JOSÉ LUIZ DE PAIVA BELLO

METODOLOGIA CIENTÍFICA: MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS, MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA Rio de Janeiro – 2007

1

JOSÉ LUIZ DE PAIVA BELLO

METODOLOGIA CIENTÍFICA: MANUAL PARA ELABORAÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS, MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES
Trabalho realizado para fins de orientação e consulta dos estudantes dos cursos de graduação e pós-graduação, elaborada pelo professor José Luiz Bello, da Universidade Veiga de Almeida.

UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA Rio de Janeiro – 2007

2

Às minhas filhas Ana Cristina (a Crica) e Luciana (a Luli), por existirem; Ao meu irmão Fernando Bello (in memoriam), pelo exemplo; Aos estudantes que freqüentaram minhas salas de aula, pelo voto de confiança.

3

AGRADECIMENTOS
Na realização desta obra, devo meu voto de gratidão: À Professora Nilda Teves, por permitir a fé de que educar, mais do que ensinar, é permitir fazer. À amiga e colega professora Delma Rancaño, pelas correções no conteúdo e pelas sugestões que, por isso, poderia ser considerada co-autora deste trabalho. Ao amigo e colega professor José Brasil, por ter corrigido os deslizes do autor quanto à correta gramática e ortografia da língua portuguesa. Ao meu irmão Márcio Pitanguy de Paiva Bello pelas dores de cabeça em realizar o registro desta obra. Aos estudantes do ano de 1998, dos cursos de Pedagogia, Tecnologia em Processamento de Dados, Administração e Ciências Contábeis, da Federação de Escolas e Faculdades Integradas Simonsen, por terem me permitido aprender também com eles, pesquisando, estimulando e oferecendo dados para que este trabalho pudesse ser feito. Aos estudantes dos anos de 2000 a 2007, dos cursos de Pedagogia, Licenciatura em História, Letras, Informática e Biologia, Administração, Turismo, Fisioterapia, Nutrição, Engenharia, Psicologia, Odontologia, Direito, Fonoaudiologia, Enfermagem, Ciência da Computação, Ciências Aeronáuticas e Moda da Universidade Veiga de Almeida - UVA, pelo voto de confiança dado ao meu trabalho, como professor, e por terem contribuído criticamente na análise do conteúdo deste trabalho. Aos estudantes dos anos de 2001 a 2003, do curso de Pedagogia da Universidade Católica de Petrópolis - UCP, por terem me ensinado, através do carinho, que mais do que conteúdo programático na educação precisamos de sensibilidade. Especialmente às professoras-estudantes do Município de Petrópolis, vinculadas ao Centro de Capacitação Frei Memória, da Secretaria Municipal de Educação de Petrópolis, e à Universidade Católica de Petrópolis, por terem me ensinado que para fazer educação também é preciso energia, vontade, coração e heroísmo.

4

O gênio inicia belas obras; só o trabalho as termina
Joseph Joubert

O único prazer verdadeiro é o da atividade criadora
Leon Tolstoi

A sabedoria dos sensatos e a experiência dos tempos devem ser conservadas pelas citações.
Disraeli

..............2 Material de Consumo ............................................................. 13 3.................................................1.........................................................2...............1 Do medo à Ciência ................................7 Metodologia .........................1......... 08 2 Tipos de Conhecimentos ............................... 12 3................1 Escolha do Tema .................. 14 4 Tipos de Pesquisa ............................................................................................ 5.............................................................13 Esquema do Trabalho ...2 Conhecimento Filosófico ......... 5............ 10 10 10 11 11 3 A Ciência 3.............3 Conhecimento Teológico ..................................... 5..........................................................................9........................ 5....2......................9 Recursos .............................................8 Cronograma .............................................. 5.... 6... 5.......... 5..............9.......................................9............................................... 5...............................4 Hipótese ..................2.. 5..........................................1 Conteúdo de um questionário: ...............................1................................ 17 17 17 18 18 18 18 18 19 19 19 20 20 20 21 21 22 22 22 22 23 23 24 25 25 25 25 ...............4 Conhecimento Científico .............................................1 Locais de coletas ......... 5....................................................... 15 5 O Projeto da Pesquisa 5......... 6 Instrumentos de Coletas de Dados 6...............2........1...............................................10 Referências .................................................................................2 Registro de documentos .3 A neutralidade científica ...................3 Organização ..................................................................................................... 5...................................................5 Justificativa ............... 2...........................................................................................2 Itens de Identificação do Respondente .....3 Pessoal ..............................................14 Apresentação do Projeto .... 5.. 6........................ 5.............. 5. 5......... 5...............................1.......1....................................1 Carta Explicação .....................11 Glossário .....................................................3 Problema ...................1..............................1. 2..............................................................1 Sugestões para o Levantamento de Literatura ......5 SUMÁRIO 1 Introdução ..............1 Questionário .....1 Conhecimento Empírico ......................1............................. 5........................................................................2 Fatores Externos ........................................................................................................... 5...................................................12 Anexos ..............1 Material permanente ........... 5.. 2................. 2................................ 5...............2 Levantamento de Fontes ou Revisão de Literatura ................................2 A evolução da Ciência ............................... 5............................1.6 Objetivos .......1 Fatores internos ......................... 6................ 5........

.......2............................. 7 Estrutura de Apresentação do Trabalho ...4 Análise de Conteúdo ........................... 6..............................................1..1............................ 6..............................................2 Desenvolvimento do Texto ..................... 6...............................3.......... 6...........3 Itens de múltipla escolha .....................1 Capa ............................... 6................................. 7.. 7...........3...................4.................... 7..... 7.........2 Tipos de questões: 6........2 Planejamento de um método de registro .........................3... 7..... 6..........1 Sugestões para uma observação satisfatória .................................................. 6...........3 Pré-teste ..............11 Sumário ............ 6. 6............2......... 7.............. 6.....1 Introdução .13 Referências .............7 Resumo em Língua Portuguesa ..............................................2.............................. 6......15 Anexos ou apêndices .................................. 7........3 Folha de Aprovação .................................. 6.................................. 6............... 6..............................................4...................................................1 A Internet ........... 7........................................5 Agradecimento .......2 Respostas livres....................................................1 Ficha bibliográfica ...........................2..........2.................... 7..................2..............................5 Relatório ....... 6........................1 Conhecimento prévio do que observar . 26 26 26 27 27 27 27 27 27 28 28 28 28 28 28 29 29 29 30 30 31 31 32 34 35 35 36 36 36 36 37 37 37 37 37 38 38 38 39 39 39 39 39 .8 Resumo em Língua Estrangeira ........................... 7............................1.....4..................2 Plano da entrevista ........3 Ficha de citações .......................2..........................1 Itens sim-não..............................................................12....................2 Fichamentos ...........3..........................2..2..................................................... 7.... abertas ou curtas 6..................3 Conclusão ..................................................................................................... 6.........3 Fenômenos não esperados ....1.....10 Lista de Abreviações e Siglas ............................2......... 7.............1 Quem deve ser entrevistado ..............14 Glossário ...................................................1........................................................... 6.................6 Epígrafe .....1.......1.....2 Ficha de resumo ou conteúdo ....................................3 Observação ...... 7........................ 6..................12 Texto ...6 6.............2..... 6.4 Dedicatória ...........1 Sugestões de planejamento .....................1................................5 Relatório .................................2.3.............................. 6........................................... 7.....2 Folha de Rosto .......................1...3....................1.2..1..... 7............... 7............ 6...........4...............12............................1 Divisão de um Sumário ....................................................11.. 6...9 Lista de Ilustrações ............................................. 7................................................ 7..............................................12.........1.........4 Questões mistas ......................................4 Diante do entrevistado .............2 Entrevista .......4 Registro fotográfico ou vídeo ..... 7................................1...................1....4. certo-errado e verdadeiro-falso ...................1....

............................ Referências .......... 8......................................................................................... 8.....................1 Citações .......... 1................. Glossário 1 Palavras utilizadas em pesquisa ........................................................ 1................1................. 8. 1..........7 8 Organização do Corpo do Texto 8..................................................................3 Citação Indireta ....................................................................................................1 Referências de livros ........................2 Localização das Citações ..........................................6 Imagem em movimento ..................................... 1.... 2 Palavras ou expressões latinas utilizadas em pesquisa ......... 1....................1 Citação Direta ............ 1..3 Publicações periódicas .................................................7 Mídia eletrônica ...............3 Paginação ...4 Formato .......................1............ 8...................... 8..........................................................................................................................................5 Internet ................4 Obras de Referência ....................... 40 40 41 41 41 42 42 43 44 48 49 49 51 52 53 53 53 53 54 ................. Apêndice 1 Exemplos de elaboração de referências de fontes .................2 Citação de Citação ...................2 Artigos de revistas ou jornais ..............1..................... 8.......................................................................................................... 1........................................ 2 Sugestões de Leituras .........................................

Qualquer aprofundamento teórico ou prático deverá ser buscado na bibliografia sugerida no final deste trabalho.ABNT. parece que fica claro que metodologia científica não é um simples conteúdo a ser decorado pelos alunos. mais ou menos. por si só. A disciplina Metodologia Científica é iminentemente prática e deve estimular os estudantes para que busquem motivações para encontrar respostas às suas dúvidas. serve de modelo para um trabalho realizado em sala de aula. A estrutura deste trabalho. Baseados em observações próprias. notamos que a disciplina de Metodologia Científica é uma das mais rejeitadas pelos estudantes em praticamente todos os cursos de graduação. a responsabilidade é da desatenção do autor. Trata-se então de se aprender fazendo. como sugere os conceitos mais modernos da Pedagogia. sem conotação científica. as respostas aos problemas de aquisição de conhecimento deveriam ser buscadas através do rigor científico e apresentadas através das normas acadêmicas vigentes. É. Além disso. seguir rigorosamente as regras definidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas . procuramos apresentar e explicar as regras para cada parte de um trabalho científico. mesmo que a matemática não seja tão terrível assim. para elaboração de trabalhos científicos. Se nos referimos a um curso superior estamos naturalmente nos referindo a uma Academia de Ciência e. podendo também contribuir aos estudantes de pósgraduação. como o velho chavão do “odeio matemática”. A presente obra procura não dificultar as questões que envolvem a elaboração de um projeto e o relatório da pesquisa. como tal. na medida do possível. Procuramos. tão somente. Dito isto.8 1 Introdução: Este trabalho não tem a pretensão de abranger todas as questões envolvidas em Metodologia Científica. Trata-se. de uma ajuda para consulta por parte dos estudantes dos cursos de graduação. que são o estudo e a pesquisa em qualquer área do conhecimento. para ser verificado num dia de prova. portanto pode ser entendida como uma facilitadora da . Nossa intenção foi apenas facilitar a busca dos estudantes no que diz respeito aos trabalhos de pesquisa acadêmica. Caso alguma regra não esteja sendo cumprida. trata-se de fornecer aos estudantes um instrumental indispensável para que sejam capazes de atingir os objetivos da Academia.

para suprimir suas dúvidas quanto aos procedimentos. Neste sentido. “logia” quer dizer estudo e “ciência” quer dizer saber. a qualquer hora. indiretamente. se entendermos que “método” quer dizer caminho. estamos nos referindo. já que qualquer Faculdade nada mais é do que o local próprio da busca incessante do saber científico. Quando falamos de um curso superior. esta disciplina tem uma importância fundamental na formação do profissional. técnicas e normas de pesquisa. a uma Academia de Ciências. onde os estudantes poderão consultar.9 aprendizagem. Mas aprender a pesquisar é muito fácil. precisamos entender que Metodologia Científica nada mais é do que a disciplina que “estuda os caminhos do saber”. Vejam só: . Se os alunos procuram a Academia para buscar saber.

