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QUESTÕES DE MATÉRIA CRIMINAL

1. Um servidor público hierárquico que deixar, por indulgência, de responsabilizar subordinado


que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar o fato ao
conhecimento da autoridade competente, e ter praticado contra a Administração Pública, comete o
crime de
a) prevaricação.
b) corrupção passiva.
c) condescendência criminosa.
d) excesso de exação.
e) peculato culposo.

2.Em relação aos crimes praticados por funcionário público contra a administração em geral,
a) a pena será aumentada da terça parte se o autor for ocupante de função de direção de órgão de
sociedade de economia mista.
b) o sujeito ativo é apenas aquele que exerce cargo, emprego ou função remunerado.
c) é inadmissível o concurso de particular.
d) é incabível, em qualquer infração, a extinção da punibilidade no caso de reparação de dano.
e) apenas são puníveis as condutas dolosas.

3.O funcionário público, lotado em bilheteria de ferrovia estatal, que falsifica e vende bilhetes de
passagem, apropriando- se do respectivo valor, comete crime de
a) peculato.
b) furto qualificado pela fraude.
c) falsificação de documento público.
d) falsificação de documento particular.
e) apropriação indébita.

4.A respeito da Lei Maria da Penha, Lei nº 11.340, de 07/08/2006, é INCORRETO afirmar:
a) Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da
pena prevista, não se aplica a Lei dos Juizados Especiais Criminais, Lei nº 9.099/95.
b) O juiz não poderá assegurar à mulher em situação de violência doméstica e familiar, para preservar
sua integridade física e psicológica, a manutenção do vínculo trabalhista, por até seis meses,
quando ne cessário o afastamento do local de trabalho.
c) Nos casos de violência doméstica contra a mulher, o juiz poderá determinar o comparecimento
obrigatório do agressor a programas de recuperação e re-educação.
d) Se a lesão corporal de natureza leve for praticada contra quem tenha convivido, a pena será de
detenção de 3 meses a 3 anos.
e) Constitui circunstância agravante ter o agente cometido o crime com violência contra a mulher na
forma da lei específica.

5.O escrevente de cartório que esconde na gaveta e deixa de dar regular andamento a uma ação
de execução sob sua competência funcional, para favorecer o executado que é seu amigo
pessoal, responderá por crime de
a) favorecimento pessoal;
b) prevaricação.
c) favorecimento real.
d) sonegação de papel ou de objeto de valor probatório.
e) tráfico de influência.

6.Considere: Ação ou omissão contra a mulher baseada no gênero que lhe cause morte, lesão
corporal, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial,
I. no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio permanente de
pessoas com vínculo familiar.
II. no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de convívio sem vínculo familiar,
inclusive as esporadicamente agregadas.
III. em qualquer relação íntima de afeto, ainda que o agressor não conviva ou não tenha
convivido, nem coabitado com a ofendida.
IV. no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou
se consideram aparentados, unidos por laços naturais, por afinidade ou por vontade expressa.
Configura violência doméstica e familiar contra a mulher, para os fins da Lei nº 11.340/2006 (Lei
Maria da Penha), as situações indicadas APENAS em
a) IV.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I, II e IV.
e) I, III e IV.

7.A respeito do crime de violação de sigilo funcional, considere:


I. Só existe o crime se o funcionário teve ciência do segredo em razão do cargo.
II. Para a caracterização do delito, não é necessário que o funcionário tenha agido com dolo, bastando
a ocorrência de culpa;
III. Em se tratando de fato constante de processo judicial, somente existirá o crime se deferido
expressamente o segredo de justiça.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I e III.
b) I.
c) II e III.
d) I e II.
e) III.

8.Em relação ao crime de peculato culposo, no qual o funcionário, por negligência, imprudência ou
imperícia, permite que haja apropriação ou desvio, subtração ou concurso para esta, por
outrem (art. 312, parágrafo 2o, do Código Penal),
a) o elemento subjetivo do crime é a vontade firme, definida e consciente de permitir com que outrem
se aproprie, desvie ou subtraia bem ou valor da administração pública.
b) é possível a tentativa, na hipótese do funcionário que inicia culposamente os atos de facilitação,
porém não conseguindo consumar o prejuízo.
c) a restituição do objeto do crime ou sua apreensão posterior, descaracteriza o delito.
d) se a reparação do dano é posterior à sentença recorrível, a pena imposta será reduzida em até um
terço.
e) a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade.

