NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME

DA

ORDEM

CURSO GRATUITO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PRÁTICA DE TRABALHO

3º EO 2009

Professora Aryanna Linhares Manfredini

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QUESTÃO 1: O advogado da empresa Delta, munido do instrumento de procuração, compareceu a uma audiência de conciliação, à qual o preposto da reclamada não compareceu. Diante dessa situação hipotética, responda, de forma justificada, à seguinte pergunta: Deve ser aplicada a revelia à empresa Delta? GABARITO: Segundo o art. 844, da CLT o não comparecimento da reclamada, importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. No mesmo sentido, dispõe o enunciado da súmula 122 do TST, o qual estabelece expressamente que ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, a reclamada será revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração. SÚMULA 122, TST. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.

QUESTÃO 2: A empresa Orvalho Matinal litigava contra um ex-empregado na justiça do trabalho em processo que corria sob o rito sumaríssimo. O juiz de 1.º grau julgou procedente a ação, tendo sido a sentença confirmada pelo tribunal regional do trabalho. O advogado da empresa resolveu interpor recurso de revista. Ao fundamentar seu recurso, o advogado alegou que a decisão do tribunal regional contrariava o disposto em uma orientação jurisprudencial da SBDI 1, do Tribunal Superior do Trabalho, sendo este argumento o único de mérito presente no recurso de revista. Na situação hipotética apresentada, o recurso de revista interposto pelo advogado da empresa Orvalho Matinal está apto a ser conhecido? Justifique a sua resposta. (CESPE 2008.1)

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GABARITO: Não, pois o recurso de revista tem hipóteses específicas para que seja admissível. No rito sumaríssimo, o recurso de revista só poderá ser interposto se houver contrariedade a súmula ou a CF. QUESTÃO 3: Antônio moveu reclamação trabalhista contra a empresa Lua Cheia, pleiteando, em sede de antecipação de tutela, a sua reintegração no emprego. Ao apreciar tal pedido, o juiz determinou, sem a oitiva da parte contrária, a imediata reintegração de Antônio. Na mesma decisão, o juiz determinou a notificação das partes para comparecimento à audiência inaugural. A empresa foi notificada para o cumprimento da ordem de reintegração deferida. Considerando a situação hipotética apresentada, na condição de advogado(a) da empresa, especifique, de forma fundamentada, o instrumento processual hábil para buscar reverter a decisão do juiz. (CESPE 2008.2) GABARITO: O instrumento processual é o mandado de segurança, pois, no processo do trabalho, decisão interlocutória não comporta impugnação por recurso (súmula 414, II do TST). SÚMULA 414, II DO TST. No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. QUESTÃO 4: Considere que, em uma reclamação trabalhista, o juiz tenha concedido, na sentença, a antecipação da tutela e que o advogado da empresa reclamada tenha interposto recurso ordinário contra essa decisão. Nessa situação, caso se objetive a concessão do efeito suspensivo ao recurso ordinário interposto, que providência deve ser tomada? Fundamente sua resposta com base no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. (CESPE 2009.2)

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GABARITO: O advogado deverá mover uma ação cautelar, apresentando os fundamentos necessários para pedir que seja aplicado o efeito suspensivo ao recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso, conforme entendimento pacificado no TST, por intermédio da Súmula 414, I. SÚMULA 414, I DO TST. A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. QUESTÃO 5: Ana Maria Braga e a Empresa TV Grande pactuaram acordo para resolução de reclamação trabalhista. Formalizaram o acordo por escrito e encaminharam petição ao juiz, com cópia de acordo em anexo, formulando pedido de homologação. O juiz, contudo, não homologou o acordo. Pedro, então, impetrou mandado de segurança contra o juiz, pleiteando a homologação do acordo via concessão do mandado de segurança. Segundo entendimento do TST, será concedida a segurança? GABARITO: Segundo Súmula 418 do TST, a homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. SÚMULA 418, TST. A concessão de liminar ou a homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. QUESTÃO 6: João prestou serviços pessoalmente, como representante comercial devidamente inscrito no CORCESP, para determinada empresa, pelo período de 10 anos. Rescindido o contrato por deliberação da representada no início de 2008, sem qualquer causa justificada, João postulou na justiça do trabalho os direitos decorrentes da lei que regulamenta a atividade dos 4

º grau que havia estabelecido condenação da massa 5 . QUESTÃO 8: O advogado da massa falida da empresa Ômega interpôs recurso ordinário de sentença de 1. de 2009).NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM representantes comerciais autônomos.500. Nessa situação. O juízo do trabalho. A assistência judiciária compreende as seguintes isenções: VII – dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso.00. ampliando a competência da justiça do trabalho para questões de prestação de serviços em que o autor seja pessoa natural. que deu nova redação ao art. haja vista a Emenda Constitucional 45. QUESTÃO 7: Uma entidade filantrópica figurou como reclamada em reclamação trabalhista movida por um ex-empregado e obteve o benefício da assistência judiciária gratuita deferido pelo juiz. em despacho liminar. caso a entidade filantrópica tenha interesse em interpor recurso ordinário contra a sentença proferida pelo juiz. sob o fundamento de tratar-se de mera prestação de serviços e não de vínculo de emprego. que inseriu o inciso VII ao artigo 3º da Lei 1060/50. Lei 1060/50. tendo o valor da condenação alcançado o montante de R$ 9. em face da Lei Complementar 132/09. caso queira interpor recurso ordinário em face de sentença condenatória não precisará efetuar o depósito recursal. ela deve proceder ao recolhimento do depósito recursal? Justifique a resposta. 114 do Constituição Federal. Nessa situação hipotética. o juiz proferiu sentença. Após a instrução processual. ajuizamento de ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório. Art. (CESPE OAB 2009. o posicionamento do juízo do trabalho está correto? Fundamente sua resposta.2) GABARITO: A entidade filantrópica beneficiária da justiça gratuita. (Incluído pela Lei Complementar nº 132. julgando procedente o pedido formulado pelo reclamante na inicial. (OAB/SP – 135º EXAME DA ORDEM) GABARITO: O posicionamento está incorreto. deu-se por incompetente. 3º.

sendo que o agente de inspeção lhe impôs uma multa. 636 da CLT. dispõe a súmula vinculante 21 do STF: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. foi interposto recurso administrativo. 6 . TST). Pergunta-se: A conduta deste órgão está em consonância com o entendimento do TST? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: Não.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM falida em verbas trabalhistas de ex-empregado. todavia. 5º. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. a multa foi mantida. o qual foi indeferido pelo seguinte despacho: diante da falta de comprovação do depósito do valor da multa. o referido advogado não efetuou o recolhimento do preparo nem pagou as custas processuais. Nesse caso. pois não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação (Súmula 86. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. pois a Súmula 424 do TST afirma que o § 1º do art. não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial. durante uma inspeção do Ministério do Trabalho. a empresa apresentou defesa no prazo de 10 dias. foi autuada. SÚMULA 86. TST. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. o recurso ordinário deve ser considerado deserto? Justifique a sua resposta. Com isso. Contudo. indefere-se o seguimento do recurso. QUESTÃO 9: A empresa Bolachas. No mesmo sentido. Entretanto. Esse privilégio. Inconformada. GABARITO: Não. Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação.

