P. 1
bacia_do_rio_jucu

bacia_do_rio_jucu

|Views: 296|Likes:

More info:

Published by: Rodrigo Delfino de Oliveira on Feb 24, 2011
Direitos Autorais:Attribution Non-commercial

Availability:

Read on Scribd mobile: iPhone, iPad and Android.
download as DOC, PDF, TXT or read online from Scribd
See more
See less

12/19/2014

pdf

text

original

Seama mostra avaliação do rio “Um dos grandes problemas da bacia do Rio Jucu é a carga de nutrientes e agrotóxicos originados

principalmente pelo escoamento superficial de áreas cultivadas, localizadas em sua parte alta. Por sua parte baixa passar nas imediações de perímetros urbanos da Região da Grande Vitória, recebendo grande quantidade de matéria orgânica provenientes do lançamento de esgoto in natura, tem se verificado uma maior degradação de suas águas”. A constatação é da Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente (Seama) e foi divulgada pela Coordenação de Recursos Hídricos. Os principais pontos do documento estão abaixo, com adaptações apenas para edição jornalística. Ele destaca que “um dos obstáculos ao desenvolvimento sócio-econômico em várias partes do Estado do Espírito Santo é a escassez de água, decorrente de fatores naturais, como a distribuição irregular das chuvas. Decorrem ainda de fatores antrópicos, como a utilização desordenada dos recursos hídricos através de represamento dos corpos d’água, poluição dos rios e outras atividades humanas. Soma-se a esses fatores, a inexistência de alguns procedimentos e normas para utilização desses recursos natural. A falta de informação básicas e conceituais, tanto para pesquisadores do setor, como para a sociedade em geral, inibe o surgimento de soluções e ações necessários para a utilização racional dos recursos hídricos”. Localização – A bacia do Rio Jucu é formada nos municípios de Cariacica, Domingos Martins, Guarapari, Marechal Floriano, Viana e Vila Velha. Ela possui característica muito semelhante à bacia do Rio Santa Maria da Vitória. Suas partes médias e superiores estão situadas na região serrana. Ambas possuem o mesmo formato, desenvolvendo-se na direção W-E. Possui uma área de drenagem de aproximadamente 2.200 km², é um dos mananciais de abastecimento da Grande Vitória. São seus formadores o rio Braço Norte, no município de Domingos Martins e, Braço Sul no município de Marechal Floriano. Deságua no Oceano Atlântico, na localidade de Barra do Jucu.

A bacia do Rio Jucu engloba municípios compreendendo uma população aproximada de 275.000 habitantes (1993). Clima - O clima é diferenciado, sendo tropical nas partes baixas, temperado brando nas partes mais elevadas, e pela chuva é semi-úmido nas partes baixas, úmido nas partes médias, voltando a se semi-úmido nas cabeceiras. A temperatura média anual decresce de 24º C na foz até 18º C nas cabeceiras. A umidade relativa média anual cresce na mesma direção, de 80% a 85% e a evaporação anual decresce de 1.000 à 800 mm da foz para a nascente. Pluviosidade - A pluviosidade sofre a sua variação segundo os eixos da bacia, de E para W, crescendo a partir dos estuários (1.100 mm anuais) até o meio das bacias (1.600 mm anuais), e daí decrescendo até as cabeceiras (1.100 mm, no extremo NW). A época chuvosa é o verão amplo, e a seca o inverno. Entretanto, nas partes centrais da bacia, que são as mais chuvosas, a estação seca é muito atenuada, havendo chuva suficiente em todos os meses. Fluviosidade - Tratando-se de bacias de pequenas dimensões, a resposta das descargas às precipitações é rápida, podendo as alturas máximas durar poucas horas, coincidindo o regime pluvial com o fluvial. Os níveis máximos ocorrem em dezembro e janeiro, e os mínimos em agosto e setembro. Recursos hídricos superficiais - O Rio Jucu é formado por dois braços, o Braço Norte e o Braço Sul. Ainda a jusante (acima) da confluência dos dois braços, o Rio Jucu recebe alguns afluentes em ambas as margens. O desenvolvimento do Braço Norte até a confluência com o Braço Sul é estimado em 120 Km, enquanto que este segundo apresenta-se com aproximadamente com 80 Km. O trecho do rio desde a confluência dos dois braços Norte e Sul até o mar é estimado em 84 Km. O período de águas altas vai de dezembro a março, sendo que as maiores vazões ocorrem com maior freqüência em dezembro. O período de águas baixas vai de julho a setembro, com as vazões mínimas ocorrendo mais freqüentemente em setembro.

Quantidade - A disponibilidade hídrica do Rio Jucu é estimada em torno de 15,3 m3/s (Estação Fluviométrica da Ponte do Rio Jucu) Qualidade - Um dos grandes problemas da bacia do Rio Jucu é a carga de nutrientes e agrotóxicos originados principalmente pelo escoamento superficial de áreas cultivadas, localizadas em sua parte alta. Por sua parte baixa passar nas imediações de perímetros urbanos da Região da Grande Vitória, recebendo grande quantidade de matéria orgânica, provenientes do lançamento de esgoto in natura, tem se verificado uma maior degradação de sua águas. No ano de 1994, a Secretaria de Estado para Assuntos do Meio Ambiente (Seama) concluiu o seu Relatório de Qualidade das Águas Interiores do Estado do Espírito Santo. Neste relatório foi apresentado o monitoramento realizado pela secretaria entre os anos de 1991 e 1993, abrangendo as 12 bacias hidrográficas do Estado. No período em questão, a metodologia adotada pela Seama para o monitoramento qualitativo das águas interiores, foi a da determinação do IQA – Índice de Qualidade das Águas -, de caráter valorativo, elaborado a partir da ponderação de nove parâmetros, onde a partir de cálculo efetuado pode-se determinar a qualidade das águas brutas. Atualmente, esta metodologia não é mais utilizada pela Seama, pois apresenta algumas limitações quanto a análise e interpretação dos resultados. Pontos de monitoramento em 1993: JUC2C001 – BRAÇO NORTE, SOB A PONTE PRÓXIMA A CASCATA DO GALO JUC2C005 – BRAÇO SUL NA SAÍDA DE MARECHAL FLORIANO, SOB A PONTE NA BR-262 JUC2C008 – BRAÇO SUL , SOB A PONTE DE MADEIRA EM MARECHAL FLORIANO JUC2C009 – BRAÇO SUL, NA USINA JUCU EM DOMINGOS MARTINS JUC2C010 – BRAÇO NORTE, SOB A PONTE DO RIO NA BR-262 SEAMA/DNAEE JUC1C025 – CALHA PRINCIPAL, SOB A PONTE NA BR-101

No braço Norte do rio Jucu, a Seama possui dois pontos de monitoramento: o ponto JUC2C001, que fica localizado próximo a Cascata do Galo, a montante de Domingos Martins e é representativo da área rural, que apresenta os povoados de Barbados e o ponto de monitoramento Alto, às suas margens, e as vilas de Parajú e Melgaço, situadas às margens dos seus afluentes: Ribeirão São Vicente e o rio Melgaço. Das coletas realizadas, três apresentaram índices de coliformes fecais acima dos padrões estabelecidos pela Resolução Conama Nº 20/86. O ponto de monitoramento JUC2C010, está localizado à jusante da cidade de Domingos Martins, recebendo toda a contribuição de efluentes desta cidade e do povoado de Biricas através do córrego Biriricas. Dos parâmetros analisados, a turbidez apresentou índices acima dos padrões estabelecidos pela Resolução Conama, na coleta de 05/93, o fosfato total nas coletas de 08,11/93 e 11/95 e os coliformes fecais em todas as coletas realizadas neste período. O ponto de monitoramento JUC1C025, situa-se no rio Jucu, na ponte da BR101. No trecho da bacia entre os pontos de monitoramento JUC2C010 (braço Norte) e JUC2C009 (braço Sul) estão os povoados de São Paulo de Cima e Bom Jesus, as vilas de Rio Calçado e Araçatiba e a cidade de Viana. Nesse trecho são lançados efluentes da fábrica de cerveja Antártica, da Dumilho (ração animal) e CCPL ( laticínios). As análises das coletas realizadas apresentaram resultados parâmetros turbidez, fosfato total e coliformes fecais todas as coletas. O ponto de monitoramento JUC2C005, localizado à montante de Marechal Floriano, no rio Jucu braço Sul, recebe contribuição de bacia predominantemente rural, representando a vila de Araguaia e o povoado de Vítor Hugo. Das análises realizadas os parâmetros turbidez, fosfato total e coliformes fecais apresentam índices que ultrapassam aos padrões estabelecidos, sendo que para os valores da turbidez este ultrapassa ao limite apenas na campanha de 05/93. O ponto de monitoramento JUC2C008 situa-se no rio Jucu braço Sul, a jusante de Marechal Floriano, no pontilhão de madeira. Entre o ponto de monitoramento JUC2C005 e este, o rio recebe toda a carga dos esgotos domésticos desta cidade. De todos os parâmetros analisados foram registrados altos índices de coliformes fecais, chegando a ultrapassar o limite de 10 a 24

