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ADEUS AO MITO: Uma análise da cobertura da morte de Michael Jackson nas revistas Época, Istoé e Veja

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Najela Liane Castor Salomão Bruck

Orientador: Luiz Henrique Magalhães
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Published by: Lorena on Feb 24, 2011
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06/14/2013

O homem sempre criou mitos, desde as sociedades primitivas até o mundo moderno. O

homem arcaico criava mitos para compreender a realidade na qual vivia. De acordo com

as autoras Maria Lúcia de Arruda e Maria Helena Pires (2005), a verdade mítica é

intuída, por isso, não há necessidade de comprová-la. O que leva a sociedade a acreditar

no mito é a crença, a fé. Como o mito é o exemplo a ser seguido pela sociedade, o

homem primitivo seguia fielmente os gestos e atitudes dos deuses, pois eles acreditavam

que ao repetirem estas ações, o sagrado se realizaria novamente. Desta forma, haveria

uma espécie de reatualização das narrativas míticas, o que proporcionaria a

continuidade das primordiais atividades humanas. A produção de mitos pelo homem

arcaico é produto de uma consciência mítica.

Nas sociedades primitivas, em especial, onde se percebe a presença da consciência

mítica, a experiência individual está intimamente ligada à experiência coletiva. Porém,

uma não anula a outra. O homem primitivo, dotado de consciência mítica, age de uma

maneira mágica na sua compreensão da realidade. Os entes sobrenaturais, os deuses e

seres animados são os personagens que dão vidas às narrativas míticas seguidas pelo

homem primitivo. A maneira mágica, pela qual o homem primitivo exerce suas funções

no mundo, está ligada à forma sobrenatural de se descrever a realidade em que se vive.

Neste cenário os rituais, ou ritos de passagem se fazem presentes. Como por exemplo,

nascimentos, casamento, morte, entre outros. Sem a existência dos ritos, é como se os

fatos naturais, descritos nas narrativas não pudessem se concretizar.

A Lua tem sua história mítica, mas também o Sol e as Águas, as plantas e os

animais. Todo objeto cósmico tem uma “história”. Isso significa que ele é capaz de
“falar” ao homem. E, pelo fato de falar de si mesmo, em primeiro lugar de “origem”,
do evento primordial em conseqüência do qual passou a existir, o objeto se torna
real e significativo. (ELIADE, Mircea. 1972, p.125)

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A consciência coletiva pressupõe a aceitação passiva dos indivíduos de um grupo social

à determinadas regras tradicionais. Sendo assim, a consciência mítica pode ser

considerada ingênua, acrítica, ou seja, aquela que é aceita sem nenhuma crítica. Por não

possuir nenhum tipo de problematização e questionamento, acarreta na aceitação direta

dos mitos. O coletivismo é outra característica importante na estrutura da consciência

mítica. A experiência individual está intimamente ligada à experiência coletiva,

entretanto, uma não anula a outra. Pode-se dizer que o equilíbrio individual está

diretamente relacionado com o coletivo. A consciência mítica adquire caráter de

ingenuidade devido ao coletivismo, pois este favorece a adaptação e aceitação acrítica

das regras tradicionais propagadas pelas narrativas míticas.

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