NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME

DA

ORDEM

CURSO GRATUITO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PRÁTICA DE TRABALHO

3º EO 2009

Professora Aryanna Linhares Manfredini

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QUESTÃO 1: O advogado da empresa Delta, munido do instrumento de procuração, compareceu a uma audiência de conciliação, à qual o preposto da reclamada não compareceu. Diante dessa situação hipotética, responda, de forma justificada, à seguinte pergunta: Deve ser aplicada a revelia à empresa Delta? GABARITO: Segundo o art. 844, da CLT o não comparecimento da reclamada, importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. No mesmo sentido, dispõe o enunciado da súmula 122 do TST, o qual estabelece expressamente que ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, a reclamada será revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração. SÚMULA 122, TST. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.

QUESTÃO 2: A empresa Orvalho Matinal litigava contra um ex-empregado na justiça do trabalho em processo que corria sob o rito sumaríssimo. O juiz de 1.º grau julgou procedente a ação, tendo sido a sentença confirmada pelo tribunal regional do trabalho. O advogado da empresa resolveu interpor recurso de revista. Ao fundamentar seu recurso, o advogado alegou que a decisão do tribunal regional contrariava o disposto em uma orientação jurisprudencial da SBDI 1, do Tribunal Superior do Trabalho, sendo este argumento o único de mérito presente no recurso de revista. Na situação hipotética apresentada, o recurso de revista interposto pelo advogado da empresa Orvalho Matinal está apto a ser conhecido? Justifique a sua resposta. (CESPE 2008.1)

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GABARITO: Não, pois o recurso de revista tem hipóteses específicas para que seja admissível. No rito sumaríssimo, o recurso de revista só poderá ser interposto se houver contrariedade a súmula ou a CF. QUESTÃO 3: Antônio moveu reclamação trabalhista contra a empresa Lua Cheia, pleiteando, em sede de antecipação de tutela, a sua reintegração no emprego. Ao apreciar tal pedido, o juiz determinou, sem a oitiva da parte contrária, a imediata reintegração de Antônio. Na mesma decisão, o juiz determinou a notificação das partes para comparecimento à audiência inaugural. A empresa foi notificada para o cumprimento da ordem de reintegração deferida. Considerando a situação hipotética apresentada, na condição de advogado(a) da empresa, especifique, de forma fundamentada, o instrumento processual hábil para buscar reverter a decisão do juiz. (CESPE 2008.2) GABARITO: O instrumento processual é o mandado de segurança, pois, no processo do trabalho, decisão interlocutória não comporta impugnação por recurso (súmula 414, II do TST). SÚMULA 414, II DO TST. No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. QUESTÃO 4: Considere que, em uma reclamação trabalhista, o juiz tenha concedido, na sentença, a antecipação da tutela e que o advogado da empresa reclamada tenha interposto recurso ordinário contra essa decisão. Nessa situação, caso se objetive a concessão do efeito suspensivo ao recurso ordinário interposto, que providência deve ser tomada? Fundamente sua resposta com base no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. (CESPE 2009.2)

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GABARITO: O advogado deverá mover uma ação cautelar, apresentando os fundamentos necessários para pedir que seja aplicado o efeito suspensivo ao recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso, conforme entendimento pacificado no TST, por intermédio da Súmula 414, I. SÚMULA 414, I DO TST. A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. QUESTÃO 5: Ana Maria Braga e a Empresa TV Grande pactuaram acordo para resolução de reclamação trabalhista. Formalizaram o acordo por escrito e encaminharam petição ao juiz, com cópia de acordo em anexo, formulando pedido de homologação. O juiz, contudo, não homologou o acordo. Pedro, então, impetrou mandado de segurança contra o juiz, pleiteando a homologação do acordo via concessão do mandado de segurança. Segundo entendimento do TST, será concedida a segurança? GABARITO: Segundo Súmula 418 do TST, a homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. SÚMULA 418, TST. A concessão de liminar ou a homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. QUESTÃO 6: João prestou serviços pessoalmente, como representante comercial devidamente inscrito no CORCESP, para determinada empresa, pelo período de 10 anos. Rescindido o contrato por deliberação da representada no início de 2008, sem qualquer causa justificada, João postulou na justiça do trabalho os direitos decorrentes da lei que regulamenta a atividade dos 4

Após a instrução processual. caso queira interpor recurso ordinário em face de sentença condenatória não precisará efetuar o depósito recursal. caso a entidade filantrópica tenha interesse em interpor recurso ordinário contra a sentença proferida pelo juiz.º grau que havia estabelecido condenação da massa 5 . ajuizamento de ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório. deu-se por incompetente. QUESTÃO 8: O advogado da massa falida da empresa Ômega interpôs recurso ordinário de sentença de 1. ampliando a competência da justiça do trabalho para questões de prestação de serviços em que o autor seja pessoa natural. QUESTÃO 7: Uma entidade filantrópica figurou como reclamada em reclamação trabalhista movida por um ex-empregado e obteve o benefício da assistência judiciária gratuita deferido pelo juiz. que deu nova redação ao art. Nessa situação. (Incluído pela Lei Complementar nº 132. o posicionamento do juízo do trabalho está correto? Fundamente sua resposta.00.500. tendo o valor da condenação alcançado o montante de R$ 9. 114 do Constituição Federal. em despacho liminar. em face da Lei Complementar 132/09. o juiz proferiu sentença. que inseriu o inciso VII ao artigo 3º da Lei 1060/50. 3º. Nessa situação hipotética.2) GABARITO: A entidade filantrópica beneficiária da justiça gratuita. ela deve proceder ao recolhimento do depósito recursal? Justifique a resposta. Art. O juízo do trabalho. (OAB/SP – 135º EXAME DA ORDEM) GABARITO: O posicionamento está incorreto.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM representantes comerciais autônomos. A assistência judiciária compreende as seguintes isenções: VII – dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso. (CESPE OAB 2009. de 2009). sob o fundamento de tratar-se de mera prestação de serviços e não de vínculo de emprego. Lei 1060/50. haja vista a Emenda Constitucional 45. julgando procedente o pedido formulado pelo reclamante na inicial.

Com isso. o referido advogado não efetuou o recolhimento do preparo nem pagou as custas processuais. todavia. Contudo. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. Inconformada. GABARITO: Não. 6 . Entretanto. Pergunta-se: A conduta deste órgão está em consonância com o entendimento do TST? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: Não. o recurso ordinário deve ser considerado deserto? Justifique a sua resposta. a empresa apresentou defesa no prazo de 10 dias. pois a Súmula 424 do TST afirma que o § 1º do art. TST). sendo que o agente de inspeção lhe impôs uma multa. SÚMULA 86.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM falida em verbas trabalhistas de ex-empregado. Nesse caso. 636 da CLT. dispõe a súmula vinculante 21 do STF: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação. durante uma inspeção do Ministério do Trabalho. Esse privilégio. o qual foi indeferido pelo seguinte despacho: diante da falta de comprovação do depósito do valor da multa. 5º. QUESTÃO 9: A empresa Bolachas. pois não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação (Súmula 86. foi interposto recurso administrativo. foi autuada. No mesmo sentido. TST. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. indefere-se o seguimento do recurso. não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial. a multa foi mantida.

