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Denuncia de Improbidade Exercito2

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ÀO EGRÉGIO

Ilmo Sr. Procurador Chefe da Procuradoria da Republica do Estado do Paraná

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PEDRO CARLOS SALLES PITTHAN FILHO ,
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Advogado inscrito na OAB/SC sob n° 19.396 teve noticia de fatos acontecidos referentes ao registro de algumas armas de fogo em nome da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo (FCCTE), em total desacordo com o preconizado na legislação vigente, motivo pelo qual vem perante o MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL DO PARANÁ, com o acatamento e respeito devidos, apresentar DENÚNCIA por indícios de Improbidade Administrativa no referido ato de registro destas armas, interpondo:

DENÚNCIA SOBRE INDICIOS DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA EM ATO DE REGISTRO DE ARMAS DE FOGO
Em face do

Comando do Exército 5ª RM - 5ª DE, com sede na cidade de Curitiba, Estado do Paraná, localizada na rua 31 de março s/n, Bairro Pinheirinho, CEP 81150-900
ENDEREÇO PROFISSIONAL: na Av. Nereu Ramos n.º 175-D, sala 1206-A, na Cidade de Chapecó- SC; Tel: (49) 9987.67.57, onde recebe intimações e notificações. e-mail: ppitthan@hotmail.com
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foi autorizada a transferência e registro de 15 (quinze) destas pistolas para o acervo da FCCTE. (doc. mesmo contra a vontade desta. o Sr. com o objetivo de incentivar e incrementar as modalidades Olímpicas de tiro esportivo deu início aos trâmites legais para a importação de 20 (vinte) pistolas que viessem ao encontro das necessidades de alguns atletas desta modalidade de tiro olímpico. com sede em Brasília .5ª DE. (doc.DF. Oscar Schultz. por intermédio da sua Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5). 01) Com a chegada destas pistolas no Brasil e conseqüente desembaraço das mesmas pelo Exército. Esta importação deu-se através da emissão do CII (Certificado Internacional de Importação) de numero 1202/DFPC assinado pelo Exmo Sr General de Divisão João Carlos Pedroza Rego em doze de fevereiro de 2008 com vencimento em doze de agosto 2008. passou orientação à FCCTE para que registrasse estas armas em seu nome. com sede em Curitiba – PR. foram registradas em nome de atletas que constavam na lista de pretendentes à aquisição destas pistolas. (doc. exigida pela DFPC (Diretoria de Produtos Controlados). posto que a FCCTE entendia que estas armas eram para serem repassadas aos atletas que constavam em uma lista de pretendentes. 02) A seguir. 03) 3 . a chefia da SFPC/5 (Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados da Quinta Região). sendo que as outras 05 (cinco).pelos seguintes fatos e fundamentos a seguir expostos: I – RESENHA DA SITUAÇÃO A Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo (FCCTE). por meio de seu Presidente. conforme entendimento do Comando do Exército 5ª RM .

 Cópia autenticada do documento de origem da arma. e  Comprovante de recolhimento da taxa de emissão de CRAF.  Comprovante de recolhimento da taxa de registro de arma.  Cópia autenticada da Identidade. posteriormente. Militar e Eleitoral.  Certidões de antecedentes criminais fornecidas pelas Justiças Federal. de acordo com as legislações específicas. 4) O interessado requer o registro e cadastro da arma. 4 .  Comprovação de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. em destaque.  Cópia autenticada do CPF/CNPJ.  Comprovante de recolhimento da taxa de apostilamento.  Cópia autenticada da Guia de Desembaraço Alfandegário. senão vejamos: 1) A arma deverá estar de acordo com a legislação local (país de origem). que o ato de registro de armas deve seguir o que preconizava na época. tal exigência seja aplicada ao administrador conforme documento legal da constituição da empresa. o Desembaraço Alfandegário. 3) A arma deverá ficar sob guarda da OM que realizar o desembaraço alfandegário. apresentando a seguinte documentação:  Requerimento (Anexo A) assinado pelo interessado ou o administrador legal.  Comprovante de residência. REGISTRO E CADASTRO DE ARMAS DE FOGO E AQUISIÇÃO DE MUNIÇÕES POR CAC E PESSOAS JURÍDICAS onde na letra “e”. a que requer registro. por intermédio da OM de jurisdição. temos o Procedimento para a aquisição e registro de arma de fogo importada. o PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 01 / 08 – SFPC/5 – legislação esta que ditava as normas para AQUISIÇÃO. mediante Guia de Tráfego.  Documento comprobatório de ocupação lícita. emitida por psicólogo cadastrado junto ao Departamento de Polícia Federal. no caso de pessoas jurídicas. e com parecer assinado pelo Cmt da OM. Estadual.  Declaração de não estar respondendo a inquérito policial ou processo criminal (Anexo O). 2) O interessado requer o Certificado Internacional de Importação – CII e.  Comprovação de capacitação técnica para o manuseio de arma de fogo. onde conste os dados da mesma.  Mapa (Anexo L). devendo ser entregue. após o registro e cadastro da mesma. ao Cmt 5 a RM – 5a DE. com as armas que já possui e. No caso de pessoas jurídicas.Informamos a Vossa Excelência.

