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CPM – Programa de Certificação do Pessoal de Manutenção Instrumentação Automação Básica SENAI Departamento
CPM – Programa de Certificação do Pessoal de Manutenção Instrumentação Automação Básica SENAI Departamento

CPM – Programa de Certificação do Pessoal de Manutenção

Instrumentação

Automação Básica

do Pessoal de Manutenção Instrumentação Automação Básica SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 1

SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

1

Automação Básica e Circuitos de Intertravamento e Alarmes     SENAI – ES,
Automação Básica e Circuitos de Intertravamento e Alarmes     SENAI – ES,

Automação Básica e Circuitos de Intertravamento e Alarmes

SENAI – ES, 1999

Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)

Coordenação Geral

Evandro de Figueiredo Neto (CST)

 

Robson Santos Cardoso

(SENAI)

Supervisão

Rosalvo Marcos Trazzi

(CST)

Fernando Tadeu Rios Dias

(SENAI)

Elaboração

Flavio Morais de Souza

(SENAI)

Aprovação

Marcos Antônio R. Nogueira (CST)

Wenceslau de Oliveira

(CST)

SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Departamento Regional do Espírito Santo

CTIIAF – Centro Técnico de Instrumentação Industrial Arivaldo Fontes Av. Marechal Mascarenhas de Moraes, 2235 Bento Ferreira – Vitória – ES CEP 29052-121 Telefone: (27) 334-5200

Telefax:

(27) 334-5211

CST – Companhia Siderúrgica de Tubarão Departamento de Recursos Humanos Av. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro – Serra – ES CEP 29160-972 Telefone: (027) 348-1286 Telefax: (027) 348-1077

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1 – NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS Índice 1.1 – Tópicos da álgebra de Boole 4

1 – NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS

1 – NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS Índice 1.1 – Tópicos da álgebra de Boole 4 1.2

Índice

1.1 – Tópicos da álgebra de Boole

4

1.2 – Simplificação de circuitos lógicos

9

1.3 – Montagem de circuitos com condições estabelecidas

14

2 – PRÍNCIPIO DE CONTROLE SEQUENCIAL E CIRCUITOS BÁSICOS

2.1 – Controle sequêncial

16

2.2 – Circuito sequêncial

19

2.3 – Circuitos básicos

24

3 – DIAGRAMAS DE COMANDO

3.1 – Introdução

34

3.2 – Intertravamento de contatores

41

3.3 – Sistemas de partida de motores

43

3.4 – Comando de um contator por botões ou chaves

50

3.5 – Reversão de rotação de motor trifásico com contator

52

3.6 – Reversão de rotação de motor trifásico com contator e chaves fim de curso

54

3.7 – Partida com comutação automática estrela-triângulo de um motor

55

3.8 – Partida automática de motor trifásico com autotransformador

57

3.9 – Partida com motor de rotor bobinado com comutação de resistência

58

3.10 – Partida consecutiva de motores com relés temporizados

60

3.11 – Partida automática e frenagem eletromagnética de motor trifásico

62

4 – O CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL

4.1 – Surgimento do controlador programável

62

4.2 – Introdução da tecnologia de controladores lógico programáveis – PLC’s

65

4.3 – Arquitetura do controlador programável

70

4.4 – Programação do controlador programável

82

5 – ARQUITETURA DIGITAIS E INTERFACE HOMEM-MÁQUINA

5.1 – Introdução

93

5.2 – Sistema de aquisição de dados “DAS”

93

5.3 – Sistema supervisório de controle “SPC”

99

5.4 – Sistema de controle digital direto “DDC”

100

5.5 – Sistema de controle com controladores programáveis

102

5.6 – Sistema de controle digital distribuído – “SDCD”

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1 - NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS 1.1 - TÓPICOS DA ALGEBRA DE BOOLE É uma
1 - NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS 1.1 - TÓPICOS DA ALGEBRA DE BOOLE É uma

1 - NOÇÕES DE CIRCUITOS LÓGICOS

1.1 - TÓPICOS DA ALGEBRA DE BOOLE

É uma técnica matemática que é usada quando consideramos problemas de natureza lógica. Em 1847, o matemático inglês George Boole desenvolveu leis básicas aplicadas em problemas de lógica dedutiva. Até 1938, isto se restringia ao estudo de matemática, quando então um cientista do Bell Laboratories, Claude Shammon, começou a utilizar tais leis no equacionamento e análise de redes com multicontatos. Paralelamente ao desenvolvimento dos

computadores, a álgebra de Boole foi ampliada, sendo hoje ferramenta fundamental no estudo

de automação.

A álgebra de Boole utiliza-se de dois estados lógicos, que são 0 (zero) e 1(um), os quais,

como se vê, mantém relação íntima com o sistema binário de numeração. As variáveis booleanas, representadas por letras, só poderão assumir estes dois estados: 0 ou 1 , que aqui não significam quantidades.

O estado lógico “0” representa um contato aberto, uma bobina desenergizada, uma transistor

que não está em condução, etc.; ao passo que o estado lógico 1 representa um contato fechado, uma bobina energizada, um transistor em condução, etc.

1.1.1 – Postulados e Teoremas

Toda a teoria de Boole está fundamentada nos postulados e teoremas representados a seguir:

a)

se A

=

0,

A
A

=

se A

=

1,

A

=

0

+

0

=

0

c)

1.1

=

1

A

+

0

=

A

 

e)

A.1

=

A

A

+

A

=

A

g)

A.A

=

A

1;

0;

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1

+

1

=

1

b)

0.0

=

0

 

1

+

0

=

0

+

1

=

1

d)

0.1

=

1.0

=

0

A

+

1

=

1

 

f)

A.0

=

0

h)

A

+ A
+
A

=

1

A.A

=

0

4

i ) A = A   A + (B + C) = (A + B)

i)

A = A

 

A

+

(B

+

C)

=

(A

+

B)

+

C

k)

A.(B.C)

=

(A.B).C

 

A

+

B.C

=

(A

+

B).(A

+

C)

m)

A.(B

+

C)

=

AB

+

A.C

 

o)

A

+

B

=

A.B

 

A.B

=

A

+

B

1.1.2

- Circuitos Sequenciais

A.B = A + B 1.1.2 - Circuitos Sequenciais   A + B = B +
 

A

+

B

=

B

+

A

j)

A.B

=

B.A

 

A

+

A.B

=

A

 

l)

A.(A

+

B)

=

A

n)

A

A.B +

A.B

+

=

A

+

B

A.(A

+

B)

=

A.B

a) Circuito Liga

Na figura 1.1, temos a chave A e a lâmpada X. Quando a chave A está aberta ( estado “0” ), a lâmpada X está apagada ( estado “0”). Quando a chave A está fechada ( estado “1” ), a lâmpada X está acesa ( estado “1”).

A equação deste circuito é A=X. Os possíveis estados de A e X são mostrados na tabela verdade 1.1.

estados de A e X são mostrados na tabela verdade 1.1. Figura 1.1 Tabela 1.1 b)

Figura 1.1

de A e X são mostrados na tabela verdade 1.1. Figura 1.1 Tabela 1.1 b) Circuito

Tabela 1.1

b) Circuito Desliga ( NOT)

Na figura 1.2a, temos a chave A e a lâmpada X. Quando a chave A está aberta ( estado “0”), a lâmpada X está acesa ( estado “1”). Quando a chave A está fechada ( estado “1”), a lâmpada X está apagada ( estado “0”).

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A equação deste circuito é A = X . Os possíveis estados de A e
A equação deste circuito é A = X . Os possíveis estados de A e

A equação deste circuito é A = X . Os possíveis estados de A e X são mostrados na tabela 1.2.

Esta lógica é, geralmente, realizada com contato normalmente fechado, como mostrado na figura 1.2b.

contato normalmente fechado, como mostrado na figura 1.2b. Figura 1.2a Figura 1.2b T a b e

Figura 1.2a

fechado, como mostrado na figura 1.2b. Figura 1.2a Figura 1.2b T a b e l a

Figura 1.2b

como mostrado na figura 1.2b. Figura 1.2a Figura 1.2b T a b e l a 1

Tabela 1.2

c) Circuito E (AND)

Na figura 1.3 temos as chaves A e B em série e a lâmpada X. Somente quando ambas as chaves, A e B, estão ligadas ( estado “1”) , a lâmpada X está acesa ( estado “1”).

A equação deste circuito é A.B = X . Os possíveis estados de A, B e X são mostrados na

tabela 1.3.

possíveis estados de A, B e X são mostrados na tabela 1.3. F i g u

Figura 1.3

X são mostrados na tabela 1.3. F i g u r a 1 . 3 Tabela

Tabela 1.3

d) Circuito ou (OR)

Na figura 1.4 temos as chaves A e B em paralelo e a lâmpada X. Quando uma das chaves, A ou B, ou ambas, estão fechadas ( estado “1”), a lâmpada X está acesa (estado ”1”).

A equação deste circuito é A + B = X . Os possíveis estados de A, B e X são mostrados na

tabela 1.4.

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F i g u r a 1 . 4 Tabela 1.4 Apresenta-se no quadro abaixo
F i g u r a 1 . 4 Tabela 1.4 Apresenta-se no quadro abaixo

Figura 1.4

F i g u r a 1 . 4 Tabela 1.4 Apresenta-se no quadro abaixo um

Tabela 1.4

Apresenta-se no quadro abaixo um resumo de bloco lógicos básicos e algumas combinações comuns:

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7

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1.2 - SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITO LÓGICOS 1.2.1 – Simplificação Utilizando a Álgebra de Boole Aplicando
1.2 - SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITO LÓGICOS 1.2.1 – Simplificação Utilizando a Álgebra de Boole Aplicando

1.2 - SIMPLIFICAÇÃO DE CIRCUITO LÓGICOS

1.2.1 – Simplificação Utilizando a Álgebra de Boole

Aplicando os postulados e teoremas da álgebra de Boole, podemos simplificar expressões, o

que implica em simplificação de circuitos.

Exemplo 01 :

Simplificar o circuito da figura 1.5.

Exemplo 01 : Simplificar o circuito da figura 1.5. Figura 1.5 Solução : A equação deste

Figura 1.5

Solução : A equação deste circuito é : L = A + (A + B).(A
Solução :
A
equação deste circuito é : L = A + (A + B).(A + B)
L
=
A
+
(A
+
B).(A
+
B)
=
A
+
A.A
+
A.B
+
B.A
+
B.B
=
A +
A.B
+
B.A
= B.A
A +
= B
A +

A

figura 06 representa o circuito simplificado.

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Exemplo 02: Simplificar o circuito da figura 7. Figura 1.6 Solução : A equação deste

Exemplo 02:

Simplificar o circuito da figura 7.

Exemplo 02: Simplificar o circuito da figura 7. Figura 1.6 Solução : A equação deste circuito

Figura 1.6

Exemplo 02: Simplificar o circuito da figura 7. Figura 1.6 Solução : A equação deste circuito

Solução :

A equação deste circuito é : L = C.X + Y

Onde :

X = A + B

e

Y = A.B

Figura 1.7

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10

L = C.X + Y = C.(A + B) + A.B = A.B.C + A
L
=
C.X
+
Y
=
C.(A
+
B)
+
A.B
=
A.B.C
+
A
+
B
=
A
+
B.C
+
B
=
A +
B
+
C

A figura 08 representa o circuito simplificado.

A + B + C A figura 08 representa o circuito simplificado. Figura 1.8 1.2.2 –
A + B + C A figura 08 representa o circuito simplificado. Figura 1.8 1.2.2 –

Figura 1.8

1.2.2 – Simplificação com Mapa de KARNAUGH

Quando utilizamos os teoremas e postulados Booleanos para simplificação de uma circuito lógico qualquer não podemos afirmar, que a equação resultante está na sua forma minimizada. Existem métodos de mapeamento de circuitos lógicos, que possibilitam a minimização de expressões com N variáveis. Um desse métodos é a utilização do mapa de KARNAUGH e é indicado para minimização de até 4 variáveis.

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Exemplo 1 : Simplificar o circuito da figura 1.9. F i g u r a
Exemplo 1 : Simplificar o circuito da figura 1.9. F i g u r a

Exemplo 1 :

Simplificar o circuito da figura 1.9.

Exemplo 1 : Simplificar o circuito da figura 1.9. F i g u r a 1

Figura 1.9

o circuito da figura 1.9. F i g u r a 1 . 9 Figura 1.10

Figura 1.10

Solução:

A equação deste circuito é : L = A.B + A.B + A.B

Marcamos no mapa de Karnaugh, figura 1.11, as regiões correspondentes a cada parcela da equação do circuito.

correspondentes a cada parcela da equação do circuito. Figura 1.11 Tomamos o menor número de pares

Figura 1.11

Tomamos o menor número de pares de parcelas vizinhas. A mesma região pode pertencer a

pares diferentes. As regiões 1 ( parcela A ) e 2 ( parcela B) correspondem à simplificação do circuito que é :

L = A + B

A figura 1.10 representa o circuito simplificado.

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Exemplo 2: Simplificar o circuito da figura 1.12 F i g u r a 1

Exemplo 2:

Simplificar o circuito da figura 1.12

Exemplo 2: Simplificar o circuito da figura 1.12 F i g u r a 1 .

Figura 1.12

Solução :

A equação deste circuito é :

a 1 . 1 2 Solução : A equação deste circuito é : Figura 1.13 L
a 1 . 1 2 Solução : A equação deste circuito é : Figura 1.13 L

Figura 1.13

L = A.B + B.C + C.(A + A.B) = A.B + B.C + C.A + A.B.C

No mapa de KARNAUGH, figura 1.14, marcamos :

C.A + A.B.C No mapa de KARNAUGH, figura 1.14, marcamos : Figura 1.14 Tomamos o menor

Figura 1.14

Tomamos o menor número de quadras vizinhas. As regiões 1 (parcela A), 2 (parcela B) e 3(parcela C) correspondem à simplificação do circuito que é:

L = A + B + C

A figura 1.13 representa o circuito simplificado.

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1.3 – MONTAGEM DE CIRCUITOS COM CONDIÇÕES ESTABELECIDAS 1.3.1 – Método da Soma de Produtos
1.3 – MONTAGEM DE CIRCUITOS COM CONDIÇÕES ESTABELECIDAS 1.3.1 – Método da Soma de Produtos

1.3 – MONTAGEM DE CIRCUITOS COM CONDIÇÕES ESTABELECIDAS

1.3.1 – Método da Soma de Produtos

Devemos inicialmente preencher a tabela verdade nas condições do problema. Somam-se os produtos das entradas onde se tem a saída no estado “1”, sendo que as variáveis de entrada no estado “0” são barradas. A equação assim obtida é a solução do circuito.

Exemplo :

Montar o circuito que contém 3 chaves A,B e C e uma lâmpada na seguinte condição: quando pelo menos duas chaves estiverem ligadas, a lâmpada estará acesa.

duas chaves estiverem ligadas, a lâmpada estará acesa. Figura 1.15 Figura 1.16 Solução: As saídas ①

Figura 1.15

estiverem ligadas, a lâmpada estará acesa. Figura 1.15 Figura 1.16 Solução: As saídas ① , ②

Figura 1.16

Solução:

As saídas

,,e da tabela verdade, figura 1.15, atendem às condições do problema.

Então :

L = A.B.C + A.B.C + A.B.C + A.B.C

No mapa de KARNAUGH, figura 16, marcamos :

Região V, parcela A.B.C

Região V, parcela A.B.C

Região V, parcela A.B.C

Região V, parcela A.B.C

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tomamos o menor número de duplas vizinhas. As regiões 1 ( parcela A.B), 2 (parcela
tomamos o menor número de duplas vizinhas. As regiões 1 ( parcela A.B), 2 (parcela

tomamos o menor número de duplas vizinhas.

As regiões 1 ( parcela A.B), 2 (parcela B.C) e 3 ( parcela C.A), correspondem à simplificação do circuito que é :

L = A.B + B.C + C.A

A figura 1.17 representa o circuito simplificado.

+ C.A A figura 1.17 representa o circuito simplificado. Figura 1.17 SENAI Departamento Regional do Espírito

Figura 1.17

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2–PRINCÍPIO DE CONTROLE SEQUENCIAL E CIRCUITOS BÁSICOS 2.1 – CONTROLE SEQUENCIAL O controle sequencial é
2–PRINCÍPIO DE CONTROLE SEQUENCIAL E CIRCUITOS BÁSICOS 2.1 – CONTROLE SEQUENCIAL O controle sequencial é

2–PRINCÍPIO DE CONTROLE SEQUENCIAL E CIRCUITOS BÁSICOS

2.1 – CONTROLE SEQUENCIAL

O controle sequencial é o comando passo a passo de uma série de eventos no tempo e numa ordem predeterminada.

2.1.1 - Exemplo

Como exemplo de controle sequencial, um processo industrial de aquecimento é mostrado na figura 2.1.

Temos que :

a) encher o tanque com matéria-prima até certo nível;

b) aquecer o conteúdo do tanque, com uso de vapor, agitando o conteúdo atá certa temperatura;

c) dar vazão à matéria aquecida.

atá certa temperatura; c) dar vazão à matéria aquecida. A operação descrita acima é executada manualmente

A operação descrita acima é executada manualmente nesta sequência :

1-

abrir a válvula manual “V 1 ” para que a matéria prima chegue ao tanque;

2-

fechar “V 1 ” quando a matéria prima atingir certo nível marcado pelo indicador “L”;

3-

abrir a válvula manual “V 2 ” para aquecimento com passagem de vapor pelo tubo e ligar o motor “M” fazendo girar o homogenizador, para agitar a matéria;

4-

quando a indicação do termômetro “TH” atingir certo valor, interromper a passagem de vapor fechando “V 2 ” e parar a agitação desligando o motor “M”;

5-

dar vazão à matéria aquecida.

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6- Quando o tanque esvaziar, fechar “V 3 ”. Os passos de 1 a 6
6- Quando o tanque esvaziar, fechar “V 3 ”. Os passos de 1 a 6

6- Quando o tanque esvaziar, fechar “V 3 ”.

Os passos de 1 a 6 são repetidos quantas vezes forem necessárias.

Este processo pode ser realizado automaticamente, figura 2.2, nesta sequência :

1-

Apertando-se a botoeira de partida, o processo irá iniciar com a abertura da válvula solenóide “VS 1 ”, e a matéria prima chegará ao tanque.

2-

Quando for atingido certo nível de matéria, a válvula solenóide “VS 1 ” irá fechar devido à atuação do sensor de nível “SN”.

3- Fechando-se a válvula solenóide “VS 1 ”, a chave de fluxo “CFC 1 ” irá abrir a válvula solenóide “VS 2 ” para aquecimento com passagem de vapor e também ligar o motor “M” do homogenizador para agitar a matéria.

4-

Quando a matéria atingir certa temperatura, a válvula solenóide “VS 2 ” irá fechar, e o motor “M” irá parar devido à atuação do sensor de temperatura “ST”.

5-

Fechando-se a válvula solenóide “VS 2 ”, a chave de fluxo “CFC 2 ” irá abrir a válvula solenóide “VS 3 ”, dando vazão à matéria e acionando um temporizador.

6-

Após certo tempo, a válvula solenóide “VS 3 ”, irá fechar e acionará a chave fluxo “CFC 3 ”, que fará abrir a válvula solenóide “VS 1 ”, recomeçando o processo. Este processo será interrompido apertando-se a botoeira de parada quando a válvula solenóide “VS 3 ” estiver terminando de fechar.

Um número predeterminado de execuções do processo pode ser conseguido usando-se um contador.

de execuções do processo pode ser conseguido usando-se um contador. SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

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2.1.2 – Características do controle sequencial O controle sequencial tem as seguintes características : a)

2.1.2 – Características do controle sequencial

2.1.2 – Características do controle sequencial O controle sequencial tem as seguintes características : a) do

O controle sequencial tem as seguintes características :

a) do sinal de entrada até o de saída a sequência de operações obedece uma ordem predeterminada;

b) durante a execução da sequência, o sinal de controle é transmitido obedecendo certas condições;

c) o passo seguinte é executado dependendo do resultado anterior;

Geralmente, o controle sequencial é o mais conveniente, indicado e utilizado em operações de atuação passo a passo, como, por exemplo, partida-parada, modificar condição de execução de manual para automático, etc.

2.1.3 – Diagrama de Blocos

Na figura 2.3 é mostrado o diagrama de blocos do comando sequencial.

1)

Um dispositivo de comando é acionado por um operador;

2)

Um sinal é transmitido para o dispositivo de processo que irá atuar de maneira predeterminada.

3)

O sinal de detecção, que significa a condição de processo, é enviado aos dispositivos de sinalização;

4)

Um sinal de controle, resultante de um sinal de processo e/ou detecção, é transmitido ao dispositivo de final de controle;

5)

O sinal transmitido do dispositivo de final de controle atua sobre o dispositivo controlado;

6)

Com a atuação dos dispositivos controlados, a variável controlada atinge uma condição predeterminada, e os dispositivos sensores e de proteção atuam.

7)

Um sinal de detecção, que significa condição da variável controlada, é enviado aos dispositivos de sinalização e/ou aos de processo, para a próxima sequência de operações.

8)

Os dispositivos de sinalização indicam as condições de processo e da variável controlada ao operador. Dependendo do resultado dessa sinalização, o operador poderá acionar o dispositivo de comando quando necessário.

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Figura 2.3 2.2 – CIRCUITO SEQUENCIAL 2.2.1 – Conceito É um circuito lógico cujos valores

Figura 2.3

2.2 – CIRCUITO SEQUENCIAL

2.2.1 – Conceito

É um circuito lógico cujos valores de saída, num determinado instante, dependem tanto dos valores de entrada quanto do estado interno do dispositivo nesse instante, e cujo estado interno depende do valores de entrada imediatamente precedente. A denominação se deve ao fato de a sequência das mudanças das entradas influir no comportamento do circuito.

2.2.2 – Análise de circuito

O funcionamento de um circuito sequencial pode ser analisado através do diagrama de tempo ou do diagrama de transição.

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Exemplo : Equações : d = b 1 0 d = b 2 1 d

Exemplo :

Exemplo : Equações : d = b 1 0 d = b 2 1 d =
Equações : d = b 1 0 d = b 2 1 d = (d
Equações :
d
=
b
1
0
d
=
b
2
1
d
=
(d
+
d
).d
3
1
3
2
h
=
d .d
.d
1
2
3

O funcionamento do circuito da figura 2.4 é mostrado nos diagramas de tempo (figura 2.5a e 2.6a) e de transição (figura .2.5b e 2.6b).

a) Com acionamento de “b 0 ” em primeiro lugar:

.2.5b e 2.6b). a) Com acionamento de “b 0 ” em primeiro lugar: SENAI Departamento Regional

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OBSERVAÇÃO: No diagrama de transição, a indicação de um passo sem círculo representa um estado
OBSERVAÇÃO: No diagrama de transição, a indicação de um passo sem círculo representa um estado

OBSERVAÇÃO:

No diagrama de transição, a indicação de um passo sem círculo representa um estado transitório. Por exemplo, na figura 2.5b, na posição 4, o relé “d 3 ” está na energização e em 1 está na desenergização. Na mesma figura as indicações “1” e “0” significam lâmpada “h” acesa e apagada, respectivamente.

b) Com acionamento de “b 1 ” em primeiro lugar:

b) Com acionamento de “b 1 ” em primeiro lugar: Comparando os procedimento descritos anteriormente,

Comparando os procedimento descritos anteriormente, verifica-se que a lâmpada “h” acende- se somente quando “b 0 ” é acionado em primeiro lugar.

2.2.3 – Montagem de circuito com condições estabelecidas

O circuito é montado a partir da equação que pode ser obtida do diagrama de tempo ou do diagrama de transição, com condições estabelecidas.

Exemplo :

Montar um circuito que contém duas botoeiras “b 0 ” e “b 1 ”, um contador auxiliar “d” e uma lâmpada “h”, de modo que :

quando se apertar a botoeira “b 1 ”, a lâmpada “h” se acenda e permaneça acesa;

quando se apertar a botoeira “b 0 ”, a lâmpada “h” se apague e permaneça apagada;

quando se apertar as duas botoeiras “b 0 ” e “b 1 ” juntas , a lâmpada “h” permaneça acesa.

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Usando-se o diagrama de tempo da figura2.7. No diagrama de tempo temos : Passo ①

Usando-se o diagrama de tempo da figura2.7.

Usando-se o diagrama de tempo da figura2.7. No diagrama de tempo temos : Passo ① -
Usando-se o diagrama de tempo da figura2.7. No diagrama de tempo temos : Passo ① -

No diagrama de tempo temos :

Passo - o circuito não se altera;

Passo - aciona-se “b 1 ”, energizando “d”, e a lâmpada “h” se acende;

Passo - libera-se “b 1 ”, e a lâmpada “h” permanece acesa;

Passo - aciona-se “b 0 ”, desenergizando “d”, a lâmpada “h” se apaga e permanece apagada. Quando “b 0 ” é liberado, o circuito volta à condição inicial.

ou

Passo - o circuito não se altera;

Passo - aciona-se “b 1 ”, energizando “d”, e a lâmpada “h” se acende;

Passo ’ - com “b 1 ” acionado, aciona-se “b 0 ” e a lâmpada “h” permanece acesa;

Passo - libera-se “b 1 ” com “b 0 ” ACIONADO, e a lâmpada “h” se apaga e permanece apagada. Quando “b 0 ” é liberado, o circuito volta à condição inicial.

Para se obter a equação do circuito, procede-se da seguinte maneira :

1 – Na sequência ①①①①→→→→②②②②→→→→③③③③→→→→④④④④

Nesta sequência, o sinal que atua o relé “d” ( passo ) é retirado, enquanto este está atuando (passo ), sendo necessário neste caso a retenção. A equação de “d” é :

condição inicial de d = 

condição de retenção   + 

  . d

atuação do relé "d"

do relé "d"

Considera-se a condição inicial de atuação do relé ( no passo ) , que é

b

0

.b ,

1

e a seguir considera-se a condição de retenção do relé “d”(no passo ), que é

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b 0 .b 1 Assim, a equação do relé “d” ( nos passos ② e
b 0 .b 1 Assim, a equação do relé “d” ( nos passos ② e

b

0

.b

1

Assim, a equação do relé “d” ( nos passos e ) é

d

=

b

0

.b

1

+

b

0

.b .d

1

Observação :

Todas as condições existentes para o relé, tanto inicial como todos os passos de retenção, devem ser consideradas.

2 – Na sequência ①①①①→→→→②②②②→→→→③③③③→→→→④④④④

Nesta sequência, o sinal que atua o relé “d” se mantém enquanto este está atuando e, neste caso, a equação de “d” é :

d = (todas as condições de atuação do relé)

conforme se tem acima ( nos passos e )

d = b

0

.b

1

+ b

0

.b

1

= b (b

1

0

+ b

0

) = b

1

Considerando todas as condições, tem-se:

d = b .b + b .b .d + b 0 1 0 1 1
d
=
b
.b
+
b
.b .d
+
b
0
1
0
1
1
d
=
b
(1
+
b
)
+
b
.b .d
1
0
0
1
d
=
b
+
b
.b .d
1
0
1
d
=
b
+
b
.d
1
0

A configuração do circuito é mostrada na figura 2.8

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2.3 – CIRCUITOS BÁSICOS A seguir são mostrados alguns circuitos básicos de comando e acionamento

2.3 – CIRCUITOS BÁSICOS

A seguir são mostrados alguns circuitos básicos de comando e acionamento elétrico.

2.3.1 – Circuito de Retenção

Nos circuitos da figura 2.9, apertando-se a botoeira “b 1 ”, a bobina do contator “d” é energizada, fazendo fechar os contatos de retenção “d” como também o contato “d” para a lâmpada e esta se acende. Liberando-se a botoeira “b 1 “, a bobina mantém-se energizada, e a lâmpada “h” permanece acesa. Quando se apertar a botoeira “b 0 ”, a bobina será desenergizada, fazendo abrir os contatos de retenção para a lâmpada “h”, e esta se apaga. Libera-se “b 0 ”, a lâmpada permanece apagada e o circuito volta à condição inicial.

permanece apagada e o circuito volta à condição inicial. Figura 2.9 SENAI Departamento Regional do Espírito

Figura 2.9

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Quando apertar as duas botoeiras “b 0 ” e “b 1 ” ao mesmo tempo,
Quando apertar as duas botoeiras “b 0 ” e “b 1 ” ao mesmo tempo,

Quando apertar as duas botoeiras “b 0 ” e “b 1 ” ao mesmo tempo, no circuito da figura 2.9a , a lâmpada “h” não se acende, porque a botoeira “b 0 ” tem preferência na desenergização, e no circuito da figura 2.9b a lâmpada “h” se acende, porque a botoeira “b 1 ” tem preferência na energização.

2.3.2 – Circuito de Intertravamento

Nos circuitos da figura 2.10, apertando-se a botoeira “b 12 ” (ou ‘b 13 ”), a bobina do contator “d 1 ” (ou “d 2 ”) é energizada, impossibilitando a energização da outra, e não deixando energizar as duas ao mesmo tempo, porque estão intertravadas.

as duas ao mesmo tempo, porque estão intertravadas. Figura 2.10 Quando se apertar as duas botoeiras

Figura 2.10

Quando se apertar as duas botoeiras “b 12 ” e depois “b 13 ”, no circuito da figura 2.10(a), que tem intertravamento mecânico, com os contatos normalmente fechados das botoeiras conjugadas, as lâmpadas não se acendem, e, no circuito da figura 2.10(b), o intertravamento é elétrico com os contatos normalmente fechados dos contatores. Neste caso, a lâmpada “h 12 ” se acende e “h 13 ” não se acende. Na figura 2.11 é mostrado um circuito com retenção (selo) e intertravamento elétrico.

circuito com retenção (selo) e intertravamento elétrico. Figura 2.11 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 2.11

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Apertando-se a botoeira “b 1 2 ” (ou “b 1 3 ”) a bobina do
Apertando-se a botoeira “b 1 2 ” (ou “b 1 3 ”) a bobina do

Apertando-se a botoeira “b 12 ” (ou “b 13 ”) a bobina do contator “d 1 ”( ou “d 2 ”) é energizada, o contato de selo “d 1 ” (ou “d 2 ”) fecha-se mantendo a energização, o contato de intertravamento de “d 1 ” (ou “d 2 ”) ligado em série com “d 2 ” (ou “d 1 “) impossibilita a energização das duas bobinas ao mesmo tempo. Para se energizar a bobina “d 2 ” (ou “d 1 “) é necessário apertar a botoeira “b 0 ”, desenergizando a bobina “d 1 ” (ou “d 2 ”) antes de apertar “b 13 ” (ou “b 12 ”). Neste circuito, quando se apertar “b 12 ” e “b 13 ” ao mesmo tempo, os dois contatores serão energizados instantaneamente até que um dos contatos de intertravamento abra. Na figura 2.12 são mostrados os circuitos de intertravamento mecânico e elétrico que oferecem maior segurança pela sua constituição.

que oferecem maior segurança pela sua constituição. Figura 2.12 Quando a bobina do contator “d 1

Figura 2.12

Quando a bobina do contator “d 1 ” (ou “d 2 ”) estiver energizada, para se energizar a bobina do contator “d 2 ” (ou “d 1 ”) no circuito da figura 2.12(a), é necessário primeiro apertar a botoeira “b 0 ” e depois ‘b 13 ” (ou “b 12 ”), ao passo que, no circuito da figura 2.12(b), não há necessidade de tal procedimento, porque, apertando-se “b 13 ” (ou “b 12 ”), a bobina do contator “d 1 ” (ou “d 2 ”) é desenergizada pelo contato de intertravamento da respectiva botoeira.

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2.3.3 – Circuito de Prioridade a) Primeira ação Este circuito, figura 2.13, permite energizar somente

2.3.3 – Circuito de Prioridade

2.3.3 – Circuito de Prioridade a) Primeira ação Este circuito, figura 2.13, permite energizar somente o

a) Primeira ação

Este circuito, figura 2.13, permite energizar somente o contator atuado em primeiro lugar.

energizar somente o contator atuado em primeiro lugar. Figura 2.13 b) Última ação Este circuito, figura

Figura 2.13

b) Última ação

Este circuito, figura 2.14, permite a energização do contator acionado em último lugar.

a energização do contator acionado em último lugar. Figura 2.14 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 2.14

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c) Primeiro lugar Este circuito, figura 2.15, permite a energização de qualquer contator em primeiro
c) Primeiro lugar Este circuito, figura 2.15, permite a energização de qualquer contator em primeiro

c) Primeiro lugar

Este circuito, figura 2.15, permite a energização de qualquer contator em primeiro lugar. A seguir, só é possível a energização de um contator anterior, na sequência.

a energização de um contator anterior, na sequência. Figura 2.15 d) Sequência Este circuito, figura 2.16,

Figura 2.15

d) Sequência

Este circuito, figura 2.16, só permite a energização dos contatores em sequência, a partir do primeiro.

dos contatores em sequência, a partir do primeiro. Figura 2.16 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 2.16

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2.3.4 – Circuito Temporizado a) Liga retardado No circuito da figura 2.17(a), quando a chave

2.3.4 – Circuito Temporizado

2.3.4 – Circuito Temporizado a) Liga retardado No circuito da figura 2.17(a), quando a chave seccionadora

a) Liga retardado

No circuito da figura 2.17(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende depois de um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d”. Liberando-se a chave “a”, a lâmpada “h” se apaga no mesmo instante.

O circuito da figura 2.17(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente. Figura 2.17 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 2.17

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b) Desliga retardado No circuito da figura 2.18(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada,
b) Desliga retardado No circuito da figura 2.18(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada,

b) Desliga retardado

No circuito da figura 2.18(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” acende-se no mesmo instante. Liberando-se a chave “a”, após um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d 2 ”, a lâmpada “h” se apaga. O circuito da figura 2.18(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente. c) Liga-desliga retardado Figura 2.18 No circuito da figura

c) Liga-desliga retardado

Figura 2.18

No circuito da figura 2.19(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, depois de um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d 1 ”, a lâmpada “h” acende-se. Liberando-se a chave seccionadora “a”, depois de um certo tempo “t 2 ”, ajustado no temporizador “d 2 ” a lâmpada “h” se apaga. O circuito da figura 2.19(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

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d) Ação temporizada Figura 2.19 No circuito da figura 2.20(a), quando a chave seccionadora “a”

d) Ação temporizada

Figura 2.19

No circuito da figura 2.20(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende no mesmo instante e se mantém acesa durante um certo tempo “t”, ajustado no temporizador “d”. O circuito figura 2.20(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por botoeiras.

Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente. Figura 2.20 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 2.20

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e) Liga retardado com ação temporizada No circuito da figura 2.21(a), quando a chave seccionadora
e) Liga retardado com ação temporizada No circuito da figura 2.21(a), quando a chave seccionadora

e) Liga retardado com ação temporizada

No circuito da figura 2.21(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, após um certo

“t 1 ”, ajustado no temporizador “d 1 ”, a lâmpada “h” se acende e se mantém acesa durante um

certo tempo “t 2 ”, ajustado no temporizador “d 2 ”.

O circuito da figura 2.21(b) tem a mesma função do anterior, sendo que o acionamento é por

botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente. Figura 2.21 f) Ação liga-desliga (pisca-pisca) No circuito

Figura 2.21

f) Ação liga-desliga (pisca-pisca)

No circuito da figura 2.22(a), quando a chave seccionadora “a” é acionada, a lâmpada “h” se acende no mesmo instante e se mantém acesa durante um certo tempo “t 1 ”, ajustado no temporizador “d 1 ”, e se mantém apagada durante um certo tempo “t 2 ”, ajustado no temporizador “d 2 ”. A lâmpada “h” se mantém nesses estados, acesa e apagada, até que a chave seccionadora “a” seja liberada.

O circuito da figura 2.22(b) tem a mesma função do anterior, só que o acionamento é por

botoeiras. Os diagramas de tempo são mostrados para cada circuito, respectivamente.

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g) Retenção retardada Figura 2.22 No circuito da figura 2.23(a), para a lâmpada “h” se

g) Retenção retardada

Figura 2.22

No circuito da figura 2.23(a), para a lâmpada “h” se acender, a botoeira “b 1 ” deve ficar acionada durante um tempo superior ao tempo “t”, ajustado no temporizador “d 1 “. Caso contrário, a lâmpada “h” não se acende. O diagrama de tempo do circuito é mostrado na figura 2.23(b).

de tempo do circuito é mostrado na figura 2.23(b). Figura 2.23 SENAI Departamento Regional do Espírito

Figura 2.23

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3 – DIAGRAMAS DE COMANDO 3.1 – INTRODUÇÃO Os diagramas elétricos têm por finalidade representar
3 – DIAGRAMAS DE COMANDO 3.1 – INTRODUÇÃO Os diagramas elétricos têm por finalidade representar

3 – DIAGRAMAS DE COMANDO

3.1 – INTRODUÇÃO

Os diagramas elétricos têm por finalidade representar claramente os circuitos elétricos sob vários aspectos, de acordo com os objetivos :

- funcionamento sequencial dos circuitos;

- representação dos elementos, suas funções e as interligações conforme as normas estabelecidas;

- permitir uma visão analítica das partes do conjunto;

- permitir a rápida localização física dos elementos.

3.1.1 – Tipos de diagrama

Diagrama tradicional ou multifilar completo

É o que representa o circuito elétrico da forma como é realizado. É de difícil interpretação e elaboração, quando se trata de circuitos mais complexos ( figura 3.1).

quando se trata de circuitos mais complexos ( figura 3.1). Figura 3.1 SENAI Departamento Regional do

Figura 3.1

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Para a interpretação dos circuitos elétricos , três aspectos básicos são importantes, ou seja: -
Para a interpretação dos circuitos elétricos , três aspectos básicos são importantes, ou seja: -

Para a interpretação dos circuitos elétricos , três aspectos básicos são importantes, ou seja:

- os caminhos da corrente, ou os circuitos que se estabelecem desde o início até o fim do processo de funcionamento;

- a função de cada elemento no conjunto, sua dependência e interdependência em relação a outros elementos;

- a localização física dos elementos.

Em razão das dificuldades apresentadas pelo diagrama tradicional, esses três aspectos importantes foram separados em duas partes, representadas pelo diagrama funcional e pelo diagrama de execução ou de disposição. Na primeira parte, os caminhos da corrente, os elementos, suas funções, interdependência e sequência funcional são representados de forma bastante prática e de fácil compreensão (diagrama funcional) figuras 3.2 e 3.3.

fácil compreensão (diagrama funcional) figuras 3.2 e 3.3. Figura 3.2 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 3.2

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Figura 3.3

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Na Segunda parte temos a representação, a identificação e a localização física dos elementos (diagrama
Na Segunda parte temos a representação, a identificação e a localização física dos elementos (diagrama

Na Segunda parte temos a representação, a identificação e a localização física dos elementos (diagrama de execução ou de disposição ) figura 3.4.

(diagrama de execução ou de disposição ) figura 3.4. Figura 3.4 Assim, o funcional se preocupa

Figura 3.4

Assim, o funcional se preocupa com os circuitos, elementos e funções; o de disposição, com a disposição física desses elementos. Combinando-se esses dois tipos, os objetivos propostos são alcançados de maneira prática e racional. O diagrama de execução pode apresentar também o circuito de força.

3.1.2 – Identificação dos componentes no diagrama funcional

Os componentes no diagrama são representados conforme a simbologia adotada e identificados por letras e números ou símbolos gráficos.

Identificação por letras e números:

números ou símbolos gráficos. Identificação por letras e números: SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 36

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Identificação por símbolos gráficos: Dessa forma, os retângulos ou círculos simbolizam os componentes, e as

Identificação por símbolos gráficos:

Identificação por símbolos gráficos: Dessa forma, os retângulos ou círculos simbolizam os componentes, e as letras
Identificação por símbolos gráficos: Dessa forma, os retângulos ou círculos simbolizam os componentes, e as letras

Dessa forma, os retângulos ou círculos simbolizam os componentes, e as letras C 1 , C 2 , C 3 ou L, Y e indicam, respectivamente, um determinado contator que está localizado no circuito de potência. A letra L e os símbolos Y e indicam sua função que pode ser : L corresponde à linha, Y corresponde à ligação estrela, corresponde à ligação triângulo. Da mesma forma, as indicações C 1 , C 2 , e C 3 , etc, correspondem a contatores cujas funções serão conhecidas pelo diagrama de potência ( figuras 3.5 à 3.7).

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3.1.3 – Identificação Literal de Elementos EXEMPLOS NORMAS VDE SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

3.1.3 – Identificação Literal de Elementos

EXEMPLOS

NORMAS VDE

3.1.3 – Identificação Literal de Elementos EXEMPLOS NORMAS VDE SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 39
3.1.3 – Identificação Literal de Elementos EXEMPLOS NORMAS VDE SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 39

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SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 40
SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 40
SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 40

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3.2 – INTERTRAVAMENTO DE CONTATORES É um sistema elétrico ou mecânico destinado a evitar que
3.2 – INTERTRAVAMENTO DE CONTATORES É um sistema elétrico ou mecânico destinado a evitar que

3.2 – INTERTRAVAMENTO DE CONTATORES

É um sistema elétrico ou mecânico destinado a evitar que dois ou mais contatores se fecham, acidentalmente, ao mesmo tempo provocando curto-circuito ou mudança de sequência de funcionamento de um determinado circuito.

de sequência de funcionamento de um determinado circuito. Figura 3.8 3.2.1 – Intertravamento Elétrico a) Por

Figura 3.8

3.2.1 – Intertravamento Elétrico

a) Por contatos auxiliares do contator :

Neste processo é inserido um contator auxiliar tipo “NF” (normalmente fechado) de um contator do circuito de comando, que alimenta a bobina de outro controlador. Deste modo, faz-se com que o funcionamento de um dependa do outro ( figura 3.8).

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b) Por botões conjugados : Neste processo, os botões são inseridos no circuito de comando
b) Por botões conjugados : Neste processo, os botões são inseridos no circuito de comando

b) Por botões conjugados :

Neste processo, os botões são inseridos no circuito de comando de forma que, ao ser acionado para comandar um contator, haja a interrupção do outro ( botão b 1 , fechador(contato normalmente aberto - NA) de C 1 , conjugado com b 1 , abridor(NF) de C 2 , e b 2 , fechador de C 2 , conjugado com b 2 , abridor de C 1 ).

OBS.:

Quando possível, devem-se usar os dois processos ( a e b) de intertravamento.

3.2.2 – Intertravamento Mecânico por balancim

Neste processo é colocado nos contatores um dispositivo mecânico, composto por um apoio e uma régua ( balancim) . Esse balancim faz intertravamento dos contatores. Quando um contator é acionado, atua sobre um extremo de régua, fazendo com que a outra extremidade impeça o acionamento do outro contator. Este processo é muito usado, quando a corrente é bastante elevada e há possibilidade de soldagem dos contatos.

elevada e há possibilidade de soldagem dos contatos. Figura 3.9 SENAI Departamento Regional do Espírito Santo

Figura 3.9

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3.3 - SISTEMA DE PARTIDA DE MOTORES TRIFÁSICOS As partidas de motores trifásicos podem ser

3.3 - SISTEMA DE PARTIDA DE MOTORES TRIFÁSICOS

3.3 - SISTEMA DE PARTIDA DE MOTORES TRIFÁSICOS As partidas de motores trifásicos podem ser diretas,

As partidas de motores trifásicos podem ser diretas, estrela-triângulo, com compensadores ou ainda por resistências rotóricas (Motor Rotor Bobinado). A instalação desses sistemas obedece critérios técnicos e legais, de acordo com as normas da ABNT para instalações de baixa tensão.

Potência do motor Conforme a região do país, cada fornecedor de energia elétrica permitirá a partida direta de motores de determinada potência. Quando for necessário um dispositivo de partida com tensão reduzida ou corrente reduzida, o sistema será determinado pela carga, conforme as possibilidades ou características. Considerando-se as possibilidades, o motor pode partir a vazio até a plena rotação, e sua carga deve ser incrementada paulatinamente, até o limite nominal.

Tipo de carga Quando as condições da rede exigirem partida com tensão ou corrente reduzida, o sistema será determinado pela carga, conforme as possibilidades ou tipo de carga.

a) Considerando-se as possibilidades, o motor pode partir a vazio até a plena rotação, e sua

carga incrementa até o limite nominal.

Exemplos:

Serra circular, torno ou compressor que deve partir com as válvulas abertas. Neste caso, a partida pode ser em estrela-triângulo.

b) O motor deve partir com carga ou com um conjugado de resistente em torno de 50%.

Exemplos:

Calandras, bombas, britadores. Neste caso, emprega-se a chave compressora, utilizando-se os “taps” de 65% ou de 80% de transformador.

c) O motor deve partir com rotação controlada, porém com torque bastante elevado.

Exemplos:

Pontes rolantes, betoneiras, máquinas de “off-set”. Neste caso, utiliza-se o motor rotor bobinado.

3.3.1 - Comparação entre sistemas de partida

Partida direta

Na partida direta à plena tensão, o motor de rotor gaiola pode partir à plena carga e com a corrente elevando-se de 5 a 6 vezes à nominal, conforme o tipo e número de pólos. De acordo com o gráfico da figura 3.10, a corrente de partida (curva “a”) é igual a 6 vezes a

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corrente nominal. O conjugado na partida atinge aproximadamente 1,5 do conjugado nominal. Partida estrela-triângulo
corrente nominal. O conjugado na partida atinge aproximadamente 1,5 do conjugado nominal. Partida estrela-triângulo

corrente nominal.

O conjugado na partida atinge aproximadamente 1,5 do conjugado nominal.

na partida atinge aproximadamente 1,5 do conjugado nominal. Partida estrela-triângulo Figura 3.10 É fundamental para a

Partida estrela-triângulo

Figura 3.10

É fundamental para a partida com a chave estrela-triângulo, que o motor tenha a possibilidade

de ligação em dupla tensão, ou seja, em 220/380V em 380/660V. Os motores deverão ter, no mínimo, 6 bornes de ligação. A partida estrela-triângulo poderá

ser usada quando a curva de conjugados do motor for suficientemente elevada para poder garantir a aceleração da máquina com a corrente reduzida para 25 a 30% da corrente de partida direta. A curva do conjugado é reduzida na mesma proporção. Por esse motivo, sempre que for necessário uma partida estrela-triângulo, deverá ser usado um motor com elevada curva de conjugado.

Exemplo de cálculo da potência de um motor em estrela e triângulo:

Um motor trifásico ligado a uma rede de 220V absorve da linha 208A, quando ligado em triângulo.

A corrente na fase desse motor será de

208 = 208 =

120 A

Esse motor ligado em estrela estará sob uma tensão de fase de

220 =

3
3

120 V

Havendo uma redução de tensão de fase, consequentemente haverá uma redução na corrente.

220 V

127 V

120 A

X

X =

127x120

220

= 69,3 A

A corrente de linha em triângulo é de 208A. Em estrela, a corrente de linha é de 69,3A, o que

representa aproximadamente 30% de 208A.

Na partida em estrela, a corrente de partida é de 1,5 a 2 vezes a corrente nominal, mas o conjugado de partida é um quarto do conjugado máximo ( 25 a 30%). Na partida em triângulo, os conjugados de partida são máximos, mas a corrente é aproximadamente 6 vezes a corrente nominal.

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Como exemplo, nas figuras 3.11 e 3.12 temos a ligação estrela-triângulo de um motor, com
Como exemplo, nas figuras 3.11 e 3.12 temos a ligação estrela-triângulo de um motor, com

Como exemplo, nas figuras 3.11 e 3.12 temos a ligação estrela-triângulo de um motor, com cargas diferentes, apresentando dados comparativos em % pelas curvas de corrente e conjugados.

comparativos em % pelas curvas de corrente e conjugados. Na figura 3.11 temos um alto conjugado

Na figura 3.11 temos um alto conjugado resistente MR. Se a partida for em Y, o motor acelerará a carga até a velocidade ny, ou aproximadamente 85% da rotação nominal. Nesse ponto, a chave deverá ser ligada em . Acontece nesse caso que a corrente, que era aproximadamente a nominal, ou seja, 100%, passa repentinamente para 300%, o que não é nenhuma vantagem, uma vez que na partida a corrente era somente 170 %.

Na figura 3.12, temos o motor com as mesmas características, porém o momento resistente MR é bem menor. Na ligação Y, o motor acelera a carga até 95% da rotação nominal. Quando a chave é ligada em , a corrente, que era aproximadamente 60 %, sobe para 190 %, ou seja, praticamente igual à da partida em Y.

Nesse caso, a ligação estrela-triângulo apresenta vantagem, porque, se fosse ligado direto, absorveria na rede 500% da corrente nominal. A chave estrela-triângulo em geral só pode ser empregada em partidas de máquinas a vazio, isto é, sem carga. Somente depois de ter atingido 95% da rotação nominal, a carga poderá ser ligada. O exemplo típico acima pode ser de um grande compressor. Na figura 3.11, seria partida com carga, isto é, assim que começa a girar,

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a máquina já comprime o ar, mas geralmente isso não acontece. Os compressores partem a
a máquina já comprime o ar, mas geralmente isso não acontece. Os compressores partem a

a máquina já comprime o ar, mas geralmente isso não acontece. Os compressores partem a vazio, isto é, com todas as válvulas abertas (figura 3.12).

Só quando atinge a rotação nominal, as válvulas se fecham, e a máquina começa a comprimir

o ar.

Partida com a chave compensadora

Podemos usar a chave compensadora para dar partida em motores sob carga A chave compensadora reduz a corrente de partida, evitando uma sobrecarga na rede de alimentação, deixando, porém, o motor com um conjugado suficiente para a partida e aceleração.

com um conjugado suficiente para a partida e aceleração. Figura 3.13 A tensão na chave compensadora

Figura 3.13

A tensão na chave compensadora é reduzida através de autotransformador, que possui

normalmente “taps” de 65 a 80% da tensão nominal.

Exemplo:

Um motor ligado à rede de 220V absorve 100A. Se for ligado ao autotransformador no “tap”

de

65%, a tensão aplicada nos bornes será de:

U

. 0,65 = 220 x 0,65 = 143V

A

corrente nos bornes do motor, em virtude da redução da tensão, é reduzida também em

65%:

Im = I .0,65 = 100 x 0,65 = 65A.

Como a potência em VA no primário do autotransformador é aproximadamente igual à do secundário, temos:

VA no secundário = 143x65x

Para encontrarmos a corrente absorvida da linha, temos:

Para encontrarmos a corrente absorvida da linha, temos: 3 = 16100 VA VA 16100 I L

3 = 16100 VA

VA 16100 I L = = = 42,25 A U. 3 220x 3
VA
16100
I L =
=
= 42,25 A
U.
3
220x
3

O conjugado de partida é proporcional ao quadrado da tensão aplicada aos bornes do motor.

No caso do exemplo anterior, é 0,65 x 0,65 = 0,42, ou seja, aproximadamente metade do conjugado nominal. No “tap” de 80% teríamos um conjugado de 0,8 x 0,8 = 0,64, ou seja, dois terços do conjugado nominal. A corrente seria:

I

L

=

I

M

x 0,8

=

80 x 0,8

=

64A

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Partida rotórica É o sistema de partida de onde se utiliza um motor de rotor

Partida rotórica

Partida rotórica É o sistema de partida de onde se utiliza um motor de rotor bobinado

É o sistema de partida de onde se utiliza um motor de rotor bobinado com reostato regulável. Esse motor apresenta elevado torque na partida em baixa velocidade. É de construção bem mais cara, porém, apresenta grandes vantagens, conforme a aplicação. Pelo gráfico (3.14) abaixo, podemos comparar o torque com resistências desse tipo de motor que possui características peculiares. Verificamos que a corrente de partida é aproximadamente 2 vezes a nominal (curva a) e que o torque é aproximadamente 240% do torque nominal (curva b). Pode partir, portanto, com baixa rotação e torque elevadíssimo.

portanto, com baixa rotação e torque elevadíssimo. Figura 3.14 3.3.2 – Ligação de Motores Trifásicos de

Figura 3.14

3.3.2 – Ligação de Motores Trifásicos de 6 terminais para tensão nominal de 220 ou

380V.

Ligação em triângulo para 220V

de 220 ou 380V. • Ligação em triângulo para 220V Figura 3.15 SENAI Departamento Regional do

Figura 3.15

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• Ligação em estrela (Y) para 380 V Figura 3.16 3.3.3 – Ligação de Motores

Ligação em estrela (Y) para 380 V

• Ligação em estrela (Y) para 380 V Figura 3.16 3.3.3 – Ligação de Motores Trifásicos
• Ligação em estrela (Y) para 380 V Figura 3.16 3.3.3 – Ligação de Motores Trifásicos

Figura 3.16

3.3.3 – Ligação de Motores Trifásicos de 12 terminais para tensão nominal de 220 ou

380V.

Ligação em triângulo paralelo para 220V

220 ou 380V. • Ligação em triângulo paralelo para 220V Figura 3.17 • Ligação em estrela

Figura 3.17

Ligação em estrela paralelo (Y) para 380 V

3.17 • Ligação em estrela paralelo (Y) para 380 V Figura 3.18 SENAI Departamento Regional do

Figura 3.18

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3.3.4 – Ligação de Motores Trifásicos de 12 terminais para tensão nominal de 440 ou
3.3.4 – Ligação de Motores Trifásicos de 12 terminais para tensão nominal de 440 ou

3.3.4 – Ligação de Motores Trifásicos de 12 terminais para tensão nominal de 440 ou

760V.

Ligação em triângulo série para 440V

440 ou 760V. • Ligação em triângulo série para 440V Figura 3.19 • Ligação em estrela

Figura 3.19

Ligação em estrela série (Y) para 760 V

Figura 3.19 • Ligação em estrela série (Y) para 760 V Figura 3.20 SENAI Departamento Regional

Figura 3.20

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3.3.5 – Ligação de Motores Monofásicos de fase auxiliar para tensão nominal de 110 ou
3.3.5 – Ligação de Motores Monofásicos de fase auxiliar para tensão nominal de 110 ou

3.3.5 – Ligação de Motores Monofásicos de fase auxiliar para tensão nominal de 110 ou

220V.

Ligação para 110V

tensão nominal de 110 ou 220V. • Ligação para 110V • Ligação para 220V Figura 3.21

Ligação para 220V

Figura 3.21

Ligação para 110V • Ligação para 220V Figura 3.21 Figura 3.22 3.4 – COMANDO DE UM

Figura 3.22

3.4 – COMANDO DE UM CONTATOR POR BOTÕES OU CHAVE

Comandar um contator é a ação que se executa ao acionar um botão abridor, botão fechador ou chave de pólo. Isto é feito para que a bobina do eletroimã seja alimentada e feche os contatos principais, ou perca a alimentação, abrindo-os.

3.4.1 – Sequência operacional

Start:

Estando sob tensão os bornes R, S e T ( figura 3.23 e 3.24), e apertando-se o botão b 1 , a bobina do contator C 1 será energizada. Esta ação faz fechar o contato de retenção C 1 , que manterá a bobina energizada; O s contatos principais de fecharão, e o motor funcionará.

Stop :

Para interromper o funcionamento do contator, pulsamos o botão b 0 ; este abrirá, eliminando a alimentação da bobina, o que provocará a abertura de contato de retenção C 1 e, consequentemente, dos contatos principais, e a partida do motor.

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Nota : Um contator pode ser comandado também por uma chave de um pólo (figura
Nota : Um contator pode ser comandado também por uma chave de um pólo (figura

Nota :

Um contator pode ser comandado também por uma chave de um pólo (figura 3.25).

Neste caso, eliminam-se os botões b 0 , b 1 e o contato de retenção C 1 , e introduz-se no circuito de comando a chave b 1 .

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Figura 3.25 3.5 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES COMANDADOS POR BOTÕES
Figura 3.25 3.5 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES COMANDADOS POR BOTÕES

Figura 3.25

3.5 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES COMANDADOS POR BOTÕES

A reversão do sentido de rotação de um motor trifásico é feita pela inversão de duas de suas

fases de alimentação. Esse trabalho é realizado por dois contatores, comandados por 2 botões

conjugados, cujo acionamento permite obter-se rotações no sentidos horário e anti-horário.

3.5.1 – Sequência operacional

a) Ligação do motor em um sentido: (figuras 3.26 e 3.27).

Estando sob tensão os bornes R, S e T e pulsando-se o botão conjugado b 1 , a bobina do contator C 1 será alimentada, fechando o contato de retenção C 1 , o qual a mantém energizada. Permanecendo energizada a bobina do contator C 1 , haverá o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor num sentido.

b) Inversão do sentido de rotação de motor:

Pulsando-se o botão conjugado b 2 , a bobina do contator C 2 será alimentada, provocando o

fechamento do contato de retenção C 2 , o qual mantém energizada. Permanecendo energizada

a bobina do contator C 2 , haverá o fechamento dos contatos. Permanecendo energizada a

bobina do contator C 2 , haverá o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor

no sentido inverso.

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Figura 3.26 Figura 3.27 OBSERVAÇÃO: A fim de se evitarem elevados valores de correntes de

Figura 3.26

Figura 3.27

OBSERVAÇÃO:

A fim de se evitarem elevados valores de correntes de pico, sempre que possível, deve-se esperar a parada do motor, para se processar a reversão da rotação. Em tornos mecânicos em geral, assim como em outros tipos de máquinas, às vezes se faz necessário aplicar a frenagem por contracorrente, para se conseguir inverter rapidamente a rotação.

3.5.2- Segurança do sistema

a) Por meio dos botões conjugados:

Pulsando-se o botão conjugado b 1 ou b 2 , são simultaneamente acionados os seus contatos

abridor e fechador, de modo que o contato abridor atue antes do fechador (intertravamento mecânico).

b) Por meio de contatos auxiliares:

Os contatos abridores C 1 e C 2 impossibilitam a energização de uma bobina, quando a outra será energizada, (intertravamento magnético).

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3.6 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES E CHAVES FIM DE CURSO
3.6 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES E CHAVES FIM DE CURSO

3.6 – REVERSÃO DE ROTAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO COM CONTATORES E CHAVES FIM DE CURSO

Quando há necessidade de controlar o movimento de avanço ou retrocesso automático de um dispositivo motorizado de uma máquina , empregam-se contatores comandados por chaves fim de curso ( figuras 3.28 e 3.29 ).

As chaves de fim de curso são acionadas mecanicamente pelas réguas com ressaltos ( cames) existentes na parte móvel do dispositivo da máquina.

existentes na parte móvel do dispositivo da máquina. Figura 3.28 3.6.1 - Sequência operacional Figura 3.29

Figura 3.28

3.6.1 - Sequência operacional

Figura 3.29

a)Ligação do motor para movimentar dispositivo em um sentido:

Estando sob tensão os bornes R, S e T e pulsando-se o botão conjugado b 1 , a bobina do contator C 1 será alimentada, provocando o fechamento do contato de retenção C 1 , o qual a mantém energizada, e o fechamento dos contatos principais. O acionamento do motor num sentido impulsiona, consequentemente, um dispositivo, até atingir o limite de fim de curso, quando abrirá seu contato b 3 , desligando a bobina C 1 .

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Desenergizada a bobina C 1 , os contatos principais se abrem, cortando a alimentação do
Desenergizada a bobina C 1 , os contatos principais se abrem, cortando a alimentação do

Desenergizada a bobina C 1 , os contatos principais se abrem, cortando a alimentação do motor. b) inversão do sentido de movimento do dispositivo:

Pulsando-se o botão conjugado b 2 , a bobina do contator C 2 será alimentada, fechando o contato de retenção C 2 , o qual mantém energizada. Estando energizada a bobina de C 2 , haverá

o fechamento dos contatos principais e o acionamento do motor e do dispositivo da máquina,

até que esta atinja o limite de “fim de curso”. Quando a chave de fim de curso for atingida, seu contato b 4 se abrirá, desligando a bobina de C 2 . Desenergizada a bobina de C 2 , os contatos principais se abrem, cortando a alimentação do motor.

3.6.2 - Acionamento parcial do dispositivo

Quando o motor está funcionando, pulsando-se o botão b 0 , para-se o movimento do dispositivo em qualquer ponto de percurso. A retomada do movimento no mesmo sentido ou no inverso é possível, pulsando-se os botões b 1 ou b 2 .

3.6.3 - Segurança do sistema pelos botões conjugados

Pulsando-se o botão conjugado b 1 ou b 2 , são simultaneamente acionados os seus contatos abridor e fechador, de modo que o contato atue antes do fechador, proporcionando intertravamento mecânico.

3.6.4 - Segurança do sistema pelos contatos auxiliares

Os contatos abridores C 1 e C 2 impossibilitam a energização de uma bobina, quando a outra está energizada. (Intertravamento elétrico).

3.7 – PARTIDA COM COMUTAÇÃO AUTOMÁTICA ESTRELA-TRIÂNGULO DE UM MOTOR

É a partida executada automaticamente de um motor trifásico em Y, com comutação para ;

feita por meio de 3 contatores comandados por botões. Este sistema de ligação é utilizado

para reduzir a tensão de fase do motor( V

F

=

V L 3
V
L
3

= 0,58.V

L

) durante a partida.

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3.7.1 - Sequência operacional Partida do motor em estrela, estando C 1 , C 2

3.7.1 - Sequência operacional

Partida do motor em estrela, estando C 1 , C 2 e C 3 desligados (figuras 3.30 e 3.31). Estando sob tensão os bornes R, S e T, e pulsando-se o botão b 1 , a bobina do contator C 2 e o relé temporizador d 1 serão alimentados, fechando o contato de retenção de C 2 que mantêm energizadas as bobinas dos contatores C 1 e C 2 , respectivamente, e o relé temporizador d 1 . Permanecendo energizadas as bobinas dos contatores C 2 e C 1 , haverá o fechamento dos contatos principais e, consequentemente, o acionamento do motor em estrela. Decorrido o tempo para o qual foi ajustado o relé temporizador d 1 , este opera, desligando o contato abridor d 1 , que desenergizará a bobina do contator C 2 , acarretando a abertura de seus contatos principais. Estando desenergizada a bobina C 2 , o contato abridor C 2 (31 - 32) retorna, energizando a bobina C 3 , que acionará o motor em triângulo.

3.7.2 – Parada do motor

Estando o motor funcionando em triângulo e pulsando-se o botão b 0 , interrompe-se a energização da bobina C 1 , que abrirá os contatos C 1 ( 13-14) e C 1 (23 –24), interrompendo a corrente da bobina C 3 . Consequentemente, o motor ficará energizado.

3.7.3 – Segurança do sistema

Estando o motor em marcha na ligação triângulo, o contato C 3 (31-32) fica aberto, impedindo a energização acidental da bobina C 2.

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3.8 AUTOTRANSFORMADOR PARTIDA AUTOMÁTICA – DO MOTOR TRIFÁSICO COM A partida automática com autotransformador permite

3.8

AUTOTRANSFORMADOR

PARTIDA

AUTOMÁTICA

3.8 AUTOTRANSFORMADOR PARTIDA AUTOMÁTICA – DO MOTOR TRIFÁSICO COM A partida automática com autotransformador permite

DO

MOTOR

TRIFÁSICO

COM

A partida automática com autotransformador permite que o motor inicie seu funcionamento com tensão reduzida e, após um tempo determinado, passe automaticamente à plena tensão. Tem sobre a partida manual estas vantagens :

- Não exige esforço físico do operador;

- Permite comando à distância;

- A comutação da tensão reduzida para tensão realiza-se no tempo previsto e ajustado, independente da ação do operador.

previsto e ajustado, independente da ação do operador. Figura 3. 32 SENAI Departamento Regional do Espírito

Figura 3. 32

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Figura 3.33

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3.8.1 - Sequência operacional Partida de motor com tensão reduzida: contatores C 1 , C

3.8.1 - Sequência operacional

3.8.1 - Sequência operacional Partida de motor com tensão reduzida: contatores C 1 , C 2

Partida de motor com tensão reduzida: contatores C 1 , C 2 , C 3 e relé de tempo desligados (figuras 3.19 e 3.20). Estando sob tensão os bornes R, S, T e pulsando-se o botão b 1 , a bobina do contator C 1 fica energizada, assim como o relé temporizador d 1 . Os contatos C 1 (13 - 14) e C 1 (23 - 24) se fecham, conservando energizada a bobina de C 3 , colocando o motor em funcionamento. Com a alimentação da bobina C 3 , os contatos C 3 (13 - 14) e C 3 (23 - 24) se fecham, tornando a bobina de C 3 independente do contato C 1 (13 - 14). Como as bobinas de C 1 e de C 3 estão energizadas, os contatos principais de C 1 e C 3 estão fechados, e o motor está alimentado com a tensão reduzida, iniciando a partida.

3.8.2 – Comutação

Decorrido o tempo preestabelecido, o relé temporizador d 1 comuta, desenergizando a bobina de C 1 e energizando a bobina de C 2 . Permanecendo energizada a bobina de C 2 , os contatos de C 2 (13-14) se fecham e os C 2 (41-42) se abrem, provocando a desenergização da bobina de C 3 . Os contatos principais de C 3 se abrem e os de C 2 se fecham; e o motor é alimentado com tensão plena ( tensão nominal).

3.9 – PARTIDA COM MOTOR TRIFÁSICO DE ROTOR BOBINADO COM COMUTAÇÃO AUTOMÁTICA DE RESISTORES

Neste tipo de partida, o circuito de comando faz a eliminação dos estágios de resistores automaticamente. O tempo necessário entre a partida e as sucessivas retiradas dos resistores do circuito do rotor bobinado, até curtocircuitá-lo, é determinado por relés temporizados (figuras 3.34 e 3.35).

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3.9.1 - Sequência operacional 1° estágio de partida: Contatores C 1 , C 1 1

3.9.1 - Sequência operacional

1° estágio de partida:

Contatores C 1 , C 11 , C 12 , C 13 , relés temporizados d 1 e d 2 , e relé auxiliar d 3 desenergizados. Pulsando-se o botão b 1 , as bobinas de C 1 e d 1 são energizadas simultaneamente e permanecem ligadas pelo contato de retenção comum C 1 (13 - 14). Estando energizada a bobina C 1 , seus contatos principais se fecham, e o motor começa a funcionar com todos os resistores intercalados no circuito de induzido (r 1 , r 2 e r 3 ).

2° estágio de partida:

Decorrido o tempo ajustado, o relé d 1 opera, fechando o seu contato d 1 (15 - 18), energizando C 11 , que assim permanece por meio de seu contato de retenção C 11 (13 - 14). Ao mesmo tempo, o contato fechador de C 11 (23 - 24) energiza o relé d 2 e desenergiza a bobina de d 1 , através de C 11 (41 - 42). Estando alimentada a bobina de C 11 , seus contatos principais se fecham, retirando do circuito o resistor r 1 .

3° estágio de partida:

Decorrido o tempo ajustado para d 2 , ocorre a sua operação, e o contato d 2 (15 - 18) energiza C 12 que assim mantém por meio de seu contato de retenção C 12 (13 - 14). Nesse instante, desenergiza-se C 11 , voltando seus contatos à posição de repouso. O contato C 12 (23 - 24) se fecha, alimentando d 3 , que fechará d 3 (23 -24), energizando novamente d 1 . Energizada a bobina de C 12 , seus contatos principais se fecham, retirando de circuito o resistor r 2 .

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4° estágio de partida: Decorrido o tempo ajustado para d 1 , ocorre a sua
4° estágio de partida: Decorrido o tempo ajustado para d 1 , ocorre a sua

4° estágio de partida:

Decorrido o tempo ajustado para d 1 , ocorre a sua operação, e seu contato d 1 (15 - 18) se fecha, alimentando C 13 , que permanece energizado por seu contato de retenção, e abre o contato de C 13 (41 - 42), que volta os demais à condição inicial. Energizando C 13 , seus contatos principais fecham-se, o resistor r 3 é eliminado, e o rotor é curto-circuitado.

3. 10 – PARTIDA CONSECUTIVA DE MOTORES COM RELÉS TEMPORIZADOS

É um sistema de comando automático que permite a partida de 2 ou mais motores, obedecendo a uma sequência preestabelecida. Os intervalos de tempo entre as sucessivas partidas são determinados pela regulagem de relés temporizados ( figuras 3.36 e 3.37).

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3.10.1 – Sequência operacional Pulsando-se b 1 , o contator C 1 e o relé
3.10.1 – Sequência operacional Pulsando-se b 1 , o contator C 1 e o relé

3.10.1 – Sequência operacional

Pulsando-se b 1 , o contator C 1 e o relé d 1 são energizados e o motor m 1 parte. Decorrido o tempo ajustado para d 1 , este energiza C 2 e d 2 e o motor m 2 parte. Decorrido o tempo ajustado

para d 2 , este energiza C 3 e d 3 e o motor m 3 parte. Após o tempo ajustado para d 3 , este energiza

C 4 , dando a partida a m 4 , último motor de sequência. Se houvesse mais motores, o processo

continuaria de forma idêntica.

3.11 – PARTIDA AUTOMÁTICA E FRENAGEM ELETROMAGNÉTICA DE MOTOR TRIFÁSICO NOS DOIS SENTIDOS DE ROTAÇÃO

É um sistema de comando elétrico que permite a partida automática, a troca de sentido de rotação e a frenagem eletromagnética por corrente retificada (figuras 3.38 e 3.39).

por corrente retificada (figuras 3.38 e 3.39). 3.11.1 – Sequência operacional Partida e rotação no

3.11.1 – Sequência operacional

Partida e rotação no sentido anti-horário : Pulsando-se b 1 , energiza-se C 1 . O motor será ligado

e girará no sentido anti-horário.

Obs.: É imprescindível que o motor esteja parado para que se possa dar partida no sentido desejado.

Partida no sentido anti-horário :Pulsando-se b 2 , energiza-se C 2 . O motor será ligado no sentido anti-horário.

Frenagem : Estando o motor girando num sentido ou noutro, pulsando-se b 0 , desenergiza-se

C

1 ou C 2 , energiza-se C 3 e C 4 e o motor é frenado. C 1 e C 2 se intertravam. C 3 e C 4 travam C 1 e

C

2 .

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4 – O CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL 4.1 - SURGIMENTO DO CONTROLADOR PROGRAMÁVEL O controlador programável
4 – O CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL 4.1 - SURGIMENTO DO CONTROLADOR PROGRAMÁVEL O controlador programável

4 – O CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL

4.1 - SURGIMENTO DO CONTROLADOR PROGRAMÁVEL

O controlador programável surgiu em 1969. Anteriormente a isso, o hardware do controle sequencial era dominado principalmente pelos relés. No que concerne aos dispositivos de controle de sequência que utilizam os relés, apresentavam as desvantagens a seguir discriminadas:

- mau contato;

- desgastes dos contatos;

- necessidade de instalação de inúmeros relés, execução de fiação entre os inúmeros terminais de contatos e de bobinas;

- complexidade na introdução de alteração na sequência;

- necessidade de manutenções periódicas.

Apesar de apresentarem todas as desvantagens acima citadas, os relés se tornaram elementos principais do hardware de controle de sequência em razão de não haver, na época, elementos que pudessem substitui-los eficazmente. No final da década de 60, iniciou-se o desenvolvimento de microcomputadores, utilizando-se o circuito integrado (Cl), e a universalidade da capacidade de processamento dos mesmos tornou-se o centro das atenções, aguardando-se com enorme expectativa o surgimento do hardware para controle dotado de grande versatilidade de processamento. Por outro lado, inicia-se a era da produção em grande escala, e os assuntos, como automação, incremento da produtividade, uniformidade na qualidade e outros, transformam-se em temas principais nas estações de trabalho, e a solução desses problemas era exigida também pelo lado da tecnologia de controle de sequência. Na época, a General Motors (GM - empresa automobilística americana) anunciou 10 itens relativos às condições que um novo dispositivo eletrônico de controle de sequência deveria atender para que pudesse substituir os tradicionais relés. Os itens são os seguintes:

1. Facilidade de programação, de alteração do programa, inclusive nas estações de trabalho;

2. Facilidade na manutenção, desejável que fosse totalmente do tipo de encaixar (plug-in- unit);

3. A confiabilidade na estação de trabalho deverá ser superior em relação ao painel de controle do tipo com relés;

4. Deverá ser mais compacto que o painel de controle do tipo com relés;

5. Possibilitar o envio direto de dados à unidade central de processamento de dados;

6. Deverá ser economicamente competitivo com o painel de controle do tipo com relés;

7. Possibilitar entradas com níveis de tensão alternada da ordem de 11 5[V];

8. As saídas deverão ser em 11 5[V] C.A. com capacidade superior a 2[A] de intensidade de corrente; deverá ainda possibilitar a operação das válvulas solenóides, comando para partida de motores e outros;

9. Com um mínimo de alteração, possibilitar a ampliação do sistema básico;

10. Deverá estar dotado de memória programável que possa ser ampliada até 4k WORDS no mínimo.

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Assim, baseando-se nesses 10 itens acima mencionados, a partir de 1969 foram lançados uma série
Assim, baseando-se nesses 10 itens acima mencionados, a partir de 1969 foram lançados uma série

Assim, baseando-se nesses 10 itens acima mencionados, a partir de 1969 foram lançados uma série de produtos denominados PLC (Programmable Logic Controller - Controlador Lógico Programável), através de diversas empresas americanas.

Como pano de fundo tecnológico para o surgimento do PLC, houve a evolução das tecnologias de computação e semicondutores, especialmente a tecnologia de CIs, possibilitando a substituição do sistema de controle por relés, que havia atingido o seu limite de possibilidades. As características do PLC elaborado segundo as especificações dos 10 itens da GM são a seguir discriminadas:

- Como se trata de dispositivo que utiliza o elemento semicondutor em substituição aos relés, o controle será do tipo sem contato;

- Enquanto o conteúdo do controle dos sistemas convencionais se realiza pela execução de fiação entre os contatos dos relés, no caso do PLC será realizado através de programa;

- Embora seja o PLC um dispositivo que utiliza o semicondutor, poderá utilizar energia para entrada e saída nas faixas de 115[V] e 220[V], 2[A] diretamente em corrente alternada;

- Poderá adequar ao sistema a capacidade ideal do PLC, segundo a dimensão do controle a ser realizado.

Originalmente, o PLC surgiu como um dispositivo de controle tipo universal, que pudesse substituir os sistemas de relés e, posteriormente, com a evolução das tecnologias de computação e dos CI’s, desenvolveu-se tornando possível a redução de custo, compactação, elevação das funções e outros, até atingir a maturidade como sendo hardware principal para controle sequencial. Com a evolução, foi eliminado o termo “logic” do nome PLC, passando este dispositivo a ser chamado de PC - Controlador Programável (Programmable Controller) Com o passar do tempo os controladores programáveis passaram a tratar variáveis analógicas e no inicio dos anos oitenta incorporaram a função do controle de malhas de instrumentação, com algoritmos de controle proporcionais, integrais e derivativos (PID). Ainda na década de oitenta com a evolução dos microcomputadores e das redes de comunicação entre os PLC's, os quais passaram a elevar sua performance, permitindo que vários controladores programáveis pudessem partilhar os dados em tempo real e que nesta mesma rede estivessem conectados vários microcomputadores, os quais através de um software de supervisão e controle, podiam monitorar, visualizar e comandar o processo como um todo a partir de uma sala de controle distante do processo. Como resumo, podemos classificar historicamente o PLC como segue :

1 a . Geração : Os PLCs de primeira geração se caracterizam pela programação intimamente ligada ao hardware do equipamento. A linguagem utilizada era o Assembly que variava de acordo com o processador utilizado no projeto do PLC, ou seja , para poder programar era necessário conhecer a eletrônica do projeto do PLC. Assim a tarefa de programação era desenvolvida por uma equipe técnica altamente qualificada, gravando-se o programa em memória EPROM , sendo realizada normalmente no laboratório junto com a construção do PLC.

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2 a . Geração : Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão dependentes do
2 a . Geração : Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão dependentes do

2 a . Geração : Aparecem as primeiras “Linguagens de Programação” não tão dependentes do

hardware do equipamento, possíveis pela inclusão de um “Programa Monitor “ no PLC , o qual converte ( no jargão técnico ,Compila), as instruções do programa , verifica o estado das entradas, compara com as instruções do programa do usuário e altera o estados das saídas. Os Terminais de Programação ( ou Maletas, como eram conhecidas ) eram na verdade Programadores de Memória EPROM . As memórias depois de programadas eram colocadas

no PLC para que o programa do usuário fosse executado.

3 a . Geração : Os PLC’s passam a ter uma Entrada de Programação, onde um Teclado ou Programador Portátil é conectado, podendo alterar, apagar , gravar o programa do usuário, além de realizar testes ( Debug ) no equipamento e no programa. A estrutura física também sofre alterações sendo a tendência para os Sistemas Modulares com Bastidores ou Racks.

4 a . Geração : Com a popularização e a diminuição dos preços dos micro - computadores (normalmente clones do IBM PC ), os PLCs passaram a incluir uma entrada para a comunicação serial. Com o auxílio do microcomputadores a tarefa de programação passou a ser realizada nestes. As vantagens eram a utilização de várias representações das linguagens , possibilidade de simulações e testes , treinamento e ajuda por parte do software de programação, possibilidade de armazenamento de vários programas no micro, etc.

5 a . Geração : Atualmente existe uma preocupação em padronizar protocolos de comunicação para os PLCs, de modo a proporcionar que o equipamento de um fabricante “converse” com o equipamento outro fabricante, não só PLCs , como Controladores de Processos, Sistemas Supervisórios, Redes Internas de Comunicação e etc., proporcionando uma integração afim de facilitar a automação, gerenciamento e desenvolvimento de plantas industriais mais flexíveis e normalizadas, fruto da chamada Globalização. Existe uma Fundação Mundial para o estabelecimento de normas e protocolos de comunicação.

4.2 - INTRODUÇÃO DA TECNOLOGIA DE CONTROLADORES LÓGICOS PROGRAMÁVEIS – PLC’s

4.2.1- Hard Logic para Soft Logic

a) Hard Logic Quando se elabora uma sequência de controle utilizando os relés convencionais e/ou módulos lógicos de estado sólido, a lógica do sistema será de acordo com a fiação executada entre esses dispositivos, sendo que a sequência de controle é do tipo hard wired logic” ou simplesmente “hard logic” (lógica de interligação dos dispositivos por meio de fiação elétrica).

A alteração na lógica significa realizar alterações na fiação. Dessa forma existem diversos

pontos deficientes, enumerados a seguir:

1. Problemas relacionados ao projeto e fabricação:

A elaboração do diagrama da sequência depende, na maioria dos casos, da capacidade ou

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experiência pessoal do indivíduo. Assim, além do diagrama de sequência propriamente dito, outros inúmeros serviços
experiência pessoal do indivíduo. Assim, além do diagrama de sequência propriamente dito, outros inúmeros serviços

experiência pessoal do indivíduo. Assim, além do diagrama de sequência propriamente dito, outros inúmeros serviços relacionados, como diagrama de fiação entre os componentes, lay- out dos componentes, determinação das espécies de fios e cabos e outros, têm que ser projetados. Por outro lado, quando se deseja introduzir alterações do sistema já pronto, tem-se que efetuar adição e/ou deslocamento de componentes e da fiação, acarretando um alto custo com relação ao tempo e à mão-de-obra.

2. Problemas relativos à operação experimental e ajustes:

Para efetuar a verificação no caso em que o projeto da sequência foi elaborado corretamente ou as fiações foram executadas conforme o projeto, é necessário efetuar testes de continuidade, utilizando aparelhos de testes apropriados. Além disso, nos ajustes de campo com a sequência acoplada às partes mecânicas há a necessidade de assistência e orientação de técnicos de grande experiência.

3. Problemas relativos à instalação, montagem e manutenção:

Como o hard logic toma um espaço muito grande, encontra-se normalmente dificuldade no lay-out, além da necessidade de se efetuar a manutenção periódica das partes móveis (contatos, etc.) e, ainda, manter um estoque de peças sobressalentes considerando-se a vida útil das mesmas.

4. Problemas relativos à função:

Como existe um limite de tempo para acionamento dos relés, o hard logic não é indicado para

equipamentos que requerem alta velocidade de controle. Além disso, torna-se extremamente difícil o controle de um sistema com hard logic quando o mesmo necessita de memorização temporária, processamento e comparação de valores numéricos.

b) Soft Logic

O computador nada poderá fazer se for constituído apenas por “hardware”. As suas funções serão ativadas somente quando houver um programa denominado “software”. Os computadores, através de programas ou software, podem realizar cálculos das folhas de pagamentos, assim como, cálculos de equações das mais complexas. Isto significa que, com um mesmo hardware, a lógica poderá ser alterada através de um software denominado programa. Ou seja, a lógica do computador é um “soft logic”. Aplicando o mesmo raciocínio de controle sequencial, pode-se dizer que as fiações que compõem a lógica do circuito de relés, poderão ser substituídas pelo software, denomina-se soft wired logic” (lógica de interligação dos dispositivos por meio de programas). Para realizar o controle sequencial através do soft Iogic, ter-se-á que dotar o hardware de um dispositivo de memória, tal qual no computador, e nele armazenar uma série de programas. Esses equipamentos que objetivam o controle sequencial, são denominados “Stored Program System Controller” ou “Programmable Controller’ (PLC) - Controlador Programável, ou ainda, abreviadamente, “PLC”.

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c) Significado da lógica por software O fato de se transformar a lógica da sequência

c) Significado da lógica por software

c) Significado da lógica por software O fato de se transformar a lógica da sequência em

O fato de se transformar a lógica da sequência em software significa que as atribuições das fiações do hard logic serão executadas pelo soft logic. Por conseguinte, o hardware poderá ser constituído por um equipamento standard. Isso foi possível através da padronização do controle sequencial, solucionando uma grande parte dos problemas que existiam tradicionalmente nos painéis de relés, além de possibilitar a promoção da automação e racionalização em níveis cada vez mais elevados.

Na tabela 4.1, indica-se a comparação entre o tradicional painel de relés e o PLC e verifica-se que, em praticamente todos os aspectos, o PLC apresenta-se com maiores vantagens. Dessa forma, com a introdução da tecnologia de computação, surgiu o controlador programável, proporcionando uma evolução excepcional no controle sequencial.

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4.2.2 - Diferenças entre o PLC e o Computador O PLC é um novo equipamento

4.2.2 - Diferenças entre o PLC e o Computador

4.2.2 - Diferenças entre o PLC e o Computador O PLC é um novo equipamento que

O PLC é um novo equipamento que surgiu com o advento da tecnologia do computador, sendo sua utilização voltada à estação de trabalho. Assim, se o PLC for comparado ao computador utilizado em escritórios, tanto o hardware quanto o software são significamente diferentes.

a) Hardware

O computador é um equipamento destinado a efetuar cálculos de alto nível e processamento de dados, de sorte que as entradas e saídas, como discos magnéticos e impressoras, são projetadas para atender às necessidades do computador. Portanto, os dispositivos de computação e de memória que correspondem ao cérebro, ocupam um grande espaço, e as entradas e saídas, que correspondem aos braços e pernas, são relativamente pequenas. Dessa forma, pode-se dizer que o computador é um superdotado de cabeça gigantesca com estrutura frágil, que trabalha com baixa tensão, tendo que ser instalado em sala climatizada, ou seja, um local de bom ambiente.

Em relação a isso, o PLC surgiu com o objetivo de substituir os painéis de relés. Assim, suas entradas e saídas são constituídas pelas chaves fim de curso, válvulas solenóides e outros, sendo, na maioria, equipamentos de alta tensão e corrente. Além disso, estão sujeitos aos ruídos provenientes das máquinas e equipamentos existentes nas estações de trabalho, assim como, severas condições de temperatura e partículas suspensas na atmosfera. Como as partes que realizam a computação são constituídas de componentes eletrônicos de baixa tensão, como no caso dos CIs, será necessário instalar nas portas de entrada e saída os circuitos para transformação e amplificação de sinais e, ainda, conforme o caso, circuito para eliminação de ruídos. Além disso, sua estrutura construtiva deverá ter uma proteção robusta para resistir às severas condições do local de instalação.

b) Software

Nos programas de computador são utilizadas as linguagens como C, C++, Pascal e outras, e as mesmas podem ser utilizadas apenas pelos especialistas que tiveram os cursos específicos para esse fim. Por outro lado, no caso do PLC, a linguagem é idealizada de tal forma que as pessoas ligadas diretamente à operação de máquinas e equipamentos, ao planejamento de instalações elétricas e à manutenção possam entendê-la, utilizando códigos e/ou linguagens mais próximos das sequências dos circuitos tradicionais, ou seja, no que se refere à programação, foi idealizada para que se possa programar utilizando códigos obtidos através do fluxograma e do diagrama de tempo (time chart) do sistema a ser controlado, sendo essa programação realizável por qualquer pessoa com um treinamento relativamente simples. Dessa forma, embora o PLC seja tecnologicamente um computador, em termos de utilização é um equipamento de controle local.

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4.2.3 - Evolução do Controle Sequencial O controle sequencial evoluiu de painel de relés para

4.2.3 - Evolução do Controle Sequencial

O controle sequencial evoluiu de painel de relés para o método de programa armazenado. No período inicial, o método de programa armazenado partiu do método ‘discreto” com circuitos transistorizados e, em termos de funções não passava de simples substituição dos painéis de relés. Contudo, ultimamente, com o advento do microcomputador que surgiu da tecnologia do LSI (Large Scale Integration - Integração de Grande Capacidade), foram adicionadas as funções que não havia nos painéis de relés, como cálculo comparativo, computação e outros. Além disso, esse método não se restringe apenas ao controle sequencial, sendo utilizado, por exemplo, no controle digital a realimentação (feed-back) e, assim, tendo a sua utilização ampliada para o controle de uma forma global. O microprocessador é excelente para essas funções e pode-se dizer que o controle sequencial está passando da fase do PLC de simples substituição de painéis de relés (primeira geração) para o PLC de alto nível (segunda geração).

4.3- ARQUITETURA DO CONTROLADOR PROGRAMAVEL

4.3.1 - Constituição Geral, Princípio de funcionamento e Operação

a) Constituição geral

Como o controlador programável - PLC - será instalado na estação de trabalho da linha de produção para operação e controle de equipamentos, dispositivos e máquinas, o mesmo é constituído com robustez para resistir às condições desfavoráveis de um local de produção, como vibração, ruídos, partículas em suspensão. etc., além da facilidade na sua manipulação.

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Outro aspecto e a sua composição, que é executada de tal forma que possibilite a
Outro aspecto e a sua composição, que é executada de tal forma que possibilite a

Outro aspecto e a sua composição, que é executada de tal forma que possibilite a utilização através de combinações mais adequadas, selecionando a escala e funções segundo o objeto de controle. Indica-se na figura 4.1 a constituição de um PLC. Assim, tem-se a CPU (Central Processing Unit) ou UCP (Unidade Central de Processamento), que corresponde ao cérebro humano, as unidades de entradas e saídas para intercâmbio de sinais entre os equipamentos, dispositivos e máquinas, a fonte para fornecimento de energia elétrica, além dos equipamentos periféricos para incrementar a operacionalidade do PLC.

periféricos para incrementar a operacionalidade do PLC. Figura 4.1 – Constituição fundamental de um PC b)

Figura 4.1 – Constituição fundamental de um PC

b) Princípio de Funcionamento - Diagrama em Blocos

de um PC b) Princípio de Funcionamento - Diagrama em Blocos Figura 4.2 – Diagrama em

Figura 4.2 – Diagrama em Blocos do Funcionamento de um PLC

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Inicialização No momento em que é ligado o PLC executa uma série de operações pré

Inicialização

Inicialização No momento em que é ligado o PLC executa uma série de operações pré –

No momento em que é ligado o PLC executa uma série de operações pré – programadas, gravadas em seu Programa Monitor :

- Verifica o funcionamento eletrônico da C.P.U. , memórias e circuitos auxiliares;

- Verifica a configuração interna e compara com os circuitos instalados;

- Verifica o estado das chaves principais ( RUN / STOP , PROG, etc. );

- Desativa todas as saídas;

- Verifica a existência de um programa de usuário;

- Emite um aviso de erro caso algum dos itens acima falhe.

Verificar Estado das Entradas

O PLC lê o estados de cada uma das entradas, verificando se alguma foi acionada. O processo de leitura recebe o nome de Ciclo de Varredura ( Scan ) e normalmente é de alguns micro – segundos ( scan time ).

Transferir para a Memória

Após o Ciclo de Varredura, o PLC armazena os resultados obtidos em uma região de memória chamada de Memória Imagem das Entradas e Saídas. Ela recebe este nome por ser um espelho do estado das entradas e saídas. Esta memória será consultada pelo PLC no decorrer do processamento do programa do usuário.

Comparar com o Programa do Usuário

O PLC ao executar o programa do usuário , após consultar a Memória Imagem das Entradas ,

atualiza o estado da Memória Imagem das Saídas, de acordo com as instruções definidas pelo

usuário em seu programa.

Atualizar o Estado das Saídas

O PLC escreve o valor contido na Memória das Saídas , atualizando as interfaces ou módulos

de saída. Inicia – se então, um novo ciclo de varredura.

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4.3.2 - Estrutura Interna do PLC O PLC é um sistema microprocessado , ou seja,

4.3.2 - Estrutura Interna do PLC

4.3.2 - Estrutura Interna do PLC O PLC é um sistema microprocessado , ou seja, constituí

O PLC é um sistema microprocessado , ou seja, constituí – se de um microprocessador ( ou microcontrolador ), um Programa Monitor , uma Memória de Programa , uma Memória de Dados, uma ou mais Interfaces de Entrada, uma ou mais Interfaces de Saída e Circuitos Auxiliares.

Fonte de Alimentação

A Fonte de Alimentação tem normalmente as seguintes funções básicas :

- Converter a tensão da rede elétrica ( 110 ou 220 VCA ) para a tensão de alimentação dos circuitos eletrônicos , (+ 5Vcc para o microprocessador , memórias e circuitos auxiliares

e +/- 12 Vcc para a comunicação com o programador ou computador );

- Manter a carga da bateria, nos sistemas que utilizam relógio em tempo real e Memória do tipo R.ªM.;

- Fornecer tensão para alimentação das entradas e saídas ( 12 ou 24 Vcc ).

Unidade Central de Processamento :

Também chamada de C.P.U. é responsável pela funcionamento lógico de todos os circuitos. Nos PLC’s modulares a CPU está em uma placa ( ou módulo ) separada das demais, podendo-se achar combinações de CPU e Fonte de Alimentação. Nos PLC’s de menor porte a CPU e os demais circuitos estão todos em único módulo. As características mais comuns são :

- Microprocessadores ou Microcontroladores de 8, 16 ou 32 bits ( INTEL 80xx, MOTOROLA 68xx, ZILOG Z80xx, PIC 16xx );

- Endereçamento de memória de até centenas de Mega Byte;

- Velocidades de CLOCK variando de 4 a 100 MHZ;

- Manipulação de dados decimais, octais e hexadecimais.

Bateria

As baterias são usadas nos PLC’s para manter o circuito do Relógio em Tempo Real, reter parâmetros ou programas ( em memórias do tipo RAM ) ,mesmo em caso de corte de energia , guardar configurações de equipamentos etc. Normalmente são utilizadas baterias recarregáveis do tipo Ni – Ca ou Li. Neste casos , incorporam se circuitos carregadores.

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Memória do Programa Monitor O Programa Monitor é o responsável pelo funcionamento geral do PLC.

Memória do Programa Monitor

Memória do Programa Monitor O Programa Monitor é o responsável pelo funcionamento geral do PLC. Ele

O Programa Monitor é o responsável pelo funcionamento geral do PLC. Ele é o responsável

pelo gerenciamento de todas as atividades do PLC. Não pode ser alterado pelo usuário e fica armazenado em memórias do tipo PROM , EPROM ou EEPROM . Ele funciona de maneira

similar ao Sistema Operacional dos microcomputadores. É o Programa Monitor que permite a transferência de programas entre um microcomputador ou Terminal de Programação e o PLC, gerenciar o estado da bateria do sistema, controlar os diversos opcionais etc.

Memória do Usuário

É onde se armazena o programa da aplicação desenvolvido pelo usuário. Pode ser alterada

pelo usuário, já que uma das vantagens do uso de PLC’s é a flexibilidade de programação. Inicialmente era constituída de memórias do tipo EPROM , sendo hoje utilizadas memórias do tipo RAM ( cujo programa é mantido pelo uso de baterias ) , EEPROM e FLASH- EPROM, sendo também comum o uso de cartuchos de memória, que permite a troca do programa com a troca do cartucho de memória. A capacidade desta memória varia bastante de acordo com o marca/modelo do PLC, sendo normalmente dimensionadas em Passos de Programa.

Memória de Dados

É a região de memória destinada a armazenar os dados do programa do usuário. Estes dados

são valores de temporizadores, valores de contadores, códigos de erro, senhas de acesso, etc.

São normalmente partes da memória RAM do PLC. São valores armazenados que serão consultados e ou alterados durante a execução do programa do usuário. Em alguns PLC’s , utiliza-se a bateria para reter os valores desta memória no caso de uma queda de energia.

Memória Imagem das Entradas / Saídas

Sempre que a CPU executa um ciclo de leitura das entradas ou executa uma modificação nas saídas, ela armazena o estados da cada uma das entradas ou saídas em uma região de memória denominada Memória Imagem das Entradas / Saídas. Essa região de memória funciona como uma espécie de “ tabela ” onde a CPU irá obter informações das entradas ou saídas para tomar as decisões durante o processamento do programa do usuário.

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Circuitos Auxiliares São circuitos responsáveis para atuar em casos de falha do PLC. Alguns deles

Circuitos Auxiliares

Circuitos Auxiliares São circuitos responsáveis para atuar em casos de falha do PLC. Alguns deles são

São circuitos responsáveis para atuar em casos de falha do PLC. Alguns deles são :

- POWER ON RESET : Quando se energiza um equipamento eletrônico digital, não é possível prever o estado lógico dos circuitos internos. Para que não ocorra um acionamento indevido de uma saída , que pode causar um acidente , existe um circuito encarregado de desligar as saídas no instante em que se energiza o equipamento. Assim que o microprocessador assume o controle do equipamento esse circuito é desabilitado.

- POWER–DOWN: O caso inverso ocorre quando um equipamento é subitamente desenergizado . O conteúdo das memórias pode ser perdido. Existe um circuito responsável por monitorar a tensão de alimentação, e em caso do valor desta cair abaixo de um limite pré – determinado, o circuito é acionado interrompendo o processamento para avisar o microprocessador e armazenar o conteúdo das memórias em tempo hábil.

- WATCH-DOG – TIMER : Para garantir no caso de falha do microprocessador , o programa não entre em “ loop” , o que seria um desastre, existe um circuito denominado “Cão de Guarda “ , que deve ser acionado em intervalos de tempo pré – determinados . Caso não seja acionado , ele assume o controle do circuito sinalizando um falha geral.

Módulos ou Interfaces de Entrada :

São circuitos utilizados para adequar eletricamente os sinais de entrada para que possa ser processado pela CPU ( ou microprocessador ) do PLC . Temos dois tipos básicos de entrada:

as digitais e as analógicas.

Entradas Digitais

São aquelas que possuem apenas dois estados possíveis, ligado ou desligado , e alguns dos exemplos de dispositivos que podem ser ligados a elas são :

- Botoeiras;

- Chaves ( ou micro ) fim de curso;

- Sensores de proximidade indutivos ou capacitivos;

- Chaves comutadoras;

- Termostatos;

- Pressostatos;

- Controle de nível ( bóia );Etc.

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As entradas digitais podem ser construídas para operarem em corrente contínua ( 24 Vcc )
As entradas digitais podem ser construídas para operarem em corrente contínua ( 24 Vcc )

As entradas digitais podem ser construídas para operarem em corrente contínua ( 24 Vcc ) ou em corrente alternada ( 110 ou 220 Vca ). Podem ser também do tipo N ( NPN ) ou do tipo P(PNP ). No caso do tipo N , é necessário fornecer o potencial negativo ( terra ou neutro ) da fonte de alimentação ao borne de entrada para que a mesma seja ativada. No caso do tipo P é necessário fornecer o potencial positivo ( fase ) ao borne de entrada. Em qualquer dos tipos é de praxe existir uma isolação galvânica entre o circuito de entrada e a CPU. Esta isolação é feita normalmente através de optoacopladores.

As entradas de 24 Vcc são utilizadas quando a distância entre os dispositivos de entrada e o PLC não excedam 50 m. Caso contrário , o nível de ruído pode provocar disparos acidentais.

Exemplo de circuito de entrada digital 24 Vcc

CPU ENTRADA 24 VCC
CPU
ENTRADA 24 VCC

Figura 4.3 – Entrada Digital 24Vcc

Exemplo de circuito de entrada digital 110 / 220 Vca :

110/220 C.P.U.
110/220
C.P.U.

Figura 4.4 – Entrada Digital 110/220 Vca

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Entradas Analógicas As Interfaces de Entrada Analógica , permitem que o PLC possa manipular grandezas

Entradas Analógicas

Entradas Analógicas As Interfaces de Entrada Analógica , permitem que o PLC possa manipular grandezas analógicas,

As Interfaces de Entrada Analógica , permitem que o PLC possa manipular grandezas analógicas, enviadas normalmente por sensores eletrônicos. As grandezas analógicas elétricas tratadas por estes módulos são normalmente tensão e corrente. No caso de tensão as faixas de utilização são : 0 á 10 Vcc, 0 á 5 Vcc, 1 á 5 Vcc, -5 á +5 Vcc, -10 á +10 Vcc ( no caso as interfaces que permitem entradas positivas e negativas são chamadas de Entradas Diferenciais), e no caso de corrente, as faixas utilizadas são : 0 á 20 mA , 4 á 20 mA.

Os principais dispositivos utilizados com as entradas analógicas são :

- Sensores de pressão manométrica;

- Sensores de pressão mecânica ( strain gauges - utilizados em células de carga );

- Taco-geradores para medição rotação de eixos;

- Transmissores de temperatura;

- Transmissores de umidade relativa;

- Etc.

Uma informação importante a respeito das entradas analógicas é a sua resolução. Esta é normalmente medida em Bits. Uma entrada analógica com um maior número de bits permite uma melhor representação da grandeza analógica. Por exemplo : Uma placa de entrada analógica de 0 á 10 VCC com uma resolução de 8 bits permite uma sensibilidade de 39,2 mV, enquanto que a mesma faixa em uma entrada de 12 bits permite uma sensibilidade de 2,4 mV e uma de 16 bits permite uma sensibilidade de 0,2 mV.

Exemplo de um circuito de entrada analógico :

ENTRADA C.P.U.
ENTRADA
C.P.U.

Figura 4.5 – Entrada Analógica

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Módulos Especiais de Entrada Existem módulos especiais de entrada com funções bastante especializadas. Alguns exemplos

Módulos Especiais de Entrada

Módulos Especiais de Entrada Existem módulos especiais de entrada com funções bastante especializadas. Alguns exemplos

Existem módulos especiais de entrada com funções bastante especializadas. Alguns exemplos são :

- Módulos Contadores de Fase Única;

- Módulos Contadores de Dupla Fase;

- Módulos para Encoder Incremental;

- Módulos para Encoder Absoluto;

- Módulos para Termopares ( Tipo J, K, L , S, etc );

- Módulos para Termoresistências ( PT-100, Ni-100, Cu-25 ,etc);

- Módulos para Sensores de Ponte Balanceada do tipo Strain - Gauges;

- Módulos para leitura de grandezas elétricas ( KW , KWh , KQ, KQh, cos Fi , I , V , etc).

Módulos ou Interfaces de Saída :

Os Módulos ou Interfaces de Saída adequam eletricamente os sinais vindos do microprocessador para que possamos atuar nos circuitos controlados . Existem dois tipos básicos de interfaces de saída : as digitais e as analógicas .

Saídas Digitais

As saídas digitais admitem apenas dois estados : ligado e desligado. Podemos com elas controlar dispositivos do tipo :

- Relés ;

- Contatores ;

- Relés de estado - sólido

- Solenóides;

- Válvulas ;

- Inversores de Frequência;

- Etc.

As saídas digitais podem ser construídas de três formas básicas : Saída digital à Relé , Saída digital 24 Vcc e Saída digital à Triac. Nos três casos, também é de praxe , prover o circuito de um isolamento galvânico, normalmente opto - acoplado.

Exemplo de saída digital à relé :

SAÍDA CPU
SAÍDA
CPU

Figura 4.6 – Saída Digital a Relé

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Exemplo de saída digital à transistor : SAÍDA C.P.U. Figura 4.7 – Saída Digital à

Exemplo de saída digital à transistor :

Exemplo de saída digital à transistor : SAÍDA C.P.U. Figura 4.7 – Saída Digital à Transistor
SAÍDA C.P.U.
SAÍDA
C.P.U.

Figura 4.7 – Saída Digital à Transistor

Exemplo de saída digital à Triac :

CPU SAÍDA Figura 4.8 – Saída Digital à TRIAC
CPU
SAÍDA
Figura 4.8 – Saída Digital à TRIAC

Saídas Analógicas

Os módulos ou interfaces de saída analógica converte valores numéricos, em sinais de saída em tensão ou corrente. No caso de tensão normalmente 0 à 10 Vcc ou 0 à 5 Vcc, e no caso de corrente de 0 à 20 mA ou 4 à 20 mA. Estes sinais são utilizados para controlar dispositivos atuadores do tipo :

- Válvulas proporcionais;

- Motores C.C.;

- Servo – Motores C.C;

- Inversores de Frequência;

- Posicionadores rotativos;

- Etc.

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Exemplo de circuito de saída analógico : 8 bits Figura 4.9 – Saída Analógica Existem

Exemplo de circuito de saída analógico :

Exemplo de circuito de saída analógico : 8 bits Figura 4.9 – Saída Analógica Existem também
8 bits
8 bits

Figura 4.9 – Saída Analógica

Existem também módulos de saída especiais. Alguns exemplos são :

- Módulos P.W.M. para controle de motores C.C.;

- Módulos para controle de Servomotores;

- Módulos para controle de Motores de Passo ( Step Motor );

- Módulos para I.H.M. ( Interface Homem Máquina );

- Etc.

4.3.3 - Auto-avaliação de Defeitos

O PLC é o centro nervoso do sistema, de sorte que, se ocorrer alguma falha no mesmo, poderá causar erro na execução do programa, colocando em risco todo o sistema sob controle. Assim sendo, quando ocorrer alguma falha no sistema do PLC, é muito importante identificar rapidamente a localização do defeito, se é interno ou externo ao PLC. Caso o defeito for interno, verificar se é no hardware ou no software; se não ruídos, etc. Para fazer frente a esses problemas, formam-se diversas providências, como, por exemplo, a elaboração de programa do sistema que permite descobrir facilmente os defeitos, mesmo sendo no próprio sistema do PLC. A função de auto-avaliação de defeitos é muito importante como meio de prevenção de falhas, reduzindo significantemente o tempo inativo (Down time). Através dessa função, o próprio PLC faz a avaliação do defeito que tenha ocorrido no hardware, indicando o local avariado. Dessa forma, descobre-se o local defeituoso, permitindo então uma rápida restauração do sistema.

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O exemplo constante da tabela 4.5 refere-se a um modelo de auto-avaliação de defeitos, apresentado

O exemplo constante da tabela 4.5 refere-se a um modelo de auto-avaliação de defeitos, apresentado normalmente pelos fabricantes. Isto é, no que se refere à unidade de computação, existem: verificador de processamento e computação, que faz executar um programa de processamento modelo e compara o seu resultado com um valor correto existente; o watch dog timer, que faz a verificação quanto ao congestionamento do processamento e computação; e, também, o verificador de programas, que efetua a checagem dos erros de determinação de endereços, erros de sintaxe, erro de estrutura de circuito programado, etc. Na unidade de memória, por exemplo, existe o verificador de paridade que, acessado o conteúdo da memória tipo RAM, verifica se a quantidade de números “1’ existente em cada endereço se encontra permanentemente ordenada em número ímpar (ou par). Quando o sistema utiliza memória tipo ROM. devido às suas características, não se utiliza o método de verificação de paridade e sim o chamado verificador de soma total de memória (Sum check), que soma os dados de cada endereço de memória, gravando o valor total no último endereço, desconsiderando OVERFLOW. Desta forma, quando em operação, pode-se verificar se a comunicação entre a CPU e a unidade de memória tipo ROM está correta, somando-se os dados de cada endereço e comparando a soma total com o valor gravado no último endereço. Para as unidades de entrada/saída, existe o verificador de barramento (bus check), que efetua a verificação da paridade dos barramentos entre a CPU e unidade E/S e também o sistema duplo de verificação (dual system), que, dobrando cada circuito de entrada, faz a comparação de ambos os dados de entrada para a verificação da coincidência (este tipo é utilizado em sistemas onde se exige grande segurança e alta confiabilidade). Na fonte de energia, existem os sistemas de anunciadores de alarme, que informam anormalidades como sobretensão, sobrecorrente, elevação de temperatura e outros.

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4.4 – PROGRAMAÇÃO DE PLC’S 4.4.1 - Considerações sobre programação e métodos de programação a)

4.4 – PROGRAMAÇÃO DE PLC’S

4.4 – PROGRAMAÇÃO DE PLC’S 4.4.1 - Considerações sobre programação e métodos de programação a)

4.4.1 - Considerações sobre programação e métodos de programação

a) Considerações sobre programação

Quando se deseja efetuar o controle de aparelhos, dispositivos e máquinas através de um PLC,

é necessário que o conteúdo de controle seja previamente gravado na unidade de memória do PLC. Assim, o controlador programável executará fielmente o controle das máquinas e dispositivos, conforme a instrução do conteúdo de controle. Por exemplo, mesmo que se deseje gravar uma instrução de controle, como “A lâmpada h deverá acender-se somente quando as botoeiras b 0 e b 1 estiverem pressionadas ao mesmo tempo”, como o PLC não entende a linguagem humana de uso cotidiano, a gravação terá que ser efetuada com termos compreensíveis pelas máquinas. Assim, denomina-se “programa a frase escrita segundo uma sequência definida, observando rigorosamente uma determinada regra com os termos que podem ser compreendidos pelas máquinas, e “programação”, a elaboração desse programa e a subsequente gravação do mesmo na memória.

b) Métodos de programação

Na comunicação entre homens existe o português, o inglês, e assim por diante. Do mesmo modo, para a comunicação com PC’s, existem diversos tipos de linguagem de acordo com o fabricante e o modelo do equipamento. Em geral, os usuários dos PLCs são pessoas treinadas para a utilização de máquinas e equipamentos, manipulação de circuitos elétricos, etc. Assim, foram idealizadas diversas linguagens de programação para que fossem acessíveis para essas pessoas. Classificando essas linguagens, tem-se : método de diagrama de circuitos, que consiste em transformar diagrama de circuito elétrico em linguagem de programação; método de diagrama funcional, no qual programam-se os movimentos ou operação da máquina ao PLC.

programam-se os movimentos ou operação da máquina ao PLC. Figura 4.10 – Métodos de programação SENAI

Figura 4.10 – Métodos de programação

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No caso de método de diagrama de circuito, elabora-se primeiramente o diagrama através dos recursos
No caso de método de diagrama de circuito, elabora-se primeiramente o diagrama através dos recursos

No caso de método de diagrama de circuito, elabora-se primeiramente o diagrama através dos recursos de circuitos a relés ou símbolos lógicos, para posteriormente transformar em

programas. Trata-se de um método bastante eficaz para técnicos da área elétrica treinados em circuitos sequenciais. No que concerne ao método de transformação, existem três, a saber:

- Diagrama “Ladder’ (ladder symbol circuit);

- Diagrama de portas lógicas;

- Diagrama de lista de instruções.

Na utilização do método de diagrama ladder, é necessário o display para indicação do desenho. Devido às facilidades que o método oferece em termos de desenhar e indicar diretamente os circuitos de relés, ultimamente o presente método está sendo o mais utilizado em termos de métodos de programação. Por outro lado, no caso do método de diagrama funcional, trata-se de método no qual transfere-se o movimento ou operação do objeto de controle para um fluxograma (flow chart), introduzindo diretamente no PLC, sem necessidade de elaborar o diagrama de circuito sequencial. Assim, trata-se de um método eficaz para as pessoas habituadas a lidar com programação de computadores inclusive técnicos da área de mecânica e afins. Esse método também é classificado em outros dois, a saber: método de fluxograma e método sequencial (passo a passo).

1) Método de diagrama de circuito

A seguir, será efetuada uma explanação sobre diversos exemplos de programação sobre um circuito a relés do mais simples, como no caso de um circuito de retenção.

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