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introdução

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STBRS-PETE “5.000 5.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. Chrístopher B.

Harbin

Introdução à Teologia Sistemática Natureza e Propósito, Existência de Deus, Revelação, Trindade Panorama do Estudo: Neste texto, procurar-se-á oferecer ao aluno uma introdução à temática da teologia sistemática nos aspectos de sua natureza e seu propósito, como também uma breve análise dos conteúdos de revelaço, a existência de Deus, e da doutrina da Trindade. Este estudo é apenas um levantamento inicial, pois para cada assunto levantado há muito mais para se dizer e analisar. Lembra-se ao aluno que o texto essencial para ser estudado é a própria Bíblia. A teologia sistemática, tem como interesse sistematizar o conteúdo teológico da mesma para transmitir suas verdades de forma coerente e organizada. Mesmo que o esforço da sistemática é de resumir e organizar o ensino bíblico, haverá sempre a necessidade de recorrer ao texto bíblico por pelo menos três razões: 1) a falácia e limitaço humana em resumir e categorizar todo o ensino teológico da Bíblia; 2) a responsabilidade do indivíduo em averiguar de acordo com a própria Bíblia a certidão dos ensinos transmitidos; e 3) a riqueza da narrativa biblica em transmitir verdades teológicas através de eventos revelacionais, os quais não se classificam de forma natural em listas e definiçes sistemáticas, mas no quotidiano do indivíduo e do povo (essas formas comunicativas encerram en sino teológico nas interaçes humanas e divinas, como também no revelar as pressupostos teológicos com os quais os personagens trabalham). A riqueza e a amplitude do texto bíblico, bem como o seu caráter e seu estilos literários dificultam toda e qualquer tentative de sistematizar o seu ensino. Para desta dificuldade tem a ver com a necessidade de cada indivíduo aplicar a teologia à sua realidade específica. Não basta ter as respostas de outras épocas concernentes às dúvidas e inquietaçes de outros contextos. Importa saber aplicar o conhecimento teológica para dar resposta apropriada aos assuntos do dia e da vivência do indivíduo. Ter uma noço correta sobre a Trindade de Deus não responde de forma devida as inquietaçes referentes às práticas mediúnicas entre os espíritas no Brasil. Ao mesmo tempo pode-se encontrar uma resposta à necessidade da prática mediúnica ao compreender melhor o amor de Deus Todopoderoso para com o indivíduo e da necessidade que o ser humano tem de depender e

confiar nos planos de Deus. Esse aspecto da teologia ajuda o indivíduo, então, a formular a su a resposta ao seu contexto específico. A conteúdo da teologia não muda, mas a sua aplicaço e as suas dúvidas devem sempre ser contextualizadas devidamente. Livros Textos: Indica-se os seguintes livros para um acompanhamento do estudo aqui elaborado. Apresentar-seá neste trabalho não um resumo do conteúdo elaborado pelos autores referênciados, como p. 1 de 35 também uma crítica a certas posiçes tomadas. Cabe ao leitor analisar as propostas e elaborar as suas próprias propostas. Lembra-se que nenhuma caixa é grande o suficiente para conter a Deus. Toda teologia sistemática bem fechada, então terá problemas em apertar suas definiçes. Conhecer a Deus é impossível aparte de auto-revelaço divina e relacionamento íntimo com Deus. Nunca chegará a ser um estudo clínico e científico, pois Deus é muito maior e além da compreensão do ser humano. Diálogos com perspectivas e propostas diversas ajudarão o leitor a ter uma compreensão melhor de Deus. BAILLIE, Donald M. Deus Estava em Cristo: Ensaio Sobre Encarnaço e Expiaço. Traduço de Jaci Correia Maraschin. Rio de Janeiro: JUERP/ASTE, 1983. (original em inglês, 1955). (páginas 152-168). ELWELL, Walter A., editor. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, volume II, E-M. Traduço de Gordon Chown. São Paulo: Sociedade Religiosa Ediçes Vida Nova, 1990. (original em inglês, 1984). (páginas 576-577). ÉRICKSON, Millard J. Introduço à Teologia Sistemática. traduzido por Lucy Yamakami. São Paulo: Vida Nova, 1997. (Original em inglês, 1992). [Esta obra é um resumo simplificado da obra mais completa Christian Theology.]. (páginas 15-106, 127-139). GEORGE, Timothy. Teologia dos Reformadores. Traduzido por Gérson Dudus e Valéria Fontana. São Paulo: Ediçes Vida Nova, 1994. (Original em inglês, 1988). (páginas 4250, 55-62, 79-87, 104, 116-118, 126-132, 176-182, 185-212, 217-218, 251-263, 270278, 311-314). GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. Traduzido por Norio Yamakami, Lucy Yamakami, Luiz A. T. Sayão, e Eduardo Perreira e Ferreira. São Paulo: Edições Vida Nova, 1999. (Original em inglês, 1994). (páginas 1-104, 165-197). KEELEY, Robin, organizador. Fundamentos da Teologia Cristã. Traduzido por Yolanda Krievin. São Paulo: Editora Vida, 2000. (Original em inglês, 1992). (páginas 109-116). Introduço Geral: É necessário antes de começar o estudo teológico propriamente conhecer o ponto de partida. Na tarefa teológica, procura-se expressar de forma nítida e detalhada a natureza de Deus, os

seus planos para com a humanidade, e a resposta devida do homem em relaço a Deus. Como Deus é além da criaço, não é possível conter a Deus dentro de uma caixinha bem definida. Deus é maior que a compreensão humana, logo o esforço para definir a Deus é de início impossível. Da origem grega, a palavra teologia quer dizer simplesmente “p alavras sobre Deus”. É mais especificamente a disciplina referente ao estudo de Deus. Começa-se, portanto definindo os procedimentos de pesquisa, bem como a definiço da matéria. Sendo Deus a matéria, há de início sérios problemas a serem resolvidos. “Definir” literalmente quer dizer, “colocar limites”. Assim, a tarefa da teologia é de oferecer parâmetros definidos para explicar e comunicar verdades referentes ao infinito . Qualquer descriço que se possa fazer será falha, pois a tarefa é de início impossível. Como já fora dito, a tarefa é impossível por questão da infinitude de Deus, mas também a conseqüncia da finitude humana. Em decorrência da finitude humana, há também a questão do ponto de partida do indivíduo. Todo indivíduo começa o esforço investigativo com algumas bases preliminares. Estas bases são consideradas com não precisando terem necessidade de apôio comprovatório, pois são aceitas como premissas dadas e incontrovertidas. As premissas com as quais cada indivíduo trabalha, porém, diferem de indivíduo a indivíduo, especialmente deparando-se com culturas e cosmovisões diversas. Por causa do mesmo se (01-01-2006) ©Copyright 2001 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. p. 2 de 35 STBRS-PETE “5.000 5.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. Chrístopher B. Harbin procurará aqui delinear algumas das premissas ou pressupostos do autor, bem como algumas diretrizes hermenêuticas que serão aplicadas no trascurso deste estudo. Estas últimas são necessárias por causa da dependência no texto bíblico para a tarefa teológica à mão. Dar-se-á neste estudo todo cuidado para pesquisar as bases exegéticas para cada referência e apôio bíblico que vem sendo sugerido. Não será possível concluir esta tarefa, mas no possível será feito o esforço adequado. Pressupostos Teológicos: Segue uma lista parcial dos pressupostos interpretativos do autor desta obra. É essencial em todo esforço interpretativo bíblico e teológico estabelecer o ponto de partida do intérprete.

Um texto deve ser lido dentro do seu próprio contexto. pois o homem é finito e não chega a um ponto de compreender plenamente o infinito.2 O tipo literário de uma passagem implica na sua interpretaço apropriada. O texto bíblico apresenta Deus muito mais através do que faz. o texto está sendo mal-interpretado. deve-se comparar sua mensagem com a de outro texto. Em alguns casos. ou o conceito teológico deve ser reformulado até que esteja conforme com a mensagem bíblica3. O pano de fundo veterotestamentário deve ser visto como fundamental à compreensão do Novo Testamento. dicionários e outros livros é de ajuda no estudo de uma passagem. Somente depois de tratar o que um dado texto diz por si mesmo. porém deve sempre tomar lugar secundário ao estudo do texto bíblico por si mesmo. mesmo com muito estudo detalhado. O texto bíblico é a fonte de autoridade para fé e prática (princípio essencial dos batistas). a interpretação exata do texto bíblico não ficará clara. os seus pressupostos informam e guiam todo o processo. pelo simples fato do indivíduo não saber delinear todos os pressupostos com os quais trabalha. Os pressupostos teológicos deste autor incluem os da lista a seguir: O autor pressupõe que o enfoque bíblico é por natureza teológico e deve ser lido dentro deste enfoque. Espera-se aqui poder colocar o mais claro possível o ponto de partida do autor. . Não se deve separar teologia do conceito de revelaço. Não é possível colocar aqui todos os pressupostos do autor. do que por meio de descriçes abstratas e proposicionais. secundário em importância apenas a quaisquer alteraçes colocadas por Jesus. Muitos deles são ocultos demais para poder alistar conscientemente. Quando se encontra um texto que aparentemente não apóia um conceito teológico. A teologia é um estudo sempre em andamento. Um texto difícil não deve receber o peso teológico dado a um texto claro. Mesmo que seja a intenção do autor ajudar o leitor e aluno no processo de formar a sua própria teologia. pois é somente pela auto-revelaço de Deus que se pode conhecer a Deus. O uso de comentários.Esses pressupostos informarão o processo deste estudo bem como os seus resultados finais. procurando sua mensagem contextual1.

140. 3 Veja HARBIN. TaET. conforme estudos exegéticos de várias passagens.000 5. No campo da teologia nada é diferente. línguas. Ajudas hermenêuticas e fatos referentes à história. 187. 171. mas logo é necessário trazer tudo de volta frente à leitura do texto bíblico. O processo adequado para a leitura e o estudo do texto bíblico é de certa forma bem complexa.5 É importante lembrar que as traduções atuais da Bíblia estão. em geral.. “Quem sou eu?” e “O que Deus quer comigo?”. se o leitor omitir uma leitura cuidadosa do próprio texto bíblico. portanto. mesmo quando não se conhece plenamente todo aspecto das exigências do compromisso. 133. A Bíblia Como Base Para a Teologia: Como a Bíblia será nosso livro texto mais imediato. Nada disso valerá a pena. em sentido de uma hermenêutica apropriada. Harbin Não se deve forçar um conceito neotestamentário sobre um texto qualquer que não apresenta o mesmo ensino. 17. portanto. certos comentários iniciais se fazem necessários. mas que estavam apenas começando a estudar a Bíblia e. 2 Veja SILVA. e contextos sociais ajudam a apontar o leitor na direço certa para fazer uma boa exegese. ESnBHI.1 Veja KAISER. baseados em tradiçes de traduçes primitivas de homens bem intencionados. Grande parte das seguintes anotaçes provêm da apostila do mesmo autor com título Teologia das Narrativas. 199.. No final das contas. Chrístopher B.6 As perguntas essenciais a serem feitas ao texto bíblico são “Quem é Deus?”. (01-01-2006) ©Copyright 2001 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. A Bíblia deve ser tanto o ponto . Deve-se ouvir e ler o que dizem os teólogos.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. p.4 Não se deve forçar um texto bíblico dentro de um molde teológico. L. nem de antemão as respostas aos questionamentos teológicos. deve-se sempre que possível recorrer às línguas originais. A fé exige aceitar um compromisso com Deus. 3 de 35 STBRS-PETE “5. mas o essencial é realmente ler o texto bíb lico em sua integridade muitas vezes. o leitor tem a responsabilidade de averiguar todas as informaçes passadas à luz do próprio texto bíblico. Servem de um guia para o tratamento teológico do texto bíblico. Estas anotaçes tem sido em pouco modificadas para inclusão no presente documento.

