XAM02 –Eletrônica Digital

1

XD201 – Eletrônica Digital

Teoria, Caderno de Experiências e Manual

Exsto Tecnologia Ltda.
Av. Coronel Francisco Palma, 95 – Loja 2 Santa Rita do Sapucaí – MG Exsto Tecnologia CEP: 37540-000 +55 35 3471 6898 www.exsto.com.br

XD201 – Eletrônica Digital

2

Revisão 1 2 3

Principais Autores - Marcelo Martins Maia do Couto - José Domingos Adriano - Frederico Leite Caputo - Raquel Mendes Moreira

Descrição da Versão Versão Inicial Versão Módulo 2 Integração do Material adequação ao novo formato e

Data de Término 20/03/2007 21/01/2008 06/01/2009

© Copyright 2009 por Exsto Tecnologia Ltda. Todos os direitos reservados

“Desenvolvido e produzido com orgulho no Brasil”

Exsto Tecnologia Ltda R. Cel. Francisco Palma, 95 – Loja 2 Santa Rita do Sapucaí – MG CEP: 37540-000 +55 35 3471 6898 www.exsto.com.br

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

3

ÍNDICE

PÁGINA

Introdução .............................................................................................................................................. 8 Curso de eletrônica digital ..................................................................................................................... 9 1 1.1 Introdução à eletrônica digital ................................................................................................... 10 Diferenciações entre analógico e digital.............................................................................. 10

1.1.1 Rampa versus escada................................................................................................... 10 1.1.2 Voltímetro analógico versus voltímetro digital........................................................... 11 1.2 Vantagens da eletrônica digital ........................................................................................... 11 2 2.1 2.2 Sistemas de numeração e conversões ........................................................................................ 13 Sistema de numeração decimal ........................................................................................... 13 Sistema de numeração binária ............................................................................................ 14

2.2.1 Conversão entre os sistemas binário e decimal ........................................................... 16 2.3 Sistema de numeração hexadecimal ................................................................................... 17 2.3.1 2.3.2 3 Conversão entre os sistemas binário e hexadecimal ................................................... 18 Conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal .................................................. 20

Algebra de Boole....................................................................................................................... 21 3.1 Introdução ........................................................................................................................... 21 3.2 3.3 Níveis lógicos........................................................................................................................ 22 Elementos lógicos básicos ................................................................................................... 23

3.3.1 Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora.................................................................... 24 3.3.2 Função lógica E (AND) .............................................................................................. 25 3.3.3 Função lógica OU (OR) .............................................................................................. 26 3.3.4 Função NÃO-E (NAND) ............................................................................................ 27 3.3.5 Função NÃO-OU (NOR) ............................................................................................ 29 3.3.6 Função OU-EXCLUSIVO (XOR) .............................................................................. 30 3.3.7 Função NÃO-OU-EXCLUSIVO ou coincidência ...................................................... 31 3.4 Propriedades das operações lógicas .................................................................................... 32 3.4.1 Representações ............................................................................................................ 32 3.4.2 Exemplos de simplificação das equações lógicas ....................................................... 34 3.4.3 Fazendo tudo com portas NÃO-E (NAND) ................................................................ 37 3.5 Mapa de Karnaugh............................................................................................................... 38 3.5.1 Introdução ................................................................................................................... 38 3.5.2 Endereçamento de um mapa de Karnaugh .................................................................. 38 3.5.3 Mapa de Karnaugh de três variáveis ........................................................................... 40 3.5.4 Mapa de Karnaugh de quatro variáveis ....................................................................... 42 3.6 Conclusão ............................................................................................................................. 43 4 4.1 Família de circuitos lógicos digitais .......................................................................................... 45 Família RTL (Resistor-Transistor Logic) e DTL (Diode-transistor Logic) ............................... 46

4.1.1 O transistor como chave eletrônica ............................................................................. 46 4.1.2 Usando a família DTL................................................................................................. 48 4.1.3 Melhorando o desempenho ......................................................................................... 49 4.2 Família TTL ........................................................................................................................... 50 4.2.1 Algumas características da família TTL ..................................................................... 53
Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

4

4.2.2 Circuitos integrados TTL ............................................................................................ 60 4.3 Família CMOS ....................................................................................................................... 64 4.3.1 Aplicações digitais ...................................................................................................... 65 4.3.2 Algumas características da família CMOS: ................................................................ 67 4.3.3 Circuitos integrados CMOS ........................................................................................ 68 4.3.4 A Função tri-state do 4048 .......................................................................................... 70 4.4 Interfaceamento entre as famílias TTL e CMOS .................................................................. 70 4.4.1 4.4.2 5 5.1 A saída TTL deve excitar a entrada CMOS ................................................................ 71 CMOS excitando uma entrada TTL ............................................................................ 72

Circuitos lógicos combinatórios ................................................................................................ 73 Passos para montagem de um circuito combinacional ....................................................... 74 5.1.1 5.1.2 5.1.3 5.1.4 5.1.5 Determinação das variáveis de entrada e saída: .......................................................... 74 Identificação do problema ........................................................................................... 74 Determinação das equações lógicas simplificadas ...................................................... 75 Quais componentes comerciais podem ser utilizados ................................................. 80 Desenhar o circuito final ............................................................................................. 81

6 6.1

Multiplexadores e codificadores ............................................................................................... 83 Codificadores/Decodificadores............................................................................................ 83

6.1.1 Decodificador de n para 2n linhas. .............................................................................. 83 6.1.2 Decodificador BCD para sete segmentos .................................................................... 85 6.1.3 Codificador.................................................................................................................. 87 6.2 Multiplexadores/Demultiplexadores ................................................................................... 89 6.2.1 6.2.2 6.2.3 7 7.1 7.2 7.3 7.4 8 8.1 8.2 8.3 8.4 8.5 8.6 8.7 9 9.1 Demultiplexador ou DEMUX ..................................................................................... 89 Multiplexadores ou MUX ........................................................................................... 89 Multiplexadores e demultiplexadores analógicos ....................................................... 91

Circuitos Aritméticos ................................................................................................................ 93 Meio somador (half adder) e somador completo (full adder)............................................. 93 7.1.1 Somador paralelo tipo ripple carry ............................................................................. 96 Somador/Subtrator.............................................................................................................. 97 Comparador de magnitude.................................................................................................. 99 Unidade lógica aritmética .................................................................................................. 101 Circuitos Seqüenciais – Flip-flop’s ......................................................................................... 103 Flip-Flop RS ........................................................................................................................ 103 Flip-Flop RS com clock e mestre-escravo........................................................................... 106 O flip-flop JK Mestre-Escravo............................................................................................. 110 O flip-flop tipo D ................................................................................................................ 112 O flip-flop tipo T ................................................................................................................. 113 Transformando flip-flop’s .................................................................................................. 114 Flip-flop’s nos Computadores ............................................................................................ 115 Contadores .............................................................................................................................. 117 Contador assíncrono .......................................................................................................... 118
Exsto Tecnologia

.............................................................................................................................1.................4 Contagem programada ou contagem com armadilha ........................................................................... 129 PIPO ...............................................................................2...2....................................3 11...... 131 11..............5 11.....................................................2 Conversor D/A R-2R ................ 145 12.......................................................4 Estrutura e endereçamento .....................................2........................3 9..................2 Memória volátil .................................... 124 10 Registradores de deslocamento ................................ 168 Exsto Tecnologia ..............................................................................................7 11..................2.................................................................. 145 12....................4 11..........6 11.........................................3 Buffer ..............2..........................1.......1 Introdução ..........Serial-In/Parallel-out ... 152 Apêndice A ...2 11...........................................................2 12.......................................................................................... 131 11...2...... 126 10.......................................................................1.................................................. latch´s e barramentos ............. 133 Taxa de Amostragem .................................................................................................. 141 Conversor A/D por aproximação sucessiva .................................................................................................................................................... 123 Contadores síncronos ................................................. 160 Aula prática – Portas Lógicas...........................2 Conversor A/D .............1...............2 Memória volátil estática.......................... 142 Conversor A/D Flash .........................................................................8 11...............1 Conversor D/A Simples .............................. 147 13..................3 10................... 128 10....................................2................Componentes da família TTL......2..................................... 147 13.......................................Fundamentos .......................................... 136 Aplicação ......................................................................................................................................Serial-in/Serial-out:................................................1..........................................................Codificadores ............... 162 Aula prática ..........3 Memória não volátil ............... 145 Latch ................... 135 Linearidade ...................... 129 11 Conversores Analógico/Digital e Digital/Analógico ........................ 138 Conversor A/D genérico ....9 Quantização ................................................................ 135 Desenvolvimento ...................................................1 Tipos de registradores de deslocamento ........................ 159 1 2 3 4 Aula Teórica ...........2..................................Parallel-in/Serial-out ................................................................................................... 128 PISO .............................................................2 9..1 Memória volátil dinâmica ............................................................... 147 13...................................................................................................................................................................................................................................... 146 13 Memórias ......4 SISO ....Decodificadores..........................................................2................................................................................................................. 132 11............................................ 120 Contadores Up/Down (Progressivos e Regressivos) ................................................................... 133 11....1 Conversor D/A ................................... 148 13........................1.....................................2 10..................................Parallel-in/Parallel-out ............................ 149 Glossário ...........................................................1 Barramento ............ 140 Conversor A/D de rampa digital ................. 166 Aula prática ..................1 10.................... 148 13..................................................................................................................................... 128 SIPO ..............................................................................................................XD201 – Eletrônica Digital 5 9...................................... 143 12 Buffer´s............ 131 11..............................................2................................... 147 13........... 153 CADERNO DE EXPERIÊNCIAS ....................................1 11....................

.............................................................................................................................................................................1 4 4......................................................Contador Assíncrono Integrado ........ 206 Módulo de relés ............... 212 5............................ Magnitude .......................................3............. 185 Aula prática – Shift Register .Encoder e Decoder........................................................................................... 210 XDM02 ........................................................................................................................... 202 Instalações ...................... 213 DECODIFICADOR BCD / 7 SEGMENTO ...........................................5 4............................................ 203 Instalação do Hardware ................................................ 207 Banco de capacitores ............. 172 Aula prática – Modulo ALU Comp............................................. 192 Aula prática – Barramento ...............2 4........... 205 Módulo de chaves .............................................1 3 3................................................................................................................................... 205 Módulo dos potenciômetros .......................................................1 5....................... 200 Conteúdo do Kit: .................................................. 174 Aula prática – Flip-flop’s ...................... 205 Módulo gerador de pulsos .................................................................................................................................. 195 Aula prática ................................................................................................................................... 214 Exsto Tecnologia ...................................................................................................... 199 4..................................................................................................................................................... 207 Módulo de Leds ............................................................... 206 Módulo gerador de freqüência ....2........................................3...................................................... 203 Hardware ............................... 202 Conteúdo do CD ...............................................................................3 4...............1 5...................................................................3 XDM03 – Registro de deslocamento/decodificador 7 segmentos ......................................................................................... 209 XDM01 – Portas lógicas ................................Memória ...................................8 4.......................... 197 Introdução ............ 170 Aula prática – Multiplex/Demultiplex ...................................................................... 187 Aula prática – Conversor Digital Analógico (D/A) .......2.....2 Módulos ..Contador Gray ............................... 211 5.......................................................1 ENCODER ...................10 5 5......................................... 205 Modulo da fonte .......................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 211 5............................2 REGISTRO DE DESLOCAMENTO ................. 207 MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO ...................... 183 Aula prática ....................................................................................9 Aula prática – Conversor BCD para 7 Segmentos .................................................................................................2 DECODER ................... 213 5........ 207 Módulo de display ........................................................1 4...............................................................................................................................7 4.......................... 207 Chaves BCD ............................................. 189 Aula prática – Conversor Analógico Digital (A/D) ................6 4............................4 4.........XD201 – Eletrônica Digital 6 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 1 2 2.................................................................................................................................................................................... 177 Aula prática – Contadores Assíncronos com Flip-Flop .... 181 Aula prática ....................................................................................................................

......................................................................................................................... 220 5........... 226 6................. 222 5.................................................................................................................................1 MUX ..................................................6 5..................................................................... 224 5.....3 XDM09 .................................................................................................................. 226 Exsto Tecnologia ............1..............................8........... 226 Errata ................................................................................................................. 219 XDM08 – Multiplexador / Demultiplexador ...... 223 5.................................................................................2 DEMUX ......... 225 Resolvendo Problemas .......................2 XDM02 .....5 5..................................................Buffer e Latch ........................ 217 XDM07 – Flip-Flop................11 6 6............................................................................................................. 219 5....1 XDM01 ......................................................................................... 226 6...............................................................................................1 XDM11 ............................................................10 XDM10 – Memória .......7............................................................................... 226 7 Garantia ........9.........................4 5..........8 XDM04 – ALU e Comparador de magnitude...................1......................................9 XDM09 – ADC e DAC .............................................................................................................................. 226 6.......................................................................1...7 5........................................................................................................................1 ADC .........................................................2 Suporte Técnico ......9.................XD201 – Eletrônica Digital 7 5................................................... 221 5.................................. 220 5..................................... 222 5........2 DAC ............ 216 XDM06 ....... 215 XDM05 – Contadores ...........................................................8..........1 MÓDULO FLIP FLOP ........................................................................... 226 6...........................................................................................

(Provérbio chinês) Procuremos acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão. como os somadores. A unidade sete de alguns circuitos aritméticos.br). permitindo que o aluno possa desenvolver seu pensamento em torno do tema recém abordado. (Provérbio chinês) Este material didático tem como função guiar o aluno durante todo o curso de eletrônica digital básica implementado pelo Kit de eletrônica digital desenvolvido pela Exsto Tecnologia (www. Este Kit trata das principais aplicações de circuitos digitais. A unidade dois trata dos conceitos básicos de bases e as conversões entre elas. Temos o propósito de explorar os conceitos abordados e imediatamente prover a integração do aluno com o prazer da prática. Em toda apostila foi adotada uma forma de trabalho que permite o aluno visualizar os conteúdos teóricos seguido de exercícios práticos e propostos. permitindo que ele possa criar a partir dos conhecimentos adquiridos. tornado seu aprendizado mais interessante e consistente.com. A apostila é dividida em dez unidades: A unidade um trata de diferenças entre os termos “analógico” e “digital”. A unidade seis trata do uso das portas lógicas como multiplexadores e decodificadores. A unidade nove trata de elementos lógicos contadores síncronos e assíncronos e finalmente a unidade dez aborda o funcionamento dos registradores de deslocamento e suas aplicabilidades. A unidade cinco fala sobre os conceitos da lógica combinacional e suas propriedades.XD201 – Eletrônica Digital 8 Introdução \ Uma caminhada de 200 km sempre começa com um simples passo. A unidade três trata do conceito elétrico de portas lógicas e seu funcionamento. CMOS e as conexões entre dispositivos elas. Todo o conteúdo teórico aqui abordado é acompanhado de experiências práticas. até a formação de sistemas complexos utilizando componentes integrados compostos de várias portas lógicas. Exsto Tecnologia .exsto. A unidade oito trata de a utilização dos circuitos lógicos seqüenciais. que vão desde o conhecimento de sistemas de numeração e portas lógicas. Eles estão dispostos no caderno de exercícios no final da apostila. A unidade quarto visa o entendimento das famílias lógicas TTL. fomentando a vontade do aluno e aplicar o conhecimento de forma imediata.

Albino Teixeira Exsto Tecnologia . .XD201 – Eletrônica Digital 9 Curso de eletrônica digital A morte do homem começa no instante em que ele desiste de aprender.

ele poderá assumir qualquer uma das infinitas posições de altura entre a posição central e o caminho tomado. O conteúdo desta apostila é estudar de forma concisa os conceitos de eletrônica digital. Tomando por base a figura da esquerda. podemos ainda dividir a eletrônica em duas grandes idéias que certamente quase todos. temos que antes verificar as diferenciações. Eletrônica Analógica. Eletrônica Digital. Ao analisarmos a escada podemos ver que o comportamento não é da mesma forma.XD201 – Eletrônica Digital 10 1 Introdução à eletrônica digital O campo da eletrônica atualmente se divide em diversas áreas de atuação como as áreas da elétrica. Contudo.1 Diferenciações entre analógico e digital Podemos começar a análise destas diferenciações através da seguinte pergunta: Quais são os parâmetros utilizados para definir um equipamento com digital ou defini-lo como analógico? Nos dias de hoje são encontrados diversos equipamentos com denominações Digital ou Analógico.1. vemos que se um objeto estiver no meio da rampa e este objeto “caminhar” para um ponto mais baixo ou para o ponto mais alto.1 Rampa versus escada Figura 1. 2. para alcançar os demais degraus terá Exsto Tecnologia . por exemplo. entendendo ao longo do conteúdo quais são as capacidades destes conceitos e da implementação dos mesmos para a resolução de problemas. definir o que é ANALÓGICO e o que é DIGITAL. mas na maioria das vezes esta denominação é dada pelos próprios fabricantes. pois o objeto só poderá estar em um dos degraus. já ouviram falar: 1.1. tendo que. Para isso vamos tomar alguns exemplos: 1. 1. de telecomunicações e aeroespaciais. então como podemos distinguir o que é analógico e o que é digital? Para responder a primeira pergunta. Rampa versus escada.

significando que existe um número finito de valores entre o maior e o menor valor.2 Voltímetro analógico versus voltímetro digital Semelhante ao exemplo anterior.XD201 – Eletrônica Digital 11 uma variação grande de altura. que é a intensidade de brilho da lâmpada incandescente.2 Vantagens da eletrônica digital Como podemos analisar nos exemplos vistos acima. que a rampa está para o analógico. normalmente de 0 a 50. usando o botão giratório. salvo os elementos rudimentares de comparação. em alguns modelos. como os dispositivos para reproduzir CD’s que têm entradas e saídas analógicas e processamento digital. temos uma quantidade finita de valores. aparece no vídeo o valor selecionado. em contra partida. podemos dizer. Já no voltímetro digital os valores exibidos na tela são discretos. a gravação é feita de forma digital e na reprodução temos novamente o som analogico. 1. podemos verificar que no voltímetro analógico o valor indicado pelo ponteiro pode ocupar infinitas posições entre o inicio e o fim da escala. Podemos citar outro exemplo. Observa-se que esta entrada analógica gera uma saída analógica. assim como a escada está para o digital. mas que o valor do volume na tela varia de forma digital. concluímos que a classificação analógica deve ser dada a qualquer equipamento que apresentar infinitas saídas entre dois pontos preestabelecidos. Podemos observar que não é possível estabelecer o valor de 23. Por exemplo.8 para o volume da televisão via controle remoto. quando temos um equipamento que possui uma saída digital. 1. Afirmamos então que a televisão com controle remoto tem no circuito de áudio uma entrada analógica. todo equipamento que apresentar finitas saídas será dito digital. Analisando todas essas considerações podem afirmar com certeza que a eletrônica analógica processa sinais com funções contínuas e a eletrônica digital processa sinais com funções discretas. onde o som original é analógico por natureza. poderíamos dizer que cientificamente um dispositivo é analógico quando sua saída é uma função com elementos contínuos e podemos dizer que o equipamento é digital quando a saída for composta por uma função discreta. vemos a intensidade do áudio variar em pequenos saltos e. Sendo assim. quando ajustamos à intensidade de uma lâmpada incandescente. Contudo. tornando o trabalho com esse Exsto Tecnologia .1. Analisando os dois exemplos. você terá infinitas posições para escolher através do tempo que ficar girando o botão entre o seu valor máximo e valor mínimo. quando pressionamos um botão de um controle remoto. Considerando a primeira pergunta feita no inicio. pois os saltos de valores são de um em um.

Podemos ter conjuntos de diferentes quantidades de bits. que corresponde ao agrupamento de oito bits. Para simplificar ainda mais o processamento de sinais digitais. foi retomada uma técnica de representação chamada numeração binária. O nosso escopo se concentra em como os sinais digitais discretos podem ser usados na criação de circuitos digitais complexos e como a determinação destes dois elementos numéricos distintos podem ser usados para representação de outros grupos numéricos como o decimal e hexadecimal. vemos que é muito mais simples processar. portanto as medições são obtidas de forma fácil. precisa de uma análise muito detalhada e um tratamento muito mais elaborado para que o trabalho seja executado sem que se percam partes do sinal. Como os sinais são discretos e. seria melhor ter um sistema com infinitos pontos (analógico) do que ter um sistema com finitos pontos (digital). entretanto para o conjunto mais usado dá-se o nome de bytes. No próximo capitulo vamos concentrar nossos esforços para entender os diversos grupos numéricos existentes e como fazer a sua conversão para o sistema binário. Já um dispositivo analógico. Podemos concluir então que em um sistema digital teremos o processamento de conjuntos finitos cujos elementos se apresentam em apenas dois valores. que utiliza em seu sistema apenas dois símbolos para a representação de números. é dado o nome de bit. Entretanto. Exsto Tecnologia . Para cada elementos deste. Aparentemente. armazenar e transmitir informações discretas do que informações contínuas.XD201 – Eletrônica Digital 12 tipo de sinal mais fácil. que pode possuir infinitos valores. se enumerarmos esses valores usando a numeração binária temos a representação numérica de apenas dois elementos distintos para representarmos os sinais desejados.

Vamos. é só ver que um dígito no sistema decimal tem na realidade dois significados. + a-n. devido à posição ou peso que ele ocupa neste número e o 3 representa 3 x 100. ou seja. Bn + . Este sistema numérico está ligado diretamente em certas regras e padrões que fundamentam qualquer outro modelo de representação numérica. sempre passaremos estes sistemas para o decimal.B-1 + d-2. B3 + d2 . dn = posição n do dígito. É importante notar que por mais que utilizamos o sistema de numeração binária ou qualquer outro. 40. é fácil para você entender o que isso significa? Para facilitar a compreensão.. 2. d-1. se usarmos o número 43. é o valor propriamente dito do dígito e o outro é o que relaciona este digito com a sua posição em relação ao número todo ou o seu peso no número inteiro. estudar estas regras e aplicá-las aos outros sistemas de numeração como a binária. quando resolvemos tratar no cotidiano a palavra números. portanto. por instinto associamos está palavra ao sistema decimal o qual usamos diariamente no número das casas. Estes sistemas são utilizados em computadores digitais. Sendo assim. o dígito quatro no número representa 4 x 10. no dinheiro que é gasto e na representação da quantidade de dedos nas mãos. octal e hexadecimal. circuitos lógicos em geral e no processamento de informações dos mais variados tipos. Um. Exsto Tecnologia . + d3 . n = valor posicional do dígito. por exemplo. B1 + d0 . Podemos citar.b-n Onde: N = representação do número usando a base B.b-2 + . Esta metodologia é aplicável a qualquer sistema de numeração onde os dígitos possuem pesos determinando sua posição.XD201 – Eletrônica Digital 13 2 Sistemas de numeração e conversões Todos nós. . . um sistema de numeração genérico pode ser expresso da seguinte maneira: N = dn .. B0. B = base do sistema de numeração utilizado.. fazendo com que estes sejam compreendidos de forma fácil para nós.1 Sistema de numeração decimal Apesar de sabermos que nossa cultura utiliza o sistema decimal. B2 + d1 .

Este pensamento pode ser estendido para os outros sistemas de numeração através da mesma analogia. Indicação dos pesos de cada número. 2.5. a base é feita com oito símbolos que são: 0. 103 + 5 . B0 3456 = 1 .2. para este sistema numérico temos dez símbolos formando uma base decimal. como estamos analisando o sistema numérico decimal.1.3. Nos próximos itens vamos ver como é formado os dois sistemas de numeração muito utilizados na eletrônica. num sistema octal. 102 + 8 .2 Sistema de numeração binária Como podemos ver anteriormente. o sistema decimal é composto de 10 dígitos ou símbolos que o representam. O sistema binário utiliza somente dois dígitos. 100 103 102 101 100 3 4 5 6 Tabela 2.6.1.7. o binário e o hexadecimal. que são: 0.4. Temos ainda que definir mais um elemento que é importante para o nosso entendimento deste sistema de numeração. é correto pensar em uma base composta de dez símbolos. B2 + d1 .2. “0” e “1” para representação da sua numeração. Por exemplo.6 e 7 Onde cada número octal.1.XD201 – Eletrônica Digital 14 Por exemplo. B1 + d0 .8 e 9 Portanto.5. o número 3456 no sistema decimal é representado como: N = d3 . A composição da base é dada pela quantidade de dígitos ou símbolos que cada sistema numérico possui. para que possamos realmente entender como funciona é necessário saber que cada dígito de cada número possui um peso específico que o posiciona neste número. assim sabemos que sua base é de valor dois. é composto do posicionamento destes oito símbolos no numero octal mais o uso da base oito para representá-lo. Como podemos ver. Usando este Exsto Tecnologia . a base.3.4. 101 + 7 . por exemplo. B3 + d2 . apesar do sistema de numeração decimal estar integrado ao nosso cotidiano.

Ressaltamos mais uma vez que o computador opera apenas na base dois e as representações octal e hexadecimal não são usadas no computador. 22 + 1 .2. partindo do menos significativo (LSB – Less Significant Bit) ao mais significativo (MSB – Most Significant Bit). Esta nomenclatura é dada ao dígito com a menor potencia associada a uma base e ao dígito com a maior potencia associada a uma base respectivamente. um número representado em binário apresenta muitos bits. Representação binária do número 18. os programadores. Veja que os índices foram especificados em notação decimal. De acordo com a definição de um sistema de numeração qualquer. 23 + 0 . Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 15 sistema de numeração binário também podemos representar qualquer quantidade que seria representada no sistema decimal. por exemplo. analistas e engenheiros de sistemas. é muito maior quando comparada ao sistema decimal. ficando longo e passível de erros quando manipulado por seres humanos normais como. como: 23 = 8 objetos. A representação binária é perfeitamente adequada para utilização pelos computadores. seja isto na parte inteira ou na parte fracionada do valor. De acordo com este sistema de numeração. Através do exemplo anterior. 24 + 0 . o que possibilita a conversão binário-decimal como descrito acima. elas se destinam apenas à manipulação de grandezas pelos profissionais que trabalham com eletrônica digital. 21 + 0 . Para facilitar a visualização e manipulação por programadores de grandezas processadas em computadores. podemos notar que a quantidade de dígitos necessários para representar um número qualquer no sistema binário. 24 1 MSB 23 0 22 0 21 1 20 0 LSB Tabela 2. No entanto. um número binário com N bits pode representar um número decimal de 2n objetos. que utilizam o sistema binário. 20 10010 = 16 + 0 + 0 + 2 + 0 = 18 Observe que os números utilizando a numeração binária devem ser lidos da direita para a esquerda. o número binário 10010 pode ser representado da seguinte forma: 10010 = 1 . são usualmente adotadas as representações octal (base oito) e principalmente hexadecimal (base 16).

deve-se escrever cada número que o compõe. com isso cada um dos métodos citados devem ser utilizados de forma específica. Nota-se que um número decimal pode ser inteiro ou não. Por exemplo. A soma de cada multiplicação de cada dígito binário pelo valor das potências resulta no número real representado.XD201 – Eletrônica Digital 16 2. uma parte inteira e a outra fracional.2. Ou. basta usar o método de divisão repetida e o método de multiplicação repetida. multiplicado pela base do sistema. Uma posição à esquerda da vírgula representa uma potência positiva e à direita uma potência negativa. Desta forma. Agora. se quisermos converter o número 23. No caso do sistema binário o número dois elevada à posição que ocupa. Conversão binário-decimal inteiro através de divisões sucessivas.1 Conversão entre os sistemas binário e decimal Dado um número binário qualquer. para expressá-lo em decimal.765 para binário fazemos: Figura 2.1. utilizamos o método de divisão repetida para a parte inteira e a multiplicação repetida para a parte fracional. Esta conversão consiste em dividir o número decimal em duas partes. dado um número decimal. dizemos que: O número 23 na base 10 é igual ao número 10111 na base dois. Com isso. para convertê-lo em binário. Exemplo: 1011 (binário) = 1 × 2³ + 0 × 2² + 1 × 21 + 1 × 20 = 11 (decimal) Agora para o processo inverso. Exsto Tecnologia . podemos dizer que o número 23(10) é igual 10111(2). vamos analisar o método de multiplicação repetida para a parte fracionária. usando a nomenclatura correta.

foi adotada uma outra nomenclatura chamada carry ou “vai . Como podemos ver na figura acima. Uma base diferente foi então adotada para que pudesse facilitar aos profissionais de eletrônica na representação dos números Exsto Tecnologia . mas se fossemos representar o mesmo valor no sistema binário. Por exemplo. na maioria dos casos. fazendo com que seja necessário usar um peso alem da capacidade deste número com n bits. Conversão binário-decimal inteiro através de multiplicações sucessivas. sua representação binária seria: 11(2). isso fica claro no exemplo dado acima. Agora se quiséssemos representar o número 4(10) só com esses dois bits não seria possível. deve ser observado que o procedimento de multiplicação repetida deve ser interrompido em duas situações: Quando a parte fracional for zero ou quando for alcançada a precisão desejada. Com relação à conversão do número fracional decimal em binário. se temos o valor 3(10). então temos que usar o “vai um” para representá-lo fazendo com que o número 4(10) seja agora composto de três bits: 100(2).2.XD201 – Eletrônica Digital 17 Figura 2. teríamos o seguinte número em binário: 1001(2) usando quatro dígitos! Vale notar que quando menor for a base. 2. o motivo de interrupção será quando a precisão for alcançada. Isso fica claro quando utilizamos o sistema decimal para representar o valor nove.3 Sistema de numeração hexadecimal A adoção do sistema hexadecimal veio da necessidade de se representar os números binários de forma mais curta ou simples. Isto significa que para um número binário ter um carry é necessário que a capacidade de representação de um determinado número binário com n bits tenha sido excedida. mais dígitos serão necessários para representar um determinado valor. Contudo.um”. Para representarmos ele no sistema decimal é só usar o dígito 9(10).

F Como em qualquer base numérica. continuando a contagem iniciada na tabela três teremos: 10. 11.3.3. 20. 14.C. 13. 1B. 12. Tabela de conversão decimal-binario-hexadecimal. 16.5.D. De fato.A.4. 17. Fazendo com que o conjunto de dígitos que represente este sistema seja: 0.1. por exemplo.E.6. Isto pode ser mais bem demonstrado na tabela abaixo: Decimal Binário Hexadecimal 0 0000 0 1 0001 1 2 0010 2 3 0011 3 4 0100 4 5 0101 5 6 0110 6 7 0111 7 8 1000 8 9 1001 9 10 1010 A 11 1011 B 12 1100 C 13 1101 D 14 1110 E 15 1111 F Tabela 2. o sistema de numeração hexadecimal utiliza os dígitos que correspondem aos números do sistema decimal e também utilizada algarismos do alfabeto para representar seus valores. para n = 1 podemos contar 161 = 16 objetos. 2. 18.8. Como pôde ser notado.3. A base adotada foi a base 16 (base hexadecimal). 1C. 1D.1 Conversão entre os sistemas binário e hexadecimal Uma das principais vantagens do sistema hexadecimal é sua fácil conversão para o sistema binário e vice-versa..9. Por exemplo. 19. Com um número hexadecimal formado por n dígitos pode fazer a contagem de até 16n objetos. 1E. 1A. 15.XD201 – Eletrônica Digital 18 binários.B.2. o carry no sistema hexadecimal mostra que a capacidade de representação numérica dos dígitos menos significativos foi excedida. por ser uma potencia inteira de dois que facilitará a conversão entre o hexadecimal e o binário. 1F. Exsto Tecnologia . é muito mais simples de conversão hexadecimal e binário do que binário e hexadecimal. 21..7.

Por isso a sua maior aplicabilidade em sistemas digitais do que o binário. Exsto Tecnologia .3.4. vemos que é muito fácil fazer a conversão de um número binário em hexadecimal.XD201 – Eletrônica Digital 19 Para fazer uma conversão entre o sistema binário e hexadecimal. fazer com que cada dígito hexadecimal seja convertido pelo nibble binário correspondente e depois reagrupado de novo. também chamado de nibble. Conversão binário–hexadecimal. Para que possamos fazer a conversão do sistema hexadecimal para o binário é só executar o processo inverso da figura 2. Figura 2.2. começamos a isolar da direita para a esquerda grupos de quatro bits. Com o processo descrito acima. pois representa de forma simples o sistema numérico binário. Caso esta separação em grupos de quatro bits seja feita e os ultimos bits não cheguem a formar grupos de quatro é só adicionar zeros conforme for necessário até o preenchimento de quatro bits. Na figura 2. A conversão entre os sistemas de numeração binário e hexadecimal é simples e torna fácil o trabalho tanto num sistema como no outro. Conversão hexadecimal-binário. Ou seja. vemos que o número 30(10) = 11110(2) = 1E(16).4. vamos converter o número 30(10) = 11110(2) para hexadecimal: Figura 2. fazendo a conversão direta destes quatro bits para hexadecimal usando a tabela 2.4. Por exemplo.

iremos ver a álgebra dos sistemas digitais lógicos. vamos tomar o número 60(10) e passá-lo para hexadecimal. Conversão hexadecimal para binária depois binária para decimal: 3C = 3(0011) e C(1100) = 00111100 = 111100 111100 = 1 x 25 + 1 x 24 + 1 x 23 + 1 x 22 + 0 x 21 + 0 x 20 = 32 + 16 + 8 + 4 = 60(10) Como visto. No próximo capítulo. Ao contrário. Equação do sistema numérico: 3C = 3 x 161 + C x 160 = 3 x 16 + 12 x 1 = 60(10) 2. Figura 2. Com isso vemos que a conversão entre as bases 16.3. 2 e 10 são fáceis de serem feitas. Conversão decimal-hexadecimal. a conversão é feita de forma direta. Agora vamos ver como se aplica a divisão repetida ao sistema hexadecimal para obter o número decimal. É importante salientar que todo este processo de numeração tem que ser bem entendido pelo aluno para que não ocorram problemas no andamento da apostila. para isso.5. Exsto Tecnologia . sendo que para a conversão do hexadecimal para o decimal pode ser adotada duas formas: Fazendo a mudança do hexadecimal para binário e depois do binário para o decimal ou através da substituição de acordo com a equação do sistema de numérico. quando se vai fazer a conversão de decimal para hexadecimal. usando o método da divisão repetida.2 Conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal A conversão entre os sistemas hexadecimal e decimal é feita através de procedimentos simples. as regras básicas de Boole que resultaram em alguns postulados. Tomando como exemplo o número hexadecimal 3C(16) teremos o seguinte número decimal aplicando as duas formas: 1. a mudança de bases é bem simples se adotarmos sempre a equação do sistema numérico utilizado.XD201 – Eletrônica Digital 20 2.

utilizamos dois estados: zero ou um. Na base da eletrônica digital partimos exatamente do princípio que um determinado equipamento pode ter seus componentes lógicos trabalhando com esses dois estados possíveis. Exsto Tecnologia . Desde as mais simples operações ou decisões. Assim. Verdadeiro ou Falso. para facilitar a representação da lógica de Boole. propôs dar expressão as leis fundamentais do raciocínio na linguagem simbólica do cálculo. como ligar uma chave ou acender um LED. quando dois sensores são ativados de uma determinada maneira ou ainda ativar uma bomba de água quando a terra estiver seca.XD201 – Eletrônica Digital 21 3 Algebra de Boole 3. Trata-se. portanto. o que se adapta perfeitamente aos princípios da álgebra de Boole. não havia sistemas eletrônicos que pudessem usar toda a teoria. trabalho de um matemático inglês que. Boole firma através da sua teoria que para qualquer situação só existam duas possibilidades. conhecida como Lógica Proposicional. Apesar da álgebra de Boole resolver problemas práticos de controle e fabricação de produtos. que gerou os modernos computadores. Ou seja. na época em que ela foi idealizada. uma fonte só pode ter ou não ter tensão na sua saída. condições ou estados. Alto ou Baixo (HI ou LO) ou Ligado ou Desligado. A álgebra de Boole veio se tornar importante com o advento da Eletrônica. de uma formalização matemática da lógica em sua forma mais simples. um forno só pode estar quente ou frio. uma torneira só pode estar aberta ou fechada. Tudo que um circuito lógico digital pode fazer está previsto pela álgebra de Boole. cada pergunta só pode ter como resposta verdadeira ou falsa. um carro só pode estar parado ou em movimento. que possam ser escolhidas e cada uma dessas possibilidades são inversas uma da outra. especificamente.1 Introdução O ponto de partida para o projeto de sistemas de processamento digital é a chamada Álgebra de Boole. em um livro de 1854. encontraremos presença do sinal de tensão ou a ausência do sinal de tensão. ou seja. Aberto ou Fechado. da eletrônica digital. Com isso. Esta era fundamentada por uma série de postulados mostrando como operações simples podem ser usadas para resolver uma infinidade de problemas.

Portanto. a idéia de associar a presença de tensão ao nível um e a ausência ao nível zero. associaremos o número binário “0” para Exsto Tecnologia . sabemos que os circuitos digitais só possuem dois estados para representar presença ou ausência de sinal. a não ser quando especificado o contrário. Durante o uso da nossa apostila. O estado oposto deve ser representado pela ausência de eletricidade. cada vez mais são usadas alimentações de baixa tensão como 4. Contudo. vamos tratar somente da lógica positiva. seja para aplicação da teoria como para qualquer nível de tensão usado nos exercícios. Por exemplo. O zero ou LO será sempre uma tensão nula. Ainda temos os circuitos digitais que utilizam componentes de tecnologia CMOS e que são alimentados tipicamente por tensões entre 3 e 15 V. devido à necessidade de um menor consumo por causa da bateria. ainda é necessário ter alguns parâmetros importantes para fundamentar nosso entendimento. mas o nível lógico um ou HI pode variar de acordo com o circuito considerado. 2. pois a transição do nível baixo para o alto é feito de forma positiva. Se associarmos o nível baixo ou zero a presença de tensão e o nível alto ou um a ausência de tensão.5V e especialmente 3. da ordem de 3.XD201 – Eletrônica Digital 22 3. quando dizemos que ao nível alto (1) associamos a presença de tensão e ao nível baixo a ausência de tensão (0). nestes circuitos um nível um ou HI corresponderá sempre a uma tensão desse valor.8V. Nestes casos. Nada impede que se adote um critério oposto para isto e se faça os projetos dos circuitos usando este tipo de simbologia.2V. dependendo apenas da tensão de alimentação usada. lembrando que segundo boole só existe duas possibilidades possíveis. tendo sua indicação feita pelo número binário zero representado pela nomenclatura LO (de LOW ou baixo). Na verdade.2 Níveis lógicos Como visto. Para tanto. estamos usando lógica positiva. Assim. nas portas seriais dos computadores “1” é representado por -12V e “0” por +12V. na nossa lógica. a tensão usada para a alimentação de quase todos os circuitos lógicos é de 5 V. um nível lógico um ou HI poderá ter qualquer tensão entre 3 e 15 V. ou ausência de sinal num ponto do circuito. Nos notebooks é usada uma tensão de alimentação menor. portanto uma lógica negativa. como o computador. o nível um ou HI de seus circuitos será sempre uma tensão de 5V. Atualmente. Nos equipamentos eletrônicos. Nos circuitos digitais a presença de eletricidade será indicada como um. Ainda podemos chamar de nível HI (de HIGH ou Alto) a presença de eletricidade nos circuitos digitais.3V. é mera questão de convenção. 1. Então.2 V. porque o valor zero é facilmente associado a uma coisa nula ou ausência de algo. pois eles funcionarão perfeitamente. sendo cada uma elas aqui representadas por um número binário. estaremos falando de uma lógica oposta.

ou seja. ligado. 3. com sua alta capacidade de resolução de problemas. Em outras palavras.3 Elementos lógicos básicos Nós diariamente executamos diversas ações que dependem da lógica. Podemos ver que o valor da variável S será dependente dos valores que A e B assumirão. temos que começar entendendo como ele faz as operações elementares usando as portas lógicas e quais são essas portas. mais comumente. LO ou desabilitado e o número binário “1” para verdadeiro. desligado. vemos que para chegarmos a entender como um computador funciona. portas lógicas que são compostas de uma ou mais entradas e uma ou mais saídas. representando uma soma como: S = A + B. Visto isto. Exsto Tecnologia . repetidas em grande quantidade ou levadas a um grau de complexidade muito grande. É interessante observar que com um pequeno número de operações lógicas podemos alcançar a uma infinidade de operações mais complexas. Estes circuitos simples são denominados blocos lógicos ou. Porem existe operações mais simples que a soma. decisões como. e que são simplesmente implantadas considerando a álgebra booleana. estudando cada uma das portas básicas. por exemplo. como as utilizadas nos PC’s atuais e que. Isso na realidade é a associação de vários circuitos simples levando ao um comportamento complexo de muitos circuitos digitais. depois de analisarmos o funcionamento das operações lógicas vamos associá-las a álgebra de Boole. a resposta que cada circuito lógico dá para uma determinada entrada ou entradas depende da “regra booleana” que este circuito segue. caso não fique não acontecerá a compra do barco. HI ou habilitado. temos uma condição. podemos dizer que as variáveis A e B são independentes e que S é dependente dos valores de A e B. Então. nos fazem até acreditar que a máquina tenha algum nível de inteligência. pois só acontecerá a compra do barco se ele ficar rico. sabe-se que executamos diariamente operações lógicas.XD201 – Eletrônica Digital 23 falso. Com isso. Então. sendo as mais comuns as que envolvem números. Por este motivo. O resultado proveniente da(s) entrada(s) é executado pelo circuito lógico gerando uma saída depende da(s) entradas. quantidades que podem variar ou variáveis. “Se eu ficar rico eu compro um barco”.

Figura 3. Analisando o comportamento deste circuito lógico inversor.1.1. Esta tabela mostra o que ocorre com a saída da função quando colocamos na entrada todas as combinações possíveis de níveis lógicos. ela pode ser também nomeada como NOT. Representação simbólica da porta lógica NOT. O símbolo adotado para representar esta função está na figura 3. Circuito exemplificando a função lógica NOT. a entrada é falsa. verdadeira. Tabela verdade da porta NOT. vemos que quando a saída é inversor. Podemos associar a ele uma tabela que será muito útil para representar esta função lógica e esta tabela será usada para todos os outros circuitos lógicos posteriores para estudarmos melhor seu funcionamento.1. através da nomenclatura inglesa da função da porta. esta função “inverte” a resposta. O circuito lógico que realiza esta operação é denominado inversor. Entrada 0 1 Saída 1 0 Tabela 3. fazendo uma afirmação verdadeira ficar falsa e “inverte” vice-versa. Este circuito lógico pode ter o seu funcionamento demonstrado através de um circuito eletrôn eletrônico simples e de rápida compreensão como o abaixo. versa. Exsto Tecnologia . Figura 3. Sua função é negar uma afirmação. ou que apresenta nível zero. como na álgebra booleana só existem duas respostas possíveis para uma pergunta. ou seja.3. quando a entrada é um e vice vice-versa.1 Função lógica NÃO (NOT) ou Inversora Esta função é a mais básica de todas as funções lógicas que possamos ver. Dizemos que se trata de uma “tabela verdade” veis ou “Truth Table” no inglês.XD201 – Eletrônica Digital 24 3.2.

mas só possuem uma saída. na posição B (nível aberta. car Entrada 0 1 Saída 1 0 Chave Aberta Fechada Lâmpada Acesa Apagada Tabela 3. mas pelo curto provocado pela chave. é bastante interessante pela facilidade com que vemos o funcionamento do circuito lógico. é só comparar as duas tabelas abaixo. ou seja. Observe que as funções lógicas não se limitam a um número de entradas.3. Comparação entre a função NOT e o circuito da figura 3.3. Tomando como exemplo uma porta lógica ou função lógica E de duas entradas (A e B). Então para verificar o funcionamento. indica o nível 0. pois correspondem a circuitos lógicos que podem controlar ou deixar passar os sinais da entrada para saída seguindo determinadas condi condições. como aquela em que a saída será um se. Esta maneira ) passara de simular funções lógicas com lâmpadas indicando a saída e chaves indicando a entrada. lâmpada estará apagada (nível 0). Representação simbólica da porta lógica E.2.2. pois o fluxo de corrente não passará pela lâmpada.3. Quando a chave estiver na posição A.2 Função lógica E (AND) A função lógica E também conhecida pelo seu nome em inglês AND pode ser definida AND. zero) o fluxo de corrente passara todo pela lâmpada fazendo com que ela acenda. As funções lógicas também são chamadas de “portas” ou “Gates” (no .XD201 – Eletrônica Digital 25 Neste circuito temos uma lâmpada que. Contudo. inglês). que demonstra do resultado lógico da função. Este tipo de função lógica pode ser representada pelo símbolo mostrado na figura 3. quando a chave estiver aberta. a chave estará fechada (nível um mas a um). Cada função l lógica pode ter infinitas entradas que correspondem as variáveis independentes. acesa. Exsto Tecnologia . 3. sendo que este corre corresponde a uma função lógica E de duas entradas. e somente se. vamos analisar como seu funcionamento é descrito através de um circuito discreto. Figura 3. todas as variáveis de entrada forem um. indica o nível 1 na saída e apagada.

Conforme o funcionamento deste circuito. Comparação entre a função E (AND) e o circuito da figura 3. vamos considerar que as chaves são as entradas do circuito e que a lâmpada seja a saída. precisamos ter as chaves A e B fechadas. independente de quantas entradas uma porta E tem. Exsto Tecnologia . como é fácil de notar.3 Função lógica OU ( (OR) A função lógica OU (OR do inglês) se define como aquela cuja saída estará com nível lógico alto ou um. 3. fazendo com que o número de combinações cresça de forma exponencial.4. Circuito exemplificando a função lógica E.3. bela Observamos que para uma porta E com duas entradas temos quatro combinações possíveis para as entradas aplicadas. A 0 0 1 1 B S A B S 0 0 Desligado Desligado Apagada 1 0 Desligado Ligado Apagada 0 0 Ligado Desligado Apagada 1 1 Ligado Ligado Acesa Tabela 3. se rifica todas as entradas estiverem em nível lógico alto ou um.4. Podemos o representa uma função lógica OU através da seguinte simbologia.3. Então. se alguma das suas entradas também estiver com nível lógico alto. verifica que a lâmpada só irá acender caso todas as chaves estejam fechadas. teremos dezesseis e assim por diante.XD201 – Eletrônica Digital 26 Figura 3. exemplificando Procedendo como no exemplo da porta NOT. ou seja. Considerando o funcionamento do circuito já podemos ver que a tabela da verdade será como abaixo. para que lâmpada seja ativada. Para uma porta de quatro entradas. Para uma porta E de três entradas temos oito combinações possíveis para o sinal de entrada.

Por . Através da análise do circuito da figura 3. tomando como exemplo uma porta OU com três entradas podemos construir o com seguinte circuito discreto. Agora. Figura 3. Circuito exemplificando a função lógica OU.4. OU e NÃO são à base de toda a álgebra ógicas Exsto Tecnologia booleana e todas as demais funções lógicas podem ser consideradas como derivadas delas.6.6. Para mais de duas variáveis podemos ter circuitos lógicos com mais de duas entradas.4 Função NÃO-E (NAND) E As três funções lógicas vistas até agora E. Para o caso de uma porta OU de três entradas teremos a seguinte tabela verdade ou “Truth Table”.3. 3. B ou C estiverem no nível um.5. Representação simbólica da porta lógica OU.XD201 – Eletrônica Digital 27 Figura 3. A. vemos que a saída estará no nível um (lâmpada acessa) se uma das entradas. fechada. estiverem Quando uma chave estiver fechada a lâmpada receberá corrente conforme desejarmos.6. Comparação entre a função OU (OR) e o circuito da figura 3. teremos A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C S A B C S 0 0 Desligado Desligado Desligado Apagada 1 1 Desligado Desligado Ligado Acesa 0 1 Desligado Ligado Desligado Acesa 1 1 Desligado Ligado Ligado Acesa 0 1 Ligado Desligado Desligado Acesa 1 1 Ligado Desligado Ligado Acesa 0 1 Ligado Ligado Desligado Acesa 1 1 Ligado Ligado Ligado Acesa Tabela 3. ou seja.

a saída estará em nível zero se todas as entradas estiverem em nível um. A duas tabelas verdades para uma porta NÃO E ou NAND e para um ída NÃO-E circuito com o mesmo propósito de três entradas é a seguinte: Figura 3. colocando em curto a fonte de alimentação. uma função lógica importante que vem da combinação de algumas portas lógicas básicas é a porta NÃO-E ou NAND. saída inversa da função E. O resistor é usado para limitar a corrente da fonte. Podemos dizer que na função NÃO-E.8.XD201 – Eletrônica Digital 28 exemplo. ou seja. contudo devemos ressaltar a existência ito de um pequeno círculo na saída da porta para indicar a negação.7. Comparação entre a função NÃO E (NAND) e o circuito da figura 3. já que se não tivesse este resistor a resistência tenderia a zero Exsto Tecnologia . Circuito exemplificando a função lógica NÃO E (NAND). NÃO-E Observe que a lâmpada só apagará (saída zero ou LO) quando as três chaves estiverem fechadas (nível lógico um ou HI). Sua representação é feita a partir do símbolo abaixo: Figura 3. NÃO-E A 0 0 0 0 1 1 1 1 B C S A B C S 0 0 1 Desligado Desligado Desligado Ligado 0 1 1 Desligado Desligado Ligado Ligado 1 0 1 Desligado Ligado Desligado Ligado 1 1 1 Desligado Ligado Ligado Ligado 0 0 1 Ligado Desligado Desligado Ligado 0 1 1 Ligado Desligado Ligado Ligado 1 0 1 Ligado Ligado Desligado Ligado 1 1 0 Ligado Ligado Ligado Desligado Tabela 3. Esta função é obtida pela associação da função E com a E NÃO. A simbologia é muito semelhante de uma porta E.5. Representação simbólica da porta lógica NÃO NÃO-E. a saída invertida de uma função E. pois será a E.8.

Esta inversão e feita da associação da função OU com a função NÃO. É importante ressaltar que através da associação desta porta lógica. esta função lógica representa a inversão da porta OU.XD201 – Eletrônica Digital 29 fazendo com que a corrente tendesse ao infinito segundo a lei de ohm.5 Função NÃO-OU (NOR) OU Semelhante a função lógica NAND. Tabela verdade da NÃO-OU (NOR) e o circuito da figura 3. é possível obter todas as outras funções lógicas descritas aqui neste item. A B S 0 0 1 0 1 0 1 0 0 1 1 0 Tabela 3. Abaixo poderemos verificar como o circuito verdadeira.9. Figura 3. significa que na sua entrada. causando pro problemas na fonte. Sendo seu símbolo apresentado abaixo juntamente com sua respectiva tabela verdade para uma porta de duas entradas. a saída sempre será um. Exsto Tecnologia . até mesmo só com duas. para quaisquer outros valores de entrada. Também neste caso podemos ter a função NAND com mais de três entradas.9.6. Agora.3. teremos somente nível lógico zero. fazendo com que a afirmação de que esta porta é o inverso da porta OU seja verdadeira. Representação simbólica da porta lógica NÃO NÃO-OU. 3. discreto equivalente abaixo corresponde exatamente ao funcionamento da porta lógica. OU O funcionamento desta porta lógica corresponde ao seguinte: se a saída tiver nível lógico seguinte: um.

Podemos analisar o funcionamento deste circuito através das posições de suas chaves. Figura 3. Exsto Tecnologia . Circuito exemplificando a função lógica NÃO NÃO-OU. Tabela verdade da função XOR para duas entradas. o circuito fica curto-circuitado e faz com que a lâmpada fique desligada. Com isso temos que. Representação simbólica da porta lógica XOR.10. através pois se a chave A ou B estiver na posição fechada (nível lógico 1) ou as duas estiverem fechadas.11.7.3. A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 Tabela 3. Abaixo poderemos ver qual é o símbolo que representa esta função lógica. mais especificamente. 3. caso as duas circuitado fiquem em nível lógico baixo (posição aberta) a corrente passa a circular pela lâmpada (posição acendendo-a. quando a entrada A assumir um a entrada B deverá ser zero ou vice vice-versa. Esta função tem a capacidade de promover a soma entre valores binários ou ainda encontrar o que se denomina “paridade” (o que será visto futuramente). Seu funcionamento pode ser definido da seguinte forma: a saída será um somente se as variáveis de entrada forem diferentes. para uma porta OU OU-EXCLUSIVO de duas entradas. para os computadores é a denominada “OU “OU–EXCLUSIVO”.6 Função OU-EXCLUSIVO (XOR) EXCLUSIVO Uma função com relevada importância para o funcionamento dos circuitos lógicos digitais e.XD201 – Eletrônica Digital 30 Figura 3. Agora.

Representação de uma porta XOR usando portas lógicas simples. como dita acima. também é derivada das funções lógicas básicas.13.7 Função NÃO-OU-EXCLUSIVO ou coincidência EXCLUSIVO Esta função lógica é como o inverso da função OU EXCLUSIVO. Uma tabela verdade para esta função é dada adiante.3. porta 3. Figura 3. e ainda igual a porta OU EXCLUSIVO. sendo possível montá-la usando portas conhecidas. implementar esta função utilizando p portas lógicas básicas como abaixo. podemos OU-EXCLUSIVO. Observe o círculo na ponta do símbolo que indica a inversão da função anterior (XOR). podemos sempre implementá-la com um circuito equivalente como o ilustrado abaixo. Tabela Verdade da função XNOR usando portas lógicas simples. Assim. entretanto essa terminologia não é mbolo muito bem empregada nesta situação. Figura 3. A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 0 1 Tabela 3. inglês é exclusive XNOR sendo representada pela simbologia abaixo.12. la . a A representação matemática desta função lógica é dada pelo símbolo . Esta função pode ser definida como a apresentação de uma saída igual a um se somente as variáveis de entrada forem iguais. Sua denominação em OU-EXCLUSIVO. Exsto Tecnologia . mesmo que esta função tenha seu la portas próprio símbolo e possa ser considerado um “bloco” independente nos projetos. Representação simbólica da porta lógica XNOR.XD201 – Eletrônica Digital 31 Esta função lógica.8.

recomendamos alguma literatura relacionada a Boole. 3. Assim. contudo.). as operações lógicas booleanas baseiam-se numa série de regras. Os principais para o nosso curso são vistos aqui e sua val validação não são necessárias no momento. fazendo com que sua função básica em conjunto com outras possam desempenhar operações mais complexas. a) Operação E: A operação E tem como símbolo o ponto final(. postulados e teoremas conforme já tínhamos visto antes no se inicio do capitulo. Representação de uma porta XNOR usando portas lógicas simples 3. a representação da operação de uma porta OU com entradas A e B e saída S pode ser com representada como: A + B = S.14.4 Propriedades das operações lógica lógicas Os circuitos lógicos fazem operações utilizando os valores binários aplicados às suas entradas. eles possuem significados diferentes como se pode ver a seguir. No entanto. é preciso saber as propriedades que as operações podem realizar realizar. Então para rep representar matematicamente a função E com duas entradas A e B com saída igual a S. Exsto Tecnologia . b) Operação OU: A operação OU é representada matematicamente o s sinal (+). c) Operação NÃO: Esta operação é indicada por uma barra da seguinte forma: A = S ou S = A’ (A barra igual a S ou S igual a A barrado). contanto que você acredite que as afirmações são corretas. para que possamos unir várias portas diferentes.XD201 – Eletrônica Digital 32 Figura 3. B. OU e NÃO são representadas matematicamente por símbolos representadas usados no equacionamento decimal. Caso o aluno queira se aprofundar no assunto. Com isso. podemos fazer sua representação com: S = A .4. facilitando o projeto dos circuitos e permitindo visualizar melhor o que ocorre quan quando associamos muitas funções.1 Representações As operações lógicas E. podemos representar estas operações por uma simbologia apropriada. Da mesma forma que acontece com os números decimais. apesar dos símbolos serem semelhantes.

1 = A. a resultante desta consistirá num resultado idêntico ao uma operação OU aplicada aos complementos da variável de entrada. quando participa de uma operação com uma variável. Na operação E o elemento nulo é “0”. o símbolo ⊕ . isto é.C) = (A.XD201 – Eletrônica Digital 33 d) Operação XOR: Esta operação é indicada por um símbolo que tem funções diferentes na álgebra booleana. Assim sendo. A.(B.B).0 = 0. sua representação é dada por S = A ⊕ B . portanto A. leva a um resultado igual a própria variável.B + A. leva sempre a um mesmo valor.C h) Teoremas de “De Morgan”: Aplicando a operação NÃO a uma operação E. sua representação é dada por S=A B. Tendo em mente estas representações.(B+C) = A. independente de qual seja o valor da variável. podemos enumerar as seguintes propriedades das operações lógicas: a) Elemento Neutro: É aquele que. o símbolo .C A+(B+C) = (A+B)+C f) Teorema da Involução: (A negação da negação é a afirmação) A = A ou A’’= A g) A operação E é distributiva em relação à operação OU: A. A + A = 1 e A• A = 0 d) Propriedade comutativa das operações E e OU: A.B=B. ou seja A+0 = A b) Elemento Nulo: É aquele que quando participa de uma operação com uma variável.A A+B=B+A e) Propriedade associativa das operações E e OU: A. Já para a operação OU o elemento neutro é “0”. e) Operação XNOR: Esta operação é indicada por um símbolo que tem funções diferentes na álgebra booleana. assim A+1 = 1 c) Elemento Complementar: O resultado da operação de uma variável com seu complemento (seu valor negado) é o elemento nulo da operação. No caso da operação E o elemento neutro é “1”. Ou seja: A• B = A + B Exsto Tecnologia . Já para a operação OU o elemento nulo é “1”.

B.C' * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A.(A'+C'+D') (A.C)') A * Colocando A em evidência * Pelo teorema de Morgan * Identidade: A+A' = 1 • Exemplo 3: S = (A+B'+C)'.B.(A+B+C) A'.B'+1)+C.B.A = A • Exemplo 4 : S = ((A.D'.C+(B'+C')) A.B.C'.D' C.B.C).(B'+B) A' • * Colocando A' em evidência * Identidade: A+A' = 1 Exemplo 2: S = A.D'+C.A' = 0 * Identidade: A+0 = A * Identidade: A.(B.B'.(A'+C'+D') (A.C).C'+0 A'.D'+C.4.B'.C.(A+B+C ) A.B'+A'.C' 0+A'. Temos: A + B = A• B 3.(A.D'+C.B.C'+A.B' A.C+A.D'+C.B.B A'.XD201 – Eletrônica Digital 34 O mesmo teorema pode ser aplicado a operação NÃO a uma operação OU o resultado é igual ao da operação E aplicada aos complementos das variáveis de entrada.C'+C.D' (A.B'.A'.C'+A'.C+(B.(B.2 Exemplos de simplificação das equações lógicas • Exemplo 1: S = A'.A'+0+C.D' (A.C).A' * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A.C)'+B+D)'+C.A' = 0 * Identidade: A + 0 = A * Colocando C.B.B.C).B.B.D' em evidência Exsto Tecnologia .C'+A'.B'.A'+C.C' A'.A'+C.

A' C.(D'+A') C.XD201 – Eletrônica Digital 35 C.D)' * Identidade: A + 1 = 1 * Identidade: A .A' C.(1)+C. 1 = A * Colocando C em evidência * Pelo teorema de Morgan Exsto Tecnologia .D'+C.D'.(A.

A' = 0 * Identidade: A + 0 = A * Colocando C em evidência * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan Exsto Tecnologia .B.C )'+(D.C C'.B. 1 = A * Identidade: A + A' = 1 * Identidade: A .(1))+A'.(C+B))' ((A+B)'+C')+(D.(B'+B)+A.C' C'.C+C'.C'+A'.C+A'.(B'+1)+D' (A+B)'+C'.B+A.C+B'.B')+C'+D' (A+B)'+C'. 1 = A * Pelo teorema de Morgan • Exemplo 6: S = A'.(A'+A)+A'.C)' (A.C A'.(1)+D' (A+B)'+C'+D' (A+B)'+(C.B.(B'+B))+A'.XD201 – Eletrônica Digital 36 • Exemplo 5: S = ((A+B).B.B'.C C'.B.C)' (A.C+0)' (A.(C+B))' ((A+B)'+C')+(D'+(C+B)') (A+B)'+(C+B)'+C'+D' (A+B)'+(C'.C+B'. 1 = A * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Distributiva * Identidade: A .B)+A'.(1)+A.B'+A.C'+A.B.B.C )' (C.(A'.B.C C'.B'.(A+B'))' C'+(A+B')' C'+A'.C+B'.C'+A.D)' * Pelo teorema de Morgan * Pelo teorema de Morgan * Propriedade Associativa * Pelo teorema de Morgan * Colocando C' em evidência * Identidade: A + 1 = 1 * Identidade: A .B.(1)+A'.B * Colocando C' em evidência * Colocando A' e A em evidência * Identidade: A + A' = 1 * Identidade: A .C+C' (A+B’+C')'+C' ((A+B'+C').(A'.(A'.C C'.B'+A'.

as funções NÃO E são fáceis de obter e baratas. Pois. S = A • B = A • B . Com isso.4. Exemplo de portas E com portas NÃO E (NAND) NÃO-E c) A função OU (OR) é obtida através da colocação de uma inversora na saída depois de aplicá-la a um porta NÃO-E. na forma de ci circuitos integrados. Esta propriedade torna essas portas elementos universais nos projetos de circuitos digitais já que. A 0 1 B 0 1 S 1 0 A 0 1 B(+5V) 1 1 S 1 0 Tabela 3.9. Figura 3.16.15. ar ou Figura 3. a) Inversora: Para obter uma inversora de uma porta NÃO E basta unir suas entradas ou NÃO-E colocar uma das entradas no nível lógico um. pois. temos um tipo de porta que em associação entre elas. Exsto Tecnologia . entado podem gerar todas as outras portas devido as suas características. S = A • B e aplicando la uma DeMorgan temos: S = A + B = A + B .3 Fazendo tudo com portas NÃO (NAND) NÃO-E Como já comentado anteriormente. NÃO-E b) Uma porta E (AND) é feita através da junção entre uma porta NÃO (NAND) e junção NÃO-E uma inversora em cada entrada. Tabela verdade de uma porta NÃO E como inversora. Exemplos de portas inversoras com portas NÃO NÃO-E. vamos ver de que forma NÃO-E podemos implementar algumas portas lógicas através da porta NÃO NÃO-E.XD201 – Eletrônica Digital 37 3. Fica fácil deduzir.

10. quando esta está transcrita em mapas criados para este procedimento. Então. pas 3. portanto. tem 2n células. Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 38 Figura 3. um naugh isso é visto facilmente pelo jogo batalha naval.17. Esta nova metodologia foi criada com o intuito de tornar simples o nosso trabalho na hora de construir os sistemas lógicos. Exemplo de portas OU com portas NÃO E (NAND) NÃO-E 3.5.1 Introdução No item anterior vimos uma boa parte da álgebra de Boole. Este mapa é composto por um número de células igual ao número de número linhas da tabela verdade e.2 Endereçamento de um mapa de Karnaugh O mapa de Karnaugh tem no seu significado uma mudança na forma com que a tabela verdade é apresentada. Como: A B C D E 1 2 3 4 5 6 * * * * * * * * * F Tabela 3. Tabela exemplo do jogo batalha naval. Agora vamos ver uma nova metodologia para que possamos fazer as mesmas simplificações ou reduções das funções lógicas mais complexas. Veitch e Karnaugh foram dois estudiosos do século passado que tornaram possível a simplificações de funções lógicas por simples observação visual da tabela verdade.5. temos que saber como se transcreve uma tabela verdade para u mapa de Karnaugh e também como é este mapa. seus teoremas e propriedades de de forma simples. onde n é o número de variáveis que compõem a função.5 Mapa de Karnaugh 3. antes de começarmos a analisar este tipo de mapa.

as fileiras compostas por três asteriscos e a fileira composta por dois asteriscos na horizontal têm. A3. O endereço da célula H é: A = 0. C = 0 e D = 0. O código gray é um código digital com a propriedade que duas palavras-codigo consecutivas diferem apenas de um bit.XD201 – Eletrônica Digital 39 Aqueles que conhecem batalha naval. Por analogia. Observe o exemplo de um Mapa K (Karnaugh) de quatro variáveis: AB 00 01 11 10 CD 00 J 01 F 11 H 10 Tabela 3. Para exemplificarmos o endereçamento de um mapa K fica mais fácil e mais claro iniciarmos com um mapa de quatro variáveis. mas didaticamente vamos estudar primeiro o mapas de três variáveis para então chegarmos ao de quatro variáveis. se quiser atingir um alvo temos que utilizar os indicativos de linha e coluna para. E3 e E6 e F6. B = 1. O endereço da célula F é: A = 0. Com isso vemos que este código não mostra o código binário na ordem que estamos acostumados a usá-lo e esta é justamente a maneira particular que caracteriza o mapa de Karnaugh. C = 0 e D = 1. Ele se enquadra na classe dos códigos refletidos.11. o endereço da célula J é: A = 1. provavelmente sabem que cada ponto assinalado na ficha pertence a um elemento da esquadra inimiga. Se entendermos esta forma de endereçamento pode-se verificar que num mapa de Karnaugh o processo é muito parecido. Observe a maneira particular que colocamos os valores em binário. Para o mapa acima vemos que se tomarmos fileira vertical composta por quatro asteriscos tem os seguintes endereços: A2. Esta forma de organização de utilização do sistema de numeração binária é chamada de código gray. respectivamente os seguintes endereços: C3. B = 1. Tabela exemplo do mapa de karnaugh de quatro variáveis. ainda. exatamente. Exsto Tecnologia . B = 0. informar a localização do suposto alvo. C = 1 e D = 1. com isso. A4 e A5. D3. e. devido ao algoritmo de construção que ele utiliza.

Com isso. Para cada agrupamento ou enlace. teremos uma expressão booleana correspondente e estas nos darão o resultado do mapa em uma forma mais simplificada.18. pois para % A = 0. Disposições do mapa de Karnaugh Entretanto.XD201 – Eletrônica Digital 40 3. Percebemos então que apenas A apresentou mudança em seu valor. b) Enlace: Enlace é o agrupamento que fazemos no mapa K com o intuito de visualizarmos as células adjacentes.19. 2. 1. A = 1. 4. pois para % A = 0. B = 0 e C = 1 e para @. e para isso basta usarmos dois mapas de duas variáveis associados convenientemente. Percebemos então que A e C apresentaram mudanças em seus valores. E eles são: a) Adjacência: Vamos considerar duas células de um mapa de Karnaugh são adjacentes se as variáveis que a endereçam apresentarem apenas uma mudança de valor.5. 8. Os enlaces só podem ser feitos de forma que agrupem um número de células que seja igual a uma potência de dois. antes de continuar nossa análise sobre estes mapas é necessário definir alguns parâmetros. um mapa de Karnaugh de três variáveis na sua forma horizontal pode ter apenas os seguintes enlaces: Exsto Tecnologia .3 Mapa de Karnaugh de três variáveis Podemos analisar também funções de três variáveis através dos mapas K. Exemplo de adjacência As células % e # são adjacentes. As células % e @ não são adjacentes. B = 0 e C = 1. B = 0 e C = 0. etc. Temos então duas formas de associá-los que são completamente equivalentes: B 00 C 0 1 A BC A 01 11 10 00 01 11 10 0 1 Figura 3. Exemplo: Figura 3. B = 0 e C = 1 e para #. ou seja. A = 1.

3) Deduzirmos a expressão booleana para cada enlace e agruparmos essas expressões através da função OU. Exsto Tecnologia . Representação dos enlaces de quatro células Figura 3.23.XD201 – Eletrônica Digital 41 Figura 3.21. Portanto para resolvermos um mapa de Karnaugh devemos seguir os seguintes passos: 1) Identificar as células cujos valores são “um”.22.20. 2) Fazer os enlaces permitidos (observando as adjacências e o número de células do enlace). Representação do enlace de uma célula Figura 3. Representação dos enlaces de oito células Observando acima podemos entender que cada enlace define uma região onde as variáveis de endereçamento apresentam uma propriedade em comum. Representação dos enlaces de duas células Figura 3.

XD201 – Eletrônica Digital 42 3. verificar se em cada enlace existe pelo menos uma célula que pertença a apenas um enlace. Mapa de Karnaugh para quatro variáveis As regras de adjacências e de enlaces para o mapa de Karnaugh de quatro variáveis continuam sendo as mesmas. Contudo. pode-se também analisar as funções de quatro variáveis através dos mapas K. Em segundo lugar.5. já que estas regras valem para mapas com qualquer número de células. devemos fazer algumas considerações úteis para facilitar a simplificação do mapa.24. fazer os enlaces com maior número de células. pois se não proceder assim. pois corremos o risco de fazermos enlaces redundantes e dispensáveis.4 Mapa de Karnaugh de quatro variáveis Utilizando o mesmo procedimento do mapa anterior. sendo que para tanto basta usarmos dois mapas de três variáveis associados convenientemente. A C D B 00 01 11 10 00 01 11 10 Figura 3. possivelmente faremos agrupamentos que poderiam ser substituídos por um maior. Primeiro. Para uma melhor compreensão da forma com que deve ser feita a utilização do mapa. começaremos citando um exemplo: Exsto Tecnologia .

devemos agrupar uma maior quantidade possível de itens adjacentes. 3. esta teoria básica é necessária para que você possa entender de forma clara o funcionamento dos capítulos que se seguem. ou invertido. como a tabela acima foi expressa através da soma de produtos. O mesmo raciocínio serve para quando o índice for “um”. é necessário entender que os índices deste mapa determinam à condição lógica de cada variável. havendo para isso diversas possibilidades.25. às vezes. entretanto. pode parecer monótono e desestimulante. Exemplo sobre a formação do mapa de karnaugh de quatro elementos Desejamos expressar esta tabela como a soma de produtos. o que significa que os valores adjacentes que devemos procurar na tabela são os “uns”. Isto ainda é o começo. Assim teremos equações mais simplificadas. teríamos que expressar a tabela como o produto de somas. nossa idéia é agrupar os termos adjacentes iguais.XD201 – Eletrônica Digital 43 Figura 3. pois eles utilizam muito da matemática e isso. É importante notar que caso quiséssemos considerar os “zeros” da tabela. Contudo. indicando que a variável não terá seu valor lógico alterado. Voltando ao exemplo. quando o índice for “zero”. mas o esforço será recompensador a partir do momento que o aluno começar a enxergar estes conceitos em todos os Exsto Tecnologia . Então. pois isso criará um enlace maior. Na hora que for obter as equações do mapa. a variável lógica correspondente tem seu nível barrado.6 Conclusão Os circuitos lógicos digitais podem parecer algo confuso e de difícil compreensão.

Afinal. estes princípios estão presentes em tudo que um computador faz. estes conceitos já serão abordados de forma mais concreta e nas lições práticas será mais fácil entendê-los. Nas próximas lições. Exsto Tecnologia . o que foi estudado até agora ficará mais claro quando encontrarmos sua aplicação prática.XD201 – Eletrônica Digital 44 equipamentos que utilizam algum tipo de circuito lógico. Nos capítulos que se seguem.

quando unidos.XD201 – Eletrônica Digital 45 4 Família de circuitos lógicos digitais Até 1955. DTL . como o diodo semicondutor. e usava muita potência. A situação melhorou consideravelmente com a invenção do transistor nos anos 50. Aqui veremos que tipos de circuitos são usados e como são encontrados na prática. por outro lado. podemos citar como algumas famílias existentes: • • • • • • • • RTL . os componentes eletrônicos disponíveis para construir sistemas digitais eram os diodos semicondutores e as válvulas a vácuo. ECL . Existem inúmeras famílias que possuem características únicas. Um transistor. com a evolução da tecnologia e a invenção do transistor. caro. Os circuitos eletrônicos modernos não usam chaves e lâmpadas para representar níveis lógicos na prática. Os diodos são relativamente pequenos. Estes blocos.Lógica transistor-transistor (mais popular). como aqueles encontrados nos computadores atuais em blocos básicos. MOS . fazendo com que o seu uso em conjunto possa criar um circuito muito mais complexo.Lógica resistor-transistor (obsoleta). Embora em sua maioria as portas pudessem ser construídas com diodos e resistores. qualquer sistema digital era grande. com dimensões da ordem de milímetros.Lógica MOSFETs de canal-p (obsoleta). podem levar a elaboração de circuitos muito complexos como os encontrados nos computadores de hoje. Portanto. As famílias lógicas diferem basicamente pelo componente principal utilizado por cada uma em seus circuitos. tendo dimensões da ordem de vários centímetros e consomem quantidades relativamente grandes de potência. TTL . DCTL .Lógica MOSFETs de canal-n Exsto Tecnologia . e consomem relativamente pouca potência. quando encapsulado individualmente. normalmente substituindo uma válvula. As válvulas. tipicamente da ordem de alguns watts.Lógica diodo-transistor (obsoleta). dispositivos muito rápidos que podem estabelecer os níveis lógicos nas entradas das funções com velocidades incríveis e isso lhes permite realizar milhões de operações muito complexas a cada segundo. consome muito menos potência (da ordem de dezenas de mW) e. também era necessário usar válvulas em grandes quantidades.Lógica emissor-acoplado. mas sim.Metal Oxide Semiconductor: PMOS . NMOS . são grandes. Esta padronização favoreceu o surgimento das famílias de componentes digitais com características bastante distintas. procurou-se padronizar os sinais elétricos correspondentes aos níveis lógicos. Como resultado.Lógica transistor acoplamento direto. tem dimensões da ordem de alguns milímetros.

1 O transistor como chave eletrônica O transistor opera em três modos diferentes. tornando possível a representação de um circuito lógico simples. as funções lógicas implementadas com transistores têm a vantagem de poderem ser interligadas umas nas outras. impedindo a circulação de corrente através de si.1 Família RTL (Resistor-Transistor Logic) e DTL (Diode-transistor Logic) 4. Exsto Tecnologia . 4. pois já é uma família obsoleta e as outras duas por serem as mais utilizadas atualmente. é possível utilizar transistores com uma série de vantagens. fazendo com que circule corrente por ele.Lógica MOSFETs Complementares. O terceiro é o modo do transistor no estado de saturação. verificamos que o transistor pode facilmente substituir uma chave. O primeiro é o funcionamento de corte. No restante deste capítulo iremos analisar os parâmetros típicos de cada família. Assim. que consiste na amplificação de um sinal injetado na entrada. verificar como é o funcionamento destas famílias e verificar se é possível promover a interconexão entre elas. que consiste na transformação elétrica do transistor numa chave aberta.1. O segundo consiste no funcionamento do transistor como amplificador. na simulação dos circuitos que estudamos e em que usamos chaves. nosso objetivo aqui é analisar o funcionamento de três famílias em particular: Família RTL. Abaixo podemos ver um exemplo simples da utilização de um transistor para obter uma porta inversora. Se considerarmos somente a primeira e a terceira forma de funcionamento.XD201 – Eletrônica Digital 46 • CMOS . pois o sinal que aparece na saída de cada uma pode ser usado como entrada para outra. onde o transistor funciona eletricamente como uma chave fechada. Uma vantagem importante é que o transistor poderá operar com a tensão ou nível lógico produzido por uma outra função e não necessariamente por uma pessoa que acione uma chave. Entretanto. A família RTL só por uma questão didática. TTL (Transistor-Transistor Logic) e CMOS. Assim.

Tomando este entendimento como base. Figura 4.1. fazendo a tensão no seu coletor cair a zero. o que corresponde ao nível um. na ausência de tensão na sua base. o transistor se mantém cortado e a tensão no seu coletor se mantém alta. que corresponde ao nível zero de entrada.XD201 – Eletrônica Digital 47 Figura 4. Por outro lado. Representação de uma porta NÃO E na família RTL NÃO-E Exsto Tecnologia .2. podemos conseguir outras portas lógicas simples através da combinação de transistores e resistores. Representação de uma inversora na família RTL Aplicando o nível um (5V) na base do transistor ele conduz até o ponto de saturar.

Composição de uma porta E DTL. Representação de uma porta NÃO OU na família RTL NÃO-OU Isso significa que a elaboração de um circuito lógico digital capaz de realizar operações complexas usando transistores é algo que pode ser conseguido com relativa facilidade. somente se. todas as entradas forem um. Por exemplo. Onde a saída S será um se.3. caso seja preciso usar uma porta E de três entradas podemos optar pelo seguinte circuito: Figura 4.2 Usando a família DTL Uma família que pode ter bastante uso na prática e a DTL (lógica diodo diodo-transistor). conforme apresentado a seguir: Exsto Tecnologia . transistores 4. Sua principal vantagem e a facilidade de construção em situações onde não se justifica o us de um uso circuito integrado.4.XD201 – Eletrônica Digital 48 Figura 4.1. Também é poss possível construir uma porta OU.

para que pudessem fornecer sinais que fossem reconhecidos e que fosse sensível o suficiente para reconhecer os sinais dos outros circuitos lógicos.3 Melhorando o desempenho Entretanto. 4. desconforto por vários motivos. operando com a mesma tensão de alimentação. durante o desenvolvimento da eletrônica digital. Composição de uma porta OU DTL. velocidade. Isso era ideal para ter todos os circuitos função. cada porta lógica fosse montada com seus transistores e resistores para depois ser interligada com as outras. Exsto Tecnologia . isto foi causando um outras. Assim. utilizar estes circuitos transistorizados que corresponde a uma maneir não maneira padrão pode trazer dificuldades na criação de sistemas lógicos mais complexos.XD201 – Eletrônica Digital 49 Figura 4. f foi possível diminuir o tamanho dos projetos.5. Para se solucionar este problema. permitindo o uso de várias funções lógicas simultâneas e em maior quantidade. que ao optar por um circuito mais simples deixamos de lado vantagens como padronização. porem. foi desenvolvida a tecnologia dos circuitos integrados. etc. Vale ressaltar. Utilizando estas simples portas com diodos e ainda uma inversora com transistor é possível resolver facilmente alguns problemas de lógica no circuito. Mesmo que antes. ar permitindo a colocação de diversos componentes já interligados dentro de um invólucro plástico. pois foi criada uma série de circuitos integrados que continham numa única pastilha as funções lógicas digitais mais usadas. interconectividade. Um desses motivos foi a alta complexidade que se tinha para montar um circuito com várias funções lógicas. Outro motivo era a necessidade de ter um padrão de funcionamento para cada circuito ou função.1.

6. Apesar de a família RTL ser uma precursora da tecnologia digital. a família TTL e a CMOS. Circuito Integrado contendo quatro portas NÃO-E Assim. Nas próximas páginas. hoje era não é mais utilizada devido às limitações impostas por ela. pois além do menor tamanho dos circuitos havia menor consumo de energia. Figura 4. o projetista teria disponíveis componentes compatíveis entre si contendo estas funções e de tal forma que poderiam ser interligadas das maneiras desejadas e num espaço físico mínimo.XD201 – Eletrônica Digital 50 Com isso elas passaram a ocupar menos área física e foram feitas de tal maneira que todas eram compatíveis entre si. Esta família é facilmente reconhecida durante o seu uso nos projetos principalmente pelo fato de ter duas séries que começam pelos números 54 para o uso militar e 74 Exsto Tecnologia . cada CI (Circuito Integrado) continham uma quantidade de portas lógicas de um mesmo tipo. que já foram citadas. nos limitaremos a estudar as duas famílias em maior destaque hoje.2 Família TTL A família TTL foi primeiramente desenvolvida pela Texas Instruments. contudo. Então conforme as figuras abaixo. 4. se fosse necessário montar um circuito que usasse três portas E. Estas séries de circuitos integrados formaram então as Famílias Lógicas. devido a enorme utilidade desta família. a partir das quais os projetistas tiveram facilidade em encontrar todos os blocos para montar seus equipamentos digitais. O sucesso do advento dessa tecnologia foi enorme. operando com as mesmas tensões e reconheciam os mesmos sinais. muitos fabricantes de semicondutores também produzem seus componentes.

para os componentes desta família. fazer com que o circuito comute entre os níveis alto e baixo de forma mais Exsto Tecnologia . Temos as seguintes classificações para os graus de integração dos circuitos digitais: SSI . Assim. decodificadores e outros mas.Very Large Scale Integration ou Integração em Escala Muito Grande: Que corresponde aos circuitos integrados com mais de 1000 portas ou funções lógicas. o nível lógico zero é sempre a ausência de tensão ou 0 V. Em circuitos eletrônicos. As funções mais simples das portas estão disponíveis numa certa quantidade em cada integrado. VLSI . MSI . pois na família TTL há uma faixa chamada faixa de ruído. surgiu a possibilidade de colocar num integrado não apenas umas poucas portas e funções adicionais que serão estudadas futuramente como flip-flop’s.4. a associação de qualquer componente que comece pelo número “74” à família TTL fica evidente. fica fácil observar que os componentes que compõem quase todos os equipamentos eletrônicos são compostos pelo conjunto de diversos componentes lógicos. Entre essas duas faixas existe uma região indefinida que deve ser evitada.Medium Scale Integration ou Integração de Média Escala: Em que temos num único circuito integrado de 13 a 99 portas ou funções lógicas. entre 2. à medida que novas tecnologias foram sendo desenvolvidas permitindo a integração de uma grande quantidade de componentes. Para os níveis lógicos serem reconhecidos. LSI .Small Scale Integration ou Integração em Pequena Escala: Que corresponde a série normal dos primeiros TTL que contém de 1 a 12 portas lógicas num circuito integrado.Large Scale Integration ou Integração em Grande Escala: Que corresponde a circuitos integrados contendo de 100 a 999 portas ou funções lógicas. Para que isso fosse possível. No entanto. Assim. conforme visto na figura 4.4 e 5 V. diversas etapas no aumento da integração foram obtidas e receberam nomes que hoje são comuns quando falamos de equipamentos digitais e computadores em geral. enquanto que o nível lógico um é sempre uma tensão de +5 V. A maioria usa invólucros DIL de 14 e 16 pinos. Hoje no mercado existem centenas de circuitos integrados TTL disponíveis para a elaboração de projetos eletrônicos.XD201 – Eletrônica Digital 51 para o uso comercial. Uma porta TTL reconhecerá como nível zero as tensões que estiverem entre 0 e 0. Com isso. A característica mais importante desta família está no fato de que ela trabalha com uma tensão de alimentação de 5 V.8 V e como nível um as que estiverem numa outra faixa. também interligá-los de diversas formas e utilizá-los em aplicações específicas. eles devem estar dentro de faixas bem definidas. na maioria dos casos é possível melhorar a velocidade de operação (isto é.

fabricar um tipo especial de transistor denominado Schottky. operar em velocidades mais altas. Quando usamos mais potência com a finalidade de obter maior velocidade. potência normal. Conseqüentemente. A disponibilidade de correntes maiores torna possível ligar e desligar os transistores mais rapidamente. a família TTL existe em cinco séries distintas. podendo. baixa potência. Em virtude da saturação o transistor leva um tempo relativamente longo para ser desligado. 54/74 Comum. que são listadas.XD201 – Eletrônica Digital 52 rápida) sacrificando a potência. baixa potência. elas também afetam diretamente as capacitâncias parasitas que existem nas junções dos semicondutores sendo carregadas e descarregadas mais rapidamente. conseqüentemente. 54L/74L Comum. Uma figura de mérito útil para se fazer esta avaliação é o produto velocidade-potência. como nós já vimos anteriormente. mas são os resultados inevitáveis das dimensões e geometria do circuito. potência normal. Séries Tipo de transistor de potência 54LS /74LS Schottky. embora outras séries possam ser escolhidas caso haja restrições quanto à velocidade. sempre é bom avaliar se este aumento de velocidade compensa o acréscimo de potência utilizada. os circuitos digitais padrão usando transistores comuns sofrem uma desvantagem em relação à velocidade. 54S/74S Schottky. ns 9. Como maior potência não envolve somente maiores correntes mais também maior consumo de energia e uma dissipação maior de calor. que é o produto do atraso de propagação pela dissipação de potência de uma porta.5 Dissipação de potência. todavia. Estas capacitâncias parasitas não são introduzidas deliberadamente no circuito. Devido ao balanço possível entre velocidade e potência e devido à possibilidade de fabricar transistores comuns do tipo Schottky. Com uma despesa adicional pode-se. A razão da popularidade da série LS toma-se aparente. pJ 19 33 1 33 3 19 57 10 10 100 . mW 2 Produto velocidadepotência. com suas características. a operação geralmente se dá na região conhecida como saturação. Exsto Tecnologia Atraso de propagação. à dissipação possível ou ao custo. que não satura. Quando transistores bipolares comuns funcionam em circuitos digitais e são ligados de modo a conduzir corrente.

Valor da corrente que circula na entrada de um circuito digital. quando um nível lógico alto é aplicado em tal entrada. quando a saída de uma função TTL está no nível 1 ou alto. Características típicas da família 54/74 SSI. Veja então que podemos obter uma capacidade muito maior de excitação de saída de uma porta TTL quando ela é levada ao nível zero do que ao nível um. Note que os valores de IIL são negativos. alta potência. ela deve ser suprida pelo circuito que excitará a porta.0 V. portanto. Esta corrente vai circular se tensão de entrada estiver com um valor superior a 2. 4. pois. em que ligamos um LED na saída. quando um nível lógico baixo é aplicado em tal entrada. a corrente sai da porta.1 • Algumas características da família TTL Correntes de entrada: Quando uma entrada de uma função lógica TTL está no nível 0. Quando a entrada de uma porta lógica TTL está no nível alto. pois se convencionou que a corrente que entra na porta tem sinal positivo. Valor da corrente que circula na entrada de um circuito digital.2. flui uma corrente da ordem de 16 mA. Estas correntes também são conhecidas pelas suas nomenclaturas abaixo: IIH (mínimo) – Corrente de entrada correspondente ao nível lógico alto. para uma corrente da base para o emissor do transistor multi-emissor presente dentro do CI TTL da ordem de 1.XD201 – Eletrônica Digital 53 54H/74H Comum. IIL (máximo) – Corrente de entrada correspondente ao nível lógico baixo. Esta corrente deve ser levada em conta no projeto. Exsto Tecnologia . Isso justifica o fato de que em muitas funções indicadoras. 6 22 132 Tabela 4. Por outro lado. fazemos com que ele seja aceso quando a saída vai ao nível zero (e. Isso mostra que uma saída TTL no nível zero ou nível baixo pode drenar de uma carga qualquer ligada a ela uma corrente máxima de 16 mA. • Correntes de saída: Quando temos a saída de um circuito TTL indo ao nível zero (ou baixo).1. a corrente é maior) e não ao nível um. Estando a entrada em 0.6 mA. ela pode fornecer uma corrente máxima de 400 μA. portanto o sinal “-“ denota o sentido contrário. flui uma corrente no sentido oposto da ordem de 40 μA.

que circula na saída de um circuito digital. quando um nível lógico baixo é gerado em tal circuito. Este parâmetro é fornecido nos manuais dos componentes. Quando uma porta lógica aciona portas de outras séries. Como a saída de uma porta lógica é usada de como fonte para a entrada de outra porta. Em qualquer um dos níveis a fonte deve satisfazer os requisitos de corrente da porta acionada. é necessário verificar a literatura do fabricante para determinar a necessidade de corrente de entrada. • Capacidade de Saída ( (Fan-Out) A fonte de um sinal digital aplicado à entrada de uma porta deve ser capaz de est estabelecer naquela entrada uma tensão correspondente a um ou outro nível lógico (zero ou um). isto é. portanto IOH é dado em valores positivos e IOL é dado em valores negativos (corrente entra na porta). quando um nível lógico alto é gerado em tal circuito. que circula na saída de um circuito digital. a capacidade de saída é de dez para portas das séries 74 ou 54 padrão e de alta potência e para as séries de baixa potência o limite é de vinte. ou seja.XD201 – Eletrônica Digital 54 Figura 4. a disponibilidade de corrente de saída e ter certeza de que não há carga excessiva para a saída de uma porta. precisamos saber quantas entradas de portas a serem acionadas podemos ligar à saída de uma porta acionadora. • Margem de Ruído Exsto Tecnologia . Este fato será abordado com mais detalhes adiante. respeitadas as limitações para carregamento da saída. Novamente deve ser obse observado que o sentido positivo é o de saída. Ainda. Diferenças entre correntes de saída dos níveis lógicos. é necessário conhecer a capacidade de acionamento de uma porta. No caso TTL. através de sua utilização. parâmetro geralmente com o nome de FAN-OUT.7. respeitadas as limitações para carregamento da saída. elas podem ser nomeadas c como: IOH (mínimo) – Corrente de saída correspondente ao nível lógico alto Valor da corrente alto. IOL (máximo) – Corrente de saída correspondente ao nível lógico baixo Valor da corrente baixo. desde que cada porta acione portas da mesma série. fornecer o nível mínimo de corrente e tensão.

todas as tensões em um sistema TTL estão no intervalo de 0 a 5V. respectivamente.8 a 2.4 V e a tensão de saída de nível lógico alto não desce abaixo de 2.4 ou 0.4V até seu nível baixo de 0. a corrente drenada eleva a tensão de saída e no nível de saída no nível lógico alto a corrente suprimida diminui a tensão de saída. VOL.0 Volts. sua tensão de corresponde ao nível lógico zero. a saída VO é constante e vale 2. onde o valor pode ser 0. Para as séries 54 ou 74. No nível de saída de nível lógico baixo. VIH e VIL e são definidas como: VOH: A tensão de saída mínima que uma porta fornece quando sua saída estiver no nível alto. O fabricante também garante que uma tensão igual ou menor que 0.4V. VIL: A tensão máxima que pode ser aplicada à entrada de uma porta e reconhecida como nível baixo.1 V ou até menor para a série 54/74. Exsto Tecnologia .4 V.4 Volts. fica em tomo de 3.XD201 – Eletrônica Digital 55 Como já visto. Quando a saída for de nível lógico baixo. a porta acionadora deve permitir o fluxo de corrente da porta acionada para si própria. a tensão de saída baixa não sobe acima de 0.8V sempre será interpretada por uma porta que está sendo acionada como correspondendo a tensão baixa (nível lógico zero) e que uma tensão de entrada maior que 2V sempre será interpretada como tensão alta (nível lógico um). a saída varia de seu nível alto de 2. Quando a saída estiver no nível alto.4 V. Quando uma porta lógica não estiver carregada pela ligação a entradas de outras portas. Para a série 54/74. Para VI no intervalo de 0. A porta acionadora é descrita como absorvedora de corrente da carga. a família TTL opera com uma tensão de alimentação de 5V.8V ou no intervalo acima de 2. correspondente ao nível lógico um. a porta acionadora servirá como fonte de corrente para a carga e é descrita como fornecendo corrente. estas tensões são as especificadas abaixo. o fabricante garante que. mesmo que uma porta esteja carregada até sua capacidade máxima de saída. VIH: A tensão mínima que pode ser aplicada à entrada de uma porta e reconhecida como nível alto.0 Volts. VOL: A tensão de saída máxima que uma porta fornece quando sua saída estiver no nível baixo. As duas tensões de saída e as duas tensões de entrada são representadas pelos símbolos VOH. Quando a tensão de entrada VI estiver no intervalo de 0 a 0. A tensão alta.

Exsto Tecnologia . no caso de um inversor. O resultado disso é que para os circuitos integrados TTL existe um retardo entre o instante em que o sinal passa do nível zero para um na entrada e o instante em que o sinal na saída responde a este sinal.XD201 – Eletrônica Digital 56 Figura 4. temos de considerar os tempos que os componentes demoram a comutar justamente em função das capacitâncias e indutâncias parasitas existentes. levando em conta a configuração típica de uma porta. Observe que estes tempos são determinantes quando se trabalha com sistemas de alta velocidade. No caso dos circuitos TTL. a tensão no circuito não subirá com a mesma velocidade porque esta tensão terá que carregar capacitâncias parasitas existentes na porta. Da mesma forma. Níveis de ruído TTL para entrada e saída. Assim. veremos que se for estabelecida uma transição muito rápida da tensão de entrada. temos ainda que considerar sua construção que pode apresentar indutâncias e capacitâncias parasitas que influem na sua velocidade de operação das suas portas lógicas. Isto causará um aumento gradual da tensão de entrada. Da mesma forma. à medida que o sinal vai passando pelas diversas etapas do circuito. • Velocidade Os circuitos eletrônicos possuem uma velocidade limitada de operação que depende de diversos fatores. levando tempo que não deve ser desprezado.8. existe um retardo entre o instante em que o sinal de entrada passa do nível um para o zero e o instante em que o sinal de saída passa do nível zero para o um.

eles tem uma configuração que um ou outro transistor da porta TTL conduz a corrente. Todavia. Este tipo de circuito apresenta um inconveniente caso nós ligarmos duas portas em paralelo. Quer dizer que os circuitos integrados TTL com esta configuração nunca podem ter suas saídas interligadas da forma indicada na figura. Os circuitos TTL que tem esta configuração são indicados como “open collector” e quando são usados.XD201 – Eletrônica Digital 57 • Formas de ligação – Coletor aberto e Totem-Pole: Os circuitos lógicos TTL que nós vimos até agora são denominados Totem-Pole. Este método é obtido pela utilização do Open Collector ou coletor aberto. Figura 4. necessitando de um resistor de polarização. um curto-circuito é estabelecido na saída e isso pode causar a queima da porta. Se uma das portas tiver sua saída indo ao nível alto simultaneamente que outra vai ao nível baixo (0). exigem a ligação de um resistor externo denominado “pull-up” com aproximadamente 2000 ohms. Este tipo de método significa que o transistor interno da porta lógica está com o “coletor aberto” (open collector). Efeito do nível lógico baixo e alto num Totem Pole. A vantagem desta configuração está na possibilidade de interligarmos portas diferentes num mesmo ponto e a desvantagem está na diminuição de velocidade do circuito lógico. pois ele influencia o circuito alterando sua impedância. existe uma possibilidade de elaborar circuitos em que as saídas das portas sejam ligadas entre si. ficando mais lento com o uso do resistor.9. conforme o nível estabelecido na saída seja zero ou um. Exsto Tecnologia .

10. corresponde ao terceiro estado. o transistor ” da porta lógica não conduz e nada acontece no circuito que funciona normalmente. principalmente usados em micro informática.11. se EN for levada ao nível um. como os computadores. Exsto Tecnologia . circuito aberto ou terceiro estado. quando EN estiver em zero. independentemente dos sinais de entrada. ou seja. Na saída teremos então um estado de alta impedância. Assim.XD201 – Eletrônica Digital 58 Figura 4. Figura 4. No entanto. levando ao corte. Isso é conseguido através de uma entrada de controle denominada “habilitação” ou denominada “Enable” sendo abreviada correntemente por EN. terceiro encontrada em alguns integrados TTL. então ela deve ficar num estado de circuito desligado. a outra porta deve estar numa situação em que níveis na sua saída não tenhamos nem zero e nem um. deve ocorrer que se uma porta estiver enviando seus níveis lógicos. traduzindo do inglês. Esta é uma configuração . Porta lógica usando método “Open Collector “Open Collector”. o transistor satura. os dois passam a se satura. comportar como circuitos abertos. Configuração interna de uma porta Open-Collector Collector. • Tri-State: Tri-state. Quando duas (ou mais) portas estiverem suas saídas conectadas.

onde diversos circuitos devem aplicar seus sinais ao mesmo data bus”. Em virtude da possibilidade da pasta assumir um terceiro estado de alta impedância. state As funções tri-state são muito usadas nos circuitos de computadores denominados barramentos de dados ou “data bus”. a entrada de controle EN comanda se o sinal na tri-state. entrada deve ser apresentado na saída ou não.13. Ligação de duas portas lógicas ao mesmo barramento. apresenta na saída exatamente o mesmo sinal da entrada. buffer é um componente sem função lógica. Configuração externa simplificada de uma porta inversora tr tri-state. ponto ou devem dividir a mesma linha de transferência desses dados. Foi estado desenvolvido um tipo de porta muito útil. O c circuito que está funcionando deve estar habilitado e os que não estão funcionando. devem ser levados sempre ao terceiro estado. um tri-state.12. Exsto Tecnologia . Figura 4. chamada buffer tri state. Em eletrônica digital. isto é.XD201 – Eletrônica Digital 59 Figura 4. Quando este buffer é tri ate.

15. No fim da apostila. tem a lista e a funcionalidade da maioria dos membros da família TTL. Buffer Tri-state. • 7400 . Tabela verdade do Buffer Tri Tri-State. temos uma infinidade de componentes integrados para os mais diversos fins. Seus componentes integrados mais simples são na maioria das vezes. Figura 4. sendo que para obter todas as informações possíveis da família seria necessário ter um manua manual para consulta.14. com uma breve descrição do que elas são e seu consumo. podendo ter diversas portas ou “pernas”.XD201 – Eletrônica Digital 60 Figura 4.2.2. Abaixo segue a descrição de algumas portas mais comuns da família TTL. Serão citados alguns dos mais importantes. 4. Formato DIP ou DIL da família TTL. A X 0 1 EN 0 1 1 S Alta Impedância 0 1 Tabela 4.Quatro Portas NÃO de duas entradas: ro NÃO-E Exsto Tecnologia . encapsulados em um invólucro (contêiner ou pastilha) DIP ou DIL.2 Circuitos integrados TTL Devido ao grande desenvolvimento da tecnologia TTL. diversas possui o formato retangular como abaixo.

Seis Inversores (NÃO) Os seis inversores deste circuito integrado podem ser usados de forma independente.XD201 – Eletrônica Digital 61 Num invólucro DIL.16.17. Ligação interna do componente integrado 7402.18. Figura 4. Figura 4. Exsto Tecnologia . • 7404 . o consumo médio por circuito integrado é da ordem de 12 mA. cada unidade exige uma corrente de 12 mA. Ligação interna do componente integrado 7404. Ligação interna do componente integrado 7400. Figura 4. • 7402 .Quatro Portas NÃO-OU de duas entradas Num invólucro DIL de 14 pinos.

• 7420 . A corrente exigida pelo circuito é de 6 mA.Quatro Portas E de duas entradas Este circuito integrado tem cada unidade exigindo uma corrente de 16 mA. Ligação interna do componente integrado 7410.Três portas NÃO-E de três entradas Cada uma das três portas NAND deste circuito integrado pode ser usada de forma independente.XD201 – Eletrônica Digital 62 • 7408 . Figura 4.Duas portas NÃO-E de quatro entradas Este circuito integrado contém duas portas E que podem ser usadas de forma independente. Exsto Tecnologia . O consumo por unidade é de aproximadamente 4 mA.19. Figura 4.20. Ligação interna do componente integrado 7408. • 7410 .

21. Ligação interna do componente integrado 7432. Exsto Tecnologia .Quatro portas OU de duas entradas As portas OU deste circuito integrado podem ser usadas de modo independente e a corrente total exigida é da ordem de 19 mA. • 7486 .22. Ligação interna do componente integrado 7420. • 7432 .XD201 – Eletrônica Digital 63 Figura 4.Quatro Portas OU-Exclusivo As portas OU-Exclusivo ou Exclusive OR deste circuito integrado podem ser usadas de forma independente. Figura 4. sendo o seu consumo de 30 mA.

agora vamos focar sobre uma nova família. Entretanto. De uma forma geral. e aplicações em que o outro tipo é melhor. É aqui que teremos a entrada da porta lógica. os fabricantes desta família estão pouco a pouco eliminando essas diferenças entre as duas famílias com o desenvolvimento de tecnologias de fabricação. a CMOS. Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 64 Figura 4. possui vantagens e desvantagens no uso de transistores de efeito de campo.3 Família CMOS Depois de termos visto como a família TTL é importante. podemos dizer que a comporta do MOSFET equivale à base do transistor bipolar. Como em qualquer área da eletrônica. aumentando ainda a sua velocidade e reduzindo seu consumo. 4. Ligação interna do componente integrado 7486. podemos dizer que existem aplicações em que é mais vantajoso usar um tipo. o uso da família CMOS.Oxide Semiconductor” se referindo a utilização de transistores de efeito de campo ou Field Effect Transistor (FET) no lugar dos transistores bipolares comuns (como nos circuitos TTL). A sigla CMOS significa “Complementary Metal. Fazendo uma analogia com o transistor bipolar. enquanto que o dreno equivale ao coletor e a fonte ao emissor.23. Os transistores de efeito de campo usados nos circuitos integrados CMOS ou MOSFET’s têm sua composição elementar vista a seguir onde também aparece seu símbolo. O transistor é polarizado de modo a haver uma tensão entre a fonte ou source (s) e o dreno ou drain (d). Vemos que o ponto de controle é a comporta ou gate (g) onde se aplica o sinal que deve ser amplificado ou usado para chavear o circuito.

Diferenças entre transistores bipolares e MOS.XD201 – Eletrônica Digital 65 Figura 4. Figura 4.3. A primeira é que sempre um dos transistores estará cortado. independente do sinal de entrada (alto ou baixo) fazendo com que Exsto Tecnologia . • Consumo e velocidade: Para que possamos analisar o consumo e velocidade desta família. vamos tomar um circuito inversor como base para entendermos. Alem de que as portas lógicas que utilizam tecnologia CMOS (Complementary MOS) permitem com que dispositivos tenham características excelentes para aplicações digitais. Alguns dos parâmetros da família CMOS serão descritos a partir de agora.24.25. 4. Funcionamento de uma porta lógica CMOS Podemos ver duas características importantes.1 Aplicações digitais Semelhante ao uso que fazemos dos transistores bipolares. podemos fazer uso dos transistores MOS.

ele é extremamente sensível a descargas elétricas tornando-os dispositivos muito delicados. Isso significa um consumo extremamente baixo para este par de transistores em condições normais. este atraso é da ordem de três nanossegundos (3 ns). a carga dos elementos capacitivos é mais rápida e isso nos leva a uma característica muito importante dos circuitos CMOS digitais que deve ser levada em conta em qualquer aplicação: com maior tensão de alimentação. Mas como dito antes. seu corpo pode acumular uma carga estática que atingem até 10000 V. Isso pode parecer pouco nas aplicações comuns. podemos ter um atraso acumulativo relativamente alto. De fato. Entretanto. Em outras Exsto Tecnologia . os circuitos integrados CMOS são mais rápidos. ele não é só cheio de qualidades. na prática temos alguns fatores que tornam este consumo maior. a carga do seu corpo que escoa por este dispositivo facilmente destruirá a finíssima camada de óxido que separa o gate do substrato e o componente estará inutilizado. a própria carga elétrica acumulada nas nossas ferramentas ou em nosso corpo quando caminhamos num tapete num dia seco ou ainda atritamos objetos em nossa roupa pode ser suficiente para danificar de modo irreversível os componentes CMOS. Se você tocar num objeto metálico aterrado. este problema pode ser contornado com a elevação de tensão de alimentação. • Sensibilidade ao manuseio: Devido à composição dos transistores usados na tecnologia CMOS. Nos circuitos integrados CMOS típicos como os usados nas aplicações digitais. A única corrente circulante será de um circuito externo alimentado a saída lógica. como um inversor. a descarga de seu corpo neste percurso de terra pode lhe causar um forte choque. Para que se possa ter uma idéia. ao aplicarmos um sinal de controle a este circuito.XD201 – Eletrônica Digital 66 praticamente não circule corrente alguma entre o Vdd e o terra (0 V). caminhando num carpete num dia seco. Ainda. Como problema podemos citar que. da mesma forma. você tocar num terminal de um dispositivo CMOS. Este atraso nada mais é do que a diferença de tempo entre o instante em que aplicamos o sinal na entrada e o instante em que ele estará disponível na saída. a tensão não sobe imediatamente até o valor desejado. já que na entrada a impedância é elevadíssima e praticamente nenhuma corrente circula. eventuais fugas ou a necessidade de outro componente que precise de uma maior corrente. como por exemplo. Assim. precisando de certo tempo para carregar o “capacitor” existente na composição do transistor. mas se um sinal tiver de passar por centenas de portas antes de chegar onde ele é necessário. Este consumo é da ordem de dez nanowatt. com mais tensão. Contudo. E isso fica mais fácil de obter do que na família TTL porque eles trabalham num valor de tensão fixo enquanto os circuitos CMOS trabalham numa faixa de tensão mais ampla.

já que maior número de componentes para atravessar significa um Exsto Tecnologia . De qualquer forma.01 V menor. os dispositivos que usam transistores CMOS são extremamente sensíveis a descargas estáticas. No nível lógico alto.3. • Corrente de fuga na entrada: Se bem que a comporta esteja isolada do circuito dreno-fonte. As freqüências máximas. Estas correntes são designadas por IOL e IOH nas folhas de especificações dos circuitos integrados CMOS.000 000 000 001 ampère) para uma alimentação de 10 V deve ser considerada quando precisamos calcular a corrente de entrada de um circuito CMOS numa aplicação mais crítica. com uma resistência que teoricamente seria infinita.2 • Algumas características da família CMOS: Tensão de saída: No nível lógico baixo (zero) a tensão de saída se aproxima de 0 V sendo no máximo de 0. 4. nunca toque com os dedos nos terminais de componentes CMOS sejam eles circuitos integrados ou transistores. Esta.01 V para os tipos comuns com alimentação na faixa de 5 a 10 V. o que corresponde a uma dissipação de 5 nW em média para alimentação de 5 V e 10 nW para alimentação de 10 V. para os circuitos integrados CMOS a capacidade de drenar e de fornecer corrente de saída é praticamente a mesma. mas famílias especiais estão aparecendo com velocidades cada vez maiores e em muitos casos estas se aproximam dos mais rápidos TTLs.XD201 – Eletrônica Digital 67 palavras. • Velocidade: Os tipos comuns CMOS são muito mais lentos que os TTL. dependem das tensões de alimentação e das funções. • Corrente de saída: Diferentemente dos circuitos integrados TTL em que temos uma capacidade maior de drenar corrente na saída do que de fornecer. para uma alimentação de 5 V as saídas podem fornecer (quando no nível alto) ou drenar (quando no nível baixo) uma corrente de até 1mA e essa corrente sobe para 2. a tensão de saída é praticamente a tensão de alimentação Vdd ou no máximo 0. na prática pode ocorrer uma pequena fuga. Assim.5 mA quando a alimentação é de 10 V.05 µA para alimentação de 5 V. Para os tipos comuns a corrente de alimentação Idd é normalmente da ordem de 1 nA tipicamente com um máximo de 0. conforme já explicamos. • Potência: Os circuitos integrados CMOS consomem muito menos energia que os circuitos integrados TTL. da ordem de 10 pA (1 picoampère = 0. para evitar o problema.

3 Circuitos integrados CMOS Comparado a família TTL. 4.XD201 – Eletrônica Digital 68 atraso maior do sinal. também podemos contar com uma boa quantidade de circuitos integrados CMOS contendo funções lógicas. Aqui estão as mais usadas. entretanto é recomendado recorrer a manual CMOS. • 4012 .Quatro Portas NÃO-OU de duas entradas Este circuito integrado contém quatro portas NÃO-OU em invólucro DIL de 14 pinos. O consumo por circuito integrado é da ordem de 10 nW.3. Ligação interna do componente integrado 4011.Duas portas NÃO-E de quatro entradas Exsto Tecnologia . não temos espaço para colocar todas estas funções aqui. • 4001 . • 4011 . Figura 4. Para o caso do atraso do sinal. Ligação interna do componente integrado 4001. Como no caso do TTL.Quatro portas NÃO-E de duas entradas Em invólucro DIL de 14 pinos encontramos quatro portas NÃO-E de duas entradas de funcionamento independente. Assim. Figura 4.26.27. observamos que ele pode estar especificado para uma transição do nível alto para o nível baixo ou vice-versa e em alguns circuitos ou tensões de alimentação podem ocorrer diferenças. nos manuais encontramos a especificação de velocidade dada tanto em termos de freqüência quanto em termos de atraso do sinal.

XD201 – Eletrônica Digital

69

As duas portas NÃO-E de quatro entradas deste circuito integrado podem ser usadas de forma independente.

Figura 4.28. Ligação interna do componente integrado 4012. • 4023 - Três portas NÃO-E de três entradas As três portas NÃO-E deste circuito integrado podem ser usadas de maneira independente.

Figura 4.29. Ligação interna do componente integrado 4023.

4025 - Três portas NÃO-OU de três entradas Encontramos neste circuito integrado três funções NÃO-OU que podem ser usados de

forma independente.

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

70

Figura 4.30. Ligação interna do componente integrado 4025.

4.3.4

A Função tri-state do 4048 O integrado 4048 tem características muito interessantes para projetos CMOS envolvendo

funções lógicas. Com o que já vimos, sabemos que usando combinações apropriadas de funções simples, é possível simular qualquer outra função mais complexa. Este circuito possui 8 entradas, uma saída e três entradas de “programação”. Dependendo dos níveis lógicos nas entradas de programação, o circuito se comporta como funções NÃO-OU, OU, NÃO-E ou E com 8 entradas ou ainda de forma combinada, realizando ao mesmo tempo funções de portas OU e E em cada uma das quatro entradas. Então, se colocarmos as três entradas de programação no nível alto, o circuito comporta-se como duas portas E de quatro entradas ligadas a uma porta OU de duas entradas. É importante saber deste detalhe porque esta função pode ser facilitadora em muitos projetos, pois consegue simular a operação de diversas combinações de outros circuitos integrados CMOS. Internamente, o 4048 é bastante complexo contendo 32 funções independentes programadas, definidos pelos níveis lógicos nas entradas correspondentes.

Figura 4.31. Ligação interna do componente integrado 4048

4.4 Interfaceamento entre as famílias TTL e CMOS
Conforme explicamos, mesmo tendo uma faixa de tensões ampla e características diferentes dos circuitos integrados TTL, existe a possibilidade de interfacear circuitos dos dois
Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

71

tipos. Há duas possibilidades de interfaceamento entre circuitos digitais TTL e circuitos digitais CMOS.

4.4.1

A saída TTL deve excitar a entrada CMOS Se as duas famílias lógicas estiverem com uma tensão de alimentação de 5 V não há

problema e a interligação pode ser direta. Como as entradas CMOS têm uma impedância muito alta (não exigindo praticamente corrente alguma) da saída TTL, não existe perigo do circuito corrente CMOS “carregar” a saída TTL. Entretanto, temos que considerar o seguinte problema: As entradas CMOS só reconhecem como nível lógico um algum valor de tensão de pelo menos 3.5 V, enquanto que no nível alto, a tensão mínima que o TTL pode fornecer nestas condições é de 3.3 V. Isso significa que é necessário garantir que a entrada CMOS reconheça o nível alto TTL, o que é conseguido com a adição de um resistor externo de pull pull-up (conceito visto anteriormente), observe a figura abaixo. Este resistor de 22K μμé ligado ao positivo da ente), alimentação de 5 V.

Figura 4.32. Interfaceamento TTL e CMOS Se o circuito CMOS a ser excitado por um TTL for alimentado com tensão maior que 5 V, por exemplo 12 V, deve ser usado um circuito intermediário de casamento de características. Este circuito intermediário deve manter o sinal, ou seja, deve ser simplesmente um buffer não inversor, como por exemplo, o de coletor aberto com um resistor de pull pull-up externo. O valor deste resistor dependerá da tensão de alimentação.

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

72

Figura 4.33. Interfaceando TTL e CMOS com tensões diferentes

4.4.2

CMOS excitando uma entrada TTL Neste caso, devemos considerar que uma saída CMOS no nível baixo pode drenar uma

corrente de aproximadamente 0,5 mA e no estado alto, a mesma intensidade. No entanto, uma entrada TTL fornece uma corrente de 1,6 mA no nível baixo, o que não pode ser absorvido pela saída CMOS. Isso significa que entre as duas devemos intercalar um buffer CMOS, como por exemplo, os 4049 e 4050 que permitem a excitação de até duas entradas TTL a partir de uma 9 saída CMOS.

Figura 4.34. Interfaceando CMOS e TTL.

Exsto Tecnologia

Como portas E e OU com mais de duas entradas são muito comuns.XD201 – Eletrônica Digital 73 5 Circuitos lógicos combinatórios Neste capítulo. isto é. Exsto Tecnologia . As portas E. prevendo o que teremos e em suas saídas para cada uma das possíveis combinações dos níveis de entrada. podemos colocar duas portas E em cascata conforme abaixo. podemos construir uma porta E de quatro entradas ou combinar três portas E de duas entradas e assim por diante. OU e NÃO são exemplos de circuitos combinatórios simples. Os circuitos complexos. Uma restrição tas importante dos circuitos combinatórios é que não precisam de nenhum retorno (feedback). se aproveitam das operações complicadas que muitas portas lógicas podem realizar em conjunto. como os usados nos computadores.1. Outro conjunto de circuitos combinatórios que deve ser citado são as portas E e OU de várias entradas. uma entrada para uma porta não pode ser um resultado de uma função que dependa da saída desta mesma porta. usaremos um único símbolo para representar portas de N entradas. se quisermos calcular o E lógico de três entradas. De forma semelhante. é muito importante que além de analisarmos o comportamento individual de cada porta lógica. É um circuito que produz uma saída específica (geralmente zero) quando um valor específico ou um conjunto de valores específicos aparece nas suas entradas. por exemplo. Isto significa que não é possível obter loops em circuitos combinatórios. nós também consigamos analisar e construir circuitos mais elaborados a partir dela. Um decodificador (será visto com detalhes adiante) é um bom exemplo de um circuito combinatório. icadas Com isso. Porta E de três entradas a partir de duas com duas entradas. Analisaremos o que acontece quando associamos várias portas lógicas. estudaremos as funções lógicas de uma forma mais completa. Por exemplo. Figura 5. As portas OU de várias entradas podem ser entradas feitas o mesmo princípio descrito acima.

Determinação das equações lógicas simplificadas.1. apesar de ser muito simples. teremos uma letra do alfabeto. as vezes exige que o projetista esteja ciente do problema como um todo. sempre a indicaremos através do símbolo S. Então na primeira etapa deve ser definido o problema. quais as entradas e quais as saídas. Como já vimos no capitulo três. estabelecendo-se exatamente qual a função a ser executada. 5. Veja que S também pertence ao alfabeto. Para estes circuitos. Nós adotaremos a nomenclatura que para cada entrada. Exsto Tecnologia . deve-se fazer o contrário. Em um circuito combinacional. num primeiro momento somos levados a pensar que o problema de saber o que acontece com a saída de um circuito quando suas entradas recebem diversas combinações de sinais não é o mais importante. que significa identificar que tipo de saída é desejado.1. Um procedimento genérico para o projeto envolve os seguintes passos: • • • • • Determinar as representações para cada variável de entrada e saída. nós temos alguns passos que devem ser seguidos para que se possa montar claramente um circuito que atenda a solução do problema analisado. mas neste caso S nunca poderá representar uma entrada.1 Passos para montagem de um circuito combinacional A montagem de um equipamento combinatório. Identificação do problema.1 Determinação das variáveis de entrada e saída: A determinação de uma nomenclatura já vem sendo feita durante o conteúdo da apostila. Estes passos serão descritos a seguir de forma sistêmica para que o aluno possa compreender a importância de cada procedimento e possa adotar estes passos na sua rotina de laboratório. Para a saída. a construção inicia-se na especificação do problema e diagrama do circuito (ou no conjunto de equações que o descrevem). ou seja. Na verdade. A. B. quando lidamos com um problema com várias entradas possíveis é claro que será necessária uma combinação de portas lógicas para que se obtenha uma saída condizente com o resultado esperado. por exemplo. C e etc. Verificar quais componentes comerciais podem ser utilizados.XD201 – Eletrônica Digital 74 5.2 Identificação do problema Quando iniciamos o projeto de circuitos combinacionais. Desenhar o circuito final. 5.

itam Exsto Tecnologia . Se o aluno estiver com problemas para recordar quais são. Existem vários outros equacionamentos que já foram descritos e Existem que podem ser vistos com mais detalhes nos capítulos anteriores. Revisando os itens anteriores. com o circuito abaixo. eja Função Lógica Função E (AND) Função NÃO E (NAND) Função OU (OR) Função NÃO OU (NOR) Função NÃO (NOT) ou inversora Função OU EXCLUSIVO (Exclusive OR) Equação algébrica S = A⋅ B S = A⋅ B S = A+ B S = A+ B S=A S = A⊕ B Tabela 5. fica claro que as expressões lógicas vistas acima não são as únicas e sim uma pequena parte. seria aconselhável que fizesse uma recapitulação. Exemplo de circu combinacional. inclusive nos itens que citam os mapas de karnaugh. circuito 5.3 Determinação das equações lógicas simplificadas Antes de começarmos. para que se possa ter uma visão do problema como um todo. Para facilitar o aprendizado. Figura 5. Então.XD201 – Eletrônica Digital 75 Os diversos sinais de entrada aplicados a uma função lógica. é necessário construir esta tabela.2. Resumo das funções lógicas mais simples. e chamada de tabela verdade com o objetivo de obter as equações pertinentes à solução do mesmo. Vamos partir de um exemplo simples de lógica combinacional usando tabelas verdades para saber o que ocorre na sua saída.1.1. Esses elementos tem que estar na mente todo o tempo para que o andamento do aprendizado não seja prejudicado. é necessário fazer uma revisão de alguns conceitos já vistos até agora. com todas as suas combinações possíveis e a saída correspondente podem ser colocados numa tabela. vamos desenvolver um problema durantes os passo para passos mostrar melhor o raciocínio que deve ser feito para a obtenção da solução.

2. Conforme revisamos acima. Figura 5. Iniciando o primeiro procedimento. podemos facilmente obter o funcionamento do circuito através da colocação de todas as entradas possíveis na tabela verdade. vamos executar dois procedimentos distintos. Para cada porta lógica desta. Exsto Tecnologia . Tabela verdade do circuito combinacional da figura 5. Esta tabela corresponderá ao funcionamento lógico do circuito. A 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 C 0 1 0 1 0 1 0 1 S1 0 0 1 1 1 1 1 1 S2 1 0 1 0 1 0 1 0 S3 0 0 1 0 1 0 1 0 S 1 1 0 1 0 1 0 1 Tabela 5. Com essa decomposição do circuito combinacional em várias equações algébricas menores. por exemplo. a porta OU. vamos montar a tabela da verdade baseada na figura 5. O segundo será fazer o circuito simplificado através da tabela da verdade e os mapas de karnaugh. uma porta OU e duas portas inversoras ou portas NÃO.3. uma porta E.XD201 – Eletrônica Digital 76 Continuando o processo de resolução do problema proposto. o primeiro é a obtenção da tabela da verdade através do circuito proposto.2.3. vamos indicar esses operadores para cada porta lógica. existe uma equação matemática que representa seu funcionamento. cada porta tem seu operador algébrico e para começar. indicando sua saída através de suas entradas. Podemos observar que esta figura possui quatro portas lógicas. Circuito combinacional dividido em expressões simples.

Esta tabela corresponde à tabela 5. Este processo se repete para a saída S2. S2 e S3 são pontos intermediários do circuito que precisam ser analisados para a obtenção de S. podemos saber quais serão os valores de S1. podemos finalmente terminar a construção da tabela verdade que corresponde ao circuito da figura 5. começamos por colocar em A. Assim através de todos os valores possíveis de A e B. Esta é obtida através da aplicação da inversora ao valor obtido de S3. se utilizasse uma porta NÃO E ao invés Exsto Tecnologia . B e C todas as suas condições possíveis de entrada. na segunda etapa temos a porta E e na terceira etapa temos mais um circuito inversor.B e C como as entradas dos circuitos. Depois de se ter todos os possíveis valores de S1 e S2. Assim.3. as saídas parciais e a saída final. Na primeira etapa temos a porta OU e a NÃO. Veja que este exemplo não constituiu um exemplo de construção de circuitos combinacionais mesmo porque ele já estava pronto. Então temos que levar em consideração estas saídas na elaboração da tabela verdade que terá no seu topo todas as variáveis de entrada. fazendo com que falte somente o valor realmente importante que é à saída do circuito. Podemos identificar as variáveis A. podemos completar a coluna S3 da tabela verdade. ou todas as combinações de níveis lógicos que podem ser aplicadas ao circuito. O próximo passo foi colocar na tabela os valores possíveis de S1 que corresponde ao resultado algébrico da função OU. S2.XD201 – Eletrônica Digital 77 Para elaborar a tabela verdade para este circuito combinacional e com isso determinar todas as saídas possíveis em função das entradas. deve levar em conta que ele é formado por três etapas. que chamaremos S1 e S2 são à entrada da segunda etapa e que a entrada da terceira etapa. contudo é importante saber como é obtida a tabela verdade a partir do circuito para que seja possível analisar seu funcionamento. simplesmente utilizando à equação S1=A+B. Podemos ter várias outras combinações lógicas que representariam à mesma tabela. Isso significa que as saídas dos circuitos da primeira etapa.2. Como falado anteriormente. que é saída final do circuito. Com isso. O valor de S3 então estará definido pela equação algébrica da porta E. Outro detalhe que deve ser considerado é que esta tabela verdade não é única. temos o valor de S3 através da inserção dos valores de S1 e S2 na porta E. que corresponde a inversão do valor colocado em C. S1. S3 é a inversão da saída da segunda etapa. Ainda poderíamos evitar o uso de portas como a porta inversora ligada a S. sendo S3 = S1 .

C + A. continuando a análise do exemplo proposto. Então. C e S.C Esta equação representa na forma da simbologia lógica a tabela verdade acima. Agora baseado nesta equação. Primeiramente. temos que ver quais colunas serão usadas para criar esta tabela.B.2. Agora vamos atuar de forma reversa. Para exemplificar.2 foi dada para se verificar qual é a equação lógica que corresponde a ela. contudo. fazendo assim a expressão lógica e depois o circuito que a representa. Note que o projeto de circuitos combinacionais tem uma série de formas de serem feitas.XD201 – Eletrônica Digital 78 de uma porta E. seguiremos a regra apresentada aqui. B. Tabela 5. Como o que nos interessa são sempre as entradas e as saídas. para que o aluno não fique perdido entre qual forma adotar. Depois temos que verificar quais linhas geram saídas com nível lógico um. se nos interessa somente as linhas onde o nível lógico da saída tem nível um e sabemos que quando a entrada tiver o número zero significa que a entrada é “barrada”. a tabela 5.3. sendo esta forma mais utilizada para criação de projetos porque geralmente tem que se construir um equipamento dependendo das suas entradas e saídas. contudo. podemos retirar da tabela verdade a seguinte equação: S = A. significa que se nesta equação tivermos o valor de entrada semelhante ao da tabela acima. usaremos as colunas A.B. Tabela verdade simplificada e expandida da tabela 5.C + A. Isso quer dizer que a tabela 5. Temos a nomenclatura da entrada representada pelo inverso da entrada e quando tiver o número um significa que a entrada é sem nenhuma modificação. nós teríamos o seguinte circuito lógico equivalente: Exsto Tecnologia . sempre terá a saída respectiva.B.B.C + A.B. vemos que várias linhas causam também este tipo de saída. As saídas com nível um representam que as entradas geram um valor um na saída.3 é o resultado da operação OU entre as tabelas que só possuem uma saída com nível um.C + A. Em segundo lugar. pois são elas necessárias para a montagem da equação lógica.

Representação lógica da equação. a primeira é que uma tabela verdade pode ser representada por várias combinações lógicas diferentes e a segunda é que este circuito combinatório pode ser simplificado de forma a usar uma quantidade menor de portas lógicas ficando do tamanho do circuito da figura 5. Conforme já vimos antes. Esta redução é obtida através do uso dos mapas de Karnaugh já vistos aqui. através do mapa obtemos a seguinte equação: S = A⋅ B + C Temos assim a seguinte representação lógica da equação acima: Exsto Tecnologia . Isto ressalta duas afirmativas.2. existe o método que permite simplificar as expressões lógicas fazendo com que elas tenham equivalentes menores.5.4.XD201 – Eletrônica Digital 79 Figura 5. este circuito não é nada parecido com a figura 5. Figura 5.2.2 ou até menor. Com isso. quando montamos o mapa e vemos que alguma entrada nas áreas selecionadas muda de índice. Conforme você já deve ter observado. Mapa de Karnaugh da tabela 5. Para se fazer a simplificação deste circuito. Para a segunda afirmativa. zero para um ou vice-versa. ela não influencia naquela saída. vamos transportar as informações da tabela verdade para o mapa.

podemos ainda verificar que esta porta E não tem um equivalente comercial. devemos definir também quais serão os componentes integrados que representarão este circuito.6. a mudança quantidade de portas lógicas necessárias continua a mesma. Entretanto. Podemos ver a nomenclatura e a composição de alguns membros desta família a seguir ou consultando o apên apêndice B. causado desperdício. Vemos que apesar da simplificação resultar uma mudança do equacionamento. 7408 e 7432). Exsto Tecnologia . conforme nosso desenho. erá 5. fazendo com que a montagem real desta expressão lógica fosse: Figura 5. Faça os testes. você verá que. no final. geralmente utilizada para este tipo de projeto. fazendo uma maior utilização dos componentes no -E circuito integrado (CI). com suas entradas “barradas”. Uma das soluções que podem ser implementadas seria a substituição destas portas por suas implementadas equivalentes usando NÃO-E (NAND). Circuito resultante da simplificação.7. Representação lógica da equação. Fazendo uso de três CI’s TTL (7404. pode p precisar de um outro símbolo lógico bem conhecido. mas eles possuem várias portas lógicas que ficariam ociosas.XD201 – Eletrônica Digital 80 Figura 5. você terá a mesma tabela da verdade.4 Quais componentes comerciais podem ser utilizados Depois de definido quais são as portas lógicas que representam à tabela verdade.1. Abaixo temos uma destas soluções para o circuito da figura 50. Atendo-nos somente ao nosso problema vemos que precisamos de pelo menos uma porta nos E e uma porta OU. No representarão mercado existem vários fabricantes que disponibilizam toda a família TTL. Este símbolo seria a porta inversora. montando a tabela verdade deste circuito da forma que tínhamos visto antes.

Nota-se claramente o desperdício de componentes lógicos nesta montagem. 5.7 e da figura 5. sabemos então que qualquer circuito pode ser feito de várias formas possíveis e utilizar diversas portas lógicas para representá-lo.7. Circuito da figura 5.XD201 – Eletrônica Digital 81 Figura 5. ocupa um espaço maior na hora de confeccionar o circuito e gastam uma quantia maior na produção dos equipamentos.5 Desenhar o circuito final Intuitivamente. pois temos somente duas portas inversoras em uso de seis! A falta de uso. Circuito comercial da figura 5. vamos ver como ficaria a representação dos circuitos da figura 5.8. Figura 5. além de desperdício.1. Utilizando os componentes eletrônicos existentes no mercado.8.7 representado com portas NÃO-E.9. Exsto Tecnologia .

No nosso estudo vemos a partir de agora como essas associações são importantes para dar as portas lógicas funções úteis que manipulam os bits conforme necessário. Exsto Tecnologia . Vemos que na montagem da figura 5. Devemos fazer algumas observações com relação ao uso real dos componentes.10. baseada no circuito da figura 5.8. por exemplo. Circuito comercial da figura 5. fazendo com que o projeto tivesse uma menor utilização de espaço e reduzindo os custos de fabricação.XD201 – Eletrônica Digital 82 Figura 5. a quantidade de componentes integrados foi diminuída a dois terços do circuito anterior e ainda utilizou-se um maior número de portas lógicas por componente integrado.10. devemos usar capacitores de desacoplamento na alimentação e ainda devemos ligar à terra todas as entradas não usadas.8.

Os elementos que realizam essas últimas operações são denominados multiplexadores e decodificadores. Então além das operações lógicas e aritméticas como adição. ou ainda que não possam ser utilizadas pelos circuitos seguintes do equipamento. Aqui temos circuitos que decodificam um sinal binário de n dígitos para uma de 2n saídas. Para três linhas de entrada. existem outras funções necessárias para a realização de conexões entre os diversos operadores. Dentre essas funções estão a multiplexação e a decodificação. A seguir. Isso implica na necessidade de se ter circuitos que processem uma informação codificada de modo a transformá-la em outra que possam ser usada por dispositivos ou circuitos. subtração complementação. suas portas lógicas básicas e seus principais equacionamentos. Isto consiste na implementação destes componentes lógicos para executarem ações que proporcionem utilidade prática. que serão vistos agora.1 Codificadores/Decodificadores As informações que os circuitos digitais produzem estão na forma binária ou em outras formas que não são compreendidas facilmente pelo usuário. Podemos ter. Com isso. 6. Agora para compreender como este tipo de decodificador funciona. e assim por diante. Exsto Tecnologia . temos 2 x 2 linhas de saída.1. usando quatro portas NÃO-E e dois inversores NÃO.1 Decodificador de n para 2n linhas. etc. vamos pegar sua configuração mais simples com duas linhas de entrada e quatro de saída. estamos prontos para estudar a utilização prática da eletrônica digital. a necessidade de apresentar um valor numérico na forma decimal a partir de um valor binário ou produzir um impulso em determinado endereço numa memória a partir de uma informação binária deste endereço.XD201 – Eletrônica Digital 83 6 Multiplexadores e codificadores Depois de vermos os conceitos mais simples da lógica binária. Os circuitos combinacionais são os responsáveis pelas operações lógicas e aritméticas dentro de um sistema digital. por exemplo. temos 2 x 2 x 2 linhas de saída ou 8. Nas aplicações digitais encontramos diversos tipos de circuitos decodificadores. Este circuito aciona apenas uma das saídas a partir das quatro combinações possíveis do sinal de entrada. 6. para dois dígitos ou linhas de entrada. veremos como tais circuitos são constituídos.

1. Observe que no seu funcionamento segundo a tabela verdade. é só modificar o tempo de clock. Entretanto.1. A B 0 0 1 1 0 1 0 1 S1 0 1 1 1 S2 1 0 1 1 S3 1 1 0 1 S4 1 1 1 0 Tabela 6. pois isto facilitará a compreensão do funcionamento do circuito como um todo. Para determinar a velocidade com que as lâmpadas acendem. Aplicações possíveis para este circuito podem ser facilmente imaginadas como. Decodificador com quatro saídas a partir de dois bits de endereço. Tabela verdade da figura 6. o ideal é que observe o funcionamento de cada porta lógica e suas combinações. Exsto Tecnologia . por exemplo. através da modificação do circuito oscilador. Quando estiver desenvolvendo circuitos decodificadores na prática. não será preciso programar circuitos decodificadores como este a partir de portas lógicas. pois existem circuitos integrados que já realizam estas funções. um circuito em que um contador binário é ligado a um destes decodificadores de modo a fazer o acionamento seqüencial de lâmpadas.1.XD201 – Eletrônica Digital 84 Figura 6. a saída ativada vai ao nível baixo quando o valor binário correspondente é aplicado à entrada. Nunca devemos esquecer de como são formados os componentes integrados que usamos para não fiquemos dependentes de uma só implementação.

displays que apresentam números (numéricos) e displays que apresentam também símbolos gráficos (letras e sinais) denominados alfa-numérico.XD201 – Eletrônica Digital 85 6.2 Decodificador BCD para sete segmentos Um tipo de decodificador muito usado nos projetos que envolvem eletrônica digital é o que faz a conversão dos sinais BCD (Decimais Codificados em Binário) para acionar um mostrador de sete segmentos. por onde entra a informação BCD e sete saídas que correspondem aos sete segmentos do display que mostrará o dígito correspondente. bastará “acender” os segmentos a. d. f.1. c. Alguns mais sofisticados podem até apresentar imagens de objetos ou formas. Este tipo de circuito decodificador conta com quatro entradas. é preciso contar com um circuito que faça a conversão. Esquema de interligação BCD – Display de sete segmentos. Figura 6.2. se quisermos fazer surgir o algarismo cinco. Um display é um dispositivo que apresenta uma informação numa forma que possa ser lida por uma pessoa usuária daquele equipamento. como os usados Exsto Tecnologia . g. aplicados aos segmentos de um display fazem aparecer o dígito correspondente. Como os sinais codificados em binário não servem para alimentar diretamente os mostradores. Podemos formar qualquer algarismo de zero a nove usando uma combinação de sete segmentos de um mostrador. Assim.3. A combinação de níveis lógicos aplicados às entradas produzirá níveis lógicos de saída que. Display de sete segmentos. Podemos ter displays simples que operam na forma digital como seqüências de LEDs. Figura 6.

ou podem ter os catodos interligados. Esquema elétrico do display de sete segmentos. caso em que dizemos que se trata de um display de anodo comum. Figura 6. caso em que dizemos que se trata de um display de catodo comum. conforme o estudado a pouco. O tipo mais comum usado nos projetos digitais é o mostrador de LEDs. Este display não “acende” quando excitado. A combinação do acionamento de sete segmentos possibilita o aparecimento dos algarismos de zero a nove e também de alguns símbolos gráficos. Os LEDs podem ser ligados de modo a ter o anodo conectado ao mesmo ponto. O tipo mais comum de display usado nos projetos básicos de digital é o numérico de sete segmentos. Exsto Tecnologia .4. onde cada segmento é um diodo emissor de luz. Outro tipo de display também utilizado com certa freqüência nos projetos é o de cristal líquido. As correntes nos segmentos variam tipicamente entre 10 e 50 mA conforme o tipo.XD201 – Eletrônica Digital 86 em equipamentos informatizados. o que nos leva a concluir que o consumo máximo ocorre quando o dígito oito é projetado (todos os segmentos acesos) e pode chegar a 400 mA por dígito.

6. Exsto Tecnologia . é mais difícil trabalhar com estes mostradores. ou seja. pois eles exigem circuitos de excitação especiais que também são mais caros. o fundo branco do material deixa de ser visto.3 Codificador Este circuito executa a função inversa do codificador. As regiões formam os segmentos conforme sua combinação tem o aparecimento dos dígitos.XD201 – Eletrônica Digital 87 A 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 B 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 C 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 D 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 a 1 0 1 1 0 1 1 1 1 1 b 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 c 1 1 0 1 1 1 1 1 1 1 d 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 e 1 0 1 0 0 0 1 0 1 0 f 1 0 0 0 1 1 1 0 1 1 g 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 Tabela 6. é muito vantajoso usar o mostrador LCD. No entanto. aparecendo em seu lugar uma região preta. A principal vantagem do mostrador de cristal líquido (LCD) é seu consumo. Desta forma. Tabela verdade de um circuito codificador. Tabela dos leds do display de sete segmentos. produz um código diferente em suas saídas para cada entrada diferente ativada.1. Eletrodos transparentes ao serem excitados eletricamente pelo sinal do circuito fazem com que o líquido com que ele está em contato torne-se opaco. Para as aplicações em que o aparelho deve ser alimentado através de pilhas ou ficar permanentemente ligado.2. deixando assim de refletir a luz. Podemos analisar o projeto do circuito através de uma tabela verdade construída a partir da sua definição. que é centenas de vezes menores do que o de um mostrador de LEDs.3. I3 I2 I1 I0 A B 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 1 Tabela 6.

pois apesar de ter quatro variáveis de entrada não tem a esperadas dezesseis linhas. O problema é que as quatro entradas só podem ser ativadas uma de cada vez e com isso temos que eliminar todas as outras combinações possíveis para elas. Isso significa que podemos transmitir por uma via de sete fios 128 valores diferentes. Na verdade as teclas são codificadas através de um codificador para economizar fios. portanto não nos importaremos com os valores das entradas destes casos. Você já notou. Vamos então introduzir o conceito de irrelevância: Em alguns casos de circuitos combinacionais temos situações que nunca acontecem e. mas o fio que os conecta com o gabinete da CPU é muito fino para conter 105 fios. pois quando esta estiver ativada devemos ter nas saídas A = 0 e B = 0. onde cada valor representa Exsto Tecnologia . tanto faz as entradas terem nível lógico um ou nível lógico zero. Um exemplo de aplicação para os codificadores e decodificadores são os teclados de computadores. Analise então como fica o projeto deste codificador: I3 I2 I1 I0 A B 0 0 0 0 X X 0 0 0 1 0 0 0 0 1 0 0 1 0 0 1 1 X X 0 1 0 1 0 1 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 1 1 1 0 0 1 0 1 X 1 0 X 1 1 X 0 X X X 1 X X X X X X X I0 I2 I I1 3 00 01 11 10 00 X 0 X 0 01 11 1 X X X X X X X 10 1 X X X I0 I1 I2 I3 B 0 0 1 0 1 X 1 0 X 0 1 1 X 1 0 0 X 1 0 1 X 1 1 0 X 1 1 1 X A = I 2 + I3 I0 I2 I I 1 3 00 01 11 10 00 X 0 X 1 01 11 0 X X X X X X X 10 1 X X X A B = I1 + I3 Figura 6. Observe que a entrada I0 não é conectada no circuito propriamente dito e que pela lógica isto está certo.XD201 – Eletrônica Digital 88 A tabela verdade pode parecer um pouco estranha. A grande vantagem desta situação é que para resolvermos os mapas de Karnaugh destes circuitos podemos considerar os níveis lógicos como um ou como zero levando em consideração apenas nos for mais conveniente para conseguirmos um maior enlace do mapa sem nos esquecer das regras que regem esses enlaces. mas para resolvermos o circuito através dos mapas de Karnaugh teremos que ter todas as linhas. Dizemos então que são casos irrelevantes. ou seja. Funcionamento de um codificador.5. durante o uso do seu computador que um teclado deste tipo tem normalmente 105 teclas. Veja que um codificador com sete saídas pode ter 128 entradas.

No entanto. Por exemplo. Figura 6. O fluxo de informações (tanto analógicas como digitais) aplicado a uma entrada pode ser direcionado para qualquer uma das saídas. O circuito responsável pela codificação de teclados dos computadores atuais é mais complexo que este estudo. mas o princípio de funcionamento é o mesmo. só funciona com dados digitais. se na linha de seleção de dados ou controle for aplicado o valor 10(2).6 mostramos um circuito deste tipo implementado com portas TTL e que. permitindo que o usuário mostre na Exsto Tecnologia .6. os dados só podem “passar” no momento em que a entrada de habilitação EN (de enable) for levada ao nível alto. um controle e uma única saída.XD201 – Eletrônica Digital 89 uma tecla. Demultiplexador de quatro saídas com enable. 6. mas sua função é muito simples: Circuitos multiplexadores possuem várias entradas.1 Demultiplexador ou DEMUX A configuração lógica estudada no item 6.1. Também é possível encontrar diversos circuitos integrados em tecnologia CMOS ou TTL que contêm estas funções. alguns operando até com sinais analógicos.2. 6. os dados de entrada serão encaminhados para a terceira linha de saída.2 Multiplexadores ou MUX O nome parece complicado. portanto. Neste DEMUX os dados aplicados na entrada DADOS (DATA) são encaminhados para uma das saídas (S1 a S4).1 pode ser usada para realizar uma função muito interessante e útil: o direcionamento de dados num circuito. conforme o “endereço” aplicado nas entradas A e B. conforme o comando aplicado à linha de seleção de dados. Na figura 6.2 Multiplexadores/Demultiplexadores 6.2.

Então. Acima. Devido à combinação das conexões dos terminais de controle e seus complementos com as portas E. C1 e C2. de cada vez. Parece complicado? Imagine uma central telefônica moderna. todas as informações que trafegam por ela são compostas de bits zero e um. Do lado esquerdo estão às entradas. a saída da porta E correspondente será obrigatoriamente falsa. Os valores de cada terminal de controle C0. que podem receber valores (em binário) variando de zero (000) a sete (111). elétrico um dentre diversos sinais possíveis. assim como seus complementos (resultados da saída de cada um deles submetido a uma porta NÃO) e os valores das entradas são encaminhados a oito porta portas E cujas saídas se juntam na entrada de uma porta OU. eu tenha os sinais de entrada cada um no seu tempo. Circuito multiplexador de oito entradas. Com isso. somente uma delas (a que Exsto Tecnologia . os três terminais do dispositivo de rês controle. E0 a E7. Observe abaixo o seguinte circuito multiplexador Figura 6.XD201 – Eletrônica Digital 90 saída o valor de qualquer das variáveis de entrada dependendo do valor que introduzir no controle.7. Analise bem: a saída de uma porta E somente é VERDADEIRA se todas as entradas o forem. Algumas dessas centrais utilizam um forma de multiplexação no tempo para que numa mesma saída (comumente chamado de canal). e depois com outra e outra. temos partes do tempo em que a saída temos ficará com uma entrada. se qualquer entrada proveniente de um dos terminais de controle for FALSA. fazendo a multiplexação das entradas em uma só saída. Circuitos multiplexadores são empregados nos circuitos digitais sempre que se deseja usar o mesmo condutor elétrico (ou o mesmo barramento) para transportar.

imagine que você seja o responsável pela segurança de um prédio com oito andares. as portas lógicas comumente utilizadas neste tipo de circuito não são portas E e sim transistores que trabalham nas áreas de corte e saturação. com o número 5 (101 em binário) no controle. Por exemplo. no exemplo.3 Multiplexadores e demultiplexadores analógicos Diferente dos multiplexadores e demultiplexadores que nós vimos até a pouco. a saída do circuito multiplexador refletirá o estado da entrada E5: VERDADEIRO se E5 for VERDADEIRO. em vez de instalar oito monitores em sua sala. dependendo de sua escolha.XD201 – Eletrônica Digital 91 corresponder ao número que se entrou no controle) receberá três entradas VERDADEIRAS provenientes do controle. a saída da porta E ligada a E5 refletirá o estado de E5: VERDADEIRO se E5 for VERDADEIRO. Essa será a única porta E cuja saída poderá variar (pois as saídas das demais serão sempre FALSAS por receberem pelo menos um sinal FALSO). resolveu trabalhar com um único monitor. Para melhor observar quem circula pelos corredores. uma saída (que será encaminhada ao único monitor) e um controle no qual você pode entrar com valores que variam de zero a sete. FALSO se E5 for FALSO. quando se entra com o valor “5” no controle. Por outro lado. pois a combinação das três entradas VERDADEIRAS do controle com o valor FALSO de E5 resultará em FALSO. por exemplo. a saída da porta E correspondente também será VERDADEIRA. portanto qualquer uma das oito câmaras (não esqueça que o térreo é o pavimento “zero”). que mostrará na tela a imagem de uma câmera de cada vez. capaz de selecionar. Mas. Exsto Tecnologia . a entrada E5 tiver um valor VERDADEIRO. permitindo que o sinal flua da entrada selecionada para a saída. Portanto. posto que as outras três (do controle) serão igualmente VERDADEIRAS. Se. Como os resultados de todas as portas E são combinados através de uma porta OU e como todas as demais portas E terão a saída FALSA (devido a uma entrada FALSA proveniente do controle). a saída da porta E correspondente também será FALSA. os multiplexadores analógicos não são usados para propagar sinais digitais mais sinais analógicos. 6. instalou em cada andar uma câmara de vídeo. Uma situação análoga ocorrerá com qualquer outro valor que se entre no controle. FALSO se E5 for FALSO. somente a porta E ligada à entrada E5 receberá três entradas VERDADEIRAS oriundas do controle. Para tanto.2. Exemplificando: Se entrarmos. se a entrada E5 contiver um sinal FALSO. Para isso você instalou um circuito multiplexador com oito entradas (cada uma captando o sinal de uma câmara).

XD201 – Eletrônica Digital 92 Digamos que você quer ver o que se passa no térreo: basta entrar com “zero” no dispositivo de controle que o circuito multiplexador enviará para o monitor o sinal da câmara de número “0”. E assim por diante. entre com “6” no controle e o sinal da câmara instalada no sexto andar será encaminhado ao monitor. Se desejar verificar o que se passa no sexto andar. exibindo a imagem do corredor do andar térreo. Exsto Tecnologia .

em inglês). em inglês). A e B. As três primeiras operações produzem um dígito de soma. Denomina-se meio-somador a operação de adição de dois bits. Entretanto. O somador completo é um circuito aritmético básico a partir do qual todos os outros circuitos aritméticos são construídos. Isso significa que o circuito para a adição de dois bits deve possuir duas entradas e duas saídas. Disposição de entradas e saídas de um meio somador.1 Meio somador (half adder) e somador completo (full adder) A operação aritmética mais simples é a adição de dois dígitos binários (bits).XD201 – Eletrônica Digital 93 7 Circuitos Aritméticos Um circuito combinacional aritmético executa operações aritméticas como adição. o transporte (vai-um ou carry. os resultados possíveis dessa adição são: 0 + 0 = 0. Estes nomes decorrem do fato de que com dois meio-somadores pode-se implementar um somador completo. 7. As duas entradas. são necessários dois dígitos para expressar seu resultado. Considerando-se todas as 4 combinações de valores que podem ocorrer. que consiste de quatro possíveis operações elementares. Figura 7. 1 + 1 = 10 Repare que no último caso acima. A saída S representa o dígito menos significativo do resultado. Um circuito que implementa a adição de três bits (dois bits significativos e um carry) é chamado de somador completo (full adder. enquanto que a saída S representa o dígito mais significativo do resultado. O circuito mostrado na figura 7. multiplicação e divisão com números binários. Neste caso. quando ambos os operandos são iguais a 1. o resultado da adição é o valor dois.1. a qual pode ser vista como a adição de dois números binários de um bit cada. em inglês). A operação aritmética mais simples é a adição de dois dígitos binários. 0 + 1 = 1.1. um circuito lógico aritmético para realizar a adição de dois bits deve operar corretamente para qualquer combinação de valores de entrada. 1 + 0 = 1.1 é denominado meio somador (half adder. o qual Exsto Tecnologia . que em binário necessita de dois dígitos para ser representado (10(2)). representam os dois bits a serem adicionados. Um circuito combinacional que implementa a adição de dois bits é chamado meio-somador (half adder. em inglês) é somado ao próximo par mais significativo de bits. No caso. conforme ilustrado na figura 7. subtração.

um circuito para o meio somador usa apenas uma porta OU Exclusivo de duas entradas e uma porta E de duas entradas. Representação de um meio somador.2. conforme ilustra o exemplo a seguir. da forma a seguir: A B S 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 1 0 C 0 0 0 1 Tabela 7.Exclusivo entre A e B. Uma vez que ele assume valor um somente quando o resultado da soma de A e B não pode ser representado num único dígito. Então. Note que a saída S nada mais é do que uma operação OU .XD201 – Eletrônica Digital 94 também é conhecido por transporte de saída (carry out.1. Figura 7. em inglês). devemos montar uma tabela verdade para as saídas S e C utilizando-se os valores que resultam da adição de dois dígitos binários. a soma do par seguinte deverá considerar esse transporte proveniente do par anterior. quando ao somarmos dois números binários que possuem mais de um dígito cada ocorrer transporte diferente de zero para a soma de um par de dígitos intermediários. A fim de se projetar o circuito do meio somador. Exsto Tecnologia . Tabela verdade de um meio somador. Entretanto. Já a saída C é o E entre A e B.

Apesar da entrada Cn normalmente receber o transporte proveniente da soma imediatamente anterior (carry in. Esquema lógico de um somador completo. em inglês). juntamente com o mapa de Karnaugh e as equações mínimas resultantes para S e Cn+1. em inglês). Adição de dois números binários de quatro dígitos.XD201 – Eletrônica Digital 95 Figura 7. C n A B S Cn+1 0 0 0 0 0 0 0 1 1 0 0 1 0 1 0 0 1 1 0 1 0 0 1 0 1 0 1 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 1 Cn AB 00 01 11 10 0 0 1 0 1 1 1 0 1 0 Cn AB 00 01 11 10 0 0 0 1 0 1 0 1 1 1 _ _ __ _ _ S = C n AB + C n AB + C n AB + C n AB C n+1= C n B + AB + Cn A Figura 7.4.3. A seguir temos um circuito para o somador completo. B e Cn). Exsto Tecnologia . gerando o resultado em dois bits (S e C) é denominado somador completo (full adder. a rigor as três entradas são absolutamente equivalentes sob o ponto de vista funcional. O circuito capaz de realizar a soma de três bits (A. Mapa K (Karnaugh) de um somador completo. A tabela verdade para a soma completa é mostrada a seguir.5. A B Cn S Cn+1 Figura 7.

depois de aplicar a tabela verdade do circuito no mapa de karnaugh. entretanto seria inviável se toda vez que fosse fazer um circuito somador de 4 bits fosse necessário o uso de tantas portas lógicas. Si. gerando a soma Si e o valor de transporte Ci+1.6. Diagrama lógico simplificado de um somador completo. Representação gráfica de um somador completo. O somador de índice i recebe como entradas Ai. Particularmente. Esta soma é de somente dois bits. Figura 7. onde Ci é o transporte proveniente do dígito anterior. o dígito de ordem i do resultado. o qual será entrada para o somador completo do dígito seguinte (i+1).1. Bi e Ci. Com isso. Uma forma de facilitar a visualização do somador seria colocá-lo representada da mesma forma como foi representado o meio somador.XD201 – Eletrônica Digital 96 Este circuito lógico representa um somador completo sendo representado por portas lógicas simples.1 Somador paralelo tipo ripple carry Utilizando-se n somadores completos.7. Figura 7. será obtido pela adição de Ai. podemos ver que o seu circuito fica simplificado. Exsto Tecnologia . 7. pode-se realizar um somador capaz de operar dois números binários de n bits. Bi e Ci.

Como inicialmente não existe um valor de transporte a ser somado aos dígitos menos significativos.2 Somador/Subtrator A subtração de dois números inteiros em binário pode ser feita utilizando-se a seguinte fórmula: S = A − B = A + B +1.5. Desta forma. Caso o resultado não possa ser representado em quatro bits. Com efeito. Essa situação é chamada de overflow. serve para indicar se o resultado da adição entre A e B pode ser representado em quatro bits ou cinco bits. mas que não serão abordados aqui. Representação gráfica de um somador paralelo de 4 bits. Já a saída de transporte Cout do dígito mais significativo. uma vez que estas dependem de Cout do anterior. uma vez que um novo par de valores A e B é fornecido ao circuito somador. podendo também ser chamado de FAD0 (Full Adder 0). as últimas duas saídas a se estabilizarem são S3 e o Cout mais a esquerda.8. positivos ou negativos. pode-se aproximar o atraso deste somador como sendo proporcional ao número de estágios (número de somadores completos em cascata). Exsto Tecnologia . sendo este dependente da estabilização de Cout do seu anterior e assim por diante. Repare que o somador completo mais a direita. a propagação do transporte ou carry ao longo da cadeia de somadores é o ponto fraco deste tipo de somador. desde que ambos estejam representados em complemento de 2. Cout irá exibir o valor 1. É importante ressaltar que tal somador pode operar dois números inteiros quaisquer. A construção de um somador para operar dois números binários de n bits requer o uso de n somadores completos. esta entrada deverá estar constantemente ligada a zero. Existem outros tipos de somadores capazes de operar mais rapidamente. 7. A0 e B0. Observe também que. também possui uma entrada Cin. através do terra do circuito. conectados segundo a mesma topologia mostrada na figura 7.XD201 – Eletrônica Digital 97 Figura 7.

Figura 7. exceto B . de modo a permitir a negação individual de cada bit de B. para só então realizar a soma ou a subtração. a representação em complemento de dois é dominantemente utilizada nos computadores atuais. por exemplo. positivos ou negativos.XD201 – Eletrônica Digital 98 Onde todas as operações são aritméticas. também o somador/subtrator pode operar dois números inteiros quaisquer. Representação de um somador/subtrator de quatro bits. Caso os dois números a serem operados estivessem representados em sinal-magnitude. Exsto Tecnologia . que representa a complementação de B. e possivelmente mais caro e mais então.9 mostra um circuito somador/subtrator de quatro bits. porém com a adição de portas ou-exclusivo nas entradas associadas a B. Como isso representaria a necessidade de um hardware mais complexo. O exemplo do que ocorre com o somador paralelo apresentado na seção anterior. A tabela que segue mostra o funcionamento deste circuito. em função dos sinais de controle seletor e Carry in A. Tabela de funcionamento do somador/subtrator. bit a bit. A figura 7. desde que tais números estejam representados em complemento de dois. Seletor Carry in A 0 1 0 1 Operação S=A+B+0 S = A + B+ 1 Descrição Soma A e B sem Carry Subtrai B de A com carry Tabela 7.9.2. seria necessário existir um circuito para testar o sinal de cada número e comparar as magnitudes. Esse circuito é originado do somador paralelo de quatro bits.

3 Comparador de magnitude Existem circuitos capazes de comparar valores binários e apresentar informações sobre eles. Abaixo temos um exemplo de circuito para comparar se dois valores de 4 bits (A e B) são iguais. A 0 0 1 1 B 0 1 0 1 S 1 0 0 1 Assim sendo. Figura 7. se na palavra original era “1” com o complemento passará a ser “0”. Esses circuitos são chamados somadores e apresentam em suas saídas valores que indicam se dois valores de entrada são iguais ou não e.XD201 – Eletrônica Digital 99 O uso do complemento dois significa a soma do bit “1” a uma palavra em complemento um. qual dos dois é maior. E ainda a palavra em complemento um significa que ela tem seus bits invertidos. não sendo. Em primeiro lugar. Conforme pode ser observado na tabela abaixo. a verificação de que dois valores são iguais é feita usando a propriedades da por ta não-ou-exclusiva. ou seja.10. para comparar dois valores basta aplicar os bits correspondentes das duas palavras em portas não-ou-exclusivas e aplicar o resultado de todas as portas em uma porta “E”. a saída é ‘1’. quando os dois bits de entrada são iguais. Comparador de igualdade de palavras 4 bits Exsto Tecnologia . 7. apresentando ‘1’ na saída “A=B” caso sejam.

0 é 0.2 é 1 enquanto B. A > B.1 é 0. Senão. Exsto Tecnologia . temos A = B ou A < B. Senão.0 é 1 enquanto B. 4. A > B.3 é 0. Se o bit mais significativo A. se o bit A. Senão.3 é 1 enquanto B. se o bit A. 2. usa-se o seguinte raciocínio: 1. A > B. Um exemplo de circuito integrado para comparar valores de 8 bits é o 74682. 2. A > B. cujo circuito interno é apresentado a seguir.XD201 – Eletrônica Digital 100 Já para identificar qual dentre dois valores A e B de 4 bits é maior. Senão. se o bit A. Esse mesmo raciocínio pode ser aplicado para quantos bits se queira comprar e pode ser implementado através de circuitos combinacionais.2 é 0. 2.1 é 1 enquanto B.

à medida que a complexidade das operações matemáticas é maior os circuitos necessários aumentam.9. envolvendo palavras de 4 ou 8 bits. Para solucionar esses problemas foram desenvolvidos circuito integrados capazes de realizar diversas operações lógicas e aritméticas.XD201 – Eletrônica Digital 101 Figura 7. Esse circuito é chamado de ULA – Unidade Lógica Aritmética (em inglês ALU – Arithmetic Logic Exsto Tecnologia .4 Unidade lógica aritmética Como se pode observar. Diagrama interno do integrado 74682. Isso ocorre também com o aumento do número de bits envolvidos na operação. 7.

XD201 – Eletrônica Digital 102 Unit). comparação se os valores de entrada são iguais. podem ser encontrados saídas que indicam se o resultado é igual a zero. complemento (inversão dos bits) com palavras de 4 bits. Exsto Tecnologia . se ouve estouro da capacidade de representação. Uma ULA tipicamente tem duas palavras de entrada (4 ou 8 bits) e uma palavra de saída (4 ou 8 bits.. se houve estouro da capacidade de representação e possui entrada e saída de carry (para ligação em cascata). os bits são tratados individualmente. subratração. internamente existe carry que o resultado de um bit influencie o resultado do seguinte. A seleção da operação a ser realizada é feita através de entradas com esses fins. as palavras de entradas são consideradas como valores inteiros. etc. temos a 74181. Além disso o componente também informa se as duas palavras de entrada são iguais. No caso das operações lógicas.. Quando se trata de operações aritméticas. respectivamente). Por esse nome também se designa o blocos interno responsável por operações lógicas e aritméticas em processadores e microcontroladores. Adicionalmente. qual o maior. capaz de realizar operações de soma. Como exemplo de circuito integrado ULA. isto é. OU. E. OU-Exclusivo. respeitando-se apenas a posição dos bits nas duas palavras.

dizemos que ele se encontra “setado” ou armado. com Q=0 e Q = 1 . O flip-flop é o elemento básico das chamadas memórias estáticas.XD201 – Eletrônica Digital 103 8 Circuitos Seqüenciais – Flip-flop’s Os flip-flop’s são elementos lógicos que podem apresentar em seu funcionamento apenas dois estados estáveis. assim. Quando o flip-flop se encontra na situação indicada. Supondo que este transistor seja Q1. A aplicação de um sinal de entrada pode mudar o dispositivo de um estado para outro e como a qualquer momento podemos saber qual é o estado em que ele se encontra. Q estará no nível baixo (0) e Q estará no nível alto (1). há uma queda de tensão no seu coletor que reduz em conseqüência a corrente que polariza a base de Q2 via R2. na condição inicial estável. é possível considerar este circuito como uma memória capaz de armazenar um bit. O processo que leva o flip-flop a este estado inicial pronto para funcionar é muito rápido. realimentando a base de Q1 via R3 e a situação final do circuito é estabelecida: Q1 satura e Q2 fica no corte.1 e funciona da seguinte maneira: Quando alimentamos o circuito. 8. Nestas condições. com Q1 conduzindo. A mudança de estado do flip-flop pode ser obtida aplicando-se um sinal conveniente na entrada. dada às poucas diferenças que podem existir entre as características dos dois transistores. Não existem estados intermediários entre estes dois estados.1 Flip-Flop RS O Flip-Flop RS (de Reset e Set) tem sua configuração com transistores mostrada na figura 8. Circuito equivalente a um flip-flop RS. O flipflop R-S tem duas saídas representadas por Q e Q . um deles conduzirá mais do que o outro. Existem diversos tipos de flip-flop’s encontrados nos circuitos digitais e o analisaremos adiante. não demorando mais do que alguns microssegundos. O flip-flop encontra seu estado estável inicial.1. a tensão do coletor de Q2 se mantém alta. Como usamos Exsto Tecnologia . Figura 8.

situação que se firma mesmo depois de desaparecido o pulso graças à realimentação proporcionada pelos resistores. faz com que a saída Q que estava em zero passe a um. Da mesma forma. Naquela época não m existiam transistores e nem circuitos integrados. Sua saída Q vai ao nível (1) e a saída Q vai ao nível (0). Da mesma forma como utilizamos transistores bipolares NPN para obter um flip flip-flop. Figura 8. aplicamos um pulso positivo na entrada RESET. Para trocar novamente de estado o flip flip-flop R-S. Como observamos os flip flop’s também podem ser feitos com válvulas e na realidade os flip-flop’s primeiros que existiram eram justamente montados com estes componentes. podemos também empregar outros tipos de componentes em configurações semelhantes podemos elaborar flip-flop’s usando transistores PNP. O que mudará em cada caso é o sentido de circulação das correntes e as polaridades dos sinais aplicados. Os flip flop’s podem ser elaborados com portas flip-flop’s lógicas e o RS que estudamos pode ser facilmente obtido a partir de duas portas E de duas entradas. o circuito se mantém no novo estado graças à realimentação. ou seja. igura Flip-Flop RS com portas NÃO-E. caso em que a polaridade dos sinais de flop’s disparo vai ser invertida. O flip-flop funciona realmente este flop como uma memória para este bit. tanto de canal N como canal P (bipolares ou JFET’s) como também transistores de efeito de camp campo MOS com os dois tipos de canal (N ou P). Flip Exsto Tecnologia . a tensão na base de Q2 sobe via polarização de R2 e mesmo que o pulso de disparo desapareça. podemos usar transistores de efeito de campo. armazenando es bit. Veja que um pulso aplicado à entrada SET. realimentando via R3 a base de Q1 que é cortado. temos de fazer conduzir por um instante o transistor flip-flop. devemos aplicar um pulso positivo na entrada correspondente. levando Q1 à saturação e Q2 ao corte.XD201 – Eletrônica Digital 104 transistores NPN para comutar o flip flop. correspondendo a um bit 1. Com o corte. Assim. se desejarmos mudar o estado. aplica flop aplica-se o pulso na entrada SET. estando o flip-flop na condição indicada.2. O transistor Q2 conduz por um instante. que está cortado.

Diagrama de tempo do flip-flop RS. da mesma forma que fazemos com as funções lógicas. c. a comutação deste circuito ocorre quando as entradas passam do nível alto para o baixo. sendo analisados da seguinte forma: Figura 8. Por outro lado. b. o flip-flop irá para um estado indeterminado que deve ser evitado. No entanto. Nesta tabela temos algumas nomenclaturas que devemos nos familiarizar e que são amplamente usadas. S vai ao nível 1 e o flip-flop é setado. e. o flip-flop se mantém no estado em que foi colocado por ser ligado ou por uma comutação anterior.XD201 – Eletrônica Digital 105 Levando em conta as tabelas verdade das portas NÃO-E vemos que a saída da primeira porta realimenta a segunda e vice-versa. Flip-flop resetado. a saber: Exsto Tecnologia . a aplicação de níveis altos nas duas entradas pode destruir o dispositivo. d. R vai ao nível 1 e o flip-flop é resetado.3. Na prática. se as entradas forem levadas simultaneamente ao nível alto. R volta ao nível 0 e o flip-flop permanece resetado. Esta condição é indicada pelos símbolos R’ e S’ nas entradas. ou seja. garantindo assim a continuidade dos estados obtidos quando o flip-flop comuta. S vai ao nível 0 e o flip-flop permanece setado. Então. quando as entradas estão ambas no nível baixo. a. Tudo isso pode ser representado por uma tabela verdade. de um para zero. O diagrama de tempos mostrados abaixo nos permite mostrar o que ocorre no funcionamento de um flip-flop por etapas.

igualmente com o que fizemos na representação dos somadores.4. Segunda possibilidade: Q = representa o estado da saída Q ANTES da aplicação dos sinais. Qn+1 = representa o estado da saída Q DEPOIS da aplicação dos sinais. Os dois tipos de representação são usados. ou seja. Figura 8. 8. O uso de um circuito de controle (mestre) que determina quando o flip-flop (escravo) muda de estado é importante para permitir que as mudanças de estado do flip-flop só ocorram Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 106 Primeira possibilidade: Qn-1 = representa o estado da saída Q ANTES da aplicação dos sinais. existe uma forma de representar este tipo de circuito lógico através de uma figura simples.2 Flip-Flop RS com clock e mestre-escravo Estes circuitos chamados de flip-flop RS controlados por clock e mestre escravo encontram uma gama de aplicações muito grande nos circuitos digitais mais complexos. Nas colunas e linhas em que são colocados os níveis lógicos zero e um. Qn = representa o estado da saída Q DEPOIS da aplicação dos sinais. Ainda. Temos ainda que ver que a ultima condição não é aceita pois poderia danificar o equipamento. Representação do flip-flop RS. Tabela verdade do Flip-Flop RS. quando aparece o termo Qn ou Qn significa que a saída vai para um estado indeterminado. já que estes são sempre comandados por um clock. R S 0 0 Qn + 1 Qn Qn + 1 Qn 0 1 1 0 1 0 0 1 1 1 X X Tabela 8. são circuitos lógicos sincronizados.1.

6. Usando portas N NÃO-E podemos implementar um flip E flip-flop RS controlado por clock (Master Master-Slave). Diagrama de tempo do flip flop RS com clock.XD201 – Eletrônica Digital 107 em determinados instantes. Figura 8.5. Figura 8. Um modo de contornar este problema consiste na utilização de duas etapas numa configuração mais complexa. estas saídas podem mudar de estado mais de uma vez. Analisemos seu funcionamento: Partindo da situação em que a entrada de clock (relógio) esteja no nível baixo. este circuito tem um inconveniente. flip-flop Como as saídas acompanham as entradas. o que dar não é desejado de forma alguma. Exsto Tecnologia . conforme o diagrama de tempos abaixo. No entanto. Quando a entrada de clock for levada ao nível 1. o circuito passa a responder aos sinais das entradas R e S. voltando assim ao estado inicial. Flip flop RS controlado por clock com portas NÃO Flip-flop NÃO-E. durante o tempo em que o clock as habilita. as saídas Q e Q permanecerão no estado inicial em que se encontravam e insensíveis a qualquer variação que ocorra nas entradas S e R.

ou seja. cuja finalidade é inverter o pulso de clock. enquanto que.8. Se a mudança de estado ou disparo (engatilhamento) ocorrer quando o sinal de clock passa de zero para um. Isso significa que o flip flop em seu todo não é sensíve ao nível do sinal de flip-flop sensível clock. se triggered”. vemos que a saída do flip flop só completa sua mudança de flip-flop estado depois de certo tempo. As saídas Q e Q só vão mudar de estado no instante em que ocorrer a transição do sinal de clock do nível alto para o nível baixo. Exsto Tecnologia . o tempo gasto para todo o processo. o flip flip-flop mestre mudará de estado. a saída do flip flip-flop mestre será levada para o escravo. do pulso de clock ter sido aplicado. num projeto de maior velocidade. Com esta configuração é possível garantir que só vai ocorrer uma mudança de estado na presença de um pulso de clock. Dois tempos são importantes neste tipo de circuito. na queda do nível lógico. os flip flip-flop’s são denominados “positive edge-triggered”. Quando a entrada de clock passar para o nível lógico zero. se ele é zero ou um. Assim. o disparo ocorre quando o clock vai do nível um para zero. porque temos que levar em consideração o tempo que o circuito demora para sair de um nível lógico e ir para outro. mantendo seu estado. Neste tipo de circuito é muito importante levar em conta. par partindo do diagrama de tempos da figura 8. mas o flip dará flipflop escravo permanecerá insensível.XD201 – Eletrônica Digital 108 Figura 8. mas sim à sua transição. Neste E caso. Flip Flip-flop RS mestre-escravo completo.7. quando a entrada de clock for ao nível um. Este circuito é denominado Flip Flip-Flop RS Mestre-Escravo ou Flip-Flop RS Master-Slave e faz uso de portas NÃO-E e de um inversor. Os flip flop’s que funcionam desta forma são denominados “Edge flip-flop’s Triggered” ou “Disparados pela borda”. os flip flip-flop’s chamam-se “negative edge-triggere triggered”.

as entradas R e S que são síncronas. Ligação das entradas preset e clear. no caso apresentado. É importante observar que estas duas entradas não podem ser ativadas ao mesmo tempo. Temporização no Flip Flip-flop RS mestre-escravo. sincronizadas com o sinal de clock. dotando-o de recursos importantes para aplicações práticas. independentemente Como as entradas PRESET e CLEAR produzem resultado independente do estado da entrada de clock. estas são chamadas de entradas assíncronas. Duas entradas podem ser acrescentadas neste circuito. pois o símbolo ‘ sobre a identificação indica que ela so está ativa no nível baixo. A outra entrada denominada CLEAR ou apagamento tem por função levar as saídas aos estados Q=0 e Q’=1. • tH: Hold Time ou Tempo de Manutenção é o tempo em que a entrada deve permanecer ainda no circuito para que seu nível lógico seja reconhecido pelo flip flipflop. pois isso levaria o circuito a um estado indeterminado que inclusive poderia causar problemas aos seus componentes. escravo. Em oposição.8.9. independentemente do que estejam acontecendo nas demais entradas. o Uma das entradas é denominada PRESET (PR’) ou pré-ajuste e tem por função levar juste imediatamente as saídas do circuito a um estado determinado (Q=1 e Q =0). isto é. • tS: Setup Time ou tempo em que a entrada do flip-flop deve permanecer no flop estado desejado antes da transição do clock que vai provocar a mudança de ado estado do circuito. Exsto Tecnologia . Sua ativação ocorre quando PR’ estiver em zero e CLR’ em um.XD201 – Eletrônica Digital 109 Figura 8. independentemente do que estiverem ocorrendo nas demais entradas. Figura 8.

Esta situação pode ser contornada com a utilização de uma nova configuração.XD201 – Eletrônica Digital 110 Ao construirmos a tabela verdade para este circuito. Flip-flop JK. quando uma parte do sinal de saída é usada para realimentar a entrada. Esta situação acontece principalmente nas aplicações em computação. Exsto Tecnologia .10. teremos três novos símbolos que são normalmente usados em representações de eletrônica digital. que é justamente a do flip-flop JK utilizada nas aplicações práticas e que analisaremos a seguir. o flip flipflop é “setado”. Já a seta apontando para baixo indica uma transição do nível baixo para o nível alto do sinal correspondente. Figura 8. flop Podemos ter quatro combinações possíveis para os sinais aplicados nas entradas J e K e odemos analisemos cada uma das combinações: J=0 e K=0: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa do sinal. Se já estiver setado. J=1 e K=0: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa. o flip-flop mantém sua condição original. “ “X” representa uma condição irrelevante qualquer que ela seja não haverá influência no que ocorre na saída. flop seja.3 O flip-flop JK Mestre flop Mestre-Escravo O flip-flop JK mestre flop mestre-escravo ou “master-slave” pode ser implementado por funções ” lógicas comuns. A seta para cima indica a transição do nível baixo para o nível do sinal na entrada ou saída representadas. ele permanece nesta condição. 8. Nestas condições podem ocorrer as situações de conflito com a produção de oscilações odem indesejadas. ou se não muda de estado. adquirindo a configuração básica mostrada abaixo. Um problema observado no flip flop RS é que temos uma situação “proibida” que ocorre flip-flop quando as entradas R e S vão ao nível alto ao mesmo tempo e que pode levar o circuito a um das estado indeterminado.

Exsto Tecnologia . Tabela verdade do Flip-flop JK. o flip-flop muda de estado (TOGGLE). podemos também incluir as entradas de PRESET e CLEAR neste circuito. Se estiver setado. Este diagrama de tempos para o flip-flop J-K é mostrado abaixo. ele reseta e se estiver resetado. ele é setado. Podemos elaborar a tabela verdade para indicar o que ocorre com este flip-flop. ele permanece. Da mesma forma que nas outras configurações estudadas. Figura 8.11. em que observamos as formas de onda nos diversos pontos de entrada e saída. Observe o uso das setas para indicar as transições de sinal na entrada de clock que comandam o funcionamento deste tipo de circuito. J=1 e K=1: Nesta condição. ao receber uma transição negativa na entrada de clock (CLK). Uma maneira melhor de analisarmos o funcionamento deste circuito é através de um diagrama de tempos. o flipflop é “resetado”. Se já estiver nesta condição.XD201 – Eletrônica Digital 111 J=0 e K=1: Quando a entrada de clock (CLK) passa por uma transição negativa.

2. Este flip-flop possui uma única entrada que comanda todo o circuito. o flip-flop permanecerá resetado. ele é setado. cujo símbolo é mostrado a seguir. faz com que o flip-flop seja resetado. o circuito se comporta como um disparador. Exsto Tecnologia . Com J=1 e K=1 na transição seguinte do pulso de clock. mudando de estado a cada transição negativa do pulso de clock. • Mantendo J=1 e K=1 com nova transição do pulso de clock. o flip-flop muda de estado (complementa ou “toggle”).XD201 – Eletrônica Digital 112 Figura 8. é abreviada por D. Q e Q’ estão no nível alto. como neste caso. o flip-flop será resetado na próxima transição negativa do sinal de clock. Com J=1 e K=0. e a ida de PR ao nível baixo fazem agora com que o flip-flop seja setado. Denominada “Data” (dados). Se estiver resetado. Analisemos alguns trechos importantes deste diagrama mostrando o que acontece: • • • • Neste instante CLR e PR estão no nível baixo. Tabela verdade do flip-flop D. Com J=0 neste trecho e K indo ao nível alto. daí o nome do dispositivo. que é uma condição não permitida. CLR e PR são mantidos no nível alto a partir deste instante. o flip-flop muda de estado outra vez. complementa. que indo ao nível alto.12. o flip-flop é setado na transição seguinte do pulso de clock. conforme podemos ver pela sua tabela verdade: D Qn+1 0 1 0 1 Tabela 8. 8. Veja que quando as entradas J e K estão no nível alto. não ocorrem mudanças de estado.4 O flip-flop tipo D Este é também um circuito de flip-flop muito usado. Aplica-se então o sinal PR. Este flip-flop opera de uma maneira muito simples: no pulso de clock. ou seja. • • • • Ainda com CLR e PR no nível alto (esta condição se manterá daqui por diante) e a saída J=0 e k=1. A aplicação de um pulso na entrada CLR que vai ao nível alto. Esta entrada é que lhe dá nome. ele assume o estado da entrada. Diagrama de tempo do flip-flop JK com preset e clear. Com J=1 e K=0.

o flip-flop se mantém em seu estado anterior. ele seta. mesmo com a aplicação do pulso de clock. encontrando aplicações práticas bastante importantes em eletrônica digital. ele reseta e se estava resetado. Figura 8. 8. portanto é a base para a criação de um dispositivo imprescindível para os sistemas computacionais.15.15. O que este circuito faz pode ser entendido facilmente pelo diagrama de tempos mostrado na figura 8. a memória.5 O flip-flop tipo T O nome vem de “Toggle” ou complementação. de modo que passando através de cada um. o flip-flop muda de estado. No entanto.14. a freqüência do sinal de entrada é divida por Exsto Tecnologia . Representação gráfica do flip-flop D. Se estiver setado. Comportamento do flip-flop T com relação ao clock. Este comportamento significa na realidade a divisão da freqüência de clock por dois. Em outras palavras. Representação gráfica do flip-flop T.XD201 – Eletrônica Digital 113 Figura 8. este circuito se comporta como um divisor de freqüência.13. Figura 8. O Flip-flop D é capaz de armazenar um bit. Quando a entrada T deste circuito está no nível baixo. seu símbolo é mostrado na figura 8. Um exemplo de aplicação é dado quando associamos diversos flip-flop do tipo T em série. quando a entrada T está no nível alto.14.

Estes flip-flop’s podem ser obtidos a partir de outros. obtendo outros tipos a partir de um tipo básico.XD201 – Eletrônica Digital 114 dois. podemos obter flip-flop’s de outros tipos. Usando quatro flip-flop. existindo até circuitos integrados que possuem seqüências de mais de dez flip-flop ligados desta forma. Assim.17. Figura 8. 8. Acima temos algumas conversões que podem ser feitas utilizando-se flip-flop’s do tipo RS. Flip-flop T como divisor de freqüência. o que foi visto em lições anteriores.6 Transformando flip-flop’s Da mesma maneira como podemos obter qualquer função lógica complexa a partir de funções simples. O modo de funcionamento de cada um pode ser facilmente entendido se associarmos as Exsto Tecnologia . 4. também podemos “brincar” com os flipflop’s. 8 e 16.16. usando um flip-flop’s R-S ou J-K que são comuns e algumas portas lógicas. podemos dividir a freqüência por 2. Este tipo de divisor de freqüência é muito usado. Transformando Flip-flop’s RS. Na prática não temos os flip-flop tipo T como componentes prontos para uso. Figura 8.

7 Flip-flop’s nos Computadores Encontramos os flip-flop’s nos computadores como elementos fundamentais de muitos circuitos. considerando os sinais de realimentação. A segunda transformação. Esta possibilidade é muito interessante. 8. Figura 8. E ainda. Uma aplicação é na própria divisão de freqüência dos clock’s. temos outras duas transformações importantes de flip-flop’s mostradas na figura 8.19. realimentando o circuito. Transformando flip-flop D. Figura 8. que leva um flip-flop tipo D a funcionar como tipo T exige o emprego de uma porta E adicional na realimentação do sinal que é retirado da saída complementar Q’. De outra forma também podemos obter flip-flop’s tipo D e T a partir de flip-flop’s do tipo JK. No primeiro caso temos uma transformação de um flip-flop tipo D em flip-flop tipo T.19.18. Transformando flip-flop’s JK. Veja que a simples conexão da entrada K ao J no flip-flop do tipo J-K o transforma em um flip-flop tipo T. Existem setores de um Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 115 tabelas verdade dos flip-flop’s estudados às tabelas verdade das portas agregadas. bastando para isso que a saída complementar Q’ seja ligada à entrada D. já que flip-flop’s J-K são disponíveis em tecnologia TTL e CMOS e podem ser usados em circuitos divisores de freqüência.

Um ponto importante que deve ser levado em conta é a possibilidade de ligar os flip-flop’s em conjunto com outras funções. o que se faz é empregar um clock único e dividir sua freqüência conforme as exigências de freqüências mais baixas. No caso dos computadores. 16. Assim. Conforme se pode imaginar. É o caso dos barramentos onde são ligados as placas de expansão. 8. tanto o próprio clock como a seqüência de flip-flop’s divisores podem ser obtidos num único circuito integrado. Todos os flip-flop armazenam um bit. poderiam apresentar comportamentos interessantes como. Exsto Tecnologia . etc.XD201 – Eletrônica Digital 116 PC que devem operar com velocidades menores que a fornecida pelo clock principal. 64. Existem diversas memórias internas de um PC que nada mais são do que flip-flop’s que podem ser habilitados tanto para a leitura de dados como para introdução (gravação de dados). a capacidade de dividir freqüências. eles podem ter diversos tipos de comportamento e que. conforme na figura 8. de modo que a freqüência possa ser dividida por qualquer número e não somente por potências de 2 (2. os modems e as saídas de dados paralela e serial. por exemplo. vimos que os flip-flop’s são blocos muito importantes da eletrônica digital. quando reunidos. em lugar de usar um clock para cada freqüência desejada. Outra aplicação importante é como célula de memória. 32.16. 4. Oito flip-flop’s ligados lado a lado podem armazenar um byte inteiro.). além de outras. de armazenar informações (bits).

E este circuito nada mais é do que um oscilador que produz um sinal de clock ou relógio. Se bem que possamos fazer contadores usando funções lógicas comuns e mesmo flip-flop’s discretos.). como os utilizados em computadores.. Isso significa que tais circuitos devem ser sincronizados por algum tipo de sinal vindo de um circuito externo... com circuitos muito complexos. como (1. São também chamados em inglês de “up-counters”. 2. que usam um sinal de CLOCK. No entanto. b) Classificação com relação ao modo de contagem: Os contadores podem ser progressivos ou crescentes.XD201 – Eletrônica Digital 117 9 Contadores Quando usamos a eletrônica digital. Os contadores também podem ser síncronos. dos valores mais baixos para os mais altos. 3. Exsto Tecnologia . Os contadores podem ser regressivos ou decrescentes. 1. 3. Existem aplicações em que tudo o que importa para o circuito é fazer uma operação com determinados níveis lógicos aplicados à sua entrada. quando contam numa seqüência de números crescentes. devemos separar os circuitos lógicos sem sincronismo daqueles que possuam algum tipo de sincronismo externo. quando eles estão presentes.). 4. também chamados de “down-counters”. Estes contadores também são denominados “Ripple Counters”. quando existe o sinal de clock aplicado apenas ao primeiro estágio. Os circuitos que operam com estes sinais são denominados circuitos com lógica sincronizada ou contadores. quando existe um sinal de clock único externo aplicado a todos os estágios ao mesmo tempo. podemos contar na prática com circuitos integrados em lógica TTL ou CMOS que já possuam contadores completos implementados. Os contadores são dispositivos lógicos cuja função é realizar a contagem binária. seja em ordem crescente ou decrescente. não importando quando isso ocorra. 2. ou seja. Tais circuitos não precisam de sincronismo algum e são mais simples de serem utilizados. por exemplo: a) Classificação com relação ao sincronismo: Os contadores podem ser assíncronos.. Os estágios seguintes utilizam como sinal de sincronismo a saída de cada estágio anterior. quando a contagem é feita dos valores mais altos para os mais baixos como (4. o instante em que uma operação deve ser realizada é muito importante e isso implica em que os circuitos devam ser habilitados no instante em que os níveis lógicos são aplicados em sua entrada. ou seja. Para os contadores temos então diversas classificações que levam em conta estes e outros fatores.

A freqüência estará dividida por quatro na saída do segundo e por oito na saída do terceiro. a partir do instante em que todas as saídas sejam zero. 010. Tabela verdade de um contador assíncrono. Isso significa que este Exsto Tecnologia . e a saída Q do segundo serve de clock para o terceiro. o sinal de clock aplicado ao primeiro tem sua freqüência dividida por dois. o sinal de clock é aplicado apenas ao primeiro estágio. Contador assíncrono. a cada pulso do clock aplicado. Assim. neste tipo de contador. Usamos três estágios ou três flipflop’s ligados de tal forma que a saída Q do primeiro serve de clock para o segundo. Sabemos que os flip-flop’s ligados da forma indicada funcionam como divisores de freqüência. Temos a estrutura básica de um contador deste tipo usando flip-flop’s do tipo JK. ficando os demais sincronizados pelos estágios anteriores.1. se elaborarmos uma tabela verdade com os níveis lógicos obtidos na saída de cada um dos flip-flop’s. Mas. 011.1. teremos algo interessante a considerar: Clock Qc Qb Qa 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 0 1 0 1 Tabela 9.1 Contador assíncrono Conforme explicamos. Veja que a seqüência de valores obtidos 000. 101.XD201 – Eletrônica Digital 118 9. 100. Figura 9. 110 e 111 corresponde justamente à contagem em binário dos pulsos de zero até sete. 001.

partindo da situação em que todos os flip-flops estejam resetados. Oito desses flip-flops ligados em série podem contar até 256 pulsos e com isso fornecer uma saída de 8 bits ou 1 byte. este contador fornece em sua saída. Se.XD201 – Eletrônica Digital 119 circuito conta os pulsos de entrada e fornecem saídas que é a representação binária desta contagem. antes de ocorrer a mudança de estado do conjunto. Um problema que ocorre com este tipo de flip-flop é que cada um precisa de certo tempo para mudar de estado. a freqüência máxima de operação de um contador é dada pelo tempo necessário para cada estágio mudar de estado multiplicado pelo número de estágios Exsto Tecnologia . Como no caso anterior. de zero até sete. Se aplicarmos um novo pulso de clock para contagem à entrada do circuito. usarmos quatro. de 255. podemos contar a partir de valores mais altos. se tivermos mais flip-flop’s.2. Veja também que ele faz a contagem crescente. ou seja. É fácil perceber que. em lugar de três flip-flops. Tabela verdade de um contador assíncrono decrescente. uma contagem crescente de zero a quinze pulsos. Veja que a quantidade máxima que podemos contar com um contador deste tipo depende da quantidade de flip-flop’s usados. Com quatro flip-flop’s podemos partir a contagem de quinze e com oito flip-flop’s. Portanto. teremos a contagem de 0000 a 1111. Isso significa que à medida que usamos mais flip-flop’s em seqüência num contador. a tabela verdade obtida terá nas saídas os complementos da tabela anterior. partindo de sete. pode ocorrer um funcionamento errático. Assim. Trata-se de um contador decrescente ou DOWN COUNTER. Esta tabela será: Clock Qa Qb Qc Valor Binário 0 1 2 3 4 5 6 7 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 0 1 0 1 0 1 0 7 6 5 4 3 2 1 0 Tabela 9. valores binários que correspondem à contagem decrescente dos pulsos de entrada. os tempos de mudança de estado são somados e o conjunto precisa cada vez de mais tempo para chegar ao estado final desejado. Vamos supor agora que em lugar de usarmos como saídas de contagem as saídas Q de todos os flip-flop. usássemos as saídas complementares Q’. ou seja.

8. 4. o circuito vai a um estado que ativa a entrada clear e leva todos os flip-flop’s a serem resetados. basta usar uma porta AND de duas entradas com as entradas ligadas nas saídas QB e QC e a saída na linha comum de CLEAR de todos os flip-flop’s. Exsto Tecnologia . Se usarmos flip-flop’s que tenham entradas “clear” ativadas pelo nível alto. que não seja uma potência de 2? Podemos usar a entrada CLEAR para reiniciar a contagem. quando chegar ao valor desejado. são circuitos que contam até 2. zerando-a. O que fazer se precisarmos de um circuito que tenha um ciclo de contagem diferente desses valores. que tenha seis estados de saída. Veja que a situação em que devemos ter a volta à zero da contagem e. 16. Para este circuito a solução é simples. portanto. 9. 32 etc.XD201 – Eletrônica Digital 120 usados no contador. podemos reiniciar a contagem depois do cinco se quisermos um contador que conte de zero a cinco. conforme abaixo. conforme a tabela verdade dada a seguir: Clock 0 1 2 3 4 5 6 (Estado Instável) Qc Qb Qa 0 0 0 0 1 1 0 0 0 1 1 0 0 0 0 1 0 1 0 1 0 Tabela 9.2 Contagem programada ou contagem com armadilha Conforme vimos.3. No sexto pulso que corresponde ao estado 110(2). Tabela verdade de um contador modulo cinco. ou seja. ou seja. os ciclos de contagem dos circuitos dados como exemplos no item anterior são sempre potências de dois. a ativação da linha CLR (clear) ocorre com uma única combinação de sinais: QC e QB no nível alto. Por exemplo.

Bastaria então ligar as entradas da porta E nessas saídas. Figura 9. conforme a figura. Contador assíncrono de modulo cinco. Esta curta duração é dada justamente pelo tempo que os flip-flop’s demoram a mudar de estado resetando. quando as saídas chegarem ao estado 110(2). por exemplo. um pulso de reset de curta duração é produzido.XD201 – Eletrônica Digital 121 Figura 9.3. Seguindo a mesma analogia dos circuitos anteriores. fizemos a programação da contagem usando as entradas de clear de cada flip-flop. o que significa QC=1 e QA=1. Nos exemplos dados. Contador assíncrono de modulo seis. que seria a contagem do sexto pulso no circuito da figura 9. observe que. 101(2).3.2. Se quiséssemos um contador até quatro. Se os flip-flop’s usados tiverem um clear ativado no nível baixo. basta usar uma porta NÃO-E em lugar de E. pois eles “realimentam” as entradas da porta E. o estado em que deveria ocorrer a ativação da entrada clear ocorreria com a quinta combinação de saídas. Exsto Tecnologia .

tenhamos a ativação das entradas de “preset”.XD201 – Eletrônica Digital 122 Uma outra maneira de projetarmos um contador consiste em usarmos as entradas “preset” em lugar de “clear”. que depois do quinto pulso reseta. ou seja. Para isso fazemos com que. em lugar de termos a comutação dos flip-flop’s. no pulso seguinte de clock teremos a volta a zero (reset) do contador. teremos a seguinte tabela verdade. n-1. Desta forma. no momento em que for atingida a contagem do valor imediatamente anterior àquele em que deve ocorrer a volta a zero. Exsto Tecnologia . Para um contador de seis estados.

basta usar a porta E e ligá-la nas entradas de “preset” dos flip-flop’s. conforme a figura 10.3 Contadores Up/Down (Progressivos e Regressivos) Usando alguns artifícios.4. porta apropriada. quando a contagem deve ser progressiva. Três portas NÃO-E para cada estágio podem fazer isso a partir do sinal de comando UP/DOWN. de tal modo que ele coloque a saída Q de todos os flipflop’s na entrada de clock do seguinte.XD201 – Eletrônica Digital 123 Pulsos Qc Qb Qa 0 1 2 3 4 5 6 7 0 0 0 0 1 1 x 0 0 0 0 1 1 0 0 x 0 0 0 1 0 1 0 1 x 0 1 O Preset é acionado Volta a Zero na transição de clock Tabela 9. Trata-se de uma entrada seletora de dados ou DATA SELECTOR. o que fazemos é colocar um circuito seletor nessas saídas. Funcionamento: Se usarmos as saídas Q dos flip-flop’s de um contador. que pode ser usada para mudar o modo de funcionamento dos estágios deste circuito. a contagem será decrescente. Se as entradas forem ativadas no nível baixo (PR’). 9. e coloque a saída Q’ na entrada do seguinte. Veja que a detecção da condição de produção do pulso de “preset” deve ser reconhecida com os níveis 101(2) nas saídas dos estágios dos contadores e com o pulso indo ao nível alto na entrada de contagem. quando na contagem decrescente. mas se usarmos as saídas Q’. a contagem será crescente. como por exemplo. Para obtermos a configuração 1111(2) que nos permitiria usar uma porta E de quatro entradas. Assim. Exsto Tecnologia . basta trocar a porta E por uma porta NÃO-E de quatro entradas. basta levar em conta a saída QB’ em lugar de QB. Uma entrada (UP/DOWN) pode ser usada para determinar o sentido da contagem. é possível programar um contador de modo que ele tanto conte progressivamente como regressivamente. Usando 3 estágios. Tabela verdade de um contador de módulo usando preset. Assim. podemos ter um contador UP/DOWN.

um contador em que todos os estágios são sincronizados por um clock único. Este circuito utiliza flip flip-flops tipo JK ligados de uma forma denominada PARALLEL s CARRY. nos contadores assíncronos. principalmente. flops Em outras palavras. Exsto Tecnologia . Figura 9. o primeiro flip flip-flop muda de estado a cada pulso de clock. Nesta forma de ligação. na verdade. Contador síncrono. O sincronismo de todos os estágios pelo mesmo clock tem ainda vantagens operacionais importantes. os tempos de comutação dos flip-flops influem no funcionamento final do circuito.4.XD201 – Eletrônica Digital 124 Figura 9. J e K do primeiro flip flop são mantidas no nível alto por meio flip-flop de um resistor ligado ao positivo da alimentação (Vcc). pois eles são cumulativos. os usados em Informá Informática e Instrumentação.5. ou seja. Usando lógica sincronizada. No e entanto.5.4 Contadores síncronos Sincronizar a contagem por um clock único aplicado a todos os estágios não é apenas uma necessidade dos circuitos mais complexos. Assim. contadores cuja velocidade independe do número de etapas. cada estágio precisa esperar o anterior completar a operação antes de iniciar a sua. J do segundo flip-flop está ligado à saída Q do flop primeiro. vamos tomar como exemplo o circuito da figura 9. este problema não existe e podemos ter contadores muito existe mais rápidos. Contador Up/Down. Para mostrar como isso pode ser feito. Conforme vimos. 9.

a porta deve ter três entradas. Contador RIPPLE CARRY. o que é importante para a implementação prática do contador.XD201 – Eletrônica Digital 125 Isso significa que o segundo flip-flop só mudará de estado quando o primeiro flip-flop for resetado. No entanto. a cada estágio que acrescentamos no contador devemos adicionar uma porta E cujo número de entradas vai aumentando. Exsto Tecnologia . o terceiro flip-flop só vai mudar de estado quando as saídas Q do primeiro e segundo flip-flop forem ao nível um. utilizando quatro estágios podemos ter um problema que ocorre com este tipo de configuração. quatro entradas e assim por diante. para cinco estágios. Figura 9. a cada quatro pulsos de clock. pois é que a partir de três estágios. Assim. para quatro estágios. Para quatro bits. ou seja. Neste circuito as portas usadas sempre precisam ter apenas duas entradas. a cada dois pulsos de clock. têm uma limitação da velocidade de operação. Da mesma forma. Uma maneira de não termos este problema consiste em usar uma configuração diferente de contador apresentada abaixo e denominada RIPPLE CARRY. pois como o sinal para os estágios vem da porta anterior. como desvantagens deste circuito. temos de considerar seu atraso. com o uso de uma porta E. ou seja.6.

ele muda de estado e com isso “armazena” o pulso aplicado à entrada. Exemplos de montagem de alguns registradores de deslocamento. Estes circuitos podem deslocar uma informação (bit) aplicada na entrada de uma posição a cada pulso de clock. até aparecer na saída do final da seqüência. o qual aparece em sua saída depois de um curto intervalo de tempo. esta entrada é feita pela entrada J do primeiro flip-flop (FF1). vamos partir da situação inicial em que todos eles estejam desativados ou com suas saídas Q no nível baixo.XD201 – Eletrônica Digital 126 10 Registradores de deslocamento Um registrador de deslocamento ou “shift-register” no inglês.1. Para entender como funciona este circuito. aparecendo na saída do segundo flip-flop no segundo pulso de clock e assim por diante. Inicialmente vamos aplicar à entrada de dados um nível alto (1). consiste num conjunto de flip-flop’s que podem ser interligados de diversas formas. todos os flip-flop tipo D têm sua saída conectada à entrada do flip-flop seguinte e todos eles são controlados pelo mesmo clock. Veja que este sinal é armazenado com o flanco positivo do sinal de clock. depois se desloca. O intervalo de tempo que decorre entre a aplicação do sinal na entrada de dados e seu aparecimento na saída do flip-flop é da ordem de alguns nanossegundos nos integrados das famílias lógicas comuns. o bit um aplicado na entrada aparece na saída do primeiro flip-flop no primeiro pulso de clock. algumas delas são mostradas na figura 10. Figura 10. Por exemplo. quando então o nível alto deve estar presente na entrada do flip-flop. Conforme podemos ver. Exsto Tecnologia . mas é importante que em muitas aplicações mais rápidas ele seja levado em conta.1. Na configuração mostrada na figura 10. Com a chegada do pulso de clock a este flip-flop.1.

supondo que apliquemos em seqüência. Com isso. No entanto. Isso significa que o bit um aplicado na entrada se “deslocará” mais um pouco no circuito. A seqüência de bits aplicados à entrada aparece na saída depois de certo número de clock. portanto FF1 não muda de estado. Veja então que no quinto pulso de clock. ele pode armazenar este dado. passando para a saída do segundo flip-flop. FF3.XD201 – Eletrônica Digital 127 No próximo pulso de clock. Chegando agora um terceiro pulso de clock. É claro que. e. o primeiro nível lógico.1. sejam eles zero ou um. Com isso. o nível lógico a saída do primeiro se transfere para a saída do segundo depois de um pequeno intervalo de tempo. a chegada do segundo pulso de clock. na entrada de um shiftregister como o indicado. se nessa segunda passagem. Exsto Tecnologia . tivermos aplicado um novo nível um na entrada do circuito. Funcionamento do Shift-Register. basta continuar aplicando pulsos de clock ao circuito. Assim. Para retirar a dada em seqüência. na saída de FF1. teremos nova transferência e o nível alto ou bit um se transfere para a saída do flip-flop seguinte. se transferem para o flip-flop seguinte. ou seja. teremos a seguinte seqüência de condições de saída para um shift-register que use quatro deles: Clock Entrada FF1 FF2 FF3 FF4 Início 0 1 2 3 4 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 1 0 0 0 0 1 0 0 0 0 0 0 1 Tabela 10. Em outras palavras. aparece na saída do último flip-flop (FF4) e se lermos a saída dos flip-flop’s teremos registrado os níveis aplicados na entrada: 0101(2). os níveis 0101. a entrada do primeiro flip-flop já não tem mais o nível alto. o primeiro pulso de clock. ao mesmo tempo em que o primeiro se transfere para o segundo flip-flop. o segundo se transfere para a saída do primeiro flip-flop. os níveis existentes nas saídas dos flip-flop’s. depois do número apropriado de pulsos de clock. a cada pulso de clock. vemos que aplicando um dado binário num shift-register. e esta saída está ligada à entrada do segundo flip-flop (FF2). temos nível alto.

1. e também podemos ter uma ou duas linhas de saída.XD201 – Eletrônica Digital 128 Veja então que para armazenar um dado de quatro bits num registrador devemos aplicar quatro pulsos de clock e para ler em seqüência. Figura 10. que é a de operar com a entrada de dados em paralelo e sair com estes mesmos dados em série. A seguir. Analisemos como ele funciona: Os dados são colocados ao mesmo tempo na entrada. Exsto Tecnologia . mais quatro pulsos de clock. pois ela opera em paralelo. Todos os flip-flop’s terão suas saídas levadas ao nível baixo ou zero.2 PISO . 10. basta aplicar um pulso na entrada CLEAR. veremos os principais tipos como suas denominações. Exatamente como ocorre com a porta serial de um computador. Registrador de deslocamento PISO. existe uma segunda possibilidade de operação para os shift-registers. 10.1 SISO .1 Tipos de registradores de deslocamento Dependendo da maneira como a informação entra e como ela pode ser obtida num registrador de deslocamento. Este tipo de registrador de deslocamento já foi mostrado na figura 10. acompanhando o sinal de clock.Parallel-in/Serial-out No entanto. esses dados são aplicados ao mesmo tempo nas entradas correspondentes (S) dos flip-flop’s. Para “apagar” os dados registrados num shift-register. Por exemplo. Dizemos que se trata de um shift-register com entrada paralela e saída serial. se vamos armazenar o dado 0110(2). 10. o dado é “enfileirado” e entram um após outro e vão sendo armazenados em flip-flop’s. este circuito tem entrada serial ou serial-in.2. Assim. como o indicado. Dizemos que este registrador opera com a carga de dados “serial” ou em série.1.Serial-in/Serial-out: Os dados foram aplicados à entrada do registrador na forma de níveis lógicos um atrás do outro. Em outras palavras.1. existem circuitos em que temos uma entrada serial ou duas. podemos ter diversas configurações que nos levam a muitos tipos de circuitos.

10. Dizemos que se trata do tipo shift-right.Parallel-in/Parallel-out Estes são circuitos em que os dados são carregados ao mesmo tempo e depois lidos ao mesmo tempo pelas saídas dos flip-flop’s. Por outro lado.4 PIPO . Registrador de deslocamento SIPO. Os registradores de deslocamento podem ainda ser classificados quanto à direção em que os dados podem ser deslocados.XD201 – Eletrônica Digital 129 No primeiro pulso de clock. mantêm este nível na saída (FFA e FFD). podemos carregar os dados em série e fazer sua leitura em paralelo através de Qa.1.3.3 SIPO . após o pulso de clock.1.4. Qb. os que possuem nível zero na sua entrada. Figura 10. Assim. Registrador de deslocamento PIPO. 10. quando os dados são deslocados para a direita e que se trata de um tipo shift-left. as saídas dos flip-flop’s apresentarão os níveis 0110(2). quando os dados são deslocados somente para a esquerda. Os registradores que operam desta forma podem ser também denominados conversores série-paralela ou paralela-série. Figura 10. os flip-flop’s “armazenam” esses dados. conforme o modo de funcionamento. Este é um registrador do tipo SISO.Serial-In/Parallel-out Da mesma forma. Qc e Qd. Existem ainda os tipos bidirecionais em que os dados podem ser deslocados nas duas direções. FFC). Isso significa que. os flip-flop’s que possuem nível um em sua entrada S passam esse nível à saída (FFB. Exsto Tecnologia .

Exsto Tecnologia . exatamente como visto nos contadores up e down anteriores. podemos determinar o sentido de deslocamento dos dados no circuito.XD201 – Eletrônica Digital 130 Observa-se que o sentido de deslocamento é determinado por uma entrada que atua sobre portas que modificam o ponto de aplicação dos sinais em todos os flip-flop’s. Com a aplicação de um nível lógico conveniente na entrada LEFT/ RIGHT.

Converso D/A simples que utiliza um amplificador operacional. porque um número infinito de níveis exigiria um número infinito de bits para representá-la. um D/A de 8 bits. Dizer que um sinal é analógico significa dizer que ele pode assumir qualquer valor entre dois valores limites. ele transforma uma palavra binária de n bits em uma informação analógica. Uma informação com essa característica não pode ser expressa de forma digital. Um conversor de n bits é capas de expressar 2n valores analógicos diferentes. Por exemplo. Esses valores estarão uniformemente distribuídos entre dois limites. 11.1 Conversor D/A Conversor D/A é um componente capaz de transformar sinais expressos de forma digital e informações analógicas.XD201 – Eletrônica Digital 131 11 Conversores Analógico/Digital e Digital/Analógico Até o momento tratou-se apenas de sinais digitais em suas diversas aplicações. São eles o conversor analógico digital (ADC ou simplesmente A/D) e o conversor digital analógico (DAC ou simplesmente D/A).1 Conversor D/A Simples Figura 1. A seguir são apresentados alguns dos mais comuns. geralmente uma nível de tensão. com referência inferior em 0V e superior em 5V pode gerar 256 níveis de tensão diferente dentro dessa faixa. Contudo. no mundo real a maioria das grandezas e informações está em forma analógica. O número de níveis de tensão possíveis em um conversor D/A é definido pelo número de bits desse conversor. Existem vários tipos de conversor D/A. Surge então a necessidade de componentes que convertam informações analógicas em digitais e vice-versa. 11. chamados de referencia superior e inferior. Exsto Tecnologia . Em outras palavra.1.

Como cada entrada (A. A tabela a seguir exemplifica os valores obtido para cada combinação de entrada.250 -6.375 -5. 11. teremos na saída a soma ponderada das entradas que estiverem em ‘1’ (5V).2 Conversor D/A R-2R Exsto Tecnologia . O inconveniente desse tipo de montagem é que quando o número de bits aumenta muito os valores de resistores tem uma faixa muito grande. Isso implica em uma dificuldade construtiva causada pelas tolerâncias desses componentes.750 -9. que tendem a tornar o sinal de saída impreciso.625 -1.875 -2.000 -5. indo de um extremo muito alto a outro muito baixo.625 -6.500 -3.500 -8.875 -7.750 -4. D 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 C 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 A 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 Vout 0 -0.250 -1.125 -3. C e D) possui um ganho diferente.1.125 -8..XD201 – Eletrônica Digital 132 O funcionamento é simples: trata-se amplificador operacional em configuração somador inversor. cada uma multiplicada por um “peso”. B. Tabela de conversão de um sinal digital para um sinal analógico.375 Tabela 1.

tensão. a maioria dos equipamentos modernos que fazem a aquisição de dados destes sensores. desde que seja sempre mantida a relação R/2R. Taxa de Amostragem e. Linearidade.1 Quantização Entre os dois valores extremos da escala de valores analógicos que devem ser convertidos para a forma digital existem infinitos valores intermediários. como seu próprio nome indica. tais como sensores de temperatura. No entanto. ou seja. cada ramo da resistência pode ser ligado a terra ou a Vref (tensão de referência superior) conforme a palavra binária. fornecem sinais analógicos. corrente e etc. 11. posição. realiza a conversão de sinais. gerando em sua saída uma tensão correspondente. 11.2. Conversor D/A do tipo R-2R O conversor R/2R recebe esse nome porque é composto por uma rede de resistores com valores intercalados de uma resistência (R) e o dobro dessa resistência (2R).XD201 – Eletrônica Digital 133 Figura 2. Posto isso.2 Conversor A/D A maioria dos dados obtidos de sensores comuns. ou simplesmente A/D. Desta forma os circuitos A/D devem preencher certos requisitos importantes quanto ao seu desempenho que são: Quantização.variando de acordo com a aplicação . Para converter se faz o uso de um comparador de tensão ou corrente . intensidade luminosa.que irá comparar o sinal analógico com o valor de referência. O fato de usar apenas dois valores de componente próximos torna esse tipo de conversor mais fácil de construir e muito mais preciso. uma tensão que é proporcional à grandeza medida e que varia de forma contínua numa faixa de valores. Isso significa que o dado analógico. Exsto Tecnologia . cuja amplitude varia continuamente em sinais digitais correspondentes à amplitude do sinal original. Equacionando essa malha concluímos que o valor da resistência não importa. trabalha com técnicas digitais. Para fazer esta conversão são utilizados circuitos denominados conversores analógico-digital. o que justamente caracteriza uma grandeza que varia de forma análoga ou analógica. preciso ser convertido para a forma digital.

os "degraus"da escada de conversão terão 0. conforme indica a figura 52. e usarmos 4 bits para a conversão. o valor apresentado no display oscilará entre eles. tais como os multímetros digitais em que. Assim. o que significa que este conversor terá uma resolução de 0. se a grandeza medida estiver num valor intermediário entre dois degraus da resolução do conversor A/D. Figura 3. não podemos representar qualquer quantidade.XD201 – Eletrônica Digital 134 Entretanto. e se usarmos 8 bits poderemos representar 256 valores. por exemplo. Se tivermos uma escala de 0 a 8 V. Se usarmos um conversor A/D de 8 bits (256 "degraus"de resolução) para fazer um voltímetro de 0 a 10 V.5 V de altura.04 V. por exemplo. tanto maior é a precisão na conversão mais bits serão utilizados pelo conversor. a resolução deste voltímetro será de 10/256 ou pouco menos de 0.5 V. pois precisaríamos para isso de um número infinito de bits. Evidentemente. quando passamos um valor qualquer entre os dois valores extremos incluindo-os. Tipos com 8 a 16 bits são comuns nas aplicações industriais e em medidas. teremos a possibilidade de representar apenas 16 valores na escala total de valores analógicos. se utilizarmos na conversão 4 bits. por exemplo. Escala de Conversão Este comportamento "digital" pode ser observado em muitos instrumentos comuns. Exsto Tecnologia . dependendo da quantidade de "passos" desejados na conversão ou a resolução.

Isso significa que não existem desvios na correspondência entre o valor analógico e a saída digital ao longo da escala de valores em que o conversor deve trabalhar. deve medir as tensões instantâneas de um sinal em diversos pontos ao longo de um ciclo para poder "desenhar" esta forma de onda com precisão na tela. para ter uma definição razoável. deve. Uma placa de aquisição de dados de um instrumento de medida que projete uma forma de onda. um osciloscópio digital ou virtual que precise observar uma forma de onda de 10 MHz. desenhe um gráfico na tela de um PC representando um processo dinâmico ou mesmo um instrumento digital simples como um multímetro. dependendo do tipo. de processos ou de outras aplicações precisam ser rápidos. Um multímetro digital comum.XD201 – Eletrônica Digital 135 11. de acordo com o que mostra a figura 53. deve estar constantemente em andamento. 11. isso implica a necessidade de se fazer amostragens num tempo extremamente curto. Se a freqüência do sinal for alta.2. Os conversores A/D podem ser encontrados em tipos que têm freqüências de amostragem numa ampla escala de valores. Todavia. faz de 1 a 10 amostragens por segundo apenas. Exsto Tecnologia . Os tipos mais rápidos têm suas velocidades especificadas em MSPS (Mega Samples Per Second ou Mega Amostragens Por Segundo).2 Taxa de Amostragem Muitos processos de aquisição de dados de sensores.3 Linearidade A curva de conversão da grandeza analógica para a forma digital deve ser linear para um bom conversor.2. realizar pelo menos 100 milhões de amostragens por segundo (10 pontos por ciclo). por exemplo. Uma máquina industrial ou um instrumento de uso geral como um multímetro pode usar conversores A/D relativamente lentos com taxas ou velocidades de amostragens de até algumas unidades por segundo. Um osciloscópio digital. por exemplo. na prática podem ocorrer pequenos desvios. No entanto.

2. e ao mesmo tempo proporcionar isolamento do circuito de conversão. Este circuito é ilustrado em blocos na figura 54.4 Desenvolvimento Para fazer uma conversão de sinais analógicos para a forma digital existem diversas técnicas que são empregadas nos circuitos comerciais. os quais fazem o controle de máquinas e equipamentos. um primeiro bloco importante do conversor é um circuito que lê o valor do sinal a ser convertido num determinado instante e o armazena de modo que. O sinal a ser amostrado é amplificado por um buffer de entrada cuja finalidade é não carregar o circuito externo.XD201 – Eletrônica Digital 136 Figura 4. Assim. mesmo que o sinal varie depois. Analisamos as tecnologias mais empregadas para esta finalidade começando com o bloco comum a todos os conversores. em alguns casos. não vai além de alguns milionésimos de segundo. O valor dos sinais analógicos que devem ser convertidos para a forma digital corresponde a um determinado instante. que é o circuito de amostragem e manutenção (sample and hold). muitas delas encontradas em circuitos integrados que são "embutidos"(embedded) em aplicações mais complexas. Grau de Linearidade de Conversão 11. Exsto Tecnologia . cuja duração. os circuitos que fazem a conversão têm numa memória seu valor.

temos um gráfico que indica de que modo à tensão de entrada varia e o circuito de amostragem e retenção mantém a saída constante durante os intervalos de conversão (que correspondem aos "degraus"). A chave fecha então por uma fração de segundo (numa freqüência que depende da velocidade de amostragem) permitindo que o sinal carregue o capacitor C. Exsto Tecnologia . que determina o instante exato em que a leitura do sinal deve ser feita. Assim.XD201 – Eletrônica Digital 137 Figura 5. Na figura 55. Esta tensão no capacitor é mantida no circuito conversor através de um buffer de saída durante o tempo que ele necessita para isso. o capacitor tem armazenado o valor da grandeza analógica a ser convertida. esperando a leitura seguinte. quando a chave abre. Diagrama em Blocos de Conversor A/D Na saída deste circuito temos uma chave eletrônica ou chaveador.

0 podemos exemplificar melhor toda esta teoria aqui mostrada. Nos gráficos abaixo. Primeiramente o nosso programa vai marcar os tempos que serão armazenados com seus respectivos valores analógicos para posteriormente serem quantizados e assim aplicando a transforma discreta de Fourier reconstituir o sinal amostrado. 8 e 12 Bits e taxa de amostragem de: 240. A onda fundamental tem uma freqüência de 120 Hz e está defasada em 60o. Se aquele valor corresponde a um valor negativo ou positivo. o que pode ocorrer é que vemos em multímetros digitais ou outros aparelhos. 600 e 1000 Hz (respeitando a freqüência de Nyquist). podemos verificar que em um sinal digital não existe valores negativos na quantização. Figura 7. um bit a mais inserido posteriormente a quantização para sinalização. Escala de Conversão 11. é apenas uma sinalização para o usuário.2. como mencionado. Quantização em 4 Bits de Resolução Exsto Tecnologia .5 Aplicação Desenvolvendo um pequeno programa no Matlab 6. atribuímos valores de quantização de: 4.XD201 – Eletrônica Digital 138 Figura 6. este fato não interfere em nada na conversão.

Conversor A/D de rampa única. sendo que cada um tem a sua característica de funcionamento que deve ser levada em conta. . . Exsto Tecnologia . Quantização em 12 Bits de resolução Existem várias formas de se construir conversores A/D. .XD201 – Eletrônica Digital 139 Figura 8.Conversor A/D com comparador em paralelo.Conversor A/D de aproximações sucessivas. na hora de se construir e/ou escolher para sua aplicação.Conversor A/D com rampa em escada.Conversor A/D de rampa dupla e. . . Quantização em 8 Bits de Resolução Figura 9. Temos uma relação de possíveis combinações: .Sigma-Delta.

XD201 – Eletrônica Digital 140 O Sigma-Delta é uma das importantes técnicas de conversão A/D. no processo de digitalização. Vimos que o erro máximo que pode ocorrer na quantização é de metade do valor de nível da quantização assim sendo quanto maior for o número de bits do conversor menor será o seu erro. ao se identificar uma “igualdade” entre o valor do D/A e da entrada admite-se que o valor no binário na entrada do D/A representa o sinal convertido. A forma como o valor na entrada do D/A é gerado é a principal diferença entre os tipos de conversores A/D Exsto Tecnologia . pois já é conhecida as suas fraquezas. O erro de "Aliasing" é facilmente evitado utilizando o teorema da amostragem que "Para que uma determinada freqüência f1 do sinal analógico seja ou possa ser completamente reconstituída a taxa amostral.6 Conversor A/D genérico Um conversor A/D é basicamente construído conforme a figura abaixo. 11.característica da quantidade de bits utilizados . deve ser no mínimo igual a 2*f1" Conhecidas as imperfeições da conversão podemos então saber quais os fatores que influem na escolha de um conversor A/D e assim prever melhor os ajustes que sistema deverá sofrer.característica da taxa de amostragem empregada. como nos DSPs (Digital Signal Processing). vimos que a conversão do sinal analógico para o digital sempre existe uma perda de informação seja ela de amplitude . utilizada em que se deseja uma altíssima velocidade de conversão.ou de fase do sinal . O valor desse conversor é conhecido pelo sistema e. onde uma entrada analógica (devidamente amostrada e mantida) é comparada com o a saída e um conversor D/A.2. Portanto.

fazendo a saída do D/A gerar um sinal de rampa.7 Conversor A/D de rampa digital Esse tipo de conversor gera uma rampa de tensão na saída do D/A e compara essa rampa com a tensão de entrada. Representação gráfica do conversor A/D 11. Exsto Tecnologia . Quando a saída do comprador muda de estado identifica-se que o valor do contador corresponde a tensão na entrada do D/A. a cada pulso de clock incrementa o valor em sua saída. de forma que quanto maior a tensão de entrada maior o tempo de conversão.XD201 – Eletrônica Digital 141 Figura 10. A rampa é gerada por um contador que. partindo de zero. A principal deficiência desse tipo de conversor é que o tempo de conversão (tempo entre o início da conversão e momento em que o resultado é apresentado) depende da tensão.2.

um AD de n bits realizará a conversão em n interações. Zera todos os bits do registro de controle Seta o bit mais significativo Verifica se o resultado a Vax (gerada pelo conversor D/A) é maior que Va (tensão de entrada) a. Repete o processo para cada bit. Exsto Tecnologia . não proporcionais a tensão de entrada mas sim ao número de bits do conversor.8 Conversor A/D por aproximação sucessiva Para possibilitar uma conversão onde o tempo de conversão independa do valor de entrada foi desenvolvido o A/D por aproximação sucessiva. Dessa forma. Se Vax > Va (COMP = 0). até chegar no menos significativo. 2. 11. volta o bit para ‘0’ 4. Representação gráfica do conversor A/D de rampa digital. 3. Esse A/D permite obter o resultado da conversão a intervalos sempre iguais. mantém o bit em ‘1’ b.XD201 – Eletrônica Digital 142 Figura 11.2. Se Vax < Va (COMP = 1). O funcionamento desse conversor realiza o seguinte algoritmo (considere a figura abaixo para análise): 1.

XD201 – Eletrônica Digital

143

Figura 12. Conversor A/D por aproximação sucessiva.

A tabela abaixo apresenta o resultado da conversão por aproxima sucessiva, considerando-se uma tensão de entrada de 3,69V e um conversor de 4 bits que tem como referências 0 e 5V (cada interação corresponde a um período do sinal de clock aplicado ao conversor). Interação 1 2 3 4 D3 1 1 1 1 D2 0 1 0 0 D1 0 0 1 1 D0 0 0 0 1 Vax 2,67 4,00 3,33 3,67 Va 3,69 COMP 1 0 1 1

11.2.9 Conversor A/D Flash Este tipo de conversor converte diretamente o valor de tensão de entrada em uma palavra binária. Para isso, ele compara a tensão de entrada com cada uma das faixas de quantização, identificando quais deve estar em zero e um. Esse resultado passa por uma codificador que transforma essa informação em uma palavra binária. Como vantagem, esse tipo de A/D tem o menor tempo possível de conversão. Em contrapartida sua construção é de grande complexidade, já que cada faixa de quantização necessita de um comparador. Por exemplo, um comparador de 10 bits precisa de 1024 comparadores.

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

144

Figura 13. Representação gráfica do conversor A/D Flash

A tabela a seguir ilustra o funcionamento do conversor A/D flash. V 0-1V 1-2V 2-3V 3-4V 4-5V 5-6V 6-7V >7V C1 1 0 0 0 0 0 0 0 C2 1 1 0 0 0 0 0 0 C3 1 1 1 0 0 0 0 0 C4 1 1 1 1 0 0 0 0 C5 1 1 1 1 1 0 0 0 C6 1 1 1 1 1 1 0 0 C7 1 1 1 1 1 1 1 0 C 0 0 0 0 1 1 1 1 B 0 0 1 1 0 0 1 1 A 0 1 0 1 0 1 0 1

Tabela 2. Tabela do conversor A/D Flash.

Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

145

12 Buffer´s, latch´s e barramentos
12.1 Barramento
Há situações onde se deseja conectar diversos dispositivos entre si, de forma que apenas dois deles troquem informações por vez. Nestes casos, pode ocorrer de um dispositivo escrever em vários outros, um dispositivo ler vários outros ou existir acesso bidirecional em vários dispositivos. O meio de união geral por onde trafegam os dados de controle e informação é denominado de Barramento. O barramento é um meio comum de comunicação a todos os dispositivos de um sistema combinacional ou computacional. Mas devido a dificuldades de conexões elétricas esses dispositivos não executam acesso direto ao meio, eles o fazem a partir de dois dispositivos que executam a escrita e leitura de dados no barramento, são eles os Buffer’s Tri-state e os Latch’s.

12.2 Buffer
Como já foi visto, existem componentes com a função de buffer tri-state, isto é, o driver de saída do dispositivo pode ser desligado por um pino de controle. Dessa maneira, o sinal presente na entrada do buffer é transferido para a saída se o controle estiver ativo ou a saída permanece em estado de alta impedância (Hi-Z) se controle se estiver desativado. Isso nos permite ligar diversas saídas entre si e acionar apenas uma por vez, por operar em estado de alta impedância (Hi-Z) estão asseguradas as interconexões elétricas de vários dispositivos no mesmo barramento. A figura abaixo demonstra essa idéia.

Figura 13.1 – Buffer Tri-state EN1 0 0 1 1 EN2 0 1 0 1 OUT Hi-Z I2 I1 Proibido
Exsto Tecnologia

XD201 – Eletrônica Digital

146

Tabela 13.1 – Buffer Tri-state

12.3 Latch
Denomina-se latch o componente formado por flip-flop´s tipo D que retém em sua saída o estado encontrado em sua entrada a partir da ultima atualização. Esse dispositivo é comumente utilizado como meio de acesso controlado ao barramento, podendo ter suas entradas interligadas a demais outros dispositivos, sendo que pode controlar-se o dispositivo a ser acionado, ressalta ainda o efeito memória apresentado por esse dispositivo que manterá o ultimo valor assumido até a próxima atualização. Sua aplicação no barramento é como porta de acesso ao meio de comunicação, em outras palavras porta de leitura de dados. Esquema de montagem de Latch-D usando portas lógicas Não-E:

E
Figura 13.2– Esquema de ligação do Latch tipo D

Figura 13.3– Latch tipo D E D OUT 0 X Qant 1 1 1 1 0 0 Tabela 13.2– Latch tipo D

Exsto Tecnologia

pois cabe a ela armazenar tanto o programa a ser executado. A memória é uma parte importante na arquitetura de sistemas computacionais. refresh. cada célula dessa memória é atualizada. Cada palavra de informação ocupa um “endereço” dentro da memória. sua “bateria” será recarregada. As memórias podem ser classificadas por dois modos distintos devido ao tipo de armazenamento de dados. em inglês. 13. Se ela tem nível lógico 1 armazenado. uma vez que a alimentação é cessada todos os dados armazenados são perdidos. A evolução da tecnologia de semicondutores proporcionou a confecção de dispositivos de memória cada vez mais rápidos. devido a seu baixo custo. maior capacidade de acesso e com menor tamanho físico. A memória volátil ainda se sub-divide em dois grupos: memória dinâmica e memória estática.1 Memória volátil dinâmica O nome dinâmica é referente à tecnologia utilizada para armazenar programas e dados e não à forma de acessá-los. são eles o tipo ‘volátil’ e o tipo ‘não volátil’. não havendo restrições para outros formatos de organização. Esses tipos de memória tornaram-se populares pelo seu emprego em computadores pessoais.1 Introdução Memórias são dispositivos semicondutores usados para armazenar dados. Todas as vezes que a memória for acessada. Este procedimento é chamado de refresco de memória.2. a “bateria” será descarregada. se ela tem 0 lógico. quanto os dados utilizados durante a execução do mesmo. Esses dados geralmente encontram-se organizados em palavras de 4. 8. Este nome é Exsto Tecnologia . para escrita ou para leitura. de forma que é possível referenciar o dado a ser acessado. 13. De modo simplista ela funciona como uma bateria que deve ser recarregada sempre que apresentar carga insuficiente para alimentar o equipamento. tornando se popularizadas como memória RAM.2 Memória volátil A memória volátil é caracterizada pela necessidade de alimentação para a manutenção dos dados armazenados. 16 ou 32 bits.XD201 – Eletrônica Digital 147 13 Memórias 13.

As memórias somente para leitura.3 Memória não volátil São aquelas que guardam todas as informações mesmo quando não estiverem a receber alimentação. 13.2.XD201 – Eletrônica Digital 148 devido ao nome adotado em inglês Randomic Acess Memory (Memória de acesso randômico).2. permitem o acesso aleatório e são conhecidas pelo fato de o usuário não poder alterar o seu conteúdo. Fabricada com circuitos eletrônicos conhecidos como latch. Dentre as memórias do tipo ROM destacam-se as seguintes: Exsto Tecnologia . uma vez gravada o usuário não terá acesso a possibilidade de fazer alterações nos dados ali contidos.2 Memória volátil estática A memória estática não necessita ser analisada ou recarregada a cada momento. que devem levar em consideração o tipo de tecnologia empregada na construção da memória. que nos garante acesso aos dados armazenados a partir de qualquer endereço.1 – Exemplo de memória RAM aplicada em Computadores 13. podemos citar as memórias conhecidas por ROM e FLASH. Como exemplos. CDs e disquetes. Figura 12. bem como os dispositivos de armazenamento em massa. do tipo ROM (sigla de Read Only Memory). Para gravar uma memória deste tipo são necessários equipamentos específicos conhecidos como gravadores de memória. disco rígido. o tamanho e o fabricante. guardam a informação por todo o tempo em que estiverem recebendo alimentação.

A figura abaixo apresenta um diagrama genérico de uma memória semicondutora. É possível então guardar (escrever) ou retirar (ler) o conteúdo de cada prateleira. D E An C Endereços .XD201 – Eletrônica Digital 149 Sigla ROM PROM EPROM Nome Read Only Memory (memória somente de leitura) Programable Read Only Memory (memória programável somente de leitura) Erasable Programable Read Only Memory (memória programável e apagável somente de leitura) Tecnologia Gravada na fábrica uma única vez. D I 2n . . Pode ser gravada. Para isso existe uma forma de informar a prateleira a ser acessada (endereço) e qual o tipo de acesso (leitura ou escrita). Gravada pelo usuário uma única vez. Isto pode ser feito através de uma pequena janela de cristal presente no circuito integrado. apagada ou regravada utilizando um equipamento que fornece as voltagens adequadas em cada pino. Pode ser gravada ou regravada por meio de um equipamento que fornece as voltagens adequadas em cada pino. Para apagar os dados nela contidos. O .4 Estrutura e endereçamento Uma memória pode ser entendida como um armário. CE Controle WR OE Dados Figura 12. onde cada prateleira representa um endereço de memória.1 – Funcionamento de uma memória Exsto Tecnologia . EEPROM Electrically Erasable Programable Read Only Memory (memória programável e apagável eletronicamente somente de leitura) 13. basta iluminar o chip com raios ultravioleta.

Portanto. 2. basta dividir a capacidade por 8. 1kb = 1024 bits. Exemplos: 1. Uma memória com 16 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits tem 512 kb (512 kilobits ou 524288 bits) Observações: 1. É usual se expressar a memória em múltiplos de kb (kilobits). Uma memória com 12 bits de endereço organizada em palavras de 16 bits tem 64kb (64 kilobits ou 65536 bits). 64kb = 65536 bits. Para saber quantos bytes têm a memória em bytes. Os pinos de dados são por onde as informações são lidas e escritas. Os pinos de endereços apontam qual posição da memória será acessada. O sinal OE (Output Enable) é usado para ativar o buffer de saída da memória em operação em barramentos. 3. Internamente um decodificador faz a conversão para que apenas um endereço seja acessado por vez. A capacidade sempre deverá ser expressa em número de bits. sendo que um kilobit corresponde a 210 = 1024 bits.XD201 – Eletrônica Digital 150 No diagrama podemos identificar as principais partes de uma memória. Uma memória com 10 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits tem 8kb (8 kilobits ou 8192 bits). Exsto Tecnologia . 3. O sinal CE (Chip Enable) permite selecionar qual chip está ativo se a memória for usada em conjunto com outras memórias ou outros dispositivos. 2. O sinal de controle WR (write) permite indica se o acesso à memória será uma operação de leitura (WR = 1) ou escrita (WR = 0). 4kb = 4096 bits. e não em número de bytes. A capacidade de uma memória indica quantos bits ela é capaz de armazenar e é dado pela expressão: Capacidade = palavra x 2endereços Sendo: Palavra: o número de bits da palavra no qual a memória está organizada Endereços: número de bits de endereços.

8kb = 1kB. Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 151 4. A unidade para indicar bits é “b” (minúsculo) enquanto para indicar byte é “B” (minúsculo). Assim.

Atua como se estivesse logicamente desconectado ao circuito. “Unasserted” : Termo usado para descrever o estado de um sinal lógico. Transientes de corrente: Picos de corrente gerados pela saída totem-pole de um circuito TTL. Strobing: Técnica utilizada para eliminação de spikes. Lógica acoplada pelo emissor (ECL): Também conhecida como lógica em modo de corrente. Saída de três estados (tristate): Tipo de estrutura que permite que uma saída seja colocada em um dos três estados: alto. Causados quando ambos os transistores conduzem simultaneamente. Saída a coletor aberto: Tipo de estrutura de saída de alguns circuitos TTL (Transistor-Transistor Logic). Spike: Mudança momentânea e espúria em um nível de tensão. CIs Unipolares: Circuitos Integrados digitais nos quais um transistor unipolar por efeito de campo (MOSFET) é o principal elemento para a construção dos circuitos. baixo ou alta impedância. Exsto Tecnologia . onde são colocados os componentes eletroeletrônicos de um circuito integrado. Resistor de pull-down: Assegura em uma entrada (que pode ser compartilhada) de uma porta lógica o nível lógico 0. apresentado como entrada de um circuito digital. sinônimo de inativo. abrindo as conexões apropriadas. Substrato: Pedaço de material semicondutor. Dispositivo Lógico Programável (PLD): Circuito integrado que contém um grande número de funções lógicas interconectadas. Saída totem-pole: Termo usado para descrever a forma na qual dois transistores bipolares são ligados na saída de alguns circuitos TTL. no qual só é usado um transistor com seu coletor em flutuação. Entrada flutuante ou em flutuação: Sinal em alta impedância. Resistor de pull-up: Assegura em uma entrada (que pode ser compartilhada) de uma porta lógica o nível lógico 1.XD201 – Eletrônica Digital 152 Glossário Buffer/Driver: Circuito projetado para fornecer uma corrente de saída alta e/ou tensão também alto se comparadas aos parâmetros normalmente associados aos circuitos lógicos comuns. CIs bipolares: Circuitos Digitais integrados nos quais transistores PNP ou NPN são os principais formadores do circuito. Lógica absorvedora de corrente: Família lógica na qual a saída de um circuito lógico drena corrente da entrada de um outro circuito lógico. O usuário pode programar o CI para uma função específica. Lógica fornecedora de corrente: Família lógica na qual a saída de um circuito lógico fornece corrente para a entrada de um outro circuito lógico.

XD201 – Eletrônica Digital 153 Apêndice A .Componentes da família TTL 7400: Quatro portas NAND de duas entradas 7401: Quatro portas NAND de duas entradas com coletor aberto 7402: Quatro portas NOR de duas entradas 7403: Quatro portas NOR de duas entradas com coletor aberto 7404: Seis inversores (porta NOT) 7405: Seis inversores (porta NOT de saídas com coletor aberto) 7406: Seis Buffer/Driver inversores com saídas de 30V com coletor aberto 7407: Seis Buffer/Driver com saídas de 30V com coletor aberto 7408: Quatro portas AND de duas entradas 7409: Quatro portas AND de duas entradas com coletor aberto 7410: Três portas NAND de três entradas 7411: Três portas AND de três entradas 7412: Três portas NAND de três entradas com coletor aberto 7413: Duas portas NAND de quatro entradas Schmitt trigger 7414: Seis inversores Schmitt trigger 7415: Três portas AND de três entradas com coletor aberto 7416: Seis Buffer/Driver inversores com saídas de 15V com coletor aberto 7417: Seis Buffer/Driver com saída de 15V com coletor aberto 7419: Seis inversores Schmitt trigger 7420: Duas portas NAND de quatro entradas 7421: Duas portas AND de quatro entradas 7422: Duas portas NAND de quatro entradas com coletor aberto 7423: Duas portas NOR de quatro entradas com strobe expansíveis 7425: Duas portas NOR de quatro entradas com strobe 7426: Quatro portas NAND de duas entradas com saídas de 15V com coletor aberto 7427: Três portas NOR de três entradas Exsto Tecnologia .

74L78: Dois Flip-Flops JK com Preset.XD201 – Eletrônica Digital 154 7428: Quatro portas NOR de duas entradas 7430: Uma porta NAND de oito entradas 7431: Seis elementos de atraso 7432: Quatro portas OR de duas entradas 7433: Quatro portas NOR buffer de duas entradas com coletor aberto 7436: Quatros portas NOR de duas entradas (pinagem diferente do 7402) 7437: Quatro portas NAND de duas entradas 7438: Quatro portas NAND de duas entradas com coletor aberto 7439: Quatro portas NAND buffer de duas entradas 7440: Duas portas NAND buffer de quatro entradas 7441: Driver BCD para Decodificador Decimal/NIXIE Tube 7442: Decodificador BCD para Decimal 7443: Decodificador Excesso-3 para Decimal 7444: Decodificador Gray-Excesso-3 para Decimal 7445: Decodificador BCD para Decimal 7446: Decodificador BCD para 7 segmentos com saídas de 30V com coletor aberto 7447: Decodificador BCD para 7 segmentos com saídas de 15V com coletor aberto 7448: Decodificador BCD para 7 segmentos com parada 7449: Decodificador BCD para 7 segmentos com coletor aberto 7470: Flip-Flop J-K com Preset e Clear com porta AND ativado por borda de subida 74H71: Flip-flop JK mestre escravo com Preset com porta AND-OR 74L71: Flip-flop RS mestre escravo com Preset e Clear com porta AND 7472: Flip-Flop JK mestre escravo com Preset e Clear com porta AND 7473: Dois Flip-Flops JK com Clear 7474: Dois Flip-Flops tipo D com Preset e Clear ativos por borda de subida 7475: Latch biestável de 4-bits 7476: Dois Flip-Flops JK com Preset e Clear 7477: Latch biestável de 4-bits 74H78. Clear comum e Clock comum Exsto Tecnologia .

Clear comum e clock comum ativos por borda de descida 7479: Dois flip-flops D 7480: Somador completo com disparo 7482: Somador completo de 2 bits 7483: Somador completo de 4 bits 7484: Memória RAM de 16 bits 7485: Comparador de magnitude de 4 bits 7486: Quatro portas XOR (ou exclusivo) de duas entradas 7487: Elemento Verdadeiro/Complemento/Zero/Um de quatro bits 7488: Memória ROM de 256 bits 7489: Memória de leitura/escrita de 64 bits 7490: Contador de década (seções divide por 2 e divide por 5 separadas) 7491: Registrador de deslocamento de 8 bits com entrada serial. dois Presets assíncronos 7495: Registrador de deslocamento de 4 bits. saída paralela. saída serial e entradas com disparo 7492: Contador divisor por 12 (seções divide por 2 e divide por 6 separadas) 7493: Contador binário de 4 bits (seções divide por 2 e divide por 8 separadas) 7494: Registrador de deslocamento de 4 bits.XD201 – Eletrônica Digital 155 74LS78A: Dois flip-flops JK com Preset. entrada paralela. saída paralela e Preset assíncrono 7497: Multiplicador binário síncrono de 6 bits 7498: Registrador de armazenamento/seleção de dados de 4 bits 7499: Registrador de deslocamento de 4 bits bidirecional universal 74100: Dois latch biestáveis de 4 bits 74101: Flip-Flop JK ativo por borda de descida com Preset e com disparo por porta AND-OR 74102: Flip-Flop JK ativo por borda de descida com Preset e Clear com disparo por porta AND 74103: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear 74104: Flip-Flop JK Mestre Escravo 74105: Flip-Flop JK Mestre Escravo 74106: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset e Clear 74107: Dois Flip-Flops JK com Clear Exsto Tecnologia . bidirecional 7496: Registrador de deslocamento com entrada paralela.

Clock comum e Clear 74116: Dois latches de 4 bits com Clear 74118: Seis Latches set/reset 74119: Seis Latches set/reset 74120: Dois Excitadores/Sincronizadores de pulso 74121: Multivibrador monoestável 74122: Multivibrador monoestável reativável com Clear 74123: Dois multivibradores monoestáveis reativáveis com Clear 74124: Dois osciladores controlados por tensão 74125: Quatro buffers com saídas tristate.XD201 – Eletrônica Digital 156 74107A: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear 74108: Fois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset. ativos por sinal negativo 74126: Quatro buffers com saída tristate. Clear comum e Clock comum 74109: 8Dois Flip-Flops J-Not-K ativos por borda de subida com Preset e Clear 74110: Flip-Flop JK Mestre Escravo com disparo por porta AND com trava de dados 74111: Dois Flip-Flops JK Mestre Escravo com trava de dados 74112: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Clear e Preset 74113: Dois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset 74114: Fois Flip-Flops JK ativos por borda de descida com Preset. ativos por sinal positivo 74128: Quatro portas NOR de duas entradas esxitadores de linha 74130: Quatro portas AND de duas entrada buffers com saídas de 30V com coletor aberto 74131: Quatro portas AND de duas entrada bubbers com saídas de 15V com coletor aberto 74132: Quatro portas NAND de duas entradas com Schmitt Trigger 74133: Porta NAND de treze entradas 74134: Porta NAND de doze entradas com saída tristate 74135: Quatro portas NOR/XOR de duas entradas 74136: Quatrp portas XOR (ou exclusivo) de duas entradas com coletor aberto 74137: Decodificador/Demultiplexador de 3 para 8 linhas com Latch de endereço 74138: Decodificador/Demultiplexador de 3 para 8 linhas 74139: Dois Decodificadores/Demultiplexadores de 2 para 4 linhas Exsto Tecnologia .

XD201 – Eletrônica Digital 157 74140: Duas portas NAND de quatro entradas com excitador de linha 74141: Decodificador/Excitador de BCD para decimal 74142: Contador de década/Latch de 4 bits/Decodificador de 4 bits para 7 segmentos/Excitador 74143: Contador de década/latch/decodificador/ exctador com corrente de 15 mA constante 74144: Contador de década/latch/decodificador/ excitador com saída de 15V com coletor aberto 74145: Decodificador BCD para decimal/Excitador 74147: Codificador de prioridade de 10 linhas para 4 linhas 74148: Codificador de prioridade de 8 linhas para 4 linhas 74150: Seletor de dados/Multiplexador de 16 linhas para 1 linha 74151: Seletor de dados/Multiplexador de 8 linhas para 1 linha 74152: Seletor de dados/Multiplexador de 8 linhas para 1 linha 74153: Dois Seletores de dados/Multiplaxadores de 4 linhas para 1 linhas 74154: Demultiplexador de 4 linhas para 16 linhas 74155: Dois demultiplexadores de 2 linhas para quatro linhas 74156: Dois demultiplaxadores de 2 linhas para quatro linhas com coletor aberto 74157: Dois multiplexadores/seletores de dados de 2 linhas para 1 linha sem inversão de saída 74158: Dois seletores de dados/multiplaxadores de 2 linhas para 1 linha com inversão de saída 74159: Demultiplaxador de 4 linhas para 16 linhas com coletor aberto 74160: Contador de década síncrono de 4 bits com Clear assíncrono 74161: Contador binário de 4 bits síncrono com Clear assíncrono 74162: Contador de década síncrono de 4 bits com Clear síncrono 74163: Contador binário de 4 bits com clear síncrono 74164: Registrador de deslocamento em série de 8 bits com saída paralela com clear assíncrono 74165: Registrador de deslocamento em série de 8 bits com cargas paralelas e saídas complementadas 74166: Registrador de deslocamento de 8 bits 74167: Multiplicador de taxa de década síncrono 74168: Contador de década de 4 bits ascendente/descendente síncrono Exsto Tecnologia .

clear assíncrono e saídas complementares 74180: Gerador e verificador de paridade Par/Ímpar de 9 bits 74181: Unidade lógica aritmética e gerador de funções de 4 bits 74182: Gerador de carry futuro 74183: Somador completo com dois carry-save 74184: Decodificador de BCD para binário 74185: Decodificador de binário para BCD 74186: Memória ROM de 512 bits (64x8) com coletor aberto 74187: Memória ROM de 1024 bits (256x4) com coletor aberto 74188: Memória PROM de 256 bits (32x8) com coletor aberto 74189: Memória RAM de 64 bits (16x4) com saídas tristate inversoras 74190: Contador de década ascendente/descendente síncrono Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 158 74169: [[Contador binário de 4 bits ascendente/descendente síncrono 74170: Banco de registradores 4 por 4 com saídas com coletor aberto 74172: Banco de registradores com portar múltiplas de 16 bits com saídas tristate 74173: Quatro flip-flops D com saídas tristate 74174: Seis flip-flops D com clear comum 74175: Quatro flip-flops D ativos por borda com saídas complementares e clear assíncrono 74176: Contador de década/Latch pré-ajustável 74177: Contador de década/Latch pré-ajustável 74178: Registrador de deslocamento de 4 bits com acesso paralelo 74179: Registrador de deslocamento de 4 bits com acesso paralelo.

. Faço e entendo. Vejo e lembro. ..XD201 – Eletrônica Digital 159 CADERNO DE EXPERIÊNCIAS Eu escuto e esqueço.Confúcio Exsto Tecnologia .

16 e 8 Estudar as principais características físicas das portas lógicas. Referências: 1 – Introdução a eletrônica digital 2 – Sistemas de Numeração e conversão 4 – Famílias de circuitos lógicos digitais Material Necessário: Não há Questionário: Introdução a eletrônica digital 1. 2. O que caracteriza um sistema digital? E um sistema analógico? Cite 3 vantagens do uso de sistema digitais sobre sistemas analógicos. Sistemas de Numeração e conversão 3. Converta os seguintes valores de BINÁRIO para DECIMAL e HEXADECIMAL Hexadecimal Decimal Binário 1100 10010111 10110100 01110011 Hexadecimal Decimal Binário 0101 10101010 00110011 11110000 Exsto Tecnologia . 2.XD201 – Eletrônica Digital 160 1 Aula Teórica . Converta os seguintes valores de DECIMAL para BINÁRIO e HEXADECIMAL Binário Hexadecimal Decimal 23 64 65 100 1010 Binário Hexadecimal Decimal 2 12 125 1024 32000 4.Fundamentos Objetivos: Revisar os fundamentos de eletrônica digital Realizar exercícios envolvendo sistemas de numeração em base 10.

54H/74H. 54/74. 7. 1001110101 Converta os seguintes valores de HEXADECIMAL para BINÁRIO e DECIMAL Binário Decimal Hexadecimal C 17 3F4 5B6 3FBA Binário Decimal Hexadecimal 3 10 CD 567 1FFE Famílias de circuitos lógicos digitais 6. Quais são as principais métricas de tensão e corrente medidos em uma porta lógica? 10. Quais são as margens de ruído típicas para a família TTL? Quais é o parâmetro de Fan-out da família TTL? Exsto Tecnologia . 11. 54L/74L. De que componentes discretos podem ser formadas as portas lógicas TTL e CMOS? 9.XD201 – Eletrônica Digital 161 1011011011 5. 54S/74S. Qual é a nomenclatura utilizada para classificar os circuitos integrados? Cite as diferenças de alguns parâmetros de operação entre as famílias TTL 54LS/74LS. 8.

A álgebra de Boole. que gerou os atuais e cada vez mais potentes computadores. Álgebra de Boole Material Necessário: Módulo XDM01.XD201 – Eletrônica Digital 162 2 Aula prática – Portas Lógicas Objetivos: Conhecer a álgebra de Boole. pode resolver problemas práticos de controle e fabricação de produtos mesmo numa época que não havia Eletrônica e nem as máquinas eram suficientemente avançadas para utilizar seus princípios. nome dado a sua teoria. Referências: 3. Fios e cabos para conexões. Conhecer a variedade de portas lógicas disponíveis e suas combinações. Questionário: 1. Verificar os métodos de criação e simplificação da Tabela da verdade. especificamente. baseada em uma série de postulados e simples operações para resolver inúmeros problemas. desenvolveu uma teoria inovadora nos meados do século XIX. Entretanto. Quais são as funções lógicas básicas da álgebra de Boole? Quais são as propriedades das operações da álgebra de Boole? Exsto Tecnologia . as regras que Boole criou tornaram-se importantes com o advento da Eletrônica. da Eletrônica Digital. 2. Introdução: George Boole foi um matemático inglês. Boole estabelece em sua teoria que só existem duas condições possíveis ou estados possíveis para qualquer coisa que se deseje analisar e estes dois estados são opostos.

Qual é a função lógica básica que pode representar todas as outras funções lógicas básicas? • Monte no KIT o circuito abaixo. monte os seguintes circuitos digitais e monte suas respectivas tabelas da verdade: OBS. e determine sua expressão lógica.: Utilize os manuais para uma montagem correta! a) b) c) d) Exsto Tecnologia . Utilizando o Kit. simplificando se possível: Exercícios: 1.XD201 – Eletrônica Digital 163 3.

usando as a) A ⋅ B ⋅ C ⋅ D + A ⋅ D b) B ⋅ C ⋅ A + B ⋅ ( A ⋅ D + A ⋅ D ) c) ( A + B ) ⋅ (C + E ) ⋅ ( B ⋅ E ) ⋅ ( A ⋅ D ) d) (A + B) ⋅ (C . se possível. faça a tabela da verdade para cada porta. Monte todas as portas lógicas básicas a partir da porta “NAND”.D + C ⋅ D) ⋅ ( A ⋅ D + A ⋅ D ) propriedades quando possível: Exercícios Propostos: 1. simplifique a expressão usando o mapa de simplifique Karnaugh.XD201 – Eletrônica Digital 164 e) 2. 3. Exsto Tecnologia . Para cada circuito lógico acima. Desenhe e monte os circuitos das seguintes equações lógicas.

XD201 – Eletrônica Digital 165 2. construa uma porta inversora e uma porta “AND” e monte a tabela da verdade para as equações: Exsto Tecnologia . Montando o circuito no kit. confirme as seguintes igualdades: 3. Usando somente portas NOR.

Para ativar uma dentre 4 saídas são necessárias 10 variáveis de entrada (daí 10:4). Analisar o funcionamento de circuitos codificadores decimal BCD. Qual tipo de decodificação o C. é útil que se associe a cada combinação de saída um índice decimal representando as possibilidades de entradas responsáveis pela sua ativação.Codificadores Objetivos: Analisar o uso de circuitos codificadores. Referências: 6. com n ≤ 2m. que uma entrada está ativada se ela vale zero. onde cada saída é tida como um endereço diferente. Se tivermos um codificador 10:4. serão 4 saídas. Cada combinação de entrada seleciona uma combinação de dados referentes à informação aplicada em sua entrada. de modo que cada combinação de saída somente será selecionada por uma das 10 possibilidades de entrada. Codificadores/decodificadores Material Necessário: Módulo XDM02. SN74LS147N realiza? Exsto Tecnologia .XD201 – Eletrônica Digital 166 3 Aula prática .1. representado por um endereço em binário. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1. Que tipo de decodificador apresenta um código BCD na sua saída a partir do acionamento de apenas uma de nove entradas selecionadas? 2. Assumindo-se ativação em lógica inversa. Um codificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Introdução: Um codificador é um circuito combinacional usado para converter códigos. isto é.I. Cite alguns exemplos de uso de um codificador? 3. Fios e cabos para conexões. Questionário: 1. Desta forma.

Utilizando o módulo XDM02 no Kit.XD201 – Eletrônica Digital 167 Exercícios: 1. Analise o resultado obtido quando se realiza a montagem do sistema não respeitando a ordem dos dados intermediários. Monte o circuito decodificador estudado e faça a ligação entre o codificador e o decodificador. Dica: como as saídas do codificador trabalham com lógica invertida e as entradas do decodificador não. Exercício Propostos: 1. que estão presentes no módulo XDM01. 2. Responda a qual código se refere às combinações obtidas. implemente as conexões necessárias para a operação do codificador utilizando as chaves lógicas e os leds de demonstração. Exsto Tecnologia . Faça a varredura necessária e obtenha a tabela da verdade. é necessário usar portas inversoras.

Se tivermos um decodificador 4:10. Cada combinação de entrada seleciona um e somente uma dentre as 10 saídas. Codificadores/Decodificadores Material Necessário: Módulo XDM02. Para ativar uma dentre 10 saídas são necessárias 4 variáveis de entrada (daí 4:10). Um decodificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Desta forma. onde cada saída é tida como um endereço diferente. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1. isto é.1. com m ≤ 2n. que uma saída está ativada se ela vale zero. serão 10 saídas. Questionário: 1. de modo que cada saída somente será selecionada por uma das 10 combinações. é útil que se associe a cada saída um índice decimal representando a combinação de entradas responsável pela sua ativação. Assumindo-se ativação em lógica inversa. Que tipo de decodificador tem apenas uma de dez saídas ativadas a partir de sinais BCD de entrada? Exsto Tecnologia . Referências: 6. Fios e cabos para conexões. representado por um endereço em binário. Como é denominado um circuito que joga o sinal de uma entrada em uma de quatro saídas? 2.XD201 – Eletrônica Digital 168 4 Aula prática .Decodificadores Objetivos: Analisar o uso de circuitos decodificadores. Introdução: Um decodificador é um circuito combinacional usado para ativar um entre m componentes. Analisar o funcionamento de decodificadores BCD para decimal.

Esboce o circuito lógico e apresente a tabela da verdade. 3. 2. Utilizando as chaves BCD faça a varredura necessária para a obtenção da tabela da verdade. SN74LS42N realiza? Exercícios: 1. Exsto Tecnologia . Utilizando o módulo MD02 no Kit.I. Qual tipo de decodificação o C. Projete um sistema de controle de acionamento de cargas. Exercícios Propostos: 1. onde um operador possa controlar 8 equipamentos diferentes através de 3 chaves de controle.XD201 – Eletrônica Digital 169 3. Compare os resultados obtidos nas experiências anteriores. Altere as chaves BCD por chaves lógicas repita a operação acima e obtenha a tabela da verdade. implemente as conexões necessárias para a operação do decodificador utilizando as chaves BCD e os leds de demonstração.

Decodificador BCD para sete segmentos Material Necessário: Módulo XDM03. 2. Assumindo-se ativação em lógica direta.2. representado por um endereço em binário. Desta forma. Se tivermos um decodificador 3:8. Um decodificador n:m (lê-se n por m ) possui n entradas e m saídas. Para ativar uma dentre 8 saídas são necessárias 3 variáveis de entrada (daí 3:8).1. Introdução: Um decodificador é um circuito combinacional usado para ativar um entre m componentes. serão 8 saídas. Qual a aplicação direta para o conversor BCD para 7 segmentos? Qual a vantagem de usar um conversor BCD para 7 Segmentos integrado? Exsto Tecnologia . de modo que cada saída somente será selecionada por uma das 8 combinações. É assumido que cada componente possui um índice entre zero e m-1. isto é. Referências: 6. onde cada saída é tida como um endereço diferente. Cada combinação de entrada seleciona um e somente uma dentre as 8 saídas. é útil que se associe a cada saída um índice decimal representando a combinação de entradas responsável pela sua ativação.XD201 – Eletrônica Digital 170 5 Aula prática – Conversor BCD para 7 Segmentos Objetivos: Analisar o funcionamento de decodificadores BCD para display de sete segmentos. com m ≤ 2n. que uma saída está ativada se ela vale um. Fios e cabos para conexões. Questionário: 1.

gere a tabela da verdade e explique porque estão limitados os dados a apenas 10 algarismos. Exsto Tecnologia . Verifique todas as saídas para todas as entradas possíveis. 2. Implemente um display que visualize todas as combinações BCD utilizando o MD03 (decodificador BCD – 7 segmentos). Ligue as saídas da Chave BCD a entrada do conversor BCD para 7 segmentos do MD03. Exercícios Propostos: 1 Explorar no conversor as 16 possibilidades de dados e apresentar a tabela da verdade.XD201 – Eletrônica Digital 171 Exercícios: 1.

Fios e cabos para conexões. Questionário: 1. Existem diversas técnicas desenvolvimento em circuitos integrados para fazer o que resumidamente poderíamos definir como "chavear caminhos" para os bits que vão passar por esse circuito. enviam as informações. Cite um exemplo prático de aplicação de um multiplexador/demultiplexador. Exsto Tecnologia . Referências: 6. vinda de um único canal.XD201 – Eletrônica Digital 172 6 Aula prática – Multiplex/Demultiplex Objetivos: Analisar o funcionamento dos Multiplexadores e Demultiplexadores. Montagem de MUX/DEMUX. Quais as vantagens de se utilizar a multiplexação? 2.2. Os multiplexadores têm a funcionalidades. escolher quais das funções de entrada. Os demultiplexadores efetuam a função inversa dos multiplexadores. Multiplexadores/Demutiplexadores Material Necessário: Utilizar Módulo XDM08. ou quais dos canais de informações devem ser ligados a saída. ou seja. para vários canais. Introdução: A idéia de multiplexadores e demultiplexadores é uma das mais importantes para compreensão de circuitos eletrônicos.

XD201 – Eletrônica Digital 173 Exercícios: 1. utilize 4 delas nas entradas de D0a D3 no módulo MD008 e disponibilize a saída em algum Led do módulo principal chaveando a entrada . Ao inverso do exercício anterior disponibilize os Led’s na saídas Y0 a Y7 do Demux e entre com diferentes freqüências de entrada. D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0 MUX OUT 2. Utilizando as freqüências disponíveis do módulo principal. Y7 Y6 Y5 Y4 Y3 Y2 Y1 Y0 DEMUX IN Exsto Tecnologia .

qual o maior. Adicionalmente.. internamente existe carry que o resultado de um bit influencie o resultado do seguinte. podem ser encontrados saídas que indicam se o resultado é igual a zero. Circuitos Aritméticos Material Necessário: Módulo XDM04. respectivamente). Referências: 7.. os bits são tratados individualmente. Quando se trata de operações aritméticas. Por esse nome também se designa o blocos interno responsável por operações lógicas e aritméticas em processadores e microcontroladores. isto é. Esse circuito é chamado de ULA – Unidade Lógica Aritmética (em inglês ALU – Arithmetic Logic Unit). etc. as palavras de entradas são consideradas como valores inteiros. respeitando-se apenas a posição dos bits nas duas palavras. se ouve estouro da capacidade de representação. Exsto Tecnologia . Introdução: Como se pode observar. Magnitude. A seleção da operação a ser realizada é feita através de entradas com esses fins. Uma ULA tipicamente tem duas palavras de entrada (4 ou 8 bits) e uma palavra de saída (4 ou 8 bits. Para solucionar esses problemas foram desenvolvidos circuito integrados capazes de realizar diversas operações lógicas e aritméticas. comparação se os valores de entrada são iguais. No caso das operações lógicas. Magnitude Objetivos: Analisar a utilização prática do módulo ALU Comp. envolvendo palavras de 4 ou 8 bits. Fios e cabos para conexão. Isso ocorre também com o aumento do número de bits envolvidos na operação. à medida que a complexidade das operações matemáticas é maior os circuitos necessários aumentam.XD201 – Eletrônica Digital 174 7 Aula prática – Modulo ALU Comp.

Em sua tabela da verdade.CAh e) BBh . aplicando os sinais de A0 a A3 e de B0 a B3 a) Soma: A + B i) 2 + 3 = ii) 8 + 8 = iii) 5 + 4 = b) Subtração: A – B i) 3 – 2 = ii) 2 – 3 = iii) 7 – 7 = c) E: A and B i) 2 + 3 = ii) 8 + 8 = Exsto Tecnologia . utilize a notação complemento 2): a) ABh + CAh b) BBh + AAh c) EAh + FBh d) ABh .XD201 – Eletrônica Digital 175 Questionário: 1. Utilizando o módulo XDM04 realize as operações a seguir e anote os resultados. faça a análise usando sempre lógica não-invertida (high). Execute as seguintes operações (quando ocorrem valores negativos.AAh f) EAh – FBh g) ABh and CAh h) BBh and AAh i) EAh and FBh j) ABh xor CAh k) BBh xor AAh l) EAh xor FBh Exercícios 1. Dicas: (1)leia com a tenção o manual da ALU 74LS181. Para esse exercício utilize apenas as uma dela. (2)o módulo possui duas ALUs agrupadas.

XD201 – Eletrônica Digital 176 iii) 5 + 4 = d) Ou-Exclusivo: A xor B i) 3 – 2 = ii) 2 – 3 = iii) 7 – 7 = 2. A (Q) 00 03 4f CD B (A) 00 04 2F F0 P>Q P=Q Interpretação Exercícios Propostos 1. Pesquise o comparador de magnitude 74LS85 e preencha a tabela abaixo conforme os resultados que serial obtidos. A 13h 05h 3Ch 13h B 02h A0h D2h 0Fh A or B A+B A–B A and B A or B A xor B 2. Para tanto a chave “CN-CN+4” deve estar na posição ON. A<B ou A = B. Para esse exercício utilize as duas em conjunto. anotado o resultado de P>Q e P=Q e interpretando se A>B. Utilizando o comparador de magnitude do módulo XDM04 (74LS82) realize a comparação entre os valores a seguir. Utilizando o módulo XDM04 realize as operações a seguir e anote os resultados. A 2 8 1 C B 4 5 1 7 Exsto Tecnologia A>B A<B A=B . Dica: o módulo possui duas ALUs agrupadas.

que podem alternar sua saída (estados flip ou flop. Introdução: Vimos anteriormente o funcionamento de uma lógica combinacional. Exsto Tecnologia . que é a ausência de memória sobre os estados anteriores. da existência de conhecimento sobre os estados anteriores do sistema em função do tempo. p. Circuitos Seqüenciais – Flip-Flop Material Necessário: Módulo XDM07. Objetivos: Referências: 8. e como retransmitir esta informação em tempos (pulsos de clock) posteriores. ou ainda.e. memória. fundamentalmente.) em função dos parâmetros de entrada e do tempo decorrido. osciladores. Este computador. porém. com uma freqüência pré-determinada. chamados de flip-flop. O conceito de tempo está associado a pulsos de um relógio (clock).XD201 – Eletrônica Digital 177 8 Aula prática – Flip-flop’s Observar os princípios de funcionamento dos tipos de Flip-flop’s. a lógica de todas elas está associada a circuitos oscilantes. uma lógica para a qual a saída é pré-determinada de forma unívoca pelas entradas. Estes circuitos apresentam um grave problema. Analisar a utilização prática dos flip-flop's. Todo o desenvolvimento computacional e de comunicações digitais está suportado pela concepção de memória. depende da existência de contadores. somadores e toda uma lógica que depende. Módulo XDM01 Cabos e fios para conexão. e será utilizado na propagação temporal da informação. ou seja. que vai alternar estados entre zero e um. Existem distintos tipos de memória. O objetivo fundamental desta aula é entender como podemos armazenar informação em uma estrutura eletrônica. por exemplo.

montar um flip flop síncrono com Preset e Clear e flip-flop levantar a tabela da verdade. montar um flip p RS e levantar a tabela da flip-flop verdade. Exercícios: 1. Usando o módulo XDM07. Usando as portas lógicas do XDM01. a) Flip-flop RS Assíncrono flop b) Flip-flip RS Síncron p Síncrono 2.XD201 – Eletrônica Digital 178 Questionário: 1. Esboce o circuito elétrico de um Flip-flop do tipo RS. Exsto Tecnologia .

