Aliar o conhecimento popular ao científico em busca de novos medicamentos farmacoterápicos e fitoterápicos é um dos principais caminhos para o sucesso de pesquisas na área de plantas medicinais. Isso é benéfico para as famílias que habitam os ecossistemas florestais, que podem obter dos recursos naturais e da sua conservação seu desenvolvimento sustentado, e para a população em geral, pelo acesso a novos e eficazes remédios. Resultado de uma extensa pesquisa iniciada em 1987, este livro compreende a descrição de 135 espécies medicinais, com nomes científico e popular, dados botânicos e propriedades de cura atribuídas pela medicina tradicional. Esse corpus foi selecionado num total de 340 espécies mencionadas em entrevistas com aproximadamente 110 moradores da Amazônia e 170 habitantes urbanos e rurais da região da Mata Atlântica. A obra, que inclui glossários de termos botânicos, químicos e médicos - além de um índice de nomes científicos -, não é uma mera segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia, publicado originalmente em 1989. Trata-se de um autêntico novo trabalho, que, além de incorporar todos os dados publicados naquele livro, introduz uma nova forma de apresentação dos dados das espécies medicinais, catalogadas graças a criteriosas pesquisas etnofarmacológicas.

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

FUNDAÇÃO EDITORA DA UNESP Presidente do Conselho Curador José Carlos Souza Trindade Diretor-Presidente José Castilho Marques Neto Editor Executivo Jézio Hernani Bomfim Gutierre Conselho Editorial Acadêmico

Alberto Ikeda Antonio Carlos Carrera de Souza Antonio de Pádua Pithon Cyrino Benedito Antunes Isabel Maria F. R. Loureiro Lígia M. Vettorato Trevisan Lourdes A. M. dos Santos Pinto Raul Borges Guimarães Ruben Aldrovandi Tania Regina de Luca

Luiz Claudio Di Stasi Clélia Akiko Hiruma-Lima

Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

2- edição, revista e ampliada

© 2002 Editora UNESP Direitos de publicação reservados à: Fundação Editora da UNESP (FEU) Praça da Sé, 1 08 0 1 0 0 1 - 9 0 0 - S ã o Paulo-SP Tel.: (Oxxll) 3242-7171 Fax: (Oxxll) 3 2 4 2 - 7 1 7 2 Home page: www.editora.unesp.br E-mail: feu@editora.unesp.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP Brasil) Di Stasi, Luiz Claudio Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica / Luiz Claudio Di Stasi, Clélia Akiko H i r u m a - L i m a ; colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito, Alexandre Mariot, Claudenice Moreira dos Santos. - 2. ed. rev. e ampl. - São Paulo: Editora UNESP, 2002. ISBN 8 5 - 7 1 3 9 - 4 1 1 - 3 1. Plantas medicinais-Amazônia 2. Plantas medicinais-Atlântica, Mata I. Hiruma-Lima, Clélia Akiko. II. S o u z a - B r i t o , A l b a Regina M o n t e i r o . III. M a r i o t , A l e x a n d r e . IV. Santos, Claudenice Moreira dos. V. Titulo. 02-4394 Índice para catálogo sistemático: 1. Brasil: Plantas medicinais: Botânica 581.6340981 CDD-581.6340981

Sobre os autores e colaboradores

Autores Luiz Claudio Di Stasi Biólogo Mestre em Farmacologia (EPM) Doutor em Química Orgânica (UNESP - Araraquara)

Laboratório de Fitofármacos - Lafit Batu Departamento de Farmacologia - In Clélia Akiko Hiruma-Lima Bióloga Mestre em Química e Farmacologia de Produtos Naturais (UFPB) Doutora em Ciências Biológicas, AC: Fisiologia (UNICAMP) Departamento de Fisiologia - Instituto de Biociências de Botucatu (UNESP) Colaboradores Alba Regina Monteiro Souza-Brito Bióloga - Fisiologia (UNICAMP) Alexandre Mariot Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Claudenice Moreira dos Santos Bióloga

Elza Maria Guimarães Santos Bióloga Fabiana Gaspar Gonzalez Bióloga - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Leonardo Noboru Seito Biomédico - Laboratório de Fitofármacos - Farmacologia (UNESP) Maurício Sedrez dos Reis Engenheiro-Agrônomo - Fitotecnia (UFSC) Shirley Barbosa Feitosa Bióloga Wagner Gomes Portilho Biólogo - Fundação Florestal (Registro/SP)

Aos entrevistados Aldeia dos tenharins - Amazônia Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes Município de Humaitá - Amazonas

Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado, Jacupiranga e Sete Barras Mata Atlântica - Vale do Ribeira (São Paulo)

Agradecimentos da pesquisa na Amazônia

Ao Prof. Dr. Osvaldo Aulino da Silva, Departamento de Botânica, Instituto de Biociências, UNESP, Campus de Rio Claro, SR que, através de seu constante incentivo, de sua amizade e de suas idéias lúcidas e coerentes, tornou possível a realização deste trabalho com as características que ele possui. Aos ecólogos José Luís Campana Camargo, Silvana Amaral, Fábio Bassini e José Eduardo Mantovani; aos biólogos Aldeli Prates Ferreira, Silvana Trevisan, Simone Godói Cera, Ricardo Santos Silva e Natalina Evangelista de Lima (UNESP - Botucatu), pela imensa disposição e contribuição dispensada durante o levantamento etnofarmacológico e a coleta das plantas da região de Humaitá. A Dra. Marlene Freitas da Silva, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA, por sua pronta disposição na identificação das espécies vegetais que constam desta obra. A Fundação Nacional do Índio - Funai, por permitir nossa permanência na aldeia dos tenharins. Ao Grupo de Trabalho da UNESP (GTUNESP) e à Fundação Rondon, pelo apoio. Aos soldados Nunes e Fonseca e ao próprio 42° Batalhão de Infantaria da Selva de Humaitá, pelas diversas caminhadas pelas matas da região à procura das espécies de nosso interesse. A srta. Roseli Galhardo Paganini, in memoriam, pela sua dedicação, interesse e paciência na datilografia da primeira edição deste livro. À Editora UNESP pela oportunidade de publicação. A todos aqueles que contribuíram direta ou indiretamente para que nossos objetivos se concretizassem.

Agradecimentos da pesquisa na Mata Atlântica

À diretora e ao vice-diretor do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, Profa. Dra. Sheilla Zambello de Pinho e Prof. Dr. Carlos Roberto Rubio, pelo constante apoio e estímulo durante toda a realização desta etapa da pesquisa. Aos funcionários da Seção de Transporte do Instituto de Biociências, UNESP - Botucatu, sempre prestativos e colaborando quando de nossa necessidade. Aos biólogos Murillo Queiroz Júnior, Mariana Aparecida Carvalhaes, Oei Sioe Tien, Gabriela Priolli de Oliveira, Sueli Harumi Kakinami e Miriam Helena Bueno Falótico, pela enorme colaboração na realização do levantamento etnofarmacológico e na coleta das espécies vegetais no Vale do Ribeira. A bióloga Renata Mazaro, pela imensa colaboração na atualização da revisão bibliográfica. A Fundação Florestal, pela colaboração em inúmeras atividades de campo e pelo apoio na realização de atividades de Educação Ambiental junto à base de Saibadela - Parque Estadual Intervales. Aos herbários "Irina Delanova Gemtchujnikov" IB, UNESP - Botucatu e "Barbosa Rodrigues" Itajaí, Santa Catarina, pela imensa colaboração na identificação do material botânico. A Fundação Brasileira de Plantas Medicinais, pela oportunidade de utilização de seu banco de dados na revisão das informações técnicas de todas as espécies vegetais constantes deste trabalho. A todos aqueles que colaboraram nas diversas etapas deste trabalho e para que ele fosse publicado com as características aqui apresentadas.

Agradecimentos especiais à Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).Vale do Ribeira. . pelo apoio à pesquisa na Mata Atlântica .

Sumário Prefácio 17 Prefácio à primeira edição (1989) 23 Sobre a primeira edição do livro (1989) 27 Apresentação do trabalho em 1989 29 Metodologia de pesquisa 31 Organização do livro 35 Parte 1 Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 39 1 Commelinidae medicinais 41 2 Zingiberidae medicinais 51 3 Liliidae medicinais 64 4 Outras monocotiledôneas medicinais na Mata Atlântica 79 .

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 87 85 5 Magnoliales medicinais 89 6 Aristolochiales medicinais 7 Piperales medicinais 120 113 8 Ranunculales medicinais 139 Seção 2 Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 145 9 Caryophyllales medicinais 147 Seção 3 Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 1 7Í 10 Violales medicinais 1 77 11 Malvales medicinais 200 12 Urticales medicinais 230 13 Euphorbiales medicinais 236 14 Guttiferales medicinais 259 15 Primulales medicinais 262 16 Capparidales medicinais 265 Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 269 17 Rosales medicinais 271 18 Fabales medicinais 276 .

Sumário 19 Myrtales medicinais 321 20 Celastrales medicinais 331 21 Polygalales medicinais 337 22 Sapindales medicinais 339 23 Apiales medicinais 364 Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica 373 24 Gentianales medicinais 375 25 Solanales medicinais 393 26 Lamiales medicinais 406 27 Scrophulariales medicinais 449 28 Asterales medicinais 463 29 Rubiales medicinais 492 30 Dipsacales medicinais 496 Posfácio 501 Glossário de termos botânicos. químicos e médicos 505 Referências bibliográficas 523 Índice de nomes científicos 601 .

a falta de propostas decorre de um dos dois. incluindo a perda de conhecimentos sobre essas espécies e de seus potenciais produtos. conse- .Prefácio Acreditamos que é desnecessário afirmar a importância e a necessidade da conservação dos ecossistemas florestais brasileiros. entre outros -. podemos verificar a necessidade de estratégias que permitam a manutenção dessas florestas. esse tema tomou conta do planeta e muito se fala. ou representam paliativos de curto prazo de funcionamento. alterações climáticas. comprometimento do abastecimento de água.perda da fauna e da flora. pois. ou melhor. mas pouco se faz. é patente também que não há nenhuma estratégia de manejo global desses ecossistemas e a sua conseqüente conservação. provavelmente. especialmente a Floresta Amazônica e a Floresta Tropical Atlântica. Inúmeras discussões e propostas são realizadas. se propõe e se discute sobre o assunto. da soma de dois fatores: • os escassos conhecimentos científicos sobre a complexidade de relações existentes entre os diversos componentes desses ecossistemas e. Apesar de tudo que se conhece sobre o assunto. Enumerando apenas alguns problemas decorrentes da devastação de ecossistemas como esses . Acreditamos que. mas nenhuma satisfaz de forma completa as necessidades. que em sua maioria não resolvem o assunto. ou significam estratégias proibitivas. Nos últimos anos. empobrecimento do solo.

quer sejam grupos definidos. como os ribeirinhas da Amazônia. Nesse sentido. portanto. não se dá apenas visando à sobrevivência. sem dúvida alguma. Consideramos. integram esse novo momento de ação sobre os ecossistemas. entretanto. como mais um produto para comercialização. como as diversas aldeias e tribos da Amazônia ou os quilombolas do Vale do Ribeira. alternativas que mantenham esses habitantes na floresta com a qualidade de vida merecida irão.qüentemente. É nesse sentido que o manejo de vários produtos florestais de forma sustentável surge como uma excelente proposta e que as plantas medicinais. que enquanto não se contemplar nas estratégias de conservação a melhoria da qualidade de vida do habitante da floresta pouco se poderá alcançar. São eles que vivem em contato direto com todos os elementos desse ecossistema. contribuir imensamente com a elaboração de estratégias de conservação. especialmente considerando-se o crescimento da população e a necessidade de mais e mais produtos a cada dia que passa. permitir grandes avanços na conservação. fator que limita a elaboração de estratégias eficazes de conservação. novos estudos precisam ser feitos e as pesquisas interdisciplinares. Por sua vez. devemos salientar que qualquer proposta ou estudo que contribua com o conhecimento desses ecossistemas é valiosa. São eles que podem. mas inclui ainda interesses econômicos. pois além do conhecimento que possuem também atuam como verdadeiros fiscais de controle da ação antrópica. de sua fragilidade diante da ação devastadora do homem. os quais são atores-chave na elaboração de estratégias de conservação. Dessa forma. Essa forma de relação tornou-se mais perigosa. quer sejam comunidades tradicionais. priorizadas. Para tal. as pequenas vilas nas áreas rurais de ambas as regiões . nacional e internacional para com os elementos humanos que habitam esses ecossistemas ou seu entorno. São eles que conhecem a floresta. atualmente. Sabemos que o homem sempre buscou na natureza recursos para sua sobrevivência.vivem diretamente dos produtos que essa floresta lhes oferece para sobrevivência ou para comercialização do excedente. os pescadores do Vale do Ribeira. regional. a contribuição deste . Essa relação. uma vez que permitirá avanços na detecção de alternativas de conservação. Nesse aspecto. • o descaso por parte daqueles que propõem e executam as políticas de conservação ambiental local. os moradores da floresta . seus produtos e suas relações.

e incorporar na nova edição outras 41 espécies medicinais usadas na Amazônia e que haviam sido catalogadas em nossa pesquisa após a primeira edição. sobretudo depois que a Fundação Editora UNESP propôs. legitimarem o valor do conhecimento dessas comunidades e desses grupos e incluí-los no processo de conservação. Nessa proposta inicial a idéia era atualizar a revisão bibliográfica das 59 espécies medicinais que constavam daquele livro. o número de informações disponibilizadas tornou a proposta mais árdua e difícil do que imaginávamos. pagando o preço de um trabalho mais social. e também no de desenvolvimento. que a idéia de Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica foi tomando forma lentamente. que é justamente o conhecimento popular decorrente de dezenas. então começamos a ampliar o leque de colaboradores no trabalho de revisão bibliográfica das espécies vegetais identificadas e introduzir novos elementos à . como instituições determinantes para o avanço. entretanto. Passou da hora de a ciência e a política. No entanto. Não custa lembrar e salientar. que pensávamos menor que aquele que originou o primeiro livro. Foi a partir de pesquisas que realizamos. na verdade. centenas ou mesmo milhares de anos de relação desses habitantes da floresta com o ecossistema florestal. Verificamos que a atualização dos dados e a ampliação do livro representava. já que dez anos haviam se passado. Começamos o trabalho.livro é um começo. em janeiro de 1999. pois ele fornece dados importantes sobre um grande número de espécies vegetais que podem ser estudadas como medicamento e. a realização de uma segunda edição atualizada do livro Plantas medicinais na Amazônia. conseqüentemente. reunir valor econômico maior que aquele atualmente praticado na relação das indústrias e laboratórios farmacêuticos com os grupos e as comunidades tradicionais. considerando os aspectos aqui referidos. melhores condições de vida podem ser oferecidas para esses habitantes que conhecem a floresta e dela vivem diariamente. mais abrangente. A equipe já não era a mesma. abrindo uma porta importante para a publicação deste material. cada qual havia tomado seu caminho. fazer um novo livro e juntar os dados com os da primeira edição. publicado originalmente em 1989. Dessa forma. que a ciência usou e ainda usa como fonte de informações para obtenção de novos medicamentos. menos globalizado e mais coerente com as necessidades e aspirações daqueles que fazem o patrimônio cultural do país e que conhecem o funcionamento de seus ecossistemas melhor que qualquer área específica do conhecimento científico.

buscando nas mais variadas fontes dados que pudessem ser adicionados para cada uma das espécies a serem inseridas numa segunda edição do livro. farmacológicos. especialmente com comunidades tradicionais que habitam o interior ou no entorno da Mata Atlântica. mas verificamos lentamente que a proposta era bem mais valiosa. permitiria comparar os usos que grupos humanos distintos poderiam fazer de uma mesma espécie medicinal e. que prontamente os disponibilizou para esta publicação. A quantidade de informações obtidas foi gigantesca e iniciamos um trabalho cansativo e detalhado de seleção dos dados que considerávamos mais importantes para constar do novo material. toxicológicos e botânicos) de espécies vegetais desse importante ecossistema que é a Floresta Tropical Atlântica. por outro. tornou-se o objetivo principal da nova equipe. à medida que. assim como no banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM). Chemical Abstracts).proposta original. Estado de São Paulo. pelo menos as mais citadas. Foi nessa fase do trabalho que surgiu a idéia de incorporarmos à pesquisa algumas das plantas medicinais. Por si só. já disponibilizados em disquetes e com fácil acesso pelos computadores. buscamos informações em diversos endereços. foi a possibilidade de disponibilizar para as comunidades tradicionais de ambas as regiões . páginas e links que tratam do assunto e que estão com livre acesso na Internet. colocar lado a lado os dados de espécies vegetais específicas de cada ecossistema e usadas como medicamento pelos diferentes grupos estudados. pois não existiam ainda dados pormenorizados (etnofarmacológicos. A idéia de agrupar dados de pesquisas etnofarmacológicas com grupos étnicos distintos que habitam diferentes ecossistemas florestais ou em suas proximidades foi se concretizando como uma proposta de grande valor. Nessa nova etapa. Index Medicus. catalogadas em uma pesquisa etnofarmacológica realizada na região do Vale do Ribeira. No entanto. adicionando-se a essas plantas dados técnicos e científicos que permitissem avanços reais na pesquisa de plantas medicinais e na pesquisa de novas estratégias de conservação desses ecossistemas. a nova idéia não tinha mais como retornar. incluindo fotos de algumas espécies. outro importante e singular ecossistema brasileiro. químicos. além dos desenhos apresentados inicialmente. por um lado. além da pesquisa nos tradicionais índices de revisão (Biological Abstracts. A oportunidade de produzir uma publicação de plantas medicinais usadas na Amazônia e na Mata Atlântica.não .

que serão úteis. que incorpora todos os dados publicados no primeiro livro e que introduz uma nova forma de apresentação dos dados de espécies medicinais catalogadas por pesquisas etnofarmacológicas criteriosas. como é o caso da Amazônia e. passaram a representar uma nova alternativa . excelentes publicações foram sendo disponibilizadas. especificamente. sempre foi uma preocupação constante. especialmente quando esses dados se referem a espécies nativas de ecossistemas florestais pouco conhecidos em sua complexidade. especialmente os mais ameaçados. como é o caso da Amazônia e da Mata Atlântica. Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica não é uma segunda edição de Plantas medicinais na Amazônia. especialmente os habitantes das duas regiões onde foram realizados os estudos. da Mata Atlântica. realizadas na região amazônica e na região da Mata Atlântica do Estado de São Paulo. durante todo esse período. Mas mesmo considerando-se os enormes avanços nessa área. Quando Plantas medicinais na Amazônia foi publicado. sem dúvida. Relembramos que já em 1989 destacamos a importância de que o tema "plantas medicinais" tivesse uma abordagem ecológica e ambiental e que os dados das comunidades tradicionais e dos diferentes grupos étnicos sobre as plantas medicinais não fossem apenas um rol de informações para a seleção de plantas medicinais pelos pesquisadores da área. No entanto. A conservação dos ecossistemas tropicais. mas também discutindo e introduzindo novas abordagens para que a pesquisa com plantas medicinais pudesse escolher rumos e caminhos que apontassem para a solução dos principais problemas de saúde do país. mas as plantas medicinais. dados etnofarmacológicos continuam sendo a principal base para a escolha de plantas medicinais para estudos voltados para a obtenção de novos medicamentos. mais acessível que os artigos . não apenas catalogando espécies medicinais. tanto para os pesquisadores da área como para a comunidade em geral. Devemos ressaltar aqui a enorme evolução que o tema "plantas medicinais" teve no Brasil nos últimos anos. mas um novo trabalho.todos os dados e informações possíveis e mais importantes sobre as espécies vegetais mais utilizadas que orientou todo o nosso esforço em publicar este material na forma em que ele se apresenta.em artigos científicos e técnicos. mas com um livro. Com essa nova concepção. hoje. raros eram os trabalhos e as publicações que estavam disponíveis.

cujo objetivo principal está na melhoria da qualidade de vida de comunidades que habitam os ecossistemas florestais por meio do uso correto e adequado de espécies nativas de valor medicinal.somando-se a isso a busca de novos medicamentos. assim como a obtenção de renda adicional para as famílias que habitam os ecossistemas florestais ou seu entorno com a exploração sustentável desses recursos e sua conseqüente conservação . farmacoterápicos e especialmente fitoterápicos. permitem a redução da ação antrópica sobre outros produtos florestais. mas pouco realizado na prática. para que parte do patrimônio cultural de diferentes grupos étnicos brasileiros seja registrada e não seja perdida. Nesse sentido. respeitando-se os interesses das comunidades tradicionais. e para estimular e incentivar que tais pesquisas sejam realizadas efetivamente com o caráter inter e multidisciplinar amplamente apregoado e estimulado em inúmeras publicações.para a conservação dos ecossistemas. para que espécies nativas sejam priorizadas nos estudos de plantas medicinais pelos pesquisadores no Brasil. Trata-se de uma pesquisa iniciada em 1987 e que continua em comunidades tradicionais da Mata Atlântica. visto que as espécies vegetais de valor medicinal passam a ser mais um recurso florestal passível de exploração e de comercialização que. não sendo apenas uma compilação de dados da literatura. envolvendo uma enorme equipe de pesquisadores de distintos órgãos governamentais (estaduais. Finalmente. devemos fazer constar que este trabalho é resultado de uma pesquisa etnofarmacológica realizada com diferentes comunidades e grupos humanos do Brasil.não pode ser apenas a retórica. para sugerir que as pesquisas com plantas medicinais sejam pensadas também pelo seu caráter social e econômico. quer sejam como medicamentos eficazes e seguros para uso local quer como recursos econômicos explorados de forma sustentável. mas a base das pesquisas na área de plantas medicinais. apesar de preliminar e pequena. realizadas de forma racional e sustentável. reduzindo assim os sérios problemas ambientais pelos quais esses ecossistemas passam. municipais e federais) e não-governamentais. Aliar o conhecimento popular com o conhecimento científico . acreditamos que este trabalho é uma importante contribuição. Luiz Claudio Di Stasi .

referente ao uso das plantas com fins terapêuticos. a nosso modo de ver. que esse conhecimento seja perdido.Prefácio à primeira edição (1989) O trabalho aqui apresentado teve como objetivo alcançar as seguintes finalidades. Em primeiro lugar. significaria um grande prejuízo para a cultura e para a ciência do país. desse modo. Em terceiro lugar. principalmente no aspecto de alertar a população acerca dos problemas oriundos do uso indiscriminado de plantas medicinais e das plantas com efeitos tóxicos comprovados. principalmente no que se refere a facilitar a seleção de espécies vegetais potencialmente ativas e que são utilizadas amplamente pela população de determinada região. Tal proposta que se concretiza parcialmente com este trabalho é de grande valor. mediante a realização de um inventário de plantas medicinais. pois permite que a população se utilize dos recursos terapêuticos de origem . evitando-se. o que. visando ao resgate e à preservação da cultura popular de grupos étnicos definidos. realizar um estudo etnofarmacológico regional. o trabalho teve caráter de extensão universitária baseado na preocupação de devolver para a população envolvida no objeto de estudo os resultados das pesquisas realizadas com as espécies da região que pudessem fornecer esclarecimentos adicionais. obter informações que viessem subsidiar pesquisas nas diversas áreas que envolvem o estudo de plantas medicinais. Em segundo lugar. pretendeu-se.

e que visa. Em nenhum momento este trabalho quer se prestar como um receituário de plantas medicinais (tal uso seria um engano desastroso). Em quarto lugar. farmacologistas etc). objetivou-se redigir este trabalho com o intuito de fornecer informações sobre plantas medicinais de forma que fosse acessível à população leiga e de interesse para os mais variados profissionais que trabalham na área (botânicos. Fugimos assim da postura clássica de exploração dos conhecimentos tradicionais da população e dos recursos naturais da região com fins estritamente de pesquisa. principalmente no que está relacionado às questões de saúde e preservação do patrimônio cultural e natural de uma região rica do nosso país. Nesse contexto. preocupando-se não só com a busca do conhecimento real e verdadeiro. como qualquer outra atividade humana. muitos deles atualmente se direcionando profissionalmente para a pesquisa com plantas medicinais. do Departamento de Botânica da UNESP Campus de Rio Claro (SP). Por outro lado. consideramos que a ciência. deve ter um componente social em seu escopo. Osvaldo Aulino da Silva. Uma proposta de trabalho com tais características só é viável quando passa a envolver um grande número de indivíduos. Finalmente. é importante colocarmos aqui que o presente trabalho é parte integrante de um amplo projeto de pesquisa e extensão universitária. com as atividades deste trabalho. realizado no município de Humaitá. que potencialmente es- . com os conhecimentos adquiridos. para executar atividades mais coerentes com nossa realidade. Nesse contexto. ficamos plenamente satisfeitos com o interesse do grande número de alunos que participaram do trabalho. a estudar aspectos botânicos das plantas da região e executar atividades de Educação Ambiental. pretendeu-se. oferecer oportunidade a alunos de Ciências Biológicas e cursos afins de atuarem e manterem contato com uma área de pesquisa fascinante e de grande importância para um país com as características sociais que o Brasil possui.natural. mas também com a descoberta de soluções e novos caminhos que venham ao encontro das aspirações da sociedade brasileira. químicos. tendo conhecimentos adicionais sobre essas plantas. Tal proposta decorre de uma filosofia de trabalho que contém uma preocupação em contribuir. juntamente com o Prof. da qual o próprio pesquisador faz parte. além dos objetivos aqui expostos. com a promoção de melhores condições de vida para a população. mas funcionar como um instrumento de esclarecimento e alerta ao leigo usuário das plantas.

para que o conheci- . O trabalho em equipe baseado em uma proposta concreta e clara torna-se simples e empolgante na medida em que permite um alcance mais rápido dos objetivos e envolve uma grande variedade de idéias. visto o grande risco de extinção de várias plantas medicinais e principalmente pelo fato de que os vegetais.tejam dispostos a concretizar os objetivos sem medir esforços. no entanto. A inserção dessa abordagem ambiental ou ecológica no estudo das plantas medicinais fornece novos elementos que melhor caracterizam os resultados experimentais realizados com determinada espécie. como exemplos) e abióticos (umidade do ar. como seres vivos. principalmente no aspecto do rico conhecimento de plantas medicinais existentes nas diversas regiões. farmacologistas. qualquer projeto de pesquisa realizado em equipe tende a produzir melhores resultados em menor espaço de tempo. estações do ano e outros). estão sujeitos às influências de fatores bióticos (floração. que se superando as dificuldades. além de engrandecer o trabalho. é necessário que se ampliem em número e em qualidade as pesquisas na área. torna-se obrigatório quando se propõe o alcance de objetivos mais amplos como os aqui apresentados. O trabalho em equipe na área de pesquisa em plantas medicinais. clima. A literatura nos mostra que essas influências são inegáveis. incomparável com aquele que sentimos ao executarmos um trabalho individual. desde que cada participante cumpra suas tarefas e responsabilidades dentro do grupo. pela sua característica multidisciplinar. e nossa experiência é prova disso. Acreditamos. que podemos denominar ecológico. que podem não só determinar a quantidade de produção de compostos secundários das plantas (princípios ativos). propiciou um imenso prazer. propostas e encaminhamentos que enriquecem imensamente o trabalho. portanto é urgente a sua consideração. No entanto. Ao considerarmos as características culturais de nosso país. além de botânicos. consideramos de grande importância colocar que. verificamos que é este o momento da realização do maior número possível de estudos etnofarmacológicos. antropólogos e químicos. independentemente das dificuldades inerentes à própria relação social dos indivíduos. estágio de desenvolvimento. tipo do solo. como também a qualidade das propriedades terapêuticas de interesse. A experiência do trabalho em equipe aqui realizado. antes de se propor um cultivo programado de plantas medicinais. essa área requer um enfoque novo.

mento tradicional seja devidamente resgatado. desde a fase inicial até a possibilidade de publicá-lo com as características que aqui se apresentam. o que é de extremo interesse nas condições em que se encontra o país. preservado e utilizado como subsídio de pesquisas com plantas medicinais. o que significa um menor custo no desenvolvimento da pesquisa e na obtenção do produto final. Essa urgência na realização desses trabalhos se baseia no fato de que o conhecimento popular está sendo rapidamente alterado ou até mesmo extinto. além de tornarem possível este trabalho. Foi unânime por parte de toda a equipe que se relatasse a beleza do contato com os grupos étnicos envolvidos. não só de conhecimento das potencialidades da natureza. que. mas também por demonstrarem uma visão mais pura e bela da vida. Luiz Claudio Di Stasi . acrescentaram uma experiência rica. Não podemos deixar de fazer constar aqui o grande prazer e até mesmo uma verdadeira paixão que envolveu a realização deste trabalho. principalmente pela influência dos meios de comunicação de massa e pelo aspecto de que a abordagem etnofarmacológica possui a vantagem de permitir a padronização de modelos experimentais específicos que serviriam de instrumento de avaliação de um grande número de espécies vegetais.

quando as pessoas parecem querer retomar suas raízes buscando nas plantas a cura de seus males.Sobre a primeira edição do livro (1989) Quando a consciência de uma nação inteira parece despertar para a preservação do santuário ecológico mundial que é a Amazônia. e a ausência de levantamentos etnofarmacológicos . das quais o saber popular selecionou cerca de duas mil como medicinais. mas os primeiros registros remontam a milênios. a grande maioria na região amazônica. Dentro do terno cálice da débil flor residem o veneno e o poder medicinal. Oh! imensa é a graça poderosa que reside nas ervas e em suas raras qualidades.. de um lado. Observa-se. apesar disso. quando se constata.William Shakespeare. portanto. O Brasil contribui com 120 mil espécies. o enorme risco de extinção que correm fauna e flora. Dessas. surge o livro Plantas medicinais na Amazônia. uma disparidade entre a quantidade e a diversidade da flora medicinal. (Cena III. e.. porque na terra não existe nada tão vil que não preste à terra algum benefício especial. Acredita-se que a flora mundial esteja entre 250 mil e 500 mil espécies. quando se sabe que milhares de informações populares sobre o uso de plantas medicinais estão desaparecendo. Ato II de Romeu e Julieta . 1564-1616) A utilização de plantas com fins medicinais era comum na Idade Média. apenas 10% foram cientificamente investigadas do ponto de vista químico-farmacológico. por fim.

Levantamentos etnofarmacológicos. dados que auxiliem o usuário final na busca de conhecimento que tais levantamentos oferecem. efeitos observados. Quando dizemos criteriosos. são raros e induzem-nos a pensar que é possível ou que ainda há tempo de resgatar a memória nacional na utilização de plantas medicinais. a distância vencida.criteriosos. vale salientar que este trabalho representa um pequeno passo diante do extenso caminho que se tem a percorrer na recuperação de todas as informações relativas às plantas medicinais.Campinas) . Dra. chamamos a atenção para levantamentos etnofarmacológicos nos quais constem identificação taxonômica das plantas envolvidas. Esses requisitos estão plenamente satisfeitos neste livro. e isso é o que importa. Sua importância é tanto maior por tratar-se da região amazônica. Alba Regina Monteiro Souza Brito (UNICAMP . de outro. Profa. enfim. descrição botânica objetiva da espécie citada e usos. posologia. Mas o passo foi dado. Por último. como este que aqui se apresenta.

que. que para sua subsistência demanda áreas de cultivo e criação de gado. que outrora era restrita às margens dos rios navegáveis. No entanto. Atualmente. apesar da exploração madeireira ainda representar pequena fração dos seus cinco milhões de quilômetros quadrados. De fato. provenientes da evapotranspiração. que chama a atenção de cientistas de várias partes do mundo. . qualquer atividade descontrolada pode acarretar processos irreversíveis de destruição da floresta. a ação predatória do homem na Floresta Amazônica vem ocorrendo numa velocidade espantosa. A exploração madeireira. esta contribui com cerca de 50% de vapor d'água para a formação de chuvas. a situação em relação às áreas perturbadas é deveras preocupante. atingiu um equilíbrio graças à interação de fatores como umidade. Dada a fragilidade desse equilíbrio. por se tratar de uma importante fonte de perturbação.Apresentação do trabalho em 1 989 A Amazônia constitui um dos mais completos ecossistemas da Terra. Fearnside. apesar da pobreza dos solos. a taxa de desmatamento é o que realmente preocupa. atualmente assume proporções alarmantes graças ao desenvolvimento de vias rudimentares e com estas o avanço da colonização. alta precipitação e reciclagem de seu próprio material orgânico. no caso da Amazônia. conforme aponta Philip M. Não é difícil justificar a necessidade de manejo dessa vegetação. Basta lembrar que as florestas têm papel importante na regulação do ciclo hidrológico e que.

em vista do desconhecimento das conseqüências reais que disso possam advir. coloca às mãos dos leitores. levando-se em conta a preocupante taxa de predação feita pelo homem. muitas provavelmente sucumbirão antes mesmo de qualquer conhecimento de seu potencial. visando à preservação da memória histórica dos usos e costumes. fruto de um trabalho sério de pesquisa. as falhas no fluxo informativo e conseqüente perda do conhecimento sobre a terapêutica empregada pelos diferentes grupos étnicos e. Dr. acarreta duas situações que. informações importantes sobre as 59 espécies mais utilizadas pelos grupos étnicos estudados para fins terapêuticos. sua redação simples e facilidade de acesso para consulta. ecológico e histórico. pelos cuidados com a parte gráfica e as ilustrações. julgamos altamente preocupantes: por um lado. por outro. que se origina tanto da necessidade de uma terapêutica alternativa pelo baixo poder aquisitivo e pelo difícil acesso à assistência médica como da grande influência cultural dos arborícolas da região. mas diz respeito também à riqueza do conhecimento popular acerca do uso terapêutico de plantas. e. Trata-se de uma obra de capital importância no assunto e que se sobrepõe aos freqüentes receituários para se dedicar ao resgate do patrimônio etnofarmacológico e às valiosas informações técnicas que certamente servirão de apoio a novas pesquisas no campo das ciências naturais. A importância da Amazônia não se restringe apenas às espécies animais e vegetais. portanto. o uso indiscriminado de material vegetal na cura de doenças. De qualquer maneira. riquíssima em espécies. do ponto de vista social. tendo à frente toda a dedicação e coordenação do Prof. por trás do uso inadvertido da área estão interesses industriais e políticos que concorrem para o desaparecimento da flora. Plantas medicinais na Amazônia. Somada a isso. honrado em apresentar esta obra. a carência de estudos sobre a vegetação brasileira e orientação popular.Rio Claro) .O setor industrial tem também colaborado com o desmatamento na medida em que depende de matéria-prima florestal para manter o seu nível de industrialização. desde o leigo ao mais especializado. Luiz Claudio Di Stasi. Sinto-me. das quais poucas foram estudadas. Osvaldo Aulino da Silva (UNESP . Prof.

Jacupiranga e Sete Barras.Metodologia de pesquisa Apresentamos. no Amazonas. • Aldeia dos Tenharins. a seqüência de estudos realizados para melhor compreensão das atividades de campo realizadas desde 1987. Vale do Ribeira. localizada a 120 quilômetros do município de Humaitá. pela Rodovia Transamazônica em direção ao Norte. resumidamente. Mata Atlântica • Comunidades rurais e urbanas dos municípios de Eldorado. Entrevistas Entrevistas semi-estruturadas foram realizadas em ambas as regiões. no Estado de São Paulo. • Comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. Local da pesquisa A pesquisa foi realizada em duas regiões e em várias localidades de cada uma delas: Amazônia • Município de Humaitá. sul do Estado do Amazonas. pois não consideramos ser este o espaço para pormenorizar todos os métodos utilizados. conforme descrito a seguir: .

• Vinte entrevistas com habitantes de comunidades ribeirinhas do Rio Madeira e seus afluentes. No caso de material em fase de floração. Mata Atlântica • Cem entrevistas com habitantes urbanos dos municípios de Eldorado e Jacupiranga (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). cujo acesso era feito por meio de barcos cedidos por lideranças locais (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar deste projeto). Chefe da Aldeia dos Tenharins e sua esposa foram entrevistados várias vezes por diferentes membros da equipe e por meio de quatro viagens para a aldeia). Jacupiranga (21) e Sete Barras (31) (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar da entrevista). • Setenta entrevistas com habitantes rurais de Eldorado (18). Para materiais fora da fase de floração. Amazonas. assim. a coleta errada do material. Coleta de material e identificação taxonômica As espécies referidas nas entrevistas foram sempre coletadas pela indicação do entrevistado e na sua presença. Departamento de Botânica do Instituto de . novas visitas foram realizadas aos entrevistados até sua obtenção.Amazonas (realizadas em todos os domicílios onde foram encontrados habitantes e que consentiram em participar do trabalho). • Duas entrevistadas (tuxaua "Kuarrã". • Noventa questionários aplicados a professores voluntários da rede oficial de ensino (escolas rurais e urbanas) e para líderes comunitários voluntários do município de Sete Barras. as exsicatas foram enviadas ao Herbário do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). ao Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". Para as espécies da Amazônia. evitando-se. exsicatas foram preparadas e enviadas para identificação. Em alguns casos o material vegetal florido não foi coletado.Amazônia • Noventa entrevistas com habitantes de Humaitá .

Banco de dados da Fundação Brasileira de Plantas Medicinais (FBPM).Biociências da UNESP .Rio Claro. Revisão bibliográfica Uma vez identificadas as espécies. Sites da Internet. Chemical Abstracts. foram realizadas pesquisas bibliográficas nos seguintes índices: • • • • • Biological Abstracts. e ao Herbário do Instituto de Biociências da UNESP . Depois da compilação dos dados foram selecionados aqueles de interesse para as características do trabalho aqui apresentado. priorizando-se os relatos de farmacologia que confirmassem ou não o uso tradicional das espécies vegetais. Itajaí . Outras informações (agronômicas.Santa Catarina. as exsicatas foram enviadas aos Herbário "Irina Delanova Gemtchujnikov". para sua identificação. Para as espécies coletadas na Mata Atlântica. ecológicas e botânicas) foram sendo adicionadas conforme a organização de cada um dos capítulos. os dados químicos e os de toxicidade que orientassem o uso das espécies. . Index Medicus (Med-line).Botucatu.Botucatu e ao Herbário "Barbosa Rodrigues". Departamento de Botânica do Instituto de Biociências da UNESP .

Incluem-se no livro apenas espécies de Angiospermae.Organização do livro Para permitir que os dados das diferentes espécies medicinais referidas pelos habitantes de ambos os ecossistemas florestais pudessem ser avaliados comparativamente. verificou-se que agrupar as espécies de forma sistemática considerando os grupos taxonômicos seria a melhor estratégia. Optou-se por apresentar as espécies dentro de suas famílias. as espécies não poderiam mais ser apresentadas por ordem alfabética de nomes populares. Uma nova forma de apresentação das espécies teve que ser analisada e. . incluindo-se assim pequenas introduções e informações sobre cada uma das ordens e das famílias botânicas incluídas neste trabalho. assim como enriqueceria os dados disponibilizados no livro. com o tempo. Os capítulos se distribuem em duas partes: • Parte I . mas considerando especialmente a Ordem Botânica à qual pertenciam.incluindo as monocotiledôneas medicinais. Utilizou-se o sistema de classificação botânica adotado por Cronquist (1981) e modificado por Kubitzki em seu sistema de arranjo das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997). como havia sido feito na primeira edição deste livro. Isso tornaria fácil analisar a importância de cada família vegetal como fonte de espécies medicinais para estudos.

das diversas famílias incluídas em uma determinada ordem. dados ecológicos e distribuição.Seção 1: Medicinais da subclasse Magnoliidae .dados botânicos e outras informações (quando for o caso). . significado do nome do gênero e dados sobre o gênero. que compreendem uma descrição botânica. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. às quais foram adicionadas (quando existiam) outras referências de dados de uso popular.nomes populares da espécie na região de estudo ou de acordo com outras referências bibliográficas pesquisadas. .• Parte II .Seção 3: Medicinais da subclasse Dillenidae .Seção 5: Medicinais da subclasse Asteridae Cada uma das partes inclui diversos capítulos montados a partir da ordem botânica das espécies vegetais referidas.incluindo as dicotiledôneas medicinais. Para cada capítulo. em vários casos. as quais se subdividem em cinco seções: . tem-se a seguinte estrutura-padrão: • Introdução sobre a ordem botânica. Também não é referida nenhuma espécie de Pteridophyta e Gymnospermae. incluindo-se os principais grupos e classes químicas já descritos na literatura científica para cada um dos gêneros ou espécie referida no texto. incluindo: . pois não foram citadas espécies vegetais desta subclasse em nenhuma entrevista. . • Dados químicos. Das Dicotyledonae não foram referidas espécies das famílias. • Introdução sobre a família botânica ou. respectivas ordens e respectiva subclasse Hamamelidae. • Monografias de espécies medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica.Seção 4: Medicinais da subclasse Rosidae . especialmente apontando-se o valor da ordem como fonte de espécies medicinais.Seção 2: Medicinais da subclasse Caryophyllidae .dados da medicina tradicional que incluem os dados decorrentes das entrevistas realizadas pelos pesquisadores do projeto.

Essas ilustrações constavam do livro Plantas. incluindo as principais referências sobre as atividades farmacológicas já descritas para uma espécie ou gênero. além de uma extensa bibliografia atualizada.• Dados farmacológicos. encontram-se um glossário de termos botânicos. químicos e médicos usados no livro e um índice de nomes científicos que ajudam na compreensão dos diferentes tópicos abordados em cada um dos capítulos. .desenhos escaneados: incluem ilustrações realizadas por L. • Em alguns capítulos todos esses dados estão agrupados em um único tópico. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. formatado e montado para a inclusão neste livro. . de vários tipos: . . formatadas e montadas para inclusão no livro. No final do livro.Todas essas imagens fazem parte do Banco de imagens organizado com apoio da Fapesp. Instituto de Biociências de Botucatu. apontando os principais efeitos tóxicos ou adversos de cada uma das plantas ou gênero. Di Stasi a partir da exsicata do material coletado ou a partir de outras ilustrações indicadas nas legendas. UNESP. formatadas e montadas para inclusão no livro.fotos escaneadas: incluem fotos de várias origens (todas com a autoria) cedidas para esta publicação e que também foram escaneadas. para o armazenamento de imagens de exsicatas depositadas nos herbários. .escaneratas: técnica desenvolvida no Laboratório de Fitofármacos ( ) do Departamento de Farmacologia. Para várias espécies e gêneros não há estudos na literatura e esse tópico não existe. • Ilustrações: para algumas das espécies são apresentadas ilustrações. • Dados toxicológicos. C. medicinais na Amazônia e foram escaneadas. O material após coleta ou por empréstimo dos herbários foi escaneado.

Parte I Monocotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Hiruma-Lima E. Na ordem Eriocaulales estão incluídas apenas as espécies da família Eriocaulaceae. Xyridaceae.1 Commelinidae medicinais C. A. algumas com importantes famílias botânicas e diversas espécies vegetais de valor medicinal e econômico. algumas delas descritas neste capítulo. Outras ordens botânicas como Juncales. destacando-se o gênero Paepalanthus com centenas de espécies popularmente denominadas sempre-vivas e amplamente usadas como ornamentais. Di Stasi Introdução A subclasse Commelinidae de espécies vegetais inclui sete ordens. A ordem Commelinales inclui as famílias Rapateaceae. C. A ordem Cyperales inclui as famílias Cyperaceae e Graminae (Poaceae). Restionales e Hydatellales são pouco importantes nos ecossistemas brasileiros. M. . Mayacaceae e Commelinaceae. Guimarães C. Santos L. e dessa segunda é que se destacam várias espécies de valor medicinal e econômico. pelo seu grande valor ornamental. M. Typhales. das quais devemos destacar apenas algumas espécies do gênero Tradescantia (Commelinaceae).

flavonóides e terpenóides (Evans. A família é dividida em quarenta tribos. que incluem vários gêneros. e uma grande proporção desses produtos é utilizada na indústria de gêneros alimentícios. Cymbopogon. inclui cerca de 668 gêneros e aproximadamente 9. subfamília que. que inclui alguns importantes gêneros. respectivamente. que estão distribuídas em seis subfamílias botânicas: • Bambusoideae. Essa família botânica inclui plantas herbáceas com raízes fibrosas e rara ocorrência de arbustos ou árvores. e o gênero Oryza. • Pooideae. substâncias cianogênicas. que inclui os gêneros Secale e Avena. reunindo inúmeras utilidades. 1996). • Panicoideae. do famoso centeio e da aveia. amido. • Centothecoideae. e na Amazônia identificou-se o uso popular de quatro espécies distintas dessa família: Andropogon leucostachys. excetuando-se as espécies do gênero Eleusine. um dos mais importantes alimentos da população brasileira. açúcar e óleos essenciais. também referidas como medicinais na região da Mata Atlântica e cujos dados passamos a apresentar. açúcar e trigo. Dessas quatro espécies devemos destacar a Saccharum officinarum e a Cymbopogon citratus. Arundinoideae e Chloridoideae. cujo representante principal é o arroz. Os outros constituintes incluem alcalóides. Várias espécies possuem importância terapêutica. Saccharum e outros. visto que inclui inúmeras espécies dos gêneros Andropogon. também denominada Gramineae. do ponto de vista de espécies medicinais. Andropogon nardus. ácidos fenólicos. Zea. Paspalum. gêneros alimentícios como bebidas. como o Bambusa e suas 120 espécies popularmente denominadas bambus.500 espécies distribuídas universalmente e com grande importância econômica. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de grãos. Nessa subfamília também encontramos importantes espécies e gêneros de valor econômico e alimentar. como Sorghum do sorgo. mas sem importância medicinal. saponinas.A família Poaceae. é a mais importante. Cymbopogon citratus e Saccharum officinarum. e a cana-de-açúcar {Saccharum officinale). ferragem. As espécies de Poaceae contêm uma grande variedade de constituintes químicos. principalmente Zea mays (milho). .

Na Mata Atlântica não foi referida como medicinal. com folhas invaginadas bastante agudas.5 m de altura. os colmos são finos. Dados botânicos A espécie é uma erva que atinge até 80 cm de altura com rizomas bastante oblíquos. espiguetas sésseis e fruto cariopse. Em outras regiões do país. podendo atingir até 2 m de comprimen- . também são ramificados e terminam em uma panícula de espigas digitadas. a espécie também é chamada de Capim-de-cheiro e Citronela.Espécies medicinais Andropogon leucostachys H. por sua vez. espigas digitadas e com uma coroa de pêlos compridos. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Rabo-de-cavalo. Não foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica. bainhas foliares cobrem a base dos ramos e das lâminas foliares com 10 a 20 cm de comprimento e aproximadamente 3 cm de largura.K.B. glabros e curvados. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Capim-cheiroso e Capimlimão. possuindo um grande número de ramos. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas secas é utilizada como antitérmico e analgésico. Andropogon nardus L. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. a planta também é conhecida como Capim-membeca. Dados botânicos A espécie é uma erva de colmo ereto que atinge até 1. Em outras regiões do país. os quais.

Capim-cidreira. rizoma semi-subterrâneo. Corrêa (1984) refere que das folhas se pode obter um óleo essencial denominado óleo de citronela. as inflorescências são panículas lineares compostas de espigas pequenas e escuras. lineares. bainha larga e lígula na base do limbo. problemas estomacais e febre. nervação paralela e nervura central saliente na face dorsal. eretas. flores reunidas em inflorescências do tipo espigueta com glumas vermelhas (Figura 1. a decocção das folhas passada sobre a pele serve como repelente para insetos. 1962). . Erva-cidreira. Capim-cidrão. tais como flexuosus. formigas e traças. com grande valor econômico. sudoríficas e carminativas. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugas. Capim-limão. Capim-sidró. Capim-marinho. formando uma touceira robusta.1). Dados botânicos Erva perene com caule do tipo colmo.) Stapf. ao passo que o óleo possui importante ação para espantar mosquitos. Alguns autores afirmam que essa espécie possui muitas variedades. Patchuli-falso. folhas alternas. Sídró. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Cymbopogon marginatus e Cymbopogon validus (Watt & BreyerBrandwijk. compridas. O uso oral dessa decocção é útil como antitérmico e para o alívio de gases intestinais. Cymbopogon citratus (DC. Capim-cheiroso. com nós e entrenós.to. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado na região amazônica contra qualquer tipo de dor. marginatus e validus. respectivamente sinônimos de Cymbopogon citratus. ásperas em ambas as faces. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica a espécie é chamada de Capimsanto. Vervena.

1982). espiguetas com flores pequenas. folhas amplexicantes. como calmante e antiespasmódico (Matos et al. Matos & Das Graças. planas. ao passo que a decocção das raízes é amplamente usada como . como diurético. Dados botânicos Planta herbácea de raiz geniculada e em parte fibrosa. Outras indicações de uso medicinal incluem o uso do chá das folhas. em Brasília. dores de cabeça e disenteria. a infusão das folhas é usada internamente como sedativa e contra diarréia. a infusão das folhas é usada como antidiurético. 1982. no Pará. o suco do colmo da planta. como calmante e contra pressão alta e esterilidade (Simões et al. nervura central saliente e bainha espinescente. fruto do tipo cariopse ovóide. dores de cabeça e dores musculares. articulado e um pouco mais grosso nos internós. reumatismo e febre. duas vezes ao dia. calmante e antiespasmódico (Barros.. gripes fortes. na forma de banho (Amorozo & Gély. é utilizado para aumentar a lactação e para tratar a insônia. simplesmente. carminativo. O suco das folhas gelado é consumido como sedativo e como refrigerante. 1980). ápice agudo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. colmo arqueado na base. cilíndrico. 1988).2). hermafroditas. pequeno (Figura 1. Nomes populares A espécie é chamada em todo o Brasil de Cana-de-açúcar ou. 1 dísticas.Na região da Mata Atlântica. no Ceará. verde ou violácea. A decocção das raízes é usada contra gripes fortes e reumatismo. 1980). Cana. Saccharum officinarum L. 1986). como calmante e antiálgico (Van den Berg. carnoso e com epiderme lenhosa de cor amarelada. no Mato Grosso. contra gripes. lineares. no Rio Grande do Sul.. simples. Na região da Mata Atlântica. ásperas.

linalol. farnesol. ácido nerólico e ácido gerânico (Sargenti & Lanças. a. aftas. 1996. febres. 1997). sendo determinados os principais constituintes: citral (69.8-cineol. metil-heptenona. Estudos foram feitos no intuito de avaliar a variação sazonal da composição do óleo (Chagonda & Chalchat. citronelal.4%). 1997). 1981)..diurético e contra hipotensão. externamente. mirceno. neral. 1984). geraniol. terpenos e dipenteno (Costa. cólera. O óleo essencial de C. limoneno. 1986). chumbo e cobre. contra úlceras da córnea. geranial e outros compostos não identificados (Craveiro et al. 1. como o geraniol. escarlatina. A decocção dos bulbos é usada contra distúrbio dos rins e para expulsão de parasitas intestinais. mentol. laurato de etila. rachas dos seios. além de o açúcar servir para o combate à pneumonia.e b-pineno. vários aldeídos. felandreno. cetonas e alcoóis. erisipela. além de seus isômeros geralúal e neral. vômitos da gravidez (Corrêa. . terpineol e citronelol (Torres & Ragadio. citratus das Filipinas foi obtido de suas folhas. neral. como citronelal.. envenenamento com arsênico. Esse óleo possui grande quantidade de citral (75% a 85%). 1996). metil-heptenol. Outras indicações incluem a referência de que a espécie é útil. contra resinados e anginas e. isovaleraldeído e decilaldeído. cariofileno. Dados químicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus é constituído de mirceno. Ming et al. tuberculose. internamente. nerol.

Carlini (1985) realizou um amplo estudo farmacológico. 1985) e anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. Os principais constituintes das folhas de C. 1986. Di Stasi et al.. 1988). e Di Stasi (1987).. relatam. citratus foi testado quanto à sua atividade antinematoidal. porém apresentou atividade muito fraca (Mackeen et al. Foram observadas as atividades de diminuição da atividade motora (Ferreira & Raulino Filho. depressora do SNC (Ferreira & Raulino Filho. 1996). uma potente atividade analgésica detectada pelos métodos de contorções abdominais e imersão da cauda... 1998). geranial (45..5%) apresentaram atividade antibacteriana e antifúngica (Chalchat et al. 1983 e 1989a). O extrato metanólico de C.Dados farmacológicos O óleo essencial de Cymbopogon citratus possui atividade antibacteriana (Cimarga et al. O efeito analgésico foi confirmado por Lorenzetti et al. 2002). 1997) e o extrato de C. 1989) e antioxidante (Lopes et al. (1985). 1988). toxicológico e clínico com essa espécie. Pinho et al. citratus.. aumento do tempo de sono (Ferreira & Fonteles. no entanto. anti-helmíntica (Jourdan. O óleo essencial foi incorporado a cremes antifúngicos tendo bons e significativos resultados (Wannissorn et al. Onawunmi et al. Onawunmi... 1988).8%).. citratus inibiu a hepatocarcinogênese (Puatanachokchai et al. 1990). 1985).. enquanto Ferreira et al. O citral apresentou atividade citotóxica contra células leucêmicas P388 de camundongos (Dubey et al.9%) e neral (33. 1997). 1995). anticonvulsivante (Ferreira & Raulino Filho. 1984. Com as folhas de C.. A atividade antibacteriana de C. analgésica (Viana et al. 1986 e 1987. citratus foram atribuídas aos constituintes do óleo essencial citral e mirceno (Ferreira et al. 1988).. 2000. (1988) e atribuído à presença do mirceno nessa espécie (Sarti et al. citratus já foram constatadas as atividades: sedativa (Ferreira & Fonteles. . Tanto a atividade depressora do SNC quanto a atividade analgésica de C. 1997). citratus parece ser afetada pelo conteúdo de citral existente no óleo (Syed et al.. Lorenzetti et al. mirceno (12.. (1983) referem atividade antiespasmódica. não observando propriedades de interesse terapêutico. 1988) antimicrobiana (de Sá et al.. Onawunmi & Ogunlana. 1988). 1986 e 1987). 2002.

ferúlico e sinápico (He & Terashima. . um álcool alifático com alto peso molecular. visto o grande número de trabalhos com C. citriodorus. 1999).. 1990).. Do extrato das raízes foi isolado éter glicosídeo aromático denominado vaniloil-1-Obeta-glucosídeo acetato (Yadava & Misra.. bradipnéia. 1997. 1983). e Di Stasi (1987) demonstrou um discreto efeito analgésico do extrato hidroalcoólico. 1989). Hikino et al. 1986a). ácidos p-coumárico. Menendez et al. 1988). perda de postura. citratus possui ação irritante sobre a pele de animais (Opdyke. capaz de diminuir os índices de colesterol em voluntários hipercolesterolêmicos. ligninas e ácidos fenólicos. sedação e defecação (Ferreira et al. ataxia.. 2000). Além de hipocolesterolêmico. é antiplaquetário e não apresentou efeito tóxico (Gomez et al. Corrêa (1984) relata a presença de inúmeros compostos de interesse industrial. O efeito antioxidante do policosanol foi observado sobre a peroxidação lipídica de membrana do fígado (Fraga et al. citratus. O policosanol também foi capaz de prevenir as lesões espontâneas ateros-cleróticas e na isquemia cerebral em animais.Em relação a outras espécies do mesmo gênero. apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al.. também conhecido como Capim-cidrão. Para a espécie Saccharum officinarum. Não consideramos importante relatar os estudos químicos e farmacológicos de outras espécies desse gênero. (1985) relatam que a fração polissacarídica dessa espécie foi capaz de inibir a acumulação de peróxidos lipídicos no soro de ratos. 1976) e o hidrolato dessa espécie provocou um quadro de hipocinesia. o extrato hidroalcoólico das folhas de C. De S. Dados toxicológicos O óleo de C. Foi isolado também o policosanol.. officinarum foram obtidos polissacarídeos pécticos (Saavedra et al.

c) vista geral da touceira (Banco de imagens ). .FIGURA 1.Cymbopogon citratus: a) base da planta com bainhas. b) inflorescências com os numerosos estames (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Costaricensis).1 .

Saccharum officinarum.FIGURA 1. Vista geral da planta com a inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa (1984) .Banco de imagens ).2 . .

da qual há vários representantes popularmente denominados Banana. Lowiaceae. A. não inclui espécies referidas popularmente como medicinais. As espécies da família Bromeliaceae. todas com pouco valor nos dois ecossistemas em questão. Guimarães C.2 Zingiberidae medicinais C. C. M. Santos E. entre outras o famoso gengibre (Zingiber officinale). M. especificamente das famílias Zingiberaceae e Musaceae. Tal uso não é comum na região amazônica. Zingiberaceae. Cannaceae e Marantaceae. Na ordem Zingiberales estão incluídas as famílias Musaceae. apesar de sua intensa ocorrência e exploração na região da Mata Atlântica. importante fonte de espécies de grande interesse ornamental e econômico e cuja exploração comercial na região da Mata Atlântica representa um grande problema ambiental e uma fonte de recursos para as populações locais. importante produto de comercialização. De todas essas famílias. referiremos espécies medicinais apenas da ordem Zingiberales. Hiruma-Lima L. Di Stasi A subclasse Zingiberidae inclui duas grandes ordens: Bromeliales e Zingiberales. Na ordem Bromeliales se encontra apenas a família Bromeliaceae. .

algumas delas aqui descritas. descrita por Ivan Ivanovic Martinov. várias são ervas com rizomas aromáticos e células secretoras com óleos etéricos de amplo uso. Costus e Hedychium. e • Zingiberoideae. Os gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: • Costoideae. nos quais estão distribuídas 1. destas. Renealmia e Riedelia. especialmente as famosas Canas-do-brejo. Alpinia. Espécies medicinais Alpinia japonica Miq.100 espécies tropicais espontâneas. na qual se encontram as espécies dos gêneros Costus. Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Vendicaá. lâminas .Plantas medicinais da família Zingiberaceae Introdução A família Zingiberaceae. Vindecaá e Vindicáa. de amplo uso nas regiões de Mata Atlântica. Dados botânicos Erva perene com rizoma aromático do qual nasce o caule aéreo. inclui 52 gêneros. que o utilizam como medicamento e como fonte de recurso financeiro. deve-se destacar o grande valor econômico do gênero Zingiber e sua importância para as comunidades que habitam a região da Mata Atlântica. Curcuma. Além do valor medicinal das espécies dessa família. com folhas membranosas. com várias espécies medicinais. na qual se localizam os gêneros Zingiber. larga bainha na base que envolve o caule.

vistosas. fruto capsular. A espécie é ornamental e muito explorada comercialmente na região do Vale do Ribeira. O banho morno preparado com as folhas é utilizado em "frialdade nas pernas" (Amorozo & Gély. O gênero Alpinia descrito por William Roxburg possui aproximadamente duzentas espécies. androceu com um estame fértil e em geral quatro estaminódios petalóides. gineceu com ovário ínfero. contém inflorescências terminais.com 20 a 40 cm de comprimento. . inclui 42 espécies tropicais. trilocular e muitos óvulos (Figura 2. perianto distinto em cálice (claviforme. distribuídas especialmente na Ásia e nos países do Pacífico. Outras indicações envolvem o uso interno da infusão das folhas. mas com algumas espécies em regiões tropicais. hastes longas e folhas espiraladas em relação ao ramo. espessas. hermafroditas e zigomorfas. entouceirada. Costus spiralis Rosc.1). ápice agudo e base arredondada.5 m de altura. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira e nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica a espécie é conhecida como Cana-do-brejo. elípticas. podendo chegar a até 35 cm de comprimento. ocorrendo em abundância em regiões alagadas. descrito por Carl Linnaeus. Dados botânicos Erva de rizoma ramificado e carnoso. densas com flores brancas ou róseas. tridenteado e pubescente) e corola não vistosa. Dados da medicina tradicional Na Amazônia. O gênero Costus. o banho preparado com folhas e flores é considerado útil como anti-séptico externo e contra corrimento vaginal. enquanto o macerado das folhas em água é usado como amaciante de roupas. podendo chegar a até 1. 1988). contra sarampo. flores em grupos com brácteas vistosas.

Hedychium coronarium Koen. as inflorescências são terminais com flores brancas. e a infusão dos colmos é usada internamente contra hepatite e dores de barriga. A decocção de suas folhas. muitas delas cultivadas como ornamentais e fornecedoras de fibras para produção de papel. sendo de fácil multiplicação por touceiras. em Iguape é comum a denominação Napoleão. O gênero Hedychium. Em razão de sua beleza. de onde partem as folhas longas. muito perfumadas (Figura 2. especialmente de origem sifilítica.2). além de ser útil externamente na lavagem de feridas. grandes. sésseis. vistosas. descrito por Johan Gerhard Koenig. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica como Lírio-do-brejo. Dados botânicos É uma planta herbácea e rizomatosa. Em outras regiões do Brasil também é denominada Lágrima-de-moça. .Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. a espécie é muito utilizada como ornamento. inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. incluindo a espécie aqui descrita. Dados da medicina tradicional As folhas e flores dessa espécie. podendo atingir até 2 m de altura com suas hastes eretas. Lírio branco e Gengibre branco. cilíndricas. lanceoladas e coriáceas. a infusão das folhas é usada contra hipertensão e como diurético. as folhas frescas são usadas topicamente como resolventes de tumores. contra diarréias graves. são muito usadas na região do Vale do Ribeira como diurético e para reduzir a pressão arterial. A planta é amplamente encontrada na Mata Atlântica. na forma de infusão. Corrêa (1984) refere que o suco dessa planta é útil contra arteriosclerose e como calmante das excitações nervosas e do coração. habitando brejos ou locais alagados a pleno sol.

de Gengibre. cólicas. diarréias e como vomitiva.Zingiber officinale Roscoe Nomes populares A espécie é chamada. indigestão. tosses. . com ampla distribuição. ao passo que o xarope dos rizomas é amplamente utilizado contra dores de barriga. externamente. Não houve referência de uso dessa espécie na região amazônica. Na medicina chinesa é usada internamente contra tosses. mesmo no Vale do Ribeira. contra náusea. A espécie tem sido cultivada por seu valor na medicina e na culinária. A espécie é reputada como estimulante. 1995). internamente. em todo o Brasil. A espécie já era referida como medicinal no ano 200 d. lanceoladas. onde a maioria das espécies é espontânea. mas especialmente na Ásia. sendo especialmente importante contra a gastrite causada por consumo de álcool e para controle da diarréia (Grieve. a decocção dos rizomas é usada contra gripes e tosses. Dados da medicina tradicional Nas comunidades do Vale do Ribeira. com a parte aérea atingindo até 1 m de altura. com uma lígula membranosa bífida. tendo sido citada também na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica e considerada uma das mais antigas espécies vegetais referidas como medicinais. lumbago e cólicas menstruais. flatulência e eólicas. A espécie é usada. carminativa com uso na dispepsia. gripes. sendo provavelmente o local de sua origem. Dados botânicos É uma espécie com rizoma tuberoso. O gênero Zingiber foi descrito por Karl Julius Boerner e inclui mais de cem espécies pereniais. flores amarelas na forma de espigas e fruto capsular. Ela também é explorada comercialmente como alimento e como medicamento pelos habitantes da região da Mata Atlântica. e. C. 1994). contra reumatismo. gripes e para problemas circulatórios. além de diversos outros usos (Bown. folhas alternas.

. nerolidol. epóxido II e 4ahidroxidihidroagarofurano foram isolados de A. speciosa e A. humulene. Foram isolados também dois sesquiterpenos do tipo alpinolídio. galanga. 1987c). formosana foram isolados de seus rizomas diterpenos do tipo labdano e do tipo bisnorlabdano. 1987). 1987a e 1987f) e A. katsumadai (Okugawa et al. eugenol e acetato de chavicol foram determinados como os compostos aromáticos de A. galanolactona e (E)-8. Dos rizomas de A. Esses mesmos constituintes foram também detectados nos frutos da espécie A. 1987). Da espécie A. 1987). 1987b)... galanga (Barik et al.. 1995). Os principais constituintes dos frutos de A. galanga são 1acetoxichavicol acetato e l'-acetoxieugenol acetato. são os responsáveis pela atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em . alcalóides e fenóis livres foram verificados em A.. Cinco compostos. óleo essencial. constituintes fenólicos em A. japonica (Morita et al. Os compostos isolados dos rizomas de A. Foram isolados dos rizomas de A. além da presença de sesquiterpenos e compostos fenólicos (Itokawa et al. o peróxido secoguaiano e 6-hidroxialpinolídio (Itokawa et al.Dados químicos da família Diversos compostos sesquiterpenóides foram isolados de Alpinia japonica (Itokawa et al. linalol.. (Xue et al.6-dehidrokawaina. galanga. e 5. Os sesquiterpenos -eudesmol. São eles: p-hidroxicinamaldeído e di-(phidroxi-cis-stiril) metano (Barik et al. 1987b). intermedia (ltowaka et al. conchigena que possui também nonacosano e sitosterol (Yu et al.. 1988).. 1996). speciosa derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária (Teng et al.. sendo três do tipo eudesmano (Itokawa et al. 1.-(17)12-labddieno-15. isohanalpinona e alpinenona. 1990). 1987a) e três do tipo guaiano: hanalpinona. Dois constituintes fenólicos foram também isolados do extrato clorofórmico do rizoma de A.. De A.16-dial (Morita & Itokawa. 1988a).. nutans (Mendonça et al.6-dehidrokawaina. japonica foram isolados diversos sesquiterpenos. 1988).8cineol. 1987). 1988). 1985a e 1985b. Foram também detectadas de suas sementes diterpenos com atividade citotóxica e antifúngica denominados galanal A e B.. speciosa. acetato de geranil.. dihidro-5. galanga (Mori et al. O acetato l'-acetoxichavicol foi isolado também do óleo essencial dos frutos de A. taninos.. galanga foram isolados dois compostos: acetato l'-acetoxichavicol e acetato DL-l'-acetoxieugenol (Itokawa et al.. flavonóides em A.

Dos rizomas de A.. chumbo. Das partes aéreas de A. 1989). 1996). magnésio.modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu.. conchigera (Athmaprasangsa et al. pineno. além de dois flavonóides e quatro fenilpropanóides foram isolados dos rizomas de A. 1989). isohanalpinol e aokumanol. De A. felandreno.. 1997a). B2. tectochrisina e nootkatona (Zhang et al. hanalpinona. 1997b) e quercetina (Wang et al. zinco. flavonóides (Luo et al. yakuchinona B. sendo um novo. 1988). 1999). manganês.. citronelol. daucosterol. densibracteata foram isolados os bisabolanos. intermedia foram isolados os sesquiterpenos peróxidos..foram isolados recentemente da espécie A. além de sesquiterpenos bisabolano oxigenados e monoterpenos oxigenados (Sy & Brown. l. 1990).. Alpinia officinarum possui diarilheptanóides (Uehara et al. oxyphylla contêm neonotkatol.7-difenil-3. Além dos sesquiterpenos hanalpinol. aminoácidos e ácidos graxos (Wang et al. E. 1990). sódio. 1997b). potássio. trans-bergamoteno. fenóis e alcalóides. blepharocalyx (Kadota et al. alpinenona. linalol.. blepharocalyx foram isolados diarilheptanoídios com propriedade de inibir a produção de óxido nítrico (Prasain et al. epialpinolídio e o sesquiterpeno do tipo elemofilano.. intermedeol e -selineno (Itokawa et al. Das sementes A. Do óleo essencial das sementes de A.. isohanalpinona. 1. além das vitaminas B1... yakuchinona A. 1987d). flabellata (Kikuzaki et al. 2001) e do seu rizoma (Masuda et al. geraniol. Três novos diarilheptanóides . bornil acetato. 1994). C..-o1. . furopelargona B. -sitosterol. cálcio. O óleo essencial das folhas e caules de A. furopelargona A. além de óleos essenciais (Mendonça et al... chinensis foram isolados diterpenóides (Sy & Brown. As sementes possuem mirceno.8-cineol. mirceno. Cinco diarilheptanóides. terpineol e 1. speciosa demonstrou a presença de taninos catéquicos. zerumbet (Xu et al. ferro. 1994) fenilbutanóides foram obtidos das folhas de A. 1992). citronelil e geranil acetato (Nguyen et al. Os frutos de A. 1987). hanalpinol peróxido. A análise fitoquímica de A. grande conteúdo de zinco e manganês (Luo et al.calixina A e B e 3-epi-calixina B . Dois novos diterpenos denominado zerimina A e B foram isolados de A. 1997).5heptanediona.. sesquifelandreno e zingibereno..8-cineol (Lai et al. -ll(12)-eremofilen-10. katsumadai possui -pineno. o sesquiterpeno do tipo secoguaiano. 1997a). 1997). fenchona e geraniol. decanol. polyantha foram isolados.

Mendonça et al. A atividade antiedema descrita decorre provavelmente por bloqueio da liberação de mediadores ou de suas ações (Gadelha & Menezes. speciosa. inibição da musculatura lisa. A espécie também produz inibição da secreção gástrica (Hsu. além de medicinal. Determinou-se a atividade fungicida utilizando-se as espécies Alpinia officinarum (Ray & Majumdar. 1986). Constituintes isolados de A. O gengibre (Zingiber officinale) é uma espécie rica em óleo volátil denominado gingerol e shogaol. 2000). provavelmente por diminuição do influxo de íons cálcio durante a contração (Vanderlinde et al. Dados farmacológicos da família Diversas espécies do gênero Alpinia apresentaram atividade antimicrobiana (Habsah et al. A erva. 1988. oxyphylla (Kyung-Soo et al. ambos importantes como flavorizantes e usados de diversas formas. 1996). A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A. indicando . 1999. mas não apresentou atividade diurética quando administrada agudamente na forma de chá (Laranja et al. 1997). 1987). nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. speciosa produziu depressão do sistema nervoso central. japonica e A. assim como vários derivados sesquiterpenóides inibiram as contrações induzidas por histamina ou bário (Morita et al. 1996). 1999). 1976) e A. revertida com a presença de ácidos graxos insaturados. bloqueio neuromuscular. na perfumaria. 1988). A espécie A. Lin et al. galanga apresentaram efeitos sobre a indução de glutationa-S-transferase. 1999 e 2000) e Costus tonkinensis apresentou tuterpenóides e esterois (Bohme et al. 1985). que é um derivado do gingerol. Furostanol glicorilado também foi isolado de Costus spicatus (Da Selva et al. Estudos com a espécie A. galanga (Itokawa et al. 1972). 1988a) e tranqüilizantes (Mendonça et al. 1988b). 1996). 1989). Um diterpeno isolado de A galanga apresentou importante atividade antifúngica. 1987c) e A. galanga (Janssen & Schefter. sendo antiulcerogênica (Wang et al.De Costus ofer e Costus speciosus foram isolados furostanol glicosídios e saponinas esteroidais (Ichinose et al. A espécie possui alcalóides e sesquiterpenolactonas (Guerrero. 1994). Sesquiterpenos isolados de A. e seu óleo. é usada na culinária. sugerindo que a atividade se deve a mudanças na permeabilidade da membrana (Haraguchi et al.

O terpinen-4-ol. 1988.. A síntese de prostaglandinas foi inibida por substâncias isoladas de A. 1990). O óleo essencial de A. 1987c) e A. speciosa apresentou atividade analgésica periférica.. Do óleo essencial das folhas de A. 1993) e atividade antitumoral contra Sarcoma 180 em camundongos (Itokawa et al. speciosa apresentaram atividade protetora da mucosa gástrica e duodenal em modelos de úlceras induzidas experimentalmente em roedores (Hsu.. 1994). 1988). 1996).. Mendonça et al. ArnaudBatista et al.. blephawcalyx possuem efeito inibitório sobre a formação de óxido nítrico (Kadota et al. 1992). oxyphylla inibiu 57% das lesões gástricas produzidas por etanol (Yamahara et al. oxyphylla (Chun et al. 2002). 2001). speciosa. Mendonça et al. Moraes et al. galanga também foram isolados inibidores da xantina oxidase (Noro et al. O provável efeito dos derivados se deve à inibição da formação de tromboxana A2 (Teng et al... também isolado do óleo essencial. 1998.. Compostos isolados dos rizomas de A. Geraniol e isotimol isolados de A. 1990).6-dehidrokawaina isolado de A.a potencialidade desses compostos como anticarcinogênicos (Zheng et al. 1994). 1992) e atividades ansiolíticas (Elizabetsky et al. speciosa também possuem potentes agentes inibidores da biossíntese de prostaglandinas (Kiuchi et al. A atividade antitumoral foi determinada com substâncias isoladas de A.. 1992). O composto dihidro-5. Os rizomas de A. 1982). 1982. speciosa também possuem potente atividade antimicrobiana contra bactérias patogênicas (Tairaetal. 1996). que apresentou atividade cardiotônica (Nascimento et al. 1998). 1988b). Estudos com a espécie A.. antifúngica (Lima et al. speciosa foi isolado o terpinen-4-ol. 1989). Dos rizomas de A. officinarum (Kiuchi et al.. 1992). speciosa possui efeito inibidor do desenvolvimento vegetal (Fujita et al. 1987c). O extrato hidroalcoólico do rizoma e das folhas não apresentou atividade moluscicida (Almeida & Fonteles. apresentou atividade espasmolítica e hipotensora (Almeida et al. 2002) e antigenotóxico (Heo et al. ... 1996) e antiproliferativo (Ali et al. 1988a. Os diarilheptanóides isolados de A. 1988). Existem relatos da atividade anti-helmíntica de Alpinia sp(Suzuki et al. 2001).. O extrato acetônico de A. nutans demonstraram efeitos hipotensores (Fonteles et al. Derivados dehidrokawaina com atividade antiplaquetária foram isolados dos rizomas de A. 1993) e antimicrobiana (Sá et al. anticonvulsivante (Maia et al. Esta mesma planta apresentou constituintes antieméticos (Shin et al. galanga (Itokawa et al.

1992). 2000) e H. 2002). De Zingiber officinale foi observada a atividade imunoestimulante (Puri et al.. 2000) e redutor da peroxidação lipídica induzida pelo Malation em ratos (Ahmed et al.. 2000). speciosa produziu excitação psicomotora. Dados toxicológicos do gênero Alpinia A administração de extrato hidroalcoólico de A. Musa e Heliconia. O extrato de Costus dioscolor possui potente atividade antifúngica e antibacteriana (Habsah et al. hipocinese. O gingerol isolado desta espécie apresentou-se como potente inibidor da ativação plaquetária antioxidante. ellipticum inibiu a síntese de leucotrienos (Kumar et al. A espécie H.. que incluem espécies conhecidas popularmente como Banana.A atividade antiinflamatória de A.. 2001. Estudos toxicológicos (agudos e crônicos) com extratos etanólicos de A. antitumoral e antiploriferativo (Koo et al. oxyphylla tem sido atribuída à presença de diarilheptanoides (Chun et al. gardneranum apresentou atividade antitrombótica (Medeiros et al. 1988b).. dos quais dois possuem grande importância no Brasil. .. Surh. 2002). 2000). relatadas a seguir. além de prolongar o tempo de sono (Mendonça et al. Plantas medicinais da família Musaceae Introdução A família Musaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende duzentas espécies vegetais distribuídas em seis gêneros. Nos levantamentos etnobotânicos realizados foram referidas duas espécies medicinais. Dos rizomas de Hedychium coronarium foram isolados diterpenos que reduziram a permeabilidade vascular e a produção de óxido nítrico (Matsuda et al.. contorções. de amplo uso como alimento e de grande valor econômico... A propriedade antilitíase foi conferida à espécie Costus spiralis (Viel et al. 1999). 2000).. 1999). galanga foram realizados e demonstradas mudanças intensas no ganho de peso e aumento da motilidade e contagem de espermatozóides (Qureshi et al..

Espécies medicinais Heliconia sp Nomes populares A espécie é popularmente conhecida na região amazônica como Banana-da-selva. Trata-se de uma espécie com até 4 m de altura. com folhas longo-pecioladas. Dados botânicos A espécie atinge de 2 a 2. Musa sp Nomes populares No Vale do Ribeira a espécie é chamada de Banana. reunindo importantes usos como alimento e como ornamento. inflorescência na forma de espada protegida por brácteas e fruto capsular drupáceo contendo sementes ovóides. A espécie referida na região amazônica provavelmente se trata da Heliconia biahi L.. com pseudocaule ereto e cilíndrico. minúsculas e duras. laminares de grande comprimento. Dados botânicos O gênero Heliconia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies na América tropical. com bainhas grandes.5 m de altura. no entanto não foi possível obter sua identificação completa. Dados da medicina tradicional A infusão da raiz de Heliconia sp é usada na região amazônica como diurético. folhas longas. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies desse gênero. O fruto da espécie não é usado como alimento. mas não se trata da espécie comestível denominada Musa paradisíaca. . oblongas e inteiras.

onde é amplamente cultivada como ornamento.1 . tendo sido trazida da Ásia e introduzida na região há mais de cinqüenta anos. Ramo com inflorescência (redesenhado e modificado por Di Stasi a partir de Van der Berg) (Banco de imagens ). flores reunidas em espigas. ao passo que o xarope da mesma parte é indicado contra bronquite. FIGURA 2.podendo atingir até 2 m. A espécie não é nativa da Mata Atlântica. fruto cilíndrico e anguloso semelhante à banana verdadeira.Alpinia japonica. mas de pequeno tamanho se comparado à banana verdadeira (Musa paradisíaca). o macerado dos bulbos em água fria é usado contra tosse e asma. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. . mas com 25% do comprimento e da largura. dando um pequeno fruto que também é comestível.

2 . . Vista da planta florida (Banco de imagens - ).FIGURA 2.Hedychium coronarium.

N. sendo uma ordem com 23 famílias botânicas. Ocorrem ainda importantes espécies medicinais nas famílias Smilacaceae. Di Stasi F. ordem Orchidales. das quais devem ser destacadas as famílias Agavaceae. Na família Agavaceae encontramos o gênero Sansevieria. Liliales e Orchidales). especialmente na ordem Liliales. como é o caso das orquídeas da família Orchidaceae. Alliaceae e Amaryllidaceae. Seito C. A ordem Asparagales inclui uma das espécies aqui referidas como medicinais. C. Dioscoreaceae. principal. Hiruma-Lima A subclasse Liliidae compreende seis grandes ordens botânicas (Haemodorales. Velloziales. Asparagales. das quais duas são particularmente importantes no Brasil pela abundância e ocorrência: Iridaceae . família Liliaceae. e espécies ornamentais de grande beleza e valor econômico. A. nas quais se encontram importantes espécies medicinais. A ordem Liliales inclui oito famílias botânicas. G.3 Liliidae medicinais L. com uma espécie referida como medicinal na região amazônica. Gonzalez L. Velloziaceae e Iridaceae. e essa última também inclui inúmeras espécies ornamentais com ampla comercialização no Brasil. família Liliaceae. Dioscoreales.

ambas de valor econômico incomensurável. pelo grande número de espécies ornamentais. Outro gênero importante é Aloe.950 espécies vegetais. . a maioria de ervas perenais cosmopolitas geralmente ricas em alcalóides (Mabberley. que compreende as espécies Allium sativum (Alho) e Allium cepa (Cebola). em razão do grande número de opiniões sobre a forma mais adequada de classificar suas espécies. A primeira. Alloe. como é o caso da cebola e do alho. dos quais devemos destacar o gênero Allium. Essa grande família ainda não possui uma subclassificação clara e aceita. grande fonte de espécies dessa família. Muitas das plantas dessa família são ornamentais e se encontram especialmente nos gêneros Agapanthus. Narcissus e Veratrum. duas espécies de grande valor econômico e medicinal. A segunda. 1997). Colchicum e Drimia. Espécies medicinais da família Liliaceae Introdução A família Liliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 288 distintos gêneros. nos quais estão distribuídas aproximadamente 4. Convallaria. Allium sativum (Mata Atlântica e Amazônia) e Aloe vera (Mata Atlântica). especialmente do gênero Iris. muitas das quais importantes fontes de recursos econômicos para os habitantes de regiões próximas à Mata Atlântica. sendo duas das mais antigas espécies usadas como medicamento pelos mais diferentes povos e civilizações. que passamos a descrever. Nos levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas as espécies Allium cepa (Mata Atlântica). esse da importante Babosa (Aloe vera). ao passo que espécies medicinais são referidas especialmente nos gêneros Allium. Lillium.e Liliaceae. Tulipa. Trilium. também com usos medicinais e ornamentais ao longo de toda a história. pela ocorrência de importantes espécies medicinais e com uso na alimentação.

capsular. Dados botânicos Erva de 50 a 60 cm de altura. são indicados contra hipertensão e gripes fortes. O alho é uma das mais antigas espécies vegetais com referência de utilização como alimento e como medicamento. O gênero Allium descrito por Carl Linnaeus compreende aproximadamente 650 espécies vegetais. 1995). cuja maioria se encontra na Ásia e na Europa. a maioria é cultivada. especialmente em crianças. inclusos e envolvidos por fina membrana. corn bulbo formado por oito a doze bolbilhos (dentes) arqueados. C. Os primeiros registros escritos aparecem na medicina tradicional chinesa e na medicina aiurvédica. que se mesclam com os bolbilhos. flores brancas ou avermelhadas. sésseis. folhas lineares. em geral seco. os bulbos dessa espécie. O macerado dos bulbos em água fria é indicado contra asma. ao passo que a infusão é usada contra gripes. Nas comunidades do Vale do Ribeira. tosse e também contra hipertensão. são utilizados de várias formas. Quando macerados em aguardente ou vinho branco. Poucas espécies nativas são encontradas no Brasil. obtida comercialmente.Espécies medicinais Allium sativum L. ao passo que a decocção é usada contra enxa- . Dados da medicina tradicional Na região amazônica o bulbo do alho cru é utilizado topicamente contra dores de dente em crianças. Não foram encontrados sinônimos para a espécie. na forma de umbela pedunculada. fruto. onde a espécie é denominada rashoma (Bown. e amplamente consumido pelos gregos e romanos. Era citado pelos babilônios no ano 3. loculicida (Figura 3. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil com o nome de Alho.000 a. A decocção do bulbo preparado com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cominho é indicada contra cólicas menstruais e gripe.1).

Em outras regiões do Brasil. Dados botânicos Erva bulbosa. carnoso e com casca fina amarelo-parda. o uso externo. como referido para o Alho. É de amplo uso na culinária e na alimentação em geral. dispostas em umbela. ateromatose. Os bulbos são usados como excitante da mucosa do estômago. e são úteis contra dores de dentes e ouvidos. como antiespasmódico e antigripal (Verardo.queca. além do uso como condimento. para problemas da pele. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos para prevenir infecções e para tratar gripes. resfriados. bronquite. Os bulbilhos (macerados em água) também são usados contra resfriados. a espécie inclui vários usos medicinais. ao passo que a infusão das cas- . flores hermafroditas regulares esverdeadas. carminativo e vermífugo. reumáticas e paralíticas (Corrêa. com inúmeras variedades e subtipos. No Pará. arteriosclerose. poderoso anti-séptico das vias digestivas. Em Minas Gerais. todos usados e comercializados como alimento e condimento. o macerado dos bulbos da cebola em água fria é usado contra bronquites de crianças. tosse. o bulbo é utilizado contra inflamações da garganta (Amorozo & Gély. Trata-se de uma espécie com usos históricos. rouquidão. diurético. especialmente acne e micoses. agudas. folhas radicais ocas e compridas. também são utilizados como sudorífico. antiasmático. Os bulbos frescos são utilizados externamente para o alívio de dores de cabeça. gastroenterite e disenteria. 1988). anual. 1984). e como anti-séptico das vias digestivas (Costa. febrífugo. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. digestivo. em afecções nervosas. Allium cepa L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Cebola. tosse com expectoração. 1992). subgloboso. histéricas. com bulbo grande e solitário. 1982). os bulbos são usados na hipotensão.

são úteis contra edemas. não foi referida pelos entrevistados como medicinal.2). densas. sendo aproveitada para esse fim desde o Antigo Egito. apesar de a espécie ser encontrada cultivada em quintais. descansado por 24 horas na geladeira. cremes e soluções para pele é intenso na atualidade. A espécie não foi referida como medicinal pelos entrevistados na região amazônica. folhas suculentas. A manipulação dessa planta no preparo de loções. Aloe vera L. podendo atingir até 1 m de altura. externamente. como cicatrizante. usadas externamente. sinuoso-serrada com espinhos triangulares nas margens e ricas em mucilagens. A espécie é originária da África Oriental e amplamente cultivada no Brasil. Os bulbos frescos também são consumidos como condimento e alimento. O gênero Aloe descrito por Carl Linnaeus inclui 365 espécies tropicais com ampla distribuição. externo. Dados botânicos Planta perene e suculenta. ao passo que as folhas frescas. as flores são tubuladas.cas é usada como emético e contra parasitas intestinais. dispostas em rácimos terminais de cor amarelo-esverdeada (Figura 3. onde se adaptou em quase todas as regiões do país. Na região amazônica. o suco preparado com as folhas dessa espécie é utilizado. como antiinflamatório e no alívio de dores de cabeça e. reunidas na forma de rosetas em sua base. A espécie também apresenta importante uso na indústria de cosméticos. O uso interno de um macerado em água fria. onde foi descrita a utilização para massagear a pele da rainha Cléopatra. é considerado excelente contra úlceras. internamente. . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Bown (1995) refere o uso interno dos bulbos contra infecções gástricas e dos brônquios e. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Babosa. lanceoladas. para acne. dores e infecções da pele.

1997). proteínas e fermentos (Costa. Da espécie A. Prostaglandinas A.. holosídeos. S-alilcisteína e S-alilmercaptocisteína. para melhorar o apetite e aliviar problemas digestivos. et al.. Além disso. B e F foram isoladas dessa espécie (Pobozsny et al. vitaminas A.. Bown (1995) refere o uso interno para constipação crônica. saponinas esteroidais (Peng et al. sendo útil externamente contra enfermidades dos olhos e como inseticida.. B. 1986). e o composto aliina inativa radicais hidroxila (Kourounakis & Rekka.Costa (1992) refere o uso externo da polpa das folhas contra ferimentos e queimaduras da pele.. (B8) e P. C. 1997). catártico e febrífugo. as raízes são consideradas eficazes contra cólicas. vários heterosídeos sulfurados. aliinase que origina a alicina. sativum. recomendada contra tumores e tuberculose pulmonar. 1999). alil e alil-propil. apresentam atividade antiproliferativa em cultura de células de câncer de mama (Li G. 1968). Sulfeto de metila e dissulfeto de isopropila foram detectados por cromatografia gasosaespectrometria de massa a partir de extratos aquosos dessa espécie (MartinLagos et al. Nos bulbos também foram encontrados aliina. e aliina e alicina foram determinadas por cromatografia de camada delgada (Kappenberg & Glasl. aloe barbendol foram isoladas das raízes A. isobarboloina (Kuzuya et al. 1979). isolados dessa espécie inibiram a agregação plaquetária e/ou a atividade viral do HIV (Tatarintsev et al. relatando ainda que as folhas são purgativas.. além de insulina e vitamina C foram isolados do bulbo de Allium sativum (San Martin. 1995). 2000). foram isolados dessa espécie alfa-tocoferol (vitamina E) (Malik. Corrêa (1984) refere que o suco fresco da planta é refrigerante e usado como anti-helmíntico.. desoxialiina. Dados químicos Vários sulfetos e polissulfetos de vinil. 1992). sabaea foram obtidos alcalóides tóxicos (Blitzke et al. exigindo-se cuidado na utilização. barbadensis (Saleen et al. 1996b) e antocianinas e cianidina (Fossen & Andersen. 1993). obtidos de A. 1991).. A antro-cenona. . 1997). o ácido α-aminoacrílico que forma o ácido pirúvico e ácido amoníaco.. 1995). 1990). a polpa é emoliente e resolutiva. além de evitar queda de cabelo. barboloina. 2001) plicatolorídeo (Viljoen et al. fitosterinas. De diferentes espécies de Aloe foram isolados aloenina. Ajoeno e outros compostos sulfidrilas (Mutsch Eckner et al.

. agregação plaquetária e a enzima conversora de angiotensina I. cicloxigenase.. 1981. sugerindo ser decorrência da presença de compostos contendo o elemento telúrio. 2000). Hikino et al. hipocoleste. Nerkar et al. O tratamento de ratos diabéticos com o composto antioxidante Sulfóxido de S-alilcisteína. alérm de promover melhor controle da peroxidação de lipídios e estimular a secreção de insulina. o que demonstra sua importância como rica fonte de substâncias potencialmente úteis como medicamento. 1991). Larner (1995) propôs uma teoria para explicar essa ação hipoglicemiante de Allium sativum. rolêmica. O sulfeto de dialila isolado dessa espécie inibiu a incidência e reduziu a freqüência de adenocarcinoma. 1996). Esses constituintes possuem atividade hipoglicemiante. isolado de Allium sativum Linn. várias outras estão presentes nessa espécie e têm inúmeras outras atividades farmacológicas. 1987. entre outras ações que serão discutidas a seguir. 1995.. o sulfeto de dialila promove hepatocarcinogênese (Takahashi et al. 2002). apresentando atividade antineoplásica através da indução da apoptose (Wargovich. sativum responsáveis pelas três primeiras atividades são substâncias com enxofre em suas estruturas (thiosulfinatos e ajoenos). (1986) descrevem uma atividade hepatoprotetora para extratos brutos preparados com essa espécie. O estudo comparativo in vitro. Por sua vez. amenizou a condição da diabetes na mesma extensão que a glibenclamida e a insulina. Augusti & Sheela.. in vitro (Sheela et al. Uma recente avaliação da importância do alho como agente terapêutico pode ser encontrada no trabalho de Augusti (1996). Em animais com carciriogênese bucal o A. Esse mesmo efeito foi detectado . para avaliar as atividades inibitórias contra 5-lipoxigenase. antibiótica. 1992). estudos recentes demonstram que enquanto o dissulfeto de dialila atua como agente quimiopreventivo. estudos clínicos mostraram que preparados de Allium sativum apenas promovem essa diminuição na colesterolemia se contiverem alicina (Bimmermann et al... Entretanto.. fibrinolítica. No entanto. sativum exerceu efeito protetor ao aumentar a atividade antioxidante e reduzir a peroxidação lipídica (Balasenthil et al. Kwon et al. demonstrou que os compostos de A.Dados farmacológicos A espécie Allium sativum possui inúmeros compostos de enxofre que se decompõem em produtos voláteis presentes no óleo da espécie. Além dessa classe de compostos.

. fosfatase ácida. Atividade antimalárica foi determinada para uma única dose de 50 mg/kg de ajoeno. Atividade antibacteriana foi determinada para a alicina (Hatanaka & Kaneda. (1996) demonstrou que o extrato aquoso inibiu o desenvolvimento bacteriano na concentração de 2-5 mg/ml. 1993). compostos fenólicos (Patel et al. a qual suprimiu o desenvolvimento de parasitemia em camundongos. 1984.. sativum apresentou também atividade antibacteriana.. 1986) e com extratos brutos (Kumar & Sharma. 1985. 2002) contra Staphylococcus aureus.por Kumari & Augusti (1995) com a administração de sulfóxido de S-metilcisteína isolada dessa espécie e com extratos brutos (El-Ashwah et al. 1992). 1994). mas bactérias gram-positivas e gram-negativas e contra fungos. Dababneh & Aldelamy.. 1983. 1981. Recente estudo demonstra uma importante ação tripanomicida de extratos e frações obtidas do óleo dessa espécie (Nok et al.. produziu diminuição na concentração de lipídeos no plasma. Escherichia coli e Aspergillus niger (Anesini & Perez. O extrato de A. 1983) obtidos a partir dessa espécie.. 1982. 1993) e aquosos (Sato et al. 1997. O uso de alho na dieta de camundongos protegeu os animais contra as lesões causadas pela infestação por Schistosoma mansoni.. 1984. 1995).. lactato desidrogenase e glicose-6-fosfatase hepática. contra Helicobacter pylori. sativum tem reduzido o nível tecidual de animais contaminados com chumbo indicando uma alternativa terapêutica para contaminação com este metal (Senapati et al.. dados que corroboram o efeito antidiabético da espécie (Sheela & Augusti. enquanto a associação dessa dose com 4. 1980).. Sovova et al. bactéria envolvida na produção de úlceras gástricas (Sivam et al.. além de atuar como . O sulfóxido de S-alilcisteína. Rees et al. inibindo inclusive a produção de afiatoxinas por Aspergillus sp (Zohri et al. A atividade antibacteriana do alho também foi estudada recentemente. precursor da alicina e obtido do alho. in vitro. 1996). glicose sangüínea e da atividade de enzimas como fosfatase alcalina. O estudo realizado por Celini et al. o aquecimento do extrato provoca diminuição do efeito observado e a associação desse extrato com omeprazol produz efeitos sinérgicos. O óleo de A. Khan et al. 2001).5 mg/kg de cloroquina preveniu completamente o desenvolvimento subseqüente de parasitemia nos camundongos (Perez et al. Guevara et al. Mossa. Singh & Shukla. 1985).

no entanto. 1993).. 1980. Boelter et al. e não as substâncias isoladas. (1986). Sandhu et al. cepa (Dorsch et al„ 1985). enquanto atividade pesticida foi recentemente determinada para vários extratos preparados com raiz da espécie (Khan & Siddiqui. 1995) e Cladosporium (Sanchez-Mirt et al. assim como o efeito antiasmático podem ser oriundos da inibição das enzimas ciclooxigenase e lipoxigenase verificada com a espécie A. Diminuição da velocidade de agregação plaquetária com aumento do tempo de sangria também foi determinada por Doutremepuich et al. Potente atividade moluscicida dose-dependente foi determinada para extratos brutos de bulbo de alho (Singh & Singh. assim como atividade nematicida de extratos aquosos (Gupta & Sharma. Atividade antifúngica de extratos aquosos e óleo essencial de alho foi também determinada contra várias espécies de Aspergillus (Pai & Platt. assim como as respectivas substâncias isoladas.. 1978. Adetumbi et al. Segundo Larner (1995) essa espécie mostrou-se razoavelmente ativa no controle da hipercolesterolemia. 1995b). 1978). metil-ajoeno. 1994). Mohammad & Woodwara (1986). assim como substâncias isoladas do alho. Dados recentes demonstram que extratos aquo- . 1996). 2001). 1986) e brutos (Rees et al. no entanto. Essas propriedades farmacológicas. 1978.agente anticercaricida.. 1993). apresentar atividade esquistosomicida (Zakhary. Extratos preparados com acetona/clorofórmio. A atividade antifúngica tem sido atribuída à presença da proteína allevina (Wang & Ng. sem. 1984. esse efeito é maior quando se emprega a mistura dos principais componentes.. Kamanna & Shandras-Wkhara. da obesidade e no desarranjo da atividade das enzimas na dieta de ratos alimentados com colesterol (Sheela & Augusti. Os resultados obtidos por Sendl et al. Foi relatada também redução dos níveis plasmáticos de colesterol (Pushpendran et al. 1993). (1992). Block et al. Os compostos responsáveis pela atividade antiviral do extrato de alho foram recentemente determinados por Weber et al. que demonstraram que os compostos ajoeno e alicina são os principais constituintes químicos com essa atividade farmacológica. 1980. alicina e sulfeto de dialila. foram estudadas quanto à inibição da síntese de colesterol. inibem a síntese de colesterol.. extratos aquosos (Fromtling & Bulmer. 1993). 1992).. (1985). Também foi verificada atividade fungicida com compostos voláteis (Misra. (1992b) nesse experimento demonstram que o extrato contendo ajoeno. Rotzsch et al.

E.5. e demonstram que esse componente previne a formação de trombos e pode ser usado na prevenção de trombos induzidos por lesões vasculares. A atividade antiasmática descrita para o alho foi recentemente relacionada à presença de ajoeno no extrato. assim como a reação de liberação induzida por agonistas. sua condutância. 12. A. principal componente antiplaquetário do alho. 1997). (1987).. (1996) determinaram resposta diurética e natriurética de frações de alho sem observarem alterações na pressão arterial e no eletrocardiograma dos animais tratados. Por sua vez. 1996). como radioproteção (Reeve et al. sativum (Kweon et al.. também. (1992) com o composto ajoeno. 1993). I. atividade diurética. 1993). relatam que esse composto inibe de forma reversível a agregação plaquetária (Mutsch Eckner et al. a atividade antiplaquetária também descrita para a cebola (Allium cepa) tem sido relacionada à presença de compostos de enxofre (Goldman et al. de redução com subseqüente aumento de contrações abdominais. Foram verificadas ainda outras atividades farmacológicas.. 25 e 50 mg/ml) foram capazes de inibir a síntese de prostanóides de maneira dose-dependente (Ali. M. 1990). diminuindo a atividade clastogênica e a freqüência de aberrações cromossômicas (Das. (1982). Foushee et al.. (1986b). Essa mesma planta reduziu a concentração . 1991). Estudos realizados por Apitz-Castro et al. 1996). bem como a atividade da Na+/ K+ ATPase (Norris et al. sativum apresentou atividade protetora contra substâncias genotóxicas. 1996). 1996). 1986a). antiinflamatória (Khobragade & Jangde.. enquanto Pantoja et al. 1991). Ribeiro et al. 1993b). A fração aquosa dessa espécie diminuiu o potencial do sódio. Alta atividade anticoagulante foi determinada para o extrato aquoso de bulbos de A.. Atividade hipotensora foi descrita por Twaij et al. atividade inibidora do transporte ativo de sódio em pele isolada de sapo e atividade hipocolesterolêmica e antiaterosclerótica em cabras (Kaul & Prasad. natriurética e hipotensora em cão.. sugerindo a presença de componentes analgésicos e hiperalgésicos (Di Stasi et al.. e essa ação farmacológica provavelmente ocorre por inibição da liberação de mediadores químicos. et al. et al. além de atividades contra células de carcinoma de epitélio de transição (bexiga) (Riggs et al. tais como a histamina (Usui & Susuki..sos de bulbos de alho fresco (5. promovendo bradicardia em altas doses (Pantoja et al. 1996)..

tais como S-alicisteína e Salilmercaptocisteína. 1993). A ação do alho em ativar a óxido nítrico-sintase foi recentemente estudada por Das. 1992). ciclofosfamida e arsenato de sódio (Das et al.sérica de ácido úrico em pacientes com gota (Ghosh & Ghosh... in vitro.. Esse estudo demonstra claramente que este efeito não depende da presença de arginina ou de produtos derivados da aliina e que os constituintes responsáveis por essa ação farmacológica ainda não foram determinados. E a mistura de A. 1992. Ko & Son. 1995) e o extrato aquoso do alho (Yang et al. I. promove proteção contra o infarto do miocárdio provocado pelo isoproterenol em ratos (Arora et al. sativum ou A. 1990)... Extrato aquoso de A. o extrato bruto dessa espécie reduziu a clastogenicidade dos compostos mutagênicos mitomicina.. a fração polar e a fração tiosulfinato apresentaram atividade. Além disso... 1994). um preparado à base de Curcuma longa. O extrato aquoso e as duas frações aumentam a produção de interleucina-2 (Burger et al. Para a espécie Aloe vera. estudos referem que as folhas dessa planta possuem a capacidade de estimular a formação de fibroblastos e. O estudo relata ainda que o aquecimento do alho não prejudica sua capacidade de ativar essa enzima. 1993). 1995). que determinaram atividade antioxidante de extratos e de vários compostos organossulfurados isolados da espécie. (1996). ela é um excelente cicatrizante (Costa. Lipotab. e o óleo modificou a atividade de enzimas digestivas (Sharathchandra et al. Nepeta hindostana e ácido nicotínico. de aumento das funções das células mononucleares do sangue humano periférico. O extrato aquoso e a fração polar aumentam a produção de interleucina-1. et al. enquanto a fração tiosulfinato aumenta a atividade das células natural killer. A ingestão de Allium sativum com a alimentação promoveu atividade cardioprotetora em coração isolado de rato (Isensee et al. cepa com A.. chinense aumenta a atividade inibitória sobre a agregação plaquetária (Morimitsu et al. o extrato aquoso apresentou atividade antitrombótica (Ali. 1991). 1996).. Resultados similares foram obtidos por Imai et al. Chithra et al. apresentou atividade anti-hipertensiva e cardioprotetora em ratos hipertensos (Jacob et al. 1993). conseqüentemente. Allium sativum. . (1994). sativum L. 1995). 1993. 1991) e antiparasitária contra Hymenolepis nana e Giardia lamblia em crianças infectadas (Soffar & Mokhtar. Atividade antioxidante dose-dependente foi atribuída para o óleo (Sujatha & Srinivas.

1995).. 1997). vera e hipotensora de A. e dois gêneros se destacam: o Sansevieria.. esses dados referem-se. Os estudos de toxicidade de Allium cepa. 2001). 1999) que têm apresentado efeito tóxico em cultura de células (Avila et al. O efeito laxante tem sido relatado para espécies do gênero Aloe atribuído à presença de doina e emodina (Izzo et al... 1991). Saleem et al. que inclui algumas espécies popu- . vera têm apresentado efeito hipoglicêmico em animais diabéticos não-dependentes de insulina (Okjar et al. Foi também averiguado aumento no peso dos testículos e epidídimos.. contudo. relataram poucas alterações funcionais orgânicas nos animais de experimentação. Essa família possui pequena importância no Brasil. 2001). 1997).. Entretanto. aumento na contagem de espermatozóides. mas redução no peso do fígado e nos níveis de eritrócitos (Al Bekairi et al. pois o consumo desse produto associado a outras dietas e em quantidades comumente utilizadas não está associado ao risco de aparecimento de carcinoma de pulmão (Dorant et al. 2000). em camundongos. apenas aos pacientes que consumiram exclusivamente essa espécie na dieta. 1994). 1996. estudos clínicos mostram que há associação entre o alto consumo de alho na dieta com um alto risco de aparecimento de carcinoma de pulmão... Esta última espécie também possui registros de atividade antioxidante (Lee et al. barbadensis tem sido relatada (Vasques et al.. Espécies medicinais da família Agavaceae (Dracaenaceae) Introdução A família Agavaceae descrita por Barthélemy Charles Joseph Dumortier compreende 210 espécies tropicais e de climas áridos distribuídas em treze gêneros (Mabberley. A atividade antiinflamatória de A. Dados toxicológicos e observações de uso Recentes estudos clínicos demonstraram que o consumo de alho na dieta não está associado com a incidência de carcinoma de mama (Dorant et al.1998). As folhas de A.

Quimicamente foram isolados glicosídeos (Mimaki et al. Dados da medicina tradicional A infusão das partes aéreas da planta é usada internamente. e o Agave. na região amazônica. pontiagudas e com manchas brancas. Dados botânicos É uma planta herbácea que pode alcançar 90 cm de altura. pelas suas características de transmissão de corrente de voltagem (Jain et al. em relação a esse gênero não foi referida nenhuma espécie medicinal nas pesquisas realizadas na Amazônia e na Mata Atlântica. A infusão das folhas tem uso mágico: "evitar a falta de alguma coisa em casa". contra problemas hepáticos. As características indicam que se trata da espécie Sansevieria cylindrica. 1987).larmente denominadas Jibóia e usadas como medicinais no Norte do Brasil. que também inclui espécies medicinais como a Agave americana. longas. Das .. Dados químicos e farmacológicos do gênero As folhas de S. O gênero Sansevieria foi descrito por Carl Peter Thumberg. trifasciata têm sido estudadas como material potencial para baterias. o material vegetal não permitiu a identificação segura da espécie.. brancas. Espécies medicinais Sansevieria sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Jibóia. 1996 e 1997b). 1996).. saponinas esteroidais (Mimaki et al. cilíndricas. No entanto. flores pequenas. possui folhas carnosas. reunidas em grandes inflorescências paniculadas e trímeras. no entanto.

folhas de S. 1982). pigmentos. 1997). Das folhas de S. e o extrato das folhas de Sansevieria ehrinbergii promoveu bloqueio da junção neuromuscular em preparação in vitro (Woodcock et al.1 . Vista da planta toda (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov . cylindrica foram isolados lipídios. 1998) (Banco de imagens ). reduziu significativamente a parasitemia de camundongos infectados com Plasmodium berghei (Franssen et al..em Joly. 1986).Allium sativum. saponinas.. FIGURA 3. beta-sitosterol e beta-caroteno (Moustafa et al. . 1996)... O extrato metanólico de Sansevieria guineensis Willd. hyacinthoides foi isolado um constituinte esteroidal (GamboaAngulo et al. além de carboidratos.

Aloe vera. . Vista da planta toda sem flores (Banco de imagens - ).2 .FIGURA 3.

Outras famílias dessa ordem são importantes fontes de espécies medicinais em regiões de clima temperado e. duas das quais são importantes fontes de espécies vegetais de valor medicinal e econô- . S. C. Na ordem Alismatales estão incluídas treze famílias botânicas. das quais destacamos apenas a família Alismataceae. esta segunda com uma única família. Reis Além das monocotiledonal já descritas nos capítulos anteriores. Na subclasse Arecidae encontram-se quatro ordens botânicas. mas importantes quanto a seus usos e utilidades para os habitantes da Mata Atlântica. duas outras espécies de grande valor na região da Mata Atlântica foram referidas como medicinais. sem importância nos dois ecossistemas aqui discutidos. Mariot M. portanto. de pouco interesse para nosso estudo. Triuridaceae.4 Outras monocotiledonal medicinais na Mata Atlântica L. que inclui a espécie medicinal Echinodorus grandiflorus aqui descrita. Euterpe edulis e Echinodorus grandiflorus. Di Stasi A. Na subclasse Alismatidae ocorrem apenas duas ordens botânicas: Alismatales e Triuridales. pertencem respectivamente às subclasses Arecidae e Alismatidae. As duas espécies. ainda não discutidas neste livro.

vistosas e dispostas em panículas (Figura 4. amplamente explorada e comercializada na região da Mata Atlântica como produto para alimentação. espécie de grande valor econômico. com caule triangular e glabro. Dados botânicos A espécie é uma erva de área alagada ou brejo. numerosas. rizoma grosso e carnoso. freqüentemente . mas que também é usado como espécie de valor medicinal. Inclui ervas perenais. muitas aquáticas ou brejosas. grandes e eretas. ovadas. Congonha-do-brejo e Erva-do-brejo. Espécies medicinais da família Alismataceae Introdução A família Alismataceae descrita por Walter Vent possui quatorze gêneros. Aguapé. na qual se encontra o famoso palmiteiro Euterpe edulis.1). nos quais estão distribuídas aproximadamente cem espécies vegetais cosmopolitas em regiões temperadas e tropicais (Mabberley. A espécie possui as variedades floribundus. e Sagittaria. folhas pecioladas. também denominada Arecaceae. essa segunda inclui apenas a família Palmae. Os principais gêneros dessa família encontrados no Brasil são Echinodorus. como é o caso da ordem Arales e da ordem Arecales.mico. Espécies medicinais Echinodorus grandiflorus Michelli Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é amplamente conhecida como Chapéu-de-couro. latescentes com lâmina foliar grande. flores brancas. coriáceas. 1997). contendo vasos apenas nas raízes. A planta é chamada também de Chá-de-campanha. do famoso Chapéu-de-couro da Mata Atlântica.

650 espécies tropicais (Mabberley. Corrêa (1984) refere que a planta é considerada depurativa. bem como gripes e resfriados. . também denominada Arecaceae. reumatismo. especialmente contra dores de cabeça. Dados Farmacológicos do Gênero: Efeitos tóxicos foram observados na espécie E. Espécies medicinais da família Palmae (Arecaceae) Introdução A família Palmae. como ornamentais. de barriga. as raízes são usadas externamente como cataplasmas no tratamento de hérnias. tônica e diurética. nas costas. O gênero Echinodorus descrito por Louis Claude Marie Richars e Georg Engelmann inclui 48 espécies tropicais com distribuição restrita às Américas e à África. tendo caracteristicamente o caule do tipo estipe não ramificado. A decocção das folhas também é usada para problemas renais e como analgésico.consideradas outra espécie. com folhas terminais. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui 203 gêneros. muitas delas usadas como medicinais. Ocorrem também nessa família representantes acaules com folhas que nascem rentes ao chão. raramente trepadeiras. Dados da medicina tradicional Os habitantes do Vale do Ribeira referem o uso da infusão das folhas para o tratamento de problemas renais e hepáticos. útil ainda contra artrites. nos quais estão distribuídas aproximadamente 2. Incluem árvores ou arbustos. 1997). e como anti-helmíntico. como sedativo.. além de usarem esse preparado para combater dores de cabeça. 2000). e outras. especialmente contra lombrigas (Ascaris lumbricoides). macrophyllus alertando para o cuidado em seu uso crônico (Costa Lopes et al. moléstias da pele e do fígado. sífilis.

com folhas pinadas. amplamente conhecido na Mata Atlântica. 2002. e o açaí.. do jerivá (Joly. recurvadas e gomo vegetativo formado pelas bai- . conseqüentemente. amplamente conhecida na região amazônica. chegando até 25 m de altura. como é o caso de várias espécies dos gêneros Attalea e Raphia.. Dados botânicos A planta é uma palmeira esbelta de estipe reto. especialmente da Mata Atlântica. como é denominada a outra espécie do gênero. que incluem a piaçava e a ráfia. Cocos. Kobayashi et al. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Palmito ou Palmiteiro. 1998). que inclui o famoso palmiteiro. Tratase de uma família de grande valor econômico e. como é o caso da Areca catechu. especialmente a palmeira imperial do gênero Roystonea. Outros gêneros de importância são Orbignia e Copernicia. Muitas espécies exóticas são ainda cultivadas no Brasil como ornamentais. do famoso coqueiro da Bahia. Espécies medicinais Euterpe edulis M. importante fonte de recursos para as populações que habitam as proximidades dos ecossistemas florestais. outras são importantes como medicamento. Dados químicos do gênero Diversos diterpenos foram isolados de E. muito usadas no Brasil na produção de artesanatos. e os principais gêneros encontrados no Brasil são representados por espécies de grande valor econômico. como é o caso de várias palmeiras.A família está subdividida em seis subfamílias. outros gêneros se destacam como fonte de produtos de valor econômico. Destaca-se o gênero Euterpe. usadas tanto na indústria de alimentos como para ornamentos. respectivamente do babaçu e da carnaúba. macrophyllus (Shigemori et al. e o Arecastrum. 2000a e 2000b).

internamente.Echinodorus grandiflorus (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. como antídoto para picada de cobras.nhas. externamente.1 . o suco do caule é usado. O gênero Euterpe descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui aproximadamente trinta espécies tropicais americanas. sendo muitas vezes dominante no extrato arbóreo. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. contra dores de barriga para controlar hemorragias e. Verifica-se intensa exploração da espécie para comercialização como produto alimentício de grande valor nos mercados nacional e internacional. . frutos esféricos de cor preta-arroxeada. 1998) (Banco de imagens). não fosse a intensa exploração da espécie. FIGURA 4. Espécie exclusiva de mata pluvial de encosta atlântica e de ocorrência muito comum na Mata Atlântica. fato responsável pela intensa redução nas populações naturais da espécie na Mata Atlântica. espádice na base do gomo com muitos ramos espiciformes.

Parte II Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Seção 1 Magnoliidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

Nessa ordem botânica encontra-se ainda a família Lauraceae. especialmente aquelas do gênero Hedyosmum. Na família Chloranthaceae. Santos L. consideradas uma das famílias botânicas mais primitivas e nas quais inúmeras espécies. Guimarães C. mas deve ser destacado o gênero Peumus. C. Outras famílias dessa ordem também são importantes. tais como Magnoliaceae. amplamente conhecido e usado no Brasil como medicinal. Annonaceae. A. tais como as Magnoliaceae. inúmeros gêneros são importantes. especialmente dos gêneros Magnolia e Michelia. Di Stasi A ordem Magnoliales inclui dezessete famílias botânicas. algumas com amplo número de espécies no Brasil.5 Magnoliales medicinais C. todas essas quatro com importantes espécies tanto na região amazônica como em áreas de Mata Atlântica. são importantes como ornamentos. da qual inúmeras espécies de grande valor . inúmeras espécies são medicinais. M. M. Espécies de Lauraceae e Myristicaceae possuem importante valor medicinal e econômico. Na família Monimiaceae. do famoso Boldo. Hiruma-Lima E. muito comuns e amplamente usadas como medicinais nas regiões da Mata Atlântica do Brasil. Myristicaceae e Lauraceae.

espalhadas por todo o planeta. Na região amazônica foram registrados os usos medicinais de algumas espécies pertencentes às famílias Annonaceae e Myristicaceae. divididas em duas grandes subfamílias: Annonoideae. arbustos e lianas. As espécies mais comuns no Brasil são Annona muricata. muitas das quais denominadas popularmente Fruta-do-conde.econômico e medicinal são encontradas no Brasil e especialmente na Amazônia. enquanto na região da Mata Atlântica comunidades tradicionais referem o uso de espécies da família Lauraceae. compreendendo aproximadamente 260 espécies. Cabeça-de-negro. A família inclui árvores. Annona cherimolia. como Aniba. Graviola e outros. como é o caso de algumas espécies do gênero Persea. e ainda outras importantes como alimento. No Brasil. esta segunda é uma espécie alternativa como fonte de piperina (Mabberley. Uvaria. O gênero Xylopia inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. que inclui os gêneros Annona. Nessa família podemos destacar as famosas espécies medicinais dos gêneros Ocotea. Espécies conhecidas e mais comuns são Xylopia aromatica e Xylopia brasiliensis. que inclui os gêneros Isolona e Monodora. Guatteria. O gênero Annona inclui aproximadamente 140 espécies tropicais com várias espécies selvagens. Espécies medicinais da família Annonaceae Introdução A família Annonaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 112 gêneros com aproximadamente 2. Xylopia e Rollinia. 1997) e subtropicais. e Monodoroideae. e dos gêneros existentes há 29 registrados no Brasil. Cryptocarya. Annona tenuiflora e Annona squamosa. Laurus e Sassafras. e no Brasil as espécies são freqüentes em matas do litoral e no cerrado. Annona coriacea. outras importantes fontes de compostos aromáticos e flavorizantes. A maioria das espécies é de plantas lenhosas. os gêneros mais comuns são Annona.150 espécies tropicais (Mabberley. Cinnamomum. Annona reticulata. Xylopia. que inclui nosso Abacateiro. . 1997). Aniba e Nectandra. Pinha. Artabotrys.

O nome do gênero Annona descrito por Carl Linnaeus deriva de Anon. alcançando até 30 cm de comprimento. flores axilares. O gênero Annona descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 140 espécies tropicais encontradas nas Américas e cerca de 130 distribuídas no continente africano. subglobosas. Na Amazônia foi identificado o uso freqüente de três espécies distintas dessa família: Annona muricata. pecioladas. mole e recurvado. Annona tenuiflora e Xylopia frutescens. onde são conhecidas como Araticum e Biribá. com cálice de lobos triangulares e agudos. Araticum-de-paca.Já o gênero Rollinia inclui aproximadamente sessenta espécies tropicais. sucosa. inflorescência cauliflora. tais como Araticum. . ovadas ou elípticooblongas. que apresentamos a seguir. espessa com saliências cônicas. Araticum-punhê. Iriticum. as folhas são alternas. com várias delas comuns na Amazônia (Joly. nome popular da planta no Haiti e que significa "colheita do ano". fruto do tipo baga irregular. polpa branca. amareladas. com um tronco revestido por casca aromática. O principal valor econômico das espécies dessa família é o fornecimento de frutos comestíveis. latescente. Várias espécies. que são muito apreciados. 1998). cordadas na base e acuminadas no ápice. com um espinho central. alcançando até 15 cm de comprimento. no entanto. Dados botânicos e informações gerais Arvore que atinge até 10 m de altura. Nomes populares Essa espécie é conhecida especialmente pelo nome de Graviola. com epiderme verde-escura. têm importantes usos terapêuticos em diversas comunidades do país. Araticum-ponhê.1). sementes castanhas ou pretas (Figura 5. no entanto vários sinônimos são usados. Espécies medicinais Annona muricata L. E a espécie típica do gênero e a primeira a ser descrita. Coração-de-rainha e Nona.

1984). especialmente na produção de sucos. antiespasmódicas e antidisentéricas. especialmente lombrigas. mole e branca. sendo depois levada para outras regiões do planeta. para baixar febres. onde se tornou subespontânea. A espécie possui ainda diversos usos populares disseminados em todo o país. As sementes esmagadas são usadas como vermífugo e antihelmíntico contra parasitas internos e externos.É uma espécie amplamente encontrada desde a América Central até a Venezuela. A infusão das folhas secas é usada contra insônias graves. A infusão das folhas frescas também é usada no controle da diabetes e da hipertensão. Na Amazônia. Em outras regiões do Brasil. ao passo que a decocção das folhas frescas é indicada contra cistite. combatem reumatismo e abcessos. aumentar o leite de mãe depois de parto (lactagoga) e como adstringente. tem grande valor como alimento. ao passo que a decocção da raiz é considerada antídoto nos envenenamentos por estupefacientes. Além dos usos medicinais da espécie. os brotos e as folhas são usados como béquicas. dores de cabeça e como emagrecedor. as folhas cozidas. antirreumática e antinevrálgica quando usadas internamente. sendo amplamente consumido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. os frutos da espécie são usados contra aftas e como antidisentéricos. O fruto. o chá das folhas é ainda usado contra proble- . 1984). As folhas e raízes são consideradas sedativas. usadas topicamente. como é o caso da espécie na Amazônia brasileira (Corrêa. tais como o uso do suco da fruta contra lombrigas e parasitas. 1984). antiespasmódicas e hipotensivas. enquanto as sementes são adstringentes e eméticas (Corrêa. sorvetes e geléias (Corrêa. por sua vez. a decocção das folhas contém óleo essencial com ação parasiticida. folhas de Jambu e Amor-crescido é usada para problemas hepáticos. a planta fornece madeira. referidos a seguir. O bochecho do suco dos frutos é indicado no combate às aftas. as flores. o suco dos frutos é usado internamente como antitérmico. podendo também ser usada na arborização urbana. com importante uso potencial na fabricação de papel. A infusão de uma mistura contendo folhas frescas dessa espécie. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. diurético e no combate a insônias leves. peitorais.

Na Índia.. na forma de chá. 1962). contra diversos parasitas (de Feo. 1987). são usadas como sedativo e tônico cardíaco (Grenand et al. as sementes. também tem sido referido para as raízes e casca da planta. inseticidas. De acordo com os mesmos autores. gripe. Ayensu. espasmos e febres. Na Jamaica e no Haiti. ela tem sido cultivada e estabelecida em vários países tropicais. é usado externamente para neuralgia. parasitas. as folhas e a casca da árvore. 1955. que também são consideradas eméticas e usadas popularmente em envenenamentos de peixes. enquanto o óleo das folhas. especialmente na África. Esse uso. as raízes e as folhas são consideradas antiparasitárias. como sedativo e antiespasmódico (Vasquez. a fruta e seu suco são usados contra febre.. Nas Guianas. Weninger et al. como antiespasmódico. Annona tenuiflora Mart. casca e raízes são usadas para combater disenterias e parasitas intestinais (Watt & Breyer-Brandwijk. asma. foram referidas espécies desse gênero. 1993). 1992). Embora essa espécie seja usada tipicamente por indígenas da América do Sul. . as raízes e folhas. 1962). e as sementes. enquanto as flores para diminuir o catarro (Watt & Breyer-Brandwijk. misturado com a fruta verde e óleo de azeitona. 1986). sedativo e no tratamento de problemas cardíacos. impedindo-lhes a identificação correta. no levantamento realizado com as comunidades da região do Vale do Ribeira. Várias espécies do gênero Annona são encontradas na região de Mata Atlântica. 1990). 1978. contra diabetes. hipertensão e parasitas intestinais (Asprey & Thornton. diarréia e como lactagogo. reumatismo e dores em casos de artrites (Almeida. onde é usada contra tosses. as folhas da espécie são usadas como anti-helmínticas e antiflogísticas. No Peru. no processo de pesca. as cascas e folhas. no entanto. Não foram encontrados sinônimos dessa espécie. Nomes populares A espécie é conhecida como Araticum. tosse. o chá das folhas é utilizada para catarro. mas estas ainda não foram coletadas com material vegetal fértil.mas do fígado.

Nomes populares A espécie é denominada. tanto pelas comunidades ribeirinhas da Amazônia como pelos índios tenharins. simplesmente. Jejerecu. Envira-preta. Pindaíba. folhas alternas. Coagerucu. Coajerucu. deiscente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das folhas é usada contra dores de cabeça. pétalas lineares.3). com casca fibrosa. sul do Amazonas. oblongolanceoladas. coriáceas. frutos sincárpicos com aspecto estrobiliforme (Figura 5. e copa alongada. Em outras regiões do Norte do Brasil. também descrito por Carl Linnaeus. Breu branco ou. O gênero Xylopia. Jejerecou. Xylopia cf. tonturas e hipotensão. frutescens Aubl. aromática. Ibira. . inflorescências e glomérulos axilares com flores regulares. alternas e ápice cuspidado.Dados botânicos Arvore de aproximadamente 9 m de altura. na região amazônica. significa lenho amargo e inclui aproximadamente 160 espécies tropicais. vermelho. A espécie também é usada pelos habitantes da cidade de Humaitá. tronco ereto e cilíndrico. alcançando até 8 m de altura. cálice gamossépalo.2). flores rosas com perianto trímero diferenciado em cálice e corola. Malagueta e Banana-de-macaco. Pau-de-imbira. Coaguerecou. sem estipulas. Jegerecu. hermafroditas. É uma espécie com intensa ocorrência na Amazônia e amplamente utilizada como medicamento. onde parte deste estudo foi realizada. Pindaúba. a espécie também é conhecida como Pimenta-do-sertão. Breu. muitas das quais usadas na medicina popular. curto-pecioladas. folhas ovado-oblongas. Pindaíba-branca. com duas a seis sementes (Figura 5. Pindaúva. agudas no ápice. fruto do tipo baga ovóide. Pijerucu. Dados botânicos e informações gerais Arvore de pequeno porte. Envira. simples. lineares. glabras na face superior e pubescentes na face inferior.

Além dos usos medicinais descritos a seguir.) por causa de seu óleo volátil (Corrêa. Na região amazônica da Colômbia. própria para uso em carpintaria. chegando a substituir a Pimenta-do-reino (Piper nigrum L. sendo uma espécie heliófita. leucorréia e cólicas do estômago (Corrêa. muitas das quais com importantes atividades farmacológicas. . Acetogeninas Acetogeninas são substâncias naturais bioativas presentes na casca. 1998). raízes. A espécie Xylopia aromatica é usada popularmente como condimento em substituição à Pimenta-do-reino. a infusão das folhas é usada como potente analgésico e antiinflamatório. perenifólia e pioneira. Dada a grande quantidade de estudos realizados com espécies dessa família botânica. 1984). folhas e. especialmente. a espécie fornece madeira macia de fácil manipulação para artesanato. A população refere que a inalação só pode ser feita na hora de dormir. os índios witoto utilizam com cautela o chá das folhas como diurético e antiedematogênico. como cabos de instrumentos e varas de pesca. A casca da espécie é aromática e usada como condimento picante. 1984). Dados químicos dos gêneros Annona e Xylopia Estudos químicos realizados com a espécie Annona muricata indicam a presença de inúmeras substâncias químicas. As sementes. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. típica de floresta pluvial amazônica (Lorenzi. também aromáticas. na forma de inalação. para combater resfriados e dores de cabeça.Trata-se de uma planta de ocorrência na região amazônica e também nas Guianas. ao passo que a decocção da casca é usada. incluímos inicialmente os dados químicos divididos em classes. sementes de espécies da família Annonaceae. são usadas como estimulantes da bexiga. como digestivo e são úteis contra catarro. para depois apresentarmos uma discussão dos dados farmacológicos.

1994). epomuricenina A e B (Roblot et al. anonacina-10-ona. 1991b). Recentemente.. além das acetogeninas tetrahidrofurânicas gigantetrocina A. anonacina e goniotalamicina já descritas nas sementes. Anomuricina A e B. Das folhas ainda foram isoladas as acetogeninas anomuricina C. 1994a e 1994c). hoviicina A. anomutacina 1. uma nova acetogenina tetrahidrofurânica foi isolada das folhas dessa espécie e denominada anonohexocina (Zeng et al. muricina H. Das sementes também foram obtidas as acetogeninas solamina (Mynt et al.. 1995a). denominada corepoxilona. corossolina 1 e corossolina 2 (Cortes et al.. cis-annomontacina (Liaw et al. 1991). hoviicina B e desoxi-hoviicina B (Yang et al. iso-neoanonacina-10ona. No entanto. 1993). 1995b). e que são importantes representantes da flora brasileira. muricatetrocina A e B.. 1995e). A espécie Annona tenuiflora referida em nosso levantamento etnofarmacológico não tem sido estudada sob nenhum aspecto. as quais são considerados compostos precursores das acetogeninas (Hisham et al. 1995c). Outros estudos relatam a presença de acetogeninas na casca do caule dessa espécie (epoximurina A e B). 2 e 3 (Wu et al. 2002). 1995a) e muricatocina A e B (Wu et al. . I. Da espécie Annona muricata foram isoladas inúmeras acetogeninas. também foram isoladas das folhas dessa espécie (Wu et al.São ácidos graxos modificados. enquanto Gromek et al.. muricatocina C e gigantetronenina. e sugeriram que esta também é uma substância precursora da biossíntese das acetogeninas comuns dessa família botânica... murihexocina A e B (Zeng et al. os dados químicos de outras espécies desse gênero permitem descrever a sua constituição química clássica e indicar a potencialidade de estudo dessa espécie como fonte de novas substâncias de interesse farmacológico. Destacamos aqui algumas das espécies mais estudadas como fonte de acetogeninas de interesse terapêutico.. Acetogeninas também são encontradas em inúmeras espécies do gênero Annona. 1995b). das quais relacionamos oito acetogeninas monotetrahidrofurânicas denominadas neo-isoanonacina-10-ona. neo-anonacina-10-ona... essa última também descrita em outras espécies do gênero Annona (Wu et al. especialmente como citotóxicas. com atividade citotóxica descrita por inúmeros estudos e pesquisas. (1993) isolaram outra acetogenina dessa mesma espécie...

Das sementes da mesma espécie. Alcalóides Alcalóides como muricina e muricinina foram descritos por Manske & Holmes em Annona muricata (Watt & Breyer-Brandwijk. 1991). desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona (Gu et al.. 1994). isomolvizuína 2. 1993b).. tais como reticulatina (Saad et al. 1994a). anoreticuína-9-ona.... 1993b). anomontacina em Annona montana (Jossang et al. itrabina... esquamona. cis. Cortes et al. 31-hidroxibulatacina. tais como querimolina 1 e 2 e almunequina e otivarina (Cortes et al. Das semen- .Da espécie Annona cherimolia já foram isoladas inúmeras acetogeninas. solamina. três uvariamicinas. 4-deoxiasimicina e várias uramicinas (Hui et al. anomonicina e roliniastatina (Chang et al.. incluindo A. 1994). (1994) isolaram dezessete acetogeninas tetrahidrofurânicas. cis-28hidroxibulatacinona e tran5-28-hidroxibulatacinona (Guetal. 1995) em Annona bullata. 1994b)... 1994b)..buladecionona e trans-buladecionona (Gu et al... esquamostanal A (Araya et al. Outros estudos relatam a presença de acetogeninas em várias outras espécies desse gênero. tais como araticulina em Annona crassiflora (Santos et al.. além de queromolina-2 e anonina em Annona glabra (Li et al. molvizarina e motrilina (Cortes et al.. esquamocina e roliniastatina I (Vu et al. cherimolia.. bulatencina. anoglaucina em Annona glauca (Etcheverry et al. além de esquamocina e esquamostatina A. 1995). jeteína. bulatanocina. 1994a e 1994b). 1993). reticulacinona (Hisham et al. anogaleno (Sahpaz et al. esquamosinina A (Yang et al. 32-hidroxibulatacina. neo-anonina B e neo-reticulacina A (Zheng et al. muricata e A. 1993). 1995). esquamosteno A (Araya et al. 1994c) neodesacetiluvaricina. 1991). Da espécie Annona reticulata inúmeras acetogeninas foram isoladas. Das sementes da espécie Annona squamosa foram isoladas as acetogeninas esquamostatinas A.. (1993a) ainda isolaram 39 acetogeninas de várias espécies de Annonaceae. B. 1996). Existem relatos da presença de acetogeninos na espécie Xylopia aromatica (ColmanSaizarbitoria et al.. 1996). squamocina e almunequina (Duret et al. Sahai et al.. isoquerimolina 1. 1992). 1991a e 1991c).. 30-hidroxibulatacina.. 1995a).. 1994). 1962). C e D (Fujimoto et al.

1978). 1970) e X. Monoterpenos foram isolados de A. 1992.. 1982a e 1982b. salzmannii (Paulo et al. 1986). 1985) e A.. 1991). X. como constituintes predominantes. Alcalóides benzilisoquinoléicos denominados anomolina. A. Mukhopadhyay et al. 1988).. C. et al. enquanto diterpenos foram descritos em A. purpurea (Castro et al. squamosa (Wu.. 1996). 1987). anolatina. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. michelalbina.. 1994).. frutos de A. Martins et al. 1986) e A. enquanto os alcalóides anonaína. reticulina. cherimolia (Villar et al. 1996) e de Annona reticulata (Saad et al.. squamosa (Leboeuf et al. anolobina e asimilobina foram isolados de A.. um aldeído aromático (siringaldeído) e dois esteróides foram isolados do caule de A. 1986). bullafa (Kutschabsky et al. Constituintes químicos dessa classe química foram ainda obtidos das espécies A. 1995e). 1984). 1991). squamosa (Silveira et al.. de A. 1994). Yang & Chen. Flavonóides foram descritos em A. reticulina. 1989. 1978). enquanto a casca possui grandes quantidades de ácido hidrociânico (Watt & BreyerBrandwijk. quintasii (Quevauviller & FoussardBlanpin. oxouxinsunina. 1962). A. Inúmeros compostos terpenóides.. ambotay (Oliveira et al.. Barbosa Filho et al. uma lignana ((-)-siringaresinol). A. Y. squamosa (Setharaman. 1976). Alcalóides conhecidos como anoretina. 1979.. anonaína. Wu et al. 1993). Outros constituintes químicos A polpa da fruta de Annona muricata é rica em vitaminas B e C.. aromatica (Rios et al. 1976). brasilienses (Casagrande & Merotti. cherimolia (Yang et al.. A. 1993) e sesquiterpenos em A. 1994).. isoboldina e outros foram isolados de A. squamosa (Krishna Rao et al... 1979. senegalensis (Ekundayo & Oguntimein. ambotay (Carazza et al.tes de Annona muricata isolaram também o alcalóide liriodenina (Philipov et al. laureliptina. foram isolados do fruto de Annona muricata . argentinina e liriodenina foram obtidos de Annona montana (Leboeuf et al.. cacans (Saito & Alvarenga. montana (Wu et al. Existem registros de alcalóides nas espécies Xylopia pancheri (Nieto et al... enquanto três amidas ácidas.. X. 1981).

mas inativas contra Entamoeba histolytica (Bories et al. 1990).. 1988. assim como outras espécies do gênero. X... De Xylopia frutescens. Misas et al. brasiliensis e X. 1993. Resultados similares foram obtidos com as acetogeninas muricatocina A e B também isoladas dessa espécie (Wu et al.. Acetogeninas isoladas sementes de A. a casca. 1991b). relaxante de músculo liso e cardiodepressora em animais (Meyer. 1993). 1991). cherimolia foram ativas contra alguns parasitas. muricata.. Ngouela et al. também apresentou importante efeito citotóxico contra células tumorais de pulmão humano (Wu et al.. o talo e as sementes dessa espécie possuem ação antibacteriana contra vários patógenos (Sundarrao et al. 1995e). 1993. Dados farmacológicos dos gêneros Annona e Xylopia Atividade hipocolesterolêmica. propriedades inseticidas (Tattersfield et al. 1995. Terpenos também foram isolados de Annona reticulata (Saad et al. 1996. 1987). 1992. Uma importante ação depressora em coração isolado de coelhos foi descrita por vários autores (Watt & Breyer-Brandwijk. 1979). sedativa e analgésica foi determinada para a espécie Annona muricata (Cavalcante. Heinrich et al. Vilegas et al. Bourne & Egbe.. acetogenina isolada de Annona muricata.. Lopez Abraham. 1962). apresentaram potente atividade citotóxica sobre vários tipos de células tumorais (Cortes et al. possui atividade citotóxica contra algumas células tumorais (Mvnt et al.. 1941. 1991). ao passo que as acetogeninas monotetrahidrofurânicas. enquanto extratos de folhas.. enquanto as sementes da espécie possuem propriedades antiparasitárias (Bories et al. 1940). X. 1998). 1925 e 1932). 1991).. uma acetogenina isolada de A. antiespasmódica. Gbeassor et al. vasodilatadora. 1979. muricata e de A. corosolona 1 e corosolina 2... . Carbajal et al.. aethiopica foram isolados diterpenos (Moreira & Roque. obtidas de Annona muricata.(Wong & Khoo. Di Stasi... a raiz.. Inúmeras pesquisas demonstram que a folha. Anomutacina 1. 1995b). 1979). Extratos obtidos a partir de folhas da espécie possuem atividade antimalárica (Antoun et al. aromatica. 1991. Solanina. A espécie Annona muricata possui. raiz e sementes demonstraram propriedades inseticidas (Tattersfield et al. Estudos demonstram que a casca e as folhas de Annona muricata possuem atividades hipotensora. 1991).