pois. passaram por este crivo de legalidade. Os clubes de tiro e os clubes com departamento de tiro poderão adquirir armas para a prática do esporte por atiradores iniciantes. 15. que pessoa jurídica que não pode visar lucro. temos a afirmar que é cristalina a ilegalidade imposta pelo Comando do Exército 5ª RM . Mesmo sabedores desta ilegalidade patente. diretamente na indústria nacional quando for o caso. 15 da Portaria nº 004-DLog de 08 de março de 2001 aduz que: Art. Excelência. atue no comércio especializado. possibilitando desta forma. para que alguém pudesse fazer o registro de uma arma de fogo. o Comando do Exército 5ª RM . pois o art. Considerando o texto de lei. no comércio especializado. qualquer ato administrativo que obrigue ou autorize a FCCTE a registrar em seu acervo mais que 05 (cinco) armas contrariariam frontalmente o artigo acima transcrito. Os cinco atletas que tiveram suas armas registradas em seu nome. até 5 (cinco) armas por modalidade.5ª DE autorizou a transferência das pistolas para o acervo da FCCTE. deveria obedecer todos estes requisitos. como dito acima. ou por importação.Isto quer dizer que. 5 . desde que atendam às condições de segurança do local de guarda do armamento e da munição. II – DA COMPROVAÇÃO DA QUEBRA DO LEGALIDADE PRINCIPIO DA Sobre a transferência destas pistolas para o nome da FCCTE.5ª DE em face da FCTE.

idoneidade ou outra. confere e. estando em acordo com o presente POP e com a legislação vigente.arma de fogo de repetição de uso permitido constante da Relação de PCE – ANEXO I do Regulamento para Fiscalização de PCE (R-105). foram negligenciados os itens 7. por intermédio da sua Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5) Para complementar. senão vejamos: 6 . não havendo impedimento legal.(grifou-se) 8) A OM protocola o processo de registro e cadastro. cadastra no SIGMA.5ª DE foi autorizar o registro e guarda destas armas para pessoa jurídica que não está autorizada armazenar este Produto Controlado pelo Exército (PCE). Excelência. ou o anexo de armas. remete a este Grande Comando. No caso do registro das 15 (quinze) armas em nome da FCCTE.não tem no seu Certificado de Registro (CR) a concessão de comércio expedido pelo Exército Brasileiro através do Comando da 5ª RM – 5ª DE. dentre elas a quantidade limite de armas. (Grifou-se) 9) O SFPC/5 analisa o processo de registro e cadastro e. outra ilegalidade praticada pelo Comando do Exército 5ª RM . emite o CRAF. a mesma deu-se com a chancela do Comando do Exército 5ª RM .(Grifou-se) Embora gritante a ilegalidade da transferência destas armas para a FCCTE.5ª DE. do referido Procedimento para a aquisição e registro de arma de fogo importada. validade do CR. conforme abaixo descritos: 7) O interessado deve atentar para que sejam mantidas as condições. que lhe permitiram receber o CII e que novamente serão analisadas por ocasião do registro e cadastro. com número de ordem 0240 . 8 e 9 da letra “e”. e o remete à OM do interessado. previstas na legislação vigente. registra a arma em BRR.