000 5. conseqüentemente tentando sistematizar o conteúdo detalhado a partir dessas disciplinas. 187. portanto. Harbin pois havendo falhas em qualquer etapa da investigaço. 4 de 35 STBRS-PETE “5. 19 e KAISER. porém a exegese da Escritura sim deve reformular a teologia” (NEUSNER. L. 17-18. Espera-se chegar a ler o texto bíblico de acordo com as suas próprias normas.. 5 “A teologia não deve reformular a Escritura.de partida do exercício teológico. Chrístopher B. Como destaque. Devidamente. É expressamente necessário lembrar que o esforço da teologia sistemática deve depender do estudo criterioso do texto bíblico. xii). Grudem (2) trata de que a teologia sistemática se aproveita do estudo da teologia do Antigo Testamento. O Antigo Testamento era a Bíblia para Jesus e os seus discípulos. É nesses termos. aproveitando bem as investigaçes exegéticas feitas sobre o texto bíblico. que se oferece aqui as seguintes colocaçes introdutórias em sentido de montar ou definir o guia hermenêutico a ser estabelecido e proposto.. como também o ponto de retorno para verificar as conclusões obtidas. 133. (01-01-2006) ©Copyright 2001 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. Ênfase Teológica do Texto Bíblico: Ao olhar para a questão do uso da Bíblia na teologia. Comumente citavam o Antigo Testamento para fornecer base p ara seus posicionamentos teológicos. da teologia do Novo Testamento e da teologia bíblica. Existe aqui. 6 Veja SCALISE.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. 4 Veja HARBIN. Esse esforço. portanto. o resultado final refletirá essas eventuais falhas metodológicas nas suas conclusões. ESnBHI. lembramos que livro de Apocalipse tem mais . deve-se lembrar que o Antigo Testamento é indispensável para a teologia. porém. É esta proposta hermenêutica que servirá de base para o esforço teológico decorrente. sem forç-la a se encaixar dentro de um padrão pré-estabelecido. TaET. deve ser avaliado em todo ponto. p. uma preocupaço para assentar bem firme algumas consideraçes referentes a estas bases disciplinares na abordagem teológica da sistemática. especialmente considerando a sua funço de assentar o fundamento teológico dos autores do Novo Testamento.

Pela Torá é dada a manifestaço de como viver na condiço de povo de YHWH. “Será que esta história bíblica registrada pode ser a fonte de significado e unificaço teológicos?13. e que nenhuma outra divindade tem qualquer valor”14. 3. Melhor traduço do termo hebraico “Torá (hr.27-28. apenas idéias 7 A exemplo. Jesus dá uma nova ênfase e força à Torá9. 8 Mateus 5. 10 HOUTMAN em WOUDE. que uma teologia nem é apresentada no cânon do Antigo Testamento. 9 Mateus 15. 31. conforme a perspectiva de Jesus.13-15 depende de compreender a passagem em Números 21 à qual Jesus faz referência. É proveitoso lembrar. Estas “tradiçes dos anciãos” vinham anulando a Torá. porém para fazer isso é preciso primeiramente “identificar um padrão normativo”15. muitas partes do Novo Testamento se tornam simplesmente incompreensíveis7. porém. O livro inteiro de Hebreus não faz nenhum sentido se não houver uma compreensão da lei sacrifical do Antigo Testamento. que sua personalidade é tão real e viva como a do homem. 12 ROBINSON. /T) seria realmente “instruço”.1-9 e 5. Jesus reivindica ter vindo expressamente não para abolir a lei. o Antigo Testamento vem reivindicando que a salvaço é pela fé mediante a graça—já desde os dias de Abrãao11.6 e Romanos 4.17.referências e alusões ao Antigo Testamento do que contém versículos. A crítica maior de Jesus lançado aos fariseus e saduceus não tinha a ver com a Torá (apelaço dos judeus para o Pentateuco. que o relacionamento entre a personalidade corporativa de Israel e a Pessoa Divina é moral. que a lei por si é forçosamente declarada como não sendo salvífica. João 3. Logo a instruço da lei é revigorada no ministério de Jesus e ganha uma abrangência maior. 11 Gênesis 15. Kaiser afirma que é preciso fazer “a exegese do texto individual à luz de uma teologia total do cânon”. Tem sido alegado até. “A unidade [veterotestamentária] é de uma fé contínua de que YHWH (hwhy) é o Deus de Israel. Desde Gênesis. . mas para cumpri-la8. não “lei”.3. 166 e LASOR. pois a Torá é a instruço de Deus para que o homem conheça como deveria de viver10. Identificar uma teologia total do cânon é um trabalho no mínimo difícil em extremo. mas tinha a ver com as suas tradiçes referentes à mesma. Em resposta. comumente traduzido como “lei”). Pode-se afirmar que “a religião do Antigo Testamento como um todo firma-se na fé na graça divina”12. Sem um estudo cuidadoso do Antigo Testamento.

por intermédio do qual procura revelar-se à humanidade por completo19. 36. Harbin religiosas isoladas. formou a humanidade17. 5 de 35 STBRS-PETE “5. Chrístopher B. p. Tal incluia a vivência ética e moral do povo entre si. sendo este em tese a identificaço e vontade de YHWH —Aquele que chamou o mundo para existir.ou neotestamentária. apenas no culto hebreu existia “o conceito de que todo o ritual do sacrifício permanece na circunferência da religião”. 8. (01-01-2006) ©Copyright 2001 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. Desta forma. “Foi esta intensidade moral. poderia-se apontar para o propósito básico das narrativas. Por outro ângulo de estudo sistemático do Antigo Testamento. A religião de Israel “descansava numa decisão voluntária que estabelecia uma relaço ética entre o povo e seu Deus por todo o tempo”22. É de lembrar que qualquer esforço teológico sistematizador sempre encontrará limites para sua formulaço. A teologia depende da revelaço divina outorgada à humanidade para sua redenço. Para o hebreu. 14 ROBINSON.13 KAISER. 27. ainda que não um “elo sistematizador” ao padrão do ideal de Kaiser. pergunta-se referente à própria necessidade de uma sistematizaço temática para teologizar o texto do Antigo Testamento. 15 KAISER. uma religião de redenço tanto quanto a do Novo Testamento”21. e lhe deu o poder para assimilar contribuiçes estrang eiras. Em contraste aos povos ao seu redor. TdAT. Livros como Provérbios e Eclesiastes têm co mo objetivo principal aplicar a moralidade e a justiça apresentada ao cotidiano prático. que mais do que qualquer outra coisa. registrados para apreciaço e reflexão teológica nas narrativas20. TdAT. possibilitando o fiel a viver segundo a instruço do criador. e dentro dessa humanidade um povo particular18.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. começa-se a perceber elementos de apreciaço teológica em comum entre narrativas. que organiza sua apresentaço de acordo com os “grandes atos reveladores de Deus”. então. porém não sistematizadas16. “A religião do Antigo Testamento é. ao invés de empregar a estratégia da própria Bíblia. sem a perda de sua força e continuidade natural”23.000 5. pois o homem não pode conter o infinito por razão dos seus próprios limites. Assim uma teologia abrangente especificada seria o produto de uma sistematizaço externa ao texto. os . a seu modo. quer seja teologia vetero. Assim também. ergueu a religião de Israel acima de todos os seus contemporâneos.

23 ROBINSON. mas através do seu agir entre o povo25. antes de aceitar o que o texto ensina claramente. 11. É esta identificaço dos feitos de YHWH nos eventos relatados que forma algo da essência da inspiraço do texto. também. A curiosidade humana em si não é má.24.6-8. sem importar a compreensão ou falta de compreensão dos detalhes. 43.16-18. como sendo “o agente num evento histórico. Se o homem tivesse pleno conhecimento. TAT1.7. pois nem todas são de interesse real.1. citado em ROBINSON. que a revelaço bíblica tem origem na limitaço humana para compreender o Criador e Sua vontade. 45-46. 5. Josué 2... a Bíblia indica55 que nem tudo está ao alcance da sabedoria humana.3-6. exigir respostas referentes às curiosidades. não o feito do texto relatar os acontecimentos descritos. porém. As narrativas interpretam a história da intervenço de YHWH na vida do seu povo. intimamente afetando o futuro de Israel”revelado e identificado não por uma elaboraço proposicional sistemática.1-2. Êxodo 6. 17 Gênesis 1. 49. Não é lícito. 2.9-11. 24 SELLIN citado em ROBINSON. 12. pois é por meio dela que se aprende. Chrístopher B. o Deus de Israel. 50. 51. 25 ROBINSON.56 É bom lembrar. 21 ROBINSON. 32. 20 HARBIN. Por outro lado. Deus não se preocupa em responder todas as dúvidas e perguntas do homem. 18 Gênesis 12. a . O homem é responsável pelo que conhece e a convocaço divina exige compromisso com Deus desde o chamado à obediência.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. A.000 5. Harbin estudo e da iluminaço divina. porém a idéia era tida pelos conhecedores de Deus entre o povo—coisa que noutras partes e noutros povos não existia por razão de seu desconhecimento d’Ele. (01-01-2006) STBRS-PETE “5. 19 Êxodo 19. L. Nem todos de Israel compartilhavam deste conceito. 22. Nas narrativas bíblicas identifica-se a YHWH.26.rituais cúlticos expressos supremamente no ritual sacrifical “contém em si apenas o significado de um símbolo”24. É esta interpretaço dos acontecimentos que tanto 16 DAVIDSON. 39. 22 BUDDE.

