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Apostila de Circuitos

Apostila de Circuitos

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 VARIÁVEIS ELÉTRICAS
  • 2.1 Sistema Internacional de Unidades
  • 2.2 Corrente
  • 2.3 Tensão
  • 2.4 Potência
  • 2.5 Energia
  • 2.6 Notação
  • 3 CONCEITOS BÁSICOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS
  • 3.1 Definição:
  • 3.2 Fonte de Tensão Independente
  • 3.3 Fonte de Corrente Independente
  • 3.4 Fontes Dependente de Tensão e Corrente
  • 3.5 Elementos Ativos no Circuito
  • 3.6 Elementos Passivos no Circuito
  • 4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA (LEI DE OHM)
  • 4.1 Características dos Resistores
  • 4.1.1 Tipos de Resistores
  • 4.1.2 Código de Cores
  • 4.1.3 Interpretação do Código de Cores
  • 4.1.4 Casos Especiais de Código de Cores
  • 4.2 Exercícios
  • 5 LEIS DE KIRCHHOFF
  • 5.1 Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK)
  • 5.2 Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK)
  • 5.3 Exercícios
  • 6 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES E RESISTÊNCIA EQUIVALENTE
  • 6.1 Associação em Série de Resistores
  • 6.2 Associação em Paralelo de Resistores
  • 6.3 Associação Mista de Resistores
  • 6.4 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Independentes
  • 6.6 Transformação Estrela-Triângulo
  • 6.6.1 Conversão de Triângulo para Estrela
  • 6.6.2 Conversão de Estrela para Triângulo
  • 6.7 Exercícios
  • 7 DIVISOR DE TENSÃO E CORRENTE
  • 7.1 Divisor de Tensão
  • 7.2 Divisor de Corrente
  • 7.3 Exercícios
  • 8 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS
  • 8.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso
  • 8.2 Aplicação da LTK para as Malhas
  • 8.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos
  • 8.4 Solução do Sistema de Equações
  • 8.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos
  • 8.6 Exemplo de Aplicação
  • 8.6.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso
  • 8.6.2 Aplicação de LTK para as Malhas
  • 8.6.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos
  • 8.6.4 Solução do Sistema de Equações
  • 8.6.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos
  • 8.7 Análise de Malhas com Fontes de Corrente
  • 8.8 Exemplo de Aplicação
  • 8.9 Exercícios
  • 9 MÉTODO DE ANÁLISE NODAL
  • 9.1 Seleção do Nó de Referência
  • 9.2 Aplicação da LCK aos Nós
  • 9.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos
  • 9.4 Solução do Sistema de Equações
  • 9.5 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos
  • 9.6 Exemplo de Aplicação
  • 9.6.1 Seleção do Nó de Referência
  • 9.7 Aplicação da LCK aos Nós
  • 9.7.1 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos
  • 9.7.2 Solução do Sistema de Equações
  • 9.7.3 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos
  • 9.8 Análise Nodal com Fontes de Tensão
  • 9.9 Exercícios
  • 10 SUPERPOSIÇÃO
  • 10.1 Exemplo de Aplicação
  • 10.2 Exercícios
  • 11 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON
  • 11.1 Introdução
  • 11.2 Circuito Equivalente de Thévenin
  • 11.3 Circuito Equivalente de Norton
  • 11.4 Exemplo de Aplicação
  • 11.5 Exercícios
  • 12 Indutores e Capacitores
  • 12.1 Indutor
  • 12.2 Associação de Indutores
  • 12.3 Capacitor
  • 12.4 Associação de Capacitores
  • 12.5 Exercícios
  • 13 ANÁLISE DE CIRCUITOS SENOIDAIS
  • 13.1 Fontes Senoidais
  • 13.2 Exemplo de Aplicação
  • 13.3 Exercícios
  • 14 FASORES
  • 14.1 O Conjugado de um Número Complexo
  • 14.2 Soma de Números Complexos
  • 14.3 Subtração de Números Complexos
  • 14.4 Multiplicação de Números Complexos
  • 14.5 Divisão de Números Complexos
  • 14.6 Exercícios
  • 15 RESPOSTAS DOS COMPONENTES PASSIVOS A FONTES SENOIDAIS
  • 15.1 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Resistivo
  • 15.2 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Indutivo
  • 15.4 Impedância e Reatância
  • 15.5 Exemplo de Aplicação
  • 15.6 Exercícios
  • 16 ASSOCIAÇÃO DE IMPEDÂNCIAS
  • 16.1 Associação em Série de Impedâncias
  • 16.2 Associação em Paralelo de Impedâncias
  • 16.3 Transformação Estrela-Triângulo
  • 16.3.1 Conversão de Triângulo para Estrela
  • 16.3.2 Conversão de Estrela para Triângulo
  • 16.4 Exemplo de Aplicação
  • 16.5 Exercícios
  • 17 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA
  • 17.1 Exemplo de Aplicação
  • 17.2 Exercícios
  • 18 MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓ NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA
  • 18.1 Exemplo de Aplicação
  • 18.2 Exercícios
  • 19 TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO
  • 19.1 Exemplo de Aplicação 1
  • 19.2 Exemplo de Aplicação 2
  • 19.3 Exercícios
  • 20 TRANSFORMAÇÃO DE FONTES
  • 21.1 Exemplo de Aplicação
  • 21.2 Exercícios
  • 22 RESSONÂNCIA
  • 22.1 Ressonância Série
  • 22.2 Ressonância Paralela
  • 22.3 Exemplo de Aplicação
  • 22.4 Exercícios
  • 23 POTÊNCIAS E FATOR DE POTÊNCIA
  • 23.1 Potência Instantânea
  • 23.2 Potência Complexa e Triângulo das Potências
  • 23.3 Correção do Fator de Potência
  • 23.4 Exemplo de Aplicação
  • 23.5 Exercícios
  • 24 CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS
  • 24.1 Tensões Trifásicas Equilibradas
  • 24.2 Fonte de Tensão Trifásica
  • 24.3 Análise do Circuito Ligado em Y-Y
  • 24.4 Correntes de Linha em um Circuito Ligado em Triângulo (∆∆∆∆)
  • 24.5 Potência em Carga Trifásica Equilibrada
  • 24.6 Exemplo de Aplicação

UNERJ – Centro Universitário de Jaraguá do Sul

Departamento de Engenharia Elétrica



















Circuitos
Elétricos



















Jaraguá do Sul
João Marcio Buttendorff 2
Sumário

1 INTRODUÇÃO 6
2 VARIÁVEIS ELÉTRICAS 6
2.1 Sistema Internacional de Unidades 6
2.2 Corrente 7
2.3 Tensão 7
2.4 Potência 7
2.5 Energia 7
2.6 Notação 8
3 CONCEITOS BÁSICOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 8
3.1 Definição: 8
3.2 Fonte de Tensão Independente 8
3.3 Fonte de Corrente Independente 8
3.4 Fontes Dependente de Tensão e Corrente 9
3.5 Elementos Ativos no Circuito 9
3.6 Elementos Passivos no Circuito 10
4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA (LEI DE OHM) 10
4.1 Características dos Resistores 11
4.1.1 Tipos de Resistores 12
4.1.2 Código de Cores 12
4.1.3 Interpretação do Código de Cores 12
4.1.4 Casos Especiais de Código de Cores 13
4.2 Exercícios 14
5 LEIS DE KIRCHHOFF 14
5.1 Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK) 15
5.2 Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) 15
5.3 Exercícios 17
6 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES E RESISTÊNCIA EQUIVALENTE 20
6.1 Associação em Série de Resistores 20
6.2 Associação em Paralelo de Resistores 21
6.3 Associação Mista de Resistores 22
6.4 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Independentes 23
6.5 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Dependentes e
Independentes 24
6.6 Transformação Estrela-Triângulo 25
6.6.1 Conversão de Triângulo para Estrela 25
6.6.2 Conversão de Estrela para Triângulo 25
6.7 Exercícios 26
7 DIVISOR DE TENSÃO E CORRENTE 29
7.1 Divisor de Tensão 29
7.2 Divisor de Corrente 30
7.3 Exercícios 32
8 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS 34
8.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso 34
8.2 Aplicação da LTK para as Malhas 34
8.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 34
8.4 Solução do Sistema de Equações 35
8.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos 35
João Marcio Buttendorff 3
8.6 Exemplo de Aplicação 35
8.6.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso 36
8.6.2 Aplicação de LTK para as Malhas 36
8.6.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 36
8.6.4 Solução do Sistema de Equações 37
8.6.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos 37
8.7 Análise de Malhas com Fontes de Corrente 38
8.8 Exemplo de Aplicação 39
8.9 Exercícios 41
9 MÉTODO DE ANÁLISE NODAL 45
9.1 Seleção do Nó de Referência 45
9.2 Aplicação da LCK aos Nós 45
9.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 45
9.4 Solução do Sistema de Equações 46
9.5 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos 46
9.6 Exemplo de Aplicação 46
9.6.1 Seleção do Nó de Referência 47
9.7 Aplicação da LCK aos Nós 47
9.7.1 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 47
9.7.2 Solução do Sistema de Equações 47
9.7.3 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos 48
9.8 Análise Nodal com Fontes de Tensão 48
9.9 Exercícios 51
10 SUPERPOSIÇÃO 54
10.1 Exemplo de Aplicação 54
10.2 Exercícios 55
11 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON 57
11.1 Introdução 57
11.2 Circuito Equivalente de Thévenin 57
11.3 Circuito Equivalente de Norton 58
11.4 Exemplo de Aplicação 59
11.5 Exercícios 60
12 Indutores e Capacitores 63
12.1 Indutor 63
12.2 Associação de Indutores 65
12.3 Capacitor 67
12.4 Associação de Capacitores 69
12.5 Exercícios 71
13 ANÁLISE DE CIRCUITOS SENOIDAIS 72
13.1 Fontes Senoidais 72
13.2 Exemplo de Aplicação 74
13.3 Exercícios 75
14 FASORES 76
14.1 O Conjugado de um Número Complexo 77
14.2 Soma de Números Complexos 78
14.3 Subtração de Números Complexos 78
14.4 Multiplicação de Números Complexos 78
14.5 Divisão de Números Complexos 79
14.6 Exercícios 79
João Marcio Buttendorff 4
15 RESPOSTAS DOS COMPONENTES PASSIVOS A FONTES SENOIDAIS 80
15.1 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Resistivo 80
15.2 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Indutivo 81
15.3 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Capacitivo
83
15.4 Impedância e Reatância 84
15.5 Exemplo de Aplicação 85
15.6 Exercícios 86
16 ASSOCIAÇÃO DE IMPEDÂNCIAS 87
16.1 Associação em Série de Impedâncias 87
16.2 Associação em Paralelo de Impedâncias 88
16.3 Transformação Estrela-Triângulo 89
16.3.1 Conversão de Triângulo para Estrela 89
16.3.2 Conversão de Estrela para Triângulo 89
16.4 Exemplo de Aplicação 90
16.5 Exercícios 92
17 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA 95
17.1 Exemplo de Aplicação 95
17.2 Exercícios 96
18 MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓ NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA 99
18.1 Exemplo de Aplicação 99
18.2 Exercícios 100
19 TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO 102
19.1 Exemplo de Aplicação 1 102
19.2 Exemplo de Aplicação 2 104
19.3 Exercícios 106
20 TRANSFORMAÇÃO DE FONTES 108
21 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON NO DOMÍNIO
DA FREQÜÊNCIA 108
21.1 Exemplo de Aplicação 109
21.2 Exercícios 110
22 RESSONÂNCIA 112
22.1 Ressonância Série 112
22.2 Ressonância Paralela 113
22.3 Exemplo de Aplicação 114
22.4 Exercícios 115
23 POTÊNCIAS E FATOR DE POTÊNCIA 117
23.1 Potência Instantânea 117
23.2 Potência Complexa e Triângulo das Potências 122
23.3 Correção do Fator de Potência 124
23.4 Exemplo de Aplicação 124
23.5 Exercícios 127
24 CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS 128
24.1 Tensões Trifásicas Equilibradas 129
24.2 Fonte de Tensão Trifásica 130
24.3 Análise do Circuito Ligado em Y-Y 131
24.4 Correntes de Linha em um Circuito Ligado em Triângulo (∆) 133
24.5 Potência em Carga Trifásica Equilibrada 134
24.6 Exemplo de Aplicação 135
João Marcio Buttendorff 5
24.7 Exercícios 136


João Marcio Buttendorff 6
1 INTRODUÇÃO

Esta apostila foi escrita, baseada na literatura atual, a fim de auxiliar nas aulas de
circuitos elétricos, apresentando um resumo dos principais tópicos abordados nesta cadeira.
Dá-se especial ênfase às leis básicas, teoremas e técnicas clássicas.
No próximo item são apresentados conceitos básicos indispensáveis para a
assimilação dos conhecimentos que posteriormente serão apresentados.

2 VARIÁVEIS ELÉTRICAS

2.1 Sistema Internacional de Unidades

O Sistema Internacional de Unidades, ou SI, é adotado pelas principais sociedades
de engenharia e pela maioria dos engenheiros do mundo inteiro. Neste sistema existem seis
unidades principais, das quais as unidades para todas as outras quantidades físicas podem
ser derivadas. A tabela 2.1 apresenta as seis unidades, seus símbolos, e a quantidade física
que elas representam.

Tabela 2.1 – Unidades Básicas no SI.
Grandeza Unidade Símbolo
Comprimento metro m
Massa quilograma kg
Tempo segundo s
Corrente Elétrica ampère A
Temperatura kelvin k
Intensidade Luminosa candela cd

As unidades derivadas comumente utilizadas em teoria de circuitos elétricos são
apresentadas na tabela 2.2.

Grandeza Unidade Símbolo
Carga Elétrica coulomb C
Potencial Elétrico volt V
Resistência ohm
Condutância siemens S
Indutância henry H
Capacitância farad F
Freqüência hetz Hz
Força newton N
Energia, Trabalho joule J
Potência watt W
Fluxo Magnético weber Wb
Densidade de Fluxo
Magnético
tesla T
João Marcio Buttendorff 7
2.2 Corrente

A corrente em um componente do circuito é definida como a quantidade de carga
elétrica que atravessa seus terminais por unidade de tempo. A unidade física utilizada é o
ampère, simbolizado por A.
dq
i
dt
= (2.1)
i = ampère (A), q = coulomb (C), t = segundos (s).
(O elétron possui carga de
19
1, 602.10

C).

2.3 Tensão

A tensão (diferença de potencial) entre dois pontos de um circuito é definida como
a variação do trabalho realizado por unidade de carga para movimentar esta carga entre
estes dois pontos. A unidade utilizada é o volt, simbolizado por V.
dw
v
dq
= (2.2)
v = volt (V), w = energia (J), q = coulomb (C).

2.4 Potência

Potência é a variação da energia (liberada ou absorvida) em função da variação do
tempo. Nos circuitos elétricos ela é definida pelo produto entre tensão e corrente em dois
terminais. A unidade utilizada é o watt (ou joule/s), simbolizado por W.
. .
dw dq dw
p v i
dq dt dt
= = = (2.3)

2.5 Energia

Energia é definida como a integral da potência ao longo do tempo. A unidade
utilizada é o joule. Outra unidade bastante utilizada na prática é o watt-segundo (W.s) e
demais unidades dela derivadas, tais como o kW.hora.
0 0
. . .
t t
w p dt v i dt = =
í í
(2.4)

João Marcio Buttendorff 8
2.6 Notação

É comum em análise de circuitos distinguir-se entre quantidades constantes e
variáveis com o tempo através da utilização de letras maiúsculas e minúsculas. Por
exemplo, uma corrente constante no tempo, ou contínua, de dez ampères deverá ser escrita
I=10A, enquanto uma corrente senoidal de mesma amplitude deverá ser escrita i=10A.

3 CONCEITOS BÁSICOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS

3.1 Definição:

Um circuito elétrico pode ser definido como uma interligação dos seguintes
componentes básicos:
– Fontes de tensão dependentes ou independentes;
– Fontes de corrente dependentes ou independentes;
– Resistores;
– Capacitores;
– Indutores.

3.2 Fonte de Tensão Independente

A fonte ideal de tensão é um elemento que mantém uma tensão especificada
constante entre seus terminais para qualquer que seja a corrente que a atravesse. As fontes
independentes podem ser do tipo contínua ou alternada.
Uma bateria pode ser considerada como um exemplo de fonte de tensão contínua.
A tensão fornecida pela concessionária de energia elétrica, por outro lado, é um exemplo
de fonte de tensão alternada.

V
Tensão Contínua
V
Tensão Alternada

Fig. 3-1 - Fontes de Tensão.

3.3 Fonte de Corrente Independente

Uma fonte ideal de corrente é um elemento que é atravessado por uma corrente
especificada, para qualquer que seja a tensão entre seus terminais. As fontes de corrente
também podem ser do tipo contínuo ou alternado.

João Marcio Buttendorff 9
I
Corrente Alternada
I
Corrente Contínua
+ +

Fig. 3-2 - Fontes de Corrente.

3.4 Fontes Dependente de Tensão e Corrente

São aquelas que estabelecem uma tensão ou corrente em um circuito cujo valor
depende do valor da tensão ou da corrente em outro ponto do circuito. Não é possível
especificar o valor de uma fonte dependente a menos que se conheça o valor da tensão ou
corrente da qual ela depende. Como exemplo de fontes dependentes podem-se citar
unidades geradoras, pois a tensão induzida no enrolamento do estator é função da corrente
no rotor e, o transistor, onde a corrente de coletor é proporcional à corrente de base.

+
I=b.Ix V=a.Vx
_
Fonte de Corrente Fonte de Tensão
Dependente Dependente

Fig. 3-3 - Fontes Dependentes.

3.5 Elementos Ativos no Circuito

São fontes de tensão e corrente capazes de fornecer energia elétrica para os demais
componentes do circuito.
Em componentes ativos, deve-se definir se a potência está sendo fornecida ou
absorvida pelo mesmo. Se a corrente estiver entrando no terminal positivo da fonte, diz-se
que a fonte está absorvendo energia, resultando em uma potência negativa. Para o caso em
que a corrente estiver saindo do terminal positivo, diz-se que a fonte está fornecendo
potência, ou seja, a potência é positiva.

V
I
V
I
Fornecendo Absorvendo
Potência Potência
P=V.I P=-(V.I)

Fig. 3-4 - Convenção para fontes.
João Marcio Buttendorff 10
3.6 Elementos Passivos no Circuito

São dispositivos capazes de absorver ou armazenar a energia elétrica fornecida
pelos elementos ativos (fontes). Os resistores, indutores e capacitores são elementos
passivos.
Em componentes passivos, a corrente entra pelo lado de maior potencial (positivo)
e sai do mesmo pelo lado de menor potencial.

+ VC -
C
+ VL -
L
+ VR -
R
I
I
I

Fig. 3-5 - Convenção para elementos passivos.

4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA (LEI DE OHM)

Resistência é a propriedade dos materiais de se opor à passagem de corrente
elétrica, mais precisamente, ao movimento de cargas elétricas. O elemento ideal usado
como modelo para este comportamento é o resistor. A Fig. 4-1 mostra o símbolo do
resistor. A letra R indica a resistência do resistor.

R

Fig. 4-1 - Símbolo do resistor.

A Lei de Ohm é uma homenagem a Georg Simon Ohm, um físico alemão que a
formulou pela primeira vez no início do século XIX. A lei de Ohm é a relação algébrica
entre tensão e corrente em um resistor e é medida em ohms no sistema internacional (SI).
O símbolo de ohm é a letra grega Omega ( ) \ . A equação (4.1) descreve esta lei.

. V R I =
(4.1)
Onde:
V = Tensão em volts (V);
I = Corrente em ampères (A);
R = Resistência em ohms ( ) \ .
A potência dissipada por um resistor consiste em calcular o produto da tensão entre
os terminais do resistor pela corrente que o atravessa. A unidade da potência é watts (W).
. P V I = (4.2)
Substituindo-se a equação (4.1) na (4.2) pode-se obter a equação da potência em
função da corrente e da resistência e a potência em função da tensão e da resistência.
João Marcio Buttendorff 11
2
. P I R = (4.3)

2
V
P
R
= (4.4)
O recíproco da resistência é chamando de condutância, representado pela letra G e
medido em Siemens (S). Assim:
1
G
R
= (4.5)
Exemplos 2.1:
Calcule nos circuitos da Fig. 4-2 os valores das tensões nos resistores e as potências
dissipadas nos mesmos.

8R
1A
20R 1A
(A) (B)

Fig. 4-2 – Exemplos.

Aplicando-se a Lei de Ohm aos circuitos, obtém-se:
.
8.1 8
RA
RA
V R I
V V
=
= ÷

.
20.1 20
RB
RB
V R I
V V
=
= ÷
(4.6)
.
8.1 8
RA RA
RA
P V I
P W
=
= ÷

.
20.1 20
RB RB
RB
P V I
P W
=
= ÷
(4.7)
4.1 Características dos Resistores

Em geral os fabricantes de resistores fornece três parâmetros que caracterizam os
mesmos:
• Resistência ôhmica;
• Percentual de tolerância;
• Potência.

Resistência Ôhmica – O valor específico da resistência do componente é indicada
numericamente ou por código de cores. Os resistores são fabricados em valores
padronizados. Os valores comerciais no Brasil são múltiplos de dez de:
1 – 1,2 – 1,5 – 1,8 – 2,2 – 2,7 – 3,3 – 3,9 – 4,7 – 5,6 – 6,8 – 8,2.
Percentual de Tolerância – Os resistores estão sujeitos a diferenças em seus
valores decorrentes aos processos de fabricação. Estas diferenças se situam em 5 faixas de
percentual:
± 20%, ± 10%, ± 5%, ± 2%, ± 1% de tolerância.
João Marcio Buttendorff 12
Os três primeiros são considerados resistores comuns, enquanto os demais são
chamados resistores de precisão. Deve-se notar que a tolerância pode ser tanto acima como
abaixo do valor padrão do resistor.
Potência – A dissipação de potência do resistor indica a capacidade de suportar
calor sem se danificar e sem que o valor se altere. O calor é produzido pela potência
desenvolvida no resistor e pela capacidade do mesmo de transferir essa potência para as
redondezas.

4.1.1 Tipos de Resistores

Resistores de Filme de Carbono: Constituído por um corpo cilíndrico de cerâmica
que serve como base para uma fina camada espiral de material resistivo (filme de carbono
ou grafite em pó) que determina seu valor ôhmico.
O corpo do resistor pronto recebe um revestimento que dá acabamento na
fabricação e isola o filme de carbono da ação da umidade.
As principais desvantagens dos resistores de carbono são o baixo percentual de
precisão e a baixa dissipação de potência. Em geral apresentam tolerância de 5 e 10%,
apesar de existir também 1 e 2%.
Resistores de Carvão: São constituídos por um corpo de porcelana. No interior da
porcelana são comprimidas partículas de carvão que definem a resistência do componente.
Neste tipo de resistor os valores das resistências não são precisos.
Resistores de Fio: Constituem-se de um corpo de porcelana que serva como base.
Sobre o corpo é enrolado um fio especial (por exemplo, níquel – cromo) cujo comprimento
e seção determinam o valor da resistência. Nos resistores de fio obtém-se maior precisão, e
maior dissipação de potência.

4.1.2 Código de Cores

O valor ôhmico dos resistores e sua tolerância podem ser impressos no corpo do
componente através de anéis coloridos. A cor de cada anel e a sua posição com relação aos
demais anéis, corretamente interpretada fornece dados sobre o valor do componente. A
disposição em forma de anéis permite a leitura do valor em qualquer posição do
componente.

4.1.3 Interpretação do Código de Cores

O código se compõe de três anéis usados para representar o valor ôhmico e um para
representar o percentual de tolerância. Para uma correta leitura, os anéis devem ser lidos na
seqüência correta, sendo que o primeiro é aquele que estiver mais próximo da extremidade.
A Fig. 4-3 apresenta um resistor codificado por cores.

1 2 3 4
1 - Unidade;
2 - Dezena;
3 - Número de zeros;
4 - Percentual de tolerância.
º º º º
º
º
º
º

Fig. 4-3 - Resistor codificado por cores.
João Marcio Buttendorff 13
Cada cor representa um número, como segue:

Valor Tolerância
Preto 0 Marrom 1%
Marrom 1 Vermelho 2%
Vermelho 2 Dourado 5%
Laranja 3 Prata 10%
Amarelo 4 Sem a quarta faixa 20%
Verde 5
Azul 6
Violeta 7
Cinza 8
Branco 9
Tabela 1 – Código de cores.

O código é interpretado da seguinte forma:
• Os dois primeiros anéis são números;
• O terceiro anel é o fator multiplicativo por dez, ou seja, “n” números de
zeros que virão após os dois primeiros números;
• O quarto anel é a tolerância do valor da resistência.
Exemplo:
1º anel – amarelo = 4
2º anel – violeta = 7
3º anel – vermelho = 2 zeros (00)
4º anel – dourado = 5% de tolerância.
Resistor de 4700 Ohms ± 5%, 4,7k Ohms ± 5% ou 4k7 Ohms ± 5%.

4.1.4 Casos Especiais de Código de Cores

Resistores de 1 a 10 Ohms: Para representar resistores de 1 a 10 Ohms, o código
estabelece o uso da cor dourada no terceiro anel. Esta cor no terceiro anel indica a
existência de uma vírgula entre os dois primeiros números ou também pode ser
considerado como um fator de multiplicação de 0,1.
Exemplo: Marrom, cinza, dourado, dourado = 18 x 0,1 = 1,8 Ohms ± 5%.
Resistores abaixo de 1 Ohm: Para representar resistores abaixo de 1 Ohm, o
código determina o uso do prateado no terceiro anel. Esta cor no terceiro anel indica a
existência de um zero antes dos dois primeiros números ou um fator de multiplicação de
0,01.
Exemplo: Marrom, cinza, prata, dourado= 18 x 0,01 = 0,18 Ohms ± 5%.
Resistores de cinco anéis: Em algumas aplicações são necessários resistores com
valores mais precisos, que se situam entre os valores padronizados. Nestes resistores, os
três primeiros anéis são dígitos significativos, o quarto anel representa o número de zeros
(fator multiplicativo) e o quinto anel é a tolerância.
Exemplo: Azul, cinza, vermelho, laranja, marrom = 682.000 Ohms ± 1%.



João Marcio Buttendorff 14
4.2 Exercícios

1-) Determine a corrente e a potência dissipada nos resistores.

12V 1k
40V 120R
(A) (B)

Respostas: (A) I=12mA e P=144mW; (B) I=333,33mA e P=13,33W.

2-) Determine a tensão das fontes.

2A
V 50R
10A
V R P=200W
(A) (B)

Respostas: (A) V=100V; (B) V=20V.

3-) Determine a tensão sobre os resistores e a potência dissipada pelos mesmo.

3A
100R
100mA 2,2k
(A) (B)

Respostas: (A) V=300V e P=900W; (B) V=220V e P=22W.

5 LEIS DE KIRCHHOFF

Os comportamentos dos circuitos elétricos são governados por duas leis básicas
chamadas Leis de Kirchhoff. Elas estabelecem relações entre as tensões e correntes entre
os diversos elementos dos circuitos, servindo assim como base para o equacionamento
matemático dos circuitos elétricos. Antes do enunciado das referidas Leis, torna-se,
entretanto, necessário à introdução de algumas definições básicas:
– Nó: É um ponto de junção de dois ou mais componentes básicos de um circuito
(ramos). Na Fig. 5-1 está representado um circuito simples composto de dois nós
(nós 1 e 2);
– Ramo: É a representação de um único componente conectado entre dois nós, tal
como um resistor ou uma fonte de tensão. Na Fig. 5-1, o componente dois (R2)
conectado entre os nós 1 e 2 é um ramo do circuito.
– Malha: É qualquer percurso de um circuito que permita, partindo de um nó
escolhido arbitrariamente, voltar ao ponto de partida sem passar mais de uma vez
pelo mesmo nó.

João Marcio Buttendorff 15
R1 R2
1k
Vcc
1
2
I1 I2
I3

Fig. 5-1 - Circuito com dois nós.

5.1 Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK)

A lei das correntes de Kirchhoff estabelece que a soma das correntes que chegam a
um nó é igual à soma das correntes que saem do mesmo nó. Considerando-se as correntes
que chegam a um nó como positivas e as que saem como negativas, a Lei das Correntes de
Kirchhoff estabelece que a soma algébrica das correntes incidindo em um nó deve ser nula.
Baseado no enunciado da LCK e considerando-se o circuito mostrado na Fig. 5-1,
pode-se escrever a seguinte equação para o nó marcado como 1:
1 2 3
0 I I I ÷ ÷ =
1 2 3
I I I = ÷ (5.1)

5.2 Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK)

A lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma algébrica das tensões em
qualquer malha de um circuito é sempre nula.

+ VR1 -
Vcc
R3
+
R1 R2
+ VR2 -
VR2
-
I

Fig. 5-2 - Circuito com uma malha.

Baseado no enunciado da LTK e considerando-se o circuito da Fig. 5-2, pode-se
escrever a seguinte equação:
1 2 3
0
R R R
Vcc V V V ÷ ÷ ÷ ÷ =
1 2 3 R R R
Vcc V V V = ÷ ÷ (5.2)

Exemplo 3.1:
Use as lei de Kirchhoff e a lei de Ohm para determinar o valor da corrente I
1
no
circuito da Fig. 5-3.

João Marcio Buttendorff 16
R2=50R 6A 120V
R1=10R
I1

Fig. 5-3 - Exemplo 3.1.

Antes de iniciar a resolução do circuito, deve-se associar uma corrente ao ramo
formado pelo resistor R
2
. Como se têm duas correntes entrando no nó superior, formado
por I
1
e pela fonte de corrente (6A), será considerado que a corrente em R
2
está saindo do
nó. Também deve-se acrescentar tensões desconhecidas aos resistores. O circuito passa a
ser o apresentado na Fig. 5-4.

6A 120V
VR1
I1
I2
VR2
+
+
_
_
Nó 1
Nó 2

Fig. 5-4 - Circuito resultante.

Aplicando a LCK ao nó 1 e considerando que as correntes entrando no nó são
positivas e as que saem são negativas, obtém-se:
1 2
6 0 I I ÷ ÷ =
1 2
6 I I ÷ = (5.3)
Aplicando a LTK a malha da esquerda e considerando o caminha percorrido no
sentido horário, obtém-se:
1 2
120 0
R R
V V ÷ ÷ ÷ =
1 2
120
R R
V V ÷ = (5.4)
Substituindo-se a lei de Ohm na equação (5.4).
1 1 2 2
1 2
. . 120
10. 50. 120
R I R I
I I
÷ =
÷ =
(5.5)
Substituindo-se a equação (5.3) na (5.5) e resolvendo-se as equações, obtém-se:
1
2
3
3
I A
I A

=
(5.6)
O resultado negativo de I
1
representa que o sentido real da corrente é o contrário do
sentido apresentado na Fig. 5-3. Outro detalhe importante neste exemplo consiste no fato
que a corrente esta entrando no terminal positivo da fonte de tensão, o que resulta que a
mesma está absorvendo potência ao invés de estar fornecendo potência para o circuito.

João Marcio Buttendorff 17
Exemplo 3.2:
Calcule no circuito da Fig. 5-5 as tensões sobre os resistores, a corrente da malha e
a potência fornecida pela fonte de tensão.

3R
+ VR1 -
2R VR3
7R
+ VR2 -
24V
+
-
I

Fig. 5-5 - Exemplo 3.2.

Aplicando-se a LTK ao circuito, obtém-se:
1 2 3
1 2 3
24 0
24
R R R
R R R
V V V
V V V
÷ ÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ =
(5.7)
Substituindo a Lei de Ohm na equação (5.7) e resolvendo-se a equação, obtém-se a
corrente do mesmo.
1 2 3
. . . 24
3. 7. 2. 24
2
R I R I R I
I I I
I A
÷ ÷ =
÷ ÷ =
=
(5.8)
Aplicando a Lei de Ohm para cada resistor do circuito, determina-se a tensão sobre
os mesmos.
1 1
2 2
3 3
. 3.2 6
. 7.2 14
. 2.2 4
R
R
R
V R I V
V R I V
V R I V
= ÷ =
= ÷ =
= ÷ =
(5.9)
A potência da fonte é obtida pelo produto da tensão fornecida pela mesma e pela
corrente que circula por ela.
. 24.2 48 P V I W = ÷ = (5.10)
5.3 Exercícios

1-) Calcule as grandezas desconhecidas indicadas nos circuitos abaixo.

20V V=?
1V 6V
20A
2A 10A I=?
1V 2V
I

Respostas: I=8A e V=10V.
João Marcio Buttendorff 18
2-) Calcule a corrente e as quedas de tensão através de R1 e R2.

10R
20V
20R
50V 40V
R1 R2

Respostas: I=1A; V
R1
=10V e V
R2
=20V.

3-) Use a lei de Ohm e a lei de Kirchhoff para determinar o valor de R no circuito abaixo.

8R
R
120V 24R 200V
+
_

Resposta: 4 R = \

4-) Calcule a corrente, as tensões nos resistores e a potência fornecida pela fonte.

VR3 2R
+ VR1 -
3R
+ VR2 -
7R
24V
+
_

Respostas: I=2A, V
R1
=6V, V
R2
=14V, V
R3
=4V e P=48W.

5-) Para o circuito abaixo, calcule:
a) As correntes da fonte e no resistor de 80\;
b) A tensão no resistor de 90\;
c) Verifique que a potência fornecida pela fonte é igual à potência dissipada nos
resistores.

I
90R
30R
1,6A
80R
I

Respostas: a) I=4A, I
1
=2,4A; b) V=144V; c) P
tot
=768W.

6-) Dado o circuito, determine:
a) O valor de Ia;
b) O valor de Ib;
c) O valor de Vo;
d) As potências dissipadas nos resistores;
e) A potência fornecida pela fonte.
João Marcio Buttendorff 19
80R
4R
20R 50V
Vo
+
_
Ib
Ia

Respostas: a) Ia=2A; b) Ib=0,5A; c) Vo=40V;
d) P
4R
=25W, P
20R
=80W e P
80R
=20W; e) P=125W.

7-) A corrente I0 no circuito é 4A.
a) Determine a corrente I1;
b) Determine as potências dissipadas nos resistores;

8R
5R
25R
70R
10R
180V
I0
I1

Respostas: a) I
1
=2A; b) P
25R
=400W, P
5R
=320W, P
70R
=280W, P
10R
=360W e P
8R
=800W.

8-) Determine no circuito abaixo a corrente I
1
e a tensão V.

6k
54k
+ V -
5V
1,8k
1V
8V
I1
30.I1

Respostas: I
1
=25uA e V=-2V.

9-) A corrente I
1
no circuito abaixo é de 2A. Calcule:
a) A tensão Vs;
b) A potência recebida pela fonte de tensão independente;
c) A potência fornecida pela fonte de corrente independente;
d) A potência fornecida pela fonte de corrente dependente;
e) A potência total dissipada pelos dois resistores.

30R
2.I1
10R
Vs 5A I1

Respostas: a-) Vs=70V; b-) P=210W; c-) P=300W; d-) P=40W; e-) P=130W.
João Marcio Buttendorff 20
6 ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES E RESISTÊNCIA
EQUIVALENTE

A análise e projeto de circuitos requerem em muitos casos a determinação da
resistência equivalente a partir de dois terminais quaisquer do circuito. Além disso, pode-se
numa série de casos práticos solucionar o circuito a partir da associação dos resistores que
compõem determinadas partes do circuito. Esta técnica é denominada de redução dos
circuitos e será brevemente apresentada aqui, junto com as técnicas básicas de
determinação da resistência equivalente.

6.1 Associação em Série de Resistores

Neste caso, todos os resistores são percorridos pela mesma corrente, sendo que o
terminal final do primeiro é conectado ao início do segundo e assim por diante, conforme
mostra a Fig. 6-1. O resistor equivalente é o resistor que quando conectado aos terminais
da fonte possui as mesmas características elétricas que a associação série dos resistores 1 a
n, sendo n o número total de resistores em série. Portanto, para a fonte conectada aos
resistores, a corrente no resistor equivalente será a mesma da associação série dos n
resistores.

R1 R2 R3 Rn
V
+ VR1 - + VR2 - + VR3 - + VRn -
I

Fig. 6-1 - Circuito série.

A Lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma das tensões em um circuito
fechado é igual a zero. Deduz-se daí que a soma das quedas de tensões em todo o circuito
da Fig. 6-1 é igual a tensão da fonte V.
1 2 3
...
R R R Rn
V V V V V = ÷ ÷ ÷ (6.1)
Substituindo-se as quedas de tensões nos resistores pela Lei de Ohm, Obtém-se:
1 2 3
. . . ... .
n
V I R I R I R I R = ÷ ÷ ÷ ÷ (6.2)
1 2 3
.( ... )
n
V I R R R R = ÷ ÷ ÷ ÷ (6.3)
A resistência vista pela fonte de alimentação é a resistência equivalente (R
eq
) do
circuito. Desta forma, tem-se:
.
eq
V I R = (6.4)
João Marcio Buttendorff 21
Substituindo-se a equação (6.4) na (6.3) e dividindo-se ambos os lados da equação
por I, determina-se a equação da resistência equivalente do circuito.
e 1 2 3
R ...
q n
R R R R = ÷ ÷ ÷ ÷ (6.5)
A Fig. 6-2 apresenta o circuito equivalente da Fig. 6-1.

Req V
I

Fig. 6-2 - Circuito equivalente.

6.2 Associação em Paralelo de Resistores

Na Fig. 6-3 é mostrado um circuito paralelo na qual todos os resistores estão
conectados em paralelo. Desta maneira, cada um dos resistores está conectado diretamente
a fonte de tensão e, portanto a tensão sobre cada resistor é igual à tensão da fonte. Por
outro lado, a corrente através de cada resistor é determinada pelo valor de cada um deles.

R2
R1
Rn
V
R3
I1
I2
I3
In
I

Fig. 6-3 - Circuito paralelo.

A Lei das correntes de Kirchhoff estabelece que a soma das correntes que entram
em um nó é igual à soma das correntes que saem do nó. Assim:
1 2 3
...
n
I I I I I = ÷ ÷ ÷ ÷ (6.6)
A corrente que circula pela fonte de alimentação é a corrente total (I) do circuito.
Desta forma, tem-se:
eq
V
I
R
= (6.7)
Substituindo-se cada termo da equação (6.6) pela Lei de Ohm e substituindo-se a
corrente total pela equação (6.7), obtém-se:
João Marcio Buttendorff 22
e 1 2 3
...
R
q n
V V V V V
R R R R
= ÷ ÷ ÷ ÷ (6.8)
Dividindo-se ambos os lados da equação (6.8) por V, obtém-se:
1 2 3
1 1 1 1 1
...
R R R R R
eq n
= ÷ ÷ ÷ ÷ (6.9)
1 2 3
1
R
1 1 1 1
...
R R R R
eq
n
=
÷ ÷ ÷ ÷
(6.10)
Esta equação é usada para determinar o valor da resistência equivalente dos
resistores conectados em paralelo. Deduz-se desta equação que o valor total da resistência
é menor que o menor valor das resistências individuais.
Para o caso particular de dois resistores em paralelo, pode-se utilizar a equação
(6.11) para determinar a resistência equivalente.
1 2
1 2
.
eq
R R
R
R R
=
÷
(6.11)

6.3 Associação Mista de Resistores

No caso de haver partes do circuito que estão conectadas em série e partes que
estão conectadas em paralelo deve-se aplicar sucessivamente as equações (6.5), (6.10) e
(6.11) até que se obtenha a resistência equivalente nos terminais desejados. O exemplo a
seguir ilustra este procedimento.
Considere o circuito da Fig. 6-4 onde se deseja calcular a resistência equivalente a
partir dos terminais a-b.


RB
RA
R1
R3
R1
R2
R1 R3
RD
R5
R2
R2
RC
R4
R1
a
a
a a
a
b
b
b
b
(A)
(B)
(C)
(D)
(E)
b

Fig. 6-4 - Associação mista de resistores.
João Marcio Buttendorff 23
Pela Fig. 6-4, os resistores R
4
e R
5
estão em série, podendo-se determinar a
resistência equivalente R
A
pela equação (6.5) (vide figura A).
4 5 A
R R R = ÷ (6.12)
O circuito possuirá agora a forma mostrado na Fig. 6-4(B), onde observa-se que os
resistores R
A
e R
3
estão conectados em paralelo, podendo ser associados utilizando-se a
equação (6.11), resultando na resistência R
B
:
3
3
.
A
B
A
R R
R
R R
=
÷
(6.13)
Após esta operação o circuito assumirá a forma mostrada na figura (C). Os
resistores R
B
e R
2
estão agora em série e a resistência equivalente R
C
correspondente a
estes dois é dada pela equação (6.5):
2 C B
R R R = ÷ (6.14)
O circuito assume agora a forma mostrada na figura (D), onde os resistores R
C
e R
1

estão em paralelo e podem ser associados pela equação (6.11), resultando na resistência
equivalente do circuito a partir dos terminais a-b, a qual é denominado de R
D
.
1
1
.
C
D
C
R R
R
R R
=
÷
(6.15)
Deve-se salientar que a resistência equivalente está sempre relacionada a dois
terminais específicos do circuito. Existe para cada par de terminais um valor de resistência
equivalente diferente. Não existe, portanto, o conceito da resistência equivalente do
circuito ou resistência total do circuito, mas sim uma resistência equivalente a partir de
dois terminais do circuito.

6.4 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes
Independentes

Nos casos anteriores, a resistência equivalente foi determinada para um circuito (ou
parte dele) onde não existiam fontes de corrente ou tensão. Mesmo quando houver fontes
independentes, pode-se determinar a resistência equivalente a partir de um par de
terminais.
Neste caso a resistência equivalente será determinada anulando-se todas as fontes
independentes do circuito. Para isso, as fontes de tensão serão substituídas por terminais
em curto-circuito e as fontes de corrente por terminais em circuito aberto. Por exemplo, a
resistência equivalente para o circuito mostrado na Fig. 6-5(A), será obtido a partir do
circuito mostrado na Fig. 6-5(B), onde as fontes foram anuladas.

João Marcio Buttendorff 24
R3
R1
R2
R1 I
R2
Vcc
R3
a
b
(A) (B)
a
b

Fig. 6-5 - Resistência equivalente contendo fontes.

6.5 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes
Dependentes e Independentes

Neste caso deve-se, como no caso anterior anular as fontes independentes e,
contudo, manter as fontes dependentes no circuito, uma vez que estas dependem de tensões
e correntes do circuito. Deve-se calcular a resistência equivalente aplicando-se uma fonte
de tensão aos terminais onde a resistência equivalente deve ser calculada e em seguida
determinar a corrente da mesma. A resistência equivalente será a relação entre a tensão
aplicada e a corrente. A fonte aplicada poderá ter um valor qualquer, devendo-se optar por
um valor que simplifique o calculo (1V, por exemplo). O exemplo a seguir ilustra este
procedimento.
Considere o circuito apresentado na Fig. 6-6 para o qual deseja-se determinar a
resistência equivalente a partir dos terminais a-b. O circuito original é mostrado na Fig.
6-6(A) e o circuito utilizado para o cálculo da resistência equivalente é mostrado na Fig.
6-6(B). Neste caso foi aplicado aos terminais a-b uma tensão de 1V.

12V
3R
4R
2R
a
b
+
_
5.Vx
+ Vx -
1V
2R 3R
5.Vx 4R
+ Vx -
+
_
a
b
(A)
(B)
I

Fig. 6-6 - Circuito exemplo.

Aplicando-se a Leis das Tensões de Kirchhoff, obtém-se:
1 5. 0
0,1667
Vx Vx
Vx V
− + + =
=
(6.16)
Aplicando-se a LCK no nó formado pela fonte de tensão e pelos resistores de 2 e
4, obtém:
2 4
1 0,1667
0, 3333
4 2
I I I
I A
Ω Ω
= +
= + =
(6.17)
Assim, a resistência equivalente é obtida por:
João Marcio Buttendorff 25
1
3
0, 3333
eq
V
R
I
= = = Ω (6.18)

6.6 Transformação Estrela-Triângulo

Existem muitos casos práticos em que a resistência equivalente necessita ser
determinada e não é possível utilizar as regras de associação série nem as de associação em
paralelo. Nestes casos pode-se simplificar o problema utilizando as regras de conversão
estrela-triângulo. A conexão de resistores em estrela é mostrado na Fig. 6-7(a), ao passo
que a conexão em triângulo é mostrado na Fig. 6-7(b). A conexão em estrela também é
denominada de conexão Y ou ainda conexão T. Por outro lado, a conexão triângulo
também é denominada de conexão delta ou ainda conexão .

R1
R3 Rb
R2
Ra
Rc
1 1
2 2
3
3
4 4
(a)
(b)

Fig. 6-7 - Equivalência entre a conexão (a) estrela e (b) triângulo.

6.6.1 Conversão de Triângulo para Estrela

Quando o circuito original está na conexão triângulo, pode-se converter o circuito
para estrela utilizando-se as seguintes relações:
1
.
b c
a b c
R R
R
R R R
=
+ +
(6.19)

2
.
a c
a b c
R R
R
R R R
=
+ +
(6.20)
3
.
a b
a b c
R R
R
R R R
=
+ +
(6.21)
A regra para a conversão triângulo-estrela é, portanto: cada resistor do circuito em
estrela é o produto dos resistores dos dois ramos adjacentes do triângulo dividido pela
soma dos três resistores do triângulo.

6.6.2 Conversão de Estrela para Triângulo

Quando o circuito original está na conexão estrela, pode-se converter o circuito para
triângulo utilizando-se as seguintes relações:
João Marcio Buttendorff 26
1 2 2 3 3 1
1
. . .
a
R R R R R R
R
R
+ +
= (6.22)
1 2 2 3 3 1
2
. . .
b
R R R R R R
R
R
+ +
= (6.23)
1 2 2 3 3 1
3
. . .
c
R R R R R R
R
R
+ +
= (6.24)
A regra para a conversão estrela-triângulo é, portanto: cada resistor do circuito em
triângulo é o produto dos resistores da estrela dois a dois dividido pelo resistor oposto da
estrela.

6.7 Exercícios

1-) Calcule a tensão sobre cada resistor dos circuitos abaixo.

110V R2
10R
R3
7R
115V
1R R1
5R
2R
3R 4R
(a)
(b)

Respostas: (a) V1=25V; V2=50V e V3=35V
(b) V1=11,5V; V2=23V; V3=34,5V e V4=46V.

2-) Um circuito paralelo é formado por uma cafeteira elétrica (15), um torrador de pão
(15) e uma panela de frituras (12) ligados às tomadas de 120V de uma cozinha. Que
corrente fluirá em cada ramo do circuito e qual é a corrente total consumida por todos os
eletrodomésticos?
Respostas: I
Caf
=8A; I
Tor
=8A; I
Pan
=10A e I
tot
=26A.

3-) Determine a resistência equivalente para o circuito abaixo:
a) Como está desenhado;
b) Com o resistor de 5\ substituído por um curto-circuito;
c) Com o resistor de 5\ substituído por um circuito aberto.

4R
9R
4R
10R
3R 5R
2R 1R
4R

Respostas: a) 10
eq
R = \; b) 9, 933
eq
R = \ e c) 10, 2
eq
R = \.
João Marcio Buttendorff 27
4-) Determine a resistência equivalente para os dois circuitos abaixo.

20k 12R
2R
30k 30k 15k
7k
24k 24R
6R

Respostas: (A) 16
eq
R = \; (B) 6
eq
R k = \.

5-) Determine a resistência equivalente do circuito abaixo.

8R
10R
20R
5R
15R

Resposta: R
eq
=12,162.

6-) Determine para os três circuitos abaixo:
a) A resistência equivalente;
b) As potências fornecidas pelas fontes.

48R
18R
20V 6R
10R
15R
6R
15R
20R
48R
20R 6R
10R
60R
18R 14R
4R
16R
12R
15R
8R
10R
15R
18R
144V
10R
8R
30R
6A
(A)
(B)
(C)
Respostas: (A) 10
eq
R = \ e P=40W; (B) 27
eq
R = \ e P=768W;
(C) 24
eq
R = \e P=864W.

7-) Determine Vo e Vg no circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 28
25A
30R
25R
60R
12R
30R
Vo
50R
Vg
+
_
+
_

Respostas: Vo=300V e Vg=1050V.

8-) Calcule a tensão Vx no circuito.

60k
15k
1k
30V
5k
- Vx +

Resposta: Vx=1V.

9-) A corrente no resistor de 9\ do circuito abaixo é 1A, como mostra a figura.
a) Calcule Vg;
b) Calcule a potência dissipada no resistor de 20\.

25R
20R
10R
Vg
5R
32R 2R
4R
40R
3R 1R
9R
1A

Respostas: a) Vg=144V; b) P=28,8W.

10-) Calcule a potência dissipada pelo resistor de 3k do circuito abaixo.

5k
3k
25k
750R
15k
5k
192V

Resposta: P=300mW.
João Marcio Buttendorff 29
11-) Obtenha a resistência equivalente do circuito abaixo e utilize-a para encontrar a
corrente I.

20R
30R
10R
120V
5R
12,5R
15R
I

Respostas: R
eq
=9,632 e I=12,458A.

7 DIVISOR DE TENSÃO E CORRENTE

A solução de circuitos, ou partes dele, pode ser simplificada por meio da aplicação
de técnicas conhecidas como divisor de tensão e divisor de corrente. As regras de
aplicação dos divisores são obtidas a partir das regras de associação série e paralela de
resistores vistas anteriormente, as quais por sua vez derivam diretamente das Leis de
Kirchhoff.
7.1 Divisor de Tensão

A regra do divisor de tensão se aplica a componentes (resistores) conectados em
série, como no caso do circuito mostrado na Fig. 7-1(A), e destina-se a determinar a tensão
sobre cada componente individual. A resistência equivalente vista pela fonte V é mostrada
na figura (B), sendo dada pela relação:
e 1 2 3 4
R ...
q n
R R R R R = ÷ ÷ ÷ ÷ ÷ (7.1)

R3
Req
Rn
+VR1-
R1 R4 R2
+VR2- +VR3- +VR4- +VRn-
+VReq-
+
_
V
+
_
V
(A)
(B)
I
I

Fig. 7-1 - Divisão de tensão entre resistores em série.

Em um circuito em série a corrente em todos os componentes é a mesma, sendo
dada pela equação:
1 2 3 4
( ... )
eq n
V V
I
R R R R R R
= =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.2)
João Marcio Buttendorff 30
Desta forma, a tensão sobre cada resistor será dada pelas seguintes equações:
1
1 1
1 2 3 4
.
.
( ... )
R
n
R V
V R I
R R R R R
= =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.3)
2
2 2
1 2 3 4
.
.
( ... )
R
n
R V
V R I
R R R R R
= =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.4)
3
3 3
1 2 3 4
.
.
( ... )
R
n
R V
V R I
R R R R R
= =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.5)
...

1 2 3 4
.
.
( ... )
n
Rn n
n
R V
V R I
R R R R R
= =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.6)
As equações anteriores permitem determinar diretamente a tensão sobre cada
resistor a partir da tensão aplicada à associação. A regra é: a tensão sobre cada
componente é a tensão aplicada aos terminais de entrada multiplicada pela resistência e
dividida pela soma das resistências dos componentes.
Ao aplicar-se a regra é fundamental observar que as polaridades das tensões e
sentidos das correntes sobre os componentes são conforme mostra a Fig. 7-1.

7.2 Divisor de Corrente

Analogamente ao caso de resistências em série, a regra do divisor de corrente se
aplica a componentes (resistores) conectados em paralelo, como no caso do circuito
mostrado na Fig. 7-2, e destina-se a determinar a corrente que circula por cada componente
individual. A resistência equivalente é mostrada na figura (B), sendo dada pela relação:
1 2 3 4
1
R
1 1 1 1 1
...
R R R R
eq
n
R
=
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
(7.7)

R3
Req
Rn R1 R4 R2
I
I1 I2 I3 I4 In
+
_
V
I
+
_
V
(A)
(B)

Fig. 7-2 - Divisão de corrente entre resistores em paralelo.
João Marcio Buttendorff 31
A tensão em todos os componentes é mesma, sendo então determinada pela
equação (7.8):
e
1 2 3 4
1
. R .
1 1 1 1 1
...
q
n
V I I
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.8)
Desta forma, a corrente em cada um dos resistores será dada pelas seguintes
equações:
1
1 1
1 2 3 4
1
.
1 1 1 1 1
...
n
V I
I
R R
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.9)
2
2 2
1 2 3 4
1
.
1 1 1 1 1
...
n
V I
I
R R
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.10)
3
3 3
1 2 3 4
1
.
1 1 1 1 1
...
n
V I
I
R R
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.11)
4
4 4
1 2 3 4
1
.
1 1 1 1 1
...
n
V I
I
R R
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.12)
...
1 2 3 4
1
.
1 1 1 1 1
...
n
n n
n
V I
I
R R
R R R R R
= =
( )
·
÷ ÷ ÷ ÷ ÷
·

·
·
( )
(7.13)
As equações anteriores permitem, assim, determinar a corrente em cada resistor a
partir da corrente total. A regra geral pode ser expressa da seguinte forma: a corrente em
cada componente é a corrente de entrada multiplicada pela resistência equivalente e
dividida pela resistência na qual deseja-se obter a corrente.
Ao aplicar-se a regra é fundamental observar que as polaridades das tensão e
sentidos das corrente sobre os componentes são conforme apresentado na Fig. 7-2.
Para o caso particular de apenas dois resistores conectados em paralelo, podem-se
obter as seguintes expressões:
2
1
1 2
.
R
I I
R R
=
÷
(7.14)
1
2
1 2
.
R
I I
R R
=
÷
(7.15)
João Marcio Buttendorff 32
7.3 Exercícios

1-) Calcule através do método do divisor de tensão a queda de tensão através de cada
resistor.

R2 6k
10V
R1 2k

Respostas: V
R1
=2,5V e V
R2
=7,5V.

2-) Calcule as correntes I1 e I2 utilizando divisor de corrente.

3k 6k
I1 I2
It=18mA

Respostas: I1=12mA e I2=6mA.

3-) Determine no circuito abaixo:
a) O valor de Vo na ausência de carga.
b) Calcule Vo quando 150
L
R k = \.
c) Qual é a potência dissipada no resistor de 25k\ se os terminais da carga forem
acidentalmente curto circuitados?
d) Qual a potência máxima dissipada no resistor de 75k\?

Vo 75k RL
200V
25k
+
_

Respostas: a) Vo=150V; b) Vo=133,33V; c) P=1,6W e d) P=300mW.

4-) Determine a potência dissipada no resistor de 6\ do circuito abaixo.

6R 4R 16R
1,6R
10A

Resposta: P=61,44W.
João Marcio Buttendorff 33
5-) No circuito divisor de tensão da figura abaixo, o valor de Vo sem carga é 6V. Quando a
resistência de carga R
L
é inserida ao circuito, a tensão cai para 4V. Determine o valor de R
2

R
L
.

RL R2
40R
18V Vo
+
_

Respostas:
2
20 R = \ e 26, 67
L
R = \.

6-) Calcule no circuito divisor de tensão abaixo:
a) A tensão de saída Vo sem carga;
b) As potências dissipadas em R
1
e R
2
;

R2 3,3k
4,7k
160V
R1
Vo

Respostas: a) Vo=66V e b) P
R1
=1,88W e P
R2
=1,32W.

7-) Muitas vezes é necessário dispor de mais de uma tensão na saída de um circuito divisor
de tensão. Assim, por exemplo, as memórias de muitos computadores pessoais exigem
tensões -12V, 6V e +12V, todas em relação a um terminal comum de referência. Escolha
os valores de R
1
, R
2
e R
3
no circuito abaixo para que as seguintes especificações de projeto
sejam atendidas:
a) A potência total fornecida ao circuito divisor de tensão pela fonte de 24V deve ser
de 36W quando o circuito não está carregado.
b) As três tensões, todas medidas em relação ao terminal comum de referência, devem
ser V
1
=12V, V
2
=6V e V
3
=-12V.

R2
R1
24V
R3
V3
V1
V2
Comum

Respostas:
1
4 R = \,
2
4 R = \ e
3
8 R = \.

João Marcio Buttendorff 34
8-) Calcule a corrente no resistor de 6, 25\, no circuito divisor de corrente apresentado
abaixo.

6,25R 1142mA 20R 0,25R 1R 10R 2,5R

Resposta: I=32mA.

8 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS

A análise de malhas envolve sempre os cinco passos descritos a seguir.

8.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso

Inicialmente devem ser determinadas quantas malhas contém o circuito. Para um
circuito contendo b ramos (componentes) e n nós existirão sempre (b-n+1) malhas, as quais
permitirão escrever um número de equações independentes também igual a (b-n+1). Uma
vez identificadas às malhas, deve-se numerá-las e designá-las como I
1
, I
2
, I
3
...I
b-n+1
. Além
disso, deve-se escolher um sentido de percurso para cada malha. A escolha do sentido não
interfere com as equações que serão obtidas, mas é importante na determinação das
correntes e tensões de ramo. Também nesta etapa serão definidas polaridades para as
tensões nos ramos, as quais definem as correntes de ramo que serão consideradas positivas.

8.2 Aplicação da LTK para as Malhas

Após a definição das malhas, deve-se percorrê-las de acordo com o sentido
atribuído para cada uma delas, retornando-se ao ponto de partida após a malha ter sido
percorrida. Pode-se adotar a seguinte convenção quanto às diferenças de potencial: quedas
de potencial ao longo deste percurso serão consideradas positivas, ao passo que elevações
de potencial serão consideradas negativas. Como resultado desta etapa haverá (b-n+1)
equações que representam os somatórios das tensões sobre os componentes que compõem
cada malha, de acordo com a convenção adotada.

8.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos

Considerando que as equações da etapa anterior foram escritas em função das
tensões dos ramos e as incógnitas são correntes de malha, devem-se utilizar as relações de
tensão-corrente (Lei de Ohm) para substituir as tensões dos ramos por relações envolvendo
as correntes de malha. Como resultado desta etapa, obtém-se (b-n+1) equações envolvendo
as correntes de malha. Deve-se observar que existe uma relação tensão corrente para cada
ramo (componente), existindo, portanto b relações deste tipo.

João Marcio Buttendorff 35
8.4 Solução do Sistema de Equações

Após a obtenção das equações de malha, deve-se utilizar algum método de solução
de sistemas lineares para determinar as (b-n+1) incógnitas.

8.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos

Depois de solucionado o sistema de equações e obtido as correntes das malhas,
pode-se obter todas as correntes e tensões de ramo do circuito a partir das correntes de
malha. Por exemplo, a corrente de ramo I
K
, percorrido por um lado pela corrente de malha
I
x
e por outro pela corrente de malha I
Y
do circuito conforme mostra a Fig. 8-1, pode ser
obtida pela seguinte equação:
k x y
I I I = ÷ (8.1)


Fig. 8-1 - Tensão e corrente de ramo.

Na equação (8.1), foi considerada como positiva a corrente de malha que circula no
mesmo sentido que a corrente do ramo, ao passo que foi considerada negativa a que circula
em sentido contrário. Deve-se também atentar que a equação pode ser obtida aplicando-se
a LCK a qualquer um dos nós do ramo k. Considerando-se os sentidos associados, a tensão
no ramo k será dada como:
. ( ).
k k k x y k
V I R I I R = = ÷ (8.2)
R
k
– Resistência do ramo k (ohms, \)

8.6 Exemplo de Aplicação

O método exposto será ilustrado por meio de um exemplo simples ilustrado na Fig.
8-2, onde todas as etapas citadas serão realizadas passo a passo.
João Marcio Buttendorff 36
8.6.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso

Para o circuito da Fig. 8-2, existem n=4 nós e b=5 componentes. Desta forma, o
número de malhas fechadas é (5-4+1)=2. Os sentidos adotados para os percursos das
malhas serão todos no sentido horário, conforme mostra a Fig. 8-2, podendo no entanto ser
escolhido um outro sentido. Na figura também são mostrados os sentidos considerados
positivos para as quedas de tensão (polaridade das tensões) para os componentes.

R1
+
R2
R4 R3
+
+
+
- -
-
-
V
I1
I2
Malha 1
Malha 2

Fig. 8-2 - Circuito de exemplo.

8.6.2 Aplicação de LTK para as Malhas

De acordo com convenção adotada, as equações para as malhas 1 e 2 são dadas
pelas seguintes equações:
1 3 1 3
0
R R R R
V V V V V V ÷ ÷ ÷ = ÷ = ÷ (8.3)
3 2 4
0
R R R
V V V ÷ ÷ ÷ = (8.4)

8.6.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos

As relações tensão corrente para os ramos do circuito são estabelecidas baseadas
nas equações (8.1) e (8.2) da forma que segue:
1 1 R
I I = (8.5)
2 2 R
I I = (8.6)
3 1 2 R
I I I = ÷ (8.7)
4 2 R
I I = (8.8)
1 1 1 1 1
. .
R R
V I R I R = = (8.9)
2 2 2 2 2
. .
R R
V I R I R = = (8.10)
3 3 3 1 2 3
. ( ).
R R
V I R I I R = = ÷ (8.11)
4 4 4 2 4
. .
R R
V I R I R = = (8.12)
João Marcio Buttendorff 37
Inserindo-se as relações tensão-corrente nas equações de malha, obtêm-se as
equações em termos das correntes de malha.
Equação da malha 1:
1 3
1 1 1 2 3
1 1 3 2 3
. ( ).
.( ) .
R R
V V V
I R I I R V
I R R I R V
÷ =
÷ ÷ =
÷ ÷ =
(8.13)
Equação da malha 2:
3 2 4
1 2 3 2 2 2 4
1 3 2 2 3 4
0
( ). . . 0
. .( ) 0
R R R
V V V
I I R I R I R
I R I R R R
÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ ÷ =
(8.14)

8.6.4 Solução do Sistema de Equações

Para a obtenção da solução serão considerados os seguintes valores:
20 V V =
1
2 R = \
2
4 R = \ (8.15)
3
6 R = \
4
3 R = \
Desta forma, o sistema de equações terá a seguinte forma:
1 2
1 2
8. 6. 20
6. 13. 0
I I
I I
÷ =
÷ ÷ =
(8.16)
Solucionando-se o sistema, obtém-se:
1
2
3, 824
1, 765
I A
I A
=
=


8.6.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos

A partir das correntes de malha podem-se obter as correntes e tensões em todos os
ramos:
1 1
3, 824
R
I I A = = (8.17)
2 2
1, 765
R
I I A = = (8.18)
3 1 2
3, 824 1, 765 2, 059
R
I I I A = ÷ = ÷ = (8.19)
4 2
1, 765
R
I I A = = (8.20)
1 1 1
. 3, 824.2 7, 684
R
V I R V = = = (8.21)
João Marcio Buttendorff 38
2 2 2
. 1, 765.4 7, 06
R
V I R V = = = (8.22)
3 1 2 3
( ). (3,824 1, 765).6 12, 354
R
V I I R V = ÷ = ÷ = (8.23)
4 2 4
. 1, 765.3 5, 295
R
V I R V = = = (8.24)
Uma vez conhecidas as correntes e tensões nos ramos pode-se também determinar
as potências em cada um dos componentes bem como a potência total dissipada no
circuito.

8.7 Análise de Malhas com Fontes de Corrente

A análise de malhas, sendo um método geral de análise, pode também ser
empregada quando o circuito contiver fontes de corrente, sejam elas dependentes ou
independentes. As fontes de corrente impõem uma determinada corrente num ramo, não
sendo, contudo possível determinar à tensão da mesma antes de solucionar o circuito. Na
realidade a presença de uma fonte de corrente não altera praticamente nada no método de
análise descrito anteriormente. Estas características devem ser consideradas quando do
estabelecimento das equações do circuito.
Considerando que a fonte de corrente está inserida entre as malhas x e y conforme a
Fig. 8-3, observa-se que a tensão da fonte aparecerá nas equações de ambas as malhas que
possuem a fonte de corrente em comum. Como não há uma relação entre a corrente da
fonte e a sua tensão pode-se manter a tensão V
k
da fonte como uma incógnita a ser
determinada. Por outro lado, devido à presença da fonte, as correntes das malhas x e y
estão relacionadas pela seguinte relação:
x y
I I I = ÷ (8.25)


Fig. 8-3 - Fonte de corrente entre duas malhas.

Desta forma, foi acrescentada uma incógnita ao sistema de equações, mas também
foi acrescentada uma equação, sendo ainda possível solucionar o circuito.
João Marcio Buttendorff 39
Também se pode eliminar a tensão da fonte do sistema de equações isolando-se a
tensão V
k
na equação da malha x, por exemplo, e substituindo-a na equação da malha y.
Desta forma, elimina-se a equação de uma das malhas do sistema.
Caso a fonte de corrente estiver inserida num caminho por onde apenas uma malha
passa, significa que a corrente da malha está determinada pela própria corrente da fonte.
Neste caso pode-se desconsiderar a equação desta malha e estabelecer o seguinte valor
para a corrente da malha, conforme mostra a Fig. 8-4:
x
I I = (8.26)

Fig. 8-4 - Fonte de corrente em uma única malha.

8.8 Exemplo de Aplicação

O exemplo mostrado na Fig. 8-5 ilustra o procedimento.

R2=10
V=20V
R4=4
R3=2
R1=6
+
I=6A Vf
+
+
+
+
- -
-
-
-
I1
I2
Malha 1
Malha 2

Fig. 8-5 - Análise de malha com fonte de corrente.

Para este circuito, as equações das malhas são as seguintes:
Malha 1:
1 3 1 3
0
R R f R R f
V V V V V V V V ÷ ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = (8.27)
Malha 2:
2 3 4
0
R R R f
V V V V ÷ ÷ ÷ = (8.28)
As relações tensão corrente no circuito são as seguintes:
João Marcio Buttendorff 40
1 1 R
I I = (8.29)
2 2 R
I I = (8.30)
3 1 2 R
I I I = ÷ (8.31)
4 2 R
I I = (8.32)
1 1 1 1 1
. .
R R
V I R I R = = (8.33)
2 2 2 2 2
. .
R R
V I R I R = = (8.34)
3 3 3 1 2 3
. ( ).
R R
V I R I I R = = ÷ (8.35)
4 4 4 2 4
. .
R R
V I R I R = = (8.36)
A equação adicional considerando a fonte de corrente é:
2 1
I I I = ÷ (8.37)
Substituindo-se as equações (8.29) a (8.36) obtém-se finalmente as equações do
circuito. Deve-se notar que a tensão da fonte de corrente aparece como uma incógnita a
mais, havendo também uma equação a mais (equação (8.37)).
Malha 1:
1 3
1 1 1 2 3
1 1 3 2 3
. ( ).
.( ) .
R R f
f
f
V V V V
I R I I R V V
I R R I R V V
÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ =
(8.38)
Malha 2:
2 3 4
2 2 1 2 3 2 4
1 3 2 2 3 4
0
. ( ). . 0
. .( ) 0
R R R f
f
f
V V V V
I R I I R I R V
I R I R R R V
÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ ÷ ÷ =
(8.39)
As equações (8.37), (8.38) e (8.39) são portanto as equações básicas do circuito,
sendo as incógnitas I
1
, I
2
e V
f
. Substituindo os valores nas equações, obtém-se:
1 2
1 2
1 2
6
8. 2. 20
2. 16. 0
f
f
I I
I I V
I I V
÷ ÷ =
÷ ÷ =
÷ ÷ ÷ =
(8.40)
Resolvendo-se o sistema acima, obtém-se finalmente a solução:
1
2
3, 2
2, 8
51, 2
f
I A
I A
V V

=
=
(8.41)
João Marcio Buttendorff 41
8.9 Exercícios

1-) Determine as correntes no circuito abaixo utilizando o método das correntes de malha.

25V
1R 4R
3R
5R
1R
6R
I3
I1 I2

Respostas: I1=3A; I2=1A e I3=2A.

2-) Calcule a corrente em cada resistor, utilizando o método da corrente de malha.

10V
4R
10V
2R
2R
I1
I3
I2

Respostas: I1=2A; I2=-1A e I3=3A.

3-) Calcule as correntes I1 e I2 e a corrente através da fonte de 20V, usando o método da
corrente de malha.

20V 4R
22V
1R
I1 I2

Respostas: I1=2A; I2=5A e I
20V
=-3A.

4-) Use o método das correntes de malha para determinar:
a) As potências associadas às fontes de tensão.
b) A tensão Vo entre os terminais do resistor de 8\.

8R Vo 40V 6R
2R 4R
20V
6R
+
_

Respostas: a) P
40
=224W e P
20
=16W; b) Vo=28,8V.

5-) Calcule as correntes nas malhas do circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 42
5A
2R
6R
10R
4R
100V
3R
50V

Respostas: I
1
=1,75A, I
2
=6,75A e I
3
=1,25A.

6-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada no resistor
de 2\ do circuito a seguir.

2R
3R
16A
8R
6R
5R 30V
4R

Resposta: P=72W.

7-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada no resistor
de 1\ no circuito abaixo.

2R
2R
6V
1R
2R
2A
10V

Resposta: P=36W.

8-) Determine pelo método das correntes de malha:
a) As correntes de ramo I
a
, I
b
e I
c
.
b) Repita o item (a) se a polaridade da fonte de 64V for invertida.

45R 64V
Ia
4R
1,5R 2R
40V
3R
Ib
Ic

Respostas: a) Ia=9,8A, Ib=-0,2A e Ic=-10A; b) Ia=-1,72A, Ib=1,08A, Ic=2,8A.

9-) Use o método das correntes de malha para determinar:
a) A potência fornecida pela fonte de corrente de 30A.
João Marcio Buttendorff 43
b) A potência total fornecida ao circuito pelas fontes.

4R
0,8R
424V
30A
600V
5,6R
16R
3,2R

Respostas: a) P=-312W; b) 17,296kW.

10-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência total fornecida pelas
fontes ao circuito.

12R
4R 2R
6R
12V
70V
10R
110V
3R

Resposta: P=1,14kW.

11-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada nos
resistores do circuito abaixo.

18V
6R
9R
2R
3R
15V 3A

Respostas: P
3R
=1,08W, P
2R
=0,72W, P
9R
=51,84W e P
6R
=34,56W.

12-) O circuito da figura abaixo é um a versão em corrente contínua de um sistema de três
fios para distribuição de energia elétrica. Os resistores R
a
, R
b
e R
c
representam as
resistências dos três condutores que ligam as três cargas R
1
, R
2
e R
3
à fonte de alimentação
125/250V. Os resistores R
1
e R
2
representam cargas ligadas aos circuitos de 125V e R
3

representa uma carga ligada ao circuito de 250V.
a) Determine V
1
, V
2
e V
3
.
b) Calcule a potência dissipada em R
1
, R
2
e R
3
.
c) Que porcentagem da potência total fornecida pelas fontes é dissipada nas cargas?
d) O ramo R
b
representa o condutor neutro do circuito de distribuição. Qual seria a
conseqüência desagradável de uma ruptura do condutor neutro? (Sugestão: Calcule
João Marcio Buttendorff 44
V
1
e V
2
e observe se as cargas ligadas a este circuito teriam uma tensão de trabalho
de 125V).

125V
R2=19,4R
Ra=0,2R
R1=9,4R
R3=21,2R
Rc=0,2R
125V
Rb=0,4R
V1
V2
V3
+
+
+
_
_
_

Respostas: a) V
1
=117,758V, V
2
=123,9V, V
3
=241,658V; b) P
R1
=1,475kW,
P
R2
=791,3W, P
R3
=2,755kW; c-) 96,3%; e) V
1
=79V, V
2
=163V.

13-) Determine Vo e Io no circuito abaixo.

1R
3R
2R
2R 16V
Io
2.Io
Vo

Respostas: Vo=33,78V e Io=10,67A.

14-) Aplique a análise de malhas para encontrar Vo no circuito abaixo.

8R 2R
1R
5A
Vo
20V 4R
40V

Resposta: Vo=20V.

15-) Utilize a análise da malhas para obter Io no circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 45
2R
4R
6V
1R
12V
3A 5R
Io

Resposta: Io=-1,733A.

9 MÉTODO DE ANÁLISE NODAL

A análise nodal envolve sempre os cinco passos descritos a seguir:

9.1 Seleção do Nó de Referência

Inicialmente deve ser selecionado um nó qualquer do circuito como nó de
referência, em relação ao qual todas as tensões serão medidas. O potencial deste nó será
assumido como zero, motivo pelo qual ele muitas vezes também é denominado de nó de
terra. Em seguida os demais nós são numerados de 1 a (n-1), sendo n o número total de nós
do circuito incluindo o nó de referência. As demais tensões dos nós serão designadas como
V
1
, V
2
, V
3
....V
n-1
.

9.2 Aplicação da LCK aos Nós

Após a escolha do nó de referência e numeração dos nós restantes, deve-se aplicar a
Lei de Kirchhoff para os (n-1) nós. A LCK não necessita ser aplicada para o nó de
referência, uma vez que resultará numa equação a mais do que o necessário. Deve-se
adotar uma convenção de sinal de acordo com o sentido das correntes em relação aos nós.
Geralmente, considera-se que correntes que entram no nó são consideradas positivas,
enquanto que correntes que saem são consideradas negativas. Como resultado desta etapa
haverá (n-1) equações que representam os somatórios das correntes que incidem e saem
dos (n-1) nós.

9.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos

Uma vez que as equações da etapa anterior foram escritas em função das correntes
de nós e as incógnitas são tensões de nó, deve-se utilizar as relações de tensão-corrente
para substituir as correntes de nós por relações envolvendo as tensões de nó. Como
resultado desta etapa, obtém-se (n-1) equações envolvendo as tensões de nó. Deve-se
atentar que existe uma relação tensão-corrente para cada ramo, existindo, portanto b
relações deste tipo.
João Marcio Buttendorff 46
9.4 Solução do Sistema de Equações

Após a obtenção das equações de nó, deve-se utilizar algum método de solução e
determinar as (n-1) incógnitas. Caso o circuito seja composto apenas de resistores, obtém-
se um sistema de (n-1) equações algébricas onde os coeficientes são obtidos a partir das
resistências do circuito.

9.5 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos

Deve-se observar para o fato que, após solucionado o sistema de equações, pode-se
obter todas as correntes e tensões de ramo do circuito a partir das tensões de nó. Por
exemplo, a tensão do ramo k, conectado entre os nós x e y do circuito conforme a Fig. 9-1,
pode ser obtida pela seguinte equação:
k xy x y
V V V V = = ÷ (9.1)

Ik
Vy
Vx
Rk
+
_

Fig. 9-1 - Tensão e corrente de ramo.

Considerando-se os sentidos associados, a corrente no ramo k que circula do nó x
para o nó y será dada como:
x y
k
k
V V
I
R
÷
= (9.2)
R
k
– Resistência do ramo k (ohms)

9.6 Exemplo de Aplicação

O método exposto será ilustrado por meio de um exemplo simples ilustrado na Fig.
9-2, onde todas as etapas citadas serão realizadas.

Ia R3
Ib
R1
R2
+
+
+
_ _
_
I2
I1 I3
0
1 2
V1 V2

Fig. 9-2 - Circuito de exemplo.
João Marcio Buttendorff 47
9.6.1 Seleção do Nó de Referência

Para o circuito mostrado na Fig. 9-2 existem 3 nós, sendo que o nó inferior será
escolhido como nó de referência (terra). As tensões nos outros dois nós serão denominados
V
1
e V
2
. As correntes nos resistores R
1
, R
2
e R
3
serão denominadas I
1
, I
2
e I
3
.

9.7 Aplicação da LCK aos Nós

Aplicando-se a LCK para os nós 1 e 2 e considerando-se como positivas as
correntes que entram no nós, obtém-se:
Nó 1:
1 2 1 2
0
a b a b
I I I I I I I I ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ = ÷ (9.3)
Nó 2:
2 3
2 3 0
b b
I I I I I I ÷ ÷ = ÷÷ ÷ = (9.4)

9.7.1 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos

Considerando os sentidos das tensões e correntes associados aos resistores (Ramos)
do circuito, obtém-se:
1 1
1
1 1
0 V V
I
R R
÷
= = (9.5)
1 2
2
2
V V
I
R
÷
= (9.6)
2 2
3
3 3
0 V V
I
R R
÷
= = (9.7)
Substituindo-se as equações (9.5), (9.6) e (9.7) nas equações (9.3) e (9.4), obtém-se
o seguinte sistema de equações em termos das resistências e fontes de corrente:
1 1 2 2
1
1 2 1 2 2
1 1
.
a b a b
V V V V
I I V I I
R R R R R
( )
÷
·
÷ = ÷ ÷ ÷ ÷ = ÷ ·

·
·
( )
(9.8)
1 2 2 1
2 3 2 2 3
1 1
2.
b b
V V V V
I V I
R R R R R
( )
÷ ÷
·
÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = ·

·
·
( )
(9.9)

9.7.2 Solução do Sistema de Equações

A solução do sistema será realizada considerando os seguintes valores numéricos:
João Marcio Buttendorff 48
5
a
I A = 3
b
I A =
1
2 R = \
2
4 R = \
3
8 R = \
Com os valores dos resistores e das fontes de corrente, o sistema de equações
assumirá a seguinte forma:
1 2
1 2
0, 75. 0, 25. 2
0, 25. 0, 375. 3
V V
V V
÷ =
÷ ÷ =
(9.10)
Solucionando-se o sistema, obtém-se:
1
2
6, 857
12, 571
V V
V V
=
=


9.7.3 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos

A partir das tensões dos nós V
1
e V
2
obtém-se por meio das equações (9.5) a (9.7)
as correntes de ramo:
1
1
1
6,857
3, 429
2
V
I A
R
= = = (9.11)
1 2
2
2
6, 857 12, 571
1, 429
4
V V
I A
R
÷ ÷
= = =÷ (9.12)
2
3
3
12, 571
1, 571
8
V
I A
R
= = = (9.13)
As tensões sobre os ramos serão dadas pelas seguintes equações:
1 1
0 6, 857
R
V V V = ÷ = (9.14)
2 1 2
6, 857 12, 571 5, 714
R
V V V V = ÷ = ÷ =÷ (9.15)
3 2
0 12, 571
R
V V V = ÷ = (9.16)
O sinal negativo da tensão V
R2
que aparece na solução significa que a tensão que
efetivamente existe sobre este componente possui polaridade contrária ao sentido assumido
como positivo. Da mesma forma, a corrente negativa significa que o sentido que
efetivamente existe é contrário aquele considerado positivo.
Com a determinação de todos as tensões e correntes do circuito, pode-se também
determinar a potência dissipada em cada um dos resistores e nas fontes de corrente.

9.8 Análise Nodal com Fontes de Tensão

A análise nodal, sendo um método geral de análise, pode também ser empregada
quando o circuito contiver fontes de tensão sejam elas dependentes ou independentes. As
João Marcio Buttendorff 49
fontes de tensão impõem uma determinada diferença de potencial entre dois nós, não sendo
possível determinar a corrente da mesma antes de solucionar o circuito. Estas
características devem ser consideradas quando do estabelecimento das equações do
circuito. Existem diversas formas de considerar o efeito das fontes de tensão, sendo que
uma delas é descrita a seguir.
Considerando que a fonte de tensão está conectada entre os terminais x e y
conforme a Fig. 9-3, observa-se que a corrente da fonte aparecerá nas equações de ambos
os nós do circuito onde a fonte está conectada. Como não há uma relação entre a corrente
da fonte e a sua tensão, pode-se manter a corrente I
k
como uma incógnita a ser
determinada. Por outro lado, as tensões dos nós x e y estão relacionados da seguinte forma.
x y
V V V = ÷ (9.17)

Ik
V
+
_
Ik
Vx Vy
x y

Fig. 9-3 - Fonte de tensão entre dois nós.

Desta forma, foi acrescentada uma incógnita ao sistema de equações (I
k
), mas
também foi acrescentada uma equação (9.17), sendo ainda possível solucionar o circuito.
Caso a fonte de tensão estiver conectada entre o nó x e o nó de terra, significa que a
tensão do nó está imposta, podendo-se neste caso desconsiderar a equação deste nó e
estabelecer o seguinte valor para a tensão do nó:
x
V V = (9.18)
O exemplo mostrado na Fig. 9-4 ilustra este procedimento.

V=2V
If
Ia
V1
I2
R2 Ib
7A
I3
R3=10R
R1
2R 2A 4R
I1
V2
+
+
+
+
_
_
_
_
2
0
1

Fig. 9-4 - Análise nodal com fonte de tensão.

As equações dos nós para este circuito são:
Nó 1:
1 3 1 3
0
a f f a
I I I I I I I I ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ = (9.19)
Nó 2:
João Marcio Buttendorff 50
3 2 2 3
0
f b f b
I I I I I I I I ÷ ÷ ÷ = ÷ ÷ ÷ ÷ = (9.20)
As relações tensão corrente são:
1 1
1
1 1
0 V V
I
R R
÷
= = (9.21)
2 2
2
2 2
0 V V
I
R R
÷
= = (9.22)
1 2
3
3
V V
I
R
÷
= (9.23)
A equação adicional considerando a fonte de tensão é:
1 2
V V V = ÷ (9.24)
Substituindo-se as relações (9.21) a (9.23) obtém-se finalmente as equações do
circuito. Deve-se observar que a corrente da fonte de tensão aparece como uma incógnita a
mais, havendo também uma equação a mais (equação (9.24)).
1 3
1 1 2
1 3
2
1
1 3 3
1 1
.
f a
f a
f a
I I I I
V V V
I I
R R
V
V I I
R R R
÷ ÷ =
÷
÷ ÷ =
( )
·
÷ ÷ ÷ = ·

·
·
( )
(9.25)
2 3
2 1 2
2 3
1
2
3 2 3
1 1
.
f b
f b
f b
I I I I
V V V
I I
R R
V
V I I
R R R
÷ ÷ ÷ =
÷
÷ ÷ ÷ =
( )
·
÷ ÷ ÷ = ·

·
·
( )
(9.26)
Substituindo-se os valores nas equações, obtém-se o seguinte sistema:
1 2
1 2
1 2
0, 6. 0,1. 2
0,1. 0, 35. 7
2
f
f
V V I
V V I
V V
÷ ÷ =
÷ ÷ =
÷ =
(9.27)
Resolvendo-se o sistema, obtém-se as incógnitas desconhecidas:
1
2
6
8
4, 8
f
V V
V V
I A




João Marcio Buttendorff 51
9.9 Exercícios

1-) Calcule as correntes e as tensões nos resistores utilizando a análise nodal.

R2
3R
R1
12R
84V 21V
R3
6R

Respostas: V1=60V; V2=24V; V3=3V; I1=5A; I2=4A e I3=1A.

2-) Obtenha as tensões nodais do circuito abaixo.

4A 2R
6R
7R 1A
1 2

Respostas: V1=-2V e V2=-14V.

3-) Determine pelo método das tensões de nó:
a) V
1
, V
2
e I
1
.
b) A potência fornecida pela fonte de 15A.
c) A potência fornecida pela fonte de 5A.

5R
5A 15R 60R 15A
2R V1
+
+
_
_
V2
I1

Respostas: a) V
1
=60V, V
2
=10V, I
1
=10A; b) P=900W; c) P=-50W.

4-) Use o método das tensões de nó para determinar o valor de V no circuito abaixo.

1R
30V
4R
V
12R 4,5A
6R
2R
+
_

Resposta: V=15V.

5-) Determine pelo método das tensões de nó a tensão V
1
e a potência fornecida pela fonte
de 60V no circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 52
4A
30R 80R 20R
10R
60V
V1
+
_

Respostas: V
1
=20V e P=180W.

6-) Determine pelo método das tensões de nó:
a) As correntes nos ramos.
b) A potência total consumida no circuito.

18R
48R 20R
Ia
10R
70V
8R
128V
Ib
Ic
Id
Ie

Respostas: a) Ia=4A, Ib=2A, Ic=2A, Id=3A, Ie=-1A; b) P=582W.

7-) Use o método das tensões de nó para determinar V
1
e V
2
no circuito abaixo.

3,2A
25R
V1 375R 125R 2,4A 250R
+
_
V2
+
_

Respostas: V
1
=25V e V
2
=90V.

8-) Use o método das tensões de nó para determinar Vo no circuito.

200R
20R
Vo
6A 50R
40R
800R
75V
+
_

Resposta: Vo=40V.
9-) Use o método das tensões de nó para determinar V
1
e V
2
no circuito abaixo.

V2 3A
4R
5R 144V 10R V1
80R
+ +
_ _

Respostas: V
1
=100V e V
2
=20V.

10-) Use o método das tensões de nó para determinar a potência dissipada no circuito
abaixo.
João Marcio Buttendorff 53
25R
50R
4A
31,25R 30V 1A 50R
15R

Resposta: P=306W.

11-) Encontre Io no circuito abaixo.

8R
1R
2R
4A
4R
Io
2.Io

Resposta: Io=-4A.

12-) Determine V
1
e V
2
no circuito abaixo.

4R
8R
1R
3A
2R
12V
+ Vo -
+
_
5.Vo
V1 V2

Respostas: V
1
=-10,91V e V
2
=-100,36V.

13-) Utilize a análise nodal para encontrar Vo no circuito abaixo.

5R
2R
3V
3R
1R
+
+
_
_
Vo 4.Vo

Resposta: Vo=1,11V.
João Marcio Buttendorff 54
10 SUPERPOSIÇÃO

O princípio da superposição estabelece que quando um circuito contiver mais de
uma fonte independente, a resposta do circuito pode ser obtida da resposta individual do
circuito a cada uma das fontes atuando de forma isolada. Desta forma, pode-se determinar
a resposta individual do circuito considerando-se as fontes uma a uma e, ao final, somar
algebricamente as respostas individuais. A utilização do princípio da superposição pode,
em muitos casos reduzir a complexidade do circuito e facilitar a solução. Para a resolução
de circuitos utilizando o princípio da superposição deve-se levar em consideração os
seguintes passos:
1. Desligar todas as fontes independentes do circuito, exceto uma. Fontes de
tensão são substituídas por curtos-circuitos e fontes de corrente por circuitos
abertos. Fontes dependentes não devem ser alteradas.
2. Repetir o passo 1 até que todas as fontes independentes foram consideradas.
3. Determinar a resposta total somando-se as respostas individuais de cada
fonte. As tensões e correntes de cada ramo serão a soma das tensões e
correntes individuais obtidas. Deve-se observar o sentido das correntes e
tensões nas respostas individuais.

10.1 Exemplo de Aplicação

Considere o circuito da Fig. 10-1, onde existe duas fontes independentes. Deseja-se
calcular a corrente Ia e a potência dissipada no resistor de 4.

30R
15V 10A
10R
20R 4R
5R
Ia

Fig. 10-1 - Circuito de exemplo.

Inicialmente será considerado apenas o efeito da fonte de corrente, sendo a de
tensão substituída por um curto-circuito. O circuito equivalente é apresentado na Fig. 10-2.

30R
10A
10R
20R 4R
5R
Ia'

Fig. 10-2 - Circuito equivalente para a fonte de corrente.

Solucionando-se o circuito obtém-se a corrente Ia’=2,703A. Esta corrente é
considerada positiva, pois coincide com o sentido arbitrado como positivo.
João Marcio Buttendorff 55
Considerando-se agora o efeito causado pela fonte de tensão, obtém-se o circuito
apresentado na Fig. 10-3.

30R
15V
10R
20R 4R
5R
Ia''

Fig. 10-3 - Circuito equivalente para a fonte de tensão.

Resolvendo-se o circuito, obtém-se uma corrente Ia’’=-1,014A. A corrente tem um
valor negativo pelo fato de que neste caso a fonte de tensão impõe uma corrente que
circula no sentido contrário ao assumido como positivo. Desta forma, pelo princípio da
superposição, a corrente total que circula no resistor será:
' ''
2, 703 1, 014 1, 689
a a a
a
I I I
I A
= +
= − =
(10.1)
A potência dissipada no resistor será:
2
2
.
4.(1, 689) 11, 41
a
P R I
P W
=
= =
(10.2)

10.2 Exercícios

1-) Use o teorema da superposição para encontrar V no circuito abaixo.

3A 4R 6V
8R
V
+
_

Resposta: V=10V.

2-) Determine a tensão Vo usando o teorema da superposição.

3R
2R
5R
20V
8A Vo
+
_

Resposta: Vo=12V.
João Marcio Buttendorff 56
3-) Determine o valor da corrente I, usando o princípio da superposição.

8R
4A
16V
6R
2R
12V
I

Resposta: I=0,75A.

4-) Determine a corrente I do circuito apresentado abaixo.

24V
3R
4R
12V
4R
3A
8R
I

Resposta: I=2A.

5-) Dado o circuito abaixo, utilize a superposição para determinar Io.

3R
5R
2R
10R
4R
12V 2A
4A
Io

Resposta: Io=0,1111A.

6-) Utilize a superposição para obter a tensão Vx no circuito abaixo.

Vx
2A
20R
10V
4R 0,1.Vx

Resposta: Vx=12,5V.

7-) Determine Ix no circuito abaixo pelo método da superposição.
João Marcio Buttendorff 57
4R
2R
1R
2A
10V
Ix
5.Ix

Resposta: Ix=-0,1176A.

8-) Determine Io no circuito abaixo.

5R
1R
4A
20V
2R
4R
3R
5.Io
+
|
Io

Resposta: Io=-0,4706A.

11 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON

11.1 Introdução

Em muitos casos práticos existe a necessidade de determinar a tensão, corrente e
potência em apenas um ramo (componente) do circuito. Assim, não existe a necessidade de
determinação das tensões e correntes em todos os ramos do circuito. Neste contexto, os
teoremas de Thévenin e Norton permitem que seja determinado um circuito equivalente
simples a partir de dois terminais, o qual pode substituir uma rede complexa e simplificar a
resolução.

11.2 Circuito Equivalente de Thévenin

A idéia do circuito equivalente de Thévenin está ilustrada na Fig. 11-1. A figura
(A) representa qualquer circuito constituído por fontes e resistores; as letras a e b indicam
os terminais na qual se tem interesse em obter a tensão, corrente ou potência. O circuito
equivalente de Thévenin aparece na figura (B). Como se pode ver na figura, o circuito
equivalente de Thévenin é constituído por uma fonte independente de tensão, V
Th
, e um
João Marcio Buttendorff 58
resistor, R
Th
, que substituem todas as fontes e resistores do circuito. Esta combinação em
série de V
Th
e R
Th
é equivalente ao circuito original no sentido de que, se ligarmos a
mesma carga aos terminais a e b dos circuitos, ela será submetida à mesma tensão e será
atravessada pela mesma corrente. Esta equivalência existe para todos os valores possíveis
de resistência da carga.

VTh
RTh
a a
b b
Circuito
Resistivo
Contendo
Fontes
(A) (B)

Fig. 11-1 - (A) Circuito genérico; (B) Circuito equivalente de Thévenin.

Para se obter a tensão de Thévenin em um ponto do circuito, basta calcular a tensão
nos terminais a e b quando estes estão em aberto.
Th ab
V V = (11.1)
A resistência equivalente de Thévenin (R
Th
) é a resistência equivalente do circuito
obtida a partir dos terminais a e b, com todas as fontes independentes consideradas nulas.
Para isto, substituem-se as fontes de tensão por um curto-circuito e as fontes de corrente
por circuitos abertos.

11.3 Circuito Equivalente de Norton

O circuito equivalente de Norton é constituído por uma fonte independente de
corrente em paralelo com uma resistência, conforme mostrado na Fig. 11-2. O valor da
corrente da fonte é a corrente que circula do terminal a para b quando estes são curto-
circuitados (Corrente de Norton, I
N
). A resistência de Norton (R
N
) é aquela obtida dos
terminais a e b quando todas as fontes são anuladas. Como a resistência a partir de dois
terminais só possui um valor, a resistência de Thévenin e Norton são, portanto, idênticas,
bastando que esta seja determinada para um dos circuitos equivalentes (R
Th
=R
N
).

IN
a
RN
a
b
b
Circuito
Resistivo
Contendo
Fontes
(A)
(B)

Fig. 11-2 - (A) Circuito genérico; (B) Circuito equivalente de Norton.

Uma alternativa para obter o circuito equivalente de Thévenin ou Norton, é
utilizando-se técnicas de transformação de fontes. Uma transformação de fonte permite
substituir uma fonte de tensão em série com um resistor por uma fonte de corrente em
paralelo com o mesmo resistor, ou vice-versa.
João Marcio Buttendorff 59
A equações (11.2) e (11.3) apresentam as relações para obter a corrente de Norton
ou a tensão de Thévenin quando utiliza-se destas técnicas.
Th
N
Th
V
I
R
= (11.2)
.
Th N N
V I R = (11.3)

11.4 Exemplo de Aplicação

O exemplo mostrado na Fig. 11-3 ilustra este procedimento.

4R
V1 3A
5R
20R
25V Vab
+ +
_
_
a
b

Fig. 11-3 - Circuito de exemplo.

Para determinar o circuito equivalente de Thévenin do circuito da Fig. 11-3,
calcula-se primeiramente a tensão de circuito aberto entre os terminais a e b. Observe que,
quando não há nenhuma carga ligada aos terminais a e b, a corrente no resistor de 4\ é
zero, e portanto a tensão de circuito aberto, V
ab
, é igual à tensão entre os terminais da fonte
de corrente de 3A, V
1
. Para obter o valor de V
1
, basta resolver uma única equação de nó.
Escolhendo-se o nó inferior como nó de referência e adotando-se os sentidos das correntes
conforme a Fig. 11-4, obtém-se:

4R
V1 3A
5R
20R
25V Vab
+ +
_
_
a
b
I1
I2

Fig. 11-4 - Sentido das correntes.

1 2
1 1
3
25
3
5 20
I I
V V
÷ =
÷
÷ =
(11.4)
Resolvendo-se a equação, obtém-se:
1
32
ab
V V V = =
João Marcio Buttendorff 60
Conforme apresentado anteriormente, a resistência de Thévenin é a resistência vista
pelos terminais a e b com as fontes anuladas. Anulando-se as fontes, obtém-se o circuito
equivalente da Fig. 11-5.

4R
RTh
5R
20R
a
b

Fig. 11-5 - Resistência equivalente.

Resolvendo-se o circuito equivalente pelo método das associações de resistores,
obtém-se:
8
Th
R = \
Através da obtenção da resistência e tensão de Thévenin, pode-se montar o circuito
equivalente.

RTh=8R
VTh=32V

Fig. 11-6 - Circuito equivalente de Thévenin.

Aplicando a transformação de fontes, determina-se o circuito equivalente de
Norton.
32
8
4
Th
N
Th
N
V
I
R
I A
= =
=


IN=4A RN=8R

Fig. 11-7 - Circuito equivalente de Norton.

11.5 Exercícios

1-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do ponto de vista dos terminais
a e b do circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 61
10V 6R
4R
a
b

Respostas: V
Th
=6V; I
N
=2,5A e R
Th
=R
N
=2,4.

2-) Determine o equivalente de Thévenin de Norton do circuito abaixo.

12V
5R
2R
3R
a
b

Respostas: V
Th
=2,4V; I
N
=1,5A e R
Th
=R
N
=1,6.

3-) Determine o circuito equivalente de Thévenin de Norton do circuito abaixo.

12V
5R
2R
3R
2R
a
b

Respostas: V
Th
=1,33V; I
N
=1,5A e R
Th
=R
N
=0,89.

4-) Determine o circuito equivalente de Thévenin do circuito abaixo do ponto de vista dos
terminais a e b.

8R
20R
5R
12R
72V
a
b

Respostas: V
Th
=64,8V e 6
Th
R = \.

5-) Determine o circuito equivalente de Norton do circuito abaixo.

10R
8R 12R
2R
15A
a
b

Respostas: I
N
=6A e 7, 5
N
R = \.
João Marcio Buttendorff 62
6-) Determine o circuito equivalente de Norton e thévenin do circuito abaixo em relação
aos terminais a e b.

20R
40R
1,5A
25R
5R
30V
60R
a
b

Respostas: V
Th
=45V, I
N
=1,5A e 30
Th
R = \.

7-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do circuito abaixo.

2R
8A
12R
12V
6R
a
b

Respostas: V
Th
=52V, I
N
-=8,67A e 6
Th
R = \.

8-) Obtenha o circuito equivalente de Thévenin para o circuito à esquerda dos terminais a-
b. Determine, então, a corrente através do resistor RL, para RL=6, 16 e 36.

1R 4R
32V
2A RL
12R
a
b

Respostas: I
L
=3A, I
L
=1,5A e I
L
=0,75A.

9-) Determine o circuito equivalente de Norton.

5R
12V
8R
2A
4R
8R
a
b

Resposta: I
N
=1A e R
N
=4.
João Marcio Buttendorff 63
10-) Determine o circuito equivalente de Norton para o circuito apresentado abaixo.

2R
2.Vx
6R
10A
+
|
Vx
+
_
a
b

Resposta: I
N
=10A e R
N
=1.

11-) Determine o equivalente de Thévenin para o circuito apresentado abaixo.

4R
2R
5A
6R
2R
2.Vx
+
Vx
_
+
|
a
b

Resposta: V
Th
=20V e R
Th
=6.

12 Indutores e Capacitores

Indutores e capacitores são elementos passivos que armazenam energia em
circuitos elétricos. Os indutores armazenam energia em forma de campo magnético,
enquanto os capacitores armazenam no campo elétrico.

12.1 Indutor

O indutor é um componente passivo que se opõe a variações da corrente elétrica.
Ele é composto basicamente por um enrolamento de fio condutor em torno de um núcleo,
conforme apresentado na Fig. 12-1.

Espiras
Núcleo

Fig. 12-1 - Indutor.

O comportamento dos indutores se baseia em fenômenos associados a campos
magnéticos. O campo magnético criado em torno de um fio condutor tem a forma de anéis
concêntricos com o condutor. A direção do campo (das linhas de força) pode ser
João Marcio Buttendorff 64
determinada pela “regra da mão direita”. Esta regra estabelece que quando se toma com a
mão direita um cabo condutor de corrente de tal forma que o polegar indique o sentido da
corrente, os dedos restantes indicaram o sentido circular do campo magnético produzido.

I
V
Sentido do campo
Magnético

Fig. 12-2 - Campo criado pela corrente I.

Estes campos magnéticos são produzidos por cargas elétricas em movimento, ou
seja, por corrente elétrica. Quando uma corrente elétrica varia com o tempo, o campo
magnético produzido por esta corrente também irá variar. Um campo magnético variável
induz uma tensão em um condutor imerso no campo. A tensão induzida está relacionada a
corrente por um parâmetro chamado Indutância.
A indutância é simbolizada pela letra L, medida em Henry (H). A Fig. 12-3 mostra
o símbolo de um indutor. A tensão entre os terminais de um indutor é proporcional à taxa
de variação da corrente que o atravessa e é dado pela equação (12.1):
( )
( ) .
L
di t
v t L
dt
= (12.1)
Onde: v
L
= Tensão em volts (V);
L = Indutância em Henry (H);
i = Corrente em ampères (A);
t = Tempo em segundos (s).

L
VL +
_
I

Fig. 12-3 - Símbolo do indutor.

Duas observações importantes podem ser feitas a respeito da equação (12.1). Em
primeiro lugar, quando a corrente é constante, a tensão entre os terminais de um indutor
ideal é nula; em outras palavras, o indutor se comporta como um curto circuito para
corrente contínua. Em segundo lugar, a corrente que atravessa o indutor não pode variar
instantaneamente, ou seja, não pode sofrer uma variação finita em um tempo infinitesimal.
De acordo com a equação (12.1), esta variação faria aparecer uma tensão infinita entre os
terminais do indutor, o que é obviamente impossível. Assim, por exemplo, quando alguém
abre um interruptor em um circuito indutivo, a corrente inicialmente contínua passa de um
dos contatos do interruptor para o outro através do ar, este fenômeno é chamado de
centelhamento. O centelhamento impede que a corrente diminua instantaneamente para
João Marcio Buttendorff 65
zero. Ligar e desligar circuitos indutivos constitui um sério problema na engenharia, já que
o centelhamento e os picos de tensão associados podem danificar os equipamentos.
Isolando-se a corrente na equação (12.1), obtém-se a equação que determina o
comportamento da corrente nos indutores.
0
1
( ) . ( ). (0)
t
L L L
t
i t v t dt i
L
= +
í
(12.2)

12.2 Associação de Indutores

Assim como as combinações de resistores em série e em paralelo podem ser
reduzidas a um único resistor equivalente, combinações de indutores em série e em
paralelo podem também ser reduzidas a um único indutor equivalente. A Fig. 12-4 mostra
indutores em série.

L1
+ VL1 -
V
I
L2 Ln L3
+ VL2 - + VL3 - + VLn -

Fig. 12-4 - Indutores em série.

Como a corrente é a mesma em todos os indutores e a Lei de Kirchhoff das tensões
estabelece que a soma das tensões em um circuito fechado é igual a zero, obtém-se:
1 2 3
...
L L L Ln
V V V V V = + + + + (12.3)
Substituindo-se as quedas de tensões nos indutores representados pela equação
(12.1) na equação (12.3), obtém-se:
1 2 3
. . . ... .
n
di di di di
V L L L L
dt dt dt dt
= + + + + (12.4)
( )
1 2 3
... .
n
di
V L L L L
dt
= + + + + (12.5)
Por outro lado, para o indutor equivalente existe a seguinte relação:
.
eq
di
V L
dt
= (12.6)
Substituindo-se a equação (12.6) na (12.5) e dividindo-se ambos os lados da
equação por di dt , determina-se a equação da indutância equivalente para indutores
ligados em série.
João Marcio Buttendorff 66
1 2 3
...
eq n
L L L L L = + + + + (12.7)
A Fig. 12-5 apresenta o circuito equivalente da Fig. 12-4.

Leq V
I

Fig. 12-5 - Circuito equivalente.

Quando dois ou mais indutores são ligados em paralelo, conforme apresentado na
Fig. 12-6, todos estarão submetidos a mesma tensão, porém a corrente total do circuito será
a soma das correntes individuais que atravessa cada indutor.

Ln L1 L3
V
I
L2
I1 I2 I3 In

Fig. 12-6 - Indutores em paralelo.

Aplicando-se a Lei de Kirchhoff das correntes, obtém-se:
1 2 3
...
n
I I I I I = + + + + (12.8)
Substituindo-se a equação (12.2) na equação (12.8), obtém-se:
0 0
0 0
1 2
1 2
3
3
1 1
. ( ). (0) . ( ). (0)
1 1
. ( ). (0) ... . ( ). (0)
t t
L L L L
t t
t t
L L L Ln
n t t
I v t dt i v t dt i
L L
v t dt i v t dt i
L L
= + + + +
+ + + +
í í
í í
(12.9)
0
1 2 3
1 2 3
1 1 1 1
... . ( ). (0) (0) (0) ... (0)
t
L L L L Ln
n t
I v t dt i i i i
L L L L

= + + + + + + + + +


í
(12.10)
A corrente total em função da indutância equivalente e definida por:
0
1
. ( ). (0)
t
L Leq
eq t
I v t dt i
L
= +
í
(12.11)
Substituindo a equação (12.11) na (12.10), obtém-se a indutância equivalente da
associação paralela de n indutores.
João Marcio Buttendorff 67
1 2 3
1 1 1 1 1
...
eq n
L L L L L
= + + + + (12.12)
1 2 3
1
1 1 1 1
...
eq
n
L
L L L L
=
+ + + +
(12.13)
A corrente inicial equivalente será dada pela soma de todas as correntes iniciais.
1 2 3
(0) (0) (0) (0) ... (0) 0
Leq L L L Ln
i i i i i = + + + + = (12.14)
Para o caso particular de dois indutores em paralelo, pode-se utilizar a equação
(12.15) para determinar a indutância equivalente.
1 2
1 2
.
eq
L L
L
L L
=
+
(12.15)

12.3 Capacitor

Os capacitores são elementos passivos que tem a propriedade em um circuito
elétrico de se opor a qualquer variação da tensão.
Os capacitores são constituídos por duas placas metálicas, separadas por uma
camada isolante. O isolante pode ser o ar ou qualquer outro material com características
adequadas. A Fig. 12-7 apresenta o aspecto construtivo de um capacitor.

d
A
A

Fig. 12-7 - Construção básica do capacitor.

A capacitância de um capacitor é determinada por três fatores:
• Superfície das placas (Área);
• Distância entre as placas;
• Constante dielétrica ε , que é uma característica do tipo de isolação utilizada
entre as placas.
A capacitância em função dos três fatores mencionados é dada pela equação
(12.16).
.
A
C
d
ε = (12.16)
Onde: A = Área, em metros (m);
d = Distância, em metros (m);
C = Capacitância, em Farads (F).
João Marcio Buttendorff 68
Quando uma tensão é aplicada aos terminais de um capacitor, as cargas elétricas
que existem no dielétrico não podem se mover de uma placa para outra, já que o dielétrico
é um material isolante, mas são deslocadas em relação á sua posição de equilíbrio. Quando
a tensão varia com o tempo, a posição das cargas também varia com o tempo, dando
origem à chamada corrente de deslocamento.
A corrente de deslocamento é proporcional à taxa de variação da tensão entre os
terminais do capacitor e é determinado pela equação (12.17).
( )
( ) .
C
dv t
i t C
dt
= (12.17)
Onde: v = Tensão em volts (V);
C = Capacitância em Farads (F);
I
C
= Corrente em ampères (A);
t = Tempo em segundos (s).

Duas observações importantes podem ser feitas a respeito da equação (12.17). Em
primeiro lugar, quando a tensão é constante, a corrente em um capacitor é nula; em outras
palavras, o capacitor se comporta como um circuito aberto para corrente contínua. Em
segundo lugar, a tensão entre os terminais de um capacitor não pode variar
instantaneamente, ou seja, não pode sofrer uma variação finita em um tempo infinitesimal.
De acordo com a equação, esta variação faria aparecer uma corrente infinita no capacitor, o
que é obviamente impossível.
Isolando-se a tensão na equação (12.17), obtém-se a equação que determina o
comportamento da tensão nos capacitores.
0
1
( ) . ( ). (0)
t
C C C
t
v t i t dt v
C
= +
í
(12.18)
A Fig. 12-8 apresenta a simbologia comumente usada para representar os
capacitores.

Eletrolítico
Comum
+
Comum

Variável
Eletrolítico

Fig. 12-8 – Simbologia.

Abaixo estão relacionados alguns tipos de capacitores.
Capacitor de cerâmica: Consiste de um tubo ou disco de cerâmica de constante
dielétrica na faixa de 10 a 10.000. Uma fina camada de prata é aplicada a cada lado do
dielétrico. Este tipo de capacitor é caracterizado por baixas perdas, pequeno tamanho e
uma conhecida característica de variação de capacitância com a temperatura.
Capacitor de papel: Consiste de folhas de alumínio e papel kraft (normalmente
impregnado com graxa ou resina) enroladas e moldadas formando uma peça compacta. Os
capacitores de papel são disponíveis na faixa de 0,0005µF a aproximadamente 2µF.
João Marcio Buttendorff 69
Capacitor de filme plástico: É bastante similar ao capacitor de papel, na sua forma
construtiva. Dielétricos de filme plástico, com poliéster ou polipropileno, separam folhas
metálicas usadas como placas. O capacitor é enrolado e encapsulado em plástico ou metal.
Capacitor de mica: Consiste de um conjunto de placas dielétricas de mica
alternadas por folhas metálicas condutoras. O conjunto é então encapsulado em um molde
de resina fenólica.
Capacitor de vidro: É caracterizado por camadas alternadas de folhas de alumínio
e tiras de vidros, agrupadas até que seja obtida a estrutura do capacitor desejado. A
construção é então fundida em um bloco monolítico com a mesma composição do vidro
usado como dielétrico.
Capacitor eletrolítico: Consiste de duas placas separadas por um eletrólito e um
dielétrico. Este tipo de capacitor possui altos valores de capacitância, na faixa de
aproximadamente 1µF até milhares de µF. As correntes de fuga são geralmente maiores do
que aos demais tipos de capacitores.
Os capacitores variáveis geralmente utilizam o ar como dielétrico e possuem um
conjunto de placas móveis que se encaixam num conjunto de placas fixas. Outro tipo de
capacitor variável é o trimmer ou padder, formado por duas ou mais placas separadas por
um dielétrico de mica. Um parafuso é montado de forma que ao apertá-lo, as placas são
comprimidas contra o dielétrico reduzindo sua espessura e, conseqüentemente,
aumentando a capacitância.

12.4 Associação de Capacitores

Para os capacitores, também é possível obter um circuito equivalente para n
capacitores associados em série, em paralelo ou mistos.
A Fig. 12-9 apresenta a associação em série de capacitores ligados a uma fonte de
tensão.

+ VC3 -
C3
+ VCn -
Cn C1
+ VC1 -
V
+ VC2 -
C2
I

Fig. 12-9 - Circuito série.

A Lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma das tensões em um circuito
fechado é igual a zero.

1 2 3
.....
C C C Cn
V V V V V = + + + + (12.19)
Substituindo a equação (12.18) na (12.19), obtém-se:
0 0
0 0
1 2
1 2
3
3
1 1
. ( ). (0) . ( ). (0)
1 1
. ( ). (0) ... . ( ). (0)
t t
C C C C
t t
t t
C C C Cn
n t t
V i t dt v i t dt v
C C
i t dt v i t dt v
C C
= + + + +
+ + + +
í í
í í
(12.20)
João Marcio Buttendorff 70
0
1 2 3
1 2 3
1 1 1 1
... . ( ). (0) (0) (0) ... (0)
t
C C C C Cn
n t
V i t dt v v v v
C C C C

= + + + + + + + + +


í
(12.21)
O capacitor equivalente é definido por:
0
1
. ( ). (0)
t
C Ceq
eq t
V i t dt v
C
= +
í
(12.22)
Substituindo-se a equação (12.22) na (12.21) obtém-se a equação que determina a
capacitância equivalente para a associação em série de n capacitores.
1 2 3
1 1 1 1 1
.....
eq n
C C C C C
= + + + + (12.23)
1 2 3
1
1 1 1 1
...
eq
n
C
C C C C
=
+ + + +
(12.24)
A tensão inicial equivalente será dada pela soma de todas as tensões iniciais.
1 2 3
(0) (0) (0) (0) ... (0)
Ceq C C C Cn
v v v v v = + + + + (12.25)
Para o caso particular de dois capacitores, pode-se determinar a capacitância
equivalente através da equação (12.26).
1 2
1 2
.
eq
C C
C
C C
=
+
(12.26)
Na Fig. 12-10 é mostrado um circuito paralelo na qual todos os capacitores estão
conectados aos mesmos nós. Desta maneira, a tensão sobre cada capacitor é igual à tensão
da fonte.

V
C2 C3 Cn C1
I
I1 I2 I3 In

Fig. 12-10 - Circuito paralelo.

Em um circuito paralelo, a corrente total da fonte de alimentação é igual à soma das
correntes individuais.

1 2 3
...
n
I I I I I = + + + + (12.27)
Substituindo a equação (12.17) na (12.27) e dividindo-se ambos os lados da
equação por dv dt , obtém-se a equação que determina a capacitor equivalente para o caso
de capacitores conectados em paralelo.
João Marcio Buttendorff 71
1 2 3
....
eq n
C C C C C = + + + + (12.28)

12.5 Exercícios

1-) Determine o circuito equivalente do circuito abaixo do ponto de vista dos terminais a e
b.

44H
21H
1,2H
10H 25H 12H
4H
a
b
15H

Resposta: Leq=8,64H.

2-) Determine o circuito equivalente.

14mH
12mH
80mH
24mH 15,8mH
6mH
5mH
60mH 10mH

Resposta: Leq=20mH.

3-) Calcule a indutância equivalente co circuito abaixo.

100mH 20mH
20mH
40mH
40mH 50mH 30mH

Resposta: L
eq
=25mH.

4-) Determine o circuito equivalente do circuito capacitivo apresentado abaixo.

1,6uF
12uF
8uF
6uF 5uF
4uF 16uF

Resposta: Ceq=6uF.
João Marcio Buttendorff 72
5-) Determine o circuito equivalente.

32nF
12,8nF
18nF
5,6nF
40nF
8nF
8nF

Resposta: Ceq=5nF.

6-) Calcule a capacitância equivalente vista nos terminais do circuito abaixo.

20uF 120uF
70uF
60uF
50uF

Resposta: C
eq
=40uF.

13 ANÁLISE DE CIRCUITOS SENOIDAIS

Até agora, limitamos nossas discussões a circuitos com fontes de tensão ou de
corrente contínua. Neste item, será estudada a resposta em regime permanente de circuitos
alimentados por fontes de tensão ou de corrente que variam com o tempo. Em particular, a
fontes nas quais o valor da tensão ou da corrente varia senoidalmente. As fontes senoidais
e seus efeitos nos circuitos constituem uma importante área de estudo, devido à geração,
transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica serem feitas na forma de tensões e
correntes senoidais.

13.1 Fontes Senoidais

Uma fonte de tensão senoidal (independente ou dependente) produz uma tensão
que varia senoidalmente com o tempo. Uma fonte de corrente senoidal (independente ou
dependente) produz uma corrente que varia senoidalmente com o tempo. Para iniciar os
estudos dos circuitos senoidais, utilizaremos uma fonte de tensão, mas as observações
também se aplicam a fontes de corrente.
Pode-se expressar uma função senoidal através da função seno ou da função co-
seno. Embora as duas funções sejam equivalentes, não se pode usá-las ao mesmo tempo. A
função que descreve o comportamento senoidal de uma fonte de tensão pode ser escrita
como apresentada nas equações (13.1) e(13.2):
( ) . .
p
v V sen t ω φ = + (13.1)
João Marcio Buttendorff 73
( ) .cos . 90
p
v V t ω φ = + − (13.2)
Onde:
V
p
= Tensão máxima ou tensão de pico em volts (V);
ω = Freqüência angular em radianos/segundos (rad/s);
t = Tempo em segundos (s);
φ = Ângulo de fase, ou ângulo que inicia a forma de onda.
A Fig. 13-1 apresenta a forma de onda de uma fonte de tensão senoidal.


T
0
Vp
π 2.π

3.π 4.π
V
-Vp



ω.t

Fig. 13-1 – Tensão senoidal.

Observe que uma função senoidal se repete a intervalos regulares. As funções que
apresentam esta propriedade são chamadas de periódicas. Um dos parâmetros de interesse
é o tempo necessário para que a função senoidal complete um ciclo, ou seja, passe uma vez
por todos o valores possíveis. Este tempo é chamado de período da função e é representado
pela letra T (s=segundos). O inversor de T é o número de ciclos por segundo, ou
freqüência, da função senoidal, cujo símbolo é a letra f (Hz=Hertz).
1
f
T
= (13.3)
Os coeficientes de t nas equações (13.1) e (13.2) são proporcionais a freqüência e
representado pela equação (13.4).
2.
2. . f
T
π
ω π = = (13.4)
Outra característica importante de uma função senoidal é o valor rms ou eficaz. O
valor rms de uma função periódica é obtido substituindo-se a função que descreve o
comportamento periódico na equação (13.5) e resolvendo-se a mesma.
2
1
. ( ) .
f
o
t
rms
t
V f t dt
T
=
í
(13.5)
Substituindo-se a equação (13.1) na equação(13.5), obtém-se:
João Marcio Buttendorff 74
( ) ( )
( ) ( )
( )
( ) ( )
2
2
0
2
0
2
0
1
. . . .
1
. . . 0 .
2. . .
.
2 4
2. 2.0
0
.
2 4 2 4
2
f
o
t
rms p
t
rms p
p
rms
p
rms
p
rms
V V sen t dt
T
V V sen t dt
V sen t t
V
V sen sen
V
V
V
π
π
π
ω φ
ω
π
ω ω
π
π
π
π
= +
= +

= −


| | | |
= − − −
| |

\ . \ .
=
í
í
(13.6)
Desta forma, o valor rms de uma função senoidal depende apenas da amplitude da
função (V
P
=valor de pico).
O valor rms tem uma propriedade interessante: dados uma carga resistiva
equivalente, R, e um período de tempo equivalente, T, uma fonte senoidal com um certo
valor de tensão rms fornece a mesma energia à carga R que uma fonte de tensão contínua
com o mesmo valor. Assim, por exemplo, uma fonte de tensão contínua de 100V fornece a
mesma energia em T segundos a uma carga resistiva que uma fonte de tensão senoidal de
100V
rms
.

13.2 Exemplo de Aplicação

A figura abaixo apresenta o sinal obtido na tela de um osciloscópio. Deseja-se
através deste sinal obter o valor de pico da tensão, de pico-a-pico, rms, freqüência e a
equação da tensão no domínio do tempo.

0V
20V
-10V
10V
-20V
2 4 6 8 t(ms)
V


O valor de pico é medido desde o eixo de simetria da onda até um de seus picos,
desta forma tem-se:
20
p
V V =
O valor de pico-a-pico expressa a amplitude da onda de um extremo a outro.
40
pp
V V =
O valor rms da onda é obtido em função do valor de pico e da equação (13.6).
20
14,14
2 2
p
rms
V
V V = = =

João Marcio Buttendorff 75
Para efetuar o cálculo da freqüência é necessário definir inicialmente o período da
forma de onda. Analisando-se a figura, observa-se que a mesma termina um ciclo completo
em um tempo T igual a 4ms, desta forma:
3
1 1
250
4.10
f Hz
T

= = =

A equação no domínio no tempo é definida pela equação (13.1). Substituindo-se os
valores, obtém-se:
( ) ( )
( ) ( )
. . . 2. . .
20. 2. .250. 0 20. 1570, 8.
p p
v V sen t V sen f t
v sen t sen t
ω φ π φ
π
= + = +
= + =

Na equação acima o ângulo φ foi substituído por zero devido à forma de onda iniciar
seu ciclo exatamente na passagem por zero.

13.3 Exercícios

1-) Uma corrente senoidal tem uma amplitude de 20A. A corrente passa por um ciclo
completo em 1ms. O valor da corrente em t=0 é 10A. Determine:
a) Qual é a freqüência da corrente em hertz?
b) Qual é a freqüência da corrente em radianos por segundo?
c) Escreva uma equação para i(t) usando a função seno. Expresse φ em graus.
d) Qual o valor eficaz da corrente?
Respostas: a) 1kHz; b) 6,283krad/s; c) i(t)=20.sen.(6283.t+30°); d) I
ef
=14,14A.

2-) Uma tensão senoidal é dada pela expressão v(t)=300.sen.(120.π.t+30°). Determine:
a) O período da tensão em milisegundos.
b) A freqüência em hertz.
c) O valor da tensão em t=2,778 ms.
d) O valor eficaz da tensão.
Respostas: a) 16,667 ms; b) 60 Hz; c) 300V; d) 212,132V.

3-) Um sinal senoidal apresenta a seguinte equação: v(t)=110.sen.(120.π.t). Determine:
a) O valor de pico da senóide;
b) A freqüência;
c) O período;
d) A tensão eficaz.
Respostas: a) 110V; b) 60Hz; c) 16,67ms; d) 77,78V.

4-) Um sinal alternado senoidal apresenta uma tensão de pico de 156V e um período de
20ms. Determine:
a) A equação no domínio do tempo, sabendo que φ=0°;
b) O valor da tensão instantânea, para t
1
=0, t
2
=1ms, t
3
=10ms.
Respostas: a) v(t)=156.sen.(314,16.t); b) v(t
1
)=0V, v(t
2
)=48,20V e v(t
3
)=0V.

5-) Determine a amplitude, ângulo de fase, período e freqüência da senóide.
v(t)=12.cos.(50.t+10°).
Respostas: V
p
=12V; φ=10°; T=0,1257s e f=7,958Hz.
João Marcio Buttendorff 76
14 FASORES

Fasor é um número complexo que representa a amplitude e fase de uma senóide.
Senóides são facilmente expressas em termos de fasores, os quais são muito mais
fáceis de serem trabalhados do que as funções seno e co-seno.
Os fasores possibilitam uma análise simples de circuitos lineares excitados por
fontes senoidais. As soluções destes circuitos podem ser impossíveis de serem
determinadas de outra maneira. A idéia de resolver circuitos CA usando fasores foi
apresentada por Charles Steinmetz em 1893. Antes de definirmos completamente os
fasores, aplicando-se à análise de circuitos, precisamos nos familiarizar totalmente com os
números complexos.
Um número complexo Z pode ser escrito na forma retangular como:
. Z R j X = + (14.1)
Onde R e X são números reais, enquanto que 1 j = − . O primeiro termo (R) do
número complexo R+j.X denomina-se “parte real” e é representado sobre o eixo dos
números reais. O segundo termo (j.X) é denominada “parte imaginária” e é representado
em um eixo perpendicular ao primeiro, chamado eixo imaginário ou eixo dos números
imaginários. Quando R=0 o número complexo se reduz a um número imaginário puro e de
modo análogo quando X=0 o número complexo se reduz a um real puro. Dois números
complexos R
1
+j.X
1
e R
2
+j.X
2
são iguais somente se R
1
=R
2
e X
1
=X
2
.
Como se vê na Fig. 14-1 o eixo dos números reais é perpendicular ao eixo
imaginário. Os eixos se intersectam em um ponto comum chamado zero. Todo número
complexo pode ser representado por um ponto no plano complexo e todo ponto no plano
complexo representa um número complexo. Ao multiplicar um vetor por j obtém-se o
efeito de girar o vetor de 90° no sentido positivo (anti-horário).

j
Real
-j
Imaginário

Fig. 14-1 – Eixos do plano complexo.

A representação vetorial de um número complexo é por uma flecha e pela letra Z,
cujo início está na origem das coordenadas e a extremidade no ponto que representa o
número complexo no plano.
Na Fig. 14-2 são mostradas as representações vetoriais dos números complexos
R+j.X e R-j.X.

Z=R+j.X
j
-j -j
j
Z=R-j.X
φ
φ
X
X
R
R

Fig. 14-2 – Representação vetorial de números complexos.
João Marcio Buttendorff 77
Na Fig. 14-2 pode-se observar que a parte real de um número complexo é a
projeção do vetor Z sobre o eixo horizontal (real) e a projeção sobre o eixo vertical
(imaginário) constitui a parte imaginária do mesmo. Conforme o teorema de Pitágoras,
pode-se calcular a magnitude do vetor Z, fazendo:
2 2
Z R X = + (14.2)
Onde: |Z| = Magnitude ou módulo de Z;
R = Parte real do número complexo;
X = Parte imaginária do número complexo.
O sentido do vetor é definido através do ângulo de fase φ, que se mede em sentido
anti-horário, tomando como referência o eixo horizontal. A equação matemática para o
ângulo é dada por:
( )
X
tg
R
X
arctg
R
φ
φ
=
=
(14.3)
Conhecendo-se o módulo de Z e o ângulo de fase, pode-se expressar o número
complexo na forma polar, ou exponencial, como sendo:.
Z Z φ = (14.4)
. j
Z Z e
φ
= (14.5)
Por outro lado, se conhecermos |Z| e φ, pode-se determinar R e X.
.cos R Z φ = (14.6)
. X Z senφ = (14.7)
Portanto, Z pode ser escrito como:
( )
.
. . cos .
j
Z R j X Z Z e Z j sen
φ
φ φ φ = + = = = + (14.8)

14.1 O Conjugado de um Número Complexo

Dois números complexos são conjugados entre si se suas partes reais são iguais e as
partes imaginárias são da mesma grandeza, porém de sinais contrários. O conjugado, cujo
símbolo é Z , de um número complexo . Z R j X = + será o número complexo
. Z R j X = − . Na Fig. 14-2 dá-se a representação vetorial de dois números complexos.
Pode-se observar nesta figura que o conjugado Z do número complexo Z é a imagem de Z
com relação ao eixo real.

João Marcio Buttendorff 78
14.2 Soma de Números Complexos

Somam-se números complexos somando as partes reais e imaginárias
separadamente. Por exemplo, dados os números complexos:
1 1 1
2 2 2
.
.
Z R j X
Z R j X
= +
= +

Sua soma será:
1 2 1 2 1 2
( ) .( ) Z Z R R j X X + = + + + (14.9)
O módulo do vetor resultante da soma e seu ângulo de fase (forma polar) são dados
pelas equações (14.10) e (14.11).
( ) ( )
2 2
1 2 1 2
Z R R X X = + + + (14.10)

1 2
1 2
X X
arctg
R R
φ
| | +
=
|
+
\ .
(14.11)

14.3 Subtração de Números Complexos

Subtrai-se um número complexo de outro, subtraindo as partes reais e imaginárias
separadamente. O resultado da subtração é dado pela equação (14.12).
( ) ( )
1 2 1 2 1 2
. Z Z R R j X X − = − + − (14.12)

14.4 Multiplicação de Números Complexos

A multiplicação de números complexos é similar à multiplicação algébrica comum,
ou seja:
2
1 2 1 1 2 2 1 2 1 2 2 1 1 2
. ( . ) ( . ) . . . . . . . Z Z R j X R j X R R j R X j R X j X X = + + + = + + + (14.13)
Como 1 j = − e
2
1 j = − , obtém-se:
( ) ( )
1 2 1 2 1 2 1 2 2 1
. . . . . . Z Z R R X X j R X R X = − + + (14.14)
Uma alternativa é converter os números complexos para a forma polar. Após a
conversão devem-se multiplicar os módulos e somar os ângulos. A equação (14.15)
descreve este procedimento.
1 2 1 2 1 2
. . . Z Z Z Z φ φ = + (14.15)

João Marcio Buttendorff 79
14.5 Divisão de Números Complexos

Para dividir números complexos multiplica-se o numerador e o denominador pelo
conjugado do denominador. Quando se multiplica um número complexo por seu conjugado
obtém um número real puro.
2 2
. ( . ).( . ) Z Z R j X R j X R X = + − = + (14.16)
Na equação (14.17) mostra-se a divisão de dois números complexos:
( ) ( )
( ) ( )
1 1 2 2 1 1 1
2 2 2 2 2 2 2
. . .
.
. . . .
R j X R j X
Z R j X
Z R j X R j X R j X
+ −
+
= =
+ + −
(14.17)
Utilizando a regra de multiplicação de números complexos na equação (14.17),
obtém-se:
( ) ( )
( ) ( )
1 2 1 2 2 1 1 2
1
2 2
2
2 2
. . . . . R R X X j R X R X
Z
Z
R X
+ + −
=
+
(14.18)
Uma alternativa é converter os números complexos para a forma polar. Após a
conversão devem-se dividir os módulos e subtrair os ângulos. A equação (14.19) descreve
este método.
1 1
1 2
2 2
Z
Z
Z Z
φ φ = − (14.19)

14.6 Exercícios

1-) Determine os seguintes números complexos:
a-)
10 30 (3 4)
(2 4).(3 5)
j
j j
− ° + −
+ −

b-) [ ] (5 2).( 1 4) 5 60 j j + − + − °
c-)
10 5 3 40
10 30
3 4
j
j
+ + °
+ °
− +

Respostas: a-) 0, 565 42, 06 − °; b-) –15,5+j13,67; c-) 8,29+j2,2.

2-) Transforme as seguintes senóides em fasores:
a-) ( ) 4. (30. 50 ) v t sen t = + °
b-) ( ) 5. (30. 10 ) i t sen t = + °
c-) ( ) 15. (100. 50 ) p t sen t = − °
d-) ( ) 10. (377. 20 ) 15. (377. 60 ) v t sen t sen t = + ° + − °
e-) ( ) 311. (377. 5 ) 100. (377. 10 ) i t sen t sen t = + ° − − °
f-) ( ) 4. 8. 3. (8. 10 ) v t sen t sen t = + − °
g-) ( ) 40. (50. ) 30.cos(50. 45 ) v t sen t t = + − °
João Marcio Buttendorff 80
Respostas: a-) 4 50 V V = ° ; b-) ( ) 510 i t A = ° ; c-) 15 50 P W = − ° ;
d-). 19, 42 29, 53 V V = − ° ; e-) 215, 9311, 88 I A = ° ; f-) 6, 97 4, 28 V V = − ° ;
g-) 64, 7819,11 V V = °

3-) Transforme as fasores abaixo para senóides.
a-) 10 30 V = − °
b-) .(5 12) I j j = −
c-) 6015 ; 1 V ω = ° =
d-) 6 8; 40 V j ω = + =
e-)
3
0, 5 1, 2; 10 I j ω = − − =
f-) 40 60 V = − °
g-) 3010 50 60 V = − ° + °
Respostas: a-) ( ) 10. ( . 210 ) v t sen t ω = + ° ; b-) ( ) 13. ( . 22, 62 ) i t sen t ω = + ° ;
c-) ( ) 60. ( 15 ) v t sen t = + ° ; d-).10. (40. 53,13 ) sen t + ° ; e-)
3
( ) 1, 3. (10 . 112, 62 ) i t sen t = − ° ;
f-) ( ) 40. ( . 60 ) v t sen t ω = − ° ; g-) ( ) 38, 36. ( . 96, 8 ) v t sen t ω = + °

15 RESPOSTAS DOS COMPONENTES PASSIVOS A
FONTES SENOIDAIS

Nesta seção será abordado o estudo do comportamento da tensão e da corrente em
circuitos contendo elementos passivos quando os mesmos estão submetidos a fontes de
alimentações senoidais.

15.1 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito
Resistivo

O circuito resistivo da Fig. 15-1 é submetido a fonte de tensão senoidal
representada por:
( ) . .
p
v V sen t ω φ = + (15.1)

V R I

Fig. 15-1 – Circuito Resistivo.

De acordo com a lei de Ohm, se a tensão aplicada aos terminais do resistor varia
senoidalmente no tempo, representado pela equação (15.1), a corrente que atravessa o
resistor será dada por:
João Marcio Buttendorff 81
( )
( )
. .
. .
p
p
V sen t
v
i I sen t
R R
ω φ
ω φ
+
= = = + (15.2)
As equações (15.1) e (15.2) contêm uma importante informação – a de que um
resistor não introduz nenhuma diferença de fase entre a corrente e a tensão. A Fig. 15-2
apresenta o comportamento da tensão e da corrente em um resistor. Dizemos que em um
resistor a corrente e a tensão estão em fase, já que ambas atingem valores correspondentes
de sua curva ao mesmo tempo (passam simultaneamente pelo pico, por exemplo).

-Vp
0
Vp
Ip
-Ip

Fig. 15-2 – Comportamento da tensão e da corrente em um resistor.

15.2 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito
Puramente Indutivo

Para determinar a relação entre a tensão aplicada aos terminais de um indutor e a
corrente que atravessa o mesmo, conforme apresentado na Fig. 15-3, vamos supor que a
corrente é senoidal e usar a equação da tensão no indutor ( ( ) . ( )
L
v t L di t dt = ) para calcular
a tensão correspondente. Supondo que a corrente é dada por:
( ) . ( . )
L P
i t I sen t ω φ = + (15.3)

V L I

Fig. 15-3 – Circuito indutivo.

Substituindo a equação (15.3) na equação da tensão no indutor, obtém-se:

( )
( ) .
. ( . )
( ) .
L
P
L
di t
v t L
dt
dI sen t
v t L
dt
ω φ
=
+
=
(15.4)
Derivando em função do tempo, obtém-se:
( ) . . .cos( . ) . . . ( . 90 )
o
L P P
v t L I t L I sen t ω ω φ ω ω φ = + = + + (15.5)
A equação (15.5) mostra que a tensão e a corrente estão defasadas de exatamente
90°. Na verdade, a tensão está adiantada de 90° em relação à corrente, ou, o que na prática
João Marcio Buttendorff 82
significa a mesma coisa, a corrente está atrasada de 90° em relação à tensão. A Fig. 15-4
ilustra este conceito de tensão adiantada em relação à corrente ou corrente atrasada em
relação à tensão. Por exemplo, a tensão atinge o pico negativo exatamente 90° antes que a
corrente atinja o pico negativo. A mesma observação pode ser feita em relação aos pontos
em que as funções passam pelo zero no sentido crescente e em relação ao pico positivo.

-Vp
0
Vp
Ip
-Ip

Fig. 15-4 – Comportamento da tensão e da corrente em um indutor.

Aplicando-se a lei de Ohm nas equações (15.3) e (15.5), obtém-se:

. . . ( . 90 )
. ( . )
. . ( . 90 )
( . )
o
L P
L
L P
o
L
V L I sen t
Z
I I sen t
L sen t
Z
sen t
ω ω φ
ω φ
ω ω φ
ω φ
+ +
= =
+
+ +
=
+
(15.6)
Convertendo a equação (15.6) para a forma polar, temos:

. 90
1
. 90
o
L
o
L
L
Z
Z L
ω φ
φ
ω
+
=
=
(15.7)
Ou:
. .
L
Z j L ω = (15.8)
Os termos . . j L ω na equação, representam a impedância do indutor no domínio da
freqüência, medida em Ohms.
Analisando a equação (15.8), pode-se observar que a impedância do indutor é
diretamente proporcional à freqüência e a indutância. A Fig. 15-5 apresenta a variação da
reatância com a freqüência.

f(Hz)
X
L
(Ω)

Fig. 15-5 – Variação da reatância com a freqüência.
João Marcio Buttendorff 83
15.3 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito
Puramente Capacitivo

Para determinar a relação entre a tensão aplicada aos terminais de um capacitor e a
corrente que atravessa o mesmo, conforme apresentado na Fig. 15-6, vamos supor que a
tensão é senoidal e usar a equação da corrente no capacitor ( ( ) . ( )
C
i t C dv t dt = ) para
calcular a corrente correspondente. Supondo que a tensão é dada por:
( ) . ( . )
C P
v t V sen t ω φ = + (15.9)

V C
I

Fig. 15-6 – Circuito capacitivo.

Substituindo a equação (15.9) na equação da corrente no capacitor, obtém-se:

( )
( ) .
. ( . )
( ) .
C
P
C
dv t
i t C
dt
dV sen t
i t C
dt
ω φ
=
+
=
(15.10)
Derivando em função do tempo, obtém-se:
( ) . . .cos( . ) . . . ( . 90 )
o
C P P
i t CV t CV sen t ω ω φ ω ω φ = + = + + (15.11)
A equação (15.11) mostra que a tensão entre os terminais de um capacitor está
atrasada de exatamente 90° em relação à corrente que o atravessa. Outra forma de
descrever a relação é dizer que a corrente está adiantada de 90° em relação à tensão. A Fig.
15-7 mostra o comportamento da tensão e da corrente em um capacitor.

-Vp
0
Vp
-Ip
Ip

Fig. 15-7 - Comportamento da tensão e da corrente em um capacitor.

Aplicando-se a lei de Ohm nas equações (15.9) e (15.11), obtém-se:

. ( . )
. . . ( . 90 )
( . )
. . ( . 90 )
C P
C o
C P
C o
V V sen t
Z
I CV sen t
sen t
Z
C sen t
ω φ
ω ω φ
ω φ
ω ω φ
+
= =
+ +
+
=
+ +
(15.12)
João Marcio Buttendorff 84
Convertendo a equação (15.12) para a forma polar, temos:

1
. 90
1 90
.
C o
C
Z
C
Z
C
φ
ω φ
ω
=
+

=
(15.13)
Ou:
.
C
j
Z
C ω

= (15.14)
Os termos . j C ω − na equação, representam a impedância do capacitor no domínio
da freqüência, medida em Ohms.
Através da equação (15.14), pode-se observar que a impedância capacitiva é
inversamente proporcional a freqüência e a capacitância. A Fig. 15-8 mostra a variação da
impedância com a freqüência.

X
C
(Ω)
f(Hz)

Fig. 15-8 – Variação da reatância em função da freqüência.

15.4 Impedância e Reatância

Concluímos esta discussão do comportamento dos elementos passivos no domínio
da freqüência com uma observação importante. Quando comparamos as equações (15.2),
(15.6) e (15.12), observamos que todas são da forma:
. V Z I = (15.15)
Onde Z representa a impedância do elemento. Explicitando Z na equação (15.15),
vemos que a impedância é a razão entre a tensão fasorial de um elemento do circuito e a
corrente que o atravessa. Assim, a impedância de um resistor é R, a impedância de um
indutor é . . j L ω e a impedância de um capacitor é / . j C ω − . Nos três casos a impedância é
medida em ohms.
A impedância no domínio da freqüência é uma grandeza análoga à resistência, à
indutância e à capacitância no domínio do tempo. A parte real da impedância é a
resistência; a parte imaginária é chamada de reatância. Os valores de impedância e
reatância de todos os elementos passivos são apresentados na tabela abaixo.
João Marcio Buttendorff 85
Elemento Impedância (Z) Reatância (X)
Resistor R -
Indutor . . j L ω .L ω
Capacitor (1 . ) j C ω − 1 .C ω

Na Fig. 15-9 mostra-se um circuito que contém os três elementos passivos: resistor,
indutor e capacitor. A impedância Z do circuito pode ser representada na forma retangular
ou na forma polar.
A impedância do circuito da Fig. 15-9 na forma retangular é dada por:
.
1
. .
.
Z R j X
Z R j L
C
ω
ω
= +
| |
= + −
|
\ .
(15.16)
Na forma polar a impedância é definida por:
Z Z φ = (15.17)
Onde:
2
2 2 2
1
.
.
1
.
.
Z R X R L
C
L
X
C
arctg arctg
R R
ω
ω
ω
ω
φ
| |
= + = + −
|
\ .
| |

|
= =
|
\ .
(15.18)

V
L R C
I
+
j.ω.L
-j/ω.C

Fig. 15-9 – Circuito de CA com R, L e C.

Para converter da forma polar para retangular basta aplicar a equação (15.19).
( ) ( ) .cos . . Z Z j Z sen θ θ = + (15.19)

15.5 Exemplo de Aplicação

De acordo com o circuito a seguir, calcule v(t):

João Marcio Buttendorff 86
v(t)
C
i(t)
C=200uF
i(t)=7.sen.(754.t+15°)


Inicialmente pode-se calcular a impedância capacitiva.
6
6, 631 6, 632 90
. 754.200.10
C
j j
Z j
C ω

− −
= = = − Ω = − °Ω
Convertendo a corrente para a forma polar, obtém-se:
715 I A = °
Assim, a tensão da fonte é obtida por:
. 6, 631 90 .715
46, 42 75
C
V Z I
V V
= = − ° °
= − °

É importante observa que os cálculos foram efetuados levando-se em consideração
a corrente de pico, o que resulta na tensão de pico. Caso deseja-se obter a tensão eficaz da
fonte basta dividir o valor obtido por 2 . Assim:
32, 822 75
rms
V V = − °
Convertendo a tensão da fonte para o domínio do tempo, tem-se:
( ) 46, 417. (754. 75 ) v t sen t V = − °

15.6 Exercícios

1-) A corrente no domínio do tempo no indutor abaixo é 10.sen(10000.t+30°)mA. Calcule:
a) A reatância indutiva;
b) A impedância do indutor;
c) A tensão fasorial (forma polar);
d) A expressão da tensão no domínio do tempo.

20mH
I
+
_

Respostas: a) 200Ω; b) j200Ω; c)
0
2120
P
V ; d) 2.sen(10000.t+120°)V.

2-) A tensão entre os terminais do capacitor abaixo é 30.sen(4000.t+25°)V. Calcule:
a) A reatância capacitiva;
b) A impedância do capacitor;
c) A corrente fasorial (forma polar);
d) A expressão da corrente no domínio do tempo.

5uF
+
I
_

Respostas: a) 50Ω; b) –j50Ω; c)
0
0, 6115
P
A ; d) 0,6.sen(4000.t+115°)A
João Marcio Buttendorff 87
3-) Sabe-se que a corrente em uma capacitância de C=30uF é i(t)=12.sen.(2000.t)A.
Determine a tensão e construa o diagrama fasorial.
Resposta: v(t)=200.sen.(2000.t-90°)V

4-) De acordo com o circuito a seguir, calcule v(t).

v(t) L
i(t)
L=0,01H
i(t)=5.cos.(2000.t)A

Resposta: v(t)=100.cos.(2000.t+90°) V

5-) Determine v(t) e i(t) no circuito abaixo:

5R
0,1F v
v(t)=10.sen(4.t)
+
_
i

Respostas: i(t)=1,79.sen.(4.t+26,56°)A e v(t)=4,47.sen.(4.t-63,43°)V

16 ASSOCIAÇÃO DE IMPEDÂNCIAS

As regras para combinar impedâncias em série, em paralelo ou mista são as
mesmas dos circuitos resistivos. A única diferença está no fato de que para combinar
impedâncias é preciso manipular números complexos.

16.1 Associação em Série de Impedâncias

Para combinar impedâncias em série, basta somar as impedâncias individuais. O
circuito da Fig. 16-1 define o problema em termos gerais. As impedâncias Z
1
, Z
2
,..., Z
n

estão ligadas em série entre os terminais a e b. Quando duas ou mais impedâncias estão
ligadas em série, são atravessadas pela mesma corrente fasorial I.

Z1
a
Z2 Zn
b
+
_
Vab
I

Fig. 16-1 – Impedâncias em série.

Aplicando-se a lei de Kirchhoff das tensões obtém-se:
1 2
. . ... .
ab n
V Z I Z I Z I = + + + (16.1)
João Marcio Buttendorff 88
Assim, a impedância equivalente entre os terminais a e b será:
1 2
...
ab
eq ab n
V
Z Z Z Z Z
I
= = = + + + (16.2)
A Fig. 16-2 apresenta o circuito equivalente.

I
Zeq
a
b
+
_
Vab

Fig. 16-2 – Circuito equivalente.

16.2 Associação em Paralelo de Impedâncias

A Fig. 16-3 apresenta um circuito com várias impedâncias em paralelo no domínio
da freqüência. Observe que a tensão é a mesma entre os terminais de todas as impedâncias.
A equação da impedância equivalente é obtida aplicando-se a lei das correntes de
Kirchhoff. Desta forma:

I
a
I1 I2 In
Z1 Z2 Zn
b
V
+
_

Fig. 16-3 – Impedâncias em paralelo.


1 2
...
n
I I I I = + + + (16.3)
Substituindo-se as correntes pela lei de Ohm para o domínio da freqüência, obtém-
se:

1 2
...
eq n
V V V V
Z Z Z Z
= + + + (16.4)
Dividindo-se por V, obtêm-se:
1 2
1 1 1 1
...
eq n
Z Z Z Z
= + + + (16.5)

1 2
1
1 1 1
...
eq
n
Z
Z Z Z
=
+ + +
(16.6)
Para o caso particular de duas impedâncias associadas em paralelo pode-se utilizar
a equação (16.7):
João Marcio Buttendorff 89

1 2
1 2
.
eq
Z Z
Z
Z Z
=
+
(16.7)
16.3 Transformação Estrela-Triângulo

A transformação estrela triângulo discutida anteriormente, quando estávamos
estudando circuitos puramente resistivos, também se aplica a impedâncias. A Fig. 16-4
apresenta três impedâncias ligadas em estrela (a) e o circuito equivalente em triângulo (b).

Z1
Z3 Zb
Z2
Za
Zc
1 1
2 2
3
3
4 4
(a)
(b)

Fig. 16-4 – Equivalência entre a conexão (a) estrela e (b) triângulo.

16.3.1 Conversão de Triângulo para Estrela

Quando o circuito original está na conexão triângulo, pode-se converter o circuito
para estrela utilizando-se as seguintes relações:
1
.
b c
a b c
Z Z
Z
Z Z Z
=
+ +
(16.8)
2
.
a c
a b c
Z Z
Z
Z Z Z
=
+ +
(16.9)
3
.
a b
a b c
Z Z
Z
Z Z Z
=
+ +
(16.10)
A regra para a conversão triângulo-estrela é, portanto: cada impedância do circuito
em estrela é o produto das impedâncias dos dois ramos adjacentes do triângulo dividido
pela soma das três impedâncias do triângulo.

16.3.2 Conversão de Estrela para Triângulo

Quando o circuito original está na conexão estrela, pode-se converter o circuito
para triângulo utilizando-se as seguintes relações:
1 2 2 3 3 1
1
. . .
a
Z Z Z Z Z Z
Z
Z
+ +
= (16.11)
1 2 2 3 3 1
2
. . .
b
Z Z Z Z Z Z
Z
Z
+ +
= (16.12)
João Marcio Buttendorff 90
1 2 2 3 3 1
3
. . .
c
Z Z Z Z Z Z
Z
Z
+ +
= (16.13)
A regra para a conversão estrela-triângulo é, portanto: cada impedância do circuito
em triângulo é o produto das impedâncias da estrela duas a duas dividido pela impedância
oposta da estrela.

16.4 Exemplo de Aplicação

A fonte de corrente senoidal da figura abaixo produz uma corrente
i
S
=8.sen.(200.000.t)A
a) Determine o circuito equivalente no domínio da freqüência;
b) Determine a tensão da fonte e as correntes i
1
, i
2
e i
3.


Iac
1uF
10R
6R
40uH
I1
I2 I3


Inicialmente deve-se obter a transformada fasorial da fonte de corrente.
8 0 Iac A = °
A freqüência da fonte de corrente é dada por:
200.000
2. .
200.000
31, 831
2. 2.
rad s
f
f kHz
ω
ω π
ω
π π
=
=
= = =
(16.14)
As impedâncias individuais dos indutores e capacitores podem ser obtidas em
função da freqüência ou da freqüência angular.

3 6
. . .2. . .
.200.10 .40.10
8
L
L
L
Z j L j f L
Z j
Z j
ω π

= =
=
= Ω
(16.15)

3 6
1 1
. .
. 2. . .
1
.
200.10 .1.10
5
C
C
C
Z j j
C f C
Z j
Z j
ω π

= − = −
= −
= − Ω
(16.16)
João Marcio Buttendorff 91
A Fig. 16-5 apresenta o circuito equivalente no domínio da freqüência.

-j5
10R
6R
j8
8
A
°
0

Fig. 16-5 – Circuito equivalente no domínio da freqüência.

Observando-se o circuito equivalente da Fig. 16-5, verifica-se que para determinar
a tensão entre os terminais da fonte de corrente é preciso conhecer a impedância
equivalente das impedâncias em paralelo.Uma vez calculada a tensão fasorial V, pode-se
obter as três correntes fasorias. A impedância série, formada pelo resistor e indutor é dada
por:
6 8
S
Z j = + Ω
Para facilitar a resolução das impedâncias em paralelo, é preciso passar as mesmas
para a forma polar, obtendo-se:

2 2 2 2
6 8
10
8
6
53,13
10 53,13
S L
S
L
S
Z R X
Z
X
arctg arctg
R
Z
θ
θ
= + = +
=
| | | |
= =
| |
\ . \ .
= °
= °Ω
(16.17)
10 0
R
Z = °Ω
5 90
C
Z = − °Ω
A impedância equivalente é obtida aplicando-se a equação (16.6).

1 1
1 1 1 1 1 1
10 0 10 53,13 5 90
5 36, 87
eq
R S C
eq
Z
Z Z Z
Z
= =
+ + + +
° ° − °
= − °Ω
(16.18)
A tensão V é dada por:

. 5 36,87 .8 0
40 36, 87
eq S
V Z I
V V
= = − ° °
= − °
(16.19)
Assim, as correntes são obtidas por:
João Marcio Buttendorff 92

1
40 36, 87
4 36, 87
10 0
R
V
I A
Z
− °
= = = − °
°
(16.20)

2
40 36, 87
4 90
10 53,13
S
V
I A
Z
− °
= = = − °
°
(16.21)

3
40 36, 87
8 53,13
5 90
C
V
I A
Z
− °
= = = °
− °
(16.22)
As equações correspondentes no domínio do tempo são:

1
2
3
40. (200.000. 36, 87 )
4. (200.000. 36,87 )
4. (200.000. 90 )
8. (200.000. 53,13 )
v sen t V
i sen t A
i sen t A
i sen t A
= − °
= − °
= − °
= + °
(16.23)
É importante observar que os resultados acima representam os valores de pico das
tensões e correntes no circuito. Para obter os valores eficazes ou rms basta dividir os
valores de pico por 2 , ou calcular o valor eficaz da fonte de corrente e efetuar todos os
cálculos novamente.

16.5 Exercícios

1-) Determine a impedância equivalente e a corrente da fonte do circuito abaixo.

2,55mH
1,59uF
24R
2kHz
30V

Respostas: Z
eq
=24-j18 e I=0,8+j0,6A.

2-) Determine no circuito abaixo:
a) A impedância total do circuito;
b) A corrente total da fonte;
c) As correntes nos respectivos componentes.

100mH 30R
120V
44uF
60Hz

Respostas: a-) 27,55+j8,21; b-) 4-j1,192A e c-) I
R
=4A; I
L
=-j3,183A e I
C
=j1,99A.
João Marcio Buttendorff 93
3-) Um resistor de 20Ω é ligado em paralelo com um indutor de 5mH. Esta combinação em
paralelo é ligada em série com um resistor de 5Ω e um capacitor de 25µF.
a) Calcule a impedância do circuito para uma freqüência de 318,31Hz;
b) Repita o item (a) para uma freqüência de 8k rad/s.
Respostas: a) 9-j12Ω; b) 21+j3Ω.

4-) O circuito do exercício anterior é ligado aos terminais de uma fonte cuja tensão é
v(t)=150.sen.4000.t V. Qual é a corrente de pico e eficaz no indutor de 5mH?
Respostas: 7, 07 45
pk
I A = − ° e 5 45
ef
I A = − ° .

5-) Três ramos, com impedâncias de 3+j4Ω, 16-j12Ω e –j4Ω, são ligados em paralelo.
Determine a impedância equivalente. Se o circuito for ligado a uma fonte senoidal cuja
corrente é i(t)=8.sen.(ω.t)A, qual será a amplitude da corrente no ramo puramente
capacitivo?
Respostas: 5 36, 87 4 3
eq
Z j = − ° = − Ω e I=10A.

6-) Determine a tensão Vo (domínio do tempo) no circuito abaixo para i
g
(t)=0,5.sen.2000.t
V.

12,5uF
ig
120R 40R
60mH Vo
+
_

Resposta: ( ) 30. 2. (2000. 45 )
o
v t sen t V = + ° .

7-) Determine a impedância de entrada do circuito abaixo para 10 / rad s ω = .

2H
50R
20R 2mF
4mF

Resposta: 32, 38 73, 76 Z j = −

8-) Determine a impedância de entrada do circuito abaixo. Considere que o circuito opera
com 50 / rad s ω = .

8R
0,2H
10mF
3R
2mF
Zin

Resposta: 3, 22 11, 07 Zin j = − Ω
João Marcio Buttendorff 94
9-) Determine a corrente I.

j4
I
-j4
2R
12R 8R
-j3
j6
8R
50 0°

Resposta: 3, 666 4, 204 I A = − °

10-) Determine I no circuito abaixo.

-j2
-j3
10R
j5
8R
5R
j4
30 V ° 0
I

Resposta: 6, 364 3, 802 I A = °

11-) Determine V
S
no circuito abaixo, para 2 0 Io A = ° .

j2 j4
2R 1R
-j2 -j1
Vs
Io

Resposta: 8, 485 45 Vs V = − °

12-) Calcule v(t) no circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 95
50R
60.sen(200.t) V
50uF
0,1H
30R
v(t)
+
_

Resposta: v(t)=17,14.cos(200.t)V.

17 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS NO DOMÍNIO DA
FREQÜÊNCIA

Pode-se também usar o método das correntes de malha para analisar circuitos no
domínio da freqüência. O método é idêntico ao utilizado na análise de circuitos puramente
resistivos. Na seção 8, discutiu-se as técnicas básicas do método das correntes de malha; a
extensão deste método aos circuitos no domínio da freqüência é ilustrada no exemplo a
seguir.

17.1 Exemplo de Aplicação

Use o método das correntes de malha para determinar as tensões V
1
, V
2
e V
3
no
circuito da Fig. 17-1.

V3
1R
+
j2R
V1
1R
_
+
+
_
+
12R
V2
-j16R
+
j3R
150 V 0°
_
_
_
246,66 V 108,43°
I2 I1

Fig. 17-1 – Circuito do exemplo.

Como o circuito apresenta duas malhas, devem-se escrever duas equações para as
correntes das malhas. O sentido de referência escolhido para as correntes das malhas I
1
e I
2

é o sentido horário, como se pode ver na Fig. 17-1. Uma vez conhecidas as correntes I
1
e
I
2
, é fácil calcular as tensões desejadas. Somando-se as quedas de tensões ao longo da
malha 1, obtém-se:
1 1 2
(1 2). (12 16).( ) 150 j I j I I + + − − = (17.1)
Ou

1 2
(13 14). ( 12 16). 150 j I j I − + − + = (17.2)
João Marcio Buttendorff 96
Somando as tensões ao longo da malha 2, obtém-se:

2 1 2
(12 16).( ) (1 3). 77, 98 234, 01 j I I j I j − − + + = − (17.3)
Ou

1 2
( 12 16). (13 13). 77, 98 234, 01 j I j I j − + + − = − (17.4)
Desta foram:
1 2
1 2
(13 14). ( 12 16). 150
( 12 16). (13 13). 77, 98 234, 01
j I j I
j I j I j
− + − + =
− + + − = −
(17.5)
Resolvendo-se o sistema de equações acima, tem-se:

1
2
26 52 58,14 116, 56
24 58 62, 77 112, 48
I j A A
I j A A
= − − = − °
= − − = − °
(17.6)
Assim, as três tensões pedidas são:

1 1
(1 2). 2, 24 63, 43 .58,14 116, 56 130, 23 53,13 V j I V = + = ° − ° = − ° (17.7)

2 1 2
2
(12 16).( ) (12 16).( 26 52 24 58)
20 53,13 .6, 324108, 43 126, 48 55, 3
V j I I j j j
V V
= − − = − − − + +
= − ° ° = °
(17.8)

3 2
(1 3). 3,16 71, 56 .62, 77 112, 48 198, 35 40, 92 V j I V = + = ° − ° = − ° (17.9)

17.2 Exercícios

1-) Determine i
x
(t) e v
c
(t) no circuito abaixo.

0,125F
10.cos(2.t-60°)V 4H
3R
5.cos(2.t+10°)A
ix
- vc +

Respostas: i
x
(t)=9,903.cos(2.t-129,17°)A e v
c
(t)=39,612.cos(2.t+140,83°)V.

2-) Determine i(t) e v
c
(t) usando a análise de malhas.

4R
+
10.sen(2.t)V
2H
0,25F
6.sen(2.t)V
i(t)
+
v(t)
+
_

Respostas: i(t)=4,122.sen(2.t+14,032°)A e v
c
(t)=8,244.sen(2.t-75,968)V.
João Marcio Buttendorff 97
3-) Use o método das correntes de malha para determinar a corrente fasorial I
g
no circuito
abaixo.

-j3 5R
+
j3
j2
Ig
V 5 -90° A 5 0°

Resposta: 3 90
g
I A = − ° .

4-) Use o método das correntes de malha para determinar a equação de i
o
(t) no circuito
abaixo.
v
1
(t)=60.sen.(40000.t+90°)V
v
2
(t)=90.sen.(40000.t+180°)V

125uH V1
20R
+
1,25uF
+
V2
io(t)

Resposta: i
o
(t)=9,49.sen.(40000.t+71,56°)

5-) Use o método das correntes de malha para determinar as tensões V
1
, V
2
e V
3
no circuito
abaixo.

+
1R
-j16
j2
12R
+ V1 -
j3
150 V
°
0
+
Ix
39.Ix
_
+ V3 -
1R
V2
+
_

Respostas:
1
78 104 V j V = − ;
2
72 104 V j V = + e
3
150 130 V j V = − .

6-) Use o método das correntes de malha para determinar a corrente fasorial I.

1R
-j5
2R
j2
3R
33,8 V
°
0
I
0,75.Vx
Vx
+
_
+

Resposta: 29, 07 3, 95 I A = °
João Marcio Buttendorff 98
7-) Determine a corrente Io no circuito abaixo usando a análise de malhas.

j10
4R
-j2
Io
8R
-j2
5 A
°
0
20 V 90°
+

Resposta: 6,12144, 78
o
I A = °

8-) Utilize a análise de malhas para determinar a corrente Io no circuito.

+
-j40
+
20R
j60
80R
-j40
Io
100 V 120° 60 V -30°

Resposta: 2,179 61, 44 Io A = °

9-) Determine Io usando a análise de malha.

8R
6R
j4
Io
-j2
+
10 V 30°
2 V 0°

Resposta: 1,194 65, 45 Io A = °

10-) Determine a corrente das malhas do circuito abaixo.

-j6
j1
j2
j4 3R
3R
2R
30 V 20°

Respostas:
1
4, 67 20,17 I A = − ° e
2
1, 79 37, 35 I A = ° .
João Marcio Buttendorff 99
18 MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓ NO DOMÍNIO DA
FREQÜÊNCIA

Na seção 9, apresentaram-se os conceitos básicos do método das tensões de nó. Os
mesmos conceitos podem ser usados para analisar circuitos senoidais no domínio da
freqüência. O exemplo abaixo ilustra a solução de um circuito pelo método das tensões de
nó.

18.1 Exemplo de Aplicação

Use o método das tensões de nó para determinar as correntes de ramo I
a
, I
b
e I
c
no
circuito da Fig. 18-1.

10R
-j5
1R 5R
j2
10,6 A 0° 82,36 V
24,07°
Ib
Ic
Ia
V1 V2

Fig. 18-1 – Circuito do exemplo.

O circuito da Fig. 18-1 pode ser descrito em termos de duas tensões de nó. Como
quatro ramos estão ligados ao nó inferior, ele é o mais indicado para ser escolhido como nó
de referência. Somando as correntes no nó 1 (V
1
), tem-se:

1 1 2
10, 6
10 1 2
V V V
j

+ =
+
(18.1)
Ou

1 2
(0, 3 0, 4). ( 0, 2 0, 4). 10, 6 j V j V − + − + = (18.2)
Somando-se as correntes no nó 2 (V
2
), obtém-se:

2
2 1 2
82, 36 24, 07
5 5 1 2
V
V V V
j j
− °

+ =
− +
(18.3)
Ou

1 2
( 0, 2 0, 4). (0, 4 0, 2). 15, 04 6, 72 j V j V j − + + − = + (18.4)
Desta forma:

1 2
1 2
(0, 3 0, 4). ( 0, 2 0, 4). 10, 6
( 0, 2 0, 4). (0, 4 0, 2). 15, 04 6, 72
j V j V
j V j V j
− + − + =
− + + − = +
(18.5)
Resolvendo-se o sistema de equações acima, obtém-se:
João Marcio Buttendorff 100

1
2
68, 4 16, 8 70, 43 13, 8
68 26 72,8 20, 92
V j V V
V j V V
= − = − °
= − = − °
(18.6)
Assim, as correntes de ramo são:

1
68, 4 16,8
6,84 1, 68 7, 04 13,8
10 10
a
V j
I j A A

= = = − = − ° (18.7)

2
82, 36 24, 07 72, 8 20, 92 82, 36 24, 07
5 5
1, 44 11, 92 12 96, 89
b
b
V
I
I j A A
− ° − ° − °
= =
= − − = − °
(18.8)

2
72, 8 20, 92
5, 2 13, 6 14, 56 69, 08
5 5 90
c
V
I j A A
j
− °
= = = + = °
− − °
(18.9)

18.2 Exercícios

1-) Determine i
o
(t) no circuito abaixo utilizando análise nodal.

4.sen(10.t-45°)A 20.sen(10.t-60°)V 1H
10R
0,02F
i(t)
+ v(t) -

Respostas: i(t)=4,21.sen(10.t+175°)A e v(t)=28,16.sen(10.t+60,96°)V.

2-) Utilize o método das tensões nos nós para obter a corrente I no circuito abaixo.

-j2
+
2R 4R 5R
j2 V 50 90° V 50 0°
+
I

Resposta: 12, 38 17, 75 I A = − ° .

3-) Use o método das tensões de nó para determinar v(t) no circuito abaixo. As fontes
senoidais são i
S
=10.sen(ω.t+90°)A e v
S
=100.sen(ω.t)V, onde ω=50k rad/s.

5R
9uF
is
100uH
vs
+
v(t)
+
_
20R

Resposta: v(t)=31,62.sen(50000.t+18,43°)V.
João Marcio Buttendorff 101
4-) Use o método das tensões de nó para determinar a tensão fasorial entre os terminais do
capacitor. Considere que a tensão é positiva no terminal do lado esquerdo do capacitor.

-j3 5R
+
j3
j2
Ig
V 5 -90° A 5 0°

Resposta: 17, 5 59, 02
C
V V = − °

5-) Use o método das tensões de nó para determinar V
o
no circuito abaixo.

j40
+
40R
60R
j20 V 100 0°
+
_
Vo

Resposta: 15, 8118, 43
o
V V = °

6-) Use o método das tensões de nó para determinar v
o
(t) no circuito.
v
1
(t)=10.sen.(5000.t+143,13°)V
v
2
(t)=8.sen.(5000.t)V

6R
0,4mH 50uF
+
+
+
_
vo(t) V1 V2

Resposta: v
o
(t)=11,98.sen.(5000.t+89,94°)V.

7-) Determine ix(t) no circuito abaixo usando a análise nodal.

1H
10R
0,5H
+
20.cos(4.t) V
0,1F
Ix
2.Ix

Resposta: ( ) 7, 59.cos(4. 108, 4 )
x
i t t A = + °

8-) Usando a análise nodal, determine v
1
e v
2
no circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 102
10.sen(2.t) A 2R
0,2F
2H 3.Vx
4R
+
-
+
Vx
_
v1 v2

Respostas:
1
( ) 11, 32. (2. 60 ) v t sen t V = + ° e
2
( ) 33. (2. 57,1 ) v t sen t V = + ° .

9-) Determine V
1
e V
2
no circuito abaixo.

V1
-j3
j6
4R
+
12R
V2
A 3 0°
V 10 45°

Respostas:
1
25, 78 70, 48 V V = − ° e
2
31, 41 87,18 V V = − °

10-) Utilize a análise nodal para determinar v
o
no circuito abaixo.

+
30R Vo
10mH 20R
20R
50uF
10.cos(1000.t) V
Io
4.Io
+
_

Resposta: ( ) 6,154.cos(1000. 70, 26 )
o
v t t V = + °

19 TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO

Como os circuitos CA são lineares, o teorema da superposição pode ser aplicado da
mesma maneira que aplica-se em circuitos CC. O teorema se torna importante se o circuito
possuir fontes operando em freqüências diferentes. Neste caso, como as impedâncias
dependem da freqüência, deve-se ter diferentes circuitos no domínio da freqüência para
cada freqüência. A resposta total é obtida pela soma das respostas individuais no domínio
do tempo.

19.1 Exemplo de Aplicação 1

Considere o circuito da Fig. 19-1, onde existem duas fontes independentes. Deseja-
se obter a corrente (Io) fornecida pela fonte de tensão.
João Marcio Buttendorff 103
j10
4R
-j2
Io
8R
-j2
5 A
°
0
20 V 90°
+

Fig. 19-1 – Circuito de exemplo.

Seja:
' ''
o o o
I I I = +
Na qual I
o
’ e I
o
’’ são devidos à fonte de tensão e corrente, respectivamente.
Considere o circuito da Fig. 19-2 para determinar I
o
’.

j10
4R
-j2
Io'
8R
-j2
20 V 90°
+

Fig. 19-2 – Circuito equivalente para fonte de tensão.

A combinação paralela das impedâncias 2 j − e 8 10 j + e obtida por:

2.(8 10)
0, 25 2, 25
2 8 10
j j
Z j
j j
− +
= = − Ω
− + +
(19.1)
Assim, a corrente I
o
’ será:

20 90 20 90
' 2, 353 2, 353
4 2 (4 2) (0, 25 2, 25)
o
I j A
j Z j j
° °
= = = − +
− + − + −
(19.2)
Para determinar I
o
’’,considere o circuito da Fig. 19-3.

j10
4R
-j2
Io''
8R
-j2
5 A
°
0
I3
I2
I1

Fig. 19-3 – Circuito equivalente para a fonte de corrente.
João Marcio Buttendorff 104
Aplicando-se a análise de malhas no circuito, obtém-se:
Malha 1:

1 2 3
(8 8). 2. 10. 0 j I j I j I + + − = (19.3)
Malha 2:

1 2 3
2. (4 4). 2. 0 j I j I j I + − + = (19.4)
Malha 3:

3
5 I = (19.5)
Solucionando-se o sistema de equações, obtém-se:

1
2
3
2, 647 2, 941
2, 647 1,176
5
I j A
I j A
I A
= +
= −
=

Desta forma, a corrente I
o
’’, será obtida por:

2
'' 2, 647 1,176
o
I I j = − = − + (19.6)
A partir das equações (19.2) e (19.6), pode-se estabelecer a corrente I
o
como sendo:

' '' ( 2, 353 2, 353) ( 2, 647 1,176)
5 3, 529 6,12144, 78
o o o
o
I I I j j
I j A
= + = − + + − +
= − + = °
(19.7)

19.2 Exemplo de Aplicação 2

Determine v
o
no circuito da Fig. 19-4 usando o teorema da superposição.

10.sen(2.t) V
5V
2H 1R
0,1F
+
4R
2.sen(5.t-90°)A
+ Vo -

Fig. 19-4 – Circuito de exemplo.

Como o circuito opera com três freqüências diferentes ( 0 ω = para a fonte de
alimentação CC), uma maneira de se obter a solução é a utilização da superposição, a qual
separa o problema em problemas de freqüência única. Portanto seja:

1 2 3 o
v v v v = + + (19.8)
Na qual v
1
é devido à fonte CC de 5V, v
2
é devido à fonte de tensão de 10.sen(2.t) V
e v
3
é devido à fonte de corrente de 2.sen(5.t-90°) A
João Marcio Buttendorff 105
Para determinar v
1
, ajusta-se todas as fontes para zero, exceto a fonte de 5V.
Lembre-se que, em regime permanente CC, o capacitor é um circuito aberto, enquanto que
o indutor é um curto-circuito. Existe uma maneira alternativa de se abordar este fato. Como
0 ω = , . . 0 j L ω = e / . j C ω − = ∞ . O circuito equivalente é apresentado na Fig. 19-5.

1R
+ V1 -
4R
5V

Fig. 19-5 – Circuito equivalente para fonte CC.

Aplicando-se divisor de tensão.

1
5.1
1
1 4
v V

= = −
+
(19.9)
Para determinar v
2
, ajusta-se para zero a fonte de tensão CC de 5V, elimina-se a
fonte de corrente e converte-se o circuito para o domínio da freqüência. O circuito
equivalente é mostrado na Fig. 19-6.

1R
+ V2 -
4R
-j5
+
j4
V 10 0°

Fig. 19-6 – Circuito equivalente para fonte de tensão CA.

A impedância paralela é obtida por:

4.( 5)
2, 439 1, 941
4 5
j
Z j
j

= = − Ω

(19.10)
Aplicando-se divisor de tensão, obtém-se:

2
1.10 0 10
2, 498 30, 79
1 4 (1 4) (2, 439 1, 941)
V A
j Z j j
°
= = = − °
+ + + + −
(19.11)
Passando para o domínio do tempo.

2
( ) 2, 498. (2. 30, 79 ) v t sen t V = − ° (19.12)
Para obter v
3
, ajustamos as fontes de tensão para zero e transforma-se o restante do
circuito para o domínio da freqüência. O circuito equivalente á apresentado na Fig. 19-7.

João Marcio Buttendorff 106
1R 4R
-j2
+ V3 -
j10 A 2 -90°
I1

Fig. 19-7 – Circuito equivalente para a fonte de corrente.

A impedância paralela é obtida por:

1
4.( 2)
0, 8 1, 6
4 2
j
Z j
j

= = − Ω

(19.13)
Aplicando-se divisor de corrente, obtém-se:

1
1
1
10 10
.2 90 .2 90
10 (1 ) 10 (1, 8 1, 6)
2, 328 77, 9
j j
I
j Z j j
I A
= − ° = − °
+ + + −
= − °
(19.14)

3 1
.1 2, 328 77, 9 V I V = = − ° (19.15)
Passando para o domínio do tempo:

3
( ) 2, 328. (5. 77, 91 ) v t sen t V = − ° (19.16)
Substituindo-se as equações (19.9), (19.12) e (19.16) na equação (19.8), tem-se o
comportamento da tensão v
o
(t).
( ) 1 2, 498. (2. 30, 79 ) 2, 328. (5. 77, 91 )
o
v t sen t sen t V = − + − ° + − ° (19.17)

19.3 Exercícios

1-) Determine Io usando o teorema da superposição.

8R
6R
j4
Io
-j2
+
10 V
30°
2 V


Resposta: 1,194 65, 45 Io A = °

João Marcio Buttendorff 107
2-) Calcule v
o
no circuito abaixo usando o teorema da superposição.

+
8R
2.cos(10.t)A
0,2F
Vo 1H 30.sen(5.t)V
+
_

Resposta: ( ) 4, 631. (5. 81,12 ) 1, 051.cos(10. 86, 24 )
o
v t sen t t V = − ° + − °

3-) Usando o princípio da superposição, determine i
x
no circuito abaixo.

+
3R 0,125F
10.cos(2.t-60°)V 4H 5.sen(2.t+10°)A
Ix

Resposta: ( ) 9, 902.cos(2. 129,17 )
x
i t t A = − °

4-) Calcule v
o
(t) no circuito abaixo usando o teorema da superposição.

10V
2H 6R
+
4.sen(2.t)A Vo 0,0833F 12.cos(3.t)V
+
_

Resposta: ( ) 10 21, 45. (2. 26, 56 ) 10, 73.cos(3. 26, 56 )
o
v t sen t t V = + + ° + − °

5-) Determine i
o
usando o teorema da superposição.

2.sen(4000.t)A
50.cos(2000.t)V
40mH
24V
20uF
60R
+
100R 80R
Io

Resposta: ( ) 0,1 0, 217.cos(2000. 134,1 ) 1,178. (4000. 7, 38 )
o
i t t sen t A = + + ° − + °

João Marcio Buttendorff 108
20 TRANSFORMAÇÃO DE FONTES

A transformação de fontes no domínio da freqüência significa transformar uma
fonte de tensão em série com uma impedância em uma fonte de corrente em paralelo com
uma impedância, ou vice-versa. Quando parte-se de um tipo de fonte para outra, deve-se
ter em mente a seguinte relação:
.
S
S S S S
S
V
V Z I I
Z
= ⇔ = (20.1)

Vs Is
Zs
Zs
a a
b
b

Fig. 20-1 – Transformação de fontes.

21 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON
NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA

Os circuitos equivalentes de Thévenin e Norton apresentados na seção 11 são
técnicas analíticas que também podem ser aplicadas a circuitos no domínio da freqüência.
Pode-se provar a validade destas técnicas usando os mesmos processos adotados da seção
11, com a única diferença que a impedância (Z) aparece no lugar da resistência (R). A Fig.
21-1 mostra a versão no domínio da freqüência de um circuito equivalente de Thévenin.
Um circuito equivalente de Norton aparece na Fig. 21-2. As técnicas para determinar a
tensão e a impedância de Thévenin são idênticas às usadas nos circuitos resistivos, exceto
pelo fato de que no domínio da freqüência os cálculos envolvem a manipulação de
números complexos. A mesma observação se aplica à corrente e à impedância de Norton.

VTh
ZTh
a a
b b
Circuito
Linear
Domínio
Freqüência
No
Da
+
_

Fig. 21-1 – Versão no domínio da freqüência
de um circuito equivalente de Thévenin.

IN
a
ZN
a
b
b
Circuito
Linear
Domínio
Da
No
Freqüência

Fig. 21-2 – Versão no domínio da freqüência
de um circuito equivalente de Norton.
João Marcio Buttendorff 109
21.1 Exemplo de Aplicação

Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do circuito da Fig. 21-3 em
relação aos terminais a e b.

10R -j40
120R
253 V
34,69°
+
+
100 V 0°
a
b

Fig. 21-3 – Circuito do exemplo.

Para obter a impedância de Thévenin e Norton, deve-se substituir as fontes de
tensão por um curto e abrir as fontes de corrente. Desta forma, o circuito passa ser:

10R -j40
120R
a
b


A impedância em série, formada pelo resistor e capacitor é dada por:
10 40
S
Z j = − Ω (21.1)
Fazendo-se o paralelo da impedância em série com o resistor de 120Ω, obtém-se a
impedância de Thévenin e Norton.

(10 40).120
18, 81 31,13
(10 40) 120
Th N
j
Z Z j
j

= = = − Ω
− +
(21.2)
Para determinar a tensão de Thévenin, que por sua vez é a tensão entre os terminais
a e b, pode-se aplicar o método das correntes de malha (sentido horário). Assim:

(130 40). 100 0 253 34, 69
180 126, 88
1, 32 109, 77
136, 01 17,1
j I
I A
− = ° − °
− °
= = − °
− °
(21.3)
A tensão de Thévenin é a queda de tensão sobre a resistência de 120Ω mais a
tensão da fonte.
João Marcio Buttendorff 110

120. 253 34, 69 120.(1, 32 109, 77 ) 253 34, 69
158, 81 109, 77 253 34, 69 154, 39 2, 03
Th
Th
V I
V V
= + ° = − ° + °
= − ° + ° = − °
(21.4)
A Fig. 21-4 apresenta o circuito equivalente de Thévenin.

VTh
ZTh
a
b
+
_
154,39 V -2,03°
18,81-j31,13

Fig. 21-4 – Circuito equivalente de Thévenin.

Aplicando-se a transformação de fontes, determina-se o circuito equivalente de
Norton.

154, 39 2, 03
4, 24 56,83
36, 37 58, 86
Th
N
Th
V
I A
R
− °
= = = °
− °
(21.5)
A Fig. 21-5 apresenta o circuito equivalente de Norton.

IN
ZN 4,24 A 56,83° 18,81-j31,13
a
b

Fig. 21-5 – Circuito equivalente de Norton.

21.2 Exercícios

1-) Determine o circuito equivalente de Norton e Thévenin do ponto de vista dos terminais
a e b.

15R
j30
25R -j50
a
b
16 A


Respostas: R
Th
=R
N
=50-j25Ω; 447, 21 63, 43
Th
V V = − ° ; 8 36, 87
N
I A = − ° .

2-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do ponto de vista dos terminais
a e b do circuito.

João Marcio Buttendorff 111
j40
-j22
24R
a
b
+
V 75 0°

Respostas: R
Th
=R
N
=8,64+j11,52Ω; 60 36, 87
Th
V V = − ° ; 4,167 90
N
I A = − ° .

3-) A fonte de tensão senoidal do circuito abaixo gera uma tensão de
247,49.cos.(1000.t+45°)V. Determine:
a) A tensão eficaz de Thévenin e a corrente eficaz de Norton;
b) A impedância de Thévenin e Norton;
c) Desenhe o circuito equivalente de Thévenin e Norton.

100R
+
10uF
100mH
100mH
a
b
v(t)

Respostas: R
Th
=R
N
=100+j100Ω; 247, 49 0
Th
V V = ° ; 1, 75 45
N
I A = − ° .

4-) Determine o circuito equivalente de Thévenin do circuito abaixo do ponto de vista dos
terminais a e b.

-j10
j10 10R
+
A 2 45°
_
10.Ix 20R
Ix
a
b

Resposta: 10 45
Th
V V = ° e 5 5
Th
Z j = − Ω.

5-) Determine o circuito equivalente de Norton do ponto de vista dos terminais a e b.

Ix
a
2R
j1
+
6.Ix
_
10 -45°A
b

Resposta: 10 45
N
I A = − ° e 1, 6 3, 2
N
Z j = + Ω.

6-) Obtenha o circuito equivalente de Thévenin nos terminais a e b do circuito abaixo.

João Marcio Buttendorff 112
j12 8R
a
4R
+
-j6
120 75° V b

Resposta: 37, 95 220, 31
Th
V V = ° e 6, 48 2, 64
Th
Z j = − Ω

22 RESSONÂNCIA

A ressonância é a condição em um circuito RLC na qual as reatâncias capacitiva e
indutiva são iguais em módulo, resultando, portanto, em uma impedância puramente
resistiva.

22.1 Ressonância Série

Considere o circuito RLC série mostrado na Fig. 22-1.

Vs
L R
C
I

Fig. 22-1 – Circuito série ressonante.

A impedância de entrada do circuito no domínio da freqüência é dada por:
. .
.
j
Z R j L
C
ω
ω
= + − (22.1)
Ou:

1
.
.
Z R j L
C
ω
ω
| |
= + −
|
\ .
(22.2)
A ressonância ocorre quando a parte imaginária da função é nula, ou seja:
1
Im( ) . 0
.
Z L
C
ω
ω
= − = (22.3)
João Marcio Buttendorff 113
O valor de ω que satisfaz esta condição é chamado de freqüência de ressonância
o
ω . Portanto, a condição de ressonância é obtida por:

1
.
.
1
/
.
o
o
o
L
C
rad s
LC
ω
ω
ω
=
=
(22.4)
Como:
2. .
o o
f ω π = (22.5)

1
2. . .
o
f Hz
LC π
= (22.6)
Observa-se na ressonância, que a impedância é puramente resistiva, portanto,
Z R = . Em outras palavras, a combinação série LC opera como um curto-circuito e toda a
tensão estará em R. Além disso, a tensão V
s
e a corrente I estão em fase; logo, o fator de
potência é unitário.

22.2 Ressonância Paralela

Considere o circuito RLC apresentado na Fig. 22-2.

C Vs
R
L

Fig. 22-2 – Circuito ressonante paralelo.

A impedância de entrada no domínio da freqüência é obtida por:
1
1 1 .
. .
Z
C
R j L j
ω
ω
=
+ −
(22.7)
Ou:

1
1 1 1
. .
.
Z
C
R j L
ω
ω
=
| |
+ −
|
\ .
(22.8)
A ressonância ocorre quando a parte imaginária da equação (22.8) é nula. Assim:
João Marcio Buttendorff 114
1
. 0
.
C
L
ω
ω
− = (22.9)
O valor de ω que satisfaz esta condição é chamado de freqüência de ressonância
o
ω .

1
.
.
1
/
.
o
o
o
C
L
rad s
LC
ω
ω
ω
=
=
(22.10)
Como:
2. .
o o
f ω π = (22.11)

1
2. . .
o
f Hz
LC π
= (22.12)
Observa-se que, na ressonância, a combinação LC paralela funciona com um
circuito aberto: logo, toda a corrente passa através de R.

22.3 Exemplo de Aplicação

Calcule a freqüência de ressonância no circuito abaixo.

0,2F
1H
10R
Vp.sen( t)

Fig. 22-3 – Circuito exemplo.

Passando o circuito para o domínio da freqüência, obtém-se:

10R
Vp.sen( t)
j
-j/0,2

Fig. 22-4 – Domínio da freqüência.

A impedância paralela formada pelo resistor e capacitor é definida por:
João Marcio Buttendorff 115
10
2
p
j
Z
j ω

=

(22.13)
A impedância equivalente do circuito é dada por:
( )
2
2 10
10
2 2
eq
j
j
Z j
j j
ω ω
ω
ω ω
+ −
= − =
− −
(22.14)
Multiplicando-se a equação (22.14) pelo conjugado do denominador, obtém-se:
( )
2
2 10
(2 )
.
2 (2 )
eq
j
j
Z
j j
ω ω
ω
ω ω
+ −
+
=
− +
(22.15)
( )
3
2 2
4 19
10
4 1 4 1
eq
Z j
ω ω
ω ω

= +
+ +
(22.16)
Na ressonância a parte imaginária é nula. Desta forma, igualando-se a parte
imaginária a zero, determina-se a freqüência de ressonância.
( )
3
2
3
4 19
0
4 1
4 19
19/ 4 2,179 / rad s
ω ω
ω
ω ω
ω

=
+
=
= =
(22.17)

22.4 Exercícios

1-) No circuito RLC paralelo abaixo, seja R=8k, L=0,2mH, C=8uF e Vs=10.sen(.t).
Determine a freqüência de ressonância em Hertz e a potência dissipada no resistor na
ressonância.

C R L Vs

Respostas: 3, 978
o
f kHz = e 8, 25 P mW =

2-) No circuito RLC série abaixo, seja R=2, L=1mH, C=0,4uF e Vs=20.sen(.t).
Determine a freqüência de ressonância em Hertz, a potência dissipada no resistor e a
amplitude da corrente.

João Marcio Buttendorff 116
L Vs
R C

Respostas: 7, 957
o
f kHz = , 100 P W = e 10 I A = .

3-) Determine a freqüência de ressonância do circuito abaixo.

10R
0,1F
2R
2H
Is

Resposta: 2 /
o
rad s ω = .

4-) Para o circuito abaixo, determine a freqüência para a qual v(t) e i(t) estarão em fase.

1H
1R
i(t)
v(t) 1H
1F

Resposta: 0, 7861 /
o
rad s ω =

5-) Para os circuitos abaixo, determine a freqüência de ressonância
o
ω .

3uF
6R
0,4F 2R
2k
1H 20mH
6uF
(a) (b)

Respostas: a-) 1, 581 /
o
rad s ω = e b-) 5 /
o
krad s ω = .

João Marcio Buttendorff 117
23 POTÊNCIAS E FATOR DE POTÊNCIA

Nosso esforço na análise de circuitos CA esteve, até agora, concentrado
principalmente no cálculo da tensão e da corrente. Neste capítulo, a análise da potência é o
aspecto que enfocaremos.
A análise da potência é da maior importância. A potência é a grandeza mais
importante em concessionárias de energia, sistemas eletrônicos e sistemas de comunicação,
pois esses sistemas trabalham com a transmissão de potência de um ponto a outro. Além
disto, todo eletrodoméstico ou equipamento industrial – todo ventilador, motor, lâmpada,
ferro de passar, TV, computador – é classificado em função da potência, indicando quanta
potência o equipamento necessita. Exceder a potência indicada pode danificar
permanentemente o equipamento. A forma mais comum de energia elétrica é a energia CA
em 60 ou 50Hz. A escolha de CA em vez de CC permitiu a transmissão de potência em
alta tensão, da unidade geradora até o consumidor.

23.1 Potência Instantânea

A potência instantânea p(t) entregue a qualquer dispositivo como função do tempo
é dada pelo produto da tensão instantânea v(t) aplicada sobre o dispositivo e a corrente
instantânea i(t) que o atravessa, como é apresentado na equação (23.1). Pela convenção de
sinais adotados, uma potência positiva corresponde a uma transferência de energia da fonte
para o circuito, e uma potência negativa significa que a fonte está drenando energia do
circuito.
( ) ( ). ( ) p t v t i t = (23.1)
Quando um circuito é puramente resistivo, conforme a Fig. 23-1, a tensão e a
corrente estão em fase. Assim, a potência instantânea é dada por:
[ ]
[ ]
2
( ) . ( . ). . ( . )
( ) . . ( . )
.
( ) . 1 cos(2. . )
2
P P
P P
P P
p t V sen t I sen t
p t V I sen t
V I
p t t
ω ω
ω
ω
=
=
= −
(23.2)

R v(t)
i(t)

Fig. 23-1 – Circuito resistivo.

A Fig. 23-2 apresenta a potência instantânea em um circuito puramente resistivo.

João Marcio Buttendorff 118
0
1
2
v(t)
i(t)

Fig. 23-2 – Potência instantânea em um circuito resistivo.

Observando o gráfico da Fig. 23-2, pode-se observar que a potência nunca chega a
se tornar negativa. Em outras palavras, é impossível armazenar energia em um circuito
puramente resistivo; toda a energia elétrica cedida ao circuito é dissipada como energia
térmica.
No caso de um circuito puramente indutivo alimentado por uma fonte de tensão
senoidal, como o apresentado na Fig. 23-3, a corrente resultante estará 90° atrasada em
relação a tensão, ou seja, para uma tensão do tipo ( ) . ( . )
P
v t V sen t ω = , a corrente resultante
será ( ) . ( . 90 )
P
i t I sen t ω = − ° .

v(t) L
i(t)

Fig. 23-3 – Circuito indutivo.

A potência instantânea neste tipo de circuito será dada por:

[ ]
[ ]
( ) . ( . ). . ( . 90 )
( ) . ( . ). . ( . ).cos(90 ) cos( . ). (90 )
( ) . ( . ). .cos( . )
( ) . . ( . . ) ( . . )
.
( ) . (2. . )
2
L P P
L P P
L P P
L P P
P P
L
p t V sen t I sen t
p t V sen t I sen t t sen
p t V sen t I t
p t V I sen t t sen t t
V I
p t sen t
ω ω
ω ω ω
ω ω
ω ω ω ω
ω
= − °
= ° − °
= −
= − + + −
= −
(23.3)
Este resultado é apresentado graficamente na Fig. 23-4, onde nos intervalos em que
tensão e corrente possuem a mesma polaridade, a potência é positiva, caracterizando
transferência de potência da fonte para o circuito. Nos intervalos, em que tensão e corrente
possuem polaridades diferentes, a potência é negativa, o que por sua vez caracteriza
devolução de potência do circuito para a fonte.

João Marcio Buttendorff 119
0
P
0
v(t)
i(t)
-P

Fig. 23-4 – Potência instantânea em um circuito puramente indutivo.

Para o caso de um circuito puramente capacitivo alimentado por uma fonte de
tensão senoidal, como o apresentado na Fig. 23-5, a corrente estará 90° adiantada em
relação à tensão, ou seja, para uma tensão do tipo ( ) . ( . )
P
v t V sen t ω = , a corrente resultante
será ( ) . ( . 90 )
P
i t I sen t ω = + ° .
A potência instantânea será:

[ ]
[ ]
( ) . ( . ). . ( . 90 )
( ) . ( . ). . ( . ).cos(90 ) cos( . ). (90 )
( ) . ( . ). .cos( . )
( ) . . ( . . ) ( . . )
.
( ) . (2. . )
2
C P P
C P P
C P P
C P P
P P
C
p t V sen t I sen t
p t V sen t I sen t t sen
p t V sen t I t
p t V I sen t t sen t t
V I
p t sen t
ω ω
ω ω ω
ω ω
ω ω ω ω
ω
= + °
= ° + °
=
= + + −
=
(23.4)

C v(t)
i(t)

Fig. 23-5 – Circuito capacitivo.

Assim como nos circuitos puramente indutivo, nos circuitos capacitivos a potência
média será zero, ou seja, não há dissipação de energia. A Fig. 23-6 mostra que a potência é
alternadamente armazenada pelos elementos capacitivos e devolvida à fonte que alimenta o
circuito, o que acontece com uma freqüência de 2.ω. Em outras palavras, quando a
potência é positiva, a energia está sendo armazenada nos campos elétricos dos capacitores;
quando a potência é negativa, os capacitores estão devolvendo esta energia.

João Marcio Buttendorff 120
0
P
0
v(t)
-P
i(t)

Fig. 23-6 - Potência instantânea em um circuito puramente capacitivo.

Sabe-se, no entanto, que circuitos puramente indutivos ou capacitivos são circuitos
muito particulares, raramente encontrados. Assim sendo, um caso mais geral é aquele em
que uma tensão do tipo ( ) . ( . )
P
v t V sen t ω = resulta em uma corrente ( ) . ( . )
P
i t I sen t ω φ = − ,
onde φ pode ser positivo ou negativo, correspondente à impedância indutiva ou capacitiva,
respectivamente.
Para o caso em que φ<0, ou seja, circuito indutivo têm-se:

( ) . ( . ). . ( . )
( ) . . ( . ). ( . )
P P
P P
p t V sen t I sen t
p t V I sen t sen t
ω ω φ
ω ω φ
= −
= −
(23.5)
Aplicando-se a integral para calcular o valor médio da potência, obtém-se:

[ ] { }
{ }
0
0
0
2
0
2
1
( )
1
. . ( . ). ( . )
1
. . ( . ). ( . ).cos( ) cos( . ). ( )
1
. . ( . ).cos( ) ( . ).cos( . ). ( )
1
. . ( . ).cos
T
med
T
med P P
T
med P P
T
med P P
med P P
P p t dt
T
P V I sen t sen t dt
T
P V I sen t sen t t sen dt
T
P V I sen t sen t t sen dt
T
P V I sen t
T
ω ω φ
ω ω φ ω φ
ω φ ω ω φ
ω
=
= −
= −
= −

=
í
í
í
í
0
2
0 0
1
( ) ( . ). ( )
2
. .cos( ) . . ( )
( . ) ( . )
2.
1
. . .cos( )
2
T
T T
P P P P
med
med P P
sen t sen dt
V I V I sen
P sen t dt sen t dt
T T
P V I
φ ω φ
φ φ
ω ω
φ
¦ ¹

´ `

¹ )
= −
=
í
í í
(23.6)
Onde φ é definido como a diferença entre o ângulo da tensão e da corrente, ou seja:

v i
φ φ φ = − (23.7)
A potência média também é chamada de potência ativa porque representa a
parcela da potência que é dissipada, ou seja, convertida em outra forma de energia.
João Marcio Buttendorff 121
A potência média também pode ser obtida em função dos valores eficazes da tensão
e da corrente, fazendo:

2
P
ef
V
V = (23.8)

2
P
ef
I
I = (23.9)
Substituindo a equação (23.8) e a (23.9) na(23.6), obtém-se:
. .cos( )
ef ef
P V I φ = (23.10)
O produto de V
ef
e I
ef
recebe o nome de potência aparente ou potência complexa,
cujo símbolo é S, sendo medido em voltampères (VA). Quando trata-se de circuitos
lineares, a fator pela qual a potência aparente deve ser multiplicada para obter a potência
ativa é chamado fator de potência (FP), ou seja, o fator de potência é o termo que
determina quanto da potência entregue à carga está sendo realmente utilizado.

. .cos( )
.
ef ef
ef ef
V I
P
FP
S V I
φ
= = (23.11)
cos( ) FP φ = (23.12)
Neste ponto é importante lembrar que tal relação só é válida quando o circuito em
estudo é linear. Quando estuda-se um circuito não linear, como por exemplo um
retificador, cujas formas de onda da tensão e corrente típicas são mostradas na Fig. 23-7,
deve-se levar em conta a taxa de distorção harmônica da corrente. Assim sendo, o fator de
potência passa a ser dado por:

2
cos( )
1
FP
TDH
φ
=
+
(23.13)

0
v(t)
i(t)

Fig. 23-7 – Tensão e corrente em um retificador de onda completa.

Quando trata-se do FP, o sinal de φ é um dado importante porque revela se o
circuito tem característica indutiva ou capacitiva, pois quando a corrente está atrasada,
φ>0. Seja como for, o módulo do fator de potência estará sempre compreendido entre
0<FP<1.

João Marcio Buttendorff 122
23.2 Potência Complexa e Triângulo das Potências

Considere uma carga CA sendo alimentada por uma fonte senoidal. Convertendo a
tensão e a corrente para a forma fasorial, obtém-se:
ef v
ef i
V V
I I
φ
φ
=
=
(23.14)
A potência complexa S absorvida pela carga é o produto da tensão pelo complexo
conjugado da corrente, ou seja:

*
. .
.
. .cos( ) . . . ( )
ef v ef i
ef ef v i
ef ef v i ef ef v i
S V I V I
S V I
S V I j V I sen
φ φ
φ φ
φ φ φ φ
= = −
= −
= − + −
(23.15)
Onde a parte real da equação representa a potência média P (W) e a parte
imaginária representa a potência reativa Q (Var).
Considere dois casos especiais da equação. Quando
v i
φ φ = , a tensão e a corrente
estão em fase. Isto significa que o circuito é puramente resistivo, resultando apenas a
potência média (ativa).
.
ef ef
P V I = (23.16)
Quando 90
v i
φ φ − = ± ° , tem-se um circuito puramente reativo, ou seja, a potência
ativa é zero, resultando apenas a potência reativa Q.
. .cos(90 ) 0
. . (90 ) .
ef ef
ef ef ef ef
P V I
Q V I sen V I
= ° =
= ° =
(23.17)
A potência complexa também pode ser expressa em termos da impedância da carga
Z.

2
*
2
*
* *
. . .
.
ef
ef
ef ef ef
ef ef ef
V
Z
I
S I I Z I Z
V V V
S
Z Z
=
= =
= =
(23.18)
Como Z R jX = + , a equação se torna:
2
.( )
ef
S I R jX P jQ = + = + (23.19)
Onde P e Q são as partes reais e imaginárias da potência complexa, ou seja:
João Marcio Buttendorff 123
2
2
Re( ) .
Im( ) .
ef
ef
P S I R
Q S I X
= =
= =
(23.20)
P é a potência média ou ativa e depende da resistência R da carga. Q depende da
reatância X da carga, sendo chamada de potência reativa (ou de quadratura).
A potência ativa P é a potência média, em watts, transmitida à carga. Esta é a única
potência utilizada, sendo a potência que realmente é dissipada pela carga. A potência
reativa Q é a medida da energia trocada entre a fonte e a parte reativa da carga. A unidade
de Q é o volt-ampére reativo (VAR) para distingui-la da potência real, cuja unidade é o
watt. Os elementos armazenadores de energia não dissipam nem fornecem potência, mas
trocam energia com o resto do circuito. Da mesma maneira, a potência reativa é transferia
da fonte para a carga e da carga para a fonte.
É uma prática padrão representar S, P e Q na forma de um triângulo, chamando de
triângulo das potências. O triângulo da potência representa quatro itens – a potência
aparente/complexa, potência real, potência reativa e o ângulo do fator de potência. Dados
dois destes itens, os outros dois podem ser facilmente obtidos do triângulo. Quando S está
no primeiro quadrante, tem-se uma carga indutiva e um FP atrasado. Quando S está no
quarto quadrante, a carga é capacitiva e o FP é adiantado.

jXL
R
R
-jXC
Z
Z
S(VA)
S(VA)
Q(VAr)
Q(VAr)
P(W)
P(W)
φ

φ
(a)
(b)

Fig. 23-8 – (a) Circuito indutivo e (b) Circuito capacitivo.

Para a análise de circuitos ligados em paralelo, como por exemplo várias cargas
ligadas a um mesmo alimentador (Fig. 23-9), pode-se determinar a potência complexa total
fornecida através das equações (23.21), (23.22) e (23.23).

Ief
I2 In
Z1 Z2 Zn
b
Vef I1

Fig. 23-9 – Potências em cargas ligadas em paralelo.
João Marcio Buttendorff 124

1 2
...
T n
P P P P = + + + (23.21)

1 2
...
T n
Q Q Q Q = + + + (23.22)

2 2
T T T
S P Q = + (23.23)
Esses resultados, que também podem ser aplicados a circuitos ligados em série,
significam que o triângulo de potência total pode ser obtido ligando-se os triângulos de
potência de cada circuito independente de um vértice a outro.

23.3 Correção do Fator de Potência

Como foi demonstrado, para circuitos lineares alimentados por fontes senoidais, o
fator de potência é simplesmente definido como cos(φ), onde φ é o ângulo de defasagem
entre tensão e corrente. Para uma carga puramente resistiva, tensão e corrente estão em
fase, o que leva a um fator de potência unitário. Neste caso, a potência aparente e a ativa
são iguais.
No entanto, este tipo de carga não costuma ser encontrado com grande freqüência,
principalmente entre os grandes consumidores (indústrias), cujas cargas, em geral possuem
características indutivas. Esta componente indutiva preponderante deve-se ao grande
número de motores normalmente encontrado nas indústrias. Sabe-se também que quando a
potência elétrica é fornecida a grandes consumidores, as companhias que fornecem a
energia impõem limites aos valores de FP. Desta forma, torna-se uma prática usual, aplicar
técnicas de correção do fator de potência.
Teoricamente, é possível fazer com que uma carga indutiva (ou capacitiva), seja
“vista” pela rede como um resistor. Isto é obtido através da inserção, no circuito, de
elementos cujos valores, combinados à freqüência da rede provenham uma impedância de
entrada com ângulo de defasagem nula.

23.4 Exemplo de Aplicação

Uma carga elétrica é alimentada com 240 Vrms/60Hz. A carga consome uma
potência ativa de 8 kW com um fator de potência atrasado de 0,8. Determine:
a) O ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente;
b) A corrente eficaz;
c) A impedância;
d) A potência aparente;
e) A potência reativa;
f) A potência reativa capacitiva para obter fator de potência de 0,92;
g) O valor da capacitância.

Solução:

a-) Como o fator de potência é atrasado, sabe-se que a carga é indutiva e que portanto o
sinal da potência reativa é positiva. O ângulo de defasagem entre a tensão e corrente no
circuito pode ser obtido diretamente pela equação (23.12). Assim:
João Marcio Buttendorff 125

1
cos( )
cos (0, 8) 36, 87
FP φ
φ

=
= = °
(23.24)
b-) A corrente eficaz pode ser obtida pela equação (23.10) que leva em consideração a
tensão eficaz, a potência ativa e o ângulo de defasagem.

. .cos( )
8000
.cos( ) 240.cos(36, 87 )
41, 67
ef ef
ef
ef
ef
P V I
P
I
V
I A
φ
φ
=
= =
°
=
(23.25)
c-) A impedância da carga é obtida em função da tensão e corrente eficaz. Desta forma:

240
5, 76
41, 67
ef
ef
V
Z
I
= = = Ω (23.26)
O ângulo φ que representa a defasagem entre a tensão e a corrente, também
representa o ângulo do módulo da impedância. Assim:
5, 76 36, 87 4, 608 3, 456 Z j = °Ω = + Ω (23.27)
d-) A potência aparente do circuito pode ser obtida em função da tensão e corrente eficaz
ou através da equação (23.11).

8000
0, 8
10
P
FP
S
P
S
FP
S kVA
=
= =
=
(23.28)
e-) A potência reativa é determina por:
. . ( ) 240.41, 67. (36, 87 )
6
ef ef
Q V I sen sen
Q kVAr
φ = = °
=
(23.29)
f-) Para um fator de potência de 0,92 a potência aparente será:

8000
0, 92
8, 695
P
FP
S
P
S
FP
S kVA
=
= =
=
(23.30)
A respectiva potência reativa é obtida através do teorema de Pitágoras
(equação(23.23)).
João Marcio Buttendorff 126

2 2 2
2 2 2 2
0,92
0,92
8695 8000
3, 406
S P Q
Q S P
Q kVAr
= +
= − = −
=
(23.31)
Desta forma, a potência reativa capacitiva necessária para tornar o fator de potência
0,92 é obtida subtraindo-se a potência reativa inicial da potência reativa correspondente a
0,92.

0,92
6000 3406
2, 594
C
C
Q Q Q
Q kVAr
= − = −
=
(23.32)
A Fig. 23-10 apresenta o triângulo das potências. Através deste, fica visível o valor
necessário da potência reativa capacitiva.

S=10kVA
Q=3,4kVAr
P=8kW
φ
S=8,7kVA
Q=2,6kVAr
Q=6kVAr
Qc=2,6kVAr

Fig. 23-10 – Triângulo das potências.

g-) Para obter a capacitância necessária para obter fator de potência de 0,92, deve-se
inicialmente determinar a reatância capacitiva.

2594
10, 808
240
C
C
ef
Q
I A
V
= = = (23.33)
A reatância é obtida por:

240
22, 206
10, 808
ef
C
C
V
X
I
= = = Ω (23.34)
Assim, a capacitância do capacitor é dada por:

1
2. . .
1 1
2. . . 2. .60.22, 206
119, 45
C
C
X
f C
C
f X
C F
π
π π
µ
=
= =
=
(23.35)

João Marcio Buttendorff 127
23.5 Exercícios

1-) Determine as potências aparente, ativa e reativa de uma rede constituída por uma
resistência de 15Ω, uma indutância L de 0,2H e uma capacitância de 30uF ligadas em série
e alimentadas por uma fonte de 220V/50Hz. Desenhe o triângulo das potências.
Respostas: S=1,056kVA; P=346W e Q=998VAr.

2-) Um motor de 10cv (potência no eixo) tem um rendimento de 85%, fator de potência de
0,8 e encontra-se ligado a uma rede de 220V/50Hz. Calcule a capacitância que é necessária
colocar em paralelo para compensar o deslocamento entre a corrente a tensão. Considere:
1cv = 736W
eixo
eletrica
P
P
η
=
Resposta: C=427uF.

3-) Aos terminais de uma impedância cujo valor é Z=3+j4Ω, aplica-se uma tensão
V=20+j10Vrms. Calcule a potência aparente, ativa e reativa do circuito.
Respostas: S=100VA; P=60W e Q=80VAr.

4-) Calcule a potência ativa, reativa, aparente e o fator de potência para:
( ) 100. ( . 45 )
( ) 4. ( . 15 )
v t sen t
i t sen t
ω
ω
= + °
= − °

Respostas: P=100W; Q=173,21VAr; S=200VA e FP=0,5.

5-) Calcule a potência média absorvida por uma impedância 30 70 Z j = − Ω quando
120 0 V V = ° (valor de pico) é aplicada a ela.
Resposta: P=37,24W.

6-) Determine a potência fornecida por cada uma das fontes e a potência média absorvida
por cada um dos elementos passivos do circuito abaixo.

j10
20R
-j5
+
4 0°A 60 30°V 1
2
3
4
5

Respostas: P
1
=367,8W, P
2
=160W, P
3
=0W, P
4
=0W e P
5
=-207,8W.

7-) Determine o fator de potência do circuito visto pela fonte. Calcule a potência média
transmitida pela fonte.

6R
-j2 4R
+
30 0°Vrms

Respostas: FP=0,9734 e P=125W.
João Marcio Buttendorff 128
8-) Quando conectado a uma linha de alimentação de 120Vrms, 60Hz, uma carga absorve
4kW com um fator de potência de 0,8 atrasado. Determine o valor da capacitância,
necessária para aumentar o FP para 0,95.
Resposta: C=310,5uF.

9-) Determine o valor da capacitância paralela necessária para corrigir uma carga de
140kVAr e FP 0,85 atrasado para um FP unitário. Considere que a carga é alimentada por
uma tensão de linha de 110V (rms), 60Hz.
Resposta: C=30,69mF.

10-) Uma fonte de 120Vrms, 60Hz alimenta duas cargas conectadas em paralelo, como
mostra a figura abaixo.
a) Determine o fator de potência da combinação paralela;
b) Calcule o valor da capacitância conectada em paralelo que irá aumentar o fator de
potência para o unitário.

Carga 1 Carga 2
24kW 40kW
FP=0,8 FP=0,95
Atrasado Atrasado

Respostas: a-) FP=0,8992 e b-) C=5,74mF.

24 CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS

Mesmo sendo uma função matemática especial, a forma de onda senoidal
corresponde a forma de excitação mais usada nos circuitos reais. Neste item, serão
estudadas as fontes de tensões senoidais polifásicas, já que estas são responsáveis pela
quase totalidades da potência gerada. Dentre os circuitos polifásicos existentes, o mais
importante é, sem dúvida alguma, o circuito trifásico.
Este tipo de fonte possui três ou quatro terminais de conexão. Quando o sistema é
equilibrado, a tensão entre esses terminais é igual em amplitude, porém defasadas em 120°
entre si.
Quando uma fonte trifásica alimenta uma carga, também trifásica e equilibrada, a
potência drenada de cada fase do gerador será igual. Quando uma das tensões fornece
potência instantânea nula a outras duas tensões deveram apresentar uma amplitude
correspondente exatamente a metade da amplitude máxima, devido a defasagem entre as
tensões. Dessa forma, pode-se concluir que a potência fornecida a carga nunca será nula.
Esta é uma importante característica para máquinas girantes, como, por exemplo, motores
elétricos, que apresentam torque mais constante e, portanto, menor vibração.
Dentre outros benefícios, deve-se também lembrar que máquinas de geração
trifásica são vantajosas em relação às monofásicas e a própria transmissão de energia na
forma trifásica é muito mais econômica que na forma monofásica.
A utilização de circuitos com um número maior de fases está limitada quase que
inteiramente à alimentação de retificadores de grande potência.

João Marcio Buttendorff 129
24.1 Tensões Trifásicas Equilibradas

Um conjunto de tensões trifásicas equilibradas é constituído por três tensões
senoidais de mesma freqüência e amplitude, defasadas entre si de exatamente 120°. As três
fases são quase sempre chamadas de A, B e C ou R, S e T; a fase A é tomada como fase de
referência. As três tensões são conhecidas como tensão da fase A, tensão da fase B e
tensão da fase C.
Só existem duas relações possíveis entre a fase da tensão A e as fases das tensões B
e C. Uma das possibilidades é a de que a tensão da fase B esteja atrasada de 120° em
relação à tensão da fase A, caso em que a tensão da fase C estará adiantada de 120° em
relação à tensão da fase A. Esta relação entre as três fases é conhecida como seqüência de
fases ABC ou seqüência de fases positiva. A outra possibilidade é de que a tensão da fase B
esteja adiantada de 120° em relação à tensão da fase A, caso em que a tensão da fase C
estará atrasada de 120° em relação à tensão da fase A. Esta relação entre as fases é
conhecida como seqüência de fases ACB ou seqüência de fases negativa. Em notação
fasorial, os dois conjuntos possíveis de tensões de fase equilibradas são:
0
120
120
AN ef
BN ef
CN ef
V V
V V
V V
= °
= − °
= °
(24.1)
e

0
120
120
AN ef
BN ef
CN ef
V V
V V
V V
= °
= °
= − °
(24.2)
Onde V
ef
representa a tensão eficaz da fonte. As equações (24.1) se aplicam à
seqüência ABC ou positiva; as equações (24.2), à seqüência ACB ou negativa. A Fig. 24-1
mostra os diagramas fasoriais e as formas de onda das tensões representadas pelas
equações (24.1). Na Fig. 24-1, a seqüência de fases corresponde à ordem dos índices
quando a figura é percorrida no sentido horário. O fato de que um circuito trifásico pode
ter duas seqüências de fases diferentes deve ser levado em consideração sempre que dois
destes circuitos são ligados em paralelo; os circuitos só funcionarão corretamente se
tiverem a mesma seqüência de fases.

A
A
B
B C
C
Va
Va
Vb
Vb
Vc
Vc
120°
240°

Fig. 24-1 – Diagramas fasoriais e seqüência de fases.
João Marcio Buttendorff 130
Outra característica importante de um conjunto de tensões trifásicas equilibradas é
que a soma das três tensões é zero. Assim, tanto para as tensões das equações (24.1) como
para as das equações (24.2).
0
A B C
V V V + + = (24.3)
Se a soma das tensões fasoriais é zero, a soma dos valores instantâneos das tensões
também deve ser zero. Assim:
0
a b c
v v v + + = (24.4)

24.2 Fonte de Tensão Trifásica

Uma fonte de tensão trifásica é um gerador com três enrolamentos separados
distribuídos ao longo da periferia do estator. Cada enrolamento constitui uma das fases do
gerador. O rotor do gerador é um eletroímã acionado com velocidade angular constante por
uma máquina motriz, como uma turbina a gás ou a vapor. A rotação do eletroímã induz
tensões senoidais nos três enrolamentos. Os enrolamentos são projetados de tal forma que
as tensões senoidais neles induzidas tem a mesma amplitude e estão defasadas de 120°. A
freqüência da tensão induzida pelo eletroímã rotativo é a mesma nos três enrolamentos, já
que permanecem estacionários durante todo o processo. Na Fig. 24-2, onde apresenta-se
um gerador simplificado, três bobinas estão igualmente distribuídas sobre o rotor do
gerador, ou seja, estão deslocadas entre si em 120° mecânicos.

A
A’
B
B’
C
C’
Imã
Norte
Imã
Sul

Fig. 24-2 – Gerador simplificado.

Existem duas formas de ligar os enrolamentos de um gerador trifásico. Estas
configurações, denominadas Y (estrela) ou ∆ (triângulo), são mostradas na Fig. 24-3, na
qual os enrolamentos do gerador estão representados por fontes de tensão independentes. O
terminal comum da ligação em Y é chamado de terminal neutro do gerador. O terminal
neutro pode estar ou não disponível para conexões externas.

João Marcio Buttendorff 131
Neutro
Va Vc
Va
Vb
Vc
Vb
A
B
C
A
B
C
Ligação Estrela Ligação Triângulo

Fig. 24-3 – Ligações de um gerador trifásico.

Como as fontes e cargas trifásicas podem ser ligadas em Y ou em ∆, os circuitos
podem assumir quatro diferentes configurações:

Fonte Carga
Y Y
Y


Y
∆ ∆

24.3 Análise do Circuito Ligado em Y-Y

A Fig. 24-4 mostra um circuito Y-Y no qual foi incluído um quarto condutor
ligando o terminal neutro do gerador ao terminal neutro da carga. A presença deste quarto
condutor só é possível na configuração Y-Y (encontrada em instalações industrias,
residências e prediais).

Neutro
Van
Vbn Vcn
Za
Zb Zc

Fig. 24-4 – Sistema trifásico Y-Y.

Este circuito equilibrado trifásico pode ser substituído por circuitos equivalentes
por fase. Conforme apresentado na Fig. 24-5. A corrente no condutor da fase A é a tensão
gerada pela fonte Van dividida pela impedância total da fase A (Za). Como as relações
entre as tensões nas três fases são conhecidas, depois de resolver este circuito pode-se
facilmente determinar as correntes e tensões nas outras duas fases.

João Marcio Buttendorff 132
Za Van

Fig. 24-5 – Circuito equivalente por fase.

É importante observar que o circuito equivalente fornece o valor correto da corrente
na linha das fases, mas não o valor correto da corrente no neutro. Em todas as situações nas
quais o circuito equivalente para uma fase pode ser aplicada, as correntes de linha formam
um conjunto equilibrado e a corrente no neutro, dada pela equação (24.5), é nula.
0
A B C
I I I + + = (24.5)
Um outro parâmetro importante é a relação entre as tensões entre linhas (fase-fase)
chamadas de tensões de linha e as tensões entre as linhas e o neutro (fase-neutro),
chamadas de tensões de fase. Vamos determinar esta relação para os terminais da carga da
Fig. 24-6, onde foram rotuladas como V
AB
, V
BC
e V
CA
; por convenção o primeiro índice é
o nó em que a tensão é mais elevada.

Vbn
Van
Vcn
Vab
+
+
+
+
+
_
_
Vbc
Zb
Za
Zc
Neutro

Fig. 24-6 - Tensões entre linhas e entre linha e neutro.

As tensões entre linha e neutro (tensões de fase) são V
AN
, V
BN
e V
CN
(equação
(24.1)). Pode-se expressar as tensões entre linhas em termos das tensões entre linha e
neutro usando a lei de Kirchhoff para tensões:

AB AN BN
BC BN CN
CA CN AN
V V V
V V V
V V V
= −
= −
= −
(24.6)
Substituindo-se a equação (24.1) na (24.6), obtém-se as tensões de linha para um
sistema trifásico equilibrado.

0 120 3. 30
120 120 3. 90
120 0 3. 150
AB ef ef ef
BC ef ef ef
CA ef ef ef
V V V V
V V V V
V V V V
= ° − − ° = °
= − ° − ° = − °
= ° − ° = °
(24.7)
João Marcio Buttendorff 133
A equação (24.7) mostra que:
1. A amplitude das tensões de linha é igual a 3 vezes a amplitude das
tensões de fase;
2. As tensões de linha formam um conjunto equilibrado de tensões;
3. As tensões de linha estão adiantadas de 30° em relação às tensões de fase.
A Fig. 24-7 apresenta as tensões de linha e as tensões de fase de um sistema
trifásico.

Vab
0
Vbc
Van Vbn Vcn
Vca

Fig. 24-7 – Tensões de linha e entre fase e neutro.

24.4 Correntes de Linha em um Circuito Ligado em Triângulo (∆ ∆∆ ∆)

Quando uma carga (ou fonte) é ligada em ∆, as correntes nos ramos do ∆ são as
correntes de fase e as tensões entre os terminais dos ramos do ∆ são as tensões de fase.
Como pode-se observar na Fig. 24-8, no caso da configuração em ∆ a tensão de fase é
igual a tensão de linha.

Z1
A
Z2
Z3
B
C
Ia
Ib
Ic
Iab
Ica
Ibc

Fig. 24-8 – Carga equilibrada ligada em triângulo.

Para determinar a relação entre as correntes de fase (ramo) e as correntes de linha,
consideraremos uma seqüência de fase positiva e chamaremos de I
ef
o módulo da corrente
de fase. Nesse caso:

. 0
. 120
. 120
AB ef
BC ef
CA ef
I I
I I
I I
= °
= − °
= °
(24.8)
João Marcio Buttendorff 134
Pode-se determinar as correntes de linha em termos das correntes de fase usando a
lei de Kirchhoff para as correntes:

. 0 . 120 3. . 30
. 120 . 0 3. . 150
. 120 . 120 3. . 90
A AB CA ef ef ef
B BC AB ef ef ef
C CA BC ef ef ef
I I I I I I
I I I I I I
I I I I I I
= − = ° − ° = − °
= − = − ° − ° = − °
= − = ° − − ° = °
(24.9)
Comparando-se as equações, verifica-se que o módulo das correntes de linha é 3
vezes maior que o módulo das correntes de fase e que as correntes de linha estão atrasadas
de 30° em relação às correntes de fase.

24.5 Potência em Carga Trifásica Equilibrada

Nos sistemas trifásicos a potência em cada fase da carga será P
f
=U
f
.I
f
(onde f
representa tensão e corrente de fase), como se fosse um sistema monofásico independente.
A potência total será a soma das potências das três fases, ou seja:
3. 3. .
f f f
P P V I = = (24.10)
Lembrando que nos sistemas trifásicos ligados em estrela ou triângulo, temos as
seguintes relações:
Ligação estrela:
3.
L f
f
V V
I I
=
=

Ligação triângulo:
3.
L f
f
V V
I I
=
=

Assim, a potência total, para ambas as ligações, será:
3. . P V I = (24.11)
Esta equação vale para a carga formada por resistências, onde não há defasagem
entre a tensão e a corrente.
Para as cargas reativas, ou seja, onde existe defasagem, como no caso dos motores
de indução, esta defasagem tem que ser levada em consideração e a equação passa a ser:
3. . .cos( ) P V I φ = (24.12)
Onde V e I são, respectivamente, tensão e corrente eficazes de linha e cos(φ) é o
ângulo entre a tensão e a corrente de fase.
Os valores das potências reativa e aparente são obtidas diretamente pelas equações
(24.13) e (24.14):
3. . . ( ) Q V I sen φ = (24.13)
3. . S V I = (24.14)
João Marcio Buttendorff 135
24.6 Exemplo de Aplicação

Um motor elétrico trifásico de 100cv/380V e rendimento de 93% apresenta um
fator de potência de 0,9. Deseja-se aumentar o fator de potência para 0,95. Calcule a
potência reativa necessária para elevar o fator de potência.
A potência em W, que o motor fornece ao eixo é dado por:
100.736 73, 6
M
P kW = =
A potência consumida pelo motor é obtida em função do rendimento do mesmo.
Assim:

73600
79,139
0, 93
M
P
P kW
η
= = =
A potência aparente e reativa que o motor necessita para operar com um fator de
potência de 0,9 é obtida por:

0,9
0,9
cos( )
79139
87, 933
cos( ) 0, 9
P
S
P
S kVA
φ
φ
=
= = =


2 2 2
0,9 0,9
2 2 2 2
0,9 0,9
0,9
87933 79139
38, 33
S P Q
Q S P
Q kVAr
= +
= − = −
=

Para que o mesmo motor opere com fator de potência de 0,95, as respectivas
potências aparentes e reativas devem ser:

0,95
0,95
cos( )
79139
83, 304
cos( ) 0, 95
P
S
P
S kVA
φ
φ
=
= = =


2 2 2
0,95 0,95
2 2 2 2
0,95 0,95
0,95
83304 79139
26, 012
S P Q
Q S P
Q kVAr
= +
= − = −
=

Assim, a reatância capacitiva necessária para corrigir o fator de potência do motor
será dada por:

0,9 0,95
38330 26012
12, 318
Q Q Q
Q kVAr
= − = −
=

João Marcio Buttendorff 136
24.7 Exercícios

1-) A tensão de linha nos terminais de uma carga trifásica equilibrada tipo é 110V. As
impedâncias das três fases da carga são resistores de 3,667 em paralelo com indutores
cuja reatância é 2,75. Qual é o módulo da corrente na linha que alimenta a carga?
Resposta: I=86,60A.

2-) Um gerador trifásico balanceado em com uma impedância de 0,4+j0,3 por fase é
conectado a uma carga balanceada, conectada em , com uma impedância de 24+j19 por
fase. A linha que une o gerador e a carga possui uma impedância de 0,6+j0,7 por fase.
Considerando uma seqüência positiva para as tensões da fonte e que 120 30
an
V V = ° ,
determine:
a) As tensões de linha;
b) As correntes de linha.
Respostas: a-) 207, 85 60 V ° , 207, 85 60 V − ° e 207, 85180 V °
b-) 3, 75 8, 66 A − ° , 3, 75 128, 66 A − ° e 3, 75111, 34 A °

3-) Uma tensão de linha de uma fonte balanceada conectada em Y é 180 20
ab
V V = − ° . Se a
fonte está conectada a uma carga conectada em de 20 40°Ω, determine as correntes de
fase e linha. Considere a seqüência abc.
Respostas: 9 60 A − ° , 9 180 A − ° , 9 60 A ° , 9 60 A − ° , 15, 59 90 A − ° ,
15, 59 210 A − ° e 15, 59 30 A °

4-) Uma fonte balanceada, conectada em , com seqüência positiva, alimenta uma carga
balanceada conectada em . Sendo a impedância por fase da carga 18+j12 e
22, 5 35
a
I A = ° , determine I
AB
e V
AB
.
Respostas: 13 65 A ° e 281, 2 98, 69 V °

5-) Uma fonte de tensão trifásica de 100V (eficaz) alimenta uma carga equilibrada,
mostrada na figura abaixo. Assume-se como referência a tensão V
AB
(ângulo zero).
Determine:
a) A corrente fasorial I
AB
;
b) A corrente de linha fasorial I
A
.

Iab
j3
4R
A
4R
B
C
j3
j3
4R
Ia

Respostas: a-) 20 36, 9
AB
I A = − ° ; b-) 34, 641 66, 9
A
I A = − ° .
João Marcio Buttendorff 137
6-) A fonte de tensão trifásica da figura abaixo alimenta uma carga cujo modelo por fase é
dado pela figura a direita. Determine:
a) A corrente de linha I
L
com relação à tensão de linha V
AB
(adote V
AB
como tensão
de referência, ou seja, ângulo igual a zero);
b) A potência ativa e reativa fornecida para a carga.

N
2,236R A
j1
N
B
C
IL
300Vef
3 fases
(linha)

Respostas: a-) 70, 7 24,1
L
I A = − ° ; b-) 33, 5 P kW = e 15 Q kVAr = .

7-) Uma carga balanceada conectada em estrela absorve uma potência total de 5kW com
um fator de potência adiantado de 0,6 quando conectado a uma tensão de linha de 240V.
Determine a impedância de cada fase e a potência complexa total da carga.
Respostas: Z=4,15-j5,53 e S=5000-j6667VA.

8-) Um motor trifásico pode ser modelado como uma carga em Y balanceada. O motor
drena 5,6kW quando a tensão de linha é 220V e a corrente de linha é 18,2A. Determine o
fator de potência do motor.
Resposta: FP=0,8075.

9-) Um motor elétrico trifásico de 250cv/220V e rendimento de 95,4% apresenta um fator
de potência de 0,89. Deseja-se aumentar o fator de potência para 0,93. Calcule a corrente
nominal do motor, a potência reativa necessária para elevar o fator de potência e desenhe o
triângulo das potências.
Respostas: I=568,716A e Q=22,583kVAr.

10-) Duas cargas balanceadas são conectadas a uma linha de 240kV, 60Hz, como
apresentado na figura. A carga 1 drena 30kW com um fator de potência de 0,6 atrasado,
enquanto que a carga 2 drena 45kVAr com um fator de potência de 0,8 atrasado.
Determine:
a) As potências ativa, reativa e aparente absorvida pelas cargas;
b) A corrente total de linha;
c) A quantidade de kVAr do banco capacitivo conectados em paralelo com a carga
para aumentar o fator de potência para 0,9 atrasado;
d) A capacitância total dos capacitores.

Carga Carga
Balanceada 1 Balanceada 2

Respostas: a-) P=90kW; S=123,8kVA e Q=85kVAr; b-)
João Marcio Buttendorff 138
Referências Bibliográficas

ALEXANDER, C. K.; SADIKU, M. N. O., Fundamentos de Circuitos Elétricos, Bookman
Companhia Editora., Porto Alegre, 2003.

NILSSON, J. W.; RIEDEL, S. A., Circuitos Elétricos, 6ª Edição, Editora LTC, Rio de
Janeiro, 2003

NAHVI, M.; EDMINISTER, J., Circuitos Elétricos, 2ª. Edição, Bookman Companhia
Editora, Porto Alegre, 2005.

GUSSOW, M., Eletricidade Básica, 2
a
Edição, Makron Books, São Paulo, 1996.

Sumário
1 2 INTRODUÇÃO VARIÁVEIS ELÉTRICAS 2.1 Sistema Internacional de Unidades 2.2 Corrente 2.3 Tensão 2.4 Potência 2.5 Energia 2.6 Notação CONCEITOS BÁSICOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 3.1 Definição: 3.2 Fonte de Tensão Independente 3.3 Fonte de Corrente Independente 3.4 Fontes Dependente de Tensão e Corrente 3.5 Elementos Ativos no Circuito 3.6 Elementos Passivos no Circuito RESISTÊNCIA ELÉTRICA (LEI DE OHM) 4.1 Características dos Resistores 4.1.1 Tipos de Resistores 4.1.2 Código de Cores 4.1.3 Interpretação do Código de Cores 4.1.4 Casos Especiais de Código de Cores 4.2 Exercícios LEIS DE KIRCHHOFF 5.1 Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK) 5.2 Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) 5.3 Exercícios ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES E RESISTÊNCIA EQUIVALENTE 6.1 Associação em Série de Resistores 6.2 Associação em Paralelo de Resistores 6.3 Associação Mista de Resistores 6.4 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Independentes 6.5 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Dependentes e Independentes 6.6 Transformação Estrela-Triângulo 6.6.1 Conversão de Triângulo para Estrela 6.6.2 Conversão de Estrela para Triângulo 6.7 Exercícios DIVISOR DE TENSÃO E CORRENTE Divisor de Tensão 7.1 7.2 Divisor de Corrente Exercícios 7.3 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS Definição das Malhas e Sentidos de Percurso 8.1 8.2 Aplicação da LTK para as Malhas Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 8.3 8.4 Solução do Sistema de Equações Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos 8.5 6 6 6 7 7 7 7 8 8 8 8 8 9 9 10 10 11 12 12 12 13 14 14 15 15 17 20 20 21 22 23 24 25 25 25 26 29 29 30 32 34 34 34 34 35 35 2

3

4

5

6

7

8

João Marcio Buttendorff

8.6 Exemplo de Aplicação Definição das Malhas e Sentidos de Percurso 8.6.1 Aplicação de LTK para as Malhas 8.6.2 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 8.6.3 Solução do Sistema de Equações 8.6.4 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos 8.6.5 Análise de Malhas com Fontes de Corrente 8.7 Exemplo de Aplicação 8.8 Exercícios 8.9 MÉTODO DE ANÁLISE NODAL 9 Seleção do Nó de Referência 9.1 Aplicação da LCK aos Nós 9.2 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 9.3 Solução do Sistema de Equações 9.4 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos 9.5 9.6 Exemplo de Aplicação 9.6.1 Seleção do Nó de Referência 9.7 Aplicação da LCK aos Nós 9.7.1 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos 9.7.2 Solução do Sistema de Equações 9.7.3 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos 9.8 Análise Nodal com Fontes de Tensão 9.9 Exercícios 10 SUPERPOSIÇÃO 10.1 Exemplo de Aplicação 10.2 Exercícios 11 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON 11.1 Introdução 11.2 Circuito Equivalente de Thévenin 11.3 Circuito Equivalente de Norton 11.4 Exemplo de Aplicação 11.5 Exercícios 12 Indutores e Capacitores 12.1 Indutor 12.2 Associação de Indutores 12.3 Capacitor 12.4 Associação de Capacitores 12.5 Exercícios 13 ANÁLISE DE CIRCUITOS SENOIDAIS 13.1 Fontes Senoidais 13.2 Exemplo de Aplicação 13.3 Exercícios 14 FASORES 14.1 O Conjugado de um Número Complexo 14.2 Soma de Números Complexos 14.3 Subtração de Números Complexos 14.4 Multiplicação de Números Complexos 14.5 Divisão de Números Complexos 14.6 Exercícios

35 36 36 36 37 37 38 39 41 45 45 45 45 46 46 46 47 47 47 47 48 48 51 54 54 55 57 57 57 58 59 60 63 63 65 67 69 71 72 72 74 75 76 77 78 78 78 79 79

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1 Tensões Trifásicas Equilibradas 129 24.1 Conversão de Estrela para Triângulo 89 16.1 Exemplo de Aplicação 1 102 19.6 Exercícios ASSOCIAÇÃO DE IMPEDÂNCIAS 87 16 87 16.5 Exercícios 92 17 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA95 17.3 Exercícios 106 20 TRANSFORMAÇÃO DE FONTES 108 21 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA 108 21.3 Análise do Circuito Ligado em Y-Y 131 24.4 Correntes de Linha em um Circuito Ligado em Triângulo (∆) 133 24.1 Exemplo de Aplicação 109 21.1 Exemplo de Aplicação 95 17.4 Exemplo de Aplicação 124 23.5 Exercícios 127 24 CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS 128 24.5 Exemplo de Aplicação 86 15.3.3.1 Potência Instantânea 117 23.3 Exemplo de Aplicação 114 22.2 Exercícios 110 22 RESSONÂNCIA 112 22.2 Exercícios 96 18 MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓ NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA 99 18.2 Ressonância Paralela 113 22.2 15.2 Fonte de Tensão Trifásica 130 24.3 João Marcio Buttendorff 4 .2 Potência Complexa e Triângulo das Potências 122 23.1 Associação em Série de Impedâncias 88 16.2 Exemplo de Aplicação 2 104 19.4 Exercícios 115 23 POTÊNCIAS E FATOR DE POTÊNCIA 117 23.2 Exercícios 100 19 TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO 102 19.1 15.1 Ressonância Série 112 22.15 RESPOSTAS DOS COMPONENTES PASSIVOS A FONTES SENOIDAIS 80 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Resistivo 80 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Indutivo 81 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Capacitivo 83 84 15.2 90 16.5 Potência em Carga Trifásica Equilibrada 134 24.4 Impedância e Reatância 85 15.4 Exemplo de Aplicação 16.6 Exemplo de Aplicação 135 15.3 Correção do Fator de Potência 124 23.3 Transformação Estrela-Triângulo Conversão de Triângulo para Estrela 89 16.2 Associação em Paralelo de Impedâncias 89 16.1 Exemplo de Aplicação 99 18.

7 Exercícios 136 João Marcio Buttendorff 5 .24.

Trabalho Potência Fluxo Magnético Densidade de Fluxo Magnético Unidade coulomb volt ohm siemens henry farad hetz newton joule watt weber tesla Símbolo C V S H F Hz N J W Wb T João Marcio Buttendorff 6 . Grandeza Comprimento Massa Tempo Corrente Elétrica Temperatura Intensidade Luminosa Tabela 2. 2 VARIÁVEIS ELÉTRICAS 2.1 – Unidades Básicas no SI. Neste sistema existem seis unidades principais.1 INTRODUÇÃO Esta apostila foi escrita. apresentando um resumo dos principais tópicos abordados nesta cadeira. das quais as unidades para todas as outras quantidades físicas podem ser derivadas. é adotado pelas principais sociedades de engenharia e pela maioria dos engenheiros do mundo inteiro.1 apresenta as seis unidades. Unidade metro quilograma segundo ampère kelvin candela Símbolo m kg s A k cd As unidades derivadas comumente utilizadas em teoria de circuitos elétricos são apresentadas na tabela 2. a fim de auxiliar nas aulas de circuitos elétricos. ou SI. seus símbolos. Grandeza Carga Elétrica Potencial Elétrico Resistência Condutância Indutância Capacitância Freqüência Força Energia.1 Sistema Internacional de Unidades O Sistema Internacional de Unidades. teoremas e técnicas clássicas. A tabela 2. baseada na literatura atual. e a quantidade física que elas representam. Dá-se especial ênfase às leis básicas.2. No próximo item são apresentados conceitos básicos indispensáveis para a assimilação dos conhecimentos que posteriormente serão apresentados.

A unidade utilizada é o volt.4) João Marcio Buttendorff 7 . A unidade utilizada é o joule. i= dq dt (2. p = v. q = coulomb (C).2) v = volt (V). w = energia (J).2 Corrente A corrente em um componente do circuito é definida como a quantidade de carga elétrica que atravessa seus terminais por unidade de tempo.i = dw dq dw .5 Energia Energia é definida como a integral da potência ao longo do tempo.i. Nos circuitos elétricos ela é definida pelo produto entre tensão e corrente em dois terminais. simbolizado por W.dt = v.3) 2. tais como o kW.1) i = ampère (A).s) e demais unidades dela derivadas. v= dw dq (2.4 Potência Potência é a variação da energia (liberada ou absorvida) em função da variação do tempo. = dq dt dt (2. Outra unidade bastante utilizada na prática é o watt-segundo (W.2.10−19 C). 2. A unidade física utilizada é o ampère. q = coulomb (C). t = segundos (s).hora. simbolizado por A.3 Tensão A tensão (diferença de potencial) entre dois pontos de um circuito é definida como a variação do trabalho realizado por unidade de carga para movimentar esta carga entre estes dois pontos.dt 0 0 t t (2. w = p. A unidade utilizada é o watt (ou joule/s). (O elétron possui carga de 1. 2. 602. simbolizado por V.

uma corrente constante no tempo. – Resistores. por outro lado. enquanto uma corrente senoidal de mesma amplitude deverá ser escrita i=10A. ou contínua. – Capacitores. 3. João Marcio Buttendorff 8 . – Indutores. Por exemplo.2. A tensão fornecida pela concessionária de energia elétrica. para qualquer que seja a tensão entre seus terminais. Tensão Alternada 3.3 Fonte de Corrente Independente Uma fonte ideal de corrente é um elemento que é atravessado por uma corrente especificada.Fontes de Tensão. 3 CONCEITOS BÁSICOS DE CIRCUITOS ELÉTRICOS 3.1 Definição: Um circuito elétrico pode ser definido como uma interligação dos seguintes componentes básicos: – Fontes de tensão dependentes ou independentes. é um exemplo de fonte de tensão alternada. de dez ampères deverá ser escrita I=10A. As fontes independentes podem ser do tipo contínua ou alternada.6 Notação É comum em análise de circuitos distinguir-se entre quantidades constantes e variáveis com o tempo através da utilização de letras maiúsculas e minúsculas. As fontes de corrente também podem ser do tipo contínuo ou alternado. 3-1 . – Fontes de corrente dependentes ou independentes. V V Tensão Contínua Fig. Uma bateria pode ser considerada como um exemplo de fonte de tensão contínua.2 Fonte de Tensão Independente A fonte ideal de tensão é um elemento que mantém uma tensão especificada constante entre seus terminais para qualquer que seja a corrente que a atravesse.

Fornecendo Potência P=V. Como exemplo de fontes dependentes podem-se citar unidades geradoras.Fontes de Corrente. 3-3 . a potência é positiva. Não é possível especificar o valor de uma fonte dependente a menos que se conheça o valor da tensão ou corrente da qual ela depende. ou seja. Corrente Alternada 3. I V I V Fig.Vx _ Fonte de Tensão Dependente I=b. Para o caso em que a corrente estiver saindo do terminal positivo.Convenção para fontes. 3-4 . resultando em uma potência negativa.4 Fontes Dependente de Tensão e Corrente São aquelas que estabelecem uma tensão ou corrente em um circuito cujo valor depende do valor da tensão ou da corrente em outro ponto do circuito. diz-se que a fonte está absorvendo energia.Fontes Dependentes. diz-se que a fonte está fornecendo potência. 3-2 . Se a corrente estiver entrando no terminal positivo da fonte. Em componentes ativos.I) João Marcio Buttendorff 9 . + V=a. onde a corrente de coletor é proporcional à corrente de base.5 Elementos Ativos no Circuito São fontes de tensão e corrente capazes de fornecer energia elétrica para os demais componentes do circuito.+ I I + Corrente Contínua Fig.Ix Fig.I Absorvendo Potência P=-(V. pois a tensão induzida no enrolamento do estator é função da corrente no rotor e. o transistor. Fonte de Corrente Dependente 3. deve-se definir se a potência está sendo fornecida ou absorvida pelo mesmo.

I Onde: (4. R = Resistência em ohms ( ) . P V . 4-1 .Símbolo do resistor. O elemento ideal usado como modelo para este comportamento é o resistor.1) na (4. Em componentes passivos.2) pode-se obter a equação da potência em função da corrente e da resistência e a potência em função da tensão e da resistência.3. I I + VR R + VC C I + VL L Fig. O símbolo de ohm é a letra grega Omega ( ) .Convenção para elementos passivos. A Lei de Ohm é uma homenagem a Georg Simon Ohm. A letra R indica a resistência do resistor. 4 RESISTÊNCIA ELÉTRICA (LEI DE OHM) Resistência é a propriedade dos materiais de se opor à passagem de corrente elétrica.I (4. mais precisamente.2) Substituindo-se a equação (4. A unidade da potência é watts (W).1) descreve esta lei. A Fig. V R. Os resistores.6 Elementos Passivos no Circuito São dispositivos capazes de absorver ou armazenar a energia elétrica fornecida pelos elementos ativos (fontes). 3-5 . A lei de Ohm é a relação algébrica entre tensão e corrente em um resistor e é medida em ohms no sistema internacional (SI). I = Corrente em ampères (A). indutores e capacitores são elementos passivos. um físico alemão que a formulou pela primeira vez no início do século XIX. A potência dissipada por um resistor consiste em calcular o produto da tensão entre os terminais do resistor pela corrente que o atravessa. A equação (4. João Marcio Buttendorff 10 . 4-1 mostra o símbolo do resistor. a corrente entra pelo lado de maior potencial (positivo) e sai do mesmo pelo lado de menor potencial. R Fig.1) V = Tensão em volts (V). ao movimento de cargas elétricas.

Resistência Ôhmica – O valor específico da resistência do componente é indicada numericamente ou por código de cores. obtém-se: VRA VRA PRA PRA R.I 20V (4. 4-2 os valores das tensões nos resistores e as potências dissipadas nos mesmos.1 8W PRB 20. Os resistores são fabricados em valores padronizados.6 – 6. ± 2%.I 8.2.9 – 4. ± 10%. representado pela letra G e medido em Siemens (S).R V2 R (4.1 20W (4. 4-2 – Exemplos. João Marcio Buttendorff 11 .8 – 2. • Potência.I 8V VRB PRB 20. Estas diferenças se situam em 5 faixas de percentual: ± 20%.1 VRA .2 – 2. Assim: G= 1 R (4.3 – 3. ± 5%.1: Calcule nos circuitos da Fig.8 – 8. ± 1% de tolerância. Percentual de Tolerância – Os resistores estão sujeitos a diferenças em seus valores decorrentes aos processos de fabricação. Os valores comerciais no Brasil são múltiplos de dez de: 1 – 1.7 – 3.1 Características dos Resistores Em geral os fabricantes de resistores fornece três parâmetros que caracterizam os mesmos: • Resistência ôhmica.1 VRB .5 – 1.I VRB R.2 – 1.5) Exemplos 2.7 – 5.4) O recíproco da resistência é chamando de condutância.3) (4.P P I 2 . • Percentual de tolerância. (B) Aplicando-se a Lei de Ohm aos circuitos.7) 4. 1A 8R 1A 20R (A) Fig.6) 8.

Os três primeiros são considerados resistores comuns. 4-3 .1. 4. As principais desvantagens dos resistores de carbono são o baixo percentual de precisão e a baixa dissipação de potência. 1º . Deve-se notar que a tolerância pode ser tanto acima como abaixo do valor padrão do resistor.2 Código de Cores O valor ôhmico dos resistores e sua tolerância podem ser impressos no corpo do componente através de anéis coloridos. 4. 3º . sendo que o primeiro é aquele que estiver mais próximo da extremidade.Número de zeros. 2 º . Potência – A dissipação de potência do resistor indica a capacidade de suportar calor sem se danificar e sem que o valor se altere.3 Interpretação do Código de Cores O código se compõe de três anéis usados para representar o valor ôhmico e um para representar o percentual de tolerância. Para uma correta leitura. A disposição em forma de anéis permite a leitura do valor em qualquer posição do componente. 1º 2 º 3 º 4 º Fig. O corpo do resistor pronto recebe um revestimento que dá acabamento na fabricação e isola o filme de carbono da ação da umidade.Dezena. Sobre o corpo é enrolado um fio especial (por exemplo. corretamente interpretada fornece dados sobre o valor do componente. enquanto os demais são chamados resistores de precisão.Percentual de tolerância. Resistores de Carvão: São constituídos por um corpo de porcelana. os anéis devem ser lidos na seqüência correta. A Fig. Neste tipo de resistor os valores das resistências não são precisos. O calor é produzido pela potência desenvolvida no resistor e pela capacidade do mesmo de transferir essa potência para as redondezas. 4-3 apresenta um resistor codificado por cores.1. No interior da porcelana são comprimidas partículas de carvão que definem a resistência do componente.Unidade.1. apesar de existir também 1 e 2%. níquel – cromo) cujo comprimento e seção determinam o valor da resistência. A cor de cada anel e a sua posição com relação aos demais anéis.1 Tipos de Resistores Resistores de Filme de Carbono: Constituído por um corpo cilíndrico de cerâmica que serve como base para uma fina camada espiral de material resistivo (filme de carbono ou grafite em pó) que determina seu valor ôhmico. Nos resistores de fio obtém-se maior precisão. e maior dissipação de potência. 4. Resistores de Fio: Constituem-se de um corpo de porcelana que serva como base. 4 º . Em geral apresentam tolerância de 5 e 10%.Resistor codificado por cores. João Marcio Buttendorff 12 .

000 Ohms ± 1%. João Marcio Buttendorff 13 . Resistores abaixo de 1 Ohm: Para representar resistores abaixo de 1 Ohm. Exemplo: 1º anel – amarelo = 4 2º anel – violeta = 7 3º anel – vermelho = 2 zeros (00) 4º anel – dourado = 5% de tolerância. Nestes resistores. o quarto anel representa o número de zeros (fator multiplicativo) e o quinto anel é a tolerância. • O quarto anel é a tolerância do valor da resistência.1 = 1.01 = 0. • O terceiro anel é o fator multiplicativo por dez. laranja. marrom = 682.7k Ohms ± 5% ou 4k7 Ohms ± 5%.1. Resistor de 4700 Ohms ± 5%. que se situam entre os valores padronizados.18 Ohms ± 5%. Resistores de cinco anéis: Em algumas aplicações são necessários resistores com valores mais precisos. 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Tolerância Marrom Vermelho Dourado Prata Sem a quarta faixa 1% 2% 5% 10% 20% O código é interpretado da seguinte forma: • Os dois primeiros anéis são números. Exemplo: Marrom. cinza. Exemplo: Azul.1. Esta cor no terceiro anel indica a existência de uma vírgula entre os dois primeiros números ou também pode ser considerado como um fator de multiplicação de 0. prata. o código determina o uso do prateado no terceiro anel. dourado = 18 x 0. “n” números de zeros que virão após os dois primeiros números. dourado= 18 x 0.Cada cor representa um número.01. Exemplo: Marrom.4 Casos Especiais de Código de Cores Resistores de 1 a 10 Ohms: Para representar resistores de 1 a 10 Ohms. ou seja. dourado. o código estabelece o uso da cor dourada no terceiro anel.8 Ohms ± 5%. como segue: Preto Marrom Vermelho Laranja Amarelo Verde Azul Violeta Cinza Branco Valor Tabela 1 – Código de cores. os três primeiros anéis são dígitos significativos. cinza. cinza. vermelho. 4. 4. Esta cor no terceiro anel indica a existência de um zero antes dos dois primeiros números ou um fator de multiplicação de 0.

(A) (B) 3A 100R (A) 100mA 2. Na Fig.33mA e P=13. 3-) Determine a tensão sobre os resistores e a potência dissipada pelos mesmo. 5-1 está representado um circuito simples composto de dois nós (nós 1 e 2). – Ramo: É a representação de um único componente conectado entre dois nós. – Malha: É qualquer percurso de um circuito que permita.4. (B) V=220V e P=22W.33W. 5-1. Na Fig.2 Exercícios 1-) Determine a corrente e a potência dissipada nos resistores. (B) 5 LEIS DE KIRCHHOFF Os comportamentos dos circuitos elétricos são governados por duas leis básicas chamadas Leis de Kirchhoff. (B) V=20V. (B) I=333. João Marcio Buttendorff 14 . 12V 1k (A) 40V 120R Respostas: (A) I=12mA e P=144mW. servindo assim como base para o equacionamento matemático dos circuitos elétricos. partindo de um nó escolhido arbitrariamente. 2-) Determine a tensão das fontes. entretanto. tal como um resistor ou uma fonte de tensão. o componente dois (R2) conectado entre os nós 1 e 2 é um ramo do circuito. Elas estabelecem relações entre as tensões e correntes entre os diversos elementos dos circuitos. 2A V 50R V 10A R P=200W (B) Respostas: (A) V=100V.2k Respostas: (A) V=300V e P=900W. Antes do enunciado das referidas Leis. torna-se. necessário à introdução de algumas definições básicas: – Nó: É um ponto de junção de dois ou mais componentes básicos de um circuito (ramos). voltar ao ponto de partida sem passar mais de uma vez pelo mesmo nó.

Considerando-se as correntes que chegam a um nó como positivas e as que saem como negativas.Circuito com dois nós.1) 5. João Marcio Buttendorff 15 . Baseado no enunciado da LCK e considerando-se o circuito mostrado na Fig. 5-1.1 Lei das Correntes de Kirchhoff (LCK) A lei das correntes de Kirchhoff estabelece que a soma das correntes que chegam a um nó é igual à soma das correntes que saem do mesmo nó. R1 + VR1 Vcc I R2 + VR2 + VR2 R3 Fig.I1 1 I2 I3 Vcc R1 R2 1k Fig. Baseado no enunciado da LTK e considerando-se o circuito da Fig.1: Use as lei de Kirchhoff e a lei de Ohm para determinar o valor da corrente I1 no circuito da Fig. pode-se escrever a seguinte equação para o nó marcado como 1: I1 I2 I3 0 I1 I2 I3 (5. 2 5.2) Exemplo 3.2 Lei das Tensões de Kirchhoff (LTK) A lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma algébrica das tensões em qualquer malha de um circuito é sempre nula.Circuito com uma malha. 5-1 . 5-3. 5-2. 5-2 . pode-se escrever a seguinte equação: Vcc VR1 VR 2 VR 3 0 Vcc VR1 VR 2 VR 3 (5. a Lei das Correntes de Kirchhoff estabelece que a soma algébrica das correntes incidindo em um nó deve ser nula.

5-4 . obtém-se: I1 6 I2 0 I1 6 I2 (5.1. 5-4.4) Substituindo-se a lei de Ohm na equação (5.3) na (5. Outro detalhe importante neste exemplo consiste no fato que a corrente esta entrando no terminal positivo da fonte de tensão. João Marcio Buttendorff 16 .I1 50. O circuito passa a ser o apresentado na Fig.5) e resolvendo-se as equações.Exemplo 3. 5-3 . deve-se associar uma corrente ao ramo formado pelo resistor R2. o que resulta que a mesma está absorvendo potência ao invés de estar fornecendo potência para o circuito.6) O resultado negativo de I1 representa que o sentido real da corrente é o contrário do sentido apresentado na Fig.I1 R2 .R1=10R I1 120V R2=50R 6A Fig. obtém-se: 120 VR1 VR 2 0 VR1 VR 2 120 (5.4).3) Aplicando a LTK a malha da esquerda e considerando o caminha percorrido no sentido horário. Como se têm duas correntes entrando no nó superior.I 2 120 120 10. Também deve-se acrescentar tensões desconhecidas aos resistores. 5-3.Circuito resultante.5) Substituindo-se a equação (5. formado por I1 e pela fonte de corrente (6A). Antes de iniciar a resolução do circuito. + VR1 _ Nó 1 I1 120V I2 + VR2 _ 6A Fig. Nó 2 Aplicando a LCK ao nó 1 e considerando que as correntes entrando no nó são positivas e as que saem são negativas. R1. será considerado que a corrente em R2 está saindo do nó. obtém-se: I1 I2 3A 3A (5.I 2 (5.

P V .I 2.I 3.I R2 .I R2 .I 24 24 (5. 1V 20A 2A 10A I=? 20V 1V I V=? 6V 2V Respostas: I=8A e V=10V. obtém-se: 24 VR1 VR1 VR 2 VR 2 VR 3 VR 3 0 24 (5. Aplicando-se a LTK ao circuito.3 Exercícios 1-) Calcule as grandezas desconhecidas indicadas nos circuitos abaixo. obtém-se a corrente do mesmo.2: Calcule no circuito da Fig. 5-5 as tensões sobre os resistores.Exemplo 3.9) A potência da fonte é obtida pelo produto da tensão fornecida pela mesma e pela corrente que circula por ela.I I 2A Aplicando a Lei de Ohm para cada resistor do circuito.10) 5. 3R + VR1 24V I 7R + VR2 + VR3 2R Fig.2.I 24.2 7. a corrente da malha e a potência fornecida pela fonte de tensão.2 48W (5.8) 3.7) Substituindo a Lei de Ohm na equação (5. R1.I R3 . VR1 VR 2 VR 3 R1.I 7.I R3 . determina-se a tensão sobre os mesmos.Exemplo 3. João Marcio Buttendorff 17 .2 6V 14V 4V (5.7) e resolvendo-se a equação.2 2. 5-5 .

c) Verifique que a potência fornecida pela fonte é igual à potência dissipada nos resistores.6A I I 80R 90R Respostas: a) I=4A. e) A potência fornecida pela fonte.2-) Calcule a corrente e as quedas de tensão através de R1 e R2. I1=2.4A. 5-) Para o circuito abaixo. + VR1 3R 24V + VR2 7R + VR3 _ 2R Respostas: I=2A. b) A tensão no resistor de 90 . 30R 1. b) V=144V. VR1=6V. as tensões nos resistores e a potência fornecida pela fonte. c) O valor de Vo. determine: a) O valor de Ia. b) O valor de Ib. 3-) Use a lei de Ohm e a lei de Kirchhoff para determinar o valor de R no circuito abaixo. VR2=14V. calcule: a) As correntes da fonte e no resistor de 80 . VR3=4V e P=48W. c) Ptot=768W. VR1=10V e VR2=20V. d) As potências dissipadas nos resistores. João Marcio Buttendorff 18 . R + 120V _ 200V 24R 8R Resposta: R 4 4-) Calcule a corrente. 6-) Dado o circuito. R2 20R 40V 20V R1 10R 50V Respostas: I=1A.

Calcule: a) A tensão Vs.I1 8V 1. P5R=320W. c) Vo=40V. e) A potência total dissipada pelos dois resistores.5A.4R Ib 50V Ia 20R + Vo _ 80R Respostas: a) Ia=2A. b) Determine as potências dissipadas nos resistores. 9-) A corrente I1 no circuito abaixo é de 2A. P10R=360W e P8R=800W. b-) P=210W. e-) P=130W. 7-) A corrente I0 no circuito é 4A. b) A potência recebida pela fonte de tensão independente. P20R=80W e P80R=20W. e) P=125W.8k Respostas: I1=25uA e V=-2V. 54k I1 5V 6k 1V + V 30. c-) P=300W.I1 10R 5A I1 30R Vs Respostas: a-) Vs=70V. b) Ib=0. b) P25R=400W. P70R=280W. João Marcio Buttendorff 19 . 2. a) Determine a corrente I1. 25R I0 5R I1 180V 70R 8R 10R Respostas: a) I1=2A. 8-) Determine no circuito abaixo a corrente I1 e a tensão V. d) A potência fornecida pela fonte de corrente dependente. c) A potência fornecida pela fonte de corrente independente. d-) P=40W. d) P4R=25W.

V VR1 VR 2 VR 3 ..4) João Marcio Buttendorff 20 . Esta técnica é denominada de redução dos circuitos e será brevemente apresentada aqui. Obtém-se: V V I .R1 I . 6-1 é igual a tensão da fonte V.( R1 I . junto com as técnicas básicas de determinação da resistência equivalente. Portanto.1 Associação em Série de Resistores Neste caso.Circuito série.. I . . todos os resistores são percorridos pela mesma corrente. sendo n o número total de resistores em série. Deduz-se daí que a soma das quedas de tensões em todo o circuito da Fig. Desta forma.2) (6.. conforme mostra a Fig.VRn (6. A Lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma das tensões em um circuito fechado é igual a zero. 6-1 .3) A resistência vista pela fonte de alimentação é a resistência equivalente (Req) do circuito. tem-se: V I ..Rn Rn ) (6. sendo que o terminal final do primeiro é conectado ao início do segundo e assim por diante.Req (6.R3 R3 .1) Substituindo-se as quedas de tensões nos resistores pela Lei de Ohm.. para a fonte conectada aos resistores.. 6-1. O resistor equivalente é o resistor que quando conectado aos terminais da fonte possui as mesmas características elétricas que a associação série dos resistores 1 a n. a corrente no resistor equivalente será a mesma da associação série dos n resistores. pode-se numa série de casos práticos solucionar o circuito a partir da associação dos resistores que compõem determinadas partes do circuito. + VR1 R1 + VR2 R2 + VR3 R3 + VRn Rn I V Fig.R2 R2 I .6 ASSOCIAÇÃO DE EQUIVALENTE RESISTORES E RESISTÊNCIA A análise e projeto de circuitos requerem em muitos casos a determinação da resistência equivalente a partir de dois terminais quaisquer do circuito. 6. Além disso.

Rn (6.4) na (6. 6-3 . Por outro lado.. 6-3 é mostrado um circuito paralelo na qual todos os resistores estão conectados em paralelo. 6. I V Req Fig. portanto a tensão sobre cada resistor é igual à tensão da fonte. A Lei das correntes de Kirchhoff estabelece que a soma das correntes que entram em um nó é igual à soma das correntes que saem do nó.Circuito paralelo. a corrente através de cada resistor é determinada pelo valor de cada um deles.5) A Fig.. Desta maneira. tem-se: I V Req (6. 6-2 apresenta o circuito equivalente da Fig.3) e dividindo-se ambos os lados da equação por I.Substituindo-se a equação (6.Circuito equivalente.. Assim: I I1 I2 I3 .6) pela Lei de Ohm e substituindo-se a corrente total pela equação (6.7) Substituindo-se cada termo da equação (6.6) A corrente que circula pela fonte de alimentação é a corrente total (I) do circuito. 6-1. 6-2 . Desta forma. cada um dos resistores está conectado diretamente a fonte de tensão e. R eq R1 R2 R3 .. obtém-se: João Marcio Buttendorff 21 .2 Associação em Paralelo de Resistores Na Fig.7). determina-se a equação da resistência equivalente do circuito. In (6. I1 I2 I I3 In R1 R2 R3 Rn V Fig.

V Rn (6.8) Dividindo-se ambos os lados da equação (6.. Para o caso particular de dois resistores em paralelo. (6.10) .Associação mista de resistores. Considere o circuito da Fig.11) 6.R2 R1 R2 (6.8) por V.. R2 R4 R2 RA a (A) b a (C) b R1 R1 a R5 (B) b R1 R3 R3 R2 a RB (D) b a (E) b RD R1 RC Fig. obtém-se: 1 R eq R eq 1 R1 1 R1 1 R2 1 R2 1 R3 1 1 R3 . 6-4 onde se deseja calcular a resistência equivalente a partir dos terminais a-b..3 Associação Mista de Resistores No caso de haver partes do circuito que estão conectadas em série e partes que estão conectadas em paralelo deve-se aplicar sucessivamente as equações (6.11) para determinar a resistência equivalente. Deduz-se desta equação que o valor total da resistência é menor que o menor valor das resistências individuais.9) (6. pode-se utilizar a equação (6. 6-4 . João Marcio Buttendorff 22 . O exemplo a seguir ilustra este procedimento.V R eq V R1 V R2 V R3 .. 1 Rn 1 Rn (6.. Esta equação é usada para determinar o valor da resistência equivalente dos resistores conectados em paralelo.5).11) até que se obtenha a resistência equivalente nos terminais desejados.10) e (6. Req R1..

RD RC .5): RC RB R2 (6.R1 RC R1 (6. 6-5(B).11). podendo-se determinar a resistência equivalente RA pela equação (6. Mesmo quando houver fontes independentes.4 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Independentes Nos casos anteriores.Pela Fig.R3 RA R3 (6.14) O circuito assume agora a forma mostrada na figura (D). podendo ser associados utilizando-se a equação (6. Para isso. a resistência equivalente foi determinada para um circuito (ou parte dele) onde não existiam fontes de corrente ou tensão. a qual é denominado de RD. portanto. pode-se determinar a resistência equivalente a partir de um par de terminais. Neste caso a resistência equivalente será determinada anulando-se todas as fontes independentes do circuito. resultando na resistência equivalente do circuito a partir dos terminais a-b.13) Após esta operação o circuito assumirá a forma mostrada na figura (C). 6-4. os resistores R4 e R5 estão em série. Os resistores RB e R2 estão agora em série e a resistência equivalente RC correspondente a estes dois é dada pela equação (6. 6. Existe para cada par de terminais um valor de resistência equivalente diferente. resultando na resistência RB: RB RA . o conceito da resistência equivalente do circuito ou resistência total do circuito. 6-5(A). onde os resistores RC e R1 estão em paralelo e podem ser associados pela equação (6.12) O circuito possuirá agora a forma mostrado na Fig. Não existe. será obtido a partir do circuito mostrado na Fig.11).5) (vide figura A). 6-4(B). João Marcio Buttendorff 23 . RA R4 R5 (6.15) Deve-se salientar que a resistência equivalente está sempre relacionada a dois terminais específicos do circuito. mas sim uma resistência equivalente a partir de dois terminais do circuito. a resistência equivalente para o circuito mostrado na Fig. onde observa-se que os resistores RA e R3 estão conectados em paralelo. Por exemplo. onde as fontes foram anuladas. as fontes de tensão serão substituídas por terminais em curto-circuito e as fontes de corrente por terminais em circuito aberto.

A resistência equivalente será a relação entre a tensão aplicada e a corrente. Considere o circuito apresentado na Fig. devendo-se optar por um valor que simplifique o calculo (1V. por exemplo). a 2R + Vx 4R 5. 6-6 para o qual deseja-se determinar a resistência equivalente a partir dos terminais a-b.5 Resistência Equivalente de Circuitos Contendo Fontes Dependentes e Independentes Neste caso deve-se.Vx _ 3R b Fig.17) Assim. 6-6(B). obtém-se: −1 + Vx + 5.3333 A 4 2 (6. como no caso anterior anular as fontes independentes e. obtém: I = I 2 Ω + I 4Ω I= 1 0. 6-5 . O circuito original é mostrado na Fig. 6. 6-6(A) e o circuito utilizado para o cálculo da resistência equivalente é mostrado na Fig.Vx = 0 Vx = 0.1667 + = 0. Deve-se calcular a resistência equivalente aplicando-se uma fonte de tensão aos terminais onde a resistência equivalente deve ser calculada e em seguida determinar a corrente da mesma. 6-6 .16) Aplicando-se a LCK no nó formado pela fonte de tensão e pelos resistores de 2 e 4 . Neste caso foi aplicado aos terminais a-b uma tensão de 1V.Circuito exemplo. a resistência equivalente é obtida por: João Marcio Buttendorff 24 . contudo. manter as fontes dependentes no circuito. A fonte aplicada poderá ter um valor qualquer.a (A) b R1 R2 R3 a (B) b R1 R2 R3 I Vcc Fig.1667V (6. O exemplo a seguir ilustra este procedimento. uma vez que estas dependem de tensões e correntes do circuito.Resistência equivalente contendo fontes.Vx + _ 12V 1V b (A) (B) 3R I a 2R + Vx 4R + 5. Aplicando-se a Leis das Tensões de Kirchhoff.

6. ao passo que a conexão em triângulo é mostrado na Fig. (a) 4 2 (b) 6. pode-se converter o circuito para estrela utilizando-se as seguintes relações: R1 = Rb .21) Ra .6.Equivalência entre a conexão (a) estrela e (b) triângulo.3333 (6. 6. 6-7 . A conexão de resistores em estrela é mostrado na Fig. A conexão em estrela também é denominada de conexão Y ou ainda conexão T.6 Transformação Estrela-Triângulo Existem muitos casos práticos em que a resistência equivalente necessita ser determinada e não é possível utilizar as regras de associação série nem as de associação em paralelo.Rb Ra + Rb + Rc A regra para a conversão triângulo-estrela é. 6-7(a). Nestes casos pode-se simplificar o problema utilizando as regras de conversão estrela-triângulo.18) 6.1 Conversão de Triângulo para Estrela Quando o circuito original está na conexão triângulo.19) R2 = R3 = (6. a conexão triângulo também é denominada de conexão delta ou ainda conexão . Por outro lado.20) (6. portanto: cada resistor do circuito em estrela é o produto dos resistores dos dois ramos adjacentes do triângulo dividido pela soma dos três resistores do triângulo. 6-7(b). R1 1 R3 R2 3 1 Rb Rc 3 Ra 4 2 Fig.Rc Ra + Rb + Rc Ra .Rc Ra + Rb + Rc (6.Req = V 1 = = 3Ω I 0.2 Conversão de Estrela para Triângulo Quando o circuito original está na conexão estrela. pode-se converter o circuito para triângulo utilizando-se as seguintes relações: João Marcio Buttendorff 25 .

5V.7 Exercícios 1-) Calcule a tensão sobre cada resistor dos circuitos abaixo.24) A regra para a conversão estrela-triângulo é. ITor=8A. V3=34.R2 + R2 . 3-) Determine a resistência equivalente para o circuito abaixo: a) Como está desenhado. b) Req 9.R3 + R3 . c) Com o resistor de 5 substituído por um circuito aberto.R1 R3 (6.22) (6. um torrador de pão (15 ) e uma panela de frituras (12 ) ligados às tomadas de 120V de uma cozinha. 2 .R3 + R3 . R1 5R 110V R3 7R R2 10R 115V 3R (b) 4R 1R 2R Respostas: (a) V1=25V.R1 R2 R1.R2 + R2 . V2=23V. IPan=10A e Itot=26A.R1 R1 R1. João Marcio Buttendorff 26 .23) (6. V2=50V e V3=35V (b) V1=11. portanto: cada resistor do circuito em triângulo é o produto dos resistores da estrela dois a dois dividido pelo resistor oposto da estrela.R2 + R2 .933 e c) Req 10. Que corrente fluirá em cada ramo do circuito e qual é a corrente total consumida por todos os eletrodomésticos? Respostas: ICaf=8A. 6. 2-) Um circuito paralelo é formado por uma cafeteira elétrica (15 ). 3R 4R 5R (a) 4R 4R 2R 10R 1R 9R Respostas: a) Req 10 .Ra = Rb = Rc = R1. b) Com o resistor de 5 substituído por um curto-circuito.R3 + R3 .5V e V4=46V.

(B) Req 24 e P=864W. b) As potências fornecidas pelas fontes. João Marcio Buttendorff 27 . 2R 7k 12R 6R 24R 15k 30k 24k 30k 20k Respostas: (A) Req 16 .162 . 8R 16R 6R 10R 144V 10R 18R 12R 4R 20R 15R 14R 20V 15R 48R 18R (A) 6R 20R 8R (B) 6R 6A 60R 10R 15R 30R 18R 48R 10R (C) 15R Respostas: (A) Req 10 (C) Req e P=40W. 5R 8R 10R 20R 15R Resposta: Req=12. 6-) Determine para os três circuitos abaixo: a) A resistência equivalente. (B) Req 6k . 27 e P=768W. 5-) Determine a resistência equivalente do circuito abaixo.4-) Determine a resistência equivalente para os dois circuitos abaixo. 7-) Determine Vo e Vg no circuito abaixo.

10-) Calcule a potência dissipada pelo resistor de 3k do circuito abaixo.8W. b) Calcule a potência dissipada no resistor de 20 . a) Calcule Vg.12R 50R 25A + Vg _ 30R + Vo _ 25R 60R 30R Respostas: Vo=300V e Vg=1050V. 8-) Calcule a tensão Vx no circuito. como mostra a figura.Vx + 15k Resposta: Vx=1V. 5k 30V 1k 60k . 20R 10R 5R 4R 1A Vg 32R 40R 3R 25R 9R 1R 2R Respostas: a) Vg=144V. João Marcio Buttendorff 28 . b) P=28. 9-) A corrente no resistor de 9 do circuito abaixo é 1A. 750R 15k 192V 5k 25k 3k 5k Resposta: P=300mW.

.. As regras de aplicação dos divisores são obtidas a partir das regras de associação série e paralela de resistores vistas anteriormente.. 7-1(A).5R 120V 5R 30R 15R 10R 20R Respostas: Req=9.. 7-1 .1) +VR1. pode ser simplificada por meio da aplicação de técnicas conhecidas como divisor de tensão e divisor de corrente.11-) Obtenha a resistência equivalente do circuito abaixo e utilize-a para encontrar a corrente I.458A. Rn +VRnI Rn (7. Rn ) (7. 7 DIVISOR DE TENSÃO E CORRENTE A solução de circuitos. sendo dada pela relação: R eq R1 R2 R3 R4 . I 12. 7.Divisão de tensão entre resistores em série.632 e I=12.+VR3. Em um circuito em série a corrente em todos os componentes é a mesma. A resistência equivalente vista pela fonte V é mostrada na figura (B).+VR2. as quais por sua vez derivam diretamente das Leis de Kirchhoff. sendo dada pela equação: I V Req V ( R1 R2 R3 R4 .+VR4+ V _ +VReq+ V _ I Req (B) R1 R2 R3 (A) R4 Fig. e destina-se a determinar a tensão sobre cada componente individual.2) João Marcio Buttendorff 29 .1 Divisor de Tensão A regra do divisor de tensão se aplica a componentes (resistores) conectados em série. como no caso do circuito mostrado na Fig. ou partes dele.

7-2 . Rn ) (7. 7. A resistência equivalente é mostrada na figura (B). Rn ) (7.. 1 Rn (7. sendo dada pela relação: R eq 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 R4 . a tensão sobre cada resistor será dada pelas seguintes equações: VR1 R1...V R3 R4 .. 7-1.I ( R1 R2 Rn .Desta forma.2 Divisor de Corrente Analogamente ao caso de resistências em série.. como no caso do circuito mostrado na Fig. Rn ) (7.4) VR 3 .V R3 R4 R2 .I ( R1 R2 . VRn R3 ..V R3 R4 .. e destina-se a determinar a corrente que circula por cada componente individual..6) As equações anteriores permitem determinar diretamente a tensão sobre cada resistor a partir da tensão aplicada à associação.I ( R1 R2 . A regra é: a tensão sobre cada componente é a tensão aplicada aos terminais de entrada multiplicada pela resistência e dividida pela soma das resistências dos componentes.5) Rn .V R3 R4 R3 ..7) + V _ I R1 I1 R2 I2 R3 I3 R4 I4 Rn In (A) Req + V _ (B) I Fig.. Rn ) (7. Ao aplicar-se a regra é fundamental observar que as polaridades das tensões e sentidos das correntes sobre os componentes são conforme mostra a Fig... a regra do divisor de corrente se aplica a componentes (resistores) conectados em paralelo. João Marcio Buttendorff 30 .3) VR 2 R2 .Divisão de corrente entre resistores em paralelo. 7-2.I ( R1 R2 R1.

a corrente em cada um dos resistores será dada pelas seguintes equações: I1 V R1 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 R4 ..14) I2 I.9) I2 V R2 .11) I4 V R4 .13) As equações anteriores permitem.. podem-se obter as seguintes expressões: I1 I. I R4 (7. assim.12) . 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 R4 . 1 Rn . 7-2.. In V Rn 1 1 R1 1 R2 1 R3 1 R4 . sendo então determinada pela equação (7..8): V I . I R3 (7.R e q I.. 1 Rn 1 R4 .A tensão em todos os componentes é mesma. I R1 (7. Ao aplicar-se a regra é fundamental observar que as polaridades das tensão e sentidos das corrente sobre os componentes são conforme apresentado na Fig.10) I3 V R3 ..15) João Marcio Buttendorff 31 .. (7.. 1 Rn 1 R4 . determinar a corrente em cada resistor a partir da corrente total..8) Desta forma. I Rn (7... I R2 (7. R2 R1 R1 R1 R2 R2 (7. 1 Rn . 1 Rn (7... 1 Rn 1 R4 .. A regra geral pode ser expressa da seguinte forma: a corrente em cada componente é a corrente de entrada multiplicada pela resistência equivalente e dividida pela resistência na qual deseja-se obter a corrente. Para o caso particular de apenas dois resistores conectados em paralelo.

7. c) Qual é a potência dissipada no resistor de 25k se os terminais da carga forem acidentalmente curto circuitados? d) Qual a potência máxima dissipada no resistor de 75k ? 25k 200V 75k + Vo _ RL Respostas: a) Vo=150V.6R do circuito abaixo.6W e d) P=300mW.5V e VR2=7.5V.3 Exercícios 1-) Calcule através do método do divisor de tensão a queda de tensão através de cada resistor. c) P=1.33V. 3-) Determine no circuito abaixo: a) O valor de Vo na ausência de carga. 10A 16R 4R 6R Resposta: P=61. 4-) Determine a potência dissipada no resistor de 6 1.44W. R1 10V R2 2k 6k Respostas: VR1=2. João Marcio Buttendorff 32 . b) Vo=133. 2-) Calcule as correntes I1 e I2 utilizando divisor de corrente. It=18mA 3k I1 6k I2 Respostas: I1=12mA e I2=6mA. b) Calcule Vo quando RL 150k .

Quando a resistência de carga RL é inserida ao circuito. 6V e +12V. b) As três tensões. Escolha os valores de R1. b) As potências dissipadas em R1 e R2. o valor de Vo sem carga é 6V. as memórias de muitos computadores pessoais exigem tensões -12V. devem ser V1=12V. R2 e R3 no circuito abaixo para que as seguintes especificações de projeto sejam atendidas: a) A potência total fornecida ao circuito divisor de tensão pela fonte de 24V deve ser de 36W quando o circuito não está carregado. 40R + 18V R2 RL Vo _ Respostas: R2 20 e RL 26. V2=6V e V3=-12V. todas em relação a um terminal comum de referência. Assim. 67 . 7-) Muitas vezes é necessário dispor de mais de uma tensão na saída de um circuito divisor de tensão. a tensão cai para 4V. João Marcio Buttendorff 33 . V1 R1 V2 24V R2 Comum R3 V3 Respostas: R1 4 . todas medidas em relação ao terminal comum de referência. por exemplo. R2 4 e R3 8 . 6-) Calcule no circuito divisor de tensão abaixo: a) A tensão de saída Vo sem carga.7k 3.32W. Determine o valor de R2 RL.3k Vo Respostas: a) Vo=66V e b) PR1=1.5-) No circuito divisor de tensão da figura abaixo. R1 160V R2 4.88W e PR2=1.

3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos Considerando que as equações da etapa anterior foram escritas em função das tensões dos ramos e as incógnitas são correntes de malha. Como resultado desta etapa haverá (b-n+1) equações que representam os somatórios das tensões sobre os componentes que compõem cada malha. Além disso. de acordo com a convenção adotada. Deve-se observar que existe uma relação tensão corrente para cada ramo (componente). I3.2 Aplicação da LTK para as Malhas Após a definição das malhas. deve-se percorrê-las de acordo com o sentido atribuído para cada uma delas... Como resultado desta etapa. Para um circuito contendo b ramos (componentes) e n nós existirão sempre (b-n+1) malhas.Ib-n+1. I2. 1142mA 0. deve-se escolher um sentido de percurso para cada malha.25R 10R 20R Resposta: I=32mA. Uma vez identificadas às malhas. 8.25R 2. deve-se numerá-las e designá-las como I1. devem-se utilizar as relações de tensão-corrente (Lei de Ohm) para substituir as tensões dos ramos por relações envolvendo as correntes de malha. obtém-se (b-n+1) equações envolvendo as correntes de malha. 25 . as quais definem as correntes de ramo que serão consideradas positivas. 8. A escolha do sentido não interfere com as equações que serão obtidas. portanto b relações deste tipo. mas é importante na determinação das correntes e tensões de ramo. Também nesta etapa serão definidas polaridades para as tensões nos ramos. no circuito divisor de corrente apresentado abaixo. 8.8-) Calcule a corrente no resistor de 6. João Marcio Buttendorff 34 . as quais permitirão escrever um número de equações independentes também igual a (b-n+1).1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso Inicialmente devem ser determinadas quantas malhas contém o circuito. retornando-se ao ponto de partida após a malha ter sido percorrida. 8 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS A análise de malhas envolve sempre os cinco passos descritos a seguir. Pode-se adotar a seguinte convenção quanto às diferenças de potencial: quedas de potencial ao longo deste percurso serão consideradas positivas. existindo.5R 1R 6. ao passo que elevações de potencial serão consideradas negativas.

6 Exemplo de Aplicação O método exposto será ilustrado por meio de um exemplo simples ilustrado na Fig.Tensão e corrente de ramo. percorrido por um lado pela corrente de malha Ix e por outro pela corrente de malha IY do circuito conforme mostra a Fig.Rk (I x I y ).8. foi considerada como positiva a corrente de malha que circula no mesmo sentido que a corrente do ramo. ao passo que foi considerada negativa a que circula em sentido contrário.4 Solução do Sistema de Equações Após a obtenção das equações de malha. Deve-se também atentar que a equação pode ser obtida aplicando-se a LCK a qualquer um dos nós do ramo k.1) Fig. pode ser obtida pela seguinte equação: Ik Ix Iy (8. 8-2. onde todas as etapas citadas serão realizadas passo a passo. João Marcio Buttendorff 35 .2) Rk – Resistência do ramo k (ohms. deve-se utilizar algum método de solução de sistemas lineares para determinar as (b-n+1) incógnitas. pode-se obter todas as correntes e tensões de ramo do circuito a partir das correntes de malha. a tensão no ramo k será dada como: Vk I k .Rk ) (8. Considerando-se os sentidos associados.1).5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos Depois de solucionado o sistema de equações e obtido as correntes das malhas. 8-1 . Por exemplo. Na equação (8. 8-1. a corrente de ramo IK. 8. 8.

8.Circuito de exemplo.R3 I R 4 . as equações para as malhas 1 e 2 são dadas pelas seguintes equações: V VR 3 VR1 VR 2 VR 3 VR 4 0 0 V VR1 VR 3 (8. + R1 V Malha 1 R3 + + - R2 I2 + - I1 Malha 2 R4 Fig. conforme mostra a Fig. 8-2 .3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos As relações tensão corrente para os ramos do circuito são estabelecidas baseadas nas equações (8.1 Definição das Malhas e Sentidos de Percurso Para o circuito da Fig.7) (8.2 Aplicação de LTK para as Malhas De acordo com convenção adotada.8) (8.R2 ( I1 (8.R1 I R 2 . o número de malhas fechadas é (5-4+1)=2.9) (8.11) (8.4) 8.2) da forma que segue: I R1 I R2 I R3 I R4 VR1 VR 2 VR 3 VR 4 I1 I2 I1 I2 I R1.12) I 2 .R4 I1.6.3) (8.1) e (8. existem n=4 nós e b=5 componentes.R2 I R 3 . podendo no entanto ser escolhido um outro sentido.5) (8. Desta forma.R3 (8. 8-2.6) I2 (8. Os sentidos adotados para os percursos das malhas serão todos no sentido horário.10) I 2 ). 8-2.R1 I 2 . Na figura também são mostrados os sentidos considerados positivos para as quedas de tensão (polaridade das tensões) para os componentes.6. 8.R4 João Marcio Buttendorff 36 .6.

R3 I 2 .6. obtêm-se as equações em termos das correntes de malha. obtém-se: I1 I2 3. o sistema de equações terá a seguinte forma: 8.I1 6. 765 1.824 A 1.824 1.824 A 1.R3 I 2 . 765 A 3.4 Solução do Sistema de Equações Para a obtenção da solução serão considerados os seguintes valores: V R3 20V 6 R1 R4 2 3 R2 4 (8.I1 6.21) 37 I2 3.R4 R4 ) 0 0 (8.Inserindo-se as relações tensão-corrente nas equações de malha.R3 VR 4 0 I 2 .19) (8.R1 I1.17) (8. 059 A (8.5 Obtenção das Correntes e Tensões dos Ramos ramos: A partir das correntes de malha podem-se obter as correntes e tensões em todos os I R1 I R2 I R3 I R4 VR1 I1 I2 I1 I2 I1. Equação da malha 1: VR1 I1.( R1 VR 3 ( I1 V I 2 ).15) Desta forma.18) 2. 684V (8.I 2 20 0 (8.14) I1.2 João Marcio Buttendorff .13) R3 ) Equação da malha 2: VR 3 ( I1 VR 2 I 2 ).I 2 13.R3 V V (8.20) 7.( R2 8.824. 765 A 8.R2 R3 I 2 .6. 765 A (8.R1 3.16) Solucionando-se o sistema.

VR 2 VR 3 VR 4

I 2 .R2
( I1

1, 765.4

7, 06V 12,354V

(8.22) (8.23) (8.24)

I 2 ).R3

(3,824 1, 765).6 5, 295V

I 2 .R4

1, 765.3

Uma vez conhecidas as correntes e tensões nos ramos pode-se também determinar as potências em cada um dos componentes bem como a potência total dissipada no circuito.

8.7

Análise de Malhas com Fontes de Corrente

A análise de malhas, sendo um método geral de análise, pode também ser empregada quando o circuito contiver fontes de corrente, sejam elas dependentes ou independentes. As fontes de corrente impõem uma determinada corrente num ramo, não sendo, contudo possível determinar à tensão da mesma antes de solucionar o circuito. Na realidade a presença de uma fonte de corrente não altera praticamente nada no método de análise descrito anteriormente. Estas características devem ser consideradas quando do estabelecimento das equações do circuito. Considerando que a fonte de corrente está inserida entre as malhas x e y conforme a Fig. 8-3, observa-se que a tensão da fonte aparecerá nas equações de ambas as malhas que possuem a fonte de corrente em comum. Como não há uma relação entre a corrente da fonte e a sua tensão pode-se manter a tensão Vk da fonte como uma incógnita a ser determinada. Por outro lado, devido à presença da fonte, as correntes das malhas x e y estão relacionadas pela seguinte relação:

I

Ix

Iy

(8.25)

Fig. 8-3 - Fonte de corrente entre duas malhas.

Desta forma, foi acrescentada uma incógnita ao sistema de equações, mas também foi acrescentada uma equação, sendo ainda possível solucionar o circuito.

João Marcio Buttendorff

38

Também se pode eliminar a tensão da fonte do sistema de equações isolando-se a tensão Vk na equação da malha x, por exemplo, e substituindo-a na equação da malha y. Desta forma, elimina-se a equação de uma das malhas do sistema. Caso a fonte de corrente estiver inserida num caminho por onde apenas uma malha passa, significa que a corrente da malha está determinada pela própria corrente da fonte. Neste caso pode-se desconsiderar a equação desta malha e estabelecer o seguinte valor para a corrente da malha, conforme mostra a Fig. 8-4:

Ix

I

(8.26)

Fig. 8-4 - Fonte de corrente em uma única malha.

8.8

Exemplo de Aplicação
O exemplo mostrado na Fig. 8-5 ilustra o procedimento.
+ R1=6 R2=10 + + R3=2 I2 Malha 2 + I=6A + R4=4 -

V=20V

Malha 1

I1

Vf

Fig. 8-5 - Análise de malha com fonte de corrente.

Para este circuito, as equações das malhas são as seguintes: Malha 1:

V

VR1

VR 3

Vf

0

VR1

VR 3

Vf

V

(8.27)

Malha 2:

VR 2

VR 3

VR 4

Vf

0

(8.28)

As relações tensão corrente no circuito são as seguintes:

João Marcio Buttendorff

39

I R1 I R2 I R3 I R4 VR1 VR 2 VR 3 VR 4

I1 I2 I1 I2 I R1.R1 I R 2 .R2 I R 3 .R3 I R 4 .R4 I1.R1 I 2 .R2
( I1

(8.29) (8.30)

I2

(8.31) (8.32) (8.33) (8.34)

I 2 ).R3

(8.35) (8.36)

I 2 .R4

A equação adicional considerando a fonte de corrente é:

I

I2

I1

(8.37)

Substituindo-se as equações (8.29) a (8.36) obtém-se finalmente as equações do circuito. Deve-se notar que a tensão da fonte de corrente aparece como uma incógnita a mais, havendo também uma equação a mais (equação (8.37)). Malha 1:

VR1 I1.R1 I1.( R1

VR 3 ( I1

Vf

V Vf Vf V V (8.38) I 2 .R3

I 2 ).R3

R3 )

Malha 2: VR 2 I 2 .R2 I1.R3 VR 3 ( I1 VR 4 I 2 .( R2 Vf R3 0 I 2 .R4 Vf 0 0 (8.39) R4 ) V f I 2 ).R3

As equações (8.37), (8.38) e (8.39) são portanto as equações básicas do circuito, sendo as incógnitas I1, I2 e Vf. Substituindo os valores nas equações, obtém-se: I1 8.I1 2.I1 I2 2.I 2 6 Vf Vf 20 0 (8.40)

16.I 2

Resolvendo-se o sistema acima, obtém-se finalmente a solução:
I1 I2 Vf 3, 2 A 2,8 A 51, 2V (8.41)

João Marcio Buttendorff

40

usando o método da corrente de malha. 4-) Use o método das correntes de malha para determinar: a) As potências associadas às fontes de tensão. João Marcio Buttendorff 41 .8V.9 Exercícios 1-) Determine as correntes no circuito abaixo utilizando o método das correntes de malha.8. 4R I1 25V 1R 5R I3 3R 1R I2 6R Respostas: I1=3A. 3-) Calcule as correntes I1 e I2 e a corrente através da fonte de 20V. I2=5A e I20V=-3A. 2R I1 10V 2R I3 4R I2 10V Respostas: I1=2A. I2=-1A e I3=3A. 1R I1 22V 20V I2 4R Respostas: I1=2A. 2-) Calcule a corrente em cada resistor. utilizando o método da corrente de malha. I2=1A e I3=2A. b) Vo=28. 2R + Vo _ 6R 4R 40V 8R 6R 20V Respostas: a) P40=224W e P20=16W. b) A tensão Vo entre os terminais do resistor de 8 . 5-) Calcule as correntes nas malhas do circuito abaixo.

5R Respostas: a) Ia=9.25A.2A e Ic=-10A.8A.08A.75A e I3=1. 6-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada no resistor de 2 do circuito a seguir. 3R Ia 40V 2R 45R 4R Ib Ic 64V 1. 9-) Use o método das correntes de malha para determinar: a) A potência fornecida pela fonte de corrente de 30A.72A.10R 2R 3R 100V 5A 6R 50V 4R Respostas: I1=1. 8-) Determine pelo método das correntes de malha: a) As correntes de ramo Ia. 2R 2A 2R 10V 2R 1R 6V Resposta: P=36W. Ib=1. 3R 8R 30V 6R 2R 4R 5R 16A Resposta: P=72W. b) Repita o item (a) se a polaridade da fonte de 64V for invertida. I2=6. João Marcio Buttendorff 42 . Ib=-0.75A.8A. 7-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada no resistor de 1 no circuito abaixo. Ib e Ic. b) Ia=-1. Ic=2.

Os resistores Ra. V2 e V3. b) Calcule a potência dissipada em R1.72W. 11-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência dissipada nos resistores do circuito abaixo. 4R 3.8R 30A Respostas: a) P=-312W.84W e P6R=34. Rb e Rc representam as resistências dos três condutores que ligam as três cargas R1. 3R 9R 18V 2R 3A 15V 6R Respostas: P3R=1. R2 e R3. Qual seria a conseqüência desagradável de uma ruptura do condutor neutro? (Sugestão: Calcule João Marcio Buttendorff 43 .296kW.56W.6R 424V 0. P9R=51. 10-) Use o método das correntes de malha para determinar a potência total fornecida pelas fontes ao circuito. b) 17.14kW.2R 600V 16R 5.b) A potência total fornecida ao circuito pelas fontes.08W. 6R 10R 3R 110V 12V 4R 12R 70V 2R Resposta: P=1. c) Que porcentagem da potência total fornecida pelas fontes é dissipada nas cargas? d) O ramo Rb representa o condutor neutro do circuito de distribuição. 12-) O circuito da figura abaixo é um a versão em corrente contínua de um sistema de três fios para distribuição de energia elétrica. a) Determine V1. R2 e R3 à fonte de alimentação 125/250V. Os resistores R1 e R2 representam cargas ligadas aos circuitos de 125V e R3 representa uma carga ligada ao circuito de 250V. P2R=0.

Ra=0. João Marcio Buttendorff 44 .4R _ Rc=0. V2=123. c-) 96.475kW.2R 125V R3=21. 13-) Determine Vo e Io no circuito abaixo.758V. b) PR1=1. 5A Vo 2R 1R 4R 40V 20V 8R Resposta: Vo=20V.2R 125V Respostas: a) V1=117.Io Vo 2R 16V Respostas: Vo=33.3W.658V. V2=163V. 15-) Utilize a análise da malhas para obter Io no circuito abaixo.67A.3%. PR2=791.4R V3 _ + V2 R2=19.2R + V1 R1=9.V1 e V2 e observe se as cargas ligadas a este circuito teriam uma tensão de trabalho de 125V). V3=241. 14-) Aplique a análise de malhas para encontrar Vo no circuito abaixo. PR3=2.4R _ + Rb=0.78V e Io=10.755kW.9V. 3R 1R Io 2R 2. e) V1=79V.

A LCK não necessita ser aplicada para o nó de referência. considera-se que correntes que entram no nó são consideradas positivas.6V 2R Io 1R 4R 12V 5R 3A Resposta: Io=-1. portanto b relações deste tipo. Em seguida os demais nós são numerados de 1 a (n-1).. V3. Deve-se atentar que existe uma relação tensão-corrente para cada ramo. As demais tensões dos nós serão designadas como V1..Vn-1. 9 MÉTODO DE ANÁLISE NODAL A análise nodal envolve sempre os cinco passos descritos a seguir: 9. sendo n o número total de nós do circuito incluindo o nó de referência. Deve-se adotar uma convenção de sinal de acordo com o sentido das correntes em relação aos nós. obtém-se (n-1) equações envolvendo as tensões de nó. V2. O potencial deste nó será assumido como zero. Geralmente.733A. deve-se utilizar as relações de tensão-corrente para substituir as correntes de nós por relações envolvendo as tensões de nó. enquanto que correntes que saem são consideradas negativas. João Marcio Buttendorff 45 . existindo. em relação ao qual todas as tensões serão medidas. deve-se aplicar a Lei de Kirchhoff para os (n-1) nós.2 Aplicação da LCK aos Nós Após a escolha do nó de referência e numeração dos nós restantes. uma vez que resultará numa equação a mais do que o necessário. motivo pelo qual ele muitas vezes também é denominado de nó de terra.1 Seleção do Nó de Referência Inicialmente deve ser selecionado um nó qualquer do circuito como nó de referência. Como resultado desta etapa haverá (n-1) equações que representam os somatórios das correntes que incidem e saem dos (n-1) nós.. 9.3 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos Uma vez que as equações da etapa anterior foram escritas em função das correntes de nós e as incógnitas são tensões de nó. Como resultado desta etapa. 9.

após solucionado o sistema de equações.6 Exemplo de Aplicação O método exposto será ilustrado por meio de um exemplo simples ilustrado na Fig.Tensão e corrente de ramo. João Marcio Buttendorff 46 . Por exemplo. Ib I2 R2 I1 0 V1 + Ia R1 _ 1 + _ + R3 _ 2 V2 I3 Fig.Circuito de exemplo. 9. 9-2 . Considerando-se os sentidos associados.2) Rk – Resistência do ramo k (ohms) 9. a corrente no ramo k que circula do nó x para o nó y será dada como: Ik Vx Rk Vy (9. deve-se utilizar algum método de solução e determinar as (n-1) incógnitas. pode-se obter todas as correntes e tensões de ramo do circuito a partir das tensões de nó. pode ser obtida pela seguinte equação: Vk Vxy Vx Vy (9. onde todas as etapas citadas serão realizadas.4 Solução do Sistema de Equações Após a obtenção das equações de nó.5 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos Deve-se observar para o fato que. obtémse um sistema de (n-1) equações algébricas onde os coeficientes são obtidos a partir das resistências do circuito. 9-1 .9. a tensão do ramo k. Caso o circuito seja composto apenas de resistores. conectado entre os nós x e y do circuito conforme a Fig. 9-1.1) + Vx Ik Rk _ Vy Fig. 9-2.

7. (9.1 Seleção do Nó de Referência Para o circuito mostrado na Fig.4).7) nas equações (9. sendo que o nó inferior será escolhido como nó de referência (terra).7 Aplicação da LCK aos Nós Aplicando-se a LCK para os nós 1 e 2 e considerando-se como positivas as correntes que entram no nós.3) e (9.6) e (9.9.7) Substituindo-se as equações (9. As tensões nos outros dois nós serão denominados V1 e V2.4) 9.3) Nó 2: Ib I2 I3 0 I2 I3 Ib (9.1 Consideração das Relações Tensão-Corrente dos Ramos Considerando os sentidos das tensões e correntes associados aos resistores (Ramos) do circuito. obtém-se: I1 V1 0 R1 V1 V2 R2 V2 0 R3 V2 R3 V1 R1 (9. 9.2 Solução do Sistema de Equações A solução do sistema será realizada considerando os seguintes valores numéricos: João Marcio Buttendorff 47 .6) (9.8) V1 V2 R2 Ib Ib (9. 1 R2 1 R2 V2 R2 1 R3 Ia Ib (9. V1 R2 1 R1 V 2.5) I2 I3 (9. As correntes nos resistores R1. I2 e I3.7. R2 e R3 serão denominadas I1.5). obtém-se: Nó 1: Ia Ib I1 I2 0 I1 I2 Ia Ib (9.9) 9.6. obtém-se o seguinte sistema de equações em termos das resistências e fontes de corrente: V1 R1 V1 V2 R2 V2 R3 Ia Ib V1. 9-2 existem 3 nós.

11) I2 I3 V1 V2 R2 V2 R3 6.10) Solucionando-se o sistema.8 Análise Nodal com Fontes de Tensão A análise nodal.5) a (9.571V 5. 25. 571 4 1.7) as correntes de ramo: I1 V1 R1 6. 429 A (9.857 2 3.3 Obtenção das Correntes e Tensões de Ramos A partir das tensões dos nós V1 e V2 obtém-se por meio das equações (9.Ia 5A Ib 3A R1 2 R2 4 R3 8 Com os valores dos resistores e das fontes de corrente.14) (9. pode também ser empregada quando o circuito contiver fontes de tensão sejam elas dependentes ou independentes. a corrente negativa significa que o sentido que efetivamente existe é contrário aquele considerado positivo.857 12.16) V1 V2 V2 0 O sinal negativo da tensão VR2 que aparece na solução significa que a tensão que efetivamente existe sobre este componente possui polaridade contrária ao sentido assumido como positivo. Da mesma forma.15) (9. 571V 9.V2 (9. Com a determinação de todos as tensões e correntes do circuito.857V 6. 571 8 As tensões sobre os ramos serão dadas pelas seguintes equações: VR1 VR 2 VR 3 V1 0 6.13) 12.V1 0. 429 A (9.12) (9.571A 1. pode-se também determinar a potência dissipada em cada um dos resistores e nas fontes de corrente. 75.V2 2 3 0. 375. sendo um método geral de análise.857V 12.V1 0. 9.7.857 12. 25.571 12. obtém-se: V1 V2 6. As João Marcio Buttendorff 48 . 714V (9. o sistema de equações assumirá a seguinte forma: 0.

mas também foi acrescentada uma equação (9. 9-4 ilustra este procedimento. As equações dos nós para este circuito são: Nó 1: Ia If I1 I3 0 I1 I3 If Ia (9. pode-se manter a corrente Ik como uma incógnita a ser determinada. Caso a fonte de tensão estiver conectada entre o nó x e o nó de terra. podendo-se neste caso desconsiderar a equação deste nó e estabelecer o seguinte valor para a tensão do nó: V Vx (9. Existem diversas formas de considerar o efeito das fontes de tensão. significa que a tensão do nó está imposta. não sendo possível determinar a corrente da mesma antes de solucionar o circuito.17). 9-4 . Estas características devem ser consideradas quando do estabelecimento das equações do circuito. observa-se que a corrente da fonte aparecerá nas equações de ambos os nós do circuito onde a fonte está conectada.18) O exemplo mostrado na Fig. sendo que uma delas é descrita a seguir.Fonte de tensão entre dois nós. Desta forma. I3 _ + R3=10R V=2V_ + 1 V1 Ia 2A + R1 2R _ I1 0 V2 2 If + R2 4R _ I2 Ib 7A Fig. 9-3 . Considerando que a fonte de tensão está conectada entre os terminais x e y conforme a Fig. foi acrescentada uma incógnita ao sistema de equações (Ik). Por outro lado. 9-3. Como não há uma relação entre a corrente da fonte e a sua tensão.19) Nó 2: João Marcio Buttendorff 49 . sendo ainda possível solucionar o circuito.17) x Ik Vx + _ V Ik Vy y Fig.fontes de tensão impõem uma determinada diferença de potencial entre dois nós.Análise nodal com fonte de tensão. V Vx Vy (9. as tensões dos nós x e y estão relacionados da seguinte forma.

24) Substituindo-se as relações (9.V2 2 If If 2 7 (9.24)). obtém-se as incógnitas desconhecidas: V1 V2 If 6V 8V 4.21) a (9.8 A João Marcio Buttendorff 50 .V1 0.25) V1 V2 R3 1 R1 I3 1 R3 If V1 V2 R3 V2 .21) I2 I3 (9. havendo também uma equação a mais (equação (9.I3 I2 If Ib 0 I2 I3 If Ib (9.20) As relações tensão corrente são: I1 V1 0 R1 V2 0 R2 V1 V2 R3 V1 R1 V2 R2 (9.V1 V1 V2 0.22) (9.23) A equação adicional considerando a fonte de tensão é: V V1 V2 (9. 6.V2 0.1. 1 R2 Substituindo-se os valores nas equações.27) Resolvendo-se o sistema.23) obtém-se finalmente as equações do circuito.1. obtém-se o seguinte sistema: 0. I1 V1 R1 V1.35.26) Ia If Ia (9. Deve-se observar que a corrente da fonte de tensão aparece como uma incógnita a mais. I2 V2 R2 V1 R3 I3 If Ia If V2 R3 Ib If 1 R3 Ib If Ib (9.

c) P=-50W. 4-) Use o método das tensões de nó para determinar o valor de V no circuito abaixo.5A 1R V _ 12R 30V 2R 4R Resposta: V=15V. 5-) Determine pelo método das tensões de nó a tensão V1 e a potência fornecida pela fonte de 60V no circuito abaixo. 2-) Obtenha as tensões nodais do circuito abaixo. V2=10V. I1=5A. V2=24V. 1 6R 2 1A 2R 7R 4A Respostas: V1=-2V e V2=-14V.9. I2=4A e I3=1A. 5R + V1 _ I1 60R 15R 2R + V2 _ 15A 5A Respostas: a) V1=60V. 3-) Determine pelo método das tensões de nó: a) V1. V2 e I1. b) A potência fornecida pela fonte de 15A. R1 12R 84V R2 6R R3 3R 21V Respostas: V1=60V. b) P=900W.9 Exercícios 1-) Calcule as correntes e as tensões nos resistores utilizando a análise nodal. João Marcio Buttendorff 51 . 6R + 4. c) A potência fornecida pela fonte de 5A. V3=3V. I1=10A.

6-) Determine pelo método das tensões de nó: a) As correntes nos ramos. 9-) Use o método das tensões de nó para determinar V1 e V2 no circuito abaixo. Ic=2A. Ib=2A. b) A potência total consumida no circuito. b) P=582W. João Marcio Buttendorff 52 . 800R 20R _ 75V Vo + 50R 40R 6A 200R Resposta: Vo=40V. 25R + 2. Id=3A. 7-) Use o método das tensões de nó para determinar V1 e V2 no circuito abaixo.4A V1 _ 125R 250R + V2 _ 375R 3. Ie=-1A. 4R + 144V 10R V1 _ 80R + V2 _ 3A 5R Respostas: V1=100V e V2=20V. 8-) Use o método das tensões de nó para determinar Vo no circuito. 10-) Use o método das tensões de nó para determinar a potência dissipada no circuito abaixo. 8R Ia 128V 48R Ib 18R Ic 20R 10R Ie 70V Id Respostas: a) Ia=4A.2A Respostas: V1=25V e V2=90V.60V + V1 20R _ 10R 4A 80R 30R Respostas: V1=20V e P=180W.

Vo 1R + _ Resposta: Vo=1.11V.25R 50R 50R 1A Resposta: P=306W.36V. 1R 4A Io 8R 2R 2.91V e V2=-100. 12-) Determine V1 e V2 no circuito abaixo. João Marcio Buttendorff 53 . 13-) Utilize a análise nodal para encontrar Vo no circuito abaixo. 8R + Vo 2R V1 3A V2 1R 12V 4R _ 5. 11-) Encontre Io no circuito abaixo. 3R 5R + Vo _ 2R 3V 4.Io 4R Resposta: Io=-4A.Vo + Respostas: V1=-10.4A 15R 25R 30V 31.

a resposta do circuito pode ser obtida da resposta individual do circuito a cada uma das fontes atuando de forma isolada. João Marcio Buttendorff 54 . Repetir o passo 1 até que todas as fontes independentes foram consideradas. somar algebricamente as respostas individuais. Deseja-se calcular a corrente Ia e a potência dissipada no resistor de 4 . sendo a de tensão substituída por um curto-circuito.Circuito de exemplo. Desta forma.10 SUPERPOSIÇÃO O princípio da superposição estabelece que quando um circuito contiver mais de uma fonte independente. pois coincide com o sentido arbitrado como positivo. Deve-se observar o sentido das correntes e tensões nas respostas individuais. 2. pode-se determinar a resposta individual do circuito considerando-se as fontes uma a uma e. Esta corrente é considerada positiva. onde existe duas fontes independentes. ao final. A utilização do princípio da superposição pode. Fontes de tensão são substituídas por curtos-circuitos e fontes de corrente por circuitos abertos. 10-1 .1 Exemplo de Aplicação Considere o circuito da Fig. 5R 30R Ia' 10A 20R 4R 10R Fig. Para a resolução de circuitos utilizando o princípio da superposição deve-se levar em consideração os seguintes passos: 1. 5R 30R Ia 10A 20R 4R 15V 10R Fig. O circuito equivalente é apresentado na Fig. exceto uma. Solucionando-se o circuito obtém-se a corrente Ia’=2. 10-1. Fontes dependentes não devem ser alteradas. em muitos casos reduzir a complexidade do circuito e facilitar a solução. 10-2 . Desligar todas as fontes independentes do circuito.703A. As tensões e correntes de cada ramo serão a soma das tensões e correntes individuais obtidas. 10.Circuito equivalente para a fonte de corrente. 10-2. 3. Inicialmente será considerado apenas o efeito da fonte de corrente. Determinar a resposta total somando-se as respostas individuais de cada fonte.

a corrente total que circula no resistor será: I a = I a ' + I a '' I a = 2. 10-3.2 Exercícios 1-) Use o teorema da superposição para encontrar V no circuito abaixo. 014 = 1.1) 10. 5R 30R Ia'' 20R 4R 15V 10R Fig.2) (10. 689)2 = 11. obtém-se uma corrente Ia’’=-1. 689 A A potência dissipada no resistor será: P = R. A corrente tem um valor negativo pelo fato de que neste caso a fonte de tensão impõe uma corrente que circula no sentido contrário ao assumido como positivo.Considerando-se agora o efeito causado pela fonte de tensão. João Marcio Buttendorff 55 . Resolvendo-se o circuito. 10-3 .014A. obtém-se o circuito apresentado na Fig. Desta forma.I a 2 P = 4.Circuito equivalente para a fonte de tensão.(1. 8R + 6V 4R V _ 3A Resposta: V=10V. 3R + 2R Vo _ 8A 20V 5R Resposta: Vo=12V. 703 − 1. 41W (10. pelo princípio da superposição. 2-) Determine a tensão Vo usando o teorema da superposição.

6-) Utilize a superposição para obter a tensão Vx no circuito abaixo. 4-) Determine a corrente I do circuito apresentado abaixo. usando o princípio da superposição. utilize a superposição para determinar Io. 2R 6R 4A 16V 12V 8R I Resposta: I=0. 7-) Determine Ix no circuito abaixo pelo método da superposição. 4A Io 4R 3R 2R 12V 10R 5R 2A Resposta: Io=0.1111A.75A.3-) Determine o valor da corrente I. 5-) Dado o circuito abaixo. João Marcio Buttendorff 56 .1. 20R Vx 10V 2A 4R 0. 24V 8R 4R I 12V 3R 4R 3A Resposta: I=2A.Vx Resposta: Vx=12.5V.

os teoremas de Thévenin e Norton permitem que seja determinado um circuito equivalente simples a partir de dois terminais. 2R 3R 1R Io 5R 20V 5. não existe a necessidade de determinação das tensões e correntes em todos os ramos do circuito.4706A.Ix 10V 2A 4R Resposta: Ix=-0. 11-1. 8-) Determine Io no circuito abaixo.Io + | 4A 4R Resposta: Io=-0. VTh.2R Ix 1R 5. corrente ou potência. O circuito equivalente de Thévenin aparece na figura (B). 11. corrente e potência em apenas um ramo (componente) do circuito. o circuito equivalente de Thévenin é constituído por uma fonte independente de tensão. Neste contexto. e um João Marcio Buttendorff 57 . as letras a e b indicam os terminais na qual se tem interesse em obter a tensão.1 Introdução Em muitos casos práticos existe a necessidade de determinar a tensão.1176A. o qual pode substituir uma rede complexa e simplificar a resolução. Assim. 11 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON 11.2 Circuito Equivalente de Thévenin A idéia do circuito equivalente de Thévenin está ilustrada na Fig. A figura (A) representa qualquer circuito constituído por fontes e resistores. Como se pode ver na figura.

(B) Circuito equivalente de Norton. que substituem todas as fontes e resistores do circuito. bastando que esta seja determinada para um dos circuitos equivalentes (RTh=RN). 11.(A) Circuito genérico. VTh Vab (11. Para isto.3 Circuito Equivalente de Norton O circuito equivalente de Norton é constituído por uma fonte independente de corrente em paralelo com uma resistência.1) A resistência equivalente de Thévenin (RTh) é a resistência equivalente do circuito obtida a partir dos terminais a e b. Uma transformação de fonte permite substituir uma fonte de tensão em série com um resistor por uma fonte de corrente em paralelo com o mesmo resistor. é utilizando-se técnicas de transformação de fontes. O valor da corrente da fonte é a corrente que circula do terminal a para b quando estes são curtocircuitados (Corrente de Norton. 11-1 . 11-2. idênticas. Esta equivalência existe para todos os valores possíveis de resistência da carga. Circuito Resistivo Contendo Fontes (A) b (B) a IN RN b a Fig. RTh. se ligarmos a mesma carga aos terminais a e b dos circuitos. Para se obter a tensão de Thévenin em um ponto do circuito. Esta combinação em série de VTh e RTh é equivalente ao circuito original no sentido de que.(A) Circuito genérico. conforme mostrado na Fig. com todas as fontes independentes consideradas nulas. A resistência de Norton (RN) é aquela obtida dos terminais a e b quando todas as fontes são anuladas. a resistência de Thévenin e Norton são. substituem-se as fontes de tensão por um curto-circuito e as fontes de corrente por circuitos abertos. Como a resistência a partir de dois terminais só possui um valor. Uma alternativa para obter o circuito equivalente de Thévenin ou Norton. (B) Circuito equivalente de Thévenin. basta calcular a tensão nos terminais a e b quando estes estão em aberto. ela será submetida à mesma tensão e será atravessada pela mesma corrente. IN). Circuito Resistivo Contendo Fontes (A) a VTh b (B) b a RTh Fig. ou vice-versa.resistor. portanto. João Marcio Buttendorff 58 . 11-2 .

Para determinar o circuito equivalente de Thévenin do circuito da Fig. 5R + 25V 20R 3A V1 _ 4R a + Vab _ b Fig.4 Exemplo de Aplicação O exemplo mostrado na Fig.2) e (11. Vab. é igual à tensão entre os terminais da fonte de corrente de 3A. 11-3. obtém-se: V1 Vab 32V João Marcio Buttendorff 59 . 11-4 . I1 V1 5 I2 25 3 V1 20 3 (11. 11-4. Observe que.Circuito de exemplo. V1. 11-3 ilustra este procedimento.3) 11.A equações (11. 11-3 . Para obter o valor de V1.3) apresentam as relações para obter a corrente de Norton ou a tensão de Thévenin quando utiliza-se destas técnicas. IN VTh VTh RTh I N . quando não há nenhuma carga ligada aos terminais a e b.2) (11.Sentido das correntes. obtém-se: 5R I2 25V 20R I1 3A + V1 _ 4R a + Vab _ b Fig. e portanto a tensão de circuito aberto.RN (11. calcula-se primeiramente a tensão de circuito aberto entre os terminais a e b.4) Resolvendo-se a equação. basta resolver uma única equação de nó. a corrente no resistor de 4 é zero. Escolhendo-se o nó inferior como nó de referência e adotando-se os sentidos das correntes conforme a Fig.

obtém-se: RTh 8 Através da obtenção da resistência e tensão de Thévenin. 11.Circuito equivalente de Norton. Resolvendo-se o circuito equivalente pelo método das associações de resistores. 11-6 . Anulando-se as fontes. 11-7 . determina-se o circuito equivalente de Norton. pode-se montar o circuito equivalente.Conforme apresentado anteriormente. obtém-se o circuito equivalente da Fig. 5R 4R a RTh b 20R Fig. a resistência de Thévenin é a resistência vista pelos terminais a e b com as fontes anuladas. 11-5 . 11-5. Aplicando a transformação de fontes. IN IN VTh RTh 4A 32 8 IN=4A RN=8R Fig.Resistência equivalente.5 Exercícios 1-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do ponto de vista dos terminais a e b do circuito abaixo. RTh=8R VTh=32V Fig. João Marcio Buttendorff 60 .Circuito equivalente de Thévenin.

6 . 3-) Determine o circuito equivalente de Thévenin de Norton do circuito abaixo. 5-) Determine o circuito equivalente de Norton do circuito abaixo. 12R b 5R 8R a 72V 20R b Respostas: VTh=64.8V e RTh 6 . 3R a b 12V 5R 2R 2R Respostas: VTh=1. 4-) Determine o circuito equivalente de Thévenin do circuito abaixo do ponto de vista dos terminais a e b.4V.33V. IN=2.4R a 10V 6R b Respostas: VTh=6V.89 .5A e RTh=RN=2. 2-) Determine o equivalente de Thévenin de Norton do circuito abaixo. 2R a 12R 10R b 15A 8R Respostas: IN=6A e RN João Marcio Buttendorff 7.5A e RTh=RN=1. IN=1.5A e RTh=RN=0.4 . 3R a 2R 5R 12V Respostas: VTh=2. 61 . IN=1. 5 .

6-) Determine o circuito equivalente de Norton e thévenin do circuito abaixo em relação aos terminais a e b.67A e RTh 6 . IL=1. 4R 1R a RL b 32V 12R 2A Respostas: IL=3A. para RL=6. 16 e 36 . então. a corrente através do resistor RL. IN-=8. 8-) Obtenha o circuito equivalente de Thévenin para o circuito à esquerda dos terminais ab. Determine.75A. 7-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do circuito abaixo. 8A 12R 2R a 12V 6R b Respostas: VTh=52V. 9-) Determine o circuito equivalente de Norton.5A a 25R 60R 20R b 30V Respostas: VTh=45V. João Marcio Buttendorff 62 . 8R a 4R 2A 12V 8R b 5R Resposta: IN=1A e RN=4 .5A e RTh 30 . 40R 5R 1.5A e IL=0. IN=1.

A direção do campo (das linhas de força) pode ser João Marcio Buttendorff 63 . 2. Ele é composto basicamente por um enrolamento de fio condutor em torno de um núcleo. 12-1.1 Indutor O indutor é um componente passivo que se opõe a variações da corrente elétrica.Indutor. 2.10-) Determine o circuito equivalente de Norton para o circuito apresentado abaixo.Vx | + 2R 2R a + 5A 4R Vx _ 6R b Resposta: VTh=20V e RTh=6 .Vx + 6R | a + 10A 2R Vx _ b Resposta: IN=10A e RN=1 . 12-1 . 12 Indutores e Capacitores Indutores e capacitores são elementos passivos que armazenam energia em circuitos elétricos. O comportamento dos indutores se baseia em fenômenos associados a campos magnéticos. Espiras Núcleo Fig. Os indutores armazenam energia em forma de campo magnético. 12. O campo magnético criado em torno de um fio condutor tem a forma de anéis concêntricos com o condutor. 11-) Determine o equivalente de Thévenin para o circuito apresentado abaixo. conforme apresentado na Fig. enquanto os capacitores armazenam no campo elétrico.

Duas observações importantes podem ser feitas a respeito da equação (12. i = Corrente em ampères (A). di (t ) dt (12. A Fig.Símbolo do indutor. quando a corrente é constante. a tensão entre os terminais de um indutor ideal é nula.determinada pela “regra da mão direita”. medida em Henry (H). a corrente inicialmente contínua passa de um dos contatos do interruptor para o outro através do ar. Esta regra estabelece que quando se toma com a mão direita um cabo condutor de corrente de tal forma que o polegar indique o sentido da corrente.1). 12-3 . L = Indutância em Henry (H).1): vL (t ) = L. por exemplo. I V Sentido do campo Magnético Fig. não pode sofrer uma variação finita em um tempo infinitesimal. A tensão induzida está relacionada a corrente por um parâmetro chamado Indutância. ou seja. Assim. A indutância é simbolizada pela letra L. Um campo magnético variável induz uma tensão em um condutor imerso no campo.1). De acordo com a equação (12. quando alguém abre um interruptor em um circuito indutivo. A tensão entre os terminais de um indutor é proporcional à taxa de variação da corrente que o atravessa e é dado pela equação (12. 12-3 mostra o símbolo de um indutor. os dedos restantes indicaram o sentido circular do campo magnético produzido. ou seja. esta variação faria aparecer uma tensão infinita entre os terminais do indutor. t = Tempo em segundos (s). o indutor se comporta como um curto circuito para corrente contínua. este fenômeno é chamado de centelhamento. por corrente elétrica. Estes campos magnéticos são produzidos por cargas elétricas em movimento.Campo criado pela corrente I. em outras palavras.1) Onde: vL = Tensão em volts (V). o campo magnético produzido por esta corrente também irá variar. o que é obviamente impossível. Em primeiro lugar. 12-2 . Em segundo lugar. L + VL _ I Fig. a corrente que atravessa o indutor não pode variar instantaneamente. Quando uma corrente elétrica varia com o tempo. O centelhamento impede que a corrente diminua instantaneamente para João Marcio Buttendorff 64 .

obtém-se a equação que determina o comportamento da corrente nos indutores.2) 12. vL (t ).. V Como a corrente é a mesma em todos os indutores e a Lei de Kirchhoff das tensões estabelece que a soma das tensões em um circuito fechado é igual a zero. A Fig. obtém-se: V = L1.4) (12. + L3 .6) Substituindo-se a equação (12.5) e dividindo-se ambos os lados da equação por di dt . combinações de indutores em série e em paralelo podem também ser reduzidas a um único indutor equivalente. já que o centelhamento e os picos de tensão associados podem danificar os equipamentos.. dt dt dt dt di dt (12. + . + VLn (12. João Marcio Buttendorff 65 . + Ln . determina-se a equação da indutância equivalente para indutores ligados em série.2 Associação de Indutores Assim como as combinações de resistores em série e em paralelo podem ser reduzidas a um único resistor equivalente..3) Substituindo-se as quedas de tensões nos indutores representados pela equação (12. 12-4 mostra indutores em série. + Ln ) .zero.1) na equação (12.3). para o indutor equivalente existe a seguinte relação: V = Leq . Isolando-se a corrente na equação (12. obtém-se: V = VL1 + VL 2 + VL 3 + .5) V = ( L1 + L2 + L3 + . di dt (12.1).6) na (12. Por outro lado. Ligar e desligar circuitos indutivos constitui um sério problema na engenharia.Indutores em série. + VL1 L1 + VL2 L2 + VL3 L3 + VLn Ln I Fig.dt + iL (0) L t0 t (12. 12-4 . di di di di + L2 .. iL (t ) = 1 ...

12-5 .dt + iLn (0) L3 t0 Ln t0 I= 1 1 1 1 + + + .8). + Ln A Fig. obtém-se: I = I1 + I 2 + I 3 + .dt + iL 3 (0) + . Quando dois ou mais indutores são ligados em paralelo.Circuito equivalente.2) na equação (12. 12-6 ...dt + iL1 (0) + iL 2 (0) + iL 3 (0) + .. 12-6. + .9) (12. 12-4. + I n Substituindo-se a equação (12.10)... + iLn (0) L1 L2 L3 Ln t0 t (12. conforme apresentado na Fig.Indutores em paralelo..11) Substituindo a equação (12. + . 12-5 apresenta o circuito equivalente da Fig.8) 1 1 .10) A corrente total em função da indutância equivalente e definida por: 1 I= . Aplicando-se a Lei de Kirchhoff das correntes.11) na (12.. I V Leq (12...dt + iL 2 (0) + L1 t0 L2 t0 t t t t (12. obtém-se a indutância equivalente da associação paralela de n indutores. vL (t ). vL (t ). vL (t ).. João Marcio Buttendorff 66 .dt + iL1 (0) + .dt + iLeq (0) Leq t0 t (12.Leq = L1 + L2 + L3 + . vL (t ). vL (t ). I V I1 L1 I2 L2 I3 L3 In Ln Fig. vL (t ).7) Fig. obtém-se: I= 1 1 . todos estarão submetidos a mesma tensão. porém a corrente total do circuito será a soma das correntes individuais que atravessa cada indutor.

em metros (m). A capacitância em função dos três fatores mencionados é dada pela equação (12. pode-se utilizar a equação (12. O isolante pode ser o ar ou qualquer outro material com características adequadas.Construção básica do capacitor..3 Capacitor Os capacitores são elementos passivos que tem a propriedade em um circuito elétrico de se opor a qualquer variação da tensão. A d (12. em metros (m). iLeq (0) = iL1 (0) + iL 2 (0) + iL 3 (0) + .14) Para o caso particular de dois indutores em paralelo. Os capacitores são constituídos por duas placas metálicas. C = ε. Leq = L1. A capacitância de um capacitor é determinada por três fatores: • Superfície das placas (Área).16) Onde: A = Área. separadas por uma camada isolante. A d A Fig. • Constante dielétrica ε . João Marcio Buttendorff 67 . A Fig.13) A corrente inicial equivalente será dada pela soma de todas as correntes iniciais.. que é uma característica do tipo de isolação utilizada entre as placas. 12-7 apresenta o aspecto construtivo de um capacitor.. • Distância entre as placas.. + iLn (0) = 0 (12..12) (12. 12-7 . + L1 L2 L3 Ln (12.16).. C = Capacitância.15) para determinar a indutância equivalente. + Leq L1 L2 L3 Ln Leq = 1 1 1 1 1 + + + . d = Distância.15) 12.1 1 1 1 1 = + + + .L2 L1 + L2 (12. em Farads (F).

a tensão entre os terminais de um capacitor não pode variar instantaneamente. Capacitor de cerâmica: Consiste de um tubo ou disco de cerâmica de constante dielétrica na faixa de 10 a 10. Em primeiro lugar.000. iC (t ) = C. IC = Corrente em ampères (A). esta variação faria aparecer uma corrente infinita no capacitor. vC (t ) = 1 . Uma fina camada de prata é aplicada a cada lado do dielétrico. iC (t ). pequeno tamanho e uma conhecida característica de variação de capacitância com a temperatura. em outras palavras. mas são deslocadas em relação á sua posição de equilíbrio. Variável Abaixo estão relacionados alguns tipos de capacitores. Quando a tensão varia com o tempo.17).Quando uma tensão é aplicada aos terminais de um capacitor. o capacitor se comporta como um circuito aberto para corrente contínua. t = Tempo em segundos (s). Comum Comum Eletrolítico + Eletrolítico Fig. o que é obviamente impossível. João Marcio Buttendorff 68 . as cargas elétricas que existem no dielétrico não podem se mover de uma placa para outra. quando a tensão é constante. obtém-se a equação que determina o comportamento da tensão nos capacitores. ou seja.dt + vC (0) C t0 t (12. dando origem à chamada corrente de deslocamento. não pode sofrer uma variação finita em um tempo infinitesimal. Isolando-se a tensão na equação (12. C = Capacitância em Farads (F). a corrente em um capacitor é nula.0005µF a aproximadamente 2µF. De acordo com a equação. 12-8 apresenta a simbologia comumente usada para representar os capacitores. A corrente de deslocamento é proporcional à taxa de variação da tensão entre os terminais do capacitor e é determinado pela equação (12. 12-8 – Simbologia. Os capacitores de papel são disponíveis na faixa de 0. Este tipo de capacitor é caracterizado por baixas perdas.17) Onde: v = Tensão em volts (V). já que o dielétrico é um material isolante. dv(t ) dt (12. Duas observações importantes podem ser feitas a respeito da equação (12. Capacitor de papel: Consiste de folhas de alumínio e papel kraft (normalmente impregnado com graxa ou resina) enroladas e moldadas formando uma peça compacta.18) A Fig. a posição das cargas também varia com o tempo. Em segundo lugar.17).17).

com poliéster ou polipropileno. A construção é então fundida em um bloco monolítico com a mesma composição do vidro usado como dielétrico. Este tipo de capacitor possui altos valores de capacitância. O capacitor é enrolado e encapsulado em plástico ou metal. 12. Capacitor de mica: Consiste de um conjunto de placas dielétricas de mica alternadas por folhas metálicas condutoras. iC (t ).19) 1 1 . iC (t ). Dielétricos de filme plástico. A Fig.. agrupadas até que seja obtida a estrutura do capacitor desejado.19).20) 69 . 12-9 apresenta a associação em série de capacitores ligados a uma fonte de tensão. iC (t ). Os capacitores variáveis geralmente utilizam o ar como dielétrico e possuem um conjunto de placas móveis que se encaixam num conjunto de placas fixas.. também é possível obter um circuito equivalente para n capacitores associados em série. V A Lei das tensões de Kirchhoff estabelece que a soma das tensões em um circuito fechado é igual a zero. na sua forma construtiva.. formado por duas ou mais placas separadas por um dielétrico de mica.. + VCn Substituindo a equação (12.dt + vCn (0) C3 t0 Cn t0 João Marcio Buttendorff (12. O conjunto é então encapsulado em um molde de resina fenólica. em paralelo ou mistos.dt + vC1 (0) + . obtém-se: V= 1 1 .Capacitor de filme plástico: É bastante similar ao capacitor de papel. iC (t ). + VC1 .Circuito série. Capacitor de vidro: É caracterizado por camadas alternadas de folhas de alumínio e tiras de vidros. Outro tipo de capacitor variável é o trimmer ou padder. conseqüentemente. 12-9 . As correntes de fuga são geralmente maiores do que aos demais tipos de capacitores.dt + vC 3 (0) + . V = VC1 + VC 2 + VC 3 + . na faixa de aproximadamente 1µF até milhares de µF. aumentando a capacitância.. separam folhas metálicas usadas como placas. + .dt + vC 2 (0) + C1 t0 C2 t0 t t t t (12.18) na (12.+ VC2 ..4 Associação de Capacitores Para os capacitores. Um parafuso é montado de forma que ao apertá-lo.+ VC3 C1 C2 I C3 + VCn Cn Fig. Capacitor eletrolítico: Consiste de duas placas separadas por um eletrólito e um dielétrico. as placas são comprimidas contra o dielétrico reduzindo sua espessura e.

24) A tensão inicial equivalente será dada pela soma de todas as tensões iniciais..26) Na Fig.23) (12.. + C1 C2 C3 Cn (12. + Ceq C1 C2 C3 Cn Ceq = 1 1 1 1 1 + + + .C2 C1 + C2 (12. obtém-se a equação que determina a capacitor equivalente para o caso de capacitores conectados em paralelo..21) obtém-se a equação que determina a capacitância equivalente para a associação em série de n capacitores. a corrente total da fonte de alimentação é igual à soma das correntes individuais... + ...dt + vC1 (0) + vC 2 (0) + vC 3 (0) + ..27) Substituindo a equação (12. iC (t ). vCeq (0) = vC1 (0) + vC 2 (0) + vC 3 (0) + . 12-10 é mostrado um circuito paralelo na qual todos os capacitores estão conectados aos mesmos nós. Ceq = C1. a tensão sobre cada capacitor é igual à tensão da fonte.V= 1 1 1 1 + + + .27) e dividindo-se ambos os lados da equação por dv dt . + I n (12. 12-10 ..22) Substituindo-se a equação (12. 1 1 1 1 1 = + + + . pode-se determinar a capacitância equivalente através da equação (12.17) na (12.22) na (12. + vCn (0) (12..26). Desta maneira. I V C1 I1 C2 I2 C3 I3 In Cn Fig. Em um circuito paralelo. João Marcio Buttendorff 70 .dt + vCeq (0) Ceq t0 t (12.21) C1 C2 C3 Cn t 0 t O capacitor equivalente é definido por: V= 1 .. I = I1 + I 2 + I 3 + .. + vCn (0) (12. iC (t ).25) Para o caso particular de dois capacitores...Circuito paralelo.

6uF 12uF 6uF Resposta: Ceq=6uF. 2-) Determine o circuito equivalente. 4-) Determine o circuito equivalente do circuito capacitivo apresentado abaixo.28) 12. 3-) Calcule a indutância equivalente co circuito abaixo... 8uF 16uF 4uF 5uF 1.64H.2H 12H 10H 25H Resposta: Leq=8. + Cn (12.8mH 14mH Resposta: Leq=20mH.5 Exercícios 1-) Determine o circuito equivalente do circuito abaixo do ponto de vista dos terminais a e b. 20mH 100mH 40mH 50mH 40mH 30mH 20mH Resposta: Leq=25mH. 12mH 5mH 10mH 80mH 24mH 60mH 6mH 15.. João Marcio Buttendorff 71 . 21H a 4H 15H 44H b 1.Ceq = C1 + C2 + C3 + .

Embora as duas funções sejam equivalentes. não se pode usá-las ao mesmo tempo.1) e(13. transmissão.sen (ω .6nF 8nF 32nF Resposta: Ceq=5nF. 50uF 60uF 70uF 20uF 120uF Resposta: Ceq=40uF. distribuição e consumo de energia elétrica serem feitas na forma de tensões e correntes senoidais. a fontes nas quais o valor da tensão ou da corrente varia senoidalmente.1 Fontes Senoidais Uma fonte de tensão senoidal (independente ou dependente) produz uma tensão que varia senoidalmente com o tempo. Em particular. As fontes senoidais e seus efeitos nos circuitos constituem uma importante área de estudo. Pode-se expressar uma função senoidal através da função seno ou da função coseno. mas as observações também se aplicam a fontes de corrente.5-) Determine o circuito equivalente. devido à geração. 6-) Calcule a capacitância equivalente vista nos terminais do circuito abaixo. limitamos nossas discussões a circuitos com fontes de tensão ou de corrente contínua.t + φ ) (13. utilizaremos uma fonte de tensão.1) João Marcio Buttendorff 72 .2): v = V p . Para iniciar os estudos dos circuitos senoidais. será estudada a resposta em regime permanente de circuitos alimentados por fontes de tensão ou de corrente que variam com o tempo. 13 ANÁLISE DE CIRCUITOS SENOIDAIS Até agora. Uma fonte de corrente senoidal (independente ou dependente) produz uma corrente que varia senoidalmente com o tempo. Neste item.8nF 40nF 18nF 5. 8nF 12. 13. A função que descreve o comportamento senoidal de uma fonte de tensão pode ser escrita como apresentada nas equações (13.

t = Tempo em segundos (s).5). cujo símbolo é a letra f (Hz=Hertz). Observe que uma função senoidal se repete a intervalos regulares.1) na equação(13. obtém-se: João Marcio Buttendorff 73 .π .π ω .5) e resolvendo-se a mesma. ou freqüência.π 4. A Fig. V Vp (13.2) são proporcionais a freqüência e representado pela equação (13. ou seja. φ = Ângulo de fase. 13-1 – Tensão senoidal. ω = 2.4).5) Substituindo-se a equação (13. passe uma vez por todos o valores possíveis.π T (13. O inversor de T é o número de ciclos por segundo. Vrms 1 = . 13-1 apresenta a forma de onda de uma fonte de tensão senoidal. ou ângulo que inicia a forma de onda.π 3. As funções que apresentam esta propriedade são chamadas de periódicas. O valor rms de uma função periódica é obtido substituindo-se a função que descreve o comportamento periódico na equação (13. ω = Freqüência angular em radianos/segundos (rad/s).t -Vp T Fig. f = 2. Um dos parâmetros de interesse é o tempo necessário para que a função senoidal complete um ciclo. da função senoidal.4) Outra característica importante de uma função senoidal é o valor rms ou eficaz.2) 0 π 2.v = V p . Este tempo é chamado de período da função e é representado pela letra T (s=segundos).t + φ − 90 ) Onde: Vp = Tensão máxima ou tensão de pico em volts (V).dt T to tf (13. f = 1 T (13. f (t ) 2 .cos (ω .1) e (13.3) Os coeficientes de t nas equações (13.

uma fonte de tensão contínua de 100V fornece a mesma energia em T segundos a uma carga resistiva que uma fonte de tensão senoidal de 100Vrms.6). T. ω . V 20V 10V 0V -10V -20V 2 4 6 8 t(ms) O valor de pico é medido desde o eixo de simetria da onda até um de seus picos. R.t + φ ) ) . π 2 − 0 sen ( 2. de pico-a-pico. freqüência e a equação da tensão no domínio do tempo.t ) 4 sen ( 2. Vrms = Vp 2 = 20 = 14.2 Exemplo de Aplicação A figura abaixo apresenta o sinal obtido na tela de um osciloscópio. e um período de tempo equivalente.π ) 4 π (13.dt 2 0 π Vp 2 π Vp 2 .dt T to tf Vrms = Vrms = 1 π . por exemplo. uma fonte senoidal com um certo valor de tensão rms fornece a mesma energia à carga R que uma fonte de tensão contínua com o mesmo valor.14V 2 74 João Marcio Buttendorff .6) 0 Vrms = Vrms = π Vp 2 . o valor rms de uma função senoidal depende apenas da amplitude da função (VP=valor de pico).t 2 − sen ( 2. Deseja-se através deste sinal obter o valor de pico da tensão.ω . V pp = 40V O valor rms da onda é obtido em função do valor de pico e da equação (13. 13. (V p .sen (ω .sen (ω . rms. desta forma tem-se: V p = 20V O valor de pico-a-pico expressa a amplitude da onda de um extremo a outro.t + 0 ) ) . (V p . Assim. O valor rms tem uma propriedade interessante: dados uma carga resistiva equivalente.0 ) − − 2 4 π 0 Desta forma.Vrms 2 1 = .

π . obtém-se: v = V p .t+30°). b) 60Hz.t + φ ) = V p . d) Qual o valor eficaz da corrente? Respostas: a) 1kHz.14A.1257s e f=7.sen ( 2. 13. 3-) Um sinal senoidal apresenta a seguinte equação: v(t)=110. sabendo que φ=0°. d) A tensão eficaz. O valor da corrente em t=0 é 10A. Respostas: a) v(t)=156. Determine: a) Qual é a freqüência da corrente em hertz? b) Qual é a freqüência da corrente em radianos por segundo? c) Escreva uma equação para i(t) usando a função seno. v(t)=12. desta forma: f = 1 1 = = 250 Hz T 4.3 Exercícios 1-) Uma corrente senoidal tem uma amplitude de 20A. d) O valor eficaz da tensão.sen. 5-) Determine a amplitude.π. período e freqüência da senóide.sen (ω . 2-) Uma tensão senoidal é dada pela expressão v(t)=300.π.sen ( 2. t2=1ms. b) v(t1)=0V. João Marcio Buttendorff 75 . Respostas: Vp=12V.67ms. b) O valor da tensão instantânea. b) 60 Hz. d) Ief=14.t + φ ) v = 20.t). Analisando-se a figura.958Hz.t).cos. c) O valor da tensão em t=2. ângulo de fase.667 ms.t + 0 ) = 20. c) i(t)=20.(50. t3=10ms. b) 6.10−3 A equação no domínio no tempo é definida pela equação (13. Determine: a) A equação no domínio do tempo.78V.20V e v(t3)=0V. d) 212.(6283.t+10°).sen. c) 16.283krad/s. Determine: a) O período da tensão em milisegundos.π . c) 300V.(120.16. Substituindo-se os valores.(314.778 ms. observa-se que a mesma termina um ciclo completo em um tempo T igual a 4ms. Respostas: a) 110V.(120.sen (1570. b) A freqüência. v(t2)=48.8.132V. Expresse φ em graus.sen. Determine: a) O valor de pico da senóide. f . c) O período. φ=10°.t+30°).250. A corrente passa por um ciclo completo em 1ms.Para efetuar o cálculo da freqüência é necessário definir inicialmente o período da forma de onda. d) 77. 4-) Um sinal alternado senoidal apresenta uma tensão de pico de 156V e um período de 20ms. b) A freqüência em hertz. T=0.t ) Na equação acima o ângulo φ foi substituído por zero devido à forma de onda iniciar seu ciclo exatamente na passagem por zero.1).sen. Respostas: a) 16. para t1=0.

14-1 o eixo dos números reais é perpendicular ao eixo imaginário. os quais são muito mais fáceis de serem trabalhados do que as funções seno e co-seno. cujo início está na origem das coordenadas e a extremidade no ponto que representa o número complexo no plano. j Imaginário Real -j Fig.X2 são iguais somente se R1=R2 e X1=X2. Quando R=0 o número complexo se reduz a um número imaginário puro e de modo análogo quando X=0 o número complexo se reduz a um real puro. O primeiro termo (R) do número complexo R+j.1) Onde R e X são números reais. Todo número complexo pode ser representado por um ponto no plano complexo e todo ponto no plano complexo representa um número complexo. Na Fig. As soluções destes circuitos podem ser impossíveis de serem determinadas de outra maneira. chamado eixo imaginário ou eixo dos números imaginários.X e R-j.X j R Fig. Como se vê na Fig. -j João Marcio Buttendorff 76 . O segundo termo (j. 14-2 – Representação vetorial de números complexos. j X φ R X -j φ Z=R-j.X Z=R+j.X) é denominada “parte imaginária” e é representado em um eixo perpendicular ao primeiro. Um número complexo Z pode ser escrito na forma retangular como: Z = R + j.14 FASORES Fasor é um número complexo que representa a amplitude e fase de uma senóide. 14-2 são mostradas as representações vetoriais dos números complexos R+j. Os eixos se intersectam em um ponto comum chamado zero. A idéia de resolver circuitos CA usando fasores foi apresentada por Charles Steinmetz em 1893. Os fasores possibilitam uma análise simples de circuitos lineares excitados por fontes senoidais. Ao multiplicar um vetor por j obtém-se o efeito de girar o vetor de 90° no sentido positivo (anti-horário). 14-1 – Eixos do plano complexo. Dois números complexos R1+j. Antes de definirmos completamente os fasores. Senóides são facilmente expressas em termos de fasores. enquanto que j = −1 . precisamos nos familiarizar totalmente com os números complexos.X.X1 e R2+j. X (14. aplicando-se à análise de circuitos.X denomina-se “parte real” e é representado sobre o eixo dos números reais. A representação vetorial de um número complexo é por uma flecha e pela letra Z.

R = Parte real do número complexo. X . fazendo: Z = R2 + X 2 (14.5) R = Z .8) 14.1 O Conjugado de um Número Complexo Dois números complexos são conjugados entre si se suas partes reais são iguais e as partes imaginárias são da mesma grandeza. pode-se calcular a magnitude do vetor Z. pode-se expressar o número complexo na forma polar. se conhecermos |Z| e φ.4) (14. 14-2 dá-se a representação vetorial de dois números complexos.cos φ X = Z . que se mede em sentido anti-horário. Conforme o teorema de Pitágoras. Z= Z φ Z = Z e j.φ = Z . (14. tomando como referência o eixo horizontal.7) Z = R + j. X = Parte imaginária do número complexo.6) (14. João Marcio Buttendorff 77 .senφ ) (14.2) Onde: |Z| = Magnitude ou módulo de Z. Pode-se observar nesta figura que o conjugado Z do número complexo Z é a imagem de Z com relação ao eixo real. X = Z φ = Z e j. A equação matemática para o ângulo é dada por: X R X φ = arctg R tg (φ ) = (14.φ Por outro lado. de um número complexo Z = R + j. ou exponencial. cujo símbolo é Z . O sentido do vetor é definido através do ângulo de fase φ. pode-se determinar R e X.3) Conhecendo-se o módulo de Z e o ângulo de fase. X será o número complexo Z = R − j. como sendo:. porém de sinais contrários.Na Fig. Na Fig.senφ Portanto. O conjugado. ( cos φ + j. 14-2 pode-se observar que a parte real de um número complexo é a projeção do vetor Z sobre o eixo horizontal (real) e a projeção sobre o eixo vertical (imaginário) constitui a parte imaginária do mesmo. Z pode ser escrito como: (14.

( X 1 − X 2 ) (14. Z1 − Z 2 = ( R1 − R2 ) + j. A equação (14.12).( X 1 + X 2 ) (14.R1.2 Soma de Números Complexos Somam-se números complexos somando as partes reais e imaginárias separadamente.Z 2 = Z1 .10) (14.13) Z1. ou seja: Z1. X 1 ) + ( R2 + j. X 1 ) (14. O resultado da subtração é dado pela equação (14.9) O módulo do vetor resultante da soma e seu ângulo de fase (forma polar) são dados pelas equações (14. X 2 + j.Z 2 = ( R1 + j. ( R1. obtém-se: (14.15) João Marcio Buttendorff 78 . φ1 + φ2 (14. X 1 Z 2 = R2 + j. Z1. Por exemplo. Após a conversão devem-se multiplicar os módulos e somar os ângulos.3 Subtração de Números Complexos Subtrai-se um número complexo de outro. X 2 ) + j.R2 + j.14.11) φ = arctg X1 + X 2 R1 + R2 14.15) descreve este procedimento.Z 2 = ( R1. X 1 + j 2 . X 1. X 2 Como j = −1 e j 2 = −1 .14) Uma alternativa é converter os números complexos para a forma polar. X 2 + R2 .R2 .12) 14. X 2 ) = R1. Z = ( R1 + R2 ) + ( X 1 + X 2 ) 2 2 (14. Z 2 . dados os números complexos: Z1 = R1 + j. X 2 Sua soma será: Z1 + Z 2 = ( R1 + R2 ) + j.10) e (14.11).4 Multiplicação de Números Complexos A multiplicação de números complexos é similar à multiplicação algébrica comum. subtraindo as partes reais e imaginárias separadamente.R2 − X 1.

14.( R − j.sen8.sen(377.(−1 + j 4) − 5 60°] c-) 10 + j 5 + 3 40° + 10 30° −3 + j 4 Respostas: a-) 0.18) Uma alternativa é converter os números complexos para a forma polar. X ).565 −42. ( R2 − j.sen(30.67. X 2 ( R2 + j. 06° .17) Utilizando a regra de multiplicação de números complexos na equação (14.Z = ( R + j.R2 + X 1.t + 5°) − 100.t + 20°) + 15. X 2 ) + j. X 2 ) (14. ( R2 − j.t − 10°) g-) v(t ) = 40.sen(8.17) mostra-se a divisão de dois números complexos: (14.2. Após a conversão devem-se dividir os módulos e subtrair os ângulos. A equação (14. Z Z1 = 1 φ1 − φ2 Z2 Z2 (14. X ) = R 2 + X 2 Na equação (14. ( R2 . c-) 8. X 2 ) = 2 2 Z2 ( R2 ) + ( X 2 ) (14.5+j13.(3 − j 5) b-) [ (5 + j 2).6 Exercícios 1-) Determine os seguintes números complexos: 10 −30° + (3 − j 4) a-) (2 + j 4).5 Divisão de Números Complexos Para dividir números complexos multiplica-se o numerador e o denominador pelo conjugado do denominador.sen(377. X 2 ) .19) descreve este método.t − 10°) f-) v(t ) = 4.sen(50. obtém-se: Z1 ( R1.17).sen(377.sen(377.t + 3.t − 60°) e-) i (t ) = 311.cos(50.t − 45°) João Marcio Buttendorff 79 . 2-) Transforme as seguintes senóides em fasores: a-) v(t ) = 4. Quando se multiplica um número complexo por seu conjugado obtém um número real puro. b-) –15.29+j2.sen(100.t + 50°) b-) i (t ) = 5.t + 10°) c-) p (t ) = 15.sen(30.t ) + 30. X 1 ( R1 + j. Z .16) Z1 R1 + j.19) 14. X 1 − R1. X 1 ) .t − 50°) d-) v(t ) = 10. X 2 ) = = Z 2 R2 + j.

a corrente que atravessa o resistor será dada por: João Marcio Buttendorff 80 . f-) V = 6. e-) i (t ) = 1.13°) .1 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Resistivo O circuito resistivo da Fig.t − 60°) . 42 −29. representado pela equação (15.5 − j1. b-) i (t ) = 13.1). ω = 103 f-) V = 40 −60° g-) V = −30 10° + 50 60° Respostas: a-) v(t ) = 10.sen(t + 15°) .sen(ω .53°V . se a tensão aplicada aos terminais do resistor varia senoidalmente no tempo.Respostas: a-) V = 4 50°V . c-) P = 15 −50°W . a-) V = −10 30° b-) I = j.1) V I R Fig.sen (ω .36.sen(ω .88°A .t + 22. 15.t + φ ) (15. 97 −4.3. V = 19.10.(5 − j12) c-) V = 60 15°. e-) I = 215.8°) 15 RESPOSTAS DOS COMPONENTES FONTES SENOIDAIS PASSIVOS A Nesta seção será abordado o estudo do comportamento da tensão e da corrente em circuitos contendo elementos passivos quando os mesmos estão submetidos a fontes de alimentações senoidais.sen(ω .11°V 3-) Transforme as fasores abaixo para senóides. g-) V = 64. 15-1 – Circuito Resistivo.sen(103. 15-1 é submetido a fonte de tensão senoidal representada por: v = V p .t − 112. f-) v(t ) = 40. 62°) .9311.t + 210°) . g-) v(t ) = 38. ω = 40 e-) I = −0. 78 19. 62°) .t + 96.sen(ω . b-) i (t ) = 5 10°A .sen(40. De acordo com a lei de Ohm. d-). d-).t + 53. 28°V . c-) v(t ) = 60. 2. ω = 1 d-) V = 6 + j8.

t + 90o + φ ) (15. 15-3.I P . por exemplo). Supondo que a corrente é dada por: iL (t ) = I P .2) contêm uma importante informação – a de que um resistor não introduz nenhuma diferença de fase entre a corrente e a tensão. Substituindo a equação (15.5) A equação (15.t + φ ) = = I p . 15-3 – Circuito indutivo. Vp Ip 0 -Ip -Vp Fig.L.sen (ω . já que ambas atingem valores correspondentes de sua curva ao mesmo tempo (passam simultaneamente pelo pico. obtém-se: vL (t ) = ω . a tensão está adiantada de 90° em relação à corrente.t + φ ) = ω . di (t ) dt ) para calcular a tensão correspondente.5) mostra que a tensão e a corrente estão defasadas de exatamente 90°.sen(ω .sen (ω . 15-2 – Comportamento da tensão e da corrente em um resistor. Dizemos que em um resistor a corrente e a tensão estão em fase. di (t ) dt dI . o que na prática João Marcio Buttendorff 81 .2) As equações (15. conforme apresentado na Fig. ou.3) na equação da tensão no indutor.4) Derivando em função do tempo. 15. P dt (15.cos(ω .I P . Na verdade.3) V I L Fig. vamos supor que a corrente é senoidal e usar a equação da tensão no indutor ( vL (t ) = L. A Fig. obtém-se: vL (t ) = L.t + φ ) R R (15.2 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Indutivo Para determinar a relação entre a tensão aplicada aos terminais de um indutor e a corrente que atravessa o mesmo.L.1) e (15. 15-2 apresenta o comportamento da tensão e da corrente em um resistor.t + φ ) vL (t ) = L.t + φ ) (15.i= v V p .sen(ω .sen(ω .

XL(Ω) Fig. A mesma observação pode ser feita em relação aos pontos em que as funções passam pelo zero no sentido crescente e em relação ao pico positivo.7) Z L = ω . A Fig. a tensão atinge o pico negativo exatamente 90° antes que a corrente atinja o pico negativo.L.ω .5).8).L (15.L na equação.sen(ω . 15-4 ilustra este conceito de tensão adiantada em relação à corrente ou corrente atrasada em relação à tensão. Vp Ip 0 -Ip -Vp Fig. 15-5 apresenta a variação da reatância com a freqüência.sen(ω .6) para a forma polar. A Fig.ω .t + 90o + φ ) = IL I P . obtém-se: ZL = VL ω .sen(ω . a corrente está atrasada de 90° em relação à tensão. representam a impedância do indutor no domínio da freqüência. medida em Ohms. Analisando a equação (15. Por exemplo.significa a mesma coisa. temos: ZL = (15. 15-5 – Variação da reatância com a freqüência.6) ω .t + 90o + φ ) ZL = sen(ω .L.L 90o Ou: Z L = j.8) Os termos j.I P . pode-se observar que a impedância do indutor é diretamente proporcional à freqüência e a indutância.t + φ ) ω .t + φ ) Convertendo a equação (15.L 90o + φ 1φ (15. Aplicando-se a lei de Ohm nas equações (15. f(Hz) João Marcio Buttendorff 82 . 15-4 – Comportamento da tensão e da corrente em um indutor.3) e (15.

C.3 Comportamento da Tensão e da Corrente em um Circuito Puramente Capacitivo Para determinar a relação entre a tensão aplicada aos terminais de um capacitor e a corrente que atravessa o mesmo.9) V I C Fig.t + φ ) = ω .C.t + 90o + φ ) sen(ω .sen(ω .t + φ ) iC (t ) = C.9) na equação da corrente no capacitor. Supondo que a tensão é dada por: vC (t ) = VP .C .12) João Marcio Buttendorff 83 . P dt (15.9) e (15.11) mostra que a tensão entre os terminais de um capacitor está atrasada de exatamente 90° em relação à corrente que o atravessa. Aplicando-se a lei de Ohm nas equações (15. Substituindo a equação (15.VP .sen(ω .sen(ω . dv(t ) dt ) para calcular a corrente correspondente.t + 90o + φ ) (15. 15-7 mostra o comportamento da tensão e da corrente em um capacitor.Comportamento da tensão e da corrente em um capacitor.sen(ω .t + 90o + φ ) (15. obtém-se: iC (t ) = C.11) A equação (15. A Fig. conforme apresentado na Fig. obtém-se: iC (t ) = ω .t + φ ) (15.t + φ ) ZC = ω . 15-6 – Circuito capacitivo.C .VP . vamos supor que a tensão é senoidal e usar a equação da corrente no capacitor ( iC (t ) = C.11).sen(ω .t + φ ) = I C ω . 15-6.sen(ω . 15-7 .cos(ω . Vp Ip 0 -Ip -Vp Fig.10) Derivando em função do tempo.VP .15. dv(t ) dt dV . obtém-se: ZC = VC VP . Outra forma de descrever a relação é dizer que a corrente está adiantada de 90° em relação à tensão.

a parte imaginária é chamada de reatância. vemos que a impedância é a razão entre a tensão fasorial de um elemento do circuito e a corrente que o atravessa.C (15.12) para a forma polar. (15.Convertendo a equação (15. f(Hz) 15.C 90o + φ 1 −90 ZC = ω . observamos que todas são da forma: V = Z . medida em Ohms.2). A Fig.15). Nos três casos a impedância é medida em ohms.6) e (15. pode-se observar que a impedância capacitiva é inversamente proporcional a freqüência e a capacitância. João Marcio Buttendorff 84 . A parte real da impedância é a resistência.14) Os termos − j ω .C na equação. representam a impedância do capacitor no domínio da freqüência.15) Onde Z representa a impedância do elemento. Explicitando Z na equação (15. Através da equação (15. A impedância no domínio da freqüência é uma grandeza análoga à resistência.13) Ou: ZC = −j ω . Assim. 15-8 mostra a variação da impedância com a freqüência. 15-8 – Variação da reatância em função da freqüência. temos: ZC = 1φ ω .ω .C (15. XC(Ω) Fig. Quando comparamos as equações (15. Os valores de impedância e reatância de todos os elementos passivos são apresentados na tabela abaixo. a impedância de um resistor é R.12).L e a impedância de um capacitor é − j / ω . à indutância e à capacitância no domínio do tempo.C .14).4 Impedância e Reatância Concluímos esta discussão do comportamento dos elementos passivos no domínio da freqüência com uma observação importante. a impedância de um indutor é j.I (15.

L − 1 ω .L − j (1 ω .18) R L j.C I + V Fig.19) 15. A impedância Z do circuito pode ser representada na forma retangular ou na forma polar. Para converter da forma polar para retangular basta aplicar a equação (15.17) 1 Z = R + X = R + ω .L − 1ω .5 Exemplo de Aplicação De acordo com o circuito a seguir.ω .L 1 ω . Z .C (15.C 2 2 2 2 ω . indutor e capacitor.Elemento Resistor Indutor Capacitor Impedância (Z) R j.sen (θ ) (15.16) Na forma polar a impedância é definida por: Z= Z φ Onde: (15. calcule v(t): João Marcio Buttendorff 85 . A impedância do circuito da Fig. L e C. X Z = R + j .L C -j/ω.C ) Reatância (X) ω .L − ω . ω . 15-9 – Circuito de CA com R.C X φ = arctg = arctg R R (15.19).cos (θ ) + j. 15-9 na forma retangular é dada por: Z = R + j. Z = Z .C Na Fig.ω . 15-9 mostra-se um circuito que contém os três elementos passivos: resistor.

sen(10000.822 −75°V Convertendo a tensão da fonte para o domínio do tempo. c) A tensão fasorial (forma polar).sen(10000. Assim: Vrms = 32. c) A corrente fasorial (forma polar). ZC = −j −j = = − j 6.sen(4000. 42 −75°V É importante observa que os cálculos foram efetuados levando-se em consideração a corrente de pico.7 15° V = 46. 20mH + _ I Respostas: a) 200Ω.t+30°)mA.sen(4000.t+15°) Inicialmente pode-se calcular a impedância capacitiva. Calcule: a) A reatância capacitiva.sen(754. b) A impedância do indutor. 417.(754. d) 2.200.6. c) 2 1200VP .t+115°)A João Marcio Buttendorff 86 . tem-se: v(t ) = 46. d) A expressão da corrente no domínio do tempo. Calcule: a) A reatância indutiva. b) –j50Ω. obtém-se: I = 7 15°A Assim. b) A impedância do capacitor. Caso deseja-se obter a tensão eficaz da fonte basta dividir o valor obtido por 2 . 631 −90°. c) 0.i(t) v(t) C C=200uF i(t)=7. o que resulta na tensão de pico.t+120°)V. 2-) A tensão entre os terminais do capacitor abaixo é 30.6 Exercícios 1-) A corrente no domínio do tempo no indutor abaixo é 10. 6 1150 AP .t+25°)V. 5uF + _ I Respostas: a) 50Ω.sen.10−6 Convertendo a corrente para a forma polar. d) 0. b) j200Ω. 631Ω = 6.C 754.t − 75°)V 15. a tensão da fonte é obtida por: V = Z C .I = 6. d) A expressão da tensão no domínio do tempo. 632 −90°Ω ω .

t)A.I João Marcio Buttendorff (16.sen. Determine a tensão e construa o diagrama fasorial.. Zn estão ligadas em série entre os terminais a e b. i(t) v(t) L L=0.79.sen.(2000. 16-1 define o problema em termos gerais. Aplicando-se a lei de Kirchhoff das tensões obtém-se: Vab = Z1.(2000.sen(4. a + Z1 Z2 I Zn Vab b _ Fig.. são atravessadas pela mesma corrente fasorial I.3-) Sabe-se que a corrente em uma capacitância de C=30uF é i(t)=12..t+90°) V 5-) Determine v(t) e i(t) no circuito abaixo: i 5R + v(t)=10. em paralelo ou mista são as mesmas dos circuitos resistivos.(2000.1F v _ Respostas: i(t)=1.43°)V 16 ASSOCIAÇÃO DE IMPEDÂNCIAS As regras para combinar impedâncias em série.. + Z n .t-63. A única diferença está no fato de que para combinar impedâncias é preciso manipular números complexos.I + Z 2 .cos..56°)A e v(t)=4. Quando duas ou mais impedâncias estão ligadas em série. basta somar as impedâncias individuais.sen.(4.cos. Resposta: v(t)=200.t+26. calcule v(t).t) 0.. 16-1 – Impedâncias em série.01H i(t)=5. 16.t)A Resposta: v(t)=100.1 Associação em Série de Impedâncias Para combinar impedâncias em série. O circuito da Fig.(2000.I + .1) 87 . As impedâncias Z1. Z2.47.sen.(4.t-90°)V 4-) De acordo com o circuito a seguir.

2 Associação em Paralelo de Impedâncias A Fig. obtém- V V V V = + + . + Z eq Z1 Z 2 Zn Dividindo-se por V. 16-2 – Circuito equivalente. I = I1 + I 2 + .. a + _ I Zeq Vab b Fig. Observe que a tensão é a mesma entre os terminais de todas as impedâncias. obtêm-se: (16.. 16.7): João Marcio Buttendorff 88 . + Z eq Z1 Z 2 Zn Z eq = 1 1 1 1 + + . + Z1 Z 2 Zn (16.3) Substituindo-se as correntes pela lei de Ohm para o domínio da freqüência. + Z n I (16.5) (16.. 16-3 apresenta um circuito com várias impedâncias em paralelo no domínio da freqüência.2) A Fig. Desta forma: a I + V b _ I1 Z1 I2 Z2 In Zn Fig...6) Para o caso particular de duas impedâncias associadas em paralelo pode-se utilizar a equação (16... 16-3 – Impedâncias em paralelo... A equação da impedância equivalente é obtida aplicando-se a lei das correntes de Kirchhoff. + I n se: (16..Assim.4) 1 1 1 1 = + + . 16-2 apresenta o circuito equivalente. a impedância equivalente entre os terminais a e b será: Z eq = Z ab = Vab = Z1 + Z 2 + .

Z c Z a + Zb + Z c Z a . também se aplica a impedâncias.2 Conversão de Estrela para Triângulo Quando o circuito original está na conexão estrela. pode-se converter o circuito para triângulo utilizando-se as seguintes relações: Za = Zb = Z1.Z1 Z1 Z1.Z3 + Z 3.1 Conversão de Triângulo para Estrela Quando o circuito original está na conexão triângulo. Z1 1 Z3 Z2 3 1 Zb Zc 3 Za 4 2 Fig.Z eq = Z1.Z1 Z2 (16. A Fig.Z 2 Z1 + Z 2 (16. 16-4 apresenta três impedâncias ligadas em estrela (a) e o circuito equivalente em triângulo (b).8) (16. pode-se converter o circuito para estrela utilizando-se as seguintes relações: Z1 = Z2 = Z3 = Zb . 16.Z c Z a + Zb + Z c Z a .3 Transformação Estrela-Triângulo A transformação estrela triângulo discutida anteriormente.Zb Z a + Zb + Z c (16.7) 16. quando estávamos estudando circuitos puramente resistivos.10) A regra para a conversão triângulo-estrela é.Z3 + Z 3.Z 2 + Z 2 .12) João Marcio Buttendorff 89 .3. (a) 4 2 (b) 16. 16-4 – Equivalência entre a conexão (a) estrela e (b) triângulo.11) (16.Z 2 + Z 2 .3.9) (16. portanto: cada impedância do circuito em estrela é o produto das impedâncias dos dois ramos adjacentes do triângulo dividido pela soma das três impedâncias do triângulo.

10−6 Z L = j8Ω 1 1 = − j.Z 2 + Z 2 .π (16. f . f ω 200.sen.π .ω .1.C 1 Z C = − j.103.831kHz 2. I1 6R Iac 10R 40uH 1uF I2 I3 Inicialmente deve-se obter a transformada fasorial da fonte de corrente.2. i2 e i3.4 Exemplo de Aplicação A fonte de corrente senoidal da figura abaixo produz uma corrente iS=8.L Z L = j. Iac = 8 0°A A freqüência da fonte de corrente é dada por: ω = 200. b) Determine a tensão da fonte e as correntes i1.13) A regra para a conversão estrela-triângulo é. 200.(200.10 −6 Z C = − j 5Ω Z C = − j.Zc = Z1.Z1 Z3 (16.000 rad s ω = 2.200.16) João Marcio Buttendorff 90 .000 f = = = 31.Z3 + Z3 . ω .π 2.C 2. Z L = j.40. portanto: cada impedância do circuito em triângulo é o produto das impedâncias da estrela duas a duas dividido pela impedância oposta da estrela.t)A a) Determine o circuito equivalente no domínio da freqüência.15) (16.π .14) As impedâncias individuais dos indutores e capacitores podem ser obtidas em função da freqüência ou da freqüência angular. (16. f .000.L = j.103. 16.π .

13° 5 −90° (16. 16-5 apresenta o circuito equivalente no domínio da freqüência.13°Ω Z R = 10 0°Ω ZC = 5 −90°Ω A impedância equivalente é obtida aplicando-se a equação (16. as correntes são obtidas por: (16. 16-5 – Circuito equivalente no domínio da freqüência. Observando-se o circuito equivalente da Fig.13° (16. formada pelo resistor e indutor é dada por: Z S = 6 + j8Ω Para facilitar a resolução das impedâncias em paralelo. Z eq = 1 1 = 1 1 1 1 1 1 + + + + Z R Z S Z C 10 0° 10 53.8 0° V = 40 −36.I S = 5 −36.87°Ω A tensão V é dada por: V = Z eq .6). 16-5.A Fig. 6R 8 0 °A 10R j8 -j5 Fig.Uma vez calculada a tensão fasorial V.17) Z S = 10 53. é preciso passar as mesmas para a forma polar. verifica-se que para determinar a tensão entre os terminais da fonte de corrente é preciso conhecer a impedância equivalente das impedâncias em paralelo.18) Z eq = 5 −36. obtendo-se: Z S = R 2 + X L 2 = 6 2 + 82 Z S = 10 XL 8 = arctg 6 R θ = arctg θ = 53. A impedância série. pode-se obter as três correntes fasorias.19) João Marcio Buttendorff 91 .87°.87°V Assim.

6A.22) As equações correspondentes no domínio do tempo são: v = 40.23) 16.13°) A É importante observar que os resultados acima representam os valores de pico das tensões e correntes no circuito.20) I2 = V 40 −36.sen(200.t − 36. b-) 4-j1.000.13° 40 −36.I1 = 40 −36.sen(200.sen(200. ou calcular o valor eficaz da fonte de corrente e efetuar todos os cálculos novamente.87°) A i2 = 4.183A e IC=j1.87°)V i1 = 4.87°A ZR 10 0° (16.sen(200.55+j8. (16.21) I3 = (16.8+j0. e I=0.13°A ZC 5 −90° (16. 120V 60Hz 30R 100mH 44uF Respostas: a-) 27.55mH 1.59uF Respostas: Zeq=24-j18 2-) Determine no circuito abaixo: a) A impedância total do circuito.000. IL=-j3.87° V = = 4 −36. Para obter os valores eficazes ou rms basta dividir os valores de pico por 2 .192A e c-) IR=4A.21 . b) A corrente total da fonte. João Marcio Buttendorff 92 .5 Exercícios 1-) Determine a impedância equivalente e a corrente da fonte do circuito abaixo.t + 53.99A.000. c) As correntes nos respectivos componentes. 24R 30V 2kHz 2.t − 36.87° V = = 8 53.87° = = 4 −90°A ZS 10 53.t − 90°) A i3 = 8.000.

b) Repita o item (a) para uma freqüência de 8k rad/s. 76 8-) Determine a impedância de entrada do circuito abaixo. 16-j12Ω e –j4Ω. Se o circuito for ligado a uma fonte senoidal cuja corrente é i(t)=8. 07Ω João Marcio Buttendorff 93 .(ω. 22 − j11. 4-) O circuito do exercício anterior é ligado aos terminais de uma fonte cuja tensão é v(t)=150. 07 −45°A e I ef = 5 −45°A .31Hz. 7-) Determine a impedância de entrada do circuito abaixo para ω = 10rad / s . 6-) Determine a tensão Vo (domínio do tempo) no circuito abaixo para ig(t)=0. 2mF 20R 2H 4mF 50R Resposta: Z = 32.sen.t)A. Qual é a corrente de pico e eficaz no indutor de 5mH? Respostas: I pk = 7. b) 21+j3Ω. a) Calcule a impedância do circuito para uma freqüência de 318.t V. qual será a amplitude da corrente no ramo puramente capacitivo? Respostas: Z eq = 5 −36. Considere que o circuito opera com ω = 50rad / s . 2. 2mF 0.2000. Esta combinação em paralelo é ligada em série com um resistor de 5Ω e um capacitor de 25µF. 38 − j 73. Respostas: a) 9-j12Ω. 5-) Três ramos. são ligados em paralelo.5uF 60mH 40R + Vo _ Resposta: vo (t ) = 30. 120R ig 12.4000.sen.87° = 4 − j 3Ω e I=10A. com impedâncias de 3+j4Ω.sen.3-) Um resistor de 20Ω é ligado em paralelo com um indutor de 5mH. Determine a impedância equivalente.5.sen(2000.2H 3R Zin 10mF 8R Resposta: Zin = 3.t + 45°)V .t V.

I j4 8R j5 -j3 30 0 °V 5R 10R -j2 Resposta: I = 6. 2R -j4 I 12R j4 8R j6 50 0° -j3 8R Resposta: I = 3. -j2 Vs -j1 Io 2R j4 j2 1R Resposta: Vs = 8.802°A 11-) Determine VS no circuito abaixo. 485 −45°V 12-) Calcule v(t) no circuito abaixo. 364 3. 666 −4. 204°A 10-) Determine I no circuito abaixo. para Io = 2 0°A .9-) Determine a corrente I. João Marcio Buttendorff 94 .

( I1 − I 2 ) = 150 Ou (13 − j14).I 2 = 150 João Marcio Buttendorff (17. + 1R V1 j2R 12R 150 0° V + _ I1 -j16R _ V2 I2 + 246.1H v(t) _ Resposta: v(t)=17. Somando-se as quedas de tensões ao longo da malha 1.43° V _ _ + + 1R V3 j3R _ Fig. como se pode ver na Fig. O método é idêntico ao utilizado na análise de circuitos puramente resistivos. V2 e V3 no circuito da Fig. 17-1.2) 95 (17.1 Exemplo de Aplicação Use o método das correntes de malha para determinar as tensões V1.I1 + (12 − j16). devem-se escrever duas equações para as correntes das malhas.cos(200.14. é fácil calcular as tensões desejadas. O sentido de referência escolhido para as correntes das malhas I1 e I2 é o sentido horário. 17 MÉTODO DE ANÁLISE DE MALHAS NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA Pode-se também usar o método das correntes de malha para analisar circuitos no domínio da freqüência.t)V. obtém-se: (1 + j 2).66 108.1) . Como o circuito apresenta duas malhas. 17-1 – Circuito do exemplo. discutiu-se as técnicas básicas do método das correntes de malha.t) V 0.I1 + (−12 + j16).50R 30R 50uF + 60. Uma vez conhecidas as correntes I1 e I2. 17-1. a extensão deste método aos circuitos no domínio da freqüência é ilustrada no exemplo a seguir. Na seção 8. 17.sen(200.

t+14.56°.( I 2 − I1 ) + (1 + j 3).sen(2. 4R + 10.62. 2-) Determine i(t) e vc(t) usando a análise de malhas.968)V. 48° = 198.58.cos(2. 23 −53.5) (17.I 2 = 77.I 2 = 3.3°V V3 = (1 + j 3).8) (17. as três tensões pedidas são: V1 = (1 + j 2). 48 55.13°V (17. 43°.17°)A e vc(t)=39.t)V Respostas: i(t)=4.14 −116.14 −116.25F + v(t) _ 2H + 6. obtém-se: (12 − j16).vc + 5. 77 −112. João Marcio Buttendorff 96 .cos(2.t-60°)V Respostas: ix(t)=9.sen(2. 01 Ou (−12 + j16).t)V i(t) 0.sen(2.903. 24 63.I 2 = 150 (−12 + j16).324 108.7) (17.35 −40.2 Exercícios 1-) Determine ix(t) e vc(t) no circuito abaixo.3) I1 = −26 − j52 A = 58.56°A I 2 = −24 − j 58 A = 62.6.sen(2. 77 −112. 43° = 126. 01 Desta foram: (13 − j14).244.83°)V.cos(2.92°V 17.125F .98 − j 234. 56° = 130.I1 + (−12 + j16).Somando as tensões ao longo da malha 2.13°.6) (17.4) (17.612.98 − j 234.t+140.9) V2 = (12 − j16). tem-se: (17.t-129.cos(2.I1 + (13 − j13).t-75.(−26 − j 52 + 24 + j58) V2 = 20 −53.( I1 − I 2 ) = (12 − j16).98 − j 234.I1 = 2.032°)A e vc(t)=8.I 2 = 77.I 2 = 77.I1 + (13 − j13). 48°A Assim. 01 Resolvendo-se o sistema de equações acima.t+10°)A 4H 3R ix 10.122.16 71. 0.

(40000. V2 e V3 no circuito abaixo. 4-) Use o método das correntes de malha para determinar a equação de io(t) no circuito abaixo.95°A João Marcio Buttendorff 97 .(40000.(40000. + 1R V1 j2 + 12R + 150 0 °V V2 -j16 _ Ix 39.25uF io(t) + V2 Resposta: io(t)=9.sen.49.sen. 07 3. 6-) Use o método das correntes de malha para determinar a corrente fasorial I.t+180°)V 20R + V1 125uH 1. 1R I + 33.sen.8 0 °V -j5 + Vx _ 2R 0.56°) 5-) Use o método das correntes de malha para determinar as tensões V1. v1(t)=60.t+71.75.Vx j2 3R Resposta: I = 29.Ix + _ + 1R V3 j3 - Respostas: V1 = 78 − j104V . j3 Ig -j3 5R + 5 -90° V 5 0° A j2 Resposta: I g = 3 −90°A .t+90°)V v2(t)=90. V2 = 72 + j104V e V3 = 150 − j130V .3-) Use o método das correntes de malha para determinar a corrente fasorial Ig no circuito abaixo.

12 144. 44°A 9-) Determine Io usando a análise de malha. 35°A . 79 37.194 65. João Marcio Buttendorff 98 . 80R + 100 120°V -j40 -j40 60 -30°V Io j60 20R + Resposta: Io = 2. 67 −20. j4 3R 2R 3R j1 30 20°V -j6 j2 Respostas: I1 = 4.7-) Determine a corrente Io no circuito abaixo usando a análise de malhas. 45°A 10-) Determine a corrente das malhas do circuito abaixo. 2 0°V -j2 Io 8R j4 6R + 10 30°V Resposta: Io = 1.17°A e I 2 = 1. 4R 5 0 °A j10 -j2 + 20 90°V Io 8R -j2 Resposta: I o = 6.179 61. 78°A 8-) Utilize a análise de malhas para determinar a corrente Io no circuito.

6 (−0. obtém-se: (18.V1 + (0.V1 + (−0. 4 − j 0.4) (18. 4).V2 = 10. 4). 2 + j 0. 4). 2). 04 + j 6. 18-1. O exemplo abaixo ilustra a solução de um circuito pelo método das tensões de nó.1 Exemplo de Aplicação Use o método das tensões de nó para determinar as correntes de ramo Ia. Ib e Ic no circuito da Fig.6 0° A 10R Ia Fig.36 24. 18.36 24. 18-1 – Circuito do exemplo. 4). 4). 2 + j 0. apresentaram-se os conceitos básicos do método das tensões de nó.07° V 10. 2 + j 0. 3 − j 0.1) V2 V2 − 82.V1 + (0. 2 + j 0.V2 = 15. 2). 72 Desta forma: (0. Os mesmos conceitos podem ser usados para analisar circuitos senoidais no domínio da freqüência. 3 − j 0. 07° V1 − V2 + = − j5 5 1+ j2 Ou (−0. 04 + j 6. V1 1R j2 V2 -j5 Ic 5R Ib 82.V2 = 10. 4).18 MÉTODO DAS TENSÕES DE NÓ NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA Na seção 9. Somando as correntes no nó 1 (V1).5) João Marcio Buttendorff 99 .3) (18. Como quatro ramos estão ligados ao nó inferior. tem-se: V1 V1 − V2 + = 10. ele é o mais indicado para ser escolhido como nó de referência.2) (18. 72 Resolvendo-se o sistema de equações acima.V1 + (−0. 4 − j 0. O circuito da Fig. 6 Somando-se as correntes no nó 2 (V2). 18-1 pode ser descrito em termos de duas tensões de nó. obtém-se: (18.V2 = 15. 6 10 1 + j 2 Ou (0.

t+18.8°A 10 10 V2 − 82.t-45°)A Respostas: i(t)=4. 6 A = 14.sen(50000.6) (18. 2-) Utilize o método das tensões nos nós para obter a corrente I no circuito abaixo. 92° V2 = = 5. 07° = 72.sen(10.62.92° − 82. As fontes senoidais são iS=10. 04 −13. 75°A . 4 − j16.02F 4. 38 −17.89°A Ic = (18. 44 − j11.2 Exercícios 1-) Determine io(t) no circuito abaixo utilizando análise nodal. 36 24. 36 24.9) 18.8 = = 6. 5R I + 50 0° V j2 -j2 50 90° V + 4R 2R Resposta: I = 12. João Marcio Buttendorff 100 .8°V V2 = 68 − j 26V = 72.84 − j1. onde ω=50k rad/s.8 −20.t+175°)A e v(t)=28. 3-) Use o método das tensões de nó para determinar v(t) no circuito abaixo.t-60°)V 1H i(t) 0. 10R + v(t) 20.16. + is 5R v(t) _ 9uF 20R 100uH + vs Resposta: v(t)=31.8 −20.sen(10. 43 −13.96°)V.t+60.8) 72. 08°A − j5 5 −90° (18.92°V Assim.sen(ω.7) 5 I b = −1.t+90°)A e vS=100.t)V.21.V1 = 68.8V = 70.92 A = 12 −96.8 −20. 2 + j13.43°)V. 4 − j16.sen(10.sen(ω. 07° 5 (18.sen(10.56 69. 68 A = 7. as correntes de ramo são: Ia = Ib = V1 68.

1F 2.cos(4.t)V 0.(5000. 7-) Determine ix(t) no circuito abaixo usando a análise nodal. j40 + 100 0° V 40R j20 60R + Vo _ Resposta: Vo = 15.5H 1H Resposta: ix (t ) = 7.t) V Ix 0.4-) Use o método das tensões de nó para determinar a tensão fasorial entre os terminais do capacitor. determine v1 e v2 no circuito abaixo.13°)V v2(t)=8.sen.t+143.t + 108. Considere que a tensão é positiva no terminal do lado esquerdo do capacitor.5 −59.59.8118.4mH + V1 + 6R vo(t) _ V2 + 50uF Resposta: vo(t)=11.94°)V.Ix 0. j3 Ig -j3 5R + 5 -90° V 5 0° A j2 Resposta: VC = 17. 02°V 5-) Use o método das tensões de nó para determinar Vo no circuito abaixo.(5000.(5000.sen. v1(t)=10. João Marcio Buttendorff 101 .sen. 43°V 6-) Use o método das tensões de nó para determinar vo(t) no circuito.cos(4. 10R + 20.98. 4°) A 8-) Usando a análise nodal.t+89.

48°V e V2 = 31.Vx + - Respostas: v1 (t ) = 11.Io 30R 50uF 10mH + Vo _ Resposta: vo (t ) = 6.sen(2. 41 −87.1°)V .v1 + 10. 9-) Determine V1 e V2 no circuito abaixo. 19-1.32. Desejase obter a corrente (Io) fornecida pela fonte de tensão. João Marcio Buttendorff 102 . deve-se ter diferentes circuitos no domínio da freqüência para cada freqüência.2F v2 4R 2H 3. 20R + 10.sen(2. 26°)V 19 TEOREMA DA SUPERPOSIÇÃO Como os circuitos CA são lineares. 19.t + 60°)V e v2 (t ) = 33.154.t + 57. 10 45° V + V1 4R V2 3 0° A -j3 j6 12R Respostas: V1 = 25.1 Exemplo de Aplicação 1 Considere o circuito da Fig. A resposta total é obtida pela soma das respostas individuais no domínio do tempo. o teorema da superposição pode ser aplicado da mesma maneira que aplica-se em circuitos CC.cos(1000.t + 70.t) A 2R Vx _ 0. como as impedâncias dependem da freqüência.t) V 20R Io 4. onde existem duas fontes independentes.cos(1000. Neste caso.sen(2. 78 −70.18°V 10-) Utilize a análise nodal para determinar vo no circuito abaixo. O teorema se torna importante se o circuito possuir fontes operando em freqüências diferentes.

19-3 – Circuito equivalente para a fonte de corrente.2) Para determinar Io’’. 25Ω − j 2 + 8 + j10 (19. 4R 5 0 °A I3 j10 -j2 Io'' I2 8R I1 -j2 Fig. respectivamente. João Marcio Buttendorff 103 . 4R -j2 j10 + 20 90°V Io' 8R -j2 Fig. a corrente Io’ será: Io ' = 20 90° 20 90° = = −2. 19-2 para determinar Io’.353 A 4 − j 2 + Z (4 − j 2) + (0.4R 5 0 °A j10 -j2 + 20 90°V Io 8R -j2 Fig.considere o circuito da Fig. 19-1 – Circuito de exemplo. 25 − j 2. 25) (19. Considere o circuito da Fig. 25 − j 2. A combinação paralela das impedâncias − j 2 e 8 + j10 e obtida por: Z= − j 2.(8 + j10) = 0.1) Assim. 19-3. 19-2 – Circuito equivalente para fonte de tensão. Seja: I o = I o '+ I o '' Na qual Io’ e Io’’ são devidos à fonte de tensão e corrente. 353 + j 2.

I1 + (4 − j 4).Aplicando-se a análise de malhas no circuito. 647 + j 2. 647 − j1.176 (19. 2H + 10. 19-4 usando o teorema da superposição. obtém-se: I1 = 2.353 + j 2. pode-se estabelecer a corrente Io como sendo: I o = I o '+ I o '' = (−2.8) Na qual v1 é devido à fonte CC de 5V.5) (19. a qual separa o problema em problemas de freqüência única. 647 + j1. Portanto seja: vo = v1 + v2 + v3 (19.176 A I3 = 5 A Desta forma.I 2 − j10.sen(5.t-90°) A João Marcio Buttendorff 104 .4) (19.6) (19.353) + (−2.176) I o = −5 + j3.1F 5V 4R Fig.sen(2.t-90°)A + 1R Vo 0.sen(2.t) V 2. uma maneira de se obter a solução é a utilização da superposição. obtém-se: Malha 1: (8 + j8).sen(5.I3 = 0 Malha 2: j 2.6).I 2 + j 2.2 Exemplo de Aplicação 2 Determine vo no circuito da Fig.2) e (19.t) V e v3 é devido à fonte de corrente de 2. 941A I 2 = 2. Como o circuito opera com três freqüências diferentes ( ω = 0 para a fonte de alimentação CC).I1 + j 2.529 = 6. será obtida por: I o '' = − I 2 = −2.7) 19. 647 + j1.3) A partir das equações (19. a corrente Io’’. 19-4 – Circuito de exemplo. 78°A (19. v2 é devido à fonte de tensão de 10.I3 = 0 Malha 3: I3 = 5 Solucionando-se o sistema de equações.12 144.

obtém-se: V2 = 1. exceto a fonte de 5V. 941) (19.t − 30. 79°A 1 + j 4 + Z (1 + j 4) + (2. ajusta-se todas as fontes para zero. 19-7. 79°)V (19. 19-6.ω .Para determinar v1. 19-6 – Circuito equivalente para fonte de tensão CA. elimina-se a fonte de corrente e converte-se o circuito para o domínio da freqüência. j. j4 + 1R V2 -j5 4R + 10 0°V Fig. 19-5 – Circuito equivalente para fonte CC. ajusta-se para zero a fonte de tensão CC de 5V. v1 = −5.L = 0 e − j / ω . o capacitor é um circuito aberto. 19-5. Aplicando-se divisor de tensão. 941Ω 4 − j5 (19. O circuito equivalente é mostrado na Fig. O circuito equivalente é apresentado na Fig. 498 −30. v2 (t ) = 2.10) Aplicando-se divisor de tensão. 1R + V1 5V 4R Fig.C = ∞ . Existe uma maneira alternativa de se abordar este fato.10 0° 10 = = 2.12) Para obter v3. Como ω = 0 .sen(2. Lembre-se que. em regime permanente CC.1 = −1V 1+ 4 (19.(− j 5) = 2. 498.9) Para determinar v2. O circuito equivalente á apresentado na Fig. ajustamos as fontes de tensão para zero e transforma-se o restante do circuito para o domínio da freqüência.11) Passando para o domínio do tempo. 439 − j1. enquanto que o indutor é um curto-circuito. 439 − j1. A impedância paralela é obtida por: Z= 4. João Marcio Buttendorff 105 .

t − 30.328 −77.3 Exercícios 1-) Determine Io usando o teorema da superposição. 328 −77.15) Substituindo-se as equações (19. A impedância paralela é obtida por: Z1 = 4.328.2 −90° j10 + (1 + Z1 ) j10 + (1. 9°A V3 = I1.1 = 2.2 −90° = .8 − j1.9).194 65. tem-se o comportamento da tensão vo(t).91°)V (19.17) 19.t − 77.16) na equação (19. 79°) + 2. obtém-se: I1 = j10 j10 . 2 0°V -j2 Io 8R j4 6R + 10 30°V Resposta: Io = 1.8 − j1. (19.t − 77.13) Aplicando-se divisor de corrente.sen(5. 498.14) I1 = 2. 45°A João Marcio Buttendorff 106 .sen(2. 6Ω 4 − j2 (19.91°)V (19.328.(− j 2) = 0.sen(5.8).16) (19.I1 + j10 2 -90°A 1R V3 -j2 4R Fig.9°V Passando para o domínio do tempo: v3 (t ) = 2.12) e (19. 6) (19. 19-7 – Circuito equivalente para a fonte de corrente. vo (t ) = −1 + 2.

cos(3.t − 26. determine ix no circuito abaixo.sen(2. 217.t + 134.t-60°)V Resposta: ix (t ) = 9.t − 86.0833F + Vo _ 4.38°) A João Marcio Buttendorff 107 . 051.t − 81.t)A Resposta: vo (t ) = 4. 45. 0.t + 7.1 + 0. 56°)V 5-) Determine io usando o teorema da superposição. 20uF + 50.t)A 10V 2H Resposta: vo (t ) = 10 + 21.cos(2000.sen(2.sen(5.cos(10. 631.56°) + 10. 902.178.1°) − 1.sen(5.t)A 60R 24V Resposta: io (t ) = 0.cos(2000.t − 129.cos(3.sen(2.cos(2.2-) Calcule vo no circuito abaixo usando o teorema da superposição.t + 26. 24°)V 3-) Usando o princípio da superposição.t)V 80R 40mH Io 100R 2.t+10°)A 4H 10.17°) A 4-) Calcule vo(t) no circuito abaixo usando o teorema da superposição.125F 3R Ix + 5.cos(10.cos(2.t)V 0.sen(4000.2F + Vo _ 1H 2. 73.sen(4000. 6R + 12. 8R + 30.t)V 0.12°) + 1.

Circuito Linear No Domínio Da Freqüência a + _ b VTh b ZTh a Fig.1) Vs Is b Fig. Um circuito equivalente de Norton aparece na Fig. Pode-se provar a validade destas técnicas usando os mesmos processos adotados da seção 11.I S ⇔ I S = VS ZS Zs a Zs b a (20. 21-1 mostra a versão no domínio da freqüência de um circuito equivalente de Thévenin. 20-1 – Transformação de fontes. exceto pelo fato de que no domínio da freqüência os cálculos envolvem a manipulação de números complexos. 21-2. 21 CIRCUITOS EQUIVALENTES DE THÉVENIN E NORTON NO DOMÍNIO DA FREQÜÊNCIA Os circuitos equivalentes de Thévenin e Norton apresentados na seção 11 são técnicas analíticas que também podem ser aplicadas a circuitos no domínio da freqüência. 21-1 – Versão no domínio da freqüência de um circuito equivalente de Thévenin. João Marcio Buttendorff 108 . A Fig. A mesma observação se aplica à corrente e à impedância de Norton. 21-2 – Versão no domínio da freqüência de um circuito equivalente de Norton. Circuito Linear No Domínio Da Freqüência a IN b ZN b a Fig. ou vice-versa. As técnicas para determinar a tensão e a impedância de Thévenin são idênticas às usadas nos circuitos resistivos. com a única diferença que a impedância (Z) aparece no lugar da resistência (R). Quando parte-se de um tipo de fonte para outra.20 TRANSFORMAÇÃO DE FONTES A transformação de fontes no domínio da freqüência significa transformar uma fonte de tensão em série com uma impedância em uma fonte de corrente em paralelo com uma impedância. deve-se ter em mente a seguinte relação: VS = Z S .

Para obter a impedância de Thévenin e Norton.2) Para determinar a tensão de Thévenin. Assim: (130 − j 40). 69° I= 180 −126.21. o circuito passa ser: 10R -j40 a 120R b A impedância em série.13Ω (10 − j 40) + 120 (21.69° V b Fig.3) A tensão de Thévenin é a queda de tensão sobre a resistência de 120Ω mais a tensão da fonte. 01 −17. 10R -j40 a + 100 0° V 120R + 253 34.1) Fazendo-se o paralelo da impedância em série com o resistor de 120Ω. 21-3 em relação aos terminais a e b. obtém-se a impedância de Thévenin e Norton. 77°A (21.1 Exemplo de Aplicação Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do circuito da Fig.120 = 18.32 −109. João Marcio Buttendorff 109 . que por sua vez é a tensão entre os terminais a e b.88° 136.1° = 1. ZTh = Z N = (10 − j 40). Desta forma. pode-se aplicar o método das correntes de malha (sentido horário). 21-3 – Circuito do exemplo. formada pelo resistor e capacitor é dada por: Z S = 10 − j 40Ω (21.81 − j 31.I = 100 0° − 253 34. deve-se substituir as fontes de tensão por um curto e abrir as fontes de corrente.

VTh = 447. 03°V A Fig.39 −2.24 56. determina-se o circuito equivalente de Norton. IN = VTh 154.VTh = 120.32 −109.13 ZTh + VTh _ 154. João Marcio Buttendorff 110 . 21 −63.81-j31.13 b Fig. 77° + 253 34.81-j31.2 Exercícios 1-) Determine o circuito equivalente de Norton e Thévenin do ponto de vista dos terminais a e b. 77°) + 253 34. 69° VTh = 158. Aplicando-se a transformação de fontes.39 -2.39 −2. 24 56. 03° = = 4.4) b Fig.81 −109. I N = 8 −36.83°A RTh 36. a IN 4.5) A Fig.86° (21.I + 253 34. 69° = 154. 21. 21-5 apresenta o circuito equivalente de Norton. 21-4 – Circuito equivalente de Thévenin. 18. 43°V .69° = 120.03° V a (21.87°A .37 −58. 21-4 apresenta o circuito equivalente de Thévenin. 21-5 – Circuito equivalente de Norton. j30 a -j50 15R b 16 0° A 25R Respostas: RTh=RN=50-j25Ω. 2-) Determine o circuito equivalente de Thévenin e Norton do ponto de vista dos terminais a e b do circuito.(1.83° A ZN 18.

(1000. 5-) Determine o circuito equivalente de Norton do ponto de vista dos terminais a e b. b) A impedância de Thévenin e Norton.49. 100mH a b uma tensão de + v(t) 100R 10uF 100mH b Respostas: RTh=RN=100+j100Ω.167 −90°A . b João Marcio Buttendorff 111 . I N = 4. 2Ω . c) Desenhe o circuito equivalente de Thévenin e Norton. 75 −45°A . j10 Ix 2 45°A 20R + 10. 6.Ix _ -j10 b 10R a Resposta: VTh = 10 45°V e ZTh = 5 − j 5Ω . 49 0°V .87°V . Determine: a) A tensão eficaz de Thévenin e a corrente eficaz de Norton.cos. I N = 1. 6-) Obtenha o circuito equivalente de Thévenin nos terminais a e b do circuito abaixo.Ix _ + a Ix 10 -45°A 2R j1 Resposta: I N = 10 −45°A e Z N = 1. 3-) A fonte de tensão senoidal do circuito abaixo gera 247.64+j11. VTh = 247.t+45°)V.52Ω.j40 + 75 0° V -j22 24R a Respostas: RTh=RN=8. 6 + j 3. 4-) Determine o circuito equivalente de Thévenin do circuito abaixo do ponto de vista dos terminais a e b. VTh = 60 −36.

ou seja: Im( Z ) = ω . resultando. 22-1. portanto.31°V e ZTh = 6.95 220. R L Vs I C Fig. A impedância de entrada do circuito no domínio da freqüência é dada por: Z = R + j.C (22. 48 − j 2.ω . 22.-j6 + 120 75° V 8R a b 4R j12 Resposta: VTh = 37.2) j ω . 64Ω 22 RESSONÂNCIA A ressonância é a condição em um circuito RLC na qual as reatâncias capacitiva e indutiva são iguais em módulo.L − 1 =0 ω .C (22.1) A ressonância ocorre quando a parte imaginária da função é nula.3) João Marcio Buttendorff 112 .1 Ressonância Série Considere o circuito RLC série mostrado na Fig.C (22. 22-1 – Circuito série ressonante.L − Ou: Z = R + j ω . em uma impedância puramente resistiva.L − 1 ω .

a condição de ressonância é obtida por: ω o .L (22.C (22.L = ωo = Como: 1 ωo . portanto.C + − R j. Assim: João Marcio Buttendorff 113 . Vs R L C Fig.π .2 Ressonância Paralela Considere o circuito RLC apresentado na Fig.C R j ω . Além disso. − ω . o fator de potência é unitário. que a impedância é puramente resistiva.8) A ressonância ocorre quando a parte imaginária da equação (22.5) (22. a combinação série LC opera como um curto-circuito e toda a tensão estará em R. logo. L. 22-2. Z = R .ω . a tensão Vs e a corrente I estão em fase.O valor de ω que satisfaz esta condição é chamado de freqüência de ressonância ωo .C 1 rad / s L. f o fo = 1 2.L j (22.4) ω o = 2.C Hz (22.6) Observa-se na ressonância. Em outras palavras.7) Ou: Z= 1 1 1 1 + . A impedância de entrada no domínio da freqüência é obtida por: Z= 1 1 1 ω .π . Portanto. 22.8) é nula. 22-2 – Circuito ressonante paralelo.

2F 10R Fig.C Hz (22.12) Observa-se que. a combinação LC paralela funciona com um circuito aberto: logo.C ω o .10) ω o = 2.sen( t) -j/0. f o fo = 1 2. A impedância paralela formada pelo resistor e capacitor é definida por: João Marcio Buttendorff 114 . toda a corrente passa através de R.11) (22.π .π . 22-4 – Domínio da freqüência. 22-3 – Circuito exemplo.1 − ω .9) ωo .3 Exemplo de Aplicação Calcule a freqüência de ressonância no circuito abaixo.L ωo = Como: 1 rad / s L. 1H Vp.C = 0 ω .L (22. obtém-se: j Vp. Passando o circuito para o domínio da freqüência. L. na ressonância. 22.C (22.sen( t) 0.2 10R Fig. O valor de ω que satisfaz esta condição é chamado de freqüência de ressonância 1 = ωo .

sen( . João Marcio Buttendorff 115 .2mH.Zp = − j10 2ω − j (22. Desta forma. L=0.14) pelo conjugado do denominador. Vs R L C Respostas: f o = 3.t).15) Z eq = ( 4ω +j 3 − 19ω 4ω 2 + 1 ) (22. a potência dissipada no resistor e a amplitude da corrente. 978kHz e P = 8. ( 4ω 3 − 19ω 4ω 2 + 1 ) =0 (22.sen( .16) Na ressonância a parte imaginária é nula. Determine a freqüência de ressonância em Hertz. Determine a freqüência de ressonância em Hertz e a potência dissipada no resistor na ressonância. obtém-se: Z eq ω + j 2ω 2 − 10 (2ω + j ) = .4 Exercícios 1-) No circuito RLC paralelo abaixo.4uF e Vs=20. 25mW 2-) No circuito RLC série abaixo. C=8uF e Vs=10. igualando-se a parte imaginária a zero. L=1mH.17) 4ω 3 = 19ω ω = 19 / 4 = 2.13) A impedância equivalente do circuito é dada por: Z eq ω + j 2ω 2 − 10 j10 = jω − = 2ω − j 2ω − j ( ) (22. determina-se a freqüência de ressonância.t). seja R=2 .14) Multiplicando-se a equação (22. 2ω − j (2ω + j ) 10 4ω 2 + 1 ( ) (22. C=0.179rad / s 22. seja R=8k .

4F 3uF 1H 6R 20mH 2k 6uF (b) Respostas: a-) ω o = 1. 581rad / s e b-) ω o = 5krad / s . 3-) Determine a freqüência de ressonância do circuito abaixo. 2R 0. P = 100W e I = 10 A . 7861rad / s 5-) Para os circuitos abaixo.957 kHz . (a) João Marcio Buttendorff 116 . 2H Is 0. v(t) 1R 1H Resposta: ω o = 0. determine a freqüência i(t) 1H 1F para a qual v(t) e i(t) estarão em fase.1F 10R 2R Resposta: ω o = 2rad / s . 4-) Para o circuito abaixo. determine a freqüência de ressonância ωo .R C Vs L Respostas: f o = 7.

A escolha de CA em vez de CC permitiu a transmissão de potência em alta tensão. A análise da potência é da maior importância. 23-1. a análise da potência é o aspecto que enfocaremos. João Marcio Buttendorff 117 .t ) p (t ) = VP .i (t ) (23. pois esses sistemas trabalham com a transmissão de potência de um ponto a outro. computador – é classificado em função da potência. p (t ) = v(t ). motor. Neste capítulo. 23-2 apresenta a potência instantânea em um circuito puramente resistivo.t )] 2 i(t) v(t) R Fig. 23-1 – Circuito resistivo. como é apresentado na equação (23. TV. conforme a Fig. ferro de passar.t ) ] p (t ) = 2 (23.[1 − cos(2. e uma potência negativa significa que a fonte está drenando energia do circuito. a tensão e a corrente estão em fase. Pela convenção de sinais adotados.sen(ω. 23. A forma mais comum de energia elétrica é a energia CA em 60 ou 50Hz. A Fig. até agora.sen(ω. todo eletrodoméstico ou equipamento industrial – todo ventilador. uma potência positiva corresponde a uma transferência de energia da fonte para o circuito.23 POTÊNCIAS E FATOR DE POTÊNCIA Nosso esforço na análise de circuitos CA esteve. A potência é a grandeza mais importante em concessionárias de energia. Além disto. da unidade geradora até o consumidor. sistemas eletrônicos e sistemas de comunicação.ω.1) Quando um circuito é puramente resistivo.I P . indicando quanta potência o equipamento necessita.2) VP . Exceder a potência indicada pode danificar permanentemente o equipamento.[ sen(ω. concentrado principalmente no cálculo da tensão e da corrente.I P . lâmpada.1 Potência Instantânea A potência instantânea p(t) entregue a qualquer dispositivo como função do tempo é dada pelo produto da tensão instantânea v(t) aplicada sobre o dispositivo e a corrente instantânea i(t) que o atravessa.I P .1). Assim.t ). a potência instantânea é dada por: p (t ) = VP .

I P .t ) 2 pL (t ) = −VP . a potência é positiva.sen(ω . para uma tensão do tipo v(t ) = VP .sen(2.ω. caracterizando transferência de potência da fonte para o circuito. Nos intervalos.t )] pL (t ) = − VP . A potência instantânea neste tipo de circuito será dada por: pL (t ) = VP .t ) .t − 90°) Este resultado é apresentado graficamente na Fig.sen(ω.cos(90°) − cos(ω. pode-se observar que a potência nunca chega a se tornar negativa. ou seja.sen(ω . o que por sua vez caracteriza devolução de potência do circuito para a fonte.sen(ω. toda a energia elétrica cedida ao circuito é dissipada como energia térmica.t ) (23.[ sen(ω.v(t) i(t) 2 1 0 Fig.t ).sen(ω.I P . Observando o gráfico da Fig.cos(ω.I P . Em outras palavras.3) pL (t ) = VP . 23-2. a potência é negativa.t ). a corrente resultante estará 90° atrasada em relação a tensão.[ sen(ω.sen(90°) ] pL (t ) = −VP .I P . 23-4.t ).t ). é impossível armazenar energia em um circuito puramente resistivo. 23-3.t − 90°) . como o apresentado na Fig.I P . onde nos intervalos em que tensão e corrente possuem a mesma polaridade. i(t) v(t) L Fig. No caso de um circuito puramente indutivo alimentado por uma fonte de tensão senoidal.t − ω.t ) + sen(ω. 23-2 – Potência instantânea em um circuito resistivo. 23-3 – Circuito indutivo.t ).t + ω. a corrente resultante será i (t ) = I P . em que tensão e corrente possuem polaridades diferentes.sen(ω. João Marcio Buttendorff 118 .

t ) .I P . 23-6 mostra que a potência é alternadamente armazenada pelos elementos capacitivos e devolvida à fonte que alimenta o circuito. Em outras palavras.t ). não há dissipação de energia.sen(90°) ] (23. o que acontece com uma freqüência de 2.t ).t ) pC (t ) = VP .t + 90°) .t + 90°) pC (t ) = VP . a corrente resultante será i (t ) = I P . quando a potência é negativa.[ sen(ω.v(t) 0 i(t) P 0 -P Fig.cos(90°) + cos(ω.t )] v(t) C Fig. ou seja. quando a potência é positiva. 23-4 – Potência instantânea em um circuito puramente indutivo.I P . ou seja. os capacitores estão devolvendo esta energia.t ) 2 i(t) pC (t ) = VP . Para o caso de um circuito puramente capacitivo alimentado por uma fonte de tensão senoidal. 23-5 – Circuito capacitivo.sen(ω. nos circuitos capacitivos a potência média será zero.cos(ω.t − ω.sen(ω. A Fig. Assim como nos circuitos puramente indutivo. João Marcio Buttendorff 119 .sen(ω .I P .I P . A potência instantânea será: pC (t ) = VP .t + ω.sen(ω .sen(ω.t ).4) pC (t ) = VP .sen(ω.sen(2.I P .t ).ω.t ) + sen(ω. como o apresentado na Fig. a energia está sendo armazenada nos campos elétricos dos capacitores. 23-5.ω.[ sen(ω. para uma tensão do tipo v(t ) = VP . a corrente estará 90° adiantada em relação à tensão.t ).

v(t) 0

i(t)

P 0 -P

Fig. 23-6 - Potência instantânea em um circuito puramente capacitivo.

Sabe-se, no entanto, que circuitos puramente indutivos ou capacitivos são circuitos muito particulares, raramente encontrados. Assim sendo, um caso mais geral é aquele em que uma tensão do tipo v(t ) = VP .sen(ω .t ) resulta em uma corrente i (t ) = I P .sen(ω .t − φ ) , onde φ pode ser positivo ou negativo, correspondente à impedância indutiva ou capacitiva, respectivamente. Para o caso em que φ<0, ou seja, circuito indutivo têm-se: p (t ) = VP .sen(ω.t ).I P .sen(ω.t − φ ) p (t ) = VP .I P .sen(ω.t ).sen(ω.t − φ ) Aplicando-se a integral para calcular o valor médio da potência, obtém-se: (23.5)

Pmed = Pmed

1 p (t )dt T 0
T

T

1 = VP .I P .sen(ω.t ).sen(ω.t − φ )dt T 0 1 T
T 0 T

Pmed = Pmed

{V .I
P P

P

.sen(ω.t ).[ sen(ω.t ).cos(φ ) − cos(ω.t ).sen(φ )]}dt sen 2 (ω.t ).cos(φ ) − sen(ω.t ).cos(ω.t ).sen(φ ) dt

1 = T 1 T

0 T

{V .I .
P

}

(23.6)

Pmed = Pmed

0

1 VP .I P . sen 2 (ω.t ).cos(φ ) − sen(ω.t ).sen(φ ) dt 2
T T

V .I .cos(φ ) V .I .sen(φ ) = P P sen 2 (ω.t )dt − P P sen(ω.t )dt T 2.T 0 0

1 Pmed = .VP .I P .cos(φ ) 2
Onde φ é definido como a diferença entre o ângulo da tensão e da corrente, ou seja:

φ = φv − φi

(23.7)

A potência média também é chamada de potência ativa porque representa a parcela da potência que é dissipada, ou seja, convertida em outra forma de energia.

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120

A potência média também pode ser obtida em função dos valores eficazes da tensão e da corrente, fazendo: V Vef = P (23.8) 2 I ef = IP 2 (23.9)

Substituindo a equação (23.8) e a (23.9) na(23.6), obtém-se: P = Vef .I ef .cos(φ ) (23.10)

O produto de Vef e Ief recebe o nome de potência aparente ou potência complexa, cujo símbolo é S, sendo medido em voltampères (VA). Quando trata-se de circuitos lineares, a fator pela qual a potência aparente deve ser multiplicada para obter a potência ativa é chamado fator de potência (FP), ou seja, o fator de potência é o termo que determina quanto da potência entregue à carga está sendo realmente utilizado. FP = P Vef .I ef .cos(φ ) = S Vef .I ef (23.11) (23.12)

FP = cos(φ )

Neste ponto é importante lembrar que tal relação só é válida quando o circuito em estudo é linear. Quando estuda-se um circuito não linear, como por exemplo um retificador, cujas formas de onda da tensão e corrente típicas são mostradas na Fig. 23-7, deve-se levar em conta a taxa de distorção harmônica da corrente. Assim sendo, o fator de potência passa a ser dado por: FP = cos(φ ) 1 + TDH 2
v(t) i(t)

(23.13)

0

Fig. 23-7 – Tensão e corrente em um retificador de onda completa.

Quando trata-se do FP, o sinal de φ é um dado importante porque revela se o circuito tem característica indutiva ou capacitiva, pois quando a corrente está atrasada, φ>0. Seja como for, o módulo do fator de potência estará sempre compreendido entre 0<FP<1.

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23.2 Potência Complexa e Triângulo das Potências
Considere uma carga CA sendo alimentada por uma fonte senoidal. Convertendo a tensão e a corrente para a forma fasorial, obtém-se:
V = Vef φv I = I ef φi

(23.14)

A potência complexa S absorvida pela carga é o produto da tensão pelo complexo conjugado da corrente, ou seja:

S = V .I * = Vef φv .I ef −φi S = Vef .I ef φv − φi S = Vef .I ef .cos(φv − φi ) + j.Vef .I ef .sen(φv − φi )
Onde a parte real da equação representa a potência média P (W) e a parte imaginária representa a potência reativa Q (Var). Considere dois casos especiais da equação. Quando φv = φi , a tensão e a corrente estão em fase. Isto significa que o circuito é puramente resistivo, resultando apenas a potência média (ativa).
P = Vef .I ef

(23.15)

(23.16)

Quando φv − φi = ±90° , tem-se um circuito puramente reativo, ou seja, a potência ativa é zero, resultando apenas a potência reativa Q.

P = Vef .I ef .cos(90°) = 0 Q = Vef .I ef .sen(90°) = Vef .I ef
Z.

(23.17)

A potência complexa também pode ser expressa em termos da impedância da carga
Z= Vef I ef
2

S = I ef .I ef * .Z = I ef .Z S= Vef .Vef * Z* = Vef Z*
2

(23.18)

Como Z = R + jX , a equação se torna:
S = I ef .( R + jX ) = P + jQ
2

(23.19)

Onde P e Q são as partes reais e imaginárias da potência complexa, ou seja:

João Marcio Buttendorff

122

P = Re( S ) = I ef .R Q = Im( S ) = I ef . X
2

2

(23.20)

P é a potência média ou ativa e depende da resistência R da carga. Q depende da reatância X da carga, sendo chamada de potência reativa (ou de quadratura). A potência ativa P é a potência média, em watts, transmitida à carga. Esta é a única potência utilizada, sendo a potência que realmente é dissipada pela carga. A potência reativa Q é a medida da energia trocada entre a fonte e a parte reativa da carga. A unidade de Q é o volt-ampére reativo (VAR) para distingui-la da potência real, cuja unidade é o watt. Os elementos armazenadores de energia não dissipam nem fornecem potência, mas trocam energia com o resto do circuito. Da mesma maneira, a potência reativa é transferia da fonte para a carga e da carga para a fonte. É uma prática padrão representar S, P e Q na forma de um triângulo, chamando de triângulo das potências. O triângulo da potência representa quatro itens – a potência aparente/complexa, potência real, potência reativa e o ângulo do fator de potência. Dados dois destes itens, os outros dois podem ser facilmente obtidos do triângulo. Quando S está no primeiro quadrante, tem-se uma carga indutiva e um FP atrasado. Quando S está no quarto quadrante, a carga é capacitiva e o FP é adiantado.
R Z jXL S(VA) φ P(W) (a) P(W) R Z -jXC (b) φ Q(VAr) S(VA) Q(VAr)

Fig. 23-8 – (a) Circuito indutivo e (b) Circuito capacitivo.

Para a análise de circuitos ligados em paralelo, como por exemplo várias cargas ligadas a um mesmo alimentador (Fig. 23-9), pode-se determinar a potência complexa total fornecida através das equações (23.21), (23.22) e (23.23).
Ief

Vef b

I1

Z1

I2

Z2

In

Zn

Fig. 23-9 – Potências em cargas ligadas em paralelo.

João Marcio Buttendorff

123

4 Exemplo de Aplicação Uma carga elétrica é alimentada com 240 Vrms/60Hz. o que leva a um fator de potência unitário. combinados à freqüência da rede provenham uma impedância de entrada com ângulo de defasagem nula. significam que o triângulo de potência total pode ser obtido ligando-se os triângulos de potência de cada circuito independente de um vértice a outro.8. d) A potência aparente. Sabe-se também que quando a potência elétrica é fornecida a grandes consumidores. é possível fazer com que uma carga indutiva (ou capacitiva). Para uma carga puramente resistiva.3 Correção do Fator de Potência Como foi demonstrado.23) ST = PT 2 + QT 2 Esses resultados. que também podem ser aplicados a circuitos ligados em série. b) A corrente eficaz.. seja “vista” pela rede como um resistor. sabe-se que a carga é indutiva e que portanto o sinal da potência reativa é positiva. o fator de potência é simplesmente definido como cos(φ). principalmente entre os grandes consumidores (indústrias). aplicar técnicas de correção do fator de potência. Esta componente indutiva preponderante deve-se ao grande número de motores normalmente encontrado nas indústrias. Neste caso. a potência aparente e a ativa são iguais.12). Assim: João Marcio Buttendorff 124 . cujas cargas.. 23.21) (23. Determine: a) O ângulo de defasagem entre a tensão e a corrente. tensão e corrente estão em fase. onde φ é o ângulo de defasagem entre tensão e corrente. g) O valor da capacitância. em geral possuem características indutivas. Isto é obtido através da inserção. c) A impedância.92. Solução: a-) Como o fator de potência é atrasado. no circuito. No entanto. O ângulo de defasagem entre a tensão e corrente no circuito pode ser obtido diretamente pela equação (23.. de elementos cujos valores. Teoricamente. + Pn 1 QT = Q1 + Q2 + . para circuitos lineares alimentados por fontes senoidais.22) (23. 23. torna-se uma prática usual.. as companhias que fornecem a energia impõem limites aos valores de FP. + Qn (23. f) A potência reativa capacitiva para obter fator de potência de 0. Desta forma. A carga consome uma potência ativa de 8 kW com um fator de potência atrasado de 0. este tipo de carga não costuma ser encontrado com grande freqüência. e) A potência reativa.PT = P + P2 + .

FP = cos(φ ) φ = cos −1 (0. 76 36. P = Vef .11).87° (23.sen(φ ) = 240.8) = 36.24) b-) A corrente eficaz pode ser obtida pela equação (23.87°) Q = 6kVAr (23.cos(φ ) I ef = P 8000 = Vef .27) d-) A potência aparente do circuito pode ser obtida em função da tensão e corrente eficaz ou através da equação (23.23)).87°Ω = 4.26) O ângulo φ que representa a defasagem entre a tensão e a corrente. P S P 8000 S= = FP 0. 76Ω 41. 67 A c-) A impedância da carga é obtida em função da tensão e corrente eficaz.8 S = 10kVA FP = (23. também representa o ângulo do módulo da impedância. Desta forma: Z = Vef I ef = 240 = 5.92 a potência aparente será: P S P 8000 S= = FP 0.sen(36.10) que leva em consideração a tensão eficaz. 608 + j 3.30) A respectiva potência reativa é obtida através do teorema de Pitágoras (equação(23.41. João Marcio Buttendorff 125 . a potência ativa e o ângulo de defasagem.28) e-) A potência reativa é determina por: Q = Vef .cos(φ ) 240.I ef . 67.25) I ef = 41.92 S = 8.29) f-) Para um fator de potência de 0. Assim: Z = 5. 67 (23. 695kVA FP = (23.I ef .87°) (23.cos(36. 456Ω (23.

206 XC = C = 119. 206Ω 10. g-) Para obter a capacitância necessária para obter fator de potência de 0.92 = 3.6kVAr Q=6kVAr Q=3. 23-10 apresenta o triângulo das potências. f . deve-se inicialmente determinar a reatância capacitiva.4kVAr φ P=8kW Qc=2. a potência reativa capacitiva necessária para tornar o fator de potência 0. S=10kVA S=8.808 (23.π . a capacitância do capacitor é dada por: 1 2. QC = Q − Q0.92 = 6000 − 3406 QC = 2.6kVAr Fig.34) Assim.32) (23.35) João Marcio Buttendorff 126 . IC = QC 2594 = = 10.60.92.S 2 = P2 + Q2 Q0. fica visível o valor necessário da potência reativa capacitiva.22.C 1 1 C= = 2.92 é obtida subtraindo-se a potência reativa inicial da potência reativa correspondente a 0. f .92.π .808 A Vef 240 (23.31) A Fig.594kVAr (23.33) A reatância é obtida por: XC = Vef IC = 240 = 22. 23-10 – Triângulo das potências. 45µ F (23. Através deste.7kVA Q=2.π .92 = S 2 − P 2 = 86952 − 8000 2 Q0. X C 2. 406kVAr Desta forma.

Calcule a capacitância que é necessária colocar em paralelo para compensar o deslocamento entre a corrente a tensão. Considere: 1cv = 736W P Peletrica = eixo η Resposta: C=427uF.056kVA. Desenhe o triângulo das potências.21VAr. aparente e o fator de potência para: v(t ) = 100.t − 15°) Respostas: P=100W. 7-) Determine o fator de potência do circuito visto pela fonte.24W. Resposta: P=37.5. 5-) Calcule a potência média absorvida por uma impedância Z = 30 − j 70Ω quando V = 120 0°V (valor de pico) é aplicada a ela.8W. P2=160W.sen(ω . 4-) Calcule a potência ativa. uma indutância L de 0. 2-) Um motor de 10cv (potência no eixo) tem um rendimento de 85%. 20R 2 4 0°A 1 j10 3 -j5 4 5 + 60 30°V Respostas: P1=367. aplica-se uma tensão V=20+j10Vrms. S=200VA e FP=0.5 Exercícios 1-) Determine as potências aparente.8 e encontra-se ligado a uma rede de 220V/50Hz. fator de potência de 0. P=60W e Q=80VAr. ativa e reativa do circuito.sen(ω . ativa e reativa de uma rede constituída por uma resistência de 15Ω.t + 45°) i (t ) = 4. 6-) Determine a potência fornecida por cada uma das fontes e a potência média absorvida por cada um dos elementos passivos do circuito abaixo. P=346W e Q=998VAr.9734 e P=125W. reativa. Respostas: S=100VA. João Marcio Buttendorff 127 . 3-) Aos terminais de uma impedância cujo valor é Z=3+j4Ω.8W. P3=0W.23. Respostas: S=1.2H e uma capacitância de 30uF ligadas em série e alimentadas por uma fonte de 220V/50Hz. Calcule a potência aparente. P4=0W e P5=-207. 6R + 30 0°Vrms -j2 4R Respostas: FP=0. Calcule a potência média transmitida pela fonte. Q=173.

como.8 Atrasado Carga 2 40kW FP=0. A utilização de circuitos com um número maior de fases está limitada quase que inteiramente à alimentação de retificadores de grande potência. a forma de onda senoidal corresponde a forma de excitação mais usada nos circuitos reais.8 atrasado. Dentre outros benefícios. Resposta: C=310.8992 e b-) C=5. Quando o sistema é equilibrado.8-) Quando conectado a uma linha de alimentação de 120Vrms. Resposta: C=30. também trifásica e equilibrada.95.85 atrasado para um FP unitário. 24 CIRCUITOS TRIFÁSICOS EQUILIBRADOS Mesmo sendo uma função matemática especial. Dessa forma. a tensão entre esses terminais é igual em amplitude. menor vibração.74mF. 60Hz alimenta duas cargas conectadas em paralelo. Neste item. por exemplo. Determine o valor da capacitância. uma carga absorve 4kW com um fator de potência de 0. porém defasadas em 120° entre si. Quando uma fonte trifásica alimenta uma carga. Carga 1 24kW FP=0. Dentre os circuitos polifásicos existentes. necessária para aumentar o FP para 0. o circuito trifásico. Esta é uma importante característica para máquinas girantes.5uF. 10-) Uma fonte de 120Vrms. como mostra a figura abaixo. devido a defasagem entre as tensões. 60Hz. Este tipo de fonte possui três ou quatro terminais de conexão. serão estudadas as fontes de tensões senoidais polifásicas. a) Determine o fator de potência da combinação paralela. b) Calcule o valor da capacitância conectada em paralelo que irá aumentar o fator de potência para o unitário. que apresentam torque mais constante e. o mais importante é. já que estas são responsáveis pela quase totalidades da potência gerada.95 Atrasado Respostas: a-) FP=0. Considere que a carga é alimentada por uma tensão de linha de 110V (rms). portanto. a potência drenada de cada fase do gerador será igual. pode-se concluir que a potência fornecida a carga nunca será nula. João Marcio Buttendorff 128 . 9-) Determine o valor da capacitância paralela necessária para corrigir uma carga de 140kVAr e FP 0. 60Hz. motores elétricos. deve-se também lembrar que máquinas de geração trifásica são vantajosas em relação às monofásicas e a própria transmissão de energia na forma trifásica é muito mais econômica que na forma monofásica. sem dúvida alguma. Quando uma das tensões fornece potência instantânea nula a outras duas tensões deveram apresentar uma amplitude correspondente exatamente a metade da amplitude máxima.69mF.

Na Fig. Esta relação entre as fases é conhecida como seqüência de fases ACB ou seqüência de fases negativa. O fato de que um circuito trifásico pode ter duas seqüências de fases diferentes deve ser levado em consideração sempre que dois destes circuitos são ligados em paralelo. Uma das possibilidades é a de que a tensão da fase B esteja atrasada de 120° em relação à tensão da fase A. as equações (24. As três fases são quase sempre chamadas de A. A outra possibilidade é de que a tensão da fase B esteja adiantada de 120° em relação à tensão da fase A. 24-1 mostra os diagramas fasoriais e as formas de onda das tensões representadas pelas equações (24.1) se aplicam à seqüência ABC ou positiva.2). A Fig. Em notação fasorial. B e C ou R. defasadas entre si de exatamente 120°. a seqüência de fases corresponde à ordem dos índices quando a figura é percorrida no sentido horário. Esta relação entre as três fases é conhecida como seqüência de fases ABC ou seqüência de fases positiva.1 Tensões Trifásicas Equilibradas Um conjunto de tensões trifásicas equilibradas é constituído por três tensões senoidais de mesma freqüência e amplitude.1).24.2) Va 120° 240° Vb Vb A C B Va Vc Fig. os circuitos só funcionarão corretamente se tiverem a mesma seqüência de fases. 24-1 – Diagramas fasoriais e seqüência de fases. os dois conjuntos possíveis de tensões de fase equilibradas são: VAN = Vef 0° VBN = Vef −120° VCN = Vef 120° e VAN = Vef 0° VBN = Vef 120° VCN = Vef −120° Onde Vef representa a tensão eficaz da fonte. 24-1. S e T. à seqüência ACB ou negativa. As equações (24.1) (24. João Marcio Buttendorff 129 . tensão da fase B e tensão da fase C. Vc A B C (24. caso em que a tensão da fase C estará atrasada de 120° em relação à tensão da fase A. caso em que a tensão da fase C estará adiantada de 120° em relação à tensão da fase A. a fase A é tomada como fase de referência. Só existem duas relações possíveis entre a fase da tensão A e as fases das tensões B e C. As três tensões são conhecidas como tensão da fase A.

24-2 – Gerador simplificado. três bobinas estão igualmente distribuídas sobre o rotor do gerador.2 Fonte de Tensão Trifásica Uma fonte de tensão trifásica é um gerador com três enrolamentos separados distribuídos ao longo da periferia do estator. O rotor do gerador é um eletroímã acionado com velocidade angular constante por uma máquina motriz. estão deslocadas entre si em 120° mecânicos. Na Fig. ou seja. Cada enrolamento constitui uma das fases do gerador. O terminal neutro pode estar ou não disponível para conexões externas.4) 24.3) Se a soma das tensões fasoriais é zero. tanto para as tensões das equações (24. Assim: va + vb + vc = 0 (24. a soma dos valores instantâneos das tensões também deve ser zero. Existem duas formas de ligar os enrolamentos de um gerador trifásico. na qual os enrolamentos do gerador estão representados por fontes de tensão independentes.1) como para as das equações (24. denominadas Y (estrela) ou ∆ (triângulo). 24-3. Assim. são mostradas na Fig. já que permanecem estacionários durante todo o processo. Estas configurações. onde apresenta-se um gerador simplificado. João Marcio Buttendorff 130 . 24-2.Outra característica importante de um conjunto de tensões trifásicas equilibradas é que a soma das três tensões é zero. A freqüência da tensão induzida pelo eletroímã rotativo é a mesma nos três enrolamentos. A C’ Imã Norte B’ Imã Sul B A’ C Fig. VA + VB + VC = 0 (24. A rotação do eletroímã induz tensões senoidais nos três enrolamentos.2). como uma turbina a gás ou a vapor. Os enrolamentos são projetados de tal forma que as tensões senoidais neles induzidas tem a mesma amplitude e estão defasadas de 120°. O terminal comum da ligação em Y é chamado de terminal neutro do gerador.

depois de resolver este circuito pode-se facilmente determinar as correntes e tensões nas outras duas fases. 24-5. João Marcio Buttendorff 131 . residências e prediais). B Vc Vb Va A B C Como as fontes e cargas trifásicas podem ser ligadas em Y ou em ∆. Van Neutro Za Vbn Vcn Zc Zb Fig. A presença deste quarto condutor só é possível na configuração Y-Y (encontrada em instalações industrias. Como as relações entre as tensões nas três fases são conhecidas. 24-3 – Ligações de um gerador trifásico. 24-4 – Sistema trifásico Y-Y. Conforme apresentado na Fig. A corrente no condutor da fase A é a tensão gerada pela fonte Van dividida pela impedância total da fase A (Za). Este circuito equilibrado trifásico pode ser substituído por circuitos equivalentes por fase. os circuitos podem assumir quatro diferentes configurações: Fonte Y Y ∆ ∆ Carga Y ∆ Y ∆ 24.A Va Vb Neutro Vc C Ligação Triângulo Ligação Estrela Fig. 24-4 mostra um circuito Y-Y no qual foi incluído um quarto condutor ligando o terminal neutro do gerador ao terminal neutro da carga.3 Análise do Circuito Ligado em Y-Y A Fig.

chamadas de tensões de fase. é nula.Vef −90° VCA = Vef 120° − Vef 0° = 3. dada pela equação (24.7) (24. mas não o valor correto da corrente no neutro. VBN e VCN (equação (24. 24-6. obtém-se as tensões de linha para um sistema trifásico equilibrado. Pode-se expressar as tensões entre linhas em termos das tensões entre linha e neutro usando a lei de Kirchhoff para tensões: VAB = VAN − VBN VBC = VBN − VCN VCA = VCN − VAN Substituindo-se a equação (24.1) na (24. + Vab Vbn Neutro + _ + Vbc _ Zc Zb Za + Van Vcn + Fig.5). por convenção o primeiro índice é o nó em que a tensão é mais elevada. onde foram rotuladas como VAB. É importante observar que o circuito equivalente fornece o valor correto da corrente na linha das fases. Vamos determinar esta relação para os terminais da carga da Fig. 24-5 – Circuito equivalente por fase. VAB = Vef 0° − Vef −120° = 3. Em todas as situações nas quais o circuito equivalente para uma fase pode ser aplicada.Van Za Fig. 24-6 . as correntes de linha formam um conjunto equilibrado e a corrente no neutro.1)). I A + I B + IC = 0 (24.Vef 30° VBC = Vef −120° − Vef 120° = 3.5) Um outro parâmetro importante é a relação entre as tensões entre linhas (fase-fase) chamadas de tensões de linha e as tensões entre as linhas e o neutro (fase-neutro). As tensões entre linha e neutro (tensões de fase) são VAN.Vef 150° (24. VBC e VCA.Tensões entre linhas e entre linha e neutro.6) João Marcio Buttendorff 132 .6).

consideraremos uma seqüência de fase positiva e chamaremos de Ief o módulo da corrente de fase. Como pode-se observar na Fig. 3. 24-8 – Carga equilibrada ligada em triângulo.7) mostra que: 1. 24-8. As tensões de linha estão adiantadas de 30° em relação às tensões de fase. 24.120° João Marcio Buttendorff 133 (24. 24-7 apresenta as tensões de linha e as tensões de fase de um sistema trifásico. 2.4 Correntes de Linha em um Circuito Ligado em Triângulo (∆) Quando uma carga (ou fonte) é ligada em ∆. As tensões de linha formam um conjunto equilibrado de tensões. Ic Para determinar a relação entre as correntes de fase (ramo) e as correntes de linha.8) . no caso da configuração em ∆ a tensão de fase é igual a tensão de linha. as correntes nos ramos do ∆ são as correntes de fase e as tensões entre os terminais dos ramos do ∆ são as tensões de fase. A Ia Iab Z1 Ica Z3 Ibc Z2 Ib B C Fig. 0° I BC = I ef . 24-7 – Tensões de linha e entre fase e neutro. A amplitude das tensões de linha é igual a 3 vezes a amplitude das tensões de fase. Vab Van 0 Vbc Vbn Vca Vcn Fig. A Fig.A equação (24. −120° I CA = I ef . Nesse caso: I AB = I ef .

I . tensão e corrente eficazes de linha e cos(φ) é o ângulo entre a tensão e a corrente de fase. −30° I B = I BC − I AB = I ef .V f Ligação estrela: I = If Ligação triângulo: VL = V f I = 3.Pf = 3. como se fosse um sistema monofásico independente. −120° − I ef . a potência total.I ef . será: P = 3.I .I ef .5 Potência em Carga Trifásica Equilibrada Nos sistemas trifásicos a potência em cada fase da carga será Pf=Uf.V .sen(φ ) S = 3. onde não há defasagem entre a tensão e a corrente.14) João Marcio Buttendorff 134 . ou seja: P = 3.120° = 3. −150° I C = I CA − I BC = I ef .11) Assim.120° − I ef . temos as seguintes relações: VL = 3.If (onde f representa tensão e corrente de fase).14): Q = 3. como no caso dos motores de indução.9) 24. verifica-se que o módulo das correntes de linha é 3 vezes maior que o módulo das correntes de fase e que as correntes de linha estão atrasadas de 30° em relação às correntes de fase. 90° Comparando-se as equações.I f (24.V f . (24.V . A potência total será a soma das potências das três fases. respectivamente.13) e (24.cos(φ ) (24.I Esta equação vale para a carga formada por resistências.I (24. esta defasagem tem que ser levada em consideração e a equação passa a ser: P = 3.10) Lembrando que nos sistemas trifásicos ligados em estrela ou triângulo.I ef .13) (24.Pode-se determinar as correntes de linha em termos das correntes de fase usando a lei de Kirchhoff para as correntes: I A = I AB − I CA = I ef .I f (24. 0° − I ef . para ambas as ligações. 0° = 3. onde existe defasagem. Os valores das potências reativa e aparente são obtidas diretamente pelas equações (24. ou seja.V . −120° = 3.12) Onde V e I são. Para as cargas reativas.V .

9 − Q0.95 S0.95 2 − P 2 = 83304 2 − 791392 Q0.9 = S0.9 = 38.9 = P S0.9 2 Q0.933kVA 0.24.6 Exemplo de Aplicação Um motor elétrico trifásico de 100cv/380V e rendimento de 93% apresenta um fator de potência de 0. as respectivas potências aparentes e reativas devem ser: cos(φ ) = S0.95. 012kVAr Assim.95 2 Q0.95 P 79139 = = 83.9 cos(φ ) S0.9.9 2 = P 2 + Q0.95 = 38330 − 26012 Q = 12.9 P 79139 = = 87. 304kVA cos(φ ) 0. a reatância capacitiva necessária para corrigir o fator de potência do motor será dada por: Q = Q0. P= PM = 73600 = 79. Calcule a potência reativa necessária para elevar o fator de potência.9 2 − P 2 = 879332 − 791392 Q0. Deseja-se aumentar o fator de potência para 0.95.95 = P S0.736 = 73. 6kW Assim: A potência consumida pelo motor é obtida em função do rendimento do mesmo. que o motor fornece ao eixo é dado por: PM = 100. 318kVAr João Marcio Buttendorff 135 . A potência em W.9 é obtida por: cos(φ ) = S0.33kVAr Para que o mesmo motor opere com fator de potência de 0.95 = 26.139kW 0. 93 η A potência aparente e reativa que o motor necessita para operar com um fator de potência de 0.95 = S0.95 2 = P 2 + Q0.

conectada em . Considerando uma seqüência positiva para as tensões da fonte e que Van = 120 30°V . João Marcio Buttendorff 136 . 641 −66. b-) I A = 34.59 −210°A e 15. Qual é o módulo da corrente na linha que alimenta a carga? Resposta: I=86. 75 111. 2-) Um gerador trifásico balanceado em com uma impedância de 0.34°A 3-) Uma tensão de linha de uma fonte balanceada conectada em Y é Vab = 180 −20°V . conectada em . A Ia 4R Iab j3 4R B C j3 j3 4R Respostas: a-) I AB = 20 −36.3 por fase é conectado a uma carga balanceada. 66°A e 3.24. Considere a seqüência abc. com seqüência positiva. 9 −60°A . 75 −8.7 por fase. 9 −180°A .75 . 9°A . As impedâncias das três fases da carga são resistores de 3. b) A corrente de linha fasorial IA.85 180°V b-) 3. 15.60A. 9 60°A . A linha que une o gerador e a carga possui uma impedância de 0.9°A . alimenta uma carga balanceada conectada em .7 Exercícios 1-) A tensão de linha nos terminais de uma carga trifásica equilibrada tipo é 110V. b) As correntes de linha. 3. determine IAB e VAB. determine as correntes de fase e linha. Respostas: a-) 207.667 em paralelo com indutores cuja reatância é 2.59 30°A 4-) Uma fonte balanceada. Respostas: 13 65°A e 281.85 60°V . Respostas: 9 −60°A . determine: a) As tensões de linha. 69°V 5-) Uma fonte de tensão trifásica de 100V (eficaz) alimenta uma carga equilibrada. 75 −128. Se a fonte está conectada a uma carga conectada em de 20 40°Ω .85 −60°V e 207. Sendo a impedância por fase da carga 18+j12 e I a = 22.5 35°A . 207. com uma impedância de 24+j19 por fase. 15. mostrada na figura abaixo. Determine: a) A corrente fasorial IAB. Assume-se como referência a tensão VAB (ângulo zero).6+j0. 2 98.4+j0.59 −90°A . 66°A .

Carga Balanceada 1 Carga Balanceada 2 Respostas: a-) P=90kW. como apresentado na figura. a potência reativa necessária para elevar o fator de potência e desenhe o triângulo das potências.15-j5. 7-) Uma carga balanceada conectada em estrela absorve uma potência total de 5kW com um fator de potência adiantado de 0. IL A 300Vef (linha) 3 fases N N B C j1 2.53 e S=5000-j6667VA. b) A corrente total de linha.6-) A fonte de tensão trifásica da figura abaixo alimenta uma carga cujo modelo por fase é dado pela figura a direita. Determine: a) As potências ativa.89.6 atrasado.6 quando conectado a uma tensão de linha de 240V.8 atrasado. S=123. Deseja-se aumentar o fator de potência para 0. Resposta: FP=0.716A e Q=22.2A. 60Hz.8075. 7 −24.93. reativa e aparente absorvida pelas cargas. b) A potência ativa e reativa fornecida para a carga. Calcule a corrente nominal do motor. Respostas: I=568.9 atrasado. Respostas: Z=4. d) A capacitância total dos capacitores.1°A . 10-) Duas cargas balanceadas são conectadas a uma linha de 240kV.583kVAr. enquanto que a carga 2 drena 45kVAr com um fator de potência de 0.5kW e Q = 15kVAr . ou seja.4% apresenta um fator de potência de 0. Determine: a) A corrente de linha IL com relação à tensão de linha VAB (adote VAB como tensão de referência.236R Respostas: a-) I L = 70. Determine a impedância de cada fase e a potência complexa total da carga. O motor drena 5. A carga 1 drena 30kW com um fator de potência de 0. b-) João Marcio Buttendorff 137 . 8-) Um motor trifásico pode ser modelado como uma carga em Y balanceada. 9-) Um motor elétrico trifásico de 250cv/220V e rendimento de 95. ângulo igual a zero).6kW quando a tensão de linha é 220V e a corrente de linha é 18.8kVA e Q=85kVAr. Determine o fator de potência do motor. c) A quantidade de kVAr do banco capacitivo conectados em paralelo com a carga para aumentar o fator de potência para 0. b-) P = 33.

Porto Alegre. Fundamentos de Circuitos Elétricos. Porto Alegre. GUSSOW. J. M. O. A.. Circuitos Elétricos. SADIKU. M. W. Bookman Companhia Editora. K. 2005. RIEDEL. M. 1996.... S. São Paulo. 2ª. Circuitos Elétricos. C. Rio de Janeiro. Bookman Companhia Editora. 2a Edição. N. Editora LTC. 6ª Edição.Referências Bibliográficas ALEXANDER. NILSSON. João Marcio Buttendorff 138 .. J. 2003 NAHVI.... 2003. EDMINISTER. Makron Books. Edição. Eletricidade Básica.

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