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  • 1 INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA
  • 2.1 OBJETIVO GERAL
  • 2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 3.1.1 Princípio da inclusão
  • 3.1.2 Princípio da diversidade
  • 3.1.3 Categorias de conteúdos
  • 3.2 A EDUCAÇÃO FISICA NO ENSINO MÉDIO
  • 3.3 JOGOS ESPORTIVOS
  • 3.4 DESPORTO ESCOLAR
  • 3.5.1 O jogo de futsal
  • 3.6.1.1.1 Quanto à distância
  • 3.6.1.1.2 Quanto à trajetória
  • 3.6.1.1.3 Quanto à execução
  • 3.6.2.1.1 Quanto à distância
  • 3.6.2.1.2 Quanto à localização
  • 3.6.2.1.3 Quanto à mecânica corporal
  • 3.7.1 Fundamentos específicos do basquetebol
  • 3.8 VOLEIBOL
  • 3.9.1 Na situação competitiva os alunos
  • 3.10 ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS JOGOS COOPERATIVOS
  • 4.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA
  • 4.2 POPULAÇÃO
  • 4.3 AMOSTRA
  • 4.4 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS
  • 4.5 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS
  • 4.6 TÉCNICA DE ANÁLISE DADOS COLETADOS
  • 4.7 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA
  • 4.9 PLANEJAMENTO DA PROPOSTA
  • 4.10 AULA DE FUTSAL
  • 4.11 AULA DE BASQUETEBOL
  • 4.12 AULA DE VOLEIBOL
  • 4.13 AULA DE HANDEBOL
  • 5.1 ESTIMULANDO A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA
  • 5.2 TRANSFORMANDO JOGOS COMPETITIVOS EM JOGOS COOPERATIVOS
  • 5.3 ASPECTOS DE PARTICIPAÇÃO, INTERESSE, COOPERAÇÃO, MOTIVAÇÃO E
  • 6 CONCLUSÃO

UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA – UNOESC

ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

São Miguel do Oeste – Santa Catarina 2010

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ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

Trabalho de Conclusão de Curso Apresentada a banca examinadora do Curso de Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESCCampus de São Miguel do Oeste, como requisito parcial à obtenção do Grau licenciado em Educação Física

Orientador(a): Prof. MSc. Valdeci Luiz Dassoler

São Miguel do Oeste – Santa Catarina 2010

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ALEX JUNIOR MACHADO

CONSTRUINDO JOGOS COOPERATIVOS ATRAVÉS DE JOGOS COMPETITIVOS

Trabalho de Conclusão de Curso Apresentada à Banca Examinadora do Curso de Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESCCampus de São Miguel do Oeste, como requisito parcial à obtenção do Grau Licenciado em Educação Física.

Aprovado em: ____/____/____

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________ Prof. Msc Sandra Fachineto – Professora do componente curricular de Estágio Supervisionado IV Universidade do Oeste de Santa Catarina-UNOESC

_________________________________________ Prof.ª Msc.Valdeci Dassoler – Orientador Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESC

_________________________________________ Prof. Msc. Sandro Pedroso – Professor Convidado Universidade do Oeste de Santa Catarina- UNOESC

3 Dedico este trabalho especialmente a minha família. Muito Obrigado por tudo. minha irmã e meu sobrinho.. . minha mãe..

e agradeço por sempre acreditarem em min. Agradeço a todos os meus professores pela troca de conhecimento recebida. por sempre me ajudar nesta minha dura jornada. Enfim. pela amizade. Muito Obrigada! . pela paciência. meus colegas. principalmente a minha mãe dona Zelia que é o meu alicerce nesta caminhada. seja pela ajuda constante ou por uma palavra de amizade. agradeço a compreensão dessas pessoas em meus momentos de fúrias. a minha irmã Elsiane que foi a precursora da minha carreira acadêmica.pelos meus momentos de desesperos.4 AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus. a todos que de alguma maneira contribuíram para a realização desse sonho. e ao meu sobrinho Enzo que é a luz que me faz seguir em frente pelo meu caminho. pela generosidade. agradeço a todos os meus amigos. Agradeço imensamente ao meu professor orientador Valdeci Dassoler. pelo apoio e momentos de alegria. sempre me iluminando para que eu consiga os objetivos em minha vida. enfim por todo legado de conhecimentos conquistados juntos. Agradeço também a minha família. Que Deus na sua infinita bondade ilumine e proteja a todos.

Tem um mundo que só está esperando você dizer sim!” Tony Meledez ..5 “Não me digam que não podem..

Evidenciou-se que muitas vezes trabalha-se a cooperação nas aulas de Educação Física. pois foi uma intervenção. handebol. porém de uma forma mais lúdica. e assim notou-se uma melhora significativa na proposta. nos seus afazeres no dia a dia.6 RESUMO O Objetivo deste trabalho é a construção de jogos cooperativos através de jogos competitivos com o auxilio dos alunos em uma turma do segundo ano do Ensino Médio. As coletas de dados foram feitas através de observações das práticas de ensino. sendo 11 do sexo feminino e 12 do sexo masculino. as quais foram relatadas em diário de campo. de uma escola estadual da cidade de Palma Sola. Ela é de cunho descritivo pois busca compreender os fenômenos nas suas origens. mostrando o que era cooperação na realidade dos mesmos. a partir do momento em que eles entenderam o que era cooperação. Os Jogos Cooperativos aparecem como uma alternativa ao mundo competitivo e um meio de ensino que prioriza a solidariedade e o trabalho de equipe. procura perceber como os fenômenos acontecem e descrevê-los. anotações do diário de campo. não trabalha-se a cooperação no seu sentido efetivo. motivação e socialização. com participação. As informações foram interpretadas através da análise dos conteúdos. Notou-se que no primeiro momento os alunos não mostraram motivação com a proposta. porém buscou-se outras estratégias. que são: participação. Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa do tipo participante descritiva. pois os mesmos não conseguiam transformar os jogos competitivos em jogos cooperativos. através disso a proposta de transformar os jogos cooperativos em jogos competitivos com o auxilio dos alunos.Santa Catarina. através da utilização dos Planos de aula. com faixa etária entre 15 e 18 anos de uma Escola estadual de Palma Sola . nas suas especificidades. cooperação. voltando a proposta para a realidade dos alunos. Isso ocorreu trabalhando os desportos. e após houve a descrição da participação dos mesmos. sempre trabalhando primeiramente atividades de . Os dados foram analisados através das categorias descritas no diário de campo.A amostra foi constituída por 23 alunos do segundo ano do ensino médio. pois os alunos participaram efetivamente da transformação dos jogos. gerando a inclusão de meninas e meninos nas atividades propostas. interesse.Santa Catarina. basquetebol e voleibol. futsal.

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forma competitiva e depois com o auxilio dos alunos essas atividades eram transformadas para a forma cooperativa. Constatou-se que para os alunos

entenderem o sentido efetivo da cooperação, o trabalho deve ser voltado a realidade dos mesmos. Conclui-se este trabalho com a proposta de novas estratégias para trabalhar os jogos cooperativos como forma de diversificar as aulas, motivando os alunos para participarem mais das aulas e assim promovendo a socialização e cooperação entre os mesmos.

Palavras chaves: jogos cooperativos, socialização, Educação Física escolar.

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ABSTRACT

The goal of this work is the construction of cooperative games through competitive games with the help of students in a class of second year of high school, a public school in the town of Palma Sola-Santa Catarina.A sample consisted of 23 students second year of high school, 11 females and 12 males, aged between 15 and 18 years of a statewide School Palma Sola - Santa Catarina. This work is characterized as a qualitative study participant descriptive, because it was an intervention, participation, and after there was a description of participation. It is a descriptive search for understanding the phenomena in their origins and their specific needs, seeks to understand how phenomena occur and to describe them. The data collections were made through observations of teaching practices, which were reported in a field diary. The data were interpreted by analyzing the content through the use of lesson plans, field journal notes. Data were analyzed using the categories described in the diary, which are: participation, interest, cooperation, motivation and socialization. Cooperative Games appear as an alternative to the competitive world and a means of teaching that emphasizes solidarity and teamwork, leading to inclusion of girls and boys in the proposed activities. It became evident that often works is cooperation in physical education classes, but in a more playful, does not work is the cooperation in their true sense, through that the proposal to transform the cooperative games in competitive games with the help students. It was noted that at first the students showed no motivation with the proposal because they could not transform the competitive games in cooperative game, but we sought other strategies, the proposal back to the reality of the students, showing that cooperation was in fact the same in their day to day affairs, and so we noticed a significant improvement in the proposal, because the students actively participated in the transformation of games, from the moment they understood what it was cooperation. It was working the sports, futsal, handball, basketball and volleyball, always working first in a competitive activity and then with the help of students to these activities were converted to a cooperative manner. It was found that the students understand the true sense of cooperation, the work should be returned to the same reality. We conclude this work with the proposed new strategies for working on cooperative games as a way to diversify the classes, motivating students to participate more in

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class

and

thus

promoting

socialization

and

cooperation

between

them.

Keywords: cooperative games, socialization, physical education.

.............................10 LISTA DE APÊNDICES APÊNDICE A Diário de Campo................................ 59 ..............

...61 ANEXO B APROVAÇÃO FINAL – ORIENTADOR..................................11 LISTA DE ANEXOS ANEXO A DECLARAÇÃO DE ORIENTAÇÃO PELO ACADÊMICO...........62 ....................

...............................1........1......2............2 3......... 24 Quanto à execução.. ............ A EDUCAÇÃO FISICA NO ENSINO MÉDIO.. FUTSAL...............................3 3.......... HANDEBOL..................................1 3... OBJETIVOS................................... Fundamentos específicos do basquetebol...........................................................1 3........6.............................. Pode ser classificado em...... Quanto à mecânica corporal..7............................................1...........1..........................1.........6...........6...................1 3.................... Arremesso..................5 3..................................................... O passe poderá ser classificado quanto..........................1........................3 3..........1 3..........................................................................................1............6.. JOGOS ESPORTIVOS..................1.......2................................................................2 3 3................................................ OBJETIVOS ESPECIFICOS................................................................................................. Princípio da diversidade......................................6........................................2 3.2 3........................ EDUCAÇÃO FISÍCA ESCOLAR............................... 12 14 14 14 15 15 16 16 16 18 19 20 21 22 23 24 24 24 Quanto à trajetória....1 3...............................................1. Categorias de conteúdos........12 SUMÁRIO 1 2 2.......1.............................................................................. VOLEIBOL............... Quanto à distância.......6..............6.............................. BASQUETEBOL............................................6 3..................................................6............................................................................... O passe......... REFERENCIAL TEÓRICO..... OBJETIVO GERAL................... 3......................... Quanto à distância...1 3..2............3 3.......................1........................................2.............................1..............1 INTRODUÇÃO/ JUSTIFICATIVA.............................................5................................................................................ DESPORTO ESCOLAR..........................3 3....2 3.........6..4 3........................1 2....8 3.......................................................................................9 Quanto à localização.....................1 3..........1................ O Jogo de Futsal....1. Princípio da inclusão........................................6........................................................... COMPETIÇÃO E COOPERAÇÃO..........................................................7 3....2 3.................................. 25 25 25 25 25 26 27 27 27 28 3..............................

...................... APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS DADOS .......... AULA DE BASQUETEBOL..................... INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA........13 3..........5 4.......1 4.....................................9 4............................ PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS.................9............................. 6 CONCLUSÃO ...... 5.........8 4.............. MOTIVAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO......................... 4............ TÉCNICA DE ANÁLISE DOS DADOS COLETADOS........................................................................6 4......1 3......... 43 5..................................................10 4...1 AULA DE FUTSAL...... CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA.......... REFERÊNCIAS ..................................3 Na situação competitiva os alunos.................... INTERESSE.......................... COOPERAÇÃO...............................................2 TRANSFORMANDO JOGOS COMPETITIVOS EM JOGOS 45 COOPERATIVOS................................ AULA DE HANDEBOL................... POPULAÇÃO......................................... ESTIMULANDO A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA..........................................................................................................................................................................4 4...... PROCEDIMENTOS PARA COLETAS DE DADOS................................................2 4....................... 47 50 52 ........................10 4 4............................................................................. ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS JOGOS COOPERATIVOS.......................................... CRONOGRAMA.......................... METODOLOGIA.........................................11 5 5...................3 ASPECTOS DE PARTICIPAÇÃO............................ AMOSTRA..................................................... AULA DE VOLEIBOL................................................................................................................................................................................................. 29 31 34 34 34 34 35 35 35 36 36 37 40 41 41 42 43 4........................7 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS...........

34 Nos estágios realizados nas escolas. fala que os jogos cooperativos aplicados pelos professores de educação física nas aulas. teóricos. quanto psíquicas. do homem. assim como a competição.” GUERRA. 48. “É importante que o Professor de Educação Física traga na sua formação experiências que venham a ser importantes para trabalhar com os alunos tantos nas questões físicas. p. é um valor cultural (ORLICK. nas aulas de Educação Física. notou-se que se trabalha prioritariamente a questão dos esportes.RANGEL. visando os jogos cooperativos. que assim irão transformar as manifestações que caracterizam essa área. p. Brotto (1998. da sociedade e da corporeidade. trabalhando principalmente suas valências físicas. 1989 apud BARATA et al.14 1 INTRODUÇÃO/JUSTIFICATIVA Essa pesquisa é corresponde ao componente curricular de Estágio Supervisionado IV. 2009. p. Nesse sentido.” DARIDO.2005. como o jogo. e que os jogos cooperativos podem ser classificados como uma das melhores maneiras de mudar este quadro. Pensa-se que o objetivo principal da Educação Física na escola é integrar os alunos na cultura corporal de movimento.1998. trazem um grande valor pedagógico desenvolvendo grandes aspectos afetivos e comunicativos para as crianças na . desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. relacionado aos movimentos. a preocupação central é com a prática pedagógica que caracteriza a Educação Física na Educação Básica. contribuição essa baseada em fundamentos técnicos. e não é dado a devida importância para aspectos sociais e afetivos dos alunos. dando aos alunos pontos positivos trabalhados no jogo. “Compreende-se que a Educação Física é uma prática pedagógica que trata da cultura corporal de movimento. a ginástica e as lutas. e será voltado á um projeto de intervenção em uma turma do ensino médio. filosóficos. a dança.33). 68). o esporte. A cooperação. reduzindo as consequências negativas de que o jogo é só competitividade. p.

e principalmente no esporte. onde o importante é ultrapassar seus limites.15 escola. Diante disso. surge a seguinte situação-problema: “Como construir jogos cooperativos através de jogos competitivos em uma turma do 2º ano do Ensino Médio?” .” (SOLER. apesar de serem extremamente importantes na construção do caráter e dos valores dos alunos. e assim não ensina o aluno a amar o aprendizado e sim tirar notas cada vez mais altas. principalmente com alunos do Ensino Médio. as crianças e criam sentimentos de medo. para poder ser o numero um na sua modalidade. 2001. trabalha-se a competição. GONÇALVES. onde é dado ênfase ao trabalho com os esportes coletivos. os jogos retratam a estrutura social. 2001. dando lugar a jogos competitivos que excluem. p. angústia e decepção.10 Evidencia-se que nas aulas de Educação Física. GONÇALVES. p. “Na escola se tem mais contato com jogos competitivos do que jogos cooperativos.15) Os jogos trabalhados com crianças representam os valores e os anseios da sociedade. são pouco trabalhados nas aulas. No mundo em que se vive a capacidade de destacar-se individualmente como o melhor. A vivência em escolas e o contato com os professores de Educação Física inspiram muitos profissionais a trabalhar com os jogos cooperativos que. e não trabalha-se questões importantes como a cooperação.09. instituições. p.2003. o mais eficiente. e a própria escola valoriza só os vencedores. torna-se muito importante dentro de empresas. O individualismo torna-se mais importante que a cooperação.

2. cooperação.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Construir a partir de sugestões dos alunos. motivação. . Analisar e descrever como os jogos cooperativos podem influenciar na participação.1 OBJETIVO GERAL Desenvolver uma proposta de intervenção no 2º ano do ensino médio construindo jogos cooperativos através de jogos competitivos. futsal.16 2 OBJETIVOS 2. basquetebol e voleibol). atividades que visem transformar os desportos da forma competitiva para a forma cooperativa. socialização e interesse durante a prática das aulas de Educação Física do Ensino Médio. trabalhando os desportos (handebol.

ela deverá necessariamente ser de caráter recreativo. “A integração que possibilitará o usufruto da cultura corporal de movimento há de ser plena – é afetiva. nas atividades que serão desenvolvidas. O profissional de Educação Física é um especialista em atividades físicas.CONFEF. o objetivo da Educação Física é o estudo do próprio corpo. visando à consecução do bem estar. cognitiva e motora. das relações pessoais. Segundo Negrine (1983. visando enfim a consecução da qualidade de vida (CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA. é a integração de sua personalidade” (BETTI.05). da cidadania. sem fundamentação teórica. Vale dizer. da compensação de distúrbios funcionais. de problemas posturais. 3). da solidariedade. a Educação Física escolar. do senso moral e cívico. a melhoria da aptidão física. em benefício da qualidade de vida. de preferência que favoreçam a consolidação de hábitos higiênicos.p. 5). da criatividade. teve grande desenvolvimento nos últimos anos. 2002.14). da preservação do meio ambiente. pois inicialmente era visto uma área de atuação prática. além de outras que ocorrem para completar .17 3 REFERENCIAL TEÓRICO 3. (DARIDO. da expressão e estética do movimento. A mesma autora aponta que as proposta educacionais da Educação Física se modificaram ao longo dos anos e as mesmas tendências influenciam até hoje a formação de profissionais e as práticas pedagógicas. formando cidadão que irá produzir reproduzir e transformála. o desenvolvimento corporal e mental harmônico.1 EDUCAÇÃO FISÍCA ESCOLAR Segundo Darido (2005. social. contribuindo ainda para a consecução da autonomia. da integração. o despertar do espírito comunitário. nas suas mais diversas manifestações.10) . p. 1992. contribuindo para a capacitação e/ou restabelecimento de níveis adequados de desempenho e condicionamento fisiocorporal dos seus beneficiários. da consciência. da prevenção de doenças. p. 2005. p. A Educação Física tem como objetivos e tarefas introduzir e integrar o aluno na cultura de movimento. p. tendo como propósito prestar serviços que favoreçam o desenvolvimento da educação e da saúde. auto-estima.

os princípios que norteiam como deve ser desenvolvida a Educação Física Escolar e seu ensino são: 3. valores e atitudes). Os conteúdos conceituais e procedimentais mantêm uma grande . motoras e socioculturais dos alunos. Busca-se legitimar as diversas possibilidades de aprendizagem que se estabelecem com a consideração das dimensões afetivas. visando a ampliar as relações entre os conhecimentos da cultura corporal de movimento e os sujeitos da aprendizagem. conteúdos. cognitivas.18 a formação integral da personalidade. 3. conceitos e princípios).2 Princípio da diversidade O princípio da diversidade aplica-se na construção dos processos de ensino e aprendizagem e orienta a escolha de objetivos e conteúdos.1 Princípio da inclusão A sistematização de objetivos.1. 19).3 Categorias de conteúdos Os conteúdos são apresentados segundo sua categoria conceitual (fatos. Busca-se reverter o quadro histórico da área de seleção entre indivíduos aptos e inaptos para as práticas corporais.1. resultante da valorização exacerbada do desempenho e da eficiência. processos de ensino e aprendizagem e avaliação tem como meta a inclusão do aluno na cultura corporal de movimento. p. 3.1. por meio da participação e reflexão concretas e efetivas. Segundo PCNs (1999. procedimental (ligados ao fazer) e atitudinal (normas.

afetivas e sociais próprias e que se interligam-. As habilidades motoras precisam ser desenvolvidas. a arte e a ciência do movimento humano que. social e afetivo. 1992. organização e avaliação. que se integre nos avanços alcançados nos estudos da Psicomotricidade. Incluem-se nessas categorias os próprios processos de aprendizagem. p.24).44 e 45). A expectativa da Educação Física escolar. e não desintegrada dela. e apontam para a necessidade de o aluno vivenciá-los de modo concreto no cotidiano escolar. políticas e econômicas. 1999. p. Em relação ao seu papel pedagógico. auxiliam o desenvolvimento integral dos seres humanos. 81). sem dúvida. contribuí para a afirmação dos interesses de classe das camadas populares. cooperação confrontando a disputa. buscando minimizar a construção de valores e atitudes por meio do currículo oculto.19 proximidade. 1989. Sem se tornar uma disciplina auxiliar de outras. renovando-os e transformando-os no sentido de sua auto-realização e em conformidade com a própria realização de uma sociedade mais justa e livre. distribuição em confronto com apropriação. Segundo Medina (1995. O surgimento de importante estudo que tratam da necessidade de uma atuação consciente critica que torne o educando como um ser no seu todo – com características psicomotoras. têm contribuído para a veiculação de um novo pensar que repercute ao nível prático na Educação Física Escolar e na Educação Física de forma geral. na medida em que o objeto central da cultura corporal de movimento gira em torno do fazer. .matemáticas que a criança usará nas atividades escolares e fora da escola possam se estruturar adequadamente (FREIRE. do compreender e do sentir com o corpo. mas devem estar claro quais serão as conseqüências disso do ponto de vista cognitivo. p. em suas implicações sociais.40) . a Educação Física deve atuar como qualquer outra disciplina da escola. e que.negando a dominação e submissão do homem pelo homem para (SOARES E OUTROS. que tem côo objeto a reflexão sobre a cultura corporal. as ações físicas e as noções lógicas . Os conteúdos atitudinais apresentam-se como objetos de ensino e aprendizagem. A Educação Física nos dias de hoje deve ser caracterizada pela busca constante de uma pratica transformadora. através de atividades especificas. na medida em que se desenvolve uma reflexão pedagógica sobre valores como solidariedade substituindo o individualismo. Os trabalhos de Educação Física não devem ser isolados do contexto histórico e cultural. a atividade da Educação Física precisa garantir que. de fato. p. sobretudo enfatizando a liberdade de expressão dos movimentos – a emancipação . considere os aspectos culturais no processo de aprendizagem (MELLO. especialmente.

2004. trabalho. 40. Segundo ele. não apenas sobre o desenvolvimento do corpo. a importância das atividades físicas educativas. p. sobretudo sobre o desenvolvimento integral do aluno. Neste sentido diz que “a maioria dos professores não se encontra preparados para trabalhar com esse nível de ensino”. vestibular. e os que vão perceber na Educação Física no sentido vinculado ao lazer e bemestar (BETTI. por isso o baixo prestígio desta disciplina . como condição de sua competência na formação do aluno em todos os seus aspectos (CAUDURO. SOARES et al. por isso a sua relação no processo ensino aprendizagem. estudos demonstram uma progressiva desmotivação em relação à Educação Física já desde o final do Ensino Fundamental. para justificar essa evasão argumenta dizendo que “os alunos são desinteressados e não valorizam as aulas como deveriam”. há um desinteresse muito grande pelas práticas nas aulas de Educação Física principalmente no Ensino Médio. Por isso. O Ensino Médio é representado dentro da escola como sendo uma preparação para uma seqüência de estudos. devendo ser assumida pela escola. cede espaço para outros núcleos de interesse como a sexualidade. 2002 p. existe uma evasão muito grande por parte dos alunos nas aulas de Educação Física. e já não atribuem à Educação Física tanto crédito. tanto no mundo do trabalho como no do lazer”. os adolescentes adquirem uma visão mais crítica. 3. 1992 p.76). De acordo com o mesmo autor. mas também onde se prepara o indivíduo para fazer parte do contexto social. com opiniões formadas para o mercado de trabalho.2 A EDUCAÇÃO FISICA NO ENSINO MÉDIO O Ensino Médio merece atenção especial. nesse nível de ensino caracterizam-se dois grupos de alunos: os que vão identificar-se com o esforço metódico e intenso da prática esportiva formal. A atividade física que antes era central em suas vidas.20 “O ensino da Educação Física tem também um sentido lúdico que busca instigar a criatividade humana à adoção de uma postura produtiva e criadora de cultura. mas.01).

A Educação Física na escola vem sendo vista muitas vezes apenas como um período que os alunos possam sair da sala de aula para se desestressar ou gastar um pouco de energia perdendo seu caráter pedagógico. repetir. p. (CAUDURO. na maioria das vezes esse trabalho é realizado um trabalho sedentário. para que seja criada uma consciência sobre a importância da Educação Física na escola. ou seja. e não reproduzir simplesmente o modelo anterior. O mesmo autor coloca que a Educação Física no Ensino Médio deve propiciar o atendimento de novos interesses. 02). As habilidades motoras precisam ser desenvolvidas. Sem se tornar uma disciplina auxiliar de outras (FREIRE. Normalmente os alunos que estão cursando o Ensino Médio. e não desintegrada dela. sendo assim. sobretudo em relação ao seu papel pedagógico. “jogo é uma atividade física e/ou mental que favorece a socialização. através da definição de valores. 1997. social e afetivo. 37). p. deve apresentar características próprias e inovadoras.21 passando assim a ideia de que a educação física escolar não seja um componente curricular tão importante quanto os outros. sem dúvida. visando um determinado objetivo” . às vezes apenas de modo um pouco mais aprofundado. 2000. a pratica de exercícios físicos segundo (FREY. a Educação Física deve atuar como qualquer outra disciplina da escola. um período parcial ou integral. que considerem a nova fase cognitiva e afetivo-social atingida pelos adolescentes. já estão inseridos no mercado de trabalho. Percebe-se a necessidade de se estar informando e orientando esse nível da educação.1). mas devem estar claro quais serão as conseqüências disso do ponto de vista cognitivo. p. como trabalhar sentado.3 JOGOS ESPORTIVOS Segundo Ferreira (2003. 3. os conteúdos do programa de Educação Física dos últimos quatro anos do Ensino Fundamental. 2004. e é realizado obedecendo e um sistema de regras.24). No entanto ao autor argumenta que esta fase relacionada ao ensino médio. p. é extremamente importante na formação da personalidade do aluno.

1999. p.159). Darido (2005.133) diz que os jogos consistem numa simples assimilação funcional. que o desporto escolar representa para as crianças e jovens a única oportunidade de assimilarem de forma divertida as regras base. Coloca que é criado um falso pressuposto que jogos e brincadeira só é trabalhado no ensino infantil. um sentimento de prazer pela ação lúdica em si e pelo domínio sobre as ações. p. “O jogo é um processo de derivação por ficção [. 3. adquire iniciativa e autoconfiança. Mas.88) o lúdico influencia muito no desenvolvimento da criança. a sua curiosidade é estimulada. p. ainda. p.. 11). (2001. talvez. para não ser usado brincadeiras muito infantis com alunos maiores. os jogos têm dupla função: consolidar os esquemas já formados e dar prazer ou equilíbrio emocional à criança. . É através do jogo que a criança aprende a agir. É precisamente nos anos iniciais. o que a autora enfatiza não ser verdadeiro. Quando utilizada na busca ou manutenção da saúde. seguir momentaneamente a trilha de seu maior interesse nos casos em que possa consegui-lo recorrendo ás atividades sérias”. Piaget (1971.] e tem por função permitir ao indivíduo realizar seu eu. e um condicionamento físico que permita ás pessoas sentirem-se mais aptas e dispostas para suas atividades normais do cotidiano.22 Para Claparéde (1958. ostentar sua personalidade. Portanto. Segundo Vygotsky. na formação de capacidades sociais. È cada vez maior a procura do esporte como forma das pessoas livrarem-se de suas tensões e ansiedades causadas pela vida moderna BOKIJIAN.. embora deve ser tomado alguns cuidados.4 DESPORTO ESCOLAR Bojikian (1999. a pratica esportiva visa proporcionar um bem-estar físico. 48). proporciona o desenvolvimento da linguagem. 9) coloca que o desporto escolar desempenha um papel central nos primeiros anos de educação e em especial. seja quando utilizada como forma de lazer que ela mais preste serviço ao bem estar das pessoas. p. num exercício das ações individuais já aprendidas gerando. p. através do crescimento harmonioso de crianças e adolescentes. do pensamento e da concentração.

podendo assim com ele proporcionar uma socialização entre os alunos e propiciar uma aula atraente aos mesmos. 2002. antes chamado de futebol de salão. Devido à falta de espaços e campos para a prática. que não pode sair do limite da área de meta (VOSER. começou a ser praticado em 1932. As primeiras regras foram redigidas por volta de 1933. ambos devem interagir durante a prática pedagógica da Educação Física estabelecendo um nível de equilíbrio e harmonia entre si”. onde foi criado nos anos 30. o tamanho da quadra do basquete. como espaço era muito menor do que os campos de futebol foram necessários algumas modificações no seu modo de jogar. 3. um grupo de professores . assim o desporto vem sendo uma das alternativas mais usadas nas aulas de Educação Física nos dias de hoje. 42) existem muitas dúvidas quanto à origem do futebol de salão. Autores como Costa (1987) e Bojikian (1999). Contudo. 42) nessa época. “Tanto os exercícios educativos como as atividades práticas. a trave e a área do handebol e do pólo aquático bem a regulamentação do goleiro. GIUSTI.23 A respeito disso Costa (1987. e aperfeiçoado ganhando regras e adaptações mais reais com as regras atuais.5 FUTSAL Segundo Voser e Giusti (2002. Conforme Voser e Giusti (2002. no handebol e no pólo aquático. 42). p. dissertam que os alunos do Ensino Médio encontram – se num estágio mais avançado de conhecimento. O futsal. em Montevidéu. o desporto traz. p.35) afirma. O mesmo autor cita que a presença do desporto na escola é fundamental para usufruir os benefícios que. a solução encontrada foi improvisar locais menores. sendo que a essência vem do futebol. p. no Uruguai. no basquete. fundamentadas no futebol. jogos e desporto são importantes. p. No Brasil o hábito de jogar futsal teve seu início depois que alguns brasileiros visitaram a Associação Cristã de Moços (ACM) de Montevidéu. como quadras de basquete e salões de baile.

