AUDITADAS 11. 11.1 – O auditor poderá expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.1.1.11. 11.Auditoria Adriano Cisneiros .9. parecer com abstenção de opinião e/ou ênfase.3.3. de alguma forma. relacionada com ressalva.1.2 – O parecer sobre as demonstrações contábeis condensadas deve indicar que elas estão preparadas segundo os critérios utilizados originalmente e que o perfeito entendimento da posição da entidade depende da leitura das demonstrações contábeis originais.

d)dificuldades de acertos com credores. d)assinatura do auditor e número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. exceto quanto e adverso. Assinale a opção que não representa indicadores deste tipo de risco. indique o item abaixo que não é essencial para o parecer: a)indicação das demonstrações contábeis examinadas e períodos pertinentes. c)incapacidade de devedores na data do vencimento. c)parecer com abstenção de opinião. correspondente ao dia efetivo de sua emissão e assinatura. 122 . correspondente ao dia da conclusão dos trabalhos na empresa. positivo.(AFTN/98) Uma limitação relevante na extensão do trabalho do auditor independente pode implicar a emissão de dois tipos de parecer: a)com ressalva ou com parágrafo de ênfase. com ressalva. b)data do parecer. 3.(AFTN/96) O Parecer dos Auditores independentes classifica-se segundo a natureza da opinião que contém em: a)parecer sem ressalva. limpo. conselheiros de administração ou diretores. c)data do parecer. QUESTÕES DE CONCURSOS PÚBLICOS 1. d)parecer sujeito a. a)passivo a descoberto. d)com abstenção de opinião ou adverso. c)com ressalva ou com abstenção de opinião.Auditoria Adriano Cisneiros . e)parecer negativo. que podem ser acionistas. exceto quanto e parecer contrário. ao expressar sua opinião (emitindo um parecer de auditoria). b)empréstimos e financiamentos de curto prazo. inclusive. de ordem pública. o risco de continuidade normal das atividades desta deve ser objeto de atenção dos auditores independentes. assume responsabilidades. b)com ressalva ou adverso. limpo e parecer contrário.(AFTN/98) No exame das demonstrações contábeis de uma entidade. e)índices financeiros adversos de forma contínua.(AFTN/96) O Auditor. com ressalva e sem ressalva. com abstenção de opinião e adverso. exceto por. com ressalva. 4. 2. e)com parágrafo de ênfase ou adverso. e)destinatários. Com base nessa afirmação. b)parecer sem ressalva.

por outros auditores independentes. em qualquer situação. em nenhuma circunstância. tanto em termos de conteúdo. o risco de continuidade dos negócios teria de ser nele destacado. e)devem ser objeto de ressalva ou ênfase. entende-se que o auditor considera adequadas e suficientes para entendimento dos usuários as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. 5. e)não considerar esse fato no seu parecer. c)emitir parecer com parágrafo de ênfase. 6-(AFTN/98) A opinião do auditor independente não deverá conter ressalva. d)destacar esse fato no seu parecer.(UNB – ANALISTA – BACEN/2000) Julgue os itens que se seguem. por esse fato. quanto de forma. implica a seguinte obrigação para o auditor da sociedade controladora: a)ressalvar seu parecer. da seguinte informação: a)planejamento estratégico para o próximo exercício. e)transações e saldo com sociedade coligadas. b)não obedecem ao regime de competência e. quando não ajustadas ou reveladas adequadamente.Auditoria Adriano Cisneiros . de acordo com a NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis (certo ou errado): a)salvo declaração expressa em contrário. 7. relevantes. não têm reflexo no balanço. d)somente devem constar de notas explicativas às demonstrações contábeis. c)contratos relevantes de compromissos de compras. de 123 . c)devem constar como parágrafo de ênfase no parecer dos auditores. caso contrário. portanto. b) o parecer do auditor independente sem ressalva de continuidade representa garantia de viabilidade futura da entidade. b)emitir parecer com abstenção de opinião. ocorridos após a data – base encerramento das demonstrações contábeis: a)não devem ser considerados pelo auditor no seu parecer. d)restrições estatutárias sobre dividendos. 8. b)existência de acordo de acionistas e suas bases.(AFTN/98) O exame das demonstrações contábeis de sociedade controladas e/ou coligadas. constante no parecer. no caso de omissão de apresentação ou divulgação inadequada nas demonstrações contábeis e/ou nas suas notas explicativas.(AFTN/98) As transações e eventos econômicos relevantes. acerca dos conceitos e disposições gerais aplicáveis ao trabalho da auditoria independente.

Com base nestas normas. Ele é um parecer”: a) b) c) d) e) adverso. em todos os aspectos relevantes. sem ressalvas. 10. julgue o item a seguir (certo ou errado): Quando o auditor tiver evidência de riscos na continuidade normal dos negócios da entidade auditada no ano posterior às demonstrações contábeis em exame. c) extensão e execução do trabalho – a responsabilidade dos administradores – a opinião do auditor sobre as demonstrações contábeis. deverá avaliar e comunicar seus possíveis efeitos. endereçado ao Conselho Administração da empresa ABC. as demonstrações contábeis acima referidas representam adequadamente. o resultado de suas operações. à posição patrimonial e financeira de ABC. 9.” O trecho acima foi retirado de um ‘Parecer de Auditores Independentes “. em volume superior às necessidades de 124 .(GCM – RJ/99) O parecer–padrão de auditoria é composto por parágrafos que informam a: a) identificação da responsabilidade dos administradores e do auditor – a opinião sobre as demonstrações contábeis – o reporte aos acionistas.Auditoria Adriano Cisneiros . parecer sem ressalva. e) identificação das demonstrações contábeis e à definição das responsabilidades da administração e do auditor – extensão dos trabalhos – opinião sobre as demonstrações contábeis. de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. relatório de recomendações. de 1997. parecer com ressalva ou adverso.(AFCE/TCU/1995) As Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis foram aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade pela Resolução 820. 13-(CGM – RJ/99) A aquisição de materiais perecíveis. 11. sem condições de armazenagem conservação por parte da unidade administrativa. com ressalvas com limitação de escopo. 12. com ressalvas. sem ressalvas com limitação de escopo. em 31de dezembro de 19X7 e de 19X6. b) identificação da responsabilidade do auditor e a opinião sobre as demonstrações contábeis o reporte aos acionistas. parecer com abstenção de opinião. as mutações de seu patrimônio líquido e as origens e aplicações de recursos referentes aos exercícios findos naquelas datas.(AUDITOR – ECT/98) “Em sua opinião. d) identificação das demonstrações contábeis – a responsabilidade dos auditores – a opinião dos auditores. (AFTN/98) A incerteza quanto à realização de um ativo mensurado em bases razoáveis e considerado relevante para as demonstrações contábeis da entidade auditada implica a emissão de: a) b) c) d) e) parecer com parágrafo de ênfase.

. bem como o resultado de suas operações. 14. exceto por. bem como o resultado de suas operações. o tipo de parecer que deve ser emitido pelo auditor independente é: a) b) c) d) e) contrário. 15. após o parágrafo de opinião. cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira de uma entidade. solicitar maiores informações à Administração da entidade auditada..(AUDITOR – PETROBRAS/2000) O parecer de auditoria com ressalva é emitido quando o auditor conclui que o efeito de qualquer discordância ou restrição na extensão de um trabalho não é de tal magnitude que requeira parecer adverso ou abstenção de opinião.. 16. emitir um parecer adverso... com a utilização do termo ou da expressão: a) b) c) d) e) considerando que . antes do parágrafo de opinião.. adverso.(CGM – RJ/99) O parecer dos auditores independentes. observando . com ressalvas. caracteriza que o administrador está gerindo de forma ineficiente.. positivo – com restrição – negativo – impedimento de opinião... classifica-se em: a) b) c) d) e) branco – com restrição – adverso – opinião negativa. a possível aprovação de uma lei que tramita no Congresso e que poderia levar a uma grande desvalorização o ativo da entidade 125 ... emitir um parecer contrário. o auditor deve: a) b) c) d) e) adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. com negativa de opinião... cujo desfecho poderá afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade. conforme a natureza da opinião que contém. ineficaz e antieconômico os seus recursos... Considerando que os valores envolvidos são elevados. sem ressalva – com restrição – contrário – com abstenção de opinião. 17. requerendo . importando em . limpo – com ressalva – contrário – negativa de opinião. sem ressalva – com ressalva – adverso – com abstenção de opinião. com opinião negativa..Auditoria Adriano Cisneiros . como por exemplo. adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer.(CGM – RJ/99) Quando houver incerteza em relação a fato relevante. consumo do órgão. O parecer com ressalva deve obedecer ao modelo do parecer sem ressalva...(AUDITOR – PETROBRAS/2000) Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante.