No município de Domingos Martins foi identificada uma pequena concentração de indústrias de aguardente. e os resíduos das mesmas são provenientes. além de refrigerantes. Existe uma grande variedade de indústrias nesta bacia. O ponto de monitoramento JUC2C009. Deve-se salientar que de todos os parâmetros analisados os coliformes fecais e o fosfato total tem estado sempre acima do limite estabelecido pela Resolução do Conama. encontra-se uma fábrica de cerveja. apresentaram valores de IQA na classe considerada boa para tratamento convencional em água de abastecimento doméstico. Com uma distância de aproximadamente 5 Km do ponto anterior. os seis pontos de monitoramento analisados nas três campanhas. o Rio Jucu foi classificado com qualidade da água Boa para uso como abastecimento através de tratamento convencional. principalmente os pontos de monitoramentos localizados imediatamente a jusante dos centros urbanos. de fertilizantes e de ferro (CBF). Ainda a bacia do Jucu. na ponte situada na estrada que liga a BR-262 à Usina Hidrelétrica de Jucu. No município de Viana. bem como o fosfato total que mesmo em menores proporções sempre manteve-se acima dos limites estabelecidos na Resolução Conama Nº20/86. porém a maioria não é potencialmente poluidora. indicando que o lançamento de esgotos sem qualquer tratamento prévio tem sido um dos fatores de grande degradação do manancial. Estas estão localizadas principalmente nos municípios de Viana. está localizado no Rio Jucu Braço Sul. existem ainda algumas indústrias do gênero alimentício. Na análise dos valores de IQA nos pontos de monitoramento. os índices apresentam-se em limites inferiores em cerca de 90% das coletas. . De uma forma geral. As análises deste ponto verifica-se ainda altos índices de coliformes fecais. Quantos aos valores de fosfato total e turbidez. em sua parte baixa. Vila Velha e Cariacica. exceto pelo ponto JUC2C008 cujos valores de IQA revelaram qualidade da água Aceitável para usos de abastecimento através de tratamento convencional. geralmente da lavagem de equipamentos.vezes. o que evidencia as altas cargas de efluentes lançadas no manancial.

notadamente nas partes médias e altas. Outras atividades impactantes na bacia são: extração de areia para construção civil. sem nenhum planejamento. industriais e hospitalares nas margens do rio ou imediações com aterros inadequados. de fertilizantes e de ferro (CBF). principalmente nas partes inferiores.A cobertura vegetal sofreu um intenso desamamento nas bacia. Vila Velha e Cariacica. lançamento de efluentes de pocilgas.Existe uma grande variedade de indústrias nesta bacia. geralmente da lavagem de equipamentos. porém a maioria não é potencialmente poluidora. lançamento de resíduos sólidos domésticos. Estas estão localizadas principalmente nos municípios de Viana. Dessa forma. . o processo erosivo vem se intensificando ao longo do tempo. currais e abatedoras de aves sem tratamento. Unidades de Conservação Legalmente Definidas Parque Municipal do Morro da Mantegueira (Vila Velha) – Municipal Parque Estadual Ilha das Flores (Vila Velha) – Estadual Área de Preservação Permanente da Lagoa do Cocal (Vila Velha) – Municipal Parque Ecológico do Jabaeté (Vila Velha) – Estadual Parque Estadual de Pedra Azul (Domingos Martins) – Estadual Área de Proteção Permanente Morro da Concha (Vilia Velha) – Municipal Reserva Biológica Estadual de Jacarenema (Vila Velha) – Municipal Parque Ecológico Morro do Penedo (Vila Velha) – Municipal Área de Preservação Permanente da Lagoa Grande (Vila Velha) – Municipal Morro do Cruzeiro (Guarapari) – Bem Tombado pelo CEC Fauna Aquática – Meio antrópico Perfil Sócio-Econômico . No municípios de Domingos Martins foi identificada um pequena concentração de indústrias de refrigerantes. etc.Meio biótico – Cobertura Vegetal . estando preservadas em alguns locais. e os resíduos das mesmas são provenientes. No município de Viana existem ainda algumas indústrias do gênero alimentício.

Áreas críticas proximidade dos pontos de captação de água da Cesan e Sae`s nascentes dos rios e córregos áreas agrícolas às margens dos rios estuário dos rios e mangue Aspectos relevantes desmatamento nas nascentes ausência de mata ciliar nas margens dos rios práticas agrícolas inadequadas diminuição da atividade pesqueira Deterioração dos recursos hídricos Áreas críticas – pontos de captação de água da Cesan e Sae`s pontos de descarga das redes de esgoto áreas agrícolas próximo as nascentes dos mananciais região de estuário e mangue Aspectos relevantes risco de contaminação da qualidade das águas de superfície pelo uso indiscriminado de agrotóxicos e defensivos agrícolas poluição devido à disposição inadequada de esgotos sanitários e resíduos sólidos práticas agrícolas inadequadas serviços insuficientes de esgotamento sanitário e disposição final de resíduos sólidos Índice de cobertura vegetal Áreas críticas todos os municípios da bacia Aspectos relevantes ausência de um plano diretor florestal e de uso e ocupação do solo para a bacia .Contexto Político E Institucional De Gestão Problemas Prioritários Assoreamento .

poluição devido à disposição inadequada de esgotos sanitários e resíduos sólidos práticas agrícolas inadequadas surgimento de conjuntos populares de baixa renda sem serviços de esgoto satisfatórios crescimento da ocupação irregular de áreas de mangue e restinga nos municípios de Cariacica e Vila Velha crescimento das atividades de turismo nas regiões litorânea e serrana Conflito entre usuários de água Áreas críticas abastecimento público e industrial agricultura irrigada aproveitamento hidrelétrico turismo e recreação Aspectos relevantes ausência de gestão do uso das águas inexistência de plano diretor da bacia inexistência de instrumentos de outorga da água . margens de rios e fundos de vale nos municípios de Viana e Cariacica. devido à evolução da ocupação do solo na bacia e das atividades agroindustriais Áreas críticas áreas agrícolas dos municípios integrantes da bacia e principalmente nos municípios serranos.Problemas de médio e longo prazos Deterioração dos recursos hídricos. região litorânea Aspectos relevantes – risco de contaminação da qualidade das águas de superfície pelo uso indiscriminado de agrotóxicos e defensivos agrícolas.

UNIDADES GEOLÓGICAS A geologia das bacias dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu está representada por rochas com idades variando desde o Pré-Cambriano até o TerciárioQuaternário / Recente. além de características estruturais. descrevem-se as unidades e as estruturas geológicas identificadas nas bacias dos rios Jucu e Santa Maria da Vitória. Para a elaboração do mapa. 2. foram .LINK Leia mais: Conheça a geologia das bacias do Jucu e Santa Maria Os estudos sobre a formação geológica das bacias destes rios foram divulgados pela Seama. O relatório sobre o tema é detalhado e está sendo publicado integralmente.5 – Solos I. apresenta o mapa da distribuição espacial das unidades geológicas identificadas na área de estudo.6 – Geologia CARACTERIZAÇÃO GEOLÓGICA DAS BACIAS DOS RIOS JUCU E SANTA MARIA DA VITÓRIA Neste ítem. I.1. Para complementar os dados. foram consultados relatórios técnicos e cartas geológicas em diversas escalas. em anexo. havendo grandes lacunas estratigráficas do Paleozóico ao Mesozóico. O Mapa HAB-V2-002/97.