1991. anomonicina e roliniastatina isoladas de Annona reticulata (Saad et al. cherimolia (Villan del Fresno et al. laureliptina e isoboldina) isolados da casca de A.. oxonantenina e liriodenina isolados de Annona reticulata (Chang et al. reticulatina. Atividade antimicrobiana também foi verificada com extratos de A. cherimolia (Cortes et al. Atividade similar foi descrita para os alcalóides silopina.. Chang et al. esquamona. Resultados similares foram obtidos para os alcalóides anonaína.. squamosa. 1993b). 1991). apenas a anonaína apresentou atividade antifúngica (Paulo et al. . produziram significante atividade antiagregação plaquetária e citotóxica. Esteróides de A.. Os alcalóides liriodenina e noruchinsunina isolados de Annona cherimolia apresentaram efeitos vasodilatadores sobre aorta de rato isolada e tiveram seu mecanismo de ação estudado por Chulia et al. 1980). enquanto os alcalóides liriodenina.. cherimolia induziram contrações uterinas (Lozoya & Lozoya... 1991c e 1991a). nornuciferina e asimilobina foram inativos nos mesmos modelos experimentais (Wu.. A atividade inseticida de várias acetogeninas isoladas do gênero Annona tem sido determinada para a anonacina e compostos similares (Londershausen et al. coridina. 1993). 1994).. 1993). montana (Wu et al. roemerina e desidroroemerina isolados das raízes dessa espécie (Chulia et al. squamosa demonstraram potente atividade cardiotônica (Wagner et al. 1992). Os alcalóides isolados de A. 1992). (1995b). enquanto os alcalóides de A. 1995). anoreticuína9-ona. 1991. salzmanii apresentaram atividade antibiótica contra diversas bactérias e fungos (Barbosa et al.. 1993b e 1994b.. squamosa apresentaram importante ação larvicida e quimioesterilizante contra mosquitos do gênero Anopheles (Saxena et al. 1980).. bulatanocina.Atividade citotóxica contra vários tipos de tumores foi descrita para inúmeras acetogeninas de várias espécies do gênero Annona. Cortes et al. norcoridina. tais como cinco acetogeninas isoladas de A. asimilobina. salzmannii. desacetiluvaricina e cis-bulatanocinona e trans-bulatanocinona de Annona bullata (Gu et al. et al. 1988b e 1988a). 1995a). anonaína. respectivamente. 1993) e várias outras (Jossang et al.. montana (Wu et al. C. oxoxilopina.. Os alcalóides coclaurina e oxoxilopina. reticulina. galucina. Y. solamina.. De quatro alcalóides benzilisoquinoléicos (anonaína.. reticulina. Alcalóides citotóxicos também foram isolados das folhas de A. isolados de A... 1987) e A. Hui et al. enquanto alcalóides isolados de A.

como acido caurenóico. Do extrato etanólico das folhas de X. discreta. Verificou-se ainda atividade antifertilidade de A. popularmente utilizado para afecções do trato digestivo e reumatismo. foi caracterizada a . De Xylopia frutescens foram caracterizados alguns constituintes que apresentaram atividade biológica. que determinaram efeito depressor do SNC.. 1989. Trypanossoma brucei.1983). frutescens não apresentou atividade moluscicida.. coriaceae (Souza et al. et al.. Extratos etanólicos de sementes de A.. et al. A. Extratos preparados também com A. além de atividade citotóxica contra vários tipos de células tumorais (Sahpaz et al.. entre outras. O extrato etanólico da raiz de X. Anopheles stephensi (Saxena et al. que apresentou atividade antimicrobiana e tripanossomicida (Campos et al. que apresentou atividade citotóxica. senegalensis produziram importantes efeitos antiparasitários contra cepas de Leishmania major. 1993). squamosa. enquanto o extrato etanólico de A. 1998). 1994). reticulata foi determinada por Williams & Mansingh (1993).. A. Rao et al. E. 1979. Silva. 1996. além dos compostos caurol e os ácidos xilópico e acutiflórico. e há relatos na literatura de sua atividade antitumoral (Rios et al. 2001).. porém extratos obtidos das cascas e do caule produziram efeito moluscicida (Santos. F. 1993). Diversas espécies do gênero foram estudadas quanto a sua propriedade molucicida (dos Santos & Sant'Ana. aromatica foi isolada atherospermidina. squamosa produziram mortalidade dose-dependente contra o mosquito. Extratos metanólicos de A.. 1979). potenciação do efeito hipnótico do pentobarbital.. Extratos hidroalcoólicos de sementes de Annona crassiflora produziram efeito inibitório inespecífico sobre contração muscular de íleo de cobaia (Weinberg et al. parassimpatomimética de A.. 1975).. que também apresentaram atividade tripanossomicida (Oliveira et al.. fungitóxica. Oliveira et al. 1994). provavelmente por impedir a implantação (Mishra et al. Martins et al. 1990. A atividade inseticida do extrato etanólico de A. Esta espécie também inibiu a atividade da enzima lipoxigenase (Braga et al. 1998). L.. Das cascas de X. 1996).. donovani.. squamosa foram amplamente estudados por Saluja & Santini (1994). senegalensis apresentou atividade relaxante muscular e antiespasmódica in vitro. 2000) e apresentou atividade antiplasmodial (Jenett-Siems et al. 1999). além de atividade antiúlcera induzida por indometacina e estresse (Langason et al. atividade anticonvulsivante e analgésica. 1996).

squamosa (Caparros-Lefebvre & Elbaz. muricata como a responsável pelas degenerações de células nervosas dopaminergéticos observadas in vitro (Lannuzel et al. 1962).. como inseticida.. 1988c). muricata e A. 1996 e 1997). Dados toxicológicos e observações de uso A degradação de hormônios tireoidianos ou a depressão da produção hormonal da adrenal é sugerida por Queiroz Neto et al. . indica a necessidade de cuidados no uso dessas espécies pela população. aethiopica promoveram efeito diurético e Hipotensor (Somovaet al. especialmente em uso crônico.Plantas medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica atividade antimicrobiana (Lima et al. anti-helmíntico e citotóxica. sericea ou embiriba foi testado o extrato aquoso do fruto e das cascas.. bem como a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem as atividades farmacológicas e toxicológicas. 2001). que apresentou atividade analgésica (Almeida et al. Os diterpenos caurenoicos presentes em X. Em Guadalupe. (1988) para a espécie Annona muricata. Estudos recentes têm caracterizado a presença de alcalóides em A. Doses altas de extratos produzidos com Annona muricata causam tremores e convulsões (Watt & Breyer-Brandwijk. E da espécie X. O grande número de indicações das diversas espécies do gênero Annona.. Antilhas diversos casos de Parkinsonismo foi atribuído à ingestão de A. 2002). 1999).

usada como condimento. utilizadas na indústria madeireira 0oly 1998). a única espécie medicinal registrada na região amazônica a respeito dessa família foi a Virola surinamensis. tronco de 60-90 cm de diâmetro com casca grossa. localizadas principalmente na região tropical (Mabberley. 1996). é freqüente a presença de espécies do gênero Virola e Myristica. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Ucuuba. Horsfieldia e Knema. Sucuba. No Brasil. Árvore-do-sebo. Espécies medicinais Virola surinamensis L. Em outras regiões a espécie é denominada Andiroba. e espécies do gênero Virola. Nozmoscada e Ucuuba-branca. 1997). podendo chegar a até 35 m de altura. Neste levantamento.Espécies medicinais da família Myristicaceae Introdução A família Myristicaceae descrita por Robert Brown inclui dezenove gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. porém há estudos sobre a presença de óleos essenciais e substâncias alucinogênicas (Evans. Dados botânicos e informações gerais Arvore de porte médio. No levantamento realizado na Mata Atlântica não foram referidas espécies medicinais dessa família. Virola. que possuem importância do ponto de vista econômico. Sucuuba. contendo ramos carregados de folhas . Bicuíba. como a Noz-moscada (Myristica). e também como Leite-de-mucuiba. Ucuuba cheirosa. mas salientamos a ocorrência de várias espécies nessa formação florestal. Não existem muitos dados fitoquímicos dessa família. como Myristica. Essa família inclui gêneros importantes.

-sitosteril-D-glucosídeo e uma nova série de ésteres acídicos (Kawanishi & Hashimoto. 1969. surinamensis. Espécie de ocorrência na Amazônia. No Estado do Tocantins existem relatos da utilização da seiva da V. Dados químicos do gênero Virola Foram isolados de três espécies de Virola ésteres de ácidos graxos. Ferri & Barata. V. V michelli (Santos. 1971). oblongolanceoladas. et al. para o tratamento de câncer.. L... 1996.. 2000). inflamações. hemorróidas e contra úlceras (Corrêa. com até 20 cm de comprimento.. 1987). 1992. Inclui 45 espécies de florestas tropicais. A planta é importante fornecedora de madeiras para marcenaria. 1997). 1989. S. Existem diversos relatos da presença de lignanas e neolignanas em diversas espécies do gênero Virola. Dglucose e ácido ferúlico (trans e cis). Martinez et al. 1996). O látex é usado externamente misturado com água e na forma de banho no local para tratar doenças venéreas. A decocção das folhas é útil contra problemas do fígado. 1984). Cassady et al. como outras do gênero.. bem como -sitosterol. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada internamente contra inflamações e febres. Existem relatos de 1969 da presença de alcolóides em espécies do gênero Virola (Azurrel et al. O nome do gênero Virola provém de um nome popular das Guianas. 1987a). pavonis (Martinez et al.. Vidigal et al. infecções. como foi descrito por Jean Baptiste Aublet. heliófita e típica de áreas alagadas da floresta amazônica. elongata . popularmente conhecido como Leite-de-mucuíba. a saber: V sebifera (Von Rotz et al. É uma planta perenifólia. V. 1995).. chegando até Pernambuco. usadas como venenos de flechas. V cf.. 1991 e 1992). muitas delas com substâncias alucinógenas pela presença de triptaminas. inflorescências em panículas axilares e fruto elipsóide bivalvar. V surinamensis (Lopes et al.pecioladas. pavonis (Marques et al. A casca é usada como medicamento para aftas. gastrites e úlceras (Paixão & Hiruma-Lima.

surinamensis foi constatada a atividade gastroprotetora atribuída à presença de flavonóides (Batista et al. Lemus & Castro. calophylla. 2001). calophylloidea (Von Rotz et al.. 1996) e V. surinamensis foi extraído um óleo essencial com atividade antimalarial (Lopez et al. sebifera.. existem relatos da presença de flavonóides nas espécies V.. michellii foi atribuída à presença da flavona.. 1993 e 1994). titonina . 1990). 1990). 1996. V. Dados farmacológicos do gênero Virola Da seiva de V. foschnyi (Lemus & Castro. 2001). venosa (Kato et al. Pagnocca et al. V.. e polifenóis nas espécies V. A presença dos flavonóides glicosilados astilbena e quercitrina em V oleifera foram as responsáveis pela atividade analgésica (Kuroshima et al.. titonina (Andrade et al. 1996a). V. Das folhas de V. surinamensis. oleifera (Fernandes et al. A atividade analgésica de V. pavonis. 1999). urbaniana (Reis et al. V. V... flexuosa (Aguirre. A atividade antifúngica das espécies V.. Alvarez et al. V. Cavalho et al. 1994 e 1995).. michellii (Cavalho et al. 1989)... 1987b). calophylla (Martinez et al.. V. caducifolia (Aparecida dos Santos et al. 1990. 1994 e 1996. 1996. 1989) e V.. 1992) e V. V. 1992)... carinata e V. que também possui atividade bradicárdica e colinérgica (Martins et al. 1987). 1986 e 1990). michelli (Santos et al.. 1995).(Kato et al. As atividades analgésicas e antiinflamatórias foram verificadas nas espécies V. Andrade et al. calophylloidea (Martinez. koschnyi foi atribuída à presença de lignanas na composição de diferentes partes da planta (Rodriguez et al. V. 1999. 1988). Além das lignanas. carinata e V...

As propriedades antioxidante e surfactante de V. sugerem cuidados da população quanto ao uso. 1996. A propriedade antioxidante foi confirmada para V. 1998. inseticida e alucinogênica de diferentes espécies dessa família. calophylla (Miles et al. Persea. 1978). Incluem muitas espécies aromáticas. todos aromáticos. surinamensis. sebifera. V. pavonis foi atribuída à presença de neolignanas (Fernandes et al. duckei (Bennett & Alarcon. 1997). do famoso Louro. a grande maioria tropicais e de ocorrência na América do Sul e no Brasil. árvores e arbustos (Mabberley. elongata (Davino et al. oleifera. 1986b e 1998).. 2000). Os principais gêneros são Laurus. cercaricida e molucicida de V. pois. além do . Observações de uso Não existem dados de toxicidade de espécies do gênero. V.A atividade leishmanicida nas espécies V. inseticida de V. e outros. Barata et al. alucinogênica de V. do nosso famoso Abacateiro. A família reúne grande importância econômica. koschnyi (Castro et al. Nectandra.. tripanossomicida.. 1987). amplamente usado no Brasil como condimento.850 espécies. surinamensis (Lopes et al. 1987) e anti-hemorrágica de V. carinata e V. Aniba e Cinnamomum (da Canela em casca).. 2000). donovani e V. com substâncias flavorizantes e algumas medicinais. 1994). mas não foi detectada em V. Ocotea.. Sassafras.. aliados ao relato de atividade moluscicida. Espécies medicinais da família Lauraceae Introdução A família Lauraceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 52 gêneros e aproximadamente 2. 1996). sebifera são atribuídas à presença de ômega-(feruliloxi) acilglicerídeo (Kawanishi & Hashimoto. surinamensis (Paixão & Hiruma-Lima. 1999). dados etnofarmacológicos de V. No Brasil ocorrem dezenove gêneros e aproximadamente 390 espécies (Barroso. Ainda existem relatos das atividades antitumoral. Licaria. 1991) como a surinamensina (Pinto et al. porém. da famosa Canela-sassafrás.

A infusão também é indicada contra dores de cabeça. folhas alternas. como a Canela e o Louro. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Louro ou Loureiro. a espécie cultivada ou adquirida no comércio é usada como medicamento na forma de infusão das folhas. Dados botânicos A espécie é uma árvore de pequeno porte com ramos eretos. A decocção das folhas é usada como abortivo e contra constipação intestinal.costume posteriormente assimilado por Roma e usado pelos césares (Joly. deriva de lauer = "verde". fornecedor de alimento amplamente comercializado. Espécies medicinais Laurus nobilis L. Essa espécie não foi referida no levantamento realizado na região amazônica. 1998). O gênero Laurus descrito por Carl Linnaeus é de origem mediterrânea.Abacateiro. Na região da Mata Atlântica a espécie é cultivada ou adquirida no comércio como alimento e para ser usada como medicamento. usado na Grécia para a confecção das famosas coroas de louro para agraciar os atletas ou outros heróis nacionais . lanceoladas. bem como para dores de barriga. flores muito aromáticas dispostas em umbelas e fruto do tipo baga pequena. É uma planta exótica e cultivada no Brasil. . e de outras espécies. 1998). onde se adaptou muito bem. para combater problemas hepáticos e intestinais. pecioladas. há inúmeras plantas fornecedoras de madeiras de excelente qualidade (Joly. sendo considerada digestiva. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. de estômago e como emética e abortiva. O nome do gênero é derivado do uso da planta ao laurear um herói. e laus = "louvor".

Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Abacateiro ou simplesmente Abacate. que envolve a semente grande e marrom. não ocorrendo espontaneamente. flores branco-pálidas. ou Persea gratíssima Gaertn. nome dado especificamente ao fruto. A planta também fornece madeira e reúne importante valor econômico. diuréticas e febrífugas. especialmente contra dores de barriga e para a expulsão de cálculo renal. externamente. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. carminativas. é também usada contra febres. comestível. as folhas são usadas contra indigestão. lanceoladas e acuminadas. ao passo que a infusão das folhas. úlceras e piolhos (Bown. pequenas e pouco vistosas. 1984). fruto do tipo baga ovóide. Na região da Mata Atlântica essa espécie é cultivada em terrenos e áreas desmatadas. podendo chegar a até 20 cm de comprimento. As folhas são consideradas excitantes da vesícula biliar. pecioladas. bronquites. onde se encontram as folhas alternas. analgésico. Persea americana Mill. contra reumatismo. emenagogas. anti-sifilíticas. com caule um pouco tortuoso e uma enorme copa. estomáquicas. . com polpa verde. Dados botânicos É uma árvore com até 20 m de altura. além de serem usadas contra doenças renais. 1995). sendo comercializada em todo o mundo. a decocção das folhas do abacateiro é usada como diurético.Internamente. estimulante do apetite e contra cólicas. além de atuar como diurético e analgésico. O gênero foi descrito por Phillip Miller e inclui aproximadamente duzentas espécies tropicais. reumatismo e uremia (Corrêa. O nome do gênero deriva de uma homenagem a Perseu. vulnerárias.

1989) e dermatite de contato (Ozden et al. antimicrobiana (Raharivelomanana et al. 2000. . 2002). 1997)... Grant et al. 2002)..8-cineol isolado de L. 1999). 1989) sendo a cardiomiopatia um dos distúrbios mais citados (Oelrichs et al. americana têm sido atribuídos efeitos tóxicos em diversos animais (Mckenzie & Brown. Afifi et al.. beta-eudesmol (Diaz-Maroto et al.. americana citados acima. 1991. A espécie Persea americana L. 2002). Dados tóxicos e observação de uso Os diversos relatos dos efeitos tóxicos das folhas de P. 2002). bem como os efeitos larvicida e inseticida desta espécie (Oberlies et al„ 1998)... Às folhas de P.Dados químicos e farmacológicos de Laurus nobilis e Persea americana O óleo essencial das folhas de Laurus nobilis possui eugenol. O 1. 2001). antifúngico (Domergue et al. 2002). elemicina. Carman & Handley. O óleo essencial apresentou atividade anticonvulsivante (Sayyah et al... Sladler et al. 2002.. Hargis et al. O extrato das folhas e flores também foi efetivo contra a Biomphalaria glabrata (Re & Kawano. nobilis foi atribuída à presença de sesquiterpenolactonas que promoveu inibição do enchimento gástrico e aumento da secreção do muco gástrico (Matsuda et al. foram atribuídos os efeitos analgésico.. 1987). 1991. nobilis promoveu apoptose das células leucêmicas in vitro (Moteki et al. A atividade antiulcerogênica de L. hidrocarbonetos. 1991).. 1995. monoterpenos e sesquiterpenos oxigenados (Caredda et al.. constituem-se em alertas para a população quanto à utilização das folhas desta espécie. spatulenol. antiinflamatório (Ademylmi et al.

. b) Fruto característico da espécie (Banco de imagens ).FIGURA 5.1 .Annona muricata: a) Detalhe do ramo com flor (modificado a partir de Corrêa. 1984).

Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. . 1984) (Banco de imagens).Annona tenuiflora.2 .FIGURA 5.

FIGURA 5. .Xylopia cf. b) Detalhe da flor (Banco de imagens).3 . frutescens: a) Escanerata do ramo florido.

Os gêneros mais importantes dessa família são Aristolochia. M. no Brasil. 1998). predominantemente na forma de lianas e trepadeiras. Thottea e Asarum. Di Stasi C. Joly.ó Aristolochiales medicinais L. Hiruma-Lima E. sendo a primeira a mais importante e a única que inclui espécies medicinais referidas na Amazônia e na Mata Atlântica. Santos C. M. com referências etnofarmacológicas pouco comuns no país. C. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso da espécie Aristolochia trilobata. muitas das quais usadas como medicinais. A. ocorrem aproximadamente sessenta espécies distintas de Aristolochia. Guimarães Introdução A Aristolochiales é a ordem três da subclasse das Magnoliidae e inclui apenas três famílias botânicas: Aristolochiaceae. Outros gêneros que incluem espécies medicinais descritas são Asarum e Trottea. ao passo que na região do . Hydnoraceae e Rafflesiaceae. A família Aristolochiaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent Jussieu inclui doze gêneros com aproximadamente 475 espécies tropicais. 1997. e. mas também com arbustos e herbáceas (Mabberley.

e refere-se à forma curvada da flor de uma das espécies (Aristolochia clematitis). monoclamídeas com tépalas bilabiadas. O nome do gênero Aristolochia vem do grego aristos = "bom". Nomes populares A espécie é denominada Urubu-caá na região amazônica. Batarda. e lochia = "nascimento". Calunga. e várias com usos medicinais descritos. sulcados e estriados. O gênero Aristolochia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 120 espécies tropicais. enquanto o banho preparado com folhas em água fria é utilizado contra dores de cabeça e dores musculares.1). . Mil-homens e Papo-de-peru. Em razão dessa forma e de acordo com a Teoria das Assinaturas. foi referida como medicinal. Espécies medicinais Aristolochia trilobata L. axilares.Vale do Ribeira uma espécie do gênero Aristolochia. parto. fruto capsular cilíndrico. Jarrinha. zigomorfas. usadas como venenos. pecioladas. ventralmente lisas e dorsalmente verrugosas (Figura 6. Contra-erva. muitas das quais ricas em alcalóides. a planta era usada popularmente para facilitar o parto. flores isoladas. ovadotrilobadas com base cordiforme e sem estipulas. que lembra o feto em posição antes do nascimento. ramos lisos. Capa-homem. simples. o decocto das folhas é útil contra cólicas abdominais e problemas estomacais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Outras denominações populares são Angelicó. Dados botânicos É uma planta trepadeira. denominada popularmente como Milomem. hermafroditas. grandes. folhas alternas. com sementes achatadas.

sulcados e estriados. capoeiras e áreas em regeneração. excitante. Aristolochia sp Nomes populares Nas comunidades da região do Vale do Ribeira. anti-histérica e útil contra febres graves. simples. estimulante. A infusão das folhas é utilizada contra dores de barriga. essa espécie também é uma planta trepadeira com folhas alternas. apresentamos os principais dados químicos referentes à espécie do gênero. é usada também como abortiva e eficaz contra veneno de cobras (Corrêa. a decocção das folhas dessa espécie é usada contra distúrbios estomacais e hepáticos.Outros usos populares indicam que a raiz é tônica. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. cicatrizante e contra úlceras crônicas. gripes fortes. Dados químicos do gênero Aristolochia Não foram encontrados estudos químicos com a espécie Aristolochia trilobata. catarros crônicos. e fruto capsular cilíndrico com sementes achatadas. . 1984). Também não é uma espécie cultivada. resfriados e para expulsão de parasitas intestinais. anti-séptica. estomáquica. as flores são isoladas e axilares. sarnas e orquites (Van den Berg. A espécie é sempre obtida de dentro da floresta. Dados botânicos Assim como Aristolochia trilobata. pecioladas. disenteria e diarréia. 1982). não sendo encontrada em áreas degradadas. especialmente para combater náuseas e vômitos. essa espécie é denominada Milomem ou Mil-homens. sudorífica. constipação nasal. o chá da raiz também é utilizado como emenagogo. os ramos são lisos. no entanto. diurética. para caracterizar a sua importância como fonte de novos constituintes químicos. ovado-trilobadas com base cordiforme e sem estipulas.

clematitis (Kostalova et al. A. A.. raízes de A. 1991a). esperanzae e A. 1982). et al. As sesquiterpenolactonas foram isoladas de A. 1980). Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren.. A. A. auricularia que possuem os ácidos aristolóquicos I. A. 1991). S. 1983b).1993).. 1977 e 1985). A. 1992. M. II. A. A. 1979). 1985) e A. Higa et al. III e IV (Houghton & Ogutveren. 1991a). A.. tubiflora (Peng et al.. A. 1995). A.. tubiflora (Peng et al.. X. auricularia (Houghton & Ogutveren.. em A. L. 1995). T.. kankauensis (Wu. A. 1995). A.. A. longa (De Pascual et al.. Paiva et al.. maurorum (Kery et al.. rodix (Tsai et al. manshuriensis (Ruecker et al. 1992). 1992). et al.Os ácidos aristolóquicos são os principais componentes de inúmeras espécies do gênero Aristolochia... Alcalóides foram isolados de várias espécies.. 1991). A. rotunda (Pistelli et al. 1992). debilis (Ahmed Farag et al. molissima (Peng. 1995) e A. rigida (Pistelli et al. 1994). J. 1988).. sendo descrito em A. 1983). 1987). acuminata (Moretti et al. H.. 1993). 1980). manshuriensis (Lou et al.. bracteata (ElTahir. . 1995). ftiangularis (Bolzani et al. G.. fangchi (Tsai et al. clematitis (Kostalova et al. 1987). et al. A. A. contorta (Lou et al. 1987).. A. 1987). 1988.. inúmeros alcalóides denominados aristolactâmicos de A. 1991) e de A. 1991b). 1995). A. 1992) e outros alcalóides em A. 1987). 1996.. 1989).. Aristolochia cymbifera (Leitão et al.. et al. molissima (Peng et al. nata (Moretti et al. 1988). A. brasiliensis (Lopes et al. elegans (El-Sebakhy et al. incluindo a magnoflorina obtida de partes aéreas de A. A. ponticum (Houghton & Ogutveren. dematilis (Makuch et al.. L. 1995).. argentine (Priestap.. cinnabarina (Li. S.. A. 1991. Abel & Schimmer. kankauensis (Wu et al. 1987. gigantea (Lopes. Zhang et al. Lopes. et al. longa (De Pascual et al. 1988). clematitis (Kostalova et al... 1991). 1983a). 1990. tubiflora (Peng et al. alcalóides do grupo da berberina foram descritos em A. arcuata (Watanabe & Lopes. A. vários outros alcalóides aporfínicos de A. 1987. 1995) e A. A. chilensis (Urzua Rodriguez. cinnabarina (Li et al.. 1996). 1991)..... 1987). liukiuensis (Mizuno et al. versicolor (Zeng et al. A. gigantea (Cortes et al. indica (Che et al. Lou et al. galeata (Lopes. versicolor (Zhang&He. chilensis (Urzua et al. 1994). Chakravarty et al... 1984).. 1988) e Aristolochia cymbifera (Leitão et al. A. indica (Piers & Tse... C. A. A. A. 1986b e 1986a). kankauensis (Wu. bracteata (ElTahir.. A. A. 1986). A. Terpenóides foram descritos em inúmeras espécies de Aristolochia. A.. tais como A. yunnanensis (Chen et al. versicolor (He et al. 1994). 1991b). 1983). A. P et al.. 1979) em raízes de A. A. 1980).. argentine (Priestap.. T.

1979). chilensis (Urzua et al. 1977). Compostos como -cariofileno. et al. Diterpenos isolados de Aristolochia albida agem como importantes antídotos de picada de cobras do gênero Naja (Haruna & . S.. 1980). 1988) e amidas em A.. macroura (Leitão et al. 1980. O ácido aristolóquico de A. Urzua & Presle. A.. A. Dados farmacológicos do gênero Aristolochia Atividade antifertilidade foi determinada com substâncias isoladas de Aristolochia versicolor (He et al. A. et al. A.. 1987b. Lignanas também foram descritas em A. A. gigantea e A. A. cymbifera. rodix foi eficaz contra veneno de ofídeos (Tsai et al. R. kankauensis (Wu.. S. 1990). triangularis (Ruecker et al. taliscana (Longsw et al. Estudos recentes demonstram ainda que o ácido aristolóquico possui uma efetiva atividade antiespermatogênica por interferir na espermiogênese no estágio de formação das espermátides (reduzidas em 72%) e reduzir em 47% a produção de células de Leydig maturas (Gupta. Lopes et al. 1994). 1995). arcuata (Watanabe & Lopes.. 1988) e A. 1978). indica (Pakrashi & Pakrasi. birostris (Conserva et al... indica apresentou propriedades antiestrogênica e antiimplantacional (Pakrashi & Chakrabarty. -elemeno. e o ácido aristolóquico de A. 1991b). 1990). -elemeno e -humuleno foram determinados em A. 1996). 1993)... copaeno. esperanzae. T.Uma nova lignana nunca descrita na família Aristolochiaceae foi isolada de Aristolochia ponticum (Houghton & Ogutveren. 1987) e A. galeata (Lopes & Bolzani.

A espécie A. H. A. birostris demonstraram. 1991). 1988). Foram ainda determinadas atividades citotóxica de A. com A.. O ácido aristolóquico II é capaz de produzir arilação do DNA e promover carcinogênese e mutagênese (Pfau et al. paucinervis foi ativa contra a Helicobacter pylori (Gadhi et al. também foi descrita para o ácido aristolóquico IV isolado de Aristolochia rigida (Pistelli et al.. O alcalóide magnoflorina obtido de várias espécies de Aristolochia diminui a pressão arterial em coelhos e induz hipotermia em camundongos. O ácido aristolóquico I promove contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir. anti-séptica e cicatrizante de A.. enquanto uma atividade relaxante muscular inespecífica em músculos lisos foi descrita para o extrato etanólico de Aristolochia papillaris (Lemos et al. no Sistema Nervoso Central.. 1988). A. Atividade antiinflamatória também foi observada em A. G. paucinervis (Gadhi et al. Estudos com A. antibacteriana. Abel & Schimmer (1983) relatam que esse ácido é capaz de induzir aberrações cromossômicas estruturais e de apresentar potente efeito carcinogênico... 1983). atividade analgésica. Dados toxicológicos e observações O ácido aristolóquico tem sido reportado por seus efeitos tóxicos (Hashimoto et al.. 1979). 1999).. O mesmo ácido obtido de A. antitérmica e inibição das contrações induzidas por histamina. Vários tipos de ácidos aristolóquicos são nefrotóxicos. 1985). papilaris (Maia et al. Atividade antifúngica foi determinada utilizando-se a espécie A. et al. além de promover contrações em músculos lisos isolados (El-Tahir.. e antiviral com A. 2002).. Importante atividade cardiotônica foi obtida com os constituintes químicos obtidos de cultura de células de Aristolochia manshuriensis (Bulgakov et al.. niaurorum (Kery et al. 1991). indica apresentou atividade hepatotóxica e nefrotóxica em camundongos (Pakrashi & Shaha..Choudhury. 1991). Atividade mutagênica. 1995). gigantea (Campos et al.. papilaris (Maia et al. causando lesões renais de forma dose-dependente em apenas três dias de tratamento . 1979).. 1993). 1985). 1993). 1999).. tulobata (Sosa et al. determinada pelo teste de Ames. 1990). acetilcolina e ocitocina (Conserva et al. 1996). triangularis (Garcia. multiflora (Moretti et al. 2001).

cujos principais sinais são necrose do epitélio dos túbulos renais e alterações nos níveis de diversas enzimas (Mengs & Stotzem. Recentes estudos demonstram ainda o aparecimento rápido de fibrose renal intersticial pelo consumo crônico da infusão de Aristolochia pistolochia (Pena et al. Entretanto. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis). Dados químicos e farmacológicos são escassos para garantir o uso seguro dessas espécies.. salientando ainda que várias delas são usadas como abortivas. FIGURA 6.1 . as espécies desse gênero são importantes fontes de novos constituintes químicos que ainda não foram devidamente estudados. Da mesma forma. Hoehne (1978) relata inúmeros casos de intoxicação com várias espécies desse gênero. 1996) por humanos. 50 ou 100 mg/kg via oral. . não é recomendada a utilização sobretudo em gestantes. Esse uso pode revelar inúmeros efeitos tóxicos dos constituintes químicos dessas espécies. por suas características químicas.com 10. 1993).Aristolochia trilobata.

Peperomia e Pothomorphe. Mariot W. o mais estudado e conhecido do ponto de vista químico. 1997). Reis Introdução Na ordem Piperales ocorrem apenas duas famílias botânicas: Saururaceae e Piperaceae. S. dos quais se destacam os gêneros Piper. e a primeira não possui importância como fonte de espécies de valor medicinal. G.7 Piperales medicinais L. Piper nigrum. do qual se destacam espécies como a Pimenta. a família Piperaceae descrita por Paul Dietrich Giseke compreende aproximadamente três mil espécies distribuídas em oito gêneros (Mabberley. muitas delas extremamente comuns na Mata Atlântica. normalmente com células de óleos essenciais. Portilho M. epífitas. Di Stasi C. Hiruma-Lima A. C. onde ocorrem em abundância e diversidade. especialmente do gênero Piper. Por sua vez. Geralmente as plantas são arbustos. ervas e pequenas árvores sempre aromáticas. A. A família é muito importante como fonte de substâncias com atividade farmacológica. No Brasil ocorrem aproximadamente 460 espécies de cinco gêneros. lianas. e espécies me- .

A espécie só foi referida como medicinal pelos índios tenharins. Trata-se de uma família de complexa identificação taxonômica pelas características das inflorescências. Piper longum. O gênero Peperomia. Piper methysticum e outras de grande importância em sistemas tradicionais de medicina. pequenas. ovário com um só estigma.1). sendo também apenas . Pela ampla ocorrência e abundância no Brasil. Piper angustifolium. ápice agudo com lâminas glabras e opacas em ambas as faces. flores sésseis reunidas em inflorescências do tipo espiga. Piper cubeba. elíptico-lanceoladas ou elíptico-ovadas.K. Nomes populares Além de Tracoaptera. Espécies medicinais Peperomia elongata H. folhas alternas. Dados botânicos Planta herbácea com internós glabros.B. O nome do gênero Peperomia é derivado de Piper. os índios tenharins denominam essa planta Tracoá. descrito por Hipólito Ruiz Lopes e José Antônio Pavón. fruto pequeno do tipo drupa (Figura 7.dicinais de ampla utilização. Não foram identificados outros sinônimos para essa espécie. como a chinesa e aiurvédica. como a Piper betle (betel). várias espécies dessa família foram referidas como medicinais em ambos os locais de estudo envolvidos nesta pesquisa. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins usam internamente (decocção) as partes aéreas da planta para curar diarréia e dores intensas do estômago. compreende aproximadamente mil espécies tropicais de ocorrência nas Américas. muitas delas cultivadas como ornamentais e raramente conhecidas como medicinais. as quais passamos a discutir a seguir. muito semelhantes entre si.

Não foram encontrados sinônimos. pequenas. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Salva-vida ou Salva-vidas. Piper cavalcantei Yuncker. mas com pouca ocorrência. sendo também amplamente cultivada como ornamental na região.obtida na área de floresta em torno da aldeia.B. simples. Peperomia rotundifolia H. em geral nas áreas de clareiras e em locais com grande umidade. de o Céu elétrico ou Óleo elétrico. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.K. gastrite e gripes. curtopecioladas. Corrêa (1984) refere que a planta é estomáquica e tônica. A espécie é encontrada na Mata Atlântica. . Não ocorreram relatos de usos de outras espécies desse gênero nos outros grupos entrevistados na região amazônica (comunidades ribeirinhas e habitantes do município de Humaitá). de distúrbios do estômago. ao passo que a decocção das folhas é usada para facilitar a digestão e no tratamento da hipertensão. bastante carnosas e glabras. Dados botânicos Trata-se de uma planta herbácea com folhas alternas. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo e contra dores de estômago. na região amazônica. as flores são dispostas em espigas e de coloração clara. Nomes populares A espécie é chamada.

podendo atingir 40 cm ou mais de comprimento e 25 cm de largura. Nomes populares A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira pelo nome de Pariparoba. O nome do gênero Piper é a denominação árabe da Pimenta.Dados botânicos A espécie é um arbusto que chega até 2 m de altura. podendo chegar a até 5 m de altura. com vários nós e internós no caule central e em seus ramos. a decocção das folhas é considerada excelente antitérmico e analgésico. . para evitar desidratação e para combater cólicas menstruais. especialmente para dores de cabeça. característica marcante da espécie e bem distinta de outras Piperaceae. a inflorescência especiforme varia de 30 a 60 cm de comprimento. A infusão das folhas é usada como antidiarréico. Dados botânicos A planta é considerada um arbusto. os frutos são drupáceos (Figura 7. sendo a maioria arbustos. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. assimétricas na base. Outras denominações populares são João-guarandi-do-grado. O nome Pariparoba é muito comum para várias espécies de Piperaceae. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Piper cernnum Vell. O gênero Piper descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duas mil espécies tropicais. conforme será observado na descrição de outras espécies deste livro. pendente. isoladas e levemente curvadas. com caule e ramos de muitos nós e de coloração verde-escura. O óleo retirado por maceração e aquecimento é usado topicamente para dor de ouvido e qualquer outro tipo de dor externa. algumas lianas e pequenas árvores. membranáceas. Jaborandi-cepoti e Pimenta-de-morcego. folhas curto-pecioladas com limbo foliar assimétrico e glabro em ambas as faces. folhas pecioladas.2). todas aromáticas. inflorescências do tipo espiga. atingindo até 10 cm de comprimento.

Piper gaudichaudianum Kunth. Nomes populares A espécie é conhecida na região da Mata Atlântica como Iaborandi ou Jaborandi. onde a espécie é abundante. a infusão das folhas é usada como analgésico. A espécie possui grande ocorrência na Mata Atlântica. . inflorescências do tipo espiga. um pouco ásperas. particularmente contra cólicas abdominais. podendo atingir até 8 cm de comprimento (Figura 7. O uso tópico da decocção das folhas ou apenas do seu sumo alivia dores musculares. acuminadas no ápice. especialmente em regiões de clareiras naturais e na borda de cursos de água. Dados botânicos É um arbusto de pequeno porte com folhas curto-pecioladas. levemente curvadas. além de ser útil em distúrbios renais. Trata-se de uma espécie amplamente coletada para comercialização como adulteração do jaborandi verdadeiro.3). membranáceas. ao passo que as raízes frescas também são mastigadas como antiinflamatório e contra distúrbios hepáticos. tanto a infusão das folhas como as folhas frescas são usadas para aliviar a dor de dente. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. estomacais e hepáticos. tendo distribuição por todo o Brasil.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. enquanto as raízes frescas mastigadas são usadas como analgésico. Em outras regiões do país. assimétricas na base. com os nomes de Murta e também de Pariparoba. especialmente contra dores de barriga. incluindo hepatite.

Outras denominações populares para essa espécie são Caapeba-cheirosa. membranácea. Pimenta-do-mato e Pimenta-dos-índios. folhas alternas. flores . cordiformes. Nhandi. pequena (até 11 cm de comprimento). glabra. Ihotzkyanum Kunth. Piper marginatum Jacq. pecioladas. Bitre. Dados botânicos Arbusto de 2 a 5 m de altura. Aperta-ruão ou Aperta-juan. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins pelo n o m e de Nhambuí. com ramos glabros e cilíndricos. c o m o Aperta-mão e Pimenteira.4). a infusão das folhas é u s a d a contra distúrbios hepáticos. Em outras regiões do país. flores verdes dispostas em inflorescências do tipo espiga. sendo encontrada em áreas de clareira e em locais com u m i d a d e . Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. membranosas. com ápice acuminado. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica com os nomes de Apepa-ruão. com distribuição restrita à região Sudeste do Brasil.Piper cf. alongada e fina. levemente assimétrica na base. estomacais e renais. A planta t a m b é m é coletada e comercializada como adulteração da pariparoba. r e t a . Dados botânicos A planta é um arbusto pequeno com folhas curto-pecioladas e pequena bainha. com até 7 cm de comprimento (Figura 7. inflorescências do tipo espiga. A espécie é muito comum na Mata Atlântica.

Caá-peuá. é encontrada na Mata Atlântica e conhecida com os mesmos nomes. Comparando-se as figuras das espécies descritas neste capítulo. diuréticas. sudoríficas. estimulatórias (Corrêa. visto que no primeiro as inflorescências aparecem agrupadas. peitadas. como ocorre no gênero Piper. andróginas. fruto do tipo baga (Figura 7. e não isoladas. Malvarisco. Dados da medicina tradicional A raiz amassada é usada externamente para o alívio da dor e coceira causadas pela picada de insetos. A planta é tônica. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. Catajé. O gênero Pothomorphe diferencia-se do gênero Piper.) Miq. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. se ingerida. contra veneno de cobra. 1984). resolutiva e usada em banhos após o parto. Uma outra espécie do mesmo gênero. as folhas. Segundo os índios tenharins essa planta é tóxica. membranosas. O gênero Pothomorphe foi descrito por Friedrich Anton Wilhelm Miquel e significa "semelhante a Pothos". formando uma falsa umbela. estomáquica. fruto anguloso do tipo baga ovóide (Figura 7. essas diferenças ficam bem claras. gineceu com três estigmas. flores sésseis. Pothomorphe peltata (L. peltatas. descrita a seguir. . as raízes são carminativas.com brácteas triangulares. principalmente da tucundeira. bainha desenvolvida.6). Nomes populares A planta é conhecida na região amazônica com os nomes de Caapeba. os frutos são excitantes. dores de dente e blenorragias. ovado-arredondadas. Caapeba-do-norte no Pará e no Mato Grosso como Pariparoba. androceu com três estames. um gênero da família Araceae.5). com ápice agudo e nervação peltinérvea. sialagogas. minúsculas.

diurético. flores dispostas em inflorescências formadas por várias espigas reunidas por um pedúnculo comum. 1980). flores sésseis. membranosas. a planta toda fornece um suco útil contra queimaduras. . antiinflamatório externo e interno. bainha desenvolvida. vermífugo. ovado-arredondadas. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica pelo nome de Caapeba. a população refere o uso externo da infusão das folhas para o alívio de dores musculares e o uso interno do macerado das folhas em água para tratar distúrbios hepáticos. e ela recebe o nome de Pothomorphe umbellata pela característica da inflorescência (Figura 7. Dados botânicos Arbusto de folhas longo-pecioladas. os mesmos usos atribuídos à infusão das raízes. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. lenitivo para "machucaduras" e queimaduras (Van den Berg. A única diferença macroscópica entre essa espécie e a anterior é que no primeiro caso as folhas são peitadas (Pothomorphe peltata) e nesta espécie as folhas são cordadas. 1984).Dados da medicina tradicional As folhas untadas e levadas indiretamente ao fogo devem ser usadas topicamente para diminuir inchaço. cordada. andróginas. formando uma falsa umbela. desobstruente do fígado e do baço e útil contra infarto das vísceras abdominais (Corrêa. Capeba ou Pariparoba. no Mato Grosso a planta é utilizada como antible-norrágico. Pothomorphe umbellata (L) Miq. as folhas são resolutivas e a raiz é estimulante do sistema linfático. A raiz e as folhas são diuréticas e antigonorréicas. Os mesmos sinônimos apresentados para a espécie Pothomorphe peltata são atribuídos a essa espécie. com ápice agudo e nervação peltinérvea. fruto do tipo baga.7). minúsculas.

consideramos necessário apresentar os principais estudos realizados com suas espécies. E. 3-hidroxi-4. Pela importância do gênero Piper nos aspectos químico e farmacológico.. sesquiterpenos. marginatum foram isolados o ácido 3-farnesil4-hidroxibenzóico e um derivado metilado (Maxwell & Rampersad. marginatum foram isolados aril-propanóides.. Das raízes de P. são . 1990). 1989) e peperomina D de Peperomia glabella (Delle Monache et al.. 1994). além de apiol. Dos óleos essenciais de Peperomia rotundifolia foram isolados terpenos e sesquiterpenos (Joseph et al. vulcanica e proctorionas de P.. Seeram et al. grifolina bisobolol... 2002. acetato de bornila e os ácidos elaídico e linolênico (Garcia. proctorii (Mbah et al. Piper Das raízes de P.. ácidos graxos (Lima et al. 2001). (1995) isolaram piperogalina de Peperomia galioides. et al. B e C (Chen. 1982). C..5-metilenedioxialilbenzeno e farneseno (De Diaz et al. M. De Peperomia japonica.. Os compostos descritos no óleo essencial de Peperomia subespatula foram safrol. foram isolados lignanas denominadas peperomina A. Cromonas foram isoladas de P.. monoterpenos. marginatum foi isolada a croweacina (De Oliveira Santos et al. 1997). 1988). et al. 2000). miristicina. flavonóides (Tillequin et al. que também possui ácido grifólico. Mahiou et al. que representa 49% dos constituintes voláteis.. quinonas piperogalona. Das partes aéreas de P. 1982). 1988). galopiperona e hidropiperona (Villegas et al. 1996). indicada populamente como antitumoral.. compostos de grande importância farmacológica. Os alcalóides. De Peperomia campylotropa foram isoladas safrol.. 1978) e vários aril-propanóides no óleo essencial (Ramos et al.Dados químicos Peperomia O composto com atividade antibacteriana obtido de Peperomia pellucida foi isolado como cristais incolores na forma de agulhas e elucidado como C-42N-230H (Bojo et al. G. 1987) que também estão presentes em outras espécies deste gênero (dos Santos et al. 2001).

1979). isolada de Peperomia galioides apresentou atividade antiparasítica contra três espé- .. 1986). 1995). P. hispidum (Vieira et al. hancei (Li et al. P. 1986 e 1987). 1985) e P... 1979). hostmanianum (Diaz et al. galioides apresenta atividade contra Leishmania sp e Trypanosoma cruzi (Mahiou et al. Shoji et al. Bacillus subtilis.. 1992). methysticum (Smith. 1980). 1981) e P. piperina. 1987). 1983)... lancei (Han et al.. P. P. peltatol B e peltatol C) ativos contra HIV (Gustafson et al. hispidum (Vieira et al. guineense (Cole. 1985). Uma quinona. Isolaram também neoglicanas de P. betle (Evans et al. P. Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli.. P. flavonas de P sylvaticum (Banerji & Das. 1987). 1977. amalago (Dominguez et al. jaborandi (San Martin.. tuberculatum (Braz Filho et al.. 1986) e flavonas de P. Foi demonstrado também que P. P. 1987). 1986)... lignanas de P. Achenbach et al. auritum (Ampofo et al.. hidropiperona. aduncum (Smith & Kassim. flavonóides de P. P. 1980) e P.. 1984). longum (Dutta et al. 1986) e P. compostos fenólicos de P.. futokadsura (Chang et al.. P. P peepuloides (Shah et al. 1986. hispidum (Burke & Nair. 1982) e P clusti (Koul et al.encontrados com freqüência nesse gênero. chavicina e outros. 1987).. 1977) e P... 1981).. piperlongumina. 1968).. cubeba (Badheka et al. 1986).. sylvaticum (Banerji & Pal. Foram estudados os óleos essenciais de P sarmentosum (Likhitwitaywuid et al. nigrum (Inatani et al. Li & Han. 1983. peltata apresenta o derivado monomérico do catecol 4-nerolidylcatechol e três dímeros (peltatol A. aduncum e P. Foram isolados diversos alcalóides em P. Pothomorphe P. betle (Rimando et al. 1987). Dados farmacológicos Peperomia Peperomia pellurída apresenta atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus. P. com potencialidade de ser importante antibiótico de largo espectro.. sendo os principais piperlonguminina. 1985). Tabuneng et al. retrofractum (Banerji et al. 1986. piperidina.

5 mg/kg) em ratos anestesiados promoveu hipertensão dose-dependente. R. L. 1994). salivação intensa. atuar como antialérgico e diminuir . B. galioides e os compostos ácido grifóico.. O extrato também apresentou pouco efeito analgésico no modelo de contorção abdominal. O extrato aquoso de P.cies de Leishmania (Mahiou et al. o extrato aquoso de Peperomia transparens apresentou propriedades natriurética e caliurética (Ribeiro. promoveu piloereçáo. Piper Foram caracterizadas para P.. Peperomia nivales e Peperomia galoide apresentou atividade antiedematogênica cicatrizante e antiulcerogênica (Lozano et al.v. Aziba et al. 1997). hipotensora (Siqueira et al. relaxamento muscular e dispnéia. hipotensora (Santos. Doses acima de 1g/kg promoveram depressão respiratória e morte. longum foram capazes de proteger o animal do antígeno causador de broncoespasmo. et al. Embora o extrato de P. 1996a). E. H. 1997).. 1998. 1996). 2002. 1996). também conhecida como Língua-de-sapo. 1996b). em doses que variaram de 0. M. H.. marginatum as propriedades antiagregadora plaquetária (Lemos. mas não promoveu migração de leucócitos na pleurisia induzida por carragenina.1-1 g/kg.... O. 1992).. analgésica e antiedemotogênica (Kham & Omoloso. grifolina e piperogalina apresentem atividade leishmanicida in vitro.. antibacteriana. do extrato (0. O extrato metanólico de Peperomia flavamenta. et al.. apresentou atividades diurética (Santos. A administração i. et al.. 1996). lacrimejamento. 2001). 1994). Substâncias de P. 1995). provavelmente o efeito antiedematogênico do extrato está especialmente relacionado com seu constituinte vasoconstrictor (D'Angelo et al.. cicatrizante (Saad et al. S. marginatum administrado intraperitonealmente em ratos e camundongos... V. Arigoni-Blank et al. R.1-0. 2001). et al. 1997). V.. et al. Assim.. V. O extrato aquoso também reduziu edema da pata induzido por carragenina em ratos. antifúngica (Lima. não foi observada inibição da doença em camundongos tratados tanto oralmente como pela via subcutânea (Inchausti et al. bloqueada com prazosin e ioimbina. enquanto o extrato hidroalcoólico de Peperomia pellucida. Villegas et al. analgésica (Da Silva et al. e atóxica (Saad et al. 2002. Diversas espécies do gênero apresentam importantes atividades farmacológicas. O.

e reduzir a acomodação visual (Garner & Klinger. cincinnatoris. De P. 1984). retrofactum (Woo et al. apresentou propriedades anestésica. regnelli. A espécie P. 1986).. anticonvulsivante. conhecida como Pariparoba.. 1986 e 1988. 1984). e antiviral P. futokadsura atuam efetiva e especificamente como antagonistas do PAF (fator de agregação plaquetária). 1988)... nematicida (Evans et al. além de bloquear a transmissão neuromuscular. a degranulação. lancei e P. além de atuar impedindo a implantação de óvulos e como um abortivo precoce (Chandhoke et al. P. 1987. O extrato metanólico das folhas apresentou ainda .a freqüência e a intensidade dos ataques de asma (Dahanukar & Karandikar.. A espécie P. as kovalactonas isoladas desta espécie são responsáveis pelos efeitos ansiolíticos e antidepressivos. Shen et al. 1988). mutagênica (Chen et al. e aumentou o tempo de sono (Duve. antioxidante (Choudhary & Kale.. Cairney et al. Desmachelier et al... lindbergü e P. inibindo a agregação de plaquetas. P. As neoglicanas isoladas de P.. Dahanukar et al.. esta última com potente atividade (Di Stasi. 2002. Efeito analgésico foi determinado nas espécies P.. 1985). Pothomorphe A espécie P. 2002) e de indução de câncer mamário (Rao et al.. 1985). antiedematogênica dos extratos aquosos e alcoólico da planta (Amorim et al. P. 1985). peltata. 1987). 1976). larvicida (Mongelli et al. 1984).. amalago (Pupo. 2002). agindo como os anestésicos locais (Singh.. fungicida. 1984. Atualmente. peltata possui atividade analgésica (Pupo. P. 1988). espasmolítica. sua utlização crônica tem promovido hepatotoxicidade (Belia et al. Prakash. 1979). Atividade depressora do Sistema Nervoso Central foi verificada com piperina de P.. gaudichandianum. Porém. methysticum também conhecida como kava-kava. 1986. 1978. abutiloides. analgésica. 1985). betle apresentou atividades fungicida. também foram caracterizadas as atividades antiinflamatória.. 2002) e reduz a parasitemia por Plasmodium berghei em camundongo (Amorim et al. por seus constituintes químicos.. Di Stasi & Pupo. a liberação de beta-glucuronidase e as enzimas lisossomais induzidas pelo PAF (Han et al. 1991. 1983). 1988) e não apresenta atividade mutagênica e antimalárica (Felzenszwalb et al. aduncum (Lohezic-Le et al. 2002). Amorim et al. 2000). inseticida com substâncias de P. nigrum (Miyakado et al.

1995). 1996). analgésica. 2000). umbellata L. Também foi detectada a atividade teratogênica no extrato aquoso das folhas de P. De P.atividade protetora de DNA (Desmarchelier et al.. Miq. 1987). Moraes (1986) fez uma revisão da farmacognosia de P. apresentou atividade antioxidante in vitro (Barros et al. umbellata foram determinadas as atividades antimicrobiana.. peltata também promoveu inibição parcial do crescimento de bactérias (Mongelli et al. antiedematogênica.. além de atividade anti-HIV (Gustafson et al..Banco de imagens . Ramo florido (Desenhado por Di Stasi . P. 1992). 2002.1 . 1987). umbellata. de Ferreira da Cruz et al. FIGURA 7. O extrato etanólico das raízes de P.. peltata (Felzenswalb et al. Desmarchelier et al. umbellata.Peperomia elongata.. o que não foi observado na espécie P. 1997. 1996) e antimutogênica (Felzenswalb et al.... antimalárica e antioxidante (Isobe et al.

Banco de imagens ).Piper cernnum: a) vista parcial da planta com as inflorescências.FIGURA 7. b) detalhe da inflorescência (Fotos: Alexandre Mariot .2 . .

b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens ).Piper gaudichauditmum: a) escanerata do ramo com inflorescência.FIGURA 7.3 . .

b) escanerata com detalhe da inflorescência e ápice da folha (Banco de imagens ). .Piper Ihotzkyanum: a) escanerata do ramo com as inflorescências em espiga.FIGURA 7.4 .

Piper marginatum.FIGURA 7. Ramo com inflorescência (Desenho original por Di Stasi Banco de imagens ).5 . .

.Banco de imagens . . .6 .Pothomorphe peltata.FIGURA 7. Ramo florido mostrando a folha peitada e a inflorescência em forma de umbela (Desenho original por Di Stasi .

7 .Pothomorphe umbellata. . Ramo com inflorescência mostrando a folha cordada (Banco de imagens ).inflorescências Folha cordada FIGURA 7.

Guimarães Introdução A ordem Ranunculales compreende nove famílias botânicas distintas. Di Stasi C. Ranuculaceae e Papaveraceae. de onde inúmeros compostos importantes e de grande valor na medicina. A família Menispermaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 72 gêneros. arbustos escandentes e . M. foram obtidos. todas sem importância do ponto de vista de espécies de valor medicinal e com distribuição e ocorrência no Brasil. Berberidaceae. A. algumas lianas. como a morfina e outros derivados opióides. Santos E. Circaeasteraceae e Lardizabalaceae.8 Ranunculales medicinais L. M. Hiruma-Lima C. C. o famoso Ópio. como é o caso da Papaver somniferum. nos quais se distribuem aproximadamente 450 espécies tropicais e algumas raras de climas temperados. Outras famílias dessa ordem são Fumariaceae. famílias com várias espécies de valor medicinal e com algumas de grande importância farmacológica. das quais devemos destacar Menispermaceae. Em ambos os levantamentos etnofarmacológicos realizados foram referidas apenas espécies da família Menispermaceae. Sabiaceae. Pteridophyllaceae.

Uma delas. a espécie é chamada de Abuta. é considerada útil como cicatrizante e antiinflamatório. fruto do tipo drupa. são consideradas muito tóxicas. no entanto. assim como . com contorno oblongo (Figura 8. flores masculinas e femininas com seis sépalas e apétalas. com ampla distribuição na América do Sul. folhas alternas e pecioladas. imene. Outras espécies desse gênero são conhecidas principalmente por Abutua ou Bútua.1). típica da aldeia tenharins. 1996). tais como A. Outra denominação é Iroba. raspada e misturada com água. destacam-se os gêneros Cissampelos e Abuta com grande número de espécies medicinais. Dados botânicos Planta perene. flores masculinas reunidas em inflorescências paniculiformes multifloras e flores femininas em inflorescências racemosas. 1997). aplicada no local lesado e/ou ingerida. da Mata Atlântica. também denominada de Abutua. utilizadas por índios do Norte do país.raramente árvores ou ervas (Mabberley. Dados da medicina tradicional A casca do tronco. trata-se de uma espécie do gênero Cissampelos e que não foi completamente identificada. Espécies medicinais Abuta sabdwithiana Krukoff & Barnaby Nomes populares Na região amazônica. onde a planta foi referida como medicinal. Nessa família. O gênero Abuta descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé Aublet inclui aproximadamente 35 espécies tropicais (Evans. rufescens e A. Espécies do gênero Abuta. onde muitas das quais são usadas popularmente como medicamento. constituída de cipós lenhosos com caule de estrutura anômala. foi referida como planta antiinflamatória. O nome do gênero Abuta tem origem na linguagem popular da Guiana.

espécies do gênero Strychnos, que são usadas no preparo de um veneno que se aplica na ponta das flechas para caça (Hoehne, 1939). Várias espécies desse gênero são utilizadas no preparo de medicamentos tradicionais como anticoncepcionais (Mabberley, 1997).

Dados químicos das espécies
De A. sabdwithiana foram isolados sitosterol e éster alifáticos (Corrêa et al., 1977) e os alcalóides palmitina e xylopina (Nagem et al., 1993). Foram isolados dos caules de A. pahni, e identificados por métodos espectroscópicos, alcalóides do grupo da ísoquinolina. Três dos alcalóides bis-benzilisoquinolinas foram caracterizados como 2-N-nordaurisolina, 2-N-metillindoldamina e 2'-N-metil-lindoldamina. Os demais alcalóides foram: coclaurina, daurisolina, lindoldamina, di-metil-lindoldamina, esteparina e talifolina (Dute et al., 1987). De A. grisebachii já foram identificados os alcalóides da família bis-benzil-isoquinolina denominados grisabina, grisabutina, peinamina, 7-O-di-metil-peinamina, N-metil-7-O-di-metilpeinamina, macolidina e macolina (Ahmad & Cava, 1977; Galeffi et ai., 1977). De A. panurensis foram identificadas as presenças dos alcalóides panurensina e norpanurensina (Cava et ai., 1975), de A. rufescens, a esplendina (Skiles et ai., 1979) e de A bullatta, asaulatina (Hocquemiller et al., 1984). De A. velutina foram isolados o esteróide abutasterona (Pinheiro et al., 1983), os triterpenóides taraxerol e taraxerona e os alcalóides imerubina e imelutina (Pinheiro et al., 1984). De A. rufescens e A. pahni foram isolados diversos alcalóides (Dute et al., 1987; Skiles et al., 1979).

Dados farmacológicos das espécies
Estudos recentes demonstram que decocção de A. grandifolia inibiu parcialmente o desenvolvimento de Pseudomonas aeruginosa e de Mycobacterium gordonae, indicando a importância dessa espécie como agente antimicrobiano (Mongelli et al., 1995). Esta mesma espécie também apresentou atividade inseticida significativa contra Aedes aegypti (Ciccia et ai., 2000) e atividade antiplasmodial atribuídas aos alcalóides krukovina e limacina (Steele et al., 1999). Estudos com a infusão da espécie A. grandiflora demonstraram a ausência de citotoxicidade (Desmarchelier et al., 1996).

Dados toxicológicos das espécies
A utilização dessa espécie como medicamento tradicional ou fitoterápico, especialmente considerando-se os dados populares de toxicidade, é restrita, em razão do pequeno número de informações que garantam uso seguro. Essa restrição torna-se maior pelo fato de que os medicamentos tradicionais preparados com essa espécie na região amazônica não se caracterizam por uso disseminado e poucas informações estão disponíveis. Entretanto, esse aspecto torna a espécie interessante para a realização de novos estudos como fonte de substâncias ativas, especialmente aquelas com atividade antiinflamatória e cicatrizante.

FIGURA 8.1 - Abuta sabdwhhiana. Detalhe do ramo vegetativo (Desenho original por Di Stasi - Banco de imagens -

Seção 2
Caryophyllidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

9
Caryophyllales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. A. Hiruma-Lima

A ordem Caryophyllales, mais as ordens Polygonales (inclui a família Polygonaceae) e Plumbaginales (inclui a família Plumbaginaceae), formam a pequena subclasse Caryophyllidae. A ordem Caryophyllales também é conhecida pela denominação Centrospermae e inclui um grande número de espécies medicinais com distribuição e ocorrência na região amazônica. Nessa ordem de espécies vegetais estão incluídas quinze distintas famílias botânicas, das quais as mais importantes e com grande ocorrência no Brasil são Caryophyllaceae, Amaranthaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae, Cactaceae e Portulacaceae. Das espécies referidas nas regiões de estudo (Amazônia e Mata Atlântica) como medicinais e aqui registradas, encontram-se indivíduos que pertencem às famílias Amaranthaceae, Cactaceae, Chenopodiaceae, Phytolaccaceae, Nyctaginaceae e Portulacaceae, as quais serão discutidas mais adiante. No entanto, outras espécies dessa ordem são importantes como medicinais e devem ser aqui registradas, especialmente a Chenopodium ambrosioides da família Chenopodiaceae, amplamente conhecida e usada no Brasil como uma importante espécie medicinal com amplo espectro de usos populares. Essa espécie foi referida no levanta-

mento realizado na Mata Atlântica, ao lado de outras espécies das famílias Portulacaceae e Nyctaginaceae.

Espécies medicinais da família Amaranthaceae

Introdução
A família Amaranthaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales, subclasse Caryophyllidae, inclui 71 gêneros, com aproximadamente novecentas espécies tropicais ou subtropicais e poucas de clima temperado (Mabberley, 1997). A maioria das espécies é herbácea, mas alguns arbustos e trepadeiras são descritos na família, raramente ocorrem árvores. Os gêneros mais importantes dessa família são Amaranthus e Ptilotus (Amarantheae - Amaranthoideae), Celosia (Celosiae - Amaranthoideae), Gomphrena, Iresine, Alternanthera e Pfaffia (Gomphreneae - Gomphrenoideae) e Pseudoplantago (Pseudoplantageae Gomphrenoideae). No Brasil ocorrem doze gêneros e aproximadamente noventa espécies, destacando-se, pelo seu valor medicinal, várias espécies dos gêneros Celosia e Amaranthus descritos por Carl Linnaeus, e Pfaffia e Gomphrena, por Carl Martius. Muitas dessas espécies também são amplamente utilizadas como ornamentais, especialmente as do gênero Celosia. Outras espécies, do gênero Alternanthera, são amplamente distribuídas no Brasil e consideradas ervas daninhas, tais como A. ficoidea, A. amabilis, A. spectabilis e A. versicolor, mas algumas também são consideradas medicinais e outras, tóxicas. O gênero Pfaffia inclui uma espécie muito utilizada no Brasil como medicamento, a Pfaffia paniculata, que não é referida nas regiões em estudo.

Espécies medicinais

Alternanthera brasiliana (L) Kuntze e Alternanthera micrantha Domin.
Nomes populares

Para a espécie A. brasiliana, Emenda é o nome popular mais utilizado na região de amazônica; no entanto, as denominações Corrente, Abranda e Perpétua são também muito utilizadas popularmente e referem-se à mesma espécie. Em outras regiões do país a espécie é conhecida ainda como Correnteroxa, Perpétua-do-brasil, Caaponga, Ervanço, Carrapichinho, Terramicina, Penicilina, Argentina e Carrapichinho-do-mato. Para a espécie A. micrantha, Abranda é o nome popular utilizado na região. A população, muitas vezes, utiliza ambos os nomes populares de forma indiscriminada para ambas as espécies, mesmo considerando os distintos usos terapêuticos.
Dados botânicos

Alternanthera brasiliana é uma planta herbácea, perene, rasteira, com caule esverdeado; as folhas são simples, opostas, sésseis, de ápice agudo ou pouco acuminado e base atenuada nitidamente pilosa; a inflorescência é formada por espigas pedunculadas, multiflora, contendo flores em glomérulos alongados, hermafroditas, com duas brácteas subiguais, cobertas por cinco tépalas, com cinco estames alternados; o ovário é unilocular e uniovulado; o fruto é utrículo, indeiscente e unisseminado, envolvido por duas brácteas lanceoladas. O gênero Alternanthera inclui aproximadamente cem espécies tropicais e temperadas, distribuídas especialmente na América do Sul. O nome do gênero Alternanthera, descrito por Carl Linnaeus, significa "Anteras alternadas".
Dados da medicina tradicional

Para a espécie A. brasiliana a população da região amazônica usa a infusão das flores contra diarréia, inflamação e tosse (béquica), enquanto a

decocção das folhas em grande quantidade é usada internamente em caso de derrame cerebral; o banho preparado com as folhas é utilizado para "deslocamento de osso". Para a espécie A. micrantha, a população utiliza-se da infusão das flores contra diarréias fortes e hemorróidas. Refere-se popularmente, ainda, que essa infusão não deve ser utilizada topicamente contra hemorróidas, apenas internamente. Outras indicações incluem o uso do chá de todas as partes da planta para hemorróidas (Amorozo & Gély, 1988). Não foram referidos usos medicinais na região da Mata Atlântica para nenhuma espécie desse gênero.

Ce/os/a argentea L. var. crisfata
Nomes populares

Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Crista-de-galo; no entanto, vários sinônimos são usados, tais como Crista-de-galo plumosa, Celósia plumosa, Amaranto branco, Celósia branca, Suspiro e Veludo branco.
Dados botânicos

Celosia argentea é uma planta herbácea, anual, ereta, glabra, atingindo até 1 m de altura; possui um caule suculento com folhas sésseis, alternas, pecioladas, linear-lanceoladas de ápice acuminado, sem estipulas; as flores são pequenas, não vistosas, reunidas em inflorescências do tipo espiga ou panícula terminal, densamente ramificadas, podendo apresentar-se nas cores vermelha, vermelha-roxa, amarela ou branca; as flores possuem brácteas e bracteolas lanceoladas, acuminadas; as sépalas são lanceoladas e agudas; os estames estão reunidos na base; possui de quatro a oito sementes lenticulares, pontuadas e pretas (Figura 9.1). Essa variedade, também denominada Celosia cristata, é um derivado tetraplóide da Celosia argentea com plumas de várias cores (amarela, vermelha, roxa). O nome do gênero Celosia, descrito originalmente por Carl Linnaeus, vem de kéleos = "queimado", referindo-se ao aspecto geral das inflorescências. Esse gênero inclui aproxi-

madamente 45 espécies tropicais e subtropicais, com ampla distribuição na América do Sul e na África. Essa espécie também é encontrada na região do Vale do Ribeira, mas não foi referida como medicinal nas entrevistas realizadas nessa região.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá das flores é usado internamente contra gripe e rouquidão, e para esse segundo sintoma é comum o preparo de um chá bastante adocicado. Corrêa (1984) relata o emprego das sementes como antiescorbútico, anti-helmíntico e antidiarréico. O uso de espécies desse gênero, tais como C. trigyna e C. antihelminthica, é muito comum contra helmintos intestinais, especialmente contra Taenia (Hoehne, 1939). O uso de C. trigyna contra helmintos é extremamente comum e disseminado por diversos países da África (Watt & Breyer-Brandwijk, 1962).

Gomphrena globosa L
Nomes populares

Essa espécie, assim como outras da mesma família botânica, é conhecida popularmente na Amazônia como Perpétua. Em outras regiões, é também conhecida como Amaranto globoso e Gonfrena.
Dados botânicos

Gomphrena globosa é uma planta herbácea anual com até 1 m de altura; possui um talo ereto e pubescente, com ramos abundantes e curtos, opostos; as folhas são simples, opostas, elíptico-lanceoladas e pilosas; as flores se apresentam reunidas em inflorescências capitulares nas cores roxa ou rosada (Figura 9.2). Provavelmente originária da América tropical, mas também encontrada no sul da Ásia e com ampla distribuição na América do Sul. O gênero Gomphrena inclui aproximadamente 120 espécies tropicais e subtropicais, especialmente nativas da América e da Austrália. O nome do

gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius significa "escrever, pintar", relativo à folha variegada de grande parte das espécies desse gênero.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a infusão das flores é usada externamente no tratamento de hemorróidas, ao passo que o uso interno dessa infusão é referido como excelente no alívio da "palpitação" no coração. Outros usos incluem a fervura de todas as partes da planta, usada internamente, no caso de hemorragias fortes, especialmente em hemorragias menstruais (Guerrero, 1994).

Dados químicos dos gêneros Ce/os/a, Gomphrena e Alternanthera
Celosia argentea possui triterpenóides (raiz e sementes), sucrose (raiz) e flavonóides (folhas e caule), além de um importante polissacarídeo denominado celosina (Shah et al., 1993; Hase et al., 1996 e 1997; Schliema et al., 2001). A espécie também possuí dois raros isoflavonóides (Jong et al., 1995), lipídios, esteróis e ácidos (Mehta et al., 1981; Opute, 1980; Behari & Shri, 1986), várias isoflavonas (Jong & Hwang, 1995) e peptídios bicíclicos (Kobayashi et al., 2001; Morita et al., 2000). As sementes de treze linhagens de Celosia referentes a quatro espécies (C. argentea, C. cristata, C. plumosa e C. whileii) possuem proteínas, gordura e ácidos graxos, especificamente o ácido palmítico, oléico e linoléico (Prakash et al., 1992). Cinco espécies de Celosia foram analisadas quanto à composição nutricional e possuem vitamina C, carotenóides, proteínas e fatores antinutricionais, nitrato e oxalato (Prakash et al., 1995). Estudos farmacognósticos realizados com Gomphrena globosa confirmam a presença de flavonóides, saponinas e taninos nas flores; flavonóides, saponinas, sesquiterpenolactonas, taninos e triterpenos nas folhas e saponinas na raiz (Guerrero, 1994). De Alternanthera brasiliana foram caracterizadas as presenças de esteróides e terpenos (Macedo et al., 1999). Da espécie A. pungens foram isolados o

ácido oleanólico e uma sapogenina (De Ruiz et al., 1991), além de alfa-pineno (7,40%), canfeno (4,21%), beta-pineno (6,42%), mirceno (3,61%), p-cimeno (4,29%), limoneno (3,52%), beta-ocimeno (2,35%), 1,8-cineol (6,28%), alfatujeno (3,62%), alfa-borneol (4,46%), alfa-curcumeno (2,36%), cânfora (5,52%), bornil acetato (3,82%), alfa-terpinoleno (5,38%), linalol (6,29%), geraniol (7,42%), alfa-terpineol (3,82%), elemol acetato (6,14%), eudesmol (5,38%) e azuleno (3,16%) (Gupta & Saxena, 1987). Dos frutos dessa espécie também foram isolados antraquinonas e glicosídeos, além de heterosídeos, ácido oleanólico, b-sitosterol, amônias quaternárias, colina e acetilcolina. Lipídios neutros, fosfolipídios, glicolipídios e tocoferol foram determinados em A. sessilis por Sridhar & Lakshiminarayana (1993), além de ácido oleanólico e açúcares como glucose e ramnose (Kapundu et al., 1986). Uma C-flavona glicosilada denominada alternantina foi isolada de A. philoxeroides (Zhou et al., 1988). Estudos farmacognósticos demonstram a presença de taninos, sesquiterpenolactonas, esteróides e triterpenos em Alternathera sp, conhecida popularmente como Sanguinária (Guerrero, 1994).

Dados farmacológicos dos gêneros Alternanthera, Celosia e Gomphrena
Flavonóides das folhas e caule de C. argentea e o extrato alcoólico de folhas dessa espécie têm sido estudados pela ação antibacteriana e as sementes, pela atividade diurética em voluntários e ratos albinos (Shah et al., 1993). Esta espécie também possui propriedade antimetastática, imunomoduladora (Hayakawa et al., 1998), antidiabética (Vitrichelvan et al., 2002) e antimetótico atribuído à presença de peptídios tricíclícos (Morita et al., 2000; Kobayashi et al., 2001). O extrato de Celosia argentea, administrado intraperitonialmente, apresentou uma marcante supressão na produção de IgE anti-DNP em camundongos, mas não afetou a de IgG. Esses resultados sugerem que esse extrato, futuramente, poderá ser útil para a supressão de anticorpos IgE em certas desordens alérgicas (Imaoka et al., 1994). Celosina, um polissacarídeo isolado do extrato aquoso das sementes de Celosia argentea, apresentou um efeito hepatoprotetor, por inibir diversos

. 1993. além da produção de interleucinas-1-beta (IL1-beta) e óxido nítrico em macrófagos em concentração dose-dependente. D.. Esses resultados indicam que celosina é um agente imunoestimulante do efeito anti-hepatotóxico (Hase et al. a secreção de IL-1-beta em células mononucleares humanas e aumentou a produtividade de gama interferon junto à concavalina A em células de baço de camundongos... L. Gomes et al. Induziu. mas essa ação pode ser inibida pelo soro humano (Lim & Gook. Kern et al. 1997). ainda. argentea. tais como os níveis das enzimas plasmáticas (GPT.. analgésica (Macedo et ai.. Amaranthus tricolor (também da família Amaranthaceae) e outras plantas foi usada para o tratamento de dermatites atópicas (Mitsuyama & Yoshino.. Com outras espécies do gênero Alternanthera verificou-se que extratos do fruto de A.. et al. 1996. Não foram observadas. J. Além disso. Farias.. 1993). pungens apresentaram atividade purgativa dose-dependente . raízes.. Verificou-se ainda que essa espécie é capaz de aglutinar hemácias em felinos. et al..parâmetros alterados pela ação de tetracloreto de carbono. O tratamento feito com folhas secas e frescas de Celosia trigyna mostrou-se muito efetivo como anti-helmíntico (Audu. 1997.. as propriedades antibacterianas da planta (Schlemper et al. 1994) e depressora do SNC (Kern et al. Estudos realizados com extratos etanólicos de raiz de Gomphrena globosa apresentaram atividade antibacteriana. Uma loção contendo C. in vitro. Estudos com Alternathera brasiliana permitiram constatar as seguintes propriedades: inibidor da proliferação de linfócitos humanos (Bento et ai. porém. Brochado et al. 1987). 1996a e 1996b). antiviral (Brochado et al. M.. et al. 1996 e 1998). 1997). relaxante (Araújo et al. L.. B. 1996). Loureiro et al. o efeito sobre a peroxidase lipídica (Hase et al. 1994). 1996). Celosina também induziu a produção do fator de necrose tumoral alfa (TNF-alpha) em camundongos. 1998. GOT. D. 1997). celosian reduziu a mortalidade por hepatite induzida por Dgalactosamina em camundongos e. B. talos e flores são extremamente tóxicos para peixes (Guerrero. 1997). 1996. 1997) antiinflamatória e atóxica (Souza. Esses dados sugerem que essa substância química é um ativo componente protetor dose-dependente contra hepatites químicas e imunológicas (Hase et al. 1999. LDH) e o nível de bilirrubina. Farias. assim como se confirmou que extratos aquosos e etanólicos de folhas.. 1996).

1986. 1998). aliado aos dados de toxicidade em peixes. Observações de uso Há uma grande concordância nos usos populares das diversas espécies. 1996). provavelmente por ação sobre receptores colinérgicos (Garcia. et al. Yang et al. 1988. especialmente em uso crônico. Extrato aquoso de A. pungens possui atividade estimulante direta sobre o sistema gastrointestinal. sessilis foi detectada atividade antiulcerogênica (Wang et al. 1995).. em doses terapêuticas também foram observadas ligeiras deformações das células hepáticas (Qu.. 1989). A atividade antidiarréica foi estudada em camundongos em que o extrato metanólico de Alternanthera repens foi mais efetivo (Zavala et al. não apenas com as espécies citadas. 1992). A ação anticarcinogènica de folhas de Alternanthera sp não foi efetiva para inibir o desenvolvimento de carcinomas implantados no estômago de camundongos (Aruna & Sivaramakrishnan. 1972). mas com inúmeras outras da mesma família botânica. Do extrato de A. Estudos mais recentes demonstram uma redução na taxa de mortalidade de animais infectados com vírus da febre hemorrágica. Zhang et al. B. requer cuidados por parte da população. 1996. O uso das espécies contra helmintos.. subclasse Caryophyllidae. assim como sugere a necessidade de pesquisas e estudos que melhor caracterizem a eficácia dessas espécies em diversas atividades farmacológicas e sua toxicidade.. De Ruiz et al.. et al. inclui . confirmados para inúmeras espécies dessa família. sobretudo contra helmintos. porém. S. 1993). Espécies medicinais da família Cactaceae Introdução A família Cactaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Caryophyllales....quando administrados oralmente em camundongos (Calderon et al. Diversos estudos foram desenvolvidos sobre a atividade antiviral de Alternanthera philoxeroides (Niu. hemorragias. C.

As espécies no Brasil podem ser divididas em dois grupos distintos: as encontradas na região Nordeste (com afinidades com as Cactaceae de origem norte-americana) e as cactáceas comuns das regiões Sudeste e Sul do país. Os gêneros mais importantes dessa família são: • Pereskia (Pereskioideae). 1978). . reconhecidas popularmente como espécies comuns de caatinga. Segundo Joly (1998). com aproximadamente 160 espécies distribuídas em todas as regiões (Barrozo. No Brasil ocorrem 32 gêneros. Em outras regiões do país recebe os nomes de Cacto-rosa e Quiabento. que também inclui espécies medicinais. mas amplamente comercializadas como espécies ornamentais. são espécies perenes. com aproximadamente 1. A família inclui árvores xeromórficas comumente com caules suculentos e algumas epífitas. usada na Amazônia como medicinal e descrita a seguir. embora várias espécies possam ser encontradas na África. enquanto na região do Vale do Ribeira nenhuma espécie dessa família foi referida como medicinal. com afinidade com as cactáceas de origem andina (Barrozo. • Cactus. Cereus e Melocactus (Cactoideae).97 gêneros. • Opuntia (Opuntioideae). todas com metabolismo adaptado à produção de ácidos orgânicos e usualmente produzindo alcalóides e betalaínas. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal da espécie Pereskia grandiflora. 1997). Em ambos os casos. 1978). de hábito variável e geralmente espinhosas. que inclui a espécie Pereskia grandiflora. suculentas.400 espécies (Mabberley. a família reúne 170 gêneros de distribuição restrita às Américas. Espécies medicinais Pereskia grandiflora Haworth Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sangue-de-cristo.

galactopiranose. É uma espécie apreciada como ornamental pelas abundantes flores rosas. A goma de P. glucose. oblongas e acuminadas com base atenuada. além de galactose. ácido galactopiranosilurônico. ramnose e ácido galacturônico (Sierakowski et al.. sendo uma homenagem ao professor N. numerosos acúleos. lenhoso. 1987). folhas subpecioladas. cresce em matas e em restingas. ramnopiranose e glucopiranose (Sierakowski et al.. O gênero Pereskia é o único dessa família em que as folhas são desenvolvidas e não são suculentas. além de heteropolissacarídeos. galactose. fructose e arabinose (Carvalho & Dietrich. com numerosas sementes lenticulares aplanadas e obovadas. Das folhas de P. muito ramificada e com ramos e caule cilíndrico. C. Dados químicos e farmacológicos do gênero De Pereskia grandifolia foram isolados sucrose. em altitudes e também no nível do mar. A espécie é originária da Argentina. O nome do gênero Pereskia foi revisado por Phil Miller. Peiresc. fruto do tipo baga glabra. flores rosas com anteras amarelas e inodoras. arabinose. 1990). galactose. F. glucurônico e seus metil ésteres. 1994). sendo uma planta arbustiva ou arbórea com até 6 m de altura. sendo amplamente usada e comecializada como cerca viva. aculeata caracterizou-se a presença de arabinose. dispostas em rácimos terminais. obovóide. antitérmico e contra gripes e resfriados. 1986). guamacho possui ácidos galacturônico.. arabinopiranose. Não foram encontradas outras referências populares sobre a espécie. . arabinofuranose. Dados da medicina tradicional A decocção de qualquer parte da planta é usada internamente como analgésico.Dados botânicos É uma planta terrestre arbustiva ascendente por meio de espinhos que lhe servem como garras. xilose e ramnose (De Pinto et al.

Portulaca oleracea. No Brasil ocorrem apenas dois gêneros. nos quais estão compreendidas aproximadamente 380 espécies cosmopolitas espontâneas. 1978). muitas delas suculentas (Mabberley. sendo uma espécie referida como medicinal nas duas regiões em que foram realizados os estudos aqui descritos. no qual se encontra uma espécie cosmopolita de grande ocorrência no Brasil. usada como alimento e medicamento em quase todo o território brasileiro. e 33 espécies (Barrozo. 1997). O principal gênero é o Portulaca. Talinum e Portulaca.Espécies medicinais da família Portulacaceae Introdução A família Portulacaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 32 gêneros. sendo algumas pequenas árvores. . arbustos e ervas.

referindo-se às propriedades purgativas da planta. planas e suculentas. mas algumas variações de nome popular são usadas. O gênero Portulaca descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies tropicais. vermífugos e úteis para combater problemas hepáticos. febrífugo e contra parasitas intestinais e cólicas renais. a decocção das partes aéreas é utilizada como diurético. O nome do gênero Portulaca deriva de portula. enquanto as folhas frescas são mastigadas e deglutidas para as mesmas finalidades. especialmente em Portugal e na Alemanha. arroxeado e suculento. as partes aéreas cruas são usadas. Na região da Mata Atlântica. dadas sua rusticidade e resistência à seca. axilares ou terminais. e a maioria é de ervas suculentas anuais. obovadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. fruto capsular obovóide. O suco das folhas é usado internamente contra úlceras e dores de barriga. cólicas renais e . Dados botânicos É uma erva de caule curto. Corrêa (1984) refere que o caule e as folhas da planta são diuréticos. sésseis. flores amarelas. o uso tópico da decocção é considerado excelente para aliviar a dor de queimaduras. como alimento. pequenas. A espécie é usada desde os tempos mais remotos. outros usos são atribuídos à espécie. sendo uma planta muito comum e de fácil desenvolvimento em todo o Brasil. Nomes populares A planta é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Beldroega. Inclui três variedades principais. Berduega e Veduega. na forma de salada.Espécies medicinais Portulaca oleraceae L. diminutivo de "porta". folhas pequenas. Bodroega. que são cultivadas em vários países como alimento cru ou cozido. tais como Verduega. pequenas.

sendo uma planta muito variável e encontrada em todo o território brasileiro. O sumo das folhas cruas é usado internamente para diminuir cólicas menstruais e corrimento vaginal. glabros e suculentos. estomáquica. Portulaca pilosa L. As folhas dessa planta também são comestíveis. Dados da medicina tradicional A decocção das partes aéreas é usada contra erisipelas e febres. A infusão das folhas com casca de caju (Anacardium occidentale) é usada na forma de banho de assento para tratar hemorróidas. sendo também usada localmente para "carne crescida no olho". pequenas. diurética. A infusão das folhas é utilizada para retenção urinaria. emenagogos e vermífugos. roxas ou avermelhadas dispostas em fascículos no ápice de cada um dos ramos. Dados botânicos É uma erva prostrada de caules cilíndricos. O macerado das folhas em água é usado externamente contra qualquer tipo de ferida. cicatrizante externa. A infusão das folhas misturada com alfazema serve para tratar cólicas renais. emenagoga e eficaz contra erisipela. pilosas. A infusão de folhas com broto de goiaba (Psidium guajava) é indicada contra diarréias graves. lanceoladas. flores amarelas. de onde saem folhas alternas. Caaponga.afecções da vista. as sementes passam por diuréticos. A infusão das folhas com as de graviola e jambu (Spilanthes acmella) é considerada excelente para problemas do fígado. emoliente. vulnerária. amarga. Perrexi e Alecrim-desão-josé. como as da beldroega. . além de seu uso na cura das queimaduras e das úlceras de todos os tipos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Amor crescido. Corrêa (1984) refere ainda que a planta é considerada tônica. Também conhecida como Beldroega.

além da presença de antioxidantes alfa-tocoferol.0 undecano) de R pilosa (Ohsaki et ai.. manganês.. pilosanol A. 1996).. 1991.. P. 1988). beta-caroteno e glutation (Simopoulos et al.. . 20:5-ômega-3 22:5-ômega-3. Foram isolados diversos triterpenóides em outras espécies do gênero Portulaca. 1995b). málico. Detectou-se a presença dos ácidos cítrico. Das outras espécies do gênero foram ainda isolados outros diterpenóides clerodânicos (Ohsaki et al. 24-metilene-24dihidroparkeol e 24-metilenecicloartanol. malônico. oleracea de proteínas. ácido linoléico e ácido palmítico. 22:6ômega-3. B e C. 1994). campesterol e stigmasterol.4. como sitosterol. três diterpenóides transclerodânicos. 1996). fumárico e acético (Gao & Liu. fósforo. dos quais 25% são ácidos graxos livres e 19% são esteróis. 1996). ascórbico. sendo o último composto um glicosídeo.Dados químicos Foram determinados diferentes ácidos graxos ômega-3 em folhas de R oleracea.. 1990). pilosa (Ohsaki et al. isolados das raízes de P. butirospermol. oleracea apresenta um glicosídeo monoterpênico denominado portulosídeo A. Foram também isoladas duas betaxantinas de flores de R grandiflora. cálcio. carboidratos. Boehm & Boehm. Simopoulos et ai.. 1991). ferro. 1991).5% de lipídios. 1991). 1995. Schneider & Kubelka (1990) caracterizaram a presença do ácido graxo ômega-3 (Omara-Alwala. (1991) detectaram de R oleracea 3. tais como o diterpenóide pilosanona C (que possui esqueleto biciclo 5. ácido ascórbico. portulacaxantina II e portulacaxantina III (Trezzini & Zryd. hidrocarbonos e alfa-tocoferol. parkeol. 1992). 1991) e uma mucilagem viscosa formada por um complexo polissacarídeo (Wenzel et ai. Observou-se a presença de triterpenos beta-amirina.... cycloartenol. potássio e cobre (Mohamed & Hussein. jewenol A e jewenol B (Ohsaki et al. sintetizado a partir de linalol (Sakai et ai.. succínico. 1992). ao passo que das suas sementes foram caracterizadas as presenças de ácido linoléico e ácido linolênico (Liu et ai. Também foram realizados estudos quantitativos da composição química de P. Boschelle et ai.. 18:2-ômega-6 e 18:l-ômega-9 (Ornara Alwala et al. e determinado que a tirosina é importante precursor do pigmento betalaína nas pétalas de espécies de Portulaca (Kishima et ai. além dos ácidos graxos do tipo ácido linolênico. dentre os quais 18:3-ômega-3. 1986) e os diterpenos trans-clerodânicos.

.. O extrato aquoso das partes aéreas de P pilosa apresentou atividades espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. 1989). Rocha et al.. suffruticosa foram isolados n-hentriacontano. 1993). além de antipirética e antiinflamatória (Poli et al. em parte decorrente da grande quantidade de íons K+. grandiflora Hook. P. 1996). Dados farmacológicos O extrato aquoso de P oleracea apresentou atividade relaxante de músculo esquelético... mas com o cálcio extracelular (Okwuasaba et al. (1994). O extrato hidroalcoólico de P pillosa também apresentou atividade espasmolítica (Ribeiro-do-Valle et al. 1995). sem alterar a diurese. oleracea. o que confere qualitativamente uma ação do tipo dos sais de potássio (Parry et al. n-hexacosanol. encontrado por Rocha et al. 1989. O extrato de P. beta-D-glucosídeo e quercetina-3-ramnosídeo (Joshi et al. 1989). diurética (Rocha et al.. 1993.. 1995a) e outro diterpenóide clerodânico (Ohsaki et al. stigmasterol.. 1985) relaxante muscular. 1987).. enquanto das partes aéreas de P. foram isolados também diterpenos clerodânicos (Boehm & Boehm. De P.. porém não foi observada atividade analgésica (Poli et ai. 1987). 2001) e não foi observada atividade antiulcerogênica (Costa et al.De P. 1994). lupeol. O extrato hidroalcoólico de P oleracea apresentou atividade analgésica (Di Stasi et al. oleracea foi investigado in vitro.. 1994). 1989b) e hipotensora (Poli et al. apresentou atividade hipoglicemiante. Habtemariam et al. reduziu atividade motora (Radhakresharan et al. n-triacontano. 1989)... 1989). quando se observou um relaxamento muscular que não está relacionado com a liberação intracelular de cálcio. grandiflora foi isolado o diterpeno portulal (Ohsaki et al.. dentre outras espécies. Essas atividades podem esclarecer o efeito renal de aumento da excreção de potássio. 1997).... beta-sitosterol. aumentando a concentração de insulina sérica em ratos com diabetes mellitus (tipo II) experimentalmente induzida (Eskander & Jun.

Dados botânicos A planta é uma erva cosmopolita. que pode atingir até 1. são encontradas no Brasil espécies dos gêneros Beta. Espécies medicinais Chenopodium ombrosioides Bert. referida como uma das plantas usadas no embalsamamento de cadáveres. Erva-das-cobras. Trata-se de uma espécie com usos pré-históricos. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como Erva-de-santa-maria. pequenas árvores. Salsola e Atriplex. oblongas denteadas. todos de pequena importância como fonte de espécies medicinais. Spinaceae. Inclui arbustos. Também é chamada de Ambrósia. Lombrigueira. 1978).5 m. raramente. sendo no Brasil encontradas espécies subespontâneas (Barrozo. Ex Stend. flores agrupadas em inflorescências glomerulares com muitas flores pequenas amarelo-esverdeadas. Mentrasto e Mentrusto. ervas anuais ou perenes e. Erva-das-lombrigas. até espécies bem aclimatadas em áreas tropicais.300 espécies cosmopolitas d de áreas de deserto e semidesértica (Mabberley.Espécies medicinais da família Chenopodiaceae Introdução A família Chenopodiaceae descrita por Walter Vent compreende 1. extremamente ramificado. em que podemos destacar o gênero Chenopodium como o principal. caule ereto e glabro. Menstruço. Erva vomiqueira. Anserina vermífuga. No entanto. 1997). ramos folhosos verdes com folhas alternas. Caacica. Salicornia. sendo uma planta extremamente . A família se subdivide em quatro subfamílias.

além de ser empregado como fumigante contra mosquitos e inibidor do crescimento de larvas de pragas de lavoura (Bown. Melito et al. o macerado das folhas em água é usado tanto interna como externamente como antiinflamatório.. seu uso deve ser extremamente restrito pelos relatos de indução de tumores estomacais. Além desse uso. em altas doses. febre. Godano et al. esse uso é comum também em outros países. sendo especialmente útil como vermífugo de animais. 1995). como abortiva. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica.. 1978. a espécie é também empregada como estomáquica e digestiva e. lesões hepáticas. para problemas da pele. uso disseminado em todo o Brasil e popularmente com eficácia incontestável. Corrêa (1984) refere dezenas de usos medicinais dessa espécie. O nome do gênero Chenopodium significa "péde-ganso". 2002. contra reumatismo. bronquite. a maioria de ervas. amplamente disseminado nas zonas rurais. ao passo que a infusão das folhas é usada. referindo-se às folhas lobadas. percevejos. Dados toxicológicos Apesar da grande utilização desta espécie na medicina tradicional. baratas e demais insetos. externamente. incluindo a Amazônia.vulgar no Brasil e de ocorrência em todo o território nacional. as folhas frescas são usadas topicamente para diminuir edemas. extremamente útil para afugentar pulgas. renais e genotoxicidade (Kapadia et al. Outro uso disseminado em todo o Brasil e reconhecidamente de grande valor é como inseticida doméstico. onde não foi referida como medicinal no estudo realizado. internamente. A espécie é utilizada na expulsão de parasitas intestinais. especialmente na área veterinária. 1985a e 1985b. dor ciática e parasitas intestinais e. os quais devem ser observados em seu extenso trabalho.) . O gênero Chenopodium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cem espécies.. destaca-se aqui a importância da espécie como vermífugo.

pilosas e pecioladas. Dos gêneros. em trinta gêneros. destacamos aqueles que possuem espécies de valor medicinal: Boerhavia. químico e botânico alemão Hermann Boerhraave. com ampla distribuição no território e pertencentes especialmente aos gêneros Neea. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. mas não antocianinas (Mabberley. . Guapira e Andradea. No Brasil ocorrem apenas dez gêneros e aproximadamente setentas espécies. incluindo árvores. O gênero Boerhavia descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente cinqüenta espécies vegetais. Mirabilis. arbustos e ervas que produzem betalaínas. opostas. Referimos a seguir o amplo uso medicinal na região do Vale do Ribeira de espécies do gênero Boerhavia. distribuídas. Mirabilis e Bougainvillea.Espécies medicinais da família Nyctaginaceae Introdução A família Nyctaginaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 390 espécies tropicais. 1997). Outros nomes empregados para identificar a espécie são Batata-de-porco. de onde partem folhas pequenas. a espécie é conhecida como Erva-tostão. ovadoblongas.3). Espécies medicinais Boerhavia difusa Willd. Dados botânicos A planta é uma erva rasteira com poucos ramos ascendentes e pilosos. Boerhavia. Bougainvillea. flores reunidas em panículas isoladas com quatro a sete flores pediceladas (Figura 9. Pisonia. nome usado em todo o Brasil. e o nome do gênero foi dado em homenagem ao médico. Pega-pinto e Tangaraca.

1999). particularmente contra lombrigas. 1995). 1996. Os principais gêneros dessa família são Phytolacca. sendo a parte mais usada e comercializada como excelente medicamento para problemas do fígado.. Aslam. sem efeito teratogênico (Singh et al. 1991). ou na infusão de toda a planta contra hepatite e diarréia. A fração alcaloídica é responsável pela atividade imunomoduladora observada para esta espécie (Mungantiwar et al. lianas ou ervas.. e antifibrinolítica (Barthwal & Srivastava... possui sabor picante. nos quais se encontram aproximadamente 65 espécies tropicais espontâneas nas Américas. 1997). 1997). 1990 e 1991). Corrêa (1984) refere que a planta. Pesquisas fitoquímicas apontam a presença de alcalóides (Garg.. Dados químicos e farmacológicos da Boerhavia diffusa Alguns estudos farmacológicos têm demonstrado atividades hepatoprotetoras (Chandal et al. 1991) e antimicrobiana (Abo & Ashidi. que inclui várias espécies medicinais e inúmeras usadas . desobstruente e um dos melhores medicamentos para icterícia e contra picadas de cobras. 1978 e 1980. sendo árvores. arbustos. 2000a). Esta planta faz parte de uma composição fitoquímica que apresentou atividade amebicida (Sohni & Bhatt. a maioria rica em antocianinas (Mabberley.. especialmente a raiz. 1999). Espécies medicinais da família Phytolacaceae Introdução A família Phytolacaceae descrita por Robert Brown compreende dezoito gêneros. Rawat et al. 1996) e lignanas (Lami et al. além de ser considerada excelente diurético. atóxica. cujos efeitos benéficos são incontestáveis. antiinflamatória (Hiruma-Lima et al. Sohni et al..Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica a planta é muito conhecida e sempre referida como medicinal. 1991. O uso principal se baseia na infusão das folhas para a expulsão de vermes.

agudas no ápice e estreitas na base. O uso externo das folhas novas e da raiz. reunidas em inflorescências axilares e terminais espiciformes. amplamente utilizada como medicinal no Brasil e aqui descrita. como abortiva. folhas. Nomes populares Na região amazônica a espécie é chamada de Mocura-caá. na Bahia. no Rio de Janeiro. e o gênero Petiveria. Pipi. em decocto ou pó. peão-branco ou roxo é utilizado contra dores de cabeça. flores sésseis. Amansa-senhor. ramificado com ramos compridos. delgados e ascendentes. estimulantes e úteis no tratamento de paralisia. O nome do gênero foi dado em homenagem a Jacob Petiver. Espécies medicinais Petiveria alliacea L. em Pernambuco e em São Paulo. alfavacão. inchaço de mem- . Erva-pipi e Raiz-de-guiné. também é comum. limão de cayanna. Outros dados incluem o uso da raiz. antiespasmódica e reputada como sudorífica. fruto aquênio cilíndrico. estipuladas. anti-reumática e antivenérea (Corrêa. o uso tópico do preparado de folhas de mocura-caá. 1984). Tipi-verdadeiro. farmacêutico e amante da natureza. pequenas. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende apenas essa espécie de origem na América tropical. o banho preparado com as folhas é útil como anti-séptico e antiemético para crianças. Gambá-tipi. membranosas. sublenhoso. no alívio de dores musculares. Dados botânicos Subarbusto perene. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Em outras regiões. no Mato Grosso. ereto. androceu com quatro estames. raízes e ramos são considerados emenagogos. folhas curto-pecioladas. gineceu unicarpelar com ovário súpero. que inclui uma única espécie. alternas. diurética.4).como ornamentais. achatado e carenado (Figura 9. como Tipi.

7-di-O-metilpinocembrina. 1992). 1986).. 1988. nitrato de sódio. 1980). ainda. 1986). et al. M.. 1988. beta-sitosterol.. dores de cabeça. C. Dados químicos da espécie Da raiz e do caule foram isolados nitrato de potássio. 1990). flavonóides: 6-formil-8-metil-7-0-metilpinocembrina. . 1998). 1982). De Souza et al.. 1980). ácido lignocérico. ácidos palmítico. M. 1997. em Minas Gerais. no Rio Grande do Sul. Pinto C. serina. De Lima et al. esteárico. como abortivo. 1988. protegeu parcialmente animais contra as convulsões induzidas por pentilenotetrazol e mostrou ação anestésica local (De Lima et al. T. 1980. reumatismo. 6-hidroximetil-8-metil-7-0-metilpinocembrina e 6-hidroximetil-8-metil5. em Brasília e no Mato Grosso. lignoceril álcool.. Dados farmacológicos da espécie Os dados farmacológicos são muito variados. 1982). glicina e alantoína (Sousa et al. S. a raiz é útil na amenorréia (Agra. dihidroquercetina e miricetina (Delle Monache & Cuca Suarez. trans-N-metil-4-metoxiprolina. trisulfeto de dibenzila. como antitérmico e em banhos de descarga (Simões.... Van den Berg. lignocerato de lignoceril e alfa-friedelinol (De Souza et al. beta-sitosterol. O infuso das raízes apresentou ação antinociceptiva. et al. 1988). a planta é utilizada como expectorante e vermífugo (Amorozo & Gély. et al.. 1990). Trotta et al. as indicações populares se repetem (Matos & Das Graças. peptídeos como ácido glutâmico. Diversos outros trabalhos também relatam atividades anticonvulsivante (Lima. no Ceará.bros inferiores e em dores de dente (Van den Berg. 1982). 3-O-ramnosídeos de dihidrokaempferol. o macerado da raiz é utilizado como antimalárico (Matos et ai. 1988). antiespasmódico e sudorífico (Verardo. na Paraíba. 1982.. pinitol.. além dessas indicações.. triterpenos (Delia Monachi et al. e para a atividade depressora do Sistema Nervoso Central o efeito anticonvulsivante parece ser o mais importante (Lima et ai. T. Grandi et ai. flavonóides. 1989) e depressora do SNC (Lima. 1996) e dibenziltrisulfeto (DBTS) (Johnson et al.. paralisia. alantoína. 1988b).. as raízes são usadas na hidropsia. C. linoléico.

. tendo sido determinada a toxicidade subaguda. atividades analgésica (Thomas et al. 1988. 1991).. 1989. 1989. Guerra et al. 1990). No entanto. por levar à imbecilidade. 1998). 1988..270 mg/kg para o extrato hidroalcoólico (Germano et al. Davino et al. 2050 aci02). 1998). Os extratos de raiz e folhas possuem efeito abortivo... e o de caule.. alliacea também apresenta atividades tópica antiinflamatória (Germano et al. O extrato hidroalcoólico de P. 1993. 1988. citotóxica. alliacea. P. antiinflamatória oral (Germano et al. 1992).. 1987) e antiviral (Ruffa et al.mas não apresentam atividades sedativa e ansiolítica (Takahashi. 1995). Cortez et al. 1988). Lopez-Martins et al. 1991. Dados toxicológicos Dados populares dessa planta indicam atividade tóxica.. 2001). et al.. decorrente de substâncias mutagênicas e potencialmente carcinogênicas (Hoyos et al. tanto das folhas quanto da raiz (Peters et al. 1993)... 1984)... 1991. efeito zigotóxico (Guerra et al. 1991 e 1992). 1994). além de atividade antimitótica (Malpezzi et al. zigotóxica e antimitótica do extrato hidroalcoólico. Malpezzi et al. hematopoiética (Quadros et al. 2002... estudos in vitro demonstraram atividade genotóxica. 1997) e antifungica (Benevides et al.. 1996) e antitumoral (Davino et al.. . outros estudos para avaliação das atividades analgésica e depressora do SNC em ratos e camundongos demonstraram atividade no teste de contorções abdominais induzidas por diferentes substâncias e inatividade no teste de imersão da cauda em água aquecida. Germano et al. Takahashi. também apresentou atividade moluscicida (Almeida. 1995) e hipoglicemiante (Lores & Pujol. O composto dibenziltrisulfeto (DBTS) apresenta importante atividade inseticida.... Davino et al.. O extrato aquoso da planta apresentou também atividades gastroprotetora (Cortez et al. 1992) e antiinflamatória para o extrato aquoso.. Outros estudos também caracterizaram as atividades abortiva. utilizado popularmente como vermífugo. sendo estas atribuídas à presença de saponinas e cumarinas na raiz (Davino et al. 1991).. além de não apresentar atividade depressora (De Lima et al. afasia e até à morte (Corrêa. Elisabetsky et al. acaricida (Johnson et al.. 1993. Caldeira et al. com uma D L m a de 1. M. 1994)... Y.

FIGURA 9.1 - Celosia argentea: a) ramo florido; b) semente (Foto: Hiruma-Lima).

FIGURA 9.2 - Gomphrena globosa: a) escanerata do ramo com flores; b) escanerata com detalhe da flor (Banco de imagens -

FIGURA 9.3 - Boerhavia difusa. Detalhe do ramo com flores (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa, 1984 - Banco de imagens

FIGURA 9.4 - Petiveria alliacea. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998 - Banco de imagens -

Seção 3
Dillenidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

10
Violales medicinais

L. C. Di Stasi C. A. Hiruma-Lima F. G. Gonzalez W. G. Portilho

A ordem Violales inclui 23 famílias botânicas, muitas delas importantes fontes de espécies medicinais, tais como Flacourtiaceae (Lacistemaceae), Violaceae, Passifloraceae, Turneraceae, Caricaceae, Cucurbitaceae e Begoniaceae. Nessas e em outras famílias dessa ordem são encontradas muitas espécies comestíveis e inúmeras ornamentais, tratando-se de uma importante ordem de espécies vegetais com valor econômico e medicinal. Da família Flacourtiaceae deve-se destacar o gênero Casearia, que inclui a famosa medicinal Casearia sylvestris. Da família Violaceae, os gêneros Anchietia e Viola são os mais importantes, a espécie Anchietia salutaris, uma trepadeira conhecida como Cipó-suma, tem sido amplamente usada e estudada como importante fonte de produtos com atividade antialérgica e antiulcerogênica, enquanto no gênero Viola inúmeras espécies são cultivadas e comercializadas como ornamentais. Na família Begoniaceae, destacam-se as espécies ornamentais do gênero Begonia, enquanto na família Caricaceae encontram-se os gêneros Carica, importantes como fonte de espécies comestíveis e medicinais, e Jacaratia, no qual inúmeras espécies são belas ornamentais. Do

gênero Carica, a espécie Carica papaya foi referida como medicinal na região da Mata Atlântica, cujas folhas são amplamente utilizadas contra gripes, resfriados e tosses. Das outras famílias dessa ordem destacam-se espécies medicinais de Lacistemaceae, Passifloraceae e Cucurbitaceae, referidas como medicinais na região amazônica, assim como espécies medicinais de Cucurbitaceae e Passifloraceae, referidas na região do Vale do Ribeira.

Espécies medicinais da família Cucurbitaceae Introdução
A família Cucurbitaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 119 gêneros, com 775 espécies distribuídas especialmente em regiões tropicais e poucas em climas temperados (Mabberley, 1997). No Brasil, a família é representada por trinta gêneros, com aproximadamente duzentas espécies (Barrozo, 1978). A família inclui inúmeros gêneros de importância farmacológica, dos quais ressaltamos Fevillea, Cucumis, Momordica, Bryonia, Luffa, Cucurbita, Wilbrandia e Sechium. Muitas espécies dessa família são comestíveis e reúnem importante valor econômico no Brasil, especialmente aquelas dos gêneros Cucurbita, Momordica, Fevillea e Sechium.

Espécies medicinais Cucumis anguria L.
Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Maxixe ou Pepino-deíndio. Em outras regiões do país é também conhecida como Maxixe-bravo, Maxixeiro, Maxixo, Pepino-castanha, Pepino-de-burro, Pepino-espinhoso, Maxixe-do-mato e Cornichão.

Dados botânicos

A espécie é anual, com caule rasteiro e anguloso, contendo folhas curto-pecioladas, cordiformes, sublobadas e base emarginada, profundamente 5-lobada; flores brancas, de corola partida e segmentos mucronados; fruto do tipo baga, ovóide, indeiscente e com mesocarpo branco; sementes marginadas. O gênero Cucumis inclui 35 espécies tropicais, e várias são úteis como medicinais e na produção de compostos flavorizantes para uso em cosméticos e alimentos, devendo-se destacar a espécie Cucumis sativus, o famoso Pepino. O nome do gênero Cucumis descrito por Carl Linnaeus deriva de cuce, palavra céltica que significa "oco".
Dados da medicina tradicional

O fruto, além de comestível, é usado na forma de suco como sudorífico.

Cucurbita pepo L.

Nomes populares

A espécie é conhecida na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil como Abóbora. Também denominada Abóbora-moranga, Abóbora-de-carneiro, Abóbora-de-porco, Abóbora-moranga e Abóbora-porqueira.
Dados botânicos

É uma planta anual, rasteira e trepadeira, com ramos bastante vilosos e com gavinhas; folhas alternas, cordiformes, grandes e profundamente 5lobadas e pilosas; flores amarelas, grandes e vistosas; fruto grande, oblongo-arredondado com uma polpa fibrosa e comestível; as sementes achatadas são brancas. A espécie reúne inúmeras variedades, mas a C. pepo é de origem africana. É cultivada na região do Vale do Ribeira, inclusive pelas comunidades tradicionais e em quase todo o Brasil, sendo muito apreciada como alimento e importante recurso econômico. O gênero inclui aproximadamente treze espécies, mas inúmeras variedades para cada espécie, todas

de origem tropical. O nome do gênero Cucurbita descrito por Carl Linnaeus deriva de Cucumis e orbis, devido à forma esférica do fruto.
Dados da medicina tradicional

Na região do Vale do Ribeira, o macerado dos frutos em água fria, durante seis horas, é usado internamente para aliviar os sintomas de "queimação" do estômago. As sementes frescas trituradas ou secas ao sol são usadas internamente contra parasitas. Tanto os frutos como as sementes são amplamente consumidos como alimento. Corrêa (1984) refere que as folhas são usadas contra queimaduras, e as flores, para combater erisipela e qualquer inflamação; as sementes são usadas para doenças do fígado e baço, além de serem reconhecidamente tenífugas de grande uso; as raízes cozidas são usadas interna ou externamente como febrífugo ou para lavar feridas de origem sifilítica. As sementes frescas são usadas contra disenteria e para "refrescar o fígado", enquanto o cozimento das raízes possui propriedade febrífuga e tenífuga e, externamente, é usado contra úlceras sifilíticas (Guerrero, 1994).

Luffa cylindrica Roem.
Nomes populares

A espécie é chamada na região da Mata Atlântica, assim como em várias regiões do Brasil, pelo nome de Buchinha. A espécie também é chamada de Bucha-dos-paulistas, Fruta-dos-paulistas, Bucha-do-pescadores e Quingobógrande. Também é conhecida como Buchinha-do-norte, mas não tratamos aqui da verdadeira Buchinha-do-norte, que é a espécie Luffa operculata.
Dados botânicos

É uma planta trepadeira herbácea de porte alto e caule 5-angulado; folhas longo-pecioladas, palmadas e 5-lobadas, raramente com sete lobos; flores amarelas, sendo as masculinas dispostas em rácimos axilares, e as femininas, solitárias; fruto oblongo e cilíndrico, chegando a até 35 cm de comprimento, com sementes pretas ou cinzentas. Os frutos dessa espécie eram amplamente utili-

zados e ainda o são nas zonas rurais como esponja para a lavagem de louças (Figura 10.1). A espécie é cultivada na região da Mata Atlântica em São Paulo, sendo comum e subespontânea na região Nordeste do Brasil. O gênero inclui sete espécies tropicais. O nome do gênero Luffa descrito por Phillip Miller deriva de luff, que é o nome árabe da planta.
Dados da medicina tradicional

Na Mata Atlântica, especialmente nas regiões rurais, os frutos são macerados em aguardente ou vinho e utilizada contra rinite. O fruto (esponja) é empregado na limpeza do corpo e para melhorar a circulação na pele, além de comumente ser usado na lavagem de louça. A espécie é empregado equivocadamente como abortiva, por se considerar tratar-se da Buchinha-donorte, a Luffa operculata. Internamente a espécie é usada contra reumatismo, dores, hemorróidas, hemorragias internas e para melhorar a lactação (Bown, 1995). As folhas são usadas para acalmar a dor de cabeça e, quando cozidas, para purificar o sangue e como emenagogo; os frutos são usados como eméticos e catárticos violentos; a polpa, quando verde, é considerada purgante (Guerrero, 1994). Momordica charantia L.
Nomes populares

A espécie é conhecida na região amazônica e em várias regiões do país como Melão-de-são-caetano, inclusive na região do Vale do Ribeira. Em outras regiões, a espécie também é denominada Fruto-de-cobra, Fruto-denegro, Erva-de-são-caetano, Erva-são-vicente e Erva-de-lavadeira.
Dados botânicos

Planta trepadeira, escandente, delicada, ramificada, com caule estriado; folhas membranosas, 5-7-lobadas com lobos estreitos na base; gavinha simples, longa, delicada, pubescente; flores masculinas solitárias, em pedúnculo com bráctea reniforme, inteira; cálice com lacínios lanceolado-ovais; estames aglutinados com os lóculos das anteras; flor feminina longo-pedunculada;

fruto capsular carnoso, amarelo quando maduro; sementes vermelhas (Figura 10.2). O nome do gênero Momordica descrito por Carl Linnaeus deriva de momordi = passado do verbo mordere, significando "eu mordi", referindose à disposição das sementes no fruto deiscente, como dentes.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o sumo das folhas, uma vez ao dia, é útil como antimalárico, enquanto o preparado do sumo das folhas com óleo de andiroba é aplicado externamente contra coceira. A infusão das folhas misturada com folhas de Sacaca é utilizada no tratamento de hepatite. Na região da Mata Atlântica, a infusão das partes aéreas da planta é usada para problemas hepáticos e como emagrecedor. A espécie também é utilizada como purgativo, emético-catártico, febrífugo, antileucorréico, anticatarral, anti-reumático, vermífugo, supurativo, anticarbunculoso, antiinflamatório e contra cólicas abdominais, menstruações difíceis, queimaduras, cravos e morféia (Corrêa, 1984); no Piauí, é usada externamente contra enxaquecas e internamente como abortivo e contra problemas do fígado (Emperaire, 1982); em Minas Gerais, é usada como anti-hemorroidal, emenagogo, febrífugo, resolutivo, anti-helmíntico, anti-reumático, antigripal, emético e purgativo (Gavilanes et al., 1982; Verardo, 1982; Grandi et al., 1982; Grande & Siqueira, 1982); na Paraíba, contra verminoses e cólicas (Agra, 1980).

Sechium edule Sw.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil como Chuchu. Outras denominações comuns são Maxixe, Machucho, Maxixe francês, Xuxu e Machuchu.
Dados botânicos

É uma trepadeira herbácea, com caule ramoso, piloso, com gavinhas; folhas pecioladas, membranosas, ásperas, alternas, cordiformes, com três

sulcado. folhas pecioladas. Nomes populares A espécie é conhecida na Mata Atlântica e em outras regiões do país como Taiuiá. com caule anguloso. Reúne ainda inúmeras outras qualidades econômicas. capoeiras e na beira de estradas. O gênero inclui apenas seis espécies. ramoso e delicado. O gênero descrito por Silva Manso inclui apenas duas espécies. e o nome. Wilbrandia.3). Na região da Mata Atlântica é comum encontrar a espécie dentro da floresta. 5-lobadas e raramente com mais lobos. que significa "pepino". mas ásperas. Dados botânicos É uma planta rasteira e trepadeira. descrito por Patrick Browne. membranosas. e muitas variedades em cada espécie. flores amarelo-claras.a cinco lobos. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. e sua raiz. alternas. flores amarelas esbranquiçadas. especialmente após o cultivo sistematizado. A espécie é usada e amplamente comercializada como adulterante da Taiuiá verdadeira (Cayaponia tayuiya). chegando a atingir 50 cm de comprimento (Figura 10. longos. sendo um produto amplamente comercializado. especialmente na Itália. é uma variação de sicyos. como em formações secundárias. . Wilbrandia ebracteata Cogn. foi dado em homenagem a John Wilbrand. rugoso. O nome do gênero Sechium. fruto do tipo pepônio verde. nas raízes formam-se tubérculos cilíndricos. com até 20 cm de comprimento. É uma importante espécie econômica. visto seu grande consumo como alimento em todo o Brasil e em vários países da Europa. como Cabeça-de-negro. a decocção dos brotos é usada contra hipertensão e como sedativo.

. ácido esteárico e o ácido palmítico (Yuwai et al..76% de lipídios. charantia foram isolados os triterpenóides cucurbitanos. charantia foi determinada como 0.. 1989) e monossacarídeos e dissacarídeos (Ishikawa et al.. Das sementes foram ainda isoladas lecitinas (Wang et ai... Ni.. momordicinina e momordicilina. 1996). afecções da pele.80%) e fosfolipídios (16. como laxativo (Farias et al. assim como no controle da diabetes. proteínas. Dados químicos de alguns gêneros Diversos estudos fitoquímicos têm sido feitos com a Momordica charantia (Garcia et al. além das momordicinas (Fatope et al. 1996). De M. 1997). Co. Das sementes de M. 1997). Nguyen. Kusmenoglu. Das folhas de M. 1986). 1989. 1992). charantia foram isolados os triterpenos momordicina. 1989.. 1996). 1990. também. momordenol e o álcool monocíclico denominado momordol (Begum et ai. a decocção das raízes e das folhas é usada contra úlceras e gastrites. charantia foi isolado um inibidor da tripsina (Kawamura et al. sífilis (Almeida et al. divididos em lipídios não-polares (38. 1996..40%). reumatismo. 1989). Zheng et al. Zn. 1988. 1992). ácido linolênico. 1985). glicolipídios (35. 1996. charantia também foram isolados vicina. charantia isolou-se uma mistura de esteróis acilglicosilados (Guevara et al. além do esterol. charantia . Hara et al. Das sementes de M. Wang et ai. charantia foi isolada a gama-momorcharia. aminoácidos e abundância em elementos como Cu. taraxerol e beta-amirina (Kikuchi et al. Chang et al. a raiz é utilizada no tratamento de febre. Mn e Li (Peng & Li. 1987)... Além disso. Dos frutos frescos de M. Grondin et al.. Os ácidos graxos predominantes foram o ácido alfa eleosteárico. Foram isolados também cicloarterol.. tumores e. Chandravadana et al. 1995.. Cr... uma proteína inativadora de ribossomos (Pu et ai. 1996. A composição química do fruto de M. Das sementes de M.24-dien-3beta-ol e o 24-metilenecicloartanol os constituintes majoritários do óleo de suas sementes.. 1991. momorcharasídeo A e momorcharasídeo B que inibiram a síntese de DNA e RNA em células tumorais S180 (Zhu et al. Huang et al. sendo o cucurbita-5... 1990a).81%).Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dos frutos verdes de M. Foram isolados ainda das sementes de M. 1990). charantia também foram isolados triterpenos.

1993). H e I (Miro. 1997). 1994). As mais comuns no reino vegetal são as cucurbitacinas B e D. balsamina foram isolados os ácidos graxos: ácido octadecatrienóico. oléico. charantica. posteriormente. além de glicoproteínas (Minami & Funatsu. aos quais se atribui a potente atividade biodinâmica e tóxica das espécies em que são encontradas (Pagotto. A espécie Luffa cylindrica possui alcalóides (Guerrero. Dos frutos de Cucumis anguria foram isolados ácido palmítico. Os glicosídeos fenilpropanóides verbascosídeo e calceolariosídeo. 1990). Estudos fitoquímicos demonstraram grande proximidade entre espécies do gênero Momordica: Aí. as cucurbitacinas estão presentes nas plantas como (J-glucosídeos. sesquiterpenolactonas e taninos. 1990). Dos frutos de Aí. Das sementes de M. 1987). charantia. seguidas. Triterpenóides cucurbitanos foram isolados do extrato clorofórmico das folhas de M. além de possuir óleo essencial (Guerrero. albumina e um glicosídeo denominado cucurbitina. Aí. 1987). provavelmente uma das mais estudadas quanto às suas atividades farmacológicas. além de uma resina (Volák & Stodola. e inúmeros estudos são realizados com essa espécie. pelas G. dioica eM. grosvenor foi isolado um triterpeno usado como adoçante (Hu & Lu.. 1991). A espécie Cucurbita pepo é rica em glicosídeos saponínicos. punícico e alfa-eleosteárico (Gaydou et ai. 1994). Sobre outras espécies do gênero Momordka foram realizados inúmeros estudos químicos. 1995). 1993). também descrito em M.vicine... 1995). micose e momorcharasídeos A e B (Zhu et al. Geralmente. balsamina (De Tommasi et al. contendo trinta carbonos. . pela E e. 1990b). triterpenos tetracíclicos.. Dados farmacológicos Várias atividades farmacológicas foram verificadas com a espécie Momordka charantia. Recentes estudos demonstram que a família Cucurbitaceae é especializada na produção de cucurbitacinas. isolados das partes aéreas. As sementes possuem 50% de óleo. além do ácido rosmarínico. foetida (Mulholland et al. e são nomeadas com letras sucessivas do alfabeto (A -» R). involucrata (Shanta & Radhakrishnaiah. rigorosamente. linoléico e linolênico (Sibanda & Chitate. também foram detectados em Aí. esteárico.

charantia apresenta efeitos nas monooxigenases dependentes do citocromo P450 e glutation Stransferase hepáticas (enzimas metabolizadoras de drogas) em ratos com diabetes induzida por estreptozotocina (Raza et al. O extrato etanólico de M.. 1984. 2002) (Jilka et al... 1996). da guanilato ciclase de vários tecidos foi determinada com substâncias isoladas dessa espécie (Takemoto. do AMPcídico de linfócitos leucêmicos. extratos brutos de folhas. da síntese protéica. 1983a e 1983b) e . Welihinda et ai. (1986b e 1986c) verificaram que frações isoladas dessa espécie possuem atividade antilipolítica e lipogênica. Além disso.. charantia (Rathi et al. antiviral (Takemoto et al. 1981. (2001) demonstraram ainda que o suco da planta aumenta a tolerância a glicose e a recaptura da glicose nos tecidos. Inibição da síntese de RNA. 1997). Ahmad et al.Atividade hipoglicemiante foi descrita para sementes. Athar et al. 1987). charantia em camundongos com hiperglicemia induzida por ciproheptadina foi determinada por Cakici et al. 1983). Foram também descritas as atividades antitumoral (Nagasawa et al. 1996. A administração oral do suco do fruto ou das sementes possibilitou redução nos níveis de glicose sangüínea e melhorou a tolerância a glicose em animais diabéticos e normais e no homem. 1986.. Atividade hipoglicemiante do extrato aquoso dos frutos de M. Pugazhenthi & Murthy. (1994). 1993). Platel & Sirinivasan. Karunanayake et al. Raman & Lau.6-bisfosfatase) e aumentar a atividade da enzima glicose-6-fosfato desidrogenase em hepatócitos e eritrócitos (Shibib et ai.. 1980. no crescimento e no peso dos órgãos em ratos normais. (1986). 2002). Estudos demonstraram que a alimentação suplementada com Momordica charantia não produz efeitos adversos na ingestão alimentar. com aumento de glicogênio nos tecidos e músculos. O suco dos frutos de M. DNA. Welihinda & Karunana-Yake (1986) e Miura et al. Ng et ai. decocto das folhas e suco de M.. sem alterações na glicemia e com redução significante na colesterolemia (Platel et al.. Os frutos atuam como imunossupressores via ação linfocitotóxica (Leung et al. charantia apresentou atividade hipoglicemiante em ratos diabéticos por diminuir a atividade das enzimas hepáticas envolvidas na gliconeogênese (glicose-6-fosfatase e frutose-l. parâmetros hematológicos permaneceram normais.. Os experimentos em animais e in vitro têm caracterizado o fruto como secretagogo de insulina e como insulinomimético (Kedar & Chakha Barti.. 1996. 1982a e 1982b). 1996. El-Gengaihi et al. 1982. 1993)...

1995b). charantia. incluindo M. Foi observado um potente efeito imunossupressor das proteínas alfa e beta-momorcharina pela sua ação linfocitotóxica direta ou por um deslocamento dos parâmetros cinéticos da resposta imune (Leung et al. L... momordina 1 e momordina 2. Demonstrou-se que momorcharina alfa e beta. Duas proteínas inibidoras da tripsina (MCTI-II' e BGIT) foram isoladas das sementes de M. .. pulmonares e da mama (Rybak et al. (1992) realizaram uma revisão das características bioquímicas e atividades biológicas de oito proteínas vegetais de espécies de Cucurbitaceae. antitumoral. 1993).. 1995). na qual descreveram a momorcochina. Foi caracterizada a atividade antitumoral in vitro das proteínas inativadoras de ribossomos MAP30 de M. 1990). Cinco compostos foram isolados de sementes de M. quando conjugadas com anticorpo monoclonal reconhecedor de linfócitos humanos. possui atividade antitumoral contra diferentes linhagens de células (Ng et al. apresentam importante atividade imunotóxica (Wang et al. charantia apresenta atividade hipoglicemiante em ratos normais e diabéticos (Ali. 1983). charantia. charantia) inibe a integrase de HIV-1. 1996). A glicoproteína isolada das sementes de M. proteínas inativadoras de ribossomos. impedindo a integração do DNA viral (Lee Huang et al.. atuam na clivagem de RNA (atividade ribonucleásica) (Mock et al. 1996). As proteínas inativadoras de ribossomos. charantia contra diferentes linhagens de células tumorais renais. charantia. 1990). e suas seqüências de aminoácidos foram determinadas (Miura & Funatsu. 1990a). charantia.. inativadora de ribossomos e imunomoduladora... uma glicoproteína que apresenta atividades abortiva. 1993).. os quais promoveram a inibição da síntese de DNA e RNA na linhagem de células tumorais SI80 (Zhu et al. uma proteína inativadora de ribossomos. 1987.. O extrato metanólico dos frutos livres de saponinas em M. 1994). Fong et al. Ng et al.imunomoduladora (Spreafico et al. isoladas dessa espécie. charantia têm sido relatados por uma atividade antileucêmica e antiviral (Cunnick et al. MAP30 (uma proteína anti-HIV isolada de M. alda-momorcharina. 1994). Os frutos e sementes de M.. (1993) consideram que tais momordinas imunotóxicas poderiam ser utilizadas para a eliminação de linfócitos T em transplantes alogênicos de medula óssea. Wang et al. A espécie também apresentou atividade indutora da produção de interferon (IFN tipo I) em coelhos e aumentou a atividade de células NK (natural killer) de camundongos (Huang et al.. et al. charantia. isoladas de sementes de M.

charantia também foi efetiva como medida profilática contra coccidiose de aves (Hayat et al. 1996). charantia apresenta atividade anti-retroviral contra o vírus do herpes (Bourinbaiar & Lee Huang..(1991) detectaram essa atividade in vivo e in vitro contra Plasmodium berghei. charantia foi detectada atividade antimutagênica (Guevara et al. e o rizoma de Curcuma longa Linn.. 1987). charantia apresentaram ainda atividade antiulcerogênica e antitumoral (Sener & Temizer. L... 1996).. não foi observada atividade antiinflamatória das folhas e dos caules de M. 1990.. 1991). 1995). No entanto. charantia diminuiu em mais de 60% a atividade dos receptores para adenosina (Hasrat et al. 1987). A M. charantia não foi efetiva na diminuição da parasitemia contra Plasmodium berghei em camundongos (Menezes Ornelas et ai. 1994). apresenta maior atividade antibacteriana do que os extratos em separado das espécies e maior . charantia foram também isoladas proteínas que apresentaram ação antifertilidade em ratos machos (Chang & Li. Basaran et al. Amorim et ai. Dos frutos verdes de M. 1995). O extrato aquoso da folha de M. 1988). MAP30 isolado de M. 1994). 1996). charantia apresentou atividade analgésica (Castro et al. Das folhas de M.Atividade antiimplantacional foi determinada por Chan et al. De M. A potencialização da atividade anti-HIV das drogas antiinflamatórias dexametasona e indometacina pela proteína MP30 de M. Apesar da indicação popular para inflamação. Embora indicada contra malária. Um ensaio com radioligantes indicou que o extrato bruto de M. 1990).. 1990. 1996)... charantia e Emblica officinalis Gaertn. charantia que se apresentaram ativos diante do vírus do herpes (Bourinbaiar et al. De M. charantia foram isolados triterpenóides que diminuem a infestação de besouros (Chandravadana. et al.. antiancilostomose (Berchieri et al. 1997). (1984 e 1985). O extrato produzido com a combinação dos frutos de M.. charantia indica a possibilidade de seu uso conjunto na terapia contra o HIV (Bourinbaiar & Lee Huang. Foram isoladas duas proteínas de M. 1988) e o extrato etanólico das sementes possui atividade antitumoral (Santana et al. charantia (Silva. Os frutos de M. charantia foi isolado ginsenosídeo.. M. que inibiu a síntese de esteróides induzida por uma dose máxima de ACTH em células adrenais isoladas de rato (Ng et al. Misra et al.

1995). como aumento da permeabilidade capilar e diminuição da permeabilidade vascular. anti-helmíntica. cochinchinensis foi isolada uma fração hemolítica resistente a enzimas proteolíticas e ao aumento da temperatura (Ng et ai.. antimicrobial.. 1995. 2002) analgésica e antiiflamatória (Peters et al. tais como antioxidante. além de apresentar atividade gastroprotetora (Fernandopulle. C. Peters et al. 1995. citotóxica. 1991). Jensen & Lai. Para a espécie Sechium edule existem descrições de suas propriedades diurética (Melita Rodrigues et al. 1994). 1996). 1996). O extrato alcoólico de M.. do que o extrato de M. diarréia. dioica apresenta atividade antialérgica em ratos e camundongos (Gupta et ai. anticoncepcional. 1986b). hipovolemia. Considerando-se a enorme variedade de cucurbitacinas. alfa-momorcharina e beta-momorcharina apresentam baixa imunogenicidade e ausência de reação cruzada em camundongos (Zhen et al.atividade hipoglicemiante.. 2000) e antimutagênico (Yen et al... Outras atividades também foram descritas para a espécie. . 1995. diminuição da pressão arterial. et al. 1989. 2001). Hamato et ai. 1995). Miró. 1997 e 1999). 1993).. Foram observadas inibições da ativação de fatores do sistema de coagulação sangüínea por inibidores de protease isolados de espécies da família Cucurbitaceae.. charantia são inibidoras de tripsina e elastase (Hara et ai. Testes in vitro e in vivo com o conjugado anti-CD5-momordina (imunotoxina) pode ser útil na terapia da doença do enxerto e no tratamento contra leucemias e linfomas (Porro et al.. hipotensora (Gordon et al... Pagotto et al. diminuição da síntese de eicosanóides e aumento da razão de AMPc/ GMPc (Miró. 1993). em rato. inibição da ovulação. Trichosantina. Proteínas isoladas de M.. aprisionando radicais livres derivados do oxigênio (radicais superóxido e hidroxila) (Sreejayan & Rao. Além disso. em especial a tripsina inibitora-II (Hayashi et al.. 1986).. De Wilbrandia ebracteata foram caracterizadas as propriedades antiulcerôgenicas (Gonzales & Di Stasi. charantia (Sankaranarayanan &Jolly. tais como antiinflamatória. hepatoprotetora e anti-reumática (Konoshima et al. Teixeira. 1993). 1984. ao mesmo tempo em que a atividade mutagênica e outros efeitos tóxicos têm sido descritos para as mesmas substâncias (Pagotto et al. 1991). 1995.. podem ser observados outros efeitos biológicos provocados pelas cucurbitacinas. 1997). De M.. A. antitumoral. inúmeras atividades farmacológicas são referidas.

que foram eqüipotentes em induzir aborto em camundongos (Yeung et ai. antitumoral e antifertilidade em ratos e camundongos (Almeida et al. cochinchinensis com o mesmo tipo de efeito abortivo (Yeung et ai. Dados toxicológicos dos gêneros Momordica e Cucumis A toxicidade de M.. charantia em enzimas hepáticas. recentemente.. 1987).. Essas mesmas proteínas foram isoladas das raízes de M. 1986). o consumo dessas espécies deve ser feito com cuidado..6 mgAg. Em estudo realizado para avaliar os efeitos do suco dos frutos e do extrato das sementes de M. angaria foi de DL50 = 1. 1992). 1996.Da fração purificada de rizoma de Wilbrandia sp foram isolados. 1994). El-Gengaihi et al. A toxicidade do fruto de C.. especialmente por gestantes... observou-se um aumento na concentração sérica de gama-glutamil transferase e fosfatase alcalina. 1996. 1978) e induz alterações sobre parâmetros sangüíneos de suínos (Queiroz Neto et ai.. Os frutos de M. com um possível efeito hepatotóxico (Tennekoon et ai. 1990). dois glucosídeos norcucurbitanos (WG1 e WG ) que apresentaram potentes atividades antiinflamatória. Platel & Sirinivasan. Chan et al. 1988). 1996. charantia foram isoladas duas proteínas denominadas alfa e betamomorcharina. 1997). charantia em animais ocorre principalmente no fígado e no sistema reprodutor (Pugazhenthi & Murthy. sendo também observado que altas doses do suco dos frutos pode causar congestão das veias centrolobulares hepáticas. 1986). 1986.. Das sementes de M. charantia possuem substâncias abortivas capazes de induzir teratogênese em embriões de ratos (Yeung et ali. Em ambos os casos. A espécie também provoca lesões testiculares em cães (Díxit et ai. Raman & Lau. porém diminuiu sensivelmente com a fervura dos frutos em água (Sibanda & Chitate. .

farrapo". Espécies medicinais Lacistema sp Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins (Amazônia) de Inguanguana. 1978). distribuídas em regiões tropicais. visto que foi citada por grande parte dos entrevistados. androceu com um estame. semente com endosperma carnoso (Figura 10. com gomo terminal protegido por estipula caduca. Dessa família foi referida uma espécie medicinal na região amazônica a qual não foi completamente identificada. e não foram encontrados sinônimos para ela. bem desenvolvidas. incluindo árvores de pequeno porte ou arbustos cosmopolitas (Barrozo. ovário unilocular. desde o México até o Peru e o norte do Brasil. onde há cerca de oito espécies. e stemon = "estame". Mabberley (1997) inclui a família Lacistemaceae na Flacourtiaceae. um sistema de classificação também usado por vários pesquisadores. referindo-se ao estame bifurcado.Espécies medicinais da família Lacistemaceae Introdução A família Lacistemaceae descrita por Carl Friedrich Phillip von Martius inclui apenas dois gêneros (Lacistema e Lacistemopsis). cálice com sépalas imbricadas e desiguais entre si. alternas. . mas que possui uma grande importância. fruto do tipo capsular trilobado. Na região da Mata Atlântica não foram referidas espécies dessa família botânica.4). folhas simples. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. pétalas ausentes. nos quais se distribuem aproximadamente quarenta espécies. O nome do gênero Lacistema deriva do grego lacis = "trapo. flores andróginas dispostas em espigas curtas com brácteas que protegem as flores. pedaço.

existem registros para a espécie como Maracujá-poranga. em geral trepadeiras. conhecidas popularmente como Maracujá (Joly. arbustos e árvores (Mabberley. Espécies medicinais da família Passifloraceae Introdução A família Passifloraceae foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e Augustin Pyramus de Candole e inclui dezessete gêneros. . com 575 espécies tropicais e temperadas. Espécies medicinais Passiflora coccinea Abl. existem várias espécies do gênero Passiflora. 1992). A presença de glicosídeos cianogênicos é relatada em espécies dessa família (Evans. Nomes populares A primeira espécie é mais conhecida pelo nome de Maracujá-do-mato. Nos estudos etnofarmacológicos aqui descritos foram referidas apenas espécies desse gênero. representando um importante recurso econômico.Dados da medicina tradicional O uso externo das folhas sobre a cabeça é indicado como febrífugo. conforme apresentamos a seguir. compreendendo lianas. 1997). Adenia e Tetrapathaea que habitam a Nova Zelândia. 1996). no entanto. A grande maioria das espécies descritas nessa família são herbáceas ou lenhosas. Essa família é composta principalmente pelos gêneros Passiflora. de valor alimentício e medicinal. enquanto outros são utilizados na medicina popular como sedativos (Passiflora incarnata e outras espécies). Alguns frutos da família são comestíveis (Passiflora edulis). No Brasil.

(9Z)-ácido octadecenóico.. uma espécie denominada Maracujá. fruto oblongo-ovóide. . corniculadas. O nome do gênero Passiflora se refere à flor da paixão (crucificação de Jesus).Dados botânicos Planta glabra. ovadas.. 1983). flores com cinco sépalas ovadas. 1990). passissuberosina e epipassisuberosina (Spencer & Seigler. é usada para diversas finalidades. antocianinas (Kidoey et al. alternas. estipulas ovadas. da qual foram obtidas substâncias cianogênicas (Chassagne et al. monoterpenóides. 1987a. gavinhas que são ramos florais modificados. 2tridecanona. o suco dos frutos é considerado sedativo. Informações adicionais foram obtidas com outras espécies do gênero. epipassicoriacina. mas identificada apenas até o gênero. caule robusto.5). agudas no ápice e estreitas na base. também foi referida na região amazônica como útil contra insônias. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o chá das folhas é útil contra problemas cardíacos e como sedativo. 1991). folhas inteiras. chamada popularmente de Maracujá gigante. 2-pentadecanona. principalmente linalol e norterpenóides (Winterhalter. 1996. e cinco pétalas rosadas.. planas e obtusas. Passiflora macrocarpa Mart. Uma outra espécie de maracujá. cordiformes. peninérveas. Na região da Mata Atlântica. principalmente a P edulis. enquanto o macerado das folhas em água fria é útil para aliviar sintomas da asma.. margem inteira. pecíolos canaliculados com seis glândulas aos pares. a infusão das folhas é usada internamente como sedativo. pela interpretação dada às peças florais. 3-hidroxi-retro-alpha-ionol (Herderich & Winterhalter. Dados químicos Isolaram de P coccinea os glicosídeos cianogênicos: passicoriacina. sementes compridas (Figura 10. 1989). côncavas. carotenóides (Ferreira et al. cilíndrico. hexadecanóico. 1987b e 1985). mas esta só é usada na falta da Passiflora coccinea. Spencer & Seigler. 1997). esverdeadas ou vermelho-esverdeadas (externamente) e róseas (internamente). que lembram os instrumentos do martírio.

bem como a presença de glicosídeos em P.. Menghini.. 1987). riboflavina. P coriacea (Spencer & Seigler. 1988. carboidratos. flavonóides (orientina. K.. Amaral. 1988. 2000).. 1991). de onde foi isolada crisina. 1997. bem como ansiolítica e hipno-sedativa (Silva & Freire.1979). Da espécie P. mollissima (Froehlich et al. 1986). além de vários compostos aromáticos (Winter et al. Esse composto não foi detectado em P coerulea.. 1988). Ortega et al.. harmalina. 1979).. 1988. ácido ascórbico e beta-caroteno (Marin et al.. cálcio. PP e C (Zhuang & Wang. açúcares. Vale & Leite. amliformis (Restrepo & Duque. Efeito depressor central também foi verificado com a P alata (Oga et al. nem em R incarnata (Speroni et al. B1. Spencer & Seigler. 1987b).. 1997). 1984) e a P incarnata (Kimura et al. Constituintes voláteis também já foram caracterizados de P. 1997). Costa.. maltol. Dos frutos e folhas de P . Vários alcalóides indólicos foram isolados desse gênero.2-tridecanol octadecanóico e óxido ariofileno (Arriaga et al. isoschaftosídeo.. Raffaelli et al. Sena & Leite. isoscoparin -2"-0-glucosídeo (Rahman et al. isoorientina. Flavonóides como vitexina. harmina.. orientina e isoorientina. 1988) e a ausência de efeito teratogênico (Amaral et al. assim como ácidos graxos. sendo a passiflorina o mais conhecido. glicosilflavona (Geiger & Markham. schaftosídeo (Proliac & Raynaud. espasmolítica (Queiroz & Brandão. 2000. Dados farmacológicos Estudos feitos com P edulis demonstraram atividade depressora inespecífica do Sistema Nervoso Central (Maluf et al. analgésica.. incarnata foram isolados: alcalóides (harmana. B2. saponarina. 1986). fermentos. harmol e harmalol). vitaminas A. 1988).. fósforo. quadrangularis (Orsini et al. 1980. isoorientin-2"-0glucopiranosídeo (Li et al. 1987a) e P suberosa (Kidoey et al. 1996). 1980). gomas e resinas foram obtidos em diversas espécies do gênero (Celighini et al. P. Proliac & Raynaud. 1986).. lipídios. ferro. Das folhas de P alata foram caracterizadas as atividades sedativa. 1998). O suco dos frutos contém água. 1989). sovetexin-2"-0-glucopiranosídeo. 1988). proteínas. 1995. taninos. et al. isovitexina. vitexina e isovitexina) (Soulimani et al. composto que apresentou atividade depressora do SNC apenas em doses altas. 1997. potássio. 1997... 1996).

. Detalhe da folha 5-lobada. inotrópica. 1988) e efeitos tóxicos nos sistemas hepático e pancreático (Maluf et al. 1998a). ao passo que das folhas foram determinados os efeitos analgésico. O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de P. espasmolítica (Carneiro et al.1 . antipirético (Silva et al...... enquanto do extrato aquoso das partes aéreas de Passiflora sp foi observada a atividade antifúngica (Boelter et al. 1989 e 1993) e inseticida. 2000). 1985b.Luffa cylindrica Roem... que apresentou atividade citotóxica e antibacteriana contra Escherichia coli. atribuída ao flavonóide ermanina (Echeverri et al.. Echeverri & Suarez. Bacillus subtilis e Pseudomonas aeruginosa (Perry et al. Porém. fruto e flor (Banco de imagens . Barros et al. FIGURA 10. 1988).. foetida apresentou atividades hipotensora. tetrandra foi isolada 4-hidroxi-2ciclopentenona. 1989). 1985).. Das folhas de P .edulis caracterizou-se a ausência de toxicidade (Melito et al. 1978). 1991. 1991). antiinflamatório (Silva et al. outros trabalhos relatam a presença de efeito tóxico como a promoção de um quadro de hepatodistrofia quando do uso de dose superior à preconizada pela população (Melito et al. 2000) e imunoestimulante (Guerra et al.

e b) ramos com flores (Fotos originais: Hiruma-Lima).Momordica charantia: a) ramo com frutos.FIGURA 10.2 . .

FIGURA 10.3 - Wilbrandia ebracteata: a) escanerata com detalhe dos ramos com gavinhas e flores; b) escanerata com detalhe das flores; c) escanerata com detalhe da folha 5-lobada (Banco de imagens

FIGURA 10.4 - Lacistema sp. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius Flora Brasilica - Banco de imagens -

FIGURA 10.5 - Passiflora coccinea. Ramo florido com gavinhas (original por Di Stasi - Banco de imagens

11
Malvales medicinais

L. C. Di Stasi S. B. Feitosa C. M. Santos E. M. Guimarães C. A. Hiruma-Lima

A ordem Malvales inclui doze famílias botânicas, muitas delas congregando inúmeras espécies medicinais, como é o caso das famílias Bixaceae, Tiliaceae, Sterculiaceae, Bombacaceae, Malvaceae e Geraniaceae. Das doze famílias pertencentes a essa ordem, espécies medicinais usadas na região amazônica e aqui registradas pertencem às Tiliaceae, Bixaceae, Sterculiaceae e Malvaceae. Das outras famílias dessa ordem ressaltam-se a Bombacaceae, que inclui gêneros importantes como Bombax, Adansonia - dos famosos e gigantescos Baobás -, Ceiba - à qual pertencem inúmeras espécies produtoras de fibras e espetaculares plantas ornamentais - e Ochroma - contendo várias espécies medicinais.

Espécies medicinais da família Bixaceae

Introdução
A família Bixaceae (Dicotyledonae) descrita por Karl Sigismund Kunth foi subordinada em 1968 à ordem Bixales (Barrozo, 1978) e incluía apenas o gênero Bixa. Atualmente a família Bixaceae está subordinada à ordem Malvales, subclasse Dilleniidae, e inclui o gênero Bixa e os gêneros Amoreuxia e Cochlospermum, anteriormente pertencentes à família Cochlospermaceae. A família conta com apenas dezesseis espécies tropicais, entre elas árvores e ervas, e todas produzem um suco vermelho ou laranja em suas células secretoras (Mabberley, 1997), uma característica marcante da família. O gênero Bixa possui quatro espécies, todas conhecidas no Brasil como Urucum e que reúnem importante valor econômico, além de suas propriedades medicinais. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foi registrado o uso medicinal de Bixa arbórea, a qual passamos a discutir a seguir.

Espécies medicinais
Bixa arbórea Hubr. e Bixa arbórea L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelos nomes de Urucum, Urucu e Urucu-da-mata.
Dados botânicos

Essa espécie é considerada um arbusto ou pequena árvore que atinge até 10 m de altura, com desenvolvimento na América Central, na América do Sul, no Caribe e no México. Possui folhas alternas, inteiras, simples e ovadas; flores vistosas, andróginas, reunidas em inflorescências paniculadas terminais, pentâmeras com numerosos estames livres ou concrescidos na base;

ovário súpero, unilocular, bicarpelar, com muitos óvulos; fruto seco, capsular, loculicida; sementes crassas e obovóides (Figura 11.1). Aproximadamente cinqüenta sementes são encontradas em cada um de seus frutos, e cada árvore chega a produzir mais de seiscentos frutos. Dessas sementes são retirados pigmentos de grande valor econômico, usados para as mais variadas finalidades, como adulteração de derivados da pimenta, aditivos de alimentos e outros, sendo um produto de grande exportação para a América do Norte e a Europa. Tradicionalmente, estas sementes são usadas até hoje pelos grupos indígenas da Amazônia para a pintura do corpo. O nome do gênero Bixa descrito por Carl Linnaeus deriva da denominação vulgar da espécie no Brasil. Exemplares da planta foram coletados nas duas regiões de estudo e submetidos à identificação taxonômica; a espécie coletada na região amazônica foi identificada como Bixa arboea, e a da Mata Atlântica, como Bixa orellana.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, a decocção das sementes é usada contra bronquite, febre e como afrodisíaco, enquanto a decocção das folhas é usada como antitérmico. Na região do Vale do Ribeira, a decocção das sementes é usada internamente contra bronquite e febre, especialmente em crianças. O chá feito com os brotos jovens é usado como antidisentérico, afrodisíaco, adstringente e para tratar problemas de pele, febres e hepatite (De Feo, 1992). As folhas cruas também são usadas para tratar problemas de pele, hepatite e como afrodisíaco, antidisentérico, além de como antipirético e digestivo (Duke et al, 1994). A espécie ainda é usada para tratar azia e problemas estomacais causados por comidas picantes, também como diurético e purgativo (Almeida, 1993).

Dados químicos
Nas sementes de Bixa orellana foi detectada a presença de terpenos do tipo E-geranolgeraniol (57% do peso), farnesilacetona, geranilgeranil octadecanoato e geranilgeranil formato e delta-tocotrienol (Jondiko & Pattenden, 1989). Além dos terpenóides foram identificados apocarotenóides,

Parte II - Dicotiledonae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica

como a bixina, e outro carotenóide, a nor-bixina, que juntos são responsáveis pela ação corante das sementes (Craveiro et ai., 1989; Chão et ai., 1991). A bixina é utilizada, fraudulentamente, como corante natural dos produtos derivados da pimenta vermelha, tais como páprica, pasta de páprica e outros (Minguez-Mosquera et ai., 1995). A substância apocarotenóide (1% do carotenóide total) isolada da casca da semente do fruto de Bixa orellana possui: 9'Z-apo-6'-locopenoato (Mercadante et al, 1996).

A análise do óleo essencial das sementes detectou a presença de 66,5% de hidrocarbonos e 12% de sesquiterpenos oxigenados. Dos compostos especialmente identificados constam alfa- e beta-pineno, alfa-elemeno, ischwarano, valenceno e amorfeno (Rath et al 1990). Além dos compostos citados, há também registro do isolamento de carotenóides: metilbixina, transbixina, beta-caroteno, criptoxantina, luteína e zeaxantina; de flavonóides: apigenina-7-bisulfato, cosmosiina, hipoaletina8-bisulfato, luteolina-7-bisulfato, luteiolina-7-O-beta-D-glucosídeo e isoscutelareína; de diterpenos: farnesilacetato, geranilgeraniol, geranil formato, geranil octadecanóico e ácido gálico (Gupta, 1995). Nas sementes dessa espécie foi descrita a presença de 40% a 45% de celulose; 3,5% a 5,5% sucrose; 0,3% a 0,9% de óleos essenciais; 3% de óleo fixo; 4,5% a 5,5% de pigmentos; 13% a 16% de proteínas, além de alfa- e beta-carotenóides (Zhang, 1992; Di Mascio, 1990).

Dados farmacológicos
O extrato aquoso de Bixa orellana promoveu atividade anti-secretora gástrica em ratos (Tseng et a., 1992), e o extrato clorofórmico promoveu atividade hipoglicemiante (Morrison & West, 1985; Thompson et ai., 1989). O extrato aquoso das sementes por via intraperitoneal promoveu diminuição da atividade motora, aumento da diurese e não apresentou sinais de toxicidade

(Paumgartten et al. 2002). O extrato etanólico dos frutos apresentou atividade antibacteriana (George & Pandalai, 1949), cuja potência foi recentemente confirmada contra algumas bactérias gram-positivas, tais como Bacillus subtilis, Staphylococcus aureus e Streptococcusfeccalis, e um discreto efeito contra Escherichia coli, Serratia marcescens, Cândida utilis e Aspergillus niger (Irobi et al., 1996). O extrato aquoso de Bixa orellana apresentou potente atividade inibitória à aldose redutase, assim como a substância isolada dele, a isocutelareína (Terashima et al., 1991). Outros estudos com preparados tradicionais mostram que o decocto das folhas é espasmogênico, ao induzir a contração do útero isolado de ratas (Rodriguez, 1988), o extrato aquoso das sementes apresentou atividade anti-hipertensiva (Rodrigues et al., 1987); e o extrato hidroalcoólico dos frutos apresentou atividades analgésica e antiinflamatória em camundongos (Nunes et al., 1998). O extrato solúvel em gordura de Bixa orellana é utilizado na coloração de manteiga de búfala (Ortega-Freitas et al., 1996), enquanto a maceração em álcool a 50% e a tintura de folhas de Physalis angulata mostraram atividade antigonorréica contra Neisseriagonorrhoeae in vitro (Caceres et al., 1995). O óleo essencial de Bixa orellana exibiu uma moderada atividade antibacteriana a Pseudonomas aeruginosa (Ontengro et al., 1995). A norbixina, um antioxidante extraído de B. orellana, não apresentou toxicidade significativa, porém registrou-se um aumento da massa hepática dos animais tratados, bem como foi observada atividade citostática in vitro (Laranja et al., 1998) e alterações na glicemia (Fernandes et al., 2002). Um metil-éster, trans-bixina, foi isolado e purificado a partir do extrato do pó das sementes de Bixa orellana. Essa substância causou hipoglicemia em cachorros, além de injúrias nas mitocôndrias e no retículo endoplasmático, especialmente do fígado e do pâncreas (Morrison et al., 1991).

Espécies medicinais da família Malvaceae Introdução
A família Malvaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 111 gêneros, nos quais ocorrem aproximadamente 1.800 espécies cosmo-

politas, espontâneas e tropicais (Mabberley, 1997). No Brasil é representada por 31 gêneros e cerca de duzentas espécies, incluindo ervas, arbustos, subarbustos e raramente árvores (Barrozo, 1978). Os principais gêneros com espécies medicinais são Gossypium, Hibiscus, Sida, Urena, Abutilon, Pavonia e Malva. Dessa família foram referidas inúmeras espécies medicinais, tanto na Amazônia como na Mata Atlântica, as quais são descritas a seguir.

Espécies medicinais Hibiscus furcellatus Desr.
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, Algodão-bravo ou Salsa-branca.
Dados botânicos

É um arbusto que pode atingir até 2 m de altura, com folhas ovadas, pecioladas e trilobadas, algumas vezes podendo ser penta-lobadas, dentadas com nervuras evidentes e salientes na parte inferior; as flores são rosas com manchas vermelhas, pedunculadas, solitárias e grandes; fruto do tipo capsular ovóide. O nome do gênero Hibiscus descrito por Carl Linnaeus deriva de íbis, deusa do antigo Egito.
Dados da medicina tradicional

A infusão das folhas é usada no combate a gases intestinais e como purgativo. Hibiscus rosa-sinensis L
Nomes populares

A espécie é denominada, na região amazônica, como Pampola. Outros nomes atribuídos à mesma planta são Pampoela, Firmeza-dos-homens,

Amor-de-homens, Amor-dos-homens, Aurora, Mimo-de-vênus, Papoula, Papoula-de-duas-cores, Rosa-branca, Rosa-louca, Rosa-paulista e Pampulha.
Dados botânicos

Arbusto pouco ramificado ou simples; caule redondo quase aveludado, com pêlos glandulosos e granulações estreladas; folhas pecioladas, lobadas, alternas, densamente pilosas ao longo das nervuras, com granulações estreladas na face superior; estipulas agudas, pubescentes; pedúnculos arqueados, arredondados, pubescente-aveludados; flores grandes, brancas de manhã e rosas ou vermelhas à tarde, pétalas ciliadas na margem; fruto do tipo cápsular com cinco lóculos; a cápsula é aveludada, com pêlos estrelados e glandulíferos (Figura 11.2).
Dados da medicina tradicional

O infuso das flores é utilizado contra insônia e como reputado alucinógeno.

Hibiscus

sabdariffa

L.

Nomes populares

A espécie é chamada, na região amazônica, de Vinagreira. Outros nomes da espécie são Caruru-azedo, Azedinha, Caruru grande, Quiabo-azedo, Quiabo-de-angola, Quiabo doce, Quiabo rosa e Rosela.
Dados botânicos

A planta é um arbusto anual de porte herbáceo e que pode atingir até 3 m de altura, com caule avermelhado, ramo e glabro, de onde partem ramos contendo folhas alternas 3 ou 5-lobadas, dentadas, 5-nervadas, com uma enorme glândula na parte inferior da nervura média; as flores são axilares, solitárias, rosas, com manchas escuras na base das pétalas; fruto do tipo cápsular. É uma planta amplamente cultivada em quintais como ornamental, pela beleza que apresenta quando florida, sendo ainda largamente usada na produção de recheios de doces, xaropes para confecção de geléias e o

famoso vinho de rosela (Corrêa, 1984), muito consumido antigamente, mas com pequena produção na atualidade.
Dados da medicina tradicional

A decocção das folhas é usada internamente como antitérmico, emoliente estomáquico. O suco preparado com os frutos também é indicado como antitérmico, além de ser comestível. Corrêa (1984) refere que as folhas, além do uso como tempero, são empregadas como emolientes estomáquicos, antiescorbúticos e febrífugos, enquanto as sementes e as raízes são diuréticas e tônicas.

Gossypium barbadense L.
Nomes populares

A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Algodão ou Algodoeira, mas também reúne vários sinônimos: Algodão crioulo, Algodão-dacosta, Algodão-da-guiné, Algodão-das-barbadas, Algodão-de-pernambuco e Algodão-folha-de-parreira.
Dados botânicos

Arbusto ramoso de até 5 m de altura, glabro; folhas pecioladas, alternas, largas, palminérvias, com estipulas eretas; flores amarelas, com manchas vermelhas na base das pétalas, grandes, vistosas, cíclicas, hermafroditas, axilares, solitárias; estames numerosos, com filetes parcialmente soldados formando o andróforo que envolve o gineceu; ovário supero; fruto capsular verde contendo seis sementes obovais, pretas, livres em cada lóculo, envolvidas por lã branca (Figura 11.3). O nome do gênero Gossypium descrito por Carl Linnaeus vem de gossum = "barrete", e "papo", referindo-se à cápsula.
Dados da medicina tradicional

O sumo das folhas é utilizado como expectorante e antimalárico e deve ser ingerido com um pouco de água, três vezes ao dia, até o alívio dos sinto-

na região amazônica. Schum. O decocto das folhas é indicado contra hemorragias do ovário e no desarranjo menstrual. Vassoura e Relógio.) K. emenagogos e as folhas (decocto). na Bahia. a decocção das folhas é usada contra febres e problemas intestinais. Dados botânicos É uma planta anual e pilosa. também conhecida como Malva-crespa e Malvaísco. no Pará. Malva-preta. lineares e de cor branca. como emético (Hoehne. O gênero Malva descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente quarenta espécies de ocorrência em clima temperado e especialmente em áreas tropicais. Nomes populares A espécie é chamada. de onde partem folhas pecioladas e lobadas. No Piauí é utilizado como antiinflamatório. enquanto um macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. com caule ereto e ramoso. Malva parviflora L Nomes populares Na região da Mata Atlântica a espécie é chamada de Malva ou Marva. reunidas em fascículos axilares. mas também de Ganchuma e Relógio. canaiensis (Willd. 1939). as flores são pequenas.mas. as raízes são usadas contra moléstias uterinas. 1982). de Vassoura. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. . freqüentemente com cálice roseado. como abortivos. fruto trígono com sementes vermelho-sangue vistosas. Sida rhombifolia L var. aplicando-se topicamente as cinzas da seda (Emperaire.

a decocção das folhas de uma espécie desse gênero. Guaxiúba. O chá de toda a planta. Guaxima. na dose de três xícaras ao dia. Malva e Vassoura-do-campo. é tido como útil. Grandi & Siqueira. como Minas Gerais. e o termo vulgar "Relógio" vem da pontualidade com que as flores se abrem e fecham diariamente.. Dados botânicos Planta anual. emoliente. tônica. as folhas são usadas como anticatarrais e emolientes. Aramim. e Guanxuma.4). Aguaxima.) Gurke Nomes populares A espécie é chamada. chamada de Caapiá.. folhas curto-pecioladas. na região amazônica. dispostas em racemos. no Rio Grande do Sul. . contra desarranjo menstrual. 1982). mas esta não foi completamente identificada. Urena lobato L. Outros nomes atribuídos à espécie são Guaxima-roxa. em São Paulo e no Rio de Janeiro. como Guaxima e Carrapichode-cavalo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. febrífuga e estomacal (Gavilanes et ai. Rabo-de-foguete. anti-hemorroidal. pedras nos rins e como fortificante (Simões et ai. Carrapicho-de-lavadeira. ereta. Malvaísco. em Minas Gerais. ramosa e pubescente. popularmente conhecida como Caapiá. Ibaxama. carpídio isolado com sementes trígono-achatadas (Figura 11. no Rio Grande do Sul. alternas. axilares. 1986). Uacima e Uacima-roxa.Vassourinha. Malva-roxa. pubescentes na face superior e tomentosas na inferior. 1982. O nome do gênero Sida descrito por Carl Linnaeus é um antigo nome grego usado por Linnaeus. Na Mata Atlântica. rombóideovais ou lanceoladas. Em outras regiões do país. var. reticulata (Cav. Na Mata Atlântica foi citada uma espécie desse gênero. é de grande uso externo contra reumatismo. Guaxuma. Coaquibosa. flores solitárias. róseas. a planta é utilizada como béquica.

1984). ciclopropenos (Nakatani et ai. fruto do tipo capsular.. cannabinus (Kulchik . lobadas e de formas variáveis. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto. 3-7 nervadas. de até 3 m de altura. ligninas de H. 1977a. 1990). A planta é de grande ocorrência no Brasil e em outros países tropicais. flores pecioladas. emoliente e contra eólicas renais. H. suculentus (Moawad et al. mas também é cultivada e espontânea em alguns países de clima temperado. 1986. 1985) e H. Não foram citadas espécies medicinais desse gênero na região da Mata Atlântica. solitárias. syriaceus (Shimizu et al. de onde partem folhas alternas. rosa-sinensis foi isolado metil 2-hídroxisterculato (Nakatani & Hase. cordiformes. enquanto a infusão das flores como expectorante e a decocção das cascas empregada internamente contra afecções do digestivo.. com ramos alternos cilíndricos.. 1991). De H. Corrêa (1984) refere que a planta é emoliente. além de as flores serem consideradas excelentes expectorantes. Dados químicos Hibiscus De H. roxas ou rosas. fosfolipídios (Tolibaev et ai. onde se encontram glândulas nectaríferas. 1977b e 1978). pecioladas. 1986). mucilagens das espécies H. diurética e útil contra eólicas. suculentus (Tomoda et al... a decocção da raiz é usada como diurético. 1990) e quatro novos compostos alifáticos (Nakatani et ai. 1987). 1986). um esterol denominado beta-rosasterol (Yu et ai. H. cannabinus foram isolados. De suas pétalas foram isoladas antocianinas identificadas como cianidina-3-soforosídeo (Nakamura et ai. com grande destaque para as três nervuras centrais. Tomoda & Ichikawa. O nome do gênero Urena descrito por Carl Linnaeus deriva do uso da infusão das flores como expectorante. moschentos (Tomoda et al. pequenas. 1991). comum às espécies desse gênero.

epi-ikshusterol. moschentos foram isolados 3. peonidina. além de 15% de ramnose. quercimeritrina.. 1988). ácido 2-oxindole-3-acetilaminometilaspártico. esculentus furfuraldeído do ácido aldobiurônico (Shaw & Sen. betasitosterol. A quantificação das proteínas das sementes de H.. esterol ésters. sabdariffa revela sua presença em 6%-8%. epoxiacilglicerídeos. o H. N-acilisofosfatidiletanolamina. 1978). glicolipídios e fosfolipídios que incluem fosfatidilcolina. . arabinose e arabinan. Das pétalas de H. petunidina.. 7-0alfa-ramnopiranosídeo.-L-arabinosideo-7. kaempferol 3. malvidina (Kim et al. linolenato de metila. Das sementes de H. Em cultura de tecidos. Foram isolados também de H. diacilglicerídeos. pelargonidina. fosfatidilinositol. ikshusterol. triacilglicerídeos.8. 1988). sterculico.-L-ramnosídeo e os flavonóides foliares saponaretina e saponarina (Bandyukova & Ligai. tiliaceus (Ali et al. cianidina.. Husain et al. De H. oléico e linoléico (Tolibaev et al. syriacus foram isolados 3-O-malonilglucosídeos de delfinidina. 1989a e 1989b). 1991) e lactonas de H. 1977). Me dioxindole-3-acetato e rutina (Ohmoto et al. De H.5. 1990a e 1990b). 1986. 1990). sesquiterpenóides de H. sabdariffa produziu antocianinas. sabdariffa foi determinada (Kalyane. Duckart et al. vernólico e outros ácidos graxos (Farooqi & Ahmad.. abelmoschus (Maurer & Grieder. uma pectina típica (constituinte majoritário) (Mueller & Franz. mutabilis foram detectadas as presenças dos ácidos malválico. 1986... N-acilfosfatidiletanolamina. 1991). galactose. dois tipos de glocisídeos cianidinas (Mizukami et al. fosfatidiletanolamina. taxifolina e herbacetina.et al.. além de genina e açúcares como delfinidina e cianidina. lisofosfatidilcolina e lisofosfatidilinositol. mutabilis também foram detectadas as antocianinas (Amrhein & Frank.. 1989). cannabinus foram isolados hidrocarbonetos. xilose e frutose (Pouget et al. De H. 1990). 1986).4'-pentahidroxiflavona.7. 1990) e alfacelulose (Saikia et al.. kaempferol-7-O-alfa-ramnopiranosídeo. esculentus e H. ácidos graxos livres. Um estudo da composição do mucopolissacarídeo das flores de H. glucose. 1989). No óleo das sementes de H. beta-sitosterilglicosilado. cannabinus foram isolados ácido péctico (Saha et al. 1988).. esterois livres. 1988). monoglicerídeos. ácidos palmítico.

também isolado de G. barbadense determinou a presença de albumina. 1995). G. xantofilas. Foram isolados de G. dipalmito-oleínas. 1980). barbadense. sesquiterpenóides (0'Brien & Stipanovic. Um estudo qualitativo e quantitativo das proteínas presentes nas sementes de G. mucilagens e proteínas (Costa. dipalmito-linoleínas.Das folhas de H. tocoferóis como alfa e gama-tocoferóis. lecitinas. araquídico. ácido D-galacturônico e ácido L-glucurônico (Shimizu et al 1986). Gossypium As principais espécies do gênero Gossypium são G. prolamina e glutelina (Sammour et al. miristoléico e palmitoléico. hirsutum também foram isolados amilose e amilopectina (Chang. fosfolípides. hirsutum (Schmidt & Wells. 1995). hidrocarbonetos. principalmente o esqualeno. D-galactose. óleo-dilinoleínas. 1985). 1986. esteárico. corantes como carotenos. Das sementes de G. Compostos terpenóides também foram determinados nas espécies G. mirístico. syriacus também foi isolada mucilagem composta de polissacarídeos como L-ramnose. De G. glicerídeos como palmito-óleolinoleínas. hirsutum e B. 1978) e polissacarídeos (Rakhmov et al. esteróis. globulina. 1987). 1979). resinas. hirsutum e G arboreum. oléico. 1985). palmítico. barbadense foram isoladas proteínas solúveis em água (Yunuskhanov & Dzhalilov. 1986). 1979) e G. silianum (Kumamoto et al. Isolaram-se ainda os ácidos linoléico. rainundii (Stipanovic et al. diversos terpenóides (Hunter et al. palmito-dilinoleínas. Foi feita a determinação de (-) gossipol e . 1986). barbadense vários flavonóides (El-Negoumy et al. Ermatov et al. 1978) e o gossipol (Zhou & Lin.

esteárico e hexacosanóico (Khan et al. As proteínas e o conteúdo de ácido siálico no epidídimo. acuta. Foi detectada também a presença dos aminoácidos livres serina.(+) gossipol de G. 1989a). hentriacontano e nonacosano) e fitosteróis (colesterol. S. cordifolia contêm hidrocarbonetos saturados. As partes aéreas floridas de S. Dados farmacológicos Hibiscus A administração oral do extrato etanólico 50% (400 mg/dia) de H.3%3%) (Bandyukova & Ligai. hirsutum (Mansour et al. 1987). fenilalanina e alanina (Ligai & Bandyukova. hirsutum (Zhou & Lin. ácidos graxos como beta-sitosterol. Os valores hematológicos ficaram dentro da faixa normal. stigmasterol. As partes aéreas de S. 1989b). Hidrocarbonetos (alcanos de cadeia normal e ramificada. A extração das partes aéreas de S. 1997). Sida Alcalóides foram isolados de S. vesícula seminal e próstata ventral foram . barbadense e G. barbadense e G. pristano. e detectouse também a presença de baixas concentrações de taninos nas espécies G. campesterol. 1989). hermaphrodita contêm também os flavonóides. acuta (Goyal & Rani. fitano. betasitosterol e stigmast-7-enol) também foram isolados das partes aéreas de P. veronicaefolia foram isolados n-alcanos de cadeia longa (C13-36) e os fitosteróis. rhombifolia e S. spinosa (Prakash et al. quercimeritrina e herbacetina e as cumarinas. espermátide e espermatozóide. ácido glutâmico e aspártico. hermaphrodita com etanol 70% obteve o maior rendimento de rutina (2. 1990). S. escopoletina e escopolina e ácido clorogênico. 1988). rosasinensis durante sessenta dias em ratos adultos machos sadios causou alterações degenerativas no espermatócito. humilis. ácido palmítico. colesterol e stigmasterol (Goyal & Rani. isoquercitrina. 1988a). O epidídimo apresentou uma diminuição de espermatozóides. rhombifolia foram isolados n-alcanos e esteróis (Goyal & Rani. De S. Das partes aéreas de S. 1981).

rosa-sinensis foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Andrade et al. a administração oral do extrato benzênico das flores de H. 1979). rosa-sinensis (Kholkute & Udupa. Os componentes de Hibiscus mucilage apresentaram atividade anticomplemento em soro humano. hipoglicêmica de H. tripsina e a alfa-quimiotripsina. O efeito angioprotetor em ratos se deu pela presença de flavonas e antocioninas no extrato (Jonadet et al. rosa-sinensis foi de 100% nos ratos (Gupta et al.. causando o final da gestação (Pakrashi et al. 1987). A luteólise pode se dar pela interferência hormonal. 1989). citotóxica. dificultando a implantação de óvulos e impedindo o desenvolvimento da gravidez em 92% dos animais (Kabir et al. O extrato causa reabsorção do feto e diminuição do tamanho do ovário. . Pai et al. Pakrashi et al. esculentus. 1976a e 1976b ).reduzidos nos animais tratados com H. 1985). Não foram observadas alterações no glicogênio testicular. A taxa de inibição de fertilidade com H. 1986. rosa-sinensis apresentaram uma forte atividade contraceptiva. Haji & Haji. Ainda de H. a atividade broncodilatadora (Medeiros et al. 1999. Tan (1983) e Singwi & Lall (1980) e hipoglicemiante (Sochdewa et al. sabdariffa foi caracterizada também como anti-hipertensiva (Onyenekwe et al. e inibidora da broncoconstricção por ADP de H. assim como uma forte ação citostática. 1992). e a atividade da enzima DELTA 5-3 beta-hidroxi-esteróide dehidrogenase do corpo lúteo diminui sensivelmente. 1987). esculentus (Medeiros et al. 1984. 2002). 1999). sabdariffa (El-Merzabani et al. 2000). O ovário apresenta sinais de luteólise. Com outras espécies foram verificadas atividades antitumoral de H. bem como atividade hipoglicemiante (Tomoda et al. 1990). 2001). sabdariffa foi capaz de inibir in vitro a conversão da angiotensina I e em menor grau a elastase. 1987). Essas atividades. antiespermatogênica. porém os níveis de colesterol subiram. rosa-sinensis na dose de 1 gAg/dia durante cinco a oito dias encerra a gestação em 92% dos animais. O extrato das flores de H. no tratamento com Hibiscus. A espécie H. 1986). O efeito está associado com a queda dos níveis de progesterona periférica e na diminuição da atividade da fosfatase ácida uterina. As flores de H. antimutagênica (Wang et al. antioxidante e anti-hepatotóxico (Liu et al. Em camundongos. moschentos (Tomoda et al. 1985). com queda dos níveis plasmáticos de progesterona. e de H. verificadas por Singh et al (1982).

As proteínas das sementes de G. Sida Os alcalóides de S.. barbadense e G. Esses resultados indicam que a atividade antioxidante que está associada com o efeito anticarcinogênico de G. 1982). O estudo da atividade antioxidativa demonstrou que o extrato de Gossypium barbadense inibiu altas porcentagens da atividade hidrocarboneto hidroxilase produzido pelas enzimas microssomais hepáticas de camundongos induzidos por lindane. acuta apresentaram atividade antimicrobiana (Gunatilaka et al. hirsutum e G. 1985). hirsutum são capazes de induzir a liberação de histamina por mastócitos e de promover alterações respiratórias em humanos (Elissalde et al. Flavonóides de G. Wang & Bunkers. 1978). 2001. Os sintomas de intoxicação se dão pela presença do gossipol nessas espécies. induziu esterilidade em ratos machos (Nadakavukaren et al. 1988) e S. principal constituinte do óleo do algodão. 1979) e mostrou-se eficaz como agente antifertilidade em fêmeas (Nomeir & Abou-Donia. 1997). 1985). Terpenóides isolados de G. 1980). rhombifolia (Bortoluzzi et al. Um estudo extenso sobre essa substância e seus efeitos tóxicos pode ser encontrado no trabalho de Liener (1980). Atividade antibiótica contra bactérias e fungos foi verificada com extratos de S. cordifolia apresentaram atividade de prevenção de cáries dentárias (Namba et al. barbadense tem uma importante função de proteção contra injúrias oxidativas (Awney et al.Gossypium O gossipol. Extratos de S. 1995). 1984). 2000) e tóxico (Bourke. barbadense apresentaram propriedades imunoquímicas (Ermatov et al. arboreum apresentaram atividade antibacteriana contra várias bactérias (Waage & Hedin. serratifolia (Sawhney et al. 1996). A atividade antibacteriana de compostos como alcanos e esteróis isolados de três espécies de Sida indicam que os hidrocarbonetos de cadeia longa . Malva Para a espécie Malva parviplora existem relatos de atividade antifúngica (Wang et al.

de grande cultivo em jardins. Do infuso de S. 1996). onde também é comum a ocorrência de espécies do gênero Guazuma. foram detectadas as atividades antiinflamatória e antimicrobiana (Santos. Drena As raízes de U. Atividade antimicrobiana também foi detectada nas folhas e raízes de S. 1992). 2001). poucas em áreas temperadas. Na região . exceto Bacillus subtilis. incluindo árvores e arbustos. 1998. Dombeya. nos quais se distribuem 1. vulgarmente chamada de Guaxuma. V. onde são encontrados em abundância. Das partes aéreas e folhas de S.são ativos contra bactérias gram-positivo e gram-negativo. distribuídas em onze diferentes gêneros. todos típicos de cerrados e campos. raramente ervas ou lianas (Mabberley. carpinifolia. Helicteres e Waltheria. dos populares Chichá e Tacacá do Nordeste brasileiro. no Brasil ocorrem cerca de 120 espécies. et al.500 espécies tropicais. rhombifolia. cordifolia (Malva-branca). utilizadas popularmente para banhos ginecológicos e nos casos de inflamações da mucosa bucal. enquanto os esteróis são ativos contra seletivas bactérias. com uso popular nas afecções respiratórias e digestivas. 1998. 1997). Espécies medicinais da família Sterculiaceae Introdução A família Sterculiaceae descrita por Augustin Pyramus de Candole compreende 67 gêneros. Bianchi et al. do valioso Cacaueiro Joly 1998). F. não foi observada atividade mutagênica (Sugai. 1988. A introdução do grupo acetil no esterol propicia a diminuição da atividade do composto (Goyal & Rani. C. Sterculia. Franzotti et al. lobata apresentaram atividade antibacteriana (Mazumder et al. 1998). porém com atividade tóxica (Bortoluzzi et al. As espécies medicinais aqui descritas foram referidas na região amazônica. Os principais gêneros presentes no Brasil são: Byttneria. Fernandes et al. Segundo Barrozo (1978). 1988b). e o gênero Theobroma.

medicinal e alimentar. Espécies medicinais Theobroma grandiflorum (Willd. pedunculadas. flores que brotam dos galhos. Theobroma. 1990). 1988). 1991). . bem como nas comunidades locais da Amazônia. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica e em todo o Brasil de Cupuaçu. de valor econômico. O nome do gênero. com grande abundância no Norte e Nordeste do Brasil. vermelho-escuras. oblongolanceoladas. liso e escuro (Figura 11. com ramos longos. inclui vinte espécies vegetais de ocorrência na América tropical. o suco das folhas é usado no tratamento da bronquite e de infecções renais. descrito por Carl Linnaeus. no Pará (Amorozo & Gély. grandes e vistosas. o Cupuaçu é cultivado como uma fonte alimentar primária (Balee & Moore. Em tribos indígenas amazônicas. duas das mais importantes e valiosas espécies. grossos e tomentosos. folhas com pecíolos curtos e carnosos. com brácteas linear-lanceoladas. Cupu-assu. ou por suas variantes: Cupuaçu. na tribo ticuna da Amazônia (Schultes & Raffauf. Copoaçu. para o tratamento de diarréia.da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica. Dados da medicina tradicional Na região amazônica.) Schum. ovóide. Suas sementes são utilizadas para tratar dores abdominais. e o chá da sua casca. significa "manjar dos deuses". ex Spreng. O gênero Theobroma. Dados botânicos Arvore de grande porte.5). fruto do tipo capsular grande. onde podemos referir o Cupuaçu e o Cacau. com estipulas caducas.

Dados botânicos Árvore de porte médio. Pagonini et al. no Amazonas. fruto capsular ferrugíneo. denominado Theobroma cacao L.. speciosa possui ácido 1. 1992a e 1992b). com ramos curtos. e a forma de uso se baseia na secagem das folhas a serem aplicadas na região afetada. Chocolate. Kakao. 1989). T.7. vermelho-escuras.. tripsina . cacao. 1993). Já a espécie T. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Cacau.. M. Dados químicos Assim como no Cupuaçu (T. palmítico. Outros nomes populares atribuídos a essa espécie são Cacao. 1970.Theobroma speciosa Willd. globulinas (Voigt et al. Cacao forastero. mono.6). glicerídeos di-saturados. ex Mart. et al. oléico e linoléico. albuminas. mirístico. cafeína (Maia et al. oblongolanceoladas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Outras indicações incluem o uso da cinza da madeira e da casca do fruto para produção de um sabão artesanal. cacao desse mesmo gênero é usada nos casos de câncer e hemorróidas (Santos. flores dispostas no caule. 1977). até 10 m de altura. 1986). Outras espécies desse gênero.9-tetrametilúrico. Caca-y. como a T. ácidos esteárico. fasciculadas. teobromina. a planta é utilizada para o tratamento de infecções da garganta. Cacaoyer. usado no interior da região amazônica como excelente desodorante (Rodrigues. folhas com pecíolos longos. fornece sementes sucedâneas ao Cacau verdadeiro. inteiras.3.e tri-insaturados (Costa. (Figura 11. Criollo. inibidores fenólicos da a-amilase. grandiflorum). 1979). contêm flavonóides (Jalal & Collin.. Cacao azul.

. derivados do ácido hidroxicinâmico. gorduras (Malini et al. T. Em T.. As essências florais de T. augustifolium (Sotelo & Alvarez.7% a 57. T.. simiarum. tais como o 1-pentadeceno e n-pentadecano. Durante a maturação da semente foi detectada a presença de fenóis. os maiores constituintes foram os monoterpenóides citral. cacao foi caracterizado como de 190. 1994). cacao consistem de 78 componentes. dentre os quais o óxido de linalol (12. mariae. tais como ácidos palmítico. pela presença de ácidos graxos. Foi confirmada também a presença de (-)-epicatequina... 1991). 1989).74% (SantAnna Tucci et al. bem como em sementes de Theobroma grandiflorum. cacao. 1991).. Esse constituinte também . O índice de saponificação da T. longifoleno e citronelol (Erickson et al. xantinas e lipídios. quercetina e esculentina (Bastide et al. cacao e também em T.37 a 1. Porém. ácido lático. 1994). 1996). Em menor quantidade foi detectada a presença de ácido hexadecadienóico. e sua goma encerra polissacarídeos (Figueira et al. Além de açúcares totais. ácido cítrico. geraniol. Em T. flavan-3-ols. 1987). ácido ecosadienóico. 1995). A gordura foi o principal constituinte das sementes de todas as amostras (Sotelo & Alvarez. 1986). 1987).5%) e o isoeugenol (8. O T.(Quesada et al. (-)epicatequina. 1996). cafeína e teofilina foram detectados nas diferentes partes de duas variedades de T. antocianinas. quercetina3-0-glucosídeo. Nessa espécie foi detectada a presença de hidrocarbonetos saturados. Os alcalóides teobromina. que variou 50. Alcalóides purínicos (cafeína.. nenhuma dessas quatro espécies vegetais apresenta teofilina (Marx & Maia. subincanum. teobromina. porém. diferentemente do T. augustifolium.6%. 1995) estão presentes nas sementes dessa espécie. o n-tricosana foi caracterizado como majoritário (12. bicolor e T.. principalmente hidrocarbonetos saturados e insaturados. taninos condensados. procianidina B2. speciosum. nerol. 1986). cacao do Estado de São Paulo foi analisado quanto ao seu conteúdo de gordura. (+)-catequina e antocianinas (Andebrhan et al. ácido araquídico. ácido erúcico e ácido lignocérico (Zakaria & Busri. taninos. A taxa de ácido graxos saturados/ insaturados variou de 1.2%).. mammosum foi detectada a presença de 58 componentes. esteárico e oléico (Griffiths & Harwood. e T. bicolor e T. Essas duas últimas substâncias atuam contra o fitopatógeno Crinipellis perniciosa (Vassoura-de-bruxa) (Andebrhan et al. 1991).9%). T. teobromina e teofilina) foram encontrados em Theobroma cacao (Hammerstone et ai.

. 1997). 1997). cacao (Yamagishi et al. et al. Sanbongi et al. Esses polifenóis também foram responsáveis pelas atividades antioxidante e moduladora do sistema humano in vitro (Osakabe et al. amido. isolada dessa espécie vegetal. Dados farmacológicos das espécies e do gênero O extrato aquoso dos frutos de T. A infecção das folhas com o fungo Crinipellis perniciosa é capaz de promover alterações na composição do fruto (Da Conceição et al. 1997.. Inúmeras revisões têm sido feitas acerca das propriedades farmacológicas dos alcalóides derivados das metilxantinas.. 2000). 1997). 1992a e 1992b).. proteína... 1997. 1997). O fruto do Theobroma grandiflorum (Cupuaçu) apresenta em sua composição açúcares. Aos polifenóis é atribuída também a atividade antiestresse em testes comportamentais em ratos (Takeda. . M. A presença de epicatechina contribui para a inibição da lipoxigenose e o efeito antiinflamatório desta espécie (Schewe et al.. 1994) e antidepressora (Matsunaga et al. 1989). 1997). análoga à manteiga de cacau. Melzig et al. cacao (Gurney et al. 1970.pode ser encontrado em culturas de tecidos de T. clorofila. e a proantocianidina. teobromina e teofilina com seu efeito estimulante natural (Matissek. cafeína.. uma atividade analgésica (Santos. bem como atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Perez & Anesini. 2002). As sementes fornecem 48% de uma gordura branca. Paganini et al.. cacao apresentou um efeito vasodilatador. fenóis e taninos.. com ponto de fusão de 32°C (Rodrigues. Polifenóis antitumorais foram encontrados no extrato hidroalcoólico (60:40) das sementes de T. 1992).

Outras denominações são Calabura e Pau-de-seda. Dados botânicos Árvore de porte médio. e aqui são encontrados treze gêneros e aproximadamente sessenta espécies (Barrozo. sendo a maioria de árvores e arbustos. com o nome de Curumin-nhapuá. muito conhecida na região amazônica Joly. Os principais gêneros são Tilia e Muntingia. Essa família tem no Brasil um dos principais centros de dispersão. e Apeiba. de até 13 m de altura. raramente ervas ou lianas (Mabberley. 1978). de numerosos estames livres. flores brancas com cinco sépalas e cinco pétalas. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins. agudas no ápice e oblíquas na base. que compreende uma espécie medicinal denominada Açoita-cavalo. os gêneros mais comuns são Luehea. Espécies medicinais Muntingia calabura L. Na região da Mata Atlântica não foram citadas como medicinais espécies dessa família botânica.Espécies medicinais da família Tiliaceae Introdução A família Tiliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 46 gêneros e 680 espécies subcosmopolitas. 1997). folhas curto-pecioladas. que a referiram como medicinal. neste último está aqui descrita a única espécie referida na região amazônica como medicinal. Outros nomes atribuídos à espécie decorrem desse nome indígena: Curuminzeira e Curuminzieira. serrilhadas. 1998). No Brasil. de outra espécie medicinal chamada Carrapicho-de-carneiro. Triumfetta. oblongolanceoladas. . da planta Pau-de-jangada.

kaempferol 3-O-beta-D-galactosídeo.6%) e derivados furanos (8.. e as flores. quercetina. vermelho. arredondado. Foi observada a presença de potentes componentes de odor. 1991). O gênero Muntingia descrito por Carl Linnaeus inclui uma única espécie.5%) e compostos carbonil (23. A casca é emoliente. ésteres (26. ácido caféico e ácido elágico (Seethraman. sendo ésteres (31.9%). 1990).3%). Dados químicos das espécies e do gênero Das folhas e flores de M. Do extrato citotóxico das raízes de M. e salicilato de metila.dispostas em pedicelos axilares.3%). O nome do gênero foi dado por Linnaeus em homenagem a Abraham Munting. fruto do tipo baga.7%). calabura foram isolados polifenóis como kaempferol. calabura foram isoladas Havanas. Dos frutos de Aí. inúmeras sementes (Figura 11. 1984). . indeiscente. flavonas e biflavanas (Kaneda et al. antiespasmódicas (Corrêa. foram isolados por destilação a vácuo 42 compostos. ovário 5-7 locular.3%). aqui descrita como medicinal. calabura L. alcanos (15. compostos fenólicos (11. Por destilação de arraste a vapor foram identificados 56 compostos. sesquiterpenóides (10. Dados da medicina tradicional O chá das folhas é utilizado pelos índios tenharins para facilitar a expulsão do feto durante o parto. denominado de 2-acetil-l-pirroline (1.4%).7).3%) os mais significativos. dos quais predominaram alcanos (44.

1 -Bixa arbórea. 1998. Detalhe do ramo com flores (Desenho modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. e foto original por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .FIGURA 11.

1984).FIGURA 11.Hibiscus rosa-sinensis: a) ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Corrêa.2 . b) detalhe do fruto aberto (segundo Gemtchujnikov em Joly. 1998) (Banco de imagens - .

FIGURA 11. Ramos floridos com detalhes das flores (Desenhos originais por Di Stasi e fotos originais por Hiruma-Lima) (Banco de imagens .Gossypium barbadense.3 .

canaiensis. 1998) (Banco de imagens .FIGURA 11.4 .Sida rhombifolia var. Detalhe do ramo florido e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.

5 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens .Theobroma grandiflorum.

6 .Theobroma speciosa.FIGURA 11. Detalhe do ramo florido (Flora brasiliensis) e detalhe do caule com frutos (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .

Muntingia calabura.7 .FIGURA 11. Ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov) (Banco de imagens .

Da família Urticaceae devemos destacar a ocorrência de espécies medicinais nos gêneros Parietaria e Pilea. Seito C. amplamente conhecida como . Ulmaceae e Barbeyacea. Hiruma-Lima A ordem Urticales é uma importante ordem da subclasse Dillenidae. A. e o importante gênero Urtica. Di Stasi L N. apresentamos distintamente as famílias Cecropiaceae e Moraceae. As outras duas famílias dessa ordem. Cecropiaceae e Moraceae.12 Urticales medicinais L. fonte da maconha (Cannabis sativa). fonte de substâncias também tóxicas. Cecropiaceae. não possuem importantes espécies de valor medicinal. cujas espécies sempre foram referidas apenas na família Moraceae. Em duas delas. por esse fato. C. Relembramos aqui que empregamos neste estudo a revisão de Kubitzki sobre o sistema de classificação de Cronquist e. devemos salientar os gêneros Cannabis e Humulus: o primeiro. Nos estudos realizados e apresentados neste livro. Urticaceae e Cannabaceae possuem importantes espécies de valor medicinal. das quais as famílias Moraceae. Da família Cannabaceae. e o segundo. pois nela estão incluídas cinco famílias botânicas. duas espécies medicinais foram referidas: Cecropiapeltata. cujo uso abusivo é disseminado em todo o planeta. espécies medicinais foram referidas na região amazônica e na Mata Atlântica.

de Lixa. Musanga. sendo este último o único importante como fonte de espécies medicinais e com grande ocorrência em todo o Brasil. distribuídas em seis gêneros: Coussapoa. Arvore-da-guiça. Figueira-de-surinam. Berg e incorporada por Kubitzki em sua modificação sobre o sistema de Cronquist. longopecioladas. Ambaíba. Imbati. Espécies medicinais Cecropia peltata L. Ambaí. Pourouma e Cecropia. Ibaíba. Toréin. Poiküospermum. referida com adulterante da Espinheirasanta. Ambatí. Ambahú. peitadas acima do centro. alternas e protegidas por duas estipulas. Ibaituga.Umbaúba e citada como medicinal tanto na Amazônia como na Mata Atlântica. a família Cecropiaceae fica definida como uma família que inclui aproximadamente 180 espécies. Ambaitinga. uma importante espécie medicinal da Mata Atlântica. folhas grandes. Embaúba. Myrianthus. lactescentes. Dados botânicos Árvore com ramos curvos. Espécies medicinais da família Cecropiaceae Introdução A família Cecropiaceae foi recentemente definida por Corneli C. Imbaubão. Nomes populares Na região amazônica a planta é chamada de Imbaúba. Outras denominações populares são Aimbahú. ao passo que na Mata Atlântica são comuns os nomes Embaúba e Umbaúba. Arvore-da-preguiça e Torém. e a espécie Sorocea bomplandii. Com esse novo arranjo. .

Em C. a decocção das folhas é amplamente usada contra tosses.. 1986. a raiz é considerada útil contra tosse. et al. muitas delas de ocorrência no Brasil. obtusa foram detectadas as atividades anti-hipertensiva e diurética (Ribeiro. F. C. 1996b). Mal de Parkinson. a decocção das folhas é usada para facilitar o funcionamento dos rins e contra a malária (Corrêa. formando infrutescências inclusas (Figura 12. 1998). peltata já foram detectadas atividades antimalárica e atóxica (Marinuzzi et al. R. Dados químicos e farmacológicos Foram isolados flavonóides e cumarinas de C. filho da Terra. glazioui foram detectadas as atividades antisecretora (Cysneiros et al. 1984b). Santos. asma. catharinensis foi determinada atividade colinomimética bloqueável por atropina (Dalla-Costa & Rates. Na espécie C. 1996). Das folhas de C.. indicado popularmente como diurético e no tratamento de bronquites e asmas.1). Das raízes de C. indicada popularmente como antiinflamatório.. R. O nome do gênero Cecropia vem de Cecrops. apresentou atividade hipotensora e atóxica (Borges. bronquite e gripes fortes. O gênero Cecropia descrito por Pehs Loefling compreende 75 espécies tropicais. . ecoar". catharinensis. 1994). antililiásica (Domingos et al. adenopus. lyratiloba (Menda. o chá dos brotos é tido como útil contra tosse e bronquite. do grego. frutos nuculares. hidropisia. C.flores pequenas de sexo separado. et al. carpelar.. usados na fabricação de instrumentos de sopro. A. 1992. A. 1983). Kerber. não foi detectada atividade inflamatória (Schenkel et al. que significa "chamar.. referindo-se ao caule e aos ramos ocos das plantas desse gênero. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. o látex é usado contra úlceras gangrenosas e cancerosas e verrugas. Nas folhas do extrato de C. As folhas. 1986).. 1985).. O xarope dos brotos também é usado contra tosse. gemas e brotos são adstringentes. A. reunidas em densas inflorescências. flores masculinas com dois estames e femininas com ovário súpero. 1984). Na região do Vale do Ribeira. et al. unilocular. meio homem e meio serpente.

2001). na Mata Atlântica. Morus. possui atividade antimicrobiana (Andra et al. característica marcante da maioria das espécies dessa família. compreende 1. e um dos compostos responsáveis é a isovitexina (Delia Monache et al. No Brasil. 2002).. Espécies medicinais da família Moraceae Introdução A família Moraceae. que incluem árvores. 1992). antidepressiva.. Diversos estudos comprovaram a indicação como anti-hipertensivo. de Espinheira-santa... pois é confundida e coletada como a verdadeira Espinheira-santa. antiulcerogênica (Cysneiros et al. com inúmeras espécies usadas como ornamentais.. A cecropina. distribuídas em 38 gêneros. a família conta com aproximadamente 340 espécies. 1998. Dorstenia. 2001). distribuídas em 28 gêneros. analgésico e relaxante muscular (Perez-Guerrero et al. nos quais várias espécies medicinais são encontradas. Lanjow & Bouer Nomes populares A espécie é chamada.. arbustos. isolada de espécies deste gênero. 2001). ansiolítica (Barettaetal. 1998) e antimalárica (Marinuzzi et al. descrita originalmente por.. Espécies medicinais Sorocea bomplandii (Baill. usualmente com células lactíferas e grande produção de látex. Rocho et al. efeito depressor do SNC.. obtusifolia (Andrade-Cetto & Wiedenfild. 1997).depressora do SNC. 1988). 1998a e 1998b. Esta mesma espécie apresentou baixa toxicidade.100 espécies tropicais e poucas temperadas. Rocha et al. 1993 e 1996a). espasmolítica (Delia Monache et al. dos quais se destacam: Ficus. Johann Heirinch Friedrich Link. Astocarpus e Sorocea.) Burger. A atividade hipoglicemiante foi constatada nas folhas de C. lianas e ervas (Mabberley... Em outras re- . 1988. Cysneiros et al.

Soroco.. especialmente na Mata Atlântica. Recentemente. os dados etnofarmacológicos obtidos incluem o uso da espécie no tratamento de úlceras. bastante coriáceas e de bordas com pequenos espinhos. uso comum nas comunidades do Vale do Ribeira. característica importante na diferenciação em relação à Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia. da família Celastraceae).. primária e exclusiva do sub-bosque de matas primárias. 2001) e antagonizou as contrações em úteros de ratos e íleo de cobaia (Calixto et al. bomplandii. Gonzales et al. inflorescências em rácimos axilares com flores verdes (femininas) e vermelho-escuras (masculinas). Laranjeira-do-mato.giões do país a planta é chamada de Cincho. Calixto et al. Araçari. 2001. de casca fina. Resple. ilicifolia e S. 2001. A espécie é latescente. Carapicica-de-folha-miúda. quando não está em época de floração. Dados Químicos e Farmacológicos A soroceina foi isolada de S.. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 12 m de altura. ciófita. a infusão da espécie é usada contra dores de estômago. Trata-se de uma espécie perenifólia. A planta é de ocorrência no Sudeste e no Sul do Brasil. cilíndrico. especialmente da Mata Atlântica. Flavonóides foram isolados de S. bomplandii (Ferrari & Delle Monache. Folhas-de-serra. folhas simples. chegando a 10 cm de comprimento. Canxim. onde ocorre em abundância e possui uma madeira empregada apenas pela população local para produção de cabos de enxadas e outros utensílios.. 1993). Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. . 1993). de face superior brilhante e inferior opaca. Esta mesma espécie apresentou efetiva atividade antiulcerogênica (Andrade et al. com tronco ereto. fruto do tipo baga.

S. 1998. b) detalhe da folha.1 .FIGURA 12. Reis). d) flor feminina. (Banco de imagens . c) inflorescência. e) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly.Cecropia peltata: a) vista geral da planta (foto M.

Santos L. comumente com células especializadas na produção de látex. M. No Brasil. visto que os limites da diferenciação dos gêneros são pouco precisos. das quais a terceira é uma importante fonte de espécies medicinais. especialmente encontradas em regiões tropicais e subtropicais (Mabberley. compreende 313 gêneros. arbustos. . descrita por Antoine Laurent de Jussieu. com ampla distribuição e ocorrência no Brasil. lianas ou ervas. Thymelaceae e Euphorbiaceae. Guimarães C. Souza-Brito E. A família Euphorbiaceae. Na família ocorrem árvores. 1978). segundo Mabberley (1997).13 Euphorbiales medicinais C. Das centenas de gêneros.100 espécies espalhadas pelos mais variados tipos de vegetação (Barrozo. M. a família é representada por 72 gêneros. 1997). é urgente uma revisão da família. Hiruma-Lima A. R. Di Stasi Introdução A ordem Euphorbiales inclui apenas três famílias botânicas: Pandaceae. A. M. nos quais estão distribuídas aproximadamente 8. com aproximadamente 1. a maioria cosmopolita. C.100 espécies. Os principais gêneros estão distribuídos em cinco subfamílias e.

Dados botânicos Arbusto grande de até 6 m de altura. pela semelhança das sementes com esse animal. Pedilanthus. e outras. febres. icterícia e malária. atualmente cultivada em vários países. da valiosa Mamona. enquanto a infu- . O nome do gênero Croton descrito por Carl Linnaeus significa "carrapato". problemas hepáticos. peninérveas. devemos destacar inúmeras espécies usadas como ornamentais. belas quando floridas e muitas delas causadoras de irritação ocular. lanceoladas. dos quais referimos algumas espécies a seguir. esquizocárpico. a maior produtora de borracha. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica como Sacaca e Cajucara. com limbo dividido em lobos ou segmentos. estipuladas. sendo algumas árvores.devemos destacar Ricinus. Espécies medicinais são referidas e encontradas em vários gêneros. sementes ricas em endosperma (Figura 13. Mabea. especialmente em Phyllanthus. Uma importante espécie da região amazônica do gênero Hevea é a seringueira. Do gênero Euphorbia. amplamente explorado comercialmente e cuja espécie Ricinus communis também é usada para diversas finalidades terapêuticas. Espécies medicinais Croton cajucara Beth. reunidas em inflorescências racemosas com flores femininas inferiores. ervas e arbustos. Nesse gênero ocorrem 750 espécies tropicais. fruto seco. flores de sexo separado. espécie rica em óleo de rícino. a decocção das folhas é utilizada contra dores de estômago. folhas simples. verdes. separando-se em três cocos. pecioladas. que são abundantes na região amazônica e na Mata Atlântica. Jatropha e Croton.1). Dados da medicina tradicional Na região amazônica.

no Pará. lactescente. lobadas. separando-se em três cocos. reunidas em inflorescências racemosas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada via oral contra malária e problemas do fígado. flores unissexuadas. peninérveas. A espécie é muitas vezes usada em substituição à Croton cajucara. Pião. Pinhãodos-barbados. de caule grosso. misturada com Melão-de-são-caetano (Momordica charantia). Não foram encontradas outras indicações populares para essa espécie. estipuladas. de Sacaquinha. sementes ricas em endosperma. Pinhão Pinhão-branco. amarelo-esverdeadas. Dados botânicos Arvore de até 4 m de altura. folhas simples.são das folhas. Nomes populares A espécie é chamada. longo-pecioladas. Jairopha curcas L Nomes populares A espécie é chamada de Peão-branco. e Mandobiguaçu. pequenas. flores de sexo separado. Pinhão-do-paraguai. reunidas em inflorescências paucifloras. curto-pecioladas. mas também de Peão. Maduri-graça. membranosas. palminérvias. esquizocárpico. Pinhão-de-purga. fruto seco. a Sacaca. grandes. glabras. Croton sacaquinha Croizat. lanceoladas. no Ceará. nodoso. com brácteas . Pinhão-manso. Dados botânicos A planta é um arbusto de porte médio. na região amazônica. folhas alternas. é útil contra hepatite. com ápice curtamente acuminado e base cordada. atingindo até 4 m de altura.

deriva do grego iatros = "remédio". resina de copaíba e folhas de arruda é considerado útil contra derrame cerebral. gengibre amassado. 1988). descrito originalmente por Carl Linnaeus e revista por Muell. assar a polpa na cinza. enquanto as sementes. assim como para constipação nasal. o látex é aplicado externamente. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . sementes escuras. e por isso deve ser sempre retirado antes do preparo do medicamento. contra feridas (Amorozo & Gély. gineceu com ovário glabro e estigma bífido. fruto do tipo capsular. o chá das folhas é usado contra febre e fraqueza. após a retirada do embrião. coriáceo. 1984). As sementes são eméticas (Corrêa. flores masculinas com cinco sépalas ovadas e cinco pétalas. Pião caboclo. Nomes populares A espécie é conhecida como Peão-roxo ou como Jalopão. tosse e catarro no peito (torrar com sebo da Holanda). Arg. raladas e utilizadas no preparo de infusão ou adicionadas ao leite para tratar sinusite. esta passa a ser comestível e saudável).2).lanceoladas. secar até ficar fria. a infusão das folhas é usada para lavar a cabeça e curar dores. lisas. Batata-detéu. dez estames. partir e tirar a "folhinha". 1982). elipsóides e oblongas (Figura 13. constipação nasal e como purgativo. Peão-pajé. Mamoninha. são torradas. colocar no café e banhar a cabeça). Outras indicações do uso local dessa espécie podem ser encontradas nas plantas Mocura-caá e Peão-roxo. Erva-purgante. gripe (descascar a semente. Pinhão-roxo. Jatropha gossypifolia L. O preparado das sementes de Peãobranco com sumo de folhas de cravo. as sementes são usadas contra dor de cabeça (tomar com cachaça ou torrar e fazer pílulas). e phagein = "comer" (depois que extraído o composto tóxico da raiz. Peão-curador. O nome do gênero Jatropha.. no Pará. o óleo das sementes é utilizado no Piauí como purgativo (Emperaire. Raizde-téu. A população ribeirinha da região amazônica refere que o embrião da semente pode levar à cegueira pela alucinação que produz.

o banho. palmadas e limbo dividido em lobos. O nome do gênero Mabea. grandes. A planta é purgativa. Outras indicações podem ser observadas em Mocura-caá. descrito por Jean Baptiste Christophore Fuseé . Nomes populares A espécie é conhecida popularmente como Canudo-de-pito. com folhas alternas. Dados da medicina tradicional O banho preparado com as folhas é utilizado como anti-séptico. as folhas untadas com sebo da Holanda e aquecidas no fogo são utilizadas na forma de compressa para dores de cabeça. glabras e estipuladas. ramosa. No Pará. fruto capsular. escuras e com pecíolos pubescentes. 1988). que nas flores masculinas podem formar um tubo petalóide. 1982). com ramos pubescentes e estipulas compridas e lineares. contra "mau olhado". Em Brasília. contra feridas. folhas pecioladas. A aplicação do látex no local é tida como útil contra feridas e mordidas de animais peçonhentos. dispostas em cimeiras paniculadas. as sementes são usadas contra gripes fortes (Barros. cálice com cinco pétalas. Mabea angustifolia Spruce ex Bth. trissulcado. e as folhas na cabeça. útil nas obstruções das vias abdominais. lineares. no Piauí (Emperaire. o chá das folhas é usado como antitérmico. 1982). na hidrópisia e no tratamento do reumatismo (Corrêa. contra "mau olhado" (Amorozo & Gély. Em outras regiões é chamada de Tacoari e Taquari. flores em grande quantidade agrupadas em rácimos. contendo uma semente escura com pintas negras (Figura 13. roxas. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 5 m de altura. flores unissexuadas. 1984). as folhas novas têm uso mágico pelas benzedeiras da região.Dados botânicos Árvore de pequeno porte.3).

Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil como o nome de Quebra-pedra. reunidas em inflorescências do tipo glomérulo. a decocção da raiz ou o preparado de raiz com folha de abacate. sendo um gênero que inclui cinqüenta espécies. flor feminina fasciculada com ovário 5-7 locular. Dados da medicina tradicional A planta é usada como diurético e dissolvente dos cálculos renais (Corrêa. Phyllanthus corcovadensis Muell. significa "flor na folha". trissulcadas. é usada como diurético e contra . Arg. Dados da medicina tradicional Na região amazônica a infusão das cascas é utilizada como antitérmico. distribuídas na América tropical. sementes minúsculas (Figura 13. cápsulas pequenas. dividida na base em ramos cauliformes e em toda a extensão em ramos menores.5 m de altura. que atinge até 0. Não foram encontradas outras citações de uso medicinal dessa espécie. flor masculina fasciculada com três estames. Na região do Vale do Ribeira. O nome do gênero Phyllanthus. é tido como útil na expulsão de pedras dos rins.Aublet. Arrebenta-pedra ou Erva-pombinha. a infusão das partes aéreas da planta é usada para expulsão de pedras dos rins e contra diarréia.4). com ramos glabros. flores de sexo separado. ramificada. incluindo as raízes. estipuladas. 1984). Dados botânicos Planta de pequeno porte. enquanto a infusão de toda a planta. refere-se a um nome comum e popular das Guianas. descrito por Carl Linnaeus. alternas. folhas com limbo. Na região amazônica.

de ácido aleuritólico (Muller et al. . 1991). é útil contra problemas do fígado. 1990. é tida também como útil como desobstruente e contra problemas hepáticos e icterícia (Grandi & Siqueira. além de ser usada contra pedras nos rins. Posteriormente.dores de barriga. beta-cariofileno. foi descrita a presença da trans-desidrocrotonina (Itokawa et al. cajucara também foi isolada a sesquiterpenolactona desidrocrotonina (Simões et al. O óleo essencial das cascas de C.. 1986).. dois clerodane diterpenos que apresentaram atividade antiinflamatória na inibição da fosfolipase A2 de veneno de abelha (Ichihara et al. 1979. 1982).. 1989. Em Minas Gerais..8-cineol. 1992).. cajucara foram isolados cajucarinolídeo e isocajucarinolídeo. principalmente por copaeno e cipereno (Nunes et al. desidrocrotonina copaeno Craveiro et al. (1981) realizaram um grande estudo sobre a composição do óleo essencial de inúmeras espécies do gênero Croton. transcrotonina. Dados químicos dos gêneros Crofon Da espécie C. 2000).. Maciel et al. 1998). alfa-humuleno.. cajucara também foi caracterizado pela presença de sesquiterpenos. 1. cajucarina A e cajucarina B (Itokawa et al. Das cascas de C. 1989). Kubo et al. A infusão das folhas. e os principais constituintes são alfa-pineno.

1995). 3.. 1994). Das folhas de C. p-cimeno. a levatina (Moulis et al.6-trimetoxifenol. levatii foi isolado um diterpenóide neoclerodane. a printziano e um norclerodano (Siems et al.3. glandulosus (Neto et al. Porém. Foram também isolados triterpenos e o ácido 4-hidroxihigrínico (Krebs & Ramiarantsoa. eucaliptol.. Das cascas de Croton lechleri foram isolados também os diterpenos korberina A (I) e korberina B. metil isoeugenol. aubrevillei J. cânfora. zambesicus apresenta também grande quantidade de limoneno (Menut et al.14dien-9-al e 3a.5-trimetoxibenzeno. 1996).. 3. cadineno. 1996). crolechinol e ácido crolechínico (Cai et al. Ambas possuem em comum a presença de beta-cariofileno. sitosterol-b-D-glucopiranosídeo e b-sitostenona.16-epoxi-12-oxo-cleroda-13(16). 4b-dihidroxi-15. acetato de propila.4. 1992). que apresentaram atividade antimicrobiana (Cai et al. e de C.. Além disso. 1993b). lundianus e a C. 1992). sitosterol. lechleri foi isolada a sinoacutina.. ludianus possui 1.. 2-metil-butanol. foi determinada. mirceno. Os constituintes voláteis isolados de C. Das cascas de Croton lechleri foram isolados 1. 1992b). 2. que não apresentou atividade cicatrizante (Carlin et al. Dois clerodane-diterpenos foram obtidos do extrato metanólico das cascas de C. 1996). C. metileugenol. alfa-cubebeno. estragol. gama-elemeno. . o epoxichiromodine e 3-O-acetoacetil lupeol (Addae-Mensah et al. megalocarpus foram isolados o diterpeno clerodane. linalol. acetato de 1-butanol e 3-metil-2-pentanol (Bellesia et al. betabourboneno e gama-cadineno. o óleo de C. e chiromodine (Weckert et al. 1993a). gama-elemeno.cadideno. acetato de 2-metil-butanol. Das partes aéreas de C. alfa-humuleno. alfa-guaieno.16-epoxi-12-oxocleroda-13(16).4-dimetoxibenzil. 1995)... glandulosus. acetato de 3-metil-butanol. cortesianus foram isolados o clerodano. alfa-ilangeno. 4-hidroxifeenetil. A composição do óleo essencial das cascas de C.. e das folhas de C. enquanto germacreno B. chilensis foi isolada a clerodane e ácido crotônico (Borquez et al. lechleri foram: acetato de etila.8-cineol. propionato de etila.. (E)-nerolidol e alfacadinol foram encontrados apenas em C. limoneno e outros. Foi analisada a composição do óleo essencial de duas espécies de Croton. hovarum: a 3a. a C.4b-dihidroxi-15.. zambesicums Muell. e das cascas do caule de C.4-dimetoxifenol. As duas amostras possuem linalol e b-cariofileno como constituintes majoritários.14-dieno. De C. 1992). allo-aromadendreno e torreyol.

6a. gossypifolios (Cespedes et al. 1996).. matourensis foi isolado o ácido maravuico um diterpeno. (-)epigallocatequinae (-)-epi-3. eudesmanos.7b-diacetoxiannoneno (Silveira & McChesney. eluteria foram isolados sesquiterpenos. beta-D-glucosídeo e beta-sitosterol. ésteres e cetonas não-terpenóides. salutaris foram isolados sonderianol e diterpenos acíclicos e diterpenos tricíclicos (Itokawa et al. 1992). Do óleo de C. 5hidroxi-6.5'-pentahidroxirlavina (Aquino et al. sublyratus foi isolado o plaunotol (Nilubol. 1988). draconoides foram isoladas as catequinas: (+)-ballocatequina.5. taraxerol.3'. 1991). ruizianus foram isolados vários alcalóides (Del Castillo Cotillo et al.. 1995)..7-dimetoxicoumarina.. jatrofolona B. castaprenol-11. e das cascas de C. beta-sitosterol (Chen et al. jatrofolona B. . jatrofina. diasii (Alvarenga et al. Compostos terpenóides foram isolados de C. 1986) e C. Altas concentrações de taninos foram encontradas em C.. macwstachys (Herlem et al. 1993). hemiargyreus (Barnes & Borges.. 1986). C. 1992).. enquanto alcalóides foram encontrados em C. 1991a). Das partes aéreas de C. e de C. jatroolona A. 1991). 1981).. nobiletina. 6-metoxi-7hidroxicoumarina.. De J. curculatiranas A e B (Naengchomnong et al. vomifoliol e ergasterol-5a-8a-endoperóxido (Hernandez & Delgado. 1996). De C. 1976).. e das folhas de C. riangularis (Moura et al. draco foram isolados os terpenóides b-sitosterol. 3-hidroxi-4-metoxibenzaldeído é ácido 3metoxi-4-hidroxibenzóico e daucosterol (Kong et al. argyrophylloides (Monte et al. a seco-labdane (Schneider et al... 1988) e curcaciclina B (Auvin et al. tomentina. 1992).7b-dihidroxiannoneno e 6a. e o diterpeno crotamaclina foi isolado de C. curcas foram isolados 5a-stigmastane-3.De C.. Das raízes de C. sonderianus foram isolados os diterpenos neo-clerodanos 6a-hidroxiannoneno. ácido 2S-tetracosanóico glicéride-1. os triterpenóides jatrofolona A. 16hidroxijatrofolona.7. stigmasterol. caniojana. 1994). b-sitosterol. Jatropha Das raízes de J. curcas foram isolados ainda as latiranas. sesquiterpeno fenol e diterpenos clerodânicos (Hagedorn & Brown.6-diona. taraxerol. jatrofol.

1989a e 1989c). 1995). De J.6% de ácido oléico.30%) (Jain & Garg. alanina (28.11-bisepicaniojana (Jakupovic et al. gossypifolia foram isolados a lignana prasantalina (Chatterjee et al. ácido oléico. divica foram isolados beta-sitosterol. 0. flavonóides. todos utilizados no tratamento de tumores (Taylor et al. gossypifolia foram isolados os heptapeptídio cíclico. arginina (0. denominada curcina (Costa. elliptica foi isolado como constituinte majoritária do óleo a d-selinina (Brum et al. J. saponinas. um decapeptídeo cíclico a multifidol e o glucosídeo multifidol (Kosasi et al. pohliana var. vitexina e isovitexina (Xavier & D'Angelo. caniojanae 1. 1983). valina (18. multifida L. 1990). mollissima foram isoladas orientina.94%). curcas foram isoladas também várias lectinas. galvani (Guevara et al. J. Das raízes de J. 0. Auvin-Guette et al. 1997). 1997).. a lignana arilnaftaleno (Das & Banerji. esteróides e glicosídeos. ácido esteárico. 2epijatrogrossidiona.9%). podagrida apresentaram 24%... respectivamente (Raina & Gaikwad. grossidentata foram isolados jatrogrossidiona. Das raízes secas de J.. glicina (19. galvani foram caracterizadas as presenças de alcalóides. compostos fenólicos.. Saponinas foram detectadas apenas em J. ciclogossina A e ciclogossina B (Horsten et al. Makkar et al. 1988. tlalcozotitlanensis e J. Das folhas de J. 1989). 1988)...71%). ácido araquídico e toxalbumina. Dos rizomas de J. e delas foram isolados os óleos fixos: ácido palmítico. gossypifolia e J.15% e 15% de ácidos graxos saturados.. 1987.. 1986). Das cascas da raiz de J. 1987).60%. metionina (13. isoorientina.9%. 1988).98%).1997).26% de ácido aracdônico.. 1988). citlalitriona e riolozatriona (Villarreal et al. 1997.92%) e leucina (12. . elbae.. mas não foi detectada a presença de taninos (Aderibigbe et al. sendo 0. 1996a) e jatrodiena (Das et al. terpenos.. Banerji et al. os aminoácidos cistina (2.07%). As espécies. malacophylla. 1990).26%. gadaína (Das et al. 1988).9%. bem como o ácido nurístico. Suas sementes possuem 50% a 60% de óleo. e 43./. Do látex de /. De J. isoleucina (3. Teixeira. jatrofolona B. J. curcas. De J. gossypifolia foram isolados os diterpenos jatrofolona A e jatrofatriona (Rahman et al. 14. 1996. ácido linoléico (Nasir et al. foi isolado de seu látex a albaditina. 15. gossypifolia foram isoladas as lignanas isogadaína. 1989).. Das folhas deJ.1%). além de outros três derivados diterpenóides. Do caule de J.. 1997).. 1996b).

. 1991). P. timol e carvacrol (Odebiyi. a mais estudada é a P. que apresentou atividade bloqueadora da junção neuromuscular e hipotensora (Ojewole & Odebiyi. Houghton et al.. Anjaneyulu et al. neolignanas (Satyanarayana et al. da qual foram isolados alcalóides. Huang et al. 1986).. enquanto em P...Da espécie J. amarus e P.. 1988. niruri.. 1984) e antibacteriana (Odebiyi. 1996. Yunes et al. De J. simplex. 1980). discoideus. 1980 e 1981). terpenos. assim como os diterpenóides de J. 1986... sellowianus foram detectadas as presenças de 7-hidroxiflavanona. Singh et al.. gossypifolia. 1986. excelsa foi isolado um diterpeno ingenana (Brooks et al. Anjaneyuly et al. cumarinas. Petchnaree et al. levulose. 1985). 1996). lignanas (Satyanarayana et al. 1996. macrorhiza isolaram-se compostos triterpenóides com atividade antitumoral (Torrance et al. 1988). Mensah et al. Ojewole & Odebiyi. Ahmad et al. 1986) e vários outros compostos (Singh et al.. e um alcalóide denominado tetrametilpirazina (TMPZ).. Negietal. Singh et al.. glucose e galactose (Hnatzyszyn et al. podagrica foram isolados vários esteróides e flavonóides. Singh et al. diterpenos. ácido caféico. triterpenóides (Joshi et al. fistulifera foi detectado um naringenina coumaroil glucosídeo (Garcez et al. 1986. 1990)... 1981). 1989.. . 1996) e do alcalóide filantimida (Tempesta et al. 1995).. 1990. antibroncoconstritora e antiarrítmica (Ojewole. e dos frutos de M. virgatus (Babady-Bila et al. 1988). flavonóides. 1983. 1991). P. E do seu látex foram isolados peptídeos cíclicos podaciclina A e B (Van den Berg et al. 1996.. 1988. Mabea Do látex do caule de M. como sofraxidina e escopoletina (Hnatyszyn et al. Phyllanthus Das várias espécies do gênero Phyllanthus... Alcalóides foram isolados das folhas da P niruroides. 1977).. Hassarajani & Mulchandani.. 1996). sacarose. 1988. 1988. hidroxiflavanona.. 1989a e 1989b. citral. klotzchianus foi isolado o orcinol (Kuster et al. De P. 1997). Há revisões acerca desse gênero devido à diversidade de espécies existentes (Unander et al. ácido clorogênico. P.

Tanaka et al. 1996). 1998) e teratogênica (Crisostomo et al. antiedermatogênica (Campos et al. myrtifolius. fitosteróis e ácido tricadênico (Tanaka & Mastunaga. De P flexuosus foram isolados triterpenos.. 1998). 1999) e antiulcerogênica (Souza Brito et al. Em P acuminatus foi descrita uma lignana com atividade citostática denominada filantostatina A. 1987. antinociceptiva (Carvalho et al. Z. Das cascas dessa espécie já foram comprovadas as atividades hipoglicemiante (Cavalcante. Dados farmacológicos dos gêneros Croton A desidrocrotonina isolada das cascas de C. 1996). et al. HirumaLima et al.. 1996). 1995b). 1996) antitumoral (Grynberg et al. 1999a). 1998... antidiabética (Silva et al. Em P. De P. et al... n-alcanos. 2001). 2002.. olenadienóis... 1995a). calisteginas (Asano et al..De P. Tanaka & Matsunaga. além de taninos (Zang. antiestrogênica (Luma Costa et al. 1996) e fisalinas (Makino et al.. inúmeras lignanas filamirícinas e os filamiricosídeos que aumentam a atividade da transcriptase reversa HIV-1 foram descritos (Lee. emblica L. Tanaka et al. hipocolesterolêmica (Martins et al. 1995). Bighetti et al. além do alcalóide fisoperuvina (Hiroya et al.. 1988. Farias et al.. Li et al. 1988b). alkekengi var. estas últimas também presentes em P angulata (Makino et al. 1995) e de carboidratos ésteres do ácido cinâmico (Latza et al. . C.. 1997 e 1996a).. 1996). depressora do SNC (Hiruma-Lima. 1988a. Lu et al. De P. 1988. antiinflamatória. 1996b).. cajucara apresentou atividade antiinflamatória. 1989.. 1997). peviana foi descrita a presença de ácidos graxos no fruto e sementes (Aslanov et al. foi determinado o conteúdo de ácido ascórbico. ácido múcico e ácido gálico (Basa & Srinivasulu.. 1993.. mínima foi isolada a fisalina L (Kawai et al.. 1999).. D.. e o extrato hidroalcoólico das folhas apresentou atividade hipolipidêmica em ratos (Farias et al.. 1996). francheti foram obtidos cicloheptano. 1988. Farias et al. analgésica... nalcanóis. 1996c).. Das raízes de P.

mais comumente de C. Ensaios in vitro indicaram que o látex não estimula a proliferação celular (Pieters et al. 1988b) e substâncias isoladas de C. 1987). antiulcerôgenica de C. Ao final. para crotina I foi de 0. Em outras espécies desse gênero foram verificadas inúmeras atividades farmacológicas.. glabelus (Novoa et al. entre outras. A propriedade cicatrizante de Croton sp (sangue-de-dragão) foi testada com seus constituintes isolados: o alcalóide taspina. 1993). rangelianus (Lima et al. penduliflorus (Anika & Shetty. tiglium foram isoladas duas toxinas crotina I e II. 1980). Sangue-de-dragão é um látex viscoso de coloração vermelha obtido de espécies de Croton. draconoides e C. Das sementes de C. penduliflorus (Asuku. 1999b. 1988. 1975).. A crotina II também apresentou forte atividade inibitória sobre a síntese protéica em ribossomo (Chen et al... 1984).. anticonvulsivante e analgésica de C. tiglium (Deshmukh & Borle. C. a ligana 3'. cajucara (Hiruma-Lima et al. Foram verificadas ainda atividades laxativas com C. 1980. Além da desidrocrotonina a atividade antiulcerôgenica foi atribuída também a crotonina. 1993. 1999) atóxica e excelente efeito cicatrizante e antiulcerôgenica (HirumaLima et al.. Luz Paredes et al. 2002a). Tang et al. macrostachys (Mazzant et al. et al..45 mg/kg e 2. 1988) e C.23 mg/kg para crotina II. C. subtyratus (Kitazawa et al. C. pôde-se concluir que o poder cicatrizante da planta se dá pelas proan- . 1994). Atividade antibiótica contra inúmeras bactérias e fungos foi determinada com extratos de C..Apesar de a desidrocrotonina não ter apresentado efeito citotóxico (Agner et al. rhamnifolius (Silveira et al. anestésica local... 1986). lacciferus (Ratnayake et al. 1985) e C. Propriedade antineoplásica potente foi determinada utilizando-se extratos de C. sonderianus (Craveiro & Silveira. 1983). Costa. 1982). zehnteri (Albuquerque et al. 1993. O óleo essencial obtido de suas cascas apresentou atividade antiinflamatória. estudos de toxicidade subcrônica com a desidrocrotonina alertam para o desenvolvimento de distúrbios hepáticos em ratos.. 1985.4-O-dimetilcedrusina e uma proantocianidina. A DL50. lacciferus (Bandara & Wimalasiri. 2001). C. hipotensora de C. campestris (Lima et al. erythrochilus. C. 1982). Batatinha et al. 1988).. lechleri. mucronofolius (Moraes Filho & Fonteles. antinociceptiva (Bighetti et al. C. com o uso prolongado (Rodriguez et al.. 1988a).. inseticida de C. M. Chen & Pan. tranqüilizante.... 1987) e C. 2000a e 2002b). 1999). presente nos casos de C.

zehntneri foram extraídos os constituintes majoritários anetol e estragol. A mistura foi citotóxica em todas as linhagens de células tumorais testadas (Kim et al. macrostachys foram isolados crotepóxido. Ao final dos experimentos. os alcalóides de C. campestris também apresentou atividade relaxante da musculatura lisa em diversas preparações farmacológicas. nardus (Lemos et al. Pieters et al. betulina e ácidos graxos. Das raízes de C. pôde-se constatar que a planta não apresentou atividade citotóxica e a atividade antibacteriana constatada foi atribuída aos compostos fenólicos e diterpenos existentes na planta. A fração anticâncer ativa foi isolada da mistura aquosa de Croton tiglium e Coptis japonica. Os resultados sugerem que tanto o óleo essencial como o anetol e o estragol . As folhas secas de C. De C. antibacteriana e cicatrizante. tonkinensis contêm 0.. lupeol.tocianidinas que estimularam a contração do ferimento e formação de proteínas cicatrizantes (Pieters. berghei (Be &Truong.. 1991a e 1991b).. A crotepóxido possui atividade antitumoral contra carcinoma de pulmão de Lewis e carcinossarcoma de Walker (Addae-Mensah et al. 1992. Os alcalóides das folhas foram estudados quanto à sua atividade antimalárica. Atividade antimicrobiana também foi encontrada no óleo essencial de C. Todos os três compostos bloquearam a contração induzida por estimulação nervosa. lechleri sobre a proliferação das células endoteliais foi pouco significativo (Chen et al. O efeito de C. Do óleo essencial de C. berberina e outros alcalóides desse grupo. 1994).. e a fração responsável pela atividade relaxante é a fração de alcalóides totais (Ribeiro Prata et al. 1993). sonderianus foram isolados vários diterpenos acídicos.32% de alcalóides e 2. tonkinensis reduziram significativamente a infecção de camundongos com P. 1992a).. Essa possui isoguanosina. C..78% de flavonóides. 1992). O extrato etanólico bruto das folhas de C. que apresentaram atividade antimicrobiana (McChesney et al. lechleri foi testado em ensaios in vitro para avaliar sua propriedade citotóxica. Tanto o óleo essencial quanto o anetol e o estragol foram estudados em preparação de músculo isolado de rato. 1995). Ao final.. Foi avaliado também o efeito antitumoral de alcalóide de Croton e da cisplatina sobre a membrana celular de eritrócitos humanos (Xy et al.. 1991). 1995). 1994a e 1994b).

1997) e Schistosoma mansoni e S. curcas. 1991a). que apresentaram atividade inseticida (Bandara et al. haematobium (Rug & Ruppel. aromaticum foram isolados ácidos ciperenóico e (-)-hardwíquico. (Huang et al.p. Do látex de C.. e no retículo sarcoplasmático. Os extratos da sementes de C. 1989 e 1991)..possam ter dois sítios de ação na fibra muscular: na membrana pós-juncional. 1995).. 1987. 2000). eluteria é usado como atrativo de insetos (Tokumoto et al. 1992. o alcalóide taspina (Itokawa et al. 2000). curcas foram isoladas três proteínas que apresentaram efeito tóxico potente em camundongos com DL50 de 6. Do extrato clorofórmico das raízes de C. O óleo de C. lechleri foi isolada grande quantidade de proantocianidinas. Um alto grau de toxicidade em ratos foi encontrado nas sementes de J... 1988.. 1988). Hirota et al. 1994). curcas também foi purificada e caracterizada uma hemaglutinina (Asseleih et al. 1988). que apresentaram atividade antiviral (Tempesta.. pelo bloqueio da transmissão neuromuscular.39 mg pela via i. como também diminuindo os episódios de convulsões induzidas por pentilenotetrazol (Batatinha et al. Ubillas et al. De Croton palanostigma foi isolada uma substância citotóxica. curcas foram isolados ésteres forbálicos promotores de tumores (Horiuchi et al. curcas foi isolada uma enzima proteolítica. tiglium foram testadas in vitro e apresentaram efeito inibitório contra protease HIV (Ma et al. zehntneri também foi capaz de alterar parâmetros comportamentais. 1992). tanto na prova do campo aberto. Das sementes de J. 1990) o óleo de C. 1991). a curcaína (Nath & Dutta. e um inseticida de plantas foi preparado a partir de C. 1989). Jatropha Das sementes de J. 1995). 1994). antiplasmodial (Kohler . tiglium (Fanetal.7%) além de aminoácidos essenciais e lipídios (57.. Das sementes de /. 1993). Atividades larvicida (Karmegam et al.. e detentores de atividade moluscicida contra Biomphalaria glabrata (Liu et al..... 1997) antidiarrêica (Mujumdar et al. pelo aumento da concentração de cálcio (Albuquerque et al. diminuindo o comportamento exploratório e a locomoção. Do látex de J. Uma análise química das sementes revela a existência de um alto grau de conteúdo protéico (26..9%) (Liberalino et al...

.. inibidora da agregação plaquetária (Dutra et al. que apresentaram efeito citotóxico e promoveram hipertermia (Picha et al. A atividade moluscicida foi também derivada na espécie /.. um diterpeno que possui atividade antimicrobiana (Dekker et al.... atóxica e anti-hipotensora (Paes et al. 1990. 1992). 1993). 2001). 1996). curcas foram isoladas curcusonas A e C... curcas. A J.. 1996). 1987) e tóxica (Brum et al. cilliata foram isolados isoorientina e orientina. das contrações de preparações de músculo liso e cardíaco de maneira concentração dependente (Calixto & Santana.. De J.. Mas o extrato metanólico dos seus frutos não foi capaz de apresentar atividade moluscicida. 2001). J. 1994). 2000) responsável pela atividade antitumoral (Pessoa et al. P. Santos et al. 1992b e 1996). glauca (AlZanbagi et al.. 1996). 1996. Das raízes de J...et al. antiespasmódica (Silva et al. Esta mesma atividade foi observada em J. e de J. que é moluscicida (Santos & Sant'Ana. curcas foram ativas na intercalação de DNA (Gupta. Dutra et al].. et al. O látex de /. 1989c) e atividade antibacteriana (Aiyelaagbe. 1996).. 2002) e hemostática (Kone-Bamba et al. 1987b). De J. apesar de sua utilização tradicional (Adewunmi & Marquis. De J. Esse efeito da jatrofona pode ser decorrente tanto da etapa intracelular de transdução dos sinais como da mobilização dos níveis de cálcio intra e/ou extracelular (Dutra.. espasmolítica (Trebien et al. elliptica foram caracterizadas as atividades antiinflamatória. apresenta constituintes anticomplementos do soro humano (Kosasi et al. As folhas de J. 1996). F... que apresentaram componentes ansiolíticos e fraxetina com efeito analgésico (Okuyama et al. isabellii foi isolada a jatrofona. 1996). O óleo das sementes de /. 1996). De /. grossidentata foi isolada a jatrogrossidiona. zeyheri foi isolada a jaherina. gaumeri (Sanchez-Medino et al. as quais apresentaram atividade leishmanicida e tripanossomicida (Schmeda-Hirschmann et al. 1987). Dessa espécie foi isolada a jatrofona. multifida. 1987) também foram caracterizadas em J.. multifida é utilizado como cosmético de pele e cabelos (Furuse et al. 1998). 1992a. gossypifolia apresentou atividades espasmolítica (Fontenele et al. usado tradicionalmente para o tratamento de feridas infecciosas. et al. M.. 1997). . 2000).

Gorski et al. 1995). 1995). O extrato hidroalcoólico de P. A atividade antihepatotóxica dessa espécie foi atribuída a dois compostos chamados de filantina e fipofilantina (Syamasundar. 1988). Ribeiro et al. 2000). hipotensiva e hipoglicemiante (Srividya. obtidos da fração hexânica das partes aéreas do Quebra-pedra (Phyllanthus corcovadensis)..Phyllanfhus Diversas espécies do gênero Phyllanthus apresentaram efeito analgésico (Santos et al. 1996). 1984) do extrato hidroalcoólico das folhas de P corcovadensis. Existem relatos da atividade diurética (Ribeiro et al. a geranina foi ativa em inibir a atividade diante da enzima conversora de angiotensina (Ueno et al... O extrato alcalóide de P niruri demonstrou atividade relaxante do músculo liso do trato urinário e biliar. Di Stasi. 1989).. denominados filantina e fipofilantina e nirtetralina (Hussain et al... diurética.. 1985 e 1986b. 1993. De P. 1995).. 1994).. mas promoveu efeito relaxante em traquéia isolada de cobaia contraída por carbacol (Paulino et al. essa planta demonstrou atividades analgésica (Santos et al.. Além disso. O extrato etanólico dessa espécie apresentou atividade inibitória sobre a aldose reductase. urinaria promoveu resposta contrátil em traquéia isolada de cobaia (Paulino et al. 1988. 1987). o que leva pesquisadores a supor uma maior facilidade de expulsão de cálculos renais e vesiculares.. campesterol e fitosterol (Santos et al.. que foi atribuída aos compostos estigmasterol. 1996a)... 1988). 1985) e contra hepatite do tipo B (Venkateswaran et al. .. anti-hepatotóxicas (Syamasundar et al. Foram também isolados dessa espécie antagonistas não-peptídicos da endotelina. 1985). Shimizu et al. 1996b) e resposta contrátil na bexiga urinária de cobaia in vitro (Dias et al. 1992. Santos et al. 1987). corcovadensis existem diversos relatos de sua atividade analgésica (Di Stasi et al. 1992). e o ácido elágico mostrou-se seis vezes mais potente que a quercitrina (Ueno. porém o mesmo tipo de extrato não foi capaz de promover a diurese em outro artigo (Gorski et al... Além disso. Na espécie P niruri foram determinadas atividades de redução no crescimento de cálculos renais (Melo et al. Do extrato metanólico das folhas dessa planta foi isolado o nirurisídeo. que não foi capaz de proteger as células contra uma infecção aguda de HIV (Qian-Cutrone et al. 1984. 1995).

De P emblica foi detectada a atividade antioxidante (Zhang et al. Foi caracterizada a presença das lignanas filantina e hipofilantina. e o extrato diclorometano inibiu a função de neutrófilos (Paya et al.. De P caroliniensis foram isolados fitosteróis. Foi isolado de P sellowianus um alcalóide com atividade antibacteriana (Cechinel-Filho et al.. 1996). ácido elágico. Em ensaios in vivo foram observados mecanismos envolvidos com a atividade antinociceptiva (Miguel et al. ácido gálico e geraniina e flavonóides responsáveis pela atividade antinociceptiva (Filho et al. De P matsumurae foram isolados compostos polifenólicos como geranina. 1991). ácido brevifolincarboxílico... caracterizadas como responsáveis pela atividade hepatoprotetora (Deb & Mandai. de P urinaria. niruri e P urinaria (Santos et al. 1996... 1997a e 1997b). Foram caracterizadas.. 1995).Do extrato etanólico dos caules e folhas de P sellowianus foram isolados elagitaninos identificados como furosina e geranina.. 1996). A corilagina e outros flavonóides apresentaram atividade anticarcer in vivo e in vitro (Chen & Ren. 1988). O extrato dos seus frutos possui antagonistas de estrogênio (Vessal & Yazdanian. . Por meio de modelos in vivo foram caracterizadas as atividades antinociceptivas dos extratos de P.. 1995). e o extrato dos frutos foi avaliado quanto ao efeito protetor contra clastogenicidade induzida por sais de chumbo e alumínio (Dhir et al.. quercetina. Roy et al. De P fraternus foram isolados flavonóides que apresentam atividade hipoglicemiante oral em ratos tratados com aloxana (Hukeri et al... O extrato aquoso dos frutos de P alkekengi foi capaz de modular a atividade aminopeptidase da pituitária e do hipotálamo basomedial (Vessal et al. 1996)... 1995). 1994). 1996). 1995). 1996). que apresentaram atividade inibitória sobre o crescimento do vírus HSV-1 (Zuo et al. ácido gálico e ácido protocatecoico. O extrato de P amarus apresentou atividade potente no tratamento do vírus da hepatite B (Lee et al. propriedades antivirais do éster metílico do ácido dehidroquebúlico e ácido metil brevifolincarboxílico. Seu extrato aquoso administrado oralmente durante três semanas provocou a diminuição dos níveis de glicose em ratos diabéticos (Hnatyszyn et al. 1996). Sane et al. corilagina. das folhas e caules foram isoladas xantoxilinas que apresentaram atividade antifúngica (Lima et al.. 1997). 1990. 1997).

Um caso típico foi relatado para a espécie Croton cajucara.. O óleo de suas sementes induz ao aparecimento de tumores de pele (Horiuchi et al. Quadros de hemorragia anal. redução no consumo de água. Hemorragias internas em diversos órgãos. 1991c). mutifida (Levin et al. amplamente utilizada sob a forma de chá no combate ao colesterol e em regimes de emagrecimento. Croton As espécies do gênero Croton também merecem cuidados quanto à sua utilização.. Rodrigues (1999) e Rodrigues & Haum . Existem registros de intoxição em crianças de J. Como conseqüência de seu uso crônico. 1993. uma vez que existem diversos relatos de citotoxicidade para diferentes espécies do gênero (Mongelli et al. Ações simpatomimética e hipotensora foram determinadas com administração de jatrofona (Schvartsman. desidratação e morte são sinais de envenenamento por J. Porros et al. 1979). Efeitos como redução no tempo de protrombina. Itokawa et al. hiporreflexia e coma podem ser conseqüência dos distúrbios hidroeletrolíticos (Schvartsman. foram verificadas por Ahmed & Adam (1979). 1984). cabras e carneiros (Abdu-Aguye et al.Dados toxicológicos dos gêneros Jatropha Essa espécie é muito importante pelos efeitos tóxicos que produz. 1987) e provoca náuseas. e ação estimulante da musculatura lisa. A sintomatologia após o consumo é caracterizada por dor abdominal.... diversos casos de hepatite foram registrados confirmando portanto os resultados de Bighetti (1999b). vômitos e diarréia. 1986.. curcas em ratos. 1995. Torpor. Ahmed & Adam. Pieters et al. 1993.. náuseas. Os glicosídeos da casca dessa semente possuem ação depressora sobre os sistemas respiratório e cardiovascular. distúrbios respiratórios e eletrocardiográficos. Em casos graves ocorrem espasmos musculares. 2000).. diarréia. podendo causar a morte em humanos. vômitos e diarréias em crianças Joubert et al. coagulação e aumento no tempo de sangria foram verificados com o uso da polpa da semente. A presença de um complexo-lipóide nas sementes é considerada responsável pela dermatite causada. hipotensão e desidratação. 1979). 1979).

1 . Já foram isoladas também substâncias carcinogênicas de C. 1983.. Pieters & Vlietinck. 1986). tiglium (Bauer et al. 1998) (Banco de imagens .Croton cajucara: a) detalhe do ramo com flores e b) flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. FIGURA 13.(1999). nos quais são descritas as atividades citotóxicas e hepatotóxicas desta planta.

Detalhe do ramo com flores e das flores (fotos originais por Hiruma-Lima).FIGURA 13. .2 -Jatropha curcas.

.3 . Detalhe do ramo com flores e frutos e detalhe das flores e frutos (fotos originais. Hiruma-Lima).FIGURA 13.Jatropha gossypifolia.

FIGURA 13.Phyllanthus corcovadensis: a) aspecto geral do ramo. b) flor feminina. c) flor masculina (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. 1998).4 . d) escanerata do ramo com folhas e flores (Banco de imagens .

sendo raramente descritas epífitas. como Hypericum e Vismia (Hypericoideae). pigmentos. Clusia. algumas delas de valor medicinal. É composta por árvores. A família Clusiaceae foi descrita por Antonie Laurent de Jussieu e compreende aproximadamente 1. destacando-se inúmeros com importância medicinal no Brasil. dentro de 45 gêneros de ocorrência em regiões tropicais (Mabberley. Calophyllum e Garcinia (Calophylloideae) e Kielmeyera (Bonnetioideae). com aproximadamente 131 espécies de ampla distribuição por todo o território (Barrozo. arbustos ou ervas.14 Guttiferales medicinais C. Destacam-se nesses gêneros importantes espécies econômicas para a produção de madeiras. . e Elatinaceae. 1978). No Brasil ocorrem 21 gêneros. C. gomas. Os gêneros são distribuídos em três subfamílias. No Brasil ocorrem várias espécies da família Clusiaceae. Di Stasi Introdução A ordem Guttiferales inclui as famílias Guttiferae (também denominadas Clusiaceae). A. Hiruma-Lima L. 1997).370 espécies. óleos essenciais e resinas.

com ocorrência em formações secundárias. sendo facilmente cultivada. No Brasil. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Lacre. euxantona. como Picharrinha. inflorescências em panículas terminais com flores branco-amareladas e fruto do tipo baga. com distribuição restrita à América tropical. foi dedicado a Visme. O gênero inclui aproximadamente 35 espécies. descrito por Domingos Vandelli. a maioria é fornecedora de resinas. comerciante de Lisboa que se dedicava à Botânica.Espécies m e d i c i n a i s Vismia japurensis Reich. opostas e com borda inteira. Em V. vismiaquinona A-C (Nagem & Faria. Dados botânicos A espécie é uma árvore que atinge de 9 a 11 m de altura e possui uma copa larga e densa. damaradienol. 1990). também chamada de Lacre. Dados químicos do gênero Nas folhas e caules de V. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. e algumas na África. as folhas são simples. ácido betúlico. pecioladas. Pau-de-lacre e Purga-de-vento. O nome do gênero Vismia. Em outras regiões. o látex é usado topicamente no tratamento de impetigo. coriáceas. Não houve registro de espécies medicinais dessa família no levantamento realizado na Mata Atlântica. friedelina. damagascina. Trata-se de uma espécie semidecídua. ácido crisofânico. e várias têm valor medicinal. a espécie mais conhecida é a Vismia brasiliensis. guianensis foi detectada a presença de dois compostos fenólicos: a vismiona . madagascina. O tronco ereto possui casca grossa. martiana foi observada a presença de sitosterol.

5'dimetoxisesamina (Camele et al. 2-isorenilemodina e 5. 1996). Das raízes de V.. p-o. 1999) em V. magnoliaefolia. De Vistnia caynnensis.. 1999). 2000). benzofenonas (Fuller et al. não foram observados sinais de toxicidade em bovinos até a dose de 10 g/kg. Moracelli et al.. guaramirangae foram isoladas xantonas e xantolignóides (Delle Monache et al. vários triterpenos. 1995. Os extratos hidroalcoólicos. Xantonas e antraquinonas (Bilia et al.. flavonóides e triterpenóides (Nagem & Ferreira. O extrato etanólico da folhas. 1982). 1995). Dados farmacológicos do gênero De Vistnia d. clorofórmicos e hexânicos apresentaram atividade imunodepressora e supressora de IgM (Guerra & Souza.. indicado para dermatofilose.japurensis Rich. foi estudado um extrato etanólico dos frutos verdes que promoveu uma atividade depressora do Sistema Nervoso Central.e a ferruginina (Pasqua et al. micrantha foram isolados xantonas. 1994).. 1993). Neles observou-se inexistência de efeito mutagênico ou citotóxico (Borges et al.. apresentou atividade hipotensora (Prazeres et al. Foram realizados testes de toxicidade com o fruto do Vismia reichardtiana. da planta fresca (Tokarnia et al.. as antraquinonas isoladas do fruto apresentaram atividade imunoativante (Pinto Jr. 2000) e benzofenonas e benzocumarinas (Seo et al. Em V. conhecido popularmente como Lacre. 1983).. De Vismia guineensis foi isolado vismiona o H com potencial atividade antimalarial (François et al. Porém. vulgarmente chamada de Pichirina. como a friedelina.. cayennensis.. 1996).. 1997). e em V. popularmente chamado de Lacre ou Picharinha.. et al. . 1979).

A. e poucas espécies herbáceas (Mabberley. Theophrastaceae e Myrsinaceae. 1997). Os principais gêneros com espécies medicinais são Embelia. mas aqui referida dada a sua importância como medicamento para os índios tenharins. das quais se destacam espécies medicinais na família Myrsinaceae. . Nessa família ocorrem 33 gêneros. nos quais se distribuem 1. ainda não identificada completamente. Descrevemos a citação de uma única espécie do gênero Cybianthus. descrita por Robert Brown.225 espécies tropicais e raramente em climas temperados. Hiruma-Lima Introdução A ordem Primulales compreende apenas três famílias botânicas: Primulaceae. arbustos e lianas. Rapania e Cybianthus. Di Stasi C. sendo a maioria árvores. C.15 Primulales medicinais L.

curtas. referindo-se à forma radial e tetrâmera da corola. reunidas em inflorescências axilares. ramos. Dados da medicina tradicional Os índios tenharins utilizam o chá das folhas contra veneno de cobra. Observação: Não foram encontrados estudos sobre plantas deste gênero. bicarpelar e unilocular com óvulos unisseriados (Figura 15. folhas alternas. actinomorfas.1). O gênero foi descrito por Carl Friedrich Philip von Martius e inclui aproximadamente 150 espécies de clima tropical. e anthos = "flor". flores e frutos. O nome do gênero Cybianthus vem do grego kybos = "cubo". Não foram encontrados sinônimos para ela. Nomes populares A espécie é chamada pelos índios tenharins de Moitini-nhopoã. flores pequenas. androceu com cinco estames opostos às pétalas. diclamídeas. Dados botânicos Pequeno arbusto com canais secretores na forma de pontes ou estrias nas folhas. ovário supero. . inteiras.Espécies medicinais Cybianthus sp. sem estipulas. dispostas em racemos.

FIGURA 15. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Martius) (Banco de imagens .1 .Cybianthus sp.

a população do Vale do Ribeira refere o uso do xarope das folhas. ambas cultivadas ou obtidas no comércio local. Na região amazônica. uma espécie da família Capparidaceae foi referida em uma das regiões de estudo e é descrita a seguir. anemia e distúrbios da tireóide. C. enquanto a decocção das folhas e talos é usada contra bronquites. além de seu consumo como condimento. . onde se encontram mais facilmente inúmeras espécies das famílias Capparidaceae e várias outras cultivadas da família Brassicaceae. Di Stasi A ordem Capparidales inclui treze famílias com pequena distribuição no Brasil. Da família Brassicaceae foram referidas duas espécies medicinais de uso na região do Vale do Ribeira. no entanto. essas espécies não foram referidas como medicinais. A. gripes e bronquites. Hiruma-Lima L. incluindo o uso interno do macerado em água da semente para o tratamento de inflamações e o uso tópico das sementes cruas e frescas contra inflamações. apesar de seu amplo uso em todo o mundo. assim como a infusão das partes aéreas contra tosses. Brassica nigra (Mostarda) e Nasturtium offiánale (Agrião).16 Capparidales medicinais C. A espécie Brassica nigra reúne diversas aplicações na medicina tradicional do Vale do Ribeira. Essa ordem possui pequena importância como fonte de espécies medicinais. Para a espécie Nasturtium officinale.

tem valor medicinal na região amazônica. com seus representantes incluindo ervas. que atinge até 1. arbustos ou pequenas árvores. que justifi- . e amplamente conhecidas e descritas em inúmeros livros e estudos. Os principais gêneros são Cleome. 1978). tem aproximadamente 39 gêneros e 650 espécies. 1997). Capparia e Maerua. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. espalhadas nas regiões tropicais (Mabberley. no Brasil ocorrem apenas nove gêneros e aproximadamente 45 espécies. com muitas flores rosas e bonitas. raramente são descritas lianas (Barrozo.5 m de altura. optamos apenas por referi-las como medicinais de uso comum na região do Vale do Ribeira. Espécies medicinais Cleome latifolia Vahl. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante espinhento e ramificado.Considerando que essas duas espécies são amplamente usadas e comercializadas em todo o mundo. possui folhas compostas com 5 a 7 folíolos. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com o nome de Muçambé ou Mussambé. inflorescências terminais bastante vistosas. e a espécie Cleome latifolia. Espécies medicinais da família Capparidaceae Introdução A família Capparaceae ou Capparidaceae (Dicotyledonae). descrita a seguir.

De C. O extrato metanólico da planta toda de C. um flavonol.cam seu uso como ornamental.. kaempferol. De C. 1996).06%) (El-Din et al. 1990).. a infusão da planta toda é usada internamente como analgésico e antitérmico..03%) e isorhamnetina e 3-O-neohesperidosídeo (0. bonanzina (0. a única betaína descoberta em espécies do gênero Cleome (McLean et al.0025%). 3.. além do cabralealactona e do ácido ursólico (Ahmad & Alvi. isorhamnetina-3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo. 1987).7-di-O-ramnosídeo (0. Dados químicos Do gênero Cleome foram isolados flavonóides (Sharaf et al. 1997) e triterpenos (Harraz et al. 1997) e glicinebetaína. 1997a) e citotóxica (Nagaya et al. 1997). 1997b). Várias espécies desse gênero. e das partes aéreas de C. amblyocarpa foram isolados cleoamblinol A (Ahmed et al.. O gênero Cleome inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. viscosa apresentou um . droserifolia foram isolados os flavonóides quercetina-3-Oglucosil-7-O-ramnosídeo.0075%). Essa espécie é facilmente cultivada em todo o Brasil a pleno sol e muito usada ao longo de cercas. 1990). 1988) e um diterpeno macrocíclico. das quais um número muito pequeno (seis) é usado como medicinal (Mabberley. incluindo a Cleome latifolia. brachycarpa foi isolado o triterpenóide cleocarpone (Ahmad et al. Dados farmacológicos De Cleome africana foram isolados esteróides triterpenóides que apresentaram atividade antitumoral (Nagaya et al. 1995). 1990). 1986).. são cultivadas e usadas como ornamentais. viscosa foram isolados cleomiscosinas (Kumar et al..7-di-O-ramnosídeo e 3-0-glucosil-7-0-ramnosídeo (Yang et al.. um trinortriterpenóide dilactona. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. os flavonóides artemetina (0. kaempferitrina (0..0013%). Das sementes de C. o ácido cleomaldéico (Jente et al.. a isoramnetina 3.. a diacetoxibraquiicarpona.

. 1999). 1992). Foram isolados o stigmast-4-en-6b-ol-3-ona e stigmast-4-en-3. 1995). Lemos et al.. 1996). C. Chrysantha (Hashem & Wahba. 1970). arábica foi isolado flavonol que apresentou atividade antiinflamatória comparável ao do diclofenaco em ratos (Selloum et al. A espécie Cleome brachycarpa foi testada quanto à sua atividade sobre a musculatura lisa intestinal (Tanira et al.efeito inotrópico sob os batimentos espontâneos in vitro.. 1999). 1993. A mesma atividade foi observada em Cleome spinosa. gynandropsis Samy et al.. além de antiagregadora plaquetária (Medeiros et al.. 2000) e C... . foi detectada a atividade espasmolítica (Barros et al.. De C. 1995a) e antioxidante (Selloum et al. viscosa (Samy et al. 1995b). A espécie C. A propriedade antibacteriana foi constatada em C.. droserifolia apresentou atividade hipoglicemiante e hipocolesterolêmico (Nicola et al. popularmente conhecido como Mussambé. No extrato etanólico das raízes de Cleome sp. 1996)...6-diona como as substâncias inotrópicas que aumentaram a amplitude do batimento cardíaco pela inibição da atividade Na+-K+ ATPase (Huang et al.

Seção 4 Rosidae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

1978). Em Rosaceae também são encontrados os principais exemplos de espécies cultivadas e usadas como alimentares e ornamentais. No Brasil só ocorrem representantes das famílias Cunoniaceae. . No entanto. a qual descrevemos a seguir.17 Rosales medicinais L. Rosaceae e Chrysobalanaceae (Barrozo. em razão do uso prioritário da planta como frutífera. C. Saxifragaceae. e muitas das espécies da família Crassulaceae e Rosaceae são amplamente cultivadas como alimentares ou ornamentais. Na região amazônica. A. Várias espécies dessa ordem são medicinais. espécies dos gêneros Spiraea. das espécies medicinais dessa ordem foi referida apenas uma da família Chrysobalanaceae. Não apresentamos uma revisão geral dessa espécie ou desse gênero. destacando-se em Crassulaceae as plantas do gênero Kalanchoe. Crassulaceae. sendo raro o informante que não conheça ou não cite a planta como medicinal. a qual foi identificada apenas até o gênero. e de Rosaceae. Na Mata Atlântica foi referido o uso de uma espécie cultivada da família das Rosaceae amplamente consumida como alimento. a espécie descrita a seguir tem uso disseminado e generalizado na região de estudo. Pittosporaceae. Hiruma-Lima A ordem Rosales inclui 22 distintas famílias botânicas. Rubus e Prunus. com inúmeras espécies medicinais. Di Stasi C.

folhas simples. referindo-se ao tipo de pilosidade. Chrysobalanus e Hirtella.1). Não foram encontrados sinônimos populares para ela. estipuladas. encontradas especialmente nas Américas e algumas na África. ovário unilocular. Os principais gêneros dessa família são Licania. . muitas delas usadas para a produção de carvão. Espécies medicinais Hirtella sp.Espécies medicinais da família Chrysobalanaceae Introdução A família Chrysobalanaceae inclui aproximadamente dezessete gêneros. peninérveas. o centro de dispersão dessa família é a Amazônia. É considerada por muitos autores uma subfamília das Rosaceae e. diclamídias. e inclui aproximadamente 103 espécies tropicais. corola com cinco pétalas. segundo Barrozo (1978). Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Marapuama. sépalas e pétalas livres. onde ocorrem 120 espécies. com cerca de 460 espécies tropicais. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. flores pequenas. incluindo árvores e herbáceas. fruto do tipo drupa. distribuídas em seis gêneros encontrados no Brasil. incluindo este último uma das espécies mais usadas e conhecidas na região de estudo. com semente sem endosperma e sulcos longitudinais (Figura 17. cálice gamossépalo com cinco lacínios. O nome do gênero Hirtella descrito por Carl Linnaeus deriva de hirtus. inteiras. alternas. cíclicas. zigomorfas.

Os principais gêneros estão distribuídos em quatro subfamílias: • Spiraeoideae. Agrimonia e Fragaria. que inclui a espécie aqui descrita e referida como medicinal. compreende 95 gêneros. a partir deste se sintetizou o ácido acetilsalicílico. a famosa aspirina. como é o caso das espécies do gênero Rosa. No Brasil há poucas espécies. aliás um dos mais consumidos em todo o mundo. os gêneros Crataegus e Malus. com destaque para os gêneros Rubus. também se utiliza o chá contra reumatismo. da qual foi isolado o ácido salicílico. com aproximadamente 1. Normalmente são árvores de pequeno porte.Dados da medicina tradicional A raiz da planta. ou frutíferas. entre outros. do gênero Frunus. no que se refere à farmacologia. A população distingue a planta em duas: com raiz pivotante que deve ser usada pelos homens. Observações: Não foram encontrados dados na literatura sobre espécies desse gênero. Rubus e Quijala. que inclui. Potentila. Espécies medicinais da família Rosaceae Introdução A família Rosaceae. • Maloideae. e • Prunoideae. e raiz bifurcada para as mulheres. 1997). • Rosoideae. toxicologia e química. preparada com aguardente ou vinho branco e ingerida por seis dias consecutivos em jejum. a maioria nos gêneros Prunus. encontradas em climas temperados. como a .825 espécies subcosmopolitas. com destaque para o gênero Spiraea. arbustos e ervas (Mabberley. ralada. é utilizada como afrodisíaco. primeira substância a ser comercializada como medicamento. da histórica Spiraea ulmaria. e inúmeras em climas subtropicais e tropicais. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. e outros gêneros normalmente de espécies cultivadas como ornamentais.

1998). O nome do gênero corresponde a "ameixa". Nomes populares Na Mata Atlântica. Abricó e outras do gênero Prunus (Joly. Morango (Fragaria). Marmelo (Cydonia). Pêssego. onde algumas têm sido aclimatadas e cultivadas em áreas de climas mais amenos. em latim. flores vistosas brancas. especialmente de cabeça. e contra diarréias. assim como em várias regiões do país. lanceoladas. Damasco. dispostas em fascículos do tipo umbela. a decocção das folhas é usada contra dores.Maçã (Malus). Espécies medicinais Prunus domestica L. Pêra (Pirus). Groselha e Moranguinho (Rubus). e a infusão dos frutos. a planta é chamada popularmente de Ameixa ou Ameixeira. que existe em grande número. dependendo da variedade. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. solitárias e/ou geminadas. . a maioria de climas temperados e raramente encontradas espontaneamente em climas tropicais. Ameixa. de margem serrada. A infusão da casca do tronco é usada contra dores de barriga e diarréia. doce e com uma única semente. ásperas. Cereja. fruto do tipo drupa. pendente. O gênero Prunus descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente duzentas espécies. com folhas alternas. carnoso. Dados botânicos A planta é uma árvore de pequeno porte. comestível e saboroso. de cor roxo-escura ou amarelo-ouro. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado como antiinflamatório. Espécie de grande valor econômico pela delícia de seus frutos e pela ampla ocorrência e cultivo na Europa e também no Brasil.

Dados Químicos e Farmacológicos do Gênero Prunus Á espécie Prunus domestica têm sido atribuídas as propriedades antioxidantes (Kayano et al.Hirtella: a) ramo florido (desenho original por Di Stasi). 1978) (Banco de imagens • . 2001). 2001). Estas propriedades têm sido atribuídas à presença de flavonóides (StacewiczSapuntzakis et al. Corrêa (1984) refere que os frutos são laxativos quando ingeridos em grande quantidade. laxante cardiotônica e preventiva na osteoporose (Stacewicz. FIGURA 17.. O suco preparado com água e sementes é usado para lavar os olhos quando irritados.1 ... b) detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Barroso. 2002.. De Prunus avium foi constatada a presença de monoterpinos (Rapparini et al. 2000).contra distúrbios hepáticos e dores de barriga. Nakatani et al.. 2001).Sapuntzakis et al.

A família Leguminosae originalmente descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 642 gêneros. e • Papilionoideae (Leguminosae III) ou família Fabaceae. M. incluindo árvores.18 Fabales medicinais L. Di Stasi E. A. Guimarães C. lianas e ervas. • Mimosoideae (Leguminosae II) ou família Mimosaceae. M. 1997). ornamentais. tem-se a divisão nas seguintes subfamílias: • Caesalpinioideae (Leguminosae I) ou família Caesalpiniaceae. M. R. Compreende três subfamílias. visto o grande número de espécies vegetais e a sua importância como fonte de produtos alimentares. Souza-Brito A ordem Fabales inclui a família Leguminosae. muitas vezes tratadas individualmente como famílias botânicas distintas. Hiruma-Lima A. dependendo do arranjo sistemático adotado. madeireiras e outras espécies úteis de grande valor econômico. Santos C. C. nos quais estão distribuídas dezoito mil espécies cosmopolitas. . arbustos. que é uma das maiores e mais importantes famílias botânicas. medicinais. De acordo com o arranjo de Kubitzki a partir do sistema de Cronquist (Mabberley.

No Brasil destaca-se o conhecido Pau-ferro (Caesalpinia férrea). sapan e C. onde se encontra a famosa Copaíba encontrada no Norte e Nordeste do país. • Cercideae. J. no qual estão distribuídas inúmeras espécies medicinais com uso em inúmeros países. das quais se destacam as espécies C. C. também denominada subfamília Caesalpinioideae (Subfamília I) da família Leguminosae descrita originalmente por Antoine Laurent de Jussieu e redefinida em 1983 por Leslie Watson e M. bonduc. a saber: Caesalpinia férrea. que inclui os gêneros Cássia. que inclui o gênero Bauhinia. angustifolia e C. . conforme indicado a seguir para os principais gêneros: • Caesalpinieae. occidentalis. de onde se extrai um importante óleo com grande valor na indústria. as quais descrevemos a seguir. C. senna. Dialium e Senna. Cassia occidentalis. amplamente usadas e comercializadas como medicamentos. dentre as quais C. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica foram referidas cinco espécies medicinais. ao passo que no levantamento realizado na região do Vale do Ribeira foram citadas como medicinais as espécies Bauhinia forficata. C. bonducella. Hymenaea courbaryl e outras espécies do gênero Hymenaea.Espécies medicinais da família Caesalpiniaceae Introdução A família Caesalpiniaceae (Dicotyledonae). • Detarieae. As espécies dessa família estão distribuídas em quatro tribos. pertence à ordem Fabales e subclasse Rosidae (Mabberley. 1997). Dalwits. Cassia multijuga. todos contendo várias espécies de valor medicinal. que inclui o gênero Copaifera. pulcherrima. que inclui o gênero Caesalpinia. • Cassieae. espécie vegetal com grande utilização medicinal em todo o território brasileiro. Caesalpinia pulcherrima. no qual se pode referir a conhecida Pata-de-vaca (Bauhinia forficata). Cassia occidentalis e Cassia reticulata.

Mororó. onde ocorre em áreas úmidas. Por ser de rápido crescimento. usada para produção de carvão e caixotes. Outras denominações comuns são Cascode-vaca. algumas arbóreas e outras lianas. hipoglicemiante e contra hipertensão e dores nas costas. É uma planta decídua. Pata-de-boi e Unha-de-boi. com grande abundância na Mata Atlântica.Espécies medicinais Bauhinia forficata Link.1). É amplamente utilizada como ornamental. divididas a partir da metade e atingindo até 12 cm. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. folhas glabras. mas especialmente nas encostas e formações secundárias. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. raramente dentro das florestas. heliófita. os mesmos usos atribuídos à decocção das folhas. A espécie fornece madeira leve. . tronco tortuoso ou ereto. a espécie é chamada de Pata-de-vaca ou Unha-de-vaca. sempre com acúleos e seus dois ápices. flores intensamente brancas. a infusão das folhas é amplamente referida como diurético. Dados botânicos A planta é uma espécie arbórea com até 10 m de altura. vistosas (Figura 18. mas por causa de seus espinhos é substituída por outras espécies do mesmo gênero. dadas as características morfológicas de suas folhas. bastante espinhosa. assim como em quase todo o Brasil. é recomendada para recuperação de áreas degradadas. O gênero Bauhinia foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente trezentas espécies pantropicais.

Nomes populares A espécie é denominada. ovário séssil e pubescente com 10 a 12 óvulos. enquanto o uso interno dessa decocção é indicado contra amebíase e problemas hepáticos. Jucá. Suas folhas. leiostachya. Dados botânicos Arvore de grande porte. além de ser empregado como fortificante para crianças. especialmente de ruas e avenidas. com tronco liso e cerne duro. ferrea var. açúcar e água. é utilizado contra asma e bronquite. São muito comuns duas variedades: a C. flores diclamídeas. ao passo que o preparado de casca de jucá.Caesalpinia ferrea Mart. A madeira da espécie é muito usada na construção civil. são utilizadas externamente e no local contra hemorróidas. hermafroditas. fruto levemente estipitado. A infusão conjunta das folhas e frutos é útil para tratar inflamações do fígado e tuberculose. O nome do gênero Caesalpinia descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem a Andrea Caesalpino. ferrea e a C. com característica de mata pluvial com ampla dispersão. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Imirá-itá. folhas bipinadas com folíolos oblongos. com corola de quatro pétalas subiguais e uma quinta superior. além de largamente empregada como espécie ornamental. podendo chegar a 15 m de altura. O sumo das folhas é usado internamente para problemas cardíacos. A infusão conjunta da raspa da casca com folhas de manga é útil como antigripal e antitussígeno.2). na região amazônica. ultrapassando o cálice gamossépalo. séssil. Muirá-obi e Muiré-itá. A espécie é heliófita. na forma de decocto. enquanto a decocção da casca é usada internamente como antidisentérico. quase reto (Figura 18. botânico italiano. é utilizado como . O preparado da casca com um litro de água e um quilo de açúcar. ferrea var. várias são as utilizações medicinais dessa espécie. após aquecimento. aquecido até formar um xarope. mas conhecida em todo o Brasil como Pau-ferro ou Pau-ferro verdadeiro. ovalados ou obovais. folhas de manga. dez estames. casca de jatobá. além dos nomes indígenas Ibirá-obi.

resfriados e tosses. Espécie muito usada como ornamental. 1982). Caesalpinia pulcherrima (L. também é chamada de Flor-de-pavão.anticatarral. Dados botânicos A espécie é um arbusto bastante lenhoso e com espinhos fracos e pouco numerosos. 1982). glabros. Flor-do-paraíso. bem como contra desarranjo menstrual e problemas renais e pulmonares. sobretudo como cerca viva. frutos do tipo vagem bivalve e lenhosos. enquanto o macerado das cascas em água fria é empregado. Em outras localidades do país.) Sw. tais como o das raízes como febrífugos e antidiarréicos. Outros usos medicinais dessa espécie são referidos por vários autores. além do uso comum contra gripes. . A vagem crua é útil contra tosse. No Piauí. 1984). pois floresce quase ininterruptamente. da casca como desobstruente e da madeira como anticatarral e contra feridas (Corrêa. tem distribuição das Guianas até o Rio de Janeiro (Corrêa. e em Alagoas. flores grandes e vistosas. a espécie também é utilizada contra feridas e contusões (Emperaire. a infusão das folhas da espécie é usada contra problemas respiratórios. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. internamente. Baio-deestudante. bipinadas. na região. inflamações do fígado e baço. contra tosse crônica. Flamboyanzinho e Poinciana-anã. Chagueira ou Barba-de-barata. Na região da Mata Atlântica. Considerada de origem antilhana. a decocção das raízes é usada como antitérmico. asma e como cicatrizante (Campêlo. vermelhas e amarelas e roxoalaranjadas com estames longos. folhas compostas. com folíolos ovado-oblongos. com até 10 cm de comprimento. 1984). especialmente bronquites. Nomes populares A espécie é denominada. do fruto com propriedades béquicas e antidiabéticas.

brinquedos. a raiz é acre. as folhas e flores são usadas como tônicos. odontálgicos. atingindo até 10 m de altura. no alívio de dores causadas por contusões e para diminuir a febre. a casca é considerada emenagoga e. tendo propriedades tônicas. estipuladas. heliófita e pioneira.como emenagogo e abortivo e. emenagogos e indicadas contra as anginas e qualquer inflamação da garganta e catarro pulmonar. compostas de inúmeros pares de folíolos (20 a 40) peciolados. Em outros locais do país. em doses elevadas. A espécie reúne usos econômicos como fornecimento de madeira para produção de caixotes leves. mas também é conhecida na região amazônica e no Brasil como Canafístula e Aleluia. febrífugos. passando-se o ramo no rosto como se fosse um benzimento. abortiva. sendo uma planta decídua no inverno. além de ornamental. febrífugas e venenosas. febre e como purgativo. A espécie ocorre em todo o Brasil. dado à falsa canela. O nome do gênero Cassia. amarga. deriva do grego Kasia. excitantes. o fruto é do tipo vagem reta. é chamada de Pau-cigarra e Caquera. largo e achatado (Figura 18. as flores amarelas são reunidas em racemos dispostos em panículas terminais múltiplas. pela beleza da planta na época de floração. obtusos no ápice e com base irregular. Cassia multijuga Rich. folhas pinadas. A decocção das flores é utilizada contra dores de dente. descrito também por Carl Linnaeus.3). Segundo Corrêa (1984). externamente. . casca lisa e cinzenta. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. quando em grandes doses. Dados da medicina tradicional As folhas da espécie são usadas pelos índios tenharins como sedativo para crianças. lenha e carvão. Nomes populares As espécie é denominada pelos índios tenharins Topeiuia. purgativos. com rara ocorrência dentro de florestas.

4). laxativo. Lava-prados. Rioba. sementes cilíndricas achatadas (Figura 18. no Piauí a infusão do caule. distúrbios hepáticos e do estômago e como diurético. androceu com seis estames e três estaminódios curtos. Outras denominações são Folha-de-pajé. Tararucu. é indicada popularmente como antitérmico. Fedegoso-verdadeiro e Fedegosa. Mamangá. composta de folíolos apicais (quatro a seis pares). no Brasil é espontânea nas pastagens. A infusão das folhas também é utilizada contra a malária. folhas alternas. Mata-pasto. Manjerioba. amarelas. dispostas. enquanto o macerado da raiz em aguardente de cana é usado como diurético e contra infecções gerais. com caule lenhoso na base. Segundo Emperaire (1982). a espécie é conhecida principalmente como Fedegoso. gineceu com ovário piloso. frutos do tipo vagem glabra. flores grandes. resfriado e diarréia (Grandi et . 1982) e no tratamento de dores de cabeça. Majerioba. das folhas e da raiz é utilizada durante a menstruação. curto-peciolados. achatados. gripes. Lava-pratos. Na região da Mata Atlântica. ramos quase cilíndricos. Maioba. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. a infusão das raízes é usada contra dores de barriga. paripenadas com ráquis comprida. Nomes populares Na região amazônica e na Mata Atlântica. assim como em outras regiões do país. infecções gerais. Dados botânicos Arbusto glabro de até 2 m de altura. beiras de estradas e próximo a culturas. febre. Ibixuma. A espécie é anual e floresce na época de chuvas. Em Minas Gerais. racemos axilares.. diurético e colagogo (Gavilanes et al. verde-escuros em ambas as faces. estipulada e com glândulas na base. o sumo das folhas é usado topicamente em locais com coceira e na cura de micoses. a semente torrada ou na forma de decocção é utilizada no tratamento de anemias e contra doenças do fígado e baço.Cassia occidentalis L.

nos desarranjos menstruais. como antiinflamatório e. No Rio Grande do Sul. as raízes são consideradas um tônico. desordens do trato urinário. mordida de escorpião. na forma de cataplasma. Na Amazônia peruana. estômago. como Mata-olho. mas também são utilizadas contra tuberculose. febrífugo e diurético. reumatismo. oceidentalis tem uma longa história de uso pelos indígenas e indianas para febre. no combate de febre palustre e doenças hepáticas. doenças hepáticas e como reconstituinte em doenças e fraquezas em geral (Coimbra. tinha e hemorróidas. 1990). No Peru. Corrêa (1984) relata o uso dessa espécie como antídoto de venenos e como abortiva enérgica. doenças venéreas. problemas hepáticos. a raiz triturada é utilizada para epilepsia. rins e bexiga (Simões et al. é utilizada contra doenças do fígado. preparadas como o café. Os índios misquitos da Nicarágua usam a decoçcão da planta fresca para dores em geral. 1982). Cassia reticulata Willd. são utilizadas contra asma. sudorífico. hidrópisia e dismenorréia (Dennis. 1979).. as sementes. malária. e a decocção é indicada para baixar a febre (Soukup. inflamações nos olhos. diurético. e para constipações em bebês (Gupta et al. e a infusão das flores contra bronquite (Rutter. 1994). dores menstruais e uterinas.. febrífugo. erisipela e tuberculose. as folhas são usadas no combate a doenças cutâneas e ainda como diaforético. internamente. 1985). as folhas e as raízes são usadas contra gonorréia. .al. reumatismo. purgativo.. 1986). emenagogo. 1988). anemia. 1990). as raízes são consideradas diuréticas. Além disso. como vermífugo (Nagaraju et al.. Em outras localidades do país. A espécie C. Na Índia. na asma. sarna e doenças de pele (Bardhan et al. No Panamá. sendo o suco utilizado no alívio da dor causada por queimaduras. o chá das folhas é usado para cólicas estomacais e a trituração dessa mesma parte vegetal. No Brasil. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica com os nomes de Pé-desão-joão e Dartrial. 1970)..

tronco ereto e ramos glabros. com 6 a 15 cm de comprimento. flores amarelas reunidas em racemos longos e repletos de flores. Jutaí-do-campo. negras. Nomes populares No Vale do Ribeira. os frutos são vagens delgadas. Jutaí. farinhento e comestível. com até .Dados botânicos É um arbusto com caule lenhoso na porção inferior. contendo glândulas e estipulas coriáceas persistentes e folíolos oblongos. com casca dura. glabros na porção superior e pilosos na porção inferior. Hymenaea courbaryl L. brilhante. lisos. a espécie é conhecida como Jatobá. alternas e pilosas. a decocção das raízes dessa planta é empregada no controle de problemas menstruais. dispostas em cimeiras terminais. A planta é usada na medicina de San Salvador também como laxativo. Jatobazeiro. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Jatobá-de-anta. folhas compostas contendo dois folíolos brilhantes. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 20 m de altura. Jatobá-de-porco. Abati-tambaí. Jatai. Jatobá-roxo. fruto doce. purgativo e contra enfermidades renais (Guerrero. Jutaí-peba. Jutaí-café. enquanto a infusão da planta toda é usada internamente no alívio de sintomas após picada de cobra. base assimétrica. entre outros. Jutaí-açu. Olhode-boi. Algarobo. A espécie também é comumente usada como ornamental e habita sobretudo nas margens dos rios. 1994). como antitérmico e diurético. nome dado à planta em quase todo o Brasil. marrom. folhas compostas. Também é chamada de Jatobá-mirim. flores brancas vistosas. A infusão de folhas é empregada externamente para problemas de pele. ápices acuminados.

sedativo e peitoral. O nome do gênero deriva do grego hymen. o deus da união. enquanto o xarope da casca do caule.forticata (da Silva et al. ácidos . O macerado das folhas em aguardente é usado contra bronquites e asma e como estimulante do apetite. vermífugo. sendo usada na arborização de parques e jardins. em alusão aos dois folíolos. estimulando a digestão e fortificando o organismo. ferrea forneceu sitosterol. 2001) e betasistosterol e kaempferotrina foram isolados de B.. Corrêa (1984) refere que a casca serve como adstringente. enquanto o extrato alcoólico forneceu gaiato de etila. é eficaz contra tosses. ácidos palmítico e octacosanóico. Dados químicos dos gêneros Bauhinia As espécies Bauhinia variegata e B. especialmente em crianças. 2000). microstachya (Meyre-Silva et al. com florescimento entre outubro e dezembro.15 cm de comprimento. purpurea possuem flavonas glicosiladas (Yadava & Reddy. A casca serve para curtume e fornece fibras para cordoaria. 2001. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Yadava & Tripathi. a infusão das folhas é usada internamente contra bronquites. e o fruto ainda é comestível e amplamente consumido na região do Vale do Ribeira. A espécie não foi referida nem encontrada na região amazônica. É uma espécie semidecídua. enquanto a madeira é usada na construção civil. além de cultivada em pomares para consumo de seus frutos. A infusão da casca é usada como tônico para crianças. O gênero descrito por Carl Linnaeus compreende dezesseis espécies tropicais de ocorrência nas Américas e na África. quercitrina e miricitrína foram obtidos de B. além do uso contra bronquite. Caesalpinia O extrato benzênico de C.. e a seiva é excelente tônico para crianças. 2000) e os flavonóides kaempferol.

gálico e elágico (Santos & Sant'Ana.. De Caesalpinia bolducella foram isolados os furanoditerpenos caesalpina A e F (Pascoe et al. Peter et al. neocaesalpinas A e B (Kinoshita et al. episapanol. . 1987a). sappan foram isolados octacosanol. cianina. 1997). 1986) além do esteróide P-sitosterol (Varshney & Pal. De diferentes partes de C. 1997b). alfa-amirina. quercimeritrina (Awasthi & Misra.. 4-O-metilsapanol.. 6-metoxipulcherrimina (McPherson et al. Das cascas e raízes de C. beta-sitosterol. 1978) e 2. 1987b.4. quercetina (Rao et al. 6p-cinamoiloxi5a. 1997). Kim et al. 8. 1987). pulcheralpina e 5-vouacapenol (Che et al. 1987e). 1997a). ramnetina e ombuína (Namikoshi et al. cianidina e miricitrina (Forsyth & Simmonds.4benzoquinona (McPherson et al. 3'-0-metilbrazilin. miricetina. sapanona B.. 1996). leucodelfinidina. ácido 3.. brazilina (Namikoshi et al. 1997). 1986. e dos ácidos 2-amino-4-metilenepentanedióico e 2-amino-4metilpentanodióico (Watson & Fowden. Da madeira de C.. lup-20(29)-en-3beta-ol. os esteróis beta-sitosterol e beta-sitosteril galactosídeo (Ahmad et al.. pulcherrima foram isolados os terpenóides caesalina. sapanol. 1973) e furanoditerpenóides (Ragasa et al.. acetato de lup-20 (29)en-3beta-il.. bonducelpina A. lupeol.. De Caesalpinia pulcherrima foram isolados: homoisoflavanona.ll. 3-deoxisapanona B e 3'-deoxisapanona B (Namikoshi et al...9. 2002).. 1978). bolducella foram isolados trinta diferentes ácidos graxos (Shameel et al. 1997).6-dimetoxi-l... taraxerol (Yadava & Nigam. 1987c). 1983).14-didehidro-5a-vouacapenol. ácido 2-amino-4-etilidenepentanedióico. beta-amirina. 8metoxibonducelina. 4-O-metilepisapanol. ácido 2-amino-4-metilidenepentanedióico e ácido 2-amino-4-metilpentanedióico (Watson & Fowden. 7p-vouacapenediol.. 8metoxibonducelina. 1987) e pulcherriminas A. 3'-0-metilepisappanol. 1977). 1954).. bonducelina. 1977). 3'-deoxisapanoI. 1973). pulcherrima foram também isolados produtos naturais alifáticos (ácido decanedióico) (Awasthi & Misra. pulcherimina. Das sementes de Caesalpinia ferrea foram isolados os aminoácidos: ácido 2-amino-3-(3-carboxifenil) propanóico.. 3'-0-metilsappanol.4'-dihidroxi-2'-metoxichalcona. 1978). 1983). protosapina (Namikoshi et al. 1985).5-trihidroxibenzóico (Rao et al. B. Das sementes de C. C e D (Patil et al. B. C e D (Peter et al. quercetina. Foram isolados os flavonóides: rutina.. bondenolídeo. a 8metoxibonducelina (Parmar et al. 4.

Da madeira de C. 1982). Cassia Da espécie C. 1988) e altas concentrações de taninos (Garro Galvesetal.. taninos. 1994). 1987. estudos fitoquímícos demonstram a presença de alcalóides. 1986) e outros derivados antraquinônicos (Tiwardi & Singh. triterpenos e sesquiterpenolactonas (Guerrero. sitosterona. isoliquiritigenina.. 1996). Do Fedegoso. 4-O-metilepisapanol. japonica foram isolados 3'-deoxi-4-0-metilsapanol. sendo predominantemente de ácido linoléico e oléico (OrtegaNieblas et al. buteína. (Kitagawa et al.. glicosídeos de C. sitosterol. crista foi isolado (+)-ononitol (Shi et al. sappan (Nigan et al. et al. sapachalcona. cacalaco e C.. pumila foi analisada. episapanol. 1988). Foi realizado um estudo comparativo da composição de flavonóides e ácidos graxos das sementes de Caesalpinia velutina. 1995). isoflavanóides de C. M.Das raízes de C. glicosídeos cardiotônicos. Namikoshi et al. hintoni (Contreras et al. M. além de xantonas (Wader & Kudav. 4-O-metilsapanol. spinosa foram extraídos ácido gálico (Reategui Gonzalez & Nakasone Rivadeneyra.8-di-hidroxiantraquinona (Costa.. ácido esteárico e pinitol (Fernandes et al. Kitanaka et al. 1985). sapanonas a e b. Das sementes de C. 1996) e de C. S... A composição de ácidos graxos das sementes de C. C. isolaram-se 1. brasilina e protosapaninas A. glicosídeos (Singh. 1987f). 1986). multijuga foram isolados derivados antraquinônicos (Singh. 1996). sappan (Namikoshi & Tamotsu. 1987a). Dos frutos de C. vários compostos aromáticos de C. 1985). 1986. Foram isolados alcalóides de C.. C. a espécie C. B e C (Namikoshi et al.. C. caladenia e C. 3-deoxisapanchalcona. leiostachya foram isolados polissacarídeos como galactomanana e xilogucana (Lima. saponinas. 1981).. occidentalis. 1977). ácidos linoléico e palmítico de C. 1977). sappan (Saitoh et al. sapanol.. reticulata. 1977. Fuke et al. 1997). Na espécie C. digyna (Mahato et al. 1987d). platyloba.. major foram isoladas caesaldekarinas A-E.. 1983). .. dicopetala (Chowdhury et al.. japonica (Namikoshi et al..

7-dihidroxi-3metilxantona.. Das sementes de C. occidentalis foram isolados pinselina.. 1979). occidentalol-2. triglicerídeos (Zaka et al. senna foram isolados derivados antraquinônicos (Lemli & Curvele. bis (tetrahidro) antraceno. 1987). 1990). De C. roxburghii foram isolados derivados antraquinônicos (Ashok & Sarma. crisofanol. roxburguinol e um novo estilbeno. metilgermitorosona e singueanol-I (Kitanaka & Takido. 1977) e os ácidos cáprico. 1985). pinselina. 1988b). questina.. 1989). enquanto das vagens foram isolados crisofanol. 1982) e das raízes (Singh & Singh.. Telange et al. Da madeira foram isolados beta-sitosterol. 1990). 1986). occidentalis ácidos graxos e esteróis (Miralles & Gaydou. 1978). Das folhas de C. occidentalis foram isolados hidrocarbonetos (Majumdar et al.. De C. ácido tereftálico e (-)-epiafzelequina (Reddy et al. occidentalis também foram avaliados conteúdo de óleo. Das superfícies das folhas de C. alfa.1987. crisofanol. 1987). J. 1989). A concentração de compostos fenólicos totais foi estimada em folhas e caules de C. além do ácido graxo ceto(Z)-7-oxo-ll-octadecenóico (Daulatabad et al.8-dihidroxiantraquinona (Wader & Kudav.. mirístico.e beta-amirina. . 1987.. germicrisona. 1989a). 1985). esteárico e oléico (Alencar et al. e sua descrição fitoquímica permite verificar as potencialidades de estudo de outras de suas espécies como fontes de novas substâncias químicas. De C. occidentalol-1.. 1987). dienóico e trienóico (Zaka et al. Das sementes de C. renigera foram isolados derivados antraquinônicos (Tiwardi & Richards. 1987). O gênero Cassia tem sido amplamente estudado do ponto de vista químico. 1996). além de flavonas (Guptaetal. 1988a). hirsuta foram isolados triterpenóides e biantraquinona (Singh & Singh.. Singh. 1986). & Singh. Foram isolados das sementes de C. palmítico. ácidos monoenóico.. Da raiz de C. 1. beta-sitosterol e betulina (Zafar et al. J. emodina. 1987). roxburguina. l. carotenóides e tocoferóis durante o desenvolvimento das sementes (Zaka et al. marginata foram isolados derivados antraquinônicos das folhas (Duggal & Misra. roxburguina (Ashok & Sarma... 1986. occidentalis de diferentes estágios de desenvolvimento (Ambasta et al.

torosa foram isoladas as estruturas de tetraidroantracenos diméricos torosa I e II. 1989). Ishidaet al. 1990) e das naftopironas cassiasídeos B e C (Kitanaka & Takido. tora foram isolados crisoobtusina e os aminoácidos cistina. ácido crisofânico. De C. aurantioobtusina. fisciona. estigmasterol. Nas sementes de C. flavonas. 1988). que apresentaram atividade inibitória do crescimento de células KB (Kitanaka & Takido.. questina. 1987) e emodina (Yang & Wang. crisoobtusina. linoléico. o senosídeo é o principal desses derivados. polissacarídeos solúveis em água (Alam & Gupta. Dessa espécie também foram isolados os ácidos esteárico. De C... . obtusifolia foram também isolados obtusina. além de ácido palmítico. glicosídeos. polissacarídeos (Khare et al. Também foram isolados vários outros derivados antraquinônicos (Pal et al.. 1987.. o aminoácido histidina (Zhang et al.. 2-hidroxi-4-metoxiacetofenona. succínico e tartárico (Matsuura et al. De C. obtusofolina.3-dihidroxi-8metilantraquinona (Kameoka et al. Do óleo essencial foram isolados dihidroactinidiolídeo. flavonóides (Wassel & Baghdadi. De C. obtusifolia foi detectada a presença de antraquinonas (Yasuda et al. 1989).. acutifolia quanto à presença de aminoácidos. 1980) e os ácidos palmítico. 1988). além da presença de beta-sitosterol. antraquinonas (Zhang et al. 1988). flavonóides (Crawford et al. Metil palmitato e metil oleato.. . gamahidroxiarginina e ácido aspártico (Upadhyaya & Singh.. 1979). 1986). 1986). 1977). 1990). obtusina. agliconas de antraquinonas e flavonóides (Upadhyaya & Singh. emodina. flavonóides (Wassel & Baghdadi. uma Cglicosilflavona (Kitanaka et al. 1984). 1979) e sennosídeos A e B em diferentes partes da planta (Yasmin et al. obtusifolina e estigmasterol. malválico.. De C. angustifolia foram isolados polissacarídeos (Alam & Gupta..estercúlico e vernólico (Daulatabad et al. 1987). oléico e linoléico. siamea foram isolados alcalóides e triterpenóides (Biswas & Mallik. O perfil fitoquímico de C. 1978).. 1986. angustifolia não difere muito do de C. 1988). esteárico. 1997). oléico. beta-sitosterol e l. 1985). Asamizu et al.. e das folhas. colesterol.Das raízes de C. 1989).. m-cresol. 1990). obtusifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kitanaka & Takido. acutifolia foram isolados derivados antraquinônicos (Kalashnikova et al. De C. 1986). 1986).. Das sementes foi isolado o dihidroeleuterinol (Kitanaka et al.

compostos fenólicos e taninos (Ramachandra et al. esteárico. palmitato. javanica apresenta nonacosano. 1988). 1981). 1987).. allata foram caracterizados os conteúdos de proteínas. As cascas do caule de C. 1990). Chowdhury et al.. proteínas brutas. .. 1988). 1988). O óleo da semente de C. 1978).. araquidato de beta-sitosterol. renigera possui ácidos vernólico. malválico.. emodina. 1990).javanica foram isoladas antraquinonas (Singh & Singh. De Cassia pudibunda foram isolados derivados naftopironas (Messana et al. linoléico. 1988) e antraquinonas (. Das vagens de C. behenato de beta-sitosterol. ácido glutâmico e aspártico. 1990).. 1990a).. 1990). de carboidratos e ácidos graxos totais (Ukhun & Ifebigh. ácidos estercúlico e malválico (Daulatabad et al.. laevigata foram isolados flavonóides (Tiwardi & Singh. triacontano.. De C. fistula também foram isolados flavonóis e glicosídeos (Gupta et al. 1990a) e antraquinonas (Messana et al. Das raízes de C. fistula e das cascas de C. palmitato de beta-sitosterol. 1977).. treonina e leucina). fistula e C. 1987b.. fistula foram isolados flavonóides (Morita et al. 1990) e foi determinada a variação sazonal do conteúdo de . reina. linolênico e araquídico (Dixit & Tiwari. 1988). aminoácidos (lisina. butirospermona.senosídeos das folhas de vagens de C. De C. 1989a). ácido crisofânico e kaempferol (Chaudhuri & Chawla. flavonóides (Srivastava & Gupta. glauca foram isolados os ácidos palmítico. Das sementes de C.De C. triptofano. singueana possuem 7-metilfisciona e cassiamina A (Mutasa et al.. granais foram isolados polissacarídeos (Bose & Srivastava. carboidratos. 1991). 1978).. beta-amirina. e do caule foram isolados procianidinas (NopitschMaietal. auriculata foram isolados flavanóides glicosilados (Rai & Dasaundhi. Do óleo das sementes de C. estercúlico e ácidos graxos ciclopropenóides (Daulatabad et al. 1987).Ahuja et al.javanica foram isoladas proantocianidinas (Kashiwada et al. biantraquinonas e o alcalóide espermidina (Alemayehu et al. O extrato das folhas de C. sericea foram caracterizadas as presenças de fibras. De C. De C. 1987b). Das cascas do caule de C. fistula foram isolados biflavanóides e triflavanóides (Morimoto et al. fistula (Cano Asseleih et al. oléico. Das folhas de C.. 1990). arginina. ácido behênico..

C. pumila foram isolados tetratriacontanol. palmítico. podocarpa foram isoladas antraquinonas (Rai. fastuosa foram isolados os glicosídeos. De C. De C. 1988). Cassia javanica (Azero et al. falacinol e uracila (El-Sayyad et al. siamea (Khan et al.. 1986). 2-methoxistipandrona. mimosoides foram isolados n-hentriacontanol. 1989). Sen et al. 1985). garrettiana foram isolados um polifenol denominado cassigarol A. 1990).. emodina e rheina) (Krambeck et al. 1987... De C. emodina.. araquídico e behênico (Khalid et al. didymobotrya foram isolados e caracterizados crisofanol. 1987).. nodosa foram isolados glicosídeos antraquinônicos (Sinha et al. 1987). 1986. 1978). De C.Das partes aéreas de C.4-dihidronaftaleno (Delle Monache et al.. 1989a) e derivados antraquinônicos (Jain & Purohít.. 1987). dimetil quelidonato e monometil quelidonato (Ashok & Sarma. A composição dos ácidos graxos de C.. 1989). 1986 e 1987). 1988). marginata (Kumar et al.. sericea (Muralikrishna et al. 1988). Das raízes de C. linoléico. ácido quelidônico.. 1988). Das flores de C. C. 1997). 1988). Das folhas de C. oléico. . beta-sitosterol e estigmasterol (Mulchandani & Hassarajani.. Das sementes de C.. senosídeos A e B e 3 agliconas (aloé emodina. Cassia laevigata (Singh. palmitoléico.. holosericea é predominantemente de ácido láurico. mirístico. B. semicordata foram isolados compostos do tipo 1. De C. 1977). 1989) e nas sementes de C. fisciona.. linolênico. R. ovata foram isolados polissacarídeos solúveis em água (Kumar et al. (Baba et al.. Galactomanana foi encontrada nas sementes de Cassia alata (Gupta et al... C. 1977). crisofanol e antraquinonas (Mukherjee et al. além de alcalóides (Christofidis et al. 1986 e 1988b) e derivados antraquinônicos (Hata et al. 1985). javanica (Singh & Jindal. estérico. dihidroxantiletina e fisciona (Mukherjee et al. spectabilis foram isolados antraquinonas.

antihistamínica e antialérgica (Rossi-Ferreira. 2002. malabarica e B. E. Atividade hipoglicemiante foi verificada com extratos de C. Lopes et al... sapanchalcona... e os dibenzoatos diterpenos pulcherriminas A e B foram ativos na reparação de DNA de leveduras (Patil et al... analgésica (Carvalho.. 2001. gilliesii produziram 70% a 80% de inibição do tumor de Walker em ratos (Montgomery et al. Estudos mais recentes têm apontado C. antiinflamatória (Carvalho. 1995. J. 1977). A espécie C. T.. et al. Extratos de C. 2000). Lemus et al. 2000. comumente utilizados no tratamento de complicações da diabetes. 1998). 1990) Lima. purpurea deve ser evitado por causar disfunções tireoidianas (Panda & Kar. Munoz et al. 1988).Dados farmacológicos dos gêneros Bauhinia A propalada atividade hipoglicemiante foi observada nas espécies B. Existem relatos ainda da propriedade antioxidante de B. O uso crônico de B. 1986). Bacchi & Sertié. De C.. Rossi-Ferreira et al. et al. O.. 1997) e hepatotóxica (Queiroz Neto et al. contêm caesalpina P.. ferrea revelaram a presença de atividades atóxica e antiúlcera (Bacchi et al. 2002a e 2002b). ferrea foram ainda caracterizadas as atividades cardiotônica (Santos W.. candicans (Pepato et al. et al. 1991). 1996. leiostachya (Moura et al.. ferrea como antitumoral (Queiroz et al. Amaral et al. 1999). 2001) e antimolarial de B. anticoagulante (Milagres et al.. tarapotensis (Braca et al. J... crista apresentaram atividade antimicrobiana (Beloy et al. 1976) e proteínas de C. O. antimicrobiana (Cebalhos et al. 1997).forficata e B. 1998). et al.. 1991). Os inibidores da aldose reductase. 1996). 1995. pulcherrima atua sobre as interações DNA-ligante (McPherson. Nakamura et al. 1994.. 1985)... guianensis (Kittakoop et al. 1987). 1994) e de restrição ao fluxo coronariano por possível ação sobre a musculatura lisa dos vasos.. C. C.. antiedematogênica. 1986). Caesalpinia Estudos com extratos brutos de C. com alterações eletrocardiográficas secundárias (Santos et al.. 3- .

. Cassia Nas folhas de C. antifúngica. O extrato metanólico de C. 1993. in vitro.. Schmeda-Hirschmann et al. 1997). Feng et al. hipotensiva. 2001). 1987... De C... A brasilina isolada de C. occidentalis verificaram-se atividades antiinflamatóría (Sadique et al. Do extrato de Caesalpinia foram isolados derivados benzindenopiranos. . antiparasitária. que foram utilizados no tratamento de microanginopatias e nas desordens da microcirculação (Moon.. Sama et al. hepatoprotetor (Jafri et al. A brasilina (isolada de várias espécies de Caesalpinia) também foi capaz de modular a função imunológica. 1996).. 1976) e. 1992. O extrato de Caesalpinia crista foi testado quanto à sua atividade anti-helmíntica contra Toxocara vitulorum. 1987)... antimalária (Gasquet et al. 1991. vasoconstritora. brasilina e derivados fenólicos extraídos de C. 1995a).. spinza foi obtido um inibidor da formação de melanina utilizado em cosméticos (Shibata et al. 1999). sappan como ingredientes ativos (Morota et al. 1994. principalmente pelo aumento da atividade das células T em camundongos com halotano (Choi et al. 1996).deoxisapanona. Sadique et al.. sappan foi capaz de aumentar a atividade tirosinase e o conteúdo de melanina nas células B-16 (Lee & Kim.. antibacteriana.. porém o tratamento em búfalos não apresentou eficácia (Sindhu et al. inibitória da hemólise. antiviral contra hepatite B (Patney et al. de relaxamento do músculo liso. Caceres et al. de estimulante uterino (Saraf et al. sappan apresentou mais de 50% de inibição sobre a atividade da hialuronidase (Kim et al. protosapanina A. 1978... Hussain et al. 1985). 1962). 1991b) antimutagênico (Bin-Hafeez et al. 1997). 1989)..

fastuosa também apresentou atividade laxante (Krambeck et al. glucoobtusifolina e glucoaurantioobtusina).. 1990). 1986). O extrato das folhas de C. 1979) e C... ADP e colágeno (Yun-Choi et al. A fração polissacarídica de C. utilizando as folhas de C.. pudibunda (Cavalcanti et al. C. que apresentaram efeito antiagregador plaquetário quando estudadas com células de ratos estimuladas por ácido araquidônico. 1991). Estudos com as sementes de C.... 1988). alata quanto C. As sementes de C. 1990).. 1989). acutifolia. acutifolia como controle positivo.. tora possuem glicosídeos de naftopirona que apresentaram atividade antihepatotóxica (Wong et al. De C.4. Crawford et al. 1984).. podocarpa apresentaram atividade laxante tão potente como a C. Nas sementes de C. exibindo uma taxa de 51% de inibição (Mueller et al. obtusifolia foram obtidas antraquinonas (glucocrisoobtusina. e C. obtusifolia também foram detectados altos níveis de mutagenicidade em testes com linhagens de bactérias (Friedman & Henika. 1989).Das sementes de C. 1990. 1989).5'-tetrahidroxistilbene. O extrato a 10% das folhas de C. citotóxica com extratos de C. alata e o kaempferol 3-O-soforosídeo foram avaliados quanto à sua atividade antiinflamatória comparada com a fenilbutazona. 1988) e C. obtusifolia indicam alto grau de toxicidade quando comparados com parâmetros como tamanho do fígado e níveis de citocromo P-450 funcional (Crawford & Friedman. Atividade antimicrobiana foi verificada com a utilização de C. 1988 e 1989).. pumila possui antraquinonas que apresentaram atividade espasmolítica (Fatawi et al. obtusifolia (Kitanaka & Takido. lugustrina (Abhaham et al. espasmolítica com subs- . As folhas de C.. podocarpa apresentaram resultados significativos quanto à atividade laxante (Elujoba et al. Os resultados finais indicaram que tanto C. As antraquinonas de C. 1990). 1985). garrettiana (Inamori et al.3'. 1986a). angustifolia foi testada quanto à sua atividade antitumoral contra Sarcoma-180 de camundongos. que apresentou intenso efeito inibitório sobre a liberação de histamina induzida por antiIgE de basófilos humanos in vitro (Inamori et al. obtusifolia também apresentaram atividade tóxica sobre as funções mitocondriais do músculo (Lewis & Shibamoto. 1991). garrettiana foi isolada a 3. Ao final dos testes foi determinado que ambos apresentaram significativa atividade antiinflamatória (Palanichamy & Nagarajan. As folhas de dez espécies de Cassia da Nigéria foram estudadas quanto à sua propriedade laxante em ratos albinos machos.pudibunda (Cavalcanti et al.

. antitumoral com extratos de C. seca e/ou torrada. angustifolia (Nakajima et al. amplamente utilizada pela população.tâncias isoladas de C. um quadro de sintomas de tóxicos por causa da presença de glicosídeos antraquinônicos. caracterizado por náuseas. Colvin et al. C. 1986b). vômitos. 1979) e C. fistula (Bhardwaj & Mathur.. que apresentaram um quadro de ataxia. 1986. anemia. em razão dos efeitos tóxicos e abortivos de sua casca (Corrêa. purgativa dos glicosídeos de C.. Estudos realizados com Caesalpinia ferrea determinaram seu efeito hepatotóxico (Queiroz Neto et al. deve ter seu uso controlado e realizado com cuidado. e as espécies usadas para essa finalidade devem ser consumidas com cuidado. 1998). dispnéia. fistula (Babbar et al. Isso pôde ser verificado em intoxicação de suínos. A espécie C.. 1985). cavalos e cabras. estudos clínicos têm demonstrado sua toxicidade.. Salienta-se que as espécies desse gênero são amplamente usadas e comercializadas como laxativos. 1984). Salienta-se que a espécie C. cólicas abdominais e diarréia. na forma fresca. quinquangulata (Ogura et al. 1991). 1977) e antivirótica com extratos de C. enquanto um quadro de envenenamento foi verificado com C. ocrídentalis seja utilizada na medicina tradicional. Dados toxicológicos dos gêneros Embora a semente de C. 1979). roenwilana (Rowe et al.. 1987). A administração de folhas de C. talica em cabras e carneiros revelou quadros de ataxia. Seu consumo indiscriminado é perigoso. acompanhado de distúrbios hidreletrolíticos em casos graves (Schvartsman. . anorexia e morte após oito a doze dias da ingestão. em geral. fazendo parte de uma grande série de fitoterápicos disponíveis no mercado. 1986). O gênero Cassia produz.. além de lesões renais e disfunção hepática (Galai et al. pumila (Fatawi et al. apatia. 1979). em razão de seus efeitos hepatotóxicos. em muitos países. ferrea. especialmente por crianças. diarréia.. A ingestão de grandes quantidades dessa semente tem causado problemas de toxicidade e até mesmo de morte em vacas.. echinata também apresentou toxicidade (Oliveira et al. com degeneração de músculos esquelético e cardíaco (Martins et al. cansaço e dores. como substituta do café.. pulcherrima é considerada planta de uso perigoso. 1985).

Para a família Fabaceae estão descritos aproximadamente 482 gêneros e cerca de doze mil espécies de ampla distribuição nas regiões temperadas e tropicais. Desmodieae: Desmodium. Os principais gêneros estão distribuídos em 31 subfamílias. das quais destacamos aqui apenas as de importância medicinal: • • • • • • Swartziae: Swartzia e Zollernia. Derris e Lonchocarpus.Espécies medicinais da família Fabaceae Introdução A família Fabaceae também é classificada como subfamília Papilionoideae (Faboideae) da família Leguminosae. onde muitas espécies vegetais possuem importantes efeitos inseticidas. Crotalarieae: Crotalaria. Robinieae: Sesbania e Robinia. Cajanus. Sophoreae: Sophora. Canavalia. Dypteryxeae: Dypteryx. Vicieae: Vicia e Pisum. Phaseoleae: Phaseolus — do famoso Feijão. Abreae: Abrus. Psoraleae: Psoralea. Dalbergieae: Dalbergia e Andira. sendo amplamente utilizadas in natura no combate a inúmeras pragas de lavouras e de ectoparasitas de animais. Myrocarpus e Ormosia. • • • • • • • • • • Os dados aqui referidos demonstram a imensa importância dessa subfamília de espécies vegetais. Diplotropis. Dioclea e Mucuna. Cymbosena. Millettieae: Tephrosia. Galegeae: Astragfalus e Glycyrrhiza. onde se encontram plantas (Barrozo. Trifolieae: Medicago. 1978). um importante produto alimentar no Brasil —. Nos estudos realizados na região amazônica e . Indigofereae: Indigofera. Genisteae: Lupinus.

o banho preparado com as folhas é indicado contra dores de barriga e diarréia. comprimida. as quais são descritas a seguir. na Mata Atlântica. de onde partem folhas pecioladas. Andu. gripes. dores de barriga e diarréia e a infusão. pinadas. com ampla utilização em diversos países. indicus Spreng Nomes populares A espécie é chamada. No restante do Brasil é conhecida como Guando. Guandu ou Feijão-guandu. fruto do tipo vagem linear. mas há divergências quanto a essa classificação. dispostas em pedúnculos axilares. 1984). A espécie possui um grande valor econômico. Ervilhade-angola. flores vistosas. Feijão-de-cuandu e Erva-desete-anos. compostas de três folíolos aveludados. oblongos. Cuandu. sendo um nome popular da planta usado em Malabar. Erva-do-congo. sendo ainda forrageira. Feijão-de-árvore. com ramos angulosos. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. O gênero Cajanus foi descrito por Augustin Pyramus de Candole e inclui 37 espécies tropicais. contra constipação nasal. enquanto a decocção é usada internamente contra tosses. Dados botânicos A planta é um subarbusto de caule ereto e lenhoso. visto que seus frutos são comestíveis e usados em substituição ao feijão verdadeiro. Espécies medicinais Cajanus cf. Alguns autores referem que ocorrem três variedades. podendo atingir 3 m de altura. Inúmeras utilidades são atribuídas a essa espécie (Corrêa. .na Mata Atlântica foram referidas dez espécies medicinais.

O gênero Cymbosema inclui uma única espécie. menos freqüentemente. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1997). flores rosas. com ramos tomentosos. oblongos. e foi descrito por George Benthan.Cymbosema roseana Bent. a infusão das folhas é usada contra desordens do fígado e do estômago. mais freqüentemente do sudeste da Ásia até a Austrália. flores rosas. pediceladas. reunidas em fascículos. referindo-se ao legume. reunidas em inflorescências com ráquis nodosa. acuminados e glabros. na Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é um arbusto com folhas trifoliadas. O gênero Derris é composto basicamente por lianas e. fruto do tipo legume falcado. Aproximadamente quarenta espécies desse gênero estão distribuídas nas florestas tropicais e subtropicais do Velho Mundo. Derris amazonica Killip Nomes populares A espécie é chamada de Timborana na região amazônica. significa "pele dura". Dados botânicos A planta é uma enorme liana. de Flor-da-terra. em forma de bote. O nome do gênero Derris. O nome do gênero significa "estandarte cimbiforme". de onde partem folhas compostas com sete a nove folíolos. descrito por João de Loureiro. O chá das folhas é usado na Amazônia contra desordens menstruais (Mabberley. Nomes populares A espécie é chamada. . por arbustos ou árvores.

Dados da medicina tradicional A infusão das raízes é usada pelos índios tenharins no alívio dos sintomas de picada de cobra. didamídea. pentâmera. com uma grande pétala superior. Outros nomes populares são Amores-do-campo. compostas. ereto e com raiz bastante lenhosa. Dados botânicos Erva de pequeno porte. Desmodium tortuossum (Sw. a prefloração da corola é imbricada descendente. hermafrodita. com folíolos articulados na base. corola dialipétala. externa. trifoliadas e . Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. Nomes populares A espécie é denominada pelos índios tenharins Timuatã. flores fortemente zigomorfas. revestida de pêlos curtos. com cálice gamossépalo. Derris floribunda Bth. cilíndrica. enquanto a raspa da raiz é empregada contra envenenamento por cobras. fruto do tipo legume linear. Dados da medicina tradicional O talo da planta amassado é útil contra dores no peito e garganta e na cura de resfriados. folhas pecioladas.) DC. Nomes populares A espécie é chamada de Carrapicho na região amazônica. folhas alternas. Trevo-da-flórida. Não foram encontrados sinônimos populares para ela. sementes sem endosperma (Figura 18.5). Erva-dos-mendigos e Jiquerana. coriáceo.

6). Paricarana. Sapupira-preta. coriáceos. inflorescência revestida por pêlos cinzentos. é aplicada topicamente para tratamento de impingem. Sebipira. tendo um apêndice na base. com ampla distribuição no Brasil e no México. reunidas em racemos. vexilo oblongo provido de apêndices na base. referindo-se à disposição das flores. flores rosas ou roxo-pálidas e raramente brancas. misturada com enxofre. Cutiubeira. e a infusão é usada internamente como antigonorréico.com folíolo terminal ovado maior que os laterais. ovário piloso com pêlos cinzentos ou quase sésseis. fruto do tipo vagem. . todas conhecidas como Sucupira. Sapupira-da-várzea. botão floral com pétalas de carenas desenvolvidas. pequenas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com folhas compostas. Sapupira-da-mata. O nome do gênero significa "feixe". O nome Diplotropis significa "duas carenas". fruto do tipo legume. com sementes pretas e duras (Figura 18. Sicupira. pinadas e folíolos glabros. Cutiúba. A espécie é excelente fornecedora de forragens e adubo verde. O gênero descrito por George Benthan inclui sete espécies da região amazônica. Sucupira-da-terra-firme. Sapupira. Dados da medicina tradicional A semente ralada. Outros nomes comuns são Favinha. um banho preparado com toda planta é indicado para combater a caspa. indeiscente. Diplotropis purpurea (Rich. Dados botânicos Árvore de pequeno porte. flor com estandarte longo. O gênero Desmodium descrito por Auguste Desvaux inclui aproximadamente 450 espécies vegetais. plano.) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica principalmente de Fava.

Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. além da famosa fava de cumaru. Imburana. Das sementes se preparavam antigamente excelentes colares e braceletes. A planta é de grande ocorrência na Amazônia e fornece excelente madeira de lei. Cumar-do-amazonas. podendo atingir até 35 m de altura. servem para tratar a pneumonia. com cascas avermelhadas ou amarelo-acinzentadas. Cumaru-amarelo. que permitiu seu uso na aromatização de chocolates. muito explorada comercialmente pela qualidade na produção de móveis de luxo. folhas grandes. quando maduros e secos. compostas. . Em outras regiões do Brasil é conhecida como Cumaru-verdadeiro. alimentos e uísque. as sementes maceradas em água são utilizadas como antiespasmódico. charutos. Nomes populares A espécie é chamada. Umburana e Kumbaru. pecioladas. doces. 1991). O nome do gênero significa "duas asas". na região amazônica. Cumaruzeiro. O gênero Dipteryx descrito por Johann Cristian Daniel von Schreber inclui apenas dez espécies tropicais de grande ocorrência na Amazônia. que. caule reto. cigarros. imparipinadas. sendo indicado "cheirar quando se está com dor". frutos em forma de vagem drupácea. de Cumaru. diaforético e contra problemas cardíacos e menstruais. Imburana-de-cheiro. flores vermelhas. dispostas em panículas pubescentes. aromáticas. Os frutos usados topicamente são eficazes no alívio da dor de ouvido e. produto de enorme comércio no século passado por causa de seu excelente aroma. grosso. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O macerado dos frutos em álcool é usado contra dores de cabeça. quando passados sobre as costelas. se fendem liberando a semente roxo-escura.Dipteryx odorata (Aubl. de cor verde-amarelada. de pequena espessura. oleosa e aromática coberta por um pecíolo (Vieira. alternas. sabonetes e outros produtos da indústria de cosméticos. referindo-se ao cálice.) Willd. e na produção de perfumes.

tônico cardíaco e anestésico sobre o sistema nervoso. antitussígeno. diaforético. pecioladas. febrífugo. internamente.As sementes embebidas no rum são usadas pelos "Créoles" para mordida de cobra como xampu. para aliviar dores de garganta e. emenagogas e cardíacas. caule ereto. . como reconstituinte das forças orgânicas. Em outros lugares. emenagogo. Na Amazônia o uso dessa planta é aconselhado nas convalescências. O óleo das sementes auxilia nas úlceras bucais. diaforético. Já os índios wayãpi usam a decocção da casca para banhos antipiréticos. podendo atingir até 3 m de altura. flores vermelhas. contra contusão e reumatismo. contra qualquer inflamação. folhas grandes. pela presença de Cumarina. e os palikur. Dados botânicos A planta é uma árvore de grande porte. essa espécie é utilizada como anticoagulante. Dados da medicina tradicional A decocção das sementes é usada pelos índios tenharins em gargarejos. grosso. A planta é de grande ocorrência na Amazônia. dispostas em panículas pubescentes. antiespasmódico. antidispéptico. narcótico e estimulante. compostas de sete a nove folíolos. Dipteryx punciata (Blake) Amshoff Nomes populares A espécie é chamada de Dióuvi pelos índios tenharins. diaforéticas. frutos em forma de vagem verde. Corrêa (1984) refere que as sementes são antiespasmódicas. dores de ouvido e serve como tônico capilar (Vieira. contendo casca de pequena espessura. cardiotônico. aromáticas. 1991). para banhos fortificantes de crianças. imparipinadas. com semente oleosa e aromática. alternas.

O nome do gênero significa "fruto de bálsamo". com casca rugosa no caule. sendo ainda expectorante peitoral. indicadas nas lesões do sistema respiratório. ramos glabros de onde partem folhas imparipinadas. 1974). tinturas e perfumaria. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 15 m de altura. de onde foram isolados flavonóides (Braz Filho et al. enquanto os frutos passam por excitantes e antidispépticos. outros compostos . compostos 5-9 folioladas. Pau-bálsamo. a mais estudada é a D. portas e janelas de luxo. Óleo-pardo. urucu. na região da Mata Atlântica e em quase todo o Brasil. o macerado da casca da planta em aguardente é usado externamente como cicatrizante e antiinflamatório. A planta fornece uma madeira avermelhada muito usada na construção civil. de Cabreúva.. assim como a casca. de ocorrência na América do Sul. flores brancas dispostas em racemos e fruto do tipo vagem oblonga. Outros nomes são Cabruê. Nomes populares A espécie é chamada. O gênero descrito por Francisco Friera Allemão e Cysneiro inclui apenas quatro espécies. os mesmos efeitos são atribuídos às raízes. para fabricação de carroças. Bálsamo e Pau-de-óleo. A madeira. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A espécie tem grande ocorrência e distribuição na Mata Atlântica do Estado de São Paulo. Dados químicos dos gêneros Derris Das espécies do gênero Derris. Corrêa (1984) refere que a casca e a resina são excelentes para tratar feridas e contusões. sendo muito usada na indústria de cosméticos. possui aroma balsâmico.Myrocarpus frondosus Aliem.

elliptica foram isolados os rotenóides eliptinol. aparines (Link. Das raízes de D. D. foram isolados.rotenóides (Braz Filho et al. 1978. que apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. 1997).. 1986). 1978). 1995b) e D. 1997). benthmii (Fellows et al.8-difenileriodictiol. adhaesivum Schldl. 1993. 1978). 1976. N. reticulata cujos flavonóides apresentaram atividade citotóxica (Mahidol et al.. B e C). reticulata. foram isolados os flavonóides desmodina. D. 1977). Flavonóides também foram isolados em D. D. heterocarpon e D. Da espécie D. em maior quantidade nas raízes com mais de 18-24 meses de idade (Nguyen et al. além de coumestrol e alfa-amirina (Zoghbi et al. 1996).. Nakatu et al. 1991.. com significativa atividade inibitória contra a proteína tirosina quinase (Kim et al... senegalenseína. et al.. epoxilupinifolina e dereticulatina. 1989).. Kimetal. enquanto de D. 1976) e D. Desmodium De D. deguelina e tefrosina (Ahmed et al... 1989). 1986.. amoena. spruceana (Garcia et al. D.. oblonga e D. Foram isolados alcalóides de D. D. 1988).) DC. laxiflora Lin et al. scandens foram isolados isoflavonóides (Garcia et al. os flavonóides. araripensis (Nascimento et al. spruceana. 1973b) e saponina (Parente & Mors. lipídios. proteínas. Em diferentes espécies de Derris caracterizou-se a presença de rotenonas. incanum DC. Do caule de D.. laxiflora foram isoladas as flavanonas: 6. hookerianum foi isolada canavanina (Bell et al. canadense (L. homoadonivenita (Batyuk et al.. As espécies D. Bell et al. . Lin & Kuo. 1987) e também o aminoácido canavanina (Tschiersch. 1961.. indica caracterizou-se a presença de carboidratos. do seu caule e de suas folhas. Todos os compostos apresentaram atividade citotóxica contra linhagem de células P-388 (Mahidol et al.. hiravanona. crisantemina e cianina (Matinod et al. canarensis (Evans et al. 1985) e D. ácido ascórbico e pigmentos fenólicos (Mathur & Kamal. possuem em suas flores o flavonóide delfinidina (Forsyth & Simmonds.. tortuosum. canum detectou-se a presença de isoflavanonas (desmodianonas A.. e das raízes de D. lupinifolina e laxiflorina. 1977). 1978). 1995b). conhecidas popularmente como Pega-pega ou Beiço-de-boi. também denominada D. Em D..) DC.. obtusa (Nascimento et al. De D. Nascimento & Mors. E em D... glutinosum.. frutescens. 1994). foram isoladas as flavanonas lupinofolina e as piranoflavanonas. 1962). ou D. D. 1954). Rao M. 1994).

possui em suas folhas os produtos naturais alifáticos hexacosil eicosanoato. 1969. cinereum (Kunth) DC. os flavonóides hiperina. elegans DC. ario-inositol e betapinitol. bufotenina N-óxido..) DC. N. gangetinina. triptamina e tiramina (Ghosal & Srivastava. os alcalóides candicina. também denominada D.) DC. galactopinitol A. além de canavanina (Beveridge et al.. hordenina. 1972. Bell et al. 1-triacontanol e o esteróide betasitosterol (Hussain & Saifur-Rahman. 1978). 1972). e de D. salsolina. Em suas raízes foram isolados abrina. também muito usado medicinalmente. . isoquercitrina. intortum foram caracterizados também os taninos condensados (Mwendia. betaína. Em D. desmodina.4-dimetoxifenetilamina. 1-octacosanol. possui os flavonóides dalbergioidina. ácido octacosanóico. intortum) possui carboidratos. 1964) foram todos isolados de D. Nakatu et al. Don. O-metilbufotenina. desmocarpina. Purushothaman et al. hipoforina e os alcalóides...N-dimetiltriptamina. salsolidina.. caudatum (Thunb. foram isolados mangiferina. De D. kaempferol e quercetina. tiliafolium G. normacromerina. 1983). A espécie D. 1963).4-dimetoxifenetilamina. 1977.. 2-feniletilamina. beta-carbolina. 1962. hipoforina. Nmetiltiramina. Gray foram isolados o carboidrato D-pinitol (Plouvier. 1984. Ghosal & Bhattacharya. O D. 1975). 1978) e swertisina (Aritomi & Kawasaki. 1968) e o aminoácido canavanina (Nakatu et al. Purushothaman et al. 1949) e a canavanina (Van Etten et al. cinarascens A.. A planta conhecida popularmente como Amor-seco ou Pega-pega (D.Os alcalóides bufotenina. 1971). N-N-dimetil-3. 3. genisteína. gangetina. os flavonóides desmodol (Ueno et al.. leptocladina. O-metilbufotenina N-óxido (Gosal & Banerjee. 2-hidroxigenisteína e kievitona (Ingham & Dewick. e o esteróide antiosídeo (Alaniya. 1973). gangeticum (L. difisolina. hordenina.

e de D..) DC.. De D.. Amor-de-velho-comum. laxiflorum foram isolados heptacosanos. foram isolados os flavonóides apigenina. e de D sandwicense E. floribundum. styracifolium foram também isolados triterpenóides saponínicos (Ikegami et al. 1996). ácido indol-3-acético. 1978).. e os alcalóides colina. 1989). Perez-Maldonado & Norton. Mukherjee et al. e os flavonóides isoliquiritigenina. liquiritigenina e maackiana (Braz Filho et al. Bell et al. 1989). mollicum foram isolados flavonas e flavonóides glicosilados (D'Agostino et al.. Adinarayana & Syamasundar.. kaempferol. foi isolado o alcalóide hordenina (Maurya et al. Anjaneyulu et al. 1971. b-sitosterol. De D.... Ahluwalia et al. 1989). 1989... estigmasterol. 1982. também denominado Ougeinia dalbergioides Benth. 1995). compostos estes também isolados em D. 1961 e 1962.) DC.. trigonelina e tiramina (Ghosal et al.. foram isolados os carboidratos galactopinitol A. estigmasterol. 1986. homoferreirina. também denominado D. e de D. N.. vitexina e xilosilvitenina. Sreenivasan & Sankarasubramanin. De Desmodium uncinatum (Jacq. racemosum. 1995). também denominado Amor-develha-da-folha-graúda. 1985). os terpenóides beta-amirina. feniletilamina. 1977. De D. ácido triacontanóico e ácido 2-triacontenóico (Saxena & Shukla.1995. 1984). ougenina e quercetina (Balakrishna et al. Kubo et al. betuína e lupeol (Ghosh & Dutta. De D.. nonacosanos. Kubo et al. foi isolado o flavonóide kaempferitrina (Aritomi. triflorum (L. foram isolados os flavonóides dalbergioidina. o terpenóide lupeol. . 1965). 1963a e 1963b.. 1997). pinitol e canavanina (Beveridge et al. formononetina. De D. De D. isovitexina. styracifolium foram isolados os flavonóides schaftosídeo e vicenina e os terpenóides soiasapogenol B e soiasaponina (Yasukawa et al.N-dimetiltriptamina N-óxido. flavosativasídeo. Meyer foi isolado o flavonóide malvina (Park & Rotar. inositol. podocarpum. ovalifolium (Giner-Chavez et al. De D. 1965. Diplotropis Foram isolados do tronco da espécie os esteróides sitosterol. heptacosanol. 1962). vitexina. epifriedelinol e estigmasterol (Yang et al. lupeol. triquetrum foram isolados friedelina. ojeinese. 1968). também conhecido com D. 1966). multiflorum.. 7-hidroxiflavona. tricosanol.

. lupanina e tetrahidrorombifolina (Kinghorn et al.3epimetoxilupanina.. 1. De Diplotropis martiusii foram isolados os alcalóides angustifolina. 1982).1973a).

Togashi.. 1991).. 1994).. odorata apresenta um grande valor comercial. lacunifera foram isolados ácidos graxos e di e sesquiterpenóides (Mendes & Silveira. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. alata foram determinados 40% de óleo. utilizadas na indústria de cosméticos e perfumaria. além dos terpenóides betulina. . De diferentes partes de D. odoratina. alata foram determinados 40% de óleo. 1952). 1996) e constituintes voláteis (Woerner & Schreier. retusina). 1979) e terpenóides (19-vouacapanol. A espécie D. Nakano et al. De D. odoratina... flavonóides (dipterixina. 1995. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona).Dipferyx De diferentes partes de D. odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al.. 2000. Das sementes de D. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al. Das sementes da espécie D. 30% de proteínas e 19% de fibra (Togashi & Sgarieri. 1995). lupenona e lupeol (Kaplan et al. punctata (Gruenwald. odoratina.. 1981). 1994). De D. 1994). cumarinas (Ehlers et al. pois suas sementes são ricas em Cumarina. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. retusina) e terpenóides (19-vouacapanol. 1966).. punctata (Gruenwald. além dos terpenóides betulina. lupenona e lupeol (Kaplan et al. De Dipterix odorata foram isolados também o ácido melilótico e melilotato de etila (Ehlers et al. 1993). 1966) e beta-farneseno (Matos et al. 1952). 1995).. Benzopiranóides também foram isolados da espécie D. odorata foram isolados benzopiranóides (umbelliferona e benzopiranona).. 1996). flavonóides (dipterixina. odoratina. isoflavonóides (Lourenço et al. 1995) e cumarinas (Ehlers et al. ácido voucapênico e vouacapana) (Bisby et al.

1998. também conhecido como Timbó. 1992) e depressora do SNC (Jabbar et al. 2002). Datta & Bhattacharrya. 1979). 1972). Derris A espécie Derris amazonica apresentou atividade antimalárica (Munoz et al.. scandens foram isolados dois compostos warangalona e ácido robústico. 2000) e inseticida (Luitgards-Moura et al. Foi isolada das raízes de D. urucum foram caracterizados os efeitos ictiotóxicos. De D.. O extrato etanólico de D.. Derris sp e D. que provavelmente estão envolvidos com o efeito biológico in vivo e por sua atividade inseticida (Wang et al... 2001). 1997). Essa planta também foi responsável pela atividade leishmanicida (Iwu et al. nicou (Costa et al.. indicus tem apresentado efeito hepatoprotetor (Datta et al... gangeticum a gangetina que promoveu a diminuição da fertilidade masculina em ratos (Latha et al. 2001). De Derris sp. foi avaliada a atividade tóxica em bovinos. Desmodium O Desmodium sp foi utilizado para o tratamento de hepatites do tipo B em humanos... sendo a rotenona o composto responsável pela atividade (Santos et al. Das raízes de D. e o princípio ativo responsável pela atividade foram os alcalóides indólicos (Tubery et al. Aragão & Valle. urucu e D. 1987). 1996).Dados farmacológicos dos gêneros Caia nus Uma proteína isolada de C. 1999. micou. 1997)... D. 1997). . elíptica apresentou atividade antifúngica seletiva (Mohamed et ali. Até a dose de 10 g/kg da planta fresca aplicada ao animal não foram observados sinais de toxicidade (Tokarnia et al.

1997). 1997). intortum foi estudado quanto à sua digestibilidade e quanto ao seu uso como suplemento alimentar para carneiros e ovelhas (Perez-Maldonado et al. além de apresentar atividades analgésica e antibacteriana (Vu et al..A D. D.. 1996).. 1987). canadense foram isolados os flavonóides desmodina e homoadonivernite. ovalifolium apresentaram atividade antibacteriana (Nelson et al. styracifolium inibiu a cristalização de oxalato de cálcio. De D. B e C. 1988). styracifolium. Estudos in vivo foram realizados com os flavonóides de D. Tolera & Said. O extrato de D. O extrato de D. 1989).. 1999).. . styracifolium promoveu a estimulação da secreção biliar. e os taninos isolados de D. 1997). Uma caracterização preliminar sugere serem as saponinas triterpênicas as responsáveis pelas atividades (Addy.. e o principal constituinte parece ser um polissacarídeo que poderia ser usado para o tratamento renal (Li et al. que também apresentaram atividade antimicrobiana (Monache et al. 1988)... A desmodina apresentou atividade analgésica in vivo no modelo da placa quente (Batyuk et al. O extrato aquoso de D. que foram responsáveis pela prevenção da formação de cálculos renais (Kubo et al. De Desmodium canum foram caracterizadas isoflavanonas desmodianonas A. grahami promoveu relaxamento da musculatura lisa (Rojas et al. adscendens apresentou atividade antianafilática e é utilizado localmente para o tratamento da asma. 1996.

M. Zollernia e Acácia. 1991).. distribuídas em cinco tribos. Adenanthera. et al. Leucaena..Diploiropis O caule de Diplotropis duckei apresentou atividades antiedematogênica e antinociceptiva (Costa et al. doses elevadas podem causar náusea. Calliandra. 1996).. das sementes de D. lacunifora foi caracterizada atividade moluscicida (Almeida. 1998). Dipteryx Das cascas de Dipterix alata foi caracterizada a atividade antiinflamatória (Lima & Martins. Y. Dados toxicológicos do gênero Derris O contato direto de D. muitos deles de valor medicinal. Mas o pesticida natural rotenona extraído das espécies de Derris não apresenta atividade carcinogênica (Greenman et ali. tremores musculares e morte por parada respiratória no homem (Sousa et al. Prosopis. vômito.950 espécies descritas. Inga..Espécies medicinais da família Mimosaceae Introdução A família Mimosaceae (subfamília Mimosoideae ou Leguminosae II) compreende 64 gêneros e 2. 1987). . Albizia. das quais destacamos os gêneros Parkia. 1993). Mimosa. urucum provoca irritação da pele.

Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Ingá. . com grande ocorrência na Amazônia. a espécie é chamada de Mocitaíba. Ingá-grande e Jambolão. Em outras regiões do país.Espécies medicinais Inga spectabilis (Vahl. repletas de glândulas. encontradas em áreas tropicais e temperadas. Moçataíba e Orelha-de-onça. na região da Mata Atlântica. Dados da medicina tradicional Os frutos são comestíveis. O gênero Inga descrito por Phillip Miller inclui 350 espécies vegetais. flores reunidas em espigas terminais. pois é confundida e coletada como adulterante da Espinheira-santa verdadeira (Maytenus ilicifolia). e a infusão das folhas é usada no tratamento de diabetes. O nome do gênero é denominação popular nas Guianas. pinadas. Nomes populares A espécie. Dados botânicos A planta é uma árvore com folhas alternas. é chamada de Espinheira-santa. folhas simples coriáceas com cerca de 15 cm de comprimento e 5 cm de largura. O fruto é amplamente consumido como comestível na região amazônica. Zollernia ilicifolia Vog.) Willd. Dados botânicos A planta é uma árvore de porte médio (aproximadamente 15 m). compostas por folíolos ovais. Laranjeira-do-mato. pecioladas.

4'trihidroxi-6.3'. I. a infusão das folhas é usada internamente contra úlceras e problemas estomacais. parviflora foram isolados os constituintes 7. .oblongas. alba. incluindo dores. com margens onduladas e providas de espinhos.. farmacológicos e toxicológicos.8-dimetilflavona (Correa et al.7. I. Foram isolados alcalóides das espécies I. a antiga casa regente prussiana. flores rosadas (Figura 18. 6. Não foram encontradas outras referências de uso medicinal dessa espécie. O gênero descrito por Maximilian Alexander Philipp zu Wied-Neuied e Christian Gottfried Daniel Nees von Esenbeck inclui quatorze espécies tropicais. paterno (Morton et al. I. I. longispica. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. 1996). Estudos preliminares de atividades analgésica e antiulcerogênica da espécie Zollernia ilicifolia. Maytenus ilicifolia). estão sendo realizados em nossos laboratórios mas ainda em fase de publicação. 1991). bourgonii. I. e o nome deriva de Hohenzollern.3'4'-trihidroxiaurona e 7. heterophylla. 5. Dados químicos e farmacológicos dos gêneros De Inga edulis var. estipulas espessas (característica marcante na diferenciação da Espinheira-santa verdadeira. sertulifera. assim como perfil fitoquímico e toxicidade aguda.7). stipularis (Kraus & Reinbothe. I.. Sobre o gênero Zollernia não foram encontrados estudos químicos.4'-tetrahidroxi-3-metoxiflavona.22stigmastadien-3b-ol glucosedeo. oerstediana e I. semialata. I. I. I. 1973). nobilis. laurina.

b) detalhe das folhas (fotos originais por M. S.1 . . Reis).Bauhinia forfícata: a) vista geral da copa da árvore.FIGURA 18.

Caesalpinia ferrea. Escanerata do ramo florido e da flor (Banco de imagens - .FIGURA 18.2 .

Cassia multijuga: a) escanerata do ramo com flores e frutos. 1984).FIGURA 18. b) ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa.3 . c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens 316 .

c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens .4 .Cassia occidentalis: a) ramo com frutos e flores (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne. b) escanerata do ramo com flores e frutos.FIGURA 18. 1939).

Banco de imagens - . Ramo florido e detalhe da flor (desenho original por Di Stasi .Derris floribunda.5 .FIGURA 18.

6 . Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Diplotropis purpurea.Banco de imagens - .FIGURA 18.

7 .FIGURA 18.Zollemia ilicifolia. Detalhe das folhas com espinhos e das estipulas (fotos originais por M. . S. Reis).

C. que inclui o gênero Punica.950 espécies. onde ocorrem cerca de 63 gêneros e aproximadamente 480 espécies (Barrozo. da famosa Romã. lianas ou arbóreas (árvores) grandes e pequenas. com ocorrência principalmente nas regiões tropicais de todo o mundo (Mabberley. Hiruma-Lima A ordem Myrtales reúne doze famílias botânicas. como a popular Quaresmeira (Tibouchina) e . e as duas famílias aqui descritas. Punicaceae. a Punica granatum. Melastomataceae e Myrtaceae. das quais devemos destacar as Lytraceae do gênero Cuphea. assim come outras espécies de valor econômico. com inúmeros representantes no Brasil. Di Stasi C. A. 1978). que incluem espécies medicinais. arbustivas. São plantas herbáceas. distribuídas nos 188 gêneros. 1997). Muitas dessas espécies são ornamentais e amplamente conhecidas no Brasil.19 Myrtales medicinais L. Espécies medicinais da família Melastomataceae Introdução A família Melastomataceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu inclui 4.

fruto do tipo baga. Dados botânicos A planta é um arbusto de pequeno porte. ereto e piloso. com folhas ovais e cordiformes. O nome do gênero Clidemia foi dedicado ao médico grego Clidemus. Outro nome popular é Flor-de-quaresma. Cambessedesia e Lavoisiera 0oly. ou Pixirica. Microlicia. Miconia. dispostas em cimeiras. O gênero foi descrito por David Don e inclui 117 espécies tropicais de ocorrência nas Américas. Salpinga. Nomes populares Na região amazônica. foram referidas como medicinal apenas duas espécies. ambas pela indicação popular na região amazônica. Rhynchanthera grandiflora (Aubl. Espécies medicinais Clidemia novemnervia Nome popular Essa espécie é conhecida popularmente como Aritucá. nervadas e pubescentes. roxo. essa espécie é chamada de Quaresma. na região amazônica. flores pequenas.) DC. muitas delas com frutos comestíveis e várias de uso medicinal. brancas ou rosas. 1998). as folhas maceradas cruas são usadas topicamente em feridas e coceiras provocadas por picadas de insetos e carrapatos.as demais plantas ornamentais do gênero Leandra. . em outras regiões. Clidemia novemnervia e Rhynchanthera grandiflora. Neste estudo. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Huberia. que descreveu inúmeras patologias em plantas.

Psidium. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada contra febres. Eugenia. como o Óleo de eucalipto e a Pimenta. O nome do gênero significa "antera rostrada" e foi descrito por Augustin Pyramus De Candole. Mas existem relatos da intoxicação em cabras por ingestão de Clidemia hirta. inclui cerca de 129 gêneros e aproximadamente 4. cordiformes na base e com margens serreadas e nervura central proeminente. 1997) arbustivas e arbóreas. flores rosas ou roxas e fruto de cápsula escura. Eucalyptus. Dados químicos e farmacológicos do gênero Clidemia Não foram encontrados dados químicos ou farmacológicos da espécie. Essa família inclui gêneros como Myrtus. 1990). Várias espécies fornecem importantes óleos essenciais e temperos.. oeste da Índia e América tropical. e várias outras em climas temperados. Pseudocaryophyllus. de onde partem folhas de pecíolo longo. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Não foram encontradas outras referências medicinais dessa espécie. Pimenta.620 espécies (Mabberley. bem representada na Austrália. Os .Dados botânicos A planta é um arbusto de caule ereto e repleto de ramos pilosos e glandulosos. que contém 19% de taninos hidrolizáveis. Foram observadas também nefrotoxicidade e gastroenterites (Murdiati et al. No gênero são descritas quatorze espécies vegetais. A planta fornece madeira e é cultivada como ornamental pela beleza das flores. Leptospermum e Melaleuca. Syzygium. planas. Espécies medicinais da família Myrtaceae Introdução A família Myrtaceae. Enzimas séricas indicam provável dano hepático.

cultivado ou adquirido no comércio. Dados botânicos Árvore de porte médio (até 15 m) a pequeno (até 5 m quando cultivada). 1998). flores pequenas. Jambo e Cambuci) e Paivaea se destacam pelo valor alimentício. para o alívio de dores de dentes. rosas ou avermelhadas. Araçá). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. enquanto a infusão com folhas de alfavaca (Ocimum basilicum) é usada externamente contra sinusite. dispostas em corimbos. as partes aéreas do Cravo-da-índia. Eugenia (Pitanga. especialmente as flores. .constituintes dessa família incluem. de grande valor pelo seu uso na indústria de cosméticos e na produção de bebidas. comercializada no mundo todo como condimento e para a extração de seu óleo essencial. ácidos fenólicos e ésteres. 1996). Cereja-nacional. opostas. além de óleos essenciais. são usadas no local. Myrciaria Gabuticaba). E uma espécie exótica. No Brasil. bastante aromáticas. Espécies medicinais Caryophyííus aromaticus L. taninos. fruto do tipo drupa. A infusão das partes aéreas é utilizada como afrodisíaco e contra desordens estomacais. com folhas pecioladas. sendo rara a presença dos glicosídeos cianogênicos e alcalóides (Evans. leucoantocianinas. várias espécies dos gêneros Psydium (Goiaba. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente como Cravo-da-índia ou Craveiro-da-índia. congestão nasal e dores de cabeça. oblongas e glabras. os gêneros Pimenta (Pimenta) e Syzygium (Cravo-da-índia) destacam-se como condimentos (Joly.

brancas e com numerosos estames. e. A infusão dos frutos. doenças da pele. Dados botânicos Arbusto ou árvore de pequeno porte. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. O chá feito das folhas e/ou da casca dessa espécie é utilizado por algumas tribos contra diarréia e disenteria. de sabor agradável. com caule tortuoso e casca lisa. Araçá-vaçu no Rio Grande do Sul.Outras indicações incluem o uso da "água destilada de cravo" como digestivo e sudorífico (Corrêa. esmagar. folhas opostas. é indicado contra diarréia. ovadolanceoladas. 1984). a infusão das folhas é usada contra dor de barriga. existem registros para a espécie como Goiabeira. significa "triturar. para regulação do ciclo . o chá das folhas novas. usada externamente. morder". é útil contra hemorróidas. diclamídeas. fruto com baga amarela. internamente. contra diarréias. flores hermafroditas. que é a denominação em grego da planta. glabras ou ligeiramente pubescentes na face superior.1). por outras. com cálice membranoso. Psydium guajava L Nomes populares Essa planta é conhecida na região Amazônica como Goiaba. enquanto a decocção dos brotos é indicada contra diarréias graves. são usados contra dores de estômago e problemas de fígado e contra desarranjo menstrual e hemorróidas. galhada. Provém de psidion. os brotos de goiaba e de caju. referindo-se aos frutos. assim como o chá das folhas com Amor-crescido. O nome do gênero. curto-pecioladas. actinomorfas. e Goiabeira Branca em Minas Gerais. Na região da Mata Atlântica. Araçá-goiaba. botões florais tomentosos ou glabros. edema e. Psidium. de polpa abundante (branca ou vermelha) e numerosas sementes pequenas e duras (Figura 19. no entanto. Araçá-guaçu. Guaiava. fervidos. Guaiaba. Araçáguaiaba.

oeste da África e sudeste da Ásia (Smith et al. o chá das folhas. com cálice membranoso. 1988). 1982). sendo facilmente confundida com esta. principalmente em diarréias infantis. 1992). sendo também muito abundante em capoeiras e outras áreas desmatadas.. como também os frutos. Grenand et al. Psydium cf. no Piauí. indisposição estomacal e vertigem (Forero. misturado com folhas de pitanga. . Grandi & Siqueira. actinomorfas. no Rio Grande do Sul. a infusão das folhas é utilizada como antidiarréica e contra problemas hepáticos (Emperaire. as raízes são usadas contra problemas estomacais e cutâneos (Corrêa. curto-pecioladas e glabras. botões florais tomentosos ou glabros.menstrual. As outras indicações populares incluem a utilização da casca como adstringente. A espécie é igualmente cultivada no Brasil e em vários outros países. em gargarejos contra afecções da boca e garganta. com vários galhos e caule bastante tortuoso e casca lisa. Na Mata Atlântica a espécie é encontrada dentro de áreas florestais de formação secundária. As folhas de P. folhas opostas. é antidiarréico (Amorozo &Gély. e o decocto. 1987. Central. no Pará. 1994). flores hermafroditas. 1982. 1984). guajava ainda são utilizadas na América Latina. 1980. lavagens de úlceras. Dados botânicos A espécie é um arbusto com até 5 m de altura. A espécie é muito semelhante à goiabeira verdadeira. antidiarréica. 1986). brancas e com numerosos estames. de polpa abundante. 1982). é considerado útil contra desarranjo menstrual (Simões et al. em Minas Gerais... o chá da folha. antileucorréica. diclamídeas. Duke & Vasquez. a casca do tronco é utilizada também contra catarros intestinais. anticolérica e antiúlcera. também é indicado contra leucorréias e em irritações vaginais (Verardo. Nomes populares A espécie é denominada nas comunidades tradicionais da Mata Atlântica Araçá ou Araçá-mirim. igualmente usados como alimento. guineense Sw. fruto com baga amarela. misturado com folhas de salva-de-marajó. como estomáquico.

1987. As diferenças quantitativas e qua- . acoradieno. himacaleno. Marcelin et al. pectina. O aroma característico do fruto foi atribuído a quatro constituintes. bisaboleno e -bisabolol (Craveiro et al. p-cimeno. 1989. enquanto a infusão das folhas é usada na forma de gargarejo como anti-séptico bucal e também como antiinflamatório externo. as comunidades tradicionais usam a decocção das folhas como antiinflamatório e cicatrizante local. 1994). 1989. cetonas. 1989.1-díetoxietano. 1.. -bergamoteno. ésteres. -cedreno. 1986.. derivado de eugenol.. e 95% são cariofileno (Latza et al. 28 ésteres. 1991). mirceno. óxido de humuleno. 1996.. analgésica e anticonvulsivante (Costa et al. De Psydium guajava foram isolados vários polifenóis (Okuda et al. 1990). O dehidrodieugenol. Pino et al. bem como outros constituintes aromáticos (Cicogna-Junior et al. alcanos. 1968). -cubebeno. açúcares.Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.. 10 hidrocarbonetos e 13 uma mistura de compostos (Nishimura et al.. 1990. -santaleno. Dos frutos também foram isolados: l-0-trans-cinamoil-a-L-arabínofuranosil-(16)-b-D-glucopiranose e 1-O-trans-cinamoil-b-D-glucopiranose (Latza et al.. 17 cetonas. Zheng et al. 31 alcanos. 1. 1996). Existem relatos das atividades quimopreventiva e detoxificante hepática (Kumari. borneol. cremoflieno. o óleo essencial é constituído principalmente de -pineno. 1996). 1981). -terpineol.. t-cariofileno. Pino et al. 1987).. lignina. polissacarídeos e ácidos (El-Zorkani. aldeídos. -guaieno... Chyau & Wu. Ortega & Pino. 1996). humuleno. Yusof & Mohamed. vitaminas C e A.1-dietoxihexano e acetaldeído etil cis-3-hexenil acetal (Zhengy et al. 1990. p-menten-9-ol. Oliveros-Belardo et al. 1987).1-dietoximetano. hidrocarbonetos e uma mistura de compostos (Nishimura et al. 1978). 1982) e quercetina. Wilson & Shaw. dos quais 13 são aldeídos. 1987. Dados químicos Foi isolado de Caryophyííus aromaticus o eugenol (Costa et al. além de taninos (Misra & Seshadri. -bisaboleno. 10 ácidos. Ortega & Pino.... apresentou atividade depressora do SNC. 122 componentes voláteis.. denominados 1. 1968. 1994). os frutos contêm monoterpenos e sesquiterpenos.

ácido oleanólico (Mair et al. oléico e esteárico (Opute.. Lima Filho et al. 1987. (1994) verificaram atividade hipoglicêmica.. Ácido elágico. 1985) e quercetina foram isolados das flores (Mair et al.litativas nos constituintes voláteis do interior e do exterior da casca do fruto foram determinadas. existem várias atividades descritas para espécies desse gênero. alcoóis sesquiterpenóides e triterpenóides (Begum et al.. 1986).. Nas sementes foram determinados lipídios e proteínas (Habib... 2002. Jain et al. d-arabinose e ácido urônico (El-Sayed. guaijaverina. 1974. guajava foi atribuída à presença de alcalóides quaternários (Ali et al. 1989). 1987). palmítico. óleo essencial (Ji et al. O extrato aquoso tam- . 1978). 1987). polifenoloxidase (Augustin et al. O interior das cascas é rico em ésteres. 1979b. 1996). (1994) e Neri et al. Osman et al. 1991). Hegnaurer.. As atividades antimicrobiana e antimutagênica foram verificadas para essa espécie (Misas et al.. 1981). 1987). Okuda et al. enquanto (Z)ocimeno e beta-e gama-cariofileno se apresentam em maior quantidade no exterior (Chyau & Wu. 1987). 1986). flavonóides. A atividade antibacteriana das cascas de P. d-galactose. e nas folhas foram isolados taninos (Okuda et al. e Maruyama et al. Chen & Yang (1983)... ácidos linoléico. Dados farmacológicos dos gêneros Farmacologicamente.. (1985) demonstraram que essa atividade não está relacionada com alterações no nível de insulina plasmática.

F. guajava foram isolados terpenóides (cariofileno. 1994).... Grover et al. Cheng et al. 1996) Rotavirus enterico e suas folhas foram efetivas contra a staphylococcus faureus (Gran & Demillo. O óleo essencial de P. 1992. guyanensis. e eugenol e timol de P. 1996). 1994. que apresentaram atividade depressora do SNC (Shaheen et al. Santos et al. F. 1983).. F. PonceMacotela et al. . et al. 1995. pohlianum e Psidium sp. A.. A propriedade hipoglicêmica dos frutos dessa espécie tem sido estudada e demonstrada (Roman-Ramos et al. A. Lutterdodt. P.. et al. 1989. Do extrato hexânico das folhas de P. incanescens (Santos. 1998). 1995). Shimomura. 1994.. O extrato de folhas de P. F. pohlianum foram os responsáveis pela atividade (Cunha et al.. Morales et al. incanescens (Zelnik et al.. et al. 1996c. guajava tem sido validado por estudos clínicos para o tratamento de disordens gastrintestinais (Lin et al. Cáceres et al. P. 1994). 1989). Meckes et al. 1997) e bloqueadora da junção neuromuscular.. Das cascas de P.. guajava inibiu a liberação gastrintestinal de acetilcolina em íleo de cobaia estimulado eletricamente ou por meio de contração espontânea. A quercetina isolada de P. 1993. 1996a) de P..). Lozoya et al. widgrenianum (Souza et al. De P. apresentou atividade antimicrobiana (Santos... 1993. 1999). 1996a)..bém diminuiu significativamente os níveis de triglicérides sangüíneos (Basnet et al. guajava foram isolados inibidores de colagenase com atividade antiinflamatória. A.. Lutterdodt et al. 2002.. 1994.... et al. Cáceres et al. 1995). Atividades analgésica e antiinflamatória também foram detectadas nas espécies P.. A. guyanensis (Santos. e antitumoral de P. óxido e b-selineno). anticonvulsivante (Santos.. Lutterdodt. incorporados aos dentifrícios para o controle de doenças periodontais (Santos. 1996b) e P. 1990.. 1997. 1999). Lozoya et al. 1995). et al. 1970).... (Santos et al. F... explicando possivelmente seu efeito no tratamento das diarréias agudas (Lutterdodt. A. guyanensins. 1988) e tosse (Jaiay et al. 2000. Existem ainda relatos das reduzidas atividades tóxicas (Rao et al. 1994. propriedade anticatártica (Pinto et al. 1990. guajava foi isolado um alcalóide quartenário que apresentou atividade antibacteriana contra Shigella dysenteriae (Ali et al.

1 .Psydium guajava.FIGURA 19. Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) e detalhe da flor (Banco de imagens .

que inclui uma importante espécie vegetal do cerrado brasileiro. gênero de grande valor medicinal.G. Salada e Cassine são também muito usadas e estudadas. Gonzalez Introdução A ordem Celastrales inclui oito famílias botânicas. a família Celastraceae. que possuem espécies medicinais. Austroplenckia. C. A família Celastraceae foi descrita por Robert Brown e compreende 88 gêneros. e Maytenus. aqui presente pela sua importância na região da Mata Atlântica.20 Celastrales medicinais L. N. com atividade antifertilidade masculina. representa importante fonte de espécies medicinais. Di Stasi L. são Celastrus e Trypterygium. no qual discutimos duas espécies referidas na região da Mata Atlântica.300 espécies vegetais tropicais e raramente de climas temperados (Mabberley. Os principais gêneros dessa família. . e apenas uma delas. Seito F . 1997). com inúmeras atividades farmacológicas já descritas. ambos contendo espécies amplamente estudadas. nos quais se distribuem aproximadamente 1. Inclui desde árvores até arbustos e lianas.

Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil e é chamada na região da Mata Atlântica de Espinheira-santa. Erva. de onde partem folhas elípticas. de Espinheira-santa. agrupadas em pequenas inflorescências fasciculares de cor amarelo-esverdeada. dores nas costas e úlceras do estômago. ápice agudo. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga. Salva-vidas. ex Reiss. arbusto menor (de 1 a 3 m). Espinho-de-Deus. com acúleos. copa globosa e ramos glabros. Cancerosa. Nomes populares A espécie é chamada. Em outras regiões é chamada de Cambotá bravo e Pau-mamão. Erva-santa e Congorça. flores numerosas. amarelo-avermelhado. Espinheira-divina. fruto do tipo cápsula ovóide. axilares. na região da Mata Atlântica. Corrêa (1926) refere o emprego da planta contra câncer do estômago e Graham (2000) cita o uso de diversas espécies para câncer. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 10 m de altura (no interior da Mata Atlântica). gastrite e ulcera péptica. dor do "ciático". Também é conhecida como Sombra-de-touro. atingindo até 9 cm de comprimento. . denteadas.Espécies medicinais Maytenus ilicifolia Mart. Costa (1984) prescreve o uso da infusão de suas folhas contra dispepsia.cancerosa. Maytenus aquifolium M. glabras. bastante coriáceas.

. 1999). heterophylla e M. 1998). 2001) e triterpenos cetônicos de M. com ramos finos. Foram também isolados um glicosídeo. boaria foram isolados quatro poliésteres betaagarofurânicos (Alarcon et al. alcalóides e triterpenos foram obtidos de M.. podendo chegar a até 15 cm de comprimento. podendo chegar a até 4 m de altura. blepharodes foram isolados o triterpenóide xuxuarina E alfa (dímero baseado em duas unidades de pristimerinas) e dois sesquiterpenóides com esqueleto dihidro-beta-agarofurano (Gonzalez et al.. vermelho. 2000).. Da infusão das folhas de M. Não foram encontradas outras referências de uso popular desta espécie. Dados químicos De M. flores pequenas e axilares. para comercialização como adulterante da Espinheira-santa Maytenus ilicifolia. De M. oblongas..Dados botânicos A planta é uma árvore ou um grande arbusto. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1995). amazonica foram isolados nor-triterpeno e triterpenos nor-fenólicos (Chavez et al.. ... A espécie tem sido amplamente usada e coletada na Mata Atlântica do Estado de São Paulo.. 1995a). aquifolium foram isolados quercetina e kaempferol (Sannomiya et al. krukovii (Honda et al. 1998) e glucosídeos (Zhu et al. 2000). 1995.. aquifolium os alcalóides aquifoliunina E-III e aquifoliunina E-IV e os alcalóides siringaresinol e 4'-0-metil-(-)epigalocatequina (Corsino et al.. a infusão das folhas é usada contra dores de barriga e úlceras do estômago. fruto do tipo capsular. cuja aglicona é estruturalmente relacionada com os típicos sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos de várias Celastraceae (Munoz et al. contendo folhas alternas. Foram isolados das cascas de raízes de M. Das sementes de M. arbitifolia (Orabi et al. 1998a e 1998b os terpenóides friedelina e quinona metídeo (Corsino et al. bem como os triterpenos fenólicos blefarodol e 7 alfa-hidroxi-canarol (Gonzalez et al. serradas e com acúleos nas margens e pequenas estípulas caducas. 1997)..

emarginata foram isolados os alcalóides emarginatina-C. bem como oito triterpenos dammarano (Chavez et al. triterpenos com esqueleto friedo-oleanano (Gonzalez et al.30-lup-20(29) ene-triol e 28. cangoronina e ilicifolina. canaradial. ilicifolia foram isolados glicosídeos como os ilicifolinosídeos A-C (Zhu et al. 1992b)... 1992).8dihidroisoxuxuarina E alfa.. 1994).. 1993a e 1993b).. e outros triterpenos (Gonzalez et al. ilicifolia (Itokawa et al.. Dos ramos de M. 7 alfa-hidroxicanarol. G alfa e G beta. iliocifolia (Shirota et al. alcalóides piridínicos com centro dihidroagarofurânico foram isolados das cascas de raízes de M.30-diol (20).. chuchuhuasca apresentam diferentes alcalóides.30-dihidroxi-lup-20(29)-en-3-one (Gonzalez et al.21-trione (Nozaki et al... triterpenos do tipo friedelana. Além disso. 1996b). 1997). emarginatina-E e emarginatinina. chuchuhuasca (Shirota et al.16.. 15 alfa-hidroxi-21-ceto-pristimerina. 7. ácido oleanólico e ácido betulônico. W-I e 4deoxieuonimina (Shirota et al. xuxuarinas F beta. ebenifolia foram isolados os alcalóides ebenifolinas WI.. 1994b). os triterpenos fenólicos canarol.. As cascas das raízes de M. 1998). diversifolia foi isolado um triterpeno friedelano (maytensifolina-C). sendo a estrutura determinada como 6-beta-hidroxifriedelan3. E-I e E-II (Itokawa et al. De M. foram isolados das folhas de M. E-III. canariensis foram isolados nor-triterpenos (Gonzalez et al. 5'-0-metilgallocatecol e 4-hidroxibenzaldeído (Munoz et al. 1994). E-IV. lupeol. 1999). Dos ramos de M. e escutidina alfa A foram isolados de M. Sesquiterpenos foram isolados de M. 1993). os triterpenos 3-beta.. além de epicatecol. tendo sido isolados os alcalóides chuchuhuaninas E-I. E-V. 1991b). os triterpenóides beta-amirina.. macrocarpa (Chavez et al. tingenona e 20 alfa-hidroxi-tingenona (Alvarenga et al.. De M.. E-II. 1991). 1995a). Dímeros geométricos e estereoisoméricos de triterpenos.28.Gonzalez et al. 1994). betulina. além de pristimerina. 1995b) e sesquiterpenos com esqueleto dihidro-beta-agarofurânico (Gonzalez et al. . lup-20(29)-ene-3beta.. Das folhas de M. 1998). 1999a e 2000). emarginatina-D.. sendo que o último apresenta atividade citotóxica contra células KB humanas (Kuo et al. 7-hidroxi-6-oxoiguesterol.

Nor-triterpenos e triterpenos nor-fenólicos isolados de M.. canariensis apresentaram atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas (Gonzalez et al.. 2000. assim como os compostos 6 beta. buchananii apresenta atividade mitogênica em linfócitos isolados de camundongos atímicos (Tachibana et al.. confertiflora apresentaram atividade antitumoral (Tinwa et al. 1993c) e triterpenos dímericos (Gonzalez. 1999a). 1971). Um triterpeno denominado escutiona foi isolado das cascas de raízes de M. 1971. 1984). Gonzalez et al. scutioides (Gonzalez et al.. G. assim como outro nor-triterpeno isolado de M. 1996a). 1999).. scutioides apresenta atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e modesta atividade citotóxica contra as linhagens de células HeLa. 1999). myrsinoides (Baudouin et al. 1996b). -15-triacetoxi-l alfa. A.. 2001). tendo o extrato hidrometanólico apresentado moderada atividade inibidora contra protease de HIV (Hussein et al. 8 beta.. 6 beta. 1996c). et al.. O composto escutiona isolado de M... 1981) e antimolarial ( El Taher et al.. magellanica apresenta sesquiterpenos dihidro-beta-agarofurânicos (Gonzalez et al. Dados farmacológicos M. Nor-triterpenos isolados de M.M. De M. isolados de M. 1999).. 1999b). M. senegalensis também foi isolado o triterpeno ácido maytenônico (Abraham et al. maytansina e maytanprina com atividade antitumoral (Wang et al. 15-tetraacetoxi9-alfa-benzoiloxi4 beta-hidroxi-beta-dihidroagarofurano. senegalensis e M. 1996). senegalensis foram isolados glicosídeos flavan-3-ol metilados e uma protoantocianidina metilada ((-)-epicatequina. Alcalóides foram isolados de M. .. amazonica apresentam uma baixa atividade antitumoral contra linhagens de células tumorais (Chavez et al. macrocarpa (Chavez et al. Hep-2 e Vero (Gonzalez et al... tendo sido também isolados dímeros triterpenos na espécie (Gonzalez et al. 8 beta. 1981). 1996b).. catingarum (Alvarenga et al. 9 alfa-dibenzoiloxi-4 beta-hidroxi-betadihidroagarofurano e 1 alfa... Wang et al. Do extrato metanólico de cascas dos ramos de M.

2001. ilicifolia não interfere na espermatogênese (Montanari et al. 1991. ilicifolia não foram efetivos como antifúngicos (Portillo et al. aquifolium possuem várias atividades farmacológicas. Queiroz et al... Extratos de Maytenus ilicifolia e M. 1999)..O extrato diclorometânico de M. 2000).. et al.. 2001). senegalensis apresentou importante atividade antiplasmódica contra linhagens de Plasmodium falciparum sensíveis e resistentes à cloroquina. 1991. As folhas e caules de M. . Oliveira et al. 1998a) porém reduziu a taxa de implantações dos embriões em ratas grávidas (Montanari & Bevilacqua.. especialmente contra úlceras (Souza-Formigoni et al. F. Gonzalez. G.. Estudos fitoquímicos preliminares detectaram a presença de terpenóides e traços de compostos fenólicos nesse extrato (El Tahir et al. 2002). Dados recentes indicam que o extrato etanólico das folhas de M.

C. com importantes espécies fontes de madeiras. No Brasil são encontradas espécies das famílias Malpiguiaceae. No Brasil. corantes e de medicamentos. usada na produção da Ayahuasca. Trigoniaceae. ocorrem 32 gêneros. Da família Vochysiaceae destacam-se os gêneros Vochysia e Qualea. além das duas referidas a seguir. e outras espécies dos gêneros Byrsonima e Calphimia. como espécies medicinais da família Malpiguiaceae. especialmente árvores. Byrsonima. distribuídas em todo o território nacional (Barrozo. podem ser citadas as dos gêneros Banisteriopsis. arbustos e lianas (Mabberley.21 Polygalales medicinais L. 1997). . Polygalaceae. 1978). Vochysiaceae e Krameriaceae. Algumas plantas dos gêneros Polygala e Securidaca são espécies medicinais da família Polygalaceae. A família Malpiguiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange aproximadamente 67 gêneros. bebida alucinógena. Di Stasi Introdução A ordem Polygalales inclui sete famílias botânicas. Malpiguia e Stygmaphyllon. ambas com várias espécies medicinais. com aproximadamente trezentas espécies. especialmente a famosa Banisteriopsis caapi. Os principais gêneros dessa família são Banisteriopsis.100 espécies tropicais. das quais se destacam as Malpiguiaceae e Polygalaceae. contendo cerca de 1.

Outra espécie na região amazônica é coletada com o mesmo nome e mesma utilização medicinal.) Juss.Espécies medicinais Stigmaphyllon fulgen Juss. contra icterícia. arredondadas. e. de folhas cordiformes. grande e robusta. e Stigmaphyllon strigosum (Poepp. O nome do gênero Stigmaphyllon. Dados botânicos A espécie é uma planta trepadeira. formando panículas com flores amarelas e frutos do tipo sâmara. nas raízes formam-se grandes tubérculos. sendo comumente coletadas como da mesma espécie. Observação Não foram encontrados dados químicos e farmacológicos sobre essas duas espécies. externamente. .) Juss. Gordura-de-porco ou Cajuçara. glabas na face superior e sedosas na face inferior. dor de estômago e gripes. descrito por Antoine Laurent de Jussieu. no entanto foi identificada como Stigmaphyllon strigosum (Poepp. possui inflorescências dispostas em racemos axilares. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada internamente contra febre. bastante pubescente. significa "estigmas foliáceos". Nomes populares Ambas são denominadas na região amazônica Tapiquira.

Oxalidaceae e Balsaminaceae. C. É ainda nessa família que se encontra um dos produtos mais importantes do Brasil. Souza-Brito L. R. algumas com grande ocorrência no Brasil e na região amazônica. especialmente no Sistema Nervoso Central. especialmente dos gêneros Simarouba. Sapindaceae. Simarubaceae e a outra família. todos com importantes espécies conhecidas popularmente como Timbó. além das espécies aqui citadas. que contém. A. inúmeras espécies medicinais. Hiruma-Lima A. Quassia. amplamente usadas e estudadas como fontes de várias substâncias com atividades antimalárica e amebicida. Oxalidadaceae e Rutaceae foi relevante. Cupania e Serjania. Simaroubaceae. reúne inúmeras plantas de grande valor medicinal e econômico. muitas das quais usadas para a pesca por serem consideradas narcóticas para os peixes. essas espécies serão descritas a seguir. Ailanthus.22 Sapindales medicinais C. M. Rutaceae. Anacardiaceae. Na família Sapindaceae destacam-se os gêneros Paullinia. Di Stasi A ordem Sapindales possui vinte diferentes famílias botânicas. Picrasma e Brucea. . destacando-se as famílias Burseraceae. Essa ordem. Possuem também significativos efeitos farmacológicos. Meliaceae. a ocorrência na região amazônica de espécies medicinais das famílias Anacardiaceae. Das demais famílias dessa ordem. o Guaraná.

nos países de clima temperado. Anacardium giganteum (Moranha) e Spondias purpurea (Serigüela). com aproximadamente 875 espécies. Desses gêneros destacam-se. Anacardium giganteum é uma espécie muito utilizada pelos índios do Brasil. arbustos. Os principais gêneros dessa família botânica são Anacardium e Mangifera (Anacardiae). Spondias. Das variadas espécies dessa família deve-se destacar o Cajueiro. Do mesmo gênero. enquanto no Brasil os gêneros principais são Anacardium. algumas com ampla ocorrência na Região Nordeste. as espécies Pistacia lentiscus. lianas e raramente ervas pereniais. Pistacia terebinthus e Rhus coriaria. Além dos usos medicinais. além de inúmeros usos na indústria de plásticos e de resinas.Espécies medicinais da família Anacardiaceae Introdução A família Anacardiaceae (Dicotyledonae). Manga e Pistache. tais como Caju. Na região amazônica registrou-se amplo uso das espécies Anacardium occidentale (Caju). reúne setenta gêneros. sendo pouco referida e usada em populações urbanas. Lanneae e Tapiríra (Spondiadeae). No Brasil. cuja castanha possui grande valor no mercado internacional como alimento. Mangifera. relatados a seguir. especialmente como fonte de frutas amplamente consumidas e comercializadas. muitas espécies estão espalhadas por todo o território. o segundo gênero mais importante no Brasil é o Spondias. Spondias e Schinus. subtropicais e poucas em regiões de clima temperado (Mabberley. que inclui espécies conhecidas popularmente como Cajazeiro e Umbuzeiro. amplamente consumida . subclasse Rosidae. As espécies estão prioritariamente distribuídas nos trópicos. enquanto outras representam importantes fontes de madeiras. 1997). descrita por John Lindley. Muitas dessas espécies são usadas como medicinais em diversas regiões do país. Essa família botânica inclui árvores. Muitas espécies dessa família são produtoras de frutos bem apreciados em todo o mundo. Nessa família. distribuídas em regiões tropicais. pertence à ordem Sapindales. Rhus e Ozoroa (Rhoeae) e Dobinea (Dobineae). o Cajueiro fornece uma fruta de grande valor na produção de sucos. A espécie Mangifera indica. Schinus. Semecarpus (Semecarpeae).

carnoso e raras vezes doce (Figura 22. perfumadas. em outras regiões do Brasil e Cajuy e Mairu. Engl. com tronco de casca lisa.1). apesar de possuir inúmeras virtudes medicinais registradas em outros levantamentos etnofarmacológicos. . Cajueiro-da-mata (Mato Grosso). Possui ocorrência na Região Norte do Brasil. as flores. sendo também denominada Cajuaçu. ovário súpero com um só óvulo. não foi referida na região de estudo como medicinal.como alimento e cultivada em todo o território brasileiro. dispostas em panículas. Nomes populares Essa espécie é conhecida pelos índios tenharins como Moranha. as folhas simples e alternas são glabras na face superior e pubescentes na face inferior. especialmente no Amazonas. Não foram encontradas outras referências de usos desta espécie na medicina popular. Caju-assu. de 25 a 30 m de altura. O suco é preparado por maceração em água fria e então aplicado topicamente sobre a testa e a nuca. o fruto em forma de drupa é peduncular. não sendo referida em outra comunidade da região amazônica. Dados da medicina tradicional O uso dessa espécie é restrito aos índios tenharins. Caju-da-mata (Amazonas). Cajuí. possuem sépalas e pétalas pentâmeras. Dados botânicos Anacardium giganteum é uma árvore alta. entre outras tribos indígenas. Esses índios se utilizam do suco das folhas como antitérmico e para o alívio de dores de cabeça. Pará e Mato Grosso. Espécies medicinais Anacardium giganteum Hancock ex.

ovadas. no entanto. possui importante mercado nacional e internacional. Além dos usos medicinais descritos a seguir. pendente de um receptáculo carnoso e aromático que é confundido com fruto (Figura 22. É uma planta decídua. Caju-de-casa. Dados botânicos Anacardium occidentale é uma árvore nativa do Nordeste do Brasil. são pediceladas e dispostas em panículas terminais ramificadas. Caju-da-praia. pequenas e de coloração pálida. as flores. O óleo é usado na produção de borracha.Anacardium occidentale L. com um só estame fértil.2). tais como Acajaíba. O gênero Anacardium descrito por Carl Linnaeus inclui quinze espécies tropicais na América do Sul. e as castanhas secas e torradas são muito apreciadas no mundo inteiro. Caju-manteiga. Contra diarréia. o fruto é do tipo aquênio reniforme. onduladas. as folhas são alternas. glabras. ovário unilocular. entre outras. o óleo da castanha. sendo seu centro de ocorrência o Brasil. Economicamente. assim como a própria castanha. pecioladas. Para hemorróidas. que alcança até 15 m de altura e tem um tronco grosso e tortuoso de 25 a 40 cm de diâmetro. utiliza-se um macerado coado da casca em água fria. heliófita e que cresce bem em solos secos. raspa de amor-crescido e cajá. utiliza-se o chá da casca adicionando-se broto de goiaba. o suco das frutas é usado como bebida refrigerante. O . ou simplesmente Caju. significa "semelhante ao coração". Nomes populares Essa espécie é amplamente conhecida como Cajueiro. O nome do gênero. Dados da medicina tradicional Na região de estudo foi relatado que a casca é usada no tratamento de hemorróidas e diarréias graves. em referência ao nome de seu fruto. tomando-se um copo por dia. várias outras denominações são usadas para a espécie. Anacardium. reticuladas e nervadas em ambas as faces. o chá deve ser aplicado na forma de banho de assento. plástico e resinas. Cajumanso. Acajuíba.

Em Juiz de Fora (MG). contra glicosúria e poliúria na forma de banho. 1982). Os índios ticuna da Amazônia usam o suco de fruta como preventivo contra gripes e o chá das folhas contra diarréia. 1994). depurativo e anti-sifilítico. 1995). Matos. e a raiz. problemas respiratórios e do estômago (Smith et al. As flores são afrodisíacas. estimulante e afrodisíaco. 1992). historicamente há relatos do consumo do suco de caju para o tratamento de febre. para controle das secreções vaginais. contra úlceras. 1982). O pedúnculo dos frutos é reputado diurético. Cruz. é eficiente contra aftas e cólicas intestinais. antidiabético e antihemorrágico (Verardo. desordens urinádas e asma (Lima. e ainda como expectorante e contra a icterícia (Corrêa.. tônico. tonsilite e problemas de garganta. 1984). O suco das folhas serve como antiescorbútico. 1993). O pericarpo tem utilização como anti-séptico. astenia. Outros usos catalogados no Brasil referem à utilização da casca como tônico e estimulante medular. brotos servem como expectorantes e o vinho obtido da fruta é indicado como um antidisentérico (Duke et al. Grenand et al. 1995). contra aftas e inflamação da garganta na forma de gargarejo. purgativa... A resina é usada como depurativo e expectorante. No Brasil ocorre ainda o uso da fruta contra sífilis. como um diurético. Inúmeros outros usos foram descritos para essa espécie. uma infusão de folha é usada contra diarréia. No Piauí. a casca é utilizada como adstringente. 1993.. 1994. debilidade muscular. 1990. assim como um potente adstringente. o óleo de semente com suco de fruta é usado contra verrugas. além de o chá de folhas ser usado como líquido para limpeza bucal e gargarejo em úlceras de boca. utiliza-se ainda a infusão da casca como purgativo (Emperaire. P. anti-helmíntico. calos e verrugas.broto do caju é utilizado contra dores de estômago e problemas digestivos e deve ser fervido com broto de goiaba. Reporta-se ainda que as frutas verdes são usadas para tratar hemoptise. O uso dessa espécie no combate à diarréia é comum em inúmeros países da América do Sul (Mejia & Reng. . e a maceração de folhas para tratar diabete. E comum no Brasil o uso na forma de banho de assento. enquanto os índios wayãpi da Guiana indicam o chá contra cólicas de crianças (Schultes & Raffauf.

tônico. Corrêa (1984) refere que a casca é depurativa. A infusão das folhas é usada internamente contra reumatismo e a mastigação das folhas frescas.Schinus terebenthifolius Raddi. lenha e carvão. imparipinadas e de folíolos glabros (Figura 22. com casca grossa. . mas é muito usada como ornamental. Cambuí. o macerado das folhas em aguardente é usado externamente como cicatrizante. Fruto-de-sabi. febrífuga e usada contra afecções uterinas. Aroeira-branca. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. Aroeira-do-sertão. Aroeira-da-praia. Aroeira-do-brejo. estimulante e analgésico. a planta é amplamente conhecida como Arueira ou Aroeira. Coração-de-bugre. Apesar de diversas outras indicações medicinais como diurético. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. A planta é de ocorrência em todo o Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. Fornece uma madeira de valor para a produção de mourões. Outros nomes comuns são Aroeira-mansa. adstringente. por tratar-se de espécie com vários efeitos tóxicos. referindo-se às frestas da casca do fruto. com copa bonita e arredondada. sugere-se o uso com moderação. Dados botânicos A planta é uma árvore com até 12 m de altura. caule tortuoso. sendo comum encontrá-la no interior da Mata Atlântica. Aroeira-do-campo. as folhas são anti-reumáticas e consideradas excelentes para tratar úlceras e feridas. O nome do gênero significa "cortar". analgésico e contra coceiras. Aroeira-vermelha. Fruto-de-raposa. O gênero Schinus foi descrito por Carl Linnaeus e compreende 27 espécies tropicais americanas. o de onde saem ramos principais repletos de ramos secundários com folhas compostas. Bálsamo. como cicatrizante e contra gengivites.3).

além de comestíveis. Acaiou. foi isolado da fruta e especialmente do óleo da castanha por Stadler (1887). Das folhas de Anacardium occidentale foram isolados ácidos fenólicos como gálico. é ovóide. referindo-se à semelhança com o fruto. o fruto. Dados botânicos Spondias purpurea é uma árvore alta. Acaju. Siriuela. com 5 a 7 m de altura. antiespasmódico. enquanto as folhas são consideradas antianêmicas (Guerrero.4). Cirouela. ilustrado a seguir. Outras denominações comuns são Acajá.O3). são usados na forma de suco para o alívio de febre e dores. p-hidroxi- . O nome Spondias significa "ameixa". Dados da medicina tradicional Na região amazônica os frutos. especialmente árvores com resinas. O ácido anacárdico (C22H32. as folhas pecioladas e alternas são ovadolanceoladas.Spondias purpurea L. referindo-se apenas à fruta da espécie. ou Cajá e Umbu. inclui espécies tropicais. ou mesmo Caju. Em outros países da América do Sul. como antidiarréico. reunidas em racemos. descrito também por Carl Linnaeus. O gênero Spondias. as flores são pequenas. do tipo drupa. esverdeado e doce (Figura 22. diurético e analgésico. Dados químicos dos gênero A família Anacardiaceae é bem conhecida pela presença de fenóis e ácidos fenólicos. o fruto da espécie é empregado contra dores renais. Inúmeras espécies desse gênero são historicamente conhecidas como Cajazeiro e Umbuzeiro. com folíolos oblongo-elípticos e acuminados. sendo um composto característico das espécies deste gênero. 1994). imparipinadas. Nomes populares As espécie é conhecida na região amazônica como Umbu ou Serigüela.

Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Anacardium occidentale indicam a presença de glicosídeos cardiotônicos. anacardol e cardol. cicloartenol... 1987). 1997). Al. 1986). campesterol e colesterol (Dinda et al. K e Ca (Thomas & Dave. antocianinas.. também foram isolados (Costa. (-)epicatequina. As castanhas possuem 96% de lipídios neutros e 4% de glicolipídios e fosfolipídios (Nagaraja. quercetina 3-O-ramnosídeo e quercetina 3-O-glucosídeo (Arya et al. a-amirina. sódio e açúcar. Foram também caracterizados. quercetina. amentoflavona. S. 1989). aminoácidos. aminoácidos. (-)-epiafzelequina. triterpenos e sesquiterpetenolactonas . robustaflavona. A castanha possui também cardol e ácido anacárdico (Hegnauer. amido. fenol. apigenina. P. taninos e açúcar (Nagaraja et al. esteróis. taninos. kaempferol. C1. No fruto foram detectadas as presenças de ácido ascórbico. de diferentes partes da planta. limoneno. ácido-p-hidroxibenzóico. além de flavonóides voláteis (Pino. e de suas folhas foram isolados miricetina.benzóico e cinâmico (Koegel & Zech. anacardol. 1973). 1997c). Das cascas de seu tronco foram isolados b-sitosterol. De Anacardium occidentale foram feitas caracterizações químicas e obtidas a partir das castanhas inúmeras proteínas. glicosídeos de quercetina. ácido gentísico. n-eicosano. além de Na. ácido procatéquico. leucocianidina. Compostos derivados do ácido anacárdico. 1986). agathisflavona. narigenina. anacardeína (Sathe et al. 1987). a-selineno e vitamina C (Gupta. Mg. 1990). álcool araquidílico. cardanol. derivado de resorcinol. 1985). os seguintes compostos: acetofenona. estigmasterol. 1995). flavonóides.

(Guerrero. tocoferol e outros. O composto 2-hexenal isolado dessa espécie mostrou importante ação bactericida contra bactérias gram-positivas. e raízes (Guerrero.Bacillus subtilis. 1994) e frutos (Augusto et al. aminoácidos variados. -sitosterol. Dados farmacológicos dos Gêneros Das cascas da castanha de Anacadium occidentale foi isolado um composto fenólico denominado cardol. cardol e metilcardol obtidos dessa espécie apresentaram potente ação inibidora das enzimas tirosinahidroxilase (Kubo et al. 2000). palmítico. tocoferol. 1994) e 15-lipoxigenase (Shobha et al. que apresentou uma pronunciada atividade antifilária. oléico.. denominados geraniina e galoilgeraniina. 1993. 1994). mombin foi isolada uma série de ácidos 6-alkenilsalicílicos (Corthout et al. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742. onde se observou que o ácido anacárdico foi o que apresentou a atividade mais fraca (Himejima & Kubo. Saccharomyces cerevisiae e Penicillium chrysogenum -. ácido salicílico. 1999). láurico. Dezesseis compostos fenólicos isolados do óleo da castanha do caju foram testados quanto às suas propriedades antimicrobianas em quatro microorganismos típicos . flavonóides e triterpenos em suas folhas. O grupo hidroxil e a cadeia lateral alquil são imprescindíveis para a manutenção da atividade.. Muroi & . 1992). 1991). Estudos farmacognósticos realizados com a espécie Spondias purpurea indicam a presença marcante de taninos. Das folhas e caule dessa espécie também foram isolados dois taninos (Corthout et al.. 2000). De Spondias citherea foram isolados compostos terpênicos voláteis (Franco & Shibamoto.. Do extrato etanólico de folhas e caule de S. Dados descritos em inúmeras publicações confirmam a presença de inúmeros constituintes químicos. tais como -catequina. Vários derivados do ácido anacárdico. ácidos esteárico. um derivado do ácido anacárdico (Onwuka. palmitoléico. -caroteno.. gram-negativas e outros microorganismos (Muroi et al.. Escherichia coli. 1991). 1991. -linolênico. 1994). Himegima & Kubo. Porém diante do Helicobacter pylori o ácido anacárdico foi o mais efetivo antibacteriano ( Kubo et al. quercetina.. 1994).

. 1991). occidentale permitiram verificar que tanto o grupo carboxila como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida (Sullivan et al. 1994). Souza et al.. Não foi constatada a atividade hipoglicemiante de A. glabrata. mas se mostraram importantes como agentes antitumorais. Três ácidos anacárdicos isolados recentemente possuem ação citotóxica contra células de carcinoma de mama. 1984a). 1992. 1982).epicatequina Kubo. occidentale administrado em dose única em ratos normoglicêmicos e hiperglicêmicos (Vargas. (1981) identificaram a-pineno no óleo essencial. Extratos aquosos de folhas dessa espécie possuem importante ação antifúngica (Ganesan. enquanto o cardol. occidentale foram avaliados perante a B.. Atividades moluscicida e hipoglicemiante foram determinadas também por Pereira & Souza (1974). 1995). Jurberg et al. Craveiro et al. . que apresentou atividade depressora central (Garg & Kasera. 1993). e observou-se que tanto o grupo carboxil como a cadeia lateral insaturada são necessários para a manutenção da atividade moluscicida. meticardol e outros ácidos dessa espécie apresentaram efeitos citotóxicos moderados (Kubo et al. 1974. Estudos com os componentes do ácido anacárdico extraído de A.. 1984b) e antibacteriana (Garg & Kasera. 1993). O extrato hexânico das cascas de A. occidentale apresentou atividade moluscicida (Pereira & Pereira. Os componentes do ácido anacárdico extraído de A.

1982.. pela presença do cardol (Hoehne.. 1992).. França et al. 2001. o que pode ser considerado um fator limitante à alimentação bovina (Onwuka. isolada de A. Ácidos alcenisalicílicos isolados de Spondias mombin apresentaram pronunciado efeito antifúngico (Rodrigues et al. 1994). taninos isolados de S.. Abo et al.. As catequinas isoladas a partir do extrato clorofórmico apresentaram atividade depressora do SNC (Fonteles et al. Do extrato hexânico dessa espécie foi obtido SB-202742 (1)..A epicatequina. Akinpelu. Geraniina e galoilgeraniina.. 1990. . 1980) enquanto. Streptococcus pyogenes e Mycobacterium fortuitum. um intermediário do ciclo de vida do Schistosoma mansoni (Corthout et al. as folhas possuem altas concentrações de taninos e saponinas. possuem pronunciada atividade antiviral contra Coxsackie e Herpes simplex viruse (Corthout et al. o extrato etanólico e metanólico apresentaram atividades antimicrobiana e antifúngica (Moura et al. analgésica e tóxica (Rocha Mota et al. 1994). Barbosa Filho et al. foi estudada farmacologicamente e observou-se sua propriedade antiedematogênica e antiinflamatória em ratos (Swarnalakshmi et al.. 1983). occidentale. Salmonella enteritidis e Shigella flexneri (Cáceres et al. etanólico e aquoso das cascas e do caule de A.. 1981).. 1991). 2000. 1990). mombin.. além de uma atividade moluscicida contra o caramujo Biomphalaria glabrata. occidentale. antiartrítica.. 1992). foram isolados taninos que produziram atividade antiinflamatória. O extrato aquoso das cascas do caule apresentou atividade hipoglicemiante (Vetral et al. 1993). Dados toxicológicos da família Anacardiaceae e observações de uso Foram relatados efeitos tóxicos com a utilização das sementes cruas do caju. Kudi et al. 1999) e antibacteriano contra Bacillus cereus. 1999. um derivado do ácido anacárdico que possui atividade inibitória sobre a beta-lactamase (Coates et al. 1982 e 1985. responsáveis por irritação da pele. Além disso. Estudos in vitro realizados com extratos etanólico de Spondias purpurea apresentaram atividade contra algumas enterobactérias: Escherichia coli.. Dos extratos hidroalcoólico... Mota et al.

1939). Nesse sentido, estudos mais recentes demonstram que o cardol e o ácido anacárdico são os compostos responsáveis pela promoção de dermatites de contato (Hegnauer, 1973). Em razão da presença de fenóis, o caju induz a processos alérgicos, e a ingestão da semente crua determina problemas digestivos com dores e queimação na boca, edema de lábios, língua e gengivas, sialorréia intensa, disfagia e vômitos (Schvartsman, 1979). A semente assada é inócua. Recentes estudos confirmam casos de dermatite de contato pela castanha-de-caju (Rosen & Fordice, 1994; Diogenes et al, 1996), enquanto outros demonstram o desenvolvimento de processos alérgicos por causa do pólen da espécie (Fernandes & Mesquita, 1995). Sérios problemas de irritação da pele são causados pelos compostos fenólicos, ácido anacárdico e compostos derivados, enquanto os casos mais sérios de irritação e alergia ocorrem nos trabalhadores que coletam ou manipulam produtos da espécie Anacardium occidentale. A espécie Schinus terebenthifolius possui vários efeitos tóxicos, especialmente sob uso prolongado, o qual deve ser evitado.

Espécies medicinais da família Oxalidaceae

Introdução
A família Oxalidaceae descrita por Robert Brown compreende seis gêneros e aproximadamente 775 espécies distribuídas no Hemisfério Sul, especialmente nas zonas tropicais e subtropicais (Mabberley, 1997). Essa família apresenta em geral plantas herbáceas, ervas ou raramente arbóreas pequenas (Averrhoa), de folhas compostas, trifolioladas (Oxalis) ou com maior número de folíolos (Averrhoa), alternas com ou sem estipulas (Joly, 1998). Essa família inclui várias espécies de Trevo ou Azedinha de uso medicinal (Oxalis) e comestíveis (Averrhoa).

Espécies medicinais Averrhoa bilimbi L. e Averrhoa carambola L.
Nomes populares

Esta planta é conhecida na região amazônica como Limão de cayanna; no entanto, existem registros para a espécie como Bilimbi, Bílimbino e Caramboleira-amarela.
Dados botânicos

Árvore de até 13 metros de altura, com casca lisa e escura; folhas inteiras, com disposição alterna, imparipinadas, compostas de numerosos folíolos opostos; flores vermelhas e aromáticas, com cálice pubescente, reunidas em panículas terminais; fruto do tipo baga, oblongo, anguloso, verde-amarelado, comestível e semelhante ao de Averrhoa carambola (Carambola); duas sementes elípticas (Figura 22.5). O nome do gênero Averrhoa foi dado em homenagem a Averróis, médico árabe. O gênero Averrhoa foi descrito por Carl Linnaeus e inclui apenas as duas espécies aqui referidas; a espécie A. carambola tem origem na Malásia e é amplamente cultivada no Brasil; diferencia-se da outra porque os estames férteis são alternados com estaminódios, enquanto na espécie A. bilimbi os estames férteis possuem filetes mais curtos, alternados com filetes mais longos.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá do fruto é utilizado na cura de resfríados; o fruto misturado com goma de mandioca, água e açúcar é indicado contra dores de estômago; o fruto macerado com folhas de mocura-caá, alfavacão, peão-branco ou roxo e água é considerado excelente para dores de cabeça. Na região da Mata Atlântica, os frutos, além de comestíveis, são usados na forma de suco contra febres e disenterias. A infusão das folhas é considerado útil em diabetes "leves", como diurético e para reduzir o colesterol. Os outros usos catalogados no Brasil referem a utilização do suco do fruto como antiescorbútico e contra doenças cutâneas (Corrêa, 1984).

Dados químicos do gênero
Das folhas de A. carambola foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio. Os saponosídeos totais e flavonóides totais apresentaram atividade antibacteriana sobre cinco tipos de bactérias gram-positivas, porém não foram efetivas contra outros cinco tipos de bactérias gram-negativas e Candida albicans (Long et al., 1996). Dos frutos da A. carambola foram isolados carotenóides (Gross et al., 1983), polifenoloxidase (Adnan et al., 1986), ácido málico, ácido cítrico, fructose e glucose, aminoácidos (Yang et al., 1995), ácido ascórbico (Biswas & Mannan, 1996) pectinesterase (Horng et al., 1996), ácido oxálico (Wei & Wu, 1997). Constituintes voláteis do fruto fresco de A. carambola foram determinados, nos quais foi detectada a presença de um total de 126 compostos voláteis, predominantemente ésteres e compostos carbonil. Dos constituintes majoritários detectou-se a presença de (E)-hex-2-enal (2,4 mg/ kg) e benzoato de metila (1,9 mg/kg) (Froehlich & Schreier, 1989). Das folhas foram isolados 5-hidroximetil-2-furfural, além de flavonóides, antraquinonas, cianidina, b-sitosterol (Jabbar et al., 1995), saponosídeos, taninos, ácidos orgânicos e cálcio (Long et al., 1996). Constituintes voláteis dos frutos dessa espécie foram isolados, obtendo-se 53 componentes, dos quais 47,8% são ácidos alifáticos, além de ácido hexadecanóico (20,4%) e ácido (Z)-9-octadecenóico. Dentre os doze ésteres, foram isolados butil-nicotinato (1,6%) e hexil nicotinato (1,7%) (Wong & Wong, 1995), além de 3-O-cianidina também isolado de A. bilimbi (Gunasegaran, 1992). Já a espécie A. carambola possui diversos carotenóides (Gross et al., 1983) e sementes ricas em óleo (Berry, 1978).

Dados farmacológicos do gênero
O extrato aquoso de A. carambola apresentou atividade hipoglicemiante (Dalla Martha et al., 1997). Além disso, constatou-se atividade depressora central (Muir & Lam, 1980) e houve relatos de intoxicação pela ingestão de neurotoxinas do fruto em pacientes com insuficiência renal (Neto et al., 1998).

Os saponosídeos totais e flavonóides totais isolados de A carambola apresentaram atividade antibacteriana (Long et al., 1996). O efeito hipoglicemiante foi observado também para a espécie Averrhoa bilimbi sendo a função aquosa detentora de melhor atividade (Pushparaj et al., 2000 e 2001).

Espécies medicinais da família Rutaceae

Introdução
A família Rutaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 156 gêneros, nos quais estão distribuídas 1.800 espécies cosmopolitas, especialmente em regiões tropicais, incluindo arbóreas, arbustos e ervas aromáticas contendo compostos terpenóides característicos da família (Mabberley, 1997). No Brasil, a família está representada por 28 gêneros e aproximadamente 182 espécies (Barrozo, 1978). No sistema de Engler, as Rutaceae fazem parte da ordem Rutales e incluem sete subfamílias, enquanto no rearranjo aqui utilizado e proposto por Kubistzki, os gêneros dessa família se distribuem em cinco subfamílias distintas, das quais a mais importante é a Rutoideae, onde se encontram os gêneros Ruta, da famosa Arruda aqui descrita, e os gêneros Esenbeckia e Cusparia, que incluem espécies medicinais. Na subfamília Aurantioideae encontram-se os gêneros Aegle e Citrus, este segundo de imenso valor econômico e medicinal, dadas as famosas Laranjeiras e os variados Limoeiros, grupos de espécies cítricas amplamente cultivadas e comercializadas no Brasil, num importante setor da economia. Desse gênero, inúmeras espécies foram referidas como medicinais; no entanto, pelo amplo conhecimento delas e grande número de trabalhos envolvendo-as, optamos por não incluí-las no presente estudo.

Espécies medicinais Ruta graveolens L
Nomes populares

Essa espécie é chamada popularmente de Arruda, sendo ainda denominada Ruta em Minas Gerais, Arruda-fedorenta e Arruda-fêmea e Arrudamacho no Rio Grande do Sul.
Dados botânicos

Subarbusto de folhagem densa com odor característico; folhas alternas, pecioladas, tripinatipartidas, sem estipulas; flores amarelo-esverdeadas, hermafroditas, com pétalas livres entre si, pedunculadas, lanceoladas, com bráctea pequena; ovário súpero com muitos óvulos; fruto do tipo capsular com quatro a cinco lobos, arredondados; sementes pardas e rugosas (Figura 22.6). O nome do gênero, Ruta, vem do grego rute, derivado de ruesthai = "salvador", referindo-se ao poder curativo da planta. O gênero Ruta descrito por Carl Linnaeus inclui espécies com ocorrência e origem na região do Mediterrâneo e no sudeste da Ásia.
Dados da medicina tradicional

Na região amazônica, o chá ou o sumo das folhas, utilizado externamente, é considerado útil contra asma, pneumonia e dor de cabeça; o chá das folhas também é usado como analgésico, antiespasmódico, tranqüilizante e contra problemas uterinos, quando misturado com alho e cominho; o suco das folhas é usado como abortivo e contra derrame cerebral; folhas de arruda misturadas com sumo das folhas de cravo, resina de copaíba, gergelim amassado e semente de peão-branco são indicadas contra derrame cerebral; o preparado de sumo das folhas com flores de cravo e semente de gergelim é usado contra dores, paralisia infantil e "malapanhado" ("doença que entorta criança"). Na região do Vale do Ribeira, a infusão das folhas é usada contra cólicas menstruais, diarréia, dores de cabeça e febres, enquanto o xarope das folhas é usado contra tosses graves. O macerado das folhas em aguardente ou vinho branco é usado externamente contra dores de cabeça e enxaqueca,

e o banho preparado com as folhas serve para aliviar qualquer tipo de dor. A decocção das folhas de arruda é usada como abortivo, especialmente associada a outras espécies vegetais ou medicamento. É também utilizada externamente como inseticida e internamente como estimulante, sudorífero e emenagogo, e suas sementes servem como antihelmínticos e parasiticidas (Corrêa, 1984); o chá das folhas é usado como analgésico, abortivo, emenagogo, estupefaciente, antigripal, hemostático, anti-helmíntico, anti-reumático e contra lumbago, em Minas Gerais (Verardo, 1982; Grandi & Siqueira, 1982; Grandi et al., 1982); no Ceará, como analgésico e contra dismenorréia (Matos et al., 1982); em Brasília, como tranqüilizante (Barros, 1982); no Rio Grande do Sul, como abortivo e o banho com o chá das folhas serve para menstruação atrasada (Simões et al., 1986). Além destas indicações, também é utilizada como febrífugo, no Pará (Amorozo & Gély, 1988).

Dados químicos da espécie
Os constituintes químicos particulares da planta são a rutina e a essência. Foram reconhecidas também lactonas aromáticas como a Cumarina,

bergapteno, xantotoxina, rutarena e rutamarina, heterosídeos antiociânicos, alcalóides como a rutamina, cocusaginina, esquiamianina e ribalinidina. A essência da arruda possui metilcetonas, sendo 87,8% são representadas pela metilnonilcetona e metil-heptíicetona, pequenas quantidades de outras metilcetonas, hidrocarbonetos aromáticos e terpenóides, fenóis, ésteres fenólicos, ácidos graxos, cineol e alcoóis alifáticos (Costa, 1986). Alcalóides e glicosídeos também foram isolados (Nahrstedt et al., 1981; Kuzovkina et al., 1980; Kong et al, 1984; Kuzovkina et al., 1984; Nahrstedt et al, 1985; Somanathan & Smith, 1981; Chen et al., 2001) e flavonóides (Trovato et al, 2000).

Dados farmacológicos da Espécie
Costa (1986) relatou propriedades anti-helmínticas, estimulantes, febrífugas, emenagogas, e mostra que a ação espasmolítica da planta é atribuída à presença de bergapteno e xantotoxina, enquanto a presença de metilnonilcetona é responsável por sua ação vesicante, excitante da motilidade uterina e abortiva quando em doses altas. Atividade antimicrobiana foi determinada utilizando-se alcalóides dessa planta (Eilert et al., 1984) e flavonóides (Trovato et al., 2000). Atividades espasmolítica, contra micoses cutâneas e inibidora da implantação de óvulos, foram também determinadas (Minker et al, 1979; Fróes & Fróes, 1988; Guerra & Andrade, 1978). O extrato de Ruta graveolens, que apresenta os alcalóides dictamina, gamafagarina, chimianina, pteleína e cocusaginina, revelou um efeito mutagênico moderado na linhagem TA98 da Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1987). A rutina é um dos compostos isolados dessa planta mais utilizados para o tratamento dermatológico, porém apresenta problemas quanto à sua metabolização. Em razão disso, várias tentativas de encontrar um composto que melhore sua metabolização têm sido realizadas. Testes posteriores com rutacridona e epoxirutacridona indicaram que a rutacridona possui menor toxicidade ao ser metabolizada por enzimas do fígado de rato, ao passo que o epóxido não sofre metabolização (Paulini et al., 1989). Além disso, o extrato dessa planta também foi responsável pela inibição de 100% da atividade hemolítica dos venenos de cobra e escorpião (Sallal & Alkofahi, 1996).

Isolou-se ainda das raízes dessa espécie o alcalóide furanoacridona, composto responsável pela atividade mutagênica em diferentes linhagens de Salmonella typhimurium (Paulini et al., 1991a). Em estudos farmacológicos recentes, as folhas apresentaram atividades abortiva, mutagênica, além de diminuir a fertilidade (Rao et al. 1987; Sugai, 1996; Melito et al., 1997). E o extrato hidroalcoólico das partes aéreas mostrou atividade anticonvulsivante (Trotta et al., 1989) e antimicrobiana, mas não apresentou atividade esquistossomicida (Guilherme et al., 1989; De Sá et al., 1990b). A tintura de R. graveolens também foi responsável pela moderada atividade fotomutagênica em uma linhagem de algas verdes. A tintura possui bergapteno, psoraleno, impeatorina, dictaminina, gama-fagarina e skimianina. Mas o principal responsável pela atividade fotomutagênica parece ser o bergapteno (Schimmer & Kuehne, 1990). O extrato de éter de petróleo dessa planta apresentou efeito citotóxico quanto avaliado in vitro utilizando-se células de sarcoma de Yoshida (Trovato et al., 1996). O extrato clorofórmico da raiz, caule e folhas apresentou significativa atividade antifertilidade em ratos quando administrado intragastricamente do primeiro ao décimo dia pós-coito. A partir do fracionamento do extrato foi isolada a chalepensina como componente ativo responsável pela atividade tóxica (Kong et al., 1989).

Dados toxicológicos da Espécie
Hesnel et al. (1983) e Schwartsman (1979) verificaram fitodermatites causadas por substâncias químicas da R. graveolens, mediante um mecanismo fototóxico que torna a pele sensível à luz solar, induzindo dermatites. Corrêa (1984) relatou o aparecimento, após a ingestão, de dores epigástricas, cólicas, vômitos, arrefecimento da pele, depressão do pulso, contração das pupilas, convulsões e sonolência. A ingesta desta planta, por animais, tem promovido morte em 1 a 7 dias (El Agraa et al., 2002).

FIGURA 22.1 - Anacardium giganteum. Ramo com flor (desenho original por Di Stasi) e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998) (Banco de imagens -

FIGURA 22.2 - Anacardium occidentalle Ramo com inflorescência e fruto (original por HirumaLima).

FIGURA 22.3 - Schinus terebenthifolius. Ramo florido (modificado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly, 1998).

Spondias purpurea.FIGURA 22. 1946). .4 . Ramo com frutos (modificado a partir de Hoehne.

c) detalhe do fruto (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .Averrhoa carambola: a) detalhe do ramo com flor e fruto.5 .FIGURA 22. b) detalhe do ramo com folhas e flores (fotos originais por Hiruma-Lima).

Escanerata do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Eichler) (Banco de imagens - .6 .FIGURA 22.Ruta graveolens.

com aproximadamente 3. C. inclui apenas duas famílias botânicas (Araliaceae e Apiaceae). denominada também Umbellales. A maioria das espécies é de plantas herbáceas.540 espécies cosmopolitas do Norte de climas temperados e espécies tropicais de montanhas (Mabberley. A. Essa família inclui 446 gêneros. Dessa ordem foram registrados usos de espécies de ambas as famílias. mas alguns arbustos e árvores são des- . 1997). Espécies medicinais da família Apiaceae (Umbelliferae) Introdução A família Apiaceae (Dicotyledonae) é também denominada. descrita inicialmente por Antoine Laurent de Jussieu. as quais são descritas a seguir.23 Apiales medicinais C. Existe uma grande discordância quanto à classificação dessas espécies e aqui adotamos aquela usada por Mabberley (1997). como Umbelliferae. de acordo com o sistema de classificação botânica. Di Stasi A ordem Apiales. Hiruma-Lima L. ambas com várias espécies medicinais e ocorrência em todo o Brasil.

especialmente pelo seu uso como alimento e condimento. tais como Cenoura. assim. Eryngium e Alepidea (Eryngeae . sendo também usadas como medicamentos na região amazônica e na Mata Atlântica. oblongolanceoladas. densamente imbricadas. Daucus (Caucalideae . Muitas dessas espécies são cultivadas. fibrosas e caule florífero solitário. Inúmeros gêneros cultivados são muito comuns no Brasil. e Eryngium com espécies freqüentes em campos (Joly. Erva-doce. Dados botânicos Erva de até 1 m de altura. 1998). a Eryngium ekmanii. inflorescência dicásio ramificado com cada bifurcação .Saniculoideae).Apioideae). Petroselium (Salsa). Apium (gênero do Salsão). Coriandrum (Coriandreae . entre inúmeros outros. folhas alternas. dunas e brejos. Apium com características ruderais. pela sua grande utilização na região amazônica e por representar um gênero nativo do Brasil. ascendentes. Os gêneros mais importantes dessa família são Centella e Hydrocotyle (Hydrocotyleae .Hydrocotyloideae). Cominho e Salsa. sendo considerados nativos Hydrocotyle com espécies em matas. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Chicória. Essas plantas exóticas e amplamente cultivadas no Brasil possuem inúmeros estudos e descrições já disponíveis e. não foram encontrados sinônimos populares que a identificassem. Espécies medicinais Eryngium ekmanii Wolff. Coriandrum (Coentro) e Foeniculum (Cominho e Funcho). onde há amplo uso como medicamento. com raízes fasciculadas. optamos por incluir aqui apenas duas delas. No Brasil ocorrem poucos gêneros. Apium. muito comum na Mata Atlântica. Coentro. Cicuta. e Hydrocotyle exigua.critos na família. dos quais se destacam Daucus (que inclui a Cenoura). Pimpinella (Erva-doce).Apioideae). Foeniculum e Pimpinella (Apiae Apioideae).

Na Mata Atlântica a espécie é encontrada em áreas de formação secundária e raramente na floresta. exigua (Urban. cordiformes. Hydrocotyle hirsuta Sw. fruto subgloboso (Figura 23. quando preparado em alta concentração. não foram encontrados dados de medicina tradicional referente à espécie em questão. com flores avermelhadas. Eryngium. torcidas antes de abrir. habitando em lugares úmidos. dos quais são emitidas raízes. com nós.com um pedúnculo terminal e dois ramos laterais surgindo de um par de folhas ou brácteas. Dados botânicos A planta é uma erva de caule prostrado. na região do Vale do Ribeira. de Erva-terrestre. semelhantes a barba de cabra. o sumo das folhas frescas. usado topicamente. capítulos esverdeados com flores pequenas. cíclicas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e . vem de eros = "lã".) Malme Nomes populares A espécie é chamada. var.1). Também é conhecida como Erva-capitão. no entanto. lobadas e pilosas. é usado internamente para expulsar restos de placenta em partos difíceis. frutos pilosos. O gênero Eryngium descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 250 espécies tropicais e temperadas. inflorescência em capítulo. e aix = "cabra". Inúmeras espécies desse gênero são usadas como medicinais em diversos países. crenadas. espalhadas por diversos continentes. folhas pequenas. especialmente em crianças. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de no máximo 1 cm de espessura. referindo-se às fibras do rizoma. Esse chá. enquanto o chá da raiz é empregado internamente em estados gripais. O nome do gênero. diclamídeas e hermafroditas. é considerado excelente contra dores de cabeça.

1992). 1997a). O nome Hydrocotyle deriva do grego hydro = "água". campestre foram isolados ainda flavonol e cumarinas (Erdemeier & Sticher. diurético e. e cotyle = "umbigo". Hohmann et al. sendo majoritários carotol.. Além de saponinas. Dados químicos e farmacológicos Sobre a espécie Eryngium ekmanii não foram encontrados estudos químicos e farmacológicos. 1984). Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. O extrato aquoso de E.. elegans (Campos & Garcia.inclui 130 espécies cosmopolitas. Esta mesma espécie apresentou atividade antiinflamatória (Garcia et al. comarinas e flavonóides. Corrêa (1984) refere o uso das folhas como tônico. 1986). a DL50 por via oral foi de 1. anetol e alfa-pineno (Pino et al. foi ainda isolado o falcarindiol em E. De E. farneseno. ... ao passo que das sementes foram isolados 37 compostos. 1997a). campestre (Erdemeier & Sticher.. também encontrados em E. emético. foetidum apresentou atividade anticonvulsivante (Simon & Singh.5-trimetilbenzaldeído. a infusão das folhas é usada contra gripes e bronquites fortes.. O extrato das folhas frescas e secas e da raiz seca promoveu 100% de inibição dos venenos de cobra e de escorpião (Alkofahi et al. acetilenos. 1995). sendo 2. 1986). O extrato aquoso e etanólico das folhas frescas e secas e da raiz de E. 1997) além da atividade antimicótica (Abou-Jawdah et al. creticum foi testado por sua atividade inibitória contra venenos de escorpião e de cobra. foram isolados 46 compostos. bourgatii (Lam et al. 1985). Glicosídeos foram isolados de E. maritimum (Lisciani et al. ilicifolium (Pinar & Galan. enquanto vários acetilenos foram obtidos das raízes de E. foetidum L. A atividade antiinflamatória foi determinada em E..4.000 mg/kg e de 50 mg/kg por via endovenosa (Gupta. 2002). 1999). planum (Hiller et al. a água das folhas serve para tirar sardas do rosto. em altas doses. ácido hexadecanóico e carotol os constituintes majoritários (Pino et al. 1986). 1985.. 1980) e E. 1997). Das folhas de E..

Os dados da espécie e do gênero não fornecem subsídios que garantam sua utilização.325 espécies tropicais espontâneas e poucas espécies de clima temperado (Mabberley. epífitas. Várias espécies dessa família são consideradas tóxicas. 1998). As espécies estão distribuídas predominantemente em regiões tropicais. segundo a história. no envenenamento do filósofo Sócrates. mas raramente ervas. famosa por ter sido usada. utilizada como alimento. especialmente do gênero Cicuta. são encontradas na família. Essa espécie é uma das drogas mais comercializadas no mundo. nessa família as raízes de uma importante espécie Panax ginseng têm sido usadas há mais de dois mil anos na medicina tradicional chinesa contra inúmeras doenças. especialmente em refogados e saladas. Espécies medicinais da família Araliaceae Introdução A família Araliaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Apiales. Centro-Oeste e Sul. de uso comum em cercas vivas e como ornamentais. ambos introduzidos no Brasil. é pouco comum a ocorrência de uso medicinal. No Brasil ocorrem vários gêneros. mas muito pouco se tem estudado sobre as espécies nativas dessa família botânica. No entanto. Os gêneros mais importantes dessa família são Aralia. Australásia e América tropical (Joly.Observação de uso Esta Chicória não é a mesma planta conhecida na região Sudeste. e inclui 47 gêneros. Árvores. Várias espécies do gênero Hydrocotyle também são consideradas tóxicas para animais. Hedera. Schefflera. com aproximadamente 1. arbustos. lianas. Mackinlaya e Polyscias. e Polyscias. e centenas de . Das inúmeras espécies descritas nessa família. em três distintas zonas de expansão: região Indomalaia. subclasse Rosidae. e as espécies mais comuns pertencem aos gêneros Hedera. da famosa Hera dos parques. 1997). Tetrapanax. Tetrapanax e Aralia. mas demonstram a importância da realização de estudos com a espécie e outras do gênero. Panax.

também possuem constituintes químicos e atividades farmacológicas similares ao Ginseng verdadeiro. O nome popular da espécie. O nome do gênero vem do grego polys = "muito". Espécies medicinais Polyscias sp Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Cuia-mansa. refere-se à forma da folhas. Cuia. Cunha e Cunha-mansa. mas com certeza não se trata das espécies (Figura 23. androceu com cinco estames. a maioria de árvores de pequeno porte ou arbustos. Cuia. e acias = "sombra". cálice pequeno. e o banho com folhas são úteis para acalmar crianças na hora de dormir. O gênero Polyscias. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de apenas uma espécie medicinal dessa família. grandes. flores pequenas. inclui aproximadamente 150 espécies tropicais. pertencente ao gênero Polyscias. A espécie não foi completamente identificada. amplamente cultivadas no Brasil como ornamentais. Outras espécies do gênero. descrito por Johann Forster e Georg Forster. ovário ínfero. Dados da medicina tradicional A infusão preparada com folhas. tais como Panax notoginseng e Panax quinquefolius. amplamente cultivada como ornamental. usada internamente. sendo também usa- . fruto indeiscente. variegadas. Dados botânicos Arvore de pequeno porte. folhas alternas. pela beleza de sua folhagem. cuja identificação taxonômica não foi completamente obtida. globoso. com larga bainha na base.2) Polyscias fruticosa e Polyscias guilfoylei. reunidas em inflorescências axilares.estudos têm sido realizados em razão de sua importância química e farmacológica.

2002. A raspa da casca do tronco servida com o sumo das folhas com raiz de açaí é um preparado útil contra anemias. Proliac et al. Não foram encontradas referências de uso dessa espécie em nenhum levantamento etnofarmacológico. sesquiterpenóides voláteis e poliacetilenos foram isolados de Polyscias fruticosa (Brophy et al. 1989a. 1992). 1990. Em P.. assim como do tempo de sobrevida e ganho de peso.dos como calmante por adultos. sobretudo no extenso trabalho realizado por Corrêa (1984). Chaboud et al. 1989c e 1990) e de P.. Recentes estudos confirmam os resultados obtidos por Slaveinskene et al. 1991). Dados químicos e farmacológicos do gênero Polyscias Saponinas triterpênicas do grupo do ácido oleanólico... De P pichroostachya foram isoladas saponinas triterpênicas que apresentaram efeito moluscicida (Gopalsamy et al. (1986) e demonstram que culturas de células da espécie Polyscias filicifolia normalizam a biossíntese de proteínas e a atividade de RNAt-sintetases de fígado de coelhos com isquemia do miocárdio induzida (Lekis et al. 1990). Estudos com camundongos tratados (três vezes por semana a partir de doze meses de idade) com extrato da raiz de Polyscias fruticosum demonstram claramente o aumento da função da memória. 1996. Nas folhas de Polyscias sp. scutellaria (Paphassarang et al. 1994). ao passo que a fruta verde com mel é usada contra tosse. A combinação desse tratamento com levo-deprenil é mais eficaz que o tratamento isolado (Yen & Knoll. Vo et al... crispatum caracterizou-se a presença de alcanos de cadeia longa (Broschat & Bogan. foi constatada a presença de flavonóides (Lussignol et al. Barilyak & Dugan.. Um importante estudo realizado por Trylis & Davydov (1995) sugere os mecanismos endócrinos e metabólicos da atividade adaptogênica de culturas de tecidos das espécies Polyscias filicifolia e Panax ginseng.. 1998). 1995. 1986). 1992. 1988. 1989b. saponinas triterpênicas e triterpenos glicosilados foram encontrados nas folhas de P.. 2001). Glicosídeos oleanólicos. Extratos alcoólicos de Polyscias filicifolia possuem efeito antimutagênico detectado pela habilidade de suprimir mutações genéticas de Salmonella tiphymurium (Dvornyk et al. 1992). Fulva (Bedir et al. Lutumski & Luan.. Nesse estudo. os autores demonstram que .

Detalhe da planta toda e da inflorescência (redesenhado por Di Stasi a partir da Flora Catarinensis) (Banco de imagens - . mostram que essa espécie. FIGURA 23. especialmente a Panax ginseng.as espécies estimulam a capacidade de trabalho físico dos animais em condições de imobilização. associados àqueles referentes a outras da família. foi verificado aumento da atividade da adrenal e da tiróide. prevenindo a exaustão das reservas de energia nos estágios finais de estresse.1 . Observações Os dados apresentados para algumas das espécies desse gênero.. A espécie P. filicifolia também possui atividade antimicrobiana (Furmanowa et al. 2002).Eryngium ekmanii. alterações nas taxas de metabolismo de carboidratos e lipídios. bem como diminuição da produção de insulina e glucagon pelo pâncreas. são fontes potenciais de novos constituintes químicos com importantes atividades farmacológicas. e de prolactina pela hipofise. assim como outras do gênero Polyscias.

FIGURA 23.2 .Banco de imagens - .Polyscias. Detalhe do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi .

Seção 5 Asteridae medicinais na Amazônia e na Mata Atlântica .

das quais as três últimas reúnem várias espécies medicinais e algumas com ampla ocorrência no Brasil. destacando-se o gênero Strychnos (família Strychnaceae ou também denominada Loganiaceae III). apesar de pouco numerosa. . Apocynaceae. devendo ser considerada uma significativa fonte de novos compostos de interesse terapêutico ou toxicológico. sendo importantes fontes de substâncias com atividade farmacológica. Esses dados. é uma importante fonte de substâncias com potentes efeitos e ações farmacológicas. demonstram que a ordem Gentianales. Gentianaceae e Asclepiadaceae. Gentianaceae e Asclepiadaceae -. do qual foi isolada a famosa estricnina e inúmeros outros compostos com efeitos tóxicos já descritos.24 Gentianales medicinais L. Di Stasi C. somados aos descritos a seguir para as famílias Apocynaceae. espécies da família Strychnaceae também possuem importantes fontes de substâncias ativas. referidas como medicinais na região amazônica e descritas a seguir. Loganiaceae. Hiruma-Lima A ordem Gentianales inclui apenas seis famílias . C. Essas três famílias reúnem grande valor medicinal e terapêutico. Genistomaceae.Strychnaceae. A. Apesar de não referidas no nosso estudo.

Espécies medicinais da família Apocynaceae Introdução A família Apocynaceae (Dicotyledonae) descrita por Antoine Laurent de Jussieu pertence à ordem Gentianales. muito bem descritas nas obras clássicas de Farmacologia. Várias substâncias têm sido isoladas a partir de espécies dessa família. ressaltam-se alguns gêneros e suas principais espécies: • do gênero Rauwolfia. muitas das quais conhecidas como Mangaba. serpentina. Thevetia. Himatanthus (Plumeria) e Wrightia. A família Apocynaceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes vegetais de constituintes químicos de utilidade na medicina moderna. que possui diversas espécies como a Peroba e o Pau-pereira. as ornamentais Tabernaemontana e Plumeria.900 espécies tropicais e subtropicais. Hancornia. fornecedores de madeira. ajmalinina. serpentinina e reserpina. muitas das quais trepadeiras e suculentas. além dessas. com destaque para ajmalina. Java. como os gêneros Allamanda. e muitas dessas espécies representam protótipos de classes farmacológicas distintas de drogas e fazem parte da história da Farmacologia e da Terapêutica. No Brasil ocorrem 41 gêneros e aproximadamente quatrocentas espécies. 1997). Mandevilla. Aspidosperma. Joly (1998) destaca. a família possui espécies trepadeiras. como Aspidosperma. aqueles que incluem espécies arbóreas. Hancornia. Allamanda. Catharanthus. entre as espécies de pequeno porte. Nesse contexto. Esse composto foi isolado em 1952 e possui inúmeras atividades farmacológicas. Tabernaemontana. subclasse Asteridae. arbusto encontrado na Índia. e. Rauwolfia. inclui 165 gêneros. sendo algumas poucas registradas em regiões temperadas (Mabberley. e encontrado em várias outras espécies do gênero. Paquistão e Tailândia. e que inclui aproximadamente trinta alcalóides. arbóreas. Nerium. Inclui espécies arbustivas. especialmente a espécie Rauwolfia serpentina. . herbáceas. Strophantus. com espécies distribuídas nos cerrados e na Amazônia. Vinca. os gêneros Mandevilla e Thevetia. com aproximadamente 1. Os gêneros mais importantes dessa família são Alstonia. muito utilizadas ornamentalmente. sendo esta última o mais importante. dentre os gêneros.

Orélia. Vinca minor. Várias espécies dessa família têm sido recentemente objeto de estudos como fonte de novas drogas. fonte principal dos alcalóides antitumorais citados e de aproximadamente mais de 150 distintos alcalóides. especialmente a Nerium oleander. • do gênero Nerium. merece destaque por possuir glicosídeos cardiotônicos como a adinerigenina e a canogenina. tanto para os animais como para a espécie humana. as espécies Strophantus gratus. Deve-se destacar. tem sido designada também como Catharanthus roseus. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso de três espécies medicinais distintas dessa família. que essa família inclui um grande número de espécies tóxicas. contudo. • do gênero Strophantus. Alamanda amarela e Quatro-patacas. alstonilina. Himathantus sp. . Wrightia e Aspidosperma. a saber Allamanda cathartica. vinblastina e vincristina. tais como alstonina. A espécie também é conhecida no país com as seguintes denominações: Alamanda-deflor-grande. tais como majdina. Strophantus combe e Strophantus sarmentosus. Vinca rosea e Catharanthus roseus. tais como ouabaína. Espécies medicinais Allamanda cathartica Nomes populares L Alamanda é o nome popular utilizado nas duas regiões. • do gênero Alstonia as espécies Alstonia scholaris e Alstonia contricta. destacando-se espécies do gênero Mandevilla. cilastonina e também a reserpina. Dedal-de-dama. as espécies Vinca major. A espécie Vinca rosea. algumas das quais serão discutidas no final deste capítulo. estrofantinidina e cimarina.• do gênero Vinca e Catharanthus. sendo estes dois últimos importantes agentes antineoplásicos. espécies ricas em glicosídeos. segundo Evans (1996). fonte de mais de sessenta distintos alcalóides. ambas contendo inúmeros alcalóides bioativos. conhecida no Brasil como Espirradeira e muito usada como ornamental. e Thevetia peruviana.

1). O gênero inclui doze espécies tropicais. Dados da medicina tradicional O uso tópico do macerado de todas as partes da planta é utilizado contra sarna. Refere-se ainda o intenso emprego desse macerado. Himatanthus sucuuba (Spruce) Wood. alternas. folhas simples. com folhas brilhantes. com casca rugosa. Segundo Corrêa (1984). axilares e fasciculadas. Dados botânicos É uma árvore latescente de grande porte. Cathortica a mais extensivamente cultivada como ornamental. na forma de funil. espessas. sendo este segundo muito comum como animal doméstico na região amazônica. especialmente em crianças. com tubo estreito e longo. semilenhoso. em animais domésticos. Outros sinônimos populares são Janaguba e Sucuuba-verdadeira. Atribuem-se à casca as mesmas atividades das folhas. adicionando-se seu uso contra tumores hepáticos e parasitas intestinais. A infusão das folhas é utilizada como emético.Dados botânicos A espécie Allamanda cathartica é um arbusto alto e trepador lactescente. a planta exsuda látex considerado venenoso. Ucuuba e Sucuba. o qual também é útil contra sarna quando usado externamente. contendo poucas sementes (Figura 24. enquanto a decocção das cascas da planta. com copa estreita e tronco ereto. emético e purgativo. inflorescências com flores amarelas. sendo a A. com a mesma indicação. especialmente cães e macacos. A folha é considerada excelente catártico. glabras e verticiladas. em grande número. fruto do tipo capsular. grandes. atingindo até 20 m de altura. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Sucuuba. O nome do gênero Allamanda descrito por Carl Linnaeus é uma homenagem ao famoso botânico holandês Allamand. purgativo e catártico. . é considerada um excelente vermífugo. usada internamente. As flores e raízes são usadas contra problemas do baço.

Noz-de-cobra. frutos geminados em forma de chifres. Schum. folhas alternas. no entanto. especialmente no alívio de coceiras. A espécie tem ocorrência principal na Amazônia. inflorescências dispostas em cimeiras terminais com poucas flores. especialmente em crianças. enquanto a decocção das folhas é usada internamente contra problemas do intestino (constipação). grandes e brancas. estômago (dores e irritação) e na expulsão de vermes.pecioladas. Esse gênero é considerado sinônimo do gênero Plumeria (Mabberley. pois o uso excessivo pode causar diarréias e desidratação. A população refere que a planta deve ser usada com cuidado. Fava-elétrica e Ahoay-guassu. contendo sementes aladas. referindo-se às brácteas que envolvem os botões florais. ocorrendo preferencialmente no interior da mata. todas encontradas na América do Sul (Plumel. margens inteiras. Coração-de-jesus. 1997). Thevetia peruviana (Pers. com um tronco de casca cinzenta. coriáceas. acumi- . glabras em ambas as faces. 1990). linear-lanceoladas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Castanha-da-índia e Chapéu-de-napoleão. ovaladas. heliófita e secundária. Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. O gênero Himatanthus foi descrito por Carl Willdenov e Josef Schultes e inclui apenas treze espécies. recente divisão realizada por Plumel (1991) permite a distinção entre ambos os gêneros. alcançando até 10 m de altura. simples. Corrêa (1984) relata que a casca exsuda um látex medicinal e venenoso. Dados da medicina tradicional O uso tópico do látex é indicado contra afecções da pele. sendo útil como anti-helmíntico.) K. significando "manto de flor". sendo uma planta perenifólia. Outros nomes populares no Brasil são Jorro-jorro. O nome do gênero deriva do grego.

bactericida e como veneno para peixes. das quais a referida é a mais conhecida e estudada. sendo referidos em inúmeros trabalhos etnobotânicos realizados em vários países. sendo amplamente cultivada em vários países tropicais. carnosas e glabras nas duas faces. antitérmico e emético são conhecidos por todo o planeta. arbotifaciente. as sementes da espécie são muito utilizadas pelos indígenas na confecção de artefatos de adorno. O gênero inclui apenas oito espécies tropicais. fruto do tipo drupa carnosa. além da sua utilização uso em vários países como emético. assim como outros inúmeros usos de várias par- . aromáticas. onde a espécie também é usada no envenenamento de peixes e como inseticida (Walt & Breyer-Brandwijk. enquanto a decocção das folhas é usada no alívio dos sintomas após picada de cobra. descrito originalmente por Carl Linnaeus. contra reumatismo e hemorróidas e no tratamento de insônias (Duke. foi dado em homenagem a um monge francês chamado Andre Thevet. É uma espécie muito usada como ornamental. a decocção das folhas tem sido empregada para combater febre e malária. purgativa e emética e de uso perigoso. 1997). o látex acre é usado para acalmar dores de dente. triangular. contendo sementes duras e grandes. Os usos dessa espécie como purgativo. enquanto na Índia é comum a utilização da espécie para suicídios (Mabberley. a amêndoa. com corola em forma de funil. além de comumente empregadas para suicídio ou homicídio. purgante. braceletes. inflorescências dispostas em cimeiras terminais. 1984). especialmente do continente africano. 1984). como pulseiras. 1985). para provocar vômitos. A casca é considerada amarga e febrífuga. colares. Dados da medicina tradicional A infusão das cascas da planta é usada internamente como antitérmico. em pó.nadas. Thevetia peruviana é sinônimo de Thevetia neriifolia. com até 15 cm de comprimento e 7 cm de largura. As sementes da espécie são usadas como inseticida. revestimento de maracás (Corrêa. O nome do gênero Thevetia. O látex é amplamente utilizado em vários locais do mundo como veneno para flechas. que veio ao Brasil em 1590 e escreveu sobre a Guiana Francesa. 1962). é empregada como cataplasma para neutralizar efeitos de veneno de cobra (Corrêa. contendo flores grandes. amarelas. No Brasil.

1984). 1995c e 1995a). plumierida. Glicosídeos do grupo dos iridóides também têm sido descritos nas folhas dessa espécie (Abe et al.. kaempferol. 1988). As sementes de Thevetia peruviana.. flavonóides. 1993). Os dados etnofarmacológicos são similares em todas as partes do mundo. tevetina B. ruvosídeo e neriifolina. 1988). 1996. canogenina. perivosídeo. Existem ainda relatos da presença de iridóides lignanas(Abdel. lupeol e trifolina foi descrito nas flores de A. escoparona. . 1989). a alanerosida. As folhas dessa planta contêm ainda as lignanas ácido ortocumárico. thevetioides (Perez-Amador et al. Corrêa.. cumarato e um glicosídeo (Ganapaty & Rao.-D-glucopiranosilsitosterol (Matida et al. Himatanthus e Thevetia Akah & Offiah (1992) relatam a presença de alcalóides. Glicosídeos também têm sido isolados de outras espécies desse gênero.-hidroxipinoresinol e 9. Dados químicos dos gêneros Allamanda.. plumericina. O isolamento de diosgenina. alamandina. acetato de lupeol.. e de suas flores. 1988). rutina e os iridóides plumierida.-hidroximedioresinol. além das flavonóides (Germonsén-Robineau. tais como de T. também encontrados em outras partes das plantas desse gênero (Watt & Breyer-Brandwijk. -sitosterol. além de 13-O-acetil plumierida. quercetina. 1992b. -sitosterol. além de lignanas como pinoresinol.Kader et al. são ricas em um glicosídeo a tevetina. Kupchan et al. ovata e T.. 1974). 1996). pinoresinol e alamicina (Anderson et al. tevetiogenina e uzarigenina (Abe et al. e possuem ainda outros glicosídeos como a tevetoxina.. foram isolados do caule isoplumericina. schottii.tes da planta têm sido relatados por diversos autores (Duke. neriifolia os compostos 9. medioresinol. siringaresinol e glicosídeos (Abe & Yamauchi. Das folhas dessa espécie foram isolados vários glicosídeos derivados da digitoxigenina. ácido ferúlico e ácido gentísico. saponinas e carboidratos no extrato aquoso de Allamanda cathartica. como a A. 1992a e 1994).. 1962. Tewtrakul et al. Foram isolados de A. De outras espécies do gênero Allamanda.1997. -amirina. cumarato de plumierida e protoplumericina (Shen & Chen. escopoletina.-O. 1986).. assim como de outras espécies do gênero. 1985). enquanto do extrato etanólico das folhas e ramos foram isolados 3. também chamado tevetina A. blanchetii (Ganapaty et al. 2002). Dessa mesma espécie também foi caracterizado o iridóide glicosídeo.

linolênico. cáprico. 1998). ácido metilperlatólico (Endo et al. neriifolia (Dinda&Saha. ursólico. 1993). Iridóides também foram isolados de H. 1978). 1994. taninos e saponinas (Gupta. láurico e caprílico apenas no óleo das sementes imaturas coletadas em outra época do ano... o rendimento e a composição do óleo das sementes de Thevetia peruviana variam de acordo com a época de coleta.. obovatus (Vilegas et al. 1992) e H. alcalóides. (1986). 1994) e fulvoplumierina (Perdue & Blonster. Dados farmacológicos dos gêneros Allamanda. peruviana foram igualmente isolados novos flavonóis. Da mesma forma. Das folhas de T. Ali et al. phagedaenica foram isolados iridóides e triterpenos como a plumericina. glicosídeos cardiotônicos. triterpenóides (Wood et al. 1995. behênico e erúcico. 1991). 1982). 1990). 1995b) e monoterpenos polihidroxilados (Abe et al. Dados fitoquímicos demonstram que as folhas possuem alcalóides. 2001) e o ácido dihidroplumerinico além da ausência de alcalóides (Rocha et al... 1997) além da lignana pinoresinol (Braga et al. esteárico. 1992) e em T. 1996). oléico. além de compostos conhecidos como kaempferol e quercetina (Abe et al. Triterpenos como ácido olianólico. linoléico... follax (Abdel-Kader et al.. Quanto à espécie Himatanthus sucuuba... linoléico. flavonóides. Guerrero. Himatanthus e Thevetia Estudos recentes demonstram que extratos brutos de folhas de A. acetato de -amirina e acetato de -amirina também foram descritos nessa espécie (Siddiqui et al. tendo sido isolados do óleo das sementes maduras e imaturas componentes como ácidos oléico. taninos. De acordo com Obasi et al. Da espécie H... enquanto as cascas possuem alcalóides. triterpenos e saponinas. e as raízes. taninos e saponinas. esteárico e palmítico. esperolactonas. cathartica causam purgação e aumento do movimento propulsivo do intestino em . (1990) e Beauregard Cruz et al.Foi isolado das folhas dessa espécie um novo triterpeno pentacíclico além de um conhecido glicosídeo (Begum et al. allamandina e isoplumericina (Vanderlei et al. Saxena & Jain (1990) descrevem que o óleo das sementes dessa espécie possui os ácidos palmítico. estudos descrevem a presença dos compostos denominados ácido confluêntico. 2000). Foram descritos os ácidos mirístico.

analgésica e antiinflamatória (de Miranda et al. 1933). conhecida popularmente como orélia. 1981). produziu atividades espasmogênica. Dados clínicos mostraram que esse composto produziu bons resultados em pacientes com descompensação cardíaca (Arnold et al. Moraes et al. 1997). 1991).. A neriifolina. O extrato etanólico das partes aéreas de Allamanda blanchetii. isolada dessa espécie.. Peruvosídeo e neriifolina.. 2000). além de induzir contrações dose-dependentes apenas antagonizadas pela atropina... o qual se mostrou menos tóxico que a tevetina. anti-hipertensora (Socorro & Thomas. é considerada precursora de outros glicosídeos citados e possui efeitos farmacológicos e tóxicos similares aos apresentados (Frerejacque et al.. útero e vasos sangüíneos (Chopra et al. .. cathartica e A. mas substâncias mais ativas e menos tóxicas que elas foram obtidas por processos semi-sintéticos. que possuem atividade inibitória sobre a enzima monoamino oxidase B (Endo et al.. 1935).. Obasi & Igboechi. violacea (Lima & Caldas. O glicosídeo tevetina isolado de Thevetia peruviana possui importante ação estimulante de músculos lisos do intestino.camundongos. 1994) antifúngico (Tiwari et al. bexiga. Staphylococcus aureus e Vibrio cholerae e outros microorganismos (Saxena & Jain. 1994).. 1990). 1989). 2002) e antiofídico (Otero et al. De Himatanthus sucuuba foram isolados a fúlvoplumierina com atividade citotóxica (Perdue & Blonster. componentes principais da espécie Thevetia peruviana. atóxica e cicatrizante (Villegas et al. 1992). 1964) e à plumericina e isoplumericina isoladas de A. 2000) A atividade antibiótica foi atribuída à alamandina de A. blanchetii (Melo et al. 2002). inibem a atividade da Na+K+-ATPase por mecanismos similares ao dos digitálicos (Ye & Yang.. Existem ainda estudos que caracterizam a atividade antitumoral (Trotta & Paiva. 1984.. Moreira et al. 1982a e 1982b. 1990. O óleo das sementes de Thevetia peruviana possui atividade bactericida contra Bacillus subtilis. antimicrobiana (Neto et al. Ações similares foram obtidas com o glicosídeo tevetoxina.. 1945 e 1947). 1978) e os ácidos confluêntico e metilperlatólico. indicando ação purgativa por aumento da motilidade do trato gastrintestinal via ativação de receptor muscarínico (Akah et al. 1962). mas mesmo assim pouco seguro para ser usado como agente terapêutico (Watt & Breyer-Brandwijk.

. 1996).Dados toxicológicos das espécies Recentes estudos realizados com a espécie A.700 mg/kg é dose letal. acompanhadas de hemorragias e necrose de fibras do coração. O consumo da espécie por bovinos causa cólicas. fato importante por ser essa espécie ornamental e muito comum em pastos. respectivamente. 1993). e estudos recen- . e Thevetia peruviana e T. cobaias. Thevetia peruviana possuem valores de dose letal na ordem de 30 g/kg. 1999. Oji et al. 1996. edema da parede do rúmem e congestão da mucosa do trato digestivo (Tokarnia et al. peixes e outros animais (Chopra et al. 2000. além de congestão da mucosa da área digestiva restante. 1933. Allamanda cathartica causou principalmente manifestações de cólica e edemas nas paredes do rúmen e retículo. 1933). A mortalidade humana pela ingestão de Thevetia peruviana e Nerium oleander é geralmente pouco freqüente. 0. 2002) a margem de segurança entre dose terapêutica e tóxica dessa substância é extremamente pequena (Chopra et al. vindo a morrer 24 horas após o consumo (Oji & Okafor... Singh & Singh. Saraswat et al. 1996)... A espécie Thevetia peruviana é considerada extremamente tóxica e a causa de inúmeros envenenamentos na espécie humana (Eddleston et al. efeitos tóxicos também são similares. Maringhini et al. No entanto. Em razão das grandes semelhanças farmacológicas entre os diversos compostos obtidos de espécies dessa família com os digitálicos. Os animais exibem sérios problemas cardíacos e neuromusculares. A tevetina encontrada nessa espécie é altamente tóxica para camundongos. 2000). para bovinos (Tokarnia et al. há diferenças entre esses compostos quanto à sua toxicidade.4g/kg. nereifolia provocou arritmia cardíaca e diarréia sem manifestações histológicas (Tokarnia et al.... cathartica indicam sua toxicidade para bovinos e demonstram que a DL50 para essas espécies é de 30 g/kg (Tokarnia et al.5 g/ kg e 14. gatos. 1996). Estudos de toxicidade demonstram que as espécies Allamanda cathartica. Nerium oleander. Nerium oleander causou arritmia cardíaca e diarréia severa. A inclusão de sementes de Thevetia peruviana na dieta de ratos permitiu estabelecer que o consumo acima de 2. Eddleston et al. 1958. Inúmeros efeitos tóxicos dos glicosídeos produzidos por essa espécie e por outras do mesmo gênero estão descritos por Watt & BreyerBrandwijk (1962) e Langford & Boor (1996). 2002. 1992).. Frerejacque.

no entanto. incluindo o homem. tanto de forma terapêutica quanto como instrumento de suicídio. pelo agravamento dos sintomas de purgação e êmese. são capazes de produzir efeitos inotrópicos positivos no coração de várias espécies animais. a utilização de espécies dessa família na pesquisa de novos compostos com esse tipo de atividade é extremamente promissora. Essas propriedades cardiotônicas têm sido exploradas desde a Antigüidade. visto que estudos nessa área ainda não foram realizados. .K+-ATPase. De todo modo. uma importante fonte de novos constituintes químicos de interesse farmacológico. é importante considerar a utilização externa da espécie no combate a sarnas e parasitas intestinais. A utilização dessas espécies em paisagismo ou como ornamentais oferece sérios riscos à saúde (Langford & Boor. podendo provocar a eliminação de parasitas do trato gastrintestinal. revelando que seu consumo é seguro para a espécie humana (Guerra & Peters. dada a riqueza química da família. Considerando a importância da família Apocynaceae como fonte de compostos com atividade farmacológica. Deve-se salientar. 1996). A base das ações fisiológicas desses compostos é similar àquela dos digitálicos clássicos. a espécie Himatanthus sucuuba pode representar. que o uso indiscriminado de preparados tradicionais com essa espécie pode causar sérios efeitos tóxicos. Dessa forma. 1991). inibição da Na+. ou seja. Estudos realizados com a decocção de casca de caule de Himatanthus sucuuba sugerem que há uma baixa toxicidade reprodutiva e teratogênica. Observações Várias espécies dessa família. com conseqüente identificação dos compostos responsáveis pela atividade hipotensora já determinada e como antiparasitária. verifica-se a potencialidade dessas espécies e a conseqüente necessidade de estudos voltados a uma melhor descrição química.tes demonstram que os acidentes mais sérios ocorrem com crianças. os quais ainda não foram estudados. visto que a espécie age aumentando a motilidade intestinal. especialmente do grupo dos alcalóides e glícosídeos. especialmente Thevetia peruviana e Nerium oleander. A utilização interna da espécie Allamanda cathartica como purgativo e catártico se confirmou pelos estudos já realizados. Da mesma forma.

e inclui 315 gêneros. Tylophora e Calotropis. Nomes populares A espécie é denominada Angélica ou Angélica-do-ar. sendo raras em matas primárias e em restingas (Barrozo.900 espécies tropicais e poucas de clima temperado (Mabberley. Tylophora asthmatica e Calotropis procera. sobretudo para animais. Sacamonoideae e Asclepiadoideae. sendo o gênero Asclepias o mais abundante em espécies conhecidas. Espécies medicinais Fischeria cf. Oxypetalum e Calostigma. descrita a seguir. e algumas de grande valor medicinal. a maioria das espécies tem ocorrência em matas secundárias ou capoeiras e em regiões de campo de cerrado. distribuídos em três subfamílias Periplocoideae. esta última com os principais gêneros de espécies medicinais . Nessa família ocorre um grande número de espécies tóxicas.Asclepias. Inclui lianas. tais como Asclepias curassavica. mariana Dcne. herbáceas e raramente arbustos e árvores. Fischeria. mariana. 1986).Espécies medicinais da família Asclepiadaceae Introdução A família Asclepiadaceae (Dicotyledonae) descrita por Friedrich Medikus e Mortis Borkhausen pertence à ordem Gentianales. subclasse Asteriddae. todas com inúmeros usos medicinais em vários países de todos os continentes e amplamente estudadas como fonte de novos compostos de interesse terapêutico. Verifica-se aqui uma grande ocorrência de espécies dos gêneros Asclepias. . especialmente por seus efeitos tóxicos. No Brasil. 1997). trepadeiras. com aproximadamente 2. No levantamento etnofarmacológico realizado foi registrado o uso da espécie Fischeria cf. Oxypetalum.

curador do Jardim Botânico Imperial em Petersburgo e que viajou com Langsdorff. de onde saem as folhas simples. foi realizado experimento de toxicidade. especialmente a febre. continuam inexistentes na literatura dados farmacológicos. formando uma corona composta de uma porção petalóide maior (cúculo) e uma porção fina recurvada (cornículo). androceu modificado. Não foi encontrada descrição de outros usos tradicionais dessa espécie. com pecíolos pubescentes. Ao final do experimento não foram observados sinais de toxicidade nos animais (Tokarnia et al.. com ramos pubescentes. Exceto por esse ensaio e ainda alguns dados botânicos e ecológicos de algumas espécies. flores pentâmeras. membranosas. sementes comosas. opostas. nos quais se distribuem 1.Dados botânicos Espécie de pequeno porte. com lacínios conspicuamente crispados.2). 1979). Dados da medicina tradicional A infusão da folhas é usada contra problemas hepáticos e no combate a sintomas da malária. O nome do gênero foi dado por Augustin de Candolle em homenagem a Friedr. corola gamopétala. hermafroditas e de simetria radial. Dados toxicológicos da espécie Pela sua constante presença em pastagens. fruto unilocular. químicos e toxicológicos de espécies desse gênero. administrando-se oralmente Fischeria mariana (10 g/kg) em bovinos jovens e desmamados. inclui aproximadamente 78 gêneros. von Fischer. diclamídeas.225 espécies cos- . Espécies medicinais da família Gentianaceae Introdução A família Gentianaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu. O gênero Fischeria inclui apenas dezesseis espécies tropicais com ocorrência na América tropical. com testa verrucosa (Figura 24. E. L.

1998). subtropicais e de clima temperado. Dejanira. como é o caso de espécies de Lysianthus (Joly. com pequenas árvores e alguns arbustos e ervas (Mabberley. Lisianthus e Coutoubea. Nomes populares A espécie é chamada. No Brasil estão registrados aproximadamente 25 gêneros. também sésseis. reunidas em verticilos. Muitas dessas espécies são comuns no cerrado brasileiro. com caule ereto de muitos ramos. muitas espécies são comumente usadas como ornamentais e várias outras possuem valor medicinal pelos seus princípios amargos (Barrozo. Voyria. especialmente do gênero Dejanira. na região amazônica. Dados botânicos É uma planta anual. Puruvá e Cutúbea. de Carne-seca. desordens estomacais. flores brancas grandes e muito vistosas. dispostas em espigas simples terminais. folhas opostas e sésseis. sendo várias delas medicinais. fruto capsular. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Espécies medicinais Coutoubea spicata Aubl. Genciana-do-brasil ou Raiz-amargosa. a decocção das raízes é usada contra febre. mas também inúmeras espécies tropicais. 1997). O nome do gênero Coutoubea descrito por Jean Baptiste C. sendo conhecida em outras regiões brasileiras como Genciana. amenorréia e como vermífugo. amplexicaules e grandes. Os gêneros principais e mais conhecidos são Gentiana. . Aublet refere-se a um nome popular e comum nas Guianas e inclui cinco espécies tropicais encontradas na América do Sul e no Brasil. 1978). e outras são usadas como ornamentais.mopolitas. F.

A rama coletada seca permanece tóxica mesmo depois de quatro meses e meio (Tokamia et al. demonstraram que a morte foi decorrente da ingestão de Arrabidaea japurensis (Bignoniaceae). incluindo tanto árvores como arbustos.. Os gêneros estão distribuídos em dez subfamílias.Toda a planta é amarga e a decocção da raiz é usada como estomáquico. Os primeiros sintomas foram observados por aproximadamente 14 a 19 horas após ser completada a dose letal. lianas e ervas (Mabberley. anti-helmíntico e útil contra amenorréia (Corrêa. da famosa Strychnos nux vomica. taquicardia. hipotermia. estudos de toxicidade. Um estudo experimental em bovinos indica que a dose letal da planta gira em torno de 20 g/kg. foi atribuída a mortes súbitas em bovinos. diminuição da atividade do rúmen. . fonte entre outras espécies do gênero da estricnina. Porém. 1984). dentre eles. febrífugo. diminuição da atividade motora e dores abdominais. e morte. Mas a C. onde é cultivado como ornamental. destacamos apenas os principais: Spigelia. um dos encontrados no Brasil. Dados toxicológicos A Coutoubea ramosa. com aproximadamente 570 espécies de distribuição tanto em áreas tropicais como em áreas de clima temperado. 1997). 1979). um gênero fonte de substâncias de interesse farmacológico e toxicológico. Os sintomas duraram cerca de 8 a 19 horas e consistiram em anorexia. tônico. do qual destacamos aqui uma espécie referida como medicinal. ramosa também apresenta toxicidade manifestada com um quadro predominante de dores abdominais que evoluem de 8 a 20 horas. quando ingerida dentro de 24 horas. polipnéia. conhecida popularmente como Tingui em Roraima. e Strychnos. Espécies medicinais da família Loganiaceae Introdução A família Loganiaceae descrita por Ivan Ivanovitc Martinov compreende 29 gêneros.

a planta é narcótica e venenosa. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. porém de S. Dados Farmacológicos do Gênero Não existem registros de estudos com Strychnos triplinervia. O nome do gênero designava. Corrêa (1984) refere que a casca dos rizomas é usada contra problemas do estômago. fruto do tipo baga globosa. antigamente. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. Segundo Corrêa (1984). as plantas com propriedades narcóticas.Espécies medicinais Strychnos triplinervia M. A espécie também é conhecida como Cipó-cruzeiro. Noz-vômica e Quina-de-cipó. em seus cipós. glabras. nux-vomica (Shoba & Thomas. 2001). a maioria na Amazônia (Barrozo. a decocção da casca é amplamente referida como útil contra qualquer tipo de dor e para reduzir a febre. das quais aproximadamente setenta ocorrem no Brasil. O gênero Strychnos é o mais importante dessa família e foi descrito por Carl Linnaeus. A planta recebe esse nome por possuir. a espécie é chamada de Quina-cruzeiro.. que se refere à presença de mais de 190 espécies. Dados botânicos A planta é descrita como árvore ou como uma enorme liana cujos rizomas saem e entram do solo. também constatado para a espécie S. potatorum foi caracterizada a atividade antidiarrêica (Biswas et al. 2002). nós na forma de uma cruz. Nomes populares Na Mata Atlântica. . 1978). No levantamento realizado. coriáceas e trinervadas. foi uma das espécies mais citadas pelos entrevistados. flores amarelas em grande abundância. folhas opostas e ovais.

Rafatro et al. 1996). icaja foi isolado a sungucina com atividade antimalarial e citotóxica (Frederich et al. 1998) e S. 2000 e 2001. 2001).. Dados Químicos do Gênero Os alcalóides foram os constituintes mais freqüentemente obtidos de espécies de S. S. 1999).. 2000. . 1996)... mellodora (Brandt et al. Alcalóides do gênero tem apresentado potente atividade antitumoral (Bonjean et al. 2001).. 1996). usambarensis (Frederich et al.. S. Detalhe da flor (Banco de imagens - )... Existem relatos da atividade tóxica de diversas espécies do gênero que alerta para os cuidados de sua utilização (Ho et al.1 . guianesis (Penelle et al. Quetin-Lecrerq et al. S... 2000). myrtoides (Martin et al.Allamanda cathartica. panganesis (Nuzillard et al. Das raízes de S. 1995). FIGURA 24.A S. nux-vomica reduziu a ingestão de álcool em ratos (Sukul et al..

laniflora Dcne. Aspecto geral do ramo florido (desenho original por Di Stasi .Banco de imagens - .FIGURA 24.2 .Fischeria cf.

Essas duas famílias botânicas também são importantes pelo grande número de espécies cultivadas e comercializadas como alimentos. arbus- . Espécies medicinais da família Convolvulaceae Introdução A família Convolvulaceae descrita por Antonie Laurent de Jussieu inclui aproximadamente 1. Inúmeras plantas medicinais são encontradas principalmente nas famílias Solanaceae e Convolvulaceae. distribuídas em 56 gêneros de ocorrência em regiões tropicais e de clima temperado e distribuição cosmopolita. ervas. algumas vezes parasitas. das quais alguns exemplos são aqui referidos. incluindo plantas herbáceas. G. C. Gonzalez L.600 espécies. Solanaceae. Di Stasi F.25 Solanales medicinais L. Polemoniaceae e Hydrophyllaceae. Convolvulaceae. A. lianas. Hiruma-Lima A ordem Solanales inclui cinco famílias: Nolanaceae. Seito C. N.

Corrêa (1984) refere que as folhas são anti-reumáticas e eficazes contra abcessos da boca e inflamações da garganta. como Batata-da-terra. cordiformes. internamente. pecioladas. espécie amplamente cultivada e usada como alimento em todo o mundo. na região do Vale do Ribeira e em todo o Brasil. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. gengivite e dores de dente. Espécies medicinais Ipomoea batatas Poir. flores brancas. para infecções da boca. que são cultivadas com fins comerciais. e muitas espécies são cultivadas como alimentares e ornamentais. No gênero Ipomoea se encontra a famosa Batata-doce. Possuem inúmeras variedades. ainda que raramente. Nomes populares A espécie é chamada. a espécie é cultivada e consumida como alimento. suculentas. aqui também descrita como medicinal. axilares e fruto capsular. em gargarejos. 1997). raízes tuberosas. geralmente lobadas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada externamente como cicatrizante e. Na região da Mata Atlântica. rosas ou arroxeadas. de Batata-doce. com folhas alternas. Ipomoea batatas. Os principais gêneros são Ipomoea e Convolvolus. Os tubérculos são amplamente utilizados como alimento.tos e raramente árvores (Mabberley. . A planta também é conhecida. delicadas e amplamente consumidas como alimento.

1996). Goda et al. hederifolia. enquanto as folhas são detergentes. Dados da medicina tradicional A decocção da raiz da planta é usada internamente contra dores de cabeça e como purgativo. I.. 1995). friedelina. muitas delas amplamente cultivadas. pinatipartidas e pecioladas. De .. folhas alternas. batatas Lam. Alba.Ipomoea quamoclit L Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica como Primavera ou Florde-cardeal. com caules bastante entrelaçados. como é o caso de /. com nove a dezenove pares por segmentos lineares. anti-reumáticas e laxativas. acetil-b-amirina. purpurea e /. Dados botânicos A espécie é uma trepadeira anual. purpurea e I. flores de 4 a 6 cm reunidas em pedúnculos axilares com uma a três flores tubulosas. O nome do gênero Ipomoea descrito por Carl Linnaeus deriva de ips = "verme que rói". 1. É também chamada de Boa-tarde e Primavera. Corrêa (1984) refere que o pó da raiz é utilizado como antiencefalálgico e esternutatório. de cor vermelhoviva ou rosa. com cinco lobos arredondados. comparando-se as plantas deste gênero. 1986). e de homoios = "semelhante". 1996). ácido caféico e quercetina (Tan et al. fruto capsular ovóide. cairica.antocianinaseantocianidinas (Terahara et al. cairica. I. tubérculos ou arbustos. sinensis. como é o caso de I. flavonóides (Zhou. glabra... b-sitosterol. pelo seu aspecto parecido com o dos vermes. I. I. foram isolados vários carotenos (Bicudo de Almeida et al. 2000. I. principalmente como ornamentais pela beleza de suas folhagens e de suas flores. Dados químicos do gênero Da espécie I. Delgado et al. 1996. sendo várias ervas. O gênero Ipomoea é numeroso e inclui aproximadamente 650 espécies tropicais e temperadas. coptica. carnea. de 5 a 18 cm de comprimento. Muitas espécies são medicinais. de amplo uso em Veterinária contra feridas e úlceras de animais (uso externo). oblongata.

asarifolia apresentam quantidades apreciáveis de proteínas brutas. operculinas I-VIII ácido operculínico A. 1989). 1996 e 1997). 1997). cairica foram isoladas as cumarinas umbeliferona e scopoletina. 1997). De Lima & Braz-Filho. Das sementes de I.. 1997). Diversos flavonóides foram isolados de I. Das sementes de I. 1997). regnellii e I. lonchophylla foi isolada uma fração tóxica para camundongos que contém uma mistura de inseparáveis glicosídeos resinosos (MacLeod et al. cornea. A contração do trato gastrintestinal pela administração de I. além de b-sitosterol ácidos graxos e lignonas (Paska et al. 1986)... 1999) e estudos químicos foram realizados com a I. 1987). 1990). além de escopoletina e friedelinol (Lin & Chou.. arctiina e matairesinosídeo. adrenérgicos e .. 1987). 1996). muricata foram isolados glicosídeos com atividade laxante (Noda et al. também encontrados em I. ácido n-dodecanóico e/ou n-decanóico (Ono et al.I. e também dibenzil-g-butirolactona. é medido por mecanismos colinérgicos. reticulata (Mann et al.. De I. tricolorinas e ácido tricolórico (Bah & Pereda-Miranda. As folhas de I. hardwickii (Liu et al. as lignanas arctigenina. purpurea foram isolados glicosídeos acilados como a pelargonidina (Saito et al. Em Ipomoea aquatica foi detectada a presença do carotenóide aluteína (Wills & Rangga. operculata foram isolados os glicosídeos jalapina. tricolor foram caracterizadas antocianinas (Teh & Francis. os níveis de oxalato e ftalatos na planta são menores do que a recomendação máxima como tóxica. carnea. alta concentração de cálcio e potássio.. 1988). Das partes aéreas de I. e das flores de I. 1996) amidos pirrolidina defótica (Tofern et al.. onde foi observada a diminuição dos níveis de glicose e fosfatase sangüínea e elevação dos níveis de uréia (Zakir et al.. 1996). 1999). tornando-a uma boa opção de suplementação alimentar (Ekpa. (Sharma & Shukla. reptan foi isolada galactomanana (Kumari & Alam. matairesinol e trachelogenina. carnea Jacq.7-dimetil-quercetina e 7-O-bD-glucopiranosil-4'-metilapigenina.. Já do extrato etanólico da planta toda foram isoladas as ligninas (-)-arctigenina. os flavonóides 4'. Foram detectados indícios de toxicidade nas folhas de I. 1999a. quando administradas a cabras. alba foram isolados os alcalóides do tipo hexahidroindolizina (Ikhiri et al. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero De Ipomoea orizabensis e I. Das raízes de I. 1996).

. hispida é citada como droga antileprótica da flora medicinal indígena. stans três tetrassacarídeos. com 2. A atividade antinociceptiva foi caracterizada também em I. depressão.. arbustos. 1998a e 1998b).. Foram isolados de I... O efeito tóxico foi observado no cérebro. 1991).950 espécies subcosmopolitas. encontram-se árvores..não-colinérgicos (Hore et al. 1997). 1992). sendo 56 gêneros espontâneos da América do Sul. apresentaram potencial atividade genotóxica em testes com bactérias (Friedman & Henika. muitos destes com grande ocorrência no Brasil. 1990). 1997). fistulosa apresentou atividade antiinflamatória em teste de edema de rato em camundongos (Gorzalczany et al.. As sementes de Ipomoea ssp.. 1998). já foram caracterizadas as suas propriedades antimicrobiana (Lima et al. Espécies medicinais da família Solanaceae Introdução A família Solanaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu compreende 94 gêneros. conhecida popularmente como salsa-da-praia. Os principais gêneros estão distribuídos em duas subfamílias: . 1996). pescapae (Madeira et al. hidroalcoólicos e clorofórmicos das raízes desta espécie apresentaram atividade anticonvulsivante em ratos (NavarroRuiz et al. 2000). Atividade tóxica também foi encontrada na espécie I fistulosa (Florio et al. espasmolítica (Medeiros et al. 1996). Foram observadas também anorexia. Os extratos aquosos. 1994). lianas e ervas (Mabberley. Entre estes. no cerebelo e na medula espinhal (Srilatha et al. O extrato diclorometano de I. 1997) e hemolítica (Paula & Freitas.. tristeza e perda de peso nas cabras tratadas com a planta. 1996). Das partes aéreas de Ipomoea asarifolium. A I. 1995). antiagregadora plaquetária (Lemos et al. dos quais 25 são endêmicos. e seus constituintes foram avaliados diante da Mycobacterium leprae (Kataria &Gupta. 1993) e tóxica (Melo Diniz et al.. que apresentaram uma pronunciada atividade citotóxica em três linhagens de célula tumoral humana e atividade antibiótica contra duas linhagens de bactérias (Reynolds et al.. 1998). As folhas de Ipomoea impeati apresentaram atividades antiinflamatória (Paula & Freitas.

com inúmeros representantes no Brasil. do famoso Tomate. • Cestroideae. de onde se isolou. Estes dados mostram a enorme importância dessa família botânica. na qual se destacam os gêneros Nicotiana. Espécies medicinais Brunfelsia grandiflora D. das inúmeras pimentas vermelhas e amarelas usadas como condimento. amplamente usadas como alimento e que possuem elevado valor econômico. pelos nomes de Manacá-da-serra. e outras relevantes espécies de importância farmacológica pela presença de inúmeros alcalóides como a hiosciamina e hioscina. Nos estudos realizados. Cuvitinga e outras espécies. constituintes também presentes no gênero Hyoscyamus. Don. e Solanum. inúmeras espécies dessa família foram referidas como medicinais e passam a ser descritas a seguir. essa espécie é conhecida popularmente como Maliaca. tanto do ponto de vista farmacológico. importante ferramenta farmacológica e. Fumobravo. visto que inclui inúmeras espécies fontes de compostos químicos de grande relevância na Farmacologia e na medicina moderna. mas que causam problemas de saúde extremamente sérios e graves. Physalis. como é o caso da Batata-doce e das mais variadas batatas. . Nomes populares Na região amazônica. fonte de nicotina. descrito posteriormente. da famosa espécie Nicotiana tabacum. ainda do ponto de vista comercial e social. na qual se encontram os gêneros Capsicum. entre outros inúmeros compostos. dessa subfamília. como por compreender espécies vegetais de alto valor econômico e de grande utilidade na alimentação humana. da famosa Datura stramonium. Lycopersicum. Managá-caa. Brunsfelsia. especialmente na espécie Hyosciamus niger. como Juá-bravo.• Solanoideae. uma importante espécie cuja indústria do fumo movimenta milhões de dólares anualmente. Datura. a capsaicina. que tem aqui descrita e posteriormente discutida uma de suas espécies. Manacá-açu e Jeratacaca. Gambá. Em outras regiões.

longo-pecioladas. hermafroditas. diclamídeas. Juá-de-capote. O nome do gênero foi dado por Carl Linnaeus em homenagem ao botânico alemão Otto Brunfels. pentâmeras. O gênero Brunfelsia descrito por Carl Linnaeus inclui quarenta espécies tropicais americanas e fontes de alcalóides. Mata-fome. o chá de sua raiz é utilizado para o tratamento de problemas do fígado e contra malária. glabra. caule verde. Mabberley (1997) refere que as folhas e cascas da espécie são usadas na Amazônia como alucinógenos. folhas elípticas e acuminadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. súpero. pequenas. ereto e crasso. Mulaca. Dados botânicos Erva com muitos ramos. O chá preparado com raiz de . contendo ramos cilíndricos e casca fina e rugosa. Tomate silvestre e Cereja-de-inverno. O nome do gênero Physalis vem do grego physa = "bexiga. a infusão das folhas é considerada excelente para diminuir febre. Bolsa mulaca. de Camapu. ovário bicarpelar. Em outras regiões também é conhecida como Bucho-de-rã. androceu com cinco estames.1). fruto esverdeado do tipo baga. muito ramificado. possui. sem estipulas. especialmente na Amazônia. bilocular. usadas e cultivadas como ornamentais e medicinais. referindo-se à forma do fruto. bolha". com anteras azuladas. Joá. Joá-de-capote.Dados botânicos A espécie é um arbusto alto. semente rufescente (Figura 25. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. agudas. Physalis angulata L. flores dispostas em cimeiras. flores amarelas. na região amazônica. folhas inteiras. Nomes populares A espécie é chamada.

hepatite e reumatismo (Forero. Rutter. Jubeba. No Brasil. 1993). 1980). enquanto outras acreditam que as folhas e os frutos possuem propriedade narcótica e que a decocção dessas partes vegetais apresentam atividade antiinflamatória e efeito desinfectante sobre as doenças de pele (Garcia-Barriga. a infusão da sua raiz. 1982). 1980). vômito. a espécie é conhecida como Jurubeba e Jurubebinha. Solanum paniculatum L. problemas hepáticos. e suas folhas têm uso diurético. 1984). Embora alguns indígenas da Amazônia peruana usem o suco das folhas. 1990). 1995). A seiva dessa espécie é calmante e depurativa. 1984) e a raiz. problemas hepáticos. o chá da raiz é considerado útil contra problemas do fígado. As tribos indígenas da Amazônia utilizam a infusão das folhas como diurético (Duke et al. essa espécie vegetal é utilizada contra diabetes. na Paraíba. contra icterícias (Schultes & Raffauf. para tratar hepatite. contra inflamações. 1980. renais e de vesícula biliar (De Almeida. No Peru. outros. diuréticos e resolutivos (Corrêa. no Pará. 1990). Juripeba. da Amazônia brasileira. Outras denominações populares são Jurubeba verdadeira. Juuna e Juvena. A ingestão de uma xícara de chá das partes aéreas desse vegetal é recomendada para o tratamento de asma e de malária (Kember Mejia & Elsa. 1994). tosse e dores no corpo (Amorozo & Gély. útil contra reumatismo. o uso interno da planta toda é tido como útil contra problemas renais (Agra. a espécie ainda é empregada para tratar reumatismo crônico. jurubeba e pega-pinto é utilizado contra doenças nervosas.camapu misturada com raiz de açaí. e as folhas e/ou as raízes contra dores de ouvido. usam a seiva dessa planta para combater dores de ouvido (Ayala Flore... dermatites e doenças de pele. em Minas Gerais. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. os frutos são desobstruentes. são utilizados para os mesmos fins (Gavilanes et al. malária. interna e externamente. contra vermes. . 1974-1975). 1998). Algumas tribos colombianas utilizam o chá das folhas no tratamento de asma (Forero. bem como no combate a febre.

lilás ou roxas. Dados botânicos A espécie é uma planta herbácea. Inclui inúmeras variedades. muitas delas de grande valor econômico. todas cultivadas. O gênero Solanum descrito por Carl Linnaeus compreende 1. alívio". ricos em fécula e amplamente consumidos e apreciados em todo o mundo. ereta. de caule alado. fruto do tipo baga redonda. flores em umbela. brancos ou amarelados. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. ramos subterrâneos formam tubérculos de diversos tamanhos e formas. hepatite e febres intermitentes. Dados da medicina tradicional A decocção das folhas é usada contra parasitas intestinais. O nome do gênero deriva de solamen = "consolo.Dados botânicos A planta é um arbusto pubescente nos ramos e nas folhas.700 espécies subcosmopolitas. flores brancas. compostas de cinco segmentos inteiros e ovados. sinuosas e acuminadas. Corrêa (1984) refere que as raízes e os frutos possuem propriedades amargas e desobstruentes. sendo úteis contra icterícia. muito parecidas com as da Batata-inglesa. desiguais. A espécie ocorre em áreas de formação secundária na região do Vale do Ribeira. de onde é obtida pelos habitantes locais. especialmente contra lombrigas. folhas alternas. a espécie é conhecida como Batata e comumente denominada Batata-inglesa ou Batatinha. de cor verde brilhante na parte superior e verde-esbranquiçada na inferior. es- . fruto do tipo baga globosa. carnosos. Solanum tuberosum L. referindo-se aos efeitos analgésicos e sedativos de inúmeras de suas espécies. além de ser indicada contra problemas do estômago. dispostas em racemos. as quais são inteiras ou lobadas (cinco a sete lobos).

P peruviana (Gottlieb et al. cetonas.pecialmente no Sul e no Sudeste do Brasil para comercialização interna e para exportação.25%) e ácido ricinoléico (0. 1988. ixocarpa (Abdullaev et al.. espécie de origem cubana. uniflora constituem rica fonte de óleo (30. 1980. Uma análise detalhada através de CG-MS do óleo essencial de B.. No óleo das sementes de B. 1980) e alcoóis triterpenóides de P alkekengi (Itoh et al. Sinha et al. 1985). alkekengi (Kawai et al. alcoóis e ésteres. Dados químicos das espécies e dos gêneros As espécies de Brunfelsia são ricas em escopoletina. ácido oléico (11. P viscosa (Maslennikova et al. Eguchi et al.52%) (Maestri & Guzman. hidrocarbonetos.. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. 1980) e P.. 1977).. 1987). principalmente. peruviana (Sahai & Ray. Do gênero Physalis.. 1977 e 1978). além de ácidos graxos normais (Daulatabad & Hosamani... Das raízes P peruviana foram isolados vitanolídeos (Neogi et al.5%). 1994). Alcalóides foram isolados de P.. Itoh et al. Frolow et al. hopeana foram isolados quatro novos glicosídeos esteroidais (Ichiki et al. 1986)... com ciclopropenóides.. Glotter et al. 1986). Oshima . P. Salicilato de metila também foi caracterizado como um dos constituintes majoritários. Vasina et al. dos quais foram caracterizados. 1986. 1980.5%). As sementes de B. De B. 1985. P. angulata (Row et al. 1986). furocumarinas que parecem ser um antiinflamatório (Iyer. grandiflora. Constatou-se que quase um terço da totalidade dos compostos identificados é de origem terpênica (Castioni & Kapetanidis. a infusão das folhas é usada contra distúrbios do estômago. o principal grupo de substâncias são os esteróis obtidos de P.. P pubescens (Reddy et al. Na região. americana foram identificadas as presenças do ácido ricinoléico. 1987.8%). 1995). Os principais componentes identificados foram: ácido linoléico (75. 1996).. 1981). 1979a. 1987. identificou a presença de 122 compostos. 1991).. obtido de suas partes aéreas.. Já da casca da raiz de B.. foram identificados escopoletina e ácido oleanólico (Magadan et al. ácido palmítico (7. aldeídos. nitida. Gottlieb et al. 1977a). minima (Mulchandani et al. a planta é obtida no comércio (tubérculos) ou pelo cultivo (folhas).

enquanto das folhas de P. Existem relatos de atividade tóxica das espécies B. além de vitaminimina (Gottlieb et al. uniflora. fisalina B e quercetina (Gupta et al. 1988). pauciflora e B.. 1990). 1975. Vasina et al.. 1990).. australis (McBarron & de Sarem. 1977). que apresentou atividade espasmolítica (Romero et al. Oliveira et al. De P ixocarpa foi isolada ixocarpalactona A (Abdullaev et al.. apresentou atividade antiedematogênica (Pereira et al. 14-alfa-hidroxi-ixocarpanolídeo.. uniflora na forma de infuso (planta seca) a 10% ou planta fresca a 20% nas doses de 1 ou 2 g/kg produziu atividade analgésica e antiinflamatória em camundongos (Ruppelt et al. vitagulatina A.. 1968. 1990). utilizada para picadas de cobra. neoclorogenina. 1986). revelou atividade depressora do SNC. vamonolídeo e vitanolídeos (Vasina et al. Dinan et al.. Da espécie Solanum papniculatum foram isolados paniculonina A e B.. Spainhour et al.. 1987). fisagulina A e K. minima var.. 1989. 24-25-epoxi-vitanolídeo D e T e vitafisanolídeo. vitaminimina. 1987. Ripperger et al. 1990. hopeana. angulata foram isolados ainda vitasteróides. 1986. . 1997... hopeana foi detectado um constituinte denominado escopoletina. De P. acetil colina. 1997). Uma triagem hipocrática em ratos. 1993. 1989. flavonóides (Ser. 1992). 1987b. 1983.. A administração oral de B. além de contatar também atividade antiinflamatória (Iyer et al. Chen et al. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Brunfelsia grandiflora é popularmente utilizada para o tratamento de reumatismo. Chen et al. De P.. Shingu et al. 1991).. glicosídeos.. febre e picadas de cobra. Já da raiz de B. Neilson & Burren. 1967a e 1967b). beta-sitosterol. fisangulídeo. bonodora.. Moiseeva et al. 1988 e 1989). 1988). O extrato aquoso de B. bronquites.. com extratos da raiz de B. 1987 e 1990. flavonas e beta-sitosterol (Sinha et al. além de alcalóides. 2001). artrites. 1992a. Banton et al. B. vamonolídeo. ácido clorogênico.. indica foram isolados vitasteróides.et al. calcyina var. vitangulatina A. 1990. 2001) e vários tipos de esteróides (De Almeida. flavonóides (Ismail & Alan. painculogenina e jurubina (Ripperger & Schreiber. B. alkekengi foram isoladas fisalinas (Kawai et al.. figrina. floribunda. aianinas.. 1992b e 1992c).

constataram-se atividades hipotensora. 2002. O principal sintoma desse envenenamento foi a excitabilidade. Dados toxicológicos Estudos realizados com folhas frescas e secas de Brunsfelsia pauciflora apresentaram toxicidade em bovinos. niruri e P. como movimento . V. entre outras (Lin et al. V. Kusumoto et al. embora outros sinais também tenham sido verificados. et al.. M. P.. 1998. 1993. M... etanólicos e esteroidal mostraram. 1998). M. in vitro e in vivo. 1998). Carvalho. antiespasmódica. V. antimutagênica. Das folhas de P. edulis detectou-se a presença das atividades colinomiméticas por meio de testes farmacológicos in vitro (De Almeida.. 1998).. et al.. anti-séptica. atividade citotóxica contra vários tipos de células cancerígenas. O extrato aquoso e etanólico de diferentes partes dessa planta apresentou atividade antiinflamatória (Carvalho. 1998). Barbi et al. antiviral (Otake et al. V. 1997. melanomas. A atividade antineoplásica foi atribuída à fisalina D.. anticolinérgica (Fonteles et al. et al. tenellus foi detectada a atividade analgésica (Ribeiro. 1998) antimicobacteriano (Januario et al. alcoólicos. M. 1992a e 1992b). M. T.. do extrato da planta inteira e/ou da fração esteroidal (Carvalho. 1997. 1992. antibacteriana (Hussain et al. M. M. peruviana revelou atividade antimicrobiana (Zaki et al. 1998. M.. citotóxica. Chiang et al.. 1988). 1998). G..... 1998b). imunoestimulante (Carvalho. O estudo dos vitanolídeos de P. et al. 1998)... aos esteóides. incluindo leucemias. isolada da fração aquosa da planta inteira (Carvalho. Ribeiro et al.. Para as diferentes partes vegetais de Physalis caroliniensis. V. Kurokawa et al. antiasmática. minima foram isolados constituintes que apresentaram atividade antiinflamatória (Sethuraman & Sulochana.. 1987). Soares et al. 1991. e a atividade imunoestimulante. moluscicida (Almeida & Fonteles. Os extratos aquosos. 1992a e 1992b). imunomoduladora (Rosas et al. antileucêmica. 1989). 1998. 1987).. entre outras... diurética. 1990). V. Haussmann et al.. I. tripanossomicida (Barbi et al. Silva.Para a Physalis angulata. et al. Pietro et al. 1990).. 1998) e antineoplásica (Carvalho. anticoagulante (Kone-Bamba et al.. aqui descrita. Nos frutos de P. et al. et al. antigonorréica. quando ingeridas em dose única ou repetida. 2000). 1995. et al.

1991). Além disso.1 . FIGURA 25.Physalis angulata. falta de apetite.Banco de imagens - . tremor muscular com algumas contrações súbitas e falta de estabilidade do animal. irritabilidade. estiramento e contração das patas traseiras.de mastigação. salivação. às vezes levando-o ao chão. Aspecto geral do ramo com flor e fruto (desenho original por Di Stasi . quatro animais sofreram ataque epiléptico (Tokarnia et al. perda de peso.

Amazônia e Mata Atlântica. Hiruma-Lima Lamiales é uma das maiores ordens botânicas existentes. Verbenaceae e Lamiaceae (Labiatae). das quais se destacam as Boraginaceae. foram referidas espécies medicinais dessas três famílias botânicas. 1997). inclui 130 gêneros distintos. A. M. freqüentemente . Di Stasi E.26 Lamiales medicinais L. Nas regiões de estudo.300 espécies (Mabberley. Espécies medicinais da família Boraginaceae Introdução A família Boraginaceae (Dicotyledonae). Santos C. apesar de incluir apenas oito famílias. A família inclui árvores. as quais serão discutidas a seguir. Esta última família compreende um grande número de espécies de valor medicinal. arbustos. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. espalhadas por todo o planeta. com aproximadamente 2. Guimarães C. C. M.

de onde saem folhas sésseis. inflorescência espigosa. agudas. muito ramificado. Nomes populares A espécie é chamada. fruto subgloboso vermelho (Figura 26. cujo gênero inclui a espécie Heliotropium indicum. amplamente utilizada como medicinal e conhecida como Erva-baleeira e aqui descrita. sendo também indicada para o alívio de dores e na redução de febres. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2 m de altura. . e seus gêneros mais importantes são: • Cordia (Cordoideae). Borago e Symphytum (Boraginoideae). com até 12 cm de comprimento. Espécies medicinais Cordia verbenaceae L. • Heliotropium (Heliotropioideae). onde ocorre em abundância em solos arenosos e em áreas de restinga. formando grandes populações em áreas litorâneas. A planta também é conhecida como Balieira-cambará. pubescentes na face inferior.1). densa. A população atribui os mesmos efeitos à decocção das folhas. sendo raramente encontrada no interior de matas. Inúmeras espécies dessa família são consideradas medicinais.herbáceas e raramente lianas. • Cynoglossum. este último com uma espécie amplamente conhecida e usada como medicinal. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. a infusão das folhas é usada como antiinflamatório. 1998). um dos gêneros mais comuns no Brasil. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. com pedúnculos eretos e muitas flores brancas. É uma planta heliófita e higrófita. lanceoladas. referida como medicinal na região de estudo e reconhecida como espécie cultivada no Brasil (Joly. Espécie muito comum na região da Mata Atlântica. denominada popularmente Confrei e identificada como Symphytum officinale. de Ervabaleeira. no qual se encontra a famosa Cordia verbenaceae.

incluindo úlceras. referindo-se ao fato de as flores se torcerem após a exposição ao sol. Jamacanga e Jacuacanga. faringites. e as espécies H. europaeum são reconhecidamente medicinais. Outros sinônimos são Aguaraciunha-assu. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. 1994). Amorozo & Gély (1988) referem que o chá da folha fresca é útil contra tosse e febre. É uma planta anual. Na medicina tradicional salvadorenha. fruto formado como uma mitra. inflorescência curvada. folhas pecioladas. tubulosas. furúnculos e também contra queimaduras. com flores brancas ou azuis. alternas. de flores brancas.Heliotropium indicum L. moléstias cutâneas e feridas. incluindo espécies tropicais e outras de climas temperados. O gênero Heliotropium contém aproximadamente 250 espécies vegetais. Crista-de-galo. e trepein = "mudar". Um grande número dessas espécies é útil como ornamental. com dispersão regiões tropicais e temperadas. o macerado de folhas em água é indicado topicamente contra hemorróidas e afecções cutâneas. enquanto as folhas amassadas com folhas de Mucuracaá são usadas topicamente contra "baque". as folhas e raízes maceradas são usadas topicamente nas regiões inflamadas do corpo (Guerrero. com ramos lisos e glabros. . glabro ou pubescente. anginas. de origem na América e distribuição global por todo o Brasil. ovadas ou cordiformes e acuminadas. Dados botânicos A espécie é um subarbusto de 0. abcessos. Aguaraquiunha. Segundo Corrêa (1984). dispostas em espigas solitárias. e seu suco é de alto valor contra aftas. estomatites. a planta é desobstruente e anti-hemorroidária. amplexicaule e H. O nome do gênero Heliotropium descrito por Carl Linnaeus vem de helios = "Sol". Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Borragem-brava ou Fedegoso.5 a 1 m de altura. O uso interno da infusão de folhas é útil como desobstruente do fígado.

de Confrei. enquanto o macerado da raiz em aguardente também é usado como diurético e contra anemias. distúrbios estomacais. europina. enquanto as raízes. lasiocarpina. De H. Dados botânicos A espécie é uma erva de rizoma grosso. O macerado das folhas em aguardente é empregado externamente como cicatrizante. a espécie é amplamente cultivada com fins medicinais. na Mata Atlântica e em todo o Brasil. Erva-do-cardeal. ásperas e onduladas. Consolda maior. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. acuminadas no ápice. . como beta-sitosterol. caule curto e ramoso. dispostas radialmente. possuem glicosídeos cardiotônicos (Guerrero.Symphytum officinale L. Dados químicos Estudos fitoquímicos mostram que as folhas de Heliotropium indicum são ricas em alcalóides. marifolium foram isolados os alcalóides pirrolizidínicos conhecidos por sua atividade antitumoral e denominados heliotrina. lasiocarpina-N-óxido e indicina-N-óxido (Jain & Purohit. tubulosas. amarelas ou rosas. Outros nomes são Consolda. além de alcalóides e taninos. É uma planta cultivada ou subespontânea com origem na Ásia. Sonsólida. 1994). Das partes aéreas de H. flores grandes.. 1996). Língua-de-vaca. A decocção das folhas é usada internamente contra hepatite. Orelha-de-vaca etc. indicum também foram isolados da fração alcaloídica os alcalóides pirrolizidínicos heliotrina e lasiocarpina e compostos não-alcaloídicos. lupeol. 1986). beta-amirina e beta-sitosterolglucosídeo (Pandey et al. inflamação e dores de barriga. com folhas ovadas ou oblongas. fruto com quatro aquênios lisos. Nomes populares A espécie é chamada. taninos e triterpenos. vistosas. com porte herbáceo e raízes fasciculadas.

keralense (isolicopsamina. arborescens (Bourauel et al. hirsutissimum (Guner et al.. 1986).. Das partes aéreas de H. H. subulatum (Malik & Rahman. Inúmeros alcalóides pirrolizidínicos foram também descritos nas espécies H. Outras classes de compostos também têm sido estudadas para este gênero. heliotrina. stenophyllum. 1995b. lasiocarpum (Akramov. intermedina e retronecina) por Ravi et al. coromandalinina. circinatum foram isolados os alcalóides curassavina. supinina e europina (Rizk et al. bacciferum foram isolados também os alcalóides heliotrina e europina (Pizk et al. Reina et al. 1988). em H. curassavicum var. europina e supinina em H. H. 1988). scabrum (Lakshmanan & Shanmugasundaram.de H. H. bovei. 1990).a heliospatina e o heliospatulina . 1989). 1988). bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram. dasycarpum (Rakhimova & Shakirov. curassavinina.. heliotrina e lasiocarpina (Guner. 1996). 1995) e H. heleurina. curassavina.. destacando-se compostos fenólicos em H... 1988. além de dois novos alcalóides pirrolizidínicos . heleurina. heliotrina e lasiocarpina e. licopsamina amabilina. e heliotropina de H.. lasiocarpina e 5'-acetileuropina) por Asibal et al. spathulatum (Roeder et al. (1990). H. 1988). Alcalóides pirrolizidínicos também foram descritos em H. Farrag et al. em menor quantidade. europina. H. coromandalina. 1995). esfandiarii (Yassa et al. H. heliotrina. 1995b).. 1996). rotundifolium (europina. H. curassavicum (Davicino et al.. 1987). 1988). echinatina. heliovicina. heliotrina e lasiocarpina de H. (1989)... bracteatum (Lakshmanan & Shanmugasundaram.De H. 1994). e suas folhas encerram ácidos graxos e esteróis (Miralles et al. em que se . 1991). argentinum e var. bursiferum (Marquina et al.

1987). Do exsudato resinoso de H. larvicidas e antiviral foram obtidas das espécies de C. tais como ácido rosmarínico.. derivados do ácido caféico trimérico e tetramérico (Motoyama et al. A propriedade cicatrizante também foi atribuída a esta espécie (Reddy et al. 3-0-metilgalangina.. verbenacea... a qual foi avaliada quanto à sua atividade antitumoral diante de carcinoma de Ehrlich e sarcoma 180 em camundongos (Dutta et al. myxa. C.. Al Awadi et al. Ácidos graxos e esteróis foram descritos em H.descreveram os constituintes galangina.. Os flavonóides ayanina. do exsudato.3'-dimetileriodictiol.. sakuranetina foram isolados da resina de H. Sertie et al. chenopodiaceum. 1990). 2002)... Dados farmacológicos De Cordia dichotoma foi caracterizada a atividade antimicrobiana (Ahmad & Beg. stenophyllum (Villarroel & Urzua. 2001) e de C. 1991 e 1988. hesperetina. pervianum produz compostos fenólicos antioxidantes. pinocembrina. 1996).. sinuatum foram isolados os flavonóides naringenina. 1990). ovalifolium (Guntern et al. 7. 2000b). multispicata foi isolado triterpenóides com atividade anti-androgénica (Kuroyangi et al. 1990). pinocembrina. enquanto 3-metilgalangina e galangina foram isolados de H. 1995. pinobanksina-3-acetato. De H. 1996). C. De H. bursiferum foram isolados os alcalóides 9-angeloylretronecina N-óxido que inibiu o crescimento de Bacillus subtilis. 2001). filifolium (Urzua et al. naringenina e 2-geranil-4-hidroxifenil acetato foram isolados de H. 1994 e 1996).. 2000a) e C. solicifolia (Hayashi et al.. o filifolinol e um espiro-benzodihidrofuranilterpeno (Torres et al. dentre outras espécies (Ficarra et al.. A H. 1989) e esteróis e quinonas em H. A Atividade antiinflamatória foi atribuída aos frutos de C. filifolium também foram isolados. 1996). naringenina e 2geranil-4-hidroxifenil acetato (Villarroel & Urzua. Os constituintes fenólicos denominados galangina. As propriedades antifúngicos... 7-O-metileriodictiol. 2001).3-0-metilisorhamnetina e pachipodol (Torres et al. curassavica (Ioset et al. 2001). bacciferum (Miralles et al. Porém nenhum composto isoladamente foi ca- .. e a lasiocarpina que foi capaz de inibir todos os microorganismos testados. De Heliotropium indicum foi isolada indicina N-óxido. linnaei (Ioset et al. 1998). C. pinocembrina. alliodora (Ioset et al.

2001a e 2001b). enquanto alcalóides de Heliotropium curassavicum var. sendo também contra-indicado o uso do material fresco. 1989). europaeum e H. é potencialmente tóxica. infusão ou chás por via oral.. Alcalóides isolados de H. dolosum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que apresentaram hepatotoxicidade em camundongos. 1987). ellipticum e H. 1987. assim como todo o gênero Heliotropium. 2001). Singh et al. Portanto. foi descrita por Antoine Laurent de Jussieu e inclui cerca de 252 gêneros. subtilis como o extrato bruto de H. a maioria de arbustos e ervas e raramente de árvores . ramosissimum foram isolados alcalóides pirrolizidínicos que em estudos preliminares inibiram a atividade colinesterase sérica (Mahmoud et al. Jain et al. 1995). Alcalóides pirrolizidínicos de Heliotropium bovei possuem atividade antifúngica (Reina et al.paz de inibir efetivamente o B. elipticum apresentou também atividades antimicrobiana e antitumoral (Jain & Arora. nos quais se distribuem 6... reconhecidamente constituintes com alta toxicidade. Em razão dos estudos realizados com a espécie Symphytum officinale. o Ministério da Saúde do Brasil proibiu o uso e a comercialização de preparados por via oral. o consumo de espécies desse gênero deve ser evitado. Das partes aéreas de H. Um outro estudo com o extrato etanólico das partes aéreas e raízes de H. 1994. bursiferum (Marouina et al. argentinum apresentam genotoxicidade. subulatum apresentaram atividade antimicrobiana significativa (Jain & Sharma. porcos e aves (Gaul et al.700 espécies. 2002. Dados toxicológicos A espécie... 1992). 1997). Espécies medicinais da família Lamiaceae Introdução A família Lamiaceae. Eroksuz et al. possivelmente associada aos pirrolizidínicos alcalóides (Carballo et al. De H. também denominada Labiatae.. havendo relatos da presença de alcalóides pirrolizidínicos em inúmeras espécies do gênero..

bilabiado. rígidas. flores dispostas em capítulos pedunculados. Nepetoideae: Hyssopus. Ajugoideae: Ajuga. Salvia. Melissa. O nome do gênero Hyptis descrito por Nicolaus Jacquim vem de hyptios = "recurvado". Teucrioideae: Teucrium. Leucas e Sideritis. Lavandula. A família também é importante como fonte de espécies de grande valor no mercado. alimentos. com cálice tubuloso. Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Malva-do-campo. Thymus. Salva-do-campo. Salva-de-marajó e Salsa-de-marajó. nas quais destacamos as principais espécies medicinais de ocorrência subespontânea ou cultivadas no Brasil: • • • • • • • Viticoidea: Vitex. com ápice agudo ou arredondado e base arredondada. Malva. Lamioideae: Leonotis. Satureja.2). Espécies m e d i c i n a i s Hyptis crenata Pohl. Rosmarinus. Origanum. . 1997). e inclui mais de trezentas espécies de áreas tropicais. Hyptis e Plectranthus. crenadas. Scutellarioideae: Scutellaria. Os principais gêneros desta família ocorrem em sete subfamílias. Salva. Dados botânicos A planta é uma erva ereta. visto que nela se concentra um grande número de plantas referidas e citadas como medicinais em todo o mundo. ex Benth. com haste suculenta. Trata-se de uma importante família. androceu com estames esbranquiçados e anteras unitecas (Figura 26. Ocimum. referindo-se ao lábio inferior da corola bilabiada. bem como na indústria de perfumes e cosméticos.(Mabberley. corola com tubo infundibuliforme. do ponto de vista medicinal. obovais. folhas pecioladas. pubescentes. pois são usadas como condimentos. oposto-decussadas. especialmente americanas. Pogostemonoideae: Pogostemon. Mentha.

de Rubim. cólicas menstruais e problemas digestivos. uma espécie popularmente chamada de Mentrasto pertence a esse gênero. emenagogos. icterícia. recebe o mesmo nome. de constipações e artrites (Van den Berg. flores pediceladas com quatro estames. . Leonotis nepetaefolia Hort. de até 2 m de altura. um pouco lenhosa. e a infusão da planta toda. O nome do gênero Leonotis descrito inicialmente por Christian Persoon e posteriormente revisado por Robert Brown significa "orelha de leão". Nomes populares A espécie é chamada. cálice pulverulento (corola bilabiada com lábio superior elminiforme muito mais longo que o inferior. Cordão-de-são-francisco e Pau-de-praga. folhas opostas. Também é popularmente denominada Cordão-de-frade. no tratamento de inflamações da garganta e olhos. Dados botânicos Erva anual. diarréia. por causa do lábio superior da corola grande e ereto. antigripal.3). mas não foi completamente identificada. flores dispostas em racemos densos e verticelados. a decocção das folhas é usada contra malária. para regular a menstruação. enquanto o banho preparado com as raízes é usado externamente contra infecções. com caule quadrangular aveludado e pubescente. na região amazônica e em quase todo o Brasil. e inclui apenas quinze espécies tropicais. anti-reumático e contra cólicas menstruais. sudoríficos. Na região da Mata Atlântica.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. As folhas e os ramos são indicados como excitantes. Na Mata Atlântica. 1982). formando capítulos globosos isolados (Figura 26. a decocção misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra problemas do fígado. Essa espécie é usada na forma de infusão das raízes como analgésico. ovadas e subcordiformes na base.

no Mato Grosso. contra gripes. facilitando a expectoração. Na região do Vale do Ribeira. como Cordão-de-frade. 1982). externamente. a infusão das folhas é usada. antireumática. pilosos e sulcados. hipotensão. ramoso e pubescente. elefantíase e hemorragias uterinas (Corrêa. febrífuga e diurética. no Ceará (Matos et al. Grandi & Siqueira. corola bilabiada. Esses nomes também são comuns para a espécie Leonotis nepetaefolia. brancas. 1984). em Minas Gerais (Verardo. folhas pecioladas. flores sésseis. ovadas ou oblongolanceoladas.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de caule ereto. é utilizado como anti-reumático.. antiasmática. pubescentes nas duas faces e membranosas. nas inflamações broncopulmonares.. desiguais entre si. na Mata Atlântica. A planta é também considerada antiespasmódica. dores gerais. Pau-de-praga e Cordão-de-frade. como abortivo e antitérmico (Simões et al. o chá de toda a planta. o sumo da raiz amassada é considerado útil contra maleita (Van den Berg. com cinco segmentos acuminados. internamente. 1982). no Rio Grande do Sul. Br. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica pelo nome de Catinga-demulata e. herbáceo. duas vezes ao dia. ramos quadrangulares. com lábio superior 1-2 . a planta florida é usada na fraqueza geral. útil contra úlceras. raramente arredondadas. 1980). 1982. reumatismo. sendo ainda indicada contra úlceras. o xarope das flores é indicado contra problemas digestivos. 1986). Leucas martinicensis R. durante dois dias. como cicatrizante. especialmente de barriga e. a aplicação do macerado da planta no local lesado serve como cicatrizante e para aliviar dores de contusão. Dados botânicos Planta anual. uma xícara por dia. Outros nomes comuns na região amazônica e em outras regiões do país são Cordão-de-são-francisco. distúrbios do estômago. cálice bilabiado.

externamente. numerosas.lobado e o inferior 1-3 lobado. contra tumores. contra dores musculares e reumatismo. referindo-se à cor das flores. folhas opostas. corola gamopétala. antiespasmódico e contra nevralgias. 1984). Entre seus sinônimos estão Hortelanzinho. topicamente. fruto formado por quatro aquênios (Figura 26. aquatica. significa "branco". O nome do gênero Mentha descrito por Carl Linnaeus deriva de Mintha. os poetas dizem ter sido transformada nessa planta. O nome do gênero Leucas. agudas. na forma de gargarejo. pentâmeras. o macerado das folhas em água. . piperita é um híbrido de M. viridis por apresentar maior número de flores por glomérulo e menor número de glomérulos. bilabiada. dela. viridis e M. ramoso. pouco aveludada. decussadas. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. nome recebido em todo o Brasil. apenas de Hortelã. planas. as folhas (infusão) são sudoríficas e carminativas (Corrêa. difere da M. de porte herbáceo. Mentha piperita L Nomes populares A espécie é chamada na região amazônica de Hortelã-pimenta e. com raiz fibrosa e caule ereto. ao passo que a infusão ingerida com elixir de Parigó é considerado útil contra dores de estômago. A planta também é utilizada como tônico. flores dispostas em verticilos axilares multiflorais. e seu cozimento é indicado como antireumático. zigomorfas. flores violáceas. ramos eretos e opostos. diclamídeas. Na região do Vale do Ribeira. descrito por Robert Brown.5). filha de Cocylus.4). formando espigas no ápice dos ramos. Dados botânicos A espécie M. serrilhadas. fruto do tipo aquênio (Figura 26. curto-pecioladas. enquanto a infusão das folhas é utilizada internamente contra gripes fortes e tosses e. na Mata Atlântica. hermafroditas. um pouco pubescentes. as folhas picadas e adicionadas à água pré-aquecida são utilizadas contra problemas digestivos. Menta e Hortelã-verdadeira. Hortelã-das-cozinhas. é usado sobre gargantas inflamadas.

1991). digestivas. . musculares. estimulantes. três vezes ao dia. de estômago. enquanto o macerado das folhas em aguardente ou vinho branco também é empregado externamente como analgésico. antibacteriano e promotor de secreções gástricas (Bundesanzeiger. 1986). Contudo. estomáquicas. a FDA declarou que o óleo dessa espécie não é eficaz no auxílio digestivo e baniu seu uso no país como droga sem prescrição para tal finalidade terapêutica (Blumenthal. piperita ou o seu óleo é considerado eficiente espasmolítico (particularmente usado para aliviar desconfortos causados por espasmos no trato digestivo). Hortelã-pequena. vômitos. 1986). Hortelã-graúda. é utilizada internamente em distúrbios digestivos. em 1990. a infusão das folhas. diarréia. eólicas uterinas. problemas cutâneos. dores de cabeça. em Brasília. garganta e dentes (Simões et al. no Rio Grande do Sul. é indicada contra dores de estômago em crianças. dor de barriga. e ainda para diminuir o leite em lactantes (Corrêa. A M. Na região da Mata Atlântica. e as folhas frescas são usadas em crianças como estimulantes do apetite. cólicas abdominais e tétano. é utilizada para tratar problemas do fígado (Barros. a infusão das folhas é usada como sedativo e contra parasitas intestinais. estimulante do fluxo biliar. Hortelã-comum. Hortelã-das-hortas e Hortelã-levante.. de Hortelã-verde. dismenorréias e verminoses. carminativas. 1984). Outros usos incluem suas propriedades tônicas. tremores. a decocção das sementes é indicada para a expulsão de vermes. anti-reumático e contra insônia. bronquite e tosses. timpanite. Nomes populares A espécie é chamada. mas também possui os seguintes nomes: Hortelã-grande. na região amazônica. antiespasmódicas. o suco das folhas é usado externamente como cicatrizante. catarros de mucosas. sendo indicada contra flatulências.Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Hortelã-da-preta. vômitos e cólera (Matos & Das Graças. calmante. 1982) e como anti-séptico. 1980). Mentha viridis L.

especialmente lombriga. flores rosas ou violeta-claras. Dados da medicina tradicional Na região amazônica o xarope das folhas é utilizado contra asma. denticuladas. a infusão das folhas é usada para expulsão de parasitas intestinais e como analgésico. o xarope das folhas é usado contra gripes e tosses. ovais ou oblongas. cólicas. folhas subsésseis. em verticilos aproximados.6). corola e cálice campanulado (Figura 26. ascendentes. dores de estômago e "quebranto". tétano.Dados botânicos Planta herbácea de pequeno porte. pecioladas. tosses. ramos eretos. bronquites. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica. dores de barriga e pedras nos rins. opostas. seu decocto é considerado útil contra tosse. a espécie é chamada de Poejo ou Puejo. os mesmos usos são atribuídos à infusão da raiz. Mentha pulegium L. garganta e estômago. Também é conhecida como Poejo-das-hortas. serrilhadas. . Na região do Vale do Ribeira. inflorescência do tipo espiga. bronquite e gripe. cilíndrica e frouxa. com folhas pequenas. glabras. a decocção das folhas faz parte de um coquetel de plantas com finalidade abortiva. assim como em todo o Brasil. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. gripes. além de ser considerada útil contra febres. bastante pilosa e com aroma forte. caule ereto. a infusão das folhas é usada contra parasitas intestinais. ameba e giárdia. ovadolanceoladas. Dados botânicos A planta é uma erva que chega a atingir até 50 cm de altura. O sumo das folhas é muito usado contra dores de ouvido.

pequenas e finas. referindo-se à planta toda. . O gênero inclui aproximadamente 150 espécies de climas tropicais e temperados. entre outros. Dados botânicos A planta é uma erva anual. a espécie é chamada de Alfavaca ou Alfavacão. estomáquica. A planta é de origem asiática e muito usada na indústria de perfumaria. diarréias e disenterias. Alfavaca-do-campo. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. de caule ramoso. glabras. é conhecida como Remédio-de-vaqueiro. Ocimum canum Sims. com até 50 cm de altura ou maior. descrito por Carl Linnaeus. dentadas. de onde partem folhas opostas. Dados da medicina tradicional Na Mata Atlântica.Ocimum basilicum L. Alfavaca-cheirosa. aglomeradas no ápice dos ramos e dispostas em espigas. significa "perfumada". O nome do gênero. diaforética. ovadas. diurética e útil contra resfriados. Corrêa (1984) refere que a planta é béquica. especialmente de ocorrência na África. Em outras regiões. Ocimum. Alfavaca-de-cheiro. de Alfava. estimulante. Alfavaca-de-vaqueiro e Manjericão. Alfavacona. assim como em todo o Brasil. com ramos tetrágonos e pubescentes. peitoral. Alfavaquinha. Em outras regiões. o xarope e a infusão das folhas são usados contra tosses e bronquites. Nomes populares A espécie é chamada de Alfavacão na região amazônica. flores brancas ou rosas.

O xarope das folhas com mel é usado contra tosses. além de diurética. denteadas. raramente. A planta toda é bastante aromática. Ocimum gratissimum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. fruto do tipo capsulas. verdes e finas. sudorífica e útil contra problemas da bexiga. enquanto a infusão das partes aéreas. ovadolanceoladas. verticiladas e dispostas em racemos. As folhas cruas também são empregadas como condimento. a espécie é chamada de Alfavaca. Dados botânicos A planta é um arbusto lenhoso. flores vermelhas. béquica. rins e uretra. amarelo-esverdeadas. A decocção das raízes . flores roxas ou. contendo folhas pecioladas. glabras.Dados botânicos A planta é uma erva com ramos ascendentes. pubescentes. dispostas em racemos paniculados. é usada contra febres. diaforética. tosses e desordens uterinas e renais. É originária do Oriente e amplamente cultivada no Brasil como condimento. carminativa. além de excelente na cura da coqueluche. glabros e eretos. Corrêa (1984) refere que a planta é diurética. dores de cabeça e bronquites. de ramos quadrangulares. dispnéia e reumatismo. tosses. pubescentes. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. o banho preparado com as folhas é usado externamente para combater qualquer tipo de micose. Em outras pode ser reconhecida com o nome de Manjericão-cheiroso. de onde partem folhas ovais. serradas. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas ou das flores é indicada como diurético e diaforético.

agudas. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em todo o Brasil pelo nome de Alfavaca. Ocimum micranthum Willd. gripe e catarro no peito. com flores de cálice tubuloso de lábios superior tetradenteado e corola com tubo campanulado e lábios superior branco e inferior violeta. Alfavacão. núculas negras e lisas (Figura 26. As folhas são ainda muito usadas como condimento. Corrêa (1984) refere que a planta é estimulante.é usada contra diarréias. inflorescência racemosa. folhas pecioladas. As sementes são usadas externamente como anti-séptico da região ocular e para eliminar "carne crescida" no olho. carminativa. ao passo que o banho preparado com as folhas é considerado útil contra dores de cabeça. margem irregular. o sumo das folhas é usado externamente como cicatrizante. devendo porém ser tomado somente à hora que se vai dormir. diurética e útil contra tosses. congestão nasal e dor de cabeça. . Dados da medicina tradicional Na região amazônica. gineceu com ovário ovóide. levemente pubescentes e inferiormente glandulosas. glomerulada. dores de cabeça e febres. enquanto seu uso interno é indicado contra dores do estômago e de cabeça. O decocto das folhas misturado com cravo-da-índia é utilizado externamente contra sinusite. mas também sob os seguintes sinônimos: Mangericão-grande. sudorífica. androceu com estames inclusos. dores de cabeça e como sedativo para crianças. Alfavaca-do-campo. como Manjericão. distúrbios do estômago.7). ovaladas. O xarope preparado com as raízes é indicado contra tosses e dores de cabeça. problemas nervosos. As folhas da planta também são usadas como condimento alimentar. pequenas. membranosas. Dados botânicos Arbusto com caule pouco pubescente. e na Mata Atlântica. Alfavaca-de-vaqueiro e Alfavacona.

sendo também conhecida como Manjerona-selvagem. Origanum vulgare L. com até 50 cm de altura. dores de cabeça e tosse. 1988). as folhas são consideradas úteis contra gripes. com ramos ascendentes. no Mato Grosso (Van den Berg. formando uma espiga terminal. Outras indicações referem o uso da planta como diurética e estimulante (Corrêa. enquanto a decocção é indicada contra constipação nasal. a infusão das folhas é usada contra infecções. 1984). além de a espécie ser utilizada também como condimento. . flores em glomérulos. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. de base arredondada e margem denteada. Nomes populares A espécie é chamada pelos habitantes da região amazônica de Oriza. Pogostemon patchouly Pellet. pilosa.Na região da Mata Atlântica. e em todo o Brasil é denominada Patcholi. as sementes são usadas para eliminar "vilide" (excrescência conjuntival). o xarope das folhas é usado contra bronquites e tosses. de onde partem folhas ovais. Nomes populares A espécie é chamada no Vale do Ribeira e em todo o Brasil de Manjerona ou Orégano. tosses e bronquites. 1980). vilosas. Corrêa (1984) refere que a planta é emenagoga. dispostas em panículas. no Pará (Amorozo & Gély. Patchuli ou Patchouli. Dados botânicos A planta é uma erva ereta.

1990). Das folhas de H. flores diclamídeas. com espigas compostas. pectinata foi extraído um óleo essencial que apresentou 27 constituintes..Dados botânicos Planta herbácea com folhas opostas. O óleo apresentou ainda forte atividade antimicrobiana contra Staphyloccocus aureus (Fun et al. sabineno e alfa-copaeno (Din et al. suaveolens por Misra et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. corola com quatro lobos. com dois óvulos em cada lóculo. hermafroditas. 1988. terpinen-4-ol. 1. dos quais 32 foram identificados. Dados químicos dos gêneros e das espécies Hyptis De Hyptis suaveolens foi isolado L-fuco-4-O-metil-D-glucurono-D-xilano (Aspinall et al. Uma outra análise do óleo essencial de H.8-cineol. androceu com estames excertos. sedativo e hipotensor. ovário supero. Triterpenóides foram isolados de H. 2001 e 2002). fruto seco (Figura 26. O nome do gênero Pogostemon. flores em glomérulos. bicarpelar.. enquanto a infusão das folhas é utilizada como tranqüilizante. suaveolens apresentou altas concentrações de 1.. Azevedo et al. evidências de variabilidade intrapopulacional dessa espécie quanto à composição de monoterpenos (Queiroz et al. O óleo essencial das partes aéreas de H. alfa-bergamoteno. A espécie não foi citada na região da Mata Atlântica. três formando um lábio aberto. cruzadas. porém. pentâmeras. o sumo das folhas é usado externamente contra dores de cabeça.8-cineol (27%-38%) e sabineno (12%-18%). sendo mais comuns o beta-cariofileno. Existem. como beta- . 1991). (1982). A decocção das folhas com folhas de sacaca (Croton cajucara) é considerada útil contra hepatite.. predominantemente de sesquitepenos. descrito por Desf. Corrêa (1984) refere que essa espécie é o verdadeiro Patchuli originário da Índia e da Mianmá. bilocular.8). 1990). suaveolens possui setenta componentes. significa "estames barbados".

elemeno. De H. 4. 1996).. mutabilis foram isolados triterpenos. uma outra análise do óleo de H. Metil betulinato. . Um estudo da variação sazonal da composição do óleo essencial dessa espécie também foi realizado (Malan et al. ácido oleanólico acetato. Outras espécies do gênero também foram estudadas: de L. 1989). a flavona salvigenina e o triterpenóide ácido ursólico (Romo de Vivar et al. 1990). lignanas e flavononas (Messana et al. Em H.. gama-terpineno. e de L. uma ortoquinona denominada umbrosona (Delle Monache et al. triterpenos e flavonóides (Pereda-Miranda & Delgado. nepetaefolia foram isolados os compostos n-octacosanol. quercetina. beta-sitosterol-beta-D-glucopiranosídeo. Porém. pectinata da África caracterizou a presença de 32 componentes. beta-cariofileno. spicigera foi extraído um óleo essencial que é caracterizado principalmente pela presença de beta-cariofileno (68%) (Onayade et al. leonurus isolouse diterpeno da classe do labdano (Kruger & Rivett.. campesterol. oblongifolia foram detectadas as presenças de alfa-pironas (PeredaMiranda et al. 1988)..6. especialmente no que se refere aos terpenos (Purushothaman & Vasanth... e de H. Das raízes de L. Leonotis Do gênero Leonotis foram realizadas revisões sobre os constituintes químicos e atividade biológica. 1990b). albida foram isoladas triterpenolactonas. 1991). 1990). leonotis foi isolado um novo diterpenóide (Dekker et al. 1988). salzmanii foram isolados diterpenos. sendo p-cimeno. 1990). Vários diterpenóides foram isolados dessa espécie por Eagle et al. germacreno D e biciclogermacreno e o constituinte majoritário é o beta-cariofileno (Brophy & Lassak. urticoides foram isolados o delta-lactone hipurticina. alfa-thujeno e mirceno os constituintes majoritários (Malan et al. 1988)..7-trimetoxi-5metilcromene-2-ona (Vasanth & Rao.. 1988) e leonotinina (Sivaraman et al. 1987a). (1978) e Blounietal. ácido oleanólico e ácido maslínico (Pereda-Miranda & Gascon-Figueroa. (1980). timol. Das folhas de H.. Das partes aéreas de H. 1990) e de H. 1987). De H. ácido ursólico. umbrosa. 1988). ácido n-octacosanóico.

treonina. 1996). De L. officinalis. Mentha A composição do óleo essencial de M. mentocubanona. O conteúdo de óleo essencial das folhas de M. 1987. 5-hidroxi-6. lanata foram isolados os aminoácidos histidina. N. 1986)..80%). lanata também foram caracterizados os esteróis campesterol. enquanto a mentona diminuiu significativamente (Vaverkova & Felklova. T. piperita apresentou maior conteúdo de mentol e metil-acetato do óleo durante o período de máxima floração. 1979). Foram feitas comparações entre o óleo essencial de M.64%). fenilalanina. piperita rubescens aumentou significativamente durante o período de floração (Carnat & Lamaison. 1987). et al. flavonas himenoxina. isomentona e o neomentol (Zakharova et al. Da espécie L. ácido glutâmico...7. brassicasterol.07%) e mentano (11. 1987).84%). das partes aéreas de L. 1996)..20%). A M..Leucas Não foram encontrados estudos sobre a espécie Leucas martinicensis. hidroxiprolina. metil acetato (16. piperita foi caracterizado quanto à constituição de terpenos e flavonas. parece que o fotoperíodo associado com as variações ambientais influencia consideravelmente a com- . Com isso. mentofurano (19.. O óleo extraído da planta na Itália possui: mentol (45. mentona. 1995). 1990) e um composto fenólico (Misra. 1988). lisina. Os maiores componentes do óleo no Brasil foram: mentol (29. Das raízes de L. neuflisiana foram isolados diterpenos e flavonas (Khalil et al. glicina. piperita varia muito no decorrer das diversas fases do desenvolvimento da planta (Voirin & Bayet. aspera foi caracterizado um triterpenóide lactona denominado leucolactona (Pradhan et al. 1987). ácido aspártico. serina. beta-sitosterol e estigmasterol (Dinda & Jana. O óleo essencial de três variedades de M. 1986 e 1987). prolina.3'. que cresce no norte da Itália e no sul do Brasil.8-cineol (6.. sendo os principais terpenos mentol.80%). Vaverkova et al. alanina.10%) e 1. triptofano e metionina (Dinda et al.4'-tetrametoxiflavona e dimetilsudaquitina e nevadensina (Zakharova et al. cephatoles isolaram-se ésteres e ácidos graxos (Chen et al. piperita var. colesterol.. Das partes aéreas de L. tirosina. mentona (24.

ácidos p-cumárico. 1986). resinas.6. Fe. Em Mentha viridis var. como alfa-pineno. Zi e Cu. 1989). a mentona permaneceu estável (Shalaby et al. 1988). glicídios. Nas folhas de M. reduzindo significativamente a concentração de mentol. a-terpineol e geraniol (Sacco et al.. lavanduliodora foram detectados altos níveis de linalol e linalil acetato. K. piperita foram encontrados ainda os elementos Na.e sesquiterpenóides. betasitosterina. De M. 1992)..7.8-cineol. 1. O óleo essencial da planta florida apresentou limoneno. limoneno. 1990) e flavonóides glicorilados. b-cariofileno.posição de terpenos dessa espécie (Sacco. A estocagem da planta alterou a composição de óleo essencial.. . Mg. Ca. nicotinamida. Mg. fenílico. Entre os constituintes químicos reconhecidos isolados contam-se taninos. piperita foram isolados também os flavanóides apigenina. catalase. 1987). além de ácido cítrico e ácido ascórbico (Zimna & Piekos. cadideno. vitaminas C e D2. betaínas e óleo essencial já descrito (Costa. peroxidases.8.4'-hexahidroxiflavona (Zakharov et al. luteolina e 5. caféico e clorogênico. fitosterol. Foram ainda isolados mono.3'.

e apresenta ainda atividade antimicrobiana (Ntezurubanza et al. O óleo essencial de O. o óleo essencial apresentou 21 constituintes. Porém. 1987). 1989). Na China. Takahashi et al.. Kartnig & Simon. canum foram isolados diversos componentes.. 1986. o eugenol é o constituinte majoritário.8-cineol. 1981).. 1986. 1988). compostos principalmente de mono e sesquiterpenos... sendo 1. eugenol. Nas folhas. beta-cariofileno. Um estudo do óleo essencial envolvendo diversas espécies de Ocimum foi realizado (Khosla et al. Sharma et al..cariofileno. cis-ocimeno. betaselineno e elemeno identificados como constituintes majoritários. sendo eugenol. Do óleo essencial das folhas.... hidrocarbonetos como p-cimeno. t-bergamoteno.. 1990). 1996 e 1997a). gratissimum apresentam como constituintes majoritários timol e p-cimeno (Pino et al. 1987. linalol. De O. Phan et al. eugenol (Ekundayo et al. b-cariofileno. Khanna et al. 1989). 1997)... eugenol.. Ocimum Do óleo essencial de O. 1. Diversas revisões foram realizadas quanto à variação na composição do óleo de O.Patel et al. dentre eles: (-)-borneol (Ravid et al. gratissimum que cresce em Ruanda apresenta timol e eugenol. gratissimum é composto de gamaterpineno. cis-cariofileno e alfa-muuroleno os constituintes majoritários (Wu et al. Os constituintes majoritários foram Metil eugenol e eugenol (Vostrowsky et al. 1986. Lawrence. 1986.. O óleo essencial de O. canum também foi isolada mucilagem e determinado seu teor emulsificante (Rojanapanthu et al. Sakurai et al. Borges et al.. basilicum (Brophy & Jogia. as folhas e flores de O. 1986.. 1990). os constituintes majoritários variam em cada parte da planta. micranthum foram isolados vinte compostos. 1996). gratissimum brasileira foram caracterizados 34 constituintes. 1996). 1988. . Das folhas da O. 1996a). e um grande número de hidrocarbonetos (Costa. estragol e a-terpineol (Chalchat et al. 1990). 1987). 1987.. 1981... Em Cuba. já citados. flores e caule de O. Das sementes de O. canum foram isoladas altas concentrações de ácido linolênico (Angers et al. enquanto nas flores e no caule é a beta-selinene (Charles et al.8-cineol. De O. cariofildeno e alfa-guaieno (Craveiro et al. 1983). gratissimum foram identificados 37 constituintes voláteis (Yu & Cheng.

1989). 1. kaempferol.. 1990.. já comentados (Modawi et al. 1987) e ácido rosmarínico de suas raízes (Tada et al. 1996). linalol. Foi observada também a variação da composição do óleo essencial de O. láurico. 1986. 1989). mirístico... 1995). basilicum caracterizou-se a presença de polifenóis (Hodisan. linolênico e araquídico (Malik et al. A extração do óleo essencial com C0 2 supercrítico caracterizou a presença de dezenove componentes. basilicum que cresce em Portugal apresenta como constituinte majoritário linalol e Metil chavicol (Carmo et al. basilicum apresenta 44 compostos. oléico. 1.. Das folhas de O. sendo. ácidos orgânicos. terpenos. fenóis. isoquercitrina. album foram caracterizados os ácidos graxos: cáprico. timol e outros três sesquiterpenos ainda não caracterizados (Farrag. nesse caso. basilicum foram isolados quercetina. 1984). 1990). 1987. No Paquistão. 1988). linalol e Metil eugenol os constituintes majoritários (Riaz et al. rubrum foram isolados borneol. timol. 1996) e também os constituintes responsáveis pelo seu aroma característico (Sheen et al. o óleo essencial de O. sendo o linalol e o trans-metil-cinamato os constituintes majoritários (Berrada et al. No Marrocos foram isolados 28 constituintes. sanctum possui estigmasterol. 1978). 1977) e polissacarídeos (Bekers & Kroh.. kaempferol-3-O-rutinosídeo. 1987). quercetin-3-O-diglucosídeo. 1987). 1989). De O. eriodictiol. 1995). Das sementes de O. ácidos graxos e flavonóides (Maheshwari . basilicum da Austrália (Lachowicz et al. palmítico esteárico. 1. b-sitosterol.. além de ácido p-cumárico. A casca do caule de O.. 1991). ácido caféico.8cineol e eugenol.O óleo essencial de O. basilicum e O. eriodictiol7-glucosídeo e vicenina-2 (Skaltsa & Philianos. Das flores de O. basilicum em decorrência de secagem e armazenamento (Venskutonis et al. Em O. rutina. Fatope & Takeda.. além de metilchavicol. Ekundayo et al. esculetina.8-cineol e sesquiterpenos (Farrag. 1996).. cetonas.8cineol. linalol e eugenol são os constituintes majoritários (Akgul. Foram caracterizados a composição do óleo essencial de O. sendo Metil chavicol. basilicum da Argentina apresenta altas concentrações de linalol. 1995). xantomicrol e derivados do ácido caféico (Tapenes et al. triacontanol ferulato. esculina (Skaltsa & Philianos. sabineno e eugenol (Retamar et al. alcoóis. 1996). linoléico. 1985.. 1994). Murugesan & Damodaran. na Turquia.. A espécie O. basilicum foram também obtidos vários taninos (Lang et al.. Thoppil. o metil-eugenol e o eugenol os constituintes majoritários (Tateo & Verderio.

flavonas (Patwarphan & Gupta. 1985). Pogostemon As folhas de P. 1984). lactonas sesquiterpenóides de P. 1986). cablin (Akhila . flavonas.Além desses compostos. 1981). Foram isolados de P purpurascens. kilmandschariciim (Ntezurubanza et al.. hidrocarbonetos monoterpenóides e sesquiterpenóides de P. parviflorus (Nanda et al. foram obtidos limoneno e beta-pineno em O. viride (Ekundayo. patchouly encerram 45% de um óleo volátil do qual se extrai a cânfora (Corrêa.. 1984) e grandes quantidades de timol em O.

1989). e sesquiterpenóides do óleo essencial de P. Em H. Foram identificados n-octacosanol.. 1977. P. Thapa et al. Dados farmacológicos dos gêneros e das espécies Hyptis O extrato hidroalcoólico das partes aéreas de H. 1988). cablin foi isolado o sesquiterpeno patchoulol (Croteau et al. citoprotetora do miocárdio (Barbosa et al.. auricularis (Prakash et al. 1984.. 1971). 1988. bem como apresentou uma moderada atividade antifúngica (Iwu et al... O óleo essencial de P cablin possui patchouli e norpathoulenol (Zhang et al. O óleo essencial foi capaz de inibir o crescimento de bactérias gram-positiva e gram-negativa.& Nigan. suaveolens apresenta 32 terpenóides. O óleo essencial de H. 1998) e atóxica (Junior et al.. vulgata foi caracterizada a propriedade antiparacoccidiose (Fonseca et al. analgésica (Freitas et al. além de outros diterpenóides (Hussaini et al. H. 1994. 1990). suaveolens e H. 1990)..... umbrosa.. plectranthoides (Esvandzhiya et al. pectinata (Bispo et al. saxatilis (Fernandes.. comumente utilizada como calmante. 1987.. F et al. garwal et al. Coelho et al. 1984).. Phadnis et al. 1998). et al.... crenata. Um diterpeno espasmolítico chamado de ácido auriculárico foi isolado de P. 1998). apresentou atividade tranqüilizante (Trotta et al.. a-patchouleno e seiqueleno (Rakotonirainy et al. que foram testados quanto à sua atividade antibacteriana. 1988). C. Do óleo essencial das folhas de P. foram caracterizadas as atividades antiulcerogênica (Barbosa.. 1990). mutabilis. 1987. Estudos fitoquímicos e farmacológicos do extrato de P. 1989). beta-amirina. Atividades antimicrobiana e antifúngica foram atribuídas a H. 1996) e os sesquiterpenos a-guaieno. Silva et al. lupeol e epifriedalinol (Bahuguna et al. atrorubens. 1998). também conhecido como Sambacaitá. 1997). estigmasterol. a-bulneseno. Munck & Croteau.. mostrando baixa toxicidade e atividade sedativa. ovalifolia e H. Em H. H. 2001).. plectranthoides foram investigados experimentalmente. betasitosterol. . 1996) e analgésico e antiedemalogênico em H.

. 1988... 1988). 1993) foram atribuídas a H. 1976. 1988). umbrosa apresentaram atividade antibacteriana (Bosshard et al. nem antialérgica (Rossi-Ferreira et al.. 1995). 1995). Mentha O infuso das folhas de M. verticillata. anti-secretória e citotóxica (Kuhnt et al. ramos e flores de H. capitata foram isolados e caracterizados cinco triterpenos. antimicrobiana (Cos et al. nepetaefolia. Leonotis Em L. 2002). enquanto extratos de folhas. 2002). que foram testados quanto à sua citotoxicidade.. O ácido ursólico também apresentou citotoxicidade marginal em células tumorais de cólon humano (HCT-8) e mamário (MCF-7) (Lee et al. 1979). 1984). 1988). 1980. foram detectadas as atividades broncodilatadora. 1988). causando relaxamento dose-dependente em preparação uterina (Rae et al. 1985. leonurus (Bienvenu et al. conhecido como Cordão-de-frade... anti-hipertensiva e espasmolítica.... 1995. Calixto et al. Diterpenóides isolados de H. que apresentou citotoxicidade significativa em células linfocíticas leucêmicas P388 e L-1210. 1988). Forster et al. O ácido alfa-hidroxiursólico demonstrou significativa atividade citotóxica in vitro em linhagens de célula tumoral de cólon humano HCT-8 (Yamagishi et al. do extrato de H... Posteriormente. Di . Coelho et al. piperita apresenta atividade antioxidante (Campos & Lissi. tomentosa possuem atividades citotóxica e antitumoral (Kingston et al. enquanto estudos realizados com extratos brutos mostraram atividades antiespasmódica.. 1988. capitata foi isolado o ácido ursólico. 1988). porém não foram observadas atividades antiinflamatória e diurética (Rae et al. antiinflamatória e analgésica (Benoit et al.. Para o óleo essencial foi comprovada atividade fungicida (Guerin & Reveillere. O chá e o extrato hidroalcoólico relaxaram a musculatura lisa e aumentaram o inotropismo cardíaco in vitro (Calixto et al.. A propriedade anticonvulsivante foi atribuída a L. Saksena & Saksena. e Novelo et al. além das células A-549 de carcinoma de pulmão humano. Do extrato metanólico de H.As propriedades antibacterianas.

Lahlou et ai. Ocimum Verificou-se que a espécie O. 1987). Queiroz & Reis. Queiroz & Brandão. 1986). micranthum foi caracterizada a propriedade hipoglicemiante (Ribeiro. 1981). Atividade antiúlcera com diminuição de secreção gástrica e dor local foi determinada por Meyer et al. 1982. 1986a. 1987b). sanctum também apresentaram atividades antiinflamatória.. sanctum (Phadke & Kulkarni. 1989).. 2001 e 2002). determinaram-se propriedades fungicida. 1987.. e a atividade antimutagênica ao extrato de M.. 1986). 1989) e diurética (Carvalho et ai. Chen et al. 1996) e hipotensora (Guedes et ai. piperita. basilicum demonstraram atividades analgésica. espasmolítica (Queiroz & Reis. 1988) e relaxante da musculatura lisa intestinal (Madeira et ai. antiespasmódica (Di Stasi et ai.. gratissimum (Atai et ai.Stasi et al. produzindo uma sensação de frio por causa da estimulação das extremidades térmico-sensoriais dos nervos localizados na pele. 1986a). Extratos brutos de O. arvensis (Ceruti et al. Do híbrido. O óleo essencial de O. 1989). piperita (Ansari et al. Sharma & Jocob. 2002).. 1986a. analgésica e antipirética (Savitri & Vyas. internamente aumenta em doses terapêuticas a força cardíaca e a pressão nos vasos (Corrêa. 1998). et ai.... A. (1968). 1984).. antibacteriana. 1988. A propriedade larvicida e inseticida foi atribuída ao óleo de M. cordifolia (Villasenor et al. micranthwn produziu bradicardia intensa (Ribeiro et ai.. Mentha x Villosa foi isolado o rotundifolona com atividade analgésia e depressora do SNC (Hiruma. Almeida et ai.. 1993.. Queiroz & Brandão. Nos compostos isolados foi verificado que os óleos essenciais de O. 2002. Em O. 1984) possuem atividade fungicida contra vários fungos patogênicos. gratissimum apresentou atividade antibacteriana (Ntezurubanza et ai.. 2002). 2000). utilizando-se M. crispa (Mello et ai.. 1986c) e em O. enquanto estudos com O. O. O mentol aplicado sobre a pele ou mucosas exerce uma ação anestésica. O tratamento de enteroparasitoses mostrou-se eficaz sob a administração de M.. americanus (Jain & Agrawal. Atividade imunomoduladora foi determinada na espécie O. 1978) e O. Além das atividades já relatadas com M. sanctum (Dey & Choudhuri. . também verificada com extratos de O. 2002).. R. basilicum foram caracterizadas as propriedades analgésica (Di Stasi et ai. cannum (Dubey et ai. 1986b). antifertilidade.

gratissimum (Sobti et al. 1997). Vanderlinde et al.. gratissimum apresentou atividade antifúngica (Lima. adscendens apresentou significativo efeito fungitóxico e não mostrou atividade fitotóxica (Asthana et al. 2001). 1995). 1994a). A intoxicação com CuS04 produziu uma significativa diminuição na produção de peróxido de lipídio. sanctum também apresentaram significativas atividades antiartrítica.... o ácido ursólico. 1999. Das folhas de O. O óleo essencial de O. Vanderlinde et al. 1989). mas a administração de O.. sanctum foi isolado um triterpeno caracterizado como constituinte majoritário. basilicum apresentou atividade antinematoidal (Mackeen et al. 1996). Os óleos fixos de O.. espasmolítica (Vanderlinde & Cortes. suave (Tan et al. As folhas de O. E.. 2002). Extrato etanólico das folhas de O. 2002) e hipotensora em cão (Singh et al. Das folhas de O. 1993. 1994b. Vanderlinde et al. enquanto a O. A atividade antifúngica também foi observada nos óleos de O. Nakamura et ai. Esses resultados indicam que o ácido ursólico pode apresentar uma potente atividade antialérgica (Rajasekaran et al. 1989). 1994). antipirética em ratos (Singh & Majumdar. 1994).. 1995 e 1996) imunomoduladora (Mediratta et al.O. O óleo essencial de O. antiedematogênica (Vanderlinde & Costa. Vanderlinde et al. ao inibir de maneira concentração-dependente a degranulação de mastócitos do mesentérico e do peritônio.. gratissimum foi obtida uma fração que apresentou contração em íleo de cobaia e cólon de ratos e elevou a pressão sangüínea arterial de ratos (Onajobi.. 1986). 1996).. . antiinflamatória. O óleo essencial de O. et ai. 1986).. que apresentou atividade protetora do mastócito. 1986). sanctum foi utilizado na desintoxicação induzida por CuS04. O. 1994. sanctum também é responsável pelas atividades antimicrobiana e antifúngica (Prasad et ai. Vanisree & Devaki. 1992. principalmente por sua composição em eugenol (Hassanali et al. basilicum (Dube et al. 1992. sanctum restaurou vários parâmetros para valores próximos da normalidade (Shyamala & Devaki. 1990). A atividade antiulcerogênica também foi confirmada para O.. selloi apresentou atividades depressorado SNC (Vanderlinde & Cortes. sanctum foram diminuição da acidez do suco gástrico e aumento das defesas da mucosa do estômago de ratos (Singh & Majumdar. 1995) e O. suave foram utilizadas como repelente de insetos.. Os efeitos do pré-tratamento de animais com O... As enzimas antioxidantes foram elevadas na toxicidade por CuS04. 1994a) e analgésica (Vanderlinde & Costa.

e estimulam a secreção de mucosas da boca e do nariz (Corrêa. Salva-brava. Em estudos de toxicidade com espécies de Ocimum observou-se que a DL50 para camundongos foi de 42. alternas ou opostas . como Erva-cidreira-do-campo. 1984). 1995). ascendentes. Sálvia e Salva-da-gripe. Stachytarpheta e Lippia. Alecrim-docampo. muitas delas aromáticas e de grande valor na indústria de perfumes.Br. Espécies medicinais Lippia a/ba (Will. 1986). 1997). folhas pecioladas. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Erva-cidreira nas duas regiões de estudo. pubescentes. Espécies medicinais da família Verbenaceae Introdução A família Verbenaceae descrita por Jean Henri Jaune Saint-Hilaire inclui 41 gêneros nos quais se distribuem 950 espécies tropicais. longos. caule e ramos primários. pois ele pode provocar parada cardíaca ou respiratória por via reflexa (Costa. Dados botânicos Arbusto de até 3 m de altura. especialmente da América do Sul (Mabberley. A utilização terapêutica do mentol como anti-séptico deve ser criteriosa. e em outras. Compreendem árvores. quadrangulares. e em estudos de toxicidade subaguda não foram observados efeitos tóxicos visíveis (Singh & Majumdar. sobretudo em crianças. arbustos e ervas.) N. provocando sonolência. Os principais gêneros que incluem espécies medicinais são Verbena.E. Salva-limão.Dados toxicológicos dos gêneros Altas doses do mentol obtidas de várias espécies referidas inibem a sensibilidade.5 ml/kg. Salsa.

Malva e Nulva-do-marajó. Lippia grandís Schan. relaxante e contra intoxicações gerais e problemas do estômago. no Mato Grosso (Van der Berg. Na região do Vale do Ribeira. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. reunidas em inflorescências vistosas. sem estipulas. pentâmeras. cálice curto. a infusão das folhas é usada como calmante e contra hipertensão. diclamídeas. além de problemas do estômago.9). Salva. 1980). 1988). no Pará. é considerado útil para acalmar crianças e dar sono (Amorozo & Gély. relaxante e contra intoxicações gerais. o chá ou xarope das folhas com mel é utilizado contra gripes e tosse. sementes pequenas (Figura 26. estomáquica. corola violácea com lábio inferior maior que o superior. hermafroditas. náuseas. emenagoga (Corrêa. O uso interno das folhas é indicado contra problemas estomacais. cálice curto.. folhas pecioladas. com lábio anterior trilobado e o posterior reduzido. Essa espécie é usada como antiespasmódica. flores pequenas. fruto do tipo capsular branco. o chá das folhas é utilizado como calmante. no Rio Grande do Sul (Simões et al. 1986). como antigripal e calmante. cólica do estômago. 1980).(às vezes na mesma planta). tosses e gripes. o chá das folhas é utilizado como calmante. 1984). membranoso. corola bilabiada. reunidas em inflorescências capituliformes. na Paraíba (Agra. Dados botânicos Planta de pequeno porte. pubescente e bipartido. flores pequenas. o banho preparado com as folhas também é usado contra tosses e bronquites de crianças. enquanto a infusão das raízes é usada externamente como cicatrizante. fruto com dois mericarpos plano- . Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Salva-do-marajó.

1982). Sauerwein et al. é usado contra problemas do fígado.. e do caule e folhas foram obtidos ácido . limoneno. nodiflora foram isolados vários flavonóides (Barberan et al.vanílico. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. citral e carvona (Matos et al. (1986 e 1987). acacetina. a mais estudada é a L sidoides. geranial. 1996a e 1996b). behênico e lignocérico (Macambira et al. Já de L.convexos. betacariofileno (Craveiro et al. 1987).. No óleo essencial de L. 1987). Hernandulcina. carboidratos e aminoácidos (Neidlein & Daldrup. três vezes ao dia. sesquiterpenos e epihernandulcina foram detectados em L. 1983). alba foram determinados os seguintes constituintes: neral. alfa-cubebeno. 1980). 1986. 1986. triphylla apresentaram os mesmos tipos de flavonóides (Tomas-Barberan et al. dulcis (Bubnov & Gurskii... e esses sesquiterpenóides foram isolados por Compadre et al. isocatalpanol e os ésteres metílicos dos ácidos palmítico.. Da espécie L.. Souto-Bachiller et al. esteárico. Do óleo essencial dessa espécie foram obtidos os seguintes compostos: alfa-tugeno. 1991. 1987). o preparado das folhas dessa planta com vagem-dejucá. Matos et al. americana foram obtidos ácidos graxos livres. broto de goiaba e casca de caju é considerado útil para tratar desarranjo menstrual. 1987. lapachenol. canescens e I. carvacrol e cariofileno (Craveiro et al.. As espécies L. 1996). microphylla foram isolados flavonóides: glicosil-quercetina. Da parte aérea de L. Craveiro et al. gama-terpineno. 1981). O nome do gênero Lippía é uma homenagem ao médico e botânico francês August Lippi.. (1981). 1981). araquídico. timol. p-cinieno. monoterpenos. ermanina e errodictiol (Morais Filho et al. timol.. o chá das folhas. ukambensis (Chogo & Crank.. porém variações evidentes foram constatadas de acordo com a distribuição geográfica das . A composição do óleo essencial de várias espécies desse gênero foi estudada por Craveiro et al. Vários terpenóides foram isolados de L. naringenina.. mirceno. Dados químicos do gênero Das plantas do gênero Lippia.

timol e carvacrol foram os maiores constituintes voláteis de L. alfa.e beta-pineno. hispidulina. O óleo essencial de L.35%). cirsimaritina. Do óleo das folhas de L.. diosmetina.. 1. citriodora foram isolados treze flavonóides identificados como salvigenina. adoensis foram isolados monoterpenóides e sesquiterpenóides sendolinalol.33%). timol. acetato de timol (17.8-cineol. Dentre os compostos isolados. luteolina. . 1990). multiflora de diferentes regiões do Congo foi caracterizado.. 6-hidroxiluteolina. Fun et al. Das folhas de L. alfa-terpineno (4. luteolin-7-O-beta-glucosídeo.8-cineol e betacubebeno (Dellacassa et al. graveolens foram isolados pinocembrina. 1994 e 1995).8-cineol (15. Do óleo essencial dessa espécie do México foi isolado um total de 33 componentes. 1991 e 1995). alba e L. O óleo essencial apresentou atividade inseticida de maneira dose-dependente (Koumaglo et al. a-pineno. Os constituintes p-cimeno. p-cimeno... 1989).origanoides foi quantificada. apigenina.8-cineol (2. Das folhas dessa espécie foi obtido ainda um óleo que possui cânfora.23%) e metiltimol (2. 1988).. 1990). 1990. sabineno. 1989)...12%). crisoeriol. eupatorina. dos quais foram identificados piperitona (28. quatro éteres. sendo 22 hidrocarbonetos.. limoneno.. Foi discutida também a possível relação entre as altas concentrações de monoterpenos e o alegado efeito antifertilidade dessa planta (Compadre et al.. eupafolina. A composição química do óleo essencial de L.8-cineol. graveolens. quatro alcanos. foram identificados ipsenona e outros vinte terpenos (Lamaty et al. 1996a). germacreno D e elemol (Koumaglo et al. wilmsii foram isolados quinze componentes. Das partes aéreas e das raízes de L. 1996b). sendo o timol caracterizado como o componente principal (38. pectolinarigenina e cirsiliol (Skaltsa & Shammas. sesquiterpenolactonas como a integrifolian-l.67%).27%). De L.43%) e piperitenona (11. 1. dois fenóis e uma cetona (Pino et al. 1.espécies de L. 1989). As folhas dessa espécie coletadas no Togo apresentaram variações quanto à quantidade de geranial. 1. neral.l. integrifolia foram isolados sesquiterpenos. fissicalyx (Retamar et al.5-diona e trans-nerolidol (Catalan et al. timol. 1987). 1987).8-cineol. naringenina e lapachenol (Dominguez et al.01%) ecariofileno (15.97%) como principais componentes (Mwangi et al. p-cimeno (3. Das folhas e flores de L. 1.54%) sesquiterpenos e hidrocarbonetos (Gallino.

P D. o verbascosídeo. 1996). 1998). L. mircenona (31%) e de L. 1990). lipifolil(6)-en-5-ona (18.. e atividade anticonvulsivante (Vale et al. 2000). misturado a cremes. De L. M. um éster do ácido caféico ligado ao 3. 1990). 19 Depressão do SNC foi detectada com óleo essencial de L. gracilis foram observados aumento inotrópico.. Já o óleo essencial de L.. 1996). enquanto o outro componente. L.. relaxamento do duodeno e contração do reto abdominal (Gadelha et al. 2001) e anticonvulsivante (de Barros Viana et al. 1980 e 1987. Esse óleo.5%).. junelliana. turbinata da Argentina foram isolados os principais constituintes. Moraes et al. 2002). 1980). 1997). et al..2% e 41. 1988a)... sidoides mostrou atividade moluscicida. sendo geralmente maior em gram-positiva (Álea et al.... de L. um dos componentes principais. respectivamente). atribuída à presença de linalol e citral (Andrade et al. aristata (Rouquayrol et al. integrifolia foram isolados da cânfora (18. 1998). efeito analgésico discreto (Di Stasi et al.4%..carvacrol. copaeno e delta-cadineno (Elakovich & Oguntimein. inibiu a biossíntese de tromboxana A2 (Chanh et al. et al. junelliana.. Do extrato das folhas de L.4- . atribuída à presença de flavonóides (Santos. 1995a)... grata (Viana et al. Além disso.3%) (Zygadloet al. 1998. 1986b) e atividade citostática (Abhahan et al. polystachya. Observou-se ainda atividade antitumoral com L. turbinata e L. além de uma atividade moluscicida (Almeida. integrifolia e L.Y. aristata (Moraes Filho et al. Do óleo das flores de L. 1979). Desta espécie ainda foram caracterizadas as atividades anti-hipertensiva (Guerrero et al. 1987). Vale et al.. assim como o de L. e forte atividade antifúngica contra Trichophyton mentagrophytes interdigitale e Cândida albicans (Fun et al... Com a espécie L. 1996). 1986). multiflora. polystachya foram isolados tujona (30. 1981).. 1980). Dados farmacológicos do gênero Estudos farmacológicos demonstraram que Lippio alba produz pequeno efeito na diminuição do tônus intestinal (Viana et al... contribui para a coesão das células da pele. Seu óleo apresenta atividade antibacteriana.. formando uma barreira que regula a perda da umidade transepidermal (Elder et al.9%) elimoneno (13. antiulcerogênica (Pascual et al. as folhas apresentaram atividade depressora do SNC (Klueger et al.

dihidroxifeniletanol. 1996.. 1985).. 2001). espasmolítica (Viana et al.. 1998). et al. 1978). L.. M. Viana et al.. chamassonis apresentou atividades espasmolítica. 1996).. Moraes.. 1992. 1980. 1986). 1979) e I. graciliy (Fontenele et al. 1978. polystachya foi avaliado quanto à sua atividade antioxidante. multiflora (Chanh et al. e o de L.. bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. 1988). mas já foram constatadas as propriedades antitumoral (Costa et al.. potente atividade antimalárica in vitro perante Plasmodium falciparum (Valentin... antimicótica e antifúngica contra microorganismos da pele (Guarrera et al... Almeida.. anti-hipertensiva e bloqueadora da junção neuromuscular (Matos et al. O. anestésica (Viana et al. S.. O óleo essencial de L. M. Além disso. 1978). 1980). no extrato aquoso dessa espécie foram verificadas propriedades de relaxamento muscular (Noamesi et al. 1987) e antimicrobiana e leishmanicida. Dados toxicológicos do gênero Foram observados efeitos tóxicos em L. 1994. Nunes. 1980. . apresentaram atividades antibacteriana. sidoides (Fonteneles & Sales. anti-hipertensiva. Teixeira. 1995).. nodiflora foi realizado um screening preliminar. R. 1979. 1998). 1988. 1995b). Nas folhas de L. O óleo essencial das folhas de L.. 1977). ele não exibiu significativamente os valores de peróxido (Zygadlo et al. no qual se observaram atividades analgésica.. 1978). 1988. O. timol e carvacrol. porém.. hipnótica e hipotensora (Noamesi.. M. 1996).. antiinflamatória e antipirética em ratos e camundongos (Forestieri et al. moluscicida (Moraes. Menezes et al. 1995. Lacotes et al. Laxoste et al.. sidoides é usado comumente para o tratamento de micoses. sendo estas duas últimas propriedades atribuídas à presença de timol em sua composição (Lemos et ai. atividades cicatrizante. 1994. 1988b). Botelho & Soares.. tranqüilizante (Matos et al. 1979).. hipotensora e bloqueadora de contrações abdominais (Viana et al.. 1992).. Y. et al. geminata e L. e no óleo essencial. et al. Ximenes et al. espasmolítica e bloqueadora da junção neuromuscular (Viana et al. 1996. Matos et al.. parece ser o principal responsável pela atividade hipotensora do extrato metanólico das folhas de L. Os principais componentes do seu óleo essencial. antibacteriana (Aguiar et al. antifúngica (Lemos et al. 1984).. Teixeira et al. et al. grata.

b) escanerata com detalhe da inflorescência.Cordia verbenaceae: a) escanerata com ramo florido. c) escanerata com detalhe das flores (Banco de imagens ).FIGURA 26.1 . .

FIGURA 26. 1998).2 . Aspecto geral do ramo florido e detalhe da flor (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov em Joly. .Hyptis crenata.

Detalhe do ápice florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .3 .Leonotis nepetaefolia.FIGURA 26.

4 . Detalhe do ápice do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne) (Banco de imagens - .FIGURA 26.Leucas martinicensis.

Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Baillon) (Banco de imagens - .FIGURA 26.5 .Mentha piperita.

FIGURA 26.Mentha viridis.6 . Detalhe do ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Nunez) (Banco de imagens - .

FIGURA 26.Ocimum micranthum. Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .7 .

FIGURA 26.Pogostemon patchouly.8 . Ramo florido (original por Di Stasi) (Banco de imagens - .

9 . b) escanerata com detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .Lippia alba: a) escanerata do ramo florido.FIGURA 26.

representantes das mais importantes fontes de compostos ativos desta ordem botânica. subclasse Asteridae. foram referidas espécies medicinais das famílias Bignoniaceae. Scrophulariaceae. geralmente tropicais espontâneas na América do Sul. Pedaliaceae e Scrophulariaceae. descrita por Antoine Laurent de Jussieu. Di Stasi A ordem Scrophulariales inclui treze distintas famílias botânicas. com aproximadamente 750 espécies. Hiruma-Lima L. A. incluindo árvores. lianas. as quais passamos a descrever. 1998. C. Pedaliaceae e Acanthaceae são as que apresentam maior ocorrência no Brasil. e reúne 120 gêneros. pertence à ordem Scrophulariales. Os gêneros mais importantes da . Bignoniaceae. Espécies medicinais da família Bignoniaceae Introdução A família Bignoniaceae (Dicotyledonae).27 Scrophulariales medicinais C. Mabberley. arbustos e raramente ervas (Joly. 1997). No estudo realizado.

O nome do gênero descrito por Carl Friedrich Phillip von Martius e Carl Daniel Friedrich Meissner deriva do grego aderi = "glândula" e kalymma = "invólucro". Nomes populares A espécie é popularmente denominada Cipó-alho e Alho-d'água. No levantamento etnofarmacológico realizado na região amazônica. os gêneros mais comuns são Tabebuia. fruto do tipo capsular largo. de ramos cilíndricos e glabros. contendo sementes oblongas (Figura 27.família. Dados botânicos É uma espécie de arbusto trepador. a saber Pyrostegia venusta e Adenocalyma alliaceum. Em outras regiões do país. Essa característica permite o uso da planta em substituição ao alho. No Brasil. Na região da Mata Atlântica. Espécies medicinais Adenocalyma alliaceum Miers. elípticos e coriáceos. que inclui os Ipês e o Paud'arco. significando "coberta de glândulas" e referindo-se ao cálice e às brácteas florais. folhas normalmente 2-3-folioladas. duas espécies do gênero Jacaranda foram citadas como medicinais. são Tabebuia e jacaranda. . com gavinhas. da famosa Flor-de-são-joão. é descrita aqui. o que gera o nome popular atribuído à espécie. e as várias espécies do gênero Zeyhera. as quais são discutidas a seguir. podendo chegar a até 16 cm de comprimento. duas espécies dessa família mostram-se amplamente utilizadas com fins medicinais. também é conhecida como Cipó-de-alho. curto-pecioladas. Jacaranda caroba.1). inflorescência em racemo com cálice campanulado ou tubular e corola amarela e afunilada. uma delas. com folíolos peciolados. com ampla distribuição nas regiões tropicais. a famosa medicinal Unha-degato do gênero Bignonia. anteras glabras e ovário oblongo. Pyrostegia. O caule lenhoso e as folhas possuem um odor fortíssimo de alho. oblongo-linear.

por ser mole e porosa. Carobado-carrasco. Camboatá-pequeno. flores tubulosas. A espécie é encontrada no interior da Mata Atlântica. pois possui crescimento rápido e é de fácil cultivo. O macerado das folhas em aguardente é aplicado externamente como cicatrizante e contra úlceras. Em outras regiões do país pode ser reconhecida como Camboatá. Camboté. sendo amplamente usada como ornamental. enquanto a infusão das folhas é usada internamente contra sífilis e como depurativa. o banho preparado com as folhas da planta é indicado no combate a infecções. Caroba-miúda. Jacaranda caroba (Vell. de caule ereto de casca fina com escamas que se desprendem facilmente. O gênero Jacaranda foi descrito por Antoine Laurent dejussieu e inclui 34 espécies tropicais americanas. roxas. A planta oferece uma madeira apreciada na carvoaria.Dados da medicina tradicional Na região de estudo. a infusão das folhas é utilizada no alívio a dores e no combate à febre. Caroba-do-campo. não completamente identificada e conhecida como . dispostas em panículas. folhas compostas com até 20 cm de comprimento e folíolos oblongolanceolados.) DC. Nomes populares Na região do Vale do Ribeira. fruto do tipo capsular. Corrêa (1984) refere que as folhas são febrífugos usados sobretudo contra resfriados. especialmente a associada a estados gripais e resfriados. a espécie é chamada de Caroba ou Carobinha. Dados botânicos A planta é uma árvore que pode atingir até 20 m de altura. Dados da medicina tradicional Na região do Vale do Ribeira. das quais a maioria é encontrada no Brasil. coriáceos e glabros. Uma outra espécie do mesmo gênero.

como corimbos multiflorais. Corrêa (1984) refere que a casca é amarga e possui propriedades diurética. as folhas são reputadas tônicas e antidiarréicas. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. adstringente e anti-sifilítica. amplamente encontrada em campos. ou seja /'coberta de fogo". Nomes populares A espécie é conhecida como Cipó-de-são joão. folhas com folíolos ovadooblongos. Pyrostegia venusta (Ker-Gawler) Miers.Carobinha. contendo sementes de 1 cm de comprimento e 3. com ampla freqüência em formações secundárias de regiões litorâneas e matas pluviais. de cor laranja. especialmente no Dia de São João. O nome do gênero Pyrostegia. fruto do tipo capsular com cerca de 25-30 cm de comprimento e 1.2). repletos de flores tubulares. Segundo Corrêa (1984). com até 11 cm de comprimento e 5 cm de largura. referindo-se à planta florida com flores de corola alaranjada. raramente encontrada no interior de matas densas. é usada na região contra diabetes e distúrbios hepáticos (infusão das folhas) e como cicatrizante (macerado das folhas em aguardente). o macerado das folhas em água fria é usado internamente contra disenterias e diarréias.5 cm de largura. com ramos jovens delgados e folhagem densa. É muito comum no Brasil.5 cm de largura (Figura 27. . Trata-se de uma espécie heliófita. inflorescências numerosas. longas. O nome popular decorre de seu emprego nos mastros usados nas festas juninas. as folhas são tônicas e anti-sifilíticas. especialmente em crianças. onde é amplamente usada como ornamental em fazendas. sítios e quintais de residências. podendo ocorrer com flores amarelas. Dados botânicos É uma liana trepadeira por gavinhas. deriva do grego pyr = "fogo" e stege = "coberta". descrito por Carel Borinov Presl. sendo portanto ideal para cultivo como ornamental.

. No Brasil. Espécies medicinais Sesamum indicum L. com aproximadamente 85 espécies tropicais espontâneas e algumas de climas áridos. a atividade antimicrobiana foi conferida a J. mas apenas cultivada. Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Gergelim. 1995). 2001) e anticancinogênica atribuída ao ácido/. decurrens possui ácido ursólico (Varanda et al. especialmente a espécie Sesamum indicum. caucana tem apresentado a propriedade antiprotozoária (Weniger et al. A espécie J... Do caule dejacaranda filicifolía foi isolado um ácido fenolítico com atividade inibidora da lipoxigenase (Ali & Houghton. promovendo uma diminuição da absorção de colesterol pelo intestino em animais hipercolesterolêmicos (Srinivasan & Srinivasan. . 1996). Espécies medicinais da família Pedaliaceae Introdução A família Pedaliaceae descrita por Robert Brown compreende dezessete gêneros.. 1976 e 1977). acorendico presente na planta (Oguro et al..Dados químicos e farmacológicos dos gêneros Adenocalyma e Pyrostegia As flores secas de Adenocalyma alliaceum foram incorporadas à dieta de ratos (2%) durante seis semanas. Foi detectada na flor de P. sendo a maioria de ervas ou arbustos. aqui descrita como medicinal e da qual também se utilizam as sementes na alimentação e na produção do óleo de gergelim. 1994). A espécie J. marginatum apresentou atividade tripanossomicida (Oliveira et al. O extrato etanólico da espécie A. 1996). 1999). mimosifolia (Bisnuttu & Lajubutu. carotenóides e flavonóides (Gusman & Gottsberger. 1992). venusta a presença de aminoácidos. a família não é encontrada de forma espontânea.

A infusão das sementes é usada internamente como diurética.. Nas sementes de S. externamente. osteoporose.. episesaminona (Marchand et al.. Dados químicos do gênero De Sesamum indicum foram isoladas as lignanas sesamina. Tashiro et al. sesamolina (Mimura et al. tosses secas. diarréias. externamente. de ocorrência nas áreas tropicais do Velho Mundo e no sul da África (Mabberley.3-epoxisesamone (Feroj Hasan et al. para evitar perda de cabelos. 1995).. flores amarelas. 2001). podendo ser aplicado sobre a região do estômago para aliviar dor de barriga. também possui importância na perfumaria e como medicinal: internamente. 1997). fruto do tipo capsular. Trata-se de uma planta usada há aproximadamente cinco mil anos. abortiva e anti-reumática e. contra hemorróidas (Bown. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. com origem na Ásia tropical ou na África. A mistura das sementes com sumo de cravo (flores) é usada como purgante. castanha-de-peão-branco (Jatropha curcas) e folhas de arruda é usada internamente para tratar sintomas de derrame cerebral. 1995). inteiras e pubescentes. opostas. vistosas. o uso tópico das sementes de gergelim é considerado útil como antiinflamatório e contra qualquer tipo de ferida. e. e sobre as pernas para tratar paralisia. O óleo de gergelim. distúrbios renais. folhas simples. 1997). indicum foi caracterizada a presença de . 1988. Já essa mesma mistura acrescida de resina de copaíba.Dados botânicos A planta é uma erva anual. O sumo das sementes é usado topicamente sobre a testa para aliviar a febre. clorosesamona hidroxisesamona é 2. 1990). visão fraca. além de seu uso na culinária. O macerado das sementes com folhas de arruda (Ruta graveolens) e cravo (Caryophyllum aromaticus) é usado externamente no alívio a dores causadas por batida e contusão. e a espécie mais conhecida é Sesamum indicum. com muitas sementes oleosas. dores de cabeça. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui apenas quinze espécies tropicais. para alívio da dor de ouvido. para tratar constipação nasal crônica. disenteria e catarro intestinal. no Egito e na Babilônia (Bown.

sesamina Do extrato aquoso de S. Nas raízes de S. bem como três novos triglicosídeos. 1993). 2000 e 2001). Muitas das atividades biológicas conferidas às sementes de S. 1988) e betaglobulina (Rajendran & Prakash. 1991). indicum L. indicum detectaram a presença de glicolipídios. indicum decorrem da presença de flavonóides em sua composição (Anila & Vijayalakshmi. Estudos realizados com o óleo de sementes assadas de S. 1994). 1989.albumina. indicum foram isolados naftoqueinonas com atividade antifúngica (Hasan et al.2000). prolamina. ácidos graxos. glutelina (Singh & Khanna. gama-tocoferol e sesamolina. Foi observada a presença de glicosídeos polifenóis e fenóis com atividade antioxidante (Mimura & Ohsawa. . (Kar & Mishra. A estrutura desses compostos foi elucidada por evidências químicas e espectroscópicas (Suzuki et al. 1996). globulina. Foi também observada a presença de cetoácidos nas sementes de S. 1988). Mimura. A quantidade desses elementos varia de acordo com o grau de torra dos grãos (Yoshida... indicum foram isolados dois glicosídeos novos e seis conhecidos.