9.A conduta do funcionário público que solicita para si, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, pratica, em tese, o crime
de
a) extorsão.
b) corrupção passiva.
c) peculato.
d) prevaricação.
e) exercício arbitrário ou abuso do poder.

10. Considere as seguintes assertivas:


I. Desviar o funcionário público dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou
particular, de que tem a posse em razão do cargo, em proveito próprio ou alheio.
II. Exigir, para si ou para outrem direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida.
III. Exigir tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza.
IV. Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa
de tal vantagem.
A descrição das condutas típicas acima, correspondem, respectivamente, aos crimes de
a) furto, corrupção passiva, extorsão e peculato.
b) apropriação indébita, peculato, excesso de exação e corrupção ativa.
c) peculato, concussão, excesso de exação e corrupção passiva.
d) excesso de exação, extorsão, prevaricação e apropriação indébita.
e) estelionato, prevaricação, peculato e extorsão.

11. Nos termos do Código de Processo Penal:


I. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no território sujeito à jurisdição do juiz que
a houver ordenado;
II. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de justiça certificará a ocorrência e
procederá à citação com hora certa, na forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei n o 5.869, de 11 de
janeiro de 1973 - Código de Processo Civil;
III. Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado;
IV. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo serviço.
Quais estão corretas?
a) Apenas a I e a II;
b) Apenas a I, a II e a III;
c) Apenas a I e a IV;
d) Apenas a II e a III;
e) Todas.

12. O mandado de citação indicará, nos termos do Código de Processo Penal:


a) o nome do juiz; o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa; o nome do réu, ou, se for
desconhecido, os seus sinais característicos; a residência do réu, se for conhecida; o fim para que é feita
a citação; o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer; a subscrição do escrivão e a
rubrica do juiz;
b) o nome do juiz; o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa; o nome do réu, ou, se for
desconhecido, os seus sinais característicos; a residência do réu, se for conhecida; o fim para que é feita
a citação; o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer; o nome do promotor de
justiça que subscreveu a denúncia; a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz;
c) o nome do juiz; o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa; o nome do réu, ou, se for
desconhecido, os seus sinais característicos; a residência do réu, se for conhecida; o fim para que é feita
a citação; o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer; a pena em abstrato para o
delito que o réu está sendo acusado; a subscrição do escrivãoearubrica do juiz;
d) o nome do juiz; o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa; o nome do réu, ou, se for
desconhecido, os seus sinais característicos; a residência do réu, se for conhecida; o fim para que é feita
a citação; o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer; a indicação dos nomes das
testemunhas de acusação, se houver; a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz;
e) o nome do juiz; o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa; o nome do réu, ou, se for
desconhecido, os seus sinais característicos; a residência do réu, se for conhecida; o fim para que é feita
a citação; o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer; a subscrição do escrivão, do
oficial de justiça que procederá a citação e a rubrica do juiz.

13. Podem ser intimados por publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da
Comarca
a) o advogado do querelante e o constituído, mas não o nomeado;
b) o advogado do querelante e o do assistente, mas não o constituído;
c) o defensor nomeado e o do assistente;
d) o advogado constituído e o do querelante, mas não o do assistente;
e) o advogado constituído e o do assistente, mas não o do querelante.

14. Devem ser intimados pessoalmente o


a) Ministério Público e o advogado do assistente;
b) defensor nomeado e o advogado do querelante;
c) advogado do assistente e o defensor público;
d) defensor nomeado e o Ministério Público;
e) advogado do querelante e o defensor público.

15. Em relação ao Juizado Especial Criminal, é INCORRETO afirmar que


a) a prática de atos processuais em outras comarcas poderá ser solicitada por qualquer meio hábil de
comunicação;
b) sua competência será determinada pelo lugar em que foi praticada a infração penal.
c) o processo orientar-se-á pelos critérios da oralidade, informalidade, economia processual e
celeridade, objetivando, sempre que possível, a reparação dos danos sofridos pela vítima e a
aplicação de pena não privativa de liberdade;
d) não se pronunciará qualquer nulidade sem que tenha havido prejuízo;
e) os atos processuais serão públicos e realizados sempre em horário diurno, até às 18:00 horas, por
se tratar de processos de natureza criminal.