permitimo-nos também ao pensar e. numa situação de mudança do conhecimento. os seres humanos.2 Conhecimento Filosófico É fruto do raciocínio e da reflexão humana.10 2 Tipos de Conhecimentos Conhecer é incorporar um conceito novo. O conhecimento não nasce do vazio e sim das experiências que acumulamos em nossa vida cotidiana. das leituras de livros e artigos diversos. ou original. somos os únicos capazes de criar e transformar o conhecimento. de tanto experimentarmos abrir a porta. Existem diferentes tipos de conhecimentos: 2. como a linguagem. 2. Exemplo: A chave está emperrando na fechadura e. gerando conceitos subjetivos. somos os únicos capazes de criar um sistema de símbolos. Essa característica é o que nos permite dizer que somos diferentes dos gatos. ou seja. somos os únicos capazes de aplicar o que aprendemos. Entre todos os animais. e com ele registrar nossas próprias experiências e passar para outros seres humanos. por diversos meios. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo. acabamos por descobrir (conhecer) um jeitinho de girar a chave sem emperrar. após inúmeras tentativas. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos. Ao criarmos este sistema de símbolos. por conseqüência. através da evolução da espécie humana. através de experiências. nós. Exemplo: “O homem é a ponte entre o animal e o além-homem” (Friedrich Nietzsche) . ultrapassando os limites formais da ciência.1 Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar. a ordenação e a previsão dos fenômenos que nos cerca. dos relacionamentos interpessoais. ou senso-comum) É o conhecimento obtido ao acaso. dos cães. dos macacos e dos leões. sobre um fato ou fenômeno qualquer. o conhecimento adquirido através de ações não planejadas.

ou acreditar em Duende. acreditar em espírito etc. descobrir como se dá a respiração dos batráquios. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico: . .Transcende aos fatos.Requer exatidão e clareza. .É aberto. Exemplo: Descobrir uma vacina que evite uma doença. 1979. acreditar em reencarnação. Exemplo: Acreditar que alguém foi curado por um milagre.11 2. . . 24-30)..É comunicável.3 Conhecimento Teológico Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa.Busca e aplica leis.Depende de investigação metódica. sistemático. .É analítico.4 Conhecimento Científico É o conhecimento racional.É útil (GALLIANO. . Não pode.É explicativo. . 2. p. Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo.É racional e objetivo. .É verificável. . . por sua origem. exato e verificável da realidade. . . .Pode fazer predições.Atém-se aos fatos. ser confirmado ou negado.

Assim evolui a ciência. a inteligência humana evoluiu do medo para a tentativa de explicação dos fenômenos através do pensamento mágico. Assim. não lhes restava alternativa senão o medo e o espanto daquilo que presenciavam. Como não conseguiam compreender o que se passava diante deles. O ser humano é o único animal na natureza com capacidade de pensar. suas reações eram sempre de medo: tinham medo das tempestades e do desconhecido. o misticismo e a ciência. Sendo assim podemos definir três níveis de desenvolvimento da inteligência dos seres humanos desde o surgimento dos primeiros hominídeos: o medo. O desenvolvimento do conhecimento humano está intrinsecamente ligado à sua característica de viver em grupo. que procura sempre uma aproximação com a lógica. Desta forma. das crenças e das superstições. aproveita-se deste saber para somar outro. Por este motivo. b) O misticismo: Num segundo momento.1 Do medo à Ciência A evolução humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência. a) O medo: Os seres humanos pré-históricos não conseguiam entender os fenômenos da natureza. ou seja. é capaz de novas descobertas e de transmiti-las a seus descendentes.12 3 A Ciência 3. por sua vez. Assim sendo. as tempestades podiam ser fruto de uma ira divina. nasceu a ciência metódica. o saber de um indivíduo é transmitido a outro. a boa colheita da benevolência dos mitos. que. . uma evolução já que tentavam explicar o que viam. sem dúvida. as desgraças ou as fortunas do casamento do humano com o mágico. Era. c) A ciência: Como as explicações mágicas não bastavam para compreender os fenômenos os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de respostas através de caminhos que pudessem ser comprovados. Esta característica permite que seja capaz de refletir sobre o significado de sua própria experiência.

surgindo a frase "penso. Francis Bacon pregava o método indutivo como meio de se produzir o conhecimento.13 3. A preocupação dos precursores da filosofia (filo = amigo + sofia (sóphos) = saber e quer dizer amigo do saber) era buscar conhecer o porque e o para que de tudo o que se pudesse pensar. Com isso surgiu o Iluminismo. necessariamente. Micrômegas. do dever ser. através de seu Discurso sobre o método. O conhecimento histórico dos seres humanos sempre teve uma forte influência de crenças e dogmas religiosos.2 A evolução da Ciência Os egípcios já tinham desenvolvido um saber técnico evoluído. Lembremo-nos de que foi neste período que ocorreu a Revolução Francesa em 1789. mas os gregos foram provavelmente os primeiros a buscar o saber que não tivesse. segundo alguns historiadores. Tomaso Campanella escreveu A Cidade do Sol. logo existo". Voltaire. René Descartes defendeu o método dedutivo como aquele que . A Nova Atlântica. tendendo para um processo que tivesse imediata utilização prática. Na Idade Média. Thomas Morus escreveu A Utopia (utopia é um termo que deriva do grego onde u = não + topos = lugar e quer dizer em nenhum lugar). Este método entendia o conhecimento como resultado de experimentações contínuas e do aprofundamento do conhecimento empírico. caracterizando um pensamento não descritivo da realidade. A população não participava do saber. No aspecto político o movimento Iluminista expressou-se pela necessidade do povo escolher seus governantes através de livre escolha da vontade popular. na Itália. Já no fim do período do Renascimento. mas criador de uma realidade ideal. O Método Científico surgiu como uma tentativa de organizar o pensamento para se chegar ao meio mais adequado de conhecer e controlar a natureza. tomaram um impulso significativo. os seres humanos retomaram o prazer de pensar e produzir o conhecimento através das idéias. O pensador René Descartes mostrou ser a razão a essência dos seres humanos. Francis Bacon. já que os documentos para consulta estavam presos nos mosteiros das ordens religiosas. Por outro lado. geometria e na medicina. uma relação com atividade de utilização prática. Michelangelo Buonarrote esculpiu a estátua de David e pintou o teto da Capela Sistina. de uma forma geral. a Igreja Católica serviu de marco referencial para praticamente todas as idéias discutidas na época. Foi no período do Renascimento. aproximadamente entre os séculos XV e XVI (anos 1400 e 1500) que. Neste período as artes. principalmente nas áreas de matemática. No século XVII e XVIII (anos 1600 e 1700) a burguesia assumiu uma característica própria de pensamento. corrente filosófica que propôs "a luz da razão sobre as trevas dos dogmas religiosos".

Karl Marx procurou explicar a relações sociais através das questões econômicas. de "laicização da sociedade". ao analisar a evolução histórica da Igreja. é necessário que o pesquisador mantenha uma certa distância emocional do assunto abordado. biológicos. Charles Darwin revolucionou a Antropologia. cultural e de sua carga de valores para que os resultados da pesquisa não sejam influenciados por eles além do aceitável. em função de suas idéias sobre os fenômenos do mundo. Se a Igreja trazia até o fim da Idade Média a hegemonia dos estudos e da explicação dos fenômenos relacionados à vida.14 possibilitaria a aquisição do conhecimento através da elaboração lógica de hipóteses e a busca de sua confirmação ou negação. A ciência passou a assumir uma posição quase que religiosa diante das explicações dos fenômenos sociais.3 A neutralidade científica É sabido que. resultando no MaterialismoDialético. físicos e naturais. Galileu Galilei. Parecia que tudo só tinha explicação através da ciência. Giordano Bruno. religiosa. criando o Positivismo. fazendo da Igreja e do pensamento religioso razão de ser dos estudos científicos. Na sociologia Augusto Comte desenvolveu sua explicação de sociedade. . No século XIX (anos 1800) a ciência passou a ter uma importância fundamental. na Economia. Se Nicolau Copérnico. É preciso que o pesquisador tenha consciência da possibilidade de interferência de sua formação moral. a ciência tomou a frente deste processo. entre outros. a consciência desta realidade pode nos preparar para trabalhar esta variável de forma que os resultados da pesquisa não sofram interferências além das esperadas. um pesquisador ateu abordar um tema religioso sem um conseqüente envolvimento ideológico nos caminhos de sua pesquisa? Provavelmente a resposta seria não. por alguns historiadores. Mas será isso possível? Seria possível um padre. manter-se afastado de sua própria história de vida? Ou ao contrário. ferindo os dogmas sacralizados pela religião. ao mesmo tempo. com a Teoria da Hereditariedade das Espécies ou Teoria da Evolução. vindo logo após outros pensadores. 3. Mas. para se fazer uma análise desapaixonada de qualquer tema. Como se o que não fosse científico não correspondesse a verdade. antropológicos. foram perseguidos pela Igreja. A Igreja e o pensamento mágico cederam lugar a um processo denominado. o século XIX serviu como referência de desenvolvimento do conhecimento científico em todas as áreas.

A Ciência Social. está dividida por áreas do conhecimento. Em se tratando de Ciência a pesquisa é a busca de solução a um problema que o alguém queira saber a resposta. Biológicas. Sociologia etc. História. Pesquisar. Física. <http://www. mais importante do que definir o tipo de pesquisa que se está realizando. (1) Pedagogia em Foco. A Ciência.15 4 Tipos de Pesquisa Este capítulo não era para existir. Pesquisa é portanto o caminho para se chegar à ciência. Neste sentido. entre outras. Sociais. através da evolução de seus conceitos. eu precisaria de uma pá. Não gosto de dizer que se faz ciência. No entanto são tantas as pessoas que me consultam através de minha home page(1) sobre este assunto que resolvi acrescentar este capítulo. as Ciências Exatas em Matemática. portanto. hoje temos conhecimento das Ciências Humanas. Exatas. é definir que instrumentais de pesquisa serão utilizados para que as fontes possam oferecer um material de qualidade para ser trabalhado.pedagogiaemfoco. é buscar ou procurar resposta para alguma dúvida ou problema. É provável que os leitores encontrem inúmeras divisões e classificações para as ciências. . mas que se produz ciência através de uma pesquisa. Da mesma forma eu não poderia fazer um buraco no cimento com uma pá. Mesmo estas divisões têm outras sub-divisões cuja definição varia segundo conceitos de muitos autores.. ao conhecimento. Num exemplo grosseiro eu não poderia procurar um tesouro numa praia cavando um buraco com uma picareta.pro.. Geometria etc. eu precisaria de uma picareta. pode ser dividida em Direito. Assim. O importante é que o pesquisador saiba usar os instrumentos adequados para encontrar respostas ao problema que ele tenha levantado. O instrumento ideal deverá ser estipulado pelo pesquisador para se atingir os resultados ideais. O que ocorre aqui parece ser aquele lema conhecido pelos estudiosos da dinâmica educacional: “se podemos complicar para que simplificar?” Pesquisa é o mesmo que busca ou procura.br>. já que não vejo a menor importância na necessidade de um pesquisador ter que definir o tipo de pesquisa que vai executar. por exemplo. É na pesquisa que utilizaremos diferentes instrumentos para se chegar a uma resposta mais precisa.