Portanto. (Grifou-se) Art. sendo este um erro gravíssimo praticado pela Chefia do SFPC/5. a categoria de controle. juntamos a esta denuncia. cópia do Certificado de Registro (CR) da mesma. (Grifou-se) Art. II . posto que a legislação não permite que a FCCTE possa ter registrado em seu nome tal quantidade de armas e tampouco tem autorização para armazenar armas de fogo nas suas dependências. pois autorizou um CR a uma Federação de Tito sem que nele constasse a possibilidade de armazenar armas de fogo. constantes da relação de produtos controlados pelo Exército. importação. recuperação e manuseio de produtos controlados pelo Exército. reparação.as atividades autorizadas de forma clara. o grau de restrição e o nome comercial ou de fantasia do produto. exportação. manutenção. 04) O amparo para a obrigatoriedade do apostilamento do produto controlado arma de fogo para a FCCTE se encontra no artigo 7 e anexo "n" da portaria 05 D Log de 02 de março de 2009. 43. O CR é o documento hábil que autoriza as pessoas físicas ou jurídicas à utilização industrial. muito bem demonstrada a ilegalidade do ato praticado pelo Comando do Exército 5ª RM . Para comprovar que a FCCTE não tem autorização para armazenar armas.5ª DE. comércio. (doc. o símbolo do grupo e a nomenclatura do produto. transporte. 45 Serão lançados no TR ou CR: I . armazenagem. precisa e concisa. 7 . por intermédio da sua Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5).Art.o número de ordem. 44 O registro somente dará direito ao que nele estiver consignado e só poderá ser cancelado pela autoridade militar que o concedeu.

o Comando do Exército 5ª RM . à Federação Catarinense de Tiro. por intermédio da sua Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5). recolheu as armas registradas em nome dos 05 (cinco) atletas e registrou em nome da FCCTE sem que esta tenha solicitado e totalmente contrário à vontade da mesma. com a publicação do Termo de Destruição conforme a IG 10-51. c) O 23º Batalhão de Infantaria deverá providenciar a retirada das armas junto ao SFPC/5 e entregá-las. que o ato que registrou estas 05 (cinco) armas em nome da FCCTE não obedeceu ao que preconizava a legislação vigente no que 8 . mediante recibo. o Comando do Exército 5ª RM . 2. c) Notifique os CAC e instaure o competente P. que realizou a importação. b) As OM das Jurisdição (sic) envolvidas devem recolher também os CRAF destas armas e destruir na própria OM.5ª DE.5ª DE.Com relação às 05 (cinco) amas transferidas para os cinco atletas. Na seqüência dos fatos. que: (doc. Adm para apurar a aquisição e a transferência das armas de fogo. recolham as armas e encaminhem ao SFPC/5ª RM . como dito alhures. determina ao SFPC/5 que: a) Estorne o cadastro das armas de fogo do SIGMA b) Registre as armas em questão no nome da empresa Federação Catarinense de Tiro. Informamos ainda. tendo sido configurado ato discricionário e arbitrário do Comando do Exército 5ª RM . por intermédio da sua Secretaria de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC/5). 05) 1. CR nº 4077. determina ao SFPC/OM que: a) Determino que os SFPC das OM de jurisdição dos atiradores.5ª DE. entendeu haver indícios de irregularidade no ato que transferiu as 05 (cinco) armas registradas legalmente em nome dos atletas e resolveu anular o ato administrativo que aprovou o registro destas armas e determinou no BOLETIN Nº 04 AO BOLETIN REGIONAL RESERVADO Nº 05.5ª DE.

23 da Portaria nº 004 D Log de 8 de março de 2001.concerne à transferência e registro de armas.4. depois de decorrido o prazo mínimo de 2 (dois) anos. Já o MS da Sétima Vara Federal teve despacho/decisão em Antecipação de Tutela.5ª DE.7000 do Impetrante Pedro Carlos Salles Pitthan Filho e na Segunda Vara Federal sob nº 501210220. o fato de que possa ter havido irregularidade na transferência destas armas para os atletas acima indicados..04.4.04.4. 23. Esta ilegalidade teve como embasamento.7000 do Impetrante Carlos Augusto Sell. no entendimento do Comando do Exército 5ª RM . Estes dois Mandados de Segurança tiveram seus pedidos de liminar deferidos.7000 do Impetrante Carlos Augusto Sell teve sentença com RESOLUÇÃO DE MÉRITO no sentido de conceder a segurança ao Impetrante. impetraram Mandado de Segurança em face do Comando do Exército 5ª RM . 9 . o MS da Segunda Vara Federal de nº 5012102-20. sendo que até o momento. posto que esta transferência e registro em nome da FCCTE deu-se por imposição do Comando do Exército 5ª RM . em flagrante arrepio ao Principio da Legalidade. ou seja. contados a partir da aquisição inicial pelo primeiro proprietário. só será autorizada pelo Comando da RM de vinculação.(grifou-se) Em função desta última arbitrariedade.2010.2010. A transferência de arma de uso esportivo.04. in verbis: Art. por contrariar os dizeres do art.5ª DE. adquirida diretamente na indústria nacional ou por importação e constante de seu acervo cadastrado.2010. no sentido de DEFERIR a segurança pleiteada. não obedeceu às imposições insculpidas no PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO Nº 01 / 08 – SFPC/5. tendo sido registrado na Sétima Vara Federal sob o nº 5012112-64. 02 (dois) dos atletas que tinham estas armas registradas em seu nome.5ª DE. na Justiça Federal do Paraná.

