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SOLDAGEM

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Norma Petrobras N-0133
Norma Petrobras N-0133

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N-133

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AGO / 2000

SOLDAGEM
Procedimento
Esta Norma substitui e cancela a sua revisão anterior. Toda esta Norma foi alterada em relação à revisão anterior. Cabe à CONTEC - Subcomissão Autora, a orientação quanto à interpretação do texto desta Norma. O Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma é o responsável pela adoção e aplicação dos itens da mesma.

CONTEC
Comissão de Normas Técnicas

Requisito Mandatório: Prescrição estabelecida como a mais adequada e que deve ser utilizada estritamente em conformidade com esta Norma. Uma eventual resolução de não seguí-la ("não-conformidade" com esta Norma) deve ter fundamentos técnicogerenciais e deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “dever”, “ser”, “exigir”, “determinar” e outros verbos de caráter impositivo. Prática Recomendada (não-mandatória): Prescrição que pode ser utilizada nas condições previstas por esta Norma, mas que admite (e adverte sobre) a possibilidade de alternativa (não escrita nesta Norma) mais adequada à aplicação específica. A alternativa adotada deve ser aprovada e registrada pelo Órgão da PETROBRAS usuário desta Norma. É caracterizada pelos verbos: “recomendar”, “poder”, “sugerir” e “aconselhar” (verbos de caráter não-impositivo). É indicada pela expressão: [Prática Recomendada]. Cópias dos registros das "não-conformidades" com esta Norma, que possam contribuir para o aprimoramento da mesma, devem ser enviadas para a CONTEC - Subcomissão Autora. As propostas para revisão desta Norma devem ser enviadas à CONTEC - Subcomissão Autora, indicando a sua identificação alfanumérica e revisão, o item a ser revisado, a proposta de redação e a justificativa técnico-econômica. As propostas são apreciadas durante os trabalhos para alteração desta Norma. “A presente Norma é titularidade exclusiva da PETRÓLEO BRASILEIRO S.A. - PETROBRAS, de uso interno na Companhia, e qualquer reprodução para utilização ou divulgação externa, sem a prévia e expressa autorização da titular, importa em ato ilícito nos termos da legislação pertinente, através da qual serão imputadas as responsabilidades cabíveis. A circulação externa será regulada mediante cláusula própria de Sigilo e Confidencialidade, nos termos do direito intelectual e propriedade industrial.”

SC - 26
Soldagem

Apresentação
As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas por Grupos de Trabalho – GTs (formados por especialistas da Companhia e das suas Subsidiárias), são comentadas pelos Representantes Locais (representantes das Unidades Industriais, Empreendimentos de Engenharia, Divisões Técnicas e Subsidiárias), são aprovadas pelas Subcomissões Autoras – SCs (formadas por técnicos de uma mesma especialidade, representando os Órgãos da Companhia e as Subsidiárias) e aprovadas pelo Plenário da CONTEC (formado pelos representantes das Superintendências dos Órgãos da Companhia e das suas Subsidiárias, usuários das normas). Uma norma técnica PETROBRAS está sujeita a revisão em qualquer tempo pela sua Subcomissão Autora e deve ser reanalisada a cada 5 (cinco) anos para ser revalidada, revisada ou cancelada. As normas técnicas PETROBRAS são elaboradas em conformidade com a norma PETROBRAS N -1. Para informações completas sobre as normas técnicas PETROBRAS, ver Catálogo de Normas Técnicas PETROBRAS.

PROPRIEDADE DA PETROBRAS
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SUMÁRIO
1 OBJETIVO ........................................................................................................................................................... 5 2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES ............................................................................................................... 5 3 DEFINIÇÕES ....................................................................................................................................................... 7 4 CONDIÇÕES GERAIS......................................................................................................................................... 7 4.1 DOCUMENTOS DE SOLDAGEM.......................................................................................................... 7 4.2 QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL .......................................................................................................... 10 4.2.1 SOLDADOR E OPERADOR DE SOLDAGEM ............................................................................ 10 4.2.2 INSPETORES ............................................................................................................................. 10 4.3 PROCESSOS E EQUIPAMENTOS DE SOLDAGEM.......................................................................... 11 4.4 TÉCNICA DE SOLDAGEM.................................................................................................................. 12 4.5 CONSUMÍVEL ..................................................................................................................................... 14 4.6 CONDIÇÕES AMBIENTAIS ................................................................................................................ 16 4.7 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE .................................................................... 16 4.8 PÓS-AQUECIMENTO ......................................................................................................................... 17 4.9 INSPEÇÃO .......................................................................................................................................... 17 4.10 REPARO DE SOLDAS ...................................................................................................................... 17 4.11 TRATAMENTO TÉRMICO................................................................................................................. 18 4.12 DISPOSITIVOS AUXILIARES DE MONTAGEM................................................................................ 18 4.13 MARCAÇÃO DAS JUNTAS SOLDADAS .......................................................................................... 19 5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS............................................................................................................................. 19 5.1 AÇO-CARBONO E CARBONO-MANGANÊS...................................................................................... 19 5.1.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 19 5.1.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 20 5.1.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 20 5.1.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 21 5.1.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 23 5.1.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 23 5.1.7 REPARO DE SOLDAS ............................................................................................................... 23 5.2 AÇO CROMO-MOLIBDÊNIO E CARBONO-MOLIBDÊNIO................................................................. 23 5.2.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 23 5.2.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 23 5.2.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 24 5.2.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 25 5.2.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 25 5.2.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 26

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5.3 AÇO NÍQUEL....................................................................................................................................... 26 5.3.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 26 5.3.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 26 5.3.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 27 5.3.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 27 5.3.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 27 5.3.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 27 5.3.7 REPAROS DE SOLDA ............................................................................................................... 28 5.4 AÇO INOXIDÁVEL AUSTENÍTICO...................................................................................................... 28 5.4.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 28 5.4.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 28 5.4.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 29 5.4.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 29 5.4.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 30 5.4.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 30 5.5 AÇOS INOXIDÁVEIS MARTENSÍTICOS E FERRÍTICOS................................................................... 30 5.5.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 30 5.5.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 30 5.5.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 31 5.5.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 31 5.5.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 31 5.5.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 32 5.6 NÍQUEL E LIGAS DE NÍQUEL ............................................................................................................ 32 5.6.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 32 5.6.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 32 5.6.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 33 5.6.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 34 5.6.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 34 5.6.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 34 5.7 COBRE E LIGAS DE COBRE........................................................................................................ 34 5.7.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 34 5.7.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 34 5.7.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 35 5.7.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 35 5.7.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 35 5.7.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 36 5.8 CHAPA CLADEADA ............................................................................................................................ 36 5.8.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 36

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5.8.2 CONSUMÍVEL ............................................................................................................................ 36 5.8.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 36 5.8.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 37 5.8.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 38 5.8.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 38 5.9 JUNTA SOLDADA DISSIMILAR.......................................................................................................... 38 5.9.1 METAL DE BASE........................................................................................................................ 38 5.9.2 CONSUMÍVEIS ........................................................................................................................... 38 5.9.3 TÉCNICA DE SOLDAGEM ......................................................................................................... 40 5.9.4 PREAQUECIMENTO E TEMPERATURA INTERPASSE ........................................................... 40 5.9.5 PÓS-AQUECIMENTO................................................................................................................. 41 5.9.6 INSPEÇÃO ................................................................................................................................. 41 ANEXO A - INSTRUÇÕES PARA INSPEÇÃO POR AMOSTRAGEM NO RECEBIMENTO DE CONSUMÍVEIS.. 42 A-1 OBJETIVO...................................................................................................................................................... 42 A-2 AMOSTRAGEM.............................................................................................................................................. 42 A-3 ROTEIRO PARA DETERMINAÇÃO DO TAMANHO DA AMOSTRA E LIMITES DE ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO .................................................................................................................................................... 43

TABELAS
TABELA 1 - TEMPERATURAS DE PREAQUECIMENTO (°C).............................................................................. 21 TABELA 2 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇOS CARBONO-MOLIBDÊNIO E CROMO-MOLIBDÊNIO ...... 24 TABELA 3 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇO NÍQUEL .............................................................................. 26 TABELA 4 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇOS INOXIDÁVEIS AUSTENÍTICOS ....................................... 28 TABELA 5 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇOS INOXIDÁVEIS MARTENSÍTICOS .................................... 30 TABELA 6 - ELETRODOS E VARETAS PARA NÍQUEL E LIGAS DE NÍQUEL.................................................... 32 TABELA 7 - VARETAS PARA COBRE E LIGAS DE COBRE-NÍQUEL ................................................................. 34 TABELA 8 - CONSUMÍVEIS, PRÉ E PÓS-AQUECIMENTO PARA JUNTAS SOLDADAS DISSIMILARES ......... 39 TABELA A-1 -PLANO DE AMOSTRAGEM SIMPLES - INSPEÇÃO NORMAL RISCOS DO CONSUMIDOR DE 5 % E 10 % ..................................................................................................................................... 42

FIGURAS
FIGURA 1 - PERFIL DE DUREZA PARA CHANFRO DUPLO V ............................................................................. 8 FIGURA 2 - PERFIL DE DUREZA PARA CHANFRO V .......................................................................................... 8 FIGURA 3 - DETALHE PARA DEFINIÇÃO DE ESPESSURAS ............................................................................ 22 FIGURA A-1 - ESQUEMA DE APLICAÇÃO DE UM PLANO DE AMOSTRAGEM SIMPLES ................................ 44 ______________

/OBJETIVO

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1 OBJETIVO 1.1 Esta Norma fixa as condições exigíveis e as práticas recomendadas para a execução da soldagem por fusão, empregada em fabricação, montagem, reparo e manutenção de equipamentos e estruturas. 1.2 Esta Norma aplica-se aos seguintes materiais: aço carbono, aço carbono-manganês, aço carbono-molibdênio, aço cromo-molibdênio, aço-níquel, aços inoxidáveis austeníticos, martensíticos e ferríticos, níquel e ligas de níquel, cobre e ligas de cobre dos tipos citados no Capítulo 5 desta Norma. 1.3 Esta Norma se aplica à execução da soldagem por fusão empregada em fabricação, montagem, reparo e manutenção, após a data de sua edição. 1.4 Esta Norma contém Requisitos Mandatórios e Práticas Recomendadas. 2 DOCUMENTOS COMPLEMENTARES Os documentos relacionados a seguir contêm prescrições válidas para a presente Norma. NR-18 PETROBRAS N-1438 PETROBRAS N-1596 PETROBRAS N-1598 PETROBRAS N-1852 PETROBRAS N-1859 PETROBRAS N-2163 PETROBRAS N-2301 ABNT NBR 5425 ABNT NBR 5426 ABNT NBR 5427 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção; - Soldagem; - Ensaio Não-Destrutivo - Líquido Penetrante; - Ensaio Não-Destrutivo - Partícula Magnética; - Estruturas Oceânicas – Fabricação e Montagem de Unidades Fixas; - Consumível de Soldagem com Propriedade Assegurada; - Soldagem e Trepanação em Equipamentos ou Dutos em Operação; - Elaboração da Documentação Técnica de Soldagem; - Guia para Inspeção por Amostragem no Controle e Certificação da Qualidade; - Planos de Amostragem e Procedimentos na Inspeção por Atributos; - Guia para Utilização da norma ABNT NBR 5426 Planos de Amostragem e Procedimentos na Inspeção por Atributos; - Eletrodos Revestidos de Aço Carbono para Soldagem à Arco Elétrico; - Eletrodos Revestidos de Aço Carbono para Soldagem à Arco Elétrico; - Eletrodos Revestidos de Aço Carbono para Soldagem à Arco Elétrico; - Eletrodos de Aço Carbono e Fluxos para Soldagem à Arco Submerso; 5

ABNT NBR 10614 ABNT NBR 10615 ABNT NBR 10616 ABNT NBR 10617

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ABNT NBR 10618

- Eletrodos de Aço Carbono e Fluxos para Soldagem à Arco Submerso; ABNT NBR 10619 - Eletrodos de Aço Carbono e Fluxos para Soldagem à Arco Submerso; ABENDE DC-001 - Qualificação e Certificação de Pessoal em END; ABENDE NA-001 - Qualificação e Certificação de Pessoal em END; FBTS N-001 - Qualificação e Certificação de Inspetores de Soldagem; ISO 9712 - Non-Destructive Testing – Qualification and Certification of Personnel; API Std 1104 - Standard for Welding Pipe Lines and Related Facilities; ASME Boiler and Pressure Vessel Code - Section IX; ASME Boiler and Pressure Vessel Code - Section II, Part C; ASTM A 370 - Methods and Definitions for Mechanical Testing of Steel Products; SAE/ASTM-DS-562 - Unified Numbering System for Metals and Alloys; ANSI/AWS D 1.1 - Structural Welding Code-Steel; ASME/AWS Filler Metals Specifications: A 5.2 - Specification for Iron and Steel Oxyfuel Gas Welding Rods; A 5.4 - Specification for Corrosion Covered Resisting Chromium and Chromium-Nickel Steel Welding Electrodes; A 5.5 - Specification for Low Alloy Steel Covered Arc Welding Electrodes; A 5.7 - Specification for Copper and Copper Alloy Bare Welding Rods and Electrodes; A 5.9 - Specification for Corrosion Resisting Chromium and Chromium-Nickel Steel Bare and Composite Metal Cored and Stranded Welding Electrodes and Welding Rods; A 5.11 - Specification for Nickel and Nickel Alloy Covered Welding Electrodes; A 5.14 - Specification for Nickel and Nickel Alloy Bare Welding Rods and Electrodes; A 5.18 - Specification for Carbon Steel Filler Metals for Gas Shielded Arc Welding; A 5.20 - Specification for Carbon Steel Electrodes for FluxCored Arc Welding; A 5.23 - Specification for Low Alloy Steel Electrodes and Fluxes for Submerged Arc Welding; A 5.26 - Specification for Consumables Used for Electrogas Welding of Carbon and High Strength Low Alloy Steels; A 5.28 - Specification for Low Alloy Steel Filler Metals for Gas Shielded Arc Welding; A 5.29 - Specification for Low Alloy Electrodes for Flux-Cored Arc Welding; A 5.30 - Specification for Consumable Inserts; EN 45013 - General Criteria for Certification Bodies Operating Certification of Personnel. 6

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Nota:

As normas acima citadas referem-se à sua última revisão.

3 DEFINIÇÕES Para os propósitos desta Norma são adotadas as definições da norma PETROBRAS N-1438.

4 CONDIÇÕES GERAIS Esta Norma deve ser empregada em conjunto com a norma de projeto e a de fabricação e montagem do equipamento ou da estrutura, prevalecendo estas últimas no caso de requisitos conflitantes.

Nota:

Os requisitos aplicáveis à soldagem decorrem de 3 fatores: das condições inerentes à operação de soldagem, das peculiaridades dos materiais a serem soldados e das características do equipamento ou da estrutura, cuja fabricação e montagem empregam a soldagem. Os requisitos relativos à operação de soldagem, válidos para qualquer dos materiais citados e para todos os equipamentos ou estruturas fabricados com esses materiais, encontram-se no Capítulo 4. No Capítulo 5 são apresentados os requisitos pertinentes aos vários materiais citados (como por exemplo: indicação de consumíveis, temperaturas de pré-aquecimento, pós-aquecimento e condições particulares da técnica de soldagem dos materiais). Os requisitos de soldagem que dependem das características dos equipamentos ou da estrutura (como por exemplo: detalhamento de chanfros, ajustagem de peças, tolerâncias dimensionais, modo de aplicação do pré e pós-aquecimentos, necessidade de tratamentos térmicos e modo de sua aplicação exigências de inspeção e critérios de avaliação de defeitos) constam das normas de projeto e das normas de fabricação e montagem dos mesmos.

4.1 Documentos de Soldagem

4.1.1 Os documentos de soldagem devem ser elaborados e qualificados de acordo com as normas de projeto aplicáveis.

4.1.2 Os documentos de soldagem devem ser elaborados de acordo com a norma PETROBRAS N-2301.

4.1.3 Os corpos de prova devem ser identificados na peça de teste, antes de sua retirada, e a sua identificação mantida até a realização dos ensaios.

4.1.4 No ensaio de dobramento, as zonas fundida e afetada termicamente da junta soldada devem estar contidas na porção dobrada do corpo de prova e apresentar deformação plástica. 7

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4.1.5 Os corpos de prova de ensaios mecânicos devem ser submetidos à inspeção visual dimensional, antes da realização dos ensaios. Nota: As tolerâncias dimensionais e o grau de acabamento dos corpos de prova do ensaio de impacto devem estar de acordo com a norma ASTM A370. A inspeção do entalhe deve ser feita em comparador óptico de perfis.

4.1.6 Quando requerido o ensaio de impacto em soldas heterogêneas, todas as zonas de composição química diferentes devem ser representadas por conjunto completo de corpos de prova, com entalhe localizado nessas zonas.

4.1.7 Quando a norma de projeto, fabricação ou montagem, requerer o ensaio de dureza, a qualificação do procedimento de soldagem deve ser complementada com este ensaio, realizado na zona fundida; zona afetada pelo calor e no metal base, devendo seus resultados serem compatíveis com a norma.

4.1.7.1 Recomenda-se o perfil de dureza conforme FIGURAS 1 e 2 abaixo.
0,5 mm 0,2 mm (A PARTIR DA LINHA DE FUSÃO)

0,5 mm

MB

ZAC

MS

ZAC

MB

0,2 mm

FIGURA 1 – PERFIL DE DUREZA PARA CHANFRO DUPLO V

0,5 mm

0,2 mm (A PARTIR DA LINHA DE FUSÃO)

0,5 mm

MB

ZAC

MS

ZAC

MB

0,5 mm 0,2 mm

FIGURA 2 – PERFIL DE DUREZA PARA CHANFRO V 8

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4.1.7.2 O método de medição de dureza na qualificação do procedimento de soldagem deve ser “vickers”. Recomenda-se que a carga a ser utilizada nesse método seja de 5 kgf. 4.1.8 Para os aços inoxidáveis e as ligas de níquel, inclusive chapa cladeada desses materiais, o método de proteção contra respingos, projeções e outras contaminações deve ser avaliado na qualificação do procedimento de soldagem. 4.1.9 Para aço carbono-molibdênio, aço níquel e aço inoxidável martensítico, os ensaios nãodestrutivos que possam alterar as condições térmicas da operação de soldagem devem ser aplicados, nas mesmas condições, durante a soldagem da peça de teste, na qualificação do procedimento de soldagem. 4.1.10 Para chapa cladeada, o método de verificação de contaminação, indicado no item 5.8.6.1, deve ser avaliado na qualificação do procedimento de soldagem. 4.1.11 Para chapa cladeada e revestimento resistente a corrosão ou a erosão, a amostra para análise química, requerida pelo ASME Sec. IX, itens QW 214.3 e QW 216.2 (d), deve ser retirada da última camada, observando as condições previstas por aquela norma. 4.1.12 Quando na norma de projeto, fabricação ou montagem existirem requisitos de tenacidade controlada, os ciclos de temperatura x tempo do tratamento térmico da chapa ou tubo de teste devem ser essencialmente os mesmos aos dos tratamentos previstos para o equipamento. Deve ser previsto um ciclo adicional para manutenção do equipamento. Não é aceito um único ciclo a partir da soma dos tempos de patamares. 4.1.13 No tratamento térmico da peça de teste de qualificação de procedimento, deve ser observado o disposto no item 4.10. 4.1.14 A mudança da marca comercial do consumível, mesmo não alterando a sua classificação, implica na requalificação do procedimento de soldagem, exceto para metais de base de aço-carbono e carbono-manganês, quando não exigido tratamento térmico após soldagem nem ensaio de impacto. Nos procedimentos cujos consumíveis estão qualificados de acordo com a norma PETROBRAS N-1859 (Tipo II), não é necessária a requalificação do Procedimento de Soldagem. Nota: Recomenda-se a utilização de consumíveis de soldagem certificados pelo Sistema de Qualificação e Certificação de Consumíveis da FBTS. Neste caso a marca comercial do consumível, deixa de ser uma variável essencial nos procedimentos qualificados.[Prática Recomendada]

4.1.15 O método de aplicação e a marca comercial do verniz protetor do chanfro devem ser avaliados na qualificação do procedimento de soldagem quando não prevista a sua remoção antes da soldagem. 9

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4.2 Qualificação de Pessoal

4.2.1 Soldador e Operador de Soldagem

4.2.1.1 Os soldadores e operadores de soldagem devem ser qualificados de acordo com as normas de projeto aplicáveis.

4.2.1.2 A qualificação dos soldadores e operadores de soldagem deve ser documentada. O documento Certificado da Qualificação de Soldadores e Operadores (CQS) de Soldagem deve ser elaborado de acordo com a norma PETROBRAS N-2301.

4.2.1.3 Os soldadores e operadores de soldagem qualificados devem possuir identificação visível.

4.2.1.4 Deve ser emitida uma Relação de Soldadores e Operadores de Soldagem Qualificados (RSQ) elaborada de acordo com a norma PETROBRAS N-2301.

4.2.1.5 Os corpos de prova devem ser identificados na peça de teste, de modo a se manterem rastreáveis a identificação do soldador, o número do procedimento de soldagem e a posição de soldagem. A identificação deve ser mantida até a realização dos ensaios.

4.2.1.6 Na qualificação do soldador ou operador de soldagem, os métodos de limpeza entre passes de solda, de remoção de crateras e de abertura de arco (no chanfro ou em apêndice) devem ser os mesmos especificados para as soldas de produção.

4.2.1.7 A qualificação do soldador ou operador de soldagem deve incluir a inspeção visual das soldas das peças de teste, sendo o critério de interpretação o mesmo da norma de fabricação e montagem do equipamento ou estrutura.

4.2.1.8 Devem ser definidos os critérios de controle de desempenho de soldadores ou operadores de soldagem qualificados antes do início dos serviços de soldagem. Esses critérios devem abranger todos os tipos de juntas.

4.2.2 Inspetores

4.2.2.1 Os inspetores de soldagem devem ser certificados de acordo com a norma FBTS N-001.

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4.2.2.2 Os inspetores de END devem ser certificados de acordo com as normas ABENDE NA-001 e DC-001.

4.2.2.3 Para os serviços de soldagem executados no exterior, os inspetores de soldagem devem ser certificados na norma principal aplicável, por entidades internacionais que atendam aos requisitos da norma EN 45013, sendo neste caso, necessária a aprovação prévia pela PETROBRAS.

4.2.2.4 Para os serviços de inspeção executados no exterior, os inspetores de END devem ser certificados conforme norma ISO-9712, sendo neste caso, necessária a aprovação prévia pela PETROBRAS.

4.3 Processos e Equipamentos de Soldagem

4.3.1 A soldagem deve ser executada empregando processos permitidos pela norma de fabricação e montagem do equipamento ou estrutura.

4.3.2 Porta-eletrodos e cabos devem estar com seu isolamento em boas condições, sem falhas e sem regiões desprotegidas e dimensionados corretamente para as condições de trabalho e segurança pessoal.

4.3.3 Na soldagem oxi-acetilênica e todos os tipos de cortes a gás; todo o sistema deve estar projetado para atender às condições operacionais e de segurança pessoal conforme os requisitos da norma NR-18.

4.3.4 As barras de cobre para proteção lateral na soldagem eletrogás devem ter espessura suficiente para evitar sua fusão durante a soldagem.

4.3.5 A intensidade de corrente de soldagem, quando variável essencial, deve ser verificada com amperímetro calibrado conforme item 4.3.12, e o mais próximo possível do portaeletrodo.

4.3.6 A estufa para armazenagem de eletrodos, varetas e fluxos deve dispor de meio de aquecimento para manter a temperatura interna 10 °C acima da temperatura ambiente e estar dotada de termômetro e higrômetro, de modo a atender ao item 4.5.9. Os instrumentos devem estar calibrados e dentro do prazo de validade.

4.3.7 As estufas para secagem de eletrodos revestidos em fluxos devem dispor de resistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até 400 °C, e de termômetro, termostato e respiro com diâmetro superior a 10 mm. 11

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4.3.7.1 A estufa para secagem de eletrodos revestidos deve ter prateleiras furadas, ou em forma de grade, afastadas das paredes verticais de, no mínimo, 25 mm.

4.3.7.2 A estufa para secagem de fluxo deve ter dispositivo agitador ou bandejas afastadas das paredes verticais de, no mínimo, 25 mm.

4.3.8 As estufas para manutenção da secagem de eletrodos revestidos e fluxos devem dispor de termômetro, termostato e de resistências elétricas, para controlar e manter a temperatura de até 200 °C.

Nota:

As estufas para manutenção da secagem de eletrodos revestidos devem ter prateleiras furadas ou em forma de grade.

4.3.9 Devem existir, no mínimo, duas estufas: uma para secagem e outra para manutenção da secagem.

4.3.10 A estufa portátil para manutenção da secagem dos eletrodos revestidos de baixo hidrogênio deve dispor de resistências elétricas, para manter a temperatura entre 80 ºC e 150 °C, e ter condições de acompanhar cada soldador individualmente.

4.3.11 Os equipamentos para preaquecimento, pós-aquecimento e tratamento térmico devem atender aos requisitos das normas de fabricação e montagem do equipamento ou estrutura.

4.3.11.1 Não é permitido o uso de queimadores de bico único e de meios exotérmicos que impeçam a medida de temperatura da região aquecida.

4.3.11.2 A verificação das temperaturas de preaquecimento, interpasse e pós-aquecimento deve ser feita por meio de pirômetros de contato, ótico ou lápis de fusão, desde que não contrarie o Capítulo 5.

4.3.12 Os aparelhos e instrumentos de medição e teste devem ser calibrados e estar dentro do prazo de validade. 4.4 Técnica de Soldagem

4.4.1 A soldagem deve ser executada por soldadores ou operadores de soldagem qualificados, atuando sob orientação de supervisores de soldagem habilitados.

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4.4.2 A soldagem deve ser executada de acordo com o documento Instrução de Execução e Inspeção de Soldagem (IEIS) elaborado de acordo com a norma PETROBRAS N-2301, com base em procedimentos de soldagem qualificados.

4.4.3 Não deve haver contato de peças de cobre com as áreas aquecidas ou fundidas pela soldagem, excetuando-se as barras de cobre para proteção lateral da soldagem eletrogás e cobre-juntas de cobre não consumíveis em qualquer processo.

4.4.4 O arco elétrico de soldagem deve ser aberto no chanfro ou numa chapa-apêndice utilizada para esse fim.

4.4.5 As juntas a serem soldadas devem estar isentas de óleo, graxa, óxido, tinta, resíduos do exame por líquido penetrante, areia e fuligem do preaquecimento a gás, numa faixa de no mínimo 20 mm de cada lado das bordas, interna e externamente.

4.4.5.1 As irregularidades e escória do oxi-corte devem ser removidas. O grau de rugosidade máximo aceitável deve ser igual a 2, conforme o padrão AWS C 4.1-77.

4.4.5.2 Depósitos de carbono, escória e cobre resultantes do corte com eletrodos de carbono devem ser removidos para garantir a remoção total da ZAC, não podendo esta remoção ser menor que 1 mm.

4.4.5.3 Para soldagens TIG e MIG, a limpeza do chanfro e bordas deve ser ao metal brilhante, numa faixa de 10 mm, pelos lados internos e externo.

4.4.5.4 As ferramentas de remoção de escória e de limpeza não devem ser de cobre ou de ligas de cobre, exceto para o item 5.7.

4.4.5.5 A soldagem sem a remoção prévia do verniz protetor do chanfro pode ser executada desde que atendido o item 4.1.16.

4.4.5.6 Na soldagem de juntas verticais com eletrodo revestido de baixo hidrogênio deve ser empregada preferencialmente a progressão ascendente, exceto no passe de raiz de juntas de topo, quando removido totalmente na goivagem.

4.4.6 Na soldagem TIG, deve ser empregada a proteção por meio de gás inerte, pelo lado interno da peça, quando da deposição da raiz da solda, exceto quando permitido no Capítulo 5.

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4.4.7 O martelamento de soldas não é permitido para a primeira e última camadas e, em qualquer caso, para espessuras (da peça sujeita aos impactos) inferiores a 15 mm.

4.4.8 Durante a execução da soldagem, poro, escória e defeitos visíveis devem ser removidos.

4.4.9 Quando requerido o ensaio com líquido penetrante ou partículas magnéticas, após a goivagem, a preparação da superfície para o ensaio deve ser, no mínimo, por esmerilhamento.

4.4.10 Em caso de soldagem com fluido interno, deve ser utilizada a norma PETROBRAS N-2163.

4.5 Consumível

4.5.1 Os consumíveis para os processos de eletrodo revestido e TIG devem ser conforme requerido no Capítulo 5. Para os demais processos devem ser seguidos a especificação AWS/ASME Seção II Parte C correspondente.

4.5.2 A embalagem deve indicar de modo legível e sem rasuras a marca comercial, especificação, classificação, diâmetro, número da corrida e data de fabricação.

4.5.3 O eletrodo revestido deve apresentar identificação individual por meio de inscrição legível. A vareta deve ser identificada, por tipagem, em ambas as extremidades. O arame em rolo deve ser identificado no carretel.

4.5.4 Para eletrodo revestido, irregularidades ou descontinuidades no revestimento, tais como: redução localizada de espessura, trinca, danos na extremidade, falta de aderência, bem como deficiências dimensionais de comprimento e excentricidade além dos limites da especificação e sinais de oxidação da alma, são inaceitáveis.

4.5.5 Eletrodo nu ou vareta com sinais de oxidação são inaceitáveis.

4.5.6 A embalagem de eletrodos revestidos e fluxo não deve apresentar defeitos que provoquem a contaminação e/ou danos no consumível.

4.5.7 O consumível, por ocasião de seu emprego, deve apresentar as mesmas condições das de recebimento, no que se refere a isenção de defeitos, identificação e estado da embalagem.

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4.5.8 O consumível específico de um determinado processo de soldagem não pode ser empregado em outro processo, a menos que por indicação expressa do fabricante.

4.5.9 Os eletrodos, varetas e fluxos em sua embalagem original devem ser armazenadas sobre estrados ou prateleiras, em estufas que atendam às condições citadas no item 4.3.6. As seguintes condições, no interior da estufa, devem ser observadas: a) a temperatura deve ser, no mínimo, 10 °C acima da temperatura ambiente e nunca inferior a 20 °C; b) a umidade relativa do ar deve ser de, no máximo, 50 %.

4.5.10 Quando armazenados na posição vertical as embalagens de eletrodos revestidos devem ser posicionadas com as pontas de abertura de arco voltadas para cima.

4.5.11 A ordem de retirada de embalagens do estoque deve evitar a utilização preferencial dos materiais recém-chegados e conseqüente armazenagem prolongada de alguns lotes.

4.5.12 Os eletrodos revestidos e fluxos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem e às condições de manutenção da secagem em estufas que atendam aos requisitos citados nos itens 4.3.7 e 4.3.8.

4.5.13 Para efeito de aplicação dos requisitos de secagem, as embalagens são consideradas como não estanques.

4.5.14 Na estufa de secagem, os eletrodos devem ser dispostos em prateleiras, em camada não superior a 50 mm e na estufa de manutenção da secagem em camada não superior a 150 mm.

4.5.15 Nas estufas com bandejas para secagem ou manutenção da secagem, a camada de fluxo não deve ser superior a 50 mm.

4.5.16 A secagem e a manutenção da secagem devem obedecer aos parâmetros especificados pelo fabricante do consumível e aos requisitos do Capítulo 5.

4.5.17 Os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio, quando de sua utilização, devem ser mantidos em estufas portáteis, em temperatura entre 80 °C e 150 °C. As estufas devem estar calibradas.

4.5.18 Os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio que, fora da estufa de manutenção da secagem, não forem utilizados após uma jornada de trabalho devem ser identificados e retornar à estufa de manutenção para serem ressecados. Permite-se apenas uma ressecagem. 15

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4.5.19 O fluxo que não se fundir durante a soldagem deve ser peneirado e ressecado. Posteriormente pode ser misturado com fluxo novo na proporção recomendada pelo fabricante, ou na ausência desta recomendação, no mínimo na proporção mínima de um para um.

4.6 Condições Ambientais

4.6.1 A soldagem não deve ser executada quando a superfície da peça, numa faixa de 150 mm, centrada na junta a ser soldada, estiver úmida ou a temperatura inferior a + 15 °C.

4.6.2 Para temperatura da peça inferior a + 15 °C, a soldagem pode ser executada desde que a região a ser soldada seja aquecida a, no mínimo, 50 °C.

4.6.3 A umidade das peças deve ser removida por meio de secagem com chama.

4.6.4 A soldagem não deve ser executada sob chuva, vento forte ou poeiras provenientes de jato abrasivo, a menos que a junta esteja protegida.

4.6.5 Para todos os processos de soldagem, meios de proteção devem ser empregados para evitar a ação de correntes de ar que possam alterar as condições de soldagem.

4.7 Preaquecimento e Temperatura Interpasse

4.7.1 O preaquecimento deve ser aplicado, quando requerido no Capítulo 5.

4.7.2 A temperatura de preaquecimento deve ser medida no metal de base, em todos os membros da junta, do lado oposto à fonte de aquecimento, a uma distância não menor que 75 mm da região a ser soldada.

Nota:

No caso de aquecimento com chama, onde a temperatura só possa ser medida pelo lado da fonte, o aquecimento deve ser interrompido pelo menos por 1 minuto, para cada 25 mm de espessura da peça, antes de sua medição.

4.7.3 A temperatura interpasse deve ser medida no metal de solda, do lado em que for depositado o passe seguinte, quando for utilizado pirômetro de contato. No caso de lápis de fusão, a medição deve ser feita em uma zona adjacente para evitar contaminação do passe seguinte.

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4.8 Pós-Aquecimento

4.8.1 O pós-aquecimento deve ser aplicado quando requerido no Capítulo 5.

4.8.2 O pós-aquecimento, quando requerido, deve ser aplicado imediatamente, após a conclusão da soldagem ou em suas interrupções. 4.8.3 A temperatura de pós-aquecimento deve ser medida conforme o item 4.7.2. 4.9 Inspeção 4.9.1 A inspeção das juntas soldadas e a interpretação de seus resultados devem atender aos requisitos das normas de projeto e de fabricação e montagem do equipamento ou da estrutura bem como às indicações constantes do Capítulo 5. 4.9.2 Os exames e ensaios aplicáveis para cada junta devem ser indicados no documento Instrução de Execução e Inspeção de Soldagem (IEIS), elaborado de acordo com a norma PETROBRAS N-2301. 4.9.3 A execução dos ensaios com líquido penetrante ou com partículas magnéticas, quando requerida nesta Norma, deve ser conduzida de acordo com procedimento de inspeção qualificado conforme as normas PETROBRAS N-1596 ou N-1598, respectivamente. 4.9.4 A interpretação dos resultados de ensaios realizados após a goivagem deve ser feita de acordo com os mesmos requisitos aplicáveis às juntas soldadas. 4.9.5 Os consumíveis devem ser inspecionados no recebimento, por amostragem, devendo ser realizada nos moldes de uma inspeção por atributos e verificada sua conformidade com os itens 4.5.2 a 4.5.6. A amostragem deve ser executada conforme instruções constantes no ANEXO A. 4.9.6 O desempenho dos soldadores e operadores de soldagem deve ser controlado. O documento “Controle de Desempenho dos Soldadores e Operadores de Soldagem” deve ser elaborado de acordo com a norma PETROBRAS N-2301. 4.10 Reparo de Soldas 4.10.1 O reparo de defeitos de solda deve ser executado por soldadores ou operadores de soldagem qualificados, atuando sob orientação de supervisores de soldagem habilitados. 17

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4.10.2 O reparo de defeitos de solda deve ser executado de acordo com o documento IEIS aplicável ao reparo, elaborado de acordo com a norma PETROBRAS N-2301, com base em procedimento de soldagem qualificado.

4.10.3 Os mesmos requisitos de inspeção requeridos para as juntas soldadas devem ser aplicados aos reparos destas.

4.10.4 Quando houver requisitos limitando o número de reparos em uma mesma região da junta soldada, a execução do segundo reparo deve ser registrada. Neste caso, deve ser emitido o documento “Relatório de Registro de Soldagem” (RRS) de acordo com a norma PETROBRAS N-2301.

4.11 Tratamento Térmico

4.11.1 O tratamento térmico deve ser aplicado, quando requerido pela norma de projeto ou de fabricação e montagem do equipamento ou estrutura, e atendendo as condições prescritas por essas normas.

4.11.2 A zona a ser aquecida à temperatura de tratamento térmico deve abranger as áreas de soldas provisórias, referentes aos dispositivos auxiliares de montagem, mesmo quando removidos.

4.11.3 Os termopares devem ser soldados às peças de modo a garantir o contato elétrico entre os fios do termopar e a superfície aquecida.

4.11.4 A execução do tratamento térmico deve ser documentada. O documento “Relatório de Registro de Tratamento Térmico” (RRTT) deve ser elaborado conforme a norma PETROBRAS N-2301.

4.12 Dispositivos Auxiliares de Montagem Os dispositivos auxiliares de montagem, quando permitidos pela norma de fabricação e montagem do equipamento ou estrutura, devem atender aos requisitos do Capítulo 5 e às seguintes condições: a) a solda do dispositivo auxiliar de montagem, ponteamento e outras soldas provisórias são consideradas como soldas definitivas para efeito de aplicação dos requisitos desta Norma, inclusive quanto à qualificação de pessoal; b) o número de dispositivos auxiliares de montagem que impedem a contração transversal de solda deve ser minimizado, sendo preferíveis os dispositivos que limitam a deformação angular da junta soldada e que permitem a contração transversal; 18

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c) os dispositivos auxiliares de montagem não devem ser removidos por impacto e a área da solda provisória, após remoção, deve ser inspecionada por ensaio de líquido penetrante ou partículas magnéticas e não apresentar mordedura, poro, trinca, redução de espessura ou remoção incompleta; d) a solda dos dispositivos auxiliares de montagem deve ser depositada, no mínimo, distante 25 mm das margens do chanfro ou diretamente sobre as faces do chanfro.

Nota:

A reposição de material para corrigir a redução de espessura, se necessária, quando permitida pela norma de projeto, pode ser feita por soldagem, observando o disposto no item 4.10, após a aprovação da PETROBRAS.

4.13 Marcação das Juntas Soldadas

4.13.1 A junta soldada deve ser marcada com o número de identificação do soldador ou operador de soldagem.

4.13.2 Em junta soldada por mais de um soldador ou operador de soldagem, a marcação deve distinguir quem executa o passe de raiz, caso não seja removido, daquele que executa o(s) passe(s) de enchimento e/ou acabamento.

4.13.3 A marcação por meio de puncionamento só é permitida para espessura nominal, maior que 6,4 mm em aço-carbono, aço carbono-molibdênio e aço cromo-molibdênio, a uma distância mínima de 25 mm da margem da solda, desde que esta marcação não esteja exposta a condições de operação do equipamento, que possam provocar corrosão sob tensão.

Nota:

Para oleodutos e gasodutos não é permitida a marcação por meio de puncionamento.

5 CONDIÇÕES ESPECÍFICAS

5.1 Aço-Carbono e Carbono-Manganês

5.1.1 Metal de Base Aço-carbono e aço carbono-manganês de limite de resistência mínimo igual ou inferior a 630 MPa (64,2 kgf/mm2) e que atenda à especificação de material indicada pela norma de projeto.

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5.1.2 Consumível 5.1.2.1 Os consumíveis devem seguir as seguintes indicações: a) o limite de resistência do metal depositado deve ser no mínimo igual ao limite de resistência mínimo especificado para o metal de base; b) ser especificado de acordo com AWS ou ABNT NBR, em função do processo de soldagem, a saber: - eletrodo revestido: AWS A 5.1 ou ABNT NBR 10615 e AWS A 5.5; - MIG/MAG: AWS A 5.18; - eletrogás: AWS A 5.26; - arco submerso: AWS A 5.17 ou ABNT NBR 10618 e AWS A 5.23; - arame tubular: AWS A 5.20; - TIG: AWS A 5.18; c) os eletrodos de classificação AWS ou ABNT NBR EXX12, EXX13, EXX13-X, EXX14, EXX24, EXX27 e EXX27-X, não devem ser empregados na soldagem de estruturas metálicas marítimas e peças sujeitas a pressão, exceto em soldas em ângulo de tanques de armazenamento (com espessura ≤ 12,5 mm); d) os eletrodos de classificação AWS ou ABNT NBR EXX10, EXX10-X, EXX11 e EXX11-X não devem ser empregados na soldagem de estruturas metálicas, peças sujeitas a pressão com espessura superior a 15 mm e fundidos de qualquer espessura, exceto para oleodutos e gasodutos; e) quando exigidos requisitos de tenacidade controlada, devem ser usados consumíveis de acordo com a norma PETROBRAS N-1859. 5.1.2.2 Na soldagem TIG, quando empregado o gás de proteção da raiz da solda, este deve ser argônio ou hélio.

5.1.2.3 Caso não haja uma recomendação específica do fabricante do consumível, os seguintes parâmetros devem ser utilizados para a secagem e manutenção da secagem: a) os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem na temperatura de 350 ºC ± 30 °C durante 1 hora, e mantidos na estufa para manutenção da secagem, em temperatura de 150 °C a 180 °C; b) os fluxos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem nas seguintes condições: - estufa com bandejas: 250 ºC ± 20 °C durante 2 horas; - estufa com agitador: 250 ºC ± 20 °C durante 1 hora. Nota: A temperatura da estufa para manutenção da secagem de fluxos deve ser de 150 ºC ± 15 °C.

5.1.3 Técnica de Soldagem 5.1.3.1 No corte com eletrodo de carbono, não é necessário o preaquecimento das peças. 20

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5.1.3.2 Quando requerido ensaio de impacto, a oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda 3 vezes ao diâmetro da alma do eletrodo revestido.

5.1.3.3 Na soldagem TIG, não é obrigatório o uso de gás para proteção da raiz de solda pelo lado interno da peça.

5.1.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse

5.1.4.1 Para a soldagem com eletrodo de revestimento básico, TIG e arco submerso, as peças devem ser preaquecidas a temperatura igual ou superior às indicações da TABELA 1.

TABELA 1 - TEMPERATURAS DE PREAQUECIMENTO (°C) Carbono Equivalente (CE) 2) CE ≤ 0,41 0,41 < CE ≤ 0,43 0,43 < CE ≤ 0,45 0,45 < CE ≤ 0,47 0,47 < CE ≤ 0,50 Espessura Calculada da Junta Soldada (e) e ≤ 20 mm - (50) - (100) 100 (125) 20 < e ≤ 30 mm (50) - (100) 100 (125) 125 (150) e > 30 mm (75) 100 (100) 100 (125) 125 (150) 150 (175)
1)

Notas:

1) A espessura (e) é calculada conforme a FIGURA 3: 2) O carbono equivalente (CE) deve ser calculado com base nos valores obtidos nos certificados de fabricação, e quando isto não for possível com a especificação, do material, de acordo com a seguinte fórmula:

CE =%C +

%Cu +% Ni %Cr +%Mo+%V %Mn + + 15 5 6

3) Os valores entre parênteses aplicam-se às estruturas metálicas marítimas. 4) Os valores da TABELA 1 podem ser alterados desde que sejam contemplados na qualificação do procedimento de soldagem. Ex.: Quando a aplicação for para reparos, materiais fundidos, energia de soldagem utilizada e tipo de serviço.

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5.1.4.2 Quando requerido ensaio de impacto, a temperatura interpasse não deve exceder a 250 °C. 5.1.5 Pós-Aquecimento Não é requerido, exceto para reparo de vasos sujeitos a corrosão sob tensão. 5.1.6 Inspeção Não há requisitos específicos para os aços Carbono e Carbono-Manganês, porém seguir prescrição constante do Capítulo 4 desta Norma. 5.1.7 Reparo de Soldas Quando houver requisitos de tenacidade controlada, podem ser executados, no máximo, dois reparos na mesma região da junta soldada. 5.2 Aço Cromo-Molibdênio e Carbono-Molibdênio 5.2.1 Metal de Base Aço cromo-molibdênio com teor de cromo compreendido entre 0,4 % e 10 % e aço carbonomolibdênio com teor de até 0,65 % de molibdênio que atendam especificação de material indicada pela norma de projeto do equipamento.

5.2.2 Consumível

5.2.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações abaixo: a) os eletrodos e varetas devem estar de acordo com a TABELA 2; b) no caso de solda heterogênea, quando não proibída pela norma de projeto ou de fabricação e montagem do equipamento, deve ser especificado como abaixo, considerando-se os processos de soldagem com eletrodo revestido e TIG: - temperatura de operação cíclica: AWS A 5.11, ENiCrFe-2 temperatura máxima = 820 ºC (preferida) ou ENiCrFe-3 temperatura máxima = 480 ºC e AWS A 5.14, ERNiCr-3; - temperatura de operação não cíclica e inferior a 315 °C: AWS A 5.4, E309-15/16 (preferida) ou E312-15/16 e AWS A 5.9, ER309 (preferida) e ER312.

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TABELA 2 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇOS CARBONO-MOLIBDÊNIO E CROMO-MOLIBDÊNIO
Espec. AWS A 5.5 A 5.5 A 5.5 A 5.5 A 5.5 A 5.5 A 5.5 Eletrodo Revestido Classificação AWS Preferida Alternativa E7018-A1 E8018-B1 E8018-B2 2 E901X-B3 E801X-B6 E801X-B7 E801X-B8 E701X-A1
1)

Material 0,5 % Mo 0,5 % Cr - 0,5 % Mo 1 % Cr - 0,5 % Mo 1,25 % Cr - 0,5 % Mo 2,25 % Cr 1,0 % Mo 5,0 % Cr 2) 0,5 % Mo 7,0 % Cr 2) 0,5 % Mo 9,0 % Cr 2) 1,0 % Mo

Espec. AWS 5.28 5.28 5.28 5.28 5.9 5.9 5.9

Eletrodo Nu e Vareta Classificação AWS Preferida Alternativa ER80S-D2 ER80S-B2 ER80S-B2 ER90S-B3 ER80S-B3 ER80S-B6 ER80S-B8 ER80S-B8 ER80S-B2L ER80S-B2L ER90S-B3L ER80S-B3L -

E8016-B1 E8016-B2 E701X-B2L E801X-B3L E801X-B6L E801X-B7L E801X-B8L

Notas:

1) Quando utilizar E7010-A1 e E7011-A1, esses eletrodos não devem ser empregados na soldagem e peças sujeitas a pressão em soldas cuja dimensão exceda a 10 mm. 2) Os consumíveis indicados (AWS A5.5) correspondem aos consumíveis antigos da especificação AWS A5.4.

5.2.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio.

5.2.2.3 Caso não haja uma recomendação específica do fabricante, os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem na temperatura de 350 ºC ± 30 °C durante 1 hora e mantidos na estufa de manutenção da secagem em temperatura de 150 °C a 180 °C.

5.2.3 Técnica de Soldagem

5.2.3.1 Quando do emprego de consumíveis de aço inoxidável e ligas de níquel, devem ser observados os seguintes requisitos: a) os produtos empregados no ensaio por meio de líquido penetrante devem ser isentos de contaminantes, de acordo com a norma PETROBRAS N-1596; b) a oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda a 3 vezes o diâmetro da alma do eletrodo revestido; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada, para evitar a presença de contaminantes.

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5.2.3.2 Quando do emprego de consumível de ligas de níquel, a escória deve ser removida totalmente, durante e após a soldagem.

5.2.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse

5.2.4.1 As peças devem ser preaquecidas conforme as seguintes indicações: a) aço carbono-molibdênio, espessura da junta igual ou inferior a 12 mm: sem preaquecimento; b) aço carbono-molibdênio, espessura da junta superior a 12 mm: 100 °C; c) aços cromo-molibdênio com teor de cromo inferior a 2 %, qualquer espessura da junta: 200 °C; d) aços cromo-molibdênio com teor de cromo igual ou superior a 2 %, qualquer espessura da junta: 250 °C; e) soldas heterogêneas, qualquer teor de cromo e espessura da junta: 150 °C, exceto para o aço carbono-molibdênio com espessura da junta igual ou inferior a 12 mm, para o qual não é requerido o preaquecimento.

5.2.4.2 Para soldagem TIG, as temperaturas indicadas no item 5.2.4.1, alíneas c) e d) podem ser reduzidas de 50 °C.

5.2.4.3 A temperatura interpasse não deve exceder às seguintes indicações: a) b) c) d) aço carbono-molibdênio: 250 °C; aços cromo-molibdênio com teor de cromo inferior a 2 %: 300 °C; aços cromo-molibdênio com teor de cromo igual ou superior a 2 %: 350 °C; solda heterogênea, qualquer teor de cromo: 200 °C.

5.2.5 Pós-Aquecimento

5.2.5.1 O pós-aquecimento é requerido nas seguintes condições, em função do material e da espessura da junta, conforme FIGURA 3. a) aço carbono-molibdênio: 200 °C, somente para espessura de junta superior a 25 mm; b) aços cromo-molibdênio: 300 °C, somente nos seguintes casos: - teor de cromo menor ou igual a 2 % e espessura da junta maior que 20 mm; - teor de cromo entre 2 % e 7 % e espessura da junta maior que 12 mm; - teor de cromo maior ou igual a 7 % e espessura da junta maior que 6 mm.

Nota:

Quando for requerido o pós-aquecimento pelos critérios acima descritos, o tempo de patamar deve ser 1 min/mm de espessura de junta, porém igual ou superior a 15 minutos. 25

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5.2.5.2 O pós-aquecimento não é requerido para soldas heterogêneas. 5.2.5.3 Quando não é requerido o pós-aquecimento, a junta soldada deve ser protegida do resfriamento rápido. 5.2.6 Inspeção Na soldagem heterogênea, com metal de adição austenítico, deve ser executado o ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada pela norma do equipamento. Deve ser executado nos lados interno e externo ao equipamento quando houver acesso. O ensaio visual deve ser executado em 100 % no passe de raiz.

5.3 Aço Níquel

5.3.1 Metal de Base Aços níquel com teor de níquel até 4 %, que atendam à especificação de material indicada pela norma de projeto do equipamento. 5.3.2 Consumível 5.3.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações abaixo: a) os eletrodos e varetas devem estar de acordo com a TABELA 3; b) no caso de solda heterogênea, quando não proibida pela norma de projeto ou de fabricação e montagem do equipamento, deve ser especificado como abaixo, considerando-se os processos de soldagem com eletrodos revestidos e TIG: - AWS A 5.11, ENiCrFe-2 (temperatura máxima = 820 ºC), ENiCrFe-3 (temperatura máxima = 480 ºC) e AWS A 5.14, ERNiCr-3; - AWS A 5.4, E309-15/16 e AWS A 5.9, ER309.

TABELA 3 - ELETRODOS E VARETAS PARA AÇO NÍQUEL
Eletrodo Revestido Material Espec. AWS A 5.5 A 5.5 Classificação AWS Preferida 2,25 % Ni 3,5 % Ni E801X-C1 E801X-C2 Alternativa (Nota) E701X-C1L E701X-C2L Espec. AWS 5.28 5.28 Eletrodo Nu e Vareta Classificação AWS Preferida ER80S-Ni2 ER80S-Ni3

Nota:

Deve ser aprovado previamente pela PETROBRAS. 26

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5.3.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio.

5.3.2.3 Caso não haja uma recomendação específica do fabricante, os eletrodos revestidos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem na temperatura de 350 ºC ± 30 °C durante 1 hora e mantidos em estufas de manutenção da secagem em temperatura de 150 °C a 180 °C.

5.3.3 Técnica de Soldagem

5.3.3.1 A oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda a 3 vezes o diâmetro da alma do eletrodo revestido.

5.3.3.2 Quando do emprego de consumíveis de aço inoxidável e ligas de níquel, devem ser observados os seguintes requisitos: a) os produtos empregados no ensaio por meio de líquido penetrante devem estar isentos de contaminantes, de acordo com a norma PETROBRAS N-1596; b) a oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda a 3 vezes o diâmetro da alma de eletrodo revestido; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada para evitar a presença de contaminantes.

5.3.3.3 Quando do emprego de consumível de ligas de níquel, a escória deve ser removida totalmente, durante e após a soldagem.

5.3.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse

5.3.4.1 O preaquecimento das peças não é requerido.

5.3.4.2 A temperatura interpasse não deve exceder a 150 °C.

5.3.5 Pós-Aquecimento Não é requerido.

5.3.6 Inspeção O ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada na norma do equipamento deve ser executado nos lado interno e externo do equipamento quando houver acesso. O ensaio visual deve ser executado em 100 % no passe da raiz. 27

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5.3.7 Reparos de Solda Podem ser executados, no máximo, dois reparos na mesma região da junta soldada.

5.4 Aço Inoxidável Austenítico

5.4.1 Metal de Base Aços inoxidáveis austeníticos da designação AISI/SAE e ASTM de P Number nº 8, que atendam a especificação de material da norma de projeto do equipamento.

5.4.2 Consumível

5.4.2.1 Os consumíveis devem seguir às indicações da TABELA 4.

5.4.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda pode ser argônio, hélio ou nitrogênio.

TABELA 4 - ELETRODOS E AUSTENÍTICOS
Material Tipo
304, CF-8, CF-20 304L, CF-3 309, CH-20 309S 310, CK-20 310S HK-40 316, CF-8M 316H 316L, CF-3M 317, CG-8M 321, 321H 347, CF-8C 347H 304H HP-40 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4

VARETAS

PARA

AÇOS

INOXIDÁVEIS

Espec. AWS
A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4 A 5.4

Eletrodo Revestido Classificação AWS Preferida Alternativa 3)
E308-15/16/17 E308L-15/16/17 E309-15/16/17 E309Cb-15/16/17 E310-15/16/17 E310Cb-15/16/17 X40NiCrNo 35-25 (DIN 8556) E316-15/16/17
2)

Espec. AWS
A 5.9 A 5.9

Eletrodo Nu e Vareta Classificação AWS Preferida Alternativa 3)
ER308 ER308L ER309 ER309L ER310 ER308L ER347 ER309 MoL ER309 -

E308L-15/16/17

E309 MoL E309-15/16 E310-15/16 E310H 15/16/17 E-NiCrMo 3 4) E316L 15/16/17 -

A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9

A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9 A 5.9

ER310 X40NiCrNo 35-25 ER-NiCrMo 3 4) (DIN 8556) ER316 2) ER316L ER316 ER316L ER317 ER347 E16-8-2 1) ER321 E16-8-2 1) ER308H ER30H ER347 -

E16-8-2-15/16/17 E316L-15/16/17 E317-15/16/17 E347-15/16/17 E16-8-2-15/16/17 1) E347-15/16/17 E16-8-2-15/16/17 1) E308H-15/16/17 E308H-15/16/17

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Notas:

1) Para temperaturas de operação superior a 400 °C e espessura superior a 20 mm, devem ser usados os consumíveis, cuja composição química do metal depositado seja igual a do eletrodo AWS A 5.4, E16-8-2-15/16/17. 2) Para temperatura de operação superior a 400 °C e espessura qualquer, podem ser usados os consumíveis, cuja composição química do metal depositado seja igual a do eletrodo AWS A 5.4, E16-8-2-15/16/17. 3) Deve ser previamente aprovado pela PETROBRAS. 4) Não permitido para ambientes com atmosfera de enxofre.

5.4.3 Técnica de Soldagem 5.4.3.1 As ferramentas de remoção de escória, limpeza e corte devem ser utilizadas apenas para estes materiais e devem atender as seguintes condições: a) as ferramentas de remoção de escória e limpeza devem ser de aço inoxidável ou revestidas com este material; b) os discos de corte devem ser de óxido de alumínio com alma de “nylon” ou fibra de vidro; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada, para evitar a presença de contaminantes. 5.4.3.2 A superfície das peças deve ser protegida contra a aderência de respingos e demais projeções resultantes da soldagem. 5.4.3.3 A parte do dispositivo auxiliar de montagem em contato ou soldado no equipamento deve ser de material do mesmo número P do metal de base (segundo a classificação ASME Sec. IX) ou, então, revestido com o consumível especificado para soldagem do metal de base em depósitos de, no mínimo, duas camadas. 5.4.3.4 Os produtos empregados no ensaio por meio de líquido penetrante devem estar isentos de contaminantes, de acordo com a norma PETROBRAS N-1596. 5.4.3.5 Não é permitido o corte com eletrodo de carbono. 5.4.3.6 A oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda a 3 vezes o diâmetro da alma do eletrodo revestido. 5.4.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse 5.4.4.1 Não é permitido o preaquecimento. 5.4.4.2 A temperatura interpasse deve ser mantida o mais baixo possível, não devendo exceder a 150 °C. 29

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5.4.5 Pós-Aquecimento Não é requerido. 5.4.6 Inspeção O ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada na norma do equipamento, deve ser executado nos lados internos e externos da solda quando houver acesso. O ensaio visual deve ser executado em 100 % no passe de raiz. 5.5 Aços Inoxidáveis Martensíticos e Ferríticos 5.5.1 Metal de Base Aços inoxidáveis martensíticos e ferríticos das designações AISI/SAE e ASTM de P Number n.º 6 e 7 que atendam a especificações de material da norma de projeto do equipamento. 5.5.2 Consumível 5.5.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações abaixo: a) os eletrodos revestidos, nus e varetas devem estar de acordo com a TABELA 5; b) no caso de solda heterogênea, quando não proibida pela norma de projeto ou de fabricação e montagem do equipamento, deve ser especificado como abaixo, considerando-se os processos de soldagem como eletrodo revestido e TIG: - temperatura de operação cíclica: AWS A 5.11, ENiCrFe-2 (temperatura máxima = 820 ºC) ou ENiCrFe-3 (temperatura máxima = 480 ºC) e AWS A 5.14, ERNiCr-3; - temperatura de operação não cíclica: AWS A 5.4, E309-15/16 e AWS A 5.9, ER309. TABELA 5 - ELETRODOS E MARTENSÍTICOS
Material Tipo 405, 410S 410, CA-15 430

VARETAS

PARA

AÇOS

INOXIDÁVEIS

Espec. AWS A 5.4 A 5.4 A 5.4

Eletrodo Revestido Classificação AWS E410-15/16 (Nota) E410-15/16 E430-15/16

Eletrodo Nu e Vareta Espec. Classificação AWS AWS A 5.9 ER410 (Nota) A 5.9 ER410 A 5.9 ER430

Nota:

Empregar consumível com teor de carbono até 0,05 %.

5.5.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio. 30

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5.5.3 Técnica de Soldagem 5.5.3.1 As ferramentas de remoção de escória, limpeza e corte devem ser utilizadas apenas para estes materiais e devem atender as seguintes condições: a) as ferramentas de remoção de escória e limpeza devem ser de aço inoxidável ou revestidas com este material; b) os discos de corte devem ser de óxido de alumínio com alma de “nylon” ou fibra de vidro; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada, para evitar a presença de contaminantes. 5.5.3.2 A superfície das peças deve ser protegida contra a aderência de respingos e demais projeções resultantes da soldagem. 5.5.3.3 A parte do dispositivo auxiliar de montagem em contato ou soldado no equipamento deve ser de material do mesmo número P do metal de base, (segundo a classificação ASME Seção IX) ou, então, revestido com o consumível especificado para soldagem do metal de base em depósitos de, no mínimo, duas camadas. 5.5.3.4 No caso de solda heterogênea com ligas de níquel aplicam-se os requisitos de limpeza indicados no item 5.6.3. 5.5.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse 5.5.4.1 As peças devem ser preaquecidas conforme as seguintes indicações: a) designações 405, 410S e 430, solda homogênea e heterogênea: 100 °C; b) designações 405, 410S e 430, solda heterogênea: sem preaquecimento; c) designações 410, CA-15 e CA-15M, solda homogênea: 200 °C; d) designações 410, CA-15 e CA-15M, solda heterogênea: 150 °C. 5.5.4.2 A temperatura interpasse não deve exceder às seguintes indicações: a) designações 405, 410S e 430: 150 °C; b) designações 410, CA-15 e CA-15M, solda homogênea: 300 °C; c) designações 410, CA-15 e CA-15M, solda heterogênea: 200 °C. 5.5.5 Pós-Aquecimento 5.5.5.1 O pós-aquecimento deve atender as seguintes indicações: a) designações 405, 410S e 430: pós-aquecimento não é requerido; b) designações 410, CA-15 e CA-15M, solda homogênea: 300 °C, durante o tempo de 1 min/mm de dimensão de solda, mas igual ou superior a 1 hora; 31

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c) designação 410, CA-15 e CA-15M, solda heterogênea: pós-aquecimento não é requerido. 5.5.6 Inspeção No caso de solda heterogênea com metal de adição austenítico, deve ser executado o ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada na norma do equipamento no lado interno e externo do equipamento quando houver acesso, o ensaio visual deve ser executado em 100 % na passe da raiz. 5.6 Níquel e Ligas de Níquel 5.6.1 Metal de Base Níquel comercialmente puro e ligas de níquel das designações Níquel 200 (N02200), Níquel 201 (N02201), 1) Monel 400 (N0400), Inconel 600 (N06600), Inconel 625 (N06625), Incoloy 800 (N08800), Incoloy 800H (N08810), Incoloy 825 (N08825), e “Hastelloy B” (N10001), que atendam à especificação de material indicada pela norma de projeto do equipamento. Nota: As designações entre parênteses correspondem ao “Unified Numbering System for Metals and Alloys” - SAE/ASTM.

5.6.2 Consumível 5.6.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações da TABELA 6. TABELA 6 - ELETRODOS E VARETAS PARA NÍQUEL E LIGAS DE NÍQUEL
Eletrodo Revestido Classificação AWS Preferida Alternativa Eletrodo Nu e Vareta Classificação AWS Preferida Alternativa

Material

Espec. AWS

2)

Espec. AWS

2)

Níquel 200 Níquel 201 Monel 400 Inconel 600 Inconel 625 Incoloy 800

A 5.11 A 5.11 A 5.11 A 5.11 A 5.11

ENi-1 ENiCu-7 EniCrFe-1 EniCrMo-4 ENiCrFe-2 6) ENiCrFe-1 6)
1)

EniCrFe-3 ENiCrMo-3 ENiCrMo-3

A 5.14 A 5.14 A 5.14 A 5.14 A 5.14 A 5.14 A 5.14 A 5.14

ERNi-1 ERNiCu-7 ERNiCrFe-5 ERNiCrMo-4 ERNiCrFe-6 ERNiMo-7 ERNiMo-1 ERNiCrFe-6

ERNiCr-3 ERNiCrMo-3 ERNiCrMo-3

5) 4) 4)

4) 4)

Incoloy 825 “Hastelloy B” A 5.11 Incoloy 800H A 5.11

ENiMo-1 ENiCrFe-2

6)

EniCrCoMo-1

3)

ERNiCrCoMo-1

3)

1

MONEL é o nome comercial do material adequado para fabricação de internos de válvulas e outros componentes de tubulação para maior resistência à corrosão. Esta informação é dada para facilitar aos usuários na utilização desta Norma e não significa uma recomendação do produto citado por parte da PETROBRAS. É possível ser utilizado produto equivalente, desde que conduza a resultado igual.

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Notas:

1) O eletrodo revestido recomendado é o Inconel 135. 2) Deve ser aprovado previamente pela PETROBRAS. 3) Limitado em 540 ºC. 4) Limitado em 480 ºC. 5) Limitado em 820 ºC.

5.6.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio.

5.6.3 Técnica de Soldagem

5.6.3.1 As ferramentas de remoção de escória, limpeza e corte devem ser utilizadas apenas para estes materiais e devem atender as seguintes condições:
˝

a) as ferramentas de remoção de escória e limpeza devem ser de aço inoxidável ou revestidas com este material; b) os discos de corte devem ter alma de “nylon” ou fibra de vidro; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada, para evitar a presença de contaminantes.

5.6.3.2 A superfície das peças deve ser protegida contra a aderência de respingos e demais projeções resultantes da soldagem.

5.6.3.3 A parte do dispositivo auxiliar de montagem em contato ou soldado no equipamento deve ser de material do mesmo número P do metal-base, (segundo a classificação ASME Seção IX), ou revestido com o consumível especificado para soldagem do metal de base em depósitos de, no mínimo, duas camadas.

5.6.3.4 A escória deve ser removida total e completamente, durante e após a soldagem. As irregularidades superficiais da solda devem ser removidas por esmerilhamento, a cada camada depositada.

5.6.3.5 As peças de Ni-Cu devem ser limpas com solvente, numa faixa de 200 mm, centrada na solda, pelos lados interno e externo e não devem ser contaminadas com substância que contenha enxofre, chumbo ou zinco.

5.6.3.6 Não é permitido o uso de lápis de fusão para o controle de temperatura.

5.6.3.7 Os produtos empregados no ensaio por meio de líquido penetrante devem estar isentos de contaminantes, de acordo com a norma PETROBRAS N-1596.

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5.6.3.8 As peças e juntas soldadas não devem ser contaminado por resíduos de qualquer espécie provenientes do trabalho de montagem e soldagem. 5.6.3.9 A oscilação do eletrodo deve ser tal que a largura do passe não exceda a 3 vezes o diâmetro da alma do eletrodo revestido. 5.6.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse 5.6.4.1 Não é requerido. 5.6.4.2 A temperatura interpasse não deve exceder a 150 °C. 5.6.5 Pós-Aquecimento Não é requerido. 5.6.6 Inspeção O ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada na norma do equipamento. Deve ser executado nos lados interno e externo do equipamento quando houver acesso. Os ensaios visual e líquido penetrante devem ser executados em 100 % no passe de raiz em ambos os lados. 5.7 Cobre e Ligas de Cobre 5.7.1 Metal de Base Cobre comercialmente puro ASTM B 111 liga C-10200 e ligas de cobre com a designação Cu-Ni ASTM B 111 liga C-70600, que atendam à especificação de material indicada pela norma de projeto do equipamento. 5.7.2 Consumível 5.7.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações da TABELA 7. TABELA 7 - VARETAS PARA COBRE E LIGAS DE COBRE-NÍQUEL
Material LIGA C-10200 C-70600 Especificação AWS A 5.7 A 5.7 Classificação AWS ERCu ERCuNi

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5.7.2.2 Na soldagem com TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio.

5.7.3 Técnica de Soldagem

5.7.3.1 As ferramentas de remoção de escória, limpeza e corte devem ser utilizadas exclusivamente para estes materiais e devem atender às seguintes condições: a) as ferramentas de remoção de escória e limpeza devem ser de aço inoxidável ou revestidos com este material apenas para soldagem de Cu-Ni; b) os discos de corte devem ter alma de “nylon” ou fibra de vidro; c) devem ser tomados cuidados adicionais quanto a limpeza e preparação da junta a ser soldada, para evitar a presença de contaminantes.

5.7.3.2 A superfície das peças deve ser protegida contra a aderência de respingos e demais projeções resultantes da soldagem.

5.7.3.3 A escória deve ser removida completamente, durante e após a soldagem. As irregularidades superficiais da solda devem ser removidas por esmerilhamento, a cada camada depositada.

5.7.3.4 As peças de Cu-Ni a serem soldadas numa faixa de 200 mm, centrada na solda, pelos lados interno e externo, devem ser limpas com solvente e não deve haver qualquer contaminação com substâncias que contenham enxofre, chumbo, zinco e seus compostos.

5.7.3.5 Para peças de Cu-Ni não é permitido o uso de lápis de fusão para o controle de temperatura.

5.7.3.6 Para peças de Cu-Ni os produtos empregados no ensaio por meio de líquido penetrante devem estar isentos de contaminantes de acordo com a norma PETROBRAS N-1596.

5.7.3.7 As peças de Cu-Ni e as juntas soldadas não devem ser contaminadas por resíduos de qualquer espécie provenientes do trabalho de montagem e soldagem.

5.7.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse Não é requerido.

5.7.5 Pós-Aquecimento Não é requerido. 35

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5.7.6 Inspeção O ensaio com líquido penetrante, na extensão especificada na norma do equipamento, deve ser executado nos lados internos e externos do equipamento quando houver acesso. O ensaio visual deve ser executado em 100 % no passe de raiz. 5.8 Chapa Cladeada 5.8.1 Metal de Base Chapa cladeada composta de chapa-base de aço carbono, aço carbono, manganês, aço carbono-molibdênio ou aço cromo-molibdênio e chapa de revestimentos de aços inoxidáveis austeníticos e semiferríticos ou monel, constantes desta Norma e que atenda à especificação de material indicada pela norma de projeto do equipamento. 5.8.2 Consumível 5.8.2.1 O consumível para a soldagem de chapa-base deve atender às indicações constantes desta Norma para o material em questão. 5.8.2.2 O consumível para a soldagem da chapa de revestimento deve atender as seguintes condições: a) chapa de revestimento de monel: eletrodo revestido de especificação AWS A 5.11, ENiCu-7; b) chapa de revestimento de aços inoxidáveis austeníticos e semiferríticos: eletrodo revestido de especificação AWS A 5.4, E309-15/16. Nota: Nos casos de variação acentuada e freqüente da temperatura de operação, capaz de provocar fadiga térmica em pouco tempo de funcionamento, emprega-se eletrodo revestido de especificação AWS A 5.11, ENiCrFe-2.

5.8.2.3 Os eletrodos revestidos e fluxos de baixo hidrogênio devem ser submetidos à secagem e mantidos nas condições de manutenção da secagem, de acordo com os requisitos aplicáveis aos materiais da chapa-base e da chapa de revestimento, constantes desta Norma. 5.8.3 Técnica de Soldagem 5.8.3.1 As ferramentas de remoção de escória, limpeza e corte devem atender as seguintes condições: a) as ferramentas de remoção de escória e limpeza devem ser de aço inoxidável ou revestidas com este material; b) os discos de corte devem ser de óxido de alumínio com alma de “nylon”, para as chapas de revestimento de aço inoxidável; 36

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c) os discos de corte devem ter alma de “nylon” ou fibra de vidro para chapas de revestimento de monel.

5.8.3.2 A superfície da chapa de revestimento deve ser protegida contra a aderência de respingos e demais projeções resultantes da soldagem.

5.8.3.3 A parte do dispositivo auxiliar de montagem em contato ou soldado à chapa de revestimento deve ser de material do mesmo número P desta, (segundo a classificação ASME Seção IX) ou revestido, com o consumível especificado para soldagem da chapa de revestimento, em depósitos de, no mínimo, duas camadas.

5.8.3.4 Não é permitido o corte com eletrodos de carbono, na soldagem da chapa de revestimento.

5.8.3.5 A soldagem da chapa de revestimento deve ser feita em, no mínimo, 2 camadas.

5.8.3.6 Quando a chapa de revestimento for de monel, aplica-se o disposto no item 5.6.3 desta Norma.

5.8.3.7 Quando a chapa de revestimento for de material austenítico, aplica-se o disposto no item 5.4.3.

5.8.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse

5.8.4.1 O preaquecimento e temperatura interpasse para a soldagem da chapa-base devem atender às indicações constantes desta Norma, para o material em questão.

5.8.4.2 O preaquecimento para a soldagem da chapa de revestimento deve atender às seguintes indicações: a) chapa-base de aço carbono e carbono-manganês, com espessura igual ou superior a 30 mm, apenas para a primeira camada de revestimento: 100 °C; b) chapa-base aço carbono ou carbono-manganês, com espessura inferior a 30 mm, para qualquer camada: sem preaquecimento; c) chapa-base dos demais materiais: indicação requerida por esta Norma para a solda heterogênea do material da chapa-base em questão.

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5.8.4.3 A temperatura interpasse para a soldagem da chapa de revestimento não deve exceder às seguintes indicações: a) chapa-base de aço carbono e carbono-manganês: - primeira camada: 150 °C; - demais camadas: 100 °C; b) chapa-base dos demais materiais: - primeira camada: indicação requerida por esta Norma para solda heterogênea do material da chapa base em questão; - demais camadas: 100 ºC.

5.8.5 Pós-Aquecimento

5.8.5.1 O pós-aquecimento para a solda de chapa-base deve atender às indicações constantes desta Norma, para o material em questão.

5.8.5.2 O pós-aquecimento para a solda da chapa de revestimento não é requerido.

5.8.6 Inspeção

5.8.6.1 Deve ser verificada, antes da soldagem da chapa-base, se há contaminação na superfície do chanfro desta chapa, devida ao material do revestimento ou consumível.

5.8.6.2 A inspeção durante a soldagem da chapa-base e da de revestimento deve atender as indicações constantes desta Norma, para os materiais em questão.

5.9 Junta Soldada Dissimilar

5.9.1 Metal de Base Metais de base dos tipos constantes desta Norma e que atendam às especificações de material indicadas pela norma de projeto do equipamento.

5.9.2 Consumíveis

5.9.2.1 Os consumíveis devem seguir as indicações da TABELA 8.

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TABELA 8 - CONSUMÍVEIS, PRÉ E PÓS-AQUECIMENTO SOLDADAS DISSIMILARES
Aço-Carbono Aço-Carbono- Aço-Cromo e Carbono Molibdênio Molibdênio Manganês Aços Carbono e Carbono - Manganês Aço Carbono Molibdênio Aço Cromo Molibdênio Aço 2,5 Ni Aço 3,5 Ni Aço Inoxidável Austenítico HK-40 Aços Inoxidáveis 405, 410S e 430 Aço Inoxidável 410 Níquel 200/201 Monel Inconel e Incoloy 800/825 Aço 2,5 Ni

PARA JUNTAS

Aço 3,5 Ni

Aço Inoxidável Austenítico

C C C C O E E L N D

C A F P E E L N D1
Aços Inoxidáveis 405, 410S e 430

C A B F F E E D

C H G -

C H G -

0 P F G G H I E E M D D

HK.40 Aços Carbono e Carbono - Manganês Aço Carbono Molibdênio Aço Cromo Molibdênio Aço 2,5 Ni Aço 3,5 Ni Aço Inoxidável Austenítico HK-40 Aços Inoxidáveis 405, 410S e 430 Aço Inoxidável 410 Níquel 200/201 Monel Inconel e Incoloy 800/825

Aço Níquel Monel Inoxidável 200/201 410

Inconel e Incoloy 800/825

F I D

E E E E H J M D2 D2

E E E E J M D2 D2

L L M M M H M

N N D D2 D2 H D

D D D1 D D D2 D2 M D -

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Onde: - Consumível conforme a indicação para o aço carbono-molibdênio Preaquecimento, temperatura de interpasse e pós-aquecimento conforme indicação para o aço cromo-molibdênio. B - Consumível conforme a indicação para o aço cromo-molibdênio de menor teor de cromo. Preaquecimento, temperatura de interpasse e pósaquecimento para o aço cromo-molibdênio de maior teor de cromo. C - Consumível conforme indicação para o aço carbono (eletrodo básico) Preaquecimento, temperatura de interpasse e pós-aquecimento conforme indicação para o aço liga. D - Conforme indicação para ligas de níquel, sendo o consumível de especificação AWS A 5.11 ENiCrFe-2, ENiCrFe-3 e AWS A 5.14, ERNiCr-3. D1 - Conforme indicação para solda heterogênea do aço cromo-molibdênio. Consumível de especificação AWS A 5.11 ENiCrFe-2, ENiCrFe-3 e AWS A 5.14, ERNiCr-3. D2 - Conforme indicação para solda heterogênea do aço inoxidável martensítico e semiferrítico. Consumível de especificação AWS A 5.11 ENiCrFe-2, ENiCrFe-3 e AWS A 5.14, ERNiCr-3. E - Conforme a indicação para a solda heterogênea do aço inoxidável martensítico e ferríticos. F - Conforme a indicação para a solda heterogênea do aço cromo-molibdênio. G - Conforme indicação para a solda heterogênea do aço níquel. H - Conforme a indicação para qualquer dos dois metais-base. I - Conforme indicação para o aço inoxidável de maior teor de carbono. J - Conforme indicação para o aço inoxidável 410. L - Conforme indicação para o Níquel 201. M - Conforme indicação para o Níquel 200 ou 201, admitindo-se também os consumíveis de especificações: AWS A 5.11, ENiCrFe-2, ENiCrFe-3 e AWS A 5.14, ERNiCr-3. N - Conforme indicação para o Monel. O - Consumível conforme indicação para solda heterogênea. Preaquecimento, temperatura interpasse e pós-aquecimento conforme indicação para o aço inoxidável. P - Conforme indicação para solda heterogênea do aço carbono-molibdênio.
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A

5.9.2.2 Na soldagem TIG, o gás de proteção da raiz da solda deve ser argônio ou hélio.

5.9.3 Técnica de Soldagem Devem ser obedecidos os requisitos desta Norma, aplicáveis a cada um dos metais de base constituintes da junta dissimilar, observando-se as propriedades físico-químicas do material.

5.9.4 Preaquecimento e Temperatura Interpasse O preaquecimento e a temperatura interpasse devem atender às indicações da TABELA 8. 40

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5.9.5 Pós-Aquecimento O pós-aquecimento deve atender às indicações da TABELA 8.

5.9.6 Inspeção Devem ser obedecidos os requisitos desta Norma, aplicáveis a cada um dos metais de base constituintes da junta dissimilar, observando-se as propriedades físico-químicas do material.

____________

/ANEXO A

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REV. H POR

AGO / 2000 AMOSTRAGEM NO

ANEXO A - INSTRUÇÕES PARA INSPEÇÃO RECEBIMENTO DE CONSUMÍVEIS

A-1 OBJETIVO Fornecer um roteiro para execução da amostragem, determinando o tamanho da amostra e os limites de aceitação e rejeição, de forma simplificada, na inspeção de recebimento de eletrodos, baseado na qualidade limite para proteção ao consumidor. São consideradas as seguintes características: a) b) c) d) e) inspeção normal; plano de amostragem simples; nível geral de inspeção II; aço carbono: QL = 6,5 %; risco do consumidor = 10 %; outros consumíveis: QL = 4 %; risco do consumidor = 5 %.

A-2 AMOSTRAGEM A-2.1 A amostragem deve ser executada de acordo com o estabelecido pelas normas ABNT NBR 5425, NBR 5426 e NBR 5427. A-2.2 A unidade para tamanho do lote e da amostra é considerada em número de eletrodos. A-2.3 Os tamanhos da amostra e os critérios de aceitação e rejeição devem ser obtidos na TABELA A-1, considerando-se Inspeção Normal, Amostragem Simples e Nível Geral de Inspeção II. TABELA A-1- PLANO DE AMOSTRAGEM SIMPLES - INSPEÇÃO RISCOS DO CONSUMIDOR DE 5 % E 10 %
Tamanho do Lote
até 500 501 a 1 200 1 201 a 3 200 3 201 a 10 000 10 001 a 35 000 35 001 a 150 000

NORMAL

Risco do Consumidor = 5 %
QL = 2,5 T.A. Ac Re 125 0 1 125 0 1 125 0 1 200 1 2 315 3 4 500 7 8 QL = 4,0 T.A. Ac 80 0 80 0 125 1 200 3 315 7 500 12 Re 1 1 2 4 8 13 QL = 6,5 T.A. Ac 50 0 80 1 125 3 200 7 315 12 500 21 Re 1 2 4 8 13 22 QL = 10 T.A. Ac 50 1 80 3 125 7 200 12 315 21 315 21 Re 2 4 8 13 22 22

Tamanho do Lote
até 500 501 a 1 200 1 201 a 3 200 3 201 a 10 000 10 001 a 35 000 35 001 a 150 000

QL=2,5 T.A. Ac 80 0 80 0 125 1 200 2 315 5 500 8

Re 1 1 2 3 6 9

Risco do Consumidor = 10 % QL=4,0 QL=6,5 T.A. Ac Re T.A. Ac Re 50 0 1 50 1 2 80 1 2 80 2 3 125 2 3 125 5 6 200 5 6 200 8 9 315 8 9 315 14 15 500 14 15 315 14 15

QL=10 T.A. Ac 50 2 80 5 125 8 200 14 200 14 200 14

Re 3 6 9 15 15 15

42

N-133
˝

REV. H

AGO / 2000

A-2.4 Considerar para amostragem apenas eletrodos de uma mesma corrida.

A-2.5 Efetuar amostragem abrindo pelo menos uma embalagem para cada dez recebidas e retirar a amostra igualmente parcelada entre as embalagens abertas, de forma aleatória. A-3 ROTEIRO PARA DETERMINAÇÃO DO TAMANHO DA AMOSTRA E LIMITES DE ACEITAÇÃO E REJEIÇÃO

A-3.1 Determinar o número de eletrodos recebidos no lote (basta estimar por faixa, conforme TABELA A-1).

A-3.2 Em função do risco do consumidor e do percentual máximo admitido de defeituosos no lote (QL), obter o tamanho da amostra (T.A.), o número de aceitação (Ac) e o número de rejeição (Re).

A-3.3 Exemplo - eletrodos de aço carbono AWS E7018 de 3,25 mm de diâmetro; - tamanho do lote: 500 kg - que corresponde a aproximadamente 10 000 eletrodos; - características de amostragem: - plano de amostragem simples; - inspeção normal; - nível de inspeção II; - risco do consumidor = 10 % (para aço carbono); - QL = 6,5 (para aço carbono).

A-3.4 Como o risco do consumidor é 10 % e QL = 6,5, entrando na TABELA A-1, conclui-se que: a) tamanho da amostra = 200; b) número de aceitação (AC) = 8; c) número de rejeição (Re) = 9.

Nota:

Ver este exemplo de aplicação na FIGURA A-1.

43

N-133
˝

REV. H

AGO / 2000

˝ Exemplo:

REGIME DE INSPEÇÃO NÍVEL II TAMANHO DO LOTE TAMANHO DA AMOSTRA CRITÉRIOS DE JULGAMENTO

- Normal - 10 000 Eletrodos - 200 Eletrodos - Aceita com 8 Rejeita com 9

Inspecionar a Amostra de 200 Eletrodos

Se o número de defeituosos for:

Menor ou igual a 8

Igual ou maior do que 9

ACEITAR O LOTE

REJEITAR O LOTE

FIGURA A-1 - ESQUEMA DE APLICAÇÃO DE UM PLANO DE AMOSTRAGEM SIMPLES

____________

44

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