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A DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DAS REDES DE TRANSPORTE

A REDE FERROVIÁRIA NACIONAL

O transporte ferroviário enfrentou, nas últimas décadas, uma grande concorrência do rodoviário, o
que se reflectiu na perda de importância relativa no tráfego de passageiros e mercadorias. Porém, em
Portugal, como noutros países europeus, o transporte ferroviário começa a evidenciar
potencialidades que poderão torná-lo vantajoso em diversas situações, nomeadamente no tráfego
suburbano e inter-regional de passageiros.

No transporte de mercadorias, o tráfego interno tem maior importância, uma vez que, a nível
internacional, o caminho-de-ferro enfrenta a forte concorrência do transporte marítimo. Mas, face
ao rodoviário, continua a ser mais vantajoso no caso das mercadorias volumosas e pesadas a longas
distâncias.
A extensão da rede ferroviária nacional era, em 2007, de cerca de 3600 km e, no seu todo,
encontra-se ainda pouco modernizada Fig 1.

A rede ferroviária em exploração é constituída,


na sua maior parte, por via larga, da qual pouco
mais de metade é electrificada. Porém, da via
dupla, com uma extensão muito menor, mais de
90% é electrificada E a via quádrupla é-o
totalmente. As vias dupla e quádrupla localizam-
se quase totalmente no Litoral, unindo os
principais centros urbanos.

Os melhoramentos efectuados e os projectos de renovação previstos visam, principalmente, a


modernização das vias de ligação internacional e de circulação Norte-Sul. A criação do serviço
do comboio Alfa-Pendular é disso um bom exemplo. Assim, a nível regional, a rede ferroviária
evidencia desigualdades significativas Fig. 2,3 e 4.
Assim sendo:

• Ligação internacional, nomeadamente a construção da rede de alta velocidade (TGV);

• De ligação entre o Norte e o Sul do País;

• Suburbanas de Lisboa e Porto, onde se pode destacar a ligação ferroviária das duas margens do Tejo,
em Lisboa, e a construção da rede de metropolitano, no Porto;

• De ligação às infra-estruturas de intermodalidade, como é o caso dos portos, aeroportos e plataformas


logísticas.

São ainda de salientar os melhoramentos efectuados com:

• A modernização da Linha do Norte e da Linha do Sul, que permitiu a criação do serviço Alfa Pendular
que liga Braga a Faro, com a consequente redução da distância-tempo;

• A reactivação de alguns troços da linha do Douro, para fins turísticos;

• As obras de beneficiação e modernização da linha da Beira Baixa, ainda em curso.

As novas ligações internacionais que se prevêem nos projectos de alta velocidade -ligação entre o Porto
e o Noroeste Espanhol (Vigo) e entre Lisboa e Madrid - permitirão incluir o nosso País na rede de alta
velocidade europeia, passando a existir uma alternativa ao transporte rodoviário e aéreo.
Em Portugal, ainda não está concluído o Plano Director da Rede Ferroviária Nacional o que
explica, em parte, o atraso em relação a alguns países europeus na modernização das infra-
estruturas. Contudo, já estão previstas algumas intervenções, com vista a um rápido
melhoramento da rede (Doc 1).
Rodrigues Arinda et tal, Geografia A 11ºAno, Texto Editores (adaptado)
Rodrigues Arinda, Preparar o Exame Nacional – Geografia A, Texto Editores (adaptado)
Matos Fernanda e tal, Geografia, Porto Editora (adaptado)

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