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AS LINGUAGENS DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ: Estudo do emprego de técnicas literárias e jornalísticas em Crônica de uma morte anunciada e Notícia de um seqüestro

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Published by: Lorena on Feb 24, 2011
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04/14/2013

Lage (2003) defende que o texto não pretende ser exato, nem deve almejar esse objetivo. A
exatidão é desejo da pesquisa científica, não do jornalista.

O jornalismo procura grau distinto de precisão, determinado pela amplitude de seu público,
que é extenso e disperso. O texto jornalístico traduz conhecimento científico em
informação jornalística científico-tecnológica, procurando tornar conteúdos da ciência
compreensíveis e atraentes. Clareza, simplicidade e compreensibilidade são virtudes que se
esperam dos jornais e que os fazem ser lidos mesmo por cientistas, que geralmente nada
reclamam quando não se trata de assunto de sua especialidade. (LAGE, 2003, p. 123)

O texto (e o tratamento de imagens) jornalístico procura transmitir o conteúdo com o mínimo
de esforço da parte do leitor para compreensão. Embora isso não seja fácil e leve tempo,
segundo o autor, o feito é alcançável e possível. Ainda sobre as demonstrações de
conhecimentos científicos, Lage (2003) cita características para que o texto e suas
informações sejam melhor compreendidos. Algumas delas são a ilustração com narrativas
históricas e anedóticas e a comparação – em caso de unidades de medidas que não fazem
parte do cotidiano do público. O autor observa que associações, relacionamentos e descoberta
de conexões são necessárias para facilitar a compreensão do leitor em relação àquele assunto,
aproximando-o daquele tema (LAGE, 2003).

A notícia se refere apenas ao relato abreviado de um fato. A reportagem cumpre a função de
esmiuçar, detalhar e aprofundar os acontecimentos relativos àquele fato e outros fatores
relacionados a ele – ambiente, personagens, contexto etc. Sodré e Ferrari sugerem a função
distintiva entre o noticiar e o reportar: no segundo caso, a reportagem salienta aspectos
inusitados sobre o assunto em questão, ampliando e alumiando os conhecimentos do leitor a
respeito daquele tema (SODRÉ; FERRARI, 1986). No caso da notícia, sua importância corre
risco de ser menos avaliada devido a motivos de perenidade: os autores chamam a atenção
para a tarefa de mero registro dos acontecimentos, a não ser que eles estejam envoltos “em
circunstâncias que conduzirão o leitor a um posicionamento crítico, revelando-lhe ângulos
insuspeitados, salientando outros apenas entrevistos” (SODRÉ; FERRARI, 1986, p. 36). Isso
retoma, então, a diferenciação da reportagem, e as múltiplas possibilidades que são oferecidas
por essa forma de trabalho jornalística.

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