Não se deve sustentar uma posiço teológica de creatio ex nihilo com base em Gênesis capítulo 1. Isso não quer dizer que todos concordarão na interpretaço devida de uma dada passagem.2-41. pois é sua responsabilidade compreendê-las. não sobre assim chamadas “mensagens escondidas”. Por causa da incapacidade do ser humano para compreender o infinito é que YHWH se revelou. Como Grudem aborda em sua introduço.revelaço bíblica não teria sido necesário. o leitor responsável estuda com mais cuidado e usa cautela referente às suas conclusões interpretativas. “Se o texto não diz. deve sempre cair sobre a mensagem clara do texto. . Segundo disse um aluno do Programa de Educaço Teológica por Extensão. Natureza e Propósito da Teologia Sistemática: Algo já se tem dito referente à natureza e o propósito da teologia sistemática. este conceito reflete a necessidade de uma pesquisa intensa referente ao ensino bíblico que fornece sustentaço para todo aspecto da sistematizaço e do ensino proposto. não desde o Antigo. 55 Veja no livro de Jó as perguntas que Deus faz para ele (38.pois a passagem não sustenta o ensino. ensino sobre a imortalidade vem com o Novo Testamento. Aqui se limitará a alguns comentários abreviados. Tais distinçes devem ser feitas para que o teologizador e sistematizador tenha base bíblica mais coerente na sua proposta e no seu ensino teológico. Quando um texto apresenta dificuldades interpretativas. Logo o homem deve lembrar-se de suas limitaçes ao aproximar-se para interpretar a revelaço divina. Já se mencionou as dificuldades para fazer tal abordagem temática com base em textos bíblicos que não seguem o mesmo tipo de sistema organizacional.34). para que possa então ser aplicado também ao contexto atual. o leitor é limitado primeiramente ao texto bíblico. O texto claro sempre deve ter mais peso de que o texto enigmático (de difícil interpretaçao). então. Da mesma forma. A Bíblia é a regra de fé e prática. O enfoque. Permanece. Em termos de revelaço. Na teologia. então. 56 Há também indícios de que o homem é responsabilizado por coisas que não compreende. expressamente para tratar toda temática necessária59. porém nem sempre se terá uma conclusão definitiva sobre um texto difícil. não inventa!”58. a necessidade de procurar com diligência a mensagem originalmente intencionada dos autores bíblicos. o propósito da sistemática é de tratar todos os temas necessários por ordem de forma organizada. O próprio Apóstolo Paulo disse que “agora conhecemos em parte”57.

seja. “Doutrina” quer dizer “ensino”. Na teologia espera-se fornecer a base para um diálogo entre posiçes divergentes.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. pois a doutrina é parceira e complemento do estudo teológico. Quando se estuda a teologia. pois o termo realmente quer dizer “palavras sobre Deus”. p.Em Lucas 24. Não havia espaço para alegar falta de conhecimento. 57 1ª Coríntios 13. O estudo teológico tem como funço assentar com mais precisão as declaraçes e posicionamentos teológicos que se faz no dia-a-dia.25-26. e uma apresentaço e estudo da teologia deve de responder a estas preocupaçes. Não é suficiente saber como indivíduos no passado interpretaram e aplicaram certos ensinos bíblicos. 14 de 35 STBRS-PETE “5. De certo. Cada cultura e contexto tem as suas próprias preocupaçes teológicas. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. A teologia pretende olhar os parâmetros dentre os quais existe decisões de posicionamentos a serem tomados. propõe-se a procurar oferecer uma sistematizaço do ensino bíblico global para ajudar o interessado a ter conhecimento mais pleno do ensino teológico da Bíblia. 58 Alunos PETE. O propósito do estudo da teologia é de fornecer um alicerce para a fé e prática no cotidiano. e refere-se àquilo que se aproveita do estudo teológico para ensinar como declaraço de posicionamento sobre a .12. 59 GRUDEM. a teologia se faz diariamente. estudo sobre Deus. Chrístopher B. opiniões e decisões tanto no secular como no religioso. Harbin Mesmo assim. pois o contexto vivido a cada épo ca e espaço cultural e geográfico tras as seus próprios interesses e questionamentos que precisam de resposta. Além da dificuldade em sistematizar o ensino bíblico. faz-se ao mesmo tempo um estudo doutrinário. Deuteronômio 11.16-22 indica que o povo de Israel deveria memorizar toda a lei de YHWH para poder cumpri-la na sua íntegra e assim herdar a terra prometida.000 5. Há muitas palavras ditas sobre Deus no dia-a-dia. o desafío deste estudo será de abordar os assuntos normalmente elabordados de perspectivas norteamericanas e européias de tal forma que respondam também às preocupaçes do povo brasileiro. e na maioria dos casos estas conversas faltam fundamento bíblico firme. Jesus demonstra que os discípulos deveriam ter compreendido e aceito a palavra dos profetas. 2. abrindo e definindo limites aceitáveis para posicionamentos doutrinários específicos. como também para corrigir os erros que se faz no fundamentar práticas.

a definiço de verdades deve ser aceita como propostas para consideraço. O enfoque. Dependendo do posicionamento feito sobre definiçes da inspiraço bíblica. Não é possível chegar a este ponto. O essencial a ser declarado na teologia está clara. p. e menos o aspecto de em que crer.verdade a ser repassada a outrem. Gostaria-se de poder alistar com precisão milimétrica toda definiço detalhada para posicionamento seguro em cada área do estudo a ser feito. 15 de 35 STBRS-PETE “5. Há aspectos doutrinários sobre os quais não há consenso mesmo entre estudiosos. O problema é que as passagens que tratam conceitos de inspiraço não delimitam o conceito de forma incontrovertida. é (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. Deve-se lembrar nesta etapa do ensino a respeitar os parâmetros estabelecidos no estudo teológico.000 5. Chega-se também a um ponto a partir do qual é simplesmente necessário depender de Deus e confiar. credibilidade e autoridade. e não como definiçes absolutas. No campo evangélico atual. Ao repassar as conclusões teológicos ou doutrinários. no entanto deve ser em relaço a conhecer a Deus e confiar. Há detalhes. lembra-se ao leitor que em certos casos não é possível tomar uma posiço com segurança absoluta. Lembra-se no trascurso do estudo teológico que ao investigar o texto bíblico para acertar com maior nitidez a compreensão de Deus o fator de importância suprema é em Quem crer. mesmo quando não se pode acertar com precisão todo detalhe de especificar as verdades que devem ser aceitas. há divergências pleiteadas que partem de definiçes concernentes à inspiraço bíblica. membros de uma mesma denominaço. Harbin alterado o posicionamento sobre a forma adequada de se compreender o texto bíblico entre o uso dos termos infalibilidade. pois a fé é o relacionamento compromissório em Cristo. Nestes casos. que estão fora do alcance de uma definiço humana. a qual começa com os pressupostos provenientes do conceito de inspiraço em uso. perante o qual se depende na provisão de Deus. Dito isso. partindo de um estudo bíblico coerente. Chrístopher B. bem como os demais temas teológicos. Há também divergência em sentido de métodos apropriados para o estudo do texto bíblico. é importante o aspecto de saber a verdade referente a Deus. Em parte isso serve de lembrete da necessidade de uma entrega de confiança em Deus. porém. inerrância. . O olho humano não enxerga além de um certo ponto. pois o ser humano é limitado demais em poder definir aquilo que é além de si.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr.

Grudem às vezes descreve as posições contrárias à sua. mas dando crédito à posiço descrita. mesmo que não seja prazero so manter o detalhe indefinido. mas não consegue acertar com precisão as críticas. Mesmo que um autor faça toda tentativa para descrever uma posiço que difere da sua é fácil demais negar a posiço alheia sem a ter ouvido por seus méritos. como o contexto original do autor e do ouvinte intencionado pelo mesmo. Há. A norma infelizmente é de que quando o fundamento para uma posiço não está bem arraigada e clara no texto bíblico a sua defesa parte mais pelo lado emotivo de defender o posicionamento. visto que é quase impossível que se distancie suficientemente de uma posiço particular para fazer justiça a uma posiço contrária àquela aceita pelo autor. portanto. tem feito muita festa quase inquisicional defendendo sua posiço e as suas posiçes subseqüentes como a única definiço aceitável para o cristão. . mas parâmetros dentre os quais existe opçes interpretativas coerentes. é em referência ao expor com clareza a posiço alheia. partindo de textos que são menos do que claros no seu tratamento de uma temática secundária do autor do texto. Quando não se pode estar bem certo em um dado ponto é mais saudável manter o assunto em aberto. descrevendo não apenas o posicionamento. Certas consideraçes no texto refletirão a situaço histórica e cultural do povo quando da sua escrita. Na pesquisa do texto bíblico em todo o esforço teológico é essencial respeitar tanto as limitaçes do intérprete. incrementado semp re à medida na qual a base bíblica é imprecisa ou incerta.Alguns. Esta prática é ainda mais normativa quando o intérprete estabelece o seu posicionamento como sendo integral ou básica para toda a sua teologia. Além do mencionado aqui. No texto a mão o mesmo problema será enfrentado. um grande problema para o intérprete que pretende estudar tanto a Bíblia como a teologia sistemática. Na tentativ a de evitar este tipo de problemática é que se procura fundamentar não apenas uma lista de posicionamentos teológicos. no entanto. que ler com cautela o material teológico para acertar bem o seu posicionamento e nesta base elaborar uma resposta apropriada às posiçes espostas. mais é a vehemência na sua defesa. Quanto mais central um dado posicionamento é para a elaboraço do sistema teológico. respostas e preocupaçes que elas estendem à posiço que ele toma60. O problema provém de um fundamento incerto.

Se algum fenômeno não pode ser medido. Crer é ver. Na discussão de inspiraço. No conceito científico atual. 61 Veja páginas 33-37. páginas 60-66. pois escapa de padrões de mediço materiais66. Deus não pode ser real. Num contexto na qual a mulher não recebe instruço. existe a idéia por base de que somente aquilo que é físico tem existência real. nem ao menos alfabetizaço. Érickson trata bem esta questão61. o que tem a ver com os pressupostos com os quais o indivíduo lida. Esses pontos de apôio à fé ajudam o indivíduo a averiguar a veracidade daquilo que crê e ajudam-no a confiar no Criador. O ensino da igualdade perante Deus em Cristo abre a possibilidade em contextos apropriados para que a aplicaço de Paulo seja modificada. (01-01-2006) STBRS-PETE “5. . O que se usa como provas são mais verdadeiramente comprovantes da realidade já aceita. As crianças não precisam ver este lugar para saber que existe. Grudem falta mencionar que a sua posiço sobre inerrância é dependente de sua definiço de inspiraço.” Este diálogo é o mais significativo do filme inteiro. especialmente à luz de 60 Veja seu tratamento referente à inerrância. mas não creio”. O pressuposto mais central é da existência de Deus. é coerente a advertência de Paulo para que a mulher não ensinasse na igreja.000 5. oferecendo apenas as suas conclusões próprias (páginas 23-27). É somente quando se crê que é possível enxergar a realidade de Deus.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. valendo ressaltar que em certos casos o contexto histórico contribui para uma formulaço aplicada numa época histórica que seria indevido em em certos contextos atuais. revela um conceito importante a ser levado em conta na teologia. Grudem nemlevanta questão de outros posicionamentos. estando impossibilitada de fazer estudo da Bíblia. Elas simplesmente sabem. “Estás perdendo significância”. Em tal definiço. pesado e calculado. Eis o conflito maior para ser analisado entre propostas científica atuais e conceitos teológicos bíblicos. e a única parte significativa. então não é real. É com esta base de fé que se olha ao mundo ao redor e vê a presença e atuaço de Deus no mundo ao redor. Ao mesmo tempo. Esta realidade não pode ser provada mas pode ser em parte comprovada na vida daquele que aceita o pressuposto. sob o subtítulo “Os critérios de permanência na doutrina”. Chrístopher B. “Qual é a significância?” “Ver não é crer.não sendo todo aspecto esse devido para aplicaço exata. Harbin com um duende onde há o seguinte diálogo: “Eu vejo.

