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2. Sinfonias (poesias, 1883) em que da voz materna ouvi: “meu filho!

”,
3. Versos e Versões (poesias, 1887) E em que Camões chorou, no exílio amargo,
4. Aleluias (poesias, 1891) O gênio sem ventura e o amor sem brilho!
Sonetos famosos: VICENTE DE CARVALHO
1. As Pombas Nascimento e morte – Vicente Augusto de
2. Mal Secreto Carvalho nasce em Santos (SP), em 5 de
3. Anoitecer abril de 1866. Falece em São Paulo (SP), em
OLAVO BILAC 22 de abril de 1924.
Nascimento e Morte – Olavo Braz Martins Direito – Em 1882, aos 16 anos, ingressa na
dos Guimarães Bilac nasce no Rio de Janei- Faculdade de Direito, bacharelando-se aos
ANTOLOGIA
ro (RJ), em 16 de dezembro de 1865, onde 21 anos incompletos.
Língua Portuguesa Falece, em 28 de dezembro de 1918.
Faz parte da chamada Boêmia Abolicionista,
Olavo Bilac Medicina – Matricula-se na Faculdade de Me- cujas reuniões, muitas vezes, se realizam
Última flor do Lácio, inculta e bela, dicina do Rio de Janeiro, mas é expulso no nos bancos das praças públicas, impedidos
És, a um tempo, esplendor e sepultura: quarto ano, acusado de necrofilia. Tenta, a que são pelas autoridades policiais de irem à
Ouro nativo, que na ganga impura seguir, o curso de Direito em São Paulo, mas
sede.
não passa do primeiro ano.
A bruta mina entre os cascalhos vela... Estréia – Em 1885, publica seu primeiro livro
Jornalista e poeta – Dedica-se, desde cedo,
de versos, Ardêntias, nome inspirado na fos-
ao jornalismo e à literatura. Tem intensa parti-
Amo-te assim, desconhecida e obscura. forescência das ondas. A obra faz sucesso,
cipação na vida política do Brasil e em cam-
Tuba de alto clangor, lira singela, consagrando-o aos 19 anos.
panhas cívicas, das quais a mais famosa é
Que tens o trom e o silvo da procela, em favor do serviço militar obrigatório. Muitas atividades – Em Santos, assume a
E o arrolo da saudade e da ternura! chefia da imprensa republicana, militando em
Perseguido por Floriano – Fazendo jornalis-
mo político nos começos da República, é um todos os jornais. Depois de casado, vira polí-
Amo o teu viço agreste e o teu aroma dos perseguidos por Floriano Peixoto. tico, fazendeiro, empresário, mas faz carreira
De virgens selvas e de oceano largo! de verdade na área jornalística. Colabora, du-
Briga com Pompéia – Fica famosa a briga
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, entre Olavo Bilac e Raul Pompéia. Os dois rante muitos anos, em O Estado de S. Paulo,
chegam a comparecer em praça pública para em A Tribuna, e funda, em 1905, O Jornal.
Em que da voz materna ouvi: “meu filho!”, um duelo de espadas, que, felizmente, não Sucesso literário – Publica, em 1908, o livro
E em que Camões chorou, no exílio amargo, acontece. Poemas e Canções, com enorme sucesso.
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! Estréia – Publica a primeria obra em 1888, Apelido – Pela obsessão que tinha de falar
Poesias, tornando-se o mais típico dos parna-
Ouvir estrelas do mar, ganha o apelido de “Poeta do Mar”.
sianos brasileiros. Na obra, encontram-se os
Olavo Bilac famosos sonetos de Via-Láctea e a antológi- OBRAS
“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo ca Profissão de Fé, na qual codifica o seu
1. Ardêntias (poesias, 1885)
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto, credo estético, que se distingue pelo culto do
2. Relicário (pesias, 1888)
Que, para ouvi-Ias, muita vez desperto estilo, pela pureza da forma e da linguagem
3. Rosa, rosa de amor (poesias, 1901).
e pela simplicidade como resultado do lavor.
E abro as janelas, pálido de espanto ... 4. Poemas e canções (poesias, 1908).
Poeta épico – Ao lado do poeta lírico, há, em
Bilac, um poeta de tonalidade épica, de que Poemas famosos:
E conversamos toda a noite, enquanto
é expressão o poema O Caçador de Esmeral- 1. Velho Tema
A via láctea, como um pálio aberto,
das, celebrando os feitos, a desilusão e a 2. Palavras ao Mar
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto, morte do bandeirante Fernão Dias Pais Leme.
Inda as procuro pelo céu deserto. 3. Pequenino Morto (elegia)
Príncipe dos poetas – Bilac é, no seu tempo, 4. A Flor e a Fonte
um dos poetas brasileiros mais populares e
Direis agora: “Tresloucado amigo! mais lidos, tendo sido eleito o “Príncipe dos FRANCISCA JÚLIA
Que conversas com elas? Que sentido Poetas Brasileiros”, no concurso da revista Nascimento e morte – Francisca Júlia nasce
Tem o que dizem, quando estão contigo?” Fon-Fon (1913). em Xiririca, hoje Eldorado (SP), em 1871. Mor-
Hino à Bandeira – Na linha patriótica, com- re em São Paulo (SP), em 1920.
E eu vos direi: “Amai para entendê-las! põe a letra do Hino à Bandeira. ESTRÉIA – Em 1895, publica sua primeira
Pois só quem ama pode ter ouvido obra, Mármores, um livro de sonetos que cau-
OBRAS
Capaz de ouvir e de entender estrelas.” sa sensação nas rodas culturais de São Paulo
1. Poesias (poesias, 1888)
Velho tema 2. Crônicas e Novelas (prosa, 1894) e do Rio de Janeiro. Olavo Bilac faz-lhe elo-
Vicente de Carvalho 3. Sagres (poesias, 1898) gios emocionados.
4. Poesias Infantis (poesias, 1904) Talento feminino – Num universo inteiramen-
Só a leve esperança em toda a vida
Poemas famosos: te dominado por poetas do chamado sexo
Disfarça a pena de viver, mais nada;
forte, Francisca Júlia prova que mulher tam-
Nem é mais a existência, resumida, 1. Ouvir Estrelas
bém sabe fazer poesia de qualidade. Cria ver-
Que uma grande esperança malograda. 2. Profissão de Fé
3. Língua Portuguesa sos perfeitos, elevando-se ao nivel da “trinda-
de parnasiana” (Olavo Bilac, Raimundo Cor-
O eterno sonho da alma desterrada, Língua Portuguea
reia e Alberto de Oliveira), que são seus admi-
Sonho que a traz ansiosa e embevecida, Última flor do Lácio, inculta e bela, radores e principais incentivadores.
É uma hora feliz, sempre adiada És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura Última obra – Seu segundo e último livro de
E que não chega nunca em toda a vida.
A bruta mina entre os cascalhos vela... poesias, Esfinges, só vem a lume em 1903,
merecendo os mesmos aplausos do primeiro.
Essa felicidade que supomos, Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Árvore milagrosa que sonhamos Tuba de alto clangor, lira singela, OBRAS
Toda arreada de dourados pomos, Que tens o trom e o silvo da procela,
1. Mármores (poesias, 1895)
E o arrolo da saudade e da ternura!
2. Esfinges (poesias, 1903)
Existe, sim: mas nós não a alcançamos Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo! Poemas famosos:
Porque está sempre apenas onde a pomos
Amo-te, ó rude e doloroso idioma, 1. Musa Impassível
E nunca a pomos onde nós estamos.
2. Esfinges

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