 Pesquisa Social: É toda pesquisa que busca respostas de um grupo social. Exemplo: Saber de que forma se deu a Proclamação da República brasileira.  Pesquisa Exploratória: É toda pesquisa que busca constatar algo num organismo ou num fenômeno. .  Pesquisa Histórica: É toda pesquisa que estuda o passado. Exemplo: Saber o que é a Neutralidade Científica.  Pesquisa Teórica: É toda pesquisa que analisa uma determinada teoria. Exemplo: Saber como os peixes respiram. Exemplo: Saber quais os hábitos alimentares de uma comunidade específica.16 Tentando descomplicar prefiro definir os tipos de pesquisa desta forma:  Pesquisa Experimental: É toda pesquisa que envolve algum tipo de experimento. Exemplo: Pinga-se uma gota de ácido numa placa de metal para observar o resultado.

A significação do tema escolhido. Para se trabalhar uma pesquisa é preciso ter um mínimo de prazer nesta atividade. sua novidade. 5. .17 5 O Projeto da Pesquisa 5.Afetividade em relação a um tema ou alto grau de interesse pessoal. O tema escolhido deve estar delimitado dentro do tempo possível para a conclusão do trabalho. .2 Fatores Externos . A escolha do tema está vinculada. não relacionado à pesquisa.1 Escolha do Tema Existem dois fatores principais que interferem na escolha de um tema para o trabalho de pesquisa.1. devo procurar me ater aos temas relacionados a esta área. Na escolha do tema devemos tomar cuidado para não executarmos um trabalho que não interessará a ninguém. Abaixo estão relacionadas algumas questões que devem ser levadas em consideração nesta escolha: 5. Trabalhar um assunto que não seja do seu agrado tornará a pesquisa num exercício de tortura e sofrimento. grupos de pessoas ou para a sociedade em geral. Quando a instituição determina um prazo para a entrega do relatório final da pesquisa. . sua oportunidade e seus valores acadêmicos e sociais. não podemos nos enveredar por assuntos que não nos permitirão cumprir este prazo. É preciso que o pesquisador tenha consciência de sua limitação de conhecimentos para não entrar num assunto fora de sua área.O limite de tempo disponível para a conclusão do trabalho. portanto.1 Fatores internos .Tempo disponível para a realização do trabalho de pesquisa. Na escolha do tema temos que levar em consideração a quantidade de atividades que teremos que cumprir para executar o trabalho e medi-la com o tempo dos trabalhos que temos que cumprir no nosso cotidiano.1. Se o trabalho merece ser feito que ele tenha uma importância qualquer para pessoas. Se minha área é a de ciências humanas. ao gosto pelo assunto a ser trabalhado. .O limite das capacidades do pesquisador em relação ao tema pretendido.

18 .1 Sugestões para o Levantamento de Literatura 5. O levantamento de literatura pode ser determinado em dois níveis: a . 5.Material de consulta e dados necessários ao pesquisador.Nível geral do tema a ser tratado. seja através de xerox.1.1.2. Este problema não impede a realização da pesquisa.2. . Este levantamento é realizado junto às bibliotecas ou serviços de informações existentes.2.2. Relação de todas as obras ou documentos sobre o assunto. Um outro problema na escolha do tema é a disponibilidade de material para consulta.1 Locais de coletas Determine com antecedência que bibliotecas. indivíduos ou acervos deverão ser procurados. mas deve ser levado em consideração para que o tempo institucional não seja ultrapassado.3 Organização Separe os documentos recolhidos de acordo com os critérios de sua pesquisa. agências governamentais ou particulares.1.2 Registro de documentos Esteja preparado para copiar os documentos. Muitas vezes o tema escolhido é pouco trabalhado por outros autores e não existem fontes secundárias para consulta. 5.2 Levantamento de Fontes ou Revisão de Literatura O Levantamento de Literatura é a localização e obtenção de documentos para avaliar a disponibilidade de material que subsidiará o tema do trabalho de pesquisa. 5. instituições. A falta dessas fontes obriga ao pesquisador buscar fontes primárias que necessita de um tempo maior para a realização do trabalho. fotografias ou outro meio qualquer. 5.

levanta-se uma questão para ser respondida através de uma hipótese.4 Hipótese Hipótese é sinônimo de suposição. Exemplo: Tema: A educação da mulher: a perpetuação da injustiça.19 b .3 Problema O Problema é a mola propulsora de todo o trabalho de pesquisa. 5. irá confirmar ou negar a Hipótese (ou suposição) levantada. que será confirmada ou negada através do trabalho de pesquisa. Relação somente das obras ou documentos que contenham dados referentes à especificidade do tema a ser tratado. Exemplo: Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade. Hipótese é uma afirmação categórica (uma suposição). 5. Não há regras para se criar um Problema. representada pela força masculina. Hipótese: A sociedade patriarcal. que tenta responder ao Problema levantado pelo tema escolhido para pesquisa. prefiro que o Problema seja descrito como uma afirmação. 5. mas alguns autores sugerem que ele seja expresso em forma de pergunta. É uma pré-solução para o Problema levantado. criará um questionamento para definir a abrangência de sua pesquisa. então.5 Justificativa A Justificativa num projeto de pesquisa.Nível específico a ser tratado. O Problema é criado pelo próprio autor e relacionado ao tema escolhido. O trabalho de pesquisa. Problema: A mulher é tratada com submissão pela sociedade. é o convencimento de que o trabalho de pesquisa é fundamental de ser efetivado. no caso. exclui as mulheres dos processos decisórios. como o próprio nome indica. Particularmente. É aqui que o . Neste sentido. Depois de definido o tema. O autor.

na elaboração da Justificativa. entrevista etc. A Justificativa exalta a importância do tema a ser estudado. É a explicação do tipo de pesquisa. de ser comprovada. mas não há regra a ser cumprida quanto a isto e outros autores consideram desnecessário dividir os Objetivos em categorias. rigorosa e exata de toda ação desenvolvida no método (caminho) do trabalho de pesquisa.. de não se tentar justificar a Hipótese levantada. das formas de tabulação e tratamento dos dados.). Deve-se tomar o cuidado. 5. Um macete para se definir os Objetivos é colocá-los começando com o verbo no infinitivo: esclarecer tal coisa. da equipe de pesquisadores e da divisão do trabalho. ou seja: tentar responder ou concluir o que vai ser buscado no trabalho de pesquisa. 5. demonstrar alguma coisa etc.20 tema escolhido pelo pesquisador e a Hipótese levantada são de suma importância. Objetivo é sinônimo de meta.6 Objetivos A definição dos Objetivos determina onde o pesquisador quer chegar com a realização do trabalho de pesquisa. para a sociedade ou para alguns indivíduos. do tempo previsto. fim. As atividades e os períodos serão definidos a partir das características de cada pesquisa e dos critérios determinados pelo autor do trabalho.7 Metodologia A Metodologia é a explicação minuciosa. do instrumental utilizado (veja seção 6: questionário.8 Cronograma O Cronograma é a previsão de tempo que será gasto na realização do trabalho de acordo com as atividades a serem cumpridas. . detalhada. definir tal assunto. de tudo aquilo que se utilizou no trabalho de pesquisa. enfim. procurar aquilo. 5. ou justifica a necessidade imperiosa de se levar a efeito tal empreendimento. Alguns autores separam os Objetivos em Objetivos Gerais e Objetivos Específicos. permitir aquilo outro.

as dissertações e as teses acadêmicas não necessitam que sejam expressos os recursos financeiros. 5.00 200. Exemplo: ATIVIDADES 1 2 3 4 5 6 7 / PERÍODOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Levantamento de literatura Montagem do Projeto Coleta de dados Tratamento dos dados Elaboração do Relatório Final Revisão do texto Entrega do trabalho X X X X X X X X X X X X X X 5.00 500.100.. sendo que esta divisão vai ser definida a partir dos critérios de organização de cada um ou das exigências da instituição onde está sendo apresentado o Projeto. trimestres etc. ar refrigerado. quinzenas.00 . Exemplo: ITEM Computador Impressora Scanner Mesa para o computador Cadeira para a mesa TOTAL: CUSTO (R$) 1.1 Material permanente São aqueles materiais que têm uma durabilidade prolongada. Normalmente é definido como bens duráveis que não são consumidos durante a realização da pesquisa. Os recursos só serão incluídos quando o Projeto for apresentado para uma instituição financiadora de Projetos de Pesquisa.9 Recursos Normalmente as monografias. Estes serão determinados a partir dos critérios de tempo adotados por cada pesquisador. Pode ser: geladeiras.21 Os períodos podem estar divididos em dias.00 3.00 300. bimestres.9. semanas. Material de Consumo e Pessoal. Os recursos financeiros podem estar divididos em Material Permanente. meses.00 400. computadores. impressoras etc.700.

caso haja necessidade de explicar termos que possam gerar equívocos de interpretação por parte do leitor.11 Glossário São as palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa ou pouco conhecidas pelo virtual leitor. Também não é um item obrigatório. Nelas normalmente constam os documentos e qualquer fonte de informação consultados no Levantamento de Fontes.000. Exemplo: Qtde.9. As obras são inseridas em ordem alfabética de autor.00 950. ITEM 10 Caixa de disquete para computador 10 Resma de papel tipo A4 10 Cartucho de tinta para impressora TOTAL: 5. caneta etc.00 700. 5.3 Pessoal É a relação de pagamento com pessoal. acompanhadas de definição. gasolina. Normalmente é definido como bens que são consumidos durante a realização da pesquisa.000.00 65.000.00 5.000.00 13. material de limpeza.9. Exemplo: ITEM 1 estagiário pesquisador 1 datilógrafo 1 revisor Impostos incidentes (hipotético) TOTAL: CUSTO MENSAL 500.00 650.00 CUSTO TOTAL(R$) (10 meses) UNITÁRIO CUSTO (R$) 10. estão expressas no Anexo deste trabalho. alinhadas à esquerda e com dois espaços simples entre uma obra e outra. segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.00 5. Sua inclusão fica a critério do autor da pesquisa. Exemplos para elaboração das Referências.00 2.10 Referências As referências dos documentos consultados para a elaboração do Projeto é um item obrigatório.00 2. Pode ser: papel.00 200.00 200.2 Material de Consumo São aqueles materiais que não têm uma durabilidade prolongada. tinta para impressora.00 100. incluindo despesas com impostos.000.00 4. em espaço simples.22 5.00 20. .

facilitando significativamente o desenvolvimento do texto. Depois de concluída a pesquisa. O Esquema do Trabalho guia o pesquisador na elaboração do texto final.23 5.12 Anexos Este item também só é incluído caso haja necessidade de juntar ao Projeto algum documento que venha dar algum tipo de esclarecimento ao texto. poderemos redigir sobre cada uma das partes. Quando conseguimos dividir o tema genérico em pequenas partes.1 Na pré-história 2.3 Espírita 3. este Esquema irá se tornar no Sumário do trabalho final.2 Na escola .2 Na antiguidade 2.1.1 Em casa 4. Por se tratar de um esboço este Esquema pode ser totalmente alterado durante o desenvolvimento do trabalho. ou itens. Exemplo: Educação da mulher: a perpetuação da injustiça 1 Introdução 2 Histórico do papel da mulher na sociedade 2.1 As religiões cristãs 3.2 Muçulmana 3.1 Católicas 3. A inclusão.1. fica a critério do autor da pesquisa.2 Evangélicas 3.4 Judaica 3. o pesquisador elaborará um Esquema do Trabalho que é uma espécie de esboço daquilo que ele pretende inserir no seu Relatório Final da pesquisa. ou não.13 Esquema do Trabalho Concluído o Projeto.3 Na idade moderna 3 A influência religiosa 3.5 Outras 4 O processo de educação 4. 5.

Texto do projeto (baseado nas características enunciadas acima) (obrigatório). – Sumário (obrigatório).3 A moral da família 5.Glossário (se achar necessário) – Anexos e Apêndices (se achar necessário) – Capa (se quiser). – Referências (obrigatório) .Folha de Rosto (obrigatório). .24 5 O papel da mulher na família 5. .Objetivos (obrigatório) 6 – Justificativa (obrigatório) 7 – Metodologia (obrigatório) 8 – Cronograma (se achar necessário) 9 – Recursos (se achar necessário) Observação: A estrutura do documento final do Projeto de Pesquisa deve conter: – Capa ou Falsa Folha de Rosto (obrigatório).5 A violência 6 A visão masculina 7 Conclusão 5.4 Casamento: um bom negócio 5.2 Direitos e deveres 5.14 Apresentação do Projeto Um Projeto de pesquisa. . então deveria ter as seguintes características: 1 – Introdução (obrigatório) 2 – Levantamento de Fontes (obrigatório) 3 – Problema (obrigatório) 4 – Hipótese (obrigatório) 5 .1 A questão da maternidade 5.

O Questionário. – Incentivo para o preenchimento. numa pesquisa. Não é recomendado o uso de gírias. ENDEREÇO. 6. 6. .1 Questionário .2 Itens de Identificação do Respondente . .. num universo reduzido.1. .Para que as respostas possam ter maior significação é interessante não identificar diretamente o respondente com perguntas do tipo NOME.1. Se sua confecção é feita pelo pesquisador. TELEFONE etc. para que se possam corrigir eventuais erros de formulação. seu preenchimento é realizado pelo informante.1.1. por exemplo). é um instrumento ou programa de coleta de dados. a não ser que haja extrema necessidade.25 6 Instrumentos de Coletas de Dados 6. . – Instruções de preenchimento.Todo questionário a ser enviado deve passar por uma etapa de pré-teste.1 Carta Explicação A Carta Explicação deve conter: – A proposta da pesquisa.A linguagem utilizada no questionário deve ser simples e direta para que o respondente compreenda com clareza o que está sendo perguntado.1 Conteúdo de um questionário: 6. como para selecionar alguns questionários para uma posterior entrevista (trataremos das técnicas de entrevistas posteriormente).1.Agradecimento. – Instruções para devolução. a não ser que se faça necessário por necessidade de características de linguagem do grupo (grupo de surfistas.

1.2.2 Respostas livres.3 Itens de múltipla escolha.1.2.1.26 6. Exemplo: Renda Familiar: ( ) Menos de 1 salário mínimo ( ) 1 a 3 salários mínimos ( ) 4 a 6 salários mínimos ( ) 7 a 11 salários mínimos ( ) Mais de 11 salários mínimos 6. certo-errado e verdadeiro-falso.2.2.1 Itens sim-não.2 Tipos de questões: 6. abertas ou curtas. Exemplo: Trabalha? ( ) Sim ( ) Não 6.1. Exemplo: Quem financia seus estudos? ( ) Pai ou mãe ( ) Outro parente ( ) Outra pessoa ( ) O próprio estudante Outro: _____________________________________ .1.4 Questões mistas. Exemplo: Bairro onde mora: ______________________________ 6.

27 6.1.Não demonstre insegurança ou admiração excessiva diante do entrevistado para que isto não venha prejudicar a relação entre entrevistador e entrevistado. .1. 6. . 6. .1.2 Entrevista Observações iniciais: .3 Pré-teste Procure realizar uma entrevista com alguém que poderá fazer uma crítica de sua postura antes de se encontrar com o entrevistado de sua escolha.Deixe que as questões surjam naturalmente. a de coleta de informações é altamente estruturada. .1 Quem deve ser entrevistado Procure selecionar pessoas que realmente têm o conhecimento necessário para satisfazer suas necessidades de informação.2. evitando que a entrevista assuma um caráter de uma inquisição ou de um interrogatório policial.Estabeleça uma relação amistosa e não trave um debate de idéias. Se a de caráter exploratório é relativamente estruturada.2.As entrevistas podem ter o caráter exploratório ou ser de coleta de informações.2. 6.É necessário ter um plano para a entrevista para que no momento em que ela esteja sendo realizada as informações necessárias não deixem de ser colhidas.2.2.1. 6.1 Sugestões de planejamento 6. ou ainda que a entrevista se torne um "questionário oral".2 Plano da entrevista Prepare com antecedência as perguntas a serem feitas ao entrevistado e a ordem em que elas devem acontecer.4 Diante do entrevistado .

6.Seja objetivo. Lembramos que o uso do gravador pode inibir o entrevistado. não deixe de pedir sua permissão para tal.3. procure examinar o local. 6. enquanto você escreve.3 Fenômenos não esperados Esteja preparado para o registro de fenômenos que surjam durante a observação.1.3.3.Vá anotando as informações do entrevistado.1.1 Conhecimento prévio do que observar Antes de iniciar o processo de observação.5 Relatório Mesmo tendo gravado procure fazer um relatório o mais cedo possível.1.1 Sugestões para uma observação satisfatória 6.Procure encorajar o entrevistado para as respostas. que não eram esperados no seu planejamento. . sem deixar que ele fique esperando sua próxima indagação.1.3 Observação 6. Determine que tipos de fenômenos merecerão registros. 6. uma espécie de lista ou mapa de registro de fenômenos. .Caso use um gravador. com antecedência. . já que entrevistas muito longas podem se tornar cansativas para o entrevistado. 6.28 . Procure estipular algumas categorias dignas de observação. evitando que ele se sinta falando sozinho.3.2. .2 Planejamento de um método de registro Crie.

As fontes secundárias são as obras nas quais as informações já foram elaboradas (livros. fotografias.5 Relatório Procure fazer um relatório o mais cedo possível. indivíduos ou acervos deverão ser procurados. seja através de xerox. 6.4. 6.1. As fontes primárias são os documentos que gerarão análises para posterior criação de informações. teses.3. caso o objeto de sua observação sejam indivíduos ou grupos de pessoas. artigos etc.1. fotografias ou outro meio qualquer.4. por exemplo). podem ser primários ou secundários. como fonte de pesquisa. cartas. monografias etc. filmes.1.). prepare-os para tal ação.3 Organização: Separe os documentos recolhidos de acordo com os critérios de sua pesquisa. .2 Registro de documentos: Esteja preparado para copiar os documentos. Podem ser decretos oficiais.1.4 Registro fotográfico ou vídeo Para realizar registros iconográficos (fotografias.1 Sugestões para análise de documentos: 6.4..1. 6. 6. instituições. apostilas. Eles não devem ser pegos de surpresa. agências governamentais ou particulares.4 Análise de Conteúdo Os documentos.1 Locais de coletas: Determine com antecedência que bibliotecas.3.29 6.4. vídeos etc. 6.

a Internet representa uma revolução no que concerne à troca de informação. dos tópicos abordados em uma obra inteira ou parte dela . sem que ninguém o impeça. 6.30 6. na verdade. devemos levar em conta que toda e qualquer informação colhida na Internet deverá ser confirmada antes de utilizada. mais modernamente. Explicando melhor: qualquer um pode colocar sua "Homepage" (ou sua Página) na rede.3 Fichamentos O Fichamento é uma parte importante na organização para a efetivação da pesquisa de documentos. Sendo assim. Podem ser feitos em folhas de papel comum ou. A partir dela. Ele permite um fácil acesso aos dados fundamentais para a conclusão do trabalho. em qualquer programa de banco de dados de um computador. Mas.4. Sem dúvida. O importante é que elas estejam bem organizadas e de acesso fácil para que os dados não se percam. dizer que o Brasil foi descoberto "por Diogo da Silva. Os registros e a organização das fichas dependerá da capacidade de organização de cada um. o fichamento de resumo ou conteúdo e o fichamento de citações. no ano de 1325". Existem três tipos básicos de fichamentos: o fichamento bibliográfico. com comentários.4.4.2 A Internet A Internet representa uma novidade nos meios de pesquisa. ao mesmo tempo oferece alguns perigos. 6. as informações passadas por essa rede não têm critérios de manutenção de qualidade da informação. todos podem informar a todos. Vamos supor que um indivíduo coloque sua página na "net" (rede) e o objetivo desta página seja falar sobre a História do Brasil: ele pode perfeitamente. Trata-se de uma rede mundial de comunicação via computador. Os registros não são feitos necessariamente nas tradicionais folhas pequenas de cartolina pautada.3.1 Ficha Bibliográfica É a descrição. se ela pode facilitar a busca e a coleta de dados. onde as informações são trocadas livremente entre todos.

Breve história do feminismo no Brasil. Além da evolução histórica da condição feminina. No final da obra faz algumas indicações de leituras sobre o tema Mulher.13 6. colhidas através de livros. Maria Amélia de Almeida. se houver (*). Aborda os aspectos históricos da condição feminina no Brasil a partir do ano 1500 de nossa era. São Paulo: Brasiliense. deixando expressa sua contradição ao movimento pós-feminista. A abordagem é descritiva e analítica. (3) . (2) .4. (4) .Comentários ou anotações do pesquisador sobre a obra registrada. O pesquisador elabora esta síntese com suas próprias palavras. (*) conforme expresso no exemplo do item 4. (5) Observação: Neste e nos outros exemplos de Fichas os números entre parênteses representam o que está explicado abaixo: (1) .Título do trabalho (*).Numeração do item a que se refere o fichamento (*). (5) . a autora desenvolve alguns tópicos específicos da luta das mulheres pela condição cidadã. Conclui fazendo uma análise de cada etapa da evolução histórica feminina.Seção primária do trabalho (*). 145) Insere-se no campo do estudo da História e da Antropologia Social. não sendo necessário seguir a estrutura da obra.2 Ficha de Resumo ou Conteúdo É uma síntese das principais idéias contidas na obra.31 Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça Histórico do Papel da Mulher na Sociedade (2) Na Idade moderna (3) 2. 181 p. .2. A autora se utiliza de fontes secundárias. principalmente às idéias de Camile Paglia. 1993. (Tudo é História.3 (1) (4) TELES.Seção secundária e terciária do trabalho. revistas e depoimentos.

. sexualidade e encontros feministas. (Tudo é História. Breve história do feminismo no Brasil. Sua precisão pode substituir a leitura do documento original. indica alguns livros para leitura. 181 p. participação das mulheres na vida sindical e greves. saúde. Segunda República (1930-1964). como um relato de uma prática. a luta por creches. Depois de suas conclusões onde. sem entrar em detalhes da obra analisada (o exemplo acima refere-se a um resumo indicativo).4. A autora trabalha ainda assuntos como as mulheres da periferia de São Paulo. 6. métodos. entre outros assuntos tratados. Ano Internacional da Mulher (1975). violência. São Paulo: Brasiliense. Maria Amélia de Almeida. 1993. a participação das mulheres na luta armada. o ano de 1968. o trabalho rural.3 TELES. 145) O trabalho da autora baseia-se em análise de textos e na sua própria vivência nos movimentos feministas. Império (1822-1889). resultados e conclusões. Em cada um desses períodos é lembrado os nomes das mulheres que mais se sobressaíram e suas atuações nas lutas pela libertação da mulher. Terceira República e o Golpe (19641985). b) Indicativo: são descrições gerais do documento.2. Nesta ficha pode-se relatar sobre objetivos. A autora divide seu texto em fases históricas compreendidas entre Brasil Colônia (1500-1822). além de analisar a influência externa nos movimentos feministas no Brasil.32 Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça Histórico do Papel da Mulher na Sociedade Na Idade moderna 2. faz uma crítica ao pós-feminismo defendido por Camile Paglia.3 Ficha de Citações É a reprodução fiel das frases que se pretende usar como citação na redação do trabalho. República (1889-1930). Observação: Existem dois tipos de resumos: a) Informativo: são as informações específicas contidas no documento.

