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Missão Integral_At6.1-7

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Artigo Científico sobre Missão Integral
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Published by: Sidinei Bühler Kauer on Feb 22, 2011
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2009

Missão Integral
Uma releitura a partir de Atos 6.1-7.
Neste artigo científico encontra-se um análise do contexto de Atos dos Apóstolos e posteriormente uma leitura relevante a nossos dias, buscando apresentar a Missão Integral de Cristo, a qual todo cristão é comissionado a continuar. A utilização das informações aqui contidas é autorizada desde que a fonte seja citada (Sidinei Bühler Kauer, www.sbkauer.com) e preferencialmente haja o contato informando o uso pelo contato@sbkauer.com.

Sidinei Buhler Kauer www.sbkauer.com 23/11/2009

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MISSÃO INTEGRAL UMA RELEITURA DE ATOS 6.1 à 7
Sidinei Bühler Kauer1

Resumo
A pós-modernidade influenciou grandemente o cristianismo evangélico. Movimentos como o neo-pentecostalismo surgem neste período e com eles antigos conflitos retomam fôlego e novos conflitos surgem. Fundamentalistas e neo-pentecostais repelem-se e surge um grande abismo entre fé e prática. Neste artigo, oferecemos a teologia da Missão Integral como uma proposta de reconciliação entre o transcendente e a prática. Para isso partiremos de uma análise do texto de Atos 6.1-7 onde vemos que desde a Igreja Primitiva já existiam conflitos, mas também a busca por soluções. Nesta reflexão, contaremos como principal referencial teórico o teólogo John R. W. Stott.

Palavras chave:
Missão Integral, Conflitos, Atos dos Apóstolos.

Abstract
Postmodernity greatly influenced evangelical Christianity. Movements such as neopentecostalism arise in this period and they take up old conflicts and new breath conflicts arise. Fundamentalists and neo-pentecostal repel each other and there is a wide gap between faith and practice. In this article, we offer a theology of the Integral Mission as a proposal for reconciliation between the transcendent and practice. To do this from an analysis of the text in Acts 6:1-7 where we see that since the Early Church there were already conflicts, but also the search for solutions. In this reflection, we count as the main theoretical theologian John R. W. Stott.

Keywords:
Integral Mission, Conflicts, Acts of the Apostles.

Conteúdo
MISSÃO INTEGRAL ................................................................................................... 1 Resumo ......................................................................................................................... 2 Palavras chave: ............................................................................................................. 2 Abstract ........................................................................................................................ 2 Keywords: .................................................................................................................... 2 Conteúdo ...................................................................................................................... 2 Introdução..................................................................................................................... 3 Características do Livro de Atos dos Apóstolos ............................................................. 3 Crescimento e conflitos ................................................................................................. 4 A escolha dos ―Sete‖ e o Pacto de Lausanne. ................................................................ 6 A Missão Integral. ......................................................................................................... 8

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Missão Integral e os desafios da atualidade. ................................................................ 10 Missão Integral: Dimensão Política ............................................................................. 11 Missão Integral: Ecologia e a Dignidade Humana. ...................................................... 12 Considerações finais. .................................................................................................. 13

Introdução
À partir da perícope de Atos dos Apóstolos 6.1-7, apresentamos a ‗Missão Integral‘ como uma proposta relevante para a pós-modernidade. Período este, carregado de desafios teológicos e conflitos de práxis. Onde se vê um grande dualismo encabeçado por fundamentalistas de um lado e neo-pentecostais de outro. Para chegar a nosso objetivo, primeiramente expomos o contexto e demais dados relevantes de nosso texto base, seguindo para um breve relato sobre o surgimento da Missão Integral e por fim uma reflexão sobre os desafios da atualidade para vivência e prática da fé evangélica.

Características do Livro de Atos dos Apóstolos
O livro de Atos dos Apóstolos foi escrito pelo médico 2 Lucas3 entre 65 a 90 d.C.4, como uma continuação do Terceiro Evangelho formando uma obra em dois tomos 5. Assim, considerando Atos dos Apóstolos como a segunda parte do Evangelho segundo Lucas, ficaria difícil crer em uma data anterior a 65 d.C., data provável em que Marcos escreveu seu evangelho, o qual Lucas usou de fonte para escrever a primeira parte de sua obra (o evangelho).6 Lucas deu muita importância em seus escritos aos pobres e a libertação social que o evangelho traz às pessoas. Podemos ver que Lucas de forma exclusiva em relação aos demais evangelistas, traz os relatos do Rico Insensato (Lc 12.13-21), Lazaro e o Rico (Lc 16.19-31), e da viúva e sua oferta (Lc 21.1-4) (HALE, 1983, p. 130)7. O próprio livro de Atos dos Apóstolos confirma o interesse do autor pelos pobres: 6.1; 9.36; 10.2,4,3; 20.35. Diferentemente do Evangelho, onde sabemos que Lucas contou com um escrito similar, a saber, Marcos, como fonte, não existe no cânon livro similar a Atos dos Apóstolos. Entretanto, conforme Hale, não temos motivos para negar que o autor tenha usado fontes, tanto orais como escritas para redigir a segunda parte de sua obra. (HALE, 1983, p. 130)8