QUESTÃO 10: "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B". (artigo 461 da CLT). A empresa "B" contestou o feito. alegando que o paradigma. para a existência da equiparação salarial. SÚMULA VINCULANTE 21. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. GABARITO: Recurso Ordinário. STF. QUESTÃO 11: Sendo duas as empresas reclamadas. devem ter o Reclamante e o paradigma trabalhado na mesma localidade. A Vara do Trabalho julgou procedente a Reclamação. 5º. diante das provas produzidas. o paradigma trabalhava na Cidade de Varginha – MG. TST. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 7 . 636 da CLT. interposto o recurso também por ambas. Nesta situação hipotética. enquanto o Reclamante trabalhava em São Paulo – Capital. ou seja. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. apesar de trabalhar na mesma função do Reclamante. pleiteando equiparação salarial com o paradigma "C". o depósito recursal deve ser efetuado por ambas ou o depósito feito por uma das condenadas favorece a outra? Justifique. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 424. alegando que. O § 1º do art. condenadas ambas solidariamente. fazia-o em outra unidade. e a diferença salarial derivava das convenções coletivas de trabalho que determinavam salários diferenciados. que medida deve ser adotada pelo advogado de “B”? Apresente devidos fundamentos legais.

SÚMULA 128. do TST. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. QUESTÃO 13: É possível a juntada de documentos em sede de recurso? (CESPE OAB SP 112) GABARITO: A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença (Súmula 8 do TST). quando não haja pedido de exclusão da lide. O recurso adesivo é compatível com o processo do trabalho e cabe. SÚMULA 283. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. sendo desnecessário que a matéria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. Referido Enunciado foi. QUESTÃO 12: Tendo sido julgada parcialmente procedente reclamatória trabalhista. TST. nos termos da Súmula 128. em especial a Súmula 283. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. no prazo de 8 (oito) dias. III. de há muito. do TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O depósito efetuado por uma das empresas favorece a outra. O Juízo rejeitou. de agravo de petição. Está correta tal deliberação? Discorra e fundamente. GABARITO: Não. prevalecendo hoje pacífica jurisprudência que entende compatível o Recurso Adesivo em matéria trabalhista. o referido recurso adesivo. 8 . no prazo concedido para apresentar suas contra-razões ao Recurso Ordinário da empresa. revisto e cancelado. de revista e de embargos. sob o fundamento de expressa vedação constante do Enunciado 175-TST. de plano. o reclamante apresentou Recurso Adesivo. III DO TST. nas hipóteses de interposição de recurso ordinário.

o empregador apresenta recurso de embargos de declaração. O Presidente do Tribunal Regional do Trabalho indefere o processamento do recurso. É o Agravo de Instrumento que serve para destrancar recurso – artigo 897 “b” da CLT. para corrigir omissão no julgado. deferindo-se o pagamento de aviso prévio. Aduz que. a parte deverá consignar protesto. com a alegação de intempestividade. O pedido é julgado parcialmente procedente em primeiro grau e segundo grau. Ajuíza reclamação para cobrar as parcelas. correspondendo o aviso prévio a R$ 1. O processo do trabalho se rege pelo princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. somente depois de publicado o acórdão proferido nos embargos de declaração.000. sob o argumento de ser indevida a parcela no caso de transferência provisória.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 8. QUESTÃO 14: Pelo princípio da subsidiariedade. Para que não se alegue preclusão. 469.00. não tendo recebido pagamento de aviso prévio e de adicional de transferência. apresenta recurso de revista. não havendo o empregado apresentado embargos de declaração. mas não de adicional de transferência. inexistindo previsão de Agravo Retido no artigo 893 da CLT. O empregado. cabe Agravo Retido no processo trabalhista? Responda e fundamente. sob alegação de ofensa ao art. TST. da CLT. Publicado o acórdão.00 e o adicional de transferência a R$ 5. Como advogado do 9 .000. (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Não. QUESTÃO 15: Empregado transferido provisoriamente é dispensado sem justa causa. A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. a respeito da época própria para atualização da parcela deferida. o prazo para interposição de recurso de revista fluiu a partir do primeiro acórdão.

nos termos do art. Em 27 de abril de 2006. ao analisar os embargos. GABARITO: A medida processual adequada corresponde ao recurso de agravo de instrumento. o qual versará. apresentando os devidos fundamentos legais. foi acometido de doença laboral. o advogado da empresa interpôs recurso ordinário. O agravo deverá conter indicação das peças obrigatórias e necessárias à compreensão da controvérsia. pago pelo INSS. exclusivamente.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM empregado. formulada pelo professor) GABARITO: O advogado da empresa deve interpor um RO Complementar. 10 (Questão . o advogado do empregado interpôs embargos de declaração. adote a medida cabível para impugnar os pontos alterados na sentença. após a publicação da sentença. QUESTÃO 17: João empregado da Empresa Faz Tudo Ltda. sobre a matéria alterada pelos embargos declaratórios. que o declarou inapto para o serviço. tendo em vista que os embargos de declaração. ele foi encaminhado à perícia médica do INSS. o instituto cessou o pagamento do auxílio. QUESTÃO 16: Em determinada reclamatória trabalhista. em virtude de ter sido constatada a recuperação da capacidade laborativa de João. Em 4 de junho de 2006 João ainda não havia retornado ao emprego.. alterou a sua decisão. o que provocou o seu afastamento. No terceiro dia. Ocorre que. interrompem o prazo para outros recursos em favor de qualquer das partes. do CPC. no dia seguinte. 538. No agravo deve-se alegar a tempestividade do recurso de revista. O juiz. de forma que a sentença passou a ser totalmente procedente. como advogado da empresa. mencione a medida processual adequada. Após 15 dias de afastamento. Neste caso. A partir dessa data João passou a receber auxílio-doença acidentário. foi proferida sentença parcialmente procedente. em 27 de setembro de 2005. em exame médico realizado pela Previdência Social.

após a despedida.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. II . SÚMULA 32. 11 . recebendo auxílio-doença acidentário. em sendo ação. (CESPE OAB SP 121) GABARITO: A reconvenção é admitida no processo trabalhista (artigo 769 da CLT). 118 da Lei 8212/91 e Súmula 378 do TST João teria estabilidade no emprego de no mínimo 12 meses pelo fato de ter ficado afastado do emprego por período superior a 15 dias. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. 284 e 295. todos do CPC). GABARITO: Segundo o art. conforme Súmula 32 do TST. discorra de forma fundamentada sobre a existência ou não de direito de João à estabilidade provisória no emprego e sobre as conseqüências legais relativas ao fato de João ainda não ter retornado ao emprego. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. TST. QUESTÃO 18: A reconvenção pode ser indeferida liminarmente porque não é admitida no processo trabalhista ou por outra causa? Fundamente. I .São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. e. Contundo o não-retorno de João ao serviço até 4 de junho configura abandono de emprego. pode ser indeferida liminarmente quando não se apresentar com os requisitos da lei processual atinentes à petição inicial (artigo 315 c/c os artigos 282. Assim. salvo se constatada. SÚMULA 378.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM nem apresentado qualquer justificativa para esse fato. TST.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado.

responda. Considerando que no processo do trabalho é cabível agravo de petição das decisões do juiz do trabalho em execuções. o agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar. impedindo que o empregador e outros empregados que não aderirem à greve ingressassem em suas dependências. previsto nos arts. de competência da justiça do trabalho. as matérias e os valores impugnados. QUESTÃO 20: Qual o meio processual adequado para cobrar importância cujo pagamento está previsto em acordo celebrado perante comissão de conciliação instituída no âmbito da categoria profissional do empregado? GABARITO: O acordo celebrado perante comissão de conciliação. pois de acordo com o disposto no art. justificadamente. à seguinte pergunta relativa à situação hipotética apresentada acima. nos próprios autos ou por carta de sentença. § 1º da CLT. de forma justificada. QUESTÃO 21: Os empregados da Empresa Devo Não Nego Ltda. invadir sua sede. permitida a execução imediata da parte remanescente até o final. sem especificar a matéria e os valores impugnados. ameaçam deflagar greve com o objetivo de pressionar a empresa para conceder reajuste salarial. 897. constitui titulo executivo extrajudicial. 920 e ss e 932 do CPC . O recurso interposto pelo advogado está apto a ser conhecido e provido? GABARITO: Não. 876 e seguintes da CLT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 19: O advogado da empresa Beta interpôs agravo de petição apresentando fundamentação genérica. nos termos dos arts.. Qual seria a medida judicial cabível para proteger os interesses da Empresa e assegurar o acesso dos empregados e do empregador a mesma? Justifique sua resposta? GABARITO: A medida cabível é o interdito proibitório. como determinado 12 . O meio adequado para cobrar a importância nele prevista corresponde à ação de execução.

esta lhe fornecia seguro de vida. dentre os seus representantes (art. No caso do Presidente da CIPA. QUESTÃO 22: Considere que o presidente da CIPA no âmbito de determinada empresa tenha sido demitido sem justa causa. 114. da CLT). § 5º. 13 . assevera-se que tal dispositivo só é aplicável ao empregado eleito pelos demais empregados. vedam a dispensa sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção da CIPA. SÚMULA VINCULANTE 23. anualmente. caberia reclamação trabalhista contra o ato do empregador? GABARITO: A CIPA tem composição paritária. a outra metade é indicada pelo empregador (art. descabendo qualquer reclamação trabalhista objetivando reintegrar o obreiro no emprego. 164 § 2º da CLT). Maurício ajuizou "RT" contra a empresa. este não tem direito à estabilidade no emprego. 164. Após ter sido demitido sem justa causa. da CF e confirmado pela súmula vinculante nº 23 do STF que estabelece que cabe a esta Justiça Especializada processar e julgar as ações possessórias ajuizadas em decorrência do exercício do direito de greve. A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. pleiteando a integração do valor do seguro de vida ao seu salário. alínea "a". No entanto. II. bem como o artigo 165 da CLT. sendo que metade dos representantes são eleitos em escrutínio secreto pelos empregados (art. do ADCT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pelo art. tendo em vista a função desempenhada pelo empregado. o qual é designado pelo empregador. O art. 10. II. QUESTÃO 23: Maurício laborava para a empresa Serve Bem Ltda. CF/88. Nessa situação. § 1º da CLT). STF. O pedido de Maurício encontra amparo legal? Justifique. desde o registro da candidatura até um ano após o final de seu mandato.. 164.

postulou horas extras. O banco não possuía banco de horas. § 2º. Arquimedes foi demitido em 20/12/09 e. que o seguro de vida não será considerado salário utilidade. V da CLT afirma. o banco deve embasar sua defesa no artigo 224. exerceu a função de gerente de atendimento de agência bancária. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. a qual afirma que o bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. QUESTÃO 24: Arquimedes.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O pedido não encontra amparo legal. II. uma vez que o artigo 458. Cumpria a jornada de trabalho das 8h ás 18 horas. pois recebia gratificação no importe de um terço do salário. Observa-se que o Reclamante laborava 8 horas diárias. em reclamação trabalhista. TST. qual a argumentação que o banco deve utilizar para a defesa do banco quanto às horas extras pleitadas? Fundamente. expressamente. razão pela qual percebia uma gratificação no importe de um terço sobre seu salário do cargo efetivo. II do TST. portanto estas já eram remuneradas. segundo o qual a jornada de 06 horas contínuas e 30 horas de trabalho por semana não se aplicam aos que exercem funções de direção. com duas horas de intervalo intrajornada. gerência. Neste caso. SÚMULA 102. § 2º da CLT. chefia e equivalentes ou que desempenhem outros cargos de confiança. O bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. 14 . desde sua admissão. Portanto. desde que o valor da gratificação não seja inferior a um terço do salário do cargo efetivo. fiscalização. Conclui-se que o reclamante não tem direito a horas extras. a parcela não é considerada salário ‘in natura’ e não será integrada ao valor do salário. A defesa deve arguir também a enunciado da Súmula 102. GABARITO: Nesta situação hipotética.

até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. não são devidas as horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários (Súmula 257. GABARITO: Sim. Com relação à situação hipotética apresentada. que culminou por ser incorporada no ordenamento por meio do art. par. que estabelece de forma taxativa as condições para que o tempo de percurso seja computado na jornada de trabalho. Após o término da relação de emprego. 2º da CLT. o recebimento de horas extras. TST). QUESTÃO 26: Empresa que fornecia ônibus executivo para o transporte dos empregados. A matéria foi objeto da Súmula 90 do TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 25: O banco Cidade contratou Nélson. em condução fornecida pelo empregador. TST. é computável na jornada de trabalho. GABARITO: O obreiro não deve ser enquadrado como bancário. para trabalhar como vigilante. SÚMULA 257. diretamente. 58. contratado diretamente por banco ou por intermédio de empresas especializadas. recusou-se a considerar tal percurso como de horas “in itinere”. Nelson ajuizou ação trabalhista postulando seu enquadramento como bancário e. que se deslocavam para local de fácil acesso e com disponibilidade de transporte público. TST. bem como o pagamento de parcelas previstas em normas coletivas dos bancários. e para o seu retorno. A posição da empresa está correta ? Fundamente. conforme o art. 15 .O tempo despendido pelo empregado. Logo. O vigilante. pois vigilante contratado por banco ou por intermédio de empresas especializadas não é bancário. I . não é bancário. SÚMULA 90. indaga-se: O obreiro deve ser enquadrado como bancário? São-lhe devidas as pleiteadas horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários? Fundamente a sua resposta. a posição da empresa está correta. 224 da CLT. consectariamente.

OJ 98.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM II . SDI-II. é ilegal a exigência de depósito prévio para custeio de honorários periciais. independentemente do depósito. É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais. A atitude do juiz está correta? Responda fundamentadamente. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo.Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. dada a incompatibilidade com o processo do trabalho. não há discriminação das verbas remuneratórias. IV . sendo todas elas englobadas sob o título de salário. SDI-2. III . QUESTÃO 28: Geraldo é gerente de vendas em uma sapataria e recebe.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia. sendo cabível o mandado de segurança. Entretanto. Ao deferir a realização de perícia técnica o juiz exigiu a realização de depósito prévio dos honorários periciais. visando a realização de perícia . GABARITO: Segundo OJ 98.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". 16 . no demonstrativo de pagamento entregue a Geraldo todos os meses. um adicional pela função que exerce. V . Considerando a situação hipotética apresentada. independentemente do depósito. TST. além do salário e das horas extras trabalhadas. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. dada a incompatibilidade com o processo do trabalho.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. QUESTÃO 27: João das Cores ajuizou reclamatória trabalhista pleiteando adicional de insalubridade.

sem que seja feita a discriminação isolada de cada uma delas nos demonstrativos de pagamento (Súmula 91/TST). com a devida fundamentação jurídica. explicitando. O piso salarial da categoria. sempre recebeu apenas R$ 500. era de R$ 1. podendo dar ensejo a renúncia prévia a direitos na fórmula de salário conjunto (art. das 8h00 às 12h00.º da CLT). Evilásio tem direito as diferenças salariais? Fundamente a sua resposta no posicionamento do TST.00. GABARITO: Nos termos da Orientação Jurisprudencial 358. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. se ela é admitida no âmbito do direito do trabalho. TST. É forma de remuneração que possibilita a fraude aos direitos trabalhistas. havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. Apesar disso. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Considera-se como salário complessivo aquele que pretende abranger várias verbas salariais.00 no período em que trabalhou. para trabalhar como instalador de calhas. todos os pagamentos devidos pelo empregador devem ser claramente descritos nos recibos de pagamento. de modo que é vedado o pagamento de parcelas salariais distintas sob o mesmo título. do Tribunal Superior do Trabalho. previsto em convenção coletiva de trabalho. inferior a previsão legal de oito horas diárias ou quarenta e 17 . porque a indiscriminação das parcelas salariais não permite concluir se foram elas efetivamente pagas. o que é repudiado pelo direito do trabalho. 9. SÚMULA 91. da SDI-1.000. QUESTÃO 29: Evilásio foi contratado pela empresa de calhas Chove Mas Não Molha Ltda.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM caracterize a forma de remuneração paga a Geraldo. englobadamente. sob pena de configuração de salário complessivo.

NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM quatro semanais. de 27 de julho de 1994. 18 . TST. unilateralmente. assim. Diante desses fatos. assim. repercutindo. OJ 358. repercutindo. § 4º.923. SDI – 1. é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado QUESTÃO 30: Discorra sobre o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho a respeito da natureza do da parcela que remunera o intervalo intrajornada reduzido ou suprimido. inferior à previsão constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais. 71. 8. Salário mínimo e piso salarial proporcional à jornada reduzida. Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. QUESTÃO 31: João é servente da construção civil e dirigente sindical dos trabalhadores da referida categoria. Há no contrato. GABARITO: A parcela prevista no art. 71. determina sua transferência para município fora da base territorial do sindicato profissional. SDI-1. no cálculo de outras parcelas salariais. cláusula prevendo a possibilidade de transferência do empregado para localidade diversa daquela em que ele foi celebrado. é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado. TST). § 4º. Possui natureza salarial a parcela prevista no art. TST. Seu empregador. possui natureza salarial. Possibilidade. SDI-1. da CLT. devida quando o intervalo é suprimido ou reduzido. A atividade de João não é especializada e no município para onde será transferido não há deficiência de mão-de-obra para executar tal função. com redação introduzida pela Lei n. OJ 354. no cálculo de outras parcelas salariais (OJ 354.

Ao ser despedido sem justa causa. por meio da Súmula n. já que eleito por decisão de assembléia. especialmente o entendimento já consagrado pelo TST.º 269. Com base nesses dados. afirmasse que a eleição do diretor para ocupar cargo em sociedade anônima suspende seu contrato de trabalho durante o exercício do cargo. exercia.A. fundamente a atitude da empresa. Deveria também o candidato esclarecer 19 . sem comprovação da necessidade do serviço. analisando o entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre a matéria. após 10 anos de trabalho para essa empresa. GABARITO: Esperava-se que o candidato. De fato. Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do Art. 659. questionar judicialmente a ordem de transferência.Súmula 43 do TST e (b) por ser dirigente sindical o empregado não poderá ser transferido para local que lhe dificulte ou impossibilite o desempenho de suas atribuições sindicais (art.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pergunta-se: A) É lícita a transferência determinada pelo empregador? B) Caso João pretenda.A. de modo imediato e urgente. porquanto a empresa empregadora não depositara os 40% devidos sobre o FGTS. 469 da CLT.. QUESTÃO 32: Antônio Camargo. TST. empregado da empresa XYZ Indústria e Comércio S. qual a medida processual cabível? GABARITO: A transferência não é lícita porque: (a) não há necessidade de prestação de serviços em outra localidade . entendeu que o cálculo de sua indenização compensatória era inferior ao devido. relativamente ao período em que exerceu o cargo de direção na XYZ Indústria e Comércio S. comprovou-se que não houve nenhum recolhimento de valores à conta do FGTS de Antônio Camargo no período em que este exerceu o cargo de diretor. IX. sem qualquer subordinação jurídica. nos últimos três anos. 543 da CLT). Deverá propor reclamatória trabalhista com pedido liminar para tornar sem efeito a determinação de transferência do Sr. João (art. cargo administrativo de diretor comercial nessa empresa. SÚMULA 43. da CLT).

18. o Sr. Archimedes foi intimado acerca da penhora da chácara e não tomou qualquer providência. João das Dores ingressou com Reclamatória Trabalhista em face do Sr. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. com fundamentação legal. o Sr. tendo havido a demissão do trabalhador em março de 2006. há cerca de 5 (cinco) anos o casal possui uma chácara de lazer. em 12/08/2007 o Sr. não se computando o tempo de serviço deste período. se durante a suspensão do contrato não há recolhimento ao FGTS (fato dado pela questão). 20 . SÚMULA 269. que a falta de depósito é proveniente de uma faculdade legal. qual(is) a(s) medida(s) adequada(s) para defesa dos interesses da Sra. João das Dores como caseiro para trabalhar na chácara. Archimedes intimado da sentença quando da sua publicação. todavia não apresentou recurso. Lucia? Esta medida poderá afastar a penhora do bem (chácara)? Em que prazo ela deverá ser apresentada? Justifique. Lucia Hipólito. em decorrência da suspensão contratual. O candidato deveria salientar. O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. sobretudo. de forma que.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que o art. no bairro de São Braz. mas. seu esposo contratou.036/90 estabelece de maneira explícita que a indenização compensatória de 40% deve incidir sobre os depósitos realizados na conta vinculada. Lúcia Hipólito (—do lar“) procurou Vossa Senhoria em seu escritório no dia 15/09/2007 e narrou o seguinte: é casada há 30 (trinta) anos sob o regime de comunhão universal de bens com o Sr. Archimedes Santos e a ação correu à revelia deste último. Lucia deseja contratar um advogado para tomar as medidas necessárias a partir de então (15/09/2007). em janeiro de 2004. § 1° da Lei 8. não é possível pretender o acréscimo de 40% sobre depósitos inexistentes. TST. Curitiba/PR. Na qualidade de advogado da Sra. Archimedes Santos (bancário). QUESTÃO 33: Sra. foi o Sr. Diante desta situação a Sra.

1046 do Código de Processo Civil. Lúcia. Lúcia são os Embargos de Terceiro. QUESTÃO 34: Menor trabalhador. com 16 (dezesseis) anos de idade. É procedente a pretensão? Discorra e fundamente. GABARITO: Não. Os embargos somente protegerão a meação da Sra. sem prévia aprovação em concurso público. ativou-se legalmente por dezoito meses em funções e condições compatíveis. é legitimado ativo para a ação de Embargos de Terceiro. 21 . após a CF/1988. a contratação de servidor público. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. No processo de execução os embargos somente podem ser opostos até cinco dias após a arrematação. § 3º. 1046. 1048. QUESTÃO 35: Jacira foi contratada para trabalhar na administração pública em 2000. encontra óbice no respectivo art. O contrato de Jacira é válido. 439 da CLT dispõe expressamente que é lícito ao menor firmar recibo de pagamento do próprio salário. II e § 2º. nos termos do art.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida adequada para a defesa dos interesses da Sra. tendo em vista que o art. mas sempre antes da assinatura da respectiva carta (art. respeitado o valor da hora do salário mínimo. sob a alegação de que o menor não tinha poderes para firmar recibo de seus salários. sendo então despedido. em relação ao número de horas trabalhadas. quais direitos lhe são assegurados? GABARITO: Segundo súmula 363 do TST. os responsáveis legais exigiram da empresa o pagamento dos salários de todo o período. do CPC. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. com aplicação supletiva admitida pelo artigo 769 da CLT. 37. sem prévia aprovação em concurso público. o cônjuge na defesa de seus próprios bens reservados ou atinentes à meação. A pretensão é improcedente. CPC). adjudicação ou remição. Nos termos do art. Por ocasião do pagamento das verbas decorrentes da rescisão contratual.