22 famílias ao todo. 145) "Uma das primeiras feministas do Brasil. Breve história do feminismo no Brasil. A mulher deve ser obediente. 181 p. Antônio Mendonça Molina.. (Tudo é História. Meu irmão. 54) "Na Justiça brasileira. Nesse dia." (p. 30) “Sou neta.) “Aqui nesta casa foi fundada a Camde." (p. p. Maria Amélia de Almeida. São Paulo: Brasiliense. 12 de junho de 1962. enquanto o homem é objetivo‟. Era parte de um trabalho meu para a paróquia Nossa Senhora da Paz. ao lado de propostas como a educação e a emancipação da mulher e a instauração da República. nós estaremos perdidos.3 TELES. sobrinha e irmã de general” (. Isso tudo não adianta nada porque a coisa está muito ruim e eu acho que se as mulheres não se meterem. Nísia Floresta Brasileira Augusta. Nesse dia o vigário disse assim: „Mas a coisa está preta. é comum os assassinos de mulheres serem absolvidos sob a alegação de defesa de honra.” (Amélia Molina Bastos apud Teles. 1993.. defendeu a abolição da escravatura. 132) . Ela é intuitiva.33 Exemplo: Educação da Mulher: a Perpetuação da Injustiça Histórico do Papel da Mulher na Sociedade Na Idade moderna 2. eu tinha reunido aqui alguns vizinhos. vinha trabalhando há muito tempo no Serviço Secreto do Exército contra os comunistas.

epígrafe (*) . Os demais elementos são obrigatórios.lista de abreviações e siglas (*) .introdução .referências .capa .lista de ilustrações (*) .agradecimentos (*) .glossário (*) .sumário .34 7 Estrutura de Apresentação do Trabalho Estrutura Elemento .Elementos adicionados de acordo com as necessidades (opcionais).desenvolvimento .resumo em língua estrangeira .anexo(s) (*) Pré-textuais Textuais Pós-textuais (*) .folha de rosto .resumo em língua portuguesa . Modelo de estrutura de um trabalho completo: .lista de tabelas (*) .folha de aprovação .conclusão .dedicatória (*) .

da Faculdade de Educação.1 Capa (NBR 10719) Deve conter: . Monografia apresentada como pré-requisito de conclusão do curso de Pedagogia. ministrada pelo professor João da Silva. do curso de Pedagogia. da Universidade Veiga de Almeida.Cidade e ano de conclusão do trabalho UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA .Nome da Instituição (opcional) . do Centro Pedagógico.UVA Rio de Janeiro – 2005 Folha de Rosto Exemplos de informações essenciais sobre a origem do trabalho: Trabalho apresentado para avaliação do rendimento escolar na disciplina de Metodologia Científica.UVA Rio de Janeiro – 2005 Capa OBSERVAÇÃO: A Associação Brasileira de Normas Técnicas não determina a disposição destes dados na folha.As mesmas informações contidas na Capa . orientada pela Profa.Título (e subtítulo) do trabalho Se houver mais de um volume.As informações essenciais da origem do trabalho UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA . José Luiz de Paiva Bello Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça Monografia apresentada. com habilitação em Gestão Escolar. a Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça José Luiz de Paiva Bello especificação do respectivo volume. como pré-requisito de conclusão do curso de Pedagogia. . para uniformização dos trabalhos acadêmicos. da Universidade Federal do Espírito Santo. da Universidade Federal do Espírito Santo.35 7.Nome do autor . Maria da Silva.2 Folha de Rosto Deve conter: . Esta distribuição deve ser definida pelo professor ou pela Instituição. tendo como orientadora a professora Maria da Silva. ao Instituto de Ciências Humanas e Sociais. com habilitação em Administração Escolar. . 7. do Centro Pedagógico.

Área de concentração . Deve vir acompanhada do nome do autor da frase.Tem a finalidade de se dedicar o trabalho a alguém. UVA Profª. com habilitação em Educação Infantil.Natureza . Podem estar localizadas também nas folhas de abertura das seções primárias. Data de aprovação: ___ de ________ de 20__ Prof. Este item é dispensável.É a revelação de gratidão àqueles que contribuíram na elaboração do trabalho.36 7.É a citação de uma ou mais frases de um ou mais autores que expressem.Nome.Objetivo .5 Agradecimento . o conteúdo do trabalho. . assinatura dos componentes da banca e as instituições a que pertencem. como uma homenagem de gratidão especial. É um item dispensável. UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA – UVA Curso de Pedagogia. UVA Folha de Aprovação Prof.Nome do autor .Nome da instituição .6 Epígrafe . José da Silva __________________________ Mestre em Educação.Título do trabalho e subtítulo (se houver) . de forma consistente.4 Dedicatória . A localização fica a critério da estética do autor do trabalho. titulação. 7. José Luiz de Paiva Bello Educação da Mulher: a perpetuação da injustiça Objetivo: Desvelar a forma pela qual é oferecida a educação ao sexo feminino.3 Folha de aprovação Deve conter: . UERJ 7. Também é um item dispensável. João Machado _________________________ Doutor em Educação.Data da aprovação . 7. Maria dos Santos ______________________ Doutor em Educação.

9 Lista de Ilustrações . Não deve ultrapassar 500 palavras.10 Lista de Abreviações e Siglas . É um item obrigatório.Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação.7 Resumo em Língua Portuguesa . A indicação das páginas localiza-se à direita de cada seção e é inserido apenas o número da página onde se inicia a indicação.Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior.Apresentada na ordem em que aparece no trabalho.37 7. Exemplo: ABED . do resumo em língua portuguesa. 7. 7.).Tradução. .Abreviações e siglas apresentadas no texto.Associação de Pais e Mestres. O título de cada seção deve ser datilografado com o mesmo tipo de letra em que aparece no corpo do texto.Texto (e não tópicos) que represente um resumo conciso do trabalho. 7.Associação Brasileira de Educação a Distância ABNT . gráficos. espanhol ou francês. tabelas etc. seções e outras partes de um documento. Caso haja mais de um tipo pode ser apresentado separadamente (fotografias.11 Sumário (NBR 6027) "Enumeração das principais divisões. apresentada em ordem alfabética.Associação Brasileira de Normas Técnicas ANDIFES . com o nome da ilustração e a página onde se encontra. para o inglês. É um item obrigatório. ANPED .8 Resumo em Língua Estrangeira . É um item opcional. 7. na mesma ordem em que a matéria nele se sucede" (NBR 6027). APM . É um item opcional.

..12.1..subalíneas.12 Texto É a parte onde todo o trabalho de pesquisa é apresentado e desenvolvido.. é na Introdução que o tema é discutido pelo autor. c) alínea ou item. Inciso II .1 Seção Quinária 2 SEÇÃO PRIMÁRIA: a) alínea ou item. E ainda são apresentados os objetivos do trabalho e a revisão de literatura deve resumir as obras já trabalhadas sobre o mesmo assunto. .subalíneas.. 3 SEÇÃO PRIMÁRIA a) I . justificando sua imperiosa necessidade de se realizar tal empreendimento e explicar minuciosamente toda a metodologia adotada para se chegar às conclusões. por ser uma espécie de orientação de leitura. .1 Introdução Na Introdução. Deve-se também mencionar a importância do trabalho.1..1 Divisão de um Sumário (NBR 6024) 1 SEÇÃO PRIMÁRIA 1. A Introdução só pode ser efetivada quando o autor concluir seu trabalho e poder guiar o leitor na estruturação de sua obra. clara e objetiva.1.subalíneas.. Inciso II . . Inciso 4 SEÇÃO PRIMÁRIA 7. Seção Quaternária 1.1.. Por esse motivo. é a última tarefa a ser realizada no trabalho. O texto deve expor um raciocínio lógico..1 Seção Terciária 1..38 7. É aí que as hipóteses a serem testadas são apresentadas de forma clara e objetiva.1.1. b) alínea ou item.11. com o uso de uma linguagem simples.. Inciso b) I . Além disso. ser bem estruturado. o tema é apresentado e esclarecido aos leitores como indicações de leitura do trabalho. É como se fosse uma prévia do que o leitor irá encontrar ao ler o trabalho. 7.1 SEÇÃO SECUNDÁRIA 1.1.

7. . no todo ou em parte. avaliando os resultados obtidos.A conclusão é a parte onde o autor se coloca com liberdade científica. resultados de observações.12. Sua colocação é opcional. alinhadas à esquerda e com dois espaços simples entre uma obra e outra.14 Glossário É a explicação dos termos técnicos. É nesta parte que o autor confirmará ou negará a Hipótese criada para seu trabalho. 7. 7. para servir de referências na defesa de seu posicionamento. assumindo as responsabilidades por elas. em espaço simples.39 7. onde o autor irá se valer de citações. roteiro de entrevista ou observação.3 Conclusão .).2 Desenvolvimento do Texto No que se refere ao conteúdo do trabalho. esta parte é quase uma compilação. Na Conclusão o autor definirá suas conclusões com suas próprias palavras. uma lei discutida no corpo do texto. tabelas etc. pode-se colocar aí gráficos. verbetes ou expressões que constem do texto. 7.É todo material suplementar de sustentação ao texto (itens do questionário aplicado.15 Anexos ou Apêndices . tabulações de questionários ou o tratamento de outro instrumental qualquer. As obras são inseridas em ordem alfabética de autor.12. Não é um item obrigatório e o autor só acrescentará algum documento se achar que há imperiosa necessidade disso. propondo soluções e aplicações práticas.13 Referências: (NBR 6023) É o conjunto de indicações que possibilitam a identificação de documentos. publicações. análises de entrevistas. Os exemplos estão expressos em Anexo.

item 5.refere-se ao número da página na obra onde o autor fez a citação. a qualidade do ensino fornecido era duvidosa. em Salvador. as mulheres lutavam em seu lugar.Citação Direta Curta (com 3 linhas ou menos) .1. 13 . uma vez que as mulheres que o ministravam não estavam preparadas para exercer tal função. p.1 Citações .o ano de publicação da obra desta autora nas referências. Este fato levou os europeus a acreditarem que “o baiano ao meio dia vira mulher” (MOTT. cujas mestras estiveram sempre mais ou menos marginalizadas do saber (SAFFIOTI. se revelavam incapazes de ministrar o ensino de primeiras letras. entre aspas duplas. (NBR 10520) 8. incentivando os homens a continuarem a luta. moradora da Ladeira do Pelourinho.40 8 Organização do Corpo do Texto 8. em espaço um (1) (O texto deve ser digitado em espaço duplo).1 Citação Direta É a transcrição literal de parte da obra do autor consultado. Exemplo: Maria Ortiz. p. 1988. 13). 1988 . b) . Observação: MOTT . .autora que faz a citação. Não obstante sobressaírem as mulheres no ensino das prendas domésticas.Quando se quer transcrever o que um autor escreveu. 1976. 193).As margens são recuadas à direita em 4 cm. p. Detalhe pitoresco é que na hora do almoço. as poucas que se apresentavam para reger uma classe dominavam tão mal aquilo que deveriam ensinar que não logravam êxito em transmitir seus exíguos conhecimentos. que de sua janela jogou água fervendo nos invasores holandeses. a) . com a letra menor que a utilizada no texto e sem aspas (NBR 10520. enquanto os maridos comiam. A maior dificuldade de aplicação da lei de 1827 residiu no provimento das cadeiras das escolas femininas.Citação Direta Longa (com mais de 3 linhas) .Deve ser feita na continuação do texto. Se os próprios homens. Exemplo: Além disso. aos quais o acesso à instrução era muito mais fácil.3). lastimável era o nível do ensino nas escolas femininas.

p. com minhas próprias palavras.41 8. Note-se que o ensino da geometria era limitado às escolas de meninos. caracterizando uma diferenciação curricular (COSENZA.1. Exemplo: O Imperador Napoleão Bonaparte dizia que “as mulheres nada mais são do que máquinas de fazer filhos” (apud LOI.A citação vem logo após ao texto.2 Citação de Citação . sem alterar as idéias originais. as idéias desenvolvidas por um outro autor.É a transcrição de uma citação já feita por outro pesquisador.No rodapé da página onde aparece a citação. depois de longa luta.É quando um autor cita um texto. a 2 cm. Exemplo: Somente em 15 de outubro de 1827. colocados no canto superior direito. da borda superior e da borda direita da folha. 6). 35). 8. o ensino da aritmética nas escolas de meninas ficou restrito às quatro operações. Neste caso coloca-se um número ou um asterisco sobrescrito que deverá ser repetido no rodapé da página.3 Citação Indireta . conforme nos exemplos acima. (Pode ser chamada também de paráfrase). Ou então: eu reproduzo sem distorcer.3 Paginação (NBR 6024 e NBR 10719) . 8.2 Localização das Citações a) No texto .1. foi concedido às mulheres o direito à educação primária. Observação: apud quer dizer citado por. p. escrito por um outro autor. 1988. 8. com suas próprias palavras. mas mesmo assim.As páginas são numeradas seqüencialmente em algarismos arábicos. . b) Em nota de rodapé . 1993.

Margens: Superior: 3.5 ou 3 centímetros 6 – Tamanho da letra nas citações longas: menor que 12 7 – Espaçamento entrelinhas nas citações longas: simples .2. (2.A numeração só é colocada a partir da primeira folha da parte textual.Espaço entrelinhas: 1.0 cm Inferior: 2.Papel formato A-4 (210 X 297 mm) . terciárias etc.5 5 – Espaço entre seções secundárias.0 cm Direito: 2.42 . .0 cm Esquerdo: 3.1 para 3. 8.2 ou 3.4 Formato 1 .1 para 2.A contagem das folhas inicia-se a partir da Folha de Rosto.2.2. por exemplo) – 2 vezes espaço 1.branco 2 ..0 cm 3 – Tamanho da letra: 12 4 .

Rio de Janeiro. 2002. 6. 1988. Entradas para nomes de língua portuguesa em registros bibliográficos. ago./fev. ________. 1976. São Paulo: Harbra. NBR 10523. Rio de Janeiro. 6-7. . MARCONI. NBR 14724. set. 1986. Eva Maria. 86 p. Sumário. 1988. SAFFIOTI. Apresentação de publicações oficiais. ________. Marina de Andrade. Resumos. nov. 1988. Gilse. ________. 1991. v. Rio de Janeiro. A. 1993. 24. Rio de Janeiro. 2006. ed. Heleieth Iara Bongiovani. 2000. n. NBR 10522. Armando Asti. VERA. Abreviação na descrição bibliográfica. São Paulo. p. Porto Alegre: Globo. out. ________. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro. 1993. NBR 13031. 1998. jan. maio 2003. ed. 200 p. A mulher. NBR 6028. 2003. Guilherme. Isidoro./mar. Revista Presença Mulher. NBR 6023. 1988. ago.. 107 p. COSENZA. Rio de Janeiro. ________. A mulher na sociedade de classe: mito e realidade. Metodologia científica. Mirian. NBR 6027. 231 p. Metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Jabuti. Rio de Janeiro: Record. GALLIANO. LAKATOS.ABNT. 53 p. 30 jan.43 Referências ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS . Rio de Janeiro. LOI. GOLDENBERG.Apresentação. 1976. São Paulo: Contexto. ________. 2. Apresentação de citações em documentos. Petrópolis: Vozes. out. Universitárias. 383 p. Referências. Submissão e resistência: a mulher na luta contra a escravidão. MOTT. ________. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 2. Maria Lúcia de Barros. Rio de Janeiro. O método científico: teoria e prática. Trabalhos acadêmicos . NBR 10520.

propondo soluções e aplicações práticas. sem alterar as idéias originais. . É uma parte opcional de um relatório de pesquisa. Lembrando que o primeiro capítulo será a Introdução e o último as Conclusões do autor. 8. organização(ões).Requer exatidão e clareza. reunidos sob um título comum. 32 ou 64 páginas. podendo cada livro ter título próprio. Conclusão: É a parte final do trabalho onde o autor se coloca com liberdade científica.É comunicável. Entre eles (Introdução e Conclusão) o texto da pesquisa. Capítulo: É uma das partes da divisão do relatório de pesquisa. responsável(is) por publicações em que não se distingue autoria pessoal. escrito por um outro autor. Autor: Pessoa(s) física(s) responsável(is) pela criação do conteúdo intelectual ou artístico de um documento. Coleta de Dados: É a fase da pesquisa em que se reúnem dados através de técnicas específicas. que. . já citada por outro autor. resulta em 4. Pode ser chamada também de paráfrase. exato e verificável da realidade. . comitê(s). . depois de dobrada.Atém-se aos fatos. avaliando os resultados obtidos. 16. Caderno: Folha impressa. Apêndice: Quando o autor deseja acrescentar alguma informação relevante que não seria tão necessária ao corpo do texto. Pode ser curta (com três linhas ou menos) ou longa (mais de três linhas). Serve para proteger o trabalho e dela deve constar o nome do autor. Ciência: É um conjunto organizado de conhecimentos relativos a um determinado objeto conquistados através de métodos próprios de coleta de informação. . Anexo: É uma parte opcional de um relatório de pesquisa. empresa(s). o título do trabalho e a instituição onde a pesquisa foi realizada. sistemático. . Citação: É quando se transcreve ou se refere o que um outro autor escreveu. Citação direta: É a transcrição literal de parte da obra do autor consultado. 2. Sem ela não há relatório de pesquisa.É analítico.É racional e objetivo. Amostra: É uma parcela significativa do universo pesquisado ou da coleta de dados.Transcende aos fatos. comissão(ões). de um ou diversos autores. Capa: 1. Nele deve constar o material que contribui para melhor esclarecer o texto do relatório de pesquisa. entre outros. Cobertura de material flexível (brochura) ou rígido (capa dura cartonada ou encadernada) que reveste o corpo do livro. Sua origem está nos procedimentos de verificação baseados na metodologia científica. direta ou indireta. com suas próprias palavras. Podemos então dizer que o Conhecimento Científico: . Coleção: Conjunto limitado de livros. Autor entidade: Instituição(ões). anverso e verso. Análise: É o trabalho de avaliação dos dados recolhidos. Deve ter a característica de ser curto e objetivo. Citação de citação: Um autor faz uma citação. Citação indireta: É quando um autor cita um texto.44 Glossário 1 Palavras utilizadas em pesquisa Agradecimento: É a manifestação de gratidão do autor da pesquisa às pessoas que colaboraram no seu trabalho. Conhecimento Científico: É o conhecimento racional.

Conforme o suporte documental. Editor: Responsável intelectual ou científico que atua na reunião de artigos para uma revista. o conhecimento adquirido através de ações não planejadas. ou seja. por sua origem. . após inúmeras tentativas. seguidos das devidas correções. ser confirmado ou negado. 1979. Elementos essenciais: São as informações indispensáveis à identificação do documento. grupos de pessoas ou outras instâncias. Editora: Casa publicadora. Apresenta-se quase sempre em retalho de papel avulso ou encartado. Dedução: Conclusão baseada em algumas proposições ou resultados de experiências. Conhecimento Filosófico: É fruto do raciocínio e da reflexão humana. excluindo-se a Introdução e a Conclusão. são utilizadas: produtora (para imagens em movimento). . Errata: Lista das páginas e linhas em que ocorrem erros. Deve ser intercalado no miolo. sem ser incluído na numeração.45 . Depende da formação moral e das crenças de cada indivíduo. alguns elementos indicados como complementares podem tornar-se essenciais. . Encarte: Folha ou caderno. capítulos ou itens. manuscrito. conforme o tipo. . p. do então Conselho Federal de Educação. sem modificações. Conhecimento Empírico (ou conhecimento vulgar): É o conhecimento obtido ao acaso. Pertencem à mesma edição de uma obra. acrescida de elementos complementares. Não pode. gerando conceitos subjetivos. pessoa(s) ou instituição responsável pela produção editorial. imagens.É aberto. Documento: Qualquer suporte que contenha informação registrada. dividido em partes. com aprofundamento superior a uma monografia.Busca e aplica leis. gravadora (para registros sonoros). produzidas diretamente ou por outros métodos. . impressos a partir de uma mesma matriz. ou que coordena ou organiza a preparação de coletâneas. formando uma unidade.É útil (GALLIANO. Entrevista: É um instrumento de pesquisa utilizado na fase de coleta de dados. É o conhecimento especulativo sobre fenômenos. reimpressões. Dedicatória: Parte opcional que abre o trabalho homenageando afetivamente algum indivíduo. permitem melhor caracterizar os documentos. acrescentadas aos elementos essenciais. Em determinados tipos de documentos. entre outros. entre outras. quando necessário. outras denominações.É verificável. que possa servir para consulta. de acordo com o suporte físico. com ISBN próprio. por exigência do Parecer 977/65. para obtenção do grau de Mestre. ultrapassando os limites formais da ciência. jornal etc. Dissertação: É um trabalho de pesquisa.Depende de investigação metódica. Edição: Conjunto de exemplares de um livro. . Inclui impresso. 24-30). tiragens etc. portanto.É explicativo. Os elementos essenciais estão estritamente vinculados ao suporte documental e variam. Elementos complementares: São as informações que. independentemente do período decorrido desde a primeira publicação. . Conhecimento Teológico: Conhecimento revelado pela fé divina ou crença religiosa.. todas as suas impressões. registros audiovisuais e sonoros. Elementos de referência: A referência é constituída de elementos essenciais e. contendo ou não ilustrações. Corpo do Texto: É o desenvolvimento do tema pesquisado. em geral de papel ou formato diferente. acrescido ao livro depois de impresso. estudo ou prova.Pode fazer predições. Busca dar sentido aos fenômenos gerais do universo.