16. A respeito do procedimento dos Juizados Especiais relativos a crimes de menor potencial
ofensivo, é INCORRETO afirmar que
a) caberá apelação da sentença absolutória, no prazo de 10 dias, contados da ciência pelo Ministério
Público;
b) a denúncia poderá ser formulada oralmente em audiência;
c) o relatório não é requisito da sentença e pode ser dispensado pelo juiz;
d) o acordo homologado acarreta a renúncia ao direito de queixa, tratando-se de ação penal de
iniciativa privada;
e) a citação, não sendo encontrado o réu, far-se-á por edital, com prazo de 30 dias.

17. Certificado pelo oficial de justiça que o réu se oculta para não ser citado, a citação far-se-á
a) por hora certa;
b) por edital, com prazo de 5 dias;
c) por edital com prazo de 15 dias;
d) por edital com prazo de 30 dias;
e) por edital com prazo de 90 dias.

18. Onúmero mínimo de jurados presentes no julgamento do tribunal do júri , para que o Juiz
Presidente possa iniciar os trabalhos é de:

a) 7 jurados
b) 8 jurados
c) 12 jurados
d) 25 jurados
e) 15 jurados

19. O policial que se apropria de quantia em dinheiro encontrada em poder de traficante preso em
flagrante, produto da venda de drogas,
a) comete crime de corrupção passiva;
b) não comete crime contra a administração pública;
c) comete crime de peculato culposo;
d) comete crime de concussão;
e) comete crime de peculato doloso.

20. Para fins de tipificação como ilícito penal na forma do Código Penal, considera-se funcionário
público ou está a ele equiparado
a) ocupante de cargo ou emprego públicos na administração direta, excluídos aqueles que integram a
estrutura da administração indireta;
b) apenas o ocupante de cargo efetivo que goze de estabilidade;
c) o funcionário público concursado, excluídos os comissionados;
d) aquele que exercer cargo, emprego ou função pública, ainda que transitoriamente;
e) aquele que ocupar cargo ou emprego públicos, excluídos os comissionados.

21. A Lei no 11.340/06 que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a
mulher prevê que
a) será considerado autor apenas o indivíduo que coabita com a vítima;
b) será considerado autor não apenas aquele que coabita com a vítima, mas que tenha relação
doméstica e familiar;
c) a vítima declare antecipadamente quais são seus parentes residentes no município sob pena de ser
acusada de desajuste emocional;
d) será considerado autor apenas o indivíduo que tenha com a vítima um grau de parentesco;
e) a vítima não pode denunciar como sendo violência doméstica a agressão que ocorreu fora do
âmbito de sua residência.

22. Funcionário público encarregado do Centro de Processamento de Dados - CPD modifica o


sistema de informações do órgão sem autorização ou solicitação da autoridade competente.
Assim agindo, ele
a) não comete crime porque é encarregado do CPD;
b) comete crime de modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações;
c) comete crime de abuso de autoridade;
d) comete crime de adulteração de dados digitados;
e) comete crime de inserção de dados falsos em sistema de informação.

23. No peculato culposo, a reparação do dano


a) se precede à sentença irrecorrível, reduz de um terço até a metade a pena imposta;
b) se precede ao recebimento da denuncia, extingue a punibilidade e se lhe é posterior, reduz de um
terço a pena imposta;
c) se precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade e se lhe é posterior, reduz de metade a
pena imposta;
d) não extinguirá, em nenhuma hipótese, a punibilidade, uma vez que para a caracterização do tipo
penal do peculato é irrelevante a efetiva obtenção da vantagem ilícita;
e) se precede ao recebimento da denuncia, reduz de um terço até a metade a pena imposta.

24. Mário, policial militar, em uma "diligência" de rotina encontra João, foragido da Justiça.
Quando descobre tratar de criminoso foragido, Mário exige de João a quantia de R$ 10.000,00
para não o conduzir à prisão. Pedro, policial militar parceiro de Mário, vê a cena e prende Mário
e João, antes que João entregasse o dinheiro exigido para Mário. Neste caso, Mário cometeu
crime de
a) corrupção ativa consumada;
b) concussão consumada;
c) concussão tentada;
d) corrupção ativa tentada;
e) condescendência criminosa.

25. Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, configura
a) condescendência criminosa;
b) crime de corrupção passiva.
c) crime de corrupção ativa.
d) crime de concussão.
e) infração administrativa, apenas.