muitos outros têm procurado montar provas lógicas. 68 BERKHOF. GRUDEM. 71 O mais destacado destas “provas” no Antigo Testamento o evento do Êxodo. Nesta apostila. Muitos povos acreditam não em u m só Deus. das quais Berkhof detalha uma lista68. o que procura é especificar a singularidade de YHWH e a necessidade humana de depender completamente em YHWH (hwhy) seu Criador. Não é assunto propriamente dateologia sustentar provas da existência divina. 66 HESCHEL. mesmo esta “prova” não é em si uma prova da existência de Deus. 98. 18 de 35 . Se a teologia realmente começa com a Bíblia e é uma tentativa de sistematizar o ensino da mesma. Grudem alega qu e “todas as pessoas de qualquer lugar têm uma profunda intuiço íntima de que Deus existe. mas da singularidade de YHWH (hwhy). p. 70 DAVIDSON. 54. começa-se uma procura de conhecer a Deus já pressupondo não apenas a Sua existência. tomar-se-á por certo a existência de Deus. 142. como ele mesmo demonstra.Para Lutero a existência de Deus não era assunto para a elaboraço de argumentos e provas67. outra vez. de que são criaturas de Deus e de que ele é seu Criador”69. A perspectiva da teologia cristã parte de pressupostos devidos a uma aceitaço de fé no Deus que não se vê. a criaço vem de um ocaso. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. mas foge das cosmovisões de povos em outras partes do mundo. Como Hebreus capítulo onze trata a questão. mas em uma multiplicidade de deuses. deveria-se aceitar o fato de que a Bíblia não procura provar a existência de Deus. 61. 30-31. a ressurreiço de Jesus é o evento central demonstrativo da divindade de Jesus. A única “prova” que se dá na Bíblia são as interpretaçes dos eventos da intervenço de YHWH na vida do seu povo71. A. Deus acima de todos os outros deuses. 25-26. porém são todas falhas. 97. A Bíblia não procura provar a existência de Deus70. e mesmo na antigüidade havia formas bem divergentes das colocaçes bíblicas referentes ao início do mundo. portanto. De certa forma. Esta alegaço talvez possa ser coerente para a maior parte da populaço norteamericana. 67 GEORGE. mas também que Deus recompensa aquele que procura conhecê-Lo. ROBINSON. No entanto. 69 GRUDEM. Para muitos. não a existência de Deus em si mas o seu caráter revelado no ministério de Jesus.. Assim a discussão partirá diretamente a investigar os meios de se conhecer a Deus. Estas provas. No Novo Testamento. O nosso ponto de partida deveria tomar esta pressuposiço dignamente.

STBRS-PETE “5. Nesta base procura-se conhecer a este Deus. a sustentaço de uma teoria ou até uma lei pode depender apenas de mais uma tentativa de desprovar o posicionamento. O método científico se baseia na utilizaço de premissas.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. Quando muitos tentam e não conseguem desprovar uma teoria. não por argumento convencedor. logo. Pode-se bem provar a possibilidade ou bem a plausibilidade da existência divina. Pode-se apenas apontar para a probabilidade de sua veracidade. crê-se na existência de Deus por vários motivos. teorias e leis. No final das contas. o homem também não pode provar com certeza absoluta muitas outras coisas que ele toma por certo. prova concreta não é possível. nem hipótese. teorias e leis da natureza. No entanto. é a mesma posiço a ser tomada em relaço a Deus. Isto. crê-se na existência de Deus em decorrência do agir do Espírito do Santo. Por outra perspectiva. ela passa a ser considerada uma teoria. Em termos humanos. mediante a Sua palavra e o seu sopro (Espírito) no interior do ouvinte que convence. hipóteses. o que remonta em essência a convencer o indivíduo sobre Deus. Não se pode provar nenhuma teoria. provar Deus é um esforço além das limitaçes humanas. ela passa a ser considerada uma lei.000 5. É tarefa do Espírito do Santo convencer o indivíduo “de pecado. Quando não se consegue desprovar uma hipótese. não de convencer o mundo de sua veracidade. É Deus. Em todo caso. nunca . mesmo depois de glorificados. O processo desse método é sempre trabalhar na questão de desprovar as suas hipóteses. porque Deus é muito além das limitaçes da investigaço humana. Só é possível medir e definir aquilo que é menos que o investigador. A responsabilidade do servo de Deus é de apresentar testemunho do evangelho. de justiça e de juízo”72. deve-se fazer lembrar de que a única maneira de se conhecer a Deus é de receber a revelaço que Deus faz de Si mesmo—seja de Sua auto-revelaço. Mesmo que se possa mostrar a grande improbabilidade da inexistência de Deus. “Deus está tão acima de nós … que a razão humana não é capaz de conhecê-lo”73. porém. Tal é a posiço do autor de Hebreus. Como Érickson afirma que seremos humanos. não será possível medir ou definir Deus a parte da auto-revelaço divina. Revelaço: Já de início. Harbin Dado a metodologia científica e filosófica. esperando algum retorno positivo por conhecê-Lo. mas em essência por que a Sua existência explica melhor muitos aspectos da vida e da própria existência do universo do que a inexistência de Deus. Chrístopher B.

logo a compreensão de Deus depende da receptividade humana à revelaço divina.8 73 Érickson. p. estudando e ensinando os textos que tinham em mãos e fazendo uma seleço do material que sentia refletir uma compreensão mais exata e confiável referente a Deus e à Sua vontade. é um reconhecimento do povo de Deus que estes livros refletem com autoridade e veracidade a Palavra de Deus para a humanidade. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. É nesse sentido que os batistas têm declarado que a Bíblia é sua regra de fé e prática. Deve-se lembrar que não houve nenhum concílio ou grupo especial formado para definir qual seria o cânon das Escrituras. 19 de 35 STBRS-PETE “5.000 5. Contudo.chegaremos a uma compreensão definitiva de Deus por questão da limitaço do ser humano. mais na maior parte conhecer a Deus depende em que Deus se revele e que o homem esteja atento a esta revelaço. O processo foi um desenvolvimento natural de cristãos lendo. escreveu que as igrejas em sua zona estavam lendo e usando uma certa lista de livros nos seus cultos. Algo deve ser dito referente ao processo de canonizar o texto bíblico. pela qual se mede as demais formas de compreender a Deus e o Seu plano para o homem. A dificuldade é do homem se desprender dos seus próprios conceitos para aceitar realidades que não se encaixam nas suas definiçes. Outros olharam para a lista e verificaram que eles também estavam usando os mesmos livros. Numa carta circular escrita em 367. Algo de Sua natureza se reflete na própria criaço. bispo de Alexandria. Entende-se haver outros meios de revelaço. pois este processo implica no uso adequado da Bíblia e o seu lugar apropriado na vida da igreja. portanto. Por revelaço. Atanásio. ou regra. O que temos no cânon. conhecer a Deus depende mais do que nada em que Deus se revele à humanidade. mas esta é a essencial no contexto à mão. Trinta e dois anos depois no Concílio em Cártago foi reconhecida oficilamente este cânon do Novo Testamento 74. mesmo após da morte. Harbin necessário alguns comentários sobre a revelaço geral e a revelaço especial ou particular. a revelaço escrita deve ser vista como o cânon. 286. não promulgando um decreto próprio. no entanto. tratar-se-á mais do que nada a questão da revelaço escrita na Bíblia. Cabe a Deus se conhecer e logo revelar-se ao ser humano na medida em que a criatura pode e aceita conhecê-Lo.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. . É proveitoso lembrar que este concílio simplesmente ratificou a prática existente das igrejas. Chrístopher B. fazse 72 João 16. Para tudo. Conforme descrito acima referente ao método científico.

000 5. provavelmente prostituta a serviço no culto pagão de Jericó77. nem à confissão dos integrantes da igreja. Abraão aprendeu em algum lugar e de alguma forma a respeito de YHWH. 77 BUTLER. Por sua própria afirmaço. 20 de 35 STBRS-PETE “5. É na Bíblia que a mensagem e a revelaço de Deus estão mais claras e definidas. 31-35. Esta é a razão de sua centralidade. valorizaram estes livros em conjunto como um livro santo e divino…. 55-56. enxergar como as narrativas contidas nesse livro “têm sido transformadas pelos . v. portanto. “Esta capacidade para discernir o plano divino dentro da história e além dos eventos é o que distingue um autor ‘sagrado’ no Antigo Testamento de qualquer outro tipo de 74 ELWELL. Nas palavras desta ‘Palavra’. servidor de Baal78. Gideão ouviu a mensagem de YHWH confirmada na boca de um soldado inimigo idólatra. Os dois espias de Josué ouviram a verdade referente a YHWH da boca de Raabe. Vê-se nas narrativas a inspiraço divina na convocaço de YHWH (hwhy ) para o povo encontrar-se com o Deus de Israel.1. 75 GEORGE. Chrístopher B. Vale salientar que a revelaço divina não se limita ao registro bíblico.12-15. não era ele o reformador. Ela já foi aprovada e preservada pela confissão de crentes no único Deus Criador do universo através d e séculos. mas Deus não está limitado ao texto bíblico para se revelar. e depois a Igreja Cristã. mas a própria palavra de Deus que havia levado a cabo a reforma ao seu redor75. Inspiraço e Inerrância: O conceito inspiraço é um tanto complexo. Da mesma forma a Bíblia deve ser dada o seu lugar na igreja atual para que desempenhe a sua fu nço devida e opere as reformas necessárias na igreja atual. devendo ser visto por vários ângulos e etapas.8-13. p. a voz de Deus foi ouvida”80. Harbin autor… 79.Lutero dependia completamente no estudo e ensino da Bíblia no âmbito do seu ministério. “Israel. prostituta pagã de Jericó76. 76 Josué 2. 179. É possível. 78 Juízes 7.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. A Bíblia é a revelaço suprema ao dispor. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados.