XD201 – Eletrônica Digital 179 3. Tomando como base o flip flip-flop Mestre-escravo do exercício anterior. Montar um flip-flop Mestre escravo. utilize a montagem do exercício 2 como mestre e a montagem do exercício 1 como escravo. Levante a tabela da verdade desse flip flip-flop. 4. conforme a figura abaixo. faça as conversões para os demais tidos de flip flop abaixo e levante sua tabela da verdade. flip-flop a) Flip-Flop J-K Exsto Tecnologia . Para tanto.

XD201 – Eletrônica Digital 180 b) Flip-Flop T c) Flip-Flop D Exsto Tecnologia .

Introdução: Os circuitos contadores são subsistemas seqüenciais que fornecem em suas saídas um conjunto de níveis lógicos numa seqüência predeterminada. Contadores Material Necessário: Módulo XDM05. Sua característica assíncrona se deve ao fato de que a saída do flip-flop anterior gera o clock de referência para o flipflop seguinte. a velocidade da seqüência gerada é determinada pela freqüência dos pulsos de clock. correspondente a modos de contagem preestabelecidos. Fios e cabos para conexões. caracterizando-se assim a assíncronia. A este conjunto de níveis lógicos dá-se o nome de estados internos do contador. deste modo cada um dos flip-flops envolvidos são acionados seqüencialmente em tempos diferentes. portanto.XD201 – Eletrônica Digital 181 9 Aula prática – Contadores Assíncronos com Flip-Flop Objetivos: Observar os princípios de funcionamento dos contadores. 2. Explique qual fator caracteriza um contador como assíncrono. Analisar a utilização prática dos contadores. Como podemos construir um divisor de freqüência a partir de um contador? Exsto Tecnologia . Analisar a utilização prática dos flip-flop's. Referências: 9. O contador é formado basicamente por flip-flops e. Questionário: 1.

Exercícios: 1. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade 2. Explique a necessidade de se utilizar circuitos de inicialização em aplicações com contadores lógicos. implemente as conexões necessárias para obter um divisor de freqüência 1:13.XD201 – Eletrônica Digital 182 3. Projete um contador assíncrono que conte de 2 até 7. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Exercícios propostos: 1. 2. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade. Utilizando o módulo MD05 no Kit. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 à 15 indefinidamente. repetindo essa contagem indefinidamente. Exsto Tecnologia . Utilizando o módulo MD05 no Kit. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 à 12 indefinidamente. estabelecendo uma armadilha para reinício da contagem.

modos de associação em série e outras possibilidades. 2. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Referências: 9. bem como diminuir custos.Contador Assíncrono Integrado Objetivos: Analisar a utilização prática dos contadores. Introdução: Contadores integrados são constituídos de flip-flops como qualquer outro contador. Fios e cabos para conexões. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 a 15 indefinidamente. Exercícios: 1. Analisar a utilização de contadores integrados.XD201 – Eletrônica Digital 183 10 Aula prática . mas a possibilidade de ter esse mesmo dispositivo integrado em um só chio vem a simplificar o circuito. Descreva o funcionamento da associação de contadores integrados. Desse modo se torna importante entender à diferenciação destes dispositivos bem como seu funcionamento. Contadores Material Necessário: Módulo XDM05. Exsto Tecnologia . Apresente o diagrama de associação em série de um contador de 4 bits para se obter um contador de 8 bits. Questionário: 1.

estabelecendo uma armadilha para reinício da contagem. implemente as conexões necessárias para obter um divisor de freqüência 1:5. Exsto Tecnologia . repetindo essa contagem indefinidamente.XD201 – Eletrônica Digital 184 2. Utilizando o módulo MD05 no Kit. implemente as conexões necessárias para obter um contador assíncrono de 4 bits que conte de 0 a 12 indefinidamente. Projete um contador assíncrono que conte de 0 até 7. Exercícios propostos: 1. Utilizando o módulo MD05 no Kit. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade 2. Apresente o diagrama em blocos e a tabela da verdade.

Fios e cabos para conexões. Analisar a utilização de máquinas de estado. Essa característica proporciona a possibilidade de se criar contadores não seqüenciais. Introdução: Os circuitos contadores são subsistemas seqüenciais que fornecem em suas saídas um conjunto de níveis lógicos numa seqüência predeterminada. a velocidade da seqüência gerada é determinada pela frequência dos pulsos de clock.Contador Gray Objetivos: Analisar a utilização prática dos contadores síncronos. 2. Contadores baseados em máquina de estado possuem a particularidade de que o estado anterior é relevante para a transição do próximo estado. A este conjunto de níveis lógicos dá-se o nome de estados internos do contador. Quais são as características principais de um contador síncrono? Qual é a característica principal do código Gray? Exsto Tecnologia . Contadores Material Necessário: Módulo XDM11. correspondente a modos de contagem preestabelecidos. portanto.XD201 –Eletrônica Digital 185 11 Aula prática . Sua característica síncrona se deve ao fato de todas as entradas de clock dos flip-flops envolvidos estão interligadas a apenas uma fonte de clock. Questionário: 1. Referências: 9. já que o próximo valor é uma resultante depende do valor antecedente a ela. O contador é formado basicamente por flip-flops e. garantindo assim a sincronia nas mudanças de estado.

Utilizando o módulo MD11 no Kit.XD201 –Eletrônica Digital 186 Exercícios: 1. implemente as conexões necessárias para obter um contador síncrono de código Gray de 4 bits. Exsto Tecnologia .

Montagem de conversores serial/paralelo e paralelo/serial. como também é chamado pelo termo em inglês. Registros de Deslocamento Material Necessário: Módulo XDM03.XD201 –Eletrônica Digital 187 12 Aula prática – Shift Register Objetivos: Analisar o funcionamento dos registradores de deslocamento. mais quatro pulsos de clock. o bit um aplicado na entrada aparece na saída do primeiro flip-flop no primeiro pulso de clock. apagando todas as informações armazenadas nos flip-flops. Veja então que para armazenar um dado de quatro bits num registrador devemos aplicar quatro pulsos de clock e para ler em seqüência. Questionário: 1. Quais são os tipos de registradores de deslocamento mais utilizados? Cite um exemplo prático de aplicação das propriedades do shift-register. Exsto Tecnologia Exercícios: . Por exemplo. basta aplicar um pulso na entrada CLEAR. Fios e cabos para conexões. aparecendo na saída do segundo flip-flop no segundo pulso de clock e assim por diante. consiste num conjunto de flip-flops que podem ser interligados de diversas formas. Referências: 10. até aparecer na saída do final da seqüência. como o indicado. Para “apagar” os dados registrados num shift-register. Estes circuitos podem deslocar uma informação (bit) aplicada na entrada de uma posição a cada pulso de clock. depois se desloca. 2. Um registrador de deslocamento utiliza geralmente flip-flop do tipo D que tem sua saída conectada à entrada do flip-flop D seguinte e todos eles são controlados pelo mesmo CLOCK. Introdução: Um registrador de deslocamento ou “shift-register”.

3. Projeto um shift-register SIPO de quatro bits usando flip-flops. 5. Projeto um shift-register PISO de quatro bits usando flip-flops. Exsto Tecnologia . Implemente no kit um shift-register SIPO de oito bits usando o módulo MD003. 2. Implemente no kit um shift-register PISO de oito bits usando o módulo MD003. 6. Implemente no kit um shift-register SISO de oito bits usando o módulo MD003. Exercícios Propostos: 4.XD201 –Eletrônica Digital 188 1. Projeto um shift-register SISO de quatro bits usando flip-flops.

a) 11. canais de amostragem e erro de quantização. pressão.3v. Conversores D/A Material Necessário: Módulo XDM09. vazão.XD201 –Eletrônica Digital 189 13 Aula prática – Conversor Digital Analógico (D/A) Objetivos: Analisar a utilização prática dos conversores D/A. bem como diminuir custos. posição e outros circuitos. Estas placas são equipadas com conversores de no mínimo 16 bits. Introdução: O conversor digital analógico é um circuito responsável por converter dados digitais em grandezas analógicas. freqüência de amostragem. Além de áudio podemos ter conversões de temperatura. Essas características determinarão quais os conversores ideais para a aplicação desejada.1010 Exsto Tecnologia . Questionário: 1. Calcule as tensões obtidas a partir das seguintes palavras digitais. Fios e cabos para conexões. Qual a resolução alcançada com um conversor de 10 bits que opera em uma faixa de 0v a 3. Referências: 11. ou seja.1. Há características relevantes em uma conversão A/D bem como número de passos. 2. converte a informação contida em bytes em níveis de tensão correspondentes aos pesos de cada palavra.0110. Como exemplo podemos citar a conversão de um arquivo digital em áudio analógico utilizando placas de áudio que acompanham nossos computadores.

1010 f) 00. 2. Insira as seguintes palavras e anote as tensões obtidas: a) 0000. Levantar a curva de transferência do D/A. DAC IN Vout [mV] Exsto Tecnologia . Utilizando o módulo MD09 no Kit.0000b – h) 0100. e insira as palavras calculadas acima.0000b – j) 1111.1110 c) 00.0011.0000b – g) 0010.1111 d) 10. meça e tome nota de cada tensão e comente os erros de aproximação encontrados. Com o auxilio de um multímetro. considerando somente os 4 bits mais significativos.0001.0010b – d) 0000.1000b – f) 0001.0101.0100b – e) 0000.0001 e) 00.1111b – Exercícios propostos: 1.0000b – i) 1000. Em seguida desenhe a curva da função de transferência. conecte a entrada digital do D/A as chaves digitais.0001b – c) 0000.1001. meça os valor de tensão de saída para as combinações de entrada. Para isso.1100 Exercícios: 1.XD201 –Eletrônica Digital 190 b) 01.1110.0000b – b) 0000.

XD201 –Eletrônica Digital 191 D7 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 D6 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 D5 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D4 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 D3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Exsto Tecnologia .

Como exemplo podemos citar a conversão de dados em áudio utilizando placas de áudio que acompanham nossos computadores. vazão. resolução. Fios e cabos para conexões. bem como diminuir custos. pressão. freqüência de amostragem. tempo de conversão e erro de linearidade. Introdução: O conversor analógico digital é um CI (circuito integrado) responsável por converter grandezas digitais em níveis analógicos. Qual a resolução alcançada com um conversor de 8 bits que opera em uma faixa de 0v a 5v. Exsto Tecnologia . Há características relevantes em uma conversão A/D bem como número de passos. Questionário: 1. Essas características determinarão quais os conversores ideais para a aplicação desejada. Referências: 11.2. posição e outros circuitos. canais de amostragem e erro de quantização.XD201 –Eletrônica Digital 192 14 Aula prática – Conversor Analógico Digital (A/D) Objetivos: Analisar a utilização prática dos conversores A/D. Além de áudio podemos ter conversões de temperatura. Conversores A/D Material Necessário: Módulo XDM09. faixa dinâmica.

0000b – h) 0100. conecte nos dois canais de entrada sinais ajustáveis a partir de dois potenciômetros alimentados com5v. a) -5v b) -4.60v Exercícios: 1.0000b – i) 1000. Utilizando o módulo MD09 no Kit. como na figura abaixo.25v e) -1.75v d) -2.15v f) -0.5v c) -3.0000b – j) 1111.XD201 –Eletrônica Digital 193 2. Conecte o sistema de controle de canal em duas chaves lógicas e as saídas digitais deverão estar conectadas aos leds de visualização.1000b – f) 0001.0010b – d) 0000.0000b – b) 0000.0001b – c) 0000.0000b – g) 0010. Varie o potenciômetro e obtenha as tensões dos seguintes pontos: a) 0000.0100b – e) 0000. 2.1111b – Exsto Tecnologia . Calcule os valores de conversão obtidos para as seguintes tensões utilizando o conversor acima citado.

De posse dessa informações trace a curva da função de transferência do DAC. considerando somente os 4 bits mais significativos. Levantar a curva de transferência do D/A. Exercícios propostos: 1. aplique ajuste o sinal de entrada até obter os valores em DAC OUT. DAC OUT D7 0 0 0 0 0 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 D6 0 0 0 0 1 1 1 1 0 0 0 0 1 1 1 1 D5 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 0 0 1 1 D4 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 0 1 D3 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D2 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D1 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 D0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 Vin [mV] Exsto Tecnologia . anote os valores de Vin. Insira as tensões citadas na questão 2 do questionário acima e compare com os valores digitas obtidos. Para tanto. Comente a existência de possíveis diferenças encontradas.XD201 –Eletrônica Digital 194 3.

Nestes casos. o driver de saída do dispositivo pode ser desligado por um pino de controle. isto é. Exercícios Exsto Tecnologia . Como já foi visto. Nesta situação são criados barramentos com a ajuda de buffer´s tri-state e latch´s. Isso nos permite ligar diversas saídas entre si e acionar apenas uma por vez. pode ocorrer de um dispositivo escrever em vários outros. de forma que apenas dois deles troquem informações por vez. Questionário: 1. existem componentes com a função de buffer tri-state. o sinal presente na entrada do buffer é transferido para a saída se o controle estiver ativo ou a saída permanece em estado de alta impedância (Hi-Z) se controle se estiver desativado. um dispositivo ler vários outros ou existir acesso bidirecional em vários dispositivos. Qual a principal funcionalidade de um buffer´s tri-state.XAM02 –Eletrônica Digital 195 15 Aula prática – Barramento Objetivos: Analisar a utilização prática do módulo BUS. Dessa maneira. Introdução: Há situações onde se deseja conectar diversos dispositivos entre si. Buffers Latchs e Barramentos Material Necessário: Módulo XDM06. Fios e cabos para conexões. 2. Referências: 12. Esboce o circuito de saída do módulo tri-state.

1 G1.1 C. Funcionamento do Lacth74LS573: conecte uma chave ao sinal I/O.0 e outra a entrada de controle G1. outra a OC.0.0.2 OC.1 Latchs OC. Preencha o quadro com os comandos necessários. testando todas as opções de sua tabela da verdade. realizando todas as combinações da tabela da verdade do componente. Analise o esquema elétrico do módulo XDM06 e desenhe um diagrama em blocos ilustrando seu funcionamento. Meça com um osciloscópio o sinal em O1.1. 3. Realize as movimentações dados abaixo.. Funcionamento do buffer tri-state 74LS244: conecte uma chave a entrada I1. Com um osciloscópio observe no sinal I/O. 4.XAM02 –Eletrônica Digital 196 1.2 Exsto Tecnologia .1.2 C. Movimentação U2 U2 U1 U1 U1 U2 U3 U4 U3 U4 U4 U3 Buffers G1. conectando o barramento (I/O [7.0] ) a LEDs e observando seu comportamento. 2.1 e outra em C.0 o funcionamento do buffer tri-state.

Quais as diferenças entre memória volátil dinâmica. Qual a capacidade de uma memória com 12 bits de endereço organizada em palavras de 8 bits? Exercícios: Exsto Tecnologia . 16 ou 32 bits. Esses dados geralmente encontram-se organizados em palavras de 4. Cada palavra de informação ocupa um “endereço” dentro da memória. Fios e cabos para conexões. Referências: 13. Questionário: 1. Memórias Material Necessário: Módulo XDM10. de forma que é possível referenciar o dado a ser acessado. 8. não havendo restrições para outros formatos de organização. volátil estática e não volátil? 2. Fale sobre o funcionamento de alguns tipos de memória ROM.Memória Objetivos: Analisar a utilização prática de memórias. Introdução: Memórias são dispositivos semicondutores usados para armazenar dados.XAM02 –Eletrônica Digital 197 16 Aula prática . 3.

Sendo que Dia.XAM02 –Eletrônica Digital 198 1. Faça a gravação e a leitura de uma data na memória. implemente as conexões necessárias para fazer a gravação e a leitura de uma palavra de 8 bits em dois endereços diferentes. Mês e Ano devem ficar cada um em endereços diferentes. Exsto Tecnologia . Exercícios propostos: 1. Utilizando o módulo MD10 no Kit.

de forma a permitir a manutenção do equipamento. Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 199 MANUAL DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO O manual de operação e manutenção descreve os circuitos do kit didático. detalhando seu funcionamento. São também apresentados os esquemas elétricos desses circuitos e valores de componentes.

O XD201 é um ambiente de desenvolvimento que visa facilitar o aprendizado e o desenvolvimento de sistemas digitais de pequeno e grande porte. na elaboração de cursos e treinamentos que envolvam eletrônica digital básica. Modulo de resistência variável. Modulo de fonte com cinco valores de tensão.br para conhecer outras soluções e produtos oferecidos. Visite nosso site www. que através de conectores. Este documento contém as principais características do kit educacional e visa ser o guia de instalação. testes e manutenção desse equipamento. sendo uma ajustável. Modulo de acesso externo com dois reles.XAM02 –Eletrônica Digital 200 1 Introdução Parabéns! Você acaba de adquirir um produto de alta qualidade e tecnologia de ponta. Exsto Tecnologia .com. compostos de circuitos elementares. O Kit XD201 será de grande auxílio no aprendizado e desenvolvimento de sistemas digitais. com dois potenciomentos. O hardware do kit de eletrônica digital foi desenvolvido procurando disponibilizar o máximo de recursos possíveis ao usuário. Nesse sentido. cidade conhecida como “Vale da Eletrônica” por seu destaque na indústria eletroeletrônica e pela excelência de suas instituições de ensino. Modulo com quatro display’s de sete segmentos. Modulo gerador de pulsos. além de maximizar as possibilidades de experimentos para cursos. Modulo gerador de freqüência. Algumas das suas características: Dois módulos de protoboard para montagem. permite com que qualquer projeto de eletrônica digital montado nas protoboard’s possam ter acesso facilitado a todos os módulos de entrada e saída. o kit contém diversos módulos.exsto. Modulo de chaves com leds indicativos. Minas Gerais. Nossa missão é sempre fornecer as melhores ferramentas para o desenvolvimento e aprendizado em eletrônica e desenvolvimento de software. A Exsto Tecnologia é uma empresa situada em Santa Rita do Sapucaí.

XAM02 –Eletrônica Digital 201 Modulo de leds tri-state. Visão da placa: Exsto Tecnologia . Dois pares de chaves BCD.

No CD estão software relevante. consulte a Exsto Tecnologia para esclarecimentos. esquemas elétricos e este documento. esquemas elétricos e apostilas. Módulos o XDM01 – Portas Lógicas Básicas o XDM02 – Encoder e Decoder o XDM03 – Registro de deslocamento/Decodificador 7 segmentos o XDM04 – ALU e comparador de magnitude o XDM05 – Contadores a flip-flop e circuito integrado o XDM06 – Buffers e Latchs o XDM07 – Flip-flop o XDM08 – Multiplexadores e Demutiplexadores o XDM09 – ADC e DAC o XDM10 – Memória o XDM11 – Código Gray Caso ocorra a falta de algum destes itens ou defeito. manuais de componentes do kit.1 Conteúdo do CD Ao inserir o CD no drive ele deve executar automaticamente um aplicativo que dá acesso ao conteúdo do CD. verifique se o mesmo possui os seguintes itens: Cabo de alimentação. CD com os manuais. Exsto Tecnologia . 2.XAM02 –Eletrônica Digital 202 2 Conteúdo do Kit: Depois de retirar o seu kit da embalagem. Placa de suporte aos módulos operacionais e de aplicação. Bastidor de suporte do kit.

mas não o faríamos com precisão. Agora que testamos o módulo de LEDS. Para fazer isso. assim que for ligado já está pronto para o uso. o mesmo fica localizado na parte inferior esquerda do kit e conta com cinco saídas.1 Instalação do Hardware Após a verificação se todos os componentes que acompanham o kit conferem. Agora vamos para um segundo passo que é testar os outros módulos do kit de eletrônica digital. Acione todas as chaves do módulo de chaves (parte inferior central).XAM02 –Eletrônica Digital 203 3 Instalações 3. O próximo módulo a ser testado é o módulo gerador de pulsos. com isso evite tocar nas partes aquecidas. apesar das proteções existentes. de forma menos precisa. ligue o equipamento na tomada e verifique os seguintes itens: Se os LED’S verde da fonte estão acessos. Se os quatro displays estão com o valor zero. vamos testar o módulo de potenciômetros. Para testá-lo é só usar um fio metálico comum e ligar o +5V do modulo da fonte em cada entrada do mesmo. a primeira seria através do multímetro na escala de medição da resistência. assim verificaríamos se o potenciômetro está funcionando. vamos para o segundo passo do teste do equipamento. verificando se para cada ativação ocorreu o acendimento do LED correspondente. pois o mesmo tem sua luminosidade variável. Se o procedimento adotado acima funcionou de forma correta. fazendo com que o LEDS correspondente acenda. principalmente no LM317. que é parte integrante da fonte. exceto o LED indicativo do VADJ. Se todos acenderem significa que o módulo está OK. é só ligar o potenciômetro em algum LED do módulo de LEDS e variá-lo. Uma observação importante é que todos os elementos de entrada do módulo trabalham com +5 v. podemos utilizar dois procedimentos. É importante lembrar que o equipamento. Vamos iniciar pelo o módulo de LEDS que fica na parte central superior do kit. Ou ainda. verificando o valor resistivo do potenciômetro do inicio ao fim da sua excursão. Este módulo pode Exsto Tecnologia . então seria ideal que se pudesse evitar a inserção de uma tensão maior que esta.

XAM02 –Eletrônica Digital 204 ser testado facilmente através da ligação de suas saídas a um LED e depois pressionando as chaves tácteis correspondentes. é uma medida muito imprecisa e não recomendada. Após isto. contudo. verifique no esquemático em anexo o circuito correspondente. coloque as pontas de prova do multímetro nas posições NA e C. Exsto Tecnologia . coloque o multímetro na escala de medição de continuidade. verificando que ele indicará a continuidade/ descontinuidade a cada um segundo para cada um desses estados. O nosso ultimo módulo. Caso aconteça a falha de algum procedimento. isto pode ser feito através do módulo de chaves diretamente. verifique o procedimento e execute-o novamente. é necessário ter um osciloscópio para verificar se a freqüência de cada pino corresponde à serigrafia. sua ativação é feita através da colocação de um nível TTL +5VDC na sua entrada. Mas um teste que pode ser feito para as freqüências mais baixas é ligá-la em um LED e verificar se ele está piscando. Para o teste do gerador de freqüência ser feito de forma precisa. o modulo de display. Para testá-lo. ligue sua entrada ao módulo gerador de freqüência em 1Hz. O módulo de relés segue a mesma linha de pensamento. pode ser testado facilmente inserindo um conjunto de bits na sua entrada. Se mesmo assim não funcionar.

tolerando variações entre 90V até 230V.2 Módulo dos potenciômetros Este módulo é composto de dois potenciômetros de 10K ohm’s que atuam de forma independente no circuito em desenvolvimento. onde cada uma delas ativa +5VDC em suas saídas. A corrente drenada de VADJ não deve ultrapassar 250mA.1 Modulo da fonte O kit de eletrônica digital possui na sua placa principal uma fonte de alimentação fornecendo quatro valores de alimentação fixa (+5VDC. ele possui vários pinos de conexão. A seguir temos a descrição de cada um deles em detalhes: 4. permitindo usá-lo em várias aplicações simultâneas. Exsto Tecnologia . Saída -12V – Corrente máxima de 1A.3 Módulo de chaves O módulo de chaves é uma das partes mais interativas do kit. temos um LED indicador de status da chave. E possui como corrente individuais máximas: Saída +12V – Corrente máxima de 700mA.3A. -12VDC e +12VDC) e uma alimentação variável que vai de 0v até 12VDC. para cada chave. 4.XAM02 –Eletrônica Digital 205 4 Hardware O kit de eletrônica digital é dividido vários módulos. Saída +5V – Corrente máxima de 1. Assim como nos outros módulos. Este módulo possui dez alavancas retentivas. Os demais valores são obtidos diretamente da fonte do kit. visando facilitar o aprendizado através da visualização imediata dos blocos eletrônicos. permitindo com que você possa gerar sinais de ativação e desativação de forma manual. O valor de +5VDC é fornecido através do regulador 7805 presente na placa e o valor ajustável é dado pelo componente LM317. A alimentação do Kit é feita por uma fonte chaveada com tensão de entrada bivolt. Ainda. sendo esta dotada de proteção contra curto. 4. O ajuste da tensão variável é feito através do potenciômetro VADJ.

Figura – Funcionamento de um relé Exsto Tecnologia . sendo que para cada push-bottom existe um capacitor para minimizar o efeito do ruído ao fechar o push-bottom. Isto significa que quando o relé não possuí alimentação. quando o relé é alimentado através dos seus pinos de acesso a chave muda sua posição.5 Módulo de relés Este módulo é composto de dois elementos de chaveamento ou comutação mecânica que possuem dois estados acessíveis pelo kit. Entretanto.4 Módulo gerador de pulsos O módulo gerador de pulsos fornece ao usuário do kit vários tipos de pulsos quadrados. intuitivamente vemos que a chave estará em aberto nos pontos C e NA. A nomenclatura NF significa normalmente fechada. um indicado como NF e o outro NA. a chave está colocando em curto os pontos C e NF. um pushbottom para cada pulso. 4. quatro pulsos alto ativos indo do nível lógico alto (valor +5VDC) para o nível lógico baixo (valor +0v). fazendo com que os pontos NA e C fiquem curto-circuitados e ainda a conexão entre NF e C fique aberta.XAM02 –Eletrônica Digital 206 Ainda temos para cada chave um capacitor de amortecimento para evitar o ruído gerado pelas chaves quando mudam de estado. 4. Este módulo pode gerar oito pulsos de forma independente. quatro outros baixo ativos atuando de forma inversa e um outro que serve como valor de reset. indo do nível alto para o baixo. O circuito é composto de um buffer TTL 74HC244 com proteção. indicando a posição da chave dentro do relé.

sendo gerador de sinais quadrados com nove possibilidades de freqüência. 4. baixo ou até mesmo desconectado. construído com amplificadores operacionais.1Hz. Exsto Tecnologia . Cada pino é responsável por gerar uma freqüência distinta. que indicam o nível lógico aplicado no pino de entrada.9 Chaves BCD Módulo formado por dois pares de chaves BCD mecânicas. Estas freqüências são geradas através da programação do microcontrolador. 4. 0. 1Hz.XAM02 –Eletrônica Digital 207 4. Servindo como uma fonte de códigos BCD contínuos. 4.8 Banco de capacitores Módulo formado por um banco com cerca de 11 capacitores de valores comerciais comuns. 4.5Hz. 100kHz e 1MHz. que atua como um decodificador BCD-sete segmentos. Vemos que no módulo temos o indicativo de cada pino com o seu LED correspondente. possuindo proteção contra sobre tensão e curto. indicada na serigrafia do próprio módulo. que possuem pinos para acionamento e seleção do número desejado. 1kHz.6 Módulo gerador de freqüência O módulo gerador de freqüência é um dos módulos mais interessantes do kit. Ainda para cada pino não temos uma ligação direta com o LED. para serem usados de modo independente no circuito em desenvolvimento. 10kHz. indicando se o mesmo está em nível lógico alto. 100Hz.10 Módulo de display O módulo de display possui quatro displays de sete segmentos ligados diretamente a um CMOS CD4511. As freqüências disponíveis são: 0. 10Hz. fazendo de forma fácil à associação. pois há um comparador de tensão.7 Módulo de Leds Este módulo foi feito para sinalizar ao usuário quando houver um nível de tensão em cada pino correspondente. As saídas deste micro controlador são nove.

Entretanto sua contagem é feita de zero a nove.XAM02 –Eletrônica Digital 208 Com isso temos quatro displays independentes que nos permitem colocar nas suas entradas a palavra BCD diretamente. pois para qualquer valor BCD diferente deste o display fica apagado. A entrada para cada pino BCD de cada display é composta de dois pinos em curto trada para serem usados em conjunto. Entrada 0 0 0 0 0 0 0 1 Saída nos segmentos f g 0 0 1 1 1 1 1 1 0 1 1 0 0 0 Display D C B A a b c d e 0 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1 0 0 1 1 1 1 1 1 0 0 1 0 1 0 0 0 1 1 0 0 1 1 0 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 0 1 1 0 0 0 1 1 1 1 1 0 1 1 1 1 1 1 0 0 0 0 1 0 0 0 1 1 1 1 1 1 1 1 0 0 1 1 1 1 0 0 1 1 Tabela – Relação entrada e saída do CD4511 Exsto Tecnologia .

XAM02 –Eletrônica Digital 209 5 Módulos Nos módulos de experiências apresentados a seguir são indicadas a função dos conectores disponíveis. consulto seu esquema elétrico e manual dos componentes. Para um completo entendimento do funcionamento de cada módulo. Os módulos basicamente alimentam os circuitos e fazem as ligações básicas. Exsto Tecnologia . ambos presentes no CD que acompanha o kit. ficando a cargo do usuário fazer as conexões e configurações necessárias para cada experiência.

1 XDM01 – Portas lógicas 74LS00 74LS02 74LS86 74LS04 74LS08 74LS32 Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 210 5.

2 XDM02 .Encoder e Decoder 5.2.XAM02 –Eletrônica Digital 211 5.1 ENCODER SINAL 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA Saídas do Encoder Entradas do Encoder FUNÇÃO Exsto Tecnologia .

2.XAM02 –Eletrônica Digital 212 5.2 DECODER SINAL 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Saídas do Decoder Entradas do decoder Exsto Tecnologia .

XAM02 –Eletrônica Digital 213 5.3.3 XDM03 – Registro de deslocamento/decodificador 7 segmentos 5.1 REGISTRO DE DESLOCAMENTO SINAL A1 B1 C1 D1 A2 B2 C2 D2 QA1 QB1 QC1 QD1 QA2 QB2 QC2 QD2 CLOCK SLSER SRSER CLR S0 S1 TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Entradas paralelas Saídas paralelas CLOCK DO CIRCUITO Entrada Serial pela esquerda Entrada serial pela direita Clear Seleção de função Exsto Tecnologia .

2 DECODIFICADOR BCD / 7 SEGMENTO SINAL A B C D TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Entradas do decodificador Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 214 5.3.

..: saídas baixo ativas Exsto Tecnologia .0] B[7..0] Entrada A (8 bits) Entrada B (8 bits) Obs.0] B[7...0] > A[7.4 XDM04 – ALU e Comparador de magnitude SINAL /G /P CARRY P>Q P=Q A[7.: os bits A de 0 a 3 e B de 0 a 3 estão ligados a U1 enquanto os bits A de 4 a 7 e B de 4 a 7 estão ligados a U2.0] TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAIDA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO CARRY GENERATE CARRY PROPAGATE CARRY B[7. Chave M CN-CI1 CN-CI2 CN-CN+4 S0 S1 S2 S3 FUNÇÃO MODO DE CONTROLE DE ENTRADA CARRY CI U1 CARRY CI U2 LIGA CIS EM CASCATA Seleção de função P=Q P>Q B>A 1 0 B< A 1 1 B=A 0 X Obs.0] = A[7.XAM02 –Eletrônica Digital 215 5..

5 XDM05 – Contadores Conector CN5 SINAL A B C D /A /B /C /D A B C D /A /B /C /D A B C D A B C D CLOCK1 CLOCK2 TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA FUNÇÃO Saídas normais do contador a flip-flop CN4 Saídas invertidas do contador a flip-flop CN3 Saídas normais do contador integrado CN6 Saídas invertidas do contador integrado CN7 Entrada da armadilha do contador integrado CN8 Entrada da armadilha do contador a flip-flop - Clock do contador a flip-flop Clock do contador integrado Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 216 5.

6 XDM06 .Buffer e Latch Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 217 5.

XAM02 –Eletrônica Digital

218

SINAL
O2.0 O2.1 O2.2 O2.3 O2.4 O2.5 O2.6 O2.7 O1.0 O1.1 O1.2 O1.3 O1.4 O1.5 O1.6 O1.7 O2.0 I2.1 I2.2 I2.3 I2.4 I2.5 I2.6 I2.7 I1.0 I1.1 I1.2 I1.3 I1.4 I1.5 I1.6 I1.7 I/O 0 I/O 1 I/O 2 I/O 3 I/O 4 I/O 5 I/O 6 I/O 7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL

FUNÇÃO
SAÍDAS DE U3

SAÍDAS DE U4

ENTRADAS PARA U1

ENTRADAS PARA U2

BIT 0 DO BARRAMENTO BIT 1 DO BARRAMENTO BIT 2 DO BARRAMENTO BIT 3 DO BARRAMENTO BIT 4 DO BARRAMENTO BIT 5 DO BARRAMENTO BIT 6 DO BARRAMENTO BIT 7 DO BARRAMENTO

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

219

5.7 XDM07 – Flip-Flop

5.7.1

MÓDULO FLIP FLOP SINAL
Clock Preset Clear Set Reset Q /Q In /In

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
Entrada Entrada Entrada Entrada Entrada Saída Saída Entrada Saída

FUNÇÃO
Clock do flip-flop Força saídas para 1 (assíncrono) Força saídas para 0 (assíncrono) Força saídas para 1 (síncrono) Força saídas para 0 (síncrono) Saída normal Saída Invertia Entrada do inversor Saída do Inversor

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

220

5.8 XDM08 – Multiplexador / Demultiplexador

5.8.1

MUX SINAL
Y0 Y1 Y2 Y3 Y4 Y5 Y6 Y7 A B C OUT MUX

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA SAÍDA

FUNÇÃO
Entradas do multiplex

Seleção de entrada

SAÍDA DO MUX

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

221

5.8.2

DEMUX SINAL
D0 D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 A B C IN MUX

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saídas do Demultiplex

Seleção de saída

ENTRADA DO DEMUX

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

222

5.9 XDM09 – ADC e DAC

5.9.1

ADC SINAL TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA ANALÓGICA

DIREÇÃO
SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saídas do conversor A/D

ADC OUT D0 ADC OUT D1 ADC OUT D2 ADC OUT D3 ADC OUT D4 ADC OUT D5 ADC OUT D6 ADC OUT D7 A B C CH0 CH1 CH2 CH3 CH4 CH5 CH6 CH7

Seleção de canal

Canal Analógico 0 Canal Analógico 1 Canal Analógico 2 Canal Analógico 3 Canal Analógico 4 Canal Analógico 5 Canal Analógico 6 Canal Analógico 7

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

223

5.9.2

DAC SINAL
OUT A DAC IN D0 DAC IN D0 DAC IN D1 DAC IN D2 DAC IN D3 DAC IN D4 DAC IN D5 DAC IN D6 DAC IN D7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
SAÍDA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA

FUNÇÃO
Saída do conversor D/A Entradas do conversor D/A

Exsto Tecnologia

XAM02 –Eletrônica Digital

224

5.10 XDM10 – Memória

SINAL
/WE /OE /CE A0 A1 A2 A3 A4 A5 A6 A7 A8 A9 A10 A11 A12 A13 A14 I/O 0 I/O 1 I/O 2 I/O 3 I/O 4 I/O 5 I/O 6 I/O 7

TIPO
DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL

DIREÇÃO
ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA ENTRADA BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL BI-DIRECIONAL

FUNÇÃO
WRITE ENABLE OUTPUT ENABLE CHIP ENABLE Barramento de endereços

Barramento de dados

Exsto Tecnologia

11 XDM11 SINAL Q0 Q1 Q2 Q3 CLOCK TIPO DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIGITAL DIREÇÃO SAÍDA SAÍDA SAÍDA SAÍDA ENTRADA FUNÇÃO Saídas do contador Entrada de clock Exsto Tecnologia .XAM02 –Eletrônica Digital 225 5.

Não estão cobertos quaisquer danos causados pelo ou ao kit por mau uso do mesmo.com. Exsto Tecnologia .2 O correto é Saída Y1 Entrada A1 Entrada B1 XDM02 Os pinos de saída do encoder ligados aos bornes de 2mm estão com a serigrafia invertida.2 Suporte Técnico A Exsto Tecnologia oferece suporte técnico gratuito para questões de utilização de seus produtos através do e-mail suporte@exsto.XAM02 –Eletrônica Digital 226 6 Resolvendo Problemas 6.3 XDM09 Na indicação dos bits no conector CN14 a seqüência dos bits está invertida.1. Como está na placa A B C D O correto é D C B A 6. Como está na placa D0 D1 D2 D3 D4 D5 D6 D7 O correto é D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0 6.1.1 XDM01 A figura da porta lógica sobre o 7402 (U2) tem suas portas ligadas de forma incorreta: Como está na placa Entrada 1A Entrada 1B Saída Y1 6.1 Errata Algumas informações da serigrafia dos módulos listados abaixo apresentam informações incorretas. 6. 7 Garantia O Kit tem garantia total contra defeitos de fabricação pelo período de 1 (hum) ano.br ou do telefone (35) 3471-6898.1.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful