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História Professor DILTON Lima Aula 42 Era Pombalina
História
Professor DILTON Lima
Aula 42
Era Pombalina

PRIMEIRO-MINISTRO

No reinado de D. José I, foi nomeado Sebastião José de carvalho e Melo, o Marques de Pombal, para o cargo de primeiro-ministro do governo português, ocupando-o por mais de 25 anos, dirigindo os destinos portugueses e coloniais, disposto a retirar o atraso de seu país em rela- ção aos centros mais dinâmicos da economia européia e a diminuir o grau de dependência de Portugal para com a Inglaterra.

DESPOTISMO ESCLARECIDO

Durante o governo de Pombal, instaurou-se o Despotismo Esclarecido, e ocorreu uma série de eventos que se relacionaram a um só esforço: a nacionalização da economia brasileira. Pombal organizou uma política de fomento indus- trial para o Reino e de intervenção do Estado nos diferentes setores da vida colonial, visando obter maior racionalização administrativa e conseguir maior eficiência na exploração colonial.

MEDIDAS POMBALINAS

  • a) Incentivos estatais para a instalação de manu-

faturas. b)1755: criação da Capitania de São Jose o Rio Negro, hoje Estado do Amazonas, com sede na Vila de Barcelos. Essa capitania foi instala- da por Francisco Xavier de Mendonça Furta- do, Governador Geral do Estado do Grão-Pará e Maranhão

  • c) 1755: criação da Companhia de Comércio do Estado do Grão-Pará e Maranhão, estimulando as culturas do algodão, do arroz, do cacau, etc. e tentando resolver o problema da mão-de- obra escrava para a região.

  • d) 1755: criação do Diretório, órgão composto por homens de confiança do governo português, cuja função era gerir os antigos aldeamentos. Pombal proibiu a utilização de línguas gerais (uma mistura das línguas nativas com o portu- guês), tornando obrigatório o uso do idioma português em toda a Colônia. Essa medida pombalina significava a portugalização da Ama- zônia, cometendo-se um etnocídio na região.

  • e) 1759: criação da Companhia de Comercio de Pernambuco e Paraíba, com o objetivo de esti- mular o cultivo da cana-de-açúcar e do tabaco.

  • f) 1759: extinção do sistema de capitanias.

g)1759: expulsão dos jesuítas (inacianos) da

Metrópole e da Colônia, confiscando-lhes os bens.

  • h) 1762: criação da Derrama com a finalidade de obrigar os mineradores a pagar os impostos atrasados. Essa medida fiscal austera visava confiscar os bens de certos setores da popu- lação, visto que a economia aurífera já se en- contrava em crise. A cobrança da derrama seria utilizada como pretexto para deflagração do primeiro movimento pró-independência, a Inconfidência Mineira.

  • i) 1763: transferência da capital da colônia de Salvador para o Rio de janeiro. Essa medida política visava colocar a cabeça administrativa da Colônia bem próximo da zona mineradora.

EDUCAÇÃO

Com a expulsão dos jesuítas do Reino e da Co- lônia, Pombal determinou que a educação (até então sob cargo da Igreja Católica) passasse a ser transmitida por leigos, nas chamadas Aulas Régias. Pombal fez uma revolução na Universidade de

História Professor DILTON Lima Aula 42 Era Pombalina PRIMEIRO-MINISTRO No reinado de D. José I, foi

Coimbra, introduzindo os estudos das Ciências Exatas e naturais e aprimorando os estudos das Ciências Jurídicas.

A QUEDA DE POMBAL

Em 1777, com a morte de D. José I, subiu ao

trono Dona Maria I, que afastou pombal do go-

verno. A queda do ministro foi comemorada por

todos os opositores que, finalmente, podiam vol-

tar ao poder.

O governo da metrópole suspendeu o monopólio das companhias de comércio e baixou um alvará proibindo a produção manufatureira da colônia (com exceção do fabrico de tecidos grosseiros para uso dos escravos). Essas decisões aumentaram o descontentamento dos luso-brasileiros ante a dominação da Coroa.