Houve necessidade de incorporação da base geológica da faixa costeira. O termo kinzigito.1. 3. e tem sido empregado correntemente. Por fim.analisados os mosaicos de Radar e as imagens do satélite Landsat. Complexo Paraíba do Sul O Complexo Paraíba do Sul é representado nas bacias por duas unidades: Gnaisses Aluminosos e Sillimanita .1. Diferem-se dos gnaisses portadores de cordierita. com intercalações subordinadas de rochas calcossilicáticas e raras ocorrências de quartzitos e de anfibolitos. para checagem. Gnaisses Aluminosos (Pps1) Essa unidade é constituída por uma seqüência de gnaisses aluminosos de alto grau. que corresponde a um grafita . .1.1. foi empreendida uma inspeção de reconhecimento no campo. Esta análise teve como objetivo dar uma visão regional melhor das macro-estruturas.granada . informalmente denominados de kinzigitos.Biotita Gnaisses. canal 4. já é amplamente utilizado na literatura geológica brasileira. apesar de alguns autores reportarem esse mineral como um dos essenciais na rocha. ajuste e refinamento dos dados.1. 4 e 5. 3. que representava área montanhosa das bacias. com a base geológica publicada da CPRM.sillimanitacordierita . não publicada. granada e biotita pelo fato de K-feldspato estar ausente no kinzigito.biotita gnaisse. TM. canais 3. branco e preto e composição colorida.

que formam lentes e exibem. O contato entre as unidades Pps1 e Pps2 é transicional. Alto Possmoser. enquanto que com os gnaisses enderbíticos (Pγ gl2).Possuem ampla distribuição na área em estudo. raras vezes fina. Apresenta granulação predominantemente grossa a média. indo até Melgaço e Perobas. não raro. apesar do corpo entre Holanda e Mangaraí ter contato aproximado e. com estrutura estromática. onde se dá através de zona de Cisalhamento Araguaia (Transcorrente Dextral). Santa Joana e Alto Serra Pelada. localmente magmatizada. Com outros corpos de ortognaisse tonalítico (Pγ 1b). Francisco Correia. de cor cinzaesverdeada quando fresca. e freqüentes veios remobilizados. o fenômeno de boudinage e estruturas do tipo pinch and swel. entre Santa Maria de Jetibá e Melgaço. Barracão. o contato é brusco. a não ser na região do Araguaia. entre Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá. que também serve de limite entre os gnaisses aluminosos (Pps1) e os ortognaisses tonalíticos (Pγ 1b) e entre Rio Fundo (ao sul da BR-262 e oeste de Marechal Floriano) e São José do Recreio (na porção centro norte da área). região de Araguaia. Com os granitos (Cγ 3). é sempre aproximado. Com os ortognaisses graníticos (Pγ 1c). o contato é definido. ocupando o leste e o norte da área nas localidades de Santa Maria de Jetibá. As melhores exposições situam-se ao longo da rodovia BR-262 e da ES-355. Bom Jesus do Morro de Baixo e Baía Nova. é transicional. se dá através de zona de cisalhamento contracional de baixo ângulo. que cede lugar ao marrom escuro quando intemperizada. graníticos ou pegmatíticos. Distribuem-se desde a porção sul. . observa-se uma rocha muito bandada. Em afloramentos.

2. O material melanossomático forma. São observadas também abundantes palhetas de grafita dispersas nos mobilizados menos espessos. por sua vez. não ocorrem os gnaisses a anfibólio. denominando-a Pps2qtxt. Sillimanita . às vezes ocorrendo apenas manchas esverdeadas devido à total pinitização do mineral. Nesse contexto. Com as rochas plutônicas. Os contatos entre as subunidades são sempre aproximados. Assim separou-se uma porção. No maciço Aracê observa-se que. Variam em espessura desde subcentimétricos a decimétricos. que ocupa a parte sudoeste da área. nem as lentes de rocha calcossilicática. e de cordierita em aglomerados e/ou em grandes cristais azulados de aspecto vítreo. compreende uma associação de sillimanita-biotita gnaisses granatíferos. biotita-hornblenda gnaisses. É muito comum junto a esses mobilizados a presença de granada em cristais bem formados. Com rochas da unidade Pps1. são transicionais. a não ser na região de Araguaia. anfibolitos. 1968) é apropriada. salbandas com a foliação geral ou ocorre como inclusões no interior da porção leucossomática.1. predominando os últimos. os contatos são bruscos. Em uma parte dessa unidade.1. as intercalações de anfibolitos. 3. durante a intrusão . quartzitos e rochas calcossilicáticas.São tanto concordantes quanto discordantes da foliação do gnaisse aluminoso.Biotita Gnaisses (Pps2) Esta unidade. a designação de metaxitos (no sentido de Mehnert. onde uma zona de cisalhamento transcorrente dextral (denominada de Zona de Cisalhamento Araguaia) separa as duas unidades.

Os níveis máficos compõem-se de biotita e anfibólio. Na subunidade Pps2. a natureza sedimentar dessas rochas foi posta em dúvida pela equipe do projeto RADAMBRASIL (Machado Filho et al.. dobradas. A granulação varia de fina a média. Transiciona e está intercalado no sillimanita-biotita gnaisse. São rochas constituídas de quartzo. com algum quartzo e feldspato. 1983). forma verdadeiros leitos. enquanto grafita e cordierita ocorrem raras vezes. É onde são observadas as mais expressivas exposições de rocha quartzosa. com alternância de leitos claros e escuros. observa-se a presença de granada. localmente. com um fraturamento bastante repetitivo (clivagem) com mergulhos verticais e direções aproximadamente NS e EW. hornblenda e diopsídio. . em quantidades bastantes variáveis. achatados e imbricados e. as rochas apresentam-se geralmente bandadas. pela sua abundância.biotita gnaisse encontra-se sempre muito dobrado e intemperizado. plagioclásio. sendo estes sempre mais finos que aqueles. tem-se a impressão de que se trata de grandes veios de quartzo e. constituída por grãos sacaroidais de quartzo com contornos angulosos. Sillimanita. Ocasionalmente. às vezes. de espessuras variáveis. reconhecer cristais de granada e biotita. com base também na composição e textura. apresentando-se como possantes “bancos” constituídos por quartzo e pouca biotita. Na subunidade Pps2qtxt. Localmente. pouca muscovita. podendo-se. com coloração avermelhada e aspecto xistoso. o sillimanita . Os leitos claros são constituídos por quartzo e plagioclásio. Em alguns afloramentos. foi verificada a ocorrência de rocha calcossilicática cinza esverdeada intercalada no gnaisse. houve uma ligeira migmatização de borda no gnaisse encaixante (Pps2).do granito.

passando por Alto Caramuru. Jequitibá até São Luiz. em contato com diferentes tipos litológicos da área pesquisada.1.1. A unidade caracteriza-se como um produto da granitização de rochas paraderivadas. Na região de Jequitibá. A rocha é de granulação média a grosseira. bandada. sugerindo íntima associação com os termos paraderivados.1 Ortognaisse de Cachoeiro (Pg1a) Trata-se de uma região aplainada. Constitui corpos bem definidos. e apresenta contorno irregular. o grande corpo que aí aflora estende-se de Soído.3. Sua área de ocorrência está parcialmente recoberta por matacões graníticos similares aos observados nos maciços de Aracê e Castelo. Nota-se desenvolvimento de cristais maiores de feldspato que crescem ao longo da foliação. surgem cristais de granada. A rocha predominante nesse domínio é classificada como gnaisse granítico com textura granoblástica bem homogênea.2. Instrusivas Sin a Tardi-tangenciais 3. cujo modelado é tido como remanescente do Ciclo Sul Americano de erosão.2.2. dispondo-se em faixas alongadas geralmente com direção NE a NNE. Ortognaisse Tonalítico Tipo Jequitibá (Pg1b) Trata-se de um litótipo de ampla distribuição na área. com marcante foliação gnáissica caracterizada pelas escamas de biotita. 3. Apresenta uma composição mineral de quartzo. feldspato e biotita. com escassos afloramentos. Em outros pontos. .1.2.

Localmente. aparecem zonas de blastese sobre os ortognaisses. Localmente. pouca granada e. anfibólio. granulação grosseira. Ocorrem com muita freqüência veios de quartzo. caracterizados no presente estudo como produtos de anatexia parcial dos gnaisses aluminosos (kinzigitos). Geralmente. Sua distribuição vai desde Santa Leopoldina até Domingos Martins.3. Pirita é ocasional e geralmente associada a veio de quartzo. às vezes cinza escura. biotita. têm cor cinza-clara a esbranquiçada. aplíticos e pegmatíticos. enquanto a oeste o contato com os ganisse aluminosos (Pps1) e sillimanita . feldspato. que cortam o conjunto ou preenchem fraturas. e são compostas de quartzo.Granatífero (Pg1c) Esse tipo litológico corresponde aos ortognaisses graníticos granatíferos.biotita gnaisses (Pps2) se dá através de cisalhamento contracional de baixo ângulo.2. Há locais onde se tem diques de anfibolito cortando o gnaisse. 3. Ortognaisse Granítico Tipo Colatina . As rochas pertencentes a todos esses corpos apresentam características muito similares. Outros corpos desse gnaisse estão em contato brusco com as rochas do Complexo do Paraíba do Sul (unidades Pps1 e Pps2).1. localmente. onde megacristais de feldspato potássico com arranjo aleatório e hábito tabular estão dispersos na rocha. os contatos são transicionais. a estrutura torna-se isotrópica.O contato a leste com as rochas da unidade Pps1 se dá através da Zona de Cisalhamento (Transcorrente Dextral) Araguaia. . Com as rochas das unidades Pγ 1c e Pγ gl2.

essa unidade é constituída de gnaisses enderbíticos e charnockíticos.2.Na maior parte das vezes. Estrutura granítica não é rara. por um processo de granulitização do próprio gnaisse.4. constituídas de quartzo. Estão intimamente associados aos gnaisses . Está em contato transicional com os gnaisses aluminosos (Pγ 1b) e. esse material leucossomático é observado in situ ou muito próximo do seu local de geração. de granulação grosseira. pouca biotita e granada. observando-se em afloramentos a passagem de um para outro.Pps1). podendo ser encontrados em locais tão distantes das raízes que a vinculação com os gnaisses aluminosos poderia ser contestada (arteritos). houve condições de formação de corpos independentes de leucogranitóides granatíferos (peraluminosos) do tipo “S” (Chappel & White. observa-se a presença de grafita. injetados na forma de sills ou de diques que truncam não somente as supracrustais (Gnaisses Aluminosos . que ocorre em cristais bem formados. muito provavelmente. No domínio desse ortognaisse granítico granatífero. na região de Luxemburgo. originados. ocorrem dois corpos de gnaisses enderbíticos. permitindo a separação do material melanossomático.1. Gnaisse Enderbítico Tipo Santa Tereza (Pggl2) Na área em estudo. mas nem sempre ocorre. com gnaisse tonalítico (Pγ 1b). 3. feldspatos (geralmente mais plagiclásio que feldspato potássico). Onde o material leucossomático migrou do seu sítio de formação. além de noritos. Localmente. mas também os ortognaisses. Nesse caso. São rochas leucocráticas discretamente foliadas. 1974). podem formar corpos de espessuras decimétricas a métricas (e até quilométricas).

ocorrem também ortognaisses tonalíticos e granatíferos. No domínio dos gnaisses aluminosos. sempre em pequenas ocorrências semelhantes a manchas . Esses gnaisses constituem corpos normalmente alongados. Às vezes. a presença do gnaisse enderbítico. nota-se. Normalmente. encontram-se porções de gnaisses aluminosos ainda preservadas. o que se observa. que passa do cinza para o esverdeado. bem como de ortognaisse tonalítico. com os gnaisses enderbíticos cortando e englobando blocos daqueles. geralmente estão associados às faixas que sofreram anatexia. bem como gnaisses aluminosos. em vários locais. com área variando de 4 a 40 km. além do gnaisse enderbítico. principalmente no âmbito dos ortognaisses tonalíticos (Pγ 1b). Estão delimitados vários corpos desse tipo gnáissico na área em estudo. Alguns desses corpos foram delimitados mais como zona de predominância. Localmente. pois. No domínio dos ortognaisses tonalíticos (Pγ 1b). e o aparecimento de hiperstênio.aluminosos (Pps1). concordantes com a estruturação regional. O contato com os gnaisses aluminosos geralmente é aproximado. é apenas uma mudança na coloração da rocha. aos ortognaisses granatíferos (Pγ 1c) e aos ortognaisses tonalíticos (Pγ 1b). o oposto. constituindo corpos geralmente alongados. concordantes e em contato transicional com os gnaisses tonalíticos (Pγ 1b) e graníticos (Pγ 1c). com porções de enderbitos circundadas por ortognaisse tonalítico (Pγ 1b) ou ortognaisse granatífero (Pγ 1c).

às vezes hornblenda e pontuações pretas a amarronzadas de hiperstênio. plagiclásio. ao norte. com cerca 20 km de eixo maior. Os gnaisses enderbíticos tipo Santa Tereza são cinza-esverdeados a caramelados.3. 3. alinhado na direção NE-SW. biotita. sendo observáveis ainda restos desse processo na forma de restitos do gnaisse aluminoso dentro do gnaisse enderbítico. com essa tonalidade se intensificando até a cor característica do tipo enderbítico. apresentando um estrangulamento na região de Bom Parto.1.1. próximo ao contato. alongada.de óleo.1. ou porções deste englobadas por aquele. Esses parecem estar bastante associados às zonas do gnaisse aluminoso que sofreram anatexia. como sillimanita-biotita gnaisses . e Sabino. onde a tonalidade esverdeada dos tipos hiperstênicos passa gradativamente ao cinza claro dos ortognaisses. Intrusivas Tardi a Pós – Transcorrentes Maciço Garrafão (Cg3g) Apresenta-se como um expressivo corpo granítico situado na porção oeste da área. têm granulação grosseira e são constituídos de quartzo.2. O corpo granítico possui forma irregular. tornam-se também ligeiramente esverdeados. bem como dos ortognaisses granatíferos associados. ao sul. 3. que. rara granada. englobando as serras Tijuco Preto e Garrafão. Ocupa uma área de aproximadamente 120 km2 e está em contato com diferentes tipos litológicos. Garrafão. a leste. É limitado pelas localidades de Cristo Rei.

localizadas na porção sudoeste. o contato. Observa-se um aumento da granulação de sudoeste para nordeste. A textura da rocha varia de granular hipidiomórfica a xenomórfica e sua composição mineralógica é de microclina. geralmente grossa (porfirítica). constituindo um corpo de contorno ovalado. granulação variável. 3. Ocupa uma área de aproximadamente 33 km2 e encontra-se em contato com sillimanita . considerado como pedra símbolo do Estado do Espírito Santo. a fazenda Caixal. A oeste. a norte e noroeste. observa-se uma borda tonalítica até gabróica. onde ocorre o pico da Pedra Azul. O litótipo predominante é um microclina-granito de cor rosa a cinza clara. com as outras unidades. a sul. o corpo granítico apresenta mais da metade de sua exposição. Possui como limites a fazenda Alto do Castelinho. apesar de definido. plagioclásio. Nas porções nordeste e sudoeste. alongado no sentido EW. conforme pode ser visto nos afloramentos das estações. quartzo e biotita. Maciço Aracê (Cg3a) Trata-se de uma associação de rochas graníticas intrusivas.2. encontra-se localmente mascarado devido ao intemperismo. enquanto que. a leste.(Pps2). a sul e leste. e a BR-262. ortognaisses tonalíticos (Pγ 1b).biotita gnaisses (Pps2).3. O contato com esta última litologia é discordante e abrupto. com foliação incipiente e estrutura isotrópica. bem como a localidade de Alto do Redentor. do mesmo modo para a relação borda/centro. a sudoeste e oeste.1. e gnaisses aluminosos (Pps1). a norte. Contato observado na BR-262 mostra .

a leste da cidade de Santa Maria de Jetibá. mas que localmente passa a diorítica. de direção aproximada NW-SE. No contato nordeste. É uma rocha acinzentada de granulação média a fina. Está em contato discordante com gnaisse fino bandado.8 km2. 3. O litótipo predominante é um microclina granito de coloração cinza clara a discretamente rosa. situado no contato entre os Gnaisses Aluminosos (Pps1) e o Ortognaisse Tonalítico tipo Jequitibá (Pg1b).1.2 km de comprimento. Norito Recreio (Cdnr) Está situado na porção centro-norte da folha. Apresenta estrutura maciça. Nas bordas do maciço. através de uma borda quartzo-diorítica.4. Granito Rio Ponte (Cgrp) Trata-se de um pequeno corpo de forma alongada.3. quartzo.3. Trata-se de um pequeno corpo arredondado. com uma área de cerca de 3. Na porção oeste. está em contato discordante com gnaisse aluminoso.3. com composição norítica. feldspato (com geminação polissintética). de granulação fina a média e estrutura isotrópica (homófana). composta essencialmente por feldspato. formando interdigitações com o granito dominante. e é constituído de pouco quartzo. biotita e piroxênio. ocorrem exposições de quartzodiorito. que aflora ao sul do povoado homônimo. Tem coloração cinza-esverdeada. está interdigitado com o gnaisse tonalítico. granodiorito e quartzo-sienito. com cerca de 4. Na porção NNE. localmente fina. .1. granulação média a grossa. 3. biotita e allanita. ocorre também rocha diorítica fina interdigitada com o granito.uma migmatização de borda no gnaisse.

mas. e na porção central. Na maior parte da área.20 m de espessura. de granulação variando de fina até grossa. São diques estreitos.3. Diques Básicos (Cddb) Essas rochas ocorrem em forma de diques não mapeáveis que cortam discordantemente diversas litologias. em alguns locais. trata-se de anfibolitos. Geralmente. intrusivos.1. plagioclásio.3.5. tais como gnaisses aluminosos. Intrusivas Pós-Transcorrentes (Og4) Ocorrem como um verdadeiro conjunto de diques. São sempre rochas esverdeadas a acinzentadas.6. Os contatos são sempre bruscos. no local denominado Mocambo.4. estrutura isotrópica e são compostos por quartzo. Um deles estende-se . Normalmente. observam-se apenas blocos arredondados (matacões) com desplacamento esferoidal. na região de Pena. principalmente nos Gnaisses Aluminosos (Pps1). raras vezes apresentando possança mais expressiva. etc.1. ortognaisses granatíferos. granulação média a grossa. Os corpos de maior expressão estão localizados a sudeste. biotita e hornblenda. ortognaisses tonalíticos. ocorre pirita disseminada. geralmente com cerca de 0. esses diques apresentam algumas particularidades. gnaisses enderbíticos. Quartzo . 3. ao sul de Melgaço e imediatamente a leste de Alto Possmoser.Diorito (Cgqd) Ocorre como pequenos corpos geralmente arredondados.1. Apresentam coloração esverdeada a acinzentada. 3. entrecruzando-se principalmente no quadrante sudoeste da bacia do Jucu.3.

Em vários desses diques. Formação Barreiras (TQ) O Barreiras Terciário da região litorânea tem suas melhores exposições na rodovia BR-101. produtos de intemperismo. aumentando gradativamente em direção à plataforma continental. enquanto que outros dois. observa-se a presença de allanita em cristais escuros circundados por uma auréola esverdeada a avermelhada. plagioclásio e biotita.1. a composição varia para granodiorítica e até diorítica. de granulação fina a média. que se estendem por até dezenas de quilômetros. só localmente ocorrendo como pequenos corpos arredondados a ovalados. constatou-se que a espessura desses sedimentos é de cerca de 80 m.5. conforme o grau de alteração. secundariamente. conglomerados feldspáticos e. Localmente. argilas sílticas. 3. podendo atingir 150 m. às vezes alongados. Compõem-se de granito cinza claro a esbranquiçado. um deles cortando o Maciço Garrafão. de direção aproximada norte-sul. São diques descontínuos e de espessura reduzida. com feldspato potássico. que contorna Vitória. onde se observa que a unidade apresenta camadas tabulares de areias arcoseanas. Geralmente são constituídos por um alinhamento de blocos arredondados ocasionais.de Domingos Martins até Mocambo. localidade próxima e ao norte da bacia do rio Santa Maria. situam-se no canto noroeste. Em furos de sondagem realizados próximo a Nova Almeida. quartzo. A unidade basal repousa em . isotrópico.

por lentes de argila. o Barreiras Pleistocênico apresenta três fases de sedimentação. Raramente. as duas unidades somam mais de 20 m de espessura. . A unidade superior é formada principalmente de lentes irregulares de material areno-argiloso ou argilo-arenoso. estando sobreposto por discordância erosiva ao Barreiras Terciário e ao embasamento cristalino. os sedimentos são mais variados e formam lentes ou estreitas camadas de material areno-argiloso ou argilo-arenoso. Na região de Vitória-Cariacica-Nova Almeida. Ocorrem a partir do município do Rio de Janeiro em direção à cidade de Vitória. pertencentes ao Barreiras Pleistocênico. Os sedimentos são extremamente variáveis. totalizando até 50 m de espessura. Os sedimentos deste grupo distribuem-se sempre próximos ao litoral. são reconhecidas duas fases de deposição. localmente conglomeráticas.discordância erosiva sobre os gnaisses granitóides do Complexo Paraíba do sul e apresenta-se recoberta por depósitos de diversas fases de sedimentação. sendo que a unidade inferior é representada por sedimentos grosseiros compostos por areias arcoseanas e cascalhos e. A unidade inferior é basicamente formada por estratos regulares de areias arcoseanas. secundariamente. Duas dessas unidades são bem características. Na unidade superior. e níveis subordinados argilosos. onde se prolongam para norte continuamente. O Barreiras Superior está separado por discordância erosiva do Barreiras Terciário e do Complexo Paraíba do Sul. As maiores exposições estão sobre a parte emersa da bacia de Campos. no Estado do Rio de Janeiro. Na região sul do estado.

mais raramente.As análises realizadas nos sedimentos Barreiras levam a concluir que seus minerais sofreram curto transporte. dunas. devido à curta distância.6. e o predomínio de montmorilonita nas argilas sugerem que. tipo de relevo e volume de material transportado. Os teores relativamente elevados de feldspatos (nunca superiores a 40 %). causando sedimentação.6. restingas e falésias.1. Os sedimentos são formados basicamente por areias quartzosas. sendo encontrados grãos de feldspatos e minerais máficos. 3. ação de abrasão marinha e ação eólica. Seus grãos variam de subangulares a arredondados. mais ou menos rápido e por meio de correntes que foram incapazes de realizar um selecionamento. de granulação fina a grosseira. de cores esbranquiçadas e amareladas. Coberturas Quaternárias Quaternário Marinho e Fluviomarinho Os sedimentos litorâneos apresentam-se onde predominam áreas mais planas.1. principalmente biotita e. Estão reunidas nesta unidade as planícies e terraços marinhos e fluviomarinhos. minerais pesados. e que tal material teve como origem a decomposição de rochas gnáissicas. 3. com certo selecionamento. São formados pela ação das águas de inundação provocadas pelas variações dos regimes hidrológicos e das marés. de minerais pesados instáveis ou moderadamente instáveis. que possibilitaram sua maior continuidade. o clima era provavelmente seco (do tipo semi-árido ou semi-úmido). podendo também ser mal selecionadas. na área-fonte. . constituindo ou reativando dunas.1.

o Cinturão Móvel Costeiro. a sul. São constituídos essencialmente de sedimentos argilo-arenosos.a. areia argilosa e argilo-arenosa. que se estende através do Brasil oriental desde a Faixa Sergipana.700 m. denominado por sua vez de Cinturão Paraíba do Sul por Cordani et al.3. Quaternário Aluvionar Os depósitos aluvionares têm expressão cartográfica bem distribuída na área.1. a norte. das quais a maior parte. cujos limites coincidem com os do Cinturão Ribeira (Almeida et al. A matéria orgânica distribui-se aleatoriamente. 1981).2. 3. areia com seixos. . Às vezes. atingindo o Uruguai.2. com mesmo trend estrutural e com idades amplamente indicadas por isócronas Rb/Sr em Rocha Total e medidas U-Pb em zircões. está sendo utilizada pelos agricultores. de idade Jequié (2. de dimensões decimétricas. em forma de várzeas alongadas. da base para o topo: cascalho fino a grosso com areia. de Mascarenhas (1973) e Almeida (1979. são observados níveis bastante argilosos.. Um perfil típico mostra a seguinte distribuição. na região montanhosa. É considerada como de natureza ensiálica por Cordani & Brito Neves (1982). Todas essas unidades geotectônicas fariam parte de uma unidade maior.6.). 1973). (1973). areia fina a grossa. ESTRUTURAS A área encontra-se inserida na denominada Província Mantiqueira. com atuação muito forte do Ciclo Brasiliano sobre um embasamento de idade arqueana a proterozóica inferior. de Hasui (1982).

com níveis de quartzitos. & Fyfe (1974). as estruturas regionais mais notáveis observadas na área são a foliação e bandamento gnáissico de direção geral N-S. interpretadas aqui como resultado da evolução do próprio processo de transposição. de Leornados Jr. desenvolvidos por Haralvi & Hasui (1982) para o Brasil oriental. aqui subdivididos em ortognaisses tonalíticos e paragnaisses bandados. à exceção dos tipos graníticos intrusivos presentes. com mergulhos de 10 a 30 graus para leste. com corpos charno-enderbíticos intimamente associados. todos relacionados a um Cinturão Granulítico Atlântico. a área encontra-se inserida no domínio do Bloco Vitória. visíveis nas imagens de radar de forma marcante. A essa deformação estão associadas algumas zonas de cisalhamento contracional curvilíneas (zona do Galo. com base em anomalias gravimétricas lineares. representados por gnaisses aluminosos tipo kinzigítico. Em termos deformacionais. e ainda terrenos de alto grau. também de baixo ângulo. resultado de forte transposição que afetou as estruturas pretéritas de todos os litótipos nela individualizados. Corpos de granitos intrusivos ocorrem principalmente na metade oeste. rio Claro). indicativas de importantes descontinuidades. rio das Pedras. .Reportando-nos aos trabalhos de cunho geofísico. de baixo ângulo. com a origem dessa estrutura relacionada ao Evento Jequié. Os principais grupamentos litológicos cartografados dentro da área incluem terrenos granito-gnáissicos com encraves de supracrustais associados. dentro da compartimentação regional em blocos proposta por aqueles autores.

A terceira fase de deformação é representada por um dobramento muito aberto. Finalmente. de trend E-W. predominantemente de direção NW-SE (Tijuco. em geral. provavelmente do tipo flexural. Domingos Martins. GEOMORFOLOGIA DAS BACIAS DOS RIOS SANTA MARIA DA VITÓRIA E JUCU . Geomorfologia 4. Viana . Esses sistemas de estruturas regionais são importantíssimos para prospecção de águas subterrâneas. algumas preenchidas por rochas básicas. assim considerado face à sua interferência com a deformação anterior. segundo N-S. estariam relacionadas zonas de cisalhamento do Batatal e represa Suíça de alto ângulo.Leopoldina. com estilos variando desde fechados a até muito abertos.A essa deformação segue-se uma outra representada por dobras com trend.7. seguem-se fraturas de distensão. Fonte: Diagnóstico e Plano Diretor das Bacias dos Rios Santa Maria da Vitória e Ju I. bem visível na base hypsométrica. às quais. Volta Peçanha. Bom Parto. a exemplo de Domingos Martins. Essas estruturas são também visíveis e bem marcantes nas imagens de satélite. Rio Jequitibá). Pedra Preta. possivelmente. e Pedra Azul) e NE-SW de menor extensão regional (Granja Califórnia. resultando padrões locais do tipo domo. de mesma direção.

CONSIDERAÇÕES GERAIS O relevo das bacia dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu apresenta uma variedade de feições geomorfológicas. foram identificadas as seguintes unidades geomorfológicas.1 abaixo: QUADRO 4. e apresentadas no Quadro 4. decorrentes de sucessivas mudanças climáticas.1 DIVISÃO GEOMORFOLÓGICA DA BACIA DOS RIOS SANTA MARIA DA VITÓRIA E JUCU DOMÍNIOS REGIÃO MORFOESTRUTURAI GEOMORFOLÓGICA S Depósitos Sedimentares Faixas de Dobramentos Remobilizados Planícies Costeiras Tabuleiros Costeiros Colinas e Maciços Costeiros Mantiqueira Setentrional UNIDADE GEOMORFOLÓGICA Planícies Litorâneas Tabuleiros Costeiros Colinas e Maciços Costeiros Patamares Escalonados do Sul Capixaba O mapa geomorfológico é resultante da compilação de dados bibliográficos disponíveis. canal 4. mostradas no Mapa HAB-V2-004/97.1. em anexo. Nas bacias.000 e das imagens do satélite Landsat TM. preta e branca e composição colorida dos canais 4. 5 e 6. . das características litológicas e estruturais e dos fatores biológicos.4. bem como da análise dos mosaicos semi-controlados de radar na escala 1:250.

entalhados no ciclo que sucedeu o de Velhas: o Paraguaçu. a superfície Velhas freqüentemente apresenta remanescentes. O ciclo de erosão Velhas. Serra do Garrafão e o maciço do Rio Ponte. tais como a Pedra Azul. criando vales e formas erosivas.As representações no mapa foram feitas seguindo a orientação do Manual Técnico de Geomorfologia do IBGE (1992) e de Argento (1994). na região costeira. que apresenta a hipsometria das bacias. são mascarados pelo entalhamento e abertura de vales. após os soerguimentos epirogênicos do Terciário médio e posteriores. Localmente. a paisagem é ondulada e pedimentada e a superfície se apresenta delineada por profundos vales. De forma geral. situados nas cabeceiras das bacias.2. que são considerados . isolados ou em grupos. A superfície desenvolvida no ciclo Velhas apresenta depósitos denominados “Barreiras”. Mesmo quando atinge o aplainamento. 4. foi elaborado o Mapa HAB-V2-003/97. que se destacam como morros testemunhos. esses ciclos posteriores atingiram uma fase avançada de aplainamento. Como instrumento auxiliar de análise. EVOLUÇÃO DO RELEVO Os ciclos de erosão que sucederam ao ciclo Sul-Americano na região ocidental do Brasil. dissecou o planalto anteriormente produzido. que sucedeu o ciclo Sul-Americano e atingiu um dos níveis de base no Terciário superior. que destruíram a maior parte do planalto produzido.

somente pequenas variações dos níveis da costa e do mar estão marcados no litoral. A influência das estruturas geológicas na evolução geomorfológica foram ressaltadas principalmente na faixa de Dobramentos Remobilizados.3. fluvial e fluviomarinha. foram considerados alguns conjuntos de depósitos com maior expressão regional que ocorrem ao longo da faixa costeira do Estado do Espírito Santo. à Baía de Vitória. . as formas de relevo anteriormente geradas. por sedimentos continentais do Grupo Barreiras e por sedimentos de origem marinha. em alguns lugares. por exemplo. na área em estudo.de idade pleistocênica. a erosão cíclica quaternária acha-se representada na área adjacente a esta. dando origem. acumulados durante o Terciário e o Quaternário.3. Por sua vez. Destaca-se ainda o pronunciado afogamento que afetou as extremidades inferiores dos vales principais. Estes domínios ou macro estruturas de relevo subdividem-se em quatro regiões e quatro unidades geomorfológicas. Domínio dos Depósitos Sedimentares Neste domínio. apesar da ausência de fósseis. Trata-se essencialmente de um ciclo de vales recentes que margeiam o continente. Esses conjuntos sedimentares e coluviais são descontínuos no litoral. 4.1. DOMÍNIOS MORFOESTRUTURAIS A área abrangida pelas bacias dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu comporta dois domínios morfoestruturais brasileiros: Depósitos Sedimentares e Faixa de Dobramentos Remobilizados. destruindo. a profundidade de 50 a 80 metros. 4. São representados. Após o entalhamento dos vales no ciclo Paraguaçu.

3.De acordo com a diversidade de combinações morfoestruturais e morfoclimáticas.1. Sua denominação se justifica pelo fato de que suas feições planas estão situadas próximo à costa. Essas regiões encerram aspectos fisiográficos que condicionam ambientes genéticos e modelados de acumulação e de dissecação das unidades que as compõem. A Unidade encontra-se bem distribuída nos municípios de Vitória. Compreende uma série de ambientes diversificados e complexos. Viana e Vila Velha. Serra. Colinas e Tabuleiros. afetados por oscilações eustáticas e climáticas e pelo controle tectônico regional.1. destacam-se duas regiões neste domínio: • as Planícies Costeiras. refletindo esses condicionamentos a distribuição espacial. . o modelado das feições. Região das Planícies Costeiras A Região das Planícies Costeiras é representada na bacia pela Unidade Geomorfológica Planícies Litorâneas. A configuração espacial dessas feições acumulativas demonstra as variações e tipos de fluxos de energia e massas atuantes. com os processos de solifluxão gerando as rampas de colúvios e os desmoronamentos de massa. conforme apresentado a seguir. as características hidrológicas dos canais influenciam. separada dos Maciços. estendendo-se de forma heterogênea próximo ao litoral. • os Tabuleiros Costeiros. juntamente com outros processos. Por outro lado. 4.

que teve início há cerca de 74. e apresentou seu ponto crítico no Pleistoceno (entre 18. Formam. em períodos mais secos.000 e 13.P. como resultado do transporte de material de alteração.000 anos A. por exemplo. Segundo Ferreira (1989). acabando por originar um terraço arenoso Pleistoceno. característico no norte da Baía de Vitória.P. que chegam a avançar alguns quilômetros nos rios Santa Maria da Vitória e Bubu.). A estes depósitos seguem-se os de origem marinha. . o substrato dos manguezais. Posteriormente a esta fase interglacial.). quando houve uma elevação do nível do mar e o conseqüente afogamento dos vales e os sedimentos arenosos marinhos depositaram-se aos pés dos sedimentos Terciários da Formação Barreiras.P. a sucessão de eventos que culminou na atual configuração da baía de Vitória se iniciou na penúltima transgressão (aproximadamente 120. Os depósitos coluviais encontram-se normalmente mais próximos às encostas. quando era menos densa a distribuição da cobertura vegetal e ocorria atuação mais efetiva de chuvas torrenciais sobre o solo. houve um novo período glacial (Glaciação de Würm ou Winconsin). principalmente nas partes topograficamente mais baixas. com larguras e extensões variáveis. Os modelados de origem fluviomarinha estão relacionados ao retrabalhamento de depósitos de origem marinha.A planície litorânea é constituída. Os sedimentos marinhos e fluviomarinhos mais recentes correspondem às praias atuais e às áreas sob influência das marés.000 anos antes do presente — A. fluvial ou mesmo coluvial anteriormente localizados nos fundos das enseadas. em sua maioria. por materiais acumulativos do tipo aluvial e coluvial.000 A.

quando o nível do mar chegou a atingir 100 m abaixo do atual. citado por Ferreira. adentrando no município de Viana na sub-bacia do rio Jacarandá. próximo à foz dos rios Duas Bocas e Bubu.000 A. Na zona entre a bacia do rio Jacarandá e a desembocadura do rio Jucu. Em conseqüência deste fato.000 anos A. a Unidade se limita. Na porção sudoeste do município de Serra. e os terrenos estão apenas sujeitos à inundação durante um determinado período do ano. A partir de 18. que se estende desde o norte deste município até o sudoeste.P. a distribuição das Planícies Litorâneas está entre as cotas 0 e 60 m. Na sua porção noroeste.. criando fontes de areias depositadas na paleoplanície em forma de paleorestingas e paleodunas. Parte considerável de Vila Velha é constituída pela Unidade de Planícies Litorâneas. as Planícies Litorâneas ocupam a grande parte das sub-bacia do Ribeirão Brejo Grande e Córrego Aruaba. a norte. os profundos vales entalhados no Pleistoceno foram progressivamente invadidos por lagunas e as partes frontais intactas dos terraços foram erodidas formando importantes depósitos de areia sobre a plataforma continental. pelos bairros da Glória e Santa Mônica. houve a última transgressão marinha que ultrapassou o nível atual do mar por volta dos 7.P. a altitude é de 40 m . pelos Tabuleiros Costeiros. A nordeste do município de Cariacica. as linhas de costas avançaram plataforma adentro. a Unidade está muito bem representada próximo à Baía de Vitória. Próximo ao litoral. De acordo com Suguio et alli. Na bacia do rio Santa Maria da Vitória. é limitado pelo rio Marinho e. na desembocadura do rio entre as cotas altimétricas de 0 a 80 m. . na parte sul.

substancialmente alargado. os materiais ocorrem ao longo do vale. Planícies Litorâneas de Origem Fluviais Os sedimentos de origem fluvial distribuem-se nas várzeas alongadas. cujos materiais são argilosos e argilo-arenosos.a. onde a matéria orgânica se distribui de forma aleatória. acompanhando ainda o rio Santa Maria da Vitória. com uma submersão recente da costa próximo às desembocaduras dos rios. nas bacias dos córregos Fundo e Itaiobaia. estendendo-se desde a cota 200. Na porção norte. à retaguarda dos sedimentos fluviomarinhos. formadas pela ação das ação das águas de inundação. a morfologia das Planícies Fluviais não condiz com os fenômenos geomorfológicos que atuam no período atual (Holocênico). sugere uma oscilação do nível do mar. sugerindo que foram formadas quando o ritmo de acumulação e a energia dos cursos era muito diferente. As Planícies Litorâneas de origem fluvial concentram-se nos vales mais largos onde a topografia suave possibilita a acumulação. ou dos movimentos de elevação e rebaixamento do nível . até a sua foz. atualmente. b. Planícies Litorâneas de Origem Marinha Estas planícies são constituídas de material acumulativo oriundo da ação das marés. O vale do rio Jacarandá possui espessos depósitos de origem fluvial. aproximadamente. que se distribuem também ao longo do rio Jucu. no município de Serra. A declividade é mínima e os depósitos são constituídos essencialmente de sedimentos do tipo aluvial e coluvial. O fundo deposicional plano. De forma geral.

Alcançam maiores expressões à retaguarda das lagoas costeiras da Praia Grande. as planícies litorâneas de origem fluviomarinha se encontram em pontos isolados da sua desembocadura. e no extremo norte da baía. esta unidade concentra-se próximo à foz do rio Santa Maria da Vitória e Bubu. são porções terrestres de topografia rebaixada. formadas pela variação dos regimes hidrológicos e das marés. Planícies Litorâneas de origem fluviomarinha Predominam nas áreas planas que sofrem a ação das águas marinhas e fluviais. permitindo tanto o afogamento pelo mar. estendo-se em direção ao ribeirão Brejo Grande. os depósitos distribuem-se ao longo do litoral e no fundo da Baía de Vitória. Aparecem no interior. Os sedimentos são compostos em sua maioria por materiais argilo-arenosos e areno-argilosos. Na bacia do rio Jucu.do mar nos períodos de alternâncias das glaciações. c. outrora. bem como nas áreas rebaixadas (4 m de altitude) a oeste e sudoeste da localidade de Carapina.3. Apresentam solos salino-sódicos e encontram-se quase que totalmente cobertos pela vegetação de mangue.2. são sedimentos não consolidados formados por areias quartzosas. Em sua maioria. 4. estiveram sob a influência marinha. ou seja.1. nas áreas rebaixadas que. Na Baía de Vitória. Nas bacias do rios Jucu e Santa Maria. esta unidade ocorre ao longo do litoral. Em sua maioria. como a ação dos caudais dos rios que cortam a região. Região dos Tabuleiros Costeiros .

que estende-se de maneira descontínua. Constituem-se de relevos dissecados de topos aplainados a convexizados. Em direção ao litoral. Os Tabuleiros Costeiros são limitados. quanto pelas Planícies Litorâneas. Geralmente. que assumem formas semelhantes às daquela unidade. com altitudes que variam entre 15 e 40 m. sem que muitas vezes seja observada a passagem de uma unidade para outra. entra em contato com o mar. na sua maior extensão. a oeste. em . O contato com as Colinas e Maciços Costeiros é feito de maneira gradual. tendo sido preservados apenas nas partes mais elevadas. tanto pelas Colinas e Maciços Costeiros.A Região dos Tabuleiros Costeiros é representada na bacia pela Unidade Geormofológica Tabuleiros Costeiros. e que em parte foram removidos das encostas e vales. sendo formada por depósitos argilo-arenosos do Grupo Barreiras e argilitos. Esta cobertura sobre relevos esculpidos em rochas pré-Cambrianas posicionadas à retaguarda dos Tabuleiros demonstra a extensão destes depósitos em direção ao interior. No primeiro caso as falésias apresentam perfis intercalados por estratos ferruginizados correspondendo a variações do nível do lençol freático. os Tabuleiros Costeiros comumente apresentam-se marcados por falésias que podem estar ou não em contato com o mar. ocupando área maior que a atual. a leste. Aparecem de maneira mais contínua nos municípios de Vila Velha e Serra. com aprofundamento dos vales. O litoral norte e sul das bacias do rio Santa Maria da Vitória e Jucu apresenta Tabuleiros Costeiros. a área ocupada por esta Unidade é controlada por um sistema de drenagem com padrão subdendrítico com canais largos e que formam planícies coluvionadas. Isto se deve a uma acentuação na dissecação dos Tabuleiros Costeiros.

função de flutuações do nível do mar. 4.2. Na porção norte. como os córregos Maringá e Manguinhos. os Tabuleiros Costeiros do sul da área de estudo estão marcadamente representados por morros e morrotes de topos suaves e aplainados. que. por exemplo. Palado e Carapina. como é o caso do Morro da Lagoa. Este controle estrutural pode ser evidenciado pelas extensas linhas de falha. impondo nítido controle estrutural sobre a morfologia atual. Por sua vez. coincidindo com os dobramentos originais e/ou falhamentos mais recentes. Na base desses perfis. a Unidade ocupa todo o extremo sul do município de Serra. Domínios das Faixas de Dobramentos Remobilizados As Faixas de Dobramentos Remobilizados caracterizam-se pelas evidências de movimentos crustais. escarpas de grandes dimensões e relevos alinhados.3. por sua vez. Áreas contíguas às Planícies Litorâneas se destacam na paisagem por suas cotas mais elevadas e uma vegetação muito diferente. deslocamentos de blocos e falhamentos transversos. sendo cortada por pequenos cursos que nascem em cotas de até 40 m. com marcas de falhas. encontram-se níveis areníticos calcificados do tipo beach rock (arrecifes). O domínio está representado na área em estudo por duas regiões . atuaram sobre antigas falhas. Os processos morfoclimáticos que têm submetido todo o conjunto não obliteraram os traços das estruturas primárias. e são cortados pelos rio Chury e pelo córrego do Congo.

que recebeu a mesma denominação da região. está a Unidade Patamares Escalonados do Sul Capixaba e. as colinas tornam-se heterogêneas. As colinas englobam fácies de dissecação de densidade de drenagem fina e média. Esta Unidade. compreendendo colinas côncavo-convexas e um conjunto morfológico mais elevado. separadas pelas Planícies Fluviais. integrado pelas serras e maciços litorâneos. A Unidade Colinas e Maciços Costeiros distribui-se por uma área de topografia deprimida. Região das Colinas e Maciços Costeiros Engloba uma única unidade geomorfológica.3. estão as Unidades Planícies Litorâneas e Tabuleiros Costeiros.geomorfológicas. refletindo diferentes modelados de dissecação com áreas pouco expressivas. nas bacias focalizadas. Serra. climato-eustáticos e processos subatuais. A oeste. separadas .2. refletindo estrutura fraturada e dobrada. Viana e Vila Velha. As fácies que ocorrem nas pequenas áreas nos sopés da escarpa da serra. A posição geográfica da Unidade Colinas e Maciços Costeiros determinou. a leste. a saber: Colinas e Maciços Costeiros e Mantiqueira Setentrional. Santa Leopoldina. os diferentes tipos de modelados de dissecação. As colinas de forma convexa e/ou convexo-côncava. ocorre entre as cotas de 0 a 400 m. Próximo a Vitória. são caracterizadas por colinas aprofundadas e convexas. aproximadamente. através da atuação dos controles geológicos.1. com reduzidos valores altimétricos em relação a outras unidades. estendendo-se nos municípios de Vitória. 4. Cariacica.

o Morro da Fonte. são os campos que dominam na área colinosa. Em Vitória.por depressões alvejares colmatadas e planícies aluviais. As linhas de pedra e o colúvio são indicadores do balanço alteração/desnudação equivalente à pedogênese/morfogênese. com 290 m. observando-se muitas vezes concentrações ferruginosas. O colúvio no qual se fossilizam os acamamentos de seixos estão relacionados a fluxos de massas oriundos de encostas dos maciços e serras circundantes. sobressai-se na paisagem o Morro do Céu e a . onde se destacam os Morros do Pão de Açúcar (235 m) e o Morro do Exército (295 m). e o Morro do Quadro. As colinas apresentam cobertura coluvial no topo e linha de pedra angulosa e/ou subarredondada separando aquele material superior da alteração dos gnaisses. são semelhantes em toda a sua continuidade espacial. A desnudação é provocada pelo remanejamento das formações superficiais devido ao escoamento superficial sob condições climáticas mais secas. Esses colúvios aparecem em maior espessura nas concavidades das bases das vertentes e diminuem gradativamente em direção ao topo das colinas. com 300 m. Predominam sedimentos areno-siltosos e/ou areno-argilosos. em decorrência das devastações e queimadas. No município de Serra. a unidade está representada pelo Morro do Alagoano. com 273 m de altitude. Todo o centro urbano de Vila Velha está assentado sobre esta Unidade. Matacões e blocos ocorrem nas encostas em áreas onde não se registram espessuras significantes de colúvio. Quanto à cobertura vegetal. Somente nas áreas mais elevadas encontram-se restos da mata.

Região da Mantiqueira Setentrional A Região da Mantiqueira Setentrional na área em estudo engloba unicamente a unidade geomorfológica denominada Patamares Escalonados do Sul Capixaba. com 414 e 328 m. estas formações geomorfológicas não alcançam valores altimétricos muito elevados. Em Cariacica. Limitam-se. aproximadamente. favorecidos pelos altos índices pluviométricos e pela ocupação antrópica.2. a única elevação convexa a se destacar é o Morro Grande. em Viana. respectivamente. orientados no sentido N-S. os maciços costeiros são cortados pelos córregos da Poça e São Miguel. O Patamar Oriental possui características de um elevado bloco basculado para leste e está localizado entre o topo deste planalto e as Colinas e Maciços Costeiros. Tais compartimentos compreendem o Patamar Oriental e o Patamar Ocidental. e falhas menores intercruzadas. dois compartimentos morfológicos alicerçados sobre gnaisses. Distinguiram-se. quartzitos e alguns granitóides. Os Patamares Escalonados do Sul Capixaba são constituídos por conjuntos de relevos que funcionam como degraus de acesso aos diferentes níveis topográficos. variando entre 20 e 200 m. na área em estudo.3. 4. com as Colinas e Maciços Costeiros. nesta unidade. os movimentos de massas devido à existência de espessos mantos de alteração nas vertentes. É destacado pela presença de sulcos estruturais. Em Santa Leopoldina. kinzigitos. São significativos. a leste. notadamente próximo à borda leste. onde as . criando formações extensas e peculiares. com 295 m de altitude.2. a leste. Enfim.Serra Mororon.

como é o caso das Pedras do Tirol (690 m). fato atestado ainda nas formas alongadas e pela presença de grandes blocos angulares nas encostas. como as Serras da Santa Lúcia (785 m). Os solos são predominantemente Cambissolos. com orientação nitidamente estrutural. Boqueirão (90 m). grandes formações são encontradas as Serras do Batatal. geralmente possuindo leitos pedregosos e encachoeirados. . Na bacia do rio Jucu.encostas são marcadas por falhamentos. fortemente declivoso. evidenciados nos planos de falhas existentes em quase toda a sua extensão. destacam-se. da Andorinha (810 m). Os pontões rochosos constituem feição notável dos modelados diferenciais deste setor. da Samambaia (510 m) e do Mestre Álvaro (833 m). típicas desta unidade. todas com cotas altimétricas acima de 500 m. Os rios são encaixados. inferior a dois metros. O relevo é acidentado. Crubixá-Açú. destacam-se algumas elevações com encostas íngremes. denuncia também o controle da estrutura na esculturação do relevo. dos Pardo. ribeirão Timbuí e o rios Cachoeira da Fumaça e das Farinhas. A pequena profundidade da alteração. Preta (1. cujo ponto culminante tem 885m de altitude. os rios Crubixá-Mirim. em Santa Leopoldina. Escalvada (619 m). Na bacia do rio Santa Maria da Vitória. Na bacia do rio Santa Maria da Vitória. Bragança (640 m).044 m) e Martha (630 m). do Galo (930 m) e Pé de Urubu (615 m). apresentando muitas vezes afloramentos rochosos.

principalmente na parte sul. cujo curso possui longos trechos de gradientes suaves e sinuosos. contendo várzeas atuais. Por sua vez.909 m). O setor correspondente ao Patamar Ocidental tem um aspecto mais uniforme.462 m e 1. na bacia do rio Jucu. Esta unidade corresponde a quase 40 % das bacias em estudo. as Serras do Garrafão e Tijuco Preto são as únicas grandes elevações dignas de destaque. os maiores acidentes geográficos são as Serras do Redentor (1. São visíveis os sinais de escorregamento de terra e intensos ravinamentos.Nesse município. Estas nem sempre .305 m. respectivamente. As várzeas estão representadas nas áreas planas. sem ligações entre si. com 1. e o rio Santa Maria da Vitória não foge à regra. Está localizada na porção Centro-Oeste. com um vale amplo. o rio Santa Maria da Vitória corta estas formações estruturais no sentido ONO-ESE. a presença de vales abertos e colmatados. com relevos dissecados em formas colinosas ou alongadas com topos convexos.860 m) e da Pedra Azul (1. constituindo o coletor dos longos e estreitos vales que comportam os cursos fluviais. em escala ampla. Os rios do Batatal e Galo são os principais cursos localizados nas grandes linhas estruturais descontínuas. São Domingos e Marechal Floriano. distribuindo-se pelos municípios de Santa Maria do Jetibá. A existência de ravinamentos é perceptível e associa-se inclusive às características texturais finas e arenosas dos colúvios que recobrem os relevos. resultantes da acumulação fluvial ou de enxurradas. aproveitando as pequenas falhas. É muito comum. O relevo é menos acidentado que o do Patamar Oriental e as encostas são longas e uniformes. Na bacia do rio Santa Maria.

constituídos de materiais arenosos. sendo amplamente utilizadas para olericultura.possibilitam representação em pequena escala. de granulometria fina a média. As várzeas são de grande importância econômica. sendo recobertos periodicamente por uma película de argila resultante das inundações. através de ressaltos topográficos. Fonte: Diagnóstico e Plano Diretor das Bacias dos Rios Santa Maria da Vitória e Jucu. . Os depósitos aluviais coalescem. com a parte terminal dos planos inclinados.

You're Reading a Free Preview

Descarregar
scribd
/*********** DO NOT ALTER ANYTHING BELOW THIS LINE ! ************/ var s_code=s.t();if(s_code)document.write(s_code)//-->