A g r u p a m e n t o M o n i z

d e

E s c o l a s

E g a s

Ficha de Avaliação Formativa
LÍNGUA PORTUGUESA Aluno: _____________________________________________________ Ano: 7.º Turma: __ Nº. ____ _____/ 02/ 2011

Avaliação _________________
A Professora

_________________ O Enc. de Educação ___________________

_________________________________________________________________________

Competências a avaliar: compreensão e expressão escritas; conhecimento explícito da língua

GRUPO I 1. O título da obra - O Cavaleiro da Dinamarca - dá-nos de imediato duas
informações a respeito da personagem principal.

1.1. Indica-as.
2. No excerto narrativo «A Longa Viagem do Cavaleiro da Dinamarca» é-nos apresentada uma sucessão de acontecimentos protagonizados pela personagem Cavaleiro. 2.1. 2.2. Refere esses acontecimentos, respeitando a sua ordenação no texto. A classe de palavras predominante na narração é o verbo. Identifica o tempo e o modo mais frequentemente utilizados.

2.2.1.

2.2.2.Justifica a opção da autora. 3. Nesta narrativa aparecem duas descrições. 3.1. Delimita-as. 3.2. Identifica o tempo e o modo verbais utilizados nessas descrições. 4. Faz a caracterização da personagem principal do texto, justificando a tua resposta com expressões textuais. 5. Localiza a Acção no Espaço.

1

Vanina continuava triste e solitária. 7. Outro que navegou para Oriente.história de Vanina e Guidobaldo .4.” 1 . 1.1. 2. Faz a análise sintáctica das seguintes frases. “Na Primavera o Cavaleiro deixou a sua floresta e dirigiu-se para a cidade mais próxima…”.” 10. “O seu cabelo preto era azulado como a asa dum corvo…” 10. “…o achava velho. Identifica os protagonistas desta história. outro navegou para Ocidente.constitui uma acção secundária de O Cavaleiro da Dinamarca. 2.” GRUPO II 1. Indica o narrador desta história. Aquando da passagem do Cavaleiro por Veneza. 2. 2. “Cântico altíssimo cantado por multidões. 3. outro navegou para Sul.1. Identifica o sujeito de cada frase e classifica-o. expõe a estratégia utilizada por Guidobaldo para cativar Vanina. “E eram tão perfumados que de longe se sentia na brisa o seu aroma. Caracteriza fisicamente a personagem feminina.2.3. Justifica a tua resposta.2.3. feio e maçador.1. Como se designa esta técnica de organização das sequências narrativas? 10. Dizem que Guidobaldo e Vanina nunca mais foram encontrados.” Identifica o adjectivo presente nesta frase e diz em que grau se encontra.2.1.” 10. 1. Identifica os recursos expressivos presentes nas frases que se seguem.1. 6. classificando-o quanto à sua presença. 7. 9. Por palavras tuas. O Cavaleiro achou a lenda muito bela. 4.1.6. 8. 9. o seu anfitrião vai contar-lhe uma história de amor. O Cavaleiro travou grandes amizades. O texto narrativo . 10. “E pediu também aos Anjos que o protegessem e guiassem na viagem de regresso.

respeitando.1. 5. na frase que escreveres. num ambiente emocionado. Reescreve a frase na forma activa. Vanina abria a janela do seu quarto. conta o episódio da chegada. Identifica e Indica o modo e o tempo das formas verbais na frase supramencionada. Alternando narração. (O texto deverá ter de 100 a 150 palavras.) Ficha de Avaliação Formativa Língua Portuguesa 7. À noite.º ano 1 . em que o protagonista conta. a chegada do Cavaleiro e o seu reencontro com a família foi uma cena de grande comoção. o tempo e o modo verbais. descrição e diálogo.4. as aventuras que viveu. GRUPO III Expressão escrita Por certo. Lê a frase seguinte.