exige a presença concomitante da relevância da fundamentação e da sujeição da parte a dano de difícil ou impossível reparação. dentre outras normas. 241. inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. o impetrante é atleta de tiro esportivo. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. só será autorizada pelo Comando da RM de 10 . importação. atiradores e caçadores. modalidade olímpica de pistola de ar comprimido e pistola de 50 metros. para prosseguir em seus treinamentos e competições em que se inscreveu. Sem embargo disso. apreendida pela autoridade coatora. contrariarem as disposições do presente Regulamento (art. dispõe o artigo 24 da Lei nº 10. no que interessa ao caso em tela. 2. Número de Série nº 03972.SINARM. os artigos 240 e seguintes do Decreto nº 3.826/00 que ressalvada a competência do Sistema Nacional de Armas . IX). trazendo parâmetros para atividade fiscalizadora do Exercito. que alterou o Regulamento para a Fiscalização de produtos Controlados pelo Exército (R-105). adquirida diretamente na indústria nacional ou por importação e constante de seu acervo cadastrado. Referido controle é regulamentado. Nessa toada. Modelo CM84E. o Juiz Federal JOÃO PEDRO GEBRAN NETO manifestou-se no relatório da seguinte forma: É o relatório.2.1. calibre 22LR. o artigo 263 do referido decreto autoriza o Chefe do D Log a baixar aos Comandantes de RM as instruções necessárias para a conveniente aplicação deste Regulamento e resolver os casos omissos que venham a surgir e que não dependam de apreciação do Comandante do Exército.665/2000. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. Em relação ao alegado perigo na demora do provimento. caso a prestação jurisdicional ocorra apenas por oportunidade da sentença. comércio e demais atividades sujeitas à fiscalização. em que pese o autor sustentar a ilegalidade da apreensão procedida pela autoridade coatora. 2.No Mandado de Segurança impetrado na Sétima Vara Federal. pelo Decreto nº 3. em relação à relevância da fundamentação. o artigo 23 da Portaria D Log nº 004/2001 (Evento 11 INF_MAND_SEG1) expressamente determina que a transferência de arma de uso esportivo. inciso III. Para a concessão de liminar em mandado de segurança. o artigo 7º. autorizam a apreensão do produto quando seu depósito.016/09. exportação. Assim. da Lei nº 12. 2. De outro lado.665/2000. e necessita da pistola Morini.

da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo para o impetrante. 3. JOÃO PEDRO GEBRAN NETO Juiz Federal 11 . Nesse aspecto. calibre 22LR. Ocorre que. chegou a ser avalizada num primeiro momento pela autoridade coatora. 25 de outubro de 2010. inclusive.826/00. como a que estabelece prazo mínimo para a transferência da titularidade da arma de uso esportivo.665/2000. Curitiba/PR. adquirida diretamente na indústria nacional ou por importação e constante de seu acervo cadastrado. vale frisar que nem a Lei nº 10. não podendo criar novas restrições. Ante o exposto. ao menos em sede de cognição sumária.665/2000. DEFIRO o pedido liminar para afastar a exigência do interstício de 2 anos para a transferência de arma de uso esportivo. que expediu Certificado de Registro de Arma de Fogo e da Guia de Tráfego de Arma em favor do impetrante (Evento 01 . bem como a União (AGU). Intimem-se as partes. após.CERT8). 4. Intime-se o representante do Ministério Público Federal para aviar parecer no prazo legal e. depois de decorrido o prazo mínimo de 2 (dois) anos. Modelo CM84E. estabelecem um prazo mínimo para a transferência de titularidade de armas de uso esportivo.vinculação. quer me parecer inexistir a aponta ilegalidade na transferência da titularidade da pistola Morini. Número de Série nº 03972. calibre 22LR. cuja operação. tenho que a Portarias baixada pelo Chefe do D Log deve se limitar a dispor a respeito das instruções necessárias para a conveniente aplicação do citado Decreto. contados a partir da aquisição inicial pelo primeiro proprietário (destaquei). prevista no artigo 23 da Portaria D Log nº 004/2001. voltem conclusos para sentença. devendo a autoridade coatora proceder a restituição da pistola Morini. Desta forma. desde que preenchidos os demais requisitos legais necessários para tanto. nos termos do artigo 263 do Decreto nº 3. Modelo CM84E. Número de Série nº 03972. nem o Decreto nº 3. bem como a expedição do Certificado de Registro de Arma de Fogo e da Guia de Tráfego de Arma em favor do impetrante. bem como para resolver os casos omissos que venham a surgir.

CRAF e a Guia de Tráfego da arma. Caçador.A. Alega que a Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo foi autorizada pelo Exército Brasileiro a importar 20 pistolas Morini. conforme decisão proferida no evento 3. a autoridade impetrada apresentou informações no evento 17. Asseverou que em maio/2010 a arma adquirida foi apreendida pela autoridade coatora. Aduz que. que a arma foi registrada. porquanto não há previsão legal sobre a apreensão do equipamento na hipótese de transferência supostamente irregular.CRAF. que também tornou sem efeito seu registro. bem como expeça o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo . modelo CM84E. Instrutor de Tiro e Recarga de Munição.Já no Mandado de Segurança impetrado na Segunda Vara Federal. adquiriu a aludida pistola. calibre 22LR. Narra o impetrante que é atleta da atividade desportiva denominada Tiro Esportivo filiado à Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo com o respectivo Certificado de Registro de Atirador. fabricada pela Morini Competition Arm S. nos termos do artigo 15. Acrescentou que em razão desta autorização foi expedido o 12 . parágrafo único.22LR. cadastrada no SIGMA e entregue ao impetrante junto com o seu Certificado de Registro de Arma de Fogo . 004/2001. por falta de 'periculum in mora'. O pedido liminar foi indeferido.Suíça. DECLIM1. supostamente em razão de irregularidades na aquisição e transferência da arma. calibre . Devidamente notificada. cuja importação foi realizada pela Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo e supervisionada pelo Exército Brasileiro. no ano de 2009. da Suiça. Destacou que a apreensão da arma se deu ao arrepio da lei. expedido pelo Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados da 5ª Região . ainda. com sede em Bedano .SFPC/5. número de série 03968. da Portaria Dlog n. a Juíza Federal GISELE LEMKE decidiu em Sentença da seguinte forma: SENTENÇA Trata-se de mandado de segurança impetrado por Carlos Augusto Sell contra ato do Comandante da 5ª Região Militar por meio do qual visa à concessão da segurança para determinar que a autoridade coatora restitua a posse da pistola Morini. Relata..

Asseverou que. Sem embargo disso. Por derradeiro.dentre eles. Decido. João Pedro Gebran Neto. 004/2001. 1.SINARM. o artigo 263 do referido decreto autoriza o Chefe do D Log a baixar aos Comandantes de RM as instruções necessárias para a conveniente aplicação deste Regulamento e resolver 13 . inclusive o registro e o porte de trânsito de arma de fogo de colecionadores. representante do Ministério Público Federal opina pela denegação da segurança (evento 19 . pugnou pela denegação da segurança. e posteriormente apreendida a arma que se encontrava em posse do impetrante. /PR examinou as mesmas questões ora postas a julgamento. desembaraço alfandegário e o comércio de armas de fogo e demais produtos controlados. autorizam a apreensão do produto quando seu depósito. no que interessa ao caso em tela. após o desembaraço alfandegário das referidas armas. trazendo parâmetros para atividade fiscalizadora do Exercito.Certificado Internacional de Importação n. O DD. 241.202/DFPC. atiradores e caçadores. pelo Decreto nº 3. os artigos 240 e seguintes do Decreto nº 3. nos autos n. 03968. Assim. que estabelece o prazo mínimo de dois anos para a transferência das armas.PET1). Juiz Federal da 7ª Vara Federal Cível desta Subseção Judiciária de Curitiba. exportação. A União . foi constatado que cinco das vinte pistolas foram registradas em nome de terceiros que não a Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo .000021/2010-24 em face da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo.826/00 que ressalvada a competência do Sistema Nacional de Armas . O MM. o impetrante. Brevemente relatado. contrariarem as disposições do presente Regulamento (art. que alterou o Regulamento para a Fiscalização de produtos Controlados pelo Exército (R-105). Destacou que foi instaurado o processo administrativo n.665/2000. em fundamentação que adoto na íntegra e que passo a transcrever: 'Dispõe o artigo 24 da Lei nº 10. comércio e demais atividades sujeitas à fiscalização. dentre outras normas. Referido controle é regulamentado. IX).Advocacia Geral da União pugna pelo seu ingresso no pólo passivo da ação e ratifica as informações apresentadas pela autoridade impetrada (evento 21). importação. compete ao Comando do Exército autorizar e fiscalizar a produção. Dr. 64317. em que pese o autor sustentar a ilegalidade da apreensão procedida pela autoridade coatora. no que se refere à arma n.665/2000. por violação ao artigo 23 da Portaria Dlog n.

embora por intermédio da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo. Assim. como é o caso do prazo de 2 anos em discussão nos autos. da Federação Catarinense de Caça e Tiro Esportivo para o impetrante. o artigo 23 da Portaria D Log nº 004/2001 (Evento 11 INF_MAND_SEG1) expressamente determina que a transferência de arma de uso esportivo. 18 da Portaria DLog n. 004/2001.665/2000. o que não inclui a criação de requisitos inexistentes no decreto em exame. vale frisar que nem a Lei nº 10. 004/2001 e segundo o que se extrai dos documentos acostados à petição inicial. o prazo de 2 anos em questão é para transferência. chegou a ser avalizada num primeiro momento pela 14 . tenho que a Portarias baixada pelo Chefe do D Log deve se limitar a dispor a respeito das instruções necessárias para a conveniente aplicação do citado Decreto. Desta forma. que é ato de hierarquia superior à da Portaria Dlog n. 3.665/2000. o que não aconteceu na hipótese dos autos. extrai-se que o Chefe do Dlog fica autorizado a baixar as instruções necessárias à aplicação do Regulamento. Ocorre que. Modelo CM84E. Nesse aspecto. da leitura do art. estabelecem um prazo mínimo para a transferência de titularidade de armas de uso esportivo. Número de Série n. só será autorizada pelo Comando da RM de vinculação. inclusive.826/00. como a que estabelece prazo mínimo para a transferência da titularidade da arma de uso esportivo. em que a arma foi adquirida diretamente pelo impetrante. depois de decorrido o prazo mínimo de 2 (dois) anos. em que pese eventual falha formal no encaminhamento do pedido. não podendo criar novas restrições.665/2000.22LR. calibre .' Com efeito. contados a partir da aquisição inicial pelo primeiro proprietário (destaquei). especialmente do arquivo CERT6. fica claro que a Federação apenas estava intermediando o pedido para alguns atiradores. 263 do Decreto n. inexiste a apontada ilegalidade na transferência da titularidade da pistola Morini. adquirida diretamente na indústria nacional ou por importação e constante de seu acervo cadastrado. calibre 22. Nessa toada. Para além disso. 03968. nos termos do que dispõe o art.os casos omissos que venham a surgir e que não dependam de apreciação do Comandante do Exército. bem como para resolver os casos omissos que venham a surgir. em que se vê que a Federação anexou ao pedido relação de atiradores interessados na aquisição da pistola Morini. cuja operação. nem o Decreto nº 3. fazendo parecer que as pistolas seriam adquiridas em nome da Federação. nos termos do artigo 263 do Decreto nº 3.

Tribunal Regional Federal da 4ª Região. para que a autoridade impetrada restitua a posse da pistola Morini.5ª DE está laborando e extrapolando as suas funções administrativas e agindo ao arrepio ou desconhecimento da lei.5ª DE. I. Sem honorários. ficando extinto o feito com resolução do mérito.CERT7). fato este. Intimem-se. Gisele Lemke Juíza Federal Desta forma. Ainda mais. Sentença sujeita ao reexame necessário. calibre 22LR.5ª DE.autoridade coatora. desde que o impetrante preencha os demais requisitos. em função deste entendimento ilegal do Comando do Exército 5ª RM . bem como expeça o respectivo Certificado de Registro de Arma de Fogo . que expediu Certificado de Registro de Arma de Fogo e da Guia de Tráfego de Arma em favor do impetrante (Evento 01 . Publique-se. do Código de Processo Civil. sendo que tais procedimentos administrativos foram 15 .CRAF e a Guia de Tráfego da arma. nos termos do artigo 269. número de série 03968. encaminhem-se os autos ao e. totalmente reprovável e inadmissível em um órgão público da administração federal que tem por finalidade a guarda do território e proteção dos direitos individuais. modelo CM84E. Condeno a União ao ressarcimento das custas processuais adiantadas pelo impetrante. as decisões destes Magistrados Federais demonstram de forma cristalina que o Comando do Exército 5ª RM . Registre-se. Excelência. Ante o exposto. conforme os dizeres da Carta Magna. 03 de novembro de 2010. Curitiba. Oportunamente. foram instaurados Procedimentos Administrativos em face da FCCTE e dos cinco atletas que tiveram o registro de suas armas chancelado pelo Comando do Exército 5ª RM . concedo a segurança requerida.

