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Desmistificando_Calibres_-_V.1.6

Desmistificando_Calibres_-_V.1.6

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  • Calibre 17/30 Carbine (17 Pee Wee)
  • Calibre 22 PPC
  • Calibre 25-06 Remington
  • Calibre 30-40 Krag
  • Calibre 32 Winchester Spal eci
  • Calibre 35 Remington
  • Calibre 38 Colt Long (38 Colt Army e 38 Ball US Navy)
  • Calibre 40 S&W (40 Smith & Wesson)
  • Calibre 41 Magnum (41 Smith & Wesson Magnum e 41 S&W)
  • Calibre 44 Auto Mag (44 AMP)
  • Calibre 45 Long Colt (45 Colt)

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

DESMISTIFICANDO
CALIBRES
ACAP – BRASÍLIA- DF
ABRIL/2006

Versão 1.6

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 1 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

CAPITULO 1

INTRODUÇÃO

Este trabalho, puramente academico, tem como objetivo fornecer informações
acerca de calibres de armas. Tem como único objetivo desmitificar o universo
de mitos populares que vemos serem recorrentes na nossa mídia “tão técnica”,
que nos premia pérolas como “a calibre 12 mata elefante”, só se for de raiva ou
outra como “o 357 Magnum racha o bloco de motor de caminhão”, é até
possivel, porém só com munição perfurante e olhe lá. A ACAP, Associação dos
Colecionadores e Atiradores do Planalto, elaborou este trabalho a partir de
conhecimento dos seus afiliados, amealhados nos seus vários anos de
experiências, de vários trabalhos já existentes na internet e publicações
especializadas, seus créditos são mencionados neste trabalho. Outro ponto
importante deve ser ressaltado que este trabalho não tem fins comerciais ou
lucrativo, nosso objetivo, como já dito, é apenas dismistificar e passar
informações corretas pois o que vemos na nossa mídia os pseudos
“especialistas” prestando informações nos deixam estarrecidos. Assim
esperamos informar, pois com conhecimento, a verdade prevalece.

Referencias:

Publicações: Identificação de Munições- Eng. Creso M. Zanotta – Ed Magnum
Dicionário de Termos Técnicos da Área de Armas e Munições – Roberto de
Barros Pimentel – Ed Magnum
The Handloader´s Manual of Cartridge Convertions – Jonh J. Donnelly – Ed
Stoeger.
Handloader’s Guide – Stanley W. Trzoneic – Ed Stoeger
Precision Handloading – John Withers – Ed Stoeger
Revista Guns & Ammo (Petersen)
Revista Handloaders (Wolfe)
Revista Rifle (Wolfe)
Revista Shooting Times (Primedia)
Revista American Rifle (NRA)
Hodgdon Data Manual nº 26
Speer Reloading Manual nº11
Hornady Handbook of Cartridge Reloading nº 3
Cartridges of the World – Frank C. Barnes
Sites: www.cbc.com.br
www.reloadammo.com
www.norma.cc
www.gunsandammomag.com
www.handgunsmag.com
www.gunnersden.com
www.midwayusa.com
www.riflemagazine.com
www.shootingtimes.com
www.wikipedia.com.br

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 2 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

INFORMAÇÕES GERAIS
Calibre

O calibre de uma munição é a bitola ou diâmetro do projétil utilizado em uma
arma de fogo que normalmente é expressa em centésimos de polegadas ou
em milimetros. Então quando dizemos calibre 357, estamos informando que o
projétil desta munição possui 0,357 polegadas de diâmetro ou seja,
aproximadamente 9,07 mm. Seu diâmetro em milímetros é também outra forma
muito utilizada para especificar o calibre de uma munição. Por exemplo: uma
pistola 765 significa que seu projétil possui 7,65 mm; uma pistola 635 possui
projétil de 6,35 mm. Estes conceitos são válidos para a maioria das
munições/armas de fogo, porém para as espingardas (armas de canos longos
e lisos, usadas na caça), o conceito de calibre é diferente. Para estas armas, o
calibre corresponde ao número de esferas possíveis de serem obtidas com a
utilização de 1 libra (454 g) de chumbo. Por exemplo: pega-se 454 gramas de
chumbo e com isto faz-se 12 esferas de mesmo diâmetro, a este diâmetro dá-
se o nome de calibre 12.

