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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

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O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises, seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional, seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Após a revisão teórica, são apresentados os principais artigos da Legislação Federal, das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras, como o Fluxo de Caixa, o Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA), o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Notou-se, portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade.
O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises, seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional, seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Após a revisão teórica, são apresentados os principais artigos da Legislação Federal, das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras, como o Fluxo de Caixa, o Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA), o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Notou-se, portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade.

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 TEMA
  • 1.2 PROBLEMA DE PESQUISA
  • 1.3 JUSTIFICATIVA
  • GRÁFICO 1 - CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009
  • 1.4 OBJETIVO GERAL
  • 1.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 1.6 METODOLOGIA
  • 1.6.1 Pesquisa Bibliográfica
  • 1.6.2 Estudo de Caso
  • 2 REVISÃO TEÓRICA
  • 2.1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
  • 2.1.1 Subsistema Normativo
  • 2.1.2 Subsistema de Intermediação
  • 2.1.2.1 Agentes Especiais
  • 2.1.3 Demais Instituições Bancárias, Não Bancárias e Auxiliares
  • 2.2 RISCO X RETORNO
  • 2.2.1 Definição de Risco
  • 2.2.1.1 Risco de Mercado
  • 2.2.1.2 Risco Operacional
  • 2.2.1.3 Risco de Crédito
  • 2.2.1.4 Risco Legal
  • 2.2.2 Taxa de Retorno
  • 2.3 ASSET MANAGEMENT
  • 2.3.1 Gestor de Investimentos
  • 2.3.2 Portfólio de Investimentos
  • 2.3.3 Alocação de Recursos
  • 2.4 PRODUTOS FINANCEIROS
  • 2.4.1 Certificado de Depósito Bancário – CDB
  • 2.4.2 Debêntures
  • 2.4.3 Operações de Câmbio
  • 2.4.4 Fundos de Investimentos
  • 2.4.5 Fundos Imobiliários
  • 2.4.6 Ações
  • 2.4.7 Derivativos
  • 2.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO
  • 3 LEGISLAÇÃO
  • 3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL
  • 3.1.1 Lei 6.385/76
  • 3.1.1.1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas
  • 3.1.1.2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários
  • 3.1.1.3 Administração de Carteiras
  • 3.1.1.4 Disposições Finais
  • 3.2 INSTRUÇÕES DA CVM
  • 3.2.1 Instrução CVM Nº 301
  • 3.2.1.1 Identificação e Cadastro de Clientes
  • 3.2.1.2 Registro de Transações e do Limite Respectivo
  • 3.2.1.3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros
  • 3.2.1.4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais
  • 3.2.2 Instrução CVM Nº 306
  • 3.2.2.1 Administrador de Carteiras
  • 3.2.2.2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica
  • 3.2.2.3 Concessão da Autorização
  • 3.2.2.4 Prestação de Informações
  • 3.2.2.5 Normas de Conduta
  • 3.2.2.6 Responsabilidade e Penalidades
  • 3.2.2.7 Disposições Finais e Anexos
  • 3.2.3 Instrução CVM Nº 310
  • 3.2.3.1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes
  • 3.2.3.2 Penalidades e Disposições Finais
  • 3.2.4 Instrução CVM Nº 483
  • 3.2.4.1 Atividade
  • 3.2.4.2 Normas de Conduta, Vedações e Responsabilidades
  • 3.2.4.3 Código de Conduta e Credenciamento
  • 3.2.4.4 Penalidades e Disposições Finais
  • 3.3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL
  • 3.3.1 Resolução 2.451
  • 3.3.1.1 Chinese Wall
  • 3.3.2 Resolução 2.554
  • 4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA
  • 4.1 PANORAMA DO SETOR
  • GRÁFICO 7 - NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL
  • GRÁFICO 8 - NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS
  • GRÁFICO 9 - ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA
  • GRÁFICO 10 - NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL
  • 4.2 COLETA DE DADOS
  • 4.3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS
  • 4.3.1 Asset under Management
  • GRÁFICO 13 - NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO
  • 4.3.2 Receitas
  • 4.3.3 Impostos
  • 4.3.4 Despesas
  • 4.3.5 Custo do Capital
  • 4.3.6 Índices da Análise Econômico-Financeira
  • TABELA 4 - SALDO DO FLUXO DE CAIXA
  • 5 CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS
  • APÊNDICES
  • APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011
  • APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012
  • APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013
  • APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014
  • APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015
  • APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

CURITIBA 2010

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

Trabalho de Graduação apresentado ao Curso de Graduação em Administração do Centro Universitário Franciscano do Paraná – FAE. Orientador: Prof. André Daniel Hayashi

CURITIBA OUTUBRO 2010

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

Este trabalho foi julgado adequado para a obtenção do grau de Bacharel em Administração e aprovado na sua forma final pela Banca Examinadora, da FAE – Centro Universitário.

Curitiba, 21 de novembro de 2010.

BANCA EXAMINADORA

Profº: André Daniel Hayashi Orientador

Profº: Davi Bellozupko Junior

por razões inexplicáveis. .Dedico este trabalho a três pessoas que me apoiaram e me ajudaram a crescer como pessoa. E também ao meu amor Fernanda. João Alberto e Lourdes Maria. especialmente nos momentos difíceis: Aos meus pais. por sempre me incentivarem na busca de novos conhecimentos e por todas as oportunidades proporcionadas visando meu progresso.

pela disposição em ensinar e sempre agregar ricas informações que possibilitaram a aproximação da realidade prática com a teórica. Aos meus familiares. em especial à minha irmã Luciana. pela participação e pelos ensinamentos ministrados durante os anos de graduação. pelo profissionalismo e pelo incentivo em tornar esta pesquisa realidade. Ao Professor integrante da Banca Examinadora Davi Bellozupko Junior. A Professora Leide Albergoni do Nascimento. pelo apoio que facilitou o desenvolvimento da pesquisa. CNPI. Ao corpo docente da FAE Centro Universitário. CFP e ao Luiz Augusto Pacheco.Agradecimentos Ao Professor orientador André Daniel Hayashi. CNPI pelos conhecimentos. pelos conhecimentos e orientações que muito contribuíram na realização desta pesquisa. Ao Raphael Cordeiro. pelo apoio durante a realização deste trabalho. .

. Palavras-chave: Asset Management. seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Curitiba. Análise Econômico-Financeira. como o Fluxo de Caixa.RESUMO ODEBRECHT. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional. das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Administração de Carteiras. Legislação. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras. Produtos Financeiros. seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. 118p. o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA). Monografia (Administração) – FAE – Centro Universitário. João Lucas. Após a revisão teórica. Análise Econômico-Financeira de uma Asset Management na Cidade de Curitiba. O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises. Sistema Financeiro Nacional. portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade. o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Notou-se. 2010. o Valor Presente Líquido (VPL). são apresentados os principais artigos da Legislação Federal.

........................................................NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO .............................................................................................................................................................................................. 12 MAIORES ASSET MANAGEMENT NO MUNDO ...... 74 GRÁFICO 11 ...............................LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 GRÁFICO 2 - CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009 . 72 NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS ...................................................................................ASSET UNDER MANAGEMENT – PATRIMÔNIO SOB GESTÃO ESTIMADO ........ 71 GRÁFICO 7 GRÁFICO 8 GRÁFICO 9 - NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL ................... 75 GRÁFICO 12 ..........................NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL ...................................... 71 GRÁFICO 6 - NÚMERO DE CONTAS NA BOLSA (MILHARES) – ATIVAS NA CBLC ......................................... 91 ...... 70 GRÁFICO 5 - EVOLUÇÃO NÚMERO DE NEGÓCIOS (MILHARES) – DIÁRIO ......................... 74 GRÁFICO 10 ...................................... 77 GRÁFICO 14 ...................................COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL ................. 14 GRÁFICO 4 - EVOLUÇÃO DO VOLUME (R$ BILHÕES) – VOLUME MÉDIO DIÁRIO .. 13 GRÁFICO 3 - MAIORES ASSET MANAGEMENT NO BRASIL ...........................ATIVOS SOB GESTÃO US$ ................................................ 77 GRÁFICO 13 ...ATIVOS SOB GESTÃO R$ .................................................................... 73 ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA ....................................LUCRO DAS EMPRESAS DO IBOVESPA NO 2º TRIMESTRE DE CADA ANO...........

.......................................... 93 TABELA 9 ..................FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE .........LISTA DE TABELAS TABELA 1 ............................................TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO E A RESPECTIVA TIR................................ 92 TABELA 7 .ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X VALORIZAÇÃO ANUAL AUM ... 79 TABELA 3 .......................................... 93 ....TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO DA ASSET MANAGEMENT ..............VALORIZAÇÃO ANUAL DO AUM E A RESPECTIVA TIR ......TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL .............. 88 TABELA 6 ....................... 78 TABELA 2 ............MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT .............. 89 TABELA 5 ....ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X TAXA DE ADMINISTRAÇÃO ..... 79 TABELA 4 ........................................................................... 92 TABELA 8 ..................SALDO DO FLUXO DE CAIXA ...............

..................................................................3 Demais Instituições Bancárias.....1 Gestor de Investimentos..................................................................................1 Pesquisa Bibliográfica ...................................................... 18 2.............................................. 23 2................................................................................................................................... 15 1........... 25 2.......................2.................................................................................................................................................4............6...3 ASSET MANAGEMENT .....2..............................2 RISCO X RETORNO ...............................................................2.....................3.............................1..........1 Risco de Mercado ......1................... Não Bancárias e Auxiliares................................................. 16 1.2 Risco Operacional ............................. 30 2..3 Alocação de Recursos..............................................................................1 TEMA .................. 19 2...................................4...............................................................1 Certificado de Depósito Bancário – CDB.......... 20 2..........................................................................................1 Agentes Especiais .....4.........................................5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ...................................1 Definição de Risco ................................................................................ 16 1.........................2.................................................. 30 ................................................................2 Subsistema de Intermediação ..2........................... 29 2..............................4 OBJETIVO GERAL ........................................................................... 18 2........................................6.................... 29 2........................................4...............................1......2 Portfólio de Investimentos ...................................... 23 2............................. 24 2......... 21 2..................................................... 11 1....................... 26 2.................. 11 1............1........1........3 Risco de Crédito ...1........ 11 1............... 17 2 REVISÃO TEÓRICA .1.............. 20 2......................3 JUSTIFICATIVA ........................3 Operações de Câmbio..........2..4 PRODUTOS FINANCEIROS.............................3.........................................................4 Risco Legal............................... 25 2.........................................................................................................2 PROBLEMA DE PESQUISA .... 28 2......................................................................2 Estudo de Caso ...........6 METODOLOGIA ............4 Fundos de Investimentos ... 28 2................1............................................................. 11 1...........................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .... 26 2... 27 2....................................................................2 Taxa de Retorno .....1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ..........................3.......2 Debêntures ................................ 23 2.........................................................2................1 Subsistema Normativo .......................... 15 1........ 27 2.............................................

...................2...... 41 3..... 54 3........................................2............................................. 41 3. 46 3..3 Código de Conduta e Credenciamento ...3 Instrução CVM Nº 310 ......1............. 31 2. 63 ........ 31 3 LEGISLAÇÃO ............ 33 3....2.......... 34 3...3 Concessão da Autorização..................5 Normas de Conduta .............2....2.................1.......1.........................2 INSTRUÇÕES DA CVM ......................................................... 39 3......2.................................... 55 3......................... 53 3............................................................5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO .................................2.......5 Fundos Imobiliários ......................................................2.....................................1 Lei 6........................................... 36 3..............................................................................................1........1...2 Penalidades e Disposições Finais .............................4................6 Responsabilidade e Penalidades ............2.............1............4 Disposições Finais....2 Instrução CVM Nº 306 ..........................2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica .....1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas .............................................. 50 3.2.2................................... 41 3......................... 34 3..............................................................................3 Administração de Carteiras .....2.......3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL .............................................................................4.....................................................4 Prestação de Informações.........................................4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais ............................. 55 3.......................... 46 3...3...................................................1 Instrução CVM Nº 301 .......1 Administrador de Carteiras ................................................7 Derivativos ..........4...6 Ações .......2 Normas de Conduta...................2......... 56 3...................................1....... 43 3.......2.......................1 LEGISLAÇÃO FEDERAL ........2.......................................2.1.................2........2................. 38 3...................2...... 34 3..............................................2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários ...1...........1.....2...................4.. 39 3...................2................................1 Atividade.......................................................................... 39 3..2.......1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes ............................7 Disposições Finais e Anexos.2.....4........4 Penalidades e Disposições Finais ................................... 37 3.....4 Instrução CVM Nº 483 ...... 30 2......................1 Identificação e Cadastro de Clientes ...........................................................2.............3...................................................... Vedações e Responsabilidades ................4............................ 31 2..............2....2.................2.......... 42 3.....................................3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros ............ 51 3.......................................2...1.....................385/76.....2...............1................... 57 3........................... 63 3...... 42 3............................ 55 3............ 47 3............................................1...2 Registro de Transações e do Limite Respectivo .......4........................

....................1 PANORAMA DO SETOR ..............3......451 ........... 96 APÊNDICES ............................................................ 66 4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA .......................... 80 4.............................................................................................2 Resolução 2................................................ 87 4.............................................3..........1 Asset under Management .........3....................................................... 76 4............................3 Impostos ................................................ 76 4..3.......................................... 64 3......................................................... 65 3...6 Índices da Análise Econômico-Financeira ....................................... 88 5 CONCLUSÃO ................ 103 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 ............................................................ 81 4...........................................................................3.........................2 COLETA DE DADOS .............................................................................................................................................................5 Custo do Capital .... 95 REFERÊNCIAS ............................. 75 4................ 78 4........................................................................................................................................... 104 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 ... 101 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 .................................1 Chinese Wall ................................................................................... 102 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 ..........................1...........1 Resolução 2....3.......................................................... 70 4.............3................ 105 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO .................4 Despesas .....................................3............................. 100 APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 ...................................3.2 Receitas .. 106 ........................3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS ... 70 4......................3.......................................................................554 ......................

2 PROBLEMA DE PESQUISA Qual a rentabilidade gerada para o empresário/investidor de uma asset management de pequeno porte. Inteligência profissional para atingir rentabilidades esperadas.1 TEMA O trabalho tem como tema a análise econômico-financeira de uma asset management de pequeno porte que realiza gestão de recursos de terceiros através de portfólios de investimento individuais. 1. Relacionamento de confiança no longo prazo. Segurança para o cliente com limites firmados em contrato.11 1 INTRODUÇÃO 1.3 JUSTIFICATIVA Pode-se definir o termo asset management como uma organização que administra recursos financeiros de terceiros de forma profissional e legal perante órgãos fiscalizadores como a Comissão de Valores Mobiliários e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. localizada na cidade de Curitiba/PR? 1. . Uma asset management é responsável pelo gerenciamento do portfólio de investimentos de clientes e tem como características: • • • • Variedade de modalidades de investimentos no mercado financeiro.

O Brasil vem apresentando um crescimento contínuo pela busca de produtos financeiros mais sofisticados que proporcionam maior rentabilidade. O art. o desenvolvimento da atividade permite que a organização responsável pela gestão dos recursos cobre uma taxa fixa de administração. A Lei 6. que normalmente buscam o serviço visando obter maiores rentabilidades e acesso a diferentes produtos financeiros. regulamenta a atividade de administração de recursos de terceiros.12 Assim. CDI em % ao ano. As principais características dos clientes são: falta de tempo para administrar seus recursos. 3º § 1º da lei. conhecimento limitado na área de investimentos e objetivo de retornos consistentes no longo prazo.385/1976 do Código Civil. delega poderes ao administrador para comprar ou vender valores mobiliários em nome de seu cliente. é possível observar uma queda significativa entre os anos de 2005 a 2009: GRÁFICO 1 . O gráfico a seguir apresenta a rentabilidade do Certificado de Depósito Bancário.CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009 FONTE: Banco Central do Brasil (2010) . visto que a renda fixa vem apresentando menores taxas de retorno. Os recursos financeiros gerenciados podem ser de pessoas físicas ou jurídicas. De acordo com a legislação “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão de Valores Imobiliários (CVM)”. bem como uma remuneração variável sobre o desempenho alcançado.

valor equivalente ao produto interno bruto da Índia. ou seja.483 contas de investidores (pessoas físicas). um aumento significativo de 531% em um curto período de 6 anos. representando um crescimento de 17.5% em relação ao mesmo período de 2007. conforme demonstrado nos gráficos a seguir: GRÁFICO 2 .ATIVOS SOB GESTÃO US$ FONTE: Bloomberg Research (2010) . No Brasil as 10 maiores instituições possuem sob gestão pouco mais de R$1. a Bolsa brasileira encerrou 2008 com 536.2 trilhão. impactando diretamente a economia global.MAIORES ASSET MANAGEMENT NO MUNDO . Em 2002 havia pouco mais de 85. valor equivalente ao produto interno bruto do Japão e da China.000 contas em nome de pessoas físicas.13 Segundo a BM&FBovespa (2009). É válido ressaltar que as 10 maiores asset management do mundo possuem sob gestão mais de US$11 trilhões.

o Programa Associação Profissionalizante que realiza capacitação profissional de jovens de baixa renda e oferece um espaço cultural com biblioteca e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). maiores serão as chances de se obter um .14 GRÁFICO 3 . que atua como promotor de boas práticas das empresas de capital aberto e é uma referencia nacional no que diz respeito a investimentos de cunho ambiental e social. Os mais importantes são: o Pacto Global da ONU.MAIORES ASSET MANAGEMENT NO BRASIL . que congrega empresas e tem como objetivo principal o crescimento sustentado da economia mundial e à inclusão social. participação societária nas empresas e redução do risco inerente no sistema financeiro global.ATIVOS SOB GESTÃO R$ FONTE: ANBIMA (2010) Em uma abordagem socioambiental. os quais a BM&FBovespa faz parte. Deve-se salientar ainda. na qual uma asset management está inserida. Muitos autores defendem que quanto maior o nível de poupança e investimentos que um país possui. se faz necessário citar alguns programas relevantes. exerce um papel chave no desenvolvimento de países e empresas através do financiamento de dívidas. que o mercado financeiro.

Neste contexto uma asset management tem o papel fundamental de captar recursos que serão revertidos em investimentos. orientando-o para atingir níveis financeiros confortáveis de acordo com cada perfil. tem o papel de informar. orientar e levantar o perfil de cada cliente. 1. . É imprescindível em um contexto econômico atual levar em consideração e difundir a educação financeira pessoal.4 OBJETIVO GERAL O trabalho tem como objetivo principal identificar as vantagens econômicofinanceiras geradas por uma asset management para o empresário/investidor.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • • Apurar os dados referentes a legislação que compete a uma asset management. Uma asset management além de realizar a gestão de recursos.15 desenvolvimento econômico. Neste sentido nota-se que a indústria de serviços financeiros possui um papel fundamental na intermediação dos investimentos e no desenvolvimento econômico de cada país. é válido ressaltar a importância do tema para os administradores. Finalmente. 1. Levantar informações sobre os procedimentos e recursos operacionais necessários para o desenvolvimento de uma asset management de pequeno porte. • Verificar informações pertinentes aos custos e ao retorno financeiro gerado pela atividade.

de acordo com Gil (2002). São eles: 1. entre elas através de levantamento bibliográfico. controlado e crítico que permite descobrir novos fatos ou dados.6. pesquisas estas que variam em relação aos procedimentos técnicos utilizados. soluções ou leis. um aprimoramento de idéias e a descoberta de intuições. Neste sentido. De acordo com Selltiz (1967). em qualquer área de conhecimento. No que diz respeito ao método utilizado para o alcance dos objetivos. “é desenvolvida com base em material já elaborado. Livros estes que fazem parte do acervo do Centro Universitário Franciscano do Paraná e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. este trabalho levanta. Pesquisa bibliográfica. Desta forma. o presente trabalho se utilizará diferentes procedimentos metodológicos. sistemático.6 METODOLOGIA Rampazzo (2004) define pesquisa como um procedimento reflexivo. constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Gil (2002) define pesquisa exploratória como um tipo de pesquisa que proporciona uma maior familiaridade do assunto ao autor. analisa e mapeia seus objetivos através de pesquisas exploratórias.16 1.1 Pesquisa Bibliográfica Através de livros que se fazem necessários para o conhecimento do assunto. . porém todas pertinentes à pesquisa exploratória. a pesquisa será realizada com o objetivo de levantar informações e analisar a gestão de uma asset management através de diferentes procedimentos técnicos. uma pesquisa pode ser realizada de diferentes maneiras. Ainda serão utilizados trabalhos científicos. entrevistas com pessoas que tiveram experiências com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão. periódicos e artigos divulgados por Instituições de ensino que pesquisam sobre o assunto como a Faculdade Getúlio Vargas de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (USP).

ou ainda para justificar os limites e contribuições da própria pesquisa. como “uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real. A empresa iniciou suas atividades em 1953 e atualmente é a maior Corretora de Valores do Paraná. em qualquer área. 2004). A pesquisa bibliográfica possibilitou a fundamentação e o desenvolvimento de toda pesquisa.6. 1. foi possível levantar as informações pertinentes ao capítulo da analise econômico-financeira. supõe e exige uma pesquisa bibliográfica prévia. se utilizaram amplamente desta metodologia. especialmente quando os limites entre os fenômenos e o contexto não estão claramente definidos”. (RAMPAZO. Portanto qualquer espécie de pesquisa. Desta forma é válido salientar que a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências publicadas em livros. Desta forma.17 Oliveira (2007) ressalta que: “o mais importante para quem faz opção pela pesquisa bibliográfica é ter a certeza de que as fontes a serem pesquisadas já são reconhecidamente do domínio científico”. sendo que foi possível obter resultados condizentes com a realidade do setor em que a atividade esta inserida. ou como parte de outros tipos de pesquisa. revistas. quer para fundamentação teórica. Os dados levantados possibilitaram a estruturação e o desenvolvimento do fluxo de caixa da atividade. segundo Yin (2005).2 Estudo de Caso Conceitua-se estudo de caso. Podendo ser realizada independentemente. . Através de entrevistas com profissionais especializados. quer para levantamento da situação em questão. etc. É importante ressaltar que os capítulos referentes a revisão teórica e a legislação. foi realizado através de informações fornecidas pela empresa Alfa que é uma Corretora de Câmbio e Valores situada em Curitiba/PR. sendo que atualmente possui aproximadamente 80 colaboradores.