1990) e sesangolina. A alomelanina extraída das sementes suprime o crescimento de células tumorais in vivo e in vitro. Foram identificadas das sementes desta espécie proteínas alergênicas que têm contribuído para os casos de alergia pelo uso da semente de gergelim (Beyeretal. O extrato de S. o que faz dessa planta um suplemento nutricional efetivo como antioxidante (Mimura. Dados farmacologicos da espécie O extrato alcoólico das sementes de S. 1991). alatum.. 5alatum (Kamal Eldin & Yousif.. 1988. protegendo-o contra danos oxidativos. Tashiro et al. 1995). . laciniatum foram isolados quatro derivados do ácido hidroxioleanólico (Krishnaswamy et al. Todos esses efeitos foram abolidos na presença de atropina.. dessa forma. Da parte aérea de S. dois derivados do ciclohexiletanol. indicum demonstrou uma potente atividade larvicida contra Aedes aegypti (Cepleanu et ai. Mediante o uso de animais diabéticos observou-se o efeito hipoglicemiante das sementes de S. 1997). tais dados indicam que esse extrato contém substância semelhante à acetilcolina (Gilani & Aftab. contração em útero isolado de ratas e íleo de cobaias. indicum (Takswchi et ai.. 1991). 1992). 2002). indicum e S. em altas doses.Duas lignanas furânicas. 1992). alatosídeo A-C. 1994). rengiol e isorengiol (Pottrat et al. e. 2001). Uma 2-episesalatina foi isolada das sementes de S.. sesamolina (Mimura et al. Três novas saponinas foram isoladas da parte aérea de S.. respectivamente (Kang et al.. foram isoladas das sementes de S. angolense. indicum provocou hipotensão em ratos anestesiados. 1992). sendo seu efeito citostático no bloqueio da fase S (Kamei et ai. além de verbascosídeo.. Foi observado que o efeito antioxidante associado ao efeito anticarcinogênico de Sesamum representa um papel importante para o organismo.. diminuição da força e da taxa de contrações Atriais (do átrio do coração) de cobaias.

hermafroditas. Vassourinha-de-botão. No Brasil. lanata. Ganha-aqui-ganha-acolá. Tapixaba. pentâmeras. Calceolaria e Maurandia. em Minas Gerais e Rio Grande do Sul. pequenas. especialmente dos gêneros Antirrhinum. no Pará. popularmente conhecido como Vassoura. quatro estames didínamos. Coerana-branca. inúmeras espécies são cultivadas como ornamentais. Dados botânicos Planta herbácea de folhas pecioladas. Esterhazia. Veronica. . axilares. das famosas D. Outros nome são Vassourinha. ovaldolanceoladas. Pupeiçava. Espécies medicinais Scoparia dulcis L. flores brancas. fontes de compostos digitálicos de grande valor na medicina moderna. purpurea e D. incluindo árvores. Outro gênero muito comum e de ocorrência em quase todo o Brasil é Scoparia. bilabiada. arbustos e ervas. a espécie é popularmente conhecida como Fel-da-terra. Tupixaba. Nessa família constam ainda importantes gêneros de espécies medicinais. bicarpelar. com corola rotácea. opostas. tais como Digitalis. Vassourinha-doce e Corrente-roxa. 1997). Vassoura. algumas aquáticas (Mabberley. nos quais estão distribuídas 5.Espécies medicinais da família Scrophulariaceae Introdução A família Scrophulariaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu abrange 269 gêneros. aqui descrito como medicinal. crenadas e glabras. Verbascum e Wightia. Scobedia.100 espécies cosmopolitas espontâneas de áreas temperadas e parte em áreas tropicais. ovário supero. Nomes populares Na região amazônica.

1987). doenças venéreas. Grandi & Siqueira. 1982.. Na Paraíba. 1993. e as folhas. mas com a finalidade de reduzir inchaço e dor (Schultes & Raffauf. o chá da planta toda é utilizado contra problemas hepáticos. por causa do seu emprego. Cruz. além de ser considerada tônica. As tribos indígenas das Guianas utilizam a decocção das folhas para enxaqueca. 1983). 1984). hipotensiva. menstruais. emoliente e béquica (Corrêa. Matos. bronquite. 1980). bem como para a limpeza do sangue e como auxiliar no parto (Dennis.. antidiabética e contra afecções catarrais. é utilizada contra tosses e verminoses (Agra. hipoglicemiante. 1994. A infusão da planta toda é usada como expectorante e emoliente (Hirschmann et al. 1982. pectoral. problemas cardíacos. já o chá da raiz é usado como antidiabético (Amorozo & Gély. o chá é preparado. 1994. Grandi et al. picada de mosquito. 1986). No Rio Grande do Sul. também. brotoejas. 1988. 1990).. erisipela e afecções cutâneas. para aliviar a febre e como antiemético infantil e anti-séptico (Grenand et al. Nas tribos indígenas do Equador. o chá da planta é usado contra hemorróidas. desordens menstruais. emoliente. . também. Os indígenas da Nicarágua utilizam a infusão a quente e/ou a decocção das folhas ou de todas as partes contra dor de barriga. a decocção é usada para lavar feridas e como forma de contraceptivo e/ou abortivo durante o período menstrual (Schultes & Raffauf. No Brasil. com todas as partes da planta. expectorante. significa "vassoura". é utilizada como anti-hemorroidal. Outros indígenas do Brasil usam o suco das folhas para problemas nas vistas e.bilocular. infecção urinaria e corrimento vaginal (Gavilanes et al. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Verardo. com muitos óvulos (Figura 27. para lavar feridas (Branch & da Silva.. 1982. béquica. hepáticas e estomacais. essa espécie também é considerada emoliente. febrífuga. diabetes e hipertensão (De Almeida. Em Minas Gerais. Coimbra. especialmente na Floresta Amazônica. Coee et al. 1988). malária. febre. peitoral. Scoparia. 1995). O nome do gênero. para melhorar o estado geral do indivíduo. tosse. 1990). e utilizada contra desordens respiratórias. bronquite. 1982). tosse.. 1990). para tratar problemas do fígado e do estômago e estimular o apetite (Simões et al.3). 1996).. Encontrada em abundância na América do Sul. Já entre os ticunas. coceiras. No Pará.

anti-séptica.. et al. 1994. S. são capazes de inibir a atividade da bomba de próton gástrica (Hayashi et al. alfa-amirina. dulcinol e ácidos dulcióico. O diterpeno escoparinol isolado desta espécie apresentou atividade analgésica. obtidos da espécie. escopadulciol. 1996b).. 2000) foram determinadas em Scoparia dulcis. Na escopadulina foi detectada a atividade antiviral (Hayashi et al.. antiinflamatória. 1997. O. antifúngica. 2001). entre outros compostos (Kawasaki et al.. hipertensiva (Freire et al... antidiabética (Jain. O ácido escopadúlcico tem apresentado também ati- . antiespasmódica. manitol. cumárico. 1985). 1987. Dados farmacológicos da espécie Atividades analgésica. scopadulciol (Hayashi et al.. A atividade antiviral do ácido escopadúlcico B e escopadulina foi observada contra o vírus do herpes em estudos in vivo e in vitro (Hayashi et al. 1990b). antiviral. hipocolesterolêmica. S. M. 1993 e 1996). O óleo essencial da espécie também apresenta atividade fungicida (Lima. betulínico.. ácido escopadúlcico A e B (Hayashi et al. Hayashi et al. escutelareína. 1993 e 1996a). Os ácidos escopadúlcico B. Torres et al. secretagoga e gastroprotetora (Mesia et al. antibacteriana gram-positiva. 1988a e 1990c). simpatomimética (Freire et al.. benzoxazolinona. 1990). Existem registros na literatura da presença de diterpenóides denominados ácido escopárico A. 1987). (1979) e Mahato et al. depressora do SNC. 6-metoxibenzoxazolinona. Freire.... Azevedo et al. expectorante e atóxica (Moura et al. 1989. iflainóico. sedativa e diurética (Ahmed et al. flavonas.Dados químicos da espécie Vários triterpenóides foram isolados desta espécie por Ramesh et al. Também foi detectada a presença de glicosídeos. et al. apigenina. 1998). glutinol e acacetina (Hayashi et al. 1988. Hayashi e al. 1991). 1996). acacetina.1988b).. E. 1990a e 1991). 1997) e o diterpeno tetracíclico escopadulina (Hayashi et al.. gentísico. 1986 e 1988a. 1987 e 1988c).. beta-sitosterol. antiinflamatória (Freire et al. 1990b).. 1993 e 1996) depressora (Freire. escoparinol e dulcinol (Ahamed & Jakupovic. cinarosídeo D.. B e C (Kawasaki et al... Dalla Torre et al. (1981). M.. anti-herpética.

1988b). dulcis diminuiu em mais de 60% a ligação do radioligante aos receptores 5-HT1A (Hasrat et al.Adenocalyma alliaceum. 1997a e 1997b). Ramos com flores (modificado a partir de Hoehne. Em estudos de radioligantes foi observado que o extrato de S.. 1997a). 1993). Atividade citotóxica causada pela himenoxina foi observada em cultura de tecido humano. além de extrato etanólico demonstrar a mesma inibição aos receptores de serotonina e dopamina (Hasrat et al. porém essa flavona apresentou maior suscetibilidade para linhagens de células cancerosas do que para as normais (Hayashi et al.. 1978) (Banco de imagens - .. FIGURA 27.1 .. 2002) e antitumoral (Nishino et al..vidade antimalarial in vitro (Riel et al.

2 .FIGURA 27.Pyrostegia venusta. Detalhe das inflorescências e flores tubulares (Banco de imagens - .

3 .FIGURA 27. 1946) (Banco de imagens - .Scoparia dulcis. Ramo florido com detalhes da flor e do fruto (redesenhado por Di Stasi a partir de Hoehne.

herbáceas.750 espécies cosmopolitas. Na região amazônica foram referidas inúmeras espécies medicinais da família Asteraceae. que reúne milhares de espécies vegetais com distribuição em todo o planeta. Guimarães Introdução A ordem Asterales compreende nove famílias botânicas. encontradas em todo o planeta.28 Asterales medicinais L. Os gêneros estão distri- . das quais a família Asteraceae (Compositae) é uma das mais importantes como fonte de espécies vegetais de valor medicinal. sendo a maior família botânica do grupo das angiospermas. arbóreas. Inclui espécies arbustivas. Di Stasi C. a grande maioria dos gêneros é constituída de plantas de pequeno porte. Essa família compreende 1. trepadeiras e ervas. Hiruma-Lima C. Trata-se de uma grande ordem.528 gêneros. exceto na Antártida (Mabberley. que passamos a descrever a seguir. A família Asteraceae (Dicotyledonae) . com aproximadamente 22. M. 1997). foi descrita inicialmente como Compositae por Paul Dietrich Giseke. Santos E. C.Ivan Martinov. A. M.

Gnaphalium e Achyrocline. a Camomila. Artemisia. • Cichorioideae Chaptalia (Mutisieae). Matricaria chamomila. Arnica e Tagetes (Helenieae). os inúmeros Guacos e Guacos-de-quintal. a famosa Arnica. Achillea e Santolina (Anthemideae). muitas das quais amplamente estudadas dos pontos de vista químico e farmacológico. Gnaphalium e Achyrocline (Gnaphalieae). Aster. Lactuca. popularmente conhecidas como Artemisia e Losna. A família Asteraceae pode ser considerada uma das mais importantes fontes de espécies vegetais de interesse terapêutico. dado o grande número de plantas pertencentes a ela que são usadas popularmente como medicamentos.buídos em três grandes subfamílias. das quais se destaca a Baccharis trimera. as importantes Carquejas. Calendula. sendo os mais importantes os encontrados nas subfamílias Cichorioideae e Asteroideae. e inúmeras plantas de . especialmente Bidens pilosa e Bidens bipinnatus. Calendula officinalis. Calendula (Calenduleae). Calea. Baccharis e Solidago (Astereae). do gênero Mikania. especialmente a Mikania glomerata. conhecida como Mil-folhas. o Mentrasto. conhecidas popularmente como Macela ou Macela-do-campo. Wedelia. Tanacetum. Stevia e Eupatorium (Eupatorieae). Saussurea e Echinopis (Cardueae). Nesse contexto. Zinnia. muitas conhecidas como Picão e Carrapicho. Mikania. muitas das quais conhecidas como Boldo ou Jalapa e amplamente usadas. Sonchus e Taraxacum (Lactuceae). várias espécies do gênero Bidens. Ageratum. gênero da famosa Calêndula. • Asteroideae Inula (Inuleae). tais como inúmeras Vernonia. do gênero Arnica. Novalgina e Anador. devem ser ressaltadas algumas espécies de interesse medicinal. Achillea millefolium. Semeio e Emilia (Senecioneae). com ampla distribuição no território brasileiro. Vernonia e Elephantopus (Vernonieae). Matricaria. Bidens e Helianthus (Heliantheae). Ageratum conyzoides. as várias espécies de Artemisia. Galinsoga.

com borda irregularmente serreada. inteiras. oblongo lanceoladas. opostas. em Minas Gerais. O gênero Acanthospermum descrito por Franz Schrank inclui apenas seis espécies tropicais. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. . como antiinflamatório e. curto-pecioladas. O nome do gênero vem do grego e significa "semente com espinhos". Em outras regiões do país. externamente.pequeno porte do gênero Eupatorium. e brácteas involucrais envolvendo a flor feminina. inflorescências axilar ou terminal com flores reunidas em capítulo paucifloro. como cicatrizante.1). como Carrapichinho e Carrapicho-de-carneiro. Grande parte dessas espécies é nativa do Brasil. sendo Acanthospermum hispidum e Acanthospermum australe as mais comuns e consideradas invasoras. fruto do tipo aquênio fusiforme ou cuneiforme com cerdas uncinadas (Figura 28. rasteira. Espécies medicinais Acanthospermum australe (Loefl. sendo as flores dos bordos apenas femininas e as do disco. internamente. de pequeno porte. amplamente usadas na medicina popular. enquanto várias outras foram aqui aclimatadas e podem ser encontradas em todo o território brasileiro.) Kuntze Nomes populares Essa espécie é conhecida na região amazônica como Carrapicho-rasteiro e apenas como Carrapicho na região do Vale do Ribeira. Dados botânicos Planta anual. a infusão preparada com a raiz é usada internamente para combater problemas renais e como potente diurético. flores unissexuais e marginais. onde foram incorporadas na medicina tradicional. caule comprimido e denso-piloso. de ápice e base agudas. a decocção das folhas é usada. ereta ou prostrada. Na região do Vale do Ribeira. apenas masculinas. folhas simples.

como contraceptivo feminino (Mabberley. raras são nativas das Américas. e as centrais. 1997). sendo as marginais femininas e brancas. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 115 espécies de origem na Europa e na Ásia. flores dimorfas. Dados botânicos A planta é uma erva perene.A espécie também é usada em Minas Gerais como diaforética e emoliente (Gavilanes et al. O nome do gênero Achillea foi dado em homenagem ao grego Aquiles (Achiles). A espécie é de origem européia e amplamente cultivada no Brasil como medicinal. a espécie é conhecida ainda como Erva-de-carpinteiro. Achillea millefolium L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. agindo ainda como antiespasmódico. reunidas em capítulos corimbosos. amarelas e tubulosas. contendo folhas oblongolanceoladas. gripes e distúrbios do estômago. . Corrêa (1984) refere que a planta é amarga e aromática e possui a propriedade de melhorar as condições gerais da circulação. Em outras regiões do país. Aquiléia. glabra. a espécie é chamada de Novalgina. Milefólio e Mil-em-rama. hemorroidais e pulmonares. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. 1982) e. no Uruguai. rizomatosa. digestivo. além de ser anti-helmíntica. hermafroditas. sendo considerada útil para deter hemorragias uterinas.. com até 60 cm de altura. dor de cabeça e dores gerais. a infusão ou a decocção das folhas é usada contra febre. nome dado à planta pelos seus usos medicinais na região. com caules ramosos.

2). Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. cólicas flatulentas e uterinas. tônica. Corrêa (1984) refere que a planta é amarga. febrífuga.Ageratum conyzoides L. significa "o que não envelhece". pecioladas. além de indicada para aliviar náuseas. Catingade-barão. amenorréia e gonorréia. a infusão das raízes é usada internamente como analgésico. antidiarréica. com até 1 m de altura. Dados botânicos A planta é uma erva anual. a espécie é chamada de Mentrasto. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui 44 espécies tropicais de origem nas Américas. pilosa e ramosa. carminativa. ovadas. flores brancas ou lilases. mucilaginosa. Ageratum. crenadas. Em outras regiões do país. a espécie é chamada de Carqueja. com caules cilíndricos de onde partem ramos ascendentes. A infusão preparada com a planta toda é usada na regulação menstrual e contra dores de cabeça e de barriga. anti-reumática. é conhecida ainda como Catinga-de-bode. reunidas em capítulos dispostos em panículas densas. enquanto o banho preparado com as raízes é indicado como anti-séptico e contra infecções da pele. mesmo nome dado para ela em quase todo o Brasil. e o nome do gênero. É conhecida ainda como Carqueja-amargosa e Carqueja-crespa. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. anti-reumático e contra cólicas menstruais. útil contra resfriados. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Erva-de-são-joão e Maria-preta. . Baccharis trimera (Lers) DC. com folhas opostas. A planta é invasora de culturas e fornecedora de forragem (Figura 28.

estomáquico. diurético e contra distúrbios renais. A infusão das raízes é usada externamente na redução de inchaço. a planta é usada como tônico. sendo as alas levemente inervadas e seccionadas alternadamente. Erva-picão. Goambu. 1926). sendo considerada útil contra afecções do fígado e diabetes. Pirco. enquanto o banho preparado com as folhas é indicado externamente para reduzir inchaços. os caules são lenhosos e trialados desde a base até o ápice. estomacais e intestinais. Carrapicho. anti-reumático. Bidens bipinnatus L. tais como Cuambu. Aceitilla. Piolho-de-padre. Carrapicho-de-cavalo. (Bidens pilosa L. com ampla distribuição na América do Sul. Carrapicho-deduas-pontas. Inúmeros nomes têm sido registrados para essa espécie.3). Em outras regiões do país. bem como em vários Estados brasileiros.Dados botânicos A planta é um subarbusto ereto e cheio de ramos glabros. Carrapicho-de-agulha. o deus Baco do vinho.) Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e na Mata Atlântica. anti-helmíntico. como Picão-preto. hipertensão. inflorescências em capítulos aglomerados com flores amarelas. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente quatrocentas espécies tropicais americanas. entre outras (Corrêa. Erva-picão e Pau-pau. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. A infusão das folhas é empregada como "emagrecedor" e para "desintoxicação do corpo". derrame cerebral e diabetes. A decocção das partes aéreas da planta é também utilizada como diurético e contra inflamações e febres. Amor-seco. fruto do tipo aquênio (Figura 28. Espinho-de-agulha. Macela-do-campo. a decocção das folhas é usada como analgésico. . O nome do gênero foi dado em homenagem a Bacchus. podendo atingir até 1 m de altura. Picão-do-campo.

1994). pentâmeras. ereta. antiescorbútica. dores de cabeça e de dentes (De Feo. 1984). Na medicina tradicional peruana. No Brasil. 1990. Bidens. 1990). glabra. ramosa. Grupos indígenas da Amazônia utilizam-na contra angina. sialagoga. com cálice modificado. dismenorréia. O gênero descrito por Carl Linnaeus inclui aproximadamente 240 espécies cosmopolitas. capítulos pleiomorfos. desobstruente. 1962). referindo-se às aristas do papilho. No Leste da África. diurético e contra hepatite. diurética. conjuntivite. Coimbra. infecções urinárias (Mejia & Reng. a infusão preparada com as partes aéreas da planta é usada no tratamento da hepatite. icterícia e contra vermes distintos (Rutter. leucorréia. 1993. simples. edema.. diabetes. micoses. A planta é considerada estimulante.Dados botânicos Planta de pequeno porte. a espécie é usada como antiinflamatório. o suco da planta fresca é usado contra dores de ouvido e conjuntivite (Watt & Breyer-Brandwijk. disenteria. utilizada especialmente contra icterícia. a espécie também é referida como emoliente.4). com flores radiais liguladas. O nome. vermífuga e vulnerária. pecioladas e fendidas. folhas opostas. Outros usos indígenas incluem a decocção no tratamento da hepatite alcoólica e contra vermes. 1994). . formando o papilho que é transformado em aristas (Figura 28. com até 1 m de altura. antileucorréica. hepatite. infecções urinárias e vaginais (De Almeida. Vasquez. adstringente e considerada útil contra icterícia. desordens hepáticas. diabetes e inflamações (Corrêa. Essa espécie é de uso disseminado por toda a Amazônia e por todos os Estados brasileiros. antiblenorrágica. significa "dois dentes". 1995). laringite. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. Duke et ai. flores amarelas reunidas em inflorescências do tipo capítulo. 1992. 1996). antidisentérica.. bem como no combate a dores em geral Jager et al.

anguloso. angina. flores (20 a 30) azuis. A decocção das folhas também é usada em desordens digestivas.são coletadas pela população da região como sendo da mesma espécie. o primeiro a usar a planta como medicamento contra doença do fígado. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica especialmente pelo nome de Japana. ferrugíneo e glabro. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas é usada como expectorante e contra diarréia e disenterias graves. com papilho do mesmo tamanho (Figura 28. O gênero Eupatorium foi descrito por Carl Linnaeus. enquanto o sumo das folhas frescas. Em outras regiões do Brasil.5).Eupatorium ayapana Veuten. 1984). A infusão de suas folhas com as de arruda (Ruta graveolens). Dados botânicos Erva bastante delicada. como tônico. Japana-roxa e Erva-de-cobra. fruto do tipo aquênio alongado. . empregado externamente na forma de banho. Japana-branca. antidiarréico e antidisentérico. reunidas em capítulos dispostos terminalmente. lanceoladas. jambu (Spilanthes acmella) e abacate (Persea sp. acuminadas. Duas outras distintas espécies do gênero Eupatorium . infecções da boca e contra veneno de cobras (Corrêa. corola com tubo interno glabro. que o denominou assim em homenagem ao rei Eupator. Aiapana.) é usada internamente contra hemorróidas e verminoses. é considerado útil contra dores de cabeça e febre. estriado e diminuto. sudorífico. além de se reconhecer nela poderosa ação contra tétano.ambas não identificadas . folhas opostas. como Iapana. androceu com anteras levemente sagitadas. estimulante. e contra malária. cólera. mas são comuns outras denominações. a espécie possui vários usos das folhas. digestivo. triplinervadas. estomáquico. visto a grande semelhança entre elas. de caule ereto. especialmente do fígado.

reunidas em pequenos e numerosos capítulos radiados. dores de barriga e outros distúrbios intestinais. com caules contendo folhas elípticas e obovadas. O nome do gênero significa "o que é firme". de ocorrência nas Américas . O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e compreende aproximadamente oitenta espécies. podendo atingir até 1 m de altura. O gênero foi descrito por Carl Linnaeus e inclui aproximadamente cinqüenta espécies cosmopolitas. que formam uma inflorescência cilíndrica. Dados botânicos A planta é um subarbusto perene. folhas oblongas.Gnaphalium purpureum L Nomes populares Na região da Mata Atlântica. Nomes populares Na região da Mata Atlântica. pequenas. Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. com ápice arredondado. serradas. Dados botânicos A planta é uma espécie perenial e herbácea.especialmente na América do Norte . Solidago microglossa DC. assim como em todo o Brasil. referindo-se ao tomento das folhas. a espécie é chamada de Arnica. com a face superior verde e glabra e a inferior alvo-tomentosa. a infusão das folhas é usada contra diarréia. a espécie é chamada de Macela.e com raras espécies na América do Sul. . flores amarelas. O nome significa "feltro". capítulos pequenos e reunidos.

O nome do gênero. o chá das folhas. descrito por Nicolaus von Jacquim. Agrião-do-brasil. aristas do papilho sem pêlos retrorsos (Figura 28. cálculos da bexiga e dores de dente. dispostas em capítulos globosos terminais ou axilares. com folhas opostas. significa "flor com mancha". Agriãobravo. excitante e tônica na Aldeia Olho D'Água (Elisabetsky et ai. Spilanthes. Dados da medicina tradicional Na região de estudo. tais como Agrião-do-pará. o macerado da planta toda em aguardente é usado externamente contra dores musculares. membranosas. boldo e abacate é indicado contra hemorróidas e helmintoses. enquanto a decocção da planta toda é usada internamente como sedativo e contra distúrbios digestivos. Corrêa (1984) relata o uso da planta contra doenças da boca e da garganta. Spilanthes acmella Rich. Abecedária. o preparado com folhas de arruda. que tem mancha escura sobre a lígula. Botão-de-ouro. agudas. fruto do tipo aquênio.. misturado com folhas de amor-crescido e de graviola. longo-pecioladas.Dados da medicina tradicional Na região da Mata Atlântica. Nomes populares Essa espécie é conhecida principalmente pelo nome de Jambu. ovadas. Dados botânicos Planta herbácea. entretanto. o chá ou xarope das folhas é considerado útil contra tosses e problemas hepáticos. Jambuaçu. Essa planta é utilizada como estomáquica. não alado. com corola curva. referindo-se à corola de flor feminina de algumas espécies. comprimido com papilho aristado. batidas.6). picadas de insetos e infecções. flores amarelas. . Mastruço e Agrião-do-norte. vários outros nomes são usados. é utilizado contra conjuntivite e problemas hepáticos.

1997). está muito bem aclimatada no Brasil. Dados botânicos A espécie é uma herbácea ereta. 1980). Originária do México. Tagetes erecta L Nomes populares A espécie é conhecida em todo o Brasil pelo nome de Cravo-de-defunto. febrífuga. também são usadas como medicinais. desinfetante e antiasmática. e indicada contra problemas hepáticos. a decocção das partes aéreas é usada internamente contra dores reumáticas. no Pará (Amorozo & Gély. as flores pequenas são reunidas em capítulos grandes amarelo-alaranjados. Cravo-amarelo ou Cravo-vermelho. lucida. narcótica. cicatrizante. e seu nome vem de Tages. Cravo-de-tufo. atingindo de 60 a 90 cm de altura. digestiva. O gênero Tagetes descrito por Carl Linnaeus (tribo Tagetae) inclui aproximadamente cinqüenta espécies tropicais (Mabberley. Cravinho. nas dores de cabeça e na "doença dos nervos". T. Na Colômbia. O macerado das raízes em água é usado também internamente como laxante e emético. minuta. antigripal. sendo também comumente chamada de Cravo. Amorozo & Gély (1988) referem que o . patula e T.1982). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. A infusão das flores é considerada útil na dismenorréia. Cravo-africano e Tagetes. em Brasília (Matos & Das Graças. com muitos ramos. tais como T. Outras espécies do gênero. considerada carminativa. antiespasmódica. sendo muito comum como espécie ornamental e amplamente usada em cemitérios. americana é utilizada no tratamento de afecções bucais e algumas variedades de herpes. Bown (1995) refere que a espécie é usada contra constipações severas e cólicas. tosse e resfriado. a S. opostas ou alternas. emenagoga. 1988). divindade etrúria representada como um belo jovem. as folhas. são partidas e aromáticas. bronquite. abortiva.

Moça-e-velha e Canela-de-velho. Dados químicos das espécies e gêneros Acanthospermum Óleo essencial (0. incluindo brancas. resfriados. sésseis. para tratar "doença que deixa o queixo duro". além de possuir raízes e sementes reputadas como laxativas. pela abundância de flores. Outras denominações populares incluem os nomes Capitão. Dados da medicina tradicional A infusão das folhas e flores misturada com folhas de sacaca (Croton cajucara) é amplamente utilizada no combate à malária. Originária do México. cordiformes. as folhas são ásperas. que atua como anti-helmíntico e sudorífico. na região de estudo. com uso freqüente contra dores reumáticas. australe. a espécie possui um óleo essencial nauseabundo. Segundo Hoehne (1939). bronquites e tosses. com caule ereto. Dados botânicos A espécie é uma herbácea de 60 a 80 cm de altura. bem como foram identificados os constituintes majoritários: beta-cariofileno. forte.chá das folhas com alho é usado contra febres.13% de terpenos) foi obtido das folhas de A. flores pequenas reunidas em inflorescências do tipo capítulo solitário. opostas. . é amplamente usada no Brasil como ornamental. Zinnia elegans Jacq. Corrêa (1984) refere que a planta toda é peitoral e calmante. as flores possuem várias cores. rosas. e a folha socada com cachaça ou água morna é usada externamente (fricção) contra"doença que prende e doença do vento". Nomes populares A espécie é chamada. anteras amarelas e estigmas vermelhos. de Zinha ou Zínia. o chá das folhas e flores. arroxeadas e vermelhas.

pilosa .. 1987. bipinnatus. 1985. De A..beta-elemeno. 1975. 1986. gama-humuleno e viridifloreno (Machado et al. beta-cariofileno. 2002.. Debenedetti et al. Hoffman & Hoelzl. B. Herz & Kalyanaraman.. Herz & Kalyanaraman. beta-pineno. deterpenos. 1992b.4'-trihidroxi-3. flavonas (Falk et al. Achilea.. laevis e B. 1990. Gill et al. cadineno..6-dimethoxiflavona (Debenedetti et al. 1997). rutina e saponinas (Soicke & Leng-Peschlow. beta-guaieno. triterpenos (Chandler et al. alfa-copaeno. 1996. 1988a e 1988b.. cumarinas. tripartitus. De A. Alvarez et al. crisosfenol D.. delta-cadineno (De Marais et al. 1994.. Da espécie B. Bohlmann et al. De A. 1991). leucoantociandinas. 1994).. Das partes aéreas de A. pilosa. B. gama-cadineno. alfahumuleno...7. flavonóides (Bohlmann et al. B. 1987). monoterpenos e alcalóides (Bohlmann et al. Diversos constituintes já foram obtidos de Ageratum conyzoides como terpenos e flavonóides (Okunode.. 1986... carotenóides e glicosídeos foram isolados de B. 1981). 1975) e monoterpenos (Orth et al. leucantha (Wat et ai. terpenos (Verzan & El Sayed. 1987. Gene et al.. Poliacetilenos.. De Baccharis trimera foram isolados flavonóides. limoneno... 2000). 1975). Hausen et al. 1979). glabratum (Saleh et al. 1992). Bidens O óleo essencial de Bidens pilosa possui alfa-pineno. Serquiterpenos lactonas e flavonas foram obtidos de A. 1997).. Nair et al. alfa-farneseno e beta-bisaboleno (Craveiro et al. axilarina e 5... Caffmi & Demolis. 1981. 2000).. hispidum foram isolados sesquiterpenos e compostos fenólicos (Jakupovic et al. 1987). 1979). 1990). diterpenos (Saleh et al. saponinas e xantonas (Caetano et al.. 2001. flavonóides (Shimizu et al.. 1984). 1976). 1979. Christensen et al... 1980. alfa-felandreno.. germacreno A. monoterpenos. 1994 e 1984. millefolium também foram isolados ésterois.. timol. 1991) também isolados de A setacea (Zitterl-Eglseer et al. Wang et al. australe também foram isolados quatro flavonóides: penduletina. 1978). 1977). Ageratum e Bacchoris Achilea millefoluim possui diversas sesquiterpenolactonas (Zozyo et al. De Tommassi et al. australe já foram isolados diterpenos e sesquiterpenolactonas (Bohlmann et al. isocariofileno. flavonas. 1976a e 1976b). catecolaminas. Sharma & Sharma.. Torres et al.

ácido linoléico.. E. 1986). altissimum (D'Agostino et al. frondosa.. tais como quatro auronas. Liu et al. cannabinum (Stevens et al. rotundifolium (Hendriks et al. Poliacetilenos também foram isolados de B.B. e vários flavonóides (Geissberger & Sequin. frondosa (Karikome et al. Três poliacetilenos. E. glandulosum (Nair et al. ácido linoléico e linolênico. 1992). £.. . 1988c e 1988d). tinifolium (D'Agostinoetal. E. E... dahlioides. tripartita (Isakova et al. 1994) e E. 1985). B. leucolepis (Herz & Palaniappan. 1994). bipinnatus (W B. pilosa (Hoffmann & Hoelzl. 1985). 1982).japonicum. E... Edgar et al. B. 1988a. ternbergianum (D'Agostino et al. B. 1987. chinese (Zhao et al. B. ocimeno e chalconas foram isolados e caracterizados das partes verdes e flores de B. tripartitus (Christensen et al. 1993 e 1995). 1997). 1992). buniifolium (Muschietti et al.foram ainda isolados inúmeros compostos. enquanto várias chalconas foram obtidas de B. eugenol. 1995). e um novo composto sesquiterpênico com atividade antimicrobiana. 1981). foi isolado do óleo essencial de Bidens cernua (Smirnov et al. E. angustifolium (Mesquita et al. 1990a e 1990b). E guayanum (Sagareishvili et al. E. micranthum (Herz et al 1978). 1990). pilosa (Zuleeta et al. Pagani. adenophorum (Li et al. radiata e B. 1987 e 1988). 1988. os triterpenos friedelina e friedelan-3p-ol.fortunei. 1986). Eupatorium Flavonóides foram isolados de Eupatorium coelestinum (Le Van & Pham. bem como dois glicosídeos fenilpropanóides a partir de folhas frescas (Sashida et al. E. 1995).. 1995) e £.. Outros glicosídeos foram determinados nas espécies £. 1991) e E. parviflora. portoricense (Wiedenfeld et al. cernuol. Um novo diterpeno foi recentemente isolado de B. 1991. Alcalóides pirrolizidínicos foram determinados em E cannabinum (Schimio et al. 1995) E. 1997). maximowicziana. E. salvia (Gonzalez et al. ferulefolius. 1990c) e E adenophorum (Li-Rongtao et al. E.. chrysoanthemoides. £.. 1990). E. dois derivados tiofênicos. B. B. 1991). 1987. subhastatum (Ferraro et al.. 1997). 1990). Wang et al.... erythropappum (Talapatra et al. 1995). 1992). E. 1979). 1988b. odorata (Hai et al.. littorale (Sato et al. B. 1992). campylotheca (Bauer et al. Flavonóides glicosilados foram isolados de E tinifolium (D'Agostino et al. E.

E.fortunei (Haruna et al... 1978). 1996) e triterpenos (Ospina de Nigrinis et al. Das partes aéreas de S. E. E. mikanioides (Herz et al. Na fração diclorometânica das flores dessa espécie também foram detectados várias amidas. deltoideum (Quijano et al. 1992a). espilantol.. 1977). rufescens (Ruecker et al. 1993). 1987)..Nas folhas de E. Uma grande quantidade de terpenos (geranial. 1996). 1980).. 1992b. enquanto em E. E. fortuna (Haruna et al. espilantol e três amidas foram isolados das flores de S. naginatacetona. odoratum (Talapatra et al. 1987). A presença de sesquiterpenolactonas foi caracterizada em E. stoechadosmum foram descritos como componentes principais a acetofenona e os derivados do timol (Nguyen et al. quadrangularis (Hubert et al.. 1987). E.. 1999).. De S. acmella L. ácidos graxos e ácido tetratriacontanóico. E. triterpenóides de E. quadrangularae (Hubert et al. . cariofileno e cadinol (Inya-Agha et al. sitosterolO-beta-D-glucosídeo (Dinda & Guha. altissimum (Jakupovic et al. beta-himachaleno) ou ésteres fenólicos foi identificada nos óleos essenciais de E. Diterpenóides foram isolados de E. estigmasterol. tinifolium (D'Agostino et al. Uma amida. limoneno. 1980) e E. compostos oxigenados e nitrogenados (Stashenko et al. paniculata foram isolados aminoácidos (Dinda & Guha. Os principais constituintes do óleo essencial de E. laevigatum (Lopes et al. Monoterpenos glicosilados foram obtidos de E. cannabinum (Zdero & Bohlmann. adenophorum. 1986). sesquiterpenos. cannabinum (Stefanovic et al. 1986b).. laevigatum (Bauer et al. E. entre outros (Nakatani & Nagashima. E. var. p-cimeno. Ramsewak et al. 1986). sitosterol.. recurvens (Herz et al. 1987). 1987). 1986). 1990a e 1990b). 1987). adenophorum são p-cimeno e acetato de bornila (Ding et al. Spilanthes De Spilanthes acmella foram isolados saponinas e triterpenóides (Mukharya & Ansari. 1988a e 1988b). e o óleo essencial das folhas contém alfa-pineno. entre outras espécies (Ding et al. 1979). 1987) e E. fenóis e saponina. cânfora.. 1986). americana foram isolados monoterpenos. odoratum foram encontrados taninos. 1994). e sesquiterpenóides de E. 1991). oleracea Clarice (Nakatani & Nagashima.

. patula e I minuta apresentaram propriedade biocida natural decorrente da presença de tiofenos (Ketel. Na raiz e no broto de duas espécies desse gênero (T. que podem ser diferenciadas pela composição química. 1987. 1991). T. 1994) e T. T. 6-hidroxikaempferol. que parecem ser sintetizados somente pelas folhas (DeIsrailev & Seeligmann. T. patula. tais como quercetagetina. rupestris (De-Israilev & Seeligmann.. 1990b). Entretanto. erecta e T. 1990). Foi relatada ainda a presença de flavonóides em T. 1987). 1987). 1988). mendocina e T. Pe- . além de enxofre e fósforo.. distribuídos nas diferentes partes da raiz (Makjanic et al. patuletrina e patuletina. As espécies T. Alguns compostos têm sido identificados como típicos para muitas das espécies pertencentes ao gênero Tagetes. T. riojana são duas espécies do gênero Tagetes morfologicamente muito similares. 1993b). riojana sintetiza quercetina 5-0-glicosídeo (De-Israilev. dentro desse gênero foi encontrada uma certa diferenciação entre o padrão químico das flores e folhas de T. glandulifera) (Craveiro et al... tenuifolia (I signata) (Parodi et al.. 1988). 1987). patuletina e muitos desses derivados. minuta e T. Ahmad et al. lucida (Hethelyi et al.Tagetes Foram realizadas análises fitoquímicas dos óleos essenciais de Tagetes minuta (T. tagetona e tagetenona (Zygadlo et al. Os monoterpenos descritos em T. 1993). T. 1995). 1988. Das raízes de T. T multiflora (De-Israilev & Seeligmann. argentina) foram identificados quatro tiofenos. o padrão floral não inclui flavonas nem flavonóides polimetoxilados. 1988).. benzofurano e isoeuparina (Parodi et al. No entanto. patula (Ivancheva & Zdravkova. minuta são ocimeno. laxa (De-Israilev et al.. 1993). 1988a e 1988b). bem como a quercetina detectada apenas nas flores dessa espécie.. pois somente T.. 1990a). campanulata. Tosi et al. patula foram isolados tiofenos. 1985). erecta (Singh et al. zipaquirensis (Abdala & Seeligmann. T. T. T microglossa (Castro. 6-hidroxi e 6-metoxi flavonóis e seus glicosídeos (De-Israilev & Seeligmann. 1992). onde foi caracterizada a presença majoritária de terpenóides e sesquiterpenos. sendo a concentração desses compostos dependente do órgão utilizado e do estágio ontogênico da planta (Beavides & Caso. como quercetagetina.

Nascimento et al. Em A. (1991) e Carvalho & Kretlli (1991) demonstraram efeitos parciais de extratos brutos de A. australe (Matsunaga et al. As antocianinas das flores de Z. taninos. 1995). glabratum (Saleh et al. hispidum foi estudado o extrato hidroalcoólico da planta toda. Foi também constatada a atividade antimicrobiana (Silva et al. b-sitosterol e triterpenos (Sharada et al. indicando a possibilidade de atividade antimalárica dessa espécie. 1997). 1991). Atividade antineoplásica foi descrita para a espécie A. 1995). Compostos com atividade citotóxica e antineoplásica também foram obtidos de uma outra espécie do gênero. Carvalho et al.. 2002) e antifúngica (Portillo et al. 1988. além de produzir efeito inibitório sobre as contrações induzidas por histamina... elegans indicou a presença de Cumarina.5-diglucosídeo por métodos cromatográficos e espectrais (Yamaguchi et al. o qual apresentou atividade broncodilatadora e espasmolítica (Brandão et al.. 1988). hispidum mostraram ainda um pequeno aumento na freqüência cardíaca. australe demonstraram a ocorrência de uma forte inibição da enzima aldose redutase (Shimizu et al.. Zinnia Uma triagem fitoquímica de Z. bradicinina e isoprenalina em vários órgãos isolados (Brandão et al..quena quantidade de monotiofeno na raiz de T. 1997). 1980). 2001). ... a A.. 1988). 1996) bem como atividade imunomoduladora (Mirambola et al. ocitocina... patula foi detectada (Arroo et al. elegans foram identificadas como pelargonidina acetilada e cianidina 3. Foram detectadas várias agliconas acumuladas na folhas e no caule (Wollenweber et al. 1996) dessa espécie. Experimentos com A. australe contra Plasmodium berghei em roedores.. 1987). no fluxo coronário e na amplitude das contrações (Medeiros et al. Dados farmacológicos das espécies e dos gêneros Acanthospermum Estudos realizados com a espécie A. glicosídeos cardíacos...

pilosa inibiu a síntese das cicloxigenases. possuem atividade antiinflamatória. Os extratos aquosos de Bidens pilosa L. como friedelina e friedelan-3. aumento do tônus e da amplitude das contrações no duodeno. as propriedades analgésica e antiinflamatória. B. 1996). 1996) e finalmente as propriedades relaxante e vasodilatadora de B. chilensis DC diminuíram significativamente o edema de pata induzido pela canogenina em ratos.-ol. à presença de saponinas (Gene et al. var. conyzoides apresentaram atividade espasmolítica in vitro (Silva et al.. Goldberg et al. pilosa L. 1980).. enquanto os ácidos linoléico e linolênico possuem atividade antimicrobiana (Geissberger & Sequin. Bidens Experimentos com B. Extrato etanólico de B. 1998b. A atividade anti-hepatotóxica de Baccharis trimera foi atribuída à presença de flavonóides (Soicke & Leng-Peschlow. As atividades analgésica e antiinflamatória de Ageratum conyzoides não foram confirmadas por Yamamoto et al.. 1995) e anti-hipertensiva (Santos & Queiroz Neto. trimera foram caracterizadas como de responsabilidade do diterpeno. 1987. Agerathum e Baccharis Existem relatos da atividades antiespermatogênica e antiinflamatória para Achilea millefolium (Montanari et al... mas Bidens pilosa var. pilosa (Santos et al.. além de vários flavonóides obtidos de B. 1987).. (1993) foram capazes de comprovar o efeito analgésico desta espécie dois anos depois. além de bloqueio das contrações uterinas produzidas pela acetilcolina (Torres da Silva et al.Achila. minor (Blume) Sherff.. Foram detectadas atividades antimalárica in vivo e in vitro (Brandão et al.. 2000). As folhas de A. As flores e os talos possuem atividade antibacteriana contra Staphylococcus aureus (Nishikawa. Porém. N'Dounga et al. bipinnatus mostraram diminuição da amplitude da contração muscular do coração e aumento da freqüência cardíaca. (1991). 1997). e B. 1969). 1949).. minor foi a mais . Bondarenko et al. pilosa. Triterpenos. efeito que explica a utilização da espécie como analgésica (Jager et al. 1991). 2000). presente em suas partes aéreas (Torres et al. 1983).. Ações antimicrobiana e antiparasitária foram verificadas com B. reduzindo a produção de prostaglandinas. 1985.. imunoestimulante (Ignácio et al. Abena et al. 1982) das folhas e raízes de Bidens pilosa.

1997). ou seja. tacotaneum (Sanabria & Mantilla. 1985). balantaefolium (Almeida & Fonteles. 1985). A espécie B. 1996). 1997). Estudos recentes mostram que frações ricas em flavonóides obtidas de B. E. E. Um composto sesquiterpênico isolado de B. E. pilosa foi ainda descrita e confirmada a atividade bactericida (Rabe. tequendamense (Mantilla & Sanabria. 1994. gracilae. reduziram o edema de pata induzido por adjuvante de Freund (Chin et al.. 2002). somente os extratos de B. Entretanto. morifolium e E. Eupatorium A espécie E. 1988) e E. ayapana faz parte da composição de produtos cosméticos e farmacêuticos por seu efeito protetor contra os raios solares e os radicais livres (Greff. atidifolium e E.. aurea aumentam a quantidade de muco e de proteínas em ratos.. uma significativa ação antiinflamatória (Redl et ai. minor e B.. pilosa L. 1995). 1996). pauciflorum (Giesbrecht et al. E. 1995 e 1996) e. mais recentemente. var. 1977). As folhas de E. .... e cinco poliacetilenos isolados desse extrato exibiram o mesmo efeito inibitório. consaguineum (Lopes et al. aurea mostrou-se depressora do sistema nervoso central (Ayuso Gonzales et al. Para a espécie B.. Estudos com essas frações em modelos de úlcera gástrica por ácido acético demonstram que o efeito protetor dessa fração contra úlceras decorre da recuperação da vascularização da área de úlcera com simultânea redução da infiltração leucocitária (Martin-Calero et al.... Foram relatadas atividades moluscicida e antibacteriana dos sesquiterpenóides de E. potente inibição sobre a ciclooxigenase e a 5-lipoxigenase. hipotensora (Dimo et al. La Casa et al. 1989). além de ação inibitória da síntese de prostaglandinas (Jager et al. glyptophlebum. sendo eficazes contra úlcera por estresse (Alarcon et al. pilosa L.. 1994). E. cernua impediu o crescimento de bactérias gram-positivas in vitro e de micodermatófitos (Smirnov et al.. ayapana possuem atividade antimicrobiana (Guptaetal. 1995). E.. 1985). O extrato hexânico de B.. campylotheca apresentou. 1998 e 1999). densum. hepatoprotetora e antiinflamatória (Chin et al. 1995). Atividade antibiótica foi descrita para as espécies E.. 1986b). in vitro.ativa. ativa contra úlcera gástrica crônica e aguda (Ayuso Gonzales et al. brevipes (Guerrero et al. 1986) e diurética (Rebuelta et al.

1991) e promove a contração de dueto deferente de cobaia e tiras arteriais de coelhos (Akah. 1990). e de E. enquanto a espécie E. 1991).. odoratum (Iwu & Chiori. riparium (Ratnayake-Bandara et al. 1987) contra inúmeras bactérias e fungos patogênicos. vautheriana e Flaveria bidentis (Garcia et al. Inibição da síntese de colesterol. Os extratos de E. A combinação dos extratos de Echinacea angustifolia. squalidum (Carvalho et al. que apresentou atividade analgésica (Ansari et al. Atividade antiviral (anti-herpética) de Asteráceas da Argentina: Eupatorium buniifloium. 1988).. candolleanum (Campos et al. 1998). inulaefolium (Gorzalczany et al. 1978). Eupatorium perfoliatum. 1995). 1984. 1988. DNAse. cannabinum (Bourrel et al. Achyrodine alata. DNA e RNA de células tumorais. halinfolium e E. 1986 e 1987. enzimas lisossomais e enzimas da síntese de glicogênio foram verificadas como substâncias isoladas de E. triplinerve também inibe o crescimento de inúmeras bactérias (Yadava & Saini. odoratum acelera o processo de coagulação sangüínea (Triratana et al... (Giesbrecht et al. ayapana (Gonçalves et al.... 1995) e E. hyssopifolium (Hall et al. A. 1996) e E. O óleo essencial de E.5-decadienamida. Atividade antimalárica foi determinada para a espécie E. 1982a). RNAse. Atividade antifúngica também foi determinada para compostos puros obtidos de E. seabridum apresentaram atividade antitumoral (Woerdenbag. 1991). Herz & Palaniappan.. Guerrero et al.. Piperidinas de E.. fortunei são inibidoras de glicosidases (Sekioka et al. acmella foram isolados n-isobutil-4. E. 1992). 1986). assim como da atividade da RNA polimerase. cannabinum. 1985... O extrato bruto aquoso de E. 1989). 1990). Inya-Agha et al. squalidum foram isoladas naftoquinonas com atividade antimalárica (Krettli. brevipes e E.1986). E. Spilanthes Das folhas de S. 1991). Baptisia tinetoria e Arnica montana promove aumento da atividade fagocitária in vivo e in vitro (Wagner & Jurcic. flaccida. 1994) apresentaram ainda atividade antiinflamatória. porém possui alcalóides pirrolizidínicos que induzem à hepatotoxicidade (Mendonça et al. E... larvicida (Pitasawat . proteínas. 1995). pauciflorum.. A. 1990 e 1991). Sesquiterpenóides isolados de E. Cáceres et al. laevigatum possui atividade espasmolítica (Andrade & Aucélio. E..

Em I minuta. Tagetes Os extratos metanólicos de raiz. RJ. et al. 1993). isso denota um risco na aplicação imprópria dessas partes vegetais. F.. 1995). 1992) e antitumoral (Moraes et al... como Aedes aegypti e Anopheles stephensi (Perich et al. testes de pele realizados posteriormente apresentaram reações positivas não só à arnica. como também a várias outras plantas do mesmo gênero e do gênero Tagetes (Pirker et al. Uma fração do extrato de flores dessa espécie apresenta importante ação sobre o controle de outros vetores parasitários. O extrato de S. conhecida popularmente como Cravo-do-campo ou Coaribravo. mas não contra Candida sp.. calva inibiram a mutagênese induzida pelo tabaco e também a nitrosação de metiluréia de forma dose-dependente (Sukumaran & Kuttan. Valderrama et al... 1990). (Fabry et al. J.et al. antimicrobiana. 1989).. 1994). T. mauritana (raiz e flores) possui atividade antifúngica contra Aspergillus sp. 1993). enquanto o extrato de S. 1993. 1992). C. folhas e flores de T. sendo os deri- . bem como no consumo destas (Meckes et al. 1994) e outras espécie de insetos (Broussalis et al. 1988. 1995).. 1984). oleracea (Herdy & Carvalho... 1998) e espilantol. 1986) e S. Foi relatado o caso de um paciente de 69 anos de idade que apresentou dermatite facial após 24 horas de contato com arnica.. Andrade. embora ainda não se conheça o mecanismo de ação. in vitro. 1999). 1987. antiulcerogênica e espasmogênica (Moreira et al... erecta apresentaram uma alta fototoxicidade. et al.. et al. Souza. acmella foram caracterizadas também as atividades anticonvulsivante. presente em muitas espécies. erecta apresenta toxicidade contra fases larvais de Anopheles stephensi (Sharma & Saxena.. Compostos com atividade anestésica local foram isolados de Spilanthes americana (Nigrinis et al. 1996). usado como emenagogo. 1992. oleracea (200 a 400 /mg/ml) apresentou atividade antimalárica contra Plasmodium falciparum.. e Plasmodium berghei in vivo (Gasquet et al. Camargo Neves et al.. foi caracterizada a atividade antichagásica dos extratos hidroalcoólico e etanólico da folhas contra o Triatoma infestam (Bronfen. como no cravo-da-índia. O eugenol. Essa espécie também possui atividade larvicida contra Aedes fluviatilis. Em S. que possui potencial atividade inseticida (Kadir et al. L. sedativa. e o extrato de S.

o terpeno ocimenona presente no óleo revelou atividade em concentrações maiores que no óleo essencial completo.. 1987).. foram eficazes como fungicidas (Lacicowa & Wagner. presentes em diversas espécies de Asteraceae (Macedo et al. 1997). 1994). 1997). a atividade da ATPase. 1991). que possuem elevada citotoxicidade em carcinoma laringeal humano e em fibroblasto do tecido conjuntivo (Tellez et al. tendo sido isoladas fototoxinas que apresentaram atividade inseticida (Consoli et al. Os extratos hexânicos de T. Do extrato de Z. füifolia apresenta atividade antioxidante no óleo de amendoim (Maestri et al. in vivo e in vitro. elegans L. Mabberley (1997) refere que um composto terpênico é considerado eficaz contra HIV e importante composto com atividade larvicida. O extrato de Zinnia na dose 10% acima da DL50 induziu a algumas alterações histopatológicas e bioquímicas do fígado (Sharada et al. . Essa planta também possui ação bactericida contra as infecções respiratórias causadas por três tipos de bactérias gram-positivas (Staphylococcus aureus. 1989).. O extrato de T. 1995)... o óleo essencial de T. Foi testado o extrato etanólico das partes aéreas de I patula. além de atividade antimicrobiana contra bactérias gram-positivas e gram-negativas (Tereschuk et al. flavicoma foram isolados elemanlídeos do tipo zinaflavina B. Zinnia As sementes de Z. Houve também um aumento da amplitude de contração do intestino de coelho isolado. 1996). enquanto seus compostos cumarínicos apresentaram uma pequena atividade inibitória sobre a contratilidade do músculo liso de coelhos (Rivera et al. O extrato alcoólico de diferentes partes dessa espécie exibiu atividade estrogênica. e o efeito do óleo persiste por pelo menos nove dias.. 1992). O óleo essencial de I minuta apresenta atividade larvicida contra Aedes aegypti.Ca2+ dependente e inibiu.. 1995). Streptococcus pneumoniae e Streptococcus pyogenes) (Caceres et al.. in vitro. foetidissima possuem componentes fitotóxicos com atividade antibiótica (Perez-Amador et al.vados tiofênicos os compostos ativos. a amplitute de contração do músculo esquelético em ratos (Aoki & Cortes. D e F. além de seu efeito persistir por aproximadamente 24 horas (Green et al. lúcida estimulou discretamente.. 1994). sendo potencialmente utilizável contra outras espécies de mosquitos. 1991).. Dentre outras espécies. coronopifolia e T.

hispidum mostraram efeitos tóxicos dos brotos e sementes. a espécie E. 1995). et al. et ai. 1994). Observações adicionais Os dados de toxicidade apresentados para o gênero Acanthospermum demonstram claramente que preparados tradicionais com essa espécie não devem ser utilizados durante o período de gestação. A ingestão regular de E. Entretanto. hemorragia. a espécie é uma fonte de substâncias que podem e devem ser estudadas para várias atividades farmacológicas. porém nenhuma delas representa importante avanço na pesquisa de novas drogas. australe durante o período de prenhez de ratas.. caracterizados por diarréia. fraqueza e debilidade dos membros. acmella induziu a contrações abdominais e o extrato hexânico provocou convulsões tônico-clônicas e morte (Moreira. S. no entanto. oleraceae apresentaram atividade convulsivante (Moreira et ai. ageratoides possui efeitos tóxicos em bovinos. rugosum é o principal componente tóxico (Beier et ai. 1988). poucos dados estão disponíveis sobre o uso dessa planta pelo homem. 1993). icterícia e enterite catarral (Ali & Adam. os extratos não apresentam efeitos abortivos (Lemônica & Alvarenga. 1996 e 1997). especialmente na fase jovem.. T. australe são tóxicas para aves. 1978a e 1978b). especialmente se for levado em conta que a espécie é utilizada como contraceptivo. adenophorum causou doenças pulmonares crônicas em cavalos (Oelrichs et ai. As folhas de S. Estudos com extratos brutos demonstram que ocorrem malformações externas com o uso de A.. Segundo Hoehne (1939). enquanto o extrato aquoso de S. Estudos recentes mostram que o extrato hidroalcoólico não produz efeitos tóxicos (Dutra E. Estudos realizados com essa espécie demonstram a presença de várias atividades farmacológicas. especialmente . 1995). alopecia. dispnéia... V. congestão do baço e coração. adenophorum (Oelrichs et ai. Estudos com a espécie A. A. Tremetona isolada de E.Dados toxicológicos das espécies e dos gêneros Hoehne (1939) relata que as sementes de A. M.. enquanto hepatoxicidade foi determinada nas espécies E. aspecto que limita sua utilização até que novos estudos sejam realizados. Considerando-se ainda a pequena importância da espécie como medicamento tradicional. 1990).

b) detalhe da escanerata. relaxante muscular e antineoplásica.como diurético e hipotensor. FIGURA 28.Acanthospermum australe: a) escanerata de ramo fértil. c) detalhe da escanerata com flor (Banco de imagens - . A utilização da espécie para estudos de outras atividades farmacológicas descritas para espécies do mesmo gênero pode representar uma importante estratégia de estudo de compostos com atividades antimicrobiana. A propriedade antimalárica indica a necessidade de novos estudos voltados à caracterização química dos constituintes responsáveis por essas atividades.1 . assim como novas avaliações da farmacologia com as substâncias devidamente isoladas.

2 . b) detalhe da inflorescência (Banco de imagens - .FIGURA 28.Ageratum conyzoides: a) escanerata do ramo florido.

b) escanerata com detalhe das inflorescências (Banco de imagens - .FIGURA 28.Baccharis trimera: a) escanerata mostrando o caule alado e as inflorescências.3 .

Bidens bipinnatus.FIGURA 28. Detalhe da escanerata mostrando inflorescência (Banco de imagens - .4 .

FIGURA 28.5 .original). .Eupatorium ayapana.: a) ramo florido (Di Stasi . 1998). b) flor isolada e c) corte de capítulo longitudinal (redesenhado por Di Stasi a partir de Gemtchujnikov.

6 . Ramo florido (redesenhado por Di Stasi a partir de Corrêa. 1984). .Spilanthes acmella.FIGURA 28.

importante fonte de espécies ornamentais. fonte de uma das mais apreciadas bebidas no Brasil. e Gardenia. Hiruma-Lima Introdução A ordem Rubiales inclui apenas três famílias botânicas. apenas esta última apresenta importância como fonte de espécies de valor econômico e terapêutico. algumas espontâneas nas áreas tropicais. . nos quais se distribuem mais de 10. das quais destacamos os principais: • Cinchonoideae: Cinchona. • Ixoroideae: Coffea. com representantes arbóreos.200 espécies vegetais cosmopolitas. fonte de quinino e outros compostos de valor terapêutico. Di Stasi C. Genipa. do famoso jenipapo brasileiro. alguns deles de valor histórico. Essa família possui inúmeros gêneros de espécies medicinais. do famoso Cafeeiro. arbustivos. como é o caso de Coffea e Cinchona. algumas lianas e poucas ervas (Mabberley.29 Rubiales medicinais L. Coffea arábica. 1997). Gelsemiaceae. A. Desfontainiaceae e Rubiaceae. C. assim como de vários compostos com atividade farmacológica. A família Rubiaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu um grande número de gêneros abrange (630). Os gêneros dessa família estão distribuídos em quatro subfamílias.

Dados botânicos Pequeno arbusto. Nomes populares Essa espécie é conhecida popularmente como Guarapitanga-poranha. com corola de base gibosa. Não foram encontrados sinônimos. Cephaelis da famosa C. simples. ereto. fonte de emetina e outros constituintes de importância. O nome do gênero Palicourea é popular nas Guianas. muito comuns em terrenos baldios. folhas curto-pecioladas. ovário ínfero. 1997). bicarpelar. e Palicourea.1). com pêlos abaixo da inserção dos estames. flores hermafroditas. que compreende uma das espécies aqui referidas como medicinais. diclamídeas. e o gênero descrito por Jean Baptiste Christopjore Fuseé Aublet inclui duzentas espécies tropicais. fruto indeiscente. com espécies popularmente denominadas Poaia. estipulas não foliáceas. Borreria e Dioidea. muitas delas encontradas na Amazônia e várias com atividade emética (Mabberley. . carnoso e drupáceo (Figura 29.• Antirheoideae: Guettarda. especialmente na Amazônia. lanceoladas. Espécies medicinais Palicourea /an/f/ora Standl. tubo de corola ventricoso ou ampliado na base. O nome dessa planta se refere ao levantamento etnofarmacológico realizado na aldeia tenharins. ipecacuanha. inteira. que inclui várias espécies com compostos de ação no SNC e muito usadas em rituais. importante árvore. • Rubioideae: Psychotria. bilocular com óvulos fixados na base do lóculo. Dados da medicina tradicional Os índios da aldeia tenharins utilizam o sumo das folhas ou o chá com pouca água para deter hemorragias de menstruação irregular.

marcgravii. Hil. fendleri (Nakano & Martin.Palicourea marcgravii St.. 1989a). avermelhados. Palermo-Neto et al. glabros. Nomes populares No Brasil todo. inflorescência em panículas. Dados farmacológicos e toxicológicos do gênero O extrato aquoso de P marcgravii apresentou atividades tóxica.5 m de altura. De-Moraes-Moreau et al. 1974) alcolóides também foram detectados na espécie P. frutos do tipo baga. Dados químicos do gênero Das folhas de Palicaurea adusta foi isolado o alcalóide lyalosídeo (Valverde et al. A planta é chamada de Erva-de-rato-verdadeira. com ramos cilíndricos. 1999). mas também considerada espécie tóxica e perigosa. a infusão das partes aéreas é usada como alucinógeno e contra "verminoses de barriga cheia". Peptídios macrocíclicos de P condensata foram isolados. 1995. avermelhadas. o palicosídeo e de P alpina a palinina (Morita et al 1989.. sobretudo na região amazônica. 1996. . Além de alcolóide. acuminadas. delgados. pois acreditase popularmente que os ratos sintam atração por ela. (Kemmerling. sendo a Palicoureina o polipeptídeo com atividade anti-HIV (Bokesch et al. pecioladas. foi caracterizada também a presença de ácido fluoroacético (Krebs et al. Dados botânicos A planta é um arbusto com até 2.. E popularmente usada como medicamento. opostas. 2001)... de onde partem folhas com venação tênue. Stuart & Woo-Meng. a planta é conhecida popularmente como Erva-de-rato ou Douradinha-do-campo. 1994). Dados da medicina tradicional Na região amazônica. de P. 1976).

Banco de imagens - . De-Moraes-Moreau et al. 1989)... espasmos musculares. convulsões tônico-clônicas e distúrbios cardíacos. vômitos. comum em animais e rara na espécie humana. enquanto P. 1988.teratogênica (Costa.1 . porém tais sintomas foram observados somente em ruminantes. Aspecto do ramo vegetativo (desenho original por Di Stasi ... 1982). marcgravii promoveu o aparecimento de excitação. et al. FIGURA 29. 1989). A intoxicação aguda provocada pelo extrato de P. outras duas substâncias também contribuem para o efeito tóxico: N-metiltiramina e 2-metiltetrahidro-b-carbolina. 1989. 1995). P. Das folhas de P. Segundo Schvartsman (1979). marcgravii foi isolado também um alcalóide indólico denominado palicosídeo (Morita et al.juruana provocou mortes repentinas em coelhos e bezerros (Tokarnia & Jurgen. Gorniak et al. 1984a. falta de coordenação motora. 1996). Tokarnia & Dobereiner.. Além de fluoroacetato. os frutos são mais tóxicos que as flores e folhas. que têm grande absorção no sistema gastrintestinal e atuam como inibidores da monoaminooxidase (Kemmerling. 1986). 1980) e convulsivante (Gorniak et al.Palicourea laniflora. midríase e morte em bovinos (Costa et al. 1989b... A ingestão experimental de P marcgravii promoveu morte repentina no gado. marcgravii foi atribuída à presença do ácido monofluoracético nas folhas dessa planta (Eckschmidt et al. náuseas. caracteriza-se por um quadro hipoglicêmico com ansiedade. e a intoxicação.. contrações musculares. Palermo-Neto et al.

mas que são também comuns na Europa e na Austrália (Mabberley. Di Stasi C. 1978). A família Caprifoliaceae descrita por Antoine Laurent de Jussieu possui aproximadamente quinze gêneros e 420 espécies. cultivam-se algumas espécies dos gêneros Abelia. No Brasil. A. A família inclui inúmeras plantas ornamentais. . também utilizado como medicinal em todo o mundo. Viburnum. 1997).30 Dipsacales medicinais L. descrita a seguir. arbustos e lianas. Abelia e Linnaea. das quais a família Caprifoliaceae é a que apresenta com maior número de exemplares encontradas no Brasil. mas as medicinais são referidas principalmente na família Caprifoliaceae. Os principais gêneros são Sambucus. Hiruma-Lima Introdução A ordem Dipsacales inclui apenas cinco famílias botânicas. Lonicera. a planta mais comumente utilizada e mais conhecida no Brasil é o Sabugueiro. C. Lonicera e Sambucus (Barrozo. distribuídas especialmente na América do Norte e na Ásia. As famílias Valerianaceae e Dipsacaceae também incluem importantes espécies no Brasil. na qual foi registrado o uso de uma importante espécie econômica e medicinal.

Espécies medicinais Sambucus nigra L. . considerada exótica nas Américas. folhas verde-escuras com cinco a sete folíolos peciolados e ovais. além de seu histórico uso medicinal. Nomes populares A espécie é conhecida na região amazônica e em várias outras do Brasil como Sabugueiro e Sabugueiro-negro. dispostas em um corimbo branco. e possuem aroma muito agradável. gripes fortes e varicela. as flores são brancas. com ramos bastante lenhosos. O nome do gênero Sambucus descrito por Carl Linnaeus significa "cor vermelha". a infusão das folhas é indicada contra febres e resfriados. óleos e ungüentos. e suas frutas são usadas em saladas e no preparo de sucos. além de flavorizantes em vinhos. que se manifesta no suco vermelho-escuro dos frutos.1). usada internamente. A infusão das folhas. Na região da Mata Atlântica. O mesmo nome é atribuído para a espécie na região do Vale do Ribeira. o uso tópico do sumo das folhas ou do macerado das folhas em água é indicado contra afecções da pele e como repelente de insetos. A espécie. É uma espécie nativa da Europa e do Norte da África. é considerada excelente diurético e sudorífico. Dados botânicos A espécie é um arbusto de 3 a 6 m de altura. também é utilizada em culinária como flavorizante de inúmeros alimentos. os frutos são drupas negras e brilhantes (Figura 30. Apresenta importante valor econômico. Floresce nos meses de julho a agosto. A decocção das folhas é empregada internamente contra sarampo. ao passo que a infusão das flores é usada contra dores musculares. Dados da medicina tradicional Na região amazônica. no champanhe e no catchup. visto que suas flores são empregadas na produção de inúmeras loções para pele.

2001). 1989. Internamente. reduzir inflamação e como diurético e anticatarral. S. heptadecênico. a planta ainda é indicada contra influenza. 1989b e 1989c).Bown (1995) refere que flores. Van Damme et al. 1986). Essa espécie possui uma importante e milenar história de usos medicinais e econômicos. além de serem úteis (uso externo) contra furúnculos.. sinusite. lignanas. Dados químicos Da espécie Sambucus nigra foram obtidos antocianinas (BroennumHansen & Flink. reumatismo e febres. além do uso das folhas como inseticida e anti-séptico. flavonóides. 1990. onde também podem ser encontrados inúmeros dados químicos e farmacológicos.. sudoríficas. mirístico.. descrita no trabalho de Grieve (1994). folhas. lectinas das cascas (Shibuya et al. Kaku et al. linoléico e linolênico das sementes (Karovicova et al. catarros. De S. os aminoácidos fenilalanina e leucina (Karovicova et al. gripes. 1996) e carotenóides (Osianu & Ciurdaru. racemosa e S. Corrêa (1984) refere que o chá da inflorescência é sudorífico e que as folhas são inseticidas. diuréticas. oléico. casca e frutos são usados para diminuir febres. nigra. para pequenas queimaduras. 1988).. externamente. canadensis foi isolado o iridóide . glicosídeos fenólicos (D' Abrosca et al. os ácidos graxos láurico. irritação dos olhos ou pele inflamada e úlceras. palmítico. erisipelas e queimaduras. tetradecênico. 1989a). esteárico.. cianogeninas.

apresentou atividades analgésica. 1996. O extrato hidroalcoólico de S. que apresentaram atividade anti-hepatotóxica (Lin & Tome. De S. formosana foram isolados. 1989). com ausência de atividade tóxica (Girbes et al. nigra. Sambucus nigra. Glicosídeo cianogênico foi caracterizado em S. 2000). Salvia offtcinalis. ebulus foram isolados glicosídeos iridóides e um glicosídeo monoterpeno (Gross et al.. . promoveu atividade antioxidante (Stajner et al. Bojic & Cuperlovic. O extrato aquoso de S. De S. 1980). Van Damme & Peumans... O reatival. não apresentou atividade antiinflamatória nem analgésica (Salamanca et al..morronisídeo (Jensen & Nielsen.. beta-amirina e o ácido oleanólico. promoveu-se um teste de hemaglutinação utilizando aglutininas de várias espécies de Sambucus (Murayama et al. 1996). conhecido como Sauco. formosana foram isolados os triterpenos ésteres chamados de sambuculina A.. 1997. 1988).. mexicana. Com base nessa constatação. uma formulação de plantas preparada com Mentha piperita. De estrutura semelhante também foi isolada a nigrina F.. 1994). canadensis (Buhrmester et al. 1997a e 1997b). australis.. indicado para hidropisia. 1997). 1997). 1992b e 1992)... 1986). Schoning. 1990). das folhas. 1974). 1997). 1987).. Prunus spinosa. que possui atividade colerética (Takeda et al. e Polygonum aviculare. Centaurium minus. e das raízes de S. Das cascas de S. De Sambucus sieboldina isolou-se mucina (Harada et al. As lectinas de S. sem apresentar sinais de toxicidade (Nunes et al. O extrato aquoso das folhas de S. 1995). 1997. Dados farmacológicos A nigrina b é uma lectina isolada das cascas de Sambucus nigra que apresenta estrutura e atividade enzimática semelhante à da ricina. indicado popularmente como anti-reumático e anti-hemorroidol. os triterpenóides e esteróides (Lin & Tome. apresentou atividade vasodilatadora (Paganini et al. nigra também foram capazes de induzir à agregação de neutrófilos (Timoshenko et al. antiinflamatória e antipirética. porém com uma toxicidade menor em camundongos (Battelli et al. Artemisia absinthium. sieboldiana foi isolada uma lectina responsável pela aglutinação de eritrócitos humanos (Tazaki & Shibuya.

1999) e a espécie S.1 .Sambucus nigra. peruviana apresentou atividade antimicrobiana para bactérias gram-positivas (Hernandez et al. ebulus não foi efetiva no combate ao Helicobacter pylori (Yesilada et al. FIGURA 30. 2002). ...A espécie S. Detalhe do ramo florido (Banco de imagens - ). 2000. Neto et al.

cujos dados da medicina tradicional foram obtidos por entrevistas e questionários aplicados em duas importantes regiões do país: Amazônia e Mata Atlântica paulista. e a maioria das espécies é de plantas exóticas cultivadas no Brasil. das quais 86 são espécies referidas exclusivamente nà região amazônica e a maioria se trata de espécies nativas e endêmicas da região. e várias também exóticas e cultivadas na região do Vale do Ribeira. Algumas também são espécies nativas do Brasil e com ampla distribuição no território brasileiro. Carambola (Averrhoa carambola) e outras. entre outros. da Hortelã (Menthapiperita). Dessas 135 espécies medicinais. • 23 espécies foram referidas em ambas as regiões. Mata Atlântica. . como é o caso do Alho (Allium sativum).Posfácio L. das quais 56 espécies são exclusivamente referidas pelos entrevistados que habitam a Mata Atlântica de São Paulo ou seu entorno. C. muitas delas espontâneas em áreas de formação secundária e capoeiras. Di Stasi O livro aqui apresentado compreendeu a descrição de 135 espécies medicinais. A maioria é nativa desse ecossistema. • 79 plantas medicinais são usadas na região do Vale do Ribeira. • 109 são usadas na Amazônica. como é o caso do Pau-ferro (Caesalpinia ferrea).

Não foram referidas nas entrevistas nem incluídas no livro espécies de Pteridófita e de Gimnopermas. entre eles a sua importância para determinado grupo estudado. A seleção das espécies baseou-se em vários critérios de exclusão. das quais apenas 135 foram selecionadas para esta publicação. a Erva-cidreira de folhas ou Melissa (Melissa officinalis). a Losna (Artemisia absinthium). As 135 espécies de angiospermas referidas estão distribuídas em 61 famílias botânicas. O mesmo critério foi usado para excluir algumas das espécies referidas na Amazônia e para justificar aquelas que se encontram aqui descritas. das quais 55 ordens e 322 famílias são de dicotiledôneas. tais como o Alecrim (Rosmarinus offirínalis). apenas dezesseis são monocotiledôneas. podemos observar a imensa diversidade biológica de espécies vegetais com usos medicinais que fazem parte da cultura e do patrimônio do Brasil. o Tomate (Lycopersicum suculentum) e a Salsa (Petroselium sativum) foram referidas como medicinais. razão pela qual não foram incluídas no texto. definida pelo número de citações feitas pelos entrevistados. várias espécies amplamente conhecidas. compreendidas em trinta diferentes ordens. incluindo na totalidade 160 espécies referidas na Amazônia e 180 referidas na Mata Atlântica. Também não fazem parte deste livro espécies de fungos. Além da pequena importância que essas plantas possuem nas comunidades entrevistadas.Dessas 135 espécies medicinais. Se considerarmos que o sistema de arranjo sistemático das plantas vasculares adotado por Mabberley (1997) e usado neste livro inclui nas angiospermas 76 ordens e 426 famílias. líquens. o Agrião (Nasturtium officinalis). Esse dado se torna mais importante porque. o Coentro (Coriandrum sativum). neste livro. briófitas e seres vivos que integram outros grupos taxonômicos do reino vegetal. No caso de plantas medicinais usadas na Mata Atlântica. a Erva-doce (Pimpinela anisum). as espécies foram selecionadas a partir dos levantamentos etnofarmacológicos realizados em ambas as regiões. devemos considerar que também priorizamos espécies nativas como um dos critérios de inclusão. a Camomila (Matricaria chamamila). o Mamão (Carica papaya). e 21 ordens e 84 famílias são de monocotiledôneas. enquanto as outras 119 são dicotiledôneas. mas por pequeno número de entrevistados (menos de 10%). 340 espécies. ou seja. ambos grupos vegetais compreendidos pelas angiospermas. a Mostarda (Brassica nigra). . a Calêndula (Calendula officinalis). o Guaco (Mikania ghmerata) e outras do mesmo gênero.

Várias das espécies medicinais usadas na Mata Atlântica incluídas neste livro não tiveram sua revisão bibliográfica apresentada.Cumpre ainda assinalar que várias espécies não identificadas completamente foram incluídas pela sua importância nos distintos grupos étnicos que as referiram como medicinais. seja de modo espontâneo seja por influências de outras culturas. vários estudos estão sendo feitos e a revisão bibliográfica não foi completamente realizada. isto é. para que em futuro próximo estes possam adquirir direitos sobre os eventuais e prováveis produtos que decorrerão das pesquisas nessa área. devemos salientar que o conhecimento popular sobre as plantas medicinais provém de uma cultura dinâmica e que se modifica diariamente. que deve ser devidamente resgatado para que não se perca. documentado (como aqui está sendo feito) e avaliado como propriedade intelectual dos devidos grupos pesquisados. . O mesmo não ocorre com as espécies medicinais de uso na região amazônica. razão pela qual optamos por incluir apenas os dados de uso tradicional. esse conhecimento se enriquece a cada dia. e sempre espécies vegetais podem tornar-se novas espécies medicinais e potencialmente úteis para as pesquisas farmacológicas e químicas voltadas para a obtenção de novos medicamentos. e que esse conhecimento seja recuperado. pelos mais variados grupos de pesquisadores. ou pagaremos tal perda com a redução das possibilidades de obtenção de novos medicamentos e novas alternativas terapêuticas ou econômicas. alcançando alto índice de citação. Sobre essas. insistimos que pesquisas etnofarmacológicas continuem sendo exaustivamente realizadas em todo o Brasil. Por isso. Finalmente. caracterizando-se como espécies com efetiva tradição de uso na comunidade. como a de massa e a erudita. dados botânicos e as informações que consideramos relevantes para esta publicação. Essas informações mostram a grande importância do conhecimento popular acerca das virtudes medicinais das espécies vegetais brasileiras.

Bainha. os estames. Planta que em seu primeiro ano tem seu ciclo vegetativo. Acuminada. Folhas que se inserem isoladamente em diferentes níveis do ramo. com uma única semente. o ciclo reprodutivo e depois morre. Folha terminada em ponta com ápice de ângulo agudo. termo empregado para especificar qualquer estrutura que nasça sobre o ponto de inserção da folha no caule. Qualquer parte da planta que tem pelo menos dois planos de simetria. Baga. com dois sexos. Que abraça o caule. Hermafroditas. no segundo. Diz-se da folha que apresenta a ponta aguda e comprida. Aquênio. Amplexicaule. Alternas. Antera. Anual. Planta que nasce. indeiscente. Andróginas.Glossário de termos botânicos. químicos e médicos Termos botânicos Actinomorfa. Aguda. Parte apical dos estames onde estão alojados os grãos de pólen. Que fica na axila. Excrescência da semente. Conjunto de órgãos masculinos da flor. Axilar. folhas que envolvem o caule. Bianual. . Arista. Arilo. Estrutura basal e alargada da folha que normalmente envolve o caule. Extremidade sutil e dura de determinadas estruturas da planta. Fruto carnoso com pericarpo fino e parte interna carnosa. se desenvolve até dar frutos e morre em um período não superior a um ano. Fruto seco. pelo lado interno. Androceu.

Tecido nutritivo encontrado nas sementes. Caduco. Conjunto de pétalas inferiores ou dianteiras de uma flor papilionada. em geral dois. Decorrente. Caule com articulações bem evidentes nos nós. mas sempre terminando na mesma altura. Cuneiforme. Cada um dos apêndices. Fruto monospérmico. Qualquer órgão que cai em determinado período. Carena. deiscente. Diz-se de caules deitados no solo com as extremidades se erguendo. Capítulo. Escapo. Conjunto de sépalas. Cápsula. Didínomo. Estilete. Decumbentes. Parte do gineceu que fica entre o estigma e o ovário. Na forma de cunha. Corimbo. Carpelo. Drupa. Colmo. Pétala superior da corola papilionada. Conjunto de pétalas. inseridas em um eixo comum. Folha modificada que origina o gineceu. androceu ou planta que possui quatro estames. dois mais altos e dois mais baixos. Estandarte. Escandente. Cálice. Camada externa do pericarpo. Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem dois cotilédones. Crenada. Diclamídea. Epicarpo. que se formam ao lado da parte basal das folhas. quase sempre é o verticilo floral fortemente colorido. Com a forma de elipse. que se desenvolve a partir de dois ou mais carpelos. que é o verticilo externo da flor. Diz-se da flor. normalmente largo. Corola. com função de proteção. Dicotiledôneas. Ex. Pedúnculo geralmente sem folhas. seco e indeiscente. Qualquer órgão foliáceo situado na proximidade das folhas. Cariopse. Deiscente. Tipo de inflorescência em que as flores saem em pontos distintos do mesmo eixo. Diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Fruto seco. Estipula. Tipo de inflorescência em que as flores são geralmente sem pedúnculo e muito próximas entre si. Diz-se da folha cujas bordas são recortadas em dentes arredondados.Bráctea. Fruto carnoso com uma semente dentro do caroço. como o fruto das gramíneas. Planta trepadeira. Que se abre. Flor com dois envoltórios: cálice e corola. Elíptico. que produz no ápice uma flor ou inflorescência. tornando-o alado.: cana-de-açúcar. Endosperma. .

As principais partes de uma f l o r podem ser observadas como segue. É um termo usual com que se designa todo órgão lateral que brota do caule e dos ramos de maneira exógena e com crescimento limitado. Refere-se geralmente à raiz que não tem eixo principal. . pentâmeras etc. Flores.Estômato. e ao de pétalas. complexas e variadas nas formas. o de corola. que é ramificada igualmente em forma de pincel. que juntos constituem o perianto. Parte do estame que sustenta a antera. Filete. de acordo com o número de elementos que constituem todo o verticilo floral. Ao conjunto de sépalas dá-se o nome de cálice. Folha. sendo a parte da planta mais importante na classificação e identificação das espécies vegetais. Estrutura existente na epiderme de órgãos e tecidos aéreos da planta e responsável pelas trocas gasosas entre a planta e o ambiente.As principais partes de uma folha podem ser observadas a seguir. de forma geralmente laminar e estrutura dorsiventral. As flores são estruturas de reprodução. Fasciculada. As flores podem ser dímeras. trímeras.

e sua margem pode apresentar diversos tipos de recorte. conjunto de vasos que se distribuem pela lâmina e que podem ser dos seguintes tipos: As folhas ainda podem ser descritas em relação ao seu ápice como: . sendo os principais mostrados a seguir: Outro aspecto de grande importância na morfologia foliar é a nervação.A morfologia das lâminas foliares é bastante variada.

Essa disposição pode ser das formas demonstradas nas figuras que seguem: As folhas podem ser simples .ou composta . que surgem de ambos os lados de um eixo denominado ráquis. às vezes reduzidas.A disposição das folhas no caule constitui a base da filotaxia. . recebendo o nome de folíolos (ou pinais). representando uma importante característica para a classificação e identificação das plantas. no caso das folhas compostas pinadas. às vezes numerosas. As folhas podem ainda ser classificadas quanto à base de suas folhas e de acordo com a articulação com o ramo central ou secundário. Os principais tipos de folhas quanto à forma de sua base e articulação podem ser observados na figura que segue.quando consta somente uma lâmina .quando se compõem de duas ou mais lâminas. A figura que segue ilustra esses tipos de folhas. ou com o próprio caule. as folhas podem ser pecioladas ou não. Nesses casos.

as folhas podem ainda ser classificadas quanto à forma do limbo ou lâmina foliar.Finalmente. . são essenciais para a descrição das plantas e sua correta identificação. conforme se observa na figura a seguir. Todas essas características. mais aquelas apresentadas para as flores.

Plantas ou grupo de plantas cujas sementes possuem um só cotilédone. Planta ou flor com dois sexos. Lanceolada. Cavidade existente dentro do gineceu de uma flor. Brácteas externas que envolvem a espigueta. Porção alargada e achatada da folha. As inflorescências podem ser de diversos tipos. Dividido em lobos ou porções não muito profundas. Diz-se da folha em forma de círculo. Hermafrodita. Folículo. Que não se abre. Conjunto de órgãos femininos de uma flor. Agrupamento de frutos desenvolvidos a partir de uma inflorescência. Desprovido de pêlos. Inflorescência. Provido de pêlos longos. Flor com apenas um invólucro no perianto. em linhas gerais. Monocotiledôneas. Hirsuto. e as principais são motivadas na próxima figura. Monoclamídea. porém presentes na mesma planta. com numerosas sementes que são liberadas quando atingem a maturação. Monóica. Lobado. é constante para cada espécie vegetal.Folíolo. Metaclamídeos. Gavinha. Fruto seco. É uma denominação dada ao conjunto de flores que supõem uma ramificação que. Glabro. Oblonga. Infrutescência. sendo assim importante na morfologia e sistemática das plantas. Orbicular. Diz-se da folha mais longa e com bordas quase paralelas. Lígula. Lâmina foliar articulada sobre a ráquis de uma folha composta. Gineceu. Estrutura filamentosa e enrolada que auxilia a fixação da planta em um suporte. Gluma. Diz-se da folha que tem a forma de lança. Indeiscente. Lâmina. mais longa que larga. Diminuta excrescência ou apêndice na base das folhas das gramíneas. Lóculo. Grupos vegetais cuja flor tem corola com pétalas concrescidas. deiscente. Planta que produz flores unissexuais. . os carpelos.

1978)..Principais tipos de inflorescências de angiospermas (segundo Raven et al. .

Perene. de caráter básico e ação farmacológica enérgica.Panícula. ou parte da inflorescência capituliforme que sustenta todas as flores. mirístico. linoléico. Pecíolo. dibásicos. característico da família Asteraceae (Compositae). Tomentoso. cáprico. Planta ou órgão denso. São ácidos que possuem carbono em sua molécula. Rizoma. Conjunto formado por cálice e corola. Planta com ciclo de vida superior a três anos. Séssil. Parte basal da flor que sustenta os verticilos. gálico. Qualquer substância de sabor ácido. isovalérico. Verticilo. Caule subterrâneo. Zigomorfa. o mesmo que cacho. Qualquer ácido orgânico monocarboxílico. Pubescente. succínico. Eixo da inflorescência ou de uma folha composta. oléico. Tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. Qualquer órgão ou parte orgânica que não tem suporte. palmítico. araquídico. Podem ser monobásicos. como folha sem pecíolo ou flor sem pedúnculo. Que forma gancho. Ácidos são compostos que contêm um hidrogênio e um radical negativo. cujos pêlos se entrelaçam. Qualquer estrutura provida de pêlos. Ácido graxo. dispostas circularmente. aromáticos etc. Uncinada. Parte da folha que prende a lâmina foliar ao ramo. Inflorescência na qual as flores são pedunculadas e se inserem num eixo a distância não desprezível das outras. Ráquis. Cálice modificado em pêlos. incolor. Papilho. Estruturas com simetria bilateral. nitrogenadas de origem vegetal. fenólico e tartárico. Exemplos: ácidos acético. cerdas ou aristas. Conjunto de estruturas com a mesma função. Racemo. Receptáculo. Alcalóides. gasoso. Hidrocarboneto não saturado. esteárico. . fórmico. Ácidos orgânicos. com cheiro desagradável. Termos químicos Acetileno. Perianto. Substâncias orgânicas. solúvel em água. Ácido.

Compostos com uma hidroxila ligada diretamente a um carbono do anel benzênico. Flavonas. Carboidrato. voláteis. Compostos derivados da 2-fenil-benzopirona. Enzima que desdobra peróxido de hidrogênio em água e oxigênio. Aldeído. derivados do cicloperidrofenantreno. estragol. vegetais e animais. tais como os hormônios. timol.Alcoóis. Esteróides. com caráter gelatinoso. Substâncias cuja molécula contém um anel benzênico. Esterol. como a quercetina. . Qualquer composto orgânico que possui o grupo -CHO unido ao hidrogênio ou ao carbono de um radical orgânico. Betaínas. Catalase. Líquidos incolores. Ou hidrato de carbono. Compostos alifáticos. Fitosterol. composto formado por combinação da água com carbono e que possui a fórmula tipo Cn(H20) Carotenóides. Compostos orgânicos não-cíclicos. Qualquer álcool não saturado com uma estrutura de diversos anéis. Uma das substâncias constituintes do amido. São corantes vegetais. onde exerce importantes funções. Aminas com fórmula de dois pólos deferentes. que podem ou não acompanhar a clorofila nos cloroplastos. que exercem várias funções. de cor amarela e que acompanham a clorofila e os carotenóides nas partes verdes das plantas. encontrado nos organismos vivos. acompanhada de uma quantidade de ácido fosfórico difícil de separar. Flavonóides. ou ligadas a açúcares (glicosídeos). Fenóis. Substâncias derivadas de lactona do ácido p-hidroxicinâmico. eugenol e hidroquinonas. Compostos orgânicos que possuem um grupo -CO unido por suas duas valências a um átomo de carbono. originam as flavononas. Muitas atuam na atração de insetos para a polinização de plantas e apresentam inúmeras ações farmacológicas. Amilopectina. Substâncias fenólicas que ocorrem de forma livre (agliconas). Cetonas. Compostos naturais ou artificiais. Exemplo: p-cimeno. odor característico facilmente reconhecido nas espécies de guaco. derivados de hidrocarbonetos por substituição de um ou mais átomos de hidrogênio por uma ou mais hidroxilas (OH). Aminoácidos. Ver esteróides. Compostos aromáticos. Exemplos: carvacrol. amarelos e roxos. Quando reduzidas nos carbonos 2 ou 3. Cumarinas. Compostos orgânicos em cuja molécula figuram os grupos carboxila e amina.

Heterosídeo. Peróxido. .Fosfolipídio. Insulina. Óleo essencial. Líquido incolor e aromático. geralmente de odor agradável. recobrindo-as com uma camada protetora. Diz-se dos compostos orgânicos que apresentam ao menos uma ligação dupla ou tripla. derivados de terpenos com grande ocorrência na família Asteraceae (Compositae). Glicídios. Polímeros de açúcares (polissacarídeos). Compostos cíclicos. Líquido oleoso. ocorrendo livremente ou ligados a açúcares. Glicosídeo que por hidrólise não produz exclusivamente a glicose. Exemplos: digitoxina e estrofantina. Lipídios. pela ação de ácidos diluídos. obtido de plantas mediante destilação por arraste com vapor d'água. Qualquer substância constituída exclusivamente por carbono e hidrogênio. Hidrolato. Nome genérico das gorduras ou substâncias insolúveis em água. oxidando outros compostos. Substâncias incrustantes que acompanham a celulose nas paredes celulares dos tecidos chamados lignificados e que possuem caráter aromático. Combinações orgânicas do tipo da glicose. Compostos cíclicos. Ligninas. Lignanas. por aquecimento em meio ácido ou por ação de enzimas. Qualquer enzima que decompõe o peróxido de hidrogênio sem deixar oxigênio livre. liberando um ou mais açúcares e um outro componente denominado aglicona. com importante função no metabolismo dos açúcares pelo organismo. Mucilagens. Hidrocarboneto. Óxido em que existem dois átomos de oxigênio diretamente ligados e que formam água oxigenada. Lactonas. Substâncias que. Qualquer lipídio que contenha uma molécula de ácido fosfórico. Hormônio secretado pelo pâncreas. que se obtém pela destilação de água com plantas ou outras substâncias aromáticas. Glicosídeos. que se extraem de órgãos e partes vegetais com solventes orgânicos. Insaturados. derivados do fenilpropano. sofrem hidrólise. Possui composição química diversificada e algumas atividades farmacológicas de interesse. com propriedade de diminuir irritações locais da pele e mucosas. Peroxidase.

calvície. aglomeração. Que combate as convulsões (contrações violentas. Expectorante. Que combate a doença inflamatória da mucosa genital provocada pelo gonococo Neisseria gonorrhoeae. Estado em que o sangue é deficiente em qualidade e quantidade de glóbulos vermelhos. Perda da capacidade de exprimir a linguagem por palavras escritas ou sinais. Que suprime náuseas ou vômitos. violenta. Anticatarral. Que aumenta ou excita o desejo sexual. Lesão na pele com aparecimento de pus por infecção dos folículos pilosos. antigonorréico. . Que alivia espasmos (caracterizado por contração involuntária. Antigonorréico. Adstringente. Afrodisíaco. em conseqüência de lesão do sistema nervoso central. Que aperta. Dor sufocante. às vezes. Anestésico. Que combate o escorbuto (estado mórbido por carência de vitamina C no regime alimentar). Delírio. que provoca constricção. Auticonvulsivante. Falta de menstruação. Que reduz ou suprime a dor. que impede a formação de catarro. Amenorréia. Antiescorbútico. Antifúngico. Antibacteriano. Antiespasmódico. Antidiabético. Agrupamento. Adenocarcinoma. especialmente táctil e dolorosa. Anemia. Que exerce efeito lesivo sobre as bactérias. Agregação. Capaz de promover expulsão do feto. podendo ser feminina ou masculina. Que combate a eliminação de muco. sufocação. Antiemético. ato ou efeito de desvariar. Que combate a diabetes (doença caracterizada pela falta de insulina e eliminação de grande quantidade de urina). Antidisentérico. Antifertilidade. perda momentânea da razão. Que reduz a capacidade de reprodução. Acne. Que combate fungos. Afasia. Angina. de um músculo ou grupo de músculos). que prende. Que combate a disenteria (desordem intestinal com aumento do número de evacuações de fezes misturadas a muco e. Analgésico. a sangue). Antiblenorrógico. doença sexualmente transmissível. Alopecia. Tumor maligno com disposição glandular.Termos médicos Abortivo. Que produz perda parcial ou total da sensibilidade. Queda dos cabelos. Alucinação. involuntárias de músculos voluntários).

Broncodilatador. Que impede a fermentação. Em geral se forma na bexiga. febre paludosa ou palustre. Anti-histérico. Que combate o corrimento vaginal simples. Antileprótico. Apatia. formada por sais minerais. Que combate estímulos dolorosos nocivos ao organismo. Massa inorgânica anormal no organismo animal. Anti-séptico ou Antisséptico. Que combate o reumatismo. Antivirótico. Também denominado antipirético e febrífugo. Que combate a formação de tumor maligno. popularmente chamados de vermes dos intestinos. quase sempre transmitida por contato sexual. Anti-hemorroidal. Antitérmico. Que combate micróbios. Que combate as inflamações. Que age contra as doenças sexualmente transmissíveis. Que combate as doenças provocadas por vírus. Que dilata os brônquios. Antiinflamatório.no. Que faz baixar a temperatura. Antimalárico. Que combate helmintos. Que combate a prurigem (dermatose caracterizada por intensa coceira). Antileucorréico. Béquico. falta de emoção. termo comumente usado para definir produtos capazes de reduzir a incidência ou controlar a quantidade de microorganismos. inatividade. Que combate a histeria. Que combate tumores. Que combate a malária (doença transmitida por um mosquito e causada por um protozoário do gênero Plasmodium). em geral acompanhada por desordens na fala. desinfetante. Relativo à tosse. Que combate hemorróidas (tumor vascular constituído por varizes infectadas da região anal). Canais da árvore respiratória por onde passa o ar.Anti-helmíntico. Anorexia. Antineoplásico. Antinociceptivo. nos rins e/ou na vesícula biliar. Anti-reumático. Anti-sifilítico. que serve para o tratamento da tosse. Antipruriginoso. Brônquios. Que combate a sífilis. . também chamada de paludismo. Antitumoral. Que combate a lepra. especialmente bactérias. Redução ou perda de apetite. Ataxia. doença causada pelo Treponema pallidum. Cálculo. insensibilidade. putrefação ou contaminação microbiana. Antimicrobio. Antivenéreo. Estado de indiferença. Falta de coordenação motora e capacidade de movimentação.

Diurético. Que combate as infecções ou seus agentes causadores. gripe comum. Edema. Cicatrizante. Depurativo. Emético. caracterizado visualmente pelo inchaço. também. Aumento do líquido entre as células nos tecidos ou nos espaços intercelulares. Congestão. sensação de peso ou queimação no estômago. Que exerce efeito tônico sobre o coração. Que favorece o fluxo biliar. Catártico. Prisão de ventre ou. Que tem a propriedade de amolecer. produzindo lesões nos órgãos e com a presença de bactérias no sangue. reduz a excitação. Que alivia a distensão por gases. Colagogo. purifica. Que favorece a secreção urinária. Diaforético. Substância que possui propriedade de ser tóxica para as células. reduz a força. empachamento. dificuldade para respirar. Dispepsia. que previne a invasão de microorganismos. Carminativo. Disfagia. Purgativo. Citotóxico. Alteração do sistema digestivo caracterizada por má digestão. Que favorece ou provoca menstruação. do estômago etc. que ativa a eliminação de bile. Que desentope. Eczema. Que deprime. Depressor. libera a passagem de um vaso ou canal. Que favorece o fechamento de feridas cutâneas e recompõe tecidos lesados. Dermatite. Emoliente. medicamento que apressa e aumenta a evacuação intestinal e provoca purgação. Emenagogo. enfraquece. Dispnéia. estimulante da transpiração. acompanhada de náuseas. medicamento que restabelece o ritmo cardíaco. . crostas e secreção. Indigestão. Sudorífico. particularmente a pele inflamada e porções próximas. muitas delas usadas para destruir células tumorais. Doença da pele de caráter inflamatório e com formação de bolhas. Infecção por bactérias. Acúmulo exagerado de sangue em determinada zona. Inflamação da pele. Respiração difícil. Dificuldade na deglutição. Que limpa. Cardiotônico. Que provoca vômito. resfriado. que aumenta ou provoca a secreção urinária. Desobstruente.Carbúnculo. Constipação. Desinfetante. gripe. do intestino. que separa substâncias nocivas.

Relativo a hemostasia. Fitoterapia. Hipocolesterolêmico. Hipertensor. Flatulência. febre e dores (provocada por bactérias do tipo estreptococo). que melhora o funcionamento do fígado. Febrífugo. Que combate fungos. assombro. Que estimula ou provoca a ação. Hipoglicemiante. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) substância(s) ativa(s) isolada(s) de plantas medicinais. Emprego de fitoterápicos no tratamento de doenças. Fitofármaco. Excitante. Que produz imobilidade emocional. Doença provocada por parasita da pele e tecido subcutâneo. lentidão anormal dos batimentos cardíacos). pigmentação amarela generalizada da pele. Distensão por gases no intestino. Taxa de glicose (açúcar) no sangue acima do normal. espanto. Que diminui a da taxa de colesterol no sangue. Hepático. Que facilita a saída das secreções das vias respiratórias. Produto medicinal farmacêutico com estrutura química definida. Presença de taxa anormal de açúcar na urina. O mesmo que arroto. Hepatotóxico. com anemia. Eructação. Tóxico para as células do fígado. Expectorante. Relativo ao fígado. Produto medicinal farmacêutico que possui como matéria(s)prima(s) plantas medicinais inteiras ou partes dela. Células do fígado. Hiperglicemia. deposição de bile nos tecidos. Estomáquico. Que baixa a taxa de glicose no sangue. Glicosúria. Que aumenta a pressão sangüínea. Que baixa a pressão sangüínea. Estimulante.Erisipela. Ictericia. Derrame de bile no sangue. que estanca hemorragia. Acúmulo anormal de líquido debaixo da pele ou em uma ou mais cavidades do corpo. com bradicardia (pulso lento. Fungicida. estado de irritação. obtido tanto por síntese como a partir de produtos de origem natural. Capaz de promover estímulos. Farmacoterápico. Que combate a febre. Hidropisia. no estômago etc. Fitoterápico. Hemostático. Estupefaciente. com vermelhidão. Hepatócitos. produz sono e alivia a dor (narcóticos). que facilita as funções do estômago. . que leva à perda de atividade. Relativo ao estômago. Hipotensor.

Grau ou índice de parasitas no sangue. Malária. Linfocitotóxico. que faz cessar inflamação. Que combate moluscos (alguns são transmissores de doenças. Poliária. importantes para a coagulação sangüínea. Nefrotoxicidade. o mesmo que laxante. Sialagoga. Lepra. Infertilidade. purgante. que acalma. Que adoça ou acalma. Que mata ou destrói parasitas. Lipogênico.Impingem. Substância que mata insetos. Substância que apressa e aumenta a evacuação intestinal. Excreção excessiva de urina. Parasitemia. causado por gordura. que apenas exonera o intestino. Estado que é tóxico ao rim. purgativo fraco. Purgativo. afecção cutânea. Que provoca fluxo de saliva ou salivação. Morféia. Lumbago. Doença ou alteração cutânea de natureza alérgica. Incapacidade de reprodução. Que produz gordura. como no caso da esquistossomose). Lipemia. Lenitivo. Tóxico para as células brancas do sangue. Narcótico. Que alivia excitação. dorso). Inseticida. Moluscicida. Dilatação da pupila. Laxativo. Corpúsculos sangüíneos. Parasiticida. Midríase. tranqüilizante. Resolutivo. Que produz sono ou inconsciência. calmante. Sedativo. Mutagênico. impaludismo. Dor na região lombar (costas. medicamento para o tratamento de doenças pulmonares ou do peito. Maleita. produzindo sono e alívio da dor. Qualquer agente químico capaz de provocar mutações (transformação da informação genética que resulta em células ou indivíduos com diferenças). Que laxa ou afrouxa. Relativo a peito. Que resolve. . Presença de taxa elevada de gordura no sangue. Peitoral. droga que paralisa as funções do cérebro. Plaquetas.

Diaforético. bolhas. Tônico. Revigorante. que restabelece o estado de saúde ou do órgão. Que destrói ou afugenta vermes. Órgão sexual masculino que produz espermatozóides. Vesicante. Tóxico para o zigoto. Que tranqüiliza. Inflamação em um ou nos dos seios nasais. Vermífugo. Sinusite. Sudorífico. Vulnerário. Desenvolvimento de anormalidades fetais.Sialorréia. Zigotóxico. Medicamento que se aplica às pessoas feridas ou que tenham sofrido queda. . Que provoca vesículas. Salivação abundante. que facilita a saída de pus. Testículo. que acalma. Supirativo. Teratogênese. Que produz pus. Próprio para curar feridas. Tranqüilizante.

v. • Quando se trata de livro. O mesmo se aplica a teses. 1995a. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). p. F. et al. M.871-2. n. n. v. p. ABDALA. Human Toxicol. nos casos em que há mais de dois autores. nos casos de única autoria. et a l j .l69-71.60.12. p. (Tashk).5. Prir. N.3. seguindo-se o ano de publicação e a referência bibliográfica com a autoria (conforme trabalhos e livros). Os dois autores. Nat. dissertações e outras publicações do gênero. . p. p. 1986. incluindose volume.7-8. P Lilloa. v.657-63.3. S. 1985. os autores são citados como nos casos das revistas. apenas sua referência. 1997. SEELIGMANN.23. os autores são citados no texto. ABDULLAEV. 1986.43. v.499-500. Prod.4. n. Soedin. Soedin (Tashk).326-32. seguindo-se o título do congresso. Um autor. simpósio ou similar.Referências Bibliográficas As referências bibliográficas estão aqui apresentadas por ordem alfabética dos autores e sistematizadas da seguinte forma: • • • • Apenas o primeiro autor. Khim. página inicial e página final e ano de publicação. n. I.269-74. Prir. n.38. . n. p.. fascículo. n. ABDU-AGUYE. v. • Quando se trata de resumo de Anais de congressos. Khim. seguindo-se o título do livro e todos os dados de imprenta necessários para a obtenção do material. . Biochemical Systematics and Ecology.5.2.1294-7. p. et al. L. et al. página e ano.. Não são apresentados os títulos dos trabalhos. ABE. 1995. nos casos de dupla autoria. R. ABDEL-KADER. 1995. D.

ASHIDI.. V.29. 1996. et al.81. ADEYAMI. Food Chem.. 1986. ABOU-JAWDAH. v. 1997. Encephale.. Anim. ABENO.937-9. ABO. A. J. R. R. p. 1999.5. v.3. v.. v. ADERIBIGBE. M. Sci.6. et al. U.5. ADEWUNMI. 1981. S..J. Prod. K. n.. AGUIRRE.. O. A. 1966.4. V. E.903-16. ABRAHAM.10.29. I.18.2. p. n. n. YAMAUCHI.577-81. n. SCHIMMER. 1987. n. E. Phytochemistry. 1979. p.l 13-23. n. Int. Res. Crude DrugRes. K.1085. S. Acta Biologica Colombiana.26. AHMED. v. 2001. 1984. AHLUWALIA. n. Soc.42. 1990 AGURELL.28.219-24. OH. AGRA. 1992b. p. G.. et al. et al. p. Chem. 1986. et al.60. p.494-7.l. p.13. et al. A. p. D.223-43. SYAMASUNDAR. v. n.37.2.1494-7. et al. AGNER.4. . v. Ciência e Cultura. v. Agric. 2001. AGUIAR. ADDAE-MENSAH. et al. Genet.4.64. Indian). Ind.184-6. v. (Suppl). n.2055-8. Acta Chem. L. K.23. Phytochemistry. Phytochemistry. ACHENBACH. ALVI. p. v. M.251-4.2/3. n. 2002. S. AfrJ Med Med Sci. I.50. A. . v. T. et al.45-8. Phytother. Planta Medica. V. Fitoterapia. M.51. Phytochemistry. V. ADNAN.6..9-14. F. ABEL.410-2. J.131-3. V. Ethnopharmacoi. v.4. v.575-7.8. M.64-6. CAVA. 1995a. L. v. p.2. Phytother. p. 1969. p. 1997 ADETUMBI. 1986. n. 1995b. Trop. p. Z.. Technol. ABO. v. et al.2.89-98. Journal of Pharmaceutical Sciences. et al. l l . C. . v.815-9.1429-32. BEG. S.3189-93. F. Nat. v. ABOUTABL.7. Lett.73.3-4.. Phytochemistry. p. p. n. p. ADEDEJI.58. B. 1992. p. v. v.9. AHMAD.31. 1990. E. T.105-12. Zool. Res.1977.19.12-8. AHAMED. v.}. Fitoterapia. Cubana Med. A.700-1. n.58.69-72. 1986. AFIFI. 1997. AHMAD. E. ADDY. v. 2002. v.3. v.52. M. Ver.. n. AHMAD. D. J.239-44. 1997 . A. n.]. p. v. V. ABE.2. n. p. p. Sci. et al.4. Pharm.l.30. Cryst. 1999. v.161-3. . p. Agric. n.1.}. n. . p.23. H. p.43. Chem. A. 1992a.3. Phytochemistry. 1990. . Y. v. p.2. O. Res. MARQUIS. Park.. 1986. 1982. Res. A. n. n. Am. p.l.. p. Antimicrob. et al. J. 1988.250-1.29B. v.31. v. n. Food Chem.l.673-4. p. AGARWAL. 1990. et al.9. p. 1983. v. p.ABE.. n. n. T. v.l. n. n. v. 1992.67. v. AHMAD. n .. Sci. et al.27. V. M. p.9. Scand.329-32. M.39. n.2271-3.13.67..31.. n. Phytochemistry. O. v. O. Indian J. Chem. A. I.74. 1989. O. v. et al. p.. n. Pak. et al. ADINARAYANA.3.6. n. n.l. Sci. Ethnopharmacol. et al.. 1980.2. 1991. v. K. p. U. p. v. A. U..9. Hum. 1971.3208-13.1.670-2. J. et ai.1988. A. p. et al. 167-9. p.375. ABHAHAM. 121-4. B.315-6.. 1987. Feed Sci. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC.30. Agents Chemother. p. v.2.. JAKUPOVIC. G. p.81-91. L. 547. p. M.3. n.56. et al. F. Pertanika. .. AHMED FARAG. J. Phytochemistry.2. J. n. Chem.793-4. 1988. Planta Med. Org.40.729-34.3035-7. n. p. n. et al. AHMAD.2. 1993. Curr. AHMAD. n. n. Technol. p. Chem. et al.31.. p. P. K. v. Phytochemistry. n. n. v. n. et al.63. v.l. Phytochemistry. et al.499-501. 1994. J.38.]. Phytochemistry. p. A.27. p. v..

4. p.308-10. AKRAMOV.38. p. Phytochemistry.646. E. 1457-60.5. n.4.42. C.1979.2001.J. n. B. JAKUPOVIC.3.59. p. J. A. Biol. A.72. A.l. C. et al. M. Planta Medica. v.253-6.3. n.17.161-8. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. v. Soc. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. p. O.1978. Comp. ALARCON-DEL-LA-LASTRA.257-9. p.88.5. N. Prir. ALI. v . Buli. Khim. NIGAN. Vet.5.8. G.701-2.1215-8.. n. Perkin. p. C. M. M. M.1994. ADAM. Pathol.5. v. p.Ethnopharmacol. AKHILA.42. ALEMAYEHU.. n. v. AKGUL. 1990. 1993. C. p.3. W. 1997.9. S. v. ALI. p.J. n. v. E. p. ALBEKAIRI.1991. Fitoterapia.1989.89-96. . et al. n. v. v... L.301-6. AL-AWADI. Planta Med.207-8. n.5.308-10. S.1990. J.525-8. et al. M. ALMEIDA. v.455-7. Ethnopharmacol.31. /. ÁLEA. p. .540-2. M. 518. 1996.33.443-50.1993.55. D. et al. . v. p. p. p. 2000. AHUJA. l l . v. P. n. Fitoterapia.475-9. ADAM.27.40. GUPTA.28. n.3. M. A. p. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids. A. n. p.385-9. et al.7. Soedin. AHMED. n.59. Planta Med.4. v. 2001. n. ALI.55. M.J. M.5.1980. et al. p.2000.1986. p. v. ALARCON. ..1992.391-6. p.4. São Paulo: Hemus Editora Ltda. p. Sci. R. Journal ofEthnopharmacoi. ALANIYA. n. Pharmazie. n l . Bangladesh J. n. J. . M.544-6.Sci. S. M. Prir.408-12.. p. p. v. et al. p. n. v. v. M. 1988. v. et al.. Rev. Khim. 2001. 1996. v.l421-3.6. Phytother. AKINPELU. ALI. n.1978a. Res. P. et al. et al. Plantas medicinais brasileiras.87-8..p. AHMED. Fitoterapia. et al. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. Nutrition. Food and Chemical Toxicology.Nahrung. p. n. B. et al. n.AHMED. p. Comp. ALI. v. A.1986. AHMED. v.29-35.62. 1980.l. p.1983.30. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.24. v. v. ALKOFAHI.4.62.161-8. A. p. Chem. Cubana Farm. n. F. v.657-60. J. ALBUQUERQUE. n.5. ALI. et al.12. n. 751.363-5. n.. ALI... Res. R.. v.1991. ALI. p.49. v. C. Fitoterapia.49. 1993. M. 1996. T. Trans. AHMED. n. ALMEIDA. D..1995. et al.29. A. p. 188. v. v. R A. v.l.2. 2001. et al. 1994. Pathol. v. AKAH.65. Phytochemistry.56. Pharmazie. Fitoterapia.72.5.397-400. 1995.2. O. . et al.1990.l33-9..855-9. n.533-44.n. Res. 1999.3035-7. n. ALAM.. ALARCON. n. O. p. 1989. E. 1985.5. 286-7. p. M.l. 2001. p. n. n. ALENCAR. .85. I.6. p.4. Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC.88. R... E. p.6. N. Journal of Ethnopharmacol. A.496-7. AIYELAAGBE. Conhecimentos populares e científicos. A. Ind. v. Soedin. Planta Medica. Planta Med. Yakugaku Zasshi.443-8. et al.J. n. et al. . n. v. S.31. 1997. HOUGHTON. et al. Pharm.6.53. A.1984. S.55. International]ournal of Crude Drug Research.5 p. R J. et al. Fitoterapia.41-9.1995. p.1988.108. M.

73. 1989. L. B.. p. Phytochemistry (Oxf. 64. R. C. et al. Y. Ethnopharmacol. N. M.4. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 2001. n. J. L. AMPOFO. J.3. ANDRA. ANDRADE.1986. et al. Oil Chem. 172. L.62. N.39.. n. p.21. ANDRADE.1991. p.l 19-28. K. F. F. ANGERS. ANDRADE. 786. 184. et al. n. ALMEIDA. K.189-93.14. AMORIN. 1987. C. Y. Naturforsch. A. 1988. ANIKA. Soc. v. v.2. Crude Drug. v. Res. 962. V.287-91. v. 1992. p. et al. et al.33948. K. p. ANDEBRHAN. G. ANDRADE. VIJAYALAKSHMI. 1990. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1992. A. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Z. p.. Rev. G. 225. v. v. A..307-8.334-8.2367-70. et al. A. p. n. 1993.953. p. n.. FRANK. F. ALVAREZ. 48. et al. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. v. p.6. S. L. J. n.. ALMEIDA. Phytotherapy Research. N. 1988.14. Immunol. p.51. et al. n. L. AMBASTA. p. 1987. AURÉLIO. D. Journal of Natural Products. Emílio Goeldi.4. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. GÉLY. et al. Anais da 38a Reunião da SBPC.. Anais da Reunião Anual da FESBE.. Ethnopharmacol. Planta Medica. 1983.J.355-7. n. Bol. Ecol. et al. Z. v. Physiological and Molecular Plant Pathology. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. et al.3. C. v. . . 2). M. ALVARENGA. AL-ZANBAGI. ANESINI. ALMEIDA. Anais da 43a Reunião Anual da SBPC.59-65. F. Nat. PEREZ. N. M.). Am. AMARAL. Quim. FONTELES. ANDRADE.l 77-80.2. v. 85. p. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.5. Environ. 194.692-595.31-41. 1998. Prod. Mus. P.J. M. S. A.2. S. M.. H. 1996.3.62.5.47-131.2. R.1459. Série Botânica.2000. 1999. AMORIM. n.67.78. et al. 1991. A. S.393-5.2001. ALVARENGA. v. M. n5-6. AMARAL. ANDRADE. v.8.J. Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica. C. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. Fitoterapia. et al. A. M. 1998. Journal of 'Ethnopharmacology. Chromatogr. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Z. v.. F. 1998.. C. n. 118.8. v. R. p. n.J. p. 1992. K. et al. et al. 316. 214. et al. Colomb. ANDRADE-CETTO. 1994. v. n. C. 2000. n. M.4. C. 1998..ALMEIDA. 2002.1-2. et al.J. ANILA.1988. T.357-60. A. 112. Phytother.1987. v. 51. v.26. J. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. ALMEIDA. 1998. p. AMOROZO. et al. J.l. C. et al.8.169-73. Anais da II Reunião Anual da FESBE. ANDERSON. ALVAREZ. 46. . n. M. Med. et al. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1033-4. 106. p. SHETTY. Int.70. Microbiol.1-2.2-3. et al. N. N.1996. A. 1976. p. Par.l 19-25. AMRHEIN.750-1. L. C. WIEDENFILD. 1996. E. n. Res. n. et al. n. et al. 1996.189. AMARAL. 1989. v. et al. p. Biosci. p.44. M. 1995.

2.2. ANSARI. G.l. Fitoterapia. H.214.152-9. M. Sect. Soc. KAWASAK1. p..1955. AQUINO.4. et ali. v.J. R West Indian Med J. Chem.ANJANEYULU. n. . v.2.J.6. et al. Anais da XXIV Reunião Anual da SBPC. v.4.13. M. Amer.) Pharmacognosy. M.37. B9.l06. et al. 1996. R.l.237-8. 1998. 1995. v. ASUKU.82. v. v.6. London. v.1-20.127-33 1995. .31. n. E. p.18.193.. Food and Chemical Toxicology. 1994. n. Int. et al.589-95.. ATHAMAPRASANGSA. p. V.1989.4. 1992. n. B.108. M. p. et al. v. n. W. T. SIVARAMAKRISHNAN. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. p.. p. ARAGÃO. (Ed. p. Fitoterapia. B M C Pharmacol. 108.67-8. 1996. In: EVANS. L. 1992. M. 1991. p. Soedin. ARITOMI. C. Chemical &Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). 2002. D. n. n.5.. 1986. Chem. p. OH Res.862.24.50. et al. D. ARYA. Soc. et al. v.871-3. K. et al. n. Phytochemistry (Oxford). R. ASSELEIH. 1988.58. n. J Pharmacog. et al. p.3.2. ARNOLD. J. P. n. 1965. R.J.. ARUNA. D.1995. S. SARMA. p. ASAMIZA. n. Phytochemistry (Oxford). et al. Res. Phytochemistry.3. 1995.25. B. Indian J. et al. A. Thrombosis Research.145-55.454.9.J. Chem. Int. Soc. ASLOK.862.58. v. n. M. v. n. l l . J. ARRIAGA.2. Yakugaku Zasshi. p. H. 1968. 1994. Phytopathol. S. M.255-8. n. n. ARAUJO. v. Pharm. F.388-91. n. Org.107-13. et al. .267-71. Prir.3. 313. Chem.42. Sci. p. Incl. ARROO. M. VALLE. p. A.. Bioresource Technology. A. . Carbohydr. p. J. 289.. Chem. 1146-7. et al. Res. n.356-8. J. p. p. A. A. N. Braz. 1988. et al. 1993. C. G. ANSARI.. 1994.3. v. I.235-6.2. l 2 . A. Natural produets.. ASANO. v. v. p. 1986.499-500. et al. S. R Phyton (Buenos Aires). Sect.614-5. K. ANTOUN.38. O.9. 1972. K.I6. Buli. et al. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1991. et al. ARITOMI.1989. 1986. ASPINALL. p. p. P.J.1962. p. Chem.44-8.J. AOKI.62.30.52. n. Asian and its practice in Britain.1997. U.56.12. et al. A. ASTHANA. v.42.43-9. v. 1988.496-7.63. D. Khim.1985.l. et al. v. p. Chem. et al.189. Pharm.5. p.1990. l l . ASLANOV.. Sci.6 . ARNAUD-BATISTA. n.. M. Indian J.6. p. N.. R. Essent. THORNTON. p.. v. 1994.l.1989. R. et al.64.1215-8. n. Med. p. p.. p. ASIBAL. J. v. n. N.25. Indian Chem. C.. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. L. J.. n . n. 1935 ARORA. n. p.2673-6. CORTES. B. B. C. UK: Saunders Company Ltd. v. n.1994a. v. .117. ASPREY. v. S.Crude Drugs.1994. R. ARAYA. v. v. v.l 146-7. Sect. v. 9 5 3 . Med.719-21. ASHOK. ANJANEYULU. V. Sci.726-31. v.. ARRIGONI-BLANK. n. p. p. Indian Chem.. APARECIDA DOS SANTOS.l. SARMA.3. APITZ-CASTRO.2.66. n. S. Food Biochem.6. v.l842-3. London. p. v.1987. p.9.349-52.1989 ASLAM.4. et al. et al.2.l 193-7..69-92. et al. Indian J. v.. v. et al... Pharm. J. 1987.H. T Chem. et al. n. R. p.278. F. Etnopharmacol. Yakugaku Zasshi.. n .133-42.559-61. Indian J. R. p. p .. p . v. v. ATAL. M. p.61. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.71.4. v. 2000. v.B27. Indian J. Phytochemistry (Oxford).68.

B20. n. p.52.17.16.35. Res. Pharm.24.. M. 1988. 1996. Ser. G. T. L.3.. et ai. Chem. p. R. .5..36. Pharm. v.. p. Bull. p.3.5.190-201.. I.115-9.646. K. et al. n.2. n.l-8. v. n. Washington.l. et al. v. J. Tetrahedron. v. J. 1978. AZEVEDO. A. F. Malays. .9..2001. n. AUDUJ. n.. AUGUSTO..Biol.1997 BAHUGUNA. S.36.1987. M. C G . p.l 1.l34-5.451-5. Journal of Economic and Taxonomic Botany.205-12. AYALA FLORE.38. Proc. n. E. Planta Med.5. Phytochemistry (Oxford). p. AUGUSTI. p. Advances in Economic Botany. Sect. AZERO.l22-4. n. p.1985.. Prod.1986. A 268.1988.42. p. Chem. p.1962. et ai. n. a 1996. R. J. n. 1995 .4.72. n. Exp.2033-6. BAH. n. M. v. Plant.1996. R. Sã Ind. n. AUVIN-GUETTE.4418-21. K. p.129-42. Chem. p. . S. v.2000.. A.1 lOp. R. BABA.72. C. 2002. p.1. v. E. Res. v. p. n. v. Phytochemistry (Oxford). Proc.61. C.3-4. 2001. AZIBA. p.205-16.873. 1979. Pak. n. V. Med. AYELBAGBE. J. M. p..l. BALASENTHIL. 1996.l155-7.544-6. H. et al. 6/ 9. BADHEKA. AUGUSTIN. n. A. Soc. p.5. et al. 1995.1-20. M. J. Bull. p.204-7.41.1997.11. !. Indian Chem.653-61. PEREDA-MIRANDA.1997. v. v. n. Planta Med.7. N. ..19. p. 1997 AZEVEDO. R. Interact. A. AUVIN. v.1985.27-30. Phytochemistry.l 18-120. S. n. n.1997. London. v.621-5.8. n. v. S. v. v. et al. v. R et ai.9. . v. v. Bull. n. p. AWNEY. 93. n. AWASTHI. L.487-90. Office of Biological Conservation Smithsonian Institution.1. p. p.1986. BABADY-BILA.39. v. p. T. M.1988. Sci. AYENSU. n. . K. Phytochemistry.2001. E. . p.13063-80.30.26.733-6. F.41. AUGUSTI. et al. Ind. BACCHI. Nutr.1981a. O.25.. O. Environ. R I. et al. 1. n. AVILA. . Herba Pol.1997.. H.19. v.Soc. Phytother.1996. SERTIÉ. 1961. n. v. M. DC. R et ai. Pharm.5. v. 1984. v.60. 2000.ll. Fitoterapia.l. A. 1441-3. Phytother.3. SERTIÉ.J. Biochem. Planta Med. A. Soc.20.. et al.60../. et al. E.57. p. Tetrahedron. Ret al. BALAKRISHNA. et al.2. et al. BACCHI. Filotergnia.255-63. p. 1996 BABBAR. n. MISRA..3. Ethnopharmacol.4418-21. Tetrahedron Lett. et al. 1994. n.53. Conf.34.. E. p.3.39-41.. p. v.634-40. Toxicol.35.7.34. 1977. SHEELA. v. K.J. v. K.3. . Indian Journal of Experimental Biology. p. Experientia (Basel).ATHAR. p.57-8.2977-83. G. v.1989. p. 1981.2845-48. p. n.27. p. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Plant.9007-22. v. n. AYUSO GONZALES. Unpublished manuscript. Polym. 117-27. v. et al. Medicinal Plants of the Westlndies. Bull.429-33. p. BACCHI. Chromatogr. (Berlin). et al. 1986.Nat. v.10. K. p. 1423-30. et ai. Med. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.10. v. p. Indian. Biochemical Systematics and Ecology.52. J.54. A.

D. A.4. E. v.672-5. p. L. BARNES. SRINIVASULU. p. 1985. L. M. n. M. Anais do VII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da 40a Reunião da SBPC.l64-7. v. 2.. p. Vet. BATISTA. et al. et al. n. Nat. Anais da III Reunião Anual da FESBE.. v. I.496-7.5. R R R B B. C. J.2.109-17.J. A. et al. G. Phytochemistry (Oxford).Groupe Polyphenols. Mutagen. BORGES. A. 1987.l. v. Phytochemistry. Prod. I. et al.. G. Chem. BANERJI. 57. Khim... 1988. n. Chem. p. 2000. Cult. P.88.55. p. R. Sect.5. v. .6. p.45..8. Soedin. n. Chem. N. S. R L. BARROS. Dopovidi AkademiyiNauk Ukrayiny.275-7.6. 1969. n. K. BANDARA. et al.209-62. 1998. H. F.1996. p. São Paulo: Edusp. A. Indian J..48. Memorias Del X Congreso Italo Latinoamericano de Etnomedicina.665-7. S. et ai. BARETTA..1988. R. Sistemática de angiospermas do Brasil. 251-6.. . Chem. p. 1988a. B.125-38.26. V.1990.1987. SRIVASTAVA. p.2. 1970. n. v. et al. Khim. 1982. R et ai.1991. A. Med.. S. Gene. n. B. 7/9.589-95. Phytochemistry (Oxford). 450. n. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.l 1. 1986.8. n. p.ll. BANDYUKOVA. SriLanka.. G..31. 113-4. BARBOSA. p. Teratog. p. Counc. PAL. IndianJ. Oreades. 1989. p. L.. B.293.24. p. A. W. 178. S. R. BASNET. Sect.1989. BARBOSA. p. n. v.1/2. WakanIyakugakuZasshi. et al. et al. BARBOSA FILHO. J. 1991. M. B. n. n. BARROZO. R. et al. 3v.425-7. Phytochemistry (Oxford). et al. BASA.67-76. M.1998a. n. v. A. n. M. B. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.13-4. p. 213.5.1990. BARBOSA. 548. ASTIDE. Chem. C.279-84. M. S. BARBOSA. BARIK. Anais da XXXIII Reunião Anual da SBPC. K„ GHOSAL. v. C. DUGAN.I5. T. n. 1989.4. Liaison . v. MOORE. L. 1990 BANDARA. v. Anais do III Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1977. 1987. 1985. p. AUST.6. BARBERAN.. p.7. V. 1988. v. WIMALASIRI. Bull. et al. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. S.26. C. Prir. 1998.711-3. R.42. 1998. M. B. I. BARROS.. Toxicol. Anais da III Reunião Anual da FESBE. J. Prir.3.9. BARROS. BANTON.13. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. BARTHWAL. BANERJI.ll. 1978. LIGAI. p. BANERJI. Soedin. BARATA. v.552-3. M.. 1994.140-51. 871. p.55. 1981. R. B. 1996.485-96. R et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.7. Indian J.225-6. BASARAN. Prod. et al. v. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. J. J.l 19-26.. T et al. 1982. 28B. 1992. p. BANERJEE. n.2126-7. v. Natl. S. 1981.16. n. DAS. A. 191.. A. BANERJI. Sci.2.27. 871. et al. n. . p. Advances in Contraception.1995. Hum. BARILYAK. R et al. . Org.18. W. v.1987. Biological Sciences.Carcinog. R. n. A. . p. BARROS.14/15. 249. p. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. BARBI. Incl. 1988. 2001. M. n. Phytochemistry (Oxford).BALEE. p.139.2. Nat. . et al. S.2281-4. p. n.l 14-6..l. M. v.l. p. R et al. v. Advances in Contraception.2.

p.137-44. H. F. v. 1978. A. 6/9. et al. 1976. P. p.l.l 583-90. p. . Ecol. p.6. V. p. Med.71. M. n. R. BE. 1998.121-4.750-1.1994 BENOIT. Plantas Med. et al..2.3. S. . 1996. BEAUREGARD CRUZ. et al. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.10. 1978. n. BENTO. B.n. n. Biruniya.435-7.1987.154-9. Arch.. B. Efeitos de substâncias obtidas das cascas de Croton cajucara sobre o processo inflamatório e o agente etiológico da malária.l 73-7.105. M. Phyton. Lett.l. n.1978. BIENVENU. Acta.l.4. Nat. et al.13-7. E. SHRI.1993. 1987.. n.205-14. Chem. E.4. 1995. p. n. n. 1988. et al.l. M. p. 46. BEAVIDES. BELOY.3. 1976. n.55. Essent.3. p. BERRY.. Phytochemistry. Life Sci. BIGHETTI. p.2. p. 2002. J.. p.56. v.J.69. et al. v. p. p. J.27. M. Incl. n. 327. 1984. BEHARII. BENEVIDES. v. BENNETT.65-8.. BAUER. 1992.l. et al Phytochemistry. Anais da XIII Reunião anual da FESBE. Physiol. p. v. MATHUR. 104.4.613-7. n..286-93. R. n. BEIER.3. S. et al. Indian J. v. Chim.2035-7. BHARDWAJ. v. A. BELIA. Journal of Natural Products (Lloydia). Acta Bot.8.7. BEGUM. L. v.p. 2002. et al. Pharmazie. T.16. v.1993. n. R.63-7.340-1. CASO. 1996.743-7.-Farm. 1978. A. v.2581-94.B.6.2.53-7. M. n.ll. BICUDO DE ALMEIDA.48. p. B.Unicamp. 1986.4. Chem. n. A. Am. et al. S. . Soc. v. Essent. v.4. BIGHETTI. BEM-HAFFEEZ. p.110.64. E. Prod. Allergy Clin Immunol. p. J. Campinas. B. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. BERCHIERI. p. n. Syst. v. v. v.31. Hat. Comp. Sci.. J.2002. et al.. BELLESIA. 64.1986. Ecol. p. Neerl. F. Biochem. B. et al. BIANCHI. v. K. T.360-4. v.l. Ethnopharmacol. N.45. P. Helv. Org. N. et al. p. et al. ALARCON.. ..7. et al. v. et al. OH Res.6.2221-6. 2002. p. l .BATATINHA. EconomicBotany. p. C. BELL. 1992. p. 2001. V.5.1.67-8.5. J. et al.75. et al. Sect. 1313-20.39.J. .70. p. Natural Toxins. M. v.l52-8.4. Nat. L. p.53. G.2-3. K. BATTELLI. Dissertação (Mestrado) . v.57. TRUONG. .1554-8. v. S. et al. v. n. Fitoterapia.46. n.9.83-8. p.201-12. p. et al. BEDIR. 1999b. BEYER. C. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. v. v. F. L. n.. BERRADA. v. /. et al.1979. Chem. 1988.21.1992. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.42. R. Zh. Aust. n. et al. E.. n. p. V. 1987.1997 . Phyton (Buenos Aires).1977.Toxicol. n. v.59. J. Heterocydes.J. v. v. et al. p. 1997. 2001. et al.. Chem. Prod. v. P.13-8.l. Phytochemistry (Oxford). 1993. v. 1983. n. Phytochemistry.160-71. Khim. C. R. n . A. p.217-23. p. v.22. M. J.95-7. R. G. OH Res. Chem. Ethnopharmacoi.l.277-9. et al. BAUDOUIN. p. Philipp).30. /. KHRO.44.25. 2001. n. M.2.1988. A. /. et al. n. E.7. G. BATYUK.1986.J. J. v.8.435-7.48. n. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J. v. S. p.6. BAUMERT. n. BEVERIDGE. O. OH. 6. Prod.27. BEKERS. n.10-6.

BOSE. et a l .23. et al. n. BONDARENKO. et al. p. 89. BORDIA. p. v. A. R. p. n.40..3 a .335-54. Acta.1997.287. 49. M.55. et a l . Res. n . p.l 129-37.1991..23. E. p. p. BORTOLUZZI.J. BISWAS. BOJIC. p. v.1984. T. n . et al.47. et al. 1081. Am. .625-30.62. BISWAS. A. H.5. et al. Phytochemistry. n. v. Planta Medica.. A. F.1988. et al.79-92.16. Afr.51: 1447-1453.23-7. Ind. et al. et al. Incl. Mikrobiol. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. v. 1994. S. .. A. 2000. Org. v. 1994. I. M.37. v. BOEHM. p. Pharmacol. v. v. et al. et al.l.3.54. Phytochemistry. P. Nat.. BOTELHO.101-4. et al. n. 1978. p.966-9.63. T. 1999. 2001. Z. 2001. Prostaglandins Leukotrienes and Essential Fatty Acids.1994. 1987.37-9. et al. M. MALLIK. BORGES. v.2. et al. n. J. J. C. et al. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC.1990.273. 20. F. Phytochemistry. F. S. 1991. BOKESH.l. Med. For. O.1981.35-44. 1985.. 205.l. Asia Life Sciences. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. K. BLITZKE.157-62. LAJUBUTU. p. Chem. Phytochemistry. Chem. v. 1978. 582. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.32-3. A.57. A. v. p.108. BONJEAN. v. BLUMENTHAL. n. BOJO. M.73. 1991. BLOCK. 1996. CUPERLOVIC.1994.3.BIGHETTI. 2002. H. BOHLMANN. p.. BOEHM. S. BOLZANI. Bol Soc.1727-30. Sect. MANNAN.183-6. A.5. M. Trans. BILIA. n. v.269-73. L. n.J.3. p. p.16. A. Sci.7.25. et al. Indian J. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. B. p. Sei. et al. p. M. Phytochemistry.16-21. v. Ethnopharmacol. 1988.. v. Prod. BOELTER. n. n. SRIVASTAVA. Soc.76. p. C. et al. l . BORGES. M. Planta Med. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. et al. A. D.81-6. T.91-4. v. p. Agric. Perkin. Anticancer Res. BISBY. Fitoterapia. 2000. 455.43-7. n. n. et al. v. BORQUEZ. 26.14-5.68. A. n.6. S. Phytochemistry (Oxford).. J. B.. p. Chil. J. Sostanze Grasse. Zh. et al.1979. 1997. Herbal Gram No.249-50. A.. Chem.7A. R. O. BLOUNI. et al. K. . l l . 1994. v. V.22. BISNUTU. J.. p. M. et al. C. J . 1980. v. H. S. p. Bangladesh J. C. Itaí.l. et al. v. v. B.l. v.3. n. H. Med. R.33. p. M. p. n. 1996. p. BIMMERMANN. O.31.1041-4.. J.. K. Soc. E. lugosl.. Alimentaria (Madrid). BORGES. 1996. R. Chem. p. Quim.287-92. n. 1995. (Kiev).20. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. Biotechnol. BOSSHARD. 7/9.l.45. 1986. et al. 1986.264-8. R. p. n. p. v. n. E. BOSCHELLE. 551. B. 1996. p. BISPO.1997 BORIES. Pharmacol. 1994. Phytochemical distionary of the leguminosas London: Chapman & Hall.434-6.16. v. S. Physiol.. BISWAS.1.979-82. SOARES. C. Pharm. BOHME. Medizinische Welt. v.7045-55. Riv.

13.l427-30.8. . n. p. n.Biophys.4. p.. . 1986. BUBNOV. BRAZ FILHO.. BRAÇA.3. 1990. A. 1981. V. C..2. v. v. J.. Ethnopharmacol. n. 1983. J. 1985. Ser.31-42. International Journal of Pharmacognosy. et al.583-4. BRAGA. p. M. v. 1992. P C. v.923-9. p.63.345-6. London: The Royal Horticultural Society. p. R. R. BROSCHAT. et al. v. M. M. p. et al.2. n. n. 1997. T.. v. n. p. S. C. M. J. JOGIA.1. n. 1996. M. BRADY. Fitoterapia. et al.689-95. BOURINBAIAR. v. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. G. Oil Res. GURSKII.28. Biophys. BOWN. A.41-3. K. Biochemical Systematics and Ecology. p. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.31.4. p. V. 1983. 173. Flavour Fragrance J.. Ecol. BROUSSALIS. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. BRANCH.179-82.653-9. v. Vet. K. 1990. v. et al.17. BOURNE. n. Sci. BRUM. Polyscias.131-8. I. 1973.. J.64.429-32.208. BROENNUM-HANSEN. BRONFEN.2. J. v. p. M.). III Sei. G.3. v.7.. v. J. Prod. v.447-52. L. BURKE. et al J.2. v.ll. v. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. J. Aust.28. et al. Chemical Research in Toxicology. Res. Phytochemistry.29.779-85.892-5. 1986. 1997.3. R. v.228-34. K.6. v. Essent. A. Phytochemistry (Oxford). p. BROPHY. EGBE. n. p. P. E. p. Phytochemistry (Oxford). A.106-10. p. A. Flavour FragranceJ. R.67. BRANDÃO. O. v. Commun. 8. Encyclopedia of Herbs and their uses. 1988. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.605-14.. D. J. S. p.219-23.BOURAUEL. L.6. Anais da XXV Reunião Anual da SBPC. n. Flavour Fragrance). . Phytochemistry (Oxford). BROOKS.6. BRANDÃO.296. n.1615-7. n. DA SILVA. n.6. 2000. Syst. p. LASSAK. L. W. F. et al. 308. 1993.5. et al. . BOGAN.67. BURNOUF-RADOSEVICH. R. M.24.9.477-8. n. Khim. 175. 1995. 1979. BRANDI. p. et al. 4. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. p. 1986. p. n. Med. Vie. p. n. n.5.. C. et al. 1995. 2001. Riv. BOURREL.2. J. n. 149. E. et al. . I. C.5/6. BULGAKOV. et al.l 69-74. 1991. Biochem. Food Technol. et al. V. J. n.20. BROPHY.l. v.737-97.. BROPHY. PAUPARDIN. E.219. et al. p.238-40. 1999. C. p. Sei. n. F. et al. 1998. n. Phytochemistry.127-33. Biochem.ll. F. EPPOS. 118. 1996.9.5. et al.6.5.25.. 1997. B. 2001. R.57. et al. v.. LEE-HUANG. Y N. et al.. n.. 1986.J. R.. Ethnopharmacol. n. BOURKE. NAIR.. v.53-5. Biochem.2.2063-6.57. 1996. p. BUHRMESTER. 424p. Seances Acad. v. M. Pharm. Dorling Kindersley. A. C. FLINK. v. M. M.. V. C. 1995. Phytomedicine. 1995. 1987. p. BRAGA. p. 1973a. Nat.2. n. Res. J. BROCHADO. BURNOUF-RADOSEVICH..6. p.6. Itaí. v. 2000. J. 1995. K. Ser. v. 1986.6. n. n.14. M. 5/9. J. p. p. BURGER.1448. Acta Amazonica. T. et al. v.642-7.3. Commun..

A. n. n.1990.2. Bol Soc.375-81. B. p. 286..242-51. 324. v. Journal of Ethnopharmacol. n. n. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Planta Med.50. et al.l. n. R. AUST. p. 17. Y. A.117-21. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. CARLINI. D.. In: Farmacologia pré-clínica e toxicologia do Capim Cidrão. 40.5. et al. p. .263-4. CAFFINI. CARMO. Gen.4.31. S.44. CAI. v. A. C. I. N. n... .2./.. 2002.l. Bonaerense. . 1995. Guatemala: Universidad de San Carlos de Guatemala (USAC). Brasília: CEME.657-62.J. v. R et al. M. et al.. p. 1991. CANO ASSELEIH. C.62. 1992.281-6. n. n. J. D. V. Phytochemistry.1991. Phytother. A. Phytochemistry. 1980.354.l 16-20. et al. CAMPOS. p. 1985. CAREDDA. v. T.48. CAMPOS. et al. p. Psychiatry. 1999. HANDLEY.31.. et al.l53-8. CARNAT. M.265-8.v. . l . N. L. CALIXTOJ. p. et al.34. 1990. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. 1996. v. A.90-1. et al. Agric. CALIXTOJ.2. 1991. Z. n. E. C. CARLIN. et al. M.1996. Pharmacol. Bot. p. v. Gen.1/2. CAMMUE. B.33. M. E. v. A. n. M.l 17-122. Int. CALIXTOJ.1993. CAMPÊLO. Plant Physiology (Rockville). A. CARNEIRO.21-4. L. p. Phytochemistry. Lancet.14/14.1995.1492-6.. A. 1991. . et al. 1989.38.CÁCERES. CAMPOS. n. v. C. p.175. Journal of Ethnopharmacology. Braz. v. 2002. et al. p.29. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e farmacologia de Produtos Naturais. et al. N. CARBALLO. R. p.82-8. F. Phytochemistry. Essent.31-8. Phyton. p.l. P. ELBAZ.445-55. Acta Farm.245-53. 292/649. . SANTANA. R.4. CAPARROS-LEFEBVRE.21. 621. CAMARGO NEVES.15. v. Actividad antibacteriana de plantas usadas en Guatemala para el tratamiento de infecciones. et al.6. M. et al. CALDERON. p.2. n.3095-9.10..1993. CAMPOS.Journal of Ethnopharmacol. n. Oréades. et al.3.5. n. v. Res. 1990. L. 2002. Rev. CALDEIRA. R A. Ethnopharmacol. . Med. Journal of Ethnopharmacol. n. p. 1988. v.2. v. et al.38. 1985. p. Plant.3.263-76. L. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. 816. B. et al. Med.417-9. v. 1994.. p. J. B. n. Food Chem.. 873. et al. Mutation Research. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 3. n.109. OH Res. v. T. 1990. 1990. LAMAISONJ.. p. et al. M.2. n. v.3. 129-36. 1995. CAKICI. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. Chil.29. E. B. 1329-31.1993.983-9.755-60. Fitoterapia.. p. n. V. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. L. 186.9-12. v. 1999.4. p. v. O. M. p. p. L. A.313. 98p. et al. n. B. n. 1990.1993b CAIRNEY. n. n.1987. v. Phytochemistry.2....32. Exp. CARAZZA. 1982.193-208. et al. CARMAN.1993. v. DEMOLIS.24. 1984.3. L.85-8. Cymbopogon citratus. GARCIA.279.ll. v.73. R. N. Etfmopharmacol.21. p. n . M. v. v. p. Quim.8. L. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. Biol.1982. n. CAMELE. v. LISSI. v.50. M. p.J.36. B. CAMPOS. A. L. G. 1988. p.2. p. 1978. CARBAJAL. Pharmacol.

J. Ethnopharmacol. v. C. P. Nat. Planta Med.l 1.32. Latinoam.5. et al. 2000 CELLINI. 292.67. et al.56.1982. CAVA. v.605-16.J. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. CARVALHO. v.14. CASTIONI. n. F. p. Ital. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.3. p.181-2. EPPOS. 1993. v. p. p. . Anais da VI Reunião Anual da FESBE.l.83-91. n. D.799-808. M. Rio de Janeiro 86 (Suppl. p. CEBALHOS. Anais da III Reunião da FESBE. CHAGONDA. KREITTLI. Prod. et al. 1990. n. . n. S. C. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.551-60. O. S. Bot. I.. Ethnopharmacol. v. . n .Quim. n. CASAGRANDE.62. T. A.81-184. 1988. p. CHALCHAT.58. p. et al. CASTRO.34. 1985. et al. M. 1986. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. n. Phytochemistry. F. p. M. Ital. et al. n.64. CHAKRAVARTY. M. CATALAN. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3.l 75-8. A. S.3. Chem..30. Rev. R et ali.1996. l l . et al. 1988. A. n. A. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. 1996a. v. Pharmazie. Rev. L. 1992.l. n. et al. CHABOUD. 1975. p. CESPEDES. p. 56. 195. CASTRO. 1998. v. J. Org. Riv. Trop.13. CAVALCANTE. et al. 6. CAVALCANTI. FEMS Immunology and Medicai Microbiology. Rev.2. C. M. O.. Fitoterapia. C.9.2. n.5.64.467-8. v. C. Sci. n.18. C. p.151-7. et al.1995. Quim. U.1996.1994. et al. C. CERUTI. 1999. et al. Riv. 65. N. 1997. et al. L.1323-6.3. 1997. 1995.53. M.768-72. 4. B. EPPOS.4. J.l 16-20. n. et al.3. p. M. S. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Quim. v. C. l l . 1996. 1995. Cienc.14. et al.J. J.273-7. p.24. L. v. M. L. n.9. A. 2.25. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. Cienc.2. 1996. p. v. p. V et al. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v. V I.2.2647-9. n. International Journal of Pharmacognosy. n. . 1994. 1991). S.371.. CASSADY. CARVALHO. n. p. 1996. p. 1998.161-2. DIETRICH.. 182. 1991. CARVALHO. et al. S.CARNEIRO. I. Bras.1997. et al. et al. KAPETANIDIS.54.25.6-10. p. v. L. CARVALHO.173-7. Ing. J. MEROTTI. v. CARVALHO.47. G.1999.1988.9. v. 7/ 9. M.4. Farmaco.1713-7. S. n. CECHINEL-FILHO. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al.94-5.9.402-4.. R. Ing. p. v. v. CARVALHO. R. 1971. 88. CASTRO. v. v. et al. Pharm. Lloydia. CEPLEANU. C. p. . CARVALHO.l113-24. H.J. M. n . CELIGHINI. Allionia (Turin). M. H. 1991. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 111. CARVALHO. A.. v.. 1970.50.40.. Planta Med.294-307. v.39. CASTRO. 1991. M. O. Biol. et al. v. B.23. p.9-16. V et al.. v. 139. CHALCHAT. J.

12.2.73.6465-72.234.3.. n. v. n. Inst. Indian J. K. EPPOS.1997.596-9. p. Agric.1993. n. v. Pharm.1986.561-9.740-1. 54. p.J.1688-94. K.Biol. p. China Part B.690-3.47. CHANG. Am. YANG. n.1995. p. n. v. et al. Essent. J.13. Am. v. .6..67-75. n. et a l . CHANDER. 1996 .3.281-4.1999. v. 1985.31. v. . n.62. n. . p.263-5. n. et al. OH Res. CHANDHOKE. p. v. Phytochemistry (Oxford).64. v. 28. Res.618-26. Tetrahedron. Contraception. p.411-4. CHANG. CHANDLER. J.434-6. Food Chem.8. 1983. .Journal of Natural Products.12.120-2.1990. Chinese Pharmaceutical Journal. et al. n.Journal of Natural Products. CHANG. C. et al. v. Agric.31. Journal of the American Oil Chemists' Society. K. 1986. p. p. F. T. .1993.30.5.1371-5. p. 2001.26. Sect.J. v. v. J./. p. Nat. et al.1997. v. p. Zhongcaoyao.308-11. 1991. p. 1987.l. Soc...299-307. 1988a. 1990. CHEN. et al. v. P. p. p. CHEN.507-10 1995.73. Heterocycles.10. p. CHEN.1979. Ethnopharmacol. v. Y. p. Natl. CHANDRAVADANA.3. CHANDAL.2. 1999. Biol. n.29.l183. et al.l. et al. B. 1987. et al. B. J. et al.49. et al. H. CHAWLA. R. Sci.1984. Oil Chem. CHEN. Journal of Natural Products (Lloydia) 56. et al. CHAN..7. R.. n.4.41.1996. A.. J. l l . Ital. p. M. M. Plant. Procl. CHARLES. n.l. Chin. p. n. p. v. p. C.34. K. 1984. v. Contraception. Prod. D. 1988.1988. v.44. n.64. p. LI. CHEN. CHANDRAVADANA.294-6. n. n.J. n.1989. N.3817-20.l.104-8.F R. p. p.7.26. CHEN.l 13-6.CHALCHAT. R.759-62.l. J. v. p. p.1988b. N.7.908-9. n. F. v. et al. M. M. S.18. Indian J. J. C.3.9. ZHAO. n. Nat. Fatty Acids.. J. Repub. Leukotrienes Essent.83-8.4. et al. n. Heterocycles. p.50. n.l85-6. v. Planta Med. CHAO. CHASSAGNE. n.1-4. n.l. M. n . v. n.2049-82. P et al. p. M. p.10. p. n. Food Chem.ll.483-91. v. Zhongguo Bingli Shengli Zazhi. Shoyakugaku Zasshi.9. H. H. N. et al.4. M. n. 1987. CHAUDHURI.. n.1995. Contraception..80-3.5. p. C.1985. F. Prod. K. H. (Bethesda). n. Counc. CHATTERJEE. p. n. Sci. n. p.38. p.4-10. Prod..7. CHEN. v. 27B.91-100. Chem.833-6.6.83-90. 1991. Sci. v. . Medv. p. CHANG.71. . CHANG. p. C. Annu Rep. p. M.56..J. 1990. n.263-5 1996.3.. J.6.. v. v.62. . Prostaglandins. n.2. p.29. Mol. CHANG. v. Biorganic & Medicinal Chemistry Letter.J. et al.. R. 1978. n. CHANH. v.74-6. v. . 1996. CHANG. Nat.10. D. J . Ecol. 1982.3. T. v. et al. CHANG. Nat. . et al.1984. 1996. Pharm.2. v. C.40. v. Exp. M. PAN.34. V. F.J. v.31. v. Life Sei. p. n. C. Prod. p. C.990-2. et al.l.2000. M. Physiol. Food Sci.1689-94.8. Seoul Natl. R.215-25.l 576-7.53. CHE.6. v. Zhiwu Xuebao. Chem. Shengwu Huaxue Zazhi.1993.537-44. Zhongcaoyao. S. n.23.24. M. V.5. CHAVEZ. CHEN. v. Riv. Indian J. W. v.. p. 17-27. W. n.9. Univ.

6.4. K. n. p. v.3233-4. 2002. p. 37. M. n.273-9. CHULIA. CHOUDHARY. P.l.5. Am. índia (Bombay). 1982. Oil Technol. J.29. n.J. . n.57.8-9. 2002. J. v. p.8. Agric. p. et al. . et al. M. Planta Med. et al. Indian J. Am. CITORES.541-5. 1997. K.28. et al. CHIANG. v.3-4. 1996. S. Kale. p.189.. p. 1994. p.405-8. Planta Med.6. 7/9.J. Lebensm. v.20.l. Technol.27. p. H.1-4. Phytother. v. Food Chem.. et al. p. n.47.71-107. Vet. v.-Wiss. v.60. L. YANG. v. Exp. Ethnopharmacol. R.35.28. n. Res. CHEN.2. Prod.5-7. CHOWDHURY. P. T.5. L.ll. 1990. 1987. D.1661-9. C. n. Ethnopharmacol. et al.2. v. n.5.495-6. et al.461-6. n. CHEN. CICOGNA-JUNIOR.486-93.231-40.57. 1995. Planta Med. C. 1996. n.257-60. p. et al. 1997b.. R. 1977.1155-62. B. et al Journal of Natural Products (Lloydia). COLVIN. 63. 1994a. n.J.903.. O. . Belém: Editora Cejup.10. 1933. CHOPRA. v. A. Phytochemistry (Oxford). 2000. Phytochemistry.50.l53-6. 1989. v. et al. Anticancer Res. v. 1983. L.4.3. S.12. Econ Bot. v.647-50. n. et al. et al.12. n.. B. Prod. Zhongcaoyao. . Ciências Farmacêuticas. J. p. p. 1996.3. Zhongcaoyao. C1MARGA. n.2.]. 1988.423-6. p.57.2. Res. Nat. et al. p.1986. N.4.71-2..33.104-6. 1983. 1987. R.3005-6.l86-8.79.l73-82. v. COLE. . CHEN.1577-85. n. v. COELHO. R et al.. Fette Seifen Anstri Chem.59. W..J. et al. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. Z.J. CHRISTENSEN. R.3. AmJ Chin Med. et al.195-201.3-4. Med. v. n.213-20. n. Anais do Simpósio Brasil-China de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. v. .12. 1994b.198-202. Am. A. 1986. Ethnopharmacol. 216.24. v. Assoc. K. v. Chin. p. CHENG.l. v.13.60. p. C. 2002. COATES. v. n. n. Food Chem.3. J. p.837-43. R.J. n. et al. . M. Phytochemistry. 1998. p. COLMAN-SAIZARBITORIA.2. p. v. CHUN. v. p.57-88. p.l.4. 1986.541-5.185-9. n .. . Journal of Pharmacy and Pharmacology. n. F. CHOGO. p. 1994. S.ed. Oncol. v. p. 1985. I.6. 2. Anticancer Res. T.99-101. Prod.. 1989. J. v. . Am J Chin Med. 1995a.23.. v.19. et al. 1992b. N. G.ll. CHIN. p. Chin. p.45. 1989.380-7. CHENG. p. 814. v. COEE.CHEN. Nat.J.28. Y. n. Pharmacology (Basel). F. J. CRANK. p. Res. v. 1994. .J.72.. 1997a. C. Nat. 1994.1-2.. CHYAU. et al. H et al. v. CHRISTOFIDIS. S. T. p. p. n.74-6. 1995. 1986. p. v. n. O. CÍCCIA. v. et al. 1990. 1987. n. Rev. Med. p. Planta Med. WU.. n. p.Bot. COIMBRA. G. CHOI. G. CONSERVA..50. p. Planta Med. Med.37-45.303. et al. n. M. COMPADRE. REN. p. p. v. n. n.654-7.5. . Manual de fitoterapia. Ethnopharmacol. S. R. CHITHRA. Med.15. L. n.88.273-8.. Tetrahedron. l l .53. CONSOLI. p. 1979.3155-6. W. S. n. 1992a. p.Y. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. v. n. Assoc.l. et al.16. et al.J.435-8..47. v.29. v. 1987./. J. Agric.J. p. C. v.

R. Phytochemistry (Oxford). p.782-5. 1993. v.60. v. Nat.J. A.2. Canadian Journal Of Chemistry. n. v. v. .741-8.69. J. Anais da 34 Reunião Anual da SBPC. 1987.5. D. L. p. 1982. M. p. p. Rio de Janeiro: IBDF. COSTA. 1988. n. et al. A. Anais da 32 Reunião Anual da SBPC. et al. Bras. et al. v.6.CONTRERAS. 767-8. Ceará. 2000.571-80. COSTA.31-5.l75-81. et al. .l.l. Brasília: Governo do Distrito Federal. S. COSTA. CORTHOUT. C. Zootec.48. J.I. Fitoterapia. Bras. Arch.6133-4. Bioch.8195-202. Nat.13. 297. Agric. 1982.12. p. Prod. 1987.I a IV. 2000. n. P. 1994. 1987.. p. v. A. et al. Dicionário das plantas úteis do Brasil. 57. Arq. A. CROTEAU.297-8. . G.5. Lisboa.50. G.3.64.256.36. n.3. Phytochemistry. et al Phytochemistry. A. CRAVEIRO.5.ed. n . 1475-82. D. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. v. L. . n. Biophys.l. et al. COSTA. 101.30. M. p.l89-98. p. R. Flavor. n. n. L. p. 1995. CRAVEIRO. A. n. Tetrahedron. .4. p. Anais da XIII Reunião anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Fed.6.93-4. v. FRIEDMAN.66. 1995.1129-30. et al. n. 1984. 1980. 2002. v.12. p. v. v. 1993a.783. et al.. M. v.379. 1991a. n. 137-40. Food Chem. 1990. Óleos essencias de plantas Medicinais do Nordeste. Jul. . v. v. 88p. 56. . Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M.56-68.7. 1994. M. 1998. p. n. CORSINO. v. 1998. Tetrahedron Letters. et al. C. CRUZ. v.116. n. p.54. A. v. Phytochemistry {Oxford). 1981. Perfum. 1998. Farm. .38. M.75. v.2169-75.38. et al.. p.32. Nova. n. S. n. 94.24. D. n. 1991b. Lett.43. Toxicol.2-3. 114.32. Imprensa Nacional. v. 155-63. et al.460-3. 5.35-6. A.79. 1994. p. COSTA LOPES. . Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC. .. p. 1990. p. et al. Med. L. et al. Fortaleza: Edições UFC.6. Toxicol.J. L. 530. Phyton. 1992. COS. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. CRISOSTOMO. Quim. 1977. CORRÊA. v. et al. et al.1467-73.40-5. p. et al.. Farmacognosia. p. n.49. . 1991.. n.2181-3. Ministério da Agricultura. COSTA. . Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.55. v.2. II e III. P. 2001.47. CRAWFORD. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas. Rev. . Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC. p. M. Ethnopharmacol.4. J. Univ. v. Planta Medica./. Letter.8-11..32. G. COSTA. 1986.5. p. 1995. B. Vet. Prod. COSTA.910-14. p. Phytochemistry (Oxford). E.l. L. CORTEZ. Rev. E. 1989. n. CORTES. Phytochemistry. p. n. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. A. Plantas e Saúde: um guia introdutório à Fitoterapia. J. CORRÊA. v. 1998. 1991. n. v. Med. 1984.F.. . 439. n. et al. SILVEIRA. V. v. J. n. 1998. CORREA. 1984a. l . Rio de Janeiro: Bertrand. CRAWFORD.

4. p. DORLING. 1996a.I7.34.5. et al. v. DABABNEH. ALDELAMY. n.2.67. Phytomedicine. Indian Drugs. v. M. Indian Drugs.1996. et al. et al. p. .12. CUNHA. Soc.62.l. n. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. p..1992. 126. .l. v. ..9. J. v.2000.1997.v. A.1991.66. E. Z Naturforsch.472-3. R.l. . v.3684-6. Cell. v.4. S. n. 187. p. v. CYSNEIROS.29-31. Veg. n. n. 137-42.9. 1984. D'ANGELO. 1986.55. B. 135-8. Immunol. n. DAULATABAD. Wallingford. n. v. DATE 1993. A. Ethnopharmacol. v. p. 1996.51.3656-7.l.J. DA SILVA. A. p. S. .53. DA SILVA. p. C. v. F.l1-8. .ll. Phytochemistry. Phytochemistry. et al. DA CONCEIÇÃO.J. Fett/Lipid.5. v.. p.2. Phytochemistry. CUNNICK.31. R.J. 98.445-6.21. S.43-9. v.9.383-8. 1985. p. n. M. et al. R. n. B. UK. n.43-7. n. Fitoterapia. S. p. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1073-81..l.1987.21. n. M. n. v.10. C. p. et al. L. Fisiol. R R.CUNHA. T.3. M. Ethnopharmacol. Plantas da medicina popular.58. 2001.l. et al. 1999. v. P et al.377-83. p. n. v. et al. p. M.5.3. v. L.4387-8. M. Assoc. _ J .l.375-6. B. Environmental and Molecular Mutagenesis.. et al.5-9. H. n .6. M. n. v. K.77. Journal of Ethnopharmacology. Am.1990a. v. 2000. n. p. Rio Grande do Sul: Editora da UFRGS. 1984. Oil. DALLA-COSTA. et al.1423.1996b. p. M. PlantaMed.. O. p.61. p.19. . DATTA.4. Phytochemistry. n.1996. 1997.176-7.5-6. B. Soc. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.98. K.1999. DASILVA. (Bombay).90. p. p.1997. S. Edited by COLEGATE. DAS. n. Food and Chemical Toxicology. v.87-92.J. D. S. p. 218. n.62. .. 1988. A. DATTA. Fitoterapia. Phytochemistry.41.259-67. T. n. C. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. .931-5. p.1987. S. Oil Chem.985-7. et al. n. I. v.33-40. p.383-8.Am. v.952-3.l 1. v. 1996b. n.478-80. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. p. . 2001. Oil Technol.41-2. p.J. v. Chem.65..23.65.29. Phytochemistry. p. . v. v.1990b. 1994. E. RATES. .64. 1996. p. n.29. 1993. Phytochemistry. p. BANERJI.l. In: SIMÕES. et al. KARANDIKAR. . v. et al. . et al. A. DAHANUKAR. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Lebensm-wiss Technol. v. 1995.53. p. DAS.1990. S. n. DAS.278-89. n. 103. Fitoterapia. 277. n. l l . .1994. K.1995. Rev.. Fitoterapia.2. Phytochemistry. Seed Science and Technology. G.1990c.21. D'AGOSTINO.1988. 1993. C. CAB International. v. 1984. DAHANUKAR. BHATTACHARYYA. Bras. B. v. p. D'ABROSCA. p. 1998. et al. p. . 191.353-4.384.4. (English) 1994.

Acta Farm. Plantas medicinais brasileiras.389-391. S.41. Bio. R.133-28. Syst. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Parasitol. P. p. n. p.l. DAV1CINO. Bull Acad.94.22.38. Anais da IX Reunião Anual da FESBE.. Pharma.235-8. p. DE SOUZA. p. . v. v. Biochemical Systematics and Ecology. n . Planta Medica. 1997. v. DE FERREIRA-DA-CRUZ.4. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.10. Biochem.38. Bonaerense. R.426-9. v. et al. .2745-8.5. Sin. J.99-100... DE SÁ. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro 86 (Suppl. n.601-2. DE-MORAES-MOREAU.1991. 1997. K.3. p.1998.. 1991. DE BARROS VIANA.Planta Med. Braz.l. R. et al.60. n. Prod.87. C. DE OLIVEIRA SANTOS. n. V. n.38.960-2. Planta Med. v.. 2).63. n.685-2. 1990b.29. S.2. 1992 (1993a).63-6.25. L. et al.243-7. HOSAMANI. v. 1988.471-2.415-6. 1996. DE DIAZ. Braz.333-5. .8. v. . BRAZ-FILHO.4. l l . J.6. 1992. et al.22. SEELIGMANN. n .40-5. v. E.8. A.45.27. G. Exp. . DE FEO. DE MIRANDA. T. S. 204/649. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Indian Drugs. 37. Acta Farm. p. v. et al J.1997.417-40.1997.103-4.12. v. 1990a. 1988.15.1990. p. DE PINTO. O. n. P. et al. Indian Drugs. DEB. L. v.l. et al.l. 168/6. . n. A. v. S. n. 1996. Med.3. p. DAVINO. Ethnopharmacol.. L. C.. N. 1990. Nat. G. 169. p.201.608-9.DAULATABAD. v. 1991. p. DAY. 7/9. et al.l. DE RUIZ.2. n. .33. p. DE PASCUAL. Bonaerense.l314-17. DE MARAIS. . et al. C.J. Essent. et al.1997. n.3653-5. Bull. p.63-6.54.l. Biochemical Systematics and Ecology.92-3.57. Phytochemistry. Oil Res. DE. p. J. D. MONOBL. A. Bot. et al. v. et al. R. p. M. Phytochemistry {Oxford). n.79.. Lilloa. p.8. O. . n. 1991.25-8.291-5. p.l.5.Anais da VII Reunião Anual da FESBE. n. p. p. et al.431. DE ALMEIDA. 154. 1994.2000.ll. n. p. 1991. Biol. v. S. n.28. J. p. E.23. n. Journal of the American oil Chemisfs Society. 1. . n.105-8. M. Res. et al. 1994. v. p.1993.9.1994. v. n.1990. Conhecimentos populares e científicos. v. Lilloa.2. C. l l . Phytochemistry (Oxford). Fitoterapia.Lilloa. n. . L. n.1988. p.33. D.. G. R.1995. B. 290/6. L. et al. S. 1993. Fitoterapia. et al. 2000. 1992.415-6.22. p.68. v. v.. n. 4. n. n. R J .4.Anais da VI Reunião Anual da FESBE. DE TOMMASI. DE MELO.5.38.1996. p.1992. v.86. n.1983a. Ecol. A. v.3. Chem. LIMA.2002. M. C. v. p. p. V. v. R. v. v. J. DE ISRAILEV. DEB.3.8.4. K.1990. v. L. . p. S.270-3. . p. et al. p. et al.. T. 4. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. PlantaMed. Soc. v. DE ISRAILEV. São Paulo: Hemus Editora Ltda.56. DE A. DE LIMA.61. M.. p. A. M. 2001. Fitoterapia.. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.l 53-8.

1995. D1NDA. DEY. et al.239-47.50.2.26.30.323-8. L.. Pharm. p. et al. 1987. Agric. N. DELLA MONACHE.3971-2. DENNIS. p.. 144. p. p.325.322. n. B. 1997. Indian Chem. n.5. et al.6. DEKKER. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. A. Entomol. Afr. et al.31. p. A. v. v.J. v. R. Indian J. 1988. DELLE MONACHE..1992. n. DELLA TORRE. Veg.l79-82.. 1995.40.16-28. n.. Flavour FragranceJ. n. 1985. n. DI MASCIO. C. Chem. 42.50. 286/6. n.45. p. T. 1996. 1990. n. p. n.24. 2002. p. M. DELLE MONACHE. p. L.63. p. p. 107-8.37. v. Ital. DELLE MONACHE. A.. S.. R. E.3. 1996.28.4520-4. M.65. B. v.8. v.J. et al.2481-2. 1988. p. p. S. Mutat. 1986. P. 1990.2. 1. n. v.EPM.2. v. n.l 11-5. DINDA.DEBENEDETTI. v. v. 1988. Soc. 1998.J. CHOUDHURI. n. L. p. DIAZ. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.5. CUCA SUAREZ. C. G. C.J. L.228-32. Res. 1996. v. DESMARCHELIER. L. et al..74-6. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Sci. III.126. Soc. n. n.281-3. et al. Biochem.27. n. p. 1995.l 1-8. v. R.5. Syst. DINAN. S. n. (Oxford). p.509-12. GUHA. C. M.6. DI STASI. E. Phytochemistry (Oxford). DESMARCHELIER. Pertanika.1990 DELLE MONACHE. et a l . Prod. et al. p. F. Phytochemistry. M. v. 1987. n.42. Indian Perfum. 6. Indian Biol.J. Phytochemistry. et al. n. n. DI STASI. et al.1987. n. E. G. Med. L.685-92. P. COMPAGNONE.. S.2.305-12. 98. R.. Biol. DI STASI.. v. n. .22. A. 1987. p. DELGADO. 1997. Trans. Phtytochemistry.5. 13.647-8. T. DEY. 1996.2. 1989. C. DELLACASSA. . Indian J. p. n. DEL CASTILLO COTILLO.7.846-51. et al. Tetrahedron Lett. Res.146. Nat. 1986a.1054-6. São Paulo.. Acad. et al.6203-6. Pharm. et al. p. P.l. DIMO. p. B.5. H. . G.2. et al. et al. .. p.47. S.3.227-32. v.l.J.3. 99-100. Econ Bot. p..12.275-8. S. Biochem. et al. n. n.43. C.38.l. 1999. DHIR. Pharmacol. E.50.16. Soc. v. H.. BORLE. Planta Med. Dissertação (Mestrado) .28. DIAS. et al. S.29. Sci.10978. DIAZ-MAROTO. F. n. DIMO. p. v. Bras.10. 1991. 1997.4. 1983. p. S. F. Chim. v. . T et al. 43. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1975. Food Chem. v. et al.561-3. p. 1998. p. p.2. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. N. DHAR.1988a. v. PUPO. Indian Chem. C.44. Poit. Ecol. v.1996.. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C. v.60.18. v.11. Fisiol. N.1987. Rev. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. p. DELLAMARTHA.82-7. v. v. Triagem farmacológica de plantas medicinais com atividade analgésica.463-4. L.809-12. et al.241. B. DIN. D. DE-MORAES-MOREAU. Phytochemistry. Ethnopharmacoi. C. v. DESHMUKH. B. P. et al. v.14-8. 1988.64.J. E. Gazz. 1987. n. et al.10. 1990. et al.

280-6. Phytomedicine. et al. Cancer Chemother. K.1981. n.7. Pharm. E V. et al.l. Pharmacol. et al.55. et al. 1983. 66. DOMERGUE. DIXIT. v. F. et al.J. n.J. DOS SANTOS. P. A. K.10. et al. 2000.J. p.25 . JANA.l. P. Technol. A. DINDA. J.57. DUTTA. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. K.8. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 143. DOUTREMEPUICH. v.l. p.4.58. DUTTA.6. 104. v. DUGGAL. n.273-9. Med. v. n. Indian Perfum. v. p. Med.55. R et al.3. A. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. p.48-50. 115-20. P. J. M.67.l 1-12. 1977. E. v. 273-7.376-7.l.l.703-6. Natl. et al. SAHA. n. ACHAR. DURET. DINDA.J.64. n. Planta Med.l83-9. 1987. p.2. Chem.1996. Can. v. v. et al.3.64. DUKE. N. p. S. 1992. TIWARI. SANT 'ANA. . Phytother. B. R.. S. p. v.6. v.2. DORSCH. J.. J. v. p.. 1985. p.441-4. DUBE.l. n. et al. DUTRA. Soc. DIXIT. E. v... . J.107.9.2. v. Bot. Breast Cancer Research and Treatment. Boca Raton. DUTE. 1992b. 1989. DOMINGOS. n.2085-7. A. Soc. p. n. DUKE. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. 1988.. Indian Chem.1978.25.. Incl. p.43. A. Indian Chem.l 14-5. DUTRA. n. 1991. v. p. J. Planta Med.271-3.. . v. Journal of Natural Products (Lloydia). Indian J. p. E. J. Phytochemistry (Oxford).. 1994. C.583-4. p. n. DUBEY. n. Indian Chem. et al. C.. Res. Acta Botânica Yannanica. . R.. p. 1990.10. et al. Journal of Natural Products (Lloydia). S. Cellul.525-6.54. p.49. X.2001.25. K. Phytochemistry (Oxford). n.67. p. 1997. n.. DUCKART. et al. p. p. . et al. Integ.13. Soc.239-40.22-4.7. 1996. p.3. n.6148-53. p.1989.. Indian J. Sci. 1988b..17-24. v. Eur. Curr.22-6. A.33. Phytochemistry. v.26. v.1986. Chem. M. n. n. K. p. 1990. L. 2001. v.7. Chem. Florida: CRC Press Inc. R et al.163-70..1995.1997. v. Indian Chem. DING. Planta Med. 1985. S. v. p.15. P. V. . 1992a. Org.1996 DIXIT. DOMINGUEZ.8. v. et al. E. R et al. n. v. Contact Dermatitis.864. p.J. v. p. DORANT. n.54.2136-7. Florida: CRCPress.88-9. 677p. Chem.DINDA. R J. p. 1994. 1987.1987.2. K. et al. Soe. DIOGENES. MISRA.2.73. DO. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Biosciences. DOS SANTOS. Phytochemistry. Handbook of medicinal herbs. n. K. 1982. N. n. Indian Chem.7.65. S. H.1996. Amazonian Ethnobotanical Dictionary. .67. n. 168-73.. n. Cancer Research. B. n. GUHA.34. . v.1987.. B. p. v.2.547-51. et al. Fr.9.45. .911-6.582-3. n. 171.110. Sect. Gastroenterology.29-37. v. DING. J. W. 1994.23. p. D. C.2. U. v. Assoc. 1996.35. p. n.4. C. n. B. A. et al. v. Boca Raton. Anais da 49° Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. et al..22. Inc. n. Ann.208-9.73-7.12-20. 1994. v. 1985. n.J.269. v. p. VASQUEZ. v.

M. Y et al. O..28.. Planta Med.13. Am. et al. Fenn. p. Natl. n. Chem. T..36. Flavour Fragrance J. v.ll. Hyg.38. Med. Chem.98. p. n. S..1995. EILERT. v. 1987. F. v.96. p.7. v.1996. J. v. et al. B. v.9. EL TAHIR. 1985. 1987.ll. D. M.1/2. v. EKUNDAYO. Drug. v.200-2. 2002.81-4. p. Soc.. Oréades. S. 1988.. v.209-12. v. 1999. n.3. 1988.201. . O. 1999. p. v. Journal of Ethnopharmacology. Pharm. E.8. et al. 1968. N. 1453-7.396-401.. p.1982.101-11. A.3. M. Pharm.2. ENDO. Heart. Oréades. M.ll.372. v. S. n. v.1. Egypt. p. p. et al. DVORNYK. n.2. Riv. M. E.. et al. n. 9.30. p. et al. p. 1999.64. . ECHEVERRI. n. 1989. p.3-10. D. p.6. E.266-73. et al.3. p.l7-8.1991. A. v.2. A.6-7. Grasas Aceites.l 198-201. Acta Pharm. Barcelona: Ed..313-9. p.3. Ital. n. H.7.l. n.2.31. Sci.42-5.J. n. Quim. et al. ELDER.8.3. p. OGUNTIMEIN. n.164-75. EL-SEBAKHY. Int.2. S. V. EHLERS.l. v. Cent.50. Inst. n. v. Lebensm. EL-ASHWAH. p. A et al.229-32. 1989. 1985. n. 1989. H. Pharm. p.DUVE.3-4.1-4. I. p.278-82.1987. Latinoam. 1991.508-12. v. Res. et al. Ind. 101-6. A. American Journal of Chinese Medicine.64. .. Z. v. n. n. Phytochemistry. et al.3. v.J. v. v.975-7.52. Buli. v. Ethnopharmacol. Tsitol. Genet.36. J. v.. n.712-4. 1989. p. p. G.14/15.6. 1984. Forsch. n.. 1981. EKUNDAYO. v. n.50. v. Trop. EDGAR. EL-SAYYAD. n. ELUJOBA. n.281-8. n.83.1982.994-7. ECKSCHMIDT. E. Res. .2. n. 1986. p. 2002.503-6. p. n. n. v.. In: SAN MARTIN. B. v. n. .. p. A. p.3. ELUJOBA. R. EL-DIN.271-81. Technol. L.}. Planta Med. Med. S.ll. Chem. Res. p.l53-5. O. et a l .36. 1986. J. ELISABETSKY.42. n.91-5. et al. 1978.150-5. 1994.301-6. Food Sci. Bull.165-75. v.227-33.14/15. Braz. EL-GENGAIHI. v. n. 1976.J. 1992. v. D. H.34.l.8. p. v. p. Food Chem.1989.2897-901. F. M. Biol.1374-5. O.J.36. Health Prod. EL-TAHIR. Pharm. 1982. IWEIBO. et al.20. 1979. 1997. 898..6. et al. 1988.29. p. Res. EL AGRAA.8. E. p. Anal. p. Pharmacol. Nat. International Journal Of Pharmacognosy. EPPOS. G. Planta Med.. n. J.21-4. n. Planta Med. et al.4.. Nat. Biomed. v. n. EL-SAYED. A. OGONTIMEIN. N. K. EL-MERZABANI. EMPERAIRE. Prod. Prod.. EL1SSALDE. et al. . (Cairo). Anim. S.. v.4.57. Sci. et al. EL-ZORKANI.l. Fiji Agric. EGUCHI. ELAKOVICH.227-33. Bulletin. A.3.. n.4. Farmacognosia com farmacodinamia.54. Assoc. et al.. EKPA.269-76. p. M.1996.l. n. A..4. R. Health. Bull. n.. G. p. Pharm.61-71.4. Anais da 24 a Reunião Anual da SBPC. 2000. n. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. EL-NEGOUMY. et al. n. v. Perkin Trans. EDDLESTON. EL-TAH1R. O. Planta Med.20.. p. v. p. 1996. p. EAGLE. p. ECHEVERRI.. n. Trop.2.-Unters. O. et al. et al. A. M. et al.202-4. T. U. EKUNDAYO. Assiut Univ. S. p. Carbohydr.. Científico-Médica. v. SUAREZ.1992. 1981.46.. p.J.

p.1491-7. J. p. Biochem. p. et al. n. C. v. v. (Cairo Univ. I.ed. S.6. S. EVANS.2. p. n.J.3. n. .204-8. O. In: Orders and Families of Medicinal Plants. 612p. p. Int. P. v. 1995. FATAWI.. ERMATOV. p. v.20. v. Planta Med. v. p. Y. A. 1997. 2001b.1838-42. FAROOQI. v. 1987. p. Vet. p. Planta Medica..39. p.1995. Phytochemistry. p.53. C. et al. Pharmacol. 2001a. Bull.556-61. Khim. FANOG. et al. C.1423-6. F. A. ERICKSON. FABRY. Hum. v.14. 1992. . Prod. Anstrichm. Hum. WB Saunders Company Ltd. Y. n. n.2002. et al... P et al.. FARIAS.5. Mycoses. ToxicoL. Khim. Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A.374-7.2.34. FELLOWS. 1996. FATOPE. v. et al. E... p. v. l l .3. JUN. 136.67-70.. R. et al.. p.403-5. Y. Biochem. v. 1996. . ESKANDER. WB Saunders Company Ltd. Nutr. 4. Soedin. N. 1995. 12. Pharmacogn.374-7.13.43.7. ERUKSUZ. n.6.l6. M.63. et al. p. 1984.459-61. p. ESVANDZHIYA.. 1996. l l . et al.271-302. F. Vet. EROKSUZ. 300. n . The plants and animal kingdowms as sources of drugs.271. v. .59. Pharm.ed. H.1990. A. UK. 1996. p. M.J. v. v. Insect Sci..271-302. v. ETCHEVERRY. TAKEDA. p. FERNANDES. Egypdan Journal of Pharmaceutical Sciences. Syst.8. p. W. M. 189. Its Appl.33. Fitoterapia. W..34. M. Biol. et al. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1076082 A 15 Sep 1993.331-42. v. N. Toxicol. London: W. UK. FARIAS. STICHER.l90. Planta Medica. RÜCKER.5. O.57. 1986.J. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. FARIAS. O. FARIAS. Syst.54. Prir.38. n. n. v. Fac.558-60. Timiryazev S-Kh Akad. J. Prir. Soedin.25.1997. EVANS.1996.679-99. X. n.1986.. Ecol. A. 1986.J.6. v. Seifen. Pharmacognosy.3-4. n.6. FATOPE. Pharm. Phytotherapy Research. S. Agric. 1987b.32. Biochem. B. v. Fette. p.152-5. p. et al. FAN. B. 1985.l.5. S.407-9. Planta Medica. Med. et al. n. v.1992. Saunders Company Ltd.l 13-4. Braz. FELZENSWALB. Curitiba. 13.. A. . v. R. Phytochemistry (Oxford). n. n. p. M. v..43. p. 1962. p.1254-6.13. 1995. n. Sci.J.6. Food Chem. 1996. p.l-2. B.64. Nat. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. n .6. Pharm.. 1988.W.Jzv. 1992. Pharmacognosy. FARIAS. D.. R. et al. A. R.). et al. p. p. et al. Resumos. Res. M. G. Trease and Evans Farmacognosy. Anais da II Reunião Anual da FESBE.4. FARRAG.741-3. AHMAD. et al.36. W. v.411-20. v. Resumo 118. n.. M.1996.39-42. Pharm.1985. G. Ecol.871-7. E.335-8. EVANS. 1985.272-5. . J. EVANS. 1987. J. I. FALK.38p. p. C. 132. FENG. H. J.J. et al. p.2. A. 1996. FARRAG. et al. et al. n. v. M. L. V. et al. et al.ERDEMEIER. 1975. n. 44p.1996. et al. et al. Int.301-10. 4. Z.. 1977.]. N.10. n..88. v.5.

R et al.Anais da II Reunião Anual da FESBE. 184. Anais da 35a Reunião Anual da SBPC. p. F. S.12. Pharm. L.2.245-56. C. P. n .1992. n. 1988. FERREIRA. RAULINO FILHO. FERREIRA. 729. M. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. v. L.533-4. J. p.26. n. Phytochemistry. 27.19.31. .3092-3. n. FERNANDES. p. 1993. FLORIO. Phytochemistry.4. C.J. p. . Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F. n . v. et al.1231-6. A. n. 2001. n. Anais da I Reunião Anual da FESBE. Farmaco. . Life Sci. 126. El Dioscórides Renovado. FONSECA. et al. FERRARO. Phytochemistry. 1962. 1998.58.501-4. R. 1973. 253. p.2. 1995. 1994. Phytochemistry. FERNANDES. Pharmacol. L..901-9. p. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. V. Barcelona: Editorial Labor AS. B. S. Ci. et al. A. 4/16. n.1996. .301-3. R...l 184-6. S. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais da XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. 283. J. p. B.3. 287.. 1993. A. F. n.' FONTELES. 1998. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. FERREIRA. FERREIRA. C. FERRARI. M. W. 1225-8. FONTELLES. BARATA. Flora Invasora de los Cultivos de Pacallpi y Tingo Maria. v.1567-72. A. v. l 1 . Phytochemistry. n. P. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. M.ll. C. 5. v. P. FONG. et al. FILHO. C. v. v. 1996. . 1989a. Journal of Allergy and Clinicai Immunology. 1985. Inst.3. et al. Tecnol. F. Anais da III Reunião Anual da FESBE. R. n. p. E. et al. M. FERNANDES. 1989.1988. 5. 133-8. et al. C. FIGUEIRA. v. FERNANDOPULLE. et al J. . et al. Plantas Medicinales.. p.. M.4204-5. F. M.. et al. FICARRA.12. p. et al.30. Medicai Science Research. p. FONTENELE.50.586-7. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 1990. FERREYRA. FERRI. 389.12. et al. 1970. n. Prod. Fitoterapia. 1983. v. 11. Aliment. et al. Anais da IXI Reunião Anual da SBPC. Colet. . Phytochemistry. M. et al.85-8. v. FERREIRA. C. 5/9. Nat.95. p. 1996.24. P. B. et al.40.4. V.1994. FILHO. 202.2. p. S. FONT QUER. A. 2001. M.6. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. 1987.2. v. MESQUITA. v. 1993. 5/9. R. M. FONTENELE. M. G. 1109-11. n. 438. FEROJ HASAN. 1996. Phytochemistry.59. Carbohydrate Polymers. et al. S. 1995. FERNANDES. l l .l. n. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. A. E.1991. et al.1986. 174.32. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. H. DELLA MONACHE. M. C. v.FERNANDES. v. M. v.1987.48. p. R.51.1988. 312. v. 1988. 1375-7.50-8. L. 1994.24. 1977. et al.. 1988. M. C.v. H. n. . FONTENELES. C. M.36. Cult. 729. A.

1994. et al. v.2000. FRANÇA.2. FROMTLING. O. FRIEDMAN. 43. Acad. Sci. OH Res. W. p.. FORERO. 46. Mycologia. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J. n. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. FRÓES.33.2403-6. FROEHLICH.3. p. n. . p. Phytother.215-7. et al. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. R. p.3. Food Chem. v.271-5.23-7. et al. v. 1996.. FORSTER. FUJITA. et al. Planta Med.FONTENELES. 145-52. . FORESTIERI. 549564. v.34. p. FROEHLICH. 1979.6.246.l00-6. F.85. A. G.62.494-501.7.48.42. et al.355-60. FREREJACQUE. F. Acad. M. FUKE. FULLER. p. . FOUSHEE. FRIEDMAN. FREIRE. n. 1992. FOURNET.2. C. LAWRENZ. p. v. p. p.4. v. 1990.. 1980. Perkin Trans.9. F.3. 92.19. Agric. v. p.66. Prod. p. et al. p. Chem.4.262-9. M. 1981.1988. n. FRANCO. n. n. 1980. 1978. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J.. ANDERSEN. 1985. 1982. FROLOW. 33. v.. C. FREDERICH. v. Parasitol.421-5..494-501. London. et al. et al. C. FRÓES. et al. FRANKE. n. Essent. S. Arch. v. Paris. v. H. W.48. R R.3. 7/9-24. BULMER. Bulletin (Tokyo). Paris.70. p.. FREITAS.1029-32. p. FORESTIERI. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. F. M. p. n.J. .. n. Pharm Pharmacol. V. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. N.397-405. 1988. B. n. Cespedesia.225. Ato.J. R Flavour Fragrance]. Phytomedicine. p.48.48.4. et al. Phytochemistry (Oxford). Planta Med. 1989.4. n. et al.1996. 1986. Phytochemistry (Oxford). n. Food Chemistry. et ali. v.36. B. A. W. v. A. et al. p. B.1945. 50. 6/9. p... Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC.10. v.37. 1998. Herba Hung. v. n. Food Chem.71-82. p. et al. N.J. v. 1988b. 1500-3. p.J. R. 135/136. Chem.1263-6. 1263-5. p. n. Ser. F.28.669. .. Soc.645. v.582-8. p. . et al. 1988. et al. V. Acad. S.3. v. Phytother Res.5.7. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. p. v. p. Pharm. 47.624-8. M. D. FREIRE. 1994.7. Agric. R.. v. 1996. n. 1991. 1997.l 15-302.. R L. Agric.4 . FUJIMOTO et al.39. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. n. F. Phytochemistry. R.309-19. 654. SCHREIER.24. 4. n. p. et al. v.3. M.408-14. M.3.39. et al. n. 2000. 1997. M. M. n. G. T.. M.J.6. Cytobius. FREIRE. 1980.2. Food Chem. 1990. C.Agents Chemother.6. et al. J. 1998. n. n. 1175-84. T.67-9. Proc. v. S. p. v.58. SHIBAMOTO. SIMMONDS. M. . V. SALES. n.. FRANSSEN. O. et al. n. T. Res.. Res.l. Sci. Soc. A. FORSYTH. v.l.221. v. M. 1993.l. FRANZOTTI. M. Res.265-7.1999. FOSSEN. S.7. 142.J. v. 1989.459. HENIKA. v. FRANÇOIS. Food Chem. 1994. S.41. 31.. n..1958. 1999. Paris. p. Sci. R. Med. n.40.. FRAGA. O. et al.1991.l77-84. 1954. M. 1997. E. Agric. 1947. p. W.10. Z.

J D.16. O. Pharm.32.l 1-6. et al.8 .90. S. et al. M. n. J. p.57. GARCIA. 40. T. Chengguang. p. et al. et al. n. v. KASERA.28. T. v. 139-50.4. Indian J. Phytochemistry (Oxford). p. Fitoterapia. Nat. W. n.185-7. S. n. Fitoterapia. 1997. v. GARCIA. D.34-7. n. v.1997. M. n. S.6. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.12. v. v. Meeting.163-74. v.l. p. p.2425-7. GARRO GALVES. 1986. 1987. p.1978b. 93.66. p.51.. RAO. Phytother.99-102. p. v. Indian J.l. Advances in Plant Sciences. Toxins [Proc.324-7. 1985. Phyton {Buenos Aires). Des. GADANO.203-5. Flavour Fragrance ]. n. Essenze Deriv. GADELHA.542-6. C. et al.853-65.. p.1079-81.67. n. Pharm. 4th. 2002.75. et al. G.. 1988. ..1991. 1999. Int. D. GADELHA. GAVILLANES. et al.1986. v. p.5. E.542-6. et a l j . 1996. C.43. et al... p. M. H. p.51. et al. 1977. S. Plant-Assoc.61. Oréades. Poisoning of pigs and poultry by stock feed contaminated with heliotrope seed.256-8. v. Pharmazie. v. GARCIA G. Holzforschung. LIU. GARG.7. M. GAO. Fitoterapia. 1985.61.T. n. D. v. GARCIA. 1990. p. H. GALEFFI. v. Ind.1990. GARNER. n. n.55.10. p. Soc. Planta Med.235-43. 7/9. B. p. F.T. Ethnopharmacol. M. L. Anais l X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Trans. v. 25. Trans.6.2.6. M.. 12. K.3. J. Ethnopharmacol. M. Stud. Res.5. Ind. Symp. GARCIA. T.68. et al. n. Sci. n. et al. M...1077-9.30. D. Indian J. 9p. 3v.3. GARCIA-BARRIGA.81. KLINGER. Philipp. v. Univ. Fitoterapia. M. v. et al. S.424-6. p. v.l. n.31-4. G. n. Acta. n.. 1996.1988. Farmaco (Sci).50.95-7. GALAL.1994.l. 2001.161-3. p. 1989.FUN. Jpn. n. H.. GANAPATY. Exp.103-8. v. GARG. p. et al. et al. v.J. GARG.Poisonous Plants]. p.51. .14.50-2. MENEZES. p.l 105-10. Sepu.. p. GARCIA.J. p. M. p. E.Biol. Phytochemistry. n. n. v. p. v.1990. Ethnopharmacol.1984b. v.5. Sci. FURUSE. n. v. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. n. n. (Belgrado).87-92. p. p. v.. D. Flora Medicinal de Columbia. 1982.1990. . 1978. et al. Agrum. n. GANESAN.2. S..10. M.5. Lipids.4. F. p. 628-9. . L. et al.J.1984a. v.6. n.78-80. p. GARCEZ. et al. GARCIA. p. GADHI. M.1985.423-6.1999. 1993.3-4. et al. Univ. GARCIA et al.1980. 2002.J. .13. Kokai Tokkyo Koho JP 09059668 A2 4 Mar 1997 Heisei. GASQUET. Ethnopharmacol. Des. GANAN. P. v.2. S. L. v. v. C. n.57. et al.V.14/15. C. Cein.. A. L.12.62-4. p. GAMBOA-ANGULO..l. v. Soc. et al. GANAPATY.1995.35. Z.3. M.61. DEMELLO. Sci. Fitoterapia. et al.1995.3. Bogotá: Ins. n. n.63.131-6. T. Indian Perfum. n. Ethnopharmacol.2. Botanica-Medica. GARC1AJIMENEZ. Vet. v. p. v.3.307-12. A. K.1393. n. C.4. S. S.. Fitoterapia. et al. GALLINO.l. Stud. 1974-1975.1990. L. A. 1996. GAUL. C.134-5.1999. FURMANOWA.114. A. M. v. v.386.. G.64.

Y et al. 815-20. Pharm. Soc.ll.1991.J.1995. .. R. et al. S.8.1995a. DUTTA. M.63.15.. R.2.6.62. et al..C.. Indian Journal of Physiology and Allied Sciences. P K. p. p. n . Aust. GLOWNIAK. SEQUIN. 1996b. n. 2000. GEORGE. Res.31-41. K. GIRBES. p. n. et al. M. GHOSAL. 1949.l 16-20. Phytochemistry.Lloydia. GODA. n. v. 292/6.118. p.l 15-7.J. v. 1997. v. . L.74. et al.l. Phytochemistry. A. GEISSBERGER. 1994. 1990.241-3. n. Sci. . GHOSAL. J.66. et al. p. M. Enda Caribe. et al.359-68. p.303-8. 1996. v. . v. v.4.9597-608. v. Planta Med. S et al. n.93. . E.1993.37. 1997. 193-7. 2000.1995b. Biochem. p. . H.95-8. 1986. n. 1965. p. v. p. GONÇALVES. R.6637-44. Phytochemistry. AFTAB. S.3.l773-8. Letter. 1996. Indian Chem. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. 697-702. p.997-1000.3. E. 1993b. K. v. I. R. 1973.949-50. et al.J. n. p. n. I. K. K. v.. Soc. 244. p.2114-9. et al.76.1-2. Chem.. Am.2241-50. GHOSH.4. K. n. S.29. GERMANO.570-3.232-5. .343.315. p. 2000.Journal of Natural Products . p. Food Agric. n. Herba Po. Soe. GHOSH. n.. v. H. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.450-2. v.64. v. et al. 1986. n.8. Archives of Pharmacal Research (Seoul).J. n. MARKHAM.l.4. Herb. n.2029-31. n. Pharm.327. 1996. v. A. GHOSH.l.64. p.. Indian J. S.1993a. L. n. GHOSAL. R.251-62. D. p. GENE. v. p. et al.459-62. p. Thrombosis and Haemostasis. GOLDMAN.1996c. p. v.3. D.12. 1969. Y. v. n. n. GIESBRECHT. v. 1969. p. p. Acta Pol. G1NER-CHAVEZ.3. SPMB.. GOLDBERG.. U.321-3. P. Perkin Trans.Journal of Natural Products. S. Fitoterapia.43. S. v. v.50. A. BANERJEE. A. GOMEZ. G. .58. p. P. 1996. 1996. Biorganic & Medicinal Chemistry.35. et al. Sci. Phytochemistry. n. GILANI. v. Tetrahedron. T. Toxicol.129-32. Natural Product letters.7. 1971.3. . Chem. M.. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. 1985. p. v. . 1996. GILL. v.J.195-202.ed. v.30. Acta Tropica. v. SRIVASTAVA. B..12. Bioorganic & Medicinal Chemistry.3. et al. P.209-18. C.48-51. 1991. I. PANDALAI. A. BHATTACHARYA. et al.49.ll. GERMANO. 44.. GOMES..4. GBEASSOR. p.Journal of Natural Products. Biosci. 1972. S. v.9-10. GEIGER.GAYDOU. H. M. p.l.. 1992. n.J. GLOTTER. v.58. p. v.169-1. n. 1985. Santo Domingo: Tramil. p. Tetrahedron. . n.7.. Phytother Res.C. p.50. K.831-5. n. Fitoterapia. GHOSAL S. A.1990..41.56.l. v. l. 1996.l. N.. n.4. p. L.28.M.48. n. p. v. 1978.434-40.3.5. et al. et al.52.10. v.3312-3. GONZALEZ. GERMONSÉN-ROBINEAU.41. p. U. et al .42. v.938-41. v. l l . p. OH Chem. Planta Med. p.183-6. Med. et al. Phytochemistry. p. n. p. Farmacopea Caribenã.1996a. v.

L. 1993. Phytochemistry. p. S.. v. et al.l. p. p. Indian Drugs. . et al. Soc. France Plotkin. p.J. R et al. Trans. v.2. Phytochemistry (Oxford). KALEMBA.J. Phytomedicine.347-77.4.J. Palikur. n. 274.]. F. Soc. T. GREEN.3. GORZALCZANY. p. M. n. No.65 . v. 143741. Paris.57. M. C. Num. GRIEVE. .7 (Spec.29. et al.14/15.70. et al. Wayapi.60. S.1994. Fr. p. v. Palikur.21-2. Anais da XXVII Reunião da SBPC. G. M. p.654-7. G. Assoc. Demande FR 2745183 Al 29 Aug 1997. GROMEK. v. K.73. v. n. Acta.2. n. J. n.9. G. GROSS.1992. 1991.24. Oréades. West. p. et al. D. n. Ethnopharmacoi.). L. p.1996.. v.26.6-10. Oréades. GOPALSAMY. 980. A. G. S.77. F. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. N. GOTTLIEB. GRENAND. p.l. GRANT. Mutat Res. H. v.1989. n. 1996. GRANDI.49.8. J. p. J. p.1988. v.l. et al. GRIFFITHS. 1993. 1991. v. Venezuela). SIQUEIRA. v. Indian Drugs. EPPOS. et al. p. Paris. et al.12. DI STASI. p.1283-7. n.24.J. Fundamental and Apllied Toxicology. GOYAL.1987. v. London. 1992. 1982. 1989. GORSKI. n.27-31. Agron.3. S. GREEHMAN. Phytomedicine. M. Journal of the Chemical Society-Perkin transactions. D.269-76. Mem. D. Phytochemistry. M. Journal of the American Mosquito Control Association. T. . O. n.. n. Chim. v.74. Perkin Trans.6. Phytochemistry. J.l. 2v. GREFF. 1983. Pharmazie. p. v. D.7.62. GOTTLIEB.5. 176.126-39.35.25.. v.91-101. n.. S.3. Herba Pol. 1993.181-4. E. R.25.l 63-4.2700-4. v. L.2. Coll. et al. Pharmacopees aditionnels en Guyane. Creoles. v. 108.. GORA.793-5. n. Jun. G. 9p.2069-72. . GROVER. n.2000. J.688-9. Vet. Trop. .. A Moden Herbal. et a l j . et al. Indian Chem.125-34. Phamacopees taditionnels en Guyane. Mark. 1993. et al. p. v. 1992. et al.(Maracay. Tetrahedron. 1975. p.1988a.14/15. P et al. GRONDIN. Anais do Simpósio Brasileiro de Farmacologia e Química de Produtos Naturais. v. O. RANI. p.1986.1479-82. 11. n. M. n. GOSWAMI. F. . Biochem. Editorial 1-Orstrom. p. D. . et al. Ethnopharmacology.22. .5247-52..41-7. 1987. p.1990.17.6. 2001. A. n. Wayãpi. p. 2000. Soc. I. E. v. Editorial 1ORSTROM.74-6.6. GROSS. . v. 169.1989a. et al. v. n. Afr. I. v. p. n. n. 1994. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. n. v. G. 2002. v.l 84-5. S.8.282-6. 1988b. . GRANDI.4.. GRAHAM.l. A.l 87-9.1989b.l. GORN1AK.44.31. et al. p.l 16-25. Tetrahedron. Phytochemistry. HARWOOD. Fitoterapia. p.1801-4.2. n.1979. Tiger books International.49. p.1980. p. p.GONZALEZ. GORDON. GONZALEZ. M. L.383-99. n. Chem. v.2. 1952. 1982. GRUENWALD.31-40. et al. et al.20.l. p. Helv. GONZALEZ. Indian Med.2001. p. K.. R. n. 1987. n. v. Créoles.l. M.

et al. 2000.700-4. GUARRERA.. 211.. M. Planta Medica. Planta Med. v. O. n. et al. p. 19-27.1994 a. v. p. GUPTA.2-3. C. Q. M. n. v.7. GUERRERO. ANDRADE.6. GUNATILAKA. B. D. et al. . n.262-7.22.. p.28. et al. 1979.6. 1985. Latinoam. p. p. n. v. p. n.2. GUERRA. et al.107-11. GUEVARA. Anais da XL Reunião Anual da SBPC.66-72..1990. p.271-6. et al.l. 1992. Nat.. . v. . p.2. M. Riv. p. n. Sect. v. J.l.58. p.1996. M.l-14. GU.73. N. Natural Toxins.p.597-9. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. Indian Chem. GUEVARA. .747-54.40-1. 1995. A. 1989. M. p. n.. A.3. SOUSA.3-4. R Plantas Medicinales Iberomaericanas. M. p. GUDI. v.4. D.2. Planta Med.473-8. GUPTA. 1995. Fr.6. Journal of Natural Products (Lloydia).51.195-200. v. et al. n.l9-27. et al.l 15-30.V Biochemical Pharmacology. Ital. Phytochemistry. GUARIN. et al.191-200. Carbohydr. Volume Date 1995. Obtencion y aprovechamento de extractos vegetales de Ia flora Salvadorena.2.67.3/4. 564p. p.18.1261-6. 1721 -4. L. n. n. 2 0 0 1 . 2. F. 1980.3742. R et al. N. 230. n. n. GUERRERO. H. Rev. n.1986.. EPPOS.39.2. 1990. Phytochemistry.56. n. GUERRA.34. Ethnopharmacol. N. Universitaria.42. GUEVARA. p. N. M.l.267. A. M.77-81. . GUERRERO. p. n. Fitoterapia. 1991. v. GUNASEGARAN.l.ed. Int. et al. Contraception. v.63.53-6. B 55. p. M. 6.17. p. R Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. C. p. GUERRA. GUNTERN. p. Pharmacogn.43. .687-9. v. v.1988. A.3. GUEDES. 245. n.4. S. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Res. GUERIN. I. Phytother. Appl.J. GUPTA. GUERRA. P M.3-4. O. p. Quim. 1988. et al. p. 1983. M. índia. Med. et al. v. 121-6.34.2. p. p.870-6.. A.631-5. Tetrahedron. v. Acad.287-90. Sci. p. 1989. et al. 1985... Natl. et al.. 126. 1994. I... v.49-55. F.19. Spectroscopy.89-90. n. Phyton (Buenos Aires).P. v.8. v. T. D. v. A. A. M.65.1995.40.v. et al. 1999. 1987. n. v. QJ Crude Drug Res. M. p. p.49.. Phytochemistry (Oxford). et al. n.1990. n. p. 1988.l07-lO. M.GRYNBERG.80. REVEILLERE.l. n. Soc.J. 1978. Z. F. GUPTA. v..2. GUERRA.1991.4. Sci. V. n.1994.162 . R. v. R. R Ann. SINGH. 1988. GUPTA.8. San Salvador. Fitoterapia. R et al. n. O. Turc. 1995. S.68. Pharm. Universidad de El Salvador. GUNER. n. Bogotá: CYTED-SECAB. International Journal of Pharmacognosy. n.34. n. PETERS. Journal of Ethnopharmacology. p. S.l. Proc. n. . .467-7. 1996. v.4. Acta Manilana Ser. n. Acta Pharm.20.1993. p.147-9. n.2002. A.J. 2002.23-5.l68-70. v. . Mutat. 873.l. et al.6. v. G. 2002. N. GUILHERME. n.4. V. 15. R. El salvador: Ed.30. p. p. v. v. n. L. p. 1993a. Res. .

.185-9.5. v.361-5.2. Phytochemistry. Sect.l. B. v. n. 2001. v.. K.1989. v. HABIB. HARAGUCHI.. A. v. 1990. n. Indian Perfum.l. v. China Journal of Chinese Matéria Medica. Res. p. Indian J. Biol. HASRAT.873-4. A. B. J. M. 1999.S. . GUPTA.. 1995.2. v. p. M. Ethnopharmacol. T.l. n.10. v. Buli. et al. et al. n. n. n. n. A. HAGEDORN. GUPTA.. p. p. B. Am. p. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences.216-9. HARUNA. GUPTA. Biotechnol. S.366-9. CHOUDHURY. S.133-140.40.53.34. et al. E.8. HASSANALI.2. et al. Soc. v. v. Pharm.194.1232-5. GUSMAN. Biosci.l. p. Indian J. Annals ofBiology. n. A.1237-40. HASAN. n.67.195-200. GUSTAFSON.1997.308-13.6. et al. S. . Biochem. K.3. (Tokyo). p. M. M.. HAJI. M.2..5. et al. p.282-4. 1996.88-92. Vet. Indian J.4.3. 1997a. 1995. . T. 2000.. Haji. p. 1995. Phyton. n.GUPTA. HARADA..1992. HABTEMARIAM.. Pharm. p.139-142.4.432-7. H. .4 p. F. M.l. P P.3 p. Anal. 29B. GWARNALA KSHMI. n..36. 1987. et al.l. p. et al. L. n. n.328-34. HASHIMOTO.262-6.5. HAN. n. et al.14-8.3.2.567-72. n.205-8. 1996. n.7-16.. 8B. Biochem.39-41. v. p. 1986. F. Planta Med. J. 1992.. Bull.4. p.3. V. n. N.2. v. n.43. p. 59-65.57. MULCHANDANI.39.. et al. Chem. GURNEY. HARUNA. p. Phytomedicine. K. Journal of Experimental Botany.. p. A. 1981. et al. SHARMA-N-K.l.. HASSARAJANI..175-8. HARGIS.4. et al. HAN.5.. p.4.92-4.64-6. 1986.15-8. Phytochemistry (Oxford). S.2. 1993. K. 18. v. n. p. International Journal of Farmacognosy. n. Chem. H. Flavour Fragrance J. et al. v.. 1990. n. HAMMERSTONE. 1990. p. v. K. et al. 801-3.62. Biochem. HASAN. Journal of Biochemistry (Tokyo). S. K. Assoc. n. p. K. et al.. B. n. p. M.64. M.2809-11. v.284-7. Pharm. v. p. 1991. Sci. n. n.12. n. v. HASHEM. Phytother. n. GOTTSBERGER. p. F.J. A. V. F.117. p.1996.1997b.22 . Med.31. v.. N. v. v. Bangladesh Chem. p. Sect.l. M. 63. et al. A. HASE K. v.65. HASAN. B. p.1994. 1978. et al.1996a.2..1996b. Indian Journal of Nematology. Chem.222-4. R. Phytomedicine.4.231-6. v..43. . J.105. p. HABSAH. v. p.Jr. n.14.12. A.58.l. n. Journal of Organic Chemistry.1986. HALL. n. v.193-204. PlantaMed.189. Q.31.6.57. R.72. Sci. G. Phytother. HAMATO. A. v. et al. M.5157-60.21. v. n. GUPTA. HARA. et al.59-65. Phytomedicine.1989.. n. et al. Planta Medica. Food Chem.6.2. Sin.64.9. p..5. Y. HARRAZ. HA1. F. A. H. n.A. Acta Pharm. p.J. 28B. I.769-75. G.1993.1989. (Tokyo).. v.1991.J. V.. n.161-72. n. v.4. WAHBA.387-92. Indian]. A. Res. p. F.251. A. v. Ethnopharmacol. J. et al. et al.J. v.1999. n. Discovery Innovation.1225-8. 2000. p. Sect. v. 1989. v.9. et al.21. Phytochemistry.35.91-5.578-9. et al. FENG. v. n. C.403-10. 1995.19. R. 1987. v. Pharm. v. n. SAXENA. Ethnopharmacol.1997. Chem. 1993. n. M. n. Journal of Ethnopharmacology. p. 2000. K.l. p.63. R. et al. p.10.. p. et al. BROWN.

) . HAYASHI. v.Journal of Biochemistry (Tokyo). 1993. Bras.28. v.. 16. et al. n. Org. p.. et al.l. n. S. G. et al.J.56. Ethnopharmacol. Arq.1987. n.2367-70. p. p.439-43.1990b. HATANAKA.. Ryukyus. Pharm. W. Acta Bot. Nat.54. Cardiol. 1987.1988. v. HERZ.32.5.377-8.ed. Sci.. A.1982.1983.116. HENDRIKS. n. 1988.517-20. 1987. Pharm. v. n. HERNANDEZ.423-8.278-80. Hyg. p.J.J.345-54.. Biol.46.4849-51.17. Mutat. M. Coll. Y. H.2. Contact Dermatitis. G. p. Vet. E. n.J. M.4. Pharm. v.4. . n.J. p. HAYAT.34. Res. J.. Chem.7. p. KANEDA.et al.39. p.274-80.36.17.352-6.J.197-203. n . v.9.5. M. Pak. v.63.12. n. Food Chem. 1990.29. 1978. v.435-59.44. n.. HIGA.4. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Y. 1984. 1952-6. Org. 1973. p. HE. 1013-8.J. et al. H. p. Nat. v. v. Prod. p. KALYANARAMON. .3.1988b... p. v. p. K.. 1998. Univ.43. et al. J. p. p. v.9-10.1990.35. Bull. T.1978.3559-64.J. p. . Phytochemistry (Oxford). HEGNAUER. p. H. v. Basel und Stuttgart: Birkhauser Verlag. p.38.l 1. .5. Bull. n. 1980.1154-9. n. L. 1983. G.26. p. n.Planta Med. In: COSTA. n. HERNANDEZ. 1992. (Tokyo). v..6. HERZ. p. 1270-4. et al. v. et al..802-9.489-93. n. Chem Pharm Buli (Tokyo). Phytochemistry.. N. Chem.746-51. n. v.2. HAYASH1. p. P. n.1990a. . R. n. M„ WINTERHALTER.43. Chem.21. n.1953-6. v.247580..l 1. Tetrahedron Lett.. HETHELYI. HERLEM. 145-58. n.. 1994. Contact Dermatitis. Antiviral Res.HATA. K.4.J. n. A.. X. p. p.3792-7. n.. et al. Pharm. l l . v. .81-5.51. Org. B. 1986. n.488.2999-3003. Sin. E. 36. Chem. v. p.12.4. DELGADO. Tetrahedron Lett.24. N.35.3. B.6. v.1978a. HAWKES.9.l35-50. L. et al. p.3693-6.45. p.164-7 1996.v. v. Buli. 1969.317-22. T.73. n. Agric. HERDERICH. p.1980. Bull. 2001. p. D.ll.10.17. Org. Bull. HEGNAUER. v.5587-90. P. J. CARVALHO. n. Pn.360-3. .1978. W. p.38. HEINRICH. n. et al.. p. Y. J. 1975. 1992. HAUSEN. et al. et al. p. Technol. . et al.4. TERASHIMA.53-60. v. 1988c. Farmacognosia. Herba Hung. p.3v. n. Chem. HESNEL. .1991. 2000. W.. Fitoterapia. Chem. Chem.945-7.. 38. . .. Phytochemistry.43. n. Cambridge: Harvard University Press.3486. S. v. K. J. . The Diversity of Crop Plants. n. v. J. Chromatogr.40. Prod. p. HE. 4. et al.1979. 1991. v. HAYAKAWA.10. HAYASHI. 1990. v.. HEO. v. N. Wood Chem.2-3. HERZ. PALANIAPPAN..18. Buli. Chemotaxonomie der Pflanzer. P. 1991. n. Phytochemistry (Oxford).2740-5.945-7. v. p.4. v.26. F. n. p. n. Ethnopharmacol. v. Chem.. n. M. V. Pharm.2.3.2. 1987. HERDY. p.1997.

20.l. HOUGHTON. 1. n.223-6. v. Ethnopharmacol. . HORSTEN. HISHAM.l325-9.676-8. Arch.48. Biol.72.UFPB. n. HIRSCHMANN. p. p. n.30.35.l59-72. Jpn. p. 1997. n.. HO.. A.2.l 13-4. K. C. J. 2002a. v.l. et al. . p. v. HONDA. .153-6. Clujul Med.51. et al. p. 1996.S.66. K. Phytochemistry. HILLER. n. p.. Ethnopharmacol. M. 1997.452-6.63. Biophys. Chem..355p. et al. P.1999b..62. n. HOEHNE. A. KUBO.65. Sci. p. p. Phytochemistry.21. Phytochemistry.. 117. São Paulo. p. v. Agric.78. Ethnopharmacol.1987. n. et al.T.1995. p. et al. Planta Med.3700-1. et al. HIRUMA-LIMA.l. p.3. p. v. v.1988c.9 n.96.4.46-50. J.6. n.25. et al. v. Nat.l 1. p.52-4. et al. et al. p. M. n. v. S.60. M.29.. HIRUMA-LIMA. HOELZL.1996. Plantas e substâncias vegetais tóxicas e medicinais. n. v. Cancer Res. V.223-6.. Commun. HIMEJIMA. v.J.]. et al. E C. 1995. v.715-7. 2002b v. (Lahore).J. J.1996. v. HNATYSZYN. v. . 1972 HIROTA. HOUGHTON. Planta Med. Phytochemistry (Oxford). v. PlantaMed.8..251-3. v.v. HOHMANN.69.543. HORE. et al. H. . 1980. Prod.30. Buli. et al. C. v. v.36-43. p. p. K. n. p. .14.1991. n.3.253-9.21-8. Cancer Res.HIKINO.1996. p. C. HNATYSZYN.247-9 1988d.. Nat.717-8. Phytochemistry. 2002b.54. (Gann). p.. v. 1993.1986. et al.1987. p. HODISAN. Ethnopharmacol. S.l. v. p.450-1.3. Bonaerense.4. PlantaMed.3. v. HORNG. A. Int. 1991.15. et al. v.2000a.8.27. G. Pharmazie. M.267-74. . T. n...4.l.1984. n. OGUTVEREN. P. J.. p. n. p.71.J.2.p. v. Nephron. n. p.. p. O.. J.J. p. n.3.l 174-7. p.. HORIUCHI. B. Prod.341-6. p. et al.1999a.163-8. n.J. Phytomedicine. 1946. Food Chem. v. v. p. v. Estudo farmacológico e químico do óleo essencial das folhas de Mentha x villosa Huds.253-254. . T. 228-234.39. Coletânea de aulas. 88p.78. v.1996. . Int. . Pharmacol. Ethnopharmacal. H1RUMA. Soc. A. J. São Paulo: Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. HOFFMANN.418-21. Chem. Frutas indígenas Instituto de Botânica do Estado de São Paulo.2. n.. Sci. p. Fitoterapia.523-9.4. n.5.1997. p. v. v.2.J. HIROSE. et al.28.71.J.54. v. . Biochem. Phytochemistry. J. 1996a.1988b.43. v.1994.n. HOCQUEMILLER.325-30. v. O. L. Pharm. 1939. Jpn .3.2. R. n... PlantaMed.J.35. 1990.. . Pharm. 1988.l53-6.1988a.1991a.261-8.152. F. Planta Med.3. 2000. p. n.5800-4.5.47. et al. A. HIROYA. n.2/3. J.l. et al. Cancer Res. 1996. n. v.60.1987. . 2000b. v. Acta Farm. p. Dissertação (Mestrado) . 1985.539-40. n. n. et al.T.2205-6. p. .6. Phytomedicine. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.340-3.

Pharm. p.. v . HUSSAINI. HSU. p.1. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 87101850 (IPC C07J-009/00. ICHINOSE. FEBS (Federation of European Biochemical Societies) Letters 284. et al. et al. Japanese Journal of Allergology. n. Wakan Iyakugaku Zasshi. London: Shambhala. HUI. et al. F.69. v. et al. 1999. v.521-5. p. Nat. p.HOYOS. 1994. et al. l l ..5.4.202-8. J. HUKERI.2229-31. n. v. Appl. et al. INATANI.37. n. H. n.66. p. HUSAIN. 16 Dec 1987. J.39. 1990. n. Kokai Tokkyo Koho]P 09087195 A2 31 Mar.l. 1992. 1989. Q. p.. A. 1987.1515-20.5. P. Prod. n.4-14.4. Med.58. K. S. Phytochemistry {Oxford). n. F. p. Formosan.l. Mutation Research.40. HUBERT.26. Prod. LU. Prod. p. et al. v. Agric. n. v. n.10.86. Food Prot. HUANG et al.45. n. et al. n. n. 1992.10. et al. et al.59. . p.12. n. Sin. Chem. IONGSW. Phytochemistry. S.1984.51. R. p. Buli. n.. Pharm. v.212-6. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Jinzhan. v. p.43. K.l.l. INYA-AGHA. INCHOUSTI. Phytochemistry. I. p. v.39.J. et al. G. Y. et al. p. DEWICK.1997.32. n. v. Biol. I et al. 1984. A. et al. p. Prod.6.41-8. ICHIKI.58-64.50. H.2. SAIFUR-RAHMAN. p. n. p.l. Naturforsch. Natural Medicines. HUSSAIN.3546-7..520-1. n. B. G. Nat. K. p. M. et al.50.5.40. Assoc.43. v. n.25. Natural Toxins. 1996. Y. v. v. 1999. et al. v. 1998.3. ICHIHARA. v. C.161-4. Phytochemistry. p. Chem. Y. S.49-52. R.1977. 1994. HUANG. 1995. p.J. HUSSEIN. n. n. v.18.51. HUHTANEN. IKEGAMI. E. 1991. L. p. Int f Pharmacog. 87101850.. 6. n. HUTCHENS.J. Pharm.652-9. 1991... n. IMAI. 1989.3. Acta Chim.2.l..7. Y.60. Phytochemistry (Oxford). p.l. A.l. T. HU. Nat. J. n. S.88-90. et al. 1988. 1981.4. v. v. p. IDE. T. et al.549-51. 195-6.S. R.59.51-6. et al. n. HUSSAIN. R.3. Chem. E.. INGHAM. p. v. Nat. et al. R. Virologia Sinica. p. 1980. J. 1988. n. et al. IMAOKA. v. A. p. D.5. v. Pharm. Chung-hua Yao Hsueh Tsa Chih. 1972.213-8. Nat. v.. HUSSAN. N.58.4.59. L.68-70. v... 1995. R. 1992. et al. v. v.3.367-73.2. p.J. n. p. Planta Soil. Planta Medica.J. p. n. Z. p. H. Sci. Planta Med.1995. 280.1489-90. v. HUNTER. v. Fitoterapia. HUANG. Chem. 1994. 1987. v. INAMORI. Anais da X Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Buli. M. n. v.91. p.667-74. 1987. Prod.50. v.1987. Indian Herbalogy of North America.. n. H. 1978.599-603. Int. 9 Mar 1987. IGNÁCIO.531-4. v. p.6. Crude Drug Res. Bull (Tokyo).805-7.152-6. et al. p.689-94.1989.2. et al. N.417-20.1751-4.l49-51. et al. p. . T.2. Fett Wiss. X. p. HOZUMI. HUANG. 1995. et al. L. et al.237-40.l67-8. K et al. 1973. p. n. S. v.29. TechnoL.29-34. D. J.314-6. n. INOUE. IKHIRI.l.J. et al. 1996. 1991.8. et al.48.1989 HUANG. V.

1996. v. n. et al.517-23. M. Bioscience Biotechnology and Biochemistry 60.5.6. Crude Drug Res.1987a. p. Bull (Tokyo).1990.12. M.p. Pharm. 1993.1041-2. p.et al. C.95-100. . Ethnopharmacol. . Bull (Tokyo).368. . et al.28. v.12.66. 1978.2. CHIORI. Heterocycles v.64. Chem.).67.6.435-8.5.1990. ISHIDA.17.. ZDRAVKOVA. p. Steroids 30.43-8. A. Prod. n. 1999. v. JACOB. v. ALAM. M.1992.. IYER. et al. n. ITOKAWA. N. v. Chem Pharm Buli.1987d. v. n.3713-6. (Tokyo).2860-8. R. J.7. T. et al.4.87-90. . R. n. Resur.43. et al. n. Fitoterapia. n. n. n.33.55. JAGER.86-92. n. p. n.506-8. Bull.7.1985. S.254-6. p. n. v. et al. p. . Arzneimittel Forschung. n.701-5. Pharm. ISHIKAWA. v. .4. Phtochemistry.Phytochemistry. et al J. T. Pharm. 1987. n.). Pharm. 1996. p. 34. . P.7.555.436-41.4. .33. .2023-7. p. International Journal of Pharmacognosy. v. R.11. p. A.1991. Pharm. 1995.30. n.9. 2001.2860-8. n. Planta Medica. p.47. n. Pharm. p. p. p. v.34. p.l.203-12.53.5. Chem. H. Pharm. 1999. 28.38.2. v. v.6. n. .7. n.40. et al.Bull. v. .4. p. n. p.l 148-53. N.ll.355-61. et al. n. .l.6.7A. p.35. p.613-7. Phytochemistry. Nat. n.73-6. n.1984. . A. K. v. Bull. M. v.425-433.2086-8. Phytochemistry.676-9. et al J.35. p.424-6. JABBAR.356-60. v. Pharm. p. Fitoterapia. 1986. 1977a. 2002.4. et al.35.3. p. 1991. (Tokyo).2000b.2.16. I. n. v. ISOBE. T. T. O. n.l. Pharmazie. v. ISH1KAWA. v.2000a. . Chem. 1987. p.377. p.885-9.1723-1728.66. n.4071-3. p.30. BunruiA. v. et al. A.53. v.2849-59. .. ISENSEE. 1998. v. v. p.3.1989. IZZO. p. ITOH.63.28. p. p. n. A. v. v.1987b. M.. Pharm. K. et al. p. .354-6. .1460-3. Bull (Tokyo).94-8.2. n.IOSET. v. v.58. Rastit. v. n. H. Phytochemistry (Oxf.1977.J. S. 1991. Lloydia. Ethnopharmacoi. Nihon Daigaku Kogakubu Kiyo. p. Phytochemistry (Oxf. p. Bull. Chem. v. v.122.291-4. IROBI.1991a. IWU.1977. B. et al. . .3. ISAKOVA. Bull. European J.l. n. p. p. v..1667-9. 1996. JAFRI. p. Fitoterapia.. Phytochemistry. M. 1989. et al. IVANCHEVA. .27. JAIAY. n. n. Chem.1981.1987d.3. n. et al.22. n. J.1993. Yakugaku Zasshi. P. v.52.971-8.35. Fitoterapia. Phytochemistry. n.1992. Chem. n.39. JABBAR. Int.4. et al.1985a.5. Chem. 2001. n.3. Medizinische Welt.11.32-3. v.5.729-34.1988. v. M. 2849-59. Journal of' Ethnopharmacology. of Pharmacology.566. p. n.1987c. Bull (Tokyo).5. p. 1999. p.. Toyama-ken Yakuji Kenkyusho Nenpo. Planta Med. ISMAIL. p. M.41-3. Chem. 165-70.16. n. IWU. O.35. v. et al.

JENETT-SIEMS. Cancer Res. Herba Pol.584-5.614-20. C. S.l. M. p. JOSHI.1986. A. et al. et al. K.1377-80. p. 1985.430-1. Biosci. 1986. R.72. Memorias do Instituto Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. A. p.5154-6. Introdução à taxonomia vegetal. p. K. J. R. M. n.2677-8. 1995. H.90. p. v. A.. 1974. . Botânica. C. p. Essent.19. v.25. et al.2. Prod. Jpn. Chem.41.29.154-5. Electrochem. C.5151-5. p. p. n. p. p. JAIN.9. et al. v.9.2. n.1985..6.967-71. Editora Nacional. JENSEN. Univ N Carolina Chapei Hill NC July 7-12 1985. 2002. R. 1987. v. JAIN.16.31. JAIN.584-5. v. 1989. T.61.13. JOSSANG. v.11. C.133-4. H. p.1986.n.49.5. n. B. . JAIN. 1987.97-8.809-12. Journal of Natural Products (Lloydia). . n. et al.120-4. 1987. n. v.11. n. 1986. p. p. S. n. J.. 1989. Phytochemistry. JI. v.3/4. 1983.1986. Phytochemistry. M. 1990. Planta Med. JAIN. Fitoterapia. 1990. Health. Am. p.61. Pharm. JALAL. Flavour Fragrance J. n.56.l266-9. J.5. Curr.2. Nat. p. Buli. T.27. n. p. p.45.. et al. 1991. K. n. A. n. Nat Prod Coll Pharm. S. v. p. JAIN..4. J. v.4. Trop. JENSEN. HWANG. n.666-8. C. R.2.9.507-511. Phytochemistry (Oxford).. R. M.3.3.35. M. 169. (Bangalore). B.24. et al.. C. 1978. JAKUPOVIC. et al Phytother.. v. JOLY.1914.53.. 1987. n.3. JURBERG-P et al. J. p.54.197-200. n.33.l 15-8.34. ARORA. JORDAN. n. et al.16. H. v. J. et al. et al... PATTENDEN. v. Pesticide Science. p.12. J. v.43. p. S.61. 1991. G. Med. C. . et al.27. . JOSHI. 1997. v. A. R.JAIN.74. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Chem. SHARMA. et al. C. C.2. S. Phytochemistry.2.3159-62. n.. et al. 1989. 1984.2997-8. n. JOURDAN. 407p. M. JONADET. Bull. COLLIN. 1985. Planta Medica. Pharm.l87-9. JUNIOR.71-4. Phytochemistry.Herba Pol. n. JILKA.l048-9.517-8. et al. et al. 1977.3. n.359-61. GARG. B. Planta Med. v. A. B. L.8. et al. v. JOUBERT. Planta Med. v. JOSEPH. v. Int.3487-9 (Eng). JONDIKO. H.. X. JONG. v. NIELSEN.445-8. v. São Paulo: Cia. Gynecol. J. C. Soc. Planta Med. n. 1995. Pharm. P. Indian Chem.611-5. Sci. v. n.. v. S. 1998. JONG.. A. p. n.4. v.1988. 45.4. n. v. L. S. JOHNSON. v. 1987. n. p. p. p.3. n. v. LAI. A. 11. Abstr-152. J.. 1986. v. v. AGRAWAL. v. M.O. JAIN.. Buli. JANUARIO. Chem.228-32. F.6. Inst. p.5..65. PUROHIT.6.155. p. JANSSEN. v. n. et al. 2001. p. A. n. Oil Res. R.l. Med. 1997. 1987.666-7. P. p. n.6. Soc. p. p.50. 1995. p.. n. v.H.J.729-30. Res.28.. J. J. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 1999. SCHEFFER. C. Afr. Belg. R. I. Mycol.. p. 1998. n. JENTE. n. Abstr Internai Res Cong.2. Phytochemistry.. Trans.9-10. JAIN.. p. Obstet. et al. C. T.18.

G. n. L. K. J. 277. KAWAMURA.1997.51. Bras.3. Asian J. KAPPENBERG. et al. Phytochemistry. A.135. et al.l. Technol. n. p.4. P. n.385-97. J.68991. n. et al. Nat. v.1799-810. v. p. S. 1994.27.55. Bull. S. v.3709-11.1987.9. Bull. 1984. J. H. N.ll.l 112-5. v. GLASL... 1984. Chem. Archives of Pharmacal Research (Seoul). et al. n. p. Y. n. . p. v. P.361-3.6. Res. KALYANE.ll. KAMEOKA. 1990.38. M.3. . n. Soc.5.91-2. n.1984. 1978.283-8.ll. p. GUPTA. Pestic. S. et al.1986.2.1994.29. et al. Sci. 1990.8. . n.67. KAMALELD1N. n. n.3. n. n. KAUL. n. Pharm.6. Indian J. v. p.5. p.12. S.280-2.3963-6. n. Med. KALASHNIKOVA. p. p. KAMEI.1996. KAKU. Kinki Daigaku Rikogakubu Kenkyu Hokoku. KAPAD1A. p. 1990.59.35. p. p. p.137-40. J. Bulletin 39. K. H. 1989.54. et al. H. p.12.273-6. p.. Ethnopharmacol.. K. p. J. .19.1988. Phytochemistry. n.605-6. Phytochemistry. n. p. H. A. . 1966. H. n. .1997.35.661-3. v.l. n. Nahrung. p. p. Biophys.5. v. Lhim. N. Y.569-73.. et al. Tetrahedron Letters 37.1988.30. n. Sci.1996. v. L..2-3. p. et al. v. n.279-80. v. KATARIA. Bull. v. v. n. S. T.9. v.25.4. v. 1990. Bioresour. Radiopharm. 1987.18.3. Trop. Indian Veterinary Journal. p. . p.l 1. KAWASHIMA. M.1989. Natl. Chem. v.8. v..1987.5-6. Chem. N. n. KAROV1COVA.43.1989c. n. Biochem. Bull.223-32. Acta Cienc. p. Indica.3. KARUNANAYAKE.4. Arch.97-100. 1991.2911-2. 1991. n. J.5. N. v. n. E. Cancer Biother.29. V. et al.3313-8. n. 255-62. Phytochemistry. p. KAWASAKI. 1985. p.749-52. Potravin. G. et al. v.1996.4. n. p. Chem. H. KAR. M.40.773-6. M. p..61. Contraception. 1995. Bulletin 42. p. et al. Phtochemistry {Oxford). et al..196-206. p.223-5. F. MISHRA. KANEDA. KARMEGAM. n. Na. p. .7283-6. et al. n. J.2. n. v. H. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo).7. v. n. Soc. KAMANNA. v. SHANDRAS-WKHARA.3585-91. n. KAPLAN. ..7. 1989.Agric. V. v. Chem. v. v. v.1989. et al.25. Pharm. Phytochemistry.4 .ll. et al. v. Chem. Cienc. Liege. HASHIMOTO. KARIKOME. p.26.10. Phytochemistry. n.. et al. p. v. p. Gartenbauwissenschaft. et al. Phytochemistry.l03-7.. et al. v.289-93. Phytochemistry (Oxford).31. Int. v. Pharm. KASHIWADA. 1992.2. 1986. KAWANISHI. Chem. v. p.KABIR..329-35. 1996. et al.2696-8. Pharm.12. p. YOUSIF. D. Phytochemistry (Oxford).1990. M.1991. KARTNIG. p.787-91. H.2761-3.580-3. Phytochemistry (Oxford).1992.ll. Acad. n..60. et al. p. n. S. et al. R. 1986.l. KANG. Chem. et al. Prod.593-4.1992. v.38. KATSUZAKI-H.888-93.189-93.40. B.4.683-6. n.. S. Express. L. SIMON.3063-8. S. KADIR.26. K. C. p. J. KATO. KADOTA. 1988.4.4. n.3. KAPUNDU. v.. p. Jpn. Vedy.2647-9. n. 1986.31. G. 1987. Cancer Inst.. M. Zh.23. A.3..419-20. KAWA1. Pharm. v. 1990. PZ (Pharmazeutische Zeitung) Wissenschaft. .79. PRASAD. v.33. v.

27B. n.46. KERN. 1985. . Biol.. et al.13-9. Acta Amazonica.25. Sect. et al. v. p. Food Chem. n.73. n.3.3708-12. n. S.2921-2. S. Agric. v. Pharmacol. p. v. p. C. n. J. KINGSTON. KERY. 1997. Naturforsch. v.109-14. n. Phytochemistry.5. Sci. KHAN. v.19.8.307-13. KIM. p.. KIM.10.55-60. et al. 1996.175-6. n.11. Sci. n. 1996. p.1989b.14. KEMMERLING. Y H. R. et al.26.3. KIKUCHI.3. K. 1995. v. p.38. p. Biol..1-2.56. Lima. v. Bull.564-8.243-51..31-7. Chem. A.l09-10. Food Compos.n. CHAKHA BARTI. Peru..9. 1988. Crude Drug Res. p. n.32. Kyushu Univ. v. et al. n. J.KAYANO. v. Biol. p. S. p.3-4. D. v. D.). 1997. Prod. v. Exp. J.1995.505-6. et al.9. 1994.13.. Saengyak Hakhoechi. p. M. L. p. Journal of Pant Physiology. B.2. 1987. Anal. .10. p.l. p. v.1989. Sci. n. P. D. ELSA. H. Yakhak Hoechi. et al. v. Z. KITAGAWA. v. p.50. KHANNA. n. p.265-72. Phytochemistry.3. M.41. M. Kosmet. p. KHALID. p. n. Agric. Sarhad Journal of Agriculture.3.50. M. v...232-5. K.43. 1995. KERBER. KIKUZAKI.13. n. C. KINOSHITA. n.l 157-61. Lett. I. S. et al. 1995. KHOSLA. et al.73. KIM. 1986. p.J. v. Agric. (Lloydia). n. Plantas medicinales de uso popular en la Amazonia Peruana. v. AECI and IIAP. 2002. G. n. J.. Chem. M. et al. In: SIMÕES. V.l 503-6. . Indian Veterinary Journal.2570-9. H. Nat. Arch.17.6.59-64. n. 1989.4. . p. Herba Hung.6. Chem. 1986..34951. n.5. 1996. v. T. KIM. S. v.1982. Exp. p. (Lahore). R. Indian J. v. R. W. N. A. n. N. Res. KIM. et al. K.9. v. M. v. (Suppl. UDUPA.D. KHOBRAGADE. n. Exp. Planta Med. B. 1996.. n.291-7.141-3.. C. p. . 2001. v. Inst.821-4.20. p. 1989. T.59-72. p.l 15-8. et al. et al.177-8. J. v.137. et al. KHAN.299-307. Nat.l. J.. p. n. J.2269-75. v. 1983. 1994a. Chem. et al. P. A. (Tokyo). 1988.6. et al. KIOK. 1980. n. n. KHALIL. p. 1982.561-3. p... Bot. p. v. KHARE. K1NGHORN.41. O.1989a. 1983. Pharm.l.9. 157.322-30. Phytochemistry.1568-71. Bull. H.496-9. Phytochemistry. KIDOEY. Pharm.1979. KHAN..25. et al. 1991. Parfuem. Indian J. A. OMOLOSO. Pharm.. SIDDIQUI. R. W. lnt.1/2.6.3.42..21. p. et al. n. p. I. Fac. R.38. Fitoterapia. JANGDE. 1976b. et al. D. A.p. n.. Phytochemistry. Cosmet. Unserer Zeit. Chem. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C.51. v. G.223-31.2. KEMBER.. KETEL.69. v. D. Y et al.1996. Bangladesh Acad. KISHIMA. R. Y. p. p. B. n. et al. M. et al.2.49-54. Res. V.28. I. et al. Plantas da Medicina Popular Do Rio Grande do Sul.1978.44. p. Phytochemistry.1996. p.28. p. J.2. n.1996. v. H. KIMURA. v.1994b. n.76-80.. p.33. Ind. 2002.409-14. Heterocycles. J. v. Biol. n. Pak. et al. v. KEDAR. J.251-4. Indian J.. Editora da UFRGS.1/2. . et al. 1980. J. v. M.28. K.187.643-5.l. v. KHAN. Biosci. n.3. KHOLKUTE. KHAN. N.l. n. p. Prod.6. et al.

1984. REINBOTHE. 1987. Bull.48-56. et al. I. KRAUS. SON.32.999-1000.36. n.l.125-42. Bull.237-40. p. v. H. KITANAKA. P.1576-19. Zhiwu Xuebao.38. V. T. n.41. K. Phytochemistry (Oxford).879-86. Chem.256.1-2. Plant Med Phytother. I. p.1-2. p. Planta Med. p. Oil Res. v. Pharm. n.10. et al. KLINKS. n. v. Pharm. n. K. v. S.J.l 19-26. et al. A.2. H. Nat.1989b. v.6. n. v. C. 1996.2. 1990. S. P A. p.38. n. 1991. KITANAKA.. H.2441-4. p. n.3.55. .1982. KONG. p.55. KOSTALOVA. Y C. KITTAKOOP. n.764-5.55. D. RAMIARANTSOA. KOSTOVA. p. p. Chem. G.28. KOBAYASHI. et al. et al.302-6. p.. Y. Med. Bull. K..1989..29.1989. p. n. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. KONOSHIMA.4.20. J. v. 2002. 45. . n. .2. et al. Farm. W. Indian J. et al. n. et al. Phytochemistry.l.. v. E.21. Chem. p. p. P. n.349-52.. 1988.284-7. J. p. n. Prod. KOBAYASHI. Bull (Tokyo). 1977. n. J.66. V. 2000. S. v. et al.227-34. v.. Incl. v.511-12. Phytochemistry.l. et al.2001. v.. KITANAKA. v.40. n. Chem.63. p. 1996. Bull. Sos. KOUMAGLO. KOUMAGLO. Med. et al. KOO.1995. N. v. v. Ital EPPOS. n.67-72. 1983.2001. p. Chem. n. v.. KO. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). v. K. 2000a. (Tokyo). Chem. D. Pharm. 44. p.91-6. M.. l l . S. Thrombosis Research. KRETTLI. .1984. K. KIUCHI. . Chem. H.2. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p.7.387-97.3. H. Pharm. et al.8. 1973. p. n. L. Phytochemistry. I. Prod.249-52. Phytochemistry.2439-41. v.1986.350-1. v. Yakugaku Zasshi. . et al J.1989c. A.35. n. Pharm.. KOHLER. v.6626-33. Chem. p. Pharm. 1994.33. Research Communications in Chemical Pathology and Pharmacology.35.3. M. KITAZAWA.3. p. Phytochemistry.KITANAKA. p.3980-4. v. n.57.971-4. n. KOSASI. Chemical Papers. v. KLEBS. n. 1985.1989. et al. n.2279-82. v. Nat.1990.8. TAKIDO.37. et al. ZECH.32.S.30.74.9. Bull. KOUL.2. n. Org.8. Chem. Ethnopharmacol. 1985.8.TAKIDO. Geoderma. v.106. RANGASWAMI. p. KLUEGER..l.277-81. p.1292-4. n. KREBS. REKKA. p. Pharm. p. n.2.103. et al. L. Fitoterapia.9. R. 118. Toxicon. J. Org. J.. B. Naturforsch. et al. . C.860-4.. F. Trib..63.387-91. p. v. p. p.4.2.713-6. Biological and Pharmaceutical Bulletin.3-4.ll. n. n. Chem. v. Chem. p. v. 28. 1989. H. 1980. p. 81-9 1989a. v. M.37. p. 2000b.1992.909-13.680-91. et al. 1996. KOUROUNAKIS. Bull.1-11. et al. KONE-BAMBA. . K. p. Z. Sci. 27.15. C. n . M. n. E.18. 1996. Riv.1991. p. KONG. 1996. 1985. 1994.53. v. FEBS Lett. v.2.122-30.. et al.. Journal of the Korean Society for Horticultural Science. n.5.21. n. Chem. v. p. S. n. n.4. 1985.176-8.161-6. v. Bull.375-7. v. Sect. Essent.. KRAMBECK. S.. v.2.ll.5.561-3. Pharm. . v.J. KOEGEL. .

. I. KUO.: Edited by Chartier. Grain Britain: Dragon's world ltd. KUMAMOTO. p.9-10. Proc. n. Prir. Chem. J. KRUGER. KUMAR.2445-6. KUBO. Phytochemistry.1992b. v. 88/132874. Chin.. Phytochemistry. S.l.22. RIVETT. Kokai Tokkyo Koho JP01305080 [89305080] (IPCC07D-311/60..61.67-74. M. v. R. KUSMENOGLU. p. Bull. M. 1996.l.37. KUPCHAN. R. Indian J.401-4. C. Shoyakugaku Zasshi. 1985. Afr. N.. Z. Y. K. Am. p.56. 1989.5. KRISNA RAO.4. H. J. v.47. 2001. 1999. V D. S. Lloydia.703-6. v. K. K.3. v. KUMAR.. n.72-4. I et al.125-8. KUMARI. et al.1993. et al. v. N. Pharm. P.2229-31.8. T. UK. Pol. Pharm.. p. p . v. Indian Journal Of Chemistry Section B Organic Chemistry including Medicinal Chemistry. n. 1992. Khim. n. p. N. n. et al.40. 1979.27.637-41.2. M. 1988. J. Sci. N.636-8.2477-8. p.. p. M.30. et al. KRISHNASWAMY.1989. n.Journal of Natural Products (Lloydia). Agric.2/3.M.769-72. et al. KUROKAWA. KUROYANAGI. 1995. 1970.l. n..l7. p.70. 1991. 2000. v. J. n. D.48. 1996.l 1.203-4. KUMARI..758-61. n. v. 1992. KRUGER. v. et al. J. 1012-5. Chem. v. Appl.167-70. I. Soc.l. ALAM.241-4. v..74. et al. AUGUSTI.40. v. n.1. p.1025-7. 17-171.2. KULCHIK... L.1996.. Chem.49. KUO. et al. Chem. v..384-6. n. v. n.. 192p. . V. R. p.1993. Pharm. et al.190-3. J. R. J. Chem. et al.4476. Chem. KUBO. p.).76 (suppl. KUMAR. 8 Dec. KUTSCHABSKY. C. et al.245-6.1987. v. p. Rast. 1997. et al. n.57.283-4. n. p. 124-5. E.Jpn. l 1 1 17.. V. Buli.T. Org. p. G. T. Indian J.191-5. 1978. An illustrated guide to herbs. v. p. S. KUSUMOTO.803-7.46.8. Food. KUBO. S. et al.39. S.92.6. KUSUMOTO. p. Indian Chem. Pharm.24. A. 27. Res. et al. v.4. n.13. n. KUPCHAN et al. p. 1988. I. Gozi Univ.3. M. . limpsfield. p. 1996.5. v.533-7. v. n. n.198. n.. . Soedin (Tashk). v. 1984. J. A. et al.30.175-88.1990.65. v. v. Planta Med. KUO.170-1. N.5. J. p. SHARMA. v. V. Antiviral Res.35. Indian J. KUHNT..545-51. Agric. p. p. n. Carbohydr. . Naturforsch. 1974. v. et al. n.2.67. Prir. p. p. KUMAR. M. n. Med.5. Res.954-7. Planta Medica. p. 1991. R. Eur. n. Fiziol. et al. v. Soc. HO. Oxford. 1992a. their medicine and magic.J. n. v. Y. Cancer Letters. n.819-24. Philippe. Soedin (Tashk). Journal of Agricultural and Food Chemistry.3. 1976.KRISHNA RAO.. et al. 1995.2. n.. Chem.41.2724-5. 9th. et al.. 2001. S. p. A.. p. v.227-32. KUZOVKINA. v. M. v. p. Pharm. A. KUMARI. et al. S. Biomass Energy Environ.4-6. I. p. n. Ethnopharmacoi. et al. Sci. 1994. v. n. 1978.60. v. p..61. et al. 1991.66-70.. KUROSHIMA.. n. Food Chem.39.1978.6. 1987.40. v. KUMAR. .2/3.3. p. Phytochemistry (Oxford). n.34.41. p. p. Pharm.8.. p. KUGELMAN. Phytother Res. Fitoterapia. Bioenergy Conf.1982. Phytochemistry. 1988. v.291-302. KUMAR. p. KUSTER. Khim.61. 1994. Fac. et al. J. Food Chemistry. et al.8. p.1 Jun. R.3. Agric.2. v. n. p.

O. p. Phytochemistry.1989.J. KWEON. J. 1999. LARANJA.1959-62.l..295-7.l. Food Chem. N. 1996. 1996. LATHA. K. n.et al. p. v. 2002. et al. v.4.. p. p. J. P. LACASE. B. J. et al.51. S. 1990.. LATZA.65. J. Phytochemistry (Oxford). p. p. Phytochemistry.. G.481-5. Prod. . 1989. v. LASKAR. Ann. 1997. Planta Med.l. F. v. et al.1-13.1982a. 1989. Indian Chem. Anais do XIII Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental. Biosci. E. Med.29.2. A.44. S.91-7. n. et al. Fr.l 12-18. p. Phytochemistry. and Pharmacol.8. Nat. v.l.54. n.7. Food Sci..6. p. v.5.2. .5. v. LAMI.44. n. n.65. 1988. Dev. .521-2. et al. LAMATY.J.14. p.291-4. 2002. p. Phytochemistry. v. 2002. M.39.2. p. H. BOOR. S. P. n. 1988.53-60.50. p. Nat. p. et al. v. n.372-5. PHAM. v. n. WAGNER. Brasilian-Sino Symp. Toxicology. KUZUYA. n. v.44.16. Probl. p. et al. . p. LARANJA. p. v. LE VAN. n. J. Fitoterapia. C. R.. n. Soc. 1996. p.40.202. et al.11-2. v. 386. H.854-61. Chem. LAM. Perkin Trans. n. LANGFORD. v. A. p. 238. M.17. KYOUKO. 1994. Biochemical Pharmacology.18. v.63. Mutation Research. p.169-84. LACOSTE.854-61. G.50.1625-8. LAKSHMANAN.2881-2.39.3.473-5. LAGROTA. p. n. n. Phytochemistry (Oxford). v. C. I.KUZOVKINA. LANGASON. n.42. LANNUZEL. p. H.84-90.3. n. Plant.64.159-64. v. et al. Zhongguo Zhongyao Zazhi. LARNER. et al. KWON.752. et al. LACHOWICZ.394-7..4.235-40.. et al. LAWRENCE. n. T.877-81. Biomedical Letters. Phytochemistry. A. 1991. et al. B. LAI. p. Phytother. Rastit Resur. J. 1995. A. Agric. et al. n. Phytother. et al. S.6.. Mov. 1996. Let al. p.. SHANMUGASUNDARAM. n. Postepow Nauk Roln. v.127-35. M. et al. v.372-81. Phytochemistry (Oxford). B.8. et al. Agricultural Chemistry and Biotechnology.68. Zeitschrift fuer Naturforschung Section C Journal of Biosciences.. M. v. v. E.1995. M. A.263-72. v.301-2. M. Chem.2. D.. 1977.49-57. Chem.1205-8.3. v.l. 1992. J. Zesz. of Chromatography B. p. C. N.1994. LACICOWA...18. Res.1981.. v.109. . p. Prod. Chem. v. p.31. J. N.15. n.1995. Soc. 1987. et al. Disord. LAHLOU. 238. 1998. n.. KYUNG-SOO. LEBOEUF.41-7. et al. Brazilian-Sino Symp.39. v.1995. et al. LA CASA. K. v. p. . et al. Pharm. 1980. v.1982. n. p.2.. (Lloydia). p. 2001. Prod. v. v.16.36. v. S.245-8.Nat. p.428.1995a.161-70.11.11. LANG. Bull. p. Medicai Hypotheses.l. 1979.228-30.. v.43. A. et al.1995. n.5. n.11/12. n.240. p. T.1551-5. R. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. 1996. Pharm. Pharm. n. et al. S.694-9. M. 1996.. n. Cytobiologic. n.V. v.1989. p.

1987. p. n.745-8. n. Phytother Res. LIGAI. n. .63. .1990.3277-9.1995. et al. G.. 1996. n. p. Univ. C. et al. LEE. LEUNG.5. A. n.l.3. v.LEE HUANG. et al. p..37. LI. Prod. E.. BANDYUKOVA.31. A.. p. N. p. et al.1997..24.2. Khim. LEMLI. Patologicheskaya Fiziologiya I Eksperimental'naya Terapiya.4. O.2. Planta Med.1987. Oncology Reports. CUVEELE. 1980. p. et al. H. GOOK.. Acta Botanica Yunnanica.1996.19.2.11.266-8. n. V.. M. A. p.269-70. 1989.19. p. M. Soedin. Chromatogr. 1987. Journal of Ethnopharmacol. v. V.297-301.40. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. et al. v. v. p.5. v. G. et al. 1988. n.. v. C. n. LEMUS.59. C. n. 1992.1992. LEMONICA.7.151-6.208-12. S.17. LIBERALINO. 1989.. A.92. p..4. et al. LI.353-8.2. p. LI. p. et al. Planta Med. L. v.17.2.Acta Botanica Yunnanica. n. Eur.311-8. v. . p.3.141-5. . Emerg. p. 1995. p. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. O. LIM. S. v. Biol. Arq. I. G.28. Med. 1989.1995a. Tetrahedon.1988. p. C. M. n.43. n. et al. LIENER. LEE. v. n.196-202. J. 1988. et al. A. Acta Botsin.ed. LEE.1987. . p.8. v. Free Rad. LI.9. et al.. p.3. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.3. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. Journal of Ethnopharmacology. Yunnan Zhiwu Yanjiu.34. Prir. LEITÃO. S.4. S. 1988.1061-5. Q. Clin.1992. v.. n. et al.8818-22.2.3.3. H. n.3. v. p.224-6.2. p. . n.17.3944. G. n. LEMOS. 1995b. AVARENGA. 1999.2. 2. n.172-5. p. LI. Med. Kim. LI.221-4.13. LEE. et al.261-5. p. Spectroscopy.519-29. LEKIS. Med. p. G. Nat. p. Biol. n. v.161. v. 1997.l6.2. T. n. 217.27. n. CASTRO.2.l7-24. p.54.C. K. LEE. LIAW. p. LEMUS. D.159-71.65. Nat. K. Gene (Amsterdam). J. J.3689-94. n. v. 154. J.. J. Acta Botanica Sinica. Prod. p. 72. S. n. Toxic Constituents of Plants foods tuffs..5-6. et al. p. LEMOS. Immunopharmacology. LEVIN. n. p. V.1995.. H. M„ HAN. Sin.4. I.9. C.1-2. S. . v.787-91. n. 2000.470-5.43. et al. n. A. n.l069-76.3. et al. p.1992. R. P. v.91-4. 1996.459-62. Acta Pharm.l. J. Y. v. p. Taiwan. v. K.562. 1988. v. L. v.S. p. Fitoterapia. S. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica.539-50. J.1987. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Tecnol. 1978. 1995. Q.5. n. et al.308-11. et al. v.12. LIKHITWITA YAWUID.29. n. M. V. 1994.. G. Shenyang Yaoxueyuan Xuebao. New York: Academic Press...22. Asian Societies of Cosmetic Scientists.31. Phytochemistry. V.2000. S. K.13.1995. p. v. Y. 91. LI. J. v. v. v. v. J H. . J. LI. n. et al. et al. T. Invest.196-200. Acta Botanica Yunnanica. n. v. n.19. 1993. LEMOS. n.. v.35-8.. Taichung. 1991. R. 2002.26.435-46. v. D. S.49-51. et al. Korea. J. LEWIS. T Toxicon. SHIBAMOTO. p. et al.

427-38. Chem.34. 1988.l7-24. W. 1993. E.1456-8. 1994b. p. Phytochemistry. G.20. p. 54. Ethnopharmacol. n. S.. n. 57. F. n.12. M. J. n. K.. 1987. 1988. 1992. Y. p. et al. Bull. Anais da Soc. 517. n. p. Trop.73. C. J. L. et al.1984. et al. Biol. São Paulo: Hemus Editora Ltda. p. L. Pharm. v. 1998. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . et al. et al. p.LIM. . n. Bonaerense. S. de Pernambuco. Pesticide Science. 34. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R. Zhiyong Fenxi Ceshi Xuebao. M.179-88. N.635-41. n. 583. TOME. et al. LIN. 1996b. J.2002. n. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. v. et al. C. Anais da XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. 377. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P et al. v.l96-200. 1997. v. Y. et al. Planta Med. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3. 1964.. G. LIN. R.5. 1997. LIU. v.14-6. Y S. p. LOPES. 1996. p. Phytochemistry. v.3/4. LIMA. 1993.54. . LIMA. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. n. et al J. 1987. G. n. D.l3-20. L.400. p.213-16. CALDAS J. C. . 101. v. O. 1988a. Toxicol. Conhecimentos Populares e Científicos. LIU.. et al.223-4. S.514-17. Z.1-3. v. v. S. v. Food Chem.2573-4. p. LIMA. 10. 1996 LIMA. 2002. Anais da X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. E. C.36. p.233-43. 1998.39. LIU.12. et al.. et al. S. Y. LIN.1996. n. Acta Farm. v. LIU.263-70. . p. T. p. n. et al. p. D. Lat. p. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1995. F. Appl. J. n.2.3. n. et al. et al. p. KUO. 1982. L.43. MARTINS. LIU. n. R. Pharm.70-2.45.9. 7/9. n.14. p.79. Chin.31. et al. 1994. A. C. LIN. B.14. 124.2. v. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1995. n. Res. 1988. 1996a. 151. LIN.1993. 1991. p. 1986. v. Acta Botanica Yunnanica.3. J. 1994. LIMA.. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.665-8. S. LISCIANI. Pharm. p. 172. M. Amer J Chinese Med. LONDERSHAUSEN. R.06.2. LIMA FILHO.16. Korea Med. v. M. Q.12. . C. et al. v. Health. p. M. LIMA. Int. 152. .4.. Fitoterapia. A. LIMA. et al.53-6. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F. v. Huaxue Xuebao. G. R.. v.. de ALMEIDA.3.. LIMA. Bull.l. n. v. GOOK. p. LIN. 32. Kao-hsiung I Hsueh K'o Hsueh Tsa Chih. CHOU. et al. p.5. LONG. Zhonghua Xinxueguanbing Zazhi. LOPES. 1998.40. n. et al. . 1990. Med. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC.8. P. p.24.9-10. et al.654-8.333-6. 1991.l.49. p. 1988c.2.3. v. v.7. 36..3132-5. O. v.1997. M. Chem. n.41. 1996. LIMA. P.33. p. Y H. . v.5. 7/9. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 89. O. L. 1994a. LIU. LI-RONGTAO et al. S. Ethnopharmacoi. (Tokyo). Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1988. v. P. et al.3. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. et al. . LOHEZIC-LE.161-3. LIMA. 1992. Am.5. Univ.19. Issue). Plantas Medicinais Brasileiras. n. LIN. O. 2002. Tap Chi Duoc Hoc. Mycoses. T.26(Spec. 3... J. F..

LOZOYA. 1992. 1990. p. . . 730p.21. n. n. R. n.5-6.4.4. Yaoxue Xuebao. v.28. LORENZETTI.. et al. Químico-Farm.9. p. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.390-1. J. F. p.97-104. Mem. p. v.. v. Ethnopharmacol.1986. 81. LOZOYA.LOPES. Anais da IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.64. n.2. H.3. 2v. I. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue. .5.31.667-8. et al. p. n. et al. Arbustivas. Arch Med Res. n. Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil.1989.38. M. 2002. 1985. J.1-6. Shipin Kexue (Beijing).21.737-42. J.9. v. v. 1999.25.3. et al.8. et al.9. Phytochemistry. p. p.67. M. . 1998. p. Phytother. v. Nova Odessa: Editora Plantarum. p. L.34752.9. v. .31. H. Phytomedicine. 1986a. 1991. 67. p. LOPEZ-ABRAHAM A. Yaoxue Xuebao. v. H. v. p.7. v. Revue Roumaine de Medecine Interne. 1993. v. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. n. n. SOUZA. S. L. PUJOL. V. v.. Arvores brasileiras. LUITZARDS-MOURA..l. et al. 1986a.8. et al. L. B. H. Phytochemistry. LUZ PAREDES. Acta Pharmaceutica Sinica. herbáceas e trepadeiras. Am. n. LOUREIRO. C. 1995. 2002.. . 1987. L. Trop. et al. Med. Zhongcaoyao.. Acta Helv.2265-8. 1998. LOPES. n. Ethnopharmacol. p. P. X.1979. C. Res. Planta Med. D.46-50.235-47.588-93.4. Lier.3. M. M. N.37-41. 75.2. X. 1997a.30.66. p. Herba Pol.3-11. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.-Jun. 1986. . M.268-70. et al.. p. p. Rev. p. 1986.2.4005-9.27. p. 1998. Chin. Anais IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 138. LOZOYA. .Anais da XXXIX Reunião Anual da SBPC.. C.97. v.8. n.3. p.26. v. F. Phytochemistry. LUAN. 1988. LUSSIGNOL.17. J. n. Apr. F.13. 1980. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE.. v. et al. T. Acta Pharm.245-8. BOLZANI. v. A.1992. LORENZI. LORENZI. 1995. et al. A. et al.151-2. n.2.10. E. N. V. A. LOPES. n. Rev. Anais da III Reunião Anual da FESBE. LUO. et al. 1990. 75. et al. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.7. R. n. n. v. LOPES. Lier. Oswaldo Cruz.689-91. p. 1999. Plantas ornamentais do Brasuil.9. H.28.11. v. 203.. X. LOXOSTE. 1994. 1986. LOPES. R. J. n. Colombiana Cienc. n.660-2. LOURENÇO.l. Pharm. LOPEZ-MARTINS.1998. n.. et al. Spring 1994. M. LORANO.29. 513. Phytochemistry. LU. p. n. 1990.69-71. X.99. X. p. LOZOYA. 1996. LOU. LUNA COSTA. 58. n. M. Arch Invest Med (Mex). 6. Guangdong Weiliang Yuansu Kexue.. 2000.702-5. L. J.313-9. p. v.1987. v. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. LORES. Inst. et al. et al. Nova Odessa: Editora Plantarum. 176. 1988. p. M.702-5. G. 1997b. LUTTERDODT. Sin. . et al.27.3. LOU. .2781-4. v. X. p. v. LUTOMSKI. 1992. Cubana Med. B. M. et al. C. M.3. R. .

n. Pestic. MAIA.1-2.7. Pharmazie v.54. et al. Plant. p. 80. n. 1994. MAHATO.2.1988. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.127-35. MacLEOD.41.51. . et al. L. Biol.12529-38.46. . Am. Nat.397-400.4. S. J. Technol. n. J.467-71. p. 1988. H. J.707-11.51. v. et al. v. MADEIRA. B.416-7.8. et al. MAKINO. MAIA.259-60.45. p.10. Journal of Chromatography. p. et al. M. J. MAJUMDAR.1523-8. n. p. E.. MACAMBIRA. et al. n. n. J. v.1886. p. 1997.2.2. Anais da XXXV Reunião Anual da SBPC. The plant book.145-51.776-7.27. K. .4.1989. n. p. MacKEEN. Soc. 1997. 1986. G.13. Ethnopharmacol. MALIK.58. 2002. n. v.1995. et al. v.MA. Natural Prod. 1989.11. C.171-3.B.3.l. n. n. Phytother. p. S. 1996. 1992. MACEDO.96-7. V. v. Pharmazie. R. M. n.. n. L.6. 1999.2. J. 1995. n.31.. v. p.ed. Planta Med. Prod. n. p. n. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. v. J. Sci.v. MACEDO. p. J. 2. p.2. Chem. Agric.20.l. Sci. C. Journal of Agricultural and Food Chemistry..324-8.30. J. MAHIOU. et al. H. Res.41-55. 480. 1987. et al.369-71. et al. V. p.694-7.86-9. A. F.. S.. M.. 1988. v. D. MALIK.565-70. J. M.3. Exp. n. 1987. v. p.17-31. R. MAHATO.165-70.4. N. Fitoterapia.81. F.l. J. p. K. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. M.5.1997 MAKUCH. M.825-9. C. Food Sci. MALINI. 389. Ind. .96-7. Soc.67. GUZMAN.. K. 1993. n. RAHMAN. 1983. p. et al. v. A. p.4441-5. 2000. M. et al. 1979. v. n. M. n. MAIA.3. M.24. S. p. et al. Tetrahedron. p.105.594. A. MABBERLEY. et al. Grasas y Aceites.27. et al. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. MAKKAR. Anais da XL Reunião Anual da SBPC. . J. MAESTRI.1988. Food Chem.1998b. MAGADAN. A.3. Bras. Prod. v.59. Nat. 1997. Wakan Iyakugaku Zasshi.1997. 185. Rev.5. et al.531-2.3152-7. v. et al. Res.32. A.137-45. Res. 1987. 1983.. n.45. et al.58.3.1995.746-7. p. et al. 558. n. A. v.. et al. H. p. v. Pak. 60./. J. Indian Chem.1997.204-5. 1992. Indian Perfum. Cambridge: Cambridge University Press. S. et al. B. 187.. n. v. MAGALHÃES. et al. Brazilian Journal of Medicai and Biological Research. et al. Med. p. J.. Anais da VIII Reunião Anual da FERBE. Bot..64.2. v. MAESTRI. MADEIRA. G. n. MACHADO. v. G. A portable dictionary of the vascular plants. et al. n.45. n. S.23.v. v.. MAHESHWARI.l668-74. et al.6. Pak. Ind. p. v.. Ethnopharmacol. K. MAKJANIC. n.1/3.46. et al. et al. X.18. p.. MACIEL. Farm. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. Sci.J.70. et al. Phytochemistry. v. F. M. n. 1994.207-8.l 1.817-9. Heterocycles. p.58. Prod. p.. n.92. p. M. p. MALAN. v. 1981. 1987. MAIR. et al. O. p. E.v. v.1996. 858p. MAHMOUD. J.. Sci. v. P S. D. A. 1995. Phytochemistry {Oxford).1987. 1997. et al. p. n. . M.. MALPEZZI.208. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1987. n. L. Nat. J. F. D. 1998a. p.1-4. v. B.54. 1994. v.10.4.39. 39. et al. et al. MALAN. A.47. n. v. E. p. p.749-54. B. MAHIDOL. 201. Grasas y Aceites. MALIK..

n. et al. R. n.1997. Pesqui. 6/9. Shoyakugaku Zasshi.12.4380-1. 752.3.. n. 389.479-86.1989. Soedin (Tashk).2655-7.175-84.1990. 174. n.2. 147-51. MARTIN-LAGOS. H.2. G. Food Chemistry. M. MATOS.137-40.21. 1996.6. p. MARTINS. A. Journal of Biosciences..1992.6. et al. 1987. E.2. v. Alimentos. v. 1045-7. Pharmazie. et al J. E. p. G S.261-9. 1997.35-8. v. et al. n. Pharmazie. 255. n. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. An. MANCHAND.. n. et al.1-2. E.. 1999.55-6. v.2. E. R. . B. et al. MARTINS.6. et al. n. 1996. 1985. v. n. Essent. MARCHAND. 1988. v.321-5.l 179-82. v. MARUYAMA.4.. n. p. MATA. p.3. . Appl. p. Phytochemistry. J. P. p. et al.205.89-91. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 272. D. v. . Ital. P.1995. A. MAIA. et al. R. Fruits.1987b. Phytochemistry.l. O.3. v. v.6.3. v.45.39.214-7. n. v. et al.511-20.1996. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.12. et al. Phytochemistry. p. v. n. M. J. Khim. v. Bras.1979. MATINOD. V. J. S. et al. 647.74-85.l 189-92. et al.3. J. MARQUES.91-3. p. M. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. 1997. et al.. 1986. Prod. p. Quimico-Farm.. KAMAL. G. n. Prir. p. v.1-2. 1996. MARINGHINI. 1999. v. n.26. 474. v. 1996. Quim. p. .8.50. A. Phytochemistry. p. Oil Res.. M. 20. M. J. Entomol. v.8.MALUF. MATHUR. Rev. 1979. Phytochemistry. J.l.7-8. A. 1991.6.1322-4.44.117-25. MANN. . G et al.4. . v. Anais da Reunião Anual da FESBE. 533. 181. MARQUINA. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. v.Óreades. Assoc. v. p.2. et al. Nat.1982. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC. Quim. n. Phytochemistry (Oxford). p. R.695-8.121. p. Nat. A. MATOS.14.1980. p. Journal of Phytological Research. et al. et al. n. v.267-71. 1992. F.191-4. MARTIN-CALERO. n. Org.29. Anais da 33a Reunião da SBPC. n.1979.44. Forsch. F. 594. n. MARINUZZI. n . 1985. n. MARTINS. v. n. et al. J. 1988. 1990. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Zeitschrift fuer Lebensmittel-Untersuchung Und-Forschung. Colomb. p. Rev. p. MARTINS. A. Bras.25-34. p. 1994. Colombiana Cien.51.l 11-6. O. P S. et al.. MARX. R. 1978.870-1. K et al.1987a. MARTINEZ V. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MARIN. p. Chem. MANTILLA.1997. A.45.5.31.60. Heart J. p. n. v. et al. MARQUINA. v.1981. MANSOUR. p. n.1995.-Unters. MARCELIN. et al.50. . M. n.8.4. MATIDA. 1987. et al. p. Lebensm. 1986. Prod.14/15. n.44. 1993. p. H.l.53. . Y. S. v.5. R„ SANABRIA. MATISSEK. et al. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. p. p. l l .7. Vet. n.570-7.43. . MARTIN. p. M. 1980.193. p. MASLENNIKOVA.39-47.2. 1994. p.51. F.. p. et al. 2002. Politecnica.8. n. v. P A. C. R.460-1. Anais da 31a Reunião Anual da SBPC..

v. O.15-20. MEDEIROS. . v. p. . v. et al. E. et al.. A. Bioorganic & Medicinal Chemistry. Ethnopharmacol.. v. 1288-91.37.1988.280. p.167-70. Microfilms Int. MATSUURA. Abstr. v. Res. et al. 1981. L. D.25. p. v. MAZUMDER. Natural Medicines. Cult. et al. Anais da II Reunião Anual da FESBE. Med. v.ll. p. Org. E. n. Panama. MATOS. B 1988. Soc. n.1625-33. 1980. 2330-1. K.n. Ecol. J. 1988. J. 105p. p. n. Pharm. K.5. p. I. 183. MATSUNAGA. Fitoterapia. MEDEIROS.22.77-8. n. A.l37-41. p. Phytochemistry (Oxford). 48. Ethnopharmacol. 1987. n. Chem.4. MAXWELL. W.1983.9. MEDIRATTA. MAZZANT. J.72. v. Incl. . Fortaleza: Edições UFC. n.799-801. et al. n. McCHESNEYJ.1243-7.8. Studies on Caesalpinia pulcherrima and DNA-ligand interactions. n. MAURYA. B. et al.64. . n..60. BROWN. From Diss. Acta.. v. 1987.v.35-41. et al J. P.63-6. Avail.10.. v. n. J. p. H. n. McBARRON.19.1997. F. . et al. R K.ll. MEDEIROS. DA8725002. p.l. MELITA RODRIGUES. 241.72. p.5. R.l0. 1985b. sistema de utilização de plantas medicinais projetado para pequenas comunidades. De SAREM. n. v. n.. MECKESET et. 1994..427-34. D. (suppl.2. 195-6. et al.Tetrahedron Lett. .. R. Indian J. p. S. Plantas medicinales de uso popular en Ia Amazonia Peruana.. p. MAUER. 121-7.4.96-103.10.Alcohol Alcohol. Chim. 2000.213-20. 305. 1997..12. J. J. 1977. Yakugaku Zasshi. v. D.834. A. MECKES. Rev. R. RAMPERSAD. v. Bras. v.6. n. J.2527-34. RENG. p.. MEDEIROS.2835-8. Phytochemistry (Oxford). n.l. et al.24. A. A. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. 2001. . 1986. Phytochemistry.9. A. 1984. p. C. v.l. et al. G. v. v. M.80. R. al. 1983.2. Med. Sect. MEHTA.157-65. A. et al. Phytochemistry (Oxford). K. Indian Chem. 1975. Syst. MBAH. 1993. Nat. p. H. U. . Austr. 5/9. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. p. Res. Fitoterapia. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. p.1991b. p. n.77. M. McLEAN. v. McPHERSON. 1985a. MCKENZIE. et al. F.p.68-74. Anais do Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental.l 155-60. MEJIA. et al. n. p. n. Univ.51.2. 1985.98. J. et al. D. S.51. J. et al. B.p. D. Farm.60.. D. p.10. v. McPHERSON. Vet.l. v. p.. 2002.. Order No. 1455-6.927-9.2. Prod. MELITO. v. Nat. v. p.7. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. et al. Rev. C.8. M. DAS GRAÇAS.1996. p.37. Chem.2002b. L.2002a. AECI and IIAR 1995.2835-8. p.9. MELITO. A. 2002.9. 7. 1996. n. et al.600-3. n.. v.51. A. Heiv.8. et al.68. K. n. 1993.. Biochem.).62.54. v.1991. Chem. I. J.8.MATOS. 1996.. Cie. Aust. J. Etnopharmacol. (Eng). GREIDER. Int. 249. M.370-3.1987.. Vet. MATSUDA. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Prod. C. et al. Farmácias vivas. v. Phytother.1991... 1978. 1996.