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 3 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Munição

Munição é o conjunto de cartuchos necessários ou disponíveis para uma arma
ou uma ação qualquer em que serão usadas armas de fogo. Cartucho é o
conjunto do projétil e os componentes necessários para lançá-lo, no disparo.O
cartucho para arma de defesa contém um tubo oco, geralmente de metal, com
um propelente no seu interior; em sua parte aberta fica preso o projétil e na sua
base encontra-se o elemento de iniciação. Este tubo, chamado estojo, além de
unir mecanicamente as outras partes do cartucho, tem formato externo
apropriado para que a arma possa realizar suas diversas operações, como
carregamento e disparo. O projétil é uma massa, em geral de liga de chumbo,
que é arremessada à frente quando da detonação da espoleta e conseqüente
queima do propelente. É a única parte do cartucho que passa pelo cano da
arma e atinge o alvo. Para arremessar o projétil é necessária uma grande
quantidade de energia, que é obtida pelo propelente, durante sua queima. O
propelente utilizado nos cartuchos é a pólvora, que, ao queimar, produz um
grande volume de gases, gerando um aumento de pressão no interior do
estojo, suficiente para expelir o projétil. Como a pólvora é relativamente
estável, isto é, sua queima só ocorre quando sujeita a certa quantidade de
calor; o cartucho dispõe de um elemento iniciador, que é sensível ao atrito e
gera energia suficiente para dar início à queima do propelente. O elemento
iniciador geralmente está contido dentro da espoleta.

Partes de Um Cartucho

Um cartucho completo é composto de:
• Espoleta (1)
• Propelente (2)
• Estojo (3)
• Projétil (4)

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 4 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Projétil

Proti
universo das armas de defesa, o projétil é a parte do cartucho que será lançada
através do cano.

m três partes:

ltantes da queima da pólvora.
Corpo: cilíndrico, geralmente contém canaletas destinadas a receber
graxa ou para aumentar a fixação do projétil ao estojo.

a, são projéteis construídos exclusivamente com ligas
em ser encontrados diversos tipos de projéteis, destinados
podemos classificar de acordo com o tipo de

pon

jél é qualquer sólido que pode ser ou foi arremessado, lançado. No

O projétil pode ser dividido e

Ponta: parte superior do projétil, fica quase sempre exposta, fora do

estojo;

Base: parte inferior do projétil, fica presa no estojo e está sujeita à ação
dos gases resu

Projéteis de Chumbo

Como o nome indic
desse metal. Pod
aos mais diversos usos, os quais
tae tipo de base.

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 5 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Tip d

Ogival: uso geral, muito comum;
Canto-vivo: uso exclusivo para tiro ao alvo; tem carga reduzida e
perfura o papel de forma mais nítida;
Semi canto-vivo: uso geral;
Ogival ponta plana: uso geral; muito usado no tiro prático (IPSC) por
provocar menor número de "engasgos" com a pistola;
Cone truncado: mesmo uso acima.
Semi-ogival: também muito usado em tiro prático;
Ponta oca: capaz de aumentar de diâmetro ao atingir um alvo humano
(expansivo), produzindo assim maior destruição de tecidos.

ose pontas:

Projéteis Encamisados

São projéteis construídos por um núcleo recoberto por uma capa externa
chamada camisa ou jaqueta. A camisa é normalmente fabricada com ligas
metálicas como: cobre e níquel; cobre, níquel e zinco; cobre e zinco; cobre,
zinco e estanho ou aço. O núcleo é constituído geralmente de chumbo
praticamente puro, conferindo o peso necessário e um bom desempenho
balístico. Os projéteis encamisados podem ter sua capa externa aberta na base
e fechada na ponta (projéteis sólidos) ou fechada na base e aberta na ponta
(projéteis expansivos). Os projéteis sólidos têm destinação militar, para defesa
pessoal ou para competições esportivas. Destaca-se sua maior capacidade de
penetração e alcance.
s projéteis expansivos destinam-se à defesa pessoal e caça, pois ao atingir
m alvo é capaz de amassar-se e aumentar seu diâmetro, obtendo maior
apacidade lesiva. Esse tipo de projétil teve seu uso proibido para fins militares
ela Convenção de Genebra. Os projéteis expansivos podem ser classificados
m totalmente encamisados (a camisa recobre todo o corpo do projétil) e semi-
encamisados (a camisa recobre parcialmente o corpo, deixando sua parte
osterior exposta. Os tipos de pontas e tipos de bases são os mesmos que os
anteriormente citados para os projéteis de chumbo. Existem projeteis com
função expecífica militar como traçantes, perfurante de blindagem, incendiaros
e etc.

O
u
c
p
e

p

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Número do Chumbo

12 11 9 8

Knock Down Balote

71/2

7 6 5 3 1 T

TTT SG

Diâmetro

1,25 1,50 2,00 2,25

17,6

em milímetros

2,38 2,50 2,75 3,003,504,005,00 5,50 8,40 18,65

Quantidade

70 457 216 151 130110 83 64 40 27 14 10 2,80 32,0*

gramas

a

unidade

28,35*
gramas

a

unidade

aproximada de bagos em 10 gramas

8

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Estojo

O eo
essencial ao disparo, já que algumas armas de fogo mais antigas dispensavam
seus
estojo possibilita que todos os componentes necessários ao disparo fiquem
unidos

m

são construídas

de forma a aproveitar as suas características físicas.
Parfi

mantém seu diâmetro por toda sua

tração. Os
estojos tipo garrafa foram criados com o fim de conter grande quantidade de
pólvora, sem ser excessivamente longo ou ter um diâmetro grande. Esta forma
é cu
de ene

ou gola);

Sem aro (Rimless): tem apenas a virola; e
Rebatido (Rebated): A base tem diâmetro menor que o corpo do estojo.
Cinturado (Belted) : Anel com diâmetro superior a base próximo a ela.
A base do estojo é importante para o processo de carregamento e extração,
sua forma determina o ponto de apoio do cartucho na câmara ou tambor
(headspace), além de possibilitar a ação do extrator sobre o estojo.
• Quanto ao tipo de iniciação:

stjo é o componente de união mecânica do cartucho, apesar de não ser

uo, trata-se de um componente indispensável às armas modernas. O

em uma peça, facilitando o manejo da arma e acelera o intervalo e

cada disparo.
Atualmente, a maioria dos estojos são construídos em metais não-ferrosos,
principalmente o latão (liga de cobre e zinco), mas também são encontrados
estojos construídos com diversos tipos de materiais como plásticos (munição
de treinamento e de espingardas), papelão (espingardas) e outros.
A forma do estojo é muito importante, pois as armas modernas

a ns didáticos, o estojo será classificado nos seguintes tipos:
• Quanto à forma do corpo:
Cilíndrico (Straight): o estojo
extensão;
Cônico (Straight): o estojo tem diâmetro menor na boca, é pouco
comum; e
Garrafa (Bottle Neck): o estojo tem um estrangulamento (gargalo).
Cabe ressaltar que, na prática, não existe estojo totalmente cilindrico, sempre
haverá uma pequena conicidade para facilitar o processo de ex

ommente encontrada em cartuchos de fuzis, que geram grande quantidade
rgia e, muitas vezes, têm projéteis de pequeno calibre.
• Quanto aos tipos de base:
Com aro (Rimmed): com ressalto na base (aro
Com semi-aro (Semi-Rimmed): com ressalto de pequenas proporções
e uma ranhura(virola);

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 8 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

cursor;

Fogo Cent

disposta em uma

ão

dos estojos não foram citados

Fogo Circular (Rimfire): A mistura detonante é colocada no interior do
estojo, dentro do aro, e detona quando este é amassado pelo per
ral (Central Fire): A mistura detonante está
espoleta, fixada no centro da base do estojo.
Cabe lembrar que alguns tipos de estojos nos diversos itens da classificaç
por serem pouco comuns.

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Propelente

Propelente ou carga de projeção é a fonte de energia química capaz de
arree
produz
vole
matéria no interior do estojo gera grande pressão para impulsionar o projétil.

iente para causar danos na
arma, isso não ocorre porque o projétil se destaca e avança pelo cano,
consumindo grande parte da energia produzida.

mssar o projétil a frente, imprimindo-lhe grande velocidade. A energia é
ida pelos gases resultantes da queima do propelente, que possuem
um muito maior que o sólido original. O rápido aumento de volume de

A queima do propelente no interior do estojo, apesar de mais lenta que a
velocidade dos explosivos, gera pressão sufic

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 10 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Atualmente, o propelente usado nos cartuchos de armas de defesa é a pólvora
quimica ou pólvora sem fumaça. Desenvolvida no final do século passado,
substituiu com grande eficiência a pólvora negra, que hoje é usada apenas em
velhas armas de caça e réplicas para tiro esportivo. A pólvora química produz
pouca fumaça e muito menos resíduos que a pólvora negra, além de ser capaz
de gerar muito mais pressão com pequenas quantidades.
• Dois tipos de pólvoras sem fumaça são utilizadas atualmente em armas

com um ou outro tipo.

de defesa:
Pólvora de base simples: fabricada a base de nitrocelulose, gera
menos calor durante a queima, aumentando a durabilidade da arma; e
Pólvora de base dupla: fabricada com nitrocelulose e nitroglicerina, tem
maior conteúdo energético.
O uso de ambos tipos de pólvora é muito difundido e a munição de um mesmo
calibre pode ser fabricada

Espoleta

A espoleta é um recipiente que contém a mistura detonante e uma bigorna,
utilizado em cartuchos de fogo central. A mistura detonante, é um composto
que queima com facilidade, bastando o atrito gerado pelo amassamento da

muito usada atualmente, tem a bigorna presa à espoleta e
se utiliza de apenas um evento central, facilitando o
desespoletamento do estojo, na recarga;
o Berdan: utilizada principalmente em armas de uso militar, a
bigorna é um pequeno ressalto no centro da base do estojo
estando a sua volta dois ou mais eventos; e
o Bateria: utilizada em cartuchos de caça, tem a bateria
incorporada na espoleta de forma a ser impossível cair, facilitando
o processo de recarga do estojo.

po

s hoje são raros de

espoleta contra a bigorna, provocada pelo percursor. A queima dessa mistura
gera calor, que passa para o propelente, através de pequenos furos no estojo,
chamados eventos.

• Os tipos mais comuns de espoletas são:

o Boxer:

Outros tipos de esletas foram fabricados no passado, ma
serem encontrados.

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 11 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Obs: Apesar de obsoleto é interessante mencionar o sistema de ignição por
pino (pin fire), também conhecido por Lefaucheaux em homenagem ao se
inventor francês por volta de 1836. Este sistema, apesar de obsoleto já próximo
ao fim do século XIX, ainda foi muito usado na Europa e América do Sul até o
início do século XX.

Nomenclatura de munição

A partir do momento em que o Brasil passou a utilizar, e mesmo a fabricar,
munições provenientes de outros países, passou a importar, também, a
complicação inerente à nomenclatura dessas munições.
À medida que foram sendo inventadas ou desenvolvidas, as munições foram
endo nomeadas ou designadas mais ou menos sem regras, sem se prender a
enhum sistema ou padrão específico, gerando assim muita confusão e
inconsistência. Isso é válido principalmente para as de origem norte-
americanas, inglesas e européias (continentais), as mais utilizadas e difundidas
em nosso país. De forma geral, o primeiro componente do nome é o calibre,
dado pelo diâmetro da bala ou do cano. No caso do cano, a medição pode se
dar entre os fundos das raias ou entre os cheios, quando então é também
chamado de calibre real ou calibre nominal. De qualquer forma, as medições
nem sempre foram precisas ou consistentes, o que, aliado à vontade ou

s
n

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 13 of 185

necessidade do inventor de dar um “nome” diferente à sua munição,
ajudaram a ampliar a confusão. Como exemplo tem-
utiliza um projétil de .308” de diâmetro e o .303 British, que utiliz
Temos ainda nosso popular 38 Special, que utiliza um pr
segundo componente do nome, quando existe, pode ser um
determinada característica da munição, como carga de pólvora, comprimento
do estojo, data de introdução da munição, ou mesmo o nome do inventor ou do
País que a utiliza ou inventou. Os exemplos acima são típicos.
Nas munições norte-americanas mais antigas, carregadas com pólvora negra,
poderia haver ainda um terceiro elemento, em geral destinado a nomear o peso
do projétil. Exemplos são o 45-70-405 e o 45-70-500.
A notação inglesa básica é parecida com a norte-americana, onde o calibre é
dado em centésimos ou milésimos de polegada, podendo ter nomes acrescidos
para facilitar a identificação. No entanto, o calibre também poderia ser dado
elo segundo elemento do nome, caso em que o primeiro elemento significava
“nome” ou “calibre” do estojo utilizado na confecção da referida munição.
xemplo clássico é o .577/450, munição do fuzil Martini-Henry, que mostra um
do fuzil Snider (.577), devidamente
lterado ou adaptado. Essa notação, de forma invertida, tem sido bastante
tilizada pelos experimentadores individuais que desenvolvem novas
unições, não-comerciais (wildcat), a partir de componentes existentes, como
25-06 ou 8mm/06 , que nada mais são do que projéteis de medidas

o projétil, o comprimento do estojo e o seu tipo, quanto a
er com ou sem aro (rimmed ou rimless). Pode ainda, vir em seguida o nome
do inventor da munição. Assim, o famoso 7mm, que tão bons serviços prestou
ao nosso país, é designado como 7x57, significando um projétil de calibre 7mm
num estojo de 57 mm de comprimento, do tipo rimless (sem aro). Na sua
versão com aro, para fuzis de tiro único ou combinados, tem a notação 7x57R.

se o .303 Savage, que
a um de .312”.
ojétil de .357”. O
identificador de

p
o
E
calibre de .450” no estojo da munição
a
u
m
o
diferentes montados no estojo da munição 30-06 , devidamente adaptado.
A notação adotada pelos europeus é a que na realidade mais se aproxima de
um sistema consistente e compreensível. As dimensões são em milímetros e
incluem o diâmetro d
s

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

amília 7mm da direita para a esquerda: 7mm-08 Rem, 7mm Mauser, .284

in,

Rem Mag, 7mm Wby Mag, 7mm Dakota, 7mm STW, 7mm Ultra Mag e 7.21
Lazzeroni Firebird.

F
W

.280 Rem, 7mm SAUM, 7.21 Lazzeroni Tomahawk, 7mm WSM, 7mm

Familia do .28 da direita para a esquerda, baseados nas cápsulas do 30-06
Sprg e nos cinturados H&H: standard .280 Rem, .280 RCBS, .280 Ackley
Improved e Sundra's 7mm JRS. (direita). Na Europa o 7x57 (esquerda) e 7x64
m

(centro) são os mais populares 7mms. A direita é o 7x68 Vom Hoffe, u
cartucho rebatido como o .284 Win.

Família de .22 : 218 Bee, .222 Remington, .222 Remington Magnum, .225
Winchester e .220 Swift.

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Família de .22 : .222 Rem., .222 Rem. Mag., .223 Rem., .22-250 Rem.

Os novos Winchester Short Magnum: 243 WSSM, .243 WIN., .223 WSSM, .22-
250 REM., .223 REM.

Os grandes calibres de caça: 243 Winchester, .280 Remington, .30-06, .375
H&H, .458 Lott.

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

emprego

Classificação quanto ao

Munições para Pistola

Cada vez mais utilizadas pelo público civil, as munições para pistola são
amplamente usadas no meio policial, bem como no militar e esportivo. Isso se

eve à ca

d
evolução técnica das armas semi-automáticas.

pacidade de municiamento, à facilidade de recarregamento e à

Munições para Revólver

As munições para revólveres são destinadas à defesa, à caça e ao esporte.
Elas são as mais utilizadas pelo público civil para defesa pessoal, mas seu uso
também é tradicional no meio policial.

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 16 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Cartuchos de Armas de alma lisa

Os cartuchos são destinados a caça, defesa, esporte e uso polical.
rmalmente, são carregados com esferas múltiplas de chumbo cujos
ade a que se destina o

cartucho.

No
tamanhos (diâmetros) variam de acordo com a finalid

Munições para Fuzis e Metralhadoras

Essas munições destinam-se a fuzis militar, esportivo e caça e a
metralhadoras com uso militar e policial.

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Munições para Canhões

As munições para canhões com diversas funções, todas de uso militar.
.

Cartuchos de Uso Industrial
Cartuchos destinados a uma crescente e diversificada gama de aplicações
industriais. Entre elas, destacam-se os cartuchos finca-pinos e os cartuchos
para execução de conexões de cabos elétricos.

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Munições .de fogo circularl

Munição como .22 é utilizada para a prica da caça de pequenos animais, em
competições de tiro de vá

mentos e em momentos

de lazer. Seu baixo estam
das razões que colabor

a melhor opção para

iniciantes no tiro e a

todo o mundo. Hoje
basicamente encontramos as munições 22 Short, 22 Long, 22 LR, 22 Magnum,
17 HRM e 17 Match 2.

át
rias modalidades, em treina
pido e recuo, além do preço reduzido, são algumas
am para que essa munição seja
tornam a mais vendida em

22 LR, 17 Match, 17 HRM e 22 Magnum

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DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Wildcats

Nem toda munição tem sua origem em uma fábrica. Muitos cartuchos são
frutos de desenvolvimentos de trabalhos de especialistas, aficionados e
ados. São pesso

e não se prdem

mercadas simplesmente lhe

m, buscam ovos

penho. Tendo como princip

enta a recaa de
geralmente estabelece parâmetros de

armeiros amadores ou especializ

as qu

en

apenas ao que as

oferece

n

parâmetros de desem
munições, este grupo de trabalho,

al ferram

rg

desempenho desejados e se põe mãos a obra.

A partir de um

ex

e p

ecido

rcado, estas

pessoas dese

ova

ões

ngula

ck down) ou

alargamento do pescoço da cápsula par

rojétil desejo. Também são

estojos já
nvolvem n

istentes
s muniç

ro

rn

jéteis fo
com estra

s pelo me
mento (ne

a o p

ad
desenvolvidos canos específicos para estas munições para serem usados em
armas convencionais disponíveis no mercado.

Como todo e qualquer projeto, pode ser um sucesso ou um fracasso. Muitos
dos calibres disponíveis hoje nasceram como wildcat
grandes fabricas de munição e armas. Podemos citar o 7-
igton, o 22-250 Remington, o 220 Swift, o 454
ndo do mesmo principio vário governos,
os a arsenais que se utilizam do mesmo método para
, foi o caso do próprio 7,62

Nato. Queão é

aixamento do estojo do 30-06 Sp

s e terminaram em linhas

de produção de
08mm Remington, o 25-06 Rem
Casull e muitos outros. Parti
encomendam estud
alcançar seus objetivos

x51 mm

n

nada mais que o reb

rg.

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 20 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

APITULO

ESPECIFICAÇÕES DE CALIBRES

2.1 – Armas longas

C

2

Calibre 17 Remington

os munição padr

âmetro

Peso
(grain)

Velocidade
Pés/seg

ergia

Dad

ão

Di
polegada

En
Pés/libra

.172

25

4040

906

do em 1971 pela Remington, como um

novo calibr

errolho da série 700. Sendo o menor calibre de
ecido comercialmente hoje. Ele foi
ente estrangulando um estojo de 223 Remington
(5,56x45) mantendo o mesmo angulo do estojo fechando para .17 de polegada.
O 17 Rem similar, mas n

17-223 desenvolvido em

1965. Experimentos com c

quando P.O. Ackley, um

famoso armeiro e "experi

17 Ackley estrangulando
um estojo de 218 Bee. Existem muitas outras munições em calibre .17, sendo a
maioria usando estrangulamento das varias munições .22 hoje existentes e
disponíveis.

Histórico: O 17 Remington foi introduzi
e para seus rifles de f
fogo central em cartucho de rifle ofer
desenvolvido basicam

ão idêntico com o wildcat
alibres em .17 desde 1944
mentador", desenvolveu o

ACAP–Associação dos Colecionadores e Atiradores do Planalto–05/06 Pag. 21 of 185

DESMISTIFICANDO OS CALIBRES

Remington Model Seven

Estojo

17 Remington
Garrafa, sem Aro - Rimless Bottle Neck

POL

MM

Largura da base

.378

Largura da base da virola

.377

Altura do RIM

.04

5

Altura até o om

1.351

bro

Angulo do ombro

22.99°

Altura total da cápsula

1.796

Largura do Ombro

.356

Largura do pescoço

.199

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