1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL O sistema financeiro nacional ou SFN pode ser definido de forma bastante abrangente como: Um conjunto de instituições que se dedicam. a revisão teórica foi dividida em cinco esferas: sistema financeiro nacional. Para facilitar a compreensão dos conceitos. que de acordo com o autor. asset management. que não possui perspectiva de aplicação em negócio próprio com um agente econômico que dispõe de oportunidades de investimentos que superam a poupança. ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores. É importante ressaltar. o mercado financeiro permite a interação de um indivíduo. pessoa física ou empresa. (FORTUNA. o sistema financeiro nacional é composto pelo subsistema normativo e pelo subsistema de intermediação. agentes e instituições financeiras que interagem através do mercado financeiro. risco x retorno. . 2. o sistema financeiro nacional constitui-se em um ambiente organizado. produtos financeiros e análise de investimento.18 2 REVISÃO TEÓRICA A seguir serão apresentados os principais conceitos para entender o contexto em que uma asset management está inserida. 2008) Desta forma. Segundo Fortuna (2008). regulado e composto por indivíduos. de alguma forma.

constituem o subsistema normativo do SFN. sendo a entidade superior do sistema fianceiro e também um conselho de política econômica. garantir um funcionamento eficiente e regular as instituições que atuam nas bolsas de valores. Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Já a Comissão de Valores Mobiliários ou CVM. bancos múltiplos. de acordo com o autor. É um órgão normativo. Banco Central do Brasil. determinar via COPOM a taxa SELIC. auditar os serviços de consultores e analistas de valores mobiliários. O Conselho Monetário Nacional ou CMN. realizar operações de empréstimos às instituições financeiras visando sanar problemas de liquidez. pode ser definido como: A entidade criada para atuar como órgão executivo central do sistema financeiro. as principais funções do BC são: emitir papelmoeda. As principais funções da CVM são: auditar as companhias abertas. é responsável pela fixação das diretrizes de políticas monetária. 2008) Segundo Assaf Neto (2006).1. entre outras funções. o subsistema normativo é composto pelo Conselho Monetário Nacional. estimular a aplicação de poupança no mercado de ações. Já o Banco Central ou BC. é uma autarquia vinculada ao poder executivo e tem por finalidade básica a normatização e o controle do mercado de valores mobiliários. cabendo-lhe a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN. Comissão de Valores Mobiliários. bancos de . sendo também um conselho de política econômica. (FORTUNA. segundo Assaf Neto (2006). controlar o fluxo de capitais estrangeiros. Superintendência de Seguros Privados e Superintendência Nacional de Previdência Complementar. Segundo Fortuna (2008) os três órgãos CMN. BC e CVM citados anteriormente.1 Subsistema Normativo Segundo Fortuna (2008). exercer o controle de crédito. receber os recolhimentos dos depósitos compulsórios. Já o subsistema de intermediação é formado pelo Banco do Brasil e BNDES (agentes especiais) e as demais instituições como: bancos comerciais.19 2. creditícia e cambial do Brasil.

corretoras e distribuidoras de valores.1 Agentes Especiais É composto pelo Banco do Brasil. Entre suas principais atividades estão: executar a política de crédito rural. agências de fomento. fortalecer o setor empresarial. De acordo com Fortuna (2008). CBLC. muito embora ainda opere como agente financeiro do Governo Federal. o Banco do Brasil é atualmente um conglomerado financeiro que vem se ajustando ao modelo de banco múltiplo. sendo a principal instituição financeira de fomento do País. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. de acordo com Fortuna (2008) pode ser dividido em duas categorias: agentes especiais e demais instituições bancárias. ainda de acordo com Fortuna (2008).1. Caixa Econômica Federal. Fundos de investimentos entre outros. . não bancárias e auxiliares.2 Subsistema de Intermediação O subsistema de intermediação. bolsa de valores. 2.1. atenuar os desequilíbrios regionais. CETIP. industriais e de serviços e promover o crescimento e a diversificação das exportações do País. efetuar os pagamentos necessários a execução do Orçamento Geral da União e o agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora do País. promover o desenvolvimento integrado das atividades agrícolas. pela Caixa Econômica Federal e por instituições que também se enquadram no subsistema normativo. Fortuna (2008) define que os principais objetivos do BNDES são: impulsionar o desenvolvimento econômico e social do País. cooperativas de crédito. asset management.20 investimento.2. 2. é a instituição responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo Federal. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social.

Bancos comerciais. bancos cooperativos.21 A Caixa Econômica Federal segundo Assaf Neto (2006) é uma instituição pública. CETIP. Esses bancos vendem cotas de fundos que administram. Não Bancárias e Auxiliares Esta categoria. agencias de fomento. como pagamento. CBLC entre outras instituições que compõem o mercado financeiro. corretoras e distribuidoras de valores mobiliários. as empresas prestadoras de serviços e pessoas físicas. permitindo desta forma a interação entre indivíduos. apoiando desta forma a estrutura capitalista privada. empresas de factoring. é composta principalmente por: bancos comerciais e múltiplos. . atuando no financiamento de imóveis. como instituições que canalizam recursos de médio e longo prazo para suprimento de capital fixo ou de capital de giro para empresas. Operam junto às sociedades anônimas. fundos de investimentos. agentes autônomos de investimento. que atua de forma autônoma. Ainda executa várias outras operações conexas.3 Demais Instituições Bancárias. a indústria. seguradoras. a curto e médio prazo. a cobrança em nome de terceiros. bolsas de valores. de acordo com Fortuna (2008). 2. apresenta objetivos claramente sociais e é classificada como um órgão auxiliar do Governo Federal na execução da política creditícia. sociedade de crédito. sociedades de arrendamento mercantil. administradoras de cartão de crédito. captam recursos repassando-os e fortalecendo o capital social da empresas. instituições administradoras de recursos. de crédito ou aplicações financeiras.1. venda e desconto de títulos e operações com moedas estrangeiras. colocando suas ações no mercado de capitais. É também o principal agente do Sistema Financeiro de Habitação. fundos que serão empregados em operações de desconto. É importante ressaltar que estas instituições não podem manter contas correntes. bancos de investimento. de acordo com Biderman (2006) são instituições que tem como atividade básica receber do público. o comércio. bancos regionais de desenvolvimento. SELIC. consórcios. sob a forma de depósitos ou outras formas. principalmente no segmento de baixa renda. companhias hipotecárias. Biderman (2006) define bancos de investimento. Seu principal objetivo é proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar.

podem ser definidas como um serviço personalizado. As negociações são feitas por intermédio das corretoras. A Central Brasileira de Liquidação e Custódia ou CBLC. compensação e liquidação das operações realizadas nos mercados da BM&FBovespa. financiamento e investimento e sociedade de crédito imobiliário. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ou ANBIMA visa desenvolver e modernizar a legislação dos fundos de investimentos. obrigatoriamente. de acordo com Biderman (2006). Segundo Fortuna (2008) a BM&FBovespa. a partir das definições citadas anteriormente. que recebem as ordens de compra e venda dos investidores. sendo que sua constituição depende do BC e sua autorização depende da CVM. para configurar a existência do banco múltiplo. banco de investimento e desenvolvimento. segundo Fortuna (2008) realizam a intermediação e distribuição de títulos e valores mobiliários. De acordo com Fortuna (2008). ou seja. O projeto do banco múltiplo prevê sua formação com base nas atividades de quatro instituições: banco comercial. ele deve possuir pelo menos duas atividades mencionadas anteriormente. com foco no mercado de ações. Neste sentido é valido.22 O banco múltiplo de acordo com Assaf Neto (2006) surgiu devido à própria evolução dos bancos comerciais e ao crescimento do mercado. As corretoras de valores. Instituições administradoras de recursos ou asset management. sociedade de crédito. oferecido a clientes de instituições financeiras que possuem um volume considerável de recursos. é o local onde se compram e vendem ações das empresas de capital aberto. sendo. . a bolsa de valores brasileira. entender as principais atividades dos agentes e instituições financeiras que fazem parte do SFN para compreender o contexto que uma asset management está inserida. uma delas comercial ou de investimento. normalmente investidores qualificados. é responsável pelos serviços de guarda centralizada. bem como dar suporte ao setor financeiro.

Já Assaf Neto (2006).1. Estas perdas podem ser originadas por diversos eventos como uma grande variação nos preços dos ativos e variações de taxas de juros. Desta forma. risco operacional.2 RISCO X RETORNO Segundo Duarte (2005).23 2. Como existem incertezas que estão associadas ao retorno que efetivamente será obtido ao final de um período. Duarte (2005) define risco como um conceito “multidimensional” envolvendo quatro grandes grupos: risco de mercado.1 Definição de Risco Biderman (2006) define risco como a possibilidade de perda ou ganho de dinheiro em um investimento em virtude de fatos imprevisíveis que podem ocorrer. existem três conceitos fundamentais quando investindo no mercado financeiro: retorno. Entende-se retorno como a apreciação de capital ao final do horizonte de investimento. créditos e patrimônio. A seguir será detalhado cada conceito: 2. qualquer mensuração desta incerteza pode ser chamada de risco. é imprescindível apresentar as principais definições dos tipos de risco presentes no mercado financeiro. visando obter lucros. incerteza e risco.2.2. bem como o retorno que será apresentado ao cliente de uma asset management. 2. risco de crédito e risco legal. alterando assim o valor de bens. Tal possibilidade é compensada com os juros. entende risco como uma provável perda ou prejuízo decorrente de uma exposição ao mercado financeiro.1 Risco de Mercado Assaf Neto (2006) define que este tipo de risco está relacionado com o preço que o mercado paga por ativos e passivos negociados pelos intermediários .

Risco de mercado.2. segundo Assaf Neto (2006). Assaf Neto (2006) define risco operacional como: “o risco de perdas determinadas por erros humanos. expressa quanto pode ser ganho ou perdido em uma aplicação financeira diante de oscilações nos preços de negociação. eventos externos. é um método estatístico amplamente utilizado para a gestão. taxa de juros.” Assim.24 financeiros. se o setor de gestão de riscos em uma instituição financeira falhar. de acordo com Assaf Neto (2006). é possível mensurar em condições normais de mercado com um grau de confiança em um horizonte de tempo. sistemas e padrões de controle. prejuízos irão ocorrer. indicadores de bolsas de valores. mensuração e controle dos diversos riscos de mercado. a perda máxima de um portfólio de investimentos. Portanto. bem como suas chances de perdas. risco do mercado de juros e risco do mercado de commodities. entre outras”. o risco de mercado pode ser compreendido como oscilações desfavoráveis nos preços dos títulos negociados no mercado financeiro. de acordo com Assaf Neto (2006). risco do mercado de câmbio. Desta forma. sendo que esta gestão envolve pessoas. Assaf Neto (2006) entende VAR como “uma medida que evidencia a exposição da carteira ao risco de mercado. . 2. pode ser compreendido como um processo de medição e controle dos riscos inerentes as instituições financeiras. facilitando bastante a compreensão do risco de uma carteira”. O VAR. “o risco de mercado pode ser entendido como as chances de perdas de uma instituição financeira decorrentes de comportamentos adversos nos índices de inflação. falhas nos sistemas de informações e computadores.2 Risco Operacional O risco operacional.1. de acordo com Duarte (2005) pode ser dividido em quatro áreas: risco do mercado acionário. Um indicador importante que pode mensurar o risco de mercado é o Value at Risk. fraudes. ou seja. preços de commodities etc. Com o VAR. É uma medida que resume a perda máxima esperada.

Assaf Neto (2006) conceitua o risco legal como: “vincula-se tanto à falta de uma legislação mais atualizada e eficiente com relação ao mercado financeiro como a um eventual nível de desconhecimento jurídico na realização dos negócios”. risco político em caso de golpes militares ou novas políticas econômicas e risco de falta de pagamento quando uma das partes declara um default.1. 2. Risco de crédito. risco de operação que engloba erros relacionados ao sistema computacional em geral e o risco de pessoal. Considera-se um default um não pagamento da dívida por parte do devedor. de acordo com Duarte (2005) pode ser divido em: risco do país em caso de moratória. 2. .2.1. políticos e econômicos. ou seja.2. Como exemplos desses ativos apontam-se os créditos concedidos pelos bancos e ou títulos de renda fixa emitidos pelos devedores”.25 Segundo Duarte (2005).4 Risco Legal Duarte (2005) define este tipo de risco como as possíveis perdas que não possuem amparo legal. apresenta maior dificuldade para ser mensurado e prevenido. que envolve colaboradores não qualificados. este tipo de risco pode ser divido em três áreas: risco organizacional que está relacionado à ineficiência e ou fraude de determinada organização. as principais origens do risco de crédito podem ser: transações com instrumentos de crédito com o mercado de derivativos.3 Risco de Crédito Assaf Neto (2006) define risco de crédito como “a possibilidade de uma instituição financeira não receber valores prometidos pelos títulos que mantém em sua carteira de recebíveis. Ainda segundo Assaf Neto (2006). carteira de crédito com elevada concentração em apenas um devedor e riscos presentes em países como aspectos regulatórios.

adicionalmente. onde o lucro é pouco previsível. bem como estratégias de investimentos que contemplam o perfil de cada investidor.26 Neste sentido.2. a rentabilidade pode ser: 1) Fixa ou prefixada. ou seja. artigo 109 da Instrução CVM nº 409 de 18 de agosto de 2004. atestem por escrito esta condição mediante termo próprio”.000. Ainda de acordo com Biderman (2006). já ser conhecida antecipadamente quando da efetivação do investimento ou seguir taxas previamente conhecidas do mercado financeiro. não podendo ser determinado na data da aplicação pelo fato de estar sujeito às variações do mercado.2 Taxa de Retorno Biderman (2006) define taxa de retorno como o grau de rentabilidade de uma aplicação relativo ao valor que foi investido. asset management pode ser definido como um serviço personalizado oferecido a clientes de instituições financeiras que possuem um volume considerável de recursos. . De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários.00 e que. considera-se Investidor Qualificado: “as pessoas físicas ou jurídicas que possuem investimentos financeiros em valor superior a R$300. 2. 2) Variável ou pós-fixada. expressa em termos percentuais. esta pesquisa levantará informações pertinentes ao desenvolvimento da atividade de gestão de portfólios. os principais riscos envolvidos. ou seja. 2. investidores qualificados.3 ASSET MANAGEMENT Segundo Biderman (2006). Normalmente a rentabilidade consiste em uma medida de ganho financeiro sobre o total do investimento.

.27 O serviço de uma asset management é consolidado através de um contrato. nota-se que o gestor ou gerenciador de recursos e sua equipe possuem um papel fundamental para o sucesso de uma asset management. Este recurso financeiro é administrado por um gestor que compõe um portfólio de investimentos. Gitman (2004) define que “o objetivo principal do administrador é desenvolver e alocar recursos eficientemente no longo prazo. de modo a maximizar o valor da firma e consequentemente a riqueza de seus proprietários”.3. Na escolha dos ativos para compor um portfólio o gestor busca eliminar ou minimizar riscos. 2. de acordo com Biderman (2006). é composto por produtos financeiros.3. ou seja. critérios de segurança e limites operacionais acordados entre as partes. tendo como meta a maior rentabilidade da carteira.2 Portfólio de Investimentos Portfólio. Também chamado de gerenciador de recursos ou conselheiro de investimentos.1 Gestor de Investimentos Biderman (2006) define como gestor o profissional responsável pelo portfólio de uma pessoa física ou de um investidor institucional. 2. também possui a taxa de administração que será cobrada do cliente. Desta forma. é o conjunto de títulos e valores mantidos por um fundo mútuo ou por um investidor. normalmente revisado anualmente e que possui o perfil do investidor.

visando maior rentabilidade. com o objetivo de diluir riscos e diversificar. imóveis. Esta composição.4 PRODUTOS FINANCEIROS Para contextualizar um portfólio de investimentos. esta pesquisa terá como foco levantar informações sobre os procedimentos e recursos operacionais necessários para o desenvolvimento de uma asset management de pequeno porte que realiza gestão de portfólios de investimentos através de gestores com foco em investidores qualificados. bem como refazendo a distribuição ou rebalanceamento do portfólio periodicamente conforme estratégia inicial. ainda segundo Cordeiro (2007) justifica-se pela correlação negativa entre os ativos. alocação de recursos é a distribuição dos recursos de um fundo ou um portfólio de investimentos entre diversos ativos e mercados.3. 2. Desta forma.28 2. procura-se reduzir os riscos e melhorar os rendimentos ao final de um horizonte de investimento. de maneira que renda fixa possui correlação negativa com imóveis. assim torna-se o portfólio de investimentos mais seguro. ações e outras moedas. se faz necessário discorrer sobre alguns produtos e títulos mobiliários que compõem este conjunto de títulos: . Desta forma. Cordeiro (2007) cita que é possível chegar a um portfólio ideal diversificando de acordo com a percepção de risco de cada investidor. Ainda de acordo com Cordeiro (2007) para se chegar a uma alocação ideal é fundamental inserir em um portfólio quatro classes de ativos consideradas pilares essenciais em um investimento financeiro: renda fixa. bem como ações possui correlação negativa com outras moedas.3 Alocação de Recursos Segundo Biderman (2006).

podem ser emitidos por bancos comerciais. jurídicas ou para outros bancos. realizadas por meio eletrônico e que lastreia as operações do mercado interbancário. Biderman (2006) destaca que a principal função das debêntures é financiar os projetos de investimento das empresas. O título é remunerado pelo Depósito Interfinanceiro. A remuneração destes títulos é composta por correção monetária. Este título. segundo Biderman (2006). Este título funciona como um depósito a prazo feito pelo cliente para a instituição emissora. O risco neste título é o de crédito. lastreadas em ativos da própria empresa que lança os títulos visando realizar uma captação de recursos de médio e longo prazo para financiar projetos de investimentos. Fortuna (2008). taxa de juros e prêmio.4.4. pois rende juros e permite que o investidor saiba com antecedência a remuneração. o DI. garantem determinado rendimento acordado inicialmente. 2. ao final de um prazo a remuneração prevista. sendo este um título de crédito escritural que gera uma obrigação das instituições emissoras pagarem ao aplicador.2 Debêntures São títulos emitidos por empresas não financeiras de capital aberto. alongando o perfil de endividamento e correspondendo a um empréstimo que o comprador do título faz à empresa emissora. e tem a finalidade de captar recursos e criar reservas para que o banco possa realizar empréstimos. .1 Certificado de Depósito Bancário – CDB São os mais tradicionais títulos para captação dos bancos junto às pessoas físicas e jurídicas.29 2. Dentro de um prazo. que é uma transação feita exclusivamente entre bancos. de investimento ou múltiplos para pessoas físicas. Biderman (2006) destaca que esta modalidade é uma aplicação de renda fixa. Fortuna (2008).

4. se o título não for pago no final do período.4. venda caracteriza entrega de moeda estrangeira e recebimento de moeda nacional e arbitragem entrega de moeda estrangeira e recebimento de outra moeda estrangeira. desta forma. Biderman (2006) destaca que os fundos imobiliários são constituídos sob a forma de condomínio fechado. “É a ideia de um condomínio – a aplicação em conjunto -. As cotas são negociadas na bolsa de valores. que pode ser aplicada em títulos mais rentáveis”. formado por depósitos de cotistas. gerando mensalmente um aluguel ao cotista do fundo.3 Operações de Câmbio A compra visa o recebimento da moeda estrangeira e entrega de moeda nacional. Fortuna (2008) 2. um fundo de investimento é definido como um conjunto de recursos monetários. sendo comercializadas como uma ação. Fortuna (2008).30 As debêntures ainda podem ser emitidas com uma cláusula de conversibilidade.4 Fundos de Investimentos Segundo Assaf Neto (2006). isto é. sendo que o patrimônio é destinado a aplicações em .4. 2. Biderman (2006). ou seja. que se destinam à aplicação coletiva em carteira de títulos e valores mobiliários. embora os aplicadores tenham o direito de resgatar suas cotas a qualquer momento. Fortuna (2008) 2.5 Fundos Imobiliários São lastreados em empreendimentos imobiliários. nem todos o fazem ao mesmo tempo. poderá ser convertido em quantidade correspondente de ações da empresa. sempre fica uma grande soma disponível.

2.31 imóveis.4.7 Derivativos Tem como principal objetivo a proteção contra oscilações dos preços dos ativos que compõem determinado portfólio de investimentos. índice de ações. com direito a voto. ou preferenciais. Os contratos de derivativos podem ser negociados com: moedas.4. Este produto financeiro visa também pulverizar o risco entre os agentes econômicos. 2. com direito de preferência sobre os lucros a serem distribuídos aos acionistas. “Podem ser ordinárias.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO Para que seja possível realizar este estudo.6 Ações São cotas ou partes de uma empresa com capital aberto. . São elas: 1) Análise Econômico-Financeira: visa o estudo das demonstrações financeiras em determinado período passado para diagnosticar sua posição atual e produzir resultados que sirvam de base para a previsão de tendências futuras. Fortuna (2008). seja na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio”. commodities entre outros. 2. sendo que estas cotas são negociadas nas bolsas de valores. deve-se discorrer sobre algumas nomenclaturas e conceitos utilizados para realizar a análise de um investimento. Fortuna (2008). As cotas não podem ser resgatadas e são registradas na Comissão de Valores Mobiliários.

5) Taxa Interna de Retorno (TIR): conceituada como a taxa de desconto que iguala. 3) Recursos Humanos: incluem toda a atividade humana utilizada na produção de bens e serviços (serviços técnicos do advogado. (GITMAN. LIMA. (ASSAF. do eletricista. etc. 2004).32 2) Fluxo de Caixa: é o conjunto de movimentações financeiras decorrente do pagamento e recebimento dos eventos econômicos das operações da empresa e das atividades de captação de recursos e investimento de capital (PADOVEZE. pelo desembolso de caixa. previstos para cada período do horizonte de duração do projeto e o valor presente dos investimentos. em determinado momento (geralmente usa-se a data de início do investimento – momento zero) as entradas com as saídas previstas de caixa. ou seja. (ASSAF. 7) Análise de sensibilidade: é uma metodologia de avaliação do risco que revela em quanto o resultado econômico (VPL) de um investimento se modificará diante de alterações em variáveis estimadas no fluxo de caixa (ASSAF. do médico. do engenheiro. que permitem uma análise correta para a pesquisa. . 2006). 2009). 4) Valor Presente Líquido (VPL): é conceituada como uma medida obtida através da diferença entre o valor presente dos benefícios líquidos da empresa. 2009).) (MENDES. 2005). 6) Payback: trata-se do tempo necessário para que a empresa recupere seu investimento inicial em um projeto. do economista. Neste sentido. será feita uma análise econômico-financeira da atividade utilizando-se muitas vezes destes conceitos financeiros. calculado com suas entradas de caixa. 2004).

A atuação da CVM no mercado possui alguns princípios básicos: estimulo à auto-regulação. o maior número de informações visando desenvolver e melhorar o processo de tomada de decisão de investimentos. Principalmente através da Lei 6. Outra melhora com grande relevância a regulamentação da atividade de administração de recursos de terceiros.385/76 “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão”. para desenvolver uma análise econômicofinanceira adequada.385/76 foi possível promover uma ampla divulgação de informações fidedignas a respeito das empresas de capital aberto e dos produtos financeiros.33 3 LEGISLAÇÃO A legislação brasileira referente ao mercado financeiro que foi promulgada em meados de 1976 foi uma enorme evolução para o mercado financeiro brasileiro. A CVM ainda busca proteger os investidores contra informações e práticas não equitativas. e ampla e pronta divulgação de informações. se faz necessário discorrer sobre as principais Leis. alto nível de padrões éticos por parte dos intermediários das negociações ou administradores de recursos. Um dos principais objetivos da CVM é de colocar a disposição dos investidores. A evolução mais importante. aumentar de forma significativa a atratividade e a segurança para a pessoa física investir no mercado de capitais. De acordo com a Lei 6. foi a criação da Comissão de Valores Mobiliários. Este princípio é padrão dos órgãos reguladores do mercado financeiro em todos os países. Assim. que podem prejudicar o desenvolvimento do mercado financeiro. bem como. Instruções da CVM e as Resoluções do Conselho Monetário Nacional. . é imprescindível o amplo conhecimento da legislação que rege a atividade de uma asset management. Desta forma.

1. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade.303.1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas Art.303.1.2001) . a organização. sendo que os artigos foram subdivididos em tópicos para facilitar a compreensão.303.1.10.10.303.385/76 Esta Lei foi responsável pela criação da CVM e também dispõe sobre o mercado de valores mobiliários.Serão disciplinadas e fiscalizadas de acordo com esta Lei as seguintes atividades: I. (Redação dada pela Lei nº 10. a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários.303.2001) III. de 31. o funcionamento e as operações das Bolsas de Valores.385/76.10. de 31. (Redação dada pela Lei nº 10. a organização. 1º . A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3.34 3. (Redação dada pela Lei nº 10. de 31. de 31.2001) V.2001) II. (Redação dada pela Lei nº 10. de 31. a emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado.10. 3. (Redação dada pela Lei nº 10. de 31.1 Lei 6.303. a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários.10. (Redação dada pela Lei nº 10. a negociação e intermediação no mercado de derivativos.10.2001) VI. o funcionamento e as operações das Bolsas de Mercadorias e Futuros.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL A seguir serão apresentados os principais artigos da Lei 6.2001) IV.

de 31. (Inciso incluído pela Lei nº 10. os serviços de consultor e analista de valores mobiliários. de 31. inclusive resultante de prestação de serviços.2001) IX.10. (Inciso incluído pela Lei nº 10. independentemente dos ativos subjacentes. outros contratos derivativos. 2º .10. de parceria ou de remuneração. quando ofertados publicamente. de 31.10.10. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários. de 31. debêntures e bônus de subscrição.2001) . as cédulas de debêntures. os certificados de depósito de valores mobiliários. de opções e outros derivativos.303.35 VII.2001) VI. as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos.10.303. os cupons. de 31. (Inciso incluído pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10. (Inciso incluído pela Lei nº 10.10.303.2001) III.303. de 31.2001) V.303. as ações.2001) Art.10. as notas comerciais. de 31.2001) os contratos futuros. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo.2001) VIII.2001) VIII. e (Inciso incluído pela Lei nº 10.10. de 31. VII.2001) IV. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros. direitos.303. (Inciso incluído pela Lei nº 10. a auditoria das companhias abertas.303.10. (Inciso incluído pela Lei nº 10. (Inciso incluído pela Lei nº 10.303. que gerem direito de participação.São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I.303. de 31. (Redação dada pela Lei nº 10.10. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. de 31. (Redação dada pela Lei nº 10.2001) II.10. de 31.303.303.

assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido. entidade autárquica em regime especial. II. Art. proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra: a) emissões irregulares de valores mobiliários. vinculada ao Ministério da Fazenda.36 3. promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações. ausência .303. III. ou de administradores de carteira de valores mobiliários. oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no mercado. IV. (Alínea incluída pela Lei nº 10.1. das condições de utilização de crédito fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.1. VI. assegurar a observância no mercado. de 31. b) atos ilegais de administradores e acionistas controladores das companhias abertas. com personalidade jurídica e patrimônio próprios. 4º . e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social de companhias abertas sob controle de capitais privados nacionais. dotada de autoridade administrativa independente. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda. VII.2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários Art.10.É instituída a Comissão de Valores Mobiliários. 5º . VIII. assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários. estimular a formação de poupanças e a sua aplicação em valores mobiliários. assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados da bolsa e de balcão.2001) V. c) o uso de informação relevante não divulgada no mercado de valores mobiliários.O Conselho Monetário Nacional e a Comissão de Valores Mobiliários exercerão as atribuições previstas na lei para o fim de: I.

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de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária. (Redação dada pela Lei nº 10.411, de 26.2.2002) Art. 6º - A Comissão de Valores Mobiliários será administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo Senado Federal, dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em matéria de mercado de capitais. (Redação dada pela Lei nº 10.411, de 26.2.2002) Art. 8º - Compete à Comissão de Valores Mobiliários: I. regulamentar, com observância da política definida pelo Conselho Monetário Nacional, as matérias expressamente previstas nesta Lei e na lei de sociedades por ações; II. III. administrar os registros instituídos por esta Lei; fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores mobiliários, de que trata o Art. 1º, bem como a veiculação de informações relativas ao mercado, às pessoas que dele participem, e aos valores nele negociados; IV. propor ao Conselho Monetário Nacional a eventual fixação de limites máximos de preço, comissões, emolumentos e quaisquer outras vantagens cobradas pelos intermediários do mercado;
V.

fiscalizar e inspecionar as companhias abertas dada prioridade às que não apresentem lucro em balanço ou às que deixem de pagar o dividendo mínimo obrigatório.

3.1.1.3 Administração de Carteiras

Art. 23º - O exercício profissional da administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão. § 1º - O disposto neste artigo se aplica à gestão profissional e recursos ou valores mobiliários entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda valores mobiliários por conta do comitente.

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§ 2º - Compete à Comissão estabelecer as normas a serem observadas pelos administradores na gestão de carteiras e sua remuneração, observado o disposto no Art. 8º inciso IV. Art. 24º - Compete à Comissão autorizar a atividade de custódia de valores mobiliários, cujo exercício será privativo das instituições financeiras e das entidades de compensação e liquidação. (Redação pelo Decreto nº 3.995, de 31.10.2001) Parágrafo único. Considera-se custódia de valores mobiliários o depósito para guarda, recebimento de dividendos e bonificações, resgate, amortização ou reembolso, e exercício de direitos de subscrição, sem que o depositário, tenha poderes, salvo autorização expressa do depositante em cada caso, para alienar os valores mobiliários depositados ou reaplicar as importâncias recebidas. Art. 25º - Salvo mandato expresso com prazo não superior a um ano, o administrador de carteira e o depositário de valores mobiliários não podem exercer o direito de voto que couber às ações sob sua administração ou custódia.

3.1.1.4 Disposições Finais

Art. 28º - O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, a Secretaria de Previdência Complementar, a Secretaria da Receita Federal e Superintendência de Seguros Privados manterão um sistema de intercâmbio de informações, relativas à fiscalização que exerçam, nas áreas de suas respectivas competências, no mercado de valores mobiliários. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) Portanto, conforme citado anteriormente através da Lei 6.385/76 foi possível promover uma ampla divulgação de informações sobre empresas de capital aberto e dos produtos financeiros aumentando a atratividade e a segurança do mercado de capitais, sendo que a evolução mais relevante foi a criação da CVM e a regulamentação da atividade de administração de recursos de terceiros.

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3.2 INSTRUÇÕES DA CVM

A seguir serão apresentados os principais artigos das Instruções da CVM Nº 301, Nº306, Nº310 e Nº483. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade, sendo que os artigos foram subdivididos em tópicos para facilitar a compreensão.

3.2.1 Instrução CVM Nº 301

Esta Instrução dispõe sobre a identificação, o cadastro, o registro, as operações, a comunicação, os limites e a responsabilidade administrativa de que tratam os incisos I e II do artigo 10, I e II do artigo 11, e os artigos 12 e 13, da Lei nº 9.613, de 3 março de 1998, referente aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art. 2º - Sujeitam-se às obrigações previstas nesta Instrução as pessoas jurídicas que tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou administração de títulos ou valores mobiliários, assim como as bolsas de valores, as entidades do mercado de balcão organizado e as bolsas de mercadorias ou futuros, além das demais pessoas referidas no art. 9º da Lei nº 9.613/98, que se encontrem sob a disciplina e fiscalização exercidas pela CVM, e dos administradores das pessoas jurídicas.

3.2.1.1 Identificação e Cadastro de Clientes

Art. 3º - Para os fins do disposto no art. 10, inciso I, da Lei nº 9.613/98, as pessoas mencionadas no art. 2º desta Instrução identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado dos mesmos.

se pessoa jurídica: a) a denominação ou razão social. complemento. bairro. d) endereço completo (logradouro. sexo. e g) denominação ou razão social de pessoas jurídicas controladoras. se pessoa física: a) nome completo. b) nomes dos controladores. de 15 de setembro de 1994. b) natureza e número do documento de identificação. data de nascimento. e) ocupação profissional. c) número de identificação do registro empresarial (NIRE) e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). II. unidade da federação e CEP) e número de telefone. no mínimo. as seguintes informações: I. complemento. controladas ou coligadas. qualquer cadastro de clientes deverá conter. filiação e nome do cônjuge ou companheiro.40 § 1º Sem prejuízo do disposto na Instrução CVM nº 220. e b) informações acerca da situação patrimonial e financeira respectiva. d) endereço completo (logradouro. bairro. administradores e procuradores. nas demais hipóteses: a) a identificação completa dos clientes e de seus representantes e/ou administradores. quaisquer alterações nos seus dados cadastrais. unidade da federação e CEP) e número de telefone. c) número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF/MF). cidade. naturalidade. de imediato. § 2º Os clientes deverão comunicar. e f) informações acerca dos rendimentos e da situação patrimonial. f) informações acerca da situação patrimonial e financeira respectiva. nome do órgão expedidor e data de expedição. estado civil. cidade. e) atividade principal desenvolvida. III. nacionalidade. .

Para os fins do disposto no art.3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros Art. 10.4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais Art. respectivamente. cujos valores. nos arts.1. 12 da Lei nº 9. Art. 3.As pessoas mencionadas no art.Às pessoas mencionadas no art. a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação.41 3.613/98. 10 e 11 da Lei nº 9.613/98. Parágrafo único. O registro também será efetuado. na forma prevista no Anexo ao Decreto nº 2.799.2. inciso II. realizarem. 8º . cumulativamente ou não.613/98 e nesta Instrução serão aplicadas. operações com uma mesma pessoa. 9º .2. as pessoas mencionadas no art. 3. à disposição da CVM. conglomerado ou grupo. deverão ser conservados.2.1. sob forma que permita a tempestiva comunicação a qual se refere o art.Os cadastros e registros referidos.1. as sanções do art. 4º . na forma do "caput" deste artigo. durante o período mínimo de cinco anos. 2º desta Instrução deverão desenvolver e implementar procedimentos de controle que viabilizem a fiel observância das disposições nela contidas.2 Registro de Transações e do Limite Respectivo Art. no conjunto. 3º e 4º desta Instrução. quando a pessoa física. . 7º desta Instrução. jurídica ou seus entes ligados. em um mesmo mês-calendário. da Lei nº 9. 2º desta Instrução que deixarem de cumprir as obrigações previstas nos arts. identificados no cadastro previsto nesta Instrução. de 8 de outubro de 1998. 2º desta Instrução manterão registro de toda transação envolvendo títulos ou valores mobiliários cujo valor seja igual ou superior a dez mil reais. ultrapassem o limite específico ora fixado. 5º .

de acordo com o artigo 5º desta instrução. . quaisquer alterações nas informações cadastrais.A administração profissional de carteira de valores mobiliários só pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM. Desta forma. são fundamentais para o combate aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens. 3.Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. 3º . 11º . entregues ao administrador. com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor. A instrução ainda exige que as instituições mantenham o registro de todas as transações com valor superior a R$10 mil envolvendo títulos ou valores mobiliários. Art.A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de recursos ou valores mobiliários. direitos e valores.2 Instrução CVM Nº 306 Esta Instrução dispõe sobre a administração de carteira de valores mobiliários. Os clientes ainda devem informar. produzindo efeitos a partir de 2 de agosto de 1999.1 Administrador de Carteiras Art. as informações cadastrais e os registros das transações devem ser conservadas pelo período mínimo de 5 anos. É valido ressaltar que as informações que a instrução exige. de imediato. padronizando as informações necessárias para a abertura de um cadastro tanto de uma pessoa física quanto pessoa jurídica.42 Art.2. 2º . É importante ressaltar que.2. sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3.2. esta instrução regulamenta a identificação e o cadastro dos clientes de uma asset management.

4º . sete anos. em instituição reconhecida oficialmente. excepcionalmente. por pessoa natural. pelo menos. no mínimo. declaração do pretendente. nem responsabilidade por parte da CVM. no mínimo. dispensar o atendimento ao requisito previsto no inciso I deste artigo. formulário cadastral. A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários não implica qualquer apreciação sobre os méritos do administrador pessoa natural e jurídica. nos termos do art.2. deve ser instruído com os seguintes documentos: I. sobre: a) se está inabilitado para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM .2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica Art. diretamente relacionada com as atividades exercidas no mercado de valores mobiliários.43 Parágrafo único. três anos na área financeira e/ou no mercado de valores mobiliários na área de administração de recursos de terceiros ou experiência profissional de. reputação ilibada. Art. experiência profissional de. no País ou no exterior. cinco anos.O pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira. e III. graduação em curso superior. II. curriculum vitae contendo dados profissionais que evidenciem a experiência do pretendente. constante do Anexo III a esta Instrução. II.2. 5º . desde que comprovada a experiência profissional especificada no inciso II de. 4º desta Instrução.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários somente é concedida a pessoa natural domiciliada no País que tiver: I. A CVM pode. e III. devidamente preenchido. Parágrafo único. 3.

do Banco Central do Brasil. bem como não apresenta. sua autorização cassada ou esteve sujeita ao regime de falência. de pessoa jurídica que tenha requerido falência ou cuja falência tenha sido decretada nesse período. para tanto. 6º . devidamente autorizada para este fim. que tenha tido. Nas hipóteses previstas nas alíneas "b" a "e" do inciso III. Art. 7º . pela CVM. a CVM pode examinar e avaliar a situação individual do pretendente. II.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários somente é concedida à pessoa jurídica domiciliada no País que: I. intervenção.44 ou Banco Central do Brasil. Parágrafo único. administrador ou membro do conselho fiscal de entidade sujeita ao controle e fiscalização da CVM. protesto de títulos. nos últimos cinco anos. e e) se foi. nesse período. entidades de previdência privada e companhias abertas. da Secretaria de Previdência Complementar ou da Superintendência de Seguros Privados. tenha como objeto social o exercício da administração de carteira de valores mobiliários e esteja regularmente constituída e registrada no CNPJ. a seu critério. e . contratar os serviços de análise de valores mobiliários com pessoa natural ou jurídica. concordatário ou insolvente. nos últimos cinco anos. c) se está incluído no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo. no momento da solicitação. sociedades seguradoras. com vistas a conceder a autorização pleiteada. liquidação extrajudicial ou submetida a regime de administração especial temporária. b) se foi condenado judicialmente. Art. nos últimos cinco anos. é ou foi administrador ou membro do conselho fiscal. cabendo-lhe exercer. atribua a responsabilidade pela administração de carteira de valores mobiliários a um diretor ou sócio-gerente autorizado a exercer a atividade pela CVM. d) se é falido. concordata.O administrador pode. poder discricionário na análise das circunstâncias de cada caso.

