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REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA

REVESTIMENTOS DE ARGAMASSA

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A complementação de água na argamassa de revestimento, feita pelos pedreiros após a
mistura e antes da aplicação, é uma prática bastante comum nas obras. Este fato acontece
pelo simples motivo deste acréscimo tornar a argamassa mais fluida, deixando-a mais
trabalhável, facilitando o seu lançamento e aperto. Entretanto, este acréscimo pode reduzir as
resistências mecânicas do revestimento e contribuir para a ocorrência de fissuração devido à
retração, por exemplo.

O acréscimo de água realizado pelo oficial-pedreiro ocorre, freqüentemente, quando se
observa alguma das três situações abaixo:

• Devido a produção de grandes volumes de argamassa, este material pode ficar esperando
a sua vez de ser aplicado por períodos de tempo superiores a 2 horas. Caso isto aconteça,
parte da água de amassamento pode ser perdida por evaporação para a atmosfera, bem
como para as reações de hidratação do cimento, o que tornará a argamassa menos
trabalhável. Desta forma, para que o oficial-pedreiro possa aplicar a argamassa, é
necessário o acréscimo de água.

• Uma outra situação onde se observa a complementação de água na argamassa ocorre
quando, se quer utilizar sobras do sarrafeamento da argamassa para se executar um outro
pano de revestimento. Como esta argamassa já “puxou”, tendo em vista que ela foi uma
sobra do corte, o seu aspecto é de uma argamassa seca com falta de água, apresentando
uma trabalhabilidade inadequada para o lançamento e aperto. Por este motivo, se introduz
uma grande quantidade de água nessa sobra de argamassa, para que a mesma volte a se
mostrar trabalhável. Esse excesso de água pode gerar uma séria redução na resistência
mecânica dos revestimentos e provocar uma intensa fissuração. Ademais, o cimento desta

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argamassa que sobra após o sarrafeamento pode já ter entrado em pega, o que vai reduzir
o seu poder aglomerante, mesmo com a colocação de mais água e uma nova mistura.

• A dosagem das argamassas deve ser realizada de uma forma que o oficial-pedreiro fique
satisfeito com a plasticidade da mesma, ou seja, a argamassa deve estar pronta para o uso,
na trabalhabilidade adequada. Caso isto não ocorra, o oficial-pedreiro irá adicionar mais
água na mistura antes da sua aplicação, buscando a trabalhabilidade ideal. Nesta situação,
este acréscimo de água é chamado de ajuste de água, já que, geralmente, a quantidade de
água adicionada é muito pequena em relação às situações anteriormente expostas. De uma
forma geral, incorreções na granulometria, na dosagem ou nos materiais, é que induzem a
colocação de mais água, na tentativa de ajustar a trabalhabilidade da argamassa a
condições mínimas de aplicabilidade.

Pelo exposto anteriormente, observa-se que alguns cuidados devem ser tomados com o intuito
de evitar problemas nos revestimentos; entre estes se destacam:

• Produzir uma quantidade de argamassa adequada para a frente de trabalho disponível,
buscando evitar que argamassas fiquem esperando por um longo período de tempo, para
serem aplicadas.

• Deve-se aplicar uma camada de argamassa racionalizada durante a produção do
revestimento, que resulte em pouca sobra de argamassa após o sarrafeamento. A discussão
sobre o emprego das sobras é particular a dinâmica de cada obra e aos materiais utilizados
(aglomerantes, argamassa industrializada). O emprego adequado deste material (sobras)
deve ser discutido com especialistas em argamassas.

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