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Curso EFA Formador: Vítor Henriques

Escolar Secundário Tipo B


Cidadania e Profissionalidade

DR1 (Reconhecer constrangimentos e espaços de liberdade pessoal)

1-Identificar situações de autonomia e responsabilidades partilhadas.

2 -Compreender as dimensões inerentes à construção e manutenção do Bem

comum: Bem individual vs. Bem público na comunidade.


3-Explicitar situações de liberdade e responsabilidade pessoal.

Pesquisa:

- Internet

- Experiências vividas ou conhecidas

1- Filosoficamente, o conceito de autonomia, confunde-se com o de liberdade, consiste

na qualidade de um indivíduo tomar suas próprias decisões, com base em sua razão
individual.

Define-se responsabilidade como a obrigação a responder pelas próprias acções, e


pressupõe-se que as mesmas se apoiam em razões. As razões das acções de um
indivíduo responsável devem fazer sentido e este deve fazer conhecer suas opiniões sem
causar transtorno, ao resto da comunidade. Ser responsável é a obrigação de qualquer
cidadão para uma vida saudável em sociedade. É responder aos seus actos de acordo
com a sua idade.

Por exemplo, a saúde é uma responsabilidade partilhada. Até há bem pouco tempo a
saúde dependia do Estado, que era quem, definia a natureza dos serviços, cuidados e até

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Mafalda Sofia Silva Ano Lectivo 2010/2011
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a comparticipação dos medicamentos. Com o envelhecer da população e o aumento da


esperança media de vida passámos não só a ter direitos, mas também deveres no quadro
da saúde. Hoje vivemos numa era de auto-cuidados e os estilos de vida saudáveis são-
nos apresentados como uma responsabilidade nossa.

2 - O Princípio do Bem Comum é um dos temas centrais da Ética Social. É um

princípio objectivo, que decorre da natureza das coisas e possui inúmeras consequências
práticas para o convívio social. Para uma melhor compreensão sobre o que é o Bem
Comum deveriam ser aprofundadas 5 noções básicas: noções de Finalidade, de
Bondade, de Participação, de Comunidade e de Ordem. É da conjugação destes
conceitos que sai a noção de Bem Comum.
O Bem Comum é o próprio bem particular de cada indivíduo, enquanto este é parte de
um todo ou de uma comunidade. O bem da comunidade é o bem do próprio indivíduo
que a compõe, logo, o indivíduo deseja o bem da comunidade, na medida em que ele
representa o seu próprio bem. Assim, o bem dos demais não é alheio ao bem próprio.
Por exemplo, imaginando uma pessoa que está a ouvir música com os seus
“Headphones” numa biblioteca pública, o volume do som está demasiado elevado e
desconcentra os outros utentes. Para o "bem comum" permanecer, o "bem individual"
(volume dos Headfones) tem de ceder face ao "bem público" (silencio que proporciona
concentração). Isto é, o individuo que está com o volume elevado tem de ser advertido
para baixar o volume.

3-Comecei a trabalhar quando tinha quinze anos pois os meus pais me podiam dar
dinheiro e então comecei a lavar as escadas do meu prédio, sempre ganhava alguns
trocos. Aos dezassete fui trabalhar para um supermercado para ajudar a minha mãe nas
despesas lá de casa pois o meu pai pouco ajudava.

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Mafalda Sofia Silva Ano Lectivo 2010/2011
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Continuei a estudar, até aos 21anos, mas conciliava os estudos com os trabalhos que fui
tendo. Desta forma tornei-me mais autónoma e responsável, pois geria o meu dinheiro
de acordo com as necessidades da nossa casa e as minhas necessidades pessoais e dava
a minha opinião em relação à gestão do nosso orçamento doméstico.
Sempre gostei de comprar um pequeno presente para mim própria no início de cada
mês, que funcionava como uma bonificação do mês de trabalho anterior e mantenho
esse hábito, da mesma forma que não prescindo dos meus momentos solitários em que
gosto de ler um livro ou simplesmente pensar e que para mim são indispensáveis ao
meu equilíbrio psíquico.

Aos vinte e quatro anos saí de casa e comecei a gerir a minha vida sozinha. Deu-se
início a um projecto e a uma mudança radical na minha vida.

Agora tinha que ser eu a gerir a minha vida sozinha, os meus gastos, tinha que ter a
responsabilidade de pagar as contas todas; água, luz, gás e principalmente a renda.

Dentro do pensamento filosófico ocidental, os conceitos de liberdade e de


responsabilidade pessoal suscitaram desde sempre a atenção dos mais variados
filósofos.

A palavra liberdade tem uma origem latina (libertas) e significa independência.


Etimologicamente, a palavra responsabilidade também vem do latim (respondere) e
significa ser capaz de comprometer-se.

Ao longo de muitos anos a palavra liberdade teve varias significações, como por
exemplo, o estado daquele que não depende de um mestre (1324), daquele que não está
preso (1365) assim como a ausência de um constrangimento social (1538).
Neuberg afirma que: “De modo geral, é livre o sujeito que, numa dada situação, pode
agir ou agiu conforme o que ajuíza (decisão) como o que deve ser bem feito (nessa
determinada situação)”.
Em relação à responsabilidade, Savater afirma que “Responsabilidade é saber que cada
um dos meus actos me vai construindo, me vai definindo, me vai inventando”. Quer

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com isto dizer que a escolha é de cada um, e é essa escolha que nos vai transformando
pouco a pouco.
Assim, homem é o que é, age como age, deseja o que deseja em virtude do seu próprio
corpo e da cultura em que está inserido.
Temos a liberdade de agir da forma que entendermos, com a responsabilidade de não
limitar a liberdade dos outros, por esta razão é que estão interligados.
O exercício da Liberdade é um acto isolado por parte de cada um dos indivíduos, porque
só nos é que decidimos as nossas acções, mesmo que dai advenham consequências.
Como vivemos em sociedade, e para um bom funcionamento da mesma, devemos
seguir as normas que nos são impostas pela sociedade para um bom funcionamento da
mesma
O homem não é um ser absolutamente livre. Nunca o foi, nem nunca o poderá vir a ser.
É, isso sim, um ser condicionado. De facto, o homem é o que é, age como age, deseja o
que deseja em virtude do seu próprio corpo e da cultura em que está inserido. Por
exemplo, um esquizofrénico não é livre para agir segundo as pautas de normalidade
pré-estabelecidas, nem um “mártir islâmico” para não deixar de matar inocentes, já
que em ambos os casos há um condicionamento anormal do corpo e da cultura, assim
também cada ser humano não pode libertar-se em absoluto dos referidos
condicionamentos.

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