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XD201 Documentação Integrada Rev3

XD201 Documentação Integrada Rev3

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  • Introdução
  • Curso de eletrônica digital
  • 1 Introdução à eletrônica digital
  • 1.1 Diferenciações entre analógico e digital
  • 1.1.1 Rampa versus escada
  • 1.1.2 Voltímetro analógico versus voltímetro digital
  • 1.2 Vantagens da eletrônica digital
  • 2 Sistemas de numeração e conversões
  • 2.1 Sistema de numeração decimal
  • 2.2 Sistema de numeração binária
  • 2.2.1 Conversão entre os sistemas binário e decimal
  • 2.3 Sistema de numeração hexadecimal
  • 2.3.1 Conversão entre os sistemas binário e hexadecimal
  • 2.3.2 Conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal
  • 3 Algebra de Boole
  • 3.1 Introdução
  • 3.2 Níveis lógicos
  • 3.3 Elementos lógicos básicos
  • 3.3.1 Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora
  • Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora
  • 3.3.2 Função lógica E (AND)
  • 3.3.3 Função lógica OU (
  • Função lógica OU (OR)
  • 3.3.4 Função NÃO-E (NAND)
  • 3.3.5 Função NÃO-OU (NOR)
  • 3.3.6 Função OU-EXCLUSIVO (XOR)
  • 3.3.7 Função NÃO-OU-EXCLUSIVO ou coincidência
  • 3.4 Propriedades das operações lógica
  • 3.4.1 Representações
  • Propriedades das operações lógicas
  • 3.4.2 Exemplos de simplificação das equações lógicas
  • Fazendo tudo com portas NÃO-E (NAND)
  • 3.5 Mapa de Karnaugh
  • 3.5.1 Introdução
  • 3.5.2 Endereçamento de um mapa de Karnaugh
  • Endereçamento de um mapa de Karnaugh
  • 3.5.3 Mapa de Karnaugh de três variáveis
  • 3.5.4 Mapa de Karnaugh de quatro variáveis
  • 3.6 Conclusão
  • 4 Família de circuitos lógicos digitais
  • 4.1 Família RTL (Resistor-Transistor Logic) e DTL (Diode-transistor Logic)
  • 4.1.1 O transistor como chave eletrônica
  • 4.1.2 Usando a família DTL
  • 4.1.3 Melhorando o desempenho
  • Melhorando o desempenho
  • 4.2 Família TTL
  • 4.2.1 Algumas características da família TTL
  • 4.2.2 Circuitos integrados TTL
  • 4.3 Família CMOS
  • 4.3.1 Aplicações digitais
  • 4.3.2 Algumas características da família CMOS:
  • 4.3.3 Circuitos integrados CMOS
  • 4.3.4 A Função tri-state do 4048
  • 4.4 Interfaceamento entre as famílias TTL e CMOS
  • 4.4.1 A saída TTL deve excitar a entrada CMOS
  • A saída TTL deve excitar a entrada CMOS
  • 4.4.2 CMOS excitando uma entrada TTL
  • CMOS excitando uma entrada TTL
  • 5 Circuitos lógicos combinatórios
  • Circuitos lógicos combinatórios
  • 5.1 Passos para montagem de um circuito combinacional
  • • Identificação do problema;
  • 5.1.1 Determinação das variáveis de entrada e saída:
  • 5.1.2 Identificação do problema
  • 5.1.3 Determinação das equações lógicas simplificadas
  • Determinação das equações lógicas simplificadas
  • 5.1.4 Quais componentes comerciais podem ser utilizados
  • Quais componentes comerciais podem ser utilizados
  • 5.1.5 Desenhar o circuito final
  • 6 Multiplexadores e codificadores
  • 6.1 Codificadores/Decodificadores
  • 6.1.1 Decodificador de n para 2n
  • 6.1.2 Decodificador BCD para sete segmentos
  • 6.1.3 Codificador
  • 6.2 Multiplexadores/Demultiplexadores
  • 6.2.1 Demultiplexador ou DEMUX
  • 6.2.2 Multiplexadores ou MUX
  • 6.2.3 Multiplexadores e demultiplexadores analógicos
  • 7 Circuitos Aritméticos
  • 7.1 Meio somador (half adder) e somador completo (full adder)
  • 7.1.1 Somador paralelo tipo ripple carry
  • 7.2 Somador/Subtrator
  • 7.3 Comparador de magnitude
  • 7.4 Unidade lógica aritmética
  • 8 Circuitos Seqüenciais – Flip-flop’s
  • 8.1 Flip-Flop RS
  • 8.2 Flip-Flop RS com clock e mestre-escravo
  • 8.4 O flip-flop tipo D
  • 8.5 O flip-flop tipo T
  • 8.6 Transformando flip-flop’s
  • 8.7 Flip-flop’s nos Computadores
  • 9 Contadores
  • 9.1 Contador assíncrono
  • 9.2 Contagem programada ou contagem com armadilha
  • 9.3 Contadores Up/Down (Progressivos e Regressivos)
  • 9.4 Contadores síncronos
  • Contadores síncronos
  • 10 Registradores de deslocamento
  • 10.1 Tipos de registradores de deslocamento
  • 10.1.1 SISO - Serial-in/Serial-out:
  • 10.1.2 PISO - Parallel-in/Serial-out
  • 10.1.3 SIPO - Serial-In/Parallel-out
  • 10.1.4 PIPO - Parallel-in/Parallel-out
  • 11 Conversores Analógico/Digital e Digital/Analógico
  • 11.1 Conversor D/A
  • 11.1.1 Conversor D/A Simples
  • 11.1.2 Conversor D/A R-2R
  • 11.2 Conversor A/D
  • 11.2.1 Quantização
  • 11.2.2 Taxa de Amostragem
  • 11.2.3 Linearidade
  • 11.2.4 Desenvolvimento
  • 11.2.5 Aplicação
  • 11.2.6 Conversor A/D genérico
  • 11.2.7 Conversor A/D de rampa digital
  • 11.2.8 Conversor A/D por aproximação sucessiva
  • 11.2.9 Conversor A/D Flash
  • 12 Buffer´s, latch´s e barramentos
  • 12.1 Barramento
  • 12.2 Buffer
  • 12.3 Latch
  • 13 Memórias
  • 13.1 Introdução
  • 13.2 Memória volátil
  • 13.2.1 Memória volátil dinâmica
  • 13.2.2 Memória volátil estática
  • 13.3 Memória não volátil
  • 13.4 Estrutura e endereçamento
  • Glossário
  • Apêndice A - Componentes da família TTL
  • CADERNO DE EXPERIÊNCIAS
  • 1 Aula Teórica - Fundamentos
  • 2 Aula prática – Portas Lógicas
  • 3 Aula prática - Codificadores
  • 4 Aula prática - Decodificadores
  • 5 Aula prática – Conversor BCD para 7 Segmentos
  • 6 Aula prática – Multiplex/Demultiplex
  • 7 Aula prática – Modulo ALU Comp. Magnitude
  • 8 Aula prática – Flip-flop’s
  • 9 Aula prática – Contadores Assíncronos com Flip-Flop
  • 10 Aula prática - Contador Assíncrono Integrado
  • 11 Aula prática - Contador Gray
  • 12 Aula prática – Shift Register
  • 13 Aula prática – Conversor Digital Analógico (D/A)
  • 14 Aula prática – Conversor Analógico Digital (A/D)
  • 15 Aula prática – Barramento
  • 16 Aula prática - Memória
  • MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO
  • 1 Introdução
  • 2 Conteúdo do Kit:
  • 2.1 Conteúdo do CD
  • 3 Instalações
  • 3.1 Instalação do Hardware
  • 4 Hardware
  • 4.1 Modulo da fonte
  • 4.2 Módulo dos potenciômetros
  • 4.3 Módulo de chaves
  • 4.4 Módulo gerador de pulsos
  • 4.5 Módulo de relés
  • 4.6 Módulo gerador de freqüência
  • 4.7 Módulo de Leds
  • 4.8 Banco de capacitores
  • 4.9 Chaves BCD
  • 4.10 Módulo de display
  • 5 Módulos
  • 5.1 XDM01 – Portas lógicas
  • 5.2 XDM02 - Encoder e Decoder
  • 5.2.1 ENCODER
  • 5.2.2 DECODER
  • 5.3 XDM03 – Registro de deslocamento/decodificador 7 segmentos
  • 5.3.1 REGISTRO DE DESLOCAMENTO
  • 5.3.2 DECODIFICADOR BCD / 7 SEGMENTO
  • 5.7 XDM07 – Flip-Flop
  • 5.8.1 MUX
  • 5.8.2 DEMUX
  • 5.9.1 ADC
  • 5.9.2 DAC
  • 5.11 XDM11
  • 6.1 Errata
  • 6.1.1 XDM01
  • 6.1.2 XDM02
  • 6.1.3 XDM09
  • 6.2 Suporte Técnico
  • 7 Garantia

XAM02 –Eletrônica Digital

1

XD201 – Eletrônica Digital

Teoria, Caderno de Experiências e Manual

Exsto Tecnologia Ltda.
Av. Coronel Francisco Palma, 95 – Loja 2 Santa Rita do Sapucaí – MG Exsto Tecnologia CEP: 37540-000 +55 35 3471 6898 www.exsto.com.br

XD201 – Eletrônica Digital

2

Revisão 1 2 3

Principais Autores - Marcelo Martins Maia do Couto - José Domingos Adriano - Frederico Leite Caputo - Raquel Mendes Moreira

Descrição da Versão Versão Inicial Versão Módulo 2 Integração do Material adequação ao novo formato e

Data de Término 20/03/2007 21/01/2008 06/01/2009

© Copyright 2009 por Exsto Tecnologia Ltda. Todos os direitos reservados

“Desenvolvido e produzido com orgulho no Brasil”

Exsto Tecnologia Ltda R. Cel. Francisco Palma, 95 – Loja 2 Santa Rita do Sapucaí – MG CEP: 37540-000 +55 35 3471 6898 www.exsto.com.br

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

3

ÍNDICE

PÁGINA

Introdução .............................................................................................................................................. 8 Curso de eletrônica digital ..................................................................................................................... 9 1 1.1 Introdução à eletrônica digital ................................................................................................... 10 Diferenciações entre analógico e digital.............................................................................. 10

1.1.1 Rampa versus escada................................................................................................... 10 1.1.2 Voltímetro analógico versus voltímetro digital........................................................... 11 1.2 Vantagens da eletrônica digital ........................................................................................... 11 2 2.1 2.2 Sistemas de numeração e conversões ........................................................................................ 13 Sistema de numeração decimal ........................................................................................... 13 Sistema de numeração binária ............................................................................................ 14

2.2.1 Conversão entre os sistemas binário e decimal ........................................................... 16 2.3 Sistema de numeração hexadecimal ................................................................................... 17 2.3.1 2.3.2 3 Conversão entre os sistemas binário e hexadecimal ................................................... 18 Conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal .................................................. 20

Algebra de Boole....................................................................................................................... 21 3.1 Introdução ........................................................................................................................... 21 3.2 3.3 Níveis lógicos........................................................................................................................ 22 Elementos lógicos básicos ................................................................................................... 23

3.3.1 Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora.................................................................... 24 3.3.2 Função lógica E (AND) .............................................................................................. 25 3.3.3 Função lógica OU (OR) .............................................................................................. 26 3.3.4 Função NÃO-E (NAND) ............................................................................................ 27 3.3.5 Função NÃO-OU (NOR) ............................................................................................ 29 3.3.6 Função OU-EXCLUSIVO (XOR) .............................................................................. 30 3.3.7 Função NÃO-OU-EXCLUSIVO ou coincidência ...................................................... 31 3.4 Propriedades das operações lógicas .................................................................................... 32 3.4.1 Representações ............................................................................................................ 32 3.4.2 Exemplos de simplificação das equações lógicas ....................................................... 34 3.4.3 Fazendo tudo com portas NÃO-E (NAND) ................................................................ 37 3.5 Mapa de Karnaugh............................................................................................................... 38 3.5.1 Introdução ................................................................................................................... 38 3.5.2 Endereçamento de um mapa de Karnaugh .................................................................. 38 3.5.3 Mapa de Karnaugh de três variáveis ........................................................................... 40 3.5.4 Mapa de Karnaugh de quatro variáveis ....................................................................... 42 3.6 Conclusão ............................................................................................................................. 43 4 4.1 Família de circuitos lógicos digitais .......................................................................................... 45 Família RTL (Resistor-Transistor Logic) e DTL (Diode-transistor Logic) ............................... 46

4.1.1 O transistor como chave eletrônica ............................................................................. 46 4.1.2 Usando a família DTL................................................................................................. 48 4.1.3 Melhorando o desempenho ......................................................................................... 49 4.2 Família TTL ........................................................................................................................... 50 4.2.1 Algumas características da família TTL ..................................................................... 53
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XD201 – Eletrônica Digital

4

4.2.2 Circuitos integrados TTL ............................................................................................ 60 4.3 Família CMOS ....................................................................................................................... 64 4.3.1 Aplicações digitais ...................................................................................................... 65 4.3.2 Algumas características da família CMOS: ................................................................ 67 4.3.3 Circuitos integrados CMOS ........................................................................................ 68 4.3.4 A Função tri-state do 4048 .......................................................................................... 70 4.4 Interfaceamento entre as famílias TTL e CMOS .................................................................. 70 4.4.1 4.4.2 5 5.1 A saída TTL deve excitar a entrada CMOS ................................................................ 71 CMOS excitando uma entrada TTL ............................................................................ 72

Circuitos lógicos combinatórios ................................................................................................ 73 Passos para montagem de um circuito combinacional ....................................................... 74 5.1.1 5.1.2 5.1.3 5.1.4 5.1.5 Determinação das variáveis de entrada e saída: .......................................................... 74 Identificação do problema ........................................................................................... 74 Determinação das equações lógicas simplificadas ...................................................... 75 Quais componentes comerciais podem ser utilizados ................................................. 80 Desenhar o circuito final ............................................................................................. 81

6 6.1

Multiplexadores e codificadores ............................................................................................... 83 Codificadores/Decodificadores............................................................................................ 83

6.1.1 Decodificador de n para 2n linhas. .............................................................................. 83 6.1.2 Decodificador BCD para sete segmentos .................................................................... 85 6.1.3 Codificador.................................................................................................................. 87 6.2 Multiplexadores/Demultiplexadores ................................................................................... 89 6.2.1 6.2.2 6.2.3 7 7.1 7.2 7.3 7.4 8 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 9 9.1 Demultiplexador ou DEMUX ..................................................................................... 89 Multiplexadores ou MUX ........................................................................................... 89 Multiplexadores e demultiplexadores analógicos ....................................................... 91

Circuitos Aritméticos ................................................................................................................ 93 Meio somador (half adder) e somador completo (full adder)............................................. 93 7.1.1 Somador paralelo tipo ripple carry ............................................................................. 96 Somador/Subtrator.............................................................................................................. 97 Comparador de magnitude.................................................................................................. 99 Unidade lógica aritmética .................................................................................................. 101 Circuitos Seqüenciais – Flip-flop’s ......................................................................................... 103 Flip-Flop RS ........................................................................................................................ 103 Flip-Flop RS com clock e mestre-escravo........................................................................... 106 O flip-flop JK Mestre-Escravo............................................................................................. 110 O flip-flop tipo D ................................................................................................................ 112 O flip-flop tipo T ................................................................................................................. 113 Transformando flip-flop’s .................................................................................................. 114 Flip-flop’s nos Computadores ............................................................................................ 115 Contadores .............................................................................................................................. 117 Contador assíncrono .......................................................................................................... 118
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.................................. 131 11..................................... 153 CADERNO DE EXPERIÊNCIAS . 135 Desenvolvimento ........................................ 152 Apêndice A .........................................................................................................5 11.............. 147 13.......2 Conversor A/D ........................2.....................................................................2..2 Memória volátil ..................... 146 13 Memórias ............................................................................... 129 11 Conversores Analógico/Digital e Digital/Analógico ......... 148 13.........1 Memória volátil dinâmica ...................................................Componentes da família TTL.......................................................................... 133 11.........................................2........................................................ 148 13...............2 Conversor D/A R-2R .......8 11........................................................................................ 143 12 Buffer´s.......................................................................2..............................4 Contagem programada ou contagem com armadilha ...................................................... 145 Latch ..............................................................................................1.....2 9.3 Buffer ..................................................................................................................................3 11..............................................................................................................................................1........................2 10................................................................ 149 Glossário ......................................2.......................9 Quantização ..................................1......................Serial-In/Parallel-out ............................ 162 Aula prática ..................1 Conversor D/A Simples ................................................................................. 147 13.............................................................................Parallel-in/Serial-out ..........Serial-in/Serial-out:.......................................................................2............................................................................ 168 Exsto Tecnologia .. 120 Contadores Up/Down (Progressivos e Regressivos) ......................................................................................................................................................................................3 9.......................................................................................Decodificadores.........................................1 Tipos de registradores de deslocamento ................ 166 Aula prática ........... 141 Conversor A/D por aproximação sucessiva ........2...........................2 Memória volátil estática.............2 12..........3 10...............................................................................................1 Introdução ... 140 Conversor A/D de rampa digital ..................... 126 10................................................... 128 PISO ...........4 11............................ 147 13............... 145 12.......................1....................................... 132 11........2 11........................................................................................1............................... 133 Taxa de Amostragem ............2............1 10.............................Parallel-in/Parallel-out .... 142 Conversor A/D Flash ............................................................................................... 136 Aplicação ........ 131 11...................................................................................... 129 PIPO ...............................Fundamentos ..2.... latch´s e barramentos ............................1 11................................................. 145 12............................................................................ 135 Linearidade ........................................................... 124 10 Registradores de deslocamento .........................................7 11..............................................1 Barramento ..................6 11..............................................................................2..........................................................4 SISO .....................................4 Estrutura e endereçamento .... 128 10...............Codificadores ............................................................................................................ 138 Conversor A/D genérico ............................. 128 SIPO .................................................................. 160 Aula prática – Portas Lógicas........................................................................................................................................ 147 13.......XD201 – Eletrônica Digital 5 9...........................2............. 123 Contadores síncronos ...1......................... 131 11.......................... 159 1 2 3 4 Aula Teórica ......3 Memória não volátil ...1 Conversor D/A ...................

...........................1 5................................................3 XDM03 – Registro de deslocamento/decodificador 7 segmentos ..................10 5 5...................................................................Contador Gray ............................................................................... 212 5.....................................................................................5 4............1 4................................................. 207 Banco de capacitores .................................. 185 Aula prática – Shift Register ...2............................................................................................................... 202 Conteúdo do CD .. 174 Aula prática – Flip-flop’s .................................................9 Aula prática – Conversor BCD para 7 Segmentos ........................4 4..................................................................................................................................................... 195 Aula prática ...................................6 4...........................1 3 3.......... 197 Introdução ................................. 199 4...................................................................... 205 Módulo de chaves ....................................................................2 REGISTRO DE DESLOCAMENTO ............................ 214 Exsto Tecnologia ............... 213 DECODIFICADOR BCD / 7 SEGMENTO ................................................................... 210 XDM02 .................................................................................................................. 202 Instalações ........... 200 Conteúdo do Kit: ................................................ 213 5....................................................................................3........ 189 Aula prática – Conversor Analógico Digital (A/D) .......................................... 203 Hardware ............2 4.......... 211 5..................................... 205 Modulo da fonte ...................................... 206 Módulo gerador de freqüência ................................................................................................. 203 Instalação do Hardware ................................................................................................................................................................................................................................7 4..................1 5....................3.................................................................................... 207 Chaves BCD ........................................................................................................... 211 5........ 205 Módulo gerador de pulsos .................................... 206 Módulo de relés ...................XD201 – Eletrônica Digital 6 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 2 2.3 4............... 172 Aula prática – Modulo ALU Comp............................. Magnitude ..Encoder e Decoder............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................2...................................................1 4 4........................................................................................................................................................ 207 MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO ..............................Memória ................................... 209 XDM01 – Portas lógicas ................................... 187 Aula prática – Conversor Digital Analógico (D/A) .....................Contador Assíncrono Integrado ...... 205 Módulo dos potenciômetros ...... 181 Aula prática ................................................................................................................... 192 Aula prática – Barramento ...2 Módulos ......................................................................................................... 183 Aula prática ..................2 DECODER ..............................................................................................................................................................................................................................................................................................................1 ENCODER ...................8 4...................... 207 Módulo de display ............................................. 170 Aula prática – Multiplex/Demultiplex .......................................................... 207 Módulo de Leds .. 177 Aula prática – Contadores Assíncronos com Flip-Flop ..................

..4 5.....................................................11 6 6.................9................ 226 Exsto Tecnologia ................... 219 XDM08 – Multiplexador / Demultiplexador ..................................................................................................................................................................1.............2 XDM02 .............................. 226 6...3 XDM09 .....................................................................7.......................................1.............................................................1 ADC ..........................................1 XDM01 .................................. 220 5........................................ 222 5.......... 226 Errata ...................................2 DEMUX ........................................................ 226 6................................. 217 XDM07 – Flip-Flop........................2 Suporte Técnico ..................................................... 225 Resolvendo Problemas .............................................5 5........................................ 223 5...........1 XDM11 ..................................................................XD201 – Eletrônica Digital 7 5........................................................................................................................................................................................................................ 224 5....................................................................................................................................... 226 6......................................................................................................... 215 XDM05 – Contadores ................1 MUX .................................... 221 5..............8.......................................................................................................................................1................................................................................................................... 222 5..2 DAC ...........................................................................................................................8......................................8 XDM04 – ALU e Comparador de magnitude..10 XDM10 – Memória ...................... 220 5......................................................................... 216 XDM06 .......... 219 5............................Buffer e Latch ................. 226 6.................6 5..............7 5........................... 226 7 Garantia ...............................9...................9 XDM09 – ADC e DAC .......................................1 MÓDULO FLIP FLOP ................

br). A unidade dois trata dos conceitos básicos de bases e as conversões entre elas. A unidade seis trata do uso das portas lógicas como multiplexadores e decodificadores. até a formação de sistemas complexos utilizando componentes integrados compostos de várias portas lógicas. A unidade nove trata de elementos lógicos contadores síncronos e assíncronos e finalmente a unidade dez aborda o funcionamento dos registradores de deslocamento e suas aplicabilidades. Em toda apostila foi adotada uma forma de trabalho que permite o aluno visualizar os conteúdos teóricos seguido de exercícios práticos e propostos. fomentando a vontade do aluno e aplicar o conhecimento de forma imediata.XD201 – Eletrônica Digital 8 Introdução \ Uma caminhada de 200 km sempre começa com um simples passo. Todo o conteúdo teórico aqui abordado é acompanhado de experiências práticas. CMOS e as conexões entre dispositivos elas. Exsto Tecnologia . (Provérbio chinês) Procuremos acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão. A unidade três trata do conceito elétrico de portas lógicas e seu funcionamento. que vão desde o conhecimento de sistemas de numeração e portas lógicas.com. A unidade sete de alguns circuitos aritméticos. Este Kit trata das principais aplicações de circuitos digitais. Eles estão dispostos no caderno de exercícios no final da apostila. A unidade quarto visa o entendimento das famílias lógicas TTL. tornado seu aprendizado mais interessante e consistente. (Provérbio chinês) Este material didático tem como função guiar o aluno durante todo o curso de eletrônica digital básica implementado pelo Kit de eletrônica digital desenvolvido pela Exsto Tecnologia (www. permitindo que ele possa criar a partir dos conhecimentos adquiridos. A unidade oito trata de a utilização dos circuitos lógicos seqüenciais. A unidade cinco fala sobre os conceitos da lógica combinacional e suas propriedades.exsto. como os somadores. A apostila é dividida em dez unidades: A unidade um trata de diferenças entre os termos “analógico” e “digital”. Temos o propósito de explorar os conceitos abordados e imediatamente prover a integração do aluno com o prazer da prática. permitindo que o aluno possa desenvolver seu pensamento em torno do tema recém abordado.

Albino Teixeira Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 9 Curso de eletrônica digital A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender. .

Ao analisarmos a escada podemos ver que o comportamento não é da mesma forma. mas na maioria das vezes esta denominação é dada pelos próprios fabricantes. ele poderá assumir qualquer uma das infinitas posições de altura entre a posição central e o caminho tomado. então como podemos distinguir o que é analógico e o que é digital? Para responder a primeira pergunta.1 Diferenciações entre analógico e digital Podemos começar a análise destas diferenciações através da seguinte pergunta: Quais são os parâmetros utilizados para definir um equipamento com digital ou defini-lo como analógico? Nos dias de hoje são encontrados diversos equipamentos com denominações Digital ou Analógico. 1. tendo que. já ouviram falar: 1. para alcançar os demais degraus terá Exsto Tecnologia . Rampa versus escada. pois o objeto só poderá estar em um dos degraus.1. definir o que é ANALÓGICO e o que é DIGITAL. podemos ainda dividir a eletrônica em duas grandes idéias que certamente quase todos. vemos que se um objeto estiver no meio da rampa e este objeto “caminhar” para um ponto mais baixo ou para o ponto mais alto.1. Para isso vamos tomar alguns exemplos: 1. entendendo ao longo do conteúdo quais são as capacidades destes conceitos e da implementação dos mesmos para a resolução de problemas. Eletrônica Analógica.1 Rampa versus escada Figura 1. O conteúdo desta apostila é estudar de forma concisa os conceitos de eletrônica digital. Tomando por base a figura da esquerda. de telecomunicações e aeroespaciais. por exemplo. temos que antes verificar as diferenciações. Eletrônica Digital.XD201 – Eletrônica Digital 10 1 Introdução à eletrônica digital O campo da eletrônica atualmente se divide em diversas áreas de atuação como as áreas da elétrica. 2. Contudo.

pois os saltos de valores são de um em um. normalmente de 0 a 50.2 Voltímetro analógico versus voltímetro digital Semelhante ao exemplo anterior. podemos verificar que no voltímetro analógico o valor indicado pelo ponteiro pode ocupar infinitas posições entre o inicio e o fim da escala. Considerando a primeira pergunta feita no inicio. podemos dizer. concluímos que a classificação analógica deve ser dada a qualquer equipamento que apresentar infinitas saídas entre dois pontos preestabelecidos. quando pressionamos um botão de um controle remoto. como os dispositivos para reproduzir CD’s que têm entradas e saídas analógicas e processamento digital. 1. Já no voltímetro digital os valores exibidos na tela são discretos. Afirmamos então que a televisão com controle remoto tem no circuito de áudio uma entrada analógica. tornando o trabalho com esse Exsto Tecnologia . você terá infinitas posições para escolher através do tempo que ficar girando o botão entre o seu valor máximo e valor mínimo.XD201 – Eletrônica Digital 11 uma variação grande de altura. que é a intensidade de brilho da lâmpada incandescente. todo equipamento que apresentar finitas saídas será dito digital. poderíamos dizer que cientificamente um dispositivo é analógico quando sua saída é uma função com elementos contínuos e podemos dizer que o equipamento é digital quando a saída for composta por uma função discreta. Podemos citar outro exemplo. onde o som original é analógico por natureza. Analisando os dois exemplos. aparece no vídeo o valor selecionado. quando ajustamos à intensidade de uma lâmpada incandescente. salvo os elementos rudimentares de comparação. que a rampa está para o analógico. significando que existe um número finito de valores entre o maior e o menor valor. Analisando todas essas considerações podem afirmar com certeza que a eletrônica analógica processa sinais com funções contínuas e a eletrônica digital processa sinais com funções discretas. Podemos observar que não é possível estabelecer o valor de 23. usando o botão giratório. mas que o valor do volume na tela varia de forma digital. em alguns modelos. 1.1. assim como a escada está para o digital. quando temos um equipamento que possui uma saída digital. Sendo assim.8 para o volume da televisão via controle remoto. a gravação é feita de forma digital e na reprodução temos novamente o som analogico. Observa-se que esta entrada analógica gera uma saída analógica. vemos a intensidade do áudio variar em pequenos saltos e. temos uma quantidade finita de valores. em contra partida. Contudo.2 Vantagens da eletrônica digital Como podemos analisar nos exemplos vistos acima. Por exemplo.

Entretanto. Já um dispositivo analógico. armazenar e transmitir informações discretas do que informações contínuas. Como os sinais são discretos e. Podemos concluir então que em um sistema digital teremos o processamento de conjuntos finitos cujos elementos se apresentam em apenas dois valores. que corresponde ao agrupamento de oito bits. Podemos ter conjuntos de diferentes quantidades de bits. portanto as medições são obtidas de forma fácil. seria melhor ter um sistema com infinitos pontos (analógico) do que ter um sistema com finitos pontos (digital). vemos que é muito mais simples processar. Para cada elementos deste. Para simplificar ainda mais o processamento de sinais digitais. que utiliza em seu sistema apenas dois símbolos para a representação de números. precisa de uma análise muito detalhada e um tratamento muito mais elaborado para que o trabalho seja executado sem que se percam partes do sinal.XD201 – Eletrônica Digital 12 tipo de sinal mais fácil. se enumerarmos esses valores usando a numeração binária temos a representação numérica de apenas dois elementos distintos para representarmos os sinais desejados. que pode possuir infinitos valores. Exsto Tecnologia . Aparentemente. foi retomada uma técnica de representação chamada numeração binária. O nosso escopo se concentra em como os sinais digitais discretos podem ser usados na criação de circuitos digitais complexos e como a determinação destes dois elementos numéricos distintos podem ser usados para representação de outros grupos numéricos como o decimal e hexadecimal. é dado o nome de bit. No próximo capitulo vamos concentrar nossos esforços para entender os diversos grupos numéricos existentes e como fazer a sua conversão para o sistema binário. entretanto para o conjunto mais usado dá-se o nome de bytes.

Sendo assim. B3 + d2 . B1 + d0 .. 2.1 Sistema de numeração decimal Apesar de sabermos que nossa cultura utiliza o sistema decimal.b-n Onde: N = representação do número usando a base B. circuitos lógicos em geral e no processamento de informações dos mais variados tipos.. é o valor propriamente dito do dígito e o outro é o que relaciona este digito com a sua posição em relação ao número todo ou o seu peso no número inteiro. n = valor posicional do dígito. + d3 .XD201 – Eletrônica Digital 13 2 Sistemas de numeração e conversões Todos nós. ou seja. o dígito quatro no número representa 4 x 10. Exsto Tecnologia .. por instinto associamos está palavra ao sistema decimal o qual usamos diariamente no número das casas. Bn + . . B0. portanto. um sistema de numeração genérico pode ser expresso da seguinte maneira: N = dn . . Podemos citar. por exemplo. devido à posição ou peso que ele ocupa neste número e o 3 representa 3 x 100. se usarmos o número 43. B2 + d1 . octal e hexadecimal. estudar estas regras e aplicá-las aos outros sistemas de numeração como a binária.b-2 + . é fácil para você entender o que isso significa? Para facilitar a compreensão. sempre passaremos estes sistemas para o decimal. Estes sistemas são utilizados em computadores digitais. + a-n. no dinheiro que é gasto e na representação da quantidade de dedos nas mãos. Um. Esta metodologia é aplicável a qualquer sistema de numeração onde os dígitos possuem pesos determinando sua posição. fazendo com que estes sejam compreendidos de forma fácil para nós. 40. B = base do sistema de numeração utilizado. quando resolvemos tratar no cotidiano a palavra números. Vamos. é só ver que um dígito no sistema decimal tem na realidade dois significados.B-1 + d-2. Este sistema numérico está ligado diretamente em certas regras e padrões que fundamentam qualquer outro modelo de representação numérica. d-1. dn = posição n do dígito. É importante notar que por mais que utilizamos o sistema de numeração binária ou qualquer outro.

3.4.2. Indicação dos pesos de cada número. por exemplo. 102 + 8 . como estamos analisando o sistema numérico decimal. é correto pensar em uma base composta de dez símbolos. o binário e o hexadecimal. Usando este Exsto Tecnologia . assim sabemos que sua base é de valor dois. 103 + 5 .1. Este pensamento pode ser estendido para os outros sistemas de numeração através da mesma analogia. B1 + d0 . Temos ainda que definir mais um elemento que é importante para o nosso entendimento deste sistema de numeração. B2 + d1 .6 e 7 Onde cada número octal.1. o número 3456 no sistema decimal é representado como: N = d3 . apesar do sistema de numeração decimal estar integrado ao nosso cotidiano. 2.3. O sistema binário utiliza somente dois dígitos.8 e 9 Portanto. B0 3456 = 1 . Nos próximos itens vamos ver como é formado os dois sistemas de numeração muito utilizados na eletrônica. para que possamos realmente entender como funciona é necessário saber que cada dígito de cada número possui um peso específico que o posiciona neste número. para este sistema numérico temos dez símbolos formando uma base decimal. Como podemos ver.6.2. a base. 100 103 102 101 100 3 4 5 6 Tabela 2. é composto do posicionamento destes oito símbolos no numero octal mais o uso da base oito para representá-lo. A composição da base é dada pela quantidade de dígitos ou símbolos que cada sistema numérico possui.7. 101 + 7 . que são: 0.2 Sistema de numeração binária Como podemos ver anteriormente.5.XD201 – Eletrônica Digital 14 Por exemplo.5. Por exemplo. a base é feita com oito símbolos que são: 0. “0” e “1” para representação da sua numeração.1. B3 + d2 . o sistema decimal é composto de 10 dígitos ou símbolos que o representam. num sistema octal.4.

podemos notar que a quantidade de dígitos necessários para representar um número qualquer no sistema binário. ficando longo e passível de erros quando manipulado por seres humanos normais como. partindo do menos significativo (LSB – Less Significant Bit) ao mais significativo (MSB – Most Significant Bit). é muito maior quando comparada ao sistema decimal. elas se destinam apenas à manipulação de grandezas pelos profissionais que trabalham com eletrônica digital. Representação binária do número 18. Esta nomenclatura é dada ao dígito com a menor potencia associada a uma base e ao dígito com a maior potencia associada a uma base respectivamente. um número binário com N bits pode representar um número decimal de 2n objetos.2. 20 10010 = 16 + 0 + 0 + 2 + 0 = 18 Observe que os números utilizando a numeração binária devem ser lidos da direita para a esquerda. um número representado em binário apresenta muitos bits. No entanto. 23 + 0 . 22 + 1 . Ressaltamos mais uma vez que o computador opera apenas na base dois e as representações octal e hexadecimal não são usadas no computador.XD201 – Eletrônica Digital 15 sistema de numeração binário também podemos representar qualquer quantidade que seria representada no sistema decimal. analistas e engenheiros de sistemas. os programadores. De acordo com a definição de um sistema de numeração qualquer. o que possibilita a conversão binário-decimal como descrito acima. Veja que os índices foram especificados em notação decimal. são usualmente adotadas as representações octal (base oito) e principalmente hexadecimal (base 16). 24 1 MSB 23 0 22 0 21 1 20 0 LSB Tabela 2. Exsto Tecnologia . seja isto na parte inteira ou na parte fracionada do valor. Para facilitar a visualização e manipulação por programadores de grandezas processadas em computadores. 21 + 0 . A representação binária é perfeitamente adequada para utilização pelos computadores. Através do exemplo anterior. que utilizam o sistema binário. por exemplo. 24 + 0 . como: 23 = 8 objetos. o número binário 10010 pode ser representado da seguinte forma: 10010 = 1 . De acordo com este sistema de numeração.

multiplicado pela base do sistema.XD201 – Eletrônica Digital 16 2. Por exemplo. Nota-se que um número decimal pode ser inteiro ou não.1. A soma de cada multiplicação de cada dígito binário pelo valor das potências resulta no número real representado. com isso cada um dos métodos citados devem ser utilizados de forma específica.2. dado um número decimal. Agora. se quisermos converter o número 23. Exsto Tecnologia . para expressá-lo em decimal. Esta conversão consiste em dividir o número decimal em duas partes. usando a nomenclatura correta. Desta forma.1 Conversão entre os sistemas binário e decimal Dado um número binário qualquer. vamos analisar o método de multiplicação repetida para a parte fracionária.765 para binário fazemos: Figura 2. para convertê-lo em binário. deve-se escrever cada número que o compõe. Uma posição à esquerda da vírgula representa uma potência positiva e à direita uma potência negativa. uma parte inteira e a outra fracional. basta usar o método de divisão repetida e o método de multiplicação repetida. podemos dizer que o número 23(10) é igual 10111(2). Com isso. Exemplo: 1011 (binário) = 1 × 2³ + 0 × 2² + 1 × 21 + 1 × 20 = 11 (decimal) Agora para o processo inverso. Ou. dizemos que: O número 23 na base 10 é igual ao número 10111 na base dois. No caso do sistema binário o número dois elevada à posição que ocupa. Conversão binário-decimal inteiro através de divisões sucessivas. utilizamos o método de divisão repetida para a parte inteira e a multiplicação repetida para a parte fracional.

2.3 Sistema de numeração hexadecimal A adoção do sistema hexadecimal veio da necessidade de se representar os números binários de forma mais curta ou simples. isso fica claro no exemplo dado acima. mais dígitos serão necessários para representar um determinado valor. Como podemos ver na figura acima. foi adotada uma outra nomenclatura chamada carry ou “vai .um”. Isso fica claro quando utilizamos o sistema decimal para representar o valor nove. então temos que usar o “vai um” para representá-lo fazendo com que o número 4(10) seja agora composto de três bits: 100(2).2. Conversão binário-decimal inteiro através de multiplicações sucessivas. sua representação binária seria: 11(2). Agora se quiséssemos representar o número 4(10) só com esses dois bits não seria possível. se temos o valor 3(10). Isto significa que para um número binário ter um carry é necessário que a capacidade de representação de um determinado número binário com n bits tenha sido excedida. Uma base diferente foi então adotada para que pudesse facilitar aos profissionais de eletrônica na representação dos números Exsto Tecnologia . fazendo com que seja necessário usar um peso alem da capacidade deste número com n bits. o motivo de interrupção será quando a precisão for alcançada. Com relação à conversão do número fracional decimal em binário. teríamos o seguinte número em binário: 1001(2) usando quatro dígitos! Vale notar que quando menor for a base. mas se fossemos representar o mesmo valor no sistema binário. Para representarmos ele no sistema decimal é só usar o dígito 9(10). Contudo. Por exemplo.XD201 – Eletrônica Digital 17 Figura 2. deve ser observado que o procedimento de multiplicação repetida deve ser interrompido em duas situações: Quando a parte fracional for zero ou quando for alcançada a precisão desejada. na maioria dos casos.

3.B.7. 19. por ser uma potencia inteira de dois que facilitará a conversão entre o hexadecimal e o binário.. o sistema de numeração hexadecimal utiliza os dígitos que correspondem aos números do sistema decimal e também utilizada algarismos do alfabeto para representar seus valores. Fazendo com que o conjunto de dígitos que represente este sistema seja: 0. 21.1.2. 18. 14.F Como em qualquer base numérica. De fato. 1D.4. Com um número hexadecimal formado por n dígitos pode fazer a contagem de até 16n objetos. A base adotada foi a base 16 (base hexadecimal). 2. 1A. 20. 17.1 Conversão entre os sistemas binário e hexadecimal Uma das principais vantagens do sistema hexadecimal é sua fácil conversão para o sistema binário e vice-versa. é muito mais simples de conversão hexadecimal e binário do que binário e hexadecimal.A.5. 1E. 13.8. 1F.E. Como pôde ser notado. Exsto Tecnologia .. 16.9. 15. 11.XD201 – Eletrônica Digital 18 binários. por exemplo. 12. continuando a contagem iniciada na tabela três teremos: 10. 1B. Isto pode ser mais bem demonstrado na tabela abaixo: Decimal Binário Hexadecimal 0 0000 0 1 0001 1 2 0010 2 3 0011 3 4 0100 4 5 0101 5 6 0110 6 7 0111 7 8 1000 8 9 1001 9 10 1010 A 11 1011 B 12 1100 C 13 1101 D 14 1110 E 15 1111 F Tabela 2.D. Tabela de conversão decimal-binario-hexadecimal.6. para n = 1 podemos contar 161 = 16 objetos. Por exemplo. 1C. o carry no sistema hexadecimal mostra que a capacidade de representação numérica dos dígitos menos significativos foi excedida.3.C.3.

vamos converter o número 30(10) = 11110(2) para hexadecimal: Figura 2.2. Na figura 2. começamos a isolar da direita para a esquerda grupos de quatro bits. pois representa de forma simples o sistema numérico binário. Para que possamos fazer a conversão do sistema hexadecimal para o binário é só executar o processo inverso da figura 2. vemos que o número 30(10) = 11110(2) = 1E(16).4. vemos que é muito fácil fazer a conversão de um número binário em hexadecimal. fazendo a conversão direta destes quatro bits para hexadecimal usando a tabela 2. A conversão entre os sistemas de numeração binário e hexadecimal é simples e torna fácil o trabalho tanto num sistema como no outro. Caso esta separação em grupos de quatro bits seja feita e os ultimos bits não cheguem a formar grupos de quatro é só adicionar zeros conforme for necessário até o preenchimento de quatro bits. Por isso a sua maior aplicabilidade em sistemas digitais do que o binário. Ou seja. Com o processo descrito acima. Conversão hexadecimal-binário. Exsto Tecnologia .4. Figura 2. Conversão binário–hexadecimal. também chamado de nibble. Por exemplo.4. fazer com que cada dígito hexadecimal seja convertido pelo nibble binário correspondente e depois reagrupado de novo.3.XD201 – Eletrônica Digital 19 Para fazer uma conversão entre o sistema binário e hexadecimal.

XD201 – Eletrônica Digital 20 2. Conversão decimal-hexadecimal. É importante salientar que todo este processo de numeração tem que ser bem entendido pelo aluno para que não ocorram problemas no andamento da apostila. Agora vamos ver como se aplica a divisão repetida ao sistema hexadecimal para obter o número decimal. 2 e 10 são fáceis de serem feitas. a mudança de bases é bem simples se adotarmos sempre a equação do sistema numérico utilizado. Figura 2. Com isso vemos que a conversão entre as bases 16. Conversão hexadecimal para binária depois binária para decimal: 3C = 3(0011) e C(1100) = 00111100 = 111100 111100 = 1 x 25 + 1 x 24 + 1 x 23 + 1 x 22 + 0 x 21 + 0 x 20 = 32 + 16 + 8 + 4 = 60(10) Como visto. usando o método da divisão repetida.5. vamos tomar o número 60(10) e passá-lo para hexadecimal. iremos ver a álgebra dos sistemas digitais lógicos. No próximo capítulo.3. Equação do sistema numérico: 3C = 3 x 161 + C x 160 = 3 x 16 + 12 x 1 = 60(10) 2. sendo que para a conversão do hexadecimal para o decimal pode ser adotada duas formas: Fazendo a mudança do hexadecimal para binário e depois do binário para o decimal ou através da substituição de acordo com a equação do sistema de numérico. as regras básicas de Boole que resultaram em alguns postulados. quando se vai fazer a conversão de decimal para hexadecimal. Ao contrário. para isso. a conversão é feita de forma direta. Tomando como exemplo o número hexadecimal 3C(16) teremos o seguinte número decimal aplicando as duas formas: 1. Exsto Tecnologia .2 Conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal A conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal é feita através de procedimentos simples.

Ou seja. Boole firma através da sua teoria que para qualquer situação só existam duas possibilidades. que gerou os modernos computadores. propôs dar expressão as leis fundamentais do raciocínio na linguagem simbólica do cálculo.XD201 – Eletrônica Digital 21 3 Algebra de Boole 3. um forno só pode estar quente ou frio. Com isso. ou seja. Tudo que um circuito lógico digital pode fazer está previsto pela álgebra de Boole. especificamente. uma fonte só pode ter ou não ter tensão na sua saída. como ligar uma chave ou acender um LED. Trata-se. Alto ou Baixo (HI ou LO) ou Ligado ou Desligado. de uma formalização matemática da lógica em sua forma mais simples. A álgebra de Boole veio se tornar importante com o advento da Eletrônica. encontraremos presença do sinal de tensão ou a ausência do sinal de tensão. Assim. o que se adapta perfeitamente aos princípios da álgebra de Boole. que possam ser escolhidas e cada uma dessas possibilidades são inversas uma da outra. utilizamos dois estados: zero ou um. condições ou estados. Apesar da álgebra de Boole resolver problemas práticos de controle e fabricação de produtos. um carro só pode estar parado ou em movimento. uma torneira só pode estar aberta ou fechada. Exsto Tecnologia . na época em que ela foi idealizada. para facilitar a representação da lógica de Boole. Na base da eletrônica digital partimos exatamente do princípio que um determinado equipamento pode ter seus componentes lógicos trabalhando com esses dois estados possíveis. Aberto ou Fechado. Desde as mais simples operações ou decisões. Esta era fundamentada por uma série de postulados mostrando como operações simples podem ser usadas para resolver uma infinidade de problemas. da eletrônica digital. cada pergunta só pode ter como resposta verdadeira ou falsa.1 Introdução O ponto de partida para o projeto de sistemas de processamento digital é a chamada Álgebra de Boole. conhecida como Lógica Proposicional. trabalho de um matemático inglês que. em um livro de 1854. Verdadeiro ou Falso. não havia sistemas eletrônicos que pudessem usar toda a teoria. portanto. quando dois sensores são ativados de uma determinada maneira ou ainda ativar uma bomba de água quando a terra estiver seca.

Por exemplo. um nível lógico um ou HI poderá ter qualquer tensão entre 3 e 15 V. pois eles funcionarão perfeitamente. ainda é necessário ter alguns parâmetros importantes para fundamentar nosso entendimento. Nos notebooks é usada uma tensão de alimentação menor. na nossa lógica.5V e especialmente 3. Para tanto. 1. sabemos que os circuitos digitais só possuem dois estados para representar presença ou ausência de sinal.XD201 – Eletrônica Digital 22 3. é mera questão de convenção. estamos usando lógica positiva. Na verdade. Nada impede que se adote um critério oposto para isto e se faça os projetos dos circuitos usando este tipo de simbologia. Portanto. Nos circuitos digitais a presença de eletricidade será indicada como um. Atualmente.8V. O estado oposto deve ser representado pela ausência de eletricidade.3V. a tensão usada para a alimentação de quase todos os circuitos lógicos é de 5 V. Nos equipamentos eletrônicos. pois a transição do nível baixo para o alto é feito de forma positiva. Assim. Nestes casos. O zero ou LO será sempre uma tensão nula. ou ausência de sinal num ponto do circuito. nas portas seriais dos computadores “1” é representado por -12V e “0” por +12V. Se associarmos o nível baixo ou zero a presença de tensão e o nível alto ou um a ausência de tensão. dependendo apenas da tensão de alimentação usada.2V. da ordem de 3. Ainda podemos chamar de nível HI (de HIGH ou Alto) a presença de eletricidade nos circuitos digitais.2 V. Contudo. portanto uma lógica negativa. Então. devido à necessidade de um menor consumo por causa da bateria.2 Níveis lógicos Como visto. tendo sua indicação feita pelo número binário zero representado pela nomenclatura LO (de LOW ou baixo). mas o nível lógico um ou HI pode variar de acordo com o circuito considerado. como o computador. porque o valor zero é facilmente associado a uma coisa nula ou ausência de algo. a não ser quando especificado o contrário. Ainda temos os circuitos digitais que utilizam componentes de tecnologia CMOS e que são alimentados tipicamente por tensões entre 3 e 15 V. cada vez mais são usadas alimentações de baixa tensão como 4. Durante o uso da nossa apostila. estaremos falando de uma lógica oposta. seja para aplicação da teoria como para qualquer nível de tensão usado nos exercícios. sendo cada uma elas aqui representadas por um número binário. nestes circuitos um nível um ou HI corresponderá sempre a uma tensão desse valor. a idéia de associar a presença de tensão ao nível um e a ausência ao nível zero. 2. o nível um ou HI de seus circuitos será sempre uma tensão de 5V. vamos tratar somente da lógica positiva. lembrando que segundo boole só existe duas possibilidades possíveis. associaremos o número binário “0” para Exsto Tecnologia . quando dizemos que ao nível alto (1) associamos a presença de tensão e ao nível baixo a ausência de tensão (0).

É interessante observar que com um pequeno número de operações lógicas podemos alcançar a uma infinidade de operações mais complexas. vemos que para chegarmos a entender como um computador funciona. temos que começar entendendo como ele faz as operações elementares usando as portas lógicas e quais são essas portas. Exsto Tecnologia . depois de analisarmos o funcionamento das operações lógicas vamos associá-las a álgebra de Boole. mais comumente. LO ou desabilitado e o número binário “1” para verdadeiro.3 Elementos lógicos básicos Nós diariamente executamos diversas ações que dependem da lógica. pois só acontecerá a compra do barco se ele ficar rico. estudando cada uma das portas básicas. Estes circuitos simples são denominados blocos lógicos ou. 3. “Se eu ficar rico eu compro um barco”. Com isso. Isso na realidade é a associação de vários circuitos simples levando ao um comportamento complexo de muitos circuitos digitais. Então. sabe-se que executamos diariamente operações lógicas. a resposta que cada circuito lógico dá para uma determinada entrada ou entradas depende da “regra booleana” que este circuito segue. decisões como. Podemos ver que o valor da variável S será dependente dos valores que A e B assumirão. como as utilizadas nos PC’s atuais e que. Porem existe operações mais simples que a soma.XD201 – Eletrônica Digital 23 falso. HI ou habilitado. temos uma condição. ou seja. desligado. caso não fique não acontecerá a compra do barco. repetidas em grande quantidade ou levadas a um grau de complexidade muito grande. por exemplo. O resultado proveniente da(s) entrada(s) é executado pelo circuito lógico gerando uma saída depende da(s) entradas. com sua alta capacidade de resolução de problemas. ligado. portas lógicas que são compostas de uma ou mais entradas e uma ou mais saídas. quantidades que podem variar ou variáveis. e que são simplesmente implantadas considerando a álgebra booleana. Por este motivo. podemos dizer que as variáveis A e B são independentes e que S é dependente dos valores de A e B. Visto isto. Então. nos fazem até acreditar que a máquina tenha algum nível de inteligência. Em outras palavras. sendo as mais comuns as que envolvem números. representando uma soma como: S = A + B.

O circuito lógico que realiza esta operação é denominado inversor. ou que apresenta nível zero.1. Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 24 3. O símbolo adotado para representar esta função está na figura 3. como na álgebra booleana só existem duas respostas possíveis para uma pergunta. Entrada 0 1 Saída 1 0 Tabela 3. verdadeira. Circuito exemplificando a função lógica NOT.1. Este circuito lógico pode ter o seu funcionamento demonstrado através de um circuito eletrôn eletrônico simples e de rápida compreensão como o abaixo. Sua função é negar uma afirmação. ou seja. vemos que quando a saída é inversor.1. esta função “inverte” a resposta. Analisando o comportamento deste circuito lógico inversor. Figura 3.1 Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora Esta função é a mais básica de todas as funções lógicas que possamos ver. Esta tabela mostra o que ocorre com a saída da função quando colocamos na entrada todas as combinações possíveis de níveis lógicos. quando a entrada é um e vice vice-versa. Representação simbólica da porta lógica NOT. ela pode ser também nomeada como NOT.3. Figura 3. através da nomenclatura inglesa da função da porta. Dizemos que se trata de uma “tabela verdade” veis ou “Truth Table” no inglês. fazendo uma afirmação verdadeira ficar falsa e “inverte” vice-versa. Podemos associar a ele uma tabela que será muito útil para representar esta função lógica e esta tabela será usada para todos os outros circuitos lógicos posteriores para estudarmos melhor seu funcionamento.2. versa. a entrada é falsa. Tabela verdade da porta NOT.

Este tipo de função lógica pode ser representada pelo símbolo mostrado na figura 3. vamos analisar como seu funcionamento é descrito através de um circuito discreto.3. a chave estará fechada (nível um mas a um).2 Função lógica E (AND) A função lógica E também conhecida pelo seu nome em inglês AND pode ser definida AND. acesa. Contudo. indica o nível 0.3. 3.XD201 – Eletrônica Digital 25 Neste circuito temos uma lâmpada que. inglês). sendo que este corre corresponde a uma função lógica E de duas entradas.3. ou seja. Então para verificar o funcionamento. Exsto Tecnologia . é só comparar as duas tabelas abaixo. Tomando como exemplo uma porta lógica ou função lógica E de duas entradas (A e B). Comparação entre a função NOT e o circuito da figura 3. na posição B (nível aberta. mas só possuem uma saída. car Entrada 0 1 Saída 1 0 Chave Aberta Fechada Lâmpada Acesa Apagada Tabela 3. lâmpada estará apagada (nível 0).2. Observe que as funções lógicas não se limitam a um número de entradas. Figura 3. zero) o fluxo de corrente passara todo pela lâmpada fazendo com que ela acenda. Quando a chave estiver na posição A. Cada função l lógica pode ter infinitas entradas que correspondem as variáveis independentes. As funções lógicas também são chamadas de “portas” ou “Gates” (no . que demonstra do resultado lógico da função.2. Esta maneira ) passara de simular funções lógicas com lâmpadas indicando a saída e chaves indicando a entrada. e somente se. mas pelo curto provocado pela chave. pois o fluxo de corrente não passará pela lâmpada. pois correspondem a circuitos lógicos que podem controlar ou deixar passar os sinais da entrada para saída seguindo determinadas condi condições. é bastante interessante pela facilidade com que vemos o funcionamento do circuito lógico. todas as variáveis de entrada forem um. quando a chave estiver aberta. indica o nível 1 na saída e apagada. como aquela em que a saída será um se. Representação simbólica da porta lógica E.

bela Observamos que para uma porta E com duas entradas temos quatro combinações possíveis para as entradas aplicadas. exemplificando Procedendo como no exemplo da porta NOT. A 0 0 1 1 B S A B S 0 0 Desligado Desligado Apagada 1 0 Desligado Ligado Apagada 0 0 Ligado Desligado Apagada 1 1 Ligado Ligado Acesa Tabela 3.3 Função lógica OU ( (OR) A função lógica OU (OR do inglês) se define como aquela cuja saída estará com nível lógico alto ou um. se rifica todas as entradas estiverem em nível lógico alto ou um. Exsto Tecnologia . Considerando o funcionamento do circuito já podemos ver que a tabela da verdade será como abaixo. Podemos o representa uma função lógica OU através da seguinte simbologia.4. ou seja. 3. para que lâmpada seja ativada. Circuito exemplificando a função lógica E. Para uma porta de quatro entradas. vamos considerar que as chaves são as entradas do circuito e que a lâmpada seja a saída.3. fazendo com que o número de combinações cresça de forma exponencial.3. independente de quantas entradas uma porta E tem. teremos dezesseis e assim por diante. precisamos ter as chaves A e B fechadas.4.XD201 – Eletrônica Digital 26 Figura 3. Para uma porta E de três entradas temos oito combinações possíveis para o sinal de entrada. verifica que a lâmpada só irá acender caso todas as chaves estejam fechadas. se alguma das suas entradas também estiver com nível lógico alto. como é fácil de notar. Então. Comparação entre a função E (AND) e o circuito da figura 3. Conforme o funcionamento deste circuito.

6.6.6. OU e NÃO são à base de toda a álgebra ógicas Exsto Tecnologia booleana e todas as demais funções lógicas podem ser consideradas como derivadas delas. Figura 3.4 Função NÃO-E (NAND) E As três funções lógicas vistas até agora E. Circuito exemplificando a função lógica OU. Através da análise do circuito da figura 3. Representação simbólica da porta lógica OU. Para mais de duas variáveis podemos ter circuitos lógicos com mais de duas entradas. Comparação entre a função OU (OR) e o circuito da figura 3.5. estiverem Quando uma chave estiver fechada a lâmpada receberá corrente conforme desejarmos. vemos que a saída estará no nível um (lâmpada acessa) se uma das entradas. B ou C estiverem no nível um.3. tomando como exemplo uma porta OU com três entradas podemos construir o com seguinte circuito discreto. teremos A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C S A B C S 0 0 Desligado Desligado Desligado Apagada 1 1 Desligado Desligado Ligado Acesa 0 1 Desligado Ligado Desligado Acesa 1 1 Desligado Ligado Ligado Acesa 0 1 Ligado Desligado Desligado Acesa 1 1 Ligado Desligado Ligado Acesa 0 1 Ligado Ligado Desligado Acesa 1 1 Ligado Ligado Ligado Acesa Tabela 3. Para o caso de uma porta OU de três entradas teremos a seguinte tabela verdade ou “Truth Table”. A.XD201 – Eletrônica Digital 27 Figura 3. ou seja. fechada. Por . 3. Agora.4.

8.5.8. A simbologia é muito semelhante de uma porta E. a saída estará em nível zero se todas as entradas estiverem em nível um. uma função lógica importante que vem da combinação de algumas portas lógicas básicas é a porta NÃO-E ou NAND. contudo devemos ressaltar a existência ito de um pequeno círculo na saída da porta para indicar a negação. pois será a E. NÃO-E A 0 0 0 0 1 1 1 1 B C S A B C S 0 0 1 Desligado Desligado Desligado Ligado 0 1 1 Desligado Desligado Ligado Ligado 1 0 1 Desligado Ligado Desligado Ligado 1 1 1 Desligado Ligado Ligado Ligado 0 0 1 Ligado Desligado Desligado Ligado 0 1 1 Ligado Desligado Ligado Ligado 1 0 1 Ligado Ligado Desligado Ligado 1 1 0 Ligado Ligado Ligado Desligado Tabela 3. Representação simbólica da porta lógica NÃO NÃO-E.7.XD201 – Eletrônica Digital 28 exemplo. O resistor é usado para limitar a corrente da fonte. Circuito exemplificando a função lógica NÃO E (NAND). Comparação entre a função NÃO E (NAND) e o circuito da figura 3. Podemos dizer que na função NÃO-E. A duas tabelas verdades para uma porta NÃO E ou NAND e para um ída NÃO-E circuito com o mesmo propósito de três entradas é a seguinte: Figura 3. saída inversa da função E. colocando em curto a fonte de alimentação. a saída invertida de uma função E. NÃO-E Observe que a lâmpada só apagará (saída zero ou LO) quando as três chaves estiverem fechadas (nível lógico um ou HI). ou seja. já que se não tivesse este resistor a resistência tenderia a zero Exsto Tecnologia . Sua representação é feita a partir do símbolo abaixo: Figura 3. Esta função é obtida pela associação da função E com a E NÃO.

discreto equivalente abaixo corresponde exatamente ao funcionamento da porta lógica. Também neste caso podemos ter a função NAND com mais de três entradas. Agora. Sendo seu símbolo apresentado abaixo juntamente com sua respectiva tabela verdade para uma porta de duas entradas. Tabela verdade da NÃO-OU (NOR) e o circuito da figura 3. causando pro problemas na fonte. É importante ressaltar que através da associação desta porta lógica. significa que na sua entrada.5 Função NÃO-OU (NOR) OU Semelhante a função lógica NAND. Figura 3. A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 Tabela 3. fazendo com que a afirmação de que esta porta é o inverso da porta OU seja verdadeira. a saída sempre será um. Representação simbólica da porta lógica NÃO NÃO-OU.9.9. teremos somente nível lógico zero.3. para quaisquer outros valores de entrada. Exsto Tecnologia . até mesmo só com duas. Abaixo poderemos verificar como o circuito verdadeira. é possível obter todas as outras funções lógicas descritas aqui neste item. OU O funcionamento desta porta lógica corresponde ao seguinte: se a saída tiver nível lógico seguinte: um. Esta inversão e feita da associação da função OU com a função NÃO.XD201 – Eletrônica Digital 29 fazendo com que a corrente tendesse ao infinito segundo a lei de ohm. 3. esta função lógica representa a inversão da porta OU.6.

10. Podemos analisar o funcionamento deste circuito através das posições de suas chaves.3. 3. Esta função tem a capacidade de promover a soma entre valores binários ou ainda encontrar o que se denomina “paridade” (o que será visto futuramente). A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 Tabela 3. para os computadores é a denominada “OU “OU–EXCLUSIVO”. mais especificamente. Tabela verdade da função XOR para duas entradas. Seu funcionamento pode ser definido da seguinte forma: a saída será um somente se as variáveis de entrada forem diferentes. Exsto Tecnologia . caso as duas circuitado fiquem em nível lógico baixo (posição aberta) a corrente passa a circular pela lâmpada (posição acendendo-a. para uma porta OU OU-EXCLUSIVO de duas entradas. através pois se a chave A ou B estiver na posição fechada (nível lógico 1) ou as duas estiverem fechadas. quando a entrada A assumir um a entrada B deverá ser zero ou vice vice-versa.XD201 – Eletrônica Digital 30 Figura 3.11. Agora. Abaixo poderemos ver qual é o símbolo que representa esta função lógica. Figura 3. Representação simbólica da porta lógica XOR.7. o circuito fica curto-circuitado e faz com que a lâmpada fique desligada. Circuito exemplificando a função lógica NÃO NÃO-OU.6 Função OU-EXCLUSIVO (XOR) EXCLUSIVO Uma função com relevada importância para o funcionamento dos circuitos lógicos digitais e. Com isso temos que.

12. Observe o círculo na ponta do símbolo que indica a inversão da função anterior (XOR). mesmo que esta função tenha seu la portas próprio símbolo e possa ser considerado um “bloco” independente nos projetos. Sua denominação em OU-EXCLUSIVO. também é derivada das funções lógicas básicas. Representação de uma porta XOR usando portas lógicas simples.13. entretanto essa terminologia não é mbolo muito bem empregada nesta situação.7 Função NÃO-OU-EXCLUSIVO ou coincidência EXCLUSIVO Esta função lógica é como o inverso da função OU EXCLUSIVO. porta 3. inglês é exclusive XNOR sendo representada pela simbologia abaixo.XD201 – Eletrônica Digital 31 Esta função lógica. como dita acima. a A representação matemática desta função lógica é dada pelo símbolo . la . implementar esta função utilizando p portas lógicas básicas como abaixo. Figura 3. Figura 3. Exsto Tecnologia . Esta função pode ser definida como a apresentação de uma saída igual a um se somente as variáveis de entrada forem iguais. Assim. Tabela Verdade da função XNOR usando portas lógicas simples. A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 Tabela 3.8. podemos sempre implementá-la com um circuito equivalente como o ilustrado abaixo. Representação simbólica da porta lógica XNOR. sendo possível montá-la usando portas conhecidas.3. Uma tabela verdade para esta função é dada adiante. podemos OU-EXCLUSIVO. e ainda igual a porta OU EXCLUSIVO.

contudo. recomendamos alguma literatura relacionada a Boole.4. é preciso saber as propriedades que as operações podem realizar realizar. No entanto. Assim. facilitando o projeto dos circuitos e permitindo visualizar melhor o que ocorre quan quando associamos muitas funções. Exsto Tecnologia . OU e NÃO são representadas matematicamente por símbolos representadas usados no equacionamento decimal. c) Operação NÃO: Esta operação é indicada por uma barra da seguinte forma: A = S ou S = A’ (A barra igual a S ou S igual a A barrado). Os principais para o nosso curso são vistos aqui e sua val validação não são necessárias no momento. fazendo com que sua função básica em conjunto com outras possam desempenhar operações mais complexas. a representação da operação de uma porta OU com entradas A e B e saída S pode ser com representada como: A + B = S. postulados e teoremas conforme já tínhamos visto antes no se inicio do capitulo.XD201 – Eletrônica Digital 32 Figura 3. podemos representar estas operações por uma simbologia apropriada. eles possuem significados diferentes como se pode ver a seguir.). B. as operações lógicas booleanas baseiam-se numa série de regras. apesar dos símbolos serem semelhantes. Representação de uma porta XNOR usando portas lógicas simples 3.4 Propriedades das operações lógica lógicas Os circuitos lógicos fazem operações utilizando os valores binários aplicados às suas entradas. para que possamos unir várias portas diferentes. Então para rep representar matematicamente a função E com duas entradas A e B com saída igual a S. contanto que você acredite que as afirmações são corretas. Da mesma forma que acontece com os números decimais.1 Representações As operações lógicas E. podemos fazer sua representação com: S = A .14. Caso o aluno queira se aprofundar no assunto. a) Operação E: A operação E tem como símbolo o ponto final(. 3. Com isso. b) Operação OU: A operação OU é representada matematicamente o s sinal (+).

sua representação é dada por S=A B. isto é. ou seja A+0 = A b) Elemento Nulo: É aquele que quando participa de uma operação com uma variável. o símbolo ⊕ . Na operação E o elemento nulo é “0”. a resultante desta consistirá num resultado idêntico ao uma operação OU aplicada aos complementos da variável de entrada.1 = A. Ou seja: A• B = A + B Exsto Tecnologia . Assim sendo.(B.C h) Teoremas de “De Morgan”: Aplicando a operação NÃO a uma operação E. o símbolo . quando participa de uma operação com uma variável. No caso da operação E o elemento neutro é “1”. leva a um resultado igual a própria variável.0 = 0. e) Operação XNOR: Esta operação é indicada por um símbolo que tem funções diferentes na álgebra booleana. Já para a operação OU o elemento neutro é “0”. sua representação é dada por S = A ⊕ B .(B+C) = A.B + A.B). portanto A. assim A+1 = 1 c) Elemento Complementar: O resultado da operação de uma variável com seu complemento (seu valor negado) é o elemento nulo da operação.B=B.A A+B=B+A e) Propriedade associativa das operações E e OU: A. Já para a operação OU o elemento nulo é “1”. leva sempre a um mesmo valor.C A+(B+C) = (A+B)+C f) Teorema da Involução: (A negação da negação é a afirmação) A = A ou A’’= A g) A operação E é distributiva em relação à operação OU: A. podemos enumerar as seguintes propriedades das operações lógicas: a) Elemento Neutro: É aquele que. A. independente de qual seja o valor da variável.XD201 – Eletrônica Digital 33 d) Operação XOR: Esta operação é indicada por um símbolo que tem funções diferentes na álgebra booleana. A + A = 1 e A• A = 0 d) Propriedade comutativa das operações E e OU: A.C) = (A. Tendo em mente estas representações.

A'+C.C' 0+A'.A' = 0 * Identidade: A + 0 = A * Colocando C.D'+C.C' * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A.A'.D' C.B.C' A'.B.B'.C).D' (A.A' = 0 * Identidade: A+0 = A * Identidade: A.2 Exemplos de simplificação das equações lógicas • Exemplo 1: S = A'.C'+0 A'.B.B A'.A'+0+C.C).B.A' * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A.B.C)') A * Colocando A em evidência * Pelo teorema de Morgan * Identidade: A+A' = 1 • Exemplo 3: S = (A+B'+C)'.B.C+(B.C'.D'+C.C)'+B+D)'+C.C'+A'.B.A'+C.B.XD201 – Eletrônica Digital 34 O mesmo teorema pode ser aplicado a operação NÃO a uma operação OU o resultado é igual ao da operação E aplicada aos complementos das variáveis de entrada.B' A.C'+A'.(A+B+C) A'.(A.C'+C.4.C.B'+A'.B'+1)+C. Temos: A + B = A• B 3.(A'+C'+D') (A.C'+A.C+(B'+C')) A.B'.(B.B.D'+C.C).(B.D' em evidência Exsto Tecnologia .B.C).D' (A.B.B'.A = A • Exemplo 4 : S = ((A.(B'+B) A' • * Colocando A' em evidência * Identidade: A+A' = 1 Exemplo 2: S = A.C+A.(A+B+C ) A.D'+C.B'.D'.(A'+C'+D') (A.

D)' * Identidade: A + 1 = 1 * Identidade: A .D'.(A. 1 = A * Colocando C em evidência * Pelo teorema de Morgan Exsto Tecnologia .A' C.A' C.D'+C.XD201 – Eletrônica Digital 35 C.(1)+C.(D'+A') C.

C+B'. 1 = A * Identidade: A + A' = 1 * Identidade: A .B.C+0)' (A.(A'+A)+A'.B'.(A'.C'+A.(C+B))' ((A+B)'+C')+(D.C'+A'.(1)+D' (A+B)'+C'+D' (A+B)'+(C. 1 = A * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A .C+B'.B'+A.C C'.C C'.C+C' (A+B’+C')'+C' ((A+B'+C').(A'.(B'+B)+A. 1 = A * Pelo teorema de Morgan • Exemplo 6: S = A'.C' C'.(A+B'))' C'+(A+B')' C'+A'.(1)+A.B.C A'.B.(1))+A'.B.C )' (C.B')+C'+D' (A+B)'+C'.B. A' = 0 * Identidade: A + 0 = A * Colocando C em evidência * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan Exsto Tecnologia .(A'.B'.B+A.B)+A'.C C'.C )'+(D.(B'+B))+A'.B'+A'.C C'.(B'+1)+D' (A+B)'+C'.C)' (A.C+C'.C+B'.B * Colocando C' em evidência * Colocando A' e A em evidência * Identidade: A + A' = 1 * Identidade: A .B.(1)+A'.(C+B))' ((A+B)'+C')+(D'+(C+B)') (A+B)'+(C+B)'+C'+D' (A+B)'+(C'.B.B.B.C'+A.C+A'.C)' (A.D)' * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Associativa * Pelo teorema de Morgan * Colocando C' em evidência * Identidade: A + 1 = 1 * Identidade: A .XD201 – Eletrônica Digital 36 • Exemplo 5: S = ((A+B).

Pois. entado podem gerar todas as outras portas devido as suas características. Fica fácil deduzir. S = A • B e aplicando la uma DeMorgan temos: S = A + B = A + B . temos um tipo de porta que em associação entre elas. NÃO-E b) Uma porta E (AND) é feita através da junção entre uma porta NÃO (NAND) e junção NÃO-E uma inversora em cada entrada. as funções NÃO E são fáceis de obter e baratas.16.XD201 – Eletrônica Digital 37 3. Exsto Tecnologia .9. Esta propriedade torna essas portas elementos universais nos projetos de circuitos digitais já que. Com isso.3 Fazendo tudo com portas NÃO (NAND) NÃO-E Como já comentado anteriormente. na forma de ci circuitos integrados. vamos ver de que forma NÃO-E podemos implementar algumas portas lógicas através da porta NÃO NÃO-E. ar ou Figura 3. A 0 1 B 0 1 S 1 0 A 0 1 B(+5V) 1 1 S 1 0 Tabela 3. Figura 3. Exemplo de portas E com portas NÃO E (NAND) NÃO-E c) A função OU (OR) é obtida através da colocação de uma inversora na saída depois de aplicá-la a um porta NÃO-E.4.15. pois. Tabela verdade de uma porta NÃO E como inversora. S = A • B = A • B . a) Inversora: Para obter uma inversora de uma porta NÃO E basta unir suas entradas ou NÃO-E colocar uma das entradas no nível lógico um. Exemplos de portas inversoras com portas NÃO NÃO-E.

onde n é o número de variáveis que compõem a função.10.2 Endereçamento de um mapa de Karnaugh O mapa de Karnaugh tem no seu significado uma mudança na forma com que a tabela verdade é apresentada.5.17. antes de começarmos a analisar este tipo de mapa.5. tem 2n células. Agora vamos ver uma nova metodologia para que possamos fazer as mesmas simplificações ou reduções das funções lógicas mais complexas. temos que saber como se transcreve uma tabela verdade para u mapa de Karnaugh e também como é este mapa. Este mapa é composto por um número de células igual ao número de número linhas da tabela verdade e. seus teoremas e propriedades de de forma simples. Veitch e Karnaugh foram dois estudiosos do século passado que tornaram possível a simplificações de funções lógicas por simples observação visual da tabela verdade.1 Introdução No item anterior vimos uma boa parte da álgebra de Boole. Esta nova metodologia foi criada com o intuito de tornar simples o nosso trabalho na hora de construir os sistemas lógicos.5 Mapa de Karnaugh 3. Exemplo de portas OU com portas NÃO E (NAND) NÃO-E 3. Então. quando esta está transcrita em mapas criados para este procedimento.XD201 – Eletrônica Digital 38 Figura 3. Tabela exemplo do jogo batalha naval. um naugh isso é visto facilmente pelo jogo batalha naval. Como: A B C D E 1 2 3 4 5 6 * * * * * * * * * F Tabela 3. portanto. Exsto Tecnologia . pas 3.

devido ao algoritmo de construção que ele utiliza. Por analogia. se quiser atingir um alvo temos que utilizar os indicativos de linha e coluna para. C = 0 e D = 0. Tabela exemplo do mapa de karnaugh de quatro variáveis. as fileiras compostas por três asteriscos e a fileira composta por dois asteriscos na horizontal têm. e. Para o mapa acima vemos que se tomarmos fileira vertical composta por quatro asteriscos tem os seguintes endereços: A2. Se entendermos esta forma de endereçamento pode-se verificar que num mapa de Karnaugh o processo é muito parecido. A4 e A5. o endereço da célula J é: A = 1. Observe a maneira particular que colocamos os valores em binário. O código gray é um código digital com a propriedade que duas palavras-codigo consecutivas diferem apenas de um bit. informar a localização do suposto alvo. C = 1 e D = 1. B = 1. C = 0 e D = 1.XD201 – Eletrônica Digital 39 Aqueles que conhecem batalha naval. Observe o exemplo de um Mapa K (Karnaugh) de quatro variáveis: AB 00 01 11 10 CD 00 J 01 F 11 H 10 Tabela 3. A3. ainda. exatamente. O endereço da célula F é: A = 0. mas didaticamente vamos estudar primeiro o mapas de três variáveis para então chegarmos ao de quatro variáveis. B = 0. E3 e E6 e F6. Com isso vemos que este código não mostra o código binário na ordem que estamos acostumados a usá-lo e esta é justamente a maneira particular que caracteriza o mapa de Karnaugh.11. O endereço da célula H é: A = 0. com isso. Exsto Tecnologia . Para exemplificarmos o endereçamento de um mapa K fica mais fácil e mais claro iniciarmos com um mapa de quatro variáveis. respectivamente os seguintes endereços: C3. Ele se enquadra na classe dos códigos refletidos. Esta forma de organização de utilização do sistema de numeração binária é chamada de código gray. provavelmente sabem que cada ponto assinalado na ficha pertence a um elemento da esquadra inimiga. B = 1. D3.

XD201 – Eletrônica Digital 40 3. ou seja. Disposições do mapa de Karnaugh Entretanto. etc. Percebemos então que apenas A apresentou mudança em seu valor. Exemplo: Figura 3. B = 0 e C = 1 e para #. As células % e @ não são adjacentes. A = 1. pois para % A = 0. um mapa de Karnaugh de três variáveis na sua forma horizontal pode ter apenas os seguintes enlaces: Exsto Tecnologia . B = 0 e C = 1 e para @. antes de continuar nossa análise sobre estes mapas é necessário definir alguns parâmetros. 8. Temos então duas formas de associá-los que são completamente equivalentes: B 00 C 0 1 A BC A 01 11 10 00 01 11 10 0 1 Figura 3. Exemplo de adjacência As células % e # são adjacentes. Para cada agrupamento ou enlace. e para isso basta usarmos dois mapas de duas variáveis associados convenientemente. B = 0 e C = 1. A = 1. E eles são: a) Adjacência: Vamos considerar duas células de um mapa de Karnaugh são adjacentes se as variáveis que a endereçam apresentarem apenas uma mudança de valor.18. 4. Com isso. pois para % A = 0. teremos uma expressão booleana correspondente e estas nos darão o resultado do mapa em uma forma mais simplificada. 1. Os enlaces só podem ser feitos de forma que agrupem um número de células que seja igual a uma potência de dois.3 Mapa de Karnaugh de três variáveis Podemos analisar também funções de três variáveis através dos mapas K. B = 0 e C = 0.19. Percebemos então que A e C apresentaram mudanças em seus valores. b) Enlace: Enlace é o agrupamento que fazemos no mapa K com o intuito de visualizarmos as células adjacentes. 2.5.

Representação dos enlaces de quatro células Figura 3.XD201 – Eletrônica Digital 41 Figura 3. 3) Deduzirmos a expressão booleana para cada enlace e agruparmos essas expressões através da função OU. Representação dos enlaces de duas células Figura 3.21. Representação dos enlaces de oito células Observando acima podemos entender que cada enlace define uma região onde as variáveis de endereçamento apresentam uma propriedade em comum. Representação do enlace de uma célula Figura 3. Portanto para resolvermos um mapa de Karnaugh devemos seguir os seguintes passos: 1) Identificar as células cujos valores são “um”.20. Exsto Tecnologia .22.23. 2) Fazer os enlaces permitidos (observando as adjacências e o número de células do enlace).

sendo que para tanto basta usarmos dois mapas de três variáveis associados convenientemente.24. pode-se também analisar as funções de quatro variáveis através dos mapas K. pois se não proceder assim. Primeiro. devemos fazer algumas considerações úteis para facilitar a simplificação do mapa. Contudo. Mapa de Karnaugh para quatro variáveis As regras de adjacências e de enlaces para o mapa de Karnaugh de quatro variáveis continuam sendo as mesmas. A C D B 00 01 11 10 00 01 11 10 Figura 3. fazer os enlaces com maior número de células.5. possivelmente faremos agrupamentos que poderiam ser substituídos por um maior. verificar se em cada enlace existe pelo menos uma célula que pertença a apenas um enlace. começaremos citando um exemplo: Exsto Tecnologia . pois corremos o risco de fazermos enlaces redundantes e dispensáveis.4 Mapa de Karnaugh de quatro variáveis Utilizando o mesmo procedimento do mapa anterior. Para uma melhor compreensão da forma com que deve ser feita a utilização do mapa. já que estas regras valem para mapas com qualquer número de células. Em segundo lugar.XD201 – Eletrônica Digital 42 3.

o que significa que os valores adjacentes que devemos procurar na tabela são os “uns”. quando o índice for “zero”. Contudo. Então.XD201 – Eletrônica Digital 43 Figura 3. Assim teremos equações mais simplificadas. O mesmo raciocínio serve para quando o índice for “um”.6 Conclusão Os circuitos lógicos digitais podem parecer algo confuso e de difícil compreensão. teríamos que expressar a tabela como o produto de somas. nossa idéia é agrupar os termos adjacentes iguais. Na hora que for obter as equações do mapa. Voltando ao exemplo. 3. indicando que a variável não terá seu valor lógico alterado. como a tabela acima foi expressa através da soma de produtos. pode parecer monótono e desestimulante. Isto ainda é o começo. devemos agrupar uma maior quantidade possível de itens adjacentes. É importante notar que caso quiséssemos considerar os “zeros” da tabela. havendo para isso diversas possibilidades. a variável lógica correspondente tem seu nível barrado. Exemplo sobre a formação do mapa de karnaugh de quatro elementos Desejamos expressar esta tabela como a soma de produtos. entretanto. esta teoria básica é necessária para que você possa entender de forma clara o funcionamento dos capítulos que se seguem. ou invertido. é necessário entender que os índices deste mapa determinam à condição lógica de cada variável. às vezes. pois isso criará um enlace maior. mas o esforço será recompensador a partir do momento que o aluno começar a enxergar estes conceitos em todos os Exsto Tecnologia .25. pois eles utilizam muito da matemática e isso.

Afinal. Exsto Tecnologia . o que foi estudado até agora ficará mais claro quando encontrarmos sua aplicação prática. estes princípios estão presentes em tudo que um computador faz. Nos capítulos que se seguem. Nas próximas lições. estes conceitos já serão abordados de forma mais concreta e nas lições práticas será mais fácil entendê-los.XD201 – Eletrônica Digital 44 equipamentos que utilizam algum tipo de circuito lógico.

e usava muita potência. MOS . A situação melhorou consideravelmente com a invenção do transistor nos anos 50. fazendo com que o seu uso em conjunto possa criar um circuito muito mais complexo. como o diodo semicondutor. quando unidos. por outro lado. consome muito menos potência (da ordem de dezenas de mW) e.Lógica transistor-transistor (mais popular). caro. mas sim. com dimensões da ordem de milímetros. Portanto.Lógica diodo-transistor (obsoleta). Como resultado. tendo dimensões da ordem de vários centímetros e consomem quantidades relativamente grandes de potência. ECL . Aqui veremos que tipos de circuitos são usados e como são encontrados na prática. Embora em sua maioria as portas pudessem ser construídas com diodos e resistores. DCTL . qualquer sistema digital era grande. procurou-se padronizar os sinais elétricos correspondentes aos níveis lógicos. tem dimensões da ordem de alguns milímetros. As válvulas. podemos citar como algumas famílias existentes: • • • • • • • • RTL . e consomem relativamente pouca potência. Os diodos são relativamente pequenos. como aqueles encontrados nos computadores atuais em blocos básicos.Metal Oxide Semiconductor: PMOS . os componentes eletrônicos disponíveis para construir sistemas digitais eram os diodos semicondutores e as válvulas a vácuo. NMOS . DTL . também era necessário usar válvulas em grandes quantidades.Lógica resistor-transistor (obsoleta). Um transistor. As famílias lógicas diferem basicamente pelo componente principal utilizado por cada uma em seus circuitos. TTL . Estes blocos.XD201 – Eletrônica Digital 45 4 Família de circuitos lógicos digitais Até 1955.Lógica emissor-acoplado. normalmente substituindo uma válvula. Os circuitos eletrônicos modernos não usam chaves e lâmpadas para representar níveis lógicos na prática.Lógica MOSFETs de canal-p (obsoleta). quando encapsulado individualmente. Esta padronização favoreceu o surgimento das famílias de componentes digitais com características bastante distintas. com a evolução da tecnologia e a invenção do transistor. Existem inúmeras famílias que possuem características únicas. são grandes. dispositivos muito rápidos que podem estabelecer os níveis lógicos nas entradas das funções com velocidades incríveis e isso lhes permite realizar milhões de operações muito complexas a cada segundo.Lógica MOSFETs de canal-n Exsto Tecnologia .Lógica transistor acoplamento direto. podem levar a elaboração de circuitos muito complexos como os encontrados nos computadores de hoje. tipicamente da ordem de alguns watts.

que consiste na amplificação de um sinal injetado na entrada. as funções lógicas implementadas com transistores têm a vantagem de poderem ser interligadas umas nas outras. A família RTL só por uma questão didática. na simulação dos circuitos que estudamos e em que usamos chaves. Se considerarmos somente a primeira e a terceira forma de funcionamento. 4.1 Família RTL (Resistor-Transistor Logic) e DTL (Diode-transistor Logic) 4. impedindo a circulação de corrente através de si. verificamos que o transistor pode facilmente substituir uma chave. nosso objetivo aqui é analisar o funcionamento de três famílias em particular: Família RTL. verificar como é o funcionamento destas famílias e verificar se é possível promover a interconexão entre elas. Abaixo podemos ver um exemplo simples da utilização de um transistor para obter uma porta inversora. tornando possível a representação de um circuito lógico simples. TTL (Transistor-Transistor Logic) e CMOS.1 O transistor como chave eletrônica O transistor opera em três modos diferentes. fazendo com que circule corrente por ele. O segundo consiste no funcionamento do transistor como amplificador. onde o transistor funciona eletricamente como uma chave fechada. é possível utilizar transistores com uma série de vantagens. Assim. O terceiro é o modo do transistor no estado de saturação.Lógica MOSFETs Complementares. O primeiro é o funcionamento de corte. Uma vantagem importante é que o transistor poderá operar com a tensão ou nível lógico produzido por uma outra função e não necessariamente por uma pessoa que acione uma chave. pois já é uma família obsoleta e as outras duas por serem as mais utilizadas atualmente. Assim. pois o sinal que aparece na saída de cada uma pode ser usado como entrada para outra. Exsto Tecnologia .1. Entretanto.XD201 – Eletrônica Digital 46 • CMOS . que consiste na transformação elétrica do transistor numa chave aberta. No restante deste capítulo iremos analisar os parâmetros típicos de cada família.

fazendo a tensão no seu coletor cair a zero. Figura 4.1. na ausência de tensão na sua base.XD201 – Eletrônica Digital 47 Figura 4. o transistor se mantém cortado e a tensão no seu coletor se mantém alta. o que corresponde ao nível um. Representação de uma inversora na família RTL Aplicando o nível um (5V) na base do transistor ele conduz até o ponto de saturar. que corresponde ao nível zero de entrada.2. Representação de uma porta NÃO E na família RTL NÃO-E Exsto Tecnologia . podemos conseguir outras portas lógicas simples através da combinação de transistores e resistores. Tomando este entendimento como base. Por outro lado.

Representação de uma porta NÃO OU na família RTL NÃO-OU Isso significa que a elaboração de um circuito lógico digital capaz de realizar operações complexas usando transistores é algo que pode ser conseguido com relativa facilidade. transistores 4.XD201 – Eletrônica Digital 48 Figura 4. Também é poss possível construir uma porta OU. conforme apresentado a seguir: Exsto Tecnologia . somente se. Sua principal vantagem e a facilidade de construção em situações onde não se justifica o us de um uso circuito integrado. Por exemplo.3. todas as entradas forem um. caso seja preciso usar uma porta E de três entradas podemos optar pelo seguinte circuito: Figura 4.4.2 Usando a família DTL Uma família que pode ter bastante uso na prática e a DTL (lógica diodo diodo-transistor).1. Onde a saída S será um se. Composição de uma porta E DTL.

1.XD201 – Eletrônica Digital 49 Figura 4. etc. Isso era ideal para ter todos os circuitos função. foi desenvolvida a tecnologia dos circuitos integrados. interconectividade. isto foi causando um outras. velocidade. Assim.3 Melhorando o desempenho Entretanto. Outro motivo era a necessidade de ter um padrão de funcionamento para cada circuito ou função. desconforto por vários motivos. cada porta lógica fosse montada com seus transistores e resistores para depois ser interligada com as outras. utilizar estes circuitos transistorizados que corresponde a uma maneir não maneira padrão pode trazer dificuldades na criação de sistemas lógicos mais complexos. Um desses motivos foi a alta complexidade que se tinha para montar um circuito com várias funções lógicas. pois foi criada uma série de circuitos integrados que continham numa única pastilha as funções lógicas digitais mais usadas. para que pudessem fornecer sinais que fossem reconhecidos e que fosse sensível o suficiente para reconhecer os sinais dos outros circuitos lógicos. Utilizando estas simples portas com diodos e ainda uma inversora com transistor é possível resolver facilmente alguns problemas de lógica no circuito.5. Exsto Tecnologia . f foi possível diminuir o tamanho dos projetos. Composição de uma porta OU DTL. permitindo o uso de várias funções lógicas simultâneas e em maior quantidade. Para se solucionar este problema. 4. ar permitindo a colocação de diversos componentes já interligados dentro de um invólucro plástico. operando com a mesma tensão de alimentação. que ao optar por um circuito mais simples deixamos de lado vantagens como padronização. Mesmo que antes. Vale ressaltar. durante o desenvolvimento da eletrônica digital. porem.

a família TTL e a CMOS. contudo. devido a enorme utilidade desta família. que já foram citadas. o projetista teria disponíveis componentes compatíveis entre si contendo estas funções e de tal forma que poderiam ser interligadas das maneiras desejadas e num espaço físico mínimo. hoje era não é mais utilizada devido às limitações impostas por ela. Nas próximas páginas.2 Família TTL A família TTL foi primeiramente desenvolvida pela Texas Instruments. Então conforme as figuras abaixo. Circuito Integrado contendo quatro portas NÃO-E Assim. 4. cada CI (Circuito Integrado) continham uma quantidade de portas lógicas de um mesmo tipo. Esta família é facilmente reconhecida durante o seu uso nos projetos principalmente pelo fato de ter duas séries que começam pelos números 54 para o uso militar e 74 Exsto Tecnologia . muitos fabricantes de semicondutores também produzem seus componentes.6. Figura 4. a partir das quais os projetistas tiveram facilidade em encontrar todos os blocos para montar seus equipamentos digitais. O sucesso do advento dessa tecnologia foi enorme. Apesar de a família RTL ser uma precursora da tecnologia digital. operando com as mesmas tensões e reconheciam os mesmos sinais. nos limitaremos a estudar as duas famílias em maior destaque hoje.XD201 – Eletrônica Digital 50 Com isso elas passaram a ocupar menos área física e foram feitas de tal maneira que todas eram compatíveis entre si. se fosse necessário montar um circuito que usasse três portas E. Estas séries de circuitos integrados formaram então as Famílias Lógicas. pois além do menor tamanho dos circuitos havia menor consumo de energia.

Para que isso fosse possível.Medium Scale Integration ou Integração de Média Escala: Em que temos num único circuito integrado de 13 a 99 portas ou funções lógicas. As funções mais simples das portas estão disponíveis numa certa quantidade em cada integrado. decodificadores e outros mas.8 V e como nível um as que estiverem numa outra faixa. VLSI .4 e 5 V. A característica mais importante desta família está no fato de que ela trabalha com uma tensão de alimentação de 5 V.4.Very Large Scale Integration ou Integração em Escala Muito Grande: Que corresponde aos circuitos integrados com mais de 1000 portas ou funções lógicas. conforme visto na figura 4. No entanto. Hoje no mercado existem centenas de circuitos integrados TTL disponíveis para a elaboração de projetos eletrônicos. Em circuitos eletrônicos. enquanto que o nível lógico um é sempre uma tensão de +5 V. também interligá-los de diversas formas e utilizá-los em aplicações específicas. Com isso. para os componentes desta família.Large Scale Integration ou Integração em Grande Escala: Que corresponde a circuitos integrados contendo de 100 a 999 portas ou funções lógicas. MSI . fazer com que o circuito comute entre os níveis alto e baixo de forma mais Exsto Tecnologia . Para os níveis lógicos serem reconhecidos. Assim. eles devem estar dentro de faixas bem definidas.Small Scale Integration ou Integração em Pequena Escala: Que corresponde a série normal dos primeiros TTL que contém de 1 a 12 portas lógicas num circuito integrado. o nível lógico zero é sempre a ausência de tensão ou 0 V. Assim. surgiu a possibilidade de colocar num integrado não apenas umas poucas portas e funções adicionais que serão estudadas futuramente como flip-flop’s. diversas etapas no aumento da integração foram obtidas e receberam nomes que hoje são comuns quando falamos de equipamentos digitais e computadores em geral. Uma porta TTL reconhecerá como nível zero as tensões que estiverem entre 0 e 0. fica fácil observar que os componentes que compõem quase todos os equipamentos eletrônicos são compostos pelo conjunto de diversos componentes lógicos. Temos as seguintes classificações para os graus de integração dos circuitos digitais: SSI . entre 2.XD201 – Eletrônica Digital 51 para o uso comercial. na maioria dos casos é possível melhorar a velocidade de operação (isto é. Entre essas duas faixas existe uma região indefinida que deve ser evitada. pois na família TTL há uma faixa chamada faixa de ruído. LSI . A maioria usa invólucros DIL de 14 e 16 pinos. a associação de qualquer componente que comece pelo número “74” à família TTL fica evidente. à medida que novas tecnologias foram sendo desenvolvidas permitindo a integração de uma grande quantidade de componentes.

Uma figura de mérito útil para se fazer esta avaliação é o produto velocidade-potência. 54L/74L Comum. mas são os resultados inevitáveis das dimensões e geometria do circuito. à dissipação possível ou ao custo. fabricar um tipo especial de transistor denominado Schottky. operar em velocidades mais altas. pJ 19 33 1 33 3 19 57 10 10 100 . mW 2 Produto velocidadepotência. 54/74 Comum. que é o produto do atraso de propagação pela dissipação de potência de uma porta. os circuitos digitais padrão usando transistores comuns sofrem uma desvantagem em relação à velocidade. potência normal. Devido ao balanço possível entre velocidade e potência e devido à possibilidade de fabricar transistores comuns do tipo Schottky. baixa potência. com suas características. 54S/74S Schottky. podendo. Quando usamos mais potência com a finalidade de obter maior velocidade. A razão da popularidade da série LS toma-se aparente.5 Dissipação de potência. Estas capacitâncias parasitas não são introduzidas deliberadamente no circuito. a operação geralmente se dá na região conhecida como saturação. sempre é bom avaliar se este aumento de velocidade compensa o acréscimo de potência utilizada. que não satura. a família TTL existe em cinco séries distintas. A disponibilidade de correntes maiores torna possível ligar e desligar os transistores mais rapidamente. Conseqüentemente.XD201 – Eletrônica Digital 52 rápida) sacrificando a potência. ns 9. Como maior potência não envolve somente maiores correntes mais também maior consumo de energia e uma dissipação maior de calor. Quando transistores bipolares comuns funcionam em circuitos digitais e são ligados de modo a conduzir corrente. elas também afetam diretamente as capacitâncias parasitas que existem nas junções dos semicondutores sendo carregadas e descarregadas mais rapidamente. como nós já vimos anteriormente. todavia. que são listadas. Exsto Tecnologia Atraso de propagação. potência normal. baixa potência. embora outras séries possam ser escolhidas caso haja restrições quanto à velocidade. Com uma despesa adicional pode-se. Em virtude da saturação o transistor leva um tempo relativamente longo para ser desligado. Séries Tipo de transistor de potência 54LS /74LS Schottky. conseqüentemente.

Por outro lado. Valor da corrente que circula na entrada de um circuito digital. Isso mostra que uma saída TTL no nível zero ou nível baixo pode drenar de uma carga qualquer ligada a ela uma corrente máxima de 16 mA. a corrente sai da porta. para uma corrente da base para o emissor do transistor multi-emissor presente dentro do CI TTL da ordem de 1. ela deve ser suprida pelo circuito que excitará a porta. portanto.XD201 – Eletrônica Digital 53 54H/74H Comum. a corrente é maior) e não ao nível um. Exsto Tecnologia . • Correntes de saída: Quando temos a saída de um circuito TTL indo ao nível zero (ou baixo).1 • Algumas características da família TTL Correntes de entrada: Quando uma entrada de uma função lógica TTL está no nível 0. Veja então que podemos obter uma capacidade muito maior de excitação de saída de uma porta TTL quando ela é levada ao nível zero do que ao nível um.6 mA. quando um nível lógico baixo é aplicado em tal entrada. Esta corrente deve ser levada em conta no projeto. Quando a entrada de uma porta lógica TTL está no nível alto. alta potência. Estando a entrada em 0. 6 22 132 Tabela 4. fazemos com que ele seja aceso quando a saída vai ao nível zero (e. IIL (máximo) – Corrente de entrada correspondente ao nível lógico baixo.0 V. pois. ela pode fornecer uma corrente máxima de 400 μA. flui uma corrente da ordem de 16 mA. pois se convencionou que a corrente que entra na porta tem sinal positivo.2.1. 4. Características típicas da família 54/74 SSI. portanto o sinal “-“ denota o sentido contrário. Valor da corrente que circula na entrada de um circuito digital. Esta corrente vai circular se tensão de entrada estiver com um valor superior a 2. Estas correntes também são conhecidas pelas suas nomenclaturas abaixo: IIH (mínimo) – Corrente de entrada correspondente ao nível lógico alto. Isso justifica o fato de que em muitas funções indicadoras. quando um nível lógico alto é aplicado em tal entrada. quando a saída de uma função TTL está no nível 1 ou alto. Note que os valores de IIL são negativos. flui uma corrente no sentido oposto da ordem de 40 μA. em que ligamos um LED na saída.

• Margem de Ruído Exsto Tecnologia . portanto IOH é dado em valores positivos e IOL é dado em valores negativos (corrente entra na porta). Novamente deve ser obse observado que o sentido positivo é o de saída. Este fato será abordado com mais detalhes adiante.7. quando um nível lógico baixo é gerado em tal circuito. ou seja. através de sua utilização. respeitadas as limitações para carregamento da saída. que circula na saída de um circuito digital.XD201 – Eletrônica Digital 54 Figura 4. fornecer o nível mínimo de corrente e tensão. Como a saída de uma porta lógica é usada de como fonte para a entrada de outra porta. • Capacidade de Saída ( (Fan-Out) A fonte de um sinal digital aplicado à entrada de uma porta deve ser capaz de est estabelecer naquela entrada uma tensão correspondente a um ou outro nível lógico (zero ou um). precisamos saber quantas entradas de portas a serem acionadas podemos ligar à saída de uma porta acionadora. respeitadas as limitações para carregamento da saída. IOL (máximo) – Corrente de saída correspondente ao nível lógico baixo Valor da corrente baixo. Em qualquer um dos níveis a fonte deve satisfazer os requisitos de corrente da porta acionada. parâmetro geralmente com o nome de FAN-OUT. que circula na saída de um circuito digital. é necessário verificar a literatura do fabricante para determinar a necessidade de corrente de entrada. isto é. a capacidade de saída é de dez para portas das séries 74 ou 54 padrão e de alta potência e para as séries de baixa potência o limite é de vinte. No caso TTL. elas podem ser nomeadas c como: IOH (mínimo) – Corrente de saída correspondente ao nível lógico alto Valor da corrente alto. Quando uma porta lógica aciona portas de outras séries. Ainda. a disponibilidade de corrente de saída e ter certeza de que não há carga excessiva para a saída de uma porta. quando um nível lógico alto é gerado em tal circuito. desde que cada porta acione portas da mesma série. é necessário conhecer a capacidade de acionamento de uma porta. Este parâmetro é fornecido nos manuais dos componentes. Diferenças entre correntes de saída dos níveis lógicos.

4 Volts. VOL: A tensão de saída máxima que uma porta fornece quando sua saída estiver no nível baixo. Quando a saída for de nível lógico baixo.4 ou 0.4V até seu nível baixo de 0. onde o valor pode ser 0. O fabricante também garante que uma tensão igual ou menor que 0. fica em tomo de 3.XD201 – Eletrônica Digital 55 Como já visto. a porta acionadora deve permitir o fluxo de corrente da porta acionada para si própria.4 V. a tensão de saída baixa não sobe acima de 0. VOL. A porta acionadora é descrita como absorvedora de corrente da carga.4 V. mesmo que uma porta esteja carregada até sua capacidade máxima de saída. Quando a tensão de entrada VI estiver no intervalo de 0 a 0. a saída varia de seu nível alto de 2. A tensão alta. VIH e VIL e são definidas como: VOH: A tensão de saída mínima que uma porta fornece quando sua saída estiver no nível alto. o fabricante garante que. sua tensão de corresponde ao nível lógico zero.8 a 2. Quando uma porta lógica não estiver carregada pela ligação a entradas de outras portas.4 V e a tensão de saída de nível lógico alto não desce abaixo de 2. a família TTL opera com uma tensão de alimentação de 5V. Para as séries 54 ou 74. todas as tensões em um sistema TTL estão no intervalo de 0 a 5V. Para a série 54/74. VIH: A tensão mínima que pode ser aplicada à entrada de uma porta e reconhecida como nível alto. respectivamente. VIL: A tensão máxima que pode ser aplicada à entrada de uma porta e reconhecida como nível baixo.0 Volts. Exsto Tecnologia . Quando a saída estiver no nível alto.0 Volts. No nível de saída de nível lógico baixo.8V ou no intervalo acima de 2. estas tensões são as especificadas abaixo. a saída VO é constante e vale 2. Para VI no intervalo de 0. As duas tensões de saída e as duas tensões de entrada são representadas pelos símbolos VOH.4V.8V sempre será interpretada por uma porta que está sendo acionada como correspondendo a tensão baixa (nível lógico zero) e que uma tensão de entrada maior que 2V sempre será interpretada como tensão alta (nível lógico um).1 V ou até menor para a série 54/74. correspondente ao nível lógico um. a corrente drenada eleva a tensão de saída e no nível de saída no nível lógico alto a corrente suprimida diminui a tensão de saída. a porta acionadora servirá como fonte de corrente para a carga e é descrita como fornecendo corrente.

No caso dos circuitos TTL. levando tempo que não deve ser desprezado. Isto causará um aumento gradual da tensão de entrada. existe um retardo entre o instante em que o sinal de entrada passa do nível um para o zero e o instante em que o sinal de saída passa do nível zero para o um. Assim. O resultado disso é que para os circuitos integrados TTL existe um retardo entre o instante em que o sinal passa do nível zero para um na entrada e o instante em que o sinal na saída responde a este sinal. Da mesma forma. Níveis de ruído TTL para entrada e saída.XD201 – Eletrônica Digital 56 Figura 4. Da mesma forma. • Velocidade Os circuitos eletrônicos possuem uma velocidade limitada de operação que depende de diversos fatores. levando em conta a configuração típica de uma porta. à medida que o sinal vai passando pelas diversas etapas do circuito. temos de considerar os tempos que os componentes demoram a comutar justamente em função das capacitâncias e indutâncias parasitas existentes.8. no caso de um inversor. a tensão no circuito não subirá com a mesma velocidade porque esta tensão terá que carregar capacitâncias parasitas existentes na porta. Observe que estes tempos são determinantes quando se trabalha com sistemas de alta velocidade. Exsto Tecnologia . temos ainda que considerar sua construção que pode apresentar indutâncias e capacitâncias parasitas que influem na sua velocidade de operação das suas portas lógicas. veremos que se for estabelecida uma transição muito rápida da tensão de entrada.

9. necessitando de um resistor de polarização. existe uma possibilidade de elaborar circuitos em que as saídas das portas sejam ligadas entre si. um curto-circuito é estabelecido na saída e isso pode causar a queima da porta. A vantagem desta configuração está na possibilidade de interligarmos portas diferentes num mesmo ponto e a desvantagem está na diminuição de velocidade do circuito lógico.XD201 – Eletrônica Digital 57 • Formas de ligação – Coletor aberto e Totem-Pole: Os circuitos lógicos TTL que nós vimos até agora são denominados Totem-Pole. Todavia. Este método é obtido pela utilização do Open Collector ou coletor aberto. Este tipo de circuito apresenta um inconveniente caso nós ligarmos duas portas em paralelo. Este tipo de método significa que o transistor interno da porta lógica está com o “coletor aberto” (open collector). Quer dizer que os circuitos integrados TTL com esta configuração nunca podem ter suas saídas interligadas da forma indicada na figura. conforme o nível estabelecido na saída seja zero ou um. eles tem uma configuração que um ou outro transistor da porta TTL conduz a corrente. Se uma das portas tiver sua saída indo ao nível alto simultaneamente que outra vai ao nível baixo (0). pois ele influencia o circuito alterando sua impedância. exigem a ligação de um resistor externo denominado “pull-up” com aproximadamente 2000 ohms. Os circuitos TTL que tem esta configuração são indicados como “open collector” e quando são usados. Efeito do nível lógico baixo e alto num Totem Pole. Exsto Tecnologia . Figura 4. ficando mais lento com o uso do resistor.

10. quando EN estiver em zero. o transistor ” da porta lógica não conduz e nada acontece no circuito que funciona normalmente. Porta lógica usando método “Open Collector “Open Collector”. Quando duas (ou mais) portas estiverem suas saídas conectadas. No entanto. comportar como circuitos abertos. corresponde ao terceiro estado. Exsto Tecnologia . deve ocorrer que se uma porta estiver enviando seus níveis lógicos. os dois passam a se satura. circuito aberto ou terceiro estado. como os computadores. Esta é uma configuração .11. ou seja. o transistor satura. traduzindo do inglês. Na saída teremos então um estado de alta impedância. Configuração interna de uma porta Open-Collector Collector. então ela deve ficar num estado de circuito desligado. Isso é conseguido através de uma entrada de controle denominada “habilitação” ou denominada “Enable” sendo abreviada correntemente por EN.XD201 – Eletrônica Digital 58 Figura 4. Assim. levando ao corte. terceiro encontrada em alguns integrados TTL. independentemente dos sinais de entrada. Figura 4. • Tri-State: Tri-state. se EN for levada ao nível um. a outra porta deve estar numa situação em que níveis na sua saída não tenhamos nem zero e nem um. principalmente usados em micro informática.

Em eletrônica digital. Em virtude da possibilidade da pasta assumir um terceiro estado de alta impedância. Ligação de duas portas lógicas ao mesmo barramento. Quando este buffer é tri ate. buffer é um componente sem função lógica. Configuração externa simplificada de uma porta inversora tr tri-state. ponto ou devem dividir a mesma linha de transferência desses dados.XD201 – Eletrônica Digital 59 Figura 4. um tri-state. chamada buffer tri state. isto é. a entrada de controle EN comanda se o sinal na tri-state. apresenta na saída exatamente o mesmo sinal da entrada. devem ser levados sempre ao terceiro estado. O c circuito que está funcionando deve estar habilitado e os que não estão funcionando. Exsto Tecnologia . Foi estado desenvolvido um tipo de porta muito útil. onde diversos circuitos devem aplicar seus sinais ao mesmo data bus”. Figura 4.13. state As funções tri-state são muito usadas nos circuitos de computadores denominados barramentos de dados ou “data bus”. entrada deve ser apresentado na saída ou não.12.

A X 0 1 EN 0 1 1 S Alta Impedância 0 1 Tabela 4.14.Quatro Portas NÃO de duas entradas: ro NÃO-E Exsto Tecnologia . com uma breve descrição do que elas são e seu consumo. Buffer Tri-state.2 Circuitos integrados TTL Devido ao grande desenvolvimento da tecnologia TTL. No fim da apostila. Serão citados alguns dos mais importantes.2. Formato DIP ou DIL da família TTL. diversas possui o formato retangular como abaixo. Abaixo segue a descrição de algumas portas mais comuns da família TTL. Seus componentes integrados mais simples são na maioria das vezes. tem a lista e a funcionalidade da maioria dos membros da família TTL. Tabela verdade do Buffer Tri Tri-State.15. sendo que para obter todas as informações possíveis da família seria necessário ter um manua manual para consulta. • 7400 . encapsulados em um invólucro (contêiner ou pastilha) DIP ou DIL.XD201 – Eletrônica Digital 60 Figura 4. podendo ter diversas portas ou “pernas”. Figura 4.2. temos uma infinidade de componentes integrados para os mais diversos fins. 4.

XD201 – Eletrônica Digital 61 Num invólucro DIL.Quatro Portas NÃO-OU de duas entradas Num invólucro DIL de 14 pinos.17.18. Ligação interna do componente integrado 7400. • 7404 .16. Figura 4. Exsto Tecnologia . • 7402 . cada unidade exige uma corrente de 12 mA. Figura 4. o consumo médio por circuito integrado é da ordem de 12 mA.Seis Inversores (NÃO) Os seis inversores deste circuito integrado podem ser usados de forma independente. Ligação interna do componente integrado 7402. Figura 4. Ligação interna do componente integrado 7404.

Quatro Portas E de duas entradas Este circuito integrado tem cada unidade exigindo uma corrente de 16 mA.20. • 7410 . O consumo por unidade é de aproximadamente 4 mA. Ligação interna do componente integrado 7410.Três portas NÃO-E de três entradas Cada uma das três portas NAND deste circuito integrado pode ser usada de forma independente.Duas portas NÃO-E de quatro entradas Este circuito integrado contém duas portas E que podem ser usadas de forma independente.19. • 7420 . Figura 4. Figura 4.XD201 – Eletrônica Digital 62 • 7408 . A corrente exigida pelo circuito é de 6 mA. Exsto Tecnologia . Ligação interna do componente integrado 7408.

• 7486 .XD201 – Eletrônica Digital 63 Figura 4.22. Ligação interna do componente integrado 7432.Quatro portas OU de duas entradas As portas OU deste circuito integrado podem ser usadas de modo independente e a corrente total exigida é da ordem de 19 mA. • 7432 . Figura 4. Ligação interna do componente integrado 7420. sendo o seu consumo de 30 mA.21.Quatro Portas OU-Exclusivo As portas OU-Exclusivo ou Exclusive OR deste circuito integrado podem ser usadas de forma independente. Exsto Tecnologia .

enquanto que o dreno equivale ao coletor e a fonte ao emissor. Ligação interna do componente integrado 7486. o uso da família CMOS. podemos dizer que existem aplicações em que é mais vantajoso usar um tipo.3 Família CMOS Depois de termos visto como a família TTL é importante. Como em qualquer área da eletrônica. Fazendo uma analogia com o transistor bipolar.23. É aqui que teremos a entrada da porta lógica. Entretanto. Vemos que o ponto de controle é a comporta ou gate (g) onde se aplica o sinal que deve ser amplificado ou usado para chavear o circuito. 4. Os transistores de efeito de campo usados nos circuitos integrados CMOS ou MOSFET’s têm sua composição elementar vista a seguir onde também aparece seu símbolo. O transistor é polarizado de modo a haver uma tensão entre a fonte ou source (s) e o dreno ou drain (d). os fabricantes desta família estão pouco a pouco eliminando essas diferenças entre as duas famílias com o desenvolvimento de tecnologias de fabricação. De uma forma geral. aumentando ainda a sua velocidade e reduzindo seu consumo. a CMOS. agora vamos focar sobre uma nova família. A sigla CMOS significa “Complementary Metal.XD201 – Eletrônica Digital 64 Figura 4. Exsto Tecnologia . possui vantagens e desvantagens no uso de transistores de efeito de campo.Oxide Semiconductor” se referindo a utilização de transistores de efeito de campo ou Field Effect Transistor (FET) no lugar dos transistores bipolares comuns (como nos circuitos TTL). podemos dizer que a comporta do MOSFET equivale à base do transistor bipolar. e aplicações em que o outro tipo é melhor.

Alem de que as portas lógicas que utilizam tecnologia CMOS (Complementary MOS) permitem com que dispositivos tenham características excelentes para aplicações digitais. • Consumo e velocidade: Para que possamos analisar o consumo e velocidade desta família.1 Aplicações digitais Semelhante ao uso que fazemos dos transistores bipolares. podemos fazer uso dos transistores MOS. A primeira é que sempre um dos transistores estará cortado.25.3. vamos tomar um circuito inversor como base para entendermos. independente do sinal de entrada (alto ou baixo) fazendo com que Exsto Tecnologia . 4. Funcionamento de uma porta lógica CMOS Podemos ver duas características importantes. Diferenças entre transistores bipolares e MOS.XD201 – Eletrônica Digital 65 Figura 4. Alguns dos parâmetros da família CMOS serão descritos a partir de agora. Figura 4.24.

Isso significa um consumo extremamente baixo para este par de transistores em condições normais. precisando de certo tempo para carregar o “capacitor” existente na composição do transistor. E isso fica mais fácil de obter do que na família TTL porque eles trabalham num valor de tensão fixo enquanto os circuitos CMOS trabalham numa faixa de tensão mais ampla. Para que se possa ter uma idéia. Ainda. Assim. com mais tensão. já que na entrada a impedância é elevadíssima e praticamente nenhuma corrente circula. Se você tocar num objeto metálico aterrado. a própria carga elétrica acumulada nas nossas ferramentas ou em nosso corpo quando caminhamos num tapete num dia seco ou ainda atritamos objetos em nossa roupa pode ser suficiente para danificar de modo irreversível os componentes CMOS. a carga do seu corpo que escoa por este dispositivo facilmente destruirá a finíssima camada de óxido que separa o gate do substrato e o componente estará inutilizado. a descarga de seu corpo neste percurso de terra pode lhe causar um forte choque. • Sensibilidade ao manuseio: Devido à composição dos transistores usados na tecnologia CMOS. você tocar num terminal de um dispositivo CMOS. A única corrente circulante será de um circuito externo alimentado a saída lógica. De fato. os circuitos integrados CMOS são mais rápidos. Este atraso nada mais é do que a diferença de tempo entre o instante em que aplicamos o sinal na entrada e o instante em que ele estará disponível na saída. caminhando num carpete num dia seco. ele não é só cheio de qualidades. como por exemplo. como um inversor. a carga dos elementos capacitivos é mais rápida e isso nos leva a uma característica muito importante dos circuitos CMOS digitais que deve ser levada em conta em qualquer aplicação: com maior tensão de alimentação. Mas como dito antes. ao aplicarmos um sinal de controle a este circuito. seu corpo pode acumular uma carga estática que atingem até 10000 V. podemos ter um atraso acumulativo relativamente alto. Contudo. Este consumo é da ordem de dez nanowatt. da mesma forma.XD201 – Eletrônica Digital 66 praticamente não circule corrente alguma entre o Vdd e o terra (0 V). Como problema podemos citar que. este problema pode ser contornado com a elevação de tensão de alimentação. Nos circuitos integrados CMOS típicos como os usados nas aplicações digitais. Em outras Exsto Tecnologia . a tensão não sobe imediatamente até o valor desejado. Entretanto. Isso pode parecer pouco nas aplicações comuns. na prática temos alguns fatores que tornam este consumo maior. mas se um sinal tiver de passar por centenas de portas antes de chegar onde ele é necessário. este atraso é da ordem de três nanossegundos (3 ns). ele é extremamente sensível a descargas elétricas tornando-os dispositivos muito delicados. eventuais fugas ou a necessidade de outro componente que precise de uma maior corrente.

nunca toque com os dedos nos terminais de componentes CMOS sejam eles circuitos integrados ou transistores. o que corresponde a uma dissipação de 5 nW em média para alimentação de 5 V e 10 nW para alimentação de 10 V. da ordem de 10 pA (1 picoampère = 0. mas famílias especiais estão aparecendo com velocidades cada vez maiores e em muitos casos estas se aproximam dos mais rápidos TTLs. No nível lógico alto.01 V para os tipos comuns com alimentação na faixa de 5 a 10 V. • Corrente de saída: Diferentemente dos circuitos integrados TTL em que temos uma capacidade maior de drenar corrente na saída do que de fornecer. para os circuitos integrados CMOS a capacidade de drenar e de fornecer corrente de saída é praticamente a mesma. com uma resistência que teoricamente seria infinita.05 µA para alimentação de 5 V. já que maior número de componentes para atravessar significa um Exsto Tecnologia . • Velocidade: Os tipos comuns CMOS são muito mais lentos que os TTL. conforme já explicamos. Para os tipos comuns a corrente de alimentação Idd é normalmente da ordem de 1 nA tipicamente com um máximo de 0.2 • Algumas características da família CMOS: Tensão de saída: No nível lógico baixo (zero) a tensão de saída se aproxima de 0 V sendo no máximo de 0. As freqüências máximas.XD201 – Eletrônica Digital 67 palavras. Esta. • Potência: Os circuitos integrados CMOS consomem muito menos energia que os circuitos integrados TTL. a tensão de saída é praticamente a tensão de alimentação Vdd ou no máximo 0. Estas correntes são designadas por IOL e IOH nas folhas de especificações dos circuitos integrados CMOS. para evitar o problema. De qualquer forma. 4. Assim.01 V menor. para uma alimentação de 5 V as saídas podem fornecer (quando no nível alto) ou drenar (quando no nível baixo) uma corrente de até 1mA e essa corrente sobe para 2. na prática pode ocorrer uma pequena fuga.3. os dispositivos que usam transistores CMOS são extremamente sensíveis a descargas estáticas.000 000 000 001 ampère) para uma alimentação de 10 V deve ser considerada quando precisamos calcular a corrente de entrada de um circuito CMOS numa aplicação mais crítica. • Corrente de fuga na entrada: Se bem que a comporta esteja isolada do circuito dreno-fonte. dependem das tensões de alimentação e das funções.5 mA quando a alimentação é de 10 V.

• 4012 .XD201 – Eletrônica Digital 68 atraso maior do sinal.26. Figura 4. não temos espaço para colocar todas estas funções aqui. entretanto é recomendado recorrer a manual CMOS. Para o caso do atraso do sinal.3 Circuitos integrados CMOS Comparado a família TTL. • 4011 . também podemos contar com uma boa quantidade de circuitos integrados CMOS contendo funções lógicas. Figura 4. Assim. O consumo por circuito integrado é da ordem de 10 nW. • 4001 . Ligação interna do componente integrado 4001. Como no caso do TTL.27. Aqui estão as mais usadas.Duas portas NÃO-E de quatro entradas Exsto Tecnologia .Quatro Portas NÃO-OU de duas entradas Este circuito integrado contém quatro portas NÃO-OU em invólucro DIL de 14 pinos. nos manuais encontramos a especificação de velocidade dada tanto em termos de freqüência quanto em termos de atraso do sinal. 4.Quatro portas NÃO-E de duas entradas Em invólucro DIL de 14 pinos encontramos quatro portas NÃO-E de duas entradas de funcionamento independente. Ligação interna do componente integrado 4011. observamos que ele pode estar especificado para uma transição do nível alto para o nível baixo ou vice-versa e em alguns circuitos ou tensões de alimentação podem ocorrer diferenças.3.

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As duas portas NÃO-E de quatro entradas deste circuito integrado podem ser usadas de forma independente.

Figura 4.28. Ligação interna do componente integrado 4012. • 4023 - Três portas NÃO-E de três entradas As três portas NÃO-E deste circuito integrado podem ser usadas de maneira independente.

Figura 4.29. Ligação interna do componente integrado 4023.

4025 - Três portas NÃO-OU de três entradas Encontramos neste circuito integrado três funções NÃO-OU que podem ser usados de

forma independente.

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Figura 4.30. Ligação interna do componente integrado 4025.

4.3.4

A Função tri-state do 4048 O integrado 4048 tem características muito interessantes para projetos CMOS envolvendo

funções lógicas. Com o que já vimos, sabemos que usando combinações apropriadas de funções simples, é possível simular qualquer outra função mais complexa. Este circuito possui 8 entradas, uma saída e três entradas de “programação”. Dependendo dos níveis lógicos nas entradas de programação, o circuito se comporta como funções NÃO-OU, OU, NÃO-E ou E com 8 entradas ou ainda de forma combinada, realizando ao mesmo tempo funções de portas OU e E em cada uma das quatro entradas. Então, se colocarmos as três entradas de programação no nível alto, o circuito comporta-se como duas portas E de quatro entradas ligadas a uma porta OU de duas entradas. É importante saber deste detalhe porque esta função pode ser facilitadora em muitos projetos, pois consegue simular a operação de diversas combinações de outros circuitos integrados CMOS. Internamente, o 4048 é bastante complexo contendo 32 funções independentes programadas, definidos pelos níveis lógicos nas entradas correspondentes.

Figura 4.31. Ligação interna do componente integrado 4048

4.4 Interfaceamento entre as famílias TTL e CMOS
Conforme explicamos, mesmo tendo uma faixa de tensões ampla e características diferentes dos circuitos integrados TTL, existe a possibilidade de interfacear circuitos dos dois
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tipos. Há duas possibilidades de interfaceamento entre circuitos digitais TTL e circuitos digitais CMOS.

4.4.1

A saída TTL deve excitar a entrada CMOS Se as duas famílias lógicas estiverem com uma tensão de alimentação de 5 V não há

problema e a interligação pode ser direta. Como as entradas CMOS têm uma impedância muito alta (não exigindo praticamente corrente alguma) da saída TTL, não existe perigo do circuito corrente CMOS “carregar” a saída TTL. Entretanto, temos que considerar o seguinte problema: As entradas CMOS só reconhecem como nível lógico um algum valor de tensão de pelo menos 3.5 V, enquanto que no nível alto, a tensão mínima que o TTL pode fornecer nestas condições é de 3.3 V. Isso significa que é necessário garantir que a entrada CMOS reconheça o nível alto TTL, o que é conseguido com a adição de um resistor externo de pull pull-up (conceito visto anteriormente), observe a figura abaixo. Este resistor de 22K μμé ligado ao positivo da ente), alimentação de 5 V.

Figura 4.32. Interfaceamento TTL e CMOS Se o circuito CMOS a ser excitado por um TTL for alimentado com tensão maior que 5 V, por exemplo 12 V, deve ser usado um circuito intermediário de casamento de características. Este circuito intermediário deve manter o sinal, ou seja, deve ser simplesmente um buffer não inversor, como por exemplo, o de coletor aberto com um resistor de pull pull-up externo. O valor deste resistor dependerá da tensão de alimentação.

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Figura 4.33. Interfaceando TTL e CMOS com tensões diferentes

4.4.2

CMOS excitando uma entrada TTL Neste caso, devemos considerar que uma saída CMOS no nível baixo pode drenar uma

corrente de aproximadamente 0,5 mA e no estado alto, a mesma intensidade. No entanto, uma entrada TTL fornece uma corrente de 1,6 mA no nível baixo, o que não pode ser absorvido pela saída CMOS. Isso significa que entre as duas devemos intercalar um buffer CMOS, como por exemplo, os 4049 e 4050 que permitem a excitação de até duas entradas TTL a partir de uma 9 saída CMOS.

Figura 4.34. Interfaceando CMOS e TTL.

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isto é. podemos colocar duas portas E em cascata conforme abaixo. se quisermos calcular o E lógico de três entradas. Uma restrição tas importante dos circuitos combinatórios é que não precisam de nenhum retorno (feedback). As portas OU de várias entradas podem ser entradas feitas o mesmo princípio descrito acima. nós também consigamos analisar e construir circuitos mais elaborados a partir dela. uma entrada para uma porta não pode ser um resultado de uma função que dependa da saída desta mesma porta. Exsto Tecnologia . OU e NÃO são exemplos de circuitos combinatórios simples. Outro conjunto de circuitos combinatórios que deve ser citado são as portas E e OU de várias entradas. Figura 5.XD201 – Eletrônica Digital 73 5 Circuitos lógicos combinatórios Neste capítulo. Um decodificador (será visto com detalhes adiante) é um bom exemplo de um circuito combinatório. Isto significa que não é possível obter loops em circuitos combinatórios. Analisaremos o que acontece quando associamos várias portas lógicas. como os usados nos computadores. As portas E. Por exemplo. icadas Com isso. Como portas E e OU com mais de duas entradas são muito comuns. se aproveitam das operações complicadas que muitas portas lógicas podem realizar em conjunto. por exemplo. estudaremos as funções lógicas de uma forma mais completa.1. É um circuito que produz uma saída específica (geralmente zero) quando um valor específico ou um conjunto de valores específicos aparece nas suas entradas. é muito importante que além de analisarmos o comportamento individual de cada porta lógica. De forma semelhante. podemos construir uma porta E de quatro entradas ou combinar três portas E de duas entradas e assim por diante. usaremos um único símbolo para representar portas de N entradas. prevendo o que teremos e em suas saídas para cada uma das possíveis combinações dos níveis de entrada. Porta E de três entradas a partir de duas com duas entradas. Os circuitos complexos.

teremos uma letra do alfabeto.1. que significa identificar que tipo de saída é desejado. C e etc. quais as entradas e quais as saídas. B. deve-se fazer o contrário.1 Passos para montagem de um circuito combinacional A montagem de um equipamento combinatório. quando lidamos com um problema com várias entradas possíveis é claro que será necessária uma combinação de portas lógicas para que se obtenha uma saída condizente com o resultado esperado. 5. Veja que S também pertence ao alfabeto. Em um circuito combinacional. Estes passos serão descritos a seguir de forma sistêmica para que o aluno possa compreender a importância de cada procedimento e possa adotar estes passos na sua rotina de laboratório. Nós adotaremos a nomenclatura que para cada entrada. A. Identificação do problema. nós temos alguns passos que devem ser seguidos para que se possa montar claramente um circuito que atenda a solução do problema analisado. por exemplo.XD201 – Eletrônica Digital 74 5. Na verdade. mas neste caso S nunca poderá representar uma entrada. Então na primeira etapa deve ser definido o problema. ou seja. a construção inicia-se na especificação do problema e diagrama do circuito (ou no conjunto de equações que o descrevem). Para estes circuitos.1. estabelecendo-se exatamente qual a função a ser executada. Um procedimento genérico para o projeto envolve os seguintes passos: • • • • • Determinar as representações para cada variável de entrada e saída. Para a saída.1 Determinação das variáveis de entrada e saída: A determinação de uma nomenclatura já vem sendo feita durante o conteúdo da apostila. sempre a indicaremos através do símbolo S. as vezes exige que o projetista esteja ciente do problema como um todo. Verificar quais componentes comerciais podem ser utilizados. 5. Desenhar o circuito final.2 Identificação do problema Quando iniciamos o projeto de circuitos combinacionais. Exsto Tecnologia . apesar de ser muito simples. num primeiro momento somos levados a pensar que o problema de saber o que acontece com a saída de um circuito quando suas entradas recebem diversas combinações de sinais não é o mais importante. Como já vimos no capitulo três. Determinação das equações lógicas simplificadas.

circuito 5. vamos desenvolver um problema durantes os passo para passos mostrar melhor o raciocínio que deve ser feito para a obtenção da solução. Se o aluno estiver com problemas para recordar quais são. Revisando os itens anteriores. Exemplo de circu combinacional. inclusive nos itens que citam os mapas de karnaugh. Resumo das funções lógicas mais simples.1. e chamada de tabela verdade com o objetivo de obter as equações pertinentes à solução do mesmo. Vamos partir de um exemplo simples de lógica combinacional usando tabelas verdades para saber o que ocorre na sua saída. é necessário construir esta tabela. Existem vários outros equacionamentos que já foram descritos e Existem que podem ser vistos com mais detalhes nos capítulos anteriores.3 Determinação das equações lógicas simplificadas Antes de começarmos. fica claro que as expressões lógicas vistas acima não são as únicas e sim uma pequena parte. itam Exsto Tecnologia . Esses elementos tem que estar na mente todo o tempo para que o andamento do aprendizado não seja prejudicado. Então. para que se possa ter uma visão do problema como um todo.1. com o circuito abaixo. Figura 5. seria aconselhável que fizesse uma recapitulação.XD201 – Eletrônica Digital 75 Os diversos sinais de entrada aplicados a uma função lógica.2. eja Função Lógica Função E (AND) Função NÃO E (NAND) Função OU (OR) Função NÃO OU (NOR) Função NÃO (NOT) ou inversora Função OU EXCLUSIVO (Exclusive OR) Equação algébrica S = A⋅ B S = A⋅ B S = A+ B S = A+ B S=A S = A⊕ B Tabela 5. com todas as suas combinações possíveis e a saída correspondente podem ser colocados numa tabela. Para facilitar o aprendizado. é necessário fazer uma revisão de alguns conceitos já vistos até agora.

XD201 – Eletrônica Digital 76 Continuando o processo de resolução do problema proposto. O segundo será fazer o circuito simplificado através da tabela da verdade e os mapas de karnaugh. Com essa decomposição do circuito combinacional em várias equações algébricas menores. Figura 5.3. uma porta E. podemos facilmente obter o funcionamento do circuito através da colocação de todas as entradas possíveis na tabela verdade. A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S1 0 0 1 1 1 1 1 1 S2 1 0 1 0 1 0 1 0 S3 0 0 1 0 1 0 1 0 S 1 1 0 1 0 1 0 1 Tabela 5. a porta OU.2. por exemplo. uma porta OU e duas portas inversoras ou portas NÃO. Tabela verdade do circuito combinacional da figura 5. Iniciando o primeiro procedimento.2. vamos montar a tabela da verdade baseada na figura 5. vamos indicar esses operadores para cada porta lógica. indicando sua saída através de suas entradas. vamos executar dois procedimentos distintos. Conforme revisamos acima. Podemos observar que esta figura possui quatro portas lógicas. o primeiro é a obtenção da tabela da verdade através do circuito proposto.3. Esta tabela corresponderá ao funcionamento lógico do circuito. cada porta tem seu operador algébrico e para começar. Circuito combinacional dividido em expressões simples. existe uma equação matemática que representa seu funcionamento. Exsto Tecnologia . Para cada porta lógica desta.

Podemos ter várias outras combinações lógicas que representariam à mesma tabela. podemos finalmente terminar a construção da tabela verdade que corresponde ao circuito da figura 5. Como falado anteriormente. Assim. temos o valor de S3 através da inserção dos valores de S1 e S2 na porta E. Este processo se repete para a saída S2. O próximo passo foi colocar na tabela os valores possíveis de S1 que corresponde ao resultado algébrico da função OU. fazendo com que falte somente o valor realmente importante que é à saída do circuito. podemos completar a coluna S3 da tabela verdade. Veja que este exemplo não constituiu um exemplo de construção de circuitos combinacionais mesmo porque ele já estava pronto. deve levar em conta que ele é formado por três etapas. se utilizasse uma porta NÃO E ao invés Exsto Tecnologia . Isso significa que as saídas dos circuitos da primeira etapa. Outro detalhe que deve ser considerado é que esta tabela verdade não é única. S2 e S3 são pontos intermediários do circuito que precisam ser analisados para a obtenção de S. Então temos que levar em consideração estas saídas na elaboração da tabela verdade que terá no seu topo todas as variáveis de entrada. B e C todas as suas condições possíveis de entrada. que chamaremos S1 e S2 são à entrada da segunda etapa e que a entrada da terceira etapa. Na primeira etapa temos a porta OU e a NÃO. que é saída final do circuito. contudo é importante saber como é obtida a tabela verdade a partir do circuito para que seja possível analisar seu funcionamento. começamos por colocar em A. Depois de se ter todos os possíveis valores de S1 e S2. Com isso. S2. Podemos identificar as variáveis A. Assim através de todos os valores possíveis de A e B.3. que corresponde a inversão do valor colocado em C. na segunda etapa temos a porta E e na terceira etapa temos mais um circuito inversor. Esta tabela corresponde à tabela 5. sendo S3 = S1 . O valor de S3 então estará definido pela equação algébrica da porta E. ou todas as combinações de níveis lógicos que podem ser aplicadas ao circuito. S3 é a inversão da saída da segunda etapa. Ainda poderíamos evitar o uso de portas como a porta inversora ligada a S. podemos saber quais serão os valores de S1.B e C como as entradas dos circuitos. Esta é obtida através da aplicação da inversora ao valor obtido de S3.2. S1.XD201 – Eletrônica Digital 77 Para elaborar a tabela verdade para este circuito combinacional e com isso determinar todas as saídas possíveis em função das entradas. simplesmente utilizando à equação S1=A+B. as saídas parciais e a saída final.

B. podemos retirar da tabela verdade a seguinte equação: S = A. Para exemplificar. contudo. Agora baseado nesta equação. C e S. Agora vamos atuar de forma reversa.C + A.B.XD201 – Eletrônica Digital 78 de uma porta E.B.B.3 é o resultado da operação OU entre as tabelas que só possuem uma saída com nível um.2.B. nós teríamos o seguinte circuito lógico equivalente: Exsto Tecnologia . Note que o projeto de circuitos combinacionais tem uma série de formas de serem feitas.2 foi dada para se verificar qual é a equação lógica que corresponde a ela. Tabela verdade simplificada e expandida da tabela 5.C + A. continuando a análise do exemplo proposto.B. se nos interessa somente as linhas onde o nível lógico da saída tem nível um e sabemos que quando a entrada tiver o número zero significa que a entrada é “barrada”. a tabela 5. Então. Temos a nomenclatura da entrada representada pelo inverso da entrada e quando tiver o número um significa que a entrada é sem nenhuma modificação.C + A. fazendo assim a expressão lógica e depois o circuito que a representa. contudo. Como o que nos interessa são sempre as entradas e as saídas. usaremos as colunas A. seguiremos a regra apresentada aqui. As saídas com nível um representam que as entradas geram um valor um na saída. para que o aluno não fique perdido entre qual forma adotar. Primeiramente.C + A. Em segundo lugar. sempre terá a saída respectiva. pois são elas necessárias para a montagem da equação lógica. sendo esta forma mais utilizada para criação de projetos porque geralmente tem que se construir um equipamento dependendo das suas entradas e saídas.3. Tabela 5. Depois temos que verificar quais linhas geram saídas com nível lógico um. vemos que várias linhas causam também este tipo de saída.C Esta equação representa na forma da simbologia lógica a tabela verdade acima. significa que se nesta equação tivermos o valor de entrada semelhante ao da tabela acima. temos que ver quais colunas serão usadas para criar esta tabela. Isso quer dizer que a tabela 5.

a primeira é que uma tabela verdade pode ser representada por várias combinações lógicas diferentes e a segunda é que este circuito combinatório pode ser simplificado de forma a usar uma quantidade menor de portas lógicas ficando do tamanho do circuito da figura 5.4. vamos transportar as informações da tabela verdade para o mapa.XD201 – Eletrônica Digital 79 Figura 5. através do mapa obtemos a seguinte equação: S = A⋅ B + C Temos assim a seguinte representação lógica da equação acima: Exsto Tecnologia . quando montamos o mapa e vemos que alguma entrada nas áreas selecionadas muda de índice. existe o método que permite simplificar as expressões lógicas fazendo com que elas tenham equivalentes menores. Para se fazer a simplificação deste circuito. Conforme já vimos antes. ela não influencia naquela saída. este circuito não é nada parecido com a figura 5.2 ou até menor. zero para um ou vice-versa.2. Esta redução é obtida através do uso dos mapas de Karnaugh já vistos aqui. Para a segunda afirmativa. Representação lógica da equação. Com isso. Mapa de Karnaugh da tabela 5.5.2. Figura 5. Isto ressalta duas afirmativas. Conforme você já deve ter observado.

erá 5.XD201 – Eletrônica Digital 80 Figura 5. Vemos que apesar da simplificação resultar uma mudança do equacionamento. conforme nosso desenho. geralmente utilizada para este tipo de projeto. pode p precisar de um outro símbolo lógico bem conhecido. Exsto Tecnologia .4 Quais componentes comerciais podem ser utilizados Depois de definido quais são as portas lógicas que representam à tabela verdade. Podemos ver a nomenclatura e a composição de alguns membros desta família a seguir ou consultando o apên apêndice B. mas eles possuem várias portas lógicas que ficariam ociosas. Este símbolo seria a porta inversora.1. Entretanto. no final. Uma das soluções que podem ser implementadas seria a substituição destas portas por suas implementadas equivalentes usando NÃO-E (NAND). montando a tabela verdade deste circuito da forma que tínhamos visto antes. a mudança quantidade de portas lógicas necessárias continua a mesma. fazendo com que a montagem real desta expressão lógica fosse: Figura 5. com suas entradas “barradas”. devemos definir também quais serão os componentes integrados que representarão este circuito. causado desperdício. Representação lógica da equação. Fazendo uso de três CI’s TTL (7404.6. você terá a mesma tabela da verdade.7. podemos ainda verificar que esta porta E não tem um equivalente comercial. No representarão mercado existem vários fabricantes que disponibilizam toda a família TTL. Abaixo temos uma destas soluções para o circuito da figura 50. Atendo-nos somente ao nosso problema vemos que precisamos de pelo menos uma porta nos E e uma porta OU. Faça os testes. você verá que. Circuito resultante da simplificação. 7408 e 7432). fazendo uma maior utilização dos componentes no -E circuito integrado (CI).

ocupa um espaço maior na hora de confeccionar o circuito e gastam uma quantia maior na produção dos equipamentos. sabemos então que qualquer circuito pode ser feito de várias formas possíveis e utilizar diversas portas lógicas para representá-lo. Nota-se claramente o desperdício de componentes lógicos nesta montagem. Circuito comercial da figura 5. Utilizando os componentes eletrônicos existentes no mercado.1.XD201 – Eletrônica Digital 81 Figura 5. vamos ver como ficaria a representação dos circuitos da figura 5. Circuito da figura 5. 5.7 representado com portas NÃO-E.7 e da figura 5. além de desperdício. Exsto Tecnologia . Figura 5.9.5 Desenhar o circuito final Intuitivamente.8.8. pois temos somente duas portas inversoras em uso de seis! A falta de uso.7.

Devemos fazer algumas observações com relação ao uso real dos componentes. baseada no circuito da figura 5.8.8. Exsto Tecnologia . Circuito comercial da figura 5. por exemplo.10. No nosso estudo vemos a partir de agora como essas associações são importantes para dar as portas lógicas funções úteis que manipulam os bits conforme necessário. fazendo com que o projeto tivesse uma menor utilização de espaço e reduzindo os custos de fabricação.10. devemos usar capacitores de desacoplamento na alimentação e ainda devemos ligar à terra todas as entradas não usadas. a quantidade de componentes integrados foi diminuída a dois terços do circuito anterior e ainda utilizou-se um maior número de portas lógicas por componente integrado.XD201 – Eletrônica Digital 82 Figura 5. Vemos que na montagem da figura 5.

subtração complementação. etc. para dois dígitos ou linhas de entrada.XD201 – Eletrônica Digital 83 6 Multiplexadores e codificadores Depois de vermos os conceitos mais simples da lógica binária. Com isso. ou ainda que não possam ser utilizadas pelos circuitos seguintes do equipamento. Podemos ter. 6. e assim por diante. estamos prontos para estudar a utilização prática da eletrônica digital. vamos pegar sua configuração mais simples com duas linhas de entrada e quatro de saída. veremos como tais circuitos são constituídos. Dentre essas funções estão a multiplexação e a decodificação. Nas aplicações digitais encontramos diversos tipos de circuitos decodificadores. Os circuitos combinacionais são os responsáveis pelas operações lógicas e aritméticas dentro de um sistema digital. Isto consiste na implementação destes componentes lógicos para executarem ações que proporcionem utilidade prática. A seguir. a necessidade de apresentar um valor numérico na forma decimal a partir de um valor binário ou produzir um impulso em determinado endereço numa memória a partir de uma informação binária deste endereço.1 Decodificador de n para 2n linhas.1 Codificadores/Decodificadores As informações que os circuitos digitais produzem estão na forma binária ou em outras formas que não são compreendidas facilmente pelo usuário. Para três linhas de entrada. Aqui temos circuitos que decodificam um sinal binário de n dígitos para uma de 2n saídas. 6. usando quatro portas NÃO-E e dois inversores NÃO. Os elementos que realizam essas últimas operações são denominados multiplexadores e decodificadores. existem outras funções necessárias para a realização de conexões entre os diversos operadores. Exsto Tecnologia . temos 2 x 2 x 2 linhas de saída ou 8. Isso implica na necessidade de se ter circuitos que processem uma informação codificada de modo a transformá-la em outra que possam ser usada por dispositivos ou circuitos. que serão vistos agora. temos 2 x 2 linhas de saída. Então além das operações lógicas e aritméticas como adição. por exemplo. suas portas lógicas básicas e seus principais equacionamentos. Agora para compreender como este tipo de decodificador funciona.1. Este circuito aciona apenas uma das saídas a partir das quatro combinações possíveis do sinal de entrada.

XD201 – Eletrônica Digital 84 Figura 6. Tabela verdade da figura 6. através da modificação do circuito oscilador. um circuito em que um contador binário é ligado a um destes decodificadores de modo a fazer o acionamento seqüencial de lâmpadas. Nunca devemos esquecer de como são formados os componentes integrados que usamos para não fiquemos dependentes de uma só implementação. Exsto Tecnologia . Quando estiver desenvolvendo circuitos decodificadores na prática. pois isto facilitará a compreensão do funcionamento do circuito como um todo. Aplicações possíveis para este circuito podem ser facilmente imaginadas como. a saída ativada vai ao nível baixo quando o valor binário correspondente é aplicado à entrada.1.1. A B 0 0 1 1 0 1 0 1 S1 0 1 1 1 S2 1 0 1 1 S3 1 1 0 1 S4 1 1 1 0 Tabela 6. Para determinar a velocidade com que as lâmpadas acendem. pois existem circuitos integrados que já realizam estas funções. é só modificar o tempo de clock. Entretanto. não será preciso programar circuitos decodificadores como este a partir de portas lógicas. o ideal é que observe o funcionamento de cada porta lógica e suas combinações. por exemplo. Observe que no seu funcionamento segundo a tabela verdade. Decodificador com quatro saídas a partir de dois bits de endereço.1.

Alguns mais sofisticados podem até apresentar imagens de objetos ou formas.2. A combinação de níveis lógicos aplicados às entradas produzirá níveis lógicos de saída que. por onde entra a informação BCD e sete saídas que correspondem aos sete segmentos do display que mostrará o dígito correspondente. aplicados aos segmentos de um display fazem aparecer o dígito correspondente. se quisermos fazer surgir o algarismo cinco. Um display é um dispositivo que apresenta uma informação numa forma que possa ser lida por uma pessoa usuária daquele equipamento. Figura 6.2 Decodificador BCD para sete segmentos Um tipo de decodificador muito usado nos projetos que envolvem eletrônica digital é o que faz a conversão dos sinais BCD (Decimais Codificados em Binário) para acionar um mostrador de sete segmentos. Podemos formar qualquer algarismo de zero a nove usando uma combinação de sete segmentos de um mostrador. Como os sinais codificados em binário não servem para alimentar diretamente os mostradores. Podemos ter displays simples que operam na forma digital como seqüências de LEDs.3. bastará “acender” os segmentos a. g. c. d.1. f. Esquema de interligação BCD – Display de sete segmentos. Display de sete segmentos.XD201 – Eletrônica Digital 85 6. Figura 6. Assim. é preciso contar com um circuito que faça a conversão. Este tipo de circuito decodificador conta com quatro entradas. como os usados Exsto Tecnologia . displays que apresentam números (numéricos) e displays que apresentam também símbolos gráficos (letras e sinais) denominados alfa-numérico.

o que nos leva a concluir que o consumo máximo ocorre quando o dígito oito é projetado (todos os segmentos acesos) e pode chegar a 400 mA por dígito. caso em que dizemos que se trata de um display de catodo comum. Esquema elétrico do display de sete segmentos. Exsto Tecnologia .4.XD201 – Eletrônica Digital 86 em equipamentos informatizados. ou podem ter os catodos interligados. A combinação do acionamento de sete segmentos possibilita o aparecimento dos algarismos de zero a nove e também de alguns símbolos gráficos. Este display não “acende” quando excitado. caso em que dizemos que se trata de um display de anodo comum. O tipo mais comum de display usado nos projetos básicos de digital é o numérico de sete segmentos. Os LEDs podem ser ligados de modo a ter o anodo conectado ao mesmo ponto. Outro tipo de display também utilizado com certa freqüência nos projetos é o de cristal líquido. conforme o estudado a pouco. O tipo mais comum usado nos projetos digitais é o mostrador de LEDs. onde cada segmento é um diodo emissor de luz. As correntes nos segmentos variam tipicamente entre 10 e 50 mA conforme o tipo. Figura 6.

No entanto.3. I3 I2 I1 I0 A B 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 1 Tabela 6. A principal vantagem do mostrador de cristal líquido (LCD) é seu consumo.2.3 Codificador Este circuito executa a função inversa do codificador. Eletrodos transparentes ao serem excitados eletricamente pelo sinal do circuito fazem com que o líquido com que ele está em contato torne-se opaco. o fundo branco do material deixa de ser visto.1. é muito vantajoso usar o mostrador LCD. Desta forma. aparecendo em seu lugar uma região preta. As regiões formam os segmentos conforme sua combinação tem o aparecimento dos dígitos. deixando assim de refletir a luz. Tabela verdade de um circuito codificador. Podemos analisar o projeto do circuito através de uma tabela verdade construída a partir da sua definição.XD201 – Eletrônica Digital 87 A 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 a 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 b 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 c 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 d 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 e 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 f 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 g 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 Tabela 6. Tabela dos leds do display de sete segmentos. pois eles exigem circuitos de excitação especiais que também são mais caros. Para as aplicações em que o aparelho deve ser alimentado através de pilhas ou ficar permanentemente ligado. 6. que é centenas de vezes menores do que o de um mostrador de LEDs. Exsto Tecnologia . ou seja. é mais difícil trabalhar com estes mostradores. produz um código diferente em suas saídas para cada entrada diferente ativada.

mas para resolvermos o circuito através dos mapas de Karnaugh teremos que ter todas as linhas. O problema é que as quatro entradas só podem ser ativadas uma de cada vez e com isso temos que eliminar todas as outras combinações possíveis para elas. mas o fio que os conecta com o gabinete da CPU é muito fino para conter 105 fios.XD201 – Eletrônica Digital 88 A tabela verdade pode parecer um pouco estranha. Dizemos então que são casos irrelevantes. Funcionamento de um codificador.5. Vamos então introduzir o conceito de irrelevância: Em alguns casos de circuitos combinacionais temos situações que nunca acontecem e. A grande vantagem desta situação é que para resolvermos os mapas de Karnaugh destes circuitos podemos considerar os níveis lógicos como um ou como zero levando em consideração apenas nos for mais conveniente para conseguirmos um maior enlace do mapa sem nos esquecer das regras que regem esses enlaces. pois quando esta estiver ativada devemos ter nas saídas A = 0 e B = 0. Veja que um codificador com sete saídas pode ter 128 entradas. Um exemplo de aplicação para os codificadores e decodificadores são os teclados de computadores. Analise então como fica o projeto deste codificador: I3 I2 I1 I0 A B 0 0 0 0 X X 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 1 X X 0 1 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 0 1 X 1 0 X 1 1 X 0 X X X 1 X X X X X X X I0 I2 I I1 3 00 01 11 10 00 X 0 X 0 01 11 1 X X X X X X X 10 1 X X X I0 I1 I2 I3 B 0 0 1 0 1 X 1 0 X 0 1 1 X 1 0 0 X 1 0 1 X 1 1 0 X 1 1 1 X A = I 2 + I3 I0 I2 I I 1 3 00 01 11 10 00 X 0 X 1 01 11 0 X X X X X X X 10 1 X X X A B = I1 + I3 Figura 6. portanto não nos importaremos com os valores das entradas destes casos. Isso significa que podemos transmitir por uma via de sete fios 128 valores diferentes. Observe que a entrada I0 não é conectada no circuito propriamente dito e que pela lógica isto está certo. Você já notou. Na verdade as teclas são codificadas através de um codificador para economizar fios. tanto faz as entradas terem nível lógico um ou nível lógico zero. pois apesar de ter quatro variáveis de entrada não tem a esperadas dezesseis linhas. onde cada valor representa Exsto Tecnologia . ou seja. durante o uso do seu computador que um teclado deste tipo tem normalmente 105 teclas.

2. 6.XD201 – Eletrônica Digital 89 uma tecla. Neste DEMUX os dados aplicados na entrada DADOS (DATA) são encaminhados para uma das saídas (S1 a S4). só funciona com dados digitais. mas sua função é muito simples: Circuitos multiplexadores possuem várias entradas. alguns operando até com sinais analógicos.2 Multiplexadores/Demultiplexadores 6.1 Demultiplexador ou DEMUX A configuração lógica estudada no item 6.2.1.6 mostramos um circuito deste tipo implementado com portas TTL e que. No entanto. O fluxo de informações (tanto analógicas como digitais) aplicado a uma entrada pode ser direcionado para qualquer uma das saídas. 6. portanto. mas o princípio de funcionamento é o mesmo. conforme o comando aplicado à linha de seleção de dados. Na figura 6. O circuito responsável pela codificação de teclados dos computadores atuais é mais complexo que este estudo.1 pode ser usada para realizar uma função muito interessante e útil: o direcionamento de dados num circuito. Por exemplo. Também é possível encontrar diversos circuitos integrados em tecnologia CMOS ou TTL que contêm estas funções. permitindo que o usuário mostre na Exsto Tecnologia . os dados só podem “passar” no momento em que a entrada de habilitação EN (de enable) for levada ao nível alto. Figura 6. conforme o “endereço” aplicado nas entradas A e B.6. se na linha de seleção de dados ou controle for aplicado o valor 10(2). Demultiplexador de quatro saídas com enable. um controle e uma única saída.2 Multiplexadores ou MUX O nome parece complicado. os dados de entrada serão encaminhados para a terceira linha de saída.

Devido à combinação das conexões dos terminais de controle e seus complementos com as portas E. elétrico um dentre diversos sinais possíveis. C1 e C2. somente uma delas (a que Exsto Tecnologia . E0 a E7. e depois com outra e outra. se qualquer entrada proveniente de um dos terminais de controle for FALSA. Algumas dessas centrais utilizam um forma de multiplexação no tempo para que numa mesma saída (comumente chamado de canal). Circuitos multiplexadores são empregados nos circuitos digitais sempre que se deseja usar o mesmo condutor elétrico (ou o mesmo barramento) para transportar. que podem receber valores (em binário) variando de zero (000) a sete (111). todas as informações que trafegam por ela são compostas de bits zero e um. Analise bem: a saída de uma porta E somente é VERDADEIRA se todas as entradas o forem. temos partes do tempo em que a saída temos ficará com uma entrada. Parece complicado? Imagine uma central telefônica moderna. Os valores de cada terminal de controle C0. Circuito multiplexador de oito entradas. fazendo a multiplexação das entradas em uma só saída.XD201 – Eletrônica Digital 90 saída o valor de qualquer das variáveis de entrada dependendo do valor que introduzir no controle. Então. Observe abaixo o seguinte circuito multiplexador Figura 6.7. assim como seus complementos (resultados da saída de cada um deles submetido a uma porta NÃO) e os valores das entradas são encaminhados a oito porta portas E cujas saídas se juntam na entrada de uma porta OU. Acima. eu tenha os sinais de entrada cada um no seu tempo. de cada vez. Do lado esquerdo estão às entradas. a saída da porta E correspondente será obrigatoriamente falsa. Com isso. os três terminais do dispositivo de rês controle.

6. com o número 5 (101 em binário) no controle. portanto qualquer uma das oito câmaras (não esqueça que o térreo é o pavimento “zero”). somente a porta E ligada à entrada E5 receberá três entradas VERDADEIRAS oriundas do controle. imagine que você seja o responsável pela segurança de um prédio com oito andares. dependendo de sua escolha. Para melhor observar quem circula pelos corredores. Exsto Tecnologia .3 Multiplexadores e demultiplexadores analógicos Diferente dos multiplexadores e demultiplexadores que nós vimos até a pouco. no exemplo. permitindo que o sinal flua da entrada selecionada para a saída. os multiplexadores analógicos não são usados para propagar sinais digitais mais sinais analógicos. Por outro lado. Portanto. em vez de instalar oito monitores em sua sala. Se. Uma situação análoga ocorrerá com qualquer outro valor que se entre no controle.XD201 – Eletrônica Digital 91 corresponder ao número que se entrou no controle) receberá três entradas VERDADEIRAS provenientes do controle. Por exemplo. Para isso você instalou um circuito multiplexador com oito entradas (cada uma captando o sinal de uma câmara). pois a combinação das três entradas VERDADEIRAS do controle com o valor FALSO de E5 resultará em FALSO.2. uma saída (que será encaminhada ao único monitor) e um controle no qual você pode entrar com valores que variam de zero a sete. quando se entra com o valor “5” no controle. que mostrará na tela a imagem de uma câmera de cada vez. Essa será a única porta E cuja saída poderá variar (pois as saídas das demais serão sempre FALSAS por receberem pelo menos um sinal FALSO). por exemplo. instalou em cada andar uma câmara de vídeo. a saída do circuito multiplexador refletirá o estado da entrada E5: VERDADEIRO se E5 for VERDADEIRO. FALSO se E5 for FALSO. a entrada E5 tiver um valor VERDADEIRO. Mas. Para tanto. capaz de selecionar. a saída da porta E ligada a E5 refletirá o estado de E5: VERDADEIRO se E5 for VERDADEIRO. FALSO se E5 for FALSO. a saída da porta E correspondente também será FALSA. se a entrada E5 contiver um sinal FALSO. Como os resultados de todas as portas E são combinados através de uma porta OU e como todas as demais portas E terão a saída FALSA (devido a uma entrada FALSA proveniente do controle). Exemplificando: Se entrarmos. a saída da porta E correspondente também será VERDADEIRA. as portas lógicas comumente utilizadas neste tipo de circuito não são portas E e sim transistores que trabalham nas áreas de corte e saturação. posto que as outras três (do controle) serão igualmente VERDADEIRAS. resolveu trabalhar com um único monitor.

Exsto Tecnologia . entre com “6” no controle e o sinal da câmara instalada no sexto andar será encaminhado ao monitor. Se desejar verificar o que se passa no sexto andar. E assim por diante.XD201 – Eletrônica Digital 92 Digamos que você quer ver o que se passa no térreo: basta entrar com “zero” no dispositivo de controle que o circuito multiplexador enviará para o monitor o sinal da câmara de número “0”. exibindo a imagem do corredor do andar térreo.

Denomina-se meio-somador a operação de adição de dois bits. enquanto que a saída S representa o dígito mais significativo do resultado. quando ambos os operandos são iguais a 1. conforme ilustrado na figura 7. um circuito lógico aritmético para realizar a adição de dois bits deve operar corretamente para qualquer combinação de valores de entrada. As três primeiras operações produzem um dígito de soma. Entretanto. Estes nomes decorrem do fato de que com dois meio-somadores pode-se implementar um somador completo. A e B. Disposição de entradas e saídas de um meio somador. 1 + 0 = 1. são necessários dois dígitos para expressar seu resultado. que consiste de quatro possíveis operações elementares. em inglês). Figura 7.1 Meio somador (half adder) e somador completo (full adder) A operação aritmética mais simples é a adição de dois dígitos binários (bits). Considerando-se todas as 4 combinações de valores que podem ocorrer. a qual pode ser vista como a adição de dois números binários de um bit cada. em inglês). em inglês) é somado ao próximo par mais significativo de bits. que em binário necessita de dois dígitos para ser representado (10(2)). 7. Um circuito combinacional que implementa a adição de dois bits é chamado meio-somador (half adder.1. subtração. O circuito mostrado na figura 7. os resultados possíveis dessa adição são: 0 + 0 = 0. o resultado da adição é o valor dois. As duas entradas.1 é denominado meio somador (half adder. representam os dois bits a serem adicionados. 1 + 1 = 10 Repare que no último caso acima. Um circuito que implementa a adição de três bits (dois bits significativos e um carry) é chamado de somador completo (full adder. multiplicação e divisão com números binários. A saída S representa o dígito menos significativo do resultado.1. em inglês). O somador completo é um circuito aritmético básico a partir do qual todos os outros circuitos aritméticos são construídos. A operação aritmética mais simples é a adição de dois dígitos binários. 0 + 1 = 1. Neste caso. o transporte (vai-um ou carry. No caso. Isso significa que o circuito para a adição de dois bits deve possuir duas entradas e duas saídas. o qual Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 93 7 Circuitos Aritméticos Um circuito combinacional aritmético executa operações aritméticas como adição.

Exsto Tecnologia . um circuito para o meio somador usa apenas uma porta OU Exclusivo de duas entradas e uma porta E de duas entradas. Entretanto.2. Uma vez que ele assume valor um somente quando o resultado da soma de A e B não pode ser representado num único dígito. Tabela verdade de um meio somador. em inglês). a soma do par seguinte deverá considerar esse transporte proveniente do par anterior. quando ao somarmos dois números binários que possuem mais de um dígito cada ocorrer transporte diferente de zero para a soma de um par de dígitos intermediários. devemos montar uma tabela verdade para as saídas S e C utilizando-se os valores que resultam da adição de dois dígitos binários. conforme ilustra o exemplo a seguir.Exclusivo entre A e B. Já a saída C é o E entre A e B. Figura 7. A fim de se projetar o circuito do meio somador. da forma a seguir: A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 C 0 0 0 1 Tabela 7.XD201 – Eletrônica Digital 94 também é conhecido por transporte de saída (carry out. Representação de um meio somador. Então.1. Note que a saída S nada mais é do que uma operação OU .

A seguir temos um circuito para o somador completo. Apesar da entrada Cn normalmente receber o transporte proveniente da soma imediatamente anterior (carry in.5. Adição de dois números binários de quatro dígitos. B e Cn). A tabela verdade para a soma completa é mostrada a seguir. O circuito capaz de realizar a soma de três bits (A. gerando o resultado em dois bits (S e C) é denominado somador completo (full adder. Mapa K (Karnaugh) de um somador completo. A B Cn S Cn+1 Figura 7.XD201 – Eletrônica Digital 95 Figura 7. C n A B S Cn+1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 Cn AB 00 01 11 10 0 0 1 0 1 1 1 0 1 0 Cn AB 00 01 11 10 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 _ _ __ _ _ S = C n AB + C n AB + C n AB + C n AB C n+1= C n B + AB + Cn A Figura 7. Exsto Tecnologia .3. a rigor as três entradas são absolutamente equivalentes sob o ponto de vista funcional.4. juntamente com o mapa de Karnaugh e as equações mínimas resultantes para S e Cn+1. em inglês). em inglês). Esquema lógico de um somador completo.

6. Particularmente. pode-se realizar um somador capaz de operar dois números binários de n bits. Exsto Tecnologia . Representação gráfica de um somador completo.1. Esta soma é de somente dois bits. 7. Figura 7. entretanto seria inviável se toda vez que fosse fazer um circuito somador de 4 bits fosse necessário o uso de tantas portas lógicas. o dígito de ordem i do resultado. onde Ci é o transporte proveniente do dígito anterior. Bi e Ci. Bi e Ci. será obtido pela adição de Ai. Com isso. depois de aplicar a tabela verdade do circuito no mapa de karnaugh. gerando a soma Si e o valor de transporte Ci+1. O somador de índice i recebe como entradas Ai. podemos ver que o seu circuito fica simplificado. Si. Figura 7. Diagrama lógico simplificado de um somador completo. o qual será entrada para o somador completo do dígito seguinte (i+1).7.XD201 – Eletrônica Digital 96 Este circuito lógico representa um somador completo sendo representado por portas lógicas simples.1 Somador paralelo tipo ripple carry Utilizando-se n somadores completos. Uma forma de facilitar a visualização do somador seria colocá-lo representada da mesma forma como foi representado o meio somador.

uma vez que estas dependem de Cout do anterior. sendo este dependente da estabilização de Cout do seu anterior e assim por diante. Cout irá exibir o valor 1. 7. pode-se aproximar o atraso deste somador como sendo proporcional ao número de estágios (número de somadores completos em cascata). É importante ressaltar que tal somador pode operar dois números inteiros quaisquer. as últimas duas saídas a se estabilizarem são S3 e o Cout mais a esquerda. positivos ou negativos. Repare que o somador completo mais a direita. desde que ambos estejam representados em complemento de 2. uma vez que um novo par de valores A e B é fornecido ao circuito somador.XD201 – Eletrônica Digital 97 Figura 7. Existem outros tipos de somadores capazes de operar mais rapidamente. Já a saída de transporte Cout do dígito mais significativo. A construção de um somador para operar dois números binários de n bits requer o uso de n somadores completos. conectados segundo a mesma topologia mostrada na figura 7.2 Somador/Subtrator A subtração de dois números inteiros em binário pode ser feita utilizando-se a seguinte fórmula: S = A − B = A + B +1. A0 e B0. a propagação do transporte ou carry ao longo da cadeia de somadores é o ponto fraco deste tipo de somador. Representação gráfica de um somador paralelo de 4 bits. podendo também ser chamado de FAD0 (Full Adder 0). Essa situação é chamada de overflow. Com efeito. Desta forma. através do terra do circuito. mas que não serão abordados aqui. serve para indicar se o resultado da adição entre A e B pode ser representado em quatro bits ou cinco bits. Como inicialmente não existe um valor de transporte a ser somado aos dígitos menos significativos.8. esta entrada deverá estar constantemente ligada a zero. Observe também que.5. também possui uma entrada Cin. Exsto Tecnologia . Caso o resultado não possa ser representado em quatro bits.

que representa a complementação de B. O exemplo do que ocorre com o somador paralelo apresentado na seção anterior. Esse circuito é originado do somador paralelo de quatro bits.2. bit a bit. A figura 7.XD201 – Eletrônica Digital 98 Onde todas as operações são aritméticas.9 mostra um circuito somador/subtrator de quatro bits. a representação em complemento de dois é dominantemente utilizada nos computadores atuais. de modo a permitir a negação individual de cada bit de B. A tabela que segue mostra o funcionamento deste circuito. Exsto Tecnologia . seria necessário existir um circuito para testar o sinal de cada número e comparar as magnitudes. Tabela de funcionamento do somador/subtrator. Representação de um somador/subtrator de quatro bits. por exemplo. desde que tais números estejam representados em complemento de dois. positivos ou negativos.9. Seletor Carry in A 0 1 0 1 Operação S=A+B+0 S = A + B+ 1 Descrição Soma A e B sem Carry Subtrai B de A com carry Tabela 7. exceto B . Como isso representaria a necessidade de um hardware mais complexo. Caso os dois números a serem operados estivessem representados em sinal-magnitude. para só então realizar a soma ou a subtração. também o somador/subtrator pode operar dois números inteiros quaisquer. em função dos sinais de controle seletor e Carry in A. Figura 7. e possivelmente mais caro e mais então. porém com a adição de portas ou-exclusivo nas entradas associadas a B.

7. a verificação de que dois valores são iguais é feita usando a propriedades da por ta não-ou-exclusiva. a saída é ‘1’. Esses circuitos são chamados somadores e apresentam em suas saídas valores que indicam se dois valores de entrada são iguais ou não e. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 1 Assim sendo. Em primeiro lugar. E ainda a palavra em complemento um significa que ela tem seus bits invertidos. Figura 7. quando os dois bits de entrada são iguais. qual dos dois é maior. ou seja. não sendo. Comparador de igualdade de palavras 4 bits Exsto Tecnologia . Conforme pode ser observado na tabela abaixo.10.3 Comparador de magnitude Existem circuitos capazes de comparar valores binários e apresentar informações sobre eles. Abaixo temos um exemplo de circuito para comparar se dois valores de 4 bits (A e B) são iguais. se na palavra original era “1” com o complemento passará a ser “0”. para comparar dois valores basta aplicar os bits correspondentes das duas palavras em portas não-ou-exclusivas e aplicar o resultado de todas as portas em uma porta “E”.XD201 – Eletrônica Digital 99 O uso do complemento dois significa a soma do bit “1” a uma palavra em complemento um. apresentando ‘1’ na saída “A=B” caso sejam.

temos A = B ou A < B. A > B. 4.2 é 0. Senão.0 é 1 enquanto B.3 é 1 enquanto B. 2. Esse mesmo raciocínio pode ser aplicado para quantos bits se queira comprar e pode ser implementado através de circuitos combinacionais. A > B. Exsto Tecnologia .0 é 0.1 é 1 enquanto B. Um exemplo de circuito integrado para comparar valores de 8 bits é o 74682. se o bit A. Senão.2 é 1 enquanto B. 2. 2. Senão. A > B. usa-se o seguinte raciocínio: 1. Senão. cujo circuito interno é apresentado a seguir. se o bit A.1 é 0. A > B. Se o bit mais significativo A.XD201 – Eletrônica Digital 100 Já para identificar qual dentre dois valores A e B de 4 bits é maior.3 é 0. se o bit A.

à medida que a complexidade das operações matemáticas é maior os circuitos necessários aumentam.4 Unidade lógica aritmética Como se pode observar. 7. Diagrama interno do integrado 74682. Esse circuito é chamado de ULA – Unidade Lógica Aritmética (em inglês ALU – Arithmetic Logic Exsto Tecnologia .9.XD201 – Eletrônica Digital 101 Figura 7. Isso ocorre também com o aumento do número de bits envolvidos na operação. envolvendo palavras de 4 ou 8 bits. Para solucionar esses problemas foram desenvolvidos circuito integrados capazes de realizar diversas operações lógicas e aritméticas.

complemento (inversão dos bits) com palavras de 4 bits. capaz de realizar operações de soma. as palavras de entradas são consideradas como valores inteiros. Quando se trata de operações aritméticas. OU-Exclusivo. etc. Uma ULA tipicamente tem duas palavras de entrada (4 ou 8 bits) e uma palavra de saída (4 ou 8 bits. E.XD201 – Eletrônica Digital 102 Unit). OU. qual o maior.. temos a 74181. se houve estouro da capacidade de representação e possui entrada e saída de carry (para ligação em cascata). A seleção da operação a ser realizada é feita através de entradas com esses fins. No caso das operações lógicas. os bits são tratados individualmente. respeitando-se apenas a posição dos bits nas duas palavras. Adicionalmente. respectivamente). podem ser encontrados saídas que indicam se o resultado é igual a zero. Além disso o componente também informa se as duas palavras de entrada são iguais. internamente existe carry que o resultado de um bit influencie o resultado do seguinte. se ouve estouro da capacidade de representação. Como exemplo de circuito integrado ULA. isto é. subratração. Por esse nome também se designa o blocos interno responsável por operações lógicas e aritméticas em processadores e microcontroladores. comparação se os valores de entrada são iguais. Exsto Tecnologia ..

Q estará no nível baixo (0) e Q estará no nível alto (1).1 Flip-Flop RS O Flip-Flop RS (de Reset e Set) tem sua configuração com transistores mostrada na figura 8.1. O flip-flop encontra seu estado estável inicial. Existem diversos tipos de flip-flop’s encontrados nos circuitos digitais e o analisaremos adiante. dizemos que ele se encontra “setado” ou armado. Figura 8. realimentando a base de Q1 via R3 e a situação final do circuito é estabelecida: Q1 satura e Q2 fica no corte. O processo que leva o flip-flop a este estado inicial pronto para funcionar é muito rápido. O flipflop R-S tem duas saídas representadas por Q e Q . com Q1 conduzindo. assim. Supondo que este transistor seja Q1. O flip-flop é o elemento básico das chamadas memórias estáticas.XD201 – Eletrônica Digital 103 8 Circuitos Seqüenciais – Flip-flop’s Os flip-flop’s são elementos lógicos que podem apresentar em seu funcionamento apenas dois estados estáveis. não demorando mais do que alguns microssegundos. dada às poucas diferenças que podem existir entre as características dos dois transistores. um deles conduzirá mais do que o outro.1 e funciona da seguinte maneira: Quando alimentamos o circuito. 8. na condição inicial estável. A aplicação de um sinal de entrada pode mudar o dispositivo de um estado para outro e como a qualquer momento podemos saber qual é o estado em que ele se encontra. Como usamos Exsto Tecnologia . Quando o flip-flop se encontra na situação indicada. com Q=0 e Q = 1 . Circuito equivalente a um flip-flop RS. Nestas condições. Não existem estados intermediários entre estes dois estados. há uma queda de tensão no seu coletor que reduz em conseqüência a corrente que polariza a base de Q2 via R2. A mudança de estado do flip-flop pode ser obtida aplicando-se um sinal conveniente na entrada. a tensão do coletor de Q2 se mantém alta. é possível considerar este circuito como uma memória capaz de armazenar um bit.

igura Flip-Flop RS com portas NÃO-E. devemos aplicar um pulso positivo na entrada correspondente. caso em que a polaridade dos sinais de flop’s disparo vai ser invertida. situação que se firma mesmo depois de desaparecido o pulso graças à realimentação proporcionada pelos resistores. levando Q1 à saturação e Q2 ao corte. faz com que a saída Q que estava em zero passe a um. Os flip flop’s podem ser elaborados com portas flip-flop’s lógicas e o RS que estudamos pode ser facilmente obtido a partir de duas portas E de duas entradas. Da mesma forma. aplica flop aplica-se o pulso na entrada SET. O transistor Q2 conduz por um instante. ou seja. Flip Exsto Tecnologia . estando o flip-flop na condição indicada. Da mesma forma como utilizamos transistores bipolares NPN para obter um flip flip-flop. que está cortado. Para trocar novamente de estado o flip flip-flop R-S. armazenando es bit. Assim. podemos também empregar outros tipos de componentes em configurações semelhantes podemos elaborar flip-flop’s usando transistores PNP. o circuito se mantém no novo estado graças à realimentação.XD201 – Eletrônica Digital 104 transistores NPN para comutar o flip flop. Com o corte. temos de fazer conduzir por um instante o transistor flip-flop. se desejarmos mudar o estado. Sua saída Q vai ao nível (1) e a saída Q vai ao nível (0). a tensão na base de Q2 sobe via polarização de R2 e mesmo que o pulso de disparo desapareça. O flip-flop funciona realmente este flop como uma memória para este bit. Naquela época não m existiam transistores e nem circuitos integrados. Veja que um pulso aplicado à entrada SET. correspondendo a um bit 1. tanto de canal N como canal P (bipolares ou JFET’s) como também transistores de efeito de camp campo MOS com os dois tipos de canal (N ou P). podemos usar transistores de efeito de campo. Figura 8. Como observamos os flip flop’s também podem ser feitos com válvulas e na realidade os flip-flop’s primeiros que existiram eram justamente montados com estes componentes. aplicamos um pulso positivo na entrada RESET.2. realimentando via R3 a base de Q1 que é cortado. O que mudará em cada caso é o sentido de circulação das correntes e as polaridades dos sinais aplicados.

a. S vai ao nível 0 e o flip-flop permanece setado. R volta ao nível 0 e o flip-flop permanece resetado. se as entradas forem levadas simultaneamente ao nível alto. O diagrama de tempos mostrados abaixo nos permite mostrar o que ocorre no funcionamento de um flip-flop por etapas. c. S vai ao nível 1 e o flip-flop é setado. Esta condição é indicada pelos símbolos R’ e S’ nas entradas. Então. sendo analisados da seguinte forma: Figura 8. Por outro lado. da mesma forma que fazemos com as funções lógicas.XD201 – Eletrônica Digital 105 Levando em conta as tabelas verdade das portas NÃO-E vemos que a saída da primeira porta realimenta a segunda e vice-versa. Na prática. quando as entradas estão ambas no nível baixo. Diagrama de tempo do flip-flop RS. Flip-flop resetado. o flip-flop se mantém no estado em que foi colocado por ser ligado ou por uma comutação anterior. R vai ao nível 1 e o flip-flop é resetado. Tudo isso pode ser representado por uma tabela verdade. a saber: Exsto Tecnologia . d. No entanto. o flip-flop irá para um estado indeterminado que deve ser evitado. Nesta tabela temos algumas nomenclaturas que devemos nos familiarizar e que são amplamente usadas. garantindo assim a continuidade dos estados obtidos quando o flip-flop comuta. a aplicação de níveis altos nas duas entradas pode destruir o dispositivo. a comutação deste circuito ocorre quando as entradas passam do nível alto para o baixo. b. e. ou seja. de um para zero.3.

igualmente com o que fizemos na representação dos somadores.1. Tabela verdade do Flip-Flop RS. ou seja. Qn = representa o estado da saída Q DEPOIS da aplicação dos sinais. 8. Segunda possibilidade: Q = representa o estado da saída Q ANTES da aplicação dos sinais. já que estes são sempre comandados por um clock. O uso de um circuito de controle (mestre) que determina quando o flip-flop (escravo) muda de estado é importante para permitir que as mudanças de estado do flip-flop só ocorram Exsto Tecnologia . Os dois tipos de representação são usados. Qn+1 = representa o estado da saída Q DEPOIS da aplicação dos sinais. Temos ainda que ver que a ultima condição não é aceita pois poderia danificar o equipamento. Figura 8. R S 0 0 Qn + 1 Qn Qn + 1 Qn 0 1 1 0 1 0 0 1 1 1 X X Tabela 8. Representação do flip-flop RS.XD201 – Eletrônica Digital 106 Primeira possibilidade: Qn-1 = representa o estado da saída Q ANTES da aplicação dos sinais. quando aparece o termo Qn ou Qn significa que a saída vai para um estado indeterminado. existe uma forma de representar este tipo de circuito lógico através de uma figura simples.4. Nas colunas e linhas em que são colocados os níveis lógicos zero e um.2 Flip-Flop RS com clock e mestre-escravo Estes circuitos chamados de flip-flop RS controlados por clock e mestre escravo encontram uma gama de aplicações muito grande nos circuitos digitais mais complexos. são circuitos lógicos sincronizados. Ainda.

Figura 8.6. as saídas Q e Q permanecerão no estado inicial em que se encontravam e insensíveis a qualquer variação que ocorra nas entradas S e R.XD201 – Eletrônica Digital 107 em determinados instantes. Flip flop RS controlado por clock com portas NÃO Flip-flop NÃO-E. Analisemos seu funcionamento: Partindo da situação em que a entrada de clock (relógio) esteja no nível baixo. o circuito passa a responder aos sinais das entradas R e S. durante o tempo em que o clock as habilita.5. voltando assim ao estado inicial. Figura 8. Usando portas N NÃO-E podemos implementar um flip E flip-flop RS controlado por clock (Master Master-Slave). este circuito tem um inconveniente. o que dar não é desejado de forma alguma. Um modo de contornar este problema consiste na utilização de duas etapas numa configuração mais complexa. Exsto Tecnologia . No entanto. Quando a entrada de clock for levada ao nível 1. estas saídas podem mudar de estado mais de uma vez. conforme o diagrama de tempos abaixo. flip-flop Como as saídas acompanham as entradas. Diagrama de tempo do flip flop RS com clock.

Assim. num projeto de maior velocidade. na queda do nível lógico. Flip Flip-flop RS mestre-escravo completo. Quando a entrada de clock passar para o nível lógico zero. o tempo gasto para todo o processo. vemos que a saída do flip flop só completa sua mudança de flip-flop estado depois de certo tempo. Isso significa que o flip flop em seu todo não é sensíve ao nível do sinal de flip-flop sensível clock. o disparo ocorre quando o clock vai do nível um para zero. Com esta configuração é possível garantir que só vai ocorrer uma mudança de estado na presença de um pulso de clock. ou seja. a saída do flip flip-flop mestre será levada para o escravo. Se a mudança de estado ou disparo (engatilhamento) ocorrer quando o sinal de clock passa de zero para um. do pulso de clock ter sido aplicado. cuja finalidade é inverter o pulso de clock. os flip flip-flop’s são denominados “positive edge-triggered”. porque temos que levar em consideração o tempo que o circuito demora para sair de um nível lógico e ir para outro.XD201 – Eletrônica Digital 108 Figura 8. As saídas Q e Q só vão mudar de estado no instante em que ocorrer a transição do sinal de clock do nível alto para o nível baixo. Exsto Tecnologia . se triggered”. Os flip flop’s que funcionam desta forma são denominados “Edge flip-flop’s Triggered” ou “Disparados pela borda”. Neste E caso. Neste tipo de circuito é muito importante levar em conta. o flip flip-flop mestre mudará de estado. enquanto que. os flip flip-flop’s chamam-se “negative edge-triggere triggered”.7. mas o flip dará flipflop escravo permanecerá insensível. mantendo seu estado. mas sim à sua transição.8. quando a entrada de clock for ao nível um. Este circuito é denominado Flip Flip-Flop RS Mestre-Escravo ou Flip-Flop RS Master-Slave e faz uso de portas NÃO-E e de um inversor. par partindo do diagrama de tempos da figura 8. se ele é zero ou um. Dois tempos são importantes neste tipo de circuito.

Ligação das entradas preset e clear. estas são chamadas de entradas assíncronas. no caso apresentado. pois o símbolo ‘ sobre a identificação indica que ela so está ativa no nível baixo. Sua ativação ocorre quando PR’ estiver em zero e CLR’ em um. Exsto Tecnologia . Figura 8. A outra entrada denominada CLEAR ou apagamento tem por função levar as saídas aos estados Q=0 e Q’=1. independentemente Como as entradas PRESET e CLEAR produzem resultado independente do estado da entrada de clock.XD201 – Eletrônica Digital 109 Figura 8. Duas entradas podem ser acrescentadas neste circuito. É importante observar que estas duas entradas não podem ser ativadas ao mesmo tempo.9. as entradas R e S que são síncronas. isto é.8. independentemente do que estiverem ocorrendo nas demais entradas. Temporização no Flip Flip-flop RS mestre-escravo. sincronizadas com o sinal de clock. o Uma das entradas é denominada PRESET (PR’) ou pré-ajuste e tem por função levar juste imediatamente as saídas do circuito a um estado determinado (Q=1 e Q =0). Em oposição. • tS: Setup Time ou tempo em que a entrada do flip-flop deve permanecer no flop estado desejado antes da transição do clock que vai provocar a mudança de ado estado do circuito. • tH: Hold Time ou Tempo de Manutenção é o tempo em que a entrada deve permanecer ainda no circuito para que seu nível lógico seja reconhecido pelo flip flipflop. dotando-o de recursos importantes para aplicações práticas. pois isso levaria o circuito a um estado indeterminado que inclusive poderia causar problemas aos seus componentes. escravo. independentemente do que estejam acontecendo nas demais entradas.

J=1 e K=0: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa.3 O flip-flop JK Mestre flop Mestre-Escravo O flip-flop JK mestre flop mestre-escravo ou “master-slave” pode ser implementado por funções ” lógicas comuns. quando uma parte do sinal de saída é usada para realimentar a entrada.XD201 – Eletrônica Digital 110 Ao construirmos a tabela verdade para este circuito. flop seja. 8. que é justamente a do flip-flop JK utilizada nas aplicações práticas e que analisaremos a seguir. Se já estiver setado. teremos três novos símbolos que são normalmente usados em representações de eletrônica digital. Esta situação pode ser contornada com a utilização de uma nova configuração. A seta para cima indica a transição do nível baixo para o nível do sinal na entrada ou saída representadas. o flip-flop mantém sua condição original. ou se não muda de estado. “ “X” representa uma condição irrelevante qualquer que ela seja não haverá influência no que ocorre na saída. Exsto Tecnologia . Um problema observado no flip flop RS é que temos uma situação “proibida” que ocorre flip-flop quando as entradas R e S vão ao nível alto ao mesmo tempo e que pode levar o circuito a um das estado indeterminado. flop Podemos ter quatro combinações possíveis para os sinais aplicados nas entradas J e K e odemos analisemos cada uma das combinações: J=0 e K=0: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa do sinal. Já a seta apontando para baixo indica uma transição do nível baixo para o nível alto do sinal correspondente. Nestas condições podem ocorrer as situações de conflito com a produção de oscilações odem indesejadas. Esta situação acontece principalmente nas aplicações em computação. ele permanece nesta condição. adquirindo a configuração básica mostrada abaixo. Flip-flop JK. Figura 8. o flip flipflop é “setado”.10.

J=1 e K=1: Nesta condição. Da mesma forma que nas outras configurações estudadas. Figura 8. podemos também incluir as entradas de PRESET e CLEAR neste circuito. em que observamos as formas de onda nos diversos pontos de entrada e saída. o flipflop é “resetado”. Podemos elaborar a tabela verdade para indicar o que ocorre com este flip-flop.XD201 – Eletrônica Digital 111 J=0 e K=1: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa. Observe o uso das setas para indicar as transições de sinal na entrada de clock que comandam o funcionamento deste tipo de circuito. Se estiver setado. ele é setado. Tabela verdade do Flip-flop JK. Uma maneira melhor de analisarmos o funcionamento deste circuito é através de um diagrama de tempos.11. ele permanece. ele reseta e se estiver resetado. Exsto Tecnologia . Este diagrama de tempos para o flip-flop J-K é mostrado abaixo. o flip-flop muda de estado (TOGGLE). ao receber uma transição negativa na entrada de clock (CLK). Se já estiver nesta condição.

Veja que quando as entradas J e K estão no nível alto. Denominada “Data” (dados). Diagrama de tempo do flip-flop JK com preset e clear. Se estiver resetado. ou seja. Com J=1 e K=0. que é uma condição não permitida. ele assume o estado da entrada. o flip-flop é setado na transição seguinte do pulso de clock. Q e Q’ estão no nível alto. que indo ao nível alto. faz com que o flip-flop seja resetado. • • • • Ainda com CLR e PR no nível alto (esta condição se manterá daqui por diante) e a saída J=0 e k=1. Esta entrada é que lhe dá nome. complementa. o circuito se comporta como um disparador. CLR e PR são mantidos no nível alto a partir deste instante. mudando de estado a cada transição negativa do pulso de clock. como neste caso. A aplicação de um pulso na entrada CLR que vai ao nível alto. Este flip-flop possui uma única entrada que comanda todo o circuito.4 O flip-flop tipo D Este é também um circuito de flip-flop muito usado. o flip-flop permanecerá resetado.XD201 – Eletrônica Digital 112 Figura 8. cujo símbolo é mostrado a seguir. Exsto Tecnologia . Tabela verdade do flip-flop D. o flip-flop será resetado na próxima transição negativa do sinal de clock. Este flip-flop opera de uma maneira muito simples: no pulso de clock. Com J=0 neste trecho e K indo ao nível alto. • Mantendo J=1 e K=1 com nova transição do pulso de clock. Aplica-se então o sinal PR. e a ida de PR ao nível baixo fazem agora com que o flip-flop seja setado. Com J=1 e K=0. o flip-flop muda de estado (complementa ou “toggle”). Analisemos alguns trechos importantes deste diagrama mostrando o que acontece: • • • • Neste instante CLR e PR estão no nível baixo. 8. é abreviada por D. conforme podemos ver pela sua tabela verdade: D Qn+1 0 1 0 1 Tabela 8. o flip-flop muda de estado outra vez.12. daí o nome do dispositivo. ele é setado. não ocorrem mudanças de estado.2. Com J=1 e K=1 na transição seguinte do pulso de clock.

de modo que passando através de cada um.XD201 – Eletrônica Digital 113 Figura 8.15. encontrando aplicações práticas bastante importantes em eletrônica digital. Figura 8. o flip-flop muda de estado. O Flip-flop D é capaz de armazenar um bit. Um exemplo de aplicação é dado quando associamos diversos flip-flop do tipo T em série. Representação gráfica do flip-flop D. quando a entrada T está no nível alto. este circuito se comporta como um divisor de freqüência. mesmo com a aplicação do pulso de clock. O que este circuito faz pode ser entendido facilmente pelo diagrama de tempos mostrado na figura 8. ele reseta e se estava resetado. a memória. Este comportamento significa na realidade a divisão da freqüência de clock por dois.14. ele seta. Se estiver setado.14. a freqüência do sinal de entrada é divida por Exsto Tecnologia . seu símbolo é mostrado na figura 8. portanto é a base para a criação de um dispositivo imprescindível para os sistemas computacionais. Em outras palavras.13.5 O flip-flop tipo T O nome vem de “Toggle” ou complementação. Representação gráfica do flip-flop T. No entanto. Comportamento do flip-flop T com relação ao clock.15. o flip-flop se mantém em seu estado anterior. 8. Figura 8. Quando a entrada T deste circuito está no nível baixo.

Acima temos algumas conversões que podem ser feitas utilizando-se flip-flop’s do tipo RS.XD201 – Eletrônica Digital 114 dois.6 Transformando flip-flop’s Da mesma maneira como podemos obter qualquer função lógica complexa a partir de funções simples. 4. Figura 8. usando um flip-flop’s R-S ou J-K que são comuns e algumas portas lógicas. existindo até circuitos integrados que possuem seqüências de mais de dez flip-flop ligados desta forma. Usando quatro flip-flop. Figura 8. O modo de funcionamento de cada um pode ser facilmente entendido se associarmos as Exsto Tecnologia . 8. podemos obter flip-flop’s de outros tipos. obtendo outros tipos a partir de um tipo básico. podemos dividir a freqüência por 2. Transformando Flip-flop’s RS.16. Assim. Este tipo de divisor de freqüência é muito usado. 8 e 16. Na prática não temos os flip-flop tipo T como componentes prontos para uso. Estes flip-flop’s podem ser obtidos a partir de outros. o que foi visto em lições anteriores. também podemos “brincar” com os flipflop’s. Flip-flop T como divisor de freqüência.17.

Transformando flip-flop’s JK. Veja que a simples conexão da entrada K ao J no flip-flop do tipo J-K o transforma em um flip-flop tipo T. 8. temos outras duas transformações importantes de flip-flop’s mostradas na figura 8. considerando os sinais de realimentação. já que flip-flop’s J-K são disponíveis em tecnologia TTL e CMOS e podem ser usados em circuitos divisores de freqüência.19. No primeiro caso temos uma transformação de um flip-flop tipo D em flip-flop tipo T. E ainda. Existem setores de um Exsto Tecnologia .18.XD201 – Eletrônica Digital 115 tabelas verdade dos flip-flop’s estudados às tabelas verdade das portas agregadas.7 Flip-flop’s nos Computadores Encontramos os flip-flop’s nos computadores como elementos fundamentais de muitos circuitos. Esta possibilidade é muito interessante. Uma aplicação é na própria divisão de freqüência dos clock’s.19. Transformando flip-flop D. Figura 8. realimentando o circuito. Figura 8. De outra forma também podemos obter flip-flop’s tipo D e T a partir de flip-flop’s do tipo JK. que leva um flip-flop tipo D a funcionar como tipo T exige o emprego de uma porta E adicional na realimentação do sinal que é retirado da saída complementar Q’. bastando para isso que a saída complementar Q’ seja ligada à entrada D. A segunda transformação.

a capacidade de dividir freqüências. os modems e as saídas de dados paralela e serial. etc.16. Outra aplicação importante é como célula de memória. Exsto Tecnologia . Oito flip-flop’s ligados lado a lado podem armazenar um byte inteiro. 32. Assim. 64. eles podem ter diversos tipos de comportamento e que. vimos que os flip-flop’s são blocos muito importantes da eletrônica digital. quando reunidos. de armazenar informações (bits). conforme na figura 8. o que se faz é empregar um clock único e dividir sua freqüência conforme as exigências de freqüências mais baixas. 16. Existem diversas memórias internas de um PC que nada mais são do que flip-flop’s que podem ser habilitados tanto para a leitura de dados como para introdução (gravação de dados).). 4. por exemplo. tanto o próprio clock como a seqüência de flip-flop’s divisores podem ser obtidos num único circuito integrado. poderiam apresentar comportamentos interessantes como.XD201 – Eletrônica Digital 116 PC que devem operar com velocidades menores que a fornecida pelo clock principal. além de outras. de modo que a freqüência possa ser dividida por qualquer número e não somente por potências de 2 (2. Um ponto importante que deve ser levado em conta é a possibilidade de ligar os flip-flop’s em conjunto com outras funções. No caso dos computadores. Todos os flip-flop armazenam um bit. É o caso dos barramentos onde são ligados as placas de expansão. 8. Conforme se pode imaginar. em lugar de usar um clock para cada freqüência desejada.

Os circuitos que operam com estes sinais são denominados circuitos com lógica sincronizada ou contadores. 3. também chamados de “down-counters”. ou seja. 1. como (1.. podemos contar na prática com circuitos integrados em lógica TTL ou CMOS que já possuam contadores completos implementados. por exemplo: a) Classificação com relação ao sincronismo: Os contadores podem ser assíncronos.). com circuitos muito complexos.). Existem aplicações em que tudo o que importa para o circuito é fazer uma operação com determinados níveis lógicos aplicados à sua entrada. Para os contadores temos então diversas classificações que levam em conta estes e outros fatores. Os estágios seguintes utilizam como sinal de sincronismo a saída de cada estágio anterior. 3. quando contam numa seqüência de números crescentes. seja em ordem crescente ou decrescente. Exsto Tecnologia . Estes contadores também são denominados “Ripple Counters”. 4. devemos separar os circuitos lógicos sem sincronismo daqueles que possuam algum tipo de sincronismo externo. Os contadores também podem ser síncronos. quando existe um sinal de clock único externo aplicado a todos os estágios ao mesmo tempo. Tais circuitos não precisam de sincronismo algum e são mais simples de serem utilizados. Os contadores podem ser regressivos ou decrescentes. Se bem que possamos fazer contadores usando funções lógicas comuns e mesmo flip-flop’s discretos. Isso significa que tais circuitos devem ser sincronizados por algum tipo de sinal vindo de um circuito externo. o instante em que uma operação deve ser realizada é muito importante e isso implica em que os circuitos devam ser habilitados no instante em que os níveis lógicos são aplicados em sua entrada. como os utilizados em computadores.XD201 – Eletrônica Digital 117 9 Contadores Quando usamos a eletrônica digital. No entanto. 2. quando eles estão presentes. não importando quando isso ocorra. dos valores mais baixos para os mais altos. quando a contagem é feita dos valores mais altos para os mais baixos como (4. ou seja. São também chamados em inglês de “up-counters”... quando existe o sinal de clock aplicado apenas ao primeiro estágio. que usam um sinal de CLOCK. Os contadores são dispositivos lógicos cuja função é realizar a contagem binária. 2.. b) Classificação com relação ao modo de contagem: Os contadores podem ser progressivos ou crescentes. E este circuito nada mais é do que um oscilador que produz um sinal de clock ou relógio.

teremos algo interessante a considerar: Clock Qc Qb Qa 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 1 Tabela 9. 101.1. 010.1. o sinal de clock aplicado ao primeiro tem sua freqüência dividida por dois.XD201 – Eletrônica Digital 118 9. e a saída Q do segundo serve de clock para o terceiro. se elaborarmos uma tabela verdade com os níveis lógicos obtidos na saída de cada um dos flip-flop’s. Temos a estrutura básica de um contador deste tipo usando flip-flop’s do tipo JK. Usamos três estágios ou três flipflop’s ligados de tal forma que a saída Q do primeiro serve de clock para o segundo. 001. Figura 9. a partir do instante em que todas as saídas sejam zero. Mas. 100. Contador assíncrono. A freqüência estará dividida por quatro na saída do segundo e por oito na saída do terceiro. a cada pulso do clock aplicado. o sinal de clock é aplicado apenas ao primeiro estágio. Sabemos que os flip-flop’s ligados da forma indicada funcionam como divisores de freqüência.1 Contador assíncrono Conforme explicamos. Assim. ficando os demais sincronizados pelos estágios anteriores. Tabela verdade de um contador assíncrono. 011. Isso significa que este Exsto Tecnologia . Veja que a seqüência de valores obtidos 000. neste tipo de contador. 110 e 111 corresponde justamente à contagem em binário dos pulsos de zero até sete.

de 255. usássemos as saídas complementares Q’. teremos a contagem de 0000 a 1111.XD201 – Eletrônica Digital 119 circuito conta os pulsos de entrada e fornecem saídas que é a representação binária desta contagem. Portanto. Veja também que ele faz a contagem crescente. Como no caso anterior. este contador fornece em sua saída. a tabela verdade obtida terá nas saídas os complementos da tabela anterior. Veja que a quantidade máxima que podemos contar com um contador deste tipo depende da quantidade de flip-flop’s usados. os tempos de mudança de estado são somados e o conjunto precisa cada vez de mais tempo para chegar ao estado final desejado. ou seja. Com quatro flip-flop’s podemos partir a contagem de quinze e com oito flip-flop’s. Isso significa que à medida que usamos mais flip-flop’s em seqüência num contador. Trata-se de um contador decrescente ou DOWN COUNTER. Esta tabela será: Clock Qa Qb Qc Valor Binário 0 1 2 3 4 5 6 7 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 7 6 5 4 3 2 1 0 Tabela 9. Oito desses flip-flops ligados em série podem contar até 256 pulsos e com isso fornecer uma saída de 8 bits ou 1 byte.2. Se. ou seja. Um problema que ocorre com este tipo de flip-flop é que cada um precisa de certo tempo para mudar de estado. partindo da situação em que todos os flip-flops estejam resetados. pode ocorrer um funcionamento errático. em lugar de três flip-flops. se tivermos mais flip-flop’s. Se aplicarmos um novo pulso de clock para contagem à entrada do circuito. valores binários que correspondem à contagem decrescente dos pulsos de entrada. de zero até sete. Vamos supor agora que em lugar de usarmos como saídas de contagem as saídas Q de todos os flip-flop. a freqüência máxima de operação de um contador é dada pelo tempo necessário para cada estágio mudar de estado multiplicado pelo número de estágios Exsto Tecnologia . Tabela verdade de um contador assíncrono decrescente. partindo de sete. Assim. É fácil perceber que. uma contagem crescente de zero a quinze pulsos. podemos contar a partir de valores mais altos. usarmos quatro. antes de ocorrer a mudança de estado do conjunto.

16. podemos reiniciar a contagem depois do cinco se quisermos um contador que conte de zero a cinco. são circuitos que contam até 2. 32 etc. conforme abaixo. basta usar uma porta AND de duas entradas com as entradas ligadas nas saídas QB e QC e a saída na linha comum de CLEAR de todos os flip-flop’s. os ciclos de contagem dos circuitos dados como exemplos no item anterior são sempre potências de dois. a ativação da linha CLR (clear) ocorre com uma única combinação de sinais: QC e QB no nível alto. ou seja. ou seja.2 Contagem programada ou contagem com armadilha Conforme vimos. Tabela verdade de um contador modulo cinco. o circuito vai a um estado que ativa a entrada clear e leva todos os flip-flop’s a serem resetados. Por exemplo. O que fazer se precisarmos de um circuito que tenha um ciclo de contagem diferente desses valores. 9. No sexto pulso que corresponde ao estado 110(2). Para este circuito a solução é simples. 4. zerando-a. que tenha seis estados de saída.3. Exsto Tecnologia . Se usarmos flip-flop’s que tenham entradas “clear” ativadas pelo nível alto. conforme a tabela verdade dada a seguir: Clock 0 1 2 3 4 5 6 (Estado Instável) Qc Qb Qa 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 Tabela 9. Veja que a situação em que devemos ter a volta à zero da contagem e. 8. portanto.XD201 – Eletrônica Digital 120 usados no contador. quando chegar ao valor desejado. que não seja uma potência de 2? Podemos usar a entrada CLEAR para reiniciar a contagem.

Seguindo a mesma analogia dos circuitos anteriores. Contador assíncrono de modulo seis.3. Se os flip-flop’s usados tiverem um clear ativado no nível baixo. pois eles “realimentam” as entradas da porta E. que seria a contagem do sexto pulso no circuito da figura 9. Exsto Tecnologia . 101(2). quando as saídas chegarem ao estado 110(2). Nos exemplos dados.3. Esta curta duração é dada justamente pelo tempo que os flip-flop’s demoram a mudar de estado resetando. por exemplo. Contador assíncrono de modulo cinco. Figura 9. fizemos a programação da contagem usando as entradas de clear de cada flip-flop. conforme a figura. Bastaria então ligar as entradas da porta E nessas saídas.XD201 – Eletrônica Digital 121 Figura 9. observe que. o que significa QC=1 e QA=1. basta usar uma porta NÃO-E em lugar de E.2. Se quiséssemos um contador até quatro. o estado em que deveria ocorrer a ativação da entrada clear ocorreria com a quinta combinação de saídas. um pulso de reset de curta duração é produzido.

XD201 – Eletrônica Digital 122 Uma outra maneira de projetarmos um contador consiste em usarmos as entradas “preset” em lugar de “clear”. no pulso seguinte de clock teremos a volta a zero (reset) do contador. em lugar de termos a comutação dos flip-flop’s. teremos a seguinte tabela verdade. n-1. Para um contador de seis estados. tenhamos a ativação das entradas de “preset”. Exsto Tecnologia . que depois do quinto pulso reseta. ou seja. Para isso fazemos com que. Desta forma. no momento em que for atingida a contagem do valor imediatamente anterior àquele em que deve ocorrer a volta a zero.

e coloque a saída Q’ na entrada do seguinte.4. o que fazemos é colocar um circuito seletor nessas saídas. 9. a contagem será decrescente.XD201 – Eletrônica Digital 123 Pulsos Qc Qb Qa 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 x 0 0 0 0 1 1 0 0 x 0 0 0 1 0 1 0 1 x 0 1 O Preset é acionado Volta a Zero na transição de clock Tabela 9. é possível programar um contador de modo que ele tanto conte progressivamente como regressivamente. Funcionamento: Se usarmos as saídas Q dos flip-flop’s de um contador. basta usar a porta E e ligá-la nas entradas de “preset” dos flip-flop’s. quando na contagem decrescente. Trata-se de uma entrada seletora de dados ou DATA SELECTOR. quando a contagem deve ser progressiva. Exsto Tecnologia . Assim. porta apropriada. basta trocar a porta E por uma porta NÃO-E de quatro entradas. a contagem será crescente. basta levar em conta a saída QB’ em lugar de QB. de tal modo que ele coloque a saída Q de todos os flipflop’s na entrada de clock do seguinte. que pode ser usada para mudar o modo de funcionamento dos estágios deste circuito. Assim. Veja que a detecção da condição de produção do pulso de “preset” deve ser reconhecida com os níveis 101(2) nas saídas dos estágios dos contadores e com o pulso indo ao nível alto na entrada de contagem. conforme a figura 10. Se as entradas forem ativadas no nível baixo (PR’). mas se usarmos as saídas Q’. Uma entrada (UP/DOWN) pode ser usada para determinar o sentido da contagem. Usando 3 estágios. como por exemplo. podemos ter um contador UP/DOWN.3 Contadores Up/Down (Progressivos e Regressivos) Usando alguns artifícios. Para obtermos a configuração 1111(2) que nos permitiria usar uma porta E de quatro entradas. Tabela verdade de um contador de módulo usando preset. Três portas NÃO-E para cada estágio podem fazer isso a partir do sinal de comando UP/DOWN.

um contador em que todos os estágios são sincronizados por um clock único. flops Em outras palavras. J do segundo flip-flop está ligado à saída Q do flop primeiro. Nesta forma de ligação. Este circuito utiliza flip flip-flops tipo JK ligados de uma forma denominada PARALLEL s CARRY.5. Contador síncrono.4. Figura 9. Para mostrar como isso pode ser feito. Conforme vimos. Assim. o primeiro flip flip-flop muda de estado a cada pulso de clock. os tempos de comutação dos flip-flops influem no funcionamento final do circuito.5. principalmente. Contador Up/Down. No e entanto.4 Contadores síncronos Sincronizar a contagem por um clock único aplicado a todos os estágios não é apenas uma necessidade dos circuitos mais complexos. contadores cuja velocidade independe do número de etapas. 9. O sincronismo de todos os estágios pelo mesmo clock tem ainda vantagens operacionais importantes.XD201 – Eletrônica Digital 124 Figura 9. os usados em Informá Informática e Instrumentação. este problema não existe e podemos ter contadores muito existe mais rápidos. ou seja. pois eles são cumulativos. Exsto Tecnologia . vamos tomar como exemplo o circuito da figura 9. J e K do primeiro flip flop são mantidas no nível alto por meio flip-flop de um resistor ligado ao positivo da alimentação (Vcc). nos contadores assíncronos. cada estágio precisa esperar o anterior completar a operação antes de iniciar a sua. na verdade. Usando lógica sincronizada.

utilizando quatro estágios podemos ter um problema que ocorre com este tipo de configuração. a porta deve ter três entradas. Uma maneira de não termos este problema consiste em usar uma configuração diferente de contador apresentada abaixo e denominada RIPPLE CARRY. o que é importante para a implementação prática do contador. como desvantagens deste circuito. Figura 9. Contador RIPPLE CARRY. o terceiro flip-flop só vai mudar de estado quando as saídas Q do primeiro e segundo flip-flop forem ao nível um. Assim.6. Exsto Tecnologia . ou seja. a cada quatro pulsos de clock. a cada estágio que acrescentamos no contador devemos adicionar uma porta E cujo número de entradas vai aumentando. para cinco estágios. têm uma limitação da velocidade de operação. ou seja. a cada dois pulsos de clock. Para quatro bits. Da mesma forma. quatro entradas e assim por diante. pois é que a partir de três estágios. com o uso de uma porta E. pois como o sinal para os estágios vem da porta anterior. Neste circuito as portas usadas sempre precisam ter apenas duas entradas. temos de considerar seu atraso.XD201 – Eletrônica Digital 125 Isso significa que o segundo flip-flop só mudará de estado quando o primeiro flip-flop for resetado. No entanto. para quatro estágios.

Figura 10. o qual aparece em sua saída depois de um curto intervalo de tempo. ele muda de estado e com isso “armazena” o pulso aplicado à entrada.1. quando então o nível alto deve estar presente na entrada do flip-flop. Na configuração mostrada na figura 10.XD201 – Eletrônica Digital 126 10 Registradores de deslocamento Um registrador de deslocamento ou “shift-register” no inglês. aparecendo na saída do segundo flip-flop no segundo pulso de clock e assim por diante. Veja que este sinal é armazenado com o flanco positivo do sinal de clock. o bit um aplicado na entrada aparece na saída do primeiro flip-flop no primeiro pulso de clock. Inicialmente vamos aplicar à entrada de dados um nível alto (1). O intervalo de tempo que decorre entre a aplicação do sinal na entrada de dados e seu aparecimento na saída do flip-flop é da ordem de alguns nanossegundos nos integrados das famílias lógicas comuns. até aparecer na saída do final da seqüência. Conforme podemos ver. Com a chegada do pulso de clock a este flip-flop. mas é importante que em muitas aplicações mais rápidas ele seja levado em conta. Exemplos de montagem de alguns registradores de deslocamento. vamos partir da situação inicial em que todos eles estejam desativados ou com suas saídas Q no nível baixo. esta entrada é feita pela entrada J do primeiro flip-flop (FF1). Por exemplo. todos os flip-flop tipo D têm sua saída conectada à entrada do flip-flop seguinte e todos eles são controlados pelo mesmo clock. Estes circuitos podem deslocar uma informação (bit) aplicada na entrada de uma posição a cada pulso de clock. consiste num conjunto de flip-flop’s que podem ser interligados de diversas formas.1.1. depois se desloca. Para entender como funciona este circuito. Exsto Tecnologia . algumas delas são mostradas na figura 10.

portanto FF1 não muda de estado. Assim. depois do número apropriado de pulsos de clock. Chegando agora um terceiro pulso de clock. A seqüência de bits aplicados à entrada aparece na saída depois de certo número de clock. e. passando para a saída do segundo flip-flop. o primeiro nível lógico. No entanto. ao mesmo tempo em que o primeiro se transfere para o segundo flip-flop. ou seja. Com isso. aparece na saída do último flip-flop (FF4) e se lermos a saída dos flip-flop’s teremos registrado os níveis aplicados na entrada: 0101(2). a entrada do primeiro flip-flop já não tem mais o nível alto. se transferem para o flip-flop seguinte. Exsto Tecnologia . É claro que. e esta saída está ligada à entrada do segundo flip-flop (FF2). basta continuar aplicando pulsos de clock ao circuito. Isso significa que o bit um aplicado na entrada se “deslocará” mais um pouco no circuito.XD201 – Eletrônica Digital 127 No próximo pulso de clock. vemos que aplicando um dado binário num shift-register. Em outras palavras. supondo que apliquemos em seqüência. sejam eles zero ou um. teremos nova transferência e o nível alto ou bit um se transfere para a saída do flip-flop seguinte. Com isso.1. FF3. na entrada de um shiftregister como o indicado. teremos a seguinte seqüência de condições de saída para um shift-register que use quatro deles: Clock Entrada FF1 FF2 FF3 FF4 Início 0 1 2 3 4 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Tabela 10. se nessa segunda passagem. a chegada do segundo pulso de clock. tivermos aplicado um novo nível um na entrada do circuito. o nível lógico a saída do primeiro se transfere para a saída do segundo depois de um pequeno intervalo de tempo. na saída de FF1. Para retirar a dada em seqüência. o primeiro pulso de clock. os níveis existentes nas saídas dos flip-flop’s. os níveis 0101. a cada pulso de clock. temos nível alto. Funcionamento do Shift-Register. Veja então que no quinto pulso de clock. ele pode armazenar este dado. o segundo se transfere para a saída do primeiro flip-flop.

10. Registrador de deslocamento PISO.1.1 Tipos de registradores de deslocamento Dependendo da maneira como a informação entra e como ela pode ser obtida num registrador de deslocamento.2 PISO . basta aplicar um pulso na entrada CLEAR. Todos os flip-flop’s terão suas saídas levadas ao nível baixo ou zero.1. Exsto Tecnologia . Exatamente como ocorre com a porta serial de um computador.1. se vamos armazenar o dado 0110(2). Dizemos que este registrador opera com a carga de dados “serial” ou em série. Analisemos como ele funciona: Os dados são colocados ao mesmo tempo na entrada. Este tipo de registrador de deslocamento já foi mostrado na figura 10. e também podemos ter uma ou duas linhas de saída. o dado é “enfileirado” e entram um após outro e vão sendo armazenados em flip-flop’s. 10. existe uma segunda possibilidade de operação para os shift-registers. Assim. Dizemos que se trata de um shift-register com entrada paralela e saída serial.2. mais quatro pulsos de clock. acompanhando o sinal de clock.1 SISO . 10.Parallel-in/Serial-out No entanto. Por exemplo. Em outras palavras. que é a de operar com a entrada de dados em paralelo e sair com estes mesmos dados em série. Figura 10.Serial-in/Serial-out: Os dados foram aplicados à entrada do registrador na forma de níveis lógicos um atrás do outro. podemos ter diversas configurações que nos levam a muitos tipos de circuitos. este circuito tem entrada serial ou serial-in. veremos os principais tipos como suas denominações. A seguir. pois ela opera em paralelo. existem circuitos em que temos uma entrada serial ou duas. como o indicado. Para “apagar” os dados registrados num shift-register.XD201 – Eletrônica Digital 128 Veja então que para armazenar um dado de quatro bits num registrador devemos aplicar quatro pulsos de clock e para ler em seqüência. esses dados são aplicados ao mesmo tempo nas entradas correspondentes (S) dos flip-flop’s.

4. Os registradores de deslocamento podem ainda ser classificados quanto à direção em que os dados podem ser deslocados.Parallel-in/Parallel-out Estes são circuitos em que os dados são carregados ao mesmo tempo e depois lidos ao mesmo tempo pelas saídas dos flip-flop’s. Isso significa que. Qb. os flip-flop’s que possuem nível um em sua entrada S passam esse nível à saída (FFB.1.Serial-In/Parallel-out Da mesma forma. podemos carregar os dados em série e fazer sua leitura em paralelo através de Qa. as saídas dos flip-flop’s apresentarão os níveis 0110(2). quando os dados são deslocados somente para a esquerda. Exsto Tecnologia . após o pulso de clock.4 PIPO . mantêm este nível na saída (FFA e FFD). Registrador de deslocamento PIPO. Dizemos que se trata do tipo shift-right. Este é um registrador do tipo SISO.3. os que possuem nível zero na sua entrada. FFC). Registrador de deslocamento SIPO. os flip-flop’s “armazenam” esses dados. 10. quando os dados são deslocados para a direita e que se trata de um tipo shift-left.1. Figura 10. 10. Assim. conforme o modo de funcionamento.XD201 – Eletrônica Digital 129 No primeiro pulso de clock. Qc e Qd. Por outro lado. Existem ainda os tipos bidirecionais em que os dados podem ser deslocados nas duas direções. Figura 10. Os registradores que operam desta forma podem ser também denominados conversores série-paralela ou paralela-série.3 SIPO .

exatamente como visto nos contadores up e down anteriores. podemos determinar o sentido de deslocamento dos dados no circuito.XD201 – Eletrônica Digital 130 Observa-se que o sentido de deslocamento é determinado por uma entrada que atua sobre portas que modificam o ponto de aplicação dos sinais em todos os flip-flop’s. Exsto Tecnologia . Com a aplicação de um nível lógico conveniente na entrada LEFT/ RIGHT.

1. com referência inferior em 0V e superior em 5V pode gerar 256 níveis de tensão diferente dentro dessa faixa. Existem vários tipos de conversor D/A. Esses valores estarão uniformemente distribuídos entre dois limites.1 Conversor D/A Simples Figura 1. Por exemplo. um D/A de 8 bits. 11. Exsto Tecnologia . Em outras palavra. Contudo. Dizer que um sinal é analógico significa dizer que ele pode assumir qualquer valor entre dois valores limites. no mundo real a maioria das grandezas e informações está em forma analógica. Surge então a necessidade de componentes que convertam informações analógicas em digitais e vice-versa. geralmente uma nível de tensão. O número de níveis de tensão possíveis em um conversor D/A é definido pelo número de bits desse conversor.XD201 – Eletrônica Digital 131 11 Conversores Analógico/Digital e Digital/Analógico Até o momento tratou-se apenas de sinais digitais em suas diversas aplicações.1 Conversor D/A Conversor D/A é um componente capaz de transformar sinais expressos de forma digital e informações analógicas. chamados de referencia superior e inferior. Um conversor de n bits é capas de expressar 2n valores analógicos diferentes. São eles o conversor analógico digital (ADC ou simplesmente A/D) e o conversor digital analógico (DAC ou simplesmente D/A). ele transforma uma palavra binária de n bits em uma informação analógica. 11. Converso D/A simples que utiliza um amplificador operacional. porque um número infinito de níveis exigiria um número infinito de bits para representá-la. A seguir são apresentados alguns dos mais comuns. Uma informação com essa característica não pode ser expressa de forma digital.

cada uma multiplicada por um “peso”. D 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 C 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 A 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 Vout 0 -0.1. C e D) possui um ganho diferente.875 -2.250 -1.750 -4.250 -6. 11.500 -8..875 -7.750 -9. A tabela a seguir exemplifica os valores obtido para cada combinação de entrada.375 Tabela 1.125 -3.625 -1.125 -8.2 Conversor D/A R-2R Exsto Tecnologia .375 -5. B. O inconveniente desse tipo de montagem é que quando o número de bits aumenta muito os valores de resistores tem uma faixa muito grande.500 -3. Tabela de conversão de um sinal digital para um sinal analógico. que tendem a tornar o sinal de saída impreciso.625 -6.000 -5. Isso implica em uma dificuldade construtiva causada pelas tolerâncias desses componentes. indo de um extremo muito alto a outro muito baixo.XD201 – Eletrônica Digital 132 O funcionamento é simples: trata-se amplificador operacional em configuração somador inversor. Como cada entrada (A. teremos na saída a soma ponderada das entradas que estiverem em ‘1’ (5V).

realiza a conversão de sinais. corrente e etc. tais como sensores de temperatura. trabalha com técnicas digitais. a maioria dos equipamentos modernos que fazem a aquisição de dados destes sensores. ou seja. Equacionando essa malha concluímos que o valor da resistência não importa. Posto isso. como seu próprio nome indica. Para fazer esta conversão são utilizados circuitos denominados conversores analógico-digital. ou simplesmente A/D. Conversor D/A do tipo R-2R O conversor R/2R recebe esse nome porque é composto por uma rede de resistores com valores intercalados de uma resistência (R) e o dobro dessa resistência (2R).2 Conversor A/D A maioria dos dados obtidos de sensores comuns. desde que seja sempre mantida a relação R/2R. tensão. Exsto Tecnologia . preciso ser convertido para a forma digital.variando de acordo com a aplicação . Taxa de Amostragem e. cuja amplitude varia continuamente em sinais digitais correspondentes à amplitude do sinal original. cada ramo da resistência pode ser ligado a terra ou a Vref (tensão de referência superior) conforme a palavra binária. uma tensão que é proporcional à grandeza medida e que varia de forma contínua numa faixa de valores.XD201 – Eletrônica Digital 133 Figura 2. fornecem sinais analógicos.2. Desta forma os circuitos A/D devem preencher certos requisitos importantes quanto ao seu desempenho que são: Quantização. o que justamente caracteriza uma grandeza que varia de forma análoga ou analógica. O fato de usar apenas dois valores de componente próximos torna esse tipo de conversor mais fácil de construir e muito mais preciso. Isso significa que o dado analógico. Para converter se faz o uso de um comparador de tensão ou corrente . gerando em sua saída uma tensão correspondente. Linearidade.1 Quantização Entre os dois valores extremos da escala de valores analógicos que devem ser convertidos para a forma digital existem infinitos valores intermediários. 11. intensidade luminosa. 11. posição. No entanto.que irá comparar o sinal analógico com o valor de referência.

a resolução deste voltímetro será de 10/256 ou pouco menos de 0. e se usarmos 8 bits poderemos representar 256 valores. dependendo da quantidade de "passos" desejados na conversão ou a resolução. tanto maior é a precisão na conversão mais bits serão utilizados pelo conversor. quando passamos um valor qualquer entre os dois valores extremos incluindo-os. por exemplo. tais como os multímetros digitais em que. Se usarmos um conversor A/D de 8 bits (256 "degraus"de resolução) para fazer um voltímetro de 0 a 10 V. Tipos com 8 a 16 bits são comuns nas aplicações industriais e em medidas.04 V.XD201 – Eletrônica Digital 134 Entretanto. Escala de Conversão Este comportamento "digital" pode ser observado em muitos instrumentos comuns. os "degraus"da escada de conversão terão 0. Se tivermos uma escala de 0 a 8 V.5 V. Evidentemente. pois precisaríamos para isso de um número infinito de bits. Exsto Tecnologia . Assim. o que significa que este conversor terá uma resolução de 0. teremos a possibilidade de representar apenas 16 valores na escala total de valores analógicos. se utilizarmos na conversão 4 bits. não podemos representar qualquer quantidade. por exemplo. conforme indica a figura 52. Figura 3. e usarmos 4 bits para a conversão. se a grandeza medida estiver num valor intermediário entre dois degraus da resolução do conversor A/D. o valor apresentado no display oscilará entre eles. por exemplo.5 V de altura.

Uma máquina industrial ou um instrumento de uso geral como um multímetro pode usar conversores A/D relativamente lentos com taxas ou velocidades de amostragens de até algumas unidades por segundo. Todavia.XD201 – Eletrônica Digital 135 11. na prática podem ocorrer pequenos desvios. Se a freqüência do sinal for alta. para ter uma definição razoável. Um multímetro digital comum. faz de 1 a 10 amostragens por segundo apenas.3 Linearidade A curva de conversão da grandeza analógica para a forma digital deve ser linear para um bom conversor. Os conversores A/D podem ser encontrados em tipos que têm freqüências de amostragem numa ampla escala de valores.2. deve medir as tensões instantâneas de um sinal em diversos pontos ao longo de um ciclo para poder "desenhar" esta forma de onda com precisão na tela. por exemplo.2. Os tipos mais rápidos têm suas velocidades especificadas em MSPS (Mega Samples Per Second ou Mega Amostragens Por Segundo). Isso significa que não existem desvios na correspondência entre o valor analógico e a saída digital ao longo da escala de valores em que o conversor deve trabalhar.2 Taxa de Amostragem Muitos processos de aquisição de dados de sensores. 11. No entanto. realizar pelo menos 100 milhões de amostragens por segundo (10 pontos por ciclo). Um osciloscópio digital. deve estar constantemente em andamento. isso implica a necessidade de se fazer amostragens num tempo extremamente curto. por exemplo. de processos ou de outras aplicações precisam ser rápidos. dependendo do tipo. desenhe um gráfico na tela de um PC representando um processo dinâmico ou mesmo um instrumento digital simples como um multímetro. Uma placa de aquisição de dados de um instrumento de medida que projete uma forma de onda. de acordo com o que mostra a figura 53. um osciloscópio digital ou virtual que precise observar uma forma de onda de 10 MHz. Exsto Tecnologia . deve.

mesmo que o sinal varie depois. muitas delas encontradas em circuitos integrados que são "embutidos"(embedded) em aplicações mais complexas.4 Desenvolvimento Para fazer uma conversão de sinais analógicos para a forma digital existem diversas técnicas que são empregadas nos circuitos comerciais.XD201 – Eletrônica Digital 136 Figura 4. O valor dos sinais analógicos que devem ser convertidos para a forma digital corresponde a um determinado instante. um primeiro bloco importante do conversor é um circuito que lê o valor do sinal a ser convertido num determinado instante e o armazena de modo que. Grau de Linearidade de Conversão 11. os circuitos que fazem a conversão têm numa memória seu valor. não vai além de alguns milionésimos de segundo. O sinal a ser amostrado é amplificado por um buffer de entrada cuja finalidade é não carregar o circuito externo. em alguns casos. Assim. Analisamos as tecnologias mais empregadas para esta finalidade começando com o bloco comum a todos os conversores. que é o circuito de amostragem e manutenção (sample and hold). os quais fazem o controle de máquinas e equipamentos. Este circuito é ilustrado em blocos na figura 54. e ao mesmo tempo proporcionar isolamento do circuito de conversão.2. Exsto Tecnologia . cuja duração.

Diagrama em Blocos de Conversor A/D Na saída deste circuito temos uma chave eletrônica ou chaveador.XD201 – Eletrônica Digital 137 Figura 5. temos um gráfico que indica de que modo à tensão de entrada varia e o circuito de amostragem e retenção mantém a saída constante durante os intervalos de conversão (que correspondem aos "degraus"). quando a chave abre. Esta tensão no capacitor é mantida no circuito conversor através de um buffer de saída durante o tempo que ele necessita para isso. Assim. que determina o instante exato em que a leitura do sinal deve ser feita. esperando a leitura seguinte. Na figura 55. o capacitor tem armazenado o valor da grandeza analógica a ser convertida. A chave fecha então por uma fração de segundo (numa freqüência que depende da velocidade de amostragem) permitindo que o sinal carregue o capacitor C. Exsto Tecnologia .

Nos gráficos abaixo. o que pode ocorrer é que vemos em multímetros digitais ou outros aparelhos. como mencionado. um bit a mais inserido posteriormente a quantização para sinalização. A onda fundamental tem uma freqüência de 120 Hz e está defasada em 60o.XD201 – Eletrônica Digital 138 Figura 6. Primeiramente o nosso programa vai marcar os tempos que serão armazenados com seus respectivos valores analógicos para posteriormente serem quantizados e assim aplicando a transforma discreta de Fourier reconstituir o sinal amostrado. Escala de Conversão 11. 600 e 1000 Hz (respeitando a freqüência de Nyquist). Quantização em 4 Bits de Resolução Exsto Tecnologia . atribuímos valores de quantização de: 4. é apenas uma sinalização para o usuário.5 Aplicação Desenvolvendo um pequeno programa no Matlab 6. 8 e 12 Bits e taxa de amostragem de: 240. Figura 7.2. Se aquele valor corresponde a um valor negativo ou positivo. podemos verificar que em um sinal digital não existe valores negativos na quantização.0 podemos exemplificar melhor toda esta teoria aqui mostrada. este fato não interfere em nada na conversão.

Conversor A/D com comparador em paralelo.Conversor A/D com rampa em escada.Sigma-Delta. Exsto Tecnologia . . .XD201 – Eletrônica Digital 139 Figura 8. Temos uma relação de possíveis combinações: . . .Conversor A/D de aproximações sucessivas. Quantização em 8 Bits de Resolução Figura 9. Quantização em 12 Bits de resolução Existem várias formas de se construir conversores A/D. sendo que cada um tem a sua característica de funcionamento que deve ser levada em conta.Conversor A/D de rampa dupla e. . na hora de se construir e/ou escolher para sua aplicação.Conversor A/D de rampa única.

onde uma entrada analógica (devidamente amostrada e mantida) é comparada com o a saída e um conversor D/A. vimos que a conversão do sinal analógico para o digital sempre existe uma perda de informação seja ela de amplitude . O erro de "Aliasing" é facilmente evitado utilizando o teorema da amostragem que "Para que uma determinada freqüência f1 do sinal analógico seja ou possa ser completamente reconstituída a taxa amostral. A forma como o valor na entrada do D/A é gerado é a principal diferença entre os tipos de conversores A/D Exsto Tecnologia . no processo de digitalização.XD201 – Eletrônica Digital 140 O Sigma-Delta é uma das importantes técnicas de conversão A/D.6 Conversor A/D genérico Um conversor A/D é basicamente construído conforme a figura abaixo.característica da taxa de amostragem empregada.característica da quantidade de bits utilizados .ou de fase do sinal . como nos DSPs (Digital Signal Processing). 11. ao se identificar uma “igualdade” entre o valor do D/A e da entrada admite-se que o valor no binário na entrada do D/A representa o sinal convertido.2. utilizada em que se deseja uma altíssima velocidade de conversão. O valor desse conversor é conhecido pelo sistema e. Portanto. Vimos que o erro máximo que pode ocorrer na quantização é de metade do valor de nível da quantização assim sendo quanto maior for o número de bits do conversor menor será o seu erro. pois já é conhecida as suas fraquezas. deve ser no mínimo igual a 2*f1" Conhecidas as imperfeições da conversão podemos então saber quais os fatores que influem na escolha de um conversor A/D e assim prever melhor os ajustes que sistema deverá sofrer.

XD201 – Eletrônica Digital 141 Figura 10.7 Conversor A/D de rampa digital Esse tipo de conversor gera uma rampa de tensão na saída do D/A e compara essa rampa com a tensão de entrada. Representação gráfica do conversor A/D 11. partindo de zero. fazendo a saída do D/A gerar um sinal de rampa. A principal deficiência desse tipo de conversor é que o tempo de conversão (tempo entre o início da conversão e momento em que o resultado é apresentado) depende da tensão.2. A rampa é gerada por um contador que. Exsto Tecnologia . a cada pulso de clock incrementa o valor em sua saída. de forma que quanto maior a tensão de entrada maior o tempo de conversão. Quando a saída do comprador muda de estado identifica-se que o valor do contador corresponde a tensão na entrada do D/A.

O funcionamento desse conversor realiza o seguinte algoritmo (considere a figura abaixo para análise): 1. Se Vax > Va (COMP = 0). mantém o bit em ‘1’ b. 2. Exsto Tecnologia . um AD de n bits realizará a conversão em n interações. não proporcionais a tensão de entrada mas sim ao número de bits do conversor. Representação gráfica do conversor A/D de rampa digital. 3.8 Conversor A/D por aproximação sucessiva Para possibilitar uma conversão onde o tempo de conversão independa do valor de entrada foi desenvolvido o A/D por aproximação sucessiva. Zera todos os bits do registro de controle Seta o bit mais significativo Verifica se o resultado a Vax (gerada pelo conversor D/A) é maior que Va (tensão de entrada) a. 11.2. Dessa forma. Se Vax < Va (COMP = 1).XD201 – Eletrônica Digital 142 Figura 11. volta o bit para ‘0’ 4. Esse A/D permite obter o resultado da conversão a intervalos sempre iguais. até chegar no menos significativo. Repete o processo para cada bit.

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Figura 12. Conversor A/D por aproximação sucessiva.

A tabela abaixo apresenta o resultado da conversão por aproxima sucessiva, considerando-se uma tensão de entrada de 3,69V e um conversor de 4 bits que tem como referências 0 e 5V (cada interação corresponde a um período do sinal de clock aplicado ao conversor). Interação 1 2 3 4 D3 1 1 1 1 D2 0 1 0 0 D1 0 0 1 1 D0 0 0 0 1 Vax 2,67 4,00 3,33 3,67 Va 3,69 COMP 1 0 1 1

11.2.9 Conversor A/D Flash Este tipo de conversor converte diretamente o valor de tensão de entrada em uma palavra binária. Para isso, ele compara a tensão de entrada com cada uma das faixas de quantização, identificando quais deve estar em zero e um. Esse resultado passa por uma codificador que transforma essa informação em uma palavra binária. Como vantagem, esse tipo de A/D tem o menor tempo possível de conversão. Em contrapartida sua construção é de grande complexidade, já que cada faixa de quantização necessita de um comparador. Por exemplo, um comparador de 10 bits precisa de 1024 comparadores.

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Figura 13. Representação gráfica do conversor A/D Flash

A tabela a seguir ilustra o funcionamento do conversor A/D flash. V 0-1V 1-2V 2-3V 3-4V 4-5V 5-6V 6-7V >7V C1 1 0 0 0 0 0 0 0 C2 1 1 0 0 0 0 0 0 C3 1 1 1 0 0 0 0 0 C4 1 1 1 1 0 0 0 0 C5 1 1 1 1 1 0 0 0 C6 1 1 1 1 1 1 0 0 C7 1 1 1 1 1 1 1 0 C 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 A 0 1 0 1 0 1 0 1

Tabela 2. Tabela do conversor A/D Flash.

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12 Buffer´s, latch´s e barramentos
12.1 Barramento
Há situações onde se deseja conectar diversos dispositivos entre si, de forma que apenas dois deles troquem informações por vez. Nestes casos, pode ocorrer de um dispositivo escrever em vários outros, um dispositivo ler vários outros ou existir acesso bidirecional em vários dispositivos. O meio de união geral por onde trafegam os dados de controle e informação é denominado de Barramento. O barramento é um meio comum de comunicação a todos os dispositivos de um sistema combinacional ou computacional. Mas devido a dificuldades de conexões elétricas esses dispositivos não executam acesso direto ao meio, eles o fazem a partir de dois dispositivos que executam a escrita e leitura de dados no barramento, são eles os Buffer’s Tri-state e os Latch’s.

12.2 Buffer
Como já foi visto, existem componentes com a função de buffer tri-state, isto é, o driver de saída do dispositivo pode ser desligado por um pino de controle. Dessa maneira, o sinal presente na entrada do buffer é transferido para a saída se o controle estiver ativo ou a saída permanece em estado de alta impedância (Hi-Z) se controle se estiver desativado. Isso nos permite ligar diversas saídas entre si e acionar apenas uma por vez, por operar em estado de alta impedância (Hi-Z) estão asseguradas as interconexões elétricas de vários dispositivos no mesmo barramento. A figura abaixo demonstra essa idéia.

Figura 13.1 – Buffer Tri-state EN1 0 0 1 1 EN2 0 1 0 1 OUT Hi-Z I2 I1 Proibido
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Tabela 13.1 – Buffer Tri-state

12.3 Latch
Denomina-se latch o componente formado por flip-flop´s tipo D que retém em sua saída o estado encontrado em sua entrada a partir da ultima atualização. Esse dispositivo é comumente utilizado como meio de acesso controlado ao barramento, podendo ter suas entradas interligadas a demais outros dispositivos, sendo que pode controlar-se o dispositivo a ser acionado, ressalta ainda o efeito memória apresentado por esse dispositivo que manterá o ultimo valor assumido até a próxima atualização. Sua aplicação no barramento é como porta de acesso ao meio de comunicação, em outras palavras porta de leitura de dados. Esquema de montagem de Latch-D usando portas lógicas Não-E:

E
Figura 13.2– Esquema de ligação do Latch tipo D

Figura 13.3– Latch tipo D E D OUT 0 X Qant 1 1 1 1 0 0 Tabela 13.2– Latch tipo D

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2 Memória volátil A memória volátil é caracterizada pela necessidade de alimentação para a manutenção dos dados armazenados. de forma que é possível referenciar o dado a ser acessado. refresh. tornando se popularizadas como memória RAM. devido a seu baixo custo. sua “bateria” será recarregada. pois cabe a ela armazenar tanto o programa a ser executado. 8. 13. a “bateria” será descarregada.1 Introdução Memórias são dispositivos semicondutores usados para armazenar dados. cada célula dessa memória é atualizada. são eles o tipo ‘volátil’ e o tipo ‘não volátil’.XD201 – Eletrônica Digital 147 13 Memórias 13.2. Se ela tem nível lógico 1 armazenado. Este nome é Exsto Tecnologia . A evolução da tecnologia de semicondutores proporcionou a confecção de dispositivos de memória cada vez mais rápidos. maior capacidade de acesso e com menor tamanho físico. De modo simplista ela funciona como uma bateria que deve ser recarregada sempre que apresentar carga insuficiente para alimentar o equipamento. Todas as vezes que a memória for acessada.1 Memória volátil dinâmica O nome dinâmica é referente à tecnologia utilizada para armazenar programas e dados e não à forma de acessá-los. uma vez que a alimentação é cessada todos os dados armazenados são perdidos. Esses tipos de memória tornaram-se populares pelo seu emprego em computadores pessoais. 16 ou 32 bits. 13. A memória é uma parte importante na arquitetura de sistemas computacionais. A memória volátil ainda se sub-divide em dois grupos: memória dinâmica e memória estática. não havendo restrições para outros formatos de organização. para escrita ou para leitura. em inglês. As memórias podem ser classificadas por dois modos distintos devido ao tipo de armazenamento de dados. Esses dados geralmente encontram-se organizados em palavras de 4. se ela tem 0 lógico. Cada palavra de informação ocupa um “endereço” dentro da memória. quanto os dados utilizados durante a execução do mesmo. Este procedimento é chamado de refresco de memória.

do tipo ROM (sigla de Read Only Memory).2.2 Memória volátil estática A memória estática não necessita ser analisada ou recarregada a cada momento. Fabricada com circuitos eletrônicos conhecidos como latch. que nos garante acesso aos dados armazenados a partir de qualquer endereço. bem como os dispositivos de armazenamento em massa.2. CDs e disquetes. Dentre as memórias do tipo ROM destacam-se as seguintes: Exsto Tecnologia . disco rígido. uma vez gravada o usuário não terá acesso a possibilidade de fazer alterações nos dados ali contidos. guardam a informação por todo o tempo em que estiverem recebendo alimentação. Como exemplos. permitem o acesso aleatório e são conhecidas pelo fato de o usuário não poder alterar o seu conteúdo. Para gravar uma memória deste tipo são necessários equipamentos específicos conhecidos como gravadores de memória. 13. o tamanho e o fabricante. Figura 12. podemos citar as memórias conhecidas por ROM e FLASH.3 Memória não volátil São aquelas que guardam todas as informações mesmo quando não estiverem a receber alimentação. As memórias somente para leitura.XD201 – Eletrônica Digital 148 devido ao nome adotado em inglês Randomic Acess Memory (Memória de acesso randômico).1 – Exemplo de memória RAM aplicada em Computadores 13. que devem levar em consideração o tipo de tecnologia empregada na construção da memória.

4 Estrutura e endereçamento Uma memória pode ser entendida como um armário. Para isso existe uma forma de informar a prateleira a ser acessada (endereço) e qual o tipo de acesso (leitura ou escrita). Para apagar os dados nela contidos. Isto pode ser feito através de uma pequena janela de cristal presente no circuito integrado. apagada ou regravada utilizando um equipamento que fornece as voltagens adequadas em cada pino. EEPROM Electrically Erasable Programable Read Only Memory (memória programável e apagável eletronicamente somente de leitura) 13. Pode ser gravada. CE Controle WR OE Dados Figura 12. D E An C Endereços .XD201 – Eletrônica Digital 149 Sigla ROM PROM EPROM Nome Read Only Memory (memória somente de leitura) Programable Read Only Memory (memória programável somente de leitura) Erasable Programable Read Only Memory (memória programável e apagável somente de leitura) Tecnologia Gravada na fábrica uma única vez. A figura abaixo apresenta um diagrama genérico de uma memória semicondutora. Gravada pelo usuário uma única vez. onde cada prateleira representa um endereço de memória.1 – Funcionamento de uma memória Exsto Tecnologia . É possível então guardar (escrever) ou retirar (ler) o conteúdo de cada prateleira. . Pode ser gravada ou regravada por meio de um equipamento que fornece as voltagens adequadas em cada pino. D I 2n . O . basta iluminar o chip com raios ultravioleta.

basta dividir a capacidade por 8. Portanto. Uma memória com 10 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits tem 8kb (8 kilobits ou 8192 bits). Uma memória com 12 bits de endereço organizada em palavras de 16 bits tem 64kb (64 kilobits ou 65536 bits). O sinal CE (Chip Enable) permite selecionar qual chip está ativo se a memória for usada em conjunto com outras memórias ou outros dispositivos. sendo que um kilobit corresponde a 210 = 1024 bits. e não em número de bytes. O sinal OE (Output Enable) é usado para ativar o buffer de saída da memória em operação em barramentos. É usual se expressar a memória em múltiplos de kb (kilobits). Os pinos de dados são por onde as informações são lidas e escritas. 2.XD201 – Eletrônica Digital 150 No diagrama podemos identificar as principais partes de uma memória. 3. Os pinos de endereços apontam qual posição da memória será acessada. Uma memória com 16 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits tem 512 kb (512 kilobits ou 524288 bits) Observações: 1. A capacidade sempre deverá ser expressa em número de bits. 1kb = 1024 bits. O sinal de controle WR (write) permite indica se o acesso à memória será uma operação de leitura (WR = 1) ou escrita (WR = 0). 4kb = 4096 bits. Para saber quantos bytes têm a memória em bytes. 2. Exemplos: 1. Internamente um decodificador faz a conversão para que apenas um endereço seja acessado por vez. Exsto Tecnologia . 64kb = 65536 bits. A capacidade de uma memória indica quantos bits ela é capaz de armazenar e é dado pela expressão: Capacidade = palavra x 2endereços Sendo: Palavra: o número de bits da palavra no qual a memória está organizada Endereços: número de bits de endereços. 3.

8kb = 1kB. Exsto Tecnologia . A unidade para indicar bits é “b” (minúsculo) enquanto para indicar byte é “B” (minúsculo). Assim.XD201 – Eletrônica Digital 151 4.

baixo ou alta impedância. apresentado como entrada de um circuito digital.XD201 – Eletrônica Digital 152 Glossário Buffer/Driver: Circuito projetado para fornecer uma corrente de saída alta e/ou tensão também alto se comparadas aos parâmetros normalmente associados aos circuitos lógicos comuns. Causados quando ambos os transistores conduzem simultaneamente. Dispositivo Lógico Programável (PLD): Circuito integrado que contém um grande número de funções lógicas interconectadas. Saída de três estados (tristate): Tipo de estrutura que permite que uma saída seja colocada em um dos três estados: alto. Transientes de corrente: Picos de corrente gerados pela saída totem-pole de um circuito TTL. Lógica absorvedora de corrente: Família lógica na qual a saída de um circuito lógico drena corrente da entrada de um outro circuito lógico. onde são colocados os componentes eletroeletrônicos de um circuito integrado. Atua como se estivesse logicamente desconectado ao circuito. Substrato: Pedaço de material semicondutor. CIs Unipolares: Circuitos Integrados digitais nos quais um transistor unipolar por efeito de campo (MOSFET) é o principal elemento para a construção dos circuitos. abrindo as conexões apropriadas. Exsto Tecnologia . Lógica fornecedora de corrente: Família lógica na qual a saída de um circuito lógico fornece corrente para a entrada de um outro circuito lógico. Resistor de pull-up: Assegura em uma entrada (que pode ser compartilhada) de uma porta lógica o nível lógico 1. Strobing: Técnica utilizada para eliminação de spikes. Lógica acoplada pelo emissor (ECL): Também conhecida como lógica em modo de corrente. Spike: Mudança momentânea e espúria em um nível de tensão. sinônimo de inativo. “Unasserted” : Termo usado para descrever o estado de um sinal lógico. Saída a coletor aberto: Tipo de estrutura de saída de alguns circuitos TTL (Transistor-Transistor Logic). no qual só é usado um transistor com seu coletor em flutuação. Saída totem-pole: Termo usado para descrever a forma na qual dois transistores bipolares são ligados na saída de alguns circuitos TTL. Entrada flutuante ou em flutuação: Sinal em alta impedância. CIs bipolares: Circuitos Digitais integrados nos quais transistores PNP ou NPN são os principais formadores do circuito. O usuário pode programar o CI para uma função específica. Resistor de pull-down: Assegura em uma entrada (que pode ser compartilhada) de uma porta lógica o nível lógico 0.

Componentes da família TTL 7400: Quatro portas NAND de duas entradas 7401: Quatro portas NAND de duas entradas com coletor aberto 7402: Quatro portas NOR de duas entradas 7403: Quatro portas NOR de duas entradas com coletor aberto 7404: Seis inversores (porta NOT) 7405: Seis inversores (porta NOT de saídas com coletor aberto) 7406: Seis Buffer/Driver inversores com saídas de 30V com coletor aberto 7407: Seis Buffer/Driver com saídas de 30V com coletor aberto 7408: Quatro portas AND de duas entradas 7409: Quatro portas AND de duas entradas com coletor aberto 7410: Três portas NAND de três entradas 7411: Três portas AND de três entradas 7412: Três portas NAND de três entradas com coletor aberto 7413: Duas portas NAND de quatro entradas Schmitt trigger 7414: Seis inversores Schmitt trigger 7415: Três portas AND de três entradas com coletor aberto 7416: Seis Buffer/Driver inversores com saídas de 15V com coletor aberto 7417: Seis Buffer/Driver com saída de 15V com coletor aberto 7419: Seis inversores Schmitt trigger 7420: Duas portas NAND de quatro entradas 7421: Duas portas AND de quatro entradas 7422: Duas portas NAND de quatro entradas com coletor aberto 7423: Duas portas NOR de quatro entradas com strobe expansíveis 7425: Duas portas NOR de quatro entradas com strobe 7426: Quatro portas NAND de duas entradas com saídas de 15V com coletor aberto 7427: Três portas NOR de três entradas Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 153 Apêndice A .

74L78: Dois Flip-Flops JK com Preset.XD201 – Eletrônica Digital 154 7428: Quatro portas NOR de duas entradas 7430: Uma porta NAND de oito entradas 7431: Seis elementos de atraso 7432: Quatro portas OR de duas entradas 7433: Quatro portas NOR buffer de duas entradas com coletor aberto 7436: Quatros portas NOR de duas entradas (pinagem diferente do 7402) 7437: Quatro portas NAND de duas entradas 7438: Quatro portas NAND de duas entradas com coletor aberto 7439: Quatro portas NAND buffer de duas entradas 7440: Duas portas NAND buffer de quatro entradas 7441: Driver BCD para Decodificador Decimal/NIXIE Tube 7442: Decodificador BCD para Decimal 7443: Decodificador Excesso-3 para Decimal 7444: Decodificador Gray-Excesso-3 para Decimal 7445: Decodificador BCD para Decimal 7446: Decodificador BCD para 7 segmentos com saídas de 30V com coletor aberto 7447: Decodificador BCD para 7 segmentos com saídas de 15V com coletor aberto 7448: Decodificador BCD para 7 segmentos com parada 7449: Decodificador BCD para 7 segmentos com coletor aberto 7470: Flip-Flop J-K com Preset e Clear com porta AND ativado por borda de subida 74H71: Flip-flop JK mestre escravo com Preset com porta AND-OR 74L71: Flip-flop RS mestre escravo com Preset e Clear com porta AND 7472: Flip-Flop JK mestre escravo com Preset e Clear com porta AND 7473: Dois Flip-Flops JK com Clear 7474: Dois Flip-Flops tipo D com Preset e Clear ativos por borda de subida 7475: Latch biestável de 4-bits 7476: Dois Flip-Flops JK com Preset e Clear 7477: Latch biestável de 4-bits 74H78. Clear comum e Clock comum Exsto Tecnologia .

dois Presets assíncronos 7495: Registrador de deslocamento de 4 bits.XD201 – Eletrônica Digital 155 74LS78A: Dois flip-flops JK com Preset. entrada paralela. saída paralela e Preset assíncrono 7497: Multiplicador binário síncrono de 6 bits 7498: Registrador de armazenamento/seleção de dados de 4 bits 7499: Registrador de deslocamento de 4 bits bidirecional universal 74100: Dois latch biestáveis de 4 bits 74101: Flip-Flop JK ativo por borda de descida com Preset e com disparo por porta AND-OR 74102: Flip-Flop JK ativo por borda de descida com Preset e Clear com disparo por porta AND 74103: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear 74104: Flip-Flop JK Mestre Escravo 74105: Flip-Flop JK Mestre Escravo 74106: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset e Clear 74107: Dois Flip-Flops JK com Clear Exsto Tecnologia . saída serial e entradas com disparo 7492: Contador divisor por 12 (seções divide por 2 e divide por 6 separadas) 7493: Contador binário de 4 bits (seções divide por 2 e divide por 8 separadas) 7494: Registrador de deslocamento de 4 bits. Clear comum e clock comum ativos por borda de descida 7479: Dois flip-flops D 7480: Somador completo com disparo 7482: Somador completo de 2 bits 7483: Somador completo de 4 bits 7484: Memória RAM de 16 bits 7485: Comparador de magnitude de 4 bits 7486: Quatro portas XOR (ou exclusivo) de duas entradas 7487: Elemento Verdadeiro/Complemento/Zero/Um de quatro bits 7488: Memória ROM de 256 bits 7489: Memória de leitura/escrita de 64 bits 7490: Contador de década (seções divide por 2 e divide por 5 separadas) 7491: Registrador de deslocamento de 8 bits com entrada serial. saída paralela. bidirecional 7496: Registrador de deslocamento com entrada paralela.

Clock comum e Clear 74116: Dois latches de 4 bits com Clear 74118: Seis Latches set/reset 74119: Seis Latches set/reset 74120: Dois Excitadores/Sincronizadores de pulso 74121: Multivibrador monoestável 74122: Multivibrador monoestável reativável com Clear 74123: Dois multivibradores monoestáveis reativáveis com Clear 74124: Dois osciladores controlados por tensão 74125: Quatro buffers com saídas tristate. ativos por sinal negativo 74126: Quatro buffers com saída tristate. Clear comum e Clock comum 74109: 8Dois Flip-Flops J-Not-K ativos por borda de subida com Preset e Clear 74110: Flip-Flop JK Mestre Escravo com disparo por porta AND com trava de dados 74111: Dois Flip-Flops JK Mestre Escravo com trava de dados 74112: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear e Preset 74113: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset 74114: Fois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset. ativos por sinal positivo 74128: Quatro portas NOR de duas entradas esxitadores de linha 74130: Quatro portas AND de duas entrada buffers com saídas de 30V com coletor aberto 74131: Quatro portas AND de duas entrada bubbers com saídas de 15V com coletor aberto 74132: Quatro portas NAND de duas entradas com Schmitt Trigger 74133: Porta NAND de treze entradas 74134: Porta NAND de doze entradas com saída tristate 74135: Quatro portas NOR/XOR de duas entradas 74136: Quatrp portas XOR (ou exclusivo) de duas entradas com coletor aberto 74137: Decodificador/Demultiplexador de 3 para 8 linhas com Latch de endereço 74138: Decodificador/Demultiplexador de 3 para 8 linhas 74139: Dois Decodificadores/Demultiplexadores de 2 para 4 linhas Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 156 74107A: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear 74108: Fois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset.

XD201 – Eletrônica Digital 157 74140: Duas portas NAND de quatro entradas com excitador de linha 74141: Decodificador/Excitador de BCD para decimal 74142: Contador de década/Latch de 4 bits/Decodificador de 4 bits para 7 segmentos/Excitador 74143: Contador de década/latch/decodificador/ exctador com corrente de 15 mA constante 74144: Contador de década/latch/decodificador/ excitador com saída de 15V com coletor aberto 74145: Decodificador BCD para decimal/Excitador 74147: Codificador de prioridade de 10 linhas para 4 linhas 74148: Codificador de prioridade de 8 linhas para 4 linhas 74150: Seletor de dados/Multiplexador de 16 linhas para 1 linha 74151: Seletor de dados/Multiplexador de 8 linhas para 1 linha 74152: Seletor de dados/Multiplexador de 8 linhas para 1 linha 74153: Dois Seletores de dados/Multiplaxadores de 4 linhas para 1 linhas 74154: Demultiplexador de 4 linhas para 16 linhas 74155: Dois demultiplexadores de 2 linhas para quatro linhas 74156: Dois demultiplaxadores de 2 linhas para quatro linhas com coletor aberto 74157: Dois multiplexadores/seletores de dados de 2 linhas para 1 linha sem inversão de saída 74158: Dois seletores de dados/multiplaxadores de 2 linhas para 1 linha com inversão de saída 74159: Demultiplaxador de 4 linhas para 16 linhas com coletor aberto 74160: Contador de década síncrono de 4 bits com Clear assíncrono 74161: Contador binário de 4 bits síncrono com Clear assíncrono 74162: Contador de década síncrono de 4 bits com Clear síncrono 74163: Contador binário de 4 bits com clear síncrono 74164: Registrador de deslocamento em série de 8 bits com saída paralela com clear assíncrono 74165: Registrador de deslocamento em série de 8 bits com cargas paralelas e saídas complementadas 74166: Registrador de deslocamento de 8 bits 74167: Multiplicador de taxa de década síncrono 74168: Contador de década de 4 bits ascendente/descendente síncrono Exsto Tecnologia .

clear assíncrono e saídas complementares 74180: Gerador e verificador de paridade Par/Ímpar de 9 bits 74181: Unidade lógica aritmética e gerador de funções de 4 bits 74182: Gerador de carry futuro 74183: Somador completo com dois carry-save 74184: Decodificador de BCD para binário 74185: Decodificador de binário para BCD 74186: Memória ROM de 512 bits (64x8) com coletor aberto 74187: Memória ROM de 1024 bits (256x4) com coletor aberto 74188: Memória PROM de 256 bits (32x8) com coletor aberto 74189: Memória RAM de 64 bits (16x4) com saídas tristate inversoras 74190: Contador de década ascendente/descendente síncrono Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 158 74169: [[Contador binário de 4 bits ascendente/descendente síncrono 74170: Banco de registradores 4 por 4 com saídas com coletor aberto 74172: Banco de registradores com portar múltiplas de 16 bits com saídas tristate 74173: Quatro flip-flops D com saídas tristate 74174: Seis flip-flops D com clear comum 74175: Quatro flip-flops D ativos por borda com saídas complementares e clear assíncrono 74176: Contador de década/Latch pré-ajustável 74177: Contador de década/Latch pré-ajustável 74178: Registrador de deslocamento de 4 bits com acesso paralelo 74179: Registrador de deslocamento de 4 bits com acesso paralelo.

XD201 – Eletrônica Digital 159 CADERNO DE EXPERIÊNCIAS Eu escuto e esqueço..Confúcio Exsto Tecnologia . Faço e entendo.. Vejo e lembro. .

XD201 – Eletrônica Digital 160 1 Aula Teórica . O que caracteriza um sistema digital? E um sistema analógico? Cite 3 vantagens do uso de sistema digitais sobre sistemas analógicos. Sistemas de Numeração e conversão 3. 2. 16 e 8 Estudar as principais características físicas das portas lógicas. Converta os seguintes valores de BINÁRIO para DECIMAL e HEXADECIMAL Hexadecimal Decimal Binário 1100 10010111 10110100 01110011 Hexadecimal Decimal Binário 0101 10101010 00110011 11110000 Exsto Tecnologia .Fundamentos Objetivos: Revisar os fundamentos de eletrônica digital Realizar exercícios envolvendo sistemas de numeração em base 10. Referências: 1 – Introdução a eletrônica digital 2 – Sistemas de Numeração e conversão 4 – Famílias de circuitos lógicos digitais Material Necessário: Não há Questionário: Introdução a eletrônica digital 1. 2. Converta os seguintes valores de DECIMAL para BINÁRIO e HEXADECIMAL Binário Hexadecimal Decimal 23 64 65 100 1010 Binário Hexadecimal Decimal 2 12 125 1024 32000 4.

De que componentes discretos podem ser formadas as portas lógicas TTL e CMOS? 9. 7. 54H/74H. 54/74. Quais são as margens de ruído típicas para a família TTL? Quais é o parâmetro de Fan-out da família TTL? Exsto Tecnologia . 1001110101 Converta os seguintes valores de HEXADECIMAL para BINÁRIO e DECIMAL Binário Decimal Hexadecimal C 17 3F4 5B6 3FBA Binário Decimal Hexadecimal 3 10 CD 567 1FFE Famílias de circuitos lógicos digitais 6. 54L/74L. Qual é a nomenclatura utilizada para classificar os circuitos integrados? Cite as diferenças de alguns parâmetros de operação entre as famílias TTL 54LS/74LS. Quais são as principais métricas de tensão e corrente medidos em uma porta lógica? 10.XD201 – Eletrônica Digital 161 1011011011 5. 8. 54S/74S. 11.

nome dado a sua teoria. pode resolver problemas práticos de controle e fabricação de produtos mesmo numa época que não havia Eletrônica e nem as máquinas eram suficientemente avançadas para utilizar seus princípios. 2. Álgebra de Boole Material Necessário: Módulo XDM01. Introdução: George Boole foi um matemático inglês. da Eletrônica Digital. baseada em uma série de postulados e simples operações para resolver inúmeros problemas. as regras que Boole criou tornaram-se importantes com o advento da Eletrônica. Conhecer a variedade de portas lógicas disponíveis e suas combinações. Referências: 3. Quais são as funções lógicas básicas da álgebra de Boole? Quais são as propriedades das operações da álgebra de Boole? Exsto Tecnologia . Entretanto. Fios e cabos para conexões. Questionário: 1. especificamente. A álgebra de Boole.XD201 – Eletrônica Digital 162 2 Aula prática – Portas Lógicas Objetivos: Conhecer a álgebra de Boole. Verificar os métodos de criação e simplificação da Tabela da verdade. Boole estabelece em sua teoria que só existem duas condições possíveis ou estados possíveis para qualquer coisa que se deseje analisar e estes dois estados são opostos. que gerou os atuais e cada vez mais potentes computadores. desenvolveu uma teoria inovadora nos meados do século XIX.

simplificando se possível: Exercícios: 1.XD201 – Eletrônica Digital 163 3. Utilizando o Kit.: Utilize os manuais para uma montagem correta! a) b) c) d) Exsto Tecnologia . Qual é a função lógica básica que pode representar todas as outras funções lógicas básicas? • Monte no KIT o circuito abaixo. e determine sua expressão lógica. monte os seguintes circuitos digitais e monte suas respectivas tabelas da verdade: OBS.

faça a tabela da verdade para cada porta. usando as a) A ⋅ B ⋅ C ⋅ D + A ⋅ D b) B ⋅ C ⋅ A + B ⋅ ( A ⋅ D + A ⋅ D ) c) ( A + B ) ⋅ (C + E ) ⋅ ( B ⋅ E ) ⋅ ( A ⋅ D ) d) (A + B) ⋅ (C . simplifique a expressão usando o mapa de simplifique Karnaugh. Desenhe e monte os circuitos das seguintes equações lógicas. Exsto Tecnologia .D + C ⋅ D) ⋅ ( A ⋅ D + A ⋅ D ) propriedades quando possível: Exercícios Propostos: 1.XD201 – Eletrônica Digital 164 e) 2. Para cada circuito lógico acima. se possível. 3. Monte todas as portas lógicas básicas a partir da porta “NAND”.

confirme as seguintes igualdades: 3. Usando somente portas NOR. Montando o circuito no kit. construa uma porta inversora e uma porta “AND” e monte a tabela da verdade para as equações: Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 165 2.

Cite alguns exemplos de uso de um codificador? 3. Desta forma. Cada combinação de entrada seleciona uma combinação de dados referentes à informação aplicada em sua entrada. isto é.XD201 – Eletrônica Digital 166 3 Aula prática . Qual tipo de decodificação o C.I. Introdução: Um codificador é um circuito combinacional usado para converter códigos.1. onde cada saída é tida como um endereço diferente. serão 4 saídas. de modo que cada combinação de saída somente será selecionada por uma das 10 possibilidades de entrada. com n ≤ 2m. Codificadores/decodificadores Material Necessário: Módulo XDM02. Um codificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Que tipo de decodificador apresenta um código BCD na sua saída a partir do acionamento de apenas uma de nove entradas selecionadas? 2. SN74LS147N realiza? Exsto Tecnologia . que uma entrada está ativada se ela vale zero. Referências: 6. Analisar o funcionamento de circuitos codificadores decimal BCD. Fios e cabos para conexões. Questionário: 1. representado por um endereço em binário. é útil que se associe a cada combinação de saída um índice decimal representando as possibilidades de entradas responsáveis pela sua ativação. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1. Se tivermos um codificador 10:4. Assumindo-se ativação em lógica inversa.Codificadores Objetivos: Analisar o uso de circuitos codificadores. Para ativar uma dentre 4 saídas são necessárias 10 variáveis de entrada (daí 10:4).

Dica: como as saídas do codificador trabalham com lógica invertida e as entradas do decodificador não. Exercício Propostos: 1. Exsto Tecnologia . Responda a qual código se refere às combinações obtidas. que estão presentes no módulo XDM01. implemente as conexões necessárias para a operação do codificador utilizando as chaves lógicas e os leds de demonstração. Utilizando o módulo XDM02 no Kit. é necessário usar portas inversoras.XD201 – Eletrônica Digital 167 Exercícios: 1. Faça a varredura necessária e obtenha a tabela da verdade. 2. Monte o circuito decodificador estudado e faça a ligação entre o codificador e o decodificador. Analise o resultado obtido quando se realiza a montagem do sistema não respeitando a ordem dos dados intermediários.

Desta forma. onde cada saída é tida como um endereço diferente. Para ativar uma dentre 10 saídas são necessárias 4 variáveis de entrada (daí 4:10). Se tivermos um decodificador 4:10.XD201 – Eletrônica Digital 168 4 Aula prática . de modo que cada saída somente será selecionada por uma das 10 combinações. que uma saída está ativada se ela vale zero. Que tipo de decodificador tem apenas uma de dez saídas ativadas a partir de sinais BCD de entrada? Exsto Tecnologia . isto é. Codificadores/Decodificadores Material Necessário: Módulo XDM02.1. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1.Decodificadores Objetivos: Analisar o uso de circuitos decodificadores. é útil que se associe a cada saída um índice decimal representando a combinação de entradas responsável pela sua ativação. com m ≤ 2n. Um decodificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Como é denominado um circuito que joga o sinal de uma entrada em uma de quatro saídas? 2. Fios e cabos para conexões. Assumindo-se ativação em lógica inversa. Introdução: Um decodificador é um circuito combinacional usado para ativar um entre m componentes. Referências: 6. Cada combinação de entrada seleciona um e somente uma dentre as 10 saídas. Questionário: 1. Analisar o funcionamento de decodificadores BCD para decimal. serão 10 saídas. representado por um endereço em binário.

SN74LS42N realiza? Exercícios: 1. 2. Qual tipo de decodificação o C. implemente as conexões necessárias para a operação do decodificador utilizando as chaves BCD e os leds de demonstração. onde um operador possa controlar 8 equipamentos diferentes através de 3 chaves de controle. Exercícios Propostos: 1. Utilizando o módulo MD02 no Kit.XD201 – Eletrônica Digital 169 3. Compare os resultados obtidos nas experiências anteriores. Projete um sistema de controle de acionamento de cargas. Exsto Tecnologia . Altere as chaves BCD por chaves lógicas repita a operação acima e obtenha a tabela da verdade. 3.I. Esboce o circuito lógico e apresente a tabela da verdade. Utilizando as chaves BCD faça a varredura necessária para a obtenção da tabela da verdade.

Desta forma. Se tivermos um decodificador 3:8. onde cada saída é tida como um endereço diferente. Referências: 6.1. Cada combinação de entrada seleciona um e somente uma dentre as 8 saídas. que uma saída está ativada se ela vale um.XD201 – Eletrônica Digital 170 5 Aula prática – Conversor BCD para 7 Segmentos Objetivos: Analisar o funcionamento de decodificadores BCD para display de sete segmentos. representado por um endereço em binário. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1.2. é útil que se associe a cada saída um índice decimal representando a combinação de entradas responsável pela sua ativação. Qual a aplicação direta para o conversor BCD para 7 segmentos? Qual a vantagem de usar um conversor BCD para 7 Segmentos integrado? Exsto Tecnologia . Questionário: 1. de modo que cada saída somente será selecionada por uma das 8 combinações. isto é. Para ativar uma dentre 8 saídas são necessárias 3 variáveis de entrada (daí 3:8). 2. Introdução: Um decodificador é um circuito combinacional usado para ativar um entre m componentes. Fios e cabos para conexões. Um decodificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Assumindo-se ativação em lógica direta. com m ≤ 2n. Decodificador BCD para sete segmentos Material Necessário: Módulo XDM03. serão 8 saídas.

2. Verifique todas as saídas para todas as entradas possíveis. Exsto Tecnologia . Exercícios Propostos: 1 Explorar no conversor as 16 possibilidades de dados e apresentar a tabela da verdade. Ligue as saídas da Chave BCD a entrada do conversor BCD para 7 segmentos do MD03. gere a tabela da verdade e explique porque estão limitados os dados a apenas 10 algarismos.XD201 – Eletrônica Digital 171 Exercícios: 1. Implemente um display que visualize todas as combinações BCD utilizando o MD03 (decodificador BCD – 7 segmentos).

escolher quais das funções de entrada. ou seja. para vários canais.2. vinda de um único canal. Questionário: 1. Quais as vantagens de se utilizar a multiplexação? 2. Multiplexadores/Demutiplexadores Material Necessário: Utilizar Módulo XDM08. Os multiplexadores têm a funcionalidades. Referências: 6. Introdução: A idéia de multiplexadores e demultiplexadores é uma das mais importantes para compreensão de circuitos eletrônicos. Cite um exemplo prático de aplicação de um multiplexador/demultiplexador. Montagem de MUX/DEMUX.XD201 – Eletrônica Digital 172 6 Aula prática – Multiplex/Demultiplex Objetivos: Analisar o funcionamento dos Multiplexadores e Demultiplexadores. Fios e cabos para conexões. enviam as informações. Os demultiplexadores efetuam a função inversa dos multiplexadores. Exsto Tecnologia . Existem diversas técnicas desenvolvimento em circuitos integrados para fazer o que resumidamente poderíamos definir como "chavear caminhos" para os bits que vão passar por esse circuito. ou quais dos canais de informações devem ser ligados a saída.

Utilizando as freqüências disponíveis do módulo principal. utilize 4 delas nas entradas de D0a D3 no módulo MD008 e disponibilize a saída em algum Led do módulo principal chaveando a entrada . Y7 Y6 Y5 Y4 Y3 Y2 Y1 Y0 DEMUX IN Exsto Tecnologia . D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0 MUX OUT 2. Ao inverso do exercício anterior disponibilize os Led’s na saídas Y0 a Y7 do Demux e entre com diferentes freqüências de entrada.XD201 – Eletrônica Digital 173 Exercícios: 1.

podem ser encontrados saídas que indicam se o resultado é igual a zero. Introdução: Como se pode observar. respeitando-se apenas a posição dos bits nas duas palavras. respectivamente). Isso ocorre também com o aumento do número de bits envolvidos na operação. Uma ULA tipicamente tem duas palavras de entrada (4 ou 8 bits) e uma palavra de saída (4 ou 8 bits. Quando se trata de operações aritméticas. Fios e cabos para conexão. os bits são tratados individualmente. Adicionalmente. à medida que a complexidade das operações matemáticas é maior os circuitos necessários aumentam. se ouve estouro da capacidade de representação. A seleção da operação a ser realizada é feita através de entradas com esses fins. Exsto Tecnologia . isto é.XD201 – Eletrônica Digital 174 7 Aula prática – Modulo ALU Comp. Por esse nome também se designa o blocos interno responsável por operações lógicas e aritméticas em processadores e microcontroladores. internamente existe carry que o resultado de um bit influencie o resultado do seguinte. comparação se os valores de entrada são iguais.. envolvendo palavras de 4 ou 8 bits. Para solucionar esses problemas foram desenvolvidos circuito integrados capazes de realizar diversas operações lógicas e aritméticas. Esse circuito é chamado de ULA – Unidade Lógica Aritmética (em inglês ALU – Arithmetic Logic Unit).. Magnitude Objetivos: Analisar a utilização prática do módulo ALU Comp. etc. qual o maior. Magnitude. No caso das operações lógicas. Referências: 7. as palavras de entradas são consideradas como valores inteiros. Circuitos Aritméticos Material Necessário: Módulo XDM04.

CAh e) BBh . utilize a notação complemento 2): a) ABh + CAh b) BBh + AAh c) EAh + FBh d) ABh . Utilizando o módulo XDM04 realize as operações a seguir e anote os resultados. Execute as seguintes operações (quando ocorrem valores negativos. faça a análise usando sempre lógica não-invertida (high). Para esse exercício utilize apenas as uma dela.AAh f) EAh – FBh g) ABh and CAh h) BBh and AAh i) EAh and FBh j) ABh xor CAh k) BBh xor AAh l) EAh xor FBh Exercícios 1. aplicando os sinais de A0 a A3 e de B0 a B3 a) Soma: A + B i) 2 + 3 = ii) 8 + 8 = iii) 5 + 4 = b) Subtração: A – B i) 3 – 2 = ii) 2 – 3 = iii) 7 – 7 = c) E: A and B i) 2 + 3 = ii) 8 + 8 = Exsto Tecnologia . Em sua tabela da verdade.XD201 – Eletrônica Digital 175 Questionário: 1. (2)o módulo possui duas ALUs agrupadas. Dicas: (1)leia com a tenção o manual da ALU 74LS181.

Utilizando o comparador de magnitude do módulo XDM04 (74LS82) realize a comparação entre os valores a seguir.XD201 – Eletrônica Digital 176 iii) 5 + 4 = d) Ou-Exclusivo: A xor B i) 3 – 2 = ii) 2 – 3 = iii) 7 – 7 = 2. Dica: o módulo possui duas ALUs agrupadas. A (Q) 00 03 4f CD B (A) 00 04 2F F0 P>Q P=Q Interpretação Exercícios Propostos 1. anotado o resultado de P>Q e P=Q e interpretando se A>B. A<B ou A = B. A 13h 05h 3Ch 13h B 02h A0h D2h 0Fh A or B A+B A–B A and B A or B A xor B 2. Para tanto a chave “CN-CN+4” deve estar na posição ON. Para esse exercício utilize as duas em conjunto. Utilizando o módulo XDM04 realize as operações a seguir e anote os resultados. Pesquise o comparador de magnitude 74LS85 e preencha a tabela abaixo conforme os resultados que serial obtidos. A 2 8 1 C B 4 5 1 7 Exsto Tecnologia A>B A<B A=B .

Este computador. Exsto Tecnologia . Introdução: Vimos anteriormente o funcionamento de uma lógica combinacional.XD201 – Eletrônica Digital 177 8 Aula prática – Flip-flop’s Observar os princípios de funcionamento dos tipos de Flip-flop’s. da existência de conhecimento sobre os estados anteriores do sistema em função do tempo. p. a lógica de todas elas está associada a circuitos oscilantes. Estes circuitos apresentam um grave problema. Analisar a utilização prática dos flip-flop's. que vai alternar estados entre zero e um. ou ainda. que podem alternar sua saída (estados flip ou flop. somadores e toda uma lógica que depende. chamados de flip-flop. memória. Existem distintos tipos de memória. e será utilizado na propagação temporal da informação. Módulo XDM01 Cabos e fios para conexão. O conceito de tempo está associado a pulsos de um relógio (clock). e como retransmitir esta informação em tempos (pulsos de clock) posteriores. Circuitos Seqüenciais – Flip-Flop Material Necessário: Módulo XDM07. porém. ou seja. com uma freqüência pré-determinada. por exemplo. osciladores. que é a ausência de memória sobre os estados anteriores. Objetivos: Referências: 8. depende da existência de contadores.) em função dos parâmetros de entrada e do tempo decorrido. fundamentalmente. O objetivo fundamental desta aula é entender como podemos armazenar informação em uma estrutura eletrônica.e. uma lógica para a qual a saída é pré-determinada de forma unívoca pelas entradas. Todo o desenvolvimento computacional e de comunicações digitais está suportado pela concepção de memória.

XD201 – Eletrônica Digital 178 Questionário: 1. montar um flip flop síncrono com Preset e Clear e flip-flop levantar a tabela da verdade. Exsto Tecnologia . a) Flip-flop RS Assíncrono flop b) Flip-flip RS Síncron p Síncrono 2. montar um flip p RS e levantar a tabela da flip-flop verdade. Usando o módulo XDM07. Exercícios: 1. Usando as portas lógicas do XDM01. Esboce o circuito elétrico de um Flip-flop do tipo RS.

flip-flop a) Flip-Flop J-K Exsto Tecnologia . Para tanto. faça as conversões para os demais tidos de flip flop abaixo e levante sua tabela da verdade.XD201 – Eletrônica Digital 179 3. Montar um flip-flop Mestre escravo. utilize a montagem do exercício 2 como mestre e a montagem do exercício 1 como escravo. conforme a figura abaixo. Tomando como base o flip flip-flop Mestre-escravo do exercício anterior. Levante a tabela da verdade desse flip flip-flop. 4.

XD201 – Eletrônica Digital 180 b) Flip-Flop T c) Flip-Flop D Exsto Tecnologia .

Analisar a utilização prática dos contadores. A este conjunto de níveis lógicos dá-se o nome de estados internos do contador. Fios e cabos para conexões. Como podemos construir um divisor de freqüência a partir de um contador? Exsto Tecnologia . deste modo cada um dos flip-flops envolvidos são acionados seqüencialmente em tempos diferentes. portanto.XD201 – Eletrônica Digital 181 9 Aula prática – Contadores Assíncronos com Flip-Flop Objetivos: Observar os princípios de funcionamento dos contadores. Questionário: 1. 2. Analisar a utilização prática dos flip-flop's. a velocidade da seqüência gerada é determinada pela freqüência dos pulsos de clock. Referências: 9. Explique qual fator caracteriza um contador como assíncrono. O contador é formado basicamente por flip-flops e. Sua característica assíncrona se deve ao fato de que a saída do flip-flop anterior gera o clock de referência para o flipflop seguinte. caracterizando-se assim a assíncronia. Contadores Material Necessário: Módulo XDM05. Introdução: Os circuitos contadores são subsistemas seqüenciais que fornecem em suas saídas um conjunto de níveis lógicos numa seqüência predeterminada. correspondente a modos de contagem preestabelecidos.

Explique a necessidade de se utilizar circuitos de inicialização em aplicações com contadores lógicos. estabelecendo uma armadilha para reinício da contagem. Utilizando o módulo MD05 no Kit.XD201 – Eletrônica Digital 182 3. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade 2. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 à 12 indefinidamente. Exercícios propostos: 1. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 à 15 indefinidamente. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade. Exsto Tecnologia . implemente as conexões necessárias para obter um divisor de freqüência 1:13. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Exercícios: 1. repetindo essa contagem indefinidamente. Projete um contador assíncrono que conte de 2 até 7. 2.

Fios e cabos para conexões. Desse modo se torna importante entender à diferenciação destes dispositivos bem como seu funcionamento.Contador Assíncrono Integrado Objetivos: Analisar a utilização prática dos contadores. Descreva o funcionamento da associação de contadores integrados. 2. Introdução: Contadores integrados são constituídos de flip-flops como qualquer outro contador. Questionário: 1. modos de associação em série e outras possibilidades. Analisar a utilização de contadores integrados. mas a possibilidade de ter esse mesmo dispositivo integrado em um só chio vem a simplificar o circuito. Contadores Material Necessário: Módulo XDM05. Exercícios: 1. Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 183 10 Aula prática . Utilizando o módulo MD05 no Kit. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 a 15 indefinidamente. Apresente o diagrama de associação em série de um contador de 4 bits para se obter um contador de 8 bits. Referências: 9. bem como diminuir custos.

implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 a 12 indefinidamente. estabelecendo uma armadilha para reinício da contagem. Projete um contador assíncrono que conte de 0 até 7. implemente as conexões necessárias para obter um divisor de freqüência 1:5. Exsto Tecnologia . Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade.XD201 – Eletrônica Digital 184 2. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade 2. repetindo essa contagem indefinidamente. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Exercícios propostos: 1.

Quais são as características principais de um contador síncrono? Qual é a característica principal do código Gray? Exsto Tecnologia . a velocidade da seqüência gerada é determinada pela frequência dos pulsos de clock. Essa característica proporciona a possibilidade de se criar contadores não seqüenciais. Introdução: Os circuitos contadores são subsistemas seqüenciais que fornecem em suas saídas um conjunto de níveis lógicos numa seqüência predeterminada. Analisar a utilização de máquinas de estado. Referências: 9. já que o próximo valor é uma resultante depende do valor antecedente a ela. correspondente a modos de contagem preestabelecidos.XD201 –Eletrônica Digital 185 11 Aula prática . Contadores baseados em máquina de estado possuem a particularidade de que o estado anterior é relevante para a transição do próximo estado. portanto. garantindo assim a sincronia nas mudanças de estado.Contador Gray Objetivos: Analisar a utilização prática dos contadores síncronos. Contadores Material Necessário: Módulo XDM11. 2. Sua característica síncrona se deve ao fato de todas as entradas de clock dos flip-flops envolvidos estão interligadas a apenas uma fonte de clock. Fios e cabos para conexões. O contador é formado basicamente por flip-flops e. Questionário: 1. A este conjunto de níveis lógicos dá-se o nome de estados internos do contador.

XD201 –Eletrônica Digital 186 Exercícios: 1. implemente as conexões necessárias para obter um contador síncrono de código Gray de 4 bits. Utilizando o módulo MD11 no Kit. Exsto Tecnologia .

Questionário: 1. até aparecer na saída do final da seqüência. o bit um aplicado na entrada aparece na saída do primeiro flip-flop no primeiro pulso de clock. Quais são os tipos de registradores de deslocamento mais utilizados? Cite um exemplo prático de aplicação das propriedades do shift-register. apagando todas as informações armazenadas nos flip-flops. Exsto Tecnologia Exercícios: . Introdução: Um registrador de deslocamento ou “shift-register”. Montagem de conversores serial/paralelo e paralelo/serial. consiste num conjunto de flip-flops que podem ser interligados de diversas formas. Veja então que para armazenar um dado de quatro bits num registrador devemos aplicar quatro pulsos de clock e para ler em seqüência. Estes circuitos podem deslocar uma informação (bit) aplicada na entrada de uma posição a cada pulso de clock. mais quatro pulsos de clock. como também é chamado pelo termo em inglês. Fios e cabos para conexões. basta aplicar um pulso na entrada CLEAR. 2. Para “apagar” os dados registrados num shift-register. depois se desloca. Referências: 10. Um registrador de deslocamento utiliza geralmente flip-flop do tipo D que tem sua saída conectada à entrada do flip-flop D seguinte e todos eles são controlados pelo mesmo CLOCK.XD201 –Eletrônica Digital 187 12 Aula prática – Shift Register Objetivos: Analisar o funcionamento dos registradores de deslocamento. como o indicado. aparecendo na saída do segundo flip-flop no segundo pulso de clock e assim por diante. Registros de Deslocamento Material Necessário: Módulo XDM03. Por exemplo.

6. Exsto Tecnologia . Implemente no kit um shift-register SIPO de oito bits usando o módulo MD003. Exercícios Propostos: 4. Projeto um shift-register PISO de quatro bits usando flip-flops. 3. Projeto um shift-register SIPO de quatro bits usando flip-flops.XD201 –Eletrônica Digital 188 1. 2. Implemente no kit um shift-register PISO de oito bits usando o módulo MD003. 5. Projeto um shift-register SISO de quatro bits usando flip-flops. Implemente no kit um shift-register SISO de oito bits usando o módulo MD003.

Além de áudio podemos ter conversões de temperatura. pressão. converte a informação contida em bytes em níveis de tensão correspondentes aos pesos de cada palavra. Qual a resolução alcançada com um conversor de 10 bits que opera em uma faixa de 0v a 3. Referências: 11. ou seja. vazão.3v. posição e outros circuitos. Há características relevantes em uma conversão A/D bem como número de passos. Como exemplo podemos citar a conversão de um arquivo digital em áudio analógico utilizando placas de áudio que acompanham nossos computadores. Introdução: O conversor digital analógico é um circuito responsável por converter dados digitais em grandezas analógicas.0110.1. Estas placas são equipadas com conversores de no mínimo 16 bits. a) 11. bem como diminuir custos. 2. freqüência de amostragem. Calcule as tensões obtidas a partir das seguintes palavras digitais.1010 Exsto Tecnologia . Questionário: 1. Essas características determinarão quais os conversores ideais para a aplicação desejada. Conversores D/A Material Necessário: Módulo XDM09.XD201 –Eletrônica Digital 189 13 Aula prática – Conversor Digital Analógico (D/A) Objetivos: Analisar a utilização prática dos conversores D/A. canais de amostragem e erro de quantização. Fios e cabos para conexões.

meça os valor de tensão de saída para as combinações de entrada.0000b – j) 1111. meça e tome nota de cada tensão e comente os erros de aproximação encontrados. considerando somente os 4 bits mais significativos.1110 c) 00.0001.XD201 –Eletrônica Digital 190 b) 01. Em seguida desenhe a curva da função de transferência.1111b – Exercícios propostos: 1. conecte a entrada digital do D/A as chaves digitais.0000b – g) 0010.1000b – f) 0001. Insira as seguintes palavras e anote as tensões obtidas: a) 0000.0000b – h) 0100.1001. e insira as palavras calculadas acima.0000b – b) 0000. Utilizando o módulo MD09 no Kit.0001b – c) 0000.0100b – e) 0000.1100 Exercícios: 1.1111 d) 10. Para isso. 2.0011. DAC IN Vout [mV] Exsto Tecnologia .0010b – d) 0000.0101.0001 e) 00. Levantar a curva de transferência do D/A.1110.0000b – i) 1000.1010 f) 00. Com o auxilio de um multímetro.

XD201 –Eletrônica Digital 191 D7 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 D6 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 D5 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D4 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 D3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Exsto Tecnologia .

Como exemplo podemos citar a conversão de dados em áudio utilizando placas de áudio que acompanham nossos computadores. faixa dinâmica. Questionário: 1. vazão. Há características relevantes em uma conversão A/D bem como número de passos. posição e outros circuitos. freqüência de amostragem. Exsto Tecnologia . bem como diminuir custos. pressão. resolução.XD201 –Eletrônica Digital 192 14 Aula prática – Conversor Analógico Digital (A/D) Objetivos: Analisar a utilização prática dos conversores A/D. Qual a resolução alcançada com um conversor de 8 bits que opera em uma faixa de 0v a 5v. Fios e cabos para conexões. Referências: 11. tempo de conversão e erro de linearidade. Conversores A/D Material Necessário: Módulo XDM09. Essas características determinarão quais os conversores ideais para a aplicação desejada. Introdução: O conversor analógico digital é um CI (circuito integrado) responsável por converter grandezas digitais em níveis analógicos. Além de áudio podemos ter conversões de temperatura.2. canais de amostragem e erro de quantização.

0001b – c) 0000.0010b – d) 0000. Calcule os valores de conversão obtidos para as seguintes tensões utilizando o conversor acima citado. conecte nos dois canais de entrada sinais ajustáveis a partir de dois potenciômetros alimentados com5v.0000b – j) 1111. Varie o potenciômetro e obtenha as tensões dos seguintes pontos: a) 0000.0000b – g) 0010.0000b – h) 0100.15v f) -0. Conecte o sistema de controle de canal em duas chaves lógicas e as saídas digitais deverão estar conectadas aos leds de visualização. como na figura abaixo. a) -5v b) -4.0000b – i) 1000.1111b – Exsto Tecnologia .0100b – e) 0000.60v Exercícios: 1. Utilizando o módulo MD09 no Kit. 2.1000b – f) 0001.XD201 –Eletrônica Digital 193 2.75v d) -2.0000b – b) 0000.25v e) -1.5v c) -3.

XD201 –Eletrônica Digital 194 3. Insira as tensões citadas na questão 2 do questionário acima e compare com os valores digitas obtidos. Comente a existência de possíveis diferenças encontradas. DAC OUT D7 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 D6 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 D5 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D4 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 D3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Vin [mV] Exsto Tecnologia . considerando somente os 4 bits mais significativos. Para tanto. Levantar a curva de transferência do D/A. anote os valores de Vin. De posse dessa informações trace a curva da função de transferência do DAC. aplique ajuste o sinal de entrada até obter os valores em DAC OUT. Exercícios propostos: 1.

Isso nos permite ligar diversas saídas entre si e acionar apenas uma por vez. o driver de saída do dispositivo pode ser desligado por um pino de controle. Qual a principal funcionalidade de um buffer´s tri-state. Nesta situação são criados barramentos com a ajuda de buffer´s tri-state e latch´s.XAM02 –Eletrônica Digital 195 15 Aula prática – Barramento Objetivos: Analisar a utilização prática do módulo BUS. Introdução: Há situações onde se deseja conectar diversos dispositivos entre si. 2. Como já foi visto. de forma que apenas dois deles troquem informações por vez. um dispositivo ler vários outros ou existir acesso bidirecional em vários dispositivos. isto é. Buffers Latchs e Barramentos Material Necessário: Módulo XDM06. Referências: 12. o sinal presente na entrada do buffer é transferido para a saída se o controle estiver ativo ou a saída permanece em estado de alta impedância (Hi-Z) se controle se estiver desativado. existem componentes com a função de buffer tri-state. Exercícios Exsto Tecnologia . Nestes casos. pode ocorrer de um dispositivo escrever em vários outros. Esboce o circuito de saída do módulo tri-state. Questionário: 1. Fios e cabos para conexões. Dessa maneira.

Analise o esquema elétrico do módulo XDM06 e desenhe um diagrama em blocos ilustrando seu funcionamento.1 C.0] ) a LEDs e observando seu comportamento. Preencha o quadro com os comandos necessários.0.XAM02 –Eletrônica Digital 196 1.0 e outra a entrada de controle G1. 3. conectando o barramento (I/O [7. Movimentação U2 U2 U1 U1 U1 U2 U3 U4 U3 U4 U4 U3 Buffers G1.1. Realize as movimentações dados abaixo. realizando todas as combinações da tabela da verdade do componente. Com um osciloscópio observe no sinal I/O.0 o funcionamento do buffer tri-state.1.1 G1. 2.2 Exsto Tecnologia . Meça com um osciloscópio o sinal em O1. 4.. testando todas as opções de sua tabela da verdade.1 e outra em C.1 Latchs OC.2 OC. Funcionamento do Lacth74LS573: conecte uma chave ao sinal I/O. Funcionamento do buffer tri-state 74LS244: conecte uma chave a entrada I1. outra a OC.2 C.0.

Cada palavra de informação ocupa um “endereço” dentro da memória. Referências: 13. 3. Esses dados geralmente encontram-se organizados em palavras de 4. de forma que é possível referenciar o dado a ser acessado. Quais as diferenças entre memória volátil dinâmica. 16 ou 32 bits. Qual a capacidade de uma memória com 12 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits? Exercícios: Exsto Tecnologia . volátil estática e não volátil? 2.XAM02 –Eletrônica Digital 197 16 Aula prática . 8.Memória Objetivos: Analisar a utilização prática de memórias. Memórias Material Necessário: Módulo XDM10. Fale sobre o funcionamento de alguns tipos de memória ROM. Questionário: 1. não havendo restrições para outros formatos de organização. Fios e cabos para conexões. Introdução: Memórias são dispositivos semicondutores usados para armazenar dados.

Sendo que Dia. Faça a gravação e a leitura de uma data na memória. Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 198 1. Utilizando o módulo MD10 no Kit. Mês e Ano devem ficar cada um em endereços diferentes. Exercícios propostos: 1. implemente as conexões necessárias para fazer a gravação e a leitura de uma palavra de 8 bits em dois endereços diferentes.

Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 199 MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO O manual de operação e manutenção descreve os circuitos do kit didático. detalhando seu funcionamento. São também apresentados os esquemas elétricos desses circuitos e valores de componentes. de forma a permitir a manutenção do equipamento.

na elaboração de cursos e treinamentos que envolvam eletrônica digital básica. Nossa missão é sempre fornecer as melhores ferramentas para o desenvolvimento e aprendizado em eletrônica e desenvolvimento de software. O XD201 é um ambiente de desenvolvimento que visa facilitar o aprendizado e o desenvolvimento de sistemas digitais de pequeno e grande porte. A Exsto Tecnologia é uma empresa situada em Santa Rita do Sapucaí. Modulo gerador de pulsos. além de maximizar as possibilidades de experimentos para cursos. com dois potenciomentos. permite com que qualquer projeto de eletrônica digital montado nas protoboard’s possam ter acesso facilitado a todos os módulos de entrada e saída. Exsto Tecnologia . cidade conhecida como “Vale da Eletrônica” por seu destaque na indústria eletroeletrônica e pela excelência de suas instituições de ensino. o kit contém diversos módulos. Modulo de acesso externo com dois reles. Nesse sentido. testes e manutenção desse equipamento. que através de conectores.exsto. O hardware do kit de eletrônica digital foi desenvolvido procurando disponibilizar o máximo de recursos possíveis ao usuário. Algumas das suas características: Dois módulos de protoboard para montagem. O Kit XD201 será de grande auxílio no aprendizado e desenvolvimento de sistemas digitais.com. Modulo gerador de freqüência. Este documento contém as principais características do kit educacional e visa ser o guia de instalação. Minas Gerais. Modulo de chaves com leds indicativos. compostos de circuitos elementares. Visite nosso site www. Modulo de resistência variável.br para conhecer outras soluções e produtos oferecidos. Modulo de fonte com cinco valores de tensão.XAM02 –Eletrônica Digital 200 1 Introdução Parabéns! Você acaba de adquirir um produto de alta qualidade e tecnologia de ponta. Modulo com quatro display’s de sete segmentos. sendo uma ajustável.

Visão da placa: Exsto Tecnologia . Dois pares de chaves BCD.XAM02 –Eletrônica Digital 201 Modulo de leds tri-state.

No CD estão software relevante. 2. CD com os manuais. esquemas elétricos e este documento. Exsto Tecnologia . consulte a Exsto Tecnologia para esclarecimentos.1 Conteúdo do CD Ao inserir o CD no drive ele deve executar automaticamente um aplicativo que dá acesso ao conteúdo do CD. manuais de componentes do kit. Bastidor de suporte do kit. Placa de suporte aos módulos operacionais e de aplicação.XAM02 –Eletrônica Digital 202 2 Conteúdo do Kit: Depois de retirar o seu kit da embalagem. verifique se o mesmo possui os seguintes itens: Cabo de alimentação. esquemas elétricos e apostilas. Módulos o XDM01 – Portas Lógicas Básicas o XDM02 – Encoder e Decoder o XDM03 – Registro de deslocamento/Decodificador 7 segmentos o XDM04 – ALU e comparador de magnitude o XDM05 – Contadores a flip-flop e circuito integrado o XDM06 – Buffers e Latchs o XDM07 – Flip-flop o XDM08 – Multiplexadores e Demutiplexadores o XDM09 – ADC e DAC o XDM10 – Memória o XDM11 – Código Gray Caso ocorra a falta de algum destes itens ou defeito.

fazendo com que o LEDS correspondente acenda. Se os quatro displays estão com o valor zero. a primeira seria através do multímetro na escala de medição da resistência. verificando o valor resistivo do potenciômetro do inicio ao fim da sua excursão. Uma observação importante é que todos os elementos de entrada do módulo trabalham com +5 v. É importante lembrar que o equipamento. vamos para o segundo passo do teste do equipamento. podemos utilizar dois procedimentos.1 Instalação do Hardware Após a verificação se todos os componentes que acompanham o kit conferem. pois o mesmo tem sua luminosidade variável. Ou ainda. então seria ideal que se pudesse evitar a inserção de uma tensão maior que esta. o mesmo fica localizado na parte inferior esquerda do kit e conta com cinco saídas. assim que for ligado já está pronto para o uso. vamos testar o módulo de potenciômetros. Para fazer isso. assim verificaríamos se o potenciômetro está funcionando. de forma menos precisa. Este módulo pode Exsto Tecnologia . mas não o faríamos com precisão. exceto o LED indicativo do VADJ. ligue o equipamento na tomada e verifique os seguintes itens: Se os LED’S verde da fonte estão acessos. Para testá-lo é só usar um fio metálico comum e ligar o +5V do modulo da fonte em cada entrada do mesmo. principalmente no LM317.XAM02 –Eletrônica Digital 203 3 Instalações 3. Agora que testamos o módulo de LEDS. Se o procedimento adotado acima funcionou de forma correta. Acione todas as chaves do módulo de chaves (parte inferior central). com isso evite tocar nas partes aquecidas. Se todos acenderem significa que o módulo está OK. é só ligar o potenciômetro em algum LED do módulo de LEDS e variá-lo. que é parte integrante da fonte. Agora vamos para um segundo passo que é testar os outros módulos do kit de eletrônica digital. verificando se para cada ativação ocorreu o acendimento do LED correspondente. O próximo módulo a ser testado é o módulo gerador de pulsos. apesar das proteções existentes. Vamos iniciar pelo o módulo de LEDS que fica na parte central superior do kit.

o modulo de display. verificando que ele indicará a continuidade/ descontinuidade a cada um segundo para cada um desses estados. ligue sua entrada ao módulo gerador de freqüência em 1Hz. O módulo de relés segue a mesma linha de pensamento. Para testá-lo. contudo. é necessário ter um osciloscópio para verificar se a freqüência de cada pino corresponde à serigrafia. verifique o procedimento e execute-o novamente. Exsto Tecnologia . coloque as pontas de prova do multímetro nas posições NA e C. Mas um teste que pode ser feito para as freqüências mais baixas é ligá-la em um LED e verificar se ele está piscando. é uma medida muito imprecisa e não recomendada.XAM02 –Eletrônica Digital 204 ser testado facilmente através da ligação de suas saídas a um LED e depois pressionando as chaves tácteis correspondentes. coloque o multímetro na escala de medição de continuidade. verifique no esquemático em anexo o circuito correspondente. isto pode ser feito através do módulo de chaves diretamente. pode ser testado facilmente inserindo um conjunto de bits na sua entrada. sua ativação é feita através da colocação de um nível TTL +5VDC na sua entrada. Se mesmo assim não funcionar. Para o teste do gerador de freqüência ser feito de forma precisa. Caso aconteça a falha de algum procedimento. O nosso ultimo módulo. Após isto.

E possui como corrente individuais máximas: Saída +12V – Corrente máxima de 700mA. A alimentação do Kit é feita por uma fonte chaveada com tensão de entrada bivolt. visando facilitar o aprendizado através da visualização imediata dos blocos eletrônicos.3 Módulo de chaves O módulo de chaves é uma das partes mais interativas do kit. Este módulo possui dez alavancas retentivas. temos um LED indicador de status da chave.3A. permitindo usá-lo em várias aplicações simultâneas. para cada chave. A seguir temos a descrição de cada um deles em detalhes: 4. sendo esta dotada de proteção contra curto.1 Modulo da fonte O kit de eletrônica digital possui na sua placa principal uma fonte de alimentação fornecendo quatro valores de alimentação fixa (+5VDC. Saída -12V – Corrente máxima de 1A. Saída +5V – Corrente máxima de 1.2 Módulo dos potenciômetros Este módulo é composto de dois potenciômetros de 10K ohm’s que atuam de forma independente no circuito em desenvolvimento. tolerando variações entre 90V até 230V. onde cada uma delas ativa +5VDC em suas saídas. -12VDC e +12VDC) e uma alimentação variável que vai de 0v até 12VDC.XAM02 –Eletrônica Digital 205 4 Hardware O kit de eletrônica digital é dividido vários módulos. 4. Exsto Tecnologia . permitindo com que você possa gerar sinais de ativação e desativação de forma manual. ele possui vários pinos de conexão. A corrente drenada de VADJ não deve ultrapassar 250mA. Os demais valores são obtidos diretamente da fonte do kit. 4. Ainda. O ajuste da tensão variável é feito através do potenciômetro VADJ. Assim como nos outros módulos. O valor de +5VDC é fornecido através do regulador 7805 presente na placa e o valor ajustável é dado pelo componente LM317.

A nomenclatura NF significa normalmente fechada. um indicado como NF e o outro NA.5 Módulo de relés Este módulo é composto de dois elementos de chaveamento ou comutação mecânica que possuem dois estados acessíveis pelo kit. Isto significa que quando o relé não possuí alimentação. quando o relé é alimentado através dos seus pinos de acesso a chave muda sua posição. indicando a posição da chave dentro do relé. 4. fazendo com que os pontos NA e C fiquem curto-circuitados e ainda a conexão entre NF e C fique aberta. intuitivamente vemos que a chave estará em aberto nos pontos C e NA. quatro outros baixo ativos atuando de forma inversa e um outro que serve como valor de reset.4 Módulo gerador de pulsos O módulo gerador de pulsos fornece ao usuário do kit vários tipos de pulsos quadrados. sendo que para cada push-bottom existe um capacitor para minimizar o efeito do ruído ao fechar o push-bottom. O circuito é composto de um buffer TTL 74HC244 com proteção. um pushbottom para cada pulso. a chave está colocando em curto os pontos C e NF. quatro pulsos alto ativos indo do nível lógico alto (valor +5VDC) para o nível lógico baixo (valor +0v). Figura – Funcionamento de um relé Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 206 Ainda temos para cada chave um capacitor de amortecimento para evitar o ruído gerado pelas chaves quando mudam de estado. Este módulo pode gerar oito pulsos de forma independente. 4. indo do nível alto para o baixo. Entretanto.

possuindo proteção contra sobre tensão e curto. Servindo como uma fonte de códigos BCD contínuos. 100Hz. 10Hz.5Hz. indicando se o mesmo está em nível lógico alto. 4. indicada na serigrafia do próprio módulo. 100kHz e 1MHz. Ainda para cada pino não temos uma ligação direta com o LED. As saídas deste micro controlador são nove.XAM02 –Eletrônica Digital 207 4. 1kHz. que possuem pinos para acionamento e seleção do número desejado. para serem usados de modo independente no circuito em desenvolvimento. construído com amplificadores operacionais. fazendo de forma fácil à associação. 4.6 Módulo gerador de freqüência O módulo gerador de freqüência é um dos módulos mais interessantes do kit. 4. 0. 4.8 Banco de capacitores Módulo formado por um banco com cerca de 11 capacitores de valores comerciais comuns. Cada pino é responsável por gerar uma freqüência distinta. Vemos que no módulo temos o indicativo de cada pino com o seu LED correspondente. As freqüências disponíveis são: 0. sendo gerador de sinais quadrados com nove possibilidades de freqüência. pois há um comparador de tensão.1Hz. que indicam o nível lógico aplicado no pino de entrada.9 Chaves BCD Módulo formado por dois pares de chaves BCD mecânicas. 1Hz. que atua como um decodificador BCD-sete segmentos. Estas freqüências são geradas através da programação do microcontrolador. 10kHz.10 Módulo de display O módulo de display possui quatro displays de sete segmentos ligados diretamente a um CMOS CD4511. Exsto Tecnologia .7 Módulo de Leds Este módulo foi feito para sinalizar ao usuário quando houver um nível de tensão em cada pino correspondente. baixo ou até mesmo desconectado.

A entrada para cada pino BCD de cada display é composta de dois pinos em curto trada para serem usados em conjunto. Entrada 0 0 0 0 0 0 0 1 Saída nos segmentos f g 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 0 0 Display D C B A a b c d e 0 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 Tabela – Relação entrada e saída do CD4511 Exsto Tecnologia . Entretanto sua contagem é feita de zero a nove. pois para qualquer valor BCD diferente deste o display fica apagado.XAM02 –Eletrônica Digital 208 Com isso temos quatro displays independentes que nos permitem colocar nas suas entradas a palavra BCD diretamente.

ambos presentes no CD que acompanha o kit.XAM02 –Eletrônica Digital 209 5 Módulos Nos módulos de experiências apresentados a seguir são indicadas a função dos conectores disponíveis. Exsto Tecnologia . Os módulos basicamente alimentam os circuitos e fazem as ligações básicas. consulto seu esquema elétrico e manual dos componentes. Para um completo entendimento do funcionamento de cada módulo. ficando a cargo do usuário fazer as conexões e configurações necessárias para cada experiência.

XAM02 –Eletrônica Digital 210 5.1 XDM01 – Portas lógicas 74LS00 74LS02 74LS86 74LS04 74LS08 74LS32 Exsto Tecnologia .

XAM02 –Eletrônica Digital 211 5.2.1 ENCODER SINAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA Saídas do Encoder Entradas do Encoder FUNÇÃO Exsto Tecnologia .Encoder e Decoder 5.2 XDM02 .

2 DECODER SINAL 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Saídas do Decoder Entradas do decoder Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 212 5.2.

1 REGISTRO DE DESLOCAMENTO SINAL A1 B1 C1 D1 A2 B2 C2 D2 QA1 QB1 QC1 QD1 QA2 QB2 QC2 QD2 CLOCK SLSER SRSER CLR S0 S1 TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Entradas paralelas Saídas paralelas CLOCK DO CIRCUITO Entrada Serial pela esquerda Entrada serial pela direita Clear Seleção de função Exsto Tecnologia .3.3 XDM03 – Registro de deslocamento/decodificador 7 segmentos 5.XAM02 –Eletrônica Digital 213 5.

XAM02 –Eletrônica Digital 214 5.2 DECODIFICADOR BCD / 7 SEGMENTO SINAL A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Entradas do decodificador Exsto Tecnologia .3.

4 XDM04 – ALU e Comparador de magnitude SINAL /G /P CARRY P>Q P=Q A[7.: saídas baixo ativas Exsto Tecnologia .0] B[7.0] = A[7..0] Entrada A (8 bits) Entrada B (8 bits) Obs...0] TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAIDA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO CARRY GENERATE CARRY PROPAGATE CARRY B[7.0] > A[7...XAM02 –Eletrônica Digital 215 5..0] B[7. Chave M CN-CI1 CN-CI2 CN-CN+4 S0 S1 S2 S3 FUNÇÃO MODO DE CONTROLE DE ENTRADA CARRY CI U1 CARRY CI U2 LIGA CIS EM CASCATA Seleção de função P=Q P>Q B>A 1 0 B< A 1 1 B=A 0 X Obs.: os bits A de 0 a 3 e B de 0 a 3 estão ligados a U1 enquanto os bits A de 4 a 7 e B de 4 a 7 estão ligados a U2.

5 XDM05 – Contadores Conector CN5 SINAL A B C D /A /B /C /D A B C D /A /B /C /D A B C D A B C D CLOCK1 CLOCK2 TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Saídas normais do contador a flip-flop CN4 Saídas invertidas do contador a flip-flop CN3 Saídas normais do contador integrado CN6 Saídas invertidas do contador integrado CN7 Entrada da armadilha do contador integrado CN8 Entrada da armadilha do contador a flip-flop - Clock do contador a flip-flop Clock do contador integrado Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 216 5.

Buffer e Latch Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 217 5.6 XDM06 .

XAM02 –Eletrônica Digital

218

SINAL
O2.0 O2.1 O2.2 O2.3 O2.4 O2.5 O2.6 O2.7 O1.0 O1.1 O1.2 O1.3 O1.4 O1.5 O1.6 O1.7 O2.0 I2.1 I2.2 I2.3 I2.4 I2.5 I2.6 I2.7 I1.0 I1.1 I1.2 I1.3 I1.4 I1.5 I1.6 I1.7 I/O 0 I/O 1 I/O 2 I/O 3 I/O 4 I/O 5 I/O 6 I/O 7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL

FUNÇÃO
SAÍDAS DE U3

SAÍDAS DE U4

ENTRADAS PARA U1

ENTRADAS PARA U2

BIT 0 DO BARRAMENTO BIT 1 DO BARRAMENTO BIT 2 DO BARRAMENTO BIT 3 DO BARRAMENTO BIT 4 DO BARRAMENTO BIT 5 DO BARRAMENTO BIT 6 DO BARRAMENTO BIT 7 DO BARRAMENTO

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

219

5.7 XDM07 – Flip-Flop

5.7.1

MÓDULO FLIP FLOP SINAL
Clock Preset Clear Set Reset Q /Q In /In

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Saída Saída Entrada Saída

FUNÇÃO
Clock do flip-flop Força saídas para 1 (assíncrono) Força saídas para 0 (assíncrono) Força saídas para 1 (síncrono) Força saídas para 0 (síncrono) Saída normal Saída Invertia Entrada do inversor Saída do Inversor

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XAM02 –Eletrônica Digital

220

5.8 XDM08 – Multiplexador / Demultiplexador

5.8.1

MUX SINAL
Y0 Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 A B C OUT MUX

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA

FUNÇÃO
Entradas do multiplex

Seleção de entrada

SAÍDA DO MUX

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XAM02 –Eletrônica Digital

221

5.8.2

DEMUX SINAL
D0 D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 A B C IN MUX

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saídas do Demultiplex

Seleção de saída

ENTRADA DO DEMUX

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XAM02 –Eletrônica Digital

222

5.9 XDM09 – ADC e DAC

5.9.1

ADC SINAL TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saídas do conversor A/D

ADC OUT D0 ADC OUT D1 ADC OUT D2 ADC OUT D3 ADC OUT D4 ADC OUT D5 ADC OUT D6 ADC OUT D7 A B C CH0 CH1 CH2 CH3 CH4 CH5 CH6 CH7

Seleção de canal

Canal Analógico 0 Canal Analógico 1 Canal Analógico 2 Canal Analógico 3 Canal Analógico 4 Canal Analógico 5 Canal Analógico 6 Canal Analógico 7

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

223

5.9.2

DAC SINAL
OUT A DAC IN D0 DAC IN D0 DAC IN D1 DAC IN D2 DAC IN D3 DAC IN D4 DAC IN D5 DAC IN D6 DAC IN D7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saída do conversor D/A Entradas do conversor D/A

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XAM02 –Eletrônica Digital

224

5.10 XDM10 – Memória

SINAL
/WE /OE /CE A0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 A10 A11 A12 A13 A14 I/O 0 I/O 1 I/O 2 I/O 3 I/O 4 I/O 5 I/O 6 I/O 7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL

FUNÇÃO
WRITE ENABLE OUTPUT ENABLE CHIP ENABLE Barramento de endereços

Barramento de dados

Exsto Tecnologia

11 XDM11 SINAL Q0 Q1 Q2 Q3 CLOCK TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA FUNÇÃO Saídas do contador Entrada de clock Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 225 5.

3 XDM09 Na indicação dos bits no conector CN14 a seqüência dos bits está invertida.1.2 O correto é Saída Y1 Entrada A1 Entrada B1 XDM02 Os pinos de saída do encoder ligados aos bornes de 2mm estão com a serigrafia invertida.1.2 Suporte Técnico A Exsto Tecnologia oferece suporte técnico gratuito para questões de utilização de seus produtos através do e-mail suporte@exsto.1 Errata Algumas informações da serigrafia dos módulos listados abaixo apresentam informações incorretas.com. Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 226 6 Resolvendo Problemas 6. 6. Como está na placa D0 D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 O correto é D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0 6. Como está na placa A B C D O correto é D C B A 6. 7 Garantia O Kit tem garantia total contra defeitos de fabricação pelo período de 1 (hum) ano.1.br ou do telefone (35) 3471-6898.1 XDM01 A figura da porta lógica sobre o 7402 (U2) tem suas portas ligadas de forma incorreta: Como está na placa Entrada 1A Entrada 1B Saída Y1 6. Não estão cobertos quaisquer danos causados pelo ou ao kit por mau uso do mesmo.

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