considerando este a grande categoria do conjunto das produções lúdicas humanas”. psicológico. 06) no que essas atividades: “é possível incluí-las todas no universo do jogo. Os esportes como o jogo. 33) define o jogo assim como uma atividade ou ocupação voluntária. danças. pela evolução da preparação física dos atletas. os hábitos dos animais. p. no Uruguai. Por exemplo. mas ele apresenta uma síntese dos principais enfoques projetados sobre o jogo infantil. GIUSTI. O futsal tem sofrido inúmeras alterações na sua forma de jogo.24 brasileiros participou. Paraguai. entre outros. principalmente os professores de educação física devem buscar a atualização e a troca de conhecimentos e experiências. e folclórico. a vida. Portugal.1 O jogo de futsal Huizinga (1999. não existe uma teoria completa dos jogos. 43). p. mas absolutamente obrigatórias. em especial. Hoje o futsal é o esporte que tem o maior número de adeptos no Brasil e é praticado em todos os cantos do planeta. o trabalho. Os jogos de futsal sempre representam o caráter dos processos de produção. segundo regras livremente consentidas. Em função disso os profissionais. sociológico. entrando em contato com as regras do futebol de salão. as lutas. Uma vez que as crianças ao . a guerra. dotado de um fim em si mesmo. sendo mais popular em países como Rússia. Ucrânia. a passagem de lúdicas para as atividades competitivas chamado nos dias de hoje de esportes. ginástica. imposta pelas modificações das regras. de um curso patrocinado pelo Instituto Técnico da Federação Sul Americana das ACMs. e tantos outros nos permitem concordar com Freire (1998. os temas que inspiram os jogos lúdicos na antiguidade eram a caça. mostra que o esporte evoluiu. e pela profissionalização dos atletas. exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e espaço. Itália e Austrália.5. educacional. 2002. a fim de realizarem seu trabalho (VOSER. O jogo. Espanha. acompanhado de tensão e de alegrias e de uma consciência de ser diferente na vida cotidiana. Para Friedmann (1996). 3. p.

fazendo jogos de formas lúdicas nas aulas de Educação Física nas escolas. (DARIDO. desenvolvendo seu ensino aprendizagem. sendo obrigatoriamente jogado com as mãos e ter um goleiro em cada equipe para iniciar a partida. possibilitando a melhor compreensão das suas emoções e personalidade. o objetivo do jogo é a marcação do maior número de gols possíveis. resistência aeróbica e anaeróbica. que o esporte é um componente essencial e motivador do jogo. segundo Brotto (2001). p. pode-se mudar isto. (TENROLER.17). psíquicas. 3. permitindo que as relações fiquem mais saudáveis.25 fazerem o futsal sofrem influência do contexto social. pois quando a pessoa esta jogando se tem um alto grau de liberdade. p. é uma das modalidades mais ricas como meio de educação. Conforme diz Carmo (2005). Mesmo com várias diferenças os esportes modernos nos dias atuais e os jogos utilizados nas cerimônias religiosas e festas na antiguidade não mudaram o seu caráter combativo e competitivo. agilidade e inteligência. saltar e arremessar. lazer ou como prática de alto nível. O jogo bem como a modalidade de Handebol tem como fundamentos primordiais as habilidades naturais que são: correr. sendo jogado em quadras cobertas e jogado por sete jogadores em cada equipe. É também um esporte que tem como destrezas: velocidade.6 HANDEBOL O Handebol é um esporte dinâmico. bem como explorar as suas próprias atividades. por esse motivo. diz que serve para explorar o mundo que rodeia o jogador. e jogadores. recreação. reforçando o convívio social. Mas como profissionais na área da Educação Física. É uma modalidade de base que permite desenvolver nos praticantes qualidades físicas. o jogo não pode ser definido apenas como uma competição e nem ser considerado somente como fruto da imaginação. força. SOUZA. . sem o mesmo deixaria de existir.91) O Handebol é um esporte coletivo. O jogo tem funções importantes na formação do ser humano. tendo uma bola. Para Santos (1998. 2004. 34). p. 2007. sociais e morais.

3. Quicado.65-69) define que: 3. argumenta ainda que é ele quem possibilita a dinâmica do jogo.1.6. Tem como objetivos: Dar seqüência ao jogo. . Preparação do ataque ou do contra-ataque.1.1. sendo um dos fundamentos que precede o arremesso. até quinze metros.1 O passe O passe é a ação de entregar a bola ao companheiro de equipe. Longos.1. Médios.6.1.2 Quanto à trajetória Direto. acima de quinze metros.6.1 Quanto à distância Curtos. p. quando realizados até dez metros. 3.1 O passe poderá ser classificado quanto 3. (TENROLER. Progressão.26 Dentre os fundamentos a serem trabalhados na iniciação a modalidade do Handebol. 2004.6. Parabólico.

Lateral. . sem apoio dos pés no solo.2.27 3. Com salto.1.6. que tem como finalidade impulsionar a bola em direção do gol.1.2 Quanto à localização Arremessos de frente para a goleira.1. da cabeça ou das costas.2.2. Tem como objetivo: Fazer o gol 3. Arremesso de nove metros ou maior distância. Arremesso de sete metros.6. que equivale ao pênalti no futebol. próximo da área. quicado pela frente ou por trás. Quicado entre as pernas. por trás do quadril. feito em distâncias menores.2 Arremesso Outro fundamento essencial no ensino do handebol é o arremesso.3 Quanto à execução Com o uso das mãos acima da cabeça ou na altura do peito.1 Quanto à distância Arremessos de seis metros.1 Pode ser classificado em 3.6. 3.6.6.1. 3.

da jogada individual ou coletiva. E sua técnica pode ser descrita como sendo a maneira de dominar a bola usando as mãos.6. Arremesso de cobertura. Pode ser praticado para superar o adversário em velocidade. Arremesso com salto e inclinação. Ainda tem como fundamento o drible que nada mais é que o ato de superar o adversário com a posse da bola tanto no ataque como na defesa. Arremesso de quadril. no centro ou nas extremidades da quadra. sempre realizada de modo seguro e olhando para a bola. para iniciar um contra ataque. Sua prática se dá a partir do controle da bola com sucessivos quiques da bola ao solo. se tem o fundamento drible que é definido como sendo a ação de ludibriar o adversário com ou sem a posse da bola. E. para conseguir um melhor posicionamento ou reduzir a distancia do arremesso.2.3 Quanto à mecânica corporal Arremessos de ombro. Arremesso pelas pontas ou também chamadas extremidades 3. Arremesso com giro. passe.1. . Tem ainda como fundamento a recepção que tem como objetivo dar continuidade ao jogo. Seu objetivo ludibriar o adversário com o propósito de conseguir espaço para arremessar. por fim.28 Arremessos de apoio ou sem apoio. passar ou dar seqüência à jogada. Arremesso com queda.

2007. que elaborou um jogo onde os alunos praticassem em um local fechado. Bandeja . foi criado na Associação cristã de Moços nos Estados Unidos e as primeiras regras oficiais foram propostas em 1897. outra regra era que os alunos só poderiam andar com a bola batendo no chão. O vôlei apareceu como um novo esporte para ser praticado em ginásios. (DARIDO. não precisando sair para o rigoroso inverno. pode beneficiar. Fintas .Que são maneiras de ludibriar o adversário. e a bola não ultrapassa o aro. como: condução de bola. SOUZA. com isso tem-se fundamentos no basquete que também é usado em outros esportes coletivos.Que é o arremesso com salto.Que são bolas que sobram quando são arremessadas. muito todos os que jogam. SOUZA. ou quadras.59) 3.2007.8 VOLEIBOL O jogo do voleibol.7 BASQUETEBOL A invenção do basquetebol aconteceu através do professor americano de Educação Física. O professor dividiu os alunos em dois times e combinou que o vencedor seria aquele que acertasse a bola no cesto do adversário mais vezes.1 Fundamentos específicos do basquetebol Jump . James Naismith. 2007.53). (DARIDO.” (DARIDO.Que é o arremesso com dois saltos ou passos firmes.porém no jogo do basquetebol é incorporado fundamentos específicos da modalidade. o trabalho em equipe. O número de . SOUZA.p. o objetivo principal é marcar pontos. 3. saltos.7. p. Rebotes . passe e outros.61-62) No basquetebol não é somente a habilidade individual que vale. No basquetebol.p. dribles.29 3. coletivamente. mas também em outros espaços ao ar livre. fazendo cestas.

2005. A jogada mais utilizada é a cortada.34).77) Colocam que o jogo do voleibol é dividida em ações.30 jogadores eram indefinidos. Segundo Soler (2003. torneio.71) “Dentre os esportes de quadra. (DARIDO. São processos e valores sociais presentes no jogo. Defesa: É quando a bola passa pela rede e os jogadores se organizam para recepcioná-la antes que ela caia no chão. de seis jogadores cada uma.p. competição significa competir.78). Darido.72) O voleibol é considerado um jogo de quadra entre duas equipes. 2001. por cima da rede. que consiste em bater uma bola com as mãos para o lado contrário. JUNIOR. SOUZA. portanto seus fundamentos devem ser executados com o máximo de interesse”. de um lado para outro. misturando os jogos de tênis e o basquetebol. que são definidas assim : Saque: O lance que põe a bola em jogo. p. já o significado de cooperar quer dizer trabalhar. ou pode-se jogar contra o outro na competição. defendendo um saque. Ataque: É quando um time tenta pôr a bola no chão da quadra do adversário. lutar. 3. e seu objetivo era manter a bola em movimento sobre uma rede. atuar simultaneamente para o mesmo fim. Bloqueio: É quando os jogadores saltam perto da rede. SOUZA.168). e . p. (MELLO. 2007. p. (DARIDO. (2007. p. (DARIDO. Levantamento: É a preparação do ataque. formando uma parede humana para impedir que a bola passe. p.9 COMPETIÇÃO E COOPERAÇÃO O jogo é uma oportunidade para que pratica-se ações e relações. Existem dois tipos de jogos básico: pode-se jogar com o outro na cooperação. o Vôlei é considerado o mais difícil de aprender. O levantador passa a bola para um colega que está numa boa posição para o ataque. Recepção: É quando o jogador toca na bola. disputa.RANGEL. 2007. no esporte.

Cooperação e competição são processos sociais do mesmo jogo. 3.ajudam-se mutuamente com freqüência. Na situação cooperativa os alunos: . Brotto explica muito bem essa relação entre aspectos trabalhados nos jogos em grupo diferenciando jogo cooperativos e jogos competitivos no quadro abaixo: . . fazendo assim que apenas alguns participantes obtenham ganhos com os resultados. ocorrendo o individualismo por parte dos participantes. mas a cooperação é um processo melhor para que se alcance os objetivos de união. .são mais sensíveis às solicitações dos outros.percebem que ao atingir de seus objetivos é em parte.apresentam menor homogeneidade na quantidade de contribuição e participações. . e se alcance melhores resultados. .31 também na vida.9.são mais homogêneos nas participações e contribuições.26). .p. são exclusivos. Brotto (2001.1 Na situação competitiva os alunos . 2003. Enquanto a competição os objetivos que se alcança.tem menos produtividade em termos qualitativos.são menos sensíveis as solicitações dos outros.43) mostra várias situações para os alunos tanto competitivas quanto cooperativa.tem mais produtividade.percebem que o atingir de seus objetivos é incompatível com o alcance dos objetivos dos demais. (GONÇALVES. p. .ajudam se mutuamente com menor freqüência. . . conseqüência das ações dos outros colegas. cooperação e uma melhor socialização entre todos. cabendo ao profissional de Educação Física oferecer atividades para dosar competição e cooperação entre os alunos.

Já no jogo competitivo. atenção Sucesso compartilhado Vontade de continuar jogando. torna a pessoa mais livre.. 51). jogando cooperativamente. parceria Jogar. há uma proximidade dos jogadores. pode-se reconhecer que a verdadeira vitória não depende da derrota de outros. fala que as crianças não jogam jogos competitivos. e sobre isto Brotto (1999). .. amigo Interdependência. Nos jogos competitivos existem regras que não podem ser modificadas.. reforça a convivência. a proximidade dos jogadores pode causar atitudes que podem gerar conflitos. Amor Alegria. comunhão Ponte Competição Parece possível só para um Ganhar. quanto no jogo competitivo. simultaneamente. induz a novas experiências. sente prazer e divertimento. Do outro Adversário. porém no jogo cooperativo.. faz com que as relações fiquem mais saudáveis. produz valores e atitudes. solidão Obstáculo vos. p. elas obedecem às regras.32 Cooperação Visão de jogo Objetivo O outro Relação Ação Clima de jogo Resultado Conseqüência Motivação Sentimentos Símbolo Possível para todos Ganhar. Quadro 1 Jogos cooperativos x jogos competiti Fonte: BROTTO (2000.. O mesmo autor coloca que jogo cooperativo possui funções essenciais. p... Compreende-se que ao participar-se do jogo o principal valor está na oportunidade de conhecer um pouco melhor as próprias habilidades e potenciais e. cooperar para que os outros realizem o mesmo. rivalidade Jogar.168) Para Soler (2003 p. 2005.. Com Ativação. não há rivalidade nem necessidade de uma aproximação brusca. (DARIDO RANGEL. stress Ilusão de vitória individual Acabar logo com o jogo Medo Raiva. inimigo Dependência. Juntos Parceiro.. equilibra corpo e alma. 54) Tanto no jogo cooperativo. muito importantes na formação do ser humano. pois serve para explorar do mundo que rodeia quem joga.. Contra Tensão.

Os jogos cooperativos existem em diversas sociedades e comunidades primitivas que se consolidaram e sobreviveram fundadas na cooperação. melhor. mantêm rituais e jogos que refletem um tipo de vida cooperativa. 2003. para celebrar a vida. basquetebol. mais amizades. Alem dos povos primitivos. ou seja. na aceitação.32).10 ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS JOGOS COOPERATIVOS Há milhares de anos atrás. voleibol.RANGEL. sendo dirigidos para a prevenção de problemas sociais. e a convivência. Vários povos. mais colaboração do que em outros jogos. quanto mais houver contribuição do grupo. 2005. futebol.164). pesquisador e estudioso do desenvolvimento da personalidade no ser humano (SOLER.p.33 Soler (2003) disserta que a orientação que é passada as crianças é sempre não mexer nas regras. os arapeshes. (DARIDO. O que se percebe é que os professores de educação física ao trabalhar os jogos cooperativos seja eles no futsal. Os jogos cooperativos são atividade física essencialmente baseada na cooperação. como os aborigenes. vai haver mais união entre o grupo. 2003. tem o objetivo de trabalhar a auto-estima entre os participantes. antes de se tornarem problemas reais. Mas sistematicamente só foi acontecer no ano de 1950. uns se ajudam ao outro. p. Já nos jogos cooperativos acontece exatamente ao contrário.24). (GONÇALVES. e na diversão. os Chineses dão importância à participação. através de um trabalho realizado pelo professor Americano em Psicologia chamado de Ted Lentz. pois os jogos cooperativos foram criados com o objetivo de promover a auto-estima. ou seja. Têm como . 2008). à cooperação e à ajuda ativa na sociedade Chinesa (CORREIA. os tasadays. e entre outros esportes. no envolvimento. os jogos cooperativos eram praticados pelas tribos de índios. quanto mais se modifica o jogo. p. de que os jogos cooperativos podem exigir de seus participantes. Defende-se que na escola os alunos tenham conhecimento. 3. acatar o que está pronto e determinado.

Futsal. mostrar os diferentes caminhos para uma melhor qualidade de vida para todos (BROTTO. elas obedecem. em 1995. 1999.35) Ainda. que após desenvolver trabalhos e projetos de cooperações. meios de comunicação. p. publicações. e Brotto ainda nos fala que as crianças não jogam jogos competitivos. ter uma sociedade altamente competente e não competitiva. Segundo Soler (2003. agressividade e exacerbação da competitividade. Nos tempos atuais sabemos que isso é apenas um mito. 123). O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazerosa (ORLICK. sim. etc. . pois recebem a orientação dos pais. 1989 p. morais e atitudes positivas. para que possamos vitalizar os valores éticos. e também por partes de alguns professores direcionados a competição. Da mesma forma não as ensinamos a gostar dos esportes ou do jogo. e materiais didáticos. mas as ensinamos a se esforçarem para conseguir notas altas. não precisa ser jogado como se estivéssemos numa guerra. Basquetebol. 2001.34 propósito mudar as características de exclusão. predominantes na sociedade e nos jogos tradicionais. eventos.15) No Brasil. segundo o autor. este dedicou à difusão deste projeto através de oficinas. publicou. os jogos cooperativos foram introduzidos pelo professor Fábio Otuzi Brotto. Nós não ensinamos nossas crianças a terem prazer em buscar o conhecimento. visando o desenvolvimento da humanidade como um todo. pois um jogo seja ele qualquer modalidade. palestras. o livro´´ Jogos cooperativos: se o importante é competir o fundamental e cooperar``. pois é desde cedo que aprender que o jogo é sinônimo de competição. e. estes raramente oferecem uma atividade focada para cooperação (BROTO.p. ensinamos a vencer o jogo. os jogos cooperativos surgiram da necessidade que os seres humanos têm em viver juntos. Voleibol. Enfim tem esta grande alternativa que é os jogos cooperativos. Os jogos cooperativos possuem como maior objetivo. p. de promover a autoestima e o desenvolvimento de habilidades interpessoais positivas. É preciso empenho por partes dos profissionais de educação física de recriar e divulgar os jogos cooperativos. para ser interessante e desafiador.12). e que competição é sinônimo de jogo.

um processo continuo de conscientização do individuo e da sociedade que.56) . tende a desenvolver um novo tipo de cultura. p. 2008. partindo da concepção positiva da paz e do tratamento criativo do conflito. caracterizada por uma tripla harmonia do ser humano consigo mesmo. a cultura da paz. está surgindo uma nova concepção para a educação física. que inclui os jogos cooperativos: “educação física pela paz“.35 Atualmente na Espanha. com os outros e com o meio ambiente onde se desenvolve (CORREIA.

. p..e descritiva. da cidade de Palma Sola . .2 POPULAÇÃO Fizeram parte da população os alunos do segundo ano do ensino médio de uma Escola Estadual. e após foi a descrito sobre a participação dos mesmos. o estudo do nível de atendimento de entidades. nas suas especificidades. com participação. 4. sexo. 4. como também a descrição de um processo numa organização. Ela é de cunho descritivo pois busca compreender os fenômenos nas suas origens.Santa Catarina.Santa Catarina.36 4 METODOLOGIA 4. atitudes e crenças de uma população (HEERDT. procedência etc.3 AMOSTRA A amostra foi constituída por 23 alunos do segundo ano do ensino médio. A pesquisa descritiva é caracteriza como objetivo primordial a descrição das características de determinadas populações ou fenômenos. sendo 11 do sexo feminino e 12 do sexo masculino. com faixa etária entre 15 e 18 anos da Escola de Educação Estadual da cidade de Palma Sola.] visam descrever características de grupos (idade.5). [. levantamento de opiniões. procura perceber como os fenômenos acontecem e descrevê-los. pois foi uma intervenção. Uma de suas características está na utilização de técnicas padronizadas de coleta de dados. tais como o questionário e a observação sistemática.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA Este trabalho caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa do tipo participante.). 2003.

onde foi informado sobre os objetivos da pesquisa e a eles entregue do Termo de Consentimento Livre Esclarecido – TCLE. Estadual da cidade de Palma Sola. 4. para a concretização da proposta de intervenção da referente pesquisa. através .37 4.6 TÉCNICA DE ANÁLISE DADOS COLETADOS As informações foram interpretadas através da análise dos conteúdos. 4. Foi feito um contato com a direção da Escola sendo apresentada a proposta de trabalho e juntamente foi solicitado a autorização por parte da direção da escola. na Escola de.4 INSTRUMENTOS PARA COLETA DE DADOS A coleta de dados foi feita através de observações das práticas de ensino. a cada aula ocorria uma observação das atividades e do comportamento dos alunos que era transcrito para o diário de campo. buscando a autorização por parte dos mesmos para que seus filhos fizessem parte da pesquisa em questão Após isso deu-se inicio as aulas centrada na proposta de construção dos jogos cooperativos através de jogos competitivos. A partir da autorização por parte da escola foi feito um contato com os pais e alunos. as quais foram relatadas em diário de campo (apêndice A).5 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS No primeiro semestre de 2010 foi realizado um contato prévio com a escola e com a turma a ser desenvolvido o trabalho proposto para o segundo semestre. A proposta previu um total de 15h aulas para trabalhar intervir os jogos cooperativos nas aulas de Educação Física com a turma do segundo ano do ensino médio.

agressividade e exacerbação da competitividade. é a estrutura social que determina se os membros irão competir ou cooperar o ponto de partida. anotações do diário de campo. 4.38 da utilização dos Planos de aula. Os dados foram analisados através das categorias descritas no diário de campo.17) A abordagem dos jogos cooperativos. frisa na cooperação. e na diversão. motivação e socialização. p. .” (DARIDO. que são: participação. Têm como propósito mudar as características de exclusão. Esta abordagem esta pautada na valorização da cooperação em detrimento da competição. sua mensagem e suas possibilidades de ser uma oportunidade de comunicação e um espaço importante para novos valores serem incorporados na estrutura social da criança e assim construir uma base da sociedade fixada na solidariedade. predominantes na sociedade e nos jogos tradicionais.23) Segue abaixo o planejamento da proposta de intervenção que foi realizada com uma turma de alunos do Ensino Médio no decorrer dos meses de setembro e outubro do corrente.7 INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA A intervenção pedagógica foi pautada na abordagem dos jogos cooperativos. 2003. cooperação. 2002. no envolvimento. sendo realizadas 15h aula. O objetivo primordial dos jogos cooperativos é criar oportunidades para o aprendizado cooperativo e a interação cooperativa prazerosa. na aceitação.(SOLER. desta perspectiva é o jogo.p. interesse.

e interesse respeito. melhorar relações interpessoais as formas diferentes do cooperativismo. com o desporto do futsal.onde os alunos. para as de Atividades de competição/co operação jogo handebol. do de Jogos cooperativos. na mudança . para as de Atividades de competição/co operação com o jogo futsal. interesse alunos dos alunos. interesse e o agir participativo dos desenvolver alunos. com os Avaliação Participação.39 4. Jogos cooperativos. com o desporto do handebol. e Participação alunos novas possibilidades de dos sugerindo jogos cooperativos. Planejamento proposta de intervenção outubro de 2010 4ª Jogos cooperativos de basquetebol Oportunizar momentos cooperação para melhorar de Jogos competitivos/jo gos cooperativos Jogos Utilização estratégias. auxiliem na montagem de novas temáticas de cooperação. conhecer turma 2ª Jogos cooperativos de futsal Estabelecer forma cooperativa relações sociais de afetividade. dos sugerindo jogos respeito. cooperativos. e sobre Participação alunos novos. utilização de estratégias onde os alunos auxiliem na transformação da competição para a cooperação. para cooperativos de desafios a Participação. a a de Conteúdos Atividades de cooperação Metodologia Jogos conversa cooperativos. melhorar relações dos mesmos. utilização de estratégias pedindo ajuda para os alunos . com o desporto do handebol.9 PLANEJAMENTO DA PROPOSTA Planejamento proposta de intervenção setembro de 2010 Aula 1ª Tema Jogos cooperativos Objetivos Apresentar proposta intervenção. o que os alunos entendem cooperação. 3ª Jogos cooperativos de handebol Estabelecer forma cooperativa relações sociais de afetividade. interpessoais as formas diferentes do cooperativismo. conversa sobre a aula.

interesse e o agir cooperativo alunos. Utilização de estratégias. Abordagem do jogos cooperativos. discussão sobre como a cooperação ocorre na realidade dos mesmos. possibilidades movimento crítica. com desporto futsal.40 as relações com o jogo de basquetebol. 5ª Jogos cooperativos de voleibol Promover a Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem dos jogos cooperativos. desafios para desenvvolver a dos da Participação. interesse e o agir comunicativo alunos dos pensamento reflexivo por parte dos alunos. 8ª Jogos cooperativos de futsal Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. e novas de ação jogos cooperativos 9ª Jogos cooperativos de basquetebol. concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. Utilização de estratégias para Participação. com o desporto basquetebol basquetebol cooperação alunos. o Utilização estratégias pensamento de para crítico Participação. o Abordagem do jogos cooperativos. apartir competição 6ª Jogos cooperativos de handebol Proporcionar vivencia diferentes formas trabalhar de se a a das Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem dos jogos cooperativos Utilização de estratégias onde os alunos auxiliem na Participação. auxilio do alunos para a mudar do a jogo do jogo de para interpessoais. interesse e o agir comunicativo alunos concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes reflexivo por parte dos alunos. interesse e o agir comunicativo alunos. Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas com desporto basquetebol. Utilização de estratégias para crítico Participação. dos descontração e a cooperação. novas . interesse e o agir comunicativo alunos dos handebol construção da aula cooperação com o desporto do handebol. pensamento reflexivo por parte dos alunos. concepção competitivo para o jogo cooperativo. competitivo cooperativo. 7ª Jogos competitivos X Jogos cooperativos Desencadear o pensamento cooperativo durante atividades as Atividades de competição e cooperação. cooperação e o melhor entrosamento entre a turma.

com desporto voleibol. interesse e o agir comunicativo alunos . e novas de ação jogos cooperativos 11ª Jogos competitivos Proporcionar de forma competitiva as Atividades competitivas com todos os desportos trabalhados Utilização estratégias de que Participação. utilização de estratégias que Participação. Utilização de estratégias para crítico Participação. possibilidades movimento crítica. com desportos os Abordagem dos jogos cooperativos. e novas de ação 14ª Jogos cooperativos de basquetebol voleibol. o Utilização estratégias pensamento de para crítico Participação. reflexivo por parte dos alunos. competitivo. coloquem o aluno de frente com o jogo comportamento perante o jogo após os cooperativo. Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. e Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. 12ª Jogos cooperativos Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas com todos os desportos trabalhados Abordagem dos jogos cooperativos. Utilização de estratégias para crítico Participação. interesse e o agir comunicativo alunos . possibilidades movimento crítica. dos relações sociais pensamento . possibilidades movimento crítica. ter trabalhado jogos de um modo competitivo 13ª Jogos cooperativos de futsal handebol e Proporcionar de forma cooperativa as Atividades cooperativas. cooperativo. pensamento reflexivo por parte dos alunos. interesse e o agir comunicativo alunos concepção e dos sua sobre relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. e de ação jogos cooperativos 10ª Jogos cooperativos de voleibol. dos relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. ter trabalhado e aulas jogos cooperativos. comportamento perante o jogo após 10 competitivo. com desportos futsal handebol e os Abordagem dos jogos cooperativos. interesse e o agir comunicativo alunos ver dos seu coloquem o aluno de frente com o jogo relações sociais e as diferentes formas de ação crítica. interesse e o agir comunicativo alunos ver dos seu relações sociais e as diferentes formas de ação crítica.41 formas de ação crítica.

após 14 aulas cooperativos. Utilização de estratégias para Participação. foi parado o jogo e pedido a opinião aos alunos de como o jogo que estava sendo jogado competitivo. criando cooperativo dos jogo através jogos comportamento dos alunos perante os dois tipos de jogos. Fonte: o autor Exemplos da forma como foi realizada a intervenção nas aulas partindo da forma competitiva para a forma cooperativa. possibilidades movimento crítica. Ver dos o pensamento reflexivo handebol por parte dos alunos. auxilio do professor. voleibol futsal e reflexivo por parte dos alunos. após isso. onde os alunos terão um para de jogo o sem trabalhadas.42 e as diferentes formas de ação crítica. após 15 minutos da forma competitiva. alguns alunos se sobressaíam neste momento davam mais opiniões que os outros.10 AULA DE FUTSAL Primeiramente foi feito um aquecimento usando um jogo cooperativo. a primeira opinião dada foi para que o professor chamasse dois números ao mesmo tempo e esses . 4.. e novas de ação 15ª Jogos competitivos X Jogos cooperativos Desencadear o pensamento autônomo durante atividades as Atividades competitivas e cooperativas do jogo de Abordagem do jogos cooperativos. A partir deste momento os alunos davam opinião de como o jogo seria jogado cooperativamente. foi dividido a turma em duas equipes e dado um numero a cada aluno e então foi feito o jogo da bandeirinha. transformar competitivo cooperativo. interesse e o agir comunicativo alunos. poderia ser jogado de uma maneira cooperativa. sempre primeiramente de uma forma competitiva. como o pega correntão.

foi pedido para que todos do grupo ficassem no centro para ser o João bobo. A partir das idéias dadas começou-se a trabalhar os jogos de maneira cooperativa.para tentar a fazer o gol.e deveria haver um revezamento para marcar cestas ou seja. todos os alunos deveriam tentar fazer a sexta sempre um de cada vez sem repetir nenhum aluno até que todos tentassem marcar o ponto.o jogo da cadeira cooperativa. 4. e os integrantes da outra equipe deveriam tentar bloquear a bola e fazer o gol. depois foi parado a atividade e questionado aos . O jogo ocorreu de maneira satisfatória.11 AULA DE BASQUETEBOL. Primeiramente foi feito pequenos grupos e feita a brincadeira do João bobo. E após isso foi feito um alongamento final e encerrado a aula.43 alunos deveriam tocar a bola entre eles. e a junção de varias idéias constituiu um jogo onde para valer as cestas todos os alunos da equipe deveriam tocar na bola.12 AULA DE VOLEIBOL. 4. foi parado o jogo e questionado aos alunos formas de como se jogar cooperativamente aquele jogo. então a outra equipe poderia pegar a bola da onde ele estava parada e também com 3 toques deveriam tentar marcar o gol. foi informado para a turma que esse jogo não era totalmente cooperativo era semi cooperativo.e a primeira equipe que chegasse na bola poderia dar 3 toques para tentar marcar um gol. Primeiramente foi feito uma brincadeira cooperativa. muitas idéias foram dadas. após 15 minutos de atividade competitiva. após isso foi dividido a turma em 2 equipes e começou-se a jogar o jogo do basquetebol normal. e após o término da atividade foi feito um alongamento e encerrada a aula. e se não conseguisse marcar o gol. após a atividade de aquecimento então foi dividida a turma em duas equipes e jogado o jogo de vôlei de forma competitiva. outro aluno deu a idéia que o professor poderia chamar dois números ou mais.

e todos da equipe deveriam ser transportados. pois para valer ponto todos da equipe deveriam tocar na bola para valer o ponto. Após isso foi feito um alongamento e dado a aula por encerrada. foi parada a atividade para que os alunos dessem opinião sobre como poderia ser transformado para a forma cooperativa aquele jogo. No primeiro momento da aula foi trabalhado o jogo da cadeirinha humana. A partir da opinião dos alunos estruturou-se o jogo da seguinte forma: O jogo seria chamado de jogo da equipe toda. foi dada a idéia também que o aluno que tocasse na bola deveria tocar na parede e voltar correndo para a quadra para ficar mais dinâmico o jogo. onde todos ficavam em trios.13 AULA DE HANDEBOL. e depois de muitas sugestões. depois de 15 minutos da forma competitiva. foi decidido que não poderia repetir os alunos que deram os três primeiros passes até que todos tivessem tocado na bola.44 alunos de como a atividade poderia ficar cooperativa. Após o aquecimento foi feito a brincadeira dos 10 passes. Após isso foi feito um alongamento e encerrado a aula. 4. . e deveriam formar uma cadeira com os braços e um dos companheiros sentavam na cadeira e eles deveriam transportar seu colega de um lado para outro da quadra.

de competitivo para cooperativo. o que em muitos casos ocasionava discussões dos alunos. significa colaboração. e o número de aulas que seriam aplicadas. Na primeira aula. No decorrer das aulas notou-se uma certa dificuldade dos alunos no momento em que se parava os jogos para que os mesmos auxiliassem na mudança da concepção .1 ESTIMULANDO A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA Primeiramente foi feito uma conversa com o professor titular da turma sobre os jogos cooperativos nas aulas de Educação Física e o mesmo relatou que se trabalhava a cooperação. facilitando a obtenção de resultados em beneficio de todos. se eles sabiam o que era cooperação e como a mesma ocorre no dia a dia e na sociedade. Após essa conversa deu-se inicio as aulas e no decorrer das mesmas notouse que os alunos já tinham trabalhado os jogos cooperativos pois em algumas atividades que eram desenvolvidas os mesmos já tinham conhecimento porém os alunos sempre faziam as atividades com muito empenho. ajuda. os alunos sentaram em círculo no centro da quadra quando foi realizada uma conversa sobre a cooperação. Campos (2005). após isso foi exposto para a turma o projeto e seu objetivo. e ele sempre estaria junto e cobrou empenho dos mesmos nas aulas pois ele estaria avaliando os mesmos para média bimestral nas aulas realizadas. foi percebido que os alunos tinham a compreensão de que cooperação era somente ajudar os outros. mas não de uma maneira efetiva muitas vezes o professor trabalhava atividades cooperativas com a turma. com isso surgiu algumas objeções já que a turma estava trabalhando o conteúdo de futsal. trabalhar em conjunto visando um objetivo em comum. foi questionado aos mesmos. porém de uma maneira mais lúdica. O professor deixou claro para a turma que eles deveriam respeitar o professor estagiário como eles respeitavam todos os professores. compartilhamento. pois alguns alunos achavam a forma cooperativa de um . Há interesse especial quando a cooperação envolve grande número de cooperantes.45 5 APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS 5. coloca que cooperação. porém foi enfatizado que seria trabalhado os 4 desportos inclusive o futsal.

pois a maioria reside no interior do município. 1999). diante disso Maia. . comunitário e planetário.muitas vezes o único caminho é somente a competição. e mostrando que as pessoas são mais importante que os jogos. pois encontrava-se muita resistência ou até uma certa dificuldade no momento de transformar o jogo competitivo para o cooperativo. e ele mesmo ir mostrando e transformando. sempre presente ao longo da história de nossa civilização (BROTTO. É preciso nutrir e sustentar permanentemente. num movimento de transformação real. o processo de integração da Cooperação no cotidiano pessoal. pois quando era pedido aos alunos que os mesmos ajudassem eles ficavam pensando e as vezes não falavam nada. reconhecendo-a como um “estilo de vida”. Na sétima aula os alunos sentaram em círculo no ginásio e teve-se uma fala sobre a cooperação onde foi destacados pontos da realidade dos mesmos. notou-se que naquele momento a maioria dos alunos entendeu o sentido da cooperação nos jogos e por fim acabou-se a fala com uma frase de Soler 2002 “A gente joga com e não contra os outros”. como as cooperativas que a maioria dos pais dos alunos participavam e quando os vizinhos se reuniam para realizar alguma atividade no campo se ajudando. e o professor tinha que na maioria das vezes dar sequencia aos jogos. pois quando se parava uma atividade competitiva para transformar em cooperativa. que esteve. Após a realização da conversa notou-se uma melhora significativa nas aulas. coloca que a sociedade moderna é baseada no resultado. A partir da sétima aula buscou-se enfatizar a cooperação com a realidade em que vivem os estudantes. consciente ou inconscientemente. tentando fazer do mundo um lugar melhor. Marques (2007). As aulas transcorreram de uma maneira não tão satisfatória até a sexta aula .46 certo jogo muito chato. Sobre esse aspecto também Brotto (2001) coloca que há um condicionamento que já está enraizado nas crianças mais velhas e adolescentes sendo necessário um recondicionamento desde cedo sobre alternativas cooperativas. estaremos fazendo nossa parte. no consumo e orientada a para a competição diante disso. buscando fazer uma relação da cooperação com o seu dia a dia no campo. uma conduta ética vital. Como coloca Soler (2002) Se conseguirmos mostrar aos alunos que as pessoas são mais importantes que o jogo.

] fica evidente a diferença de sentimentos e emoções que os participantes adquirem ao participar de jogos cooperativos e competitivos. No futsal foram feitas atividades primeiramente competitivas como jogos com traves invertidas. handebol. Outra possibilidade [. . no jogo cooperativo esta possibilidade existe para todos. no jogo do futsal normal os alunos sugeriram que os alunos deveriam jogar em duplas de mãos dadas e até em trios. voleibol e basquetebol nas aulas. se todos da equipe tocassem na bola. teve-se uma fala de uma aluna onde ela colocou que as aulas estavam legais pois eles estavam se divertindo pois eles pareciam professores. pois a maioria dos alunos nunca tiveram uma experiência onde eles poderiam interferir na sua própria aula. Segundo Mendes. diante desses questionamentos surgiam idéias. ou então que todos deveriam tocar na bola até fazerem o gol... que os alunos deram a idéia que não seria jogo dos 10 passes e sim jogo da equipe toda. como no jogo de bandeirinha. 5. bandeirinhas.. Paiano e Filgueiras (2009): [.2 TRANSFORMANDO JOGOS COMPETITIVOS EM JOGOS COOPERATIVOS Foram trabalhadas os 4 desportos futsal. Enquanto nos jogos competitivos apenas alguns se divertem comemoram uma vitória ou são bem sucedidos. as atividades eram interrompidas e os alunos foram questionados sobre formas de como esses jogos poderiam ser transformados em cooperativos. e sempre era usada a frase “joga com e não contra”. pebolim humano e assim por diante. todos da equipe deveriam tocar na bola. todas as atividades eram feitas deste modo. Outro aspecto importante a ressaltar foi o entusiasmo da turma a partir do momento em que os mesmos conseguiam ajudar na aula.o professor poderia chamar mais de um aluno para ir tentar pegar a bola e só valeria o gol..47 os alunos participavam de maneira efetiva e davam idéias muito boas. pois para valer um ponto. como um exemplo no jogo dos 10 passes.] é a de que o jogo cooperativo é mais propicio para a integração e união dos participantes do que no jogo competitivo. e após essas atividades serem feitas de uma forma competitiva.

e após isso. em que foi transformados em jogo do time inteiro. o mais interessante é que eles sugeriram que os alunos deveriam ficar divididos na quadra não tão perto um do outro.48 No handebol foi trabalhado da mesma forma do futsal. handebol e basquetebol e mostravam desmotivação quando era trabalhado o voleibol. foi tentando fazer a transformação do jogo sem obter sucesso. boliche humano. e depois foi alterado. No voleibol. outro jogo que chamou a atenção foi o jogo de handebol normal. No basquetebol. Com isso notou-se que os alunos mostraram maior motivação quando era trabalhado o futsal. os alunos mostraram uma boa desenvoltura com as atividades propostas. alem de ser um desporto que os mesmos gostam de participar. e aconselhou a trabalhar os outros 3 desportos. com inúmeras variações. os mesmos ajudaram muito na transformação dos jogos. foram feitas atividades como jogo dos 10 passes. para voleibol com lençol. e também foram feitos atividades do jogo do basquetebol. porém foi trabalhado mesmo assim o voleibol. handebol e basquetebol. Primeiramente foi feita atividades competitivas do jogo com algumas modificações. o professor titular da turma já havia alertado sobre as dificuldades de se trabalhar o voleibol com a turma. onde os alunos sugeriram que todos deveriam jogar em duplas.e com isso foram trabalhados brincadeiras mais voltadas ao futsal. todas as atividades do voleibol foram sempre dirigidas. então foram feitas atividades sempre dirigidas. pois todos da equipe deveriam tocar na bola para validar o ponto. encontrou-se uma grande dificuldade. para tornar o jogo mais dinâmico. o professor comentou que os mesmo sempre mostram essas desmotivação quando trabalha-se o voleibol. dando idéias muito importantes para o andamento da proposta. . e outros. como voleibol com toalhas. foram desenvolvidas atividades como cesta no bambolê. ou seja as duplas deveriam tocar a bola entre eles primeiro para depois passar para os outros colegas.

associar-se pelo sentimento. se ele continuaria trabalhando com os jogos cooperativos. participaram efetivamente da transformação dos jogos. Na questão da cooperação. a partir do momento em que eles entenderam o sentido da cooperação os alunos começaram a cooperar nas aulas principalmente nos jogos. em que os objetivos são comuns.3 ASPECTOS DE PARTICIPAÇÃO. os mesmos indagaram ao professor titular. Com base nas observações realizadas pelo Diário de Campo pode-se constatar o seguinte: Participação: segundo KURY (2001). tanto que o professor titular disse que mesmo depois do fim das aulas do estágio. e a frase: “ jogar com e não contra”. Cooperação: Segundo SOLER (2002). até a sexta aula os alunos não trabalhavam a cooperação no seu contexto real. e na ultima aula do estágio. Vendo por esse princípio. as ações são compartilhadas e os benefícios são distribuídos para todos. porém ao longo das aulas os mesmos entenderam o principio da cooperação e se interessaram pelas aulas. COOPERAÇÃO. dando idéias de como mudar do competitivo para o cooperativo. Interesse: Kury (2001) coloca que interesse pode ser dito como algo a ser proveitoso. cooperação pode ser entendida como um processo de interação social.49 5. e o mesmo perguntou se eles gostaram da proposta e como a resposta foi positiva ele falou que continuaria desenvolvendo a mesma. . virou um lema. pois os 23 alunos quando presentes em aulas participaram de todas as atividades propostas e a partir do momento em que os mesmos entenderam o objetivo proposto do projeto. o ato de tomar parte de alguma coisa. INTERESSE. Notou-se que na questão do interesse os alunos no primeiro momento não se mostraram tão interessados. que excita a atenção ou a curiosidade sobre algo. solidarizarmento de algo. principalmente quando toda a turma começou a ajudar a transformas os jogos. compartilhar. o ato de participar pode ser dito como. os mesmos ainda falam essa frase com freqüência nas aulas. MOTIVAÇÃO E SOCIALIZAÇÃO. cativar. podemos constatar na questão da participação de uma maneira positiva. prender. tendo em vista que eles trabalhavam principalmente a competição.

sempre foi melhorando com o andamento dos jogos. parecem desaparecer. 1972 p. porém com o passar das aulas. pois foram muitas falas dos alunos a favor disso. quando seus membros se vêem na situação de competir para a obtenção de objetivos mutuamente exclusivos. porém com o tempo os alunos se acostumaram a trabalhar em conjunto e com isso os níveis de relacionamento interpessoal chegaram a níveis máximos. meninos e meninas juntos. conviver coletivamente para um propósito maior para todos.50 Motivação: Segundo KURY (2001) motivação pode ser entendido como o interesse. a coordenação de esforços. Ademais. “O desempenho de uma pessoa na realização de uma atividade será a resultante do somatório da aptidão deste individuo com a motivação para alcançar um objetivo. O relacionamento interpessoal da turma. a turma no geral demonstrou estar mais motivada. juntar em uma sociedade para um bem comum. eles perceberam que também seria trabalhado o conteúdo de futsal e com isso mostraram-se motivados. porém no começo alguns alunos mostraram resistência para a prática dos jogos cooperativos pois eles estavam trabalhando o conteúdo do futsal. (apud RODRIGUES. a amizade e o orgulho por pertencer ao grupo que são fundamentais para a harmonia e a eficácia do grupo. 151). espontaneidade demonstrado por algo. isso porque a turma sempre trabalhou junto ou seja. pode-se dizer que os alunos se mostraram motivados com a proposta de jogos cooperativos. pois falavam que pareciam professores e nunca haviam tido uma experiência como aquela em toda a sua vida escolar. a partir do momento em que começaram a participar da construção dos jogos cooperativos. e essa não era uma prática dos mesmos. há alguma indicação de que competição produz maior insegurança pessoal (expectativas de hostilidade por parte de outros) do que cooperação. Socialização: KURY (2001) coloca que o ato de socializar pode ser encarado como tornar propriedade coletiva.” (SOLER 2002) Vendo por esses conceitos que os autores colocam. A partir do momento em que foi observada a turma notou-se que a turma . diante disso Deutsch apud Brotto 1999 afirma: A intercomunicação de idéias.

quando começou as aulas do estágio.51 sempre teve uma boa socialização. . e isso foi demonstrado no decorrer das aulas. pois os alunos demonstraram uma boa socialização em todas as aulas. sem distinção de sexo. pode se constatar que a questão da socialização seria um fator positivo nas aulas. e isso com certeza foi um aspecto primordial para um bom andamento do projeto.

pois se podia observar certa frustração quando os alunos não conseguiam auxiliar na transformação. pois a socialização dos mesmos sempre foi de uma forma positiva. o envolvimento com a proposta da transformação dos jogos ocorreu de forma gradativa. ou seja a partir de um maior conhecimento da questão da cooperação e seu desenvolvimento no meio onde os mesmos vivem. Na questão de como as atividades melhoraram no relacionamento da turma. e partir deste interesse uma maior motivação. Na questão da transformação dos jogos com auxilio dos alunos pode-se concluir que este foi o ponto alto do projeto. Na questão da participação. pois a construção foi acontecendo de forma gradativa e muitas vezes essa proposta ficava nula nas aulas. e assim melhorou a compreensão dos alunos em relação as atividades propostas. motivação e no relacionamento interpessoal pode-se concluir que com base nas observações realizadas pelo Diário de campo. pode-se concluir que a cooperação sendo trabalhada tanto em âmbito esportivo. visando desenvolver uma proposta baseada na construção de jogos cooperativos através de jogos competitivos chegamos as seguintes conclusões: Na questão da socialização conclui-se que ocorreu uma melhora significativa nesse ponto. pode-se constar que ao utilizarmos destas aulas. quanto lúdico pode-se retirar um pouco da agressividade da competição nas aulas .52 6 CONCLUSÃO A partir da intervenção realizada com os estudantes do ensino médio. Pode-se citar também que na questão da motivação estava ligada a capacidade dos mesmos conseguirem desenvolver as atividade e conseguirem participar de forma efetiva nas aulas. e certa euforia quando eles conseguiam transformar os jogos e desenvolver as atividades. desperta-se nos alunos um maior interesse. porém no momento em que os alunos começaram a dar sugestões para atividades as aulas começaram a fluir de uma maneira melhor e a satisfação dos alunos ficou evidente em todas as aulas e com isso os mesmos conseguiram entender o significado da cooperação. porém com o decorrer das aulas eles mostraram um maior entrosamento entre os mesmos e com isso uma maior socialização.

Constatou-se que quando se trabalha os jogos cooperativos de uma maneira interessante nas aulas. . e com uma total harmonia. e notou-se também que os alunos gostam muito de ter autonomia nas aulas. SOLER (2002. da socialização e da motivação. pois as intrigas diminuem e as amizades aumentam. pág23) diz que utilizando os jogos cooperativos diminuiremos os problemas. pois na questão da cooperação a partir do momento em que lhes foi mostrando questões de cooperação que acontecem em seu cotidiano eles conseguiram entender a importância da cooperação não somente nas aulas de Educação Física. Através das analises feitas pode-se constatar que a turma melhorou na questão da cooperação. Outro ponto a ressaltar é a questão de trazer para a realidade dos alunos alguns pontos a ser trabalhados nas aulas. os jogos cooperativos são melhores aceitos. realizaremos o objetivo do trabalho. mas também da cooperação na sociedade. pois é muito difícil o professor conseguir mudar a competição para a cooperação sem ter uma estratégia inteligente. que é de utilizar os jogos cooperativos como um exercício de sobrevivência.53 de Educação Física e com isso notou-se um melhor relacionamento nas aulas de Educação Física.

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58 APÊNDICES .

59 APÊNDICE A DIÁRIO DE CAMPO AULAS COOPERATIVAS Aula 1: Atividade a ser desenvolvida: Participação: Os alunos procuram participar de todas as atividades propostas? Existe uma participação efetiva dos alunos. as atividades propostas? Cooperação: Os alunos compreendem o sentido efetivo dos jogos cooperativos? Existe a cooperação efetiva na transformação dos jogos para cooperativos (participação e proposta)? Percebe-se o envolvimento cooperativo de ambos os sexos nas atividades? Motivação: Os alunos se sentem motivados para a realização das atividades? As atividades desenvolvidas se relacionam ao Nula Total Parcial Total Parcial Nula Total Parcial Nula Total parcial Nula desenvolvimento dos estudantes proporcionando-lhes prazer e satisfação? Socialização Os alunos mostram uma melhor socialização após a transformação dos jogos competitivos para cooperativos? Existe socialização efetiva entre ambos os sexos? Fonte: O autor Total Parcial Nula Total Parcial Nula . na construção dos jogos cooperativos através dos jogos competitivos? Interesse: Percebe-se interesse pelas atividades propostas? Existe o questionamento sobre.

60 ANEXOS .

05/ 11 / 2010. São Miguel do Oeste. campus de São Miguel do Oeste.61 ANEXO A UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA CAMPUS DE SÃO MIGUEL DO OESTE CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV DECLARAÇÃO DE ORIENTAÇÃO PELO ACADÊMICO DECLARAÇÃO Eu acadêmico estagiário Alex Junior Machado do componente de Estágio Curricular Supervisionado IV do curso de Educação Física da Unoesc. execução e entrega final do projeto de TCC para avaliação em banca de qualificação. DECLARO ter recebido orientação suficiente do meu professor orientador Valdeci Luiz Dassoler para as atividades de elaboração. ________________________________________ Assinatura do Acadêmico Estagiário .

62 ANEXO B UNIVERSIDADE DO OESTE DE SANTA CATARINA CAMPUS DE SÃO MIGUEL DO OESTE CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO FÍSICA ESTÁGIO SUPERVISIONADO IV APROVAÇÃO DO PROJETO PELO PROFESSOR ORIENTADOR Acadêmico(a) Estagiário(a):Alex Junior Machado Título do Trabalho: Construindo jogos cooperativos através de jogos competitivos Eu Valdeci Luiz Dassoler. ________________________________________ Assinatura do(a) Professor(a) Orientador(a) .05 / 11/ 2010. verifiquei e avaliei o projeto de Estágio Supervisionado IV e libero o(a) acadêmico(a) para entregar definitivamente o seu projeto de trabalho de conclusão de curso ao professor do componente curricular. professor(a) orientador(a) do trabalho acima citado. São Miguel do Oeste.

63 .

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