Este argumento. aceitar que a Bíblia não teve como objetivo preservar todos os detalhes referentes às histórias que relata. Preservou-se aquilo que é de ajuda para entender a aço de Deus em meio da humanidade. no qual se pergunta por sua esposa. Referente ao Novo Testamento. existem 24 livros citados e referenciados por nome no Antigo Testamento que hoje não se conhecem”84. não por conterem mais informaçes históricas ou científicas. contudo. Alguns alegam que a inspiraço da Bíblia está vinculada de forma inseparável à chamada infalibilidade (isenção de qualquer tipo de erro). além de serem contribuintes no adicional desenvolvimento tanto do cumprimento como da promessa expandida para o futuro!82. mas precisavam falar. logo as cópias também teriam que obedecer a estas mesmas exigências para expressarem corretamente a inspiraço divina. porém logo limitam esta tal infalibilidade aos manuscritos originais (chamados os autógrafos). Assim existem relatos como o de Caim. porém apenas quatro foram incluídos no cânon bíblico. tem base em lógica humana. conhece-se mais de 40 evangelhos que foram escritos nos primeiros dois séculos. Diz-se que não poderiam ter sido inspirados por Deus se houvesse qualquer classificaço de erro86. Tal lógica. É necessário. apresenta problemas. pois se os autógrafos tinham que ser completamente isentos de erros de qualquer tipo para que houvesse inspiraço. então. porém. …Alegavam estar na sucessão direta daquelas palavras anteriores.narradores bíblicos em testemunhos da obra redentora de Deus”81. “De fato. Os livros que foram preservados atestaram ser de mais confiança do que estes outros em revelar a operaço de Deus. não em qualquer especificaço bíblica. . Os escritores alegavam… que se sentiam sob um imperativo divino. Parece também que partes do Novo Testamento foram escritos originalmente em hebraico ou aramaico. e não no grego85. já que o texto não se interessa por entrar no assunto. Tinham uma santa obrigaço de falar aquilo que muitas vezes era contrário aos próprios interesses e desejos pessoais…. como também inclui o processo pelo qual o povo ignorou outros manuscritos que não chegaram a revelar as intençes e açes de Deus como nos manuscritos preservados83. Nestes relatos apresenta-se que o processo de inspiraço do texto inclui tanto o impulso divino sobre o autor.

mas apresentam o testemunho da palavra de Deus. Por outro lado. O que se encontra. 25-26 citando Papias. bispo de Frigia. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. a igreja tem um cânon por ter reconhecido nos livros da Bíblia não um registro de história ou de ciência. cerca do ano 130.O que alguns aparentemente descuidam. 18. 82 KAISER. Harbin acima do firmamento e também por debaixo da terra. 21 de 35 STBRS-PETE “5. a ordem da criaço em Gênesis 1 tem as plantas sendo criadas antes do sol. 32. 3. é que a classe de “erro” que um texto tão antigo apresenta tem muito mais a ver com conceitos emconflito com a ciência moderna e não algum erro na apresentaço de sua mensagem teológica (i. já que o propósito bíblico não é científico nem histórico. transmitida por meio dos seus portavozes. 83 SCALISE. O mesmo Papias cita ao ancião João. 26-27. porém. é o tipo de erro ao qual Calvino retrata em seu comentário sobre Atos capítulo sete88. 80 MULDER em WOUDE. sendo essa uma espécie de disco flutuando sobre outro mar87. portanto.000 5.). TdAT. Chrístopher B. 44. 84 PRICE. os profetas. o processo de inspiraço sendo em parte uma . Por ourtro lado. o objetivo da narrativa é alcançada de forma independentemente dela ser ou não um registro de precisão milimétrica.é. O povo de Deus reconheceu a palavra inspirada e transmitiu estas Escrituras após tal reconhecimento. É isto que o povo de Deus reconheceu e aprovou—a mensagem de Deus ao seu povo. 85 LOWRY. mas a verdadeira palavra de Deus89. Estes livros não atestam apresentar isenço de erros científicos ou históricos. não em ordem”. Isto não vem a ser erro em qualquer sentido importante. o conceito cosmológico refletido no texto define haver um mar 79 SOGGIN. p. etc. 44. 81 SOGGIN. dizendo que “Marcos tendo se tornado o intérprete de Pedro escreveu apuradamente tudo que lembrava das coisas que foram ditas ou feitas por Cristo. 86 ARCHER. 44-46.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. e todos interpretavam conforme podiam”. “Então Mateus compôs os oráculos em hebraico.

a sua graça. Deve-se lembrar. Autoridade: Conforme declaraçes da fé e mensagem dos batistas. Como Archer afirma. O seu propósito é de revelar a aço. e a sua vontade para com os homens —a autoridade suprema para questões de teologia. Muitos querem se apegar a textos como 2a Timóteo 3. nem histórica. Uma elaboraço adequada da inspiraço das Escrituras deve ser de caráter abrangente o suficiente para lidar com estas questões de níveis inspiracionais. nem indicaço exata do referente para definir a escrita em consideraço. É o cerne teológico que exerce rigor autoritário sobre a igreja. Afinal de contas. A frase greaga não contém o verbo para indicar a forma exata da inspiraço. é um desenvolvimento que compreende o descartar de conceitos descreditados93. a Bíblia tem autoridade em termos de fé (ou doutrina) e também na prática eclesiológica e individual dessa fé. especialmente infalibilidade de precisão científica sobre todo e qualquer assunto. Ela serve para reger ou guiar o cotidiano da igreja bem como seus membros no desenvolver o reinar de Deus . Harbin extremo. O termo utilizado aqui é “divinamente STBRS-PETE “5. Chrístopher B. a Bíblia reivindica a sua própria autoridade91. pois mesmo que ela depende de um desenvolvimento acumulado de anos em anos.92 Ela ensina sobre a realidade de Deus. porém que o sentido original grego deste versículo não se dá para uma definiço precisa do modo de inspiraço. o caráter e o propósito de Deus para com o seu povo e toda a humanidade. a sua identidade. a ciência atual será considerada ultrapassada e errônea em poucos anos. nem história. Os autores bíblicos geralmente não se importavam com assuntos tais. A questão d e conhecimento científico não vem a interferir com a autoridade inspirada da Bíblia.000 5. De qualquer forma. não científica. Esta palavra inspirada é uma palavra teológica. porém ela não reivindica infalibilidade. a identidade. mas a prática de muitos cristãos não é muito diferente do que a dele. mas também para definir tal inspiraço no sentido de Deus pronunciar palavra por palavra o que o escritor deveria de escrever. a conclusão final adotada será a mesma quanto à autoridade destas obras inspiradas.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. O seu propósito nunca foi ensinar ciência.16 para afirmar não somente o respirar de Deus nas Escrituras.aço comunitária do povo de Deus90. ao menos em termos da apreciaço humana da mensagem inspirada.

dizia Jesus. pois o reinar de Deus se insere em todo aspecto da vida humana. bem como o acesso que cada crente tem a Deus. Jesus a ensinava de forma ainda mais rigorosa do que as tradiçes do povo no seu dia102. a Bíblia é silenciosa. Não se limita a questões “religiosas”. Estes. Jesus ensinou não apenas que se deveria seguir a instruço de Deus. deixando que estas teorias tenham mais autoridade do que os próprios textos que tratam da expiaço do pecado.em suas vidas. Há ocasiões em que pessoas se apegam mais a questões de interpretaçes de alguns detalhes menos significativos da Bíblia. porém ela fornece padrões de moral.16. A autoridade dada à Bíblia pelos reformadores como Lutero encontra antecedentes no Apóstolo Paulo como também em Jesus. ela deve ser dada seu lugar de exercer autoridade sobre a vida do cristão e da igreja. É claro que a Bíblia não trata a aceitabilidade do uso de lâmpadas incadescentes e flourescentes no templo.19 é um tanto incerto e não contém muito apôio de outros textos para ajudar na sua interpretaço. falamos. Outros têm se apegado ferozmente a teorias particulares de expiaço. negando passagens que tratam do sacerdócio dos crentes em geral. Para muitos dos reformadores. No entanto. A passagem de Mateus 16. mas que este caminhar deveria se apegar com muito mais força do que as tradiçes dos anciãos de seu dia. a autoridade bíblica tem utilidade em todo aspecto da vida do indivíduo. Esta prática muitas vezes ia além da Bíblia para os ensinamentos das tradiçes rabinicas. ética e comportamento geral que influem sobre todo aspecto da vida humana. Como Paulo assevera em 2a Timóteo 3. Lembra-se aqui que o povo hebreu tinha hábito de medir tudo que se fazia em relaço ao ensino da Torá. este era basicamente o conceito operacional da autoridade bíblica. mas em tudo quanto possível. uma estrutura ecesiástica foi montada e defendida sobre este versículo em particular. sem realmente deixar que a clareza de outros ensinos tenham sua autoridade devida. . Em lugar de suavizar a Torá de Deus. A Bíblia era a autoridade. no que a Bíblia cala. Alexander Campbell chegou declarar como resumo da autoridade da Bíblia o seguinte “no que a Bíblia fala. porém o conceito aplicado era que a Palavra de Deus deveria ser aplicado a cada aspecto da vida com todo o rigor possível. Em certos assuntos. nos calamos”100. invalidavam os próprios mandamentos de Deus com seus ensinos101.

A interpretaço do 10 0 GEORGE. Houve. que Deus não está limitado ao texto redigido da Bíblia para se revelar ao ser humano. Há quem prega e é ouvido como portavoz de Deus. Mais de vinte e quatro livros são citados no Antigo Testamento por nome. deixando que a Bíblia exerça a sua autoridade como a Palavra de Deus escrita.5-13. É nos textos da Bíblia que o crente há percebido através dos séculos a palavra fiel referente à identidade do Criador. a necessidade de distinguir entre teorias interpretativas de certos assuntos e o ensino do texto bíblico por si. outras formas e meios de conhecer a Deus. Vale a pena ressaltar. Ela foi preservada propriamente por ser considerada a revelaço suprema de Deus. Lucas 6. Criador do universo. então deve ser colocado em submissão ao estudo cuidadoso do texto. Harbin indivíduo. Há. e quais são Seus propósitos para a humanidade. no entanto. O próprio processo de canonizar o texto bíblico reflete esta busca para diferenciar entre os múltiplos testemunhos acerca de Deus ou deuses para acertar com melhor definiço qual o testemunho verídico. Supremacia: Já foi tratado algo da supremacia da Bíblia como revelaço de Deus. Foram escritas mais de quarenta evangelhos na época logo após o ministério de Jesus. 10 1 Mateus 15. Há quem entende o seu sonho como partindo de uma mensagem de . do Talmude e dos rolos do Mar Morto atesta para a existência de outras escritas e coleçes de literatura entre os próprios judeus na época de Jesus. Marcos 7. Chrístopher B.Existe. Uma definiço interpretativa deve sempre respeitar a autoridade de um texto que pode tanto apoiar um certo posicionamento como derrubá-lo. porém.27-36. 24 de 35 STBRS-PETE “5.21-48. uma discriminaço para selecionar o que realmente era de proveito. dos quais não se reteve nenhuma cópia. e é esta coletânia de livros que recebemos na preservaço e transmissão da Biblia. A existência dos livros apócrifos. no entanto. portanto. A Bíblia é o melhor registro que conhecemos para indicar quem é YHWH. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados.000 5. 10 2 Mateus 5. p. Somente quatro destes manuscritos que conhecemos foram preservados como dignos da atenço do fiel.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr.3-9. Há quem sente um mexer no seu íntimo como indicaço da vontade e mensagem de Deus para si. 131.