oportunidade.(AUDITOR – PETROBRAS/98) O relatório de auditoria é o meio que o auditor interno tem para levar ao conhecimento da Administração da empresa o resultado do seu trabalho. dar um parecer sem ressalvas. objeto do trabalho de auditoria. concisão. quando escreve seu relatório. ressalva. A forma como o auditor passa o que pensa para o leitor. deve estar baseado no critério de: a) b) c) d) e) tom. deve o auditor adicionar um parágrafo de: a) b) c) d) e) atenção. Logo é de vital importância para ele. incluir o parágrafo de ênfase antes do parágrafo de opinião.Auditoria Adriano Cisneiros . precisão. dúvida. ênfase. alerta. 18. o auditor tem de. clareza. dar um parecer com negativa de opinião. 19.(AUDITOR – PETROBRAS/98) Quando inclui um parágrafo de ênfase no seu parecer. dar um parecer com ressalvas. obrigatoriamente: a) b) c) d) e) iniciar o parecer com esse parágrafo. 126 .

que poderão decorrer de trabalhos diversos executados pelo auditor. os principais tipos incluem os relatórios: a) em forma longa. e) especiais. c) de avaliação dos controles externos. 15/Jan/98. levantamentos de valores do ativo ou do passivo e exames específicos para a apuração de irregularidade. 17/Fev/98. do alcance dos procedimentos efetuados. d) a respeito de revisão ilimitada.o auditor emitiu o parecer da auditoria realizada. tais como. enfático. trabalhos elaborados pelo auditor. 15/Fev/98. 17/FEV/98 .o auditor fez a visita de ínterim à empresa auditada. com abstenção de opinião. com a aplicação de todas as normas de auditoria geralmente aceitas. 19/Fev/98. 19/FEV/98 . Entre eles. adverso.(AUDITOR – PETROBRAS/98) analise os dados abaixo. mas que poderão não conter uma opinião final e formal do auditor. em decorrência de seu exame dos registros e respectivas demonstrações contábeis.o auditor terminou o trabalho de campo. dos fins a que se destinam e. 15/FEV/98 . 20. analítico.o parecer foi revisto e assinado. Nesse tipo de relatório.Auditoria Adriano Cisneiros . 22. por exemplo. acerca dos controles externos da empresa. em parecer: a) b) c) d) e) sem ressalva. a) b) c) d) e) 10/Jan/98. 21. 23. b) em forma curta. de acordo com a natureza do exame realizado. segundo a natureza da opinião que contém . ressaltando as suas qualidades e as melhorias efetuadas. de acordo com as conclusões a que chegou o auditor. 10/JAN/98 – o auditor concluiu o planejamento da auditoria. e não propriamente de trabalhos de auditoria. 15/JAN/98 . também conhecida por parecer do auditor. representados por cartas – comentários.(UNB – ANALISTA – BACEN/97) O parecer do auditor independente se classifica. A data considerada para a emissão do parecer é. que descrevem.(AFRF/2000) O auditor deve considerar em seu parecer os efeitos de transações e eventos subseqüentes relevantes ocorridos: 127 .(UNB – ANALISTA – BACEN/97) Os relatórios formais emitidos por auditor independente variam em amplitude. que poderão ser bastante analíticos quanto à descrição dos trabalhos realizados. o auditor expressa sua opinião acerca das demonstrações contábeis examinadas. analiticamente. forma e conteúdo. principalmente.

o auditor deverá emitir parecer: a) b) c) d) e) Com ressalva Restritivo Adverso Com opinião qualificada Com parágrafo de ênfase.(AFRF/2000) Quando a chance de uma entidade incorrer em um passivo for provável. o profissional deve: a) b) c) d) e) elaborar notas explicativas justificando. Ajustar as contas com os procedimentos recomendados. 27. incluir uma ressalva por não Ter acesso aos saldos contábeis analíticos. 25. 26. A entidade acatar os desvios apurados pelo auditor. mas o montante não puder ser razoavelmente estimado. o auditor tomar conhecimento de um fato que poderia modificar seu parecer e no entanto a administração não toma as medidas necessárias para assegurar que os usuários sejam informados do fato. inserir uma ressalva. somente até a data de conclusão dos exames de passivos. Capacidade de a entidade auditada continuar suas operações. pois as demonstrações contábeis estão incompletas. somente até 30 dias após a data de encerramento do balanço. 24. ele deve: a) b) c) d) e) já ter emitido uma opinião sobre as demonstrações contábeis originais. acrescentar uma nota explicativa em seu parecer expondo os motivos. entre as datas do balanço e a publicação nos jornais.Auditoria Adriano Cisneiros . Discordância quanto à prática contábil de efeito irrelevante.(ESAF/FPS/2002) Se. nas demonstrações contábeis da empresa auditada. após a emissão das demonstrações contábeis de companhia aberta. Recomendar a empresa que omita os ajustes . Limitação da extensão do seu trabalho. 28. justificar a Comissão de Valore Mobiliários expondo os motivos. a) b) c) d) e) entre as datas do balanço e a de convocação da assembléia de acionistas. entre as datas do balanço e a emissão do seu parecer.(AFRF/2000) Uma circunstância que impede o auditor de emitir um parecer sem ressalva é: a) b) c) d) e) Chance remota de não realizar um ativo.(ESAF/FPS/2002) Quando um auditor expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada.(ESAF/FPS/2002) Na constatação de omissão de eventos subseqüentes relevantes identificados pelo auditor. Ressalvar o parecer ou abster-se de dar opinião. o auditor deve: a) informar à administração da empresa auditada que tomará medidas para impedir que seu 128 . Emitir parecer sem ressalva.

31. e) informar aos principais acionistas da empresa que as demonstrações contábeis publicadas podem apresentar vieses para fins de tomada de decisão. num momento futuro. publicar. o auditor deve: a) b) c) d) e) incluir uma ressalva. pode deixar de destacar esse fato e. de forma clara. d) envia uma carta aos administradores da empresa auditada. caracterizando a natureza e seu provável efeito em decorrência da incerteza que o desfecho possa afetar significativamente a posição patrimonial e financeira da entidade e o resultado das suas operações. informando que o trabalho de auditoria foi prejudicado e. com abstenção de opinião ou limpo.(ESAF/FPS/2002) O auditor. o auditor de empresa investidora: a) b) c) d) e) deve destacar esse fato no seu parecer. com limitação de opinião ou adverso. 30. abster-se de opinião. c) informar aos órgãos regulamentares competentes que irá tomar medidas para informar aos usuários das demonstrações contábeis publicadas quanto ao risco identificado. com ressalva ou com nota explicativa.(ESAF/FPS/2002) Quando houver participação de outros auditores independentes no exame de demonstrações contábeis de participações societárias irrelevantes. indicando os valores envolvidos nas participações. incluir uma nota explicativa. conclui que as demonstrações contábeis estão comprometidas substancialmente. emitir parecer adverso. nos mesmos jornais onde foram publicadas as demonstrações contábeis da empresa auditada. pode desconsiderar esse valor por ser imaterial no conjunto das demonstrações contábeis. oportuno. parecer seja utilizado por terceiros para tomada de decisão. RESPOSTAS 4-C 5-D 12-E 13-E 20-C 21-CEECC 28-A 29-C 1-C 9-A 17-D 25-E 2-B 10-C 18-C 26-A 3-B 11-B 19-E 27-B 6-A 14-A 22-CCEEC 30-B 7-E 15-D 23-C 31-E 8-C 16-B 24-B 129 . b) 29. deve incluir informações consideradas relevantes para adequada interpretação de seus usuários. que o auditor está se abstendo do parecer de auditoria publicado. ao terminar seus trabalhos. pode incluir em nota explicativa que essas participações forem auditada por outros auditores. adverso ou com ressalva. irá se manifestar a respeito desse fato.Auditoria Adriano Cisneiros . também. Ao elaborar sua opinião.(ESAF/FPS/2002) A administração da entidade auditada inclui em uma nota explicativa. O tipo de parecer que o auditor deve emitir é: a) b) c) d) e) sem ressalva ou com abstenção de opinião. exigir que se contabilize o efeito. um fato relevante. seu efeito em seu parecer de auditoria.

