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Informação à imprensa – Nota para agenda – 03 de Março de 2011

Sinalética de Portugal, como a Bandeira Nacional, alvo de reflexão artística

MANUEL CASIMIRO EXPÕE


“IDENTIDADE(S)” EM MATOSINHOS
No próximo sábado, dia 5 de Março, será inaugurada pelas 17 horas, na Galeria Municipal de
Matosinhos, a exposição “Identidade(s), onde o artista Manuel Casimiro reflecte acerca de
elementos de sinalética de Portugal, como a bandeira nacional.

No livro-catálogo da exposição, Manuel Casimiro escreveu: … “Parece-me, no entanto, que


este conceito de identidade dos seres e das coisas não se deve reduzir a um entendimento
fechado em si mesmo, no seu sujeito, na sua própria história ou seu passado. A identidade
pode ser enriquecida num abrir-se ao mundo, como permeável a diferentes entendimentos”.

E a propósito desta exposição escreveu ainda: … “uma pequena parte importante do meu
trabalho reúne um núcleo de pinturas, reduzida a três conjuntos de obras … que, no caso das
que integram os dois primeiros grupos, foram executadas há cerca de 25 anos. Os três
conjuntos de obras, com propósitos idênticos mas diferentes uns dos outros, giram em redor
da nossa história, da nossa bandeira, da sinalética que nos identifica internacionalmente”.

Manuel Casimiro, nasceu no Porto em 1941, e desde sempre, privilegiou a investigação e


desenvolvimento da sua obra, a coisa mental, em detrimento do carreirismo, das tácticas e
estratégias de mercado. Manuel Casimiro, viveu largos anos na cidade de Nice, passando
grandes temporadas em Paris, Veneza, Roma, Florença e Nova Iorque, onde teve um excelente
acolhimento. Em 1978, Artists’ Postcards escolheu um dos seus trabalhos interventivos, Édipo
Explicando o Enigma, para integrar uma colecção de postais, publicada em 1979, com artistas
como Robert Motherwell, Douanne Michaelis ou David Hockney. No referido ano desta
publicação, os originais dos artistas que a integravam, foram expostos em Nova Iorque no
Cooper-Hewitt Museum. Esta exposição viajou pelo mundo fora, de Nova Iorque a Tóquio, de
Londres a Paris e Berlim.

Em Veneza em 1979, conheceu e fotografou Peggy Guggenheim na sua própria fundação,


quatro meses antes da sua morte. Cerca de duas dezenas de anos mais tarde, foi editado um
postal com uma das fotografias que Manuel Casimiro fêz de Peggy Guggenheim, imagem
intervencionada pelo ovóide.

Em Nice, integrou em 1986 um conjunto de exposições individuais em simultâneo, de Christian


Boltanski, Louis James, Annette Messager, Robert Rauschenberg, designado Peindre
Photographier. Manuel Casimiro escolheu o Museu des Beaux-Arts Jules Chéret, para intervir
com tinta amovível nalgumas das pinturas do acervo da colecção deste museu, o que causou
uma enorme escândalo.

Em Janeiro de 1996 expôs um enorme jardim de pedra, Jardim Pintado, no Museu do Chiado,
que editou um catálogo com o design de João Machado, e textos de Raquel Henriques da Silva,
Manuel Casimiro e Pedro Prista. Esta obra, em finais desse mesmo ano 1996/97, voltaria a ser

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exposta nos jardins de Serralves, quando da sua retrospectiva nesta fundação, organizada por
Jean-Hubert Martin, que foi um dos directores do Beaubourg. Serralves editou um volumoso
catálogo com mais de duas dezenas de pertinentes textos de análise sobre a obra de Manuel
Casimiro.

Mais recentemente em 2008 o Museu Colecção Berardo organizou uma exposição individual
Caprichos, com textos do grande escritor Michel Butor. Este museu com a Tinta da China
editaram um livro com a reprodução de todas as obras desta exposição e textos de Butor e
Casimiro.

A sua vasta obra abrange áreas tão diversas como a pintura, a escultura, a fotografia, o
cinema, o design, e a escrita.

A bibliografia sobre a sua obra original e independente, de um forte e pessoalíssimo imaginário


de teor universal, é extensa e rica, a espelhar abundância de conceitos e ideias de uma obra
aberta que não se deixa reduzir a nenhum esquema. Nela encontramos nomes como os de
João Fernandes, Jean-François Lyotard, Vincent Descombes, Giulio Giorello, José Régio, Michel
Butor, Raphael Monticelli, Jean-Noel Vuarnet, José Luís Molinuevo, Pierre Restany, José
Augusto França, C. Buci-Glucksmann, Eduardo Lourenço, Bernardo Pinto de Almeida, entre
tantos outros.

A sua obra figura em colecções privadas e públicas, em museus de vários países.

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