Harbin Para os cristãos que seguem a refo rma. O que uma pessoa interpreta ao olhar a natureza pode ser bem diferente da interpretaço do seu próximo. A própria Bíblia indica que a palavra de Deus tem caráter permanente103. porém é na Bíblia que o cristão mede a coerência de tal mensagem. 25 de 35 STBRS-PETE “5. Pode servir de u m jeito no primeiro momento e ser aproveitado em outra aplicaço no momento seguinte. por questão do caráter do Deus que a expressa e a mantém. p. Há quem estuda a natureza e percebe a atividade de Deus ao seu redor. é na qualificaço da “revelaço”. Em termos dos outros meios de revelaço.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. É neste sentido que se fala da Bíblia em termos de sua supremacia. no entanto. para averiguar se uma mensagem revelatória de outra via revelatória é fiel ou não ao que já foi revelado e atestado. Um sonho pode ser interpretado da mesma forma que se usa a esponja de aço. contextos e passagens complementares. ou instrumento de medir. sendo o registro mais fiel conhecido referente ao Criador do universo e da humanidade.000 5. os quais asseveraram a sua autoridade. a Bíblia tem o caráter de revelaço suprema. mas elas podem ser discutidas em termos de definiçes de terminologias. A palavra de Deus é tão fiel quanto o Deus da palavra. Esta supremacia foi atestada através dos séculos por fiéis em seis continentes. Não há um padrão normativo para a sua interpretaço. A diferença. A Bíblia é a revelaço suprema de Deus. averiguando que seja realmente de Deus. O sermão de um pregador pode ser contrariado pelo sermão do segundo. e Deus pode também comunicar de outros meios. A Bíblia pode também sofrer interpretaçes diversas. não existe o mesmo tipo de controle. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. a Bíblia como revelaço suprema é o cânone. Assim. a não ser em termos de sua coerência com a revelaço de Deus na Bíblia. Chrístopher B. até se chegar a um acordo ou resolver que não uma conclusão definitiva a ser dada. pois há quem segue outra religião e crê na autoridade do seu registro próprio. Esta supremacia é ao mesmo tempo um ato de fé. . Deus ainda pode usar outros meios de se revelar. Todas estas formas de ouvir a Deus podem ser válidas. como o Bhagavad Gita e o Livro de Mórmon entre outros.Deus para a sua vida. Na Bíblia há vários registros de pagãos idólatras sendo usados por YHWH como Seus mensageiros.

nem foi encontrada em forma completa como asseveram os Mórmons sobre as tábuas de ouro supostamente encontradas por Joseph Smith. O que Deus pode e continua a revelar a sua vontade e identidade para a humanidade é coerente com o que já tem revelado. Abrão. podese medir com melhor precisão a coerência de alguma outra revelaço específica. sendo o centro para a averiguaço da mensagem de Deus104. compreenderam a revelaço que Deus lhes dera. sempre modificando as vidas de fiéis comprometidos a seu estudo e aplicaço. falamos da Bíblia como a Palavra de Deus como resultado de reconhecermos nela a palavra de Deus para o ser humano. Por conseqüente. A Bíblia na Teologia: Na introdução. É nestes padrões mais do que em qualquer outro sentido que se toma a Bíblia por revelaço suprema. que o que essencialmente precisa ser revelado para a humanidade já foi revelado através destes e supremamente por Jesus. sem terem o proveito da Bíblia. A dificuldade e responsabilidade presente àquele que sente alguma revelaço específica é de averiguar que seja realmente revelaço de Deus. a Bíblia é a base para comparar e corrigir outras fontes de orientaço espiritual.É salutar lembrar que a Bíblia não caiu do céu. no entanto. É nesses termos de reconhecer a palavra de Deus que a prezamos como sendo a Sua palavra. Noé. tendo uma compreensão da mensagem e do caráter divino. o Deus Criador do universo. no . Samuel. no qual o povo de Deus tem averiguado que certamente esta transmissão é coerente com a compreensão recebida de Deus. e não de qualquer outra fonte. Foram homens que compreenderam de alguma forma a vontade e as instruçes de YHWH (hwhy). José. Elías e outros ouviram a verdade de Deus de alguma forma. e também será coerente. Ela foi atestada por geraçes. Sem a Bíblia em mãos. Mais do que nada. Moisés e Josué. Abraão. Esta revelaço apreciamos no registro bíblico. Conhecendo bem a revelaço divina registrada na Bíblia. apreciando a veracidade de sua mensagem da identidade e da vontade de YHWH. Deve-se. Esta veracidade vem sendo comprovada no processo de preservaço e canonizaço dos registros bíblicos. Nada impederia que Deus continuasse a lidar com o Seu povo da forma que fez ao revelar-se a Noé. já se viu algo da dependência que a teologia deve ter na Bíblia. Moisés. Entende-se.

Menos comum. O sentido das palavras de Jesus não tem vínculo com o haver um grupo pequeno de irmãos para adorarem a Deus ou estarem confiados da presença de Deus em seu meio. Paulo emprega a frase no sentido de dar frente às dificuldades ou necessidades materiais de fome. A exemplo deste ponto. No contexto de Filipenses. É neste laço de reconciliaço que Jesus se faz presente. É muito comum o citar e referenciar versículos ou referências bíblicas no apôio a certos posicionamentos teológicos ou práticos da vida cristã. sendo que é o indivíduo que escolhe o rumo a seguir. pode-se ver como no contexto evangélico atual se utiliza da frase “tudo posso naquele que me fortalece”105. Lembra-se que a Bíblia não é uma coletânea de versículos que servem para defender argumentos. A norma que deveria ser seguido é de fazer estudo de passagens que tratam a temática à mão e logo procurar para ver se de fato há outras passagens que DISCORDAM da perspectiva que se formulou. é começar com o texto bíblico e depois desenvolver o posicionamento ou prática. A frase é empregada no sentido de Deus fortalecer o indivíduo para realizar ou enfrentar qualquer tarefa ou desafio à mão. Tal é o problema de fazer teologia com base no uso de uma concordância. ouve-se muito as palavras de Jesus. A colocaço tem referência à reconciliaço de irmãos sendo unidos por causa do amor de Cristo. procurando textos que apóiam o posicionamento do pesquisador. retratando o uso devido da Bíblia como revelaço suprema de Deus. Por questão desse aspecto .entanto enfatizar essa dependência. Estes dois exemplos são de textos comumente citados fora de seus contextos temáticos. mas é comum ver outras passagens distorcidas pelo sentido aparente de um versículo isolado. colocandoas suas próprias argumentaçes. O “reunir” do versículo deve ser lido no contexto do constrangimento e a ofensa que se faz necessário o perdão e o arrependimento. A Bíblia é composta de livros e cartas que trazem as suas próprias temáticas e defendem os seus próprios posicionamentos. porém. pobreza e frio. Em outro contexto. A prática teológica comum não se restringe a abusar destes dois textos. Muitas vezes isso se deve ao simples fato de não se fazer uma rotina de estudo bíblico contextual. dizendo “ondedoisou três estiverem reunidos em meu nome ali estarei”106.

(01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. . Na época da Reforma. Mesmo alguns dos eruditos engajados no esforço de compreender as fontes ou linhas de transmissão do texto retratavam da necessid ade de seguir a uma compreensão do texto completo. 113. procurando definir os temas gerais ou até as complexas ou perspectivas teológicas dos livros bíblicos como obras completas. no entanto. a Palavra de Deus deveria de ser não somente o motivo da reforma. Na área de estudos veterotestamentários. 10 6 Mateus 18. Se for necessário reforma na igreja atual. o qual é mais certo a partir do testemunho da Bíblia do que em qualquer outra parte. a prática teológica nas igrejas evangélicas persiste em dissecar as obras completas. reverenciando mais o versículo individual do que a abrangência da unidade literária.da natureza do texto bíblico. no ensino e na teologia. 10 7 GEORGE. a Bíblia tomou lugar central na vida e no ensino daqueles que protestavam os abusos da Igreja Católica.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr.000 5. Infelizmente. Harbin texto bíblico. 27 de 35 STBRS-PETE “5. mas expus aos seus ouvintes o próprio 10 5 Filipenses 4. é indispensável que se faça um estudo criterioso da Bíblia que respeita as temáticas das passagens estudadas dentro do contexto dos livros e das cartas dos quais fazem parte. Zuínglio até memorizou o texto grego das epístolas de Paulo 107 e logo na sua pregaço não aceitou mastigar o texto empedacinhos quebrantados. o complexo escrito na forma canônica atual. mas também o seu agente. é isso mesmo que se costuma fazer. p. Não adianta tomar uma posiço destes. Foi esta proclamaço da Palavra de Deus o fator que mais incendiou a reforma em Zurique108. Esta linha de pesquisa sobre o texto como um todo vem crescendo mais recentemente. sem praticar o estudo e a pregaço da Bíblia em todo aspecto da vida cristã e eclesial. A Bíblia era usada rigidamente na pregaço.13. Chrístopher B.20. A teologia propõe conhecer a Deus e a Sua vontade. Na prática. vinha-se até pouco colocando muita ênfase na disecaço do texto entre as linhas de tradiçes ou fontes componentes do texto atual.

127. 55. Se a Bíblia for dado o seu lugar devido. . 11 1 Em João 6. De outra forma. De certo. Trindade: “A doutrina da Trindade não é uma especulaço complicada que tenha surgido na mente de teólogos ociosos. são um e único Deus”114. 10 9 2a Samuel 12.60 o autor refere-se a conceitos de difícil compreensão. mas é o esforço de explicar com conceitos adequados aquilo que se constitui uma experiência diária na vida da igreja do Novo Testamento”112. mas “que o Pai. ou a distinço entre as “pessoas” de Deus (geralmente negando divindade a Jesus e o Espírito)113. 11 2 URETA. 80.29 o ensino não é prazeroso e em Mateus 21. 10 8 Ibid.1-7. apela-se novamente a uma volta para a época antes da reforma.39 as palavras contra os líderes judaicos são stringentes.1-14. e o Filho. mas igualmente em termos do seu uso. (01-01-2006) • Por Trindade. não compreende-se três deuses. no ensino ou no culto. e o Espírito. Houve muito conflito nos primeiros séculos referente à elaboraço do conceito triuno. Para tratar a questão da Trindade de Deus..Em muitos casos. 11 0 Filipenses 4. A Bíblia deve não apenas ter uma posiço elevada em termos teóricos. pois a identidade trina de Deus é além da experiência humana e de sua compreensão plena. é um conceito difícil. para não mencionar as palavras duras de Jesus111. seja no estudo pessoal. a Bíblia é rigorosa em “pegar no pé do ouvinte como fez o profeta Natã no caso de Daví109 e também Paulo chamando por nome em carta pública à igreja duas irmãs culpadas de liderar uma divisão da igreja110. Isto para estabelecer que se esteja tratando com dignidade a intenço autorial/redatorial do texto à mão. 11 3 BERKHOF. as dificuldades girando em torno de manter em linha os pensamento heréticos e definir o que se podia chamar correto.1-3. ela deve tanto corrigir os erros da igreja tanto na vida comunal como também no individual. onde o pensamento humano e a prática normal servem de autoridade para a igreja. Ao mesmo tempo. mas em Mateus 5. Na história houve dificuldades mais do que nada com duas posiçes heréticas que anulavam ou a união de Deus (três deuses).29-23. na pregaço. a pregaço rotineira não passa muito além de ser uma expressão do ponto de vista do pregador com alguma referência bíblica lhe servindo para lançar a temática do sermão. é necessário estabelecer algumas regras interpretativas referentes aos textos bíblicos a serem tratados.

A definiço com a qual se trabalha aqui neste gráfico é de que em termos qualitativos (essência. pois não consegue expressar a submissão descrita em Filipenses 2. Deve-se lembrar que ao mesmo tempo em que Jesus é humano. ele é completamente Deus. Jesus é Deus. A questão do Espírito.5-11. expressa primeiramente uma segurança da divindade do Filho e do Espírito em conjunto ao Pai. A expressão do conceito trinitário deve-se principalmente à preocupaço da igreja primitiva na definiço da divindade de Jesus Cristo. Ha certas delimitaçes para a definiço do conceito que devem ser obedecidas. é útil lembrar da fragilidade e finitude humana perante a Deus na tentativa de descrevê-Lo. A definiço trinitária. portanto. Tal é ainda mais necessário perante questões como a trindade. Com esta preocupaço. ainda que limitado em questões quantitativos da expressão divina. etc. ou Sopro do Santo. diminuiço de divindade (subordinaço). nem chega a figurar no gráfico. modalidade divina. Esta ilustraço tem seus limites.) Jesus é cem porcento Deus. Mesmo que essa submissão seja visto em termos do aspecto humano de Jesus ou em termos de submissão à vontade pré-estabelecido (o que seria mais uma questão de autodisciplina do que submissão em si). Deus não cabe em termos quantitativos na expressão humana de Jesus.• Não se deve fazer tanta distinço entre as “pessoas” tal que haja diferenciaço de “centros decisivos”. Voltando a um gráfico já utilizado quando detalhando as limitaçes do leitor para com o texto bíblico. Como um plano geométrico não cabe dentro de uma linha unidimensional. mas Deus é mais do que se pode enxergar em Jesus. substância. o gráfico não chega a expressar o conceito completo. deu-se polêmica entre o monoteísmo exclusivo e questões de triteismo. e negaço da divindade de Cristo. • Não se deve subordinar nenhuma das “pessoas” de Deus a outra115. caráter. Esta foi a preocupaço maior da igreja ao desenvolver as su as definiçes parciais nos primeiros concílios116. Poderia-se falar que a distinço básica feita no Novo Testamento segue a seguinte demarcaço em . em essência sendo manter a completa divindade e união de Deus ao mesmo tempo de refletir um aspecto singular da manifestaço de YHWH (hwhy) entre o seu povo.

nem distinção completa entre Pai e Filho. o que não deixa o referencial “Deus” nem “Pai” acima do referencial “Filho”. Sopro A presença percebida mas intangível de Deus. assentado em poder no seu trono. 11 6 TILLICH. visível e tangivel.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. Filho A presença física de Deus. Aqui não há nem subordinaço. o versículo 9 coloca sobre Jesus um “nome sobre todo nome”. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados.000 5. porém deve-se deixar márgem para um emprego diferenciado em passagens individuais: 11 4 Bromiley em ELWELL. 199. Deve-se tomar o cuidado para lembrar o sentido do termo da formulaço origina. 604-605. tal como (Espírito)manifesto nos profetas Elias e Eliseu. 29 de 35 STBRS-PETE “5. Harbin “Pessoa” Aspecto principal da designaço: Pai A supremacia de Deus. . Chrístopher B. p. com rosto humano. Na formulaço da Trindade. 11 5 Mesmo que Filipenses 2. usa-se o termo “pessoa” para identificar os três aspectos descritos de Deus.5-8 trata da submissão de Jesus. 576 e GEORGE.termos gerais. porém relacionando-se em amor com a criatura humana. o seu soprar sobre o indivíduo. Jesus é posto em posiço de adoraço por todos nos céus e na terra e debaixo da terra para a gloria (rvelaço. manifestaço) de Deus Pai.

Traduço de Jaci Correia Maraschin. É pastor da United Church of Christ. Sopro de Cristo. Walter. Volume 7: Joshua. BUTLER. persona referenciava a máscara usada por um ator ao representar um papel numa peça dramática117. Deus é muito além de uma tentativa humana para que seja explicado de qualquer forma símples. 1982. As frases variadas que retratam conceitos trinos no Novo Testamento podem até variar em sua ordem. Traduço de Odacyr Olivetti. Houve pior uso das três partes do ovo que só em conjunto formam o ovo. Estas e outras formas de ilustrar o conceito simplesmente não fazem justiça ao retrato bíblico de Deus. Campinas: Luz Para o Caminho. [Parte de uma série de comentários presbiterianos. o autor é professor na Columbia Theological Seminary. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. O autor foi professor e presidente da Calvin Seminary. Nestes termos. Trent C. Há quem gosta de explicar que o sol é luz. Word Biblical Commentary. 1990. liquido e vapor). sempre sendo água (gelo.A palavra latina. Waco. são limitadas em oferecer um retrato detalhado de Deus. 1983. e o Espírito é tão Deus como o Filho e o Pai”118. Segue uma linha interpretativa evangélica moderada. Rio de Janeiro: JUERP/ASTE. Bibliografia: BAILLIE. como da água refletindo três formas ao mesmo tempo. Louis. Harbin Deus. (original em inglês. Donald M. O finito não O pode compreender. O essencial que precisa ser revelado pode ser apreciado. 1955). BRUEGGEMANN. Existem muitas maneiras que os homens tentaram exemplificar o conceito da Trindade. deve-se lembrar que Deus não obedece as categorias humanas estabelecidas para definir e delimitar a sua existência.]. a Bible Commentary for Teaching and Preaching.]. Chrístopher B. Atlanta: John Knox Press. D. Mesmo quando as nossas definiçes tem origem no texto da Bíblia. 1983. [Série de comentários de conselho editorial . (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. mas definiçes precisas vão além do limites da linguagem e da compreensão humana como também da revelaço proveniente de Deus. (Original em inglês. “O Filho é … tão Deus como o Pai. a não ser na visualizaço de Jesus como homem na terra ou especificamente retratan do o evento da crucificaço. Publisher. B. de Princeton. Harbin).000 5. Genesis: Interpretation. Deus Estava em Cristo: Ensaio Sobre Encarnaço e Expiaço. [Obra clássica de teologia sistemática de linha presbyteriana. Harbin). O conceito é difícil de entender. calor e esfera. BERKHOF.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. Teologia Sistematica. assim espelhando ainda mais o conceito da unidade de Deus STBRS-PETE “5. TX: Word Books. mas sempre sol. se é que se pode compreender o conceito. 1949).

Walter A. __________. CONNER.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. ELWELL. 1979. eruditos em suas respectivas áreas de estudo e contribuiço. devendo ser lido à luz de exposiçes mais recentes.]. São Paulo: Ediçes Vida Nova. Chrístopher B. Grand Rapids: Baker BookHouse. editor. 1904. Walter Thomas. Traduço de Almir S. The Anchor Bible Dictionary. Traduço de Gordon Chown. Unabridged in one volume. Gonçalvez. [Dicionário bíblico em seis volumes. São Paulo: Sociedade Religiosa Ediçes Vida Nova. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. volume I. Harbin). David Noel. Word Biblical Commentary. Publisher. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. TX: Word Books. segunda ediço. DURHAM. DAVIDSON. B. Apresenta uma linha básica de estudos antigos do Antigo Testamento. Introduço à Teologia Sistemática. (original em inglês. traduzido por Lucy Yamakami. __________. São Paulo: Vida Nova. 1990.D. p. 1994. (original em inglês. esta obra sendo impressa depois de sua morte utilizando os seus manuscritos e suas anotaçes. 1992). (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. [O autor procura posicionar as perspectivas .. Harbin). Oxford. & T. O autor foi professor de Hebraico e Antigo Testamento no Southeastern Baptist Theological Seminary com Ph. de Oxford e estudos de pós-doutorado em Heidelberg. John I. 1992.. [Online] Available: Logos Library System. FREEDMAN. Traduço de Gérson Dudus e Valéria Fontana. da Vanderbilt University. [Série de comentários de conselho editorial batista que preserva alto conceito da autoridade bíblica enquanto trata questões interpretativas com alto nível de erudiço.] GEORGE. 1984). 1997. 32 de 35 STBRS-PETE “5. Volume 3: Exodus. Clark. Teologia dos Reformadores. (Citaçes tradizidas por Chrístopher B. Rio de Janeiro: JUERP. São Paulo: Sociedade Religiosa Ediçes Vida Nova. (original em inglês. editor.]. EM. 1987. 1990. (Original em inglês. volume II. A-D. [Recurso mais antigo. Foi professordeAntigo Testamento no Baptist Theological Seminary of Rueschlikon. 1984). (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. International Theological Library: The Theology of the Old Testament. Edinburgh: T. Timothy. New York: Doubleday. A. Millard J.000 5. Harbin). Dallas.D. Christian Theology. produzido por uma banca com cerca de mil contribuintes.]. editor. 1997. Zurich e Jerusalém. Revelaço e Deus.]. com estudos de pós-doutorado em Heidelberg e Zurich.batista que preserva alto conceito da autoridade bíblica enquanto trata questões interpretativas com alto nível de erudiço. o autor foi teólogo escocês da New College de Edinburgh. Traduço de Gordon Chown. Harbin ERICKSON. Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã. 1988). 1996. O autor é Ph. [Esta obra é um resumo simplificado da obra mais completa Christian Theology.