em fins de Fevereiro.Ouve — disse o Mercador ao Cavaleiro —. que um dia ouviram anunciar o mandamento novo do amor. e ir da Dinamarca à Palestina era uma grande aventura. Passado o Natal o Cavaleiro demorou-se ainda dois meses na Palestina.º Naquele tempo as viagens eram longas. no testemunho mudo das pedras. Dali seguiu com outros peregrinos para Jerusalém. e. O navio ora virava todo para a esquerda.Esperarei por outro barco — disse o Cavaleiro A beleza de Ravena enchia-o de espanto. o mar alisou as suas águas. não fiques aqui à espera de outro navio. o céu descobriu-se. ora virava todo para a direita. na costa do Adriático. — Não voltarei a ver a minha terra. chegou muito antes do Natal às costas da Palestina. despediu-se de Jerusalém e. Rezou no Monte do Calvário e no Jardim das Oliveiras. que era um porto de mar. pois ninguém deve impedir um peregrino de partir.Nome: …………………………………………………………. as altas naves. perigosas e difíceis. Vem comigo até Veneza. . lavou a sua cara nas águas do Jordão e viu. o rasto de sangue e sofrimento que ali deixou o Filho do Homem perseguido.Ah! — pensava o Cavaleiro. Se Ravena te espanta mais te espantará a minha cidade construída sobre as águas. ao fim da tarde. As ondas batiam com fúria no casco e varriam a popa. E caminhou nos montes da Judeia. O navio ora subia na crista da vaga ora recaía pesadamente estremecendo de ponta a ponta. Por isso a mulher do Cavaleiro ficou aflita e inquieta com a notícia. o navio estava tão desmantelado que não podia seguir viagem. Nesse porto embarcou. partiu para o porto de Jafa. Mas passados cinco dias o vento amainou. Ali rezou toda a noite. Não se cansava de admirar as belas igrejas. Mas uma vez no mar foram assaltados pela tempestade. humilhado e condenado. Procurou nas ruas de Jerusalém. os leves arcos. o Cavaleiro dirigiu-se para a gruta de Belém. na companhia de outros peregrinos. no luminoso Inverno da Galileia. Em Jafa foram obrigados a esperar pelo bom tempo e só embarcaram em meados de Março. Entre esses peregrinos havia um mercador de Veneza com quem o Cavaleiro travou grande amizade. De Veneza 1 . Quando chegou o dia de Natal. e os marinheiros davam à bomba para que ele não se enchesse de água. . Porém. Os mastros e os cabos estalavam e gemiam. Na Primavera o Cavaleiro deixou a sua floresta e dirigiu-se para a cidade mais próxima. as águas azuis do lago de Tiberíade. O vento rasgava as velas em pedaços e navegavam sem governo ao sabor do mar. nas terras de Itália. Depois. Visitou um por um os lugares santos. levado por bom vento que soprava do Norte para o Sul. .º__ N. Os marinheiros içaram velas novas e com a brisa soprando a favor puderam chegar ao porto da cidade de Ravena. as finas fileiras de colunas. __ Lê atentamente o texto que se segue: Turma: 7. Mas não tentou convencer o marido a ficar.

jovem e bela e sem amor. Durante os dias da semana Vanina prisioneira suspirava e bordava no interior do palácio. E eram tão perfumados que de longe se sentia na brisa o seu aroma. Vanina sacudiu os cabelos e disse-lhe: .Hoje não me posso pentear porque não tenho pente. Os palácios cresciam das águas que reflectiam os mármores. construída à beira do mar Adriático sobre pequenas ilhas e sobre estacas. Chamava-se Guidobaldo e era capitão dum navio. Vozes. mas antes também ali morou Vanina. . . Então Vanina atirou-lhe um cesto atado por uma fita onde Guidobaldo depôs o seu presente. Figueirinhas (texto com supressões) 1 . Na noite seguinte à mesma hora. Veneza. feio e maçador. Ed.Para cabelos tão belos e tão perfumados era preciso um pente de oiro.Agora ali só mora Jacob Orso com seus criados. Na vasta Praça de São Marcos. terminada a ceia. o veneziano e o dinamarquês ficaram a conversar na varanda. Mas quando Vanina chegou aos dezoito anos não quis casar com Arrigo porque o achava velho. Ali tudo foi espanto para o dinamarquês. as colunas. Sophia de Mello Breyner Andresen O Cavaleiro da Dinamarca. Mas um dia chegou a Veneza um homem que não temia Jacob Orso. Aproximou o seu barco da varanda e disse: . Mas à noite Vanina abria a janela do seu quarto. O Cavaleiro aceitou o conselho do Mercador e seguiu para Veneza. As ruas eram canais onde deslizavam estreitos barcos finos e escuros. Então Orso fechou-a em casa e nunca mais a deixou sair senão em sua companhia ao domingo. era nesse tempo uma das cidades mais poderosas do mundo. . em frente da enorme catedral e do alto campanário. risos. Certa noite. E Vanina.seguirás por terra para o porto de Génova. canções e sinos enchiam o ar da tarde. Ora certa noite Guidobaldo passou de gôndola por este canal. que era a rapariga mais bela de Veneza. Do outro lado do canal via-se um belo palácio com finas colunas esculpidas. Passavam homens vestidos de damasco e as mulheres arrastavam no chão a orla dos vestidos bordados. para ir à missa.Tens este que eu te trago e que mesmo feito de oiro brilha menos do que o teu cabelo. o Cavaleiro mal podia acreditar naquilo que os seus olhos viam. debruçava-se na varanda e penteava os seus cabelos. Quando ela era ainda criança o tutor prometeu-a em casamento a um seu parente chamado Arrigo. suspirava naquele palácio. as pinturas. Vanina sorriu e atirou-lhe o seu pente de marfim. Eram loiros e tão compridos que passavam além da balaustrada e flutuavam leves e brilhantes. E daí em diante a rapariga mais bela de Veneza passou a ter um namorado..Quem mora ali? — perguntou o Cavaleiro —. o jovem capitão tornou a deslizar de gôndola ao longo do canal.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful