NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME

DA

ORDEM

CURSO GRATUITO DE RESOLUÇÃO DE QUESTÕES PRÁTICA DE TRABALHO

3º EO 2009

Professora Aryanna Linhares Manfredini

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QUESTÃO 1: O advogado da empresa Delta, munido do instrumento de procuração, compareceu a uma audiência de conciliação, à qual o preposto da reclamada não compareceu. Diante dessa situação hipotética, responda, de forma justificada, à seguinte pergunta: Deve ser aplicada a revelia à empresa Delta? GABARITO: Segundo o art. 844, da CLT o não comparecimento da reclamada, importa em revelia, além de confissão quanto à matéria de fato. No mesmo sentido, dispõe o enunciado da súmula 122 do TST, o qual estabelece expressamente que ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, a reclamada será revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração. SÚMULA 122, TST. A reclamada, ausente à audiência em que deveria apresentar defesa, é revel, ainda que presente seu advogado munido de procuração, podendo ser ilidida a revelia mediante a apresentação de atestado médico, que deverá declarar, expressamente, a impossibilidade de locomoção do empregador ou do seu preposto no dia da audiência.

QUESTÃO 2: A empresa Orvalho Matinal litigava contra um ex-empregado na justiça do trabalho em processo que corria sob o rito sumaríssimo. O juiz de 1.º grau julgou procedente a ação, tendo sido a sentença confirmada pelo tribunal regional do trabalho. O advogado da empresa resolveu interpor recurso de revista. Ao fundamentar seu recurso, o advogado alegou que a decisão do tribunal regional contrariava o disposto em uma orientação jurisprudencial da SBDI 1, do Tribunal Superior do Trabalho, sendo este argumento o único de mérito presente no recurso de revista. Na situação hipotética apresentada, o recurso de revista interposto pelo advogado da empresa Orvalho Matinal está apto a ser conhecido? Justifique a sua resposta. (CESPE 2008.1)

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GABARITO: Não, pois o recurso de revista tem hipóteses específicas para que seja admissível. No rito sumaríssimo, o recurso de revista só poderá ser interposto se houver contrariedade a súmula ou a CF. QUESTÃO 3: Antônio moveu reclamação trabalhista contra a empresa Lua Cheia, pleiteando, em sede de antecipação de tutela, a sua reintegração no emprego. Ao apreciar tal pedido, o juiz determinou, sem a oitiva da parte contrária, a imediata reintegração de Antônio. Na mesma decisão, o juiz determinou a notificação das partes para comparecimento à audiência inaugural. A empresa foi notificada para o cumprimento da ordem de reintegração deferida. Considerando a situação hipotética apresentada, na condição de advogado(a) da empresa, especifique, de forma fundamentada, o instrumento processual hábil para buscar reverter a decisão do juiz. (CESPE 2008.2) GABARITO: O instrumento processual é o mandado de segurança, pois, no processo do trabalho, decisão interlocutória não comporta impugnação por recurso (súmula 414, II do TST). SÚMULA 414, II DO TST. No caso da tutela antecipada (ou liminar) ser concedida antes da sentença, cabe a impetração do mandado de segurança, em face da inexistência de recurso próprio. QUESTÃO 4: Considere que, em uma reclamação trabalhista, o juiz tenha concedido, na sentença, a antecipação da tutela e que o advogado da empresa reclamada tenha interposto recurso ordinário contra essa decisão. Nessa situação, caso se objetive a concessão do efeito suspensivo ao recurso ordinário interposto, que providência deve ser tomada? Fundamente sua resposta com base no entendimento do Tribunal Superior do Trabalho. (CESPE 2009.2)

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GABARITO: O advogado deverá mover uma ação cautelar, apresentando os fundamentos necessários para pedir que seja aplicado o efeito suspensivo ao recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso, conforme entendimento pacificado no TST, por intermédio da Súmula 414, I. SÚMULA 414, I DO TST. A antecipação da tutela concedida na sentença não comporta impugnação pela via do mandado de segurança, por ser impugnável mediante recurso ordinário. A ação cautelar é o meio próprio para se obter efeito suspensivo a recurso. QUESTÃO 5: Ana Maria Braga e a Empresa TV Grande pactuaram acordo para resolução de reclamação trabalhista. Formalizaram o acordo por escrito e encaminharam petição ao juiz, com cópia de acordo em anexo, formulando pedido de homologação. O juiz, contudo, não homologou o acordo. Pedro, então, impetrou mandado de segurança contra o juiz, pleiteando a homologação do acordo via concessão do mandado de segurança. Segundo entendimento do TST, será concedida a segurança? GABARITO: Segundo Súmula 418 do TST, a homologação de acordo constitui faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. SÚMULA 418, TST. A concessão de liminar ou a homologação de acordo constituem faculdade do juiz, inexistindo direito líquido e certo tutelável pela via do mandado de segurança. QUESTÃO 6: João prestou serviços pessoalmente, como representante comercial devidamente inscrito no CORCESP, para determinada empresa, pelo período de 10 anos. Rescindido o contrato por deliberação da representada no início de 2008, sem qualquer causa justificada, João postulou na justiça do trabalho os direitos decorrentes da lei que regulamenta a atividade dos 4

500. o juiz proferiu sentença. que deu nova redação ao art. QUESTÃO 8: O advogado da massa falida da empresa Ômega interpôs recurso ordinário de sentença de 1. que inseriu o inciso VII ao artigo 3º da Lei 1060/50. caso a entidade filantrópica tenha interesse em interpor recurso ordinário contra a sentença proferida pelo juiz. (CESPE OAB 2009. (Incluído pela Lei Complementar nº 132. ampliando a competência da justiça do trabalho para questões de prestação de serviços em que o autor seja pessoa natural. em face da Lei Complementar 132/09. Nessa situação. 3º.2) GABARITO: A entidade filantrópica beneficiária da justiça gratuita.00. em despacho liminar. caso queira interpor recurso ordinário em face de sentença condenatória não precisará efetuar o depósito recursal.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM representantes comerciais autônomos. de 2009). tendo o valor da condenação alcançado o montante de R$ 9. haja vista a Emenda Constitucional 45. A assistência judiciária compreende as seguintes isenções: VII – dos depósitos previstos em lei para interposição de recurso. deu-se por incompetente. o posicionamento do juízo do trabalho está correto? Fundamente sua resposta. (OAB/SP – 135º EXAME DA ORDEM) GABARITO: O posicionamento está incorreto. sob o fundamento de tratar-se de mera prestação de serviços e não de vínculo de emprego. julgando procedente o pedido formulado pelo reclamante na inicial. Após a instrução processual. O juízo do trabalho.º grau que havia estabelecido condenação da massa 5 . Art. ela deve proceder ao recolhimento do depósito recursal? Justifique a resposta. Nessa situação hipotética. Lei 1060/50. 114 do Constituição Federal. QUESTÃO 7: Uma entidade filantrópica figurou como reclamada em reclamação trabalhista movida por um ex-empregado e obteve o benefício da assistência judiciária gratuita deferido pelo juiz. ajuizamento de ação e demais atos processuais inerentes ao exercício da ampla defesa e do contraditório.

foi autuada. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. foi interposto recurso administrativo. não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. todavia. Pergunta-se: A conduta deste órgão está em consonância com o entendimento do TST? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: Não. Entretanto. QUESTÃO 9: A empresa Bolachas. sendo que o agente de inspeção lhe impôs uma multa. 5º. GABARITO: Não. a multa foi mantida. No mesmo sentido. o recurso ordinário deve ser considerado deserto? Justifique a sua resposta. Esse privilégio. Contudo. durante uma inspeção do Ministério do Trabalho. indefere-se o seguimento do recurso. 636 da CLT. TST. o qual foi indeferido pelo seguinte despacho: diante da falta de comprovação do depósito do valor da multa. o referido advogado não efetuou o recolhimento do preparo nem pagou as custas processuais. Inconformada. Com isso. ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 6 . TST). a empresa apresentou defesa no prazo de 10 dias. não se aplica à empresa em liquidação extrajudicial. pois a Súmula 424 do TST afirma que o § 1º do art. dispõe a súmula vinculante 21 do STF: É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévio de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM falida em verbas trabalhistas de ex-empregado. Não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação. pois não ocorre deserção de recurso da massa falida por falta de pagamento de custas ou de depósito do valor da condenação (Súmula 86. SÚMULA 86. Nesse caso.

não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988. o depósito recursal deve ser efetuado por ambas ou o depósito feito por uma das condenadas favorece a outra? Justifique. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. 636 da CLT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 424. condenadas ambas solidariamente. o paradigma trabalhava na Cidade de Varginha – MG. A empresa "B" contestou o feito. QUESTÃO 11: Sendo duas as empresas reclamadas. É inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 7 . devem ter o Reclamante e o paradigma trabalhado na mesma localidade. enquanto o Reclamante trabalhava em São Paulo – Capital. Nesta situação hipotética. que medida deve ser adotada pelo advogado de “B”? Apresente devidos fundamentos legais. QUESTÃO 10: "A" promoveu reclamação trabalhista contra a empresa "B". pleiteando equiparação salarial com o paradigma "C". ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. para a existência da equiparação salarial. 5º. alegando que. fazia-o em outra unidade. que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo. interposto o recurso também por ambas. STF. alegando que o paradigma. ou seja. TST. A Vara do Trabalho julgou procedente a Reclamação. SÚMULA VINCULANTE 21. apesar de trabalhar na mesma função do Reclamante. GABARITO: Recurso Ordinário. diante das provas produzidas. O § 1º do art. e a diferença salarial derivava das convenções coletivas de trabalho que determinavam salários diferenciados. (artigo 461 da CLT).

o referido recurso adesivo. de há muito. nas hipóteses de interposição de recurso ordinário. de plano. 8 .NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O depósito efetuado por uma das empresas favorece a outra. do TST. de revista e de embargos. III DO TST. QUESTÃO 12: Tendo sido julgada parcialmente procedente reclamatória trabalhista. TST. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. O recurso adesivo é compatível com o processo do trabalho e cabe. no prazo de 8 (oito) dias. prevalecendo hoje pacífica jurisprudência que entende compatível o Recurso Adesivo em matéria trabalhista. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. sob o fundamento de expressa vedação constante do Enunciado 175-TST. GABARITO: Não. SÚMULA 128. Está correta tal deliberação? Discorra e fundamente. Referido Enunciado foi. III. no prazo concedido para apresentar suas contra-razões ao Recurso Ordinário da empresa. de agravo de petição. nos termos da Súmula 128. do TST. quando não haja pedido de exclusão da lide. revisto e cancelado. sendo desnecessário que a matéria nele veiculada esteja relacionada com a do recurso interposto pela parte contrária. SÚMULA 283. QUESTÃO 13: É possível a juntada de documentos em sede de recurso? (CESPE OAB SP 112) GABARITO: A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença (Súmula 8 do TST). O Juízo rejeitou. em especial a Súmula 283. o reclamante apresentou Recurso Adesivo. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide.

O processo do trabalho se rege pelo princípio da irrecorribilidade das decisões interlocutórias. Para que não se alegue preclusão. o empregador apresenta recurso de embargos de declaração.000. O pedido é julgado parcialmente procedente em primeiro grau e segundo grau. a respeito da época própria para atualização da parcela deferida. TST. O empregado. somente depois de publicado o acórdão proferido nos embargos de declaração. inexistindo previsão de Agravo Retido no artigo 893 da CLT. com a alegação de intempestividade. mas não de adicional de transferência. 469. Publicado o acórdão. cabe Agravo Retido no processo trabalhista? Responda e fundamente. deferindo-se o pagamento de aviso prévio. O Presidente do Tribunal Regional do Trabalho indefere o processamento do recurso.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 8. É o Agravo de Instrumento que serve para destrancar recurso – artigo 897 “b” da CLT.000. apresenta recurso de revista. para corrigir omissão no julgado. A juntada de documentos na fase recursal só se justifica quando provado o justo impedimento para sua oportuna apresentação ou se referir a fato posterior à sentença. o prazo para interposição de recurso de revista fluiu a partir do primeiro acórdão. não tendo recebido pagamento de aviso prévio e de adicional de transferência. Aduz que.00 e o adicional de transferência a R$ 5. QUESTÃO 15: Empregado transferido provisoriamente é dispensado sem justa causa. da CLT. (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Não. a parte deverá consignar protesto.00. QUESTÃO 14: Pelo princípio da subsidiariedade. não havendo o empregado apresentado embargos de declaração. correspondendo o aviso prévio a R$ 1. Como advogado do 9 . sob alegação de ofensa ao art. sob o argumento de ser indevida a parcela no caso de transferência provisória. Ajuíza reclamação para cobrar as parcelas.

o advogado da empresa interpôs recurso ordinário. Neste caso. como advogado da empresa. alterou a sua decisão. O agravo deverá conter indicação das peças obrigatórias e necessárias à compreensão da controvérsia. 538. 10 (Questão . ao analisar os embargos. Ocorre que. QUESTÃO 16: Em determinada reclamatória trabalhista. Em 27 de abril de 2006. sobre a matéria alterada pelos embargos declaratórios. ele foi encaminhado à perícia médica do INSS. No terceiro dia. no dia seguinte. O juiz.. em exame médico realizado pela Previdência Social. Após 15 dias de afastamento. de forma que a sentença passou a ser totalmente procedente. exclusivamente. o qual versará. foi proferida sentença parcialmente procedente. No agravo deve-se alegar a tempestividade do recurso de revista. após a publicação da sentença. adote a medida cabível para impugnar os pontos alterados na sentença. foi acometido de doença laboral. formulada pelo professor) GABARITO: O advogado da empresa deve interpor um RO Complementar. em virtude de ter sido constatada a recuperação da capacidade laborativa de João.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM empregado. em 27 de setembro de 2005. tendo em vista que os embargos de declaração. que o declarou inapto para o serviço. mencione a medida processual adequada. Em 4 de junho de 2006 João ainda não havia retornado ao emprego. GABARITO: A medida processual adequada corresponde ao recurso de agravo de instrumento. apresentando os devidos fundamentos legais. A partir dessa data João passou a receber auxílio-doença acidentário. interrompem o prazo para outros recursos em favor de qualquer das partes. o instituto cessou o pagamento do auxílio. do CPC. o advogado do empregado interpôs embargos de declaração. nos termos do art. pago pelo INSS. o que provocou o seu afastamento. QUESTÃO 17: João empregado da Empresa Faz Tudo Ltda.

em sendo ação. após a despedida.É constitucional o artigo 118 da Lei nº 8. Assim. discorra de forma fundamentada sobre a existência ou não de direito de João à estabilidade provisória no emprego e sobre as conseqüências legais relativas ao fato de João ainda não ter retornado ao emprego. QUESTÃO 18: A reconvenção pode ser indeferida liminarmente porque não é admitida no processo trabalhista ou por outra causa? Fundamente. 284 e 295. conforme Súmula 32 do TST. 118 da Lei 8212/91 e Súmula 378 do TST João teria estabilidade no emprego de no mínimo 12 meses pelo fato de ter ficado afastado do emprego por período superior a 15 dias. Contundo o não-retorno de João ao serviço até 4 de junho configura abandono de emprego.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM nem apresentado qualquer justificativa para esse fato. doença profissional que guarde relação de causalidade com a execução do contrato de emprego. GABARITO: Segundo o art. todos do CPC).São pressupostos para a concessão da estabilidade o afastamento superior a 15 dias e a conseqüente percepção do auxílio doença acidentário. I . SÚMULA 32. pode ser indeferida liminarmente quando não se apresentar com os requisitos da lei processual atinentes à petição inicial (artigo 315 c/c os artigos 282. II . SÚMULA 378. TST. e. recebendo auxílio-doença acidentário. Presume-se o abandono de emprego se o trabalhador não retornar ao serviço no prazo de 30 (trinta) dias após a cessação do benefício previdenciário nem justificar o motivo de não o fazer. TST. 11 . (CESPE OAB SP 121) GABARITO: A reconvenção é admitida no processo trabalhista (artigo 769 da CLT).213/1991 que assegura o direito à estabilidade provisória por período de 12 meses após a cessação do auxílio-doença ao empregado acidentado. salvo se constatada.

impedindo que o empregador e outros empregados que não aderirem à greve ingressassem em suas dependências. sem especificar a matéria e os valores impugnados. de competência da justiça do trabalho. O recurso interposto pelo advogado está apto a ser conhecido e provido? GABARITO: Não. O meio adequado para cobrar a importância nele prevista corresponde à ação de execução. permitida a execução imediata da parte remanescente até o final. § 1º da CLT. de forma justificada. nos termos dos arts. 920 e ss e 932 do CPC . invadir sua sede. pois de acordo com o disposto no art.. como determinado 12 . previsto nos arts. Qual seria a medida judicial cabível para proteger os interesses da Empresa e assegurar o acesso dos empregados e do empregador a mesma? Justifique sua resposta? GABARITO: A medida cabível é o interdito proibitório. constitui titulo executivo extrajudicial. 876 e seguintes da CLT.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 19: O advogado da empresa Beta interpôs agravo de petição apresentando fundamentação genérica. o agravo de petição só será recebido quando o agravante delimitar. justificadamente. à seguinte pergunta relativa à situação hipotética apresentada acima. nos próprios autos ou por carta de sentença. QUESTÃO 20: Qual o meio processual adequado para cobrar importância cujo pagamento está previsto em acordo celebrado perante comissão de conciliação instituída no âmbito da categoria profissional do empregado? GABARITO: O acordo celebrado perante comissão de conciliação. 897. QUESTÃO 21: Os empregados da Empresa Devo Não Nego Ltda. as matérias e os valores impugnados. responda. ameaçam deflagar greve com o objetivo de pressionar a empresa para conceder reajuste salarial. Considerando que no processo do trabalho é cabível agravo de petição das decisões do juiz do trabalho em execuções.

No caso do Presidente da CIPA. § 5º. QUESTÃO 23: Maurício laborava para a empresa Serve Bem Ltda. 164. anualmente. 13 . II.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pelo art.. vedam a dispensa sem justa causa do empregado eleito para o cargo de direção da CIPA. desde o registro da candidatura até um ano após o final de seu mandato. QUESTÃO 22: Considere que o presidente da CIPA no âmbito de determinada empresa tenha sido demitido sem justa causa. SÚMULA VINCULANTE 23. o qual é designado pelo empregador. da CLT). tendo em vista a função desempenhada pelo empregado. descabendo qualquer reclamação trabalhista objetivando reintegrar o obreiro no emprego. STF. pleiteando a integração do valor do seguro de vida ao seu salário. dentre os seus representantes (art. a outra metade é indicada pelo empregador (art. sendo que metade dos representantes são eleitos em escrutínio secreto pelos empregados (art. A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. Nessa situação. II. 164. 164 § 2º da CLT). CF/88. No entanto. O art. assevera-se que tal dispositivo só é aplicável ao empregado eleito pelos demais empregados. do ADCT. caberia reclamação trabalhista contra o ato do empregador? GABARITO: A CIPA tem composição paritária. Maurício ajuizou "RT" contra a empresa. bem como o artigo 165 da CLT. O pedido de Maurício encontra amparo legal? Justifique. 114. § 1º da CLT). alínea "a". este não tem direito à estabilidade no emprego. 10. Após ter sido demitido sem justa causa. esta lhe fornecia seguro de vida. da CF e confirmado pela súmula vinculante nº 23 do STF que estabelece que cabe a esta Justiça Especializada processar e julgar as ações possessórias ajuizadas em decorrência do exercício do direito de greve.

§ 2º.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: O pedido não encontra amparo legal. chefia e equivalentes ou que desempenhem outros cargos de confiança. II do TST. Portanto. segundo o qual a jornada de 06 horas contínuas e 30 horas de trabalho por semana não se aplicam aos que exercem funções de direção. 14 . desde sua admissão. pois recebia gratificação no importe de um terço do salário. que o seguro de vida não será considerado salário utilidade. com duas horas de intervalo intrajornada. razão pela qual percebia uma gratificação no importe de um terço sobre seu salário do cargo efetivo. II. Neste caso. QUESTÃO 24: Arquimedes. uma vez que o artigo 458. TST. Observa-se que o Reclamante laborava 8 horas diárias. em reclamação trabalhista. portanto estas já eram remuneradas. GABARITO: Nesta situação hipotética. Cumpria a jornada de trabalho das 8h ás 18 horas. o banco deve embasar sua defesa no artigo 224. V da CLT afirma. gerência. Conclui-se que o reclamante não tem direito a horas extras. SÚMULA 102. O banco não possuía banco de horas. exerceu a função de gerente de atendimento de agência bancária. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. § 2º da CLT. O bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. fiscalização. a qual afirma que o bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do art. A defesa deve arguir também a enunciado da Súmula 102. qual a argumentação que o banco deve utilizar para a defesa do banco quanto às horas extras pleitadas? Fundamente. Arquimedes foi demitido em 20/12/09 e. a parcela não é considerada salário ‘in natura’ e não será integrada ao valor do salário. expressamente. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço de seu salário já tem remuneradas as duas horas extraordinárias excedentes de seis. postulou horas extras. desde que o valor da gratificação não seja inferior a um terço do salário do cargo efetivo.

não são devidas as horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários (Súmula 257. que se deslocavam para local de fácil acesso e com disponibilidade de transporte público. GABARITO: Sim. A posição da empresa está correta ? Fundamente. Nelson ajuizou ação trabalhista postulando seu enquadramento como bancário e. que culminou por ser incorporada no ordenamento por meio do art. Com relação à situação hipotética apresentada. até o local de trabalho de difícil acesso ou não servido por transporte regular público. pois vigilante contratado por banco ou por intermédio de empresas especializadas não é bancário. TST. QUESTÃO 26: Empresa que fornecia ônibus executivo para o transporte dos empregados. indaga-se: O obreiro deve ser enquadrado como bancário? São-lhe devidas as pleiteadas horas extras e as parcelas referentes às normas coletivas dos bancários? Fundamente a sua resposta. e para o seu retorno. par. para trabalhar como vigilante. SÚMULA 257. diretamente. A matéria foi objeto da Súmula 90 do TST. o recebimento de horas extras. não é bancário. Após o término da relação de emprego. 224 da CLT. conforme o art. SÚMULA 90. 2º da CLT. I .NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 25: O banco Cidade contratou Nélson. recusou-se a considerar tal percurso como de horas “in itinere”. 15 . é computável na jornada de trabalho. GABARITO: O obreiro não deve ser enquadrado como bancário. contratado diretamente por banco ou por intermédio de empresas especializadas. em condução fornecida pelo empregador. 58. a posição da empresa está correta. que estabelece de forma taxativa as condições para que o tempo de percurso seja computado na jornada de trabalho.O tempo despendido pelo empregado. O vigilante. TST. bem como o pagamento de parcelas previstas em normas coletivas dos bancários. TST). Logo. consectariamente.

OJ 98. 16 . sendo cabível o mandado de segurança visando à realização da perícia.Considerando que as horas "in itinere" são computáveis na jornada de trabalho. dada a incompatibilidade com o processo do trabalho. não há discriminação das verbas remuneratórias. é ilegal a exigência de depósito prévio para custeio de honorários periciais.Se houver transporte público regular em parte do trajeto percorrido em condução da empresa. É ilegal a exigência de depósito prévio para custeio dos honorários periciais. independentemente do depósito. um adicional pela função que exerce. A atitude do juiz está correta? Responda fundamentadamente. Ao deferir a realização de perícia técnica o juiz exigiu a realização de depósito prévio dos honorários periciais.A mera insuficiência de transporte público não enseja o pagamento de horas "in itinere". as horas "in itinere" remuneradas limitam-se ao trecho não alcançado pelo transporte público. IV . dada a incompatibilidade com o processo do trabalho. QUESTÃO 27: João das Cores ajuizou reclamatória trabalhista pleiteando adicional de insalubridade. QUESTÃO 28: Geraldo é gerente de vendas em uma sapataria e recebe.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM II . GABARITO: Segundo OJ 98. III .A incompatibilidade entre os horários de início e término da jornada do empregado e os do transporte público regular é circunstância que também gera o direito às horas "in itinere". visando a realização de perícia . SDI-II. TST. Considerando a situação hipotética apresentada. o tempo que extrapola a jornada legal é considerado como extraordinário e sobre ele deve incidir o adicional respectivo. SDI-2. V . no demonstrativo de pagamento entregue a Geraldo todos os meses. além do salário e das horas extras trabalhadas. independentemente do depósito. sendo todas elas englobadas sob o título de salário. Entretanto. sendo cabível o mandado de segurança.

porque a indiscriminação das parcelas salariais não permite concluir se foram elas efetivamente pagas. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Considera-se como salário complessivo aquele que pretende abranger várias verbas salariais. do Tribunal Superior do Trabalho. era de R$ 1. Evilásio tem direito as diferenças salariais? Fundamente a sua resposta no posicionamento do TST. explicitando.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM caracterize a forma de remuneração paga a Geraldo. da SDI-1. havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. 9. podendo dar ensejo a renúncia prévia a direitos na fórmula de salário conjunto (art. com a devida fundamentação jurídica. inferior a previsão legal de oito horas diárias ou quarenta e 17 . SÚMULA 91.00 no período em que trabalhou. sempre recebeu apenas R$ 500.º da CLT). Nula é a cláusula contratual que fixa determinada importância ou percentagem para atender englobadamente vários direitos legais ou contratuais do trabalhador. todos os pagamentos devidos pelo empregador devem ser claramente descritos nos recibos de pagamento. de modo que é vedado o pagamento de parcelas salariais distintas sob o mesmo título. o que é repudiado pelo direito do trabalho. TST. GABARITO: Nos termos da Orientação Jurisprudencial 358. sob pena de configuração de salário complessivo.00. englobadamente. das 8h00 às 12h00. É forma de remuneração que possibilita a fraude aos direitos trabalhistas. se ela é admitida no âmbito do direito do trabalho. QUESTÃO 29: Evilásio foi contratado pela empresa de calhas Chove Mas Não Molha Ltda. para trabalhar como instalador de calhas.000. previsto em convenção coletiva de trabalho. sem que seja feita a discriminação isolada de cada uma delas nos demonstrativos de pagamento (Súmula 91/TST). O piso salarial da categoria. Apesar disso.

OJ 354. da CLT. OJ 358. § 4º. QUESTÃO 31: João é servente da construção civil e dirigente sindical dos trabalhadores da referida categoria. 8. no cálculo de outras parcelas salariais. SDI – 1. Possibilidade. com redação introduzida pela Lei n. SDI-1. § 4º. inferior à previsão constitucional de oito horas diárias ou quarenta e quatro semanais. TST). 71. repercutindo. A atividade de João não é especializada e no município para onde será transferido não há deficiência de mão-de-obra para executar tal função. determina sua transferência para município fora da base territorial do sindicato profissional. assim. Possui natureza salarial a parcela prevista no art. cláusula prevendo a possibilidade de transferência do empregado para localidade diversa daquela em que ele foi celebrado. devida quando o intervalo é suprimido ou reduzido.923.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM quatro semanais. Diante desses fatos. Seu empregador. é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado QUESTÃO 30: Discorra sobre o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho a respeito da natureza do da parcela que remunera o intervalo intrajornada reduzido ou suprimido. Havendo contratação para cumprimento de jornada reduzida. possui natureza salarial. GABARITO: A parcela prevista no art. quando não concedido ou reduzido pelo empregador o intervalo mínimo intrajornada para repouso e alimentação. 18 . SDI-1. Há no contrato. de 27 de julho de 1994. assim. 71. Salário mínimo e piso salarial proporcional à jornada reduzida. TST. TST. unilateralmente. repercutindo. é lícito o pagamento do piso salarial ou do salário mínimo proporcional ao tempo trabalhado. no cálculo de outras parcelas salariais (OJ 354.

analisando o entendimento doutrinário e jurisprudencial sobre a matéria.A. afirmasse que a eleição do diretor para ocupar cargo em sociedade anônima suspende seu contrato de trabalho durante o exercício do cargo.. sem comprovação da necessidade do serviço. da CLT). fundamente a atitude da empresa. entendeu que o cálculo de sua indenização compensatória era inferior ao devido. Deveria também o candidato esclarecer 19 .º 269. GABARITO: Esperava-se que o candidato.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM pergunta-se: A) É lícita a transferência determinada pelo empregador? B) Caso João pretenda. SÚMULA 43. relativamente ao período em que exerceu o cargo de direção na XYZ Indústria e Comércio S. Ao ser despedido sem justa causa. 659. após 10 anos de trabalho para essa empresa. por meio da Súmula n. cargo administrativo de diretor comercial nessa empresa. 469 da CLT. qual a medida processual cabível? GABARITO: A transferência não é lícita porque: (a) não há necessidade de prestação de serviços em outra localidade . IX. Presume-se abusiva a transferência de que trata o § 1º do Art. QUESTÃO 32: Antônio Camargo. Com base nesses dados. empregado da empresa XYZ Indústria e Comércio S. sem qualquer subordinação jurídica. 543 da CLT). comprovou-se que não houve nenhum recolhimento de valores à conta do FGTS de Antônio Camargo no período em que este exerceu o cargo de diretor. TST. de modo imediato e urgente. De fato. questionar judicialmente a ordem de transferência. Deverá propor reclamatória trabalhista com pedido liminar para tornar sem efeito a determinação de transferência do Sr.Súmula 43 do TST e (b) por ser dirigente sindical o empregado não poderá ser transferido para local que lhe dificulte ou impossibilite o desempenho de suas atribuições sindicais (art. exercia. porquanto a empresa empregadora não depositara os 40% devidos sobre o FGTS.A. nos últimos três anos. especialmente o entendimento já consagrado pelo TST. já que eleito por decisão de assembléia. João (art.

o Sr. O empregado eleito para ocupar cargo de diretor tem o respectivo contrato de trabalho suspenso. Lucia? Esta medida poderá afastar a penhora do bem (chácara)? Em que prazo ela deverá ser apresentada? Justifique. no bairro de São Braz. Lúcia Hipólito (—do lar“) procurou Vossa Senhoria em seu escritório no dia 15/09/2007 e narrou o seguinte: é casada há 30 (trinta) anos sob o regime de comunhão universal de bens com o Sr. sobretudo. 18. TST. João das Dores ingressou com Reclamatória Trabalhista em face do Sr. Diante desta situação a Sra. SÚMULA 269. tendo havido a demissão do trabalhador em março de 2006. todavia não apresentou recurso. em janeiro de 2004. Lucia deseja contratar um advogado para tomar as medidas necessárias a partir de então (15/09/2007). § 1° da Lei 8. Curitiba/PR. mas. foi o Sr. em 12/08/2007 o Sr. João das Dores como caseiro para trabalhar na chácara. seu esposo contratou. não se computando o tempo de serviço deste período. O candidato deveria salientar. Archimedes Santos (bancário). Archimedes intimado da sentença quando da sua publicação. QUESTÃO 33: Sra. 20 . que a falta de depósito é proveniente de uma faculdade legal. há cerca de 5 (cinco) anos o casal possui uma chácara de lazer. de forma que. não é possível pretender o acréscimo de 40% sobre depósitos inexistentes. Lucia Hipólito. Archimedes Santos e a ação correu à revelia deste último. salvo se permanecer a subordinação jurídica inerente à relação de emprego. Na qualidade de advogado da Sra. em decorrência da suspensão contratual. Archimedes foi intimado acerca da penhora da chácara e não tomou qualquer providência.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que o art. com fundamentação legal. se durante a suspensão do contrato não há recolhimento ao FGTS (fato dado pela questão).036/90 estabelece de maneira explícita que a indenização compensatória de 40% deve incidir sobre os depósitos realizados na conta vinculada. o Sr. qual(is) a(s) medida(s) adequada(s) para defesa dos interesses da Sra.

ativou-se legalmente por dezoito meses em funções e condições compatíveis. A pretensão é improcedente. adjudicação ou remição. encontra óbice no respectivo art.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida adequada para a defesa dos interesses da Sra. No processo de execução os embargos somente podem ser opostos até cinco dias após a arrematação. os responsáveis legais exigiram da empresa o pagamento dos salários de todo o período. É procedente a pretensão? Discorra e fundamente. 1046. após a CF/1988. 1046 do Código de Processo Civil. 1048. QUESTÃO 34: Menor trabalhador. O contrato de Jacira é válido. a contratação de servidor público. mas sempre antes da assinatura da respectiva carta (art. nos termos do art. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. § 3º. o cônjuge na defesa de seus próprios bens reservados ou atinentes à meação. Os embargos somente protegerão a meação da Sra. 37. quais direitos lhe são assegurados? GABARITO: Segundo súmula 363 do TST. GABARITO: Não. respeitado o valor da hora do salário mínimo. CPC). com 16 (dezesseis) anos de idade. Nos termos do art. Por ocasião do pagamento das verbas decorrentes da rescisão contratual. com aplicação supletiva admitida pelo artigo 769 da CLT. do CPC. é legitimado ativo para a ação de Embargos de Terceiro. sem prévia aprovação em concurso público. sem prévia aprovação em concurso público. em relação ao número de horas trabalhadas. Lúcia são os Embargos de Terceiro. 439 da CLT dispõe expressamente que é lícito ao menor firmar recibo de pagamento do próprio salário. Lúcia. tendo em vista que o art. sendo então despedido. sob a alegação de que o menor não tinha poderes para firmar recibo de seus salários. II e § 2º. QUESTÃO 35: Jacira foi contratada para trabalhar na administração pública em 2000. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. 21 .

SÚMULA 261. for demitido sem justa causa ou no caso de extinção do contrato por prazo determinado. encontra óbice no respectivo art. O entendimento da Súmula está em consonância com a Convenção 132 da OIT. 147 da CLT dispor que somente terá direito a férias proporcionais o empregado que.. 37. e pretende pedir demissão em 30 de novembro no mesmo ano. após criticar seu superior hierárquico de forma contundente e com uso de expressões depreciativas. Responda à Zeca de forma fundamentada. apesar do art. TST. o empregado que pede demissão antes de completar 12 meses de serviços tem direito a férias proporcionais. TST. para saber se seu empregador falou a verdade. o procura. estando a menos de 12 meses na empresa. 147 da CLT. percebeu que não havia o pagamento das férias proporcionais. O empregado que se demite antes de completar 12 (doze) meses de serviço tem direito a férias proporcionais. no dia 2 de fevereiro de 2007. II e § 2º. sem prévia aprovação em concurso público. foi advertido por escrito. Sua ex-empregadora lhe disse que tal verba não é devida aos empregados que pedem demissão antes de completar 12 meses de serviço. somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada. QUESTÃO 37: Manuel. respeitado o valor da hora do salário mínimo.. do TST. mostrando-lhe o art.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 363. Tendo Manuel se recusado a assinar a 22 . empregado da empresa Super Boa Ltda. A contratação de servidor público. em relação ao número de horas trabalhadas. como advogado. após a CF/1988. e dos valores referentes aos depósitos do FGTS. Ao receber as verbas rescisórias. QUESTÃO 36: Zeca foi contratado pela empresa Sol Ltda. Desconfiado. GABARITO: Nos termos da Súmula 261.

A citada empresa contestou. é suficiente para comprovar a ausência de jornada extraordinária que Mário alega ter cumprido? Justifique sua resposta. da empresa. ele foi dispensado. mas que não foram solvidas pela empresa. que passa a ser do empregador. pois cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. por ato de indisciplina. houve duplicidade de punição (bis in idem). 23 . o advogado da empresa juntou à contestação os cartões de ponto de Mário. Na situação hipotética apresentada.. GABARITO: Não é suficiente. relativo às horas extras. que demonstravam horário de entrada e de saída de acordo com horário de trabalho previamente estabelecido.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM referida penalidade. a apresentação dos cartões de ponto de Mário. Para comprovar sua tese defensiva. QUESTÃO 38: Mário moveu reclamação trabalhista contra a empresa Forense Ltda. (CESPE OAB SP 137) GABARITO: Não foi correta a decisão da Empresa. Nessa situação hipotética. foi correta a decisão da empresa de dispensar o empregado por justa causa? Fundamente sua resposta. A recusa do empregado em assinar a advertência é seu direito e não se configura falta grave. a infração laboral caracterizadora da falta grave caracterizase como comportamento do trabalhador que prejudique o cumprimento de suas obrigações contratuais trabalhistas. sob o argumento de prática de falta grave. pleiteando o pagamento de horas extras que alega ter cumprido durante o pacto laboral. Como a ausência de assinatura do empregado não configurou falta grave. invertendo-se o ônus da prova. por justa causa. De fato. A dispensa por justa causa depende da prática de falta grave prevista de forma taxativa na Legislação. alegando que Mário jamais efetuara qualquer tipo de trabalho em jornada extraordinária. que demonstram horário de entrada e de saída de acordo com o horário de trabalho previamente estabelecido.

prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir. na qualidade de advogado(a) consultado(a) pela empresa Mosaico Ltda. a solução jurídica adequada para enfrentar a situação. Em se tratando de execução provisória. a execução provisória deve seguir da forma que seja menos gravosa ao executado. indicou dois veículos de sua propriedade suficientes para garantia da execução.000.º grau.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM prevalecendo a jornada da inicial se dele não se desincumbir (Súmula 338. nos moldes do artigo 620 do CPC. SÚMULA 338. (CESPE – OAB 2009. com a devida fundamentação. QUESTÃO 39: João promoveu a execução provisória. 24 . Em face dessa situação hipotética. invertendo-se o ônus da prova. com base na súmula 417. que. a fim de dar maior garantia para o exequente. pois o executado tem direito a que a execução se processe da forma que lhe seja menos gravosa. que passa a ser do empregador. e considerando incabível o agravo de petição.00. no momento oportuno. III do TST. Os cartões de ponto que demonstram horários de entrada e saída uniformes são inválidos como meio de prova. no valor de R$ 50.. Assevera-se que. fere direito líquido e certo do impetrante a determinação de penhora em dinheiro. contra a empresa Mosaico Ltda. atitude que afetou o fluxo de caixa e todo o planejamento financeiro da empresa. III do TST). do TST. proferiu decisão estabelecendo a substituição desses bens por dinheiro. relativo às horas extras. indique. III do TST.1) GABARITO: O advogado da empresa deve impetrar mandado de segurança. 620 do CPC. Entretanto. quando nomeados outros bens à penhora. SÚMULA 417. o juiz de 1. III. nos termos do art.

PR. Por ocasião da dispensa o obreiro estava laborando na matriz da empresa localizada no município de Mafra. a vara do trabalho de São Jose dos Pinhais. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. PR O juízo da vara do trabalho de Mafra.2) GABARITO: O remédio processual adequado para impugnar a decisão do juízo excepcionado é o Recurso Ordinário. Na exceção apresentada em peça apartada. no caso em tela do Paraná e Santa Catarina. SC. recebendo parcialmente suas verbas rescisórias. no prazo de 8 dias. consoante disposto no art. Na justiça do Trabalho. 799. Diante destas informações e sabendo que o autor ficou inconformado com a decisão do juízo excepcionado. acolheu a exceção e determinou a remessa dos autos para a vara do trabalho indicada na exceção de incompetência. parágrafo 1º. O procurador do reclamante protocolou a reclamação perante a vara do trabalho de Mafra. pergunta-se: Há algum mecanismo processual adequado para o autor impugnar a decisão do juízo que acolheu a exceção de incompetência oportunamente argüida pelo réu em audiência? Se a resposta for positiva qual o prazo e a medida processual a ser interposta? (OAB PR 2005.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 40: Menelau Araújo foi contratado em fevereiro/2002 pela Ferro & Aço Indústria Metalúrgica Ltda. Sc. Em setembro/2004 o trabalhador foi dispensado sem justo motivo. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. (Fundamento: Súmula 214 do TST). nos termos do artigo 893. tendo em vista que houve remessa dos autos para outro Tribunal Regional. pois este foi o último local em que o autor prestou serviços. com fundamento no artigo 651 da CLT. O réu na audiência inicial apresentou exceção de incompetência territorial. o excipiente pediu a remessa dos autos ao juízo competente. 25 . para trabalhar na função de vigia na filial da empresa situada na cidade de Rio Negro. SC. parágrafo 2º da CLT. Inconformado com a dispensa o trabalhador procurou um advogado para ingressar com a reclamação trabalhista. no caso em tela. salvo nas hipóteses de decisão que acolhe de exceção de incompetência territorial.

da CLT. c) que acolhe exceção de incompetência territorial. 799.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 214. 26 . ainda que indenizado.º. não lhe assegura a estabilidade. as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato. QUESTÃO 42: Com base no Direito do Trabalho. a sua resposta. consoante o disposto no art. visto que inaplicável a regra do § 3°. salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho. O registro da candidatura do empregado a cargo de dirigente sindical durante o período de aviso prévio. nos termos do art. V do TST. Nessa situação específica. juridicamente. (CESPE 2008. QUESTÃO 41: Pedro estava cumprindo o período referente ao aviso prévio quando registrou sua candidatura a cargo de dirigente sindical. b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal. 543 da Consolidação das Leis do Trabalho. § 1º. da CLT? Fundamente. TST. com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado. deveria ser aplicada a Pedro a regra da estabilidade prevista no art. do art. § 3. § 2º. 543. 543 da CLT (Súmula 369. da CLT. O registro da candidatura de Pedro no curso do aviso prévio. SÚMULA 369.1) GABARITO: Não. da CLT). V. elabore um texto dissertativo que aborde a questão da responsabilidade do dono da obra em relação às obrigações trabalhistas do empreiteiro no contexto do contrato de empreitada. 893. não lhe assegura a estabilidade. Na Justiça do Trabalho. visto que inaplicável a regra do § 3º do art.

(Questão formulada pelo professor) GABARITO: A decisão do juiz está errada. Diante da inexistência de previsão legal. TST. É extemporâneo recurso interposto antes de publicado o acórdão impugnado. entretanto. OJ 191. indeferiu o pedido afirmando que não há previsão legal na CLT para estes casos. QUESTÃO 44: O advogado de José pleiteou em RT a tramitação preferencial do feito. A posição do juiz está correta? Justifique. pois seu cliente tem 62 anos. embora não haja previsão expressa na CLT sobre o caso em tela. diante de omissões da CLT. segundo o qual os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interessado pessoa 27 . é importante destacar o artigo 769 da CLT que admite a aplicação subsidiária do CPC. TST.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: Nos termos da OJ 191 SDI-1. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. SDI-1. QUESTÃO 43: Segundo o Tribunal Superior do Trabalho qual a conseqüência da interposição do recurso antes da publicação do acórdão? GABARITO: O recurso não será conhecido por ser extemporâneo (OJ 357 da SBDI 1 do TST). diante da inexistência de previsão legal. O Juiz. menciona-se a Lei 12. OJ 357 da SDI-1. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora.008/09 acrescentou o artigo 1211-A ao CPC. o contrato de empreitada entre o dono da obra e o empreiteiro não enseja responsabilidade solidária ou subsidiária nas obrigações trabalhistas contraídas pelo empreiteiro. salvo sendo o dono da obra uma empresa construtora ou incorporadora. Isto posto.

28 . Após dois anos de serviço. estabelece o artigo 71 da Lei 10. portanto. QUESTÃO 46: A procuração da empresa Verduras não faz menção ao seu representante legal.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. no entanto apresenta todos os dados da pessoa jurídica. revertê-lo a seu cargo efetivo.000. uma vez que o empregado nunca adquire estabilidade em tal posição e. sem justo motivo. mas apenas da supressão da gratificação que antes lhe era fornecida em função do cargo de confiança. Durante 6 anos. a receber apenas o salário referente ao cargo efetivo (R$ 600. ou portadora de doença grave.00. Destaca-se.00. a fim de perguntar: a empresa pode destituí-la do cargo de confiança? Isto não implica em redução salarial? (Questão formulada pelo professor) GABARITO: A empresa pode retirar Joana do cargo de confiança. Joana assumiu um cargo de confiança. portanto. Joana manteve seu cargo. QUESTÃO 45: Joana laborou na empresa Cosméticos Ltda. o empregador não fica vinculado ao pagamento da gratificação. se o empregador. O empregador só estará vinculado ao pagamento da gratificação. não poderá retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da estabilidade financeira. neste sentido dispõe a Súmula 372. se o empregado exercer a função por 10 anos ou mais. I do TST. Percebida a gratificação de função por dez ou mais anos pelo empregado. Neste mesmo sentido. terão prioridade de tramitação em todas as instâncias. SÚMULA 372. cujo salário de seu cargo efetivo era de R$ 600. que o caso apresentado não se trata de redução salarial.741/03 (Estatuto do Idoso). voltando. em razão da responsabilidade e do comprometimento com o seu trabalho. Indignada. quando em 03/02/10 foi destituída do cargo de confiança.00). I do TST. cuja gratificação importava R$ 5. Joana lhe procura.

SDI-1 do TST. para afastar a condenação imposta ao reclamado? b) Qual 29 . a teor do art. por sua vez. em audiência na Justiça do Trabalho em que é cobrado. no momento em que recebida a intimação para oferecer suas contra¬-razões ao recurso interposto pelo reclamante. Diante do exposto. do Código Civil. e na condição de advogado contratado pelo empregador. O empregado. com a condenação do empregador no pagamento do adicional de periculosidade calculado. intimado da sentença e embora com ela não concorde. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. 654. aduz simplesmente nada dever ao empregado. acarreta. para a parte que o apresenta. os efeitos processuais da inexistência de poderes nos autos. para a parte que o apresenta. acarreta. Quais são os efeitos jurídicos produzidos por este mandato? GABARITO: Este instrumento de mandato não produz nenhum efeito jurídico. e o seu respectivo prazo. através de Reclamação Trabalhista. Não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. § 1º. o que. não a impugna. sem a produção de outras provas. porém. 654. sobre o salário básico do reclamante. OJ 373. o pagamento de adicional de periculosidade sobre o salário básico acrescido de outros adicionais pago ao reclamante. o que. a teor do art. pergunta-se: a) Qual a medida processual cabível. sob a alegação de falta de contestação específica dos fatos.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM que está outorgando poderes. Encerrada a instrução processual. oferece recurso ordinário. ao comparecer pessoalmente. do Código Civil. sem advogado. O empregador. é proferida sentença de acolhimento do pedido. QUESTÃO 47: O empregador. § 1º. pois a OJ 373 da SDI-1 do TST dispõe que não se reveste de validade o instrumento de mandato firmado em nome de pessoa jurídica em que não haja a sua identificação e a de seu representante legal. postulando a incidência do adicional de periculosidade sobre o salário que efetivamente recebia.

promova regular instrução quanto às matérias suscitadas. diante do disposto no artigo 195. pleiteando a anulação do julgado. bem como horas extras com o adicional legal por todo o período. ajuizou reclamatória trabalhista postulando adicional de periculosidade. 13. O fundamento para a postulação é a de que a quitação. no prazo de oito dias. Um mês após. da CLT. em que o Recorrente pleiteará a reforma da sentença de primeiro grau. obrigatória. sem qualquer dilação probatória. a saber: horas extras e adicional de periculosidade.S. sob o fundamento de inexistência de ressalva expressa quanto a supostos direitos de adicional de periculosidade e de horas extras. QUESTÃO 48: Após 05 (cinco) anos de trabalho. O fundamento a ser usado é a alegação de nulidade de sentença em decorrência da ausência de realização de perícia para apuração de insalubridade. o empregado João da Silva foi despedido sem justa causa.G. o juízo de primeiro grau julgou. baixando os autos para fim de que o Juízo “a quo”. aviso prévio indenizado. inclusive a perícia técnica. além dos refl exos de ambos os pedidos nas demais verbas. improcedente a reclamatória. Acolhendo a defesa da Reclamada (Empresa “X” Ltda. compareceu perante o Sindicato de Classe e recebeu as verbas ofertadas pela empregadora. férias proporcionais. alegando ter laborado de forma permanente em contato com inflamáveis.T.º salário proporcional e multa do F. quanto a este. a saber: saldo de salário.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM fundamento deve ser usado para que o réu obtenha êxito na demanda? (1º Exame de 2006) GABARITO: A medida processual adequada seria o Recurso Ordinário interposto de forma adesiva. Na data designada. visando à reversão do que foi decidido em primeiro grau? Apresente as razões e os fundamentos legais cabíveis. “in casu” é restrita às 30 .). Qual é a medida processual que o Advogado do reclamante deve promover. GABARITO: A medida processual será o Recurso Ordinário. § 2°.

31 .A quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e. conseqüentemente. TST. SDI-1 do TST. II e III. QUESTÃO 49: É possível o reconhecimento da validade do contrato de trabalho de um apontador de jogo do bicho que pleiteie. GABARITO: Segundo a Orientação Jurisprudencial 199 da SDI-1 do TST. OJ 199. I . SÚMULA 330. Objeto ilícito. 104. bem como Súmula 330 do TST. Jogo do bicho. pelo que não poderá ele ser reconhecido (art. 477 da CLT. vínculo empregatício com o tomador dos serviços? Fundamente sua resposta com base em jurisprudência do TST. ainda que estas constem desse recibo. 477. seus reflexos em outras parcelas. A quitação passada pelo empregado. não há contrato de trabalho em face da prestação de serviços em jogo do bicho. do CC/02). tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo. II.Quanto a direitos que deveriam ter sido satisfeitos durante a vigência do contrato de trabalho. com assistência de entidade sindical de sua categoria. e 166.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM verbas descriminadas no Termo de Rescisão (Art. em razão da ilicitude do seu objeto. a quitação é válida em relação ao período expressamente consignado no recibo de quitação. parágrafo 2º da CLT). II . na justiça do trabalho. Arts. ao empregador. salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. Contrato de trabalho. com observância dos requisitos exigidos nos parágrafos do art. 82 e 145 do Código Civil. Nulidade.

A reclamada. além da contestação. Você. alegará que a demissão por justa causa se justificou pelos prejuízos dolosos causados à empresa. Após o evento. em sede de contestação.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 50: João Pedro era empregado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. é consultado pelos sócios da empresa. ao exercer sua atividade laboral. Certo dia. para postular o pagamento de indenização por danos materiais causados pelo reclamante. apontando como principal elemento da conexão os prejuízos dolosos causados à reclamada. os quais constituíram falta grave. causando grandes prejuízos à empresa. João Pedro irritou-se com seu empregador por ter sido advertido verbalmente por ele. pleiteando a sua reintegração no emprego. 32 . ajuizou reclamação trabalhista em face da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. os quais lhe indagam acerca da possibilidade de apresentar reconvenção na presente situação.. (causa de pedir da reconvenção) e da rescisão do contrato de trabalho por justa causa pelo empregador (objeto da ação proposta pelo reclamante). fundamentando-se na referida garantia e alegando ter sido indevidamente despedido. onde trabalhava como operador de máquinas. No entanto. por receio de ser condenado. o empregado era portador de garantia de emprego por ser membro da CIPA e. sem prejuízo do prosseguimento da reconvenção? GABARITO: A) indicar que há conexão entre a demanda reconvencional e a ação originária. João Pedro foi demitido por justa causa. pode a empresa anuir com a desistência da ação. Todavia. advogado da MetalTeck Indústria Siderúrgica Ltda. quiser desistir da reclamação trabalhista que intentou. por esse motivo. a empresa pretende reconvir. Este requisito está presente no caso em comento? b) Seria possível a empresa propor uma ação reconvencional na Justiça do Trabalho para pleitear indenização por danos materiais? A Justiça do Trabalho é competente para julgar esta matéria? c) Se oferecida a reconvenção e o reclamante. Eles lhe perguntam: a) Um dos pressupostos de admissibilidade da reconvenção é a conexão desta com a ação proposta inicialmente pelo reclamante ou com os fundamentos da defesa.. e resolveu descontar sua ira em seu equipamento de trabalho..

NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM B) Indicar que é possível a propositura de ação reconvencional na Justiça do Trabalho para postular indenização por danos materiais. 114. as custas devem ser pagas por ambas ou o pagamento feito por uma favorece a outra? Justifique. QUESTÃO 52: Sendo duas as empresas reclamadas. tecido para a confecção. (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: As custas pagas por uma parte favorecem a outra. pagando por produção. até por serem elas fixadas para o processo e 33 . quando decorrentes da relação de trabalho. a empresa negou a vinculação. retirando periodicamente o produto acabado. quando não haja pedido de exclusão da lide. condenadas ambas solidariamente. diante das provas produzidas. QUESTÃO 51: Empresa de confecções enviou máquina de costura à residência de certa pessoa e remetia. O art. por si. também. o que. consubstanciada no art. Tal interpretação está correta? Fundamente. com base na autonomia entre a ação e a reconvenção. alegando tratar-se de trabalho em domicílio. Fiscalizava diretamente o trabalho. sendo relevante apenas os elementos que impliquem caracterização da relação de emprego. com fundamento no art. 317 do Código de Processo Civil. Quando a costureira pleiteou. 6º da CLT prevê que não se distingue o trabalho realizado no estabelecimento e o executado no domicílio do empregado. inciso VI da Constituição Federal. apenas com a alegação de ser insubsistente a condenação. (OAB/SP – 132º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A interpretação da empresa está incorreta. dava ordens e exigia produção mínima diária. C) Indicar que a desistência da ação inicial não obsta ao prosseguimento da reconvenção. seria o suficiente para afastar a relação de emprego. Indicar que é da competência da Justiça do Trabalho julgar essa matéria. vínculo de emprego. interposto o recurso também por ambas. anos após.

193. percebendo remuneração fixa mensal. além de prestar serviços não eventuais. do TST. O Juízo de primeiro grau entendeu inexistir vínculo de emprego. em caráter permanente.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM não por partes. Pode-se aplicar. postulou perante a Justiça do Trabalho o vínculo de emprego e conseqüentes. pois. O que não pode haver. quando em férias ou eventuais dispensas da atividade militar. Naquele local. SÚMULA 128. assinalava cartão-ponto e cumpria ordens. para determinada empresa concessionária de veículos. e. adicional de insalubridade e adicional de periculosidade? Por quê? (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. QUESTÃO 53: Pode o empregado reclamar. ademais. é o pagamento de ambos os adicionais. (OAB/SP – 131º EXAME DA ORDEM) 34 . prestava serviços. em princípio. Como advogado do Policial Militar. cabendo ao empregado optar pelo que lhe for mais favorável. (Art. a solução da Súmula 128. fora dos horários em que servia à Corporação. qual é a medida judicial cabível? Apresente devida fundamentação. CLT) QUESTÃO 54: Policial Militar. onde ativava-se como Chefe de Segurança. Despedido pela aludida concessionária. ao mesmo tempo. a ação seria improcedente perante a Justiça do Trabalho. por analogia. III do TST. Havendo condenação solidária de duas ou mais empresas. também. III. o depósito recursal efetuado por uma delas aproveita as demais. tratando-se de mero vínculo de trabalho e. a situação dos autos configuraria violação disciplinar prevista no Estatuto Policial Militar. A lei não impede que sejam deduzidos cumulativamente os pedidos. quando a empresa que efetuou o depósito não pleiteia sua exclusão da lide. ali laborando. §2º.

decorre de matéria sumulada. SÚMULA 386. nos seguintes termos: “Indefiro o processamento do recurso ordinário. a Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de qualquer emprego. ainda que em caráter temporário. 35 . (OAB/SP – 129º EXAME DA ORDEM) GABARITO: Sim. o vínculo de emprego. com pedido de pagamento de diversos valores. interposto sem o pagamento das custas processuais. decorrente da Emenda Constitucional No. seria mesmo da Justiça do Trabalho. independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar. dirigido à própria Vara do Trabalho. do TST. é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada. intimado da decisão de indeferimento do recurso ordinário. pede a sua reconsideração. Preenchidos os requisitos do art. os pedidos são todos julgados improcedentes. 114 da C. estampada na Súmula 386. Não existe prazo de experiência sem registro do contrato de trabalho. quanto de emprego. é indeferido. passando a abranger tanto relações de trabalho. 3º da CLT. O recurso ordinário. na espécie.F. por deserto. Nos termos do artigo 13 da CLT. QUESTÃO 55: É obrigatório o registro do empregado no período de experiência do contrato de trabalho? Justifique. QUESTÃO 56: Ajuizada reclamação por empregado. requerendo remessa ao Tribunal Regional do Trabalho e postulando o reconhecimento do vínculo de emprego. que ampliou a competência trabalhista. de toda forma. O reclamante. consoante redação do art. inclusive de natureza rural. condenandose o reclamante ao pagamento das custas processuais. tendo em vista o não pagamento das custas processuais”. 45/2004. TST. Por seu turno. e para o exercício por conta própria de atividade profissional remunerada. A competência.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM GABARITO: A medida processual seria o Recurso Ordinário.

Negada a reconsideração. § 3. 269. seja o requerimento formulado no prazo alusivo ao recurso. O empregado de categoria diferenciada eleito dirigente sindical só goza de estabilidade se exercer na empresa atividade pertinente à categoria profissional do sindicato para o qual foi eleito dirigente. em caráter preliminar. na intempestividade do agravo. neste momento. III do TST. qual é a medida processual deve ser adotada. inadequado diante do indeferimento do recurso ordinário. juntada declaração de pobreza. eleito dirigente do Sindicato dos Advogados. interpõe o reclamante recurso de agravo de instrumento. pois a estabilidade relacionada com exercício de cargo sindical favorece apenas o trabalhador que exerce a atividade respectiva na empresa (súmula 369. pode ser dispensado sem justa causa da Faculdade de Direito em que. em cujo texto deve o reclamado insistir. OJ 269. tendo em vista que o pedido de reconsideração. 36 . da CLT. quando intimado do recebimento do agravo de instrumento interposto pelo reclamante? Sob qual fundamento legal? (OAB/SP – 130º EXAME DA ORDEM) GABARITO: A medida processual adequada corresponde às contrarrazões ou contraminuta de agravo de instrumento. No mérito. 790.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM requerendo. leciona prática forense? Por quê? GABARITO: Sim. desde que. não interrompe o prazo para o recurso adequado. na fase recursal. SÚMULA 369. nos termos da OJ-SDI I n. como professor. SDI-1. deve assinalar o caráter tardio do pedido de isenção de pagamento de custas. QUESTÃO 57: Advogado empregado. III do TST). o benefício da justiça gratuita. com expressa invocação do art. O benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição.º. TST. Como advogado do reclamado.

468 e 469 da CLT). mesmo conservando sua sede na capital do estado. A alteração do contrato individual do trabalho só pode ocorrer por mútuo consentimento. auxiliar técnico da Companhia de Águas do estado de São Paulo. mas justificou o ato de transferência sob a alegação de que. o empregado deve voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original (reversão). sujeitando-se essa decisão ao critério discricionário e diretivo do empregador.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 58: Antônio. ele ingressou com ação trabalhista. ocorrido como forma de pressioná-lo a pedir demissão. Inconformado com a transferência. Por ter a transferência ocorrido de modo irregular. havia expressa previsão quanto à possibilidade de sua transferência. portanto. A empresa não rebateu os argumentos do empregado. sendo a transferência apenas possível quando o empregado exercer cargo de confiança. ou pleitear a rescisão contratual indireta com as indenizações cabíveis. argumentando não exercer atividade de confiança nem ter sido consultado. foi transferido da capital para o interior. quando decorrer da real necessidade do serviço e quando houver a extinção do estabelecimento em que o trabalhador exerça sua atividade (art. nas mesmas condições anteriores à mudança. Antônio tem direito de voltar a exercer suas atividades no local de sua lotação original ou a transferência está no âmbito do poder diretivo e discricionário do empregador? Fundamente sua resposta. (CESPE – OAB/SP – 136. deve haver prévia anuência do empregado (arts. onde passou a ter domicílio e a desenvolver sua atividade laboral.º Exame de Ordem 2008) GABARITO: O direito do trabalho protege a lotação original do empregado. no contrato de trabalho do empregado. QUESTÃO 59: Caso o empregado considere seu contrato de trabalho rescindido. 469 da CLT). imputando ao empregador descumprimento de obrigação imposta 37 . tendo esta. a respeito da movimentação. em tempo algum. Na situação hipotética apresentada. segundo ele.

º/8/2008 a 2/2/2009. a reclamada resistiu à tese inicial. QUESTÃO 60: Em audiência de instrução. QUESTÃO 61: Josué ajuizou reclamatória trabalhista contra a empresa Alfa Ltda. sendo devido. se o juiz julgou corretamente o litígio. pretendendo o reclamante ouvir. abandonou o trabalho. julgando improcedente a reclamatória e reconhecendo a hipótese de abandono de emprego. sim. (CESPE – OAB 2009. suscitando que Josué não foi demitido e. responda. 38 . II.. pode ainda pretender receber o pagamento de valor correspondente ao aviso prévio? GABARITO: Sim. Em face da situação hipotética apresentada. Trata-se de despedida indireta.1) GABARITO: O juiz julgou de forma incorreta. como explicitado pelo art. O juiz exarou sentença. alegando que foi demitido sem justa causa e requerendo o pagamento das parcelas rescisórias referentes ao período em que manteve vínculo empregatício — de 1. logo após a sua qualificação e antes de prestado o compromisso. pessoa com a qual mantém laços de amizade íntima. de forma fundamentada. o que deverá fazer o advogado do reclamado e em que momento deverá manifestarse? GABARITO: Deverá o advogado do reclamado contraditar a testemunha. pelo empregador. o pagamento de aviso prévio. Realizada a audiência de instrução nenhuma das partes apresentou as provas de suas alegações. da CLT. tendo em vista que o ônus da prova cabe ao empregador. conforme o artigo 333. motivado pelo fato de o reclamante não ter se desonerado do ônus de provar o término do contrato de trabalho. a prestação de serviço. § 4º. 487. Em contestação.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM por lei e cessando. de imediato. como testemunha. do CPC e a súmula 212 do TST.

com a prova da recusa e/ou do não comparecimento para a homologação. em relação a Francisco. QUESTÃO 63: João. remanejando-o para outra função. deixando clara para Francisco a situação interina de seu emprego.NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM SÚMULA 212. Diante da aposentadoria de João. Nessa situação. inexistindo prazo para sua propositura. seria reintegrado em sua função. 475. § 2º da CLT. se recusar a receber o pagamento das verbas rescisórias ou não comparecer ao Sindicato/Ministério do Trabalho para homologação da rescisão. quando negados a prestação de serviço e o despedimento. nos termos do art. QUESTÃO 62: Para evitar o pagamento da multa prevista no parágrafo 8º do artigo 477 da CLT. João recuperou sua capacidade de trabalho em outubro de 2006. se o ex-empregado. é do empregador. já que. tendo sua aposentadoria cancelada. a empresa Alfa contratou Francisco para substituí-lo. O ônus de provar o término do contrato de trabalho. com tempo de serviço superior a um ano. foi aposentado por invalidez em setembro de 2005. se João fosse declarado apto a retornar ao trabalho. uma vez que o cientificou previamente da situação de interinidade do seu contrato de trabalho. já que João reassumirá sua função originária? GABARITO: O empregador poderá rescindir o contrato de trabalho de Francisco. funcionário da empresa Alfa. a empresa Alfa A deverá manter necessariamente o contrato de trabalho de Francisco. já que tem a prova da recusa e/ou do não comparecimento àqueles órgãos? (CESPE OAB SP 119) GABARITO: Ação de Consignação em Pagamento perante a Justiça do Trabalho. de que meio processual poderá socorrer-se o empregador e em que prazo. 39 . TST. sem indenização. pois o princípio da continuidade da relação de emprego constitui presunção favorável ao empregado.

Ao empregado de empresa pública ou de sociedade de economia mista. nos termos do art. que prestou concurso público para concorrer a uma vaga em uma empresa pública estadual. I. 41 da CF/1988. Em 20 de outubro de 2007. sendo possível a sua demissão sem justa causa. por qual motivo? GABARITO: A atitude praticada por Mário constitui motivo para a despedida por justa causa. da SDI-1 do TST. não é garantida a estabilidade prevista no art. A despedida de empregados de empresa pública e de sociedade de economia mista. II do TST e OJ 247. 482. empregado da empresa Pégasus Ltda. QUESTÃO 65: José. SÚMULA 390. SDI-1 do TST. José foi demitido sem justa causa. Considerando a situação hipotética apresentada. TST. Diante dessa situação hipotética apresentada o empregador pode dispensar por justa causa o empregado? Em caso afirmativo. ainda que admitido mediante aprovação em concurso público. consistente em ato de indisciplina. II. responda de forma fundamentada se José poderia ter sido demitido? GABARITO: A José não é garantida a estabilidade prevista na Constituição Federal. OJ 247. “h”. 40 . tendo iniciado suas atividades em 20 de outubro de 2003. da CLT. mesmo admitidos por concurso público. já que descumpria ordens gerais do empregador dirigidas impessoalmente ao quadro de empregados. nos termos da súmula 390. I..NÚCLEO PREPARATÓRIO PARA EXAME DA ORDEM QUESTÃO 64: Mário. fumava no interior do escritório da empresa. independe de ato motivado para sua validade. foi aprovado. desrespeitando ordem geral emanada da direção que proibia os empregados de fumarem nesse espaço.

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