4

O título tradicionalmente aceito ―Atos dos Apóstolos‖ Ππάξειρ αποστόλων, (praxeis apostolon), para Hale, não esboça bem o propósito deste livro, pois seu objetivo não é falar em si dos atos dos apóstolos de Cristo, mas, do desenvolver do cristianismo, conforme citado abaixo:
Em Nossas Bíblias, este segundo volume escrito por Lucas é intitulado "Atos dos Apóstolos". Este título é encontrado nos manuscritos do quarto século (Codex Vaticanus e Codex Sinaiticus). O Cânon Muratoriano (cerca de 170 d.C.) afirma que "os Atos de todos os apóstolos foram escritos em um livro". Irineu, por volta de 190 d.C, foi o primeiro a usar o título simples de "Atos dos Apóstolos". Provavelmente, este segundo volume de Lucas não tinha um título, assim como o primeiro volume. Os títulos foram acrescentados posteriormente, para distinguir esses escritos dos outros escritos do Novo Testamento e para dar alguma ideia quanto ao conteúdo de cada um. Contudo, há de se ver que esse título é enganoso. Esse livro não pretende ser obra dos apóstolos; é a história do crescimento do movimento cristão, conforme visto e entendido por uma pessoa que estava grandemente 9 interessada em seu desenvolvimento histórico (HALE, 1983, p. 125)

Assim, tiramos o foco de Pedro e Paulo, que popularmente são tidos como o enfoque principal do livro de Atos e colocamos o foco no Cristianismo. Até porque a análise dos capítulos iniciais de Atos dos Apóstolos nos convida a um ambiente bastante comunitário e avesso ao individualismo (At 2.42-46). O contexto onde nossa perícope está inserida é o período do surgimento da Igreja Primitiva, deixando de ser uma seita judaica e tomando aos poucos características próprias. Conforme Comblin, o Cristianismo destes dias não era muito diferente dos partidos judaicos, tais como os essênios, os fariseus e os zelotes (COMBLIN 1988 p. 10;
38 e 47)10. Vemos então que estamos tratando de um período muito precioso para o

Cristianismo.

Crescimento e conflitos
Atos 6.1 começa com um brevíssimo relato a respeito do crescimento da Igreja e logo apresenta o surgimento de um problema. Quando comparamos algumas versões da Bíblia em português, percebemos que existe algo especial neste trecho. Enquanto ARC11 traz ―murmuração dos gregos contra os hebreus,‖ ARA12 traz ―murmuração dos helenistas contra os hebreus,‖. Mais interessante fica quando lemos na NVI 13 ―os judeus de fala grega entre eles queixaram-se dos judeus de fala hebraica‖ e na NTLH14 ―os que tinham sido criados fora da terra de Israel começaram a se queixar dos que tinham sido criados em Israel‖. Ao olhar para o texto grego, salientam-se as palavras ― (Helenistas) e ― ‖

‖ (Hebreus). Logo, a tradução ARC dificulta o entendimento

5

do texto ao traduzir ―

‖ como ―gregos‖, enquanto que NVI e NTLH

traduzem buscando facilitar o entendimento do leitor leigo, acrescentando interpretação à tradução, especialmente a última citada. Essa murmuração dos helenistas conta os hebreus significa muito mais do que a primeira vista pode-se pensar. Por causa deste conflito, ocorreu à eleição dos ―Sete‖ e sobre tal episódio Comblin chega a afirmar que é ―a maior revolução do cristianismo em toda a sua história até os dias de hoje.‖ (COMBLIN 1988 p. 142)15. Embora não seja tão magnífico 16 quanto afirma Comblin, o texto é sim muito importante. Dentro do contexto de Atos 6, a tradução de ― ‖ (helleniston) simplesmente

como ―gregos‖ não cabe. Os helenistas formavam um grupo de judeus procedentes da diáspora (HEIN, 2004 p. 29) 17 que agora estavam em Jerusalém e não somente falavam grego (COMBLIN, 1988 p. 142) 18. Mas, sua forma de pensar e maneira de agir eram de gregos (STOTT, 2003 p. 133)
19

. Os ―

‖ (hebraios) representam os judeus

palestinos cuja primeira língua era o aramaico (HEIN, 2004 p. 70) 20 e que tinham cultura hebraica (STOTT, 2003 p. 133)
21

. Como a Igreja ainda não tinha nesse período uma

identidade própria (COMBLIN, 1988 p. 10) 22, mas coexistia com o judaísmo, e o atrito entre esses judeus gregos e os judeus aramaicos já existia (STOTT, 2003 p. 133) 23, teria sido muito difícil que esse conflito não adentrasse na Igreja. Assim temos o fato de que esses judeus helenistas, murmuravam contra os judeus aramaicos porque as viúvas helenistas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimentos. Entretanto, esse conflito foi além do que Lucas relata (KÖSTER, 1988 p.
850)
24

. Mais que uma murmuração (―
26

‖), um verdadeiro conflito entre os

grupos (COMBLIN, 1988 p. 145, 146) 25. Os judeus não queriam comer com os helenistas
(COMBLIN, 1988 p. 13)

. Conforme Comblin se formaram duas assembleias. Uma para

os judeus de nascimento, circuncidados e outra para os demais. Ainda segundo o mesmo autor, isso gerou rupturas mais sérias, inclusive uma divisão do caixa da Igreja.
―Os hebreus, deixando de receber esmolas dos helenistas, tornaram-se mais pobres. A coleta de Paulo mais tarde pelos pobres de Jerusalém pode ter tido o significado de reconciliação depois da separação dos helenistas (COMBLIN, 1988 p. 23) 27”.

