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HUMOR E IRONIA: Uma análise da seção “Chegada” na revista piauí BELO HORIZONTE 2010

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Published by: Lorena on Feb 24, 2011
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05/12/2014

A redação jornalística se caracteriza por apresentar técnicas que estruturam e

definem o texto. Uma delas é a técnica da pirâmide invertida, que concentra as informações

de maior relevância no primeiro parágrafo e o restante é distribuído nos parágrafos seguintes

na ordem decrescente de interesse.

Outra técnica utilizada no jornalismo, e já citada no tópico anterior deste trabalho,

é o lide. Ele começou a ser utilizado por influência americana, como a maioria das técnicas

utilizadas pelo jornalismo. Essa norma obriga todas as reportagens a responder seis questões

básicas no início do texto: Quem? Onde? Como? Quando? O quê? Por quê? A ordem de

utilização desses questionamentos varia de acordo com a informação a ser passada.

Além do critério de objetividade, já citado anteriormente nessa pesquisa, a clareza

é outro recurso importante a ser levado em consideração na hora de escrever um bom texto

jornalístico. Para alguns jornalistas, a clareza é a maior qualidade da linguagem jornalística.

De acordo com Lage, “a produção de textos pressupõe restrições de código

linguisticos” (Lage, 1997). Essas restrições garantem a melhor fluidez do texto e contribui

para a clareza. Para Lage, o texto jornalístico deve ser submetido à crítica para que mantenha

um padrão de qualidade.

Lage ainda aponta algumas importantes definições da linguagem jornalística. O

primeiro deles é relacionado com os registros de linguagem. Nessa definição, o autor

justifica o uso da língua formal no discurso jornalístico, mesmo sendo a coloquial a

forma que gera uma maior aproximação com o receptor.

A conciliação entre esses dois interesses – de uma comunicação eficiente e da
aceitação social – resulta na restrição fundamental a que está sujeita a linguagem
jornalística: ela é basicamente constituída de palavras, expressões e regras
combinatórias que são possíveis no registro coloquial e aceitas no registro formal.
(LAGE, 1997. p. 38)

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É importante lembrar que essa utilização irá depender do veículo em que o texto

jornalístico é veiculado e qual o público está sendo contemplado.

O segundo é o processo de comunicação. Nesse tópico, Lage (1997) comenta

sobre a utilização da terceira pessoa para se estruturar um texto jornalístico – salvo alguns

casos específicos, como as crônicas.

De acordo com Lage, para se ter um processo de comunicação mais eficaz – onde

há um emissor e vários receptores – é preciso eliminar alguns vícios de linguagem, adjetivos

testemunhais e aferições subjetivas – com exceção de alguns estilos de texto. Além disso, o

autor aborda práticas que devem ser utilizadas para que não haja ruídos durante o processo de

comunicação.

Uma dica é usar os números com exemplo de fácil assimilação pelos receptores

ou então buscar enunciados mais referenciais.

Finalmente, há os compromissos ideológicos. Nesse ponto, Lage aborda o perigo

do jornalista impor valores em seu texto. Além disso, o profissional deve se atentar para não

usar palavras de duplo sentido – salvo os casos em que seja proposital.

Para tentar organizar todos os padrões de escrita, alguns veículos impressos

desenvolveram manuais de redação – outro costume herdado dos norte-americanos –, onde

explicam e delimitam técnicas para seus redatores. Como explica Lage, “O que se segue é

uma resenha de normas, com ressalva das incertezas, que cada veículo resolve a seu modo. Os

padrões que se propõem decorrem de lei ou de normas da Associação Brasileira de Normas

Técnicas”. (Lage, 1997)

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