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Gabarito do Calendário

número anterior 2008


Aprovar n.º 08

Aulas 55 a 90
DESAFIO FÍSICO (p. 3)
01. E;
02. A;
03. E;
04. C; LEITURA OBRIGATÓRIA
05. A;
06. B; O humor do português,
07. A; de João Batista Gomes
DESAFIO FÍSICO (p. 4) TEXTO PARA LEITURA
01. A;
02. E; Parir e dar à luz
03. E;
— Quantos anos a senhora tem, mãe?
04. B;
05. A; Ela demora um pouco a responder. Está esco-
06. A; vando os cabelos.
07. B; — Vinte e dois... Vou completar vinte e três.
08. D; — Só? Então, a senhora me teve com... Pera
aí... Num diz não, mãe... Com...
EXERCÍCIO (p. 4)
— Com dezessete, filho. Com dezessete anos.
01. D;
02. A; — E dezessete é com “z” ou com “s”, mãe?
03. B; — Claro que é com “z”, filhinho. Vem de dez. Dez
mais sete, entendeu?
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 5) — Isso eu entendi. Mas pera aí, mãe. A senhora
01. V, V, V, e F; não era muito nova pra parir não?
02. A; — Era muito nova sim, filho. E preste atenção:
03. B;
não diga “parir”. É grosseiro. Diga “dar à luz”.
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 6) — Mas a senhora me teve... Ah, entendi. A se-
01. A; nhora me teve e, para comemorar, deu luzes...
02. V, V, V, e F; — Não, filhinho. Não. “Dar à luz” é um modo de
03. A; dizer... É para evitar a palavra parir, mais usada para
EXERCÍCIO (p. 6) animais: a vaca pariu, a égua pariu...
01. A; — Mas, com dezessete anos, a senhora tinha
02. E; que ter evitado tudo: parir, dar à luz...
A mãe interrompe o penteado, agacha-se frente
DESAFIO BIOLÓGICO (p. 07)
ao filho para poder falar de igual para igual.
01. C;
02. E; — Escute aqui, meu filho. Você está falando
03. A; como gente grande. Se a mamãe não parisse, você
04. B; não existiria.
05. C; — E com dezessete anos, a senhora já tinha os
peitos caídos assim?
ARAPUCA (p. 9)
A mãe levanta-se, suspende os seios com as
01. B
mãos, faz uma cara de tristeza. A voz sai apagada.
DESAFIO GRAMATICAL (p. 9) — Tinha não, filho. Tinha não. Eles eram assim.
01. E; — E por que caíram? Foi por causa deu?
02. E; — Que “por causa deu”, menino! Por causa “de
03. E; mim”.
DESAFIO QUÍMICO (p. 11) — Quer dizer que você mesma fez os peitos caí-
01. B; rem?
02. D; — Não diga besteira, filho. Estou tentando ex-
03. E; plicar a você que o correto é dizer “por causa de
04. C; mim”, e não “por causa deu”. Entendeu?
05. A; — Agora, entendi.
06. D;
— Então, já que você é tão curioso, aprenda
07. A;
08. E; outra lição. O correto é perguntar assim: “Você mes-
ma fez os peitos cair”?
DESAFIO QUÍMICO (p. 12) — E como foi que eu perguntei?
01. A; — Você usou “caírem” em vez de “cair”.
02. B; — Então, mãe, vou fazer a pergunta de modo
03. D; correto. Seus peitos caíram por causa de mim?
04. D;
— Bem... Acho que sim... Pensando bem, não
05. D;
06. E; foi não, filhinho. Você não tem culpa nenhuma.
07. E; Agacha-se de novo para falar cara a cara (atente
na construção: sem crase) com o garoto.
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 13) — Olhe, filhinho. Quando os bebês nascem, os
01. E; seios das mães crescem, ficam inchados, cheios de
02. D;
leite. Com o tempo, o leite acaba, e os seios mur-
DESAFIO GEOGRÁFICO (p. 14) cham... E ficam assim.
01. D; — Que é isso, mãe? Não devem haver segredos
02. C; entre eu e a senhora...
03. B; — Devagar, filho. Devagar. Primeiro, é feio dizer
“não devem haver”. O correto é “não deve haver
segredos”. Outra construção feia é “entre eu e a
senhora”. O correto é “entre mim e a senhora”,
“entre mim e você”, “entre você e mim”...
(Gomes, João Batista. O humor do português.
Manaus: Linguativa, 2008, pág. 53 a 55).

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