O entendimento da Súmula está em consonância com a Convenção 132 da OIT. como advogado. Tendo Manuel se recusado a assinar a 22 . Responda à Zeca de forma fundamentada. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. QUESTÃO 37: Manuel. do TST. QUESTÃO 36: Zeca foi contratado pela empresa Sol Ltda. no dia 2 de fevereiro de 2007.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 363. percebeu que não havia o pagamento das férias proporcionais. em relação ao número de horas trabalhadas. II e § 2º. respeitado o valor da hora do salário mínimo. Sua ex-empregadora lhe disse que tal verba não é devida aos empregados que pedem demissão antes de completar 12 meses de serviço. encontra óbice no respectivo art. Ao receber as verbas rescisórias. GABARITO: Nos termos da Súmula 261. após criticar seu superior hierárquico de forma contundente e com uso de expressões depreciativas. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. A contratação de servidor público. foi advertido por escrito. for demitido sem justa causa ou no caso de extinção do contrato por prazo determinado. apesar do art.. Desconfiado. TST. O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais. e pretende pedir demissão em 30 de novembro no mesmo ano. 147 da CLT. o empregado que pede demissão antes de completar 12 meses de serviços tem direito a férias proporcionais. 147 da CLT dispor que somente terá direito a férias proporcionais o empregado que. SÚMULA 261.. mostrando-lhe o art. empregado da empresa Super Boa Ltda. estando a menos de 12 meses na empresa. sem prévia aprovação em concurso público. TST. após a CF/1988. o procura. para saber se seu empregador falou a verdade. 37.

da empresa. QUESTÃO 38: Mário moveu reclamação trabalhista contra a empresa Forense Ltda. A dispensa por justa causa depende da prática de falta grave prevista de forma taxativa na Legislação. houve duplicidade de punição (bis in idem). por ato de indisciplina. A recusa do empregado em assinar a advertência é seu direito e não se configura falta grave. relativo às horas extras. A citada empresa contestou. o advogado da empresa juntou à contestação os cartões de ponto de Mário. Como a ausência de assinatura do empregado não configurou falta grave. que passa a ser do empregador. invertendo-se o ônus da prova. pleiteando o pagamento de horas extras que alega ter cumprido durante o pacto laboral. pois cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. a infração laboral caracterizadora da falta grave caracterizase como comportamento do trabalhador que prejudique o cumprimento de suas obrigações contratuais trabalhistas. mas que não foram solvidas pela empresa. foi correta a decisão da empresa de dispensar o empregado por justa causa? Fundamente sua resposta. De fato. a apresentação dos cartões de ponto de Mário. sob o argumento de prática de falta grave.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM referida penalidade. Nessa situação hipotética. ele foi dispensado.. que demonstravam horário de entrada e de saída de acordo com horário de trabalho previamente estabelecido. Para comprovar sua tese defensiva. que demonstram horário de entrada e de saída de acordo com o horário de trabalho previamente estabelecido. alegando que Mário jamais efetuara qualquer tipo de trabalho em jornada extraordinária. 23 . por justa causa. GABARITO: Não é suficiente. é suficiente para comprovar a ausência de jornada extraordinária que Mário alega ter cumprido? Justifique sua resposta. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Não foi correta a decisão da Empresa. Na situação hipotética apresentada.

que passa a ser do empregador. III do TST). contra a empresa Mosaico Ltda. indique. indicou dois veículos de sua propriedade suficientes para garantia da execução.000. SÚMULA 417. e considerando incabível o agravo de petição. no momento oportuno.. proferiu decisão estabelecendo a substituição desses bens por dinheiro. (CESPE – OAB 2009. SÚMULA 338. nos moldes do artigo 620 do CPC.00. atitude que afetou o fluxo de caixa e todo o planejamento financeiro da empresa. 620 do CPC. III do TST. com base na súmula 417. Em se tratando de execução provisória. pois o executado tem direito a que a execução se processe da forma que lhe seja menos gravosa. fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro. com a devida fundamentação. quando nomeados outros bens à penhora. Assevera-se que. Em face dessa situação hipotética. prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. nos termos do art. do TST. Entretanto. 24 . no valor de R$ 50. III do TST. III. a solução jurídica adequada para enfrentar a situação. que. relativo às horas extras. na qualidade de advogado(a) consultado(a) pela empresa Mosaico Ltda. a fim de dar maior garantia para o exequente. QUESTÃO 39: João promoveu a execução provisória. invertendo-se o ônus da prova.1) GABARITO: O advogado da empresa deve impetrar mandado de segurança.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir (Súmula 338.º grau. Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. a execução provisória deve seguir da forma que seja menos gravosa ao executado. o juiz de 1.

acolheu a exceção e determinou a remessa dos autos para a vara do trabalho indicada na exceção de incompetência. recebendo parcialmente suas verbas rescisórias. parágrafo 2º da CLT. Sc. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. Diante destas informações e sabendo que o autor ficou inconformado com a decisão do juízo excepcionado. no caso em tela do Paraná e Santa Catarina. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. 25 . no prazo de 8 dias. Na exceção apresentada em peça apartada. tendo em vista que houve remessa dos autos para outro Tribunal Regional. o excipiente pediu a remessa dos autos ao juízo competente. (Fundamento: Súmula 214 do TST). pois este foi o último local em que o autor prestou serviços. para trabalhar na função de vigia na filial da empresa situada na cidade de Rio Negro. pergunta-se: Há algum mecanismo processual adequado para o autor impugnar a decisão do juízo que acolheu a exceção de incompetência oportunamente argüida pelo réu em audiência? Se a resposta for positiva qual o prazo e a medida processual a ser interposta? (OAB PR 2005. O procurador do reclamante protocolou a reclamação perante a vara do trabalho de Mafra. salvo nas hipóteses de decisão que acolhe de exceção de incompetência territorial. SC. Por ocasião da dispensa o obreiro estava laborando na matriz da empresa localizada no município de Mafra. consoante disposto no art. O réu na audiência inicial apresentou exceção de incompetência territorial. Em setembro/2004 o trabalhador foi dispensado sem justo motivo.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 40: Menelau Araújo foi contratado em fevereiro/2002 pela Ferro & Aço Indústria Metalúrgica Ltda. a vara do trabalho de São Jose dos Pinhais. parágrafo 1º. nos termos do artigo 893. PR O juízo da vara do trabalho de Mafra. com fundamento no artigo 651 da CLT. SC. PR. Na justiça do Trabalho. Inconformado com a dispensa o trabalhador procurou um advogado para ingressar com a reclamação trabalhista. 799.2) GABARITO: O remédio processual adequado para impugnar a decisão do juízo excepcionado é o Recurso Ordinário. no caso em tela.