Os judeus helenistas que retornaram da diáspora, não eram liberais em sua religiosidade, sendo os motivos religiosos uma força motriz para seu regresso a Jerusalém (HEIN, 2004
p. 72) . É inegável, no entanto, que esses helenistas possuíam diferenças em sua fé em
28

relação aos hebreus. Um exemplo disso é o uso das Escrituras em língua grega 29 em

6

contraste com a Bíblia em língua hebraica e logo, a consequente divergência na hora de interpretar os textos. Assim, vemos que a Igreja Primitiva nascia e crescia, mas os problemas também começavam a surgir. Cabia então aos Apóstolos tomar uma atitude para solucionar o problema e eles decidem por eleger os ―Sete‖.

A escolha dos “Sete” e o Pacto de Lausanne.
Quando a murmuração dos Helenistas chega até os apóstolos, temos o que podemos ver a partir do versículo dois de Atos capítulo seis.
2 Por isso os Doze reuniram todos os discípulos e disseram: "Não é certo negligenciarmos o ministério da palavra de Deus, a fim de servir às mesas. 3 Irmãos, escolham entre vocês sete homens de bom testemunho, cheios do Espírito e de sabedoria. Passaremos a eles essa tarefa 4 e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra (BIBLIA SAGRADA, Atos dos Apóstolos 6.2-4) 30.

Não temos porque considerar que os apóstolos tivessem a diaconia como um trabalho inferior ou indigno para que eles mesmos a realizassem. Era na verdade uma questão de chamado (STOTT, 2003 p. 134) 31. E no caso dos apóstolos, seria um erro abrir mão da ênfase na pregação da Palavra para dedicar-se a servir as mesas. Stott chega a afirmar que distrair os apóstolos do seu chamado específico era uma armadilha de Satanás
(STOTT, 2003 p. 137)
32

.

Nem mesmo os Sete abandonaram a apregoação do evangelho. Como podemos ver em Atos 7, Estevão apregoando a Palavra com intrepidez e Felipe (At 8.5ss) anunciando a Cristo. Vê-se, então, que a Palavra possui a primazia sobre o serviço das mesas, entretanto, o serviço às mesas também era importante e necessário, senão a Igreja Primitiva poderia simplesmente ter abolido tal serviço ao invés de tentar torná-lo mais justo. Bastaria aos apóstolos afirmarem: ―Não sirvam mais as mesas, o que importa é apenas a salvação da alma...‖. O que seria totalmente contraditório aos ensinos do Cristo que se encarnou neste mundo físico. O fato de a Palavra possuir primazia sobre o serviço às mesas não demoniza este serviço. Eram ministérios diferentes, entretanto ambos importantes, necessários e que precisavam da unção de Deus para ser executados (STOTT, 2003 p. 135) 33. Os apóstolos buscam uma maneira pela qual pudessem resolver a contenda, continuar o ministério para o qual tinham sido chamados e ao mesmo tempo providenciar um meio para que as viúvas dos helenistas não fossem mais esquecidas. A solução encontrada é a eleição dos Sete. Tal escolha se dá por um método ao mesmo tempo democrático e

7

hierárquico (TURRADO, 1975 p. 58)

34

, pois os sete foram eleitos pela comunidade,

mas constituídos pelos apóstolos. Dois fatores nos chamam atenção neste momento. O primeiro é o fato de os apóstolos recomendarem que os escolhidos fossem de ―bom testemunho‖ e ―cheios do Espírito e de sabedoria‖. O outro é a maneira pela qual os apóstolos constituíram esses homens (TURRADO, 1975 p. 58) imposição de mãos
36 35

, através de oração e

(At 6.6). Assim, a comunidade dos discípulos deveria eleger

pessoas íntegras, pessoas que realmente vivessem o Evangelho e depois disso, estas pessoas seriam consagradas para o ministério através da oração e imposição de mãos. Fica evidente que os apóstolos consideravam o ministério dos Sete como uma obra espiritual e talvez esperassem deles mais do que o serviço às mesas (TURRADO, 1975 p. 58)
37

. Deveriam ser cheios do Espírito Santo, sabedoria, ter bom testemunho e ser

consagrados através de imposição de mãos e oração. Percebemos que a Palavra e o serviço social se completam como vemos no Pacto de Lausanne: ―Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e as atividades sociais mutuamente exclusivas‖ (STOTT, 1974)
38

.

Este pacto foi compilado em 1974, em Lausanne, Suíça por representantes de 150 nações e de diversas denominações e é um marco na história da Igreja. O que se vê neste pacto é uma tentativa de que a Igreja atual volte a ser um pouco mais parecida com o que era o Cristianismo Primitivo. Percebemos no texto bíblico e no trecho do Pacto de Lausanne a existência de uma espécie de dualismo 39. Na Igreja Primitiva, o conflito era entre ―palavra versus mesas‖. No Pacto, o dualismo combatido é semelhante, ―espiritual versus social‖. O Pacto de Lausanne foi preparado durante o Congresso Internacional de Evangelização Mundial (Lausanne, 1974). Neste congresso, estavam presentes representantes de diversos povos, inclusive latino-americanos. Se por um lado a teologia Europeia e Estadunidense se mostrava dominante, fortes oradores latino-americanos fizeram valer sua voz. Dentre estes, destacaram-se René Padilla, Orlando Costas e Samuel Escobar (LOPES, 2007. p. 14)
40

. Padilla ressaltou a

necessidade de se viver a Bíblia e ser uma Igreja fiel. A ideia de que o congresso ficasse apenas na teoria lhe incomodava (PADILLA, 1982. p. 171)41.Outra postura interessantíssima é a de Samuel Escobar. Numa atitude que nos lembra de Atos 6.1-7, Escobar defende a integralidade do evangelho:

8
Uma espiritualidade sem discipulado nos aspectos diários da vida — sociais, econômicos e políticos —, é religiosidade e não cristianismo... De uma vez por todas, devemos rejeitar a falsa noção de que a preocupação com as implicações sociais do evangelho e as dimensões sociais do testemunho cristão resultam de uma falsa doutrina ou de uma ausência de convicção evangélica. Ao contrário, é o interesse pela integridade do Evangelho que nos 42 motiva a acentuarmos a sua dimensão social (ESCOBAR, 1997. p. 98) ”.

Percebe-se no discurso de Escobar uma afirmação de que o serviço social não é uma negação do evangelho, mas uma forte afirmação dos valores cristãos. Ser um alienado em relação à dimensão social dos seres humanos apenas nos distanciará de uma evangelização eficaz e Bíblica. Para Padilla e Escobar, mais do que palavras, ações precisavam ser tomadas no período posterior Lausanne. Diferentemente da realidade conhecida pela maioria dos teólogos estadunidenses e europeus, a América Latina e os demais países do terceiro mundo enfrentavam terríveis problemas sociais, com populações carentes, de baixa alfabetização e muitas vezes privadas dos direitos humanos mais básicos. Tal contexto é contrastante com Atos 6, onde vemos uma igreja engajada, anunciando um Evangelho de salvação da alma e libertação social. E mesmo em meio a dificuldades, diferenças e conflitos culturais (helenistas versus hebreus) buscando justiça e unidade em Cristo. Depois de Lausanne, outros encontros foram realizados. Bem mais recente, o III Congresso Latino-Americano de Evangelização – CLADE III – teve como tema ―Todo o Evangelho para todos os povos‖, o que mostrou que as sementes lançadas por Escobar, Costas, Padilla e outros latino-americanos já tinha brotado. Nesse período já se falava de Missão Integral (LOPES, 2007. p. 17)
43

. Devemos, porém lembrar que no

CLADE I (Berlin, 1966) reviveu-se uma situação semelhante à de nosso texto base, ao presenciar o conflito entre três linhas teológicas: ecumênica, evangelical e fundamentalista. Apesar desse conflito, iniciou-se no CLADE I a criação da Fraternidade Teológica Latino Americana (FTL), que teve como seu primeiro presidente Samuel Escobar 44.

A Missão Integral.
Em 1968, ocorreu a Conferência Episcopal Latino-Americana (CELAN) (Medellín, Colômbia) que deu força a radical Teologia da Libertação dentro do ambiente Católico Romano. A Teologia da Libertação apresentava-se socialmente envolvida e denunciava as injustiças45. Do lado evangélico a FTL buscava por uma expressão igualmente radical, fielmente radicada na Bíblia e evangélica (LOPES, 2007. p. 20) 46.

9

Nessa busca, contribuiu muito Samuel Escobar:
Sustentamos que uma evangelização que não toma conhecimento dos problemas sociais e que não anuncia a salvação e a soberania de Cristo dentro do contexto no qual vivem os que ouvem, é uma evangelização defeituosa, que trai o ensino bíblico e não segue o modelo proposto por Cristo, que envia 47 o evangelista (ESCOBAR, 1992. p. 20) .

O radicalismo e relevância social, aliados a centralidade de Cristo na evangelização tornaram os discursos de Escobar importantíssimos para o estabelecimento do que veio a tornar-se a Missão Integral. Escobar defendia que “o evangelho não é um programa social e político‖ (ESCOBAR, 1992. p. 34) 48. Para ele o pecado influencia a totalidade do homem e então através da conversão o ser humano é reabilitado para uma nova vida também na sociedade (ESCOBAR, 1992. p. 20) 49. O evangelho não propõe um novo programa político, propõe novos homens que formem uma nova sociedade, “uma demonstração do que é a comunidade humana quando se coloca sob o domínio gracioso de Deus‖ (STOTT, 1997 p. 281)50”. Infelizmente, o dualismo Palavra versus Mesas (obras) continua nos dias de hoje:
Uma das razões de sermos um povo tão dividido e tão ambíguo é que temos entre nós a Igreja da Palavra e a Igreja das Obras. Um dos apelos fortíssimos no enfrentamento do mundo espiritual, que tem expressão concreta na história, é a aceitação do desafio de que a Palavra e Obras precisam andar juntas na nossa prática aqui e agora. Não podemos separar evangelização e ação social, reflexão teológica e oração por doentes, hermenêutica técnica de textos e profecia carismática, enfrentamento das forças sociais e políticas da maldade e enfrentamento individual de demônios que habitam corações humanos. (D‘ ARAUJO FILHO, 1990. p. 78)51

Em Atos 6, vemos uma Igreja que priorizava a Palavra e possuía relevância social. Uma coisa não exclui a outra, desde que haja uma boa administração e divisão de tarefas. Alguns vão se envolver mais com as obras sociais, outros menos, e todos com o anuncio do evangelho, e ao anunciar o evangelho, anunciaremos o Cristo que deixou os céus e veio até nós. Ele veio em nossa direção, nos deu o exemplo, agora nós vamos em direção do próximo em nome d‘Ele, o Cristo crucificado e ressurreto. Anunciando o evangelho e sendo voz profética da Justiça do Reino de Deus. A Missão Integral, sendo voz profética, denuncia as injustiças de nossa sociedade, tais como os latifúndios, a pobreza, o analfabetismo, a violência, a exclusão cultural... E declara que essa situação só pode ser revertida através de homens e mulheres, lavados pelo sangue de Jesus que anunciem o evangelho com radicalidade e integralidade. Não apenas em discurso e protesto, mas também em ações concretas de libertação integral nas “quatro áreas em que Jesus cresceu - sabedoria (aplicação de verdades bíblicas na

10

vida), estatura (atendimento de necessidades físicas), graça diante de Deus (ministério espiritual) e graça diante dos homens (atendimento social)‖ (LOPES, 2007. p. 20) 52.

Missão Integral e os desafios da atualidade.
Além dos conflitos já citados, temos muitos outros fatores conflitantes na atualidade. Como é o caso do pensamento pós-moderno, do neo-capitalismo e das expressões de fé evocadas por esse estilo de vida hodierno. Padilla fala de forma magnífica sobre isso:
Em sua rebelião contra Deus, o homem é escravo dos ídolos do mundo, por meios dos quais atuam estes poderes. E os ídolos que hoje escravizam o homem são os ídolos da sociedade de consumo... Surgiu uma sociedade que absolutiza a prosperidade econômica e o consequente bem-estar material do homo consumens... O materialismo – a fé cega na técnica, a indeclinável reverência à propriedade privada como um direito absoluto, o culto ao aumento da produção mediante o saque irresponsável da natureza, o desmedido enriquecimento das grandes empresas às custas do empobrecimento dos deserdados da terra, a febre do consumo, a ostentação e a moda -, esta é a ideologia que está destruindo a raça humana (PADILLA, 1992. p. 63) 53

A sociedade de consumo clama por uma religiosidade de consumo. Busca-se uma religião fast-food. Uma religião empírica, onde o que vale é o que funciona instantaneamente e não exige compromisso. Nesse meio, a Teologia da Prosperidade (TP) cresce desenfreadamente. De modo que todos ―devem prosperar‖ e se alguém não prospera é porque não está tomando posse ou porque está em pecado. A MI (Missão Integral) não nega que devamos prosperar, até porque uma de suas fundamentações é o Mandato Cultural54. Este, possui como texto base Gn 1.26-28. Onde, Deus dá uma ordem de prosperidade ao homem: ―Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar‖ (Bíblia Sagrada Gênesis 1.28) 55. Entretanto, a MI não vê esse mandato como uma autorização para destruir a terra. A prosperidade que Deus deseja ao homem é seu crescimento integral, que o levará a ser cada dia um melhor mordomo da criação de Deus, um ser social mais justo e responsável e um sujeito que desfruta da vida plena (Jo 10.10) que só está disponível na comunhão com Deus. A TP tem deturpado essas verdades ao permitir que os valores da sociedade de consumo adentrem na Igreja. Um grande mercado religioso ressuscita, mesmo depois de ter sido combatido por Jesus, Lutero e tantos outros. Se não podemos dizer que a salvação está à venda, pelo menos as bênçãos estão, e isso em diversas igrejas. Continuando a pensar no texto de Padilla, citado acima, percebemos que a religiosidade hodierna está corrompida. E estes que apregoam a TP, em sua maioria, não se importam com ecologia

11

e serviço social, porque são ―coisas do mundo‖. Mas não somente eles, muitos fundamentalistas também se calam e assim vemos o planeta terra sendo destruído em prol de uma maior produção, do desenvolvimento... Até mesmo alguns cristãos crescem financeiramente através de opressão e creditam esse crescimento a Deus! Como denuncia Padilla, são ―os ídolos da sociedade de consumo‖ (PADILLA, 1992. p. 63) os verdadeiros deuses diante de quem muitos tem se curvado. Para proteger-se dessa tendência de secularização, algumas denominações tem se fechado em verdadeiros clubes religiosos. Escondendo-se da sociedade ao invés de evangelizá-la. Norberto Sarraco denuncia esta atitude:
Os gestos de Jesus têm o poder de devolver o humano ao homem, sobre todo e qualquer intento desumanizante. A postura de Jesus frente à lei e ao sábado, sua própria maneira de agir com os publicanos e pecadores, são uma opção radical contra os círculos fechados dos piedosos, assim como contra os representantes do judaísmo oficial. (SARRACO. p. 192 e 193) 57.
56

A Missão Integral ensina a viver e anunciar o evangelho, mas de forma encarnada na sociedade. Esconder-se, criando clubes de piedade ou secularizar-se, parando de proclamar a necessidade de uma sociedade melhor são ideias igualmente destrutivas e negadoras do amor manifestado em Jesus na Bíblia (STOTT, 1982 p. 57) autoridade de Jesus Cristo (STOTT, 1998 p. 102) 59.
58

. Não

podemos esquecer que a Igreja deve ser engajada socialmente, porém sempre sujeita a

Missão Integral: Dimensão Política
A Missão Integral também possui uma visão política. Enquanto partidos políticos pelejam até a morte os cristão assistem a tudo isso e ficam confusos. Alguns pastores se envolvem de maneira questionável, direcionando a igreja a votar em determinado candidato60, de modo que já se questiona se o envolvimento dos evangélicos na política é um avanço ou retrocesso61 afinal de contas à própria bancada evangélica tem se envolvido em escândalos62. Querendo fugir de tudo isso, ou por achar estes assuntos mundanos algumas igrejas alienam seus membros quanto à política. Logo, a Missão Integral também é uma resposta ao conflito religioso sobre política, pois ―Dizer que Jesus é o Cristo é descobri-lo em termos políticos, é afirmar que ele é rei” (PADILLA, 1992. p. 34)
63

:
É assim que Jesus encara as estruturas de poder: denunciando a ambição de mando que se entrincheira nelas, e proclamando outra alternativa, baseada no amor, no serviço, na auto-entrega aos demais. Ele não se refugia no ―religioso‖ ou no ―espiritual‖ como se seu Reino não tivesse nada a ver com o político e o social, mas desmitologiza a política dos homens e se apresenta como o Rei-Servo, o criador e modelo de uma comunidade que se

12
compromete com ele como Senhor e se compromete a viver como ele viveu. (PADILLA, 1992. p. 34) 64

Quando Jesus é nosso Senhor, nos envolvemos sim na dimensão política, zelando para que esta honre Jesus sendo justa. A MI nos convoca a um envolvimento político através uma meditação sobre as propostas dos candidatos e um voto consciente. A envolver-se saindo de detrás de uma proteção mística e sendo voz profética que denuncia o que está errado e corrobora com o que honra a Cristo e beneficia sua criação. É dever do cristão assumir suas responsabilidades políticas em prol da manifestação do Reino de Deus. Isso não implica necessariamente em eleger evangélicos, mas em ser atuante no cenário político, contribuir para que a política terrena seja mais parecida com a política do Reino, onde quem governa, governa em serviço ao povo (Lc 22.25-28).

Missão Integral: Ecologia e a Dignidade Humana.
A Missão Integral como o próprio nome já diz, busca viver o evangelho em todas as facetas da vida. Inclusive no que tange a nossa relação com o meio onde vivemos o Planeta Terra. É inegável que nos últimos anos a Terra sofreu muito nas mãos dos homens, principalmente por causa da visão utilitarista da natureza:
Na sociedade tecnológica, a visão de natureza que predomina é a utilitarista. Segundo essa visão, a natureza tem valor porque pode ser utilizada para obter ganho econômico. Em resumo, a natureza é entendida como fonte de recursos naturais, isto é, como fonte de bens materiais dotados de valor econômico (ARAUJO & RIBEIRO & GUIMARAES, 1999. p. 77) 65.

E assim os homens tem destruído a criação de Deus. A MI convida os cristãos a viverem seu cristianismo em relação a toda criação. Não como os panteístas, mas na certeza de que não podemos aceitar ―o culto ao aumento da produção mediante o saque irresponsável da natureza (PADILLA, 1992. p. 63)
66

”. Juntamente com a opinião de

Padilla, temos o trecho do ponto 15 do Pacto de Lausanne, que afirma: “Portanto, rejeitamos como sendo apenas um sonho da vaidade humana a ideia de que o homem possa algum dia construir uma utopia na terra (STOTT, 1974)
67

”. Assim, embora a MI

não comporte a ―utopia na terra‖, também não concorda com uma religiosidade apática aos problemas ecológicos. Não vamos conseguir restaurar a terra em sua totalidade, mas devemos fazer o possível para conservar o que ainda nos resta e recuperar o possível, visto que a natureza também é criação de Deus. Nós recebemos essa dádiva divina, esse planeta tão belo para habitar e cuidar. É nossa responsabilidade preservar a terra para as gerações futuras:
O cosmos não é mais apenas um testemunho do poder e da inteligência divina; mas atesta a vontade de Deus que quer ser um Deus para o mundo e

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para o homem; mais ainda, o cosmos se torna o primeiro dom que Deus, em seu amor, pôs à disposição do homem (DEISSLER, 1984. p. 48) 68. [...] devemos reconhecer, como muitos teólogos já o mostram, que o cristianismo é cúmplice da crise atual. Ele reforçou com práticas históricas, com textos bíblicos e com outras doutrinas a ideologia do ser humano, senhor e dominador da criação (BOFF, 1998. p.75) 69.

Como vemos no texto de Boff, muita destruição que tem sido realizada na natureza é culpa de um olhar irresponsável para as escrituras que dá ao homem um pseudo-direito de degradar a natureza em benefício próprio. A MI levanta a bandeira de um desenvolvimento sustentável e de um relacionamento mutualístico com a natureza. Olhando para o ser humano de forma holística (LOPES, 2007. p. 8) 70, não abrindo mão de nenhum dos aspectos da existência. Desse modo holístico, também defende a dignidade humana. No texto de Atos 6.1-7, percebemos que estavam envolvidas entre outras, as dimensões espirituais (palavra, Espírito Santo), culturais (hebreus e helenistas) e sociais (distribuição de alimentos). Sobre o valor humano, Stott diz:
Quando os seres humanos são desvalorizados, tudo o mais na sociedade se estraga. As mulheres são humilhadas e as crianças desprezadas. Os enfermos são considerados um incômodo e os idosos um fardo. As minorias étnicas são discriminadas. Os pobres são oprimidos e lhes é negada a justiça social. O capitalismo põe à mostra seu lado mais desprezível. O trabalho é explorado nas minas e nas fábricas. Os criminosos são brutalizados na prisão. Opiniões contrarias se polarizam (...) Os descrentes ficam a deriva, para viver e morrer em sua perdição. Não há liberdade, nem dignidade, nem prazer e alegria. A vida humana já não merece ser vivida, pois chegou a tal ponto mal pode ser considerada humana (STOTT, 1998 p. 257, 258) 71.

Como afirma Stott, quando perdemos a noção do valor que tem um ser humano, tudo mais se descarrila. Quando um homem bate em sua esposa ou um idoso é abandonado em um asilo, estamos diante de um completo abandono da dignidade que o ser humano tem per si (PIOVESAN, 2003. p. 188.)72. Mas não só isso. Explorar trabalhadores como um meio de adquirir riquezas também é uma negação à vida! Quando esquecemos o valor que o próximo tem simplesmente por ser humano, abrimos as portas para diversas barbáries, como as discriminações sociais, raciais e culturais. Até mesmo discriminações religiosas podem ocorrer. Um exemplo disso é quando um empresário deixa de contratar um novo metalúrgico porque este não é de sua religião. A Missão Integral busca trazer o Reino de Deus cada vez mais para o nosso meio, e isso só se dá com a valorização do humano, através de medidas que somadas atendam a integralidade do homem.

Considerações finais.

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A Missão Integral apresenta-se como uma teologia forte e radical que olha para o homem de forma holística, visando a manifestação do Reino de Deus na terra e isso com conversões e justiça social, em um planeta em preservação e onde haja respeito e igualdade. Sabemos que os conflitos, estes que analisamos e tantos outros, não serão eliminados de nosso meio de modo mágico, e mesmo que a maioria deles não deixará de existir antes da volta de Cristo. Mas a MI propõe o desafio, de que onde há um cristão, ali existe um povo diferente, que engajado e encarnado contribui para uma nova sociedade. A Missão Integral se propõe a tudo isso, fundamentada na palavra de Deus. Em Atos 6.1-7 encontramos problemas na Igreja Primitiva e também pessoas buscando a solução. No último versículo da perícope citada, um breve resumo do que aconteceu depois: At 6.7“Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé.73”. Os conflitos não se encerraram em Atos 6. Entretanto, mesmo com as dificuldades, a igreja buscava melhorar, se tornar mais parecida com o que Cristo havia ensinado. Em meio às dificuldades o evangelho se propagava e conversões ocorriam. De modo que a Missão Integral não é um ingrediente mágico para mudar o mundo, mas uma proposta que vem somar forças e anunciar o evangelho de Cristo em sua completude, sem fazer acepção de pessoas.

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Bacharel em Teologia (UNIGRAN 2009), Missionário, Poeta, Escritor. NOGUEIRA, Sérgio. Estudos no NT: Os Evangelhos e Atos. Dourados: UNIGRAN, 2007. Na p. 76, o autor em diálogo com os escritos do professor Karl Roland Janzen defende que Lucas era médico por alguns motivos como: 1) O fato de Lucas se mostrar muito interessado por curas e milagres em seu evangelho. 2) O testemunho da Igreja Primitiva juntamente com o Prólogo Anti-Marcionista e Eusébio que apontam Lucas como Médico. Uma defesa a autoria de Lucas o médico também pode ser encontrada em: HALE, Brodus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento e HOBART, K. William. A Linguagem Médica de São Lucas, 1882. 3 NOGUEIRA. Dourados, 2007. p. 74 apresenta Lucas como o Autor. Durante essa pesquisa, encontramos prós e contras referentes a essa autoria, mas ao fim, todos apontaram para Lucas como o autor de Atos. 4 NOGUEIRA. Dourados, 2007. Nas páginas 76 e 77 são defendidos os argumentos para a data de 62 a 63 d.C. Conferir também HALE, Brodus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento que dialoga diversas hipóteses e opiniões sobre a datação a partir da p. 127 e na p. 130 defende uma data entre 66-70 d.C.. COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 aponta uma data entre o fim da década de 80 e início da década de 90 d.C. na p. 63. Pode-se também ver uma defesa elaborada da data de 61-63 d.C. por Marcelo Berti In: <http://marceloberti.wordpress.com/2009/02/10/analise-de-atos-dos-apostolos> Acessado em outubro de 2009. 5 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 8. STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos Até os Confins da Terra p. 30 6 NOGUEIRA. Dourados, 2007. Atos p. 77 7 HALE, Brodus David. Introdução ao estudo do Novo Testamento p. 93 8 Ibid., p. 130. 9 Ibid. p. 125

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COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 10; 38 e 47 Bíblia Sagrada versão Revista e Corrigida. São Paulo: SBB, 1996. 12 Bíblia Sagrada: Revista e Atualizada no Brasil. São Paulo: SBB, 1996. 13 Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional. São Paulo: SBI, 2001. 14 Bíblia Sagrada: Nova Tradução na Linguagem de Hoje. São Paulo: SBB, 2000. 15 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 142 16 Não encontramos outro teórico que defenda essa posição radical de Comblin. 17 HEIN, Armindo Edegar. Conflito religioso, martírio e exaltação visionária: o caso de Estevão em atos 6,1-8,3 p. 29 18 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 142 19 STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos Até os Confins da Terra p. 133 20 HEIN, Armindo Edegar. Conflito religioso, martírio e exaltação visionária: o caso de Estevão em atos 6,1-8,3 p. 70 21 STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos Até os Confins da Terra p. 133 22 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 10 23 STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos Até os Confins da Terra p. 133 24 KÖSTER, Helmut. Introducción al Nuevo Testamento p. 850 HEIN, Armindo Edegar. Conflito religioso, martírio e exaltação visionária: o caso de Estevão em atos 6,1-8,3 p. 75 25 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 145, 146. O autor acredita que a questão era muito mais do que um simples esquecimento ou falta de tempo por parte dos apóstolos, mas a oposição entre dois partidos dentro da Igreja Primitiva. 26 COMBLIN, José. Atos dos Apóstolos vol. I.1-12 p. 13 27 Ibidem p. 23 28 HEIN, Armindo Edegar. Conflito religioso, martírio e exaltação visionária: o caso de Estevão em atos 6,1-8,3 p. 72 29 Ibid. p. 71, 72 30 Bíblia. Atos 6.2-4, Nova Versão Internacional, SBI 31 STOTT, John R. W. A Mensagem de Atos Até os Confins da Terra p. 134 32 Ibid. p.137 33 Ibid. p. 135 34 TURRADO, Lorenzo. Hechos de los Apostoles y Epistola a los Romanos. p. 58 35 Idem 36 Ibid. p. 59. Para TURRADO o fato dos apóstolos realizarem a imposição de mãos e oração pelos diáconos pode significar que havia a intenção de se estabelecer uma função muito mais que administrativa. Para ele, os diáconos passariam a ser auxiliares no ministério e pregação do Evangelho. 37 Ídem 38 STOTT, John R. W. O pacto de Lausanne. In: <http://www.monergismo.com/textos/credos/Pacto_de_Lausanne.pdf> Acessado em outubro de 2009 39 Dualismo. Uma definição pode ser encontrada in: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Dualismo> Também trabalha o tema: MAS TORRES, Salvador. Historia de La Filosofia Antigua - Grecia y el helenismo. p. 288,289 40 LOPES, Fabrício Roger de Souza. Missão Integral: Uma perspectiva teológica da prática do evangelho na vida das Igrejas. p. 14 41 PADILLA, René. A Evangelização e o Mundo: A Missão da Igreja no Mundo de Hoje. São Paulo e Belo Horizonte: ABU Editora e Visão Mundial, 1982. p. 171. 42 ESCOBAR, Samuel. Desafios da Igreja na América Latina: História, Estratégia e Teologia de Missões. Trad. Hans Udo Fuchs. Viçosa: Editora Ultimato, 1997. p 98. 43 LOPES, Fabrício Roger de Souza. Missão Integral: Uma perspectiva teológica da prática do evangelho na vida das Igrejas. p. 17. 44 Ibidem p. 13. 45 Faculdade Latino-Americana de teologia Integral. In <www.faculdadelatinoamericana.com.br>; Fraternidade Teológica Latino Americana <www.ftl.org.br>. 46 LOPES, Fabrício Roger de Souza. Missão Integral: Uma perspectiva teológica da prática do evangelho na vida das Igrejas. p. 20. 47 ESCOBAR, Samuel. A responsabilidade social da Igreja. Editado por STEUERNAGEL, Valdir Raul. A Serviço do Reino: um compêndio sobre a missão integral da igreja. Belo Horizonte: Missão Editora, 1992. p. 20. 48 Ibidem p. 34. 49 Idem

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STOTT, John W. R. Ouça o Espírito, Ouça o mundo: como ser um cristão contemporâneo, p. 281 D‘ ARAUJO FILHO, Caio F. Elias esta nas Ruas .Belo Horizonte: Editora Betânia, 1990. p. 78. 52 LOPES, Fabrício Roger de Souza. Missão Integral: Uma perspectiva teológica da prática do evangelho na vida das Igrejas. p. 20. 53 PADILLA, René. Missão Integral: Ensaios sobre o Reino e a Igreja, p. 63. 54 Terminologia defendida por PADILLA e STOTT. 55 Bíblia Sagrada: Revista e Atualizada no Brasil. São Paulo: SBB, 1996. 56 PADILLA, René. Missão Integral: Ensaios sobre o Reino e a Igreja, p. 63. 57 SARRACO, Norberto. As opções libertadoras de Jesus. Editado por STEUERNAGEL,Valdir Raul, A Serviço do Reino: Um Compêndio sobre a Missão Integral da Igreja, p. 192 e 193. 58 STOTT, John R. W. Cristianismo Equilibrado, p.57. 59 STOTT, John W. R. Ouça o Espírito, Ouça o mundo: como ser um cristão contemporâneo, p. 102. 60 SIQUEIRA, Gutierres. Crítica aos evangélicos na Política parte 2. In: <http://teologiapentecostal.blogspot.com/2008/08/evanglicos-e-poltica-parte-02.html> acessado em novembro de 2009. 61 Conferir entrevista concedida pela Dra. Em sociologia Maria das Dores Campos Machado no site da UFRJ in: <http://www.ess.ufrj.br/nucleoreligiao/entrevista.htm> acessado em novembro de 2009. 62 Uma crítica à bancada evangélica pode ser encontrada em <http://br.dir.groups.yahoo.com/group/biblioteca_de_lucifer/message/949 > acessada em novembro de 2009. 63 PADILLA, C. René. Missão Integral: ensaios sobre o reino e a igreja, p. 34. 64 Ibid. p. 35 65 ARAUJO, Regina & RIBEIRO, Wagner Costa & GUIMARAES, Raul Borges. Construindo a Geografia, p. 77 66 PADILLA, René. Missão Integral: Ensaios sobre o Reino e a Igreja, p. 63. 67 STOTT, John R. W. O pacto de Lausanne. In: <http://www.monergismo.com/textos/credos/Pacto_de_Lausanne.pdf> Acessado em outubro de 2009. 68 DEISSLER, Alfons. O anúncio do Antigo Testamento, p. 48. 69 BOFF, Leonardo, Nova Era: A civilização Planetária, p.75. 70 LOPES, Fabrício Roger de Souza. Missão Integral: Uma perspectiva teológica da prática do evangelho na vida das Igrejas. p. 8. 71 STOTT, John W. R. Ouça o Espírito, Ouça o mundo: como ser um cristão contemporâneo, p. 257 e 258. 72 PIOVESAN, Flávia. Direitos Humanos e Princípio da Dignidade da Pessoa Humana. In: LEITE, George Salomão. Dos Princípios Constitucionais. São Paulo: Malheiros, 2003, p. 188. 73 Bíblia Sagrada: Nova Versão Internacional. São Paulo: SBI, 2001.

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