Nesta situação hipotética. 7 . STF. fazia-o em outra unidade. o depósito recursal deve ser efetuado por ambas ou o depósito feito por uma das condenadas favorece a outra? Justifique. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. e a diferença salarial derivava das convenções coletivas de trabalho que determinavam salários diferenciados. que medida deve ser adotada pelo advogado de “B”? Apresente devidos fundamentos legais. interposto o recurso também por ambas. para a existência da equiparação salarial. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. A empresa "B" contestou o feito. pleiteando equiparação salarial com o paradigma "C". alegando que. apesar de trabalhar na mesma função do Reclamante. enquanto o Reclamante trabalhava em São Paulo – Capital. TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 424. QUESTÃO 10: "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B". SÚMULA VINCULANTE 21. GABARITO: Recurso Ordinário. alegando que o paradigma. o paradigma trabalhava na Cidade de Varginha – MG. 5º. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. O § 1º do art. 636 da CLT. diante das provas produzidas. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. ou seja. A Vara do Trabalho julgou procedente a Reclamação. condenadas ambas solidariamente. QUESTÃO 11: Sendo duas as empresas reclamadas. devem ter o Reclamante e o paradigma trabalhado na mesma localidade. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. (artigo 461 da CLT).

do TST. quando não haja pedido de exclusão da lide. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. de revista e de embargos. O Juízo rejeitou. de há muito. III. revisto e cancelado. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. no prazo de 8 (oito) dias. o reclamante apresentou Recurso Adesivo.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O depósito efetuado por uma das empresas favorece a outra. 8 . QUESTÃO 12: Tendo sido julgada parcialmente procedente reclamatória trabalhista. O recurso adesivo é compatível com o processo do trabalho e cabe. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. de plano. Está correta tal deliberação? Discorra e fundamente. sendo desnecessário que a matéria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. em especial a Súmula 283. nas hipóteses de interposição de recurso ordinário. prevalecendo hoje pacífica jurisprudência que entende compatível o Recurso Adesivo em matéria trabalhista. GABARITO: Não. nos termos da Súmula 128. SÚMULA 283. Referido Enunciado foi. sob o fundamento de expressa vedação constante do Enunciado 175-TST. TST. III DO TST. o referido recurso adesivo. SÚMULA 128. do TST. QUESTÃO 13: É possível a juntada de documentos em sede de recurso? (CESPE OAB SP 112) GABARITO: A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença (Súmula 8 do TST). no prazo concedido para apresentar suas contra-razões ao Recurso Ordinário da empresa. de agravo de petição.

o empregador apresenta recurso de embargos de declaração. não havendo o empregado apresentado embargos de declaração.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 8. inexistindo previsão de Agravo Retido no artigo 893 da CLT. O pedido é julgado parcialmente procedente em primeiro grau e segundo grau. a respeito da época própria para atualização da parcela deferida.000. não tendo recebido pagamento de aviso prévio e de adicional de transferência. apresenta recurso de revista. QUESTÃO 15: Empregado transferido provisoriamente é dispensado sem justa causa. mas não de adicional de transferência. da CLT. 469. O Presidente do Tribunal Regional do Trabalho indefere o processamento do recurso.00. Ajuíza reclamação para cobrar as parcelas. a parte deverá consignar protesto. sob o argumento de ser indevida a parcela no caso de transferência provisória. É o Agravo de Instrumento que serve para destrancar recurso – artigo 897 “b” da CLT. correspondendo o aviso prévio a R$ 1. Publicado o acórdão. para corrigir omissão no julgado. com a alegação de intempestividade. o prazo para interposição de recurso de revista fluiu a partir do primeiro acórdão. deferindo-se o pagamento de aviso prévio. Para que não se alegue preclusão.00 e o adicional de transferência a R$ 5. Como advogado do 9 . O empregado. A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. cabe Agravo Retido no processo trabalhista? Responda e fundamente. O processo do trabalho se rege pelo princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. Aduz que. TST. (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Não. sob alegação de ofensa ao art.000. somente depois de publicado o acórdão proferido nos embargos de declaração. QUESTÃO 14: Pelo princípio da subsidiariedade.

QUESTÃO 17: João empregado da Empresa Faz Tudo Ltda. o que provocou o seu afastamento.. formulada pelo professor) GABARITO: O advogado da empresa deve interpor um RO Complementar. após a publicação da sentença. interrompem o prazo para outros recursos em favor de qualquer das partes. em virtude de ter sido constatada a recuperação da capacidade laborativa de João. o instituto cessou o pagamento do auxílio. ao analisar os embargos. Neste caso. GABARITO: A medida processual adequada corresponde ao recurso de agravo de instrumento. mencione a medida processual adequada. adote a medida cabível para impugnar os pontos alterados na sentença. QUESTÃO 16: Em determinada reclamatória trabalhista. em 27 de setembro de 2005. Ocorre que. o advogado do empregado interpôs embargos de declaração. No terceiro dia. O juiz. O agravo deverá conter indicação das peças obrigatórias e necessárias à compreensão da controvérsia. no dia seguinte. A partir dessa data João passou a receber auxílio-doença acidentário. sobre a matéria alterada pelos embargos declaratórios. apresentando os devidos fundamentos legais. 538. foi proferida sentença parcialmente procedente. o qual versará. o advogado da empresa interpôs recurso ordinário.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM empregado. como advogado da empresa. foi acometido de doença laboral. alterou a sua decisão. Em 27 de abril de 2006. 10 (Questão . do CPC. tendo em vista que os embargos de declaração. em exame médico realizado pela Previdência Social. ele foi encaminhado à perícia médica do INSS. exclusivamente. nos termos do art. que o declarou inapto para o serviço. Após 15 dias de afastamento. No agravo deve-se alegar a tempestividade do recurso de revista. Em 4 de junho de 2006 João ainda não havia retornado ao emprego. de forma que a sentença passou a ser totalmente procedente. pago pelo INSS.

SÚMULA 378. salvo se constatada. conforme Súmula 32 do TST.São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. discorra de forma fundamentada sobre a existência ou não de direito de João à estabilidade provisória no emprego e sobre as conseqüências legais relativas ao fato de João ainda não ter retornado ao emprego. após a despedida. Contundo o não-retorno de João ao serviço até 4 de junho configura abandono de emprego. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. (CESPE OAB SP 121) GABARITO: A reconvenção é admitida no processo trabalhista (artigo 769 da CLT). TST.213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. recebendo auxílio-doença acidentário. I . pode ser indeferida liminarmente quando não se apresentar com os requisitos da lei processual atinentes à petição inicial (artigo 315 c/c os artigos 282. e.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM nem apresentado qualquer justificativa para esse fato. 11 . TST. todos do CPC). Assim. SÚMULA 32. GABARITO: Segundo o art.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. QUESTÃO 18: A reconvenção pode ser indeferida liminarmente porque não é admitida no processo trabalhista ou por outra causa? Fundamente. em sendo ação. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. 118 da Lei 8212/91 e Súmula 378 do TST João teria estabilidade no emprego de no mínimo 12 meses pelo fato de ter ficado afastado do emprego por período superior a 15 dias. II . 284 e 295.