Por isso. Também chamadas guardas. . não contida nas partes examinadas” (LAKATOS. acompanhadas de definição. questionário. apesar do nome Introdução. “grafia” significa escrita. Índice (ou Índice Remissivo): É uma lista que pode ser de assuntos. Orelha: Cada uma das extremidades da sobrecapa ou da capa do livro. em linhas gerais. com texto sobre o autor ou o livro. A Hipótese pode ser confirmada ou negada. Método: A palavra método deriva do grego e quer dizer caminho. e que seja objeto de ISBN (Número Internacional do Livro) (ver NBR 10521). Indicador: Projeção ou cavidade na lateral direita das folhas do livro. que venha contribuir com relevância à ciência. partindo de dados particulares. Monografia: “Mono” significa um. Fichamento: São as anotações de coletas de dados registradas em fichas para posterior consulta. Método então. Pode ser: entrevista. "logia" significa estudo. ou seja. para destacar letras. Livro: Publicação não-periódica com um mínimo de cinco páginas. infere-se uma verdade geral ou universal. Glossário: São as palavras de uso restrito ao trabalho de pesquisa ou pouco conhecidas pelo virtual leitor. p. Lombada: Dorso do livro. que formam o corpo do livro. é a ordenação de um conjunto de etapas a serem cumpridas no estudo de uma ciência. suficientemente constatados. Introdução: É o primeiro capítulo de um relatório de pesquisa. onde o pesquisador irá apresentar. Hipótese: É a suposição de uma resposta para o problema formulado em relação ao tema. Instrumentos de coleta de dados: Material utilizado pelo pesquisador para colher dados para a pesquisa. correspondente à área de costura ou de colagem dos cadernos (ver NBR 12225). para prender o miolo às capas duras. no nosso caso. dobrada para dentro e. Alguns autores referem-se a Índice como o mesmo que Sumário. números ou outros elementos. 47). MARCONI. Miolo: Conjunto de folhas. Metodologia: "Methodo" significa caminho. o que o leitor encontrará no corpo do texto. Marcador: Fita presa entre o miolo e a lombada do livro. sem alterar as idéias originais. excluídas as folhas de guarda. reunidas quase sempre em cadernos. com a indicação da(s) página(s) no texto onde aparecem. Indução: “Processo mental por intermédio do qual. é a última parte a ser escrita pelo autor. Gráfico: É a representação gráfica das escalas quantitativas recolhidas durante o trabalho de pesquisa. com minhas próprias palavras. É um estudo científico. 1991. as idéias desenvolvidas por um outro autor. No Projeto da Pesquisa e no Relatório Final da Pesquisa é a descrição minuciosa dos passos a serem adotados ou adotados para a coleta e análises dos dados. escrito por um outro autor. em geral. Folha de rosto: É a folha seguinte a capa e deve conter as mesmas informações contidas na Capa e as informações essenciais sobre a origem do trabalho. Paráfrase: É a citação de um texto. de nomes de pessoas citadas. observação ou análise de conteúdo. de um tema bem determinado e limitado. “escrita de um”. Ou então: eu reproduzo sem distorcer. para marcar a página de leitura. Folhas de guarda: Folhas dobradas ao meio e coladas no começo e no fim do livro. É o estudo dos caminhos a serem seguidos para se fazer ciência. com tratamento escrito individual. na busca de uma verdade ou para se chegar a um determinado conhecimento.46 Experimento: Situação provocada com o objetivo de observar a reação de determinado fenômeno.

editada em unidades físicas sucessivas. As publicações seriadas incluem periódicos.. utilizando-se de um instrumental apropriado. exceto as correções de erros de composição ou impressão.). com autores e títulos próprios. Primeira edição: Primeira publicação de um original. revistas. colaborações em coletâneas etc. sobre um tema específico. a edição mencionada deve corresponder à da obra traduzida e não à do original. entre outros. Técnica: É a forma mais segura e ágil para se cumprir algum tipo de atividade. que pode ou não coincidir com a unidade física do livro. seja por modificações feitas no conteúdo ou na forma de apresentação do livro (edição revista. Tomo: Unidade lógica. As separatas são utilizadas para distribuição pelo próprio autor da parte. Reimpressão: Nova impressão de um livro. Título: Termo ou expressão utilizados para designar um livro. . 3a edição. busca. Publicação: Conjunto de páginas impressas com a finalidade de divulgar informação. Teoria: "É um conjunto de princípios e definições que servem para dar organização lógica a aspectos selecionados da realidade empírica. Suplemento: Documento que se adiciona a outro para ampliá-lo ou aperfeiçoá-lo sendo sua relação com aquele apenas editorial e não física. atas. com as respectivas informações que a vinculam ao todo. Cada reedição recebe um número de ordem: 2a edição. visando esclarecê-lo ou complementá-lo. que protege a capa do livro. É a dúvida inicial que lança o pesquisador ao seu trabalho de pesquisa. retirados de um documento. anuários etc. publicações anuais (relatórios.). Referência: Conjunto padronizado de elementos descritivos. atualizada etc. Sumário: Subtítulo: Informações apresentadas. de acordo com o conteúdo do documento. comunicações de sociedades. em seguida ao título. Tiragem: Quantidade de exemplares de cada impressão do livro. 106-107) Tese: É um trabalho semelhante a Dissertação. Em caso de tradução. e a expressão "Separata. Problema: É o marco referencial de uma pesquisa. ampliada. Sobrecapa: Cobertura solta. com designações numéricas e ou cronológica. que permite sua identificação individual. Resenha: É uma descrição minuciosa de um livro. 1998. que recebe uma capa. distinguindo-se pela efetiva contribuição na solução de problemas e pelo avanço científico na área em que o tema for tratado. de" em evidência. jornais. Pode ser suplementado por um subtítulo. e destinada a ser continuada indefinidamente. Publicação seriada: Publicação em qualquer tipo de suporte. ou pelo editor. investigação.. sem modificações no conteúdo ou na forma de apresentação. reunidos sob um título comum. Separata: Publicação de parte de um trabalho (artigo de periódico. Série: Conjunto ilimitado de livros. em geral de papel. Tópico: É a subdivisão do assunto ou do tema. Premissas: São proposições que vão servir de base para uma conclusão. seja por mudança de editor. Referências: É a lista de obras utilizadas ou sugeridas pelo autor do trabalho de pesquisa. capítulo de livro. de um capítulo de um livro ou de parte deste livro. Reedição: Edição diferente da anterior. mantendo exatamente as mesmas características tipográficas e de formatação da obra original. de um artigo.). p. podendo ser editado com periodicidade e/ou numeração própria.47 Pesquisa: É a ação metódica para se buscar a confirmação ou negação de uma hipótese (suposição). de uma apostila ou qualquer outro documento. As proposições de uma teoria são consideradas leis se já foram suficientemente comprovadas e hipóteses se constituem ainda problema de investigação" (GOLDENBERG.

. referindo-se a nota imediatamente anterior. ou seja. idem ou id: Significa "igual a anterior". ipsis verbis: Significa "pelas mesmas palavras". Ex. “segundo”. Variável: conceito utilizado para descrever os fenômenos que são esperados ou que ocorrem durante a coleta de dados em uma pesquisa. Maria Cecília Rubinger de Ottoni e Rosana Velloso Montanari. sic: Significa "assim". "textualmente". opus citatum ou op. ipsis litteris: Significa "pelas mesmas letras". Nas citações é utilizada para informar que o que foi transcrito de uma obra de um determinado autor na verdade pertence a um outro.: (NAPOLEÃO apud LOI). Helena et al. mesmo que possa parecer estranho ou esteja reconhecidamente escrita com erros de linguagem. definido como critério global da pesquisa. escreve-se: SCHIRM. ibid ou ibdem: Significa "na mesma obra". Utiliza-se para expressar que o texto foi transcrito com fidelidade. “conforme”.cit. (et alli): Significa "e outros". Napoleão "citado por" Loi et al.: Numa obra escrita por Helena Schirm.: Significa "obra citada" passim: Significa "aqui e ali". Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou sic. Ex. Utiliza-se da mesma forma que ipsis litteris ou ipsis verbis. "literalmente". 2 Palavras ou expressões latinas utilizadas em pesquisa apud: Significa “citado por”.48 Universo: É o conjunto de fenômenos a serem trabalhados. In: Significa "em". supra: Significa "acima". Utilizado quando a obra foi executada por muitos autores. É utilizada quando a citação se repete em mais de um trecho da obra. Volume: Unidade física do livro.

coordenador(es) Exemplos: Autor pessoa física: LIMA. e . 231 p. MARCONI. . COSTA. Avaliação na escola de 1º Grau: uma análise sociológica.Escreve-se primeiro o sobrenome paterno do autor. Por exemplo: da Editora Ática Ltda. LAKATOS.Número da edição (a partir da segunda edição). 1986. .É o nome da cidade onde a obra foi editada e. e.Número de volumes (se houver). Campinas: Papirus.Paginação .Não se usa o decimal (a). i . ed. Pré-escola e alfabetização: uma proposta baseada em Paulo Freire e Jean Piaget. Zélia (coords..Ano da publicação .Título e subtítulo . Observação: a) O alinhamento deve estar todo à esquerda da referência b) Em obras avulsas são usadas as seguintes abreviaturas: org. h . 1991. Ltda. b . JACCOUD. etc. d . ou S. Até três autores: COSTA. MEDIANO.Editora . Marina de Andrade. g .49 Apêndice 1 Alguns exemplos de elaboração de referências de fontes 1. Maria Aída B. o restante do nome. MEB: uma história de muitos. . após uma separação por vírgulas.editor(es) coord. a seguir. Não se coloca estado ou país. LÜDKE. Metodologia científica. Não se coloca a palavra Editora.É o ano em que a obra foi editada. f . c . 2. 228 p. Petrópolis: Vozes. ou eds. (Cadernos de Educação Popular.Autor (ou coordenador. ed. ser grafado dois pontos (:). Menga. após a referência de local deve.organizador(es) ed. 2.. ou coords. ou organizador. 6. Eva Maria. 10). itálico ou sublinhado.Quantidade de páginas da obra. em caixa alta. colocar-se-ia apenas Ática. Petrópolis: Vozes.1 Referências de Livros a .A. . Beatriz.Nome da série ou coleção. Adriana Flávia Santos de Oliveira. ou orgs. São Paulo: Atlas. 2001. ou editor) . 125 p. 1986. ed. número da publicação na série ou coleção (o conjunto é colocado entre parênteses).).O título é realçado por negrito. Vera.Só se coloca o nome da editora.Local da publicação .

2. Avaliação escolar: julgamento x construção. 2. 228 p. 1976. São Paulo: Atlas. RICHARDSON. Vitória. (et alli) quer dizer e outros em latim. Dissertação / Tese: BELLO. ______ . Introdução ao pensamento filosófico. 1991. Citação de parte de uma obra: O autor do capítulo citado é também autor da obra: LIMA. cap. Lauro de Oliveira Lima: um educador brasileiro. 287 p. 210 p. 110 p. métodos e processos. 143 p. Ativação dos processos didáticos na escola secundária. Repetição de nome de autor: LIMA. 1984. São Paulo: Loyola. PPGE/UFES. 1995. Programa de Pós-Graduação em Educação / PPGE-UFES. Digita-se também por extenso se o autor referenciado anteriormente for co-autor da obra seguinte. 3. 1986. Roberto Jarry et al. 1994. ed. Rio de Janeiro: Forense-Universitária. São Paulo: Martin Claret.Programa de Pós-Graduação em Educação . 168 p. ed.50 Mais de três autores: OLIVEIRA. Armando Serafim et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 1995. Avaliação educacional: necessidades e tendências. 1989. 213-234: A escola secundária moderna: organização. Universidade Federal do Espírito Santo. Observação: et al. Caso haja mudança de página o nome do autor volta a ser digitado por extenso. . Pré-escola e alfabetização: uma proposta baseada em Paulo Freire e Jean Piaget. Autor corporativo: UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO. ed. 12. 1985.PPGE. Adriana Flávia Santos de Oliveira. Lauro de Oliveira. José Luiz de Paiva. 211 p. Sem nome do autor: O PENSAMENTO vivo de Nietzsche. p. Petrópolis: Vozes. Petrópolis: Vozes. Observação: Quando o autor é repetido várias vezes pode ser substituído por um traço (equivalente a seis espaços) e um ponto. Dissertação (Mestrado em Educação) . Vitória.

Observação: Escreve-se em maiúscula até a primeira palavra significativa do título. p.. Marisa Cintra.Editor: f . Planejamento educacional. Leila Diniz. v. 10-17. 31 jan. 1990.2 Artigos de revistas ou jornais: a . Artigo de jornal assinado: DINIZ./maio/jun. Mensageiro.Título do artigo: c . O Globo.Indicação do volume: g . Belém.Data: Exemplos: Artigo de um autor: BORTOLETTO. Rio de Janeiro. out. Entrevista concedida ao Pasquim. In: MENDES.Local da publicação: e . 25-27. Artigo de jornal não assinado (sem nome de autor): MULHERES têm que seguir código rígido. p. especial. 63. segue-se a mesma regra das referências dos livros. 40. . Artigo não assinado (sem nome de autor): A ENERGIA dual indígena no mundo dos Aymara (Andes do Peru e Bolívia). Observação: No caso de mais de um autor. p. Almanaque Pasquim. abr. Viver Psicologia. 3. 1 caderno. n.51 O autor do capítulo citado não é o autor da obra: HORTA. 1992. O que é ser mãe? A evolução da condição feminina na maternidade através dos tempos. jul. São Paulo. 1. Leila. p. 35-37. 1982. n. José Silvério Baía. 1993. n.Autor(es) do artigo: b .). Filosofia da Educação Brasileira. Rio de Janeiro. I. Dumerval Trigueiro (org. p. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira.Indicação do número ou fascículo: h . 1991. 195-239.Indicação de página inicial e final do artigo: i . uma mulher solar.Título da revista: d .