3ª Ediço. Revisada. Lucy Yamakami. Introduço ao Estudo do Novo Testamento. [Correio eletrônico em resposta a certas colocaçes específicas referente a Êxodo 3. Carta recebida em forma de correio eletrônico. D. [O autor é professor da Trinity Evangelical Divinity School. Rio de Janeiro: JUERP. Porto Alegre: sem gráfica. Ph. Teologia do Antigo Testamento. 1997. [Tendo atuado no passado como deão da Trinity Evangelical Divinity School. O autor é batista. Ampliaço. apostila não publicada. Wayne. __________.]. HARBIN. Rio de Janeiro: JUERP. 28 de maio de 1998. “RE: Êxodo 3”. Systematic and Historical Theology of the Holy Spirit. Traduço de Gordon Chown. da Cambridge University. KAISER. formando a base de livro texto ainda a ser publicado. 1985. Broadus David. A Teologia do Antigo Testamento 1. 1994). Traduço de Cláudio Vital de Souza. São Paulo: Ediçes Vida Nova. L.D. 1989. 1997. Sayão. 165-197). pai do autor da obra presente. em Antigo Testamento do New Orleans Baptist Theological Seminary. T. Jr. __________. resgatando princípios válidos de suas reflexões teológicas. Walter C.doc). Luiz A. ele procura clarificar as contribuiçes teológicas específicas dos reformadores em face a certa confusão contemporânea a respeito das mesmas. Mendonça. na Igreja. Th.]. 2a ediço. (Original em inglês. HARBIN. INCH. era professor da Southern Baptist Theological Seminary em Louisville. São Paulo: Vida Nova. Traduzido por Norio Yamakami. Grand Rapids: Baker Book House. O Espírito Santo na Bíblia.D. professor na Faculdade Teológica Batista em São Paulo e no Seminário Batista do Norte do Brasil. Saga of the Spirit: A Biblical. Nesta obra. Primeira apostila de uma série de duas partes referentes ao estudo teológico do Antigo Testamento. com estudos de pós-doutorado na Suiça. Morris A. Henry H.]. de Harvard University. Harbin). Teologia Sistemática. 1999. [O autor foi missionário batista no Brasil por quase 30 anos. recebida em forma eletrônica (TAT1APO7. (Original em inglês. Trata de forma avaliativa as correntes atuais e históricas com posicionamentos críticos novos. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. GRUDEM.teológicas dos reformadores no seu contexto original para resgatar a essência da contribuiço teológica de cada. Chrístopher Byron. e Eduardo Perreira e Ferreira. Traduço de David A. 1995. HALE. na História. Teologia das Narrativas. revisão e atualizaço de Gordon Chown. Ph. 1978). apostila produzida em várias ediçes a partir de 1998. Escreve de uma perspectiva evangélica conservadora. É deão da Escola de Divindades na Universidade Samford. Byron. citaçes da ediço de julho de 1999. (páginas 1-104. .]. HALLEY. São Paulo: Ediçes Vida Nova.

William S.. Harbin). (Original em inglês. proferindo de perspectiva judaica uma teodicéia coerente com definiçes apropriadas ao pensamento hebraico. (Original em inglês. MAYS. Harbin).o autor é professor de Antigo Testamento e línguas semíticas na Gordon-Conwell Theological Seminary. __________. p. Robin. portanto. Hubbard e Frederic Bush. da Brandeis University. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. Charles W.]. sendo publicada por editora secular para o . Chrístopher B. 1981. 1988. 1996). (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. KEELEY. N. LOWRY. Traduzido por Márcio Loureiro Redondo. Harbin LASOR. 1999.]. 33 de 35 STBRS-PETE “5. colaborando em conjunto com seis outros eruditos no campo para a formulaço desta obra. [Comentário de boa erudiço. Princeton. Chicago: Gateway Editions. 1994. Harbin). Traduço de Lucy Yamakami.000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. [Os autores foram professores de Antigo Testamento na Fuller Theological Seminary. São Paulo: Ediçes Vida Nova. São Paulo: Editora Vida. Doutrinas Centrais da Fe Cristã: Origem e Desenvolvimento. Harper’s Bible Commentary. seguindo parâmetros evangélicos. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados.D. San Francisco: Harper & Row Publishers. com Ph. David A. [O livro reclama a necessidade de aproximar a pregaço e a teologia de um estudo bíblico exegético coerente. editor geral.]. Jon D. 2000. LEVENSON. Deve-se levar em consideração que ele trata mais a questão do pano de fundo por detrás do texto bíblico atual do que a própria forma existente do texto. J. James L. Baker Book House: Grand Rapids. Fundamentos da Teologia Cristã. com respeito à autoridade e integridade da Bíblia. Introduço ao Antigo Testamento. professor de estudo judaicos da Harvard Divinity School. 1986. O livro reúne. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. Toward an Exegetical Theology: Biblical Exegesis for Preaching and Teaching. de perspectiva erudita e evangélica. Apresenta uma perspectiva de erudiço sem vínculo confissional. organizador. D. 1994.]. NJ: Princeton University Press. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. com apreciaço da autoridade bíblica em conjunto com um compromisso pessoal com Deus. O livro apresenta um estudo das reflexões teológicas do Antigo Testamento. KELLY. Harbin). São Paulo: Ediçes Vida Nova. 1992). Traduzido por Yolanda Krievin. The First Theologians. Apresenta a promessa messiânica como sendo o centro unificador da teologia do AT. judaico e cristão antigo. o melhor de estudo crítico do texto veterotestamentário.. Creation and the Persistence of Evil: The Jewish Drama of Divine Omnipotence.000 5. [O autor é judeu. porém limitada como qualquer comentário de um só volume.

a primeira ediço do livro foi publicada em 1913. [Dicionário bilingüe simples e básico de latim e inglês. (traduzido da versão em inglês de 1980. o autor apresenta um bom esboço de estudo veterotestamentário segundo a época de sua atuaço. NEUSNER.]. Chilton é cristão. Em face da data da obra. Harbin).. original em alemão. (Original em inglês. apresentando conceitos básicos de teologia hebraica que formam a base de estudos posteriores. New York: David McKay Company. Chave lingüstica do Novo Testamento Grego. 1995. Bruce. Second Edition. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. H. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. dialogam referente aos seus respectivos conceitos de Revelaço divina para que haja enriquecimento aos dois lados.]. Juntos.]. MOODY. MILNE. Eerdmans Publishing Company. New York: Fleming H. Revell Company. The: A Summary of Christian Doctrine Based on Biblical Revelation. Jacob e Bruce D. Ensinando as Doutrinas Bíblicas.D. Chilton. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B.]. D. Inc. 1970). The Religious Ideas of the Old Testament. O estudo apresenta de forma criteriosa a base na qual outros trabalharam mais recentemente. Traduzido por Neyd Siqueira. From Scripture to Theology: A Cânonical Journey into Hermeneutics. ROBINSON. Geographical. A linha é de boa erudiço coerente com um compromisso sério com a Bíblia sendo revelaço divina. Revelation: The Torah and the Bible. Valley Forge. a partir de sua época de pesquisa. O editor é presbiteriano e professor da Union Theological Seminary em Richmond. da virada do século XX. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. 1995. Wheeler. Zabatiero. na base de estudos ma is recentes. David Company. 1996. São Paulo: ABU Editora. SCALISE. [Professor de Antigo Testamento da University of Chicago e Ph. O texto foi revisto e acrescentado em 1956. [Neusner é judeu.mercado religioso geral. Downers Grove. Charles J. Inc. Revised. 1959. Handy Dictionary of the Latin and English Languages: With an Appendix of Latin. PRICE. Harbin). Fristz e Cleon Rogers. há muito de novo a ser acrescentado à sua apresentaço. professor de estudos religiosos na University of South Florida. Historical. Dale. Harbin).]. RIENECKER. Virginia. MCKAY. 1935. Word of Truth. Grand Rapids: Wm. 1982). and Mythological Proper Names.. B.D. São Paulo: Edições Vida Nova.. Pennsylvania: Trinity Press International. 1958. London: Gerald Duckworth & Co. IL: InterVarsity . Harbin). por um professor da University of Oxford. professor de Novo Testamento e judaismo na Bard College. Traduzido por Gordon Chown e Júlio Paulo T. Ira Maurice. [O autor trata linhas interpretativas básicas referente ao Antigo Testamento. The Dramatic Story of the Old Testament. 1981.

Harbin SOGGIN.]. 1962. Rio de Janeiro: JUERP. Old Testament Library: Introduction to the Old Testament. [Professor de Teologia do Antigo Testamento na Waldensian Theological Faculty de Roma. discriminando entre pontos onde deve-se pisar com cuidado e outros onde pode-se tomar posiçes adequadas capazes de serem sustentadas. 34 de 35 STBRS-PETE “5. Traduzido por Delcyr de Souza Lima. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. Revised and Updated. Biblical Words and their Meaning: An Introduction to Lexical Semantics. O livro faz parte de uma série de comentários eruditos referentes ao Antigo Testamento de imprensa presbiteriana. 1974). Paul. (Original em español. J.]. Trata de perspectiva erudita e evangélica de princípios hermenêuticos referentes ao uso léxico e semântico de palavras no texto bíblico. Chrístopher B. o autor trata seriamente o texto bíblico. Dallas. (01-01-2006) ©Copyright 20 01 Chrístopher Byron Harbin Todos os direitos reservados. Foi Ph. WENHAM. Teologia Sistemática. traduzido por John Bowden. sendo ela regra de fé e de prática. com estudos de pós-doutorado em Edinburgh e na Suía. 1988). Moisés. o autor é pastor batista e apresenta alto respeito para com o texto bíblico como palavra de Deus.000 5. Gordon J. Word Biblical Commentary. Second Edition. 1976. TILLICH. (Citaçes traduzidas for Chrístopher B. Harbin).000” Introduço à Teologia Sistemática Pr. SILVA. Três Volumes em Um. Philadelphia: Westminster Press.]. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. Harbin). STAGG. [O autor é Ph. 1984. URETA. Revised and Expanded Edition. [Série de comentários de conselho editorial batista que preserva alto . [Professor de história cristã. (Original em italiano. 1987. da Manchester University e professor de Novo Testamento da Westminster Theological Seminary na Philadelphia. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. TX: Word Books. Harbin). Publisher. 1996. Frank. New Testament Theology. p. (Original em inglês. Volume 1: Genesis 1-15. 1964).D. Abrange muito bom estudo crítico do Antigo Testamento. 1995. Zondervan Publishing House: Grand Rapids. Harbin).]. A tese básica é de retomar a necessidade de estudar o texto bíblico à luz da qualidade canônica que o cristão atribui à Bíblia. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. da Southern Baptist Theological Seminary. Nashville: Broadman Press. O autor foi também professor da New Orleans Baptist Theological Seminary durante vinte e quatro anos. São Paulo: Ediçes Paulinas – Editora Sinodal. Alberto. O livro é uma síntese de um tratamento mais técnico dado em outro livro pelo autor. Floreal. 1994. D.Press. Harbin). [Livro de Teologia do Novo Testamento por professor da Southern Baptist Theological Seminary. Elementos de Teologia Cristã.

1982). Quinta-feira. a fim de fazer o texto e a sua mensagem mais entendido. editor geral. Número 12. segundo um largo espéctro de opinião erudita. com Ph. B. Caderno Vestibular. Ano 35. Ano 35. A.]. Número 12. The World of the Old Testament.. Esta traduço foi publicada por editora evangélica cristã. 15 de abril de 1999: Porto Alegre.].292. Eerdmans.293. __________. Caderno Sobre Rodas. Traduzido ao inglês por Sierd Woudstra. (Citaçes traduzidas por Chrístopher B. o editor lança uma introduço compreensiva do Antigo Testamento. Quarta-feira. Grand Rapids: Wm. (Original em holandês. S. (01-01-2006) .D. da Universidade de Londres e é também autor do comentário de Números da Série Cultura Bíblica. [Professor de Antigo Testamento da University of Groningen. ZERO HORA. Harbin). WOUDE. O autor é professor de Antigo Testamento em Cheltenham and Gloucester College of Higher Education na Inglaterra. 2ª Ediço. 2ª Ediço. Focaliza a cultura do período refletido pelo Antigo Testamento.conceito da autoridade bíblica enquanto trata questões interpretativas com alto nível de erudiço. 1989. 14 de abril de 1999: Porto Alegre.

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