previsto nos arts. O recurso interposto pelo advogado está apto a ser conhecido e provido? GABARITO: Não. de forma justificada. 897. impedindo que o empregador e outros empregados que não aderirem à greve ingressassem em suas dependências. QUESTÃO 21: Os empregados da Empresa Devo Não Nego Ltda. invadir sua sede. pois de acordo com o disposto no art. à seguinte pergunta relativa à situação hipotética apresentada acima. nos termos dos arts. 920 e ss e 932 do CPC . ameaçam deflagar greve com o objetivo de pressionar a empresa para conceder reajuste salarial.. como determinado 12 . § 1º da CLT. o agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar. permitida a execução imediata da parte remanescente até o final. Considerando que no processo do trabalho é cabível agravo de petição das decisões do juiz do trabalho em execuções. justificadamente. as matérias e os valores impugnados. sem especificar a matéria e os valores impugnados. nos próprios autos ou por carta de sentença. de competência da justiça do trabalho. 876 e seguintes da CLT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 19: O advogado da empresa Beta interpôs agravo de petição apresentando fundamentação genérica. Qual seria a medida judicial cabível para proteger os interesses da Empresa e assegurar o acesso dos empregados e do empregador a mesma? Justifique sua resposta? GABARITO: A medida cabível é o interdito proibitório. O meio adequado para cobrar a importância nele prevista corresponde à ação de execução. responda. QUESTÃO 20: Qual o meio processual adequado para cobrar importância cujo pagamento está previsto em acordo celebrado perante comissão de conciliação instituída no âmbito da categoria profissional do empregado? GABARITO: O acordo celebrado perante comissão de conciliação. constitui titulo executivo extrajudicial.

descabendo qualquer reclamação trabalhista objetivando reintegrar o obreiro no emprego. vedam a dispensa sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção da CIPA. SÚMULA VINCULANTE 23. CF/88. No caso do Presidente da CIPA. 10. II. assevera-se que tal dispositivo só é aplicável ao empregado eleito pelos demais empregados. o qual é designado pelo empregador. este não tem direito à estabilidade no emprego. 164 § 2º da CLT). STF. 13 . No entanto. desde o registro da candidatura até um ano após o final de seu mandato. tendo em vista a função desempenhada pelo empregado. esta lhe fornecia seguro de vida. Maurício ajuizou "RT" contra a empresa. caberia reclamação trabalhista contra o ato do empregador? GABARITO: A CIPA tem composição paritária. do ADCT. da CF e confirmado pela súmula vinculante nº 23 do STF que estabelece que cabe a esta Justiça Especializada processar e julgar as ações possessórias ajuizadas em decorrência do exercício do direito de greve. 164. 164. sendo que metade dos representantes são eleitos em escrutínio secreto pelos empregados (art. alínea "a". II. bem como o artigo 165 da CLT. pleiteando a integração do valor do seguro de vida ao seu salário. dentre os seus representantes (art. a outra metade é indicada pelo empregador (art. QUESTÃO 23: Maurício laborava para a empresa Serve Bem Ltda. § 1º da CLT). § 5º. QUESTÃO 22: Considere que o presidente da CIPA no âmbito de determinada empresa tenha sido demitido sem justa causa. anualmente. A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. da CLT). Após ter sido demitido sem justa causa. O art. 114. O pedido de Maurício encontra amparo legal? Justifique.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pelo art.. Nessa situação.

desde sua admissão. § 2º da CLT. Conclui-se que o reclamante não tem direito a horas extras. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. que o seguro de vida não será considerado salário utilidade. o banco deve embasar sua defesa no artigo 224. Portanto. expressamente. com duas horas de intervalo intrajornada. V da CLT afirma. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. II. § 2º. GABARITO: Nesta situação hipotética. pois recebia gratificação no importe de um terço do salário. gerência. II do TST. Neste caso. Cumpria a jornada de trabalho das 8h ás 18 horas. O banco não possuía banco de horas. 14 . chefia e equivalentes ou que desempenhem outros cargos de confiança. Arquimedes foi demitido em 20/12/09 e. QUESTÃO 24: Arquimedes. razão pela qual percebia uma gratificação no importe de um terço sobre seu salário do cargo efetivo. segundo o qual a jornada de 06 horas contínuas e 30 horas de trabalho por semana não se aplicam aos que exercem funções de direção. a parcela não é considerada salário ‘in natura’ e não será integrada ao valor do salário. O bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. desde que o valor da gratificação não seja inferior a um terço do salário do cargo efetivo. uma vez que o artigo 458. em reclamação trabalhista. fiscalização. A defesa deve arguir também a enunciado da Súmula 102. Observa-se que o Reclamante laborava 8 horas diárias. qual a argumentação que o banco deve utilizar para a defesa do banco quanto às horas extras pleitadas? Fundamente. postulou horas extras.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O pedido não encontra amparo legal. exerceu a função de gerente de atendimento de agência bancária. SÚMULA 102. portanto estas já eram remuneradas. a qual afirma que o bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. TST.

é computável na jornada de trabalho. A posição da empresa está correta ? Fundamente. que estabelece de forma taxativa as condições para que o tempo de percurso seja computado na jornada de trabalho. conforme o art. 224 da CLT. Nelson ajuizou ação trabalhista postulando seu enquadramento como bancário e. 15 .O tempo despendido pelo empregado. I . 58. GABARITO: O obreiro não deve ser enquadrado como bancário. o recebimento de horas extras. O vigilante. não são devidas as horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários (Súmula 257. TST. 2º da CLT. indaga-se: O obreiro deve ser enquadrado como bancário? São-lhe devidas as pleiteadas horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários? Fundamente a sua resposta. GABARITO: Sim. SÚMULA 90. diretamente. recusou-se a considerar tal percurso como de horas “in itinere”.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 25: O banco Cidade contratou Nélson. Com relação à situação hipotética apresentada. bem como o pagamento de parcelas previstas em normas coletivas dos bancários. QUESTÃO 26: Empresa que fornecia ônibus executivo para o transporte dos empregados. consectariamente. contratado diretamente por banco ou por intermédio de empresas especializadas. que se deslocavam para local de fácil acesso e com disponibilidade de transporte público. pois vigilante contratado por banco ou por intermédio de empresas especializadas não é bancário. Logo. não é bancário. e para o seu retorno. até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. TST). que culminou por ser incorporada no ordenamento por meio do art. a posição da empresa está correta. para trabalhar como vigilante. em condução fornecida pelo empregador. par. SÚMULA 257. Após o término da relação de emprego. TST. A matéria foi objeto da Súmula 90 do TST.

Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. IV . OJ 98. além do salário e das horas extras trabalhadas. Ao deferir a realização de perícia técnica o juiz exigiu a realização de depósito prévio dos honorários periciais. sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia. 16 . QUESTÃO 28: Geraldo é gerente de vendas em uma sapataria e recebe. V . não há discriminação das verbas remuneratórias.A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". independentemente do depósito. Considerando a situação hipotética apresentada. sendo todas elas englobadas sob o título de salário. independentemente do depósito. TST. visando a realização de perícia . É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais. III . o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM II . QUESTÃO 27: João das Cores ajuizou reclamatória trabalhista pleiteando adicional de insalubridade. sendo cabível o mandado de segurança. SDI-2.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". SDI-II. é ilegal a exigência de depósito prévio para custeio de honorários periciais. um adicional pela função que exerce. as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. Entretanto.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. no demonstrativo de pagamento entregue a Geraldo todos os meses. A atitude do juiz está correta? Responda fundamentadamente. dada a incompatibilidade com o processo do trabalho. GABARITO: Segundo OJ 98. dada a incompatibilidade com o processo do trabalho.

9. das 8h00 às 12h00. de modo que é vedado o pagamento de parcelas salariais distintas sob o mesmo título. inferior a previsão legal de oito horas diárias ou quarenta e 17 . previsto em convenção coletiva de trabalho.000.º da CLT). sob pena de configuração de salário complessivo. É forma de remuneração que possibilita a fraude aos direitos trabalhistas. porque a indiscriminação das parcelas salariais não permite concluir se foram elas efetivamente pagas. TST. sempre recebeu apenas R$ 500.00.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM caracterize a forma de remuneração paga a Geraldo. QUESTÃO 29: Evilásio foi contratado pela empresa de calhas Chove Mas Não Molha Ltda. SÚMULA 91. GABARITO: Nos termos da Orientação Jurisprudencial 358. englobadamente. sem que seja feita a discriminação isolada de cada uma delas nos demonstrativos de pagamento (Súmula 91/TST). o que é repudiado pelo direito do trabalho. explicitando. se ela é admitida no âmbito do direito do trabalho. podendo dar ensejo a renúncia prévia a direitos na fórmula de salário conjunto (art. todos os pagamentos devidos pelo empregador devem ser claramente descritos nos recibos de pagamento. para trabalhar como instalador de calhas. Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. do Tribunal Superior do Trabalho. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Considera-se como salário complessivo aquele que pretende abranger várias verbas salariais. da SDI-1. O piso salarial da categoria. com a devida fundamentação jurídica. era de R$ 1. Evilásio tem direito as diferenças salariais? Fundamente a sua resposta no posicionamento do TST. Apesar disso.00 no período em que trabalhou.

8. da CLT. inferior à previsão constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais. § 4º. devida quando o intervalo é suprimido ou reduzido. Há no contrato. possui natureza salarial. Possibilidade. com redação introduzida pela Lei n. Diante desses fatos. no cálculo de outras parcelas salariais. SDI-1. QUESTÃO 31: João é servente da construção civil e dirigente sindical dos trabalhadores da referida categoria. Seu empregador. determina sua transferência para município fora da base territorial do sindicato profissional. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. 18 . é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado QUESTÃO 30: Discorra sobre o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho a respeito da natureza do da parcela que remunera o intervalo intrajornada reduzido ou suprimido. cláusula prevendo a possibilidade de transferência do empregado para localidade diversa daquela em que ele foi celebrado. TST). A atividade de João não é especializada e no município para onde será transferido não há deficiência de mão-de-obra para executar tal função. § 4º. assim. repercutindo. Possui natureza salarial a parcela prevista no art. 71. no cálculo de outras parcelas salariais (OJ 354. TST. OJ 354. 71. unilateralmente. repercutindo. Salário mínimo e piso salarial proporcional à jornada reduzida. SDI – 1. é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado. GABARITO: A parcela prevista no art.923.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM quatro semanais. assim. TST. SDI-1. OJ 358. de 27 de julho de 1994.

De fato.A. SÚMULA 43. fundamente a atitude da empresa. Com base nesses dados.A. GABARITO: Esperava-se que o candidato. após 10 anos de trabalho para essa empresa. 659. Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do Art. IX. analisando o entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre a matéria. questionar judicialmente a ordem de transferência. comprovou-se que não houve nenhum recolhimento de valores à conta do FGTS de Antônio Camargo no período em que este exerceu o cargo de diretor. QUESTÃO 32: Antônio Camargo. Deverá propor reclamatória trabalhista com pedido liminar para tornar sem efeito a determinação de transferência do Sr.º 269. empregado da empresa XYZ Indústria e Comércio S. sem comprovação da necessidade do serviço. qual a medida processual cabível? GABARITO: A transferência não é lícita porque: (a) não há necessidade de prestação de serviços em outra localidade . exercia. Ao ser despedido sem justa causa. porquanto a empresa empregadora não depositara os 40% devidos sobre o FGTS. João (art. TST. cargo administrativo de diretor comercial nessa empresa. nos últimos três anos. afirmasse que a eleição do diretor para ocupar cargo em sociedade anônima suspende seu contrato de trabalho durante o exercício do cargo.Súmula 43 do TST e (b) por ser dirigente sindical o empregado não poderá ser transferido para local que lhe dificulte ou impossibilite o desempenho de suas atribuições sindicais (art. Deveria também o candidato esclarecer 19 . sem qualquer subordinação jurídica. especialmente o entendimento já consagrado pelo TST. 543 da CLT). já que eleito por decisão de assembléia.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pergunta-se: A) É lícita a transferência determinada pelo empregador? B) Caso João pretenda. entendeu que o cálculo de sua indenização compensatória era inferior ao devido. de modo imediato e urgente.. da CLT). relativamente ao período em que exerceu o cargo de direção na XYZ Indústria e Comércio S. por meio da Súmula n. 469 da CLT.

em janeiro de 2004.036/90 estabelece de maneira explícita que a indenização compensatória de 40% deve incidir sobre os depósitos realizados na conta vinculada. João das Dores ingressou com Reclamatória Trabalhista em face do Sr. não é possível pretender o acréscimo de 40% sobre depósitos inexistentes. seu esposo contratou. TST. Archimedes intimado da sentença quando da sua publicação. QUESTÃO 33: Sra. que a falta de depósito é proveniente de uma faculdade legal. sobretudo. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. de forma que. O candidato deveria salientar. em 12/08/2007 o Sr. Lúcia Hipólito (—do lar“) procurou Vossa Senhoria em seu escritório no dia 15/09/2007 e narrou o seguinte: é casada há 30 (trinta) anos sob o regime de comunhão universal de bens com o Sr. Archimedes Santos e a ação correu à revelia deste último.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que o art. com fundamentação legal. Lucia? Esta medida poderá afastar a penhora do bem (chácara)? Em que prazo ela deverá ser apresentada? Justifique. 20 . Archimedes Santos (bancário). se durante a suspensão do contrato não há recolhimento ao FGTS (fato dado pela questão). Lucia Hipólito. João das Dores como caseiro para trabalhar na chácara. foi o Sr. Diante desta situação a Sra. SÚMULA 269. qual(is) a(s) medida(s) adequada(s) para defesa dos interesses da Sra. O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. todavia não apresentou recurso. Archimedes foi intimado acerca da penhora da chácara e não tomou qualquer providência. não se computando o tempo de serviço deste período. o Sr. tendo havido a demissão do trabalhador em março de 2006. Na qualidade de advogado da Sra. 18. Curitiba/PR. o Sr. no bairro de São Braz. mas. Lucia deseja contratar um advogado para tomar as medidas necessárias a partir de então (15/09/2007). em decorrência da suspensão contratual. § 1° da Lei 8. há cerca de 5 (cinco) anos o casal possui uma chácara de lazer.

No processo de execução os embargos somente podem ser opostos até cinco dias após a arrematação. tendo em vista que o art. CPC). e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. GABARITO: Não. QUESTÃO 34: Menor trabalhador. nos termos do art. sob a alegação de que o menor não tinha poderes para firmar recibo de seus salários. A pretensão é improcedente. Lúcia são os Embargos de Terceiro. ativou-se legalmente por dezoito meses em funções e condições compatíveis. é legitimado ativo para a ação de Embargos de Terceiro. § 3º. com 16 (dezesseis) anos de idade. 37. Lúcia. após a CF/1988. sem prévia aprovação em concurso público. mas sempre antes da assinatura da respectiva carta (art. sendo então despedido. encontra óbice no respectivo art. a contratação de servidor público. QUESTÃO 35: Jacira foi contratada para trabalhar na administração pública em 2000. 21 . 1046. 1048. Os embargos somente protegerão a meação da Sra. em relação ao número de horas trabalhadas. É procedente a pretensão? Discorra e fundamente. II e § 2º. o cônjuge na defesa de seus próprios bens reservados ou atinentes à meação. O contrato de Jacira é válido. quais direitos lhe são assegurados? GABARITO: Segundo súmula 363 do TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida adequada para a defesa dos interesses da Sra. do CPC. sem prévia aprovação em concurso público. os responsáveis legais exigiram da empresa o pagamento dos salários de todo o período. com aplicação supletiva admitida pelo artigo 769 da CLT. respeitado o valor da hora do salário mínimo. Nos termos do art. 439 da CLT dispõe expressamente que é lícito ao menor firmar recibo de pagamento do próprio salário. Por ocasião do pagamento das verbas decorrentes da rescisão contratual. adjudicação ou remição. 1046 do Código de Processo Civil. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada.

em relação ao número de horas trabalhadas. o procura. percebeu que não havia o pagamento das férias proporcionais. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. para saber se seu empregador falou a verdade. SÚMULA 261. no dia 2 de fevereiro de 2007. QUESTÃO 36: Zeca foi contratado pela empresa Sol Ltda. QUESTÃO 37: Manuel. como advogado. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. empregado da empresa Super Boa Ltda. TST. Sua ex-empregadora lhe disse que tal verba não é devida aos empregados que pedem demissão antes de completar 12 meses de serviço.. foi advertido por escrito. II e § 2º. for demitido sem justa causa ou no caso de extinção do contrato por prazo determinado. encontra óbice no respectivo art. O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais. do TST. após a CF/1988. o empregado que pede demissão antes de completar 12 meses de serviços tem direito a férias proporcionais. Ao receber as verbas rescisórias. GABARITO: Nos termos da Súmula 261. estando a menos de 12 meses na empresa. O entendimento da Súmula está em consonância com a Convenção 132 da OIT. TST. apesar do art.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 363. A contratação de servidor público. 37. mostrando-lhe o art. sem prévia aprovação em concurso público. 147 da CLT. após criticar seu superior hierárquico de forma contundente e com uso de expressões depreciativas. Tendo Manuel se recusado a assinar a 22 . Desconfiado. e pretende pedir demissão em 30 de novembro no mesmo ano. respeitado o valor da hora do salário mínimo.. Responda à Zeca de forma fundamentada. 147 da CLT dispor que somente terá direito a férias proporcionais o empregado que.

GABARITO: Não é suficiente. ele foi dispensado. da empresa. pleiteando o pagamento de horas extras que alega ter cumprido durante o pacto laboral. foi correta a decisão da empresa de dispensar o empregado por justa causa? Fundamente sua resposta. que demonstram horário de entrada e de saída de acordo com o horário de trabalho previamente estabelecido. mas que não foram solvidas pela empresa. por justa causa. sob o argumento de prática de falta grave. QUESTÃO 38: Mário moveu reclamação trabalhista contra a empresa Forense Ltda. a apresentação dos cartões de ponto de Mário. Na situação hipotética apresentada. A dispensa por justa causa depende da prática de falta grave prevista de forma taxativa na Legislação. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Não foi correta a decisão da Empresa. Para comprovar sua tese defensiva. De fato.. alegando que Mário jamais efetuara qualquer tipo de trabalho em jornada extraordinária. 23 . pois cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. A citada empresa contestou. A recusa do empregado em assinar a advertência é seu direito e não se configura falta grave. a infração laboral caracterizadora da falta grave caracterizase como comportamento do trabalhador que prejudique o cumprimento de suas obrigações contratuais trabalhistas. que passa a ser do empregador. invertendo-se o ônus da prova. Como a ausência de assinatura do empregado não configurou falta grave. que demonstravam horário de entrada e de saída de acordo com horário de trabalho previamente estabelecido. o advogado da empresa juntou à contestação os cartões de ponto de Mário. relativo às horas extras. é suficiente para comprovar a ausência de jornada extraordinária que Mário alega ter cumprido? Justifique sua resposta. houve duplicidade de punição (bis in idem).NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM referida penalidade. por ato de indisciplina. Nessa situação hipotética.

invertendo-se o ônus da prova. nos moldes do artigo 620 do CPC. SÚMULA 338. Entretanto. 24 . o juiz de 1. fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro. Em se tratando de execução provisória. do TST. na qualidade de advogado(a) consultado(a) pela empresa Mosaico Ltda. quando nomeados outros bens à penhora. (CESPE – OAB 2009. prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir (Súmula 338. III do TST). a solução jurídica adequada para enfrentar a situação. indique.1) GABARITO: O advogado da empresa deve impetrar mandado de segurança. contra a empresa Mosaico Ltda. proferiu decisão estabelecendo a substituição desses bens por dinheiro. III do TST. Assevera-se que. nos termos do art. atitude que afetou o fluxo de caixa e todo o planejamento financeiro da empresa. pois o executado tem direito a que a execução se processe da forma que lhe seja menos gravosa. que passa a ser do empregador. com base na súmula 417.000. III. indicou dois veículos de sua propriedade suficientes para garantia da execução. relativo às horas extras.º grau. com a devida fundamentação.00. a fim de dar maior garantia para o exequente.. a execução provisória deve seguir da forma que seja menos gravosa ao executado. no momento oportuno. e considerando incabível o agravo de petição. SÚMULA 417. 620 do CPC. III do TST. no valor de R$ 50. QUESTÃO 39: João promoveu a execução provisória. Em face dessa situação hipotética. que. Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova.

Em setembro/2004 o trabalhador foi dispensado sem justo motivo. PR O juízo da vara do trabalho de Mafra. com fundamento no artigo 651 da CLT. O réu na audiência inicial apresentou exceção de incompetência territorial. nos termos do artigo 893. 25 . recebendo parcialmente suas verbas rescisórias. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. pois este foi o último local em que o autor prestou serviços. parágrafo 1º. salvo nas hipóteses de decisão que acolhe de exceção de incompetência territorial. no prazo de 8 dias. parágrafo 2º da CLT. no caso em tela do Paraná e Santa Catarina. o excipiente pediu a remessa dos autos ao juízo competente. Diante destas informações e sabendo que o autor ficou inconformado com a decisão do juízo excepcionado. Na justiça do Trabalho. 799. consoante disposto no art. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. Sc. PR.2) GABARITO: O remédio processual adequado para impugnar a decisão do juízo excepcionado é o Recurso Ordinário. tendo em vista que houve remessa dos autos para outro Tribunal Regional. SC. acolheu a exceção e determinou a remessa dos autos para a vara do trabalho indicada na exceção de incompetência. para trabalhar na função de vigia na filial da empresa situada na cidade de Rio Negro. Por ocasião da dispensa o obreiro estava laborando na matriz da empresa localizada no município de Mafra. Inconformado com a dispensa o trabalhador procurou um advogado para ingressar com a reclamação trabalhista.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 40: Menelau Araújo foi contratado em fevereiro/2002 pela Ferro & Aço Indústria Metalúrgica Ltda. SC. O procurador do reclamante protocolou a reclamação perante a vara do trabalho de Mafra. pergunta-se: Há algum mecanismo processual adequado para o autor impugnar a decisão do juízo que acolheu a exceção de incompetência oportunamente argüida pelo réu em audiência? Se a resposta for positiva qual o prazo e a medida processual a ser interposta? (OAB PR 2005. (Fundamento: Súmula 214 do TST). a vara do trabalho de São Jose dos Pinhais. Na exceção apresentada em peça apartada. no caso em tela.

§ 1º. a sua resposta. O registro da candidatura de Pedro no curso do aviso prévio. V do TST. nos termos do art. QUESTÃO 41: Pedro estava cumprindo o período referente ao aviso prévio quando registrou sua candidatura a cargo de dirigente sindical. § 2º.º. Na Justiça do Trabalho. visto que inaplicável a regra do § 3°. juridicamente. 543. TST. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato.1) GABARITO: Não. 26 . não lhe assegura a estabilidade. QUESTÃO 42: Com base no Direito do Trabalho. V. visto que inaplicável a regra do § 3º do art. SÚMULA 369. 893. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. da CLT. 799. § 3. deveria ser aplicada a Pedro a regra da estabilidade prevista no art. consoante o disposto no art. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. ainda que indenizado. da CLT. (CESPE 2008. da CLT? Fundamente. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. não lhe assegura a estabilidade. Nessa situação específica. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. 543 da CLT (Súmula 369. do art. O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. da CLT). elabore um texto dissertativo que aborde a questão da responsabilidade do dono da obra em relação às obrigações trabalhistas do empreiteiro no contexto do contrato de empreitada.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 214.

salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. indeferiu o pedido afirmando que não há previsão legal na CLT para estes casos. SDI-1. é importante destacar o artigo 769 da CLT que admite a aplicação subsidiária do CPC. OJ 357 da SDI-1. (Questão formulada pelo professor) GABARITO: A decisão do juiz está errada. Isto posto. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. O Juiz. diante da inexistência de previsão legal. A posição do juiz está correta? Justifique. entretanto. Diante da inexistência de previsão legal. segundo o qual os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa 27 .NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: Nos termos da OJ 191 SDI-1. QUESTÃO 43: Segundo o Tribunal Superior do Trabalho qual a conseqüência da interposição do recurso antes da publicação do acórdão? GABARITO: O recurso não será conhecido por ser extemporâneo (OJ 357 da SBDI 1 do TST). TST. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. pois seu cliente tem 62 anos. É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado.008/09 acrescentou o artigo 1211-A ao CPC. TST. OJ 191. embora não haja previsão expressa na CLT sobre o caso em tela. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. menciona-se a Lei 12. diante de omissões da CLT. QUESTÃO 44: O advogado de José pleiteou em RT a tramitação preferencial do feito.

cuja gratificação importava R$ 5. Joana lhe procura. não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira.000. voltando. o empregador não fica vinculado ao pagamento da gratificação. revertê-lo a seu cargo efetivo. SÚMULA 372.00. portanto. a fim de perguntar: a empresa pode destituí-la do cargo de confiança? Isto não implica em redução salarial? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: A empresa pode retirar Joana do cargo de confiança. cujo salário de seu cargo efetivo era de R$ 600.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.741/03 (Estatuto do Idoso). uma vez que o empregado nunca adquire estabilidade em tal posição e. no entanto apresenta todos os dados da pessoa jurídica. Destaca-se. O empregador só estará vinculado ao pagamento da gratificação. Indignada. Neste mesmo sentido. QUESTÃO 46: A procuração da empresa Verduras não faz menção ao seu representante legal. Após dois anos de serviço. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. a receber apenas o salário referente ao cargo efetivo (R$ 600. I do TST. se o empregado exercer a função por 10 anos ou mais. Joana assumiu um cargo de confiança. ou portadora de doença grave. quando em 03/02/10 foi destituída do cargo de confiança. Durante 6 anos. em razão da responsabilidade e do comprometimento com o seu trabalho. se o empregador. sem justo motivo.00. portanto. Joana manteve seu cargo. neste sentido dispõe a Súmula 372.00). QUESTÃO 45: Joana laborou na empresa Cosméticos Ltda. Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado. 28 . mas apenas da supressão da gratificação que antes lhe era fornecida em função do cargo de confiança. que o caso apresentado não se trata de redução salarial. I do TST. estabelece o artigo 71 da Lei 10.

por sua vez. sem advogado. postulando a incidência do adicional de periculosidade sobre o salário que efetivamente recebia. no momento em que recebida a intimação para oferecer suas contra¬-razões ao recurso interposto pelo reclamante. a teor do art. QUESTÃO 47: O empregador. 654. Quais são os efeitos jurídicos produzidos por este mandato? GABARITO: Este instrumento de mandato não produz nenhum efeito jurídico. sem a produção de outras provas. oferece recurso ordinário. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. Encerrada a instrução processual. e na condição de advogado contratado pelo empregador. é proferida sentença de acolhimento do pedido. o pagamento de adicional de periculosidade sobre o salário básico acrescido de outros adicionais pago ao reclamante. O empregado. Não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. com a condenação do empregador no pagamento do adicional de periculosidade calculado. acarreta. pois a OJ 373 da SDI-1 do TST dispõe que não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. ao comparecer pessoalmente. acarreta. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. para afastar a condenação imposta ao reclamado? b) Qual 29 . § 1º. a teor do art. para a parte que o apresenta. o que. através de Reclamação Trabalhista. sob a alegação de falta de contestação específica dos fatos. § 1º.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que está outorgando poderes. em audiência na Justiça do Trabalho em que é cobrado. aduz simplesmente nada dever ao empregado. para a parte que o apresenta. pergunta-se: a) Qual a medida processual cabível. porém. não a impugna. o que. Diante do exposto. sobre o salário básico do reclamante. OJ 373. 654. intimado da sentença e embora com ela não concorde. do Código Civil. do Código Civil. e o seu respectivo prazo. SDI-1 do TST. O empregador.

além dos refl exos de ambos os pedidos nas demais verbas. 13.). da CLT. Um mês após. QUESTÃO 48: Após 05 (cinco) anos de trabalho.º salário proporcional e multa do F. o empregado João da Silva foi despedido sem justa causa. férias proporcionais. no prazo de oito dias. obrigatória.G.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM fundamento deve ser usado para que o réu obtenha êxito na demanda? (1º Exame de 2006) GABARITO: A medida processual adequada seria o Recurso Ordinário interposto de forma adesiva. a saber: saldo de salário. Qual é a medida processual que o Advogado do reclamante deve promover. bem como horas extras com o adicional legal por todo o período.S. Acolhendo a defesa da Reclamada (Empresa “X” Ltda. O fundamento para a postulação é a de que a quitação. em que o Recorrente pleiteará a reforma da sentença de primeiro grau. o juízo de primeiro grau julgou. ajuizou reclamatória trabalhista postulando adicional de periculosidade. promova regular instrução quanto às matérias suscitadas. alegando ter laborado de forma permanente em contato com inflamáveis. visando à reversão do que foi decidido em primeiro grau? Apresente as razões e os fundamentos legais cabíveis. diante do disposto no artigo 195. Na data designada. quanto a este. “in casu” é restrita às 30 . pleiteando a anulação do julgado. aviso prévio indenizado. O fundamento a ser usado é a alegação de nulidade de sentença em decorrência da ausência de realização de perícia para apuração de insalubridade. § 2°. inclusive a perícia técnica.T. baixando os autos para fim de que o Juízo “a quo”. sem qualquer dilação probatória. improcedente a reclamatória. GABARITO: A medida processual será o Recurso Ordinário. sob o fundamento de inexistência de ressalva expressa quanto a supostos direitos de adicional de periculosidade e de horas extras. compareceu perante o Sindicato de Classe e recebeu as verbas ofertadas pela empregadora. a saber: horas extras e adicional de periculosidade.