cópia dos atos constitutivos devidamente consolidados. § 2º Na hipótese prevista no parágrafo anterior. § 4° Na hipótese de impedimento do responsável por prazo superior a trinta dias. o substituto deve assumir a responsabilidade pela administração de carteira de valores mobiliários. § 6º A CVM pode examinar a indicação de mais de um diretor responsável. o pedido de autorização deve ser instruído com o contrato firmado com a pessoa autorizada pela CVM. em especial no que concerne à tomada de decisões de investimento. que devem ser exercidas de forma independente e exclusiva. II. § 1º É facultado à pessoa jurídica contratar terceiros devidamente autorizados pela CVM para os serviços previstos no inciso III deste artigo. informações sobre o tipo de investidor com que a empresa pretenda atuar. § 3º A substituição do diretor. e . se for o caso. a contar da sua ocorrência. pela CVM. informações sobre o departamento de análise. por pessoa jurídica. III. Art.45 III. § 5º O diretor ou sócio-gerente diretamente responsável pela administração de carteiras de valores mobiliários de terceiros não pode ser responsável por nenhuma outra atividade da instituição. constitua e mantenha departamento técnico especializado em análise de valores mobiliários. contrato com pessoa autorizada pela CVM a prestar serviços desta natureza. por escrito. deve ser instruído com: I. devendo a CVM ser comunicada. caso a pessoa jurídica administre carteiras de valores mobiliários de investidores de natureza diversa e desde que sua estrutura administrativa contemple a existência de uma rígida divisão de atividades entre as mesmas. IV. incluindo quantidade e natureza das atividades dos profissionais integrantes do departamento e. 8º . no prazo de um dia útil. nos termos do § 1º deste artigo. na forma prevista nesta Instrução. documento que contenha a indicação do sócio-gerente ou diretor responsável pela atividade. sócio-gerente responsável ou da pessoa contratada.O pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários. depende de prévia aprovação.

constante do Anexo IV a esta Instrução. Da decisão do Superintendente que indeferir o pedido cabe recurso ao Colegiado da CVM. presume-se aprovado o pedido de autorização.4 Prestação de Informações Art. findo o qual podem os mesmos ser inutilizados pela CVM.3 Concessão da Autorização Art. sob pena de indeferimento do pedido. § 1º Decorrido o prazo previsto neste artigo. passando a fluir novo prazo de trinta dias a partir da data de cumprimento das exigências. deve encaminhar à CVM.O administrador de carteira de valores mobiliários. § 2º O prazo de trinta dias pode ser interrompido uma única vez.2. Art. se a CVM solicitar ao interessado informações adicionais. 12º . pessoa natural ou jurídica. informações relativas às carteiras que administre. ficando todos os documentos que o instruíram à sua disposição. até o dia 31 de maio de cada ano. formulário cadastral. 9º . a contar da data do protocolo de entrada do pedido na CVM. 3. contados do recebimento da correspondência respectiva. é concedid o prazo não superior a sessenta dias. a ser expedido no prazo de trinta dias.2. caso não haja manifestação da CVM em contrário. . pelo prazo de noventa dias. de acordo com o disposto nos Anexos III ou IV. devidamente instruído com a respectiva documentação. nos termos da regulamentação em vigor. 3.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários é concedida através de Ato Declaratório. devidamente preenchido. 10º . § 3° Para o atendimento das exigências. podendo o interessado requerer a expedição do respectivo Ato Declaratório. conforme o caso.46 V. conforme estabelecido nos Anexos I e II desta Instrução. além de informações cadastrais atualizadas. Parágrafo único. contados da data de recebimento do aviso de que o pedido foi indeferido.O indeferimento do pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários deve ser comunicado por escrito ao interessado.2.2.

a sua situação financeira e com os seus objetivos. II. contados a partir da sua ocorrência. no mínimo. Parágrafo único.47 Parágrafo único. sem prejuízo do disposto no "caput" deste artigo. 13º . Qualquer alteração cadastral relativa ao administrador de carteira de valores mobiliários deve ser comunicada à CVM. Art. empregar. c) as informações sobre outras atividades que o próprio administrador exerça no mercado e os potenciais conflitos de interesse existentes . respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas sob sua gestão. com destaque.2. o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios. englobando. III. a seguinte mensagem: "A ADMINISTRADORA ALERTA QUE RESULTADOS OBTIDOS NO PASSADO NÃO ASSEGURAM RESULTADOS FUTUROS". 14º . no prazo de quinze dias. desempenhar suas atribuições de modo a atender aos objetivos de investimento do (s) titular (es) da carteira. no exercício de sua atividade.5 Normas de Conduta Art.Sempre que divulgar publicamente dados com base em desempenho histórico das carteiras administradas ou de valores mobiliários e índices de mercado de capitais. O material de divulgação de desempenho deve incluir informações sobre todas as carteiras que o administrador tenha sob sua gestão e não apenas sobre algumas delas. prévia e obrigatoriamente por escrito. cumprir fielmente o contrato firmado com o cliente. que deve estar de acordo com o perfil do investidor. o administrador deve acrescentar. 3.2. dentre as quais se incluem: a) a política de investimentos a ser adotada. b) a remuneração cobrada pelos serviços.A pessoa natural ou jurídica responsável pela administração da carteira de valores mobiliários deve observar as seguintes regras de conduta: I. os últimos seis meses. o qual deve conter as características básicas dos serviços a serem prestados.

sendo que. explicitando que a aplicação em derivativos pode resultar em perdas superiores ao investimento realizado. evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com seus clientes. tomando todas as providências úteis ou necessárias à defesa dos interesses dos seus clientes. IV. os valores mobiliários integrantes das carteiras sob sua gestão. o nome da pessoa natural com poderes para tal autorização. e VIII. por escrito. em perfeita ordem e à disposição do cliente. e) a autorização. pertinentes administrada. se for o caso. deve ser indicado. ao administrador. de balcão. conforme disposto no art. nos mercados de liquidação futura e nas operações de empréstimo de ações que pretenda realizar com os recursos do investidor. no caso de cliente pessoa jurídica. VI. referentes às diversas alternativas e modalidades de . Parágrafo único. manter em custódia. d) os riscos inerentes aos diversos tipos de operações com valores mobiliários nos mercados de bolsa. manter atualizada. através de mecanismos de controle interno adequados. VII. transferir à carteira qualquer benefício ou vantagem que possa alcançar em decorrência de sua condição de administrador de carteira. V. toda a documentação relativa às operações com valores mobiliários integrantes das carteiras sob sua gestão. para que o administrador assuma a contraparte das operações. 16. O administrador deve garantir. prestar as informações que lhe forem solicitadas pelo titular da carteira. o permanente atendimento às normas e aos valores mobiliários integrantes da carteira regulamentações vigentes. e f) o conteúdo e periodicidade das informações a serem prestadas pelo administrador ao cliente. em entidade devidamente habilitada para tal serviço.48 entre tais atividades e a administração da carteira de valores mobiliários.

II. ainda que tais negócios aumentem a valorização da carteira administrada. em negócios com carteiras que administre. fazer quaisquer promessas quantificadas quanto a retornos futuros da carteira. ou abrir créditos sob qualquer modalidade. III. não detenha. do titular da carteira. promover operações cujo objetivo consista em burlar a legislação fiscal e/ou outras normas legais e regulamentares. ou omitir-se em relação à mesma. para isso. prévia e por escrito. 16º . do respectivo titular. prévia e por escrito. com a finalidade de gerar receitas de corretagem para si ou para terceiros. VI. V. salvo em se tratando de concessão a terceiros de empréstimo de ações para a realização de operações nos mercados autorizados a funcionar pela CVM. e VIII.49 investimento. promover negociações com os valores mobiliários das carteiras que administra. do titular da carteira. atuar como contraparte. prévia e por escrito. direta ou indiretamente. negligenciar. exceto quando houver autorização. embora formalmente contratado como administrador de carteira. conceder empréstimos ou adiantamentos.É vedado ao administrador de carteira: I. desde que haja autorização. com base em desempenho histórico da carteira. proceder a qualquer tipo de modificação relevante nas características básicas dos serviços que presta. comprovadamente. em qualquer circunstância. usando. a defesa dos direitos e interesses do titular da carteira. IV. os recursos que administra. Parágrafo único. Nos casos de distribuição pública em que a pessoa jurídica responsável pela administração da carteira de valores mobiliários participe do . Art. à própria atividade de administração de carteira e aos padrões de conduta ética e profissional. poder discricionário sobre a mesma e não tenha conhecimento prévio da operação. ou b) quando. fazer propaganda garantindo níveis de rentabilidade. VII. ou de valores mobiliários e índices do mercado de capitais. exceto nos seguintes casos: a) quando se tratar de administração de carteiras individuais e houver autorização.

§ 3º. Os integrantes de comitê de investimento. 18º . . sem prejuízo de eventual responsabilidade penal e da responsabilidade subsidiária da pessoa jurídica de direito privado que a contratou ou a supervisionou de modo inadequado. 17º .6 Responsabilidade e Penalidades Art. nos termos do art. Art.A pessoa natural ou jurídica. que tomem decisões relativas à aplicação de recursos de terceiros. 12 desta Instrução. incisos I a V desta Instrução. VI e VII e 15.385/76. bem como a infração às normas contidas nos arts. Art. de acordo com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional. desde que em condições idênticas às que prevalecerem no mercado ou em que o administrador contrataria com terceiros. Parágrafo único. VII e VIII. incidente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido para o cumprimento da obrigação.00 (cem reais). da Lei n. V e 11 da Lei n. Art. 11.O administrador de carteira que não encaminhar à CVM as informações previstas nesta Instrução ou que não mantiver seu registro atualizado. devendo o fato ser informado imediatamente à CVM. 7º. têm os mesmos deveres do administrador de carteira.2. incisos VI a VIII desta Instrução. pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos que infringirem normas legais. IV. ou órgão assemelhado.Considera-se infração grave. por parte do administrador de carteira de valores mobiliários. incisos III. o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários por pessoa natural ou jurídica não autorizada. civil e administrativamente. regulamentares ou estatutárias.º 6. 9º. V.50 consórcio de distribuição. o descumprimento do disposto nos arts. II. sem prejuízo da responsabilidade prevista nos arts. fica sujeito à multa cominatória diária de R$ 100. ou autorizada com base em declaração ou documentos falsos. 3. 14. 19º . incisos I.385/76. admitir-se-á a subscrição de valores mobiliários para a carteira administrada.º 6. para efeito do disposto no art. §1º. no exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários. 14.2.Sujeita-se ao rito sumário do processo administrativo. 20º . nos termos desta Instrução. é diretamente responsável. e 16.

encaminhe informações relativas às carteiras que administre além de enviar informações cadastrais atualizadas para a CVM periodicamente.7 Disposições Finais e Anexos Art. É necessário ainda contratar terceiros ou constituir e manter um departamento técnico de análise de valores mobiliários.O administrador de carteira que já administra carteiras de valores mobiliários deve. O descumprimento do disposto no "caput" deste artigo acarreta o cancelamento da autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários. A autorização para uma pessoa jurídica domiciliada no Brasil. sendo que este pode realizar a compra ou venda por conta do investidor.2. de acordo com o artigo 7º desta instrução. também é necessário atribuir a responsabilidade da gestão para diretor ou sócio-gerente previamente autorizado pela CVM a exercer tal atividade. no prazo de noventa dias.51 3.2. Esta atividade pode ser desenvolvida somente com autorização prévia e está sob fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. o administrador deve acrescentar a seguinte mensagem: “A ADMINISTRADORA ALERTA QUE RESULTADOS OBTIDOS NO PASSADO NÃO ASSEGURAM RESULTADOS FUTUROS”. Outra exigência importante da instrução refere-se a divulgação do desempenho histórico das carteiras administradas. Parágrafo único. se adaptar ao disposto nesta Instrução. Sempre que tais informações sejam divulgadas. . 21º . A instrução ainda exige que o administrador de carteira de valores mobiliários. esta instrução define que a administração de carteira de valores mobiliários é uma gestão profissional realizada por pessoa natural ou jurídica. pessoa natural ou jurídica. exige que a empresa tenha como objeto social o exercício da administração de carteira de valores mobiliários e esteja constituída e registrada no CNPJ. Desta forma.

CARTEIRAS ADMINISTRADAS – ATIVOS * Valor apurado de acordo com os mesmos critérios utilizados para a determinação do valor de carteira dos fundos mútuos de investimentos em ações. ANEXO II À INSTRUÇÃO CVM N° 306.52 ANEXO I À INSTRUÇÃO CVM N° 306. . DE 5 DE MAIO DE 199 9 -CARTEIRAS ADMINISTRADAS – RESUMO * Valor apurado de acordo com os mesmos critérios utilizados para a determinação do valor de carteira dos fundos mútuos de investimentos em ações. DE 5 DE MAIO DE 19 99 .

através de contrato com a instituição custodiante. A seguir serão .2.53 ANEXO III À INSTRUÇÃO CVM Nº 306. efetuam serviços de custódia para seus clientes. DE 5 DE MAIO DE 1999 .3 Instrução CVM Nº 310 Esta Instrução dispõe sobre as obrigações dos prestadores de serviços de custódia de valores mobiliários (custodiantes) e das instituições financeiras intermediárias (subcustodiantes) que.PJ – Formulário Cadastral de Prestador de Serviços de Administração de Carteira 3. DE 5 DE MAIO DE 1999 – PF – Formulário Cadastral de Prestador de Serviços de Administração de Carteira ANEXO IV À INSTRUÇÃO CVM Nº 306.

com exceção dos casos de conta própria. 2º . para o investidor pessoa natural. as entidades de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários devem zelar pela regularidade dos procedimentos internos das corretoras e distribuidoras. § 1º Não se admite o envio dos extratos para o endereço de instituições financeiras. mediante inspeções periódicas dos livros e registros contábeis pertinentes à atividade de custódia. 4º .Os extratos da conta de custódia. e o custodiante ou subcustodiante deve manter em anexo: I. Parágrafo único.1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes Art. II. § 2º Em qualquer caso.Ressalvada a competência da CVM. cópias de seu documento de identidade. autenticadas por funcionário credenciado. 3º . usuárias diretas ou indiretas de custódia. sem prejuízo do controle contínuo que deve ser exercido sobre a atuação dessas instituições. devem ser enviados para o endereço do investidor titular da conta. para o investidor pessoa jurídica. a conta de custódia deve estar identificada em nome de seu titular. Art. cartão de inscrição no CPF e comprovante de residência. Art.3. cópia do respectivo contrato.2.Os prestadores de serviços de custódia devem zelar para que seus subcustodiantes mantenham procedimentos adequados para a segurança das posições em custódia. A ficha cadastral do investidor deve ser preenchida completamente. . contas de diretores e empregados e contas de fundos e clubes de investimento em que a instituição mantenha a gestão discricionária. autenticadas por funcionário credenciado. periódicos ou extraordinários.54 apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3. regulamento ou estatuto social registrado no órgão competente e do cartão do CNPJ.

em caráter profissional.4.55 3.3. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3.1 Atividade Art. elabora relatórios de análise destinados à publicação. De acordo com o artigo 3º desta Instrução. ou seja. 11 da Lei nº 6. 3. a posição e a quantidade de títulos e valores mobiliários que determinado investidor possui. as Corretoras de Valores Mobiliários.4 Instrução CVM Nº 483 Esta Instrução dispõe sobre a atividade de analista de valores mobiliários e estabelece condições para seu exercício. devem ser enviados para o endereço do investidor titular da conta. para os efeitos do § 3º do art. divulgação ou distribuição a terceiros. 5º . extratos periódicos ou extraordinários. Desta forma. esta Instrução exige que os extratos da conta de custódia. bem como. ainda que restrita a clientes.2. relatórios de acompanhamento.385.O descumprimento ao disposto nesta Instrução configura infração grave. de 7 de dezembro de 1976. devem zelar para que seus subcustodiantes. por exemplo. . 1º Analista de valores mobiliários é a pessoa natural que. a expressão “relatório de análise” significa quaisquer textos.2. estudos ou análises sobre valores mobiliários específicos ou sobre emissores de valores mobiliários determinados que possam auxiliar ou influenciar investidores no processo de tomada de decisão de investimento. prestadores de serviços de custódia como a Central Brasileira de Liquidação e Custódia. mantenham procedimentos para a segurança e o controle das posições em custódia.2.2 Penalidades e Disposições Finais Art. § 1º Para os fins da presente Instrução.

4. 3. negociar. 2º A atividade de analista de valores mobiliários pode ser exercida nas seguintes modalidades: I. vinculada a pessoa jurídica que tenha em seu objeto social exclusivamente a atividade de análise de valores mobiliários. em nome próprio ou de terceiros. omitir informação sobre conflito de interesses. vinculada a instituição integrante do sistema de distribuição ou a pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM a desempenhar a função de administrador de carteira ou de consultor de valores mobiliários. autônoma. II. Vedações e Responsabilidades Art.2. vantagem indevida. da Lei nº 6. III. 9º. valores mobiliários objeto dos relatórios de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários por um período de 30 . conferências telefônicas e quaisquer outras manifestações não-escritas.385. são equiparadas a relatórios de análise. reuniões. para os fins do disposto nesta Instrução.2 Normas de Conduta. apresentações. emitir relatórios de análise com a finalidade de obter. 4º É vedado ao analista de valores mobiliários: I. boa fé e ética profissional. inciso I. de 7 de dezembro de 1976.56 § 2º Exposições públicas. cujo conteúdo seja típico de relatório de análise. para si ou para outrem. Parágrafo único. empregando na atividade todo cuidado e diligência esperados de um profissional em sua posição. II. direta ou indiretamente. Art. a pessoa jurídica de que trata o inciso III é equiparada ao analista de valores mobiliários. § 3º A presente Instrução não se aplica a pessoas naturais ou jurídicas que desenvolvam atividades de classificação de risco. 3º O analista de valores mobiliários deve agir com probidade. Art. ou III. Para todos os fins do art. alínea “f”.

incisos II e III. direta ou indiretamente. dever de independência do analista. em nome próprio ou de terceiros. III. quando for o caso. e do analista responsável pelo relatório de análise. no caso dos analistas vinculados às pessoas indicadas no art. II. potenciais situações de conflito de interesses no exercício da atividade de analista. 9º O código de conduta profissional deve dispor. no mínimo. graduação em curso de nível superior. ou b) até a divulgação de novo relatório sobre o mesmo emissor ou valor mobiliário. e IV. Art. a entidade credenciadora deve exigir do candidato o preenchimento dos seguintes requisitos mínimos: I. punições cabíveis quando houver infrações ao código de conduta profissional.3 Código de Conduta e Credenciamento Art. dos analistas autônomos. valores mobiliários objeto dos relatórios de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários em sentido contrário ao das recomendações ou conclusões expressas nos relatórios de análise que elaborou por: a) 6 (seis) meses contados da divulgação de tal relatório. 6º O credenciamento de analistas de valores mobiliários é feito por entidades autorizadas pela CVM. Art. dever de cumprir com a presente Instrução e demais normas emitidas pela CVM. 6º. IV. negociar. sobre: I.2. compromisso de busca por informações idôneas e fidedignas para serem utilizadas em análises. aprovação em exames de qualificação técnica aprovados pela CVM. II. II. e .57 (trinta) dias anteriores e 5 (cinco) dias posteriores à divulgação do relatório de análise sobre tal valor mobiliário ou seu emissor. e V. 5º É obrigatório o credenciamento: I. inclusive em relação à pessoa ou instituição a que estiver vinculado.4. recomendações e apresentações feitas pelo analista. Art. 10º Para conceder o credenciamento a que se refere o art. 2º. 3.

o nome e qualificação dos envolvidos. contra a economia popular. por decisão transitada em julgado. informação sobre indícios de ocorrência de infração grave às normas da CVM. Não podem ser credenciados postulantes condenados por crime falimentar. mencionando os esforços empreendidos para averiguar a regularidade da conduta. a fé pública ou a propriedade pública. "lavagem" de dinheiro ou ocultação de bens. II. Parágrafo único. imediatamente após o conhecimento. ainda que temporariamente. o sistema financeiro nacional. incisos VI e VII. e b) relatório sobre a inobservância das normas do código de conduta profissional. direitos e valores. supervisionar o exercício das atividades profissionais dos analistas a elas vinculados de modo a garantir o cumprimento do disposto nesta Instrução. sendo eles credenciados ou não. o acesso a cargos públicos. e b) relatório contendo a proposta de atuação para o exercício subsequente. . ou a pena criminal que vede. Art.58 III. as relações de consumo. indicando os principais responsáveis por cada uma delas. devem: I. incisos II e III. bem como outras providências adotadas para coibir a prática. a ordem econômica. ressalvada a hipótese de reabilitação. as irregularidades identificadas. 2º. IV. sempre que solicitado. mencionando os analistas investigados. III. adesão incondicional ao código de conduta profissional. peculato. 11º A entidade credenciadora deve enviar à CVM: I. até o décimo quinto dia do mês subsequente ao final de cada trimestre: a) relatório sobre a possível inobservância das normas legais e regulamentares. de prevaricação. documentos e informações mencionados no art. concussão. as punições aplicadas e outras providências adotadas. o escopo do trabalho realizado. 7º. Art. até o dia 31 de janeiro de cada ano: a) relatório de prestação de contas das atividades realizadas pela entidade credenciadora para o cumprimento das obrigações estabelecidas na presente Instrução. peita ou suborno. 12º As pessoas indicadas no art.

e d) que os comandos dos arts.59 II. ou aqueles de seus clientes. c) identificar. nomear um responsável pela implementação e cumprimento dos incisos I a VII. IV. dar às entidades credenciadoras acesso às suas instalações. VIII. V. comunicar à CVM. segregar fisicamente as instalações onde a equipe de análise desenvolve suas atividades daquelas em que são desenvolvidas as demais atividades. arquivos e documentos relativos às regras. assegurar que os profissionais a elas vinculados cumpram o conjunto de regras decorrentes do inciso II. administrar e eliminar eventuais conflitos de interesses que possam afetar a imparcialidade dos analistas a elas vinculados e dos seus relatórios de análise. divulgados ou distribuídos. procedimentos e controles internos relacionados ao cumprimento desta Instrução. tão logo tenham conhecimento. bem como identificá-lo e fornecer seus dados de contato em sua página na rede mundial de computadores. influenciem o trabalho dos analistas a elas vinculados. divulgar o conjunto de regras decorrentes do inciso II. VI. VII. procedimentos e controles internos adequados para: a) assegurar que o analista desempenhe suas funções com independência. bem como suas atualizações. desenvolver e implementar regras. § 1º A estrutura organizacional das pessoas indicadas no art. 2º. III. para que elas possam exercer as funções fiscalizadoras que lhes são atribuídas por esta Instrução. infrações ao código de conduta profissional cometidas pelos analistas credenciados por aquelas entidades. e IX. condutas dos analistas a elas vinculados que possam configurar indício de infração às normas emitidas pela CVM. b) impedir que seus interesses comerciais. comunicar às entidades credenciadoras. 15 a 20 sejam obedecidos em todos os relatórios de análise publicados. não deve permitir que um indivíduo cujas funções sejam potencialmente . tão logo tenham conhecimento. incisos II e III. em sua página na rede mundial de computadores.

II. 2º. ao menos. ao menos. formas de administração das situações de conflito de interesses. e tipo e forma de contato que o analista pode ter com os emissores objeto de suas análises. III. de forma clara e com o devido destaque. 13º As regras. Parágrafo único. informando o investidor caso o analista responsável ou quaisquer dos analistas envolvidos na elaboração do relatório de análise estejam em situação que possa afetar a imparcialidade do relatório ou que . 15º Os relatórios de análise devem ser escritos em linguagem clara e objetiva. Art. § 2º As projeções e estimativas devem vir acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. 17º O analista deve incluir em todos os seus relatórios de análise. tenha ingerência sobre o conteúdo dos relatórios de análise ou sobre a remuneração do analista. se for o caso. o que segue: I. inclusive em relação à pessoa ou instituição à qual esteja vinculado. dados factuais devem vir acompanhados de indicação de suas fontes. incisos II e III. devem estruturar a remuneração dos analistas de modo a preservar a sua imparcialidade. O relatório deve identificar. de forma clara. um analista de valores mobiliários credenciado na forma do art. é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do disposto na presente Instrução. § 1º Sempre que possível e adequado. de qualquer outra maneira. projeções. 6º. estimativas e opiniões. Art. Art. 16º Os relatórios de análise devem ser assinados por.60 incompatíveis com a imparcialidade da opinião emitida pelo analista o supervisione ou. formas de identificação das situações de conflito de interesses. procedimentos e controles internos decorrentes do art. Art. sem prejuízo da responsabilidade de qualquer coautor. § 2º As pessoas indicadas no art. inciso II. 12. o analista credenciado que. devem prever. declarações: I. atestando que as recomendações do relatório de análise refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente. diferenciando dados factuais de interpretações. e II.

em nome próprio ou de terceiros. seu cônjuge ou companheiro. 18º As pessoas indicadas no art. § 2º O disposto no § 1º não se aplica a: I. Art. caso se verifique uma das situações ali dispostas. § 1º O analista deve informar o conteúdo das declarações previstas no inciso II. seu cônjuge ou companheiro. de outro. de forma clara e com o devido destaque. d) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. 2º. exceto pelo disposto no parágrafo único do art. seja direta ou indiretamente. seu cônjuge ou companheiro. incluindo. c) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto do relatório de análise. esclarecendo a natureza do vínculo. mas não se limitando aos casos em que: a) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração do relatório tenha vínculo com pessoa natural que trabalhe para o emissor objeto do relatório de análise. situações que possam afetar a imparcialidade do relatório de análise ou que configurem ou possam configurar conflito de interesses. II. reuniões e conferências telefônicas das quais participe para divulgação ou discussão do relatório de análise que tenha elaborado ou cujo conteúdo seja típico de relatório de análise. apresentações. titular de valores mobiliários objeto do relatório de análise. . e e) a remuneração do analista de valores mobiliários seja. e um único cliente ou investidor. divulgarem ou distribuírem.61 configure ou possa configurar conflito de interesses. esteja direta ou indiretamente envolvido na aquisição. sempre que aplicável. incisos II e III. influenciada pelas receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela pessoa a que esteja vinculado. reuniões com um único cliente ou investidor. em exposições públicas. são responsáveis por declarar. b) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. ou telefonemas dos quais participem o analista. qualquer interesse financeiro em relação ao emissor objeto do relatório de análise. 4º. em todos os relatórios de análise que publicarem. direta ou indiretamente. de um lado. tenha direta ou indiretamente.

enviar os relatórios de análise à entidade credenciadora. de um lado. e um único cliente ou investidor. situações em que as pessoas indicadas no art. e IV. 2º. 2º. tenham interesses financeiros e comerciais relevantes em relação ao emissor ou aos valores mobiliários objeto do relatório de análise. seus controladores ou sociedades sob controle comum tenham participações relevantes nas pessoas indicadas no art. ou telefonemas dos quais participem o analista. incisos II e III. incisos II e III. incisos II e III são responsáveis por: I. alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto do relatório de análise. suas controladas. . 19º Os analistas autônomos e as pessoas mencionadas no art. estejam envolvidas na aquisição. seus controladores ou sociedades sob controle comum. II. Art. reuniões com um único cliente ou investidor. apresentações. § 2º O analista vinculado às pessoas indicadas no art. deve informar o conteúdo das declarações previstas no caput em exposições públicas. de outro. em 3 (três) dias úteis da data em que tais relatórios forem distribuídos. recebam remuneração por serviços prestados para o emissor objeto do relatório de análise ou pessoas a ele ligadas. incisos II e III. suas controladas. reuniões e conferências telefônicas das quais participe para divulgação ou discussão do relatório de análise que tenha elaborado ou cujo conteúdo seja típico de relatório de análise. II. para os fins deste artigo. § 3º O disposto no § 2º não se aplica a: I. seus controladores ou sociedades sob controle comum: I. 2º. tenham participações societárias relevantes no emissor objeto do relatório de análise ou em que o emissor objeto do relatório de análise. 2º. suas controladas. III. a contar da data em que tais relatórios forem distribuídos. manter os relatórios de análise arquivados por 5 (cinco) anos.62 § 1º São exemplos de conflito de interesses. e II.

visando produzir recomendações. . e omitir ou prestar informações falsas para efeitos do cumprimento dos arts. O analista para desempenhar sua função necessita de autorização prévia da CVM ou entidade credenciadora e pode ser autônomo ou ser vinculado a uma instituição financeira. 7º. a inobservância das vedações estabelecidas no art. 21º Constitui infração grave. Art. de acordo com a Lei nº 6. que consiste na avaliação de investimentos de valores mobiliários. 11. para efeito do disposto no art. A atividade ainda exige que os princípios de probidade e boa fé sejam utilizados e que o analista tenha todo cuidado e diligência que despenderia na análise de títulos e valores mobiliários dos seus próprios negócios. de 7 de dezembro de 1976. a inobservância dos deveres estabelecidos nos arts.554 do CMN. Esta Instrução define a atividade de analista de valores mobiliários e estabelece determinadas condições para a prática desta atividade. II. relatórios de acompanhamento e estudos para divulgação ao público para auxiliar o processo de tomada de decisões.385.4 Penalidades e Disposições Finais Art. de 1976: I.385. 11 e 12. 24º Esta Instrução entra em vigor em 1º de outubro de 2010. § 3o.451 e 2. 3. III.3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL A seguir serão apresentados os principais artigos das Resoluções 2. 17 e 18. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade.63 3. da Lei nº 6. 4º.2.4. É importante ressaltar que o não cumprimento desta Instrução constitui em infração grave.

A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art.64 3. A comunicação referida neste artigo deve se fazer acompanhar de declaração firmada pelo administrador designado pela instituição de que: I. as instituições ali referidas devem designar membro da diretoria ou. tecnicamente qualificado.3. 2º. 3º A designação de que trata o artigo anterior deve ser objeto de imediata comunicação por escrito à Delegacia Regional do Banco Central do Brasil a que estiver jurisdicionada a instituição e. Parágrafo único.1 Resolução 2. à Comissão de Valores Mobiliários. nos termos da legislação em vigor. 2º Para efeito do disposto no art. prioritariamente. pela ocorrência de situações que indiquem fraude. . parágrafo único. criminal e administrativamente. sócio-gerente. Art. pela gestão e supervisão dos recursos de terceiros. negligência. civil. 1º Estabelecer a obrigatoriedade de as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil promoverem a segregação da administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. bem como da exigência de que trata o art. bem como pela prestação de informações a eles relativas. A designação de membro da diretoria ou sócio-gerente para responder pela gestão de recursos de terceiros deve recair sobre pessoa que não possua qualquer vínculo com as demais atividades da instituição. está ciente de suas obrigações para com os titulares dos recursos sob administração da instituição. se for o caso. II.451 Esta Resolução dispõe sobre a segregação da administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. Parágrafo único. A segregação de atividades referida neste artigo pode ser promovida mediante a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de gestão de recursos de terceiros. é responsável. Art. Parágrafo único. quando for o caso. para responder. 1º.

tornou-se uma prática comum a constituição de empresas exclusivas para a gestão de recursos de terceiros. autorizados a adotar as medidas e baixar as normas complementares que se fizerem necessárias à execução do disposto nesta Resolução. ainda. é um conjunto de procedimentos adotados por uma instituição financeira.65 imprudência ou imperícia na administração dos recursos de terceiros. 3. CMN. cada qual dentro de sua esfera de competência.3. existe um conflito de interesses quando alguém não é independente em relação à matéria em discussão e pode influenciar ou tomar decisões motivadas por interesses distintos daqueles da sociedade. ou conglomerado financeiro. . O Chinese Wall. ainda que ligados à instituições ou conglomerados financeiros. A segregação de valores mobiliários visa abolir a comunicação com outras contas de um mesmo conglomerado financeiro. Art. à aplicação das penalidades cabíveis. aperfeiçoada posteriormente pela resolução nº 2. A segregação tem objetivo de isolar a atividade de administração de recursos de terceiros de outras atividades financeiras. de forma a evitar situações de conflito de interesse e insider trading.1.451/97. A resolução nº 2. impõe a obrigatoriedade de as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central de promoverem a segregação da atividade de administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. 5º Ficam o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários. de acordo com Eizirik (2010). com objetivo de impedir o fluxo de informações privilegiadas e sigilosas para outros setores dessa instituição ou empresa do mesmo grupo. Desta maneira. sujeitando-se. artigo 1º do Conselho Monetário Nacional.1 Chinese Wall Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa.486/98.

a definição de responsabilidades dentro da instituição. a implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos efetiva mediante a definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição. 1º Determinar às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a implantação e a implementação de controles internos voltados para as atividades por elas desenvolvidas. seus sistemas de informações financeiras. o estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos. devem ser efetivos e consistentes com a natureza. a segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma a que seja evitado o conflito de interesses.66 3. complexidade e risco das operações por ela realizadas. III. independentemente do porte da instituição.3. II. II. . A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art. devem prever: I. 2º Os controles internos. bem como meios de minimizar e monitorar adequadamente áreas identificadas como de potencial conflito da espécie.2 Resolução 2. cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição de forma a assegurar sejam conhecidas a respectiva função no processo e as responsabilidades atribuídas aos diversos níveis da organização. operacionais e gerenciais e o cumprimento das normas legais e regulamentares a elas aplicáveis. Parágrafo 2º São de responsabilidade da diretoria da instituição: I. meios de identificar e avaliar fatores internos e externos que possam afetar adversamente a realização dos objetivos da instituição.554 Esta Resolução dispõe sobre a implantação e implementação de sistema de controles internos. a verificação sistemática da adoção e do cumprimento dos procedimentos definidos em função do disposto no inciso II Art. Parágrafo 1º Os controles internos. III.

previamente aprovado por este. VI. a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição. de forma a que sejam a eles incorporadas medidas relacionadas a riscos novos ou anteriormente não abordados. em especial para os mantidos em meio eletrônico.CVM. poderá ser exercida: I. desde que não aquele responsável pela auditoria das demonstrações financeiras. existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários.67 IV. III. tempestivas e compreensíveis informações consideradas relevantes para suas tarefas e responsabilidades. o acesso a confiáveis. por auditoria de entidade ou associação de classe de outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. de forma a que se possa avaliar se os objetivos da instituição estão sendo alcançados. mediante convênio. se os limites estabelecidos e regulamentos aplicáveis estão sendo as leis como e a cumpridos. Parágrafo 1º Os controles internos devem ser periodicamente revisados e atualizados. Parágrafo 3º A atividade de que trata o parágrafo 2º. por auditor independente devidamente registrado na Comissão de Valores Mobiliários . o acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas. segundo o correspondente nível de atuação. firmado entre a entidade a que filiada a instituição e a entidade prestadora do serviço. quando não executada por unidade específica da própria instituição ou de instituição integrante do mesmo conglomerado financeiro. IV. . Parágrafo 2º A atividade de auditoria interna deve fazer parte do sistema de controles internos. bem assegurar que quaisquer desvios possam ser prontamente corrigidos. firmado entre a entidade a que filiada a instituição e a entidade prestadora do serviço. a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações. mediante convênio. II. V. previamente aprovado por este. VII. pela auditoria da entidade ou associação de classe ou de órgão central a que filiada a instituição. por auditoria de entidade ou associação de classe de outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central.

a promoção de elevados padrões éticos e de integridade e de uma cultura organizacional que demonstre e enfatize. Parágrafo único. recomendações e manifestação referidas nos incisos I. II. somente poderão ser exercidas por cooperativas de crédito e por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. Parágrafo 5º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida segundo uma das faculdades estabelecidas no parágrafo 3º. a todos os funcionários. à diretoria. deverá essa estar diretamente subordinada ao conselho de administração ou. na falta desse. a importância dos controles internos e o papel de cada um no processo. à diretoria da instituição. bem como à auditoria externa da instituição. as conclusões dos exames efetuados. a manifestação dos responsáveis pelas correspondentes áreas a respeito das deficiências encontradas em verificações anteriores e das medidas efetivamente adotadas para saná-las. III. com o estabelecimento de cronograma de saneamento das mesmas. quando for o caso. além das responsabilidades enumeradas no art. sociedades corretoras de câmbio e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários não integrantes de conglomera dos financeiros. 4º Incumbe à diretoria da instituição. As conclusões. Art. Art. II e III deste artigo: I. as recomendações a respeito de eventuais deficiências. devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo de 5 (cinco) anos. parágrafo 2º. no mínimo semestrais. 3º O acompanhamento sistemático das atividades relacionadas com o sistema de controles internos deve ser objeto de relatórios. 1º. devem ser submetidas ao conselho de administração ou. incisos II e III. Parágrafo 6º As faculdades estabelecidas no parágrafo 3º.68 Parágrafo 4º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida por unidade própria. II. na falta desse. à diretoria da instituição. . contendo: I. na falta desse. deverá o responsável por sua execução reportar-se diretamente ao conselho de administração ou.

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Art. 5º O sistema de controles internos deverá estar implementado até 31.12.99, com a observância do seguinte cronograma: I. definição das estruturas internas que tornarão efetivos a

implantação e o acompanhamento correspondentes - até 31.01.99; II. definição 30.06.99. Parágrafo único. A auditoria externa da instituição deve fazer menção específica, em seus pareceres, à observância do cronograma estabelecido neste artigo. Art. 6º Fica o Banco Central do Brasil autorizado a: I. determinar a adoção de controles adicionais nos casos em que e disponibilização dos procedimentos pertinentes - até

constatada inadequação dos controles implementados pela instituição; II. imputar limites operacionais mais restritivos à instituição que deixe de observar determinação nos termos do inciso I no prazo para tanto estabelecido; III. baixar as normas e adotar as medidas julgadas necessárias à

execução do disposto nesta Resolução, incluindo a alteração do cronograma referido no art. 5º. Conforme esta Resolução os controles internos devem ser utilizados pelas empresas autorizadas a funcionar pelo Banco Central, independente de seu porte. Os controles devem ainda ser acessíveis a todos os funcionários da empresa Desta forma, fica evidente que uma asset management e seus parceiros devem cumprir com exigências e padrões mínimos operacionais para prestar um serviço com qualidade e transparência aos seus clientes e parceiros.

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4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA

Este capítulo trata do levantamento de informações referentes aos recursos financeiros necessários para a implantação de uma asset management, bem como do levantamento de informações referentes aos recursos financeiros necessários para o desenvolvimento da atividade, de forma que ao final da pesquisa seja possível se fazer uma análise econômico-financeira.

4.1 PANORAMA DO SETOR

Para se fazer uma análise econômico-financeira da atividade, é interessante primeiramente, se fazer uma contextualização do panorama em que a mesma está inserida. Desta forma, serão apresentados os principais dados referentes à bolsa de valores e à economia brasileira. Segundo BM&FBovespa (2009), no ano de 2005 o volume financeiro negociado diariamente na Bolsa de Valores de São Paulo era de aproximadamente R$1,6 Bilhão. Em 2009 a média diária foi de R$5,3 bilhões, um expressivo crescimento de 231% em cinco anos, mesmo após a severa crise financeira de 2008, conforme apresentado no gráfico quatro a seguir.
GRÁFICO 4 - EVOLUÇÃO DO VOLUME (R$ BILHÕES) – VOLUME MÉDIO DIÁRIO

FONTE: BM&FBovespa (2009)

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Ainda de acordo com BM&FBovespa (2009), em cinco anos a evolução do número de negócios fechados diariamente foi de 435%. Em 2009 foram fechados 332 mil negócios por dia, expressiva alta se comparado com a média de 62 mil negócios fechados por dia em 2005, conforme demonstrado no gráfico cinco a seguir.
GRÁFICO 5 - EVOLUÇÃO NÚMERO DE NEGÓCIOS (MILHARES) – DIÁRIO

FONTE: BM&FBovespa (2009)

Outro aspecto importante que deve ser ressaltado é o número de contas ativas na Central Brasileira de Liquidação e Custódia, aptas a negociar na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo BM&FBovespa (2009), em 2009 eram aproximadamente 575 mil contas em comparação com 166 mil contas em 2005, um crescimento de 246%.
GRÁFICO 6 - NÚMERO DE CONTAS NA BOLSA (MILHARES) – ATIVAS NA CBLC

FONTE: BM&FBovespa (2009)

Nota-se uma que a economia brasileira. em agosto de 2010 o nível de desemprego registrado no Brasil foi de 6. Desta forma. esta campanha beneficia diretamente as atividades de uma asset management.NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL FONTE: IBGE/PME (2010) . É importante ainda levantar alguns dados macroeconômicos como o nível de desemprego. criando mais postos de trabalho. Segundo informações da Pesquisa Mensal do Emprego realizada pelo IBGE (2010). visando identificar outras oportunidades de crescimento para o setor.9%. o nível de utilização da capacidade industrial e os lucros das principais empresas brasileiras. pode-se esperar um crescimento de 770%. nos próximos cinco anos. GRÁFICO 7 . em relação ao número de contas ativas aptas a negociar na Bolsa de Valores de São Paulo. a inflação. continuou um processo de desenvolvimento e aquecimento.7%.72 Vale ressaltar que a BM&FBovespa lançou no segundo semestre de 2010 uma campanha para atrair cinco milhões de investidores até o ano de 2014. mesmo durante a severa crise financeira mundial de 2008. conforme demonstrado no gráfico sete a seguir. beneficiando diretamente as empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. sempre com foco em pessoa física. visto que irá promover um crescimento expressivo ao mercado de capitais. Assim. bem abaixo da média de oito anos de 9.

é possível notar que o nível de desemprego no Brasil é aproximadamente 30% menor em relação à maior economia do mundo. GRÁFICO 8 . levemente abaixo da meta de 4. A meta inflacionária no Brasil é estipulada pelo Conselho Monetário Nacional. conforme demonstrado no gráfico nove a seguir. bem acima da média de oito anos de 5. Ainda segundo IBGE (2010) o índice tem como principal objetivo fornecer instrumentos que possibilite uma melhor compreensão do fenômeno inflacionário.NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS FONTE: Bureau of Labor Statistics (2010) Outros três indicadores relevantes para a economia brasileira e que podem beneficiar as atividades de uma asset management são: índice de preços ao consumidor.49%. De acordo com o IBGE (2010). .73 Já de acordo com o Bureau of Labor Statistics (2010). Portanto.9%. sendo que o Banco Central realiza políticas para manter a inflação abaixo da meta e manter a economia estável. conforme demonstrado no gráfico oito a seguir. Desta forma. a economia brasileira e suas empresas ganham atratividade e se destacam entre os investidores estrangeiros que aportam recursos em companhias brasileiras. o nível de desemprego nos Estados Unidos registrado em julho de 2010 foi de 9.5% no ano. o nível de utilização da capacidade industrial e os lucros das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. o IPCA registrado no ano de 2010 até agosto foi 4.5%.

GRÁFICO 10 .74 GRÁFICO 9 . é possível notar que a economia brasileira apresenta dados favoráveis para o desenvolvimento de uma asset management.ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA FONTE: IBGE/IPCA (2010) Já segundo a Confederação Nacional das Indústrias (2010).NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL FONTE: CNI (2010) . Desta forma. o nível de utilização da capacidade industrial registrada em agosto de 2010 foi aproximadamente 82%. O indicador é elaborado em conjunto com 12 federações de indústrias estaduais e permite acompanhar o desempenho e a evolução da atividade industrial brasileira.

75 Em relação ao lucro das empresas listadas no Ibovespa. são fatores que podem contribuir diretamente para o crescimento do setor em que uma asset management está inserida.LUCRO DAS EMPRESAS DO IBOVESPA NO 2º TRIMESTRE DE CADA ANO FONTE: BM&FBovespa (2010) Portanto conclui-se que a expressiva evolução das atividades da BM&FBovespa. As informações apresentadas foram obtidas através de entrevistas com perguntas abertas a profissionais capacitados.4 bilhões. bem como seu agressivo planejamento estratégico aliado a um cenário macroeconômico favorável. . 4. de consultas a órgãos públicos como a Comissão de Valores Mobiliários e a órgãos privados como a ANBIMA. de visitas a empresas privadas como uma Corretora de Valores Mobiliários. quando as empresas lucraram R$33. visitas à web sites. como citado anteriormente. a pesquisa valeu-se de revisões de literatura. segundo a BM&FBovespa (2010). GRÁFICO 11 .2 COLETA DE DADOS Quanto à metodologia utilizada. conforme apresentado no gráfico onze a seguir.9 bilhões. bem como consultas a livros pertinentes ao assunto. leitura de artigos e revistas da área. um crescimento expressivo de 60% em relação ao mesmo período de 2009. no segundo trimestre de 2010 este lucro foi de aproximadamente R$54.

R$25. o montante de recursos financeiros administrados pela asset management. a terceira parte os impostos.000. ou seja. O fluxo de caixa foi subdivido em quatro partes para facilitar a compreensão.000.000. e por fim. ou seja.00 no ano de 2013.00 para os dois primeiros anos.95% ao mês. entre 1999 e 2009 a média anual da rentabilidade do Ibovespa foi de 18.00 no ano de 2014 e por fim em 2015. Em relação à captação de novos clientes. maior será a receita da empresa.000. quanto maior é o patrimônio sob gestão.000.1 Asset under Management Asset under management. A seguir são detalhados os procedimentos e recursos operacionais.800. . Foi considerada uma valorização do asset under management de 12% ao ano. foi considerada uma captação de R$36.000. A segunda parte são as receitas obtidas através da taxa média de administração. de maneira a esclarecer.00 em cada ano (2011 e 2012). O crescimento do patrimônio sob gestão deve-se a dois fatores: valorização do montante administrado e da captação de novos clientes.76 4.200.000. de novos recursos financeiros para gestão. R$18.3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS Ao se analisar o fluxo de caixa de uma asset management é necessário demonstrar como foram levantados os custos e receitas. a aproximação dos valores apresentados na análise. R$21.000. A primeira parte demonstra o asset under management. 4.600.00 como patrimônio sob gestão.000.22% ao ano. contabilizada mensalmente. é o patrimônio ou o montante total de recursos financeiros que uma asset management gerencia. ou seja. a quarta parte as principais despesas inerentes à atividade.15% ao ano e o CDI obteve 14. uma valorização de 0. ou seja. De acordo com a empresa Alfa. segundo a empresa Alfa. uma captação de R$28. Desta forma. No fluxo de caixa desta pesquisa foi considerado inicialmente R$6.3.00.

600. GRÁFICO 13 . sendo que cada assistente do administrador de carteiras é encarragado.00 por cliente.500. GRÁFICO 12 . Foi considerado nesta pesquisa um portfólio médio de R$1.77 Vale ressaltar que a captação foi contabilizada mensalmente.000. em média. ou seja.NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO FONTE: O Autor . conforme demonstrado no apêndice. A seguir é possível visualizar a evolução do patrimônio sob gestão. por 30 clientes e o sócio-administrador de carteiras monitora todos os portfólios.ASSET UNDER MANAGEMENT – PATRIMÔNIO SOB GESTÃO ESTIMADO FONTE: O Autor Abaixo é demonstrado a evolução do número de clientes.000. de portfólios de investimentos sob gestão. assim ao final de 2015 com aproximadamente R$182.00. Desta forma. a captação total considerada nesta pesquisa no período de cinco anos foi de R$111.000.000.00 sob gestão a pesquisa estimou um total de 122 clientes.

conforme apresentado na tabela a seguir.TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL Fundo de Ações Número de Fundos no Brasil Taxa Média de Administração 601 2.56% e os 443 fundos de renda fixa praticaram uma taxa média de administração anual de 0. Os 991 fundos multimercado apresentaram uma taxa de administração média anual de 1. existe uma grande diferença para o investidor que se utiliza de um fundo de ações. os 601 fundos de ações possuem uma taxa de administração média anual de 2. Ainda de acordo com CVM Portal do Investidor (2010).20% Fundo Multimercado 991 1. até agosto de 2010 existiam no Brasil aproximadamente 601 fundos de ações.20%. Nesta modalidade. sempre sob o montante investido no fundo. referente ao mês anterior.92% FONTE: CVM Portal do Investidor (2010) Segundo a empresa Alfa. Já através de um portfólio de investimentos administrado por uma . É expressa em percentual % ao ano.3. Segundo CVM Portal do Investidor (2010). não é possível modificar ou customizar uma estratégia. é uma taxa cobrada mensalmente do cotista de determinado fundo. provisionada diariamente e debitada no primeiro dia útil do mês. sendo paga para a instituição que administra este fundo. todos ativos e destinados somente a investidores qualificados.2 Receitas Taxa de administração de acordo com Assaf Neto (2006). um fundo multimercado ou até mesmo de um fundo de renda fixa para remunerar seu capital.92%. é necessário adequar-se aos fundos de investimento. 991 fundos multimercado e 443 fundos de renda fixa. TABELA 1 . advêm dos serviços de administração de carteiras prestados aos investidores qualificados. as receitas demonstradas no fluxo de caixa desta pesquisa.78 4.56% Fundo de Renda Fixa 443 0. Desta forma. De acordo com a empresa Alfa. a taxa de administração é a principal fonte de receita de uma asset management.

Desta forma.65% 1.79 asset management.15% 2.05% 1.95% 0.35% 1. conforme demonstrado a seguir.50% 1.5% ao ano. calculada a partir do patrimônio sob gestão ou asset under management.43% 1. TABELA 2 . foi possível estabelecer uma matriz de cobrança para o serviço de asset management.20% Mais de 80% em Renda Fixa 1. sendo que está média é apresentada a seguir na tabela 3. assim sendo uma vantagem competitiva para uma asset management. e desta forma estimar as receitas apresentadas no fluxo de caixa para realizar uma análise econômico-financeira.MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Entre R$300 Mil e R$800 Mil Entre R$801 Mil e R$2 Milhões Entre R$2 Milhões e R$4 Milhões Entre Acima de R$4 Milhões Menos de 40% em Renda Fixa 2. é possível estabelecer estratégias personalizadas de acordo com a necessidade e perfil de cada investidor. foi possível determinar a receita mensal. Desta forma.50% Mais de 80% em Renda Fixa 1. TABELA 3 . a partir de uma taxa de administração média de 1.95% 1.08% FONTE: O Autor . a partir das informações praticadas por grande parte dos fundos brasileiros e dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários.35% 1.00% Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1.TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Taxa Média de Administração nas três modalidades de investimento Taxa Média de Administração Menos de 40% em Renda Fixa 2.85% O cálculo utilizado para estimar as receitas demonstradas no fluxo de caixa levou em consideração a taxa média de administração da matriz de cobrança apresentada na tabela anterior.85% FONTE: O Autor Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1.15% 0.

de acordo com a Lei 10.80 4. Nesta modalidade presume-se que o lucro da empresa é de 32% em relação ao faturamento total. Abaixo foi demonstrado os imposto e contribuições considerados no fluxo de caixa do projeto. Visto que a receita anual projetada para o projeto é inferior a R$48.88% sobre o faturamento da empresa. 30 de junho.65% sobre o faturamento da empresa. de acordo com a Lei 9.718/98. • COFINS: a contribuição para o financiamento da seguridade social. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 2. • ISS: o imposto sobre serviços tem como fato gerador a prestação de serviços de qualquer natureza. tem como base de cálculo a receita total da empresa. deve ser recolhido por pessoas jurídicas sendo irrelevante o tipo de atividade exercida.684/2003. A alíquota considerada no fluxo de caixa foi de 0. . PR. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 5% sobre o faturamento da empresa. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 3% sobre o faturamento da empresa. o imposto de renda com base no lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais.000. • PIS: o programa de integração social. encerrados em 31 de março. independente do tipo da atividade exercida. de acordo com a Lei 9. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.000.718/98. A opção é manifestada pela empresa através do pagamento da primeira quota ou da quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração. tem sua base de cálculo de 9% pelo lucro presumido devida pelas pessoas jurídicas optantes. conforme é praticado na cidade de Curitiba.430/96. sendo considerada definitiva para todo o ano-calendário.00 foi considerado o lucro presumido.3 Impostos De acordo com a Lei nº 9.3. • CSLL: a contribuição social sobre o lucro líquido.

. • Aluguel e condomínio: foi considerado um conjunto comercial com aproximadamente 140m² no centro de Curitiba. a terceira sala para o sócio-gestor comercial e sua equipe.00 nos três primeiros anos e R$4.00 por ano. PR. O conjunto ainda conta com uma recepção onde uma secretária realizará suas atividades. internet com velocidade de 10MBPS.81 • IR: O imposto de renda da pessoa jurídica sobre o lucro presumido é pago sobre a base de cálculo presumida conforme citado anteriormente. Desta forma. Os valores foram estimados através de informações fornecidas da empresa Alfa. o custo mensal da estrutura considerado foi de R$3. e por fim a quarta sala é destinada para reuniões com clientes.80% sobre o faturamento da empresa para 2011 e 2012 e 8% para 2013. 4. totalizando ao final do projeto 200 m² de área locada pelo escritório. à alíquota de 15%.000 minutos para ligações.200.00 nos dois últimos anos. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 4.00 que contempla 5. A primeira sala é destinada ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe para realizar a gestão dos portfólios de clientes. • Telefone e internet: refere-se a uma despesa mensal de R$600.4 Despesas Abaixo serão descritas as principais despesas pertinentes à atividade.000. dois banheiros e uma copa.3. A segunda sala é destinada ao sócio-analista de valores mobiliários. sendo que o aumento considerado refere-se a uma ampliação da área alugada de aproximadamente 60m². 2014 e 2015. além de incluir 15 linhas telefônicas. As descrições das despesas estão na mesma ordem do fluxo de caixa apresentado na pesquisa.200. O conjunto comercial conta com quatro salas. Esta estrutura é suficiente para iniciar e manter as operações da empresa. visto que o faturamento a partir de 2013 foi superior a R$750.

Foram consideradas quatro assinaturas: três jornais e uma revista. envelopes. etiquetas entre outros materiais de uso geral. • Despesas gerais com prospecção: foi aproximado um valor de R$600. • Periódicos: são utilizados principalmente para dar suporte ao atendimento ao cliente.000.00 por mês.82 • Material de escritório: no primeiro ano foi considerada uma despesa média mensal de R$187. • Manutenção de equipamentos: referente a uma despesa mensal de R$200.74 e leva em consideração as taxas de: administrador de carteiras da CVM pessoa física (R$55. • Jurídico: no primeiro ano da atividade foi considerada uma despesa anual de R$16.25) e pessoa jurídica (R$110.000. Valor Econômico. totalizando desta forma um custo mensal aproximado de R$150. Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos de Mercados de Capitais (R$140. canetas. foram destinados 4% do faturamento para investimentos em treinamentos e cursos para os sócios e colaboradores. pastas. cartório. de analista de valores mobiliários CNPI da APIMEC. taxi.50 e para os outros anos R$150.00 referente aos serviços jurídicos como: criação dos contratos de gestão. estruturação do código de conduta baseado na legislação vigente. • Treinamentos: visto que o principal ativo de uma asset management é o capital intelectual.00. sendo que o serviço é terceirizado.49).00 por mês para suprir as necessidades de despesas como: almoço com clientes. estabelecimento da política de segregação de funções entre outros serviços. Brasil Econômico. entre outras despesas que podem ocorrer durante a prospecção de clientes. procedimentos e contratos de gestão de risco. Gazeta do Povo e Revista Exame. • Taxas associativas e governamentais: foi estimada uma despesa mensal de R$460. especialmente computadores. visando melhoria contínua da equipe.00 e nos anos subseqüentes R$12.00) e por fim a taxa de associação tanto da pessoa jurídica quanto da pessoa física de todos os sócios na .00 que contempla um suporte para todos os equipamentos. O valor considera papelaria em geral.

acompanhar as ações das empresas recomendadas.83 APIMEC-Sul (155.00. o levantamento dos tributos a pagar. • Salário do assistente do administrador: foi considerado um salário mensal de R$3.000.000. cada assistente fornecerá suporte para aproximadamente trinta clientes e reportará ao sócio-administrador de carteiras. Já as taxas associativas pagas para APIMEC-Sul visam fortalecer a integração da empresa no mercado de capitais.00). realizar as reuniões diárias. por exemplo. sendo que ao final do projeto quatro assistentes serão necessários. As taxas cobradas pela CVM e pela APIMEC referente ao analista de valores mobiliários CNPI são obrigatórias.00 por ano para realização dos serviços contábeis como. além de enviar as informações contábeis para a receita federal. bem . • Pró-labore do sócio-analista de valores mobiliários: foi considerado um pró-labore de R$66. • Contador: referente ao custo aproximado de R$7.200. produzir os relatórios mensais de cada cliente. analisar os resultados dos portfólios de todos os clientes. As principais funções deste cargo são: monitorar as atividades dos assistentes. • Pró-labore do sócio-administrador de carteiras: foi considerado um prólabore de R$120.00 por ano. realizar contatos quinzenais com clientes.16.120. congressos e eventos diversos. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe. realizar uma análise crítica da concentração e da rentabilidade dos portfólios. visto que a associação promove palestras. criar conteúdo dos boletins mensais. Desta forma incluindo os encargos e as despesas de cada assistente o custo anual considerado foi de R$65. realizar a prospecção de potenciais clientes e dar suporte ao sócio-administrador de carteiras. As principais funções deste cargo são: desenvolver e monitorar os portfólios recomendados.000. realizar a prospecção de potenciais clientes e acompanhar os resultados das atividades da asset management. realizar entrevistas e palestras.00 por ano. As principais funções deste cargo são: atender os clientes. participar das reuniões diárias com o sócio-analista de valores mobiliários.

• Salário do assistente do comercial: foi considerado um salário mensal de R$1. totalizando desta forma R$26. A empresa tem vasta experiência na elaboração de estudos econômicos.84 como. realizar a prospecção de potenciais clientes. incluindo os encargos e as despesas. • Pró-labore do sócio-gestor comercial: foi considerado um pró-labore de R$66. com uma equipe altamente qualificada e com experiência . dar suporte ao sócio-gestor comercial.00. • Consultora econômica: refere-se ao custo mensal de R$3. incluindo os encargos e as despesas.00.300. bem como. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório.44 por ano.000. fazer o relatório de ligações.533. As principais funções deste cargo são: receber e direcionar as correspondências externas.533. ligar os sistemas da central telefônica. realizar a atualização do cadastro. • Salário da copeira: foi considerado um salário mensal de R$900. encaminhar as correspondências por correio. realizar pesquisa de clientes inativos. incluindo os encargos e as despesas. avaliar o perfil de cada cliente. elaborar os relatórios de atendimentos. As principais funções deste cargo são: servir café. totalizando desta forma R$26.300.00.44 por ano.00 por ano. água e chá aos clientes. As principais funções deste cargo são: realizar a prospecção de potenciais clientes.800.00 do serviço de consultoria realizada pela Tendências Consultoria Integrada. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. realizar a limpeza do ambiente de trabalho e realizar a limpeza e a manutenção da copa. sintetizar as informações da consultoria econômica contratada e acompanhar os resultados das atividades da asset management. realizar o atendimento telefônico e receber clientes.92 por ano. realizar visitas aos potenciais clientes. • Salário da secretária: foi considerado um salário mensal de R$1. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe e acompanhar os resultados das atividades da asset management.409. totalizando desta forma R$18. checar seu funcionamento. As principais funções deste cargo são: efetuar a abertura de cadastro. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório.

00 em 2014 e R$14. A plataforma permite monitorar e analisar em tempo real os principais dados do mercado financeiro mundial.000.00.00 em 2015.150. servidor central. vinte monitores.000.000. Ao longo do projeto foi aproximado um custo de R$431. R$10. o gerenciamento e a execução da obra. entre outros equipamentos necessários para atividade. visto que o serviço prestado é intangível. Ao longo do projeto serão necessários nove computadores. bem como. sendo que no primeiro ano o custo é de R$60. central telefônica.00 durante os cinco anos da atividade. O terminal ainda oferece notícias.00 nos dois primeiros anos.00 em 2014 e 2015. R$12. R$6.00 da assinatura do terminal profissional.000.00 no primeiro ano. vinte telefones. Este serviço inclui o serviço de consultoria arquitetônica. sendo que o principal economista é Mailson da Nóbrega. • Terminal Bloomberg: referente ao custo mensal de R$3.85 em diversas áreas. Este serviço tem como principal objetivo fornecer recursos para o departamento de análise.000 em 2012 e 2013 e R$12. para o sócio-gestor e sua equipe.000.000. É imprescindível que a apresentação da empresa seja impecável. Foi considerado um terminal para o sócio-administrador de carteiras e um terminal para cada assistente do administrador de carteiras. • Reforma e decoração: refere-se ao custo de R$80. gerar credibilidade para a empresa. bem como. • Computadores e equipamentos: custo inicial aproximado de R$22.00. duas impressoras.000. relatórios. O custo estimado e considerado de cada evento para aproximadamente 90 pessoas foi de R$7.00 em 2013. .000. desenvolver o relacionamento com os clientes. cotações e o acompanhamento e a negociação dos ativos financeiros que compõem o portfólio dos clientes da asset management.550. Este evento apresenta os resultados obtidos e tem como principal objetivo divulgar o trabalho da empresa. os móveis do escritório. bem como. • Evento semestral: referente ao custo total de cada evento realizado duas vezes ao ano para clientes e potenciais clientes.