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Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal

MOVIMENTOS DE LIBERTAÇÃO COLONIAL

Rebeliões ocorreram na segunda metade do sé-

culo XVIII para romper os laços com a Metrópo- le, quebrar o pacto colonial e proclamar a inde- pendência política do Brasil. Essas revoltas fo- ram influenciadas pelas idéias liberais dos ilu- ministas, da independência dos Estados Unidos

(1776) e da Revolução Francesa (1789-99).

1.Inconfidência Mineira (Minas Gerais – 1789)

Na segunda metade do século XVIII, Minas Ge- rais entrou em fase de decadência econômica (jazidas de ouro esgotadas, mineiros empobre- cidos, altos impostos sobre os mineradores). Em 1788, a Coroa Portuguesa nomeou o Vis- conde de Barbacena. Objetivo: aplicar a Derra- ma (cobrança dos impostos atrasados). Em meio ao clima geral de revolta, um grupo de influentes membros da sociedade de Minas Ge- rais organizou-se com o objetivo de acabar com a exploração portuguesa. Esse grupo era bas- tante influenciado pelos ideais iluministas, que pregavam o fim da tirania dos governantes e a liberdade. Esses ideais estiveram presentes na Independência dos Estados Unidos, em 1776, um exemplo a ser seguido pelos que desejavam a separação dos laços coloniais entre Brasil e Portugal. Importantes membros da elite colonial e econô- mica de Minas Gerais começaram a se reunir e a planejar a ação contra as autoridades portu- guesas. Participavam desse grupo, entre outras pessoas, os poetas Cláudio Manuel da Costa e Tomás Antonio Gonzaga; os coronéis Domingos de Abreu Vieira e Francisco Antonio de Oliveira Lopes; o padre Rolim; o minerador e poeta Iná- cio José de Alvarenga Peixoto e o alferes Joa- quim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Os pla- nos dos inconfidentes eram:

Libertar o Brasil de Portugal, criando uma república com capital em São João Del Rei. Adotar uma nova bandeira que teria um triân- gulo no centro com a frase latina: Libertas quae sera tamen (liberdade ainda que tardia).

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  • 01. (FGV) A longa administração pombalina (1750-1777) causou controvérsias ao ex- pulsar os jesuítas de Portugal e de todos seus domínios, em 1759. Tal expulsão, que implicava o confisco dos bens dos religiosos, pode ser atribuída:

    • a) ao enorme déficit do Tesouro português, provocado pelas despesas feitas com construção de Lisboa, destruída pelo terremoto de 1755.

    • b) à antipatia que o ministro, seguidor da filo- sofia iluminista, nutria pelos jesuítas, respon- sáveis pelo atraso cultural do país.

    • c) à vontade de igualar-se à monarquia fran- cesa que praticava o despotismo esclare- cido.

    • d) ao processo de centralização administrativa que exigia a eliminação da Companhia de Jesus, acusada de formar um estado à par- te.

    • e) à não-aceitação de Pombal da política do despotismo esclarecido, que era bastante defendida pelos inacianos.

  • 02. (UEA) Os motivos internos do despotismo esclarecido estavam na emergência de novas forças sociais que se impunham com valores próprios e cada vez mais conscientes de sua importância.

  • (Mendes Jr., Roncari, Maranhão)

    Assinale a afirmativa ERRADA sobre as tentativas de modernização do absolutis- mo português.

    • a) Antes de Pombal, a modernização da tece- lagem portuguesa visava reduzir a subordi- nação econômica à Inglaterra, mas foi frus- trada com o Tratado de Methuen, em 1703, aumentando a dependência.

    • b) Para Pombal, aumentar o poder absoluto do rei implicava reduzir a influência dos jesuítas, limitando a sua ação, na metrópole e na co- lônia, sobre a educação e as missões religi- osas.

    • c) O reforço do absolutismo no plano econô- mico resultou na criação de companhias de comércio, como a do Grão-Pará e Mara- nhão, restringindo a já então pequena liber- dade comercial.

    • d) A essência da política pombalina consistia na aplicação rigorosa de princípios iluministas e fisiocráticos, que o caracterizaram como dés- pota esclarecido.

    • e) Apesar do incentivo às culturas de exporta- ção e da criação de companhias monopo- listas para o Norte, a extinção do Estado do Maranhão e Grão-Pará e a localização da ca- pital do Brasil no Rio de Janeiro refletiram o maior interesse pombalino pela mineração e pela pecuária do Extremo Sul.

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