I . com assistência de entidade sindical de sua categoria. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. e 166. SÚMULA 330. II. vínculo empregatício com o tomador dos serviços? Fundamente sua resposta com base em jurisprudência do TST. 477. 477 da CLT. Jogo do bicho. conseqüentemente. parágrafo 2º da CLT). Contrato de trabalho. ainda que estas constem desse recibo. 31 . II e III. do CC/02). SDI-1 do TST. Arts. TST. a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. A quitação passada pelo empregado. QUESTÃO 49: É possível o reconhecimento da validade do contrato de trabalho de um apontador de jogo do bicho que pleiteie. seus reflexos em outras parcelas. GABARITO: Segundo a Orientação Jurisprudencial 199 da SDI-1 do TST. não há contrato de trabalho em face da prestação de serviços em jogo do bicho. ao empregador.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM verbas descriminadas no Termo de Rescisão (Art. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. 104. em razão da ilicitude do seu objeto. II . 82 e 145 do Código Civil.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho.A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. pelo que não poderá ele ser reconhecido (art. na justiça do trabalho. Nulidade. Objeto ilícito. bem como Súmula 330 do TST. OJ 199. tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo.

causando grandes prejuízos à empresa. Todavia. e resolveu descontar sua ira em seu equipamento de trabalho. quiser desistir da reclamação trabalhista que intentou. (causa de pedir da reconvenção) e da rescisão do contrato de trabalho por justa causa pelo empregador (objeto da ação proposta pelo reclamante). apontando como principal elemento da conexão os prejuízos dolosos causados à reclamada. João Pedro foi demitido por justa causa. No entanto. além da contestação. para postular o pagamento de indenização por danos materiais causados pelo reclamante. advogado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. Este requisito está presente no caso em comento? b) Seria possível a empresa propor uma ação reconvencional na Justiça do Trabalho para pleitear indenização por danos materiais? A Justiça do Trabalho é competente para julgar esta matéria? c) Se oferecida a reconvenção e o reclamante. ajuizou reclamação trabalhista em face da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. Após o evento. pode a empresa anuir com a desistência da ação. Certo dia. o empregado era portador de garantia de emprego por ser membro da CIPA e. A reclamada. João Pedro irritou-se com seu empregador por ter sido advertido verbalmente por ele. em sede de contestação.. por receio de ser condenado. Eles lhe perguntam: a) Um dos pressupostos de admissibilidade da reconvenção é a conexão desta com a ação proposta inicialmente pelo reclamante ou com os fundamentos da defesa. Você. onde trabalhava como operador de máquinas. é consultado pelos sócios da empresa.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 50: João Pedro era empregado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. 32 . os quais constituíram falta grave.. pleiteando a sua reintegração no emprego. por esse motivo. alegará que a demissão por justa causa se justificou pelos prejuízos dolosos causados à empresa. fundamentando-se na referida garantia e alegando ter sido indevidamente despedido.. sem prejuízo do prosseguimento da reconvenção? GABARITO: A) indicar que há conexão entre a demanda reconvencional e a ação originária. a empresa pretende reconvir. ao exercer sua atividade laboral. os quais lhe indagam acerca da possibilidade de apresentar reconvenção na presente situação.

anos após. vínculo de emprego. O art. alegando tratar-se de trabalho em domicílio. o que. retirando periodicamente o produto acabado. quando não haja pedido de exclusão da lide. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. quando decorrentes da relação de trabalho. diante das provas produzidas. QUESTÃO 52: Sendo duas as empresas reclamadas. seria o suficiente para afastar a relação de emprego. tecido para a confecção. também. as custas devem ser pagas por ambas ou o pagamento feito por uma favorece a outra? Justifique. Indicar que é da competência da Justiça do Trabalho julgar essa matéria. 114. inciso VI da Constituição Federal. dava ordens e exigia produção mínima diária. pagando por produção. Tal interpretação está correta? Fundamente. C) Indicar que a desistência da ação inicial não obsta ao prosseguimento da reconvenção. consubstanciada no art. Fiscalizava diretamente o trabalho.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM B) Indicar que é possível a propositura de ação reconvencional na Justiça do Trabalho para postular indenização por danos materiais. interposto o recurso também por ambas. com fundamento no art. (OAB/SP – 132º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A interpretação da empresa está incorreta. sendo relevante apenas os elementos que impliquem caracterização da relação de emprego. com base na autonomia entre a ação e a reconvenção. até por serem elas fixadas para o processo e 33 . Quando a costureira pleiteou. QUESTÃO 51: Empresa de confecções enviou máquina de costura à residência de certa pessoa e remetia. 6º da CLT prevê que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento e o executado no domicílio do empregado. condenadas ambas solidariamente. a empresa negou a vinculação. 317 do Código de Processo Civil. por si. (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: As custas pagas por uma parte favorecem a outra.

ademais. Naquele local. QUESTÃO 53: Pode o empregado reclamar. em caráter permanente. Como advogado do Policial Militar. Pode-se aplicar. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. assinalava cartão-ponto e cumpria ordens. cabendo ao empregado optar pelo que lhe for mais favorável. Despedido pela aludida concessionária. e. fora dos horários em que servia à Corporação. 193. do TST. por analogia. adicional de insalubridade e adicional de periculosidade? Por quê? (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. tratando-se de mero vínculo de trabalho e. (OAB/SP – 131º EXAME DA ORDEM) 34 . postulou perante a Justiça do Trabalho o vínculo de emprego e conseqüentes. §2º. percebendo remuneração fixa mensal. O que não pode haver. a solução da Súmula 128. O Juízo de primeiro grau entendeu inexistir vínculo de emprego. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. ali laborando. qual é a medida judicial cabível? Apresente devida fundamentação. pois. é o pagamento de ambos os adicionais. prestava serviços. A lei não impede que sejam deduzidos cumulativamente os pedidos. em princípio. onde ativava-se como Chefe de Segurança. para determinada empresa concessionária de veículos. ao mesmo tempo. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM não por partes. (Art. III. a ação seria improcedente perante a Justiça do Trabalho. a situação dos autos configuraria violação disciplinar prevista no Estatuto Policial Militar. III do TST. CLT) QUESTÃO 54: Policial Militar. quando em férias ou eventuais dispensas da atividade militar. SÚMULA 128. além de prestar serviços não eventuais. também.

TST. do TST. intimado da decisão de indeferimento do recurso ordinário. por deserto. passando a abranger tanto relações de trabalho. interposto sem o pagamento das custas processuais. inclusive de natureza rural. (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. Preenchidos os requisitos do art. é indeferido. 45/2004. ainda que em caráter temporário. o vínculo de emprego. seria mesmo da Justiça do Trabalho. 114 da C. nos seguintes termos: “Indefiro o processamento do recurso ordinário. na espécie. A competência. QUESTÃO 56: Ajuizada reclamação por empregado. dirigido à própria Vara do Trabalho. com pedido de pagamento de diversos valores. pede a sua reconsideração. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. Por seu turno. 35 . QUESTÃO 55: É obrigatório o registro do empregado no período de experiência do contrato de trabalho? Justifique.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida processual seria o Recurso Ordinário. O reclamante. a Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego. os pedidos são todos julgados improcedentes. quanto de emprego. consoante redação do art. SÚMULA 386. que ampliou a competência trabalhista. condenandose o reclamante ao pagamento das custas processuais. estampada na Súmula 386. e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada.F. Não existe prazo de experiência sem registro do contrato de trabalho. decorre de matéria sumulada. requerendo remessa ao Tribunal Regional do Trabalho e postulando o reconhecimento do vínculo de emprego. de toda forma. O recurso ordinário. Nos termos do artigo 13 da CLT. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. 3º da CLT. decorrente da Emenda Constitucional No. tendo em vista o não pagamento das custas processuais”.