543 da CLT (Súmula 369. 26 . elabore um texto dissertativo que aborde a questão da responsabilidade do dono da obra em relação às obrigações trabalhistas do empreiteiro no contexto do contrato de empreitada. O registro da candidatura de Pedro no curso do aviso prévio. do art. QUESTÃO 42: Com base no Direito do Trabalho. O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. Nessa situação específica. (CESPE 2008. não lhe assegura a estabilidade. V. TST. da CLT. deveria ser aplicada a Pedro a regra da estabilidade prevista no art. da CLT).1) GABARITO: Não. QUESTÃO 41: Pedro estava cumprindo o período referente ao aviso prévio quando registrou sua candidatura a cargo de dirigente sindical. consoante o disposto no art. V do TST. SÚMULA 369. 893. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. visto que inaplicável a regra do § 3°. a sua resposta. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. § 1º. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 214. ainda que indenizado. 543. § 3. § 2º. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. juridicamente. da CLT. da CLT? Fundamente.º. Na Justiça do Trabalho. 799. não lhe assegura a estabilidade. visto que inaplicável a regra do § 3º do art. nos termos do art.

OJ 191. O Juiz. É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado. diante da inexistência de previsão legal. indeferiu o pedido afirmando que não há previsão legal na CLT para estes casos. A posição do juiz está correta? Justifique. menciona-se a Lei 12.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: Nos termos da OJ 191 SDI-1. Diante da inexistência de previsão legal. TST. QUESTÃO 44: O advogado de José pleiteou em RT a tramitação preferencial do feito. (Questão formulada pelo professor) GABARITO: A decisão do juiz está errada. entretanto. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. Isto posto. SDI-1. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. QUESTÃO 43: Segundo o Tribunal Superior do Trabalho qual a conseqüência da interposição do recurso antes da publicação do acórdão? GABARITO: O recurso não será conhecido por ser extemporâneo (OJ 357 da SBDI 1 do TST). OJ 357 da SDI-1. pois seu cliente tem 62 anos. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. diante de omissões da CLT.008/09 acrescentou o artigo 1211-A ao CPC. segundo o qual os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa 27 . o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. é importante destacar o artigo 769 da CLT que admite a aplicação subsidiária do CPC. embora não haja previsão expressa na CLT sobre o caso em tela. TST.

I do TST.741/03 (Estatuto do Idoso).00. estabelece o artigo 71 da Lei 10. quando em 03/02/10 foi destituída do cargo de confiança. se o empregador. portanto. QUESTÃO 45: Joana laborou na empresa Cosméticos Ltda. se o empregado exercer a função por 10 anos ou mais. Joana assumiu um cargo de confiança. voltando. uma vez que o empregado nunca adquire estabilidade em tal posição e. Após dois anos de serviço.00). Neste mesmo sentido. não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. a receber apenas o salário referente ao cargo efetivo (R$ 600. I do TST. revertê-lo a seu cargo efetivo. Destaca-se. QUESTÃO 46: A procuração da empresa Verduras não faz menção ao seu representante legal.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. que o caso apresentado não se trata de redução salarial. em razão da responsabilidade e do comprometimento com o seu trabalho. Durante 6 anos. neste sentido dispõe a Súmula 372. o empregador não fica vinculado ao pagamento da gratificação. O empregador só estará vinculado ao pagamento da gratificação.000. sem justo motivo. Indignada. mas apenas da supressão da gratificação que antes lhe era fornecida em função do cargo de confiança. ou portadora de doença grave. cuja gratificação importava R$ 5. Joana lhe procura. Joana manteve seu cargo. a fim de perguntar: a empresa pode destituí-la do cargo de confiança? Isto não implica em redução salarial? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: A empresa pode retirar Joana do cargo de confiança. portanto. SÚMULA 372. no entanto apresenta todos os dados da pessoa jurídica. 28 . Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. cujo salário de seu cargo efetivo era de R$ 600.00.

sobre o salário básico do reclamante. não a impugna. para afastar a condenação imposta ao reclamado? b) Qual 29 . por sua vez. QUESTÃO 47: O empregador. sob a alegação de falta de contestação específica dos fatos. O empregador. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. OJ 373. Quais são os efeitos jurídicos produzidos por este mandato? GABARITO: Este instrumento de mandato não produz nenhum efeito jurídico. a teor do art. e o seu respectivo prazo. oferece recurso ordinário. acarreta. a teor do art. através de Reclamação Trabalhista. 654. o que. sem advogado. § 1º. 654. para a parte que o apresenta. Não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. para a parte que o apresenta. e na condição de advogado contratado pelo empregador. § 1º. sem a produção de outras provas. o que. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. Encerrada a instrução processual. Diante do exposto. postulando a incidência do adicional de periculosidade sobre o salário que efetivamente recebia. O empregado. pois a OJ 373 da SDI-1 do TST dispõe que não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. porém. do Código Civil. com a condenação do empregador no pagamento do adicional de periculosidade calculado. no momento em que recebida a intimação para oferecer suas contra¬-razões ao recurso interposto pelo reclamante. intimado da sentença e embora com ela não concorde. acarreta. em audiência na Justiça do Trabalho em que é cobrado. SDI-1 do TST. ao comparecer pessoalmente.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que está outorgando poderes. pergunta-se: a) Qual a medida processual cabível. aduz simplesmente nada dever ao empregado. o pagamento de adicional de periculosidade sobre o salário básico acrescido de outros adicionais pago ao reclamante. do Código Civil. é proferida sentença de acolhimento do pedido.

Um mês após. visando à reversão do que foi decidido em primeiro grau? Apresente as razões e os fundamentos legais cabíveis. inclusive a perícia técnica. GABARITO: A medida processual será o Recurso Ordinário. 13. ajuizou reclamatória trabalhista postulando adicional de periculosidade. da CLT. baixando os autos para fim de que o Juízo “a quo”. a saber: saldo de salário. Qual é a medida processual que o Advogado do reclamante deve promover. férias proporcionais. o juízo de primeiro grau julgou. bem como horas extras com o adicional legal por todo o período.S. O fundamento a ser usado é a alegação de nulidade de sentença em decorrência da ausência de realização de perícia para apuração de insalubridade. promova regular instrução quanto às matérias suscitadas. além dos refl exos de ambos os pedidos nas demais verbas. em que o Recorrente pleiteará a reforma da sentença de primeiro grau. O fundamento para a postulação é a de que a quitação. Na data designada. quanto a este.). sob o fundamento de inexistência de ressalva expressa quanto a supostos direitos de adicional de periculosidade e de horas extras.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM fundamento deve ser usado para que o réu obtenha êxito na demanda? (1º Exame de 2006) GABARITO: A medida processual adequada seria o Recurso Ordinário interposto de forma adesiva. “in casu” é restrita às 30 . pleiteando a anulação do julgado. Acolhendo a defesa da Reclamada (Empresa “X” Ltda. § 2°.G.T. improcedente a reclamatória. o empregado João da Silva foi despedido sem justa causa. alegando ter laborado de forma permanente em contato com inflamáveis. QUESTÃO 48: Após 05 (cinco) anos de trabalho. a saber: horas extras e adicional de periculosidade. aviso prévio indenizado. sem qualquer dilação probatória. no prazo de oito dias. obrigatória. compareceu perante o Sindicato de Classe e recebeu as verbas ofertadas pela empregadora. diante do disposto no artigo 195.º salário proporcional e multa do F.

Arts. II . II e III. 104. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. 477. pelo que não poderá ele ser reconhecido (art. ao empregador. seus reflexos em outras parcelas. em razão da ilicitude do seu objeto. não há contrato de trabalho em face da prestação de serviços em jogo do bicho.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. com assistência de entidade sindical de sua categoria. GABARITO: Segundo a Orientação Jurisprudencial 199 da SDI-1 do TST. Objeto ilícito. Contrato de trabalho. parágrafo 2º da CLT). vínculo empregatício com o tomador dos serviços? Fundamente sua resposta com base em jurisprudência do TST. Jogo do bicho. TST. 31 . a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. QUESTÃO 49: É possível o reconhecimento da validade do contrato de trabalho de um apontador de jogo do bicho que pleiteie.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM verbas descriminadas no Termo de Rescisão (Art. I . salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. do CC/02). bem como Súmula 330 do TST. na justiça do trabalho. II. A quitação passada pelo empregado. 477 da CLT. Nulidade. OJ 199. e 166. SÚMULA 330. conseqüentemente. ainda que estas constem desse recibo. 82 e 145 do Código Civil. SDI-1 do TST.

apontando como principal elemento da conexão os prejuízos dolosos causados à reclamada. é consultado pelos sócios da empresa. 32 . Todavia. onde trabalhava como operador de máquinas. fundamentando-se na referida garantia e alegando ter sido indevidamente despedido. advogado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. pode a empresa anuir com a desistência da ação. ao exercer sua atividade laboral. Este requisito está presente no caso em comento? b) Seria possível a empresa propor uma ação reconvencional na Justiça do Trabalho para pleitear indenização por danos materiais? A Justiça do Trabalho é competente para julgar esta matéria? c) Se oferecida a reconvenção e o reclamante. Após o evento. os quais constituíram falta grave. em sede de contestação. alegará que a demissão por justa causa se justificou pelos prejuízos dolosos causados à empresa. João Pedro foi demitido por justa causa. a empresa pretende reconvir. No entanto. Eles lhe perguntam: a) Um dos pressupostos de admissibilidade da reconvenção é a conexão desta com a ação proposta inicialmente pelo reclamante ou com os fundamentos da defesa. por receio de ser condenado. João Pedro irritou-se com seu empregador por ter sido advertido verbalmente por ele.. para postular o pagamento de indenização por danos materiais causados pelo reclamante. além da contestação. e resolveu descontar sua ira em seu equipamento de trabalho. A reclamada.. o empregado era portador de garantia de emprego por ser membro da CIPA e. pleiteando a sua reintegração no emprego. por esse motivo. ajuizou reclamação trabalhista em face da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. os quais lhe indagam acerca da possibilidade de apresentar reconvenção na presente situação..NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 50: João Pedro era empregado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. causando grandes prejuízos à empresa. sem prejuízo do prosseguimento da reconvenção? GABARITO: A) indicar que há conexão entre a demanda reconvencional e a ação originária. (causa de pedir da reconvenção) e da rescisão do contrato de trabalho por justa causa pelo empregador (objeto da ação proposta pelo reclamante). Você. Certo dia. quiser desistir da reclamação trabalhista que intentou.

também. 6º da CLT prevê que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento e o executado no domicílio do empregado. condenadas ambas solidariamente. sendo relevante apenas os elementos que impliquem caracterização da relação de emprego. C) Indicar que a desistência da ação inicial não obsta ao prosseguimento da reconvenção. alegando tratar-se de trabalho em domicílio. retirando periodicamente o produto acabado. interposto o recurso também por ambas. vínculo de emprego. até por serem elas fixadas para o processo e 33 . com base na autonomia entre a ação e a reconvenção. O art. tecido para a confecção. (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: As custas pagas por uma parte favorecem a outra. anos após. diante das provas produzidas. por si. QUESTÃO 51: Empresa de confecções enviou máquina de costura à residência de certa pessoa e remetia. 114. o que. a empresa negou a vinculação. 317 do Código de Processo Civil. as custas devem ser pagas por ambas ou o pagamento feito por uma favorece a outra? Justifique. quando não haja pedido de exclusão da lide. (OAB/SP – 132º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A interpretação da empresa está incorreta.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM B) Indicar que é possível a propositura de ação reconvencional na Justiça do Trabalho para postular indenização por danos materiais. QUESTÃO 52: Sendo duas as empresas reclamadas. Tal interpretação está correta? Fundamente. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. consubstanciada no art. Quando a costureira pleiteou. dava ordens e exigia produção mínima diária. seria o suficiente para afastar a relação de emprego. com fundamento no art. quando decorrentes da relação de trabalho. Indicar que é da competência da Justiça do Trabalho julgar essa matéria. inciso VI da Constituição Federal. Fiscalizava diretamente o trabalho. pagando por produção.

SÚMULA 128. em princípio. O Juízo de primeiro grau entendeu inexistir vínculo de emprego. fora dos horários em que servia à Corporação. ali laborando. do TST. III. Pode-se aplicar. prestava serviços. também. postulou perante a Justiça do Trabalho o vínculo de emprego e conseqüentes. assinalava cartão-ponto e cumpria ordens. tratando-se de mero vínculo de trabalho e. 193. quando em férias ou eventuais dispensas da atividade militar. Naquele local. Despedido pela aludida concessionária. QUESTÃO 53: Pode o empregado reclamar. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. (Art. ao mesmo tempo. A lei não impede que sejam deduzidos cumulativamente os pedidos. além de prestar serviços não eventuais. a ação seria improcedente perante a Justiça do Trabalho. qual é a medida judicial cabível? Apresente devida fundamentação. e. pois. III do TST. (OAB/SP – 131º EXAME DA ORDEM) 34 . ademais. a solução da Súmula 128. percebendo remuneração fixa mensal. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. CLT) QUESTÃO 54: Policial Militar.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM não por partes. O que não pode haver. adicional de insalubridade e adicional de periculosidade? Por quê? (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. Como advogado do Policial Militar. cabendo ao empregado optar pelo que lhe for mais favorável. §2º. onde ativava-se como Chefe de Segurança. em caráter permanente. para determinada empresa concessionária de veículos. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. é o pagamento de ambos os adicionais. a situação dos autos configuraria violação disciplinar prevista no Estatuto Policial Militar. por analogia.

SÚMULA 386. decorrente da Emenda Constitucional No. por deserto. tendo em vista o não pagamento das custas processuais”. que ampliou a competência trabalhista. pede a sua reconsideração. Por seu turno. condenandose o reclamante ao pagamento das custas processuais. QUESTÃO 55: É obrigatório o registro do empregado no período de experiência do contrato de trabalho? Justifique. decorre de matéria sumulada. na espécie. ainda que em caráter temporário. TST. O reclamante.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida processual seria o Recurso Ordinário. a Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego. quanto de emprego. Não existe prazo de experiência sem registro do contrato de trabalho. dirigido à própria Vara do Trabalho. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. nos seguintes termos: “Indefiro o processamento do recurso ordinário. Nos termos do artigo 13 da CLT. intimado da decisão de indeferimento do recurso ordinário. consoante redação do art. A competência. 3º da CLT. é indeferido. 114 da C. do TST. interposto sem o pagamento das custas processuais. QUESTÃO 56: Ajuizada reclamação por empregado. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.F. e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada. 45/2004. estampada na Súmula 386. Preenchidos os requisitos do art. os pedidos são todos julgados improcedentes. com pedido de pagamento de diversos valores. passando a abranger tanto relações de trabalho. 35 . inclusive de natureza rural. de toda forma. o vínculo de emprego. O recurso ordinário. requerendo remessa ao Tribunal Regional do Trabalho e postulando o reconhecimento do vínculo de emprego. seria mesmo da Justiça do Trabalho.

juntada declaração de pobreza. na fase recursal. Como advogado do reclamado. não interrompe o prazo para o recurso adequado. seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao recurso. como professor. quando intimado do recebimento do agravo de instrumento interposto pelo reclamante? Sob qual fundamento legal? (OAB/SP – 130º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A medida processual adequada corresponde às contrarrazões ou contraminuta de agravo de instrumento. SDI-1. na intempestividade do agravo. Negada a reconsideração. O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. inadequado diante do indeferimento do recurso ordinário. da CLT. 36 . III do TST. No mérito. III do TST). desde que. qual é a medida processual deve ser adotada. com expressa invocação do art. em cujo texto deve o reclamado insistir. OJ 269. QUESTÃO 57: Advogado empregado. SÚMULA 369.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM requerendo. 790. pois a estabilidade relacionada com exercício de cargo sindical favorece apenas o trabalhador que exerce a atividade respectiva na empresa (súmula 369. o benefício da justiça gratuita. nos termos da OJ-SDI I n.º. tendo em vista que o pedido de reconsideração. O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição. interpõe o reclamante recurso de agravo de instrumento. deve assinalar o caráter tardio do pedido de isenção de pagamento de custas. eleito dirigente do Sindicato dos Advogados. § 3. em caráter preliminar. TST. pode ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que. 269. leciona prática forense? Por quê? GABARITO: Sim. neste momento.

imputando ao empregador descumprimento de obrigação imposta 37 . Antônio tem direito de voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original ou a transferência está no âmbito do poder diretivo e discricionário do empregador? Fundamente sua resposta. Inconformado com a transferência. A alteração do contrato individual do trabalho só pode ocorrer por mútuo consentimento. a respeito da movimentação. mas justificou o ato de transferência sob a alegação de que. (CESPE – OAB/SP – 136. deve haver prévia anuência do empregado (arts. sujeitando-se essa decisão ao critério discricionário e diretivo do empregador. portanto. segundo ele. ou pleitear a rescisão contratual indireta com as indenizações cabíveis. A empresa não rebateu os argumentos do empregado. havia expressa previsão quanto à possibilidade de sua transferência. auxiliar técnico da Companhia de Águas do estado de São Paulo. Na situação hipotética apresentada. foi transferido da capital para o interior. no contrato de trabalho do empregado. em tempo algum. mesmo conservando sua sede na capital do estado. tendo esta. o empregado deve voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original (reversão).º Exame de Ordem 2008) GABARITO: O direito do trabalho protege a lotação original do empregado. QUESTÃO 59: Caso o empregado considere seu contrato de trabalho rescindido. nas mesmas condições anteriores à mudança.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 58: Antônio. 468 e 469 da CLT). sendo a transferência apenas possível quando o empregado exercer cargo de confiança. 469 da CLT). ele ingressou com ação trabalhista. argumentando não exercer atividade de confiança nem ter sido consultado. Por ter a transferência ocorrido de modo irregular. quando decorrer da real necessidade do serviço e quando houver a extinção do estabelecimento em que o trabalhador exerça sua atividade (art. ocorrido como forma de pressioná-lo a pedir demissão. onde passou a ter domicílio e a desenvolver sua atividade laboral.

sendo devido. pelo empregador. logo após a sua qualificação e antes de prestado o compromisso. julgando improcedente a reclamatória e reconhecendo a hipótese de abandono de emprego. pode ainda pretender receber o pagamento de valor correspondente ao aviso prévio? GABARITO: Sim. sim. da CLT. QUESTÃO 60: Em audiência de instrução. de imediato. como explicitado pelo art. pessoa com a qual mantém laços de amizade íntima.1) GABARITO: O juiz julgou de forma incorreta. o que deverá fazer o advogado do reclamado e em que momento deverá manifestarse? GABARITO: Deverá o advogado do reclamado contraditar a testemunha. Em face da situação hipotética apresentada. tendo em vista que o ônus da prova cabe ao empregador.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM por lei e cessando.º/8/2008 a 2/2/2009. O juiz exarou sentença. motivado pelo fato de o reclamante não ter se desonerado do ônus de provar o término do contrato de trabalho. abandonou o trabalho.. suscitando que Josué não foi demitido e. o pagamento de aviso prévio. § 4º. (CESPE – OAB 2009. conforme o artigo 333. 38 . responda. Trata-se de despedida indireta. do CPC e a súmula 212 do TST. Em contestação. Realizada a audiência de instrução nenhuma das partes apresentou as provas de suas alegações. se o juiz julgou corretamente o litígio. pretendendo o reclamante ouvir. de forma fundamentada. II. como testemunha. a reclamada resistiu à tese inicial. alegando que foi demitido sem justa causa e requerendo o pagamento das parcelas rescisórias referentes ao período em que manteve vínculo empregatício — de 1. 487. QUESTÃO 61: Josué ajuizou reclamatória trabalhista contra a empresa Alfa Ltda. a prestação de serviço.

a empresa Alfa contratou Francisco para substituí-lo. já que João reassumirá sua função originária? GABARITO: O empregador poderá rescindir o contrato de trabalho de Francisco. QUESTÃO 63: João. Diante da aposentadoria de João. QUESTÃO 62: Para evitar o pagamento da multa prevista no parágrafo 8º do artigo 477 da CLT. já que. se o ex-empregado. João recuperou sua capacidade de trabalho em outubro de 2006. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. funcionário da empresa Alfa. remanejando-o para outra função. com a prova da recusa e/ou do não comparecimento para a homologação. deixando clara para Francisco a situação interina de seu emprego. O ônus de provar o término do contrato de trabalho. Nessa situação. sem indenização. 39 . se João fosse declarado apto a retornar ao trabalho. já que tem a prova da recusa e/ou do não comparecimento àqueles órgãos? (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Ação de Consignação em Pagamento perante a Justiça do Trabalho. de que meio processual poderá socorrer-se o empregador e em que prazo. § 2º da CLT. TST. 475. se recusar a receber o pagamento das verbas rescisórias ou não comparecer ao Sindicato/Ministério do Trabalho para homologação da rescisão. é do empregador. com tempo de serviço superior a um ano. inexistindo prazo para sua propositura. nos termos do art. em relação a Francisco. tendo sua aposentadoria cancelada. uma vez que o cientificou previamente da situação de interinidade do seu contrato de trabalho. seria reintegrado em sua função. a empresa Alfa A deverá manter necessariamente o contrato de trabalho de Francisco.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 212. quando negados a prestação de serviço e o despedimento. foi aposentado por invalidez em setembro de 2005.

sendo possível a sua demissão sem justa causa. Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. independe de ato motivado para sua validade. foi aprovado. mesmo admitidos por concurso público. por qual motivo? GABARITO: A atitude praticada por Mário constitui motivo para a despedida por justa causa. José foi demitido sem justa causa.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 64: Mário. SDI-1 do TST. consistente em ato de indisciplina. nos termos da súmula 390. 482. I. I. Em 20 de outubro de 2007. responda de forma fundamentada se José poderia ter sido demitido? GABARITO: A José não é garantida a estabilidade prevista na Constituição Federal. II.. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. que prestou concurso público para concorrer a uma vaga em uma empresa pública estadual. II do TST e OJ 247. OJ 247. QUESTÃO 65: José. Diante dessa situação hipotética apresentada o empregador pode dispensar por justa causa o empregado? Em caso afirmativo. TST. já que descumpria ordens gerais do empregador dirigidas impessoalmente ao quadro de empregados. da SDI-1 do TST. fumava no interior do escritório da empresa. desrespeitando ordem geral emanada da direção que proibia os empregados de fumarem nesse espaço. 40 . não é garantida a estabilidade prevista no art. da CLT. 41 da CF/1988. A despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista. nos termos do art. SÚMULA 390. Considerando a situação hipotética apresentada. “h”. tendo iniciado suas atividades em 20 de outubro de 2003. empregado da empresa Pégasus Ltda.

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