os Procedimentos Administrativos instaurados foram: a) b) c) do Cel PM.000184/2010-15. desde a instauração até a decisão final do processo administrativo. para não abrangermos demais o leque de investigação. atleta de tiro esportivo. Mas sobre este tema. informamos que o mesmo será alvo de outra denuncia a ser feita no devido tempo.999. instaurado em face PAdm nº 64317. Presidente da FCCTE. instaurado em face PAdm nº 64317.000183/2010-62. d) PAdm nº 64317. Pedro Carlos Salles Pitthan Filho. R1 Mauriverth Spena Junior. Carlos Augusto Sell. do Sr. formais e principiológicos.conduzidos de forma atabalhoada. III – DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA E A ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO 16 . Oscar Schultz. de 29 de janeiro de 1.000216/2010-74. instaurado em face do Cel. trazendo no seu bojo os requisitos materiais. sem critérios e totalmente contrário ao insculpido na lei Lei nº 12.000180/2010-29. Para seu conhecimento. Excelência. PAdm nº 64317. de 7 de agosto de 2009. veio dar contornos de processualidade à atividade administrativa.016. instaurado em face do Sr.784. Lei do Processo Administrativo no âmbito Federal. Sobre estes procedimentos administrativos temos que a Lei nº 9.

A administração pública direta e indireta de qualquer dos poderes da União. por excelência. do Distrito federal e dos Municípios obedecerá aos princípios da legalidade. 37. dos Estados.A partir de considerações sobre a lei 8. publicidade e eficiência. (grifou-se) § 4º. as quais têm no inquérito civil e na ação civil pública. a perda da função publica a 17 . moralidade. É justamente através desta libertação institucional que o Ministério Público vê-se imbuído na total necessidade de atuação quando houver indícios de improbidade administrativa. uma destinação constitucional de agente legítimo para agir em nome dos interesses da sociedade civil organizada. de 2 de junho de 1992. de 2 de junho de 1992 e por todos os meios que a Constituição Federal de 1988 atribuiu às funções do Ministério Público.429. entendemos que foi dada a este órgão. o que estatui. sendo que seu fundamento é de regulamentação do parágrafo 4º do artigo 37 da Constituição Federal. III – DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA A lei que versa sobre a improbidade administrativa é a lei 8.. impessoalidade. in verbis: “Art. os novos instrumentos processuais para a defesa de direitos difusos e coletivos.429.. Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos políticos. Esta atuação se efetiva através dos seus órgãos de execução (promotorias e procuradorias de justiça)..

a violação deste princípio. por conseguinte. conforme ensina Hely Lopes Meirelles2. Malheiros Editores. Vislumbra-se. RT. pois. o total repúdio a qualquer ato que viole tal princípio. o conveniente e o inconveniente. 1991. 1997. por outras palavras. na forma e gradação previstas em lei. MEIRELLES. 77/78). o administrador “não terá que decidir somente entre o legal e o ilegal. págs. por assim dizer. Por esses padrões é que se hão de pautar todos os atos administrativos. pág. firma-se a fundamental importância da moralidade como elemento inerente a todo e qualquer ato da Administração Pública e. expressamente elencados no art. os sustentáculos da atividade pública.. atentam contra a moral comum e também contra a moral administrativa. Neste ponto. 2 18 . é bom logo relembrar as lições do saudoso HELY LOPES MEIRELLES quanto aos princípios básicos da Administração Pública. Relegá-los é desvirtuar a gestão dos negócios públicos e olvidar o que há de mais elementar para a boa guarda e zelo dos interesses sociais" (in "Direito Administrativo Brasileiro". Não há maiores dificuldades em se reconhecer que os fatos aqui narrados. os fundamentos da validade da ação administrativa. Partindo deste pressuposto. 22ª ed. impessoalidade e publicidade. da Constituição Federal: "Os princípios básicos da administração pública estão consubstanciados em quatro regras de observância permanente e obrigatória para o bom administrador: legalidade. Constituem. 83. moralidade. Hely Lopes. sem prejuízo da ação penal cabível. o justo e o injusto. São Paulo. 37. DIREITO ADMINISTRATIVO BRASILEIRO. mas também entre o honesto e o desonesto”. ou. o oportuno e o inoportuno. no caso.indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário. 16ª ed..

19 . prescrevendo condutas estabelecidas como justas e desejadas. Lei é a expressão do direito. sim. é um dos sustentáculos do Estado de Direito. os conflitos. Noutros dizeres. normalmente expedida pelo órgão de representação popular. o Legislativo. dotada ainda de sanção jurídica da imperatividade. de modo a impedir que toda e qualquer divergência. pelo Poder Executivo. em sua integralidade. pelo império da lei. lei nada mais é do que uma espécie normativa munida de caráter geral e abstrato. mas. as lides se resolvam pelo primado da força. emanada sob a forma escrita. por conseguinte. IV – DA QUEBRA DO PRINCIPIO DA LEGALIDADE PRINCÍPIO DA LEGALIDADE O princípio da legalidade é um dos princípios mais importantes do ordenamento jurídico Pátrio. a ordem administrativa e. de autoridade competente surgida após tramitar por processos previamente traçados pelo Direito.5ª DE deixou violada. e vem consagrado no inciso II do artigo 5º da Constituição Federal. ou excepcionalmente. dispondo que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei. a probidade na administração pública.A conduta do Comando da 5ª RM .

apenas a lei. pode-se afirmar que nenhum 20 . Lei em sentido formal são apenas os atos normativos provenientes do Poder Legislativo. em virtude da aplicação precisa e exata da lei preestabelecida. É a submissão e o respeito à lei. O império e a submissão ao princípio da legalidade conduzem a uma situação de segurança jurídica. concluí-se que a expressão “lei” possui dois sentidos. assim. especificamente. a prerrogativa de repelir as injunções que lhe sejam impostas por uma outra via que não seja a da lei”. Neste obstante. originariamente. na ordem jurídica. mas assegura. Lei em sentido amplo é toda e qualquer forma de regulamentação. nas medidas provisórias e nos decretos. a autonomia da vontade individual. tudo aquilo que não está proibido por lei é juridicamente permitido. Reverencia-se. Logo. um em sentido amplo e outro em sentido formal. contudo. Em nosso país. oriundo do Estado. é apta a inovar. o insigne doutrinador Celso Ribeiro Bastos leciona que “o princípio da legalidade mais se aproxima de uma garantia constitucional do que de um direito individual. por ato normativo. Complementando o raciocínio. um bem da vida. já que ele não tutela. em seu sentido formal. não é possível pensar em direitos e deveres subjetivos sem que. seja estipulado por lei. cuja atuação somente poderá ceder ante os limites pré-estabelecidos pela lei.Destes apontamentos. tais como as leis delegadas. De um modo mais simplificado. ao particular.

37. ainda que o procedimento se adapte às exigências legais específicas. em flagrante ato de improbidade administrativa. não apenas a honestidade. violando e afrontando a própria Constituição Federal de 1988. aliás.] Caso estas afirmativas sejam corretas. colaciona-se o ensinamento de Fábio Medina Osório: "Exige-se. Sobre o tema. Cobra-se transparência da atividade pública dos atos administrativos. mas a aparência de honestidade e lisura dos atos administrativos. na pessoa de seu Procurador Chefe da Procuradoria da Republica do Estado do Paraná a) 21 . A honestidade do administrador. estamos diante de uma grave violação aos Princípios Constitucionais que regem a Administração Pública. desde que respaldada em indícios mínimos. pela via da moralidade pública. no desempenho de suas atribuições. essencialmente os princípios norteadores da Administração Pública previstos no caput do art. requer-se a este Egrégio Ministério Público Federal. ANTE O EXPOSTO. Não há espaço para suspeitas nos procedimentos públicos. [.. traduz ofensa objetiva ao princípio da moralidade. a deixar de fazer ou a tolerar que se faça alguma coisa senão em virtude de lei.. A mera suspeita. deve revestir-se de formalidade tais que não se permitam dúvidas a esse respeito.brasileiro ou estrangeiro pode ser compelido a fazer.

Pedro Carlos Salles Pitthan Filho OAB n. sendo os mesmos funcionários públicos.o provimento da presente denuncia juntamente com os documentos que a instruem.º 19. 37 da Constituição Federal de 1988. se configurado o ato. b) seja instaurada investigação para configurar Ato de Improbidade Administrativa praticado pelo Comando do Exército da 5ª RM .396 22 .5ª DE e da Chefia do SFPC/5. que sejam tomadas as medidas cabíveis conforme o insculpido no § 4º do art.5ª DE. “ITA SPERATUR JUSTITIA” Nestes Termos Pede e espera deferimento Chapecó. sejam os mesmos punidos conforme os rigores da lei específica. e) caso confirmada esta denúncia de improbidade administrativa. para averiguação de atos de improbidade administrativa em face do Comando do Exército da 5ª RM . 22 de dezembro de 2010.

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