da CLT. juntada declaração de pobreza. inadequado diante do indeferimento do recurso ordinário. em cujo texto deve o reclamado insistir. O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. Como advogado do reclamado. leciona prática forense? Por quê? GABARITO: Sim. quando intimado do recebimento do agravo de instrumento interposto pelo reclamante? Sob qual fundamento legal? (OAB/SP – 130º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A medida processual adequada corresponde às contrarrazões ou contraminuta de agravo de instrumento. O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição. eleito dirigente do Sindicato dos Advogados. 790. na intempestividade do agravo. QUESTÃO 57: Advogado empregado. nos termos da OJ-SDI I n. desde que. pois a estabilidade relacionada com exercício de cargo sindical favorece apenas o trabalhador que exerce a atividade respectiva na empresa (súmula 369. § 3. pode ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que. neste momento. 269. qual é a medida processual deve ser adotada. com expressa invocação do art. SÚMULA 369. OJ 269. SDI-1. deve assinalar o caráter tardio do pedido de isenção de pagamento de custas. não interrompe o prazo para o recurso adequado.º. na fase recursal. seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao recurso. III do TST. o benefício da justiça gratuita. No mérito.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM requerendo. em caráter preliminar. tendo em vista que o pedido de reconsideração. Negada a reconsideração. interpõe o reclamante recurso de agravo de instrumento. 36 . TST. III do TST). como professor.

ou pleitear a rescisão contratual indireta com as indenizações cabíveis. foi transferido da capital para o interior.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 58: Antônio. em tempo algum. A empresa não rebateu os argumentos do empregado. imputando ao empregador descumprimento de obrigação imposta 37 . nas mesmas condições anteriores à mudança. deve haver prévia anuência do empregado (arts. tendo esta. auxiliar técnico da Companhia de Águas do estado de São Paulo. segundo ele. argumentando não exercer atividade de confiança nem ter sido consultado. A alteração do contrato individual do trabalho só pode ocorrer por mútuo consentimento.º Exame de Ordem 2008) GABARITO: O direito do trabalho protege a lotação original do empregado. Na situação hipotética apresentada. Por ter a transferência ocorrido de modo irregular. Inconformado com a transferência. sujeitando-se essa decisão ao critério discricionário e diretivo do empregador. quando decorrer da real necessidade do serviço e quando houver a extinção do estabelecimento em que o trabalhador exerça sua atividade (art. portanto. ocorrido como forma de pressioná-lo a pedir demissão. (CESPE – OAB/SP – 136. ele ingressou com ação trabalhista. 468 e 469 da CLT). mas justificou o ato de transferência sob a alegação de que. a respeito da movimentação. havia expressa previsão quanto à possibilidade de sua transferência. no contrato de trabalho do empregado. QUESTÃO 59: Caso o empregado considere seu contrato de trabalho rescindido. sendo a transferência apenas possível quando o empregado exercer cargo de confiança. o empregado deve voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original (reversão). mesmo conservando sua sede na capital do estado. 469 da CLT). Antônio tem direito de voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original ou a transferência está no âmbito do poder diretivo e discricionário do empregador? Fundamente sua resposta. onde passou a ter domicílio e a desenvolver sua atividade laboral.

conforme o artigo 333.. Em contestação.1) GABARITO: O juiz julgou de forma incorreta. suscitando que Josué não foi demitido e. pretendendo o reclamante ouvir. tendo em vista que o ônus da prova cabe ao empregador. QUESTÃO 61: Josué ajuizou reclamatória trabalhista contra a empresa Alfa Ltda. QUESTÃO 60: Em audiência de instrução. logo após a sua qualificação e antes de prestado o compromisso. o pagamento de aviso prévio. Realizada a audiência de instrução nenhuma das partes apresentou as provas de suas alegações.º/8/2008 a 2/2/2009. Em face da situação hipotética apresentada. se o juiz julgou corretamente o litígio. a reclamada resistiu à tese inicial. como explicitado pelo art. 487. 38 . sim. sendo devido. Trata-se de despedida indireta. o que deverá fazer o advogado do reclamado e em que momento deverá manifestarse? GABARITO: Deverá o advogado do reclamado contraditar a testemunha. § 4º. como testemunha. responda. abandonou o trabalho. O juiz exarou sentença. alegando que foi demitido sem justa causa e requerendo o pagamento das parcelas rescisórias referentes ao período em que manteve vínculo empregatício — de 1. do CPC e a súmula 212 do TST. de imediato. julgando improcedente a reclamatória e reconhecendo a hipótese de abandono de emprego. pelo empregador. motivado pelo fato de o reclamante não ter se desonerado do ônus de provar o término do contrato de trabalho. da CLT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM por lei e cessando. pessoa com a qual mantém laços de amizade íntima. pode ainda pretender receber o pagamento de valor correspondente ao aviso prévio? GABARITO: Sim. de forma fundamentada. (CESPE – OAB 2009. a prestação de serviço. II.

já que tem a prova da recusa e/ou do não comparecimento àqueles órgãos? (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Ação de Consignação em Pagamento perante a Justiça do Trabalho. quando negados a prestação de serviço e o despedimento. tendo sua aposentadoria cancelada. se recusar a receber o pagamento das verbas rescisórias ou não comparecer ao Sindicato/Ministério do Trabalho para homologação da rescisão. sem indenização. Nessa situação. 39 . QUESTÃO 62: Para evitar o pagamento da multa prevista no parágrafo 8º do artigo 477 da CLT. em relação a Francisco. se João fosse declarado apto a retornar ao trabalho. já que. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado. O ônus de provar o término do contrato de trabalho. de que meio processual poderá socorrer-se o empregador e em que prazo. TST. com tempo de serviço superior a um ano. se o ex-empregado. com a prova da recusa e/ou do não comparecimento para a homologação. é do empregador. § 2º da CLT. deixando clara para Francisco a situação interina de seu emprego. 475.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 212. inexistindo prazo para sua propositura. remanejando-o para outra função. a empresa Alfa A deverá manter necessariamente o contrato de trabalho de Francisco. seria reintegrado em sua função. Diante da aposentadoria de João. uma vez que o cientificou previamente da situação de interinidade do seu contrato de trabalho. João recuperou sua capacidade de trabalho em outubro de 2006. nos termos do art. funcionário da empresa Alfa. QUESTÃO 63: João. foi aposentado por invalidez em setembro de 2005. já que João reassumirá sua função originária? GABARITO: O empregador poderá rescindir o contrato de trabalho de Francisco. a empresa Alfa contratou Francisco para substituí-lo.

QUESTÃO 65: José. 40 . I. empregado da empresa Pégasus Ltda.. não é garantida a estabilidade prevista no art. foi aprovado. tendo iniciado suas atividades em 20 de outubro de 2003. consistente em ato de indisciplina. II do TST e OJ 247. da SDI-1 do TST. OJ 247. nos termos do art. nos termos da súmula 390. 482. 41 da CF/1988. SDI-1 do TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 64: Mário. Em 20 de outubro de 2007. SÚMULA 390. A despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista. I. II. Diante dessa situação hipotética apresentada o empregador pode dispensar por justa causa o empregado? Em caso afirmativo. José foi demitido sem justa causa. mesmo admitidos por concurso público. Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. da CLT. TST. que prestou concurso público para concorrer a uma vaga em uma empresa pública estadual. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. responda de forma fundamentada se José poderia ter sido demitido? GABARITO: A José não é garantida a estabilidade prevista na Constituição Federal. já que descumpria ordens gerais do empregador dirigidas impessoalmente ao quadro de empregados. Considerando a situação hipotética apresentada. fumava no interior do escritório da empresa. “h”. sendo possível a sua demissão sem justa causa. independe de ato motivado para sua validade. desrespeitando ordem geral emanada da direção que proibia os empregados de fumarem nesse espaço. por qual motivo? GABARITO: A atitude praticada por Mário constitui motivo para a despedida por justa causa.