Jessika Amorim Batista Monteiro

PNEUMONIA

João Pessoa-PB 2010

Jessika Amorim Batista Monteiro

PNEUMONIA

Trabalho apresentado a disciplina aplicada a Pneumologia, do curso de Fisioterapia do Centro Universitário de João Pessoa,a qual é ministrada pelas professores, Anna Virginia Camila Patricio,e Kycia, em cumprimento as exigências de complementação para avaliação.

João Pessoa - PB 2010

SUMÁRIO
Diante do que foi exposto neste estudo podemos concluir que as pneumonias são causas freqüentes de abstenção na escola e no trabalho, englobando tanto adultos quanto crianças..................................................34

1.0 INTRODUÇÃO
As pneumonias são as doenças inflamatórias mais comuns na população atual, no quadro clínico geral, muitos sinais e sintomas se sobrepõem,e de modo geral podem acometer a região dos alvéolos pulmonares e às vezes os interstícios, e em geral são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante no espaço alveolar; onde ocorre a troca gasosa. Os principais sintomas são: Febre, suor intenso, calafrios, tremores, falta de apetite, dor no peito que piora com a respiração (em crianças maiores), tosse (com “catarro” esverdeado, marrom, ou com raias de sangue), respiração ofegante, prostração e aceleração do pulso; e em casos graves, os lábios e unhas podem ficar roxos por falta de oxigênio no sangue (cianose) e pode haver confusão mental. Em crianças muito pequenas ou já com outras doenças de base, a pneumonia pode ocorre sem a presença dos sinais clássicos, o que muitas vezes dificulta o diagnóstico.

sejam eles bacterianos. Os principais subtipos das pneumonias de acordo com a distribuição anatômica são: Pneumonia lobar. a conceituação clínica da doença sofreu uma inevitável simplificação. viróticos. de qualquer natureza. comprometendo a função de trocas gasosas. A maior parte das pneumonias é tratada com o uso de antibióticos. passando o termo a traduzir a inflamação aguda. provocado pelo pneumococo-Pneumonia lobar. Na Pneumonia os bronquíolos respiratórios e alveolares são preenchidos por exsudado inflamatório. . não existe tratamento efetivo para as pneumonias virais. ou por protozoários.No Brasil esta é a patologia respiratória que mais causa morte entre as pessoas infectadas pelas vias aéreas. ocupando o 4º lugar geral na mortalidade. virais fúngicas.0 CONCEITO Pneumonia significava quase sempre processo inflamatório agudo de um lobo pulmonar. quando as causas são externas. 2. localizada no parênquima pulmonar. entretanto. Pneumonia lobular ou broncopneumonia e a Pneumonia Intersticial. fúngicos. Posteriormente. O termo pneumonia é considerado pela sua abrangência aquele que melhor define tais processos. De acordo com o seu agente infeccioso as pneumonias são divididas em: Bacterianas. ou de outra natureza.

3. portadores de outras doenças. alterações radiológicas multifocais. Um indivíduo sob ventilação mecânica. fazendo com que o acesso de microorganismos aos pulmões seja fisicamente facilitado. fungos. parasitas e outros microorganismos) pode provocar pneumonia.Pneumonias Comunitárias: é aquela que acomete fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48 horas de internação hospitalar. A pneumonia é classificada de acordo com os critérios clínico. Os linfócitos também atuam no processo defesa. proporcionando o acesso de bactérias ao parênquima pela via hematogênica. vírus. Sendo assim classificadas em: . têm suas vias aéreas superiores excluídas do fluxo de ar. febre variável. sem dor ventilatório dependente. tosse com expectoração purulenta. com dor ventilatório-dependente. anatômico e etiológico. .1 CLASSIFICAÇÃO .Qualquer agente infeccioso (Bactérias. aumentando o risco de penetração de microorganismos nos pulmões. por exemplo. consolidativas e/ou com infiltração intersticial e hemograma pode ser normal. A manutenção de cateteres venosos centrais em pacientes graves permite uma ligação direta entre o meio externo e os pulmões. unifocal.Pneumonias Nosocomiais: atinge os pacientes previamente internados.Pneumonia típica: início súbito. As bactérias aspiradas ou inaladas que atingem os alvéolos encontram substâncias capazes de inativá-las.0 FISIOPATOLOGIA Os macrófagos alveolares são as principais células fagocíticas nos alvéolos. febre alta com calafrios tremulares. C3b e Opsoninas não-imunes. . Deve-se também lembrar que atualmente a medicina vem aumentando o seu grau de invasividade. È a apresentação mais comum das pneumonias bacterianas.radiológico. radiograma de tórax com consolidação e bronco grama aéreo. podendo ser consideradas como secundárias. 3. embora a maioria seja causada por bactérias. como: IgG . . tosse intensa com pouca expectoração mucóide purulenta.Pneumonia atípica: início insidioso.

intersticial ou mista. alveolar. Gram-Negativos Aeróbios.POSITIVAS: Ainda hoje. parasitos e outros. segmentares ou lobar. DE ACORDO COM OS SEUS AGENTES 3. subsegmentares. Embora sua verdadeira incidência não esteja perfeitamente estabelecida é universamente considerado como o principal agente etiológico das pneumonias em geral. entre todas as camadas por germes aeróbios Gram–positivos. quando nos referimos a uma pneumonia bacteriana.1 PNEUMONIA POR BACTÉRIA GRAM. primárias ou secundárias: Sede.Das doenças que atingem o homem. caracterizando disseminação do agente através das vias aéreas. nenhuma dispõe de tantos critérios para sua classificação como as Pneumonias. diz as dificuldades enfrentadas por aqueles que tentam adotar a que julgam ser melhor. ou seja. Assim caso adotassem o critério de idade. aspirativa ou hematogênica. idosos e pessoas debilitadas). pneumonias causadas por: bactérias Gram-positivas Bacilos. Os critérios invocados com essa finalidade são tão variáveis quanto numerosos. critério anatomo-radiológico. Tal premissa por si só. grandes alcoólatras e abstêmios. hábitos de vida. que atingem os pulmões sadios ou previamente comprometidos. dos fumantes. onde o microorganismo mais associado à pneumonia lobar é o pneumococo). quer entre as comunitárias. quer entre o .Vírus. acomete mais comumente crianças. o pneumococo surge como seu maior responsável. vírus. Classificação dos principais subtipos das pneumonias. tanto no adulto como na criança. teríamos pneumonia que têm preferência por crianças e outras por idosos. Pneumonia Lobular ou Broncopneumonia (Focos inflamatórios múltiplos que acometem lóbulos pulmonares. em relação à patogenia: Inalatória. Pneumonia Intersticial (Reação inflamatória que afeta predominantemente o interstício pulmonar. quanto a habitação (urbanas e rurais). tendo por base a sua distribuição anatômica: Pneumonia lobar (O processo inflamatório tem disseminação relativamente uniforme nos lobos pulmonares. Legionella e Mycoplasma são os agente infecciosos) e por último a classificação de acordo com seus agentes.1. mycoplasma.

Embora haja cepas que vem se tornando cada vez mais resistentes a penicilina. Dentre estes os tipos 1. seriam atingidos por pneumonia pneumocócica. O tratamento das pneumonias por bactérias Gram-positiva aeróbias. Os de números mais altos fazem parte da flora habitual das regiões oro e nasofaríngeanas. 3. Além de serem as mais comuns. (TARANTINO. . não constitui problema. desde que haja suspeita de que uma pneumonia possa ser de natureza pneumocócica. Portanto. Acredita-se anualmente. O tipo três devido a sua volumosa cápsula hidrocarbonada. utilizada mais como método de investigação. 7. Os sorotipos 1 e 2 atigem mais os jovens e pessoas sadias. de diagnóstico mais fácil e de evolução bem conhecida. atingindo de preferência os idosos e/ou portadores de doença crônica. e o 19 e o 23 são os que provocam com maior freqüência pneumonias em crianças. e os que mais atingem o homem causando 90% das pneumonias. a grande sensibilidade dos pneumococos ás pequenas doses desses grupos de antibióticos é universalmente reconhecida.8 e 9. 2 e 3 são responsáveis por 70 % dos casos principalmente o 1. 1985). embora à escala seja bem menor. Por ordem de freqüência são os tipos 1. • PNEUMONIA PNEUMOCÓCICA Seu agente etiológico é o Streptococcus pneumoniae. da população. bactéria Gram-positiva cuja cápsula rica em polissacarídeos lhe confere característica de maior e menor virulência pelo tipo de reação imunitária que provoca. 1997). São poucas as bactérias Gram–positiva com essa capacidade sendo os Diplococos pneumoniae e o Staphylococcus as principais. sendo considerados saprofitas. Na prática. a tipagem dos pneumococos não interfere no diagnóstico e tratamento. ou no preparo de vacinas (SILVEIRA. na maioria das vezes. sendo uma pesquisa que foge a rotina. que pelo menos dois pacientes em cada 1000 habitantes. Existem aproximadamente 80 sorotipos de Streptococcus pneumoniae. raramente se fazendo acompanhar de complicações resultantes de bacteriemia. é o mais virulento.nosocomiais. justifica-se a prescrição empírica de um antimicrobiano. Outros microorganismos coráveis pelo método de Gram podem provocar pneumonia. 2 5. de preferência a penicilina. são menos graves.

O pneumococo ao atingir os alvéolos se desintegra. O processo inflamatório alveolar se propaga aos espaços aéreos contíguos de maneira centrifuga através dos poros de kohn e canais de Lambert. mas no alvéolo que irá proliferar. caiu para 15% com o advento da penicilina. Nos climas temperados sua maior incidência ocorre no inverno acredita-se que o pneumococo pneumoniae seja responsável por mais de 80% de todas as pneumonias havendo um nítido declínio na identificação isolada do S. PATOGENIA A lesão inicial da pneumonia pneumocócica é uma alveolite resultante de um inoculo constituído por um impacto mucoso séptico que.000 à 570. quanto ao lobo vizinho. A mortalidade por bacteriemia. fermentativos e antigênicos que vão provocar uma alveolite. O número de pneumocócicos contidos no inoculo pode ser pequeno. mais comportar-se também como meio de cultura protegendo o germe contra as reações locais de defesa. mediastino ou diafragma. as pneumonias pneumocócicas comunitárias. Neste último. 1997).ETIOLOGIA Nos EUA cerca de 150. como já foi experimentalmente comprovado. bem como a pleura visceral. QUADRO CLINICO .000 óbitos anuais.000 habitantes. liberando produtos tóxicos. dificultam a propagação do processo. Essa tendência existe em relação à parede. pneumoniae e um aumento quando ele atua de maneira simultânea com outros germes (TARANTINO. que era pré antibiótica atingia 83%. por ação gravitacional e aspirativa vai se alojar nos alvéolos mais periféricos do pulmão. Os septos lobulares segmentares e lobares.000 a 400. com uma incidência de 68 à 260 por 100. causam de 250. e o grupo mais atingido situa-se entre os 30 e os 50 anos. através da traquéia. tantos nos países de clima frio. consideradas as mais freqüentes.000 casos de pneumonias pneumocócicas são registrados anualmente. A pneumonia pneumocócica já foi considerada enfermidade epidêmica nos primeiros 25 anos deste século. O muco que conduz a bactéria não serve apenas de veículo. como em certas regiões da Europa e dos EUA.

segmentar e lobar.Diante de um indivíduo previamente sadio atingido por uma pneumonia supostamente bacteriana. coincidindo com a maciez obtida pela percussão. é quase sempre manifestações precoce dessas pneumonias. temperatura elevada. definindo a extensão do processo: subsegmentar. assim como o Mycobacterium tuberculosis está para o derrame pleural. Muitos referem história prévia de infecção das vias aéreas superiores. tornando-se produtiva. dor torácica em forma de pontada. dependendo da fase do processo e da incidência dos raios X. Seus limites de início preciso tornam-se mais tarde bem marcados. posteriormente a secreção assume aspecto sanguinolento que. Como primeiros sintomas surgem: tosse. taquipnéia e taquicardia. A redução do murmúrio vesicular precede o aparecimento dos estertores crepitantes audíveis precocemente desde o início da doença (TARANTINO. é seca. quer em suas posições normais. a doença acomete pessoas em plena atividade ou no decursso de “estado gripal prolongado”. cefaléia. o frêmito toracovocal de início esta normal ou diminuído aumenta quando surge a consolidação. podem adquirir a cor de tijolo. tornam-se mais visíveis. mialgia. na maioria das vezes única. O quadro clínico das infecções respiratórias modificou-se profundamente com o advento dos antibióticos mesmos quando prescrito de maneira incorreta. As cissuras. A verificação desse posicionamento é particularmente útil quando relacionada com os deslocamentos dos brônquios de maior calibre permitindo o diagnóstico diferencial entre atelectasia e . 1997). justifica-se considerá-la em princípio de natureza pneumocócica. o pneumococo pneumoniae estar para a pneumonia bacteriana em geral. devido à dor do que da redução da superfície respiratória. mucoide após 48–72 horas. Pela inspeção e palpação percebe-se maior ou menor redução da mobilidade torácica quer difusa ou localizada. A tosse que nos primeiros dias pode faltar. De início quase sempre súbito. DIAGNÓSTICO Radiologia A imagem radiológica. quando assume o aspecto clássico. retraídas ou abauladas. a sensação de calafrios. astenia. hipersudorese. O aspecto cianótico de certos doentes resulta mais de sua respiração superficial. apresenta-se como um infiltrado denso e homogêneo de padrão alveolar comprometendo parte ou totalidade de um ou mais lobos. nos dias subseqüentes.

Laboratório A presença do S.tumor. Dúvidas são permissíveis quanto à via de introdução. pneumoniae mesmo quando forem abundantes no escarro. e as beta-lactamases. 1997). citam-se a coagulose. A aparência tanto macroscópica como microscópica do material a ser examinado deve sugerir que sua procedência é broncopulmonar. que tornam livre com a ação de certos antibióticos. que dependem de outros fatores da gravidade do caso (TARANTINO. riqueza de polimorfonucleares e pobreza em células epiteliais da mucosa bucal. dosagem e duração do tratamento. pneumoniae na secreção de um portador de pneumonia nem sempre significa que sua natureza seja pneumocócica. a hialuronidase. . Entrem essas enzimas. esférica e com capacidade de elaborar enzimas e toxinas. São comuns casos de pneumonias pneumocócicas de certa gravidade serem curadas com antibióticos de largo aspecto. em doses insuficientes. quando necessário. 1997). com a capacidade de inativar os antibióticos beta-lactâmicos. particularmente às respiratórias (TARANTINO. que exerce ação protetora sobre o germe. isto é: aspecto purulento. é o primeiro e o mais importante procedimento laboratorial diante de um portador de pneumopatia aguda. • PNEUMONIA ESTAFILOCÓCICA Seu agente etiológico é o Staphylococcus aureus. TRATAMENTO É verificável e bem conhecida que doses discretas de penicilina inibem o cultivo de S. e o Saureus. a comparação volumétrica entre o hemitórax comprometido e o sadio é sempre útil (TARANTINO. decisiva na formação de trombos e conseqüente necrotização celular. O gênero Staphylococcus tem pelo menos 20 espécies diferentes. que favorece a disseminação do processo. bactéria Gram-positiva. de maneira irregular a prazo curto. A bacterioscopia direta do escarro colhido pela maneira tradicional. a catalase.1997). prescrito por via oral. coagula-se positivo é aquele que com maior freqüência causa infecção grave.

Esse microorganismo é de fácil colonização na cicatriz umbilical em recém nascidos. A via hemática pressupõe a existência de um foco a distancia. PATOGENIA A patogenia das pneumonias estafilocócicas pode ocorrer de duas maneiras: pela via brônquica. podendo causar microepidemias em certas coletividades. 1997). particularmente as pneumocócicas. é constante. de onde parte êmbolos microbiana. No primeiro caso o germe coloniza a nasofaringe do seu portador. endógeno aspirativa e pela hematogênica. A doença atinge mais lactente e crianças. febre alta. dominando o caso e prenunciando empiema (TARANTINO. como berçário e enfermarias. precoce e grave. estando hoje curiosamente. neste caso. onde os dados colhidos pelo exame físico do tórax são diferentes daqueles das outras pneumonias. QUADRO CLINICO A pneumonia estafilocócicas apresentam-se calafrios. dor pleural e tosse produtiva. de onde é aspirado para o pulmão chegando ao alvéolo. outrora sensíveis. nem sempre identificado. que parece ser a preferencial. com certa freqüência cutânea. o envolvimento pleural na maioria das vezes. DIAGNOSTICO Radiologia . e já foi identificado nas axilas e regiões inguinais e perianas de certos indivíduos ( TARANTINO. entre outras pelo uso desnecessário e incorreto de antibióticos nas infecções comuns.ETIOLOGIA O estafilococo foi um dos primeiros germes a sofrer ação dos antibióticos. entre os que mais resistem a ela. quando da descoberta da penicilina. tornaram-se resistentes por várias razões. chegando ao pulmão. 1997). Um Grande de número deles. Os Estafilococos podem ser encontrados em todos os locais da natureza. através da nasofaringe.

oxacilina. causadores de pneumonias comunitárias tenham essa propriedade. devem-se prescrever antibióticos que não tenham esse inconveniente. sem causar doença. Do grupo beta-hemolitico. essas particularidades. nalcilina. TRATAMENTO Determinadas cepas de estafilococos produzem uma enzima a penicilinase ou beta-lactamase. Nesses casos. ETIOLOGIA Pneumonia dessa natureza ocorrem em 1% da população em geral. exige radiografias diárias e até mais vezes. paradoxalmente o estreptococo esta entre os maiores responsáveis pelas infecções bacterianas das vias respiratórias superiores. Na pneumonia estafilocócicas a radiografia de véspera deve ser considerada ‘antiga’ ( TARANTINO. pela sua importância diagnostica. cloxacilina e dicloxacilina. que sejam penicilmase resistentes.Em nenhuma outra pneumonia o aspecto radiológico muda tanto e de maneira tão rápida como nas estafilocócicas. esférica de cultivo rápido e fácil. é o que com maior freqüência pode causar a infecção. embora isso raramente aconteça ( TARANTINO. com leve predomínio em crianças.negativos. fazendo com que haja mais problema com os falso-positivos com que haja os falsos. isto é. tonsilite e otites. acredita-se que 90% dos estafilococos patogênicos. bactéria gram positiva aeróbia ou anaeróbia facultativa. dificulta o diagnostico desta pneumonia. como faringites. Para o tratamento dar preferência a oxacilina. A raridade das pneumonias streptococicas contrata com a . capaz de impedir a ação de certos antibióticos. Enquadram-se nesse grupo a meticilina. Laboratorial A freqüência com que o estafilococo é identificado nas secreções brônquicas. 1997). 1997). • PNEUMONIA ESTREPTOCÓCICA O agente etiológico dessa pneumonia é o Streptococcus pvogenes.

Nas bactérias estreptocócicas o pulmão é considerado como o segundo foco de origem desse microorganismo. como o primeiro (TARANTINO. DIAGNÓSTICO Seu diagnostico não se baseia apenas na presença de estreptococos no escorro. com áreas de infarto. na maioria das vezes. o que ocorre amiúde. a pleura quase sempre está comprometida. 1997).freqüência com que esse agente provoca empiema (10 % dos casos). numa porcentagem (20%) muito maior que dos adultos. 1997). em geral. alvéolos e tecido intersticial. mas sim na sua identificação no exsudato da nasofaringe. TRATAMENTO . desempenham papel decisivo na eclosão dessas pneumonias. Sua transmissibilidade é bem conhecida durante os surtos epidêmicos. precedidos de uma virose como: influenza. As crianças são seus portadores habituais. PATOGENIA O estreptococo facilmente contamina outras pessoas pelas suas capacidades de aderir às mucosas. chegando às vezes até a ulceração da mucosa. sarampo ou varicela. A lesão compromete bronquíolos. 1997). no aspirado brônquico e no sangue após hemocultura. abscesso e atelectasia. eventualmente origem ao abscesso. Como o processo é periférico. o que faz acreditar que os linfáticos são atingidos precocemente ( TARANTINO. resultando em pequena zona de consolidação. comprometendo vários segmentos e dando. QUADRO CLINICO Caracteriza-se pela inflamação de quase toda a arvore brônquica. sob o aspecto de lesões múltiplas. favorecidas por adesinas bacterianas próprias. e o trato gênicourinario. Os lobos inferiores costumam ser o mais atingidos são quase sempre acompanhado de empiema (TARANTINO. Tais infecções também aqui. Radiologicamente se apresentam. estimulando doença estafilocócicas.