de acompanhamento e de fiscalização. das normas emitidas por órgãos reguladores.1. 14.3 – Esta Norma aplica-se. 14. em todos os casos. Os representantes devem ser.As partes envolvidas no programa de revisão externa de qualidade são as seguintes: a) Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade – CRE. é medida pelo atendimento das normas técnicas e profissionais estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade e.2 – ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA DE REVISÃO 14. como mínimo.2 – A revisão externa de qualidade deve ocorrer. constitui-se em processo educacional.1.2.1.1. 14.1.2.Auditoria Adriano Cisneiros .1. considerada a regra de transição. que visa alcançar desempenho profissional da mais alta qualidade.2 – O objetivo da revisão pelos pares é a avaliação dos procedimentos adotados pelos Contadores e Firmas de Auditoria. ANEX0 1 NBC T 14 .1. Contadores no exercício da auditoria independente.1 . adiante denominados “auditores-revisores”.2.1 – A revisão externa de qualidade pelos pares. com vistas a assegurar a qualidade dos trabalhos desenvolvidos. de aqui em diante denominados “Auditores”.1. e c) a firma ou o auditor. a cada quatro anos. 130 . b) o(s) Auditor(es) responsável(eis) pela realização das revisões individuais. na insuficiência destas.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 14. objeto da revisão. b) emitir e atualizar anualmente as instruções e questionários detalhados para a revisão pelos pares. 14. adiante denominada de “Revisão pelos pares”.1. neste contexto.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA REVISÃO EXTERNA PELOS PARES 14. As atividades de suporte são de responsabilidade de ambas as entidades. adiante denominados “auditores revisados”.4 . exclusivamente. O prazo de cada nomeação é de 3 (três) anos.2. segundo suas disposições estatutárias.1. eventualmente. 14.Cabe ao CRE: a) identificar os auditores a serem avaliados a cada ano.3 – O CRE é integrado por 2 (dois) representantes do Conselho Federal de Contabilidade e 2 (dois) representantes do IBRACON. indicados pelas respectivas entidades. aos “Auditores” que exercem a atividade de Auditoria Independente com cadastro na Comissão de Valores Mobiliários – CVM.NORMAS SOBRE A REVISÃO EXTERNA DE QUALIDADE PELOS PARES 14.1.1. A qualidade. 14. pelos pronunciamentos do Instituto de Auditores Independentes do Brasil – IBRACON e. responsável pela administração do programa.

d) receber dos auditores revisores os relatórios de cada revisão e dos auditores revisados.1.3 . destinado aos auditores-revisores. relatório destinado à Presidência de cada entidade profissional e de cada órgão regulador que requeira programa de revisão externa de qualidade. Neste contexto.O CRE deverá estabelecer controles para administrar o programa. 14.5 .1.Anualmente. plano de ação que responda aos aspectos identificados no relatório.3. conforme definido pelo CFC. Dependendo da natureza destes. aplicáveis a qualquer trabalho de auditoria independente.2 . 14. o comitê poderá requerer reunião com os auditores revisados para assegurar o adequado entendimento das ações planejadas. o comitê elaborará.1 .Aplicam-se a este programa as mesmas normas sobre confidencialidade. A atualização deverá contemplar eventuais mudanças nas normas profissionais e reguladoras.1. 131 . 14.CARACTERÍSTICAS DO PROGRAMA 14. e) aprovar em forma final os relatórios e planos de ação.1. que deverá ser encaminhado ao CRE.Como resultado das apresentações e discussões anteriores. 14. de forma a garantir que as revisões sejam realizadas nos prazos previstos nesta norma.2 – A cópia do relatório dos auditores-revisores será encaminhada pelo CRE aos auditores revisados que. dos auditores ou equipes revisoras ou das entidades cujos trabalhos foram incluídos na revisão.2.2.3. Aspectos relevantes levantados pelas Presidências e ou órgãos reguladores.OS RELATÓRIOS DE REVISÃO 14.1. não permitindo a identificação e nem o nome dos auditores revisados.2.6 . os auditores-revisores deverão emitir relatório com suas conclusões.3.1 – CONFIDENCIALIDADE 14. após obtidos os esclarecimentos necessários de ambas as partes. o CRE deverá revisar as instruções que serão oportunamente desenvolvidas. O relatório constituirá um resumo dos resultados das revisões realizadas no ano e das ações planejadas e será confidencial. 14. que se apliquem à profissão no Brasil. encaminharão. incluindo o questionário-base. os planos de ação corretivos.Auditoria Adriano Cisneiros .3. posteriormente. para sua aplicação anual. para garantir a adequada comunicação entre o comitê e os auditores-revisores.4 . que poderá requerer os esclarecimentos que considere necessários para um correto entendimento e tomada de decisões quanto aos resultados reportados. 14. a partir dos relatórios aprovados no ano.1 – Terminada cada revisão.3 .1. e f) emitir relatório sumário anual. à sua vez.1.A cada ano. aprovar o relatório para emissão final. serão comunicados aos auditores revisados e revisores e/ou próprio CRE. A apresentação deverá ser objeto de reunião específica.2. c) dirimir quaisquer dúvidas a respeito do processo de revisão pelos pares e resolver eventuais situações não previstas.1. 14. o comitê deverá.

dependendo das dimensões e da natureza dos auditores a serem revisados. 14.5.1 – A seleção dos auditores-revisores cabe aos auditores a serem revisados.2.2. 14.1 – Os auditores-revisores e os membros da equipe revisora devem ser independentes dos auditores revisados. 14. os membros do CRE e das equipes revisoras ficam impedidos de divulgar qualquer informação obtida durante a participação no programa de revisão.2 – Os auditores-revisores e seus membros podem possuir investimentos ou familiares nos clientes dos auditores revisados.2.3.2.2. 14. 132 .1 .3 – CONFLITOS DE INTERESSES 14.2. tanto no caso de auditores pessoas físicas quanto de firmas de auditoria.Nem os auditores-revisores nem os membros da equipe revisora ou profissionais envolvidos na administração do programa de revisão pelos pares podem ter qualquer conflito de interesses com relação aos auditores revisados e aos clientes selecionados para a revisão.4.3 – O membro que atuar na condição de líder da equipe revisora terá as seguintes responsabilidades: a) a organização e condução da revisão.2. 14. os auditores revisados deverão obter.2. 14.2.2. Tanto o comitê quanto os revisores enviarão à entidade confirmação de confidencialidade.2.2. à experiência dos revisores em trabalhos de auditoria de similar complexidade. aprovação de cada uma das entidades selecionadas para que os trabalhos possam ser efetivamente revisados.2 – INDEPENDÊNCIA 14. 14.4 – COMPETÊNCIA 14.1 -A equipe revisora deve possuir estrutura compatível com a revisão a ser realizada.2. principalmente.2 – Nos casos selecionados para revisão.2. de acordo com as definições previstas nas normas profissionais e.5. 14. os membros da equipe revisora não podem revisar trabalhos realizados em entidades nas quais possuam tais relacionamentos.Auditoria Adriano Cisneiros .1. A compatibilidade refere-se. nas normas de órgãos reguladores.2.Ficam proibidas as revisões recíprocas entre firmas de auditores. ressalvando o Sistema CFC/CRCs. se aplicáveis. Porém.2.2 – A equipe revisora será formada por uma ou mais pessoas. caso ainda não a possuam. a partir da segunda revisão.5 – ORGANIZAÇÃO DOS TRABALHOS DE REVISÃO 14.3 . 14.5.

exclusivamente. b) a supervisão do trabalho desenvolvido pelos membros da equipe.2.1. análise e avaliação das políticas e procedimentos de controle estabelecidas pelos auditores revisados. e b) se os procedimentos de controle de qualidade definidos foram efetivamente adotados. d) a preparação do respectivo relatório de revisão. tais como conferência de documentação e indagação às pessoas envolvidas na determinação. 133 .2 – O processo da revisão externa de qualidade será desenvolvido conforme procedimentos a serem detalhados pelo CRE. b) análise da adequação da informação recebida nas entrevistas com auditores revisados. 14.2. e e) a apresentação e discussão do relatório no CRE.3 – REALIZAÇÃO DA REVISÃO PELOS PARES 14. concentrando sua atividade nos aspectos que necessitem avaliação.3.3 – A equipe revisora deverá adotar procedimentos de auditoria normais. c) a comunicação e discussão dos resultados da revisão à administração dos auditores revisados. 14.3. aspectos de atendimento às normas profissionais.1 – A revisão deverá ser organizada para permitir que os auditores-revisores emitam opinião sobre se. e) elaboração do relatório de revisões de qualidade. 14.2.1 – OBJETIVOS 14.1 – A revisão deve abranger. de qualidade pessoas dos os papéis de apresentação 14. sem a inclusão de quaisquer questões relativas a negócios.3.Auditoria Adriano Cisneiros .3.2 – PROCEDIMENTOS 14.3. em diferentes níveis de experiência. de uma amostra limitada de trabalhos. que considerarão o seguinte: a) obtenção. durante o período coberto pela revisão: a) o sistema de controle de qualidade estabelecido pelos auditores revisados para os trabalhos de auditoria atende às normas profissionais estabelecidas. a equipe deverá selecionar uma amostra limitada de clientes. 14. se as normas de controle de qualidade definidas foram efetivamente aplicadas. a equipe revisora deverá concluir sobre se existem assuntos que mereçam atenção por evidenciarem que ele não cumpriu com as políticas e procedimentos de controle de qualidade estabelecidos. d) discussão com os auditores revisados sobre os aspectos identificados. Naqueles aspectos que necessariamente requeiram a revisão de papéis de trabalho. e f) preparação da documentação de discussões com os revisados. das eventuais falhas e respectivas recomendações.2 – Para cada revisado. c) confirmação da estrutura de controle interno mediante confronto com trabalho.3.3.1.

4.1. ou quando encontrarem falhas relevantes.As falhas encontradas em trabalho selecionado não implicam emissão de relatório com 134 . requer-se a aplicação de julgamento profissional para avaliar a necessidade de revisão de mais de uma seleção dos escritórios a serem objeto da revisão.4 – Na hipótese de os auditores revisados não concordarem com a seleção de determinado cliente para revisão. 14. ou pela negativa do cliente em autorizar a revisão dos papéis de trabalho. e c) conclusão sobre se essas políticas e procedimentos de controle de qualidade atendem às normas aplicáveis e se elas foram observadas no período sob revisão.3.4. quando os auditores-revisores concluírem positivamente sobre os trabalhos realizados. quando for imposta alguma limitação no escopo da revisão que impeça os auditores-revisores de aplicar um ou mais procedimentos requeridos.2 – TIPOS DE RELATÓRIOS 14. não requeiram a emissão de parecer adverso. c) com conclusão adversa. 14. deverá avaliar o efeito dessa situação no contexto do trabalho e do relatório a ser emitido.2. quando as limitações impostas ao trabalho forem tão relevantes que os auditores-revisores não tenham condições de concluir sobre a revisão. para obtenção de evidências que permitam concluir que as políticas e procedimentos de controle de qualidade são adequadamente divulgados e estendidos para o conjunto.1 – O relatório emitido poderá ser de quatro tipos: a) sem ressalvas.1 – O relatório dos auditores-revisores deverá incluir os seguintes elementos: a) escopo da revisão e eventuais limitações. Poderão ser requeridas visitas a alguns desses escritórios.2 .1.4. porém. e d) com abstenção de conclusão.4.2.2.4.2.2 – A emissão do relatório deverá ocorrer no prazo máximo de 45 (quarenta e cinco) dias após a finalização da revisão em campo e sua data será a do encerramento da revisão.4 – DOS RELATÓRIOS DA REVISÃO PELOS PARES 14.5 – Nos casos de auditores a serem revisados e que possuam mais de um escritório.1 – CONTEÚDO E PRAZO 14. a equipe revisora deve avaliar as razões para essa exclusão.3.4. por motivos justificáveis. Caso não concorde com a restrição. 14. 14. tais como a existência de litígio ou investigação. que. b) com ressalvas. 14.Auditoria Adriano Cisneiros . 14. b) descrição sumária das principais características das políticas e procedimentos de controle de qualidade. quando a magnitude das falhas identificadas for tão relevante que evidencie que as políticas e procedimentos de qualidade não estão de acordo com as normas profissionais.

Auditoria Adriano Cisneiros . devendo o Relatório dos Auditores Revisores ser entregue para discussão e aprovação do Comitê Administrador do Programa de Revisão Externa de Qualidade – CRE. até 30 de março de 2002. a julgamento dos auditores-revisores. no prazo de até 30 (trinta) dias do recebimento do relatório dos auditores-revisores. dos erros na aplicação das políticas e procedimentos definidos.1 – DAS REVISÕES E SEUS PRAZOS 14.2. ressalvas ou adverso.1.4.1.5. Estes poderão incluir no relatório parágrafos explicativos.1.4– Após a primeira revisão externa de qualidade. diferenciando os erros no desenho do sistema de controle de qualidade.1. aplicado o mesmo critério. sempre que tal seja necessário ao entendimento das políticas e procedimentos adotados.2 –A primeira revisão externa de qualidade ocorrerá dentro dos seguintes prazos. b) as 50 (cinqüenta) firmas ou auditores pessoas físicas seguintes. 14. 14. 14.5. até 31 de dezembro de 2001. c) as restantes firmas ou auditores pessoas físicas deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE até 30 de junho de 2002.5. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002. até 15 dias antes: a) as 10 (dez) firmas ou auditores pessoas físicas com maior número de clientes empresas de capital aberto deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE.1. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 15 de junho de 2002.1 – A primeira revisão pelos pares deverá ter foco o diagnóstico dos procedimentos de controle de qualidade interno que devem ser implantados e/ou revisados para a qualidade dos trabalhos.1.3 – As conclusões constantes do relatório emitido dependerão sempre do exercício de julgamento profissional dos auditores-revisores. bem como das suas aplicações. 14.5 – DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 14.4.4 – Os auditores revisados devem apresentar seu comentário sobre os aspectos reportados e elaborar um plano de ação para responder às recomendações formuladas. sempre que.5. devendo os Auditores Revisores entregar os Relatórios da Revisão para o mesmo Comitê para discussão e aprovação até 30 de setembro de 2002. A equipe revisora deve avaliar o padrão e efeito das falhas identificadas.3 – A partir da segunda revisão externa de qualidade. 14. os relatórios de revisão serão disponibilizados pelo CRE para o Sistema CFC/CRCs e para o IBRACON.5. os “Auditores”. bem como sua implicação no sistema de controle de qualidade da firma. forem consideradas como isoladas. 14.2. consoante o disposto no item 14. deverão contratar os Auditores Revisores e comunicar os nomes para o CRE. prazos e cronogramas 135 .2.

Auditoria Adriano Cisneiros . estabelecidos nesta norma serão determinados pelo CRE com antecedência mínima de 180 dias. 136 .

2. Exemplos de transações e eventos subseqüentes. PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA SOBRE TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS ENTRE A DATA DO TÉRMINO DO EXERCÍCIO SOCIAL E A DE EMISSÃO DO PARECER 3. ANEXO 2 INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC T 11 – IT – 04 TRANSAÇÕES E EVENTOS SUBSEQÜENTES Esta Interpretação Técnica (IT) visa a explicitar o item 11. inclusive como aumento de capital. não se exige que o auditor proceda a uma revisão contínua de todos os assuntos que foram objeto de procedimentos anteriores. e d) alteração do controle societário. O auditor deve planejar e executar procedimentos para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada de que todas as transações e eventos ocorridos no período. Exemplos destas situações são: a) perda em contas a receber decorrente da falência do devedor. CONSIDERAÇÕES GERAIS 1. 1 137 .Auditoria Adriano Cisneiros . foram identificados. e que podem requerer ajuste nas demonstrações contábeis e suas notas explicativas. havidos entre a data de término do exercício social e até após a data da divulgação das demonstrações contábeis. o teste do corte de estoques e pagamentos a credores. Esses procedimentos são adicionais àqueles normalmente aplicados a transações específicas ocorridas após o fim do período.2. com o objetivo de obter evidência de auditoria quanto a saldos de contas no fim dele. c) destruição de estoques ou estabelecimento em decorrência de sinistro. e o auditor deve considerá-lo parte normal da auditoria. Entretanto. são: a) aporte de novos recursos. A identificação de transações e eventos subseqüentes que proporcionam evidência adicional de condições que existiam no fim do período auditado requer o exercício do julgamento profissional e o conhecimento dos fatos e circunstâncias. como. por exemplo. O período entre a data do término do exercício social e a de emissão do parecer é denominado período subseqüente. b) compra de nova subsidiária ou de participação adicional relevante em investimento anterior. correspondente a Transações e Eventos Subseqüentes da NBC T 11 – Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis1. e b) pagamento ou sentença judicial.13.

destruição de ativos. ainda que parcialmente. o auditor deve indagar da administração se as informações mais recentes foram elaboradas nas mesmas bases utilizadas nas demonstrações contábeis auditadas. aos advogados da entidade a respeito de litígios e reclamações. o auditor da entidade principal deve considerar os procedimentos do outro auditor sobre eventos após o fim do período e a necessidade de informá-lo sobre a data planejada de emissão de seu parecer. e normalmente incluem o seguinte: a) revisão dos procedimentos que a administração estabeleceu para assegurar que eventos subseqüentes sejam identificados. ou mesmo uma divisão ou filial. emissão de debêntures ou ações novas ou acordo de fusão. Quando uma controlada ou coligada. o auditor deve verificar se eles foram apropriadamente contabilizados e adequadamente 138 . 6. 7. 6. por exemplo. 5. d) indagação ou ampliação das indagações anteriores. 4.Os procedimentos para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis devem ser executados tão próximo da data do parecer do auditor quanto for praticável. 3. 8. Os exemplos de assuntos a serem indagados incluem: 1. e 9. escritas ou verbais. com a mesma data do parecer do auditor. e e) indagação à administração sobre se ocorreu qualquer evento subseqüente que possa afetar as demonstrações contábeis e obtenção. da diretoria. à medida que for considerado necessário e apropriado. e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões e para os quais ainda se dispõe de atas. como na hipótese de dúvida sobre a continuidade normal das atividades da entidade. dos orçamentos. assunção de novos compromissos. b) leitura de atas de assembléia de acionistas ou quotistas. previsões de fluxo de caixa e de outros relatórios contábeis. de carta de responsabilidade. vendas de ativos. comparação dessas informações com as constantes nas demonstrações contábeis auditadas. ajustes contábeis inusitados. cisão ou liquidação de atividades. c) leitura das demonstrações contábeis intermediárias posteriores àquelas auditadas e. realizadas após o fim do período. 2. na extensão considerada necessária nas circunstâncias. situação atual de itens contabilizados com base em dados preliminares ou não-conclusivos. 5. da parte dela.Auditoria Adriano Cisneiros . bem como de comitês executivos e de auditoria. ocorrência ou probabilidade de ocorrência de eventos que ponham em dúvida a adequação das práticas usadas nas demonstrações contábeis. for auditada por outro auditor. desapropriação por parte do governo. evolução subseqüente de contingências e assuntos de maior risco de auditoria. Neste caso. 4. por fogo ou inundação. incorporação. Quando tomar conhecimento de eventos que afetam de maneira relevante as demonstrações contábeis. empréstimos ou garantias concedidas. de reunião dos conselhos de administração e fiscal.

o auditor deve avaliar a adoção de medidas a serem tomadas em função dos seus direitos e obrigações legais. 13. TRANSAÇÕES E EVENTOS OCORRIDOS APÓS O TÉRMINO DO TRABALHO DE CAMPO. o auditor tomar conhecimento de fato 139 . se for o caso. Contudo. Quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nos casos em que o auditor decidir pela necessidade de sua alteração e o seu parecer não tiver sido liberado para a entidade. o auditor deve emitir seu parecer com ressalva ao adverso. o auditor pode decidir por emitir seu parecer com dupla data. divulgados nas demonstrações contábeis. o auditor tomar conhecimento de um fato que possa afetar de maneira relevante as demonstrações contábeis. o auditor não tem responsabilidade de fazer qualquer indagação sobre essas demonstrações. 9. ele deve revisá-lo e. expressar opinião com ressalva ou adversa.Quando a administração alterar as demonstrações contábeis. mas antes da divulgação das demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros . TRANSAÇÕES E EVENTOS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS OCORRIDOS APÓS A DIVULGAÇÃO DAS 12. o auditor deve solicitar a esta que não divulgue as demonstrações contábeis e o respectivo parecer. Quando tais eventos não receberam o tratamento adequado nas demonstrações contábeis. após a data do parecer do auditor. ele deve decidir se elas devem ser ajustadas. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. 8. Após a divulgação das demonstrações contábeis. os procedimentos mencionados nos itens anteriores devem ser estendidos até a data do novo parecer do auditor. Entre essas medidas inclui-se. 10. a administração é responsável por informar ao auditor fatos que possam afetar as demonstrações contábeis. como explicado na Interpretação Técnica NBC T 11 – IT – 05 – Parecer dos Auditores Independentes sobre as Demonstrações Contábeis. como mínimo. 11. após a divulgação das demonstrações contábeis. comunicação formal à administração no sentido de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas.Quando. o auditor deve discutir com a administração a adoção das providências necessárias para corrigir tal situação. E A DATA DA DIVULGAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 7. A data do novo parecer do auditor não deve ser anterior àquela em que as demonstrações ajustadas foram assinadas ou aprovadas pela administração. Caso a administração decida não tomar as providências necessárias. Durante o período entre as datas do parecer do auditor e a de divulgação das demonstrações contábeis. e consequentemente. o auditor deve executar os procedimentos necessários nas circunstâncias e fornecer a ela um novo parecer sobre as demonstrações contábeis ajustadas. Quando. Quando o parecer do auditor tiver sido entregue à administração. O auditor não é responsável pela execução de procedimentos ou indagações sobre as demonstrações contábeis após a data do seu parecer. Se as demonstrações contábeis forem posteriormente divulgadas. a necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. COM A CONSEQÜENTE EMISSÃO DO PARECER.

o auditor deve decidir se as demonstrações contábeis precisam de revisão. b) revisar as medidas tomadas pela administração para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente emitidas. como mínimo. 15. Nos casos que envolvem a oferta de valores mobiliários ao público. poderia tê-lo levado a emitir o documento com conteúdo diverso do que foi. OFERTA DE VALORES MOBILIÁRIOS AO PÚBLICO 17. se fosse conhecido naquela data. assim. após o de opinião. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. Entre essas medidas inclui-se. assim. e c) emitir um novo parecer sobre as demonstrações contábeis alteradas. por exemplo. são aplicáveis as considerações sobre a data do novo parecer mencionadas no parágrafo 12 anterior. o auditor pode ser obrigado a executar procedimentos de auditoria adicionais até a data do documento de oferta final. quando estiver iminente a emissão das demonstrações contábeis relativas ao período seguinte. Por exemplo. 14. 140 . Também devem incluir a leitura do documento de oferta para avaliar se outras informações nele contidas se harmonizam com as informações contábeis com que o auditor estiver relacionado. e quando a administração não alterar as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considera necessária sua alteração. seja informada da situação. indicando em parágrafo. o auditor deve considerar qualquer exigência legal e atinente a ele aplicável em todas as jurisdições em que os valores mobiliários estiverem sendo oferecidos.Auditoria Adriano Cisneiros . A necessidade de comunicação aos órgãos reguladores dependerá das normas aplicáveis em cada caso. anterior à data do seu parecer e que. Neste caso. comunicação formal à administração de que o parecer anteriormente emitido não mais deve ser associado às demonstrações contábeis não retificadas. desde que elas contemplem os necessários ajustes e/ou contenham as informações normalmente divulgadas. juntamente com o correspondente parecer do auditor. 16. do documento final de oferta. que normalmente devem incluir a execução dos procedimentos mencionados no item 7 até a data ou próximo da efetiva. os motivos da reemissão desse parecer com referência à nota das demonstrações contábeis que esclarece a alteração efetuada nas demonstrações contábeis. seus direitos e obrigações legais. resguardando. o auditor pode julgar desnecessárias a alteração das demonstrações contábeis e a emissão de novo parecer. ele deve informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. seja informada da situação. Em certas situações. Quando a administração não tomar as medidas necessárias para assegurar que qualquer pessoa que tenha recebido as demonstrações contábeis anteriormente divulgadas. o auditor deve: a) executar os procedimentos de auditoria necessários às circunstâncias. juntamente com o respectivo parecer do auditor. Quando a administração alterar as demonstrações contábeis divulgadas.

de resumir no final de um período todas as informações relevantes que dizem respeito a uma das demonstrações contábeis. através da Resolução n. questionar e investigar outras informações transmitidas pela administração da entidade.14 de 24. Sempre que o auditor independente executa um trabalho de auditoria. Neste caso o auditor deve investigar as circunstâncias das contradições e. aplica procedimentos com a finalidade de obter evidências ou provas suficientes para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis examinadas. torna-se necessário confirmá-las através da Carta de Responsabilidade da Administração.04.2. a quem tenha poder de decisão. É comum o auditor elaborar pedidos. todavia. 141 . confirmando as informações e dados fornecidos ao auditor. Como nem todas as evidências podem ser obtidas através de documentos. isso constituirá uma limitação de amplitude de exame. mas também a partir de informações verbais da administração. inclusive. ou seja. sobre fato substancial que tenha relevância na formação de sua opinião sobre as demonstrações contábeis do período examinado. apresentação e divulgação das demonstrações contábeis submetidas à auditoria. por escrito. Quando o auditor não obtiver evidências. As atas de reuniões do Conselho de Administração e da Diretoria são documentos importantes para atestar a aprovação dos órgãos de administração para determinados atos e fatos administrativos. Cópias de cartas ou memorandos podem ser documentos suficientes à comprovação de transações específicas. das gerências e do responsável pela contabilidade. CONSIDERAÇÕES GERAIS A Carta de Responsabilidade da Administração é o documento emitido pelos Administradores da entidade auditada e endereçada ao auditor independente.º 700 – item 11. aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. as bases de preparação. através da aplicação dos procedimentos de auditoria. como forma de esclarecer determinada transação. A Carta. É possível que o auditor tenha evidências de fatos que contradigam os termos da Carta de Responsabilidade. independentemente da existência da Carta de Responsabilidade da Administração. O auditor independente pode utilizar-se de inúmeras formas de confirmação da administração sobre os atos de gestão. tem uma finalidade mais ampla.91 e que entraram em vigor em 1º de junho de 1991. ANEXO 3 INTERPRETAÇÃO TÉCNICA NBC – T – 11 – IT – 01 1.Auditoria Adriano Cisneiros . Sua emissão passou a ser obrigatória a partir das Normas de Auditoria Independente.

a Carta de Responsabilidade da Administração como um elemento de suporte para o trabalho de auditoria. e outros. no caso. (f) possibilitar esclarecimento sobre pontos não constantes das demonstrações contábeis tais como contingências ou responsabilidades não divulgadas. possibilidades efetivas de realização de determinados ativos e também aspectos de continuidade operacional. Existindo fatos. (d) dar mais confiabilidade as informações verbais obtidas durante a auditoria. a divulgação perante terceiros. (e) dar garantias ao auditor independente quanto às responsabilidades posteriores à realização do trabalho. projeções e contingências que não possam ser evidenciados pelo auditor. (b) obter evidência auditorial por escrito. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser emitida no final de um período com a mesma data do parecer de auditoria sobre as demonstrações contábeis a que se refere. pois não objetiva a eliminação de procedimentos de auditoria e nem substitui o trabalho do auditor independente. onde o nome do auditor esteja diretamente envolvido. 2 – OBJETIVOS Os objetivos do auditor independente em obter a Carta de Responsabilidade da Administração podem ser resumidos como segue: (a) atender às Normas de Auditoria Independente. 3 – CONTEÚDO DA CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO A Carta de Responsabilidade da Administração deve conter o que segue: (a) ter data igual àquela do parecer do auditor independente. (c) fazer referência às demonstrações contábeis objeto da auditoria. (c) delimitar as responsabilidades do Auditor e da Administração. Isto não elide o auditor independente de avaliar os termos da informação e comprovação da administração. decisões.Auditoria Adriano Cisneiros . A Carta de Responsabilidade ou qualquer outra informação dada por escrito pela administração da entidade auditada não elimina a necessidade do auditor de obter evidências sobre transações realizadas. (b) ser endereçada ao auditor independente. tais como a apresentação das demonstrações aos sócios ou acionistas. em face das circunstâncias por ele conhecidas. devendo ser arquivada junto aos demais papéis do exercício como uma das evidências do trabalhos realizado. (d) mencionar que a administração cumpriu com as normas e regulamentos a que a entidade está 142 . aceitando-a ou não. cabendo. A Carta constitui papel de trabalho do auditor.

Em determinadas circunstâncias. A Carta de Responsabilidade da Administração deve ser assinada pelo membro da administração que tiver a responsabilidade primária sobre a entidade e seus aspectos financeiros. (e) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados pela entidade são de responsabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações. bem como o resultado do período. (h) confirmar que não há contingências fiscais. 143 . (j) confirmar que não há qualquer evento subseqüente que possa afetar a posição patrimonial e financeira da entidade. os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda. geralmente o DiretorPresidente e o Diretor Financeiro ou Diretor de Relações com o Mercado. (l) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis. de acordo com a legislação vigente. influindo significativamente na sua avaliação. previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da entidade. e pelo contabilista responsável pelas demonstrações contábeis.Auditoria Adriano Cisneiros . sujeita. (k) confirmar que todos os livros e registros contábeis e documentos comprobatórios foram colocados à disposição dos auditores. (f) confirmar que todas as transações efetuadas no período foram devidamente registradas no sistema contábil. (q) confirmar que os seguros efetuados foram contratados em valores suficientes para cobrir eventuais perdas com sinistros. e os ativos dados em garantia. os saldos e transações com “partes relacionadas”. (o) confirmar que a entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos além dos mencionados em nota explicativa. o auditor poderá exigir que a carta de responsabilidade também seja assinada por outros membros da administração. que possam ter efeitos relevantes sobre as demonstrações contábeis. impedindo a continuidade normal dos negócios sociais. (i) confirmar que não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normais e das atividades da entidade. (m) confirmar que não há planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis. (g) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes. trabalhistas. os acordos para a recompra de ativos anteriormente e vendidos. (n) confirmar que não existem irregularidades envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis. (p) confirmar que não são do conhecimento da administração da entidade quaisquer questões pendentes junto aos órgãos reguladores e fiscalizadores.

____________ de ___________ de ________. 144 . Sas. A presente refere-se aos exames procedidos por V. Nesse sentido. 03 – A entidade tem cumprido todas as disposições de seus contratos que poderiam. nas demonstrações contábeis de nossa entidade. Se a administração transmitiu em informação verbal. Sas. ter um efeito relevante sobre as demonstrações contábeis. isto constituirá uma limitação no escopo do seu exame. isto constituirá uma limitação no escopo do exame do auditor. 02 – Confirmamos que todas as transações efetuadas no período pela nossa entidade foram devidamente registradas na contabilidade de acordo com a legislação vigente. em caso de Descumprimento. aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 5 – EXEMPLO DE CARTA DE RESPONSABILIDADE DA ADMINISTRAÇÃO (cidade) (dia) (mês) (ano) ___________________. 4 – PROVIDÊNCIAS PARA SITUAÇÕES DE RECUSA DA ADMINISTRAÇÃO EM FORNECER A CARTA DE RESPONSABILIDADE No caso da administração se recusar a fornecer a Carta de Responsabilidade ao auditor independente. À (nome do auditor) (endereço do escritório que vai emitir o parecer) Prezados Senhores: REF: Carta de Responsabilidade da Administração da (nome da entidade). sendo adequados ao tipo de atividade e volume de transações que tem nossa entidade.Auditoria Adriano Cisneiros . mas se recusa a confirmá-la por escrito. as seguintes informações: 01 – O sistema contábil e de controles internos adotados pela entidade no período são de nossa responsabilidade. estamos confirmando a V. correspondentes ao exercício (ou período – quando se tratar de menos de 12 meses) findo em ______ de _______ de _______ e está sendo emitida em atendimento às exigências das Normas de Auditoria Independente. referente às Demonstrações Contábeis levantadas em (data)_________________.

12 – Não é de nosso conhecimento qualquer evento subseqüente à data do encerramento do exercício até a presente data.º ___. OU As contingências fiscais. trabalhistas. quando necessário. 07 – Que todos os livros. comerciais e legais. registros contábeis. 13 – Não há nenhum fato conhecido que possa impedir a continuidade normal das atividades da entidade. trabalhistas. previdenciárias. 05 – Foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis: (a) (b) (c) (d) Transações e saldos com “partes relacionadas”. que reconhecemos existir nesta data são: a) b) c) O não reconhecimento destas contingências está fundamentado no parecer de nossos assessores jurídicos. documentação comprobatória e todas as atas das reuniões dos Acionistas (ou Sócios. 09 – A entidade não tem ônus ou gravames sobre os seus ativos que não os mencionados na nota explicativa n. 145 . Ativos dados em garantia. 08 – Não existem irregularidades pendentes envolvendo a administração ou empregados que possam ter efeito significativo sobre as demonstrações contábeis. Prejuízos ou lucros decorrentes de compromissos de compra e venda. que possa afetar de forma relevante a posição patrimonial e financeira.Auditoria Adriano Cisneiros . 10 – As estimativas foram contabilizadas com base em dados consistentes confirmados por nossos assessores jurídicos (ou outros assessores). 11 – Não há quaisquer contingências fiscais.Sas. comerciais e legais que possam afetar a situação financeira e patrimonial da entidade e influir significativamente na sua avaliação como empreendimento em continuidade. cuja cópia já entregamos a V. Associados e Diretores). foram colocados à sua disposição. previdenciárias. 06 – Não temos planos ou intenções que possam afetar substancialmente o valor ou a classificação de ativos e passivos constantes das demonstrações contábeis. 04 – Nossa administração cumpriu todas as normas e regulamentos a que a entidade está sujeita e não houve qualquer comunicação referente à inobservância de exigências de autoridades regulamentadoras com respeito a aspectos financeiros. bem como o resultado do período. Acordos para a recompra de ativos anteriormente vendidos.

14 – Julgamos que os seguros contratados foram efetuados em valores suficientes para cobrir eventuais sinistros que possam ocorrer.Auditoria Adriano Cisneiros . 15 – Outros esclarecimentos (se houver). DIRETOR (ES) (NOME E CARGO) CONTABILISTA (NOME E N. Atenciosamente.º DE REGISTRO NO CRC) 146 . impedindo a continuidade normal dos negócios sociais.

desde logo. II . ANEXO 4 CÓDIGO DE ETICA DOS CONTABILISTAS DO OBJETIVO Art.ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional. V . IX . antes de emitir opinião sobre qualquer caso. VI . ressalvados os casos previstos em lei ou quando por autoridades competentes. a existência de impedimento para o exercício da profissão. seja propugnado por remuneração condigna. quando no exercício profissional. VIII .renunciar às funções que exerce. estendendo-se a obrigação a sócios e executores. observada a legislação vigente e resguardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. a qualquer tempo. a quem deverá notificar com trinta dias de antecedência.inteirar-se de todas as circunstâncias.Auditoria Adriano Cisneiros . em documento reservado. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade.se substituído em suas funções. para que os interesse dos mesmos não sejam prejudicados.São deveres do contabilista: I . seja zelando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico.zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo. informar ao substituto sobre fatos que devam chegar ao conhecimento desse. 147 . zelando. diligência e honestidade. contudo.guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. III . logo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador. VII . sem prejuízo da dignidade e independência profissionais. evitando declarações públicas sobre os motivos da renúncia.Este Código de Ética Profissional tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem conduzir os contabilistas. ao cliente ou empregador.exercer a profissão com zelo. 1º . inclusive no âmbito do serviço público. DOS DEVERES E DAS PROIBIÇÕES Art. 2º . a fim de habilitá-lo para o bom desempenho das funções a serem exercidas.manifestar. eventual circunstância adversa que possa influir na decisão daquele que lhe formular consulta ou lhe confiar trabalho. IV .comunicar.

papéis ou documentos.revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que. comprovadamente. interesse confiado a sua responsabilidade profissional.reter abusivamente livros. XVI .manter Organização Contábil sob forma não autorizada pela legislação pertinente. com quebra de sigilo profissional.exercer a profissão. Art. em qualquer modalidade ou veículo de comunicação.assumir. XIV . XI .exercer atividade ou ligar o seu nome a empreendimentos com finalidades ilícitas. sendo sempre admitida a indicação de títulos. IV .valer-se de agenciador de serviços.aconselhar o cliente ou o empregador contra disposições expressas em lei ou contra os Princípios Fundamentais e as Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. ou facilitar.emitir referência que identifique o cliente ou empregador. salvo 148 . direta ou indiretamente. serviços oferecidos. trabalhos realizados e relação de clientes.prejudicar. IX .concorrer para a realização de ato contrário à legislação ou destinado a fraudá-la ou praticar. com prejuízo moral ou desprestígio para a classe. II . confiadas.recusar-se a prestar contas de quantias que lhe forem. VII . em publicação em que haja menção a trabalho que tenha realizado ou orientado. XIII . VIII . serviços de qualquer natureza. ato definido como crime ou contravenção. culposa ou dolosamente.assinar documentos ou peças contábeis elaborados por outrem. é vedado ao contabilista: I .Auditoria Adriano Cisneiros . conteúdo que resulte na diminuição do colega. comprovadamente. da Organização Contábil ou da classe. VI . XV . comprovadamente confiados à sua guarda. mediante participação desse nos honorários a receber. 3º .auferir qualquer provento em função do exercício profissional que não decorra exclusivamente de sua prática lícita. especializações. X . tenha tido conhecimento.anunciar. o seu exercício aos não habilitados ou impedidos. XII . III . no exercício da profissão.solicitar ou receber do cliente ou empregador qualquer vantagem que saiba para aplicação ilícita. alheio à sua orientação. V . quando impedido. por qualquer meio. supervisão e fiscalização.No desempenho de suas funções.

devendo evitar quaisquer restrições ou imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho.intitular-se com categoria profissional que não possua. parecer ou trabalho técnico-profissional. 4º .iludir ou tentar iludir a boa fé de cliente. Art. ou da justiça da causa em que estiver servindo. na profissão contábil.publicar ou distribuir. em seu nome.considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos sobre peças contábeis 149 . trabalho científico ou técnico do qual não tenha participado.assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que concerne à aplicação dos Princípios Fundamentais e Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo CFC.abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar suficientemente informado e munido de documentos. bem como fornecendo falsas informações ou elaborando peças contábeis inidôneas.renunciar à liberdade profissional.considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo submetido a sua apreciação. XXI . quando perito. III . XVII . Art. V .elaborar demonstrações contábeis sem observância dos Princípios Fundamentais e das Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. auditor ou árbitro. quando autorizado por eles. deverá. I . XXII . VII . determinação dos Conselhos Regionais de Contabilidade. assinado e sob sua responsabilidade.O Contador. XVIII .não cumprir.abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes interessadas. depois de regularmente notificado. VIII .abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria que constitui objeto de perícia. 2º.Auditoria Adriano Cisneiros . XX . XIX . empregador ou de terceiros. II . no prazo estabelecido. VI .mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu trabalho. mantendo absoluta independência moral e técnica na elaboração do respectivo laudo. IV .recusar sua indicação quando reconheça não se achar capacitado em face da especialização requerida.O Contabilista poderá publicar relatório. 5º . alterando ou deturpando o exato teor de documentos. respeitado o disposto no inciso II do Art. assistente técnico. mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos propostos.

10 .atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à disposição desses. habitual ou permanente.o resultado lícito favorável que para o contratante advirá com o serviço prestado.O Contabilista deve fixar previamente o valor dos serviços. 150 .a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. Art. observando as restrições contidas nas Normas Brasileiras de Contabilidade editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade. Art. em consonância com os postulados de harmonia da classe. IV .Auditoria Adriano Cisneiros . VI . não induz nem justifica a participação ou convivência com o erro ou com os atos infringentes de normas éticas ou legais que regem o exercício da profissão. em relação aos colegas.O Contabilista poderá transferir o contrato de serviços a seu cargo a outro Contabilista. com a anuência do cliente. DOS DEVERES EM RELAÇÃO AOS COLEGAS E À CLASSE Art.a possibilidade de ficar impedido da realização de outros serviços.O Contabilista poderá transferir parcialmente a execução dos serviços a seu cargo a outro contabilista. apreço e solidariedade. Parágrafo Único .o tempo que será consumido para a realização do trabalho. o vulto. IX . V .O Contabilista deve. sempre que solicitado. preferencialmente por escrito.O espírito de solidariedade.o local em que o serviço será prestado. mesmo na condição de empregado. II . respeito.a relevância.É vedado ao Contabilista oferecer ou disputar serviços profissionais mediante aviltamento de honorários ou em concorrência desleal. 9º . relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a execução do seu trabalho. 6º . mantendo sempre como sua a responsabilidade técnica. de preferência por contrato escrito.abster-se de fazer referências prejudiciais ou de qualquer modo desabonadoras. a complexidade e a dificuldade do serviço a executar. DO VALOR DOS SERVIÇOS PROFISSIONAIS Art. observar as seguintes normas de conduta: I . considerados os elementos seguintes: I . 7º . Art. papéis de trabalho. III . 8º .A conduta do Contabilista com relação aos colegas deve ser pautada nos princípios de consideração. Parágrafo Único .

DAS PENALIDADES Art.zelar pelo cumprimento deste Código.representar perante os órgãos competentes sobre irregularidades comprovadamente ocorridas na administração de entidade da classe contábil.evitar desentendimentos com o colega a que vier a substituir no exercício profissional.A transgressão de preceito deste Código constitui infração ética.censura pública. admitindo-se a justa recusa.Auditoria Adriano Cisneiros . VIII . 151 .aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe. V . salvo circunstâncias especiais que justifiquem a sua recusa. IV . observar as seguintes normas de conduta: I . com a aplicação de uma das seguintes penalidades: I .zelar pelo prestígio da classe. pela dignidade profissional e pelo aperfeiçoamento de suas instituições. III . II . segundo a gravidade. apresentando-os como próprios.O Contabilista deve.acatar as resoluções votadas pela classe contábil.advertência reservada. com relação à classe. que deles não tenha participado. inclusive quanto a honorários profissionais. II . sancionada. IV .não formular juízos depreciativos sobre a classe contábil.jamais apropriar-se de trabalhos. VI .prestar seu concurso moral. III . Art. iniciativas ou de soluções encontradas por colegas.censura reservada. 11 .abster-se da aceitação de encargo profissional em substituição a colega que dele tenha desistido para preservar a dignidade ou os interesses da profissão ou da classe. 12 . intelectual e material. II .jamais utilizar-se de posição ocupada na direção de entidades de classe em benefício próprio ou para proveito pessoal. desde que permaneçam as mesmas condições que ditaram o referido procedimento. VII . III .

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Parágrafo Único - Na aplicação das sanções éticas são consideradas como atenuantes: I - falta cometida em defesa de prerrogativa profissional; II - ausência de punição ética anterior; III - prestação de relevantes serviços à Contabilidade. Art. 13. O julgamento das questões relacionadas à transgressão de preceitos do Código de Ética incumbe, originariamente, aos Conselhos Regionais de Contabilidade, que funcionarão como Tribunais Regionais de Ética e Disciplina, facultado recurso dotado de efeito suspensivo, interposto no prazo de quinze dias, para o Conselho Federal de Contabilidade em sua condição de Tribunal Superior de Ética e Disciplina. § 1º O recurso voluntário somente será encaminhado ao Tribunal Superior de Ética e Disciplina se o Tribunal Regional de Ética e Disciplina respectivo mantiver ou reformar parcialmente a decisão. § 2º Na hipótese do inciso III do art. 12, o Tribunal Regional de Ética e Disciplina deverá recorrer ex officio de sua própria decisão (aplicação de censura pública). Art. 14 - O Contabilista poderá requerer desagravo público ao Conselho Regional de Contabilidade, quando atingido, pública e injustamente, no exercício de sua profissão.

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ANEXO 5
“NBC T- 12 – DA AUDITORIA INTERNA 12.1 – CONCEITUAÇÃO E DISPOSIÇÕES GERAIS 12.1.1 – CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.1.1 – A auditoria interna constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo examinar a integridade, adequação e eficácia dos controles internos e das informações físicas, contábeis, financeiras e operacionais da Entidade. 12.1.1.2 – A auditoria interna é de competência exclusiva de Contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade, nesta norma denominado auditor interno. 12.1.2 – PROCEDIMENTOS DA AUDITORIA INTERNA 12.1.2.1 – Os procedimentos de auditoria interna são os exames, incluindo testes de observância e testes substantivos, que permitem ao auditor interno obter provas suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações. 12.1.2.2 – Os testes de observância visam a obtenção de uma razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento, inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários da Entidade. 12.1.2.3 – Os testes substantivos visam à obtenção de evidência quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da Entidade. 12.1.2.4 – As informações que fundamentam os resultados da auditoria interna são denominadas de “evidências”, que devem ser suficientes, fidedignas, relevantes e úteis, de modo a fornecerem base sólida para as conclusões e recomendações. 12.1.3 – PAPÉIS DE TRABALHO 12.1.3.1 – Os papéis de trabalho são o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas coligidas pelo auditor interno que consubstanciam o trabalho executado. 12.1.4 – FRAUDE E ERRO 12.1.4.1 – O termo “fraude” aplica-se a atos voluntários de omissão e manipulação de transações e operações, adulteração de documentos, registros, relatórios e demonstrações contábeis, tanto em termos físicos quanto monetários. 12.1.4.2 – O termo “erro” aplica-se a atos involuntários de omissão, desatenção, desconhecimento ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis, bem como de transações e operações da Entidade, tanto em termos físicos quanto monetários.

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12.1.4.3 – O auditor interno deve assessorar a administração no trabalho de prevenção de erros e fraudes, obrigando-se a informá-la, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de erros ou fraudes detectados no decorrer de seu trabalho. 12.2 – NORMAS DE EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 12.2.1 – PLANEJAMENTO DA AUDITORIA INTERNA 12.2.1.1 – O planejamento do trabalho de auditoria interna compreende os exames preliminares da Entidade, para definir a amplitude do trabalho a ser realizado de acordo com as diretivas estabelecidas pela administração. 12.2.1.2 – O planejamento deve considerar todos os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente os seguintes: o conhecimento detalhado dos sistemas contábil e de controles internos da Entidade e seu grau de confiabilidade; a natureza, oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados; a existência de Entidades associadas, filiais e partes relacionadas que estejam no âmbito dos exames da auditoria interna; o uso do trabalho de especialistas e outros auditores; os ciclo operacionais da Entidade relacionados com volume de transações e operações; o conhecimento das atividades operacionais da Entidade, como suporte para a análise eficaz dos procedimentos e sistemas de Contabilidade de Custos que estão sendo aplicados para acompanhar e controlar o uso e o consumo de recursos, visando verificar a existência de desvios em relação às rotinas preestabelecidas; o conhecimento da execução orçamentária, tanto operacional como de investimentos, no sentido de verificar a exatidão de apropriação dos valores, se os desvios estão sendo controlados e se as conseqüentes ações corretivas estão sendo aplicadas. 12.2.1.3 – O auditor interno deve documentar seu planejamento e preparar, por escrito, o programa de trabalho, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão aplicados, em termos de natureza, oportunidade e extensão. 12.2.1.4 – Os programas de trabalho, estruturados de forma a servir como guia e meio de controle, devem ser revisados e ou atualizados quando necessário. 12.2.2 – APLICAÇÃO DOS PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA INTERNA 12.2.2.1 – O auditor interno deve obter, analisar, interpretar e documentar as informações físicas,

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a informação útil é a que auxilia a Entidade a atingir suas metas. da natureza. bem como de lançamentos de tributos e de contribuições em disputa.2. 12. a aplicação dos procedimentos de auditoria interna. que evidenciem ter sido a auditoria interna executada de acordo com as normas aplicáveis.3. a informação adequada é aquela que.2 – Os papéis de trabalho devem ter abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciarem a compreensão do planejamento.2. da oportunidade e extensão dos procedimentos de auditoria interna aplicados.3 – Os papéis de trabalho devem ser elaborados.2.2.2. e. contábeis.2. de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor interno. 12. a informação suficiente é factual e convincente.2.2.2. 12.Auditoria Adriano Cisneiros . financeiras e operacionais para dar suporte aos resultados de seu trabalho. bem como o cumprimento de normas reguladoras a que estiver sujeita a Entidade. 155 . através de papéis de trabalho. sendo confiável. a informação relevante é a que dá suporte às conclusões e recomendações da auditoria interna. foram identificadas e são do conhecimento da administração da Entidade.4 – O auditor interno deve adotar procedimentos adequados para assegurar-se que todas as contingências ativas e passivas relevantes decorrentes de processos judiciais. 4. 12. bem como do julgamento exercido e do suporte das conclusões alcançadas. todos os elementos significativos dos exames realizados. 12.1 – O auditor interno deve documentar.2. 3. adequadas. As informações devem ser suficientes. incluindo os testes e técnicas de amostragem.2.3. relevantes e úteis no fornecimento de evidências às conclusões e recomendações da auditoria interna: 1. propicia a melhor evidência alcançável através do uso apropriado das técnicas de auditoria interna. organizados e arquivados de forma sistemática e racional. trabalhista e societária. 12.3. 2. onde praticável.2 – O processo de avaliação das informações contábeis compreende: a obtenção de informações sobre todos os assuntos relacionados com os objetivos e alcance da auditoria interna. reivindicações e reclamações.3 – O processo deve ser supervisionado para alcançar razoável segurança de que o objetivo do trabalho da auditoria interna está sendo atingido. trabalhista e societária das legislações tributária.3 – DOCUMENTAÇÃO DA AUDITORIA INTERNA 12.5 – O auditor interno deve examinar a observância das legislações tributária. deve ser definida antecipadamente e ampliada ou alterada se as circunstâncias assim o exigirem. 12.2.

2 – O relatório deve ser redigido com objetividade e imparcialidade. das técnicas contábeis. 12. deve preservar sua autonomia 156 .4 – AMOSTRAGEM ESTATÍSTICA 12.2 – O uso de técnicas de auditoria interna que demande o emprego de recursos de PED.3. na função de auditor interno.2.3 – O relatório do auditor interno é confidencial e deve ser apresentado ao superior imediato ou pessoa autorizada que o tenha solicitado. informando os motivos pelos quais não as contemplou.1 – O relatório é o instrumento técnico pelo qual o auditor interno comunica os trabalhos realizados.1 – O auditor interno. as áreas não examinadas.1 – Ao determinar a extensão de um teste de auditoria interna de método de seleção dos itens a serem testados.3. requer o auditor interno as domine completamente.4.5 – PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS – PED 12. o auditor interno pode empregar técnicas de amostragem estatística. 12.2. 12.3 – NORMAS RELATIVAS AO RELATÓRIO DO AUDITOR INTERNO 12.1 – O Contador. o auditor interno deve certificar-se de sua exatidão. 12.3. dos conceitos e técnicas administrativas e da legislação aplicável à Entidade. NBC P 3 – NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INTERNO 3. deve manter o seu nível de competência profissional pelo conhecimento atualizado das Normas Brasileiras de Contabilidade. não obstante sua posição funcional. demonstrações ou quaisquer outros documentos.4 – O auditor interno deve. 12. no seu relatório.4 – Ao se utilizar de análises. sempre que integrá-los aos seus papéis de trabalho. de forma a expressar claramente os resultados dos trabalhos realizados . quando for o caso.2 – AUTONOMIA PROFISSIONAL 3. suas conclusões.2. recomendações e as providências a serem tomadas pela administração.3.1 – COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL 3. destacar. 3.2.2. especialmente na área de auditoria. 12.Auditoria Adriano Cisneiros .2. orientar. 12. a fim de avaliá-los e planejar adequadamente seu trabalho.3.1 – O auditor interno deve dispor de conhecimento suficiente dos recursos de PED e dos sistemas de processamento da Entidade.1.2. supervisionar e revisar os trabalhos de especialistas. da legislação inerente à profissão. 12. se for o caso.5. de forma a implementar os próprios procedimentos ou.5.

5.1 – O auditor interno deve ter o máximo de cuidado.1 – O auditor interno deve respeitar o sigilo relativamente às informações obtidas durante o seu trabalho.5.3 – RESPONSABILIDADE DO AUDITOR INTERNO NA EXECUÇÃO DOS TRABALHOS 3.1 – O auditor interno pode realizar trabalhos de forma compartilhada com profissionais de outras áreas.2 – O dever de manter o sigilo continua depois de terminado o vínculo empregatício ou contratual. 3. 3. e. 3. sob nenhuma circunstância.3. 3. 3.3. sem autorização expressa da Entidade em que atua. deve apresentar os seus papéis de trabalho ao auditor independente e entregar-lhe cópias. no âmbito de planejamento conjunto de trabalho a realizar. 3. quando previamente estabelecido com a administração de Entidade em que atua. imparcialidade e zelo na realização dos trabalhos e na exposição das conclusões. não as divulgando para terceiros. 157 .Auditoria Adriano Cisneiros .4 – RELACIONAMENTO COM PROFISSIONAIS DE OUTRAS ÁREAS 3. 3.3. quando este entender necessário”.1 – O auditor interno.4.6. quando solicitado.3 – A utilização da equipe técnica supõe razoável segurança de que o trabalho venha a ser executado por pessoas com capacitação profissional e treinamento requeridos nas circunstâncias.5 – SIGILO 3. situação em que a equipe fará a divisão de tarefas segundo a habilitação técnica e legal dos seus participantes. profissional.6 – COOPERAÇÃO COM O AUDITOR INDEPENDENTE 3. prestar assessoria ao Conselho Fiscal ou Órgãos equivalentes.4 – Cabe também ao auditor interno. 3.2 – A amplitude do trabalho do auditor interno e sua responsabilidade estão limitadas à sua área de atuação.3.

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