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ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

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O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises, seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional, seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Após a revisão teórica, são apresentados os principais artigos da Legislação Federal, das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras, como o Fluxo de Caixa, o Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA), o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Notou-se, portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade.
O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises, seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional, seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Após a revisão teórica, são apresentados os principais artigos da Legislação Federal, das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras, como o Fluxo de Caixa, o Valor Presente Líquido (VPL), o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA), o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Notou-se, portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade.

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  • 1 INTRODUÇÃO
  • 1.1 TEMA
  • 1.2 PROBLEMA DE PESQUISA
  • 1.3 JUSTIFICATIVA
  • GRÁFICO 1 - CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009
  • 1.4 OBJETIVO GERAL
  • 1.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • 1.6 METODOLOGIA
  • 1.6.1 Pesquisa Bibliográfica
  • 1.6.2 Estudo de Caso
  • 2 REVISÃO TEÓRICA
  • 2.1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL
  • 2.1.1 Subsistema Normativo
  • 2.1.2 Subsistema de Intermediação
  • 2.1.2.1 Agentes Especiais
  • 2.1.3 Demais Instituições Bancárias, Não Bancárias e Auxiliares
  • 2.2 RISCO X RETORNO
  • 2.2.1 Definição de Risco
  • 2.2.1.1 Risco de Mercado
  • 2.2.1.2 Risco Operacional
  • 2.2.1.3 Risco de Crédito
  • 2.2.1.4 Risco Legal
  • 2.2.2 Taxa de Retorno
  • 2.3 ASSET MANAGEMENT
  • 2.3.1 Gestor de Investimentos
  • 2.3.2 Portfólio de Investimentos
  • 2.3.3 Alocação de Recursos
  • 2.4 PRODUTOS FINANCEIROS
  • 2.4.1 Certificado de Depósito Bancário – CDB
  • 2.4.2 Debêntures
  • 2.4.3 Operações de Câmbio
  • 2.4.4 Fundos de Investimentos
  • 2.4.5 Fundos Imobiliários
  • 2.4.6 Ações
  • 2.4.7 Derivativos
  • 2.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO
  • 3 LEGISLAÇÃO
  • 3.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL
  • 3.1.1 Lei 6.385/76
  • 3.1.1.1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas
  • 3.1.1.2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários
  • 3.1.1.3 Administração de Carteiras
  • 3.1.1.4 Disposições Finais
  • 3.2 INSTRUÇÕES DA CVM
  • 3.2.1 Instrução CVM Nº 301
  • 3.2.1.1 Identificação e Cadastro de Clientes
  • 3.2.1.2 Registro de Transações e do Limite Respectivo
  • 3.2.1.3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros
  • 3.2.1.4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais
  • 3.2.2 Instrução CVM Nº 306
  • 3.2.2.1 Administrador de Carteiras
  • 3.2.2.2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica
  • 3.2.2.3 Concessão da Autorização
  • 3.2.2.4 Prestação de Informações
  • 3.2.2.5 Normas de Conduta
  • 3.2.2.6 Responsabilidade e Penalidades
  • 3.2.2.7 Disposições Finais e Anexos
  • 3.2.3 Instrução CVM Nº 310
  • 3.2.3.1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes
  • 3.2.3.2 Penalidades e Disposições Finais
  • 3.2.4 Instrução CVM Nº 483
  • 3.2.4.1 Atividade
  • 3.2.4.2 Normas de Conduta, Vedações e Responsabilidades
  • 3.2.4.3 Código de Conduta e Credenciamento
  • 3.2.4.4 Penalidades e Disposições Finais
  • 3.3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL
  • 3.3.1 Resolução 2.451
  • 3.3.1.1 Chinese Wall
  • 3.3.2 Resolução 2.554
  • 4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA
  • 4.1 PANORAMA DO SETOR
  • GRÁFICO 7 - NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL
  • GRÁFICO 8 - NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS
  • GRÁFICO 9 - ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA
  • GRÁFICO 10 - NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL
  • 4.2 COLETA DE DADOS
  • 4.3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS
  • 4.3.1 Asset under Management
  • GRÁFICO 13 - NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO
  • 4.3.2 Receitas
  • 4.3.3 Impostos
  • 4.3.4 Despesas
  • 4.3.5 Custo do Capital
  • 4.3.6 Índices da Análise Econômico-Financeira
  • TABELA 4 - SALDO DO FLUXO DE CAIXA
  • 5 CONCLUSÃO
  • REFERÊNCIAS
  • APÊNDICES
  • APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011
  • APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012
  • APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013
  • APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014
  • APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015
  • APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

CURITIBA 2010

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

Trabalho de Graduação apresentado ao Curso de Graduação em Administração do Centro Universitário Franciscano do Paraná – FAE. Orientador: Prof. André Daniel Hayashi

CURITIBA OUTUBRO 2010

JOÃO LUCAS ODEBRECHT

ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA

Este trabalho foi julgado adequado para a obtenção do grau de Bacharel em Administração e aprovado na sua forma final pela Banca Examinadora, da FAE – Centro Universitário.

Curitiba, 21 de novembro de 2010.

BANCA EXAMINADORA

Profº: André Daniel Hayashi Orientador

Profº: Davi Bellozupko Junior

Dedico este trabalho a três pessoas que me apoiaram e me ajudaram a crescer como pessoa. E também ao meu amor Fernanda. especialmente nos momentos difíceis: Aos meus pais. por razões inexplicáveis. por sempre me incentivarem na busca de novos conhecimentos e por todas as oportunidades proporcionadas visando meu progresso. João Alberto e Lourdes Maria. .

CFP e ao Luiz Augusto Pacheco. pela disposição em ensinar e sempre agregar ricas informações que possibilitaram a aproximação da realidade prática com a teórica. Ao corpo docente da FAE Centro Universitário. A Professora Leide Albergoni do Nascimento. Aos meus familiares. em especial à minha irmã Luciana.Agradecimentos Ao Professor orientador André Daniel Hayashi. pelo apoio durante a realização deste trabalho. pela participação e pelos ensinamentos ministrados durante os anos de graduação. CNPI. pelo apoio que facilitou o desenvolvimento da pesquisa. Ao Raphael Cordeiro. . Ao Professor integrante da Banca Examinadora Davi Bellozupko Junior. pelo profissionalismo e pelo incentivo em tornar esta pesquisa realidade. pelos conhecimentos e orientações que muito contribuíram na realização desta pesquisa. CNPI pelos conhecimentos.

Palavras-chave: Asset Management. João Lucas. Curitiba.RESUMO ODEBRECHT. Legislação. O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises. portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade. Sistema Financeiro Nacional. são apresentados os principais artigos da Legislação Federal. 2010. o Valor Presente Líquido (VPL). Análise Econômico-Financeira de uma Asset Management na Cidade de Curitiba. como o Fluxo de Caixa. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional. Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras. Após a revisão teórica. Administração de Carteiras. o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). Análise Econômico-Financeira. o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA). Monografia (Administração) – FAE – Centro Universitário. Notou-se. das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. Produtos Financeiros. . seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. 118p.

.............................................. 71 GRÁFICO 7 GRÁFICO 8 GRÁFICO 9 - NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL ............................................................................................................... 77 GRÁFICO 13 ................................. 72 NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS ................................................................................................................... 91 .... 74 GRÁFICO 10 ............................................................................................COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL .............................................NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO ............................................................................................ 77 GRÁFICO 14 ...........ATIVOS SOB GESTÃO US$ ........... 70 GRÁFICO 5 - EVOLUÇÃO NÚMERO DE NEGÓCIOS (MILHARES) – DIÁRIO .................. 71 GRÁFICO 6 - NÚMERO DE CONTAS NA BOLSA (MILHARES) – ATIVAS NA CBLC .NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL ..............LUCRO DAS EMPRESAS DO IBOVESPA NO 2º TRIMESTRE DE CADA ANO......................... 75 GRÁFICO 12 .................... 14 GRÁFICO 4 - EVOLUÇÃO DO VOLUME (R$ BILHÕES) – VOLUME MÉDIO DIÁRIO ..................................... 74 GRÁFICO 11 ....... 13 GRÁFICO 3 - MAIORES ASSET MANAGEMENT NO BRASIL .......................ATIVOS SOB GESTÃO R$ .....ASSET UNDER MANAGEMENT – PATRIMÔNIO SOB GESTÃO ESTIMADO ................ 73 ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA ..............LISTA DE GRÁFICOS GRÁFICO 1 GRÁFICO 2 - CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009 ................................ 12 MAIORES ASSET MANAGEMENT NO MUNDO ...........................................

................ 92 TABELA 7 .......................................... 79 TABELA 4 ...... 93 ............. 88 TABELA 6 ..........................................................................................................................TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL ...SALDO DO FLUXO DE CAIXA ................... 79 TABELA 3 ..............FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE ........ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X TAXA DE ADMINISTRAÇÃO ..VALORIZAÇÃO ANUAL DO AUM E A RESPECTIVA TIR ......... 93 TABELA 9 ..TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO E A RESPECTIVA TIR..TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO DA ASSET MANAGEMENT ..............MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT ............................. 78 TABELA 2 ...................................ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X VALORIZAÇÃO ANUAL AUM ............ 92 TABELA 8 ...................... 89 TABELA 5 .........LISTA DE TABELAS TABELA 1 ................

.............. 19 2...1...................................... 25 2..... 25 2..........................................................................2 Risco Operacional ........................................1....................................................................................1.2 RISCO X RETORNO ..............................................................2....... 24 2...................... Não Bancárias e Auxiliares..2 Portfólio de Investimentos .................... 23 2........................................6 METODOLOGIA .......4......................................... 30 .......................4 OBJETIVO GERAL ......................................................................................1 Certificado de Depósito Bancário – CDB.............................2.............1 Agentes Especiais ................ 29 2..............................................................................................................................4..........................3 Operações de Câmbio......1................................................................................................. 29 2......................................................................6....................................................................................... 11 1.. 18 2.................................................................................................... 11 1........................................ 28 2.....1.. 23 2........ 15 1......................... 30 2.......................................................1..................................1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL ............................. 15 1..............3................................................................................................... 27 2.......4..........................1 Subsistema Normativo ...2 Estudo de Caso ................2.................................................... 21 2.................................. 26 2. 11 1...............2.......................... 23 2....................5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..... 27 2...........................................2 PROBLEMA DE PESQUISA ......... 16 1...............................4 Risco Legal...............2........4.............................3 Demais Instituições Bancárias............. 16 1.................................................. 28 2.......2........................................................................ 20 2................................................................. 26 2......2 Taxa de Retorno ..3......................3 Alocação de Recursos...................SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ........................................................1 Risco de Mercado .......... 20 2....1 TEMA .................1 Definição de Risco .......2 Subsistema de Intermediação .....1 Pesquisa Bibliográfica .......1.6........................................................3 Risco de Crédito .............4 PRODUTOS FINANCEIROS.....................................3 ASSET MANAGEMENT ............1.......4 Fundos de Investimentos ...........................................................................................................................................................................................................................................................................3......2..............................1 Gestor de Investimentos..............................................................2 Debêntures ......................... 18 2.........3 JUSTIFICATIVA ..................................... 17 2 REVISÃO TEÓRICA .... 11 1.......

...2 INSTRUÇÕES DA CVM ...1 Lei 6.................2........... 53 3.................. 63 .....................................2...1...2 Penalidades e Disposições Finais ................................................................. 37 3...............................6 Ações ........2 Normas de Conduta.... 41 3.................................... 39 3......3 Administração de Carteiras . 57 3...1 Administrador de Carteiras ............................1................1...........2.......3................1 Instrução CVM Nº 301 .... 33 3....... 39 3.. 41 3. 30 2.............................2.........3 Código de Conduta e Credenciamento ......2............ 56 3. 51 3........3 Instrução CVM Nº 310 .............2........................... 54 3....................3 Concessão da Autorização. 55 3..1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas ...............................................................................................2...................................................1..................1...........2..............1...................... 38 3... 50 3.............................................................................4 Disposições Finais........................................................ 36 3........................................................................4........................................................7 Derivativos .... 31 3 LEGISLAÇÃO .2 Registro de Transações e do Limite Respectivo ..4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais ...........4 Instrução CVM Nº 483 ........... 46 3...........4.. Vedações e Responsabilidades .......1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes ...............................................2...385/76..............................................2......7 Disposições Finais e Anexos............2 Instrução CVM Nº 306 ..................................... 34 3.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO ...................................1 Atividade.............. 31 2..... 39 3...........4...............2........................................................................................ 63 3.............. 55 3...................5 Fundos Imobiliários .........................1 Identificação e Cadastro de Clientes ... 47 3...2. 34 3.....1.... 34 3........................................5 Normas de Conduta .................................................. 55 3...............................................1..........................1...........................4..1.......2..............4 Penalidades e Disposições Finais .........2.......2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica ...................................2.............................................3..................... 46 3...2..............2.......................2.2........4...............4..................................... 42 3.......................... 43 3.............................................3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL ..............................2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários ..2..................1 LEGISLAÇÃO FEDERAL .......2.........2...................................4..............................................................................................4 Prestação de Informações... 42 3...........2.............2.........2............................................1..............2............................... 31 2....................................6 Responsabilidade e Penalidades .......................3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros ...........2....................2.......... 41 3..........................................................2......................................1.......................1.............................

..... 76 4............................................3..................................................3..3 Impostos ........3.................... 66 4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA ..............2 Receitas ... 102 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 .......6 Índices da Análise Econômico-Financeira .....................1 Resolução 2......... 95 REFERÊNCIAS ................................ 105 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO . 76 4...... 65 3...4 Despesas .........................................................................................................3........................................................ 104 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 ....... 75 4..............................2 Resolução 2...................................................................................................................................................................................................................3..........................................2 COLETA DE DADOS ............................................................................................................554 .......................... 81 4................................................................................. 70 4..................................... 80 4.........................................1........................................... 70 4.................. 103 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 .....................................1 PANORAMA DO SETOR ....1 Asset under Management ...... 106 ............... 100 APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 ....1 Chinese Wall ...........3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS ...........................................................................3................................................................5 Custo do Capital .........................451 ........ 88 5 CONCLUSÃO ......................................3........................................................................................................................................3........ 87 4.................................................... 96 APÊNDICES .......................... 64 3................................... 101 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 ..........3........3.................................................. 78 4.....

Uma asset management é responsável pelo gerenciamento do portfólio de investimentos de clientes e tem como características: • • • • Variedade de modalidades de investimentos no mercado financeiro. Relacionamento de confiança no longo prazo.3 JUSTIFICATIVA Pode-se definir o termo asset management como uma organização que administra recursos financeiros de terceiros de forma profissional e legal perante órgãos fiscalizadores como a Comissão de Valores Mobiliários e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. .1 TEMA O trabalho tem como tema a análise econômico-financeira de uma asset management de pequeno porte que realiza gestão de recursos de terceiros através de portfólios de investimento individuais.2 PROBLEMA DE PESQUISA Qual a rentabilidade gerada para o empresário/investidor de uma asset management de pequeno porte. Inteligência profissional para atingir rentabilidades esperadas. localizada na cidade de Curitiba/PR? 1. 1.11 1 INTRODUÇÃO 1. Segurança para o cliente com limites firmados em contrato.

De acordo com a legislação “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão de Valores Imobiliários (CVM)”. é possível observar uma queda significativa entre os anos de 2005 a 2009: GRÁFICO 1 . 3º § 1º da lei. A Lei 6. visto que a renda fixa vem apresentando menores taxas de retorno. bem como uma remuneração variável sobre o desempenho alcançado. O gráfico a seguir apresenta a rentabilidade do Certificado de Depósito Bancário. regulamenta a atividade de administração de recursos de terceiros. O art.385/1976 do Código Civil. Os recursos financeiros gerenciados podem ser de pessoas físicas ou jurídicas. As principais características dos clientes são: falta de tempo para administrar seus recursos. CDI em % ao ano.12 Assim. conhecimento limitado na área de investimentos e objetivo de retornos consistentes no longo prazo.CDI RENTABILIDADE % AO ANO ENTRE 2005-2009 FONTE: Banco Central do Brasil (2010) . delega poderes ao administrador para comprar ou vender valores mobiliários em nome de seu cliente. que normalmente buscam o serviço visando obter maiores rentabilidades e acesso a diferentes produtos financeiros. O Brasil vem apresentando um crescimento contínuo pela busca de produtos financeiros mais sofisticados que proporcionam maior rentabilidade. o desenvolvimento da atividade permite que a organização responsável pela gestão dos recursos cobre uma taxa fixa de administração.

impactando diretamente a economia global. ou seja. conforme demonstrado nos gráficos a seguir: GRÁFICO 2 .MAIORES ASSET MANAGEMENT NO MUNDO . É válido ressaltar que as 10 maiores asset management do mundo possuem sob gestão mais de US$11 trilhões. Em 2002 havia pouco mais de 85. a Bolsa brasileira encerrou 2008 com 536. valor equivalente ao produto interno bruto do Japão e da China. um aumento significativo de 531% em um curto período de 6 anos. representando um crescimento de 17.13 Segundo a BM&FBovespa (2009).2 trilhão.ATIVOS SOB GESTÃO US$ FONTE: Bloomberg Research (2010) .5% em relação ao mesmo período de 2007. No Brasil as 10 maiores instituições possuem sob gestão pouco mais de R$1.483 contas de investidores (pessoas físicas). valor equivalente ao produto interno bruto da Índia.000 contas em nome de pessoas físicas.

que o mercado financeiro. Muitos autores defendem que quanto maior o nível de poupança e investimentos que um país possui. os quais a BM&FBovespa faz parte.MAIORES ASSET MANAGEMENT NO BRASIL . maiores serão as chances de se obter um . o Programa Associação Profissionalizante que realiza capacitação profissional de jovens de baixa renda e oferece um espaço cultural com biblioteca e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). que congrega empresas e tem como objetivo principal o crescimento sustentado da economia mundial e à inclusão social. participação societária nas empresas e redução do risco inerente no sistema financeiro global.14 GRÁFICO 3 . exerce um papel chave no desenvolvimento de países e empresas através do financiamento de dívidas. que atua como promotor de boas práticas das empresas de capital aberto e é uma referencia nacional no que diz respeito a investimentos de cunho ambiental e social. Deve-se salientar ainda. na qual uma asset management está inserida. Os mais importantes são: o Pacto Global da ONU.ATIVOS SOB GESTÃO R$ FONTE: ANBIMA (2010) Em uma abordagem socioambiental. se faz necessário citar alguns programas relevantes.

15 desenvolvimento econômico. . Finalmente. Uma asset management além de realizar a gestão de recursos.5 OBJETIVOS ESPECÍFICOS • • Apurar os dados referentes a legislação que compete a uma asset management. orientar e levantar o perfil de cada cliente. tem o papel de informar. Neste sentido nota-se que a indústria de serviços financeiros possui um papel fundamental na intermediação dos investimentos e no desenvolvimento econômico de cada país. orientando-o para atingir níveis financeiros confortáveis de acordo com cada perfil. 1. Levantar informações sobre os procedimentos e recursos operacionais necessários para o desenvolvimento de uma asset management de pequeno porte. É imprescindível em um contexto econômico atual levar em consideração e difundir a educação financeira pessoal. • Verificar informações pertinentes aos custos e ao retorno financeiro gerado pela atividade. Neste contexto uma asset management tem o papel fundamental de captar recursos que serão revertidos em investimentos. 1.4 OBJETIVO GERAL O trabalho tem como objetivo principal identificar as vantagens econômicofinanceiras geradas por uma asset management para o empresário/investidor. é válido ressaltar a importância do tema para os administradores.

16 1. Pesquisa bibliográfica. Gil (2002) define pesquisa exploratória como um tipo de pesquisa que proporciona uma maior familiaridade do assunto ao autor.6 METODOLOGIA Rampazzo (2004) define pesquisa como um procedimento reflexivo. periódicos e artigos divulgados por Instituições de ensino que pesquisam sobre o assunto como a Faculdade Getúlio Vargas de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (USP). entrevistas com pessoas que tiveram experiências com o problema pesquisado e análise de exemplos que estimulem a compreensão. controlado e crítico que permite descobrir novos fatos ou dados. porém todas pertinentes à pesquisa exploratória. soluções ou leis. um aprimoramento de idéias e a descoberta de intuições. o presente trabalho se utilizará diferentes procedimentos metodológicos. Ainda serão utilizados trabalhos científicos. de acordo com Gil (2002). Neste sentido. este trabalho levanta.1 Pesquisa Bibliográfica Através de livros que se fazem necessários para o conhecimento do assunto. São eles: 1. “é desenvolvida com base em material já elaborado. analisa e mapeia seus objetivos através de pesquisas exploratórias. No que diz respeito ao método utilizado para o alcance dos objetivos. entre elas através de levantamento bibliográfico. uma pesquisa pode ser realizada de diferentes maneiras. . em qualquer área de conhecimento. Desta forma. a pesquisa será realizada com o objetivo de levantar informações e analisar a gestão de uma asset management através de diferentes procedimentos técnicos. pesquisas estas que variam em relação aos procedimentos técnicos utilizados. De acordo com Selltiz (1967). sistemático. Livros estes que fazem parte do acervo do Centro Universitário Franciscano do Paraná e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. constituído principalmente de livros e artigos científicos”.6.

É importante ressaltar que os capítulos referentes a revisão teórica e a legislação. quer para fundamentação teórica. foi possível levantar as informações pertinentes ao capítulo da analise econômico-financeira.6. 2004). Os dados levantados possibilitaram a estruturação e o desenvolvimento do fluxo de caixa da atividade. especialmente quando os limites entre os fenômenos e o contexto não estão claramente definidos”. Portanto qualquer espécie de pesquisa. sendo que foi possível obter resultados condizentes com a realidade do setor em que a atividade esta inserida. supõe e exige uma pesquisa bibliográfica prévia. se utilizaram amplamente desta metodologia. sendo que atualmente possui aproximadamente 80 colaboradores. Desta forma é válido salientar que a pesquisa bibliográfica procura explicar um problema a partir de referências publicadas em livros. em qualquer área. A empresa iniciou suas atividades em 1953 e atualmente é a maior Corretora de Valores do Paraná. 1. como “uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro de seu contexto da vida real. . etc. Através de entrevistas com profissionais especializados. quer para levantamento da situação em questão.17 Oliveira (2007) ressalta que: “o mais importante para quem faz opção pela pesquisa bibliográfica é ter a certeza de que as fontes a serem pesquisadas já são reconhecidamente do domínio científico”. ou ainda para justificar os limites e contribuições da própria pesquisa. foi realizado através de informações fornecidas pela empresa Alfa que é uma Corretora de Câmbio e Valores situada em Curitiba/PR. revistas. Podendo ser realizada independentemente.2 Estudo de Caso Conceitua-se estudo de caso. Desta forma. A pesquisa bibliográfica possibilitou a fundamentação e o desenvolvimento de toda pesquisa. ou como parte de outros tipos de pesquisa. (RAMPAZO. segundo Yin (2005).

18 2 REVISÃO TEÓRICA A seguir serão apresentados os principais conceitos para entender o contexto em que uma asset management está inserida. risco x retorno. o mercado financeiro permite a interação de um indivíduo. É importante ressaltar. asset management. o sistema financeiro nacional constitui-se em um ambiente organizado. produtos financeiros e análise de investimento. agentes e instituições financeiras que interagem através do mercado financeiro. a revisão teórica foi dividida em cinco esferas: sistema financeiro nacional. (FORTUNA. o sistema financeiro nacional é composto pelo subsistema normativo e pelo subsistema de intermediação. 2008) Desta forma. regulado e composto por indivíduos. 2. de alguma forma. que não possui perspectiva de aplicação em negócio próprio com um agente econômico que dispõe de oportunidades de investimentos que superam a poupança. ao trabalho de propiciar condições satisfatórias para a manutenção de um fluxo de recursos entre poupadores e investidores.1 SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL O sistema financeiro nacional ou SFN pode ser definido de forma bastante abrangente como: Um conjunto de instituições que se dedicam. pessoa física ou empresa. . Para facilitar a compreensão dos conceitos. que de acordo com o autor. Segundo Fortuna (2008).

determinar via COPOM a taxa SELIC. Banco Central do Brasil. pode ser definido como: A entidade criada para atuar como órgão executivo central do sistema financeiro. controlar o fluxo de capitais estrangeiros. Segundo Fortuna (2008) os três órgãos CMN.1. As principais funções da CVM são: auditar as companhias abertas. o subsistema normativo é composto pelo Conselho Monetário Nacional. auditar os serviços de consultores e analistas de valores mobiliários. é uma autarquia vinculada ao poder executivo e tem por finalidade básica a normatização e o controle do mercado de valores mobiliários. estimular a aplicação de poupança no mercado de ações. segundo Assaf Neto (2006). entre outras funções. Já o subsistema de intermediação é formado pelo Banco do Brasil e BNDES (agentes especiais) e as demais instituições como: bancos comerciais. Comissão de Valores Mobiliários. é responsável pela fixação das diretrizes de políticas monetária. bancos de . constituem o subsistema normativo do SFN. exercer o controle de crédito. de acordo com o autor. É um órgão normativo. as principais funções do BC são: emitir papelmoeda. creditícia e cambial do Brasil. O Conselho Monetário Nacional ou CMN. BC e CVM citados anteriormente.19 2. sendo a entidade superior do sistema fianceiro e também um conselho de política econômica. Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional. Já a Comissão de Valores Mobiliários ou CVM. 2008) Segundo Assaf Neto (2006).1 Subsistema Normativo Segundo Fortuna (2008). Já o Banco Central ou BC. receber os recolhimentos dos depósitos compulsórios. bancos múltiplos. (FORTUNA. sendo também um conselho de política econômica. cabendo-lhe a responsabilidade de cumprir e fazer cumprir as disposições que regulam o funcionamento do sistema e as normas expedidas pelo CMN. realizar operações de empréstimos às instituições financeiras visando sanar problemas de liquidez. garantir um funcionamento eficiente e regular as instituições que atuam nas bolsas de valores. Superintendência de Seguros Privados e Superintendência Nacional de Previdência Complementar.

muito embora ainda opere como agente financeiro do Governo Federal. asset management.2 Subsistema de Intermediação O subsistema de intermediação. agências de fomento. Entre suas principais atividades estão: executar a política de crédito rural. não bancárias e auxiliares. o Banco do Brasil é atualmente um conglomerado financeiro que vem se ajustando ao modelo de banco múltiplo. é a instituição responsável pela política de investimentos de longo prazo do Governo Federal. 2.1 Agentes Especiais É composto pelo Banco do Brasil. . Fortuna (2008) define que os principais objetivos do BNDES são: impulsionar o desenvolvimento econômico e social do País.2.1. Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Fundos de investimentos entre outros. cooperativas de crédito. bolsa de valores. pela Caixa Econômica Federal e por instituições que também se enquadram no subsistema normativo. efetuar os pagamentos necessários a execução do Orçamento Geral da União e o agenciamento dos pagamentos e recebimentos fora do País. De acordo com Fortuna (2008). de acordo com Fortuna (2008) pode ser dividido em duas categorias: agentes especiais e demais instituições bancárias. sendo a principal instituição financeira de fomento do País. ainda de acordo com Fortuna (2008). fortalecer o setor empresarial. promover o desenvolvimento integrado das atividades agrícolas.1. industriais e de serviços e promover o crescimento e a diversificação das exportações do País.20 investimento. 2. CETIP. atenuar os desequilíbrios regionais. corretoras e distribuidoras de valores. Caixa Econômica Federal. Já o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social. CBLC.

as empresas prestadoras de serviços e pessoas físicas. venda e desconto de títulos e operações com moedas estrangeiras. fundos de investimentos. a cobrança em nome de terceiros. sob a forma de depósitos ou outras formas. bancos de investimento. Não Bancárias e Auxiliares Esta categoria. permitindo desta forma a interação entre indivíduos. SELIC. 2. apoiando desta forma a estrutura capitalista privada. de acordo com Biderman (2006) são instituições que tem como atividade básica receber do público. É importante ressaltar que estas instituições não podem manter contas correntes. de crédito ou aplicações financeiras. principalmente no segmento de baixa renda. administradoras de cartão de crédito. a indústria. sociedade de crédito. sociedades de arrendamento mercantil. consórcios. corretoras e distribuidoras de valores mobiliários. Seu principal objetivo é proporcionar o suprimento oportuno e adequado dos recursos necessários para financiar. a curto e médio prazo. captam recursos repassando-os e fortalecendo o capital social da empresas.1. Ainda executa várias outras operações conexas.3 Demais Instituições Bancárias. CBLC entre outras instituições que compõem o mercado financeiro. apresenta objetivos claramente sociais e é classificada como um órgão auxiliar do Governo Federal na execução da política creditícia. como instituições que canalizam recursos de médio e longo prazo para suprimento de capital fixo ou de capital de giro para empresas. atuando no financiamento de imóveis. É também o principal agente do Sistema Financeiro de Habitação. colocando suas ações no mercado de capitais. é composta principalmente por: bancos comerciais e múltiplos. agentes autônomos de investimento. Operam junto às sociedades anônimas. que atua de forma autônoma. bolsas de valores. Esses bancos vendem cotas de fundos que administram. bancos cooperativos. instituições administradoras de recursos. bancos regionais de desenvolvimento. empresas de factoring.21 A Caixa Econômica Federal segundo Assaf Neto (2006) é uma instituição pública. CETIP. Biderman (2006) define bancos de investimento. . companhias hipotecárias. de acordo com Fortuna (2008). como pagamento. agencias de fomento. Bancos comerciais. fundos que serão empregados em operações de desconto. o comércio. seguradoras.

é responsável pelos serviços de guarda centralizada. . ele deve possuir pelo menos duas atividades mencionadas anteriormente. A Central Brasileira de Liquidação e Custódia ou CBLC. financiamento e investimento e sociedade de crédito imobiliário. que recebem as ordens de compra e venda dos investidores. As negociações são feitas por intermédio das corretoras. As corretoras de valores. normalmente investidores qualificados. Neste sentido é valido.22 O banco múltiplo de acordo com Assaf Neto (2006) surgiu devido à própria evolução dos bancos comerciais e ao crescimento do mercado. De acordo com Fortuna (2008). segundo Fortuna (2008) realizam a intermediação e distribuição de títulos e valores mobiliários. para configurar a existência do banco múltiplo. Instituições administradoras de recursos ou asset management. banco de investimento e desenvolvimento. compensação e liquidação das operações realizadas nos mercados da BM&FBovespa. sociedade de crédito. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais ou ANBIMA visa desenvolver e modernizar a legislação dos fundos de investimentos. Segundo Fortuna (2008) a BM&FBovespa. bem como dar suporte ao setor financeiro. sendo que sua constituição depende do BC e sua autorização depende da CVM. obrigatoriamente. a partir das definições citadas anteriormente. podem ser definidas como um serviço personalizado. de acordo com Biderman (2006). oferecido a clientes de instituições financeiras que possuem um volume considerável de recursos. com foco no mercado de ações. a bolsa de valores brasileira. uma delas comercial ou de investimento. O projeto do banco múltiplo prevê sua formação com base nas atividades de quatro instituições: banco comercial. entender as principais atividades dos agentes e instituições financeiras que fazem parte do SFN para compreender o contexto que uma asset management está inserida. é o local onde se compram e vendem ações das empresas de capital aberto. sendo. ou seja.

Desta forma.1 Definição de Risco Biderman (2006) define risco como a possibilidade de perda ou ganho de dinheiro em um investimento em virtude de fatos imprevisíveis que podem ocorrer. A seguir será detalhado cada conceito: 2.1. é imprescindível apresentar as principais definições dos tipos de risco presentes no mercado financeiro. alterando assim o valor de bens. Tal possibilidade é compensada com os juros. Já Assaf Neto (2006). Estas perdas podem ser originadas por diversos eventos como uma grande variação nos preços dos ativos e variações de taxas de juros. risco operacional. 2. créditos e patrimônio. Como existem incertezas que estão associadas ao retorno que efetivamente será obtido ao final de um período. qualquer mensuração desta incerteza pode ser chamada de risco. visando obter lucros. bem como o retorno que será apresentado ao cliente de uma asset management. Entende-se retorno como a apreciação de capital ao final do horizonte de investimento. incerteza e risco.2 RISCO X RETORNO Segundo Duarte (2005).2.23 2. risco de crédito e risco legal. entende risco como uma provável perda ou prejuízo decorrente de uma exposição ao mercado financeiro.2. Duarte (2005) define risco como um conceito “multidimensional” envolvendo quatro grandes grupos: risco de mercado.1 Risco de Mercado Assaf Neto (2006) define que este tipo de risco está relacionado com o preço que o mercado paga por ativos e passivos negociados pelos intermediários . existem três conceitos fundamentais quando investindo no mercado financeiro: retorno.

24 financeiros. taxa de juros. mensuração e controle dos diversos riscos de mercado. preços de commodities etc. Assaf Neto (2006) entende VAR como “uma medida que evidencia a exposição da carteira ao risco de mercado. segundo Assaf Neto (2006). fraudes. . Com o VAR. Risco de mercado. se o setor de gestão de riscos em uma instituição financeira falhar. entre outras”. pode ser compreendido como um processo de medição e controle dos riscos inerentes as instituições financeiras. “o risco de mercado pode ser entendido como as chances de perdas de uma instituição financeira decorrentes de comportamentos adversos nos índices de inflação. Assaf Neto (2006) define risco operacional como: “o risco de perdas determinadas por erros humanos. falhas nos sistemas de informações e computadores. de acordo com Duarte (2005) pode ser dividido em quatro áreas: risco do mercado acionário. é possível mensurar em condições normais de mercado com um grau de confiança em um horizonte de tempo. Um indicador importante que pode mensurar o risco de mercado é o Value at Risk. prejuízos irão ocorrer. Portanto. sistemas e padrões de controle. bem como suas chances de perdas.1. sendo que esta gestão envolve pessoas. risco do mercado de juros e risco do mercado de commodities.2. de acordo com Assaf Neto (2006). indicadores de bolsas de valores. O VAR.” Assim. o risco de mercado pode ser compreendido como oscilações desfavoráveis nos preços dos títulos negociados no mercado financeiro. eventos externos. Desta forma. É uma medida que resume a perda máxima esperada. expressa quanto pode ser ganho ou perdido em uma aplicação financeira diante de oscilações nos preços de negociação. ou seja. 2.2 Risco Operacional O risco operacional. é um método estatístico amplamente utilizado para a gestão. facilitando bastante a compreensão do risco de uma carteira”. de acordo com Assaf Neto (2006). a perda máxima de um portfólio de investimentos. risco do mercado de câmbio.

políticos e econômicos. Considera-se um default um não pagamento da dívida por parte do devedor. risco de operação que engloba erros relacionados ao sistema computacional em geral e o risco de pessoal.2.3 Risco de Crédito Assaf Neto (2006) define risco de crédito como “a possibilidade de uma instituição financeira não receber valores prometidos pelos títulos que mantém em sua carteira de recebíveis. Ainda segundo Assaf Neto (2006).25 Segundo Duarte (2005). este tipo de risco pode ser divido em três áreas: risco organizacional que está relacionado à ineficiência e ou fraude de determinada organização. as principais origens do risco de crédito podem ser: transações com instrumentos de crédito com o mercado de derivativos. carteira de crédito com elevada concentração em apenas um devedor e riscos presentes em países como aspectos regulatórios. que envolve colaboradores não qualificados. 2. . Risco de crédito.4 Risco Legal Duarte (2005) define este tipo de risco como as possíveis perdas que não possuem amparo legal. Assaf Neto (2006) conceitua o risco legal como: “vincula-se tanto à falta de uma legislação mais atualizada e eficiente com relação ao mercado financeiro como a um eventual nível de desconhecimento jurídico na realização dos negócios”.2. ou seja. de acordo com Duarte (2005) pode ser divido em: risco do país em caso de moratória. risco político em caso de golpes militares ou novas políticas econômicas e risco de falta de pagamento quando uma das partes declara um default. Como exemplos desses ativos apontam-se os créditos concedidos pelos bancos e ou títulos de renda fixa emitidos pelos devedores”.1. apresenta maior dificuldade para ser mensurado e prevenido. 2.1.

artigo 109 da Instrução CVM nº 409 de 18 de agosto de 2004.26 Neste sentido.3 ASSET MANAGEMENT Segundo Biderman (2006). a rentabilidade pode ser: 1) Fixa ou prefixada. . os principais riscos envolvidos. Normalmente a rentabilidade consiste em uma medida de ganho financeiro sobre o total do investimento. 2) Variável ou pós-fixada.2 Taxa de Retorno Biderman (2006) define taxa de retorno como o grau de rentabilidade de uma aplicação relativo ao valor que foi investido. 2.000. investidores qualificados.00 e que.2. Ainda de acordo com Biderman (2006). 2. expressa em termos percentuais. ou seja. esta pesquisa levantará informações pertinentes ao desenvolvimento da atividade de gestão de portfólios. atestem por escrito esta condição mediante termo próprio”. onde o lucro é pouco previsível. asset management pode ser definido como um serviço personalizado oferecido a clientes de instituições financeiras que possuem um volume considerável de recursos. ou seja. considera-se Investidor Qualificado: “as pessoas físicas ou jurídicas que possuem investimentos financeiros em valor superior a R$300. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários. não podendo ser determinado na data da aplicação pelo fato de estar sujeito às variações do mercado. já ser conhecida antecipadamente quando da efetivação do investimento ou seguir taxas previamente conhecidas do mercado financeiro. adicionalmente. bem como estratégias de investimentos que contemplam o perfil de cada investidor.

Na escolha dos ativos para compor um portfólio o gestor busca eliminar ou minimizar riscos.27 O serviço de uma asset management é consolidado através de um contrato. critérios de segurança e limites operacionais acordados entre as partes. de modo a maximizar o valor da firma e consequentemente a riqueza de seus proprietários”. de acordo com Biderman (2006). ou seja.1 Gestor de Investimentos Biderman (2006) define como gestor o profissional responsável pelo portfólio de uma pessoa física ou de um investidor institucional. nota-se que o gestor ou gerenciador de recursos e sua equipe possuem um papel fundamental para o sucesso de uma asset management. Também chamado de gerenciador de recursos ou conselheiro de investimentos. . 2. Este recurso financeiro é administrado por um gestor que compõe um portfólio de investimentos. 2. também possui a taxa de administração que será cobrada do cliente. tendo como meta a maior rentabilidade da carteira. é o conjunto de títulos e valores mantidos por um fundo mútuo ou por um investidor.3.2 Portfólio de Investimentos Portfólio. normalmente revisado anualmente e que possui o perfil do investidor. Desta forma. é composto por produtos financeiros.3. Gitman (2004) define que “o objetivo principal do administrador é desenvolver e alocar recursos eficientemente no longo prazo.

Cordeiro (2007) cita que é possível chegar a um portfólio ideal diversificando de acordo com a percepção de risco de cada investidor. assim torna-se o portfólio de investimentos mais seguro. Desta forma. bem como refazendo a distribuição ou rebalanceamento do portfólio periodicamente conforme estratégia inicial. bem como ações possui correlação negativa com outras moedas. Esta composição. se faz necessário discorrer sobre alguns produtos e títulos mobiliários que compõem este conjunto de títulos: .4 PRODUTOS FINANCEIROS Para contextualizar um portfólio de investimentos. Desta forma. 2. com o objetivo de diluir riscos e diversificar. Ainda de acordo com Cordeiro (2007) para se chegar a uma alocação ideal é fundamental inserir em um portfólio quatro classes de ativos consideradas pilares essenciais em um investimento financeiro: renda fixa. imóveis. alocação de recursos é a distribuição dos recursos de um fundo ou um portfólio de investimentos entre diversos ativos e mercados. de maneira que renda fixa possui correlação negativa com imóveis.28 2. ações e outras moedas. procura-se reduzir os riscos e melhorar os rendimentos ao final de um horizonte de investimento.3 Alocação de Recursos Segundo Biderman (2006). esta pesquisa terá como foco levantar informações sobre os procedimentos e recursos operacionais necessários para o desenvolvimento de uma asset management de pequeno porte que realiza gestão de portfólios de investimentos através de gestores com foco em investidores qualificados. ainda segundo Cordeiro (2007) justifica-se pela correlação negativa entre os ativos.3. visando maior rentabilidade.

2 Debêntures São títulos emitidos por empresas não financeiras de capital aberto. que é uma transação feita exclusivamente entre bancos. lastreadas em ativos da própria empresa que lança os títulos visando realizar uma captação de recursos de médio e longo prazo para financiar projetos de investimentos. alongando o perfil de endividamento e correspondendo a um empréstimo que o comprador do título faz à empresa emissora. pois rende juros e permite que o investidor saiba com antecedência a remuneração. ao final de um prazo a remuneração prevista. Biderman (2006) destaca que a principal função das debêntures é financiar os projetos de investimento das empresas. Este título. e tem a finalidade de captar recursos e criar reservas para que o banco possa realizar empréstimos. o DI. A remuneração destes títulos é composta por correção monetária. sendo este um título de crédito escritural que gera uma obrigação das instituições emissoras pagarem ao aplicador. 2. . Este título funciona como um depósito a prazo feito pelo cliente para a instituição emissora.29 2.4. Fortuna (2008). segundo Biderman (2006). realizadas por meio eletrônico e que lastreia as operações do mercado interbancário. taxa de juros e prêmio. O risco neste título é o de crédito. podem ser emitidos por bancos comerciais.1 Certificado de Depósito Bancário – CDB São os mais tradicionais títulos para captação dos bancos junto às pessoas físicas e jurídicas. Fortuna (2008). Biderman (2006) destaca que esta modalidade é uma aplicação de renda fixa. garantem determinado rendimento acordado inicialmente. de investimento ou múltiplos para pessoas físicas. jurídicas ou para outros bancos. Dentro de um prazo. O título é remunerado pelo Depósito Interfinanceiro.4.

30 As debêntures ainda podem ser emitidas com uma cláusula de conversibilidade.5 Fundos Imobiliários São lastreados em empreendimentos imobiliários. gerando mensalmente um aluguel ao cotista do fundo. embora os aplicadores tenham o direito de resgatar suas cotas a qualquer momento. nem todos o fazem ao mesmo tempo. sempre fica uma grande soma disponível. Fortuna (2008) 2. um fundo de investimento é definido como um conjunto de recursos monetários. “É a ideia de um condomínio – a aplicação em conjunto -.4. se o título não for pago no final do período. poderá ser convertido em quantidade correspondente de ações da empresa. venda caracteriza entrega de moeda estrangeira e recebimento de moeda nacional e arbitragem entrega de moeda estrangeira e recebimento de outra moeda estrangeira. sendo comercializadas como uma ação.3 Operações de Câmbio A compra visa o recebimento da moeda estrangeira e entrega de moeda nacional. As cotas são negociadas na bolsa de valores. Biderman (2006). Fortuna (2008) 2. ou seja. 2.4 Fundos de Investimentos Segundo Assaf Neto (2006). desta forma. Biderman (2006) destaca que os fundos imobiliários são constituídos sob a forma de condomínio fechado.4. sendo que o patrimônio é destinado a aplicações em . que se destinam à aplicação coletiva em carteira de títulos e valores mobiliários. que pode ser aplicada em títulos mais rentáveis”. isto é. formado por depósitos de cotistas.4. Fortuna (2008).

sendo que estas cotas são negociadas nas bolsas de valores. com direito de preferência sobre os lucros a serem distribuídos aos acionistas.4. Fortuna (2008). Este produto financeiro visa também pulverizar o risco entre os agentes econômicos. 2.5 ANÁLISE DE INVESTIMENTO Para que seja possível realizar este estudo.4. “Podem ser ordinárias. índice de ações. deve-se discorrer sobre algumas nomenclaturas e conceitos utilizados para realizar a análise de um investimento. São elas: 1) Análise Econômico-Financeira: visa o estudo das demonstrações financeiras em determinado período passado para diagnosticar sua posição atual e produzir resultados que sirvam de base para a previsão de tendências futuras. As cotas não podem ser resgatadas e são registradas na Comissão de Valores Mobiliários. 2. seja na forma de dividendos ou juros sobre capital próprio”. com direito a voto. commodities entre outros.31 imóveis.6 Ações São cotas ou partes de uma empresa com capital aberto. 2. . Os contratos de derivativos podem ser negociados com: moedas. Fortuna (2008). ou preferenciais.7 Derivativos Tem como principal objetivo a proteção contra oscilações dos preços dos ativos que compõem determinado portfólio de investimentos.

será feita uma análise econômico-financeira da atividade utilizando-se muitas vezes destes conceitos financeiros. do engenheiro. do eletricista. (ASSAF. previstos para cada período do horizonte de duração do projeto e o valor presente dos investimentos. 2004).32 2) Fluxo de Caixa: é o conjunto de movimentações financeiras decorrente do pagamento e recebimento dos eventos econômicos das operações da empresa e das atividades de captação de recursos e investimento de capital (PADOVEZE. (ASSAF. 5) Taxa Interna de Retorno (TIR): conceituada como a taxa de desconto que iguala. 2009). 2005). . 6) Payback: trata-se do tempo necessário para que a empresa recupere seu investimento inicial em um projeto. do economista. (GITMAN. em determinado momento (geralmente usa-se a data de início do investimento – momento zero) as entradas com as saídas previstas de caixa. 3) Recursos Humanos: incluem toda a atividade humana utilizada na produção de bens e serviços (serviços técnicos do advogado. 4) Valor Presente Líquido (VPL): é conceituada como uma medida obtida através da diferença entre o valor presente dos benefícios líquidos da empresa. Neste sentido. 2006). 7) Análise de sensibilidade: é uma metodologia de avaliação do risco que revela em quanto o resultado econômico (VPL) de um investimento se modificará diante de alterações em variáveis estimadas no fluxo de caixa (ASSAF. que permitem uma análise correta para a pesquisa. ou seja. 2004). pelo desembolso de caixa. etc. 2009). LIMA. calculado com suas entradas de caixa.) (MENDES. do médico.

se faz necessário discorrer sobre as principais Leis.33 3 LEGISLAÇÃO A legislação brasileira referente ao mercado financeiro que foi promulgada em meados de 1976 foi uma enorme evolução para o mercado financeiro brasileiro. Assim. A CVM ainda busca proteger os investidores contra informações e práticas não equitativas. bem como. Este princípio é padrão dos órgãos reguladores do mercado financeiro em todos os países. Instruções da CVM e as Resoluções do Conselho Monetário Nacional. o maior número de informações visando desenvolver e melhorar o processo de tomada de decisão de investimentos. De acordo com a Lei 6. foi a criação da Comissão de Valores Mobiliários. Um dos principais objetivos da CVM é de colocar a disposição dos investidores. alto nível de padrões éticos por parte dos intermediários das negociações ou administradores de recursos. A atuação da CVM no mercado possui alguns princípios básicos: estimulo à auto-regulação. é imprescindível o amplo conhecimento da legislação que rege a atividade de uma asset management. . Outra melhora com grande relevância a regulamentação da atividade de administração de recursos de terceiros. A evolução mais importante. Principalmente através da Lei 6. Desta forma. e ampla e pronta divulgação de informações.385/76 “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão”. para desenvolver uma análise econômicofinanceira adequada. aumentar de forma significativa a atratividade e a segurança para a pessoa física investir no mercado de capitais. que podem prejudicar o desenvolvimento do mercado financeiro.385/76 foi possível promover uma ampla divulgação de informações fidedignas a respeito das empresas de capital aberto e dos produtos financeiros.

de 31. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3.10. 1º . de 31.2001) V.1.1 Lei 6.1.303. 3. o funcionamento e as operações das Bolsas de Mercadorias e Futuros. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade. a organização.2001) VI.303. o funcionamento e as operações das Bolsas de Valores. de 31.10.303.2001) II. (Redação dada pela Lei nº 10.Serão disciplinadas e fiscalizadas de acordo com esta Lei as seguintes atividades: I. (Redação dada pela Lei nº 10. sendo que os artigos foram subdivididos em tópicos para facilitar a compreensão.303.34 3.385/76 Esta Lei foi responsável pela criação da CVM e também dispõe sobre o mercado de valores mobiliários.1 Atividades Disciplinadas e Fiscalizadas Art. a administração de carteiras e a custódia de valores mobiliários.1.2001) III. a emissão e distribuição de valores mobiliários no mercado. a organização.10. de 31. (Redação dada pela Lei nº 10.303.385/76.303. (Redação dada pela Lei nº 10.2001) . de 31. de 31. (Redação dada pela Lei nº 10. (Redação dada pela Lei nº 10.2001) IV.10. a negociação e intermediação no mercado de derivativos.1 LEGISLAÇÃO FEDERAL A seguir serão apresentados os principais artigos da Lei 6. a negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários.10.10.

303.303. de 31.São valores mobiliários sujeitos ao regime desta Lei: I.303.2001) VIII. (Redação dada pela Lei nº 10. os certificados de depósito de valores mobiliários. quaisquer outros títulos ou contratos de investimento coletivo. recibos de subscrição e certificados de desdobramento relativos aos valores mobiliários referidos no inciso II. (Redação dada pela Lei nº 10.10. 2º . de parceria ou de remuneração.2001) V.2001) II.10.2001) III. de 31.10. inclusive resultante de prestação de serviços. de 31. as cédulas de debêntures. de 31.10. (Inciso incluído pela Lei nº 10. de opções e outros derivativos.2001) VIII.10.2001) . quando ofertados publicamente. as cotas de fundos de investimento em valores mobiliários ou de clubes de investimento em quaisquer ativos.303. (Inciso incluído pela Lei nº 10.35 VII. (Inciso incluído pela Lei nº 10. de 31. de 31.303. de 31.2001) Art. que gerem direito de participação. direitos.303.303.2001) IV. cujos rendimentos advêm do esforço do empreendedor ou de terceiros.303.2001) VI. de 31.10. as ações. os cupons.10. debêntures e bônus de subscrição. de 31. (Inciso incluído pela Lei nº 10. os serviços de consultor e analista de valores mobiliários.2001) os contratos futuros. e (Inciso incluído pela Lei nº 10. (Inciso incluído pela Lei nº 10. VII. de 31.10. (Inciso incluído pela Lei nº 10.10. (Inciso incluído pela Lei nº 10.303.10. (Redação dada pela Lei nº 10.10. de 31.303. independentemente dos ativos subjacentes. a auditoria das companhias abertas. cujos ativos subjacentes sejam valores mobiliários.2001) IX. as notas comerciais. outros contratos derivativos.303.

VIII.1. estimular a formação de poupanças e a sua aplicação em valores mobiliários. proteger os titulares de valores mobiliários e os investidores do mercado contra: a) emissões irregulares de valores mobiliários.10.303. das condições de utilização de crédito fixadas pelo Conselho Monetário Nacional. III.36 3. evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda.É instituída a Comissão de Valores Mobiliários. VII. b) atos ilegais de administradores e acionistas controladores das companhias abertas. II. IV. 4º . promover a expansão e o funcionamento eficiente e regular do mercado de ações. assegurar a observância no mercado. dotada de autoridade administrativa independente. Art. oferta ou preço dos valores mobiliários negociados no mercado.1. (Alínea incluída pela Lei nº 10. com personalidade jurídica e patrimônio próprios. ausência . de 31. assegurar o acesso do público a informações sobre os valores mobiliários negociados e as companhias que os tenham emitido. entidade autárquica em regime especial. vinculada ao Ministério da Fazenda. e estimular as aplicações permanentes em ações do capital social de companhias abertas sob controle de capitais privados nacionais. VI. c) o uso de informação relevante não divulgada no mercado de valores mobiliários. assegurar a observância de práticas comerciais equitativas no mercado de valores mobiliários. 5º .2 Conselho Monetário Nacional e Comissão de Valores Mobiliários Art. assegurar o funcionamento eficiente e regular dos mercados da bolsa e de balcão. ou de administradores de carteira de valores mobiliários.O Conselho Monetário Nacional e a Comissão de Valores Mobiliários exercerão as atribuições previstas na lei para o fim de: I.2001) V.

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de subordinação hierárquica, mandato fixo e estabilidade de seus dirigentes, e autonomia financeira e orçamentária. (Redação dada pela Lei nº 10.411, de 26.2.2002) Art. 6º - A Comissão de Valores Mobiliários será administrada por um Presidente e quatro Diretores, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovados pelo Senado Federal, dentre pessoas de ilibada reputação e reconhecida competência em matéria de mercado de capitais. (Redação dada pela Lei nº 10.411, de 26.2.2002) Art. 8º - Compete à Comissão de Valores Mobiliários: I. regulamentar, com observância da política definida pelo Conselho Monetário Nacional, as matérias expressamente previstas nesta Lei e na lei de sociedades por ações; II. III. administrar os registros instituídos por esta Lei; fiscalizar permanentemente as atividades e os serviços do mercado de valores mobiliários, de que trata o Art. 1º, bem como a veiculação de informações relativas ao mercado, às pessoas que dele participem, e aos valores nele negociados; IV. propor ao Conselho Monetário Nacional a eventual fixação de limites máximos de preço, comissões, emolumentos e quaisquer outras vantagens cobradas pelos intermediários do mercado;
V.

fiscalizar e inspecionar as companhias abertas dada prioridade às que não apresentem lucro em balanço ou às que deixem de pagar o dividendo mínimo obrigatório.

3.1.1.3 Administração de Carteiras

Art. 23º - O exercício profissional da administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão. § 1º - O disposto neste artigo se aplica à gestão profissional e recursos ou valores mobiliários entregues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda valores mobiliários por conta do comitente.

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§ 2º - Compete à Comissão estabelecer as normas a serem observadas pelos administradores na gestão de carteiras e sua remuneração, observado o disposto no Art. 8º inciso IV. Art. 24º - Compete à Comissão autorizar a atividade de custódia de valores mobiliários, cujo exercício será privativo das instituições financeiras e das entidades de compensação e liquidação. (Redação pelo Decreto nº 3.995, de 31.10.2001) Parágrafo único. Considera-se custódia de valores mobiliários o depósito para guarda, recebimento de dividendos e bonificações, resgate, amortização ou reembolso, e exercício de direitos de subscrição, sem que o depositário, tenha poderes, salvo autorização expressa do depositante em cada caso, para alienar os valores mobiliários depositados ou reaplicar as importâncias recebidas. Art. 25º - Salvo mandato expresso com prazo não superior a um ano, o administrador de carteira e o depositário de valores mobiliários não podem exercer o direito de voto que couber às ações sob sua administração ou custódia.

3.1.1.4 Disposições Finais

Art. 28º - O Banco Central do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários, a Secretaria de Previdência Complementar, a Secretaria da Receita Federal e Superintendência de Seguros Privados manterão um sistema de intercâmbio de informações, relativas à fiscalização que exerçam, nas áreas de suas respectivas competências, no mercado de valores mobiliários. (Redação dada pela Lei nº 10.303, de 31.10.2001) Portanto, conforme citado anteriormente através da Lei 6.385/76 foi possível promover uma ampla divulgação de informações sobre empresas de capital aberto e dos produtos financeiros aumentando a atratividade e a segurança do mercado de capitais, sendo que a evolução mais relevante foi a criação da CVM e a regulamentação da atividade de administração de recursos de terceiros.

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3.2 INSTRUÇÕES DA CVM

A seguir serão apresentados os principais artigos das Instruções da CVM Nº 301, Nº306, Nº310 e Nº483. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade, sendo que os artigos foram subdivididos em tópicos para facilitar a compreensão.

3.2.1 Instrução CVM Nº 301

Esta Instrução dispõe sobre a identificação, o cadastro, o registro, as operações, a comunicação, os limites e a responsabilidade administrativa de que tratam os incisos I e II do artigo 10, I e II do artigo 11, e os artigos 12 e 13, da Lei nº 9.613, de 3 março de 1998, referente aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e valores. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art. 2º - Sujeitam-se às obrigações previstas nesta Instrução as pessoas jurídicas que tenham, em caráter permanente ou eventual, como atividade principal ou acessória, cumulativamente ou não, a custódia, emissão, distribuição, liquidação, negociação, intermediação ou administração de títulos ou valores mobiliários, assim como as bolsas de valores, as entidades do mercado de balcão organizado e as bolsas de mercadorias ou futuros, além das demais pessoas referidas no art. 9º da Lei nº 9.613/98, que se encontrem sob a disciplina e fiscalização exercidas pela CVM, e dos administradores das pessoas jurídicas.

3.2.1.1 Identificação e Cadastro de Clientes

Art. 3º - Para os fins do disposto no art. 10, inciso I, da Lei nº 9.613/98, as pessoas mencionadas no art. 2º desta Instrução identificarão seus clientes e manterão cadastro atualizado dos mesmos.

d) endereço completo (logradouro. data de nascimento. nome do órgão expedidor e data de expedição. d) endereço completo (logradouro. se pessoa jurídica: a) a denominação ou razão social. e f) informações acerca dos rendimentos e da situação patrimonial. de 15 de setembro de 1994. bairro. as seguintes informações: I. no mínimo. qualquer cadastro de clientes deverá conter. filiação e nome do cônjuge ou companheiro. e b) informações acerca da situação patrimonial e financeira respectiva. cidade. nacionalidade. b) natureza e número do documento de identificação. unidade da federação e CEP) e número de telefone. § 2º Os clientes deverão comunicar. f) informações acerca da situação patrimonial e financeira respectiva. estado civil. c) número de identificação do registro empresarial (NIRE) e no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). e) ocupação profissional. e) atividade principal desenvolvida. unidade da federação e CEP) e número de telefone. III. quaisquer alterações nos seus dados cadastrais. administradores e procuradores. controladas ou coligadas. nas demais hipóteses: a) a identificação completa dos clientes e de seus representantes e/ou administradores. e g) denominação ou razão social de pessoas jurídicas controladoras. se pessoa física: a) nome completo. de imediato. II. c) número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF/MF). complemento. sexo.40 § 1º Sem prejuízo do disposto na Instrução CVM nº 220. bairro. b) nomes dos controladores. cidade. complemento. naturalidade. .

O registro também será efetuado. 10 e 11 da Lei nº 9. 2º desta Instrução manterão registro de toda transação envolvendo títulos ou valores mobiliários cujo valor seja igual ou superior a dez mil reais. identificados no cadastro previsto nesta Instrução.613/98. deverão ser conservados. respectivamente. 3. na forma do "caput" deste artigo. 3º e 4º desta Instrução.Os cadastros e registros referidos. 3. Parágrafo único. ultrapassem o limite específico ora fixado. de 8 de outubro de 1998. 4º .4 Responsabilidade Administrativa e Disposições Finais Art. quando a pessoa física. 10.Às pessoas mencionadas no art.As pessoas mencionadas no art. na forma prevista no Anexo ao Decreto nº 2. em um mesmo mês-calendário. conglomerado ou grupo.2.1. no conjunto. à disposição da CVM. 2º desta Instrução que deixarem de cumprir as obrigações previstas nos arts. 12 da Lei nº 9. nos arts.Para os fins do disposto no art. .2 Registro de Transações e do Limite Respectivo Art.799. 8º . 7º desta Instrução. inciso II.1. Art. 9º .2.1. as pessoas mencionadas no art. cujos valores. realizarem. 2º desta Instrução deverão desenvolver e implementar procedimentos de controle que viabilizem a fiel observância das disposições nela contidas.3 Período de Conservação dos Cadastros e Registros Art.41 3. durante o período mínimo de cinco anos. da Lei nº 9. as sanções do art. a partir do encerramento da conta ou da conclusão da transação. operações com uma mesma pessoa. cumulativamente ou não.613/98. sob forma que permita a tempestiva comunicação a qual se refere o art.2. jurídica ou seus entes ligados.613/98 e nesta Instrução serão aplicadas. 5º .

direitos e valores.2.1 Administrador de Carteiras Art. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3. . entregues ao administrador.2. de imediato. padronizando as informações necessárias para a abertura de um cadastro tanto de uma pessoa física quanto pessoa jurídica. quaisquer alterações nas informações cadastrais. 2º . Art. 3º . as informações cadastrais e os registros das transações devem ser conservadas pelo período mínimo de 5 anos.A administração profissional de carteira de valores mobiliários só pode ser exercida por pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM. esta instrução regulamenta a identificação e o cadastro dos clientes de uma asset management. É importante ressaltar que.A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de recursos ou valores mobiliários. sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários.2. É valido ressaltar que as informações que a instrução exige.2 Instrução CVM Nº 306 Esta Instrução dispõe sobre a administração de carteira de valores mobiliários. são fundamentais para o combate aos crimes de “lavagem” ou ocultação de bens. 11º . Desta forma. produzindo efeitos a partir de 2 de agosto de 1999.42 Art.Esta Instrução entra em vigor na data da sua publicação no Diário Oficial da União. A instrução ainda exige que as instituições mantenham o registro de todas as transações com valor superior a R$10 mil envolvendo títulos ou valores mobiliários. 3. com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobiliários por conta do investidor. Os clientes ainda devem informar. de acordo com o artigo 5º desta instrução.

4º desta Instrução. três anos na área financeira e/ou no mercado de valores mobiliários na área de administração de recursos de terceiros ou experiência profissional de. diretamente relacionada com as atividades exercidas no mercado de valores mobiliários. reputação ilibada. sobre: a) se está inabilitado para o exercício de cargo em instituições financeiras e demais entidades autorizadas a funcionar pela CVM .2. nos termos do art. II. declaração do pretendente. constante do Anexo III a esta Instrução. desde que comprovada a experiência profissional especificada no inciso II de. e III. excepcionalmente. pelo menos. 4º .2 Autorização para Administrador Pessoa Natural e Pessoa Jurídica Art. sete anos. no mínimo. por pessoa natural. experiência profissional de.O pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira. graduação em curso superior. no mínimo. e III. dispensar o atendimento ao requisito previsto no inciso I deste artigo. devidamente preenchido. A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários não implica qualquer apreciação sobre os méritos do administrador pessoa natural e jurídica. em instituição reconhecida oficialmente. no País ou no exterior. A CVM pode.43 Parágrafo único. Parágrafo único. formulário cadastral.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários somente é concedida a pessoa natural domiciliada no País que tiver: I. deve ser instruído com os seguintes documentos: I. curriculum vitae contendo dados profissionais que evidenciem a experiência do pretendente. II. 5º .2. 3. Art. cinco anos. nem responsabilidade por parte da CVM.

liquidação extrajudicial ou submetida a regime de administração especial temporária. para tanto. com vistas a conceder a autorização pleiteada. no momento da solicitação.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários somente é concedida à pessoa jurídica domiciliada no País que: I. devidamente autorizada para este fim. tenha como objeto social o exercício da administração de carteira de valores mobiliários e esteja regularmente constituída e registrada no CNPJ. nos últimos cinco anos. e e) se foi. da Secretaria de Previdência Complementar ou da Superintendência de Seguros Privados. c) se está incluído no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundo. poder discricionário na análise das circunstâncias de cada caso. de pessoa jurídica que tenha requerido falência ou cuja falência tenha sido decretada nesse período. pela CVM. 7º . Art. 6º . e . a CVM pode examinar e avaliar a situação individual do pretendente. intervenção. contratar os serviços de análise de valores mobiliários com pessoa natural ou jurídica. que tenha tido. II. administrador ou membro do conselho fiscal de entidade sujeita ao controle e fiscalização da CVM. cabendo-lhe exercer. nesse período. bem como não apresenta. entidades de previdência privada e companhias abertas. concordatário ou insolvente. sua autorização cassada ou esteve sujeita ao regime de falência. concordata. protesto de títulos. Parágrafo único. nos últimos cinco anos. nos últimos cinco anos. a seu critério. b) se foi condenado judicialmente. atribua a responsabilidade pela administração de carteira de valores mobiliários a um diretor ou sócio-gerente autorizado a exercer a atividade pela CVM. d) se é falido.44 ou Banco Central do Brasil. Nas hipóteses previstas nas alíneas "b" a "e" do inciso III. sociedades seguradoras. é ou foi administrador ou membro do conselho fiscal. do Banco Central do Brasil. Art.O administrador pode.

45 III. e . o substituto deve assumir a responsabilidade pela administração de carteira de valores mobiliários. que devem ser exercidas de forma independente e exclusiva. nos termos do § 1º deste artigo. incluindo quantidade e natureza das atividades dos profissionais integrantes do departamento e. caso a pessoa jurídica administre carteiras de valores mobiliários de investidores de natureza diversa e desde que sua estrutura administrativa contemple a existência de uma rígida divisão de atividades entre as mesmas. § 3º A substituição do diretor. depende de prévia aprovação. contrato com pessoa autorizada pela CVM a prestar serviços desta natureza. na forma prevista nesta Instrução. III. se for o caso. por pessoa jurídica. § 6º A CVM pode examinar a indicação de mais de um diretor responsável. documento que contenha a indicação do sócio-gerente ou diretor responsável pela atividade. por escrito. II. no prazo de um dia útil. devendo a CVM ser comunicada. IV. cópia dos atos constitutivos devidamente consolidados. informações sobre o tipo de investidor com que a empresa pretenda atuar. 8º . § 2º Na hipótese prevista no parágrafo anterior.O pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários. pela CVM. o pedido de autorização deve ser instruído com o contrato firmado com a pessoa autorizada pela CVM. a contar da sua ocorrência. constitua e mantenha departamento técnico especializado em análise de valores mobiliários. § 4° Na hipótese de impedimento do responsável por prazo superior a trinta dias. em especial no que concerne à tomada de decisões de investimento. Art. informações sobre o departamento de análise. deve ser instruído com: I. sócio-gerente responsável ou da pessoa contratada. § 1º É facultado à pessoa jurídica contratar terceiros devidamente autorizados pela CVM para os serviços previstos no inciso III deste artigo. § 5º O diretor ou sócio-gerente diretamente responsável pela administração de carteiras de valores mobiliários de terceiros não pode ser responsável por nenhuma outra atividade da instituição.

2. 3.2. . deve encaminhar à CVM. contados da data de recebimento do aviso de que o pedido foi indeferido. até o dia 31 de maio de cada ano. a ser expedido no prazo de trinta dias. 9º .3 Concessão da Autorização Art. a contar da data do protocolo de entrada do pedido na CVM. pelo prazo de noventa dias. passando a fluir novo prazo de trinta dias a partir da data de cumprimento das exigências. presume-se aprovado o pedido de autorização.2. pessoa natural ou jurídica. Da decisão do Superintendente que indeferir o pedido cabe recurso ao Colegiado da CVM. informações relativas às carteiras que administre. devidamente instruído com a respectiva documentação. é concedid o prazo não superior a sessenta dias. conforme o caso. caso não haja manifestação da CVM em contrário. constante do Anexo IV a esta Instrução. findo o qual podem os mesmos ser inutilizados pela CVM. devidamente preenchido. 3. 10º . sob pena de indeferimento do pedido. se a CVM solicitar ao interessado informações adicionais. § 3° Para o atendimento das exigências. § 1º Decorrido o prazo previsto neste artigo. Art. contados do recebimento da correspondência respectiva. § 2º O prazo de trinta dias pode ser interrompido uma única vez. conforme estabelecido nos Anexos I e II desta Instrução. de acordo com o disposto nos Anexos III ou IV. ficando todos os documentos que o instruíram à sua disposição. Parágrafo único.46 V. nos termos da regulamentação em vigor. além de informações cadastrais atualizadas.A autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários é concedida através de Ato Declaratório.O administrador de carteira de valores mobiliários.4 Prestação de Informações Art. podendo o interessado requerer a expedição do respectivo Ato Declaratório.O indeferimento do pedido de autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários deve ser comunicado por escrito ao interessado. formulário cadastral. 12º .2.

O material de divulgação de desempenho deve incluir informações sobre todas as carteiras que o administrador tenha sob sua gestão e não apenas sobre algumas delas. o administrador deve acrescentar. empregar. no mínimo. desempenhar suas atribuições de modo a atender aos objetivos de investimento do (s) titular (es) da carteira. Qualquer alteração cadastral relativa ao administrador de carteira de valores mobiliários deve ser comunicada à CVM. dentre as quais se incluem: a) a política de investimentos a ser adotada.5 Normas de Conduta Art. a sua situação financeira e com os seus objetivos. 3. III. que deve estar de acordo com o perfil do investidor.2. Art. II. o qual deve conter as características básicas dos serviços a serem prestados.Sempre que divulgar publicamente dados com base em desempenho histórico das carteiras administradas ou de valores mobiliários e índices de mercado de capitais. o cuidado e a diligência que todo homem ativo e probo costuma dispensar à administração de seus próprios negócios. 13º .A pessoa natural ou jurídica responsável pela administração da carteira de valores mobiliários deve observar as seguintes regras de conduta: I. englobando. Parágrafo único.2. a seguinte mensagem: "A ADMINISTRADORA ALERTA QUE RESULTADOS OBTIDOS NO PASSADO NÃO ASSEGURAM RESULTADOS FUTUROS". prévia e obrigatoriamente por escrito. os últimos seis meses. no prazo de quinze dias. sem prejuízo do disposto no "caput" deste artigo. b) a remuneração cobrada pelos serviços. 14º . respondendo por quaisquer infrações ou irregularidades que venham a ser cometidas sob sua gestão. contados a partir da sua ocorrência. c) as informações sobre outras atividades que o próprio administrador exerça no mercado e os potenciais conflitos de interesse existentes .47 Parágrafo único. cumprir fielmente o contrato firmado com o cliente. no exercício de sua atividade. com destaque.

16. d) os riscos inerentes aos diversos tipos de operações com valores mobiliários nos mercados de bolsa. manter em custódia. e VIII. O administrador deve garantir. em entidade devidamente habilitada para tal serviço. no caso de cliente pessoa jurídica. pertinentes administrada. manter atualizada. Parágrafo único. os valores mobiliários integrantes das carteiras sob sua gestão. referentes às diversas alternativas e modalidades de . e f) o conteúdo e periodicidade das informações a serem prestadas pelo administrador ao cliente. toda a documentação relativa às operações com valores mobiliários integrantes das carteiras sob sua gestão. prestar as informações que lhe forem solicitadas pelo titular da carteira. de balcão. nos mercados de liquidação futura e nas operações de empréstimo de ações que pretenda realizar com os recursos do investidor. através de mecanismos de controle interno adequados.48 entre tais atividades e a administração da carteira de valores mobiliários. IV. VII. ao administrador. conforme disposto no art. sendo que. o permanente atendimento às normas e aos valores mobiliários integrantes da carteira regulamentações vigentes. evitar práticas que possam ferir a relação fiduciária mantida com seus clientes. transferir à carteira qualquer benefício ou vantagem que possa alcançar em decorrência de sua condição de administrador de carteira. por escrito. para que o administrador assuma a contraparte das operações. em perfeita ordem e à disposição do cliente. VI. V. se for o caso. e) a autorização. deve ser indicado. tomando todas as providências úteis ou necessárias à defesa dos interesses dos seus clientes. o nome da pessoa natural com poderes para tal autorização. explicitando que a aplicação em derivativos pode resultar em perdas superiores ao investimento realizado.

negligenciar. com base em desempenho histórico da carteira.49 investimento. a defesa dos direitos e interesses do titular da carteira. em negócios com carteiras que administre. Nos casos de distribuição pública em que a pessoa jurídica responsável pela administração da carteira de valores mobiliários participe do . para isso. VI. promover operações cujo objetivo consista em burlar a legislação fiscal e/ou outras normas legais e regulamentares. promover negociações com os valores mobiliários das carteiras que administra. Art. os recursos que administra. à própria atividade de administração de carteira e aos padrões de conduta ética e profissional. VII. ainda que tais negócios aumentem a valorização da carteira administrada. III. ou abrir créditos sob qualquer modalidade. fazer quaisquer promessas quantificadas quanto a retornos futuros da carteira. do respectivo titular. ou b) quando. V. exceto quando houver autorização. II. do titular da carteira. poder discricionário sobre a mesma e não tenha conhecimento prévio da operação. proceder a qualquer tipo de modificação relevante nas características básicas dos serviços que presta. do titular da carteira. prévia e por escrito. IV. comprovadamente. ou omitir-se em relação à mesma. em qualquer circunstância. Parágrafo único. 16º .É vedado ao administrador de carteira: I. atuar como contraparte. usando. com a finalidade de gerar receitas de corretagem para si ou para terceiros. salvo em se tratando de concessão a terceiros de empréstimo de ações para a realização de operações nos mercados autorizados a funcionar pela CVM. conceder empréstimos ou adiantamentos. ou de valores mobiliários e índices do mercado de capitais. e VIII. não detenha. fazer propaganda garantindo níveis de rentabilidade. embora formalmente contratado como administrador de carteira. prévia e por escrito. prévia e por escrito. direta ou indiretamente. desde que haja autorização. exceto nos seguintes casos: a) quando se tratar de administração de carteiras individuais e houver autorização.

Sujeita-se ao rito sumário do processo administrativo. para efeito do disposto no art. incidente a partir do dia seguinte ao término do prazo estabelecido para o cumprimento da obrigação. pelos prejuízos resultantes de seus atos dolosos ou culposos e pelos que infringirem normas legais. V e 11 da Lei n. 3. Art.00 (cem reais). o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários por pessoa natural ou jurídica não autorizada. 7º. regulamentares ou estatutárias. por parte do administrador de carteira de valores mobiliários. IV. civil e administrativamente. incisos III. incisos VI a VIII desta Instrução.2.385/76. 20º . têm os mesmos deveres do administrador de carteira. da Lei n. que tomem decisões relativas à aplicação de recursos de terceiros. sem prejuízo da responsabilidade prevista nos arts. nos termos do art.O administrador de carteira que não encaminhar à CVM as informações previstas nesta Instrução ou que não mantiver seu registro atualizado. bem como a infração às normas contidas nos arts. 17º .50 consórcio de distribuição. no exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários.385/76. fica sujeito à multa cominatória diária de R$ 100. §1º.º 6. de acordo com a regulamentação do Conselho Monetário Nacional. Os integrantes de comitê de investimento. Art.6 Responsabilidade e Penalidades Art. o descumprimento do disposto nos arts.º 6. admitir-se-á a subscrição de valores mobiliários para a carteira administrada. § 3º. II.Considera-se infração grave. Art. 14. 12 desta Instrução.2. incisos I a V desta Instrução.A pessoa natural ou jurídica. sem prejuízo de eventual responsabilidade penal e da responsabilidade subsidiária da pessoa jurídica de direito privado que a contratou ou a supervisionou de modo inadequado. incisos I. é diretamente responsável. 19º . e 16. 14. 9º. 18º . desde que em condições idênticas às que prevalecerem no mercado ou em que o administrador contrataria com terceiros. V. ou órgão assemelhado. . ou autorizada com base em declaração ou documentos falsos. 11. VI e VII e 15. Parágrafo único. devendo o fato ser informado imediatamente à CVM. nos termos desta Instrução. VII e VIII.

exige que a empresa tenha como objeto social o exercício da administração de carteira de valores mobiliários e esteja constituída e registrada no CNPJ. Sempre que tais informações sejam divulgadas. O descumprimento do disposto no "caput" deste artigo acarreta o cancelamento da autorização para o exercício da atividade de administração de carteira de valores mobiliários. Outra exigência importante da instrução refere-se a divulgação do desempenho histórico das carteiras administradas. pessoa natural ou jurídica.51 3. no prazo de noventa dias. o administrador deve acrescentar a seguinte mensagem: “A ADMINISTRADORA ALERTA QUE RESULTADOS OBTIDOS NO PASSADO NÃO ASSEGURAM RESULTADOS FUTUROS”. sendo que este pode realizar a compra ou venda por conta do investidor. É necessário ainda contratar terceiros ou constituir e manter um departamento técnico de análise de valores mobiliários. .2. esta instrução define que a administração de carteira de valores mobiliários é uma gestão profissional realizada por pessoa natural ou jurídica. também é necessário atribuir a responsabilidade da gestão para diretor ou sócio-gerente previamente autorizado pela CVM a exercer tal atividade. se adaptar ao disposto nesta Instrução. 21º . Esta atividade pode ser desenvolvida somente com autorização prévia e está sob fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários. Parágrafo único.7 Disposições Finais e Anexos Art.O administrador de carteira que já administra carteiras de valores mobiliários deve. Desta forma.2. A autorização para uma pessoa jurídica domiciliada no Brasil. A instrução ainda exige que o administrador de carteira de valores mobiliários. encaminhe informações relativas às carteiras que administre além de enviar informações cadastrais atualizadas para a CVM periodicamente. de acordo com o artigo 7º desta instrução.

CARTEIRAS ADMINISTRADAS – ATIVOS * Valor apurado de acordo com os mesmos critérios utilizados para a determinação do valor de carteira dos fundos mútuos de investimentos em ações. . ANEXO II À INSTRUÇÃO CVM N° 306.52 ANEXO I À INSTRUÇÃO CVM N° 306. DE 5 DE MAIO DE 19 99 . DE 5 DE MAIO DE 199 9 -CARTEIRAS ADMINISTRADAS – RESUMO * Valor apurado de acordo com os mesmos critérios utilizados para a determinação do valor de carteira dos fundos mútuos de investimentos em ações.

DE 5 DE MAIO DE 1999 . através de contrato com a instituição custodiante.53 ANEXO III À INSTRUÇÃO CVM Nº 306. A seguir serão .PJ – Formulário Cadastral de Prestador de Serviços de Administração de Carteira 3.3 Instrução CVM Nº 310 Esta Instrução dispõe sobre as obrigações dos prestadores de serviços de custódia de valores mobiliários (custodiantes) e das instituições financeiras intermediárias (subcustodiantes) que.2. DE 5 DE MAIO DE 1999 – PF – Formulário Cadastral de Prestador de Serviços de Administração de Carteira ANEXO IV À INSTRUÇÃO CVM Nº 306. efetuam serviços de custódia para seus clientes.

§ 1º Não se admite o envio dos extratos para o endereço de instituições financeiras. autenticadas por funcionário credenciado.3. autenticadas por funcionário credenciado. A ficha cadastral do investidor deve ser preenchida completamente.Os extratos da conta de custódia. cópia do respectivo contrato. para o investidor pessoa natural. § 2º Em qualquer caso. Parágrafo único. mediante inspeções periódicas dos livros e registros contábeis pertinentes à atividade de custódia. sem prejuízo do controle contínuo que deve ser exercido sobre a atuação dessas instituições. periódicos ou extraordinários. para o investidor pessoa jurídica. as entidades de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários devem zelar pela regularidade dos procedimentos internos das corretoras e distribuidoras.Os prestadores de serviços de custódia devem zelar para que seus subcustodiantes mantenham procedimentos adequados para a segurança das posições em custódia. 4º . cópias de seu documento de identidade. 3º .1 Obrigações dos Custodiantes e Subcustodiantes Art. regulamento ou estatuto social registrado no órgão competente e do cartão do CNPJ. usuárias diretas ou indiretas de custódia. Art. com exceção dos casos de conta própria. II. devem ser enviados para o endereço do investidor titular da conta. contas de diretores e empregados e contas de fundos e clubes de investimento em que a instituição mantenha a gestão discricionária.Ressalvada a competência da CVM.54 apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3. 2º . .2. Art. e o custodiante ou subcustodiante deve manter em anexo: I. cartão de inscrição no CPF e comprovante de residência. a conta de custódia deve estar identificada em nome de seu titular.

2 Penalidades e Disposições Finais Art. 1º Analista de valores mobiliários é a pessoa natural que. 11 da Lei nº 6. devem ser enviados para o endereço do investidor titular da conta. estudos ou análises sobre valores mobiliários específicos ou sobre emissores de valores mobiliários determinados que possam auxiliar ou influenciar investidores no processo de tomada de decisão de investimento. 3. mantenham procedimentos para a segurança e o controle das posições em custódia. de 7 de dezembro de 1976. elabora relatórios de análise destinados à publicação. bem como. divulgação ou distribuição a terceiros. § 1º Para os fins da presente Instrução. ou seja.4.O descumprimento ao disposto nesta Instrução configura infração grave.1 Atividade Art. ainda que restrita a clientes. prestadores de serviços de custódia como a Central Brasileira de Liquidação e Custódia. relatórios de acompanhamento.3. extratos periódicos ou extraordinários.55 3.2. a expressão “relatório de análise” significa quaisquer textos. por exemplo. para os efeitos do § 3º do art. a posição e a quantidade de títulos e valores mobiliários que determinado investidor possui. em caráter profissional. .385. Desta forma.2. esta Instrução exige que os extratos da conta de custódia. as Corretoras de Valores Mobiliários. devem zelar para que seus subcustodiantes.2.4 Instrução CVM Nº 483 Esta Instrução dispõe sobre a atividade de analista de valores mobiliários e estabelece condições para seu exercício. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: 3. De acordo com o artigo 3º desta Instrução. 5º .

negociar. da Lei nº 6. III. 2º A atividade de analista de valores mobiliários pode ser exercida nas seguintes modalidades: I. para os fins do disposto nesta Instrução. direta ou indiretamente.56 § 2º Exposições públicas. para si ou para outrem. 9º. valores mobiliários objeto dos relatórios de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários por um período de 30 .385. Para todos os fins do art. 3º O analista de valores mobiliários deve agir com probidade. vinculada a pessoa jurídica que tenha em seu objeto social exclusivamente a atividade de análise de valores mobiliários. Art. omitir informação sobre conflito de interesses. II. II.2 Normas de Conduta. a pessoa jurídica de que trata o inciso III é equiparada ao analista de valores mobiliários. vinculada a instituição integrante do sistema de distribuição ou a pessoa natural ou jurídica autorizada pela CVM a desempenhar a função de administrador de carteira ou de consultor de valores mobiliários. vantagem indevida. conferências telefônicas e quaisquer outras manifestações não-escritas. de 7 de dezembro de 1976. empregando na atividade todo cuidado e diligência esperados de um profissional em sua posição. Vedações e Responsabilidades Art. são equiparadas a relatórios de análise. 4º É vedado ao analista de valores mobiliários: I. em nome próprio ou de terceiros. emitir relatórios de análise com a finalidade de obter. reuniões. boa fé e ética profissional.2. apresentações. § 3º A presente Instrução não se aplica a pessoas naturais ou jurídicas que desenvolvam atividades de classificação de risco. cujo conteúdo seja típico de relatório de análise.4. Parágrafo único. inciso I. autônoma. ou III. 3. Art. alínea “f”.

potenciais situações de conflito de interesses no exercício da atividade de analista. e . e V. inclusive em relação à pessoa ou instituição a que estiver vinculado. negociar. II. 2º. quando for o caso. aprovação em exames de qualificação técnica aprovados pela CVM. Art. valores mobiliários objeto dos relatórios de análise que elabore ou derivativos lastreados em tais valores mobiliários em sentido contrário ao das recomendações ou conclusões expressas nos relatórios de análise que elaborou por: a) 6 (seis) meses contados da divulgação de tal relatório. Art. graduação em curso de nível superior. em nome próprio ou de terceiros. no caso dos analistas vinculados às pessoas indicadas no art. incisos II e III. direta ou indiretamente. Art. 10º Para conceder o credenciamento a que se refere o art. IV. a entidade credenciadora deve exigir do candidato o preenchimento dos seguintes requisitos mínimos: I.4. ou b) até a divulgação de novo relatório sobre o mesmo emissor ou valor mobiliário. II. e do analista responsável pelo relatório de análise. 6º. 9º O código de conduta profissional deve dispor. II. III.3 Código de Conduta e Credenciamento Art. compromisso de busca por informações idôneas e fidedignas para serem utilizadas em análises. no mínimo. recomendações e apresentações feitas pelo analista. punições cabíveis quando houver infrações ao código de conduta profissional.57 (trinta) dias anteriores e 5 (cinco) dias posteriores à divulgação do relatório de análise sobre tal valor mobiliário ou seu emissor. 3. sobre: I. 5º É obrigatório o credenciamento: I. 6º O credenciamento de analistas de valores mobiliários é feito por entidades autorizadas pela CVM. dos analistas autônomos. e IV. dever de independência do analista.2. dever de cumprir com a presente Instrução e demais normas emitidas pela CVM.

12º As pessoas indicadas no art. a fé pública ou a propriedade pública. e b) relatório contendo a proposta de atuação para o exercício subsequente. documentos e informações mencionados no art. concussão. até o dia 31 de janeiro de cada ano: a) relatório de prestação de contas das atividades realizadas pela entidade credenciadora para o cumprimento das obrigações estabelecidas na presente Instrução. por decisão transitada em julgado. de prevaricação. ou a pena criminal que vede. sendo eles credenciados ou não. incisos VI e VII. contra a economia popular. as irregularidades identificadas. o nome e qualificação dos envolvidos. peculato.58 III. . o sistema financeiro nacional. Art. mencionando os esforços empreendidos para averiguar a regularidade da conduta. III. informação sobre indícios de ocorrência de infração grave às normas da CVM. IV. a ordem econômica. peita ou suborno. incisos II e III. supervisionar o exercício das atividades profissionais dos analistas a elas vinculados de modo a garantir o cumprimento do disposto nesta Instrução. direitos e valores. o acesso a cargos públicos. mencionando os analistas investigados. "lavagem" de dinheiro ou ocultação de bens. ressalvada a hipótese de reabilitação. até o décimo quinto dia do mês subsequente ao final de cada trimestre: a) relatório sobre a possível inobservância das normas legais e regulamentares. as relações de consumo. ainda que temporariamente. bem como outras providências adotadas para coibir a prática. Não podem ser credenciados postulantes condenados por crime falimentar. Art. 2º. II. adesão incondicional ao código de conduta profissional. as punições aplicadas e outras providências adotadas. imediatamente após o conhecimento. o escopo do trabalho realizado. 11º A entidade credenciadora deve enviar à CVM: I. devem: I. Parágrafo único. e b) relatório sobre a inobservância das normas do código de conduta profissional. sempre que solicitado. 7º. indicando os principais responsáveis por cada uma delas.

V. segregar fisicamente as instalações onde a equipe de análise desenvolve suas atividades daquelas em que são desenvolvidas as demais atividades. administrar e eliminar eventuais conflitos de interesses que possam afetar a imparcialidade dos analistas a elas vinculados e dos seus relatórios de análise. dar às entidades credenciadoras acesso às suas instalações. VII.59 II. influenciem o trabalho dos analistas a elas vinculados. VI. divulgados ou distribuídos. procedimentos e controles internos relacionados ao cumprimento desta Instrução. 15 a 20 sejam obedecidos em todos os relatórios de análise publicados. b) impedir que seus interesses comerciais. bem como suas atualizações. não deve permitir que um indivíduo cujas funções sejam potencialmente . nomear um responsável pela implementação e cumprimento dos incisos I a VII. e IX. em sua página na rede mundial de computadores. comunicar às entidades credenciadoras. tão logo tenham conhecimento. condutas dos analistas a elas vinculados que possam configurar indício de infração às normas emitidas pela CVM. assegurar que os profissionais a elas vinculados cumpram o conjunto de regras decorrentes do inciso II. infrações ao código de conduta profissional cometidas pelos analistas credenciados por aquelas entidades. e d) que os comandos dos arts. comunicar à CVM. bem como identificá-lo e fornecer seus dados de contato em sua página na rede mundial de computadores. para que elas possam exercer as funções fiscalizadoras que lhes são atribuídas por esta Instrução. c) identificar. § 1º A estrutura organizacional das pessoas indicadas no art. IV. desenvolver e implementar regras. arquivos e documentos relativos às regras. procedimentos e controles internos adequados para: a) assegurar que o analista desempenhe suas funções com independência. divulgar o conjunto de regras decorrentes do inciso II. VIII. ou aqueles de seus clientes. III. 2º. tão logo tenham conhecimento. incisos II e III.

2º. devem estruturar a remuneração dos analistas de modo a preservar a sua imparcialidade. procedimentos e controles internos decorrentes do art. III. 13º As regras. é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do disposto na presente Instrução. informando o investidor caso o analista responsável ou quaisquer dos analistas envolvidos na elaboração do relatório de análise estejam em situação que possa afetar a imparcialidade do relatório ou que . diferenciando dados factuais de interpretações. um analista de valores mobiliários credenciado na forma do art. e tipo e forma de contato que o analista pode ter com os emissores objeto de suas análises. Parágrafo único. de forma clara e com o devido destaque. ao menos. 15º Os relatórios de análise devem ser escritos em linguagem clara e objetiva. de qualquer outra maneira. devem prever. se for o caso. sem prejuízo da responsabilidade de qualquer coautor. II. de forma clara. 12. 16º Os relatórios de análise devem ser assinados por. dados factuais devem vir acompanhados de indicação de suas fontes. o analista credenciado que. e II. § 2º As projeções e estimativas devem vir acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Art. Art. O relatório deve identificar. declarações: I. estimativas e opiniões. atestando que as recomendações do relatório de análise refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente. tenha ingerência sobre o conteúdo dos relatórios de análise ou sobre a remuneração do analista. inclusive em relação à pessoa ou instituição à qual esteja vinculado. o que segue: I. ao menos. formas de identificação das situações de conflito de interesses. projeções. Art. incisos II e III. Art. § 1º Sempre que possível e adequado. inciso II. 6º. § 2º As pessoas indicadas no art. formas de administração das situações de conflito de interesses. 17º O analista deve incluir em todos os seus relatórios de análise.60 incompatíveis com a imparcialidade da opinião emitida pelo analista o supervisione ou.

seu cônjuge ou companheiro. b) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. caso se verifique uma das situações ali dispostas. seu cônjuge ou companheiro.61 configure ou possa configurar conflito de interesses. situações que possam afetar a imparcialidade do relatório de análise ou que configurem ou possam configurar conflito de interesses. esteja direta ou indiretamente envolvido na aquisição. reuniões com um único cliente ou investidor. . qualquer interesse financeiro em relação ao emissor objeto do relatório de análise. ou telefonemas dos quais participem o analista. 2º. de um lado. Art. incisos II e III. divulgarem ou distribuírem. titular de valores mobiliários objeto do relatório de análise. esclarecendo a natureza do vínculo. incluindo. sempre que aplicável. alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto do relatório de análise. em exposições públicas. exceto pelo disposto no parágrafo único do art. de forma clara e com o devido destaque. tenha direta ou indiretamente. II. e e) a remuneração do analista de valores mobiliários seja. 18º As pessoas indicadas no art. § 1º O analista deve informar o conteúdo das declarações previstas no inciso II. direta ou indiretamente. de outro. seja direta ou indiretamente. § 2º O disposto no § 1º não se aplica a: I. 4º. seu cônjuge ou companheiro. são responsáveis por declarar. c) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. e um único cliente ou investidor. em nome próprio ou de terceiros. apresentações. influenciada pelas receitas provenientes dos negócios e operações financeiras realizadas pela pessoa a que esteja vinculado. d) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração. em todos os relatórios de análise que publicarem. mas não se limitando aos casos em que: a) qualquer dos analistas envolvidos na elaboração do relatório tenha vínculo com pessoa natural que trabalhe para o emissor objeto do relatório de análise. reuniões e conferências telefônicas das quais participe para divulgação ou discussão do relatório de análise que tenha elaborado ou cujo conteúdo seja típico de relatório de análise.

2º. deve informar o conteúdo das declarações previstas no caput em exposições públicas. de outro. tenham interesses financeiros e comerciais relevantes em relação ao emissor ou aos valores mobiliários objeto do relatório de análise. apresentações. e II. 2º. reuniões e conferências telefônicas das quais participe para divulgação ou discussão do relatório de análise que tenha elaborado ou cujo conteúdo seja típico de relatório de análise. em 3 (três) dias úteis da data em que tais relatórios forem distribuídos. § 2º O analista vinculado às pessoas indicadas no art. incisos II e III. ou telefonemas dos quais participem o analista. reuniões com um único cliente ou investidor. recebam remuneração por serviços prestados para o emissor objeto do relatório de análise ou pessoas a ele ligadas. alienação ou intermediação dos valores mobiliários objeto do relatório de análise. 2º. 2º. Art. § 3º O disposto no § 2º não se aplica a: I. suas controladas. 19º Os analistas autônomos e as pessoas mencionadas no art. incisos II e III. situações em que as pessoas indicadas no art.62 § 1º São exemplos de conflito de interesses. . suas controladas. tenham participações societárias relevantes no emissor objeto do relatório de análise ou em que o emissor objeto do relatório de análise. incisos II e III. seus controladores ou sociedades sob controle comum. e um único cliente ou investidor. III. para os fins deste artigo. estejam envolvidas na aquisição. de um lado. a contar da data em que tais relatórios forem distribuídos. II. incisos II e III são responsáveis por: I. seus controladores ou sociedades sob controle comum: I. manter os relatórios de análise arquivados por 5 (cinco) anos. enviar os relatórios de análise à entidade credenciadora. seus controladores ou sociedades sob controle comum tenham participações relevantes nas pessoas indicadas no art. II. suas controladas. e IV.

385. a inobservância dos deveres estabelecidos nos arts. . Art. 24º Esta Instrução entra em vigor em 1º de outubro de 2010. Esta Instrução define a atividade de analista de valores mobiliários e estabelece determinadas condições para a prática desta atividade. para efeito do disposto no art. de 1976: I. 4º. O analista para desempenhar sua função necessita de autorização prévia da CVM ou entidade credenciadora e pode ser autônomo ou ser vinculado a uma instituição financeira. relatórios de acompanhamento e estudos para divulgação ao público para auxiliar o processo de tomada de decisões. É importante ressaltar que o não cumprimento desta Instrução constitui em infração grave.2. 7º. que consiste na avaliação de investimentos de valores mobiliários. Foram considerados os artigos com maior relevância para a atividade.63 3. 11.554 do CMN. III. A atividade ainda exige que os princípios de probidade e boa fé sejam utilizados e que o analista tenha todo cuidado e diligência que despenderia na análise de títulos e valores mobiliários dos seus próprios negócios. II. 11 e 12.4. 17 e 18.4 Penalidades e Disposições Finais Art. e omitir ou prestar informações falsas para efeitos do cumprimento dos arts. da Lei nº 6.451 e 2. de acordo com a Lei nº 6. 21º Constitui infração grave.385. visando produzir recomendações. 3. § 3o.3 RESOLUÇÕES DO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL A seguir serão apresentados os principais artigos das Resoluções 2. a inobservância das vedações estabelecidas no art. de 7 de dezembro de 1976.

A segregação de atividades referida neste artigo pode ser promovida mediante a contratação de empresa especializada na prestação de serviços de gestão de recursos de terceiros. 3º A designação de que trata o artigo anterior deve ser objeto de imediata comunicação por escrito à Delegacia Regional do Banco Central do Brasil a que estiver jurisdicionada a instituição e. Parágrafo único. à Comissão de Valores Mobiliários. parágrafo único. negligência. é responsável. 2º Para efeito do disposto no art. II. para responder. nos termos da legislação em vigor. pela gestão e supervisão dos recursos de terceiros.3. bem como da exigência de que trata o art. sócio-gerente. bem como pela prestação de informações a eles relativas. . Art. as instituições ali referidas devem designar membro da diretoria ou. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art. Art.64 3. tecnicamente qualificado. pela ocorrência de situações que indiquem fraude. A comunicação referida neste artigo deve se fazer acompanhar de declaração firmada pelo administrador designado pela instituição de que: I. A designação de membro da diretoria ou sócio-gerente para responder pela gestão de recursos de terceiros deve recair sobre pessoa que não possua qualquer vínculo com as demais atividades da instituição. criminal e administrativamente. prioritariamente. está ciente de suas obrigações para com os titulares dos recursos sob administração da instituição. quando for o caso. Parágrafo único. 2º.1 Resolução 2. civil. 1º Estabelecer a obrigatoriedade de as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil promoverem a segregação da administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. Parágrafo único.451 Esta Resolução dispõe sobre a segregação da administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. se for o caso. 1º.

aperfeiçoada posteriormente pela resolução nº 2. O Chinese Wall. 3. de forma a evitar situações de conflito de interesse e insider trading. A segregação de valores mobiliários visa abolir a comunicação com outras contas de um mesmo conglomerado financeiro. autorizados a adotar as medidas e baixar as normas complementares que se fizerem necessárias à execução do disposto nesta Resolução.1. de acordo com Eizirik (2010). . com objetivo de impedir o fluxo de informações privilegiadas e sigilosas para outros setores dessa instituição ou empresa do mesmo grupo. tornou-se uma prática comum a constituição de empresas exclusivas para a gestão de recursos de terceiros. impõe a obrigatoriedade de as instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central de promoverem a segregação da atividade de administração de recursos de terceiros das demais atividades da instituição. é um conjunto de procedimentos adotados por uma instituição financeira. ou conglomerado financeiro. à aplicação das penalidades cabíveis. A resolução nº 2.486/98. 5º Ficam o Banco Central do Brasil e a Comissão de Valores Mobiliários. ainda.451/97. ainda que ligados à instituições ou conglomerados financeiros. A segregação tem objetivo de isolar a atividade de administração de recursos de terceiros de outras atividades financeiras.3.1 Chinese Wall Segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. existe um conflito de interesses quando alguém não é independente em relação à matéria em discussão e pode influenciar ou tomar decisões motivadas por interesses distintos daqueles da sociedade. Desta maneira. sujeitando-se. cada qual dentro de sua esfera de competência. artigo 1º do Conselho Monetário Nacional.65 imprudência ou imperícia na administração dos recursos de terceiros. Art. CMN.

o estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos. a segregação das atividades atribuídas aos integrantes da instituição de forma a que seja evitado o conflito de interesses.3. II. II.2 Resolução 2. independentemente do porte da instituição. 2º Os controles internos.554 Esta Resolução dispõe sobre a implantação e implementação de sistema de controles internos. seus sistemas de informações financeiras. III. cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da instituição de forma a assegurar sejam conhecidas a respectiva função no processo e as responsabilidades atribuídas aos diversos níveis da organização. A seguir serão apresentados os principais artigos pertinentes a atividade de uma asset management: Art. devem prever: I. meios de identificar e avaliar fatores internos e externos que possam afetar adversamente a realização dos objetivos da instituição. Parágrafo 1º Os controles internos. a implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos efetiva mediante a definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição. a verificação sistemática da adoção e do cumprimento dos procedimentos definidos em função do disposto no inciso II Art. Parágrafo 2º São de responsabilidade da diretoria da instituição: I. . complexidade e risco das operações por ela realizadas. operacionais e gerenciais e o cumprimento das normas legais e regulamentares a elas aplicáveis. III. devem ser efetivos e consistentes com a natureza. a definição de responsabilidades dentro da instituição. bem como meios de minimizar e monitorar adequadamente áreas identificadas como de potencial conflito da espécie.66 3. 1º Determinar às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil a implantação e a implementação de controles internos voltados para as atividades por elas desenvolvidas.

o acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas. pela auditoria da entidade ou associação de classe ou de órgão central a que filiada a instituição. por auditor independente devidamente registrado na Comissão de Valores Mobiliários . VII. III. previamente aprovado por este. a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações. previamente aprovado por este. segundo o correspondente nível de atuação.67 IV. mediante convênio. desde que não aquele responsável pela auditoria das demonstrações financeiras. V.CVM. de forma a que sejam a eles incorporadas medidas relacionadas a riscos novos ou anteriormente não abordados. existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários. tempestivas e compreensíveis informações consideradas relevantes para suas tarefas e responsabilidades. VI. firmado entre a entidade a que filiada a instituição e a entidade prestadora do serviço. firmado entre a entidade a que filiada a instituição e a entidade prestadora do serviço. quando não executada por unidade específica da própria instituição ou de instituição integrante do mesmo conglomerado financeiro. II. por auditoria de entidade ou associação de classe de outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. poderá ser exercida: I. mediante convênio. bem assegurar que quaisquer desvios possam ser prontamente corrigidos. em especial para os mantidos em meio eletrônico. . Parágrafo 1º Os controles internos devem ser periodicamente revisados e atualizados. por auditoria de entidade ou associação de classe de outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central. se os limites estabelecidos e regulamentos aplicáveis estão sendo as leis como e a cumpridos. a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição. Parágrafo 2º A atividade de auditoria interna deve fazer parte do sistema de controles internos. IV. de forma a que se possa avaliar se os objetivos da instituição estão sendo alcançados. o acesso a confiáveis. Parágrafo 3º A atividade de que trata o parágrafo 2º.

sociedades corretoras de câmbio e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários não integrantes de conglomera dos financeiros. no mínimo semestrais. as recomendações a respeito de eventuais deficiências. As conclusões. com o estabelecimento de cronograma de saneamento das mesmas. 3º O acompanhamento sistemático das atividades relacionadas com o sistema de controles internos deve ser objeto de relatórios. bem como à auditoria externa da instituição. a importância dos controles internos e o papel de cada um no processo. Parágrafo 5º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida segundo uma das faculdades estabelecidas no parágrafo 3º.68 Parágrafo 4º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida por unidade própria. II. além das responsabilidades enumeradas no art. na falta desse. parágrafo 2º. Parágrafo único. à diretoria da instituição. 4º Incumbe à diretoria da instituição. a todos os funcionários. na falta desse. as conclusões dos exames efetuados. deverá o responsável por sua execução reportar-se diretamente ao conselho de administração ou. Parágrafo 6º As faculdades estabelecidas no parágrafo 3º. na falta desse. à diretoria. a promoção de elevados padrões éticos e de integridade e de uma cultura organizacional que demonstre e enfatize. . Art. III. II e III deste artigo: I. somente poderão ser exercidas por cooperativas de crédito e por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários. deverá essa estar diretamente subordinada ao conselho de administração ou. 1º. a manifestação dos responsáveis pelas correspondentes áreas a respeito das deficiências encontradas em verificações anteriores e das medidas efetivamente adotadas para saná-las. contendo: I. quando for o caso. Art. à diretoria da instituição. II. recomendações e manifestação referidas nos incisos I. devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo de 5 (cinco) anos. incisos II e III. devem ser submetidas ao conselho de administração ou.

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Art. 5º O sistema de controles internos deverá estar implementado até 31.12.99, com a observância do seguinte cronograma: I. definição das estruturas internas que tornarão efetivos a

implantação e o acompanhamento correspondentes - até 31.01.99; II. definição 30.06.99. Parágrafo único. A auditoria externa da instituição deve fazer menção específica, em seus pareceres, à observância do cronograma estabelecido neste artigo. Art. 6º Fica o Banco Central do Brasil autorizado a: I. determinar a adoção de controles adicionais nos casos em que e disponibilização dos procedimentos pertinentes - até

constatada inadequação dos controles implementados pela instituição; II. imputar limites operacionais mais restritivos à instituição que deixe de observar determinação nos termos do inciso I no prazo para tanto estabelecido; III. baixar as normas e adotar as medidas julgadas necessárias à

execução do disposto nesta Resolução, incluindo a alteração do cronograma referido no art. 5º. Conforme esta Resolução os controles internos devem ser utilizados pelas empresas autorizadas a funcionar pelo Banco Central, independente de seu porte. Os controles devem ainda ser acessíveis a todos os funcionários da empresa Desta forma, fica evidente que uma asset management e seus parceiros devem cumprir com exigências e padrões mínimos operacionais para prestar um serviço com qualidade e transparência aos seus clientes e parceiros.

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4 ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA

Este capítulo trata do levantamento de informações referentes aos recursos financeiros necessários para a implantação de uma asset management, bem como do levantamento de informações referentes aos recursos financeiros necessários para o desenvolvimento da atividade, de forma que ao final da pesquisa seja possível se fazer uma análise econômico-financeira.

4.1 PANORAMA DO SETOR

Para se fazer uma análise econômico-financeira da atividade, é interessante primeiramente, se fazer uma contextualização do panorama em que a mesma está inserida. Desta forma, serão apresentados os principais dados referentes à bolsa de valores e à economia brasileira. Segundo BM&FBovespa (2009), no ano de 2005 o volume financeiro negociado diariamente na Bolsa de Valores de São Paulo era de aproximadamente R$1,6 Bilhão. Em 2009 a média diária foi de R$5,3 bilhões, um expressivo crescimento de 231% em cinco anos, mesmo após a severa crise financeira de 2008, conforme apresentado no gráfico quatro a seguir.
GRÁFICO 4 - EVOLUÇÃO DO VOLUME (R$ BILHÕES) – VOLUME MÉDIO DIÁRIO

FONTE: BM&FBovespa (2009)

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Ainda de acordo com BM&FBovespa (2009), em cinco anos a evolução do número de negócios fechados diariamente foi de 435%. Em 2009 foram fechados 332 mil negócios por dia, expressiva alta se comparado com a média de 62 mil negócios fechados por dia em 2005, conforme demonstrado no gráfico cinco a seguir.
GRÁFICO 5 - EVOLUÇÃO NÚMERO DE NEGÓCIOS (MILHARES) – DIÁRIO

FONTE: BM&FBovespa (2009)

Outro aspecto importante que deve ser ressaltado é o número de contas ativas na Central Brasileira de Liquidação e Custódia, aptas a negociar na Bolsa de Valores de São Paulo. Segundo BM&FBovespa (2009), em 2009 eram aproximadamente 575 mil contas em comparação com 166 mil contas em 2005, um crescimento de 246%.
GRÁFICO 6 - NÚMERO DE CONTAS NA BOLSA (MILHARES) – ATIVAS NA CBLC

FONTE: BM&FBovespa (2009)

continuou um processo de desenvolvimento e aquecimento. esta campanha beneficia diretamente as atividades de uma asset management. em agosto de 2010 o nível de desemprego registrado no Brasil foi de 6. conforme demonstrado no gráfico sete a seguir. Assim. em relação ao número de contas ativas aptas a negociar na Bolsa de Valores de São Paulo. criando mais postos de trabalho. visto que irá promover um crescimento expressivo ao mercado de capitais. visando identificar outras oportunidades de crescimento para o setor. GRÁFICO 7 . bem abaixo da média de oito anos de 9.72 Vale ressaltar que a BM&FBovespa lançou no segundo semestre de 2010 uma campanha para atrair cinco milhões de investidores até o ano de 2014. nos próximos cinco anos.9%. mesmo durante a severa crise financeira mundial de 2008. sempre com foco em pessoa física. a inflação. beneficiando diretamente as empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo.7%. É importante ainda levantar alguns dados macroeconômicos como o nível de desemprego. pode-se esperar um crescimento de 770%. o nível de utilização da capacidade industrial e os lucros das principais empresas brasileiras. Desta forma. Segundo informações da Pesquisa Mensal do Emprego realizada pelo IBGE (2010). Nota-se uma que a economia brasileira.NÍVEL DE DESEMPREGO NO BRASIL FONTE: IBGE/PME (2010) .

bem acima da média de oito anos de 5. conforme demonstrado no gráfico oito a seguir. conforme demonstrado no gráfico nove a seguir.NÍVEL DE DESEMPREGO NOS ESTADOS UNIDOS FONTE: Bureau of Labor Statistics (2010) Outros três indicadores relevantes para a economia brasileira e que podem beneficiar as atividades de uma asset management são: índice de preços ao consumidor. a economia brasileira e suas empresas ganham atratividade e se destacam entre os investidores estrangeiros que aportam recursos em companhias brasileiras. levemente abaixo da meta de 4. é possível notar que o nível de desemprego no Brasil é aproximadamente 30% menor em relação à maior economia do mundo. GRÁFICO 8 .9%. . sendo que o Banco Central realiza políticas para manter a inflação abaixo da meta e manter a economia estável. o nível de utilização da capacidade industrial e os lucros das empresas listadas na Bolsa de Valores de São Paulo. De acordo com o IBGE (2010).49%. o IPCA registrado no ano de 2010 até agosto foi 4.5% no ano. o nível de desemprego nos Estados Unidos registrado em julho de 2010 foi de 9. A meta inflacionária no Brasil é estipulada pelo Conselho Monetário Nacional.73 Já de acordo com o Bureau of Labor Statistics (2010). Desta forma. Ainda segundo IBGE (2010) o índice tem como principal objetivo fornecer instrumentos que possibilite uma melhor compreensão do fenômeno inflacionário.5%. Portanto.

GRÁFICO 10 . o nível de utilização da capacidade industrial registrada em agosto de 2010 foi aproximadamente 82%. Desta forma. é possível notar que a economia brasileira apresenta dados favoráveis para o desenvolvimento de uma asset management.ÍNDICE DE PREÇOS AO CONSUMIDOR – IPCA FONTE: IBGE/IPCA (2010) Já segundo a Confederação Nacional das Indústrias (2010). O indicador é elaborado em conjunto com 12 federações de indústrias estaduais e permite acompanhar o desempenho e a evolução da atividade industrial brasileira.74 GRÁFICO 9 .NÍVEL DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INDUSTRIAL FONTE: CNI (2010) .

9 bilhões. visitas à web sites. como citado anteriormente. de consultas a órgãos públicos como a Comissão de Valores Mobiliários e a órgãos privados como a ANBIMA. bem como seu agressivo planejamento estratégico aliado a um cenário macroeconômico favorável. quando as empresas lucraram R$33. de visitas a empresas privadas como uma Corretora de Valores Mobiliários.LUCRO DAS EMPRESAS DO IBOVESPA NO 2º TRIMESTRE DE CADA ANO FONTE: BM&FBovespa (2010) Portanto conclui-se que a expressiva evolução das atividades da BM&FBovespa. a pesquisa valeu-se de revisões de literatura. As informações apresentadas foram obtidas através de entrevistas com perguntas abertas a profissionais capacitados. . são fatores que podem contribuir diretamente para o crescimento do setor em que uma asset management está inserida. 4. GRÁFICO 11 . segundo a BM&FBovespa (2010).2 COLETA DE DADOS Quanto à metodologia utilizada. leitura de artigos e revistas da área. bem como consultas a livros pertinentes ao assunto. no segundo trimestre de 2010 este lucro foi de aproximadamente R$54.4 bilhões.75 Em relação ao lucro das empresas listadas no Ibovespa. um crescimento expressivo de 60% em relação ao mesmo período de 2009. conforme apresentado no gráfico onze a seguir.

95% ao mês.00 no ano de 2014 e por fim em 2015. A segunda parte são as receitas obtidas através da taxa média de administração. de novos recursos financeiros para gestão. é o patrimônio ou o montante total de recursos financeiros que uma asset management gerencia. a terceira parte os impostos. segundo a empresa Alfa. .00 como patrimônio sob gestão.3 PROCEDIMENTOS E RECURSOS OPERACIONAIS Ao se analisar o fluxo de caixa de uma asset management é necessário demonstrar como foram levantados os custos e receitas. a aproximação dos valores apresentados na análise. O fluxo de caixa foi subdivido em quatro partes para facilitar a compreensão.000. De acordo com a empresa Alfa. uma captação de R$28. ou seja. A primeira parte demonstra o asset under management. ou seja.000.000. a quarta parte as principais despesas inerentes à atividade. Em relação à captação de novos clientes.15% ao ano e o CDI obteve 14. ou seja. R$21. entre 1999 e 2009 a média anual da rentabilidade do Ibovespa foi de 18. No fluxo de caixa desta pesquisa foi considerado inicialmente R$6. R$18. uma valorização de 0.76 4.000. de maneira a esclarecer. O crescimento do patrimônio sob gestão deve-se a dois fatores: valorização do montante administrado e da captação de novos clientes. R$25. Foi considerada uma valorização do asset under management de 12% ao ano. ou seja. contabilizada mensalmente.1 Asset under Management Asset under management.000.200.00 no ano de 2013. maior será a receita da empresa.3. o montante de recursos financeiros administrados pela asset management. 4. e por fim.000. quanto maior é o patrimônio sob gestão.00 em cada ano (2011 e 2012). foi considerada uma captação de R$36. A seguir são detalhados os procedimentos e recursos operacionais.000.00.600.000.000.22% ao ano.00 para os dois primeiros anos. Desta forma.800.

500. em média.00 por cliente. GRÁFICO 13 . sendo que cada assistente do administrador de carteiras é encarragado. de portfólios de investimentos sob gestão.NÚMERO DE CLIENTES ESTIMADO FONTE: O Autor .00.000. a captação total considerada nesta pesquisa no período de cinco anos foi de R$111. por 30 clientes e o sócio-administrador de carteiras monitora todos os portfólios.ASSET UNDER MANAGEMENT – PATRIMÔNIO SOB GESTÃO ESTIMADO FONTE: O Autor Abaixo é demonstrado a evolução do número de clientes. Foi considerado nesta pesquisa um portfólio médio de R$1. conforme demonstrado no apêndice. GRÁFICO 12 .000. Desta forma.77 Vale ressaltar que a captação foi contabilizada mensalmente.00 sob gestão a pesquisa estimou um total de 122 clientes. A seguir é possível visualizar a evolução do patrimônio sob gestão.000. ou seja.600.000. assim ao final de 2015 com aproximadamente R$182.

Segundo CVM Portal do Investidor (2010). provisionada diariamente e debitada no primeiro dia útil do mês. sempre sob o montante investido no fundo.92%. conforme apresentado na tabela a seguir. sendo paga para a instituição que administra este fundo. Os 991 fundos multimercado apresentaram uma taxa de administração média anual de 1. De acordo com a empresa Alfa.2 Receitas Taxa de administração de acordo com Assaf Neto (2006). Nesta modalidade. existe uma grande diferença para o investidor que se utiliza de um fundo de ações. advêm dos serviços de administração de carteiras prestados aos investidores qualificados.20%. um fundo multimercado ou até mesmo de um fundo de renda fixa para remunerar seu capital.78 4. é necessário adequar-se aos fundos de investimento.92% FONTE: CVM Portal do Investidor (2010) Segundo a empresa Alfa. até agosto de 2010 existiam no Brasil aproximadamente 601 fundos de ações. todos ativos e destinados somente a investidores qualificados.56% e os 443 fundos de renda fixa praticaram uma taxa média de administração anual de 0.3. TABELA 1 .TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO NO BRASIL Fundo de Ações Número de Fundos no Brasil Taxa Média de Administração 601 2. não é possível modificar ou customizar uma estratégia. as receitas demonstradas no fluxo de caixa desta pesquisa.56% Fundo de Renda Fixa 443 0. Desta forma. 991 fundos multimercado e 443 fundos de renda fixa. a taxa de administração é a principal fonte de receita de uma asset management. Ainda de acordo com CVM Portal do Investidor (2010). é uma taxa cobrada mensalmente do cotista de determinado fundo. É expressa em percentual % ao ano. Já através de um portfólio de investimentos administrado por uma . os 601 fundos de ações possuem uma taxa de administração média anual de 2. referente ao mês anterior.20% Fundo Multimercado 991 1.

85% FONTE: O Autor Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1. TABELA 2 .95% 0.95% 1. conforme demonstrado a seguir.08% FONTE: O Autor .43% 1.15% 0. é possível estabelecer estratégias personalizadas de acordo com a necessidade e perfil de cada investidor. a partir das informações praticadas por grande parte dos fundos brasileiros e dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários.20% Mais de 80% em Renda Fixa 1.79 asset management.50% 1.35% 1.TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Taxa Média de Administração nas três modalidades de investimento Taxa Média de Administração Menos de 40% em Renda Fixa 2.5% ao ano.MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Entre R$300 Mil e R$800 Mil Entre R$801 Mil e R$2 Milhões Entre R$2 Milhões e R$4 Milhões Entre Acima de R$4 Milhões Menos de 40% em Renda Fixa 2. assim sendo uma vantagem competitiva para uma asset management. sendo que está média é apresentada a seguir na tabela 3. TABELA 3 .85% O cálculo utilizado para estimar as receitas demonstradas no fluxo de caixa levou em consideração a taxa média de administração da matriz de cobrança apresentada na tabela anterior.15% 2. a partir de uma taxa de administração média de 1. Desta forma.00% Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1. calculada a partir do patrimônio sob gestão ou asset under management.35% 1. Desta forma.65% 1.50% Mais de 80% em Renda Fixa 1. foi possível estabelecer uma matriz de cobrança para o serviço de asset management. foi possível determinar a receita mensal. e desta forma estimar as receitas apresentadas no fluxo de caixa para realizar uma análise econômico-financeira.05% 1.

• PIS: o programa de integração social.000. Nesta modalidade presume-se que o lucro da empresa é de 32% em relação ao faturamento total. • CSLL: a contribuição social sobre o lucro líquido. PR.80 4. conforme é praticado na cidade de Curitiba. • ISS: o imposto sobre serviços tem como fato gerador a prestação de serviços de qualquer natureza. o imposto de renda com base no lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais.430/96. Abaixo foi demonstrado os imposto e contribuições considerados no fluxo de caixa do projeto.65% sobre o faturamento da empresa.718/98. • COFINS: a contribuição para o financiamento da seguridade social. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário. tem sua base de cálculo de 9% pelo lucro presumido devida pelas pessoas jurídicas optantes.000.3 Impostos De acordo com a Lei nº 9. independente do tipo da atividade exercida. A alíquota considerada no fluxo de caixa foi de 0. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 5% sobre o faturamento da empresa.684/2003.88% sobre o faturamento da empresa. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 2. sendo considerada definitiva para todo o ano-calendário.718/98. deve ser recolhido por pessoas jurídicas sendo irrelevante o tipo de atividade exercida. de acordo com a Lei 10. tem como base de cálculo a receita total da empresa. . 30 de junho. A opção é manifestada pela empresa através do pagamento da primeira quota ou da quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 3% sobre o faturamento da empresa.00 foi considerado o lucro presumido. Visto que a receita anual projetada para o projeto é inferior a R$48. de acordo com a Lei 9. encerrados em 31 de março.3. de acordo com a Lei 9.

à alíquota de 15%. sendo que o aumento considerado refere-se a uma ampliação da área alugada de aproximadamente 60m². 4. totalizando ao final do projeto 200 m² de área locada pelo escritório. e por fim a quarta sala é destinada para reuniões com clientes.00 que contempla 5. As descrições das despesas estão na mesma ordem do fluxo de caixa apresentado na pesquisa.80% sobre o faturamento da empresa para 2011 e 2012 e 8% para 2013.81 • IR: O imposto de renda da pessoa jurídica sobre o lucro presumido é pago sobre a base de cálculo presumida conforme citado anteriormente. 2014 e 2015. visto que o faturamento a partir de 2013 foi superior a R$750. dois banheiros e uma copa. O conjunto ainda conta com uma recepção onde uma secretária realizará suas atividades. A segunda sala é destinada ao sócio-analista de valores mobiliários. Esta estrutura é suficiente para iniciar e manter as operações da empresa.00 nos três primeiros anos e R$4. • Aluguel e condomínio: foi considerado um conjunto comercial com aproximadamente 140m² no centro de Curitiba.000. A primeira sala é destinada ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe para realizar a gestão dos portfólios de clientes.3. • Telefone e internet: refere-se a uma despesa mensal de R$600. o custo mensal da estrutura considerado foi de R$3. Desta forma.200.000 minutos para ligações. Os valores foram estimados através de informações fornecidas da empresa Alfa.200. PR. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 4. .4 Despesas Abaixo serão descritas as principais despesas pertinentes à atividade. além de incluir 15 linhas telefônicas. O conjunto comercial conta com quatro salas.00 nos dois últimos anos. internet com velocidade de 10MBPS.00 por ano. a terceira sala para o sócio-gestor comercial e sua equipe.

50 e para os outros anos R$150. cartório. procedimentos e contratos de gestão de risco. sendo que o serviço é terceirizado. • Jurídico: no primeiro ano da atividade foi considerada uma despesa anual de R$16. entre outras despesas que podem ocorrer durante a prospecção de clientes.82 • Material de escritório: no primeiro ano foi considerada uma despesa média mensal de R$187. • Manutenção de equipamentos: referente a uma despesa mensal de R$200. foram destinados 4% do faturamento para investimentos em treinamentos e cursos para os sócios e colaboradores. envelopes. especialmente computadores.000.25) e pessoa jurídica (R$110. • Taxas associativas e governamentais: foi estimada uma despesa mensal de R$460. • Treinamentos: visto que o principal ativo de uma asset management é o capital intelectual. de analista de valores mobiliários CNPI da APIMEC. canetas. • Despesas gerais com prospecção: foi aproximado um valor de R$600.49). • Periódicos: são utilizados principalmente para dar suporte ao atendimento ao cliente.00 por mês. Valor Econômico. Brasil Econômico. visando melhoria contínua da equipe. etiquetas entre outros materiais de uso geral. Gazeta do Povo e Revista Exame.00.00 e nos anos subseqüentes R$12. totalizando desta forma um custo mensal aproximado de R$150.00 que contempla um suporte para todos os equipamentos. estabelecimento da política de segregação de funções entre outros serviços. Foram consideradas quatro assinaturas: três jornais e uma revista.00 por mês para suprir as necessidades de despesas como: almoço com clientes.00 referente aos serviços jurídicos como: criação dos contratos de gestão. O valor considera papelaria em geral. estruturação do código de conduta baseado na legislação vigente. Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos de Mercados de Capitais (R$140. taxi.000.00) e por fim a taxa de associação tanto da pessoa jurídica quanto da pessoa física de todos os sócios na . pastas.74 e leva em consideração as taxas de: administrador de carteiras da CVM pessoa física (R$55.

• Salário do assistente do administrador: foi considerado um salário mensal de R$3. As principais funções deste cargo são: desenvolver e monitorar os portfólios recomendados. analisar os resultados dos portfólios de todos os clientes. congressos e eventos diversos. Desta forma incluindo os encargos e as despesas de cada assistente o custo anual considerado foi de R$65.000. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe.200. produzir os relatórios mensais de cada cliente. realizar as reuniões diárias. • Pró-labore do sócio-administrador de carteiras: foi considerado um prólabore de R$120.00 por ano.00). realizar a prospecção de potenciais clientes e acompanhar os resultados das atividades da asset management. sendo que ao final do projeto quatro assistentes serão necessários. As taxas cobradas pela CVM e pela APIMEC referente ao analista de valores mobiliários CNPI são obrigatórias.00 por ano para realização dos serviços contábeis como. cada assistente fornecerá suporte para aproximadamente trinta clientes e reportará ao sócio-administrador de carteiras. por exemplo. criar conteúdo dos boletins mensais. visto que a associação promove palestras. participar das reuniões diárias com o sócio-analista de valores mobiliários.00 por ano.120. Já as taxas associativas pagas para APIMEC-Sul visam fortalecer a integração da empresa no mercado de capitais. realizar a prospecção de potenciais clientes e dar suporte ao sócio-administrador de carteiras. acompanhar as ações das empresas recomendadas. realizar contatos quinzenais com clientes. realizar entrevistas e palestras.16.000. • Pró-labore do sócio-analista de valores mobiliários: foi considerado um pró-labore de R$66.00. As principais funções deste cargo são: atender os clientes. o levantamento dos tributos a pagar. realizar uma análise crítica da concentração e da rentabilidade dos portfólios. • Contador: referente ao custo aproximado de R$7.83 APIMEC-Sul (155. As principais funções deste cargo são: monitorar as atividades dos assistentes. bem . além de enviar as informações contábeis para a receita federal.000.

encaminhar as correspondências por correio. avaliar o perfil de cada cliente. totalizando desta forma R$18. elaborar os relatórios de atendimentos. A empresa tem vasta experiência na elaboração de estudos econômicos.000. fazer o relatório de ligações. dar suporte ao sócio-gestor comercial. As principais funções deste cargo são: realizar a prospecção de potenciais clientes.00 do serviço de consultoria realizada pela Tendências Consultoria Integrada.00. totalizando desta forma R$26.533.300. • Salário do assistente do comercial: foi considerado um salário mensal de R$1.533. As principais funções deste cargo são: efetuar a abertura de cadastro.44 por ano.00. realizar o atendimento telefônico e receber clientes. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe e acompanhar os resultados das atividades da asset management. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. sintetizar as informações da consultoria econômica contratada e acompanhar os resultados das atividades da asset management. totalizando desta forma R$26. água e chá aos clientes. bem como. checar seu funcionamento.00 por ano. realizar a limpeza do ambiente de trabalho e realizar a limpeza e a manutenção da copa. • Consultora econômica: refere-se ao custo mensal de R$3. • Salário da copeira: foi considerado um salário mensal de R$900.00. realizar visitas aos potenciais clientes.92 por ano. realizar a atualização do cadastro. realizar pesquisa de clientes inativos. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. As principais funções deste cargo são: servir café. com uma equipe altamente qualificada e com experiência .44 por ano.84 como. • Pró-labore do sócio-gestor comercial: foi considerado um pró-labore de R$66.300. ligar os sistemas da central telefônica. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. incluindo os encargos e as despesas. incluindo os encargos e as despesas.409. As principais funções deste cargo são: receber e direcionar as correspondências externas. • Salário da secretária: foi considerado um salário mensal de R$1. incluindo os encargos e as despesas.800. realizar a prospecção de potenciais clientes.

• Terminal Bloomberg: referente ao custo mensal de R$3. visto que o serviço prestado é intangível. Foi considerado um terminal para o sócio-administrador de carteiras e um terminal para cada assistente do administrador de carteiras. • Reforma e decoração: refere-se ao custo de R$80.00 em 2013. servidor central. Este serviço inclui o serviço de consultoria arquitetônica. sendo que o principal economista é Mailson da Nóbrega.00 em 2014 e R$14. O custo estimado e considerado de cada evento para aproximadamente 90 pessoas foi de R$7.550. bem como. sendo que no primeiro ano o custo é de R$60.000. Ao longo do projeto foi aproximado um custo de R$431. • Evento semestral: referente ao custo total de cada evento realizado duas vezes ao ano para clientes e potenciais clientes. duas impressoras.150.85 em diversas áreas.000.00 durante os cinco anos da atividade.00 da assinatura do terminal profissional. os móveis do escritório. .000 em 2012 e 2013 e R$12. cotações e o acompanhamento e a negociação dos ativos financeiros que compõem o portfólio dos clientes da asset management.000. central telefônica.000. vinte telefones. R$12. bem como.000.00 no primeiro ano. vinte monitores.00 em 2015. gerar credibilidade para a empresa. • Computadores e equipamentos: custo inicial aproximado de R$22. Este serviço tem como principal objetivo fornecer recursos para o departamento de análise.00. para o sócio-gestor e sua equipe. R$10. Ao longo do projeto serão necessários nove computadores. desenvolver o relacionamento com os clientes. bem como. É imprescindível que a apresentação da empresa seja impecável.000.00 nos dois primeiros anos. R$6.000. A plataforma permite monitorar e analisar em tempo real os principais dados do mercado financeiro mundial.00. Este evento apresenta os resultados obtidos e tem como principal objetivo divulgar o trabalho da empresa.00 em 2014 e 2015. relatórios. O terminal ainda oferece notícias.000. entre outros equipamentos necessários para atividade. o gerenciamento e a execução da obra.

Esta é sem dúvida uma importante ferramenta de contato com os clientes. análise e confecção do conteúdo promocional. malas-diretas. fortalecimento dos argumentos de venda entre outras ações que visam alavancar as receitas da empresa. brindes. lâminas corporativas entre outros materiais que facilitam a comunicação com o público-alvo da empresa. pastas. organização de eventos. • Assessoria de imprensa: referente ao custo mensal de R$2. realização e acompanhamento de entrevistas.600.000. em especial a logomarca da empresa.00 para a criação e R$250. envelopes. Este serviço é terceirizado e tem como principal objetivo projetar positivamente a imagem da empresa. Foi estimado um custo de R$10. • Website: refere-se à criação de um website e sua manutenção. .00 pela criação da identidade visual da empresa.00 para sua manutenção. conteúdos exclusivos para veículos específicos. Portanto. com o levantamento das principais despesas pertinentes a atividade foi possível desenvolver o fluxo de caixa que originou as analises financeiras demonstradas a seguir.000. produção e envio de releases e newsletters. Considerou-se que no quarto ano da atividade o website foi remodelado com um custo de R$10.86 • Comunicação visual: refere-se ao custo de R$3. • Material de divulgação: refere-se ao material gráfico em geral como: cartões de visita.000.00 pelos serviços de: relacionamento com a mídia. Foi aproximado um custo mensal de R$258. criação do blog da empresa. ações de mídia.00. • Ações de marketing: foram destinados 3% do faturamento da empresa para ações promocionais como: design de brindes e materiais em geral. consultoria interna entre outros serviços. canetas.33. visando captar clientes. publicidade on-line.

3. (BIDERMAN.P.5 Custo do Capital Antes de apresentar os indicadores da analise econômico-financeira. com vencimento em janeiro de 2013 e que mais se aproxima com o período de investimento do projeto. para apurar o custo do capital foi utilizado o título público brasileiro LTN 010113.75% ao ano. visando apurar uma rentabilidade com perfil mais conservador. devido ao fato do Brasil não possuir rating AAA na dívida em moeda local. Indica. O parâmetro de comparação é sempre os títulos do Tesouro dos EUA.89% ao ano definida no momento da compra sendo pago em sua totalidade na data de vencimento. risco-Brasil e o prêmio de mercado. Esta pode ser conceituada como um índice pelo qual as taxas de juros cobradas pelo mercado se balizam além de ser utilizada como referencia para a política monetária nacional. Morgan e pode ser definido como: Índice de risco que correm os investidores ao investir no Brasil. É importante salientar que o risco-Brasil foi utilizado para deduzir a rentabilidade do título LTN 010113. o título possuía rentabilidade de 11. na forma de operações compromissadas.87 4. é obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia. considerada uma taxa livre de risco. De acordo com o Banco Central (2010). Desta forma. Ao final de setembro de 2010. a taxa SELIC é apurada no Sistema de Custódia de Liquidação e Custódia. Para apurar este custo que foi utilizado para calcular e analisar os indicadores de risco e retorno foram considerados três fatores: taxa SELIC. economia considerada risco-zero. Medida do diferencial de juros que o governo do país tem de pagar para conseguir colocar seus títulos de longo prazo no mercado. lastreadas em títulos públicos federais. O risco-brasil é calculado pelo banco de investimentos J. Segundo Assaf Neto (2006). 2006) . em setembro de 2010 a taxa SELIC registrada foi de 10. é necessário descrever como foi mensurado o custo do capital. Vale ressaltar que a taxa SELIC baliza as rentabilidades dos títulos públicos brasileiro. também. o ágio que os investidores exigem para comprar títulos públicos brasileiros.

14% ao ano que representa um retorno adicional ao investidor acima da taxa livre de risco.98 R$368.3.182.33 FONTE: O Autor . subtraiuse 2. Portanto.828. o custo de capital foi de 9. A seguir.03% de 11.14% referente ao prêmio de mercado. na tabela quatro é apresentado o saldo do fluxo de caixa da atividade e abaixo na tabela cinco é apresentado o fluxo de caixa detalhado.439.86% referente ao rendimento do título LTN 010113 já deduzido o risco-Brasil e 5.844. Assim. é possível afirmar que os 203 pontos representam 2.SALDO DO FLUXO DE CAIXA Os valores foram estimados através dos custos e receitas Período 2011 2012 2013 2014 2015 Saldo R$(472. 4.21) R$(148.88 De acordo com a empresa Alfa o risco país encerrou o mês de setembro com 203 pontos. a rentabilidade final considerada como livre de risco do título LTN 010113 foi de 9. totalizando um custo total de capital de 15% ao ano. este prêmio é aproximado de acordo com a percepção de risco de cada investidor e para esta pesquisa foi utilizado uma taxa de 5.6 Índices da Análise Econômico-Financeira Para se fazer uma análise econômica financeira.541. ou seja.71) R$69. E finalmente o prêmio de mercado. é definido em relação a uma aplicação alternativa. citados anteriormente. Desta forma. TABELA 4 .86%. foi desenvolvido o fluxo de caixa da atividade. Após o levantamento destas informações foi possível constatar os principais indicadores de risco e retorno. segundo a empresa Alfa.33 R$832.89%.03 pontos percentuais acima de um título emitido pelo Tesouro dos Estados Unidos em relação a um título semelhante emitido pelo Brasil. Assim.

89 TABELA 5 . A avaliação do investimento levou em consideração os indicadores VPL. ou seja. TIR. . portanto descrevê-los novamente com o objetivo de facilitar o entendimento da pesquisa. se a atividade é rentável ou não. é válido. de forma prática e objetiva. IBC e Payback.FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE FONTE: O Autor Os índices apresentados a seguir são demonstrados de forma que expliquem se um dado valor calculado é positivo ou negativo para a atividade.

descontados a uma taxa de juros adequada.986. Pode-se dizer desta forma. Segundo Assaf (2009) o payback consiste na “determinação do tempo necessário para que o dispêndio de capital (valor do investimento) seja recuperado por meio dos benefícios incrementais líquido de caixa (fluxo de caixa) promovido pelo investimento”. É válido salientar que o VPL obtido é positivo. constituindo-se em um valor anualizado de R$50. como a razão entre o VPL e o total do valor monetário investido. • VPLA: este índice foi obtido através do VPL. a quantidade de período em que haverá os fluxos futuros e a taxa de juros desejada pelo investidor.90 Desta forma.411. ou seja. ou seja. Já o Payback ou período de retorno do investimento. menos o valor presente do custo do investimento”.41. podendo-se considerar o projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero. portanto seu valor representa uma aproximação da TIR modificada. o valor dos fluxos futuros de benefícios. Sendo assim. de acordo com Padoveze (2005). são estimativas. ou seja. o valor presente líquido encontrado foi de R$168. Para Assaf e Lima (2009) não se deve esquecer que a TIR é indicada para análises de fluxos de caixa não convencionais. pode ser definido como uma previsão de quanto tempo o capital investido retornará ao investidor. com o valor do investimento inicial. (PADOVEZE. o Valor Presente Líquido (VPL) é: O modelo clássico para a decisão de investimentos e compreende as seguintes variáveis: o valor do investimento.88. 2005) Já Paulo Sandroni (1996) conceitua o VPL como “o valor presente de futuros rendimentos em dinheiro. Quanto ao Índice Benefício Custo. este se refere ao valor monetário estimado do fluxo de caixa do projeto trazido a valor presente. que não é o caso encontrado nesta pesquisa. o modelo de decisão baseado na Taxa Interna de Retorno (TIR) é uma variação do critério do VPL. Nesse modelo. Deve-se salientar que para a obtenção dos valores dos fluxos futuros observa-se uma imprevisibilidade nos dados. refere-se ao VPL anual. que a previsão é que o investimento gere uma fração . foi possível observar os seguintes indicadores: • VPL: considerando um custo de capital de 15%. busca-se a taxa de juros que iguala o total dos fluxos futuros descontados a essa taxa de juros. pode ser definido de forma objetiva e simples. Assim. em vez de se buscar o VPL do fluxo futuro.

Assim. Neste projeto nota-se que mesmo com um aumento do custo do capital a atividade ainda é viável.27. Este índice é encontrado através da razão entre o VPL e o total do valor monetário investido. obtendo-se desta forma uma margem de segurança para o projeto entre 15% e 23. demonstrado abaixo no gráfico quatorze. Este indicador por ser superior ao custo do capital de 15% torna o projeto viável. em 2013 conforme demonstrado no fluxo de caixa. o comportamento do VPL perante a variação do custo do capital.88%. ou seja.411. • • TIR: a Taxa Interna de Retorno aproximada é de 23. tolerando a variação desta taxa entre 0% e 22%. GRÁFICO 14 . através da divisão entre os valores. sendo considerado um projeto viável por cobrir cada real investido e gerar um lucro de R$0.91 de R$50. É importante analisar ainda.COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL FONTE: O Autor .00 investido obteve-se R$0. ou seja.27.88%. Payback: para este projeto o payback ocorre no terceiro ano da atividade. • IBC: indica quanto o projeto oferece de retorno para cada unidade monetária investida. É considerado um projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero. o custo do capital pode sofrer um aumento de 53% que o projeto ainda será rentável para o investidor. Neste projeto para cada R$1.41 ao ano.

986. Considerando um custo de capital de 15% ao ano e uma taxa de administração média de 1. conforme apresentado na tabela sete a seguir. o VPL é de R$168. TABELA 6 . O projeto torna-se inviável em todos os casos quando a taxa média de administração é inferior ou igual a 1. TABELA 7 .5% ao ano. a taxa de administração média praticada e o custo do capital.92 Outro aspecto relevante que se faz necessário apresentar é uma análise de sensibilidade traçando os possíveis cenários mercadológicos e econômicos.3% ao ano. Outra análise que deve ser considerada é a variação da TIR em relação à taxa média de administração praticada pela asset management. relacionando a principal fonte de receita. ou seja.ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X TAXA DE ADMINISTRAÇÃO FONTE: O Autor Pode-se notar através da análise de sensibilidade que o projeto é viável na área azul que considera um VPL superior a zero e inviável na área vermelha onde o VPL é inferior a zero. conforme demonstrado na tabela seis a seguir.TAXA MÉDIA DE ADMINISTRAÇÃO E A RESPECTIVA TIR FONTE: O Autor .88 conforme destacado na tabela seis.

O projeto é inviabilizado em todos os casos se a variação anual for igual ou inferior a 6% ao ano. a TIR do projeto cresce 160% de 23.88% para 35.88% para 62. É possível notar que a área em azul torna o projeto viável enquanto a área vermelha inviabiliza o projeto.9% ao ano.VALORIZAÇÃO ANUAL DO AUM E A RESPECTIVA TIR FONTE: O Autor . TABELA 8 . a TIR do projeto apresenta uma evolução de 49% de 23. É possível notar que com uma variação positiva de 33% na valorização do asset under management de 12% ao ano para de 16% ao ano.16%. aumentando desta forma a margem de segurança do projeto. É importante destacar outra análise de sensibilidade que leva em consideração a valorização anual do asset under management em relação ao custo do capital do projeto.ANÁLISE DE SENSIBILIDADE – CUSTO DO CAPITAL X VALORIZAÇÃO ANUAL AUM FONTE: O Autor A tabela nove abaixo apresenta a variação anual do asset under management e a respectiva TIR do projeto.93 Nota-se que se houver um aumento de 27% na taxa cobrada. de 1. Desta forma. ampliando desta forma a margem de segurança do projeto. pois amplia a margem de segurança do mesmo. Mesmo com uma valorização de 10% ao ano do asset under management e um custo de capital de 15% o projeto ainda é viável. esta variação é relevante e benéfica para o projeto. TABELA 9 .5% para 1.65%.

Foi possível verificar através da análise econômico-financeira que o projeto em questão é viável.94 Conclui-se desta forma que a análise de sensibilidade é uma ferramenta que gera uma análise econômica financeira mais segura por considerar diversos cenários mercadológicos e econômicos. . podendo se estabelecer os limites do investimento. sendo que este limite é representado na cor vermelha.

Desta forma estes fatores beneficiam diretamente as atividades de uma asset management. a pesquisa permitiu concluir que o cenário é extremamente favorável para o mercado de capitais nos próximos cinco anos. f) Em um cenário otimista.95 5 CONCLUSÃO Os resultados obtidos na presente pesquisa permitiram concluir que: a) A atividade é economicamente e financeiramente viável por apresentar indicadores positivos. b) Ao final do projeto. . c) A asset management apresentou um valor presente líquido de R$168. a legislação evoluiu substancialmente nos últimos meses e a economia brasileira apresenta um processo de desenvolvimento. Também foi possível constatar que o patrimônio sob gestão deve valorizar-se a uma taxa mínima de 10% ao ano. uma taxa interna de retorno de 23.986. caso contrário o projeto será inviável.5% ao ano.500. apresentando assim uma segurança para o empresário/investidor. d) A margem de segurança do projeto está entre o custo do capital de 15% e a taxa interna de retorno 23.000.27. e) Através da análise de sensibilidade conclui-se que a taxa média de administração não poderá ser inferior a 1.325.00 investido obteve-se R$0. que apresentou ser viável em diferentes cenários apresentados na análise de sensibilidade. se a taxa média de administração apresentar um aumento de 13% a taxa interna de retorno crescerá 80%. pois desta forma inviabilizará o projeto.00 cada. a empresa terá R$182.46 de patrimônio sob gestão e aproximadamente 122 clientes com um portfólio médio de R$1. aumentando ainda mais a margem de segurança do projeto.88%.88% e para cada R$1.88.199. Finalmente.

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100 APÊNDICES APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO .

101 APÊNDICE A – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2011 .

102 APÊNDICE B – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2012 .

103 APÊNDICE C – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2013 .

104 APÊNDICE D – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2014 .

105 APÊNDICE E – FLUXO DE CAIXA DA ATIVIDADE – ANO 2015 .

Legislação. . Após a revisão teórica. o Valor Presente Líquido (VPL). Análise Econômico-Financeira. Sistema Financeiro Nacional. são apresentados os principais artigos da Legislação Federal. Produtos Financeiros. seja possível uma avaliação de risco e retorno do projeto em questão. Primeiramente foram apresentadas informações referentes ao Sistema Financeiro Nacional. o Índice Benefício Custos (IBC) e a Taxa Interna de Retorno (TIR). seus participantes e os principais produtos financeiros disponíveis no Brasil. Administração de Carteiras. Notou-se. Palavras-chave: Asset Management.106 APÊNDICE F – ARTIGO CIENTÍFICO ANÁLISE ECONÔMICO-FINANCEIRA DE UMA ASSET MANAGEMENT NA CIDADE DE CURITIBA Autoria: João Lucas Odebrecht RESUMO O presente trabalho foi desenvolvido com o objetivo de estimar o possível retorno financeiro gerado por uma Asset Management de pequeno porte na cidade de Curitiba de forma que ao final das análises. das Instruções da CVM e das Resoluções do CMN. como o Fluxo de Caixa. portanto através destas ferramentas que o projeto apresenta indicadores positivos e é seguro perante oscilações verificadas através das análises de sensibilidade. o Valor Presente Líquido Anualizado (VPLA). Ao final da pesquisa é apresentado um panorama do setor e são discriminados os procedimentos e os recursos operacionais que proporcionaram o desenvolvimento das análises através de algumas ferramentas financeiras.

A Lei 6. que normalmente buscam o serviço visando obter maiores rentabilidades e acesso a diferentes produtos financeiros. Deve-se salientar ainda.5% em relação ao mesmo período de 2007. É válido ressaltar que as 10 maiores asset management do mundo possuem sob gestão mais de US$11 trilhões.385/1976 do Código Civil. a Bolsa brasileira encerrou 2008 com 536. Neste sentido nota-se que a indústria de serviços financeiros possui um papel fundamental na intermediação dos investimentos e no desenvolvimento econômico de cada país.483 contas de investidores (pessoas físicas). Assim. participação societária nas empresas e redução do risco inerente no sistema financeiro global. apresentar os dados referentes à legislação. Em 2002 havia pouco mais de 85. que o mercado financeiro. exerce um papel chave no desenvolvimento de países e empresas através do financiamento de dívidas. Uma asset management é responsável pelo gerenciamento do portfólio de investimentos de clientes e tem como características: variedade de modalidades de investimentos no mercado financeiro. delega poderes ao administrador para comprar ou vender valores mobiliários em nome de seu cliente. o Brasil vem apresentando um crescimento contínuo pela busca de produtos financeiros mais sofisticados que proporcionam maior rentabilidade. representando um crescimento de 17. Segundo a BM&FBovespa (2009). Muitos autores defendem que quanto maior o nível de poupança e investimentos que um país possui.107 INTRODUÇÃO Pode-se definir o termo asset management como uma organização que administra recursos financeiros de terceiros de forma profissional e legal perante órgãos fiscalizadores como a Comissão de Valores Mobiliários e a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais. No Brasil as 10 maiores instituições possuem sob gestão pouco mais de R$1. De acordo com a legislação “O exercício de administração de carteiras de valores mobiliários de outras pessoas está sujeito à autorização prévia da Comissão de Valores Imobiliários (CVM)”. um aumento significativo de 531% em um curto período de 6 anos. ou seja. visto que a renda fixa vem apresentando menores taxas de retorno. impactando diretamente a economia global. Neste contexto. valor equivalente ao produto interno bruto do Japão e da China. regulamenta a atividade de administração de recursos de terceiros. a finalidade deste artigo é apresentar as vantagens econômicofinanceiras geradas por uma asset management para o empresário/investidor. O art. segurança para o cliente com limites firmados em contrato. na qual uma asset management está inserida. bem como. Neste contexto uma asset management tem o papel fundamental de captar recursos que serão revertidos em investimentos. o desenvolvimento da atividade permite que a organização responsável pela gestão dos recursos cobre uma taxa fixa de administração.2 trilhão. Os recursos financeiros gerenciados podem ser de pessoas físicas ou jurídicas. Desta forma. conhecimento limitado na área de investimentos e objetivo de retornos consistentes no longo prazo.000 contas em nome de pessoas físicas. 3º § 1º da lei. aos recursos e procedimentos . bem como uma remuneração variável sobre o desempenho alcançado. inteligência profissional para atingir rentabilidades esperadas e relacionamento de confiança no longo prazo. maiores serão as chances de se obter um desenvolvimento econômico. As principais características dos clientes são: falta de tempo para administrar seus recursos. valor equivalente ao produto interno bruto da Índia.

o montante de recursos financeiros administrados pela asset management. foi possível levantar as informações pertinentes ao capítulo da analise econômico-financeira. O crescimento do patrimônio sob gestão deve-se a dois fatores: valorização do montante administrado e da captação de novos clientes. sendo que foi possível obter resultados condizentes com a realidade do setor em que a atividade esta inserida. A pesquisa bibliográfica foi realizada através de livros que se fazem necessários para o conhecimento do assunto. e por fim. foi realizado através de informações fornecidas pela empresa Alfa que é uma Corretora de Câmbio e Valores situada em Curitiba/PR.000. é o patrimônio ou o montante total de recursos financeiros que uma asset management gerencia. Livros estes que fazem parte do acervo do Centro Universitário Franciscano do Paraná e da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. se utilizaram amplamente desta metodologia. Ainda serão utilizados trabalhos científicos. Asset under Management Asset under management. As pesquisas variam em relação aos procedimentos técnicos utilizados. No fluxo de caixa desta pesquisa foi considerado inicialmente R$6. Através de entrevistas com profissionais especializados. DESENVOLVIMENTO Ao se analisar o fluxo de caixa de uma asset management é necessário demonstrar como foram levantados os custos e receitas. quanto maior é o patrimônio sob gestão. Desta forma. A primeira parte demonstra o asset under management. .00 como patrimônio sob gestão. É importante ressaltar que os capítulos referentes a revisão teórica e a legislação. Desta forma.000. a terceira parte os impostos. a quarta parte as principais despesas inerentes à atividade. O fluxo de caixa foi subdivido em quatro partes para facilitar a compreensão. a pesquisa foi realizada com o objetivo de levantar informações e analisar a gestão de uma asset management através de diferentes procedimentos técnicos. Os dados levantados possibilitaram a estruturação e o desenvolvimento do fluxo de caixa da atividade. a aproximação dos valores apresentados na análise. A seguir são detalhados os procedimentos e recursos operacionais. A segunda parte são as receitas obtidas através da taxa média de administração. METODOLOGIA O trabalho se utilizou de diferentes procedimentos metodológicos sendo que todos são pertinentes à pesquisa exploratória.108 operacionais necessários para o desenvolvimento da atividade e também os principais indicadores de riso e retorno do projeto. A empresa iniciou suas atividades em 1953 e atualmente é a maior Corretora de Valores do Paraná. segundo a empresa Alfa. periódicos e artigos divulgados por Instituições de ensino que pesquisam sobre o assunto como a Faculdade Getúlio Vargas de São Paulo e a Universidade Federal de São Paulo (USP). A pesquisa bibliográfica possibilitou a fundamentação e o desenvolvimento de toda pesquisa. maior será a receita da empresa. ou seja. Já o estudo de caso. sendo que atualmente possui aproximadamente 80 colaboradores. de maneira a esclarecer.

até agosto de 2010 existiam no Brasil aproximadamente 601 fundos de ações. é necessário adequar-se aos fundos de investimento.000. a partir das informações praticadas por grande parte dos fundos brasileiros e dados disponíveis na Comissão de Valores Mobiliários.000.00 por cliente. Já através de um portfólio de investimentos administrado por uma asset management.00. foi considerada uma captação de R$36.000.00 sob gestão a pesquisa estimou um total de 122 clientes.500. provisionada diariamente e debitada no primeiro dia útil do mês. É expressa em percentual % ao ano. De acordo com a empresa Alfa. Vale ressaltar que a captação foi contabilizada mensalmente. Foi considerado nesta pesquisa um portfólio médio de R$1.600.15% ao ano e o CDI obteve 14. ou seja. é uma taxa cobrada mensalmente do cotista de determinado fundo. não é possível modificar ou customizar uma estratégia.00 no ano de 2013. Receitas Taxa de administração de acordo com Assaf Neto (2006). R$18.000. Desta forma.56% e os 443 fundos de renda fixa praticaram uma taxa média de administração anual de 0.00 para os dois primeiros anos. a taxa de administração é a principal fonte de receita de uma asset management.000. entre 1999 e 2009 a média anual da rentabilidade do Ibovespa foi de 18. um fundo multimercado ou até mesmo de um fundo de renda fixa para remunerar seu capital. todos ativos e destinados somente a investidores qualificados. em média.200. Nesta modalidade.000. e desta forma estimar as receitas apresentadas no fluxo de caixa para realizar uma análise econômico-financeira. sendo que cada assistente do administrador de carteiras é encarragado. ou seja. assim sendo uma vantagem competitiva para uma asset management. foi possível estabelecer uma matriz de cobrança para o serviço de asset management. Em relação à captação de novos clientes.95% ao mês. Segundo a empresa Alfa. De acordo com a empresa Alfa.00 no ano de 2014 e por fim em 2015.600. Desta forma.109 Foi considerada uma valorização do asset under management de 12% ao ano. Desta forma.92%. 991 fundos multimercado e 443 fundos de renda fixa.20%.000. a captação total considerada nesta pesquisa no período de cinco anos foi de R$111. assim ao final de 2015 com aproximadamente R$182.00. R$21. ou seja. Ainda de acordo com CVM Portal do Investidor (2010). Os 991 fundos multimercado apresentaram uma taxa de administração média anual de 1. Segundo CVM Portal do Investidor (2010). R$25.22% ao ano. sendo paga para a instituição que administra este fundo. por 30 clientes e o sócioadministrador de carteiras monitora todos os portfólios.000. uma valorização de 0. é possível estabelecer estratégias personalizadas de acordo com a necessidade e perfil de cada investidor. .000.000. advêm dos serviços de administração de carteiras prestados aos investidores qualificados. as receitas demonstradas no fluxo de caixa desta pesquisa. conforme demonstrado a seguir. existe uma grande diferença para o investidor que se utiliza de um fundo de ações. uma captação de R$28. referente ao mês anterior. sempre sob o montante investido no fundo. contabilizada mensalmente.800.00 em cada ano (2011 e 2012). de novos recursos financeiros para gestão. os 601 fundos de ações possuem uma taxa de administração média anual de 2.000.

de acordo com a Lei 9. encerrados em 31 de março.000.95% 1. tem como base de cálculo a receita total da empresa. Desta forma. CSLL: a contribuição social sobre o lucro líquido. • • • .05% 1.65% sobre o faturamento da empresa. de acordo com a Lei 9. Visto que a receita anual projetada para o projeto é inferior a R$48. calculada a partir do patrimônio sob gestão ou asset under management.15% 0. conforme é praticado na cidade de Curitiba. • PIS: o programa de integração social. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 2. independente do tipo da atividade exercida.35% 1. 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário.00 foi considerado o lucro presumido. tem sua base de cálculo de 9% pelo lucro presumido devida pelas pessoas jurídicas optantes.430/96.110 MATRIZ DE COBRANÇA DA ASSET MANAGEMENT Valor Investido Entre R$300 Mil e R$800 Mil Entre R$801 Mil e R$2 Milhões Entre R$2 Milhões e R$4 Milhões Entre Acima de R$4 Milhões Menos de 40% em Renda Fixa 2. Nesta modalidade presume-se que o lucro da empresa é de 32% em relação ao faturamento total.85% FONTE: O Autor Entre 40% e 80% em Renda Fixa 1. a partir de uma taxa de administração média de 1. A alíquota considerada no fluxo de caixa foi de 0. Abaixo foi demonstrado os imposto e contribuições considerados no fluxo de caixa do projeto. PR. foi possível determinar a receita mensal. 30 de junho. ISS: o imposto sobre serviços tem como fato gerador a prestação de serviços de qualquer natureza.95% 0.50% 1.35% 1.65% 1. Impostos De acordo com a Lei nº 9.684/2003. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 5% sobre o faturamento da empresa. deve ser recolhido por pessoas jurídicas sendo irrelevante o tipo de atividade exercida.85% O cálculo utilizado para estimar as receitas demonstradas no fluxo de caixa levou em consideração a taxa média de administração da matriz de cobrança apresentada na tabela anterior.000.718/98.20% Mais de 80% em Renda Fixa 1.15% 2.718/98. de acordo com a Lei 10.5% ao ano. A alíquota considerada no fluxo de caixa do projeto foi de 3% sobre o faturamento da empresa. o imposto de renda com base no lucro presumido é determinado por períodos de apuração trimestrais.88% sobre o faturamento da empresa. COFINS: a contribuição para o financiamento da seguridade social. A opção é manifestada pela empresa através do pagamento da primeira quota ou da quota única do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração. sendo considerada definitiva para todo o anocalendário.

totalizando ao final do projeto 200 m² de área locada pelo escritório. Telefone e internet: refere-se a uma despesa mensal de R$600. procedimentos e contratos de gestão de risco. sendo que o aumento considerado refere-se a uma ampliação da área alugada de aproximadamente 60m². visto que o faturamento a partir de 2013 foi superior a R$750. Os valores foram estimados através de informações fornecidas da empresa Alfa. envelopes.000. especialmente computadores. O conjunto ainda conta com uma recepção onde uma secretária realizará suas atividades.00 que contempla 5.00 nos dois últimos anos.200. • Aluguel e condomínio: foi considerado um conjunto comercial com aproximadamente 140m² no centro de Curitiba.00 e nos anos subseqüentes R$12.000. A primeira sala é destinada ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe para realizar a gestão dos portfólios de clientes.000. 2014 e 2015. Manutenção de equipamentos: referente a uma despesa mensal de R$200. Foram consideradas quatro assinaturas: três jornais e uma revista. canetas. além de incluir 15 linhas telefônicas. A estimativa da alíquota mensal considerado no fluxo de caixa da empresa foi de 4. estruturação do código de conduta baseado na legislação vigente.000 minutos para ligações. o custo mensal da estrutura considerado foi de R$3.111 • IR: O imposto de renda da pessoa jurídica sobre o lucro presumido é pago sobre a base de cálculo presumida conforme citado anteriormente. Treinamentos: visto que o principal ativo de uma asset management é o capital intelectual. Periódicos: são utilizados principalmente para dar suporte ao atendimento ao cliente. O valor considera papelaria em geral. visando melhoria contínua da equipe. Material de escritório: no primeiro ano foi considerada uma despesa média mensal de R$187. sendo que o serviço é terceirizado. foram destinados 4% do faturamento para investimentos em treinamentos e cursos para os sócios e colaboradores. internet com velocidade de 10MBPS. pastas.00 que contempla um suporte para todos os equipamentos. Brasil • • • • • • .50 e para os outros anos R$150.00 por ano. PR.00 referente aos serviços jurídicos como: criação dos contratos de gestão.00 por mês. dois banheiros e uma copa. etiquetas entre outros materiais de uso geral. Jurídico: no primeiro ano da atividade foi considerada uma despesa anual de R$16.80% sobre o faturamento da empresa para 2011 e 2012 e 8% para 2013. à alíquota de 15%. As descrições das despesas estão na mesma ordem do fluxo de caixa apresentado na pesquisa. Despesas Abaixo foram descritas as principais despesas pertinentes à atividade. e por fim a quarta sala é destinada para reuniões com clientes. A segunda sala é destinada ao sócio-analista de valores mobiliários.200. O conjunto comercial conta com quatro salas. a terceira sala para o sócio-gestor comercial e sua equipe. estabelecimento da política de segregação de funções entre outros serviços.00 nos três primeiros anos e R$4. Esta estrutura é suficiente para iniciar e manter as operações da empresa. Desta forma.

além de enviar as informações contábeis para a receita federal. produzir os relatórios mensais de cada cliente. cada assistente fornecerá suporte para aproximadamente trinta clientes e reportará ao sócio-administrador de carteiras.74 e leva em consideração as taxas de: administrador de carteiras da CVM pessoa física (R$55.120. Já as taxas associativas pagas para APIMEC-Sul visam fortalecer a integração da empresa no mercado de capitais.200. Contador: referente ao custo aproximado de R$7.00 por ano. Pró-labore do sócio-administrador de carteiras: foi considerado um pró-labore de R$120.49). As principais funções deste cargo são: realizar a prospecção de potenciais clientes. realizar a prospecção de potenciais clientes e dar suporte ao sócio-administrador de carteiras. realizar contatos quinzenais com clientes.112 • • • • • • • • Econômico. . Salário do assistente do comercial: foi considerado um salário mensal de R$1. Despesas gerais com prospecção: foi aproximado um valor de R$600. por exemplo. criar conteúdo dos boletins mensais. Pró-labore do sócio-gestor comercial: foi considerado um pró-labore de R$66. As principais funções deste cargo são: desenvolver e monitorar os portfólios recomendados.000.16. Valor Econômico. realizar visitas aos potenciais clientes.00). sendo que ao final do projeto quatro assistentes serão necessários. cartório. Pró-labore do sócio-analista de valores mobiliários: foi considerado um pró-labore de R$66. realizar as reuniões diárias. elaborar os relatórios de atendimentos. Taxas associativas e governamentais: foi estimada uma despesa mensal de R$460. Desta forma incluindo os encargos e as despesas de cada assistente o custo anual considerado foi de R$65. As taxas cobradas pela CVM e pela APIMEC referente ao analista de valores mobiliários CNPI são obrigatórias. realizar uma análise crítica da concentração e da rentabilidade dos portfólios. totalizando desta forma um custo mensal aproximado de R$150. Gazeta do Povo e Revista Exame. bem como. o levantamento dos tributos a pagar. entre outras despesas que podem ocorrer durante a prospecção de clientes.00.00 por ano. sintetizar as informações da consultoria econômica contratada e acompanhar os resultados das atividades da asset management.00 por mês para suprir as necessidades de despesas como: almoço com clientes. avaliar o perfil de cada cliente. As principais funções deste cargo são: monitorar as atividades dos assistentes. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório.000. Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos de Mercados de Capitais (R$140. As principais funções deste cargo são: atender os clientes. congressos e eventos diversos.00 por ano. participar das reuniões diárias com o sócio-analista de valores mobiliários. analisar os resultados dos portfólios de todos os clientes. realizar entrevistas e palestras. Salário do assistente do administrador: foi considerado um salário mensal de R$3. taxi. acompanhar as ações das empresas recomendadas. de analista de valores mobiliários CNPI da APIMEC.000. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe.300.00) e por fim a taxa de associação tanto da pessoa jurídica quanto da pessoa física de todos os sócios na APIMEC-Sul (155. realizar a prospecção de potenciais clientes e acompanhar os resultados das atividades da asset management.25) e pessoa jurídica (R$110.00 por ano para realização dos serviços contábeis como. visto que a associação promove palestras.00. dar suporte ao sócio-administrador de carteiras e sua equipe e acompanhar os resultados das atividades da asset management.00.000.

As principais funções deste cargo são: servir café. ligar os sistemas da central telefônica. R$10.533. os móveis do escritório. realizar a prospecção de potenciais clientes. A plataforma permite monitorar e analisar em tempo real os principais dados do mercado financeiro mundial.550. vinte telefones. Ao longo do projeto foi aproximado um custo de R$431. . bem como. Salário da secretária: foi considerado um salário mensal de R$1. A empresa tem vasta experiência na elaboração de estudos econômicos.409. central telefônica. Consultora econômica: refere-se ao custo mensal de R$3. encaminhar as correspondências por correio.00 pela criação da identidade visual da empresa.000 em 2012 e 2013 e R$12.000. É imprescindível que a apresentação da empresa seja impecável. bem como. O terminal ainda oferece notícias. o gerenciamento e a execução da obra.113 • • • • • • • • totalizando desta forma R$26.00.00 nos dois primeiros anos. Terminal Bloomberg: referente ao custo mensal de R$3. relatórios. dar suporte ao sócio-gestor comercial.00.00. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. para o sócio-gestor e sua equipe. visto que o serviço prestado é intangível.00 no primeiro ano. R$12. em especial a logomarca da empresa. água e chá aos clientes.300. realizar o atendimento telefônico e receber clientes.150. totalizando desta forma R$26. sendo que o principal economista é Mailson da Nóbrega. realizar a atualização do cadastro. cotações e o acompanhamento e a negociação dos ativos financeiros que compõem o portfólio dos clientes da asset management.00 em 2014 e 2015. Este serviço tem como principal objetivo fornecer recursos para o departamento de análise. vinte monitores.000. Este serviço inclui o serviço de consultoria arquitetônica. Evento semestral: referente ao custo total de cada evento realizado duas vezes ao ano para clientes e potenciais clientes. duas impressoras. R$6.000.00 em 2015.000.00 do serviço de consultoria realizada pela Tendências Consultoria Integrada. As principais funções deste cargo são: receber e direcionar as correspondências externas.000. com uma equipe altamente qualificada e com experiência em diversas áreas.800.00 durante os cinco anos da atividade.533.00 da assinatura do terminal profissional. Computadores e equipamentos: custo inicial aproximado de R$22. bem como.92 por ano.44 por ano. Reforma e decoração: refere-se ao custo de R$80. realizar pesquisa de clientes inativos. sendo que no primeiro ano o custo é de R$60. incluindo os encargos e as despesas.44 por ano. incluindo os encargos e as despesas. servidor central. As principais funções deste cargo são: efetuar a abertura de cadastro. Este evento apresenta os resultados obtidos e tem como principal objetivo divulgar o trabalho da empresa.000. bem como.00 em 2013. gerar credibilidade para a empresa. Comunicação visual: refere-se ao custo de R$3. totalizando desta forma R$18. Ao longo do projeto serão necessários nove computadores. Salário da copeira: foi considerado um salário mensal de R$900. realizar a limpeza do ambiente de trabalho e realizar a limpeza e a manutenção da copa.00 em 2014 e R$14.000. O custo estimado e considerado de cada evento para aproximadamente 90 pessoas foi de R$7.000. fazer o relatório de ligações. entre outros equipamentos necessários para atividade. sendo necessário apenas um funcionário para o escritório. desenvolver o relacionamento com os clientes. incluindo os encargos e as despesas.00.000. Foi considerado um terminal para o sócio-administrador de carteiras e um terminal para cada assistente do administrador de carteiras. checar seu funcionamento.

000.33.00.03% de 11. para apurar o custo do capital foi utilizado o título público brasileiro LTN 010113. Foi aproximado um custo mensal de R$258. Foi estimado um custo de R$10.86% referente ao rendimento do título LTN 010113 já deduzido o risco-Brasil e 5. subtraiuse 2. brindes. lâminas corporativas entre outros materiais que facilitam a comunicação com o público-alvo da empresa. análise e confecção do conteúdo promocional. produção e envio de releases e newsletters.14% ao ano que representa um retorno adicional ao investidor acima da taxa livre de risco.00 pelos serviços de: relacionamento com a mídia. Custo do Capital Antes de apresentar os indicadores da analise econômico-financeira. Para apurar este custo que foi utilizado para calcular e analisar os indicadores de risco e retorno foram considerados três fatores: taxa SELIC. pastas. Portanto. Esta é sem dúvida uma importante ferramenta de contato com os clientes.De acordo com a empresa Alfa o risco país encerrou o mês de setembro com 203 pontos.00 para sua manutenção. este prêmio é aproximado de acordo com a percepção de risco de cada investidor e para esta pesquisa foi utilizado uma taxa de 5. Desta forma.03 pontos percentuais acima de um título emitido pelo Tesouro dos Estados Unidos em relação a um título semelhante emitido pelo Brasil. ou seja.000. Portanto.14% referente ao prêmio de mercado.89% ao ano definida no momento da compra sendo pago em sua totalidade na data de vencimento. consultoria interna entre outros serviços. totalizando um custo total de capital de 15% ao ano. • Ações de marketing: foram destinados 3% do faturamento da empresa para ações promocionais como: design de brindes e materiais em geral.89%.114 Website: refere-se à criação de um website e sua manutenção. o custo de capital foi de 9. malas-diretas. canetas.00 para a criação e R$250.600. Este serviço é terceirizado e tem como principal objetivo projetar positivamente a imagem da empresa. • Material de divulgação: refere-se ao material gráfico em geral como: cartões de visita. • Assessoria de imprensa: referente ao custo mensal de R$2. publicidade on-line. risco-Brasil e o prêmio de mercado.86%. Ao final de setembro de 2010. é necessário descrever como foi mensurado o custo do capital. visando captar clientes. considerada uma taxa livre de risco. Considerou-se que no quarto ano da atividade o website foi remodelado com um custo de R$10. Assim. a rentabilidade final considerada como livre de risco do título LTN 010113 foi de 9. conteúdos exclusivos para veículos específicos. é possível afirmar que os 203 pontos representam 2. ações de mídia. segundo a empresa Alfa. • . com vencimento em janeiro de 2013 e que mais se aproxima com o período de investimento do projeto. criação do blog da empresa. o título possuía rentabilidade de 11. com o levantamento das principais despesas pertinentes a atividade foi possível desenvolver o fluxo de caixa que originou as analises financeiras demonstradas a seguir. realização e acompanhamento de entrevistas. Desta forma. envelopes. fortalecimento dos argumentos de venda entre outras ações que visam alavancar as receitas da empresa. é definido em relação a uma aplicação alternativa. organização de eventos. E finalmente o prêmio de mercado. Assim.

88. obtendo-se desta forma uma margem de segurança para o projeto entre 15% e 23. ou seja. demonstrado no gráfico abaixo. • Payback: para este projeto o payback ocorre no terceiro ano da atividade. tolerando a variação desta taxa entre 0% e 22%.27.33 FONTE: O Autor Desta forma.21) R$(148. que a previsão é que o investimento gere uma fração de R$50.115 Índices da Análise Econômico-Financeira Para se fazer uma análise econômica financeira.98 R$368. foi desenvolvido o fluxo de caixa da atividade. Pode-se dizer desta forma.828.411. através da divisão entre os valores. É considerado um projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero. em 2013 conforme demonstrado no fluxo de caixa.182. ou seja.33 R$832.88%. este se refere ao valor monetário estimado do fluxo de caixa do projeto trazido a valor presente. o custo do capital pode sofrer um aumento de 53% que o projeto ainda será rentável para o investidor. • IBC: indica quanto o projeto oferece de retorno para cada unidade monetária investida. Abaixo é apresentado o saldo do fluxo de caixa da atividade: SALDO DO FLUXO DE CAIXA Período 2011 2012 2013 2014 2015 Saldo R$(472. É importante analisar ainda. o valor presente líquido encontrado foi de R$168. podendo-se considerar o projeto viável por apresentar o índice com valor superior à zero. Neste projeto nota-se que mesmo com um aumento do custo do capital a atividade ainda é viável. Neste projeto para cada R$1.541. ou seja. Este indicador por ser superior ao custo do capital de 15% torna o projeto viável. constituindo-se em um valor anualizado de R$50.88%.986.41. É válido salientar que o VPL obtido é positivo.41 ao ano.439. foi possível observar os seguintes indicadores: VPL: considerando um custo de capital de 15%. refere-se ao VPL anual. Assim. • . o comportamento do VPL perante a variação do custo do capital.71) R$69. ou seja. sendo considerado um projeto viável por cobrir cada real investido e gerar um lucro de R$0. • VPLA: este índice foi obtido através do VPL.27.00 investido obteve-se R$0. • TIR: a Taxa Interna de Retorno aproximada é de 23.844. Este índice é encontrado através da razão entre o VPL e o total do valor monetário investido.411. Após o levantamento destas informações foi possível constatar os principais indicadores de risco e retorno.

16%. Outro aspecto relevante é a variação anual do asset under management e a respectiva TIR do projeto. Mesmo com uma valorização de 10% ao ano do asset under management e um custo de capital de 15% o projeto ainda é viável. a TIR do projeto cresce 160% de 23. a TIR do projeto apresenta uma evolução de 49% de 23. É possível notar que com uma variação positiva de 33% na valorização do asset under management de 12% ao ano para de 16% ao ano.65%. relacionando a principal fonte de receita. Desta forma. Outra análise que deve ser considerada é a variação da TIR em relação à taxa média de administração praticada pela asset management. O projeto é inviabilizado em todos os casos se a valorização anual do asset under management for igual ou inferior a 6% ao ano. a taxa de administração média praticada e o custo do capital. de 1. Finalmente.88% para 35. esta variação é relevante e benéfica para o projeto.88% para 62. a seguir é apresentado o fluxo de caixa detalhado da atividade. ampliando desta forma a margem de segurança do projeto. aumentando desta forma a margem de segurança do projeto.5% para 1.116 COMPORTAMENTO DO VPL EM RELAÇÃO AO CUSTO DO CAPITAL FONTE: O Autor Outro aspecto relevante que se faz necessário apresentar é uma análise de sensibilidade traçando os possíveis cenários mercadológicos e econômicos. Nota-se que se houver um aumento de 27% na taxa cobrada. .3% ao ano. É valido ressaltar que o projeto torna-se inviável em todos os casos quando a taxa média de administração é inferior ou igual a 1.9% ao ano. pois amplia a margem de segurança do mesmo. É importante destacar outra análise de sensibilidade que leva em consideração a valorização anual do asset under management em relação ao custo do capital do projeto. ou seja.

117 FLUXO DE CAIXA DETALHADO DA ATIVIDADE FONTE: O Autor .

k) Através da análise de sensibilidade conclui-se que a taxa média de administração não poderá ser inferior a 1. j) A margem de segurança do projeto está entre o custo do capital de 15% e a taxa interna de retorno 23.986. apresentando assim uma segurança para o empresário/investidor.27. uma taxa interna de retorno de 23. Também foi possível constatar que o patrimônio sob gestão deve valorizar-se a uma taxa mínima de 10% ao ano.000.500.88%.199. aumentando ainda mais a margem de segurança do projeto. se a taxa média de administração apresentar um aumento de 13% a taxa interna de retorno crescerá 80%. pois desta forma inviabilizará o projeto. Finalmente.88.00 investido obteve-se R$0. h) Ao final do projeto. a pesquisa permitiu concluir que o cenário é extremamente favorável para o mercado de capitais nos próximos cinco anos. Desta forma estes fatores beneficiam diretamente as atividades de uma asset management. que apresentou ser viável em diferentes cenários apresentados na análise de sensibilidade. a empresa terá R$182. l) Em um cenário otimista.325.118 CONCLUSÃO Os resultados obtidos na presente pesquisa permitiram concluir que: g) A atividade é economicamente e financeiramente viável por apresentar indicadores positivos. caso contrário o projeto será inviável.88% e para cada R$1.00 cada. i) A asset management apresentou um valor presente líquido de R$168.46 de patrimônio sob gestão e aproximadamente 122 clientes com um portfólio médio de R$1. .5% ao ano. a legislação evoluiu substancialmente nos últimos meses e a economia brasileira apresenta um processo de desenvolvimento.

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