os mais distantes revestem-se de células epiteliais alveolares. I. É comum e fácil identificá-lo nas vias aéreas dos portadores de DPOC (TARANTINO. Depois do S.NEGATIVA HAEMOPHILUS INFLUENZAE O agente etiológico dessa pneumonia é o Haemophilus influenzae. ETIOLOGIA Nas otites mediais e sinusites maxilares ocupam lugar em destaque. No adulto desempenha importante papel nas infecções do trato respiratórios. PATOGENIA Sua patogenia se dá por via inalatória. 1997). Seu isolamento em tecido pulmonar. Sua capacidade de colonizar o trato respiratório provocando ou não infecção ou pneumonia.2 PNEUMONIA • POR BACTÉRIA GRAM. enchem-se de exsudatos inflamatório. sendo a penicilina G cristalina o antibiótico de escolha. 1997).É semelhante ao da pneumonia pneumocócicas. Pneumoniae é considerada como o maior responsável pelo surto de infecção bacteriana aguda que atingem os adultos (TARANTINO. através de gotículas aerossolizadas. 3. coco bacilos gram negativo curto e delgado. A infecção da H Influenzae. quando isolada. durante uma pandemia pelo vírus da influenzae. gerou confusão entre as pneumonias por ele provocada e as viroses causada por Micovirus Influenzae. consiste numa bronquite mucopurulenta bem caracterizada que descola a camada epitelial da membrana basal. Influenzae também foi conhecida como bacilo de Pfeiffer. em homenagem a quem primeiro o descreveu.1. após necropsia. nesse período pode ser identificado na nasofaringe de quase 100 % de crianças com idade em torno de 5 anos. O H. Os alvéolos mais próximos a serem comprometidos. na primeira infância esse microorganismo é considerado como o principal agente de patogênico de natureza bacteriana. O H. A .

QUADRO CLÍNICO Seu inicio pode ser súbito ou precedido do trato respiratório superior. DIAGNOSTICO Radiologia O comprometimento dos lobos inferiores costuma ser mais comum. Já foram descrito aproximadamente 100 sorotipos diferentes. Hemópticos são raros. incomum. Desde que o paciente seja portador de outra doença. podendo as imagens assumir aspectos de infiltrado lobar. Outras vezes a infecção assume as característica de broncopneumonia. todavia a mais comumente identificado como causadora de pneumonia é a Klebsiela pneumoniae.broncopneumonia resultante lesa profundamente a parede dos bronquíolos e ocasiona uma bronquiolite obliterante. Pode haver concomitância com derrame pleural. provocando a formação de pequenos abscessos. evoluindo ou não para a consolidação. embora apenas o do tipo um a seis causem doença. • KLEBSIELLA PNEUMONIAE O gênero Klebsiella em homenagem ao bacteriologista Alemão T. A leucocitose habitualmente não alta. associadas ao acido clavulânico ou ao sulbactama estão indicados para o tratamento dessa pneumonia. 1997). Todavia. Essas pneumonias não se instalam de maneira muito diferente das demais. . TRATAMENTO Tanto a Ampicilina como a amoxicilina. também conhecido como bacilo de Friendlander. tal identificação na pratica não se justifica pela sua técnica. Klebs (1834-1915) inclui numerosas espécies.E. particularmente bronquite e enfisema esse diagnostico ocupa em primeiro lugar. que alem de difícil é dispendiosa (TARANTINO. há casos em que a única manifestações é a febre isolada. e a bacteriemia. bacilo encapsulado gram negativo. segmentar e subsegmentar.A.

P. Os segmentos posteriores do lobo superiores e apicais e posteriores do lobo inferiores são aqueles com maior possibilidade de aspirar os êmbolos sépticos e estando o paciente em decúbito dorsal (TARANTINO. A K. com aspecto de geléia de groselha pudim de chocolate. 1997). 1997). resultam da aspiração de secreções oro faringianas. entre as pneumonias comunitárias as estatísticas divergem. P. já foi conhecido como “pneumonia dos alcoólatras” (TARANTINO. Nas formas graves a pleura é rapidamente envolvida. diarréia e principalmente icterícias são manifestações digestivas verificadas com certa freqüência. queixando-se de intensa dor pleural e calafrios. O quadro é de um paciente chocado polipnéico. esse bacilo já pode ser isolado na faringe de 1% a 6% de indivíduos aparentemente normais. A expectoração é abundante (até 120 ml. a K. QUADRO CLÍNICO A doença é de inicio quase sempre súbito. Vômitos. náuseas. tanto as comunitárias como as hospitalares.ETIOLOGIA Esse tipo de pneumonia é considerada como a principal causadora de pneumonia bacterianas por bacilos gram negativos. atingindo indivíduos previamente muito comprometidos. e em 30% de alcoólatra que freqüentavam ambulatórios. sejam elas comunitárias ou nosocomiais. são aspirado até a periferia do pulmão. devido ao lugar de relevo que o alcoolismo ocupa na eclosão dessas pneumonias. seios da face e orofaringe. densa. favorecidos pela gravidade. muito viscosa.. PATOGENIA A pneumonia por Klebsiella. cianótico. purulenta ou muco sanguinolenta. ocupam o terceiro lugar (EUA). Quanto a sua real incidência. diários). DIAGNOSTICO . desde que se considerem apenas as nosocomiais. Os germes sediados nos focos dentários.

Acredita-se que essa característica se deva a sua capacidade de liberar toxinas e proteases como a elastase. A freqüência com que é identificada nos hospitais e arredores é fator de risco a ser considerado. Nos casos mais graves a duração do tratamento será maior. vem sendo observado que a esterilização mais cuidadosa desses aparelhos reduziu de muito tal possibilidades. durante pelo o menos três semanas. Nesse país também pode se verificar que entre os pacientes . na s formas clássicas é inconfundível. A. Nos EUA contribui aproximadamente com 17 % de todas as pneumonias nosocomiais. sendo que mais de 75% delas procedem do CTI do próprio hospital. constituem o tratamento ideal dessas pneumonias. deve-se exigir a cultura do material colhido. quando a infecção for no lobo superior a cissura se desloca para baixo. por provocarem infecções graves em pacientes hospitalizados. Devido à pigmentação azul de suas colônias já foi chamado de “bacilo piociânico”. ETIOLOGIA A P. que mostra bacilos gram negativos encapsulados em grande quantidade. Atualmente. • PSEUDOMONAS AERUGINOSA Seu agente etiológico é a Pseudomonas aeruginosa. Essa mudança de posição resulta do aumento de volume do lobo devido ao grande edema periférico. pelo bombeamento da cissura interlobar correspondente. é obliqua na natureza .A. Na radiologia pode se observar que a doença atinge de preferência os lobos superiores. verificação essa que agrava o prognostico. TRATAMENTO Os aminoglicosídeos associados ás cefalosporinas.Para o diagnostico. alem da baciloscopia direta do escarro. é considerada como a principal responsável pelas pneumonias que atingem pacientes hospitalizados. bacilo Gram-negativo aeróbios que figura entre os agentes bacterianos mais temidos. não necessariamente de terceira geração. prescrito por via venosa. A P. O hemograma que em geral revela intensa leucocitose pode mostrar ate leucopenia. que ao envolver a lesão leva consigo a cissura. quando no lobo inferior para cima.

DIAGNOSTICO A bacterioscopia do escarro ou do material colhido por aspirado traqueal identifica bacilos delgados em abundancia. cardíacos. A bactéria coloniza a orofaringe de paciente de risco. 1997). A P. O hemograma na maioria dos pacientes mostram leucocitose. durante longo prazo. Comumente. pode sugerir o diagnostico de tromboembolismo (TARANTINO. calafrios. amarelo-esverdeado surgem abruptamente. verificar a função renal e hepática. Sua mortalidade oscila em torno de 70% (TARANTINO. Na radiologia o seu padrão não é sugestivo. corados pelo método de gram.transferidos de abrigos para idosos 5. Além da prescrição de antibióticos. Pela sua capacidade de invadir a vasculatura pulmonar. Seu diagnostico em indivíduos sadio vivendo em comunidade. logo de inicio. não deve ser cogitado. idoso. isto é. cianose. PATOGENIA O mecanismo desta patologia é semelhante à maioria provocada pela Enterobacteriaceae em geral. QUADRO CLÍNICO Deve ser considerada como pneumonia resultante de infecção hospitalar. purulenta. atingi os indivíduos causando febre alta. tosse com expectoração abundante. 1997). e/ou antibióticos. TRATAMENTO A P. isto é. verificam-se um ou mais infiltrados de limites imprecisos que posteriormente se escavam. pneumopatas crônicos e aqueles em uso de corticóides. provocando vasculite. aspirativo-endógeno. 1997). razão pela qual o teste de sensibilidade deve ser repetido com freqüência.7% deles eram portadores de pneumonia dessa natureza (TARANTINO. debilitados. há casos em que o grau de comprometimento sistêmico não conduz com o das lesões. delírios. A. A. Usar precocemente dois antibióticos de ação . torna-se facilmente resistente.

a zero grau. • PNEUMONIAS ATÍPICAS Este termo serve para designar às pneumonias cujas características fogem aos padrões clássicos das pneumonias bacterianas lobares. como no verão. nestes ambientes sua incidência costuma ser alta. Sua incidência não é maior nos meses frios. Essas macroglobulinas séricas são assim chamadas pela sua capacidade de aglutinarem hemácias humanas tipo O. . particularmente as pneumocócicas. 1997). em níveis muito elevados. Tem sido mais bem estudada entre comunidades que vivem muitas pessoas em locais pequenos e fechados. ETIOLOGIA As pneumonias por Mycoplasma são mais comuns entre jovens e adolescentes. às vezes epidêmica. A expressão pneumonia atípica foi usada pela primeira vez em 1938. e nessas formas não apresenta maior gravidade. acompanhada de sintomas atípicos e graves. e raras após os 50 anos.3 MYCOPLASMA PNEUMONIAE A pneumonia por Mycoplasma é doença geralmente endêmica. e não a 37ºC. Pode assumir as características de uma pneumonia ou surgir como infecção respiratória febril aguda. para definir uma diferente pneumonia caracterizada por uma traqueobroncopneumonia. como um aminoglicosideos associado a um fármaco beta-lactâmico que atue contra o agente (TARANTINO. surgindo tanto no inverno. Sua mais importante característica sorológica consistia no aumento. 1997). das crioaglutininas. sendo menos contagiosa que certas viroses respiratórias. quando ocorre a maioria das infecções respiratórias (TARANTINO. a forma pneumônica predomina. 3.sinérgica. Quando os surtos atingem uma coletividade.1.

Ao exame físico taquipnéia. podem surgir estertores crepitantes antes que haja quaisquer imagens radiológicas(SILVEIRA. TRATAMENTO Macrolideo. e entre as pneumopatias em geral com até 60% (TARANTINO. como a mais comum.A pneumonia por Mycoplasma contribui. 1985). Na população em geral. 1997). dor de garganta. leve eritema do tímpano. febre. sendo pobre em bactérias (TARANTINO. lesa os cílios e respeita a membrana basal. devendo. faringite. depois das pneumocócicas. calafrios e febre. embora a traquéia e os brônquios possam ser lesados. O quadro que caracteriza pela a presença de exsudato no interior dos bronquíolos. com 1/3 de todas as pneumonias. habitualmente não compromete o trato respiratório. Os achados clínicos e radiológicos estão dissociados. 3. Por ser uma doença benigna. cefaléia. ser considerada. provavelmente. sobretudo eritema multiforme. QUADRO CLÍNICO A pneumonia é de aparecimento gradual: mal-estar. na prática clínica. 1997). PNEUMONIA POR VÍRUS . nem sempre se justifica o uso de radiografia.1. A antibioticoterapia não deve durar menos do que duas semanas.4. As lesões intersticiais predominam sobre os alvéolos. tosse. erupções cutânea. a doença recebe o salto e vago rotulo de virose pulmonar. ciclinas ou novas quinolonas. em grande números de casos registrados e pela pobreza de sinais físicos. as pneumonias por micoplasma contribuem com 20% de todas as pneumonias comunitárias. PATOGENIA Dar-se por via inalatória o agente ao aderir ao epitélio brônquico. DIAGNÓSTICO Para se chegar ao diagnostico dessa pneumonia é preciso que o medico disponha de tecnologias mais avançada.

podendo levar-lo a morte (TARANTINO. Suas mutações genéticas decorre de alterações em suas ribonucleoproteínas e matriz protéica o que dificulta o controle epidemiológico. sendo capaz de alterar a tonicidade da musculatura brônquica. ao disseminar em idosos portadores de doenças cardiopulmonar crônica. esta ocorrem durante os meses de inverno e inicio de primavera (TARANTINO. Sua transmissão entre . Como acontece na maioria das outras viroses respiratórias. esta reação é responsável por tosse persistente e pela redução de fluxo expiratório (TARANTINO. Alem de serem causadores de pneumonia o vírus são responsáveis por inúmeras infecções em indivíduos com dificuldades respiratórias. 1997). Milhões de indivíduos são acometidos por resfriados e afecções semelhantes de origem virótica as pneumonias dessa natureza em adultos são raras. um terço das pessoas atingidas por essa patologia necessitam de internação hospitalar. e não alveolares. essas alterações prejudicam o movimento mucociliar. 1997). assume a forma de uma pneumonia grave com alto índice de mortalidade. favorecendo a instalação de bactérias. 1997). No inicio esta doença se manifesta sobre a forma de infecção respiratória febril sem maior gravidade. • INFLUENZA (GRIPE) É universalmente reconhecido como o mais importante agente que atinge o aparelho respiratório da população em geral. O período de incubação é por volta de dois a quatro dias.Essas pneumonias diferem das bacterianas por serem predominantemente intersticiais. acomete principalmente recém-nascidos e crianças. Acredita-se que muitos das pneumonias de épocas passadas seriam dessa natureza. ETIOLOGIA Os vírus são os responsáveis diretos ou indiretos por um terço de todas as enfermidades respiratórias. PATOGENIA Os vírus causam danos as defesas do hospedeiro ao invadir áreas estéreis como seios nasais e vias respiratórias inferiores favorecendo as infecções secundarias.

necrose e formação de membrana hialina que invade os gânglios mediastínicos. Acredita-se que 50% das crianças com ate um ano de idade são infectadas pelo vírus parainfluenza tipo 3. Este vírus provoca lesão pneumônica com edema. São comuns placas amigdalianas e esbranquiçadas. 1997). . 1997). a não ser nas pessoas imunodeprimidas (TARANTINO. essa doença é conhecida como febre faringoconjuntival (TARANTINO. até os seis anos essa porcentagem pode chegar aos 100%(TARANTINO. 1997). • PARAINFLUENZA É considerado como um maior responsável por infecções respiratórias em lactentes e crianças menores sendo necessário tratamento hospitalar. O tratamento procede as medidas gerais e prescreve os antivirais disponíveis.pessoas pode ser direta através de gotículas ou partículas de salivas inaladas contendo o vírus. verifica-se a freqüência desse vírus tanto em pacientes imunocomprometidos como também os pacientes transplantados. No adulto em geral causa apenas uma infecção benigna do trato respiratório superiores. sendo raramente causa de doenças graves. 1997). o uso de corticóide tem se mostrado benéfico reduzindo o tempo de intubação dos pacientes (TARANTINO. seu inicio pode ser gradativo parecido com resfriado comum ou de maneira súbita assumindo espontaneamente os sinais de uma pneumonia grave. estima-se que 7% das pessoas normais são portadores desse vírus que pode causar desde um resfriado leve até uma pneumonia grave. 1997). O diagnostica será feito pela cultura do vírus nas secreções respiratórias ou pela imunofluorescência do material colhido através do exame conhecido como cultura da mucosa nasofaringe (TARANTINO. muitas vezes são confundidas com amigdalite estreptocócicas. • ADENOVÍRUS Já foram descritos 45 tipos de adenovirus porem apenas 50% são patogênicos. 1997). sendo comuns queixas digestivas como náusea e alterações intestinais (TARANTINO.

5 PNEUMONIA NOSOCOMIAIS A incidência das pneumonias nosocomiais tem aumentado nas duas ultimas décadas. A doença sendo adquirida na vida intra-uterina resulta em graves anomalias congênitas. acometendo anualmente mais de 250. e não a 37ºC 3. particularmente as pneumocócicas (TARANTINO. esta tendência reflete as mudanças nas características demográficas da população de pacientes internados e a complexidade de procedimentos clínicos e cirúrgicos utilizados. costuma ser transmitida por via parenteral. Pneumonias atípicas Este termo serve para designar às pneumonias cujas características fogem aos padrões clássicos das pneumonias bacterianas lobares. para definir uma diferente pneumonia caracterizada por uma traqueobroncopneumonia. De acordo com dados do sistema nacional de vigilância de infecções hospitalares dos EUA .000 pacientes admitidos em instituições de atendimento agudo nos EUA. das crioaglutininas. a zero grau. O tratamento dessas pneumonias se faz com ganciclovir e foscarnet. As lesões causadas se caracterizam pela presença de grandes inclusões nucleares. As pneumonias nosocomiais representam 13-18% de todas as infecções hospitalares(ih) e são responsáveis por 31% das IH que ocorrem em UTIs. 1997). por via materno-fetal e por transplante de órgãos. com muita propriedade conhecida como células em olho de peixe (TARANTINO.elas se tornaram a segunda principal causa de infecção hospitalar em muitas instituições de grande porte e a causa mais comum de infecção hospitalar em unidades de tratamento intensivo (UTI) . em níveis muito elevados.• CITOMEGALOVIRUS A infecção é de caráter universal. A expressão pneumonia atípica foi usada pela primeira vez em 1938. por contato direto. .1. acompanhada de sintomas atípicos e graves (TARANTINO. 1997). 1997). a associação de um antivirotico ás imunoglobulinas especificas reduz a mortalidade entre os transplantados acometido3. Sua mais importante característica sorológica consistia no aumento. Essas macroglobulinas séricas são assim chamadas pela sua capacidade de aglutinarem hemácias humanas tipo O.

apresentarem um aumento de 3 e 21 vezes respectivamente . por vezes. Alteração do nível da consciência.6 por 1000 paciente-ventilador/dia). .8 por 1000pacinte-ventilador/dia). taxas intermediarias são relatadas nas unidades de tratamento intensivo clinico e coronariano (12. do risco de pneumonia nosocomial.7 casos por 1000 paciente-ventilador/dia nas UTIs pediátricas a 34. Nos pacientes em ventilação mecânica (VM). Devido ao fato de a ventilação mecânica e a intubação traqueal . No paciente em ventilação mecânica existe retenção e extravasamento de secreção ao redor do cuff do tubo endotraqueal. PATOGENIA Aspiração do conteúdo da orofaringe é a fonte mais comum de infecção pulmonar. (TARANTINO. lentificaçao do esvaziamento gástrico ou diminuição da motilidade gastrintestinal são fatores predisponentes á aspiração do conteúdo da orofaringe. parece apropriado direcionar estudos epidemiológicos e medidas de prevenção para pacientes em ventilação mecânica. depressão do reflexo da tosse e da deglutição. 1997) ETIOLOGIA As pneumonias nosocomiais ocorrem numa freqüência de 0. a densidade de incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica varia de 4. o risco de pneumonia nosocomial varia de 7 a mais de 40%.A pneumonia nosocomial é definida como toda infecção do trato respiratório inferior que ocorre durante a internação desde que não esteja presente ou em incubação no momento da admissão do paciente. Outros estudos sugerem um risco relativamente constante de pneumonia nosocomial (durante a ventilação mecânica) de 1 a 3% por dia em unidades de tratamento intensivo clinica e cirúrgica (equivale a 10 a 30% dos casos por 1000 pacientes-dia/ventilador). De acordo com dados do NNIS. pacientes intubados podem apresentar um risco 7 a 21 vezes maior do que pacientes sem prótese respiratória. e unidades de tratamento intensivo cirúrgica e clínico-cirurgica (17.6-1. O risco de desenvolver pneumonia hospitalar é 10 a 20 vezes maior nas unidades de tratamento intensivo.0 episodio por 100 admissões e em aproximadamente 18% dos pacientes pós-cirúrgicos.4 casos por 1000 paciente-ventilador/dia nas unidades de tratamento de queimados. estudos demonstram que adultos jovens frequentemente aspiram durante o sono. levando á colonização do trato respiratório alto e.

. de disseminação hematogenica ou da extensão de um foco contiguo ao pulmão. Apesar da baixa sensibilidade e especificidade dos critérios clínicos para diagnóstico das pneumonias nosocomiais. Eventualmente. escarro purulento e leucocitose podem não estar presentes (p ex. tosse. (TARANTINO. respectivamente. DIAGNÓSTICO Há freqüentemente dificuldade no diagnostico das infecções pulmonares nosocomiais. ex. 1997) TRATAMENTO . a ocorrência de pneumonia esta na dependência não somente do inóculo e da virulência bacteriana. imunossuprimidos). Infelizmente. insuficiência cardíaca. infiltrado recente. através da intubação. p. é comum verificar-se febre e leucocitose como integrante da condição de base ou de complicações não-infecciosas. Publicações recentes demonstram que febre e infiltrado pulmonar nos pacientes em ventilação mecânica foram causados por processos nãopneumonicos em 49% e 69% dos casos. incubadoras e material de ressuscitaçao pulmonar). atelectasias e angustia respiratória são alguns exemplos das dificuldades diagnosticas. os achados clássicos de febre. as quais incidem geralmente em pacientes com condições de base não infecciosas capazes de simular a pneumonia. A possibilidade de erros de classificação pode comprometer estudos epidemiológicos em relação á precisão das taxas de infecção pulmonar e á analise de dos fatores de risco associados á ocorrência das pneumonias associadas á ventilação mecânica. outras vezes.traqueobronquite. histopatológica ou por técnicas diagnosticas com maior sensibilidade e especificidade. ex. uso de nebulizadores. nas unidades de tratamento intensivo. mas também das defesas do hospedeiro.. os critérios clínicos tradicionais não tem demonstrado especificidade adequada nos casos de pneumonia nosocomial documentados por autopsia. traqueostomia. Além da aspiração do conteúdo da orofaringe. certas intercorrências como embolia pulmonar. aspiradores de secreção. os microorganismos podem invadir o trato respiratório através da inoculação bacteriana direta (p. eles são os únicos parâmetros disponíveis em muitas instituições .

intubação endotraqueal. na ausência de estudo micro-biológico específico. é portanto necessário. geralmente é empírica. presença e grau de imunossupressão. a escolha do esquema antimicrobiano.0 PNEUMONIAS NA INFÂNCIA . estes devem ser iniciados em tempo hábil e apresentar eficácia nos pacientes graves. Entretanto. o Gram e cultivo do escarro e da secreção traqueal. uso prévio de antibióticos. antes de instituir a terapêutica empírica.Teoricamente a elevada letalidade associada às pneumonias nosocomiais pode ser prevenida com o diagnóstico precoce. 1997) O esquema terapêutico inicial. a incerteza diagnóstica não deve levar a um retardo na introdução do esquema antimicrobiano. Por vezes o estudo microbiológico pode fornecer dados permitindo uma terapêutica mais específica. deve ter amplo espectro abrangendo os patógenos mais freqüentemente implicados nas pneumonias hospitalares. estudo microbiológico prévio e informações sobre os patógenos nosocomiais de ocorrência endêmica e os respectivos padrões de sensibilidade da instituição em questão. (TARANTINO. Os critérios clínicos de pneumonia apresentam sensibilidade diagnóstica. para se alcançar este objetivo. realizar uma avaliação cuidadosa de outras causas alternativas de febre e infiltrados pulmonares no paciente gravemente enfermo. tal escolha deve levar em consideração a história clínica do paciente. gravidade da condição de base. disponíveis na maioria das instituições. alguns pacientes com pneumonia nosocomial podem apresentar doença rapidamente progressiva e. levando em consideração as características da instituição. O tratamento empírico é justificado pela necessidade de iniciar o esquema enquanto se aguardam os resultados dos testes diagnósticos empregados para comprovação da pneumonia e identificação do(s) agentes etiológicos. gravidade e progresso da pneumonia. tratamento apropriado e estratégias de prevenção eficazes Visando à melhor resposta clínica aos antimicrobianos. entretanto. tempo de hospitalização. portanto. usualmente introduzido no momento do diagnóstico clínico da pneumonia. apresentam baixa especificidade e freqüentemente não auxiliam no diagnóstico etiológico ou então demonstram flora bacteriana mista. entretanto carecem de especificidade. ventilação mecânica. 4. procedimentos cirúrgicos.

a gravidade de que muitas vezes se revestem e a resposta favorável que habitualmente oferecem ao tratamento adequado. prematuros. Em recémnascidos. modifica-se com o correr do tempo e depende ainda de outros fatores. de longe a mais comum. Os agentes mais comuns de pneumonias adquiridas na comunidade são o Streptococcus pneumonias. descendo a rinofaringe até os alvéolos pulmonares por aspiração das secreções. já que o brônquio principal direito é mais largo . ou b) sangüínea. ocupam lugar de grande relevo na clínica pediátrica pela freqüência com que se manifestam.• PNEUMONIAS BACTERIANAS As pneumonias bacterianas. para atingir o pulmão. particularmente crianças desnutridas com sépsis por enterobactérias Gram-negativas. (TARANTINO. admite-se que germes como Streptococcus do grupo B. mas a incidência é particularmente acentuada nos dois primeiros anos de vida. Klebsiella pneumoniae) e o próprio Staphylococcus aureus. Ocorrem em todas as idades. e o Haemophilus influenzae. partindo de uma infecção. responsável pela maioria dos casos. osteomielite) ou generalizada (septicemia). como a idade. (TARANTINO. em suas diferentes modalidades etiológicas. crianças desnutridas ou com problemas imunológicos acham-se envolvidos os germes Gram-negativos (Pseudomonas aeruginosa. 1997) ETIOLOGIA A freqüência relativa dos tipos etiológicos de pneumonia bacteriana varia de uma área geográfica para outra. 1997) PATOGENIA A bactéria patogênica alcança ordinariamente os pulmões por uma destas duas vias: a) brônquica ou canalicular. A via canalicular é. contudo. e este fato explica a predileção das lesões pneumônicas pelo pulmão direito. Pneumonia é achado muito freqüente na necropsia de crianças de tenra idade com septicemia. Staphylococcus aureus e Gram-negativos possam causar pneumonia. Em lactentes jovens. Este capítulo trata basicamente da conduta hospitalar em pneumonias bacterianas. menores de dois meses. local (piodermite. o estado imunitário do organismo e o fato de a contaminação processar-se dentro ou fora do ambiente hospitalar.

1997) Os outros tipos de pneumonias bacterianas dão imagem radiológica de infiltração Peri brônquica e áreas mal definidas de opacidade. e particularmente encontrada em pré-escolares e escolares. Nos casos mais sérios. Anemia desenvolvese no curso da moléstia. Febre. (TARANTINO. dispnéia com taquipnéia e tosse resumem as manifestações dominantes. encontra-se particularmente em crianças de muito tenra idade. Há consolidação de um lobo. com tonalidade acinzentada da pele e cianose circum-oral. palidez. Às vezes coincidem sinais de atelectasia parcial na região afetada. no curso de uma infecção na aparência banal das vias respiratórias superiores (rinofaringite com ou sem otite média. 1997) O estado geral é mais ou menos profundamente comprometido: anorexia. por vezes irritabilidade.e sai suavemente da traquéia. Quando a elevação é muito rápida. desnutridas ou com problemas imunológicos. particularmente na de origem estafilocócica. de maneira súbita. QUADRO CLÍNICO O quadro clínico inicia-se. 1997) DIAGNÓSTICO Radiológico Infiltração lobar. ou mesmo de um pulmão inteiro. bem como na pneumonia pneumocócica. mas no recém-nascido e nas crianças de tenra idade muito desnutridas pode ser normal ou mesmo subnormal. Leucopenia tem mau significado prognóstico. via de regra. não raro. ao passo que o esquerdo forma uma angulação bem mais acentuada. característica da pneumonia pneumocócica. abatimento ou letargia. (TARANTINO. (TARANTINO. observa-se calafrio no escolar e. Vômitos e diarréia ocorrem com freqüência no lactente. influenza). traqueobronquite) ou de uma virose específica (sarampo. 1997) Laboratorial O hemograma fornece dados inespecíficos de infecção bacteriana aguda: leucocitose (15 a 60 mil leucócitos) com neutro-filia e desvio para a esquerda. (TARANTINO. convulsões na idade pré-escolar. . Em geral a temperatura eleva-se acima de 39°C.

5. seguida por mais três a quatro dias. . usar a via intramuscular. provavelmente com administração de mucolíticos ou mucocinéticos e mais o soro fisiológico). e depois penicilina procainada (300. Penicilina G cristalina é o agente indicado nas pneumonias pneumocócicas. via oral. Tomografia computadorizada do peito.000 U por dia. Nos casos de empiema. Hemocultura. 6. usam-se as doses acima indicadas até dissipar-se a febre. se houver dificuldade.000 a 600. De preferência pela via intravenosa. 40 a 50 mg/kg/dia. influenzae e estreptocócica: 100 a 200 unidades/kg/dia em quatro frações (6/6 horas).0.X. Na pneumonia pneumocócica administrase até normalização térmica. perfazendo 7 a 10 dias. via intramuscular).0 TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO Desobstrução Brônquica: Inaloterapia (nebulização. logo após coleta de material para exame bacteriológico e antibiograma. Somente nos casos de alergia à penicilina recorre-se à eritromicina. DIAGNÓSTICO • • • • Exame de escarro. por H.TRATAMENTO O tratamento etiológico deve iniciar-se quanto antes. Raio. em seis frações (4/4 horas). até completar três a quatro semanas.

Assim será feito: Manobras de compressão e descompressão (Farley Campos) Padrões ventilatórios. Caminhadas: este paciente tem diminuição da capacidade aeróbica. Quanto mais hipoventilado. associar o Huffing. com aumento da FR faz-se o CPAP.Deve-se associar a inaloterapia aos padrões ventilatórios para aumentar a absorção da névoa. Com o paciente sentado devemos fazer: Padrões ventilatórios com movimentação de MMSS. Incentivadores. 7. Um brônquio mais ventilado retém menos secreção. podendo fazer ainda a drenagem postural dependendo do local da pneumonia. Iniciar com as técnicas de reexpansão pulmonar. dar prioridade aos padrões que aumentam a CRF. para isso é preciso que o doente esteja com boa condição hemodinâmica e sem grandes hipóxias. Se não for suficiente para expectorar. por isso a caminhada é fundamental para ganho da capacidade aeróbica. seguir para a alta do paciente. cansado. vibração) para facilitar a expectoração. EPAP: pressão positiva que mantém o alvéolo aberto. Essas condutas também podem ser feitas em posição ortostática. RPPI:Associado a compressão e descompressão. subir e descer escadas (numa fase mais avançada).0 CONCLUSÃO . Caso o paciente não esteja colaborativo. Utiliza-se a tapotagem ou uma vibrocompressão associada ao prolongamento do tempo expiratório (Temp Brusco. menos secreção o brônquio ira reter. Técnica de descolamento: Paciente em DL com o lado da pneumonia para cima para facilitar a drenagem. tosse assistida. e o Flutter.

na literatura atual existem muitos tipos. na infância. quanto aos aspectos de classificação.Diante do que foi exposto neste estudo podemos concluir que as pneumonias são causas freqüentes de abstenção na escola e no trabalho. o que torna uma patologia extremamente difícil de ser estudada a fundo. convém classificá-la de acordo com seus agentes causadores. por micoplasma. por isso acredita-se que hoje seja mais fácil o seu tratamento do que a sua classificação. nenhuma pode ser comparada às pneumonias. entre outros. gram-negativa. podendo ser do tipo gram-positiva. Na tentativa de atingir o objetivo do tratamento. Desta maneira. por bacilos aeróbicos ou anaeróbicos. englobando tanto adultos quanto crianças. para que não tenha complicações maiores e que a Fisioterapia Respiratória dispõe de técnicas terapêuticas que iram melhorar as manifestações das determinadas infecções. Das patologias que atinge o homem. concluímos que as pneumonias precisam ser cuidadas precocemente. por vírus. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: .

2007 .Fisioterapia Pneumológica. V. I. Bongliolo Patologia Geral. Atheneu: São Paulo. Vol 2. Tratado de Infectologia.São Paulo:Manole.SILVEIRA.A. B. 5 ed. G. 161 -181 p. O pulmão na prática médica. FILHO. B. 201260p.GAVA. Doenças pulmonares. 6ed. A. . Rio de Janeiro: EPUB.VERONESI. 2005.TARANTINO. São Paulo: Manoel. A.. 3ed. 2002.V. Guanabara Koogan: Rio de Janeiro.S. R.PICANÇO. . 2..P.M. 2000 . 1985.

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