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1. TABELA RESUMIDA CONTENDO OS FÁRMACOS MAIS UTILIZADOS EM PSIQUIATRIA
Classe Neurolépticos ou tranquilizantes maiores ou antipsicoticos Fenotiazidas Trifluoperazina Levopromazina Loxapina Butirofenonas Haloperidol Grupo Principio activo Clorpromazina Proclopromazina Tioridazina Indicações
Tratamento da Esquizofrenia e de comportamentos psicóticos agudos e crónicos, acompanhados de hiperactividade (fases maníacas), comportamentos violentos ou potencialmente violentos. Doenças extrapiramidais. Síndromes delirantes.

Efeitos Secundários
Sintomas extrapiramidais: distonia, crises oculogiras, síndromes parkinsónicos, acatasia, discinésias tardias, alterações da linguagem e da marcha. Baixar o limiar das convulsões. Agranulocitose (clozapina), síndrome neuroléptico maligno, secura da boca, obstipação, amenorréia, galactorréia, visão turva,

Contra-indicações Precauções Interacções
Hipersensibilidade. Não devem ser usados em doentes com glaucoma do ângulo estreito. Não devem ser usados em doentes com depressão do SNC. Utilizar com cuidado em doentes com patologia cardíaca, estado grave ou debilitado, insuficiência respiratória, hipertrofia da prostata, diabetes, obstrução intestinal. Função hepática deve ser monitorizada. PO: Diluir com água ou misturar com alimentos para diminuir a irritação gástrica. Administração parentérica: deitar o doente durante 30 minutos após a administração devido ao risco de hipotensão ortostática.

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Clozapina Olanzapina Outros Quetiapina Risperidona

sonolência, coma,náuseas, vómitos, dores abdominais, irritação gástrica, alterações endócrinas, alterações hematológicas, alterações das transaminases, icterícia colestática, erupções cutâneas, hipotensão ortostática, arritmias, fotosensibilidade.

Interage com o álcool, antihipertensores ou nitratos. Antiácidos diminuem a absorção. Fenobarbital, analgésicos opiáceos ou os sedativos hipnóticos causam depressão do SNC. Interagem com medicamentos que aumentem o intervalo da QT, potenciando o efeito. Risco de toxicidade e mielosupressão da clozapina é potenciado por carbamazepina, cotrimoxazol, cloranfenicol, sulfonamidas, citostáticos. Aumenta o risco de agranulocitose com fármacos para a tiróide.

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Antidepressivos

Tricíclicos

Amitriptilina Doxepina Imipramina Nortriptilina

Controlo sintomático de perturbações depressivas do humor,, quer se trate de depressão major ou distimica.

Obstipação, boca seca, visão desfocada, dificuldades de micção, aumento de peso, sonolência, sudorese, taquicardia, mania, alterações da glicemia.

Inibem de forma não selectiva a recaptação de noradrenalina e de serotonina. (tratamento de sintomas da depressão, incluindo perturbações do sono, função sexual, alterações do apetite e alterações cognitivas).

Não devem ser usados em mulheres grávidas ou a amamentar, imediatamente após enfarte do miocárdio, glaucoma e hipersensibilidade. Interage com antihipertensores, com IMAO (taquicardia, hipertensão e convulsões), potencia a actividade dos simpaticomiméticos e dos anticolinergicos. Interage com anfetaminas, metildopa, levodopa, dopamina, adrenalina, noradrenalina, desipramina, imipramina, reserpina, vasoconstritores provocando crises hipertensivas. Hipertensão/ hipotensão, estupor, coma, convulsões quando utilizados com a meperidina ou outros analgésicos opiáceos e IMAO. Potencia efeito dos hipoglicemiantes. A nicotina e os barbitúricos diminuem o seu efeito.

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Citalopram Fluoxetina Fluvoxamina Inibidores selectivos da recaptação da serotonina Paroxetina Sertralina Venlafaxina Cloridrato de Buspirona Fenelzina Tranilcipromina Senegilina

Desconforto gástrico, náuseas, vómitos, diarreia, sonolência, diminuição do apetite, perda de peso, perda de libido, dificuldade em atingir o orgasmo, dependência, sedação, discrasias sanguineas.

Inibidores selectivos da recaptação de serotonina (tratamento da depressão)

Não devem ser usados em mulheres grávidas ou a amamentar, imediatamente após enfarte do miocárdio, glaucoma e hipersensibilidade.

IMAO

Estimulantes, nervosismo, insónia, hipersudorese, vertigem, aumento de peso, retensão de líquidos, disfunção sexual, taquicardia, crises hipertensivas, hipotensão ortostática, fotosensibilidade, cefaleias, tremores, fadiga, tonturas e perturbações da memória.

Inibem o metabolismo das catecolaminas por bloquearem a monoaminoxidase. (Doentes com diversos tipos de depressão que não tiveram ajuda apartir de outros antidepressivos)

Não devem ser usados em mulheres cgrávidas ou a amamentar, imediatamente após enfarte do miocárdio, glaucoma e hipersensibilidade. Restrição alimentar: Bebidas alcoólicas; favas; queijo curado; fígado de vaca ou galinha; peixe, aves ou carnes de salmoura ou fumadas; enchidos; soja; bananas; abacates; Beringelas; ameixas; uvas; espinafres; tomates; iogurte; Suplementos dietéticos de leveduras ou proteínas; leite fermentado; conservantes de carne.

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Convulsões. desmaio. obstipação. depressão. ataxia. Insónia. Benzodiazepinas Triazolam Clorazepato Flunitrazepam Flurazepam 3º CLE – OUT. 2001 5 . alterações oculares. Vigiar a pressão arterial. confusão.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Bupropriona Mirtazapina Outros Nefazodona Trazodona Venlafaxina Diazepam Clordiazepóxido Ansioliticos ou tranquilizantes menores ou sedativos Benzodiazepinas Flunitrazepam Lorazepam Hidroxizina Outros Doxepina Hipnóticos sedativos Barbitúricos Fenobarbital Diminuem os efeitos do stresse. incordenação motora. imediatamente após enfarte do miocárdio. Podem ser empregues no préoperatório para promover a sedação. sonolência. taquicardia. tremor. Podem causar dependência física e psicológica. ansiedade. hipotensão transitória. Sudorese. indução de relaxamento muscular. letargia. convulsões. náuseas. Interage com consumo de álcool. morte. vómitos. comportamentos neuróticos. irregularidades cardiovasculares. glaucoma e hipersensibilidade. vertigem. diarreia. hipotensão ortostática. alterações do apetite. Não pode conduzir veículos motorizados. coma. parkinsonismo Não devem ser usados em mulheres grávidas ou a amamentar. depressão ligeira.

depressão. secura das mucosas. dependência psicológica Contraindicado em mulheres grávidas e que amamentam. tremores das mãos. noutras perturbações depressivas ou esquizoafectivas Sede. Promovem o estado de vigília. confusão. os IMAO. sonolência. para Devem ser evitados em doentes com glaucoma do ângulo estreito. obstrução pilórica ou aumento da prostata. convulsões. visam restabelecer o equilíbrio entre a acetilcolina e a dopamina. A desidratação e a febre podem provocar um risco acrescido de toxicidade. cefaleias O lítio atravessa a barreira placentária e aparece no leite materno. Vigiar a TA de 4/4 horas no início do tratamento. Doença cardíaca e glaucoma deve ser utilizado com cuidado. hipertensão. dores abdominais. Buspirona Zolpidem Na depressão bipolar e. 3º CLE – OUT. hiperactividade. aumento de peso. a fenitoína. taquicardia. diminuem o apetite. Usar com cuidado em doentes com doença cardíaca. secura da boca. Não deve ser utilizado em pessoas alcoólicas ou maníacas com ideação suicida ou homicida. A pirodixina. Deve-se diminuir a ingestão diária de sódio. obstipação. Estimulantes Anfetaminas Visão turva. tremor. sonolência. vómitos. hipotiroidismo.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Lometiazol Outros Carbonato de lítio Reguladores do humor ou antimaniacos Valproato Carbamazepina Lamotrigina Hidroclorido de fenilpropalamina Sulfato de dextroanfetamina Hidroclorido de metilfenidato Benzatropina Anticolinérgicos Biperideno Antiparkinsónicos Inividores da catecol-ometiltransferase Tri-hexifenidilo Entacapone Utilizado no tratamento da síndrome Parkinsónico e outras discinésias. fadiga. alterações da pressão sanguínea. retenção urinária. as benzodeazepinas. melanoma. discurso rápido. combatem a narcolepsia e são utilizados na anestesia geral Ritmo cardíaco rápido e irregular. Evitar a administração em crianças com menos de 12 anos. 2001 6 . Estimular a utilização de rebuçados duros sem açúcar. naúseas. confusão. por vezes.

3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Bromocriptina Carbidopa/levodopa Agonistas da dopamina Levodopa Pergolide Pramipexole Ropirinole combater os efeitos da secura da boca. 2001 7 . as fenotiazidas e o haloperidol podem antagonizar os efeitos da levodopa.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 2. TABELA REPRESENTATIVA DOS EFEITOS DE SEDAÇÃO/ SECUNDÁRIOS E AUMENTO DO PESO DOS ANTIDEPRESSIVOS TRICICLICOS Princípio Activo Amitriplitina Amoxapina Clopramida Desipramina Doxepina Imipramida Maprotilina Nortriptilina Protriptilina Dose Habitual (mg/dia) 100-200 200-300 100-200 100-200 100-200 100-200 100-150 75-150 15-40 Sedação +++ + ++ +\+++ +++ ++ + +\- Efeitos Secundários Anticolinérgicos +++ + +++ + ++ ++ ++ + + Aumento de Peso ++ + + + ++ ++ ++ + + 3º CLE – OUT. 2001 8 .

Citicolina 50ml – Frs. Ambroxol xarope – Frs.5mg XR – Comp. Lamotrigina 25mg – Comp.M. Alprozolam 0. Clorozepato 15mg – Cáps. Idebenona 45mg – Comp. Halazepam 40 mg – Comp. ADENDA INTERNA DO HOSPITAL MAGALHÃES DE LEMOS 2004 Acamprosato 333mg – Comp. Mirtazepina Soltab 30mg – Comp.75-Frs. OlanzapinaVelotab 10mg – Comp Olanzapina 10mg – IM. Metadoxina 300mg – Comp.5mg) . Donezepil 10mg – Comp. creme hidratante Lisinopril + Hidroclorotiazida (20mg+12. Neomicina + Bacitacina 18. Glicazida L.Comp Escitalopram 10mg – Comp. Clomipramida 75mg – Comp Clorozepato 5mg – Cáps. 30mg – Comp.Comp Loflazepato de etilo – Comp. Indapamida L. Memantina 10mg – Comp. Magnésio 1.25+2500 U. Dissulfiramo 500mg – Comp. Indapamida 2. Amisulpride 50mg – Comp. Diosmina 450mg – Comp. Clorozepato 10mg – Cáps. Amisulpride 200mg – Comp Amitriptilina+Perfanazina 25+2 – D – Drag Amitriptilina+Perfanazina 25+4 – F – Drag Amitriptilina 50mg – Comp.85)-Comp Flavonoides micronizados 500mg-Comp Flunarizina 5mg-Cáps Flupentixol 3mg-Comp Flupentixol retard 20mg/ml-Amp Flupentixol retard 100mg/ml-Amp Flurazepam 15mg-Cáps Flurazepam 30mg-Cáps Fluvoxamina 100mg-Comp Gabapentina 300mg-Comp Gabapentina 400mg-Comp Gabapentina 600mg-Comp Galantamina 12mg – Comp. Alprozolam 1mg XR – Comp. Bromazepam 3mg – Comp. Nortriptilina 25mg – Comp.5mg/ml-Frs Diazepam retard 10mg – Cáps. Alprozolam 3mg XR – Comp.P. Maprotilina 10mg – Comp. Mirtazepina Soltab 15mg – Comp. Milnacipran 50mg – Cáps. Acarbose 50 mg – Comp. Estazolan 2mg-Comp Etilfrina 25mg-cáps Etilfrina gotas 0. Dimetindeno gel – Bisn. Lamotrigina 100mg – Comp. Mianserina 30mg – Comp. Halazepam 120mg – Comp. Biperideno retard 4mg – Drag. Dotieptina 75mg – Comp. Mexazolam 1mg – Comp.5mg – Comp. Diosmina 300mg – Comp.5mg/10ml – Amp. Maprotilina 25mg – Comp. OlanzapinaVelotab 5mg – Comp. Nifedipina Cr 30mg – Comp. Olanzapina 5mg – Comp.I – Comp Nicergolina 30mg – Comp. Idebenona 30mg – Comp. Enalapril + Hidroclorotiazida(20mg+12. 1.5mg) . Milnacipran 25mg – Caps. Loprazolam 1mg – Comp.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 3. Ciamemazina 100mg – Comp. Lanolina ultra purificada. 2001 9 .5mg – Comp. Ácido Acetilsalicílico 1000mg – Cart. Fenitoina+Fenobarbital 156-Comp Ferro+ácido fólico (33+0.5mg – Comp. Paroxetina 20mg-Comp Pimozide 4mg-Comp Piracetam 1.2g-Comp Piracetam 1g (200mg/ml-5ml)-Amp Piracetam 6g730ml-Amp Quetiapina 25mg-Comp Quetiapina 100mg-Comp Quetiapina 200mg-Comp Reboxetina 4mg-Comp Risperidona 1mg-Comp Risperidona 2mg-Comp Risperidona 3mg-Comp Risperidona gotas-Frs Risperidona 2mg QuicKlet-Comp 3º CLE – OUT. Dihidroergotoxina 4. Haloperidol Decanoato 50mg/ml – Amp. Espiramicina 500mg-Comp. Ciamemazina gotas – Frs. Cloxazolam 2mg – Comp. Maprotilina 75mg – Comp. Dextrometorfano 2mg + efedrina 0. Metilperona 25mg – Comp. Bromazepam 12mg – Comp. Olanzapina 10mg – Comp.

250mg-Comp Trimetazidina 20mg-Comp Venlafaxina 37. antitússicos e expectorantes Acção hepática Vasodilatadores 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Galantamina 4mg-Comp Galantamina 4mg/ml-Comp Galantamina 8mg-Comp Sertralina 50mg-Comp Sultopride 400mg-Comp Temazepam 20mg-Comp Tianeptina 12. 2001 10 .5mg XR-Comp Venlafaxina 75mg XR-Comp Ziprazidona 20mg-Comp Ziprazidona 40mg-Comp Ziprazidona 60mg-Comp Ziprazidona 80mg-Comp Ziprazidona 20mg/ml-Amp Zolpidem 10mg-Comp Zuclopentixol 10mg-Comp Zuclopentixol 25mg-Comp Zuclopentixol accutard 50mg-Amp Zuclopentixol accutard 200mg-Amp Antihipertensores Antipsicóticos Antidepressores Ansioliticos Antiepilépticos/anticonvulsionantes Anticolinergicos Tratamento da Enxaqueca Analépticos Outros medicamentos para o SNC Antidiabéticos orais Mucolitico Antianginosos Espermicidas Venotropicos Medicamentos utilizados no tratamento de dependências Descongestionante nasal Fluidificantes.5mg-Comp Trazodona 150mg AC-Comp Triazolam 0.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 4. 2001 11 . aves ou carnes de salmoura ou fumadas Sauerkraut Sopas de pacote Soja Suplementos dietéticos de leveduras ou proteínas Extractos de carne (por exemplo: Marmite ou Bovril) Enchidos Natas Bananas Abacates Beringelas Ameixas Uvas Espinafres Tomates Iogurte Figos de conserva Arenque de conserva Cafeína Nota: Esta lista não é exaustiva. e alguns destes alimentos têm tão pouca tiamina que são permitidos em 1 ou 2 doses. Estes alimentos contêm tiamina ou dopa e podem induzir uma crise hipertensiva se ingeridos durante a administração de IMAO. ALIMENTOS A EVITAR QUANDO SE TOMAM IMAO Alimentos a evitar quando se tomam IMAO Bebidas alcoólicas Cerveja sem álcool Favas Vagens de feijão Queijo curado (permitido o queijo amanteigado ou fresco) Fígado de vaca ou de galinha Polpa de laranja Peixes. 3º CLE – OUT.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 5. Tomar a medicação 1 a 2 horas antes de ir para a cama. Dependência física ou psicológica. 2001 12 . Ansiolíticos Administrar as doses por via intramuscular profundamente. Tomar os antiácidos 1 a 2 horas após as doses orais de antipsicóticos. Ensino ao doente Estes são medicamentos poderosos. As anfetaminas podem causar alterações nas necessidade insulinicas em doentes diabéticos. Cobrir toda apele exposta ao sol e aplicar filtros solares. Reforçar o ensino quanto a que esta medicação leva 2-3 semanas até tornar os seus efeitos evidentes. Não alterar as doses. Interromper a administração lentamente. Antidepressivos Estimulantes Os doentes diabéticos devem vigiar cuidadosamente as necessidades em insulina e devem informar o médico quanto a qualquer mudança. Vigilância dos resultados das provas sanguíneas para detectar algum resultado anómalo. Pode causar alterações Não é seguro conduzir automóveis ou ingerir bebidas alcoólicas quando se utiliza esta classe de medicamentos. especialmente nos doentes que utilizam Cloropromazina. especialmente na utilização a longo prazo. Os doentes devem ser cuidadosos ao conduzir veículos automóveis ou trabalhar com máquinas. Evitar as bebidas alcoólicas. ENSINOS E CONSIDERAÇÕES DE ENFERMAGEM Classificação Considerações de Enfermagem Observação de qualquer sinal de ESEPs. Antipsicóticos Os antiácidos diminuem a absorção dos antipsicóticos. tranquilizantes e outros medicamentos. Evitar estas 3º CLE – OUT. Estimular os doentes para continuar a tomar a medicação embora possam não sentir alteração no humor durante cerca de 3 semanas após o inicio da medicação. lentamente e em grandes massas musculares.

devendo evitar estas actividades sempre que possível. sem açúcar. para combater os efeitos da boca seca. as pessoas devem ser aconselhadas a ser muito cautelosas quando tenham que conduzir veículos automóveis ou trabalhar com máquinas. Os doentes devem utilizar água para limpeza e rebuçados duros. Aumentar a ingestão de fibras alimentares para manter o funcionamento intestinal. 2001 13 . Estimular a utilização de rebuçados duros. sem açúcar para aliviar a boca seca. para combater os efeitos da boca seca. pelo que não se deve conduzir ou trabalhar com equipamento enquanto a resposta à medicação se estabelece Antiparkinsónicos 3º CLE – OUT. Deve ser evitada a administração em crianças com menos de 12 anos de idade. Estimular a limpeza frequente da boca com água para aliviar a secura. A tensão arterial deve ser vigiada pelos menos de 4/4 horas numa fase inicial. Os doentes não devem suspender a medicação sem consultar um médico. Pode causar sonolência. sem açúcar.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML cognitivas. Utilizar rebuçados duros. actividades se possível.

Cenilene) Tioproperazina (Majeptill) Procloroperazina (Stemetil) Perfenazina Trifluperidol Sulpride (Dogmatil) Carpipramina FAMILIA QUIMICA Fenotiazinas alifáticas Reserpinicas Dibenzodiazepinas Fenotiazidas de cadeia piperidinica NEUROLÉPTICOS SEDATIVOS NEUROLÉPTICOS MÉDIOS NEUROLÉPTICOS POLIVALENTES Butiferonas Fenotiazinas de cadeia iperazinica Butiferonas Benzamidas NEUROLÉPTICOS DESINIBIDORES Efeitos Desinibidores Efeitos Hipercinéticos Nota: Adaptado de Deniker 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 6. Serenelfi) Flufenazina (Anatensol.CLASSIFICAÇÃO DOS NEUROLÉPTICOS E PRINCIPAIS EFEITOS Efeitos sedativos Efeitos Vegetativos NOME Levomepromazina (Nozinan) Cloropromazina (Largactil) Reserpina (Serpasil) Clotiapina (Etumina) Propericiazina (Neuleptil) Tioridazina (Melleril) Pipotiazina (Piportil) Haloperidol (Haldol. 2001 14 .

2001 15 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Efeito Hipnoindutor Promazina Clorprotixeno Levomepromazina Clozapina Clopentixol Neurolépticos a largo espectro Reserpina Clotiapina Clorpromazina Tioridazina Haloperidol Perfenazina Metilperidol Pimozida Flufenazida Flupentixol Fluspirileno Neurolépticos a longo prazo Benperidol Efeito antipsicótico NOTA: Reproduzido de Poldinger 3º CLE – OUT.

Sindroma Maligno Dos Neurolépticos Alterações da consciência. tronco. Prevenção. face. Antiparkinsónicos (anticolinérgicos) ou benzodiazepinas. Apatia. Discinesias Retomar droga anterior em dose semelhante e após melhoria clínica. TARDIA Discinesia orofacial.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Características Tempo de risco máximo Acinesia Mecanismo proposto Tratamento Pobreza mímica corporal. Distonia Aguda (ou de torsão) Espamos dos músculos da língua. Hipersensibilidade dos receptores da dopamina. Necessidade urgente de movimentação. Equilíbrio hidroelectrolitico. Não confundir com ansiedade e agitação. Precoce Forma menos exuberante do Sindroma Perkinsónico? Acatisia Se possível reduzir a dose. Hipótese de função dopaminérgica excessiva. Diagnóstico diferencial: Depressão. percoço. Variável. Tratamento decepcionante. Redução da dose em 4 a 6 semanas. 3º CLE – OUT. Coreotetose generalizada. Biperideno oral ou injectável. Desconhecido Antiparkinsónicos: diagnósticos e curativos. 2001 16 . Antiparkinsónicos (anticolinérgicos). Imprevisível Paragem dos neurolépticos. 5-60 dias Desconhecido Redução a dose ou mudança de droga.dopa Clonidina Colina (experimental) POR SERVAGE: semelhante à discinesia tardia. Apos meses ou anos de terapêutica. Impossibilidade de estar quieto. Crises oculogiras (por vezes). do estupor ao coma. 1-5 Dias. Tenta-se: Amantidina I. histeria de conversão. Diagnostico diferencial: convulsões.

3º CLE – OUT. Leucocitose.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Rigidez. 2001 17 . rigidez e imobilidade. Tratar as complicações médicas. mutismo. Variante do sindroma maligno dos neurolépticos. Redução e paragem dos neurolépticos. posturas bizarras. Dantroleno é útil. Febre. Isolamento. Catatonia Raro. CPK elevado. Terapêutica das complicações médica.

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7. FARMACOLOGIA
7.1. Ansiolíticos e Tranquilizantes menores

Deprimem as actividades do córtex cerebral São medicamentos que têm a propriedade de actuar sobre a ansiedade e tensão, stresse ou depressão ligeira. Estas drogas foram designadas de tranquilizantes, por acalmarem as pessoas sob stresse, tensões ou ansiedade. Actualmente, prefere-se designar estes tipos de medicamentos pelo nome de ansiolíticos, ou seja, que "destroem" (lise) a ansiedade. Também são utilizadas no tratamento de insónia e nesse caso também recebem o nome de drogas hipnóticas, isto é, que induzem sono. Há ainda usuários de drogas estimulantes como cocaína e anfetaminas, que fazem uso destes ansiolíticos para tentarem diminuir a excitação e euforia provocadas por esses estimulantes ou mesmo para tentarem dormir após muitas horas de uso de drogas estimulantes que inibem o sono. O que fazem os tranquilizantes menores no corpo após uma dose (efeitos físicos agudos)? Nas doses terapêuticas, produzem um estado relaxado, de calma ou dependendo da dose e da droga podem induzir a sono. Dessa forma, quem utiliza esses medicamentos tem uma atenção prejudicada e não podem desenvolver actividades perigosas onde a atenção é muito necessária como por exemplo dirigir ou operar máquinas. O que fazem os tranquilizantes ou ansiolíticos no corpo com o uso contínuo (efeitos físicos crónicos)? As benzodiazepinas quando utilizados por alguns meses podem levar as pessoas a um estado de dependência. Como consequência, sem a droga o dependente passa a sentir muita irritabilidade, insónia excessiva, sudorese, dor pelo corpo todo podendo, nos casos extremos, apresentar convulsões. As benzodiazepinas podem causar tolerância, ou seja, a pessoa com o passar do tempo tem que aumentar a dose para sentir o mesmo efeito que sentia anteriormente.

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O que fazem os ansiolíticos na mente? Todos os benzodiazepínicos são capazes de estimular os mecanismos no nosso cérebro que normalmente combatem estados de tensão e ansiedade. Assim, quando devido às tensões do dia-a-dia ou por causas mais sérias, determinadas áreas do nosso cérebro funcionam exageradamente resultando num estado de ansiedade, os benzodiazepínicos exercem um efeito contrário, isto é inibem os mecanismos que estavam hiperfuncionantes e a pessoa fica mais tranquila como que desligada do meio ambiente e dos estímulos externos. Como consequência desta acção os ansiolíticos produzem uma depressão da actividade do nosso cérebro que se caracteriza por: 1) diminuição de ansiedade; 2) indução de sono; 3) relaxamento muscular; 4) redução do estado de alerta. É importante notar que estes efeitos das benzodiazepinas são grandemente alimentados pelo álcool; a mistura álcool mais estas drogas pode levar uma pessoa ao estado de coma. Além desses efeitos principais os ansiolíticos dificultam os processos de aprendizagem e memória, o que é, evidentemente, bastante prejudicial para as pessoas que habitualmente utilizam estas drogas. Finalmente, é importante ainda, lembrar que estas drogas também prejudicam em parte nossas funções psicomotoras, prejudicando actividades como dirigir automóveis, aumentando a probabilidade de acidentes." Todas as benzodiazepinas são capazes de estimular os mecanismos no nosso cérebro que normalmente combatem estados de tensão e ansiedade. Assim, quando devido às tensões do dia-a-dia ou por causas mais sérias, determinadas áreas do nosso cérebro funcionam exageradamente resultando num estado de ansiedade, as benzodiazepinas exercem um efeito contrário, isto é inibem os mecanismos que estavam hiperfuncionantes e a pessoa fica mais tranquila como que desligada do meio ambiente e dos estímulos externos.
ALPRAZOLAM: Frontal, Tranquinal, Apraz, Xanax

BROMAZEPAM: Brozepax, Bromalex, Deptran, Lexotam, Nervium, Novazepam, Somalium, Sulpam

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BUSPIRONA: Ansienon, Ansitec, Bromopirim, Brozepax, Buspanil, Buspar CLOBAZAM: Frizium, Urbanil CLONAZEPAM: Clozal, Rivotril CLORDIAZEPÓXIDO: Psicosedim CLOXAZOLAM: Elum, Olcadil DIAZEPAM: Ansilive, Calmociteno, Diazepam, Diazepan, Kiatriun, Somaplus, Valium LORAZEPAM: Lorium, Lorax, Mesmerin, Lorenim, Ansilor

A - FARMACOCINÉTICA Com excepção do Lorazepan, a grande maioria das benzodiazepinas têm semivida longa, em geral entre 10 e 30 horas. Isso faz com que o equilíbrio dinâmico da droga no organismo ocorra até depois de 3 dias de uso. Chama atenção o fato do pico de concentração plasmática ser atingido mais rapidamente quando a via de administração for oral, ao invés da intramuscular. Esta peculiaridade acontece porque o solvente da apresentação injectável, com característica lipídica, tem absorção mais lenta por via intramuscular. Assim sendo, havendo necessidade de rapidez, a via oral ou endovenosa é preferível à intramuscular. Aparentemente o efeito ansiolítico dos benzodiazepínicos está relacionado com o sistema gabaminérgico (do GABA) do sistema límbico. O ácido gama-aminobutírico (GABA) é um neurotransmissor com função inibitória capaz de atenuar as reacções serotoninérgicas responsáveis pela ansiedade. As benzodiazepinas seriam, assim, agonistas deste sistema agindo nos receptores gabaminérgicos. Ultimamente as pesquisas têm indicado a existência de receptores específicos para as benzodiazepinas no SNC, sugerindo a existência de substâncias endógenas muito parecidas com as benzodiazepinas. Tais substâncias seriam uma espécie de " benzodiazepinas naturais", ou mais precisamente, de "ansiolíticos naturais". Os ansiolíticos benzodiazepinas possuem, em geral, metabólitos activos. Isso, de certa forma, aumenta ainda mais a sua semi-vida plasmática. O lorazepan e o oxazepan não possuem metabólitos activos. B - EFEITOS COLATERAIS O principal efeito colateral das benzodiazepinas é a sedação, variável de indivíduo para indivíduo. Um aumento da pressão intra-ocular teoricamente pode ocorrer mas, na clínica, trata-se de raríssima observação. Os efeitos teratogénicos são

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ainda objecto de estudo, porém, sua utilização clínica durante décadas permite a indicação do diazepan durante a gravidez. C - TOLERÂNCIA E DEPENDÊNCIA A prática clínica tem demonstrado que a dependência às benzodiazepinas acontece, embora não invariavelmente. A tendência do paciente em aumentar a dose para obter o mesmo efeito, ou seja, a tolerância, parece ser rara. Em relação a isso notamos, na maior parte das vezes, uma má utilização da droga. Isto é, não sendo tratada a causa básica da ansiedade e esta tornando-se mais intensa, haverá maior necessidade de droga. Essa maior necessidade da droga decorrente do aumento da ansiedade não deve, de forma alguma, ser confundida com o fenómeno da tolerância. Quanto aos sintomas de abstinência às benzodiazepinas, o que observamos, com frequência, é o retorno dos sintomas psíquicos que promoveram sua indicação por ocasião da sua retirada. Isso pode, eventualmente, ser confundido com abstinência na expressiva maioria dos casos. Ora, se situação psicoemocional que determinou a procura pela droga não foi decididamente curada com a benzodiazepina, foi apenas protelada, então, retirando-a os sintomas recrudescerão. Isso não pode ser tomado como síndrome de abstinência. Em alguns pouquíssimos casos, de fato observamos sintomatologia de abstinência. Estes ocorrem, predominantemente, com o Clonazepam. Quando ocorre a síndrome de abstinência, esta tem início cerca de 48 horas após a interrupção da droga e os sintomas correspondem à ansiedade acentuada, tremores, visão turva, palpitações, confusão mental e hipersensibilidade a estímulos externos. Os casos de dependência aos benzodiazepínicos relatados na literatura ou constatados na clínica prendem-se, na grande maioria das vezes, ao uso muito prolongado e com doses acima das habituais. Há uma tendência actual em se considerar o fenómeno da dependência, até certo ponto, mais dependentes de traços da personalidade que de alguma atribuição da droga. De qualquer forma, parece que o Clonazepam e o Lorazepam são os benzodiazepínicos mais facilmente relacionados à dependência. Antes de considerarmos a dependência, pura e simplesmente, devemos ter em mente que se a benzodiazepína não foi bem indicado e esteja a ser utilizado como paliativo de uma situação emocional não resolvida, como atenuante de uma situação vivencial problemática, como um correctivo de um "modus vivendi" ansiogénico, 3º CLE – OUT. 2001 21

A exemplo de outras drogas que actuam sobre o sistema nervoso central. medo. insónia e/ou hiperactividade neurovegetativa. ALPRAZOLAM não deve ser administrado a pacientes com sintomas psicóticos. A eficácia de ALPRAZOLAM para uso prolongado excedendo a 6 meses não foi estabelecida por ensaios clínicos sistemáticos. intranquilidade. resultando em manifestações somáticas variadas. dificuldades de concentração. tensão. ALPARAZOLAM FRONTAL TRANQUINAL APRAZ ALTROX XANAX INDICAÇÕES ALPRAZOLAM é indicado no tratamento de estados de ansiedade. ALPRAZOLAM também é indicado no tratamento dos estados de ansiedade associados com outras manifestações como a abstinência do álcool. por causa de sua predisposição para o hábito e dependência. Os sintomas de ansiedade podem variavelmente incluir: ansiedade. irritabilidade. apreensão.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML enfim. dando assim a falsa impressão de dependência ou até de síndrome de abstinência. 3º CLE – OUT. 2001 22 . como um "tapaburacos" para uma circunstância existencial anómala. devem ser cuidadosamente observados enquanto receberem benzodiazepinas. Indivíduos com tendência para o abuso de drogas. O médico deve periodicamente reavaliar a utilidade do medicamento para o paciente individual. os pacientes sob terapia com ALPRAZOLAM devem ser advertidos para não operar veículos motorizados ou maquinaria perigosa até que se tenha certeza de que não experimentam sonolência ou tontura enquanto recebem este medicamento. tais como alcoólatras e toxicómanos. PRECAUÇÕES ALPRAZOLAM não é recomendado para ser administrado a pacientes cujo principal diagnóstico seja a psicose. então a sua supressão colocará à tona a penúria situacional em que se encontra a pessoa.

usualmente. desordens de coordenação. O efeito colateral mais comum verificado com ALPRAZOLAM foi a sonolência. no caso de gravidez. visto que a suspensão abrupta de qualquer agente ansiolítico pode resultar em sintomas similares aos mesmos sintomas que são objecto do tratamento. tensão. ocasionalmente. Deve-se tomar as precauções usuais no tratamento de pacientes com função renal ou hepática prejudicada. aturdimento. A paciente deve ser advertida para. visão turva.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A dosagem de ALPRAZOLAM deve ser gradualmente reduzida. Carcinogénese: nenhuma evidência de potencial carcinogénico foi observada durante um estudo de 24 meses com ALPRAZOLAM. Em vista de o uso destas drogas se constituir raramente em um caso de urgência. convulsões. incluindo ALPRAZOLAM. irritabilidade. Uso durante a amamentação: como regra geral. contactar seu médico acerca de sua decisão em descontinuar o tratamento com a droga. Não foi estabelecida segurança e eficácia de ALPRAZOLAM em pacientes com menos de 18 anos. a administração de ALPRAZOLAM durante a gravidez deve sempre ser evitada. Os efeitos colaterais menos frequentes foram. com a continuação do tratamento ou redução da dosagem. agitação. Uso durante a gravidez: em vários estudos foi sugerido um risco de malformações congénitas associadas com tranquilizantes menores (clorodiazepóxido. insónia e. vários sintomas gastrointestinais e manifestações neurovegetativas. 3º CLE – OUT. 2001 23 . se ocorrerem. álcool ou anti-histamínicos ou outros benzodiazepínicos. Devese considerar a possibilidade de a paciente potencialmente fértil estar grávida na época da instituição da terapia. pois muitas drogas são excretadas no leite humano. Os sinais e sintomas de suspensão abrupta podem incluir: ansiedade. amamentação não deve ser efectuada quando a paciente estiver a receber o medicamento. EFEITOS COLATERAIS Os efeitos colaterais. diazepam e meprobamato) durante o primeiro trimestre de gravidez. são geralmente observados no início da terapia e desaparecem. produzem efeitos depressores do sistema nervoso central quando co-administrados com drogas tais como barbitúricos. Interacções medicamentosas: as benzodiazepinas.

isto é. incontinência ou retenção urinária. Como em todos os casos de superdosagem. as pressões sanguíneas e do pulso devem ser monitorizadas e apoiadas por medidas gerais. Outros estudos efectuados em animais sugeriram que a diurese forçada ou hemodiálise se mostraram provavelmente de pouco valor no tratamento da superdosagem. Superdosagem: Manifestações decorrentes de superdosagem de ALPRAZOLAM incluem extensões de sua actividade farmacológica. alucinações ou outros efeitos adversos de comportamento podem se apresentar em raras ocasiões e ao acaso. Experimentações efectuadas em animais indicaram que pode ocorrer colapso cardiopulmonar após grandes doses intravenosas de ALPRAZOLAM (cerca de 195 mg/Kg. BROMAZEPAM reduz selectivamente a tensão e a ansiedade. Os animais puderam ser reanimados com ventilação mecânica positiva e infusão endovenosa de levarterenol. agitação. Pode ainda ocorrer prurido. em doses altas. BROMAZEPAM BROZEPAX DEPTRAN LEXOTAM NERVIUM NOVAZEPAM SOMALIUM SULPAM BROMALEX Em doses baixas. ataxia e sonolência. confusão. Pode-se administrar fluidos intravenosos mantendo-se ventilação adequada para as vias respiratórias. mais que 2000 vezes a dose máxima diária para seres humanos).GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A exemplo de outras benzodiazepinas. alterações de libido e irregularidades menstruais. A concentração 3º CLE – OUT. quando necessário. dificuldades de concentração. relações paradoxais como estimulação. Indica-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. 2001 24 . promove efeito sedativo e músculo relaxante. a respiração.

espasmos. ansiedade pré-cordial. frequência urinária alterada e dismenorréia. humor depressivo ansioso. 3º CLE – OUT. altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos. Em média. dispneia. . A continuação do tratamento.2 horas após a administração oral. dor epigástrica. A meia vida de eliminação média é de 12 horas. INDICAÇÃO Distúrbios emocionais: estados de tensão e ansiedade. mas pode ser maior nos pacientes idosos. A biodisponibilidade média de substância não metabolizada é de 84%. forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves. com história de alcoolismo. 2001 25 . hiperventilação. só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto à indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. . hipertensão psicogénica. Do ponto de vista quantitativo.outros distúrbios psicossomáticos. No sentido de minimizar o risco de dependência. tais como: pseudo angina do peito. que são excretados pela urina principalmente sob a forma conjugada. agitação e insónia.distúrbios funcionais cardiovasculares e respiratórios. tensão nervosa. tais como: cefaleia e dermatoses psicogénicas. deve ser acompanhada bem de perto. Manifestações relacionadas à ansiedade e tensão: . predominam dois metabólitos: 3 hidroxi bromazepam e 2 (2 amino 5 bromo 3 hidroxibenzoilpiridina). abuso de drogas. quando necessária. . como: síndrome de cólon irritável.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML plasmática máxima é atingida em 1.distúrbios funcionais geniturinários. distensão abdominal e diarreia. 70% do bromazepam está ligado às proteínas plasmáticas. DEPENDÊNCIA Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepinas. O bromazepam é metabolizado no fígado. os benzodiazepinas. taquicardia. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. BROMAZEPAM é ainda útil no tratamento dos estados de ansiedade e tensão nervosa devidos a doenças orgânicas crónicas e como adjuvante do tratamento psicoterápico e psiconeuroses. como: bexiga irritável.distúrbios funcionais gastrointestinais. O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado. colite ulcerativa.

agitação. é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. Entretanto. sonolência e. o efeito do BROMAZEPAM pode ser intensificado pelo álcool. INTERACÇÃO Como ocorre com qualquer substância psicoativa. Nos casos menos graves. insónia. durando de poucas horas a uma semana ou mais. Cansaço. nos tratamentos prolongados. analgésicos e anestésicos. Se BROMAZEPAM for usado concomitantemente com outros medicamentos de acção central.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML ABSTINÊNCIA O início dos sintomas de abstinência é variável. seu efeito sedativo pode ser intensificado. Em doses terapêuticas. 2001 26 . a sintomatologia da abstinência pode restringir se a tremor. espasmos muscular e abdominal. em raros casos. Na ocorrência de sintomas de abstinência. podem ocorrer outros sintomas de abstinência. podem ocorrer quando se usam altas doses. cefaleia e dificuldade para concentrar-se. antidepressivos. tais como neurolépticos. controle do hemograma e da função hepática. hipnóticos. alterações na percepção e. tranquilizantes. mais raramente delirium e convulsões. O uso simultâneo com levodopa pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa. Estes sintomas desaparecem com a redução da dose. Embora não existam evidências de efeitos tóxicos hematológicos ou afectando a função hepática ou renal. BUSPIRONA ANSIENON ANSITEC BROMOPIRIM BROZEPAX 3º CLE – OUT. relaxamento muscular. BROMAZEPAM é bem tolerado. recomenda se. A interrupção abrupta deve ser evitada e adoptado um esquema de retirada gradual. tais como sudorese. ansiedade.

nó na garganta. tensão. 2) hiperactividade do sistema nervoso autónomo: sudorese. taquicardia. O diagnóstico de pacientes estudados em experiências clínicas controladas com a BUSPIRONA. testa enrugada. agitação.cl.9-diona. INDICAÇÕES Cloridrato de BUSPIRONA é indicado no tratamento de distúrbios de ansiedade e no alívio a curto prazo dos sintomas de ansiedade. corresponde a distúrbios de Ansiedade Generalizada conforme a classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS) descritos a seguir: A . 3) expectativa apreensiva: ansiedade. B . palidez.5] decano 7. tremores. insónia. que não tem relação química ou farmacológica com as benzodiazepinas ou outros agentes psicotrópicos conhecidos. sobressalto. rubor. face extenuada. diarreia. A sua fórmula empírica é C21H31N5O2 . micção frequente. Quimicamente. acessos de calor ou frio. frio. preocupação. solúvel em água. cristalino. falibilidade. distúrbios estomacais. sensibilidade extrema. O Cloridrato de suspirara é um composto branco. desassossego. dificuldade de concentração. com peso molecular de 422. irritabilidade e impaciência. 4) vigilância e vigília: estado de hiperalerta que resulta em distracção. mãos frias e pegajosas. incapacidade para relaxar. medo. parentelas (Formosamente das mãos ou pés). diplopia.Estado de ansiedade sendo contínuo durante pelo menos um mês: Tensão e 3º CLE – OUT. tontura. contracção muscular da pálpebra. boca seca. reflexão e pressentimento do infortúnio para si mesmo ou para outros. é Cloridrato de 8-[4-[4-(2piridimil) -1-piperazinil]buril] -8-azaspiro [4. delírio. mialgias.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML BUSPANIL BUSPAR DESCRIÇÃO Cloridrato de BUSPIRONA é um agente ansiolítico. palpitações. 2001 27 .0. desconforto epigástrico. pulso e respiração muito rápidos em repouso. nervosismo.Ansiedade Persistente Generalizada manifestada por sintomas de três das seguintes quatro categorias: 1) tensão motora: instabilidade.

a suspensão repentina não provocou perda de peso. Como os estudos clínicos de BUSPIRONA têm sido geralmente limitados a 6 meses. por esta razão. a extensão na qual uma droga activa no SNC em comercialização poderá ser erroneamente usada. a BUSPIRONA e seus metabólitos são excretados no leite. baseado em experimentações. USO NA GRAVIDEZ Nenhum comprometimento da fertilidade ou fetais foram observados em estudos de reprodução realizados em ratos e coelhos a doses de BUSPIRONA de aproximadamente 30 vezes a dose máxima humana recomendada. não foram realizados estudos adequados e bem controlados durante a gravidez. recomenda-se este tempo como período limite para a terapia contínua. 2001 28 . USO NA LACTAÇÃO A extensão da excreção de BUSPIRONA ou de seus metabólitos no leite materno é desconhecida.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML ansiedade comuns associadas com stresse da vida diária. Em mulheres. quanto a história de abuso de drogas e acompanhá-los de perto. ter sua finalidade desviada e/ou ser de uso abusivo. o benefício sobrepujar o risco potencial. na opinião do médico. o uso de BUSPIRONA durante a gravidez somente poderá ser iniciado ou continuado se. no entanto. geralmente não requerem tratamento com agentes ansiolíticos. os médicos deverão avaliar cuidadosamente os pacientes. Em ratos. no entanto. comportamento de procura à droga). observando sinais de uso erróneo ou abusivo de Cloridrato de BUSPIRONA (por exemplo. comummente observada com substâncias que causam dependência física. Muito embora não exista evidência directa de que Cloridrato de BUSPIRONA cause dependência física ou comportamento de procura à droga. Não existe registro de síndrome de abstinência na terapia com BUSPIRONA após a administração crónica em ratos. devem ser reavaliadas as necessidades da droga. Portanto. Nos pacientes em uso prolongado de BUSPIRONA. BUSPIRONA somente deverá ser administrado a lactentes após o médico determinar que o benefício para a mãe supera o risco potencial para o bebé. 3º CLE – OUT. Assim sendo. aumento da dose. desenvolvimento de tolerância. é difícil predizer.

INDICAÇÕES Tratamento de crises mioclônicas. a estimulação dos receptores aumenta a inibição e bloqueia a excitação cortical e límbica. dependendo da dose. Dado que o GABA é inibidor. É absorvido no trato gastrointestinal. por isso. Tratamento do pânico. Calcula-se que o clonazepam estimule os receptores de GABA (ácido gama aminobutírico) no sistema reticular activador ascendente. devendo.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML CLONAZEPAM RIVOTRIL CLONOTRIL PROPRIEDADES As benzodiazepinas actuam como depressores do SNC. após estimular a formação reticular do talo cerebral. REACÇÕES ADVERSAS Os pacientes geriátricos ou debilitados. A sua união às proteínas é alta. torpeza e instabilidade. pois os metabólitos activos podem permanecer no sangue vários dias e inclusive semanas. metabolizando-se no fígado e excretando-se por via renal. alucinações. raramente. erupções cutâneas ou prurido. desde uma leve sedação até hipnose. Precauções Evitar o consumo de álcool e outros depressores do SNC durante o tratamento. Crises convulsivas tônico-clônicas (geralmente associadas com outro anticonvulsivo). Ausências do tipo epilépticas refractárias a succinimidas ou ácido valpróico. enjoos. as crianças e os pacientes com distúrbios hepáticos são mais sensíveis às benzodiazepinas no SNC. O clonazepam atravessa a placenta. O clonazepam é de semi-vida intermediária. alterações de comportamento. ser evitado seu uso durante a gravidez. Podem ocorrer enjoos ou sensações de enjoos. produzindo todos os seus níveis de depressão. 2001 29 . A eliminação do fármaco é lenta. com efeitos persistentes. Ter precaução com idosos se ocorrer sonolência. distúrbios de micção. principalmente no primeiro trimestre. 3º CLE – OUT. cansaço ou debilidade não habituais. sonolência e.

porfiria ou doença pulmonar obstrutiva crónica grave. fobias. devendo. hipoalbuminemia. miastenia grave. distúrbios 3º CLE – OUT. Pode diminuir os efeitos terapêuticos de levodopa. portanto. medo. deve-se avaliar a relação risco-benefício antes de ser prescrito durante o período de lactação. inquietude. A carbamazepina pode aumentar seu metabolismo e diminuir. especialmente ansiedade. especialmente má adaptação social. INTERACÇÕES Quando utilizado junto com analgésicos opiáceos. deve-se avaliar a relação riscobenefício devido aos possíveis efeitos adversos sobre o desenvolvimento físico e mental. As condições nas quais estes sintomas ocorrem frequentemente são: neuroses. sintomas somáticos. CONTRA INDICAÇÕES A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de intoxicação alcoólica aguda. depressão mental grave. que podem não se evidenciar por muitos anos. distúrbios comportamentais. sentimentos de opressão e certos tipos de dores. reduzir a dose destes. disfunção hepática ou renal. No tratamento a longo prazo em crianças. sua concentração sérica. funcionais de origem psicogénica. antecedentes de dependência de drogas. dificuldade em dormir ou sono interrompido e despertar precoce. já que pode provocar sedação no recém-nascido e possivelmente dificuldades de alimentação e perda de peso. O uso de antidepressivos tricíclicos pode diminuir o limiar convulsivo.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Por ser excretado no leite materno. glaucoma de ângulo fechado. estados reaccionais crónicos. astenia e sintomas depressivos. distúrbios do sono. A prescrição simultânea de haloperidol pode produzir uma alteração no padrão ou frequência das convulsões epileptiformes. por isso. CLOXAZOLAM ELUM OLCADIL INDICAÇÕES Distúrbios emocionais. modificar-se a dose de clonazepam. tais como. 2001 30 . reacções patológicas sub agudas. psicose.

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psicossomáticos dos sistemas cardiovascular, gastrointestinal, respiratório, músculoesquelético ou urogenital; reacções afectivas devido a moléstias agudas ou crónicas; síndrome de abstinência do álcool. Outros empregos: pré-medicação anestésica; tratamento coadjuvante em psicopatia, atraso mental, psicoses, depressão endógena psicogénica, distúrbios geriátricos. PRECAUÇÕES Especialmente em doses elevadas, CLOXAZOLAM, como todos os medicamentos de acção central pode comprometer as reacções do paciente (ex.: condução de veículos, operação de máquinas, etc.). As experiências animais não revelaram efeitos adversos no feto, mas ainda não há experiência disponível sobre o uso de CLOXAZOLAM em mulheres grávidas. CLOXAZOLAM não é recomendado durante a lactação. Na presença de doença hepática ou renal, síndrome cerebral crónica ou glaucoma de ângulo fechado, os pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados e se necessário a dose de CLOXAZOLAM deve ser reduzida. Embora as benzodiazepinas apresentem baixo potencial em causar dependência e não tenham sido relatados casos de criação de hábito com CLOXAZOLAM, deve-se ter cuidado ao prescrever o medicamento a pessoas com tendência ao vício. Interações medicamentosas: CLOXAZOLAM pode potenciar os efeitos inibidores centrais dos neurolépticos, antidepressivos, ansiolíticos, sedativos, hipnóticos, narcóticos, analgésicos e anti-histamínicos. Esta potenciação pode ser utilizada terapeuticamente, especialmente pela combinação do CLOXAZOLAM com antidepressivos. A ingestão simultânea de álcool não é recomendada. REACÇÕES ADVERSAS Sedação, tonturas e cefaleia podem ser verificadas com doses elevadas ingeridas de uma só vez. Estes efeitos colaterais geralmente aparecem no início do tratamento, mas podem ser evitados pelo aumento gradual da dose, ou podem ser revertidos pela redução da mesma. Hipotensão ortostática, hipotonia muscular ou ataxia são fenómenos raros.

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CLOBAZAM
FRIZIUM URBANIL INDICAÇÕES CLOBAZAM é um derivado das benzodiazepinas e está indicado no tratamento da ansiedade em todas as suas formas, após a exclusão de causa orgânica, e da epilepsia do adulto e da criança, em associação ao tratamento anticonvulsivante de base. Sua semi-vida plasmática é de cerca de 20 horas, e a eliminação é essencialmente renal (90%). No insuficiente renal e na pessoa idosa, os parâmetros farmacocinéticos são pouco modificados. No insuficiente hepático, o metabolismo do produto é mais lento (a semi-vida é multiplicada por 2, e a concentração máxima por 1,5). A ligação a proteína é de 85-90%. PRECAUÇÕES Gerais: a ingestão de bebidas alcoólicas é formalmente desaconselhada durante o tratamento; em caso de utilização prolongada do produto, a suspensão deve ser progressiva, para evitar uma síndrome de privação; duração do tratamento ansiolítico: o tratamento não deve ser prolongado inutilmente, pois actualmente há poucos estudos que permitam avaliar a manutenção da eficácia em tratamentos de longo curso. Miastenia: como ocorre com outras benzodiazepinas a ingestão de CLOBAZAM só deve ser feita sob rigorosa vigilância médica, nestes casos. Depressão: antes de tratar um estado ansioso associado a instabilidade emocional, deve-se assegurar que o paciente não sofre de depressão que requeira tratamento específico ou complementar. Pessoas idosas: A prudência se impõe neste caso, e deve se diminuir a posologia. Insuficiência respiratória moderada: o risco de agravação da insuficiência respiratória impõe prudência e redução da posologia. Insuficiência renal: a posologia diária e o ritmo de administração do medicamento devem ser adaptados. Insuficiência hepática: a posologia deve ser reduzida. - Uso durante a gravidez e o aleitamento: Gravidez: os estudos em animais não evidenciaram efeito teratogênico

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nem fetotóxico. No entanto, parece recomendável não utilizar CLOBAZAM durante o primeiro trimestre de gestação. Deve-se evitar a prescrição de doses elevadas no terceiro trimestre, devido ao risco de hipotonia e insuficiência respiratória no recém-nascido. Aleitamento: como o clobazam passa ao leite, sua utilização não é recomendada durante a amamentação. Interacções medicamentosas: A tomada concomitante de cimetidina aumenta a taxa circulante do clobazam e seus metabólitos, e prolonga a sua semi-vida. Neste caso, é conveniente adaptar a posologia de CLOBAZAM, se necessário. O risco de uma síndrome de privação é aumentado por associação de benzodiazepinas prescritas como ansiolíticos ou hipnóticos. Uma potenciação dos efeitos sedativos em caso de associação com outros medicamentos que agem sobre o sistema nervoso central (hipnóticos, neurolépticos, tranquilizantes, opiáceos e aparentados) é possível, e é necessário prudência. Efeito sobre a capacidade de dirigir automóveis e operar máquinas: existe a possibilidade de sonolência diurna durante o tratamento. EFEITOS COLATERAIS Sintomas moderados, transitórios e que ocorrem em decorrência de dose diária elevada ou sensibilidade individual: sonolência, hipotonia muscular, amnésia anterograda (descrita essencialmente com as benzodiazepinas injectáveis), sensação de embriagamento, fadiga, cefaleia, vertigens, obstipação. "Rash" e prurido podem ocorrer, em decorrência de sensibilidade individual. Manifestações paradoxais (hiperexcitabilidade, ansiedade, alucinações), impondo a suspensão do tratamento. A suspensão brusca do tratamento com benzodiazepinas pode levar a uma síndrome de privação, o qual pode ter como sintomas: alterações menores: irritabilidade, ansiedade, mialgias, tremores, insónia e pesadelos, náuseas, vómitos; excepcionalmente, alterações maiores: convulsões isoladas, estado de mal mioclônico com síndrome confusional, podem aparecer após alguns dias, e são geralmente precedidos por sintomas menores. - Superdosagem: os sinais de superdosagem são os mesmos que para os outros benzodiazepínicos (depressão cardiorrespiratória, alterações de consciência, e eventualmente coma, se houver absorção de álcool ou depressores do SNC). O emprego de um antídoto específico, como o flumazenil, associado ao tratamento sintomático, deve ser em meio hospitalar.

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DIAZEPAM
ANSILIVE CALMOCITENO DIAZEFAST DIAZEPAM DIAZEPAN KIATRIUN NOAM SOMAPLUS VALIUM INDICAÇÃO O DIAZEPAM está indicado no alívio sintomático da ansiedade, agitação e tensão devidas a estados psiconeuróticos e distúrbios passageiros causados por situação stressante. Pode também ser útil como coadjuvante no tratamento de certos distúrbios psíquicos e orgânicos. A ansiedade, principal sintoma sensível ao tratamento, pode se expressar por humor ansioso ou comportamento apreensivo, e/ou sob forma de sintomas funcionais, neurovegetativos ou motores, tais como: palpitação, sudorese, insónia, tremor, agitação, etc. O DIAZEPAM é útil como adjuvante no alívio do espasmo muscular reflexo devido a traumatismos localizados (ferimento, inflamação). Pode ser igualmente usado no tratamento da espasticidade devida a lesão dos neurónios intermediários espinhais e supra espinhais tal como ocorre na paralisia cerebral e paraplegia, assim como na atetose e na síndrome de "stiff man". DEPENDÊNCIA Pode ocorrer dependência aquando da terapia com benzodiazepinas. O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves. No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando

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diminuição da função respiratória e hipotermia no recém-nascido. 2001 35 . assim como icterícia. diplopia. INTERACÇÃO Tem sido descrito que a administração concomitante de cimetidina (mas não de ranitidina) retarda o clearance do diazepam. deve ser acompanhada bem de perto. distúrbios do sono e alucinações. Por outro lado. retenção urinária. Têm sido descritas reacções paradoxais. analgésicos e anestésicos. 3º CLE – OUT. Efeitos colaterais pouco frequentes: confusão mental. antidepressivos. tais como. amnésia anterógrada. tranquilizantes. Efeitos colaterais que podem ser observados muito raramente: elevação das transaminases e da fosfatase alcalina. excitação aguda. Se o DIAZEPAM é usado concomitantemente com outros medicamentos de acção central. rash cutâneo. Quando estes últimos ocorrem. estão relacionados com a dose administrada. disartria. Sintomas de abstinência em recém nascidos têm sido ocasionalmente relatados com o uso de benzodiazepinas. o tratamento com DIAZEPAM deve ser interrompido. náusea. cefaleia. anticonvulsivantes. tais como: neurolépticos. hipnóticos. sonolência e relaxamento muscular em geral. os efeitos destes medicamentos podem potencializar ou serem potencializados pelo DIAZEPAM. incontinência urinária. GRAVIDEZ E LACTAÇÃO O diazepam e seus metabólitos atravessam a barreira placentária e atingem o leite materno. fala enrolada. tonturas e distúrbios de acomodação visual.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML necessária. depressão. O uso simultâneo com levodopa diminui o efeito terapêutico da levodopa. tremor. A administração contínua de benzodiazepínicos durante a gravidez pode originar hipotensão. anticoagulantes e diuréticos comummente utilizados. EFEITOS COLATERAIS Os efeitos colaterais mais comummente citados são: cansaço. hipotensão. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios. ansiedade. aumento ou diminuição da libido. não existem interferências com os antidiabéticos. secura da boca ou hipersalivação. Existem igualmente estudos mostrando que a disponibilidade metabólica da fenitoína é afectada pelo diazepam. obstipação.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Cuidados especiais devem ser observados quando o DIAZEPAM é usado durante o trabalho de parto. especialmente durante o primeiro trimestre como deveria ocorrer sempre com outras drogas os possíveis riscos para o feto devem ser comparados com os benefícios terapêuticos esperados para a mãe. Lembrar que no recém-nascido o sistema enzimático. e sua união às proteínas é muito alta. conforme a dose. É excretado por via renal. oxazepam e desmetilclordiazepóxido. É uma benzodiazepina de semi-vida 3º CLE – OUT. Foram propostos vários mecanismos de acção para as benzodiazepinas. não está totalmente desenvolvido (especialmente em prematuros). desmetildiazepam. responsável pela degradação da droga. Metaboliza-se no fígado. 2001 36 . mediador da inibição tanto a nível pré-sináptico como pós-sináptico em todas as regiões do SNC. delirium tremens e alucinações) e como coadjuvante da anestesia. CLORDIAZEPÓXIDO PSICOSEDIM As benzodiazepinas actuam. Antes da decisão de administrar DIAZEPAM durante a gravidez. Após a administração IM a absorção é lenta e errática. É bem absorvido no trato gastrointestinal. como depressores do SNC. Calcula-se que estimulam os receptores GABA nos sistemas reticular activador ascendente. após interactuarem com um receptor neuronal específico de membrana. sintomas de supressão alcoólica aguda (agitação. 5 a 30 horas. desde uma leve sedação até hipnose. potenciam ou facilitam a acção inibidora do neurotransmissor ácido gama aminobutírico (GABA). activos são demoxepam. tremor. em geral. calcula-se que. sua semi-vida é longa. INDICAÇÕES Tratamento da ansiedade a curto prazo. com aumento da inibição e bloqueio da excitação cortical e límbica após estimular a formação reticular do talo cerebral. e os seus metabólitos longa. sucção difícil e hipotermia no neonato. Produzem todos os níveis de depressão. altas doses podem provocar irregularidades no trabalho cardíaco do feto e hipotonia.

avaliar a relação risco-benefício durante a gravidez e a lactação. CONTRA INDICAÇÕES A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de intoxicação alcoólica. Pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa. As crianças. O clordiazepóxido atravessa a placenta. são mais sensíveis aos efeitos sobre o SNC. sonolência grave. deve manter-se o paciente em observação por um período de até 3 horas. Pode ocorrer sonolência. 2001 37 . O uso de antiácidos pode retardar. especialmente em altas doses ou quando administrada de forma rápida. porém não diminuir. balbuciação. São de rara incidência e menos frequentes: confusão.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REACÇÕES ADVERSAS Sinais de superdosagem que requerem atenção médica: confusão contínua. antecedentes de abuso ou dependência de drogas. portanto. pode aumentar o risco da hipotensão ou depressão respiratória. convulsões. agitação. debilitados ou crianças com disfunção renal ou hepática devem receber uma dose inicial reduzida. a absorção de clordiazepóxido. PRECAUÇÔES Os pacientes de idade avançada. pois pode haver diminuição da eliminação das benzodiazepinas. coma ou choque. bradicardia. A cetamina. náuseas ou vómitos e tremores. dificuldades de alimentação e perda de peso. já que pode provocar sedação no recémnascido. glaucoma de ângulo 3º CLE – OUT. INTERACÇÕES Os medicamentos que produzem depressão do SNC podem aumentar esse efeito do clordiazepóxido. Após a administração parenteral. Os sintomas de privação são mais comuns em pacientes que tenham recebido doses excessivas durante um período prolongado. torpeza e instabilidade. principalmente as menores. tonturas e debilidade grave. devendo-se. A cimetidina pode inibir o metabolismo hepático e provocar um aumento nas concentrações plasmáticas. Evitar o consumo de álcool e de outros depressores do SNC. Em neonatos pode ocorrer depressão prolongada do SNC devido à incapacidade para biotransformar as benzodiazepinas em metabólitos.

disfunção renal. Ansiedade associada com depressão mental. mediador da inibição no nível pré-sináptico e pós-sináptico em todas as regiões do SNC. cambaleios e debilidade grave. após interagir com um receptor específico da membrana neuronal. hipotensão. hipercinesia. LORAZEPAM LORIUM LORAX MESMERIN LORENIM O Lorazepam actua. Insónia por ansiedade ou situação passageira de stress. sonolência grave. agitação. Embora seu mecanismo exacto de acção não seja conhecido. após a administração oral. Sua união às proteínas é alta. São sinais de superdosagem que requerem atenção médica: confusão contínua. disfunção hepática. 2001 38 . como depressor do SNC em todos os seus níveis. ao que parece. potencializa ou facilita a acção inibidora do neurotransmissor ácido gamaaminobutírico (GABA). 3º CLE – OUT. debilidade muscular. A administração parenteral pode ocasionar apnéia. O lorazepam tem semi-vida de curta a intermediária e o início da acção. Sintomas de supressão alcoólica aguda. evidencia-se entre 15 e 45 minutos. REACÇÕES ADVERSAS Os pacientes geriátricos e debilitados.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML fechado. Indicações Distúrbios por ansiedade. depressão mental grave. São de incidência mais frequente: torpor ou instabilidade. Raramente se observam: confusão (por intolerância). cansaço ou debilidade não habituais. bradicardia ou paragem cardíaca. geralmente. porfiria. dependendo da dose. sonolência. as crianças e os pacientes com doença hepática são mais sensíveis aos efeitos das benzodiazepinas no SNC. visão turva ou outros distúrbios de visão. obstipação. metaboliza-se no fígado e é eliminado por via renal. psicose. miastenia grave. hipoalbuminemia. náuseas ou vómitos. É bem absorvido no trato gastrintestinal e após a administração por via IM a absorção é rápida e completa. bradicardia.

A administração IV muito rápida pode produzir apnéia. O uso simultâneo com levodopa pode diminuir os efeitos terapêuticos desta droga. enjoos. durante o período de lactação pode produzir sedação no recém-nascido. a absorção. principalmente se ocorrer sonolência. Ao tratarmos dos ansiolíticos Benzodiazepínicos vimos que a sedação destas drogas está na dependência da dose. Desta forma. bradicardia ou parada cardíaca. glaucoma de ângulo fechado.2. A escopolamina junto com lorazepam parenteral pode aumentar a incidência de sedação. coma ou choque. actualmente. Os Benzodiazepínicos são. porém não diminuir. CONTRA INDICAÇÕES A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de intoxicação alcoólica grave. que atravessa a placenta e pode originar depressão do SNC no neonato. Ter precaução com os idosos. antecedentes de abuso ou dependência de drogas. para mantê-lo ou ainda manifestando um despertar precoce. hipotensão. 2001 39 . disfunção hepática ou renal. depressão mental grave. seja para iniciar o sono. da rapidez de absorção e da potência em miligramas. HIPNÓTICOS Alguns trabalhos mostram que um terço da população adulta sofre de insónia. torpor ou instabilidade. hipoalbuminemia. os Benzodiazepínicos ditos hipnóticos são aqueles possuidores de um 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML PRECAUÇÕES Evitar o consumo de álcool ou de outros depressores do SNC durante o tratamento. Devido ao fato de excretar-se no leite materno. psicose e doença pulmonar obstrutiva crónica grave. uma vez. a administração prévia de lorazepam pode diminuir a dose necessária de um derivado da fentanila para induzir anestesia. INTERACÇÕES O uso de antiácidos pode retardar. A relação risco-benefício deve ser avaliada para administração durante a gravidez. porfiria. dificuldades na alimentação e perda de peso. miastenia grave. alucinação e comportamento irracional. 7. as drogas mais utilizadas como hipnóticos.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML efeito de sedação rápida e semi-vida plasmática curta o suficiente para restringir sua actuação ao período noturno. FLUNITRAZEPAM: Fluzerim. A utilização desta droga deve ser sempre o último recurso para a abordagem da insónia. Os primeiros ciclos têm estágios III e IV longos e fases REM curtas.Estágio (REM). 5 . ambos Benzodiazepínicos. as quais vão aumentando até caracterizar o Estágio IV. 2001 40 . em seguida entra na fase REM. Estando no IV. De modo geral o Estágio REM toma cerca de 20 a 25% do tempo total do sono. Sonebom.Estágio III. o mais profundo. há superficialização para o Estágio II e. nos últimos ciclos ocorre o contrário disso. com a fase REM atingindo até 30 minutos. onde o EEG apresenta ondas lentas do tipo Delta. Nesta fase REM (Rapid Eye Moviment) aparecem movimentos oculares rápidos e atonia da musculatura esquelética. Daí a necessidade de lembrar sempre que a insónia é apenas um sintoma e não uma doença em si e os 3º CLE – OUT. já que o tratamento da causa básica que esteja determinando o prejuízo do sono deve receber atenção prioritária. Nitrazepol. onde sonhamos. A farmacocinética dos hipnóticos é a mesma estudada no tópico dos ansiolíticos. o Estágio II ocupa 50% e os Estágios III e IV ficam. o Estágio I toma 5 a 10%. com 20% do sono total.Estágio I. 4 . no qual aparece fusos de sono e complexos K no EEG. Cada sequência destes 5 estágios formam um ciclo de sono que se repete 4 a 6 vezes por noite. Sonotrat ESTAZOLAM: Noctal ZOLPIDEM: Stilnox ZOPICLONE: Imovane O sono pode ser dividido em 5 estágios: 1 .Estágio IV. 2 . é início do sono ou sonolência. 3 .Está-gio II. É aqui neste estágio onde aparecem os sonhos. Rohypnol FLURAZEPAM: Dalmadorm MIDAZOLAM: Dormire. a fase própria da vigília relaxada onde o EEG mostra o desaparecimento do ritmo Alfa. juntos. Dormonid NITRAZEPAM: Nitrazepam. Ao dormir a pessoa vai passando sucessivamente de estágio em estágio da I até a IV.

Possui uma biodisponibilidade oral de 85% e a sua semi-vida é de 15 ± 5 horas. FLUNITRAZEPAM FLUZERIM ROHYPNOL PROPRIEDADES É uma benzodiazepina fluorada que desenvolve uma acção hipnótica rápida e efectiva.Certificar-se de que o tratamento da causa básica não está a ser suficiente para corrigir a insónia sintomática. ao se fixar em sítios específicos do SNC (receptor GABA-benzodiazepínico) com uma afinidade que está estreitamente relacionada com a potência neurodepressora.Usar como primeira escolha um benzodiazepínico ansiolítico. SUPERDOSAGEM 3º CLE – OUT. Indução da anestesia. 2001 41 . isto é.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Benzodiazepínicos empregados como hipnóticos desempenham um papel coadjuvante no tratamento. Por via oral o seu efeito começa de 15 a 30 minutos após a administração e a duração do sono é de 6 a 8 horas. 2 . Algumas regras para a indicação dos hipnóticos: 1 . muitas vezes suficiente para os objetivos pretendidos. nas noites em que realmente ocorrer insónia. 3 – Avisar o paciente que o uso do benzodiazepínico hipnótico ou ansiolítico deve ser feito apenas "se necessário". As suas qualidades como indutor da anestesia são aproveitadas quando administrado por via intravenosa. O seu mecanismo de acção é devido à facilitação e potenciação do efeito inibitório mediado pelo ácido gama-aminobutírico (GABA). O seu metabólito activo é o dimetilflunitrazepam. INDICAÇÕES Hipnótico.

Durante o tratamento o paciente deve abster-se de operar maquinaria pesada ou conduzir veículos. 2001 42 . PRECAUÇÕES Ingerir o medicamento imediatamente antes de se deitar. ansiedade. INTERACÇÕES Com IMAO. Miastenia gravis. neurolépticos. Administrar com precaução a pacientes com insuficiência hepática ou renal e glaucoma. A cimetidina pode inibir o metabolismo hepático e provocar um atraso na sua eliminação. A lactação deve ser suspensa. 3º CLE – OUT. coma. glaucoma. alucinações. hipotonia muscular e embotamento (hangover) que podem aparecer com doses acima de 4mg. Álcool: sinergismo. Amnésia temporária. As benzodiazepinas podem diminuir os efeitos terapêuticos da levodopa. Os pacientes idosos podem responder de maneira exacerbada ou paradoxal ao flunitrazepam. depressão respiratória e da actividade reflexa. Tratamento: assistência respiratória. anestésicos e analgésicos. gravidez. O flunitrazepam pode intensificar a depressão respiratória. insuficiência respiratória grave. fenotiazinas e outros psicotrópicos. alteração do sono. tranquilizantes. Reacções paradoxais (raras): excitação aguda. Potencializa o efeito de hipno-indutores. Por não existirem provas conclusivas. antidepressivos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Não há antídoto específico. e a rifampicina potenciar a eliminação do flunitrazepam. confusão mental. tratamento sintomático e reidratação. Aparecem sonolência. recomenda-se não utilizar em mulheres grávidas a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. amnésia anterógrada após a injecção. Por via parenteral produz uma leve diminuição da pressão arterial. Não consumir álcool. REACÇÕES ADVERSAS Fadiga. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade às benzodiazepinas.

diminuição da sua eficácia.3 horas e sua metabolização hepática origina metabólitos activos como o desalquilflurazepam (semivida entre 30 e 200 horas) e o N-1-hidroxietilflurazepam (semi-vida de 2 a 4 horas). Estudos em laboratório do sono com duração de um mês não demonstraram. A sua semi-vida é de 2. só é encontrado durante poucas horas após a administração. A sua semi-vida de eliminação é de aproximadamente uma hora e o seu volume de distribuição de 1. O flurazepam é rápida e quase totalmente absorvido ao nível do trato gastrintestinal sendo rapidamente metabolizado. o Flurazepam prolonga a duração do sono. diminui o tempo de adormecimento assim como a frequência de despertares noturnos. Insónia de diferentes tipos e intensidade. O outro metabólito activo. mantendo-o sem interrupções por períodos de 7 a 8 horas. O metabólito activo hidroxietilflurazepam. 3º CLE – OUT. No homem. Flurazepam inibe. em compensação. A eliminação renal é lenta. Após interrupção do tratamento não se tem observado efeito rebote da fase de sono REM.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML FLURAZEPAM DALMADORM Tratamento da insónia a curto prazo. mesmo nos casos de administração contínua do Flurazepam. N desalquilflurazepam apresenta semi-vida de eliminação de 40-100 horas sendo o seu volume de distribuição de 0. Após administração da dose oral de 30 mg de flurazepam só se encontra no soro traços de substância inalterada. INDICAÇÕES Dose oral de 30 mg de flurazepam quase não diminui a fase do sono REM. Dificuldade para conciliar o sono. em animais. 2001 43 . uma diminuição do estágio IV do sono. Os seus metabólitos são eliminados principalmente pela urina. despertares noturnos frequentes e/ou matutinos muito cedo. O seu equilíbrio cinético plasmático é alcançado em 7-10 dias. O seu efeito evidenciase por redução significativa do tempo de latência para conciliar o sono. a resposta tensional devido a estimulação eléctrica do hipotálamo e eleva o limiar da excitação.41 litros/kg. PROPRIEDADES Pertence quimicamente ao grupo dos benzodiazepínicos.4 litros/kg. Tem se observado.

sensação de enjoo. depressão mental. dor de cabeça. Recomenda-se imediata lavagem gástrica e tratamento sintomático. boca seca. visão turva. Raramente observam-se confusão. 2001 44 . irritabilidade. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade ao flurazepam ou a outros benzodiazepínicos. diarréia. 3º CLE – OUT. SUPERDOSE Sonolência. Em casos de administração diária contínua durante 7 a 10 dias obtém se uma curva em "plateau" (steady state) cujo nível é aproximadamente cinco vezes mais elevado do que o da concentração obtida 24 horas após uma administração isolada. Pacientes com glaucoma de ângulo fechado.). Não consumir álcool nem outros depressores do SNC durante o tratamento. confusão e enjoos. Não utilizar durante a gravidez (risco de teratogenia) e o aleitamento. obstipação. PRECAUÇÕES Evitar funções onde a falta de atenção aumenta o risco de acidentes (operar máquinas pesadas. O seu uso prolongado pode levar a dependência física e psíquica.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Quanto maior a idade do indivíduo maior será o tempo de eliminação da substância. REACÇÕES ADVERSAS Pode provocar sonolência diurna. náuseas e vómitos. em especial os depressores do SNC que levam a dependência (aumentam o risco de dependência). O flurazepam atravessa a placenta e atua sobre o SNC do feto. INTERACÇÕES Fármacos que causam sinergismo. dirigir automóveis etc. Ocorrência da síndrome de abstinência por suspensão abrupta do fármaco. câimbras.

eficácia constante e facilidade posológica. Midazolam foi administrado por um período de até 150 dias. Em alguns casos. Após a ingestão de Midazolam. o tempo que decorre entre a ingestão de Midazolam e o adormecimento é menor do que 20 minutos. Ensaios clínicos controlados e testes em laboratório do sono mostraram que Midazolam diminui o tempo necessário para adormecer e prolonga a duração do sono. a absorção de seu princípio activo (Midazolam) é extremamente rápida e completa. Após a dose recomendada e a duração adequada de sono. sem que tenham sido observados sinais de tolerância ou. mesmo em doses maiores do que 100 vezes às recomendadas para o tratamento.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML MIDAZOLAM DORMIRE DORMONID Hipnótico. anticonvulsivante. cuja semi-vida de eliminação é mais curta do que a do Midazolam. Midazolam é um agente indutor do sono. Os metabólitos formados sofrem rápida conjugação com o ácido glicurônico e são eliminados como glicuronídeos. 30-50% do princípio activo já são metabolizados no decorrer da primeira passagem através do fígado. ansiolítica e miorrelaxante. 3º CLE – OUT. caracterizado pelo rápido início de acção. não foi observado prejuízo no desempenho ou na capacidade de reacção. teratogênicos ou mutagênicos. por via renal. O principal metabólito farmacologicamente activo é o alfa hidroxi Midazolam. Mesmo após administração prolongada. ansiolítico. Cerca de 95% de Midazolam ligam-se às proteínas plasmáticas. o perfil farmacocinético e o metabolismo permanecem constantes. Midazolam é rápida e completamente metabolizado. com tempos de semi-vida de 10 minutos (fase de distribuição) e de 1½ e 2½ horas (fase de eliminação). As investigações toxicológicas demonstraram a ampla margem de segurança terapêutica. miorrelaxante. breve permanência no organismo. Os despertares noturnos são reduzidos e a qualidade do sono é melhorada. A concentração plasmática decresce em duas fases. Midazolam também possui propriedades anticonvulsivante. sem interferir quantitativamente no sono REM. não ocorre acúmulo do princípio activo. Em geral. 2001 45 . Não existem relatos de efeitos embriotóxicos.

de acção relativamente curta. citoscopia. movimentos descontrolados do corpo. vómitos. sonolência prolongada. incluindo o LCR e o cérebro.A curta duração de acção deve-se a seu rápido metabolismo e velocidade de eliminação. podem produzir-se variações da pressão arterial e bradicardia. cateterismo cardíaco). A biodisponibilidade absoluta média após a administração IM é maior que 90%. as quais podem persistir durante períodos variáveis. O Midazolam interfere na recaptação do GABA. depressora do SNC. Excreta-se por via renal. 2001 46 . irritabilidade. A sua união é mediada pelo neurotransmissor inibitório ácido gama-aminobutírico (GABA). INDICAÇÕES Sedação pré-cirúrgica ou prévia a procedimentos diagnósticos curtos (broncoscopia. gastroscopia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML PROPRIEDADES Derivado de 1.4 benzodiazepina. Acredita-se que há receptores diferentes para as benzodiazepinas e para o GABA. Adicionalmente. metabólitos que podem ter certa actividade farmacológica. Podem ocorrer alterações psicomotoras após a sedação ou anestesia com Midazolam. O efeito hipnótico do Midazolam parece estar relacionado com o acúmulo do GABA e a ocupação do receptor das benzodiazepinas. Distribui-se no organismo. hipotensão. da via de administração e da união simultânea com outros fármacos. alucinações. Requerem atenção médica: tremor muscular. confusão. coadjuvante da anestesia geral. acoplados a um canal ionóforo comum. com aumento de sua actividade. a ocupação de ambos os receptores produz hiperpolarização da membrana e inibição neuronial. A sua união a proteínas é muito elevada (97%). O Midazolam tem uma afinidade relativamente alta (duas vezes a do diazepam) pelo receptor de benzodiazepinas. REACÇÕES ADVERSAS As reacções mais frequentes incluem uma diminuição do volume corrente ou da frequência respiratória e apnéia. PRECAUÇÕES 3º CLE – OUT. Os seus efeitos dependem da dose administrada. Metaboliza-se com rapidez a 1-hidroximetil Midazolam e 4i-hidroxiMidazolam. excitação. razão pela qual produz acúmulo deste.

disfunção hepática. insuficiência renal crónica. Ter precaução ao conduzir ou realizar tarefas que requeiram coordenação e atenção. O pico plasmático aparece em indivíduos sadios em aproximadamente duas horas (faixa de 0.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Não é recomendado para induzir anestesia prévia a uma cesariana. dissulfiram e isoniazida.0 horas) e a faixa de semi-vida de eliminação estimada para o estazolam vai de 10 a 24 horas. O clearance é acelerado em fumantes. porque pode produzir efeitos colaterais depressores sobre o SNC do neonato. ESTAZOLAM PROPRIEDADES É uma triazolobenzodiazepina útil como hipnótico por via oral. Em pacientes geriátricos não pré-medicados. a dose IV deve ser reduzida de 25% a 30%. miastenia grave e na gravidez. 93% do fármaco liga-se a proteínas plasmáticas. Os inibidores da MAO. O uso simultâneo de medicamentos que produzem depressão do SNC pode aumentar a depressão respiratória e os efeitos hipotensores destes e do Midazolam . coma. choque. 2001 47 . Os efeitos hipotensores dos fármacos que provocam hipotensão são potencializados. A sua farmacocinética está submetida a grandes variações interindividuais e responde a uma cinética linear. CONTRA-INDICAÇÕES A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de intoxicação etílica aguda.5 a 6. insuficiência cardíaca congestiva. Evitar a ingestão de álcool e o uso de outros depressores do SNC no prazo de 24h após receber o Midazolam . INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. podem diminuir o metabolismo e a eliminação do Midazolam no fígado. INTERACÇÕES Os anestésicos de acção local por via parenteral podem originar efeitos depressores aditivos. glaucoma de ângulo fechado e agudo.

REACÇÕES ADVERSAS Sonolência. Podem ocorrer amnésia e reacções paradoxais (agitação. falhas na coordenação e coma. tonturas e instabilidade. pode ser potenciada por anticonvulsivantes. vómitos. dirigir ou realizar outras actividades perigosas que requeiram alerta mental total. INTERACÇÕES A acção dos fármacos tipo benzodiazepinas. inibidores da monoamino oxidase. 2001 48 . narcóticos. SUPERDOSAGEM Pode provocar sonolência. CONTRA-INDICAÇÕES Gravidez: pode ocorrer dano fetal e malformação com a administração de fármacos tipo benzodiazepina. barbitúricos. administrado nas últimas semanas de gravidez. insónia e. Os sinais vitais devem ser monitorizados e devem-se administrar líquidos para manter a pressão sanguínea e estimular a diurese. Evitar administrar a mulheres jovens que possam ficar grávidas ou que amamentam. uma síndrome que pode incluir cãimbras abdominais e musculares. como o estazolam. Para seu tratamento induzir o vómito e lavagem gástrica imediata. anti-histamínicos. sudorese. cefaléia. insuficiência respiratória severa.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Insónia de diferentes etiologias e intensidade. fenotiazinas. O estazolam pode provocar dependência. provoca dependência. vertigem. em casos mais graves. boca seca. O estazolam. álcool. 3º CLE – OUT. tremores e convulsões. desorientação matinal. depressão respiratória. A manutenção da ventilação é essencial. confusão. por isso com a retirada abrupta do fármaco podem ocorrer sintomas característicos como disforia moderada. hipocinesia. Hipersensibilidade ao fármaco. PRECAUÇÕES Não operar máquinas pesadas. excitação). Miastenia grave. psicotrópicos e qualquer outro que provoque depressão do sistema nervoso central. astenia.

em animais) e o N-desmetil (farmacologicamente inactivo em animais). 3º CLE – OUT. após a administração de 3. Entre os metabólitos.75 mg. 7. 30. a partir do compartimento vascular. pois. os 2 principais são os derivados N-óxido (farmacologicamente activo. REACÇÕES ADVERSAS Foram observados. sob a forma de metabólitos livres (derivados N-óxido e N-desmetil) e pelas fezes em aproximadamente em 16%. além de mantê-lo dentro dos padrões normais durante a noite (melhora a qualidade de sono). sensação de boca amarga e/ou secura do boca. aproximadamente. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade conhecida aos zopiclone. 60 e 115 ng/ml.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML ZOPICLONE IMOVANE O zopiclone está indicado em todos os tipos de insónia. Há pouco risco de interacção medicamentosa devido às ligações protéicas.5 mg e 15 mg respectivamente. se assemelha às benzodiazepinas. tais como: sonolência matinal residual. PROPRIEDADES O zopiclone pertence a um novo grupo químico. atingindo níveis de. É um hipnótico que rapidamente induz o sono. mas que. alguns efeitos desagradáveis. Cerca de 80% do produto é eliminado por via urinária. insuficiência respiratória severa. tendo sido demonstrado sua actividade como hipnótico. O zopiclone possui uma semi-vida de eliminação curta. A ligação de zopiclone às proteínas plasmáticas é fraca (cerca de 45%) e não saturável. acúmulo do produto e dos seus metabólitos. A distribuição do produto é muito rápida. sendo rapidamente excretado. crianças menores de 15 anos. Não há acúmulo após administrações repetidas. hipotonia muscular. farmacologicamente. A absorção de zopiclone é rápida. não havendo. 2001 49 . o das ciclopirrolonas. A semi-vida de eliminação está em torno de 5 horas. As concentrações máximas são obtidas em torno de 1 hora e meia a 2 horas. de acordo com a dose e a sensibilidade individual do paciente. amnésia anterógrada.

Os pacientes que conduzem veículos ou utilizam-se de máquinas potencialmente perigosas devem tomar cuidados especiais devido ao risco de sonolência residual no dia seguinte à ingestão do medicamento. A mesma atenção deve ser dada a pacientes portadores de insuficiência hepática severa e/ou insuficiência renal. a administração de Zopiclone deve ser feita sob cuidadosa vigilância médica. ZOLPIDEM STILNOX O Zolpidem está indicado nos casos de insónia (ocasional. como irritabilidade. outros medicamentos depressores do SNC (em particular. excepcionalmente. os neurolépticos). síndrome de confusão onírico (própria dos sonhos). cefaléia. A retirada abrupta do medicamento após tratamento prolongado. PRECAUÇÕES 3º CLE – OUT. também está desaconselhado no período de lactação. em alguns pacientes. é recomendável adaptar-se a posologia. pois o zopiclone é excretado no leite materno. transitória). pode acarretar a possibilidade de incidentes menores. ansiedade. agressividade. mialgias. na vigência do tratamento com Zopiclone. tremores.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML sensação de embriaguez. pode-se observar reacções paradoxais como irritabilidade. de incidentes maiores (geralmente precedidos de sintomas menores) como convulsões e estado de mal mioclônico com síndrome confusional. devido à possível acentuação da fatigabilidade muscular. 2001 50 . sub-excitação. insónia e pesadelos. astenia. Em pacientes com miastenia. está formalmente desaconselhada. PRECAUÇÕES Apesar de não terem sido encontradas reacções embriotóxicas ou teratogênicas nos estudos realizados com animais. A ingestão de bebidas alcoólicas ou outras drogas depressoras do SNC. náuseas e vómitos e. INTERACÇÕES O Zopiclone apresenta sinergismo com: os depressores neuromusculares (miorelaxantes). Em caso de insuficiência respiratória moderada. Zopiclone não deve ser administrado a mulheres grávidas.

usado isoladamente. Qualquer persistência de distúrbios do sono após um período de 6 semanas deve ser objeto de investigações adicionais. em particular quando o sono é interrompido (despertar precoce devido a um factor externo) ou quando o acto de recolher-se é retardado após a toma do produto. hipnóticos). todavia. o uso do zolpidem em pacientes com insuficiência respiratória severa deve ser realizado com cautela. 3º CLE – OUT. 2001 51 . associação com outros fármacos (psicotrópicos. associação com álcool. Os estudos disponíveis até o momento não indicam a existência de insónia de rebote sob condições normais de uso. 2 a 3 semanas em caso de insónia. o fármaco não se constitui em tratamento para a depressão ou ansiedade. Lactação: embora o zolpidem passe para o leite materno somente em pequena quantidade. Os factores listados a seguir podem favorecer o aparecimento de dependência: duração do tratamento. Estudos de farmacologia humana e animal não demonstraram quaisquer efeitos sobre os centros respiratórios. antecedentes de outras dependências. Em presença de insuficiência hepática. O consumo de bebidas alcoólicas é rigorosamente desaconselhado durante o tratamento com zolpidem. Gravidez: embora estudos em modelos animais não tenham evidenciado efeitos teratogênicos ou embriotóxicos. como uma medida de precaução necessária para qualquer novo fármaco.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A duração do tratamento deve ser definida em função da indicação e informada ao paciente: 2 a 5 dias em caso de insónia ocasional (ex. o uso do produto não deve ser realizado durante a lactação. ansiolíticos. pode ser necessária uma redução na dosagem. O zolpidem actua principalmente sobre os distúrbios do sono. aumentando a possibilidade de dependência farmacológica. A associação com benzodiazepinas é desnecessária e arriscada. o emprego do zolpidem só deve ser efectuado sob rigorosa vigilância médica. o uso do zolpidem não deve ser efectuado durante a gravidez. dose administrada. em função de um possível aumento na fadiga muscular. medicamentosas ou não. podendo mascarar os seus sintomas (um estado depressivo pode justificar uma terapia antidepressiva). Embora estudos clínicos efectuados com doses terapêuticas não tenham evidenciado quaisquer alterações nos processos cognitivos. qualquer que seja a indicação (ansiolítica ou hipnótica). Em pacientes com miastenia. a possibilidade de amnésia anterograda dose-relacionada não pode ser excluída.: durante uma viagem). Pacientes que dirigem ou operam máquinas devem ser alertados sobre a possibilidade de risco de sonolência com o uso do produto.

aproximadamente. a eletroconvulsoterapia.3. Em 1930 surge o primeiro tratamento biológico para essa psicose. anti-histamínicos. Através desse tratamento foi possível alcançar pouco mais de 30% de resposta terapêutica. aumentando o risco na condução de veículos ou na operação de máquinas. Antipsicóticos Típicos (Incisivos) FLUFENAZINA: Ana tensol. alguns antidepressivos. O álcool promove uma intensificação no efeito sedativo com reflexo sobre a vigilância. São substâncias químicas sintéticas. neurolépticos. clonidina e substâncias relacionadas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES Deve ser evitada a ingestão concomitante de bebidas alcoólicas ou de medicamentos contendo álcool. O aumento na depressão central pode ter consequências importantes. como é o caso da excitação e da agitação. 2001 52 . capazes de actuar selectivamente em células nervosas que regulam os processos no homem e a conduta em animais. sedativos H1. Mas foi somente nas décadas de 50 e 60 que chegam os primeiros 3º CLE – OUT. Flufenan HALOPERIDOL: Haldol PENFLURIDOL: Semap PIMOZIDA: Orap PIPOTIAZINA: Piportil ZUCLOPENTIXOL: Clopixol Os antipsicóticos ou neurolépticos são medicamentos inibidores das funções psicomotoras. Paralelamente eles atenuam também os distúrbios neuropsíquicos ditos psicóticos. tais como os delírios e as alucinações. barbituratos. apresentavam algum tipo de melhora. benzodiazepinas. 7. Entre 1910 e 1920 praticamente não havia terapêutica para a esquizofrenia e que somente 20% dos pacientes. particularmente na condução de veículos ou operações de máquinas. Associações a serem monitorizadas cuidadosamente: com outros depressores do sistema nervoso central: derivados morfínicos (analgésicos e antitussígenos).

a desorganização do pensamento. ou de 2ª geração. p. ex. etc. Ao contrário dos sedativos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML antipsicóticos. tais como tremores. Fenotiazina. Os neurolépticos atípicos. Eles também produzem efeitos colaterais denominados extrapiramidais. os incisivos têm baixa capacidade de sedação mas uma melhor actuação naquilo que se chama sintomas produtivos das psicoses (delírios e alucinações). ora cumprindo um objetivo. denominados clássicos ou convencionais. São os antipsicóticos recentemente introduzidos no mercado que não se classificam nem como Fenotiazínicos. como Butirofenonas e nem como Ortopramidas. a quetiapina em 1997 e a ziprasidona no ano 2000. enquanto os sedativos têm melhor aplicação nos casos de agitação psicomotora. rigidez muscular. considerado o primeiro antipsicótico de segunda geração (ou atípico) foi descoberta em 1970 mas. ora cumprindo um objectivo. 3º CLE – OUT. Os antipsicóticos. a olanzapina em 1996. devido ao problema da agranulocitose. Logo. como os delírios. que trouxeram uma nova perspectiva para o tratamento da doença. Flufenazina. as alucinações. 2001 53 . aumentando significativamente as chances de pacientes com esquizofrenia se ressocializarem e deixarem os manicômios. outros antipsicóticos de segunda geração entram no mercado. A clorpromazina foi descoberta em 1957 e o haloperidol em 1959.) cujo efeito principal e a remoção de delírios e alucinações. Os neurolépticos atípicos não podem ser classificados de sedativos ou incisivos tendo em vista a diversidade de acção. chamados então de primeira geração. ora outro. Em 1990 surgem os antipsicóticos de segunda geração. não podem ser classificados de sedativos ou incisivos tendo em vista a diversidade de acção. A risperidona foi lançada em 1994. são eficazes principalmente no controle de sintomas chamados positivos. A clozapina (Leponex®). Dos neurolépticos incisivos fazem parte o Haloperidol. Penfluridol. para alívio dos milhões de esquizofrênicos. ora outro. ao contrário dos neurolépticos incisivos (como o Haloperidol. Com esses medicamentos foi possível alcançar mais de 60% de melhora. aparece no mercado somente em 1988. Os neurolépticos sedativos são os anti-psicóticos cujo principal efeito é a sedação. hoje conhecidos como "convencionais".

ex. como apresentações farmacológicas. mantendo-se o nível plasmático em torno de um mesmo valor. alem de bloquear a dopamina. Existem também. O seu uso contínuo resulta num acúmulo progressivo. Assim. Neste momento ocorre o equilíbrio dinâmico ou estabilidade. Logo após a absorção pela parede intestinal os antipsicóticos têm sua primeira passagem pelo fígado. 2001 54 . Trata-se de uma situação onde a quantidade absorvida seja igual à excretada. Outra conseqüência desta meia vida longa é o fato de demorar aproximadamente cinco dias para se instalar o estado estável da droga no organismo. tendo facilitado sua absorção e sua penetração no Sistema Nervoso Central. metabolização hepática. Eles produzem menos efeitos colaterais extrapiramidais do que os antipsicóticos clássicos. Esta metabolização é mais intensa para algumas drogas deste grupo. Os novos antipsicóticos. risperidona. pelo facto de os seus metabólitos também serem activos. Os neurolépticos ou antipsicóticos são drogas lipossolúveis e. clozapina. com isso.. portanto. como a pobreza de pensamento. como é o caso do Haloperidol e o Pimozide. Os antipsicóticos demoram até algumas semanas para fazer efeito e melhorar o paciente. o embotamento afetivo e a falta de motivação.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A partir dos anos 90 uma nova geração de antipsicóticos (p. têm meia vida mais curta mas. os chamados Neurolépticos de Ação Prolongada (NAP). alguns deles. Esses novos antipsicóticos agem não apenas nos sintomas positivos. olanzapina) vem sendo desenvolvida. entre 20 e 40 horas. chamado de Equilíbrio Plasmático. para a obtenção do melhor efeito terapêutico com uma determinada dose do neuroléptico deve-se aguardar este estado estável. especialmente a serotonina. como por exemplo a Clorpromazina e a Flufenazina e menos intensa para outras. MECANISMO DE ACÇÃO 3º CLE – OUT. como a Clorpromazina. até que o nível plasmático se estabilize. bloqueiam também outros neurotransmissores cerebrais. A grande maioria dos antipsicóticos possui meia vida longa. Existem numerosos antipsicóticos disponíveis no mercado. mas também nos sintomas chamados negativos. além da forma de comprimidos são apresentados como injeção de longa duração (depot) para ser aplicada com intervalo de semanas. administrados semanalmente ou até mensalmente. Alguns.

As primeiras suspeitas de que este era o sítio da actuação terapêutica surgiram pela observação da semelhança sintomatológica entre determinadas patologias dos lobos frontais e temporais com a esquizofrenia. colinérgicos e histaminérgicos. Estes antipsicóticos tradicionais. além dos dopaminérgicos. A actividade terapêutica dos antipsicóticos parece estar relacionada. Na via nigro-estriatal está concentrada a maior parte da dopamina cerebral e. além da notável importância do sistema límbico nas emoções e na memória. como este sistema está envolvido na regulação da actividade motora. actuando predominantemente nos sintomas chamados produtivos ou positivos (alucinações e delírios) e. Os receptores dopaminérgicos mais conhecidos pela neurofisiologia são o D1 e o D2 (pós-sinápticos). principalmente.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Apesar dos neurolépticos tradicionais bloquearem receptores adrenérgicos. A via mesocortical tem as suas terminações sinápticas localizadas no córtex frontal. todos eles têm em comum a acção farmacológica de bloquearem os receptores dopaminérgicos. além dos receptores localizados no corpo do neurónio dopamínico e no terminal pré-sináptico. As vias mesolímbicas e mesocorticais confundem-se anatomicamente e ambas se originam no segmento ventral do mesencéfalo. em grau muito menos nos chamados sintomas negativos (apatia. são as envolvidas nos efeitos terapêuticos dos antipsicóticos. O bloqueio dos outros receptores. a interferência dos 3º CLE – OUT. mesolímbicas e mesocorticais. núcleo acumbens. com o bloqueio da dopamina nos receptores pós-sinápticos do tipo D2. A via mesolímbica inerva diversos núcleos subcorticais do Sistema Límbico: amígdala. Duas vias. tais como a Clorpromazina e o Haloperidol são eficazes em mais de 80% dos pacientes com esquizofrenia. estaria relacionado aos efeitos colaterais. 2001 55 . É em relação a estes últimos que os estudos têm demonstrado os efeitos clínicos dos neurolépticos. na parte anterior do giro do cíngulo e no córtex temporal medial. juntamente com um envolvimento pouco esclarecidos dos receptores 5HT2 e um balanço entre esses receptores com os receptores D2. tubérculo olfatório e o septo lateral. Actualmente as hipóteses mais aceites como sendo etiologicamente relacionadas para a esquizofrenia falam de uma combinação de hiperfunção dopamínica e hipofunção dos glutamatos no sistema neuronal. embotamento e desinteresse). serotoninérgicos.

O tratamento com anticolinérgicos (antiparkinsonianos) é eficaz 3º CLE – OUT. boca. uma libertação de sintomas extra-piramidais. o bloqueio dos receptores dopaminérgicos provocará uma supremacia da actividade colinérgica e. língua e às vezes um tipo de opistótono com crises oculógiras. entre outros efeitos. Desta forma. Clinicamente há um tremor de extremidades. consequentemente.REAÇÃO DISTÔNICA AGUDA Ocorre com freqüência nas primeiras 48 horas de uso de antipsicóticos. Deve-se fazer diagnóstico diferencial com a crise convulsiva parcial. hipercinesia e fácies inexpressiva. por aumentar a libertação secundária de prolactina. efeitos colaterais comuns aos neurolépticos tradicionais. O tratamento com anticolinérgicos injetáveis (Prometazina ou Biperideno) é eficaz em poucos minutos para este quadro agudo. sedação e tontura. 2001 56 . 2 . Clinicamente observa-se movimentos espasmódicos da musculatura do pescoço. com origem no Sistema Nervoso Central.PARKINSONISMO MEDICAMENTOSO Geralmente acontece após a primeira semana de uso dos antipsicóticos. podem ser divididos em cinco tipos: 1 . A dopamina libertada próxima aos capilares da circulação porto-hipofisária chega à hipófise anterior e acaba. EFEITOS COLATERAIS Dos efeitos colaterais provocados pelos neurolépticos o mais estudado é a Impregnação Neuroléptica ou Síndrome Extrapiramidal. A hipotensão. É o resultado da interferência medicamentosa na via nigro-estriatal. Mais um efeito colateral indesejável. normalmente acontecem devido à capacidade desses medicamentos bloquearem também os receptores alfa-adrenérgicos. A via túbero-infundibular é constituída de neurónios com o corpo celular no hipotálamo e cujos axônios terminam na eminência média da hipófise. hipertonia e rigidez muscular. A via nigro-estriatal vai da substância negra do mesencéfalo até o corpo estriado (núcleos caudato e putâmem). onde parece haver um balanço entre as atividades dopaminérgicas e colinérgicas. tétano e histeria.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML antipsicóticos no seu funcionamento é a responsável pelos adversos efeitos extrapiramidais (parkinsonismo). Estes efeitos colaterais.

Ora. Com freqüência é necessário a diminuição da dose ou mudança para outro tipo de antipsicótico. 4 . Esse facto favorece uma possível redução progressiva na dose do anticolinérgico que comummente associamos ao antipsicótico no início do tratamento. Estabelecendo-se um plano de tratamento para a esquizofrenia. sabendo antecipadamente da cronicidade desse tratamento e. principalmente da musculatura oro-língua-facial. 3 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Para prevenir o aparecimento desses desagradáveis efeitos colaterais utiliza-se a Prometazina ou Biperideno por via oral. O paciente assume uma postura típica de levantar-se a cada instante. pode haver o desaparecimento de tais problemas após 3 meses de utilização do neuroléptico. A Acatisia não responde bem aos anticolinérgicos ou ansiolíticos e o clínico é obrigado a decidir entre a manutenção do tratamento antipsicótico com aquelas doses e o desconforto da sintomatologia da Acatisia. 2001 57 . Quando isso acontece normalmente pode-se recorrer aos Antipsicóticos Atípicos. 3º CLE – OUT. Clinicamente é caracterizada por movimentos involuntários. acompanhados de movimentos sincrônicos da mandíbula.DISCINESIA TARDIA Como o próprio nome diz. andar de um lado para outro e. ocorrendo protrusão da língua com movimentos de varredura látero-lateral. será quase certa a ocorrência desses efeitos colaterais. Alguns autores preferem utilizar os antiparkinsonianos apenas depois de constatados os efeitos extra-piramidais. a discinesia tardia aparece após o uso crônico de antipsicóticos (geralmente após 2 anos). não para de mexer as pernas.ACATISIA Ocorre geralmente após o terceiro dia de uso da medicação. principalmente. se as doses a serem empregadas tiverem que ser um pouco mais incisivas. será sempre desejável que tenha um bom relacionamento com eles. O tronco. como é o caso dos efeitos extra-piramidais. quando compelido a permanecer sentado. Muitas vezes. os ombros e os membros também podem apresentar movimentos discinéticos. nenhum paciente aceitará como benvindo um medicamento capaz de fazê-lo sentir-se mal. como se houvesse uma espécie de tolerância ao seu uso. Já que o paciente deverá utilizar esses neurolépticos por muito tempo. desejo incontrolável de movimentar-se e sensação interna de tensão. Clinicamente é caracterizado por inquietação psicomotora.

um aumento do intervalo PR. 3 . 2 . em outras efeitos anticolinérgicos. mais raramente. são observados reflexos da sua utilização ao nível sistêmico. 5 .ENDOCRINOLÓGICOS 3º CLE – OUT. É o caso da secura da boca e da pele. Além dos efeitos adversos dos neurolépticos tradicionais sobre o Sistema Nervoso Central. Clinicamente observa-se um grave distúrbio extra-piramidal acompanhado por intensa hipertermia (de origem central) e distúrbios autonômicos. diminuição do segmento ST e achatamento de onda T. nos casos com comprometimento vascular prévio. em algumas situações podemos encontrar efeitos colinérgicos. decorre do bloqueio alfa-adrenérgico proporcionado por essas drogas. É uma reacção adversa dependente mais do agente agredido que do agente agressor. obstipação. como nas arterioscleroses. aumentando-se a dose anteriormente utilizada. Das alterações cardiovasculares a mais comum é a hipotensão (postural ou não) a qual. São seis as principais ocorrências: 1 . Na maioria das vezes a hipotensão desencadeada pela utilização de neurolépticos tradicionais proporciona apenas um certo incomodo ao paciente. poderá precipitar um acidente vascular cerebral isquêmico.SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALIGNA Trata-se de uma forma raríssima de toxicidade provocada pelo antipsicótico. Estas alterações são benignas e não costumam ter significado clínico.EFEITOS AUTONÔMICOS Por serem drogas que desequilibram o sistema dopamina-acetilcolina. Leva a óbito numa proporção de 20 a 30% dos casos. 2001 58 . dificuldade de acomodação visual e. embora em alguns casos possa ser suprimida com a readministração do antipsicótico ou.CARDIOVASCULARES Alguns neurolépticos podem produzir alterações eletrocardiográficas. paradoxalmente. tal como uma espécie de hipersensibilidade à droga. como por exemplo.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A Discinesia Tardia não responde a nenhum tratamento conhecido. retenção urinária. entretanto. isquemia miocárdica aguda ou traumatismos por quedas.

menos frequente. Antipsicóticos "típicos" ou clássicos são aquelas medicações que tendem a produzir sintomas extrapiramidais (EPS). 4 . como delírios e alucinações. porém. ainda não há consenso conclusivo sobre isso. duas síndromes oftálmicas podem ser descritas com a utilização dos antipsicóticos tradicionais. Estes agentes têm sido as principais drogas na farmacoterapia da esquizofrenia por mais de um quarto de século. Já nos sintomas negativos. os neurolépticos tradicionais podem ter boa acção anti-emética. A primeira. com a Clorpromazina em altas doses. Os sintomas que respondem melhor aos antipsicóticos típicos são os chamados sintomas positivos. 2001 59 . determina uma retinopatia pigmentosa. como consequência dos efeitos anticolinérgicos. podem ser acentuados com seu uso. galactorréia e ginecomastia.DERMATOLÓGICOS Com uma incidência de 5 a 10% podemos encontrar o aparecimento de um rash cutâneo. A maioria dos autores divide o tratamento farmacológico da esquizofrenia em duas fases: aguda e manutenção ou profilática. 6 . esse antipsicóticos tradicionais podem produzir amenorréia e. A segunda. Embora incomum. foto-sensibilização e aumento da pigmentação nos pacientes em uso de Clorpromazina. Há também referências de alterações nas hormonas gonadotróficas e do crescimento. além de não responderem tão bem. A obstipação e boca seca também podem ser observados durante o tratamento. Todos esses efeitos são decorrentes das alterações na síntese de prolactina (hiperprolactinemia). 5 .GASTRINTESTINAIS Tendo em vista a acção nos mecanismos da acetilcolina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A acção dos neurolépticos no sistema túbero-infundibular repercute na hipófise anterior produzindo distúrbios hormonais. é consequência do depósito de pigmentos no cristalino. com o uso de altas doses de Tioridazina. 3º CLE – OUT.OFTALMOLÓGICOS Embora raras.

A maioria das pessoas com esquizofrenia necessitará de cuidados médicos e medicação para o resto da sua vida. Os familiares devem estar atentos a mudanças subtis que possam ocorrer. Algumas pessoas. podem ter uma recaída dos sintomas psicóticos. Manutenção Esquizofrenia é uma doença que dura a vida toda. As medicações antipsicóticas não curam a esquizofrenia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Aguda Envolve a tentativa de aliviar os sinais e sintomas associados como delírios. mesmo tomando a medicação regularmente. INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. se o paciente deixar de tomar a medicação pode sofrer uma recaída. alucinações. Também produz um bloqueio alfa-adrenérgico e deprime a libertação de hormonas hipotalâmicas e hipofisárias. alterações formais do pensamento e do comportamento. somente controlam os sintomas da doença. insónia e depressão. como a diabetes ou hipertensão. é comum aparecerem sintomas menos específicos como irritabilidade. frequentemente não é bem aceite pelo paciente. Enquanto esta necessidade de tratamento por longo tempo é bem reconhecida pelo médico. FLUFENAZINA ANATENSOL FLUFENAN Acredita-se que a flufenazina melhora os estados psicóticos por bloqueio dos receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. Antes do aparecimento de sintomas como delírios ou alucinações. Tem fraco efeito antiemético. o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a libertação de prolactina da hipófise. Entretanto. e forte efeito extrapiramidal. É metabolizada no fígado e excretada por via renal. pois a intervenção médica precoce pode impedir a recaída. 2001 60 . Ou seja. antimuscarínico e sedativo.

infecções do SNC. Cuidado ao dirigir. INTERACÇÕES Os antimuscarínicos antidiscinésicos ou anti-histamínicos podem intensificar os efeitos colaterais antimuscarínicos (confusão. vómitos. 2001 61 . controlar os pacientes geriátricos e pediátricos devido à maior incidência de reacções hipotensoras e extrapiramidais. desenvolvem-se com maior facilidade reacções neuromusculares. secura na boca. Os antidepressivos 3º CLE – OUT. Pode ser ingerida com alimentos. água ou leite para diminuir a irritação gástrica. As anfetaminas diminuem seu efeito estimulante quando utilizadas simultaneamente com fenotiazinas. PRECAUÇÕES Evitar o consumo de álcool ou outros depressores do SNC. podendo ser. portanto. As fenotiazinas podem baixar o limiar das crises convulsivas. sensação de cansaço não habitual. micção dificultada. sendo recomendado evitar a exposição ao sol ou o uso de lâmpadas solares. principalmente distonias. e com mais frequência nos idosos podem. alterações do ciclo menstrual. alucinações. sonolência. náuseas. tremores dos dedos e mãos. O uso de antiácidos ou antidiarréicos pode inibir a absorção de flufenazina. erupção cutânea. Em crianças com doenças agudas (sarampo. No caso de terapêutica parental. já que pode produzir sonolência no lactente e em mães que tenham recebido fenotiazinas. Os neonatos podem apresentar icterícia prolongada. devido à possível sonolência ou visão turva. esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníacodepressiva. desidratação. enjoos. São de incidência menos frequente: visão turva ou qualquer alteração de visão. A relação riscobenefício deverá ser avaliada na indicação durante a gravidez e o período de lactação. necessário ajustar a dose de anticonvulsivantes. secreção de leite não habitual. REACÇÕES ADVERSAS Nos primeiros dias de tratamento.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Estados psicóticos. palidez. pesadelos). ocorrer efeitos extrapiramidais distônicos e congestão nasal. Dor neurogênica crônica. hiporreflexia e hiperreflexia e efeitos extrapiramidais. Possível fotossensibilidade. Não tomar durante as 2 horas posteriores à administração de antiácidos ou medicamentos antidiarréicos. gastroenterite). pulso irregular.

estados comatosos. Produz um bloqueio seletivo sobre o SNC por bloqueio competitivo dos receptores dopaminérgicos pós-sinápticos. O uso com antitireóideos pode aumentar o risco de agranulocitose. discrasias sanguíneas. Também existe certo bloqueio dos receptores alfa-adrenérgicos do sistema autónomo. O decanoato. Os efeitos antiparkinsonianos da levodopa podem ser inibidos pelo bloqueio dos receptores dopaminérgicos no cérebro. dos quais 1% é fármaco inalterado. Parkinson.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML intensificam os efeitos antimuscarínicos. O uso simultâneo de quinidina pode originar efeitos cardíacos aditivos. doença cardiovascular grave. Absorve-se por via oral em 70%. INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. O bloqueio dos receptores de dopamina provoca reacções motoras extrapiramidais. Os bloqueadores beta-adrenérgicos originam uma concentração plasmática elevada de cada medicação. HALOPERIDOL HALDOL HALOPERIDOL Haloperidol é um derivado da butirofenona com efeitos similares aos das fenotiazinas derivados da piperazina. e um aumento do intercâmbio de dopaminas no nível cerebral para produzir a acção antipsicótica. diminui a libertação da hormona de crescimento e aumenta a libertação de prolactina pela hipófise. realiza-se no fígado. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão grave do SNC. glaucoma. a relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de alcoolismo. Aproximadamente 40% de 1 dose oral única excretam-se pela urina em 5 dias. Os 15% da dose oral excretam-se nas fezes por eliminação biliar. 2001 62 . hipertrofia prostática benigna. retenção urinária. une-se às proteínas em 90% ou mais. angina pectoris. o seu metabolismo. distúrbios convulsivos e vómitos. que é a forma de acção prolongada. actua como pró-fármaco. disfunção hepática. úlcera péptica. libertando de forma lenta e estável haloperidol do veículo. no sistema dopaminérgico mesolímbico.

Ter precaução se provocar sonolência durante a realização de exercícios. tremor e agitação de dedos e mãos. estados maníacos e psicose induzida por fármacos (psicose esteróidea). Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos do haloperidol podem provocar um aumento na incidência de infecção microbiana. Pode aumentar ou diminuir a actividade anticoagulante de derivados cumarínicos ou da indandiona. Os pacientes geriátricos são mais propensos à discinesia tardia e parkinsonismo. São de incidência mais rara: movimentos de mastigação. aumento de sudorese. Pacientes agressivos e agitados. 2001 63 . Pode aparecer secura na boca (efeito antimuscarínico) e possível fotossensibilidade da pele. Requerem atenção médica: disartria. PRECAUÇÕES Evitar a ingestão de bebidas alcóolicas ou de outros depressores do SNC durante o tratamento. INTERACÇÕES A acção do álcool é potenciada e pode ser produzida hipotensão grave. Síndrome de Gilles de La Tourette.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Tratamento de distúrbios psicóticos agudos e crónicos que incluem esquizofrenia. instabilidade. sonolência grave ou estado comatoso. Os pacientes geriátricos ou debilitados são mais propensos ao desenvolvimento de efeitos extrapiramidais adversos e de hipotensão ortostática. rigidez ou movimentos descontrolados ou graves. rigidez de braços ou pernas. O haloperidol intensifica os efeitos antimuscarínicos da atropina e compostos relacionados. Diminui os efeitos estimulantes das anfetaminas e reduz os efeitos antipsicóticos do haloperidol. cansaço ou debilidade não habituais. espasmos. tonturas. Tratamento de problemas graves de comportamento. alucinações. tremores musculares. movimentos de torção do corpo. Em esquizofrenia crónica. tonturas. REACÇÕES ADVERSAS As crianças são muito sensíveis aos efeitos extrapiramidais. Não é recomendável a sua utilização em crianças menores de 3 anos. Aumenta as concentrações séricas de prolactina ao indicar-se 3º CLE – OUT. erupção cutânea. atraso na cicatrização e gengivas sangrentas. disfagia. Sinais de superdosagem: dificuldade para respirar. é indicado o decanoato de haloperidol.

Essas estão relacionadas com as butirofenonas e. neuralgia pós-herpética e onicotilomania. paranóicas e obsessivo-compulsivas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML simultaneamente com bromocriptina. INDICAÇÕES Em pacientes com síndrome de Gilles de la Tourette que não respondem ao tratamento habitual. apesar de existir uma grande diferença interindividual. 2001 64 . libertando os principais metabólitos. Potencia a acção de depressores do SNC. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão do SNC. grave ou tóxica. glaucoma e retenção urinária. A relação risco-benefício será avaliada em alcoolismo activo. Além dos receptores D2. Parkinson. hipertireoidismo ou tireotoxicose. outros são afectados. alergias. transtornos emergentes de pacientes no limite e personalidades esquizóides. Além disso. epilepsia. Pode provocar efeitos mentais não desejados (desorientação) usando-se simultaneamente com metildopa. são neurolépticosantipsicóticos de acção prolongada. como elas. bloqueio H1 histaminérgico) que podem ser terapêuticos ou adversos. PIMOZIDA ORAP A pimozida é um complemento sintético que pertence às difenilbutilpiperidinas. disfunção hepática ou renal. Diminui os efeitos hipotensores da guanetidina e os efeitos terapêuticos da levodopa. Autismo infantil. no alívio da psicopatologia da demência senil. A semi-vida de eliminação em pacientes esquizofrênicos é de 55 horas. coréia de Huntington. o que gera diferentes efeitos adicionais (bloqueio muscarínico. cuja atividade é desconhecida. Manutenção de psicóticos estabilizados. Sua principal via de eliminação é o rim. 3º CLE – OUT. bloqueio alfa1 adrenérgico. A acção antipsicótica da pimozida deve-se ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos D2 nos neurônios do SNC (sistema límbico e corpo estriado). Mais de 50% da dose oral de pimozida absorve-se no intestino e depois são extensamente metabolizados no fígado.

3º CLE – OUT. assistência respiratória. que se manifesta com hiper-reflexia. náusea. síndrome neuroléptica maligna. doença de Parkinson. tonturas. INTERACÇÕES Fármacos que prolonguem o intervalo QT do eletrocardiograma (fenotiazinas. Pacientes com arritmias cardíacas. Como outros neurolépticos. astenia. tremores. reacções extrapiramidais severas. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão endógena. seja congênito ou medicamentoso. vómitos. Síndrome de Parkinson. Tratamento: lavagem gástrica. potencialmente mortal. o paciente pode desenvolver um quadro de discinesia tardia potencialmente irreversível (risco maior nos idosos). mudanças no eletrocardiograma. estados comatosos. antiarrítmicos).GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SUPERDOSAGEM Observam-se: anomalias eletrocardiográficas. síndrome neuroléptica maligna. também ocorreram mortes súbitas. estado comatoso com depressão respiratória. sudorese. visão turva. 2001 65 . administração de líquidos por via parenteral e vasopressores (excepto adrenalina). Pacientes com prolongamento do intervalo QT do eletrocardiograma. PRECAUÇÕES O tratamento com pimozida expõe o paciente a sérios riscos. erupções. hipotensão postural. Gravidez. discinesia tardia. rigidez muscular. dor no peito. hipotensão. antidepressivos tricíclicos. instabilidade autonômica e estado mental alterado. REACÇÕES ADVERSAS Reacções extrapiramidais. cataratas. talvez causadas por algum efeito da pimozida sobre o coração.

Tratamento coadjuvante do tétano e na porfiria aguda intermitente. Tratamento do controle de náuseas e vómitos severos em pacientes seleccionados. coma. No entanto. congestão nasal. Como antipsicótico. SUPERDOSAGEM Síndrome parkinsoniana severa. 3º CLE – OUT. Tratamento: suporte sintomático. Hipotensão. 2001 66 . Esquizofrenias. As fenotiazinas produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a libertação de hormonas hipotalâmicas e hipofisárias. secura da boca. os efeitos do bloqueio alfa-adrenérgico podem produzir sedação. INDICAÇÕES Tratamento dos transtornos psicóticos agudos e crónicos: é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. embora também possa ser administrada por via oral. Como antiemético. REACÇÕES ADVERSAS Manifestam-se com frequência: visão turva ou outras alterações na visão. movimentos de torção do corpo por efeitos parkinsonianos extrapiramidais distônicos. inibe a região disparadora quimiorreceptora medular e sua acção ansiolítica ocorre por redução indirecta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. a pipotriazina actua bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. O seu metabolismo é hepático e a eliminação ocorre por via renal e biliar. sonolência.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML PIPOTIAZINA PIPORTIL PIPORTIL L4 A pipotiazina é uma fenotiazina normalmente administrada como forma farmacêutica de libertação lenta (depot) por via intramuscular. Além disso. Delírios crónicos interpretativos e passionais. tonturas. Tratamento de problemas severos de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). obstipação. o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a libertação de prolactina na hipófise. Terapêutica alternativa aos fármacos de primeira linha no tratamento a curto prazo (máximo de 12 semanas) da ansiedade psicótica.

Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos das fenotiazinas podem aumentar a incidência de infecção microbiana. Em recém-nascidos cujas mães receberam fenotiazinas no final da gravidez descreve-se icterícia prolongada. As medicações antipsicóticas elevam as concentrações de prolactina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Observam-se raramente discinesia tardia. tais como discinesia tardia e parkinsonismo. hiporreflexia ou hiper-reflexia e efeitos extrapiramidais. hipersensibilidade à luz solar. que persistem durante a administração crónica. sendo necessário ajustar as doses dos anticonvulsivantes. vómitos. Também são propensos a desenvolver efeitos secundários extrapiramidais. As anfetaminas podem produzir redução dos efeitos antipsicóticos das fenotiazinas e por sua vez as fenotiazinas podem diminuir o efeito estimulante das anfetaminas. com a bromocriptina podem aumentar as concentrações séricas de prolactina. O uso concomitante com 3º CLE – OUT. Os efeitos antiparkinsonianos da levodopa podem ser diminuídos devido ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos no cérebro. PRECAUÇÕES Os pacientes que não toleram uma fenotiazina podem não tolerar as outras. 2001 67 . transtornos do ciclo menstrual. Sugere-se administrar em pacientes idosos a metade da dose do adulto. As fenotiazinas podem diminuir o limiar para as crises convulsivas. galactorréia. erupção cutânea. Os pacientes geriátricos necessitam de uma dose inicial mais baixa pois tendem a desenvolver concentrações plasmáticas mais elevadas. INTERACÇÕES Os anti-histamínicos e antimuscarínicos intensificam os efeitos antimuscarínicos das fenotiazinas. Durante a lactação manifesta-se sonolência no lactente. doença periodontal e candidíase oral. alucinações e pesadelos. especialmente confusão. náuseas. O uso concomitante com antitireóideos pode aumentar o risco de agranulocitose. micção difícil (por efeito antimuscarínico). Por seu efeito antimuscarínico pode diminuir e inibir o fluxo salivar e contribuir ao desenvolvimento de cáries. são mais propensos à hipotensão ortostática e mostram uma sensibilidade aumentada aos efeitos antimuscarínicos e sedativos das fenotiazinas. Podem inibir o metabolismo da fenitoína e causar toxicidade por fenitoína. atraso na cicatrização e hemorragia gengival.

Não há nenhum tratamento eficaz conhecido. PENFLURIDOL SEMAP Como penfluridol não é sedativo potente. úlcera péptica. INTERACÇÕES 3º CLE – OUT. as doses dos anticonvulsivantes devem ser adaptadas nestes pacientes.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML bloqueadores beta-adrenérgicos provoca a elevação da concentração plasmática de cada medicação. glaucoma. 2001 68 . vómitos. face. As manifestações podem ser permanentes em alguns pacientes. quando usado em pacientes agitados ou agressivos. ser usados com cautela em pacientes epilépticos. boca ou mandibula. Tal síndrome é principalmente caracterizada por movimentos involuntários rítmicos da língua. retenção urinária. Gravidez e lactação. ele deve ser usado em combinação com psicotrópicos sedativos. Como todo agente neuroléptico pode-se observar discinesia tardia em alguns pacientes submetidos a terapia prolongada ou após a interrupção do medicamento. Penfluridol deve ser usado com cautela em pacientes com disfunção hepática. Acredita-se que os neurolépticos possam baixar o limiar convulsivo e devem. Risco de retenção urinária em transtornos uretrais ou prostáticos. Pacientes idosos podem ser particularmente sensíveis. doença cardiovascular severa. portanto. especialmente aos efeitos extrapiramidais recomenda-se reduzir as doses iniciais pela metade. doença de Parkinson. Se necessário. transtornos convulsivos. Discinesia tardia. Antecedentes de agranulocitose tóxica. angina do peito. Agentes antiparkinsonianos normalmente não aliviam os sintomas desta síndrome. porfiria e glaucoma. discrasias sangüíneas. disfunção hepática. A relação risco-benefício deve ser avaliada nas seguintes situações: alcoolismo. síndrome de Reye. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão severa do SNC. A segurança de penfluridol em crianças menores de 12 anos não foi estabelecida. estados comatosos.

rigidez muscular. micrografia. ele pode potenciar a depressão respiratória causada por morfinomiméticos. As manifestações clínicas mais comuns desses sintomas são: Parkinsonismo: Bradicinesia. penfluridol pode intensificar a hipotensão ortostática. Os efeitos mais freqüentemente relatados são: Inquietação e discinesia. Quando drogas indutoras enzimáticas (tais como o fenobarbital. Efeitos neurológicos: Aparecem cerca de 4-6 horas após a administração da dose semanal e são mais pronunciados no dia seguinte. sedativos ou analgésicos potentes. incluindo álcool. Acatisia: Incapacidade de ficar parado. a carbamazepina ou a fenitoína) forem administradas concomitantemente. o penfluridol pode intensificar a depressão do SNC produzida por outros depressores do SNC. a dose de penfluridol deve ser aumentada. Os sintomas extrapiramidais. Não foram relatadas incompatibilidades com outros psicotrópicos. REAÇÕES ADVERSAS Os efeitos colaterais são raros e geralmente brandos. hipnóticos. trismo. dificuldade para caminhar. em raros casos foram relatados este tipo de síndrome ao penfluridol. tremor. Quando administrado concomitantemente com anti-hipertensivos. ausência de expressão facial. crises oculogiras. dentro de 3 a 6 semanas. Discinesia tardia. caracterizada por 3º CLE – OUT. Normalmente. diminuem em 48 horas e tendem a desaparecer espontaneamente.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Como ocorre com todos os neurolépticos. Distonia aguda ou discinesia: Torcicolo. tais como a L-dopa ou a bromocriptina. Esta síndrome constitui uma resposta idiossincrásica desenvolvida rapidamente. que ocorrem devido ao bloqueio dopaminérgico. Os sintomas parkinsonianos são diminuídos com administração de anticolinérgico ou. apesar do penfluridol não ter efeito depressor sobre a respiração. se possível com a redução da dose. que em alguns casos pode levar a galactorréia ou amenorréia. 2001 69 . conforme o tratamento e continuado. Penfluridol inibe a acção de agonistas dopaminérgicos. Da mesma forma. Efeitos hormonais: Incluem hiperprolactinemia. raramente aparecem em doses inferiores a 10 mg de penfluridol por semana. Síndrome neuroléptica maligna: Como ocorre com outros neurolépticos.

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hipertermia, rigidez muscular, instabilidade autonómica, alteração de consciência, coma e aumento nos níveis de CPK. Sinais de instabilidade autonómica, tais como, taquicardia, pressão arterial lábil e sudorese podem preceder a hipertermia, agindo como sinais de advertência. O tratamento antipsicótico deve ser interrompido imediatamente e instituída terapia de suporte apropriada e cuidadosa monitorização do paciente. Outros efeitos: Efeitos colaterais autonómicos, tais como, distúrbios visuais e hipotensão, sintomas gastrintestinais, incluindo náusea e vómito, podem ocorrer principalmente no início do tratamento. Fadiga, hipersalivação ou sudorese excessiva podem ocorrer no dia seguinte a administração da dose semanal de penfluridol. Outras observações incluem: Tonturas, sonolência, cefaléias, reacções cutâneas e ganho de peso. Depressão tem sido ocasionalmente reportada. Foram relatados casos isolados de alteração na função hepática e taquicardia benigna após a administração de neurolépticos. Efeitos sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas: Pacientes que queiram dirigir ou operar máquinas devem ser alertados sobre a possibilidade de sonolência e prejuízos sobre o estado de alerta, especialmente durante o primeiro dia de tratamento. CONTRA-INDICAÇÕES Penfluridol não deve ser usado em distúrbios depressivos e síndrome de Parkinson. Penfluridol é contra indicado nas depressões do SNC e em estados comatosos. Não deve ser usado em pacientes com hipersensibilidade a qualquer um dos componentes da fórmula ou a qualquer derivado difenilbutilpiperidínico.

7.4. Antipsicóticos Sedativos
CLORPROMAZINA: Amplictil, Clorpromazina LEVOMEPROMAZINA: Levozine, Neozine SULPIRIDA: Dogmatil, Equilid TIORIDAZINA: Melleril TRIFLUOPERAZINA: Stelazine

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CLORPROMAZINA
AMPLICTIL CLORPROMAZINA Como antipsicótico a clorpromazina atua bloqueando os receptores póssinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a libertação de hormonas hipotalâmicas e hipofisárias. Ainda assim, o bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a libertação de prolactina na hipófise. Como antiemético, inibe a zona disparadora químio-receptora medular, e sua ação ansiolítica pode ocorrer por redução indireta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico. Além disso, os efeitos de bloqueio alfa-adrenérgico podem ocasionar sedação. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar. INDICAÇÕES Tratamento dos distúrbios psicóticos; é eficaz na esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Tratamento do controle de náuseas e vômitos graves em pacientes selecionados. Terapêutica alternativa para fármacos de primeira linha no tratamento de curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade não psicótica. Tratamento de problemas graves de comportamento em crianças (hiperexcitabilidade). Tratamento coadjuvante de tétano e na porfiria aguda intermitente. REACÇÕES ADVERSAS São de aparição mais freqüente: visão turva ou qualquer alteração na visão, movimentos de torção do corpo por efeitos parkinsonianos extrapiramidais distônicos. Hipotensão, Obstipação, enjoos, sonolência, secura na boca, congestão nasal. Raramente se observa discinesia tardia, micção difícil (por efeito antimuscarínico), erupção cutânea, distúrbios do ciclo menstrual, hipersensibilidade à luz solar, galactorréia, náuseas, vômitos. PRECAUÇÕES

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Os pacientes que não toleram uma fenotiazina podem não tolerar outras. As medicações antipsicóticas elevam as concentrações de prolactina, que persistem durante a administração crónica. Em recém-nascidos cujas mães receberam fenotiazinas no final da gravidez foram descritas icterícia prolongada, hiporreflexia ou hiperreflexia e efeitos extrapiramidais. Durante a lactação observa-se sonolência no lactente. Os pacientes geriátricos necessitam de uma dose inicial mais baixa, pois tendem a desenvolver concentrações plasmáticas mais elevadas, são mais propensos à hipotensão ortostática e monstram uma sensibilidade aumentada aos efeitos antimuscarínicos e sedativos das fenotiazinas. Também são mais propensos a desenvolver efeitos colaterais extrapiramidais, tais como discinesia tardia e parkinsonismo. Sugere-se administrar aos pacientes idosos a metade da dose usual do adulto. O seu efeito antimuscarínico, pode diminuir ou inibir o fluxo salivar e contribuir para o desenvolvimento de cáries, doença periodontal e candidíase oral.Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos das fenotiazinas podem aumentar a incidência de infecção microbiana, atraso na cicatrização e hemorragia gengival. INTERACÇÕES Os anti-histamínicos e os antimuscarínicos intensificam os efeitos antimuscarínicos das fenotiazinas, principalmente confusão, alucinações e pesadelos. As anfetaminas podem produzir redução dos efeitos antipsicóticos das fenotiazinas e estas diminuem o efeito estimulante das anfetaminas. As fenotiazinas podem baixar o limiar para crises convulsivas, sendo necessário ajustar a dose dos anticonvulsivos. Podem inibir o metabolismo da fenitoína e dar origem a toxicidade por fenitoína. O uso simultâneo com antitireoidianos pode aumentar o risco de agranulocitose; com a bromocriptina, podem aumentar as concentrações séricas de prolactina. Pode-se inibir os efeitos antiparkinsonianos da levodopa devido ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos no cérebro. O uso simultâneo com bloqueadores beta-adrenérgicos origina uma concentração plasmática elevada de cada medicação. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão grave do SNC, estados comatosos, doença cardiovascular grave. A relação risco-benefício deve ser avaliada nas seguintes situações: alcoolismo, angina 3º CLE – OUT. 2001 72

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pectoris, discrasias sanguíneas, glaucoma, disfunção hepática, Parkinson, úlcera péptica, retenção urinária, síndrome de Reye, distúrbios convulsivos, vômitos.

LEVOMEPROMAZINA
LEVOZINE NEOZINE A levomepromazina é um antipsicótico que pertence à classe das fenotiazinas alifáticas como a clorpromazina. Quimicamente é a metotrimeprazina, somente utilizada como isómero levógiro denominado levomepromazina. O seu mecanismo de acção ocorre bloqueando os receptores pós-sinápticos dopaminérgicos mesolímbicos cerebrais. Possui uma potência farmacológica menor (1/3) que a clorpromazina e, tal como ela, desenvolve efeito sedativo, potencializador de analgésicos (neuroleptoanalgesia). Em quadros psicóticos e na esquizofrenia a levomepromazina é activa em casos agudos com excitação e agitação. A sua administração oral garante uma boa absorção e biodisponibilidade do fármaco. Passa por biotransformação metabólica hepática e é eliminada especialmente pela urina e bílis. INDICAÇÕES Psicopatias agudas ou crónicas. Esquizofrenias crónicas. Síndromes de excitação psicomotora. Psicoses, alucinações. EFEITOS SECUNDÁRIOS Foram descritos: boca seca, astenia, sonolência, agitação, insónia, cefaléias, discinesias hipotensão precoces arterial, e tardias, fotossensibilidade, disúria, depressão amenorréia, do SNC, hiperprolactinemia, extrapiramidalismo, distúrbios da visão, tonturas, congestão nasal, icterícia obstrutiva, galactorréia. Incompatibilidade cruzada com outros neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina). PRECAUÇÕES

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renal e oftálmica. epilépticos e cardíacos. caquéticos e idosos. Doença de Parkinson. INTERACÇÕES Anticolinérgicos levomepromazina. Anestésicos gerais: pacientes submetidos a tratamento prolongado com levomepromazina requerem doses menores de anestésico geral. A administração durante a gravidez e a lactação deverá ser avaliada conforme a relação risco/benefício. CONTRA-INDICAÇÕES Em pacientes debilitados. antiparkinsonianos e antihipertensivos. álcool. O tratamento deve ser cuidadosamente monitorizado em indivíduos parkinsonianos. taquicardia. Os pacientes não devem ser expostos a radiação solar ou ultravioleta. o efeito estimulante das anfetaminas. glaucoma. betabloqueadores adrenérgicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Em casos de tratamento prolongado devem ser realizados controlos periódicos da função medular. SULPIRIDA DOGMATIL EQUILID 3º CLE – OUT. hepática. Aminas: podem reduzir a eficácia do neuroléptico e esse. As respostas antiparkinsonianas da levodopa podem ser afectadas ao bloquear os receptores cerebrais dopaminérgicos. Pacientes comatosos especialmente aqueles que estejam recebendo fármacos neurodepressores. Insuficiência hepática. antitireóideos. e anti-histamínicos H1 potencializam potencializam a os efeitos da e Fármacos mielodepressores: leucopenia trombocitopenia. Podem ser afetados os efeitos dos fármacos anticonvulsivantes (fenitoínas) ao reduzirmos o limiar para as crises convulsivas. Em casos de hipertermia é imperativa a suspensão do tratamento para avaliação de possível caso de síndrome neuroléptica maligna. anticolinérgicos. patologias convulsivantes (epilepsia). por sua vez. hipertrofia prostática. cardiopatia isquêmica. 2001 74 . Indivíduos com antecedentes de depressão medular. Também podem ocorrer interacções medicamentosas com os seguintes fármacos: antidepressivos tricíclicos.

sonolência. bloqueio alfa1. erupção cutânea. observam-se diferenças significativas com efeitos extrapiramidais mínimos e acção antiemética débil. discinesia. galactorréia. colite ulcerosa. PRECAUÇÕES Não associar com antidepressivos IMAOs. 3º CLE – OUT. REACÇÕES ADVERSAS Em alguns pacientes foram assinalados tremores. somatizações viscerais. tonturas. sem ação sobre outros subtipos de receptores (D1. Empregar com precaução na presença de insuficiência renal ou hepática. Esta afinidade sobre os receptores dopaminérgicos D2 faz com que seja menos tolerada e produz menos efeitos adversos – bloqueio muscarínico. Distúrbios somatiformes. Parkinson. D3. no espectro clínico. porém. Doenças psicossomáticas. epilepsia. bloqueio H1 – do que outros antipsicóticos clássicos não selectivos. secura na boca. miastenia grave. extrapiramidalismo. gravidez e lactação. 2001 75 . Hipersensibilidade ao fármaco. cefaléia. INDICAÇÕES Dispepsia. D4 e D5). TIORIDAZINA MELLERIL Em doses elevadas a tioridazina possui uma acção farmacológica básica similar à de outras fenotiazinas. A relação risco-benefício deverá ser avaliada em pacientes com glaucoma. CONTRA-INDICAÇÕES Feocromocitoma. astenia. ginecomastia. Não ministrar com bebidas alcoólicas ou fármacos depressores do SNC.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A sulpirida é um bloqueador dopaminérgico "selectivo" sobre os receptores D2 das vias mesolímbica e mesocortical. cólon irritável.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A sua absorção é rápida e completa. distúrbios da acomodação visual. fotossensibilidade. erupção cutânea. e controle da função hepática em doentes com antecedentes. agitação. deverá ser prescrita somente em casos estritamente indicados. foram descritas retinopatias pigmentárias. ansiosos. com doses elevadas de tioridazina. Durante a gravidez. distúrbios emocionais e do sono. secura na boca. Pediatria: dificuldade de concentração. hipotensão ortostática. icterícia. estados de tensão. observaram-se rigidez muscular e sintomas extrapiramidais. Geriatria: estados de confusão. Em tratamentos a longo prazo. A meia-vida de eliminação plasmática é de aproximadamente 10 horas. A sua concentração plasmática máxima é alcançada após 2 a 4 horas de sua ingestão. 2001 76 . Náuseas. distúrbios de conduta como hiperatividade ou agressividade. Atravessa a placenta e passa ao leite materno. com doses superiores a 800mg/dia. depressivos e insónia. arritmias ou paragem cardíaca. vertigem. por possível leucopenia ou agranulocitose. obstipação. REACÇÕES ADVERSAS Sedação. 3º CLE – OUT. Em casos isolados. INTERACÇÕES Aumenta os efeitos depressivos do álcool sobre o SNC. Pacientes psicóticos internados ou ambulatoriais. INDICAÇÕES Ansiedade. hipertrofia prostática ou doença cardiovascular grave. Devem ser realizadas contagens leucocitárias regularmente durante o tratamento. os efeitos antimuscarínicos dos anticolinérgicos e dos inibidores da quinidina sobre a contratilidade miocárdica. Metaboliza-se no fígado e alguns de seus metabólitos possuem propriedades farmacodinâmicas similares às da droga-base (fenotiazina). dos depressores do SNC e anti-histamínicos. irregularidade do ciclo menstrual. galactorréia. A sua fixação às proteínas é de 95%. PRECAUÇÕES Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado.

Os efeitos do bloqueio alfaadrenérgico podem produzir sedação. Tratamento do controle de náuseas e vómitos graves em pacientes seleccionados. Acredita-se que a sua acção ansiolítica seja produzida por redução indirecta dos estímulos sobre o sistema reticular do talo encefálico.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Diminui os efeitos antiparkinsonianos da L-dopa e baixa o limiar do ataque convulsivo em pacientes epilépticos. CONTRA-INDICAÇÕES Estados comatosos ou depressão do SNC grave. As fenotiazinas também produzem um bloqueio alfa-adrenérgico e deprimem a libertação de hormonas hipotalâmicas e hipofisárias. INDICAÇÕES Tratamento de distúrbios psicóticos como esquizofrenia e na fase maníaca da doença maníaco-depressiva. Doença vascular grave. Terapêutica alternativa dos fármacos de primeira linha no tratamento a curto prazo (não mais de 12 semanas) da ansiedade psicótica. 3º CLE – OUT. Seu metabolismo é hepático e elimina-se por via renal e biliar. TRIFLUOPERAZINA STELAZINE Como antipsicótico a trifluoperazina. O bloqueio dos receptores dopaminérgicos aumenta a libertação de prolactina na hipófise. O uso junto com lítio agrava sintomas extrapiramidais e a neurotoxicidade dos agentes neurolépticos. actua bloqueando os receptores póssinápticos dopaminérgicos mesolímbicos no cérebro. hipersensibilidade a outras fenotiazinas e antecedentes de discrasias sanguíneas. As drogas antiácidas e antidiarréicas inibem a absorção das fenotiazinas. assim. porém efeitos antimuscarínicos e sedativos débeis. O uso junto com IMAO prolonga e aumenta o efeito sedativo e antimuscarínico das fenotiazinas. 2001 77 . como antiemético. Tem forte efeito extrapiramidal. Lactação. Reduz o efeito pressor dos vasoconstritores adrenégicos. Inibe a zona disparadora quimiorreceptora medular e actua.

pode diminuir ou inibir o fluxo salivar. são mais propensos à hipotensão ortostática e demonstram uma sensibilidade aumentada aos efeitos antimuscarínicos e sedativos das fenotiazinas. congestão nasal. erupção cutânea. pois tendem a desenvolver concentrações plasmáticas mais elevadas. foram descritos icterícia prolongada. secreção de leite não habitual. 2001 78 . distúrbios do ciclo menstrual. As anfetaminas podem produzir redução dos efeitos antipsicóticos das fenotiazinas e estas. secura na boca. Também são mais propensos a desenvolver efeitos secundários extrapiramidais. atraso na cicatrização e hemorragia gengival. constipação. Podem inibir o metabolismo da fenitoína e originar a toxicidade por fenitoína. hiporreflexia ou hiperreflexia e efeitos extrapiramidais. As fenotiazinas podem baixar o limiar para as crises convulsivas. náuseas. principalmente confusão. PRECAUÇÕES Os pacientes que não toleram uma fenotiazina podem não tolerar também outras fenotiazinas. Pelo seu efeito antimuscarínico. discinesia tardia. O uso simultâneo com antitireóideos 3º CLE – OUT. Sugere-se administrar aos pacientes idosos a metade da dose usual para adultos. Raras vezes se observa: visão turva ou qualquer alteração de visão. micção difícil. doença periodontal. razão pela qual é necessário ajustar a dose dos anticonvulsivos. cujas mães receberam fenotiazinas no final da gravidez. As medicações antipsicóticas elevam as concentrações de prolactina e persistem durante a administração crónica. INTERACÇÕES Os anti-histamínicos e os antimuscarínicos intensificam os efeitos antimuscarínicos das fenotiazinas. hipotensão. contribuindo para o desenvolvimento de cáries. Os pacientes geriátricos necessitam de uma dose inicial mais baixa. Durante a lactação observa-se sonolência no lactente. reduzir o efeito estimulante das anfetaminas. sonolência. Nos recém-nascidos. Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos das fenotiazinas podem aumentar a incidência de infecção microbiana.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REACÇÕES ADVERSAS São de aparição mais frequente: efeitos parkinsonianos. candidíase oral. alucinações e pesadelos. extrapiramidais distônicos (mais frequentes em idosos). vómitos. tais como discinesia tardia e parkinsonismo.

considerada o primeiro antipsicótico de segunda geração (ou atípico) foi descoberta em 1970 mas. doença cardiovascular grave. para alívio dos milhões de esquizofrênicos. 3º CLE – OUT. Parkinson. estados comatosos. discrasias sanguíneas. retenção urinária. principalmente naquelas refratárias aos antipsicóticos tradicionais. úlcera péptica. Antipsicóticos Atípicos ou de 2ª Geração Em 1990 surgem os antipsicóticos de segunda geração. geração. 2001 79 . ora cumprindo um objetivo. devido ao problema da agranulocitose. a quetiapina em 1997 e a ziprasidona no ano 2000.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML pode aumentar o risco de agranulocitose. Podem-se inibir os efeitos antiparkinsonianos da levodopa devido ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos no cérebro. Esses novos medicamentos tem se mostrado um novo e valioso recurso terapêutico nas psicoses. não podem ser classificados de sedativos ou incisivos tendo em vista a diversidade de ação. bem como nas psicoses predominantemente com sintomas negativos. a olanzapina em 1996. que trouxeram uma nova perspectiva para o tratamento da doença. A relação risco-benefício deverá ser avaliada nas seguintes situações: alcoolismo. vómitos 7. síndrome de Reye. outros antipsicóticos de segunda geração entram no mercado. aparece no mercado somente em 1988. Os neurolépticos atípicos. O uso simultâneo com bloqueadores betaadrenérgicos dá lugar a uma concentração plasmática elevada de cada medicação. Logo. angina pectoris. A risperidona foi lançada em 1994. nos casos de intolerância aos efeitos colaterais extra piramidais. distúrbios convulsivos. onde os antipsicóticos tradicionais podem ser ineficazes. ou de 2a. glaucoma. CONTRA-INDICAÇÕES Depressão do SNC grave.5. ora outro. A clozapina. e a bromocriptina pode aumentar as concentrações séricas de prolactina. disfunção hepática.

a clozapina. Porém. E essa superioridade terapêutica não se vê apenas nas melhoras clinicas dos pacientes crónicos. quetiapina. 3º CLE – OUT. em graus variáveis. ziprasidona e. mas também na prevenção das tão temidas recaídas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML De forma ampla os Antipsicóticos Atípicos são definidos como uma nova classe desses medicamentos que causam menos efeitos colaterais extra-piramidais. afortunadamente. frente aos antipsicóticos típicos ou convencionais. Eles são os seguintes: AMISULPRIDA: Socian CLOZAPINA: Leponex OLANZAPINA: Zyprexa QUETIAPINA: Seroquel RISPERIDONA: Risperdal ZUCLOPENTIXOL: Clopixol ZIPRASIDONA: Geodon A utilidade dos antipsicóticos atípicos já é considerada um vitória recente na história da terapêutica das psicoses. Pelas diferenças em perfil clínico-terapêutico podemos classificar estes antipsicóticos de 2a geração.olanzapina. baixo risco de sintomas extrapiramidais e ausência de elevação duradoura da prolactina. amissulprida. Pesquisas sistemáticas estabelecem como sólida a superioridade dos Antipsicóticos Atípicos. 2001 80 .clozapina. em comparação com os antipsicóticos típicos. Um dos efeitos colaterais mais temidos e ocasionados pelo uso prolongado de antipsicóticos é a Discinesia Tardia. ou na escassez de efeitos colaterais. ao menos em doses terapêuticas. por ordem decrescente de atipicidade. Esta atipicidade é definida como: eficácia sobre sintomas negativos esquizofrênicos. estudos com seres humanos e com animais através de técnicas de neuroimagem e exames histológicos já mostraram que doses repetidas dos antipsicóticos atípicos de segunda geração. nível III . como por exemplo. nível II . entre outros. facto este relacionado à menor probabilidade de Discinesia Tardia. São classificados em pelo menos três níveis: nível I . induzem uma menor proliferação dos receptores dopaminérgicos.risperidona.

A absorção digestiva após a administração por via oral é rápida e completa (90%-95%) e não se modifica com a ingestão de alimentos. 2001 81 . não apresentassem o mesmo risco dos graves problemas hematológicos com ela registado. A concentração máxima plasmática é atingida após 2 horas (0.Devido às 3º CLE – OUT. Esse bloqueio selectivo explicaria a ausência de fenômenos extrapiramidais. após o qual liberta dois metabólitos principais. A clozapina desenvolve efeitos anticolinérgicos. tanto D1 como D2. A sua biodisponibilidade é de 50%-60% devido ao efeito de primeira passagem hepática. no sistema límbico. Devido a essa última acção o risco de efeitos adversos como ginecomastia. a sua notável e rápida sedação e a sua forte acção antipsicótica e antiesquizofrênica. já que pode ser capaz de produzir a agranulocitose. Somente uma mínima proporção do fármaco excretado está inalterada.4 a 4. A busca deflagrada por um sucessor da clozapina forneceu uma série de novos fármacos. na década de 1990. pois 50% da dose administrada elimina-se metabolizados pela urina e 30% pelas fezes. ao lado das suas importantes limitações em segurança. noradrenérgicos. com uma semi-vida média de 12 horas. Em indivíduos esquizofrênicos a clozapina melhora tanto os sintomas positivos como negativos em 30%-35% dos casos e. alcançando o mesmo potencial terapêutico e a boa tolerabilidade extrapiramidal. O inédito e revolucionário perfil terapêutico demonstrado pela clozapina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML CLOZAPINA LEPONEX PROPRIEDADES É um novo antipsicótico diferente dos neurolépticos clássicos cujo mecanismo de acção pode ser devido ao bloqueio dos receptores dopaminérgicos. alguns ainda em desenvolvimento. amenorréia. galactorréia e impotência é menor. a busca por novos antipsicóticos que. assim como seu leve efeito sobre os níveis de prolactina. ajudou a estimular.2 horas) em um regime posológico de duas tomadas diárias. anti-histamínicos. possui uma elevada ligação às proteínas plasmáticas (90%) e sua excreção é bifásica. dos quais a desmetilclozapina é o terapeuticamente activo. em 60% dos casos se o tratamento se prolonga por 12 ou mais meses.

anti-histamínico e inibidor da reacção de alerta. portanto. INFORMAÇÕES TÉCNICAS A clozapina é um antipsicótico que tem demonstrado ser diferente dos neurolépticos clássicos. amenorréia. esse antipsicótico atípico está sujeito ao sistema denominado farmacovigilância intensiva. tem sido descrita melhora em alguns aspectos de alterações cognitivas. Uma reacção adversa potencialmente grave produzida pelo tratamento com clozapina é granulocitopenia e agranulocitose. com ocorrência estimada de 3% e 0. 2001 82 . Clozapina é único no sentido de que não produz virtualmente nenhuma das reacções extrapiramidais mais relevantes. Clinicamente clozapina produz sedação rápida e acentuada e exerce potente efeito antipsicótico. Em estudos farmacológicos experimentais clozapina não induz catalepsia nem inibe o comportamento estereotipado induzido por apomorfina ou anfetamina. Apresenta também propriedades anti-serotoninérgicas.7%. efeitos colaterais como ginecomastia. É de particular interesse que este é observado em pacientes esquizofrênicos resistentes a outros tratamentos medicamentosos. Em vista do risco desse efeito colateral. Ao contrário dos neurolépticos clássicos. clozapina é eficaz no alívio tanto de sintomas positivos como negativos. Observa-se uma melhoria clínica relevante em cerca de um terço dos pacientes nas primeiras seis semanas de tratamento e em aproximadamente 60% dos pacientes nos quais se mantém o tratamento por até 12 meses. galactorréia e impotência sexual. o uso de clozapina deve ser limitado a pacientes resistentes ao tratamento neuroléptico convencional. clozapina produz pequena ou nenhuma elevação de prolactina. A droga apresenta apenas fraca actividade bloqueadora de dopamina em receptores D1. comparadas a esquizofrênicos não tratados com clozapina. Nesses pacientes. Síndrome parkinsoniana e acatisia são raras. D3 e D5. respectivamente. Estudos epidemiológicos demonstraram também uma redução de aproximadamente sete vezes na ocorrência de suicídio e tentativas de suicídio em pacientes tratados com clozapina. D2. como distonia aguda.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML suas características. Além disso. evitando. nos quais se possam realizar exames hematológicos regulares 3º CLE – OUT. anticolinérgico. além de potente efeito antiadrenérgico. mas demonstra elevada potência em receptores D4.

Os sintomas e sinais extrapiramidais que podem ocorrer são muito menores que os gerados pelos neurolépticos clássicos. Se o tratamento for suspenso. eosinofilia. Desequilíbrios bipolares incluindo síndromes maníaco-depressivas. 3º CLE – OUT. Pode reduzir o limiar convulsivante (efeito dose-dependente) e induzir convulsões. depressão ou paragem respiratória. retenção urinária. e quinidina e procainamida para as arritmias cardíacas. obstipação. priapismo. administrar carvão activado. EFEITOS SECUNDÁRIOS Em nível medular pode provocar agranulocitose mortal – embora em certas ocasiões possa ser reversível – a qual se manifesta nas primeiras 18 semanas de tratamento. No SNC. cefaléia. aumento de peso. hipotensão arterial. taquicardia. como adormecimento. Todos esses fenômenos são percebidos durante terapias prolongadas ou com doses elevadas. náuseas. obrigando assim a reduzir a dose e ao mesmo tempo adicionar tratamento com anticonvulsivantes. secura da boca. Controlar semanalmente os parâmetros hematológicos antes e durante o tratamento. Tratamento: manter a ventilação e a oxigenação. rash cutâneo. monitorização cardíaca e cuidados sintomáticos. febre e raramente elevação das enzimas hepáticas. PRECAUÇÕES Administrar somente em pacientes com doença severa ou refratária devido ao risco de agranulocitose. sialorréia e em poucos casos tremores. outros fenômenos indesejáveis indicados são visão turva. vómitos. A hemodiálise e a diálise peritoneal são pouco eficazes. SUPERDOSAGEM A superdose produz alteração dos estados de consciência. Evitar a adrenalina e seus derivados para tratar a hipotensão. sonolência. hipotensão. delírio e coma. taquicardia. 2001 83 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INDICAÇÕES Psicoses severas: esquizofrenia especialmente em formas refratárias a outros tratamentos (esquizofrênicos resistentes). sedação. tonturas e alterações no EEG com complexos espiga-onda. controle hematológico deve continuar durante quatro semanas após a suspensão.

paragem cardíaca e paragem respiratória. 3º CLE – OUT. com hiperpirexia. potencialmente mortal. o paciente pode desenvolver um quadro de discinesia tardia. Os efeitos de álcool. recomenda-se não usar em mulheres grávidas a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. insuficiência cardíaca. além disso. Patologias hemáticas. Efeitos aditivos também foram observados com anticolinérgicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML O tratamento prolongado aumenta o risco de convulsões (5%). psicose. Como com outros neurolépticos. potencialmente irreversível. pode ocorrer uma síndrome neuroléptica maligna. Utilizar com extrema precaução em pacientes afectados por glaucoma de ângulo agudo e hipertrofia prostática devido à sua actividade anticolinérgica. que é de maior risco em idosos. coma. A segurança e a eficácia em crianças menores de 16 anos não foram estabelecidas. INTERACÇÕES Deve ser empregada de forma simultânea com fármacos potencialmente mielotóxicos. instabilidade autonômica e estado mental alterado. Por não existirem provas conclusivas. hipotensão ortostática com ou sem síncope. rigidez muscular. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade ao fármaco. Em algumas ocasiões registraram-se taquicardia. Utilizar com precaução em pacientes com insuficiência renal. anti-histamínicos. Os anticoagulantes orais podem aumentar as concentrações séricas de clozapina com o risco potencial de hemorragias. estados de choque. A administração de cimetidina e provavelmente outros indutores enzimáticos do citocromo P450 pode reduzir os níveis de clozapina com o conseguinte ressurgimento dos sintomas psicóticos. hepática ou cardíaca. IMAO podem ser potencializados pelo emprego simultâneo de clozapina. 2001 84 . colapso cardiorrespiratório. Suspender a amamentação. psicofármacos. anti-hipertensivos e depressores da função ventilatória pulmonar. narcóticos. O emprego de lítio e outros fármacos para evitar a recorrência pode aumentar o risco de manifestação de síndrome neuroléptica maligna. hepática ou renal grave.

reduz selectivamente a descarga de neurónios dopaminérgicos mesolímbicos. A absorção não é afectada pelas refeições. SUPERDOSAGEM A experiência em seres humanos é limitada. visão turva. e os metabólitos são eliminados por via renal. dopaminérgicos. por conjugação e oxidação. Demonstrou-se também ser eficaz na manutenção da melhora clínica durante o tratamento contínuo em pacientes que tenham respondido ao tratamento inicial. A olanzapina possui um amplo perfil farmacológico. envolvidas na função motora. a olanzapina é bem absorvida alcançando concentração plasmática máxima de 5 a 8 horas após. porém sofre modificação na presença de distúrbios hepáticos. utilizar líquidos intravenosos ou agentes simpatomiméticos como a noraepinefrina. serotoninérgicos. com menor efeito sobre as vias estriatais. INDICAÇÕES Esquizofrenia e outras psicoses em que os sintomas positivos (delírios. hipotensão e possíveis distúrbios extrapiramidais. Não 3º CLE – OUT. o que indica que sua acção antipsicótica é acompanhada de efeitos colaterais motores mínimos. depressão emocional e social. portanto os sintomas são sonolência. alucinações. É metabolizada principalmente no fígado. pensamento desordenado. além disso.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML OLANZAPINA ZYPREXA A olanzapina está indicada para o tratamento da esquizofrenia e melhora dos sintomas afectivos normalmente associados a esta patologia. Sua farmacocinética não é afetada pela insuficiência renal. Estudos realizados in vitro e in vivo demonstraram que possui maior capacidade de união aos receptores da serotonina e. O tratamento consiste em manter ventilação e oxigenação adequadas. pobreza de linguagem) são predominantes. hostilidade e medo) ou os negativos (indiferença afectiva. a olanzapina reduz a resposta aversiva condicionada. Após administração oral. adrenérgicos e histamínicos. 2001 85 . Em doses inferiores às que produzem catalepsia. depressão respiratória. já que actua sobre vários tipos de receptores. Sua união com proteínas plasmáticas é cerca de 93%.

aumento transitório das transaminases hepáticas e eosinofilia assintomática. Utilizar com precaução em pacientes com antecedentes de convulsões ou com doenças linfoproliferativas. contagens baixas de leucócitos ou neutrófilos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML administrar epinefrina. patologias preexistentes associadas com reserva funcional hepática limitada e naqueles sob tratamento com fármacos potencialmente hepatotóxicos. Não obstante. íleo paralítico. principalmente naqueles pacientes com sinais e sintomas de lesão hepática. recomenda-se utilizá-la durante a gravidez somente quando o benefício para a mãe justificar o risco potencial para o feto. PRECAUÇÕES Durante o tratamento com olanzapina recomendam-se controlos periódicos dos níveis das transaminases hepáticas. Estudos em animais indicaram que a olanzapina não possui efeitos carcinogênicos. 2001 86 . devido à limitada experiência em seres humanos. hipotensão ortostática. Dada a possibilidade de sonolência durante o tratamento. é necessário considerar a redução da dose de olanzapina. aumento de peso e hiperprolactinemia. edema periférico. Caso haja aumento das enzimas. glaucoma de ângulo fechado ou afecções correlacionadas. REACÇÕES ADVERSAS Os efeitos adversos observados são sonolência. antecedentes de depressão ou toxicidade da medula óssea induzida pelo fármaco ou por patologia concorrente. como sedação. pois pode piorar a hipotensão produzida pela olanzapina. Como a olanzapina actua sobre os 3º CLE – OUT. Menos frequentemente foram registrados: tonturas. secura da boca. INTERACÇÕES A administração simultânea de álcool ou fármacos de acção central pode causar aumento dos efeitos farmacológicos. com manifestações clínicas como ginecomastia e galactorréia. Aconselha-se evitar seu uso durante a amamentação. Administrar com precaução a pacientes com hipertrofia da próstata. dopamina ou betabloqueadores. teratogênicos ou mutagênicos. em função da actividade anticolinérgica potencial deste fármaco. obstipação. aumento do apetite. recomenda-se advertir os pacientes sobre o manuseio de máquinas perigosas ou automóveis.

Outros efeitos da risperidona podem ser explicados pelo bloqueio dos receptores alfa 2-adrenérgicos e histaminérgicos H1. mas com um perfil de efeitos adversos diferentes deles. antagoniza os efeitos da levodopa ou outros agonistas dopaminérgicos. A carbamazepina aumenta o metabolismo da olanzapina e. diminui a sua concentração no sangue. 2001 87 . O mecanismo de acção da risperidona é desconhecido. em especial nos sintomas extrapiramidais que ocorrem com freqüência muito menor. embora se acredite que a sua actividade é devida a um bloqueio combinado dos receptores dopaminérgicos D2 e dos receptores serotoninérgicos S2 (antagonista dopaminérgico-serotoninérgico). CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade conhecida a este fármaco. INDICAÇÕES Controle das manifestações das afecções psicóticas. principalmente de ângulo estreito. A risperidona é bem absorvida pela mucosa gastrintestinal e extensamente metabolizada pelo fígado. Esquizofrenia aguda ou crónica. SUPERDOSAGEM 3º CLE – OUT. Como coadjuvante no tratamento de mudanças do comportamento ou transtornos afectivos em pacientes com deficiência mental. antecedentes de carcinoma mamário. A relação risco/benefício deve ser avaliada nas seguintes patologias: insuficiência hepática.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML receptores dopaminérgicos. epilepsia ou antecedentes de convulsões. RISPERIDONA RISPERDAL RISPERDON ZARGUS Pertence ao grupo de antipsicóticos-neurolépticos atípicos que têm uma eficácia similar à dos clássicos. insuficiência respiratória e Parkinson. portanto. retenção urinária. glaucoma.

assistência respiratória. INTERRACÇÕES Álcool e outros fármacos que tenham acção no SNC. agitação (22%). sonolência.1%). sintomas extrapiramidais (17%). vasopressores. Durante o tratamento: insónia (26%). sonolência. dor abdominal. A aparição dos efeitos extrapiramidais está relacionada com a dose de risperidona administrada. potencialmente irreversível (maior risco em idosos). A carbamazepina pode incrementar o clearance da risperidona. Tratamento: lavagem gástrica. Não administrar adrenalina nem dopamina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Observam-se: anomalias eletrocardiográficas. rinite (10%). o paciente pode desenvolver um quadro de discinesia tardia. agressão. visão anormal. 2001 88 . náuseas. hiperquinesia. instabilidade autonômica e estado mental alterado. diminuição do desejo sexual. tosse. sialorréia. síndrome neuroléptica maligna. Não deve consumir álcool durante o tratamento. A risperidona pode produzir hipotensão ortostática. náuseas. ansiedade (12%). tonturas. que é manifestada com hiperpirexia. A risperidona pode potenciar o efeito dos agentes hipotensores e antagonizar a levodopa e os agonistas dopaminérgicos. Não utilizar em mulheres grávidas. obstipação. seborréia. vómitos. administração de líquidos por via parenteral. sinusite. tonturas. reações extrapiramidais severas. 3º CLE – OUT. taquicardia. dor dental. REACÇÕES ADVERSAS Associadas com suspensão do tratamento: sintomas extrapiramidais (2. O paciente deve ser controlado até à sua recuperação. tratamento anticolinérgico. a menos que o benefício para a mãe supere o risco potencial para o feto. dispepsia. potencialmente mortal. hipotensão. febre. endócrinos e mamários em animais. Foi observado um aumento do risco de aparição de tumores da pituitária. dorsalgias ou dores no peito. rigidez muscular. artralgia. dor de cabeça (14%). PRECAUÇÕES O tratamento com risperidona expõe o paciente a sérios riscos. O paciente que recebe risperidona não deve operar maquinaria pesada nem conduzir automóveis. Como com outros neurolépticos. Não amamentar. sonolência e sedação.

os sinais e sintomas relatados foram resultantes da exacerbação dos efeitos farmacológicos conhecidos da quetiapina. INDICAÇÕES Controle das manifestações das afecções psicóticas. CONTRA INDICAÇÕES Hipersensibilidade à risperidona. SUPERDOSAGEM Em geral. QUETIAPINA SEROQUEL A quetiapina é um agente antipsicótico atípico que interage com uma ampla gama de receptores de neurotransmissores exibindo maior afinidade para receptores de serotonina (5HT) do que para receptores de dopaminérgicos D1 e D2 no cérebro. sonolência e sedação. Os fármacos que inibem o citocromo P450IID6 e outras isoenzimas podem interferir na biotransformação da risperidona. taquicardia e hipotensão. A quetiapina tem também afinidade nos receptores histaminérgicos e alfa1-adrenérgicos. isto é. 2001 89 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A clozapina pode diminuir o clearance da risperidona. afinidade mais baixa nos receptores alfa2-adrenérgicos mas sem afinidade apreciável aos receptores muscarínicos colinérgicos ou benzodiazepínicos. a possibilidade do envolvimento de múltiplas drogas deve ser considerada e recomendamse procedimentos de terapia intensiva. Não há antídoto específico para a quetiapina. Como coadjuvante no tratamento de mudanças do comportamento ou transtornos afectivos em pacientes com deficiência mental. A quetiapina não produz elevações prolongadas da prolactina e mostra-se eficaz no tratamento dos sintomas positivos e negativos da esquizofrenia. incluindo estabelecimento e manutenção de vias 3º CLE – OUT. Esquizofrenia aguda ou crónica. Em casos de intoxicação grave.

predominantemente durante as primeiras semanas de tratamento. rinite e dispepsia. REACÇÕES ADVERSAS Os efeitos adversos significantes e relatados com maior frequência em estudos a curto prazo foram sonolência (17. hipotensão postural (7%). associada a vertigem. A segurança e a eficácia de quetiapina durante a gestação humana não foram estabelecidas. 2001 90 . A quetiapina também tem sido associada a variações na contagem de glóbulos brancos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML aéreas desobstruídas.5%). Leucopenia assintomática transitória e/ou neutropenia têm sido observadas com incidência aproximada de 1. A quetiapina pode estar associado e astenia leve. boca seca (7%). existe potencial para a quetiapina causar discinesia tardia após tratamento em longo prazo. Elevações assintomáticas nos níveis de transaminases séricas ou gama-GT foram observadas em alguns pacientes recebendo quetiapina. obstipação (9%). PRECAUÇÕES Doença cardiovascular: A quetiapina pode induzir hipotensão ortostática. Assim como outros antipsicóticos com actividade de bloqueio adrenérgico a quetiapina pode induzir hipotensão ortostática. garantindo oxigenação e ventilação adequadas e monitorização e suporte do sistema cardiovascular. Essa substância deve ser usada com cuidado am pacientes com doença cardiovascular. 3º CLE – OUT. pode estar associado a ganho de peso limitado.6%. especialmente no início do tratamento. foram relatados casos raros de possível síndrome neuroléptica maligna em pacientes tratados com quetiapina. a alterações de enzimas hepáticas (6%). Assim como outros antipsicóticos. taquicardia e síncope em alguns pacientes. Existem relatos ocasionais de convulsões em pacientes tratados com quetiapina embora a frequência não tenha sido maior do que a observada em pacientes que receberam placebo em estudos clínicos controlados. Supervisão médica e monitorização cuidadosas devem ser mantidas até a recuperação do paciente. doença cérebro-vascular ou outras condições que predisponham à hipotensão. tonturas (10%). Da mesma forma que para outros agentes antipsicóticas. Assim como para outros antipsicóticos.

confirmado. também com actividade sobre sintomas psicóticos.7 horas. ela deve ser usada com cuidado em combinação com outros agentes de acção central e com álcool.. sua concentração plasmática máxima é atingida em 3. Ao contrário de outra benzamída. PROPRIEDADES A Amisulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas. sendo sua biodisponibilidade na ordem de 36%. AMISULPRIDA SOCIAN A amissulprida. a amissulprida não esteve relacionada à ocorrência de anemia aplástica ou de outras discrasias sanguíneas. A sua classificação plena como atípico permanece questionável pela constatação de bloqueio dopaminérgico clássico nas faixas de doses maiores (acima de 200mg/dia). desinteresse. acção sobre sintomas negativos e afectivos secundários de esquizofrênicos crónicos. ausência da up-regulation estriatal e propriedades de agonismo dopaminérgico nos experimentos com animais in vivo e in vitro. A co-administração da quetiapina e tioridazina causou elevações na depuração da quetiapina. 2001 91 . que se caracteriza por rapidez de acção e por objectivo terapêutico bipolar. com registo de efeitos extrapiramidais e elevações duradouras da prolactina. ganhou status de atípico ao demonstrar. em doses baixas (50mg a 150mg/dia). Após administração oral da Amisulprida..). benzamida modificada de recente desenvolvimento na Europa. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade à quetiapina. 3º CLE – OUT. tanto sobre os chamados sintomas produtivos (alucinação e delírio) quanto os chamados sintomas negativos (apatia. por achados de selectividade límbica. a remoxiprida. além de baixo risco de efeitos motores extrapiramidais nos ensaios clínicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES Devido aos efeitos primários da quetiapina sobre o sistema nervoso central.

PRECAUÇÕES Em caso de hipertermia. uma vez que este sintoma pode ser um dos elementos da síndrome maligna (caracterizada por palidez. principalmente sob forma inalterada. em vista da possibilidade de abaixamento do limiar epileptogênico. O clearance renal é de cerca de 300 ml/min. hipertermia e distúrbios vegetativos). indicada nos estados deficitários e produtivos consequentes à transtornos mentais. o principal metabólito (um derivado Nóxido) representa de 4 a 10% da quantidade total eliminada. Após 24 horas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML O volume de distribuição varia de 9 a 16 l/kg. A Amisulprida é eliminada pela urina. é imperativo suspender o tratamento. descrita com o uso de neurolépticos. mais precisamente em estados depressivos caracterizados por extrema apatia. Esta precaução deve ser observada sobretudo nos casos onde o produto é empregado em doses altas. 2001 92 . Faz-se necessário acompanhamento rigoroso quando do uso em pacientes epilépticos. a eliminação se torna mais lenta. O emprego da Amisulprida deve ser cauteloso em pacientes idosos. Em virtude da eliminação urinária do produto. No decurso das primeiras 24 horas a eliminação é rápida (meia-vida de 2 a 3 horas). Bebidas alcoólicas são fortemente desaconselhadas durante tratamento com a Amisulprida. devido ao risco de uma maior sensibilidade. Na dose de 400 à 1200 mg/dia a Amisulprida é um neuroléptico pertencente à classe das benzamidas substituídas e que se caracteriza por seu perfil terapêutico sobre sintomas psicóticos tanto produtivos quanto deficitários. INDICAÇÕES Na dose de 50 a 100 mg/dia a Amisulprida é considerada um activador Dopaminérgico. Evitar o uso em parkinsonianos. A Amisulprida não deve ser administrada em pacientes com suspeita de feocromocitoma sem um controle médico rigoroso. representando 80 a 98 % da quantidade total eliminada. a menos que o tratamento com neurolépticos mostre-se indispensável. O efeito sedativo dos neurolépticos pode alterar a vigilância e tornar perigosa a condução de veículos ou a operação de máquinas. portanto. é prudente reduzir a posologia e promover tratamentos descontinuados em presença de insuficiência renal grave. com uma semi-vida de 12 a 19 horas. 3º CLE – OUT.

que cedem com a administração de um antiparkinsoniano anticolinérgico. delírios. trismo). distúrbios do pensamento. Discinesias precoces (torcicolo espasmódico. ginecomastia. assim como agitação. Discinesias tardias. hiperprolactinemia. inquietação. podendo inclusive provocar um agravamento do quadro. ganho de peso. Demência senil com idéias paranóides. galactorréia. anestésicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES A associação com levodopa é desaconselhada em razão do antagonismo recíproco existente entre a levodopa e os neurolépticos. Acredita-se poder a Amisulprida potenciar a acção de hipotensores. tais como hipnóticos. hostilidade e agressividade. crises oculógiras. violência e outros distúrbios do comportamento. Fase maníaca da psicose maníaco-depressiva. 3º CLE – OUT. ZOCLUPENTIXOL CLOPIXOL INDICAÇÕES Esquizofrenias agudas e crónicas e outras psicoses. CONTRA-INDICAÇÕES Intoxicações agudas por álcool. ainda que raramente. agitação. Atraso mental associado com hiperatividade motora. barbitúricos ou opiáceos. anti-hipertensivos e depressores do sistema nervoso central. confusão e/ou desorientação ou distúrbios do comportamento. em particular: Sedação. 2001 93 . pode ocorrer hipotensão moderada. analgésicos. os antiparkinsonianos anticolinérgicos são desprovidos de acção. que podem ser observadas com todos os neurolépticos durante tratamentos prolongados. EFEITOS SECUNDÁRIOS A Amisulprida pode provocar reacções típicas dos neurolépticos. estados comatosos. tranquilizantes. especialmente com sintomas como alucinações. etc. Variados: Amenorréia. Nestes casos. Reações Vegetativas: Com doses elevadas.

Preferivelmente. O uso profilático de rotina de medicação antiparkinsoniana não é recomendado. se possível. Recomenda-se redução da dose ou. INTERACÇÕES Zoclupentixol pode aumentar a resposta ao álcool e aos efeitos dos barbituricos e outros depressores do SNC. a interrupção da terapia. especialmente durante as fases iniciais do tratamento. Portanto. Na maioria dos casos. O tratamento não deve ser interrompido abruptamente.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML PRECAUÇÕES Zoclupentixol não deve ser ingerido com bebida alcoólica ou barbitúricos. Efeitos sobre actividades que necessitem de atenção: A capacidade de dirigir automóveis ou de operar máquinas pode ser afectada. REACÇÕES ADVERSAS Neurológicas: Podem ocorrer sintomas extrapiramidais. Zoclupentixol não deve ser usado concomitantemente com a guanetidina ou compostos de acção similar. As drogas antiparkinsonianas não aliviam estes sintomas. sobretudo no início do tratamento até que todas as reacções individuais do paciente sejam conhecidas. doença hepática ou cardiovascular avançada. estes efeitos colaterais podem ser controlados satisfatoriamente através da redução da dose e/ou uso de substâncias antiparkinsonianas. A discinesia tardia pode ocorrer muito ocasionalmente em pacientes submetidos a tratamento de longo prazo. Zoclupentixol não deve ser usado durante a gravidez e a lactação. Psíquicas: Sonolência inicialmente. 2001 94 . 3º CLE – OUT. Pacientes em terapia por longo prazo devem ser acompanhados cuidadosamente. Zoclupentixol reduz o efeito da levodopa e das drogas adrenérgicas. deve-se tomar cuidado. O uso concomitante da metoclopramida e piperazina aumenta o risco de sintomas extrapiramidais. Zoclupentixol deve ser usado com precaução em pacientes com desordens convulsivas. já que os neurolépticos podem bloquear o efeito anti-hipertensivo destes compostos.

foi maior que 80% para o receptor de serotonina tipo 2A e maior que 50% para o receptor D2. A ziprasidona tem afinidade moderada pelos transportadores neuronais de serotonina e de 3º CLE – OUT. obstipação. convulsões. 2001 95 . Recomendações especiais: A síndrome neuroléptica maligna (SNM) é uma complicação rara. Os sinais da SNM são: hipertermia. 5HT1D e 5HT1A.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Autonômicas e cardiovasculares: Boca seca. A ziprasidona também interage com os receptores de serotonina 5HT2C. Não se deve utilizar epinefrina (adrenalina). Deve-se fazer lavagem gástrica. Instituir medidas de suporte dos sistemas respiratório e cardiovascular. após a ingestão oral. Conduta na superdosagem: Tratamento sintomático e de suporte. O bloqueio do receptor. taquicardia. rigidez muscular e flutuação do nível de consciência. sintomas extrapiramidais. taquicardia. pois pode resultar em redução ainda maior dos níveis tensionais. coma. Convulsões podem ser tratadas com diazepam e os sintomas extrapiramidais com biperideno. sudorese). Hepáticas: Podem ocorrer alterações leves e transitórias dos testes de função hepática. são vitais a instituição de medidas de suporte geral e tratamento sintomático. SUPERDOSAGEM O conjunto dos seguintes sintomas pode indicar superdosagem: sonolência. hipo ou hipertermia. tão rápido quanto possível. Além de imediata interrupção da medicação neuroléptica. hipotensão. ZIPRASIDONA GEODON A ziprasidona possui uma alta afinidade pelos receptores de dopamina tipo 2 (D2) e afinidade substancialmente maior pelos receptores de serotonina tipo 2A (5HT2A). com afinidade igual ou maior à sua afinidade pelo receptor D2. Administrar carvão activado. ao uso de substâncias neurolépticas. associados a disfunção autonômica (pressão sanguínea lábil. 12 horas após a administração de uma dose única de 40 mg. choque. distúrbio de acomodação. distúrbio da micção. porém potencialmente fatal. utilizando a tomografia de emissão de pósitrons (PET). hipotensão ortostática e vertigens.

por meio desta combinação de actividades antagonistas. Aproximadamente 20% da dose é excretada na urina. A ziprasidona é eficaz no tratamento de pacientes com esquizofrenia e na manutenção da melhora clínica durante a continuação da terapia. apenas uma pequena quantidade (< 1%) é excretada na urina como fármaco inalterado. A ziprasidona demonstrou ser antagonista tanto dos receptores de serotonina do tipo 2A (5HT2A) como dos receptores de dopamina do tipo 2 (D2). ziprasidona-sulfona e sulfóxido. um aumento do número de filhotes natimortos. enfarte agudo do 3º CLE – OUT. A ziprasidona demonstra afinidade desprezível pelos receptores muscarínicos M-1.1 l/kg quando administrada por via intravenosa. A ziprasidona tem um volume de distribuição de aproximadamente 1. genotóxicas e de potencial carcinogênico não revelaram nenhum perigo especial para humanos. A ziprasidona também é um potente antagonista dos receptores 5HT2C e 5HT1D. em parte. com aproximadamente 66% sendo eliminado nas fezes. CONTRA INDICAÇÕES A ziprasidona é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à droga ou a quaisquer componentes do produto. A ziprasidona também é contraindicado em pacientes com conhecido prolongamento no intervalo QT. O clearance sistêmico médio da ziprasidona administrada por via intravenosa é de aproximadamente 5 ml/min/kg. Sugere-se que a actividade antipsicótica seja mediada. um potente agonista do receptor 5HT1A e inibe a recaptação neuronal de norepinefrina e serotonina. 2001 96 . A ziprasidona inalterada representa cerca de 46% de toda a concentração sérica relacionada ao fármaco. Dados de segurança pré-clínicos: Estudos de segurança pré-clínicos baseados em estudos convencionais de segurança farmacológica. tais como sedação e diminuição no ganho de peso corpóreo. diminuição do peso dos filhotes e atraso no desenvolvimento funcional foram observados em doses que causaram toxicidade materna. A ziprasidona é amplamente metabolizada após administração oral. A principal via metabólica leva a formação de S-metildiidroziprasidona. Efeitos adversos sobre a fertilidade. A semi-vida média da ziprasidona após administração intravenosa é de 6 horas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML norepinefrina e demonstra afinidade moderada pelos receptores histamínicos H-1 e receptores alfa-1.

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miocárdio, insuficiência cardíaca descompensada e arritmias tratadas com drogas antiarrítmicas classes I e III. PRECAUÇÕES Uso em crianças: A segurança e a eficácia da ziprasidona em crianças menores que 18 anos de idade ainda não foram avaliadas. Uma vez que a SNM, um complexo raro mas potencialmente fatal, foi relatada em associação com outros fármacos antipsicóticos, um risco potencial da ocorrência deste evento adverso durante o tratamento com ziprasidona não pode ser excluído. O controlo da SNM deve incluir descontinuação imediata de todos os fármacos antipsicóticos. Discinesia tardia: Assim como ocorre com outros antipsicóticos, existe um potencial da ziprasidona causar discinesia tardia e outras síndromes extrapiramidais tardias após tratamento prolongado. Se aparecerem sinais ou sintomas de discinesia tardia, deve-se considerar redução da dose ou descontinuação da medicação. Intervalo QT: A ziprasidona causa um prolongamento no intervalo QT de grau leve a moderado. Portanto, a ziprasidona não deve ser administrada concomitantemente com outros medicamentos que são conhecidos por prolongar o intervalo QT. Distúrbios eletrolíticos tais como hipocalemia e hipomagnesemia aumentam o risco de uma arritmia maligna e devem ser corrigidos antes de o tratamento com ziprasidona ser iniciado. Se pacientes com doenças cardíacas estáveis forem tratados, uma revisão no eletrocardiograma (ECG) deve ser considerada antes do início do tratamento. Se sintomas cardíacos, tais como palpitações, vertigens, síncope ou convulsão ocorrerem, então a possibilidade de uma arritmia cardíaca maligna ocorrer deve ser considerada e uma avaliação cardíaca incluindo um ECG deve ser conduzida. Se o intervalo QT é > 500 ms, é recomendado que o tratamento seja interrompido. Convulsões: Assim como com outros antipsicóticos, recomenda-se cautela no tratamento de pacientes com histórico de convulsões. Uso durante a gravidez e a lactação: Estudos de toxicidade na reprodução demonstraram efeitos adversos no processo reprodutivo apenas com doses associadas à toxicidade materna. Não houve evidências de teratogenicidade. Mulheres com potencial de engravidar que estejam recebendo ziprasidona devem ser aconselhadas a utilizar um método contraceptivo adequado. Como a experiência humana é limitada, a administração de ziprasidona não é

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recomendada durante a gravidez, a menos que o benefício esperado para a mãe supere o risco potencial ao feto. Efeitos na habilidade de dirigir e de operar máquinas: ziprasidona (ziprasidona) pode causar sonolência. Os pacientes que forem dirigir ou operar outras máquinas devem, portanto, ser advertidos adequadamente. INTERACÇÕES Fármacos activos no SNC/Álcool: Considerando os principais efeitos da ziprasidona no SNC, deve-se ter cautela quando for administrada em associação a outros fármacos de acção central, incluindo aqueles que agem nos sistemas dopaminérgicos e serotonérgicos, e com álcool. Efeito de ziprasidona sobre outros fármacos: A concentração de ziprasidona (ziprasidona) requerida para inibir os citocromos CYP2D6 e CYP3A4, in vitro, foi, no mínimo, 1.000 vezes maior que a concentração livre que pode ser esperada in vivo. A relevância clínica destes achados é incerta, mas é improvável que ziprasidona cause interações medicamentosas clinicamente importantes mediadas por estas enzimas. Contraceptivos orais: A administração de ziprasidona não resultou em uma alteração significativa da farmacocinética de estrogênios (etinilestradiol, um substrato do citocromo CYP3A4) ou de progestagênios. Lítio: A co-administração de ziprasidona não teve efeito na farmacocinética do lítio. Efeitos de outros fármacos sobre ziprasidona: A ziprasidona é substrato do citocromo CYP3A4. Entretanto, a importância desta via de metabolização in vivo não é clara, e os potenciais indutores (carbamazepina) ou inibidores (cetoconazol) do citocromo CYP3A4 não produziram qualquer efeito clinicamente significante na AUC e na Cmáx da ziprasidona. Estudos in vitro indicam que o citocromo CYP2D6 pode estar envolvido no metabolismo da ziprasidona. Embora estudos in vivo não tenham sido conduzidos, não é esperado que inibidores dessa enzima afectem o metabolismo da ziprasidona devido ao envolvimento de múltiplas vias metabólicas. Antiácidos: Doses múltiplas de antiácido à base de alumínio e magnésio não alteram a farmacocinética da ziprasidona. Estudos farmacocinéticos demonstraram que a biodisponibilidade da ziprasidona aumenta em até 100% na presença de alimentos. Portanto, recomenda-se que ziprasidona seja administrado com alimentos.

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REACÇÕES ADVERSAS Sonolência, astenia, tontura, síndrome extrapiramidal, hipotensão, prolongamento do intervalo QT , Convulsões. Em estudos clínicos de tratamento de manutenção de longo prazo, os níveis de prolactina em pacientes tratados com ziprasidona estavam algumas vezes elevados. Entretanto, na maioria dos pacientes, estes níveis voltaram ao normal sem a interrupção do tratamento. Além disso, foram raras as manifestações clínicas potenciais (p. ex., ginecomastia e aumento da mama). SUPERDOSAGEM A experiência de superdosagem com ziprasidona é limitada. Os únicos sintomas reportados após a ingestão da maior quantidade confirmada, 3.240 mg, foram sedação leve e fala indistinta. A possibilidade de obnubilação, convulsões ou reação distônica da cabeça e pescoço após superdosagem pode levar ao risco de aspiração com a indução de vómitos. A monitorização cardiovascular deve começar imediatamente e deve incluir monitorização eletrocardiográfica contínua para detectar possíveis arritmias. Não há um antídoto específico para ziprasidona.

7.6. Antidepressivos Atípicos
Até que apareça um termo melhor, são atípicos os antidepressivos que não se caracterizam como Tricíclicos (ADT), como Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e nem como Inibidores da MonoAminaOxidase (IMAOs). Alguns desses Antidepressivos Atípicos aumentam a transmissão noradrenérgica, através do antagonismo de receptores a2 (pré-sinápticos) no sistema nervoso central, ao mesmo tempo em que modulam a função central da serotonina por interação com os receptores 5-HT2 e 5-HT3, como é o caso da Mirtazapina. A actividade antagonista nos receptores histaminérgicos H1 da Mirtazapina é a responsável pelos seus efeitos sedativos, embora esteja praticamente desprovida de actividade anticolinérgica.

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Outros atípicos são inibidores da recaptação de Serotonina e Norepinefrina, alguns inibindo também, a recaptação de dopamina. É o caso da Venlafaxina, da Mirtazapina. Algumas dessas drogas também costumam reduzir a sensibilidade dos receptores beta- adrenérgicos, inclusive após administração aguda, o que pode sugerir um início de efeito clínico mais rápido. Também estão aqui os inibidores da recaptação da Norepinefrina (Noradrenalina), como é o caso da Riboxetina. Alguns atípicos, como é o caso da Tianeptina, embora sejam serotoninérgicos, não inibem a recaptação da Serotonina no neurónio pré-sináptico mas, induzem a sua recaptação pelos neurónios do córtex, do hipocampo e do sistema límbico. As melhoras sintomáticas poderão ser observadas a partir do 3º ao 5º dias e sobre o sono REM a partir do 20º dia de tratamento em posologia suficiente.
AMINEPTINA: Survector FLUVOXAMINA: Luvox MIRTAZAPINA: Remeron REBOXETINA: Prolif TIANEPTINA: Stablon VENLAFAXINA: Efexor TRAZODONA: Donaren MIANSERINA: Tolvon MILNACIPRANO

Apesar de eficientes para o tratamento dos estados depressivos, demoram vários dias para fazer efeito e devem ser tomadas por longo período.

AMINEPTINA
SURVECTOR A Amineptina é usada na forma de cloridrato, mostrando-se como um antidepressivo tricíclico dopaminérgico que inibe a recaptação ("reuptake") do neurotransmissor dopamina no SNC. A Amineptina distingue-se dos antidepressivos tricíclicos imipramínicos pela presença de uma cadeia de aminoácidos inserida num ciclo mediano.

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restrições de uso de Amineptine conjuntamente com álcool ou alimentos. sem maior eficácia antidepressiva. Episódios depressivos em PMD. dores abdominais) ou laboratorial (aumento de transaminases ou fosfatase alcalina) reversíveis com a suspensão do tratamento. Mais raramente. Desaconselha-se o uso durante a gravidez e o aleitamento. Evitar toma da vespertina pelo risco de induzir insónia. Em caso de icterícia. 2001 101 . neurótica. Amineptine actua combatendo a depressão. sobre o humor a partir do 7º dia e sobre as alterações do sono após 3 semanas. febre inexplicada. mialgias. ansiedade. palpitações. Depressão reactiva. icterícia. Foram observadas reacções imunoalérgicas de tradução clínica (mialgias. febre inexplicável. actuando sobre a lentificação psicomotora após 3 a 5 dias de tratamento. pela ausência de experiência clínica nessas condições. com distribuição uniforme por todo o organismo. Evitar doses superiores a 200mg/dia. INDICAÇÕES Síndromes depressivas. Com posologias muito superiores às doses habituais foram relatados casos de acne. observam-se queda da pressão arterial dentro dos limites fisiológicos. Não foram referidas. suspender o medicamento e não expor posteriormente o paciente novamente à amineptina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A amineptina é rapidamente absorvida no trato gastrintestinal. PRECAUÇÕES Não administrar simultaneamente com IMAO. Seu mecanismo de acção é essencialmente dopaminérgico. é aconselhável a dosagem de enzimas hepáticas. gastralgias. com meiavida em torno de 8 horas. involutiva. pois trata-se de reação imunoalérgica. dor abdominal. anorexia ou náuseas persistentes. CONTRA-INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. pelo maior risco de efeitos colaterais. agindo especificamente sobre a lentificação psicomotora e sobre o humor. REACÇÕES ADVERSAS Irritabilidade. Nos casos de se encontrarem elevadas. náuseas e vertigens. até o momento. insónia (principalmente após toma da vespertina). sendo eliminada principalmente pelos rins.

O seu mecanismo de acção lembra o de outros antidepressivos conhecidos (fluoxetina. hipnossedativos ou cardiovasculares.5 a 2. já que está directamente associado à potenciação da actividade neurotransmissora no sistema nervoso central. 26% ao metabólito ativo (ODV) e 27% a outros metabólitos inativos. histaminérgicos ou alfaadrenérgicos. não exerce esta acção sobre os receptores muscarínicos. isto faz com que a excreção renal seja a principal via de eliminação da venlafaxina. Por esta razão não seriam gerados efeitos significativos no nível autônomo. e desta 5% correspondem ao fármaco não metabolizado. O processo de absorção gastrintestinal não é afectado pela presença de alimentos. antecedentes de hepatite por amineptina. Quimicamente denomina-se 1-2 dimetilamino-1-4metoxifeniletil.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Coréia de Huntington. Estima-se que aproximadamente 87% da dose administrada por via oral são excretados na urina dos pacientes nas primeiras 48 horas. sofre uma activa e ampla biotransformação hepática da qual surge um único e activo metabólito denominado O-desmetilvenlafaxina (ODV). sertralina e paroxetina).215ng/ml.ciclohexano. A fração que se liga às proteínas plasmáticas é de 27% para uma concentração sérica de 2. à diferença dos acima mencionados. 3º CLE – OUT. tetracíclicos e outros agentes antidepressivos conhecidos. nem anticolinérgicos. insuficiência hepática. além de inibir a recaptação da serotonina (5-hidroxitriptamina) age sobre a noradrenalina e a dopamina. É um potente e activo inibidor da recaptação de aminas no neurónio présináptico e. 2001 102 . como ocorre com os antidepressivos tricíclicos clássicos. O perfil farmacocinético da venlafaxina administrada a cada 8 ou 12 horas não é alterado pela idade nem pelo sexo dos indivíduos em tratamento. mesmo assim. A venlafaxina é absorvida sem inconvenientes no trato digestivo (92%) nas doses habituais (25-100mg/dia). VENLAFAXINA EFEXOR A Venlafaxina é um novo fármaco antidepressivo com uma estrutura química totalmente diferente da dos tricíclicos clássicos.

Quando se deseja substituir a venlafaxina por um antidepressivo inibidor da monoamino oxidase (IMAO). diazepam. 3º CLE – OUT. devendo-se evitar a suspensão repentina. secura da boca e astenia. CONTRA-INDICAÇÕES Gravidez e lactação. A suspensão do tratamento deverá ser lenta e gradual. INTERACÇÕES A venlafaxina é um antidepressivo que. a administração a crianças menores de 18 anos ou em presença de insuficiência hepática ou renal graves. nervosismo. observar um intervalo de 7 a 14 dias. PRECAUÇÕES Os indivíduos que requerem um grau de reflexos e alerta. anorexia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Em indivíduos com transtornos renais. Em geral. erupções cutâneas. Desaconselhase o consumo de bebidas alcoólicas durante o tratamento. deverão ser advertidos do risco de desenvolver sonolência. cimetidina). REACÇÕES ADVERSAS Foram relatados náuseas. Em indivíduos hipertensos deverá ser usada com precaução e controle tensional periódico. Hipersensibilidade ou alergia à venlafaxina. Transtornos obsessivo-compulsivos. para se conseguir a eutimia. enquanto que em pacientes com nefropatias crónicas em processo de diálise a semi-vida prolongou-se em torno de 180%. a semi-vida de eliminação prolongou-se aproximadamente 50% e o clearance de creatinina em 24%. confusão mental. 2001 103 . pela sua reduzida fração ligada às proteínas plasmáticas e sua mínima interação com o sistema citocromo P450. insónia. ou trabalham com máquinas ou veículos. ansiedade. a tolerância clínica ao fármaco é boa e a incidência destes efeitos é baixa (3%). diarréia. A semi-vida plasmática do fármaco é similar à da fluoxetina (3 a 5 dias). possui uma leve tendência a gerar interações medicamentosas com diversos fármacos (lítio. As patologias depressivas severas requerem tratamentos prolongados (3 a 6 meses). INDICAÇÕES Síndromes depressivas de grau variável. cefaléia. Em indivíduos com insuficiência renal recomenda-se reduzir a dose diária.

A Reboxetina não possui afinidade significativa com receptores adrenérgicos e muscarínicos. Embora o fármaco inalterado seja predominante na circulação sistêmica (70% da radioatividade 3º CLE – OUT. Dados indicam que a biodisponibilidade absoluta é de no mínimo 90%. com semi-vida de aproximadamente 13 h. O fármaco parece distribuir-se na água caporal total. sem dependência significativa da concentração do fármaco. a Reboxetina não apresenta ligação significativa aos receptores da histamina e dopamina. a administração de doses únicas de 1 mg e 3 mg de Reboxetina foi acompanhada por efeitos no SNC dose-dependentes com alterações do EEG (diminuição da voltagem) das ondas teta e beta rápida na derivação fronto-central e melhora da performance. portanto. A taxa de ligação a proteínas plasmáticas da Reboxetina é de 97% (com afinidade acentuadamente maior à glicoproteína l-ácida do que B albumina). Após administração oral de dose única de 4 mg de Reboxetina a voluntários saudáveis. A ligação a estes receptores foi descrita como estando associada a efeitos colaterais cardiovasculares. Nas doses terapeuticamente eficazes. alcançou-se pico de concentração plasmática de aproximadamente 130 ng/ml em um prazo de 2 h após a administração. 2001 104 . A inibição da recaptação e o conseqüente aumento da disponibilidade da noradrenalina na fenda sinóptica e a alteração da transmissão noradrenérgica estão entre os mecanismos de acção mais importantes dos antidepressivos conhecidos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REBOXETINA PROLIFT A Reboxetina é um inibidor altamente selectivo e potente da recaptação da noradrenalina. A quantidade de radioatividade excretada na urina é de 78% da dose. anticolinérgicos e sedativos de outros medicamentos antidepressivos. Os níveis plasmáticos de Reboxetina decaem de forma mono-exponencial. Observaram-se condições de estado de equilíbrio num prazo de 5 dias. Em voluntários saudáveis. pode ser chamada de ISRN (Inibidor Seletivo da Recaptação da Noradrenalina).

Da mesma forma que com todos os antidepressivos. a administração do medicamento deve ser descontinuada se o paciente apresentar convulsões. supervisão rigorosa do paciente durante o período inicial da terapia medicamentosa. A Reboxetina é extensivamente metabolizada após administração oral. Deve-se ter cuidado especial ao administrar a Reboxetina concomitantemente a outros medicamentos de conhecida acção hipotensora. Acima da dose máxima recomendada. o uso da Reboxetina deve ser acompanhado de monitorização no caso de acidentes com antecedentes de distúrbios convulsivos. A Reboxetina apenas 3º CLE – OUT. O efeito clinico é observado após 14 dias do início do tratamento. em termos de adaptação social. em termos de AUC). Uso na Gravidez e Lactação: Não foram realizados estudos adequados e bem-controlados em mulheres grávidas. Deve-s-e evitar o uso concomitante de inibidores da MAO e Reboxetina. Deve-se supervisionar rigorosamente pacientes com retenção urinária e glaucoma. portanto. Recomenda-se. A remissão da fase aguda da doença depressiva está associada a melhora da qualidade de vida do paciente. PRECAUÇÕES Devido ao relato de alguns raros casos de convulsões durante os estudos clínicos realizados. INDICAÇÕES A Reboxetina é indicada para o tratamento agudo da doença depressiva e para a manutenção da melhora clínica em pacientes resistentes ao tratamento inicial. apenas 10% da dose é excretada na urina na forma inalterada. observou-se hipotensão ortostática com maior frequência. a supervisão rigorosa de pacientes bipolares. 2001 105 . portanto. ocorreram alternâncias de mania/hipomania durante os estudos clínicos. Recomenda-se.Uso pediátrico: Não foram avaliadas a segurança e a eficácia da Reboxetina em crianças.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML total. Em estudos não se observou comprometimento cognitivo ou psicomotor com esse fármaco. Efeitos sobre a capacidade de conduzir veículos e operar máquinas: A Reboxetina não é sedativa. até que estejam disponíveis dados adicionais. O risco de tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra remissão significativa. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade a Reboxetina ou a qualquer outro componente da fórmula.

CYP2C19 e CVP2E1. A extensão da absorção da Reboxetina não é influenciada significativamente pela ingestão concomitante de alimentos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML deveria ser utilizada durante a gravidez se o benefício esperado justificar o risco potencial para o feto. INTERACÇÕES Estudos in vitro e in vivo mostraram que a Reboxetina não é metabolizada pelo citocromo P450 2D6. Estudos de metabolismo in vivo mostraram que a Reboxetina não inibe a actividade das seguintes iso-enzimas do citocromo P-450: CYP1A2. Não se avaliou em estudos clínicos o uso concomitante da Reboxetina com outros antidepressivos tricíclicos. REACÇÕES ADVERSAS Secura na boca. dificuldades na micção. insónia. que ocorreu com maior freqüência em pacientes do sexo masculino. taquicardia. A única modificação observada nos sinais vitais foi um aumento na frequência cardíaca ortostática. aumento de sudorese. inibidores da MAO. vertigem. obstipação. Em concentrações altas. CYP2C9. Portanto. 2001 106 . a diferença mais importante entre os sexos foi relacionada à freqüência de dificuldades na micção e retenção urinária. mas não se conhece a significância clínica dessa observação. 3º CLE – OUT. evidentes ao ECG. impotência. é improvável que inibidores dessa enzima. Observou-se impotência principalmente em pacientes tratados com doses maiores que 8 mg/dia. afectem a farmacocinética da Reboxetina. ISRSs e Lítio). como a fluoxetina e a paroxetina. a Reboxetina inibe a CYP2D6. Da mesma forma. em aproximadamente 15% dos casos. observaram-se distúrbios do ritmo cardíaco (principalmente taquicardia) e de condução. retenção urinária. não são necessárias precauções especiais no caso de pacientes que apresentam deficiência desta enzima. Além da taquicardia não foram relatadas alterações consistentes nos traçados de ECG durante o tratamento de pacientes adultos com Reboxetina. Enquanto não estiverem disponíveis informações sobre a excreção da Reboxetina no leite materno humano não se recomenda a administração da Reboxetina a lactantes. Na população idosa. Em termos de incidência de efeitos adversos.

3º CLE – OUT. A interferência com os processos adrenérgicos é mínima. produzindo. O seu mecanismo de acção parece estar relacionado à inibição selectiva da recaptura da serotonina nos neurónios cerebrais. quando da administração de doses repetidas. No caso de doses tóxicas recomenda-se monitorização da função cardíaca e dos sinais vitais. e discretamente mais longa (17-22 horas). 13-15 horas após uma dose única. A meia-vida plasmática média da Fluvoxamina é de aproximadamente. sendo indicado para tratamentos tanto de curto prazo tanto de manutenção. 2001 107 . Níveis plasmáticos máximos são atingidos 3 a 8 horas após sua administração. histaminérgicos. betaadrenérgicos. nove metabólitos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SUPERDOSAGEM Em alguns casos foram administradas doses maiores que as recomendadas (12 mg a 2O mg/dia) por um período que variou de alguns dias a algumas semanas durante os estudos clínicos. Os estudos realizados em pacientes idosos não mostraram diferenças quanto à segurança e eficácia em ralação a pacientes de outras faixas etárias. que são excretados pelos rins. FLUVOXAMINA LUVOX A Fluvoxamina é indicada no tratamento de certos distúrbios afectivos. quando os níveis plasmáticos de equilíbrio são atingidos em 10 a 14 dias. ansiedade e hipertensão. A Fluvoxamina sofre extensa transformação hepática. colinérgicos muscarínico. Os dois metabólitos principais mostraram actividade farmacológica não significativa e acredita-se que os demais metabólitos não sejam farmacologicamente activos. dopaminérgicos ou serotoninérgicos. A Fluvoxamina é absorvida após administração oral. Fluvoxamina é bem tolerado. Os eventos adversos relatados incluíram hipotensão ortostática. sendo também negligenciável a sua capacidade de ligação aos receptores alfa-adrenérgicos. A ligação da Fluvoxamina às proteínas plasmáticas humanas in vivo é de cerca de 80%. principalmente via demetilação oxidativa. pelo menos.

Fluvoxamina não é recomendado para uso em crianças. Fluvoxamina é também indicada em pacientes com hipersensibilidade à droga. Pacientes apresentando insuficiência renal ou hepática devem receber. inicialmente. 0 tratamento com Fluvoxamina pode ser iniciado duas semanas após suspensão de um IMAO irreversível. Da mesma maneira que ocorre com outros fármacos psicoativos o paciente deve ser alertado para evitar o uso de álcool durante o tratamento com Fluvoxamina. CONTRA-INDICAÇÕES Fluvoxamina não deve ser administrada concomitantemente com inibidores da monoamino-oxidase (IMAO). uma dose mais baixa. pois ainda não há experiência suficiente. e pode persistir até que ocorra uma remissão significativa. devendo ser cuidadosamente monitorizados. Ela não interfere nas habilidades psicomotoras associadas com a condução de veículos ou operação de máquinas. Fluvoxamina pode provocar uma insignificante diminuição no batimento cardíaco. 2001 108 . nem efeitos 3º CLE – OUT. relatou-se sonolência durante o tratamento com a Fluvoxamina. Contudo. Recomenda-se cautela quando o produto é administrado a pacientes com distúrbios convulsivos. INDICAÇÕES Fluvoxamina é indicada no tratamento da depressão e dos sintomas do transtorno obsessivo-compulsivo. até a dose de 150 mg/dia. com o produto nessa faixa etária. à actividade reprodutora. Deve haver um intervalo de pelo menos uma semana entre o término do tratamento com Fluvoxamina e do tratamento com qualquer IMAO. ou o tratamento deve ser descontinuado.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Não houve evidência de fenómenos de dependência. O tratamento deve ser descontinuado se ocorrerem convulsões. PRECAUÇÕES A possibilidade de tentativa suicida é inerente a pacientes com depressão. Gravidez e lactação: Estudos de reprodução com altas doses em animais não revelaram evidências de prejuízo à fertilidade. ou no dia seguinte após a suspensão de um lMAO reversível por exemplo. moclobemida.

possivelmente. INTERACÇÕES Fluvoxamina não deve ser utilizado em combinação com IMAOs. A Fluvoxamina tem sido utilizada em combinação com lítio no tratamento de pacientes com depressão grave resistente à medicação. Este produto. essa associação deve ser utilizada com cautela. warfarina. isso resulta numa síndrome serotoninérgica. o lítio (e. Portanto. é possível uma interacção clinicamente significativa com drogas com um índice terapêutico estreito. o triptofano) aumenta os efeitos serotoninérgicos da ftuvoxamina. A Fluvoxamina pode prolongar a efeminação de drogas metabolizadas por via oxidativa no fígado. Não se recomenda a administração concomitante desses fármacos. Em raras ocasiões. diminuir a dose desse medicamento quando prescrito juntamente com Fluvoxamina. devem ser observadas as precauções usuais relativas à administração de qualquer droga durante a gravidez. Apesar disso. Nos estudos de interação medicamentosa. portanto. e. Recomenda-se. Os efeitos serotoninérgicos podem também ser aumentados quando a Fluvoxamina é utilizada em combinação com outros agentes serotoninérgicos (incluindo somatriptano e ISRSs). Quando Fluvoxamina é administrada concomitantemente com warfarina por duas semanas. observou-se níveis plasmáticos aumentados de propranolol durante administração concomitante da Fluvoxamina. Os níveis plasmáticos de benzodiazepínicos metabolizados por via oxidativa podem aumentar durante a administração concomitante com Fluvoxamina. 3º CLE – OUT. não deve ser utilizado por mulheres que estejam a amamentar.. fenitoína. A Fluvoxamina é excretada no leite humano em pequenas quantidades. teofilina. as concentrações plasmáticas de warfal aumentam significativamente. e os tempos de protrombina são aumentados. clozapina carbamazepina. Relatou-se um aumento nos niveis plasmáticos previamente estáveis de antidepressivos tricíclicos quando usados de forma combinada com Fluvoxamina . 2001 109 . portanto. ex. Contudo. deve-se monitorizar os tempos de protrombina dos pacientes que estejam recebendo anticoagulantes orais e Fluvoxamina. como p. Não se registaram interações com digoxina ou atenolol.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML teratogênicos. portanto.

convulsões. raramente esta foi observada durante o tratamento com Fluvoxamina. anorexia. tonturas. vertigens. agitação. obstipação. cefaléia. SUPERDOSAGEM Os sintomas mais comuns de superdosagem incluem queixas gastrintestinais. náuseas. palpitações/taquicardia. bradicardia. dor abdominal. erupção cutânea. vómitos e diarréia. Este efeito colateral geralmente diminui dentro das duas primeiras semanas de tratamento. mal estar. algumas vezes acompanhada de vómitos. Reações raras (< 0. ansiedade. não sendo necessariamente relacionada com o tratamento. boca seca. incluindo cefaléias. sonolência. distúrbios da função hepática. ejaculação retardada. prurido. ataxia. confusão.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REACÇÕES ADVERSAS A reacção adversa mais frequentemente observada com Fluvoxamina é náusea.1%): função hepática anormal. nervosismo. 2001 110 . galactorréia. Foram também relatados eventos cardíacos taquicardia. fotossensibilidade. mania. Embora tenha sido observada hiponatremia durante o uso de outros antidepressivos. artralgia. observados nos estudos clínicos nas frequências relacionadas abaixo. sonolência. tremores. sudorese. náuseas. convulsões e coma. TIANEPTINA STABLON 3º CLE – OUT. vertigens e ansiedade após a interrupção abrupta da administração de Fluvoxamina. são frequentemente associados com a própria patologia tratada. hipotensão. insónia. Raramente.5%): astenia. Outros efeitos colaterais. Reacções adversas mais frequentes (1-1. sintomas extrapiramidais. foram relatados sintomas. alucinações. dispepsia. Reações menos freqüentes (< 1 %): hipotensão postural. diarréia. mialgia.

Não parar o tratamento bruscamente. em crianças menores de 15 anos. os pacientes em uso de Tianeptina deverão ser vigiados no início do tratamento. do hipocampo e do sistema límbico. gravidez. associação aos IMAO. pesadelos. desconforto respiratório. é conveniente advertir o anestesista e suspender o tratamento 24 ou 48 horas antes da intervenção. Na paragem do tratamento recomenda-se. cefaléia. insónia. obstipação. sobre o sistema colinérgico (ausência de manifestações anticolinérgicas). sonolência. A absorção digestiva da Tianeptina é rápida e completa. 2001 111 . uma actividade sobre os distúrbios do carácter e do comportamento do etilista no período de abstinência. a redução progressiva da dose durante 7 a 14 dias. sobre o sistema cardiovascular. em caso de anestesia geral. 3º CLE – OUT. secura da boca. náuseas. CONTRA-INDICAÇÕES Crianças menores de 15 anos. O seu mecanismo de acção é essencialmente serotoninérgico. anorexia. como para todos os antidepressivos. vertigens. A excreção dos metabólitos se dá essencialmente por via renal com uma excreção muito pequena do produto inalterado (8%). mialgia. lipotimia. lombalgia. uma actividade nítida sobre as queixas somáticas. tremores. em particular as queixas digestivas. na gravidez ou aleitamento. dores abdominais. A Tianeptina não deve ser utilizado nos seguintes casos: em associação com os IMAO. flatulência. A metabolização é hepática. PRECAUÇÕES Devido ao risco de suicídio. geralmente benignas: gastralgias. ligadas à ansiedade e aos distúrbios do humor. associação com a mianserina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A Tianeptina é um antidepressivo derivado dos tricícliclos. astenia. A Tianeptina é desprovida de efeito: sobre o sono e a vigília. Desta forma Tianeptina caracteriza-se por: uma actividade sobre os distúrbios do humor. vómitos. pois Tianeptina induz a recaptação da serotonina pelos neurónios do córtex. situando-se entre os antidepressivos sedativos e os estimulantes. A distribuição é próxima de 94%. REAÇÕES ADVERSAS Raras. de indução ao hábito.

2001 112 . SUPERDOSAGEM Além da sedação excessiva não foram identificados efeitos de importantes por superdose.Apresenta uma longa semi-vida plasmática (20-40 horas). 3º CLE – OUT. Nesses casos aconselham-se lavagem gástrica. regulação por rebaixamento dos adreno-receptores. terapia sintomática e apoio das funções vitais respiratórias e cardiovasculares. alterações nos receptores serotoninérgicos. MIRTAZAPINA REMERON A Mirtazapina é um antidepressivo tetracíclico derivado da piridolbenzazepina. a diminuição da descarga neuronal.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES Com IMAO não seletivos e com a mianserina. Também foram postulados numerosos mecanismos para explicar a dissociação entre o bloqueio de recaptação de neuraminas. melancolia. e o surgimento tardio (14 a 21 dias) do efeito antidepressivo clínico como a diminuição da troca do neurotransmissor. como ocorre com outros fármacos afins (maprotilina. hidratação. difunde-se no plasma e liga-se com elevada afinidade às proteínas séricas (90%). INDICAÇÕES Síndromes depressivas. A sua eliminação realiza-se principalmente através do rim. Depressão associada com ansiedade. O seu efeito neurodepressor é acentuado. que é rápido e detectável em poucas horas. depressão reactiva. doença maníaco-depressiva bipolar. A sua absorção digestiva é rápida e completa após sua administração oral. que como todos esses fármacos bloqueia a captação neuronal de aminas e consequentemente induz um aumento e maior biodisponibilidade de noradrenalina (NA) ou de serotonina (5HT) em nível sináptico. similar à maprotilina. amoxapina). enquanto a atividade anticolinérgica é fraca.

A dose deverá ser adequada. INTERACÇÕES O uso simultâneo com álcool. regulada e controlada cuidadosamente em indivíduos com insuficiência hepática ou renal. febre. insuficiência cardíaca. O uso simultâneo com IMAO não é aconselhado devido ao risco hipertensor e convulsivante. Crises convulsivantes. realizar um hemograma e suspender o tratamento. especialmente em indivíduos que dirijam veículos ou maquinarias perigosas. ginecomastia. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade ao fármaco. artralgia. Pode ser observado agravamento dos sintomas psicóticos quando o medicamento é administrado a pacientes com esquizofrenia ou patologias psicóticas ou paranóides. diabetes. estomatite ou outros sinais de infecções. glaucoma de ângulo estreito. discrasias sanguíneas. sonolência. epilepsia. hipertrofia prostática. Crianças menores de 12 anos. enfarte do miocárdio recente. secura da boca.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REACÇÕES ADVERSAS Cefaléias. Pode afectar a concentração e os reflexos. tonturas. Estados maníacos. Gravidez e lactação. Pode diminuir o limiar convulsivante e diminuir o efeito dos agentes anticonvulsivantes quando associado a esses medicamentos. PRECAUÇÕES Após 4-6 semanas do início do tratamento foi observada mielodepressão manifestada como granulocitopenia que é reversível com a supressão do tratamento. visão turva. TRAZODONA DONAREN 3º CLE – OUT. edemas. barbitúricos ou benzodiazepínicos pode potencializar o efeito depressor sobre o SNC. 2001 113 . hipotensão arterial. e diante da sua detecção. astenia. arritmias cardíacas. icterícia. hipotensão arterial. Deverá monitorizar o surgimento de odinofagia.

a presença de alimentos pode elevar levemente a biodisponibilidade. na profilaxia da enxaqueca e para alívio dos sintomas de agorafobia dos pacientes com síndromes de abstinência de álcool.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A Trazodona é um antidepressivo cuja molécula não apresenta relação com outros fármacos de efeito similar. que interfere na vida diária e inclui pelo menos 4 dos seguintes sintomas: mudanças no apetite. Sabe-se que. submeter o paciente a lavagem ou esvaziamento gástrico. A resposta clínica observa-se em 75% dos pacientes ao final da segunda semana de administração. SUPERDOSE Ocorreram mortes por superdoses em pacientes que consumiam paralelamente outras drogas (álcool. expressa como depressão ou humor disfórico. perda de interesse pelas actividades diárias. amobarbital. inversões no sono. raciocínio lento ou perda da concentração e idéias ou tentativas de suicídio. convulsões e modificações no eletrocardiograma. O mecanismo de acção não está bem esclarecido. A trazodona é bem absorvida no intestino. inibe de forma selectiva a recaptação de serotonina pelas sinapses cerebrais e potencia as mudanças de comportamento induzidas pela administração de um precursor da serotonina. Também tem sido utilizada isolada ou como coadjuvante no tratamento da bulimia. clordiazepóxido). da neuropatia diabética. diminuição do desejo sexual. Com tradozona isolada as reacções mais severas têm sido: priapismo. Não existe tratamento específico. enquanto os restantes 25% exigem 2 a 4 semanas para responder. deve-se administrar tratamento sintomático de manutenção. A eliminação é bifásica e varia muito de um paciente para outro. meprobamato. da cleptomania. do sentimento de culpa ou de menosprezo. o 5-hidroxitriptofano. em animais. INDICAÇÕES Depressão profunda. a diurese forçada pode ajudar a eliminar a trazodona. 2001 114 . álcool + hidrato de cloral + diazepam. paragem respiratória. atraso ou agitação psicomotora. aumento da fadiga. REACÇÕES ADVERSAS 3º CLE – OUT.

3. Desconhece-se a ocorrência de interações entre os IMAO e a trazodona. observa-se que sua administração eleva a reabsorção fetal. INTERACÇÕES Pode elevar os níveis séricos de degoxina e fenitoína. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade à trazodona. enquanto receber a trazodona. 14b-hexahidro-2-metildibenzo [c. boca seca. f] pirazino [1. insónia. O cloridrato de mianserina não possui actividade anticolinérgica dos "TADs". os homens com ereções prolongadas e impróprias deveriam interromper o uso da droga imediatamente e consultar o médico. não-relacionado com os antidepressivos tricíclicos "TADs". quimicamente denominado como monocloridrato de 1. por isso. por isso as transições entre eles devem ser feitas com extrema cautela. hipotensão. 10. 4. hipertensão. A amamentação deve ser interrompida se for indicada a trazodona.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Visão turva. obstipação. devido à ausência de cadeia lateral básica em sua estrutura. 2001 115 . nervosismo. confusão. a] azepina. dor de cabeça. a menos que o benefício para elas supere o risco potencial para o feto. 2. sonolência. 3º CLE – OUT. enjoos. que exige intervenção cirúrgica em um terço dos casos com uma proporção de impotência ou falhas permanentes de ereção. dores músculo-esqueléticas. vómitos. Não operar máquinas pesadas nem dirigir automóveis. Em animais. incoordenação. A segurança e a eficácia em menores de 18 anos não foram estabelecidas. 2. náuseas. MIANSERINA TOLVON A Mianserina é um agente antidepressivo para uso oral. PRECAUÇÕES A trazodona tem sido associada ao aparecimento de priapismo. fadiga. por isso não deveria ser usada em mulheres grávidas.

CONTRA INDICAÇÕES Em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula. metildopa) nem altera a acção dos anticoagulantes cumarínicos (fenprocumon). 3º CLE – OUT. Os benefícios do uso de Mianserina durante a gravidez e a lactação deverão ser avaliados em relação aos possíveis riscos para o feto ou lactente. A Mianserina é bem tolerado particularmente por pacientes idosos e portadores de doenças cardiovasculares. portanto. causa menos efeitos cardiotóxicos em superdosagens. como outros antidepressivos. metabolizado no fígado e excretado pela urina e fezes. PRECAUÇÕES Mianserina possui acção sedativa pronunciada e pode diminuir a performance psicomotora durante os primeiros dias de tratamento. durante a fase maníaca de doença bipolar e nos casos de psicose esquizofrênica. o tratamento deverá ser descontinuado. Nesses casos. O tratamento deverá ser interrompido na vigência de icterícia ou de convulsões. os pacientes deverão ser prevenidos quanto à realização de tarefas perigosas como dirigir veículos ou operar máquinas. poderá precipitar a ocorrência de hipomania em indivíduos susceptíveis a doença depressiva bipolar. Mianserina Comprimidos é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A eficácia antidepressiva global da Mianserina é comparável a dos antidepressivos commumente utilizados. Comparado aos "TADs". INDICAÇÕES Mianserina é indicado no tratamento das patologias depressivas nas quais estejam indicados os fármacos antidepressivos. Finalmente. é isento de actividade anticolinérgica e não produz efeitos significativos sobre o sistema cardiovascular. Mianserina. A Mianserina não antagoniza a acção de agentes simpaticomiméticos (betanidina) ou dos receptores alfa-2 (clonidina. 2001 116 . Em doses terapeuticamente efectivas. Mianserina possui ainda actividade ansiolítica de valor no tratamento de pacientes com ansiedade associada à depressão.

geralmente evidenciados por granulocitopenia ou agranulocitose. clonidina. deverá ser solicitado um hemograma. Embora não seja considerado epileptogênico. guanetidina ou propranolol (isolados ou em combinação com hidralazina) entretanto. A freqüência e severidade dos sintomas relacionados com a depressão tais como visão turva. Durante os primeiros dias de tratamento foram relatados casos de tonturas. os pacientes deverão ser orientados a não usar bebidas alcoólicas durante o tratamento com Mianserina Comprimidos. Precauções normais deverão ser tomadas e posologias de qualquer terapêutica concomitante mantidas sob controle quando do tratamento de pacientes portadores de: diabetes. deve-se ter cautela quando da administração de Mianserina a pacientes com história de crises convulsivas. Essas reacções foram revertidas com a interrupção do tratamento. portanto. porém. edema e ginecomastia foram ocasionalmente relatados. renal ou hepática. REACÇÕES ADVERSAS Discrasias sanguíneas. 2001 117 . não é recomendável reduzir a dose de Mianserina. em muitos casos foi observado uma diminuição desses sintomas. A fim de assegurar um efeito antidepressivo óptimo. metildopa. Se o paciente apresentar febre. ao contrário. insuficiências cardíaca. irritação da garganta. distúrbios da função hepática. hipotensão. INTERACÇÕES O cloridrato de mianserina poderá potencializar a acção depressiva do álcool sobre o SNC. foram relatados casos de depressão da medula óssea. artralgia. pacientes com glaucoma ou sintomas sugestivos de hipertrofia prostática. mais comum nos idosos. SUPERDOSAGEM 3º CLE – OUT. convulsões. recomenda-se monitorizar a pressão arterial dos pacientes que estejam em tratamento concomitante com anti-hipertensores.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Após 4 a 6 semanas de tratamento com cloridrato de mianserina. boca seca e obstipação não aumentam durante o tratamento com Mianserina. Essas reacções foram observadas em todas as faixas etárias. A Mianserina não deverá ser administrado simultaneamente ou dentro de 2 semanas após a interrupção do tratamento com inibidores da MAO. hipomania. Mianserina não interage com a betanidina. estomatite ou outros sinais de infecção.

o milnaciprano não tem afinidade por receptores colinérgicos (muscarínicos). normalmente estão confinados a sedação prolongada. Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos. Em associação com inibidores não selectivos da MAO (IMAOs). um nível de inibição de 50% a 90% da recaptação de noradrenalina e serotonina. O tratamento consiste na lavagem gástrica e na instituição de terapia sintomática de suporte para as funções vitais. CONTRA-INDICAÇÕES O milnaciprano é contra-indicado nas seguintes condições:Hipersensibilidade conhecida ao milnaciprano ou a outros componentes da formulação. Em pacientes com menos de 15 anos. Após ingestões repetidas. A sua biodisponibilidade é da ordem de 85%. É improvável a ocorrência de arritmias cardíacas. convulsões. Não há um antídoto específico. a dose terapêutica e as concentrações plasmáticas do milnaciprano produzem. inibidores selectivos da MAO B. digitálicos e agonistas 5HT1D (sumatriptano). O milnaciprano também não tem afinidade por receptores dopaminérgicos D1 e D2 ou receptores benzodiazepínicos e opióides. 3º CLE – OUT. O milnaciprano é bem absorvido após administração por via oral. O milnaciprano não induz modificações de repolarização ou condução cardíacas e tem pouco efeito sedativo. É conveniente aguardar um intervalo de pelo menos 15 dias entre a interrupção do tratamento com um inibidor da MAO e a introdução de milnaciprano. consistentemente. MILNACIPRANO IXEL O milnaciprano é um inibidor não selectivo de recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). A concentração plasmática máxima é atingida por volta de 2 horas após a ingestão oral. por falta de dados clínicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Os sintomas relacionados à superdosagem. a1-adrenérgicos ou histaminérgicos H1. não sendo modificada pela alimentação. Em humanos. 2001 118 . o nível plasmático do estado de equilíbrio é atingido em 2 a 3 dias. hipotensão severa e depressão respiratória.

Na ausência de efeitos teratogênicos demonstrados nos estudos em animais. O milnaciprano deve ser prescrito com prudência nos seguintes casos: Em pacientes com insuficiência renal: a posologia deve ser reduzida. Estudos em animais evidenciaram a passagem de pequena quantidade de milnaciprano pela placenta. Actualmente. Em pacientes hipertensos ou cardiopatas: recomenda-se reforçar a vigilância clínica. em razão do prolongamento da semi-vida de eliminação. Embora interação com álcool não tenha sido evidenciada. este medicamento também não deve ser usado nas seguintes condições:Em associação com adrenalina e noradrenalina por via parenteral. a amamentação é contraindicada. Pacientes com insónia ou nervosismo no início do tratamento podem necessitar tratamento sintomático adjuvante transitório. o tratamento com milnaciprano deve ser descontinuado e. Em caso de evidente ciclagem para mania. pois não existem informações suficientes sobre seus efeitos sobre o feto. malformações em humanos não são esperadas. PRECAUÇÕES Como no tratamento com outros antidepressivos. é preferível não administrar o milnaciprano durante a gravidez. 3º CLE – OUT. pois o efeito na inibição psicomotora pode preceder a acção antidepressiva do medicamento. é preferível não usar o milnaciprano durante a gravidez.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML De modo geral. ou clonidina e compostos similares. Na gravidez e lactação: por medida de precaução. por medida de precaução. Em hipertrofia prostática e outros distúrbios gênito-urinários . recomenda-se evitar a ingestão de álcool. Como pequenas quantidades do milnaciprano são excretadas no leite materno. Em pacientes com glaucoma de ângulo aberto. 2001 119 . uma vez que o milnaciprano pode aumentar discretamente a frequência cardíaca em alguns pacientes. como o milnaciprano passa para o leite em pequenas quantidades. o risco de suicídio em pacientes deprimidos persiste no início do tratamento. na maioria dos casos. Entretanto. digoxina e inibidores selectivos da MAO. o seu uso é contra-indicado durante a amamentação. como com qualquer medicamento psicotrópico. um agente antipsicótico sedativo pode ser introduzido. não há dados relevantes que demonstrem efeitos teratogênicos ou tóxicos do milnaciprano para o feto quando este é administrado durante a gravidez.

este medicamento pode reduzir a capacidade física e mental necessária para a execução de tarefas como operar máquinas ou dirigir veículos. Deve-se aguardar um intervalo de uma semana entre a interrupção do milnaciprano e o início do tratamento com sumatriptano. taquicardia. hiperatividade. 3º CLE – OUT. Associações desaconselhadas: Com adrenalina. por potencialização de efeitos serotoninérgicos. INTERACÇÕES Associações contra-indicadas: Com inibidores não seletivos da MAO (tranilcipromina): Existe o risco do desenvolvimento de síndrome serotoninérgica. particularmente por via parenteral.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Embora nenhuma alteração da função cognitiva ou psicomotora tenha sido observada em voluntários sadios. Os seguintes sintomas podem ocorrer: psiquiátricos: agitação. calafrios. motores: mioclonias. diaforese. 2001 120 . hipomania. A síndrome serotoninérgica manifesta-se pelo desenvolvimento simultâneo ou sequencial (às vezes abrupto) de um conjunto de sintomas que podem requerer hospitalização ou mesmo levar à morte. rigidez. existe o risco de hipertensão arterial e vasoconstrição arterial coronariana. tremores. Deve haver um intervalo de duas semanas entre o término de tratamento com um IMAO e o início do tratamento com o milnaciprano e pelo menos uma semana entre a interrupção do milnaciprano e o início de tratamento com um IMAO. hiperreflexia. confusão mental. noradrenalina (simpatomiméticos alfa e beta). Deve haver um intervalo de duas semanas entre a interrupção do IMAOB e o início do tratamento com milnaciprano e pelo menos uma semana entre a interrupção do milnaciprano e o início do tratamento com IMAO-B. vómitos. Com inibidores seletivos da MAO B (selegilina): Existe o risco de crises hipertensivas. diarréia. vegetativos: hipotensão ou hipertensão arterial. hipertermia. Com digitálicos (digoxina): Risco de potenciação de efeitos hemodinâmicos. Com agonistas 5 HT1D (sumatriptano): Por extrapolação com inibidores selectivos de recaptação da serotonina. cólicas. gastrintestinais: náusea. eventualmente coma.

REACÇÕES ADVERSAS Os efeitos indesejáveis observados durante o tratamento com milnaciprano ocorrem principalmente na primeira ou nas duas primeiras semanas de tratamento e regridem. subsequentemente. Os efeitos indesejáveis relatados com menor frequência são: náusea. reactivação de delírios.9 g a 2. com risco de suicídio. 2001 121 . vómitos. Vertigem. hipercapnia e alterações da consciência. Lítio: Risco de desenvolvimento de síndrome serotoninérgica. em pacientes psicóticos. em associação com outros fármacos (principalmente benzodiazepínicos) os seguintes sintomas adicionais ocorrem: sonolência. Monitoração deve ser mantida no mínimo 24 horas. hipotensão postural e palpitações). obstipação. tremores e palpitações. com a melhoria da depressão. xerostomia. diaforese. sintomas de ansiedade paroxística (com antidepressivos psicoestimulantes). em monoterapia. com possíveis arritmias (inibição da entrada de adrenalina ou de noradrenalina na fibra simpática).8 g). por via parenteral: risco de crises hipertensivas. 3º CLE – OUT. Após doses maciças (1. ansiedade e disúria. Observou-se que pacientes com história de distúrbio cardiovascular ou uso concomitante de medicamento cardiológico podem ter maior incidência de eventos adversos cardiovasculares (hipertensão. SUPERDOSAGEM Com doses de 800 mg a 1 g. certos efeitos indesejáveis estão relacionados com a própria natureza da depressão: eliminação da inibição psicomotora. distúrbios respiratórios (crises de apnéia) e taquicardia. ciclagem do humor. Além disso. com lavagem gástrica. o mais rapidamente possível após a ingestão oral. O tratamento deve ser sintomático. hipotensão.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Em caso de acção sistêmica. São geralmente benignos e só raramente levam à interrupção do tratamento. com episódio de mania. os principais sintomas observados foram: vómitos.

e principalmente. Inibe a monoaminoxidase (MAO). enzima envolvida no metabolismo da serotonina e dos neurotransmissores catecolaminérgicos. havendo uma redução na actividade MAO. em todo o SNC ou no sistema nervoso simpático. a Tranilcipromina é um derivado não hidrazínico. A actividade MAO reduzida produz um aumento da concentração destes neurotransmissores nos locais de armazenamento em todo o SNC ou no sistema nervoso simpático. norepinefrina e dopamina. noradrenalina e dopamina. 3º CLE – OUT. Acredita-se que a acção antidepressiva dos IMAOs se correlacione também. jumexil TRANILCIPROMINA PARNATE STELAPAR Usada como cloridrato. tais como adrenalina.7 Antidepressivos IMAOs Os chamados antidepressivos Inibidores da Monoamina Oxidase (IMAO) promovem o aumento da disponibilidade da serotonina através da inibição dessa enzima responsável pela degradação desse neurotransmissor intracelular. com alterações nas características dos neuroreceptores. Stelapar MOCLOBEMIDA: Aurorix SELEGILINA: Elepril. Os antidepressivos IMAOs são inibidores da MAO e. que se une de forma irreversível a esta enzima. é uma enzima envolvida no metabolismo da serotonina e dos neurotransmissores catecolaminérgicos. análogo estrutural da anfetamina. TRANILCIPROMINA: Parnate. mais até do que com o bloqueio da recaptação sináptica dos neurotransmissores. produz-se um aumento da concentração destes neurotransmissores nos locais de armazenamento. É um inibidor da MAO não selectivo. 2001 122 . alterações essas no número e na sensibilidade desses receptores. propriamente dita. tais como epinefrina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 7. A monoaminoxidase (MAO). Isso explicaria o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica.

Sinais de superdosagem: ansiedade grave. já que pode produzir atraso no crescimento. erupção cutânea. confusão. Com os diuréticos pode ocorrer um efeito hipotensor aumentado. micção dificil. Controlar a glicemia e glicosúria em pacientes diabéticos. A Tranilcipromina é bem absorvida no trato gastrintestinal. obstipação. alucinações. o que explicaria o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica. INDICAÇÕES Tratamento da depressão maior sem melancolia. Não se recomenda sua administração em menores de 16 anos. Pode-se prolongar e 3º CLE – OUT. edemas de membros inferiores. De incidência rara: colúria.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Acredita-se que a acção antidepressiva correlaciona-se melhor com as alterações nas características dos receptores produzidos pela administração crónica de tranilcipromina do que com o bloqueio da recaptação sináptica dos neurotransmissores. sudoração e irritabilidade não habitual. cansaço e debilidade. É eliminado por via renal e biliar. Com o dextrometorfano pode ocorrer excitação. cefaléias. Metaboliza-se por oxidação no fígado de forma rápida. Os IMAO potencializam os efeitos dos hipoglicemiantes orais e da insulina. hipotensão e hiperpirexia. 2001 123 . crises hipertensivas e convulsões graves. Os antidepressivos tricíclicos aumentam os efeitos anticolinérgicos e podem produzir crises hiperpiréticas. dado que os resultados podem estar diminuídos. febre. que não responde ou não tolera outros antidepressivos. sonolência. PRECAUÇÕES É importante evitar bebidas alcoólicas e com cafeína. enjoos graves. crises convulsivas. Ao produzir sonolência deve-se ter precaução ao dirigir veículo ou realizar trabalhos que requeiram estado de atenção. REACÇÕES ADVERSAS São de incidência mais frequente: enjoos ou sensação de enjoos graves. visão turva. INTERACÇÕES O uso simultâneo de anticonvulsivos pode aumentar os efeitos depressores sobre o SNC e produzir uma alteração nos quadros de crises epileptiformes.

Não se recomenda o uso simultâneo com levodopa. 2001 124 . a moclobemida é completamente absorvida. Após administração oral. Também está contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade a moclobemida e estados de confusão aguda. patologia cerebrovascular. 3º CLE – OUT. O uso simultâneo de drogas simpaticomiméticas pode prolongar e intensificar os efeitos vasodepressores e de estimulação cardíaca. Feocromocitoma. CONTRA-INDICAÇÕES Disfunção hepática grave.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML intensificar os efeitos sedativos e antimuscarínicos do naloperidol. fenotiazinas e tioxantenos. hiperventilação. loxapina. Os comprimidos devem ser tomados com um pouco de líquido e sempre após as principais refeições. A sua primeira passagem hepática reduz a fracção do princípio activo disponível a nível sistêmico (biodisponibilidade). O uso de L-triptófano pode produzir hiperreflexia. hipertermia. A associação com metildopa pode produzir hiperexcitabilidade. hipertireoidismo. esquizofrenia paranóide. desorientação ou confusão. Parkinson e disfunção renal e hepática. diabetes mellitus. Os estudos em animais não indicam que Moclobemida deva ser contra-indicado na gravidez. Disfunção renal. Devido a mínima passagem de moclobemida para o leite materno devem ser considerados os benefícios para a mãe em relação aos possíveis riscos para a criança. uma vez que a associação pode gerar crises hipertensivas de moderadas a graves e repentinas. arritmias cardíacas. A relação riscobenefício deve ser avaliada na presença de alcoolismo activo ou tratado. MOCLOBEMIDA AURORIX A Moclobemida não deve ser utilizado em crianças uma vez que ainda não se dispõe de estudos nessa faixa etária. epilepsia. passando para a circulação portal a partir do trato gastrintestinal. hipertensão. asma ou bronquite.

a moclobemida é extensivamente difundida pelo organismo com um volume de distribuição de cerca de 1. A moclobemida é quase que inteiramente metabolizada antes de sua eliminação pelo organismo: menos do que 1% da dose é eliminado por via renal sob forma inalterada. INDICAÇÕES Tratamento das síndromes depressivas. principalmente albumina. A moclobemida passa para o leite materno em quantidades mínimas (menos de 0. Os metabólitos são eliminados por via renal. 2001 125 . Moclobemida não deve ser utilizado em pediatria. Produtos de degradação farmacologicamente activos. de experiência clínica nesta faixa etária. Após doses repetidas. Concentrações plasmáticas máximas são atingidas aproximadamente uma hora após administração. O clearance sangüíneo é de aproximadamente 20-50 l/hora e a semi-vida de eliminação é de uma a duas horas e ligeiramente mais elevada em doses mais altas. Moclobemida é particularmente adequado para tratamento ambulatorial.06% da dose para o adulto).2 L/kg.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Esta redução é mais pronunciada após dose única ( 60%) do que doses múltiplas (80%). A moclobemida é rapidamente eliminada do organismo. uma vez que não possui acção sedativa e não compromete a atenção nem a capacidade de reacção. estão presentes na circulação sistêmica no ser humano apenas em concentrações muito baixas. A ligação às proteínas plasmáticas. Estados de confusão aguda. Devido à sua natureza lipofílica. até o momento. as concentrações plasmáticas de moclobemida aumentam durante a primeira semana de tratamento e permanecem estáveis em seguida. 3º CLE – OUT. A metabolização ocorre em grande parte através de reacções oxidativas sobre a fracção morfolina da molécula. é relativamente baixa (50%). CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade. ocorre uma elevação proporcionalmente maior nas concentrações do estado de equilíbrio dinâmico (steady-state). encontrados in vitro e no animal. Quando a dose diária é aumentada. uma vez que não se dispõe.

é possível uma exacerbação dos sintomas esquizofrênicos durante o tratamento de pacientes que apresentem psicose esquizofrênica ou esquizoafectiva. ser mantido nestes pacientes. náuseas. Entretanto. Em casos raros. Na ausência de experiência clínica com moclobemida nestes grupos. vertigens. rubor. sonolência. Pacientes com tendências suicidas devem ser cuidadosamente monitorizados no início do tratamento. recomendamos cautela na prescrição a estes pacientes. as reações individuais devem ser controladas durante a fase inicial do tratamento. 2001 126 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A administração concomitante de moclobemida com seleginina também é contra-indicada. cansaço dos membros inferiores. Uso durante a lactação: devido à passagem de quantidades mínimas de moclobemida para o leite materno. ex. estados confusionais foram observados. agitação. ex. os benefícios do tratamento para a mãe devem ser considerados em relação aos possíveis riscos para o lactente. frio. Pacientes hipertensos devem ser alertados no sentido de evitar o consumo de grandes quantidades de alimentos ricos em tiramina. Considerações farmacológicas de natureza teórica indicam que os IMAO em geral podem precipitar crise hipertensiva em pacientes com tireotoxicose ou feocromocitoma.: um benzodiazepínico). REACÇÕES ADVERSAS A Moclobemida é bem tolerado. Os efeitos secundários mais freqüentes que foram observados: distúrbios do sono. Outros efeitos de carácter transitório ou ocasional: tremor. Como ocorre com outros antidepressivos. PRECAUÇÕES Pacientes depressivos nos quais a excitação ou agitação seja o quadro clínico predominante não devem ser tratados com Moclobemida isoladamente. geralmente não se observa diminuição no desempenho em actividades que requeiram plena capacidade de atenção (p.: condução de veículos). Durante o tratamento com Moclobemida. mas cessaram rapidamente após interrupção do tratamento. Deve-se ter cautela ao se administrar a moclobemida junto com a clomipramina. cefaléia. Uso durante a gravidez: os dados disponíveis referentes aos estudos em animais não indicam que Moclobemida deva ser contra-indicado durante a gravidez. mas somente em combinação com um sedativo (p. O tratamento com neurolépticos a longo prazo deve. se possível. 3º CLE – OUT.

a MAO A pode também ser inibida. Há possibilidade de potencialização e prolongamento do efeito farmacológico de drogas simpatomiméticas administradas por via sistêmica. Em animais. à manutenção das funções vitais. A selegilina pode aumentar a transmissão dopaminérgica através de outros mecanismos como o de impedir a recaptura da dopamina ao nível da sinapse. portanto. agressividade e alterações do comportamento. Tratamentos com antidepressivos tricíclicos ou outros agentes podem ser instituídos imediatamente sem necessidade de um período de wash-out. durante o tratamento concomitante com moclobemida. Ao contrário do que se observa com os inibidores irreversíveis da monoamino oxidase. 2001 127 . SUPERDOSAGEM Os sintomas observados foram: aumento da agitação. A dose usual de Moclobemida deve. Portanto. acarretando a degradação da dopamina no cérebro. a interacção com alimentos ricos em tiramina não tem importância clínica durante o tratamento com moclobemida em condições dietéticas normais e quando o produto é administrado após as principais refeições. em primeiro lugar. SELEGILINA ELEPRIL JUMEXIL A Selegilina é um moderno antiparkinsoniano que parece agir inibindo de forma irreversível a enzima monoamino oxidase B. Nas doses preconizadas inibe seletivamente a MAO B. A moclobemida não interage com álcool. a moclobemida demonstrou um potencial mínimo de interacção com a tiramina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES Em estudos farmacológicos. O tratamento de superdose deve visar. porém em doses maiores. pode ser necessário um ajuste posológico. A cimetidina prolonga o metabolismo da moclobemida. A não ocorrência de crises hipertensivas na vigência de doses terapêuticas da selegilina associada a alimentos que contêm tiramina 3º CLE – OUT. a moclobemida potencia os efeitos do ibuprofeno e dos opiáceos. ser reduzida a metade para pacientes que estejam a receber cimetidina.

vinho. O tratamento deve ser de suporte e sintomático. SUPERDOSE Agitação psicomotora. dor abdominal. REACÇÕES ADVERSAS Costumam aparecer com frequência. O aleitamento deve ser suspenso. A segurança e a eficácia em crianças não foram ainda estabelecidas. porém não muito severa. enjoos. licores. dessa forma a tiramina ingerida seria normalmente metabolizada sob acção dessa enzima. Seu efeito benéfico no tratamento de Parkinson ocorre. sonhos vividos e discinesias. leveduras. etc. como coadjuvante de levodopa/carbidopa. Deve-se evitar a administração de derivados fenotiazínicos. como coadjuvante a outros fármacos como a levodopa e a carbidopa. náuseas. Recomenda-se não superar a dose diária de 10mg para evitar o risco da aparição do efeitos decorrentes da inibição da MAO A. CONTRA-INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. fraqueza. confusão. sensação de boca seca. em pacientes que apresentem falha no tratamento com levodopa/carbidopa. o que obriga a redução da dose dessa última. PRECAUÇÕES Depois do início do tratamento observa-se aumento dos efeitos adversos da levodopa. INDICAÇÕES Parkinson. A indução do vómito e a administração de diazepam podem ser necessárias. alucinações. Tem sido utilizada de forma isolada ou como coadjuvante no tratamento da demência do tipo Alzheimer e na depressão endógena. 2001 128 . sobretudo. O risco/benefício deve ser avaliado durante a gravidez.) pode ser explicada pela presença da MAO A também ao nível do intestino. agitação severa. peixes. hipotensão severa e sintomas similares aos resultantes da superdose de inibidores da MAO A. estupor.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML (queijo. INTERACÇÃO Meperidina: rigidez muscular.

Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores pré-sinápticos. Tofranil MAPROTILINA: Ludiomil NORTRIPTILINA: Pamelor O local de acção dos ADT é no Sistema Límbico aumentando a NE e a 5HT na fenda sináptica. sonolência diurna e ganho de peso. com o uso prolongado dos ADT. consequentemente. 7. Entre esses efeitos estão boca seca. Antidepressivos Tricíclicos AMITRIPTILINA: Amytril.8. São muito eficazes. Desde 1989. uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2. Os tricíclicos também são perigosos em caso de dosagem excessiva. pressão arterial baixa. Tryptanol CLOMIPRAMINA: Anafranil IMIPRAMINA: Imipra. cuja estimulação do tipo feedback inibiria a libertação de NE. Os primeiros antidepressivos amplamente usados foram os tricíclicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Hipersensibilidade à selegilina. 3º CLE – OUT. obstipação. Parece haver também. Há muitos tipos de antidepressivos. visão embaçada. 2001 129 . uma substância química do cérebro. menor seria sua estimulação e. quanto menor o número destes receptores. mas causam efeitos colaterais porque afectam substâncias químicas do cérebro não relacionadas com a depressão. Todos são igualmente eficazes no tratamento dos sintomas da depressão. mais NE seria libertada na fenda. Desta forma. A principal diferença entre eles são os possíveis efeitos colaterais. Eles foram criados para afectar somente a serotonina. vários novos antidepressivos foram desenvolvidos. Pacientes que recebem meperidina ou outros opióides.

FARMACOCINÉTICA Os ADT sofrem metabolização hepática por oxidação e hidroxilação numa via metabólica. tem havido muitos avanços na pesquisa sobre a serotonina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML São mais seguros e mais bem tolerados do que os tricíclicos. insónia. Como a maior parte dos deprimidos tem dificuldade para dormir. com freqüência. um inibindo directamente a recaptação e outro diminuindo o número dos receptores. Apenas 5% da dose ingerida é excretada na sua forma original. Vários novos antidepressivos têm trazido novas esperanças. O local de acção dos ADT é no Sistema Límbico aumentando a NE e a 5HT na fenda sináptica. Parece haver também. embora a fracção livre tenha também uma grande importância na acção terapêutica. Infelizmente. Como os metabólitos dos ADT são activos terapeuticamente. as diferenças individuais de metabolização fazem com que as doses equivalentes prescritas resultem. com o uso prolongado dos ADT. noutra via sofrem dimetilação originando metabólitos também activos. O mais popular desses novos antidepressivos é o Prozac. Portanto. Este aumento da disponibilidade dos neurotransmissores na fenda sináptica é conseguido através da inibição na recaptação destas aminas pelos receptores présinápticos. menor seria sua estimulação e. uma diminuição do número de receptores pré-sinápticos do tipo Alfa-2. Eles têm uma forte tendência para se ligar às proteínas plasmáticas. nos últimos anos. Desta forma. nervosismo e agitação. consequentemente. dois mecanismos relacionados à recaptação. os pacientes possivelmente sofrerão muito menos ansiedade e menos interferência no sono e na 3º CLE – OUT. Esses novos medicamentos também têm possíveis efeitos colaterais. Por exemplo. em níveis plasmáticos discrepantes de uma pessoa para outra. Com uma dessas drogas recentemente comercializadas. A . mais NE seria libertada na fenda. cuja estimulação do tipo feedback inibiria a libertação de NE. 2001 130 . esses efeitos colaterais podem incomodar. função sexual. Entretanto. eles raramente causam um aumento de peso. como náuseas. quanto menor o número destes receptores. nem todas as pessoas com depressão reagem ou toleram bem os antidepressivos existentes.

Estes aparecem imediatamente após a ingestão do medicamento e são responsáveis pelo grande número de pacientes que abandonam o tratamento antes dos resultados desejados. a depressão por déficit de 5HT. Embora incómoda. B . Importa.EFEITOS COLATERAIS 1-OFTALMOLÓGICOS Pode-se observar com certa frequência alguma dificuldade de acomodação visual dependendo da dose do ADT. o mesmo não acontece com os efeitos colaterais. 2001 131 . bioquímica e farmacologicamente. considerada depressão ansiosa e a depressão por déficit de NE. Estas alterações são moderadas e não têm significado clínico. em relação à farmacocinética dos ADT. Daí a importância na orientação ao paciente. Devem ser 3º CLE – OUT. Obstipação intestinal também acontece em quase 100% das vezes e é resolvido com a mudança no hábito alimentar ou com a utilização de laxantes. principalmente no início do tratamento. Midríase também é uma ocorrência que pode ser observada. do complexo QRS ou do intervalo QT no ECG. o conhecimento do período de latência para a obtenção dos resultados terapêuticos. esse sintoma pode perfeitamente ser suportável e em casos mais severos podemos ter como consequência gengivite e mesmo glossite. não raro. um aumento na frequência cardíaca mas as taquicardias importantes são de ocorrência rara. um aumento do intervalo PR. 3-CARDIOCIRCULATÓRIOS Os ADT podem provocar. Os ADT são potentes anticolinérgicos e por esta característica seus efeitos colaterais são explicados.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Alguns autores tentam relacionar subtipos de depressão de acordo com o envolvimento do sistema serotoninérgico ou noradrenérgico. Teríamos então. facto que não chega a ser importante ao ponto de obrigar uma interrupção no tratamento. depressão inibida. Podemos observar. Enquanto os efeitos terapêuticos exigem um período de latência. podendo chegar até 30 dias. às vezes. Normalmente estes resultados são obtidos após um período de 15 dias de utilização da droga e. 2-GASTRINTESTINAIS Secura na boca ocorre em quase 100% dos pacientes em doses terapêuticas dos ADT.

5-GENITURINÁRIO A retenção urinária pode ser observada. níveis inalterados. parece ser relevante o aumento nos níveis da hormona do crescimento com o uso de desipramina. paradoxalmente. Embora tenha havido grandes preocupações no passado em relação ao potencial disrítmico dos ADT. um metabólito da imipramina. Em relação ao eixo hipófise-suprarenal também não há nada conclusivo. retardamento do orgasmo e mais raramente. em pacientes homens e portadores de adenoma de próstata. hoje se constacta que podem ter uma actuação até antiarrítmica. ao contrário do que poderíamos esperar se considerarmos apenas os efeitos colaterais. outros autores demonstram diminuição e outros ainda. com a melhora do quadro afectivo pelos ADT o paciente notar comumente uma melhora desta função.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML considerados com mais seriedade os pacientes portadores do bloqueio AV anterior ao tratamento com ADT. Embora deva ser dado mais atenção a estes pacientes. pacientes em uso de quinidina ou procainamida poderão eventualmente ter as suas doses diminuídas quando associamos aos ADT. Outro efeito circulatório que pode molestar o paciente é a ocorrência de hipotensão postural. também perfeitamente suportável e que não exige mudança na posologia. Na esfera sexual podemos ter uma diminuição da libido. 2001 132 . 4-ENDOCRINOLÓGICO Alguns trabalhos apontam um aumento nos níveis de prolactina e. Portanto. na realidade. Entretanto. tal ocorrência não é contra-indicação absoluta ao uso dos ADT. anorgasmia (em ambos sexos). A mesma disparidade encontramos em relação aos trabalhos sobre alterações das hormonas tereoideanas. A maioria dos autores concorda em que não há alterações neste sistema. principalmente. 6-SISTEMA NERVOSO CENTRAL 3º CLE – OUT. Com muita frequência encontramos disúria em ambos os sexos. Como frequentemente na depressão a libido já se encontra diminuída ou até abolida. com efeitos semelhantes aos quinidínicos.

taquicardia.500 mg(10). 3º CLE – OUT. Tendo em vista a grande afinidade protêica dos ADT. arritmia cardíaca. Na intoxicação por ADT podemos encontrar agitação ou sedação. Em pessoas predispostas pode ocorrer convulsões do tipo generalizada devido aos facto dos ADT diminuírem o limiar convulsígeno. midríase. paragem cardíaca e morte. diminuindo sensivelmente após os 6 primeiros dias. Em pacientes mais idosos podemos encontrar a chamada "síndrome anticolinérgica central" com agitação. Daí considerar-se a utilização de doses menores em tais pacientes. É comum um ganho de peso e. convulsões generalizadas. a dose letal e maior que isso: varia entre 1. confusão mental. Em doses terapêuticas a insónia. às vezes. depressão respiratória. porém. os pacientes referem impulso para comer doces. Apesar disso os estudos controlados sobre o metabolismo dos glicídios não revelam maiores explicações. 8-INTOXICAÇÃO Sinais de intoxicação começam a aparecer quando a ingestão de ADT ultrapassa 500 mg/dia. 2001 133 . reactiva.800 e 2.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A sedação inicial e sonolência são encontrados no início do tratamento. perda da consciência. neurótica. agitação e aumento da ansiedade não são comuns de se observar. sua eliminação por diálise ou diurese é muito difícil. Nos casos de intoxicação está indicado o uso de anticolenesterásicos (Prostigmina IM ou EV) e medidas de sustentação geral. 7-ALTERAÇÕES GERAIS Tremores finos das mãos são observadas com certa frequência e respondem muito bem aos betabloqueadores (Propranolol). delírios e alucinações. Sudorese excessiva pode também incomodar o paciente mas não necessita cuidados especiais. CLOMIPRAMINA ANAFRANIL As acções terapêuticas da Clomipramina são destinadas aos estados depressivos de etiologia e sintomatologia variáveis: depressão endógena.

Também tem propriedades adrenolíticas a1. A Clomipramina é excretada pela urina 2/3 na forma de conjugados hidrossolúveis e aproximadamente um terço com as fezes. anti-histamínicas e antiserotoninérgicas (bloqueio do receptor de 5-HT). Oral: a clomipramina é completamente absorvida do trato gastrintestinal. enurese noturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e desde que as causas orgânicas tenham sido excluídas). as concentrações plasmáticas correspondentes ao período de estado são alcançadas na segunda semana de tratamento e variam de <15 até 391ng/ml para a droga inalterada e de <15 até 600ng/ml para a DMC (metabólito activo desmetilclomipramina). síndromes depressivas causadas por pré-senilidade ou senilidade. Injetável: fobias.Contudo. Oral: fobias e ataques de pânico. anticolinérgicas. PROPRIEDADES A Clomipramina droga inibe a recaptação neuronal de norepinefrina e serotonina (a inibição da recaptação de 5-hidroxitriptamina é o componente dominante). A biodisponibilidade sistêmica da clomipramina inalterada é reduzida a cerca de 50% pelo metabolismo hepático de primeira passagem para desmetilclomipramina. essas concentrações são 40 a 85% mais elevadas do que as de 3º CLE – OUT. Condições dolorosas crónicas. distúrbios depressivos do humor de natureza psicopática. ejaculação precoce. 2001 134 . a uma dose de 75mg de Clomipramina por dia. anorexia nervosa.Apenas o início da absorção pode ser ligeiramente retardado e portanto o tempo para pico prolongado. cataplexia associada a narcolepsia. A sua semi-vida é de 12 a 36. no mesmo momento. horas e fixa-se às proteínas em 96%. Síndromes obsessivo-compulsivas. depressão associada à esquizofrenia e transtornos da personalidade. por doenças somáticas crónicas. As concentrações plasmáticas de steady-state do metabólito activo desmetilclomipramina acompanham um padrão similar. por condições dolorosas crónicas. Possui um efeito antimuscarínico e sedante moderado. mascarada e das suas formas involutivas. Após a administração repetida de 50 a 150mg diários de clomipramina por via IV ou IM. A biodisponibilidade da clomipramina não é significativamente afectada pela ingestão de alimentos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML orgânica. neurótica ou reactiva.

distimias depressivas de natureza reactiva. No fluido cerebrospinhal. Adicionalmente. Eliminação: após administração IM ou IV. e aproximadamente um terço nas fezes. a concentração é equivalente a cerca de 2% da concentração plasmática. isso pode levar a altas concentrações de desmetilclomipramina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML clomipramina. Ocasionalmente podem ocorrer confusão ou alucinações. enurese noturna (a partir dos 5 anos e prévia exclusão de causas orgânica REACÇÕES ADVERSAS Reacções anticolinérgicas: secura na boca. suores. respectivamente. distúrbios do sono. Cerca de dois terços de uma dose única de clomipramina são excretados na urina. distúrbios de micção. síndromes depressivas senis ou pré-senis. 3º CLE – OUT. respectivamente. INDICAÇÕES Estados depressivos de etiologia diversa: depressão associada com esquizofrenia e distúrbios de personalidade. neurótica ou psicopática. obstipação. aumento de apetite. fadiga. A hidroxilação da clomipramina e da desmetilclomipramina estão sobcontrolo genético semelhante ao da debrisoquina. A clomipramina administrada por via oral é eliminada do sangue com uma semi-vida média de 21h (de 13 a 36h). Em metabolizadores fracos de debrisoquina. e a desmetilclomipramina com uma semivida média de 36h. estados dolorosos crónicos. Distribuição: 97. A quantidade de clomipramina inalterada e de desmetilclomipramina excretada na urina é de cerca de 2% e 0. sonolência. a clomipramina é eliminada do plasma com uma semi-vida terminal média de 25h (de 20 a 40h) ou 18h.6% da clomipramina se ligam a proteínas plasmáticas. A clomipramina passa para o leite materno em concentrações semelhantes às do plasma. 2001 135 .5% da dose administrada. a clomipramina e a desmetilclomipramina são hidroxiladas para 8-hidroxi-clomipramina e 8-hidroxi-desmetilclomipramina. O volume de distribuição aparente é de cerca de 12 a 17 litros/kg de peso corpóreo. sob a forma de conjugados solúveis em água. distúrbios do SNC. fobias e ataques de pânico. enquanto as concentrações de clomipramina são pouco influenciadas. Biotransformação: a maior rota de biotransformação da clomipramina é a desmetilação para desmetilclomipramina. mas pouco se conhece a respeito de sua actividade in vivo. síndromes obsessivocompulsivas.

Os pacientes com distúrbios afectivos bipolares podem passar da depressão para a mania. taquicardia. dando origem a toxicidade. O uso simultâneo com cimetidina inibe o metabolismo da clomipramina e 3º CLE – OUT. depressão respiratória. nestes casos. A função hepática e renal deverá ser controlada. betanidina. reacções alérgicas cutâneas. 2001 136 . dando origem a arritmias. mascarando os efeitos terapêuticos e piorando a depressão. controlar a pressão arterial. já que em indivíduos hipotensos ou com instabilidade circulatória pode haver diminuição da pressão. guanetidina. estupor. Sistema gastrintestinal: náuseas. Ao diminuir o limiar das crises convulsivas com doses elevadas. podem ocorrer estados de hiperexcitação ou delírio. vómitos. arritmias. PRECAUÇÕES Deverá ser administrada com cautela em pacientes com distúrbios cardiovasculares. será necessária a hospitalização do paciente com vigilância contínua do sistema cardiovascular durante 48 horas. Pode reduzir ou anular o efeito antihipertensivo de clonidina. Se administrada junto com estrogênios. Diante de uma superdose com sintomatologia grave. também. um ajuste da dose para o controle destas crises. como ataques de glaucoma. uma vez que pode ocorrer agranulocitose. requerendo. rigidez muscular. a dose de clomipramina deverá ser diminuída. pois as hormonas esteróides inibem o metabolismo destas substâncias. ataxia. Pode reforçar o efeito cardiovascular dos simpaticomiméticos (epinefrina. taquicardia ou hipertensão. diarréia. norepinefrina e anfetamina). portanto. Dever-se-á ter precaução com pacientes com hipertireoidismo. INTERACÇÕES Os pacientes que necessitam de um inibidor da monoaminooxidase deverão suspender o tratamento com clomipramina 15 dias antes de iniciar a dose de IMAO. taquicardia sinusal. Administrado em associação com anticolinérgicos ou neurolépticos com efeito anticolinérgico. Também não deverá ser empregado em combinação com antiarrítmicos do tipo da quinidina. diminui o efeito da medicação anticonvulsiva. anorexia. Ocasionalmente. com controlo do quadro hemático. suspender o tratamento com clomipramina. reserpina e metildopa.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Sistema cardiovascular: hipotensão ortostática.

as orgânicas e as psicogênicas e a depressão associada com distúrbios de personalidade ou com alcoolismo crónico. CONTRA-INDICAÇÕES É contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida aos antidepressivos tricíclicos do grupo das benzodiazepinas. terror nocturno. retenção urinária. 2001 137 . enurese nocturna (apenas em pacientes acima de 5 anos de idade e somente se as causas orgânicas tiverem sido excluídas).GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML aumenta a concentração plasmática. crise convulsiva. A imipramina é chamada de bloqueador "misto" da recaptação. dando origem à toxicidade. ela inibe a recaptação da noradrenalina e da serotonina aproximadamente na mesma extensão. incluindo-se as propriedades alfadrenolítica. podendo ser necessária uma diminuição da dose do antidepressivo tricíclico. A ingestão de alimentos não afecta a 3º CLE – OUT. A relação risco-benefício deverá ser avaliada nos seguintes quadros clínicos: asma. acredita-se que a principal actividade terapêutica da imipramina seja a inibição da recaptação neuronal de noradrenalina (NA) e serotonina (5-HT). isto é. Não deve ser administrada junto com inibidores da monoaminooxidase. Outras indicações: pânico. Inibidor da recaptação de noradrenalina e serotonina. incluindo-se as formas endógenas. anti-histamínica. esquizofrenia. bem como no estado agudo de enfarte do miocárdio. Contudo. principalmente em crianças ou idosos. alterações cardiovasculares. disfunção hepática ou renal. Mecanismo de acção: a imipramina tem várias propriedades farmacológicas. doença maníaco-depressiva. IMIPRAMINA IMIPRA TOFRANIL A Imipramina é um antidepressivo tricíclico indicado para todas as formas de depressão. Absorção: o cloridrato de imipramina é rapidamente e quase que completamente absorvido a partir do tracto gastrintestinal. condições dolorosas crónicas. anticolinérgica e bloqueadora do receptor serotoninérgico (5-HT).

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML absorção e a biodisponibilidade. ao bloquear sua recaptação pela membrana neuronal pré-sináptica. O volume aparente de distribuição é de aproximadamente 21L/kg de peso corpóreo. principalmente na forma de metabólitos inactivos. Inibe a recaptação tanto de norepinefrina como de serotonina. as concentrações plasmáticas de steady-state dos metabólitos conjugados. Absorve-se bem e com rapidez após a administração oral. Eliminação: a imipramina é eliminada do organismo com semi-vida média de 19 horas. Tanto a imipramina como seu metabólito desmetilimipramina passam para o leite materno em concentrações análogas às encontradas no plasma. Acredita-se que a acção antidepressiva correlaciona-se melhor com as mudanças nas características dos receptores provocadas pela administração crónica dos antidepressivos tricíclicos do que com o bloqueio da recaptação dos neurotransmissores. Biotransformação: a imipramina é extensivamente metabolizada no fígado. Durante sua primeira passagem pelo fígado. PROPRIEDADES É uma benzodiazepina que actua aumentando a concentração de norepinefrina na sinapse ou de serotonina no SNC. e seu metabólito activo é a 3º CLE – OUT. A quantidade de imipramina inalterada e de seu metabólito activo desmetilimipramina excretados através da urina são de 5% e 6%. a imipramina. em menor extensão. Apenas pequenas quantidades são excretadas através das fezes. Entretanto. seu metabolismo é somente hepático. Distribuição: cerca de 86% da imipramina ligam-se a proteínas plasmáticas. A importância clínica dessa descoberta é desconhecida. um metabólito que também exibe actividade antidepressiva. com efeito de primeiro passo. As concentrações de imipramina no fluido cerebroespinal e no plasma são altamente correlacionadas. Aproximadamente 80% do fármaco são excretados através da urina e cerca de 20% nas fezes. 2001 138 . é parcialmente convertida em desmetilimipramina. Ambas as rotas metabólicas estão sob controlo genético. respectivamente. são elevadas. biologicamente activos. por hidroxilação. A molécula é transformada principalmente por desmetilação e. não ocorrem alterações na excreção renal da imipramina e de seus metabólitos não-conjugados. administrada por via oral. que são considerados biologicamente inactivos. isso poderia explicar o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica. Em pacientes portadores de distúrbios renais graves.

movimentos lentos. doença maníaco-depressiva. principalmente confusão mental.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML desipramina. rigidez muscular grave. Tratamento de dor crónica grave. São de incidência rara: taquipnéia. aumento de peso. Não suspender a medicação de forma abrupta. amantadina. erupção cutânea. PRECAUÇÕES Deve ser ingerido junto com os alimentos para reduzir a irritação gastrintestinal. O seu uso não é recomendável para crianças menores de 12 anos. prurido. mastigação. ansiedade. São necessárias de 2 a 6 semanas de tratamento para obter-se os efeitos antidepressivos. O uso simultâneo com guanetidina ou clonidina pode diminuir os efeitos hipotensores destes medicamentos. INTERACÇÕES Os corticóides. possível sonolência. cansaço ou debilidade. anti-histamínicos ou antimuscarínicos intensificam os efeitos antimuscarínicos. Elimina-se principalmente por via renal. sudorese excessiva. sonolência. dor de garganta. alucinações e pesadelos. crises convulsivas. Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Depressão reactiva ou distúrbios distímicos. REACÇÕES ADVERSAS Tonturas. hipotensão. A sua união às proteínas é muito elevada no plasma e tecidos. instabilidade. diminuir o umbral das crises convulsivas e. irritabilidade. Visão turva. reduzir os efeitos da medicação anticonvulsiva. A cimetidina pode inibir o metabolismo da imipramina e aumentar sua concentração plasmática. O cloridrato de imipramina é indicado como ajuda ao tratamento temporário da enurese noturna em crianças de 6 anos ou maiores. INDICAÇÕES Síndrome depressiva maior. 3º CLE – OUT. Os anticoncepcionais orais que contêm estrogênios podem aumentar a biodisponibilidade da imipramina. secura na boca. diarréia. movimentos de sucção. Pode bloquear a desintoxicação da atropina. assim. porém gradualmente. ansiedade associada à depressão mental. 2001 139 . excepto no tratamento da enurese em crianças maiores de 6 anos. motivo pela qual se deve ter precaução ao dirigir.

Não é recomendável o uso simultâneo com inibidores da MAO. AMITRIPTILINA AMITRIPTILINA AMYITRIL TRYPTANOL Embora não tenha sido descrito o exacto mecanismo de acção da Amitriptilina no tratamento da depressão. crises hipertensivas. Calcula-se que a acção antidepressiva relaciona-se melhor com as mudanças nas características dos receptores. taquicardia ou hipertensão grave. doença maníaco-depressiva. Potencializa os efeitos cardiovasculares dos simpaticomiméticos. esquizofrenia e retenção urinária. as fenotiazinas ou os tioxantenos prolongam e intensificam o efeito dos antidepressivos tricíclicos. 2001 140 . alterações cardiovasculares (idosos ou crianças). imediatamente após enfarte de miocárdio. Recentes investigações com antidepressivos mostram uma dessensibilização dos receptores da serotonina e dos alfa-adrenérgicos ou beta-adrenérgicos. CONTRA-INDICAÇÕES Não deve ser usada durante o período de recuperação. calcula-se que os antidepressivos tricíclicos aumentam a concentração na sinapse de norepinefrina ou de serotonina no sistema nervoso central. ao bloquear sua recaptação pela membrana neuronal pré-sináptica.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML O haloperidol. A amitriptilina parece ser mais potente no bloqueio da serotonina. distúrbios gastrintestinais. produzidos pela administração crónica dos antidepressivos tricíclicos. isto explica o atraso de 2 a 4 semanas na resposta terapêutica. que com o bloqueio da recaptação dos neurotransmissores. convulsões graves. A relação risco-benefício deve ser avaliada na presença de alcoolismo. devido ao aumento do risco de episódios hiperpiréticos. doença genito-urinária. asma. O uso de metilfenidato aumenta as concentrações de imipramina. distúrbios sanguíneos. o que origina arritmias. disfunção hepática ou renal. 3º CLE – OUT.

Rigidez muscular. efeitos sedantes por sua grande afinidade de união pelos receptores H1 da histamina e possíveis efeitos depressores miocárdicos semelhantes aos produzidos pela quinidina. principalmente os de confusão mental. A possível secura da boca implicará o uso de um substituto da saliva para o alívio. Aumenta a acção dos anticoagulantes por inibição do metabolismo enzimático do anticoagulante. A eliminação é principalmente renal. Não suspender a medicação de forma brusca. e pode produzir íleo paralítico. portanto é necessário ter cuidado ao dirigir. delírio. alucinações e pesadelos. Depressão com sinais vegetativos. Agitação. É bem e rápidamente absorvida por via oral. linguais. o que diminui o limiar 3º CLE – OUT. É um dos antidepressivos tricíclicos com maior efeito sedante. sucção. Potencializa a depressão do SNC. principalmente em idosos. alucinações. Fotossensibilidade. PRECAUÇÕES Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. Sudorese excessiva. Pirose. movimentos incontrolados das pernas ou braços. e não é dializável por sua alta união às proteínas. Obstipação. Vómitos. Metaboliza-se exclusivamente no fígado e seu metabólito activo é a nortriptilina. Nervosismo. INDICAÇÕES Síndrome depressiva maior. Dor neurogênica: em dose de até 100mg/dia em dor crónica grave. Sua semi-vida é de 10 a 50 horas. Crises convulsivas. anti-histamínicos ou antimuscarínicos potencializam os efeitos antimuscarínicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Também aparecem importantes efeitos antimuscarínicos periféricos e centrais devido a sua potente e alta afinidade de união aos receptores muscarínicos. REACÇÕES ADVERSAS Visão turva. doença maníaco-depressiva. Dificuldade ao falar ou engolir. É possível que apresente sonolência. O uso simultâneo com atropina pode bloquear a detoxificação da atropina. 2001 141 . Estados de ansiedade associados com depressão. confusão. durante vários dias. distúrbios depressivos na psicose. Não se recomenda seu uso em menores de 12 anos. movimentos de mastigação. A união a proteínas é elevada no plasma e em tecidos (96%). INTERACÇÕES Os corticóides.

Deverá ser avaliada a relação risco-benefício na presença de alcoolismo activo ou tratado. O uso concomitante com drogas simpaticomiméticas pode potencializar os efeitos cardiovasculares e dar lugar a arritmias. aumento de peso. vermelhidão de pele.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML das crises convulsivas a doses elevadas e diminui os efeitos da medicação anticonvulsiva. vertigem. Outros depressores do SNC potencializam sua acção. principalmente em idosos e crianças. náuseas. glaucoma. hipertireoidismo. urticária (às vezes acompanhada de febre). transpiração. secura da boca. Ocasionalmente podem ocorrer tonturas. alterações cardiovasculares. Enquanto estiver em tratamento. distúrbios hemáticos. asma. alterações da pressão arterial. sonolência. disfunção hepática ou renal. aumento da frequência cardíaca. Os efeitos indesejáveis de Maprotilina são leves e transitórios e. Os efeitos dos antidepressivos tricíclicos podem ser diminuídos quando usados com barbitúricos. Potencializam-se os efeitos pressores da nafazolina oftálmica. vómitos. taquicardia ou hipertensão. fenilefrina nasal ou oftálmica ou xilometazolina nasal. MAPROTILINA LUDIOMIL O tratamento com Maprotilina não deve ser interrompido sem o conhecimento do médico. síndrome maníaco-depressiva ou bipolar. oximetazolina nasal. O uso simultâneo com antitireóideos pode aumentar o risco de agranulocitose. desaparecem durante o tratamento ou após a redução da dose. Pacientes idosos são mais sensíveis. cansaço transitório. A cimetidina inibe o metabolismo da amitriptilina e aumenta sua concentração plasmática. normalmente. retenção urinária. dor de cabeça. Não é recomendado seu uso com IMAO devido ao aumento do risco de convulsões graves e crises hipertensivas. 3º CLE – OUT. 2001 142 . esquizofrenia. CONTRA-INDICAÇÕES É contra-indicada a sua prescrição durante o período de recuperação imediato a enfarte do miocárdio. crises convulsivas. o paciente não deve ingerir bebidas alcoólicas.

A biodisponibilidade absoluta média é de 66-70%. As concentrações no fluido cerebrospinhal são de 2-13% das concentrações séricas. porém completamente absorvido. A Maprotilina liga-se a proteínas plasmáticas em 88 a 90%. O clearance sistêmico médio encontra-se entre 510 e 570ml/min.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Maprotilina é um antidepressivo tetracíclico que exibe uma série de propriedades terapêuticas comuns aos antidepressivos tricíclicos. melhorando o humor e aliviando a ansiedade. Absorção: após a administração oral dos comprimidos revestidos. e cerca de um terço nas fezes. farmacologicamente activo. reactiva e neurótica. A Maprotilina difere estrutural e farmacologicamente dos antidepressivos tricíclicos. a agitação e o retardamento psicomotor. Possui efeito inibidor potente e selectivo sobre a recaptação da noradrenalina nos neurónios pré-sinápticos. Depressão somatogênica. nas estruturas corticais do sistema nervoso central. Depressão psicogênica. Depressão na menopausa. mas quase não exerce efeito inibidor na recaptação da serotonina. Biotransformação: Maprotilina é amplamente metabolizado.7. O volume médio de distribuição aparente é de 23-27 litros/kg. independentemente da idade ou enfermidade do paciente. depressão por exaustão. 2001 143 . predominantemente como metabólitos livres e conjugados. Há muitos metabólitos hidroxilados e/ou metoxilados. acentuada actividade inibitória com os receptores H1 de histamina e um efeito anticolinérgico moderado. Eliminação: a Maprotilina é eliminada do sangue com semi-vida média de 4345 horas. Distribuição: o coeficiente de partição da Maprotilina entre o sangue e o plasma é 1. Apresenta um espectro de acção bem equilibrado. Maprotilina influencia favoravelmente os sintomas somáticos dos quadros de depressão mascarada. apenas 2 a 4% da dose são eliminados de forma inalterada através da urina. O principal metabólito é o desmetil derivado. de menor importância. 3º CLE – OUT. Em 21 dias cerca de dois terços de uma dose única são excretados através da urina. Depressão mascarada. que são excretados como conjugados através dos rins. é lenta. INDICAÇÕES Depressão: endógena e depressão de início tardio (involutiva). A Maprotilina apresenta afinidade de fraca a moderada pelos adrenoceptores alfa-1 centrais.

Efeitos psíquicos frequentes: sonolência. mioclonia. Raros: delírios. alcoolismo). CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade à Maprotilina ou sensibilidade cruzada com antidepressivos tricíclicos. concentração prejudicada.: causadas por doença prostática). sudorese. distúrbios na micção. mania. ataxia. alterações do ECG clinicamente irrelevantes em pacientes com as condições cardíacas normais (ex. sintomas psicossomáticos e somáticos com depressão e/ou ansiedade subjacentes. Transtornos convulsivos ou limiar convulsivo diminuído (ex. Insuficiência hepática ou renal grave. Frequentemente é difícil distinguir-se certos efeitos adversos dos sintomas da depressão. agitação.: alterações da onda T e do segmento ST). despersonalização. distúrbios da acomodação visual. visão turva. agressividade. 2001 144 . REACÇÕES ADVERSAS Os efeitos indesejados são geralmente leves e transitórios. disartria.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Outros transtornos depressivos: caracterizados por ansiedade. Estágio inicial de enfarte do miocárdio ou distúrbios da condução cardíaca. dislalia. insónia. agitação. Casos isolados: estomatite. formigamento). Casos isolados: activação de sintomas psicóticos. Ocasionais: taquicardia sinusal. sedação diurna. obstipação e boca seca. agravamento da depressão. Efeitos neurológicos frequentes: sensação de cabeça leve. alucinações (particularmente em pacientes idosos). Tratamento concomitante com inibidor da MAO. nervosismo. estados apáticos (especialmente nos idosos). pesadelos. cefaléia. Ocasionais: tontura. hipotensão postural. palpitações. Ocasionais: aumento de apetite. tais como fadiga. fraqueza muscular. hipnóticos.: danos cerebrais de etiologia variada. acatisia. discinesia. disforia ou irritabilidade. Raras: convulsões. Ocasionais: obtipação. Casos isolados: alterações do ECG. Intoxicação aguda com álcool. Raros: arritmias. Efeitos anticolinérgicos freqüente: boca seca. alteração da memória (diminuída). tremor leve. perturbações do sono. 3º CLE – OUT. falta de coordenação. Sistema cardiovascular. inquietação. confusão. distúrbios do sono. ansiedade. fadiga. ou fármacos psicotrópicos. Sistema nervoso central. hipomania. parestesias (dormência. Glaucoma de ângulo fechado ou retenção urinária (ex. cáries dentárias. desaparecendo durante o curso do tratamento ou após a diminuição da dose. ansiedade.

broncoespasmo. Outras. Um estudo em que Maprotilina foi administrado como tratamento profilático para depressão unipolar sugeriu um aumento no comportamento suicida do grupo tratado. Sistema endócrino e metabolismo. fotossensibilidade. cefaléia. Casos isolados: alveolite alérgica com ou sem eosinofilia. Casos isolados: distúrbios da condução (ampliação do complexo QRS. distúrbios da libido e da potência. Trato gastrointestinal.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML elevação da pressão arterial. bloqueio do feixe atrioventricular. algumas vezes com febre. diarréia. 2001 145 . trombocitopenia. dor abdominal. Ocasionais: náusea. Embora tenham sido relatados apenas casos isolados de alterações na contagem de leucócitos com Maprotilina. recomenda-se a contagem periódica das células Casos isolados: leucopenia. Casos isolados: aumento do volume das mamas. durante todos os estágios do tratamento. Casos isolados: zumbido. síndrome da secreção inapropriada da hormona antidiurética (SIHAD). vasculite cutânea. alterações PQ). Trato respiratório. síncope. urticária). fosfatase alcalina). edema (local ou generalizado). os sintomas a seguir ocorrem ocasionalmente após a interrupção abrupta do tratamento ou da redução da dose: náusea. Raros: diarréia. galactorréia. em termos de associação à superdose fatal. Há relatos de que os antidepressivos. em raras ocasiões. púrpura. Casos isolados: prurido. congestão nasal. Ocasionais: ganho de peso. distúrbios do paladar. Casos isolados: hepatite. com ou sem icterícia. vómito. Relatou-se que Maprotilina é comparável a outros antidepressivos. Pele. perda de pêlos. distúrbios abdominais. Embora não haja indicativos de dependência. insónia. Ocasionais: reacções alérgicas na pele (rash. PRECAUÇÕES O risco de suicídio é inerente à depressão grave e pode persistir até que ocorra remissão significativa. alopecia. exacerbam tendências suicidas. elevação de enzimas hepáticas (transaminases. nervosismo. eritema multiforme. 3º CLE – OUT. Sangue. ansiedade e piora da depressão subjacente ou do humor depressivo. Órgãos dos sentidos. agranulocitose. Os pacientes devem ser supervisionados cuidadosamente. eosinofilia. vómito.

especialmente na presença de hipertrofia prostática. irritabilidade. portanto. especialmente nos primeiros meses de tratamento. taquicardia. da betanidina. 2001 146 . delírio e possível óbito). sonolência e outros sintomas do SNC. ser tratados com anti-hipertensivos de mecanismo de acção diferente (ex. obstipação crónica grave ou com história de retenção urinária. Durante tratamento prolongado. operar máquinas ou se envolver em qualquer atividade potencialmente perigosa. da clonidina e da alfametildopa. A Maprotilina passa para o leite materno. tremor e hipotermia. desde que o estado clínico da paciente assim o permita. Utilizar com cautela em pacientes com história de pressão intra-ocular elevada. causados por propriedades anticolinérgicas dos antidepressivos tricíclicos. Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: pacientes em tratamento com Maprotilina devem ser alertados sobre a possível ocorrência de visão embaçeada. particularmente em pacientes idosos e em pacientes hospitalizados.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML sanguíneas e a monitorização de sintomas. tais como dispnéia. para se evitar que o recém-nascido apresente possíveis sintomas. convulsões clônicas generalizadas. nesses casos. Os pacientes que necessitem de co-medicação para hipertensão deverão. Em tratamento de longo prazo com antidepressivos tem sido relatado aumento de cáries dentárias. tais como febre e faringoamigdalites. é recomendável controlar-se as funções hepática e renal. Maprotilina deve ser descontinuado ao menos sete semanas antes da data prevista para o parto. convulsões.: 3º CLE – OUT. O mesmo se aplica quando da administração de um inibidor da MAO após tratamento prévio com Maprotilina. Bloqueadores adrenérgicos: Maprotilina pode diminuir ou anular o efeito antihipertensivo da guanetidina. O lacrimejamento reduzido e o relativo acúmulo de secreções mucóides. a menos que os benefícios ao feto sejam evidentemente mais importantes do que seus riscos. INTERACÇÕES Inibidores da MAO: não administrar Maprotilina pelo menos por 14 dias após a interrupção de tratamento com inibidores da MAO (há risco de interações graves. tremores. eles não devem dirigir. podem originar danos ao epitélio da córnea em pacientes que utilizam lentes de contato. Maprotilina não deve ser administrado durante a gravidez. da reserpina. hipotonia. Os antidepressivos tricíclicos podem causar íleo paralítico. tais como hipertermia. letargia.

2001 147 . Em tais casos. Sulfoniluréias orais e insulina: a co-medicação com tais fármacos pode potencializar seu efeito hipoglicêmico. que não sofram acentuada biotransformação). distúrbios da visão). como o propranolol. deve-se reduzir a dose do anticoagulante. em redução no limiar da convulsão e em crises. atropina. Neurolépticos: a co-medicação com esses pode resultar em aumento dos níveis plasmáticos de Maprotilina. a cimetidina demonstra inibir o metabolismo de vários antidepressivos tricíclicos. deve-se monitorizar os níveis plasmáticos e ajustar-se adequadamente a dose. portanto. ter intensificados seus efeitos. Cimetidina: embora não relatado com relação a Maprotilina. Anticoagulantes: Maprotilina pode potencializar o efeito anticoagulante de fármacos.: em odontologia). Pode ser necessário. no intestino e na bexiga. agentes antiparkinsonianos. cumarínicos pela inibição de seu metabolismo no fígado.A descontinuação brusca de Maprotilina pode também resultar em hipotensão grave. Agentes anticolinérgicos: Maprotilina pode potencializar os efeitos desses fármacos (ex. Os efeitos anticolinérgicos da quinidina podem causar sinergismo relacionado à dose com Maprotilina. da noradrenalina. quando administrado concomitantemente com a cimetidina. É recomendada a monitorização cuidadosa da protrombina plasmática. 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML diuréticos. Os níveis plasmáticos de fenitoína e carbamazepina podem também aumentar. assim como os das gotas nasais e dos anestésicos locais (ex. Pode ser necessário ajustar-se a dose desses fármacos em tais casos.: fenotiazina. reduzir-se a dose de Maprotilina. Propranolol: as concentrações plasmáticas de Maprotilina podem elevar-se quando o fármaco é administrado concomitantemente com os beta-bloqueadores que sofrem biotransformação substancial. portanto. vasodilatadores ou betabloqueadores. antihistamínicos) na pupila ocular. da isoprenalina. no sistema nervoso central. Quinidina: Maprotilina não pode ser administrado em combinação com agentes antiarrítmicos do tipo quinidina. Se necessário. resultando em aumento da concentração plasmática dos mesmos e no aumento dos efeitos colaterais (boca seca. Metilfenidato: a concentração plasmática dos antidepressivos tricíclicos pode aumentar e. da efedrina e da fenilefrina. biperideno. Drogas simpatomiméticas: Maprotilina pode potencializar os efeitos cardiovasculares da adrenalina. com os efeitos adversos correspondentes.

NORTRIPTILINA PAMELOR A Nortriptilina é um antidepressivo tricíclico cujo mecanismo de acção é desconhecido. Depressão reactiva. sudorese e oligúria ou anúria. Em virtude da absorção retardada (efeito anticolinérgico). podem ocorrer depressão respiratória. vómitos. febre. de semi-vida longa e reciclagem entero-hepática. agitação. rigidez muscular e movimentos coreoatetóides. convulsões. o paciente estará em risco por até 4-6 dias. 2001 148 . a depressão endógena parece responder melhor que outros estados depressivos. midríase. mas bloqueia o da fenetilamina. As anormalidades cardíacas e os distúrbios neurológicos são as principais complicações. 3º CLE – OUT. cianose. Sinais e sintomas: os sintomas geralmente aparecem dentro de 4 horas após a ingestão e atingem a severidade máxima em 24 horas. Sistema cardiovascular: hipotensão. taquicardia. Os seguintes sinais e sintomas podem ser observados: sistema nervoso central: sonolência. e aumenta o efeito pressor da noradrenalina. reflexos alterados. neurose depressiva. paragem cardíaca. neurose reactiva. distúrbios de condução. Tratamento: não existe antídoto específico e o tratamento é essencialmente sintomático e de suporte. como a histamina. Além disso. arritmia ventricular. A ingestão acidental de qualquer quantidade por crianças deve ser tratada como séria e potencialmente fatal. Inibe a acção de certos neurotransmissores. arritmia. estupor. incontinência urinária. choque. coma.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SUPERDOSAGEM Os sinais e sintomas de superdose com Maprotilina são similares aos relatados com antidepressivos tricíclicos. ataxia. insuficiência cardíaca e. em casos muito raros. coadjuvante da terapêutica hormonal na síndrome do climatério. inquietação. a serotonina e a acetilcolina. INDICAÇÕES Síndromes depressivas de diversas etiologias.

retenção urinária. No caso de retirada brusca pode aparecer cefaleias e mal-estar. Se tiver de ser mudada a medicação de IMAO para nortriptilina ou vice-versa. hiper-reflexia. obstipação. O diazepam age como anticonvulsivante com pouco efeito sobre a depressão respiratória. rigidez muscular. REACÇÕES ADVERSAS São basicamente devidas à acção anticolinérgica do medicamento: boca seca. INTERACÇÕES Em pacientes medicados com IMAO é aconselhável deixar passar pelo menos 2 semanas desde a interrupção. vómitos. midríase. Devido ao seu efeito anticolinérgico. insónia. insuficiencia cardíaca congestiva. é necessário abandonála umas duas semanas antes de receber a outra. antes de iniciar o tratamento com nortriptilina. taquicardia. coma. Deve ser evitada a ingestão simultânea de álcool ou fármacos estimulantes do SNC. Não deve ser administrada nos primeiros 3 meses da gravidez nem a crianças menores de 6 anos. Não deve ser administrado simultaneamente com IMAO. o uso de digitálicos pode auxiliar em casos de insuficiência cardiovascular ou falha cardíaca. choque. 2001 149 . hepáticos ou renais severos e quando é associada com simpatomiméticos. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade a outros benzodiazepínicos. 3º CLE – OUT. deve ser empregada com precaução em pacientes com glaucoma ou hipertrofia de próstata ou com transtornos cardiovasculares. convulsões seguidas de depressão respiratória. estupor. A cimetidina aumenta os níveis séricos de nortriptilina. sonolência.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SUPERDOSAGEM Pode provocar confusão. Período de recuperação do enfarte de miocárdio. Deve ser instituído tratamento de suporte. até não haver maiores informações a respeito. agitação. PRECAUÇÕES Pode provocar exacerbação das psicoses dos pacientes esquizofrênicos.

seja a fluvoxamina. paroxetina. sudorese excessiva. efeitos anticolinérgicos e extrapiramidais que outros ISRS. Antidepressivos Inibidores Selectivos de Recaptação da Serotonina (ISRS) Os antidepressivos chamados de Inibidores Específicos da Recaptação da Serotonina (ISRS) são aqueles que não interferem ou interferem pouco nos demais neurotransmissores além da serotonina (5HT). a norfluoxetina. Estes últimos. devem ser individualizadas para cada paciente. A paroxetina origina mais sedação (também a fluvoxamina). boca seca). antihistamínicos e alfa-bloqueantes. Zoloft. temores. Esse metabólito é o ISRS que se elimina mais lentamente do organismo. sedação e interações farmacológicas que outros ISRS. Procimax FLUOXETINA Daforim. mais intolerância digestiva (até 21 % dos pacientes podem experimentar náuseas. Parmil. 3º CLE – OUT. CITALOPRAM Cipramil. Fluxene. 2001 150 . ansiedade. A incidência de efeitos colaterais anticolinérgicos. insónia.9. Deprax. especialmente quando a dose é muito alta. fluoxetina ou outros. As doses dos ISRS. Eufor. assim como o risco de superdosagem é menor nos ISRS que nos chamados antidepressivos tricíclicos (ADT). A fluvoxamina também parece produzir mais intolerância digestiva. causam mais efeitos colaterais que os ISRS. Tem-se relatado sintomas de abstinência com a supressão brusca do tratamento com a paroxetina e com a venlafaxima. anorexia. Tolrest. A fluoxetina foi o primeiro representante dessa classe de antidepressivos e ela tem um metabólito activo. e a estimulação de SNC parece maior com a fluoxetina que com outros ISRS. Serenata O efeito antidepressivo dos ISRS parece ser conseqüência do bloqueio selectivo da recaptação da serotonina (5-HT). Prozac. Pondera. Cebrilin SERTRALINA Novativ. Por outro lado. Verotina NEFAZODONA Serzone PAROXETINA Aropax. a fluoxetina tem se associado a alguns casos de acatisia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML 7. Nortec. sertralina.

cefaléia. os sinais e sintomas observados foram: sonolência.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML CITALOPRAM CIPRAMIL PARMIL Citalopram é um antidepressivo que inibe intensa e selectivamente a recaptação de serotonina pelas terminações nervosas. rash cutâneo. anticoagulantes orais. taquicardia sinusal. INTERAÇÕES Com cimetidina. coma. INDICAÇÕES Tratamento da depressão e abuso de álcool. REACÇÕES ADVERSAS Sudorese. 2001 151 . crise convulsiva. Gravidez e lactação. SUPERDOSAGEM Quando o citalopram foi ingerido sem outros medicamentos associados. Menores de 12 anos. náuseas. CONTRA-INDICAÇÕES Os pacientes que estam a receber IMAO devem suspendê-lo durante 14 dias quando se utiliza citalopram. Os pacientes tratados com citalopram e por diferentes motivos devem trocá-lo por um IMAO. IMAO. ritmo juncional. Hipersensibilidade ao fármaco. boca seca. Pode ser empregado em pacientes alcoólatras. vómitos. náuseas. cianose. hiperventilação. ansiedade. pois aumenta os dias de abstinência e diminui o consumo de álcool. sudorese. Não há nenhum caso descrito de óbito. nervosismo. PRECAUÇÕES Evitar dirigir veículos ou manusear máquinas perigosas e a ingestão de álcool. 3º CLE – OUT. sumatriptana. suspender o citalopram 7 dias antes. alterações do sono.

Lavagem gástrica deve ser feita precocemente. colinérgicos. apresentam semi-vida plasmática longa. muscarínicos. o que permite sua administração em dose única diária. H1-histamínicos. FLUOXETINA BIOZAC CLORIXETIN DAFORIM DEPRAX DEPRESS EUFOR FLUOXETIN FLUOXIL FLUOXON FLUOZET FLUXENE FLUXTINA NORTEC PROZAC PSIQUIAL SOSTAC VEROTINA A Fluoxetina é um inibidor selectivo da captação da serotonina ao nível do córtex cerebral. serotonínicos ou dopamínicos. 3º CLE – OUT. caso ocorram convulsões. Administrar oxigênio em caso de hipóxia e diazepam. 2001 152 . não tendo afinidade pelos receptores adrenérgicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A conduta é sintomática e de suporte. Tanto a fluoxetina como seu metabólito principal. As vias aéreas devem ser previamente mantidas. neurónios serotoninérgicos e das plaquetas. O paciente deve permanecer sob observação médica pelo menos por 24 horas. Não inibe a captação de outros neurotransmissores. a norfloxetina. Caso necessário realizar entubação orotraqueal.

com síndrome serotoninérgica. Gravidez. no entanto deve-se evitar a prescrição do medicamento a pacientes com história de abuso de drogas. Os suicidas potenciais de alto risco devem ser supervisionados cuidadosamente durante a terapia. tolerância ou dependência física. devido ao risco de interação grave. SUPERDOSAGEM 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INDICAÇÕES Transtornos depressivos. A fluoxetina não parece ter potencial de desenvolvimento de abuso. edema e até linfadenopatias. INTERACÇÕES Com triptofano e lítio podem ocorrer reacções do tipo síndrome serotoninérgica. PRECAUÇÕES A fluoxetina tem acção anorexígena com uma discreta redução ponderal durante seu uso. evitando-se prescrever ou deixar grande quantidade de medicamento junto ao paciente. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade. tremor e problemas gastrintestinais. náuseas e diarréia. Não administrar fluoxetina no mínimo por 5 semanas antes ou depois do uso de IMAO. REACÇÕES ADVERSAS As reações mais comummentes observadas são ansiedade. Lactação – concentra-se no leite materno. Uso cuidadoso em idosos (reduzir doses) e renais crónicos. 2001 153 . incluindo anorexia. astenia. Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Uso em pediatria ainda não está indicado. artralgias. insónia. nervosismo. Evitar o uso concomitante de outras drogas que agem no SNC. fadiga. Nos pacientes sensíveis ocorre rash. Usar com cuidado em pacientes com história de convulsão. sonolência. digitoxina) podem concorrer com a fluoxetina nessa ligação. gravidez e lactação. leucocitose. Drogas que se ligam fortemente às proteínas plasmáticas (cumadina. urticária incluindo febre. Com diazepam pode haver prolongamento da semi-vida dessa droga. aumentando o risco de efeitos adversos de uma ou de outra droga.

originando dois metabólitos activos. Apresenta elevada ligação às proteínas plasmáticas: > 99%. Administrada por via oral. a hidroxinefazodona e a dietil-hidroxinefazodona. A semi-vida de eliminação no estado de equilíbrio cinético é de 2 a 4 horas. 3º CLE – OUT. A nefazodona é bastante lipossolúvel. Metaboliza-se no fígado.68l/kg). principalmente. que não é dialisável.A resposta clínica máxima instala-se após 4 semanas de tratamento. Em pacientes com mais de 65 anos. Instituir adequada ventilação e oxigenação. Não há antídoto específico para a fluoxetina. Provoca leve interferência na duração dos estágios do sono o que causa pequeno atraso na instalação da fase MOR ou REM. e um metabólito com actividade seratoninérgica. é rapidamente absorvida e alcança o pico plasmático em 1 a 3 horas. 2001 154 . O seu efeito antidepressivo decorre do bloqueio da neurotransmissão seratoninérgica por competição com os receptores de tipo II da serotonina (5HT) e por um bloqueio parcial leve na neurotransmissão alfa-adrenérgica. a m-clorofenilpiperazina. distribuindo-se por todos os tecidos (volume de distribuição 0. pertencente ao grupo das fenilpiperazinas. Recomenda-se a redução da dose em pacientes com disfunção hepática ou renal. INDICAÇÕES Síndromes depressivas. Não apresenta efeitos anticolinérgicos e nem anti-histamínicos. pelos rins.A presença de alimentos retarda sua absorção e reduz sua biodisponibilidade em 20% (clinicamente não significativo).23 a 0. Depressão severa não psicótica. sendo os metabólitos eliminados. a nefazodona não provoca alterações na condução cardíaca e nem hipotensão ortostática. O equilíbrio cinético plasmático ocorre em 3 ou 4 dias com as doses terapêuticas usuais. A função cardíaca e os sinais vitais devem ser monitorizados.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A conduta inicial é de provocar emese e lavagem gástrica ou administrar carvão activado com sorbitol. NEFAZODONA SERZONE Nefazodone é um derivado sintético.

2001 155 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SUPERDOSAGEM Aumento de incidência e gravidade das reacções adversas. diplopia e insónia. Evitar funções onde a falta de atenção aumenta o risco de acidentes (operar máquinas pesadas. náuseas. CONTRA-INDICAÇÕES Hipersensibilidade aos antidepressivos fenilpiperazínicos. INTERACÇÕES Triazolam: reduzir a sua dose quando se associa com nefazodona. Recomenda-se a lavagem gástrica. o que leva à interrupção do tratamento em cerca de 10% dos pacientes. cefaléia. Anestésicos gerais: suspender a nefazodona vários dias antes da cirurgia. O tratamento deve ser sintomático e de manutenção. se a ingestão for recente. enjoos. dirigir veículos. REACÇÕES ADVERSAS Secura da boca. astenia. O risco/benefício deve ser avaliado durante a gravidez e o aleitamento. sonolências. em especial para hipotensão e sedação excessiva. PAROXETINA AROPAX PONDERA CEBRILIN BENEPAX 3º CLE – OUT. etc). sonolência e vómitos. Pacientes menores de 18 anos. Antihipertensivos: ocorrência de hipotensão ortostática e síncope (bloqueio alfaadrenérgico). obstipação. exarcebação da mania/depressão em pacientes tratados com outros antidepressivos. PRECAUÇÕES Possibilidade de tentativa de suicídio. em especial.

PRECAUÇÕES 3º CLE – OUT. sonolência. como terapia única ou como coadjuvante no tratamento da neuropatia diabética e da dor de cabeça tensional crónica. ansiedade. Os estudos em animais indicam que a paroxetina é um bloqueador da recaptação altamente selectivo para a serotonina. vasodilatação. náuseas. como a noradrenalina e a dopamina. REACÇÕES ADVERSAS Dor de cabeça. agitação. dor abdominal. alterações na ejaculação. palpitação. 2001 156 . astenia. vómitos. sonolência. a diálise e a hemoperfusão não são benéficas na eliminação da paroxetina do organismo. tonturas. ocorrido a partir da inibição da recaptação da serotonina pelos neurónios. INDICAÇÕES Síndromes depressivas com melancolia. Transtorno obessivo-compulsivo. o que dá como resultado uma falta de linearidade na farmacocinética do fármaco. e fica um remanescente de 1% no plasma.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Presume-se que a acção antidepressiva da paroxetina é devida ao aumento do estímulo serotoninérgico no SNC. pois exibe somente um efeito muito leve sobre a recaptação de outros neurotransmissores. A sua distribuição pelo organismo é rápida. sudorese. Um dos passos na sua biotransformação depende de uma enzima facilmente saturável. SUPERDOSAGEM Náuseas. insónia. Não foram observados casos fatais. assegurando o estabelecimento da ventilação e oxigenação. A diurese forçada. Depressão recorrente. Transtornos da conduta alimentar. Episódios depressivos maiores ou severos. é metabolizada rapidamente para dar origem a metabólitos cinquenta vezes menos potentes. Distimias. tremores. vómitos. A paroxetina é completamente absorvida após a sua administração oral. incluindo o SNC. O tratamento deve ser de suporte. Usos adicionais. que na sua maior parte são polares (predominam glicurônidos e sulfatos) que se eliminam rápidamente. boca seca.

amitriptilina. fluoxetina. Insuficiência renal severa. INTERACÇÕES Entre as manifestações comuns incluem-se rigidez. flecainida. Essas reacções foram observadas em pessoas que recentemente tinham suspenso a paroxetina e começavam o tratamento com um IMAO. ou vice-versa. Os pacientes que recebem paroxetina não devem ingerir álcool. A co-administração de fármacos metabolizados pelo citocromo P450IID6 (nortriptilina. dor de cabeça. desipramina. Para mudar de paroxetina a um IMAO. etc. pois a eficácia e a segurança do fármaco não foram estabelecidas para esse grupo etário. Warfarina: administrar com precaução. imipramina. A cimetidina inibe o metabolismo da paroxetina. náusea. CONTRA-INDICAÇÕES Uso simultâneo com IMAO. Os fármacos que afectam o metabolismo hepático podem alterar o metabolismo e a farmacocinética da paroxetina.) deve ser levada a cabo com precauções. Crianças. propafenona. deve ser ajustada a dose dessa última. deve suspender-se a administração de qualquer um deles pelo menos duas semanas antes de iniciar a administração do outro.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Não é recomendável o uso em crianças. mudanças do estado mental (agitação extrema que pode progredir a delírio e coma). O paciente que recebe paroxetina não deve operar maquinaria pesada nem dirigir automóveis. sudorese e tonturas. Gravidez. Co-administrado com triptofano. SERTRALINA LIRIOL NOVATIV 3º CLE – OUT. quinidina. Prociclidina: se forem observados efeitos anticolinérgicos na co-administração com paroxetina. hipertermia. 2001 157 . quando é co-administrada com paroxetina. Com digoxina foi observada uma diminuição da área sob a curva média desse fármaco. a dose de prociclidina deve ser reduzida. instabilidade autonômica (com flutuações rápidas dos sinais vitais). encainida. Hipersensibilidade ao fármaco. fenotiazinas. Lactação.

INDICAÇÕES Depressão com antecedentes de mania. N-desmetilsertralina. pelo que produz uma potenciação dos efeitos da 5HT. serotoninérgicos. há um acúmulo aproximado do dobro até chegar a concentrações estáveis. 2001 158 . ou sem ela. recomenda-se administrá-la nas refeições. Em concordância com a semi-vida de eliminação terminal. Cerca de 98% da droga circulante se unem as proteínas plasmáticas. A semi-vida da N-desmetilsertralina está na faixa de 62 a 104 horas. REACÇÕES ADVERSAS 3º CLE – OUT. Dado que a biodisponibilidade das cápsulas de sertralina é aumentada na presença de alimentos. nem cardiotoxicidade em animais. dopaminérgicos. A semi-vida de eliminação terminal plasmática de setralina é de aproximadamente 26 horas. Somente uma pequena quantidade (<0. gabaérgicos ou benzodiazepínicos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML SERCERIN SERTAX TOLREST ZOLOFT O cloridrato de sertralina é um derivado da naftilamina.2%) da sertralina é excretada pela urina sem modificação. é substancialmente menos activo in vitro que a sertralina (cerca de 8 vezes) e é virtualmente inactivo em testes farmacológicos in vitro. O fármaco tem efeitos apenas muito débeis sobre a recaptação neuronal de norepinefrina e dopamina. não possui ação estimulante. A sertralina é um inibidor potente da recaptação neuronal de serotonina. histaminérgicos. e os metabólitos resultantes são excretados com as fezes e a urina em quantidades similares. adrenérgicos. sedativa ou anticolinérgica. que são alcançadas depois de 1 semana com 1 dose diária única. a sertralina e a N-desmetilsertralina são metabolizadas de forma extensa. No homem. O principal metabólito. A sertralina não tem afinidade pelos receptores muscarínicos (colinérgicos). e exibe uma farmacocinética proporcional à dose na faixa de 50 a 200mg.

insónia. INTERACÇÕES Pode produzir-se um aumento das concentrações plasmáticas da sertralina. quando administrada com outras drogas que são combinadas fortemente com as proteínas plasmáticas. tremores. PRECAUÇÕES Não utilizar em combinação com IMAO. não sendo essencialmente antidepressivas nem sedativas. Tegretol CARBONATO DE LITIO Carbolim. Litiocar. náuseas e dispepsia). No caso de empregá-los com sertralina. Internacionalmente reconhecem-se três substâncias capazes de desempenhar tal papel: o Lítio. como é o caso da Lamorigina e da Gabapentina. transpiração abundante. Estabilizadores do Humor Estabilizadores do Humor são substâncias utilizadas para a manutenção da estabilidade do humor. Progresse 3º CLE – OUT. 2001 159 . como por exemplo varfarina e digitoxina. Neurim GAMAPENTINA Neurotontin. 7. deixar passar 14 dias entre o final de uma medicação e o início da outra. disfunção sexual masculina. Neurolithiun ÁCIDO VALPRÓICO Depakene. mais recentemente o Divalproato de Sódio. Alguns outros anticonvulsivantes estão a merecer estudos sobre sua eficácia como Estabilizadoras do Humor. vertigens. a Carbamazepina e o Ácido Valpróico. Valpakine DIVALPROATO DE SÓDIO Depakote LAMOTRIGINA Lamictal. Carbolitium.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML As mais comuns observadas são: distúrbios gastrointestinais (diarréia. boca seca. Tegretard. Gravidez. CARBAMAZEPINA Carbamazepina. CONTRA-INDICAÇÕES Pacientes com hipersensibilidade. sonolência.10.

O seu início de acção como anticonvulsivo varia entre dias e meses. A carbamazepina é metabolizado no fígado e um metabólito. pode deprimir a actividade do núcleo ventral anterior do tálamo. A sua união às proteínas é muito alta (de 55% a 59% em crianças e 76% em adultos). 11-epóxido. inibidor da transmissão neuromuscular e antiarrítmico. clorpromazina e maprotilina) e compartilha algumas características estruturais com os anticonvulsivos (fenitoína. Estimula a libertação da hormona antidiurética. CARBAMAZEPINA CARBAMAZEPINA TEGRETARD TEGRETOL A carbamazepina é um derivado tricíclico do iminostibeno. A absorção é lenta e variável.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A indicação exclusiva para Estabilizadores do Humor são os Transtornos Afectivos Bipolares e os Episódios de Mania (Euforia) ou de Hipomania. o que depende de cada paciente devido à auto-indução do metabolismo. porém é quase completamente absorvido no trato gastrintestinal. quanto a Carbamazepina são utilizados sempre como coadjuvantes quase indispensáveis do tratamento. o alívio da dor na neuralgia do 3º CLE – OUT. antidepressivo. antidrepressiva e antineurálgica. O tratamento do Transtorno Afectivo Bipolar sem estes Estabilizadores do Humor se complica devido ao facto dos antidepressivos estarem sujeitos à desencadear crises de euforia. Outras acções secundárias descritas: anticolinérgico. Estruturalmente a carbamazepina é similar aos fármacos psicoativos (imipramina. a carbamazepina10. 2001 160 . clonazepam e fenobarbital). porém o significado não está completamente esclarecido. assim como os sedativos terem probabilidade de desencadear a depressão. O mecanismo exacto da acção anticonvulsiva da carbamazepina é desconhecido. Desta forma. tanto o Carbonato de Lítio. Como antineurálgico pode actuar no SNC diminuindo a transmissão sináptica ou a adição da estimulação temporal que dá origem à descarga neuronal. tem actividade anticonvulsiva.

no manuseio de máquinas ou ao realizar trabalhos que exijam atenção e coordenação. tremor. o metabolismo hepático das xantinas (teofilina. podem diminuir os efeitos dos anticoagulantes derivados da cumarina por indução da actividade enzimática microssômica hepática. rigidez. linfadenopatias e parestesias. alucinações visuais. Pode diminuir o efeito dos corticosteróides devido ao aumento do metabolismo destes. crises convulsivas mistas. adenopatias. confusão ou hostilidade. deve-se suspeitar de hiponatremia. sonolência grave. aminofilina). atraso na cicatrização e hemorragia gengival. anomalias neurológicas ou estupor. 3º CLE – OUT. Neuralgia do trigêmeo. crises convulsivas. Raramente: bradicardia. PRECAUÇÕES Deve-se ter cuidado ao dirigir. debilidade. É eliminado em 72% por via renal (3% como fármaco inalterado). aumento da frequência de crises convulsivas. disartria. Os efeitos leucopênicos e trombocitopênicos podem originar maior incidência de infecção microbiana. dificuldade de respiração. Anticonvulsivo de primeira eleição. Os pacientes de idade avançada podem ser mais sensíveis que os jovens à agitação e confusão. crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas. INTERACÇÕES O paracetamol pode aumentar o risco de hepatoxicidade e diminuir os efeitos terapêuticos desta droga. tremores ou contrações. náuseas. Tratamento das crises convulsivas parciais com sintomatologia simples ou complexa.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML trigêmeo varia entre 24 a 72 horas. cefaléia contínua. Em pacientes diabéticos poderá haver um aumento nas concentrações de açúcar na urina. vómitos. São de incidência mais frequente: visão turva. bloqueio cardíaco auriculoventricular ou bradicardia induzidos pela carbamazepina. hemorragias ou hematomas. taquicardia. REACÇÕES ADVERSAS Em pacientes que apresentam letargia. Erupção cutânea ou prurido. febre. Sinais de superdosagem: enjoos agudos. 2001 161 . Se estimulado. fezes pálidas. depressão respiratória. sonolência e debilidade. INDICAÇÕES Epilepsia.

crises hipertensivas e convulsões graves. O uso de IMAO pode originar crises hiperpiréticas. glicosídeos digitálicos. glaucoma. disfunção hepática ou renal e reacções hemáticas adversas por outros medicamentos. levotiroxina. A cimetidina pode aumentar a concentração plasmática de carbamazepina. loxapina. dextropropoxifeno ou verapamil podem inibir o metabolismo da carbamazepina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Diminuição das concentrações séricas e redução das vidas médias de eliminação de primidona. lactação. Postulam-se duas teorias. LÍTIO CARBOLIM CARBOLITIUM LITIOCAR NEUROLITHIUM Ainda não foi claramente estabelecido o mecanismo exacto de acção do Lítio. eritromicina. diabetes mellitus. antecedentes de depressão da medula óssea. Crises convulsivas mioclônicas. A primeira relaciona o efeito estabilizador do ânimo com uma redução na concentração do neurotransmissor catecolamina. Crises atônicas. mediada possivelmente 3º CLE – OUT. portanto. 2001 162 . A relação risco-benefício deverá ser avaliada na presença de gravidez. barbitúricos. Os efeitos depressores sobre o SNC são potencializados com o uso simultâneo de antidepressivos tricíclicos. ácido valpróico. diminuem os efeitos terapêuticos da ciclosporina. dacarbazina. Aumenta o metabolismo e. fenotiazinas ou tioxantenos. estrogênios. diltiazem. Os inibidores da anidrase carbônica podem produzir um aumento do risco de osteopenia. aloperidol. mexiletina e quinidina. Em pacientes tratados com doses elevadas de mebendazol. bloqueio A-V. anticoncepcionais orais que contenham estrogênios. O danazol. benzodiazepinas ou anticonvulsivos do grupo succinimida ou hidantoína. foi demonstrado que as concentrações plasmáticas da carbamazepina são diminuídas. CONTRA INDICAÇÕES Crises de ausência atípicas ou generalizadas.

na presença de alterações do sistema nervoso central (epilepsia e parkinsonismo). sonolência. 3º CLE – OUT. É absorvido por via oral de forma rápida e completa. a concentração sérica diminui com rapidez durante as 5 a 6 horas iniciais. após tratamento prolongado. tais como hipotonia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML pelo efeito do íon lítio na enzima adenosina trifosfatase Na+/K+-dependente. REACÇÕES ADVERSAS Frequência de micção aumentada. aumento da sede. cianose e alterações no eletrocardiograma. A eliminação é inicialmente rápida e. náuseas. 2001 163 . confusão. Deve ser administrado com precaução na presença de doença cardiovascular (pode exacerbar-se). hipotermia. dispnéia de esforço. o que por sua vez pode originar diminuição da sensibilidade dos receptores da adenilatociclase sensíveis às hormonas. O Lítio não se une às proteínas plasmáticas nem é metabolizado. em casos de desidratação grave (aumenta o risco de toxicidade) e quando existir insuficiência renal ou retenção urinária. O início de sua acção terapêutica pode demorar de 1 a 3 semanas. PRECAUÇÕES O lítio é excretado no leite materno e em alguns lactentes foram descritos sinais de toxicidade. INDICAÇÕES Tratamento da doença maníaco-depressiva. pulso irregular. No início do tratamento a semi-vida é bifásica. A segunda hipótese é que o lítio pode diminuir as concentrações de monofosfato de adenosina cíclico (AMPcíclico). O Lítio é potencialmente tóxico para o sistema nervoso central. inclusive em concentrações séricas dentro do alcance terapêutico. tremor das mãos. e elimina-se 95% de forma inalterada pelo rim. desvanecimentos. A velocidade de excreção diminui com o aumento da idade. Na forma activa o Lítio pode ser reabsorvido 80% no túbulo proximal. taquicardia. seguida de uma diminuição gradual durante as 24 horas seguintes. para produzir um aumento no transporte transmembrana neuronal do íon sódio. torna-se mais lenta.

recomenda-se efectuar a determinação da função renal. 3º CLE – OUT. iodeto de cálcio.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A toxicidade por lítio pode aparecer em concentrações séricas terapêuticas ou próximas a elas. INTERACÇÕES O uso simultâneo com antitireóideos. Recomenda-se o consumo de cloreto de sódio e uma adequada ingestão de líquidos (2. toxicidade neurológica e lesão cerebral irreversível. A associação com haloperidol (frequente) tem produzido.5 a 3 litros por dia). Antes e durante o tratamento. disfunção renal ou cardíaca grave. porém acredita-se que esteja relacionado com um aumento directo ou secundário das concentrações do neurotransmissor inibidor GABA (ácido gama-aminobutírico). ÁCIDO VALPRÓICO DEPAKENE VALPAKINE Não se conhece exactamente o mecanismo de acção do Ácido Valpróico. as concentrações séricas. já que pode agravá-los. O uso de diuréticos pode provocar uma toxicidade grave ao retardar a sua excreção renal e aumentar. o paciente pode ter uma grande capacidade para tolerar o lítio. glicerol iodado ou iodeto de potássio pode potencializar os efeitos hipotireóideos destes fármacos e do lítio. É aconselhável efectuar exames do lítio sérico durante o tratamento. CONTRA-INDICAÇÕES Gravidez. em alguns casos. dado que este diminui a reabsorção de sódio pelos túbulos renais. em consequência. lactação. possivelmente causado pela redução de seu metabolismo ou sua recaptação nos tecidos cerebrais. A sua administração deve ser cuidadosa nos casos de bócio ou hipotireoidismo. contagem de leucócitos e eletrocardiogramas. Durante a fase maníaca aguda. 2001 164 . Os antiinflamatórios não esteróides (AINE) podem aumentar os efeitos tóxicos do lítio pela diminuição de sua excreção renal.

e assim aumenta o gradiente de concentração no cérebro. É eliminado por via renal. erupções cutâneas. especialmente nas crianças (maior risco de desenvolver hepatotoxicidade grave). na presença de discrasias sangüíneas. doença cerebral orgânica. O seu metabolismo é fundamentalmente hepático. a fracção livre se torna maior. e as concentrações séricas terapêuticas variam de 50 a 100mg/ml. náuseas. Deve ser empregado com cautela nos casos que requerem qualquer tipo de cirurgia. tremores. tratamento dental ou de emergência devido ao possível prolongamento do tempo de sangramento. Em concentrações séricas terapêuticas acima de 50mg/ml. REACÇÕES ADVERSAS Hepatotoxicidade grave ou fatal (risco maior em crianças que recebem outros anticonvulsivos simultaneamente). e em pequenas quantidades pelas fezes e pelo ar expirado. hemorragias ou hematomas por trombocitopenia ou inibição da agregação plaquetária. as doses devem ser aumentadas de forma gradual conforme a redução da outra medicação. Não se recomenda a ingestão de álcool ou outros depressores de SNC quando em uso de Ácido Valpróico. 2001 165 . principalmente como conjugado glicurônico. vómitos. Nos casos em que se utiliza o ácido valpróico para substituir ou suplementar outra terapêutica anticonvulsiva. de 6 a 16 horas. 3º CLE – OUT. Atravessa a placenta e é excretado no leite materno. sonolência. diarréia. Na suspensão de sua administração a dose deve ser reduzida gradualmente.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML O Ácido Valpróico é de absorção rápida no trato gastrintestinal. a qual porém demora mais quando ingerido com alimentos. Como coadjuvante no tratamento das crises mistas da epilepsia e do transtorno bipolar do humor. PRECAUÇÕES A administração de Ácido Valpróico requer cuidados. doença hepática e disfunção renal. a fim de manter o controle da crise. A semi-vida do Ácido Valpróico é muito variável. à medida que aumenta a concentração. INDICAÇÕES Tratamento da epilepsia (crise de ausência). alterações intestinais. pois a suspensão repentina pode precipitar a crise ou o estado epiléptico. sua união às proteínas é de 90%.

contagem sanguínea e de plaquetas. determinação da função hepática e renal. antes do tratamento e periódicamente durante a sua duração. inibidores da monoaminooxidase e fenotiazinas pode potencializar a depressão de SNC e reduzir o limiar convulsivo. gravidez (pode produzir anomalias no tubo neural do feto). A administração juntamente com inibidores da agregação plaquetária pode aumentar o risco de hemorragias. o risco de toxicidade neurológica e depressão de SNC. O uso em conjunto com carbamazepina pode provocar concentrações séricas menores e diminuição da semi-vida devido ao aumento do metabolismo induzido pela actividade das enzimas microssômicas hepáticas. haloperidol. sejam feitas determinações do tempo de sangramento. por conseguinte. O uso simultâneo com barbitúricos ou primidona pode aumentar as concentrações séricas desses medicamentos devido ao deslocamento das uniões com as proteínas e. A administração juntamente com medicamentos hepatotóxicos pode aumentar o risco de hepatotoxicidade. e aumentar o risco de hemorragia em pacientes que recebem heparina ou trombolíticos. INTERACÇÕES A hipoprotrombinemia induzida pelo ácido valpróico pode aumentar a actividade dos derivados da cumarina e indandiona. DIVALPROATO DE SÓDIO DEPAKOTE Doses orais equivalentes dos produtos Divalproato de Sódio (ácido valpróico) libertam quantidades equivalentes de íon valproato sistemicamente. Devido ao 3º CLE – OUT.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Recomenda-se que. A associação com fenitoína pode provocar crises convulsivas inesperadas ou a toxicidade por esta droga devido à interferência na sua união com as proteínas. 2001 166 . O uso simultâneo com antidepressivos tricíclicos. CONTRA-INDICAÇÕES Disfunção hepática grave.

redução da necessidade de dormir.crianças nos dois primeiros meses de vida têm uma marcada diminuição de eliminação de valproato. pobreza de julgamento. Acima dos 10 anos de idade. Correspondentemente. Doenças hepáticas . 3º CLE – OUT. INDICAÇÕES Divalproato de Sódio está indicado para o tratamento de episódios de mania associados com desordens bipolares. Ajustes de doses não são necessários em pacientes com insuficiência renal.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML revestimento entérico do Divalproato de Sódio.uma pequena redução (27%) na depuração de valproato não ligado tem sido relatada em pacientes com insuficiência renal (depuração de creatinina < 10 ml/minuto). agressividade e possível hostilidade.pacientes pediátricos (entre 3 meses e 10 anos de idade) têm depurações 50% mais altas em relação aos adultos. A ligação protéica nestes pacientes está substancialmente reduzida. demonstrados no peso (isto é. uma vez que as concentrações livres podem estar substancialmente elevadas em pacientes com doenças hepática e as concentrações totais podem estar normais. grandiosidade. hiperatividade motora. Crianças . Doenças renais . portanto. a hemodiálise tipicamente reduz concentrações em torno de 20%. ou de humor irritável. quando comparadas com crianças mais velhas e adultos. Neonatos . Idosos . expansivo. Os sintomas típicos de mania incluem taquilalia.6 vezes).pacientes idosos (entre 68 e 89 anos de idade) têm uma capacidade diminuída de eliminação de valproato quando comparados com adultos jovens. ml/min/kg). as crianças têm parâmetros farmacocinéticos que se aproximam dos adultos. 2001 167 . Um episódio de mania é um período distinto de anormalidade de humor persistentemente elevado. Doença hepática está também associada com decréscimo das concentrações de albumina e com grandes fracções de valproato não ligado (aumento de 2 a 2. a absorção é retardada numa hora após a administração oral. a dosagem inicial deverá ser reduzida em idosos. quando comparado ao Ácido Valpróico cápsulas. fuga de idéias. O revestimento entérico do Divalproato de Sódio pode reduzir a incidência do efeito irritativo gastrointestinal do valproato. no entanto. a monitorização de concentrações totais pode ser enganosa.doenças hepáticas diminuem a capacidade de eliminação de valproato.

difenil-hidantoína e fenobarbital. anorexia e vómitos. Segundo informações da literatura médica.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML CONTRA-INDICAÇÕES Divalproato de Sódio não deve ser administrado a pacientes com doença hepática ou disfunção hepática significante. resulta em um aumento da incidência de defeitos congénitos no feto. pacientes com doenças metabólicas congênitas. letargia. especialmente aquelas com as condições anteriormente mencionadas. Há múltiplos relatos na literatura clínica. 3º CLE – OUT. Embora os dados sejam mais extensos com respeito à trimetadiona. durante a gravidez. Estes incidentes usualmente têm ocorrido durante os primeiros seis meses de tratamento. Divalproato de sódio é contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida a esta medicação. Portanto. Hepatotoxicidade séria ou fatal pode ser precedida por sintomas não específicos. A experiência tem demonstrado que crianças abaixo de dois anos de idade têm um risco consideravelmente maior de desenvolver hepatotoxicidade fatal. PRECAUÇÕES Insuficiência hepática resultando em morte. Ácido Valpróico e seus sais podem produzir efeitos teratogênicos em mulheres que recebam esta medicação durante a gestação. aqueles com doença convulsiva severa associada a atrasos mentais e pacientes com doença cerebral orgânica podem ter um risco acrescido. que indicam que o uso de medicações anticonvulsivantes em geral. 2001 168 . não se recomenda o aleitamento materno por pacientes sob tratamento com esta medicação. edema facial. como mal-estar. a perda de controlo de crises também pode ocorrer. medicações anticonvulsivantes só devem ser administradas a mulheres com potencial para engravidar se demonstrarem claramente serem essenciais no tratamento das suas crises. Em pacientes com epilepsia. parametadiona. fraqueza. Pelo facto do valproato ser eliminado pelo leite materno e devido à inexistência de dados conclusivos sobre a acção do medicamento em recém-nascidos. relatos indicam uma possível associação similar com o uso de outras medicações anticonvulsivantes. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorizados para o aparecimento desses sintomas Pacientes em uso de múltiplos anticonvulsivantes. crianças. tem ocorrido em pacientes que fazem ácido valpróico ou os seus derivados.

Carbamazepina . Felbamato . Lítio .A semi-vida de eliminação da lamotrigina aumentou de 26 para 70 horas quando administrada em conjunto com valproato. Etossuximida . A co-administração de valproato (400 mg.A fracção livre de valproato aumenta quatro vezes a aspirina comparada com o valproato. Foi também relatado que a combinação dessas duas medicações pode produzir depressão do SNC. plasma). Fenitoína .Níveis séricos de CBZ diminuem 17%. Lamotrigina . Este fenómeno pode resultar numa severa depressão do SNC.O uso concomitante de ácido valpróico e de clonazepam pode induzir estado de ausência em pacientes com história desse tipo de crises.Um decréscimo na dosagem de valproato pode ser necessária quando a terapia com felbamato for iniciada. devem-se observar cuidadosamente todos os pacientes que recebam terapêutica barbitúrica concomitante. em voluntários sãos.O valproato desloca a fenitoína da sua ligação com a albumina plasmática e inibe o seu metabolismo hepático. diminuir as doses administradas. administrado como monoterapia. sem elevações significativas dos níveis plasmáticos de barbiturato ou de valproato. se necessário. para. Clonazepam . 3 vezes ao dia) e fenitoína (250 mg). Fenobarbital . em relação à toxicidade neurológica e a níveis séricos de barbiturato.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML INTERACÇÕES Álcool . Aspirina .A administração de uma dose única de etossuximida 500 mg com valproato (800 a 1600 mg/dia) a voluntários sãos. 2001 169 .A co-administração de valproato (500 mg duas vezes ao dia) e lítio (300 mg três vezes ao dia) a voluntários sãos do masculino não apresentou efeitos no estado de equilíbrio cinético do lítio.Existem evidências de que o ácido valpróico pode causar decréscimo na depuração não renal do fenobarbital (50% de aumento na semi-vida e 30% de decréscimo na depuração do . foi associada com 3º CLE – OUT. Apesar de não se conhecer o mecanismo de interacção. foi acompanhada por um aumento de 25% na semi-vida de eliminação da etossuximida e um decréscimo de 15% na sua depuração total quando comparado a etossuximida administrada como monoterapia. portanto a dose de lamotrigina deverá ser reduzida nesses casos.O Divalproato de Sódio pode potencializar a actividade depressora do álcool sobre o SNC.

o valproato aumentou a fracção de Varfarina não ligada até 32. olhos ressecados. dispnéia e erupção cutânea. Pele e anexos . Urogenitais . gastrenterite. dor abdominal. ambliopia conjuntivite. Varfarina . anormalidades de pensamento e vertigens.Equimoses. discinesia tardia. flatulência.Dismenorréia. disúria e incontinência urinária. astenia. dor nos olhos. Desordens metabólicas e nutricionais . reflexos aumentados. agitação. Cardiovasculares . diplopia e disartria. incontinência fecal. furunculose. hipocinesia.Dispnéia e rinite. hipotensão. porém não mais do que 5% em 89 pacientes tratados com divalproato de sódio em estudos clínicos controlados. Respiratórias .Anorexia. REACÇÕES ADVERSAS Os seguintes efeitos colaterais tiveram incidência acima de 5% ou significantemente maior do que o grupo placebo: náuseas. lesões acidentais. Em pacientes com epilepsia. infecção. Os efeitos adversos a seguir relatados tiveram uma incidência maior que 1%. 2001 170 . insónia. taquicardia. sonolência. Sentidos . cãibras nas pernas e contracções musculares. têm ocorrido relatos de desencadeamento de crises com a combinação de valproato e fenitoína. lupus eritematoso discóide. depressão. dor e rigidez no pescoço. parestesia. reação catatônica. Hemáticas e linfáticas . glossite e abscesso periodontal. hipotensão postural.Edema e edema periférico.Sonhos anormais. Digestivas . vómitos. alucinações. ataxia.Artralgia. hipertonia. confusão. arrepios e febre. A relevância terapêutica deste facto é desconhecida. 3º CLE – OUT. A depuração plasmática total e o volume aparente de distribuição da fenitoína aumentou 30% na presença de valproato.Em um estudo in vitro. tontura.hipertensão.Visão anormal.Dor torácica. Gerais .Alopecia. vasodilatação. marcha anormal.6%. dor de ouvido e zumbidos. anomalias vasculares. erupção máculo-papular e seborréia. SNC . Músculo-esqueléticas . artrose. alterações auditivas. palpitação.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML aumento de 60% na fracção livre de fenitoína. surdez.

não satisfatoriamente controladas com outras drogas antiepilépticas. Lamotrigina é um fraco inibidor da diidrofolatoredutase.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML LAMOTRIGINA LAMICTAL NEURIUM Os resultados de estudos farmacológicos sugerem que a Lamotrigina age nos canais de sódio sensíveis à diferença de potencial para estabilizar as membranas neuronais e inibir a libertação de neurotransmissores. no volume corpuscular médio e nas concentrações séricas de folato ou de glóbulos vermelhos. 2001 171 . Como ocorre com outras drogas antiepilépticas. em períodos de até um ano. CONTRA-INDICAÇÕES Lamotrigina é contra-indicado para indivíduos com conhecida hipersensibilidade à droga. Em estudos de dose única em pacientes com insuficiência renal terminal. Entretanto. um aminoácido excitatório que representa um papel-chave no desencadeamento de ataques epilépticos. PRECAUÇÕES Dados disponíveis sugerem que se a dose recomendada para o início da terapia com Lamotrigina for excedida. as concentrações plasmáticas de Lamotrigina não foram 3º CLE – OUT. portanto. há possibilidade de interferência com o metabolismo do folato durante tratamentos prolongados. a suspensão abrupta de Lamotrigina pode provocar crises. INDICAÇÕES A Lamotrigina é uma droga antiepiléptica indicada para o tratamento de crises parciais e crises tônico-clônicas generalizadas. principalmente do glutamato. a Lamotrigina não provocou alterações significativas na concentração da hemoglobina. Este risco pode ser evitado pela redução gradual da dose por um período de duas semanas. pode haver um aumento na incidência de rash requerendo a retirada da terapia.

distúrbios gastrintestinais e irritabilidade/agressividade. cefaléia. Todavia. Há um risco teórico de deformações fetais em seres humanos quando a mãe é tratada com um inibidor de folato durante a gravidez. A Lamotrigina é um fraco inibidor da diidrofolato-redutase. ocorreram rashes cutâneos em até 10% dos pacientes que tomavam Lamotrigina e em 5% dos pacientes que tomavam placebo. tonturas. cansaço. incluíram: diplopia.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML significantemente alteradas. a menos que. Não há informação disponível sobre as concentrações de Lamotrigina ou seus metabólitos que possam aparecer no leite materno após a administração de Lamotrigina. deve-se ter cuidado ao tratar pacientes com insuficiência renal. Lamotrigina não deve ser usado durante a gravidez. estudos de toxicologia reprodutora com Lamotrigina em animais com doses que excediam às terapeuticamente indicadas para seres humanos não mostraram efeitos teratogênicos. geralmente aparece dentro de quatro semanas após o início do tratamento. visão turva. O rash. como é esperado que haja acúmulo do metabólito glicuronado. Os resultados de toda uma gama de testes mutagênicos indicam que Lamotrigina não apresenta risco genético ao homem. adicionado a regimes padrão de drogas antiepilépticas. para que se avalie sua segurança na mesma. na opinião do médico. inclusive angioedema e síndrome de Stevens-Johnson. os benefícios potenciais do tratamento para a mãe superem quaisquer possíveis riscos ao feto em desenvolvimento. foram observados rashes cutâneos graves. REACÇÕES ADVERSAS Em estudos clínicos duplo-cegos. SUPERDOSAGEM 3º CLE – OUT. Os rashes cutâneos levaram à suspensão do tratamento com Lamotrigina em 2% dos pacientes. onde Lamotrigina foi adicionado a regimes padrão de drogas antiepilépticas. falta de firmeza de movimentos. 2001 172 . São insuficientes os dados disponíveis sobre o uso de Lamotrigina na gravidez humana. normalmente de aparência máculo-papular. Outras reacções adversas relatadas durante estudos com Lamotrigina. A Lamotrigina não se mostrou carcinogênico em estudo a longo prazo em ratos e camundongos. Como ocorre com a maior parte das drogas. No entanto. Raramente. ocorrendo regressão com a suspensão da droga. sonolência.

Tratamento: Lavagem gástrica. inclusive o valproato. os inibidores do GABA transaminase. mas alguns pacientes com concentrações séricas muito altas de Lamotrigina (maior ou igual a 15 mcg/ml) relataram sedação. A Gabapentina não interage com os canais de sódio in vitro e. ataxia. A Gabapentina reduz parcialmente as respostas ao agonista do glutamato N-metil-d-aspartato em alguns sistemas de testes in vitro. Em animais. os agonistas do GABA e as pró-drogas do GABA. a Gabapentina penetra rapidamente no cérebro e previne crises convulsivas por electrochoque máximo. GABAPENTINA NEUROTONTIN PROGRESSE A Gabapentina é o ácido 1-(aminometil) ciclohexanoacético. no tecido cerebral do rato. A relevância destas várias acções da Gabapentina para o seu efeito anticonvulsivante ainda não foi estabelecida. os inibidores de captação do GABA. 2001 173 . A Gabapentina reduz levemente a libetração de neurotransmissores monoamina in vitro. incluindo o neocórtex e o hipocampo. glutamato. A administração da Gabapentina a ratos aumenta o turnover do GABA em várias regiões do cérebro. de modo semelhante ao valproato de sódio. diplopia. que pode estar relacionado com a actividade anticonvulsivante da Gabapentina e dos seus derivados estruturais. incluindo receptores de GABAA.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Sinais e sintomas: Não há experiência com superdosagem de Lamotrigina. Estudos in vitro com Gabapentina radiomarcada caracterizaram um novo local de ligação peptídica. difere da fenitoína e da carbamazepina. A Gabapentina. os barbitúricos. portanto. mas somente em concentrações maiores que 100 mcM. benzodiazepina. as benzodiazepinas. que não são alcançadas in vivo. em concentrações clínicas relevantes. A Gabapentina está estruturalmente relacionada ao neurotransmissor GABA (ácido gama-aminobutírico).. mas o seu mecanismo de acção difere do de várias outras drogas que interagem com as sinapses GABA. embora em diferentes regiões do cérebro. GABAB. de 3º CLE – OUT. não se liga a receptores cerebrais de outros fármacos ou de neurotransmissores comuns. náusea e vómito. glicina ou N-metil-d-aspartato.

como de crises complexas parciais. Não há evidência de metabolismo no homem. A Gabapentina é eliminada do plasma por hemodiálise. A Gabapentina não se liga a proteínas plasmáticas e tem um volume de distribuição de 57. A biodisponibilidade de Gabapentina não é proporcional à dose. junto com drogas antiepilépticas padrões. as concentrações de Gabapentina no líquor são aproximadamente 20% das concentrações plasmáticas correspondentes em estado de equilíbrio. Isto é. Em estudos clínicos controlados com placebo. A semi-vida de eliminação da Gabapentina depende da dose e dura. A farmacocinética da Gabapentina não é afectada por administrações repetidas e o estado de equilíbrio das concentrações plasmáticas é previsível. e em modelos genéticos de convulsões. A alimentação. incluindo dietas ricas em gorduras não tem efeito sobre a farmacocinética da Gabapentina. Em pacientes com epilepsia. Recomenda-se um ajuste da dose em pacientes com insuficiência renal ou submetidos a hemodiálise.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML convulsivantes químicos incluindo inibidores da síntese do GABA. responsáveis pelo metabolismo de drogas. quando adicionada à terapia antiepiléptica vigente. a Gabapentina. a partir de dados de dose única. 5 a 7 horas.7 litros. quando a dose é aumentada. INDICAÇÕES Gabapentina é indicado como terapia adjuvante. CONTRA-INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. foi eficaz no controle tanto de crises simples. 2001 174 . A eficácia foi estabelecida em pacientes com crises parciais que são refractários aos anticonvulsivantes padrões ou que não toleram as doses terapêuticas destas drogas. os picos de concentração plasmática de Gabapentina são observados em 2 a 3 horas. A Gabapentina é eliminada exclusivamente por excreção renal. a biodisponibilidade diminui. A Gabapentina não induz enzimas oxidase de funções hepáticas mistas. A biodisponibilidade absoluta de Gabapentina é de aproximadamente 60%. em pacientes que não obtiveram controle adequado das crises com estas drogas usadas isoladamente ou em combinação. em média. Após administração oral. tendo sido particularmente eficaz no controle de crises convulsivas tonicoclônicas secundariamente generalizadas.

Não foram observados efeitos adversos sobre a fertilidade ou sobre a reprodução em ratos. a suspensão abrupta da administração de anticonvulsivantes em pacientes epilépticos pode precipitar um estado epiléptico. Como o efeito em lactentes é desconhecido deve-se ter cuidado quando a Gabapentina for administrada a lactantes. A Gabapentina não induziu aberrações estruturais dos cromossomos em células de mamíferos in vitro ou in vivo e não induziu a formação de micronúcleos na medula óssea de hamsters. isto deve ser feito gradualmente. na opinião do clínico responsável. A Gabapentina deve ser usada somente quando os benefícios superarem claramente os riscos. Quando. A Gabapentina é excretada no leite humano. em testes padrões empregando células de mamíferos ou bacterianas. não afectaram a sobrevida. A farmacocinética da Gabapentina. Contudo. PRECAUÇÕES Gerais: Embora não haja evidência de crises de rebote com a Gabapentina. durante uma semana no mínimo. Ela não foi mutagênica in vitro. A Gabapentina não aumentou a incidência de malformações. apenas em ratos machos e na dose mais alta. A Gabapentina geralmente não é considerada eficaz no tratamento de crises de ausência. Os tumores pancreáticos de células acinosas. INTERACÇÕES Não foi observada interação entre a Gabapentina e fenobarbital. de uma interrupção do tratamento ou de substituição por medicação anticonvulsivante alternativa. A Gabapentina não demonstrou potencial genotóxico. não geraram metástases ou invadiram tecidos vizinhos e foram semelhantes aos vistos nos controlos. 2001 175 .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Gabapentina está contra-indicado em pacientes que demonstraram hipersensibilidade à Gabapentina ou a componentes do produto. no estado de 3º CLE – OUT. são de baixo grau de malignidade. fenitoína. Foi observado um aumento estatisticamente significativo da incidência de tumores pancreáticos de células acinosas. houver necessidade de uma diminuição de dose. nos ratos machos. ácido valpróico ou a carbamazepina. não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. quando comparada aos controlos. Uso pediátrico: Ainda não foram estabelecidas a segurança e a eficácia em pacientes pediátricos com menos de 12 anos de idade.

anorexia. edema facial. náusea e/ou vómito. hipoatividade ou excitação. hostilidade. contendo noretindrona e/ou etinilestradiol. tontura. Em todos os estudos clínicos. é similar para voluntários sadios e para pacientes epilépticos. gengivite. parestesia. SUPERDOSAGEM Os sinais de toxicidade aguda em animais incluem ataxia. Síndrome de Stevens-Johnson. há uma pequena diminuição da excreção renal da Gabapentina que não se espera ser de importância clínica. flutuação da glicose sanguínea em pacientes com diabetes e testes da função hepática elevados. hipercinesia. Quando a Gabapentina é co-administrada com cimetidina. Os sintomas da superdosagem 3º CLE – OUT. Sistema cardiovascular: Hipertensão. mais frequentemente descrita como um distúrbio da visão. respiração difícil. Experiência pós-marketing: Mortes súbitas inexplicáveis foram relatadas sendo que a relação causal com Gabapentina não foi estabelecida. A co-administração de Gabapentina com anticoncepcionais orais.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML equilíbrio. Sistema respiratório: Pneumonia. Sistema urogenital: Infecção do trato urinário. em estado de equilíbrio. com superdoses de Gabapentina de até 49 g. mal-estar. ptose. ansiedade. incluíram sonolência. não influencia a farmacocinética. eritema multiforme. ataxia. Sistema sanguíneo e linfático: Púrpura. REACÇÕES ADVERSAS Organismo como um todo: Astenia. Sistema músculo-esquelético: Artralgia. Quase todos os participantes tiveram queixas múltiplas e nenhuma delas pôde ser caracterizada como primária. É recomendado que a Gabapentina seja administrada duas horas após a administração de antiácidos. Órgãos dos sentidos: Visão anormal. aumento. que recebem estas medicações antiepilépticas. os eventos que ocorreram com maior frequência e que contribuíram para a interrupção do tratamento com a Gabapentina. 2001 176 . Os eventos adversos adicionais pós-marketing relatados incluem pancreatite. Sistema digestivo: Flatulência. Sistema nervoso: Vertigem. fadiga. diminuição ou ausência de reflexos. de quaisquer dos componentes. mais frequentemente descrita como abrasões resultantes de traumatismo físico. com risco de vida. Não foi observada toxicidade aguda. A co-administração da Gabapentina com antiácidos contendo alumínio e magnésio reduz a biodisponibilidade da Gabapentina em cerca de 20%.

em pacientes com insuficiência renal severa. BUFLOMEDIL: Bufedil Tratamento de problemas circulatórios. METILFENIDATO: Ritalina Tratamento de Transtorno Hipercinético (Hiperactividade Infantil). de concentração. Entretanto. fadiga. sonolência. 3º CLE – OUT. OUTROS FÁRMACOS COM ACÇÃO NO SNC ARGININA: Desfatigan. 2001 177 . de aprendizagem. Basilan Redução da memória. BUPROPIONA: Zyban Antidepressivo mais utilizado como facilitador para deixar de fumar. RIVASTIGMINA: Exelon Para estados demênciais leves a moderados (Doença de Alzheimer). Targifor.11. NALTREXONA: Revia É um medicamento usado para o alcoolismo. a hemodiálise pode ser necessária. letargia e diarréia leve. fala indistinta. visão dupla. Cognex Tratamento da Doença de Alzheimer. Todos os pacientes se recuperaram totalmente com cuidados de suporte.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML incluíram tonturas. TACRINA: Tacrinal. Reforgan. 7. centrais e periféricos. astenia física e mental. SIBUTRAMINA: Plenty Para tratamento da obesidade.

intelectual e sexual. usualmente. determina uma vasodilatação. temos a estimulação da resposta imunológica mediada por linfócitos e macrófagos. 2001 178 . a redução da hiperagregabilidade plaquetária e a manutenção do tônus vascular na regulação da pressão arterial. ainda. A exemplo de outras benzodiazepinas. dificuldade de aprendizagem. Dentro destas. também. demonstrando a acção benéfica da L-Arginina nos processos de cicatrização. que se encontra diminuída em indivíduos idosos. O Óxido Nítrico. com a continuação do tratamento ou redução da dosagem. que apresenta múltiplas funções no organismo. O aspartato de L-Arginina reforça. inclusive nos causados pelo stresse. visão turva. vários sintomas gastrointestinais e manifestações neurovegetativas. na astenia física (muscular) e mental. desordens de coordenação. Existem evidências. EFEITOS SECUNDÁRIOS Os efeitos colaterais. reacções paradoxais como 3º CLE – OUT. aturdimento. Age. que envolve um equilíbrio dinâmico entre o Óxido Nítrico e as endotelinas. A L-Arginina é precursora na gênese do Óxido Nítrico. são geralmente observados no início da terapia e desaparecem. a capacidade muscular.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML ARGININA DESFATIGAN (aspartato) REFORGAN (aspartato) TARGIFOR (aspartato) BASILAN INDICAÇÕES A ARGININA parece ter algum efeito na redução da memória e capacidade de concentração. Os efeitos colaterias menos frequentes foram. como coadjuvante no tratamento dos processos infecciosos em geral. produzido nas células endoteliais a partir da L-Arginina. O Óxido Nítrico é uma molécula. se ocorrerem. também. fadiga. O efeito colateral mais comum verificado com ALPRAZOLAM foi a sonolência. A L-Arginina aumenta a libertação da hormona do crescimento. nas insuficiências do fígado. O aspartato de L-Arginina age como defatigante e nos diversos tipos de astenia. das supra-renais e das gônadas.

as pressões sanguíneas e do pulso devem ser monitorizadas e apoiadas por medidas gerais. A activação de cada uma delas pode apresentar consequências diversas. 2001 179 . pela formação de monofosfato de guanosina cíclica (GMPc). no qual o Oxido Nítrico actua como factor central. ataxia e sonolência. Indica-se a indução do vómito e/ou lavagem gástrica. Outros estudos efectuados em animais sugeriram que a diurese forçada ou hemodiálise mostraram-se provavelmente de pouco valor no tratamento da superdosagem. Os animais puderam ser reanimados com ventilação mecânica positiva e infusão endovenosa de levarterenol. isto é. confusão. são citosólicas e dependentes de Ca++/Calmodulina. Libertam Oxido Nítrico por períodos curtos. Assim sendo. a nível intracelular.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML estimulação. convergência. de forma clara. e ocorrem nas mais diversas condições fisiológicas. por citocinas. a partir da Arginina. agitação. Como em todos os casos de superdosagem. quando estimulada. alucinações ou outros efeitos adversos de comportamento podem-se apresentar em raras ocasiões e ao acaso. geralmente por condições patológicas. a formação de Oxido Nítrico. manifesta-se após activação dos macrófagos e de outras células imunitárias. Pode-se administrar fluidos intravenosos mantendose ventilação adequada para as vias respiratórias. Pode ainda ocorrer prurido. alterações de libido e irregularidades menstruais. quando necessário. responsável. faz parte do amplo sistema de comunicação intercelular. em resposta à estimulação física ou de receptores. cujo alvo principal. Os trabalhos de investigação neste campo demonstram. mais que 2000 vezes a dose máxima diária para seres humanos). Uma vez activada. incontinência ou retenção urinária. SUPERDOSAGEM Manifestações decorrentes de superdosagem de ALPRAZOLAM incluem extensões de sua actividade farmacológica. dificuldades de concentração. é a guanilato ciclase. De forma inequívoca. temos que o Oxido 3º CLE – OUT. revelando o importante mecanismo de amplificação. Duas são denominadas constitutivas (endotelial e neuronal). A terceira denominada induzida. Nos últimos anos foram descobertas três isoformas da enzima Óxido Nítrico Sintase. Experimentações efectuadadas em animais indicaram que pode ocorrer colapso cardiopulmonar após grandes doses intravenosas de ALPRAZOLAM (cerca de 195 mg/Kg. sintetiza Oxido Nítrico por longos períodos e pode ser inibida por N-Mono Metil Arginina (L-NMMA) e glicocorticóides. a respiração.

relaxandoo e. "matam" outras células. demonstrando que os mecanismos de adaptação do sistema cardiovascular contribuem. por células mononucleares sanguíneas. pela medula adrenal e pelos mastócitos. as células produtoras de Oxido Nítrico possuem mecanismos para manter a concentração de Arginina livre. para a manutenção da pressão arterial dentro de valores normais. pelo tecido cerebral. A vasoconstrição localizada em um vaso provoca o aumento compensatório da libertação local de Oxido Nítrico. A infusão venosa de inibidores da Oxido Nítrico Sintase. por ordem de importância: os estímulos mecânicos (aumento do fluxo sanguíneo local) e a estimulação de receptores localizados nas células endoteliais por substâncias vasodilatadoras como a Acetilcolina. Em última análise. Como pode ser observado. a bradicinina e a histamina. Ao mesmo tempo. que ao atingir as fibras musculares lisas da camada média do vaso. como a N-Mono Metil Arginina (L-NMMA). possivelmente a partir da LCitrulina. em condições fisiológicas. Quando ocorre falha na libertação basal de Oxido Nitrico. Louis Ignarro e Ferid Murad. a substância P. ao qual deu a denominação de EDRF (Endothelium-Derived Relaxing Factor) . são. prevenia a acção relaxante da Acetilcolina.Factor Relaxante Derivado de Endotélio. 2001 180 . dependia da presença de endotélio íntegro. através do Óxido Nítrico. Posteriormente. algumas células. o ATP. como sendo o próprio Oxido Nítrico. fornecia evidências de que este efeito seria mediado por um fator humoral lábil. elevação da pressão sistêmica ou da pressão na artéria braquial de seres humanos voluntários. Em 1980. determina. o GMPc é o responsável pelas acções 3º CLE – OUT. pelas células epiteliais renais. sobremaneira.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Nítrico é libertado por neutrófilos. Logo a seguir. Além destas. o relaxamento vascular induzido pela Acetilcolina (Ach). É interessante observar que. desta forma. Furchgott demonstrou que. este EDRF foi reconhecido por diversos pesquisadores (Robert Furchgott. dentre outros). a remoção do endotélio das preparações vasculares. a célula endotelial quando estimulada é capaz de "dar sopros" de Oxido Nítrico. em animais. Os estímulos envolvidos no controle da síntese de Óxido Nítrico pelas células endoteliais. esta deficiência pode determinar elevação da pressão arterial. tais como macrófagos e as células de Kupffer hepáticas. Solomon Snyder e Salvador Moncada. através de sua produção intracelular. foi demonstrado que. liga-se ao grupamento heme da enzima guanilato ciclase. Esta enzima é responsável pela conversão do trifosfato de guanosina (GTP) em monofosfato de guanosina cíclica (GMPc).

causando vasodilatação. de tal forma que o endotélio responde às alterações do seu meio ambiente e regula o fluxo sanguíneo e a pressão arterial. A actividade da Arginase. por via oral. a baixa concentração. redução da força de contração muscular. Desta forma. além de relaxar o músculo liso vascular. por fornecer Ornitina. foi observada redução na concentração de Arginina e aumento na concentração de Ornitina. relaxamento da musculatura. Em lesões e outros locais onde ocorre inflamação. resultante do consumo da Arginina. proposto por Hibbs e Cols. ainda. O Óxido Nítrico causa. é da maior importância na biologia dos macrófagos. a adesão de leucócitos ao endotélio e a produção de endotelina (potente substância vasoconstritora). temos que o Óxido Nítrico. estes autores propuseram que a Arginina poderia representar uma opção terapêutica. podendo. Além disto. em 1990. tem a função de inibir outros processos como a agregação plaquetária. derivada de macrófagos. promove proliferação e regeneração tissular. as plaquetas e as células sangüíneas em geral. que também está aumentada em células tumorais. tais como fungos e helmintos que. exercer papel no controlo da proliferação do músculo liso vascular. assim como uma redução nos niveis plasmáticos de endotelina. 3º CLE – OUT. assim como contra agentes patogênicos. levando à formação de Uréia/Ornitina ou Óxido Nítrico/Citrulina. pelo seu tamanho. Com base nos resultados obtidos. ainda.Óxido Nítrico. Lerman e Cols demonstraram em seres humanos. O sistema Arginina . aumenta as funções associadas com a activação dos macrófagos. Desta forma. em pacientes com disfunção endotelial coronariana e naqueles portadores de doença coronária não obstrutiva. A interacção entre estas duas vias metabólicas da Arginina. variação nas propriedades contráteis (efeito inotrópico negativo) e na frequência cardíaca. não podem ser fagocitados.. através de sua acção sobre a musculatura lisa. determina melhora da função endotelial em vasos coronários de pequeno calibre. que a administração de Arginina. Esta elevação nas taxas de GMPc determina uma diminuição dos níveis intracelulares de cálcio. 2001 181 . substrato para a síntese de poliaminas e de tecido colágeno. entretanto. com consequente vasodilatação e queda da pressão arterial. No sistema cardiovascular a libertação de Óxido Nítrico actua como mecanismo adaptativo geral. o Oxido Nítrico regula a interacção entre o endotélio. pode ser o mecanismo primário de defesa orgânica contra microrganismos intracelulares. resultantes da acção da Arginase.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML e efeitos do Oxido Nítrico.

mas do próprio sistema de defesa dos mamíferos. juntamente com a demonstração de que estes compostos podem ser produzidos "in vivo" como resultado da reacção entre aminas secundárias ingeridas e NO2. foi observado um aumento da excreção urinária de NO3. originalmente descrita em 3º CLE – OUT. Posteriormente. coli. Por outro lado. prevenindo agressões celulares.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Barbul demonstrou que a suplementação enteral ou parenteral de Arginina aumenta o peso do timo. desta forma. sendo estimada a sua produção diária em 1 mmol. exercendo efeitos estabilizadores de membrana e. em cobaias com queimaduras. O Oxido Nítrico é também libertado. a síntese endógena de NO3 continuou. em condições normais. favorece a resposta do hospedeiro. a animais portadores de tumores. tal como o fosfato de creatina. motivaram os estudos metabólicos dos óxidos de nitrogênio inorgânico em seres humanos. aumenta a resposta linfocitária a mitógenos e promove retenção de nitrogênio. foi possível estabelecer ligação entre imunoestimulação. As poliaminas protegem as organelas subcelulares e os ácidos nucléicos. ainda. o aumento na excreção urinária de NO3 estava correlacionado com a intensidade da febre. Em ratos aos quais foram administrados lipopolissacárides (LPS) de E. tal como a lipoperoxidação. síntese aumentada de NO3 e. pensou-se ser o resultado metabólico de micróbios intestinais. após estimulação imunológica. foi ainda demonstrado que. a suplementação dietética de Arginina. Com base nestes 3 resultados. em indivíduos com diarréia e febre. bem como a cicatrização. Quando o homem é alimentado com dieta livre de NO3. por uma enzima induzível e Ca2+ independente. foi demonstrado que esta síntese não era de origem bacteriana. possivelmente por actuar favorecendo os mecanismos imunitários específicos de defesa antitumoral. A ligação entre compostos nitrosamínicos e o risco aumentado de cancro. A Arginina é um precursor de poliaminas. Esta enzima. Barbul e Cols demonstraram que a suplementação de Arginina exerce efeito cicatrizante e timotrófico. o mecanismo destes efeitos seja devido ao facto da Arginina ser um precursor da prolina e da hidroxiprolina e de fosfoguanidinas ricas em energia. Inicialmente. correlacionar os macrófagos como a fonte mais provável de síntese aumentada de NO2 e de NO3. Provavelmente. que são consideradas como sendo importantes mediadores de crescimento e de diferenciação celulares. 2001 182 . também melhora a sobrevida e as reacções de hipersensibilidade tardia. Por outro lado. A suplementação dietética (1 a 2% da dieta total) de Arginina.

De acordo com Moncada e Cols. em condições de estresse orgânico ou de indução enzimática. na imunidade não específica. é crucial. a sua utilização como mais uma tentativa terapêutica no tratamento da AIDS/HIV. também. como parte dos mecanismos de defesa. liberta Oxido Nítrico. também. para células tumorais e organismos invasores. 3º CLE – OUT. A primeira evidência mostrou que a formação de GMPc requeria a presença de Arginina. A importância da via da Arginina . para funcionar como filtros imunológicos. Entretanto. mas não explicável. em macrófagos. Em condições normais. Neste contexto. para induzir erisipela. envolvendo não somente o sistema reticuloendotelial. tanto "in vitro" quanto "in vivo". uma vez que foi demonstrado. o mais conhecido. facto este conhecido. uma vez que demonstrou ser citotóxica ou citostática. que a depleção da Arginina pode levar à própria morte celular. no tratamento de pacientes com cancro. espasmo vascular e/ou aterosclerose. a resistência às infecções e às células tumorais pode ser aumentada. a sua suplementação se faz necessária. sabemos que a depleção de Arginina pode estar envolvida na hipertensão. Modernamente. O Óxido Nítrico actua. mas. o papel dos pulmões e do fígado. O mesmo ocorre quando o tecido cerebral é estimulado pela presença de glutamato (neurotransmissor excitatório) sendo os seus efeitos mediados por vários tipos de sub-receptores do glutamato. quando usaram Streptococcus vivos. sendo que. posteriormente. Actualmente. com base na indução ampla da resposta imune. sabemos que esta imunidade não específica está relacionada com a indução do Óxido Nítrico Sintase e que é um fenómeno geral. as bases biológicas deste fenómeno foram relacionadas com a função macrofágica. pelos seus efeitos e ausência de toxicidade. dentre estes. dependente de Óxido Nítrico. de maneira não específica. a nível cerebral. que é o mais "espalhado" de todos os tecidos. desde as publicações pioneiras de Fehleisent (1882) e Coley (1893). já é conhecida a sua ligação estimulatória por aminoácidos excitatórios de receptores específicos no Sistema Nervoso Central (SNC). uma vez que ambos os órgãos estão estrategicamente localizados na circulação. há pelo menos um século. o NMDA (N-Metil-D-Aspartato). sugere. mas. outras células notadamente o endotélio vascular. no sistema nervoso.Oxido Nítrico. a Arginina endógena é suficiente para a manutenção do bem-estar. requer estudos cada vez mais aprofundados. por produtos bacterianos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML macrófagos. 2001 183 . Wrightham.

deste órgão. em neurónios denominados não adrenérgicos não colinérgicos (NANC). traquéia. de acordo com o órgão em questão. sensivelmente. O número de "tentativas" aumenta. Burnett demonstrou que o relaxamento da musculatura lisa dos vasos do corpo cavernoso e a consequente erecção peniana envolvem aumento na produção de Oxido Nítrico. hipocampo. 3º CLE – OUT. adrenais. Estas observações. principalmente. etc. a deficiência em Óxido Nítrico pode estar associada com a impotência que. provavelmente. trato gastrintestinal. não se recomenda sua utilização no primeiro trimestre da gravidez. propriedades afrodisíacas do nitrito de amila. pode-se correlacionar a deficiência de Óxido Nítrico com a impotência sexual. também demonstraram o Óxido Nítrico como sendo um neurotransmissor NANC a nível genital masculino.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML A Óxido Nítrico Sintase cerebral é amplamente distribuída e encontra-se presente no cérebro. Melman e Christ. PRECAUÇÕES Pacientes portadores de doença renal ou em anúria. tal como ocorre com a inervação das células do corpo cavernoso. frequentemente. podem ser a base científica que explica a observação popular das. nas células endoteliais e. Como qualquer outro medicamento. como mediador químico decorrem. lobos olfativos. promovendo um aumento dos níveis de GMPc. Na doença diabética induzida experimentalmente em animais. Por outro lado. reputadas. onde a sua libertação determina erecção peniana. o que vai determinar as suas acções e efeitos. doenças hepáticas ou diabetes mellitus devem utilizar o produto com cautela. O Óxido Nítrico activa a guanilato ciclase. bexiga. Durante a gravidez e lactação. O trabalho de Melis e Cols demonstra que a administração de inibidores da NOS (LNAME e L-NMMA) previne esta resposta. nos nervos periféricos que inervam órgãos pélvicos. Ratos tornados deficientes em Óxido Nítrico apresentam extrema dificuldade de copular de forma eficaz. As evidências do Oxido Nítrico. ocorre nos pacientes diabéticos. o produto deve ser utilizado sob estrita orientação médica. 2001 184 . ao mesmo tempo em que a penetração diminui. a partir da Arginina. nas fibras musculares lisas. quando comparada com a diabetes humana. observada em pacientes diabéticos. cerebelo. da ampla distribuição da Óxido Nítrico Sintase em neurónios.

do Instituto Médico da Universidade de Wisconsin. O pico máximo de acção é em torno de 3 horas e a sua semi-vida em torno de 21 horas. tem mostrado taxas significativas de sucesso para o abandono do hábito de fumar. Com os adesivos de nicotina foi usada a dose de 21 mg/dia. Segundo trabalhos de Douglas E. O seu mecanismo de acção no tabagismo é ainda desconhecido mas. O metabolismo da Bupropiona produz 3 metabólitos activos no corpo humano. a sua utilização ou em combinação com adesivos cutâneos de nicotina. 244 pacientes com uso isolado de Bupropiona. indicado para tratamento do tabagismo A Bupropiona é originalmente um antidepressivo. Apesar do objectivo inicial da Bupropiona ter sido para o tratamento da depressão. 14 mg/dia na oitava 3º CLE – OUT. muito menos da serotonina e não inibe a monaminaoxidase. A eliminação da Bupropiona é por via renal e de 5 a 8 dias depois da última toma não se encontra mais essa substância nem os seus metabólitos na urina. a hidroxibupropiona. Jorenby. a trihidrobupropiona e a eritrohidrobupropiona. inibidor da recaptação da noradrenalina e da dopamina. 245 com uso de placebo. presume-se. que esteja envolvido com os mecanismos dopaminérgicos e noradrenérgicos. Os testes mostram que a eliminação da Bupropiona e dos seus metabólitos não sofre diferenças significativas quando essa substância é administrada isoladamente ou em combinação com adesivos cutâneos de nicotina. foram investigados 3 grupos de tratamento. 245 com adesivos cutâneos de nicotina e 160 combinando os dois tratamentos. o primeiro (hidroxibupropiona) tem o mesmo efeito da Bupropiona e os demais variam entre metade e dois terços do seu efeito. O tratamento com Bupropiona consistia no uso de 150 mg/dia durante os 3 primeiros dias. Destes. com mínimo efeito sobre a recaptação de serotonina.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML BUPROPIONA ZYBAN A Bupropiona é um inibidor relativamente selectivo da recaptação de catecolaminas (noradrenalina e dopamina). 2001 185 . aumentado-se para 150 mg 2 vezes ao dia (300 mg/dia) do 4º dia em diante.

quase a mesma porcentagem (16. enquanto o grupo dos adesivos de nicotina engordou uma média de 1. Pele seca. 2001 186 . Rubor. Diminuição do apetite. Tremor.6% nos pacientes que usaram placebo. contra 21% dos pacientes que apresentaram insónia com o placebo. Mialgia.1 kg. prurido. 30. 6. 3º CLE – OUT. Embora não tenham sido feitos estudos suficientes em seres humanos. Tonturas.7kg para os usuários de Bupropiona e de apenas 1. Artralgia. não deve ser usado sem supervisão médica. Na grande maioria dos casos.1% dos que tomaram placebo tiveram aumento da pressão arterial.3% no grupo que uso Bupropiona e 35. Urticária. Em relação à hipertensão. Sonolência. Essa substância está relativamente contra-indicada nos pacientes com Transtornos Disrítmicos Cerebrais e/ou Epilepsia. EEITOS SECUNDÁRIOS Torcicolo.4%) naqueles que usaram a nicotina em adesivos cutâneos. como qualquer antidepressivo. contra 2. Também se deve evitar em pacientes alérgicos a essa substância.6 kg.1% dos pacientes em uso da Bupropiona.8% dos pacientes interrompam o tratamento. Em pacientes com problemas renais as doses devem ser diminuídas. PRECAUÇÕES A Bupropiona. Hipertensão.1 kg para o grupo com tratamento combinado.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML semana e 7 mg/dia na nona semana. tendo em vista a excreção renal da substância e a existência de metabólitos activos. A insónia foi observada em 35% dos pacientes tratados com 300 mg/dia de Bupropiona. A incidência de abstinência do fumo depois de 12 meses foi de 15. eram pacientes previamente portadores de transtorno hipertensivo. eczemas e outras nesses pacientes. Boca seca. Insónia. Reacções Alérgicas. Esse efeito colateral tem sido suficientemente importante para que 0.5% entre as pessoas com tratamento combinado Bupropiona-adesivo. Hipertermia. 1. Aumento do apetite. após a sétima semana aqueles que deixaram de fumar com o placebo engordaram em média 2. Prurido. Quanto ao ganho de peso entre os abstinentes. coelhos e ratas grávidas tratadas com 14 a 10 vezes a dose recomendada não mostraram efeitos teratogênicos. a qual pode desencadear reacções de urticária.

Rivastigmina deve ser utilizado em mulheres grávidas apenas se o benefício potencial for superior ao possível risco ao feto. analgésicos. CONTRA-INDICAÇÕES Pacientes com conhecida hipersensibilidade à Rivastigmina. antidiabéticos. 3º CLE – OUT. Rivastigmina pode potencializar os efeitos de relaxantes musculares do tipo succilcolina durante a anestesia. antianginosos. drogas inotrópicas. a administração concomintante com antiácidos. INTERACÇÕES Não são antecipadas interacções farmacocinéticas com outras drogas metabolizadas por isoenzimas do citocromo P450. Recomenda-se cautela em pacientes predispostos a estados ulcerosos. bloqueadores do canal de cálcio. warfarina. Efeitos na habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas: a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas deve ser rotineiramente avaliada pelo médico. antiinflamatórios não esteroidais. em pacientes portadores ou com histórico de doença respiratória e em casos de obstrução urinária e convulsões. antieméticos. Em pacientes. notadamente do tipo Doença de Alzheimer. 2001 187 . Rivastigmina não deve ser administrado concomitantemente com outras drogas colinomiméticas e pode interferir na actividade de medicações anticolinérgicas. Pacientes que utilizam Rivastigmina não devem amamentar.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML RIVASTIGMINA EXELON INDICAÇÕES Tratamento de pacientes com demência leve e/ou até moderadamente grave. Não foram observadas interacções farmacocinéticas com digoxina. anti-hipertensivos de acção central. diazepam ou fluoxetina em estudos em voluntários sadios. estrógenos. a outros derivados do carbamato. betabloqueadores. benzodiazepínicos e anti-histamínicos não foi associada a alterações farmacocinéticas. PRECAUÇÕES Cuidado em pacientes com doença do nó sinusal ou com arritmias cardíacas graves.

Incidência 2% superior ao placebo em pacientes que utilizaram Rivastigmina: aumento da sudorese.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML REACÇÕES ADVERSAS Incidência igual ou superior a 5%. SUPERDOSAGEM Nos casos de superdosagem assintomática. astenia. inicialmente. nenhuma dose de Rivastigmina deve ser administrada pelas próximas 24 horas. depressão. confusão. dor abdominal. vómito. perda de apetite e perda de peso. independente de apresentar uma relação de causa com Rivastigmina: trauma acidental. Não é recomendado o uso da escopolamina como antídoto. A possibilidade de se obter medicamentos por síntese química foi. Essa foi a primeira forma de farmacoterapia. uma tentativa laboratorial de se copiar os princípios activos de plantas. 7. dispepsia. esclarecer seu mecanismo de acção. resultando no princípio activo da aspirina. com doses subsequentes baseadas na resposta clínica. Recomenda-se uma dose inicial i.12. assim. inegavelmente uma das drogas mais utilizadas na medicina. tontura. e no desenvolvimento do ácido acetilsalicílico mediante uma pequena união química na molécula original. perda de peso e tremor. perda de apetite. agitação. cefaléia. o uso de antieméticos deve ser considerado. O ácido salicílico. utiliza substâncias activas naturalmente presentes nas plantas com finalidade terapêutica. Nos casos de superdosagem acompanhada por vómito e náusea grave. contido no córtex de salix alba. de 0. mal-estar. Hoje é possível descobrir e caracterizar as substâncias responsáveis pela actividade terapêutica das plantas e. náusea. Pacientes do sexo feminino mostraram-se mais susceptíveis à náusea. sonolência.03 mg/kg de sulfato de atropina. vómito. 3º CLE – OUT. fadiga. 2001 188 . a atropina pode ser utilizada. diarréia. insónia. infecções do trato respiratório superior e infecções do trato urinário. FITOTERÁPICOS A fitoterapia.v. por exemplo. Tratamento sintomático para outros eventos adversos deve ser realizado se necessário. Em casos de superdosagem grave.

O Hipérico foi testado em experiências in vitro e em pequenos roedores. durante muitos séculos. é comum encontrar o Hypericum perforatum na beira das estradas. 2001 189 . medo e/ou agitação emocional (ansiedade). modo de acção este ainda não muito bem explicado. pertencente à família das Hiperricoidaea guttiferae e largamente distribuída na Europa. indutor do sono HIPÉRICO INDICAÇÕES Quadros de distúrbios psicovegetativos (distúrbios psíquicos com efeitos sobre o estado físico). também conhecido como Erva-de-SãoJoão. é o ingrediente activo dos medicamentos fitoterápicos à base de Hipérico. agente cicatrizante no tratamento de feridas. vales e bosques. Apesar da identidade parcial de algumas acções entre antidepressivos tradicionais e o Hipérico. norte da África e aclimatada nos Estados Unidos. a eficácia médica das plantas medicinais foi verificada por testes farmacológicos e clínicos com a intenção de estabelecer as reais potencialidades. Ásia. Por isso se concluiu que estava envolvido um modo de acção diferente. evidenciando a eficácia e os eventuais efeitos colaterais de tais medicamentos. GINKGO BILOBA circulação e performance cerebral HIPÉRICO antidepressivo leve-moderado VALERIANA ansiolítico. Essa planta foi usada largamente na medicina popular em vários países da Europa. O extrato de Hypericum perforatum. Na Europa. O Hypericum perforatum é uma planta herbácea perene. Em ratos submetidos ao uso de Hipérico. as concentrações hipotalâmicas do neurotransmissor dopamina e do ácido 5-hidroxiindolacético foram significativamente aumentadas. traumas e queimaduras. para o tratamento de inflamações nos brônquicos e infecções do trato geniturinário. 3º CLE – OUT. o perfil global dos efeitos mensuráveis não correspondeu completamente ao dos antidepressivos sintéticos. estados depressivos leves e moderados.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Como tem sido feito pelos farmacêuticos.

Globalmente. Não foram observadas com este fitoterápico as alterações do sono REM. Após a colheita. Efeitos sobre os potenciais visuais e auditivos no EEG e durante o sono As alterações dos potenciais visuais evocados foram medidas em 12 indivíduos durante o tratamento de seis semanas. o extrato oleoso das partes aéreas da planta colhidas durante sua florescência. exposto a luz solar por pelo menos várias semanas. O produto medicamente comercial contém o extrato seco padronizado da parte aérea do Hypericum perforatum. No EEG de repouso as duas medicações provocaram alterações antagônicas na região teta. assim como de propriedades relaxantes. apresenta acção antiinflamatória e cicatrizante. Em um estudo duplo-cego posterior. entretanto. os resultados foram sugestivos de melhoras da função cognitiva. O Hipérico. A padronização desse extrato é que garantirá a qualidade deste fitoterápico em suas diversas apresentações comerciais. mas sim. especialmente com o extrato de Hipérico. aumentou a proporção de sono profundo no período total de sono. Na medicina caseira. Isso foi observado 3º CLE – OUT. com essa redução atingindo sua maior extensão após quatro a seis semanas. a planta deve ser imediatamente seca para evitar a degradação de seus princípios activos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Actualmente a planta não é muito usada para estes propósitos. 2001 190 . A colheita deve ser feita antes do florescimento da planta. com uma fase de duas semanas de "washout" entre os tratamentos. sadias. Os efeitos do Hipérico foram comparados com os da maprotilina (antidepressivo tetracíclico) num estudo duplo-cego randomizado em 24 indivíduos sadios. colhido no momento de sua florescência. foram examinados os efeitos sobre o comportamento no sono de quatro semanas de tratamento com 1 drágea 300 mg de Hipérico três vezes ao dia. As medidas dos potenciais evocados nas regiões teta e beta confirmaram esses achados. As pesquisas foram baseadas nas medidas do EEG de repouso e sobre os potenciais visuais e auditivos evocados. largamente usada para o tratamento da depressão. mas alterações predominantemente uniformes nas regiões alfa e beta. Após duas semanas as latências estavam consideravelmente encurtadas em comparação com os valores basais. A parte do Hypericum perforatum utilizada para fins medicinais são as flores e folhas. Esse estudo controlado com placebo foi realizado com 12 mulheres idosas. segundo um esquema cruzado. típicas dos antidepressivos tricíclicos e dos inibidores da MAO.

Escala de Depressão de von Zerssen (D-S) e Escala de Impressão Clínica Global (CGI).0). Ensaios clínicos em comparação com tratamentos padrões O Hipérico foi testado em três estudos controlados. foi realizado em 135 pacientes de 20 centros. bem como para os casos tratados com Hipérico. em comparação com tratamento antidepressivo padrão: um estudo comparou o antidepressivo fitoterápico com a imipramina. mostrou ser eficaz no TAS. Os estudos duplo-cegos controlados com placebo são. Uma forma de tratamento especialmente desenvolvida. essenciais para se avaliar a actividade dos antidepressivos.2) ou recorrente (296. Os critérios de inclusão foram estabelecidos de acordo com a DSM-III-R como a depressão maior. O tratamento durou seis semanas. ficaram entre 60 e 80% nos pacientes tratados com antidepressivos sintéticos. episódio único (296. 3º CLE – OUT. O escore total da HAMD caiu aproximadamente 50% em ambos os grupos durante as quatro semanas de terapia. randomizado. medidos de acordo com a Escala de Hamilton em 101 pacientes ambulatoriais com depressão discreta a moderadamente grave. Em outro estudo duplo-cego. O primeiro estudo. Participaram no total 102 pacientes depressivos de 17 clínicas especializadas de neurologia/psiquiatria. um com a maprotilina e um a uma outra forma de tratamento (fototerapia). Os índices de melhora e cura. A dose foi de 300 mg de Hipérico três vezes ao dia. caracterizada pela ocorrência regular dos sintomas no outono e inverno e pela remissão dessa sintomatologia na primavera e verão.3). Os critérios principais foram a Escala da Depressão de Hamilton (HAMD). A eficácia foi avaliada pelas Escala da Depressão de Hamilton (AMD).GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML tanto na análise visual dos estágios 3 e 4 do sono. como na análise automática da actividade da onda lenta do EEG. 2001 191 .4) e transtorno de adaptação com humor depressivo (309. distimia (300. duplo-cego. O transtorno afectivo sazonal (TAS) é uma sub-forma de depressão maior (DSM-III-R). por isso mesmo. com o uso de luz fluorescente brilhante (fototerapia). o Hipérico foi comparado com a maprotilina em termos de eficácia e segurança. ou 25 mg de imipramina três vezes ao dia. a Escala de Depressão de von Zerssen (D-S) e a Impressão Clínica Global (CGI). Por um período de quatro semanas os pacientes tomaram três vezes ao dia drágeas com aparência idêntica contendo 300 mg do extrato de hipericum ou 25 mg de maprotilina.

No 7° e 14° dias os participantes foram submetidos a testes padronizados de desempenho. no segundo grupo a ordem foi invertida. Com a terapia. Todos os pacientes receberam 300 mg de Hipérico. A amostra consistiu de 3 2 voluntários sadios de ambos os sexos. 46% moderadamente graves e 2% graves. Os efeitos fototóxicos conhecidos da medicina veterinária. a condição normalizou-se ou melhorou em cerca de 80% dos pacientes. com 25 a 40 anos de Idade. 10 receberam fototerapia adicional de 3. 1 drágea de 300 mg de Hipérico três vezes ao dia e. enquanto que nos outros 10. 3º CLE – OUT. Os sintomas típicos estavam presentes com frequência de 5O-90% antes de ser iniciada a terapia. Os testes avaliaram alterações no tipo de desempenho exigido para a operação adequada de máquinas e para dirigir um veículo. os quais ocorreram com quantidades de hipericina 30 a 50 vezes mais elevadas que as usadas clinicamente. placebo durante sete dias. tendo diminuído aproximadamente 50% com o tratamento. 2001 192 . A idade dos pacientes variou de 20 a 90 anos (média de 51 anos).46 a 0.80%).21 e 0. A segurança de um tratamento de quatro semanas com o extracto de Hipérico foi monitorizada por 663 clínicos gerais. Foram relatadas reacções adversas num total de 79 pacientes (2.000 Lux (duas horas por dia). tendo concentrações respiratórias de álcool de 0. 76% deles mulheres e 24% homens.43%) e abandono do tratamento por 48 (1. A análise estatística dos resultados mostrou que não ocorreu nenhuma interacção entre o Hipérico e o álcool que pudesse afectar a função psicomotora ou mental.250 pacientes. Um grupo recebeu na primeira semana. Dos pacientes. tanto em frequência como em gravidade. 20 pacientes TAS foram pesquisados durante um período de cinco semanas. 49% apresentava distúrbios depressivos leves. Foram registrados os dados de 3. por motivos quantitativos. que agiram como controles da luz. até agora nunca foram relatados com as doses recomendadas.45%). Foi usada radiação com luz reduzida (< 300 Lux). é improvável que ocorram.38 mg/l (concentrações de álcool no sangue de 0. INTERACÇÕES A possibilidade de interacções entre o Hipérico e álcool foi pesquisada em um estudo duplo-cego controlado com placebo.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Em um estudo simples-cego. em seguida.

biapigenina e xantonas. Há. em realidade. tais como a Rutina. pseudo-hipericina. a serotonina. O sistema imunológico e o sistema nervoso são as únicas estruturas biológicas equipadas com uma memória. Com o extrato de Hipérico foi observada uma acentuada supressão da libertação da interleucina-6 estimulada. A hipericina é considerada por alguns autores. A libertação de várias citocinas foi quantitativamente medida após 24 horas de incubação sobre placas microtituladas. Moléculas importantes são conjuntamente produzidas. dos tipos A e B. A influência do Hipérico sobre a expressão estimulada da citocina foi estudada em indivíduos sadios e em pacientes depressivos. os mais importantes são a hipericina. secretadas e activamente reconhecidas por ambos os sistemas. Entretanto. Também estão presentes flavonóides. Ainda existem muitos pesquisadores que relacionam o mecanismo de acção do Hipérico com a inibição da MAO e/ou COMT: enzimas responsáveis pelo catabolismo de aminas biológicas. Eles caracterizam-se por numerosas interacções reguladoras e processos bioquímicos comuns.3. Hiperosídeos e óleos essenciais. entre elas. indicações de um tipo de mecanismo imunomodulador.7 tetrahiddoxi-xantona dotados de actividade antimicrobiana. mas essa acção não pôde ser confirmada unanimemente em estudos mais recentes. noradrenalina. adrenalina. Outros componentes de importância biológica isolada de diferentes partes da planta são a hiperforina. dopamina. mas também a diferentes mecanismos de acção.6. pode-se concluir que a acção antidepressiva se deve não apenas a diversos constituintes.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML QUÍMICA Dos princípios activos isolados da planta. amentoflavonóide. um inibidor da MAO. hiperforina. 2001 193 . o que levou os autores a concluir que o efeito antidepressivo dessa substância poderia perfeitamente se manifestar por meio de modulação imunológica nas vias neuro-hormonais. Pelas pesquisas até agora realizadas sobre os efeitos farmacológicos dos extratos de Hipérico. Apesar das controvérsias. Outros e estudos confirmam a acção inibitória 3º CLE – OUT. estudos demontram que usando somente hipericina pura a acção terapêutica na depressão não é relevante. Um dos modos de acção aceite para o Hipérico seria como um inibidor da monoaminooxidase (IMAO). adhiperforina e 1. hiperisina. a hipótese mais aceita é de que a acção terapêutica é devida a presença da hipericina ou de compostos derivados da hipericina.

O pico plasmático máximo é de 6. com subsequente excreção biliar. 2001 194 . o EEG feito antes e após a medicação mostra uma diminuição do efeito de ondas alfa e aumento de ondas teta e beta.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML da MAO.5 horas e varia para a pseudohipericina de 16 a 30 horas. ou seja. Não obstante essa semelhança. os níveis plasmáticos de pseudohipericina são menores do que a hipericina. respectivamente.1.7.5. das substâncias do grupo de flavonóides e xantonas junto da hipericina pertencentes ao extrato. aumentando a disponibilidade de serotonina. noradrenalina e dopamina na fenda sináptica.8 ng/ml para a pseudohipedcina. 14. após três doses diárias. Outro mecanismo de acção potencial é a modulação dos mediadores da inflamação e a modulação da expressão dos receptores da serotonina sob estimulação in vitro e in vivo. Com uma dose diária de 900 mg de extrato padronizado/dia o estado de equilíbrio é alcançado em 4 dias. Alguns trabalhos recentes também sugerem para o Hipérico um mecanismo de acção semelhante ao dos antidepressivos tricíclicos. As suas estruturas químicas sugerem que ocorra glucoronidização hepática. Os níveis máximos plasmáticos são de 1. PRECAUÇÕES Uso na gravidez e lactação. Embora a pseudohipericina apresente uma maior concentração no extrato do que a hipericina. a grande vantagem do fitoterápico é a ausência dos efeitos colaterais comuns aos antidepressivos tricíclicos. Não se conhece muito sobre a metabolização da pseudohipericina e hipericina. 11. Após 6 semanas de tratamento. CONTRA-INDICAÇÕES O produto é contra-indicado a pacientes com hipersensibilidade a quaisquer dos componentes da fórmula.6 ng/ml de hipericina e pseudohipericina.8 a 26. Uma vez que até ao presente momento não foi comprovada a segurança do Hypericum perforatum em mulheres grávidas ou que amamentam.2 ng/ml e 2. 4. REACÇÕES ADVERSAS 3º CLE – OUT.7 e 30.5 ng/ml para a hipericina e 5. O tempo de semi-vida de eliminação da hipericina é de 24. principalmente os efeitos anticolinérgicos. A eliminação dessas substâncias é lenta. este produto não deverá ser utilizado por gestantes e lactantes.

2001 195 . que significa "ter força". Os efeitos colaterais mais frequentes foram irritações gastrintestinais (0. Mais recentemente. e superestimava-se a planta atribuindo-lhe até poderes divinos. o médico Monpellier Lazàre Rivière. Em torno do ano 1.000.55%). o nervosismo.000 metros de altitude. não por muito tempo. O médico italiano Andrea Mattiolo observou. provavelmente devido à eficácia no dessa planta curar pessoas no passado. poderia controlar a epilepsia. falavase da Valeriana como um medicamento capaz de curar uma série de doenças. Uma lenda medieval recomendava que no 7º dia da lua. na verdade.26%).GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML É possível a ocorrência de fotossensibilização (sensibilidade aumentada da pele à luz solar). 3º CLE – OUT. erva gata. Acredita-se que as virtudes medicinais da Valeriana tenham sido comentadas pela primeira vez por um médico egípcio do século IX. depois de experimentar a planta nos seus pacientes. valaricana e badarina. portanto. 52%). concluiu que ela diminuía a sensibilidade nervosa e era dotada de um perceptível efeito sobre o sistema nervoso central e que. mais frequentemente a mais de 2. até que este morresse "louco".40 %) e agitação (0. sobretudo. Em latim Valeriana quer dizer valer. estando presente nos bosques e nas encostas dos Alpes e dos Apeninos. cujo habitat natural é a Europa e norte da Ásia. Pouco depois. particularmente em pessoas com a pele clara. e a planta curava qualquer doença. Pensava-se que o princípio activo responsável pela acção da Valeriana fosse o Ácido Valeriânico livre. cansaço (0. colhe-se uma flor de valeriana e repitam-se uns dizeres mágicos com a flor nas mãos. bardo selvagem. descobriu-se o poder antiepiléptico. desde o século VI. a epilepsia. mas hoje atribui-se a acção sedativa característica da Valeriana a alguns ésteres e a outras substâncias glicosadas e alcoolizadas. assim que o Sol se põe. reacções alérgica (0. que esta planta causava estranhos efeitos sobre ao comportamento de seres humanos e dos animais. para os botânicos somente Valeriana officinalis. no século VII a partir a cura da de Fabio Collona. VALERIANA A Valeriana Conhecida também por amantila.

além dos óleos. angústia. e sem provocar consequências danosas. tanto devido à sua acção sedativa. Componentes Activos: 1 . e contendo ésteres provenientes dos ácidos nele contidos. resina. com odor característico. ácido málico.3).5%. catinina. mucilagina. um grupo químico instável de ésteres possuindo actividade sedativa. isovaltrato. também o ácido valérico. A acção desses produtos no organismo é. 2001 196 . como eficaz contra ansiedade. sem contra indicações. em primeiro lugar os valepropiatos (valtrato. açucares e enzimas. amido. 2 . príncipe romano do século XVI e portador de graves ataques de epilepsia. Para completar. acevaltrato presentes em todas as partes da planta e em maior concentração nas raízes. a Valeriana é caracterizada quimicamente por um óleo essencial.ácido valérico 3 . isenta de efeitos colaterais nas doses recomendadas e eles não são potencializados pelo álcool (1). O extrato aquoso da Valeriana contém suficiente quantidade de GABA (ácido gama amino butírico). valerianina. planta de história milenar. o qual atinge concentração de até 0. ácido tânico.pequeno número de alcalóides  actinidina  isovaleramida  valerianina  valerina 3º CLE – OUT. De facto essa planta sempre teve uma grande simpatia terapêutica. Actualmente fala-se da Valeriana. Assim sendo. como por ex. como pelo facto de servir também contra a febre. basicamente. a lipase (2. a Valeriana possui em seu tecido. alcalóides. um neurotransmissor relacionado aos efeitos sedativos dessa erva.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Fabio Collona. conforme a história. livrou-se dos ataques depois do uso da Valeriana.valepotriatos = ésteres não-glicosídeos valtrato. Como todas as espécies aromático-medicinais. isovaltrato e dehidrovaltato). leves desequilíbrios do Sistema Nervoso. os princípios activos da Valeriana são.

GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML  catinina 4 . relacionadas por ordem de importância curativa: Valeriana officinalis. Como remédio caseiro Sem mencionar exageros populares. Esse tipo de utilização é recomendado contra ansiedade. colocados em fusão em 100 g de água e fervendo por 15 min. são 6 as espécies com finalidade medicinal. presente em toda a península italiana e Sicília. 2001 197 . de agosto a outubro. Adoça-se com mel para se beber 3 copos por dia. que é a mais difundida no nosso meio. Entretanto. Valeriana céltica. Valeriana palustre. Valeriana grande. que nasce nos rochedos dos Alpes. como o caso dos índios do México. os quais mastigavam folhas de Valeriana contra a preguiça e para atenuar qualquer tipo de sofrimento. que dá.Em Chá: Preparado com 2 g de raiz de Valeriana.óleo voláctil contendo sesquiterpenas activas O extrato de Valeriana tem demonstrado um efeito sedativo comparado. em colinas de terras calcárias. VÁRIAS ESPÉCIES Quando se fala de Valeriana. que se colhe de março a maio. sobretudo. com aumento da actividade REM e um despertar agradável. Os efeitos anti-convulsivantes e miorelaxantes da Valeriana são descritos como muito discretos e fracos. Esse efeito indutor do sono aparece de 2 a 3 horas depois de ingerido. cuja florada se dá de abril a junho. também nativa dos Alpes e Apeninos. Há também observações significativas quanto à melhoria da qualidade do sono na dose de 120 mg. 3º CLE – OUT. com a segurança de se obter resultados satisfatórios para alguns estados de insónia e ansiedade. segundo alguns autores. usada e colhida como a Valeriana officinalis. estado depressivo e também para induzir ao sono. mas existem 150 espécies de Valeriana. podemos confiar nas virtudes curativas da Valeriana. aos efeitos de pequenas doses do diazepam e clorpromazina. e Valeriana marina. De qualquer forma. normalmente se pensa em Valeriana officinalis. a medicina caseira pode recomendar a Valeriana da seguinte maneira: . típica de lugares mais húmidos. Valeriana saliunca.

colo irritável. filtrar e beber um copo pequeno depois das refeições. colhida de maio a junho.Como Vinho Aromático: Deixar por 2 semanas 2 g de raiz em 100 g de vinho branco e seco. notou-se que ela não apenas tinha uma acção efectivamente específica sobre o sistema nervoso central. 3º CLE – OUT. Essa apresentação é recomendada para evitar dificuldades digestivas. que poderia produzir ofuscamento da vista e convulsões quando usada em dosagem muito elevada. 2001 198 . superestimando ou não as qualidades terapêuticas da Valeriana tem indicado seu uso para vasta lista de problemas: · enxaqueca · insónia · cólicas intestinais · problemas digestivos · náuseas · transtornos urinários · tensão pré-menstrual · tensão muscular do stresse · depressão INDICAÇÕES MÉDICAS ACTUAIS Actualmente a medicina alopática tem indicado a Valeriana principalmente para Ansiedade. .GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML . O facto de tratar-se de um produto "natural" não significa que a droga é completamente inócua e destituída de qualquer perigo. o qual deve ser ingerido de 2 a 3 g por dia. mesmo em doses recomendadas. EFEITOS SECUNDÁRIOS Com a descoberta dos princípios activos contidos na Valeriana. para acção sedativa. dispepsia. doenças inflamatórias intestinais crónicas. mais como um sedativo brando. e como Indutor do Sono.Na forma de Sumo: Espremer a parte aérea e fresca da flor. gastrite. O folclore popular. Esse seria um dos motivos pelo qual se aconselha utilizar a Valeriana em doses menores. para se obter um suco. como antiespasmódico e mio-relaxante. Altas doses podem causar problemas e ela pode. Alguns preparados podem ser úteis para úlcera péptica. potenciar outras substâncias com acção no Sistema Nervoso Central. Mal utilizada a Valeriana pode causar vómito. mas também.

devido ao excesso de sedação que pode ocorrer por potencialização. 3º CLE – OUT. primariamente na área de microcirculação. ambos de origem vascular e na demência degenerativa primária do tipo Alzheimer. Também não se recomenda utilizar a Valeriana conjuntamente com barbitúricos. mutagênicos ou carcinogênicos. bem como uma forma mista de ambos. O extracto inibe a redução dos receptores muscarinérgicos. e aumenta a performance da memória e da capacidade de aprendizagem. deficiência na audição e disfunções sexuais. quando em altas doses e por muito tempo. Estudos toxicológicos revelaram uma grande segurança no extracto de ginkgo sem apresentar efeitos teratogênicos. Em uso tópico. alfa2 e 5HT1A provocada pela idade. cancro. tremores. O Ginkgo biloba é um fitoterápico com as seguintes propriedades farmacológicas: efeitos protectores neurocerebrais pela melhoria da permeabilidade da membrana cerebral. palpitação e depressão emocional. portanto todo o tecido cerebral dos efeitos da hipóxia e da isquemia. extratos de Valeriana podem ter utilidade como cicatrizante e antibacteriano. melhora as propriedades hemorreológicas do sangue e da perfusão circulatória. melhora a absorção de colina para o hipocampo. elevando a tolerância à hipóxia e inibindo o edema cerebral. Em estudos clínicos duplo-cego foi possível substanciar a eficácia clínica do Extrato de Ginkgo Biloba em pacientes idosos com distúrbios leves a moderados da função cerebral e os seus sintomas relacionados. perda de memória. dor de cabeça. asma e outras doenças pulmonares. 2001 199 . Combate os radicais livres e actua antagonicamente no PAF: factor de agregação plaquetária. protegendo. GINKGO BILOBA BIOFLAVIN KIADON TANAKAN TEBONIN O Ginkgo biloba tem sido usado para tratar desordens de circulação relacionadas com a idade.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML estupor.

Como preventivo e para problemas circulatórios nas extremidades. Prevenção de edema cerebral. Tratamento de microvarizes. Casos de dor. depressão resistente e danos cerebrais menores. Processos causados pelo abastecimento deficiente de oxigênio e substâncias nutritivas. Protector da integridade estrutural das membranas celulares contra ataque de radicais livres. aumentando sua resistência e diminuindo sua hiperpermeabilidade. ulceras varicosas. 3º CLE – OUT. perda de memória e dificuldade de concentração. o Extrato de Ginkgo Biloba. divididas em duas ou três doses. o Extrato de Ginkgo Biloba demonstrou ser significantemente superior ao tratamento com placebo. claudicação intermitente. artrite dos membros inferiores. INDICAÇÕES Ginkgo Biloba é um facilitador do fluxo sanguíneo arterial. Protector da rede capilar. é recomendado em uma dosagem diária de 80mg. edemas ortostáticos. foi possível demonstrar um efeito significante do Extrato de Ginkgo Biloba no tinnitus e vertigem. cerebral e periférico. O Ginkgo biloba tem sido usado para aliviar a tensão e ansiedade e melhorar o alerta mental. zumbidos. Casos de vertigens. dificuldade de concentração. O extracto é bem tolerado. padronizado para conter 24% de flavonóides e 6% de terpenolactonas. deficiências auditivas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Em pacientes com doença periférica arterial oclusiva. Tratamento de toda ísquemia seja cerebral ou periférica. 2001 200 . Dosagens diárias de 240mg podem ser necessárias em alguns casos de insuficiência cerebrovascular. cãibras noturnas. Tratamento nos processos vasculares degenerativos. parestesias. Claudicação intermitente. elevar o humor e recuperar a energia. Activador do metabolismo neuronal. Redutor da hiperagregabilidade de plaquetas e eritrócitos. vertigens. cansaço das pernas. estágios iniciais de Alzheimer. tonturas. Adicionalmente. com uma faixa muito baixa de efeitos colaterais. palidez e cianose das extremidades com sensação de frio. extremidades frias. Tratamento profilático do envelhecimento celular e tratamento estético pela sua acção protectora contra radicais livres e pela inibição da destruição do colágeno. tratamento auxiliar das úlceras varicosas e distúrbios tróficos. Está indicado para casos de deficit de memória.

verifica-se uma perfeita estabilidade tensional. transtornos circulatórios. Nos normotensos. distúrbios de concentração. tonturas. cefaléia ou reacções cutâneas. é necessário que ele receba um suprimento constante de oxigênio e nutrientes pelo sangue. As indicações do Ginkgo Biloba são para o tratamento sintomático de insuficiência cerebral leve a moderada com os seguintes sintomas: déficits de memória. sintoma de déficit intelectual na 3a idade (distúrbios na concentração e memória) melhora na distância percorrida sem dor na doença periférica arterial oclusiva. hipoglicemiantes orais e anticoagulantes. podendo haver administração concomitante de agentes antianginosos. Se essa disfunção ocorrer cronicamente por muitos anos devido à arteriosclerose. como a claudicação intermitente. dor de cabeça. condição depressiva emocional. o resultado é frequentemente perda da função cognitiva e demência. incluindo lapsos de 3º CLE – OUT. Pacientes com distúrbios de coagulação devem ser cuidadosamente acompanhados pelo médico. 2001 201 . Não há casos de interacções com outros medicamentos. SUPERDOSAGEM Os sintomas característicos de superdosagem são: irritabilidade. vertigem ou tinnitus de origem vascular e involutiva. diarréia e vómito. Não deve ser utilizado durante a gestação e lactação devido à ausência de estudos clínicos nessas condições. agitação. Qualquer disfunção que interrompa o fluxo sanguíneo pode provocar um efeito profundo na função mental. uricosúricos.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML CONTRA-INDICAÇÕES Podem ocorrer distúrbios gastrintestinais e. dos valores tensionais. Para o cérebro funcionar adequadamente. Incluindo queda de pressão arterial. já nos hipertensos se verifica muitas vezes uma baixa. Pacientes com distúrbios de coagulação ou em terapia com anticoagulantes em doses elevadas. Por ausência de estudos clínicos em gestantes e lactantes. o uso de extracto de Ginkgo Biloba nessas situações deve ser cuidadosamente analisado pelo médico. especialmente em casos de predisposição alérgica. discreta e progressiva.

2001 202 . CONTRA-INDICAÇÕES 3º CLE – OUT. -Melhoria da neurotransmissão -Melhoria da função Cognitiva -Inibição do Factor de Agregação Plaquetária (PAF) -Melhoria do Metabolismo Cerebral -Combate aos radicais livres -Proteção contra Retinopatias: Dano ou lesão nas células da retina é uma causa comum de cegueira em pessoas com diabetes e outros problemas maculares. depressão. no caso mais severo. confusão e.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML memória. KAVA-KAVA BIOFLAVIN (HERBARIUM) KIADON (MERCK) TANAKAN (KNOLL) TEBONIN (BYK) INDICAÇÕES Estados de ansiedade. ansiedade. tensão e agitação. habilidade intelectual diminuída. As suas funções incluem: -Dilatação de Vasos Sanguíneos: Aumento do conteúdo de oxigênio no sangue: Demonstrou-se que o sangue rico em oxigênio eleva a memória. Fluxo sanguíneo deficiente também pode provocar dores de cabeça. Os bioflavonóides do extracto de Ginkgo Biloba apresentam uma actividade biológica mais forte do que a maioria dos demais bioflavonóides e parecem ter afinidade específica pelos capilares do cérebro. perda de concentração. Numerosos estudos demonstraram que o extrato de ginkgo reduz a suscetibilidade dessas células à lesão. acidente vascular cerebral. perda de equilíbrio e vertigem. visão deficiente.

coloração amarelada da pele e apêndices cutâneos. 2001 203 . comunique imediatamente ao médico para que sejam adoptadas as medidas habituais de controlo das funções vitais. foram descritos na literatura: ataxia. se houver ingestão concomitante de álcool ou substâncias que actuam sobre o sistema nervoso central. SUPERDOSAGEM Sintomas de intoxicação. Na eventualidade da ingestão acidental de doses muito acima das preconizadas. redução do peso corporal. dilatação das pupilas. entretanto. podem ocorrer alterações na capacidade visual ou na habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas. devido às variações individuais. após o uso de altas doses de infusão (chá) de kavakava por tempo prolongado. a portadores de depressão endógena ou a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao extracto de kava-kava. Também foram relatados casos de dilatação das pupilas. REACÇÕES ADVERSAS Queixas gastrointestinais leves e reacções alérgicas cutâneas têm sido raramente observadas após a administração do medicamento. perturbação da visão e da coordenação dos movimentos oculares após ingestão de bebidas de kava-kava. Caso estes sintomas ocorram após a administração. PRECAUÇÕES Apesar dos estudos demonstrarem que não influencia a capacidade de reacção do paciente. pode ser potencializado pela administração concomitante do medicamento. distúrbios no balanço oculomotor. perda de apetite e diarréia. INTERACÇÕES O efeito de substâncias activas sobre o sistema nervoso central como álcool. 3º CLE – OUT. barbitúricos e drogas psicoativas.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML Não deve ser administrado durante a gravidez ou a mulheres que estejam amamentando. principalmente. dificuldade de acomodação visual. o seu uso deverá ser interrompido. alterações ictiosiformes da pele.

SIMPOSIUM TERAPÊUTICO. Ano XLV (2001). Lisboa: Tupam Editores. Ano XXIV.Psiqweb. Lisboa. WWW. 1988.GUIA PARA ADMINISTRAÇÃO DE PSICOFÁRMACOS SERVIÇO PORTO DO HML BIBLIOGRAFIA ÍNDICE NACIONAL TERAPÊUTICO. Psiquiatria e Psicopatologia. Lisboa: Edições Simposium.com 3º CLE – OUT. Fundação Calouste Gulbenkian. 2001 204 . II Volume. Fernando. nº82 (julho de 2002). ISBN: 972-9385-98-X. ISBN: 972-8053-18-5 FONSECA.

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