000.00 para sua manutenção.86 • Comunicação visual: refere-se ao custo de R$3. • Material de divulgação: refere-se ao material gráfico em geral como: cartões de visita. lâminas corporativas entre outros materiais que facilitam a comunicação com o público-alvo da empresa. conteúdos exclusivos para veículos específicos. brindes. criação do blog da empresa. Foi aproximado um custo mensal de R$258.00 pela criação da identidade visual da empresa.00 para a criação e R$250. envelopes. Esta é sem dúvida uma importante ferramenta de contato com os clientes. Portanto.600. fortalecimento dos argumentos de venda entre outras ações que visam alavancar as receitas da empresa. pastas.00 pelos serviços de: relacionamento com a mídia. . visando captar clientes. • Assessoria de imprensa: referente ao custo mensal de R$2. realização e acompanhamento de entrevistas. análise e confecção do conteúdo promocional. com o levantamento das principais despesas pertinentes a atividade foi possível desenvolver o fluxo de caixa que originou as analises financeiras demonstradas a seguir. publicidade on-line.33. • Website: refere-se à criação de um website e sua manutenção. Foi estimado um custo de R$10.00. • Ações de marketing: foram destinados 3% do faturamento da empresa para ações promocionais como: design de brindes e materiais em geral. canetas. Considerou-se que no quarto ano da atividade o website foi remodelado com um custo de R$10.000. malas-diretas. Este serviço é terceirizado e tem como principal objetivo projetar positivamente a imagem da empresa.000. ações de mídia. produção e envio de releases e newsletters. em especial a logomarca da empresa. consultoria interna entre outros serviços. organização de eventos.

devido ao fato do Brasil não possuir rating AAA na dívida em moeda local. na forma de operações compromissadas. Para apurar este custo que foi utilizado para calcular e analisar os indicadores de risco e retorno foram considerados três fatores: taxa SELIC. em setembro de 2010 a taxa SELIC registrada foi de 10. é necessário descrever como foi mensurado o custo do capital. Medida do diferencial de juros que o governo do país tem de pagar para conseguir colocar seus títulos de longo prazo no mercado. Ao final de setembro de 2010. a taxa SELIC é apurada no Sistema de Custódia de Liquidação e Custódia. Vale ressaltar que a taxa SELIC baliza as rentabilidades dos títulos públicos brasileiro. com vencimento em janeiro de 2013 e que mais se aproxima com o período de investimento do projeto. O parâmetro de comparação é sempre os títulos do Tesouro dos EUA. Indica. Desta forma. economia considerada risco-zero.3. Segundo Assaf Neto (2006). (BIDERMAN.75% ao ano. visando apurar uma rentabilidade com perfil mais conservador. o ágio que os investidores exigem para comprar títulos públicos brasileiros. O risco-brasil é calculado pelo banco de investimentos J. Morgan e pode ser definido como: Índice de risco que correm os investidores ao investir no Brasil. o título possuía rentabilidade de 11. De acordo com o Banco Central (2010). é obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia. para apurar o custo do capital foi utilizado o título público brasileiro LTN 010113. Esta pode ser conceituada como um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercado se balizam além de ser utilizada como referencia para a política monetária nacional.87 4.5 Custo do Capital Antes de apresentar os indicadores da analise econômico-financeira. considerada uma taxa livre de risco. lastreadas em títulos públicos federais.89% ao ano definida no momento da compra sendo pago em sua totalidade na data de vencimento. 2006) . também. risco-Brasil e o prêmio de mercado.P. É importante salientar que o risco-Brasil foi utilizado para deduzir a rentabilidade do título LTN 010113.

é definido em relação a uma aplicação alternativa. ou seja. Portanto. segundo a empresa Alfa.89%. Desta forma. 4.SALDO DO FLUXO DE CAIXA Os valores foram estimados através dos custos e receitas Período 2011 2012 2013 2014 2015 Saldo R$(472. foi desenvolvido o fluxo de caixa da atividade. este prêmio é aproximado de acordo com a percepção de risco de cada investidor e para esta pesquisa foi utilizado uma taxa de 5.182. Assim.03% de 11.14% referente ao prêmio de mercado. TABELA 4 . Após o levantamento destas informações foi possível constatar os principais indicadores de risco e retorno.21) R$(148.6 Índices da Análise Econômico-Financeira Para se fazer uma análise econômica financeira.88 De acordo com a empresa Alfa o risco país encerrou o mês de setembro com 203 pontos.541.86% referente ao rendimento do título LTN 010113 já deduzido o risco-Brasil e 5. citados anteriormente. a rentabilidade final considerada como livre de risco do título LTN 010113 foi de 9.3.33 FONTE: O Autor . E finalmente o prêmio de mercado. A seguir.844.439. é possível afirmar que os 203 pontos representam 2.86%.03 pontos percentuais acima de um título emitido pelo Tesouro dos Estados Unidos em relação a um título semelhante emitido pelo Brasil. Assim. na tabela quatro é apresentado o saldo do fluxo de caixa da atividade e abaixo na tabela cinco é apresentado o fluxo de caixa detalhado.14% ao ano que representa um retorno adicional ao investidor acima da taxa livre de risco. o custo de capital foi de 9. totalizando um custo total de capital de 15% ao ano.33 R$832.828.71) R$69. subtraiuse 2.98 R$368.

ou seja. se a atividade é rentável ou não. A avaliação do investimento levou em consideração os indicadores VPL. é válido. . IBC e Payback. portanto descrevê-los novamente com o objetivo de facilitar o entendimento da pesquisa.89 TABELA 5 . TIR.FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE FONTE: O Autor Os índices apresentados a seguir são demonstrados de forma que expliquem se um dado valor calculado é positivo ou negativo para a atividade. de forma prática e objetiva.

foi possível observar os seguintes indicadores: • VPL: considerando um custo de capital de 15%. • VPLA: este índice foi obtido através do VPL. Pode-se dizer desta forma. Deve-se salientar que para a obtenção dos valores dos fluxos futuros observa-se uma imprevisibilidade nos dados. menos o valor presente do custo do investimento”. o Valor Presente Líquido (VPL) é: O modelo clássico para a decisão de investimentos e compreende as seguintes variáveis: o valor do investimento. ou seja. de acordo com Padoveze (2005). pode ser definido de forma objetiva e simples. ou seja. que a previsão é que o investimento gere uma fração . Para Assaf e Lima (2009) não se deve esquecer que a TIR é indicada para análises de fluxos de caixa não convencionais. portanto seu valor representa uma aproximação da TIR modificada.411. podendo-se considerar o projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero. ou seja. Já o Payback ou período de retorno do investimento.41. constituindo-se em um valor anualizado de R$50. como a razão entre o VPL e o total do valor monetário investido. busca-se a taxa de juros que iguala o total dos fluxos futuros descontados a essa taxa de juros. 2005) Já Paulo Sandroni (1996) conceitua o VPL como “o valor presente de futuros rendimentos em dinheiro.88. descontados a uma taxa de juros adequada. o valor presente líquido encontrado foi de R$168. são estimativas. refere-se ao VPL anual. Assim. Sendo assim. pode ser definido como uma previsão de quanto tempo o capital investido retornará ao investidor. Nesse modelo. o valor dos fluxos futuros de benefícios. com o valor do investimento inicial. a quantidade de período em que haverá os fluxos futuros e a taxa de juros desejada pelo investidor. (PADOVEZE.90 Desta forma. que não é o caso encontrado nesta pesquisa. É válido salientar que o VPL obtido é positivo. o modelo de decisão baseado na Taxa Interna de Retorno (TIR) é uma variação do critério do VPL. este se refere ao valor monetário estimado do fluxo de caixa do projeto trazido a valor presente.986. Segundo Assaf (2009) o payback consiste na “determinação do tempo necessário para que o dispêndio de capital (valor do investimento) seja recuperado por meio dos benefícios incrementais líquido de caixa (fluxo de caixa) promovido pelo investimento”. Quanto ao Índice Benefício Custo. em vez de se buscar o VPL do fluxo futuro.

É considerado um projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero.88%.00 investido obteve-se R$0. ou seja. Este índice é encontrado através da razão entre o VPL e o total do valor monetário investido. Neste projeto nota-se que mesmo com um aumento do custo do capital a atividade ainda é viável. Payback: para este projeto o payback ocorre no terceiro ano da atividade.411. em 2013 conforme demonstrado no fluxo de caixa. Neste projeto para cada R$1. sendo considerado um projeto viável por cobrir cada real investido e gerar um lucro de R$0. obtendo-se desta forma uma margem de segurança para o projeto entre 15% e 23. demonstrado abaixo no gráfico quatorze. • IBC: indica quanto o projeto oferece de retorno para cada unidade monetária investida. GRÁFICO 14 .41 ao ano. É importante analisar ainda.COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL FONTE: O Autor . Este indicador por ser superior ao custo do capital de 15% torna o projeto viável. ou seja. tolerando a variação desta taxa entre 0% e 22%. o custo do capital pode sofrer um aumento de 53% que o projeto ainda será rentável para o investidor.91 de R$50.88%. Assim.27. através da divisão entre os valores. • • TIR: a Taxa Interna de Retorno aproximada é de 23. o comportamento do VPL perante a variação do custo do capital.27.

O projeto torna-se inviável em todos os casos quando a taxa média de administração é inferior ou igual a 1. Considerando um custo de capital de 15% ao ano e uma taxa de administração média de 1. a taxa de administração média praticada e o custo do capital. o VPL é de R$168.3% ao ano.ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X TAXA DE ADMINISTRAÇÃO FONTE: O Autor Pode-se notar através da análise de sensibilidade que o projeto é viável na área azul que considera um VPL superior a zero e inviável na área vermelha onde o VPL é inferior a zero. Outra análise que deve ser considerada é a variação da TIR em relação à taxa média de administração praticada pela asset management. ou seja.5% ao ano. relacionando a principal fonte de receita. TABELA 7 .92 Outro aspecto relevante que se faz necessário apresentar é uma análise de sensibilidade traçando os possíveis cenários mercadológicos e econômicos.88 conforme destacado na tabela seis. conforme apresentado na tabela sete a seguir.TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO E A RESPECTIVA TIR FONTE: O Autor . conforme demonstrado na tabela seis a seguir.986. TABELA 6 .

É possível notar que com uma variação positiva de 33% na valorização do asset under management de 12% ao ano para de 16% ao ano. TABELA 8 . ampliando desta forma a margem de segurança do projeto.93 Nota-se que se houver um aumento de 27% na taxa cobrada.VALORIZAÇÃO ANUAL DO AUM E A RESPECTIVA TIR FONTE: O Autor .ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X VALORIZAÇÃO ANUAL AUM FONTE: O Autor A tabela nove abaixo apresenta a variação anual do asset under management e a respectiva TIR do projeto. a TIR do projeto apresenta uma evolução de 49% de 23. esta variação é relevante e benéfica para o projeto. Mesmo com uma valorização de 10% ao ano do asset under management e um custo de capital de 15% o projeto ainda é viável. Desta forma.88% para 62. TABELA 9 .9% ao ano.16%. pois amplia a margem de segurança do mesmo. de 1.65%. É importante destacar outra análise de sensibilidade que leva em consideração a valorização anual do asset under management em relação ao custo do capital do projeto. aumentando desta forma a margem de segurança do projeto. É possível notar que a área em azul torna o projeto viável enquanto a área vermelha inviabiliza o projeto. a TIR do projeto cresce 160% de 23.5% para 1.88% para 35. O projeto é inviabilizado em todos os casos se a variação anual for igual ou inferior a 6% ao ano.

94 Conclui-se desta forma que a análise de sensibilidade é uma ferramenta que gera uma análise econômica financeira mais segura por considerar diversos cenários mercadológicos e econômicos. . podendo se estabelecer os limites do investimento. Foi possível verificar através da análise econômico-financeira que o projeto em questão é viável. sendo que este limite é representado na cor vermelha.

se a taxa média de administração apresentar um aumento de 13% a taxa interna de retorno crescerá 80%.95 5 CONCLUSÃO Os resultados obtidos na presente pesquisa permitiram concluir que: a) A atividade é economicamente e financeiramente viável por apresentar indicadores positivos.88.199. caso contrário o projeto será inviável.325.500.88%. . Desta forma estes fatores beneficiam diretamente as atividades de uma asset management. que apresentou ser viável em diferentes cenários apresentados na análise de sensibilidade. e) Através da análise de sensibilidade conclui-se que a taxa média de administração não poderá ser inferior a 1.88% e para cada R$1. b) Ao final do projeto.5% ao ano.986.00 cada. Finalmente. pois desta forma inviabilizará o projeto. apresentando assim uma segurança para o empresário/investidor. aumentando ainda mais a margem de segurança do projeto.46 de patrimônio sob gestão e aproximadamente 122 clientes com um portfólio médio de R$1. d) A margem de segurança do projeto está entre o custo do capital de 15% e a taxa interna de retorno 23.27. uma taxa interna de retorno de 23. c) A asset management apresentou um valor presente líquido de R$168. f) Em um cenário otimista.000. a pesquisa permitiu concluir que o cenário é extremamente favorável para o mercado de capitais nos próximos cinco anos. a empresa terá R$182. a legislação evoluiu substancialmente nos últimos meses e a economia brasileira apresenta um processo de desenvolvimento. Também foi possível constatar que o patrimônio sob gestão deve valorizar-se a uma taxa mínima de 10% ao ano.00 investido obteve-se R$0.

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100 APÊNDICES APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO .

101 APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 .

102 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 .

103 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 .

104 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 .

105 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 .

o Valor Presente Líquido (VPL). Notou-se. seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão.106 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA Autoria: João Lucas Odebrecht RESUMO O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises. portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade. Administração de Carteiras. o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). . Sistema Financeiro Nacional. Produtos Financeiros. Análise Econômico-Financeira. Palavras-chave: Asset Management. o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA). seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras. das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Após a revisão teórica. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional. como o Fluxo de Caixa. são apresentados os principais artigos da Legislação Federal. Legislação.

Os recursos financeiros gerenciados podem ser de pessoas físicas ou jurídicas. valor equivalente ao produto interno bruto da Índia. A Lei 6. Segundo a BM&FBovespa (2009). Neste sentido nota-se que a indústria de serviços financeiros possui um papel fundamental na intermediação dos investimentos e no desenvolvimento econômico de cada país. ou seja.2 trilhão. valor equivalente ao produto interno bruto do Japão e da China. impactando diretamente a economia global. visto que a renda fixa vem apresentando menores taxas de retorno.5% em relação ao mesmo período de 2007.000 contas em nome de pessoas físicas. que o mercado financeiro. exerce um papel chave no desenvolvimento de países e empresas através do financiamento de dívidas. que normalmente buscam o serviço visando obter maiores rentabilidades e acesso a diferentes produtos financeiros. apresentar os dados referentes à legislação. Deve-se salientar ainda. No Brasil as 10 maiores instituições possuem sob gestão pouco mais de R$1. aos recursos e procedimentos . representando um crescimento de 17. Neste contexto. segurança para o cliente com limites firmados em contrato. De acordo com a legislação “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão de Valores Imobiliários (CVM)”. É válido ressaltar que as 10 maiores asset management do mundo possuem sob gestão mais de US$11 trilhões. bem como. delega poderes ao administrador para comprar ou vender valores mobiliários em nome de seu cliente. participação societária nas empresas e redução do risco inerente no sistema financeiro global. 3º § 1º da lei. maiores serão as chances de se obter um desenvolvimento econômico. Neste contexto uma asset management tem o papel fundamental de captar recursos que serão revertidos em investimentos. conhecimento limitado na área de investimentos e objetivo de retornos consistentes no longo prazo. As principais características dos clientes são: falta de tempo para administrar seus recursos. Muitos autores defendem que quanto maior o nível de poupança e investimentos que um país possui. Assim.107 INTRODUÇÃO Pode-se definir o termo asset management como uma organização que administra recursos financeiros de terceiros de forma profissional e legal perante órgãos fiscalizadores como a Comissão de Valores Mobiliários e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. um aumento significativo de 531% em um curto período de 6 anos.385/1976 do Código Civil. Em 2002 havia pouco mais de 85. o desenvolvimento da atividade permite que a organização responsável pela gestão dos recursos cobre uma taxa fixa de administração. O art. o Brasil vem apresentando um crescimento contínuo pela busca de produtos financeiros mais sofisticados que proporcionam maior rentabilidade.483 contas de investidores (pessoas físicas). Uma asset management é responsável pelo gerenciamento do portfólio de investimentos de clientes e tem como características: variedade de modalidades de investimentos no mercado financeiro. Desta forma. regulamenta a atividade de administração de recursos de terceiros. inteligência profissional para atingir rentabilidades esperadas e relacionamento de confiança no longo prazo. a finalidade deste artigo é apresentar as vantagens econômicofinanceiras geradas por uma asset management para o empresário/investidor. a Bolsa brasileira encerrou 2008 com 536. na qual uma asset management está inserida. bem como uma remuneração variável sobre o desempenho alcançado.

As pesquisas variam em relação aos procedimentos técnicos utilizados. A empresa iniciou suas atividades em 1953 e atualmente é a maior Corretora de Valores do Paraná.000. de maneira a esclarecer. Os dados levantados possibilitaram a estruturação e o desenvolvimento do fluxo de caixa da atividade. a terceira parte os impostos. quanto maior é o patrimônio sob gestão. A segunda parte são as receitas obtidas através da taxa média de administração. A pesquisa bibliográfica foi realizada através de livros que se fazem necessários para o conhecimento do assunto. segundo a empresa Alfa. e por fim. Através de entrevistas com profissionais especializados.000. A primeira parte demonstra o asset under management. . É importante ressaltar que os capítulos referentes a revisão teórica e a legislação. se utilizaram amplamente desta metodologia. sendo que foi possível obter resultados condizentes com a realidade do setor em que a atividade esta inserida. foi possível levantar as informações pertinentes ao capítulo da analise econômico-financeira.108 operacionais necessários para o desenvolvimento da atividade e também os principais indicadores de riso e retorno do projeto. METODOLOGIA O trabalho se utilizou de diferentes procedimentos metodológicos sendo que todos são pertinentes à pesquisa exploratória. DESENVOLVIMENTO Ao se analisar o fluxo de caixa de uma asset management é necessário demonstrar como foram levantados os custos e receitas. o montante de recursos financeiros administrados pela asset management. No fluxo de caixa desta pesquisa foi considerado inicialmente R$6. periódicos e artigos divulgados por Instituições de ensino que pesquisam sobre o assunto como a Faculdade Getúlio Vargas de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (USP). O crescimento do patrimônio sob gestão deve-se a dois fatores: valorização do montante administrado e da captação de novos clientes. Asset under Management Asset under management. a aproximação dos valores apresentados na análise. A pesquisa bibliográfica possibilitou a fundamentação e o desenvolvimento de toda pesquisa. Livros estes que fazem parte do acervo do Centro Universitário Franciscano do Paraná e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Já o estudo de caso. é o patrimônio ou o montante total de recursos financeiros que uma asset management gerencia. sendo que atualmente possui aproximadamente 80 colaboradores. ou seja. a pesquisa foi realizada com o objetivo de levantar informações e analisar a gestão de uma asset management através de diferentes procedimentos técnicos. maior será a receita da empresa.00 como patrimônio sob gestão. O fluxo de caixa foi subdivido em quatro partes para facilitar a compreensão. Ainda serão utilizados trabalhos científicos. A seguir são detalhados os procedimentos e recursos operacionais. a quarta parte as principais despesas inerentes à atividade. Desta forma. foi realizado através de informações fornecidas pela empresa Alfa que é uma Corretora de Câmbio e Valores situada em Curitiba/PR. Desta forma.

R$18. uma captação de R$28. existe uma grande diferença para o investidor que se utiliza de um fundo de ações.95% ao mês. provisionada diariamente e debitada no primeiro dia útil do mês.00 sob gestão a pesquisa estimou um total de 122 clientes. um fundo multimercado ou até mesmo de um fundo de renda fixa para remunerar seu capital.22% ao ano. a taxa de administração é a principal fonte de receita de uma asset management. foi possível estabelecer uma matriz de cobrança para o serviço de asset management. Nesta modalidade.000. Os 991 fundos multimercado apresentaram uma taxa de administração média anual de 1.500.000. 991 fundos multimercado e 443 fundos de renda fixa. a partir das informações praticadas por grande parte dos fundos brasileiros e dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários. Foi considerado nesta pesquisa um portfólio médio de R$1. a captação total considerada nesta pesquisa no período de cinco anos foi de R$111.00 no ano de 2014 e por fim em 2015.000. Já através de um portfólio de investimentos administrado por uma asset management. ou seja.600.000.00 por cliente. assim sendo uma vantagem competitiva para uma asset management. até agosto de 2010 existiam no Brasil aproximadamente 601 fundos de ações. todos ativos e destinados somente a investidores qualificados. Segundo a empresa Alfa. Desta forma. conforme demonstrado a seguir. não é possível modificar ou customizar uma estratégia. Segundo CVM Portal do Investidor (2010). as receitas demonstradas no fluxo de caixa desta pesquisa.00 para os dois primeiros anos. É expressa em percentual % ao ano. Receitas Taxa de administração de acordo com Assaf Neto (2006). é possível estabelecer estratégias personalizadas de acordo com a necessidade e perfil de cada investidor.00. advêm dos serviços de administração de carteiras prestados aos investidores qualificados. os 601 fundos de ações possuem uma taxa de administração média anual de 2. Vale ressaltar que a captação foi contabilizada mensalmente. em média.20%.92%.000. Desta forma.000. . R$21. uma valorização de 0. de novos recursos financeiros para gestão.00.00 no ano de 2013.000. De acordo com a empresa Alfa. sendo paga para a instituição que administra este fundo. por 30 clientes e o sócioadministrador de carteiras monitora todos os portfólios. é uma taxa cobrada mensalmente do cotista de determinado fundo. sendo que cada assistente do administrador de carteiras é encarragado. é necessário adequar-se aos fundos de investimento. contabilizada mensalmente.600.000. Em relação à captação de novos clientes.109 Foi considerada uma valorização do asset under management de 12% ao ano. sempre sob o montante investido no fundo.000. De acordo com a empresa Alfa. entre 1999 e 2009 a média anual da rentabilidade do Ibovespa foi de 18.000. foi considerada uma captação de R$36. e desta forma estimar as receitas apresentadas no fluxo de caixa para realizar uma análise econômico-financeira. referente ao mês anterior.56% e os 443 fundos de renda fixa praticaram uma taxa média de administração anual de 0.000.15% ao ano e o CDI obteve 14. ou seja.200. ou seja.800. R$25. Desta forma.00 em cada ano (2011 e 2012). Ainda de acordo com CVM Portal do Investidor (2010). assim ao final de 2015 com aproximadamente R$182.

de acordo com a Lei 9. sendo considerada definitiva para todo o anocalendário.718/98. Visto que a receita anual projetada para o projeto é inferior a R$48.85% FONTE: O Autor Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1.00 foi considerado o lucro presumido. calculada a partir do patrimônio sob gestão ou asset under management.000. encerrados em 31 de março.15% 2. Impostos De acordo com a Lei nº 9.5% ao ano.15% 0. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 2. conforme é praticado na cidade de Curitiba. PR. a partir de uma taxa de administração média de 1. tem como base de cálculo a receita total da empresa. de acordo com a Lei 10. A opção é manifestada pela empresa através do pagamento da primeira quota ou da quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração.684/2003.95% 1.000.430/96. foi possível determinar a receita mensal. o imposto de renda com base no lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais. de acordo com a Lei 9.05% 1. • PIS: o programa de integração social. tem sua base de cálculo de 9% pelo lucro presumido devida pelas pessoas jurídicas optantes. ISS: o imposto sobre serviços tem como fato gerador a prestação de serviços de qualquer natureza. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 5% sobre o faturamento da empresa. Abaixo foi demonstrado os imposto e contribuições considerados no fluxo de caixa do projeto.20% Mais de 80% em Renda Fixa 1.35% 1. independente do tipo da atividade exercida. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 3% sobre o faturamento da empresa. COFINS: a contribuição para o financiamento da seguridade social.65% 1. • • • .65% sobre o faturamento da empresa.110 MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Entre R$300 Mil e R$800 Mil Entre R$801 Mil e R$2 Milhões Entre R$2 Milhões e R$4 Milhões Entre Acima de R$4 Milhões Menos de 40% em Renda Fixa 2.50% 1.95% 0. A alíquota considerada no fluxo de caixa foi de 0. Desta forma.718/98.85% O cálculo utilizado para estimar as receitas demonstradas no fluxo de caixa levou em consideração a taxa média de administração da matriz de cobrança apresentada na tabela anterior. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. deve ser recolhido por pessoas jurídicas sendo irrelevante o tipo de atividade exercida. 30 de junho. CSLL: a contribuição social sobre o lucro líquido.35% 1.88% sobre o faturamento da empresa. Nesta modalidade presume-se que o lucro da empresa é de 32% em relação ao faturamento total.

totalizando ao final do projeto 200 m² de área locada pelo escritório. Brasil • • • • • • .00 e nos anos subseqüentes R$12. Jurídico: no primeiro ano da atividade foi considerada uma despesa anual de R$16.80% sobre o faturamento da empresa para 2011 e 2012 e 8% para 2013. Os valores foram estimados através de informações fornecidas da empresa Alfa. estruturação do código de conduta baseado na legislação vigente. internet com velocidade de 10MBPS. visto que o faturamento a partir de 2013 foi superior a R$750. visando melhoria contínua da equipe.00 por ano. canetas. Telefone e internet: refere-se a uma despesa mensal de R$600. estabelecimento da política de segregação de funções entre outros serviços. O conjunto comercial conta com quatro salas.50 e para os outros anos R$150.000 minutos para ligações. • Aluguel e condomínio: foi considerado um conjunto comercial com aproximadamente 140m² no centro de Curitiba. Periódicos: são utilizados principalmente para dar suporte ao atendimento ao cliente. 2014 e 2015. Esta estrutura é suficiente para iniciar e manter as operações da empresa. à alíquota de 15%. Treinamentos: visto que o principal ativo de uma asset management é o capital intelectual. a terceira sala para o sócio-gestor comercial e sua equipe. além de incluir 15 linhas telefônicas. especialmente computadores. foram destinados 4% do faturamento para investimentos em treinamentos e cursos para os sócios e colaboradores. As descrições das despesas estão na mesma ordem do fluxo de caixa apresentado na pesquisa.00 nos dois últimos anos. pastas.00 referente aos serviços jurídicos como: criação dos contratos de gestão.00 que contempla um suporte para todos os equipamentos. Desta forma. O conjunto ainda conta com uma recepção onde uma secretária realizará suas atividades.200. O valor considera papelaria em geral. procedimentos e contratos de gestão de risco.00 por mês. etiquetas entre outros materiais de uso geral.000.000. sendo que o aumento considerado refere-se a uma ampliação da área alugada de aproximadamente 60m². A primeira sala é destinada ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe para realizar a gestão dos portfólios de clientes.00 nos três primeiros anos e R$4. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 4. dois banheiros e uma copa. Manutenção de equipamentos: referente a uma despesa mensal de R$200. Despesas Abaixo foram descritas as principais despesas pertinentes à atividade. e por fim a quarta sala é destinada para reuniões com clientes.200. PR.111 • IR: O imposto de renda da pessoa jurídica sobre o lucro presumido é pago sobre a base de cálculo presumida conforme citado anteriormente. o custo mensal da estrutura considerado foi de R$3. sendo que o serviço é terceirizado. Foram consideradas quatro assinaturas: três jornais e uma revista.000.00 que contempla 5. A segunda sala é destinada ao sócio-analista de valores mobiliários. Material de escritório: no primeiro ano foi considerada uma despesa média mensal de R$187. envelopes.

00. Taxas associativas e governamentais: foi estimada uma despesa mensal de R$460. Pró-labore do sócio-gestor comercial: foi considerado um pró-labore de R$66. Já as taxas associativas pagas para APIMEC-Sul visam fortalecer a integração da empresa no mercado de capitais. avaliar o perfil de cada cliente. Despesas gerais com prospecção: foi aproximado um valor de R$600.00 por ano para realização dos serviços contábeis como. além de enviar as informações contábeis para a receita federal. o levantamento dos tributos a pagar. Contador: referente ao custo aproximado de R$7. Gazeta do Povo e Revista Exame.00).00 por mês para suprir as necessidades de despesas como: almoço com clientes.000. taxi. produzir os relatórios mensais de cada cliente. congressos e eventos diversos.200.16. realizar as reuniões diárias. entre outras despesas que podem ocorrer durante a prospecção de clientes.300.000. Pró-labore do sócio-analista de valores mobiliários: foi considerado um pró-labore de R$66. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe e acompanhar os resultados das atividades da asset management. visto que a associação promove palestras.00 por ano.49). sendo que ao final do projeto quatro assistentes serão necessários. As principais funções deste cargo são: atender os clientes. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. participar das reuniões diárias com o sócio-analista de valores mobiliários.00.74 e leva em consideração as taxas de: administrador de carteiras da CVM pessoa física (R$55. elaborar os relatórios de atendimentos. bem como. Desta forma incluindo os encargos e as despesas de cada assistente o custo anual considerado foi de R$65. As principais funções deste cargo são: monitorar as atividades dos assistentes.120. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe. As principais funções deste cargo são: realizar a prospecção de potenciais clientes.00 por ano. As taxas cobradas pela CVM e pela APIMEC referente ao analista de valores mobiliários CNPI são obrigatórias. Valor Econômico.00. cartório.000. realizar uma análise crítica da concentração e da rentabilidade dos portfólios. sintetizar as informações da consultoria econômica contratada e acompanhar os resultados das atividades da asset management. Salário do assistente do administrador: foi considerado um salário mensal de R$3. totalizando desta forma um custo mensal aproximado de R$150. por exemplo.00) e por fim a taxa de associação tanto da pessoa jurídica quanto da pessoa física de todos os sócios na APIMEC-Sul (155. realizar contatos quinzenais com clientes. acompanhar as ações das empresas recomendadas. criar conteúdo dos boletins mensais. realizar entrevistas e palestras. realizar a prospecção de potenciais clientes e dar suporte ao sócio-administrador de carteiras.25) e pessoa jurídica (R$110. Pró-labore do sócio-administrador de carteiras: foi considerado um pró-labore de R$120. realizar a prospecção de potenciais clientes e acompanhar os resultados das atividades da asset management. Salário do assistente do comercial: foi considerado um salário mensal de R$1.000. . As principais funções deste cargo são: desenvolver e monitorar os portfólios recomendados.112 • • • • • • • • Econômico. analisar os resultados dos portfólios de todos os clientes. Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos de Mercados de Capitais (R$140. cada assistente fornecerá suporte para aproximadamente trinta clientes e reportará ao sócio-administrador de carteiras.00 por ano. realizar visitas aos potenciais clientes. de analista de valores mobiliários CNPI da APIMEC.

00 em 2014 e 2015.44 por ano. o gerenciamento e a execução da obra. servidor central. Computadores e equipamentos: custo inicial aproximado de R$22. R$6.00 em 2015. água e chá aos clientes. totalizando desta forma R$26. .00 em 2014 e R$14. ligar os sistemas da central telefônica.300. Foi considerado um terminal para o sócio-administrador de carteiras e um terminal para cada assistente do administrador de carteiras. realizar a limpeza do ambiente de trabalho e realizar a limpeza e a manutenção da copa.000. visto que o serviço prestado é intangível.92 por ano. Evento semestral: referente ao custo total de cada evento realizado duas vezes ao ano para clientes e potenciais clientes. dar suporte ao sócio-gestor comercial. Comunicação visual: refere-se ao custo de R$3. sendo que o principal economista é Mailson da Nóbrega. os móveis do escritório.00 pela criação da identidade visual da empresa. para o sócio-gestor e sua equipe. Salário da secretária: foi considerado um salário mensal de R$1. Este evento apresenta os resultados obtidos e tem como principal objetivo divulgar o trabalho da empresa. O custo estimado e considerado de cada evento para aproximadamente 90 pessoas foi de R$7. É imprescindível que a apresentação da empresa seja impecável.00 no primeiro ano. realizar pesquisa de clientes inativos. incluindo os encargos e as despesas.000.000. realizar a atualização do cadastro. bem como. R$10. As principais funções deste cargo são: receber e direcionar as correspondências externas. em especial a logomarca da empresa.000. A plataforma permite monitorar e analisar em tempo real os principais dados do mercado financeiro mundial. Este serviço tem como principal objetivo fornecer recursos para o departamento de análise.000. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório.00.00. Este serviço inclui o serviço de consultoria arquitetônica. fazer o relatório de ligações. realizar o atendimento telefônico e receber clientes. encaminhar as correspondências por correio.00 em 2013. totalizando desta forma R$18.533. sendo que no primeiro ano o custo é de R$60. gerar credibilidade para a empresa. Consultora econômica: refere-se ao custo mensal de R$3. central telefônica. duas impressoras. Terminal Bloomberg: referente ao custo mensal de R$3.000. incluindo os encargos e as despesas. R$12. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório.533.00. realizar a prospecção de potenciais clientes. Reforma e decoração: refere-se ao custo de R$80. Salário da copeira: foi considerado um salário mensal de R$900. vinte telefones.00.00 do serviço de consultoria realizada pela Tendências Consultoria Integrada.150. checar seu funcionamento.113 • • • • • • • • totalizando desta forma R$26. cotações e o acompanhamento e a negociação dos ativos financeiros que compõem o portfólio dos clientes da asset management. entre outros equipamentos necessários para atividade. A empresa tem vasta experiência na elaboração de estudos econômicos.000. vinte monitores.409.44 por ano. bem como. Ao longo do projeto foi aproximado um custo de R$431. com uma equipe altamente qualificada e com experiência em diversas áreas.000.550. relatórios.000. incluindo os encargos e as despesas. bem como.00 da assinatura do terminal profissional.00 durante os cinco anos da atividade.00 nos dois primeiros anos. bem como. O terminal ainda oferece notícias.800.000 em 2012 e 2013 e R$12. Ao longo do projeto serão necessários nove computadores. desenvolver o relacionamento com os clientes. As principais funções deste cargo são: efetuar a abertura de cadastro. As principais funções deste cargo são: servir café.

00 para sua manutenção. Considerou-se que no quarto ano da atividade o website foi remodelado com um custo de R$10.89%. realização e acompanhamento de entrevistas. criação do blog da empresa.14% ao ano que representa um retorno adicional ao investidor acima da taxa livre de risco. análise e confecção do conteúdo promocional. Custo do Capital Antes de apresentar os indicadores da analise econômico-financeira.86%. segundo a empresa Alfa. é possível afirmar que os 203 pontos representam 2. Assim. Portanto. consultoria interna entre outros serviços. subtraiuse 2. para apurar o custo do capital foi utilizado o título público brasileiro LTN 010113. lâminas corporativas entre outros materiais que facilitam a comunicação com o público-alvo da empresa. Portanto. com vencimento em janeiro de 2013 e que mais se aproxima com o período de investimento do projeto. ações de mídia.03% de 11. fortalecimento dos argumentos de venda entre outras ações que visam alavancar as receitas da empresa. com o levantamento das principais despesas pertinentes a atividade foi possível desenvolver o fluxo de caixa que originou as analises financeiras demonstradas a seguir. este prêmio é aproximado de acordo com a percepção de risco de cada investidor e para esta pesquisa foi utilizado uma taxa de 5. conteúdos exclusivos para veículos específicos. o custo de capital foi de 9. Ao final de setembro de 2010. • Assessoria de imprensa: referente ao custo mensal de R$2.00 para a criação e R$250. a rentabilidade final considerada como livre de risco do título LTN 010113 foi de 9. totalizando um custo total de capital de 15% ao ano.000. o título possuía rentabilidade de 11.114 Website: refere-se à criação de um website e sua manutenção.89% ao ano definida no momento da compra sendo pago em sua totalidade na data de vencimento. Desta forma. Foi estimado um custo de R$10.14% referente ao prêmio de mercado. produção e envio de releases e newsletters. • Ações de marketing: foram destinados 3% do faturamento da empresa para ações promocionais como: design de brindes e materiais em geral. é necessário descrever como foi mensurado o custo do capital. ou seja.33. Foi aproximado um custo mensal de R$258. visando captar clientes. Para apurar este custo que foi utilizado para calcular e analisar os indicadores de risco e retorno foram considerados três fatores: taxa SELIC. organização de eventos.600. brindes. • Material de divulgação: refere-se ao material gráfico em geral como: cartões de visita.86% referente ao rendimento do título LTN 010113 já deduzido o risco-Brasil e 5. Desta forma. E finalmente o prêmio de mercado.000. risco-Brasil e o prêmio de mercado. envelopes. Este serviço é terceirizado e tem como principal objetivo projetar positivamente a imagem da empresa.00 pelos serviços de: relacionamento com a mídia.03 pontos percentuais acima de um título emitido pelo Tesouro dos Estados Unidos em relação a um título semelhante emitido pelo Brasil. malas-diretas.De acordo com a empresa Alfa o risco país encerrou o mês de setembro com 203 pontos. Assim. é definido em relação a uma aplicação alternativa. Esta é sem dúvida uma importante ferramenta de contato com os clientes. canetas. publicidade on-line. • . considerada uma taxa livre de risco. pastas.00.

demonstrado no gráfico abaixo. sendo considerado um projeto viável por cobrir cada real investido e gerar um lucro de R$0. o custo do capital pode sofrer um aumento de 53% que o projeto ainda será rentável para o investidor. • VPLA: este índice foi obtido através do VPL. ou seja.411.21) R$(148.439.828.88%. constituindo-se em um valor anualizado de R$50.71) R$69.27.844.88%. ou seja. Pode-se dizer desta forma.41. em 2013 conforme demonstrado no fluxo de caixa. obtendo-se desta forma uma margem de segurança para o projeto entre 15% e 23. refere-se ao VPL anual.33 FONTE: O Autor Desta forma. foi possível observar os seguintes indicadores: VPL: considerando um custo de capital de 15%. este se refere ao valor monetário estimado do fluxo de caixa do projeto trazido a valor presente. • TIR: a Taxa Interna de Retorno aproximada é de 23. o comportamento do VPL perante a variação do custo do capital.33 R$832. Assim.27. Este indicador por ser superior ao custo do capital de 15% torna o projeto viável.98 R$368. ou seja. foi desenvolvido o fluxo de caixa da atividade.182. É considerado um projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero.115 Índices da Análise Econômico-Financeira Para se fazer uma análise econômica financeira. tolerando a variação desta taxa entre 0% e 22%. Neste projeto nota-se que mesmo com um aumento do custo do capital a atividade ainda é viável. o valor presente líquido encontrado foi de R$168.541.41 ao ano. através da divisão entre os valores. podendo-se considerar o projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero.00 investido obteve-se R$0. • Payback: para este projeto o payback ocorre no terceiro ano da atividade. Este índice é encontrado através da razão entre o VPL e o total do valor monetário investido. Abaixo é apresentado o saldo do fluxo de caixa da atividade: SALDO DO FLUXO DE CAIXA Período 2011 2012 2013 2014 2015 Saldo R$(472. • IBC: indica quanto o projeto oferece de retorno para cada unidade monetária investida.411.88. É importante analisar ainda. Neste projeto para cada R$1. ou seja. • .986. Após o levantamento destas informações foi possível constatar os principais indicadores de risco e retorno. É válido salientar que o VPL obtido é positivo. que a previsão é que o investimento gere uma fração de R$50.

65%. Desta forma.16%. a TIR do projeto cresce 160% de 23. pois amplia a margem de segurança do mesmo.9% ao ano. relacionando a principal fonte de receita.88% para 62. Nota-se que se houver um aumento de 27% na taxa cobrada.88% para 35. É valido ressaltar que o projeto torna-se inviável em todos os casos quando a taxa média de administração é inferior ou igual a 1. aumentando desta forma a margem de segurança do projeto.3% ao ano. Outro aspecto relevante é a variação anual do asset under management e a respectiva TIR do projeto. ou seja. O projeto é inviabilizado em todos os casos se a valorização anual do asset under management for igual ou inferior a 6% ao ano. ampliando desta forma a margem de segurança do projeto. Finalmente. Outra análise que deve ser considerada é a variação da TIR em relação à taxa média de administração praticada pela asset management. a taxa de administração média praticada e o custo do capital. É possível notar que com uma variação positiva de 33% na valorização do asset under management de 12% ao ano para de 16% ao ano. Mesmo com uma valorização de 10% ao ano do asset under management e um custo de capital de 15% o projeto ainda é viável.116 COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL FONTE: O Autor Outro aspecto relevante que se faz necessário apresentar é uma análise de sensibilidade traçando os possíveis cenários mercadológicos e econômicos. esta variação é relevante e benéfica para o projeto. de 1. a seguir é apresentado o fluxo de caixa detalhado da atividade. É importante destacar outra análise de sensibilidade que leva em consideração a valorização anual do asset under management em relação ao custo do capital do projeto. . a TIR do projeto apresenta uma evolução de 49% de 23.5% para 1.

117 FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE FONTE: O Autor .

pois desta forma inviabilizará o projeto. aumentando ainda mais a margem de segurança do projeto.46 de patrimônio sob gestão e aproximadamente 122 clientes com um portfólio médio de R$1. apresentando assim uma segurança para o empresário/investidor. uma taxa interna de retorno de 23. a pesquisa permitiu concluir que o cenário é extremamente favorável para o mercado de capitais nos próximos cinco anos. caso contrário o projeto será inviável. se a taxa média de administração apresentar um aumento de 13% a taxa interna de retorno crescerá 80%. l) Em um cenário otimista.000.00 cada. a legislação evoluiu substancialmente nos últimos meses e a economia brasileira apresenta um processo de desenvolvimento.5% ao ano. j) A margem de segurança do projeto está entre o custo do capital de 15% e a taxa interna de retorno 23. Desta forma estes fatores beneficiam diretamente as atividades de uma asset management.27.00 investido obteve-se R$0.88.88%. Também foi possível constatar que o patrimônio sob gestão deve valorizar-se a uma taxa mínima de 10% ao ano. que apresentou ser viável em diferentes cenários apresentados na análise de sensibilidade. i) A asset management apresentou um valor presente líquido de R$168. a empresa terá R$182. Finalmente.986.500. k) Através da análise de sensibilidade conclui-se que a taxa média de administração não poderá ser inferior a 1. h) Ao final do projeto.199.325.88% e para cada R$1.118 CONCLUSÃO Os resultados obtidos na presente pesquisa permitiram concluir que: g) A atividade é economicamente e financeiramente viável por apresentar indicadores positivos. .

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