1988. v.426. Z. p. v. R.5.1141-4. n. C. Phytochemistry (Oxford). MIMURA..) n. Essent. Anais do VII Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. J.153-9.6. .93-8. MEYRE-SILVA. 1990. v. n. MESIA. M. . 1986. n. O.43. D. Z. B. MILES.4.96-101. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.1255-6. MENUT. MING. M. F.44. MENGHINI. 1984.3027-8. S. p. n. V. Phytochemistry.1990. 1996.57. MENDONÇA. G. 1988.4. M. D.. Ned. 1941.6. F. MENSAHJ. A. Phytochemistry.35. v. In: SAN MARTIN. v.1986. Phytochemistry (Oxford). Ethnopharmacol. et al..10. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. Naturforsch.1996. 5/9. v. A.8.11-12. 9. R. 1998.6. C.v. I. C. 270. OH Res. MELLO. I. v. MEYER.419-22 1995. p. et al. Anais da I Reunião da FESBE. v. MENGS. C. p. . T. n. v. et al. STOTZEM. p. 256. Acta Hortic. n. p. Fragrance J. 353. 11. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v.l 113-15.555-9. n. n.l. p.7.1201-3.25. et al. et al. A. L.1988.73. 1990.5. 13.MELITO. MIMAKI.329-32.. MIMURA. MENEZES. FUNATSU. MIMURA. Physiol. et al. E.56. 1993. 1991. v. B. p. J. 82. F. et al. et al.ll.1-7. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. 488. et al. MENDONZA. Prod.5. C. 1986. p. Rio de Janeiro. Commun.l325-31. v. n.708-10. n. 1999. In: SIMÕES.l 13-16. Phytochemistry.5.939-42. n. 1988. Phytochemistry.71-80. n.. n.. Y.12.41. 15.1990. MELLO. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. MEYER et al. MENEZES ORNELAS. Revista de Ciências Farmacêuticas. et al.2. O. n. U. Phytochemistry. Ing. M. p. 1997.67. 1988a. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. 1988.. 5.64-5. H. 2001.. MERCADANTE. L. C.1847-53. p. M. T Bio Ind. D.51. v. M. v. et al.86 (Supl. v. MINAMI. et al. et al. MILAGRES.1-2.). et al. 6/9.6. et al. Indie.30. METZIZ. . v. 1976.1988.2. L. A. v. n. C. C. 1987. L. A. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. F.20 (Suppl. S.29. v. 26 Aug. MENDA. p. p. p. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. 61. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.19. et al. et al. . Heterocycles. Editora da UFRGS. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. MESSANA. A. p. Nat. Jpn. et al. p. A. n. Bioscience Biotechnology and Biochemistry.9. . Food Chem. MENDONÇA.1997.794-7. J. G. et al.7. OHSAWA. v.4. Arg. n. et al.1989. 1986. p. p. 1993. p.l. et al. A.107-11. V. Farmacognosia com Farmacodinamia. et al. 1997.. Agric.1996. H.l. 2000.9. 1988.67. et al. n. MESQUITA. et al. M. Y. A. v. MELO DINIZ.1991. Archives Of Toxicology.307-11.. p. p. Behav. MELO. V. p.. n. J. L. M. p. J. v.31. Res. 1968. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.6. v.414-28. MENENDEZ. C. M. 1991. MIGUEL. et al. Kokai Tokkyo Koho JP.

v.l. J. Fr. MIZUKAMI. MIRALLES.60-2.31. S. Rev. 1991. L.2. p..5. n. Pesticide Science. p. MONACHE. Soedin. Sci. T.35.58. et al. p. A. Rev. p. et al. v. In: SAN MARTIN.793-806.MINGUEZ-MOSQUERA. 7-11.65. p. Arg. p. QUEIROZ. Res. Nat.13-20.. v. Planta Med. v. et al. YOSHINO. n. Phytother. Acta Bot. MIRANDOLA. p. et al.199-203. 1996.41. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. de Microbiol.57. Ann. M. Vitaminol. p. S. n. T.43-7. SESHADRI. J. 1979.2. J. et al. Thromb. v.l. n. p. Immunopharmacol. v. M. n.537-44.l.28.53. E.12. n. C. v.44. G. C. A. p.7 . HUSSEIN.9.16.10. et al.7. MIRALLES. J. et al. et al. MOAWAD. p. v.l. MIRO.59.5. MISRA. P.l.309-13. p.. MIURA. MINKER.1982. MOISEEVA.24. et al. p. A. S. n. M. v. n.6. T. S.). p. MOLINATORRES.3. et al. J. L.171-5. B. B. S. Pharmazie.47.47. et al. n. 27. n.. MIZUNO. 1978. Rev. Pestic. 2002. v. Plant Cell Rep. v.l 108-10. Cub. . M. p.101. 2002.6 (Suppl. v.1998a. Immunotoxicol. et al.. p.1995. n.l. n. 1995.735-8. Phytotherapy Research. p.2002. v. et al. MOCK.l9-23. p.. 1995. MOHAMED. Biochemical Systematics and Ecology. J. 1996.71-86.25-30.340-4. N. MONTAGU. n. v. M. MIURA. J.. n. International Journal of Pharmacognosy.. Contraception. n. p. v.p. MITSUYAMA. I.p. MOHAMMAD. BEVILACQUA.22. v. et al. n. J. Planta Med.. p.l56-60.553-6. p. v. Kokai Tokkyo Koho JP 08099889 A2 16 Apr.1853-9.1998b.1-9. et al.37.170-6. v. 1984.. MISRA. 1996. Phytochemistry. Farmacognosia com Farmacodinamia. Chem. M.342-4. Prod. v.1986. Res.. v.55. MIRAMBOLA. et al. Nutr. n.3. et al. Med.29. D. v.. et al. P et al. v. 426. Sci. B..l. 2001.571-2.198. Life Sciences. Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht)..335-9. et al.2. . Jpn.3. MISRA. 1997. n.1984.. 1990. 1985. n.3-4. et al.. M. p.371-6.275-88. MODAWI. E. MOHAMED. G.44. Indian. A. n. MISAS. Nat.5. n. Fitoterapia. 1968. p. Khim.. v. p. n. p. FUNATSU. 6p. 1995. Anais da XIV Reunião Anual da Federação de Sociedades de Biologia Experimental.. n.33..29. 1989. et al. GAYDOU. B. S. T.381-4. 1968. L. p. 1979. S.1994. n. 1996 Heisei. T. v. 1988.l. n. v.348. MONACELLI. n.59. 1999. E. G.l. G.2.1979. p. S. Sci.283-5. n. J.469-73. F. I.179-81. Journal of AOAC International. v. v. (Lloydia). 1995. J. MIYAKADO. n.24. v.44. Prir. Indica. MISHRA. R. E. Prod. 1986.259-64. 1996. WOODWARA. et al.. MONTANARI. MONTANARI.4.3. M. Protoplasma. Contraception. p.45. Trop. n.5. v. v. v. Contraception. . Editorial Científíco-Médica.1-2.l59-68. 1989.1990. Corps Gras. E.l 18-21. (Cairo). MONGELLI. MISRA. H. Agric. A. S.491-6. n. p.78. Herba Hung. p.6. v.

v. S. v. Y S. 1988.. Farmacogn.Planta Med. DE 3546505 (IPC A61K-035/78. MORITA.368-72. et al. L. 1986. 1990. . n. p. M. K. et al.42. Rev. 156. 23.101-9.1987. L. ITOKAWA. et a. M. .MONTE. Med. 1989.. Anais do I Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. E. n. 1990. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC. MONTGOMERY. 1988. p. Journal of Agricultural and Food Chemistry. et al. Planta Med. MORITA.5. Chem. L.l603-6. MORITA. p. 776-7. Tropical and Geographical Medicine. FONTENELES. p.. et al. . 1992. Rev. MORRISON.360-5. C. Bras.1980.. et al.l. MOSSA..1982. F. O.3..West Indian Med. Spring 1994. J. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. Lloydia (Cinci). Appl. C. n. J. et al. MORI. p. MORTON. 1995. 1987.3. ROQUE. p. M. p..43.44.38-42. v.989-95.35. v. 1979. v.1-2. H. et al. 1992. V.3. n. MORAES. 356. MORIMOTO. p. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. Anais do Congresso Nacional de Botânica. 1989. et al. N.23. C. M.8. M.2397-9. p. 788. Pharm. et al. n. n. 533. Int. Med. n.4 Apr. Res. et al. 176. 1985. MORAIS. Bioorg. R. MORAES FILHO.7. A. v. 10. J. 1977. p.l 17-20. Lett. n.34. 1987. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. 1996. F.4. M. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1990.34. n. n. M. MOREIRA. A. West Indian Med. O. v.469-71. 1982. 89/83906. F et al. p. MORIMITSU. et al. MOROTA.7p. Crude Drug.1996.1.184-8. A. Antibióticos. 1980-1981. n.29-34. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1988.29 Oct. MORITA. M. Anais da XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.20 Aug. 1986. S. Arch. MOREIRA. 1985. et al. et al. J. 1988. H.99-103. v. Anais do XXXIX Reunião Anual do SBPC. MOTA. Appl. S. MORAIS FILHO.2. M. v. p.36.l37-45.l.. M. A. 29 Mar. et al. et al. Buli. S. n. v. Journal of the Japanese Society for Food Science and Technology. J.1985. West Indian Med.. p. p. et al. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). v. n.269-74. MORRISON. MOREIRA. 1977. 1994. WEST.20.36.12.1991.l. C. n. 1991.31. v.54. v. 627-8.. Anais da 32a Reunião Anual da SBPC. MORAES.40. T. Inst. Planta Med. E. E. n. MORAES.. H. 3546505.. Y.l.38-42. T C. et al. 2000. v.1985. M. . 776-7.1/2. S. v. Syoyakugaku Zasshi.39-47. A. Chem.40. Ger.2. S. M. MORETTI. T. MORALES. v. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. O. Res. n. . J. et al. N. p. v. Phytochemistry. Y et al.2. n. MORAES FILHO. 1987. . MOON. H. C.172-4. p.. Kokai Tokkyo Koho JP 02264718 [90264718] (IPC A61K-031/ 335. Offen. Q. S.30. . p.

l. V. M. n. T. n. MUKHERJEE..2.l085-6. 2000.. p. C.J. et al. Phytochemistry {Oxford). J. CROTEAU.26. n. Toxicol. p. n.55.357-61. K. L.. p. et al. MUNOZ. v. n. 1985. B. B.l51-2. Inst.1-10. p.445-9..619. MUKHOPADHYAY.. MUROI. B. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. n.325-31.l. . M. O. 1985..1986. n. MURAYAMA.1988.. T. MOURA.l.6. v. S. D.7329-33. v. 1980.86. J.1780-3. K.1987. 1989.64. p. Carbohydr.37. v. 1994. p.1989. J. p. A. S. et al.. MOULIS. n. v. M. MUKHARYA. MUNGANTIWAR. 1986. et al. p.. V. et al. v. Ethnopharmacol. A. et al. Soc. Res. E. M. et al.7. 1993. p. v. et al. . 436. v.55-8. n. 1993. MULHOLLAND. p. Malaysia.3. MUNOZ. J. MOTOYAMA.4. v.575-81. 631. n. S.4. D. et al. Soc. N.66. J Ethnopharmacol.40. v.279-80. G.172-3. V.41. et al. p. Fitoterapia.J. n. v. KUBO. v.2.29.5.p.853-5.n.536-9. p. v. Soc.2. M..l. v.130.26. n. 631.2.69. Appl. 1993.1106-9.1993. MOURA. v. Int. 2000. n. n.l 19-25. n.. 99. MURUGESAN. S.1963. Journal of Agricultural and Food Chemistry. p.36.. T. P. 1990. v.10. Planta Med.3. M. K. p. n. M. ANSARI. Journal of Agricultural and Food Chemistry. Prod. MULLER.58-64. Biochem. et al. H. H.2. 1997.70. n.391-5.56. et al. 1990. MOURA. MOURA. Indwn Chem. 801. C.70. MOUSTAFA. Indian Chem. Indian Chem. p. v. K. C... et al. . MUNDE. 1986. Fitoterapia. v. J.. . K. et al. J. 1992. p. A.31. Planta Med. et al. Indian Chem. MUROI. Planta Med. Bose Res. 1990.. H. J. p.1999. Arch. J. Anais do III Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. MULCHANDANI. p. 1995. et al. B. v. et al.. et al. C..4.213-14.1997.757-60. n. Dtsch. n. MUELLER. Med. Sci. Org. Assiut Univ. MUSCHIETTI. v.2. Incl. p.l. I.125-31. XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. p. 242. R. p.1990. 1987. Chem.289-300. Bull. MUKHERJEE.82. v. A. et al. E. Phytochemistry. et al. Chem. 1989. S.3.268-73. Soc.65.13. MURALIKRISHNA. MURDIATI. K. Ethnopharmacol.4.l.163-5. Cancer. B. n. LAM. T.73-4 (English) 1996. L. H. Cult. 1987. DAMODARAN. et al. MUIR. Trans. n. et al. et al. p. 2000. v. T. FRANZ.2. n. A. p.64. D. 568. F. N. Sect.41 . . n. n. K.. n. Ethnopharmacol. v.6. MUJUMDAR...1963. v. Indian Perfum. Anais da 42a Reunião da SBPC.J. 38ª Reunião da SBPC. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. et al. . Nat.. p. et al. p. n. v. V. G. Shokubutsu Soshiki Baiyo. A. MULCHANDANI.7 2537-2543. M. v.45. A.3.l. 2002. et al.7-10. 1977.63.32.. Chem. A. HASSARAJANI. . 1979.13. MOURA.66-7. N. n. B. N. v. 1986. p. Sci. n. v. Helvetica Chimica Acta 76. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC. G. H.130. Phytochemistry (Oxford). L. Oncol Rev. v. Indian J. Ztg. I. MULHERJEE. MOTEKI. R. p. p. v. p. L. p. 1988. A.183-7.127-37. Biophys. L. 1985. et al.3.. Med.1987.MOTA.55.5.9.66. Pharm. v. MUELLER.34. Apoth. n. p.9.182.10.

et al. 2002b.17. 125. p. T Chem.296-303. M. n. NAKATANI. v. Phytochemistry (Oxford). T. p. n. S. NAKATANI.3/4. et al.2107-12.3362-4. Phytochemistry (Oxford).5. l l .293-6. Kokai Tokkyo Koho JP 09221496 A2 26 Aug. n. n . p. 1997a Heisei. et al.56. Quim.. et al. Nutr.3345-6. v. NAGEM. C. 1993. n. J.48. p.64-75. p.1. Cell. Seikagaku.4.54 . n. MYINT. 2000. 186-8. MUTASA. Natur.l. Forsch. v.56. FARIA. p. T.7.200-3. WDOUNGA. v.50.8649. n. MUTSCH ECKNER. T.2. p. v. v.6.. n. .3-4. Chem. 1990.10.1986. 1993..30.J..12. Food Chem. T. 1985.382-3.1990.1992a. Lett. p.64. Planta Med. n. Tetrahedron Lett.2. MARTIN. n. Ethnopharmacol. p.4. v. E. Fitoterapia. M. Pharm. n. 1996.. et al. NAHRSTEDT. NAGEM. .253-7.2002a. NAKATU. V. p. Phytother. Latinoam. R.32. p. J. NAGARAJA.1962. Lebensmittel-Wissenschaft & Technologie. et al. Anais da 16a Reunião Anual da Soc. Univ.2. p. n. NAENGCHOMNONG. Chem.10. NAKANO. 1999. NAGEM.44. 1989.. p. J.1983. NAGASHIMA. Y. et al.l 115-9. v. T. NAGAYA. et al..40.1981. Tissue Res.. v.1995. J.244-5. Journal of Natural Products (Lloydia). ALVES.l. A.6.36. v. n. V. et al... Jpn.66. p.. Phytochemistry.47-8. n. V. v. n. Ethnopharmacol. p. p. J. et al.2.2002.177. S. . 13p. V. L. A. v.163-6.. p. NAGEM. T. p.25.3335-8. NAGASAWA.2.30.34. p.517-9.37. MWENDIA. et al. Soc. n. n. v.449-52.Diss. W. et al. v. v. n. et al. n.27. K. n. NAGARAJA. n. n. v.25. L. v. K. Tennen Yuki Kagobutsu ToronkaiKoen Yoshishu. N. NAIR.1979. PN-86. v. S. B 56. p.1986. Planta Med. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. NAKAMURA. Cancer Letter.30. J. et al. Phytochemistry. p. Perkin.. Bioscience Biotechnology and Biochemistry. M. Sect. C.1991.5. et al.4. v. p..283-5. n. Rev. NAKANO.201-6. Med..9.20. M.1997.5675-8.56. 3518. et al J.2. Phytochemistry (Oxford).1990.1987. et al. v.1993. p. NAKATANI.2. v.249-50. Plant Foods Hum. n. p.759-62. Phytochemistry (Oxford). HASE.143-4. v. . T. n.1275-6.. p.3362-4. et al. . v. W.l37-58. NAJAMURA. T.703-6. Planta Med. p. Avail.1985. Order No. DE JESUS FARIA.29. 1992b.1995. n.81..Abstr. 1976. 1990. NAKAMURA. v. Quim. et al.. J.56. . M. n.. NAGARAJU.l 19-24.. Biol. Plant Foods Hum. I.. T. p.DANN97521 From.33.6. Bras.278. Agric. M. A. v. Agric.417-21.3. .29.2-3. MWANGI.1993. J. Phytochemistry (Oxford). p. p. NAKAJIMA. Planta Med. 1990.l95-205.. H. v. v. N. Am. Fitoterapia.47. H. J.. G. 1979. n. v. n. et al. et al.MUSUDA. v. 10.135-7. W. T. Nutr. NAKATANI. n.37. FERREIRA. Chem. .307-11.1986.5512-6. v. C. M.1990. 1991. N. et al. A.1985. n. NADAKAVUKAREN.3. Z. NAGEM.204. n.5. n. Phytochemistry. Fitoterapia.J. J. H. 1995. p. p. p. et al. p. v.29. n. Pharmacol. Int. K. Biosci. S.36. Microfüms Int. p. p.10.

n.51.J. C. Ethnopharmacol. NANDA.1992.21-9. n . p. 1999. v. v. J.1983. Bull. n.2.43-7. 826. p. et al. p. K. v. .2735-6. Dial. Nat. Pharm. Bull (Tokyo). NAMIKOSHI. S.. n. p. v. Q.1976. Chem. p.1988. n. v.31. n. C.ll. v. Anais da XXVIII Reunião Anual da SBPC. 36. NGUYEN. . p.2002. p. n. v. v. T.l11-14. v. n.21. R.Journal of Ethnopharmacology. . Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC.3597-602. v. . NASCIMENTO. B. 1964.12.1977. n. Anais da XIV Reunião Anual da FESBE. .467. Int. et al. Pharm.2761-73.242-4.1994. p. J. p. M. Phytother. 1986b. p. v. SRIVASTAVA. NEOGI. Sci. C.327-8. 1987. p. NEIDLEIN. v.264-6. et al. n.J. Ind. Chem. Prod. et al. N. 1985. p. n.1987a.. Seikagaku.. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. S. n. Pharm. p. 36159. J. Phytochemistry.54-8. J.566-8. R.9.J. v. C. 1987.24.2.13 . n. p.9. 391.. 1994. n. A. NASCIMENTO. Shoyakugaku Zasshi. M.l33-8. K. S. p.79.243-7.25.12-16 (Vietnamese) 1997. n. NERI. Res. J. v.18. p.23. NG.39. B. TAMOTSU..1997.J.. NASIR. Pak.3568-75. 58. S. D. Chem. M.. Journal of Advanced Zoology. v. NEILSONJ. A.3. l . v. MORS.3568-75.2. et al. Ethnopharmacol. n. .2.2. et al. NETO. v. et al.1998. NEVES PEREIRA. P. M.43.. p.598-600.35.4. p. Res. R. Transplant. J.1998. . Chem. p.6.. n. Sci.2. p.55-61. 1996.575-90. n. . NAMBA. K. NERALIYA. NETO. T. M. v. NEGI. v.35.l. Phytochemistry. n.2. Biol. 446. 1985. Vet. 1991. Tap Chi Duoc Hoc. 1996. v.35. p. et al. Ethnopharmacol.28. 189. v. et al. Arch.50. SAITOH. F. 1997..1981.26. DALDRUP V.107-18. 826.4.l.19.570-2. Indian J. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. K. J.2. Sci. NELSON. Pharm. M. NAMIKOSHI. 108. et al.l.1996. NASCIMENTO.6. 1994. n. . P et al. Bull. . v..l 175-94.23.2. M. et al. p.125-7. S. K. NAMIKOSHI.1987b. Indian J.Ecol. Aust.3. n. et al. Pharmacol.. Nephrol.313. p. Anais da 48a Reunião Anual da SBPC.l. Bull. B.l91-3. Protein. M. U. p. E.7.1994. 26.1988.75-7.10.60.1986. et al. Anais da XXXXIX Reunião Anual da SBPC. p. W.17. Exp. M. l 1 . n. Pharm. et al. 1987. n. General Pharmacology. n. v. et al. et al. Res.. M. T.379-80. v. NASCIMENTO.1997.l831-3. A. NETO. J. DUTTA. 1989. (Tokyo). n.9. (Weinheim).163-72. NGOUELA. Ethnopharmacol.. Pharm. n . L. v.9..8.NAKATU. p.1988. 1987c. . C.15. Chem. Pharm. NERKAR. v.8. R. (Tokyo).43. p. p. S.81-7. Phytochemistry. n. Indian J. Essent. Pept. Phytochemistry. v. S. et al.146-53.l. General Pharmacology.97-108.35.1986a.1980. v.1986. n. n. M. BURREN. Oil Res. V. NAVARRO-RUIZ.. et al. NATH. v.61. Pharm. . p.

Fitoterapia. et al. v. A. . NORRIS. H.6. Fitoterapia. n.9.. Acta Botanica Yunnanica. v.1996.NGUYEN.. OBASI.6 Mar. n.J. n. n. Nat. .82. n.507-7. (Tokyo). p. 86/49164. Res.Antibiot. D. OBASI.5.l5..7. p. B. Oil Res. p.5. p. B. Planta Med.2. et al. Food Chem.11 Sep 1987. Phytochemistry.244-8. Fitoterapia. Planta Med. K. R. v. n. GB 2246128 Al 22 Jan.. et al.7-14..61. p.3.N.30. Nat.10.4. et al.1996. B J. n. NOZAKI. v. p. NOVELO. NOAMESI. p.l. NORO.10.. Soc. p. NOAMESI. Agric.1993. J. et al.1978. B. p. Químico-Farm. p. Oncology. ABOU-DONIA. p. O 'BRIEN. C. I. A. et al. et al. Natural Toxins.1993.4. v. NISHINO. Farm. T.67.1977.634-7. O. n. n. J. A.l. West Afr. v.159-62.37. D. NUNES. et al. O. v. Drug. NOVOA. et al.3. n. n.546-9.62. J. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. NICOLA.1991. Rev. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al J.27. et al. p. . n. v. Am.1987. B. NGUYEN. IGBOECHI. R.1995. v. Soc. M. J. F.9. v.. OBERLIES.50.l.1987. p. P. R. v. n. N1GRINIS. v. L. p. Planta Med.157-9.350-4. et al.33-6. v.p. Prod. E. C. n. n.201-8. Parasitology Research. M.v40.5. Journal of' Ethopharmacology. v.5.36.17-19. P. Prod. OELRICHS.5.43. Prod. n.50. p.l325-35.2. v.309-18. H. Pharmacol. B.. 1949 NISHIMURA. K.et al. p.253-5. n.1996.59.16.38. Oil.. Rev.3.56. v. v. et al. n.1995.. n. n. v. p.49. v.1991.5. S.5. 1986.2. n.1728-6. NUZELLLARD. N. UK Pat. Planta Med.Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Colombiana Cienc.59. p.4. Q.. . NOPITSCH-MAI. n. H. et al.. 1998 NUNES. p.1989. p. Pharm. 1992. Planta Medica.30. NGUYEN. Phytochemistry. p. v. et al. et al J. Colombiana Cienc. X.12. ODEBIYI.39. Químico-Farm. Chem. n. N.624-5 . NIU. Oil Chem.1985.43.1998. et al. n.1991. n. v. v. .344-9.1985. H. et al J. T.29-30.. NISHIKAWA. v. p.480-1. p..100-3.85-7. STIPNOVIC.p. Exp Med. 9p. p. W.1989. K.4. n.. p..4. p. D. Kokai Tokkyo Koho JP 62207287 [87207287] (IPCC07H-013/06. D.781-5. NIETO.6.l. Essent.1994. Boll Chim. 1998. S. n. H. et al.945-7. et al J.4. J. n. Appl. E.297-9. Am. v.2. Brit. v.3. B. n. NTEZURUBANZA. L. Nat.31. B. et al.139-42. 189. 195. v.. p. et al. PZ Wíss. Jpn. 134.. Org. M.3.1984. Appl.1997a. et al. NOMEIR. NODA. et al.l.2. 1986. Anais da XII Reunião Anual da FESBE.1990. n.2.358-8. v. 1986. T.1993. NIE.1105-11. Buli. NUNES. NIGAM. 1977.48-8. p. et al J.1976. 47..1982. . S.897-902.144-6. J. v.1986.56. C. OELRICHS. v.20.1980. B. Jap. Pharm.259-61. 1997b. J. Indian J. Tap Chi Hoa Hoc. S.53. NILUBOL. N. C. v.5. B. n.135. v. p.T. Chem. n.6. Nat. Toxins.421-3. G.n.302-3.37-48.1990.1988. p. p. NOK A. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. v. n. p.11 3819-21. O. O. N.1990..337. Chem.1985.

2.73. et al. O.15. Chem.64. p. G.12. ODEBIYI. J.1997. n. et al. p. OLIVEIRA.347-51.l. OHMOTO. v..1993. 123.36.1987.54. n.55. O.24. 1984.2.3-11..J... et al. n.303-6. A.2171-2173. p. Chem.. p. OKAFOR. Pharm.40.21. p..151-3.4. T. 1995. Phytochemistry.. Phytochemistry (Oxford). Philipp. p. E.115. J.l 55-257. Fitoterapia. v. 2001. Planta Med. ONAWUNMI.3. p. OKUDA.14. p.4. n.578-81. Planta Med. OLIVEIRA. Q. Lloydia. v. M. Shoyakugaku Zasshi. O. . v. v.. Flavour Fragrance J. 1986. et al. Phytochemistry. . n. Phytochemistry (Oxford). p. O. 253-8.9.l57-61.2414-2416. .18. J.OGA.l. n. Phytother. p. Ethnopharmacol. p.347-51. et al J. Pharmazie.1980.2. 1991. p. v. n. G. v.3. .4. n. p.l08-15. p.38. n.1988. . Q. . J. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.4.4. n. G.60. 1986.J.2.4.1988. OMIDIJI. O. OHSAKI. n. OGUNLANA.29-41. 67. n. Journal of Ethnopharmacology.1981. M. .281-287.2.1-21. Pharm. OKUYAMA. E. p. OLIVEROS-BELARDO. n. R.. J. L et al. 1995. v.2871-4.91-7. Nat. Chem.l. ONAWUNMI. OKJAR. v. v. OKWUASABA. Commun. O.3. v. T. et al. J. .1986. 1987. v. .198-9.30. Res. E. Fitoterapia. v.1988.1982. Planta Med. OJI.332-338.l33-5. Phytochemistry (Oxford).12. n. 1976. n. OLIVEIRA. n. 1998. F. H. et al.9. 1993.2. n.42. OJI.5. p. n. p.41. Chem. p. Soc.68. S.. et al. v. v. et al J. A. v. p. v. . 27.157-68.4.. 137-9. Ethnopharmacol. p. p.2002. Lloydia (Cinci). n.40. v.1983. D. n.26. ONAWUNMI. Lloydia.1977.35. Tennen Yuki Kagobutsu Toronkai Koen Yoshishu. Bull. p.1996. Ethnopharmacol.51.7.12. v. n.1986..34.B. Journal of the American OH Chemists' Society. n. Chem.2650-2. . Planta Med. p. et al. Int. n. G. OLIVEIRA. v. O. Bull. n. v. p.205-7. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.7.1986.64-8. p. O.. p. Fitoterapia. 2001. O. v. Res. v. v. p. OKUNADE. . v. et al. 37th. p. v. O. n.l. OMARA ALWALA..443-6. OGURA. n.76. ONAYADE.3. p. p. et al. v.2. 1996.l. n. Planta Med. et al. E.912-4. n.101-5. n.l.1984. ONAJOBI.139-41. v.1. v. 189. Sci. Discovery and Innovation. et al. et al. Crude Drug. A. OLIVEIRA. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. . A. Res.1991.4075-8. O. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. v. Bull. 123.1987 . Phytochemistry. L. v. OJEWOLE. A.39. 25. OKUGAWA. n. 1990. p.21. Phytother. 1996.41.. 1984. 1997. n. et al. et al.279-86.243-226. v.2000.44.2.2. F..333-6. OJEWOLE.5. Pharm. n. Prod. 1987. G. n.1987. n. A.10. p. O. A. M. M. M.605-8.1991. T.1-16.43.2.

n.1988.20. Jpn. p. PAKRASHI.6. v. Ecol. Buli.31. L. p. Contraception. n.628-9. C. p. S. M. v. Rev. Fitoterapia. n. 1974. n.47. L. et al. Anais da XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1989a. Dematitis. v.1995.1986. n. p.22. n.45. et al. 108. v. Alimentaria..276.6-10. Indian J. PAL. Kokai Tokkyo Koho JP 09234018 A2 9. et al. C. PAKRASHI. et al. Letters in Applied Microbiology.1976.385-9. n. PAKRASI. v. et al.1986. Alimentaria (Madrid)..l 192-6. M. Cirne. J.l 101-5. PALERMO-NETO. F.1978. v.. A. PAI.12. p.69. F. C.1997.55. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. 1995. v. n. K. p. Chem. OTERO.2986-91. ORTEGA-FLEITAS.1-2.1989.. M. A. p. M. 2000. S. Colomb.. Arch. P. F. A. p. Pharm. Bot. n. v.. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. C.1979. p. Cercet.4. n.. Phytochemistry.34.9. Cell Biochem.39.1992b. Acta Manilana. v. p. n. ONWUKA.32. Chim. v.47-9.1985.44-7.9. Biol.1325-30.1985. Jornada Paulista de Plantas Medicinais. n. Farm. ONYENEKWE.J. OSMAN. A. 165. K. CHAKRABARTY. n. OSHIMA. PAKRASHI.. v.l78.30. n. I. n. v. n. PAES. Food Agric. J.14.l. SHALA. Funct. p.1990. Indian J. A. v.l. Pharm. Phytochemistry. p.ONO. S. p. B. Phytother Res.2001. PALANICHAMY. n.1977.. p. .1996.l. Exp. p.l99-206.601-6. v. ONTENGCO. ORSINI. et al. PAIVA. v.46. OSAKABE. L J.1978. et al. PAGOTTO... ORABI. et al. et al. et al J. D. PAKRASHI. Commun. D. G. p.19-23. Stud. W.1996. n. 78. et al. .475-80.16. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. PAGAM. C. et al. Sci. v. Chem. Grasas Aceites. v.13.49-54.176-80.1987. Tropical Agriculture.1996. ORTEGA.523-36. p.1978. p. p. n.5. et al.3.456-9.15. SHANA. F. OZDEN. . OSPINA de NIGRINIS.1995.5. Zootec. 1997. et al..437-9. Anais do XIV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil.1283-5.. G. n. .39-42. C. p. n.2001.2.20. OTAKE. R. Araraquara. v..3. p. Chem. L. v. OSIANU. 1992a.29. et al. L. HIRUMA-LIMA.2015-6.l. v. p. A. Contraception. Y.10. C. S. v.1990. Indian J. v.. OPUTE. A. A. p.37-47. v. PAGNOCCA. Pharma Prat. et al. Contact. Biochim. Food Cosmet. V.T et al. n. C. Y et al J. M. G.1990. P.43. PAKRASHI. PLATT. Phytochemistry. A. n. Chem.58.3. Experientia. ORTEGA-NIEBLAS. p. p. Biol. G. 1996.l79-80.. n. B.17. Quim. p. J.2000.158-62.2000. p. R.26. v. v. Toxicol. I.l 16-7. PAIXÃO.273. 485.1980. 109. p. A.1992. OPDYKE. p.l 16.14-8. p. Exp.l 1. O.5. M.8. C.1979. v. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC. n.1995.4. v. et al. v. L. R. et al.5.l74. A. v.233-41.73. et al.7.1996 ORTH. N. p. PAGANINI.1995.3. v. Pharmazie. et al. ORTEGA. M. n. Exp.281-2. et al. D. CIURDARU.1.34.517-29.457.17.65-72. p. PAL. Contraception. n.1999. v.61. Farm. et al.. 275.34. Soc. et al. F.737-8. NAGARAJAN. T. v. A. Ethnopharmacol. Boll. Sep.38.5. 2.129.

v. et al. Prod.580-1. n. Prod. et al J. v. .48. B. p. M.1988.8.2. ROTAR. D. S. v.6.200-2.5.30.31. v. PASCOE. P. v.. v. p.59-61. p. PASKA. 1996. 132-42.26. PAYA. J.. Mutagenesis. PARIS.1989. V.49. v.1995. Pharm. p.l 158-63. M.. p. Phytother. p. p.8. F. v. F. p. PAULINI. n. v. 446. J. . et al. p. p. PANDEY. E.1996 . P.233-9. PATEL. DELAVEAU. n.58. v. O. p. Planta Med. Phytochemistry (Oxford).1991. D.. PARRY.56. P. PASCUAL.. v.228-32 1996. LI. p. A. PENELLE. 1998. Pharm. n.1999.5. v. n. 1992.101-5..1987. S. H. et al. A. Compt. 10.. Pharmacol. n.5-7. K. Tetrahedron.325-32. H. PATWARPHAN.J. n. B.27.4.40. et al Biochemical Sytematic and Ecology.1999.v.189. . Nat. p. D. n.. PENA. p. n. v. Probe.1539-41.2001.879-83.5.5.2002. Anais da XXIX Reunião Anual da SBPC.7. p. M. PAPHASSARANG. n.1968. Volume Date 1995. n.53. Phytochemistry. R.446-50. Phytochemistry.. p. R.271-3. .3.4. n. PAULINI.1991. Food Chem. C. v. PARENTE. ...2000. A. J. . Pharmazie. G.45-50. B41. R et al. J. PATEL. v. n. Quart.52. Journal of Ethnopharmacology.2. n. PATIL.67. SCHIMMER.24. Scand. v. p. v. 39. p. p. Res. . J. 2001. n. B. Toxicol. M. . et al. v. v.1989b. PENG. et al J.52.1991. n. S. v.5. Nat.PANDA.52..82-3. et al.187-94.43. Pharmazie. G. P. J. Farmaco.8. M..l 1. P.795-802 1996a.7.. 1997. P. n. Rend. PANTOJA. MORS.53. n. Ser. et al. v.12. Hosp.l. Prod. PASQUA. Journal of Ethnopharmacology.2.20.51. et al. Indian J. C. C.17. et al. p. ..l. A. A. v. p.4. n.2. et al. 108.3...619-26.1987.39-41. N. ] Etnopharmacol. n. PAUMGARTTEN.267-70. n.1978. Mutagenesis.964-6. R. p.296-7. et al. Journal of Ethnopharmacology.l. S. J. GUPTA. v. PAULO. PENG. FREITAS. p.l. Gen. 594-5. n. p. Acta Chem.9-16. v. n. v. PARMAR.321-2 (English) 1996. p. p.595-7.63. p.l359-60.1977. v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. M. . p.. et al J. Journal of Ethnopharmacology. v.521-5.5. p. J. p. et al. et al. p. n. n. v.. n.40.1990. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE.305-7.4. et al. n. Protoplasma. Sci.1996. 1967. Crop.913-15.6. Yaoxue Xuebao. 1999. KAR. n. G.l 1.470-4. A.l595. p. PAULA. W.3. et al.1458-9.11.23. Nat. v. N. v. v.l63-6. S.57. . v. Crude Drug Res.1986. et al. v. v. Phytochemistry. v.1995. Nat. Yaoxue Xuebao. n.44. J. et al.1965.1989a. PARK.3.1989c.J.36. PELOTTO.1996.7. n.577-80.4. n. p. p. Prod. 1986. PAULINO.1993. lndian Drugs. Nephrology Dialysis Transplantation. 294. et al. p. O. J . PARODI.28. n.1-2.2.239-42.1996. V. n.1988.3.21. n. Orient. p. J. C. Chem. PATNEY. p. v. O.260.4.1583-92. n. Hunan Yike Daxue Xuebao.1987. et al. p.11. PARLERMO-NETO. n.1057-66.5.1998. Pharmacol.501-4. S. Phytochemistry.271-3. 1989b.31. B..

1994. p.53. et al. R.. p. n. R. v.1986. Prod. C.1994. n. et al.56. p. p.1990. v.6. Vlietinck..26. n. N.5.Journal of the American Mosquito Control Association.1991. 1988. I.].1322. Perkin Trans. A.182-5.. v.1999. Nat.25. M J.. G. v. Br. P. p. p. Perkin Trans. n. S. Phytomedicine. n. et al. 302.65. H.2. . n .607-12. et al.17-22. v. Cancer Res.29.. Chem.23. C.899-906.525-8. p. Yaoxue Xuebao. R. BLONSTER. n. p. PEREZ. p.. n..5..1989. et al. PEREZ-MALDONADO.169-74. et al.279-84. PERDUE..1219-21 1997a.937-40. l l .J.6.31. v. v. PERICH. p.38. Nutr. et al.43. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Arizona Board of Regents US.833-7. Fitoterapia. 1990. 1978. J Ethnopharmacol. n. J. A. 1974. A. Acta Pharmaceutica Sinica.1984.27.76.2.1996. W. v. Abstr. p.465-8. PEREDA-MIRANDA. PHILIPOV. p. v. p. et al.2429-37. 1997.. p. v. PESSOA. PEREIRA. Tap Chi Hoa Hoc.. J.2. p. Prod.4. . Planta Med. .581-6. C. v. n. p. B 1992. v.31.1980.2803-4 (English) 1992.l43-6. Phytochemistry.1996. 1. et al J. 1992..57. E. Int. n. PEREDA-MIRANDA. PEPATO. Planta Med..56. v. S. n. P. PETERS.1987. et al. A. C. v.23-6. PFAU. n. Antimicrobial Agents and Chemotherapy.54.555. L. 1995. PETTIT.l91-7.1992. Chem.3. v. Exp.1994. R. v.15. 514-25 (IPC A61K-031/ 71. v..8..996-8. L. H. v.515-33.3. Phyton. W. p.1974. n. p. n. p. PEREIRA. S. v.11.. n.6. N. .T.6. 467683. Anais da 40a Reunião Anual da SBPC. Chem.337-9. Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC. G. PERRY. n. Clin. NORTON.12. Med.2.1. et al. R. PIETERS.38.1997b. M. n.PENG.1990. C. PHADKE. et al J. Appl. n. Microfilms Int. B.58. PEREZ.l. a traditional South American drug. Order No. S. P.2002. p. v. PEREZ-GUERRERO. 1991.2.63. M. N. S. .76. 129-31. R..1994. v.9. Diss.81.5. p. DELGADO.9. n. 1995. Soc. v. SOUZA. V.1551-6. v. PEREIRA. 216p. p. B.1054-7.1986. PEREDA-MIRANDA. p.5Mar. p.2971-4. 1988. P.12. 872. PETERS.67.2623. Prod.22. Prod.53. C. et al. T. p. v. R.33. p. Journal of Medical Entomology. Sci. G. n. R. p. GASCON-FIGUEROA. R Anais da XXVI Reunião Anual da SBPC. A.5. PIETERS. n. R. ANESINI.. PEREIRA.. n. PHADNIS. p. Soc. et al J. American Journal of Chinese Medicine.26. et al. 1974. p. PETCHNAREE. n. et al.1993. D.J. P.2001. A. et al.6..99-102. Indian J. J. PIETERS. R. S. Planta Medica. J.60. W. n. Sci. et al J. 1994. J. v. . n. PICHA. Life Sci. Can.. p. R. DA9231869 From. M. v. W. n. KULKARNI. Nat. n. Nat. v. p. L.64. P. p. Phyton. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. . Ethnopharmacol.2. Avail.918-22.l.4.. US4997817 (C1. et al J.307-10. PETER. TSE..2. Univ.. PEREZ-AMADOR. v.l 77-83.l 13-7.19Jan. Ciência e Cultura. Chemical Research in Toxicology. 1994. Tetrahedron Lett.1996.. p. Nat.51.2. The biologically active constituents of "sangre de drago". 1991. v. M. B.5767-70. J. n. PHAN. PIERS. M. J. n.1993. v. n. Pharm..6. .

Proceeding of the Society for Experimental Biology and Medicine.. p. A.365.1996.3. Food Chem. A. v.].29. POLASA.1989.. V. et al. p.8. B.23 . 1994.l.4. B. Alimentaria (Madrid). Planta Med.-Wiss.56. M. . Cancer Immunology Immunotherapy. 1994.25-33. PINO. 1996.. n.p. S. v.1997a. p. et al. v. Rend. et al J. Helvetica Chimica Acta. 1990.1994. PORROS. H. v.1605-8.68-74. 1998. B.29. v.4. v.3. L. Oil Res. K.346-50. 2001.103-127. 258. POUGET.10. J.1992. n. PINHO. p. et al J. Ethnopharmacol.l-118. 88. N. Phytochemistry. POBOZSNY. Sept. M. Essent.217-9.. R. n. A. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.J. R. et al. PINO. P. v.93-8. P.71-82.9. C.). Southeast Asian J.p. M. K. n. B. Anais da XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.139-41 1996. Essent.5. PONCE-MACOTELA. n. v.445-6. R. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.10.1981. J. E. POTTRAT O.2. v. Essent.9. et al. p.41-5. et al. n.34. et al. M.36. 1993.2. p.1991. Compte Rendu Des Seances De La Societe De Biogeographie 66. v. v. Oil Res.37.. p. P. v. v. M.-Oct. p. PINO.33.2320-21. n. K. v. PINO. p. p. Oil Res.4.2. GALAN. Technol. PRADHAN.9. n. v. 1998. POLI. v. Toxicol.1949.3..279-82. v. 547.76. p. n. PINO. Oil. n. n. p. n. POMÍLIO. PLOUVIER. . p. et al.J. n.l. et al..l23-4.2. 87.5. M.362-4.467-8. E. Nahrung. 258.1990.2.l. SRINWASAN.384-8.203. p. p. v.1979. et al. p.18. et al.1983.75. n.859-61.J.l. Nahrung. 1693-5. ORTEGA. PLATEL. v. . 1984. PORTILLO.1997. . C.662-3. p. S. n. 149. et al. Ethnopharmacol. et al. et al..22. F. . Anais da XXXVI Reunião Anual da SBPC. Nat.289-95. n. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1990. et al. et al.2.4. A. v. p. Herba Hung.853-4.. v. PIRKER.3.1993. A.101-5. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. n.1993. O.8. n.1997.. 59.1990.156-160.1997. PRAKASH.PIETRO.33.763-6. A. p.48. 1998. PINTO JUNIOR. n.44. RUKMINI. v. 1995. L. C. K.. Essent. A. PORRO. PINTO.. p. Oil Res.1992. et al J. Bradea 5 (Suppl. v. PLUMEL.7. et al. G.335-8. et al. Rev Invest Clin.4. v. v. International Journal of Pharmacognosy. v. v. n. n. n. n. C.3. Trop. PITASAWAI B. n. Res. Public Health.4.25.et al. Med. p. PINHEIRO. p.1997. J. v..155-61. R.5. PINTO.26. Ethnopharmacol.. Lebensm. A. PINAR. Prod. Journal of Natural Products (Lloydia).1989. K. p. p. p.9.36. J. . n. Contact Dermatitis. J. . 2000. Compt. Phytomedicine. et aí. PLATEL.1993.l 8-25. v.1992.1987. p. Phytochemistry. Nahrung. . n. Nahrung. 1998. PINTO. p.286.3. et al..43.J.833-41.41. n. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. 1985. p. C.228. PISTELLI.

L. et al. S.26. p.8..71. Life Sci. n. C. Journal of Food Protection.1996. p. Phytochemistry. p. n.18. A. p. F. n. et al. 320. v.2. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do X Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. Immunopharmacol. O. 1988. et al.. BRANDÃO.2001. .1986. QUEIROZ. 1988. Estudo do efeito analgésico de plantas medicinais da família Piperaceae. 1993. v.6. p. Pharm. p. p. p. B. G. China Journal of Chinese Materia Medica.18. Immunotoxicol.5.. Cancer Letter. M. Anais da VI Reunião Anual da FESBE. n. Res. p. S.l.229. n. C.59. PRAZERES. PRAKASH. Phytochemistry. A. v. v. 320. Phytochemistry.1996.58. A. B.183. S.75-81. p. et al.2000.23. n.143-4. PRIESTAP. Fitoterapia. n. I.287-94.l-2. PUATANACHOKCHAI. n. n.685-6. et al. J. 16. n. L.535-47. PUPO. Journal of the Science of Food and Agriculture.7833-42.673-4. 1975. .l9-24.70. 133.. Biol. M.l 129-30. p. J. et al. QUEIROZ NETO.858-61.2002. PRASAD. K. v.3. v. et al. p. Rev. et al. J. . A. et al. Prod. Z. PRAKASH..1991. J. P.1988. v. n. Indian J. et al.. p. n. 246. n. v.25. Materia Medica. RAYNAUD. p. Crude Drug. n.12. v.59. K. PRASAIN.. n.l74-5. n.l. 1980.PRAKASH.57. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.18. 5/9. J. n. PURUSHOTHAMAN.196-9.47. . J. n.12.9.465-8. p. v. p. 1995. v. QUEIROZ. et al.1987. K. Bras.6. n. Pharmazie.1986. B. v.1971. Biophys. v.. REIS. et al.41. K. n. Tetrahedron. p. MURTHY.304-5.5. v. K. Ethnopharmacol. J. p. p. v. v. R. v. 1989. v.63.72. v. v. R.3.l. 273.6. PUGAZHENTHI.l.304-5. v.1997. Soc. Biochem. p.8. et al.9-15..1990. et al. n. p. 1993. .2000.1-2.484-91. VASANTH. QUEIROZ NETO. A. PURI. p.. p. et al. 1988.221-6.. . p.. K. QUEIROZ.51. v. 1996. p. . n.429-32.11. et al.89-92. C. 1996. QUEIROGA. 22. Bot.2420-2. Acta Helv.3. 1996. n.28. Clin. Commun. PUSHPARAJ.1986. Ethnopharmacol. v.2. PROLIAC. Chem. et al.367-82.Plant Foods for Human Nutrition (Dordrecht).2. S. Exp. 2000. J.519-30.53. n. et al. 2001. 109. et al. Biochem. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.23. v. O. R. P.2. QUADROS. Phytochemistry. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l 15-9.v.1985. A. QIAN-CUTRONE. PU. A. PROLIAC.1987. n. Nat.611-12. v. C. p. v.24. K. p. Indian]. J.3035-40. S.185-92. et al. 1992.10. Res.. v. L.13.2. Indian Drugs.l579-82.69-76.ll. QUEIROZ. H. n. PURUSHOTHAMAN. D et al.1988.1977. I. lnt. Ethnopharmacol. J.14.33. Pharmazie. PUSHPENDRAN. 6/9. 1996 QU. p. L. .24. n.5.1996. Monografia Unesp-Botucatu. A. QUESADA. Tetrahedron Letter. p.

1990. G.76. n. Phytother.729-32.517-20. K. 313.l557-60. p.19. Med. et al. P. FOUSSARD-BLANPIN. R. p. C. et al. v. A. v. Phytochemistry. p.). Biochimie (Paris). v.170-1. n.67. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Inst. K. p. T.).1997.70 (Sept. Phytochemistry. et al. v.8.l. et al.261-71. p.4.1988. 236. V. S. RATHRI. K. RAHMAN. et al. India. Pasteur Madagascar. v.269-75.81-7.. Soedin. Anais da XXXIV Reunião Anual da SBPC. A J. v.4.1990.179-82. S. V J. Phytochemistry. S. 1975-8.1980. p. RAKHMOV..81-5. n.56. J.5.58. S.l..1988.l 107-10. Indian Chem. p. A. 1997. . C. J.. n. et al. n. Agric.. v. v. v. 1187-1188. D.1997.1979.1999. n. 1994. RAKOTONIRAINY. . V.2. et al. et al J. et al.63-4.1988. 1. B...1987. v. RAMACHANDRA. n.1986. Pertanika. RATNAYAKE. Assoc.. Phytochemistry (Oxford). QUIJANO. et al J. A. v. 6. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. P. n. R J . et al J. Indian J. p. Drug Dev. Res. n.171-6. LAU. PRAKASH.40.67. RAMESH. Arch. p. 509.48.56. RAJASEKARAN. C. RAINA. n. et al.1987. Pharm. RAFFAELLI. RAFATRO.68.l. Indian J. v. et al J. Y. Anal.65..2002.2001.19. v. Curr Sci. n. Sci. p. v. v.9. n. RAO.52. et al. RADHAKRESHANAN. RAMSEWAK. S.3.1996.1992. v. 1990. Sci. et al. et al.9.1994.14.207-214.l. P.. p. R. p.1990. 6/9.16.2.3. Med. v. S.. B.70 (Sept. et al. F. Pharm. Fil.1093-4. Essential Oil Res.5. L.5.l24-7. v. p..40. 1997. Planta Medica. p. p. v. p.27. 1976. v. O.. p. Indian J.. v.l.45. L. et al.5. Ethnopharmacol. M. RASTOGI. v. 1988. RABE.1053-61.57-61. p. S. p. Res. N..236-3. p.26.2. Ethnopharmacol. R. 1989. v. 777. et al. R. 123-7. v. V.3. RALISON. n.3. L.l.81-7.3.2002. n. n. Cancer Lett.6. Phytochemistry.l.. RAHMAN. RAMAN. N. n. v. RATH. et al J. GAIKWAD. M.86. n. p. DASAUNDHI..3. et al. Khim. RAI. p. Prod. Fitoterapia.349-62. R.2000. Seances Soc. et al. p. QURESHI. et al.J..321-7. p. Anais da II Reunião Anual da FESBE. v. M. RAJENDRAN. Biochem. v. RAO. H. v. et al. SHAKIROV. p. n.517-20. n. RAGASA.l. p.170. v. Khim. Food Chem. n. n. v.1978. A.51.21-4. P. C.1982.41. Oil Technol.681-7. A. Prir. v. n. p. N.1996. p.1985. K. et al.9. RAKHIMOVA. RAE. A.1996. R.V.3.1987. G et al J.2.P. Pharmacoi. A. . Chromatogr. 1995. T. p. Indian J. Nat. n. Soedin (Tashk). p. Phytochemistry.384-6. Biol. RAO. p.2.267-9.223-31.13.1985. Phytomedicine. RAO.57. D. RAHARIVELOMANNA. v. N. et al.2. Phytochemistry. RAMOS RUIZ.. RAO. n. et al.36.J. p. n.3. n. et al. Res.. Nat.59.869-72. Food Compos.. RAMOS. Soc.3. p. Bangladesh Acad.1989. p. v.40. p.2001. v. p.405-8. n. RAI. S. RAPPARINI. RAO.QUETIN-LECRERQ. Sei.. S.67.1978..492-5. n. n. S. A. v. Prod.37. n. p. n. 1225-30. QUEVAUVILLER.103-4. Journal of Ethnopharmacology. et al. A. R. n.10/11.51.1979. et al.1979. p. A. Prir.

317-20. A. A. KAWANO. Trans. J..29. p. Econ.783-4. R. Anais da X Reunião da FESBE. n. p. n. Soc.1993. 764. p. Phytochemistry. . 41. v. RAVI. et al. Essenze. World Journal of Microbiology & Biotechnology..2. Oswaldo Cruz. Inst. Peru. L. 9. Colomb. Deriv. . 3. Phytochemistry (Oxford). p. p. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. Bot. Bras. p. v. 1996 RAWAT. v. v. L. et al.1980. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. M.58.813-17. 64. v. Sci. K.303-7. RIEL.1985. n. Bot.34. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. n. An.1993.1984b. 300.12-19.1988.1988.l. H. n.4.171-4.C. L. et al.. R et al J. S. Agrum. M.315-20.4. .1976. REDDY.. S. RAULINO FILHO. et al. A.703-14. H.3. Sci. p.2. Prod. A. 21. p.1990.1983-5. et al.9. Phytochemistry (Oxford). Indian Chem.2. .. Inst. et al. p. 1998.l. p. B. v. REIS. n.1995. RIBEIRO. K.. et al. RAZA. v. RIBEIRO. S.3.34. Pharm. p. v. Pak.. K. Farm. REINA. p. n. Photochemistry and Photobiology. 41. J.15. RIBEIRO.2002. Soc. v. et al. n.79. M. Nat. et al. v. p. et al. 56.32. 1987. v. n.52.RATNAYAKE-BANDARA.3.65. I. v. H. Rev.2002.. RIBEIRO PRATA. M. n.355-8. 1639-42.3.36-41.38. n.l. A. et al.191-5. M. n. W. 1988. An. Agrum.1995.1994.67. A. 1993. et al J. P. J. v. et al. REBUELTA.11. Agrum. R. RIBEIRO DO VALLE. n. F.447-52. J. n. et al. Biochemical Pharmacology.40.J. Cavinilles. p. E.6. . et al.l. 1986.459.82.249-51. 1989. et al.Rev. Cavinilles. n. U. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.60. v. Planta Medica. Nakasone Rivadeneyra. R. v.65.4.3.. A. p. REATEGUIGONZALEZ. v. p. v. p.Essenze. RETAMAR. Bot. Quim. RIAZ. Deriv.17.1995. RETAMAR. Etnopharmacol. et al. v.361-4.1988.1995. M. v. n. v. p..58-62. n. Perkin.1977.l730-4.37.. R G.J.61-6. p. 1994. n. 1984.l-2.614-5. Nat. n.J..65. REISCH.362-4. . RIBEIRO. 1992. K. n . et al.58. et al.J.45-53.. Deriv. Inst.4. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. S. J.57-63. E. Anais do II Congresso Brasileiro de Farmacologia e Terapêutica Experimental. v.. REDDY. M. 10. n. RESTREPO. REYNOLDS. p. V. p. Chem. Quim.218-20. n. v. DUQUE. Mem.56. 262. Phytochemistry (Oxford)..74.54. l 1 . Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R. M. 31. Ind. Soc. M.1990.56. n. M. n.1993. p.J.1996. Prod.6. R. n. v. RAY. REES. v. p. M.1976. et al. A.317-20.1986. p. A. REEVE. MAJUNDAR. 1986.9. v. REDL. Etnopharmacol.. p. RAVID. T. 7/9.261-70. 1994. Etnopharmacol. REDDY. et al. 176.1997. n. Bol. Flavour Fragrance J. J„ PODPETSCHNIG E. RE. P. Res. p. .. 300.503-10. et al. p. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC.l.1995.30. n. R. 138. p.4.

.42. . p. Anais da X Reunião Anual de FESBE.. p.1988. 1982. F. L. n. . A. ROTZSCH. RODRIGUEZ.183-190. p. et al. 189. M. H. et al. p.4-6. v. RODRIGUES.16.l. Anais do XXXIX Congresso Nacional de Botânica. Phytochemistry (Oxford). et al Arzneimittel-Forschung. 1998. SCHREIBER.5-10. H.1967c.1991. M. J.1980. A.p.1986. p.105-10. v. ROCHA. R. et al. K. L. 1989. et al. Desidrocrotonina: Atividade antiulcerogenica.60. ROCHA. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. Chem Ber.. Basic. Behav.93-8. FORDICE. v.n. HAUN..l. M. M. ROSAS. (Seoul).87.1741-52. et al Journal of Ethnopharmacology. 1994. R.1989.100. B. Campinas.1725-40. J Ethnopharmacol. Planta Medica. n.1992. RODRIGUES. 6/89.9. B.6.135-44. A flora da Amazônia.13. D. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.1982. n. M.10. M.2.2. A.12. n.1223-7. D. v.1988.34. R. et al. RODRIGUES. et al. toxicidade e metabolização in vivo e in vitro. RODRIGUES. ROMAN-RAMOS. Southern Medicai Journal. v. SIMEON. Tecnol. Varasarn Paesachasarthara.. F. n. 1995. F.1987-94. A.281-5. L. ROCHA. V.387. A. et al.53.. n. ROSEN. et al. 311. 1991. E. ROBLOT. 1996. p. Anais da XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 127. A. S. Phytochemistry. J.1999.138 p.L. v. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.. RODRIGUEZ.1-2.101. p. C. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. p. Anais do 1o Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. et al. 1986.. p.9.7.9. n. M.l48-62.261-7.56. RIPPERGER. Biol. RIZK. v. 2000. Aliment. n.100. et al. A. p. J.11. n. n. 1998. M. v. v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.30.l0. v. Acta Amazônica. Chem. p. v. M. ROCHA MOTA.65. p. Qatar University Science Bulletin. 113. 1997. RODRIGUEZ-AMAYA.. 113-9. Arch. J. D. v. Bras. n.2417-18. ROMERO. R. Pesqui.1991 ROJANAPANTHU.. 1997. n. v. Z. p. n.71.. RODRIGUEZ. p. et al. Cienc. 42. n. Belém: CEJUP. et al. 73. et al Pharmacol. v.1968.4. ROUQUAYROL. Pharmacal Res.5. et al. v. et al. Phytochemistry. Cancer.4. A. 241. 1993. p.RIGGS. RIVERA. L.. 6.367-71.1967b. ROMO de VIVAR. RIOS. 1998.13. p. p. 1988. Anais da II Reunião Anual da FESBE. F. v. Fitoterapia.. A. RIMANDO. TAKAKI. M. RODRIGUES. K. . ROSSI-FERREIRA. p. v. Microbiol. et al. VILLAR. A.3. A. v. n. et al. ROEDER. RODRIGUES. 1987.543-6. . A.1995. I. Med. v.6-11. .40. Phyton (Buenos Aires).2. 1999. Aug. E.30. et al. n. p. v. Sci Pharm. 1996.381-7. G. 166.42. 2002. n. ROJAS. Phytochemistry (Oxford). RIPPERGER.5.1994. v. A. p.43. n.5. Ber. Ver. KIMURA. Biochem. p. Tese (Doutorado)Universidade Estadual de Campinas. P. 1989. et al. v. T. 186. n. 1988.522-6. et al J. 1703-6.2.2450-8. et al. A. B.1989.7. v.79.Anais da XI Reunião Anual da FESBE.l. W. 1992. L. 279.5. 89.l79-83. p. Chem Ber.

p. n. p.l. K. Pharmacogn. SAHA.6. 327. OH Res. ROWE.65. Indian J.. et al. Indian J. L. 29B. v.1976. M. n.1991. SADIQUEJ. n. Biol.. SAHPAZ. Fitoterapia.48. RUPPELT.. L.6. G. SAITO. et al. T. Phytochemistry. et al. J.757-60. A.l 171-6. n. 1990. ROZSA.. Res. p.1986. S. p. Org. n.3.l6-17. Tetrahedron. M. et al. p. v. J. 1988.6.1989. Soedin (Tashk). v. et al. K. Res. et al. L.2002. Am.29. R. D. et al.1994. Anais do XII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. et al. SAKAI. Planta Medica. Health. et al. N.5. et al.l 175-82.) 2. Bull.1249-56. S. Etnopharmacol. Phytochemistry.1994..86 (SUPPL. SAKURAI. Exp. Int. 565-6. A.1987. RYBAK..6. B. C. v.6.188-90. SERTIÉ. p. 2001.39.2751-6.1365-70 1996. v. ALVARENGA. M. Memórias do Instituto de Oswaldo Cruz Rio de Janeiro. p. Essenze Deriv. F. 1992..538-40.535-9. J. v. RUZ. Yarinacocha: Instituto Lingüístico de Verano.180. A. p. J. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.87. 1984. M. n. p.1987.41. SALEEM. v.6.1990. Med. RAY. M. Chemical & Pharmaceutical Bulletin. SALEH. Phytochemistry. v.298-303.5. M. v.4.42. p.1090-7. p.983-5. et al. SACCO. et al.203-6. SAGAREISHV1LI. Lloydia.992-7.60. A. n. SAHAI.l625-8. n. p..3265-8. B.. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. V.l6. v. p. v. p. p. SALAMANCA.39. n.103-7.2.40-4. p.284-6. Int. Trop. v.6.. Phytochemistry (Oxford). 1996a.5. SAAD. Planta Med. 1990.2001.1997.2000.l.1996. S. n. Chem. RUFFO. Catalogo de Plantas Utiles de Ia Amazonia Peruana.42. n.1. p. Planta Med. v. v. 42. n. J. .8. Planta Med. n. v. et al.1988. Phar. Sect. p. T..3. p. AgricBiol.68-9.55. n. v. Technol.. SACHDEWA. G.19. n. SAKSENA. 1994. p.43. A. v.2. SAADJ.1980.5. N.l.1996.6. et al. RUPPEL.1983. RUTTER.2.19. n. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. A. p. et al.2. v. International Journal of Oncology.. 1994.1991. R. T. Chem. 1991. v. L.1996 SAKSENA.6. Indian Perfum. .. Chem. n. B.423-30..l 17-26. M. K. . Agrum. n.29 . 1980. n. et al. Khim..3. n. p. v. et al. et al.6. n.1980.1981. p. 86. . 187. A. p. Prir. L. T.57. v. p.62.6.29. SACCHI. v. p. Soc.3. v. A. SAAVEDRA.ROW. p. Chemotherapy. n..456-9. 6/9. n. Essent. Trans.1994. v.28. SAITO. B. p. A.1991.l. M. p.l.2506-11.497-510. SAIKIA. n.v34. SAITOH.1980. N. n. 1279-82.67.48. S.61-71. p. n.5.42-45. n. SACCO. et al. SÁ. Vet. v. M.. RUECKER. . A.47. 1163-74.1992. et al J. Planta Med. et al. L.143-9.. n.144-7. p. D. v. (Tokyo). v. ROY. Carbohydr.47. M. . . et al J.1987. et al. n. et al. R. n. Z.45 .3. Chem.201-12. M. p. Chem. n. Phytochemistry.. N. Perkin. v. et al. E. Phytochemistry. Indian J.9.45. n. J. et al.

Anais da 22' Reunião da SBPC. 1993. SAMA. J. 793. .l. J. . n. et al.212. Reunião Anual da FESBE. C. R et al. Fitoterapia. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.229-38. SAMMOUR. R.6-13. Anais do VIII Reunião Anual da FESBE. Phytochemistry.1993. R. M. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE. n. R. Farmacognosiacom Farmacodinamia. v.55. L.l 15-200. E. n. et al. Anais do XV Simpósio de Planta Medicinais do Brasil. SANTOS. Pharmacol. SANCHEZ-MIRT. n. 1996(b). O. A. Gen.95. A..SALLAL.9.55. C. S. SANTOS. n. v.20. et al. p. Phytomedicine. K. Quimico-Farm. H. 50. 387. Gen Pharmacol. 1997. A.2001.2.2. B. SANTOS. 6. D. p. F A. n.705-7.15. Indian J. E. International Journal of Pharmacognosy.549-601. v. 1970. Res.7. F.691-8. Anais do IX Reunião Anual da FESBE. A.177. p.53 . 1986. SANTOS. n. SANBONGI. F.1996. Sci. I. .26. p. J. SAMY. 1998 SANTOS. SALT. Anais da XI Reunião Anual da FESBE. P. SANTANA.. .1998. . Barcelona. v. ADLER. v. J.1043-7. Indian Drugs. SANE. v. A. 431. S. D.66. Phytochemistry. Lipids. 32. p. v. Planta Med. Bragantia.. p. 347.2.67.. . SANTOS.49. p. v. p. lmmunol.235-40. SANTOS..51. 1968. p.42. 1996a. Anais da II Reunião Anual da FESBE.1997. p.34. p. Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil. Revista Iberoamericana de Micologia. Med. v. Ethnopharmacol. p. E. SANDHU. 2001.1499-506.. L.Anais da XII Reunião Anual da FESBE. Qatar Univ. et al. R. A. et al. . Anais do XIV Simposio de Plantas Medicinais do Brasil.1999. n. V. SANABRIA.6. 10. Indian Journal of Pharmaceutical Sciences. v. SANTOS. R.l.63.. Colomb. et al. Biomed. Rev.26. n.J. v.76. 1994. v. 1987. SANCHEZ-MEDINA.74-8. SANTOS. 1996(a). et al.. v. et al.l5.. A.211-15.1996. A. Anais do XI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 118. Lett.7. Anais do XIII Reunião Anual da FESBE. A. n. SANNOMIYA. p. 1996. V.83. T. n. et al. 1995. 1998.738. SANTOS. SANT'ANA. et al. v.F.l7-22. p.1997.207-13. 244. M. n. et al. V.10.1985. SANTANI. 6. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n.1999.555-6. p. SANTOS. D. 347. J. 2000. SANTOS. v.8. . et al. T. 108-10. p. S. MATNILLA. A. p.3. Cienc. SANOKO. C. .1980. 1994. A. K. A. n. v. M. . v. n. p. JOLLY.1998. R. et al. p.72. et al.77-82.237-9. v. p. et al.... L.23. n.l54-62.12. p. SAN MARTIN. et al. QUEIROZ NETO. 1995. et al. 298.1996. 384. E.1994.1995.19. n. Ethnopharmacol. et al. et al. 1990. Editorial Científico-Médica. v. 129-36.2. C. v. n.2. 580-4.1499-506. SANKARANARAYANAN. Anais da X. ALKOFAHI. A. N.32.l33-5. p. Cell. v. F.144-51.2. 12.. SANTANNA TUCCI.1982.8. SALUJA. Mykosen.1997.l.3.64.J Ethnopharmacol.1976. Phytomedicine. et al.J. 1993.1995.. v. 103. n.

SCHLEMPER. SAUERWEIN. Assoc. K..1990. et al. et al. L.. T et al. R.39.348-9.. Nat. H.709-10. et al. V. 1993. SCHLIEMANN..6. p.47-62. SCHULTES.34. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. p.. et al. R. et al.63-67.68-73. JAIN. 1986. M. A. p. n. 605. A. et al. Oesterr. E M. Lebensmittelunters Hyg. n. E. Y N. 1986. K..l.1997. n.1990. v. n. p. J. SAYYAH.1991a. n. v.20. v. p. 206. 125. V. Chem. 485.663-6. p.. Y. G.6. E. p. O.1990. v. SCHMEDA-HIRSCHMANN. 53.1995. 1998.SANTOS.1985. SAWHNEY.2. J.1997.. p. RAFFAUF.M. SARASWATHI. S. et al.J..3.l. v. SAXENA.66. R. W. v.1988. K.159-65.1987. R. n. n. 1991. SASHIDA.79. p.1978.40. et al. O. SANT'ANA.1994. v. LANCAS. SCHNEIDER. v. Plant Cell Rep.53. et al. Res. v. Dioscorides Press. S. K. KUEHNE. G. H.44-9. Biochem.154. S.. v.1825-9. v.10. n. R. .l5. n. Anal. Prod. WELLS.12. SAXENA. Herba. A.5/6. SARASWAT D. SAXENA. J. MUKHARYA. p. p. n. v.31-4. Anais da III Reunião Anual da FESBE. SAXENA. Journal of the American Mosquito Control Association. Nutri.. Histotechnol. Cryst.2. K.579-81. I. SCHEWE.84-7.9. p. Phytother. et al. Prod. S.2002. W. C. p. Anais da IX Reunião Anual da FESBE.2. p.-Ztg. Mittgeb. E. N. W. SCHIMMER. P R J . Int J Pharmacog. p. S.1992-1993.5. M. D.208-16.4. MOREIRA. n. M. n.709-11. Anais da 36a Reunião da SBPC.1997. ML. Fitoterapia. Plant Cell Rep. n.193-6.9.l. SCHENKEL. R. 1996. v. n. n.1991 . n. v. K.1993.l. SCHIMIO. A. et al.. v. SANTOS. 1990.185-91. 2002. n.1994. SCHMIDT. n. Phytother Res.8. p.. Res. Chromatographia. F. SCHNEIDER. SAXENA.9. O.44. Zeitschrift Fuer Angew. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. KUBELKA..2. v. J.. SCHONING. p. v. GNANAM. C.1997.10. SATO. R. 9.2854-60.l.9. P et al. v.32. p. Liebigs Ann.1995. S. Journal of the Food Hygienic Society of]apan.132.212-6. Zoo. M. Physicians India.. .5/6. p.78.4.45.1988.285-90. Nat.. VYAS.1 996. v. P.. K.51. Mutat. Phytochemistry. Medicinal and Toxic Plants of the Northwest Amazonia.253-60. 1998. n. Chemical &Pharmaceutical Bulletin.58. n.. S. et al. Oesterr. n.1990. J.1986.2001.243. 1985.l. n.l. n. SATO. v. SARTI. et al. N. p.51. SHUKLA.3. Phytomedicine.. p.179. Agric. n. V.2. Res. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. A. et al. n. p. The Healing Forest. et al. et al. Asian J. p. J..628-9.3/4. v.. Farm. et al. SATHE.v. Trib.l. Food Chem.46.287-8. O. S. Growth. Pak. et al. Apoth. T.. SAVITRI.4. P. et al.21. SANTOS.611-17. SATO. E. v.375-8. Ztg. p. J.1992. p.244-9. et al.1986.9. n. SATYANARAYANA. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. E. SCHNEIDER.. P D.13-27. n. J. 1988. A. Apoth. v. p. n. n. E. 1992. v. M. Sci. p.287-8.44.. Anais da XXXVII Reunião Anual da SBPC. v. SANTOS. v. E D.l78-83.7.44-9.l. 364. SARAF. A. SARGENTI. v. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. et al.. p. et al.1997.. p. . 83.l5. G. 209/69.381. Fitoterapia.. 45.

SEEROM.534-535. Res.263-5. n. T.29-38. ..1-2.5-12. . SETHURAMAN. K. Ethnopharmacol. n.31..30.J. p. p. N. SEETHARAMAN. v.3. v. C. SENAPATI. v.. S. Egypt. p. Soc. H. p. v. SHAH. n.2.. Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC. Cient. n. A. S.3.76. 1997.57. v. B. v. et al. 2000. N. Curr.4. 2001. SAXENA. Med. RADHAKRISHNAIAH. p. S. SHARAF. p. 1986. 198-9.. T Indian J. 1987. SHARMA. et al. v. Ethnopharmacol. H. 1986...58.239-147. SEN. SEO. Fitoterapia. P. v. Chem. p. SELLOUM L. Exp. Syst.161-6. et al.197-201. Phytother.23. B 26B.l. Fitoterapia. n. R. 1992. SENA.4. Trans. O. A.107-111. p. São Paulo: Sarvier. J. R. p. v. SHEELA. n.104. v . A.l.25. A..95-6. n. v. p. SENDL. K. Pak..223-34. p. et al. 9. et al. SEKIOKA. 1997. SHALABY.Pharm. SENGUPTA. Phytochem. 1995.11. Ind.523-6.2. L.15.225-40. C. p. T. A. S. et al. p. SCHWARTZMAN et al. Plants. Ethnopharmacol. v. Planta Medica.. p. n. J. p.. Hortic. M.31. Biochem.63.31.49. Experientia.S608. SETHARAMAN. v. SHAHEEN.25. K..l. C.l.J. SHAW. SHANTA. v. M. 1996. p. 2001. v. n..663. p. Phytochemistry. 61.4. AUGUSTI. p. Sci. Sect. Bull. International Journal of Pharmacognosy.9-13. 27. Cult. v. p. v.1997-8. Soc. n..JACOB. v.SCHVARTSMAN. P.l. SER. Indian Journal of Pharmacology.4. p. 1995. p.4. et al. 2002. n. n. 1988. TEMIZER. p. E. Chem. P. M. p. Rev. v.94.2. SHARMA. (London). G. 1975. 1993. n. K. n. K.10.335-6. n.33. SHARMA. Atherosclerosis.. Anal. n. n..1-7.35-42. Orient. R. K. v. p. p. n. et al.609S. v. et al. M. 1997.15660. 1970. SULOCHANA.3.51-2. Planta Med.l.54. H. N. Y. SESHAGIRIRAO. et al. K. Ethnopharmacol. 1980. v. 1979. l . Feddes Repertorium. p. n . G.3708-9. p. N. Biol. p.6. v.75. Indian Journal of Malariology. A. 1991. v. SHAMEEL.229-32.27. 1998. n.. SHARADA. n. SEN.3.l.516-21.21-6. 1990. v.3.27.54 .374. n. . et al.356-7.13.25. n.. v.. . SHARATHCHANDRA. 1977. v. D. 1994. n. p. 1988. C. et al.15. L. p. Prod. Biochem. J. SHUKLA. et al. J. p. n. J. et al. H.l. v. 1992. Phytochemistry. S. 1987. v. Biochem. n. Sci. F.12.4. 1988. Soc.. Fac. v.3. FABAD Farm.399-402. B. SERTIE.l. M. p. 1995. A. R.8. 1993.27-32. S. v. 2000.61. N. 2001. v. n.73-6. n.4.14. Ethnopharmacol. SELLOUM.59. Res. J.21-5. Planta Medica.79-85. V. Plantas Venenosas. et al. 1995..55. Trans. 1988.2. l l . v. Nat.5. et al J. G„ THOMAS. 1995.76.l36-51. Arch. p./. Fitoterapia.12. 2000. M.4. SHARMA.J. n. Ecol. 755. Bilimler Derg. N. Indian J. n. p. p. LEITE. v. p. v. p. P. p. 2001. v. M.33. p. R. SHAH.80. Biochem.7-10.332-5. SHABA. n. 1992. Aromat. Natural Medicines. et al. n. et al. et al. M. SHARMA. Pharm. v. SHEELA. Chem. . 1995. 1989. SHARMA. et al.173-4. K.. SENER. J. Phytochemistry. n.

T. Buli. T. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SHIMIZU.38. et al. p. v. Biochem. 1992.5. 245. 1986. SILVA.46. p. L. SHI. S. N. H. v. n.5. J. 1994.38. n.l. M. F. T. p. v. et al. J. p.2448-51.130-2. n. v. Indian Journal of Experimental Biology.1234-7. SILVA. T. N. v. v. n. 1996. et al. n.7.292. S. SILVA. 1995a.3541-6. v. SILVA. 2000 SILVA. Sci. Tai-wan Yao Hsueh Tsa Chih. SHYAMALA.J. Clin. p. 8p. G. M.267-70. K. Buli.61. n. A. SIERAKOWSKI. SHIMIZU. p. et al. n. 1992. 1994a. p. K.2. Chem. p. et al. p. N. SIDDIQUI. Carbohydr.40. v. . R. H. SHIMOMURA. Planta Med. Bull. v. n. Fitoterapia.75. p.4. G. et al. p. SHOJI. p. Prod. n.35.l86-91. S. Chem.2. J. SHIGEMORI.33. v. . . 1998.4. p. p. SHOBHA. SIEMS. n.l. v. n.939-43. Chem.203-13. Int. Phytochemistry. 2002. 2002. et al.31. n.749-51.10.l 188-9. Tissue React. Pharm. n. 1994. et al. 1992b. 1995. SICKE. n. et al. SHINGU. A.2. Pharm. Jiegou Huaxue. SILVA.9 p.l.6. et al. Res. Nutr.2.. M. Nutrition and Cancer.3. 1989. Prod. v. n. E. et al. LENG-PESCHLOW. et al. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil 245.339-44. J. SHEEN. et al.. Heterocycles. 1998 SILVA. 129. M.SHEELA. Heterocycles. n.201. G. 1994. p. v. Res.1755-7.6. et al.37. n. J... Bull.38. FREIRE.1591-3. 1987. v. et al. Journal of Natural Products (Lloydia). Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Kokai Tokkyo Koho JP 07291873 A2 7 Nov. E.383-9. p. v. E. Kokai Tokkyo Koho JP 08012550 A2 16 Jan 1996 Heisei.. C. 1986. C. v. 1990. v. Phytother. 166. n. v. 1992c. Chem. SILVA. V. 44. n.53. v. p. Pharm. SILVA B. p. SHIROTA.57. B. DEVAKI. B. Food Chem. 1987.14. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Indian Journal of Experimental Biology.12. 140. K. O. A. Chem.3. p.40. et al. v. p. 1997. et al. V.39.12. SH1BATA.277-84. R. 1985.113-9..10. n.1315-8. Metab. n.2. Pharm. 1993.39. L. M..2531-2. J. et al. Phytochemistry.10. .337-41. v.9. v. 1998.8. Bull.4363-5. 78. et al. n. 1988. n. K.. n. A.9. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.34. E. . T. SHEN. 1990. .2088-91.33. Biochemical Journal. n.. Buli. 1996. 1998. CHITATE.l..31. Chem.2219-29.20. 2000. p.102-6. SHEN. Phytochemistry.103-6.. p. K. C. Jpn. et al. n. Anais do XVI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.452-6. Pharm. Bull. v. CHEN. Agric. 1995. et al. . C. .82-4.37-8.12. Y. Pharm. et al.2. p. 2000. 161. v. M.1709-13.. Jpn. v.381. 1992a. SHIBIB. v. Y. n. Chem.27. H.7. v. p. 1987. n.65. Nat. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. SILVA. v.4133-8. p. et al. p. Pharm. p. 61.. 1986.6. 2001. et al. p. et al. M. . 1998. SIBANDA. 1991.26. 1992. v. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. M. Pharm. SIGOUNAS. F. Y. Y. Nat..65.. v. p.5. S. n. Anais da VII Reunião Anual da FESBE. Diabetes Obes. M. S.10. et al. SHIN. T. AUGUSTI.

O. Nat. S. v.1986. K. Sci.1991. Biological Agriculture & Horticulture.65. Org. p. n.1994.121-5.1987. v. Indian J. et al. Int. v. B27B. Environ.. SINGH. SINGH. et al. p. W.6. D.26. S.3. .153-5. Fed. Indian J. Etnopharmacol. p. B. O. J . KHANNA. Sci. Planta Med.34. .267-76. K.1988. v. Chem. Sect.15.25.l 171-9. . B.303-8. Pharmacogn.57. L J. K.l. n. v. N. Biol. Chem. 1986.52. SINGH. v. et al J. Chem.12. p.6.l985-7. J. Conf. v. n. SILVEIRA. 1993. v. A.n. Indian J.57.1987. S. p.218-22. v. K. et al. p. M. .98. et al. SINGH.. N J. S.1980-1. n. [Proc].1989a.. v. v.1996.73. Ger. n. D. McCHESNEY. R et al. SINGH. A. 3rd. Chem. SIMOPOULOS.8. v. Nutr. n. Phytochemistry.28.1989.600-2. S.SILVEIRA. v. n.. n. n.48-51. Rep.l. p.7-12. p.4. v. B. n. S. N.45-9. C.5.3-4. R Fitoterapia. n. v. Chem. 1986.. p. V. MAJUMDAR.5.21.25. v. Res. v.1988.10. v. SINGH. 1999. VCH. p. M. JINDAL.. . B. Fitoterapia.1994.171-4.9.78.4. p. p. et al.l.2. n.44.36. E.2.1983. Biol..2. SINGH.. n.. SILVEIRA. et al. Acta Cienc.1986..1981.9. D. Indian J. v. Publisher. n. R. p.1986. .. SINGH.C. p. SINGH. 1995. Chem. A.7. . et al. SINGH.2. E. Phytochemistry. n. Planta Med.20.. Med. n.287-94.. 1987.55-9. SINGH.2002.37482. et al J. Prod.l 19-13. Pak. v.1405-7.397-9. Indian J. P. R et al. v.288-92.1457-63. Int. V. Exp. Technol.3. SINGH J. 1989. . SIMÕES. v.16. .. v. E.J. Med.49.. 10. n. Sect. v. Incl.3.2.18. K. v. v. J. v. C. SINHA. D. S. J. SINGH. SINGH.2. n. p.805-9.3. SINHA. R. . R. n. SILVEIRA. p. S. Diet. n. SINGWI.1984.2. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC.48. p.53 .33. I. v. v..315-6.1982. Toxicol. Chem. p.61. Ethnopharmacol. . J. n. Phytochemistry. Meeting Date 1985. LALL. V. Phytochemistry. Ciência e Cultura. Chem.41.1996. Chemophere. n.108-11. p.507-8.l3-9.121-4.55. S. Biotechnol. SINGH.858-9..1979. n. A. p.1980. SINGH. n. Ethnopharmacol.4. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. J.81-8. D. 1987. et al. SINGH. p. A. Chem.4.1986. Phytochemistry (Oxford). 1979. SINDHU. p..457-63. SINGH.3. SINGH... Pharmacogn. p. et al. Editora da UFRGS.. Int. J. v. S. p.31. p.. Weinheim. p. Sect.25. Y. p. n. SINGH. K.2001.139-43. p. p. p.35. B. Ret al. Planta Med. SINGH..1992. J. n.6.12.11. SIMON. 1986 SIMÕES. R.313-5. n..4. K. Cellul. v. p. K.2002. n.l140-1.55-7.171-4 (Eng).4.l. Indica. 28B. S. v. Planta Medica. n. MAJUMDAR. Planta Med. Nat. R. p. M.. Blangladesh Acad. 1995. Phytochemistry. v.36. B.319-21. Chem. J. Pol. p. Prod.. Biological Agriculture & Horticulture. p. 1989. n. p. SINGH. p. Journal of the American College of Nutrition. Act. A.7. Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.203-8.1987. n. v.1982. n. p. .1991. D. 397. SHUKLA.. 84. .

.211-5. SOARES. v. Chem. Plant. THOMAS.54.2. Phytother. MOKHTAR. L.1988. M. n. C. G.27. I. J. Afr. Phytother. Nat. p. D. Planta Medica.291-9. Plant. Anais da 34a Reunião Anual da SBPC.437-40.65.57.54. v. Chem. R.77. Planta Med. K.4. 54. Heterocycl. M. A. W. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. Commun. Ethnopharmacol. p. SOUZA BRITO. 101.2. SLAVINKSKENE. p. PHILIANOS.2. n. p. p.18.191-3. v.2-3. H. n. v. et al. SK1LES.4. Lett..SINHA. v. n. SKALTSA. M. J. A. R. SOCORRO. J. SOUKUR J.2.. 2001.. n.. 783. P. SKALTSA-DIAMANTIDIS.l 1-20. v. 118-21. SMITH.1988.. SOBTI.. Can. B. n. p. SMITH.2-3. SMOLARZ. M.l 1. D. et al.. M.. et al. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. R. 1998. p. 600. Ethnopharmacol. 1970. p.193-6.ll. A. n. v.1991. SIQUEIRA. A.. Nutrition and Cancer. M. M. S.465. n. Y R.1997.. R.. Acta Pol. J.119-24. M. 103. 278. M.1981. et al.62. Q.2. J. v.21.3. ALVAREZ.22.J. p. 1992. Anais da XIII Reunião Anual da FESBE.l52-6. R.20. SOMANATHAN. v. SIVAM. SOUZA. S.1991.5. RAY. Cryst. n. V. SIVARAMAN. S. Med.1996. et al.1982b. v. S. v. Pharm. J. I. p. M. n. SOSA. BHATT. SOHNI.57. K.20432045. et al. n. H. Anais do Io Congresso Brasileiro de Farmacologia e de Terapêutica Experimental. R. v. p. Y R. Rastitel'nye Resursy.34. G. THOMAS. n.1997.161-3.. 138. SOUTO-BACHILLER. Agric. J. SOFFAR. Vocabulary of the Common Names of the Peruvian Flora and Catalog of the Genera. M. p. G. SOUZA BRITO. et al.1998 . M. et al. G. et al.1992. p. Phytother. et al.497-502. F. Polim. SHAMMAS.48. Y. R. SOTELO.. Indian Chem. Med. et al. SMITH. v.8. Plant.v. et al. n.J. SKALTSA.79-81. et al. SLADER.C.35. S. N.5.126-9. n. M.1986. 59. SOMOVA..J. v. Indian Phytopathol. J Ethnopharmacol.8. R. v. v. p.39. Fitoterapia.459-66. H. SOUSA. n. p.1642-6..1979.. C52.1997. Vet. n.. J..127-8.1988.64. et al J.1979.2.1996.58. v. n.1986.280-2. Med. p.31. Tetrahedron..1994. 1986. R. p. G. SOUZA. n. n. v. 1998 .10.2. Revista do Instituto de Medicina Tropical São Paulo.1077-80. v. v. n. Assoc. Anais da XII Reunião Anual da FESBE. v. SMITH. p. Ethnopharmacol. SOHNI. A. p. R. A. C. Anais da XXXVIII Reunião Anual da SBPC. p.4.3. Acta Crystallogr.l.1995.1990.13. A. Soc. Tropical Forests and their Crops.24. L. A.2.436p.1995. L. p. v45.24. SOCORRO. Struct. New York: Comstock Publishing. 103. Q. 1997.165-74.l.186-8.Z. v.. G.. 2002. P et al.1991. v. KASSIM. p. C.. v. Ethnopharmacol.2.6.43-52.S. Journal of the Egyptian Society of Parasitology.2. et al. 1982a.Í.81. SMIRNOY V. H. . p. et al. H.1979.1996. SOULIMANI. n. Food Chem.740-1. Plant. Phytother. p.3. n. Kletka. n. et al J. n. Bio. S.1995. SKALTSA.1940-3.286. et al. N. H.31-7.1987. p.. R D. Sect. et al. n. et al. et al.. Prod. et al..151-8. Editorial Salesiano. Med. SKALTSA. R.4. n. M. et al. 1990... FESBE.1988. p.

p. Planta Med. Biol. J. Arogya. M. S. N. v. SOUZA. J. A. et al. v.44.35-42. Constituintes químicos ativos de plantas medicinais brasileiras. K.861-4.3.3. Anais do 39a Congresso Nacional de Botânica.2615-18. et al. 2001. et al. J. n. 1991. K et al. et al J.4..33. Mutation Research.. Exp. v. J Immunopharmacol. p. R.41. n. C. v. P.. D. B. STADLER.1999. R. J.6.26. H. p. Res.51. et al J. K. STASHENKO. n. n. . K. et al.335-44.51. n. Phytochemistry.10.6..66.344-6.l. p.428. SPENCER.. SUKUL. p. 1996.12. RAJ. p. M. p. n. p. et al. v. P. M. et al. v.3853.1984. l l . n.3-6. p.44.25-30.552-3. STEFANOVIC. et al.1990. et al.253-54. v. . SULLIVAN.794-6.6. K Indian J..1986. p. A.1665-7. M. v.7.4. 64.. p.. D.5.C. p. Y.. Int J Pharmacog. STAJNER. Ceska Slov. 559. Serh.4. p.21-7. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.l. Fitoterapia. Phytochemistry (Oxford). 1995.1995. Invest. v. n.1 +2.l. n. S. STEVENS. Pharmaceutical Sciences.SOUZA. Int.4. n. Biol. A. v. p. K. p. T.. v. n. p. et al. Soc..2. n.8.v31.1987a. J. R. Anim. SUKUMARAN. Anais da XXVII Reunião Anual da SBPC.10. p.1661-3.l68-72. Chromatogr. SUZUKIJ.123-5. n.261-4.413-6. L.51. SOUZA. v.44. et al. K. n.451-2.19.3.6. p. J. Med.23. LAKSHIMINARAYANA. n.8. SURESH.1995.305-27. C. Altern.67.64-6. Fortaleza: Ed. p. Chem.65.1983. Planta Med.2001.400-2. SOUZA-FORMIGONI. STIPANOVIC. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 752. v.1980. p. n. n.1997. STEELE. FoodChem. v. p. P et al. et al.. R. Nutr. M.1990.. N. O. Farm. 1975. M.68. p. 1998. N.1993. v. C.l. SOVOVA. p. E. et al. V. 130.223-32. R. SPATNHOUR. p. Fitoterapia.33. KUTTAN. SEIGLER. 1985. n..F. M. S. v. 1991.1999. Biochemical Systematics and Ecology.. . p. SREENIVASAN. SRINIVASAN. B.S98-S100.1997. 1817-20. SUGA. p.. n.J. F. M. C. Diagn.1974. v. et al. p. v. Fitoterapia. SANKARASUBRAMANIAN. v. S. 1983.41. v.2002. v. v.4. C. Journal of Agricultural and Food Chemistry.271-2.3. Agric.l. R. v. et al. Tetrahedron letters. 1995. p. v.A.4. SRINIVASAN.34. v. p. v. et al.1981.52. n . SRIVASTAVA. n. SUGAI.231-6. 1996.1996.. Journal of Ethnopharmacology. v.59. v. RAO. SRILATHA.41.5. E. et al J. R. p. p. p. Food Sá. 1988. STACEWICZ-SAPUNTZAKIS. et al. p. et al. SREEJAYAN. SUKARI. GUPTA..1991.l. Ver. n. Phytother. p.251 -86.1735-8.11. 1990a. Toxicology ln Vitro. Soc. Chem.. v.156-8. SPERONI. SOUZA. L.1995. WOO-MING. v. Indian J.4. Complement. n. D et al. v.n. Phytochemistry. n. p. J.47. Planta Med. M. Sci. STUART. C. 78. K. n. n.1987b. Phytochemistry (Oxford). 9. n.62.Agric.26. Vet.. et al. M. SPREAFICO. .575-81. n. Indian J.343. UFC. SRIVIDYA.477-9. T. v.61-3.1887.1993. J.1995. Sci. Indian J Exp Biol. Crit. p. SURH. E. Tokyo-toritsu Eisei Kenkyusho Kenkyu Nenpo. e SRINIVAS. SRIDHAR.31. Chem. K.663.9. G. .2. v.. SUJATHA.3-8. L. n. Y J.1982.1996. SUNDARRAO.l75-7. C.24. Curr.1980.. Mutation Research.

2-3.217-20. Biochem. v.1981. .. v.4. v.1993. Sci. Indian Chem. Shokubutsu Soshiki Baiyo. l 1 . n.5. H. et al. TADA.9. v. v. Aids. Res. et al. n. p. et al. n.1994. et al. p. p. 1985.. S. v. Chem. n. v. Apl. Essent.2273-7.3.6..3. Med.44-6.10. v. n. Prep. Incl..508-11. et al.1996.J. SWARNALAKSHMI. Biol. n. Phytochemistry. Apl.10. TAKEDA.60. . v. 1985. . p..1994.. Org.1988a. v.37.3. Ethnopharmacol. n. Phytochemistry. Biochem.1983.31.69-74.9.1997a.l.38. J. Sci. et al.52-6.545-50. Res. p.1988. p.12.27.335-9.J. TAKEDA. v.729-32. V.. TAN.299-304. SYAMASUNDAR.4751-4. v.28.1997.397-422.7.45.1215-7. n.43. p. Essent. n. n. H.1981. .178-88.13. SY. p. 2001.4.16 (n. et al.48. TASHIRO. E.8. BROWN. et al. p. . TATARINTSEV.l. M. p. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v. espec).1992. v. v. et al. T. Indian. et al J.205-8.J.1. et al.3/4.1977. Prep.27. Tetrahedron Lett. H.J.2318-21. et al.1995. n. R.4.l788. Oil Res.l29-32. n. Biosci. Indian J.94. Int. p. 103. v. 1996. . Pharm. J.69-71. et al. v. 1925.1996. Biochem.12. H. S. Biotechnol. E. et al. p. Phytochemistry.SUZUKI. TANIRA. n .3562-4. 31.1989a. Chem. TAKAHASHI. Carcinogenesis (Eynsham). 1980. Pharmacol.247-8. P. A. J. K. 1989. p. Ann. TATTERSFIELD. p. p. . p.332-9. W. 1983a. et al. p. n.65. p. J. .1982a. v. Pharm. Oil Chem. Oil Res. D. p.355-75.371-94.904-8. K.1982.1985. Sepu. V.3. F. J.13.. TABUNENG. n. TAN. Phytochemistry. Y et al. Biochem. N.. p. O. F.146-8. n.1997b. J. VERDERIO.14. Biophys. p. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais..1988.. Phytochemistry.4.l. 1989. Ind. J. V. Buli. v. J. et al.. v. 1940. p.l.1983. n.41-4. v. TATEO. Chem. S. TALAPATRA. v.13.1992. v. Biol. Journal of Pesticide Science. n. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa.27. n. n.45.82. Rev. TANAKA..27. Commun.62. TANAKA.19.4.5.244-6. Biochem. p. et al. R. p. SYSNEIROS.1980. Shokuno Kagaku. v. et al.4.1990. Am. TAKAHASHI. n. v. LAI-KING.12. v.2000.485-92.1996.19. TACHIBANA. D. p. Pak. et al. . v. Prep. M. Chem. p. M. R. p.7.4. n. Agric. Quim.1983. K. Cienc..67. S.. Chem. n. T et al.. p. G.28. v. p. p. n. TAPANES.10. TAKEMOTO.1989. v.6.. TAKEMOTO..999-1002. G. TAKAHASHI. p.15. TAIRA. v. TAKEUCHI. v..1513-9. v. Pharm. p.3. n. p. Fertil.2. p. S.1932.1995 TAN. Phychedelic Drug. R. p. n. n.9. M. n. Sect. G. C. D. TANG.262-73. et al. . p.228. MATSUNAGA.12. N.806-7. J. Nat. et al. Phytomedicine. n. Prod. n. p. B.29.3563-7. Soc. Ann. v. n. v. TATEO.253. n. v.1. p. Soc. SYED. Biol. R.137-8.2. v. p. v. Ann Appl Biol. v.97. Ethnopharmacol.61. Enzyme (Basel). et al.34.13. v.537-44.

3.l580-1. v. THOMAS.. 51. n.1979. THOMAS. Chem. RICHARDS. n.6. et al.617-18. Manaus: Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.93-7.108p. 1998. p. 151-3.5. TILLEQUIN. 1996. Delivery Syst. V. SINGH. M. B. 1997.630-5. et al. v. et al. et al.53.4. West Indian Med. J.. v.51. p. DAVE. 109p. Phytochemistry.l. M. .41-8. p. M. T.. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p. A.. v.54. Tecnol. n. M. v. 1988. D. p. S.33.12. Phytochemistry.471-85.4. 1993. H.195-9. V.1986. TELLEZ. TIMOSHENKO. p.7. Chem Pharm. M. Y. v. .J. p. Journal.67-9. Chin.38 SI. TEIXEIRA. p. p. SGARBIERI. Prod. n. THOPPIL.. p. L.1991. TEWTRAKUL. v. et al.6. TIWARI. S. TIWARDI.30 Apr. v.18.Unicamp..4.319-22. 1989. S.11. Indian J.3346-7. n. Contador. n. TENG.171-4. et al.899-903.. p. v. 7/9/5.15. F.151-7. F. M.50. v. n. Am.2002.1996.25. Cherenkevich. Pesquisa Veterinária Brasileira. v. n. S.553-6. Campinas. v. A. R. TAZAKI. D. B.2. 124. TOGRASHI. Gematol. A. v. Indian J. TEH. et al. M. p. Lloydia. Plant Cell Physiol. et al.4.v. et al. L.E. et al. p. C. Indian Bot. Contracept. n. 1991. 1988. TEIXEIRA. Sect.1977.. n. . Pesquisa Veterinária Brasileira.. n. Acta Pharm. F.919-22. N.2002. n. p. TEIXEIRA. PCT Int. FRANCIS. v. p.1978. P. J.).8. THAKER..5-20. n.34. n. p.3177-83. Oil Res. N. v.1986. n.l. 1996.33.10. P et al. K. Chem.46-52.363-4. p. Chemical & Pharmaceutical Bulletin (Tokyo). TERBLANCHE.9-12..46. N. S. TOFERN. Bragantia. et al. 142. THAPA.1977. C. Journal of Ethnopharmacology.16. n.. TELANGE.105. et al.32-5.79.27-42.40.2000. Phytother. 1983... Planta Med. TEMPESTA. v. v. G. Kornelius.J. v. 1992.1995. S.l. n. C.p.. Pharmacol. K.32. n. TENNEKOON. WO9206695 Al. TOKARNIA.J.J.8. SHIBUYA. v.34.3.209-12.66-9.TAYLOR. v. TEMPESTA.l-2. TIWARDI. v. v. Herba Hung. C. n. Org. Bull.l. n.1994. 1979.1995 TINWA.4. n. et al Journal of Ethnopharmacology. et al.44. Transfuziol. R. H. n..11. Planta Medica. TETENYI. n.1987.2.52. R.3. M..l.20. M. C. V.l. n. THOMPSON. J. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. p..1990. v. p. p. 1996.1996.1989.5.1971. TERESCHUK.16. G.. et al.. ANJARIA.56.375-7. n.3.8.25.. K. n.5. Plantas tóxicas da Amazônia a bovinos e outros herbívoros. Incl. Nat.].1971. TERAHARA.1978. v. et al. 1437-41. M.15.36. J. Planta Med.3. A. p.1999. v.227-32. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. n. et al.. Planta Med. F. V.1995. M. Food Sci. p. Res.n. N. Soc.39.1990. p. J.30. Adv. H. Cienc. p. P.p. n. Composição e caracterização química e nutricional dos frutos do baru (Dipteryx alata Vog.1. TERASHIMA. p. v. TOGASHI.46. v. et al. Chem. p.l.1988. n. Dissertação (Mestrado) . et al J. Aliment. v.91-4. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.3. v. D. R. p. p. . v. Physiol. .. et al. Chem. Appl. Med. p. Planta Med.

l11. Buli. 1991. M.139.5. S. Anim. B. E. Pesq. n.87-94.40-4. . p.66..29-36.8. TORRES.1996. P. R.1977. Prir. et al. Phytochemistry. B.6. TROVATO. A.2.3330-5. Soedin (Tashk).1348-9. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais.1897-9. R.1996. Flora. p. RAGADIO. TRYLIS. Prir.8. p.. p.24 Sept. v.l 17-21. p.l.7. D. E.. TRIRATANA.2. Res.(Japan).Phytochemistry (Oxford). p. v. et al. Vet. FR87/13348. n.5.1977. et al.1991. v. v.2297-300. p. n. 1989.1987.9. T.151.1977a. Vet. TORRES.1997 TOLIBAEV.558-64. 16. 752. p. 1994.. TSENG. v. H.3. n.79-92. n. T. TOSI. v. n.2. Khim.2000. Tecnol.25. n.77. Contrib.1986.1993. Chem.209-16.4. J.190.1096-100. T et al. v. Phytochemistry. C. TSCHIERSCH.26.5.5. . TOKARNIA. . Mol. .5. 4p.283-6.1989.125.776-80. 1994 . v. TREBIEN. Pharm. . v.1992. TOZYO.l. A. v.4. TUBERY.2. n. . 1989.. E. n.323-8. v. . n. G.1994. Farm.74.. et al.1987.l7-20. C. et al. J.l. 802. Anim. TORRES.390-400. N. 1173-82.147-56. et al. E. D. p. I.. Pharm. A. Appl. p. Res. TOLERA. p. M. et al. et al. p. Boll. B. p.1989. n. P. v. Chim. Pat. p. Chem. n. G. TRATSK. (Tokyo).. et al. 1989.33. TOMODA. M. J. n. Khim. Y. et al.1978. Carbohdr. n. Khim.3. Res. n. Soedin (Tashk). n. J. p.617-9. Anais da 39a Reunião Anual da SBPC.35.35-43.2281-4. v. TROTTA. Chem.30. Phytochemistry. Pharm.JURGEN. v. Farm. TORRES. Bras. Journal of the Medicai Association of Thailand. 342. Formosan Sá. TOMAS-BARBERAN. 1986. F. v. v.1987.36.135.. v. p. 196.29 Mar. L. Khim.5. DOBEREINER.34. et al. Chem. Prir.2000. v. DAVYDOV. A. Nutr. v. v. Bull..263-6.. v. n. 1980.6.1980. (Tokyo). K. Anais do XXXII Reunião anual da SBPC. p. Eur. et al. Carbohydr. H. G. v. et al. M. TSAI. . v. Anais do Simpósio Brasil-China de Química e Farmacologia de Produtos Naturais. ZRYD.1986. 1982. Chem. ICHIKAWA. . p. H.1994. L.3. p.42. v. Boll. I. n. E.8. p. Sci.1987. TORRANCE. J. Prir. 217. v.225-7. p. Anais da XXXXI Reunião Anual da SBPC.31.249-50. Pesq. TORRES DA SILVA.6. n. Physiol. n. p. et al. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. C. Cient. n. V V Rastitel'nye Resursy. E. Appl. A. S.1988b. C. p.1996. Bras. C.6. et al.1988a. TOMODA. PAIVA. A. J.1961. R. H. H.5. TROTTA.1985. v.2. TSAI.559-62. et al.150. Pharm. n. Bioact.l7-26.26.485-7. p. TOKUMOTO. p. Philipp. p. p. Phytochemistry (Oxford). SAID. Sci. n.55. EP 309342 (IPC A61K-035/78. v. Pharm. TREZZINI.. M. v. p. et al.20 (Suppl.1995. Soedin. . v. 194.TOKARNIA. Buli. p.40. Soedin (Tashk). 520. p. Anais da XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2360-5. T et al. Bull. F. A.). 1992 Heisei. Pharmacol.l987.19-36. n. Jpn... Commun. Kokai Tokkyo Koho JP 04368309 A2 21 Dec. et ai. Journal of Liquid Chromatography.

. . M. VALDERRAMA. 1993. Pharm.). 1992. p. n.96. Biol. J. SUZUKI.16.I2. URZUA.30. p. 1996. VI Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.2. et al. 16. 8-12. p. v. Lett. RODRIGUEZ A. UENO. n. 1982.2414-15. Food Chem. et al. Volume 3. Ci.. .181-2. F. Chem. n.. URZUA A. Acad. Belém: CNPq/PTU. UNANDER. n. . A.2.2. 1991.26. .42..8. p. v. J.Workshop. R. 1993. 1994. A. W.33. n. p.35. et al.. n.. n. et al. VAN DEN BERG. IFEBIGH.. p..399-410. Phytochemistry. A. D. J.205-10.1439-42. v. Antinutr. R. Sci. Sci. (India).. V. 1988. M.5. Proc.1485-9. et al. volume 2. 1989. E. 1963.. J. v.26. et al. et al. Anais do X Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. H. O. v. VANDERLINDE. 1987. n.6. S. .3298-304.34. 19879a.3. 1994.2. 208. et al Phytochemistry.109-28. Phytochemistry.1213-16. p. Phytochemistry. v. LEITE. VAISBERG. n.l. J. Antinutr. H.2.TWAIJ. 1988. W. p. VAN DAMME. E. p. 158. Value Legume Diets. Chem.61-74. E.33. 1989. 196.. 357-9.. Value Legume Diets. v. E. 1979. n. C. p. Bol. 1998. 120.3. B. p.l63-70.34. J. et al. S. n. 178. v. 1996. 1999. VAN EITEN. et al. Anais da VII Reunião Anual da FESBE.2. Phytochemistry. Food Chem. Sci. F. Phytomedicine.l. Chem. p.77-106. Sci. F. Prod.5. l l .9. 36. n. p. et al. Agric. 1986. S. VALVERDE. Meeting Date 1995.1509-12. Braz. W. PEUMANS. et al. Indian Acad. Anais da XXXI Reunião Anual da SBPC. 2nd. 3nd. Nat. N. 1991. Chil. J. K. Res. n. CORTES. 1986. p.691-3. S. v. n. Anais do XV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. et al. p.2411-16.. COSTA. . et al.l. v. Nutr.2.18. VANDERLEI..2-3. E. R. p. A. J. M. p. 1988. SINGH. v. v. Anais da IX Reunião anual da FESBE. VALENTIN.3.51. Quim. UPADHYAY. 1992. n. n. Cult. Sci. 1988. VALE. 1982.45. p.40. n. UKHUN. M. Bull. 2 n d . J. URUSHIBARA.8. Planta Med. 1995. v. Soc. T. et al.97-133. 1987. et al. A.51-2. TM VANDERLINDE. Phytochemistry. L. 1996. v. v. v. Nutr. n.50. M. v. Proc. p. Buli. Natural Medicines. A. et al.874-5. A. v. 1980. VANDERLINDE.140-3.55. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. v . PRESLE.J. 1987. p. A... et al. . Anais do IX Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. (Suppl. UBILLAS. UEHARA. S. Natl..4. v. Phytochemistry.30. p. v. USUI. UPADHYAYA. Ethnopharmacol. M. Soe. T.321-6. J. p. p. G. Planta Med.. Plantas medicinais da Amazônia. VAN DEN BERG. A.1.. 1991.135-7. 5/9. J. 636. VAN DAMME. 87.51-5.52. J. n. 1978. n. Meeting Date 1995. Plant Sei. Proc. 1996.26. M. v. UENO.. 1996. URZUA. Workshop. Anais da VIII Reunião Anual da FESBE. Eff. v. J. K. E. F.147-50. p. Tetrahedron Lettres. VALE. 1994. 3rd. Anais da IX Reunião Anual da FESBE. H.6. A. Pharm.129-33.. et al.

25. H.. Clin. S. 1995 VANNEREAU.. v. Biol. B.4. Obz. J . VILJOEN. E. et al. VENSKUTONIS. Flavour Fragrance J.44-5.19. p. VAZQUEZ. v. M. Farm. VIEIRA. De Ciencias.1987. Buli. 117p. et al.Q. et al. 167-73. p. Nat.70. Fitoterapia da Amazônia.193-8. Agronômica. Khim. et al.2.274-8. VANISREE.6... 1991. v.1995. n. 1995 VIEIRA. et al. n. VARANDA.1995.15-16. Farm. Acd..47.J. VAVERKOVA. et al.51. Ethnopharmacol.2. v. Biochemical Systematics and Ecology.5.5..J. T. p. R S.4. et al. n. Phytochemistry. p. Facultad. USA 84. S. v. 1996.J. . VARSHNEY.. n. p. n. . v..1992. Toxicol.4. A. W. A. 157. Nutr. Sci.6. S. 1990.4. VESELOVA..Biochem.1988. p. 1999. p. Crude Drug. VENKATESWARAN.. VILLAN DEL FRESNO. p.55. A. Prod. p. Second Draft.57. P. et al.309-11. v. M. D. et al. Endocrinol. 596-602. VILLAR. Comprobacion de Ia actividad hipoglicemiante de Ia corteza de Anacardium occidentale. v.Biochem. VESSAL. p. Soedin {Tashk). 1869-72.. n. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil. 1991. n.1988. S. CM. n. Pharmacol.40. FELKLOVA. n. Planta Med. VETRICHELVAN. Ethnopharmacol. et al.6.3. et al. p. DEVAKI. A. n.35. VIEL. A. et al. Planta Med. 156. VERZANE. v. 1996. C. L. B. n. VILEGAS.1978. p. v. 1977. Colombia. p. Khim. et a l .40. Tesis. Prir. J. p. URZUA. A.J. v. 143. n.8. VESSAL. Ethnopharmacol.1259-61.112C. I. Journal of Agricultural and Food Chemistry. R. Departamento de Farmacia..l53-6. n. Hung. Prir. Useful Plants of Amazonian Peru.79-87. M.17. M. . Natl. n. 453. VARGAS. p. Chemv Nat Com.ll.3. . USA. Prod. F. Biol. A.1996. Acta Pharm. n. Physiol C. 1999.800-3. 1994a.5. Santa Fé de Bogotá. S. B. VASANTH. p.69-75. v.3.. p..230-5.l. VASQUEZ. v. Quim. Soe. et al.56. Filed with USDAs National Agricultural Library. et al.92-115. Bol. 115B.J. Soedin.267-71. F.11. M. Anais da XXX Reunião Anual da SBPC. R. VILLARREAL.323-7. v. Planta Med. Pharm. p.J. p. n. VIANA. E. IndianJ.233-6.4. R.VANDERLINDE. 1978. M. Oréades. v. Anais do XIII Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.66.. n. n.6. EL SAYED. MELLOUKI. 143-8. p. Indian Drugs. n. Nat. M. et al. n.127-8. VIDIGAL. n.1996. n. Rev.26. A.2. Fitoterapia.238-40. p.2. Obz. 1990 VAVERKOVA.560-5. p. p. Phytochemistry. Universida Naciona. VILEGAS. 1988. n.. VASINA.18. 752. Phytother.1987. et al. M. S. Phytoher.1996. A.. .526-8. M. p.1981. v. . Y.1980. M. R. Pharm. 1994. v. v. Ceres: Ed..39. p.. M. p. 56p. v. YAZDANIAN. T. Res. G. Latinoamericana Química. v. T.67. L.2-3. et al.403-6. p.19. M. S.1990. et al.2.1-10. VERARDO. 2000. Comp.30. A.l. 1999.856-8.2.229-36.1983. G..261-9. .1992. R G. v. p.55.. B. Proc.4. R C. v.211-17. v.749-53. RAO.. p. p. v.. et al. 1984.l. VILLARROEL. VIANA.l 17-21..1987.27. et al.507-17. n. C. G.2002. n. v. S. p. PAL.1986.1982. v.. 14/15. n. Acta Botanica Gallica. 1980. n. p. S. v. v.Anais da XXXII Reunião Anual da SBPC.47.

.3.4. v. Q.1993 VU. Colomb.10.. v. n.282.1509-12. WAN. p.1998. G. Chem. 2000. 1991. B. S.2001. Food Chem. Yao Hsuch-Husch-Pao. Lett.5. .16. p. Phytochemistry. n.1993. H.23. v. Zhongcaoyao. Chem. H. T.. p. et al. n. 879. p.1224-8.. BUNKERS. Biophys. et al. HEDIN. p. n. 1981. p. VOLLERNER YU. Z. H.7. Rev. NY. v. v. et al. WASSEL.11. VOIRIN.1990.1984. WANG. H. R A. F. v. et al. et al. p.l.16-18. v. WANG. et al. . BAGHDADI.2.8.1987.47.l. X. n. B.256-9. 2002. Phytochemistry.287-288.573-80. WANG. n.16. et al.. Food Chemistry. Toxicol. K.487-90. Res. n. v. Y T.. Quim. O.3..193-200. et al. v. KUDAV. n.1-2..l 12-14. Khimiya Prirodnykh Soedinenii.5. Med. p.4.357-65. J. p. v.1989.40. C.. VITRAL. Quim. v.2509-12. . 1990. Planta Med Phytother.1991. T.1996. n. S. 134-5. Chin. Chin.1996.27. Nat. R. v. Chem... B. v.51-5. Indian J.2000.141-6. p. L.145-51. v. T. J. p. p. Rev. G.47. n.1992b.318p.6. v. v. M.. G. Chinese Journal of Microbiology and Immunology (Beijing). . X. V.44.3.515.50.7A..1997. v. 1984. p.19.13. Zhongcaoyao. l 1 .703.441-2.. Tai-wan I. VU. Tap Chi Duoc Hoc.1357-9. Huaxue Shijie. B. R. n. Chem. Lett. 1997. et al.1993.1995. VON ROTZ.97-00. F. H. VO.. et al..2.599-602.59. I. p. v. n. Lisboa: Editorial Inquérito.451-7.5. p. et al. n. Life Science. Phytochemistry.43. D. 492-3.3.2. p.26.. Phytochemistry. et al. 1073-6. v.4.55. 1987. Biosci.. B.10. Phytochemistry (Oxford). n. Colomb.1987. Incl. n. Planta Med. WANG. M. Biophys.1997. et al. p. JURCIC.15. p. p. et al. Commun. L. D. M. n. Medizinische Welt. et al.5. WADER. N. HEDIN. H. n. G. n. et al. S. et al. WANNISSORN. WANG. p.. Biochem. J.1990.VILLASENOR. v. n. v. P. VOSTROWSKY. WANG.. 1072-6. p.77-85. A. v. et al.70. J. VOLÁK. n. STODOLA. n. p.1989.551-4.9-10. Zhongguo Zhongyao Zazhi. p. Prod. p. WANG. v. n . S.1997. v. WAGNER..3. Zhongcaoyao. WANG. WAAGE. n. C.13. et al. p. Ethnopharmacol.1999. Chem. H. Carcinogenesis (Lond).1990. v. X.229-231.41.8. H. p. v. Res. 1991. Res.1972.5. v.3. Sect.25. n. n. J. p. n. p. A. v. n. C. Biochem. et al.6. p.7.231 -41. WAGNER. 10. Arzneimittel Forschung.1980. et al. v. p.7. v.. Anais da 36a Reunião Anual da SBPC. p.2001. Planta Medica. v.279.411-6.628-30. n. et al. n. 1979.2001. Phytochemistry. Plantas medicinais.64. Commun.787-96. WANG.737-9. R. Org. BAYET.26. WARGOVICH.].28. Hsueh Hui Tsa Chih.3.30.8..2. . H. et al. n. n. . Phytother. . v. n. WAAGE.576. v.34-6. p. Shengwu Huaxue Zazhi.71. B. K. N. n. p. p. VOIRIN.1997 WANG.669-73. p. WANG. Res.l 189-93. n.l. VILLEGAS.8. K.1996.45. v. p. Mutat.7.1992a. p.J.1-2.74-7. Z.38. Naturforsch. n. v. v. VOIGTJ. n.45. p.7.

WOODCOCK. p. Pharm. v. p.ed. n.1979. J. p. p. Chem. p. Y.17. WIEDENFELD. 193. p. Nat.438-46.58.J. F.2..5-6. Phytochemistry.J. n. p.4. n.1996 WILSON. n.l. Ethnopharmacol. et al.4. E. Prod. .61. N.17. R. n..2. 1994. KARUNANA-YAKE. v.1995. V.J Ethnopharmacol. Planta Medica. D.7. WECKERT. n .6.J. M. v. p. Phytochemistry. 1995. v.. p.301-7.2170-2. M. WONG. J.4. .. FOWDEN. Naturforsch. M. 1477-8.617-22.24-25. v.. et al.1992. Flavour and Fragrance Journal. M. v.1988 WOO.E. v.31.1989. X. Planta Medica. n. RANGGA.52.1993.28. n.40. Phytochemistry.1978. Sei.131-9..J. Oil Res. Weekbl. v. R E. v.. WU. S. n.l 1. B.2.1982.4. Zeitschrift Fuer Lebensmittel-Untersushung UndForschung.49.5-10. WEI.318-22..2.42. Appl Biochem. p.p. The medicinal and poisonous plants of southern and Eastern Africa.1986.J. 14. WENZEL. WATANABE. 1986. n.58.}. n.277-82. Biotechnol.691-3.5. K. et al.1996. n. . KHOO. n. WATT.6. n. C. p.. K. E. SHAW.1995. K.WAT. WINTER. E.62.55. p. n.21-5.38. L. n.J. et al.423-6. M.61.1435-6.56. Shipin Kexue.l. WOERDENBAG. WOLLENWEBER. W.659-61. 1993. D. et al. L.6. v. S.276-80. p. H. Res. 121-6. 1063-8. Pharmacal. v. et al. 2. P. et al. n. D. Journal of Natural Products (Lloydia).497-500. v.l93-200. 1. n. Journal of Natural Products (Lloydia).8. 109-14. H. p. v.5/6. p. WU. WOERNER. v. SCHNIER. p. WONG.3. WONG.1997. p. p.46. 2001. MANSINGH.. Acta.1986. WILLIAMS. Food Chem. WATSON. n.1992. P. D. 1995. B. p. WILLS. v.4. Ethnopharmacol. K. n. p.l.9. Food Chem. Planta Med.78. L. p.5. Chim.2. T.J. C et al. . WONG. Helv.53.30.991-4.58. v. C. et al. Res. v. Phytochemistry.. S. Bull. v. n. C. v. n. M.P. WELIHINDA. Oil Res. p.1973. v. v.1997. Agric. p.. n. p. 1993.. et a.1986. v. Edinburgh/London: E.451-5. v.. Phytochemistry. K.1979. 1990.3. n.l2. . p. Z. p. n.1430-7.8..3. p. . v. G. v. n. WELIHINDA. p. v. BREYER-BRANDWIJK.380-1. C.17. WONG.341-53.1987. L. Phytochemistry (Oxford).33. p. J. Ethnopharmacol.1979. G. Y.8. v. Essent.2001. v. v.J. .4. 1457p.36. J. N. W. 1986. Pharm. n. n.vA5. WEBER.5. S. B. et al..70-2. p.l. Planta Medica. p. v. l .697-700. p. WINTERHALTER. et al. 1962. Planta Med. p.211-14. et al.8. n. (Lloydia). M.1982.l. H.419-28. WENIGER. v. A. n.17. WU.245-51. n.1991. E.. Toxicon.417-23.2. 1994.146-9.3. Essent. et al. Phytother. Y C. WEINBERG. n. L. n.. Phytochemistry. p. v. et al. Biosci. 1993. G. R. WU. 1995. Archiv. LOPES. H.13-30. p.277-82. C. v. WOOD. et al. A..A. Journal of Pharmacy and Pharmacology. et al.452-5. Chinese Pharmaceutical Journal. 1995. v. et al. H. . (Seoul). p.1990. v. Insect Science and its Application. 103-11.20. Ed.3. A.24.830-6. C.Livingstone LTd. n. 902-15. et al.

Jpn.468. et al. Journal of Food and Drug Analysis. Tianran Chanwu Yanjiu Yu Kaifa. H.J. Res. X. X. v. et ai. v. N. v. YOSHIDA. V. A. p.Pharm.61-4. YU.357-64. p. Simpósio Brasil-China. et al. p. YADAVA.l. 1997. n. n. YAMAHARA. Q. p. 1988.. p. v. S.38. A. v. H. n.3. p. Zhonghua Nongye Yanjiu. V. 1995. Sect. Toxicol. n. v. p. Pak. et al. n.488-90. v.55-7. v. v. Counc.29.2.. et al. I. CHENG. S. G. YADAVA. v. 145-7. YE. Kenkyu Nenpo . YAMAGUCHI. 1990. E. S. v. XY.10. Fenxi Shiyanshi. et al. Chung Kuo Chung Yao Tsa Chih. M. n. T. YANG. YAMAGISHI. J.289-93. Kokai Tokkyo Koho JP 09224606 A2 2 Sept. T.58-60. XAVIER.3-5. S. Y X. n. YANG..86. p.3.l. v.88-90.8. 1987.6. Zhongcaoyao.2. 1990.79. Zhongyao Tongbao. Acta Cienc. v. YANG. 1991. p. n.87-8. YANG. M. n. p. Acta Pharmacologica Sinica. 1990. n. REDDY. 1986. R. K. p. Phytochemistry {Oxford). J.517-19.44 . v.. 1995. M. Proc..18-21. n.61-3. YU. v. YUN-CHOI. et al.ll. B. p. v. p. WANG.. 1995.4. n. H.l 15-17. Inst. 1991. n. v.71.2. C. et al.1269-70. v. YADAVA. Pharm. YEN.. .l 19-24. Fitoterapia.J. 1986. R.1045-53. n. C. 1994. YADAVA.l. 1996. p. R. Z. T. n. A. n.10. Oswaldo Cruz. 1989.34. 1999. n. n. Pept. n. T.491-4. p. D. v. n.l. p. v. YU. YANG. Prod.348-9. n. YANG. E. 1997. Journal of the Science of Food and Agriculture. YASUDA. Chinese Pharmaceutical Journal. V.l35-40. Q. X. YAMAGISHI.29. et al. p. 1990. Asian. v.3. H. v. et al. Bul. S. v. B. p.1-4. Chem.. v. D. Z.2. China.354-6.42. 1992. et al. p. W. Yakugaku Zasshi. Repub. 1996.65. 8. n.6. R. Prod.518-24. Fitoterapia. Food Chem. p. p.14. MISRA. Sci.3213-16.39. p.l..31.66. n. Nat. v. et al. Egypt. 1990. n. S. N„ TRIPATHI.13. v. 171-4. 1987. H. R.39. YASMIN. N. Natl. 1986. A. n.106. YANG. Int.1989. .31.6. Gaodeng Xuexiao Huaxue Xuebao. N„ SAINI. N.16.. Zhonghua Zhongliu Zazhi..630-3. p. n. v. p. CHEN.27. Sichuan.6. B. et al. Protein Res. et al.Tokyo-Toritsu Eisei Kenkyusho. 1989. p.16. YEUNG. v. 1988. et al. V K. T.5.2001. Sci.4. v.ll. S. et al. et al. J. . 1993. v. J.J.443-51.l.1979. et al. Sci. Indian Perfumer. n. Chem.ll. v. T. C.. n. W et al. 1994. Anais do XIV Simpósio de Plantas Medicinais do Brasil.J..43..2. p.. p.5. et al. YASUKAWA.2. Zhiwu Xuebao. Pept. et al.17.Y. P/anta Med. p.805-12.457-64. 1996. XIMENES. p. Nat.28. L. v. 2001. v. H. p. n. Phytochemistry.8.2.2. p. Ethnopharmacol. Acta Physiologica Hungarica.. G. et al. R. v.63-6. et al. n. 1987.WU. SBCQFPN. Protein Res. n. Chem. Mem. Journal of Plant Resources and Environment. YADAVA.. v.8. 127. KNOLL.5. et al.62. p.l. J. K. et al. 2000. XUE.36. M. YANG.714-9.187-90. 1990.2. 1989. P.135-46.2. Indian]. v. H. L. 1991. S. Ind. p. Acta Botanica Sinica. Indica. p. NIGAM.J.. Int. n. YAMAMOTO..3.4. et al. p.3053-4. p.53.341-6. v. n. p.66. XU. Y.13.10.30. YANG.875-7.128-31. YANG. 1991. v. Res. YU. YESILADA. L. n. C. D'ANGELO. et al. et al.2. 1989. 2.331-6.1. 1994.3. YASSA. n.28B. Phytochemistry.583-4. YEN. p.149-51. n. 1993. p. Acta Botanica Yunnanica..

ZHOU. Acta Pharm. F. K. l l . n. et al. Proc. M. n. v. G. YUWAI. S. ZAVALA. n.. Food Agric. n. Shengwu Huaxue Yu Shengwu Wuli Xuebao. X. n. Sci.846-51.59-67.16. Journal of Agricultural and Food Chemistry.2. O. p. Pak.235-45. p. Conf. 1995. ZENG.71-4. C. Y et al. M. 1986. p.. v. n.. et al. p. . Soedin.153-6. I. J. 1986. N. v. Sin. ZHANG. 1989. ZHEN. Soedin. Q.47.79-85. p. ZAKA. 1996. H. p. Khim.l. p. l l ...l72-3. et al. R. 1987. Prir. n. et al..). Prod. S. et ai. 1987. n. M. Redai Yaredai Zhiwu Xuebao. n. ZHEN. n. L. 1987. ZHANG. BUSR1. Acta Botanica Sinica. DZHALILOV.3. 1998. p.28.27. Bioorganic & Medicinal Chemistry Letters. Soedin.. Acta Pharm.861-6. 1997.104. p.3. p.l762-3.273-8. S. M.22.3633-6. v. 1996. 1986.5.1-2. Prir. p. ZHANG. n. n. ZENG. n. p. n. v. v. 1996. Agric.2.131-3.14. v. ZHANG. F. ZAFAR. et ai. v. Soe.41. et al. et al.l 18-19. 1987.91-102. v.ll.35-8.l. Khim.107-27.2.23. Res. Acta Pharmaceutica Sinica.30.. X. 1986.4. Anais da 22a Reunião Anual da SBPC. 1989.2. et al Indian J. Egypt. LIN. 1993. (Engl Ed. n. Acta Chim.. n. p. D. 1987. Med. 1987. n . v. R. 12th. ZELNIK. p. v. Sci. et al.101.. Sci.5291-4. Acad. ZHANG.. 1989. et al. Chinese Medicai Journal. p. et al. S. 1988. 1995. YUNUSKHANOV.37. 1987. 1987. v. Pak. J. N.292-9. Soedin. Am.. 1990.52. Sci. v. 1988. n.265-8.. Chin. Sin.8. J. B.25. v.2. Z. H. v. J. Prir. D..5707-12.33. Zhongcaoyao. BOHLMANN. n . Anais do XXXIX Congresso Brasileiro de Botânica.234.. v. v. p. p.. Ind. Acad.603-7. n. et al. Chin. Pharm. L. v. v.. M.et al. v.36. et al. p. et ai.YUNES. p. N. et al.53.812-14. l l . p. ZAKARIA.l67-72. A. Y Fenxi Ceshi Xuebao. ZAKIR. p. . n. n.). 1997. ZENG.61. S. et al. Khim. 1970.. ZHOU.33.169-72.2.5. ... FEBS Lett.238-43. n .I.. D. X. Q. X.. Food Chem. p. S. 1988..218-222 . p. n. 1998. 1987. et al. LIN.4.16-17. p. p. p.l.. Res. C. 1995a. p. v. ZAKI. Maharashtra Agric. 1986.3.643-8. HE. M. ZHOU. 1994.143-4. n..1. n. A. .126-7. et al. 47. Proc. ZHU. F. 351.1-4.38 .. v..31-9. p. ZHANG. ZHANG. Univ. n. Pak. B. A.26.39.l. Zhiwu Xuebao. et al. C.l. p. Sci.2.6. p. l l . v. Sci. v. 1992. v. n. n.488-91. v.15. Acta Chim.J. Cancer Res. v. Tetrahedron Letters.l.30. Prir. et al. L.16. ZHENG. Proc. n.15.J. F. p. 1991. n.l. p.41-7. v.2. n . Sin. v. N.201-6. ZAKHAROV. p.89-92.4.. EthnopharmacoL. 1988.1865-8. n. Y.2.28. A.18. ZHAO. ZHANG. 1988. n.J. Egyptian Journal of Bilharziasis. YUSOF. 1989.5. p. Duoqing Zhongcaoyao. et al.J.10. 1988. v. v.106-13. R. MOHAMED. Phytochemistry. p. Phytochemistry. X. 1991.5. B.J.2. p.31. et al. Nat. . v. J. p. R. S. v.79-85. Planta Med.J. Kexue Tongbao. Malays. E. Pak. ZAKHAROVA.1/2. . {Engl.l. et al. v. ZHENG.J. v. p. Ed. 1991. Med. Biochem. Kexue Tongbao. p. v.207-8. et al. n.1. p. 1988. 1988. ZAKHARY. ZHENG. ZHENG.791-2. p.28. v.152-6. Q. Ind. ZHOU. R.6. v. Sin. ZDERO.

J. p. ZIMNA.ZHU.57-9. ZHUANG. . 1990.1995. p. n.3.67. ZITTERL-EGLSEER. Z.57. p.444-6.. 1994. 1990. A.3.1995.25. Biochemical Systematics and Ecology.27.593-5. p. (London).1801-10. 1990. n. A. C. ZUO.98.46.898-903. J.6. n.1-2.. ZOBEL. S. . p. Yaoxue Xuebao. p. 21p. p. ZOGHBI.. . p. v. Shipin Kexue. v. Essent.48-51.6. n. M. et al. 1989.4-5. 1988. Phytochemistry (Oxford).. n.6. 1991. OH Res. v. n. Can. Herba Hung..65-75. v.18. v. p.. K.25. v. 18. Chem. Bot. J. Ann. 19p. C. BROWN. R. p. Planta Med. W. 1991. WANG. 1995.5. Grasas Aceites (Seville). F. . et al. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093362A 120ct. p. v. n.213-18. 1991.285-8.}.7. M.9. D. M.12. Bot. ZOBEL.915-21. p.405-8. PIEKOS. p. ZYGADLO. Ecol. et al.17. n.J. Acta Amazonica. Acta Pharmaceutica Sinica. A. n.67 . v. J. 1449-50.898-903. v. 1988. v. Faming Zhuanli Shenqing Gongkai Shuomingshu CN 1093361 A 12 Oct. B. v. et al. 1994.. A et al.l.12. v. n.38.. v. A.. n. A. ZYGADLO. et al. G. 1988. n. ZULUETA. et al.

62 Alternanthera brasiliana. 79 Alismatidae. 149-50 Amaranthaceae. 52. 78 Alpiniajaponica. 113 Asclepiadaceae. 368 Arecaceae. 223 Bixa orellana. 143 Acanthospermum australe. 119 Aristolochiaceae. 468-9. 475. 110 Annona tenuiflora. 149. 95-9. 468-9. 140-1. 360 Anacardium occidentale. 487 Alismataceae. 342-3. 152. 339-40 Anacardium giganteum. 373 Averrhoa bilimbi. 316 Bidens bipinnatus. 81 Arecidae. 227-8. 3512. 461 Ageratum conyzoides. 340-3. 376 Araliaceae. 479. 96. 467-8. 480 Bignoniaceae. 65.Índice de nomes científicos Abuta sabdwithiana. 148 Anacardiaceae. 90-3. 466 Adenocalyma alliaceum. 42-3 Andropogon nardus. 56. 475. 480. 65-6. 474. 364 Apiales. 465. 115 Aristolochia trilobata. 58. 111 Annonaceae. 202-4 . 65. 75 Allium sativum. 463-5 Asterales. 361 Andropogon leucostachys. 489 Bidens pilosa. 351-2 Baccharis trimera. 201-2. 345. 450. 467. 377-78. 79 Allamanda cathartica. 77 Aloe vera. 113-5. 102. 364 Apocynaceae. 488 Bauhinia forficata. 90 Apiaceae. 113 Aristolochiales. 43 Annona muricata. 463 Asteridae. 381-5. 386 Asteraceae. 154 Alternanthera micrantha. 93. 458-6 Achillea millefolium. 69-74. 67. 351-2 Averrhoa carambola. 68. 449 Bixa arborea. 391 Allium cepa. 79 Aristolochia. 453.

272. 170 Chenopodiaceae. 53-4 Coutoubea spicata. 155-6 Caesalpinia ferrea. 259 Commelinidae. 292 Caesalpiniaceae. 496 Dipteryx odorata. 210. 315 Caesalpinia pulcherrima. 206-7. 413-4. 178 Cybianthus. 375 Gnaphalium purpureum. 298 Derris floribunda. 165. 496 Caryophyllales. 205. 408-9. 214 Himatanthus. 298 Derris amazônica. 299 Dillenidae. 225 Guttiferales. 178-9. 237. 382-3. 41-2 Convolvulaceae. 471 Gomphrena globosa. 411 Hibiscus furcellatus. 301-2. 440 Costus spiralis. 238 Cucumis anguria. 255 Croton sacaquinha. 190 Cucurbitapepo. 80. 185. 308 Dipteryx punctata. 299. 365-9.Bixaceae. 150. 395 . 331 Celosia argentea. 318 Desmodium tortuossum. 470. 283. 295. 259 Hedychium coronarium. 284 Hyptis crenata. 398. 179 Cucurbitaceae. 213. 276 Fischeria cf. 147 Caryophyllidae. 379. 387 Gentianales. 324. 302 Echinodorus grandiflorus. 282-3. 285. 266 Capparidales. 319 Dipsacales. 231 Celastraceae. 231 Celastrales. 276-7 Cajanus cf. 211. 402-3 Cactaceae. 171 Gossypium barbadense. 280. 407. 236 Euterpe edulis. 83 Eryngium ekmanii. 207. indicus. 366-7 Hymenaea courbaryl. 205 Hibiscus rosa-sinensis. 46-7. 297 Capparidaceae. 54. 373 Eupatorium ayapana. 441 Inga spectabilis. 272 Clidemia novemnervia. 172 Boraginaceae. 163-4 Chrysobalanaceae. 265 Caprifoliaceae. 394-5 Ipomoea quamoclit. 235 Cecropiaceae. 275 Hydrocotyle exigua. 264-5 Cymbopogon citratus. 327 Cassia multijuga. 406 Brunfelsia grandiflora. 212-3. 154. 388 Croton cajucara. 393 Cordia verbenacea. 236 Euphorbiales. 312 Ipomoea batatas. 287-8 Cassia reticulata. 230-2. 224 Hibiscus sabdariffa. 287 Cassia occidentalis. 385 Hirtella. 44. 296 Fabales. 242. 322 Clusiaceae. 279. 201 Boerhavia difusa. 386-7 Gentianaceae. mariana. 292. 145 Caryophyllus aromaticus. 490 Euphorbiaceae. 49 Cymbosena roseuna. 215. 151-2. 247. 430. 152-3. 163 Chenopodium ambrosioides. 82-3 Fabaceae. 63 Heliconia. 281. 300. 481. 286. 61 Heliotropium indicum. 175 Diplotropis purpurea. 287 Cecropia peltata.

337 Malva parviflora. 87 Magnoliales. 416. 124. 445 Mimosaceae. 303 Myrsinaceae. 133 Piper gaudichaudianum. 125. 434-5 Lippia granais. 252. 191 Lamiaceae. 421. 245. 192 Pedaliaceae. 64 Liliidae. 79 Moraceae. 323-4 Myrtales. 399-400. 251 Lacistema. 195 Mabea angustifolia. 453 Peperomia elongata. 137 . 132 Peperomia. 418 Mentha viridis. 120 Poaceae. 129. 161 Ocimum basilicum. 107 Leguminosae. 422 Oxalidaceae. 173 Phyllanthus corcovadensis. 229 Musa. 241. 402-5 Phytolacaceae. 156-7 Persea americana. 200 Maytenus aquifolium. 108 Petiveria alliacea.120 Piperales. 204 Malvales. 166 Piper cavalcantei. 233 Muntingia calabura. 184-9. 427 Ocimum gratissimum. 495 Palicourea cf. 239-40. 158-9. 444 Mentha pulegium. 425-6. 250-1. 432 Ocimum micranthum. 414. 431. 369-72 Portulaca oleraceae. 196 Monocotiledonae. 158 Pothomorphe peltata. 420. 60 Myristicaceae. 451-2 Jatropha curcas. 432 Ocimum canum. 311 Momordica charantia. 128. 192-3. 406 Lauraceae. 442 Leucas martinicensis. 256 jatropha gossypifolia. 321 Nyctaginaceae. marcgravii. 64-5 Liliales. 191-2. 412-3 Lamiales. 447 Polygalales. 199 Passifloraceae. 122-3 Piper cernnum. 136 Piperaceae. 135 Piper marginatum. 258 Physalis angulata. 181-2. 160. 432.Jacaranda caroba. 321 Menispermaceae. 431. 334-6 Melastomataceae. 332. 244-6. 89 Malpiguiaceae. 389 Luffa cylindrica. 238-9. 167-9. laniflora. 422-3. 277 Leonotis nepetaefolia. 427. 208 Malvaceae. 134 Piper d. 417. 106 Laurus nobilis. lhotzkyanum. 494-5 Passiflora coccinea. 262 Myrtaceae. 427. 64 Lippia alba. 130. 198 Lacistemaceae. 39. 61 Musaceae. 180. 493. 121. 126-7. 103 Myrocarpus frondosus. 254. 162 Portulacaceae. 337 Polyscias. 139 Mentha piperita. 161-2 Portulaca pilosa. 350 Palicourea cf. 42 Pogostemon patchouly. 108 Persea gratíssima. 185. 121-2 Pereskia grandifolia. 435 Loganiaceae. 415-6. 336 Maytenus ilicifolia. 419-20. 425. 131. 427-8. 429. 240-1 Magnoliidae. 125. 446 Origanum vulgare. 123. 419. 443 Liliaceae. 332. 424. 221-2. 426.

177-8 Virola surinamensis. 269 Rubiaceae. 274 Psydium cf. 412 Tagetes erecta. 189.Pothomorphe umbellata. 492 Rubiales. 221 Urena lobata. 497-500 Sansevieria. 478 Theobroma grandiflorum. 99. 361 Sterculiaceae. 492 Ruta graveolens. 409. 208-9. 452. 51 Zinigiberidae. 312. 227 Theobroma speciosa. guineense. 260-1 Wilbrandia ebracteata. 339 Schinus terebenthifolius. 474. 338 Strychnos triplinervia. 218. 330 Pyrostegia venusta. 457-60. 209 Urticales. 197 Xylopia cf. 183. 345. 213. 457 Scrophulariales. 94-5. 103-6 Vismia japurensis. 216 Stigmaphyllon fulgen. 363 Rutaceae. 55. 344. 477. 52 Zingiberales. 347. 132. 473-4. 472. 400 Solanum tuberosum. 390 Symphytum officinale. 354-7. 326 Psydium guajava. 449 Sechium edule. frutescens. 228 Thevetia peruviana. 76 Sapindales. 217-9. 325-9. 482. 230-1 Verbenaceae. 322 Rosaceae. 215-6. 262 Prunus domestica. 401 Solidago microglossa. 112 Zingiber officinale. 491 Spondias purpurea. 273 Rosales. 453-6 Sida rhombifolia. 338 Stigmaphyllon strigosum. 182 Sesamum indicum. 48. 45. 349. 233-4 Spilanthes acmella. 360 Scoparia dulcis. 393 Solanum paniculatum. 485. 320 . 479. 58 Zingiberaceae. 50 Sambucus nigra. 471 Sorocea bomplandii. 462 Ranunculales. 139 Rhynchanthera grandiflora. 138 Primulales. 51 Zinnia elegans. 397-8 Solanales. 101. 127. 484 Zollernia ilicifolia. 271 Rosidae. 463 Scrophulariaceae. 226 Solanaceae. 434 Violales. 379-85 Tiliaceae. 353 Saccharum officinarum. 350.

SOBRE O LIVRO Formato: 1 6 x 23 cm Mancho: 27.Estúdio Gráfico (Diagramação) .5 x 49 paicas Tipologia: lowan Old Style 10/15 Papel: Offset 75 g / m 2 (miolo) Cartão Supremo 250 g / m 2 (capa) 2» edição: 2003 EQUIPE DE REALIZAÇÃO Coordenação Geral Sidnei Simonelli Produção Gráfica Anderson Nobara Edição de Texto Nelson Luís Barbosa (Assistente Editorial) Nelson Luís Barbosa (Preparação de Original) Marcelo Rondinelli e Ada Santos Seles (Revisão) Editoração Eletrônica Lourdes Guacira da Silva Simonelli (Supervisão) AVIT'S .

do Instituto de Biociências (IB) da UNESP. estimulam a realização de estudos desse gênero que recuperem e documentem o conhecimento popular das mais diferentes populações autóctones. Capa: tsabel Carballo . Campus de Botucatu. e Clélia Akiko Hiruma-Lima. do Departamento de Farmacologia.Ao coordenar a equipe científica multidisciplinar responsável pelo livro. do Departamento de Fisiologia. os biólogos Luiz Cláudio Di Stasi.

Esta cuidadosa pesquisa etnofarmacológica tem como fonte moradores da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. ponto de partida para a identificação e catalogação de 135 espécies vegetais daquelas regiões que. estudadas pelo seu potencial dores condições de atingir o desenvolvimento sustentado com a extração e conservação dos produtos medicinais existentes no seu próprio hábitat. .