1979. 11-29. 1979./maio 1989. Brasília. Portarias etc. 1987. fev.52 Obs: A referência de mês é reduzida a apenas três letras e um ponto. Publicação.1/2. Janeiro ficaria sendo jan.. 1. 16 de jan. de 15 de janeiro de 1987. Decreto 93. 9. 217-220. : BRASIL. São Paulo. 5. Relator: Antônio Paes de Carvalho. fevereiro. (veja o exemplo em Artigo não assinado). Somente uma parte de uma coleção: FORUM EDUCACIONAL.3 Publicações Periódicas Coleções inteiras: EDUCAÇÃO E CIÊNCIAS SOCIAIS.935. Antônio. Diário Oficial (da República Federativa do Brasil). p. Seção 1. Decretos-Leis. 793-799. execução: direitos autorais. 5 a 10 de jul. n. etc. 1. Consulta sobre o plano de aperfeiçoamento médico a cargo do Hospital dos Servidores de São Paulo. out. 1. p.UFRJ.. Anais de congresso no todo: SEMINÁRIO DO PROJETO EDUCAÇÃO. Trabalho publicado em anais de congresso e outros eventos: CHAVES.406 de 5 out. . pt.. São Paulo: FEBAP. 125. n. Resoluções etc: CONSELHO FEDERAL DE EDUCAÇÃO. Documenta. Teorias da aprendizagem. v. Rio de janeiro: Fundação Getúlio Vargas. n. São Paulo: Centro Brasileiro de Pesquisas Educacionais. 1981.. Promulga a convenção sobre conservação dos recursos vivos marinhos antárticos. Rio de Janeiro: Forum de Ciência e Cultura . com exceção do mês de maio que se escreve com todas as letras (maio) e sem o ponto. Parecer n. Rio de Janeiro. v. 227. fev. 1.13. 1956Observação: Todas as revistas sob este título foram consultadas. In: Congresso Brasileiro de Publicações. Anais do V Seminário do Projeto Educação. 1996. reprodução. Observação: Esta referência indica que a revista inteira foi consultada. 24 out 1996. 1981. Pareceres. p. Anais do I Congresso de Publicações.

son. Aidan Quinn. 1. Produção: David Putnam.]: Goldcrest Films. Roteiro: Robert Bold. São Paulo: Saraiva. Rio de Janeiro. Atualizada em: 14 fev. 230: Ensino.com. p. 185.I.6 Imagem em movimento A MISSÃO. Enciclopédia: Divórcio.htm>. ed. 1986.1978-80. Robert de Niro. 1982. 171. São Paulo: Abril. Metodologia Científica. 2003. 1. 2002. Super Interessante. 51-55. In: Enciclopédia Saraiva de Direito. 1998.br>. Anuário: Matrícula nos cursos de graduação em universidades e estabelecimentos isolados. Intérpretes: Jeremy Irons. Disponível em <http://www. 1.color.8 Entrevista BELLO. .53 1. Aurélio Buarque de Holanda. Direção: Roland Joffé. Entrevista concedida por meio eletrônico.pro. José Luiz de Paiva. p. dez.7 Mídia eletrônica BURGIERMAN. [S.4 Obras de Referência Dicionário: Educação. 1 CD-ROM. 1988. Anuário estatístico do Brasil. 2. p. In: FERREIRA. 1 DVD (121 min). O outro lado do Nobel. Seção 2. segundo as universidades da Federação . 1. In: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Liam Neeson. por áreas de ensino.. 17. 1977. 2002. Pedagogia em Foco. 21 fev.br/met01. José Luiz de Paiva. 107162. 2001. disco 6.pedagogiaemfoco.5 Internet Exemplo de referência do "site" do autor deste trabalho: BELLO. n. <jlbello@iis. Acesso em: 21 fev. Denis Russo. v. 29. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. p. cap. Trilha sonora: Ennio Morricone. Minidicionário da língua portuguesa.

1976. Lília da Rocha. Cleverson. São Paulo: Atlas. São Paulo: Brasiliense. 1989. Rio de Janeiro: Kennedy. 1988. 2. 7. FERRARI. Aprendendo a aprender: introdução à metodologia científica. Metodologia científica em ciência sociais. Rio de Janeiro: Zahar. Lyra. Cláudio de Moura. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.br/slides/preparar1/> Acesso em: 20 maio 2001. Alfonso Trijillo. BERVIAN. São Paulo: Perspectiva. 1974. CASTRO. Para que serve a ciência? São Paulo: Nacional. 1998.A. ______ . ed. DEMO.. ed. 14. 2. (org. 3. ed.S. Metodologia científica: para uso dos estudantes universitários. Vicente. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro. ed. Manual para a elaboração de projetos e relatórios de pesquisa. N. P. 1974. Estrutura e apresentação de publicações. Alfonso Trijillo. 1989. DIXON.54 2 Sugestões de Leitura BACHELARD. Pedro. 2000. 1977. São Paulo: McGrawHill do Brasil. Metodologia da pesquisa científica. Guia para elaboração de relatórios de pesquisa: monografia. Gaston.) Pesquisa participante. J. ECO. Carlos Rodrigues. BRANDÃO. (Biblioteca Tempo Universitário. COSTA. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. FERRARI. 211 p. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. Curso de Introdução à Metodologia Científica: como Elaborar um Projeto de Pesquisa. A.unicamp. As formas do conteúdo. CARDOSO. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. ed. FERNANDES. teses e dissertações. BASTOS. 1982. KELLER. 151 p. 218 p. 12). Como se faz uma tese. Petrópolis: Vozes. Rio de Janeiro: UNITEC.nib. 287 p. Amado Luiz.. O novo espírito científico. 1977. Silvia Helena. LEHFELD. A prática da pesquisa. Pedro Alcino. B. Antônio Fernando Gomes da. Fundamentos de metodologia. CERVO. Disponível em: <http://www. Metodologia da ciência. Lucia Monteiro. Umberto. 3. PAIXÃO. BARROS. 1977. 1968. 1973. ________. BASTOS. 1986. São Paulo: Perspectiva. ed. .

Introdução à filosofia da ciência.htm>. ed. Geraldo Tadeu M. G. 1998. São Paulo: Atlas. São Paulo: Difel. LAKATOS. Belo Horizonte: Itatiaia. Metodologia da pesquisa jurídica: manual para elaboração e apresentação de monografias. F. KERSCHER. Marina de Andrade.. São Paulo: Atlas. V. MOURA. Acesso em: 15 maio 2001. __________. Pesquisa educacional. São Paulo: Cultrix. 1976. 1980. LAMBERT. F.55 GALLIANO. São Paulo: EPU. ed. KNELLER.) Problemas da revolução científica. 1961.quatrocantos.. 1986. Rio de Janeiro: Imago. São Paulo: Harbra. Maracy A. 1979. Menga. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. 2. . GRESSLER. A. 22 p. BRITTAN.. KOURGANOFF. Métodos de pesquisa social. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 2001. Mirian. 1978. 99 p. José Alfredo Américo. Marli E. A. Gevilacio Aguiar Coêlho de. Metodologia da elaboração de teses.com/tec_web/refere/index. Citações e Referências a Documentos Eletrônicos. LÜDKE. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA . Metodologia científica. LEITE. O mito da neutralidade científica.IBGE. 200 p.) Filosofia da ciência. L. Monografia: como fazer. ed. São Paulo: McGrawHill do Brasil. R. Rio de Janeiro: Zahar. 1975.. S. G. (org. 184 p. 1972. JAPIASSU. A ciência como atividade humana. São Paulo: Loyola. O método científico: teoria e prática. São Paulo: Edusp. Rio de Janeiro: Record. Eva Maria. Disponível em: <http://www. 1999. 2. São Paulo: Cultrix. MARCONI. GOLDENBERG. Rio de Janeiro: Renovar. GOOD. KERSCHER. A pesquisa científica. HATT. 1975. Silvio Ari. MORGENBESSER.. Guilherme. N. Normas de apresentação tabular. Rio de Janeiro: Thex. ANDRÉ. SAVEDRA. Willian Josian. 1982.. 1991. K. G. KERLINGER. HARRÉ. 231 p... Paul M. Metodologia das ciências sociais. 1980. 1983. 1977. D. Hilton F. (org. A. 107 p. MONTEIRO. Monica Maria G.. 2. Técnicas de pesquisa. Rio de Janeiro. 1986.. São Paulo: Nacional.

SCHIRM. São Paulo: Futura. TCC. Rosana Velloso. 1974. Revista da Escola de Biblioteconomia. 1987. 1987. UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO. São Paulo. Simon. 2000. São Paulo: Atlas. 141 p. p. Serviço de Biblioteca e Documentação. Porto Alegre: Globo. São Paulo: Cortez. Pesquisa social: métodos e técnicas. MONTANARI. Friedrich Wilhelm. 1976. GARCIA. n. 1987. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. Manual de Orientação bibliográfica à pós-graduação. Jean. Rio de Janeiro: Forense Universitária. 287 p. PARRA FILHO. 20. Maria Cecília Rubinger de. São Paulo: Ediouro. Belo Horizonte: Interlivros. SANTOS. [198?]. SCHWARTZMAN. 1989. São Paulo: Atlas. RUIZ. Luiz. João Álvaro. Metodologia da pesquisa científica. Metodologia científica: guia para eficiência nos estudos. 183 p. teses e dissertações. PIAGET. Rio de Janeiro: Coordenação Central de PósGraduação e Pesquisa . Planejar e redigir trabalhos científicos. 1988. PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO. Revista de Biblioteconomia de Brasília. 1980. SEVERINO. Roberto Jarry et al. mar. UFMG. ed. SALOMON. Manual de orientação para o preparo de monografias. São Paulo: Edgar Blucher/Fundação Oswaldo Cruz. Délcio Vieira. SCHMIDT. Augusto. 1996. VERA. Como fazer uma monografia: elementos de metodologia de trabalhos científicos. ed. 116-140.18. REY. João Almeida. 221 p. Porto Alegre: Sulina. OTTONI. Angelo Domingos. Normas para apresentação de teses e dissertações. Antonio Joaquim. Lisboa: Dom Quixote. Psicogênese e história das ciências. 1977. 3. Associação de Bibliotecários do Distrito Federal. p. SALVADOR. ed. Rio de Janeiro: Zahar. 2./jun. Citações e notas de rodapé: contribuição à sua apresentação em trabalhos técnico-científicos. 251 p. v. THOMPSON. 1989.1. Armando Asti. 2. Ciência. 35-41. 1981. 1981. Escola de Comunicação e Artes. Susana. Helena. . jan.56 NIETZSCHE. RICHARDSON. Metodologia do trabalho científico. Domingos. universidade e ideologia. Sistematização no uso de notas de rodapé e citações bibliográficas nos textos de trabalhos acadêmicos.9. Apresentação de trabalhos científicos: monografia. Rolando. n.1. 1988.PUC/RJ. ed. A gaia ciência. v.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful