Cópia não autorizada

DEZ 1994

NBR 13243

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas
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Cilindros de aço para gases comprimidos - Ensaio hidrostático pelo método de camisa d' água

Método de ensaio Origem: Projeto 04:009.07-016/1993 CB-04 - Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos CE-04:009.07 - Comissão de Estudo de Cilindros para Gases e Acessórios NBR 13243 - Water jacket hidraulic test for compressed gas cylinder - Method of test Descriptors: Cylinder. Steel cylinder. Gas Esta Norma foi baseada na ISO 6406 Válida a partir de 30.01.1995 Palavras-chave: Cilindro. Cilindro de aço. Gás 5 páginas

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SUMÁRIO
1 Objetivo 2 Documentos complementares 3 Definições 4 Aparelhagem 5 Execução do ensaio 6 Resultados

NBR 12446 - Manômetro - Padronização

3 Definições
Para os efeitos desta Norma são adotadas as definições de 3.1 a 3.6. 3.1 Camisa d’água

1 Objetivo
Esta Norma prescreve o método de ensaio hidrostático por camisa d’água, usado na inspeção de cilindros de aço sem costura, conforme a NBR 12274, para gases, cujas dimensões tornem viável a construção da camisa d’água e cujas instalações possibilitem a colocação do cilindro dentro da camisa d’água. Reservatório com dimensões suficientes para conter o cilindro totalmente imerso em água durante o ensaio. 3.2 Expansão elástica (EE) Diferença entre a expansão total e a expansão permanente. 3.3 Expansão permanente (EP) Acréscimo do volume do cilindro, medido antes e depois do ensaio. 3.4 Expansão permanente percentual Valor percentual da relação entre a expansão permanente e a expansão total. 3.5 Expansão total (ET) Acréscimo do volume do cilindro, quando submetido à variação da pressão interna, desde a pressão atmosférica ambiente até a pressão de ensaio.

2 Documentos complementares
Na aplicação desta Norma é necessário consultar: NBR 11588 - Vidraria volumétrica de laboratório Métodos de aferição da capacidade e de utilização Método de ensaio NBR 11968 - Manômetro - Verificação das características - Método de ensaio NBR 12239 - Utilização de manômetro - Procedimento NBR 12274 - Inspeção em cilindros de aço sem costura, para gases - Procedimento

4 Aparelhagem 4. no nível da água I = Chassi do sistema da bureta móvel J = Bureta deslizante sobre o chassi fixo L = Válvula de purga da camisa d’água M = Manômetro indicador N = Válvula de alta pressão (para enchimento da camisa d’água) O = Dispositivo de segurança (tipo disco de ruptura) P = Válvula para dreno da camisa d’água Q = Bomba de alta pressão S = Robinete para retirada de ar da camisa d’água X = Posição da bureta móvel antes da pressurização Y = Posição da bureta móvel à pressão de ensaio Z = Posição da bureta móvel após a despressurização Figura 1 . sob as condições de ensaio. Legenda: A = Abastecimento de água B = Reservatório de água C = Ladrão D = Válvula de alta pressão E = Válvula de alta pressão F = Válvula de alta pressão G = Manômetro registrador (opcional) H = Seta fixada no chassi do sistema da bureta.Método da bureta móvel .1 Componentes Conforme as Figuras 1 e 2.Ensaio de expansão volumétrica por camisa d’água .Cópia não autorizada 2 NBR 13243/1994 3.6 Pressão de ensaio Nível mais alto da pressão a que deve ser submetido o cilindro.

as leituras devem ser feitas com erro máximo de ± 2. bem como b) resolução ≤ 1% da pressão máxima de ensaio a ser aplicada na aparelhagem. quando bater contra o pino repetidamente. cujas pressões de ensaio variem entre 30. Nota: Nas aparelhagens destinadas a ensaiar cilindros.2 Especificações gerais da aparelhagem 4.Ensaio de expansão volumétrica por camisa d’água . de modo que o ponteiro não vergue ou mude de posição. 4. d) o diâmetro do mostrador deve possibilitar a resolução do manômetro nas proximidades das pressões de ensaio dos cilindros. conforme a NBR 11968.2 O manômetro deve proporcionar leitura confiável nos limites das pressões de ensaio.2.padrão primário. no nível da água) = Válvula de nível montada com a saída alinhada com o zero da bureta fixa = Manômetro indicador = Válvula de alta pressão (para enchimento da camisa d’água) = Dispositivo de segurança (tipo disco de ruptura) = Dreno da camisa d’água = Bomba de alta pressão = Posição da bureta fixa Nota: O nível zero da bureta fixa deve estar no mesmo plano horizontal do orifício de saída da válvula L.2.Método da bureta fixa 4.0 MPa e relacionadas ao padrão de calibração .0 MPa e 33. Figura 2 . conforme as NBR 12446 e NBR 12239. c) o pino limitador deve ser removido ou colocado 12 mm abaixo do ponto zero. devem ser capazes de suportar no mínimo duas vezes a pressão máxima a ser atingida durante o ensaio.Cópia não autorizada NBR 13243/1994 3 Legenda: A B C D E H L M N O P Q W = Abastecimento de água = Reservatório de água = Ladrão = Válvula de alta pressão = Válvula de alta pressão = Nível de referência (seta fixada no chassi do sistema da bureta.1 A tubulação rígida e a tubulação flexível. e possuir as seguintes especificações: a) exatidão de ± 1% da pressão máxima de ensaio a ser aplicada na aparelhagem.4 MPa. os conectores. .

3 Descrição geral do ensaio O cilindro cheio com água deve ser introduzido na camisa d’água e o ar deve ser retirado da aparelhagem. nas tubulações da aparelhagem e na camisa d’água. certificada pelo INMETRO ou por órgão por ele credenciado.Cópia não autorizada 4 NBR 13243/1994 4.2 Colocar o cilindro.2.1. 5.5. a válvula L de purga. Nota: A bureta.1.1 Método da camisa d’água com bureta móvel (ver Figura 1) 5.5 Procedimentos de ensaio 5.5.2. coincidindo com o nível zero da água. 4.10 Fechar a válvula E e desligar imediatamente a bomba Q. for usado um manômetro registrador. no reservatório.7 Fechar totalmente a válvula N de entrada e. Fechar a válvula D.1. O documento de certificação deve ser arquivado para verificação de rastreabilidade. de acordo com os métodos de limpeza da NBR 11588. e os documentos de aferição e calibração devem ser arquivados para verificação de rastreabilidade. que por sua vez deve coincidir com o zero da marcação (Posição X).2. despressurizar.9. desde que as condições expressas em 5. quando existir. .5. 5. usando a aparelhagem especificada em 4.1.2 Caso ocorra falha na aparelhagem durante a execução do ensaio. Quando apenas sair água através da válvula L de purga.4 A água do ensaio deve estar à temperatura uniforme. 5. se a conexão da tampa está firmemente acoplada. permitindo admissão de água na camisa d’água. quando a pressão final de ensaio for atingida. água.1. com as válvulas D e E abertas para eliminar o ar que possa estar na tubulação.11 Durante um período mínimo de 30 s.9.1. em seguida. permitindo a saída do ar retido. 5. como matéria orgânica e produtos químicos agressivos. na qual são lidos os valores que correspondem às expansões total (ET) e permanente (EP). deve ser calibrado e. cuja expansão provoca elevação da coluna de água na bureta.8 Posicionar a seta fixa H no suporte da bureta.5.4 Quando.2 O manômetro registrador. iniciando o fechamento da válvula N e fazendo com que o nível da bureta se estabilize. conforme a NBR 11588. no cilindro. após calibração e/ou aferição. deve ser observado se ocorre alguma queda de pressão ou aumento no nível da bureta.2. a bomba Q deve ser desligada para se verificar possíveis vazamentos.2.1 O ensaio consiste em encher o cilindro com água até a pressão de ensaio indicada na sua especificação.7 MPa.9 Acionar a bomba Q e observar a pressão do manômetro M. resultante da aplicação das pressões de ensaio (ver NBR 11588). fazer funcionar novamente a bomba Q e deixar que a pressão do manômetro M atinja a pressão de ensaio. abrindo. 5.4 Verificar se a válvula de retorno D está fechada e 5. Nota: Pode-se usar água industrial.3 A bureta deve ser graduada em cm3 e ter exatidão de ± 1% da expansão total esperada do cilindro ensaiado.5.3 Conectar a mangueira do circuito de alta pressão à conexão existente na tampa da camisa. aferido nas mesmas condições previstas em 5.1 Caso haja vazamentos.1.2. o que for menor.5. se necessário. bem como deve estar livre de sólidos em suspensão ou outros contaminantes. dentro da camisa d’água.5. juntamente com sua tampa.1. à tampa da camisa d’água.1. e a válvula L de purga.4 sejam satisfeitas.5.5.1. depois do cilindro pressurizado.1.5. a válvula D.2 Condições gerais do ensaio 5. o ensaio deve ser repetido com uma pressão acrescida de 10% ou de 0. Nota: A aferição e a calibração devem ser feitas por padrão de calibração aferido em balança de peso morto. este deve ser ajustado com aquele.1 Princípio do ensaio 5.5. calibrada e certificada pelo fabricante. e em tomar os dados necessários para determinar os valores das expansões total (ET). 5. eliminar os vazamentos e repetir a operação até esta etapa. permanente (EP) e elástica (EE). reduzir a vazão de fornecimento da água. 5.2.1 Conectar o cilindro. 5.5.4 Segurança A camisa d’água deve possuir um dispositivo de segurança tipo disco de ruptura capaz de descarregar toda a energia emanada por ruptura acidental de um cilindro durante o ensaio. 5. deve ser limpa. preferencialmente cheio com 5 Execução do ensaio 5.1. 5.1 O manômetro deve ser calibrado a cada 180 dias ou quando sofrer qualquer dano e.5. Deve ser aplicada uma pressão hidrostática no interior do cilindro. em seguida. 5. aferido para as pressões de ensaio.5. 5.5 Abrir a válvula N de entrada.1.1.3 A bureta deve ser aferida. antes de ser utilizada. pois pequenos desajustes podem significar grandes erros nos resultados. Caso não haja vazamentos. 5. que são sinais de vazamento. 5. Quando esta atingir 2/3 da pressão de ensaio. entre 7°C e 40°C.2. 5. além do manômetro indicador. se necessário.6 Observar o comportamento do nível da bureta.1. 5. 5. 5. Nota: Deve-se ter certeza de que a aparelhagem especificada em 4 está funcionando corretamente.

2 Marcação 6. 5. Após esta operação.15 Alinhar o novo nível da água com a seta e fazer a leitura da expansão permanente (Posição 2).12 Após decorrido o período mínimo de 30 s.5. descer a bureta até que o nível da água em seu interior coincida com a ponta da seta fixa. Com isto.2 Todas as marcas estampadas devem ter altura mínima de 6 mm.1 a 6. exceto se comprovada falta de espaço.2. 6. submetido ao ensaio hidrostático pelo método de camisa d’água. no suporte da bureta.1 Aceitação e rejeição 6.2 A expansão elástica (EE) pode ser usada como critério de aceitação ou rejeição do cilindro. Fazer a leitura da expansão permanente (Posição W).5 Abrir suavemente a válvula E.1. assim como o sinete da empresa responsável pela inspeção.4 Após decorrido o período mínimo de 30 s. 6 Resultados seta fixa. 5.11.5.1.1 Todo cilindro submetido ao ensaio hidrostático pelo método de camisa d’água deve ser rejeitado se o percentual a expansão permanente permitida for maior que 10%. . 5.5. o mês e o ano do ensaio.1.1. Com isto.2. o nível deve baixar.1. fazer a ter marcado.6 e.5.1.Cópia não autorizada NBR 13243/1994 5 5. fechar a válvula L de purga. leitura da expansão total (Posição W). em seguida.2.2.5. 5.1 Proceder às operações descritas em 5.1.5.2 Antes da partida da bomba Q. fechar totalmente a válvula N de entrada.1. quando se dispuser de dados. em sua calota.5.3 Proceder às operações descritas em 5.2. o nível deve baixar.2.5. 5.1.5. isto é: EP x 100 ET EP% = 5.9 a 6.1 Todo cilindro aprovado no ensaio hidrostático deve 5.5. 5.2.13 Alinhar o zero da graduação da bureta com a 5.5.5. 5. e fazer a leitura da expansão total (Posição Y).2 Método da camisa d’água com bureta fixa (ver Figura 2) 5.5. o nível zero da bureta deve estar alinhado com a ponta da válvula L de purga de ar da camisa d’água. 6.5.1.14 Abrir suavemente a válvula E.

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